Você está na página 1de 60

N-2444 REV.

A DEZ / 95

MATERIAL DE TUBULAÇAO
PARA DUTOS, BASES,
TERMINAIS E ESTAÇÕES
Padronização

Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto


desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela
adoção e aplicação dos itens da mesma.
Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser
CONTEC utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de
Comissão de Normas não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-
Técnicas gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta
Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros
verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas


condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade
de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário
desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e
“aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática
SC - 13 Recomendada].
Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir
Oleodutos e Gasodutos
para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão
Autora.
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão
Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a
proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas
durante os trabalhos para alteração desta Norma.
“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO
S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –


GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 10 páginas e 25 formulários


N-2444 REV. A DEZ / 95

PÁGINA EM BRANCO

2
N-2444 REV. A DEZ / 95

1 OBJETIVO

Esta Norma padroniza os materiais de tubulação que devem ser usados nas classes de pressão
125, 150, 250, 300, 600, 900, 1500 e PN15 nas instalações de dutos (oleodutos e gasodutos)
terrestres, bases, terminais e estações da PETROBRAS. Esta Norma estabelece ainda os
limites físicos nas diversas instalações onde é válida a aplicação dessa padronização
(FIGURA 1). Esta Norma se aplica a projetos iniciados a partir da data de sua edição.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas para a
presente Norma.

2.1 Referências Normativas

PETROBRAS N-75 - Abreviaturas para os Projetos Industriais;


PETROBRAS N-1647 - Material para Tubulação - Folha de Padronização;
PETROBRAS N-1693 - Critérios para Padronização de Material de Tubulação;
PETROBRAS N-1931 - Material de Tubulação para Instrumentação;
PETROBRAS N-2232 - Válvula Gaveta de Aço Fundido e Forjado;
PETROBRAS N-2247 - Válvula Esfera em Aço para Uso Geral e Fire Safe;
PETROBRAS N-2296 - Válvula de Retenção Tipo Portinhola Flangeada de Aço
Fundido;
PETROBRAS N-2299 - Válvula de Retenção Wafer Tipo Portinhola Dupla e
Simples;
ABNT NBR 5647 - Tubos de PVC Rígido para Adutoras e Redes de Água;
ABNT NBR 5648 - Tubo de PVC Rígido para Instalações Prediais de Água
Fria;
ABNT NBR 5893 - Papelão Hidráulico para Uso Universal e Alta Pressão -
Material para Juntas;
ABNT NBR 11734 - Papelão Hidráulico para Uso Universal a Alta Pressão e
Alta Temperatura - Material para Juntas;
ABNT NBR 12712 - Projeto de Sistemas de Transmissão e Distribuição de Gás
Combustível;
API STD 5L - Specification for Line Pipe;
API STD 6D - (Gate, Plug, Ball and Check Valves) Pipeline Valves;
API STD 594 - Wafer and Wafer-Lug Check Valves;
API STD 595 - Cast-Iron Gate Valves: Flanged Ends;
API STD 600 - Steel Gate Valves, Flanged or Buttwelding Ends;
API STD 601 - Metallic Gaskets for Raised Face Pipe Flanges and Flanged
Connection (Double-Jacketed Corrugated and Spiral
Wound);
API STD 602 - Compact Carbon Steel Gate Valves;
API STD 605 - Large-Diameter Carbon Steel Flanges;
API STD 609 - Lug and Wafer-Type Butterfly Valves;
ANSI/ASME B 1.1 - Unified Inch Screw Threads;

3
N-2444 REV. A DEZ / 95

ANSI/ASME B 1.20 - Pipe Threads (Except Dryseal);


ANSI/ASME B 16.3 - Malleable Iron Threaded Fittings, Class 150 and 300;
ANSI/ASME B 16.5 - Steel Pipe Flanges and Flanged Fittings;
ANSI/ASME B 16.9 - Factory-Made Wrought Steel Buttwelding Fittings;
ANSI/ASME B 16.11 - Forged Steel Fittings, Socket-Welding and Threaded;
ANSI/ASME B 16.20 - Ring-Joint Gaskets and Grooves for Steel Pipe Flanges;
ANSI/ASME B 16.21 - Nonmetalic Flat Gaskets for Pipe Flanges;
ANSI/ASME B 16.25 - Buttwelding Ends;
ASME B 16.28 - Wrought Steel Buttwelding Short Radius Elbows and
Returns;
ANSI/ASME B 16.34 - Valves, Flanged and Buttwelding End;
ANSI/ASME B 18.2.1 - Square and Hex Bolts and Screws (Inch Series);
ANSI/ASME B 18.2.2 - Square and Hex Nuts;
ANSI/ASME B 31.3 - Chemical Plants and Petroleum Refinery Piping;
ANSI/ASME B 31.4 - Liquid Transportation Systems for Hidrocarbons, Liquid
Petroleum Gas, Anhydrous Ammonia, and Alcohols;
ANSI/ASME B 31.8 - Gas Transmission and Distribution Piping Systems;
ANSI/ASME B 36.10 - Welded and Seamless Wrought Steel Pipe;
ANSI/AWWA C 207 - Steel Pipe Flanges for Waterworks Service;
BSI BS 1868 - Steel Check Valves (Flanged and Buttwelding Ends) for
the Petroleum, Petrochemical and Allied Industries;
BSI BS 1873 - Steel Globe and Globe Stop and Check Valves (Flanged
and Buttwelding Ends) for the Petroleum, Petrochemical
and Allied Industries;
BSI BS 2995 - Cast and Forged Steel Wedge Gate, Globe, Check and
Plug Valves, Screwed and Socket-Welding, Sizes 2 in and
Smaller, for the Petroleum Industry;
BSI BS 5152 - Cast Iron Globe and Globe Stop and Check;
BSI BS 5351 - Steel Ball Valves for the Petroleum, Petrochemical and
Allied Industries;
MSS SP 4 - Standard Finishes for Contact Faces of Pipe Flanges and
Connecting;
MSS SP 6 - Standard Finishes for Contact Faces of Pipe Flanges and
Connecting - End Flanges of Valves and Fittings;
MSS SP 44 - Steel Pipe Line Flanges;
MSS SP 71 - Cast Iron Swing Check Valves, Flanged and Threaded
Ends;
MSS SP 80 - Bronze Gate, Globe Angle and Check Valves;
MSS SP 84 - Steel Valves - Socket Welding and Threaded Ends.

3 CONDIÇÕES GERAIS

3.1 Esta Norma abrange várias folhas de "Padronização de Material de Tubulação", conforme
discriminado na "Lista das Folhas de Padronização" (TABELA 2).

3.2 Caso as folhas de "Padronização de Material" desta Norma não atendam a determinadas
condições de projeto, caberá ao Projetista elaborar uma nova folha, obedecendo aos seguintes
critérios:

4
N-2444 REV. A DEZ / 95

a) deve ser utilizado, obrigatoriamente, o formulário padronizado pela norma


PETROBRAS N-1647 - "Material para Tubulação - Folha de Padronização",
exceto no que for disposto no item 3.3;
b) o preenchimento do formulário deve ser orientado pela norma PETROBRAS
N-1693 - "Critérios para Padronização de Material de Tubulação", exceto no que
for disposto no item 3.3;
c) como designação de cada folha, deve ser utilizado o procedimento descrito pelo
item 3.3, com exceção da 3ª letra, indicativa de cronológico, que deve ser
substituída por um número, em algarismo arábico;
d) as folhas de padronização assim constituídas sujeitam-se às seguintes condições:

- só são válidas no projeto para o qual foram emitidas;


- devem receber numeração independente como documento de projeto;
- devem ser citadas nas NOTAS GERAIS dos diversos desenhos que constituem
o projeto de tubulação, como não-padronizadas pela norma PETROBRAS
N-2444.

3.3 Cada uma das folhas de "Padronização de Material" é designada por um trio de letras
maiúsculas (ver primeira coluna da "Lista das Folhas de Padronização" TABELA 2) sendo a
primeira "D", indicativa de duto, a segunda indicativa do material básico dos tubos em função
da classe de pressão e a terceira indicativa da ordem cronológica. O critério de identificação do
material do tubo está mostrado na TABELA 1.

TABELA 1 - CRITÉRIO DE IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL DO

TUBO NAS PADRONIZAÇÕES (SEGUNDA LETRA)

Identificação do Material
Classe de do Tubo
Pressão
Aço Carbono P.V.C. PEAD
125 # A
150 # B
250 # C
300 #
600 # E
900 # F
1500 # G
PN15 X
PN16 X

3.4 Além das abreviaturas apresentadas na norma PETROBRAS N-75, devem ser usadas as
seguintes:

a) PC - Ponta chanfrada;
b) PL - Ponta lisa;
c) TAP - Tampa aparafusada.

5
N-2444 REV. A DEZ / 95

d) PB - Ponta e bolsa;
e) PR - Ponta roscada;
f) RI - Revestimento interno;
g) NBR - Nitrilo-Butilica;
h) SBR - Estireno-Butilica.
i) PN - Pressão Nominal.

3.5 Por razões econômicas de padronização, as espessuras dos tubos, para bases e terminais
quando indicadas "A CALCULAR" nas folhas de padronização, devem ser selecionadas dentre
os seguintes valores: 0,250", 0,312", 0,375", 0,438", 0,500"; com exceção dos trechos de
mesmo diâmetro do duto e que sejam considerados prolongamento do duto e das espessuras
acima de 0,500".

3.6 Para serviço com hidrocarbonetos, as válvulas de DN > 2" nesta padronização foram
especificadas com extremidades flangeadas; no entanto, quando previstas para instalação na
linha-tronco, na câmara e no "by-pass" dos lançadores e recebedores de "pigs" e nas linhas de
"blowndown", independentemente de serem ou não enterradas, as válvulas podem ser
especificadas com extremidades para solda de topo, quando o projeto assim julgar
conveniente.

4 LISTA DAS FOLHAS DE PADRONIZAÇÃO DE MATERIAL DE


TUBULAÇÃO

TABELA 2(CONTINUA) - LISTA DAS FOLHAS DE PADRONIZAÇÃO

Material Espessura de Limites


Corrosão
Básico Admissível de

Folha de dos Tubos (mm) Temperatura


Serviço
Padronização Classe de Material dos
Pressão e (°C)
Tipo de Face Internos
dos Flanges
das Válvulas
Água clarificada, água de
máquinas, água industrial Aço Carbono 1,3
DAA e água doce de incêndio. 0 a 100
Ar de serviço, solução de 125 FF Bronze ASTM B 62
espuma em água doce,
CO2 e nitrogênio,
concentrado de espuma.
Água de refrigeração e Aço Carbono 3,2
DAB 0 a 100
água bruta. 125 FF Bronze ASTM B 62

6
N-2444 REV. A DEZ / 95

TABELA 2(CONTINUAÇÃO) - LISTA DAS FOLHAS DE PADRONIZAÇÃO

Material Espessura de Limites


Corrosão
Básico Admissível de

Folha de dos Tubos (mm) Temperatura


Serviço
Classe de Material dos
Padronização (°C)
Pressão e
Tipo de Face Internos
dos Flanges
das Válvulas
Ar e nitrogênio para Aço Carbono
Nula
DAC instrumentos; água Galvanizado 0 a 65
Bronze ASTM B 62
potável. 125 FF
Água salgada de Nula
DAD incêndio, água salgada e PEAD 0 a 40
solução de espuma em Bronze ASTM B 62
água salgada (Tubulação
Enterrada).
Água de incêndio, água Aço Carbono Nula
DAE salgada e solução de c/RI de epoxi 0 a 100
espuma em água salgada. 125 FF Bronze ASTM B 62
Aço Carbono
DAF Água deanionizada e 0 a 100
c/RI de epoxi Nula
desmineralizada.
125 FF -
Hidrocarbonetos líquidos, 1,3 1)
DBA AC - 150 RF 0 a 100
GLP e Álcool. 13% Cr
Hidrocarbonetos Líquidos 3,2
DBB AC-150 RF 0 a 100
(corrosivo). AI F304
NULA
DBC Gás Natural. AC-150 RF -15 a 100
13% Cr
Gás Natural em Baixas 1,3
DBD AC - 150 RF -29 a 100
Temperaturas AI F304
Hidrocarbonetos líquidos, 1,3 1)
DCA AC - 300 RF 0 a 100
GLP e Álcool. 13% Cr
Hidrocarbonetos líquidos 3,2
DCB AC - 300 RF 0 a 100
(corrosivo). AI F304
NULA
DCC Gás Natural. AC - 300 RF -15 a 100
13% Cr
Aço Carbono 1,3
DCD Água industrial. 0 a 100
250 FF Bronze ASTM B 61
Hidrocarbonetos líquidos, 1,3 1)
DEA AC - 600 RTJ 0 a 100
GLP e Álcool 13% Cr
Hidrocarbonetos líquidos, 3,2
DEB AC - 600 RTJ 0 a 100
(corrosivo) AI F304
NULA
DEC Gás Natural AC - 600 RTJ -15 a 100
13% Cr
Hidrocarbonetos líquidos, 1,3 1)
DED AC - 600 RF 0 a 100
GLP e Álcool 13% Cr

7
N-2444 REV. A DEZ / 95

TABELA 2(CONCLUSÃO) - LISTA DAS FOLHAS DE PADRONIZAÇÃO

Material Espessura de Limites


Corrosão
Básico Admissível de

Folha de dos Tubos (mm) Temperatura


Serviço
Classe de Material dos
Padronização (°C)
Pressão e
Tipo de Face Internos
dos Flanges
das Válvulas
Hidrocarbonetos líquidos 3,2
DEE AC - 600 RF 0 a 100
(corrosivo) AI F304
Hidrocarbonetos líquidos, 1,3 1)
DFA AC - 900 RTJ 0 a 100
GLP e Álcool. 13% Cr
Hidrocarbonetos líquidos 3,2
DFB AC - 900 RTJ 0 a 100
(corrosivo). AI F304
NULA
DFC Gás Natural AC - 900 RTJ -15 a 100
13% Cr
NULA
DGA Gás Natural. AC - 1500 RTJ -15 a 100
13% Cr
PVC Rígido Nula
DXA Água potável. 0 a 40
PN15 Bronze ASTM B 62
Rede de esgoto e água PVC Rígido Nula
DXB 0 a 40
pluvial. PN15 Bronze ASTM B 62

Nota: 1) Quando existir injeção de inibidor de corrosão utilizar 0,75 mm.

5 LIMITES FÍSICOS NAS INSTALAÇÕES DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO


PARA APLICAÇÃO DA PADRONIZAÇÃO

A padronização de materiais da norma PETROBRAS N-2444 deve ser usada nas áreas de
aplicação das normas ANSI/ASME B 31.4 e B 31.8 conforme indicado na FIGURA 1;
alternativamente os dutos e demais instalações de gás natural podem ser projetados pela norma
ABNT NBR 12712.

8
N-2444 REV. A DEZ / 95

Nota: Faixa Reservada - Área de uso exclusivo para passagem de dutos (aéreos ou enterrados)
definida no plano diretor da instalação.

FIGURA 1 - ÁREAS DE APLICAÇÃO DAS NORMAS ANSI/ASME

9
N-2444 REV. A DEZ / 95

6 FOLHA DE REVISÕES

Número da Página Discriminação Rev. Data


ou do Anexo
REVISÃO GERAL, incluindo
TODAS mudança na designação das folhas A DEZEMBRO
de padronização.

____________

/ANEXO

10