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VOLUME 1: PRINClltlOS BÁSICOS DO DIMENSIONAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO 1. Introdução 2. Concreto
VOLUME 1: PRINClltlOS BÁSICOS DO DIMENSIONAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
1.
Introdução
2. Concreto
3.
Aços para concreto
4.
\,
5.
O material de construção concreto armado
Comportamento das estruturas de concreto armado
6.
Princípios básicos da verificação da segurança
7.
Dimensionamento à flexão composta
8.
Dimensionamento à força cortante
9.
Dimensionamento à torção
10.
Dimensionamento de peças comprimidas de concreto armado
VOLUME 2: CASOS ESPECIAIS DE DIMENSIONAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO 1. Armadura oblíqua à
VOLUME 2: CASOS ESPECIAIS DE DIMENSIONAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
1. Armadura oblíqua à direção da solicitação
2. Vigas-parede, consolos e chapas
3. Introdução de cargas ou forças concentradas
4. Articulações de concreto
5. Punção em lajes
6. Dimensionamento para cargas oscilantes ou muito freqüentemente repetidas
7. Concreto leve para estruturas
VOLUME 3: PRINCIPIOS BÁSICOS SOBRE A ARMAÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO 1. Generalidades sobre
VOLUME 3: PRINCIPIOS BÁSICOS SOBRE A ARMAÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
1.
Generalidades sobre o projeto e a execução
2.
Esforços solicitantes
3.
Generalidades sobre armaduras
4.
Ancoragem das barras da armadura
5.
Emendas das barras da armadura
6.
Forças devido à mudança de direção de peças comprimidas e tracionadas
7.
Armadura de peças fletidas
8.
Lajes
9.
Vigas e vigas T
10.
Lajes nervuradas em uma e mais direções, lajes ocas
11.
Nós de pórticos
12.
Vigas-parede e chapas
13.
Consolos
14.
Peças comprimidas
15.
Regiões de introdução de esforços
16.
Fundações
VOLUME 4: VERIFICAÇAo DA CAPACIDADE DE UTILlZAÇAo Limitaçio da Fissuraçfo, Deformações, Redi.tribulçio de Momentos
VOLUME 4: VERIFICAÇAo DA CAPACIDADE DE UTILlZAÇAo
Limitaçio da Fissuraçfo, Deformações, Redi.tribulçio de Momentos e Teoria da. Linhas de Ruptura em
Estruturas de Concreto Armedo
,. Verificação da capacidade de utilização
2.
Limitação da fissuração, limites das aberturas das fissuras
3.
Deformações das estruturas de concreto - Generalidades
4. Deformações devido à força normal, rigidez II deformação longitudinal
5. Deformações devido ã flexão, rigidez II flexão
6. Deformações devido II força cortante, rigidez II deformação transversal
7. Deformações devido II torção, rigidez II torção
8. Deformações no domfnio plástico (Estádio III)
9. Teoria das linhas de ruptura para estruturas laminares, em especial para lajes
VOLUME 6: CONCRETO PROTENDIDO
VOLUME 6: CONCRETO PROTENDIDO
VOLUME 6: PRINCIPIOS BÁSICOS DA CONSTRUÇÃO DE PONTES
VOLUME 6: PRINCIPIOS BÁSICOS DA CONSTRUÇÃO DE PONTES
ooornOODo
ooornOODo
6: PRINCIPIOS BÁSICOS DA CONSTRUÇÃO DE PONTES ooornOODo ( . ~ PREFÁCiO V PLANO DA OBRA

(

.~

PREFÁCiO V PLANO DA OBRA IX 1. GENERALIDADES SOBRE O PROJETO E A EXECUÇÃO 1.1
PREFÁCiO
V
PLANO DA OBRA
IX
1. GENERALIDADES SOBRE O PROJETO E A EXECUÇÃO
1.1 EVOLUÇÃO DOS TRABALHOS DE ENGENHARIA
1.2 DOCUMENTOS T~CNICOS NECESSÁRIOS
.
1.2.1 Desenhos
1.2.2 Mem6rias de Cálculo
2
1.2.3 Especificações de Execução
:
3
1.3 DIRETRIZES PARA A ESCOLHA DA FORMA DAS PEÇAS DE CONCRETO
3
1.4 ESCOLHA DOS MATERIAIS.
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4
1.4.1 Escolha Adequada das Classes de Concreto
4
1.4.2 Escolha Adequada do Tipo de Aço para Concreto
5
1.4.3 Utilização de Tipos Diferentes de Aço Simultâneamente
6
2. ESFORÇOS SOLICITANTES. • . • • • • • • • • . • • • • • • • • • • • • • . • • • . • • • • • • • •
• • • • • • • • • • • •
7
2.1 GENERALIDADES
7
2.2 CONDIÇOES DE APOIO.
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7
2.2.1 Apoio Livre à Rotação.
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7
2.2.2 Engastamento Pequeno
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8
2.2.3 Engastamento Moderado a Forte
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9
2.3 EXTENSÃO DO APOIO
10
2.4 VÃOS
10
2.5 OR I ENTAÇÃO PARA A DETERMINAÇÃO DOS
ESFORÇOS SOLICITANTES.
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11
2.6 ESFORÇOS SOLICITANTES DETERMINANTES DO DIMENSIONAMENTO.
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16
2.6.1 Momentos Fletores Determinantes.
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16
2.6.1.1 Momentos Negativos nos Apoios
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16
2.6.1.2 Momentos Positivos nos Apoios.
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17
2.6.1.3 Momentos Positivos nos Vãos
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17
2.6.1.4 Momentos Negativos nos Vãos
.
18
2.6.2 Forças Cortantes Determinantes
19
2.6.3 Reações de Apoio Determinantes
19
3. GENERALIDADES SOBRE A ARMAÇÃO
'
21
3.1 OBJETIVOS DA ARMAÇÃO
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21
3.2 DISPOSiÇÃO MAIS FAVORÁVEL DA ARMADURA.
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22
3.3 LIGAÇÃO DAS BARRAS DA ARMADURA PARA A FORMAÇÃO DE CONJUNTOS RIGIDOS
"
22
3.4 ESCOLHA DOS DIÂMETROS E ESPAÇAMENTOS DAS BARRAS.
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23
3.5 ACÚMULO DE BARRAS DA ARMADURA
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25
3.6 COBRIMENTO DE CONCRETO.
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25
3.7 RACIONALIZAÇÃO DA ARMADUR A
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29
6. FORÇAS DEVIDO OU COMPRIMIDAS . 73 À MUDANÇAS DE DIREÇÃO DE PEÇAS TRACIONADAS 4.
6. FORÇAS DEVIDO
OU COMPRIMIDAS
.
73
À MUDANÇAS DE DIREÇÃO DE PEÇAS TRACIONADAS
4.
ANCORAGEM DAS BARRAS DA ARMADURA
31
6.1 GENEHALIDADES
.
73
4.1
ESFORÇOS
DE FENDILHAMENTO NA ZONA DE ANCORAGEM
31
6.2 BARRAS TRACIONADAS
EM CANTOS
REENTRANTES
-
73
4.2
SOBRE A LOCALIZAÇÃO DAS ANCORAGENS
32
6.2.1 ÂngulOS
Pequenos
73
4.3
ANCORAGENS
DE BARRAS TRACIONADAS
34
6.2.2 Ângulos Grandes
73
4.3.1
Ancoragens de Extremidades
Retas,
por Aderência
.
34
6.3 BARRAS COM CURVATURA
CONT(NUA
.
74
4.3.1.1
Generalidades
.
34
6.3.1 Grandes Curvatura,
Empuxo ao Vazio Absorvido
por Estribos
. .
74
4.3.1.2
Qualidade
da
Aderência
em
Funçio
da
Situação
da Barra
por
Ocasião
da
Concre-
6.3.2 Pequena Curvatura,
Empuxo ao Vazio Absorvido pelo
Cobrimento de Concreto
75
tagem
34
6.4 CURVADAS
~ARRAS
EM
UM
PLANO PARALELO
À SUPERFICIE EXTERNA
76
4.3.1.3
Tensão Admissível de Aderência na Região da Ancoragem
.
35
4.3.1.4
Comprimento de Ancoragem Necessário
37
6.5 BARRAS COM GRANDE
CURVATURA OU BARRAS DOBRADAS
.
77
4.3.1.5
Segurança
Contra
os
Esforços
de
Tração
Transversal
(Esforços
de
Fendilhamento)
6.6 FORÇAS
DEVIDO
À MUDANÇAS
DE
DIREÇÃO
DE
FORÇAS
DE
COMPRESSÃO
NO CON-
na
38
Região da Ancoragem
.
CRETO
.
79
4.3.2
Ancoragem com Ganchos Fechados e Ganchos Abertos
.
39
4.3.3
Ancoragem em Laço
.
43
7. ARMADURA DE PEÇAS
FLETIDAS
.
.
81
4.3.3.1
43
7.1 ESCALONAMENTO DA ARMADURA
LONGITUDINAL
.
81
Laços sem Armadura Transversal
4.3.3.2
Laços com Armadura Transversal
.
.
44
7.1.1 Diagrama dos
.
81
Esforços de Tração, Varor do Deslocamento
do Diagrama de Momentos
4.3.4
.
.
7.1.2 Cobertura dos
.
83
Ancoragem com Barras Transversais
Soldadas, Malhas de Aço Soldadas
46
Esforços de Tração,
Escalonamento da Armadura
4.3.5
Ancoragem de Feixes de Barras
.
48
7.1 .3
Ancoragem de Barras
Longitudinais Escalonadas
.
84
4.3.6
Dispositivos e Peças de Ancoragem
.
49
7.1.3.1 Comprimento de Ancoragem de Barras Retas
.
84
4.4
ANCORAGENS
50
7.1.3.2 Comprimento de Ancoragem de Barras Dobradas
.
.
.
.
.
.
.
86
DE BARRAS COMPRIMIDAS
7.2 ANCORAGEM DAS
BARRAS
LONGITUDINAIS NOS
APOIOS
.
86
5.
53
EMENDAS DAS BARRAS DA ARMADURA
7.2.1 Comprimento de Ancoragem nos Apoios Extremos
. '.'
86
7.2.2
53
Comprimento de Ancoragem nos Apoios
Intermediários
.
87
5.1
GENERALIDADES
53
7.3
ADER'~NCIA
EM ZONAS TRACIONADAS
NA FLEXÃO
'
.
5.2
88
EMENDAS
DIRETAS
5.2.1
à
53
Emendas Soldadas Solicitadas
Tração e à Compressão
.
8. LAJES
.
.
91
5.2.2
55
Emendas com
Luvas Rosqueadas
91
5.2.3
56
8.1 GENERALIDADES
Emendas com Luvas de Pressão para
Barras Nervuradas
.
5.2.4
57
Emendas com Luvas Termite
.
8.1.1 Dimensões .
·
.
91
5.2.5
57
:
Emendas de Contato para Barras Comprimidas
8.1.2 Sobre o
Comportamento
Resistente e a Determinação
dos Esforços SoJicitantes
92
5.3
59
EMENDAS
INDIRETAS SOLICITADAS
À
TRAÇÃO
.
8 .2
LAJES APOIADAS
EM
UMA DIREÇÃO
.
92
5.3.1
Emendas
por
Traspasse
com
Extremidades
Retas,
com
Ganchos
Fechados
ou
com
Ganchos
8.2.1 Lajes de Um S6 Vão,
sem Engastamento
92
59
Abertos
.
:
.
8.2.2 Lajes com Um S6 Vão,
Engastadas na Extremidade
.
.
95
59
95
5.3.1.1
8.2.3 Lajes Contínuas de Vários Vãos
.
.
Generalidades
.
61
96
5.3.1
:2
Comprimento de Traspasse Necessário
8.2.4 Armadura Transversal
5.3.1.3
65
Emendas por Traspasse
de Feixes de Barras
.
.
96
8.2.4.1 Carga Uniformemente Distribuída
5.3.1
.4
65
Armadura Transversal
8.2.4.2 Apoio Paralelo à Direção do Vão,
Não Considerado
Estaticamente
99
5.3.2
67
Emendas por Traspasse
com Ganchos Grandes
100
8.2.5 Armadura em Bordos Livres
.
5.3.3
67
Emendas por Traspasse
com Laços
.
.
100
8.2.6 Armadura de Cisalhamento
em Lajes
.
.
.
5.3.4
68
Emendas por Traspasse
' "
.
.
.
100
de Malhas de Aço Soldadas
8.2.7 Consideração de Cargas Concentradas
68
8.2.8 Consideração de Cargas
Lineares
.
.
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.
106
5.3.4.1
Generalidades
.
Retangulares
.
106
5.3.4.2
Emendas
por Traspasse
de
Barras
Resistentes,
em Dois Planos, sem Armadura
Envol-
8.2.9 Lajes Apoiadas em Uma Direção com Aberturas
69
vendo a Emenda
.
RETANGULARES APOIADAS
EM
DUAS
DIREÇÕES
.
108
8.3 LAJES
5.3.4.3
Comprimento
de
Traspasse
de
Barras
Resistentes,
em
Dois
Planos,
sem
Armadura
110
8.3.1. Lajes Retangulares Apoiadas nos Quatro
Lados
69
Envolvendo a Emenda
.
.
.
.
.
.
.
70
8.3.1.1 Apoios
Livres
.
.
110
5.3.4.4
à Rotação em Todo Contorno
cargas Alternadas e
Repetidas
'. '
70
8.3.1.2 Bordos Engastados
.
.
.
.
.
.
111
5.3.4.5
Emendas das Barras Transversais
de Malhas
8.3.1.3 Lajes
Retangulares Contínuas Apoiadas em Duas Direções
. .
:
.
114
5.4
71
EMENDAS
POR TRASPASSE SOLICITADAS
À
COMPRESSÃO
XIII
XII
8.3.2 Lajes Retangulares Apoiadas em Três Lados 115 8.3.2.1 'Apoios Livres à Rotação 115 8.3.2.2
8.3.2 Lajes Retangulares Apoiadas em Três Lados
115
8.3.2.1 'Apoios Livres à Rotação
115
8.3.2.2 Engastamento Perfeito.
.
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117
8.3.2.3 Laje Engastada em Três Lados, com Um Trecho em Balanço.
.
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118
8.3.3 Lajes Retangulares Apoiadas em Dois Lados, Formando Um Ângulo Reentrante.
.
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.
118
8.3.3.1 Apoios Livres à Rotação
118
8.3.3.2 Engastamento Perfeito.
.
.
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118
8.3.4 Laje em Balanço Sobre Um Canto de Parede
118
8.3.5 Lajes Sobre Pilares Individuais.
,
.
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121
8.3.5.1 Lajes de Pisos sem Vigas
.
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121
8.3.5.2 Lajes·Cogumelo
:
.
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.
126
8.4 ABERTURAS EM LA JES RETANGULARES APOIADAS EM DUAS DIREÇOES
'. '
127
8.5 RETANGULA RES COM APOIOS DESCONTINUOS
LAJES
.
.
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127
8.6 TRI A NGULA RES
LAJES
:
.
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.
.
.
128
8.7 LAJES CIRCULARES E EM COROA DE CfRCULO
129
9. VIGAS E VIGAS T
133
9.1 GENERALIDA DES
133
9.2 TI POS E ESCOLHA DA ARMADURA DE CISALHAMENTO
133
9.2.1 Estribos
135
9.2.2 Estri bos em Malha
137
9.2.3 Arm aduras Suplementares de Cisalhamento
138
9.2.4 Espaçamento e Diâmetros de Estribos, Espaçamento das Armaduras Suplementares de
Ci sal hamento
,
138
9.2.5 Barras Dobradas
139
9.2.6 Escalonamento da Armadura de Oisalhamento
140
9.3 ARM A DU RA LONGITUDINAL EM ALMAS DE VIGAS ALTAS
142
9.4 PART ICULARIDADES NOS CASOS DE VIGAS T
144
9.4. 1
Distr ibuição da Armadura do Banzo
em Vigas T
Flanges
144
9.4.2
Ar mad ura de Costura para Mesas ou
.
145
9.4. 3
Introdução de Momentos Fletores Transversais à Alma
148
9.5 VIGAS ESBELTAS DE UM SÓ VÃO (~/h~ 8)
.
149
9.6 VIGAS ESBELTAS CONTfNUAS (~/h ~ 8)
150
9.7 VIGAS ESBELTAS EM BALANÇO
153
9.8 VIGAS COMPACTAS (2 ";; ~/h< 8 ) E CARGAS PRÓXIMAS AOS APOIOS
154
9.9 TRANSMISSÃ O INDIRETA DE CAR GAS OU A POIO INDIRETO DE VIGAS
156
9.10 CARGAS PEN DURADAS
159
9.11
APOIOS DE A LTURA REDUZIDA
160
9.12 VIGAS COM A BERTURAS NA ALMA
.
164
9.13 VIGAS SOLICITA DAS À TORÇÃO
166
9.13.1 Torção Simples
.
.
.
.
.
166
9.13.2 Solicitação Combi nada de Torç ão, Força Cortante e Flexão
.
170
10. LAJES NERVURADAS EM UMA E MAIS DIREÇÕES; LAJES OCAS
171
10.1
LAJES NERVURADAS
171
XIV

1

I

II

10.2 LAJES NERVURADAS EM MAIS DE UMA DIREÇÂO 174 10.3 LAJES OCAS 175 10.3.1 Lajes
10.2 LAJES NERVURADAS EM MAIS DE UMA DIREÇÂO
174
10.3 LAJES OCAS
175
10.3.1 Lajes Ocas Apoiadas em Uma Direção (Espaços Vazios na Direção do Vão)
175
10.3.2 Lajes Ocas Apoiadas em Duas Direções
175
10.3.3 Lajes Ocas Apoiadas em Duas Direções com Elementos de Fôrma Paralelepipédicos
177
10.4 OUTROS TIPOS DE PISOS
177
11.
NÓS DE PÓRTICOS
179
11.1
DESENVOLVIMENTO DOS ESFORÇOS NO INTERIOR DO NÓ
179
11.2 NÓS DE PÓRTICOS COM MOMENTOS NEGATIVOS (TRAÇÃO EXTERNA)
180
11.3 NÓS DE PÓRTICOS COM MOMENTOS POSITIVOS (TRAÇÃO INTERNA)
183
11.3.1 Nós em Ângulo Reto
.
183
11.3.2 Nós com Ângulos Obtusos ou Agudos
190
11.3.3 Muros de Arrimo de Flexão
191
11.3.4 Ligação de Pilares de Pórticos com Lajes (no Caso de Grandes Forças Horizontais)
192
11.3.5 Ligação de Traves a Pilares ExternQs Contínuõs
192
195
12.
VIGAS-PAREDE OU CHAPAS
195
12.1 VIGAS·PAREDE COM APOIO DIRETO, CARREGADAS EM CIMA
.
.
.
12.1.1 Vigas·Parede de Um Só Vão
195
12.1.2 Vigas-Parede Contínuas
195
199
12.1.3 Paredes Estruturais em Balanço
.
12.2 VIGAS·PAREDE COM CARGA PENDURADA EMBAIXO
199
12.3 VIGAS-PAREDE COM APOIO INDIRETO
202
12.4 PISOS DE EDIFICIOS, PAREDES DE CONTRAVENTAMENTO E TABULEIROS DE PONTES
.cOMO CHAPAS
205
12.5 ARMADURA DE CHAPAS DE PISO E PAREDES ESTRUTURAIS DE CONTRAVENTAMENTO .
208
13. CONSOLOS
209
. 13.1 CONSOLOS CARREGADOS DIRETAMENTE
209
13.2
CONSOLOS CARREGADOS INDIRETAMENTE
213
14. PEÇAS COMPRIMIDAS
215
215
14.1 PRINCfplOS BÁSICOS PARA A ARMAÇÃO DE PEÇAS COMPRIMIDAS
215
14.2 PILARES DE CONCRETO ARMADO
"
220
14.3 CASOS ESPECIAIS DE EXECUÇÃO DE PILARES PARA EDIFICIOS ALTOS
220
14.3.1 Pilares com Núcleos de Aço
221
14.3.2 Pilares com Aço de Alta Resistência
14.4 INTERPENETRAÇÃO DAS ARMADURAS DOS PILARES E DO PISO
222
14.5 PAREDES ESTRUTURAIS
226
14.6 PAREDES DE SUBSOLO SUBMETIDAS A EMPUXO DE TERRA
228
15.
RE GiÕES DE INTRODUÇÃO DE ESFORÇOS
229
15.1
PRINCIPIOS BÁSICOS
.
.
.
.
229
15. 2
TIPOS DE ARMADURA DE FENDILHAMENTO ADEQUADAS
.
230
XV
16. FUNDAÇÕES . . . . . . . . . . . . .
16.
FUNDAÇÕES
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235
16.1 OBSERVAÇÃO PRELIMINAR.
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235
16.2 SAPATAS CORRIDAS PARA CARGAS TRANSMITIDAS POR PAREDES.
.
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232
16.3 FUNDAÇÕES ISOLADAS PARA PILARES
241
16.3.1 Fundações com Carregamento Predominantemente Centrado
241
16.3.1.1 Blocos de Concreto Simples
241
16.3.1.2 Sapatas Armadas
242
244
16.3.1.3 Segurança de Sapatas Armadas à Punção
;
16.3.1.4 Segurança Contra a Ruptura da Aderência e Contra Ruptura por Fendilhamento
247
250
16.3.2 Sapatas para Pilares Carregados Excentricamente
251
16.3.3 Fundações para Pilares Pré-Moldados
251
16.3.3.1 Fôrmas com Superfícies Rugosas
254
16.3.3.2 Fôrmas
com
Superffcies
Lisas
-
.
254
16.4 SAPATAS CORRIDAS PARA PILARES
"
"
"
" "
255
16.5 RADIERS PARA CARGAS DE PAREDES
', '
258
16.6 RADIERS PARA PILARES
258
16.7 ANCORAGEM DE PILARES DE AÇO NAS FUNDAÇÕES
260
16.8 BLOCOS DE COROAMENTO DE ESTACAS
.
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BIBLIOGRAFIA
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265
"
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"
XVI
1. Generalidades sobre o projeto e a execução
1. Generalidades sobre o projeto e a execução
1.1 EVOLUÇAO DOS TRABALHOS DE ENGENHARIA é Projetar e construir bem uma obra é uma
1.1 EVOLUÇAO DOS TRABALHOS DE ENGENHARIA
é
Projetar e construir bem uma obra é uma arte que pressupõe o conhecimento amplo e
yariado dos materiais, do desenvolvimento dos esforços, do dimensionamento, da execução e do
comportamento, mas também uma ampla observação de obras, o exercício da profissão, além de
aptidão natural. Em sua atividade, o engenheiro deveria sempre, por isso, aspirar não somente a uma
boa construção, mas, também, a uma bela forma.
1.2 DOCUMENTOS T':CNICOS NECESSARIOS
Para haver entendimento claro e perfeito entre o proprietário, o arquiteto, o engenheiro,
o empreiteiro e os órgãos públicos na implantação de uma obra são necessários os seguintes documen-
tos técnicos:
- desenhos de projeto, memória de cálculo com esquemas estruturais, desenhos de execução,
relação de itens e quantidades de serviço, especificações e exigências de qualidade (particularmente
importantes), cronograma de execução; no caso de haver utilização de elemertos construtivos recente-
mente desenvolvidos, verificações especiais de segurança, acompanhadas eventualmente de certificados
de ensaios e de relatórios de verificação do engenheiro verificador. *
Na DIN 1045, Cap. 3, estão descritos, detalhadamente,os "Documentos Técnicos" necessários.
1_2.1 Desenhos
O projeto de uma obra é representado por desenhos de conjunto: vistas, cortes e plantas, nas
escalas 1 : 100 ou 1 : 200; detalhes construtivos, nas escalas 1 : 20, 1 : 10, 1 : 5 ou 1 : 1. Os desenhos

o in ício das atividades de Engenharia em uma obra planejada é o projeto que, em geral, deve ser executado por engenheiros e arquitetos, em trabalho conjunto, pois forma e construção depen- dem intimamente uma da outra. Para o projeto de uma estrutura, é importante a experiência, que permite: escolher o material mais favorável, sob os pontos de vista técnico e econômico e um sistema estrutural adequado; orientar para um tipo de execução favorável; avaliar as dimensões das peças estruturais o mais exatamente possível ou calculá-Ias aproximadamente, a partir de hipóteses as mais simples possíveis. As dimensões são então verificadas e melhoradas através de cálculo preliminar, . quando então se devem esboçar os detalhes construtivos e examinar sua exeqüibilidade. O projeto representado em desenhos de conjunto, com vistas gerais. Seguem-se após os cálculos estruturais definitivos, com o dimensionamento, quando então se devem verificar as exigências de segurança quanto à capacidade resistente e à de utilização. Finalmente, elaboram-se os detalhes construtivos e produzem-se os desenhos de execução. Para isso, é necessário, freqüentemente, prever e levar em conta, até o detalhe, o processo de execução.

* N. R. T. o engenheiro verificador (Prüflnf/llnleur) é geralmente um engenheiro consultor independente, contratado
* N. R. T. o engenheiro verificador (Prüflnf/llnleur) é geralmente um engenheiro consultor independente, contratado pelO 6rglo
p6bllco proprietário da obra, pere .fatuar a veriflcaçd'o formal do projeto. no caso de obras de grande Importêncla.
que contêm a localização e a designação das peças estruturais· servem como esquema de conjunto
que contêm a localização e a designação das peças estruturais· servem como esquema de conjunto
para o cálculo estrutural.
Para a execução da obra, é necessário elaborar os desenhos de execução (working drawings):
Desenhos de fôrmas (concrete drawings), nas escalas 1 : 50, 1 : 25 ou 1 : 20. Compreendem
plantas - que representam a vista superior das superfícies das fôrmas - e cortes na estrutura con-
cluída. Estes desenhos contêm todas as dimensões, cotas, elevações, rebaixos, aberturas, canalizações
embutidas no concreto, indicações sobre os materiais, juntas, vedações etc.;
Desenhos de armaduras (reinforcing drawings), nas escalas 1 : 50, 1 : 25 ou 1 : 20; detalhes
nas escalas 1 : 10, 1 : 5 e 1 : 1. Destinam-se à representação das armaduras, com indicação da forma
das barras, diâmetros, quantidades, espaçamentos entre barras, posição das camadas, comprimentos de
emenda e de ancoragem, medidas exatas de cada barra individualmente ou das malhas de armadura,
diâmetros dos pinos de dobramento, marcas (posições) para a lista de barras, cobrimento de concreto,
indicações sobre o tipo de aço e o traço e classe de resistência do concreto. No caso ue armaduras
padronizadas, é suficiente dar essas indicações sob a forma de tabelas, que, no futuro, poderão ser
fornecidas por computador;
Desenhos de fabricaç60, no caso de pré-moldados. Em geral, para cada peça pré-moldada
(prefabricated element), existe um desenho de fabricação separado, contendo a fôrma e a armadura,
com indicação da qualidade dos materiais, tolerâncias nas dimensões, ganchos de suspensão para
transporte, peso da peça, instruções para transporte etc.;
Desenhos de escoramentos, de fôrmas complicadas e de processos de montagem.
1.2.2 Memórias de Cálculo
O prefácio de uma memória de cálculo deve conter indicações sobre o fluxo dos esforços
na estrutura, conforme serviu de base ao cálculo estrutural (como, por exemplo, a absorção das cargas
de vento).
O cálculo propriamente dito fornece essencialmente a demonstração da estabilidade da
estrutura e o dimensionamento das peças estruturais. Em casos complicados, devem-se acrescentar
croqui e indicações sobre a seção transversal e a disposição da armadura. São importantes, também,
a avaliação do terreno de fundação, quanto a recalques e à segurança da fundação, a verificação da
capacidade de utilização
relativamente a deformações, aberturas de fissuras, vibrações etc . Conforme o
caso, é necessário levar em consideração as influências da temperatura, da retração e da deformação
lenta. Freqüentemente, é necessário calcular, também, a estrutura para as diversas fases de execução,
bem como os escoramentos e as fôrmas.
Todas as demonstrações devem ser facilmente verificáveis; a bibliografia utilizada deve ser
indicada; fórmulas e expressões não usuais, provenientes de bibliografia dificilmente acessível, devem
• N. R . T. Este tipo de desenho, como documento de projeto, não II
N. R . T.
Este tipo de desenho, como documento de projeto, não II usual entre nós . Da acordo com a NB-16 , a .designação das peças
é feita nos próprios desenhos de fôrmas e de armaduras.

2

1. Generalidades Sobre o Projeto e a Execução
1. Generalidades Sobre o Projeto e a Execução
ser deduzidas. Mesmo após decorridas algumas décadas, deverá ser possível verificar um cálculo (por exemplo,
ser deduzidas. Mesmo após decorridas algumas décadas, deverá ser possível verificar um cálculo (por
exemplo, para a execução de reformas ou de consertos). ~ indispensável que a escrita seja bem legível.
1.2.3
Especificações de Execuçio
Nas especificações de execução, devem ser resumidas as instruções para a execução da obra
(como, por exemplo: a localização adequada das juntas de construção; a seqüência de implantação da
obra ou das fases de execução; eventualmente a proteção contra variações bruscas de temperatura; exi-
gências para superfícies de concreto aparente; o processo de montagem para peças pré-moldadas etc.).
1.3 DIRETRIZES PARA A ESCOLHA DA FORMA DAS PECAS DE CONCRETO
A fabricaç60 do concreto - que é produzido como uma massa pastosa - permite dar qual-
quer tipo de forma à peça estrutural. Dá-se preferência, no entanto, a formas com superflcies simples,
planas, de modo que se possam utilizar fôrmas (formwork, shuttering) simples, fabricadas com painéis
planos, como, por exemplo, de madeira compensada. No caso de utilização muito repetida, vale a
pena adotar fôrmas metálicas, sendo necessário prever a maneira mais fácil de desformar. Para superfí-
cies com uma só curvatura, podem-se construir fôrmas econômicas com ripas pequenas de madeira
ou com chapas de aço dobradas; já as superfícies com dupla curvatura exigem fôrmas de alto custo,
que só excepcionalmente se revelam compensadoras. As fôrmas devem ser suficientemente enrijecidas,
de modo a conservar sua forma mesmo sob a ação das fortes pressões que ocorrem por ocasião da
concretagem e do adensamento.
A escolha da forma é fortemente influenciada pelo processo de fabricação do concreto:
1. Concreto moldado no local (concrete cast in situ) é o concreto executado no local da
obra, em fôrmas montadas sobre escoramento, e que exige formas simples e que as peças tenham
espessura suficiente. A continuidade monolítica de todas as partes da estrutura que daí resulta é
vantajosa e conduz a reservas de segurança, devidas aos esforços hiperestáticos.
2. Peças pré-fabricadas (prefabricated elements) são as partes pré-moldadas da estrutura,
em usina ou no local da obra, e posteriormente montadas. Nesse caso, deve-se procurar obter o
menor número possível de formas e o maior número poss(vel de peças com a mesma forma. Quando
o número de peças é grande, a forma pode ser complicada, desde que, ct>m isso, se economize em
material, peso ou mão-de-obra. Os pesos de transporte e os equipamentos de elevação devem ser
compatíveis entre si. O projeto das ligações, para junção das peças pré-moldadas, é um problema
construtivo, cuja solução exige cuidado especial (técnica das juntas).
Não se deve adotar dimensões excessivamente delgadas, porque causam dificuldades para
a armadura, para a concretagem e para o adensamente, principalmente em almas de vigas e em paredes.
Não se deve ligar peças delgadas a peças espessas, a fim de evitar tensões internas elevadas, provocadas
pela retração e pelos efeitos da temperatura, nas zonas de transição. Não devem existir peças muito
grossas, com dimensões > 80 cm em 3 direções porque provocam o aparecimento de tensões e
fissuras devido ao elevado calor de hidratação; quando essas peças forem necessárias, deve-se empre-
gar um tipo de cimento e adotar um traço de concreto que produzam baixo calor de hidratação,
ou, então, resfriar o concreto ou protendê-Io moderadamente.
3

r

1

1.4 ESCOLHA DOS MATERIAIS 1.4.1 Escolha Adequada das Classes de Concreto Concreto simples (plain concrete)
1.4 ESCOLHA DOS MATERIAIS
1.4.1 Escolha Adequada das Classes de Concreto
Concreto simples (plain concrete) , antigamente denominado também concreto socado:
8n 50, 8n 100,8n 150
-
para fundações, paredes, muros de arrimo etc., no caso de solitações
baixas;
8n 150; 8n 250, 8n 350
- para paredes de subsolos, paredes portantes delgadas em edifícios, ou
pilares grossos de pontes.
Concreto armado (reinforced concrete):
8n 150
para peças estruturais simples de ediHcios, submetidas a baixas solicitações,
sem perigo de corrosão e também para fundações; não deve ser empregado
para peças delgadas;
-
8n250
-
para estruturas de ediHcios usuais;
8n 350, 8n 450
- para estruturas de ediHcios com solicitações elevadas; para pontes e
outras obras de custo elevado; para peças pré-moldadas; para estruturas de
qualquer tipo em concreto protendido;
8n550
-
para concreto moldado no local, em peças estruturais não muito delgadas,
com solicitações muito elevadas; para pontes e outras obras de arte; para
peças pré-moldadas, também em edifícios; para construções de alto custo
em concreto protendido;
Classes de concreto de resistlncias mais elevadas até a 8n SOO -
não normalizadas, necessi-
tam aprovação especial dos órgãos públicos de fiscalização; exigem uma
inspeção extremamente cuidadosa e freqüente controle de qualidade;
são especificadas, por exemplo, para dormentes de concreto protendido.
Concreto leve (/ight weight concrete) [ 2 ] : simples e armado, quando for especificado
isolamento térmico ou baixo peso, entre outras razões, para o transporte.
No caso de grandes vãos ou de muitos andares, o peso menor resulta fre-
qüentemente em economia na armadura, no aço de protensão ou nas
fundações.
De acordo com as "Diretrizes para Concreto Leve Simples e Armado com Textura Densa"
(versão de junho de 1973), deve-se observar o seguinte:
L8n 100, L8n 150
- podem ser utilizadas para concreto leve armado, somente no caso de
carregamento predominantemente estático; a classe LBn 100 somente para
peças tipo parede;
L8n 350 e mais elevadas - necessitam, por enquanto, de aprovação em casos isolados ou licença.
Para a armadura, deve-se utilizar somente barras nervuradas ou malhas de
aço soldadas.
Considerações econ6micas
Os custos dos agregados e do cimento são decisivos. Muitas vezes agregados mais caros
4
1. Generalidades Sobre o Projeto e a Execuçio
1. Generalidades Sobre o Projeto e a Execuçio
tornam-se vantajosos, pois uma granulometria bem graduada resulta numa textura maios densa, neces- sitando menos
tornam-se vantajosos, pois uma granulometria bem graduada resulta numa textura maios densa, neces-
sitando menos cimento. Agregados com granulometria descontínua podem ser mais econômicos e
produzir concreto de melhor qualidade, no caso de armaduras com malhas abertas.
1.4.2 Escolha Adequada dos Tipos de Aço para Concreto
8St22/34
(Aço para concreto I)
Hoje em dia, é ainda utilizado quase que exclusivamente para as denomina-
das "armaduras construtivas", em zonas pouco solicitadas, e como arma-
dura de compressão; deve-se limitar o uso de barras lisas (plain bars) a
,p ~ 8 mm e exigir barras nervuradas (deformed bars) para ,p > 8 mm.
Nos casos em que as barras posteriormente devam ser de novo dobràdas
- como, por exemplo, barras de espera em juntas de concretagem - deve-se
uti I izar de preferência o aço para concreto I.
8St 42/50
S6 é fornecido com nervuras.
!: adequado a todos os tipos de armaduras
(Aço para concreto III)
principais. O BSt III U só é soldável dentro de certas condições, porém é
mais barato que o BSt III K.
BSt50/55
!: usado geralmente sob a forma
de malhas soldadas - constituídas de
(Aço para concreto IV)
preferência por barras nervuradas (welded wire mesh) para armadura de
lajes, paredes e outros tipos de estruturas laminares. As malhas podem
ser dobradas como um todo e funcionam então como estribos em malha,
estribos de pilares, armadura de torção etc.
Definições,
propriedades e marcas caract€rísticas de fabricação dos aços para concreto
são descritas e comentadas na DIN 488, Fls. 1,2 e 4 (ver também [ 1 a], Cap. 3).
Para a encomenda de barras ou de malhas de aço para concreto armado foram estabelecidas
certas denominações; por exemplo, uma "barra de 20 mm de diâmetro, de aço BSt 42/50 RU (nervura-
do, sem tratamento) com comprimento nominal de 12 m, é determinada pelas indicações:
"Barra de aço para concreto 20 DI N 488 -
BSt 42/50 RU -
12"
Uma malha de aço para concreto é determinada pelas seguintes indicações:
a)
Forma de execução;
b)
Espaçamento das barras longitudinais em mm;
c)
Espaçamento das barras transversais em mm;
d)
Diâmetro das barras longitudinais em mm;
e)
Diâmetro das barras·transversais em mm;
d)
e e) eventualmente, com acréscimo de um D, para barras duplas;
f)
Comprimento da malha em m;
g)
L argura da malha
em m;
h)
Sobreposição das barras longitudinais em mm;
i)
Sobreposição das barras transversais em mm.
Exemplo. Malha de aço para concreto, não-soldada, constitu ída de barras nervuradas BSt 50/55 R K
(n ervurado e deformado a frio) :
5

r

"Malha de aço para concreto X 150 x 250 x 10 x 8 DIN 488
"Malha de aço para concreto
X 150 x 250 x 10 x 8 DIN 488
- RK - 5,0 x 2,15 -125/125 -
25/25".
No caso de malhas soldadas, não se indica o X .
No mercado alemão existem os seguintes diâmetros de barras:
- barras individuais: (5), 6, 8,10,12,14,16,18,20,22,25,28, (32,36,40) mm;
- malhas de aço soldadas: 4 a 12 mm, variando de 0,5 em 0,5 mm;
- malhas de aço não-soldadas: 4,6,8,10,12 mm.
1.4.3 Utilizaçio Simultinea de Tipos Diferentes de Aço
Em princípio, no dimensionamento à ruptura, podem ser utilizados concomitantemente tipos
dif e rentes de aço par a concreto, cada um com aproveitamento integral do seu limite de escoamento Ps '
Entretanto, para a armadura principal em uma seção transversal, deve-se adotar um só tipo
de aço, pa ra evitar uma poss(vel troca de barras na obra (por exemplo, no caso de barras com o mesmo
diâmetro).'
Nas direções longitudinal e transversal podem ser dispostos tipos de aço diferentes, como
por exemplo, em lajes, ou, np caso de vigas e pilares, para os estribos e para a armadura longitudinal.
2. Esforços solicitantes
2. Esforços solicitantes
2.1 GENERALIDADES Para o cálculo dos esforços solicitantes, idealiza-se a estrutura real, ou suas partes,
2.1 GENERALIDADES
Para o cálculo dos esforços solicitantes, idealiza-se a estrutura real, ou suas partes, por meio
de modelos estruturais, que, em estruturas de edif(cios, são geralmente modelos de estruturas lineares
simples (vigas, pórticos etc.).
Os esforços solicitantes (internal forces, action effects) resultam de cargas (due to loads); em
sistemas estruturais hiperestáticos, freqüentemente, resultam também de efeitos de coação (due to
restra int) , como por exemplo, os devido à retração, ao recalque de apoios, às variações de temperatura
etc. Os esforços solicitantes provenientes de cargas têm que ser sempre levados em consideração no
dimensionamento; os provenientes de efeitos de coação, o são somente quando sua influência na soma
dos esforços solicitantes - mesmo para a determinação da carga-limite exigida - for desfavorável.
Desejando-se levar em conta uma eventual ação favorável dos efeitos de coação, é necessário observar
que esses efeitos podem ser acentuadamente reduzidos pela diminuição da rigidez (stiffness) no Está-
dio II. Pode-se levar em conta a redução dos esforços solicitantes provenientes de efeitos de coação
provocados pela deformação lenta do concreto.
Para o cálculo dos esforços solicitantes em estruturas usuais de edif(cios é necessário, em
geral, admitir hipóteses simplificadoras para a distribuição do carregamento, para as condições de
apoio e, no caso de sistemas hiperestáticos, também para as relações de rigidez entre as diversas partes
da estrutura. As hipóteses para o modelo estrutural (= sistema estático) devem ser tais que as dife-
renças entre o cálculo e a realidade sejam as m(nimas poss(veis. Os esforços resultantes de efeitos
desprezados, em relação à realidade, devem ser, entretanto, estimados e levados em consideração
por meio de uma armadura "construtiva". "Armadura construtiva" é a adotada sem comprovação
anal (tica, para evitar fissuras muito abertas.
2.2 CONDIÇOES DE APOIO Na escolha do sistema estático, as condições de apoio têm papel
2.2 CONDIÇOES DE APOIO
Na escolha do sistema estático, as condições de apoio têm papel decisivo. Via de regra,
essas condições não podem ser determinadas com precisão; freqüentemente, por exemplo, admite-se
apoio livre à rotação para lajes ou vigas, embora sua ligação monol(tica com pilares ou paredes, ou a
existência de cargas que atuem sobre os apoios (supports), impeçam a livre rotação. As condições reais
de apoio, quase sempre, estarão situadas entre as condições extremas de apoio livre à rotação (por
exemplo, apoio em linha ou pêndulo) e engastamento perfeito (por exemplo, extremidade de viga
engastada em uma parede). Antes de se iniciar o cálculo de uma estrutura, é necessário estabelecer
claramente até que ponto a ligação de uma peça estrutural com outra poce, ou deve, ser levada em
conta. As indicações a seguir podem servir de orientação.
2.2.1 Apoio Livre ã Rotaçio
A rigor, só existe em apoios puntuais (esféricos) ou sobre uma linha (cil(ndricos).
Apa-
relhos de apoio de elastômeros estreitos ou articulações de concreto dão um momento de engastamento
pequeno, desprez(vel. No caso de lajes, ou vigas, concretadas diretamente sobre alvenaria ou sobre paredes
pequeno, desprez(vel. No caso de lajes, ou vigas, concretadas diretamente sobre alvenaria ou sobre
paredes de concreto sem armadura de ligação, pode-se admitir apoio livre à rotação, desde que não
existam paredes sobre o apoio que impeçam a rotação. A resistência à tração na junta de concreto
provoca, inicialmente, um pequeno engastamento, que logo desaparece, devido à formação de fissuras,
já para pequenos carregamentos nas lajes ou vigas. No caso de lajes esbeltas, muito solicitadas à flexão,
a abertura das fissuras pode-se tornar grande; deve-se, nesse caso, guiar a formação da fissura por meio
de uma ripa de madeira (fig. 2.1 a). O perigo de rompimento do bordo interno do apoio (fig. 2.1 b)
devido ao aumento da pressão pode ser evitado com a introdução de material macio no bordo. Com
isso, centra-se mais a reação de apoio na parede e diminui-se o perigo de flambagem, no caso de pa-
redes esbeltas.
Fissura devido à rotaçio da laje aI Locallzaçlo da fluura fixada previamente por melo de
Fissura devido à rotaçio da laje
aI
Locallzaçlo da fluura
fixada previamente por
melo de ripas de ~elra Junta de concret4lglm
A pr'" da bordo ellVIda
pode levar o bordo a romper
bl
Centragem da carga com e In-
troduçio de ripa de madeira
Figura 2.1
Apoio de lajes sobre paredes, na hipótese de apoio livre i rotaçiO
2.2.2 Engastamento Pequeno
Cargas atuantes em cima de apoios, como, por exemplo, as devidas a pilares ou paredes
sobre eles, provocam um efeito de engastamento permanente, que, em geral, pode deixar de ser consi-
derado na determinação dos esforços solicitantes. O momento de engastamento chega a atingir,
aproximadamente, o valor MA:::::: 1/2 b W e deve ser coberto por uma armadura construtiva na
parte superior (fig. 2.2a). Nesta caso, também se pode centrar as cargas com o aux(lio de materiais
macios, introduzidos nos bordos, diminuindo-se assim as pressões de bordo na parede (fig. 2.2bl.
aI
bl
Ripas de medeira macia
Isolamento
w
Laje de con-
Figura 2.2
Momento de engastamento de lajes sobre paredes sem armadura de ligação

r

l

\

2. Esforços Solicitantes
2. Esforços Solicitantes
2.2.3 Engastamento Moderado a Forte Quando as lajes ou vigas forem ligadas rigidam nte à
2.2.3 Engastamento Moderado a Forte
Quando as lajes ou vigas forem ligadas rigidam nte à flexão, por meio de uma armadura,
com as peças estruturais que lhes servem de apoio, surge um engastamento, de moderado a forte,
conforme as relações de rigidez (fig. 2.3). Em geral, esse engastamento deve ser levado em conta nos
"'.,~:-.
~( ~a;".
.6J .o~
~.~ d'~
~~o
~(.cPc). ",
~
(1'0
.~.~
/
(
\
Ária para a parade
Apoio extremo
Apoio Intermadl6rio
Apoio extremo em parade eltrutural
Elquema e1truturel
Elquema e1truturel
~~-----------------~~----~
~~-----f
aI
Laje contInue
bl Viga engeltade em parede
® .,. O engastamento deve IIr
verificado analiticamente
Pilar interno
® O engaltamento preclll ser
considerado apenas constru-
tivamente
Pilar da bordo
Pilar de bordo
Pilar de canto
c) Lale sobre vigas de bordo e vigas intermedi6rias
Figura 2.3
Diversos casos em que o engastamento de lajes ou de vigas necessita ser verificado

I

apoios extremos, e coberto totalmente por uma armadura. Em apoios internos, esse engastamento pode ser
apoios extremos, e coberto totalmente por uma armadura. Em apoios internos, esse engastamento
pode ser desprezado, no caso de estruturas enrijecidas horizontalmente; pode-se também levá-lo em
conta no cálculo, desde que sua eficácia seja assegurada, por meio de disposições construtivas.
2.3 EXTENSAo DO APOIO A extensão da superfície de apoio (t = comprimento efetivo da
2.3 EXTENSAo DO APOIO
A extensão da superfície de apoio (t = comprimento efetivo da superfície de apoio, medi-
do na direção do vão, fig. 2.4a) deve ser adotada de tal modo que as pressões admissíveis (fig. 2.4b)
não sejam ultrapassadas (para concreto, ver [1 b]; para alvenaria, ver OIN 1053) e que se possa acomo -
dar a ancoragem necessária da armadura. Os valores mínimos da extensão do apoio situam-se entre
3 e 7 cm,
no caso de
lajes
(O lN 1045, parágrafo 20.1 .2), e em cerca de
10 cm, no caso de vigas,
quando a armadura não for soldada a peças metálicas (fig. 4.20).
aI
aI
bl I =! p prealo admissivel de bordo
bl
I =! p
prealo admissivel de bordo
Figura 2.4 a) Extendo do apoio t; b) pressio admitida no apoio, no caso de
Figura 2.4
a) Extendo do apoio t; b) pressio admitida no apoio, no caso de apoio "rotulado"
2.4 vAos Quando o vão (span) não for imediatamente determinado de maneira inequ ívoca, pelo
2.4 vAos
Quando o vão (span) não for imediatamente determinado de maneira inequ ívoca, pelo tipo
de apoio (por exemplo, apoios em linha ou apoios puntuais) calcula-se o vão ~ da seguinte maneira:
- na hipótese de apoio livre à rotação, a partir de um ponto situado a uma distância do
bordo, para dentro do apoio, igual a um terço da extensão do apoio (centro de gravidade das pressões
no apoio, admitidas com uma distribuição triangular); ou, então, no caso de comprimento de apoio
muito grande, a partir de um ponto situado a uma distância do bordo, para dentro do apoio, igual a
0,025 w (w = vão livre entre faces dos apoios) adotando-se o menor dos dois valores;
- no caso de engastamento, a partir do meio do apoio ou de um ponto situado a 0,025 w
do bordo do apoio, adotando-se o menor dos dois valores;
- em vãos intermediários de estruturas cont(nuas, a partir do centro do apoio, dos pilares
ou das vigas.
10
2. Esforços Solicitantes
2. Esforços Solicitantes
2.5 ORIENTAÇAO PARA DETERMINAÇAO DOS ESFORÇOS SOLICITANTES Após a escolha do esquema estrutural, determina-se os
2.5 ORIENTAÇAO PARA DETERMINAÇAO DOS ESFORÇOS SOLICITANTES
Após a escolha do esquema estrutural, determina-se os esforços solicitantes (M, O, N e
eventualmente MI) para os carregamentos devidos ao peso próprio e à carga acid ental (ver DI N 1055),
nrlS
são
combinações mais desfavoráveis . Supõe-se, em geral, que as cargas distribuídas em uma superfície
constantes em cada tramo .
A
determinação
dos esforços solicitantes,
em sistemas isostáticos (statical determinate
structure), é simples, porque basta considerar apenas as condições de equi I íbrio . O resu Itado inde-
pende das relações de rigidez .
No caso de sistemas hiperestáticos (statical indetermina te
structure), é necessário levar em
conta, ainda, as condições de deformação e, com isso, as relações de rigidez, que, no caso do concreto
armado, dependem de muitos fatores (ver [1 a], Cap. 5 e [1 c)). Usualmente, determina-se os esforços
solicitantes calculando as deformações pela teoria elástica, admitindo-se a rigidez das seções de con-
creto sem armadura e não -fissuradas (Estádio I). Naturalmente, a fissuração modifica as relações
de rigidez (Estád io II)
e os esforços solicitantes rea is podem diferir dos calculados no Estád io I,
mesmo para cargas inferiores às de utilização. No caso de vigas contínuas (continuous beam) e,
especialmente, no de pórticos (trame), essa diferença pode ser considerável (fig. 2.5). Essa divergência
de resultados não prejudica a segurança à ruptura, porque, para solicit;:lções mais elevadas, a plasti-
ficação parcial dos materiais origina uma redistribuição de momentos, que resulta em reserva de capa-
cidade resistente. Na maioria dos casos, portanto, é dispensável determinar mais rigorosamente as
rigidezas, a não ser quando se deseja conscientemente distribuir os momentos mais favoravelmente,
evitando, assim, armaduras muito densas. Para o dimensionamento, a DI N 1045 permite diminuir
(ou aumentar) os momentos sobre os apoios em 15%, sem demonstração especial, d~sde que os mo-
mentos correspondentes nos vãos sejam aumentados (ou diminuídos), de acordo com as condições
de equill'brio (fig. 2.6). A fig. 2.7 mostra a diminuição e o aumento do momento no apoio, para
diferentes distribuições de carregamento. Em [1 c] indica-se como é possível obter ainda maiores
modificações na distribuição de momentos, sem prejuízo do atendimento à capacidade de utilização,
escolhendo-se adequadamente as relações de armadura para
cálculo, a rigidez EJ II (permitido pela OIN 1045).
Mapoio/Mvão'
e introduzindo-se, no
Na
prática, para a determinação dos esforços solicitantes, em estruturas hiperestáticas,
recomenda-se o seguinte procedimento (ver exemplo na fig. 2.9):
a) estabelecimento do esquema estrutural, dos vãos e das rigidezas das peças, simplificada -
mente, no Estádio I.
Determinação das cargas devido aO ' peso próprio;
b) determinação das combinações mais desfavoráveis d<;ls cargas acidentais (= casos de carrega-
mento) para obter os valores máximos ou mínimos dos esforços soliçitantes: os casos de carregamento
mais desfavoráveis tornam-se imediatamente evidentes, quando se esboçam, de maneira qualitativa, as
linhas de influência (influence fine); verifica-se assim, quais os vãos que devem ser carregados (ver
fig. 2 .8) para se obter os valores extremos (positivos ou negativos) dos esforços solicitantes ;
c) observação dos valores mínimos dos esforços solicitantes a serem considerados de acordo
com a norma;
d) diminuição ou . aumento eventual de 15%,
dos momentos sobre os apo i os, observando·se
as condições de equil íbrio .
A rigor, modificação na distribuição de momentos acarreta, também,
11
modificação das forças cortantes e das reações de apoio, o que pode, entretanto, ser desprezado,
modificação das forças cortantes e das reações de apoio, o que pode, entretanto, ser desprezado,
devido à sua pequena influência;
e) traçado de diagramas dos valores máximos e mínimos dos esforços solicitantes, como
envoltórias de todos os diagramas desses esforços (maximum mament envelopes) ou indicação dos
valores máximos nas seções determinantes, para servir de base ao dimensionamento e à distribuição
da armadura. Os valores máximos dos momentos sobre apoios interm ediários podem ser arredonda-
dos no trecho da largura do apoio (ver parágrafo 2.6.1.1);
f) pesquisa das seções determinantes para o dimensionamento (criticaI sections).
A determinação dos esforços solicitantes em
lajes em duas direções é mais complicada;
algumas indicações sobre o assunto encontram-se no Cap. 8.
algumas indicações sobre o assunto encontram-se no Cap. 8. Momento no apoio / para EIIII Diagrama
Momento no apoio / para EIIII Diagrama da M Diagrama da N bl Momento no
Momento no apoio
/
para EIIII
Diagrama da M
Diagrama da N
bl
Momento no apoio
/
para EIIIII
EIIII não fissurado. devi·
do à força normal maior
Diagrama de M
Diagrama de N
Figura 2.5
Distribuição de esforços solicitantes em sistemas hiperestáticos:
a) com as relações de rigidez do Estádio I;
b) com a consideração das relações reais de rigidez no Estádio II
12
2. Esforços Solicitantes
2. Esforços Solicitantes
Figura 2.6 DistribuiçiO de momentos com a diminuição de 16% do momento no apoio
Figura 2.6
DistribuiçiO de momentos com a diminuição de 16% do momento no apoio
q = g+p 1I00IUOIOO,'01 •• 0000 9
q
= g+p
1I00IUOIOO,'01 •• 0000
9
1"""""""'1'11'1'1""'11 I q
I
aI
I
I 1121 2
I
8
I
I
I
I
,ll<-
2 1
-----
I
bl
cl
Caso de carregamento I Caso de carregamento II
Caso de carregamento I
Caso de carregamento II
Diminuiçlode Mapoio,para o caso de carregamento II
Diminuiçlode Mapoio,para
o caso de carregamento II
Aumento de Mapoio, para o caso de carregamento I
Aumento de Mapoio, para
o caso de carregamento I
Deacorelo com a DIN 1046, permlt_,1Im verificaçio, a radlstribulçio da momen- tosem '.Ja, vigas a
Deacorelo com a DIN 1046,
permlt_,1Im verificaçio,
a radlstribulçio da momen-
tosem '.Ja, vigas a vigas T
contrnuaa com viGs de at6
12m.

# Envolt6ria da momentos m6ximole mrnimos, com radistribuiçlo de acordo com aI ebl.

Figura 2.7 Redistribui. de momentos, para diferentes casos de carregamento e envolt6r1a de momentos "3
Figura 2.7
Redistribui. de momentos, para diferentes casos de carregamento e envolt6r1a de momentos
"3

r

14

A B c o b zs I 2 3 I I aI Esforços lolleitantes Comblnaçio
A
B
c
o
b
zs
I
2
3
I
I
aI
Esforços lolleitantes
Comblnaçio de cargal mail desfavor6vel
A B
c
o
PIIIO pr6prio g
I
I
I
Carga fltll P
Vlo em que p atua
bl
Linhas de influência
M1 max
M1 mln
MBmax
MBmln
M2max
M2min
QAmax
i:;:::=>" i
IS
; -====-----1
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1:
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I
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à 1 â Z" C 3J2
A
4
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A
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4
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l
~
l
Momentos:
M devido ao pelO
M1 max
M2max
MBmin
MCmin
pr6prio
M3max
M1 min
MD min,M2 min
M3min
Forças cortantes:
Q devido ao paIO
QAmax
(ver parágrafo 2.6.21 QD min
as esq min
QB dlr max
Oe ~sqmin
pr6prio
Oedlr max
Reaçõel de apoio:
Amax
Bmax
C max
(ver parágrafo 2.6.31 Dmax
A a D devido ao
peso pr6prio
Figura 2.8
Pesquisa das combinações de cargas mais desfavoráveis, com o auxnio de linhas de influência esboçadas
qualitativamente (mostrado para uma viga contínua)
r 2. Esforços Solicitantes
r
2. Esforços Solicitantes
A B c o aI Estrutul'll / b b W2 ---~~---W3 -- ---*'114'-- 4~--- Wl
A
B
c
o
aI
Estrutul'll
/
b
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W2
---~~---W3 -- ---*'114'--
4~--- Wl ------,~It----­
b
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2
2
2
I
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1
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EI
2
Elquema estrutul'IIl
~~l<--
l
1 .r 1
,
I
-1' '---
----'I*"l----.e 3 -----4-.
.f2
h
Carregamento:
Peso pr6prio II
Carga acidental p
J
bl Casos de carregamento (ver flll. 2.81
el Dlagl'llmas de momentos Engastamento pequeno, armadura construtiva
el
Dlagl'llmas de momentos
Engastamento pequeno,
armadura construtiva
I8:-t-rrTTi"TTiTl::ol"'fffiH-t+PIu.;.u
~:#ttt-t+++-f-H-i7o'l
L.J
Lf.L
L
L.u.jd-f~="1"T"~"f'IfH,.l:
L.f--n
_ Valores m6ximos dos momentos = envolt6rla de todos os diagramas de momentos
psl'll 01 calOS de carregamento I a V
Dlelll'llma de momentos PSI'II o CIIIO de carregamento I (01 demall calOS
nio astIo todos indlcadoll
dI Redistrlbulçio de momentos (ver figl. 2.6 e 2.71 mostrada pal'll os valorel m(nimos dos momentos nos apoios
el Arredondemento na largul'll do apoio b (ver fig. 2.101
I
M
I
AMs:::B.~F- B
8 r-
1
I
Figura 2.9 Determinação de esforços solicitantes (exemplo para laje de piso, contínua)

15

r

2.6 ESFORÇOS SOLICITANTES DETERMINANTES DO DIMENSIONAMENTO 2.6.1 Momentos Fletores Determinantes 2.6. 1.1 Momentos
2.6
ESFORÇOS SOLICITANTES DETERMINANTES DO DIMENSIONAMENTO
2.6.1
Momentos Fletores Determinantes
2.6. 1.1 Momentos Negativos nos Apoios
Quando se admite, ao fazer ;:> cálculo estrutural, que os apoios são livres à rotação, os
momentos nos apoios (moment at support) podem ser arredondados segundo uma parábola, no trecho
correspondente à largura do apoio (fig. 2.10).
No caso de ligação regida de lajes ou vigas com os seus apoios, basta em geral considerar,
no dimensionamento·, o momento no bordo M r = Ms - AM r *, porque a altura útil cresce de
h r a hs ' De acordo com a DI N 1045, entretanto, esse momento no bordo não pode ser suposto
menor que (ver fig . 2.11 a) :
1
IMrl
~
-
q
w 2
(2 . 1)
10
no primeiro apoio interno do vão extremo
(porém não maior que Ms!);
1
IMrl
~
-
q
w 2
nos demais apoios intermediários.
(2.2)
12
No caso de ligação sem rigidez à flexão com o apoio (por exemplo, apoio sobre alvenaria) , ,deve-se
dimensionar para o momento no apoio Ms - AMs (fig. 2.10).
h. > h r , portanto M r , via da , • determlnenta o
h.
> h r , portanto M r , via da
, •
determlnenta
o dlmensionemento
"'""-Or
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-
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I
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.
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AMr,dlr =
1
L
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U
b
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'· II!
quando ICellr I < ICnq I
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t
b
(ÂMs '" A' : determlnanta
,
Cnq
A
=
Oesq + Dellr
Q;,lliJ]JJllllll
l
no cao da Ilgeç10 18m rigidez •
flaxlo com os apoios, por exem-
,
plo, alvenerial
Figura 2.10 Arredondamento do diaarama de momentos no trecho da largura do apoio bo
"N . R. T. o. (ndlces que aperecem Ilgnlflcam: , bordo, I apoiO, f vlo.
"N . R. T.
o. (ndlces que aperecem Ilgnlflcam: , bordo, I apoiO, f vlo.
16
2. Esforços Solicitantes
2. Esforços Solicitantes
2.6. 1.2 Momentos Positivos nos Apoios Momentos positivos ' nos apoios podem surgir no caso
2.6. 1.2 Momentos Positivos nos Apoios
Momentos positivos ' nos apoios podem surgir no caso de recalques grandes e desiguais
dos apoios, como, por exemplo, no caso de lajes apo iadas em vigas de aço esbeltas. Quando estes
casos ocorrerem, a armadura deverá ser disposta convenientemente.
2.6.1.3 Momentos Positivos nos Vãos
NQ caso de .carregamento uniforme, não se pode supor os momentos menores que :
no vão extremo;
(2.3)
nos vãos intermediários.
(2.4)
Esses valores correspondem a um engastamento perfeito s6 em um lado e em ambos os lados, respecti-
vamente
(ver
fig.
2.11 b) .
Quando se considera o grau de engastamento real na determinação dos mo-
mentos, não é necessário respeitar esses valores.
.
LIpçIo r'gl
fiado
~
,
,
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,
#
,
z
z'Z
Car
mento:
~
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~
w2
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II
I
I
I
I
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Esquema estrutu-
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momentos
aI
Momentos
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I
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I
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I
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I
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9
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Momentos
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I
I
I
I
E~uema ~~
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~~
~~
~
t
Á
Figura 2.11
Valores minl,mos para os momentos nos bordos e para os momentos nos vias, 110 caso de vias aproxima-
damente ·iguai. (1!/~ ~ 0,8), quando Rio for determinado analiticamente o engastamento parcial 110.
apoio.
17

--------------------~--~

~

No caso de lajes, vigas ou lajes nervuradas contínuas, ligadas rigidamente à flexão aos seus
No caso de lajes, vigas ou lajes nervuradas contínuas, ligadas rigidamente à flexão aos seus
apoios, quando os momentos forem calculados admitindo-se apoios livres à rotação, os momentos
negativos nos vãos, devido à carga acidental, podem ser reduzidos aos seguintes valores:
a 50%, no caso de lajes nervuradas contínuas;
a 70%, no caso de vigas contínuas.
Com isso, leva-se em consideração o engastamento parcial.
~p
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I
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~!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!I!!!!!!!!!'!'II Qp
I
1 _
t
I
I
I
Diagrama de forças cortan-
tes determinante no caso
de apoio direto
I
I
I
Armadura de luspendo
(ver parAgrafo 9.91
Diagrama de forças cortan·
tes determinante no caso
de apoio indireto

18

Figura 2.12 Seções determinantes para a força cortante

Figura 2.12 Seções determinantes para a força cortante 2.6.1.4 Momentos Negativos nos Vãos 2. Esfor.ços

2.6.1.4

Momentos Negativos nos Vãos

para a força cortante 2.6.1.4 Momentos Negativos nos Vãos 2. Esfor.ços Solicitantes 2.6.2 Forças Cortantes

2. Esfor.ços Solicitantes

2.6.2 Forças Cortantes Determinantes No caso de estruturas de edifícios, levando-se em conta a continuidade
2.6.2 Forças Cortantes Determinantes
No caso de estruturas de edifícios, levando-se em conta a continuidade ou o engastamento,
as forças cortantes (shear forces) podem ser calculadas para o carregamento total em todos os vãos;
porém quando os vãos forem diferentes, s6 se a relação entre os vãos adjacentes satisfizer à condição:
Qmenor
: Qmaior
~
0,7.
Caso contrário, deve-se considerar o carregamento variável, conforme o vão (ver fig. 2.8).
As seções determinantes para o dimensionamento (criticai sections) devem ser as indicadas
na fig. 2.12.
2.6.3 Reaçães de Apoio Determinantes
. Em estruturas de edifícios, no caso de peças estruturais apoiadas numa s6 direção, as reações
de apoio podem ser calculadas, em geral, sem se levar em consideração a continuidade, ou seja, como
vigas simplesmente apoiadas. Para a reação de apoio (support reaction) no primeiro apoio intermediá-
rio e para uma relação entre os vãos adjacentes menor que 0,7, é necessário levar em conta a continui-
dade e o carregamento variável conforme o vão (ver fig . 2.8).

19

3. Generalidades sobre a armação I
3. Generalidades sobre a armação
I
Para armar corretamente, é necessário ter uma idéia clara do desenvolvimento dos esforços no interior
Para armar corretamente, é necessário ter uma idéia clara do desenvolvimento dos esforços
no interior da estrutura, principalmente no Estádio II, mas é preciso também examinar detalhac;lamen-
te os aspectos práticos do processo construtivo. S6 se consegue solucionar bem os problemas de
armaduras complicadas com trabalho exaustivo, até o detalhe, e amor pela atividade de projetar. O
engenheiro deve conscientizar-se que o grau de importância da arte de armar é o mesmo que o de suas
demais tarefas parciais, no quadro de atividades de uma obra.
3.1 OBJETIVOS DA ARMACAO A armadura do concreto com barras de aço, malhas de aço,
3.1 OBJETIVOS DA ARMACAO
A armadura do concreto com barras de aço, malhas de aço, telas ou malhas de arame tem
por finalidade vários objetivos.
- A armadura de aço deve absorver os esforços de tração em peças estruturais solicitadas
à flexão e à tração. No seu dimensionamento, admite-se que o concreto, devido à sua pequena resis-
tência à tração, não colabora na absorção dos esforços de tração. As armaduras, portanto, têm por
função contribuir para a capacidade resistente ou para a estabilidade da estrutura.
- Com a armadura, não se pode evitar o aparecimento de fissuras no concreto solicitado à
tração; a armadura deve, porém, fazer com que as fissuras no concreto, sob a ação das cargas de
utilização, permaneçam na ordem de grandeza de capilares, isto é, que não sejam facilmente vis (veis
a olho nu. Com esse objetivo, foram estabelecidos os seguintes va'lores máximos para aberturas de
fissuras : em ambiente seco 0,3 mm e em ambiente úmido 0,2 mm, que não devem ser ultrapassados
para não prejudicar a proteção contra a corrosão. No caso de concreto protendido ou concreto
aparente, em que as exigências são mais rigorosas, a abertura admiss(vel das fissuras deve ser ainda
menor, como por exemplo, 0,1 mm.
- Em muitos casos, a armadura também tem a função de limitar a abertura das fissuras
devido a estados de tensão produzidos por efeitos de coação, tais como o impedimento à deformação,
no caso de variação de temperatura, de retração, de estruturas hiperestáticas etc.
- Em peças comprimidas, a armadura tem por função aumentar a capacidade resistente
do concreto à compressão (por exemplo, no caso de pilares) ou a segurança de peças comprimidas
esbeltas contra a flambagem, evitando ainda o aparecimento de grandes fissuras ou o colapso devido à
ação simultânea de momentos fletores. Com armadura de compressão, pode-se também diminuir
as deformações devido à retração do concreto e à deformação lenta - por exemplo, as flechas devido
à retração e à deformação lenta - dispondo a armadura nas zonas comprimidas na flexão altamente
solicitadas. A armadura solicitada somente à compressão, em peças sem perigo de flambagem, deve ser
tão pequena quanto possível, por motivos econômicos, devido à existência de concretos de alta
resistência . Quando ocorrerem tensões de compressão elevadas, será necessário dispor uma armadura
transversal ou um cintamento, que garanta o concreto contra o risco de fendithamento devido à
deformação transversal ou à tração transversal e a armadura de compressão contra o risco de flambagem.

s

q

- Armaduras com malha estreita - por exemplo, telas de arame com abertura de malha
- Armaduras com malha estreita - por exemplo, telas de arame com abertura de malha
da ordem de 3 a 5 cm - ou malhas de arame são utilizadas como armaduras de pele para evitar que o
cobrimento de concreto das armaduras principais se rompa devido a tensões de aderência ou em caso
de incêndio (ver DIN 4102).
3.2 DISPOSIÇAO MAIS FAVORAVEL DA ARMADURA
Obtém-se
um comportamento resistente mais favorável
das peças de concreto armado,
quando as armaduras forem dispostas segundo as trajetórias das tensões principais de tração e distribu í-
das, em barras finas, na seção tracionada, proporcionalmente ao valor das tensões de tração. Essa regra
é seguida quase que somente no caso de cascas e de outras estruturas lam'inares de parede fina. Em
todos os demais tipos de estrutura, para diminuir o custo, a disposição da armadura é limitada a duas
ou três direções e às zonas de bordo, ficando, assim, muito simplificada.
A direção da armadura principal (direction of main reinforcement) deve coincidir, o mais
possível, com a das tensões principais de tração. Em lajes e chapas, essas duas direções não devem
divergir de mais de 20°. Quando a divergência é superior a 20°, a rigidez no Estádio II diminui devido
ao aumento de solicitação nas bielas de compressão que se formam e, também, às deformações secun-
dárias da armadura nas fissuras; em conseqüência, as aberturas das fissuras aumentam (ver também o
Cap. 8). Nas armaduras de cisalhamento e de torção, entretanto, essas desvantagens são levadas
em conta quase que regularmente: elas são projetadas com uma divergência de direção que varia de
40° a 45°.
3.3 LlGAÇAO DAS BARRAS DA ARMADURA PÀRA A FORMAÇAO DE CONJUNTOS RfGIDOS As barras devem
3.3 LlGAÇAO DAS BARRAS DA ARMADURA PÀRA A FORMAÇAO DE CONJUNTOS RfGIDOS
As barras devem ser ligadas entre si para formar "gaiolas" ou "esqueletos" (cages) rrgidos,
indeslocáveis; na Alemanha, até recentemente, essa ligação era feita amarrando-se ou prendendo-se
as barras com arame de amarração; hoje em dia" faz-se também por meio de brasagem*; no exterior,
de preferência, por meio de solda.
Com solda de resistência por pontos, executam-se conjuntos de armaduras particularmente
rígidos. Na Alemanha, entretanto, esse processo só pode ser utilizado em fábricas sujeitas à fiscali-
zação, como, por exemplo, para a fabricação de malhas de aço para concreto. Muitos aços para
armadura alemães (por exemplo o III U) tornam-se mais ou menos frágeis, quando são soldados [3].
No exterior, freqüentemente, utiliza-se aço produzido em fornos Siemens-Martin, com baixo teor de
carbono, fósforo e enxofre, mais adequado à solda, e ao qual se aplica bem a solda por pontos. Na
França, na Austria, nos Estados Unidos e na Rússia, por exemplo., as armaduras de pilares, vigas,
paredes etc. são pré-fabricadas em usinas, por meio de solda com proteção a gás, formando elementos
ou conjuntos rígidos, de grandes dimensões, e que são transportados ao local da obra, lá montados e
colocados nas fôrmas.
*N. R. T. Brsssgem é o processo de solda que se realiza por ação do
*N. R. T. Brsssgem é o processo de solda que se realiza por ação do metal de adiçio, fundido entre as bordas do metal-base nio
levadas à fusio (cf. Assoclaçio Brasileira para o Desenvolvimento da Solda Elétrica).
22
3. Generalidades Sobre Armaduras
3. Generalidades Sobre Armaduras
3.4 ESCOLHA DOS DIAMETROS E E'SPAÇAMENTOS DAS BARRAS No caso de elevadas tensões no aço,
3.4 ESCOLHA DOS DIAMETROS E E'SPAÇAMENTOS DAS BARRAS
No caso de elevadas tensões no aço, 'que surgem na zona de tração, quando se' aproveitam
integralmente os aços BSt III e BSt IV, os diâmetros das barras (bar sizes) devem ser escolhidos de tal
modo que:
a) não surjam tensões de fendilhamento muito elevadas, pela ação da aderência;
b) as aberturas das fissuras permaneçam abaixo dos valores admissíveis.
Por esse motivo, a DIN 1045 limita o diâmetro máximo das barras, por exemplo, a 28 mm
para o BSt III,' e a 16 mm
para o BSt IV, o que faz sentido para barras tracionadas. Em peças com
paredes delgadas, as barras deveriam ser escolhidas com
rp .;;;;; 0,12 d (d = espessura da peça). Em
peças comprimidas de grandes dimensões, pode ser conveniente utilizar barras com rp > 28 até cerca
de40 mm.
Em princípio, as distâncias entre as fissuras e as aberturas das fissuras são tanto menores
quanto menor o . espaçamento entre as barras (bar spacing) e o diâmetro das barras.
Para evitar fissuras
visíveis, o melhor é utilizar barras com
rp = 5 a 10 mm, espaçadas de 5 a 10 cm, quando não forem
necessárias barras de diâmetro maior, para a absorção das cargas.
O espaçamento m(nimo entre barras paralelas fora dos locais de emenda, deve ser e ~ rp
ou e ~ 2 cm (fig. 3.1). Quando a dimensão máxima do agregado for 8 mm, pode-se reduzir emin a
até 1 cm (diferente do especificado na DIN 1045). Deve-se considerar, entretanto, que . no caso do
espaçamento entre barras ser muito pequeno, podem-se formar ninhos de concretagem, devido à
ação de peneiramento. Sempre que for possível, portanto, e desde que não haja desvantagens, a
distância livre entre barras deverá ser maior do que a mínima especificada e ser aproximadamente uma
vez e meia o maior diâmetro, do agregado. Deve-se prestar atenção a esse fato, especialm,ente quando
as barras forem e'mendadas por traspasse, ou qua.ndo se utilizarem agregados com granulometria
descontínua. Em zonas com tensões de aderência elevadas, podem ser necessários espaçamentos
maiores, devido ao perigo de fendilhamento (ver parágrafo 16.3.1.4).
.{
;;. 2cm
(;;. 1,5 diâmetro máximo do agregado: recomendação)
Figura 3.1
Critérios para o espaçamento mrnimo de barras paralelas, em zonas de tensões de aderência moderadas
Espaçamento das barras no caso de 'armadura em várias camadas (reinforcement in several
layersJ. A distância mínima entre as camadas deve ser de 2 cm ou igual ao diâmetro da maior: barra
longitudinal (fig. 3.1). ' As barras devem ser dispostas exatamente umas sobre as outras (para evitar ,um
efeito de peneiramento); as distâncias entre as camadas devem ser asseguradas por meio de barras trans-
versais com diâmetro adequado. No caso de armadura densa (pequeno espaçamento entre as barras
23
3. Generalidades Sobre Armaduras
3. Generalidades Sobre Armaduras
mais de duas camadas), a distância mínima entre as barras deve ser maior que o
mais de duas camadas), a distância mínima entre as barras deve ser maior que o diâmetro máximo do
agregado, e as distâncias entre as camadas devem ser aumentadas de um diâmetro de barra, por camada,
de baixo para cima. Em lajes de grande espessura (por exemplo, lajes de fundação ou lajes de coroa-
mento de estacas), podem ser necessárias distâncias ainda maiores entre as camadas (perigo de fen-
dilhamento).
e
em uma camada, os espaçamentos das barras devem ser indicados, em geral, como e • n, de modo
que se tenham espaçamentos e seqüências iguais; por exemplo, no caso de 3 posições, com tipos de
barras diferentes e espaçamento e = 6 cm (ver fig. 3.3), tem-se:
e=6cm
I.
I.
~
I.
~
~
lo
i.
1
1
1
1
1
1
1
1
Poso
1
e
Poso
2
e
Feixes de barras. Com a introdução da nova versão do Capítulo 18 da OIN 1045, também
agora na Alemanha, é possível dispor várias barras nervuradas em grupos, formando feixes (fig. 3.2),
isto é, cada 2 ou 3 barras ficam encostadas umas às outras e são mantidas em suas posições de modo
adequado. O diâmetro equivalente, d ev ' de um feixe não deve ser maior que 50 mm (para d ev '
ver fig. 3.2). Na fig. 3.2, estão indicados a disposição das barras no feixe, o cobrimento de concreto
necessário üB e a distância livre entre os feixes.
'"
rI
t'\
l12!
l
Poso
3
e
= 12 cm
24 cm
24 cm
t"f
I
1
CD
m
CD
<D
CD
m
CD
<D
Figura 3.3
Exemplo de dilposiçio de uma armadura de laje, com 3 tipos diferentes de barres
aI
Feixes de duas bar
bl
Faixa de t
barrai
cl
Armadura de pele
para faixes de bar
Vertical
3.5
ACOMULO DE BARRAS DA ARMADURA
Quando as percentagens de armadura são elevadas, -é necessário desenhar a distribuição das
barras na seção transversal na escala 1 : 10 ou 1 : 5; em casos compl icados, até mesmo na escala 1 : 2
ou 1 : 1. Essa recomendação é especialmente importante nos casos de cruzamentos de armaduras
muito densas. !: necessário deixar bem claro como o concreto poderá ser introduzido e adensado
entre as armaduras.
Geralmente é necessário, para isso, deixar "folgas para o vibrador" com largura
mínima de 10 cm, espaçadas de 60 cm aproximadamente. Nestes locais, devem ser evitadas, o mais
possível, emendas de barras por traspasse.
I
I
510cm
-r--r
como armadu-
ra de pele
3.6
COBRIMENTO DE CONCRETO
L
b=b o
----.jL
d
'"
28
3.1; para d ev , PI. 27.
ev
üB
{
>
28
mm: de acordo com a Tabela
mm:;;' 1 d ev •
d ev
;;. Cobrimento mfnlmo de acordo com a Tabela 3.2. PI. 28.
d ev Dltmetro da barra equivalente com 6rea illual à do faixe. Para um feixe connltuldo de n barra com o mamo ditmetro
;n.
de' tem-se
=
de
d ev
O cobrimento de concreto da armadura ü (concrete cover) deve ser adotado de acordo com
o diâmetro das barras e com o risco de corrosão. A DI N 1045 indica valores mínimos absolutos para o
cobrimento de concreto em função do diâmetro da barra (Tabela 3.1) e das condições ambientais
(Tabela 3.2 e fig. 3.4), devendo-se adotar o maior valor. No caso de barras grossas, deve-se adotar de
preferência ü ~ 1,2 ~, com referência ao diâmetro da barra.
Figura 3.2
Feixes de: a) duas barras; b) três barres; c) disposiçio da armadura de pele na seçlo
'2 .'Z/l1/4"U/<'~~: .
Para a ancoragem de feixes de barras (ver parágrafos 4.3.5 e 4.4), para emendas por traspas-
se (parágrafo 5.3.1.3), para curvaturas (parágrafo 6.5), para a verificação das tensões de aderência
(parágrafo 7.3) e para a armadura mínima de estribos no caso de feixes de barras, a nova versão do
Capítulo 18 da OIN 1045 indica critérios para o dimensionamento e sobre disposições construtivas.
/ /
s.ça
1n
1
/
/
=f:. ül
==u.
,U Ü l
No caso de malhas de aço para concreto, distinguem-se as barras duplas, que se tocam, e
os
pares de barras, cuja distância livre vai de um mínimo de 2 cm a mais de (5 - t/»
em cm.
O.conform•• T
3.1
L
1,2 .L
o valor m.ior •
o conform•• TabeI. 3.1
Q
o determinante
O espaçamento máximo entre as barras não deve, em geral, ultrapassar 20 a 30 cm, em zonas
o,
ou O•• conforma. T
3.2
tracionadas,
e 30 a 40 cm, em zonas
comprimidas (para barras na direçã~ da compressão). Os valores
menores são indicados para estruturas ao ar livre, ou quando houver risco de cor·rosão.
Critérios para a distribuiçio de barra.s em lajes e sua designação. Para cada tipo de barra
(posição), indica-se o espaçamento em centímetros.
Quando várias posições estão situadas lado a lado,
Figure 3.4
Cobrimento de concreto da armadura
24
25
< No caso de barras muito finas, com <p 10 mm ou de telas de
< No caso de barras muito finas, com <p 10 mm ou de telas de
<
No caso de barras muito finas,
com
<p
10 mm ou
de telas de arame com
=
<p
2 a
4 mm, o cobrimento de
ü
= <p + 5 mm pode ser suficiente, quando não houver grande perigo
de corrosão (compare-se com as construções de "ferro-cimento" do italiano Nervi [4]). Um cobri-
mento pequeno é adequado para telas de arame, que são dispostas para evitar o rompimento de co-
brimentos grandes (~ 4 cm) - por exemplo, para aumentar o tempo de resistência ao fogo, de
acordo com a DIN 4102 (fig. 3.5). Nesse caso, é necessário que a tela tenha também uma proteção
suficiente contra a corrosão.
Quando o cobrimento, no caso de barras grossas com <p ~ 28 mm ou de feixes de barras
com d ev ~ 36 mm, for igualou maior que 40 mm, deve-se adotar uma armadura de pele para g~ran­
tir o cobrimento contra o fendilhamento (fig. 3.2c). A armadura de pele é constitu (da de malhas
soldadas, formadas por barras nervuradas de <p = 4 a 10 mm e abertura de malha :e;;; · 10 cm. A seção
dessa armadura deve ser adotada de acordo com o valor da solicitação de aderência; por exemplo,
na direção transversal, deve-se ter
~
feH transv = -------
OU, no m(nimo 2 cm 2 /m
~x
4 . •
oe adrn
onde ~Z é o acréscimo da força de tração .das barras envolvidas em um trecho de comprimento ~x .
Na direção longitudinal, a seção necessária
é
menor, porém, no m(nimo, também 2 cm 2 "!m de perr-
metro. A armadura de pele deve ser levada até pelo menqs 0,4 h acima da posição dos feixes de
barras (fig. 3.2c). Na região do apoio de lajes ou vigas T, a armadura de pele deve ser levada até
pelo menos 5 d além do feixe mais extremo. Na direção longitudinal da peça, esta armadura deve ser
disposta entre os pontos nulos do diagrama de esforços de tração correspondente ao trecho em ques-
tão. Respeitando-se as exigências para cada caso, a armadura de pele pode ser considerada como
fazendo parte da armadura do banzo tracionado, da armadura transversal ou da armadura de cisalha-
mento. Adotando-se uma armadura de pele e no caso de existir uma elevada percentagem de armadura
longitudinal constitu(da por feixes de barras, dispensa-se a verificação da limitação das fissuras (ver
[1 c], Cap. 2). No caso
de feixes de barras com d ev :e;;;
36 mm, deve-se tomar como base, para a veri-
ficação da fissuração, o diâmetro equivalente devo
O cobrimento deve ser aumentado, quando. o diâmetro máximo do agregado for superior a
32 mm (0,5 cm a mai s de cobrimento) ou quando o cobrimento for diminu(do por abrasão ou por
tratamento superficial especial (como, por exemplo, apicoamento, estriamen10 ou concreto com
agregados expostos por lavagem).
• ~
'cm
"
Tela de arame
Figura 3.6. Tela de arame para evitar o rompimento de grandes cobrimen1OS, como, por exemplo,
Figura 3.6. Tela de arame para evitar o rompimento de grandes cobrimen1OS, como, por exemplo, em caso de incêndio
26
3. Generalidades Sobre Armaduras
3. Generalidades Sobre Armaduras
Como garantir o cobrimento. As barras da armadura devem ser mantidas com segurança nos lugares
Como garantir o cobrimento. As barras da armadura devem ser mantidas com segurança
nos lugares previstos, durante o lançamento e o adensamento do concreto. A fig. 3.6 mostra alguns
dispositivos apropriados para isso: para as camadas inferiores da armadura, pequenos blocos de concre-
to, de preferência semi-esféricos, ou anéis de matéria plástica; e, para as camadas superiores (por
exemplo, armadura de lajes sobre os apoios), pêndulos de concreto, suportes especiais ("sapos" ou
"caranguejos") ou estribos de montagem (bar supports). Em nenhum dos casos, é permitido colocar
a armadura diretamente sobre a fôrma ou levantá-Ia por ocasião da concretagem.
Tarugos de cimento-emlanto
~~~~i"t::::::::;. Suportes de matéria pléstica
Semi1Sfera de concreto
Pêndulo de concreto
Suportes para a camada superior da armadura
Figura 3.6 Exemplos de espaçadores para garantir o cobrimento de concreto (escalas diferentes!)
Figura 3.6
Exemplos de espaçadores para garantir o cobrimento de concreto (escalas diferentes!)
Tabela 3:1 Valor mfnimo do cobrimento de concreto ü em cm, em função dos diâmetros
Tabela 3:1
Valor mfnimo do cobrimento de concreto ü em cm, em função dos diâmetros das barras da armadura,
para concreto normal (de acordo com a DIN 1045, Tabela 9; ver fig. 2.4)
I/J [mm] ~ 12 14 16 18 20 22 26 28 > 28 ü [cm]
I/J [mm]
~
12
14
16
18
20
22
26
28
> 28
ü [cm]
1,0
1,6
2,0
2,6
3,0
1045, Tabela 9; ver fig. 2.4) I/J [mm] ~ 12 14 16 18 20 22 26

27

Tabela 3.2 VII/or m{nimo do cobrimento de conC/'8to Ü em cm, em funçlo das condições
Tabela 3.2
VII/or m{nimo do cobrimento de conC/'8to Ü em cm, em funçlo das condições ambientais, para concreto
normal (de acordo com a DIN 1046, Tabela 10; ver fig. 3.4)
Concreto normal Concreto moldado in situ pertencenta is cl81181 de resistência Peças pré-moldadas Condições
Concreto normal
Concreto moldado in situ pertencenta is
cl81181 de resistência
Peças pré-moldadas
Condições
< Bn 250
~
Bn250
~
Bn360
ambientais
Em geral
Estruturas
Em geral
Estruturas
fabricado em usina
lamlnares*
lamlnares*
°1
°2
°1
°2
°1
°2
Pec;as estruturais em
recintos fechados, co-
mo, por exemplo, em
2,0
1,6
1,5
1,0
1,0
habitac;Õ81
Pec;as estruturais 80 ar
livra, como, por exem-
pio, em galp6es abertos
2,6
2,0
2,0
1,5
1,6
Pec;as estruturais em re-
cintos fechados, com
elevado teor de umida-
de do ar, como, por e-
xemplo em lavanderias
3,0
2,5
2,5
2,0
2,0
Pec;as estruturais expos-
tas a influincias quefa-
vorec;am espacialmente
a corrosio, como, por
exemplo, gases
4,0
3,5
3,5
3,0
3,0
* Consideram-se como estruturas laminares, pare fins desta tabela: lajes (inclusive nervuradas), lajes mistas, chapas,
cascas, estruturas plilSadas e paredes
Em fôrmas verticais, em geral, utilizam-se espaçadores (spacers) de matéria plástica, fixados à armadura. As
Em fôrmas verticais, em geral, utilizam-se espaçadores (spacers) de matéria plástica, fixados
à armadura. As malhas de armadura em paredes devem ser escoradas uma contra a outra, para impedir
que o cobrimento de concreto se torne demasiadamente grande (fig. 3.7). A distância entre espaça-
dores depende da rigidez da armadura: 50 a 100 cm. As pernas de estribos abertos também devem ter
seu posicionamento cuidadosamente garantido, de tal modo que não sejam pressionadas contra a fôr-
ma, por ocasião da concretagem. Os espaçadores não podem prejudicar a proteção contra a corrosão.
28
3. Generalidades Sobre Armaduras
3. Generalidades Sobre Armaduras
Anel etpIIÇ8CIor F6rm11 n Estribo transversal, em pé ou deitado Figura 3.7 Exemplos de como
Anel etpIIÇ8CIor
F6rm11
n
Estribo transversal,
em pé ou deitado
Figura 3.7
Exemplos de como garantir o cobrimento de concreto em paredes, com estribos transvenais e anéis 81pac;a-
dores nas barras externas
3.7
RACIONALiZAÇAO DA ARMADURA
Com os custos de mão-de-obra permanentemente em elevação e a diminuição do número de
operários especializados, ganha importância o conceito de racionalização da armadura [5,6].
Por racionalização entende-se aqui, todas as medidas capazes de diminuir o custo total,
através de planejamento e execução da armadura, diminuindo, portanto, os custos dos desenhos de
armaduras e listas de barras, bem como os de corte, dobramento, colocação e montagem.
A execução e a colocação da armadura podem ser favoravelmente influenciadas por meio
das seguintes medidas:
- limitação do número de diâmetros diferentes das barras (menores perdas, menor estoque,
melhor rendimento por ocasião do corte);
- uso do maior número poss(vel de barras retas sem ganchos (s6 é necessário cortar no
comprimento, o que é favorável para o transporte e estocagem);
- limitação dos tipos de dobramento e do número de posições de barras (menor custo de
mão-de-obra; eventualmente, utilização de linhas de corte ou dobramento operadas automaticamente);
- escolha de tipos de emenda adequados;
- escolha de malhas, malhas dobradas, conjuntos de barras soldadas e outros sistemas de
antecipação da montagem de partes componentes na fábrica.
A racionalização da armadura, no sentido de mecanizar a fabricação, pode ser obtida por
meio de métodos industriais. Sob condições favoráveis de trabalho, as armaduras podem ser mais ou
menos automaticamente pré-fabricadas, na maioria das vezes com solda por pontos, total ou parcial-
mente, em usina ou em área de fabricação no local da obra, e podem ser, então, colocadas nas fôrmas,
em pouco tempo, com poucos auxiliares não-qualificados, como se fossem barras isoladas.
Distinguem-se elementos pré-fabricados, que são montados na fôrma, para constituir a arma-
dura definitiva (por exemplo: malhas, conjuntos de barras unidas por elementos de ligação, conjuntos
de barras soldadas, conjuntos de barras dobradas em ângulo e permitindo deslocamentos relativos entre
os
conjuntos, estribos em malha, estribos ligados por barras longitudinais (em "escada de marinheiro");
e
"gaiolas" de armadura, total ou parcialmente pré-fabricadas, que são simplesmente colocadas na
29
fôrma. Para fins de transporte e de estocagem ; os elementos pré-fabricados de armaduras devem
fôrma. Para fins de transporte e de estocagem ; os elementos pré-fabricados de armaduras devem
suportar bem o empilhamento.
Uma condição importante para a verdadeira racionalização das armaduras é a padronização
( = uniformização) dos tipos de barras ou dos elementos da armadura ou, mesmo, das "gaiolas" de
armadura ou dos detalhes de armação. Somente a padronização possibilitará o desenvolvimento
racional das diversas atividades relacionadas com a produção de aço para armaduras: os desenhos e
as listas podem ser simplificados, as máquinas de corte e de dobramento podem ser operadas automa-
ticamente, a marcação e o controle podem ser executados mais rapidamente - especialmente quando
se utilizam computadores eletrônicos.
Em alguns pa(ses, já foram desenvolvidos tipos padronizados de barras de armadura e siste-
mas de construção com componentes padronizados. A fig. 3.8 mostra um exemplo de tipos de barras
padronizadas adotadas na Su(ça [7]. Na Alemanha; encontra-se atualmente (1977) em elaboração
a norma DIN 1356, que se baseia, aproximadamente, nos mesmos tipos padronizados. Limitando-se
os tipos de barra a um pequeno número, eliminam-se os obstáculos para se obter uma administração
facilitada de todos os trabalhos de organização necessários à execução da armadura.
Tlpob6llco
"-ibll
de opIlQÇio
C
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C
C
J
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J
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-
-
CD
n
c::=:
J
Ti
i.il
Quaisquer. determinados. por examplo••"
de coordenad
Figura 3.8 Tipos padronizados de barras de armadura e exemplos de aplicaçio
Figura 3.8
Tipos padronizados de barras de armadura e exemplos de aplicaçio
4. Ancoragem das barras da armadura
4. Ancoragem das barras da armadura
4.1 ESFORÇOS DE FENDILHAMENTO NA ZONA DE ANCORAGEM A força de tração a ser ancorada
4.1 ESFORÇOS DE FENDILHAMENTO NA ZONA DE ANCORAGEM
A força de tração a ser ancorada Z está em equilrbrio, na zona de ancoragem (anchorage
zone), com a força de compressão D no concreto. A força de compressãp propaga-se pelo concreto,
a partir da extremidade da barra; surgem ar, então, como em qualquer caso de introdução de esforços
em uma peça, tensões principais de tração e de compressão, cujas trajetórias estão mostradas na
fig. 4.1. A soma das tensões de tração transversais à barra produz o esforço de tração transversal no
concreto, também denominado esforço de fendilhamento (splitting force); no caso de ancoragem por
aderência, esse esforço atinge, no máximo, a cerca de 0,25 Z; no caso de placas de ancoragem, é função
de a/d e oscila entre 0,15Z e 0,25Z (ver [1 b]).
Ancoragem por aderhla Placa da ancoragem o · -0 Trajet6rias da Trajet6rias da Traj8t6rias Traj8t6rias
Ancoragem por aderhla
Placa da ancoragem
o
· -0
Trajet6rias da
Trajet6rias da
Traj8t6rias
Traj8t6rias
comprealo
comprealo
detraçlo
cletraçlo
Figura 4.1 Desenvolvimento das trajet6rias das tensões principais na zona de ancoragem de uma barra
Figura 4.1
Desenvolvimento das trajet6rias das tensões principais na zona de ancoragem de uma barra de armadura
Quando o cobrimento de concreto for pequeno em relação ao diâmetro da barra ou quando
Quando o cobrimento de concreto for pequeno em relação ao diâmetro da barra ou quando
o espaçamento entre as barras for pequeno, ocorre o risco de aparecerem grandes fissuras longitudinais,
ou de fendilhamento (fig. 4.2), ou mesmo de romper-se o cobrimento de concreto devido aos esforços
de fendilhamento na zona de ancoragem. Tendo em vista a baixa resistência à tração do concreto,
principalmente na direção vertical (direção da concretagem), é preciso ter cuidado com esses esforços
de f endilh amento em qualquer local de ancoragem e, também, e m outros locais onde as barras estejam
sujeitas a elevadas tensões de aderência, especialmente naqueles pontos onde o concreto for solicitado
à tração, transversalmente à barra, devido a outras causas. Quando uma compressão transversal favorá-
vel não atuar na zona de ancoragem, é necessário utilizar uma armadura transversal externa, ao longo
do comprimento necessário à ancoragem (comprimento de ancoragem), capaz de absorver os esforços
de fendilhamento.
ViItIIl8t 1 ~----~====~~~~ Q = 3,2 cm L.l---~!::::-.,It ~ 16 ---+- -.I FI trplca de
ViItIIl8t
1
~----~====~~~~
Q
=
3,2 cm
L.l---~!::::-.,It
~ 16 ---+-
-.I
FI
trplca de rompimento, de-
Vim Inmlor
vido AI t
de fenclllhlmento
s.mlClertncll
BSt 42/50
nervurado
Figura 4.2
Fissuras na zona de ancoragem de uma barra grossa, no caso de nio existir uma armadura transversal e
quando o cobrimento de concreto for pequeno (ensaio conforme [8])
4.2 SOBRE A LOCALlZAÇAO DAS ANCORAGENS O antigo critério, segundo o qual não se deveriam
4.2 SOBRE A LOCALlZAÇAO DAS ANCORAGENS
O antigo critério, segundo o qual não se deveriam ancorar barras em zonas tracionadas,
nem sempre é válido.
A tração, no concreto, na direção longitudinal da barra, não é perigosa, quando os esforços
de tração atuantes na zona de ancoragem são cobertos por barras vizinhas que prosseguem na mesma
direção (fig. 4.3). Já a tração transversal à barra, ao contrário, deve ser considerada como prejudicial,
porque pode levar à formação de fissuras ao longo da barra, o que é favorecido pelos esforços de
fendilhamento na ancoragem (fig. 4.4). Portanto, em zonas de ancoragem tracionadas na direção .
transversal à barra, deve existir uma armadura transversal com barras pouco espaçadas, a não ser que
existam peças especiais de ancoragem. Os ganchos devem ser dispostos perpendicularmente aos pos-
síveis planos de fissuras (fig. 4.5). As zonas favoráveis de ancoragem são aquelas em que existe uma
compressão transversal à barra, em pelo menos uma direção; nessas zonas, os comprimentos de ancora-
gem podem ser reduzidos, mas faltam ainda, para isso, indicações precisas (de acordo com ensaios
de pesquisa [9], para uma compressão transversal de 1/3 PW' pode-se encurtar o comprimento pela
metade, no caso de barras lisas, e de cerca de um terço, no caso de barras nervuradas). O comprimento
de arTcoragem também é influeritiado pela posição da barra na seção transversal, por ocasião da concre-
tagem (ver parágrafo 4.3.1).
32

,

l

4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
IIIr di Irmadura [W[I[lli[I~Willlllllll~~·-· Cobertura dos esforços de traçio L L 7' I( ii
IIIr
di Irmadura
[W[I[lli[I~Willlllllll~~·-·
Cobertura dos esforços de traçio
L
L
7'
I(
ii
Comprimento'ele ancoragem
Figura 4.3 A trac;io na dlrec;l'o da barra nio representa perigo, quando os esforços de
Figura 4.3
A trac;io na dlrec;l'o da barra nio representa perigo, quando os esforços de traçio na zona de ancoragem
do cobertos por barras adjacentes
. Ia +• ++• +++~+'+••••••• Armadura do benzo a
.
Ia
+• ++• +++~+'+•••••••
Armadura do benzo
a
+• • • • • • • • FIIIU na dlraçio di armadura do benzo,
+• • • • • • • •
FIIIU
na dlraçio di
armadura do benzo, de-
vicio l flexlo tranmtrlll
Figura 4.4 A tração transversal 11 barra é prejudicial para as ancoragens (exemplo)
Figura 4.4
A tração transversal 11 barra é prejudicial para as ancoragens (exemplo)
11 barra é prejudicial para as ancoragens (exemplo) Figura 4.6 Dispor 01 ganchOl perpendicularmente 801
11 barra é prejudicial para as ancoragens (exemplo) Figura 4.6 Dispor 01 ganchOl perpendicularmente 801
Figura 4.6 Dispor 01 ganchOl perpendicularmente 801 posslvals planos de fissuras (exemplo para apoio indireto:
Figura 4.6
Dispor 01 ganchOl perpendicularmente 801 posslvals planos de fissuras (exemplo para apoio indireto:
a viga II suporta a viga I)
33
4.3 ANCORAGENS DE BARRAS TRACIONADAS 4.3.1 Ancoragens por Aderência de Extremidades Retas 4.3.1.1 Generalidades As
4.3
ANCORAGENS DE BARRAS TRACIONADAS
4.3.1
Ancoragens por Aderência de Extremidades Retas
4.3.1.1 Generalidades
As ancoragens por aderência (anchorage by bond) são baratas e por isso devem ser sempre
adotadas quando se dispuser do comprimento de ancoragem necessário. Esse comprimento resulta da
resistência de aderência (ver [1 a], Caps. 2 e 4).
Para que a ancoragem das extremidades retas seja perfeita, é necessário que a barra seja
nervurada (fig. 4.6), pois somente a resistência das nervuras ao corte produz um efeito de aderência
em q'ue se _possa confiar.
Figura 4.6
A ancoragem por aderência significa que as bielas de compressão se ap6iam nas nervuras da barra e provo-
cam tração na direção transversal ã barra
Barras lisas e barras com mossas ou saliêncié;ls*não podem, por isso, ser ancoradas apenas
através de extremidades retas, porque a aderência por adesão pode ser muito pequena, conforme o
estado da superfície da barra (por exemplo, lisa ou com irregularidades devido à ferrugem) e pode
desaparecer, sob a aç50 de cargas oscilantes ou repetidas. As barras lisas devem ser ancoradas, portan-
to, com ganchos ou laços. Para exceções, no caso de cascas e estruturas pllssadas, ver a DIN 1045,
parágrafo 24.5.
4.3.1.2 Qualidade da Aderência em Função da Situação da Barra por Ocasião da Concretagem
A resistência de aderência é fortemente influenciada pela situação da barra por ocasião
da concretagem, devido ao processo de deposi,ção do concreto; isto é levado em conta, consideran-
do-se dois tipos de situação.
Situação I (boas condições de aderência, anteriormente designada Situação B) que vale:
- para todas as barras em peças com uma dimensão d ~ 25 cm na direção da concretagem;
- para todas as .bárras que, durante a concretagem, estejam inclinadas de 45° a 90° em
relação à horizontal;
* A expressio "barras com mossas ou saliências" ou barras endenteadas foi introduzida. infalizmente. para
* A expressio "barras com mossas ou saliências" ou barras endenteadas foi introduzida. infalizmente. para dasignar barras
qua possuem pequanos relevos ou mossas. mas que nio possuem nervuras propriamante ditas; essas barras sio empregadas somanta em
malhas soldadas.
34
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
- para barras menos inclinadas e barras horizontais, em peças com d > 25 cm,
- para barras menos inclinadas e barras horizontais, em peças com
d
> 25 cm, somente
quando, durante a concretagem, estiverem situadas na metade inferior da peça ou, pelo menos, 25 cm
abaixo .da face superior da seção ou do trecho concretado da peça.
Situação /I (condições de aderência desfavoráveis, anteriormente. designada Situação A) que
vale para todas as barras que não se encontrarem na Situação I.
A fig. 4.7 mostra exemplos de classificação na Situação I ou II.
I quando d 'e:; 25 cm
II quando d
> 25 cm
Junta de concretagem
Sem junta de concretagem
Seçilo vertical II Figura 4.7 Exemplos que permitem determinar se as barras da armadura se
Seçilo vertical
II
Figura 4.7
Exemplos que permitem determinar se as barras da armadura se encontram em zona de boa aderência (I)
ou de aderência desfavorável (II)
4.3.1.3 Tensões Admiss(veis de Aderência na Região da Ancoragem
O comprimento de ancoragem é calculado, admitindo-se uma tensão de aderência constante
l' 1 (bond stress)
.
.Na realidade, a tensão
de aderência é variável, como se indica aproximadamente na
fig. 4.8.
Como os valores da resistência de aderência apresentam grande dispersão, o valor da tensão
admissevel de aderência 1'1 adm deve ser adotado com muita cautela, de tal modo que, adotando-se
no cálculo o valor médio constante 1'1 ao longo do comprimento a, obtenha-se a segurança neces-
sária. Os valores de 1'1 adm indicados na DIN 1045 referem-se a cargas de utilização (ver a Tabela 4.1
aqui apresentada). Esses valores ·foram determinados de tal modo que o deslizamento na extremidade
35
descarregada da barra, sob a ação de cargas de utilização, não seja superior a 0,01
descarregada da barra, sob a ação de cargas de utilização, não seja superior a 0,01
descarregada da barra, sob a ação de cargas de utilização, não seja superior a 0,01 mm e, sob a ação
da carga de ruptura, não seja superior a 0,1 mm (ver [1 a], parágrafo 4.2.3). Indica-se também os
valores de TI adm para barras lisas e para barras com mossas ou saliênciais, porque eles serão utili-
zados mais adiante para ancoragens com ganchos e outras.
No caso de carregamento freqüentemente repetido ("carregamento não predominantemente
estático", de acordo com a DIN 1055, FI. 3), a Determinação Complementar à DIN 1045 (abril de
1975) permite adotar as tensões de aderência da Tabela 4.1 com o seu valor total, para o caso de
barras nervuradas, e com apenas 0,85 do seu valor, para os outros tipos de barra. Quando a carga
móvel ocorre freqüentemente com seu valor total, (por exemplo, no caso de pontes rolantes), não
se deve empregar
barras I isas ou barras com mossas ou saliências.
Trajet6rl
de compreuio, dl-
reçIo das bielas de compressio
r-----t---t=---- TraJet6,
de tnIÇIo
Forva de traqIo
Duenvolvlmento da for-
ça de treçio na berra
-.f-~l---_ a --- -#-k
Comprlmll'lto da ancoragem
7", Idmltldo COMtlntl
(VIIlor de c6lculol
Dlegrama ,
t11'116u de lden1ncia
1
d
Figura 4.8
Diagrama das tanséies de ad
neia
T 1 na regllo de ancoragem de barras retas
36

j

4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
Tabela 4_1 Valores de c:dlculo da tendo admiurval de aderineia, para cargas de utllizaçio (T'1
Tabela 4_1
Valores de c:dlculo da tendo admiurval de aderineia, para cargas de utllizaçio (T'1 adm em kp/cm 2 ) de
acordo com a nova v" do Caprtulo 18 da DIN 1045
Situaçio da
Tipo de barra
T 1 adm em kp/cm 2
para
rra
Bn 150
Bn250
Bn350
Bn460
Bn660
-
Barras lisas
BSt 22/34 GU
BSt50/55 GK
6
7
8
9
10
.
Barras com monas ou
I
S81i"nc~alBSt 60/55 PK,
para malhas de aço
8
10
12
14
16
Barrai nervuradas
BSt 22/34 R
BSt42/50 R
BSt50/55 R
14
18
22
26
30
II
60% dos valores para a Situaçio I
4.3.1.4 Comprimento de Ancoragem Necessário
O comprimento de ancoragem necessário a (fig. 4.8), para barras de per(metro u, é obti-
do, para o esforço de tração Z, correspondente à carga de utilização, e com a tensão admiss(vel de
aderência TI adm' através da expressão:
a
=
=---
(4.1 )
TI adm
o u
4 TI adm
a passa a ser o valor básico do comprimento de ancoragem ao:
ao =_0
-
(4.1 a)
li 4 TI
adm
Quando a armadura existente (F e exist) é maior do que a necessária pelo cálculo (Fe nec),
pode-se determinarfacilmente o comprimento de ancoragem reduzido, a, a partir de ao' pela expressão:
l
Fe nec
1
a
= f o a
~ -f
.
a
ou
~
10 t/J .
• (4.2)
o
Fe exist
3
o
sendo f o coeficiente indicado na fig. 4.10.
A DI N 1045 determina que, por razões práticas e construtivas, mesmo no caso de valores
pequenos de oe' o comprimento de ancoragem de uma bar.ra não deve ser inferior a determinados
valores m(nimos.
Deve-se adotar então o maior dos valores 1/3 o f o ao ou 10 t/J (válido para extre-
midades retas com ou sem barras transversais soldadas, como em malhas).
37
Tabela 4.2 Valor básico e valor minimo de c6lculo, 8, do comprimento de ancoragem para
Tabela 4.2
Valor básico
e valor minimo de c6lculo, 8,
do comprimento de ancoragem para barras nervuradas
8 0
ancoradas somente por aderência
{Js
Comprimento de ancoragem ao para
Situação
[kp/cm 2 ]
Bn 150
Bn 250
Bn360
Bn450
Bn550
43
cp
34
cp
28
cp
24 cp
20
cp
ao
I
14
cp
11
cp
10 cp
10 cp
10 cp
amin
4200
86
cp
67
cp
ao
55
cp
46
cp
40
cp
II
29
cp
22
cp
18
cp
16 cp
13
cp
amin
51
cp
40 cp
33
cp
28
cp
23
cp
a ó
17 cp
13
cp
11
cp
10 cp
10 cp
amin
5000
102 cp
80
cp
65
cp
55
cp
48
cp
ao
II
34
cp
27 cp
22
cp
18
cp
16 cp
amin
4.3.1.5 Segurança Contra os Esforços de Tração Transversal (Esforços de Fendi/hamento) na Região da Ancoragem
4.3.1.5 Segurança Contra os Esforços de Tração Transversal (Esforços de Fendi/hamento) na Região
da Ancoragem
Os esforços de tração transversal (splitting forces) são máximos no terço extremo do com-
primento de ancoragem, correspondendo ao diagrama real das tensões de aderência 1'1' Para absorver
esses esforços de tração transversal, uma das seguintes condições deve ser satisfeita, no terço extremo
de a.
1.
ü
~
1,2~, para espaçamento de barras
e
~
6 ~}
ü
~
2,4~, para espaçamento de barras e = 3 ~
interpolar para
valores intermediários
Pode-se obter um cobrim ento ü
maior curvando a extremidade da barra (fig. 4.9).
2. Armadura transversal, por fora da barra, para evitar o fendilhamento do cobrimento de
concreto, quando houver possibilidade de atuação de tensões de tração transversais à
barra, provenientes de outras causas (de preferência, essa armadura deve ter a forma de
estribos).
3. Compressão transversal, como por exemp'lo, devido à reação de apoio.
L ü aumentado
Figura 4.9
Aumento do cobrimento para absorvar os esforços de traçio transvarsal
na região da ancoragem, curvando a extremidade reta da barra
38
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura

I

.,

reta da barra 38 4. Ancoragem das Barras da Armadura I . , Em geral, a

Em geral, a armadura transversal já existente, como, por exemplo, estribos em' lajes e vigas, é suficiente para absorver os esforços de tração. No caso de barras grossas muito próximas umas das

outras e, especialmente·, no caso de armaduras em várias camadas, é necessário dispor uma armadura
outras e, especialmente·, no caso de armaduras em várias camadas, é necessário dispor uma armadura
transversal adicional, em forma de estribo, na região da ancoragem. Do mesmo modo, é necessária
uma armadura transversal F eq
~ 0,25 FeL (FeL == área da seção de uma barra longitudi'nal),
quando se adota uma ancoragem com f = 0,5, conforme a fig. 4.10. Caso já exista uma armadura
transversal , cont(nua, soldada, ela pode ser levada em conta para esse fim. Em lajes e paredes com
barras de diâmetro cp > 14 mm e cobrimento usual, a armadura transversal deve ser colocada por fora
da armadura principal. na região da ancoragem, para evitar a abertura de fissuras de fendilhamento.
4.3.2
Ancoragem com Ganchos Fechados e Ganchos Abertos*
Quando se dobra a extremidade da barra em gancho fechado (hook) ou em gancho aberto
(fig. 4.10), o valor de cálculo a do comprimento de ancoragem diminui, de acordo com a Eq. 4.2,
adotando-se f = 0,7 ou 0,5. Devem ser observados, nesse caso, os diâmetros dos pinos de dobra-
mento d B indicados na Tabela 4.3.
Tabela 4.3
Valores mínimos do diimetro dos pinos de. dobramento dB
para ganchos abertos e fechados, laços e
estribos, de acordo com a nova versão do Capítulo 18 da DIN 1045
d B para os tipos de aço
Di4metro
BSt22/34
BSt 22/34
BSt 42/50
RU, RK
BSt60/55
da barra
GU
RU
BSt50/55 RK
GK,PK
cp
[mm]
Ganchos fe-
chados; laços,
Ganchos fechados é abertos,
laços, estribos
Ganchos fe-
chados, laços,
estribos
estribos
2,5 cp
cp
4cp
< 20
4
4cp
20a28
5
cp
7 cp
7 cp
7 cp
-
10 cp
>28
G
= liso,
R '=
com nervuras, P_=
com pequenas saliências, U =
sem tratamento, K =
deformado a frio
Os ganchos representados na fig. 4.10 têl!1 condições de ancorar a força máxima de tração
Zkr = F e f3 s , desde que os esforços de fendilhamento que surjam possam ser absorvidos. Como
entretanto, para uma carga igual a Zk/1,75, os deslizamentos no in(cio da . curvatura do gancho já
são muito grandes (ver [1 a], parágrafo 4.3), é necessário aliviar o esforço no gancho, por meio de um
comprimento reto de ancoragem anterior a ele. A parcela da carga de utilização que pode ser atriburda
ao gancho pode ser determinada experimentalmente, a partir de um valor "admiss(vel" de deslizamen-
to (por exemplo, 0,1 mm do in (cio da curvatura) [10].
-N.R.T. A norma DIN 1046 faz a distinção entra ganchos - quendo o 'ngulo de
-N.R.T. A norma DIN 1046 faz a distinção entra ganchos - quendo o 'ngulo de dobramento Q for maior ou Igual a 150 0 - e
ganchos am Ingulo, quando Q for maior ou igual a 90 0 e menor que 150 0 • Para manter analogia com estas definições, adotaram-se, de
preferência, as expressões gancho fachado e gancho aberto, respectivamente, em correspondência As daflnlç6as da DIN 1046. Para
maior clareza, veja-sa a fig. 4.10 no texto.
39

-------------------~-----------------------------------------------------------

Coefici- Detalhe da ancoragem Tipo de ente' ancoragem ~\=============*=1 ======II-Z 1,0 Extremldad"
Coefici-
Detalhe da ancoragem
Tipo de
ente'
ancoragem
~\=============*=1 ======II-Z
1,0
Extremldad"
~~---a---+~
f~
retal
Ganchos fechadOS
Ganchos abertO'
(admia(veIl SO°
mente para"'"at
nervurad8l)
0,7
Laços
Extremidades retas
com,
pelo ",e"OI,
tP
uma
barra
trans-
versalsolclada,em
'~==~·========~;==~~Z
t-a---f
qualquer po,lçiO
dentro do trechO 8
----~----~------------------------------------------~
Ganchos fechadOS,
ganchos abertOS OU
laços, com pelo
nOI uma barra
tJ1l "'-
versai
soldada, "O
trecho a antel do
in(cio da cul'\'8 tura
0,5
Extramidades refi'
com pelo menOS
duas barras tra"'-
versai, soldades "O
trecho 8 (distAncia
entre barras tre"'-
versail:8 q < 10 cml
;> Duas berras soldada
Figura 4.10 Coeficiente,
f
para a determinaçiO dos comprimentos de ancoragem a,
no caso de extramidades retas
de barrai, ganchOS fechado., ganchos abertos e laços
De acordo corn a nova versão do Cap(tulo 18 da DIN 1045, determina-se, de formasimpli-
De acordo corn a nova versão do Cap(tulo 18 da DIN 1045, determina-se, de formasimpli-
ficada, um comprim entO de ancoragem a (anteriormente a}), através da Eq . 4.3 e da fig . 4.10, re-
duzindo-se o valor a
através do coeficiente f = 0,7 ou 0,5:
o
40
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
Fe nec 1 d B a = f· a • ~ -f • a ou
Fe nec
1
d
B
a = f·
a
~ -f • a
ou
~
-
+
t/J
(4.3)
o
F
3
o
2
e exist
onde d B
é O diâmetro do pino de dobramento, conforme a Tabela 4.3.
d
B
O valor mínimo ( + t/J) vale para ganchos fechados e abertos com ou sem barras trans-
2
versais soldadas.
Quando existirem barras transversais soldadas em uma barra da armadura, a curvatura
do gancho só pode iniciar-se a uma distância 4 t/J além do local da solda. Quando essa distância for
ultrapassada ou quando a solda se localizar no trecho da curvatura, o diâmetro do pino de dobramento
deverá ser, no mínimo, igual a 20 t/J.
As denominadas reduções (anteriormente chamadas de "descontos devido aos ganchos") da
ancoragem, no valor de (1 - f)a o ' constituem uma aproximação dos resultados obtidos em ensaios
(fig . 4 .11). No caso
de concretos de classes de qualidade baixas e, também, no caso de barras grossas,
é recomendável não aproveitar integralmente as reduções admissíveis, porque as pressões locais no lado
interno do gancho podem conduzir ao rompimento do concreto ou ao aparecimento de fissuras muito
abertas. Para a armadura transversal na zona de ancoragem, ver parágrafo 4.3.1 .5.
O gancho não pode ficar situado muito próximo da superf(cie externa lateral, onde ele pode-
ria deixar de funcionar, devido ao rompimento de uma casca de concreto. Para f = 0,7 e f = 0,5,
de acordo com a fig. 4.10, é necessário existir um cobrimento de concreto ~ 3 t/J, na direção normal
ao plano do gancho ou então estribos pouco espaçados, ou ainda, uma compressão transversal na
Barras nervu
Barras I'"
tP
tP
BSt I
BSt III
~,-----.-----~--~-----,
SO,-----.----,.---~----_,
40~----+---~r---~-----1
30 -t---""
20
10 +---'-'--
O~----T-----~--~-----i
0+--~--~--+----1
200
3QO
400
SOO
600
200
300
400
SOO
600
~w·[kp/cm 2 j
~w[kp/cm2j
Figura 4.11 Parcela de carga de ganchos (d B = 51/», calculada como um comprimento de ancoragem rato equivalente.
Comparaçio entre resultados experimental. (diferentes .ltuaçé5el por ocasllo da concretagem) e o especifi-
cado pela DIN 1045 (conforme [11})
41
= direção normal ao plano do gancho. Caso contrário , deve-se adotar f 1,0 (em
=
direção normal ao plano do gancho.
Caso contrário , deve-se adotar
f
1,0 (em vez de
f
= 0,7,
de acordo com a fig. 4.10) ou
f
= 0,7 (em vez de
f
= 0,5).
Nas barras mais próximas às faces laterais, ancoradas com ganchos, estes devem ser dispostos
inclinados ou deitados, afastando-se da face (fig. 4 . 12). A melhor posição dos ganchos é a perpendicu-
lar às tensões de compressão. Deve-se evitar o acúmulo de ganchos ("salada" de ganchos), porque,
nesses locais, formam-se facilmente ninhos de concretagem (concreto mal adensado). Solução : defasar
os ganchos de, pelo menos, 15 cp um em relação ao outro .
Ganchos de barras grossas em armaduras densas devem ser detalhados em escala, nos de-
senhos de armadura, para que se verifique se há espaço suficiente para eles e se não resl:lltam grandes
zonas de concreto sem armadura, fora da curvatura do gancho. Em apoios curtos, os ganchos em
barras grossas são inconvenientes, porque o concreto abaixo do gancho pode ser "cortado" (fig. 4.13).
Solução : armadura local constitu(da por grampos, com diâmetros menores e com ancoragem em laço
ou placas de ancoragem.
Apolo curto Jttttt t t t t t Pressio do apoio ü ;;. 3 tP
Apolo curto
Jttttt
t t t t t
Pressio do apoio
ü ;;. 3 tP para gan chos
Alma estralta
Comprealo
Grampos
t t t
t
t t
t 1t
ttHt
Pressão do apoio
Ganchos deitados
-a
~
Planta
Planta
Figura 4.12 O fendilhamento da alma pelos ganchos
é evitado por meio de ganchos inclinados
ou deitados. Uma compressio transversal
é favorável
Figura 4.13 Em apoios curtos, ganchos em barras grossas
010 slo suficientes, a nlo ser qlle sejam dispos-
tos grampos, como indicado
42

I

')

.{
.{
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4.3.3 Ancoragem em Laço Considera-se como ancoragens em laço somente aqueles laços em que ambas
4.3.3 Ancoragem em Laço
Considera-se como ancoragens em laço somente aqueles laços em que ambas as extremida-
des das barras são, aproximadamente, solicitadas igualmente à tração (fig. 4.14, em cima). A pressão
devido à mudança de direção da barra (= pressão diametral) em uma curva de um laço, com um
diâmetro do pino de dobramento igual a d B , é dada aproximadamente por
Pu
(4.4)
=
4.3.3. 1 Laços sem Armadura Transversal De acordo com os resultados de ensaios em laços
4.3.3. 1 Laços sem Armadura Transversal
De acordo com os resultados de ensaios em laços sem armadura t ransversal [12 a], a pressão
admiss(vel em uma curva de laço, para a carga de utilização, é:
(4.5)
onde e é a d ist ância eixo
.a eixo entre dois planos de
laços ou a distância
eR
do plano do laço à
superfície do concreto (fig. 4.14).
Da Eq. 4.5 , obtém -se o diâmetro necessário do pino de dobramento:
n>
~ 5,24 2
cp
(4.6)
d B
f3 w N
-V -;
onde oe é a tensão existente no aço no in(cio da curvatura, para a carga de utilização.
I ~3t/l,Jl.nrCiO da ancoragem
;;. 31/>~
Inrcio da ancoragem
~:;::;;;;:::;::::= ::;==::::J -
Z
~::=:;::;:::;::===:l-
Z
~
~
I/>
~~±:::===::$ _ Z
""=:t:===:::::l- Z
1_2Z
2Z
1
F. transy
= -
• --
5
0eadm
Figura 4.14 Ancoragem em laço
Figura 4.15 Zona para localizaçio da armadura transversal
nas ancoragens em laço
43

p

Devido à propagação da pressão diametral Pu' introduzida pelo laço, como uma carga linear, surgem
Devido à propagação da pressão diametral Pu' introduzida pelo laço, como uma carga linear,
surgem esforços de fendilhamento, normais ao plano do laço (fig. 4.14), que podem levar ao rompi-
mento ç:las zonas de bordo, caso não se - adote um cobrimento de concreto ü ~ 3 tP ou ü ~ 3 cm.
Ancoragens em laço sem armadura transversal só podem ser utilizadas no caso de carregamento predo-
minantemente estático. O ponto inicial da ancoragem deve estar situado a uma distância de 3 ~ do
início da curvatura.
Caso se adote um diâmetro do pino de dobramento d B menor, por exemplo, de acordo
com a Tabela 4.3, deve-se adotar, para a ancoragem do laço, o valor de cálculo, a, do comprimento
de ancoragem (anteriormente: "comprimento adicional de ancoragem aI "), de acordo com a Eq. 4.3
e a fig. 4.10 (f = 0,7).
No caso de espessuras reduzidas de concreto, deve-se observar, eventualmente, que o diâme-
tro do
laço executado em torno de um pino com diâmetro d B torna-se cerca de
10% maior que d B ,
devido à recuperação da deformação elástica; o cobrimento de concreto exigido deve ser entretanto
mantido.
{I.3.3.2 Laços com Armadura Transversal Quando for colocada uma armadura transversal (no mínimo 2 tP
{I.3.3.2 Laços com Armadura Transversal
Quando for colocada uma armadura transversal (no mínimo 2 tP 5 mm), na zona indicada
na fig. 4.15, para absorver os esforços de fendilhamento, cujo valor pode ser admitido como aproxima-
2z
damente igual a -5- , ou quando existir uma compressão transversal suficiente, pode-se adotar um
diâmetro do pino de dobramento igual a:
(4.7) No caso de existir uma compressão transversal proveniente de uma placa de apoio, o
(4.7)
No caso de existir uma compressão transversal proveniente de uma placa de apoio, o termo
2,8 tP/e pode ser eliminado, na expressão acima.
O ponto inicial da ancoragem deve ficar a uma ~istância de 3 tP do início da curvatura
(fig. 4.14); o cobrimento de concreto
ü
deve ser no mínimo
~
3
~
ou
~
3
cm. No caso de e
ser grande, essa equação se baseia em uma pressão, devido à mudança de direção, igual à resistência
(3s
cúbica à compressão
(3wN'
=
= -.
para
ue
ue adm
A fig. 4.16 mostra a representação gráfica da
v
Eq.4.7.
Quando se adota uma diâmetro do pino
de dobramento, d B , menor (por exemplo, de
acordo com a Tabela 4.3), deve-se adotar, para a ancoragem do laço, o valor de cálculo, a, do
comprimento de ancoragem, de acordo com a Eq. 4.3 e a fig. 4.10 (f = 0,7 ou 0,5). No caso
de ancoragem com barra transversal soldada (f = 0,5) é necessária uma armadura transversal com
2z
1
Fe transv ~ 1,5 • -5- • --- . Pode-se considerar a armadura transversal soldada existente como
ue adm
fazendo parte dessa armadura, desde que seja cont(nua.

44

.

)

4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
LBn Em ensaios realizados com laços tracionados [13] (d B = 1O~, BSt 42/50, concreto
LBn
Em ensaios realizados com laços tracionados [13] (d B = 1O~, BSt 42/50, concreto leve
200), sem comprimento de ancoragem reta adicional, o deslizamento no início da curvatura
(3
foi inferior a 0,1 mm, mesmo para tensões maiores que ue adm = 1 ~5
,
da ZOI/) -; " ZO. para da da DIN 1041 211/) = - alP Tendo
da
ZOI/)
-;
"
ZO.
para da da DIN 1041
211/)
=
- alP
Tendo no !IÇO no inicio da curvatura
,~j
• = Dildnci. entre eixos d. barras de 2
nos
d8111Ç01 ou disdncia .R do
a.
I
- do I!IÇO • IUpafflci. do con-
-
creto
~~~ :
a.
~ .--,~
I/)
damin = 11,4+ 2,8 -I' -.
I/)
1Ie9Io-
lIwN
Figura 4.18 Ábaco para determinaçio do diâmetro do pino de dobramento n8C8lSério d B para laços traclonados
com a armadura transvenal

45

4.3.4 Ancoragem com Barras Transversais Soldadas, Malhas de Aço Soldadas Nas malhas de aço soldadas
4.3.4 Ancoragem com Barras Transversais Soldadas, Malhas de Aço Soldadas Nas malhas de aço soldadas
4.3.4
Ancoragem com Barras Transversais Soldadas, Malhas de Aço Soldadas
Nas malhas de aço soldadas (welded wire fabricJ, as barras transversais soldadas funcionam,
em princípio, para ancorar (fig. 4.17 a). Nas malhas de barras lisas, deve-se atribuir a ancoragem intei-
ramente às b~rras transversais; nas malhas de barras ' nervuradas ou com mossas ou saliências, a anco-
ragem das barras longitudinais é obtida pela ação conjunta das barras transversais e da aderência
(fig. 4.17 b). A- parcela da força suportada por uma barra transversal é função do deslizamento local
a)
Barras nervuradas
b)
l' n
r
-
.:
i'
.~ /l~
e
-z
l
l
d>5cm
'17
'1
>5t1>
> 2,5 cm
< 10cm
Barras lisas ou com mossa. ou saliências
> a para barras nervuradas de acordo com a Eq. 4.2
,L
a
,Ir
c::::::!!::::=:=!::=:!::====4t=::!e== _
e
e
ti> ,#=
Z
l
l
~
>5cm
x(cm)
> 5 ti>
"35cm
Figura 4.17
Barras transversais 50 Idadas ·para ancoragem (a) e variação teórica das tensões ,no aço quando a ancoragem
for obtida através de barras transversais e aderência (b)
[kp/cm 2 ]
tl>Q
ti>L
°eL
10
2500
10
tl>L -
~
12
10
2000
10
12
6
10
1500
8
12
[mm]
1000
500~~~~--~-------+--------~--------1
Barras situada. em baixo
(Situaçio I)
0+--------4--------4-------~--------~6
O
0,05
0,1
0,15
0,2 [mm]
De.lizamento na extremidade descarregada da barra
Figura 4.18
Comportamento quanto à deformação de barras nerwradas, ancoradas em concreto através de barras
transversais soldadas (elaborado a partir de [14])
46
-
-
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
da barra longitudinal e, portanto, da localização da barra transversal no trecho de ancoragem (14].
da barra longitudinal e, portanto, da localização da barra transversal no trecho de ancoragem (14].
Esse deslizamento deve ser limitado para as condições de utilização (fig. 4.18). Com isso, freqüen-
temente, não se pode aproveitar integralmente a capacidade resistente das barras transversais soldadas ,
A capacidade resistente da solda deve ser verificada em ensaio do nó, sem concreto, de acor-
do com a DIN 448, FI. 5, como mostra a fig. 4.19 I e deve atingir o valor S ;;;
0,35 • Fe • 13 02 ,
no caso
de barras com mossas ou saliências ou nervuradas; e S = 0,3 • F e • 13 0 2' no caso de bar;as
lisas; em geral, essa resistência fica acima desses valores. Quando envolvida 'por co'ncreto, a barra trans-
versal tem uma capacidade bem maior, o q'ue já foi constatado, entre outros, na ancoragem de estribos

em malha [15]. m , I ----II nT4

c=~:::::=;;-Barra transversal -+--';;:'--'-r-T"" - k::15 I,~15 ~. t~15 ; I,~- '1 JS ~ ,---
c=~:::::=;;-Barra transversal -+--';;:'--'-r-T""
-
k::15
I,~15 ~.
t~15 ; I,~- '1 JS
~
,---
--
Corte
--
1+---- Barra tracionada - --+ •
Barra dupla
Barra isolada
Barra tracionada - --+ • Barra dupla Barra isolada ~15 ~70 -J- Figura 4.19 I Dimensões

~15

~70
~70

-J-

Figura 4.19 I Dimensões dos corpos de prova, para verificação d!i resistência ao corte de
Figura 4.19 I
Dimensões dos corpos de prova, para verificação d!i resistência ao corte de barras transversais soldadas
com solda de ponto
A nova versão do Capítulo 18 da DI N 1045 estabelece, de agora em diante,
A nova versão do Capítulo 18 da DI N 1045 estabelece, de agora em diante, que a força de
ancoragem atribu ível às malhas soldadas e como a para barras isoladas com barras transversais soldadas
(fig. 4.10). O critério precavido, de m barras transversais ou n malhas, usual até então de acordo
com a DIN 1045, parágrafo 18.3.3.5, não está mais em vigor.
No
,
de calculQ
caso de malhas soldadas, constituídas de barras nervuradas, o valor básico a e o valor
a do comprimento de ancoragem devem ser calculados de acordo com as Eqs. 4.1 a e
o
4.2 0U 4.3. Como no caso de malhas com barras duplas, não se pode levar em conta o perímetro
total de ambas as barras para a aderência a determinação dos comprimentos dê ancoragem deve ba-
sear-se em uma barra isolada de seção equivalente à das duas barras.
No caso de malhas constituídas de barras lisas ou com mossas ou saliências, são necessárias
pelo menos 4 barras transversais soldadas para a ancoragem, quando a área da armadura for integral-
mente aproveitada (= ao)' Quando a armadura não for totalmente aproveitada (= a), bastam, para
a ancoragem
Anec
= 4
n
(arredondar o valor de n para um número inteiro)
(4.8)
Aexist
barras t ransversai s soldadas. A fig. 4.17 a mostra os espaçamen t os das barr as tr ansversais. Os valores
que da í resultam para o valor básico
ao e para o valor de cálculo,
a,
do comprimento de ancoragem
47

I

I

:

I

,

devem ser superiores · ou no mínimo iguais, respectivamente, aos valores de ao e de
devem ser superiores · ou no mínimo iguais, respectivamente, aos valores de ao e de a, para barras
nervuradas de acordo com as Eqs. 4.1 a e 4.2 ou 4.3.
No caso de malhas soldadas em lajes e paredes, a armadura transversal pode ficar na camada
mais interna, mesmo na zona de ancoragem. Em outras peças estruturais, a posição da armadura
transversal deve obedecer às indicações do parágrafo 4.3.1.5.
Para a solda de barras transversais, deve observar-se a DIN 4099; para malhas de aço solda-
das, a DIN 488.
4.3.5
Ancoragem de Feixes de Barras
As barras individuais constituintes de feixes trac;onados podem terminar em uma mesma
seção de um apoio extremo ou intermediário. Esse critério também se aplica a feixes de barras que
terminam antes do apoio e com d <; 28 mm; feixes de barras com d ev > 28 mm, entretanto,
devem ser ancorados de acordo co~~sfigs. 4.19 II a ou 4.1911 b (ver fig. 3.2 para a definição de dev).
Quando as barras individuais que constituem o feixe são ancoradas defasadamente entre si,
de acordo com a fig. 4.1911 a, pode-se entrar com o diâmetro
tP da barra individual, para o cálculo
do valor básico do comprimento de ancoragem, ao' através da Eq. 4.1 a. Quando a defasagem longi-
tudinal for inferior ao indicado na fig. 4.19 II a, ou for igual a zero, deve-se entrar com devem vez
de
tP,
na Eq. 4.1 a. Para a determinação da armadura transversal na zona de ancoragem, de acordo
com o parágrafo 4.3.1.5, deve-se proceder analogamente.
f-Pf
~
aI
123
I
.
1
~l'l-2
E
E
l~
J.--1.3 o ------J.-
.,j
-
o --H--1.3 o --J
Edeaconlo
com a flg.7.4
Detarmlft8\llo de II tomando 1/1 por bala
::0.30 +i!:0.30 L bl I r ' 123 E • 11 L_z I • •
::0.30 +i!:0.30 L
bl
I
r
'
123
E
11
L_z
I
I
i
E
E
i
2
3
1
E de acordo
L
~
o
"
com a fig. 7.4
"
a
~
e-+
~
L
~
e4
Q
Para O <; ti < II, a detarmlM9lo de II • fe\ta com bala no wIor dtlv
Figura 4.19 II Para a ancoragem de feixes de barras:
a) barras defal8Cl81 longitudinalmente -
determinar
ou 8, tendo por ba.
o
;
da barra Individuai;
8 0
<
b) defasagem longitudinal das barras Individuais
1,3 a -
determinar .0
ou 8, tomando por ba. o
d ev do feixe
48
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4.3.6 Dispositivos e Peças de Ancoragem Quando o comprimento de ancoragem existente não for suficiente
4.3.6 Dispositivos e Peças de Ancoragem
Quando o comprimento de ancoragem existente não for suficiente para ancoragem por
aderência, nem para ancoragem com ganchos ou laços, é necessário ligar a extremidade da barra a um
dispositivo ou peça de ancoragem (por um meio de ligação eficaz e adequado à força existente e à for-
ma da peça) que deve ser dimensionada analiticamente, ou ter sua capacidade resistente verificada por
meio de ensaios. Quando o carregamento não for predominantemente estático, recomenda-se verificar
a capacidade resistente por meio de ensaios; deve-se utilizar somente 70% da amplitude de oscilação
ou 50% da resistência à ruptura estática, comprovadamente determinadas nos ensaios.
A superfície de contato da peça de ancoragem deve ser dimensionada para a pressão admis-
sível em áreas parcialmente carregadas, conforme ([1 b], Cap. 3). No caso de ser ultrapassada a pressão
admissível, a capacidade resistente da ancoragem deve ser verificada por meio de ensaios. Os esforços
de fendilhamento que surgem devem ser absorvidos por uma armadura. Quando o concreto for cinta-
do (armadura em hélice), a superfície de contato pode ser menor.
No caso de apoios curtos, recomenda-se o uso de cantoneiras de aço (fig. 4.20). A simples
placa de ancoragem deve ter uma ligação à barra dimensionada para todo o valor do esforço admissível
na barra (fig. 4.21 a); para isso, a barra pode atravessar a placa e ser soldada, no lado externo,
chanfrando o furo na placa em toda a volta. Uma solda de filete, em toda a volta, no lado interno
(fig. 4.21 b) resiste apenas a uma parte do esforço admissível. A execução de soldas de topo por pres-
são, com máquinas especiais - como as usadas para a solda de pinos em vigas de aço - que irão fun-
cionar corno vigas mistas, poderia ser uma solução. Para ligações por meio de solda, deve-se obser-
var a DIN 4099.
- - Figura 4.20 Comprimento de ancoragem reduzido por meio de cantonalra soldada
-
-
Figura 4.20
Comprimento de ancoragem reduzido por meio de cantonalra soldada
el bl Nio • suficiente para Zaclm - Figura 4.21 Placa de ancoragem: a) para
el
bl
Nio • suficiente para Zaclm
-
Figura 4.21 Placa de ancoragem:
a) para
Zadm;
b) com solda de filete, em toda a volta nlo resiste ao esforço total
na barra
49
As placas de ancoragem também podem ser mantidas em suas posições por meio de extremi-
As placas de ancoragem também podem ser mantidas em suas posições por meio de extremi-
dades rosqueadas e porcas (levar em conta a área do núcleo!). Porcas de maiores dimensões podem ser
enfiadas em extremidades rosqueadas e utilizadas como peças de ancoragem (fig. 4.22). As peças
de ancoragem podem ser ainda forjadas, fabricadas por meio de solda de pressão a gás ou por prensa
hidráulica (fig. 4.23).
Barras com rosca laminada (ver parágrafo 5.2.2) podem ser munidas de placas de ancoragem,
de forma simples [17 a, págs. 65 a 73].
Barras transversais soldadas manualmente (welded cross bars) são usuais nos Estados Unidos
(fig. 4.24). Quando o carregamento admissível for determinado por meio de ensaios, é necessário
limitar o deslizamento, na extremidade descarregada da barra, em 0,01 mm para a carga de utilização,
e em 0,1 mm para 1,75 vezes
a carga de utilização .
-
Figura 4.22
Placa de ancoragem com rosca; somente a
seção do núcleo é resistente
Figura 4.23
Cabeça de ancoragem forjada ou prensada
contra a placa de ancoragem
aI
bl
a melhor que b Figura 4.24 Barra transversal soldada
a melhor que b
Figura 4.24
Barra transversal soldada
4.4 ANCORAGENS DE BARRAS COMPRIMIDAS No caso de barras comprimidas, deve-se considerar que as tensões
4.4 ANCORAGENS DE BARRAS COMPRIMIDAS
No caso de barras comprimidas, deve-se considerar que as tensões no aço, inicialmente
baixas (n vezes a tensão no concreto), podem aumentar até o limite de escoamento, sob a ação de
carga de longa duração, pelo efeito de deformação lenta do concreto, quando as tensões de compres-
são no concreto forem elevadas e a taxa de armadura for baixa (ver [1 c], parágrafo 4.1) . Recomen-
da-se, portanto, em geral, não adotar comprimentos de ancoragem muito exíguos.
O comprimento de ancoragem é determinado pela Eq. 4.2; não são perniitidas, entretanto,
reduções devido à existência de ganchos
(f = 1,0). Uma parte consid erável da força de compressão
é sempre transmit i da por "pressão de ponta" da extremidade da barra (fi g. 4. 25 ) . Existe o risco de
que a pressão de ponta cause o rompimento, transversalmente, de uma casca de concreto. Por esse
50
4. Ancoragem das Barras da Armadura
4. Ancoragem das Barras da Armadura
motivo, no caso de barras grossas com pequeno cobrimento de concreto (ü = 1,2 a
motivo, no caso de barras grossas com pequeno cobrimento de concreto (ü = 1,2 a 1,5 ~) é neces-
sário existir ainda uma armadura transversal, além da extremidade da barra (fig. 4.25 à direita): dois ou
três estribos de diâmetro pequeno, com espaçamento < 4~, são suficientes.
As mesmas considerações são também válidas para feixes de barras comprimidas, cujas barras .
constituintes devam terminar em uma mesma seção. Quando o diâmetro da barra equivalente, de v'
for maior que 28 mm, deve-se dispor, na região da extremidade do feixe, pelo menos 4 estribos com
rp 12 mm, dos quais um deve ir além da extremidade do feixe.
A pressão de ponta pode causar também um rompimento, em forma de cone, do concreto,
quando as barras comprimidas terminarem em local próximo à superfície externa do concreto, como,
por exemplo, a superfície superior de lajes de cobertura (fig. 4.26).
Quando , em caso contrário, a pressão da barra ou do feixe de barras se exercer sobre uma
peça de maiores dimensões, armada transversalmente - como, por exemplo, barras de pilares sobre
sapatas de' fundação - pode-se prescindir de um comprimento de ancoragem, desde que, na peça
estrutural que recebe a compressão (fig . 4.27), tenha-se para barras de aço BSt I, um concreto de classe
Bn ~ 250; e, para barras de aço de BSt III, um concreto de classe Bn ~ 350.
Isto acontece porque o concreto, nesses locais, suporta pressões localizadas da ordem de
8 a 10 vezes sua resistência cúbica à compressão. Na extremidade do pilar - na região do comprimen-
to de ancoragem a - O espaçamento entre estribos deve ser bém apertado, de tal modo que uma parte
da força de compressão da barra possa ser absorvida por aderência e pelo aumento de resistência à
compressão do concreto (cintamento).
Ganchos abertos ou fechados são inadequados para a ancoragem de barras comprimidas,
principalmente quando estiverem altamente solicitados e próximos a uma superfície externa (fig. 4.28a);
eles foram, entretanto, erroneamente exigidos pela DIN 1045, parágrafo 18.3.4, para barras lisas,
porém a nova versão do Capítulo 18 da DIN 1045 não apresenta mais essa exigência. Para pilares
recomenda-se, sempre, extremidades retas, com estribos pouco espaçados (f ig. 4.28b).
Barra qua continua
/
/
/
/
/
/
Barra qua termina em a·a
/
Armadura transversal
Risco de fissuras
de fendllhamento
/0///
Corte a·a
/ ////>
4<1>L
Figura 4.25
Pressio de ponta S em barras comprimidas; o risco de fendilhamento, provocado pela pressio de ponta
é diminuído, no caso de barrai grossas, por meio de armadura transversal colocada além da extremidade
da barra
51

p

Risco de rompimento e melhor encurter ou dobrar Estribos com espaçamento apertado no comprimento a
Risco de rompimento
e melhor encurter ou dobrar
Estribos com
espaçamento
apertado no
comprimento a
t
t
_"
Figura 4.26 Precauçio a ser tomada com barras compri-
midas próximas 8 superf(cies externas de
concreto
Figura 4.27
Colocaçi'o de barras comprimidas sobre
peças de concreto armadas transversalmen-
te, sem comprimento de ancoragem
Figura 4.28
Ganchos aio inadequados para a ancoragem de barras comprimidas, especialmente em pilares
52
5. Emendas das barras da armadura
5. Emendas das barras da armadura

J

As emendas (splices) devem ser evitadas o maisposslvel, aproveitando-se integralmente os com- primentos de barras
As emendas (splices) devem ser evitadas o maisposslvel, aproveitando-se integralmente os com-
primentos de barras usualmente encontradas no comércio: 12 a 14 m. Encomendando-se a tempo quan-
tidades suficientemente grandes, podem ser fornecidas barras com comprimentos de até cerca de 30 m.
5.1 GENERALIDADES
As emendas diretas das barras da armadura (por exemplo, por solda de topo) podem ser
dispostas em qualquer lugar, pois o cOl')creto n~o participa da transmissão dos esforços.
No caso de emendas indiretas, é necessário que o concreto participe: o esforço é transmitido
de uma barra à outra, por aderência ou por esforços devido à mudança de direção da barra, através de
bielas inclinadas de compressão (ver fig. 5.12). Surgem, então, de acordo com a analogia da treliça,
esforços de tração transversal, que exigem armaduras transversais ou uma compressão transversal e
bastante cobrimento de concreto.
Em princípio, não se deve fazer emendas indiretas em zonas de solicitações elevadas e, onde
adotadas, devem ser, sempre que possível, defasadas umas em relação às outras.
5.2
EMENDAS DIRETAS
5.2.1
Emendas Soldadas Solicitadas à Tração e à Compressio
A DIN 4099 fixa as condições para execução de soldas em barras de aço para concreto. S6
devem ser soldadas, uma à outra, barras do mesmo tipo de aço. Os problemas básicos da execução
de solda em barras de aço para concreto são tratados em [3].
As emendas soldadas (welded splices) podem ser executadas como emenda de topo (solda de
topo aut6gena por pressão, solda por pressão a gás - para a qual é necessária a permissão da fiscali-
zação ~ ou solda a arco elétrico), como emenda por traspasse ou como emenda com cobre-juntas.
Deve ser dada preferência à solda de topo (butt weld) aut6gena por pressão (à resistência elétrica ou a
gás) sempre que possa ser executada sem maiores despesas.
Tendo em vista a possibilidade de formação de fissuras, não é recomendável emendar todas
as barras de uma peça na mesma seção transversal, espe~ialmente no caso de solicitações repetidas
(fadiga), embora isso seja permitido pela DIN 1045.
Atualmente, são permitidas emendas soldadas também em peças curvas; o in ício da curvatura
deve estar situado a uma distância no mínimo igual a 4l/> da extremidade do local da solda. Caso
essa distância não seja mantida, o diâmetro do pino de dobramento d B deverá ser ~ 20 l/>.
O processo de solda deve ser escolhido de acordo com a soldabil idade do material (ver [1 a],
parágrafo 3.4 ou DIN 4099) e com o tipo de carregamento.
- A solda de topo autógena por pressão, à resistência elétrica (fig. 5.1) ou por pressão a gás,
pode ser calculada com a seção total da barra, em aços não tratados e deformados a frio; no caso de
solicitação à fadiga, deve-se observar uma amplitude de oscilação ~ 1 000 kp/cm 2 .
- A solda de topo a arco elétrico metálico, com chanfro em X (fig. 5.2),
- A solda de topo a arco elétrico metálico, com chanfro em X (fig. 5.2), no caso de carrega-
mento predominantemente estático, é admissível tanto para aços deformados a frio (com ~ ~ 20 mm)
como,para aços não tratados.
Quando o carregamento não for predominantemente estático (amplitude
de oscilação ~ 1 000 kp/cm 2 ), esse
tipo de emenda de topo s6 pode ser utilizado em emendas com-
primidas para o aço BSt 22/34 RU, e para todos os aços R K, para ~ ~ 20 mm. Os aços não tratados,
em desacordo com a DI N 4099, parágrafo 7.3.5, são freqüentemente soldados.
,
&
OD
é
&
CD
á!tP ;;. 20 mm
~
para os aços RK
Figura 5.1
Emenda de topo com solda aut6gena por
pressão
Figura 5.2
Emenda
de
topo
com
chanfro
em
X
A emenda por traspasse (solda a arco elétrico metálico), com cordão de solda de filete de
um s6 lado e interrompido, conforme a fig. 5.3, é considerada como equivalente à capacidad~ de
carga da barra; o desvio do fluxo dos esforços devido à excentricidade deve ser absorvido por uma
armadura transversal. Este tipo de emenda é adequada para o aço BSt 22/34 RU com ~ > 12 mm
e para todos os aços nervurados, deformados a frio, e é inadequada para o caso de solicitação à fadiga.
-
(l))III))) l)))lllll
II) j I) n) II I) ))) I) III
.J.-- 5 tP _-./'-~l
5 tP
Resllfllncla equi-
valente à da barra
Figura 5.3
Emenda de traspasse soldada
A emenda com cobre-juntas (solda a arco elétrico metálico) pode ser executada com co-
bre-juntas constitu ídos por barras de emenda (fig. 5.4) ou por outros tipos de peças de união apropria-
dos (fig. 5.4b), devendo-se procurar obter a menor excentricidade possível para os cordões de solda.
Este tipo de emenda é adequado para o aço BSt 22/34 RU com ~ > 12 mm e para todos os aços
nervurados deformados a frio, e inadequado para o caso de solicitação à fadiga.
-
tP2 ;;. 0,71 tP.
tP.;;' 14 mm
lpara o aço BSt 22/34 RU)
k.
b)
,
---1I:~;:;:;~;;:;:!!zzIi]t:!!!ffiI;;;:;'tfMtIi·;;;;ZIr-::------,
Figura 5.4
Emenda soldada com cobre-juntas
54
5. Emendas das Barras da Armadura
5. Emendas das Barras da Armadura
5.2.2 Emendas com Luvas Rosqueadas Para evitar a perda de seção provocada pelo recorte das
5.2.2 Emendas com Luvas Rosqueadas
Para evitar a perda de seção provocada pelo recorte das roscas, pode-se engrossar as extre-
midades das barras na forja, ou soldar de topo pedaços de barra com diâmetro maior, rosqueados
e pré-fabricados (fig. 5.5a). Evita-se o enfraquecimento da barra laminando-se a rosca. Atualmente,
laminam-se roscas mesmo em barras nervuradas, devendo as extremidades das mesmas ser previamente
descascadas ("Ligação tipo parafuso WD" fig. 5.5b [16]). Quando a rosca for recortada, s6 se pode
considerar no cálculo, a seção do núcleo, com 80% da seção da barra; quando a rosca for laminada,
pode-se considerar a seção total. As luvas ou esticadores devem ter uma capacidade resistente igual a
1,213 z (e 1,0 vez em relação a 13 S ) à das barras a serem ligadas e deveriam ser mais finas na extremida-
des, para evitar que os primeiros dentes da rosca sejam excessivamente solicitados. ~ necessário
garantir que as barras penetrem suficientemente na luva. O aumento de comprimento que se soma ao
alongamento elástico (deslizamento na rosca), sob ação das cargas de uti Iização, pode ser igual a
0,1 mm, no máximo, para ambas as extremidades da luva.

a)

0,1 mm, no máximo, para ambas as extremidades da luva. a) As extremidades dai barras alo
As extremidades dai barras alo forjadas
As extremidades dai
barras alo forjadas
Soldada b) Luva Figura 5.5 Emenda com luva rosqueada: a) com extremidades das barraI forjadas
Soldada
b)
Luva
Figura 5.5
Emenda com luva rosqueada:
a) com extremidades das barraI forjadas e rosca recortada;
b) em barres
nervuredas, com rosca laminada, "ligaçi"o tipo parafuso WD"
Barras de armadura com nervuras laminadas em usina, em forma de rosca, ao longo de
Barras de armadura com nervuras laminadas em usina, em forma de rosca, ao longo de todo o
seu comprimento [17a, págs. 51 a 73, e 17b], podem ser emendadas com luvas rosqueadas adequadas
(fig. 5.6). Devido à folga entre as nervuras e as ranhuras da rosca, é necessário usar contraporcas em
emendas tracionadas, não-tensionadas previamente (não-protendidas).

Para a determinação do cobrimento de concreto, de acordo com o parágrafo 3.6, e da distância livre entre barras na zona de emenda, de acordo com o parágrafo 3.4, deve-se considerar o diâmetro da luva.

livre entre barras na zona de emenda, de acordo com o parágrafo 3.4, deve-se considerar o
livre entre barras na zona de emenda, de acordo com o parágrafo 3.4, deve-se considerar o
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55
Contraporc:a Luva rOlCluea' hexagonal da radonda Figura 5.6 Emendas com luvas rosqueadas em barras com
Contraporc:a
Luva rOlCluea'
hexagonal
da radonda
Figura 5.6
Emendas com luvas rosqueadas em barras com rosca laminada cont(nua:
a) barra de protensão da firma DYWIDAG
I/J 26,5 e I/J 15 mm
Aços St 85/105 e St 90/110;
b) emenda com luva GEWI (não protendi-
da, BStG) * I/J 20 a 28 mm, BSt42/50 RU
No caso de emendas com luvas rosqueadas, quando o carregamento não for predominante-
mente estático, exige-se que sua eficiência seja comprovada por meio de ensaios.
5.2.3 Emendas com Luvas de Pressio para Barras Nervuradas
Os tubos-luva são com~~imidos com
prensa hidráulica na obra, sendo que na maioria
dos casos, no próprio iocal da barra a ser monta-
da (fig. 5.7).
-
-
A luva deforma-se contra as nervuras,
formando dentes, e alonga-se; a barra a ser
emendaoo, portanto, deve ficar livre para se
deslocar no sentido longitu'dinal.
-
-
-
Barras com diâmetros diferentes tam-
bém podem ser ligadas; por exemplo 4> 28 com
f/J 25 mm O comprimento da luva é de cerca de
7 f/J, e o diâmetro externo é de cerca de 1,6 vezes
o diâmetro da barra.
-
-
Figura 5.7
Emenda com luva de pressão
Para a compressão da luva, é necessário um espaçamento entre as barras de pelo menos
10 cm, para a prensa (ver [18]).
No caso de solicitação à fadiga, pode-se calcular com uma amplitude de oscilação de
aproximadamente 1 100 kp/cm 2 . As luvas de pressão podem ser usadas, também, em emendas ros-
queadas, conforme indica a fig. 5.8.
Os pinos rosqueados são fabricados com aço de alta resistência (St 85/105).
capacidade resistente equivalente à da barra, para tração ou compressão.
A emenda tem
* N. R. T. BStG = Aço para concreto GEWI.
* N.
R. T.
BStG = Aço para concreto GEWI.

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5. Emendas das Barras da Armadura
5. Emendas das Barras da Armadura
Rosca Primeira metade concreteda r .P~n.do -, f f ~1p~~3- ~,-~~,'Çrs:s Barra da armadura Pino
Rosca
Primeira metade concreteda
r .P~n.do -,
f
f
~1p~~3-
~,-~~,'Çrs:s
Barra da armadura
Pino rosqueado
Luva de prllllÍo rOlClueada
Luvadep~"'o
Figura 5.8
Emenda com luva de pressio rosqueada, para barras nervuradas de I/J 14 a 40 mm
5.2.4
Emendas com Luvas Termite
O espaço vazio, situado entre a luva rosqueada internamente, e as extremidades das barras
nervuradas a serem emendadas (fig. 5.9), é preenchido com o aço especial termite. A fusão proces-
sa-se em um cadinho, ligado à luva por meio de um suporte com tubo de alimentação, acendendo-se
uma mistura em que predominam óxido de ferro e alumínio, ambos em pó (processo termite de
Goldschmidt, de 1896: a partir de Fe2 0 3 + 2 AI, obtém-se AI 2 0 3 +
Fe + calor; o ferro líquido é
mais denso que a escória de alumínio e escorre para dentro da luva). Para aumento da resistência,
acrescentam-se aditivos. A luva tem um comprimento menor, mas é mais grossa do que a luva de pres-
são: ~luva ::::::: 24> para emendas à compressão; ~luva ::::::: 44>, para emendas à tração (fig. 5.9).
Com este tipo de emenda, obtém-se a resistência total da barra à tração e à compressão.
Os esforços são transmitidos entre as superfícies nervuradas por aderência mecânica do metal fun-
dido adicionado; há espaço entre as extremidade das barras. As emendas podem ser executadas nas
posições vertical, horizontal ou inclinada, desde que o cadinho possa ser conectado [19].
para concreto
Peça pré-moldada
da concreto armado
Luva
I1luva
-'-""""'II'1I"Io\H-r.,
,
-'1L.
Nrvel superior
I/dO concreto
+-
~f-?L-+--- Asbestos
Luva
Figure 5.9
a) Emenda com luva termite; b) corte de uma emenda com luva termite, com o cedinho conectado con-
forme [19]1
5.2.5
Emendas de Contato para Barras Comprimidas
Em peças estruturais solicitadas preponderantemente à compressão e quando não hou-
ver perigo de flambagem, pode-se utilizar a emenda de contato para barras comprimidas verticais
(f/J ~ 20 mm); no caso de pilares, entretanto, somente em sistemas indeslocáveis horizontalmente
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e com pequenas excentricidades (e/d :E;;; 0,26). As emendas devem ser distribuídas uniformemente na zóna
e com pequenas excentricidades (e/d :E;;; 0,26). As emendas devem ser distribuídas uniformemente
na zóna comprimida da seção; em pilares, as emendas devem ser dispostas somente nas quartas partes
extremas do seu comprimento. Em cada seção transversal, s6 se pode emendar, no máximo, a metade
das barras comprimidas e é necessário que permaneça, no mínimo, uma armadura contínua, distri-
bu ída de
modo aproximadamente uniforme na seção, com área F e = 0,008 F b' Cada barra da
armadura s6 pode ser emendada uma vez no comprimento do pilar (trecho em que as extremidades
são apoiadas horizontalmente). Considera-se que as emendas de contato estão defasadas longitudi-
nalmente, quando a distância entre as emendas, na direção longitudinal, for no mínimo igual a ao'
de acordo com a Eq. 4.1 a.
As superfícies de contato das barras devem ser cortadas ou serradas perpendicularmente
ao eixo, removendo-se as rebarbas; é necessário garantir que elas sejam montadas concentricamente
e que a seção de contato seja parcialmente visível. No caso de barras grossas comprimidas, a emenda
de conta to é superi or à emenda p'or traspasse e deve ser preferida [20].
Nos Estados Unidos, as barras são mantidas na posição por meio de luvas em chapas de
aço; na região da luva, porém, há maior perigo do cobrimento de concreto romper.
A emenda de contato Noe [20] resolve melhor o problema da garantia da centragem das
barras, com 4 barras finas, nervuradas, de emenda (fig. 6.10), que são apertadas com alicate, por meio
de três anéis de aperto (como se fossem braçadeiras de aperto de mangueiras).
Corte a-ll ~~==- Barras de armadura BSt 42/50 RU ou RK Anel de aperto aberto
Corte a-ll
~~==- Barras de armadura
BSt 42/50 RU ou RK
Anel de aperto aberto
BSt 42/60 RU ou RK
Q
Anel de aperto com·
primido com aUeate
Figura 5.10 Emenda de contato Noe: capacidade igual 11 da barra, para compressio; para traçio, até 40% da força de
comprassio
As barras de emenda podem transmitir, também, cerca de 40% da força admissível à tração
As barras de emenda podem transmitir, também, cerca de 40% da força admissível à tração
[20, págs. 34 a 39], de modo que, com isso, todas as barras podem ser emendadas na mesma seção,
se os espaçamentos forem suficientes.
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