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Aula 1 Conceitos fundamentais da Logística

Diversos autores têm conceituado a Logística e podemos observar que,


embora os textos sejam diferentes, o sentido para a conceituação é
praticamente o mesmo e existem ainda diversas atribuições para a origem da
palavra “logística”. Alguns afirmam que a palavra advém do verbo francês
loger, que significa “abastecer”, “suprir”. Outros argumentam que a palavra
“logística” é derivada do grego logus, que significa “lógica”, “razão”. Como
exemplo de algumas definições podemos citar:

A logística é definida como sendo o planejamento e operação de


sistemas físicos, informais e gerenciais necessários para que insumos
e produtos vençam condicionantes espaciais e temporais de forma
econômica.

Mark S. Daskin (1985)

A Logística trata de todas as atividades de movimentação e


armazenagem que facilitam o fluxo de produtos/serviços, desde o
ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final,
assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em
movimento com o propósito de providenciar níveis adequados aos
clientes a um custo razoável (visão empresarial).

Ronald H. Ballou (1993)

É o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, o


monitoramento e a armazenagem de materiais. Peças e produtos
acabados (e os fluxos de informação correlatas) por meio de
organização e de seus canais de marketing, de modo a poder

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maximizar a lucratividade presente e futura a partir do atendimento
dos pedidos de baixos custos.

Christopher (1997)

Logística é o processo de planejar, implementar e controlar, com


eficiência, ao custo correto, o fluxo e armazenagem de matérias-
primas, estoques durante a produção e produtos acabados, e as
informações relativas a essas atividades, desde o ponto de origem até
o ponto de consumo (incluindo movimentos de entrada e saída
internos e externos), com o propósito de atender as necessidades do
cliente

Council of Logistics Management

Reparem que a definição de Council of Logistics Management

é mais apropriada aos conceitos atuais da Logística, ela se refere exatamente


aos dois conceitos fundamentais, que são:

Aumentar o nível de serviço ao cliente

Dentro dos novos conceitos da Logística há o entendimento de que é


necessário melhorar sempre, aumentando o nível de serviço aos clientes.

Com um mercado cada vez mais competitivo, os tempos cada vez mais
comprimidos e a intolerância a erros, as empresas não podem ficar em
desvantagem perante seus concorrentes, tendo que manter um padrão igual
ou melhor, pois fidelizar os clientes é muito mais difícil do que conquistá-los.

Mas como criar diferenciais competitivos dos demais


concorrentes a partir da oferta de semelhantes produtos?
Essa é uma questão que vem sendo discutida e estudada com frequência para
que os obstáculos possam ser superados, muito embora todo o esforço
executado pelas empresas ainda seja insuficiente, daí a incansável busca por
melhoria contínua na oferta de nível de serviço aos clientes.

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Muitas empresas já entendem que a implantação de processos logísticos
representará um salto qualitativo muito grande para seus negócios, abrindo a
possibilidade de criação de diferenciais competitivos.

E ainda adicionando a moderna gestão


A logística tem como finalidade,
da Logística Reversa, que tem a
planejar, operar e controlar todos os
finalidade de trazer de volta para o
processos de suprimento ao longo da
ciclo econômico da empresa, bens que
Cadeia de Suprimentos, iniciando em
já tiveram sua utilização esgotada e
compras até a entrega efetiva ao
também o de evitar que esses bens
cliente.
sejam descartados no meio ambiente.

Saiba Mais

A Cadeia de Suprimentos é a integração entre os participantes internos e


externos da empresa no intuito de abastecer todos os seus componentes.

Todos esses processos envolvem diversas atividades que devem ser bem
geridas para que erros não tragam prejuízos e nem perdas de mercado, que
atualmente é tão disputado.

A implantação dos conceitos da Logística pelas empresas modernas é hoje bastante requerida,
pois entende-se que essas aplicações poderão alavancar a qualidade dos processos, seja sob o
aspecto qualitativo ou quanto a redução de custos. Portanto, esses modelos de gestão podem
trazer sucesso ou insucesso às empresas que necessitam diferenciar-se em um cenário tão
competitivo.

Estratégia de localização
Estratégia de
Número, tamanho e localização das
estoques Estratégia de transporte
instalações
Níveis de Modais de transporte
Designação de pontos de estocagem
estoque Roteirização/programação do
para pontos de fornecimento
Disposição de transportador
Designação de demanda para pontos
estoques Tamanho/consolidação do
de estocagem ou pontos de
Métodos de embarque
fornecimentos
controle
Armazenagem pública/privada

↘ ↓ ↙
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Objetivos de serviços ao cliente

Podemos notar na figura os principais objetivos de serviços ao cliente. Repare


que esses atributos devem estar alinhados e também executados de forma
paralela, não podendo nenhum deles falhar, pois assim a missão de prestação
de nível de serviço ao cliente não será cumprida.

Reduzir / Otimizar custos

Esse é o outro conceito fundamental da Logística. Fica claro que toda vez em
que a empresa tenta aumentar o nível de serviço a seus clientes, existe a
forte tendência de elevação dos custos, e esses aumentos pontuais devem ser
compensados. Deve-se utilizar nesse momento os conceitos de trade–off, que
significa, para os conceitos logísticos, “uma troca compensatória”. Ou seja,
opta-se por uma determinada ação, desde que os custos totais sejam
benéficos.

O trade-off significa uma priorização por determinada escolha. Esse


planejamento deve ser bem elaborado para que realmente seja
compensatório para quem fez a opção.
TRADE-OFFS
(relação de compromisso ou perde-e-ganha)
 Trade-offs são as trocas compensatórias existentes entre os elementos de
custos na apuração do Custo Logístico Total.
 “Um trade-off ocorre quando aumentos de custos em uma determinada
atividade são mais que compensados por redução de custos em outra atividade”.

(FARIA, pag.46, 2009)

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A globalização, advento que iniciou com a evolução das tecnologias da
informação, quebrou uma série de paradigmas e “segredos”, possibilitando
pesquisas em mercados antes nunca explorados.

A consequência desse fenômeno foi o aumento significativo da


competitividade entre as empresas. Concorrências que antes da globalização
eram regionais, hoje são globais.

As mudanças devem ser cuidadosamente planejadas e organizadas, partindo


do conhecimento das pessoas que trabalham nesse ambiente. O conhecimento
dessas mudanças está diretamente ligado às escolhas que serão feitas.

A Logística sempre deve ser precedida de planejamento, organização,


execução e controle envolvendo e exigindo tecnologia, conhecimento e
informação, para que seja possível obter sucesso, principalmente nos macros
processos, que têm o poder de gerar custos significativos.

As empresas modernas, portanto, buscam essa integração inter e extra


empresa para que haja possibilidade de mudanças que venham a refletir em
sucesso, sempre objetivando o foco na demanda e a redução dos custos.

Assista ao vídeo independente O que é Logística? e verifique como é


importante a Logística nas empresas.

Aula 2 Evolução da logística através dos tempos


Como qualquer outra ciência, a Logística também evoluiu ao longo do tempo.
O quadro a seguir demonstra essa evolução.

Evolução da logística empresarial

1970 – Logística de Distribuição Física → Logística como sistema → Logística


como sistema de atividades integradas

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1980 – Logística como área funcional → Logística como estratégia

1990 – Logística como serviço → Sistemas logísticos como informação →


Logística como pipeline (Supply Chain)

Logística hoje – "A projeção no século XXI"

Anos 1970 – Logística de Distribuição Física e como sistema

Fonte: www.crsttrucking.net

Nesse período, após a Segunda Guerra Mundial, a função que entendia-se


como logística era apenas a de distribuir produtos. Tanto no in bound, quanto
no out bound não havia preocupação com aspectos estratégicos que pudessem
melhorar a performance da distribuição (entregas). Ainda hoje é comum, para
os que ignoram o assunto, pensar que Logística é o simples ato de entregar,
distribuir.

in bound

Início da Cadeia de Suprimentos.

out bound

A saída, o final da Cadeia de Suprimentos.

Em função da pouca ou nenhuma integração com outras áreas — e é bom


ressaltar que nessa época a Logística nem era considerada como uma área e
sim um processo, ou até uma mera atividade —, a distribuição tinha muitas
falhas, prazos não eram respeitados, produtos eram entregues em não
conformidade e danificados. Isso acontecia porque a demanda era pouco
exigente.

Já em meados dessa década, com a maior conscientização de seus direitos, a


demanda começa a repelir alguns erros e defeitos, e então as grandes
empresas começaram a estruturar a Logística como um sistema que desse e

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recebesse apoio de outras áreas e minimizasse os problemas, que ainda assim
aconteciam com bastante frequência.

Anos 1980 – Logística como área funcional e como estratégia

Fonte: www.commar.com.br

A partir do início da década de 1980, com a maior exigência da demanda,


aumento da concorrência e início da utilização da informática, as empresas
sentiram a necessidade de posicionar a Logística como uma área funcional
dentro de suas estruturas.

Alguns departamentos foram fundidos e chamados de Logística, normalmente


os departamentos do out bound, como estoques, expedição, transportes e
distribuição. Assim, criaram-se algumas estratégias baseadas nessa integração
parcial, que possibilitava melhor operação e controle do que se definia como
Logística.

Algumas melhorias foram verificadas, muito ainda em função das exigências


da demanda do que propriamente como estratégia de mercado. Os prazos
foram melhor distribuídos e respeitados e passou a haver preocupação maior

com os danos que provocavam, na maioria das vezes, perdas e desperdícios.

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Anos 1990 – Logística como serviço, informação e Supply Chain

Fonte: gestaoeinfo.blogspot.com

A partir dessa década, as empresas começaram a sentir necessidade de


utilizar a Logística como serviço. Já havia maior utilização da informática, o
que proporcionou a globalização, trazendo mais competitividade aos negócios.
As empresas agora não competiam apenas regionalmente, mas em alguns
segmentos, também mundialmente, e os serviços oferecidos aos clientes eram
cada vez mais aprimorados.

O serviço ao cliente é o componente que diferencia a Logística moderna da


abordagem tradicional, já que atualmente sua importância não reside
somente na busca pela eficiência operacional, mas também no atendimento
das necessidades dos clientes (Fleury, Wanke e Figueiredo, 2000).

O serviço ao cliente é uma área de interface da função logística com a função


marketing, mas diversas fontes da literatura reconhecem que a Logística é a
função mais importante na entrega do serviço ao cliente (Christopher, 1997;
Fleury, Wanke e Figueiredo, 2000; Collins, Henchion e O’Reilly, 2001;
Mentzer, Flint e Hult, 2001; Ballou, 2001; Bowersox e Closs, 2001; Stank et
al., 2003; Rafele, 2004; Stank, Davis e Fugate, 2005; Campos, Souza e Silva,
2006; Davis e Mentzer, 2006).

A função logística busca oferecer um serviço de qualidade superior e de baixo

potencial como instrumento de diferenciação de uma empresa. Morash e


Lynch (2002) verificaram que o serviço ao cliente é a capacitação mais
importante na busca do sucesso empresarial.

Além disso, Ballou (2007) afirmou que o serviço logístico está relacionado à
geração de receitas e, assim, a base na elaboração de uma estratégia da
cadeia de suprimentos vem dos processos da cadeia visando gerar certo nível
de serviço logístico ao cliente.

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Apoiadas nesse novo conceito, as empresas entenderam que, por questões de
competência e conhecimento, alguns processos deveriam ser executados por
especialistas e então adotaram em grande escala as terceirizações, que lhes
permitiam focar suas atividades com o intuito de aprimorar-se cada vez mais.

Com o avanço da informática, uma mudança significativa que também


aconteceu nessa época foi o início da utilização da tecnologia da informação,
o que possibilitou melhores práticas, redução de tempo e de custos.

O fluxo de informações, que é um dos fluxos que tramitam na cadeia de


suprimentos, é de grande importância, pois é por meio dele que as empresas
têm a capacidade de aperfeiçoar seus produtos/serviços, fazendo uma gestão
inteligente das mensagens enviadas pelos clientes, que normalmente
acontecem em forma de reclamação.

A gestão dessas informações por meio de TI irá proporcionar maior integração


entre os diversos participantes da Cadeia de Suprimentos, possibilitando,
assim, mais segurança e rapidez dos processos, o que corresponderá a perdas
menores, menos desperdício e consequentemente redução dos custos totais.

Podemos exemplificar a importância da utilização da TI com a gestão


adequada dos seguintes processos:

 Clientes

Podem ser beneficiados a partir de rastreamento do status de seu pedido, preços


praticados, quantidades disponíveis, prazos de entrega etc.

 Redução dos estoques

É uma necessidade importante, sem entretanto que essa redução signifique falta
de mercadorias para o atendimento de pedidos dos clientes.

 TI

Possibilita ainda que os processos sejam priorizados e flexibilizados.

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Para que essas estratégias pudessem ser implementadas, as empresas
desenvolveram o conceito que atualmente chama-se de Cadeia de
Suprimentos (Supply Chain – SCM). No conceito da Cadeia de Suprimentos,
objetiva-se a integração total interempresarial e ainda a parceria com dois
atores externos à empresa, que são os fornecedores e os clientes.

A projeção da Logística para o século XXI

Entende-se que a Logística deverá acompanhar a evolução do tempo e as


previsões são sobre os seguintes aspectos:

 Mais apoio ao cliente, cumprindo um papel cada vez mais intenso na


satisfação das demandas, assim como um instrumento para redução dos custos
totais.
 Redução drástica de estoques e de desperdício.
 Integração mais forte e ativa com os conceitos de sustentabilidade:
o Menor utilização de papéis e redução no consumo energético.
o Novas formas de transportes.
o Incremento da Logística Reversa.

Pelo que foi exposto nesta aula e na leitura do livro da


disciplina, quais foram os motivos principais da evolução da
Logística após a Segunda Guerra Mundial?
Como curiosidade, assista este vídeo e acompanhe a Logística da Fórmula 1.

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Aula 3A configuração da Logística Empresarial na
atualidade
A Logística surgiu no Brasil nos anos 1970. A indústria e o comércio brasileiros
vinham atuando em um país de grandes dimensões e logo notaram a
necessidade de profissionalização e especialização. Não lhes era mais
permitido ações amadoras para abastecer esse mercado, ainda mais quando
dependia-se de uma malha de transportes incipiente, baseado no modal
rodoviário. Nessa ocasião, como ainda hoje em alguns casos, a logística era
reconhecida apenas para questões de transporte e distribuição.

A Logística teve atuação importante no acompanhamento necessário dos


mercados empresarias quando, até anteriormente à década de 1990, o ciclo
dos pedidos era longo e havia pouca exigência por parte da demanda. O
cenário atual é bem diferente, com prazos cada vez mais comprimidos e
exigências de demanda sempre crescentes.

Já na década de 1990 o país deu um salto significativo em função da


estabilidade econômica, resultado do incremento do comércio exterior, o que
levou à necessidade de se iniciar operações de Logística Internacional, sobre a
qual não havia grande conhecimento. O conceito atual utilizado pela Logística
Empresarial, conhecido por supply chain management, veio a ser implantado
apenas após a estabilização econômica, com ganho de produtividade e
aumento do poder de compra.

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Tais mudanças na logística no Brasil foram impulsionadas principalmente pelo
setor automobilístico e pelo grande varejo. Muito embora esses setores
tenham feito fortes investimentos, a infraestrutura logística do país,
principalmente a de transporte de carga, travava com relação a desenvolver-
se mais. No Brasil, 58% de toda a carga transportada se dá por meio do modal
rodoviário, que só não é mais caro do que o transporte aéreo. Em outros
países com semelhante tamanho territorial, a utilização desse modal na
matriz de transportes é bem inferior.

A evolução da logística ao longo do tempo pode ser medida, dentre outras


coisas, pelo conjunto de atividades executadas no âmbito de sua
responsabilidade. A observação das grandes empresas brasileiras indica uma
significativa diversidade de atividades sendo realizada pela organização
logística. Os resultados sugerem alto grau de diversificação das operações,
compatível com países mais desenvolvidos. Dentre as atividades logísticas,
aquela que consome a maior parte dos recursos é o transporte. Esta também é
a operação que apresenta os custos mais visíveis, por ser quase que
totalmente terceirizada pelas empresas. No caso de custos associados a outras
operações logísticas, como armazenagem e gestão de estoques, nem sempre
são considerados alguns custos menos visíveis ou que não representam
desembolsos diretos, como os custos de oportunidade e depreciação
(FIGUEIREDO, 2003).

Das muitas mudanças ocorridas no ambiente empresarial, talvez a maior seja


o enfoque na "velocidade", alavancada pelo boom dos computadores e das
telecomunicações.

Tudo isso traz consequências nas práticas de trabalho das empresas, que
devem desenvolver estruturas organizacionais capazes de responder com
rapidez e flexibilidade às exigências do mercado.

Segundo Bowersowx e Closs (2001), a construção de uma vantagem


competitiva baseada na competência logística diferenciará a empresa no
mercado, dificultando a cópia por parte dos concorrentes. Todavia, como não
há ambiente competitivo estático, caberá à empresa analisar o desempenho
logístico sob uma ótica dinâmica, na qual seja levado em consideração o fato
de que as necessidades dos clientes estarão continuamente em modificação.

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Segundo Dantas (2000), a logística aparece neste contexto como ferramenta
fundamental ao contribuir para o aumento da flexibilidade, melhoria nos
serviços e redução de custos, fatores imprescindíveis para qualquer empresa
competir no cenário atual.

Tradicionalmente, a logística sempre foi vista como um conjunto de


atividades operacionais, gerenciadas de forma fragmentada por gerentes de
baixo nível hierárquico. À medida que o conceito de logística integrada
difundiu-se entre empresas e tornou-se mais sofisticado, o nível hierárquico
de seu principal executivo foi elevando-se até atingir os patamares mais altos
das organizações. Esse fenômeno, que ocorreu nos Estados Unidos da América
e Europa nas últimas três décadas, parece já ter chegado ao Brasil
(FIGUEIREDO, 2003).
RESUMO DA LOGÍSTICA MODERNA

Posicione o cursor sobre as imagens abaixo para saber mais.

Soluções eficazes e menores custos.

Tecnologia da informação.

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Logística como área independente.

Atendimento das diferentes necessidades do cliente.

Integração total entre áreas e entidades externas.

Como podemos observar no quadro, o resumo da Logística moderna baseia-se


nesses aspectos para trazer soluções que sejam estratégicas para as empresas
e tragam diferenciais.

 Soluções eficazes e menores custos podem ser traduzidos como os


fundamentos estratégicos da Logística, ou seja, aumentar o nível de serviço ao
cliente e reduzir/otimizar custos.
 O uso de ferramentas adequadas de TI é indispensável para a gestão dos
variados processos ao longo da Cadeia de Suprimentos.

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 A Logística sofre interferências de outras áreas, como produção,
marketing e comercial, portanto deve ter independência para operar segundo a
missão e visão da empresa.
 Ainda sobre o atendimento ao nível de serviço prometido, é imprescindível
que seja cumprido e, portanto, o planejamento e definição sobre o que vai ser
oferecido aos clientes deve ser muito cuidadoso.
 A integração interdepartamental, e ainda com os atores externos,
fornecedores e clientes, é fundamento básico dos conceitos da Cadeia de
Suprimentos.

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Aula 4

09Jun2018

Definições de Logística

Logística significa contabilidade e organização e é um termo de


origem grega. Logística também vem do frânces “logistique” ,
que significa uma arte que trata do planejamento e realização
de vários projetos, muito utilizado durante as guerras. Logística
também é utilizada como parte da álgebra e lógica matemática.
Logística surgiu inicialmente como parte da arte dos militares,
era utilizada na guerra como a área que cuidava do
planejamento de vários itens importantes, armazenamento,
distribuição e manutenção de vários tipos de materiais, como
armas, roupas, além de alimentos, saúde, transportes e etc.
Mais tarde, também passou a designar a gestão,
armazenamento e distribuição de recursos para uma
determinada atividade.
No âmbito da Filosofia, logística também é a palavra usada para
descrever a lógica formal, que é oposta à lógica tradicional
abordada por Aristóteles.
Logística Reversa
A logística reversa é um ramo da logística que remete para a
movimentação de um determinado produto, desde o ponto onde
foi consumido até o ponto onde foi produzido. A recolha de
alguns tipos de lixo reciclável (como garrafas de plástico) é um
dos exemplos de logística reversa. Outro exemplo de logística
reversa pode ser verificado no serviço dos Correiros, mais
concretamente na remessa de documentos e mercadorias em
devolução.
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A logística reversa (LR) tem como objetivo reaproveitar alguns
resíduos sólidos, diminuindo a necessidade de utilizar matéria
prima, reduzindo consequentemente o impacto ambiental.

Logística Integrada
O conceito de logística integrada remete para uma integração
dos processos de logística da empresa em sistemas que
aumentam a eficiência da empresa, melhorando os seus
resultados.

A logística integrada deve abordar o custo do armazenamento


dos materiais usados para criação do produto em questão. A
gestão eficiente da logística é cada vez mais importante no
atual contexto do mercado, onde os consumidores são cada vez
mais exigentes. É por esse motivo que a logística integrada
assume uma dimensão crucial nas empresas.

Logística empresarial
Atualmente, a logística é conhecida como uma parte essencial
nas empresas, é um departamento responsável pela gestão dos
materiais, sejam eles de qualquer tipo. A logística administra
recursos financeiros e materiais, planeja a produção, o
armazenamento, transporte e distribuição desses materiais.

A logística empresarial está presente em diversos tipos de


empresa e possui diversas funções. É uma área que tem
crescido muito, uma vez que as organizações estão buscando
cada vez mais pela qualidade de seus serviços e produtos, e a
logística é uma parte importante para que isso ocorra.

O que é Supply chain:


Supply chain é uma expressão inglesa que significa “cadeia de
suprimentos” ou “cadeia logística”, na tradução para o
português.
Consiste num conceito que abrange todo o processo logístico
de determinado produto ou serviço, desde a sua matéria-prima
(fabricação) até a sua entrega ao consumidor final.
O supply chain é constituído por vários integrantes, que atuam
em diferentes etapas durante o processo, como: fabricantes,
fornecedores, armazéns, distribuidoras, varejistas e, por fim, os
consumidores.

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Saiba qual a diferença entre varejo e atacado.
A partir de uma boa gestão da cadeia de suprimentos,
resultados positivos são esperados tanto para os negócios
como para a satisfação dos clientes.

O que é Definição:
Definição é uma explicação clara e concisa de alguma coisa, é
o significado.
Definição é um substantivo feminino. Do latim “definitione” que
significa uma exposição com precisão. É completa em si.

O que é Conceito:
Conceito significa definição, concepção ou caracterização. É
a formulação de uma ideia por meio de palavras ou recursos
visuais.
O termo "conceito" tem origem a partir do latim “conceptus” (do
verbo concipere) que significa "coisa concebida" ou "formada
na mente".
O conceito pode ser uma ideia, juízo ou opinião sobre algo ou
alguma coisa. Exemplo: “A discussão começou porque nós
temos conceitos muito diferentes de relacionamento aberto”.
O conceito é aquilo que se concebe no pensamento sobre algo
ou alguém. É a forma de pensar sobre algo, consistindo em um
tipo de apreciação através de uma opinião manifesta, por
exemplo, quando se forma um bom ou mau conceito de alguém.
Neste caso, conceito pode ser sinônimo de reputação.

Também pode ser interpretado como um símbolo mental, uma


noção abstrata contida em cada palavra de uma língua que
corresponde a um conjunto de características comuns a uma
classe de seres, objetos ou entidades abstratas, determinando
como as coisas são.

O conceito expressa as qualidades de uma coisa ou de um


objeto, determinando o que este é e o seu significado.

O que é Just in Time:


Just in time é um sistema de administração da produção que
determina que nada deve ser produzido, transportado ou

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comprado antes da hora certa. Just in time é um termo inglês,
que significa literalmente “na hora certa” ou "momento certo".
O sistema Just in Time (JIT) pode ser aplicado em qualquer
organização e é muito importante para auxiliar a reduzir
estoques e os custos decorrentes do processo.
O just in time é o principal pilar de diversas fábricas, em
especial de carros, como por exemplo o sistema Toyota de
produção.
Com este sistema, o produto ou matéria-prima chega ao local de
utilização somente no momento exato em que for necessário, ou
seja, os produtos somente são fabricados ou entregues a tempo
de serem vendidos ou montados, não existe estoque parado.

O próprio conceito do termo é relacionado a produção por


demanda, onde primeiramente vende-se o produto para depois
comprar a matéria-prima e só depois fabricá-lo ou montá-lo.

Nas fábricas onde está implantado o just in time, o estoque de


matérias-primas é mínimo e suficiente para poucas horas de
produção, e para que isso seja possível, os fornecedores devem
ser treinados e capacitados para que possam fazer entregas de
pequenos lotes na frequência desejada.
A redução do número de fornecedores para o mínimo possível é
um dos fatores que mais contribui para alcançar os potenciais
benefícios da política just in time.
Just in time e Kanban
O Kanban é um método de organização que consiste na
marcação dos processos e etapas de uma produção através de
cartões ou sinalizadores, como os post-its, por exemplo.

O Kanban permite um controle mais acertado sobre os detalhes


de uma produção, como informações sobre quando, quanto e o
que produzir.

Este médodo organizacional foi inicialmente aplicado


justamente nas empresas japonesas que funcionavam sob o
sistema Just in Time, como a Toyota, por exemplo.

O Brasil é o 5º maior país do mundo em dimensões continentais, possuindo


áreas de excelência, distantes entre si, que carecem de insumos apresentam
carências de toda ordem. Com essas características, depende enormemente
de transportes logísticos de toda ordem, terrestre, aquático e aéreo.

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Na década de 1970 os Governos de então, preocupados e efetivamente
engajados no desenvolvimento nacional, aceleraram a prospecção aérea, para,
entre outras finalidades, melhor conhecer as potencialidades do nosso País. O
mapeamento adequado de nosso território, a cargo do IBGE, ressaltou as
grandes distâncias e as deficiências da Logística de Transportes no Brasil.
Entre outras falhas estão incluídas as principais estruturas de transporte do
país tais como rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Essas
deficiências afetam o transporte de cargas e pessoas, armazéns, estações
aduaneiras de interior (chamados portos secos), pontos de fronteira,
aeródromos públicos, terminais hidroviários, os principais eixos rodoviários
estruturantes do território e os fluxos aéreos de carga no Brasil. E, encimando
essa lista, encontramos a insuficiente intermodalidade entre os meios que
atendem nosso sistema de transporte.
Apesar das deficiências apontadas não podemos deixar de mencionar a
evolução do setor, que, embora reduzida essa evolução é um bom sinal.

Indústria do Transporte Aéreo.


A evolução do avião como meio de transporte é bem compatível com a
aceleração histórica do desenvolvimento humano. Está “pari passu” com as
comunicações e adiante da globalização. O grande salto da aviação se deveu
aos excedentes de guerra ao final das duas guerras mundiais (IGM e IIGM).
Mas, foi a invenção do motor a reação (motor a Jato) que impulsionou o m³ de
carga nas aeronaves. E foi a transformação do bombardeio Boeing B47 em
aeronave de passageiros que trouxe nova roupagem ao transporte aéreo. O
que esse modelo tinha de ruim era o elevado consumo de combustível, que à
época era lixo, custava um nadinha. Contudo, a força desses motores e a
aerodinâmica dessas aeronaves proporcionavam um custo assento voado
razoável. A evolução desses motores nos levaram a um custo extremamente
barato devido à grande capacidade dessas aeronaves.
Outro fator de peso tem sido o grande valor agregado dos eletrônicos e outros
tipos de carga que são transportadas em aeronaves cargueiras. No século XXI
temos o crescente emprego da internet no comércio varejista (on line), fato que
promete um novo crescimento explosivo (Boom), nesse modal de transporte.

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O Transporte Aéreo no Brasil
Com o final da IIGM, o Brasil, aliado de primeira hora dos vencedores e maior
país do continente Sul Americano, foi um dos que mais se beneficiou das
aeronaves C-47 (modelo civil - DC-3) excedentes da IIGM. Com essas
aeronaves de cubagem e número de assentos invejáveis para a época, as mais
de cinquenta operadoras aéreas do Brasil puderam pousar em quase 400
aeródromos espalhados pelo País.
O insuficiente crescimento econômico do Brasil, a abertura de estradas para
curtas e médias distâncias, dificuldades políticas daquela época e o fim da vida
econômica do DC-3 levou a aviação civil a uma crise sem precedentes. De
mais de 50 empresas de transporte aéreo no Brasil, sobreviveram menos de
dez nos anos 60. Em 1975, quando o Programa SITAR – Sistema Integrado de
Transporte Aéreo Regional – foi acionado foram beneficiadas cinco empresas
aéreas regionais – TAM; Rio Sul; TABA; VOTEC; TransBrasil Regional. (*)
Esse programa SITAR não desceu em profundidade ao sistema intermodal.
Diferentemente dos sistemas de transporte europeu e americano (EUA),
nossos aeroportos continuaram isolados. Os nossos sistemas, ferroviário e
rodoviários, continuaram ignorando os aeroportos. Além de reduzido número de
linhas, nossas ferrovias passam ao largo dos sítios aeroportuários. São poucos
os aeroportos com acesso fácil ao transporte terrestre (rodovias),
não são ligados ao sistema rodoviário.

Os contêineres (ULD) e pallets foram outras invenções que promoveram mais


segurança nos deslocamentos aéreos, para integridade dos produtos
transportados, além de forte redução de tempo nos carregamentos e
descarregamentos das aeronaves.

(*) Revista Em Discussão - Edição Novembro 2010 / Matérias / Incentivos oficiais à aviação
regional existiram entre 1975 e 1999.

Uma característica do transporte aéreo de carga é que os fretes são de perna


única. O fretador contrata o transporte de uma carga para um destino. De lá a
empresa retorna vazia. Por esse motivo, os fretes de aeronaves de carga
devem cobrir o voo de retorno, vazio, sendo de custos dobrados, mais caros.

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Existem alternativas para redução desses custos. A capacidade de fazer bom
uso dessas alternativas fez as gigantes do transporte aéreo mundial (DHL;
UPS; Fed Ex). No Brasil temos uma grande empresa de sucesso, a ABSA
Cargo e mais três que estão a caminho. No segmento 135 temos outra
empresa de carga de pequeno porte que já conta com mais de uma dezena de
aeronaves.
As novas aeronaves de grande porte possuem asas de altíssima performance,
motores de grande By pass reduzindo ainda mais os custos da Ton/Km/ voado.
De qualquer forma não é só do aumento do comércio on line, da redução dos
custos de operação e o melhor emprego da intermodalidade que irão alavancar
o modal aéreo. O crescimento também passa por investimentos em
infraestrutura de aeroportos, maior agilidade, segurança e inteligência nessa
atividade.

A Indústria do transporte aéreo.

As aeronaves e os sistemas que apoiam as empresas operadoras exigem o


emprego intensivo de aporte financeiro. Os custos milionários das aeronaves,
somados aos custos do seguro, da manutenção e de suprimentos das
mesmas, acrescidos dos custos da manutenção do treinamento das tripulações
e dos DOV são outras considerações a serem feitas.
Um planejamento impecável deve ser desenvolvido para a programação de voo
e de parada para manutenção preventiva ou periódicas ou calendáricas das
aeronaves. Uma provisão financeira adicional deve ser feita para a manutenção
corretiva. Exemplos de manutenção corretiva são colisões diversas (pássaros;
equipamentos de solo; falhas de componentes e/ou peças dentro ou fora da
garantia) além de Diretrizes de Aeronavegabilidade.
Nesse segmento de custos, além do lucro cessante, temos a aquisição de
peças de reposição. Para isso a experiência determina que tenhamos
alternativas.
A primeira é ter um almoxarifado adequado e um suprimento o mais preciso
possível das necessidades das aeronaves em operação. Isso implica em
custos diversos (aluguel de área; seguro; custo financeiro etc.)

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Outra alternativa é a aquisição das peças e/ou componentes, somente quando
necessário.
Uma outra seria terceirizar o serviço fato que deve ser analisado detidamente
para evitar custos exagerados em momentos difíceis.
A necessidade de uma aeronave alternativa também tem que estar nos planos
da operadora, podendo optar pelo ACMI, WET Leasing eo Dry leasing, todas as
alternativas dependentes de comunicação à e/ou autorização da autoridade de
aviação civil.

Política de Suprimento
Tanto a política de operação como a de manutenção devem ser bem
planejadas e acompanhadas para que, a cada ocorrência tenhamos um fato
novo estudado e aprendido. A aquisição de peças e/ou componentes deve
seguir rígidos controles, mas deve ser suficientemente flexível para aproveitar
oportunidades e reduzir custos com vantagem competitiva. Qual a melhor
logística para o suprimento da operadora?

Logística de Suprimento

Definição de Logística de Suprimento:


Segundo Ballou, a logística de suprimentos é o ramo da logística
empresarial que trata dos fluxos de matéria-prima e de produtos para a
organização, sendo o objetivo da logística de suprimentos e satisfazer às
necessidades de materiais da operação. A boa administração da logística de
suprimentos significa coordenar a movimentação de suprimentos com as
exigências de operação

Conceitos empregados na logística de suprimentos:

Matéria-Prima

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A matéria-prima é todo o material fonte, que irá sofrer transformação, ou seja, o
material que vai ser transformado para um produto acabado. Um exemplo disto
é o alumínio que irá para o forno para se transformar em chapas, que serão
moldadas para ser fuselagem ou asas de uma aeronave.

Sendo assim, a matéria-prima é a principal substância utilizada na fabricação


na maioria das vezes, ou seja, é essencial para o desenvolvimento ou
produção de algo.

Insumo

O insumo neste caso vai ser o tipo de material, máquina ou equipamento que
irá servir como suporte para o produto final, isto é, cada um dos componentes
ou elementos usados na produção de outros produtos.

Isso significa que o insumo é fundamental para o desenvolvimento ou para a


produção de algo (matéria-prima, força de trabalho ou consumo de energia).

Como funciona?

A logística de suprimentos é basicamente aplicada em toda a cadeia de


logística, isto é, desenvolve em diversos processos até a chegada ao cliente
final.

Esses suprimentos acima citados são aplicados na maioria das cadeias de


produção, ou seja, na indústria de transformação, seja de alimentos, indústria
aeronáutica, automobilística entre outras. No caso da manutenção de uma
máquina em operação, as necessidades são para a reposição pelo tempo de
uso previsto; pela condição verificada (on condition) etc.

A aquisição de materiais funciona basicamente no planejamento de diferentes


cenários antes mesmo do pedido da matéria-prima, isto é, fazer uma avaliação
de fornecedores na interação de serviços de compra, planejamento na previsão
de tempo até a chegada do pedido e também a demanda dos materiais, ou
seja, uma análise sistêmica no pedido de materiais.

Por exemplo, algumas empresas utilizam o conceito do just in time (produto


certo, na quantidade certa, na hora certa) como estratégia na aquisição de
materiais.

Para entender melhor o processo, observe a imagem abaixo e saiba o passo a


passo de como funciona:

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1. Entrada: No caso de manutenção periódica, as peças e componentes –
suprimento – é verificado (S/N e PN) e disponibilizado para o serviço de
manutenção; No caso de manutenção corretiva, as peças podem ser
solicitadas a outro operador, a uma cooperativa ou ao fabricante. Nos
dois casos entra na cadeia como matéria-prima, isto é, indo para o
estoque, local do serviço ou para o almoxarifado.
2. Produto em Processo: No momento em que o serviço é iniciado, as
peças ou componentes passam a ser o material de uso no serviço. O
serviço de manutenção passa a ser a recuperação da condição normal
de voo da aeronave.
3. Cliente: A fase final do produto é a entrega da aeronave para a linha de
voo.

Esse processo acima é padrão para todo tipo de aeronave e linha aérea.

Conclusão

Pelo exposto, a logística de suprimentos é um meio de gerenciar e planejar


quais itens serão necessários durante todo o processo até a chegada ao cliente
final, ou seja, para planejar o seu negócio e executar as tarefas de forma
eficiente é recomendado obter alguns indicadores de cada etapa, isto é, requer
apoio tecnológico ou algum sistema de gerenciamento que ofereça esses
dados de forma sistêmica

No caso de aquisição de peças ou componentes temos:

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Just in Time

O que é e como utilizar


A descrição clássica do Just in Time (JIP) surgiu pelo Kiichiro Toyoda,
fundador da Toyota Motor Corporation (1981). No idioma Português o termo
significa - Produzir no tempo certo - ou seja, produzir só o necessário.
No caso da aquisição das peças ou componentes para uso em uma aeronave
significa fazer o pedido quando necessário e receber o mesmo no menor tempo
possível.

Na fabricação no sistema just in time não existe desperdício de matéria prima,


isto é, toda a matéria prima já vem na quantidade exata e no momento exato
para ser utilizada. Uma fábrica just in time só produz o que já foi
encomendando pelo cliente na quantidade exata que ele quer. Sendo assim,
não temos desperdício de tempo e com nenhum tipo de material. Os riscos e
os custos são de outra natureza, como por exemplo: atrasos no transporte.

Just in Time VS Estoque

A utilização do just in time é revolucionária, isto acontece por que o (JIT) reduz
ou acaba com o estoque, ou seja, se a matéria prima vem na quantidade exata
e só é produzido justamente no que foi encomendado, para que não exista
necessidade de fazer estoque.

O (JIT) acabou com aquela ideia antiga de manter produtos no estoque,


melhor dizendo, para manter o estoque exige espaço, gastos e nem sempre
tem a saída que espera.

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Por exemplo, quando o cliente encomenda a quantidade de produto a fabrica
pede a quantidade certa de matéria-prima e pede para entregar só naquelas
horas que a fábrica estará produzindo o pedido, chamamos isto de puxar à
produção.

Empurrar a Produção:

No modelo antigo você primeiro produz para depois tentar vender o produto ou
serviço para o cliente.

Estoque  Prejuízo

Puxar a Produção:

No modelo antigo você primeiro produz para depois tentar vender o produto ou
serviço para o cliente.

Produção  Vendas

No modelo do (JIT) a produção é puxada pelo cliente, ou seja, primeiro vende


para depois produzir na medida certa.

Sendo assim, o estoque é prejuízo e a produção deve ser exatamente igual as


vendas.

Cédula de Produção

A célula de produção basicamente é um conjunto de poços de trabalho onde é


feito um conjunto de produtos do começo ao fim. As maquinas e os
equipamentos estão agrupados normalmente em formas U, ou seja, a
movimentação na operação de várias máquinas facilitam na produção e
comunicação durante o processo.

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É possível perceber e resolver problemas durante a produção, isto é, por
ocuparem um espaço menor é necessário organização e como o sistema é just
in time não existe estoque, ou seja, a movimentação de produtos e máquinas é
feita no mesmo local onde é produzido com apenas um número de pessoas
específicas controlando a entrada e saída do material.

Kanban

Kanban é coração do (JIT), seu significado é ficha em japonês, portanto o


método funciona com fichas que controlam à produção e a movimentação entre
um ponto de trabalho a outro.

Funciona basicamente assim, os containers são marcados com as


fichas Kanban e quando o container fica vazio, o funcionário movimenta
aquele container junto com a ficha para um setor onde ele será alimentado
novamente de acordo com sua ficha de produção. Dessa forma, o fluxo da
produção só acontece de acordo com a necessidade e com a quantidade certa
de material a ser gasto e de produto a ser fabricado. As fichas Kanban facilitam
a movimentação dos materiais e também o controle de quantidade e tempo
gasto na produção.

Conclusão

Em resumo, para conseguir alinhar o pedido do cliente de acordo com a


demanda da matéria-prima, solicitar um agendamento para o fornecedor
chegar a tempo com o transporte até a fábrica no momento exato, e desta
forma, iniciar a produção eliminando qualquer desperdício de tempo ou uso de
estoque, uma sugestão para ter um maior controle do seu just in time é ficar
atento ao tempo de chegada dos produtos na fábrica, ou seja, ter o controle do
prazo de recebimento de forma eficiente.

No caso do suprimento de uma operadora (serve para todo tipo de operação


(aeronaves, ceifadeiras, automóveis em locadoras, peças de impressoras nas
gráficas, navios etc.

FIM

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