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31/10/2018 A dança como conteúdo da Educação Física escolar e os desafios da prática pedagógica

A dança como conteúdo da Educação Física


escolar e os desafios da prática pedagógica
La danza como contenido de la Educación Física escolar y los desafíos de la práctica pedagógica
Dance like the content of school Physical Education and the challenges of educational practice

Rita de Cassia Fernandes


Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio Adenilson José de Araújo Rocha
(Brasil) Thais Rodrigues Alcades
rita.fernandes@aes.edu.br

Resumo
Neste trabalho temos como objetivo discutir a partir da pesquisa bibliográfica a dança como conteúdo de ensino nas aulas de Educação Física escolar
problematizando alguns desafios da prática pedagógica na atualidade. Apesar de ser um rico conteúdo, a dança é ainda pouco explorada, ou mesmo desenvolvida
de forma descontextualizada no âmbito escolar. Dessa forma, ressaltamos sua importância como patrimônio histórico cultural da humanidade e como linguagem
artística que possibilita o desenvolvimento da criatividade, de uma forma de expressão poética de idéias, sentimentos, visões de mundo. Esperamos que este
trabalho possa trazer suas contribuições, desafiando os professores de Educação Física para uma reflexão sobre a importância da dança tanto no âmbito escolar,
como no contexto do lazer.
Unitermos: Dança. Educação Física. Escola.

Abstract
In this work we aim to discuss from the literature as the dance content of teaching in physical education school questioning some challenges of pedagogical
practice today. Despite being a rich content dance is still little explored, developed or even out of the context within school. Thus, we emphasize its importance as
cultural heritage of humanity and as an artistic language that allows the development of creativity, a form of poetic expression of ideas, feelings, world views. We
hope this work can bring their contributions, challenging physical education teachers to reflect on the importance of dance both in school and in the context of
leisure.
Keywords: Dance. Physical Education. School.

EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 153, Febrero de 2011. http://www.efdeportes.com/

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Introdução

Neste trabalho temos como objetivo discutir a partir da pesquisa bibliográfica a dança como conteúdo de ensino
nas aulas de Educação Física escolar problematizando alguns desafios da prática pedagógica na atualidade.
Considerando este estudo que envolve a dança trazemos algumas questões. Por que as pessoas dançam ou não?
Quais os benefícios que a dança pode proporcionar aos praticantes? Quais as condições de aplicabilidade da dança na
escola?

Em busca destas respostas decidimos estudar o tema de forma mais aprofundada. A dança sempre fez parte da
vida humana e antes mesmo do homem falar ele se expressava corporalmente por meio da dança ritualística
buscando aproximar-se das forças da natureza. Tavares (2005, p. 93) explica que existem indícios de que o homem
dança desde os tempos mais remotos. Todos os povos, em todas as épocas e lugares dançaram para expressar
revolta ou amor, reverenciar deuses, mostrar força ou arrependimento, rezar, conquistar, distrair, enfim, viver.

Com o passar dos anos, a dança foi sendo cada vez mais conhecida e valorizada. Atualmente, é um importante
conteúdo de ensino e aprendizagem nas aulas de Educação Física escolar, no entanto, é pouco explorado, ou ainda é
desenvolvido de forma descontextualizada.

A Educação Física, segundo o Coletivo de Autores (1992, p. 41), possui conhecimentos específicos a serem tratados
pedagogicamente, sistematizados no contexto escolar. Dentre esses conteúdos, materializados na expressão corporal
como linguagem, encontra-se a dança.

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Segundo Verderi (2000, p. 59), a dança pode criar condições para que se estabeleçam relações interativas,
propiciando o conhecimento do próprio corpo e de suas possibilidades como forma de compreensão crítica e sensível
do mundo que nos rodeia. No entanto, o trabalho com este conteúdo na escola, muitas vezes, se restringe as
apresentações em festividades escolares, “as dancinhas”, ou seja, coreografias elaboradas exclusivamente pelos
professores a serem incorporadas de forma “mecânica”, as quais não têm significado para os alunos, pois são tratadas
de forma superficial.

De acordo com Marques (2007, p. 101), um repertório de dança bem ensaiado não cumpre o papel artístico e
educativo. A dança na escola tem o compromisso de “ampliar a visão e as vivências corporais dos alunos em
sociedade a ponto de torná-lo um sujeito criador-pensante de posse de uma linguagem artística transformadora”.

Ressaltamos aqui a importância da dança como patrimônio histórico cultural da humanidade e como linguagem
artística que possibilita o desenvolvimento da criatividade, de uma forma de expressão poética de idéias, sentimentos,
visões de mundo.

Não podemos nos esquecer também de que a dança já faz parte do contexto dos Parâmetros Curriculares Nacionais
tanto de Educação Física como de Arte, ou seja, uma prática da cultura corporal a ser desenvolvida de forma
interdisciplinar na escola. (BRASIL, 1997; 1998).

No entanto, Marques (2007) ressalta que na maioria dos casos os professores não sabem o que, como ou até
mesmo por que ensinar dança na escola, refletindo as lacunas na formação profissional em Educação Física. Portanto,
admite-se que as propostas pedagógicas na área da dança-educação deverão propiciar metodologias não-diretivas
que possibilitem aos alunos a expressão corporal, a criatividade, a autonomia, a fim de que possam a partir da
vivência desta manifestação compreender e ampliar seus conhecimentos sobre a realidade em que vivem.

Diante de tais concepções, abordaremos inicialmente, a história da dança, enfatizando alguns pontos como o
surgimento e suas origens, desde os tempos primitivos e sua evolução no decorrer dos séculos até os dias atuais,
apresentando sua construção histórica no Brasil, mostrando as diferentes culturas através das danças folclóricas de
cada região.

No segundo momento, desenvolvemos a temática da dança na escola como conteúdo da Educação Física. Situamos
as análises sobre o que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) – Educação Física (BRASIL, 1998) afirmam sobre
a dança e quais os benefícios que sua aplicação nas aulas de Educação Física escolar poderão proporcionar.

Esperamos que este trabalho possa trazer suas contribuições, desafiando os professores de Educação Física para
uma reflexão sobre a importância da dança tanto no âmbito escolar, como no contexto do lazer.

1. Pelos caminhos da história da dança: alguns apontamentos

A dança é considerada uma das artes mais antigas. É a única que dispensa qualquer material como ferramenta,
pois depende somente do corpo e da vitalidade humana para cumprir sua função, conforme analisou Nascimento
(2002).

De acordo com o Langendonck (2009) na Era Primitiva, entre 9000 e 8000 A.C, nos períodos Paleolítico e
Mesolítico, a dança estava relacionada diretamente à sobrevivência, no sentido de que os homens vivendo em tribos
isoladas e se alimentando de caça, pesca e frutos colhidos da natureza, criavam rituais em formas de dança, buscando
impedir que eventos naturais pudessem prejudicar suas práticas.

Segundo Cavasin (2004 apud CAMINADA 1999, p. 22), na forma mais elementar, a dança se manifesta através de
movimentos que imitam as forças da natureza que parecem mais poderosas ao homem e que trazem consigo a idéia
de que esta imitação tornará possível a incorporação de poderes sobrenaturais.
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Na mesma direção, Portinari (1989) afirma que a dança estava presente celebrando as forças da natureza bem
como as mudanças das estações. Contudo, até hoje não se tem clareza de quando e por que o homem dançou pela
primeira vez. Na medida em que arqueólogos conseguem traduzir inscrições dos povos pré-históricos, elas nos
indicam a existência da dança como parte integrante de cerimônias religiosas, permitindo afirmarmos que talvez esta
tenha nascido concomitantemente à religião.

Dançar pode significar uma tentativa de comunicação, de expressão de sentimentos e idéias, ou de rituais, como
bater as mãos e os pés ritmicamente para aquecer os corpos antes da caça e dos combates. “A dança nasce com o
homem. Já nas cavernas, ele batia os pés ritmicamente para se aquecer e comunicar. Em todas as civilizações se
dança, de maneira diferente e por vários motivos” (BOGÉA, 2002, p.48).

Antropólogos e arqueólogos assumem que o homem primitivo dançava como sinal de exuberância
física, rudimentar tentativa de comunicação e, posteriormente, já como forma de ritual. Dançou-se
assim desde tempos imemoriais, em trono de fogueira e diante de cavernas: gestos rítmicos, repetitivos,
ás vezes levado ao paroxismo, serviam para aquecer os corpos antes da caça e do combate. Nas mais
remotas organizações sociais, a dança estava presente, celebrando as forças da natureza, investidas
bélicas, mudanças das estações. (PORTINARI, 1989, p.17)

Segundo as afirmações de Langendonck (2009), foram encontradas gravuras de figuras dançando nas cavernas de
Lascaux, na medida em que usavam essas inscrições para relatar aspectos do dia-a-dia e de sua cultura, relacionada à
caça, pesca, morte e rituais religiosos, podendo dizer que essas figuras dançantes fizeram parte desses rituais.

As danças primitivas eram executadas pelos homens das cavernas e seus movimentos ficaram registrados na arte
rupestre, isto é, em desenhos gravados em rochas e paredes das cavernas.

Durante a Idade Média, na Índia e na China, a dança se apresentava de várias formas. Na adoração de divindades,
os dançarinos usavam máscaras e trajes coloridos que acentuavam o poder de representação e de abstração.

Nas palavras de Cavasin (2004), podemos afirmar que os dançarinos executavam movimentos acompanhados por
cantos. Dançavam durante o ano novo lunar, por ocasião das colheitas e para louvar os deuses.

Na Grécia antiga, o ideal de perfeição consistia na harmonia entre corpo e espírito, os gregos deram muita
importância à dança, pois desde os primórdios ela aparece em mitos, cerimônias, literatura e como matéria obrigatória
na formação do cidadão. Além disso, a dança também era muito vinculada aos jogos, especialmente os olímpicos. O
corpo dos adolescentes simbolizava beleza aos gregos, considerado fonte de inspiração para os artistas. Era preciso
exercitar-se no esporte e na arte da dança para se ter um corpo esbelto.

Sabemos que no império romano a dança teatral se dava através de espetáculos variados que se apresentavam
dançarinos que se considerarmos hoje seriam apresentações circenses com acrobatas e saltimbancos. Já na Índia e
China a corte contava com os serviços dos escravos bailarinos para distrair a nobreza.

Durante vários séculos, essas manifestações artísticas, eram apresentadas apenas para as nobrezas
de cada sociedade, apenas com o passar dos anos o povo foi tendo acesso ás exibições, transformando-
se assim em teatro popular aquilo que até então era privilégio de uma pequena minoria. (MOURA, 2007)

Segundo Nascimento (2002), no Renascimento a dança teatral, extinta em séculos anteriores, por que predominava
a participação feminina, reapareceu com força nos cenários cortesãos e palacianos. Grandes modificações ocorreram,
pois a partir delas, passaram a ser utilizados elementos macabros, como fantoches com membros disformes. Com
isso, a igreja interveio de forma austera, reprimindo todas essas manifestações de dança, pois a mesma representava
o pecado aos olhos dessa Instituição.

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A dança clássica, como informou Bogèa (2002, p. 48), nasceu mais aristocrática, nas cortes da Renascença, na
segunda metade do século XVI. Primeiro na Itália, depois na França, com o incentivo da Rainha Catarina de Médicis.

Já no século XIX, na França criou-se a contradança que definiram as danças das cortes. As danças foram criando
suas formas peculiares que se transformaram na quadrilha, Valsa, Polca, Mazurca, Scottidh, Pás-de-quatro entre
outras.

No século XX, surgiu o Boston, Cake-Walk, Maxixe, One Step, Fox-Trot e Tango. A dança se expandiu também fora
do espetáculo, principalmente nas tradições populares.

Nascimento (2002) acredita que as danças folclóricas são originadas das danças de cunho religioso, de dentro dos
templos para as praças públicas. Dessa forma, as manifestações religiosas passaram a tomar um caráter de
manifestações populares.

A dança moderna surgiu a partir da idéia de contestação dos artifícios do balé e de sua falta de contextualização
aos problemas sociais da época. Ela se manifestou num mundo governado por máquinas onde o ser humano buscava
relações mais sensíveis com a sociedade e consigo mesmo. (PORTINARI, 1989)

As reformas concebidas por Fokine que libertou os movimentos exagerados dos gestos mímicos seguiam as
aspirações dos pioneiros da dança moderna, mas os passos e as posições do balé permaneceram os mesmos. Nijisky
tentou ir mais longe se utilizando de movimentos diferentes, mas aquela altura já estava familiarizado com inovações
da dança moderna. Depois dele, outros coreógrafos fizeram empréstimo á dança moderna, tendência que se mantém
até hoje e pode ser constatada em inúmeras obras. Apesar da união ocasional, o balé dito clássico e a dança moderna
seguiam e seguem caminhos distintos, na visão de Portinari (1989, p. 133).

O balé veio para o Brasil com a corte de D.João VI, no inicio de século XIX. Alguns dos grandes
espetáculos que então se dançavam na Europa foram vistos por aqui. Bem mais tarde, já em 1909, os
balés Russos de Diaghilev passaram pelo Rio de Janeiro, apresentaram no recém-fundado Teatro
Municipal. Nijinski causou grande sensação. Nos anos seguintes, o Municipal continuou a receber
convidados, entre eles uma bailarina russa maravilhosa, Maria Olenawa, e a companhia de Anna
Pavlova. (BOGÉA, 2002, p.77)

Atualmente, podemos classificar a dança de três formas distintas: folclórica, étnica e teatral como ressalta Moura
(2007), pois, durante alguns séculos a dança era privilégio dos homens, e somente no decorrer dos anos é que as
mulheres passaram a praticá-la.

Hoje temos quatro tipos grandes de dança: danças clássicas, danças de salão, danças moderna e danças rítmica
(NASCIMENTO, 2002).

Na próxima parte, discutiremos os aspectos relativos à dança no contexto brasileiro, suas origens e inserção
cultural na nossa sociedade.

1.2. A dança no Brasil: algumas reflexões

A dança no Brasil originou-se dos mais variados lugares. Há uma mistura de ritmo e som que faz as
pessoas criarem cada vez mais passos e modos diferentes de dançar. Por exemplo, os índios do Brasil,
segundo Bogêa (2002), têm seus rituais dançados ao som dos atabaques. Alguns aspectos de suas
danças são preservados até hoje.

No Brasil, a dança ligada à Educação Física surge na década de 1920 por agregação de movimentos
ginásticos em suas bases elementares. Já em 1940, foi incluída na formação de professores de educação

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física, e gerou um núcleo que liderou a disseminação da dança em diferentes modalidades,


posteriormente tornando-se parte dos currículos de licenciatura. Continuou a passar por transformações
e em 1980 foi reformulado a licenciatura e o bacharel, confirmando a necessidade dos professores de
educação física desenvolverem saberes e competências em relação à dança e suas diferentes
manifestações.

Para Marques (2007), nas décadas de 1980 e 1990, propostas de dança foram contestadas por
filósofos do minimalismo. Este se refere a uma série de movimentos artísticos e culturais que
percorreram diversos momentos do século XX. Preocuparam-se em exprimir através de seus mais
fundamentais elementos, especialmente nas artes visuais, no design, na música e na própria tecnologia,
o formalismo que descreve uma ênfase da forma sobre o conteúdo, atestada pela ausência do
coreógrafo e da recusa de técnicas codificadas em prol do significado da dança. No período de 1990
surgem evidencias de que o método dança educação vinha sendo fortalecido como proposta ao trabalho
corporal.

O Brasil é um país que tem na sua cultura popular expressões significativas, que possibilitam
inúmeras oportunidades de aprendizagem através de músicas, danças e festas populares.

Côrtes (2000) afirma que as manifestações da cultura popular se modificam juntamente com as
mudanças da sociedade em que estão inseridas, sendo parte fundamental dos diversos modos de
pensar, sentir e agir de um povo, presentes em seu contexto sociocultural historicamente construído.

No Brasil temos as classificações das danças por região onde cada uma possui sua dança tradicional
assim como as festas. A seguir, vamos citar algumas danças das regiões com base no trabalho de Cortês
(2000).

Norte: Carimbó, Retumbão, Lundu da Ilha do Marajó, Xote Bragantino, Vaqueiros do Marajó,
Marabaixo, Batuque, Siriá, Boi-de-Máscara.

Nordeste: Guerreiro, Frevo, Xaxado, Quilombo, Caninha Verde, Maracatu, Caboclinhos, Ciranda,
Coco, Capoeira.

Centro-Oeste: Catira, Chupim, Cururu, Siriri, Engenho de Maromba, Cavalhada.

Sudeste: Ticumbi, Congos, Congados ou Congadas, Moçambique, Catopês, Jongo, Caboclinhos


ou Caiapós, Folias de Reis, Marujos, São Gonçalo, Calango Mineiro.

Sul: Caranguejo, Chimarrita, Pezinho, Balaio, Maçanico, Rancheira, Pau-de-Fita, Tatu, Chula,
Tirana do Lenço.

Danças do Fandango Paranaense: Xará-Grande, Anu, Tonta e Recortado.

Desta forma, iremos explicar uma dança de cada região concordando com as idéias de Côrtes (2000).

Na região Norte, o Carimbó é considerado um gênero musical de origem indígena, porém,


como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se e recebeu outras
influências, principalmente negra. Seu nome, em tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca
o ritmo, o carimbó. Surgida em torno de Belém na zona do Salgado (Marapanim, Curuçá,
Algodoal) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno,
influenciando a lambada e o zouk.

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Figura 1. Dança típica da região Norte denominado como Carimbo

Na região do Nordeste, temos o frevo que é um ritmo musical e uma dança brasileira com origens
no estado de Pernambuco, misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira. Este estilo
pernambucano de carnaval é um tipo de marchinha bastante acelerada, que, ao contrário de outras
músicas carnavalescas, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os
blocos carnavalescos enquanto a multidão se diverte dançando. Apesar de parecerem simples ao olhar,
os passos do frevo são bem complicados, pois, esta dança inclui: gingados, malabarismos, rodopios,
passinhos miúdos e muitos outros passos complicados. Para complementar a beleza da dança, eles
usam uma sombrinha ou guarda-chuva aberto enquanto dançam.

Figura 2. Dança típica da região do Nordeste denominada como Frevo

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Temos também na região do Centro-Oeste a Catira ou cateretê, uma dança do folclore brasileiro
em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos, de origem híbrida, com
influências indígenas, africanas e européias, a catira (ou "o catira") tem suas raízes em Mato Grosso,
Goiás e norte de Minas. A coreografia é executada na maioria das vezes por homens (boiadeiros e
lavradores) e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e
cantam a moda.

Figura 3. Dança típica da região do Centro-Oeste denominada como Catira

Já na região Sudeste, o Ticumbi representa uma manifestação folclórica que ocorre anualmente no
estado do Espírito Santo, principalmente na cidade de Conceição da Barra. Consiste na execução de
coreografias por um grupo de pessoas trajadas segundo as tradições pelas ruas da cidade,
acompanhados de música executada por pandeiros. Suas raízes remontam a cerimônias africanas, mas
atualmente é executado em homenagem ao santo católico Benedito.

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Figura 4. Dança típica da região Sudeste denominada como Ticumbi

Temos ainda na região Sul a Chimarrita, também chamada Chamarrita ou Limpabanco. É uma
dança típica do folclore gaúcho. Originária dos Açores e Ilha da Madeira, a chimarrita é uma das danças
mais populares do fandango gaúcho. Além do Rio Grande do Sul, a chimarrita também é dançada e
cantada nos estados de São Paulo e Paraná, ao som de "harmônica" (gaita). Indumentária: traje à moda
gaúcha. Também se encontra a chimarrita no Uruguai, onde é considerada um dos ritmos de raiz mais
populares.

Figura 5. Dança típica da região Sul denominada como Chimarrita

Conforme citado por Toneli (2007), a Dança de Salão, é um exemplo de Dança Popular também
conhecida como Dança Social ou de Sociedade. É a dança praticada nos bailes e reuniões sociais que

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tem o objetivo de socializar e divertir. Quanto à sua nomenclatura, explica que o termo de salão, é
devido à necessidade de salas grandes, para que se possam realizar as evoluções das danças.

Mesmo reconhecendo as dificuldades para especificar os locais de ocorrência de muitas danças,


Côrtes (2000), acredita que deve ser adotada a divisão do Brasil em regiões proposta pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por agrupar os estados com traços físicos, humanos,
econômicos, sociais e históricos comum, e ser amplamente utilizada nas escolas, permitindo que este
trabalho seja fidedigno a sua proposta maior.

Atualmente, a dança na perspectiva da cultura corporal é promotora de desenvolvimento e autonomia


corporal que segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998) – PCNs de Educação Física,
a dança se classifica como um de seus conteúdos, possibilitando o desenvolvimento da cultura corporal
na comunidade escolar.

Nas palavras de Pereira (2006), a Educação Física não exclui o conteúdo de dança de seu campo de
atuação. Ao contrário, é esta que ela vem tentando incluir na formação do currículo escolar. O ensino de
dança na escola deve ser também de responsabilidade do professor de Educação Física.

2. A dança na escola: desafios da prática pedagógica

Consideramos a educação formal como possibilidade de socialização de conhecimentos sistematizados e a dança


como um conteúdo da Educação Física, expressão da corporeidade de nossos alunos.

Para Laban (1990, p. 108), quando criamos e nos expressamos por meio da dança ao executarmos e
interpretarmos seus ritmos e formas, preocupamo-nos exclusivamente com o próprio movimento.

Por isso, pensamos na importância da aprendizagem do movimento e da exploração da capacidade de se


movimentar, defendendo a presença da dança na escola de forma criativa. No entanto, cabe questionarmos: Qual o
sentido da dança na escola?

Barreto (2004) destaca os diferentes motivos que justificam a importância e a viabilização do ensino de dança na
escola: propiciar o autoconhecimento; estimular vivências da corporeidade na escola; proporcionar aos educandos
relacionamentos estéticos com as outras pessoas e com o mundo; incentivar a expressividade dos indivíduos;
possibilitar a comunicação não verbal e os diálogos corporais na escola; sensibilizar as pessoas, contribuindo para que
elas tenham uma educação estética, promovendo relações mais equilibradas e harmoniosas diante do mundo,
desenvolvendo a apreciação e a fruição da dança. (BARRETO, 2004, p. 66)

De acordo com Ferreira (2009), a dança na escola aparece como facilitadora de momentos de prazer,
espontaneidade e criatividade, respeitando a individualidade e limitações de cada um, e estimulando o
desenvolvimento dos alunos forma consciente e integral.

Visto a importância do ensino da dança na escola, discutiremos na sequencia a dança segundo os PCNs.

2.1. A dança nos PCNs de Educação Física

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p.13) são referenciais para a Educação no
Ensino Fundamental em todo o País, que tem como função orientar os professores em sua prática
pedagógica.

Segundo o Coletivo de Autores (1992, p. 41), “a Educação Física é uma disciplina que trata,
pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada de cultura corporal”. No PCN

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de Educação Física (1997, p. 23), “dentre as produções dessa cultura corporal, algumas foram
incorporadas pela Educação Física em seus conteúdos: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica e a luta”.

A partir da afirmação acima de que a dança sendo um conteúdo da Educação Física, podemos falar
sobre a dança nos PCNs.

De acordo com Marques (2007, p. 15), “em 1997, a Dança foi incluída nos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCNs) e ganhou reconhecimento nacional como forma de conhecimento a ser trabalhado na
escola”.

Os PCNs são, portanto uma alternativa para que professores que porventura
desconheçam as especificidades da dança como área do conhecimento possam atuar de
modo a ter alguns indicativos para não comprometer em demasia a qualidade do trabalho
artístico-educativo em sala de aula (MARQUES, 2007, p.36).

Os conteúdos de Educação Física no Ensino Fundamental nos PCNs (1997), são divididos em três
blocos: esportes, jogos, lutas e ginásticas; atividades rítmicas e expressivas; e conhecimentos sobre o
corpo. A dança está inserida no bloco das atividades rítmicas e expressivas como uma manifestação da
cultura corporal.

Segundo os PCNs este bloco de conteúdos acima citado irá contemplar:

... as manifestações da cultura corporal que tem como características comuns a


intenção de expressão e comunicação mediante gestos e a presença de estímulos sonoros
como referência para o movimento corporal. Trata-se das danças e brincadeiras cantadas.
(BRASIL, 1997 b, p.51)

De acordo com o PCN de Educação Física (1997), o conteúdo dança faz parte do documento de Arte,
sendo que, a dança nos PCNs de Educação Física só vem a complementar o bloco de dança do
documento de Arte, onde o professor encontrará mais subsídios para o trabalho da dança como
linguagem artística.

Segundo Barreto (2004, p. 119), as atividades a serem trabalhadas no bloco de atividades rítmicas e
expressivas são as danças brasileiras, urbanas e eruditas, as danças e coreografias associadas a
manifestações musicais, brincadeiras de roda e ciranda.

Os PCNs (1997) sugerem uma lista de danças e outras atividades rítmicas e/ou expressivas: danças
brasileiras: samba, baião, valsa, quadrilha, afoxé, catira, bumba meu boi, maracatu, xaxado, etc.;
danças urbanas: rap, funk, break, pagode, danças de salão; danças eruditas: clássicas, modernas,
contemporâneas, jazz; danças e coreografias associadas a manifestações musicais: blocos de afoxé,
olodum, timbalada, trios elétricos, escolas de samba; lengalengas; brincadeiras de roda, cirandas;
escravos-de-jó.

Os PCNs afirmam que, por meio das danças e brincadeiras os alunos poderão conhecer as qualidades
do movimento expressivo, conhecer algumas técnicas de execução de movimentos e utilizar-se delas;
ser capazes de improvisar, de construir coreografias, e, por fim, de adotar atitudes de valorização e
apreciação dessas manifestações expressivas.

Discutiremos na seqüência quais os benefícios que a dança pode proporcionar sendo aplicada como
conteúdo nas aulas de Educação Física nas escolas.

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2.2. Benefícios da dança na escola

A escola é uma instituição voltada à educação formal que tem como objetivo sistematizar
conhecimentos, assim como o legado cultural produzido pelo homem ao longo do tempo, visando à
formação humana e crítica dos cidadãos.

Rangel (1996) afirma que é na escola que o indivíduo tem acesso a um número bastante diversificado
de informações, conhecimentos, normas, valores e atitudes. Neste contexto, a dança na escola deve
proporcionar oportunidades para que o aluno possa desenvolver todos os domínios do comportamento
humano.

Para que o professor contribua efetivamente na formação de estruturas corporais mais complexas,
ele poderá se utilizar da dança, tanto no aspecto biológico que é sua especificidade, mas também na
questão da formação humana.

É possível afirmar ainda segundo Friedrich (2001), que a dança como processo educacional pode
contribuir para o aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento, no
desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo.

Nas palavras de Manfio; Paim (2008), a dança é um conteúdo muito importante para que o aluno
consiga desenvolver seu autoconhecimento, liberar as tensões, além de proporcionar um encontro da
coordenação e da harmonia dos diferentes movimentos corporais.

O trabalho da dança educacional segundo Rangel (1996), quando preocupado em deixar fluir dos
educandos suas emoções, seus anseios e desejos dos movimentos que não necessariamente envolvam a
técnica, permitirá que o sujeito se revele e desperte para o mundo, numa relação consigo e com os
outros, de forma consciente.

De acordo com Manfio; Paim (2008) temos na dança educação uma oportunidade de desenvolvermos
atividades corporais artísticas na escola, com o objetivo de desenvolvimento não apenas das
capacidades motoras das crianças, mas como de suas capacidades imaginativas e criativas.

A dança pode propiciar o autoconhecimento, estimular vivência da corporeidade na


escola, proporcionar aos educando relacionamentos estéticos com as outras pessoas e
com o mundo, incentivar a expressividade dos indivíduos, possibilitar a comunicação não
verbal e os diálogos corporais na escola, sensibilizar as pessoas contribuindo para que elas
tenham uma educação estética, promovendo relações mais equilibradas e harmoniosas
diante do mundo desenvolvendo a apreciação e a fruição da dança. (BARRETO, 2008,
p.66)

Ao vivenciarmos a dança, seja em expressão artística, recreativa, expressão humana, de sentimentos,


entre outras, podemos dizer que tais concepções podem enriquecer muito o trabalho do professor
conjunto à educação física, considerando que ambas as áreas são complementares.

Segundo Pereira (2006), apesar de áreas distintas, cada qual possuindo seu próprio campo de
conhecimento e objeto de estudo, a dança é considerada como um conteúdo a ser trabalhado pela
educação física escolar.

A dança pode contribuir para a área da educação física na medida em que, através da
experiência artística e da apreciação, estimula no individuo os exercícios da imaginação e

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31/10/2018 A dança como conteúdo da Educação Física escolar e os desafios da prática pedagógica

da criação de formas expressivas despertando a consciência estética, como um conjunto


de atitudes mais equilibradas diante do mundo. (BARRETO, 2004, p.117)

Devemos ressaltar que a dança pode ser desenvolvida pela educação física também em outros
espaços de prática no lazer como: clubes, academias, escolas especializadas de dança.

Nas palavras de Santos (2005), cada vez mais a dança vem sendo incluída nos currículos escolares ou
extra-escolares. Devido aos métodos e processos livres utilizados por esta disciplina, as crianças têm a
possibilidade de aprender pelas experiências do próprio corpo, e agirem livremente no espaço em que
vivem, interagindo com as pessoas que as cercam.

Considerações finais

Após o levantamento bibliográfico, verificamos que a dança é um conteúdo que pode ser aplicado tanto nas escolas
nas aulas de Educação Física como também no contexto do lazer, em clubes e escolas especializadas de dança,
trazendo inúmeros benefícios aos seus praticantes.

Constatamos também a importância da presença da dança no âmbito escolar, pois além de ser uma vivência
corporal prazerosa e saudável, poderá proporcionar o bem-estar, a interação, trabalhando aspectos motores,
psicológicos e cognitivos, contribuindo para o fortalecimento do vínculo social e afetivo.

Concluímos assim, que a dança pode favorecer a formação humana, fazendo com que os alunos conheçam essa
arte, vivenciando suas diferentes manifestações. Então por que não começarmos hoje essa prática que traz tantos
benefícios.

Referências

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