Você está na página 1de 11

POP: 017

SECRETARIA DE DEFESA ESTABELECIDO EM:


PESSOAL 27/09/2010
REVISADO EM: 24/10/2012
OPERAÇÕES EM GRANDES
EVENTOS REVISÃO Nº: 001

AUTORIDADE RESPONSÁVEL: Agente de Segurança


Pública NÍVEL DE PADRONIZAÇÃO: Geral

PONTOS CRÍTICOS

1. Torres de iluminação;
2. Placar;
3. Pontos de acesso do público;
4. Áreas de circulação interna;
5. Barreiras de proteção entre setores;
6. Saídas de emergência;
7. Banheiros;
8. Vestiários da arbitragem, de jogadores e camarotes;
9. Pontos de acesso de autoridades;
10. Áreas de estacionamento de autoridades;
11. Áreas de estacionamento de público;
12. Cabines de imprensa;
13. Gerador de energia;
14. Casa de força e quadro de energia;
15. Setores;
16. Lanchonetes e restaurantes;
17. Fossos;
18. Alambrados;
19. Pontos de acesso de veículos policiais e de emergência;
20. Palcos;
21. Mesa de luz e som;
22. Entorno do local do evento.
ATIVIDADES CRÍTICAS

1. Inspeção prévia das instalações e entorno do local do evento;


2. Controle de acesso de materiais e substâncias proibidas;
3. Controle de acesso e lotação dos setores do local do evento;
4. Comunicações entre equipes de trabalho durante o evento;
5. Distribuição do efetivo;
6. Abertura e fechamento de portões;
7. Policiamento do perímetro externo e entorno do local do evento;
8. Policiamento do perímetro interno e de setores do local do evento;
9. Gerenciamento e integração dos postos de comando;
10. Prisão e apreensão de infratores;
11. Ocorrências com menores de idade;
12. Ocorrências com deficientes físicos e idosos;
13. Ocorrências com cambistas;
14. Combate a incêndios;
15. Saída de torcidas;
16. Prevenção de confronto entre torcidas;
17. Ocorrências especiais;
18. Escolta de torcidas organizadas;
19. Remoção e transporte de acidentados.
20. Descumprimento do prescrito no Estatuto do Torcedor.

SEQÜÊNCIA DE AÇÕES

1. Inspecionar previamente as instalações e o entorno do local


antes do início de qualquer campeonato ou do calendário de eventos:
a. A inspeção deve ser realizada, a 60 (sessenta) dias do início
do campeonato, com a participação de representantes do BPChoque,
GBSAT, GBAPH, GI da área, CAT, Delegacia da Área, CREA e
Vigilância Sanitária;
b. Para tal devem ser tomadas as seguintes providências:
 Identificação de situações de risco;
 Solicitação de detalhes do evento aos seus organizadores;
 Repasse das exigências aos organizadores do evento;
 Solicitação do atestado de regularidade do CBMPE válido para o
período;
 Solicitação dos planos de contingência do local do evento para que
sejam avaliados.
2. Re-inspecionar as instalações e o entorno do local do evento, a fim de se
verificar as exigências observadas na 1ª inspeção:
a. A inspeção deve ser realizada, a 30 (trinta) dias do início do
campeonato, com a participação de representantes dos mesmos órgãos
envolvidos na 1ª inspeção; No caso de eventos artístico-culturais, tal inspeção
será realizada com 08(oito) dias de antecedência;
b. Para tal devem ser tomadas as seguintes providências:
 Notificação ao Ministério Público Estadual da situação de
funcionamento do local do evento.
3. Inspecionar as instalações e o entorno do local do evento antes de
qualquer evento:
a. A inspeção deve ser realizada, entre 02 (dois) e 03(três) dias do
evento, com a participação de representantes da OME responsável, GBSAT,
GBAPH, GI da área, CAT, Delegacia da Área, CREA e Vigilância Sanitária; Nas
áreas Integradas de Segurança(AIS) onde não houver, ou não for possível a
participação de representantes dos órgãos citados, a inspeção será feita por
policiais da OME de área com capacidade técnica para realizá-la;
b. Para tal devem ser tomadas as seguintes providências:
 Identificação de situações de risco;
 Solicitação, a organização, detalhes sobre o evento;
 Repasse das exigências aos organizadores do evento;
 Solicitação dos planos de contingência do local do evento para que
sejam avaliados;
 Notificação ao Ministério Público Estadual, aos Comandantes
Gerais das Corporações Militares e Ao Chefe de Policia Civil da
situação de funcionamento do local, enfatizando, de forma
contundente, a viabilidade ou não da realização de eventos.
4. Realizar briefing sobre a operação:
a. O briefing deve ser realizado, entre 02 (dois) a 03(três) dias antes do
evento, com a participação de representantes da OME responsável, GBSAT,
GBAPH, GI da área, CAT, Delegacia da Área, GPCA, CBRM/CBMPE,
CPRM/PMPE. Para eventos de maior complexidade sugere-se a participação dos
DIESP/DIM dos órgãos operativos;
b. Durante o briefing devem ser abordados os seguintes tópicos:
 Características da área e do evento;
 Cenários adversos;
 Linhas de ação compatíveis com a dimensão do evento.
5. Ação do efetivo precursor:
a. As ações precursoras devem ser realizadas, entre 04 (quatro) e
08(oito) horas antes do início do evento, com a participação do efetivo de
prontidão de serviço da OME de área e OME especializadas;
b. Para tal devem ser tomadas as seguintes providências:
 Inspecionar todas as dependências do local do evento;
 Iniciar o policiamento nas bilheterias, disciplinando as filas e
evitando à ação de cambistas;
 Coordenar a montagem do balizamento nos acessos de pessoas ao
local do evento;
 Regular o acesso de pessoas ao local do evento, antes da abertura
dos portões, bem como a entrada de materiais e substâncias
proibidas;
 Guarnecer os pontos vitais, antes da chegada do dispositivo
principal;
 Estabelecer o perímetro de segurança do local de estacionamento e
desembarque do dispositivo principal.
6. Reunir e embarcar o efetivo principal:
a. A reunião e o embarque do efetivo principal devem ser realizados,
entre 04 (quatro) a 06 (seis) horas antes do início do evento;
b. Para tal devem ser tomadas as seguintes providências:
 Deslocar-se para o local do evento, preferencialmente, em
comboios.
7. Orientar e distribuir o efetivo empregado:
a. A orientação e a distribuição do efetivo principal devem ser realizadas,
entre 04 (quatro) a 03 (três) horas antes do início do evento;
b. Para tal devem ser repassadas as seguintes orientações:
 Ações que devem ser desenvolvidas e as áreas de
responsabilidade;
 Canais de comunicação em situações de regularidade e de
emergência.
8. Ativar os postos de comando interno e externo:
a. A ativação dos postos de comando (PC) deve ser realizada, entre 04
(quatro) e 03 (três) horas antes do início do evento;
b. O posto de comando interno é responsável pelas ações no perímetro
interno do local do evento;
c. O posto de comando externo é responsável pelas ações no perímetro
externo e do entorno do local do evento;
d. Cabe ao PC:
 O gerenciamento dos recursos empregados;
 Realização de contatos externos;
 Coordenação das comunicações e ações.
9. Inspecionar a ativação do dispositivo:
a. A inspeção do dispositivo lançado deve ser realizada, entre 03 (três) a
02 (duas) horas antes do início do evento;
b. Para tal devem ser observados os seguintes itens:
 Posicionamento e composição das equipes;
 Verificação da qualidade do sistema de comunicação;
 Identificação e comunicação de anormalidades.
10. Reunir os responsáveis pelos órgãos operativos e outros envolvidos no
evento:
a. A reunião entre os responsáveis pelos órgãos operativos deve ser
realizada momentos antes do início do evento;
b. Para tal devem ser repassados os seguintes itens:
 Posicionamento e composição das equipes;
 Verificação da qualidade do sistema de comunicação;
 Identificação e comunicação de anormalidades;
 Linhas de ação para o evento.
11. Policiar o perímetro externo e o entorno do local do evento;
a. O policiamento nas imediações do local do evento deve monitorar o
desembarque de passageiros e evitar depredações, saques, furtos e assaltos;
b. Para tal, os perímetros devem ser divididos da seguinte forma:
 1° perímetro: BPChoque e/ou OME responsável pelo evento até
200m do evento;
 2° perímetro: BPChoque e/ou OME responsável pelo evento até
2000m do evento;
 3° perímetro: Unidade de área a partir de 2000m.
12. Escoltar as torcidas organizadas, no caso de eventos esportivos:
a. A escolta das torcidas organizadas até o local do evento deve ser feita
entre 03 (três) a 02 (duas) horas antes do início do evento;
b. Para tal, a OME responsável deverá dispor seu efetivo de forma a
evitar depredações, saques, assaltos e confronto entre as torcidas.
13. Abrir os portões de acesso ao público:
a. A abertura dos portões do local do evento deve ser autorizada pelo
comandante do policiamento da PMPE após a reunião entre os responsáveis dos
órgãos operativos e o recebimento dos relatórios de ativação dos responsáveis
pelo policiamento dos setores;
b. Para tal devem ser observados os seguintes itens:
 Revista pessoal nos diversos perímetros de segurança, com busca
por materiais e substâncias proibidas;
14. Proteger o acesso das autoridades, equipes e arbitragem, através da
disposição do efetivo do BPChoque de forma a diminuir ou neutralizar riscos a
segurança dos mesmos.
15. Policiar o perímetro interno do local do evento:
a. O policiamento do local do evento deve ser feita pelo BPChoque e pelo
CIPCães;
b. Para tal devem ser formadas tantas divisões quantas forem
necessárias entre as torcidas e observados os seguintes itens:
 Chegada do público;
 Movimentação do público no interior do local;
 Confronto entre torcidas;
 Saída do público.
16. Distribuir o lanche para o efetivo empregado de forma escalonada,
conforme orientação do PC, a fim de que se mantenha ativado o mínimo
necessário de equipes;
17. Repassar ao posto de comando o 1° relatório de atendimentos;
18. Monitorar a ação do público presente, com prioridade nas torcidas
organizadas;
19. Abrir os portões para saída do público, a qual deve ser autorizada pelo
comandante do policiamento da PMPE;
20. Monitorar a saída do público e das torcidas organizadas:
a. O monitoramento da saída do público do local do evento deve ser
realizado durante todo o evento;
b. Para tal devem ser observados os seguintes itens:
 Ao término do evento, uma fração do efetivo lançado no interior do
local do evento deverá acompanhar a saída do público;
 Os locais de maior concentração e acúmulo de público devem ter
uma atenção maior, antes e após;
21. Escoltar a saída do público e das torcidas organizadas:
a. A escolta de saída das torcidas organizadas até o local do evento deve
ser feita após o término do evento, após autorização do Comandante do
policiamento;
b. Para tal, o Comandante do policiamento deverá dispor seu efetivo de
forma a evitar depredações, saques, assaltos e confronto entre as torcidas.
22. Proteger a saída dos protagonistas, equipes e arbitragem;
23. Repassar ao posto de comando o 2° relatório de atendimentos do
CBMPE;
24. Desativar os postos internos, conforme determinação do Comandante do
policiamento, avaliadas as condições de segurança;
25. Reunir e embarcar o efetivo, após o término do evento;
26. Desativar o posto de comando interno e externo, após a desmobilização
do efetivo;
27. Repassar ao posto de comando o 3° relatório de atendimentos ao
CBMPE;
28. Desativar as guarnições externas, 01 (uma) hora após o término do
evento do CBM/PE;
29. Desativar o posto de comando externo, após a desmobilização do efetivo
externo;
30. Confeccionar os relatórios do evento e encaminhá-los ao escalão
imediatamente superior até 48 (quarenta e oito) horas, após o término do evento,
para tal cada um dos órgãos operativos deverá relatar a estrutura empregada, os
aspectos positivos e negativos da operação.

RESULTADOS ESPERADOS

1. Que o empenho do efetivo escalado, seja realizado de maneira racional e


com eficiência, visando garantir sensação de segurança ao público
presente; e aos profissionais que trabalham do evento;
2. O uso racional dos meios disponibilizados dos Órgãos Operativos do
Estado;
3. Que a estrutura do local do evento esteja atualizada, através de vistoria de
estrutura com laudo expedido por órgão competente, de modo a garantir a
segurança dos espectadores e dos profissionais que trabalham no evento;
4. Que os Órgãos Operativos do Estado e as demais entidades envolvidas no
evento trabalhem em consonância e de maneira harmoniosa, visando
empregar os meios de modo racional e integrado com os demais órgãos;
5. Minimizar a ocorrência de circunstâncias extraordinárias que venham a
comprometer o sucesso na execução das atividades relacionadas ao
evento.

AÇÕES CORRETIVAS

1. Informar ao Ministério Público do Estado (MPPE), até 48 horas após o


término do evento, o descumprimento por parte da entidade promotora
deste, das orientações contidas nos relatórios prévios que visam eliminar
as falhas que comprometam a segurança do público e dos profissionais
envolvidos.
2. Caso o efetivo previamente escalado seja insuficiente na avaliação do
Comandante do Policiamento, este deverá manter contato com o Centro
Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), visando disponibilizar
reforço de efetivo por meio de remanejamento e, nas demais áreas do
Estado com os setores responsáveis pelo controle e acompanhamento do
efetivo de serviço;
3. Permanecendo o problema acima especificado, mesmo com as
providências adotadas para o caso, o Comandante do Policiamento deverá
excepcionalmente acionar o Plano de Chamada da Unidade envolvida na
segurança do evento;

4. No caso da ausência de algum órgão que venha a comprometer a


segurança do evento, o Comandante do Policiamento deverá tomar
providências no sentido de suprir a falta deste, observando a não invasão de
atribuições de competência exclusiva do respectivo órgão;
5. No caso da constatação da superlotação de um ou mais setores da praça
de evento, o Comandante do Policiamento deverá remanejar o efetivo de
modo a fechar os portões necessários para garantir a segurança, bem
como lançar efetivo na área externa;
6. Nos demais caso de ocorrência que gerem tumultos deverá ser observado
as instruções expedidas pelo Batalhão de Polícia de Choque, Companhia
Independente de Policiamento com Cães e do Regimento de Policia
Montada, e sendo evento em praças desportivas deverá implementar,
além das instruções mencionadas, o contido no Plano de Ações que é
previsto na Lei Nº 10.671, de 15 de maio de 2003 (Estatuto de Defesa do
Torcedor) e as orientações contidas no Manual de Policiamento em Praças
Desportivas da PMPE.

POSSIBILIDADES DE ERROS

1. Inexistência do Plano de Ações, prevista no Art. 17 da Lei Nº 10.671, de 15


de maio de 2003 (Estatuto de Defesa do Torcedor), visando a
implementação de procedimentos que visem à segurança dos
espectadores e demais profissionais que trabalham no evento;
2. Não efetuar uma busca minuciosa nas entradas dos locais de eventos,
visando apreender materiais de uso proibido, que atentem a segurança do
público e demais profissionais que trabalham no evento;
3. Dimensionamento errado do quantitativo de Policiais Militares que serão
empregados no evento;
4. Não proceder ou procedeu de maneira negligente a varredura no local do
evento antes da abertura dos portões;
5. Não dimensionar corretamente todos os meios necessários à execução
ideal do policiamento para o evento;
6. Deixar de relatar de forma pormenorizado as falhas detectadas durante a
execução do policiamento do evento, com vistas a subsidiar relatório destinado
às autoridades competentes.
REFERÊNCIAS

1. Constituição Federal do Brasil – Art. 5º dos Direitos e Garantias


Fundamentais; Art. 6º - Dos Direitos Sociais ; Art. 144 – Da Segurança
Pública;
2. Constituição Estadual de Pernambuco/89 – Art. 101 ao 105 - Do
Sistema de Segurança Pública;
3. Lei Nº 13.748, DE 15 DE ABRIL DE 2009. Fica proibido a comercialização
e o consumo de bebidas alcoólicas, nos estádios de futebol e ginásios
esportivos, durante a realização dos eventos esportivos profissionais;
4. Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/ 90: Dos Direitos
Individuais - Art. 106 a 109; Das Garantias Processuais: Art. 110, 111 e
232;
5. Código Tributário Nacional – Art. 78 - Poder de Polícia;
6. Lei Estadual nº 14.133, de 30/08/2010 – Dispõe sobre a regulamentação
para realização de shows e eventos artísticos acima de 1.000
expectadores no âmbito do Estado de Pernambuco;
7. Código Penal Brasileiro: Desobediência – Art. 330; Desacato – Art. 331;
Resistência – Art. 329; Incitação ao Crime – Art. 286; Quadrilha ou Bando
– Art, 288;
8. Código do Processo Penal Militar – Emprego de Força – Art. 234;
Emprego de Algema – §1º; Uso de Armas - § 2º;
9. Súmula Vinculante Nº 11 – STF, de 13/08/2008 – Uso de Algemas;
10. Lei das Contravenções Penais: Decreto-Lei Nº 3688, de 03/10/1941 –
Perturbação do Sossego alheio ou trabalho – Art. 42; Provocação de
Tumulto –Conduta Inconveniente – Art. 40;
11. Decreto- Lei Nº 667/69 - Missão das Polícias Militares – Art. 3º;
12. Decreto Federal nº 88.777/83 – Regulamenta as Polícias Militares; Art. 2º,
19 – Manutenção da Ordem Pública; Art. 2º, 27 – Policiamento Ostensivo;
13. Código de Processo Penal Brasileiro: Da Prisão em Flagrante – Art.
301; Resistência a prisão em flagrante – Art. 292; Uso da Força – Art. 284;
14. Estatuto do Torcedor Lei nº 10.671, de 15/05/03;
15. Lei Nº 12.299/10, de 27/07/2010 - Altera a Lei Nº 10.671 (Estatuto do
Torcedor) – Que dispõe sobre medidas de prevenção e repressão aos
fenômenos de violência por ocasião de competições esportivas;
16. Lei n.º 4.898 de 09.12.1965 – Abuso de Autoridade. Art. 6º - O abuso de
autoridade sujeitará seu autor à sanção administrativa, civil e penal.
(tríplice responsabilidade)
17. Decreto Federal nº 6.795, de 16/03/09, regulamenta o Art. 23 do
Estatuto do Torcedor;
18. Portaria nº 124, de 17/07/09 – Estabelece os requisitos mínimos a serem
contemplados nos laudos técnicos previstos no Decreto nº 6.795/09;
19. Manual de Policiamento em Praças Desportivas - PMPE;
20. Diretriz Operacional do Serviço Operacional dos Oficiais do CBMPE;