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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP

CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ENTRE DOURO E VOUGA

UFCD COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL E


5440 ASSERTIVIDADE

ACÇÃO FINANCIADA PELO FUNDO SOCIAL EUROPEU E ESTADO PORTUGUÊS

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Índice

Introdução .................................................................................................................. 2

Âmbito do manual..................................................................................................... 2

Objetivos ................................................................................................................. 2

Conteúdos programáticos .......................................................................................... 2

1.Comportamento humano e comunicação ..................................................................... 3

1.1.Os elementos básicos do processo comunicacional ................................................. 3

1.2.Determinantes da comunicação eficaz ................................................................... 7

1.3.Estilos comunicacionais ...................................................................................... 10

1.4.A comunicação como objeto de dinamização de uma equipa de trabalho ............... 20

2.Estilos de comportamento e comportamento assertivo................................................ 24

2.1.Estilos típicos de comportamento assertivo .......................................................... 24

2.2.Dimensões do comportamento assertivo ............................................................. 27

2.3.A componente emocional da assertividade........................................................... 32

2.4.Desenvolvimento da assertividade – jogos pedagógicos ........................................ 35

Bibliografia ................................................................................................................ 54

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Introdução

Âmbito do manual

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de


curta duração nº 5440 – Comunicação interpessoal e assertividade, de acordo com o
Catálogo Nacional de Qualificações.

Objetivos

 Identificar e distinguir os elementos básicos do processo comunicacional.


 Identificar fatores determinantes para a eficácia no processo de comunicação.
 Identificar e desenvolver estilos de comportamento assertivo.

Conteúdos programáticos

 Comunicação interpessoal
o Elementos básicos do processo comunicacional
o Determinantes da comunicação eficaz
o Estilos comunicacionais
o A comunicação como objeto de dinamização de uma equipe de trabalho
 Estilos de comportamento e comportamento assertivo
o Estilos típicos de comportamento
o Dimensões do comportamento assertivo
o Componente emocional da assertividade
o Desenvolvimento da assertividade

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1.Comportamento humano e comunicação

1.1.Os elementos básicos do processo comunicacional

A palavra “comunicação” deriva do latim “communicare”, que significa pôr em comum,


associar, entrar em relação, estabelecer laços, tornar comum, partilhar. Troca de ideias,
opiniões e mensagens, sendo que contempla o intercâmbio de informação entre sujeitos ou
objetos.

É um fenómeno espontâneo e natural, que usamos sem darmos conta que esconde um
processo muito complexo, que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas
simbólicos como suporte para este fim. Estão envolvidos neste processo uma infinidade de
maneiras de se comunicar.

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A comunicação é indispensável para a sobrevivência dos seres humanos e para a formação


e coesão de comunidades, sociedades e culturas. Temos de comunicar, entre outras
razões:
• Para trocarmos informações;
• Para nos entendermos e sermos entendidos;
• Para entretermos e sermos entretidos;
• Para nos integrarmos nos grupos e comunidades, nas organizações e na
sociedade;
• Para satisfazermos as necessidades económicas que nos permitem pagar a
alimentação, o vestuário e os bens que, de uma forma geral, consumimos;
• Para interagirmos com os outros, conseguindo amigos e parceiros, tendo sucesso
pessoal, sexual e profissional, algo fundamental para a nossa autoestima e
equilíbrio.

A comunicação pressupõe dois ou mais participantes, e um dos modos de se sintetizar as


suas componentes é através do esquema de Lasswell (1948), baseado em cinco questões
fundamentais:
 Quem diz? (emissor)
 Quê? (mensagem)
 Através de que meio? (canal)
 A quem? (recetor)
 Com que efeito? (impacto)

Ou do esquema de comunicação de Roman Jakobson (1963):

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Emissor
 Aquele que emite ou transmite a mensagem; é o ponto de partida de qualquer
mensagem.
 Deve ser capaz de perceber quando e como entrar em comunicação com o (s) outro
(s).
 Deve ser capaz de transmitir uma mensagem compreensível para o recetor.

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Recetor
 Aquele para o qual se dirige a mensagem.
 Deve estar sintonizado com o emissor para entender a sua mensagem.

Canal
 É todo o suporte que serve de veículo a uma mensagem, sendo o mais comum o ar.
 Existe uma grande variedade de canais de transmissão, cada um deles com
vantagens e inconvenientes.

Mensagem
 É o conteúdo da comunicação. É o conjunto de sinais com significado.

Código
 São sinais com certas regras, que todos entendem, como por exemplo a língua.
 O emissor codifica a mensagem e o recetor interpreta a mensagem, descodificando-
a.

Contexto
 Situação específica onde se processa a transmissão da mensagem.
 O contexto varia consoante o tipo de canal de transmissão utilizado e consoante as
características do emissor e do(s) recetor(es), consoante o local onde se processa a
situação, da escolha do canal de transmissão e do tipo de codificação.

Feedback
 Depois do recetor receber e interpretar a mensagem transmitida, emite uma
informação de retorno à mensagem recebida, sendo esta ação designada por
feedback.

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1.2.Determinantes da comunicação eficaz

Para estabelecer a relação comunicacional entre um interlocutor e outro, os significados


necessitam de ser codificados em mensagens que serão depois recebidas, e interpretadas
tendo em conta o seu conteúdo, mas também a perceção do recetor.

O processo de comunicação não se resume a falar, poderemos mesmo considerar que é


“impossível não comunicar”, porque não podemos “deixar de nos comportar” e todo o
comportamento é comunicação.

Mesmo as pausas e os silêncios indicam a nossa posição no processo de comunicação. O


mesmo se passa com as pessoas com quem nos relacionamos, pois estão
permanentemente a enviar-nos mensagens, em permanente processo comunicacional, para
o qual devemos estar despertos e atentos.

Fatores facilitadores da comunicação

Capacidade e habilidade
As capacidades e habilidades comunicativas, que são as ferramentas – escrita, palavra,
audição, leitura, raciocínio, etc. – de que os comunicadores dispõem para comunicar e
devem ser continuamente melhoradas.

Atitudes
Em primeiro lugar, a atitude do comunicador para consigo próprio, devendo cultivar
atitudes de autoestima e bom autoconceito, assumindo uma visão positiva de si próprio.

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Depois em relação ao assunto em causa, demonstrando que acredita nas virtudes implícitas
na sua mensagem.

Finalmente, na atitude em relação ao recetor, transmitindo uma atitude de simpatia,


criando um bom ambiente emocional, para atingir mais facilmente o objetivo.

Conhecimentos
Para se poder transmitir uma mensagem com conteúdo útil para o recetor, tem de se ter
uma ideia clara do que se quer transmitir, dominando bem os assuntos em causa.

Não esquecer, no entanto, que um especialista pode ser um mau comunicador: também é
necessário um bom domínio das técnicas de comunicação que permitem transmitir de
forma a ser entendido.

Sistema sociocultural
A capacidade de comunicar é influenciada pelo estatuto sociocultural que o emissor ocupa
nessa sociedade. Pessoas da mesma classe social terão, em princípio, maior facilidade de
se entender.

Formas de Melhorar a Comunicação Interpessoal

HABILIDADES DE TRANSMISSÃO
1. Usar linguagem apropriada e direta (evitando o uso de jargão e termos eruditos
quando palavras simples forem suficientes).
2. Fornecer informações tão claras e completas quanto for possível.
3. Usar canais múltiplos para estimular vários sentidos do recetor (audição, visão
etc.).
4. Usar comunicação face a face sempre que for possível.

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HABILIDADES AUDITIVAS
1. Escuta ativa. A chave para essa escuta ativa ou eficaz é a vontade e a capacidade
de escutar a mensagem inteira (verbal, simbólica e não-verbal), e responder
apropriadamente ao conteúdo e à intenção (sentimentos, emoções etc.) da
mensagem. Como administrador, é importante criar situações que ajudem as
pessoas a falarem o que realmente querem dizer.
2. Empatia. A escuta ativa exige uma certa sensibilidade às pessoas com quem
estamos tentando nos comunicar. Em sua essência, empatia significa colocar-se na
posição ou situação da outra pessoa, num esforço para entendê-la.
3. Reflexão. Uma das formas de se aplicar a escuta ativa é reformular sempre a
mensagem que tenha recebido. A chave é refletir sobre o que foi dito sem incluir
um julgamento, apenas para testar o seu entendimento da mensagem.
4. Feedback. Como a comunicação eficaz é um processo de troca bidirecional, o uso
de feedback é mais uma maneira de se reduzir falhas de comunicação e distorções.

HABILIDADES DE FEEDBACK
1. Assegurar-se de que quer ajudar (e não se mostrar superior).
2. No caso de feedback negativo, vá direto ao assunto; começar uma discussão com
questões periféricas e rodeios geralmente cria ansiedades ao invés de minimizá-las.
3. Descreva a situação de modo claro, evitando juízos de valor.
4. Concentre-se no problema (evite sobrecarregar o recetor com excesso de
informações ou críticas).
5. Esteja preparado para receber feedback, visto que o seu comportamento pode
contribuir para o comportamento do recetor.
6. Ao encerrar o feedback, faça um resumo e reflita sobre a sessão, para que tanto
você como o recetor tenham mesmo entendimento sobre o que foi decidido.

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1.3.Estilos comunicacionais

Não existem duas pessoas que ajam exatamente da mesma forma. Todos têm modos mais
ou menos estáveis de comunicar. Mesmo que se saiba comunicar com diferentes estilos, o
padrão básico de comunicação é razoavelmente fixo e imutável.

Neste sentido, poderemos afirmar que existem estilos de comunicação. Estes estilos
constituem uma forma pessoal de abordar a situação interpessoal. Todos temos estilos
diferentes de abordagem, consoante as situações, mas há um que prevalece sempre.

O estilo torna-se assim, como um elemento de eficácia dependente da situação onde se


aplica. É a utilização de um determinado estilo de forma indiscriminada, que dá origem a
problemas de natureza interpessoal. A adequabilidade é pois a essência da comunicação
ajustada.

A este nível podemos identificar quatro estilos principais de comunicação:


 Passivo;
 Agressivo;
 Manipulador;
 Assertivo

ESTILO
ESTILO PASSIVO
AGRESSIVO

ESTILO ESTILO
MANIPULADOR ASSERTIVO

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Todas as pessoas combinam estes estilos em diferentes graus. No entanto as pesquisas


revelam que o estilo assertivo tende a ser mais eficaz que o agressivo e o passivo,
obedecendo a uma lógica que pode ser projetada pela metáfora: “é mais fácil atrair moscas
com mel do que com vinagre”. Esta tipologia é especialmente apropriada para situações
que envolvem alguma dose de conflito.

Entender os estilos pessoais de comunicação torna-se muito relevante uma vez que alguns
estilos comunicacionais podem constituir uma barreira à comunicação e normalmente, “um
comunicador com um estilo muito vincado tem dificuldade em comunicar com alguém cujo
estilo seja notoriamente diferente” e é compreensível que as “pessoas sintam mais conforto
ao comunicarem com as pessoas que detenham estilos semelhantes aos seus”.

Para além disso, é muito importante ter em atenção que “as diferenças de estilo podem
resultar em dificuldades comunicacionais”, mas também podem constituir “formas criativas
de resolver problemas”.

Estilo agressivo

Descrição geral
A Agressividade observa-se através de comportamentos de ataque contra as pessoas e os
acontecimentos. O agressivo necessita de submeter os outros. Fala alto, interrompe e faz
muito barulho, não permitindo que os outros exprimam a sua opinião. Desgasta
psicologicamente as pessoas que o rodeiam.

Pensa que é sempre o vencedor de tudo e de todos. Tem uma autoimagem grandiosa de si
mesmo. Só não consegue perceber que, se na realidade ele fosse sempre o vencedor, não
necessitaria de ser agressivo.

É completamente cego no relacionamento com os outros. Sente-se como se fosse o centro


do universo. Vê os outros como planetas que gravitam à sua volta.

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Caraterísticas
A pessoa que utiliza como padrão básico de funcionamento este estilo, tende a agir como
uma pessoa reivindicativa face aos outros. Age como se fosse intocável e não tivesse falhas
nem cometesse erros.

São pessoas com uma elevada necessidade de exibição das suas competências,
evidenciando padrões de comportamento que sugerem superioridade face aos outros. São
excessivamente críticos.

Na relação com os outros tornam-se tirânicos a ponto de desprezarem os sentimentos e


direitos de quem os cerca. Emitem, de forma sistemática a opinião que os outros são
estúpidos ou ignorantes.

O objetivo principal do agressivo é ganhar aos outros. Não importa o quê, nem como. O
importante é a sensação de superioridade resultante do atropelo dos direitos dos outros. O
ganho através da humilhação é constante.

Exercem um controlo apertado sobre os comportamentos dos outros e não lhes dão a
possibilidade de defesa. Dificilmente conseguem estabelecer relações confiáveis o que os
torna em indivíduos frustrados e angustiados com a vida. Apresentam de forma sistemática
a necessidade de se sentirem seguros.

Agridem porque se sentem constantemente ameaçados. São artificiais e brutais na


comunicação. É constante a queixa que não são compreendidos e que os outros não
gostam deles. Atribuem aos outros imensos sentimentos de agressividade,
desculpabilizando-se assim dos seus sentimentos de hostilidade.

O agressivo procura:
 Dominar os outros;
 Valorizar-se à custa dos outros;

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 Ignorar e desvalorizar de forma sistemática o que os outros fazem ou dizem.

Em grupo:
 Quando hierarquicamente superiores, pautam o seu comportamento pelo
autoritarismo, frieza, menosprezo e intolerância. São os ditadores de bolso.
 Quando hierarquicamente inferiores são contestatários, hostis e contra tudo e
contra todos.

Sinais Clínicos:
 Fala alto;
 Interrompe constantemente;
 Faz barulho para evitar que os membros do grupo se pronunciem;
 Incontrolado quando comunica;
 Olha de revés o seu interlocutor;
 Usa a ironia e o sorriso sarcástico;
 Manifesta por mímica o seu desprezo pelos outros ou a sua desaprovação;
 Usa imagens chocantes ou brutais quando comunica em grupo.

Ideias irracionais:
 “Neste mundo é preciso um homem saber impor-se”;
 “Mais vale se lobo que cordeiro”;
 “Dos fracos não reza a história”;
 “As pessoas gostam de ser guiadas por alguém com um temperamento forte”;
 “Se eu não tivesse aprendido a defender-me já tinha sido devorado há muito
tempo”;
 “Estou cercado por idiotas e imbecis”;
 “Só os fracos e hipersensíveis é que se sentem ofendidos e maltratados por mim”.

O estilo Passivo

Descrição geral

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A atitude passiva é uma atitude de evitamento perante as pessoas e os acontecimentos.


Em vez de se afirmar tranquilamente, o passivo afasta-se ou submete-se; não age.

Porque não se afirma de forma clara, torna-se geralmente numa pessoa ansiosa,
apresentando com elevada frequência sintomas de natureza psicossomática (dores de
cabeça constantes, tremuras, suores e elevada, cansaço, irritabilidade, intranquilidade,
etc.).

Sofre de insónias e tem um sono muito frágil. Apresenta frequentes idas ao médico, sem
contudo evidenciar uma doença clara. O passivo não age porque tem medo das deceções.
Tímido, ausente e silencioso, ele nada faz.

Caraterísticas
A caraterística mais acentuada assenta no facto do passivo se tornar, com muita
frequência, num explorado e vítima de tudo e de todos. Raramente está em desacordo com
o grupo e fala como se tudo dependesse do destino ou dos outros.

Fala como se nada pudesse fazer por si próprio e pelos outros. Tende a ignorar os seus
direitos e os seus sentimentos. Evita os conflitos a todo custo. Dificilmente diz não, quando
lhe pedem alguma coisa, porque pretende agradar a todos. Esquece-se com frequência que
é impossível agradar a todos quando estamos perante um conflito com solução.

A curto prazo, acaba por não agradar a ninguém porque, como é frequentemente
solicitado, não pode fazer tudo o que diz que quer fazer de forma correta. Tem muita
dificuldade em dizer não e em afirmar as suas necessidades porque é muito sensível às
opiniões dos outros.

Em grupo:
 Sente-se bloqueado e paralisado quando lhe apresentam um problema para
resolver, evidenciando uma elevada falta de iniciativa;

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 Tem medo de avançar ou de decidir porque receia a deceção. Presta atenção aos
aspetos negativos de todos os fenómenos. Isto leva-o a efetuar numerosas
antecipações negativas e a manter elevados padrões de ansiedade debilitante.
 Tem medo de importunar os outros;
 Deixa que os outros abusem dele;
 A sua “cor” é a “cor “ do ambiente; Funciona como o “camaleão” do grupo. Tem
tendência a fundir-se com o grupo. Frequentemente refere que se tratam de
soluções realistas e adaptativas.

Sinais clínicos:
 Roer a unhas;
 Mexer os músculos da face, rangendo os dentes;
 Bater com os dedos na mesa;
 Mexer frequentemente os pés;
 Apresenta-se ansioso, com uma postura “artificial” e estudada, com elevada rigidez,
o discurso é “decorado” e raramente apresenta a espontaneidade ideal;
 Sofre de insónias e usa com frequência uma elevada quantidade de fármacos,
particularmente sedativos e ansiolíticos.

Ideias Irracionais:
 “Não quero dramatizar a situação”;
 “É preciso deixar as pessoas à vontade”;
 “Não sou o único a lamentar-me”;
 “É preciso saber fazer concessões”;
 “Não gosto de atacar moinhos”;
 “Admito que os outros sejam diretos comigo, mas tenho receio de os ferir”;
 “Não gosto de prolongar discussões com intervenções pouco construtivas”.

Consequências comportamentais:
 Desenvolve ressentimentos e rancores porque ao longo da sua existência vai
sentindo que está a ser explorado e diminuído;

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 Estabelece uma má comunicação com os outros porque não se afirma e raramente


se manifesta (os outros não conhecem os seus desejos, aspirações, interesses e
necessidades);
 Utiliza mal a sua energia vital. A sua inteligência e afetividade são frequentemente
utilizadas para se defender e fugir às situações. Seria muito mais produtivo se
investisse essas energias em ações e soluções construtivas para si e para os outros;
 Perda do respeito por si próprio, porque muito e não consegue recusar;
 Sofre muito e de forma constante, recorrendo frequentemente ao psicólogo.

O estilo Manipulador

Descrição geral
O manipulador não se implica em relações interpessoais. Esquiva-se aos encontros e não se
envolve diretamente com as pessoas, nem com os acontecimentos. O seu estilo de
interação caracteriza-se por manobras de distração ou manipulação dos sentimentos dos
outros.

O manipulador não “abre o jogo”. Nunca fala claramente dos seus objetivos reais. É muito
teatral e está de acordo com todos mesmo que estes estejam em dissonância. É um falso
apaziguador.

Caraterísticas
A caraterística mais marcante reside no facto deste tipo se considerar hábil nas relações
interpessoais, apresentando e estudando discursos diferentes consoante as pessoas (ou
plateias).

O seu estilo depende estritamente do destinatário ou destinatários. Procura aperceber-se


do que os outros pretendem para adequar o seu “papel”.

Dificilmente aceita a informação direta, preferindo fazer interpretações pessoais. Diz com
frequência: “Poderíamos entender-nos!...”

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Apresenta-se quase sempre como um útil intermediário e considera-se mesmo,


indispensável. Raramente se assume como responsável de um erro. Age por interpostas
pessoas, tirando partido delas para atingir os seus objetivos.

O seu comportamento físico particularmente a sua linguagem corporal, fazem lembrar um


ator em cena. O manipulador nunca apresenta ao grupo as suas reais intenções e
objetivos.

Em grupo (sinais clínicos):


 Apresenta uma relação tática com os outros;
 Tende a desvalorizar o outro através de frases que pretende que sejam
humorísticas e que denotem inteligência e cultura;
 Exagera e caricatura algumas partes da informação emitida pelos outros. Repete e
desfigura a informação fornecida pelos outros e manipula-a a seu gosto;
 Utiliza a simulação como instrumento. Nega factos e inventa histórias para mostrar
que as coisas não são da sua responsabilidade;
 Fala por meias palavras; é especialista em rumores e “diz-que-disse”;
 É mais hábil em criar conflitos no momento oportuno do que a reduzir as tensões
existentes no seio do grupo;
 Tira partido do sistema (das leis e das regras), adaptando-o aos seus interesses e,
considera que, quem não o faz é estúpido;
 Oferece os seus talentos em presença de públicos difíceis;
 A sua arma preferida é a culpabilidade. Ele explora as tradições, convicções e os
escrúpulos de cada um; faz chantagem moral; · Emprega frequentemente o “nós” e
não o “eu”; “... falemos francamente ...”, “... confiemos um no outro ...”;
 Apresenta-se sempre cheio de boas intenções.

Ideias Irracionais:
 “Só se pode confiar nos santos”;
 “Ser franco e direto é um erro”;

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 “A ação indireta é mais eficaz do que a frontalidade”;


 “Nunca correr riscos... a maquinação é melhor... e evita consequências negativas”.

Consequências:
 Perda de credibilidade à medida que os “truques” manipulatórios vão sendo
descobertos;
 Uma vez descoberto o manipulador vinga-se dos outros e se tem poder, usa-o para
isso;
 Dificilmente recupera a confiança dos outros.

O estilo Assertivo

Descrição geral
As pessoas assertivas são capazes de defender os seus direitos, os seus interesses e de
exprimir os seus sentimentos, os seus pensamentos e as suas necessidades de forma
aberta, direta e honesta. Estas pessoas para afirmarem os seus direitos, não pisam os
direitos dos outros.

O assertivo tem respeito por si próprio e pelos outros; está sempre aberto a um
compromisso ou negociação. Aceita que os outros pensem de forma diferente de si;
respeita as diferenças e não as rejeita.

A atitude assertiva é designada pelos autores francófonos como autoafirmativa.


Autoafirmar-se significa evidenciar os seus direitos e admitir a sua legitimidade sem ir
contra os direitos dos outros.

Trata-se de uma pessoa que se pronuncia de forma clara, objetiva e construtiva. Aquele
que se afirma deste modo, desenvolve em profundidade as suas competências relacionais
privilegiando a responsabilidade individual de forma clara e construtiva e evita a
neurotização dos relacionamentos.

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Direitos da assertividade

Possuir e expressar sentimentos


Cada pessoa tem a sua sensibilidade e reage de forma diferente sem por isso, ser
considerado melhor ou pior que os outros.

Possuir e expressar opiniões


Cada pessoa tem uma visão particular da realidade, o que proporciona uma infinidade de
opiniões diferentes.

Dizer “Não sei”


O direito de dizer “não sei” quando realmente não sabemos, revela capacidade para
aceitarmos as nossas limitações.

Ser escutado
O direito à livre expressão de ideias e sentimentos só faz sentido quando alguém escuta. A
capacidade de escuta vai para além da nossa capacidade de ouvir.

Cometer erros
Este direito, parte da ideia de que “errar é humano”.

Não ser perfeito


Este direito tem a ver com o referido anteriormente. È importante sabermos lidar com as
nossas limitações que são próprias da condição humana.

Ser responsável pelas minhas atitudes


Pressupõe que junto com a nossa liberdade de escolha, existe também a responsabilidade
de assumirmos as consequências das nossas ações.

Fazer e solicitar pedidos

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Somos dependentes uns dos outros e precisamos de todos. É importante aceitarmos que os
outros têm um contributo importante a dar e vice-versa.

Dizer Não
Poderá ser tão assertivo dizer não, como dizer sim, depende do contexto.

1.4.A comunicação como objeto de dinamização de uma equipa de


trabalho

Sendo a motivação a vontade de um indivíduo exercer um nível de esforço elevado para


alcançar um determinado objetivo, ela constitui o elemento chave para compromisso dos
funcionários para com a empresa.

Para que uma organização tenha empregados motivados ela precisa transmitir a sua visão
de negócio. O compromisso só acontece quando o empregado partilha dessa visão e o
crescimento da empresa significa o seu próprio crescimento.

Para que isso aconteça a comunicação assume um papel importante, não apenas a
comunicação própria do sistema de comunicação administrativa da empresa (comunicação
vertical) mas também a conversa diária com os subordinados, a troca de ideias, o respeito
pela sua opinião, a transparência da informação transmitida, a clareza de intenções para
que o funcionário perceba que tem o apoio necessário da empresa.

Um gestor deve ter consciência que uma boa comunicação com os seus subordinados pode
fazer toda a diferença, pois fará com que eles sintam que são respeitados, valorizados e
motivados.

O líder deve funcionar como um fator motivador. É eficaz quando leva os indivíduos a agir
em benefício do grupo, ao mesmo tempo que satisfaz as suas próprias necessidades.

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Mesmo que numa fase inicial o colaborador não aja desta forma, podem ser-lhe criadas
condições para que venha a ter este comportamento.

As teorias da motivação, desenvolvidas nos últimos 50 anos, mostram um conjunto de


implicações:
• Os líderes devem ser sensíveis às diferentes necessidades e desejos dos
colaboradores: cada indivíduo é único, o que motiva uma pessoa pode não motivar
outra. As organizações, os gestores, os líderes devem reconhecer essas diferenças
individuais e implementar políticas com o objetivo de influenciar a motivação e a
eficácia de todos os colaboradores;
• Os colaboradores devem ser tratados de forma justa e equitativa: os
colaboradores devem sentir que são recompensados com justiça, tendo em conta o
seu trabalho, as suas habilitações e os contributos dados à organização. Além disso,
os colaboradores devem sentir que o processo de atribuição de recompensas é
justo;
• Os líderes devem clarificar e aumentar a perceção individual do esforço que
conduz ao desempenho eficaz. A conceção de sistemas de remuneração e de
prémios deve ser clara: os colaboradores devem conhecer a priori que
comportamentos serão recompensados;
• As organizações devem implementar metas que tenham forte valência positiva
para os seus membros, isto é, os objetivos devem ser coadunados com os valores
dos indivíduos.

Podemos ainda considerar outras estratégias a utilizar no quotidiano das relações com os
colaboradores:
• Possibilitar a participação;
• Fornecer feedback sobre o desempenho (em situações de mau desempenho deve
evitar-se o feedback destrutivo, fornecendo indicações claras sobre o que deve fazer
para conseguir melhorar o desempenho, procurando apresentar essa situação como
um desafio);
• Recompensar os comportamentos desejados com recompensas desejadas;

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• Definir objetivos específicos, desafiadores, mas alcançáveis.

As equipas tendem a apresentar muitas das características de um grupo mas com maiores
níveis de profundidade. Assim as principais características de uma equipa são:
 Níveis de interdependência elevados.
 Funções diferenciadas mas fortemente complementares.
 Relações afetivas fortes.
 Papéis diferenciados.
 Modelos mentais partilhados.

Condições para uma boa gestão de equipa

Ao nível de processo
 Desenvolvimento de comunicação interpessoal.
 Motivação e envolvimento dos membros da equipa.
 Promoção da confiança e da capacidade de iniciativa.

Ao nível de conteúdo
 Definir objetivos ambiciosos mas realistas.
 Planear as atividades a realizar.
 Estabelecer as tarefas e regras de funcionamento.
 Organizar recursos e pessoas.
 Coordenar e acompanhar todo o processo.
 Avaliar e controlar resultados e desempenhos.
 A importância do papel da chefia enquanto veículo de transmissão de
conhecimentos técnicos e operacionais.
 A importância da chefia na promoção da motivação e participação das suas
pessoas.
 Compreender a importância de adotar estilos de liderança adequados ao contexto
situacional e ao estado de desenvolvimento dos colaboradores.

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 Fornecer “feedback” aos colaboradores relativamente ao seu desempenho e ao seu


empenhamento.
 Desenvolver planos de ação de desenvolvimento das competências das suas
pessoas enquanto indivíduos e membros de uma equipa.
 Acompanhar a implementação dos planos de ação de desenvolvimento dos
colaboradores.
 Criar as condições para delegar.

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2.Estilos de comportamento e comportamento assertivo

2.1.Estilos típicos de comportamento assertivo

A palavra assertividade vem de “assero”, afirmar. Diferente de acertar, afirmar não tem
relação com o certo ou errado e sim com a exposição positiva do que se deseja transmitir.

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Uma pessoa assertiva é capaz de expressar o mais diretamente possível o que pensa, o
que deseja, escolhendo um conjunto de atitudes adequadas para cada situação, de acordo
com o local e o momento.

A assertividade permite uma comunicação direta por meio de um comportamento que


habilita o indivíduo a agir no seu interesse, defender-se sem ansiedade excessiva,
expressar os seus sentimentos de forma honesta e adequada, fazendo valer os seus
direitos sem negar os dos outros.

Portanto, a assertividade pode ser entendida como uma forma comportamental de


comunicar que significa afirmar o que eu quero, sinto e penso, dando simultaneamente
espaço de afirmação ao outro.

A assertividade é um treino sistemático, em que o indivíduo tem de reaprender a


autenticidade através de uma prática gradual e regular. Ser verdadeiro não consiste em
"dizer tudo o que me vem à cabeça", mas sim em exprimir-me eficazmente, tendo como
objetivo a evolução satisfatória e realista da situação.

É necessário, então, saber que tipo de comportamento provoca esta reação; evitar a
mímica e a entoação contrária às palavras; tentar descrever as próprias reações, em vez de
avaliar as ações dos outros; exprimir-me de forma positiva em vez de desvalorizar, julgar,
criticar, ridicularizar ou fazer interpretações, facilitando a expressão dos sentimentos dos
outros.

Comportamentos assertivos:
 Está à vontade na relação face a face;
 É verdadeiro consigo mesmo e com os outros, não dissimulando os seus
sentimentos;
 Coloca as coisas de forma clara e objetiva aos outros, negociando na base de
objetivos precisos e claramente determinados;
 Procura compromissos realistas, em caso de desacordo;

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 Negocia na base de interesses mútuos e não mediante ameaças;


 Não deixa que o pisem;
 Estabelece com os outros uma relação fundada na confiança e não na dominação
nem no calculismo.

Em suma, podemos afirmar que o comportamento assertivo resulta na fusão de quatro


fatores:
• Bom contacto visual
• Tom de voz neutro
• Atenção à linguagem e
• Postura aberta.

Frequentemente adotamos diferentes formas de comunicação que variam de acordo com o


local, a situação e os interlocutores, porém uma forma relativamente constante e
característica se torna o nosso estilo predominante de comportamento comunicacional.
Ninguém é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações.

Para cada pessoa, a facilidade que tem em comportar-se de forma assertiva depende muito
da pessoa a quem esse comportamento se dirige (pais, professores, amigos, familiares,
etc.) e da situação em que se encontra (autoafirmação, expressão de sentimentos
positivos, etc.).

Estilos de comportamento assertivo

APOIO / INTERESSE
 Este estilo comunica calor, cuidado e interesse pelos outros.
 O conteúdo é apresentado de um modo direto, honesto e respeitoso.
 Mantém uma consciência dos sentimentos dos outros.
 São os “SENSÍVEIS“.

DIRECTO / GUIA

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 É um estilo impessoal que comunica uma abordagem não absurda e autoritária e


uma preocupação com os resultados.
 É um estilo firme, mas respeitoso que usa diretivas em vez de pedidos. Não tem
nada a ver com ser “mandão” ou “ditador”.
 Comunica crenças e opiniões apropriadamente, bem como ordens.
 Os que usam este estilo são “FAZEDORES” e/ou “PENSADORES”.

ANALÍTICO
 Também é impessoal e realista.
 Comunica factos, informação, pensamentos e probabilidades.
 Usa pedidos em vez de diretivas para obter resultados.
 O estilo ”Direto / Guia” assenta no “diz-lhes”, enquanto este é um estilo “pede-
lhes”.
 É calmo e sem emoção.
 E é utilizado pelo grupo dos “PENSADORES”.

EXPRESSIVO
 Este estilo é animado, enérgico, espontâneo e emocional.
 Neste estilo, os sentimentos, os gostos e as aversões, os desejos e as necessidades
são comunicados de forma aberta e expressiva.
 Aqueles que usam este estilo são normalmente intuitivos, criativos, espontâneos e
vivos.
 São “FAZEDORES” ou “SENTIMENTAIS”.

2.2.Dimensões do comportamento assertivo

A atitude assertiva tende a reduzir as tensões inter-individuais. O sujeito apresenta uma


postura que se adequa à sua mensagem; não fala demais nem exagera nos gestos e olha o
seu interlocutor nos olhos.

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Quando é que se deve usar uma atitude assertiva?


 Quando é necessário comunicar qualquer coisa de desagradável a alguém.
 Quando se pretende pedir qualquer coisa de invulgar.
 Quando é necessário dizer NÃO àquilo que alguém pede.
 Quando se é alvo de uma crítica.
 Quando se pretende desmascarar uma manipulação.

A autenticidade implica sempre ...


 Abster-se de julgar e fazer juízos de valor sobre os outros.
 Não utilizar mímica e entonação opostas ao que se diz por palavras (não pode haver
dissonância entre a linguagem verbal e a linguagem corporal).
 Descrever as suas reações mais do que as reações dos outros.
 Facilitar a expressão dos sentimentos dos outros e não os bloqueia.

COMPORTAMENTOS Não-verbais ASSERTIVOS

Contacto visual
O olhar deve estar direcionado para o interlocutor enquanto este fala. Recomenda-se que
mantenha o contacto visual pelo menos durante 50% da conversação. Mas atenção, um
olhar demasiado fixo pode ser interpretado como hostil.

Afeto.
O tom deve ser firme e convincente, mas nunca hostil. Deve ser adaptado à situação do
momento.

Voz.
O volume deve ser audível, nem demasiado elevado nem baixo. A articulação das palavras
deve ser clara, sem hesitações. O ritmo deve ser tranquilo.

Pausas.

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Deve fazer-se uma pausa maior para dar entender ao interlocutor que é a sua vez de falar.

Gestos.
Podem fazer-se gestos com a cabeça, a cara, os braços e as mãos que enfatizem o
discurso. Deve ter em atenção que estes gestos devem ser naturais, sem forçar a
mensagem. Devem evitar-se gestos como apontar o dedo indicador que pode ser
entendido como uma ameaça, e em geral qualquer outro que possa transmitir hostilidade.

Postura corporal.
O corpo deve estar direito mas relaxado. A cabeça erguida, olhando para o interlocutor.

COMPORTAMENTOS VERBAIS ASSERTIVOS

Expressão que indique compreensão pelo outro.


Compreender o outro não significa estar de acordo. Neste ponto temos que fazer um
esforço para entender os motivos e ponto de vista do interlocutor. Se necessário, devem-se
pedir informações mais claras para depois poder formular uma frase síntese que seja
objetiva e sem formular juízos de valor.

Expressão do problema.
De seguida deve expor o problema de forma clara e concisa.

Desacordo verbal.
Aconselha-se a utilizar uma fórmula breve com "não estou de acordo com...", ou "não
estou disposto a fazê-lo...".

Pedido de mudança de conduta.


Este ponto é essencial em termos de comunicação assertiva. Deve oferecer ao recetor uma
informação de como espera que ele se comporte no futuro.

Proposta de Solução.

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Neste ponto seria importante oferecer uma solução alternativa que o fizesse mudar essa
opinião.

Atitudes de base à comunicação assertiva:

Auto Estima
Tendo em conta que a assertividade pressupõe a nossa autoafirmação, é importante
aprender a aceitar as nossas características, deforma a desenvolver a nossa autoestima,
sem pessimismos, condescendências ou suposições.

Determinação
Surge como o resultado da energia associada à nossa força de vontade para prosseguir
com os nossos objetivos até ao fim.

Empatia
Consiste na capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando compreendê-lo,
escutá-lo não fazendo juízos de valor.

Adaptabilidade
É a capacidade de nos adaptarmos ao tipo de comunicação do outro. Ex: se estamos a
falar com adultos falamos de uma forma diferente de quando estamos a falar com crianças;
falar com um familiar é diferente de falar com desconhecido.

Autocontrole
É a nossa capacidade de controlar os nossos sentimentos e emoções negativas de modo a
não interferirem na relação com o outro.

Tolerância à frustração
Tem a ver com a nossa resistência aos aspetos mais negativos da nossa vida. Caracteriza-
se pela capacidade de gerir as tensões e conflitos nas nossas relações com os outros.

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Sociabilidade
Um comunicador assertivo deve ter prazer em comunicar e relacionar-se com os outros.

Comportamento assertivo em diversas situações

SER ASSERTIVO a expressar afeto e prazer:


 Ser breve e direto.
 Elogiar atividades e resultados concretos.
 Utilizar com frequência o EU.
 Evitar comparações com os outros ou com o passado.
 Elogiar de forma imediata.
 Variar a forma de elogiar consoante o grau de agrado.

SER ASSERTIVO a receber elogios


 Aceitar o elogio, quando se considera o elogio merecido.
 No caso de se considerar o elogio não merecido, agradecer e exprimir a nossa
opinião.
 Não pensar que é presunção concordar com os elogios.

SER ASSERTIVO a fazer pedidos


 Não se desculpar nem se autojustificar enquanto se faz um pedido.
 Ser discreto e breve.
 Não explorar a boa vontade do outro.
 Dar razões para o pedido (poucas, mas autênticas).

SER ASSERTIVO a recusar pedidos


 Esclarecer o pedido.
 Reconhecer o pedido.
 Dar razões que justifiquem a recusa.
 Não “almofadar a recusa” com pedidos de desculpa e com razões suplementares.

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SER ASSERTIVO na defesa de opinião e de direitos:


 Alegar que se compreende a opinião do outro;
 Falar na primeira pessoa do singular;
 Utilizar uma linguagem correta, objetiva e clara;
 Exemplificar e argumentar.

SER ASSERTIVO em casos de tentativa de manipulação:


 Alegar claramente que aquilo que o interlocutor está a tentar parafrasear não
corresponde aquilo que disse.
 Se o interlocutor se repetir, repita-se também;
 Afirmar diretamente que não está a perceber onde é que o interlocutor quer
chegar;
 Pedir sempre informação objetiva, real e verdadeira e que se possa provar;
 Colocar questões ao interlocutor.

SER ASSERTIVO na expressão de sentimentos:


 Identificar a situação ou comportamento que desencadeou o sentimento;
 Descrever o sentimento, falando na primeira pessoa do singular.

2.3.A componente emocional da assertividade

A assertividade é um estilo de relacionamento interpessoal que poderá ser extremamente


recompensante, uma vez que proporciona maior proximidade entre as pessoas e maior
satisfação na comunicação das nossas emoções. Ou, dito simplesmente, é possível que se
goste mais de uma pessoa quando ela age assertivamente.

A Empatia tem sido normalmente definida como a capacidade psicológica que permite, de
uma forma aprofundada e íntima, a compreensão de ideias, sentimentos e motivações de

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outras pessoas. Muitas vezes, é caracterizada como a capacidade de “se colocar no lugar
do outro”.

Como a maior parte das características pessoais, a empatia tem tanto de natural como de
aprendizagem. Na realidade, nem todos possuímos esta característica e, mesmo entre
quem a tem, poucos a sabem utilizar a seu favor. No entanto, qualquer um a pode
desenvolver.

E para uma empatia de qualidade, que conduz a resultados concretos e ao sucesso, requer-
se sempre treino. Assim, com alguma prática e persistência, poderemos desenvolver esta
capacidade de modo a que depois possa funcionar de forma automática.

A empatia é uma ferramenta poderosa que permite com que duas ou mais pessoas
interajam de forma proveitosa. No fundo, é através da empatia que se criam as pontes de
comunicação entre duas pessoas.

Nem sempre a forma que escolhemos para transmitir uma ideia é suficiente para que ela
seja perfeitamente entendida pelo nosso destinatário. Assim, a empatia tem tudo a ver com
as palavras que escolhemos e a forma como as organizamos para comunicar as nossas
ideias. Se temos algo a dizer, é essencial sabermos escolher a forma de, não só transmitir a
ideia, mas faze-la ser bem compreendida por quem nos ouve.

A empatia é um "ingrediente" fundamental para estabelecermos relações de proximidade e


intimidade com alguém.

Vejamos as vantagens da empatia:


1- A comunicação torna-se mais clara, pois diminuem as interpretações incorretas
dos comportamentos e os conflitos são menos frequentes e melhor resolvidos.
2- Ao compreendermos o outro e "vermos o seu interior", também nos descobrimos
muitas vezes a nós próprios (percebemos que muitos dos nossos medos e
inseguranças são partilhados pelos outros).

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3- Ajuda o outro a sentir-se compreendido e motivado para colaborar connosco;


sobretudo, é útil em situações como acalmar alguém à beira de uma situação de
descontrole ou numa situação de elevada desmotivação.

Na realidade, a arte da empatia, mais do que a simpatia é o grande segredo de uma boa
comunicação e permite o estabelecimento de uma relação de confiança interpessoal.

O ato de confiar é bem mais complexo do que parece. Quando confiamos, estamos a correr
pequenos riscos, aumentando assim a nossa vulnerabilidade face ao outro. De facto,
confiar numa pessoa, é deixarmo-nos afetar pelo comportamento dessa pessoa.

Para confiar é necessário acreditar que o outro quer e é capaz de se comportar de modo a
não nos magoar, ou seja, confiamos numa pessoa quando cremos que ela nos respeita
profundamente.

A confiança não é um ato de magia nem se obtém mecanicamente. Ela é conquistada na


reciprocidade relacional. É na dupla cedência e no aumento da vulnerabilidade de cada um
que se constrói.

O líder deve confiar nos seus colaboradores e esperar que confiem nele. Deve construir
uma atmosfera propiciadora de confiabilidade.

Numa relação, a confiança pode ser fortalecida a partir de pequenas cedências e riscos
calculados. Quando acreditamos que essas pessoas nos possam afetar e se os outros
aceitam o nosso envolvimento inicial sem nos ferirmos, tornando-se igualmente vulneráveis
face a nós, pode estabelecer-se uma confiança recíproca.

Para que uma relação de confiança se estabeleça é necessário:


 Que confiemos nos outros, mesmo que não tenhamos a certeza de que essa
confiança seja recíproca;
 Que todos os elementos estejam disponíveis para confiar;

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 Que todos estejam disponíveis ao estabelecimento de um nível de confiança


progressivamente maior;
 Temos que ser os primeiros a tomar a iniciativa em confiar;
 O primeiro gesto é nosso o que implica sempre algum risco.

2.4.Desenvolvimento da assertividade – jogos pedagógicos

Técnicas para o desenvolvimento da assertividade

A TÉCNICA DE AUTO-AFIRMAÇÃO DESC


Ser assertivo pressupõe ser-se afirmativo e um comunicador eficaz. Para fazer
corresponder estas duas características, utiliza-se a técnica de Autoafirmação DESC, que
tem como finalidade exercitar a capacidade de autoafirmação de forma construtiva,
permitindo a antecipação das situações e dos comportamentos.

Trata-se de um método pragmático que permite o treino e desenvolvimento da atitude


assertiva. Este método permite reduzir as tensões entre as pessoas em qualquer domínio
da vida particular, familiar ou profissional. Trata-se de um método que pressupõe a
negociação, como base de todo o entendimento.

Esta técnica consiste em quatro etapas:

D – Descreve
Descrever ao outro o seu comportamento de uma forma precisa e objetiva.
Ex: Ontem, quando foi procurar uns papéis na minha pasta…

E – Expressa
Transmitir ao outro o que sentimos e pensamos em relação ao seu comportamento
(sentimentos, preocupações, desacordos ou criticas).

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Ex: …fiquei muito aborrecido porque me desorganizou o meu trabalho.

S – Especifica
Propor ao outro uma forma clara e realista de modificar o seu comportamento.
Ex:…gostaria que daqui para a frente me pedisse o que precisar em vez de remexer as
minhas coisas…

C – Consequências
Realçar as possíveis consequências positivas e benéfica que a sua nova atitude lhe traria.
Ex:…Assim, perde menos tempo e garante que recebe o que precisa.

A TÉCNICA DO DISCO RISCADO


O “Disco Riscado” consiste simplesmente em repetir a nossa resposta tantas vezes quantas
forem necessárias para vencer a pressão exercida pelos outros. {e importante resistirmos à
tentação de nos justificarmos ou de contra atacarmos as “acusações” dos outros. É
geralmente eficaz quando lidamos com pessoas manipuladoras.

Exemplo:
- Porque é que não pode sair mais tarde às 6ªfeiras?
- Porque tenho um compromisso inadiável.
- Mas é mesmo preciso...
- Acredito, mas é mesmo inadiável o meu compromisso.
- Acho que não quer colaborar com a empresa!
- Tem o direito de pensar assim, mas o meu compromisso é mesmo inadiável.
- Mas…que compromisso é esse…que é assim tão importante?
- Como já disse, é mesmo inadiável.

A TÉCNICA DO “EDREDÂO”
A ideia de “edredão” consiste em responder a cada frase com “É verdade”, sempre que se
trata de um facto indiscutível, ou com “É possível” sempre que é emitida uma simples
opinião.

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Esta técnica é eficaz perante criticas mal-intencionadas e não justificadas e pode ajudar as
pessoas mais sensíveis a adquirir um mínimo de segurança face às criticas de má fé.

Exemplo:
-O seu local de trabalho está cheio de papéis!
-É verdade
-Está uma grande confusão!
-É possível, é uma questão de opinião
-Não podia arrumá-lo de vez em quando?
-Sim é verdade, podia se quisesse.

Jogos pedagógicos para o desenvolvimento da assertividade


Os Jogos pedagógicos representam um conjunto de técnicas que através da com utilização
de meios, mais ou menos elaborados, permite uma participação e envolvimento geral dos
formandos a nível cognitivo e afetivo, implicando a linguagem oral, gestual e corporal, e
que tem sempre um objetivo pedagógico.

O animador deve proceder segundo cinco princípios básicos, isto é:


 Dar o exemplo;
 Motivar os talentos individuais;
 Favorecer uma certa autonomia;
 Facilitar a tomada de decisões;
 Ajudar cada participante a tomar uma responsabilidade no grupo.

Fases de um Jogo Pedagógico


1. Preparação do grupo, com indicação dos objetivos e das regras.
2. Execução do Jogo.
3. Análise e síntese conclusiva.

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Jogo nº 1
QUEM CONTA UM CONTO…

Objetivos
 Mobilizar os participantes a perceberem o quanto é falha a comunicação verbal, e o
quanto a mesma se presta a desvios, que comprometem o conteúdo de uma
mensagem.
 Facilitar o relacionamento interpessoal
 Desenvolver competências ao nível da empatia e escuta ativa.

Material necessário
 Enunciado, canetas e papel

Desenvolvimento

1ª. ETAPA
 O formador divide o grupo em formandos do lado direito e formandos do lado
esquerdo, imaginando uma linha divisória longitudinal na sala.
 O formador explica o objetivo do exercício e as regras de funcionamento: transmitir
o texto oralmente, desde o primeiro colega até ao último de cada lado da divisória.
Não podem tomar notas do que estão a ouvir, nem pedir para repetir mais do que
uma vez. O emissor deve ser claro na transmissão.

2ª ETAPA
 O formador lê o texto ao ouvido do primeiro formando do lado direito e depois ao
primeiro formando do lado esquerdo.
 Cada um destes deve contar a história ao ouvido do colega do lado e assim
sucessivamente até ao último colega do final da divisória
 Depois de terem transmitido a mensagem, cada participante deverá escrever aquilo
que disse.

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 O último formando da linha da direita, diz em voz alta a mensagem que lhe chegou.
De igual forma, o último formando da linha da esquerda, diz o que lhe chegou.
 Discutem-se os resultados e indagam-se razões para este fenómeno de distorção.

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Jogo nº 2
EU TENHO O DIREITO DE…

Objetivos
 Aprender a defender os direitos próprios
 Treinar a capacidade de comunicar de forma assertiva

Metodologia
 Pequenos grupos: 5 minutos
 Grande grupo: 45 minutos

Desenvolvimento
 O Animador divide a turma em pequenos grupos
 Entrega a cada grupo uma situação na qual existe violação dos direitos individuais.
 Pede ao grupo que analise a situação distribuída e que defina os papéis dos vários
elementos.
 A mesma cena deverá ser representada assumindo os vários tipos de
comportamento: assertivo, agressivo e passivo.
 No final da representação de cada grupo, abre-se a discussão à turma.

Discussão
 O que pensam da cena representada?
 Qual pensam que foi o modo mais correto de resolver a situação?
 O que têm a dizer dos vários papéis representados pelo grupo?
 Que dificuldades sentiu o grupo na representação desta situação?
 Qual foi o tipo de comportamento mais fácil de representar?

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SITUAÇÃO 1
Estás com os teus amigos numa fila para comprar bilhetes de cinema. Alguém tenta meter-
se à tua frente. Reages.

SITUAÇÃO 2
Num restaurante sentes-te incomodado pelo fumo de uma pessoa da mesa ao lado. Pedes-
lhe para apagar o cigarro. Ela recusa, respondendo incorretamente.

SITUAÇÃO 3
Faltam 5 minutos para o banco fechar. A funcionária recusa-se a atender-te dizendo para
voltares no dia seguinte. Defendes o teu direito de ser atendido.

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Jogo nº 3
JOGO DA CONFIANÇA

Objetivos:
 Experimentar a confiança nas relações interpessoais;
 Desenvolver a abertura ao “outro”;
 Estabelecer relações de confiança.

Duração do exercício:
20’-30’

Material necessário:
 8 vendas de flanela (para vendar os olhos).

A sala de formação não deve ter obstáculos (as mesas e cadeiras devem ser removidas ou
encostadas às paredes). Como alternativa esta atividade poderá ser realizada num local
amplo, livre de situações que possam criar riscos de acidentes (móveis com arestas, cabos
de eletricidade no chão, etc.).

Desenvolvimento do exercício:
 O grupo é dividido em duas partes ao acaso (a cada um dos grupos é pedido para
se colocar num dos lados da sala) – devem ser grupos com o mesmo número de
elementos;
 Aos que estão de um dos lados é fornecida uma venda (que servirá para tapar os
olhos);
 Antes de taparem os olhos, o animador chama um dos elementos que vai ter os
olhos vendados para usar como exemplo na apresentação das regras. O animador
coloca a venda neste elemento, verificando e perguntando-lhe se este está vendado
de forma a não conseguir ver nada;

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 É explicado aos elementos do grupo, a quem não foram entregues vendas, que o
papel que vão desempenhar é de guias daqueles que vão estar de olhos vendados;
 No cumprimento do papel de guias, estes devem usar apenas indicações verbais,
não sendo permitidos “arrastões” ou “empurrões” (poderão ser dados pequenos
toques, com a duração máxima de um segundo, para que se sintam
acompanhados) exceto em situações em que os elementos vendados possam correr
risco de acidente – o animador deve apelar ao cumprimento desta regra como
condição para o sucesso da atividade, assim como o cuidado que os guias devem
ter para impedir choques com colegas ou com outros objetos que se encontrem no
espaço onde a atividade vai ser realizada;
 O animador exemplifica como devem proceder no papel de guias;
 São definidos 5 pontos da sala onde todos os elementos de olhos vendados se
devem deslocar com as orientações dos guias;
 É dado início à atividade, sendo concluída quando todos cumpriram a tarefa (nota:
não se trata de uma competição para estabelecer a classificação com que os
diferentes grupos cumpriram a tarefa, devendo também este aspeto ser
mencionado);
 Pode repetir-se a atividade com a troca de papéis: quem anteriormente estava de
olhos vendados passa a ter o papel de guia e vice-versa.

Exploração do exercício: (pode ser utilizado um flip-chart ou um quadro branco na


exploração do exercício)
 Os participantes da atividade são questionados sobre os sentimentos que tiveram
quando estava no papel de “elemento de olhos vendados” – são anotados no
quadro branco os sentimentos verbalizados. Normalmente poderão ser
apresentados sentimentos negativos de “desconfiança”, “medo”, “receio”,
“desorientação”; podem também ser mencionados sentimentos positivos: “confiança
no outro”, “à vontade” (sendo mais usual a primeira situação);
 São, posteriormente, questionados os elementos do grupo acerca das preocupações
que tiveram quando assumiram o papel de guias;

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 A resposta a esta questão poderá ser dada como fórmula para gerar confiança, ou
reduzir a desconfiança:
 Proximidade física;
 Fornecer informação clara e desprovida de risos ou troça;
 Valorizar o alcance de tarefas intermédias (alcance de cada um dos cinco pontos
definidos como resultado a obter com a atividade).
 Pode ainda ser explorada a linguagem corporal utilizada pelos elementos que
estavam de olhos vendados (consoante esta significava confiança ou
desconfiança/receio);
 Pode ainda ser explorada a diferença com que os indivíduos confiaram ou
desconfiaram do seu guia, apelando-se à pluralidade de personalidades com que
nos deparamos nas relações interpessoais (também enquanto líderes).

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TEATRO DA ASSERTIVIDADE

Objetivos:
 Treinar aptidões sociais;
 Desenvolver a flexibilidade atitudinal;
 Experimentar o desempenho de papéis sociais diversificados.

Duração do exercício:
120’

Material necessário:
 Ficha do exercício (Teatro da Assertividade).

Desenvolvimento do exercício:
 Trata-se da realização de um teatro em que os participantes escrevem a peça,
encenam e desempenham a teatralização.
 São constituídos grupos de 4 elementos;
 É distribuída a ficha do exercício (Teatro da Assertividade) onde é apresentada a
sequência de atividades a desenvolver:
 Definir as personagens do teatro (pode haver total criatividade por parte dos
formandos – o assunto pode estar relacionado com o trabalho, ou pode ser a mera
teatralização de uma história conhecida) e as suas características (ASSERTIVO,
AGRESSIVO, MANIPULADOR e PASSIVO);
 Redigir a peça de teatro (deve haver o cuidado do tempo disponível para cada
grupo – 10’ a 15’ para desempenhar a teatralização);
 Definir que elementos do grupo vão desempenhar as diferentes personagens;
 Podem ser concedido 5’ a 10’ para se fazer um pequeno treino (poderá ser numa
outra sala, para que o grupo não seja obrigado a revelar aos restantes colegas a
história que criou);

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Dinâmica: Teatro da Assertividade

 Deve ser explorada a facilidade com que os diferentes formandos identificaram as


personagens com as diferentes personalidades: ASSERTIVO, AGRESSIVO,
MANIPULADOR e PASSIVO;
 Deve ser explorada a dificuldade que cada um tem em assumir personalidades
muito diferentes daquela que é a sua postura habitual de – nesta exploração pode
ser enfatizada a importância da flexibilidade comportamental, assim como o valor
do teatro para conseguirmos conhecer “pessoas” diferentes de nós mesmos.

Exercício:
O objetivo deste exercício é treinar aptidões sociais. Para isso vão efetuar teatralizações
tendo por base o Modelo da Assertividade. O empenho que colocarem neste exercício será
recompensado com um momento de aprendizagem.

1ª TAREFA:
O grupo tem que criar 4 personagens que vão fazer parte de uma história. Essa história
será a peça de uma teatralização que vão posteriormente colocar em cena.

NOTA: Cada uma destas personagens terá uma personalidade com as características do
Modelo da Assertividade.

Personagem 1: ____________________________________________________- Assertiva


Personagem 2: ________________________________________________- Manipuladora
Personagem 3: ____________________________________________________- Agressiva
Personagem 4: _____________________________________________________- Passiva

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2ª TAREFA:
Desenvolva neste espaço o enredo da história:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
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__________________________________________________________________________
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__________________________________________________________________________
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3ª TAREFA:

O grupo deve decidir que elementos vão desempenhar os diferentes papéis.

Actor/Atriz 1: __________________________________________________- Assertiva


Actor/Atriz 2: ________________________________________________- Manipuladora
Actor/Atriz 3: _____________________________________________________- Agressiva
Actor/Atriz 4: ______________________________________________________- Passiva

4ª TAREFA:

O grupo vai agora realizar a teatralização que esteve a criar. Caso tenham condições,
poderão fazer um pequeno treino. Uma vez que vão ter como público os restantes colegas,
devem fazer um esforço pela qualidade dos vossos desempenhos.

5ª TAREFA:
Quando estiverem no papel de público, procurem identificar os colegas que
desempenharam os diferentes papéis com os estilos do Modelo da Assertividade:

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Jogo nº 5
O PAI TIRANO

Objetivos:
 Reconhecer a importância da comunicação não-verbal como veículo de emoções;
 Analisar a dinâmica da interação entre as duas personagens no que respeita aos
estilos de comunicação utilizados;
 Aplicar a assertividade na expressão de sentimentos à resolução de conflitos nas
relações de proximidade.

Pré-requisitos
 Formação de grupo mínimo de 8 e máximo de 15 jogadores;
 2 voluntários, um do sexo masculino e outro feminino;
 Os jogadores, de preferência, devem conhecer-se previamente e sentirem-se à-
vontade uns com os outros;

Espaço e material necessário


 Deve-se criar um espaço na sala isolado, que servirá de palco. Aqui deve existir
apenas uma mesa (secretária), com um rádio, documentos e papéis bem cima e
uma cadeira para criar um ambiente de escritório;
 Os jogadores que fazem parte da plateia devem estar sentados com as cadeiras
reunidas em semicírculo. Um dos elementos da plateia deve ficar responsável pelo
controle do tempo de duração do jogo

Desenvolvimento:
 Ao jogador voluntário do sexo masculino é atribuído o papel de Pai e ao do sexo
feminino o papel de Filha.
 Cada um dos jogadores lê em silêncio as instruções para o seu papel (e não tem
acesso às do outro).

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 Os restantes jogadores ficam a assistir à cena, como plateia.


INSTRUÇÕES PARA O PAPEL DE PAI
Tem uma filha adolescente que está numa fase terrível em que quer sair quase todas as
noites e chegar a casa a horas cada vez mais tardias. E que está sempre num
desassossego a pressioná-lo para você a deixar sair. Você está desconfiado que, quanto
mais a deixa ir, mais ela lhe sugere programas mais frequentes e arrojados.
Há uns dias, ela falou-lhe de uma festa importante que se passaria hoje à noite e você
disse-lhe que, em princípio, ela poderia ir. Mas esta semana chegaram-lhe aos ouvidos uns
boatos sobre as companhias menos aconselháveis da sua filha e sente que tem de lhe pôr
um travão antes que seja tarde demais e perca o controlo da situação. Por isso, resolveu
que hoje não a vai deixar sair à noite.

INSTRUÇÕES PARA O PAPEL DE FILHA


Hoje à noite vai acontecer uma festa muito importante, onde vão estar todos os seus
amigos. O seu pai tem-lhe dificultado as saídas, impondo restrições mais apertadas e
exigindo cada vez mais coisas absurdas como condição para poder sair (da última vez, não
a queria deixar sair porque não o tinha avisado com mais de uma semana de
antecedência).
Desta vez, tomou todos os cuidados possíveis, avisou-o com a máxima antecedência e ele
já lhe deu autorização para ir. Sabe que ainda vai ter que negociar com ele as horas de
regresso. Mas tem procurado agradar-lhe e hoje, durante o dia, ele mostrou-se muito
simpático. Por isso, está confiante de que ele a vai deixar chegar a horas mais tardias.
Neste momento, já está pronta para se ir embora, as suas amigas estão à sua espera à
porta de casa, e vai ter com o seu pai ao escritório para lhe perguntar (e negociar) a que
horas pode voltar.

INSTRUÇÕES PARA A CENA


A cena passa-se no escritório, onde o pai está à secretária, com os pés em cima desta e a
ouvir um relato de futebol com os auscultadores postos. A filha aparece à porta, já vestida
para sair para a festa, a perguntar a que horas tem de regressar.

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Cada um dos protagonistas deve ter alguns momentos para interiorizar o papel e deve
sentir-se livre para o poder adaptar ao seu estilo e capacidade de improviso.

A plateia deve permanecer em silêncio a observar a cena e tirar notas de todos os aspetos
que lhe parecerem relevantes.

1ª Parte - Realização da Cena


A cena deve durar cerca de 10 a 15 minutos.

2ª Parte - Discussão e Reflexão


No final, cada um dos protagonistas deve discutir como foi a sua experiência e, em
seguida, a plateia comenta livremente o que observou.

Questões Orientadoras da Reflexão


 Questão 1: Como foi a comunicação não-verbal das 2 personagens? Que emoções
expressaram?
 Questão 2: Que estilos de comunicação utilizaram? Como foi a dinâmica de
comunicação entre as 2 personagens?
 Questão 3: O que é que cada personagem teria dito se fosse assertiva na expressão
de sentimentos?

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Bibliografia

AA VV., Coletânea de Exercícios – Da liderança situacional à liderança transformacional, Ed.


Bee Consulting, 2007

Leite, A., Relações interpessoais e comunicação, Ed. CECOA, 2008

Pimpão, E., Os processos de comunicação em grupos, Manual – Curso de Formação


Pedagógica Inicial de Formadores, 2006, s/ ed

Stuart, R., Jogos para formadores: desenvolvimento de equipas, Ed. Monitor, 2000

Vieira, A., Manual de Técnicas de Comunicação, Ed. Instituto Bento de Jesus Caraça, 2007

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