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Faculdade de Tecnologia e Ciências- FTC

Engenharia

Marcelo Paes Fernandes

LISTA DE SISTEMA DE COMUNICAÇÕES II

Salvador
2018
Marcelo Paes Fernandes

LISTA DE SISTEMA DE COMUNICAÇÕES II

Lista de exercícios da matéria de Sistema de


Comunicaçoes II do curso de Engenharia de
Telecomunicações.

Orientador :Prof: Harrison Freitas

Salvador
2018
Questão 3)

É o processo de transformação de um sinal analógico em um sinal digital, consiste em três


fases:

 Amostragem, que consiste em retirar amostras do sinal original conforme uma


freqüência pré-determinada;

 Quantização, que consiste em refinar o sinal amostrado;

 Codificação, que transforma o sinal quantizado em um sinal binário.

A figura 7 mostra todas as fases da digitalização do sinal analógico.

A digitalização do sinal ocorre quando a transformação do sinal analógico em um trem de


pulsos, onde a amplitude desse trem é diretamente proporcional ao pulso da amplitude
instantânea do sinal amostrado.

Segundo Gomes (1995, p. 232) “... O sistema PAM (Pulse Amplitude Modulation), é aquele no
qual se aplica mais diretamente o conceito de um sinal amostrado e do próprio Teorema de
Amostragem, pois o sinal modulado pode ser compreendido como o produto do sinal
modulante pelo trem-de-pulso da portadora...”.

Para aplicações em telefonia, a freqüência de amostragem adotada internacionalmente é de


8.000 amostras por segundo, definido pelo Teorema de Nyquist. Neste caso, cada nível de
valor corresponde a um código de 8 bits, o que permite serem quantizados níveis distintos.

Fazendo-se uma conta simples, teríamos então, 8.000 amostras/segundo x 8 bits/amostra,


onde obteríamos uma taxa de 64.000 bits/segundo (64 kbit/s). Este procedimento é chamado
PCM (Pulse Code Modulation), a Figura 08 representa a taxa de amostras PCM.

O PCM é a técnica mais comumente utilizada dentro de um processo de digitalização de


áudio, pois produz uma aproximação razoável da voz humana. Porém, para se reproduzir
adequadamente sons mais complexos, como músicas, por exemplo, devem-se utilizar técnicas
mais sofisticadas. O antigo CCITT padronizou categorias de PCM. As mais conhecidas são a
padronização americana e a européia, onde:
 América utiliza 24 canais de áudio ou 1544 Mbit/s de velocidade e consiste no
chamado estágio ou enlace T1;

 Européia utiliza 30 canais de áudio ou 2048 Mbit/s de velocidade e consiste no estágio


ou enlace E1, o Brasil adota essa codificação.

Amostragem

Consiste em um processo, onde são retiradas amostras do sinal original que serão utilizadas
para a reconstituição desse sinal no receptor.

A figura 9 mostra que segundo o teorema de Nyquist, que demonstrou que um sinal pode ser
perfeitamente reconstituído, se deste forem extraídas amostras com no mínimo o dobro da
largura de banda deste sinal, a largura de banda ou banda passante de um sinal, é o intervalo
de freqüências que compreende a diferença entre a maior e a menor freqüência que compõe
o sinal.

A figura 10 mostra como a faixa da freqüência da voz varia de 300 Hz a 3KHz, todo o processo
de análise do sinal de voz, é feito levando em conta a faixa de freqüência de 1 Hz a 4 kHz,
porém no processo de amostragem somente é considerado o sinal variante de 300 Hz a 3kHz,
pois o sinal a ser recuperado será o mais próximo possível do original.

Quantização

Como não é possível transmitir esses valores tal como são amostrados, realiza-se o processo
que tem o objetivo de funcionar como um "arredondamento" dos diversos valores amostrados
sobre níveis de valores estabelecidos, esse processo modula o sinal em PAM dentro desses
níveis estabelecidos de tensão chamados de valores de decisão.

Quando um pulso está acima de um nível de decisão, ele é aproximado para o nível superior e
quando o pulso está abaixo da linha de decisão, ele é aproximado para o nível inferior
imediato. A aproximação para o número inteiro mais próximo origina um erro de quantificação
que é minimizado se for utilizado um número elevado de patamares ou níveis.
Se houvesse, por exemplo, 128 ou 256 níveis de sinal, e não os 8 do exemplo, o erro na
atribuição por aproximação, de um número inteiro a cada amostra, seria substancialmente
inferior. Cada nível é designado por um código digital "n" bits. É possível ter 2n (dois elevado a
n) níveis de valores quantizados.

Nas figuras 11 e 12, são mostrados os códigos digitais de 3 bits é possível ter até 8 níveis para
quantizar as amplitudes amostradas do sinal analógico utilizado neste exemplo, sendo quatro
para amplitudes positivas e quatro para amplitudes negativas.

Codificação

Consiste em pegar todo o sinal quantizado e transformá-lo em um sinal binário, levando-se em


conta a seqüência em que o mesmo foi gerado pelo trem de pulsos. O sinal resultante será
uma cadeia de “Zeros” e “Uns”. Este sinal está pronto para trafegar em um determinado tipo
de enlace RTPC, LAN (Local Area Network) ou WAN (Wide Area Network).

Obtém-se um sinal PCM através de uma onda quantizada, temos que analisar a máxima
amplitude do sinal quantizado, para que possamos definir os seus estados como zero ou um, o
número de bits da codificação está relacionado à quantidade de intervalos em que meço essa
amplitude, que pode ser de 8, 16, 32, 64, 128 bits e assim por diante, a Figura 13 define como
é codificado o sinal quantizado.

Segundo Gomes (2002, p. 287) “... A grande vantagem do PCM reside justamente no fato de só
haver dois níveis distintos para o sinal modulado, reduzindo-se de forma substancial o ruído
que interfere sobre o sinal modulado, pois este pode ser constantemente regenerado,
reassumindo sua forma original”.

Questao 4)

De acordo com o Teorema de Nyquist, a quantidade de amostras por unidade de


tempo de um sinal, chamada taxa ou freqüência de amostragem, deve ser maior que o dobro
da maior freqüência contida no sinal a ser amostrado, para que possa ser reproduzido
integralmente sem erro de aliasing. A metade da freqüência de amostragem é chamada
freqüência de Nyquist e corresponde ao limite máximo de freqüência do sinal que pode ser
reproduzido. Como não é possível garantir que o sinal não contenha sinais acima deste limite (
distorções, interferências, ruídos, etc...), é necessário filtrar o sinal com um filtro passa baixo
com freqüência de corte igual (ou menor) a freqüência de Nyquist, ou filtro anti-aliasing.

Como o sinal analógico é continuo no tempo e em nível, contem uma infinidade de valores. E
como o meio de comunicação tem banda limitada, somos obrigados a transmitir apenas um
certa quantidade de amostras deste sinal, como enunciado anteriormente no Teorema de
Nyquist. É obvio que quando maior a freqüência de amostragem, mais fácil será reproduzir o
sinal, mas haverá desperdício de banda ocupada sem nenhuma melhoria na qualidade.
Questao 7)

MODULAÇAO PSK

A modulação por deslocamento de fase (ou PSK do inglês Phase Shift Keying) é um esquema de
modulação digital onde a fase da portadora é variada de modo a representar os níveis 0 e 1,
sendo que, durante a cada intervalo de bit, esta permanece constante. A amplitude e a
frequência permanecem sempre inalteradas.

Exemplo: uma fase 0 graus representa o binário 0, enquanto uma fase 180 graus representa 1.
Isto representa o método 2-PSK, porque temos duas representações de fases diferentes

A modulação PSK não é susceptível a degradações por ruídos que tanto afetam a técnica ASK
ou tem as exigências de banda da técnica FSK.

Neste tipo de modulação, a característica da onda portadora que vai variar é a fase, deixando a
amplitude e a freqüência constantes. Esta modulação também é conhecida como BPSK (Binary
Phase Shift Keying).

Da mesma forma que na modulação ASK, a primeira coisa a ser feita é o estabelecimento de
um padrão entre transmissor e receptor, para que a comunicação possa ser efetuada e haja
entendimento entre eles.

MODULACAO QAM

A modulação de amplitude em quadratura (do inglês Quadrature Amplitude Modulation


(QAM)) é utilizada em TV digital e outros sistemas que necessitam de alta taxa de transferência
de informação.
Consiste em duas portadoras que são utilizadas em quadratura. Este sistema é utilizado na TV
digital terrestre, a cabo e em alguns sistemas utilizados experimentalmente por
radioamadores (QPSK) para transmissões em radiopacote para transferência de dados.

Nas transmissões digitais utiliza-se a modulação QPSK (Quadrature Phase Shift Keying) para
satélite, QAM para cabo ou terrestre e a OFDM para emissão terrestre.

Alguns exemplos para o QAM são os enlaces de rádio digital e microondas, transmissões em
altas taxas de transferência, televisão digital de alta definição, em modem, cable modens,
ADSL.

A modulação QAM pode ser: 4 QAM, 16 QAM, 32 QAM, 64 QAM, 128 QAM, 256 QAM, 512
QAM, 1024 QAM, 2048 QAM, 4096 QAM ou mais densas.

No Brasil é utilizado a modulação QAM 256 pela NET, nas transmissões de sinal digital para TV,
internet 4G e conexões via radio-satélite.

Nesta forma de modulação, os símbolos são mapeados em um diagrama de fase e quadratura,


sendo que cada símbolo apresenta uma distância específica da origem do diagrama que
representa a sua amplitude, diferentemente da modulação PSK, na qual todos os símbolos
estão a igual distância da origem. Isto significa que as informações são inseridas nos
parâmetros de amplitude e quadratura da onda portadora.

No caso do 16 QAM, a constelação apresenta 16 símbolos, sendo 4 em cada quadrante do


diagrama, o que significa que cada símbolo representa 4 bits. Podemos ter também, por
exemplo, o modo 64 QAM, cuja constelação apresenta 64 símbolos, cada um deles
representando 6 bits. A figura abaixo mostra as constelações geradas pelos dois modos QAM
mencionados acima:

Pode-se notar que no modo 16QAM alcança-se uma taxa de transmissão menor do que no
modo 64 QAM, uma vez que cada símbolo transporta um número menor de bits. No entanto,
no modo 16 QAM, a distância euclidiana entre os símbolos é maior do que no caso do modo
64QAM. Isto permite que o modo 16QAM possibilite uma melhor qualidade de serviço (QoS),
pois a maior distância entre os símbolos dificulta erros de interpretação no receptor quando
este detecta um símbolo
Questao 08)
Multiplexação → O processo de se transmitir diversos sinais através de um único canal
Três métodos de acesso ao meio se destacam nos sistemas de comunicação móvel celular: ƒ

Multiplexação por divisão em freqüência (FDM), na qual os sinais são modulados e


distribuídos ao longo do espectro de freqüências disponível;

Processo de transmitir as informações de diversos sinais moduladores através de um


único meio físico, seja via cabo (guiado) ou via rádio (radiado), é denominado multiplexação.
Na multiplexação por divisão em freqüência (FDM - frequency division multiplex) o espectro
de freqüências é dividido em faixas consecutivas denominadas canais nos quais os espectros
dos sinais moduladores são acomodados.

O circuito multiplexador FDM é composto por um combinador que superpõe a saída de vários
moduladores AM independentes que transladam o espectro do seu respectivo sinal modulador
de forma a encaixar-se no seu próprio canal sem que haja interferência nos canais adjacentes.

Qualquer tipo de modulação AM pode ser utilizada em FDM. Em telefonia, o processo


SSB é utilizado a fim de reduzir ao máximo a largura do canal (4 kHz), entretanto um sinal
cossenoidal não modulado, denominado sinal piloto, é envidado num canal próprio para
restabelecer o sincronismo dos osciladores do circuito demultiplexador. Nos sistemas celulares
de acesso múltiplo por divisão em frequência(FDMA - frequency division multiple access), o
sinal piloto serve também para identificar a frequência de operação da estação base e verificar
qual das estações é a mais próxima. Em rádio-difusão e tele-difusão, o circuito combinador é
substituído pelas antenas transmissoras e os processos AM-DSB e AM-VSB são utilizados
devido à simplicidade do circuito demodulador.

O circuito demultiplexador FDM pode


ser formado por um bloco
demultiplexador, que contém um filtro
para cada canal, e vários demoduladores
AM que restabelecem o sinal modulador
do respectivo canal. Outra forma mais
simples de demultiplexação é feita pelo
circuito super-heteródino ao lado, o
qual possui um oscilador cuja frequência
de oscilação é controlada externamente
de forma a selecionar o canal desejado
através do filtro de frequência
intermediária Fi. Este circuito está presente em todos recepetores de rádio e TV.

ƒ Multiplexação por divisão no tempo (TDM), que aloca janelas de tempo para os
sinais previamente amostrados;

A Multiplexação por Divisão do Tempo ou TDM (Time Division Multiplexer) é muito


usado em Telecomunicações, por exemplo, para transmissão da voz. Normalmente falamos na
faixa de freqüência que se vai de 0 até 4000 Hz. Como a voz é analógica, a mesma deve ser
convertida para um formato digital de forma que em seguida possa ser multiplexada. Para isso
primeiramente o sinal é amostrado, neste caso a 8000 Hz que é chamada de Frequência de
Nyquist pois de acordo com o estudo de tal cientista, para amostrarmos um canal analógico de
voz precisamos de uma freqüência no mínimo o dobro da freqüência máxima amostrada.
Como a freqüência amostrada é de no máximo de 4000 Hz, a voz no caso é amostrada em
8000 Hz. A quantificação, ou seja, a conversão para digital é feita em 8 bits. Logo temos para
um canal de voz 64 kbits, que é justamente 8000 amostragens X 8 bits da quantização.
Podemos representar este efeito pela figura abaixo:

ƒ Multiplexação por divisão em códigos (CDM), em que os sinais são separados por
técnicas de codificação, mas misturados em tempo e freqüência.

Na multiplexação por divisão de código, mais conhecida como CDMA (Acesso ao meio
por divisão de código) cada transmissor transmite com um código diferente. Podemos fazer
uma analogia da CDM com o que ocorre numa sala com várias duplas tentando conversar ao
mesmo tempo. Quando todos falarem ao mesmo tempo, a conversa de uma dupla atrapalha a
de outra, muitas vezes impedindo a transmissão de informação. Essa situação é minimizada se
cada dupla conversar em uma língua diferente, a primeira em português, a segunda em inglês,
a terceira em mandarim … Cada dupla entenderá Multiplexador óptico fabricado através da
fusão de fibras ópticas com mais facilidade a sua conversação pois tratará as outras falas
como ruído a ser rejeitado. Na CDMA cada par transmissor-receptor se comunicará com um
código específico, o qual será utilizado para filtrar a informação contida na sinal transmitido. A
CDMA foi amplamente empregada na telefonia celular.
A multiplexação por divisão de frequências ortogonais, ou OFDM, é uma técnica de
modulação de dados que por diversas características, é apropriada à tecnologia de rádios
cognitivos. OFDM é uma técnica de transmissão de dados que utiliza sua banda dividida em
múltiplas portadoras ortogonais, chamadas subportadoras, para modulação. As subportadora
são chamadas ortogonais por não possuírem sobreposição de frequência, dessa forma não
interferindo umas com as outras.

O princípio básico da OFDM é a conversão de um fluxo de dados serial de taxa de transmissão


elevada em múltiplos sub-fluxos paralelos de taxa de transmissão baixa. Por exemplo, um
conjunto de símbolos seriais é transformado em um símbolo OFDM, representando dados em
paralelo. Após a conversão serial-paralelo, cada sub-fluxo de dados é modulado em uma
subportadora.

A principal vantagem do uso de OFDM em relação a técnicas que utilizam uma única portadora
é que ela pode obter a mesma taxa de transferência, devido ao paralelismo de subportadoras
de taxas baixas, com maior resistência a condições ruins do meio, como atenuação de altas
frequências, interferência inter-símbolo, interferência causada por múltiplos caminhos
(comum em redes sem fio, devido à reflexão).

A idéia básica de compartilhamento de espectro baseado em OFDM é fazer com que a


largura de uma sub-banda do sistema licenciado seja um múltiplo inteiro do espaço Δf usado
por cada subportadora do sistema não licenciado. Dessa forma, se o sistema não licenciado
utiliza somente as subportadoras em sub-bandas que estão temporariamente sem uso pelo
sistema licenciado, a coexistência espectral entre ambos os sistemas é possível com uma
interferência muito baixa. Também é mostrado que para a realização da modulação em
paralelo na OFDM é necessária uma Transformada Rápida de Fourier (FFT – Fast Fourier
Transform). Essa operação também é necessária em um sistema de compartilhamento de
espectro para analisar a atividade dos usuários licenciado, e portanto, não implicaria em maior
custo ou complexidade de operação, já que essa operação seria realizada de qualquer
maneira.