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PRINCÍPIOS e CÁLCULOS da ENGENHARIA de BIOPROCESSOS e BIOTECNOLOGIA
PRINCÍPIOS e CÁLCULOS da ENGENHARIA de BIOPROCESSOS e BIOTECNOLOGIA

PRINCÍPIOS e CÁLCULOS da ENGENHARIA de BIOPROCESSOS e BIOTECNOLOGIA

Conceitos relativos a cálculos envolvendo energia
Conceitos relativos a cálculos envolvendo energia

Conceitos relativos a cálculos envolvendo energia

Conceitos relativos a cálculos envolvendo energia
Entalpia No formalismo da termodinâmica é comum encontrar o termo U + PV . Assim, definiu-se

Entalpia

Entalpia No formalismo da termodinâmica é comum encontrar o termo U + PV . Assim, definiu-se

No formalismo da termodinâmica é comum encontrar o termo U + PV. Assim, definiu-se uma nova grandeza termodinâmica, a entalpia, como:

H=U+PV

dH=dU+d(PV)

Diferencial

ΔHU+Δ(PV )

Após integração

Entalpia A entalpia tem unidade de energia por massa ou por mol, ou seja, é uma

Entalpia

Entalpia A entalpia tem unidade de energia por massa ou por mol, ou seja, é uma

A entalpia tem unidade de energia por massa ou por mol, ou seja, é uma propriedade de estado intensiva.

H é a entalpia com unidade de energia por mol ou massa.

H t é a entalpia total do sistema com unidade de energia. Esta é uma propriedade extensiva. (Ficar atento(a) com as unidades)

Entalpia Substância pura → H(T,P) dH = P dT + ∂ T ∂ P ) dP

Entalpia

Entalpia Substância pura → H(T,P) dH = P dT + ∂ T ∂ P ) dP

Substância pura H(T,P)

dH= ( H ) P dT + ( H

T

P ) T

dP

Para sistemas em pressões moderadas, o segundo

termo

é muito menor

ser desprezado.

do

que o primeiro, podendo

Assim: Entalpia 2 Δ H = C dT T 1 Normalmente é possível encontrar equações polinomiais

Assim:

Entalpia

T 2

ΔH= C P dT

T 1

Assim: Entalpia 2 Δ H = C dT T 1 Normalmente é possível encontrar equações polinomiais

Normalmente é possível encontrar equações

polinomiais empíricas que relacionam temperatura.

C P

com

a

Entalpia A maneira mais simples de obter dados sobre entalpia é por meio de tabelas, normalmente

Entalpia

Entalpia A maneira mais simples de obter dados sobre entalpia é por meio de tabelas, normalmente

A maneira mais simples de obter dados sobre entalpia é por meio de tabelas, normalmente junto com energia interna e volume específico.

As tabelas de vapor saturado e de vapor superaquecido para água são facilmente encontradas.

Entalpia Exemplo – Calcule a variação de entalpia provocado pelo aumento da temperatura de 20 °C

Entalpia

Entalpia Exemplo – Calcule a variação de entalpia provocado pelo aumento da temperatura de 20 °C

Exemplo – Calcule a variação de entalpia provocado pelo aumento da temperatura de 20 °C para 30 °C de um sistema contendo água pura no estado líquido.

Entalpia Na tabela de coeficientes de equações polinomiais que representam a capacidade calorífica apresentado em Doran

Entalpia

Entalpia Na tabela de coeficientes de equações polinomiais que representam a capacidade calorífica apresentado em Doran

Na tabela de coeficientes de equações polinomiais que representam a capacidade calorífica apresentado em Doran (1995) encontra-se que:

C p (kJ.kgmol -1 .°C -1 ) = 75,4. Assim:

30

ΔH= 75,4 dT=75,4.T | 30 =754

20

20

kJ

kgmol

Entalpia Nas tabelas de vapor saturado encontradas em Smith et al (2007) Δ H = 125,7
Entalpia Nas tabelas de vapor saturado encontradas em Smith et al (2007) Δ H = 125,7

Entalpia Nas tabelas de vapor saturado encontradas em Smith et al (2007)

ΔH=125,783,86=41,84 ( kg kJ ) . ( 18

kgmol ) =753

kg

kJ

kgmol

30

ΔH= 75,4 dT=75,4.T | 30 =754

20

20

kJ

kgmol

Além da transferência de calor sensível existem transformações que ocorrem no sistema e que podem causar
Além da transferência de calor sensível existem transformações que ocorrem no sistema e que podem causar

Além da transferência de calor sensível existem transformações que ocorrem no sistema e que podem causar modificações no seu estado:

Mudanças de fase Mistura de substâncias diferentes Reações químicas

Mudanças de fase As mudanças de fase ocorrem a pressão e temperatura constante, mas envolvem a

Mudanças de fase

Mudanças de fase As mudanças de fase ocorrem a pressão e temperatura constante, mas envolvem a

As mudanças de fase ocorrem a pressão e temperatura constante, mas envolvem a transferência de calor latente. Daí temos:

calor latente de vaporização, DH v (-DH v para condensação) calor latente de fusão, DH f (-DH f para solidificação) calor latente de sublimação, DH s .

Qual é a energia, em kWh, necessária para que se congele uma tonelada de água líquida
Qual é a energia, em kWh, necessária para que se congele uma tonelada de água líquida

Qual é a energia, em kWh, necessária para que se congele uma tonelada de água líquida a 0 °C?

Da tabela B7 (Doran, 1995) D H = 6,0095 kJ gmol Δ H = 6,0095 gmol
Da tabela B7 (Doran, 1995) D H = 6,0095 kJ gmol Δ H = 6,0095 gmol

Da tabela B7 (Doran, 1995) DH f,0°C = 6,0095 kJ gmol -1

ΔH f ,0 o C =6,0095 (

gmol ) . ( gmol

kJ

18g

) =0,334 ( kJ

g

)( 1000 g

1 kg

) =334 kJ

kg

ΔH=1000(kg).334

kg =334 MJ ( 2,778 x 10 7 kWh )( 1 x 10 6 J

kJ

1 J

1MJ

) =92,8kWh

Pelo preço de R$ 0,64543 por kWh, sem perdas, custaria R$ 59,9.

Felder (1986, pg 362) Cem moles por hora de n-hexano líquido a 25 °C e 7
Felder (1986, pg 362) Cem moles por hora de n-hexano líquido a 25 °C e 7

Felder (1986, pg 362) Cem moles por hora de n-hexano líquido a 25 °C e 7 bar são vaporizados e aquecidos até 700 °C a pressão constante. Ignorando os efeitos da pressão na entalpia, estime a demanda de calor.

+ fácil Ebulição condições normais Ebulição 7 bar Líquido 25 °C Líquido 69 °C Líquido 146
+ fácil Ebulição condições normais Ebulição 7 bar Líquido 25 °C Líquido 69 °C Líquido 146

+ fácil

Ebulição

condições

normais

Ebulição

7 bar

Líquido

25

°C

Líquido

69

°C

+ fácil Ebulição condições normais Ebulição 7 bar Líquido 25 °C Líquido 69 °C Líquido 146
+ fácil Ebulição condições normais Ebulição 7 bar Líquido 25 °C Líquido 69 °C Líquido 146
Líquido 146 °C
Líquido
146 °C
vapor vapor 25 °C 300 °C vapor 69 °C vapor 146 °C
vapor
vapor
25 °C
300 °C
vapor
69 °C
vapor
146 °C
69 Δ H = 25 Líquido 25 °C P ,liq Líquido 69 °C vapor 300 °C
69 Δ H = 25 Líquido 25 °C P ,liq Líquido 69 °C vapor 300 °C

69

ΔH A =

25

Líquido

25

°C

C P ,liq dT

 
Líquido 25 °C P ,liq Líquido 69 °C

Líquido

69

°C

vapor

300 °C

300

ΔH C =

69

69 Δ H = 25 Líquido 25 °C P ,liq Líquido 69 °C vapor 300 °C

C P ,vap dT

vapor 69 °C kJ ΔH B =ΔH v =28,85 gmol
vapor
69 °C
kJ
ΔH B =ΔH v =28,85
gmol

(tabela B.1 Felder)

Líquido 25 °C Δ H Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor 69 °C Δ H
Líquido 25 °C Δ H Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor 69 °C Δ H

Líquido

25

°C

ΔH A

 
Líquido 25 °C Δ H Líquido 69 °C

Líquido

69

°C

vapor

300 °C

 
vapor 300 °C vapor 69 °C

vapor

69 °C

ΔH C

kJ

gmol

ΔH B =28,85

Líquido 25 °C Δ H Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor 69 °C Δ H

69

ΔH A = 216,3dT =216,3| 69 =216,3.(6529)=9517 gmol J =9,517

25

25

kJ

gmol

(Tabela B.2 do Felder)

Líquido 25 °C Δ H = 9,517 gmol Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor 69
Líquido 25 °C Δ H = 9,517 gmol Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor 69

Líquido

25

°C

ΔH A =9,517 kJ gmol

 
Líquido 25 °C Δ H = 9,517 gmol Líquido 69 °C

Líquido

69

°C

vapor

300 °C

 
vapor 300 °C vapor 69 °C

vapor

69 °C

ΔH C

kJ

gmol

ΔH B =28,85

Líquido 25 °C Δ H = 9,517 gmol Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor 69

300

ΔH C = (137,44+0,408T2,39 x 10 4 T 2 +5,77

x 10 8 T 3 )dT

69

ΔH C =(137,44 T + 0,408 T 2

2

2,39 x 10 4 T 3 + 5,77 x 10 8

3

T 4 )| 300 =47,1
4

69

kJ

gmol

Δ H = 9,517 Líquido 25 °C kJ gmol Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor
Δ H = 9,517 Líquido 25 °C kJ gmol Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor

ΔH A =9,517

Líquido

25

°C

kJ

gmol

Líquido 25 °C kJ gmol Líquido 69 °C

Líquido

69

°C

vapor

300 °C

 
vapor 300 °C vapor 69 °C

vapor

69 °C

kJ

ΔH C =47,1

gmol

ΔH B =28,85

kJ

gmol

Δ H = 9,517 Líquido 25 °C kJ gmol Líquido 69 °C vapor 300 °C vapor

kJ

kJ

kJ

ΔH=28,85 gmol +9,51 gmol +47,1 gmol =85,5

kJ

gmol

Líquido vapor 25 °C 300 °C Δ H = 9,517 kJ kJ gmol Δ H =
Líquido vapor 25 °C 300 °C Δ H = 9,517 kJ kJ gmol Δ H =
 

Líquido

 

vapor

25

°C

300 °C

   
Líquido vapor 25 °C 300 °C Δ H = 9,517 kJ kJ gmol Δ H =

ΔH A =9,517

kJ

 

kJ

gmol

 

ΔH C =47,1

gmol

Líquido vapor 25 °C 300 °C Δ H = 9,517 kJ kJ gmol Δ H =
 

Líquido

 

vapor

 
Líquido vapor 25 °C 300 °C Δ H = 9,517 kJ kJ gmol Δ H =
 

69

°C

kJ

69 °C

Q=n ( gmol

h

) .ΔH (

ΔH B =28,85

gmol ) =100 ( gmol

kJ

h

gmol

) .85,5 ( gmol ) =8550 kJ

kJ

h

Mistura ou solução Algumas substâncias quando misturadas (líquidos), ou diluídas (fases diferentes), ou separadas sofrem um

Mistura ou solução

Mistura ou solução Algumas substâncias quando misturadas (líquidos), ou diluídas (fases diferentes), ou separadas sofrem um

Algumas substâncias quando misturadas (líquidos), ou diluídas (fases diferentes), ou separadas sofrem um rearranjo molecular que leva a transferência de energia. Esta grandeza é a entalpia de mistura ou de solução DH m . A entalpia de dissolução é -DH m .

Felder (1986, pg 862). Ácido hidroclórico é produzido pela absorção de Hcl gasoso em água. Qual
Felder (1986, pg 862). Ácido hidroclórico é produzido pela absorção de Hcl gasoso em água. Qual

Felder (1986, pg 862). Ácido hidroclórico é produzido pela absorção de Hcl gasoso em água. Qual será o efeito da mistura para que se produza 1000 kg/h de HCl (aq) 20% (m/m).

As tabelas de calor de mistura normalmente são dadas em termos de (mol de solvente/mol de
As tabelas de calor de mistura normalmente são dadas em termos de (mol de solvente/mol de

As tabelas de calor de mistura normalmente são dadas em termos de (mol de solvente/mol de soluto). Assim PM HCl: 36,5 kg/kgmol PM Água: 18 kg/kgmol

  • 200 kg de HCl levam a 5,48 kgmol de HCl

  • 800 kg de H 2 O levam a 44,4 kgmol de H 2 O.

O que dá uma razão de 8,1 (mol de H 2 O/mol de HCl).

Na tabela 8.5.1 do Felder tem-se: (gmol de H O/gmol de HCl) D H kJ/gmol 5
Na tabela 8.5.1 do Felder tem-se: (gmol de H O/gmol de HCl) D H kJ/gmol 5

Na tabela 8.5.1 do Felder tem-se:

(gmol de H 2 O/gmol de HCl)

DH m kJ/gmol HCl

5

-64,05

10

-69,49

Para encontrar o valor para 8,1:

5

-64,05

8,1

X

X= -67,4 kJ/gmol HCl

n = 5,48 = 5480 h h Q = n . Δ H = 5480 .
n = 5,48 = 5480 h h Q = n . Δ H = 5480 .

n=5,48 kgmol HCL =5480 gmol HCl

h

h

Q=n.ΔH m =5480 ( gmol HCl ) . ( 67,4 gmol HCL ) =−369 MJ

h

kJ

h

Q=−102,5 kWh

O sinal negativo significa que esta quantidade de calor deverá sair do sistema.

Reações químicas Reações químicas podem liberar (exotérmicas) ou consumir energia (endotérmicas). Desta forma, é interessante quantificar
Reações químicas Reações químicas podem liberar (exotérmicas) ou consumir energia (endotérmicas). Desta forma, é interessante quantificar

Reações químicas

Reações químicas podem liberar (exotérmicas) ou consumir energia (endotérmicas). Desta forma, é interessante quantificar a energia envolvida em reações químicas. Isto é feito considerando a entalpia padrão de formação, DH f .

o

Reações químicas O valor de D H é dado pela variação de entalpia necessária para a
Reações químicas O valor de D H é dado pela variação de entalpia necessária para a

Reações químicas

O

valor

de

DH f o

é

dado pela variação de entalpia

necessária para a formação de um mol de determinado composto a partir de espécies simples no estado padrão. O estado padrão considerado é normalmente a temperatura de 25 °C e a pressão de 1 atm. Os valores das entalpias padrões de formação são tabeladas.

Reações químicas A entalpia padrão de reação , D H , é a variação de entalpia

Reações químicas

Reações químicas A entalpia padrão de reação , D H , é a variação de entalpia

A entalpia

padrão de reação, DH r o ,

é

a

variação de

entalpia

causada

pela

reação

em

 

proporções

estequiométricas

em

determinadas

 

condições de

temperatura e pressão. O cálculo da entalpia padrão de

reação é feito usando as entalpias padrões de formação e os coeficientes estequiométricos de reagentes e produtos.

Exemplo Felder (1986, pg 428) Determine a entalpia padrão de formação para a combustão de n-pentano
Exemplo Felder (1986, pg 428) Determine a entalpia padrão de formação para a combustão de n-pentano

Exemplo Felder (1986, pg 428) Determine a entalpia padrão de formação para a combustão de n-pentano

líquido

assumindo

que água

líquida é

um

produto da

combustão. C 5 H 12 (l) + 8 O 2 (g) 5 CO 2 (g) + 6 H 2 O (l)

P R Δ H ( 25 C ,1 atm )= ν Δ H o f ,i
P R Δ H ( 25 C ,1 atm )= ν Δ H o f ,i

P

R

ΔH r o (25 o C ,1atm)= ν i ΔH

o

f ,i

  • i i

ν i ΔH

o

f ,i

ΔH r o =5H ) CO 2 (g) +6H

o

f

o

f

) H 2 O(l) 5H f

o

) C 5 H 12 (l) 8H

o f ) O 2 (g)

Da tabela B1 do Felder ou apêndice F do Himmelblau:

H ) CO 2 (g) =−393,5kJ/gmol H ) H 2 O(l) =−285,84 kJ/gmol

o

f

o

f

H ) C 5 H 12 (l) =−173kJ/gmol

o

f

H

o f ) O 2 (g) =0

Δ H = 5 (− 393,5 )+ 6 (− 285,84 )− 5 (− 173 )− 8
Δ H = 5 (− 393,5 )+ 6 (− 285,84 )− 5 (− 173 )− 8

ΔH o r =5(−393,5)+6(−285,84)−5(−173)−8(0)

ΔH o r =−3509 kJ gmol

Considerando que boa parte das reações químicas ocorrem em condições diferentes da condição padrão é necessário
Considerando que boa parte das reações químicas ocorrem em condições diferentes da condição padrão é necessário

Considerando que boa parte das reações químicas ocorrem em condições diferentes da condição padrão é necessário calcular a entalpia de reação para esta condição diferente. Isto é feito usando a Equação:

R

P

ΔH r (T ,P)= n i [H i (T )−H i (25 o C)]+ n i [H i (T )−H i (25 o C)]+ΔH o r (25 o C ,1atm)

i

i

Ver abordagem do Smith, Van Ness, Abbott Pg 140 (2005)

R P Δ H ( T , P )= n [ H ( T )− H

R

P

R P Δ H ( T , P )= n [ H ( T )− H

ΔH r (T , P)= n i [H i (T )−H i (25 o C)]+ n i [H i (T )−H i (25 o C)]+ΔH o r (25 o C ,1atm)

i

i

Os

termos

[H i (T)

H i (25

°C)]

devem levar em

consideração o calor sensível e mudanças de fase, ou seja:

T

H i (T )−H i (25 o C )=n i

25

C p , i dT +n i ΔH mudança de fase

Para o água variando de 25 °C a 500 °C por exemplo: 500 ∫ 33,46 +
Para o água variando de 25 °C a 500 °C por exemplo: 500 ∫ 33,46 +

Para o água variando de 25 °C a 500 °C por exemplo:

500

33,46+0,688 x 10 2 T +0,7604 x 10 5 T 2 3,593 x 10 9 T 3 dT=17,0
25 ΔH v =40,65 kJ/gmol

kJ

gmol