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Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Resumo do livro Laplantine


Aprender Antropologia

Discente:Giovanni Moura dos Santos

Docente:Ameide Cemmim

Disciplina:Antropologia

Porto Velho (RO)


O tempo dos pioneiros

Inicia-se o século XIX marcado pelas conquistas coloniais e a constituição da


antropologia moderna e mudanças de pensamentos.Com o fim do Feudalismo e
nascimento do Capitalismo surgem as grandes dúvidas com relação a distinção entre
o cientificismo e o filosófico.O século XIX traz uma mudança de pensamento quanto
ao selvagem e esse passa a ser visto como primitivo, ou seja, o ancestral do civilizado.
A partir dessa mudança de pensamento, a antropologia passa a ficar ligada ao
conhecimento das nossas origens, das formas mais simples de organização social e
mentalidade.
O acesso às civilizações mais primitivas se dá através do conhecimento e da
exploração dos parentescos estabelecidos e da religião, sendo esta a base do
Evolucionismo. Entender as civilizações mais primitivas é compreender a existência
das sociedades civilizadas e na antropologia da época apresenta uma grande
dificuldade em explicar a universalidade e a diversidade dos comportamentos, das
crenças, das práticas sociais. Além disso, apresenta a função de mostrar que as
desigualdades culturais são resultantes de situações econômicas e comparar as
práticas sociais da população.

Os Pais Fundadores da Etnografia: Boas e Malinowski

“A etnografia propriamente dita só começa a existir a partir do momento no qual


se percebe que o pesquisador deve ele mesmo efetuar no campo sua própria
pesquisa, e que esse trabalho de observação direta é parte integrante da pesquisa.”
Boas (Naturalista): era, antes de tudo, o homem do campo. Boas, como um dos
fundadores da Etnografia, acreditava que em trabalho de campo tudo, desde o
material das casas até as melodias cantadas, deveria ser anotado de forma detalhada.
Para ele, um costume só tem significado se for relacionado com o contexto no qual
está inserido e um antropólogo/etnólogo consegue, por si, dar conta de uma
microssociedade a partir do momento que tem acesso à língua da cultura estudada.
A maneira como as sociedades classificam as suas atividades mentais e
sociais deve ser levada em consideração, por isso o objeto da ciência para ele não
será nobre nem indigno. A partir de Boas, o teórico e o observador se unem.

Malinowski (Funcionalista): Malinowski rompe, ao máximo, os contatos com o


mundo europeu, propondo o isolamento completo da cultura que se pretende estudar
para que o antropólogo esteja, exclusivamente, no trabalho de campo. Para ele,
penetrar na mentalidade dos outros e compreender de dentro o que sentem os
homens e mulheres pertencentes a determinada cultura é essencial para o trabalho da
Antropologia. Além disso, para Malinowski a sociedade deve ser estudada em sua
totalidade, tal como funciona no momento em que está sendo observada. Essa
Antropologia desenvolvida por esse fundador da Etnografia acaba por virar as costas
ao evolucionismo, que busca as reconstituições das origens da civilização, e procura
se dedicar ao estudo das lógicas particulares de cada cultura, uma vez que cada uma
apresenta a sua significação e coerência. Malinowski irá desenvolver o Funcionalismo
que defende a ideia de que a cultura satisfaz as necessidades de seus membros
através da elaboração de instituições econômicas, políticas, educacionais. A partir
disso, o homem passa a ser estudado através de três articulações: social, psicológica
e biológica.

O Ancestral
Mudanças de
do
Pensamento
1- civilizado

Antropologia Moderna

A Etnografia e O Estudo da
a Pesquisa no Totalidade
Campo