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ENGENHARIA

UNIVERSIDADE ESTACIO DE SÁ
CAMPUS: NOVA IGUAÇU
DISCIPLINA: FISICA TEORICA E EXPERIMENTAL III
PROFESSORA: CARISE MARTINS ANGELO

FUNCIONAMENTO DO GERADOR DE VAN DE GRAAFF

NOVA IGUAÇU – RJ
2018
RELATÓRIO: FUNCIONAMENTO DO GERADOR DE VAN DE GRAAFF

JULIAM HENRIQUE DA SILVA VIEIRA - 201603398724


PABLO IAGO EVANGELISTA DE LIMA – 201511710845
RODRIGO MARQUES TENÓRIO – 201704002184
NELSON GABRIEL AMARAL DE OLIVEIRA - 201702517306

NOVA IGUAÇU – RJ
2018
Sumário

1- INTRODUÇÃO .......................................................................... 5

2- OBJETIVOS .............................................................................. 8

3- PROCEDIMENTOS ................................................................... 8

4- MATERIAIS ............................................................................... 8

5- CONCLUSÃO............................................................................ 8

Referencias ................................................................................... 10
1- INTRODUÇÃO
O gerador de Van de Graaff é uma máquina eletrostática que foi inventada pelo
engenheiro estado-unidense descendente de holandeses, Robert Jemison van
de Graaff em 1931. A máquina foi logo empregada em física nuclear para
produzir as tensões muito elevadas necessárias em aceleradores de partículas.
Nas escolas, este aparelho é destinado ao estudo experimental da
eletrostática. Um motor movimenta uma correia isolante que passa por duas
polias, uma delas acionada por um motor elétrico que faz a correia se
movimentar. A segunda polia encontra-se dentro da esfera metálica oca.
Através de pontas metálicas a correia recebe carga elétrica de um gerador de
alta tensão. A correia eletrizada transporta as cargas até o interior da esfera
metálica, onde elas são coletadas por pontas metálicas e conduzidas para a
superfície externa da esfera.
Funcionamento detalhado:
No momento em que o motor começa a girar, no contato entre o rolete e a
correia vamos ter o rolete ficando com cargas negativas, e a correia com
cargas positivas. Se você olhar na série triboelétrica, vai ser fácil entender por
que isso ocorre, como por exemplo, no gerador que construímos a correia é de
Nylon e o rolete é de PVC.
O campo elétrico entre o rolete e a correia aumenta, e o ar em torno da escova
se ioniza.
Cargas positivas das moléculas de ar são transferidas para a superfície da
correia.
Essas cargas são transportadas para a esfera metálica, sendo coletadas pela
escova superior. Assim é acumulada uma grande quantidade de carga na
esfera metálica.
Efeito Corona:
O gerador de Van de Graaff depende do efeito corona para funcionar.
Esse efeito ocorre quando partículas de ar, são submetidas a um campo
elétrico muito elevado e intenso, e faz com que essas partículas tornem-se
ionizadas.
No nosso gerador, isso faz com que as escovas funcionem e consigam captar
as cargas.
Um corpo eletrizado positivamente tem maior número de prótons do que de
elétrons, fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja positiva.
Eletrizar um corpo significa basicamente tornar diferente o número de prótons e
de elétrons (adicionando ou reduzindo o número de elétrons).
Podemos definir a carga elétrica de um corpo (Q) pela relação:

Onde:
Q= Carga elétrica, medida em coulomb no SI
n= quantidade de cargas elementares, que é uma grandeza adimensional e
têm sempre valor inteiro (n=1, 2, 3, 4 ...)

e= carga elétrica elementar ( )


A eletrostática é basicamente descrita por dois princípios, o da atração e
repulsão de cargas conforme seu sinal (sinais iguais se repelem e sinais
contrários se atraem) e a conservação de cargas elétricas, a qual assegura que
em um sistema isolado, a soma de todas as cargas existentes será sempre
constante, ou seja, não há perdas.
Força eletrostática é a força de interação eletrostática entre duas cargas
elétricas através da atração e da repulsão.
Ela é calculada pela Lei de Coulomb, que é expressa pela seguinte fórmula:

Onde,
k = constante eletrostática
q1 e q2 = cargas elétricas
r = distância entre as cargas
A constante eletrostática, também conhecida como constante de Coulomb, é
influenciada pelo meio onde as cargas elétricas se encontram. Assim, a
constante eletrostática influencia o valor da força.
Geralmente no vácuo, o seu valor é 9.109 N.m2 /C2, mas ela pode aparecer em
outros meios, por exemplo:
Água 1,1.108 N.m2 /C2
Benzeno 2,3.109 N.m2 /C2
Petróleo 3,6.109 N.m2 /C2
Energia eletrostática ou energia potencial elétrica é a energia produzida pelo
excesso de cargas elétricas em atrito. Ela é medida pela seguinte fórmula:
Onde,
k = constante eletrostática
Q = carga fonte
q = carga de prova ou teste
d = distância entre cargas
Campo Elétrico:
Campo elétrico é o local onde as cargas elétricas se concentram, cuja
intensidade é medida através da fórmula:

Onde,
E = campo elétrico
F = força elétrica
q = carga elétrica
Carga Elétrica
As cargas elétricas são o resultado da atração ou repulsão das cargas. Cargas
semelhantes se repulsam, enquanto as contrárias se atraem.
Elas são medidas em coulomb e a menor dessas cargas que é encontrada na
natureza é a carga elementar (e = 1,6 .10-19 C).
A fórmula da carga elétrica é:
Q = n.e
Onde,
Q =carga elétrica
n =quantidade de elétrons
e = carga elementar.
Além das fórmulas da eletrostática que foram citadas acima, são utilizadas
também:
Potencial Elétrico:
Onde:
V = Potencial elétrico
Ep = energia potencial
Q = Carga elétrica
Diferença de Potencial
U = vb - va
Onde,
U = diferença de potencial
va = potencial elétrico em a
vb = potencial elétrico em b

2- OBJETIVOS
Descrever o funcionamento do eletroscópio de folhas, reconhecer que as
cargas elétricas (estáticas) se distribuem na superfície externa de um condutor
e descrever o motivo dessa distribuição de cargas.

3- PROCEDIMENTOS
Fixar na superfície externa do condutor pequenas fixas de papel alumínio
Ligar o aparelho e anotar o comportamento das fitas
Aproximar a esfera auxiliar de descarga
Verificar e anotar o comportamento das descargas elétricas
4- MATERIAIS
Motor
Escova
Correia
Terra
Esfera Metálica
Tiras de alumínio

5- CONCLUSÃO
No momento em que a roldana é acionada pelo motor, a correia fricciona a
roldana de plástico, realizando a transferência de cargas negativas que se
acumulam e induzem cargas positivas na escova de metal. O campo elétrico
entre a roldana e a escova aumenta e o ar à volta da escova ionizam-se.
Assim, as cargas positivas das moléculas de ar são repelidas da escova e
transferidas para a superfície da correia, sendo transportadas para dentro da
cavidade da esfera de metal, o que permite acumular uma grande quantidade
de cargas positivas na superfície esférica
Observou-se que as tiras de alumínio tenderam a movimentar-se na direção
radial da esfera no sentido de afastamento. Esse processo é conhecido como
eletrização por contato, ocorrendo assim uma transferência parcial da carga
elétrica devido à diferença de potencial elétrico existente entre os polos.
Sobre o contato feito utilizando as esferas auxiliares; quando ocorre a descarga
através da formação de um fino canal ionizado no ar, o ar no interior desse
canal atinge temperaturas muito elevadas, de milhares de graus Célsius. Esse
mesmo ar no interior do canal estava na temperatura ambiente antes da
descarga e, portanto, há uma rapidíssima elevação da temperatura do gás
dentro do canal no momento da descarga. Como é bem sabido, ao aumentar
bruscamente a temperatura de um gás, a pressão cresce. Portanto, o ar dentro
do canal, devido à elevação da pressão se expande violentamente, produzindo
uma expansão brusca. O estalo que ouvimos é decorrência dessa expansão
brusca, uma pequena explosão que gera uma onda sonora.

Quando a descarga ocorre devido à eletricidade estática em nuvens, o canal


ionizado é muito maior e a energia liberada é muitas ordens de grandeza maior
do que a energia liberada em um pequeno gerador de van der Graaf. A
expansão brusca do canal ionizado é então uma verdadeira explosão, gerando
uma onda sonora de grande intensidade, o trovão. Ou seja, os estalos do
gerador são trovões em miniatura.
Referencias

ELECTRONICS, A. Gerador de Van de Graaff: O Guia Definitivo. Acesso em: 2018.

INFORMAÇÃO, V. T. D. Eletrização. Só Física. Disponivel em:


<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrostatica/eletrizacao.php>.
Acesso em: 2018.

MATÉRIA, T. Eletrostática. todamateria. Disponivel em:


<https://www.todamateria.com.br/eletrostatica/>. Acesso em: 2018.

PAULA, R. N. F. D. Gerador de Van de Graaff. Disponivel em:


<https://www.infoescola.com/fisica/gerador-de-van-de-graaff/>. Acesso em: 2018.

WIKIPÉDIA. Gerador de Van de Graaff. Disponivel em:


<https://pt.wikipedia.org/wiki/Gerador_de_Van_de_Graaff>. Acesso em: 2018.

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