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Sistemas de Gestão e Controle de Custos

Custos no processo de gerenciamento

Prof. Me. Adilson Lombardo


Olá!

Assista ao vídeo a seguir para conhecer os conteúdos que


serão estudados nesta aula.

Bons estudos!

Introdução

Os estoques possuem grande importância para o


gerenciamento dos custos das empresas, de forma que o uso de
uma metodologia adequada para a avaliação desses valores pode
garantir ganhos significativos em busca da lucratividade.

Além dos conceitos de custos de estoque, esse estudo visa


desenvolver a apropriação dos custos nos departamentos, com a
identificação de centros de custos e as atividades ali desenvolvidas,
bem como o correto rateio dos gastos e suas funções. Criar
processos de custos em todos os estágios dentro das organizações
é uma estratégia que não impacta somente valores, mas também
uma mudança de comportamento.

Os Custos no Processo de Gerenciamento

A análise de custos necessita de diversos critérios que


extrapolam os valores que podem ser contabilizados pelas

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empresas − os custos que podem incluir valores de sistemas de
informações ocultos em processos não conhecidos são bastante
importantes, além de outros estudos por parte dessas
organizações.

Para entender melhor como funcionam os custos no processo


de gerenciamento dos estoques e na movimentação de
mercadorias, assista ao vídeo a seguir e fique por dentro!

Inicialmente, deve-se considerar que alguns fatores podem afetar os


custos no processo de gerenciamento dos estoques e na
movimentação de mercadorias. Muitos deles afetam a perspectiva de
análise dos gastos, sendo que entender os gastos e classificá-los
corretamente para configurar de maneira correta entre custos e
despesas é essencial.

Entretanto, há que se considerar ainda outras variáveis que


podem envolver essas atividades, bem como mercados, aspectos
regionais e questões de logística.

Assista ao vídeo a seguir, no qual trataremos dessas variáveis


que afetam os custos dentro das empresas.

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Dentre os fatores variáveis, veremos os principais a seguir.

Distância
Essa variável afeta os custos sob diversos aspectos: pelo
lapso entre os fornecedores de matérias-primas, produtores e
clientes, que já se configura como um ‘dilema homérico’.

Porém, podemos acrescentar ainda as questões de qualidade


e manutenção das vias, os processos de extração das matérias-
-primas e insumos adicionais, a mão de obra envolvida, os veículos
e sua manutenção, além dos fatores climáticos que colaboram para
colocar essa variável entre os principais fatores críticos para a
análise dos custos sob o critério logístico.

Volume
Não se trata apenas do volume da atividade, mas, sim, de que
maneira estocar, por exemplo, uma tonelada de isopor, de chumbo
ou de explosivos.

O volume interfere até mesmo no tipo de local a ser utilizado ou nas


especificações dos veículos que fazem o transporte, além dos
cuidados que envolvem esse transporte e quais gastos necessários ou
adicionais devem ser considerados.

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Densidade
Assim como o volume, a densidade do material interfere nas
condições em que será realizado o transporte, o manuseio e o
acondicionamento, situações que exigem cuidados no tratamento
dos gastos e nos custos envolvidos.

Facilidade de acondicionamento
Produtos com maior facilidade de armazenamento tendem a
exigir menores gastos para seu acondicionamento, pois muitas
exigências específicas podem elevar os valores para mantê-los.

Como exemplo, pode-se dizer que acondicionar barras de aço


tem menor custo do que acondicionar carne resfriada.

Facilidade de manuseio
As necessidades de cuidados especiais de manuseio dos
produtos podem, invariavelmente, elevar os gastos essenciais, que
serão considerados custos. Desta forma, as peculiaridades dos
processos de transporte dos produtos precisam ser muito bem
estudadas, a fim de que não haja nenhuma distorção de custos.

Responsabilidade
A atribuição dos custos necessita de adequação dos gastos
sob a responsabilidade dos respectivos centros de custos e
atividades específicas.

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Mercado
Questões de mercado também afetam os custos, sobretudo
em relação a sazonalidades ou necessidades momentâneas de
determinado produto ou serviço.

Para saber mais sobre como é feita a armazenagem dos produtos,


acesse o link disponível a seguir e faça sua pesquisa:

<http://pt.wikipedia.org/wiki/Armazenagem>

E agora, para conhecer os fatores de decisão em custos das


empresas, assista ao vídeo a seguir.

Fatores de decisão
Conforme vemos na figura a seguir, a análise dos custos
implica invariavelmente na avaliação do nível de serviço ou
produção considerada variável, como o custo produtivo, o risco e o
tempo de produção.

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Nível de serviço ou produção

Fonte: Elaborado pelo professor

As interseções dessas variáveis geram processos críticos ou


gargalos produtivos que carecem de atenção especial dos gestores
para a racionalização dos gastos.

Ainda sobre as considerações quanto aos estoques, devemos


considerar:

 Melhorar o serviço para o cliente;

 Dar importância aos estoques;

 Economia de escala;

 Proteção contra mudanças de preço em épocas de inflação


alta;

 Proteção contra incertezas na demanda e no tempo de


entrega;

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 Proteção contra contingências, como greves, incêndios,
inundações, instabilidades políticas e outras.

Assista ao vídeo a seguir, que mostra os métodos de


avaliação de estoques e os custos envolvidos, além do sistema
ABC, os custos ocultos e a atribuição dos custos.

Métodos de Avaliação de Estoques

São os procedimentos necessários ao registro e ao controle


da movimentação dos estoques.

Com base nas informações do quadro de controle de estoque


a seguir, teremos um exemplo de cada um dos métodos mais
comuns no Brasil.

Controle de estoque

Fonte: Exemplo elaborado pelo professor

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Custo médio ponderado móvel
Essa é a metodologia mais utilizada no Brasil devido à
facilidade de cálculo e à possibilidade de aproximação dos custos
ideais para os estoques.

Cada entrada de custo diferente do custo médio anterior altera o custo


médio e cada saída altera o fator de ponderação.

Custo médio ponderado fixo ou método direto

Corresponde ao seguinte cálculo:

CMV = EI + compras – EF

Por exemplo: CMV = 24.000,00 + 15.532,00 – 3.506,50

CMV = 36.025,50

PEPS – Primeiro que Entra Primeiro que Sai

Também conhecido como “First In First Out” (FIFO), no qual o


custo de saída é baseado no custo do primeiro que entra. Veja o
exemplo a seguir:

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Fonte: Exemplo elaborado pelo professor

UEPS – Último que Entra Primeiro que Sai

Também conhecido como “Last In First Out” (LIFO), no qual o


custo de saída é baseado no custo do último que entra.

Essa metodologia não é aceita pela legislação fiscal brasileira,


em razão de aumentar o custo de saída das mercadorias.

Veja o exemplo a seguir:

Fonte: Exemplo elaborado pelo professor

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Custo específico

Normalmente, esse tipo de custo é utilizado pelas empresas


que têm poucos itens em estoque e que demandam um valor muito
alto, como no caso de concessionárias de veículos, nas quais o
controle item a item é mais fácil de ser implantado.

Método de varejo

É comumente utilizado em empresas comerciais que


trabalham com uma quantidade grande de itens em estoque e
efetuam compras geralmente em lotes e com valores unitários
pequenos.

Departamentalização
O departamento é a unidade mínima administrativa para a
contabilidade de custo, em que se desenvolvem atividades
homogêneas, e é representada por pessoas, máquinas ou ações
específicas.

Configura-se como unidade mínima administrativa porque sempre há


um responsável para cada departamento. Esse conceito que liga a
atribuição de cada departamento à responsabilidade de uma pessoa
dá origem a uma das formas de uso da contabilidade de custos − o
controle.

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A divisão dos departamentos não se restringe somente à área
industrial, pode ser aplicada também nas áreas de administração,
comercial e financeira.

Centro de custos

O centro de custos é a unidade mínima de acumulação de


custos indiretos.

Na maioria das vezes, o departamento é um centro de custos,


ou seja, nele ficam acumulados os custos indiretos para posterior
alocação a produtos ou a outros departamentos.

Rateio de custos
Os custos indiretos somente podem ser apropriados por sua
própria definição e de forma indireta aos produtos, ou seja,
mediante estimativas, critérios e rateio, além da previsão de
comportamento dos custos.

Todas essas formas de rateio são subjetivas, pois não


garantem a alocação do custo correspondente, e todos os critérios
de rateio devem ser avaliados, de forma a serem adotados aqueles
que melhor refletem a realidade de cada unidade produtiva. Não

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existe um critério que possa ser adotado como ideal e absoluto.
Para que se proceda ao rateio de custos, é necessário que se
determine qual a base mais adequada e menos injusta de
distribuição dos custos entre os departamentos.

Suponhamos que o custo total da empresa com aluguel é lançado no


departamento administrativo para, posteriormente, ser alocado aos
centros de custos correspondentes. Nesse caso, será efetuado um
rateio com base na área de ocupação de cada unidade e o valor total
do aluguel será de R$1.000,00.

Como resultado, têm-se os valores correspondentes a cada


unidade, de acordo com o critério estipulado, que foi julgado ser o
mais justo na ocasião.

Fonte: Exemplo elaborado pelo professor

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Custos de sistemas de informação
Mensurar custos de serviços é, sem dúvida, uma das maiores
dificuldades das organizações, principalmente devido à
subjetividade da análise das atividades, como os custos com
sistemas de informações, nos quais se deve considerar:

Estrutura de mão de obra

Custos com o uso da informação

É o custo do gestor na obtenção de informação estruturada


para a tomada de decisão.

Custos tecnológicos

Podem ser:

 Custos de tecnologia informação;

 Mão de obra e encargos (operação);

 Depreciação, aluguel de equipamentos e instalações;

 Amortização e manutenção dos softwares e hardwares;

 Manutenção das comunicações;

 Serviços acessórios.

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Custos ocultos ou hidden costs
Ainda considerando o sistema de informações como exemplo,
devemos analisar outros fatores que se agregam aos gastos para
apropriar os custos finais do processo, como:

 Custos de informação imprecisos às empresas;

 Informações incorretas;

 Sistemas redundantes;

 Perda de produtividade;

 Falha na leitura;

 Correções no recebimento;

 Lentidão para novos produtos.

Atribuição dos custos


Os custos de serviços, como os de sistemas de informações,
normalmente são de difícil individualização dentro das
organizações.

Nesse caso, a atribuição de custos se dá como custo indireto ou


rateio, além do custeio ABC, como forma de atribuição mais adequada
à apropriação dos custos que se pode utilizar a fim de identificar as
parcelas de custos com os seus processos específicos.

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Custeio por atividades ou sistema de custeio ABC
Com os avanços da tecnologia, os processos de alocação dos
custos aos métodos tradicionais de custos indiretos, como as horas-
-máquinas, podem ser inadequados para apropriar os recursos que
efetivamente foram consumidos nas atividades.

Tais processos podem conter gastos que não estão


relacionados aos custos finais dos processos.

Com a evolução dos processos produtivos, como o sistema


PERT (Program Evalluation and Review Technique) e COM (Critical
Path Method), que se basearam no planejamento das atividades,
construindo, a partir dessa análise, os custos por atividades, a
estruturação dos sistemas de Qualidade Total (TQM) propiciou a
implementação de sistemas de custos baseados em atividades
desenvolvidas durantes os processos produtivos, de forma que
essa abordagem gerencial passou a ser definida como “Custos
ABC”, baseada na definição em inglês “Activity Based Costing”.

Essa metodologia permite avaliar e controlar as atividades


executadas nos processos produtivos, enumerando o conjunto de
atividades e os custos dos produtos e insumos envolvidos na
execução de produtos ou serviços.

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O sistema ABC está focado nas variáveis que originam os custos
indiretos de fabricação e elaboração de produtos e serviços, bem
como nos custos considerados ocultos.

Para ver um estudo de caso sobre o que estudamos nesta aula, leia o
artigo disponível no link a seguir:

<http://redalyc.uaemex.mx/pdf/878/87890108.pdf>

Síntese
Assista ao vídeo a seguir com uma síntese do conteúdo
estudado nesta aula − os custos como uma vantagem competitiva.

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1. Os custos indiretos somente podem ser apropriados, por sua
própria definição, de forma indireta aos produtos, ou seja,
mediante estimativas, critérios e previsão de comportamento de
custos. Assim, a metodologia para apuração desses custos é
denominada:

a. Divisão aleatória de custos

b. Rateio de custos

c. Apuração dos custos

d. Centro de custos

2. A unidade mínima administrativa para a contabilidade de custo,


em que se desenvolvem atividades homogêneas, e é
representada por pessoas e máquinas é conhecida como:

a. Centro de despesas

b. Unidade de gestão

c. Departamento

d. Setor de custos

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Referências

BEULKE, R. Gestão de custos. São Paulo: Saraiva, 2010.

MARTINS, E. Contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2011.

SCHIER, C. U. da C. Gestão de custos. Curitiba: Ibpex, 2006.

_____. Custos industriais. Curitiba: Ibpex, 2005.

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