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SURGIMENTO DO ESTADO
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Famílias  Clãs  Tribos  Cidades  ESTADO


w.

“a sociedade é resultante de uma necessidade natural do 


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homem, sem excluir a participação da consciência e da 


vontade humanas”. Dalmo de Abreu Dalari, 1971.

“o homem é, por natureza, animal social e político, 


vivendo em multidão, ainda mais que todos os outros 
animais,  o que se evidencia pela natural necessidade” 
Santo Tomás de Aquino, séc. I a.C

“o homem é naturalmente um animal político” 
Aristóteles, séc. IV a.C.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 2

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UM POUCO SOBRE POLÍTICA E PODER
O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava a
atividade ou conjunto de atividades que, de alguma maneira, têm como
termo de referência a pólis, ou seja, a cidade‐Estado.
Para Houaiss, política denomina‐se a arte ou ciência da organização, direção e
administração de nações ou Estados; aplicação desta ciência aos assuntos
internos da nação (política interna) ou aos assuntos externos (política
externa).
Política pode ser ainda a orientação ou a atitude de um governo em relação a
certos assuntos e problemas de interesse público: política financeira, política
educacional, política social, política do café com leite.
O que a política pretende alcançar pela ação dos políticos, em cada situação,

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são as prioridades do grupo (ou classe, ou segmento nele dominante). A

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política não tem fins constantes ou um fim que compreenda a todos ou possa
ser considerado verdadeiro: "os fins da Política são tantos quantas são as

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metas que um grupo organizado se propõe, de acordo com os tempos e
circunstâncias“ (Norberto Bobbio)

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A política, como forma de atividade ou de prática humana, está estreitamente
ligada ao poder. al
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 3
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UM POUCO SOBRE POLÍTICA E PODER
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Poder que tem sido tradicionalmente definido como o "conjunto dos meios
que permitem alcançar os efeitos desejados" (Russell). Pode ser entendido
como a obtenção de um comportamento de terceiro que este não teria
w.

naturalmente, se não sofresse a influência desse poder.


Há diferentes tipos de poder: paterno/materno, econômico, de um chefe
ww

sobre seu subordinado, ideológico, despótico, político, etc.


A característica mais notável do poder político é que ele detém a
exclusividade do uso da força em relação à totalidade dos grupos sob sua
influência. Isso não significa que ele seja exercido pelo uso da força; a
possibilidade do uso é condição necessária, mas não suficiente para a
existência do poder político.
No poder político há três características. Sendo uma delas a Exclusividade que
trata da tendência de não se permitir a organização de uma força concorrente.
Como por exemplo, grupos armados independentes. Se encontra também a
Universalidade, tratando‐se da capacidade de se tomar decisões para toda a
coletividade. E por último a Inclusividade que é a possibilidade de intervir, de
modo imperativo, em todas as esferas possíveis de atividades de membros do
grupo e de encaminhar tais atividades aos fins desejados ou de desviá‐las de
um fim não desejado.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 4

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O QUE É O ESTADO?
 O Estado é a sociedade politicamente organizada, formada por
um povo, fixado num território, com um governo soberano e
tendo por finalidade o bem comum.
 Povo é o elemento humano do Estado, formado por aqueles
que têm o vínculo jurídico da nacionalidade;
 Território é a área sobre a qual o Estado exerce a soberania;
 Soberania significa poder político independente e supremo.
Independente porque o Estado, no âmbito internacional, não
está subordinado a ninguém. Supremo porque, internamente,

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possui o “poder de império”, ou seja, a faculdade de impor sua

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vontade, através da força, se necessária, independente da

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vontade do cidadão em particular. O poder político possui três
funções principais: legislativa, executiva e judiciária.
 Finalidade (elemento teleológico) é o objetivo do Estado que,

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tendo o povo como titular do poder, deve visar o bem comum.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 5
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O QUE É O ESTADO?
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w.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 6

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O QUE É O DIREITO?
 Direito é o regramento da conduta, estabelecido em
normas, cuja imposição é feita pelo Estado e por este é
assegurado o cumprimento, tendo como finalidade
possibilitar a convivência dos homens em sociedade,
impondo‐lhes limites em sua liberdade individual, para
que seja assegurada a liberdade de todos.
 Em suma, Direito é o conjunto de normas emanadas do
Estado (normas jurídicas positivas) para viabilizar a vida
em sociedade, regulando as relações jurídicas entre as

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pessoas privadas (relações horizontais) e entre elas e o

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próprio Estado (relações verticais).

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“Não há sociedade sem Direito”

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“Não há Direito sem sociedade” al
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RAMOS DO DIREITO
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Embora modernamente o direito seja visto como uno e indivisível,


indecomponível, fala‐se em um divisão em ramos do direito, para fins
meramente didáticos: direito público e direito privado.
w.

O Direito Público se refere ao conjunto das normas jurídicas de natureza


pública, compreendendo tanto o conjunto de normas jurídicas que
ww

regulam a relação entre o particular e o Estado, como o conjunto de


normas jurídicas que regulam as atividades, as funções e organizações de
poderes do Estado e dos seus servidores. É aquele em que há
predominância do interesse do Estado, o interesse público. Existe uma
relação de subordinação entre os particulares e o Estado. (Direito
Constitucional – que é fundamental –, Administrativo, Urbanístico,
Ambiental, Tributário, Financeiro, Processual, Penal, Ambiente,
Internacional, etc)
O Direito Privado se refere ao conjunto de normas jurídicas de natureza
privada, especificamente toda norma jurídica que disciplina a relação
entre os particulares. (Direito Civil, Consumidor, Empresarial e do
Trabalho)
Atualmente, segundo Pedro Lenza, com a constitucionalização do Direito
Privado, essa divisão tornou‐se enfraquecida.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 8

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QUESTÕES DE CONCURSOS
Nas questões a seguir, julgue os itens marcando Certo ou Errado.

CESPE ‐ INSS ‐ PERITO MÉDICO PREVIDENCIÁRIO

1. Povo, território e governo soberano são elementos do Estado.

FCC ‐ MPU ‐ ANALISTA ADMINISTRATIVO (Adaptada)

2. O Estado é constituído de três elementos originários e indissociáveis ‐
Povo, Território e Governo soberano.

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CESPE – SMV – AGENTE COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA

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3. O Estado é constituído de três elementos indissociáveis: povo, 
território e governo soberano.
4. Na clássica doutrina da tripartição de poderes, os poderes do Estado 

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são o Judiciário, o Executivo e o Ministério Público.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 9
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QUESTÕES DE CONCURSOS
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CESPE ‐ SERPRO ‐ ANALISTA – ADVOCACIA


5. O conceito de Estado possui basicamente quatro elementos: nação,
w.

território, governo e soberania. Assim, não é possível que haja mais de


uma nação em um determinado Estado, ou mais de um Estado para a
ww

mesma nação.
FMP‐RS ‐ TJ‐MT – JUIZ – 2014 (Adaptada)
6. Nação é um conceito ligado a um agrupamento humano cujos membros,
fixados num território, são ligados por laços culturais, históricos,
econômicos e linguísticos.
7. A população está unida ao Estado pelo vínculo jurídico da nacionalidade.
8. O povo é o conjunto de pessoas que se une mediante laços culturais.
CESPE ‐ DPE‐RO ‐ DEFENSOR PÚBLICO (Adaptada)
9. O conceito de povo, um dos elementos constitutivos do Estado, está
relacionado ao conjunto de brasileiros e estrangeiros que se encontrem
em território nacional, ainda que transitoriamente.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 10

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QUESTÕES DE CONCURSOS
CESPE ‐ MPE‐AM ‐ PROMOTOR DE JUSTIÇA (Adaptada)
Sobre o Estado, relembraremos apenas o que dizem os manuais: Estado é
uma nação politicamente organizada, conceito sintético que demandaria
desdobramentos esclarecedores, pelo menos quanto aos chamados
elementos constitutivos do Estado e, principalmente, sobre o modo como,
em seu interior, se exerce a violência física legítima, cujo monopólio Max
Weber considera necessário à própria existência do Estado Moderno.
Gilmar F. Mendes, Inocêncio M. Coelho e Paulo G.G. Branco.
Curso de Direito Constitucional. São Paulo, Saraiva, 2007.

10. A ideia de Estado de Direito, desde os primórdios da construção desse


conceito, está associada à de contenção dos cidadãos pelo Estado.

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11. A soberania do Estado, no plano interno, traduz‐se no monopólio da
edição do direito positivo pelo Estado e no monopólio da coação física

om
legítima, para impor a efetividade das suas regulações e dos seus
comandos.
12. Os tradicionais elementos apontados como constitutivos do Estado
são: o povo, a uniformidade lingüística e o governo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 11
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O QUE É O DIREITO CONSTITUCIONAL?
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w.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 12

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O QUE É O DIREITO CONSTITUCIONAL?

O Direito Constitucional é o estudo metódico da Constituição do Estado,


da sua estrutura institucional político‐jurídica (Afonso Arinos de Melo
Franco)

É o conhecimento sistematizado das regras jurídicas relativas à forma do


Estado, à forma do governo, ao modo de aquisição e exercício do poder,
ao estabelecimento de seus órgãos e aos limites de sua ação. (Manoel
Gonçalves Ferreira Filho)

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Ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os princípios
e normas fundamentais do Estado. (José Afonso da Silva)

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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 13
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FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL
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Constituição e 
PRIMÁRIAS suas Emendas
w.

FONTES
ww

Delegadas:
Leis, decretos e 
jurisprudência
SECUNDÁRIAS
Reconhecidas:
costumes e 
doutrina

Fontes delegadas – A Constituição delega a certos órgãos a competência para regulamentar seu texto, por
meio de leis ordinárias e complementares, decretos e regulamentos. A Constituição também confere aos
tribunais do Poder Judiciário o poder de interpretar seu texto, sendo as decisões uniformes e reiteradas
desses órgãos o que se chama de “jurisprudência” (a mais relevante é a do Supremo Tribunal Federal).
Fontes reconhecidas – Os costumes decorrem da prática reiterada de certos atos com capacidade de criar
a convicção de sua obrigatoriedade, mas devem ser reconhecidos pelo STF. A doutrina é o material escrito
pelos grandes mestres do Direito, que muito ajudam os juízes e tribunais a tomar suas decisões.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 14

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CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
É a norma fundamental e suprema do Estado

Estrutura e organiza o Estado e os seus Está no topo do ordenamento jurídico


elementos, dispondo principalmente sobre: nacional e só pode ser alterada mediante
um procedimento legislativo especial,
1) formação dos poderes públicos;
mais dificultoso do que o simples
2) limitações aos poderes públicos; procedimento de elaboração das leis
(rigidez constitucional).
3) direitos e garantias dos indivíduos;
Por ser suprema serve de parâmetro de
4) forma de governo;
validade a todas as demais espécies

r
5) modo de aquisição e exercício do poder;

.b
normativas, ou seja, as demais normas
somente serão válidas se estiverem de
6) forma de exercício do poder estatal em     

om
acordo com a Constituição. Caso
função do território;
contrário, serão inconstitucionais e
7) repartição de competências. inválidas.

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A Constituição também é conhecida como: Lei Fundamental, Lei Suprema, 
al
Lei das Leis, Lei Maior, Carta Política, Carta Magna, Lex Mater, Estatuto Fundamental. 
Tem as seguintes abreviaturas: CF/88, CRFB/88, CR/88.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 15
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QUESTÕES DE CONCURSOS
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TRT ‐ 15ª REGIÃO ‐ JUIZ DO TRABALHO (Adaptada)


w.

13. No bojo das Constituições devem estar inseridos os elementos


constitutivos do Estado, a saber: soberania, finalidade, povo e
ww

território.

CESPE ‐ CBM‐CE ‐ PRIMEIRO‐TENENTE

14. Considerando‐se a experiência histórica dos Estados, é correto


afirmar que a própria Constituição é fonte formal do direito
constitucional.

ESAF ‐ CGU ‐ ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE

15. Segundo a doutrina, não há relação entre a rigidez constitucional e


o princípio da supremacia da constituição.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 16

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QUESTÕES DE CONCURSOS
IBFC ‐ SEPLAG‐MG ‐ GESTOR DE TRANSPORTES E OBRAS – DIREITO

16. A rigidez constitucional decorre de um grau maior de dificuldade


para sua modificação do que para a alteração das demais normas
jurídicas do ordenamento estatal. Dessa rigidez, emana, como
consequência primordial, o princípio da:

a) Imutabilidade do texto constitucional


b) Supremacia da constituição
c) Simetria constitucional.

r
.b
d) Taxatividade da norma constitucional.

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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 17
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QUESTÕES DE CONCURSOS
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VUNESP ‐ SAP‐SP ‐ ANALISTA ADMINISTRATIVO


w.

17. Assinale a alternativa correspondente ao conceito de Direito


Constitucional.
ww

a) Ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os


princípios e normas consuetudinárias da sociedade.
b) Ramo do Direito Privado que expõe, interpreta e sistematiza os
princípios e normas consuetudinárias da sociedade.
c) Ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os
princípios e normas sobre a prescrição de condutas e cominação de
penas.
d) Ramo do Direito Privado que expõe, interpreta e sistematiza os
princípios e normas fundamentais do Estado.
e) Ramo do Direito Público que expõe, interpreta e sistematiza os
princípios e normas fundamentais do Estado.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 18

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QUESTÕES DE CONCURSOS
FUNDEP ‐ TJ‐MG – JUIZ

18. Sobre o conceito de Constituição, assinale a alternativa CORRETA.

a) É o estatuto que regula as relações entre Estados soberanos.


b) É o conjunto de normas que regula os direitos e deveres de um povo.
c) É a lei fundamental e suprema de um Estado, que contém normas
referentes à estruturação, à formação dos poderes públicos, direitos,
garantias e deveres dos cidadãos.

r
d) É a norma maior de um Estado, que regula os direitos e deveres de

.b
um povo nas suas relações.

om
.c
al
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 19
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QUESTÕES DE CONCURSOS
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ACAFE ‐ PC‐SC ‐ AGENTE DE POLÍCIA *


“O Direito Constitucional é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à
w.

organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo


e ao estabelecimento das bases da estrutura política".
(Moraes, Alexandre de. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 22ª. ed, 2007, p.1.)  
ww

19. Ante a afirmação anterior, analise as questões a seguir.


I ‐ O Direito Constitucional ocupa uma posição de superioridade em relação às
demais ciências jurídicas, pois os princípios fundamentais dos outros ramos
jurídicos encontram‐se inseridos na Constituição.
II ‐ A Constituição é regra matriz de um Estado, solidifica suas instituições e
estabiliza o seu poder instituidor, para que possa promover o bem estar social.
III ‐ O Direito Constitucional tem por objeto a constituição política do Estado
no sentido amplo de estabelecer sua estrutura, a organização de suas
instituições e órgãos, o modo de aquisição e a não limitação do poder.
* Questão anulada . 

IV ‐ A Constituição deve trazer em si os elementos integrantes (componentes ou


constitutivos) do Estado, quais sejam: soberania, finalidade, povo, território.
V ‐ Não é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para a edição
de normas jurídicas, legislativas ou administrativas.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 20

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ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
Pirâmide hierárquica: Constituição Federal
NORMAS Emendas à CF (art.60)
CONSTITUCIONAIS
Tratados Internacionais sobre 
Direitos Humanos* (*art. 5º, § 3º:
2 turnos: 3/5 CD + 3/5 SF)
NORMAS 
Tratados Internacionais sobre D.H.
SUPRALEGAIS
Leis Complementares
NORMAS LEGAIS Leis Ordinárias  Trat. Intern.
(art. 59, II a VII e           Leis Delegadas
art. 84, VI) Medidas Provisórias

r
.b
Decretos Legislativos
Resoluções

om
Decretos autônomos
Decretos regulamentares
NORMAS 
Instruções Normativas

.c
INFRALEGAIS al Portarias, etc.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 21
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EMENDAS À CONSTITUIÇÃO
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PROPOSTA  Cláusulas pétreas
DE EMENDA 
w.

À CONSTITUIÇÃO CF/88 ‐ Art. 60, § 4º ‐ Não será


objeto de deliberação a proposta
ww

de emenda tendente a abolir:


• 2 turnos  • 2 turnos  I ‐ a forma federativa de Estado;
• 3/5 dos • 3/5 dos II ‐ o voto direto, secreto, universal
membros  membros  e periódico;
III ‐ a separação dos Poderes;
Congresso Nacional IV ‐ os direitos e garantias
individuais.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 22

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INTERNALIZAÇÃO DOS TRATADOS

Tratados Internacionais

• 1 turno  • 1 turno 
• maioria • maioria

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simples  simples 

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Equivalem às Leis Ordinárias
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 23
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INTERNALIZAÇÃO DOS TRATADOS
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w.
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Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos


(A partir da EC 45/2004)

• 1 turno  • 1 turno  • 2 turnos  • 2 turnos 


• maioria • maioria • 3/5 dos • 3/5 dos
simples  simples  membros  membros 

Normas Supralegais Equivalem às


STF: HCs 87.585 e 92.566, Emendas Constitucionais
RE 466.343 e 349.703
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 24

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STATUS DOS TRATADOS INTERNACIONAIS

Resumindo:

Tratados Internacionais Equivalem às Leis Ordinárias

Tratados Internacionais sobre


Normas Supralegais
Direitos Humanos

Tratados Internacionais sobre 

r
.b
Direitos Humanos aprovados 
em cada casa do Congresso Equivalem às Emendas

om
Nacional, em 2 turnos, por três Constitucionais
quintos dos membros

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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 25
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QUESTÕES DE CONCURSOS
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FGV ‐ TJ‐PA ‐ JUIZ


20. A Constituição da República Federativa do Brasil apresenta um extenso
w.

catálogo de direitos e garantias fundamentais, tanto individuais como


coletivos, sendo que tais normas definidoras de direitos e garantias
ww

fundamentais têm aplicação imediata, por expressa previsão


constitucional.
O texto constitucional também é claro ao prever que direitos e garantias
expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos
princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a
República Federativa do Brasil seja parte.
Por ocasião da promulgação da Emenda Constitucional de nº 45, em 2004, a
Constituição passou a contar com um § 3º, em seu artigo 5º, que apresenta
a seguinte redação: "Os tratados e convenções internacionais sobre direitos
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em
dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais".

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 26

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QUESTÕES DE CONCURSOS
Logo após a promulgação da Constituição, em 1988, o Brasil ratificou
diversos tratados internacionais de direitos humanos, dentre os quais se
destaca a Convenção Americana de Direitos Humanos, também chamada
de Pacto de San José da Costa Rica (tratado que foi internalizado no
ordenamento jurídico brasileiro pelo Decreto nº 678/1992), sendo certo
que sua aprovação não observou o quorum qualificado atualmente previsto
pelo art. 5º, § 3º, da Constituição (mesmo porque tal previsão legal sequer
existia).
Tendo como objeto a Convenção Americana de Direitos Humanos, segundo
a recente orientação do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa
correta sobre o Status Jurídico de suas disposições.

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a) Status de Lei Ordinária.
b) Status de Lei Complementar.

om
c) Status de Lei Delegada.

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d) Status de Norma Supralegal.
e) Status de Norma Constitucional.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 27
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QUESTÕES DE CONCURSOS
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FGV ‐ DPE‐DF ‐ ANALISTA JUDICIÁRIO


21. A natureza dos tratados internacionais de direitos humanos sempre
geraram debates na doutrina e na jurisprudência. A controvérsia,
w.

entretanto, foi reduzida após a aprovação da Emenda Constitucional n°


45/2004, que inseriu o § 3° do Art. 5° na Constituição da República.
ww

Sobre o tema, é correto afirmar que:


a) os tratados internacionais de direitos humanos possuem hierarquia de
lei ordinária.
b) os tratados internacionais de direitos humanos aprovados antes da
Emenda Constitucional n° 45/2004 possuem hierarquia de lei ordinária.
c) os tratados internacionais de direitos humanos aprovados de acordo com
o procedimento previsto no Art. 5, § 3° da Constituição Federal de 1988
têm status de emenda constitucional.
d) os tratados internacionais de direitos humanos aprovados de acordo
com o procedimento previsto no Art. 5, § 3° da Constituição Federal de
1988 possuem status supralegal e infraconstitucional.
e) antes da Emenda Constitucional n° 45/2004, o Supremo Tribunal Federal
entendia que os tratados internacionais de direitos humanos possuíam
status supralegal.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 28

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QUESTÕES DE CONCURSOS
VUNESP ‐ SAAE‐SP ‐ PROCURADOR JURÍDICO
22. Os tratados internacionais de direitos humanos incorporados ao
ordenamento jurídico brasileiro pelo procedimento anterior ao
previsto atualmente, em razão da edição da Emenda Constitucional
n.º 45/04, possuem status
a) supralegal, paralisando a eficácia de todo o ordenamento
infraconstitucional em sentido contrário.
b) constitucional, equivalendo a emendas constitucionais, desde que
aprovados por 3/5 (três quintos) dos membros de cada Casa do

r
Congresso Nacional.

.b
c) de lei ordinária, podendo ser revogados por lei posterior.

om
d) infralegal, prevalecendo sempre as leis internas sobre o direito
internacional.

.c
e) supraconstitucional, pois os tratados derivam do direito natural,
precedente do direito positivado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 29
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LEI COMPLEMENTAR X LEI ORDINÁRIA
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Lei Lei Complementar Lei Ordinária


w.

Trata de temas que lhes são Trata de diversos temas não


Tema
reservados na Constituição reservados a outras normas
ww

Quórum de Maioria absoluta Maioria simples/relativa


aprovação (+ da metade dos membros) (+ da metade dos votos)

Exemplos de Lei Complementar: Exemplos de Lei Ordinária:


Art. 7º São direitos dos trabalhadores (...) I ‐ Art. 5º, VII ‐ é assegurada, nos
relação de emprego protegida contra despedida termos da lei, a prestação de
arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei assistência religiosa nas entidades
complementar (...); civis e militares de internação
Art. 14, § 9º Lei complementar estabelecerá coletiva;
outros casos de inelegibilidade (...). Art. 5º, XXXII ‐ o Estado
Art. 18, § 2º ‐ Os Territórios Federais integram a promoverá, na forma da lei, a
União, e sua criação, transformação em Estado defesa do consumidor;
ou reintegração ao Estado de origem serão
reguladas em lei complementar.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 30

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NORMAS LEGAIS X NORMAS INFRALEGAIS
Normas Legais Normas Infra legais

Buscam seu fundamento de validade Trata de diversos temas não


e existência na Constituição reservados a outras normas

Podem inovar o ordenamento Não podem inovar o ordenamento


jurídico criando obrigações de fazer jurídico. Visam regulamentar ou dar
ou deixar de fazer (art. 5º, II). executoriedade às normas legais

Lei 9.503/97: Art. 64. As crianças com idade inferior a dez anos devem
ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas

r
pelo CONTRAN.

.b
Resolução n.º 277/08 do CONTRAN: (…) As Crianças com até

om
um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o
dispositivo de retenção denominado “bebê conforto ou
conversível” (...) As crianças com idade superior a um ano e
inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar,

.c
obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado
al
“cadeirinha” (...)
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 31
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NORMAS LEGAIS X NORMAS INFRALEGAIS
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Lei Nº 12.527/2011
Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no
w.

inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal;

DECRETO Nº 7.724/2012
ww

Regulamenta a Lei no 12.527, de 18 de novembro de 2011, que


dispõe sobre o acesso a informações previsto no inciso XXXIII
do caput do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do
art. 216 da Constituição.

Lei 8.078/90
Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.

Decreto 7.962/2013
Regulamenta a Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, para
dispor sobre a contratação no comércio eletrônico.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 32

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QUESTÕES DE CONCURSOS
FGV – SEFAZ‐RJ – FISCAL DE RENDAS
23. Assinale a alternativa que defina corretamente o poder
regulamentar do chefe do Executivo.
a) O poder regulamentar confere ao chefe do Executivo a atribuição
para criar direitos e obrigações, dentro de sua respectiva esfera de
competência.
b) O poder regulamentar confere ao chefe do Executivo a competência
legislativa exclusiva para reparar inconstitucionalidades realizadas pelo
legislador ordinário.
c) O poder regulamentar confere ao chefe do Executivo a competência

r
para assegurar a fiel execução da Constituição.

.b
d) O poder regulamentar é uma forma atípica de competência

om
legislativa conferida ao chefe do Executivo para suprir omissões do
Poder Legislativo.
e) O poder regulamentar confere ao chefe do Executivo a competência

.c
para assegurar a fiel execução das leis, não podendo inovar o mundo
jurídico.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 33
tu
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CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
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co

1ª. Constituição de 1824 (Constituição do Império)
w.

2ª. Constituição de 1891

3ª. Constituição de 1934
ww

4ª. Constituição de 1937

5ª. Constituição de 1946

6ª. Constituição de 1967

7ª. Constituição de 1969 (Emenda à CF/67)

8ª. Constituição de 1988

Constituições outorgadas (impostas) – 1824, 1937, 1967 e 1969.
Constituições promulgadas (democráticas) – 1891, 1934, 1946 e 1988.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 34

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Dep. Ulysses Guimarães, 
presidente da Constituinte 
1987‐1988, em 5/10/1988, dia 
da promulgação da atual 
Constituição do Brasil, nos 

r
.b
dizeres de Ulysses: 
“Constituição cidadã”

om
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CONSTITUIÇÃO DE 1988
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É dividida em três partes:
w.

1ª) Preâmbulo – não tem força normativa 
cogente, é só uma carta de intenções
ww

2ª) Corpo constitucional – arts. 1º a 250

3ª) ADCT – Atos das Disposições 
Constitucionais Transitórias – arts. 1º a 98

“Nenhum conhecimento pode prescindir de princípios, conceitos e elementos que se


articulem em torno de um objeto, ainda que seja para utilizá‐los como instrumentos de
transformação. Por tal razão, não existe direito sem doutrina, sem institutos próprios, sem um
discurso que o singularize dos outros ramos do conhecimento. Não é possível, assim,
desprezar sumariamente a dogmática jurídica nem o conjunto de experiências e
conhecimentos acumulados ao longo de séculos de vida social”. (BARROSO, Luís Roberto.
Interpretação e Aplicação da Constituição. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004)

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 36

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PREÂMBULO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos
em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um
Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos
direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o
bem‐estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça
como valores supremos de uma sociedade fraterna,
pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social
e comprometida, na ordem interna e internacional, com a
solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a
proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA

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.b
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

om
STF: "Preâmbulo da Constituição: não constitui norma central.
Invocação da proteção de Deus: não se trata de norma de
reprodução obrigatória na Constituição estadual, não tendo força

.c
normativa". (ADI 2.076, Rel. Min. Carlos Velloso, em 15‐8‐02)
al
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 37
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ur

QUESTÕES DE CONCURSOS
nc
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CESPE ‐ CÂMARA DOS DEPUTADOS ‐ ANALISTA LEGISLATIVO


24. Quando um estado da Federação deixa de invocar a proteção de
w.

Deus no preâmbulo de sua constituição, contraria a CF, pois tal


invocação é norma central do direito constitucional positivo
ww

brasileiro.
CESPE – STF ‐ TODOS OS CARGOS
25. Dada a subordinação dos entes federados à força normativa da CF,
seu preâmbulo deve ser obrigatoriamente reproduzido nas
constituições estaduais.
CESPE – EBC ‐ ANALISTA ‐ ADVOCACIA
26. O preâmbulo da Constituição Federal não faz parte do texto
constitucional propriamente dito e não possui valor normativo.
CESPE – CNJ ‐ ANALISTA JUDICIÁRIO ‐ ÁREA ADMINISTRATIVA
27. O preâmbulo da CF é norma de reprodução obrigatória e de caráter
normativo, segundo entendimento doutrinário sobre a matéria.

DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 38

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QUESTÕES DE CONCURSOS
CESPE – BACEN – PROCURADOR
28. As normas do ADCT são normas constitucionais, com o mesmo
status jurídico e mesma hierarquia das demais normas previstas no
texto principal.

FCC ‐ TCE‐PI ‐ ASSESSOR JURÍDICO (Adaptada)


29. Em relação à natureza e classificação das normas constitucionais,
julgue:
I. o preâmbulo não se situa no âmbito do Direito, mas no domínio da

r
.b
política, refletindo posição ideológica do constituinte e não
apresentando, portanto, força normativa, nem criando direitos ou

om
obrigações.
II. o ADCT, ou Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, não tem
natureza de norma constitucional, tratando‐se de mera regra de
transição, interpretativa e paradigmática.
.c
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 39
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ESTRUTURA DAS NORMAS JURÍDICAS


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As leis necessitam de uma organização estrutural padronizada para que sua leitura
seja mais clara e precisa. Para isso, foi editada a Lei Complementar nº 95 de 1998,
que dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis.
w.

Observe os principais aspectos estruturais de uma lei:


Artigo: Artigo é a unidade básica para apresentação, divisão ou agrupamento de
ww

assuntos num texto da lei. Os artigos serão designados pela abreviatura "Art." sem
traço antes do início do texto. No tocante à numeração, até o artigo nono (Art. 9º)
utiliza‐se numeração ordinal; a partir do número 10, emprega‐se numeral cardinal,
seguido de ponto‐final (Art. 10.). O texto do enunciado do artigo é denominado
“caput” e é iniciado com letra maiúscula e encerrado com ponto‐final, exceto
quando tiverem incisos, caso em que serão encerrados por dois‐pontos.
Parágrafos (§§): Os parágrafos instituem observações acerca do tema de um artigo,
não constituindo uma continuidade do “caput” do artigo, já que isso cabe aos
incisos. São representados pelo sinal gráfico §. Também em relação ao parágrafo,
consagra‐se a prática da numeração ordinal até o nono (§ 9º) e cardinal a partir do
parágrafo dez (§ 10). No caso de haver apenas um parágrafo, adota‐se a grafia
Parágrafo único (e não § único). Os textos dos parágrafos serão iniciados com letra
maiúscula e encerrados com ponto‐final, ou dois‐pontos, caso em que será
desdobrado em incisos.
DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 40

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ESTRUTURA DAS NORMAS JURÍDICAS
Incisos e Alíneas: Os incisos são utilizados para continuidade e explicação de artigo
se o assunto nele tratado não puder ser condensado no próprio “caput” do artigo.
Pode também ser utilizado para desdobrar assunto tratado por um parágrafo.
Assim sendo, quando o “caput” do artigo ou um parágrafo terminar com dois‐
pontos, será seguido de incisos. Os incisos são representados por algarismos
romanos (I, II, III...) e, se necessitarem de desdobramento de seus temas,
terminarão com dois‐pontos e, em seguida, teremos as chamas alíneas, que
especificam os incisos, representadas por letras minúsculas (a, b, c, d, e ... ).

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ESTRUTURA DAS NORMAS JURÍDICAS


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w.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 42

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ESTRUTURA DAS NORMAS JURÍDICAS

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No texto legislativo, os artigos podem ser agrupados em Subseções; as Subseções em Seção; 
as Seções em Capítulo; os Capítulos em Título; os Títulos em Livro e os Livros em Parte.
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DIREITO CONSTITUCIONAL – PROFESSOR RODRIGO MENEZES 43
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