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Linguagem - Aula 01

Problema da significação em Aristóteles

- O uso sofístico da linguagem

→ Para a persuasão, para o convencimento. A falta de compromisso com a Verdade. A linguagem não “comunicava” como hoje, porque não havia uma base conceitual comum para as palavras na “cabeça” dos falantes. O entendimento dependia completamente do seu contexto no uso, na prática. Os valores da linguagem eram construídos no próprio uso da linguagem.

- A “sacada” da linguagem em Aristóteles →

A linguagem faz referência à alguma coisa diferente dela mesma. Aristóteles traz a idéia de remissão (uma palavra remete a uma coisa), de signo (significado). Em Aristóteles surge a necessidade do compromisso com a Verdade.

- A linguagem em Aristóteles faz referência a algo transcendente, ao Ser.

- A relação linguagem-ser → Ao mesmo tempo uma ideia de ligação (uma palavra associada a coisa) e distanciamento (uma palavra não É propriamente a coisa).

Linguagem

(significante)

não É propriamente a coisa). Linguagem (significante) Pensamento (intenção significante) (semelhança) Ser

Pensamento (intenção significante)

(semelhança)

Pensamento (intenção significante) (semelhança) Ser Diferença da linguagem do filósofo para a linguagem do
Ser
Ser

Diferença da linguagem do filósofo para a linguagem do sofista:

- A linguagem do filósofo comunica, por ter uma base conceitual comum

- A linguagem do sofista se constrói no encontro, no contexto, no próprio uso da linguagem.

- A linguagem generaliza → Homonomia: Palavras que tem seu significado fixo, mas são generealizantes por não existirem coisas iguais. Ex.: Se eu falo cachorro, o significado é fixo, é um. Mas a linguagem generaliza por se referir a qualquer cachorro que existe, mesmo cada cachorro sendo direfente um do outro. (≠ de sinomia)

Diferença de signo e símbolo (para Saussure):

Signo → natural, é tem uma relação de contiguidade, por ex.: Fumaça e Fogo, Balança e justiça

Símbolo → “artificial”, arbitrário. Não necessariamente possui uma relação natural, e é escolhida como um consenso, pela cultura.

- O Filósofo fala de/sobre alguma coisa. (Explicação: entende-se coisa, como o Ser, algo que é comum às duas pessoas, e seu conceito é transcendente à linguagem)

- O sofista fala a/para alguém. (Explicação: ele não fala de coisas, pq o conceito da “coisa” não existe fora do contexto da fala. Antes de Aristóteles não existia definido um conceito sobre o que seja a coisa. Dependia completamente do que a pessoa que ouve o sofista entende como sendo aquela coisa. Então é impossível existir valor para aquela coisa se não tiver outra pessoa a quem a linguagem for direcionada.)