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Morning Call Premium

09 de janeiro de 2018

Ticker Empresa BDR Equivalente Cotação do BDR Preço teto do BDR em Reais

AAPL Apple Inc. AAPL34 R$75,97 R$86,52


BLK BlackRock, Inc. BLAK34 R$259,00 R$344,82
BRK.B Berkshire Hathaway Inc. Class B BERK34 R$805,15 R$827,57
DIS Walt Disney Co DISB34 R$435,14 R$470,21
FB Facebook, Inc. Common Stock FBOK34 R$280,33 R$338,55
GOOGL Alphabet Inc Class A GOGL34 R$159,71 R$195,61
JNJ Johnson & Johnson JNJB34 R$528,84 R$545,45
JPM JPMorgan Chase & Co. JPMC34 R$204,24 R$225,70
MCD Mcdonald's Corp MCDC34 R$169,52 R$169,28
PG Procter & Gamble Co PGCO34 R$340,68 R$357,36
SBUX Starbucks Corporation SBUB34 R$246,16 R$225,70
WFC Wells Fargo & Co WFCO34 R$196,11 R$236,99

Ticker Empresa BDR Equivalente Cotação do BDR Preço teto do BDR em Re…

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Notícias e fatos relevantes


Vale (VALE3) anuncia a conclusão da transação de
Fertilizantes
A Vale informou ontem (08) ao mercado que concluiu a venda da Vale Fertilizantes para a
The Mosaic Company, ao passo que rea rmou a importância de sua parceria com a Mosaic,
fortalecendo a sua exposição ao mercado mundial de fertilizantes, particularmente nas
grandes regiões agrícolas de alto crescimento da América do Norte e do Brasil.
“O fechamento da transação é mais um passo em direção à redução da dívida e
simpli cação do portfólio de ativos da Vale”, destacou a mineradora em seu comunicado. Feedback
 
É relevante lembrar que a referida operação acima mencionada havia sido primeiramente 

anuncia por meio de Fato Relevante divulgado no último dia 02 de janeiro pela própria
Vale.
Na ocasião, a mineradora havia informado que alguns ajustes finais tinham sido realizados
nos termos e condições da transação e, dentre eles, se fazia presente a decisão da
companhia em reter participação acionária no terminal portuário Tiplam, no sudeste do
Brasil, mais precisamente no Porto de Santos, da VLI, que anteriormente estava incluída na
transação.
De acordo com os termos da operação, a Vale receberá cerca de US$ 1,150 bilhão e, ainda,
mais 34,2 milhões de ações da Mosaic, representando 8,9% do capital total da Mosaic após
a emissão de ações.
No que diz respeito ao ativo transacionado, a Vale Fertilizantes é
uma empresa brasileira de fertilizantes, fundada em 2010, após a compra da Fosfertil
pela Vale, e que possui, atualmente, doze unidades produtivas estabelecidas nos estados
de São Paulo, Sergipe, Goiás, e Minas Gerais.

No sentido da transação acima elucidada, quando foi anunciada, há pouco mais de um ano,
a operação envolvia um total de US$ 2,5 bilhões, sendo US$ 1,25 bilhão em dinheiro e US$
1,25 bilhão em ações ordinárias que seriam emitidas pela Mosaic.
Na ocasião, as empresas haviam anunciado que a americana emitiria aproximadamente
42,3 milhões de ações, número que na época representava em torno de 11% do total das
ações ordinárias em circulação da Mosaic.
É possível perceber que houve, desde então, um desconto nos valores da operação, o que,
em tese, significa que o negócio ficou menos vantajoso para a Vale.
Entretanto, mesmo diante dessa conjuntura, entendemos que a Vale segue bastante
compromissada no que diz respeito à sua melhoria operacional e também na redução de
sua dívida.
Dito isso, enxergamos como positiva a venda de suas operações da Vale Fertilizantes, isso
por que, dessa maneira, a companhia pode focar com maior precisão no seu core business,
o que, na teoria, pode representar uma maior geração de valor a seus acionistas no
médio/longo prazo.
Neste sentido, a notícia da venda da Vale Fertilizantes pode ser interpretada como um
passo importante no que diz respeito às melhorias de seus números.
Cabe destacar que, no terceiro trimestre do ano, a Vale apresentou um Ebitda ajustado de
US$ 4,2 bilhões, apresentando, assim um patamar 53,6% acima do 2T17.

Essa melhoria de performance se deu, em grande parte, por conta da recuperação dos
preços no mercado internacional, uma melhor realização de preços devido ao minério de
alto teor de Carajás, uma alta redução dos custos de produção e também devido a um
aumento de volume de produção da companhia.
Há de se destacar, também, que a dívida líquida da companhia decresceu em US$ 1,056
bilhão se comparada com o final do trimestre anterior, totalizando US$ 21,066 bilhões
baseados na posição de caixa de US$ 4,724 bilhões em 30 de setembro de 2017, como
resultado do fluxo de caixa livre positivo no 3T17.

Com isso, a alavancagem, medida pela relação da dívida bruta/LTM Ebitda ajustado,
Feedback
diminuiu para 1,6x em 30 de setembro de 2017 em comparação com 1,9x em 30 de junho
de 2017 e 3,7x em 30 de setembro de 2016. Medida pela relação da dívida líquida/LTM


Ebitda ajustado, a alavancagem diminuiu para 1,3x em 30 de setembro de 2017 em
comparação com 1,5x em junho de 2017 e 3,0x em setembro de 2016.

Vislumbramos um horizonte de expansão de resultados da mineradora e, neste sentido,


continuaremos observando atentos as movimentações estruturais propostas aos poucos
pelo novo presidente da companhia, Fabio Schvartsman, o qual já deixou claro que
pretende deixar o governo com participação cada vez menor na mineradora, tendo
afirmado, inclusive, que “o governo é muito bem-vindo como acionista minoritário”.
Continuamos com nossa crença na alta capacidade de gestão que possui Schvartsman ao
mesmo tempo que seguimos acompanhando as movimentações da mineradora brasileira.
Assim sendo, seguimos de fora da Vale até que decisões operacionais com maior foco na
sua atividade de mineração possam ser observadas em suas atividades, ao passo que
alternativas que visem a redução de sua alavancagem possam continuar sendo vistas de
maneira mais representativa no decorrer do tempo.
CVC (CVCB3) registra crescimento de 12,4% nas reservas
do grupo no 4T17
A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens comunicou ontem (08) ao mercado e a seus
acionistas os seus principais indicadores operacionais (não auditados) referentes ao 4T17.
De acordo com a companhia, as Reservas Con rmadas da CVC Corp totalizaram R$ 2.768,3
milhões no 4T17 e R$ 10.245,9 milhões em 2017, representando crescimento de 12,4%
versus o 4T16 Pro Forma e 13,5% em comparação com 2016 Pro forma.
Paralelamente, as Reservas Con rmadas do segmento lazer (CVC + Visual) totalizaram R$
1.699,4 milhões no 4T17 e R$ 6.323,2 milhões em 2017, representando crescimento de 8,8%
(CVC lazer cresceu 10,0%) versus o 4T16 Pro Forma e 12,8% em comparação com o ano de
2016 Pro forma, resultados estes ocasionados principalmente pelo forte crescimento dos
segmentos marítimo e internacional, com destaque para a venda dos Circuitos Europeus.
Já as Reservas Con rmadas do segmento corporativo (RA + Trend), segundo o reportado,
cresceram 17,0% no 4T17 e 15,8% em 2017, quando comparados com o resultado Pro Forma
do 4T16 e de 2016, respectivamente.
Por m, as Reservas Embarcadas totalizaram R$ 1.914,7 milhões no 4T17 e R$ 6.232,8
milhões em 2017, representando crescimento de 10,3% versus o 4T16 Pro Forma e 11,5% em
comparação com 2016 Pro forma.
 
Tudo demonstra que a CVC é uma companhia que soube se sobressair de maneira
bastante profissional e positiva diante do cenário econômico desafiador que o Brasil vem
atravessando nos últimos anos.
Entendemos, pelo racional, que durante uma “crise”, as pessoas tenderiam a diminuir
consideravelmente as suas viagens e, de maneira bastante surpresa, a CVC demonstrou
que não foi isso o que aconteceu.
Geralmente, um modelo de negócios de franquias, como é o caso da CVC, tende a ser
muito rentável, pois a companhia consegue crescer, de certa forma, se realizar muitos
investimentos com dinheiro próprio, isto por que quem realiza as aplicações financeiras na
expansão são os próprios franqueados e a franqueadora, no seu direito, recebe uma
comissão dos resultados desses novos parceiros.
Feedback
Atuando dessa maneira, a CVC conquistou praticamente um monopólio no Brasil no seu
segmento, isto por que, durante a sua história, comprou outras empresas e, por
consequência, diminuiu bastante a concorrência. 

Gostamos muito da empresa e de seu time comercial, o qual consideramos ser bem forte
e eficiente e, caso ocorra uma queda no preço de suas ações CVCB3 – cotadas no
fechamento de ontem a R$ 49,53 – existe a possibilidade de podermos indicar a
associação com a companhia, que demonstrou ter um modelo de negócios sustentável e
que soube se sobressair num cenário de crise bastante turbulento.

Cabe ressaltar que a CVC é a maior operadora de turismo das Américas, e que oferece
uma gama diversificada de produtos e serviços focados primordialmente em pacotes
turísticos para famílias brasileiras de todas as classes sociais, com ênfase nas famílias da
classe média em expansão.
Seu portfólio conta com mais de 1.000 destinos domésticos e internacionais e combinam
tarifas aéreas, transporte terrestre, hospedagem, seguro de viagem e outros serviços
complementares de viagem a preços acessíveis e com condições de pagamento flexíveis.
O interessante é que seus produtos e serviços são distribuídos por meio das 1.156 lojas
exclusivas do grupo distribuídas por todo o Brasil, através da sua plataforma de
distribuição online e da sua rede de agentes credenciados com mais de 6.500 agentes
independentes.
Por conta disso tudo, seguiremos esperando um momento de queda no preço de suas
ações para, assim, podermos indicar o ativo com uma margem de segurança satisfatória a
nossos assinantes.
Fras-Le (FRAS3) comunica aprovação do CADE sobre
acordo de associação com Federal Mogul VCS Holding BV
A Fras-Le informou ao mercado ontem (08) as condições precedentes ao Fechamento do
Acordo de Associação (Joint Venture) com a Federal Mogul VCS Holding BV foram
atendidas, inclusive a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)
a que a operação estava subordinada.
“Em decorrência, nesta data, foram rmados todos os documentos necessários para a
transferência da participação societária adquirida, correspondente a 80,10% das quotas
representativas do capital social da Federal-Mogul Friction Products Sorocaba Sistemas
Automotivos Ltda, com o que a companhia assume efetivamente o controle da gestão, que
passa a denominar-se Jurid do Brasil Sistemas Automotivos Ltda”, ressaltou ao Fras-Le em
seu comunicado.
 
Fundada em 1954, a Fras-le tem como atividade a produção de materiais de fricção, sendo
uma das líderes mundiais neste segmento.
Com fábricas no Rio Grande do Sul (Brasil), nos Estados Unidos (Alabama) e na China
(Pinghu), centros de distribuição na Argentina, na Europa e Estados Unidos e operações
comerciais nos Estados Unidos, Chile, Alemanha, México, Emirados Árabes Unidos e África
do Sul, a empresa mantém uma estruturada equipe para atender os clientes nos mais de
100 países dos cinco continentes onde atua.

Neste amplo mercado de atuação, a empresa se destacar por fornecer uma vasta linha de
Feedback
produtos composta de lonas e pastilhas para veículos pesados, pastilhas, lonas e sapatas
para veículos leves, revestimentos de embreagem, pastilhas e sapatas para motos,
pastilhas para aeronaves, pastilhas e sapatas para trens e metrôs, lonas moldadas e 

trançadas e placas universais.


Ainda, a Fras-le é uma das integrantes das Empresas Randon que contempla o segmento
de Veículos e Implementos (Randon Implementos & Randon Veículos), Autopeças (Fras-le,
Master, JOST, Suspensys e Castertech) e Serviços (Randon Consórcios e Banco Randon).

No que diz respeito a seus resultados, é interessante mencionar que mais de 50% das
receitas da Companhia advém de mercados fora do Brasil, parte composto pelas
exportações, parte pelo desempenho das unidades do exterior.
Contudo, a condução dos negócios em diferentes mercados adiciona desafios e
complexidade na gestão dos mesmos. Legislação, eventos políticos, câmbio entre outros
são particularidades a serem consideradas na condução dos negócios e administrados
cautelosamente pela companhia.
Mesmo assim, no último 3T17, a receita líquida consolidada somou R$ 218,9 milhões,
atingindo um melhor desempenho em relação aos trimestres anteriores e uma evolução
de 11,4% na comparação com o 3T16.
Por consequência, o Ebitda consolidado do 3T17, equivalente a R$ 29,2 milhões, refletiu um
maior nível de despesas operacionais, e apresentou, com isso, uma redução de 13,6% em
relação ao Ebitda do 2T17, porém, este desempenho é 24,4% superior ao do 3T16.
A margem Ebitda ficou em 13,3% no trimestre, que corresponde a uma redução de 2,4
pontos percentuais comparado ao 2T17.

Já o lucro líquido do último terceiro trimestre somou R$ 15,9 milhões, que na comparação
com o 2T17 equivale a um desempenho 43,0% inferior, porém, é importante destacar que o
lucro líquido do 2T17 estava majorado pelo benefício fiscal da remuneração dos acionistas.

Já o que diz respeito ao nível de compromissos da companhia, a dívida financeira bruta


consolidada encerrou o trimestre com saldo de R$ 214,0 milhões. Deste montante R$ 132,9
milhões ou 62% correspondem ao curto prazo e R$ 81,1 milhões ou 38% no longo prazo,
sendo R$ 161,1 milhões ou 75,3% atrelados ao dólar, porém, é importante lembrar que o
volume de exportações da Fras-Le permite um hedge natural para minimizar os efeitos de
possíveis impactos da variação cambial na dívida financeira.

Gostamos da Fras-Le muito por conta de seus números, que demonstram que a empresa é
bem administrada e que sua gestão se compromete em procurar gerar valor a seus
acionistas de maneira sustentável no longo prazo.
Ainda, a aprovação do CADE a respeito da joint venture mencionada no comunicado feito
pela companhia ontem, ao nosso entender demonstrará um avanço significativo na
capacidade da empresa de atender as necessidades emergentes de seus clientes,
particularmente no segmento de veículos leves, em toda a América do Sul, com ofertas de
freios Premium vendidas originalmente sob as marcas Jurid e Ferodo, bem como um
conjunto completo de produtos de reposição linha leve da marca Federal Mogul Motorparts
para o Brasil.
Vale mencionar, neste sentido, que a Joint venture terá base em Sorocaba, São Paulo,
Feedback
Brasil, na instalação anteriormente operada de forma independente por Federal-Mogul, e
que operará sob o nome de Jurid do Brasil Sistemas Automotivos LTDA.
Os produtos vendidos através da parceria serão produzidos na fábrica de Sorocaba ou  

fornecidos por outras instalações da Federal-Mogul Motorparts fora da região e


distribuídos pela rede de distribuição da Fras-le em toda a região.
Dessa maneira, a Fras-le fornecerá tecnologias de fabricação e instalações de engenharia
/ teste existentes complementares através de suas operações em Caxias do Sul.
Tudo indica que o negócio estabelecido tende agregar considerável valor ao negócio,
entretanto, é sempre necessário lembrar que o setor de autopeças historicamente é difícil:
cíclico, com margens baixas e poucos compradores.
Mesmo considerando-se que a empresa vende mais para a reposição – conseguido, assim,
amenizar um pouco esse desafiador fator – este não é um segmento que consideramos
ser um dos mais perenes no longo prazo, muito pelo fato de ser um mercado que não
permite ter margens e retornos sobre capital elevado.
A empresa é sólida, é verdade, mas por conta dos motivos acima citados, preferíamos um
desconto maior para recomendar uma participação nesta companhia, haja visto que suas
ações FRAS3 encerraram o pregão de ontem cotadas a R$ 5,50.

O que fazemos em situações como essa é esperar por um momento de baixa em seu
preço de cotação, e é isso que recomendamos a nossos assinantes que também o façam
neste momento em relação a Fras-Le.
Somos Educação (SEDU3) anuncia expansão da quantidade
de alunos em suas escolas próprias
A Somos Educação comunicou ontem (08) ao mercado que tem investido signi cativamente
na evolução pedagógica, na integração operacional e no aumento do número de alunos
matriculados em suas escolas próprias.
Dessa maneira, ao longo do ano de 2017, a companhia celebrou contratos vinculantes
condicionais visando à aquisição e/ou abertura de novas escolas em que estarão
matriculados cerca de 9.000 alunos no ano de 2018.
Após o fechamento das operações, conforme destacado pela empresa, o total de estudantes
que farão parte das escolas e cursos próprios da Somos será de aproximadamente 35.000
alunos.
Além disso, a companhia informou, ainda, que adquiriu, no m de 2017, a Stoodi Ensino e
Treinamento à Distância Ltda e a Livraria Livro Fácil Ltda.
“Tomadas em conjunto, essas ações reforçam a missão transformacional da Somos, como
principal empresa de educação básica do País, que, por meio de suas diversas marcas,
investe signi cativamente no desenvolvimento e na disponibilização às escolas, educadores
e alunos das redes privada e pública de todo o País, de ações de equidade, práticas
pedagógicas e de gestão escolar, conteúdos educacionais, serviços de apoio aos
educadores e tecnologias de alta qualidade pedagógica que potencializem a educação
brasileira”, nalizou a Somos Educação em seu comunicado.
 
A Somos Educação (extinta Abril Educação) é uma empresa atuante do segmento
educacional e que possui em seu portfólio um amplo “leque de produtos”, que conta com
sistemas de ensino, escolas, cursos preparatórios, cursos de idiomas, tecnologia da
educação com serviços para gestão e formação complementar, além de editoras de livros
Feedback
e atuação em ensino técnico profissional.

É interessante destacar, também, que a Somos Educação negocia suas ações ordinárias


SEDU3 – no segmento especial do mercado de ações da BM&FBOVESPA, denominado
Novo Mercado, e que atualmente é controlada majoritariamente pelo fundo Tarpon
Investimentos.

No âmbito do comunicado feito pela empresa, é interessante destacar, no que diz respeito
as referidas aquisições, que a Stoodi é um marketplace digital pelo qual estudantes de
todas as escolas privadas e públicas do Brasil podem acessar aulas de reforço e conteúdos
educacionais que visam a melhorar expressivamente seus resultados pedagógicos, ao
passo que a Livro Fácil é um marketplace físico e digital para a prestação de serviços de
valor agregado e de entrega de livros didáticos e de literatura às escolas brasileiras,
notadamente em regiões em que a Somos não opera em parceria com distribuidores.
Apesar de entendermos que as aquisições referenciadas pela companhia podem
representar, no decorrer do tempo, uma geração de valor agregado aliado a um portfólio
mais amplo de soluções educacionais para o mercado, entendemos que a Somos
Educação, nesse momento, se encontra em uma certa dificuldade operacional relevante,
isto por que, no último trimestre, a companhia apresentou um prejuízo líquido ajustado foi
de R$4,0 milhões no 3T17.

Ainda, ao fim de setembro de 2017, o endividamento consolidado líquido da companhia era


de R$1.268,3 milhões, composto por uma dívida bruta de R$1.941,0 milhões e R$672,7
milhões de caixa e aplicações financeiras.

Percebe-se que a situação de compromissos da companhia apresentou um considerável


aumento quando comparada ao segundo trimestre do ano e, apesar da Somos Educação
ter anunciado, além das aquisições, a estruturação de novas escolas em que estarão
matriculados cerca de 9.000 alunos no ano de 2018, ainda entendemos que precisará
apresentar um forte aumento de desempenho operacional em todas as suas frentes a fim
de conseguir amortizar de maneira satisfatórias todos esses compromissos financeiros
assumidos.
Por conta disso, além de achamos mais prudente e racional observar os próximos passos
da companhia no que diz respeito à suas operações a certa distância, não nos sentimos
interessados por empresas do setor de educação neste momento no Brasil e, assim sendo,
preferimos seguir de fora da companhia por tempo indeterminado.
QGEP (QGEP3) informa a chegada do FPSO Petrojarl I no
Campo de Atlanta
A QGEP Participações informou ontem (08) ao mercado que a Unidade Flutuante de
Produção, Armazenamento e Transferência (em inglês Floating Production Storage and
O oading) FPSO Petrojarl I entrou em águas brasileiras em 31 de dezembro de 2017, e
chegou ao Campo de Atlanta no nal da manhã de 08 de janeiro.
Segundo o relatado, com a embarcação no local e liberação pelas autoridades competentes,
a Teekay Offshore Partners, operadora do FPSO, e a QGEP, operadora do Bloco, seguirão com
as atividades de interligação das linhas de produção e controle. Essas atividades estão
programadas para serem concluídas entre 45 e 60 dias da liberação da FPSO.
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A Companhia espera que a produção do Campo de Atlanta atinja aproximadamente 20 mil
barris de óleo por dia, a partir de dois poços produtores. O óleo produzido pelo Campo de
Atlanta no Sistema de Produção Antecipada (SPA) será comprado pela Shell. 

“A chegada do FPSO é um marco importante no desenvolvimento do Campo de Atlanta,


estando em linha com a estimativa de primeiro óleo ainda neste trimestre e a consequente
diversi cação das fontes de receita da companhia”, destacou Danilo Oliveira, Diretor de
Produção da QGEP.
 
A QGEP Participações é uma das grandes empresas produtoras de controle privado no
setor de Exploração e Produção do Brasil, além de ser a primeira e única empresa privada
brasileira a operar na área premium do pré-sal na Bacia de Santos, e possuir um
diversificado portfólio de ativos de exploração e produção.
Apesar do referido comunicado acerca da chegada do FPSO Petrojarl I no Campo de
Atlanta representar um potencial aumento de produção operacional no médio/longo prazo,
existe, a respeito dessa empresa, o fato inegável e que não pode deixar de ser lembrado,
de que a companhia é alvo de investigações no âmbito da operação Lava-Jato, tendo sido
citada diversas vezes em noticiários a respeito de escândalos de pagamentos de propinas
a políticos influentes e que resultaram, inclusive, na prisão de um ex-presidente e um ex-
diretor da companhia em meados de 2016.
Gostamos muito da estratégia de Décio Bazin em seu livro Faça Fortuna com Ações, a qual
sugere que os investidores evitem empresas que tenham seus nomes relacionados a
notícias negativas, e por isso preferimos continuar de fora da companhia.
Além disso, entendemos que a cadeia de óleo e gás como um todo no Brasil, apresenta
muitas dificuldades e, por consequência disso, as opções de boas companhias no
segmento são muito restritas, isto por que poucas dessas empresas (ou quase nenhuma)
apresentam características de serem boas geradoras de caixa, pagadoras de dividendos
e/ou com potencial de crescimento.
Dessa forma, entendemos que existe uma carência muito grande de alternativas no setor,
e por isso preferimos nos manter de fora da QGEP nesse momento.

Confira os relatórios anteriores

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