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12 Rosatine BarbouÍ

Cada tivro da Coleçdo Pesquiso qualitatívo Íoi escrito por um autor des-
tacado, com ampÌa experiência em seu campo e com prática nos métodos
sobre os quajs escreve. Ao ter a Coleção compteta de tivros, do início ao
fim, vocêencontrará, repêtjdamente, aLgu mas questões centrais a qualquer
tìpo de pesqujsa quatitativa, como ética, desenho de pesquisa ou avaha
ção de quatìdade. Entretanto, em cada [ìvro, essas questões são tratadas
do ponto de vista metodoLógico especifico dos autores e das abordagens
que descrevem. Portanto, você poderá encontrar diferentes enfoques às
questões de quatidade ou sugestões diferenciadas de como analisar dados
quaÌitativos nos diferentes ljvros, que se combinârão paaa apresentâr um
quadro abrangente do campo como um todo.

K o que É A PEseutsA QUALtrATlva?


Écada vez mais difícil encontrar uma definição comum de pesquisa qua-
titativa que seja aceita peta maioria das abordagens e dos pesquisadores do
campo. A pêsqujsa quatitativa não é mais apenas a "pesquisa no-o quanti_
tativa", tendo desenvotvido uma identidâde própria (ou, tatvez, várias iden_
tidades).
Àpesar dos muitos enfoques existentes à pesquisa quatitativa, é possivel
identificâr atgumas caracteristicas comuns. Esse tipo de pesquisa visa a
abordar o mundo "tá fora" (e não em contextos especia(izados de pesqujsa,
como os taboratórios) e entender, descrever e, às vezes, explicar os fenô-
menos sociais "de dentro" de diveÍsas maneiras diferêntes:

. Ànatisando experiências de individuos ou grupos. Às experiêncìas po_


dem estar retacionadas a histórìâs biográficasou a práticas (cotidianas
ou profissionais), e podem ser tratadas anatisando se conhecimento,
reLaÌos e histórias do dia a dia.
. Examinândo interações e comunicações que estejam se desenvotven_
do. lsso pode ser baseado na observâção e no registro de práticas de
interação e comunicação, bem como na anáUse desse materiat.
. ìnvestigando documentos (textos, imagens, fi lmes ou música) ou traços
semethantes de exper ièn(ias ou intetacõeÍ.

Essas abordagens têm em comum o fato de buscarem esmiuçar a forma


como as pessoas constroem o mundo à sua voLÌa, o que estão íazendo ou o
que está {hes acontecendo êm termos que tenham sentido e que ofereçam
uma visão rjca. As interações e os documentos são considerados como for-
mas de constituir, de forma conjunta (ou conítjtuosa), processos e artefatos
sociais. Todas essas abordagens representam formas de sentido, as quais
.p^Ltptrtenb pslnbsêd ep sle_ttuêl
sêoipdnloâJd 'lela6 uJêrê^êrfsê arê^êrlsuerl ep 'pfês no ísoÌxêÌ urê
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êoÌxêturê epeêseqelsê e^llelLìpnbpslnbsêd pp êlupìlodul!êìled E(rln,
'opepnlsê opuês plsê ânb o lêpuquê eJed
êluPìroduL è (êpeplxêìdtuot ê elrolslq ens) ospl o 'plluênbèrj LUol
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.rêpuêluê eled sosel so ê olxêluo)oo!J?s p e elp Llplllpnb pslnbsêd V .
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e odupl ou seLruguêdxè spns ep sorürâì uê pfês 'sêDpesFbsêd êp
o-e5lpuor eu ìeossed p5uêserd eudord pns êpsourJêl uê pÍês'eslnbsêd
êp ossolod op 4ueUodLU! èlred eLün ogs rls Luè 'sêroppsLnbsed sO .
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oerès suèEPproqP sP^ou ê sopolâur so ou no sopeìdepe oelês sêìê
'olêDuor odLupr LUn p no oBlsênb pppulurêlêp eurn e urelsnÍe ês ogu
sêluêìslxê sopot9ur so ês 'epnlsê ês ênb ollnbP sopPnbepe Jâs urè^êp
eloat e ê sopoìêur so ênb êp e!êp! ep etrpd p^Ltpt!Ìpnb pslnbsêd y .
'eslnbsêd êp ossêrord ou sopeullêr ê sop!^lo^ussep ogs (sppesn
urêrol ès 'sèsèìod!q se no) sollefuof so'ossrpzê^ rul .sEì-glsol slodêp
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14 Rosatine Barbour

. Mesmo que os métodos tenham de ser adequados ao que está em es-


tudo, as abordagens de defi nição eavatiação da qualidade da pesquisa
quatitativa (ainda) devem ser dìscutidas de formas específicas, ade-
quadas à pesquisa quatitativa e à abordagem específica dentro deta.

AABRÂNGÊNCIA DA COLEçÃO PESQUISA


O liwo Desenho da pesquisa qualitativa \Uwe Ftick) apresenta uma breve
^UALITATIUA
jntrodução à pesqujsa quatitativa do ponto de vista de como desenhar e
planeiar um estudo concreto usando esse tipo de pesquisa de uma forma ou
de outra. Visa a estabelecer uma estrutura para os outros livros da Coleção,
enfocando problemas práticos e como resolvê-tos no processo de pesquisa.
O tivro trata de questões de construção de desenho na pesquisa quatitatìva,
aponta as djficutdades encontradas para fazer corn que um projeto de pes-
quisa funcione e dis(ute problemas práticos. como os re(ursos nà pesquisà
quatitativa, e questõês majs mêtodotógicas, como a quatidade e a ética em
pesquisa qualitâtjva.

Dois Livros são dedicados à coleta e à produção dê dados na pesqujsa


quatìtativa. EtnograÍid e observação partìcipante (Michaet Ângrosino) é de-
dicado ao enfoque retacionado à coteta e à produçáo de dados quaLitativos.
Neste caso, as questões prátìcas (escolha de Lugares, de métodos de coteta
de dados na etnografia, probtemas especiâis em sua anátise) são discutidas
no contexto de quêstões mais gêrais (étìca, rêpÍêsentações, quaLidadê e
adequação da etnografia como abordagem). Em Grupos locoÌJ, Rosaline
Barbour âpresenta um dos majs importantes métodos de produção de dados
quâlitatjvos. Mâis uma vez, encontramos um foco intenso nas questões prá
tjcas de amostragem, desênho e anáLise de dados, ê em como produzi{os
em grupos íocais.
Dois outros tivros são dedjcados a anaLisar tipos específicos de dados
qualitativos. DodoJ visuais patu pesquisa qualitotivo (/úarcus Banks) amplia
o foco para o terceiro tipo de dâdo quaLjtativo (para aLém dos dadosverbais
originárìos de entrêvistâs e grupos focaìs e de dados de observação). O uso
dê dâdos visuais não apenas se tornou uma tendência importante na pes-
quisa sociaL em geral, mas também coÌoca os pesquisadores diante de novos
probtemas práticos em seu uso e em sua análise, produzindo novas questões
éticas. Em Áflãlise de dados quolitotivos (Graham Gjbbs), examinam-se
várias abordagens e questões práticas retacjonadas ao entendimento dos
dados quatitatjvos. Presta-se atenção especial às práticas de codificação, à
comparacão e ao uso da anátise iníormatizada de dados quatitativos. Nesse
caso, o foco está nos dados verbais, como entrevistas, grupos focais ou
'soure6êrtuo enb slPlrãlPLrl
sop rllrPd e soj^!ì uPlazJ snb rèêquÁol Á!êlêf ê poo/rueH pssêup oulol
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opuêze] ío!l!u! ou otlnur nopn[p è oduêì u]n8ìe 9q otè[ord êìsê sodold
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sêluetlodLu! Luero] ênb 'seossêd seutnSìe e rõrêppr8e àp euelso8 .oqiaJo,
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í8 RosaLine BaÍbouÍ

Portanto, no contexto d a ColeçÕo Pesquísa Qualitotivo, este livro comple-


me?,ta Etnogroíio e obseÍyaçõo participante , de Angrosino (2007), delinean-
do uma das principais formas de colêta de dados em pesquisa quatitativa.
Grupos Íocois aborda os probtemas espêcííjcos a respeito da pesquisa com
grupos, enquanto os outÍos provêm a conjuntura mais geral em discutir os
probLemas menos êspecíficos das pesquisas quatitativas. Você encontrará
aqui sugestões adicionais sobte como obter amostragem em uma pesquisa
de gruposfocais ê o queisso significa para a comparação, osachados e a ge-
neralização, ãssim como quais são as impticaçôes éticas nesse contexto.

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'opulnq!ìuor rpqp)p êp orsu o êtslxê êrdurês 'eslnbsêd LUê sLprol sodn6
sop êtuê6!lêÌu! e o^llPuf osn o re Lluêru! epuêìêrd or^!l êlsê ênb Ppulv
sIY3Od sodnì{c
v oY5íìaoì{INr
20 RosaLine Barbour

1999) eque reconhece que o quefuncjona para um expoente de gruposÍocais


pode não funcìonar para outro tatvez devido às suas próprias caracteÍísticas
(gênero, idade, etnicidade) predisposições discipLinares (que dependem de
seus treinamêntos originais e aprendìzagens teóÍìcâs) ou abordâgens con-
ceituais (isto é, como os ìndividuos aprendem, teorizam e racjocinam) Dã
mesma forma, abordagens dêsenvotvidas para lidaÍ com os requisitos de um
projeto de pesquisa específico podem não ser bem convertidas para outÍoi
em que os dados estiverem sendo produzidos com outro propósito ou que
esteja vincu{ado a outro grupo de pessoas. Âinda assim, pratìcamente da
mesma forma que a própria pesqujsa quatitativa dêpende da habiÌidade do
pesquisâdor de traçar parateLos instrutivos, este vo(ume espera apresentare
;efletir mjnha própria experiência e a de outros com o uso de grupos focais
para pesquisa, na esperança de que o Ìejtor possa colher atguma orientação
e sugesÌáo que the auxitie no desenvolvimento de suas próprias práticas
refleììvas e reflexjvas com grupos focaìs. Por mejo da contextualização das
questões e da ituslração dos diLemas relativos a projetos da vida rea(, ele
pretende oferecêr sotuções em potencìat _ atgumas vezes parciais e, no
minimo, advertências contra o uso dê "sotuções instantâneas".
Assim como os grupos Íocajs, como uma ferramenta de pesquisa, tevam
â circunslâncias muttifacetadâs, também os grupos focais, como escotha
de pesquisa, {evantam debates metodo(ógjcos passionais e potenciatmen_
te contradjtórios. Essas visões conftitantes emergem a partir dos distintos
pressupostos e contextos disciptinares dos pesquisadores. A Ítexibilidade
ìnerente dos grupos focais e sêu potencial para o uso em uma grande valje_
dade de contèxtos têm, entretanto, inevitavetmente, gerado considerável
confusão, com tentativas de ctarificação que com frequência resüttam em
consethos prescritivos.

trã oerrlrçÃo DE uM GRUPo FocAL


lsso tem resuttado em coníLlsão mesmo no que diz respeito à defjnição
do que constitui um grupo focal, com os Ìermos "entÍevista de grupo", "eÍì-
tre;ista de grupo íocal" e "discussões de grupo focaL" às vezes utiLizados de
forma intercambiávet. ljm dos textos mâis antigos e com mais frequência
citado (Frey e Fontana, í993) usa o termo "entrevistas de grupo", mas des_
creve uma abordagem mais comumente rêferida como "discussões de grupo
focaÌ". Ete se baseia em gerar e anatisar a interação enÌre pârticipantes'
jn'
em vez de perguntar a mesma questão (ou tista de questões) para cada
tegrante dò grupo por vez, o que serja a abordagem favorêcìda peto que é
mâis usuaimente reÍendo como sendo a "entrevìsta de grupo" Aparecendo
mais Írequentemente em grandes pubticações e revistas focadas na práti
'srê^!ssod sêgJe.reduor sP opuPdlrêìue !êluêL!Pruoal sepgurolu! UJ9quPl
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o9s sêppplluêpL oLuof êrqos soqìeqell LuênpuL soìdLxêxe sèssf sêreìnlll
6Z
30 Rosatine BarbouÍ

petos grupos focais são a terapia ocupacional (Hotlis et at., 2002), pesqui-
sas com ciência dâ famítiã e do consumo (Garrison et at., 1999), pÍátjca
comunitária (Harvey'Jordan e Long, 2002) e pesquisa com saúde pediátrica
(Heary e Hennessy, 2002).
Os grupos focais têm proporcionado insiglìti êm uma grande variedadê de
questões de pesquisa, incluindo perspectivas do púbtico sobre a reciclagêm
(Hunter, 2001), o sacerdócio para novos mem bros de congregacões episcopâis
(ScanneLL, 2003), e o entendimento da tomada de decisão ética sobre invês-
timentos (Lewis, 2001). A pesquisa com grupos focais tem sido pubtjcada no
campo dos estudos de negócios para proporcionar percepcões sobre âs estra-
tégias de sucessão de proprietários de em presas pequenas e médias (Blackburn
e Stokes,2000). Em resumo, qualquerque seja o assunto, as chances sãoque
âlguém, em atgum lugar, tenha criado um grupo focal sobre isso.
Depêndendo de como os grupos já são utiLìzados em outras discipLjnas,
cadauma tendeÍáa [idarcom gruposfocaisde umaforma um tanto diferente,
em termos de que tipo de questões de pesquisa são postuladas, o conteúdo
dos guias de tópicos (roteiros), o estilo de questionamento do moderadoG a
abordagem para anátise de dados, o modo com que os achados são apresên-
tados e os usos que esses achados terão. Retornando à variedade de possi
bihdades proporcionada por direcionamentos a parti. de muitos contextos
em que os grupos focajs têm sido empregados, cada uma dessas tradicões
potenciatmente tem atgo a ofêrecerao pesquisador. Entretanto, a aceitacão
acrítica dessas orientações dispensadas em diferentes contextos pode seryirr
apenas para exacerbar algumas das tensões e dos dêsafios envotüdos.

USO DE ORIENTAçÕES

Textos de mdrketing proporcionam pistas úteis sobre o estímuto de particj-


pantesque retutamem fatar e sobre a setêção de exercícios paraestimutara
discussão. Contudo, orjentaÇões sobre amostÍagem devem sertratadascom
cauteta (ver CapítuLo 5, que é devotado ao tópico da amostragem), assim
como é importante ter em mente o propósito bastante diverso que conduz
o empreendimento de pesqujsa de morketing. A pesquisa de mdrkeúing é
um grande negócio ê é frequentemente executâda em escata nacionaL, com
o potencial para convocar muitos grupos em Locatidades diferentes em um
periodo muito curto dê tempo. Amostrar depende de identificar mercados--
atvo para publicjdade e avisa a recrutar uma amostra queseia amplamente
representatjva dessa poputação-atvo. Nessa tradjcão, grupos focais são va-
lorizados pela capacidade de fornecer respostas imediatâs e, portantor de
anteci par tendências de mercado, em vez de ser por 9ua câpacidade de obter
informações detathadas do tipo geraLmente requerido por pesquisadores de
serviços de saúde e cientistas socjais.
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-od sleu euro] pun êp spLuêìqord snês LuèrLul]êpêr e sêluedlrllred re^èl ê
sp^!leru!u3!s sE5Lrepnu reìnLxLlsè rxêPod s!eroJ sodnr S ênb erèplsuol
Luoq 1,, opeìn]!ìu! s!elo., sodnrS erqos oSLt-]P urn nofLìqnd ênb 'oìduexê
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'(6óó! 'rnoqrp8 ê rê6uLzlL)) opnlsê op ollrtp
,êdsê olxêluof ou ep€rllllsnf rês essod urêSeproqP P ênb èpsêp ìê^elLêrE
êluêurerLêluL ê sopuqlq êp olÜêLxL^lo^uêsêp o ê 'ê!êsêp ênb suêEeploqE
.rênbslpnb reulquor ê ope$ê.rduê rPurol lrPldPpe Pred êrA!ì ê .ropeslnbsêc
o :slefoJr sodnr8 uor eslnbsêd têzej ês êp opPrrê no otrêr oì!ê! urn Eq oPN
'exLeluê ês ogu ênb o opuelLêlêr ê sollsodord ê sopntsè solrdord snês urè
exlefuê ês ênb o opueuollêlês 'êìuêurefLl!-r) sPì-9rLêuêd ered elpPsno E
úo) nollej sêzê^ seLUnSìe ê 'selljrlêdsê sPulìdLlsLP spssop sourêlu! 5êìEqêp
rsêlê ênb PuLp nê s€LL
sop sunSle Luê sopprnldpr opls urCl 'e!)uênbêrj uof
'sêg5!pe]l seug^ spssê rod soplznpord solxêì êp r!ìrpd p sê95etuê!.ro lP:
-snq erpd sê.ropeslnbsêd rod sopp8êrdruê opls urêl P!8rêuê ê odurèl ollnvï
'uêrèquorêr (666t) uoìuLH ê rêìP8 ourof (senp se êlluê
sêo5uêl urêls rxê ' PfrSoìodorlue eslnbsêd èp ogSLpPrì P Luor rP u Lq uor rè)êlEc
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sèluoJ êp sêrolrêlsod sêsLì9ue ê sêìuElrodur! sêlueluroJuL uol sPts!^êrlllê
rsopolêú sorlno uof oÌun(uor ura sl€fo:
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sodn 16 opeqn èlJèLxlerê8 rl-êr ouetrJnuio) oluèurr^ìo^r èsèD èp oejLperrv
( 0|, ê t soìntldel sou eppqìelêp sLpLu eLuro, èp sepltnrsLp o9s
sepeuorrPìêr sèqlsênb ê sessl) slPloj sodnr6 êp osn ou sepL^lo^uê sPLlìorsê
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('OOZ) uêÁW ê uêÌq8eulew ouo] sêqzer slenb rod e psLnbsèd p rìopuêLlol
-uè uênb êp 'êluêulernìeLr 'ppuêdãp êluêurle^P^ord êsLtgue eu op!^ìo^uê
oluêupqìetêp êp ìê^!u o ênb ìê^e^ord I sopep sop ogsuêêrdLlor P ered spl
-Lrgèl sêqjerntnrìsè urê êìuêLxPìdue PlêsPq es ê o95P9ê^uor èp êsrtgug êp
serlurgt e6êrdLllê êluêruêluênbêrj essê oLuor otlìPqprl Lln 'PrLìqfd oeLuLdo
p re!ìp^e €red s!E)o, sodnl8 lesn êp sLEUoLfuê^uol srPur suèBpproqP se no
Surta)trDur êp €slnbsêd e urol êtserluol ul (óó61. ' ìp ìê ìppo,1 ) ìpuolreu
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slefoj sodnr6 psn ênb orrLugppre oqìeqprl êp elêlred EL!n eq 'oluelêJìul
t€
32

para as "ctasses agitadoras". Íodavia, suspeito que os benefícios das dis-


cussões de grupos focais sejam menos tangiveis para aquetes cujas vidas
e possibiljdades para efetuar mudanças são mais estritamente governadas
por constíições estruturais-
Aideia de que os grupos focais inerentemente engendram relações mâis
iguaLìtárias entre os pesquisadores e os pesquisados também tem levado
atguns comentadores a afirmâr que eles são um método feminista. uma
djscussão aprofundada por Witkinson (Í999b), entretanto, concLui que ape-
sar de os grupos focais serêm âdequados para tratar dos tópicos da pesqui-
sâ íeminjsta, seu uso não necessariamente constitui "pesquisa ÍemjnisÌa".
Grupos focais com mutheres podem certamente prover um exceÌente Íórum
para discutir e questionar aspectos de suas experiências associados a gêneros
e podem transformar "probtemas pessoais" em "questões púbticas", como
fez o trabatho de Pini (2002) com "mulheres fazendeiras" envolvidas com
ã jndústrìa austraÌiana de açúcar. lsso ecoa as aÍirmações íeitas a respeito
da "tomadâ de consciência" que caracterizou o movimento feminista ini-
cia[, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos. Entretanto, assim
como apontam BLoor e coLaboÍadores (2001, p. 15), grupos focais "não são
â autêntjca voz do povo" e se reaLmente fortate€em ou não um individuo
depende do que acontêcer depois da discussão grupal.
Gruposfocais têm sido componentes-chave da abordâgem de "intervenção
sociotógica" desenvotvida e defendida pelo sociótogo francês ALain Touraine
(198í ). O papet do sociótogo, ta( como entendldo porTouraine, reftete a agora
antiquada, noção marxista dâ intelligentiid como arauto da mudança sociaL
mesmo revotucìonária pelo encabeçamento de movimentos sociais. Essa
abordagem consistiu êm agregar pessoas em grupos por um tempo conside-
rável e se baseava em uma "epistemotogia da recepção", que enÍatizava a
importância do retorno dos participantes a partir da apresentação da teo-
rìa socioÌógicâ para a audiência relevante. Alguns ânalistâs, como Munday
(200ó), têm criticado a âbordagem de Tourâine, afìrmando quê privilegia
a perspectiva do socióLogo em detrìmento da dos que êstão particjpando
da p€squisa. Entretanto, os inteÍesses do pesquisador e do "pesquisado"
não são necessariamente tão diferentes. A posição de Touraine é simitar à
tomada por Johnson (1996), que defende que grupos focais podem acessar
conhecimentos não codificados e podem estjmulâr a jmagìnação socioLógica
tanto dos pesquisadores quânto dos participantes. Hamet (2001, p. 351) ar'
gumenta que, entretanto, exjstem muitas questões práticase metodológicas
levantadas por empreendi mentos como o deTolraine: "Discussões de grupo
[...] não podem dar aos participantes o status de sociótogos. A participação
em grupos focais não os transforma automaticamente em pesquisadores
capazes de construir conhecimento sociológjco". Pode havertambém ques-
sodnr6 sop sêoJerlldP sep sèqÌPlêp sO sorttuepele ê sLeuoLssL]ord soìnflll
sêluêre,rLp urê sopP6êrduê ê sopl^ìo^uêsêp opls ulel slProl sodnr8 so ênb
urot sPuuoJ sE urPiPpìoul sêleu!ìdllslp ê sleuolssljold soluêueuol)êr!p ê
sêo5edn)oêrd slPrrnrr s€5llêlêllp r€6êÌr ê sLProJ sodnl6 uerez!ìLln sopellr
êìuêLxroLrêtue es!nbsêd êp sslolês so sopol ènb -lElelsuor êluêlllsêldtll!s
's!Pr)os sPiluell sPp seslnbsêd ê êprles êp so5!^lês '
:sp^Lled!lllrpd suê6PploqP ê oU9l!unulor oluêurL^ìo^uêsêC'
:slPuo!lPz!uEfuo oluêu!^lo^uêsêp ê es!nbsêd '
:sprltqÌld sagiPlêl ê 6ugarJDul 'suê8esuêtu êp o-PsslLrll '
:sou9l!pelluor êluêLUleLruêlod è
sopeledês sLeloj sodnr8 êp og5p)Lìde êp solêpoul nê^êlrsêp olnlldPr êlsl
r^YH)-SOr-NOd [^
'slelol sodnrS L.uor eslnbsêd lèzPJ ês
êp selLlLtod seLluênbêsuol ê sêpep!ìLqlssod sep è lopPslnbsêd op ìêded op
oiLêdsej p sêtuplrodu! sê9renb elue^êl 'oreìl ê 'êÌPqêp êss3 Pslnbsêd êp
otuêurpuêêrdurê o pred soulêzerl ênb sêpep!Ìlqeq sPsollP^ se lêrêtluofê-r
LIlê ressprPrj rod 'spuLìdLlsLp sP^lllêdsêl sPssotl sP o5!^rêssêp urn rElsê-ld
grêpod lPu!l ou ,,sèluêpuodsêl sop og5Pp!ìe^,, lêzP, êp se^llPluê] selLnur
urê êìuêsêrd ..oprÌrê^ul olLugper€ orüslqousê,, o elue^êÌêl elnlerêllJ èp
ernlLêl Pê olêìdLxor sopep êp orueq oe ossêre ulêl'sêropesLnbsed èp êdLnbê
rìerê8 urê 'ê Pslnb$d P rêzE] e opPllslnbèr
e no lopesFbsêd o ê]uêuros
LOI Luenb ropeslnbsêd o ê 'êsLlgue eulLlÌr,ì ull setrl89ìol)os sègJezuoèl elPd
opElLLULt ì€lruêlod LUn 9rêl êluêtulê^e^old sopep êp èsllPu€ eu uJlê^ìo^uè
ês E sêluPdlllllPd so rep!^uof otJsêÚ no sêreululìêld sopep êp sêsLì€uP
êp oLr.rolêr rep '(166|,) rooì€ eluodP otuol '(Looz ,noqlE8) P^llElle êluêul
-êtuêrêu! è Plêrrol êluêL!€r!ììod rêrèled pssod o95gplìP^ Pssè ênb Ppulv
',,èluêpuodsêr oìêd ogjPplì€^,, ç solêdP e!^ esLnbsêd ep sêìuedLrLlred sop
o9seldoor ep o!êL! rod 'joPPslnbsêd oP êpep!ìlqesuodsèr ep oglsênb € rPì!^ê
uJêrèred sP^LlPdlrllled suè6eproqe êp sêgsrê^ seurnSìP 'sLELLlèpv ,,so1Lêlns
LUOr eslnbsêd,, no .,solLêÍns êrqos PsLnbsêd,, oLuol og5enlls e opuelèldlêl
-uL soue(êÌsê rênb 'soulPsLnbsêd LUenb êp solLlllod sêssêrêlu! so tllol sê-l
-pu!ìdDslp sêssèrêluL soudgrd sossou lPìPn6! êp og5Pluêl ep so!)sugl lês
sourêssg^êp zê^ìEl ê 'sPslnbsêd sep P^Ll€d!)LlrPd èluêurEllêqP s!Pt! Pìêd
oursêur 'opLlqo rês êpod ènb op sêlLurll Lreìsüê ênb 'o91uê 'ìe^g^old l
'(q866|,lnoqrP€)
sêìuêpuodsar sossou êp P5u€Lluor Pp ìeull oeJlPrl P lês êpod ossl 'olej êp
:sêìê PrPd Prllgrd Elrug^êìêr etnodêp oesênb sefugêl sêg5eloqPì ê I Lznpold
pred sêlupdlrÊled sop P!8rêuê ep ê odtuêl op osn o opuê^ìo^uê sPflì9 seQl
€Ê
34 Rosâtine Barbour

focais variam, dependendo da natureza do envotvimento com os cLientês


e com aquetes que estão sendo pêsquisados, dos serviços prestados, dos
modeLos profissionajs utiLizados e dos paradjgmas teóricos empregados. 0
uso também se diÍerencìa de âcordo com a extensão nâ quat â própria
interação ou o trabaLho em grupo é cêntrat para a práticâ de uma profis-
são ou teorização, assim como de acordo com a natureza do envotvìmento
com o resto da sociedade, inctuindo íontes de finânciamento e entidades
governamentajs.
Exigindo pouco no pÍocesso de êmbasamento ou preparação (peto menos
em atgumas apticações), o grupo focat é um método prontamente acessí'
vel veia, por exempto, o exercício que você é convìdado a execular no
CapíÌu(o 8, a respeito da produção de dados. Ete também é um método
inerentemente flexivet, e essas são boas razões para pegar emprestados
elementos de cada um dos usos descritos aqui, de modo a desenvotver uma
abordagem apropriada pârâ o tema de pesquisa em questão. Entretanto.
os pressupostos e objetivos reftetidos nessas abordagens desencadearam
muitos debates acalorados e, muitas vezesr quando essas diferenças não
são apreciadas, também ocasjonaram consjderávet confrisão da parte dos
pesquisadores em busca de orientações em textos que fornecem direciona'
mentos associados a apticações específÌcâs â certos contextos. ALgumas ve-
zes, o desnorteador conj u nto de estudos uti[Ìzando grupos focais tocatizâdos
em uma ampta variedade de discjpLìnas acadêmicas levou a uma siti.râção
na qua{ muitas pesquisas com grupos íocais de âcordo com anaLjstas coÍrìo
Catteratt e MacLaren (1997) não apresentâm uma apreciação do método
e uma abordagem de análÌse suÍicjentemente ctaras. O Capítulo 3 tocâtia
os grupos focais dentro das prjncìpais tradições de pesquisa e dentro dc
paradigma de pesquìsa quatitativa, ênquanto o Capítuto 2 assume um olha'
critico aos usos e abusos dos grupos Íocais, aÍgumentando que é tão ìmpor-
tante decidir quando essa abordagem não é apropriada quanto é essencia
promover o método.

Sí lrrrums co,uPLEMENTARES
Os trabathos a seguir estenderão a primeira introdução aos grupos focÀ;
fornecida neste capítuto:
BlooÍ, M., FrankÌand, J., Thomas, M. and Robson, K. (2001) Focut Graups in Social Reseú-
qrnninghâm Burlêy, s., Kerr,4., ând Paús, s. (1999) 'The! zing subjêcts and subject ma:::
in focus groups', in R.5. Barbour and J. Kitzinger (eds\, Develôping FÒ.Ls çrôúp Resea::È
Paliti.s, Íhearv and Pra.tice. London:sase, p. 185 99.
'í 99 d iãÊps :uopuor 'r)s-r.r tttrDae! a DotDonò ' \spê) ueuF ì!5
toqog
'o puE ün!qn9 ! a c 'èìss l uL '.sdnor6 snrol, (rood 9 'sF^w pue il 'uèìqFEur4
'oz I d 'âôes :uôpuot áriÌrDrd
puD tuoêqf 'e!t!tod :tprDasèa dnüt snto! 6!!dqâ^ãA'lspã) re6uFlu a PuÈrnoqe€ stq
'.sdnorâ!Íro,loêsuìrordpuEãEuãìpqtrêqI:uoqrnporrut,(666r) s!lnoqrespue r 1êÊu!4tl
ç€ sLeJoJ sodru9
preduof eìê isleroJ sodnl8 sop suêSelue sêp se è sue5eluP^ se llpêul prPd
osoìêÌnPf rPqìo Lün opueüoIsPPezLlLln ogs sleloJ sodru8 so oLilot oporü op
salueuLurJãÌêPoLirorropesLnbsed oP sa95lsodslpêJd ê sêsserê]u!sopoperou6!
sêzê^ sPllnu lêded o elêplsuof oPssnrslp essS 'oìsLul oPoì9LU ap sopnìsê êp
eljoleroldxe êsPJ e êluelnp osn nês opulnìlu! 'soPPFerdLUê opls urgl sL€r
-ol sodruâ so slpnb so eled sosn so êluêLuE)llll) euLUlPxê olnlldef, êÌs:l
srYfod sodnuc
SOC SOSIÌSV
S SOSN
38

os seus usos apropriados e inapropriados e satiênta atguns mâL-entendjdos


e armadjlhas comuns, tanto para o pesquisador novato no uso dos grupos
focais quanto para o experiente. A discussão continua para consjderar a
adequação dos grupos focais para pesquisar tópjcos "delicados", acessar
narrativas ou "atitudes", engajar os respondentes "relutantes", aLcançar
os "pouco acessíveis" e introduzir insights da experiência. Â próxima sêção
avalja os custos e as oportunidades do uso dos grupos focais e ressatta sua
indicação para estudos responsivos e oportunos, sua capacidade para trâtar
de questões de "por que não?" e, por ú(timo, seu potencia( compaÍativo.
Apesar de seu impressionante histórico, o grupo focal nem sempre é o mé-
todo mais apropriado- Não só o uso inapropriado dos grupos focaìs resutta
em uma pesquisa malprojetada, como Krueger (1993) apontou, como o uso
inapropriado e excessivâmente entusiasta ameaca desacreditar o próprio
método.

& uso oe cRupos FocAts NAFASE EXpLoMTóRla


DE EsruDos DE MÉïoDo Mtsro

Um dos usos mais comuns destjnados aos grupos focãis é na fase expto-
ratória de um projeto de pesquisa. Ainda que os grupos tenham sido usados
mais Írequentemente dentro do conÌexto de estudos quântitâtjvos e para
o propósito de desenvotver e refinar instrumentos de pesquisa, alguns pes-
quisadorês também têm utilizãdo grupos focais exptoratórios junto com
outros métodos quatitatjvos. Essa foi a abordagem tomada por Lichtenstein
(2005), que usou grupos focais com mì.itheres do sul dos Estados Unjdos com
o objetjvo de desenvotver uma definição dê "viotência doméstìca", a quat
foj usada subsequentemente em entrêvistas individuais.
Há muitos exemptos de grupos focajs sendo usados durante a fase preli-
minar de estudos para desenvotver itens paaa a incLusão em questionários
(0'Brien, 1993; Amos et at., í997; Mcleod et at., 2000; Wacherbarih, 2002;
Stanley et at., 2003). Grupos focais também têm sido utitizados para adaptar
questionários para outras poputações (Futler et ât., 1993) e para formutar
questõescontextualmente relevantes (Dumka eÌ aL., 1998). Têm sido empre
gados para fornecer uma base para projetâr metodoLogias de questionários
cutturatmentedeticados (Hughese DuMont, 2002) muitasvezes para grupos
de minorias étnicas (Murdaugh et at., 2000; Wtcher et at., 2002).
Muitos pesquisâdores têm utitizado os grupos focais para avatiar o desen-
volvimento de instrumentos de pesquisa estatístÌca, já que etes permitem
ao pesquisador explorar os insigtìts dos participantes, enquânto examjnam
questjonários pretiminares. Entretanto, esse exercício não é recomendado
para os menos audazes: em minha experiência, os paatìcjpantes dos gÍupos
\muD@)) (rç zç d'reFÍèìuers) ouguous-nb ou errl
Eqìorsè èp ogrsènb eun ouo) ose rLnl)uL '.oluelrod ioprpoap rol stLdasê$ÈzLÌrìn
anb ap uq e eolell eún Èied o.su èp nlr6 o sLeuêp opezÌÌeluê sê9lspro seün6ÌÈ
uê uequq sêÌê ênb úÈÉ€quorêr nÈuorísuÕrd sunãÌP çàiãqlnú sPunsìP PrPd soj
!^ràs sortno êP sèl!èPnpl3 ouor sPpLqèJèd uerè l€t!-u èprtes 3psêp€pLssrrêu s€
oìlenbu! f l so5Ì^rês sop sÈp!ôìtrrãrâs úeNpod ìeìuêu èp!ìes êp seuêÌqojd úo)
sègu se sLenb soìêd sopoú so ôrqos noì!êüo) ìeìuêu êpnPs uo) eqìeqP4 ênb uf
ôtuenb!ô i,,sêpEp!o!dèp elsrì euoìe nÈurPlnIEduã3ÌuèLPnês oreroìorl,, 3nb
no^Fsqo seaue!! uor €qì€qÈ4 ãnb tElros è1Uêã3 un sojr!ès sortno ered ÌElu3u
êpnls êp çPuêìqord eor ãeu eún r€qurú€J!è èpo)lpêu dn ãpãpepLìrqeq erelâle
úeuèpôd ors! èp soprqãlèd srè ru so ôuo ãp otéds.r e opssnÍ'p eúi6ÌÈ è^noq t l
'puç1Lunuotr ãpt'Es 3p soirdas êp oiuenb srPrtros so)L^r3s 3p
oìuEl souçrpêurêÌur sêrolsèF è sejueÌr) uotr úPpll ênb s€uEìunlo^ sêe5PztuPto
ItpÌuêur êptps ap soibès èp souensn opuwasspupiunìo^ sè95pzruËEroap lorrp?ú
isejupUrêp sèropepÌntr :seu9lrunuror ser!:Ìprnbrsd sprrêrÌrêtuê ltpluâú êples uè
sop€zÌelradsè sieDos sêluê68 lsoìnp€ ap ePrrPnbLsd lâpFs êp sêÌuê58',s€iueur
úe sopezìer)êdsê srEl]os satuêF€ uelnìruL stProt sodnrE s?rÌ so seP4ìo^uè sã9s
{!}ord sBÌLnu Er^€r.{ênb !t 'oCsel}ord pp€r ap odnr6 un rêze} tè^}ssod erê o N
soperuôuuadxè uerè èpÈp!lelruêpuuor
êp s€ruãtqord ênb uor e!ru?nbê4 Y orunt'err.o e è 's'Êuorss'lord sodnrE so.4no
uror soqìpqp4 rÈuêproor ês èp sãpepìmlllp sep P!tru?nbê4 P PpPuoDEìêr Prã oçl
sãnb €un -olEluor uõ rerr!è èp ètru€qr uEquu s€oss3d sP uranb luor ì€'rúãlod
ur3 slpuo$tlord èp e^as.exè e15!ì Purn ophord sour€qülr ênb rLluPlPF ê sêgrsãnb
senp êp olrglnqeJo^ o retsêl €lPd sr€ro, sodnÉ so sourEln lPìnrlrjPd u: p5ueul
F ogjètord êp or1sl63r ou ru3ssàÀLlsê soilìg solnr'tpluêu eptEs ôp s€uèìqord
uor sêrêqlnur ErEd sopEprnr rêrêuro] uã soP'^to^uè èPites èP è ìerros olJuêlE êp
sr€lorssllord soug^ P opP!^uê rès erÈd oluèúlLltruèèrdoìne ap ot.r9uoosênb un êP
olu3LUr^lo^uêsèp orerìe^e ered sêjEu!ld'rs'p'rtnü sLProlsodn-lõ s?lsourP)o^uol
oÈyNor-LslnÒwn U3^lo N3slcYxvd sìY)ol sodnà9 rc osn |z oroYnÒ
'{q6óó! fnoqrp€) sêluêpuêê-rd.rns ssrllsrìPtsê sêgJeLlossE no soìELuou€
sopeqlp êrqos sê9iprrìdxè rprossêsse €r€d 'oìdLuêxè rod 's!êl! re^old es
urêpod ênb sopep rêlqo êpsolr-l-rêl L!ê ppLprêd êpeprunlrodo eun e!^epol rês
êpod ossL spppqìelêp sèsltpue p sopllêurqns no sopprls!8ê.r ogs ê-rdruês LuêLl
ollsodord êssê erpd sope!f slpro] sodnrB'soluêLumlsu! rê^lo^uêsêp e.rPd
slgroj sodnrE sop l€Lruêlod o op€zllLln ü9quèl so^ÌlPlrluPnb sêropPsrnbsêd
solrnur ênb €puLV sêrPUlur!lêrd srefoj sodnrb rpsn ês êp opeSer6P roìP^ o Prl
,suor!êpè solrguoLlsênb LLIêoesnìlul PrEd sor!]rl3dsê suêlL rê^ìo^uêsèp PrPd
slero, sodnr6 JPsn ê p ! l)u?L.rêdxê Pssou ê^êDsêp ! z orpPnÒ ou oldurexè o
'sorrnl sêpuer8 rêlêrêjo êpod üê3Pp
-roqe gssè 'sê9lsênb rElnLlrojê] ê o3ê olr seplrêJ sEns êp repLnl rèluPrpP -rL
ered opsredèrd €!êtsê ropesrnbsêd o ênb ãpsêC souEUoltsênb êp solêford
.rerLllrl e soldêp€ êluêLlueìnlrlrPd oBs ê ser^Eìed sens Lxêpêrlr oçu srelo,
ó€ r
4A

F.ì róptcos "DELtcADos"


A(gumas vezes, os pesqujsadores defendem qLle grupos focais não são
adequados para eLjcjâr experiências a respeÌto de tópicos deljcados, ÍÍìas
essa é uma suposjção questionáveL. Assim coÍno Farquhar e Das ('1999)âpon_
taram, a delicâdeza de um tópico não é fixa mas sociatmente construida,
com os tabus de uma pessoa ou de um grupo sendo períeìtamente aceitávejs
para outro,
Apesar do ceticismo de alguns pesquisadores, grupos focajs têm sido
usados para tratar de tópicos considerados "deticados" em uma ampta va
riedade de situações "difícejs" com grupos vistos como potencialmente
vutnerávejs. Grupos focais têÍn provado serem muito Ìmportantês em pes_
quisas sobre comportãmento sexuat (Firth, 2000), normatmente utihzando
grupos de pârês, assjÍn como fizeram Ekstrand e colaboradores i2005) em
seu estudo sobre o comportamento sexuât, vjsões sobre o aborto e hábitos
contraceptjvos de gârotas suecas em escolâs. Pesqujsadores que usaram
grupos Íocais também buscaram as concepções daqueles com probtemas
sérios de saúde mentâl (Koppelman e Bourjo([y, 2001; Lester et at., 2005) e
exptoraram tópicos como os cuidados de Íim da vjda dos doentes terminais
(Raynes et at., 2000; CLâyton et at., 2005). As questões éticas e os desafios
de recrutaÍnento e execLrção de grupos focaÌs com tajs participantes "vut-
neráveis" são discutidos de íorma mãis detathada no capítulo 7, sob o titulo
dê "considerações e desafios especìais".
'1.l. olnlrdPl ou 'êlueLpe slelu soPllnrslp
ogres soppSêrduê rês tlressod ìProJ odnr6 op sopeqfP so lPnb o Pled osn o
ê êsLìguP êp ossêrord o Pred sêg5elLìdLUL sv (lz 'd '1002 lêllod ê elqrnd)
,,sepetxroj-êrd,, L!êrês êp zê^ urê .,sPpPt{uêdurêsêp,, ogs sêPnlLlP ênb êp
uPrqurêlèr sou sêìl ,,êpnlLlP,, Pun oLuol Pslol eurn6ìP êÌslxê ênb resuêd oP
sosoìêtngl lês soulPuê^êp ênb êlê6ns ênb o 'serll!Ìeue sêQslfêp êp sêlrês
êp sLEu!j sopellnsêr so oes sêpnlllP ênb ueluêuJn6]P (z0oz) rèllod ê elqrnd
'sêpnlllP re!lP^e rêslnb êro^ es sopPudord e o9s s!Pfoj sodnlS so olnod uel
.,s30nltrv,, ocNvsslfv
'sLenphLpu! sEls!^êrluê èp oluêL!!.llêp L!ê sLProJ sodnlÊ rPsn
ês êp sollljêuêq rênbslenb relêluef ulèpod soluê^a êp sPlluênbês ê slenpL^
-LpuL splrglsiq se reqruulsêp ered ouPssèfêu elìxê oqÌeqPll o ênb ol!êdsns
nê spur íèso!1lêuropuê êp oìuêuPìell o ê o)!ls9uÊELp o êrqos sêlêqìnu ep
sp^Llel]eu ressê)p PrPd sLerol sodnr6 èP oplpêrns uêq osn Lun Luêze, (€002)
sêropproqglot ê xol sêrouêu sodnlE êsn lopeslnbsêd o ênb êpsêp 'sLErol
sodnrS êp sêqssnfsLp rod se^llelleu rPllllê ìa^lssod 9 ênb 'olup]êrluê 'Lüêl
-ê6ns (óóót) Ápêe€-uoslrrow ê llnPuêslv-êÌol ìrnpL^LpuL Plru?Uêdxê PP
eppqlelêp eLêpL eurn rLnrlsuol ê ogSuelul e opuenb PpeudoldP sleul efes
zê^lpt sleto] sodnr5 êp êlrès eun ènb opuuêEns 'esLnbsêd êp saglsènb sPu
olLrtdxê sLpLr] prê orol o ê 'sêluênbêsqns slelo] sodnlF so Llor 'ê sLPnpl^
-rpul se!.r9ls!q sPns L!êsseluol ênb sêluPdLrl]led soe PLlLurèd ìelrlu! ìProl
odnr6 o ìenb ou 's€lsof seu sêlop êp sPlruglrèdxê êrqos opntsa un elodel
(€002) 8uO sppprlsn-rl oerês soppp so res!ìeue êp se^Lleluêl se ê osnluo)
prês opPluêsêrde orpenb o 'oluPÌrod 'ê ìenp!^!pu! PlsL êrÌue Puln uê osef
o euês ourof lel 'êluauìepuênbês le lo^uêsêp ês o9^ ogu eÌuêullê^e^old
spuotsLrl sP ênb PfllLu6rs slero] sodnlE êp sêgssnrsLp sPp ezêlnìeu v sêluPd
-lfrlred so€ rmqule e rPuapro êp s!êlljLp ogs ènb sopep ènb op ê SIPUJ epeu
ênb r,,op!nr,, erlznpord ètuourìê^P^ord sPpeqlPlêp ê slenp!^!pu! seuglsLq
spns reluol eled opuLlèdLuor sètuedLllllPd soLlP^ rêl ênb uls seu 'lednlã
êÌuèLqLlp Lün úê sPlfuêlrêdxê sens rlpl^lp LLIê sêluPlnìêl ogrelsê seossêd se
ênb oÌupt 9 o9u ogtsênb V 's rpn p!^Lpu I se^llelrPu rêlqo è o^Llê[qo o opuPnb
eqìorsê èp opoì9ú or!êurlrd o 'oldL!êxê rod 'ogs ogu sèll opeqìêsuofesêp
elrês slero] sodnrã êp osn o ênb uê sê95en1Ls sPuln6ìP 'oPnluor 'tuêìsLxl
sv l-LYUàvN v osslfv
srv)or sodnug uvzr'ïrn oyN ooNvnò ã
.v
42 Rosatine Barbour

Enquânto os pesquisadores de mdrketing tendem a se focar no uso dos


dados do grupo focal para fazer inferências a respejto das posições atìtu-
dinaiÍ ou preterencias do consumidor mèdio, denLro dà pesquisa das ciên
cias sociais jsso geralmentê não é o objetjvo final do produto. Nêm são os
resuttados, em gêrat, tão urgentemente requisitos quanto ocorre com a
pesquisa de mdrletirg, sendo que há uma tradição venerável de se fazer
tevantamentos dentro das ciências sociais que serye muito meLhor a esse
requerimento. Se você quer fazer generaLizações estatistjcas a partir de
seus dâdos, o grupo focat não é o método de escolha. ,.Amostras de grupos
focais em geral são perigosamente pequênas e não representativas', (Morgan
e Krueger, í993, p. 14).

M lcesso l rr'rorvÍDuos "RELUTANTES.


Morgan (1988)dêfênde o usode grupos focais em preÍerência a entrevistas
individuais em situâções em que os respondentes possam achar jnteracões
caraacaÍaintjmjdantês, Emcomparaçãocomentrevjstasindividuais, gaupos
focais também podem encorajar a participacão de indivíduos que, de outro
modo, poderiam ser relutantes a íaLar sobre sLras experiêncjas devido por
sentirem que Ìêm pouco a contribuir a um projeto de pesqujsa (Kitzjnqer,
19995). A escotha êntre entreüstas individuais e grupos focâjs é discutida
mais detathadamente no CapítuLo 4.
Em aLgumas instânciâs, grupos focais podem permitir ao pesqujsador
engajar se com os respondentes que de outra forma seriam relutantes em
elâboraÍ suas perspectivas e experiêncìas (ver euadro 2.2).

M lcesso rr'rorvíDuos .pouco AcEssívEts" ou


I
MÁRGrNALlzADos E tNTRoDUcÃo DE rNsÍGHTs
DA EXpERtÊNcta
Porcausa de suas percebidas informaIidâdes e aceitação púbIica crescen-
te (tatvez pelo uso ubiquo dos grupos focais por pesquisadores de mdr*e-
ting e aquetês interessados em acessar a opinião púbtica), os grupos focais
ganharam a Íeputacão de serem algo como..o método do úLtimo recurso"
em termos da sua capacjdade de engajar com aquetes que podem, de outro
modo, escâpar da rede de Levantamentos, ou estudos que se baseiem no
recrutamento daqueles que estão em contato com serviços. Tal como temos
visto, essa vantàgem ÍtequentemenLe tem sido exploradà pâra desenvotver
questionárjos sobrê temas cuLturatmente deticados. No que diz rêspeito
a estudos quatitâtivos, grupos focais têm sjdo regutarmente o método da
preferência dos pesquisadores quê tentam acessar grupos encarados como
"pouco acessíveis", como membros de minorjas étnicas (Chju e Knight,
.reÍeroluê LLrêpod sLero,r sodnrO (ç002) z]lry rod sopppnlsê uero, ènb
.rod sêoJfê]uL êp sêrlpur solìe rod sopezrèlrp-re) sêluêrqup urê urê^!^ ênLÀ
^lF
s€6ojp êp so!rPnsn srPnxêssorlroq suèLuorl so oLuor rsolnqute snês êp sÔ!!,
êpotrêdsêr p soppz!ìpulSreLurêsLuèpod'orpìr9'sodnrBsun8ìy (ç002' ìplê
ì€qtuèddnt) sêluprBlur ê (9óó1. ' ìe lê plêluêsou) pupqrn êpnluê^nt '(óóól
'sp8êtor snês êp sâqxêUèi s€ìêd sopeìnu!1sè'uêssasrnb ouor ê
oplEnb ôgssnrsrp PLr uêssPrl!ê ênb opuLlLu$d 'èluèúlenphLpu' suêuoLtoro] ur3
uaserolor ès ênb urerelr^ê srpro] sodnrE ço ônb oP6 Prtuê1êluerrod u1 s!€ú o zè ìP.L
'èpìles p sop€uol]PÌêr sol!êru€Ìroduor ãP a aPt€sèPsèg:dèrrêd s€u sepPuol)Pìêl
sèpep!ììq'ssod 3 sèpPpÌì rq€suodsar ô lerr^ oìr1r oP sèsel sê1uãrâllp s€p Plrucnuu t P
oruenb o!ssnrsLp Pp olaPu!unì' P no^èì u9qu!1 sèp€pL s€1rPÀ êp suãL!or.l 3P oesnìru'
v çotr€tprEr sênbÈrP oPulos uequrr 9r ãnb eplLu Pp ê ssrrodeê soP sãPPPtl€uotèd
êr!os 'otd L!êxa rod 'únuor oluèu Lrêrluor uã !rêssPlodP ê5 ãnb ê sP6êìor snès èp s€
uor spougl]adxõ è sagjdè!èd sPns urâsser€cluor 3nb suêuoLl soP nrlturèd s'ero,
sodnrÊ êp oteuroj O ejuêopêp sopo!êd êiuêruìPosâd oPeÌuèu!èdxè opuêÌ ôqu
no opuè1 'olunssE ou êì!ê!uPpPurluP oPrpÍÈÊuè ês suèüoq so úolErsr^34uê êP
sèroirãluP s€^rlÈtuèÌ sP uror aluPrreu êlserllof, un uErârêra.lo sr€ro, sodni! so!
sègssnrsrp s€ 'ossrp ur?ìY êluêrpêdxõ êP ougroq o 3lu€rnp uêreztÌPãr ês çêq$ês
s€ 3p o1€l oìêd opErnlre} oPuès oluèueÌn]]àr 0 eor
loqìPqPrÌ êP s'Eroì snãs êp
.rorPd E sopoêtêqelsê solEluotr e so^rrdêrêr úProl suèujoq so sprèiln4u' uerol
;aluêozrìèj!
so^urodsè sêqnp èp sor quãu uotr sodnrE ]€ur êe êp se^Ìleluêt s€ |
'opLznp'rotr rol
u9quel '€lêr;! €urn L!à opeluêupPun1 1olaÌsod ouElrlnuo) odnrE úrn sErllncl
€!]l€1 sPrq uPdúor s:np a 'PÌrLìod e tor'èqúoq êp o1^rês o P.rnÌlêrêrd P oPutnp!Ì
'sêtuêrqep ãp èpÈpèuÈ^ eun uè sopptro uor op!ês:(so^a€4eru'urpp ê stenuEú
sã$peLlìÈqu ered sop€rEdês sodnrõ uor) oqtpqe4 3P ìproì oú soPezlìeèr sodnrô
zr ú. nollnsèr ênb o iêpPp!ìProt pp sÕ^aEruruEu sêroPeEèrduê ès.oPu€l€ruor
op€z!Ì€êr rol ossì srero, sodnrE ãp sègssnrsLP seunSìe retro^uor euPrnrord eìê
ênb soürpDèp ê'prlilrãdsâ È'ru?xoro e$è operuèuuêdxê urequu olu ènb suâur
ort sop sêgsr^ s€ rêlqo uê Epessèrãlur e^ersè epure èlueP.lsã P oluPlêrlul
'eiuèop Essêp oiuê^â op.rirEd p ôro, opnõp Lln
p sepaâuqns ero€e \eh?rd sE^rterrèdxê ê sêqjlsodns sPns uPrPulunìr anb sopPp
ntznpord ênb o iotreJpretr anbere un êp ..orrJr) êtuãp!tru1,, o op€tuêúruêdxê urPt^€rl
anb suèuoLt urotr setsr^èr1uè seunôtE rêzel ãp pÌunÍuor olsLrêp purf p soüpEôql
'sreossàd çolunsse rqrrsrp urê rournllr€l êÌuêriPUolÕu odnl6 ún 'P!ãlPlâ!l €P
3lsêorou op suêuroq sop PLrugtnìêr Pp o^llPrtpu!êsot ossr ãnb eruèÌ anb notrrldxã
eìl 'orrdoÌ êssêu as rPro] ìoulP rÈqrP ue^Èluãrpde sôìê è serLqglrsouou sèzã^
sPtrn!! !!erê sêglsânb sP sPFodsãr sPns 'sôpÈlsr^èrÌuè rês e solsodsrP èruãuìPrêô
!!ãrenã suêúôq so èP resêdP ônb '€sêrúns e.s erEd 'orêqorçèp eh€q €ìt (0002
:uÀor€) ôptps e êrqos seurìntrseu sèg:dèruors€ êrqos sopEp râlqo €rEd sPist^êrluê
rpzLì!$ opEluèr €i^eq ènb operolnop êp ê1u€pnlsã Eürn êp olsr^rêdis € uÌ.rnssY
,,s:ttNYtn]3t,, 3tNlw lYISNt-LOd
soncl^ìoNt lc socvc ro oYiYu-LX3 z'z oècvnò
tv
44 Rosaline Barbour

maior honestidade (Krueger, 1994) e dar aos particjpantes permissão para


falar sobre questões normalmente não levantadas, especiaLmentê sê os
grupos foram convocados para refletir algum atributo ou êxperiência em
comum que os difere de outros, portanto, provendo uma "segurança em
números" (Xitzinger e Barbour, '1999).
O método tem sido setecionado muitasvezes como especialmente apro-
priado para eticiar as perspectivas de mulheres, tatvez peÌa ideia de que
grupos focais pareçam mais próxjmos de padrões "feminiLjzados" de in-
teração ê troca. Entretanto, uLtjmamente os pesquisâdores estudando
homens têm começado a empregar os grupos focais com mais írequêncja,
tanto para acessar homens que pertençam a minorias étnicas (Royster et
al., 2000) quanto para ter acesso aos que tendem a não usar esses serüços
(O'Brien et at., 2005). Ainda que os homens tendam a não serem vistos corÍìo
marginatizados, a não ser que pertençam a um grupo minoritário identjfi-
cado, obter suas visões sobre tópicos mais deticados pode representar um
desafio. Estudos recentes com grupos focais têm exptorado perspectivas e
experiências mascutinas sobre vários temas "difíceis", incluindo a droga
da "impotência", o Viagra (Rubin, 2004), e imagem corporal {Grogan e
Richards,2002).
Um uso particutarmente popuLar dos grupos focais em pesquisas com
serviços de saúde tem sido para ganhar acesso rápido às perspectivas de um
grupo específico de pessoas com frequência aqueLes cuias vozes estariam
de outro modo emudêcidas. Existe, por cêrto, uma tradição venerávet de
escrita que busca "prestar testemunho", mas Limitar os grupos focais a sim-
pLes relatórios é subaproveitar seu potencjaÌ: eLes podem fazer muito maÈ
do que simptesmente forneceÍ uma janeta à experiência subjetiva - uÍÌìa
tareÍa a qual biógrafos, escritores fantasmas, novetistas e lobìstas iá exer-
cem com excetência. llustrando seu argumento com referência ao grande
corpus de trabatho sobre as experiências com doencas crônicas, Atkinsdt
('1997) alerta contra cair na armadinha de se romancear considerações d6
respondentes, tomando-as por seu valoraparente e fathando em submetê-lõ
a um escrutinio critico, como faríamos com outros argumentos, O Capítulo
4, sobre o proteto de pesquisas (que mostra como garântir que o potenctd
comparativo do estudo sejô maximizado), e os CâpítuLos 9 e 10, sobre coÍrb
produzir análises estruturamente informadas, oíerecem orientações sobre
como os pesqujsadores podem transcender as armadithas associadas a tià-
bathos com gru pos focais voLtados a acessâr experiências (pela identificação
de padrões nos dados e da interÍogação sistemática destes).
Todaüa, gruposfocaistêm potencìaLagregado em especial para o clínico
-pesquisador para uso em proietos orìentados âbertamente por pesqui*
-ação. Crabtree e cotaboradores (1993, p. 146) argumentam que "é possívd
'oluê^ê op
sLodêp oppfrìde res êle êpod ,.ìElo,t odnl6,, olnìol o oulot utelelsêp è Lriê6
-PproqP Pssê uel!Ìlrr (1,002) qqê/l ê urê^a)l stpfo, sodnr8 ulol seslnbsad
spurnBìe ure plslunlodo oìuêu.lêìê êpuu6 uln 'Ilê^pâêu! pulloj êp .êlslxl
'sèpnlLle sens êtqos sêo5eulo,tu! €tqo êp urêu sêluedlt!ìlEd
reuollêlês êP ìê^PLluol sleü eultoJ e ogs o-pu sLpfol sodnJ6 sptLlsrlETê sêo5
-PzlìerêuêÊ rêzPj ê oe5uêlu! ens ês lplruêssê ê èn b o e lleluêsêrd er]soue
eun relnrlêl (!rêlês!nb sêropeslnbsêd so ês oÌuêuelue^êl Lln E olpleq slpur
êluê)e^!nbê un ',.oqìEle,, un rpluêsèrd êpod ênb êp e!êp! e è prLurêt €
êrqos sunuor slPur souP6uè sop un oluêÌleÍêueld êp olSelsê o êluplnp 05
-roJsê è odurêl SLPLU êp oluê(xllsê^u! o L!êJênbêl soplEullp rês pred uêloj
souêld sLplfuêlod snês so ês slelo] sodnr8 ênb eí 'souosnlL èÌuêueldue oEs
'opnÌuor 'soLnpuêq sêssl oJrcjsê ê odL!êt êp soureÌ ue pLurouofâ epluns
-êrd pns urê êluèurìpdDuld êpFêl slEloJ sodru8 sop oìêdp o - sêJopeLfupuLl
sun8le ered 'olej êp 'ê sê.ropeslnbsêd sun8ìe pJpd 'r!êÌL^ê ênb prlllurêd
elê ènb upuLEpLxL sêlê ênb oìêd 'êluêurEuerluor 'spru 'Luêzllpêr ânb erlllLu
-rêd eìê ênb olêd oluel oeu e^llel!Ìenb urêEeproqp pun Lupuolreles sêzê^
spLu nSlp sêroppsln bsêd so ênb êp oe5e^rêsqo e zê, (26ól) upule lLs pL^pC
( uêSertsoLüe p opPrlpêp g
ênb 'g oìnlrdpl ou opLlnrslp a oìrêdse êssl) 'lepuèÌod Luê sêtupdlrltrpd êp
êpppLt Lq!uodsLp p e odnrE opoeJLsodurol e elEd sepllênbar spfLlslrêlrprpr sp
rP!ìlruor ep Pl!Ìsr6oì P urol opuepll êluêrusêldruls ê saluesêrd urp[ê]sê ànb
rlluPlp6 Plpd sãlupdLfllrpd sop opueuojêlêì essed lopeslnbsêd o ênb odluêl
op souuêÌ uê sleuorrLpe soìsnr râ^eq êpod 'o95!rsuprl è sofsêllêl {eles
êp lên6nlp {oÌuêLxproìsêp opuLnÌlu!'sop!^lo^uè êluêrulê^p^ord sleuoLllpp
soÌsnr soP sêqlelêp rüPreluêsêlde '(9661) saropproqplor ê ìrpìl poêlrew ê
(6661) rnoqrp€ erê6uLzìly '(966 t) uosìreT ouor rsotno ê 'oìlul êssê]edlsslp
urPrPìuêl (€óól) rê6ênr).1 ê uE6row sopo]êur sorÌno Lxol ênb op eìeleq sleu.l
ê êìuêLleplder sleu erLèueu êp è epp4ìper pfês eslnbsêd e ènb uêllurrèd
sêìê ênb ê slerol sodnr6 sop osn o opupfrêf sunurof sleul sollLJ sop urfì
sroYorNn-Làodo r sorsn) ro oySvtlv v F
'sosrnrãr èp opJelole ê so5Nês êp oc5plsêld e relluênlJul
êp êpeppEder e rê] 'êtuptrodlur ollnur ê anb o ,LUêqLüpl Luêpod ê (odnr6
êp sê9ssês se êluernp oursêur sepLfJãxâ lês urêpod ênb ê) Lupzuolp^ sLplo]
sodnl8 êp sêÌupdllltrpd so ênb sèppplllqeq se retuêsèrdp p urêpuêl nozLl
-eJUê êU!eln01 ìêded o[n]'sofLuêpefe sop êluêLrIêluêrê,tlp sLpuoLssl]old
so ênb êp e5uêrêjlp lê^ptou p ruol spur'(tg6t) êuLplnol rod eplpuêrêp
ue6pproqe ep êlueqìêLuêssêp opu (eLluêssê nIê ,a ossl . .,êluêueêuelìnuls
op5uè rêlu L êp ê sopep êp plêìor êp pluêurerral euln ouof sLpfoj sod nr6 I esn
çv
46

enconLros preexistente5
Embora seia. è ctaío. possiveI uLÌtizar espàcos de
,"-r"zoe rárutar e atoiãr participanLes pdÍà grupos bàseàdos em crlteÍlos
tacunas que pooem
à-.riniào, oeto p"tqr'tudort. é importante ponderar ès
gruposì lsto e rìdo c
ê(tàr envoLvidas em ürtude da (omposicão de tais
:il.:,ì;;;; ú;;e"''iont, au ni'ió.iu toau à nao ser que a quesLao de

ilÏã11i,".ïlil'J.'ìììpuã ui"*"o' """' crupos espe(úicosumi iambém


guia de
-^-ì""r t^ro..essoes de btoinslorming (sem Ler desenvolvido
iJ"i,"t ì1,ìltiiã * ier setecionado materiars de eslimutoì mas
pesquisa dados pouco tràbàLhados
assim

;ïl;:'.'iltõ,*-;,t,opotlco
Áltoao a"
fôrnê.êr am resuttàdo5 0rganlzãoos

IAOMENTO E RELEVÂNCh
é suà capàc idàde de
timaprande vànLèqem dos grupos Íocais entretanto
Economiâs de escala
.Ji;;;';'p";;;;;""nio, énqu"nLo '" o"'nroLam
úm estudo pode ser montado bem
,i{Jìiàtì'l., "t."ttasporcircunitâncìas,
razáo que o metodo en(onLrou Lanto
ples_
i"-oid"r"n," essa
" ","tu"t
ìi#;;;;'t;;toìit"dáres de morketins e jor nalistas umexemplodeum
us'o ooorLuno dos grupos fo(ais e
provido pelo estudo reatÌza0o por btdc^ c
das
i'i"t'"{" ôõô irã"à á"dt morredà Princesã Diàna Tendo notàdoque 80'{
a"" condotèncias er am de m utheres etesconfinaràm
seLr
...iì"ir i"i
""iÌ*iát
::ilïi;;til;;;"d"'lram três grupos Íocais separados (com mutheíes
aif"r."tes idãdês e conLextos so(iaisì Grtrpos Ìocais Íoràm
Le de
"rììi"Lãïrià.
Ëì".","dàïtìr*i" per rodo entre as duas semanas depois da moi
ii"* iret."tun"t"upós seu funerâÌ (ver Ouadro 2 3)'
"

Ik m prncuntls "PoR QUE NÃo?"


quesLáo
Fnrrêrãniô ôàtâ aouetas situècóes em que ào Íolmular à sua
por que nào ?' se esgueiÍànoo
d";;;i;". uJce percebe as palauras abordagem ideat' Em certa oca-
Jr!.rl p.ntut"nto., grupos focais que aqueliè
são
reahzal uma pesquisa para
.iÀ^ .lêi o'iênLacóes a uma dêntista
];;;;;;;;;;;;;';oas não visitam seus dentistas no inLervato minimo
seìs em sers meses arsumentei
que entrevislas in-
;i;;;ã"];;á;" acabariam co(ocando as pessoas-na
aìu-.i auiit .àt'"Jt" tuaa provavetmente
poucos
ì.r"ïu-u n"iuiiu. ."spostas inteiramenLe negàtivas o que dãriâ
" podem na pÌáLica realmente
ilì;;;;:;,;;; "è
quàt os individuos
promocao a sàude oentat t IìIvcz
Lomar consciència de outras mensagens de
;;.:; ;;il ;; -*"s discussóei eta optou por grupos focàis e centÍou
Ir o-"""ãÀi de vislorias semestrâis denLÍo de uma discussao
i,,ï".ãì" iiiri " ""i"r""*aià
i.portáncia de se manter â saúoe bucat e qual a methoÍ
maneira de se conseguir isso.
êluêrxêluêrPde se5!êrl ê sPlLlPrd ênb èp os5ou p ppLlrpd èp oluod outol
urêl e o8LêJoluêLUlpuêluê op PLlullrodrrj! eu oroJ L!nrod soppz!-têllp-lpf ogs
sopnlsê sêssê sopof (€ooz ' ìe tê ê3roê9) €ursp ep êìortuor êp soìololord
soP ogsêpE êp elìej P ê (2002 ''ìP lè uellloH) zêp]^p]6 e èluelnp oüsl8pqpl
o oüor íêpnEs e soppuo!l€ìê.r solrSoì! êtuêrI]êluêredp soluêLuelrodLLÌolêrqos
oìdLue sreLu oìuêLUlpuêluê LUn rêrêurol pred soppzllrln opls rxêl uêqupl
srPloj sodnrg (9óól "ìE tê êupê))ouolpzrunLuL oluêüelroduol o.rêfêrpìl
-sê E-r€d slero, sodnrE uereSêrdr!ê sopnlsè solr€^ ê (l,OOZ ' ìe lê u€Blujêf
:!002 ' lp lê punlrê8e l) Luè6pur èp êÌlrpxê un rêzpj ês oe se.r!êrreq s€ Lrpd
'oìdurêxê rod 'opprllo LUêl sopnlsj ,,opsêpp opLr,, p no êpnPs êp so5L^rês êp
oe5ElLêlp opu E reErlsê^u l p.r ed so ppsn ollnu op ts rugt slprol sod nl6 ',,2 o!u
ênb iod,, od!l op sê9tsènb s€^!snìê o€l sp -re-roìdxê êp êpppLrede) pns Jod
.{l9z d .óó6, opoêd
ãr Fiãs Prufu ênb ôr!11]r ôruãuôú un uã soppp relêìo.4ed èluersÈq o opldçr é
rolsuãúrÌp uê opPlru!Ì op6 eq!êl opnlsê ôsço! êfbsrpu ród
lè^Lxèìt Lolsou.u olêd
:uanìIôr sêìt sod.rã sorìèr e seru!trèd
-sa sPU9L!êur êP oluêLlEapPruêE3p o PuPlrìrre, 'ênb urPr.lundns 'ênb o ;êpPpl âp
ePPPorqpus^ eP ÕLrô] urê srProl soduã rPzruPEro êp ocspêp P urE$uor íoÌueÌrod
'Èp'^ ãp Bugis'q è ÈuprÊorq Pns êP oÌêur lod PUPÌ€ uror sèg5erltrluãpÌ sens uprEz
-ru€ôro sèrèL{nú sE ênb es'nbsôd êp ogtsâ.b pns Õuo. u€rp!!o] rll'!!5 a ìrpì€
'(592 d'666r)ôpo!èd qènbeu sunúotr seo*èd ses!è^Luodsç
êtuâuP^Lsms'p uêrPrsê êp s'ê^Y^ord eeu ú€rê êlrou ens êp s.luE relrqsnl no
relEEsèr èp srè:4rpopE
r3l uâpod ênb sêpnlup sp âsoluã@uuêsso ènb sourìè1,ê!
'\r9z'd
'ó6ót.) o!.rEprìos oln)uh on reúroJ uErapnd sepruudo sârãqtnL! sE4no u'anb uor
3l!ãlÌlsâr ã ,,eÌslururê],, €ropêrlos EUPIo eu. üÈr€rgrluèPr sElsuslúêuor so
'(t9Z d 66ó, souetuouÌu êsrEuLÊred sôCpÈpD uor orprlor
oPèêpPplerap oqteqÈ4oe epelo êp ?pe)911uEse!Ètc Èun úÈ^Èlerlèr *qssn3sp
sPçst oljPúrotsuÈrÌ @ê oPun ôÌô ouor ê ella€ €Ìè
anb sEDos srtdpd sou Èajlât€ spns uereroJ so4no i,oÀod op esôtrüld 8,, oüô)
srlrlr nès èp aurpr ouor sopENodp uErà rnouq8 ê Èosu€) ezêìêq êereqt (.. )
5êrôqìnu se er€d rÈìnrurpd uè o^Dp:rrruE6 ãì!3úppunlord ôpÈr6ps oìoquls un
Õuor epPl€]]ê) êluèúÌô^ÈsueruÌ rôl Èuero \ojerã9rq snès è espu èp prpru p ãrìu:
-oPunu op olsãr op strPd roLPUr p! oluEnb (opEzuEêr
lol opnlsê o ênb
uê) Õuerìelsne oxè1uo) ou orlEi '(ç92 d 'ióóót 'qturs ê ìrpìs) .ttrãjãxo1ne ãs è
rlr3ìJêr trlnrsrp ês er€d ondor,, unès-nouolêlrou pns'pueLc apêìrour € nrn6ãsãs
ênb opol€d oN plêìduror sopep êp etêtor È è esrnbsâd êp ogrsênb essêp oejEzlpnr
. rêr!o) P a4uã orlnr otP^rêtuL un opuEzll'qe'^ !ã1!êuprp!pêúl odüer p
urasso] ãnb
êss'riurãd ãnb ì3 lxaìi plBolopolãru ELt]n âp u€^Es!trèrd ènb uelìdxê r|rurs a ìr€ìg
vNnluodo 3 v lsNodslt srvlor sodnu.)
víot vsrnbsld lc o ìdì{ln vvn Ê'z oÈcvnÒ
L' t
4a

itógicas, uma vez üstas das peÍspectivâs das pessoas envolvidas, têm
chances de revetar lóqicas coerentes e possivetmente muito sofisticadâs
lsso, entretanto, só se torna aparente qìlando os participantes dos
focais recebem abertura para justificaÍ e expandir suas visões em um a
bìente tivÍe de juLgamentos.
C. Wright Mills, escrevendo em 1959 sobre o que chamou de "â imagina
ção sociolóqica ", exortou os pesquisadoresa empregarem uma "bri
sociológica da mente", o que ênvoLve, entre outras abordagens, girar
questões de pesquisa em suas cabêças. Então, ao procurar entender po
que as pessoas não íazem atgo, pode também ser útit probtematizar
comportamentos vistos como deseiáveis, ou, pelo menos, não requere
expticações; por exemplor por que seguir as orientações dos Profissio
lnserir as questões "porque não... ?" em uma discussão maìsamptatam
serve à útiÌ função de não seLecionar para cÍíticas em potenciat aqueLes q
não aderiram aos serviços ou não seguiram as orientações. Asim, eüta
a reslrttante "amostragem por deficiência" (MacDougatt e Fudge, 2001)
que ameaça alienaÍ participantes em Potencial e tornar probtemático q
a descrição da pesquisa seja fornecida no momento das negociações. Ess
abordagem têm o bônus de tornar mais fácil para os participântes tomare
suas ações em um contexto mais amplo, juntando-se ao pesquisador a
comparar e contrastar respostas. Essa foi a abordagem quê nós a
em um estudo com pacientes sobre respostas a experiências da reabititaçã
cardíacâ (ver Quadro 2.4).
À chave para se produzjr achados de pesquisa que transcendam o pura
mênte descritivo e comecem a ser analíticos reside no estudo dos
em nossos dados. lsso é possívet quando se presta bastante atenção ao
ieto de pesquisa (ver CapítuLo 4) e se seteciona pârticipantes com o intui
de maximizar o potencial de comparação. Anátises se tornam mais do
simptesmente extração de temas a partir dos dados, passando, então,
envotver um processo de interrogar os dados, contextuatizaÍ co
desênvolver tentativas de exptjcação e submetê-tas a majs interrogações
refinamentos (ver Capítulos 10 ê 11).
Dentro dessa arena de pesquisa das experiências dos pacientes, os
proveem as recomendações mais detaLhadas para a prática de promoção
saúde, todâvja, são mais uma vez aquetes que mais aProfundadam
questionam os dados qerados (ver Quadro 2.5).
Btoor e colaboradores (2001) arqumentam que qrupos focais são o
de escoLha somente quàndo o propósito da pêsqulsa é "estudàr normas
grupo, sìgnjficados grupais e processos grupâìs". Eles são particuÌa
aptos para o estudo de processos de tomada de decjsão, por exemPÌo,
'(çZZ d) .,spossêd se êrlLrê ìellos ogrPlêlL
èp sossêlord soìêd sppProqelê sêpeprlr.rêpt sP ê sopeLroãêu ogs sopElÌjlu6L:
so ropllêìêqelsè ê o^rlêìor osuês urn,, 'êìuêurPlrdll 'stero, sodnJÊ êp sêç:
-snrslp sE êluernp 'ênb êpuêlêp Pìl :]erlêuêd êp sLêr!lLp oPs ênb ê solìnra
LUplrè)êuPLurêd opour orlno êp ènb sossêlord so prPd plêuP! €LUn jêlêlê:ia
Luêpod slero] sodnrb èp sêSssnrsrp
í(€óóót) uosul)ììtM êrêãns ouor LulssY
'oPielèplsuof Jê )l€l JLpìqu_)-
ê srpuopPnlLs sêrolprr rPluol Pred sêosl^ lPns LuPrurlPnb st€nb solêd soLêl!
so no spropllêdLLrol sêpPpuoud LuPsêd s€ossêd se sLPnb solêd sopotx sop
'sLe!o6sgord sornln, êp quêurpurê4 o er€d uèr'nq!rluor
êp apepruntrodo PUn sèlè P nèP 3 sopoì ãp sêqidêrlor s! uèrE1ntrsê sêlu€Pnlsè
sop rotE^ op sêluêoed so rErn8èssEêr P op€PnrÈ rèÌ èPôd ossl opPzrpuêrd€ êp
iêÌ€rPr urn úê eurJÌpèú êp sêluPpnrsô rod oPEnpuor op!ês P^Èlsâ olatord o ênb
rod lpdlrl1jed e sopeÍ€ror!ê opls rer eèPod sêÌuêrrPd sO o4no rod 's!ã^PpnPs
ioPet un rod trêuuÌ soP re6êrd êrluê oqururpr
ocu soluau€lroduror rPuêpuor ê
olrêrÌsè uPrêrlor]êd sêropÈsrnbsãd so 'êss3 oúor oÌêlord un reìntrêxã ov
u.
T'eu epule sol E6ãrEês êp orsu o uËuêrror ',opoì un ouor
èpn€s êp ogjourord ãP sègjeruêuo s€ rmFês oe ossetrÈr] nês urâ ê5 urêrPrluâtr oE
'se1sr^artuê s€ssê :srPnPhiPur sElsL^êrluè 3p rEd'r'rr€d ered rêrâlêlo 35 P soleP
-çu€r srê ç^ordurL 'eú"rEord o uÌPiPErel ênb sêìônbe ê 'sonpr^lpu! sê5sê ÜPr3 os
ôqN sorllsalu sãìã ered opelrdordp og)P àp osrnr un ãssê LlrP^PrêpÌsuÔr olu sêìê
è'Drodo)roarn dpúàèrduo ro ì4,oaouo rrq erP.o,e)oPiPrrro'o roì
3^ìo uê ãsènbEosèd êp odrt o èrqossêruê1s6se oçu sop sags'^ s€ rEroldxè nrr!ürêd
soü sopEredês sr€rol sodnrõ]êluew aptres èp olJouord Pp ogjPluêuo e I'n8as uiê
u€rEÌlìe] 3nb sêlênbP uor ,,oìãPou,, sêluêrtred -lPlserrlor 3s èP r!^Pe Euâpod ênb
oluêu6uErìslor lPDualod ô reÌr^è alu€lroduìr soruPrâPrsuol rejêuo) eê'r uPrês
'rnb oCU ênb sêtênbp ê or!êueplE nês êl!€.rnp EurprÊord o uereFreì ênb s3l3nb€
prpd soppro^uor opuês sopPrEdês sodnrã uo)
'puislõord Õ üerElètduor anb sêtênbp
'srprol sodnjâsrès sop urn ãpr€drru]Ed È sopePL^uor uPrê ê êp€prurtuouE È rau"re6
pr€d ìÈlrdsoq op sorlsl6ar êp oruêurprrÈdôp olêd sop€leluor urPrã sâÌuèDed sO
'ìPÌldsorl ô! è èPep'lnúor eu sêÌ!èrqure êp êp€pâue^ eún
uê sor€Lpr€r sêtuêÌrPd e soPepmr rè^ord uê soPt^lo !ê sLPlroatl]ord uor sr€roJ
sodnr8 uprêzg u?qúpÌ sètuepnÌsê srôC sole s'oP soúÌu! sou otrejPrer ênbeìE
urn oppÌuâúuêdxè opuèl ouor lPlLdsoq op so4EÌEâr soìêd sopetr!][uèpr saì!êL]€d
uotr (sêred uè) sr€rol sodnrE lrarÈ]nrêxè êp €]èrer ep sope;êrPnF urErê ênb
sèruepnlsê Pr€d orLrg.id êlrodns nouortrrodord ê sEurrllo êp sêlGnbêsqns sè-ossès
L!ê nôpnÍ€ (!.rPì:) xãtv) eãõìorun sopuroro sêlêu solulP so lrÈd ouotr ursse 'Etr
Ppr€r oB5Prrlrqpêr èP seueiôord Inplor uã ossPrE4 o prPd sègzei se r€u'rir€xã
&êêssârôlur opessèrdxêeerPq sãE (t002'2002'ìp lêìrell) olêlordruu! urn u3
soì-?^ìo^uè rprtrâp 'êrodsê ap euorpêur ãP sêluPPnlsè orìo ãp odnrE ouênbèd Lln
Èrpd €^rl€1!ìËnb esrnbrêd ê-rqos sPU'.!1o êp êu9s Pün razel E ep€pL^uor op$ op!ê1
vf, Y!ouv) oY5Y'l"l-llSYlu
rc stÌNYtsvurNoS svDNllÈrdxl rc oYsNSSudwol t z otoYnò
6' I
50

QUADRO 2.5 EXPLOMçÃO DO POTENCIAL COMPARÀTIVO


DE UM GRUPO FOCÂL

Evans e coLàboradores {?001) compararàm as visõet dos pais qlrê aceirararì â


ìmunizãcão da tíjpljce viraÌ com a daquetes que a reclsãram. Os dados saLienta
ram as ansìedades dos pâis que oPtaranì peta ìnìlnizacão e mostraram qle poucos
encõraranr a vâcìra trjplrce com compteta coníiança. Mesmo os paìs iínlnizâdore!
"escolherãm a coníormidade crÍ lez de lômarem uma decisào posjtjva e inÍorma
da" (p. 908 909). Ese estudo foi capaz de ãcesar o raciocinio e as considêraçõe:
por tíás dat decúôes dos paìs, màs demonsÚou o complexo nìodo Peto luat ìssc
eÍa sobreposto por outras alitudes e Procesos psicotógjcos. Eses pesquisadore:
aprovetaram as oporlunidades de mais companções entre grupos e observàrâr
que. cunosamenle, ínuilos dos não imLrnizadores iìveram seus íjlhôs nìait vêlho:
imunjzados, nìas mudaram de ideia à medida qle iam se senlindo rnais conliafiê:
para questjonàr recomendâções profúsjonaÈ € explorar altematìvas Os achado:
do estudo rêsaLtaram necessjdadeçchave de iníorÌÌìâçÕes dos Pais: "Por qle :
pÍoeramaçâÒda ÍipLicêvÌal mudou, a importâncià da imuni2açãotanlo de nìenin!;
quanto de meninâs, a duraçãÕ da proteção e a fundamentação Para atiìâljzaçô€:
a Limtada trânslerèncja dê imunidade no leite marerno e por que imunìzação:
ìmportante em uma ìdãdê tão jovem (p. 909).

Aquì se encontra a chave do potencjat dos grllpos focaìs para uso l:_.
pêutjco, ou de forma rnenos ambicìosa o!, talvez, conversa das s-.
capacidades de oferecerem insjghls para os partjcìpãntes e para os pes:
sadores. Crablree e colaboradores (1993, p. 14ó) observam: "pessoas po..
reconhecer nos outros partes de si mesmas prevjarnente ocuttas. Tar.:a
podem reconstruir suas próprìâs narrativas de vida a partìr das histórja! ::
outros" . Se isso será utitizado para efeitos terapêuticos, o! se será sirna :
mente usado pelo pesquisador para jtuminar simjtaridades e dìferenças '
experiêncÌâs e consjderaçoes dependerá, em última anáLìse, do prop.:
da pesqujsa e das predisposìções e especialidades dos pesqujsadores e_ :
vìdos. Antes de nos voltarmos â considerar de modo rnâìs detalhado c: :
de dâdos que os grupos focâìs podem eljciar e como isso pode represÊ ::
urna bãse para interpretação e desenvoLvimento de expticações teòr -:
entretanto, é ìmportante locâtìzar os grupos íocajs em debates Íneto.
gjcos e epistemotógicos mãìs ampÌos, que contjnuam a ser uma par,: :
empreendjrnento de pesqujsa. Esse é o assunto do Capítuto 3.

F ü t{T0s -e ir AvE
. crlpos focãis são úteis para avaliar projetos de questionários e
_:
todotogìâs cutturatmente apropriadas.
ssard,{)!lod ìonu€ sâr4rá9 LttÌDaH lDluèlil
puD uaD)atüd pìuD ,taaz) s r!êploF p!€ s!
linoqreg r'c ruPproru r'€ rêlequêd ! Íaìuers
N
'tt azt.lz '^Dpol uottún8 asrrN r.uouernpè
êenu ur q,eêsêr ìEr)os ìe)rrDrol lool € s€ sdnor5 snrol, (!ooz) I'q9êt puÈ f'urè^ã)
,ou,or,iè,uepuè,,po,uoL,e,è,!,sã,uêuàdxãpuesã,,ô,,,.;ïi"ili']ii"',,1ïft5:ii'#,i"/,;
rqeqêr )p,pre. u, uo,tÈd,r,lrÈd Eúaôüord, (ro0z) cd'ér^ìupwpue S è lnôqre€ i w v iìr€ìl
'86 689:19)6t '6uBnN patúÒ^pv !Ò tDúnôr ' ,prp\\ú'
]o Lór6ãr È urqlrÀ Louelrìrqertãr reprpr jo uo'ì€.ìP^ê ê [Pì!ìPnb € :as€àsrp ]reèq tuÈuoror
lô !o!luê^êrd,tuBpuotrès ro] EuuÈdêrd, (zoo, cd rêú1u )ew p!€ s!lnoqre€ !vrÌreÌl
:epeqìPÌêp sIPLU euJro] êp sopPêuLìêp 'LnbP sop!Ìn)sLp slero] sodnJS rez!ì
,lln êp soporx sop soldurêxê ererluo)uê êro^ rn6ès P soj^rt ê so8!!e soN
SIUVI-N3W31dWO) SVUnJ-ll'l jl
'seurlulur seg5ejêpLslrol opErlpêp êluêuleL êrd rêÌ L!èpod sêlupdlrll
led so slenb so êrqos so)ldgl ua se rlrêdsrêd rgssêtE ered ê ,.2 ogu
enbrod,,odLlopsêqlsênbr€proqeeJedsopeudoldpêluêLureìnrllredo_ps .
'urPìoruêsêp ês sêlsê ol
-upnbuê soìuê^ê p splsodsêr ressêfe erEd sêìuêlêlxêops slplolsodnrg .
'so^!ìnpold olnod sopep ê sopLlêrqodulè
eslnbsêd êp solêlord uê pllnsêr slploj sodnr8 sop plsLuntlodo osn o .
'rêzel êp zPd€l g ruêSeproqe
essê ênb oulu+u o 9 ossL seu 'p^!lêÍqns EpuCuêdxê p prpd pìêupf
eun rê^ord ered soppsn lês urèpod slpfo, sodnrE Luê sope.rè6 sop€C .
'oPlP
-psLnbsêd êp suêSeproqp ered so^!ìnpord oBs urgquet sLeroj sodnrg .
'sPpLrepnuê PrxroJ prlno êp uelrPlsê
sêzo^ sp[n] sêlênbpp sêq5ednroêrd s9 Jeulurnì! êpod uê6Eproqp essl .
'sêluelnìêr êluêurìelluêlod so ê ,,sLê^
Ìssêrp ornod,, sop ogjeurLxordp e prpd srêìn rês Luêpod srp)ol sod O .
's9rlls!l9tsê
sè95ezlìErêuê6 E urequods!pêsênb sopep Luê^ord olnodurel ê sêpnl!lp
rpLtp^€ êp so!èr! ruêfêrèJo oeu sêlè ênb 9! 'sotuêrlplup^êl êp sopep
relèìo) ered !.olllplp,, êp elor eLUn ou]ol sopesn rês u]ê^êp oBU sêlf .
's!PnpL^!pu! sPlsr^êrÌ
-uê uror ès-urêrê^ìo^uê Luê sêluelnìêr sêluedLtllred ered s!e^el!ê)e
sleur res Luêpod ê ropupf roleuJ un rplprofuê urêpod srpfol sodnrD .
-sP^lter
]eu rêtqo p]ed eqìo)sê êp opolêLu orLêlu!]d o oBs opu sLelol sodnrg .
'sefLle sêqlsênb se prpd oìuenb psLnbsãd êp olêford o
prpd olupl spppnbêpp spL^grd sêg5erêprsuor spprfêleqplsê uJpíês ênb
opEp,.sopelìêp,, soperêp!sr.rol êluêuìeuo!luê^uor sol!dol opu!nìr
-uL 'seLfupìsunlll êp êpppêlrp^ êpuer8 pì.ün Lxê sopesn rès urêpod .
tq r srptrot sodnrg
so ênb oppluêunEp rês êp resodv'(€l 'd '9661, 'uosPw) ,.leLros oPunL! ou
soluêulêìê êp elluêpL ê no oluêLlllrêl]uor oL!o) souelêpLsuol sou enb o,, e
ês-êrêJal ..eL3oìourêÌs!d1,, sPr!89ÌopoÌêL! ê se)!J9soì!j sêgilperÌ sLPdLruud
sp o95eìêi urê sLploj sodnr8 Luor eslnbsêd erezlleroì eìuêÌ ê sleroj sodruB sop
sosn soug^ sop ,,sofL6oloujêlsldê,, soÌuêuepunJ 5o e6olJâtu! ol nìrdPr ê]sl
srYfod sodnì{c
wol vsnÒssa vo
SOINSWYCINNd
54 Rosatìne Bârbour

sruDos Ío(àis encaixam se na tràdiqáo màis àmpla dà pesquiÍà


qualitativa
Ëtei nao podem ser per ÍeìtàmenÏe atr ibuidos a quatquer uma dàs muitàs - e
potenciatmente contraditórias abordâgens qualitativas'
(2000' p 29ó)
Revisandoa história do uso de grupos focaìs ' Kidd e Parshatl
se]
argumentam que "1...1 métodos ãe grupo focaL se desenvotveram e ltêm
pesquisà quètitètiva'
mãnLidotor a ias prrncìpais tradi(ôes metodoLógicas de
e sáo, porlanto. reLativamente agnósli(os em termos de metodotogìãs
á
atgoSimitara um
disDosicào, aindà queisso tenha algumasvezes levadoa
uui"*rào ."Lodotoqi,o, existem propriedades pârticuLares das discu5sòes
que
rte oruoos tocais quã servem ã àbordàgens quatitàhvas e deÍende_se
grupos aiingem seu
e so'menLe no contexto desse iipo de uso que os Íocais
que os pesquisadores
oorenciat oleno, Atem disso, muitos dos probtemas
'teuantam
em reÌacao à produ(ão e à anátise de dados usando upostocdis
gr re_
sobre
ftetem pressuposios veLados que mostram expectatjvas ìnaproprìâdas
nrniroãr, uau u"tqr" os qruposio(âissejâm cotocãdosem seu contextode
dìráito na pesqursa qualitãLivà. murtos dos probLemase frusLIècões encon_
percebidas
trados peÌos pesquìsadores que usam grupos focaìs e fraquezas
do método podem, na verdade, revêlâr-se vântagens'

-
Iã cnupos Focats coMo uM MÉToDo DE PEsQulsA
õulltnrvl: CAPAcIDADES E DEsaFlos

GruDos Ío(ais, em comum com ouLros méLodos qualitativos ãpresentdm


vez dos
umìLrmo desempenho ao proporcionar insightt dos processog em
pelos pesqui
resuttados. lsso, entretanto, é algumas vezes menospÍezado
comum e
sadores que empÍegam grupos focais coÍno um método L'm uso
a chamaàa "tecnicã do qrupo nomìnat", que se provou muito popular na
oesquisa com servicos dJsaude tver CapìLulo I ). LiLeratmente
signiticando
:'um qrupo convocado pèrà pesquisa èo invés de ser um grupo que ocorre
natu;tmente" um grupo apenas no nome a variante mâjs comum dos
"e ruDos nomin a i9 ' envolve em prega I um exel(icio de
rdnÀing para encorajar
ô; nàrtiLiDantes a deLerminal suàs pÍioridades. Enquànto eu postulèria que
importanies insights podem ser ganhos ao se presLaí atencào ao disculso
plioridades compe
eeiado durante à processo de debalê ê pesagem de
iidoras, muitos prãponentes dessa abordagem concentlam seus esforcos
ao conirárìo, no resuttado dessas detiberações Dependendo do.uso parã
ã ouat essa informaçáo e postà, isso por ventura venhà a náo só divergir
dã contributcáo que pode sel Íeita pelos métodos de grupo tocat como
também pode serìamente se perder particutârmente quando esses dados
sào usados para ìnformar decisões sobre o uso de recursos' No mundo
reat'
essas decìsões precisam ser tomadas, e seria to(ìce não reconhecer as mui-
'opoì9Lu op orrÌguaìqord sleu osn
urn ê ênb o
!srpnphrpu! sêpnllle ressêle ered slProl sodnr6 êp sêgssnlsip êp
oe5ezlllln p rês èp ê8uoì gtsê 'olueìêlìuê 'ossl reulLUrtèrd èsrtpu€ e ê lElllLt!
ìetoj odnrB ap ogssnrsLp eêÌuernp sep!^lo^uêsêp seQssêrdtll!rènbslenb opunJ
E sLEur reroìdxè eJpd sopelo^uof rês urêpod sLPuoLrLpe sodnr8 jenb eLl'(E
olnlrdplou êluêurpppqletêp € p!tn)slp) o!69ìseopunSês èp LrlêSerlsouP eìêd
sepllêuro] sêpPpLtLqlssod se êrqos sêropPsLnbsêd so PlrèìP ênb sleuoLlLpe
rossLp txêìV'sêìê PrPd sotuêrêìèqelsê ísêrop
se5uêlêjLp erpd og5uête essè 9
-erêpour ourof rsou ênb seJêrel seu ê seqlsênb sPu ,,1!eLlìn8rèur,, oluenbue
'srenpUlpuL selluglrêdxê ê selluglsunftLl sèluèlêllp lod ês-opuElned 'sop
-prol€rÈ sêteqêp Lxê ês--rPíP6uè ruêpod ìplo, odnr6 op sê]uedlrllrEd so ênb
zê^ eurn reuoLnodord L!êpod odnr6e.rlu! sêgjeledluor slPl ênb sleuo!)lpe
slq6lsur sop r!ê8plup^ rprLl ropeslnbsêd oP êss!ÌLllrlêd oeu ênb uêSEproqP
eun r!n8êseuêd eurn puêS'(6ó61 lnoqre€ êrè6uLzlly) oldL!êxê -rod 'sLEnxês
sèq5ptuê!ro ê sLeLlos sêssPlr rsapep! selre^ êp sonpl^LpuL l!nlru! êpod sêrêqì
-nlx êp lprol odnr8 un :sepPuoLreìêr serllslrêllelPr sPllnu P elrugrêJêr lllê
oÌufsêp rès êpod ìeloj odnrF op ètuedlrluEd epe] 'ogssn)slp eu sLenp!^LpuL
I
5êzo^ sp rpu Luexê oJuelrod 'êluplrod LU ! 9 'ìEdnl3 oB5Plêlu L Pp êsLì9 ue eN
'o_PssnrsLp Ep
opElìnsêr o o-pu 'lednrS ossêrord oP lli6lsur rPLlue6 opuelnfold ropPsLnbsêd
o ered sosoLtp^ soppp so lturoj ênb seluPdLrtlred so êrluê oLqüellêlu! o I
ê osuêsuof Ìpt Luè^ìo^uêsêp ogu sodnrE sotrnu 'ueluode (66ó!) uelqFeu
)eW ê rêÁW ouror urlsse 'ossLp urèlv sodnr6 so!r9^ êp soluêLulpueluê è
sêseluã urê se5uêrêllp se lêpuêêrduJor P esl^ ênb sslnbsêd P PlPd oLJPsêp
urn plup^êl seu 'pruêìqord urn 9 ogu ossL'oldruêxê rod 'slensLlêsuol sPquLl
rê^ìo^uêsêp ered sepelêlord suêEPproqP Luof ,,odnr8 êp oes!^,, Eun lPzLl
-êÌurs urê spp!^ìo^uê sêpepìnlrJrp 9q 'osuasuor un € !!ênÊêq) ìProl odnr6
êp sê_ossnrslp se1!nu ênb epulv sodnr6 so êrtuê se5uêJêrlp seu lelluêfuo)
íoldurêxê
ês erpd ol!êJ rês êpod êluêurPìrêl osP) un orêu93 no êpEp!ìelol
rod serupèdsê s€qu!ì êp sêgJerPduo) rPìLìlrel ered sopeuollêìês êluêLll
-pssêrdxê opLs L!êra^p ênb sddnr8 sop sorquJèru solêd sep€]ue^êl sêgìsânb
se ê spruèl so reJeduio) roj Pslnbsêd Pp o^Llêíqo o ês odnr8 op soppp soe
ep zê^ urê sonprlpuL sop sopPp soP rêlP ês oluPnb reLrLìè oìuel 'ês!l9ue uê
lprnrord euê^êp slploj sodnr6 ez!ìrÌn ênb roppslnbsêd o ìenb eu oBsuêlxê
p ê slproJ sodnrS sop osn ou ep!ìpqep ê]uèurêÌuênbèrl oglsènb eun
'LS r!ê Slero] sodnr6 uol
sesLnbsèd ejed l!lr,ì ogrped un rêlèuioj ep sê)uPqf sefnod urêl .,sLeululou
sodnrB,, êposn êssêe sepelrossp sê95e)!ìqnd êp ppuL^pp o95ptuêuorênblenb
ènb gf 'opoÌgu ujn ouor sLerol Sodnr6 sop ìeLluêlod o êrqos sê9ssn)slp sPp
sêoJprêplsuor sessê rprpdès 'opnluot 'êluel]oduL f ..sêroplunsuor sop
sêzo^,, sP rêpuodsa ê JPssêrP rllê sep!^ìo^uê se^Lleluêl seulnuê3 sêzê^ sPÌ
çç
56

Todos os comentários feitos durante os grupos focais são aLtamente depen_


dentes do contexto e são contingentes às respostas dos membros do grupo,
àscontribuições dos outros e à dinâmjca daqueLegrupo em particutaúsiìm
como Bitting (199í) aponta, as visões expressas nos grupos focais são atta-
mente específicas e são "indìssociáveis da sjtuação queêstá acontecendo,'.
E um equívoco tentar extrapotar a partir de djscussões de grupo focal para
tentar mêdir atjtudes individuais. Ainda qlre não estejam expLjcitamente
utilizando grupos focais como um ,,atatho" para Ìevantar dados, aLguns pes-
quisadores ainda assim podem expressar Írustração a respeito dâ percebidâ
inconstância das visões pêLas discussões de grupo Íocat. Os participantes
frêquentemente mudam de ideia sobre questões no curso da discussão,
particutarmênte quando os grupos focajs abordam um tópjco sobre o quat
os participantes não haviâm prestado muita atenção. lsso é satientado no
títuto do artigo de Warr (2005): .,Foi divertido [.. -] mas nós não costumamos
falar sobre essas coisas". 0s pesquisadoÍes correm o risco dê tratar visões
como se etas existissem independentemente de nossas discussões de grupo
focal, quando seria mais útiL considerar o própÍio encontro de pesquisa
como um "Loca[ de desempenho" (Brannen e pattman, 2005, p. 5j). prati-
camente sem excecão, anátises detalhadas de discussões de grupos focais
destacam jnconsistências e contradições. lsso só é um probLema se aLguém
encarar as atitudes como Íixas. Grupos focais são ótimos para nos peÍmjtìr
estudar o processo de formação de atjtude e os mecanisrnos envolvidos e na
interrogâção e modificação deüsões. 5e realmente quisêrmos destrjncharo
processo de formação da atitude individuaL, taLvez devêssemos reaLìzar uma
série de discussões de grupo focat com o jntuito de monitorar as mudancas
ao longo do tempo.
Em um estudosobre a opiniãopúblicaa rêspeito das prioridades estabeLe
cidas pâra a saúde, Dotan e colaboradores (í999) reahzaram, em momentos
diferentes, dois conjuntos de grupos íocais com os mesmos pacientes para
examjnar o impacto das discussões sobÍe seus pontos de vista. Tendo havi_
do a oportunidade de discutir compLexos processos de tomada de decjsão,
mujtos dos participantes mudaram de jdeia, tornando-se mais sjmpáticos ao
papeL dos administradores ê mais retutantes a tomar decisões óbvjas.
lsso,
eles concluem, não deixa dúvidas sobre .,quaL é o vator dos tevantamentos
que não dão aos respondentes o tempo ou a oportunidade para refLetirem
sobre suas respostas" (Dotan et at., 1999, p. 919). Em vez de punir os gru-
pos focais por seu Íracasso em fornecer mediçõês confiáveis das visões dos
partjcipantes. nos grupos Íocaisdeveriam serv;lorizàdos poÍ suã capâcidade
únicâ de fornecer um entendimento de como essas visõês se formam, David
Morgan (1988, p. 25) observou que ,,grupos focâjs são úteis quando se trata
de investigar o que os participantes pensam, mas eles são excetentes em
desvendar por que os paÍticipantes pensam como pensam,,.
p)snq slProj sodnl6 uor es!nbsêd p êluêLUìp!fêdsê ê ìelê3 LUè e^Llpl!ìpnb
psLnbsad p 'eur]o] essêC roppsrnbsèd op sêoJeulurêlêp no sèq5dêlrêd sp
rPzlìeJUê êp zê^ r!è 'sopppnlsè opuês sêìênbp Eled sêluplrodurL sêo$ênb
seu 3s-relo].ropPslnbsêd op èlLUJrêd (ppeqìplêp sleur oessnlsLp eurn prpd g
oìnlldel rê^) (sor!êlor) sorldgl èp seLn8 sop ppernlnrtsêlL!ês pzêlnìpu V
'solrdord snês opuLnl)u1 'sorLulê sodnrE êrqos so^llpLrêrd
-êp soueluêLxol rerluoluê ês ap êpppLtpnluê^ê e prpd eslnbsêd êp êdLnbê
p sourêrpdêrd'ìernììnlsue-lt eslnbsêd pujn rplnfêxê oE 'ênb leqlêsuorp e
('OOZ) preurpl ê loìÁEf-eqeufì no^èl ossl spslê^Lp otlnu seugtêlert Llol
sonpl^LpuL êp sleossêd sopunu sop prlsolüp euln zê^ erLêrulrd elèd oLlup6 rèl
uêpod 'sleloj sodnr8 sou rèrrolo p LUêpuêl ênb s€plqlulsêp êtuêlup^llpìèl
sêgssnlslp e ogjlsodxê elèd 'ènb sêroppsLnbsêd ered sêtuellêfuolsêp rès
ruêpod slerol sodnr8 êp sppul^pe sEsêrdrns se sêzê^ seun8lv spossêd êp
odnr6 êssê pred êÌuê!ìps èluêurelìp opìsènb eun erê ênb o3ìe êrqos soppp
sleur norê8 ossL ê rPferprer o95el!ìLqPêr r1rê sop!^ìo^uê saluèLrpd uor sLprol
sodnr6 slop solupro^uof 'olelprEl ènbplE un oplr]os urpl^pq ênb sêluêLled
prpd èluerrjlu6ls êluêurelnlLl.rpd Euèìqord un rês e^eluêrpde ossL ênb
êp (so)rurtr sorpenb sêluêtêJlp Lllol sêtuêlrpd opuê^lo^uê sÌeloj sodnrÊ êp
rLlrpd e) oE5e^rêsqo essou q êpeplnuLluor ruf solspS slpu üeluêsêldêl opu
(sLeêpl
souêLx op oeu ènb ppu rp 'ênb sèq5pl rpêLU uol lenulluor p e^e^êìso ê
sÌerêlelot sollê]ê relrodêr e p^píprofuesèp so ênb lole] urn ouor euL6rèulê
(sêìuêlled soe oìsnr êp oLuDsêJ)p opeLrosse o ê) og5erlpêru èp rpro! ês êp
ollpdLuÌ o ênb opedlrêtu€ soL!p!^pq ogu (sãg5ellpêul êp ollèdsê-t e sêQslrêp
reuiol êrqos opnlsè ossou Lrlê 'oldurêxe rod ì!lr,ì rês e J!^ êpod êsllpup p
êluernp oe5ejêplsuor p[nf 'sofuoê] spur6lpejed so^ou êp otuseur no sol
-uêurplroduol no sêo5dêrJèd erpd s€^Lleurâlle sè95er!ìdxè êp loppsLnbsêd
o prpd pLfup^êìêr eretuê!ì€s êpod ossL ê'opedLlêlue up!^ellopu sêlopeslnb
-sèd so ênb sêrolpj sèo5erêqLìêp spns uê oB5elêplsuor Lllè rp^êì (oìdurêxê
rod 'Luèpod sêluedlrltJed sO spsêrdrns rêzerl ujêpod sêÌuelìnsèl sopEp so
ênb erLllu8ls ossl :ropesLnbsêd op ogJpupr8ord e êLuloluo) ulêrL êp zê^ r!ê
'sêlupdLfLlrpd so ered sêluplrodull oes ênb sêo5ednroêrd ê sêolsênb l!lêì]êr
êp êPepl)edef E urgt slprol sodnrS'olnullsê êp sLpuêlplu ê spllêqe sêgl
-sênb èp sepppunlordE ê se6uol sêo5etêptsuol sêzê^ spÌLnul opuê^lo^ul
'o^Llpl!ìpnb opolêL! oJìno rênblenb êp ulêu slproj sodnr6 sop
êlro] o ê oeu êssê :s01uêLüelup^êl êp so ouo) sopep rplêlor e.red ,{oqì€te,,
urn ouof sLefo] sodnr8 so lê^ êp orrê o opuêtêLuof oplsê ê e!êp! e opuêp
-uèluê oPlsê oeu sèluedlrllled sop sêo5lsod se êluêurplell lêlêìêqelsè êp
êPeplnfurp E rrJor rêsllpue êp ossêlord o êluPlnp .LLlpzLuo6p
ês ênb sêlênbv
'êpnl, €un ouor ossl rê^ êllujêd oe5pluêLlo pu eJuppnu pun 'pzênbprj
^
eun opulntllsuo) ouol 'pìsi^!]!sod og5lppll pLxn êp llllpd p oìsL^ tês êpod
olxêl uol op err,ulêdsê rês slplo] sod nJ8 sop €zêl nleu p êp olpl o olupnbul

58

elucjdar a perspectiva jnterna, ou "êmjcâ" (HoL(oway e WheeLer, 1996). Já


que os grupos focais permiten'ì irsìghts de como as pessoas processâÍn e
sìgnjficam a jnformacão fornecida a etãs, e(es também são especiâtmente
aptos a desvetar as concepções errôneas dos participãntes e como elas
podem ocorrer, E por essa razão que os grupos focaÈ têm sido frequente,
mente usados, coÍn muito sucesso) na avatjação do impâcto de campanhas
de proÍnoção à saúde (Hãttoran e crjmes, 1995). Keâne e cotaboradores
(1996) realizaram uma pesquìsa sobre as crenças dos afro amerjcanos a
respejlo da imunjzação de crianças, conceituâlìzâção de doenças e efjcá-
cìa das vacinas. Curiosamente, as dìscussões dos grupos focajs no contexto
desse estudo reveLaram que, enquanto os pais vjam a febre como indicador
prjmário de doença, as vacinas eram vistãs como causa de doenças em vez
de prevençáo. Os grupos focais são ótiÍnos para ìdentjficar e exptorar esses
equivocos e suas consequências para o comportamento,
Outro desafjo frequentemente apresentado aos pesqujsadores que usam
gruposfocais éodedemonstrarque os partìcipantes estão djzendo "averda
de" (ver Quadro 3.1). Majs uma vez, essa preocupacão advém da abordagern
positivjstâ e de suâ grande dependência de mensurâções projetadas para
garantìr a vâhdade, como o potencial de itens que permìtaÍÌì a verjfjcação
cruzâda de respostas para inctusáo em um questìonário. Em contraste, a
tradìção q!â(itatjva reconhece que a verdade pode e, de fato, tatvez de-
vesse ser percebida como retativa. Em vez de procurar visão defjnitiva, a
pesquisa quatitatjva reconhece a existência de "múttìpLas vozes" e muitas

QUADRO 3.í OS GRUPOS FOCÂIs PODEM ACESSAR "AVERDÂDE"?


Eu havia produzido para propósitos de ensi.o um video de uma discussão de
grupo íocat sobre o uso que as pessoas fazêm dos serviços clinicos gerâÈ "foía de
hora", isto é, íora do horárìÕ .omercìaL. Urn tânto para a minhã supresa dado
que os parÜcjpantes eram todos voluntários entre meus colegas, em vez de te
rem sjdo se{ecionados com bâsê em jnteresses particulâres que Èriãm sobre esse
assunto três dos quatro mernbros do grlpo relarâ.am o que eu denominej mais
tarde como "hìsLónas de hoffoí. !m partjcipanie contôu sua experjêncìâ de rer
recebido penjcilìna {à qual elã e alergica) por enqano e sua dramárica reação a
Èso, que cutminou com eta "tendo uma parada cardiaca e tendo que ser revivida
por uma equipe de paramèdicoí'.
Mais tarde, rnostreiesse vjdeo em uma oíicina atendida porvários profissìonaÈ de
sãúde, um dos quaishaviã evidentemente iidoalgum envotvimertono epÈódiÕ a que
â particìpante do grúpo Íocathavia aLudido. Esa prôíissionaL iniorínou ao grupoqle

\côntinuol
pLUn e elsodsêr uê)sèqlplêp urê no)lldxê orquèui Lun'pueuud og5uêlp êp
êdlnbê pun urol ìeroj odnrB êp o9ssês eLun êluprnp 'oìdurêxê]oã spprlêìj
-êr ê sPpeêJUelPq sIPLU sPlsodsêr rplllL]PJ êpod sêìuêlslxêêrd sêd1nbê LLrol
sLeroj sodnrB rêzej 'opnluoJ Eslnbsêd êp olxêluol op proJ spssêrdxê seìênb
ep sêll]êrêllp rês ugqurel urêpod sreroj sodn16 so! sPssêrdxê sêos!^ sv
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'uL un Lror ropesrnbsèd o PrPd PLlllou Poq PLun ê essè íoluelêrlu3 (oo0z
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rod sLploj sodnr8 uol pslnbsêd eìêd opeqrêlpxê rês êpod Euêìqord èssl
:r!^no soLlrêlênb ênb uPsLrêd ênb o opuêzLp sou êluêLLrsêìdu!s uêrelsê sêl
,uêpuodsêr so êp êpEp!ì!qLssod p rprpluê ênb Llrgl sêroppslnbsêd so sopof
'so31êì sop ê sreuoLssr]ord sop solsodnssêrd ê sêgj
-ednroèrd sêluêrêlrp sp rpulLunìL oe íoJdruêxê rod 'spì-gjnldpr ersnq sêzê^
'slProi sodtu6 üol
sesnbsãd opuêzEl nÕururêì o-Eu eìê anb oì!êdsns 'euro, rênbì€nb êp 'seu 'Euttr!]o
ep è1uedlr!trEd eìanb€ êlrb êp Eltrãr no$ê olN èllPdDrrred essè rd Ër3t
soluã^ê sop o-EiPÌuêsêrdE 'truã^uo)
E ênb ,,Ptrltu9tne,, no ,,13 Plruor, sreú ãìlrãruêìuêrêu' ôgu a
oluêurn8rP o.rrno rPtuêÌsns PrEd EpEìuor'Puojsrq Etl]n íPur sEuêdP E!três €lê í.opl lo
u3 êptìPs èp srEuo'sstJo.rd so PrPd ocrErâprsuor eujlì fuoDrodord ãssê ãp nè3s'ãnb
nozqeluê ugquer or!êún6re nêw rÕpPxPU êp lêd€d oÌquêduãsêp sP4no anb ôp
s'eu ue'rèrdeseossèd seudì€ è t'E'ros sè95 erèl u Ì sessou sep ãlrpd ouor seugÌsiq
souezêtèquè itêìuêrsèD€ isgu soPol reü?d sêgrsetro uê soPeìnsd suoq uotr
èÌrè!tè^rúnsèrd Pp€r(o)oprsPrer eL €uotsL ?s$ èno op Júè6"5 .. ope r.n no{èp
sou êruêurl€êr otmbE o€]uê I l,, 'opuEroqElê êÌu3ur€sopPpìnr ouPluêuror o êssPluêr
.sêIe eroppr€u eènb saluÈ esnpd e ôruâuìpDêdsê :odnr5 op sorquêur sorno so Plpd
ePeÌuotrèr lol eìê oPuenb P'r9rs!q PU oPeLesuè rP un er^eq ênb rèÌuodP !u?q!!P]
rPìntrltr€d uê oPou un êp Pt-PÌuo) iod Èldo
u3n6lP ênb rod selu'PlêpPprê^ 9 €ugtsLq eun ãs 9 oEu èsarêru! ap rogl!â 19 ênb
o êpìtEs 3p sÌPuor:suord sop sãpPpnrqesuodsê.r sP o!JPìê) uê '.osetr èssãu sè]uèpr^a
ouor soP€uol no solÌp Õpu s3zâ^ sPlrnui soFod|ssêrd so orol oçr'êlur üê rProÌor el9d
uãNès.roroqèp seúoJsrq,,sÈênb €r!ãu.ÊrvTârupd']t]Jpdsoer€d sê9)pxeu spssê
lod sep€quêduêsap sêg5unj se rôrarepsa erpd telqls'Ìt s€p opnêlror op sgrl lod
Prsê ênb o rPqlo 9 o^rlelìenb ropeshbsèd un ap €rõrEl € ipiês no :opor! orrêr urn
ap spDu?uãdxê sPns ur€ÌuêsadE no'çeugìsiq srPr êluãuÈruDadsê urÈllor sposed
sp ènb lod l3pua]uâ rEl!êl spu rêppprã^ p opuêzlp oBU .o ue elsõ seossed se ès Èrê
oPU eiopps'nbrêd o!!or oriEdnro3ld PÌjuru ênb iPzlreluê rot ossr E ElsodÈr Èqurw
'stProj sodn]8 sop sopEp so urEra .,s!ê^eguotr oPU a so^'l3tqns,,
oonb Õp^e/ r5Jo!!so orsr ãnb opLpru.xê,r€ èDep rè, e oìp er er oo ,,. rc od. rË
.. te
op êrupd'riled p ênb a êluEpDur assêp olBdsêr p soÌârp soluêrlroãquor eln$od elã
ó9
60 Rosaline Barbour

vinheta) como ete fazia para acessar um pacjente e decidir o curso de acão
à ser tomado. Ele toi desâÍiado por um aoLega. que comentou: "euem toi
que acabou de engolir um manua[?" (Barbour, 1995). l.Jm bônus para o pes-
quisador é a possibitidade de os participântes desafiarem abertamente as
afirmações uns dos outros a respeito de sjtuações mutuamente acessíveis.
Em outro grupo focat reatizado durante o mesmo projeto, um membro ria
ao contradizer uma "respostã de manuat" simitar dizendo: ..lsso é interes
sante. Não foi exatamente isso que você fez em reLâção à Sra. Mccregor
nã semana passada!"

Nuncã sabereÍnos o que os respondentes poderiam ter reveLado nã ,/pri-


vacidade" de unìa entrevista aprofundada, mas sãbemos o que estavam
preparados para etaborar e defendereÍn compãnhja de seus cotegas. (Wil-
son, 1997, p.218)

Vimos, então, que atgumâs criticas aos grupos focais e aos dados que eLes
podem proporcionar advêm de uma remanescente associação a pressupos-
tos da pesquisã quantitativa, que são inapropriados quando se consjdera o
potenciat dos métodos quaLitativos. Mesmo onde os grupos focaissão usados
apropriadamente, a fatta de apreciacâo de suas capacidades pLenas pode
tevá-tosaseremempregadosdemododemasiadamentecasuaL, parareatizar
exercícjos de broinsforming, porexempto, o que, aindaque potêncjatmente
escLarecedor, é o minìmo que um grupo focal é capaz de íâzer. Â falta de
preparo, submissão a uma etapa piLoto e refinamento dê guias de tópìcos
(roteiros) levam às mesmas consequêncÌas que ocorreriam com uma falta
de atencão âo se desenvotver instrumentos na trâdição quantitativa uma
pesquisa subótima. (lsso é djscutido no Capítuto ó em retacão ao planeja-
mento dos grupos focais.) Voltando-nos aos que são persuadidos do vator
dos gruposfocajs, talvez seja, novamente, o entusiasmo com que os recém-
apresentados aos métodos quatitativos em si aderirãm a essâ abordagem
que tem ocasionado um níveL de autoconsciêncjâ evjdente em mujtas das
tentativas de se locatizar os métodos de grupos focajs de uma vez por todas
dentro de um paradigma em pârticutar, como a "fenomenologia,'. Muitos
desses entusiastas recém-convertidos aos grupos focais não aprecjam in-
teiramente a extensão na quat a pesquisa quâLitativa é caracterjzada peta
discórdia e pelo debate entre proponentes de umâ varjedade de âbordagens,
cada um com seu distinto conjunto de pressupostos sobre o que constituj
um dado ou um conhecimento e qual é a meLhor maneira de se estudá-[os
os "fundamentos epistemotógicos" de tradições quatitatjvas sjmjtares, mas
separadas (Barbour, 1 998a).
(9 d 't002 'aqurotrê8pl ê ìLru€) odure) êp
oLlìEqPrl ap soue e sêsèur rlor olEr6ourè o €rPd ì3^rìrodsrp êl!êurPlarp!r
â â^êrq !ìeuoLsptro 3 os ènb odnr6 op ppr^ pp €3re €Lrn êrqos sppeLlìelêp
a sppPrlLêrlotr sãolErlrolul [ ] :r!èa^o.rd s'EroJ sodnrB so aÌrb urgtlEur
( 1.002)
sèropEroqpìotr ã rooìg 'opLrElspiruof urlsspppu!palLrprlsnr]rêsêpod
osst {olxêluotr Lrn relor:rodord êp çoúr.i uê lan rès apod ,,rìp rod rpru,,
ìpl orupnbul es!nbsêd B Bred saìuE^âlar sêluêprrur ap oruaul]3r€dp oìêd
opu€rêdsê sPlsPã sEroq sElrnuÌ sEp ere.rquial Es ropp^rêsqo uin oprs equê]
e! ênb u'n ranbl€nb odúrptr êp oB5p^rasqo pp çplsrunlrodo ê sop€5rol
srPur sottrêdsP so ãrqos suê6Plue^ s€unãìe
raì ãÌe uâpod srEroi sodnrg
'ìernleu êluêLuprLêluL ouror oprl rês êpod êluedLlllred
o-Pu -Ìope^rêsqo ouror orusêLu ropPslnbsêd un enpul ênb odnl8 .rênbìPnb
oluod ênb êle èp o€lsênb p opuplue^el 'odnr8 op piuêlrêd Eu ollpdur
un rêt pssod ropesrnbsêd op e5uêsêrd e dord e ênb ìê^lssod f sêluelrod
-u.r! sleu sêlueurolur solêd sopLrèuro] slr/51su/ sou Pl!ê^orde ê ((s€pPzlllln
êrduês L!èssoj opu 'srel ouor 'splsL^êrJua oLlsèur) êluêLuìpuolspro pslol
eun8ìe p^ptun8rêd p)Lssgìr o!5Lperl p uror opuprlìpqprì o6olodorluE urn oul
-sêru :s!eurêp epe5rolrês êpod o95uLlsLp Pssê 'olupìêrluf .,ELJPr60ulê sLeur
? opu psLnbsêd p 'o!5plndod pLln pur roppslnbsêd o èS [ ] o!5e^rêsqo
Pp s?^Prle êluèuìernlPu sopurofo soupunq soluêLxplroduol êp opnlsê
o è pljrpr6oulè pp prreur V [ ] Eossêd p rê^êrlsêp no ]eêu!ìep leêdeul
e pLJerSoulê ep otlsodord o ênb,, ruêpuêJêp (8ZOt d 't002) êqLüorêEpl
3 ìuug lelLLLrls opour êC ElLlpr8oulê no €)!6oìouêruouêJ pslnbsêd p pred
solnlLlsqns ogs ogu sLproj sodnrS ênb LUPrêplsuor {0002) ìieLlsrpd è ppL)
'odLupf êp o!5E^rêsqo êp sopolênl
opupBêrduJê ê pfLsspìr op5Lpprì e LLror op!eqìEqerl so8oìgdorlup rod olLê,r
sêrPluêLuêìdns sPlsherluê êp osn op êlênbsê ès eìuêurêtuêLuê^uol ènb spr!
'o^rlêr!p oeu roppslnbsêd urn êp olLu ou êle zè^ìel ogjdêruor pu êplsêl
oluêünErporxLlln essf eLlEr6o ulê ê prSoìodorlue êp sêq5!ppll sp p!rèlèqelsê
spp ..erqod ouLrd,, urn ouror srpfo] sodnr6 uor eslnbsêd p uJèè^ êluêLllprpìl
sorlno rsêrouêdns êluêLUêluê]âu1 oes êtuauìelnlpu no ìp!)u!ìle sopLlroro
soppp ê sodnJB ênb Luêrêprsuol í(€6ól) usrl]rê^ì!S oruo) 'sosolpnlsê sunSìp
ênb epuLv (966! 'rnoqreg)psLnbsêd êp sotlsodord eled opero^uor odnl6 Lun
êp êpeptìelrljllrP P êrqos sê95Pdnloêrd LuPrPluêlìES srpro,r sodnr8 so èlqos
slElrlu! soir9luêLlor solrnur seur logssnlsrp P .rEUolrêlLp oe roppsLnbsêd o
9 O^!le oçnb êp êlrpd uìè êpuêdêp ossÌ êPPpLêu€luodsê ê ernlnrlsê elluê
u/rnulluo, ou ruPxreruè ês srPfol sodnrS so êpuo ètuêr.lrplpxè èlqos osuèJUL
êÌEqêp urn opLrroro L!êl 'saluêurêrlul (886, Íêu,^ od) ,,opplnlnllsè leloqì
-rqsLq,, Lun opuè^ìo^uê orxol solr-rlsêp opls urêl sleroJ sodntS so 'isLEnpL^LpuL
sPls!^èrluèê oduel êp oeJP^lêsqo êrluè orlulLupr op oLèul ou sopez!ìelol
i.v^r-wIlvnò oYltow-L 'lvnÒ *
t9
62 Rosâline Barbour

Etes contjnuam (p. '17):

Em socjedades modernas tardìas nas quais a identjdade é reftexiva. mâs o


comporlàme rro permcne(e norÍncltvo. rìesmo quâ gJletlo à umc vãrìedô-
de de jníluêncjãs cada vez mah ampta, os grupos focajs proporcionãm um
recurco valioso para documentar os comptexos evarìantes processos petos
quaÈ as normas e os significados dos qrupos sâo mo(dados. etaboraàos e
apLjcados. No acesso que eLes permitem às normas e aos significados, os
grupos focâjs não são apenas o pouco produtivo do trabalhoãe campo et
nográfico parã o pesquisador pressionado peto prazo: etes são um método
majoritárìo para abordaí ãqueies tópicos de estudo que são mênos abertos
â métodos observacionais em sociedades cadã vez mais prjvadas.

Em outras patavras, é a capacjdade de injetar atguma estrutura que dá


âos grupos focais uma Vantagem em termos de pensar estrategicamente
sobre ambientes e a pertençâ do grupo, atém dos vários irsiglìis possíveis
de serem eticjados (em contraste com a prátjca de realizar observacões de
campo. que sào mais oportunisLasì. Alem disso. se a tareÍa da tenome;otogia
- e, de fato, até certo ponto de toda pesquisa quahtatjva é ,.tornar est;a-
nho o famitjar" (SeâLe, 1999), grupos focais podem absotver o pesquisador
disso como uma responsâbitidade pessoal, como ìnegavelmenie é para o
sotitário antropólogo ou o etnógrafo. ConvÌdar participantes ã dest;inchar
suas percepções e expêriências pode permitir a eles djvidir esse trabaLho,
explorândo seus comentárjos e insigtìts enquanto eles geram dados. Tatvez,
de fato, seja o pesquisador que esteja sendo fortâlecido ou, no minjmo;
recebendo uma aiuda pelos respondentes.

Iã vllonacnecnDo pELo uso DE cRupos FocAts


Os grupos íocais proporcjonam uma opoÍtunjdade de gerar dados que
_
são bons candidatos à anáLjse peta abordagem do interacionismo sjmbótico,
que enfatiza a construção atjva do sjgnificado. Assjm como Seate (1999)
aponta, o interacionismo simbóljco era assocjado a versões preliminares
da abordâgem quatitativa, que enfâtjzâva os aspectos atjvos dâ vjda sociâ[
humanâ. Essa abordagem, de acordo com Blumer (1972, p. 184; parênteses
no origjnaL), supõe:

[...] que a sociedade humana é íejta de indivjduos que possuem s?lts (oU
sejà, idlem ìndicaloes ã sinesmosr: que a ãcão indìvid.uie uma consr,ucao
e não u.na-lìbê.a\ao. sendo LonsrrJiod pelo pêrsdmenÌo indivìdLè., lomãn-
do.on!ienc,ã e hrerprelàrdo àspectos dã q.tuacáo 1a quàr ele dge: qLê
açóes grupaÈ ou coletjvas consistem no atinhamento ae aiOes inOiúa-uáis,
ocasjonadas petos jndjviduos, jnterpretando ou levando em consjderacão
às acões uns dos oLLos.
sollnLIl sop rPsêdv'oluêllrlpuêluê ou punreì êluEuodruL pssê lL6uLlp êll]êL!
-e^!têlè urêpod 'êìuêulEsolrlpn! soppsn ês 'slelol sodnr6 so ênb eLlLp nl
'nonrar êluêur3luãrEdp (sètLratrelqns sprEar ê spsnpr rod
Ptrsnq P no) orus'urLlratêp op €rquos E]opEipeue p oru€nbua ,oprpuêlèp
srPur zê^ epEr opuês e!a]sê p^rlptnpnb psLnbsêd eu ossr Plpd rp6nì !!n anb
PpurP íollllìdxê otêÍord run oltol èluêurEr€r srEu ep€ploqe ã uãtraìuo)E
3nb or èÍ oo u è)ètuoJe spsroì ce êro rod op opr)dìb v sepeT ìóà. oe(
PLrPrplto) PpL^ Pp çapEprìpar se oluor no r€ìnrared ua èluarqu€ un üê
opuatrêlìrorE elsa ãnb o êrqos sêolsênb € rêpuodsêr ersd oìnrla^ urn ouor
€pptussèrdE oprs urãì p^rtpt!ìpnb p^lleur3lle e ísâzê^ sep arrpd rolpLlr EN
:enurluor (opeluêrsêrfp sêsêluêr€d i!ê soupluêLuor :ó€ d '66ól) êìeèS
'odnr8 ouênbêd op o ênb op opp^êìê sleu ìê^lu urn LIlê êpppêllos e urelfpd
-ru! sossèrord sèssê ourol êp o9i9r!ìdxê pun lèrêrelo êp êpepLreder p uês
'ìehul op sopeqìelêp r.Ìr/6/sur opupuolllodo.rd ouor selsL^ oprs Lxêì sèze^
spuJn6ìp 'oluelrod 'suê6pproqe sessf sLop so êlluê op5EìèJ p r!êrprou8l ê
.rorleu,, ou êp s9^u! oe !,orrlur,, ou ês urèJgrtuêfuof rod soppfLlul opLs ulêl
sêìè enb erlJLuBLs ossl (ç002 'upq8pììpl) (oB5e êp sêpep!ì!qLssod sp ulptLtull
no urelêJP ênb sêoSLsodslp se ê oìd[up sL€ru o]xeluo) o) slelnlnllsê se!êpl
sEpotuêrulrtêp urè (p5uppnur 3 oe5E e^!Frê êp sonpl^LpuL sop êpgppedEl p)
prluê8p ãp sprêp! re!6êìL^ud rod (sorlno ê-Ììuê '€6ó! ,suêppl9 rod) sellìlr
êp so^ìP oprs uJê]oe5esrê^uof êp êsLtpup p ê of!ìoquLs oursLuoLrelè]ul o
'{,ep!^ ep serLlgrd se}êrel êp êpepêue^ èu.uouê pun lequêdLuês
-êp ered sorrpsn ênb oslnlêr urn [ Ì ê les]e^uo] [" ] _eppzltplrêdsè sLptu
oP5Elêlul êp odll opol êp oluêüLpuêluê o prpd slpluêLxepunJ oes soJÌno so
uro)sun soLUêlênboue!p!tor o3oìglpêp odll o ÍseuepunLll spsrê^uol,sLlnutof
sPslê^uor ênb opeluêunFrP LLrgl reìnrLllpd LUê oeSpsJê^uor êp selsLìpuv,,
:Luerlìdxê (6 d ''OOZ) rollod ê pÌqlnd epetnrêxê opuês leDos oe5e e ê
opprLlLu6ls op op5nrlsuol e ossêre o roppsLnbsêd oe êlLrulèd ênb opnlsê êp
oLêLr un ouor opiprêluL e ê^ uêquel op5prê^uol êp ês!ìgup p ípìpj pp
ernlnrlsê ê eLluênbès e eled opiuêìe slelu €puLp opuplsêrd ê (ç661 ,rng)
ìELfos oejp êp puuol purn oLuor uê8pnãuLt p opuê oppruLuãLs op e^llp
op5nrlsuor ê oE5erêÌur êp ossêlold ou ês ueltuêruof íoluplêjluê ,soquty
',,e16oìouêruouê1,, pu êseluê pLun lod opelueìdns opLs opuèl (sêluêrêr soup
sou Ppour êp o)nod uln nLes ollloqurLs oursluolrplêlut o .sopl^lo^uêsêp sol
uêL!P]loduor e sêosL^ Ered soldlruud e sopuêJuor sopprLlLu8Ls ísepe6ìn^
-Lp sêoSedntoerd 'sope8olrêlu! ue]ê sollêruol so ênb oE5elêÌuL pìêd etl
'sêlue^èìêr spossêd serlno uor sodnr8 uê oE5elêlul pp sê^elle loperllLuSls
op P^!le oe5nrlsuol ep sgpu!^pe oulof spupLxnq sêo5e sep pLêpL p ulol sop
-rlêrxordluol uerê sèìê 'ìelpunw erêng ppun6êS p nln8ês ês ènb opouêd o
èluernp sopLurì sopetsf sou opupqlpqerÌ soSoìoDos sop,,o8el!q) èp plorsl,t
e EpP]êplsuor ê êluêu]ìenlp ênb oìêd ppL^ìo^uêsêp ua6pploqe p Lo] essl
€9
.
64 Rosahne Barbour

projetos que restringem a análisedos dados dos grupos focais ao pu.amente


descritjvo, uma abordagem mais rigorosa e jnvestida teoricamente também
pode, potenciatmente, prover uma explicação. A tinguâgêm e a dectaração
de Seate sobre o probtema remete à consideração frequentemente cjtada
de Morgan (1988, p. 25): "Grupos focajs são úteis quando se trata de invês-
tigar o que os participantes pensam, mas eles são excetentes em desvendar
por que os participantes pensam como pensam". Esse níveL majs etevado
de entendimento, entretanto, não surge magicamente por meio de alguma
propriedade inerente às discussões de grupo focat: para os grupos focajs
fazerem a contrjbuìção maiscompleta possivet, é necessárioo engajamento
ativo do pesquisador. Uma abordagem amptamente construcjonjsta (Berger
e Luckmann, í9óó) é a mais promissora para encurtar a tacuna identificada
por seate, uma vez que eta permite ao pesquisador combinar a atencão ao
microda interaçãoproposta pelo interacionismo simbótico com os etementos
mais macros (levando em consideração o sociat, o econômjco, o poLítico e
o contexto normâtìvo) em que os dados estão sendo gerados e que devem
ser levados em conta durante suas anáLises. lsso está de acordo com a abor
dagem defendida por Gersen (1973), que destacou quê os fenômenos são
especificos a um tempo, tugar e cultura particulaÍes, propondo o que ete
chamava de uma "psicologia histórica social".

O projeto de uma pesquisa e a amostragem em particutar proporcjona o


mecanismo petoquaI issose torna possível (verCapítulo 5 para uma discussão
mais completa das estratégiasde amostragem). Uma amostragem bem pen-
sada pode tornar os grupos íocais uma ferramenta particuLarmente efetiva
para interrogar a própria retação entre agênciâ ê estrutura. De acordo com
Berger e Luckmann (í966, p. 151), o mundo sociat objetivo é mediado por
pessoas signìficativas que "modiÍicam
Ieste mundo] nodecursode mediá-to.
Elassetecjonam aspectos do mundo de acordo com a sua própria locatização
nà [... ] estr utura sociàl e Lambèm em úrtude de suas idiossincrasiàs indivi
duais e bjograficamente enraizadas". ALém de aÍgumentârem que pessoas
juntas criam íenômenos socjais, Berger e Luckmann também referiram que
estes são sustentados por práticas sociãis.

OutÍos escritorês (como Burr, 1995), exptorando o potenciat do cons-


trucionismo sociaL, passaram a enfatizar o papeL da ideoLogia na conexão
dos processos de jnteracão individual e grupal com as preocupações e os
processos socais mais ampLos, portanto, locaLizando a subietjvjdade em seu
contexto sociat. Cattaghan (2005) argumenta que os grupos focais podem
dar aos participantes a oportunidade de simuttaneamente administrarem
suas ìdentidades individuais e Íazerem uma representação coletiva para o
pesquisador, consequentemente provendo insights vâLjosos da construcão
de signiticados e dos seus ÌmpacLos na àçáo. Eta prossegue expticando que
'uêSEllsoure p !pìnrllred urê 'ê Pslnbsêd Pp oluêLue[êuP]d oe
og5uête ep!^êp E eperlpêp ptês ênb opep 'sèq5erLìdxê jêlêulol urêpod
ê sêQ5! rsêp re uo!rrodord êp sopEl!u!ì slPul so^!lê[qo so lêpuê]suprl êp
saqSrpuor ur?l sleloj sodnr6 so'oLLtlxELu ìplluêlod nês üof sopPsn êS
'oglsênb uê opnlsê o
opupLurolu! el!,!lêds3 p^rlPt!ìenb oe5!pell Pp opuêpuêdê p 'sel !êueu sêl
uêrêJlp êp sopsz!ìltn rês urèpod ê lltgsrê^ opolètu tun o9s sLeloj sodnrD
'slplrr,rltre soe soperpduor 'sels!ìelnlPu sê9591uê!qÚe ê soPPp
êrqos êleqêp oe og5Eìê,l urê 'olduêxê rod seppzLlPJuê-êrqos ogs sêzê^
spLun6ìE E^Llpl!ìpnb esLnbsêd p suè6Pploqe sP!-19^ se ê-llua sPJuê]êjlc
'e^rlpÌ!ìenbesLnbsêd Pp lerê8 eu8LpPred ou uexLeluê ês slPro] sodnr8 so
l^vHt-so-LNod k{
'(OL olnlLdel lê^ PrLllìpue LrlêÊ91ue^
opuprè6) ês!ì9ue e êtuPrnp soperLllìuêp! sê9lpEd so lêpuêêrdLuor ìê^lssod
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sellel rês ogjêpod ênb sêoSelPdLuo) se er€d ê^eqf P ureuolrrodold ènb
'L!ê6ErlsoLup êp sêgs!)êp sp èluêLlrPìnllìlPd olLêdsêl zLp ossl ..sopPp êp
elêìof pp sêtue sepllêlèqelsê o9s so^LlPlllenb sopnìsê sop sP^ll€lêrdlêlu!
sêppplllqLssod seluetrodú! sLeu sPp seurn8le,, 'eluode (9 d '1óól) lêlìlw
oLlof ìPl ,,urê8rê!uê,, sPLüêl sL€nb ê sopelêE oes sopPp ênb lê^ ered e]êd
-sê ês oluenbuê'êprPl sleu PlPd erlrgêl uêEeploqe Pp oglsênb P rPxLêp
oeu êluplrodL!! ê :esrnbsêd ep otuèrxEfêueld êp o!ãglsê o âluPrnp êsuêd
roppslnbsêd o ìPnb Pu oglsênb PLUn erès Pssê ênb ìelruêssè ? 'zê^ euln slPw
'pslnbsêd pLUn êp olêlord o Prêplsuor ènb 't oìnìrdPl ou 'êluelpP sLEtlÌ sPpll
nrslp oes o_€5!rsuPlì e êrqos sêqsllêc (l0oz Íêldeè :tooz 'lêìlod è PÌqrnd
'66óL 'uêtq8purpw è srêÁW :€óóL 'upL!rê^ì!S rê^) serLlrêdsê sêq1uê^uor
uror op]ole êp sepLznpo.rd urP[ês sê95!r]sLlPll se ênb rènbêr 'oìdluêxê lod
'oEJesra^uor êp ês!ìgue V solrDsuerl no/ê soPprls!8êl ogs sop€p so ìPnb
oìêd oporu olêd opPìrruLì rPlsê 'olPìr I 'êpod sorugêl solêpoLu ep osn 0
'ìeLros êssPìf ê êpPplrLulê 'orêue8 'êpepl
oLuof rsLprnlìnr ê slelros se!ro8êlPr s€ oeJPlêl ue sêQlpPd êp oBSPLurol P
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Llejue t(6ó61. 'nêlprno€) snllqoq op ,,se^Lll.lê^u!,, ê..se^L]P!rr,, ',,se^!lPrê6,,
sêpeprrpdpr se sleLu PpuLP eroqPlê nê!prno€ (OóóL 'nêlprnog) ,,sPpuLnbpP,,
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sep sè^Prlp sêtuêì no {.sê95LsodsrP,, e ês-êrê}êl ê neLprnog rod opeqÚnr !o}
gnllqDq ouJêl o ,,PìdLLrP srPLU êpepLunurol ep snllgDl/ o ue.lodro)Ll! ênb
soluèLuLrèrluor .r PssêrE rxêpod sopeuoLrèìês êìuêlxPsopPpLnf sLeroJ sodnl6,,
ç9
66

Os grupos íocais são consideravelmente promissores quanto a êncurta-


rem as perenês Lacunas nasciências socjâjsentre a agência easêstruturas.
Também têm o potencjat único de combinar estrutura e espontaneidade,
se Ío.em usâdos judiciosanìente, com a devida âtenção ao proieto de
pesquisa e à amostragem. É à primeira dessas questões ptanejâm;nto de
pesquisa que o ptóximo (apituto se dÌnge.

# rgrruus coMpLEMENTAREs
Estes trabathos aprofundaráo seus conhecjmentos sobre os conteúdos
trabâLhados neste capítuto:
Bloor, M., Franktand, J., Ìhômas, M, and Robson, K, (2001) Focú çraups ìn Socidt Reseorch.

Kjdd, P5. and ParshaR, M.B. 12000) 'cettingthe focusand the group: enhancjnganatyticàt rigôr
in íocus sroup rêseaÍch', quoLitotive Health Research, 1913)t 2s3 3oa.
seale, C. 119991 rhe Qúality ol qualitdtive Res€arch. London: sace.
-roqp pun êp èìrpd ouof soì-pzLtlÌn no sLefoJ sodnl8 seuêde tesn opuenb o
S!PnP!^LPUL SPISL^erlUe êp nO Sleloj SOdni6 êp osn lêze,ês êp osPt o a opuenb
opulnpu! lspslnbsêd êp oluêurpfêupld ou sep!^ìo^uê (saqÌetêp slpu eled
'e/OOZ'ìrLtl rê^) og5pzLue6ro ep sâo5do spue^ se e!êu!ìêp olnllder êtsl
VSÌOÒSECI STI
oIEfoìIcI
68 Rosaline Barbour

dagem de método misto. EÌe fornece um guia sobre como pesar as alterna-
tivas e examina criticamente tanto os pontos forÌes quanto as fraquezas de
projetosde método misto. Afirmações a respeitodâ "trÌangu[ação" também
são investigadas, e é argumentado que umacombinação de métodos produz
dados paratetos, que deveriâm ser utilizados para esc(arecer diferencas em
foco ou em êníase, em vez de seÍem vatorizados por suâ capacidade de
corroborar achados produzidos usando vários meios de geração de dados.
Mais uma vez, a capacidade dos grupos focais de facìLitar as comparações
e proporcionar insighfs que não seriam fornecjdos por outros métodos é
vista como sua maior contribuição. O foco do capítuLo, então, se dirjge ao
ptanejamento das sessõês de grupo focal. A segunda metade do capítulo
consjdera a importâncìa do ambiente de pesquisa, oferece dicas sobre o
recrutamento e discute questões, inclusive consideÍações éticas, a respeito
de se combinar os moderadores com os grupos.

M oecrsÃo DE euÂNDo ulLtzAR ENTREVISTAs


INDIVIDUAIS OU GRUPOS FOCÂIS
Não existem regras prontas que determinem se são os grupos focais ou
as entrevistas indjviduâis os mais apropriados e, uma vez mais, as resposÌas
consistem em mediros próseos contras em reLação a cada novo projeto. At
guns respondentes, sêdadaaescotha, dirãoquesêsentem maisconfortáveis
fatando com um pesqujsador pessoatmente eseriam reLutantes a frequentar
uma sessão de grupo. Para outros, no entanto, pode haver segurancâ na
companhiade mâis pessoas, evira uma discussão de grupo focal podealiviar
as preocupações que atguns indivíduos têm de que eles "não têm nada de
jnteressante" a contribuir paía a pesquisa. G rupos focais também podem ser
uma opção atraente para aquetes que de outra forma são isolados ou para
os que anseiam peta oportunidade de falar com outras pessoas que se en-
contrem na mesma situação que etes - especiaLmente quando não há grupos
de apoio retevantes djsponiveis. Ainda que seia obviamente importante não
enfoca r as i nsegu ranças e necessidades insatisfeitas das pessoas, deveríâmos
estar atentos ao fato de que os participantes de pesquisas têm todo tipo de
razões para concordarem em participâr de pesquisas, e certamente não faz
mal que os grupos focâis proporcionem um suporte tão necessário, ainda
que como subproduto (Jones e NeilUrban, 2003).
Discuti anteriormente a tendêncìâ de âlguns pesquisadores que usam
grupos focais de empregar esse método a partir da crença errônea de que
ete proporciona um atatho para o Levantamento de dados, De maneira simj
[ar, grupos íocais muitas vezes são usados quando se supõe que entrevistas
individuais seriam muito onerosas ou demandariãm tempo demais. Tat visão
dos grupos focajs, entretanto, não Leva em consideração o tempo adicionaL
lezlìrtn rod soLuPldo'ìerê8 ellu!p euln ulê êpPplsêqo Pp og5PrlsluLlup€ e
êrqos sêtuè!)Ëd êp sPr)uQuêdxê ê sê9s!^ sep opnlsè un soLxlLznpuor ov
'sP5uè.ll no
solueúelrodLuor ap sodll soÌrêr èp sgrl rod ef60ì E rP5nlLüsè oe 'oìdr.r]êxê
rod 'ephìo^uê oplsènb ep sopProldxêu! êlllêurel^êld soÌrêds€ èp ênbPlsep
op.rlred p 'purtdllslp Pns èp oluêtlllêtluol êp odurP) o er€d ìELl!3uo oE5lnq
-uluof elxn p5e] glo^ ênb r!llrulèd èpod êluêrêlLp opo]91! un resn 'olPl êp
:sopEUdordpuL oes sLeloJ sodnrE so ênb rêzlprênb oPu sLPnpL^!puI sPlsL^êrluê
Lrerêlêro^Pl sorìno ênbrod êluêtusêìdLUls sêropPsLnbsêd sollno sop seqlof
-sê seìêd reprurLlul ês ogu èluPtrodú! ê lnbv opPudorde slEur opolêLu o 9
ìpnb r!pl)êp P grPpnlP ossl P)orl ep opqêluol ê oìLlsè lê^g^ord o lez!ìpns!^
pred slenpL^lpu! setsl^ê-lluê sPp no slelo] sodnrS sop osn o uol lPzllPêr op
-uprêdsê 9lsê cfo^ ênb o êluêuJPsopeplnl lelêplsuor I oqìêsuo) loqìêuJ o
'sorêJllnri sLPu ogs sLProj sodnlE so opuenb I
ênb 'osuêsuof oe re6êqr 3s êp osselold ou lê^llsê ropesLnbsêd op oro4 o ês
èlue^êlê.rL 9 osuêsuol r-Lrn êp o!5npo-rd ep ourol tuà t!êl!^e]8 slelo] sodnr6
so êno sElsodsêr ê sêo5L!!jêp Luè orrlu! oêpsêp oErPploruolsêluPdLfltled so
ènb ìê^e^orduL èluêuelìP 9 '(8óóL 'tulS) osuêsuo) L!ê LuêreuLurel èp sleroj
sodnr6 sop elrugpuêl Ppe^rãsqo e uor oulsêLll 'ênbrod 9p ês ossl lopPuoll
rsel
-sènb osrafsLp èssê rll9Íerofuê êluêLuìê^Pì!^êul êsPnb slero, sodnlF so
-uord oLuol sel-BLuol êtuêLllsêldulls êp zê^ uê '(1661, 'uosulìlY) sLenpL^lpul
splsL^èrluê Lxê seplznpord sêq5Purllesep ollêdsêl PPrlllD e^lpêdsrêd PLün
rêzerl no ..rPz!ìPuêìqord,, e[ês ropeslnbsêd op elêlP] Pp êlred ênb Ppulv
'èìêu rop€slnbsêd op ìèdPd op ê eslnbsèd êp ossêlold op og5dêruo) ens
êp êluèurlê^erêplsuof Prêpuèdêp osPf oLxlllÍ,ì êssêu slenpL^LpuL sels!^êrluê
5e no srprol sodnr8 so grèqlorsê ropeslnbsèd o ês op!^ìo^uã lpsuêdê-l op
oluêurPqrulrls3p o ê ogssnrslp e oElel!ì!)Pl êluêurìê^Lssod sLP)ol sodnl8
'oluplêrluê 'sellolsLq spns Llrêorlsuolêr e ulèorlsuor sgossêd sE oLlor 9 Ps
Lnbsèd pp orot o êS 'sPpPz!ìpntxêluol ê sppeqlPlêp selrglsltl lêìqo es ered
rel^pPol
sEpPfLpur sreu oEs êluêLlrìerêE srPnpL^!pu! selsL^êrluè ênb e!!p nê
'(€OOZ) sêroperoq€ìol ê xof ê (666|,) ÁpêêB uoslrlow ê lìnPuêsrY êl9l 'oìd
-urêxê rod (ouor se^llPrrEU rPLr!ìè Pred slelo] sodnlE sop osn uerêzLi ênb
(sêluêpuodsel
sêjopesLnbsèd r€rtuo)Llê urnuroruLg oçu sop P^LlêÍqns elfuêu
,êdxê € elêupÍ pLün rêlêuroJ prnrord ênb eslnbsêd êp oP5lpell Pp olluêC
'sels!^êlluê e oc5Pìêr tllê ,r8 ouEìd,, êp ulêlL^-Ìès ered sLeloj
sodn13 so rpuoLssêrd êp e^Lleluêl Pun eìê^êr êluêLLlêluênbêrl oss! 'sol!p9!r
-êd sun8le rod sppe8êrduê spr^pled êp sollrtsê sêllul!ì êp opPllnsêl un lês
'êìrpd LLrê 'essod ossL ênb epu!V soppìussêrde oçs sonpllpu! êp sè95PtLr sE
rêluêrede
ê slelo] sodnrS êp sopep so ênb uâ sopot! so soue^rêsqo opuPnb
ês,eurol osn êssf sêgssês sep oìuêuerêuPìd op Pl!$lÊoì e e uê6PrlsoLüe
pp sollslnbêr so uror oprolÈ êp sodnrF refo^uor ered o!lPssêlêu o5loJsê o ê
69
70 RosaLine Barbour

entrevjstas indivjduais em vez de grupos de focos (Guthrie e Barbour, 2002).


Essa escolhâ foi baseada em nossa preocupâção de que os particjiantei,
muitos dos quais haviam se envoLvjdo em programas comerciais dê ema_
grecimento. poderjàm enrràr em -modo ViqilônLes do peso.'ouando aDrê-
sentàdos á siluacáo de grupo. lsso poderia, é claro, ter sido muito úLit se
estivéssemos partÌcutarmente jnteressados em examinar o papel dos pro_
cesso_s grupâis na admjnìstração do peso. No entanto, nosso foco naqueta
ocâsião eram as dificuLdades situacionajs experimentadas petos indivíduos
enquanto tentavâm integrar a admjnistração da obesidade no contexto de
suas rotinas diárias, e consideramos que entrevistas eram o método quê
majs provavetmente eticiaria o tipo de considerações indjvjduatizadas que
estávamos buscando.
Ao decidir quanto ao uso de entrevjstas jndjvjduais ou grupos íocais, é
importante Lembrarque os grupos Íocajs fornecem dadosquã são dìferentes
também em conteúdo daquetes gerados peLâs entrevista, i ndividuais.
Em resumo, não há princípios norteadores univêrsais. sâLvo a orientacáo
desepesaros próseos(onLÍasdos gruposto(àisedàsenLreüstâs indiüduàis
para cada novo projeto e contexto (ver também Flick, 2OO7a, 2OO7b; Kvate,
2007). Crabtree e colaboradores (1993, p. 139-140) resumem:

[,..] a escotha do estito de pesquisa para um projeto em particutardepende


dos objetivos finâis da pesquisa, da finaljdade esDeciíica da análiseê suã
qLestao de pesquirà èssocìadà. do paràdigrìa uhiiTòdo. do
Crdu desetàdo
de controle de pesquisa, do nível de jntervencáo do jnvestúador, da-djs-
ponibilidade de recursos, do prazo e de questões estéticâs_

I laonolceNs DE MÉToDo t tsro


Atguns pesquisadores combinaram com sucesso entrevistas individuais e
djscussões degrupos focais. Essâ Íoj a abordagem usadaem um estudo sobre
as expêriênciâs e percepções de profissionajs sobre a attamente contaoversa
quesLão dos _testàmenLos em vidà ' { thompson eL à1.. ?00jà. ?003b).
Nossa
lógÌcâ era bôseada no Íeconhecimento das barreiras praLicas para alguns
individuos em termos de comparecer a sessões de giupos focais quJndo
poderiàm estar tràbàlhando á noite, por exemplo. E;tretanto, havià Lam_
bem (ertos indivíduos (ujas opinióes sobre esse tópico
lá etam (onhecidas
petos pesquisadores e seu grupo de colegas protìsiionaís. ja que etes
eram
delensores enLusiãstas de ãrgumentos tanro contra quanto a favor dessa
abordagem. Embora jnclujr essas pessoas nas discussõès de grupo, sem dú
vida,.tjvesse estimuLado o debate, era bem provávet que a c-ontriúutção de
individuos fervorosos fosse relegar as dos outros ao segundo ptano,'e que
atguns participantes pudessem se sentir intimjdados
luanto a expressar
ogu suê6pproqe senp se 'osslp !.rêlv (q óóó t 'r noqre€ ) êpnPs êp so5!^rês Luor
Eslnbsèd pu oÌslru opotgru êp suê6eproqP sep esêJêp êUol eurn pq u?qluel
'purLlp spppl uêsêrd p sê9s !^ spp r eqì Llr pd LLrol urêpod ênb solLnLU u.lplsLxêênb
epuLV rPuLtdrrslprêlu! oP5eroqelo) ep euêrE epeluêurrole P uPzrrêlrerel
ên b er !êl uorj êp setnds !p seu !.r!lol êìuêtxìê^PlL^ê u L sêssê otlro) solu èu nãrV
's!3^rleduoruL ouror suêSeproqp sessê opuPrPruê '(ççZ d) ..(Plsruotrnpêr è
elsL^lllsod olèporu un) s!ê^9rnsuêü sêrolPj ê sêgsuêurLp r!8u!ìP ê ìê^gLluor
'ople^ reurol ês prpd opepLdeì g leuêleLu êssê ìEnb ou ìpuLJ o^Llê[qo un,,
ered sopeqr€ sLpl rpsn p ues!^ ênb sopnlsê êp el!8oìorros uie6pproqP essê
Luèn6ultslp sêll (892 d '!002 'uosrêpuY ê uoçìollN) {.sêluPqìêulès sê91
-enlLs urê sorlno üof unurol rllê sPrruguêdxê uPql!]lPduor ouol urLss€
(osP)
'seLlpr6olq selrd9-rd sEns êp olxêluor op orluap [e]d!ìlnLU êsorêìrsê
êssêu] pjuêop ep s€lruelrêdxê sens ered opPfr]lu8ls êssè tlor urEuollpìêr ês
è opPluLuSLs Lun ujPlro6êu sonprLpuL so sLPnb solêd sopotu so opue.lìsuour
,êp,, rêluaLrpd op elruC!êdxê ep olLSoìorfos oluêtulpuêluê LUn rêlêuroJ
erpd so^llellJpnb sopolgL! êp osn nês uê^êrrsêp (!OOZ) uosrêpuVè uosìorLN
'euro] pssêp se^llPlrlPnb ê se^ltPlllüPnb suê6PproqP rPulquJor ês èp êpep
-!llqeìLêlP P êrqos oproresêp 9!l rolLrPluê ou 'oPprèdsê rês êpod oulol
'(€002' ìp tê upMllw) elsdelLde uror satuêrsêìope €red epl^
èp êpepllEnb êp eplpèu eun èp olLrêurL^lo^uêsep ou ê (866! 'le lê êu!ìy)
otred sodêpnespp olÌêdsêr esèìuêllPd sou seperlue) op€lì nsèr êpsê95€!le^€
èp oluêLr-r!^ìo^uêsêp o uror oqìeqe.rì o uênpur srProl sodnrS sop osn êssêp
soìdurêxl (166! !êÌ!W ê s€luorlt) sêluPtrodLuL oluol êples êp sleuolssl]ord
solêd sepprìp^p sêotsênb seu LuêrErluêfuor ès êp zê^ L]lê rsêluPtrodLu! sLPul
sp ourol sêluêlf€d soìèd seperLJLluêpL o9s ênb sêgjednroêrd s€ rEssêle
urErnlord enb '(lóóL '3ulìMo€) Ppl^ êp êpPp!ìpnb èp sPplpêur LIlê oluêúlf
sêrf opLdgr Lun e ope^êl Luêl êluêlfPd ou epPêsPq êpDes êp so5!^rês sop
oeJe!ìp^p pu êtuêrêr êselue (t ' p sêÌuêpnlrxê êluêu Pntnul
vóó t I lê lllo
sLrê6Pproqe ouo) solsr^ rês urE!jê^êp oBu ê sLêìr,ì ^) sêrPlueuêldluor sopol
êLU OES SOUPUO!ìSênb rod SOIUêUrelue^êl SO ê SL€lO,t Sodnr6 SO 3nb Oprpuêl
,êp LUCI SêrOpPSLnbSêd SOUg^'etSLUO!rnrtSUO)/elSL^LlPlêrdrêlUL PISL^rìrSOd
ogs!^!p ep solsodo sopeì uè sopProlor ujarPlsê êtuèLuìejê8 êp resêdv
',,sepel!J!ldure oes oq5Lsodxê
êp ê têpod êp sêqlsenb èpuo rsreuolrêrror sêg5lnllìsul LUê ê srEl)prsuErl no
sL€rnlìnlsuPrì sesLnbsêd urè opPudordP sL€ur 9 slPnp!^!pu! seìs!^ê.rluê uor
lero] odnj6 êp sêgssnrslp êp prntslur pun,, ênb êrêãns 'oluetêrtuê '(Z1t d
'€002) ìlEÌod orupêdsê esLnbsèd èp otèlord op sêpepLìLqrssod se ê sê9J!]l
-sêr s€ resêd êp oglsênb elun êìuêrusèlduLs 9 :slero] sodnr8 ê setsL^è-rluê
rPlntsLur oppudojdP 9 opuenb êrqos seìuord sPr6èr 9q o_Pu 'zê^ eL]ln sLevï
'sPpe.redèrd urêq
o9l no sepLULjêp oPl urPrè o_Pu èluêurlê^e^ord ênb'sêgluLdo selrd9rd sens
,L
72

precisamserÍnutuamenteexcludentes: urn foconoobjetivofinatde jnformar


o desenvolvimento de uÍna escata de quahdade de vida não precisa com-
prometer a profundjdâde ou sofistjcacão teórica do componente quatitatjvo
do estudo. lsso é demonstrado peto trãbatho de McEwan e colaboradores
(2003). (Esse estudo é djscutido de forma majs detathadã no Capítulo 8, a
respeito do desenvo(vjmento e refjnaÍnento das codifjcações de categorjas
durante o processo de anáhse.)
Há também exemptos de a bord agens de rnetodo misio que utjlizam grupos
focais segLrjndo a fase quantjtãtiva da pesquisa parã esclârecer resuttados,
ou seja, transÍormar esses "ãchados" ao Íornecer expÌjcãções, particutar-
mente no que diz respeìto ã associações surpreendentes ou anômatas jden-
tjfjcadas na prjmeira parte do est!do (ver Quadro 4.1).

QUADRO 4.1 UM EXEMPLO DO USO CR|ÀT|VO DE MÉTODOS MISTOS

Wìtmot e Ratcljlíe (?002) reportam sua experiência com o uso de grupos to.ais
para êsctâÍecerachados de Levantamentos. O eíudÕ deLes era relacionado a princi-
pio! dejustiça dÈtÍibuiiva uiiljzados por membros do púbLìcÕ quanta à dÈtÍibuição
de íigados de doâdores para transplantes. Em comurn com olrros esLudor nessa
área, dados quantitalivos havìam sido coLetados por meio de um tevantamento
por qlestionárìo, no qr]al utiLjzados contextos hipoteticos de escolha para inves
tìgaras preferências dos iníormantes a respêito da disrrìbuição cte órgãos doados_
Entretanlo, Wìlmot e RatcLìfíe reconhecerâm a timjtação desses dados, que não
"permitem ao ìnvestìgâdor ìdentìficãro nodo peto quãl os jnformantes expttcam e
junìficam suas escolhas pârtic!{ãreí' (2002, p.201). Por meiodadiscussãode grupo
fôcaL, etes buscarãm proporcionaÍ um entendìmento aproíundado dos êrgumentos
e exptìcaçôês usados na "justiiicalivae deÈrminação das decisôesde dÈrrìbuição
e os argumenros étlcos e morais êxpressãdos" (2002, p. 201).
Com base enì ümã lÈta de cÍ!érios de pacientes (prognóíico esperado depois
dã operaçãoi jclade do pacientei a responsabjLjdade do paciente poÍ sua doença;
duração do tempo na lìsta de espera; se o pacjente esrá recebendo o rransptanre
peLa prìmeìra v€z ou re eslá sendo retransplantãdo) demonslrados peta pesquisa
quanijhtiva como sendo íatores signiíicatìvos na determinação das atitudes do
público quanto à dìslrìbuição de doadorês, esses pêsqlisadores cnaram cinco ce-
nários hipotéticos, os qlais íoram lsados para gerar dìsru$ôes em grupos focais_
Depois dÈso, os membros dos gruposfocais rêcêberâm nraìs iniormãçôes a respejro
do contexlo socialdos hipotétìcos jndiyiduos apresentados paÍa que íosse possivet
exptorar o impactode iníormações circunstãnciaÈ adicionais nas suas respostas. Os
achãdos sahentaranì que ã reLacãoenúe a lógj.ados pârrìcipanres e os três princi
piosíundamentâÈ de equjdade, eficjência/utitjdadee mérìto era maiscomplexã do
que o esperado. Ainda que eles íossêm mais recêptiyos a ãtquns cÍjtérios do que a
ou_to.. èlFi dõ.rrí.à.ã ndit, aaapsêmâpt.êícadduÈoo , rrteriosesr rddoo .
O estudo proporcionou trstgtrs de como membros do púbLico se envotvjam reftexiva
e ítexiveLmentê com os c.térios.
'.,sP5uêlèl!P sessêP
sêluoJ sep oluaullpuêÌuâ o lês è^êp olLsglopolêLu o^!Ìe[qo o 'odnl8
ua ê
slPnp!^Lpu! sels4êrluê êp sopLl!^Pe sopPlÌnsêl so arlue uêrêjLP eslnbsêd
_d
purn èp sopeq)e ço ès., àpuèlêp (equlur èseluè :z€z €6ólìue6lowoulo)
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r sLe)o, sodn.rD
EL
74

Os grupos focais proporcionam insights de dr'scursos púbticos (Kitzinger,


1994), e as visões expressas nos grupos focais podem, é ctaro, ser diferentes
das visões "privadas" que seriam expressas em entrevistas individuais (Smi-
thson,2000). MicheLt (1999) comparou afirmacões "púbticas" e "privadas"
sobre experiências do mundo sociat de jovens produzidas por entrevistas e
por grupos focajs e jnterrogou djferenças, usando as duas bases de dados
para viabiLjzar lentes atternativas, através dâs quaìs se poderja ver a situa-
ção em questão. ELa utitizou comparacões de dados paratetos para explorar
as êxperiências da estrutura hierárquica dos grupos de pares nas escoLas e
no bairro. A autora salienta o "vaLor agregado" do uso desses dojs métodos
comptementares para possibjtitar insigbts tanto do processo quanto dâs
experiências de bulÍying e dê vitimjzação.

Essa é a abordagem favorecida por RÌchardson (citado por Denzjn e Lin-


cotn, 1994), que defende o uso do termo "cristatização" em vez de "trian-
gutacão". Ela prefereessa imâgem, segundoexptica, porque enfatiza o va Lor
de se othar sìmultaneamente paÍa a mesma questão ou conceito a partjr
de uma vâriedâde de ânguLos diferentes. Métodos qualitatìvos são espe
ciatmente adeptos a capturarem as múttiplas vozes dos dìferentes agentes
envotvidos em a(gum aspecto do comportamento social (p. ex., pacientes,
cuidadores e profissjonais). Se Íicamos intrigados, em vez de preocupados,
quando afirmacões desses vários "iogadores" esclarecem as sjtuações bas-
tante diversas em que eles se encontram e as diferentes preocupações que
trazem ao discutirem tópicos, por que deveríamos reagjr diferentemênte
quando métodos compLementâres produzem ins&hts adicionaìs?

Tanto quanto pensar sobre como usar métodos comptementares para


garantir que vozes importantes não sejam emudecidas em nossos empreen
dimentos de pesquisâ, pensar cuidadosamente sobre â seteção de nossos
métodos também proporcjona umâ oportunidade de ântecipar a anáLise. Se
encararmos os métodos compLementares como produzindo bases de dados
paratelas, com potenciat parâcomparações instrutivas, há atgum mérito em
se trabathar de trás para Írente a partir desse ponto para considerar quat
método complementar pode proporcionar uma meÌhoroportunidade para tat
compãracão. Ajnda que eu tenha discutido aqui, êxtensjvamente, as vantâ-
gens de se combinar grupos focais e entrevistas individuais (que são primos
próximos e derivam de abordagens epistemotógicas simitares), vimos que
há um coniunto de possibitidades muito maior, atgumas das quais incLuem
combinâr grupos focais com métodos quantitativos (ver Ftick, 2007b).
Lriê oeiezllelol erün ênb sê95plouor sererêplsuor êÌuetrodur! g ê'opssn)slp
eu eLruênuu! PÌrêr êfrêxê o€jPzltProì e'êtuêruÌernteN (ó66t lnoqre8êrê6
-ulzìly) o!.r9snì! 9 ênb o 'ÌPèp! no Pltnêu oe5PzLìProl eun ouror o6ìP eu!$!xà
anb êrê8ns ossL 'oluplêrìul sêgssnrsLp spp opÍ,ìêluor o pLruênìJu! aluêL!Ìê^
-p^ord ê elqnp e)llgrd eLxn ê rpq urn uè srproJ sodnr6 êp og5ezlleêr e ênb
opuêpuêtap (tooz) tellow ê puelell uof 'PtsL^êr Pusêur Pp sPtrPr êp o95ês
PU SepPrOlP)p SêgSSnrSlp êp epucllolo eu nollnsãr ossl 'lProl olrPllunurol
rspfLu!lr rseìorsê opu!nìlu! 'sâÌuêLuâ^uof sLPfol èP êpepê!r
ìeì!dsoLl o âsêrpq
-e^ eu.rn urâ soplznpuor rüProJ reuse e Luo) opeplnlo e èp soPeln8 souPld
rLtnlslp elpd soppz!ìpêr 'sêtuê!)ed êp slelol sodnr8 ênb uPliodãr (OOOZ)
saroperoqeìor ê sèuoT 'ÌDuJnof p)lpêw q5!1u8 ou opelllqnd oÊLlre un u3
'sou9lp sèssarêtu! ê sepL^ sens êp sopu!^pe sosrn)êr so^llnpord
ísâluPÌsLp sêq5Pdnroêrd rod
sou r!ê!êseq ês sèìê ênb êtlLlrêd ourol t!êq
seppuLureÌêp oÊrês o-Pu sêgssnlslp se ênb èp soì-erquel êPod sèssê otüo:)
slê^lssârp slelJelpur êp osn o zê^ er!êuld eìêd ougllsrê^lun oÌuêLuplredêp
L.un opupluênbêr] rpÌsè 'oìduaxêrod'u,rêpod sêluedLllllPd so sLPnbsPu sê95
-enlLs urê â]uêulPìnrLlrPd 's!êlr_ì rês urêpod rugqu.rel 'oPs!^êlêì ep sPlê^ou l
êp sol]êlxê no sêpLolqP] êp sêIorêr êp o95eluêsêlde e ourol 'soìê6-PrqênÒ
'epLlâ8ns esLnbsêd p pred sêtue^êìêr sleu sotld9l soe op Lqlo)sè âluêlqLlP oe
sâqJplrossp êp o€ssnrsLp e re!^sêp ered solld9l êp PLnF ou soplnlfuL tllP[ès
olnullsê êp sLeuêtpL! ã serlJlrêdsê sêgìsênb ênb llluPrE6 oluor lel 'ìPêpL op
uênbpêluêlqup L.un resuadurorered rêzej essod lopeslnbsêd o ânb olLnLu Pq
'eL^epol oppurllsêqns rês ê^èp ogu sêluêlaed sou oìtpdLxL o 'sêroppÌsnssp
oÌuel un sêrèlsgd ouor seLlì lpELür e êp e5uasêld eu le.rPdêl oBu urêpod sollu
rìl sêroppsLnbsêd olupnbuf soppra6 rês p ogJêpuêl ên b sopEp sop olol ou è l
sêluedLrLlred sou sprLlrêdsê sè85p2!ìpfoÌ ap olrpdu! lê^9^ord o rerêplsuol
'oluelêrluê 'âìueIodLU! f 'sp!)uerêlêrd splrèr rprlllDes õnb equêt zê^ìeì
Jopesrnbsêd o ê 'sêlupssêrêlur seq5do spp oìsnl op olupnb êpepLtLqluodslp
ep ogJun, urê olueì ',epelllu!ì ê sêluêlqurp êp Pqlorsè P sezê^ sPurn8lY
'ouênbed oÌLnL! sê_ojplualqurp êp ênbêì urn rezllLtn ês oe epllêì]êl
lês êpod ânb ìpLrrpd ogs!^ p èluêur urè rêl êluplrodru! f pslnbsêd ens urê
lê^ìo^uã er!ãnb uren6lP ênb sPossèd sp sPpol rod ol!êfP eluêr!ìesrê^lun
efês ênb êÌuãLqLUe urn pfpq ênb lê^p^orduL f op5pdlrLlrpd p rezlurlxeL!
úêlêpod ered slproj sodnr6 so rxpzlleêr sêìê epuo oipdsê op og5plêr urê
s!ê^1xêìj tês uesLlêrd rxêqurel sLPloJ sodnrâ uresn ènb sêropeslnbsêd so
vsrnÒsrd ra srrNsrs}W x
çL çLProl sodn.r9
l
76

particularpossa terpara os particjpantes. Btoore cotaboradores (200í, p.


38_
39) reconhecem que um bar não se.ìa uma ambìentaçao recomenaáváipãia
algLrém buscando recrutar partjcipântes com probtemas
ae aLcooüsmo. deiia
rncomum. no enfanLo. pdr a um estudo que uLitizasse um conjunLo (riativo
de
ãmDrentes, que ndo losÍedàdo aos pdrti(ipantesatguma escotha
sobre esse
assunto. Para retornar à questão do impacto nos dMos gerados.
em ve, Je
às Lonotãcões àssociàdas com ambientàcoes especrficaiserem
uslas como
necessàriamente probLemáticas, tet conscienctd delès pode
signiricar uma
contribuiçáo significâtjva para a anátise. Cesquisadorei experientes
deve_
riam ser capâzes de usar isso de maneira construtiva, como um recurso
de
anátjse, e certamente discutir questõês que Ìmpactam a vjda djária
de cada
um: no bàr local, muilo provãvetmenLe serào produzidos dàdos relêvantes
ã,os Ìndivíduos que optaram, no finâL das contas, por
comparecer a tâL ses-
são. Rea(izar grupos focaÌs em diferentes ambìeniacões pode proporcionar
possibilidades adicionajs de comparação e, portanto,
esctarecjmentos dos
processos que buscamos entender.

Maìs umâ vez, em vez de ser vjsto como uma timjtação na pesquisa
com
grupos focâjs, inserjr uma varìedade de ambÌentes
no projeto de pesquisa
pode fo.tàlecer o 5eu potenctal compdtativo, por
meio das aiferencas'lue
essà esLrategia ocâsionã (onstituindo se um recurso de ànatise.
em vel íle
um probtema,

M co,uatNnÌ{oo o MoDERADoR coM o GRUpo


A personâtidãdê do pêsquisàdot càusa um impãcto nâ Íormd e no
con-
teudo dos dàdos eltciados de grupos Íocais. assim como ocorre em
lodos
os outros métodos quatjtativos. É a esse aspecto do empreendjmento
de
pesquisa que os estudjosos estão atudindo quãndo
se referem ao concejto
de "reftexrvidade'. que envolve re(onhecer os meios petos quais pesqui-
o
sadot contt ibui àtivamentê pãra os dados que e*á gerando.
fxiste o len-q;,
nàturalmenLe, de se enlatiTât demais às constdera(òes que deiaLÀam-as
respostas e os senLiTenLos do pesquisadot. o que pode .eiuLtar
na ..re[{e_
xrvÌdade eÍpiralàr " discutidà por Bdr bour e Huby I9981. que
I mais atÌvia as
inseguranças e os deíonrorlos do pesquisado, io quu.o;tL.iSui p"r"
,rn"
anàLtse ÍundamenLadà leori(amente. Entretanto. quèndo
usadà para pÍover
umâ ourra jãnêla para o en(onrro de pesquisâ e os dado5
dàr resultèntes,
a ,eÍlexÌvidade" pode ser uma Íerrarnentà vatiosd
de análise em termos
d-o.,exame cntìro dè natureza e do impacto dãs reLacoes
d" p;r;rj;u. i;
reÌlexÌvÌdade e a vànLagem anàliticà que ilso proporcÌona sào
dricufidas
mãrs tntegratmenLe no CàpítuLo 10. )
o êrqos urpJllêìJêr lPLxn,r èp ollq9q op olrèdsêr p rplorsè êPPpL LUe sp5uPul
uJor spslnbsêd uprezrtpêr ênb'(1661) sêropeJoqplor ê fupc oLuor 'sèrop
-eslnbsêd soJlno e!-rgs eslnbsêd eun êp P^elerì ês ênb sêtupdlrrtred soe
JeJquêì PrEd nr^rês olllê^ sLeur ropeslnbsêd Lun êp oluêü1^ìo^uê o oluPnbuê
'sEuruêur sepsoqìo soe êpepLlLqrpêD êp ê ?loddDr êp oluêrlllêlêqplsê o erpd
ìElLrêurppunrr Loj,.epoLLr ep,, sPdnor €Llsê^ ênb êdLnbê Pp êluerEêluL L!ê^oI
eün êp e5uêsêrd e 'sêluêrsêìopp sPuLuêuJ rPpnlsê Pr^lo^uè PLfueìo!^ èrqos
sêìêp psLnbsad p ènb zè^ pujn sêppp! èp apppêlrp^ èpupr6 puJn êp seossêd
lod ElsodLuol prê psLnbsèd êp èdrnbê p[n] '(!OOZ) sêJopproqpìo) a upurn€
r-LrPrêzl?r ouror lPì
rPsLnbsèd êp èdrnbê ep sorquèu solr9^ êp sP)llslrêlrersl
sp rpìlê^orde ered sêJpd urè reqleqerl úêqìorsê sêropesLnbsêd sun6ìv
'suè8PluP^ sPìrêl
êp so!r!]èuèq rlPrlxê no srPrr!êlod souep rPzLuruLur PrPd o5ro]sê LxnBlP rêp
,uêêrduê sourêpod spLu 'sêroppsLnbsed sop rLnqulp r!êpod sêlupdorlrpd so
ênb slêdpd so sopoì redLrêlup sourêpod êrdr!ès LIlêN opeuELsêp prês eìê no
êìêlpnb opodruãoê ( 666 ! t noqr€€ è rè8u Lzt!)ì ) sPpLqêrrêd sPrLts! êllPrPr
sP no onp!^!pu! êssêp sPrLlsJ]êllP]Pr sP êrluê olJeu!quror P ê rPlnrLlrPd
(oluPlrod
urê rop€rèpou urn êp ollPdLur ìê^e^ord o rerêplsuor êluPlrodurL è
'soluêureuoLlsênb solêd sPpeplluLlur rüèrluês ês e serLêLJrêJuê s€ ope^êl
rêl êpod ênb ê 'pupLUUd og5uèlp êp sèdrnbê êp sorqluêLu êrluê ropod êp
spJuêrêJlp se seJer6 '..slenueu,, èp oìrlsê ou splsodsèr urê rpllnsêr apod
ser!êürê?ruê êp ìeroj odnrs Lun Luê ropprèpoLx oL.lror ìPrê8 ofru!ìr un êp osn
oênb urerpluêLuol (866!) seropproqplorêsprp^\pf 'olduJêxèrod euJro] èop
nêluolLxêsêluêrêJ!po9sênbsopeprPrê3 ruêPodseropPrêpoursêìuêrèlrc
'sêropPPInr sLeLruèlod oLxol PsLnbsèd êp êdLnbê Pp
sorqLuêu.l so rerêplsuol E urPLpuêl solrglllos uerê ênb ssluPdlllìrPd sLê69r1
sosoplsop sun6ìP ênb úP.rPlrodêr sêìl .rsêpPpìnl!jLp sPunSìe nouolselo sPLu
'ìeLruêlod urê sèluedlrltjed so Luol E5uEljuor ê lJoddDJ rlnrìsuor 'Eslnbsêd
PS5OU.renlLs Pred oso!ìe^ lol èp€pltuêp! eu,rn ouror orlurìr olxêtuor un resn,,
ênb uêrêquorêr ioZE d '2002)sêropproqpìor ê r nourÁêS 's!ê^9rêuì n^ sosopr
ruor Pp!^ êp urll êp soluêujelPrt êrqos slsro] sodnrS rezltear êp serrugu
-êdxê s€ns opu€s!^êU s€xêìduor rês urêpod esinbsêd eu êlred rpLuol ered
sêtuêpuodsêr sop sêg5e^Lloru ê sg^ltplrêdxê se 'eL^epol èlrodns êp sêpèr
sPu no s€ossêd sep otuêrulrêrluor ou seunrel rê^eLl Pssod ênb uê oPiPnlls
r ênbì gnb jEslnbsêd ès o€ sr!Ìgrd eoq pun g ênb o 'so^rlpmrojur solêljupd êp
oluêurlfêurol oìêd 'otel èp rno ogssês ep ìeuLJ ou sPrLllrêdsè sêQlsènb rêzeJ
êp èpeplunt-rodo e sêtugdLrlt-rPd soe r€p ês oe opL^ìosêr rês êpod èluèurìPur
-rou ossl serllê sêotsênb retue^êì êpod ênb o 'sêlê L!o) oluêLuPL.lìèsuo)e
urèrg)snq sètuêpuodsêr so êp êp€p!ì!qLssod e 9 êples êp slPuoLssrjord olriol
sop€lrlluêp! oPs ênb sêrop€slnbsêd so €red rpìnrrlrpd Lxê prxêlqoJd Lun
LL
78

impacto do gênero do moderador no conteúdo dos dados gerados. Conside-


randoaextensão na quaI uma moderadora muther pode ter contribuído para
uma rêtratacão de "formas hipermasculinas de jdentjdade,, petos homens
que participaram do projeto de pesqujsa, Atlen (2005, p. 51-52) conctui que
o impacto do gênero nos dados gerados está tonge de ser simpLes, uma vez
que outros fatores ainda majs importantes entram em jogo, como demons-
trar sensibitidade e um interesse genuino da parte do pesquisador Esse
tópico é revisado no Capítuto 8, onde considerações detalhadas são dadas
à coproducão de dados em grupos focais, com o moderador desêm penhando
um Papel ativo.
Entretanto, assim como pode ser contraproducente setecjonar um grupo
que é homogêneo demajs, também pode sêr probLemático escoLher um
moderador que seja "um detes". Hurd e Mclntyre (í996) apontam que pode
haver "seducão na uniÍormidade", em que o pesquisador comparti(he pres-
supostos demaìs com o gÍupo, tornando-o impossibjLjtado de submetê-los a
uma anátise criticâ. Contudo, o uso de um moderador que seja, em atguns
quesitos, "de fora " pode aj udar a eticiâ r expticações q ue sirvam para contex-
tualizar os dados sendo gerados. Asituâção grupat também pode compensar
os efeitos dessa discrepância entre as características do moderâdor e as
dos membros do grupo. Como uma jovem muther branca, reftetindo sobre
sua própria experiênciã nâ moderacão de um grupo focal compreendido
por jovens mutheres de ascendêncjas brjtânicas e asjáticas, no contexto de
uma pesquìsa realjzada por toda a Europa sobre as expectativas dos iovens
para o futuro, Smithson (2000, p. 1í 1-112) conctui:

[...] uma mutherbrãnca e umã asiáticadificìtmente produzjriam um quadro


detaLhado dâs vjdas e dos debates dasjovens ásio-britânicas. Aquj o grupo é
cotetivamente "poderoso', no sentido de que têm acesso â conhecimentos
compartjthados, dos quais o moderadoré ignorante. Em vez de serconstruí-
do pelo pesqujsador como o outro, essas mu(heres asjáricas usam o grupo
focal pãra se posjcionarem entre duas cutturas em ,,ejxos intercruzãntes
de identificação".

Assim como em muitos outros aspectos da elaboração de uma pesquisa,


não há algo como um encajxe perfeito entre o modêrãdor e o grupo. O que
é crucial, entretanto, é que o impacÌodo pesquisador nos dadoa seja tevado
êm consideração naanáLise, ou sejâ, queisso seia usado reftexivamente para
vantagem analítica (verQuadro4.2). O exempLo no euadro 4.2, entretânto,
também serve parâ destacar o dever de cujdado que os financiadores têm
sobre os pesquisadoÍes que empregam. Curiosamente, essa mesma questão
foi levantâda por Umaõa-Taylor e Bámaca {2004) em reLação à realização de
pesqujsas transculturais. lsso é discutido também no Capítuto 7, relatjvo às
questões éticas e as retações com os participantes dos grupos focais.
'oluêLuPlnltêr êp erè]rtnr] êluol €uJn LlrprE^ord ês !!êquet €êrg
eu seulsnpl]! sêpuPr9 oleluor urpqull uênb u.tor suêLuotl so pJpd opnlsê o
rê^ourord uê urerpproluor sêìa ênb g[ 'p^l]npold sleLLl olLnLU loi 'otuetuê
ou (sreloì êpnes êp sLeuolssljold sop olunI uJe6ep]oqe EUrn -opue!.relunlo^
ês suèuoq sêrl sPUêd€ uê üeretìnsêr o^Jp-orllqnd op seppììo^ sepu€Eedo.rd
ê esuêrdur Ep p.rnlrêqorV sêtupdrrLlrpd rLerlp LUê noqìpJsolêìlued êp sêoj
lnqulslp ê sè-rêtsod 'sLeroì oLpgr êp sèq5Plsê sPU selsr^êrluè ê solrunue êp
oqjPuLquor eurfì ìerros êpr,ìps èp opnlsê Lun prEd puopEluêsode êp exLel ep
€!!LrP èpPp! urê slPuorssljord oPU suêuroq relnllêl rPluèt oe uprprluoruê
ênbsèpepìnrLllpsp n-rê^êDsêp (IOOZ)ê3pnl êÌe6nocrew sLpro] sod nr6 uiol
sopnlsê erPd sêlLrPdltll.red êp oluê!!stnDêr ou êluplrodur! êìuêürelnrLlred
ìêded un rpqLrêdLuêsêp urêpod ossêre êp sêropeìorluor sO serLlEurÊErd ê
selll9 sêQsllêp êp è!J9s eujn JêZPJ ê^ìo^uê 'ouerluor oìêd :Plexê Plluêrl
€LLrn a oeu sêlued!r!t.red êp oluêuelnrrèr o'srProl sodnrS uror sEslnbsêd
êp oliezLleèr eu sopr^ìo^uê sêtuêuoduor sorlno so uror urnurof Lul
o-LNlwvtnultu _.
'pl gtrEdãrd opernrord rq souêssê^ãp za^ìpÌ anb o pr€d ê oppdrrêruE €Ì
sou.rãssg 3pzêÀìqênb oãìE oss' 'eroEE opupsuèd lè^grroluor$p êlGpLrur êss3
'ot
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sPns êp êluèosuo) rÈlsê olêIoid op êdLnbê eêpresêdv sopEnusu' opls ueuêlsÈu
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xocvlrcoy{ oc oarvdwr oc oYrYulctsNol z r oàoynÒ
6L
80

umâiìa Taytor e Bámaca (2004) fazem uma observação interessante ao


apontar que as crianças muitas vezes atuam como controtadores de acesso
para süas mães latinas, uma vez que o projeto de estudo detes envolvia
recrutâr mutheres por meio de telefonemas frequentes, Em tares onde se
fala espanhot, as crianças podem descartâr lìgações feitas em inglês, e
os pesquisadores Logo descobriram que fâlâr espanhot resuLtava em uma
maior probabjLjdade de responsividade dessa poputação. Madriz (í998), que
também estudou mutheres tatinas de stotus socìoeconômicos mais baixos,
reLâta ter feito uso de sua própria rede de contatos pessoa{ e ter recrutado
peto boca a boca, por meio de amjgos de amigos uma estratégia possivet
de ser inctusiva a pessoas com alfabetjzação {ìmjtada, em contraste com os
métodos mais comuns de se usar ânúncios, pôsteres ou cartas.
Ter famitiaridade com os padrões com portamentâis cutturaisou subcuttu
rais também pode ajudarcom as questões prátjcas envotvÌdas naorganizaçâo
de grupos focais- No contexto do nosso estudo sobre as necessidades de
saúde de pessoas procu rando asi Lo poLítico êm c Lasgow haviamos distri buído
panfletos para um ptanejado grupo Somati, afirmando que a sessão ocor-
reria das í4 às 15 horas, ìsso resuttou nas pessoas aparecendo a quatquer
momento durante o período referido, refletindo hábitos cutturaìs, ta( como
expticou postericrmente um dos participantes para os pesquìsadores esco
ceses brancos, os quais arrependidos, reconheceram que inâdvertidamente
presumjram que suas próprias regras de conduta se âplicârjâm. Da mesma
forma, Stricktand ('1999) descobriu que individuos provenìentes de comu
nidàdes indígenãs tribais norma{mente chegavam a encontros durante um
periodo de í5 â 30 mjnutos e rârâmente no horário designado. Entretânto,
eles tâmbém observaram que os participantes esperavam Íicar por três ou
quatro horas. Aquestão aparentaria náo ser sobre djsponìbitidade e Ljmita
ções de tempo, mas ser sobre diferentes expectativas e normas cuLturais a
respejto de visitas.
Yelland e Gifford (í995) obseNam que o stdtus do recrutador pode ser
pãrticularmente jmportante para atguns grupos étnicos, e isso sugere que
o potenciat para o recrutamento via membros respeitados da comunidade
pode ser umã estratégia frutifera, Todavia, isso pode não ser o caso para
todos os grupos étnjcos, ou, de fãto, para todos os indivíduos ou subgrupos
dentro de umâ poputação de minoria étnica. O reverso provavelmente foi o
caso êm nosso estudo de reabitìtação cardíaca, que envotveu estudantes de
medìcinacomo moderadores dê grupo focaÌ e p rovavêLmente ati n gj u un atto
níveL de participação em virtude de como esses indivíduos eram percebidos
como "estudantes leqítimos", a quem os pacientes queriam ajudar,
É importante ter em mente que informacões advìndas de controLâdores
de acesso, como adminjstradores ou âquetes envotvidos com os partici-
rsêpeplnbluL
rLznporlul êp zê^ Lx:l lêq
ogu èp lerê8 o9sllêp PLun soLleuoÌ
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rorll!ìod
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sop êpetuo^ Poq ep sêluepuêdèp âlueuellP soulo]
seossêd èp êpnPs ap sêpPpLssêrêu sP êrqos opnlsè ossou e olLêdsêl Lxo)
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ênb 'ppuêr êp olsodu! êp sâQlsênb ulè lelledur! oEU êp Ìeuolllpe uê6eluP^
p ulêl ossl ìeloj odnr8 op sêÌuPdllllled so €red o9p!lPr8 êp ogssêldxê eLun
oL.lrol sêìuêsêrd rPprod opeldo u9Ìsêlopes!nbsêd sol!nw 'oplpuêdsêp odLuêl
o luqol PrPd sêroìP^ no olLlêtxProlsêp êp sosìoquêêl otuol SopPrllllêdsê
urp[ês sê]sê ènb opep 'seuros sPuênbêd êp soluêuP8pd lel!êlP P solsodslp
oEtsê el!ì? êp sclluror so 'sêze^ sPun6lv s!P8êì! seForp êp sou9nsn soPlr
-êLluol o9s ênb sêluepuodsê1 êP elell ês opuenb opuPuluìnf sorlêlueu!J
so^ltuêfu! èp olLêjê op oì!êdsèl e sessardxê txPÍês sêq5ednloêrd ânb êp
apeplìlqeqo.rd e roieu 'odnl6 o oso!6lTêrd souê[l oÌuPnb 'oluP]èllul 'sêq5
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sLerê3 sorLu!ìf êp osìoqLrlêêl o orLlguJêlqold rerêpLsuor oBu uerered er!lq
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Lup^elsê ênb slProJ sodnlE uê sêìuedLrl]led olxof sou-uJelrnlluL L!êqLxPl
ouror 'oluêLuplrurêr eled ossêlP êp sèlopeìolluor uerEsn os oeu (ZO0Z)
saroperoqPìor ê uoosuof 'oluelêrlul sLProj sodnrS ered seossad relnllêl
sê-o5ez!ueBro èp sorquêLu P I lÌlurlêd erÌuor ulêl lê^pP Lrlêq üeì sêìè 'ses!)êld
sê9zer sens ueuolruêtll ogu sêÌê ênb Ppulv sopLun sopelsl sop olxêìuol
ou spurleì sê-oieÌndod seue^ spp sorqlxêur uor solPìuor rêze] eled - sopel
nsuof 'êtuêuprer oluel lxn 'opuLnÌlll! ìPlol êpeplunuor Pp sêoSPzlue6lo
sep osn rêz€J ês ep Plfuel]odulL P ueluêìes (t002) eleu98 ê roìÁPl'elPurrì
'serLlpruêìqord rês uapod sêzê^ seLunSle 'leuolssllold rêlPrer uê selued
t8
82

oferecêr pagâmentos para ninguém que contribuísse para essa pesquisa,


mas buscamos prover refeicões, treinamento, o que - esperamos ajudou
os indivíduos a desenvolverem habiLjdades úteis e ganharem confiânça, e
pequenos itens de materìal de escrìtóÍio (um brinde bem-vindo, umâ vez
que muitos dos envolvidos eram estudantes de algum tipo). A signiíicância
de proporcionar comida trâdicionat também é destacada petos pesquisado,
res envolvidos na reatização de trabathos com grupos de minoTiâs étnicas
(Stricktand, í999; Jonsson êt aL., 2002; Umafra-Taylore Bámaca, 2004). Um
ponto importante a Lembraa é que, quando financiamentos estão envolvidos,
muitos deparÌamentos universitários de contabitidade soticitârão detathes
pessoaìs dos beneíjcjados (paraseus próprios p rocedimentos i nternos ). Con'
tudo, ao tidar coÍn grupos em que atguns podem ser imigrantes iLêgais ou
são sensíveis quanto à sua jmigração, emprego ou situacão diante do gover
no, cupons podem ser uma opção mais aceitávet para todos os envoLvidos
(UmaÃa Taytor e Bámaca, 2004). Tais questões éticâs são exptoradas mais
extensamente no capítulo 7.
Entretanto, questões éticas não surgem apenas com relação a grupos
percebidos como "vuLnerávêis" ou "desafortunados": temos que ter cons-
ciêncja, por exempto, das demandãs que fazemos para pessoas, tais como
prolissionàis ocupados. cujo tempo de partÌcipacão em nossa pesquisa sig-
nifica um tempo que não é usado para se atender pacÌentes. Âo se buscar
rêcrutâr profissionais para participar de grupos Íocais, também é vátido
expLorar a possìbilidade de se fazer as discussões de grupo sob os auspícios
de programas de capacitacão profissionat. Particutarmente, se executado
durante a época do ano em que os indjvíduos estão buscando atividades
âdequadas para acrescentar aos seus portfótios, essa pode ser umâ estra-
Ìégia de recrutamento especiatmente bem sucedida, sendo também uma
reciprocidade. Naturatmente, executar grupos focais em coniunto com um
evento certificado como sendo de formação envotve bem majs trabâLho, já
que também precisa conter, não sem razão, um componente educativo. A
capacidade dos grupos focais de encorajarem indivíduos a tomar urnâ pers
pectiva críti€a a respeito de suas próprias práti€as, entretanto, sugere que,
em mujtos contextos, eles podem se mesctar facitmente com o objetivo de
programas de capacitação profissionat.

k polros-cuvr
Âpesardo uso um tanto oportunista que algumas vezes é íeito dos grupos
focais, eles se beneficiâm, como todas as abordagens, de consideracões
cuidadosas durânte o projeto da pesquisa. Ás orjentações fornecidas neste
capitulo a respeito da eLaboração de estudos com grupos focais podem ser
resumidas como se segue:
'ìeuolssuord oE5PLürol P sepe!rossP
sêppp!^!Ìe ouol sêossês sP opuaraquofêl no sêpulrq oPuPp rsPossêd
sep o95!nq!Iuor s rêlêquotar êp so^LlPurêlìe soFt! leloìdxã PLêPL Poq
eLln rês êpod ê ppplrdorde 9 duês rl]êu og5do Pssa 'e!^epol eÌdure
sLeu og5edpLlled purn llluere8 êpod 'soìxêÌuo) sun5Ìe uê roluellod
'ê oÌuêLretrulêl ou lepnfp êpod ìprol odnr8 op solquêL! so rPSed
'sppeluêsêldêr oBu no sPp!)êp
-nuê opuês sâzo^ sPlrèf uê relìnsêl Lllêpod oxLPq eled eulll êp oluPnb
purlf prpd oxleq êp oÌuêLuPlnDêr êp se!89lellsê oÌuPl erlsoue ens êp
oluêuElnrfêr ou ossêle êp sêroPelolìuor êp oluêtll!^lo^uê oP leÌìnsêl
LUêpOd ênb elnliêqor Pu seunlEì se ê êseluê P ered ellêìP e5êuPulêd
seur 'oluêuretnrlêl êp sLPLruêlod sêluoj rPl!]!Ìuep! oe o llell) lês êìuèl
'sleroì sêoJezluP8ro seu s!ê^ruodsLp sêqSPujlolu! se lessê)e
ropnlsâ
oe oìuenb rpulur!ìêrd oduel êp oqìPqe! un êp o!êur rod olueÌ
urê odnl6 o erqos sêluez!ìenlxêluol sêg5euroru! llJLnbPP ê]uelJodulL l
'op5prpduol êp sollsqdord Ered sopPp lPle8 eled
sêropprêpour snês âp sleossêd sefllsllêpelef sPp or!6918-lìsê osn urêzPi
sêlopesLnbsêd êp sêdlnbê sPLunElY ês!ìeue P êÌuPlnp 09nlêr un oulol
opesn rês ê^êp oss! è 'sopelê6 sopPp sou roperêpoL! op oÌrPdtu! o êlqos
selleJ Jos L!ê^êp sPsoPeplnr sêoJElêpLsuol 'odru8 o uo) lopelêpour o
JEUlqUrOr - lê^g!êsêp oursêur no ìê^lssod efês erdLuês LUêu ênb epulv
'so^!ÌprpdL.uor sopep tPuo!)rodord êpod quêLquP un êp sleur
rpsrì 'ossl urol op rofP êp rP !êueÌd ê sopeleB uãrês e sopep sopopnêluol
ou sèg5ez!ìeloì s!â^rssod sê]uarê]lp êp oìLê,ê o rPdlrêluE êluellodur!
f ìelo, odnr6 un ered ,.Prlnêu,, o95eluêlque Purn oLuor o8le 9q oPN
'selrugdêtrsLp PrPd sê95Pr!Ìdxê lefsnq ê lPJoldxê e
og5eÌêl urê êÌueLurplnfLlred sagJerpdLuor êp oLêur rod sêlueÌsPrÌuol
sopppèpsêseq êp oB5p6orêtu! eret!Ì!le,'oBÌue'ê solèÌered sopep rerê6
urâpod slprol sodnr8 'ol!ìgtxêìqord otlaruol uln ê oBSPlnÊuPlll P ênb 9T
'so^!lel!ìuenb soPe]ìns
-êr rêtê.reìlsê PlPd sue5elue^ seoq uol soPPz!ì!]n ros tuêpod uêqurPl
spur 'so!9uollsên b ouof 'sPpPr mnrlê slpur ,.sPÌueuPrrê;,, rê^ìo^uêsâp
prpd ìelruêlod o urêÌ sLero, sodnJ6 so'olçLur opoleu êp sopntsê lllf
'oÌslLu opotgLll êp urê6eproqP PLun ep ê}led oulol oluenb orluD opotgtu
un ouror oluet ì!ú Eulloj êp sopP8èrdrüê rês L!êpod sLerol sodnjg
'eslnbsêd P PlPd
sopelo^uor soqupllsê êp ueÍês 'sêted ãp sodnrE sêssê ue!ês 'odnr8
êp sêqipnìLs uê rpÌuêsêrdp p solsodslp oeìsê sêìuedLrLllPd so ênb sol
-uârünEre sop a sêgJedltllled sP ossèrP ropPslnbsêd oe uê)êlêJo steroJ
sodnr8 so',.sppp^!rd,, sêg5erêplsuo) re!)!ìê èP PlêjPt Pu es-L!êessêlqos
sels!^êJluê se oìuenbul oPnlsê Pper êp olxêluo) ou epellP^P les Pslrêrd
sLpnpL^lpu! sels!^êlluê no srefo] sodnrE rezLìltn opuenb êJqos ogslrêPV
€8
84

K lrtrunls colttpLEMENTÂRES
Questões sobre o ptanejamento de grupos focajs e a sua combinação com
outros métodos são de(Ìneadas nos detaLhes nos ljvros e artjgos a s;gujr:
Bàrb.ur, R,S. ('1999b)'Ìhecaseíorcombìnjngqualìtativeand quantjtatìve âpproaches in heatrh
services research', Journai of Heolth se1i@s Rseorchond paticy, 4\1): 3ô:q.
Crabt.ee, 8,F,, Yanôshik, ]\,1,K., Mitlêr, ard O .Connor, p,J, (i993) ,seLectinp individ!ât ôr
9oLprnrêtuew5 r D.r.Mosdr rêd.,.Su(.pÍÌuttotú<ctôLD,:advô4,nsLh;ço,coltnp
^4,1.
/rt. Newbury Park, CA: Sage, pp. 137 49.
flitt. J, t0a7 èt De- tgrin'Ì QuÒl: rct: @ Re<pot th \BÕor 1ot t he \a6F
t
oúoü!at^e Re,eat ú xtLt
Lo.dôn: sdee. Puôr , ddo pe.à À'rred Ld Ìo2 5oD o ttrJtô De,e.ho dà pesqü*ô qúotratNô.
Flick, U. \2007b) Alonoging quotity ìn Quatjtotive Reeorch tBaak A of fhe SAGE OúôLjtotivp
Rpreorh('rr.rodon:càge.DrblLàoôpe.dAímêdFar.orô.ôbo-t-rtaerotdodeNoê.qLbo

Green, J, and Hart, L, (1999) .Thè impact of côntext on data', jn R.S_ Bãrbour ard J. Kitínger
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õp.
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Micheu, L (1999) 'Combining focus groupç and ìnrervjewsi relling jt tjke ìsi telung how jt
t
feêLJ , in R. s. Barbôur and J. Kitzinger (edt, Dêvelopjrg Fo.us croup Reseorch: pÒtXi.; rheory
dnd Practice. Londôn:sage, pp. 36 46_
êp se!89lelìsê rê^lo^uêsêp oe oeSPlêplsuor Lllê seì-9^êì êp êpepLssêrèu E
ê selllg sê9lsênb se P!Ìe^€ 'sêlLlêlslxêeld sodnr6 êp osa o êlqos ê odnrS
op o-e5!soduor p êJqos sêq5eluêl-ro êlêuJo, Lu?qluel 's!ê^issod oErês ênb
sê95er€durol sp Plpd ê^pLlr e ureuoLlrodord selê ênb opuez!ìeiuê 'tuêFerl
-sotup êp sel8glprlsè sp ogs ênb ìeLlnrl êìuêuodluor o ero] olnìlder êlsl
qr l?. 4,
99 s ,:
WEO\f,UISOIAM
86 Barbour

amostragem e convocar grupos, Nenhum texto sobre grupos focais estâ-


ria compLeto sem a devida atenção à âmostrâgem. Ainda que muitos tra-
bâthos quatjtatjvos tenham tradicionatmente se baseado em aÍnostragens
por convenjência, há muito a ser ganho ao se seguir uma abordagem majs
estratégica. Enquanto um estudo envoLvendo entrevjstas indivìduais pode,
potenciatmente, construir uma amostra aos poucost é necessárjo, injcjat
mente um esforço consìderáveI paTa convocar grupos íocaisr âssjm como no
início também é compljcado pensar com cuidado sobre os propósitos de se
âgrupar determjnados individuos.

S7 pntHcíptos aMosTRAGEM euALtrATtvA


DA
A amostrâgem é crucial, pois guarda a chave para ãs comparacões que
você será capaz de fazer usando seus dados (ver também Ftick, 2007a, cap.
3; 2007b, cap. 3). Tanto Kuzel (1992) quanto Mays e Pope (í995) ressattam
que o propósito da amostrâgem quâljtativa é reÍLetj r a diversidade dentro do
grupo ou poputação sob estudo, em vez de aspirar âo recrutamento de uma
amostragem representâtìva. PoTtanto, tatamostragem aproveitará quâ lq uer
"forasteìro" identificado e buscârá jncorporar esses individuos ou subgru-
pos em vez de dispensá tos, como seria feito no caso de uma amostraqem
quantitatjva. um exempto pode ser procurar a inclusão de pais de crianças
educadas em casa ou viajantes em um estudo que envoLvesse a criação de
fithos, usando escothâs no lugar de escolas para jdentificar uma amostra ou
fazendo um esforço para encorajâr hoÍnens com responsãbitidades primá-
rjas de cujdado com os fiLhos a participar do estudo. A questão aqui não é o
número de tais jndividuos na popuÌação como um todo, mâs sjm os insighis
que podem ser obtidos por meìo dessas exceçôes e o seu potencjat para
cotocar sob um foco amptiado alguns dos pressupostos tidos como evjden-
tes ou processos que de outra Íorma não são notados. As imphcações das
escothas de amostragem e seu potenciaL para facititãr anáLìses teóricas são
discutidas majs ampLamente no Capitulo 9.
Âãmostrãgem quatitatjva qeratmente é referida como envotvendo amos-
trãgem ou "teórica" (Mays e Pope, 1995) ou "jntencionaL" (Kuzel, 1992)-
Qualquer que seja o termo utitizado, ele refere essenciatÍnente o mesmo
processo: teorìzâr, ajndâ que em um estágio pretiÍnìnar, sobre as diÍnensões
que provavelmente seráo relevantes em termos de proporcjonar diferentes
pêrcepcões ou experjências. Tais decisões já ântecipam a análjse; a âÍnos
tragem "intencional" está relacionaCa à antecjpação do uso de crìtérjos
selecjonados para Íazer comparacões assìm que os dados tenham sido gera
dos. Em outras patavras, permite que cs dâdos sejam jnterrogâdos com um
propósito, ou seja, de modo a reaLjzar comparações sistemáticas (Barbour,
2001). E aqui que o trabatho de campo preliminar pode pagar divjdendos
ourol ullsse 'se^lDêdsrêd seudgrd sens rprlJlleìf sêÌupdLrLlrpd sop oÌuenb
ìPlolodnr6 opsêropet!Ìlrp] soe otupt rlt urrêd êpod ê,,sãoLuldo,, sep sell lod
apuorsêês ênb oe oP5êr!p L!ê èluPlsPq rpSuP^P êpod ogssnlslp êpo)nod utn
'se^lloua sêg]sanb êrqos sêluerêJLp êluêurpluêìoL^ sp^Lltêds]êd L!ênssod
ènb sEossêd rejntslu e otuenb sètuèrêJlpuÌ souros oeu ênb oppo êlueâllsu!
rêl9r9l nês ìEroJ odnr8 êp sêgssnrslp sP o9P ênb seÌê oes 'sPropeluêu8elj
aluêulelruêtod oujof oeLuldo op sPjuèrê]LP sP ue[è^'(2661) sêrope]oq
-eìor ê ouor rslpfol sodnr8 êp sêroppluêurof sun8ìp ênb ppuLv
'sêpntLte^qdrnw
êp o9u 'epL^ êp o.lxè.luor êp soLUJêt ruè soèuèEoruorl rèç urè^àp
srprol sodnr8 so ènb opuêzlp lLtÍ.ì êÌêrqurãl Lun puol)odord (886r) up6row
'(Ì.002 ' lp tê rooìg) pLu6ltsê LUn8le LUpqìllredluor
sêlupdlr!]rpd so slenb sou sêlênbp oÌJof rslsfLJLp sorLdgl êrqossêgssnrsrp se
rpÌLtLrpl ê odnr6 o rpluên bèrl p spossêd sprp(proruêêpod urèqurel:esLnbsâd
eP oluãurP[êup]d op sourrêl ue oplluês zPl ossL os ogN êluPlJodur! ef!Ìsu
-êìfPrPf Purn souêur olêd uêqìLlreduo) odruâ oP sorqueu so 3nb rLluerP6
op 'sêg5erpduof rellìlfp] erpd soì-pfo^uor opLluès zej rsLeloj sodnl8 uol
esLnbsêd pu êslleup êp êpeplun ledLfuud p prês odnrS o ênb zê^ euln
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Lg slProl sodnrg
88

também as dos outros. Tatvez, em alguns contextos, Ìsso possa até mesmo
facilitar um maior entendimento mútuo. Em terÍnos de qerar discussões,
um grupo íoca{ constituido por pessoas em acordo sobre tudo resuttaria em
conversas bastante desinteressantes ê fornecerìa dados pouco produtivos.
Felizmente, contudo, isso é pouco que aconteça; mesmo quando o pesqui-
sador ingen uamente procura reunir pessoas com mentaljdâdes semelhantes,
é improvável que eLas sejam tão unidimensìonajs como são, sem dúvida,
nossas aproximâdas e um tanto simplórias câtegorias de amostra.

V rúa,rEno EralANHo Dos cRupos


Aquestão de quantos grupos focais realizar é determinada petas compa-
raçóes que o pesquisador deseja fazer. Não há um número mágico e não é
necessariamente methor, ainda que fazer dois gruposfocaiscom grupos com
caractêrístjcas sjmitares possa colocar o pesqujsador em solo maÌs fjrme eÍn
retacão a fazer afirmacões sobre os pâdrões dos dados, uma vez que jsso
sugeriria que as diferenças observadas nãosão âpenas uma caracteristica de
um grupo em partjcutar, mas são provavelmente relacìonadas às diferentes
caracteristicas dos participantes reítetidas na seteção. Já que cada partici-
pante indivìduat possui um conjunto de características (jdade, gênero, nívet
socioeconômjco e educaciona{), é provávet que seja possível fazer atgumas
comparacões intergrupo, já qLre, por exempto, um grupo de mutheres pode
perfeitâmente ser composto por indivíduos de idades muito diíerentes. É
sempre prudente, no entanto, deixar alguma ftexibitidade para adjcjonar
outros grupos, à medjda que novos potenciais comparatjvos surgem,
Outra questão frequente está rêlacionada ao núÍnero de particjpântes
que deverìa ser recrutâdo para cadâ grupo focat. Muitos dos textos mais
antjgos sobre grupos focais repetiam a orjentação que tende a ser dada
na pesquisa de morketing, que o tamanho jdeat de um grupo é de 10 a 12
pessoas. O núÍnero de pessoâs que podem prontamente receber iguaL voz
nos procedimentos dependerá não só dâ habjtidâde do moderador {como
sugerem os textos sobre pesquisas de mdr"keting), mas também do nivet e
da compLexidade da discussão desejada. Nas pesqujsas das ciêncìas socjajs,
geratmente estamos mais ìnteressãdos em exptorar a Íundo os sjgnificados
dos pãrtjcipantes e os modos peLos quais as perspectivas são sociâLmente
construidas. Em compãracão à pesquisa de morketing, onde mujtas discus-
sões são rêsumidas tanto verbalmente quanto em forma de nota o Íoco
dos cientistas socìais é geratnente uma transcrjção tjterat, que é então
sujeita a !ma análise detathada e sistemática. Tanto em termos de mode-
ração de grupos (cãptar e explorar as deixas enquanto etas emergem) e em
termos de ânátise de transcrições, eu djrja que um máximo de oito partjcj
Luêpod sêg5eredLuor seìdÊlr.ìur ênboreìl ês euroì'( lìê'Ìelros êssep'epppL
'orêu?6 Lrn opuêt sopoÌ) êpeplsrê^lp êp sorurêt r!ê sope!êsêp souêllrl sop
solrp^ p rêpuêtp ê]uêL!ìpLruêlod êpod onpl^lpu! Epgl ênb rêqêLrêd gro^
ês roluplèrluf oplrênbèr sêluedlflued êp orêur,ìu o euo!)eìju! êluêuPLrPs
-sêfêu ìpuorfuêlu! uêEprtsoLüe e ênb rPsuêd 9 LlnLlot oue6uê url sleloj
sodnr6 êp ouènbêd êluêue^LteìèJ orêurDu un opuê^ìo^uê 'op!un ouLêU o ê
ell9ìl 'PquPurèlv rPlpugl ull € u sêtuèlq ue êp êpepêue^ eurn ulê ìElL^ oìrll op
soL6pìsê sêÌuêrêlLp orlpnb p sotuêruètrêd seossêd ruot sêleluêtx !ìP solsu so
ârqos oCjpl ndod pp otuêL! Lpuêtuê o L!êr epnlsê ( çOOZ) sêropProqeìol ê uêêr o
e nrlrLLIèd eJ!6ètPr.lsè LlJ6er.lsouev tPuor)eurèìur oìxèluo) un uè sèo)er
- ed úol leuo!)odordousêur êle êpod sLerolsodnr8 sop o^lleu!8eurL osn O
'lPull esLnbsêd êp oueÌd op oluêurL^Ìo^uêsêp ou ìêdPd
êìuel.rodul un uequêdrxêsêp ugqureÌ oluêurepueu!j êp selunrse ã PrLlê êp
sgtlLuol so sEslnbsêd sPssou souez!ìeêJ ênb urê ìeuollPzlueSro ê orruepPrP
otxêluof, op rerqurêì sou PrPd Lrlêruês (e^llEl!ìuenb eslnbsêd Pp PurSLPPred
oe opelnlu!^ êluêureìnf!ìrPd P^Plsè ênb 'êpeplsrê^lun ep so.rquêur sop urn
êp sag5ednloêld se ìplxlefp ered prrpgrll o-e5ernpê Eu opúoj opnìsâ nês
urè plrgteêle urêSertsoure PLxn rod notdo 1.002 ' ìe tê uPt) sêropeslnbsêd
sop soLrgtuêLrjol so e^Del!ìüenb urêSPProqP Pun P 'epeudordeu! ê 'epenu
-Lluor pLru?rape eurn êlêìlêl ênb o 'sepP6êrdluê oEs puolPêlP urêSerlsoLue
èp sp!ã?tejtsê opupnb êtuêureìn)rlted è)èìuo)e ossl oì!êr è oeu sêojPr
-edurof rpuoLrrodord ered sodnr6 lelo^uo) êp êpepLfedp) ep o{xLXpt! osn
o 'oÌuplerluè 'sLproJ sodnrS Ìllol sEslnbsêd èp sêq5prlldp seurnSlp urf
ovtvuvdwol
vuvd rvrfNSfod o 3 stvul-sourv souavnÒ x
'odnr8 rênbÌpnb L!ê sèluedLlllrpd sêssâp sLop no un
êp sLpui rppourorp ìê^lssod rês ogu êpod ê (ep!^ìosêr loj 9! êpPp!ìlqlssêre
pp oglsenb p ènb opuLunsêrd) ìelprourlrd oB5erêplsuol eun 9rês oJPdsê
o 'sopPpourofP rês o9re êp sepor êp serlapet êp solrgnsn ês ell9ssâfêu ê
oãpl^ ure ogSp^er6 pun ês êtuêuueìnrltred oPssn)slp e rerls!6êl êp âpPp
-Lrpder pu retrpdLrl! êpod oss! ènb 9!'odnrã op oqueuret o rellp urgqluPl
èpod odnr6 êp oçssês eun ered ìê^luodslp 9tsê ênb eìes ep og5ern8ljuol p ê
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Luor 'oldluêxè rod ìè lrêJêrd rês êpod oss! sorld9t sun8ìe ered '(tOoZ 'ìP
Ìê roolg :ó661 'rnoqrpg è rê6uLztL)) sêtupdlrl}ed otenb no sert urol ìeloj
odnr6 urn rêzpJ lê^lssod êluêujpl!ê!êd ?'ourlullu orêuJr_ìu un êp sourJêl
úl ires!ìeuP ê rPrêpor! ered sêÌuPpuPLxêp êluêLuP^Lssêlxê è 'sLê^rssodur!
opu ês 'sêroLeu sodnlB uêzej se^Llrêdrêd seu se5uêrêjLp rânbslenb êrqos
sleur E sêq5eroìdxê ê sêq5ellJuel) relsnq 'sLenpL^lpul sêzo^ relLj!ìuêp! èp
ropeslnbsêd op soìlslnbêr sO êìueIeq o ropeljesêp 9 9f êluêulerê8 sêlupd
68
90

sêrÍeitascom base em menos participantesdo que uma consideração j nicjaL


da abordàgem de ãmostrdgem poderià sugerir
O processo de recrutamento de uma amostra para atender âo quâdao
amostral desejado pode, entretanto, consumir bastante tempo. Aextênsão
do trabalho envotvido é ilustradã peLa experjência de Lagertund e coLabo,
radores (200Í) em exploraras lógicâs das muLheres suecas para comparecer
ou não a um êxame de mamografìa. ELes relatam que enviaram 32í cartas
pâra conseguir recrutar um totat de 31 mutheres para três gaupos focais.
McEwan e cotaboradores (2003) tambem utitizarâm bancos de dados pre-
existentes de doìs centros para epitepsia escoceses para alimentar um
conjunto amostral de refêrência para discussões de grupo focat. Embora
a orientação teórica de sua pesquisa estivesse relacjonâda à exptoração
da noção de hobitus de Bordieu, Cattaghan (2005) maxjmizou o potencial
para comparação ao convocâr três grupos focais parâ reítetìr três perfis
socioeconômjcos diferentês, como identificados por anáLìsês de clusúers
dos dados do censo. Portanto, aindâ que o uso da amostragem permaneça
essenciatmente"qualitatjvo"emseufoco, comparandoecontrâstandopara
identiÍicar padrões e buscar expticações para as similâridades e diferenças,
as possibi [idades podem ser au mentadas ao se presta r atenção a informações
quantitativas já disponiveis ou mesmo, em alguns casos, ao se fazer mais
atguma anátise desses dados para exptorar as oportunidades que podem
oferecer à amostragem intencionat.
Âinda que seja útil sentâr em um escritório de pesquisa e desenhar um
quadro amostral, nem sempre é possívet preencher todas as célutas iden-
tificada, bem como é importante deixar o delineamento suficientemente
aberto para se possa aproveìtar em quaisquer ir,sigt ts futuros que ocorram
aos pesquisadores durante o desenvolvimento do estudo, ou outras oportu-
njdades que se apresentem. Na prática, modetos teóricos, conhecimento da
literâtura existente, conhecimento de uma tocatidade específjca, contatos
e controtadores de acesso e serendipjdade, desempenhâm um papet. lsso é
i{ustrado peÌo exempLo seguinte de um trabalho atualmente sendo escrito
(ver Quadro 5.1 ).
Naturatmente, independêntemente de nossos grandes planos, nem sem-
pre é possivel recrutar todas as pessoas que gostariamos que fizessem parte
de nosso estudo e nem sempre somos capazes de convocâr todos os grupos
identificados nem nossa tabelaamosìra( ou " tista de desejos". Nocontexto
do estudo citado, acreditamos que podêrja ser esctarecedor rêaiizar uma
discussâo de grupo focal com um grupo de etnjcidade mista constìtuido por
pequenos empresários, pâra podermos observar quais questões erâm espe-
cíficas para grupos ou locatidades partìcutares e quais eram comuns. Como
se pode jmaginar, isso se provou impossível de ser organjzado, devido às
i(s'€'rossãssel)ê saPep's€'r9^l soquêquer_or€'
lGoLrP 0Z € 9
| ãP) seraersE spiou suè^o! '
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:sEra9lse sê9:€zuPõro ap sêlue1uêsêrdêr ,
lGrP'ros sa$ep ê ,êpEp' sPu9^) serü€'sP sêrêqìtu '
lGiPDos sêss€ìr â sêpPPt seu9^) sotrll€rsP suàuoil '
: sesâlr1q. !a95Pzue6ro êP s3luPluêsèrdèr
:6o)LuÌê
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solxè]lor sãruèrêJrp ruE^PluèsèrdP ê sêlEuÌ uP^elei ênb) soì'sP oPuersnq s€ossãd '
:sêlurnôãs so ur€rã serlulê s€uouu! èP sodnr6 so 3ìodgrrèu
€p sêluêtrrè^od êp zê1 uê 'èp€prtr Puênbèd eun êp sêropÈrou sãsaurqr urorl€Jo,
rurPrÀ!^seossêd s€ ênb uê èp€p'ì
odnÉ ôpogssnrsrp pun rè^ìoÁuêsaP lè^lssod Lo]ê
P)oì PepEuooPlsrerêêru€ss3rêl!tê1uèuleDualodoEsusütpPrìno sêlu€pnlsèa
souesèrdu3 souânbèd tPtrruì9 sÈ!ouru êp sêqjpzrue6ro èp sâluPÌuêsèrdâr opuLnp
-ur :s€trUDêdsô sèçjednro ure sPo$3d s€p sêgsl^ se r€rolcrYê soue^nãiqo u9quer
'sr€lror sêsseìr se ãrluê sP5!ôrè|p sp o!juã]È relsêrd êp u9ìY-s'eDos sêssÈìr ê
sêpepr êp oÌuiÍuotr u.rn êp seosêd Ë^lo1!ô ênb'odnrã urn seuèdE rero^lor èP
sèzed€r soúo] i€quaquPr.o4e êpPpÌunuotr ! sêluêruêlrêd ao6sPlg rÌrê sPo$èd
êp ouanbêd êÌüêruP^aplêr orêlunu o oPeC €puênbêr sodnr6 ap êpspêÚe^ €P orÌ
sLFêr o rrtrurâd €rPd od.r6 rãnbìPnb uê sè1uêlrgns sorêür.ìu €ì^Pì-lês oÌuêúour
orLêu]ud ún uê !êrêlèqPlsè lled stProì sèg:ezruPõro sPuç^ uor olrsd ãp sou€qì
pqe4 sr€Duêrod sodnrb êp êp€pêuP^ Pìdu€ PLun !.rotr ìeuo'r€u ì€rìsoue EìèqEr
€rr .ouè.o,êëp otu€. sè, o6 r 50èerìo I4 00r(e-
ì!pheL{ ènb sêlênbe rie!:os sêsspì) sèluê-FlLp P sêluètruê!êd sonPl^'puL sêp€pr
sêluèrê]rp êP sPosèd :sârêqìnú è suãuro! lsprrtrg selroulur êp sodnrb solrçÁ êP
sorqurêu sÕp s€Lru9uêdxa ê se^!Ìrèds€d sP 1€ls€rÌuor êrPrpduor êP uêìP !pLrnâ
ãs êp ÈÌruPlrodurl P urErerquuãpL Psrnbsãd èp èdìnbã Pp stP'lut sã9ssnrs'p sv
'Er)rlod e uror oluEnb
sêrop€rÌêdrêd so uor ol!€l rEpLì êP euro] Pp olradsãr e oqsttrêp êp Èp€uol êp
ossè)ord o3 sePl^lo^!ê seossãd ssP selsodsar sÈ'oust)er èpsagJtrrl]êP sereroldxs
rllLurã.1 sou oe 'exêldlror oPlsênb essê reqruulsêp er€d ìPêpÌ oPol?ü o ur€rrarpd
srerot sôdnr6 '(,.io!! anb rod,, oElsênb eu.ì soPerr!nuêp mêros oEU s€lsoPl sênb
plE êp sose) soÌmì! rP sèazer s€ PrPd ogjPr0dxê Purf PÀÈrsnq es'nbsêd P ouol
3rpnpr^rpur sPlsr^êr]uã è ou€lotrsãnb êp sopolãL! luor ìÈtro] odnrF ap sêçssfrslP
opu€urquro. 'ox!u oPoÌ9ur êp Esrnbsèd èp olê tord un Pq!4 opirsê o 'sLPrÕ] sodnrô
sopêruêuoduoro€ oç:Pìèr üê estnbsèd essêu opr^lo^u" -,
"q*,1:.,",1ï::ï:.*
oljEzll€êr ç sêrouê]u! ollÌ?rsê oÌle êP olPuss€ss€ êp sosPtr sÌoP';ruâuzlìêl;!
'3^noÌl è otrorlod otrss oPu€rsnq s€ossêd ôP oxôuuL L|n optqêrar uè1 /'\oôsEì! êP
Èâry E 'êtuêur3luerôd DLuÌa e]nlstu Eldue eün opuPluãsèrdèr lè^Prâplsuor ìa
-uepnlsê olJ€tndod €un Eluâsãrdp e9qu€1 Eìê 'sâp€prsrã lun se ue^ uror eêrç Èe.
ut ouPrpur aluê!rÌuotrqns op ogipr8iuÌ êp P;uol ênLêue^llelãr Plrolsrq €un uêr
erlt€$oê6 oEi6êi estl apÁìrqlP4s èP eêr9 €u sPlsoE] sêuur ã sêluapLru I ap oluêu
".ì!too o - qo o r.b(ècì
pr L,r| J n oo.aèrê- er'o- Ít pp
ooo Áqi) úoãseìgãp êp€preã^rün ep olLêlo êp ol!ãur€lredêo ou Pãêìor Èü0
wrgvìrsowY lc Yrgl-LYursl wn ocNl^"lo^N3slc I s odaYnÒ
t6
'|

92

estudãnt6 j.teÍnacionais (vários contêxtos érnicoti


.' chìnesês {tocâlidades e gêneros rnislurados, pêrlênceôtes a classes
socioe.onônicas mais baìxati
. pequenos empresários chjnesesi
. leste-europeus 1váaasidãdeseclasses sociais);
. pesquìsâdores asiáticos e aÍo.arìbenhot.

Também convocamos oìlo g.üpos focais conì membros da comunidâ.le branca


natìva- Esses grupos inctuiam pesoãsvìvendo em áreas aítuentes, mÈtâs e pobres,
estudantes lromens. proíúsionais mLrlheres, um g.!po religiosoe um grupo de indi
vjdúosque se envoiviam aiivamente nas poLitìcas Locais. Discussoes de gruposfocais
!o' rn tõ a. , oíÍ gÍJpo, d- pÕlk rar è'n se(i.o I è aô.
'à1rbef 'es

Longas horas trabaLhâdas petos donos de pequenos negócios e â necessida_


de de se reâtìzãr tat grupo em uma locaÌìzação q!e envotviâ deslocamento
para aLguns dos particjpantes. Âtgurnas diÍjcuLdâdes, entretanto, podem se
tornãr vantagens. EÍn nosso estudo com pessoas procurando asjto poLitìco,
âìnda que fôssemos incãpazes de convocâr uÍn grupo especíÍjco, as razões
que atuaram contra a ìnctusão de aLguns indivjduos se provaraÍn vâljosos
jnsighrs dos desafios e ansiedades ìdentjfjcáveis nas pessoas procurando
asjto em Glasgow.

. O PAPEL DA SERENDIPIDADE
Paraaquetesque, poragora, podern estardesencorajadospelascompÌexj_
dades envotvidas em maxìmizar o potencialda amostrãgem intencionat, uÍna
palavra de conforto pode ser derivada da observação de que é iguatmente
improvável que se façâ tudo errado. lJm exemplo é fornecido aqui pela
experìêncja de se convocâr qrupos focais dentro do contexto de ofjcinas de
rnétodosde pesquisa (â fontedas bases dedadosc!mutativos; ãlguns trechos
das transcrições resultântes são apresentados mâis âdiante, nos Capítutos
8, 9 e 10). Tenho írequentemente apontado parâ os partjcipãntes das ofi_
cinas que os profìssionajs de saúde, pesqujsadores de servjços de saúde e
estudantes de doutorado participando dessas sessões em geratsão oriundos
do que poderìa ser casuatmente referjdo como "as classes agitadoras"
nas quais, eu devo dizer que também Íaço parte. lsso, entretanto, limita
consideraveLrnente o potenciâL comparativo da base de dâdos resultante,
Se os grupos focaìs estivessem sendo reatizados como parte de um projeto
de oficjnas físjcas, em vez de "virtuais", eu certamente desejârjâ convocar
atguns grupos focajs com pessoas de diferentes idades e gêneros vivendo
em uma tocatjdade desprìvitegiada, por exempto.
rProurude erpd (666! 'rnoqreg ê le8ulzìL)) r,se6ulror sodnr8,, êp oe5ero uol
ep no i(LuêSslsoureqns) .,oL6plsê opun6ês êp ulè6pJlsoulE,, ep oLêLJ lod
'o!f,rljêxê êp odlì êssê rEz!ìeêl pjpd sêluêrloruor ues lepuêlod un Lupuoll
-JodoJd sLproJ sodnl8 'so^tlpllìpnb sopolêul sotlno rüol opuetselluoJ .ìê^Ì6
-ulleu! ìeèp! un lseltuelsu! spllnu uê íê oss! ênb ulprLjlu8ls so]ê [old so eled
solrnr sozprd so ê lenlE soluêulpllueulJ êp eullt) o ,oluelê4uf .sêÌuèErêurê
sèsêlodLq se te$êl erpd odurel oe uêulo]êr sêtopesLnbsêd so ênb êpuâjêp
(19ól 'ssnerìS ê lèspl9) ppeluêuepunl puoêl pp lpur8lo oe5plnulro] v
ocNne3s ro w3evu-Lsowv r oo*, oo oï'3ãjli x
'puplpLlo) eslê^uof putn êp eulÌxord
sleur eJê ogssn)slp p ênb e!ê6ns ênb e['sLpuoltLpE s]q6lsu! lpuolflodord
elJêpod ênb opuprêpLsuol ossl sor]lêl]lorv 'o8Lup no or!êrJed Lun êluêulìpu
olselo ueLzprl sêluedp!ìled sun8ìp'og5prlpêul e êrqos oesl]êp êp epeuoì
I opue rêsqo p^plsê ânb olêlord Lün prpd solLêJ sLeroJ sodnlã soe oe5elêl
url oplrlÌorsè o)Ldoì o ê.rqos sopep uêruê6 sêlopeslnbsêd sop opuLlLUlêd
urlsse 'sêo5pdLlrlrpd sens noÍeroruê ê solunsse sêssê èlqos Luêrelej e suê^of
sleu sêrêqlnlu se oessrLlrêd nêp ênb o 'sel)uê!êdxê sprJdoìd sens opueql!l
-rpdruor 'opssnlsLpe ês - notun [ êìuãu]eU plunlo^ ênb ,pqìê^ slptl] lêqlnLu pLun
'pLr]upduol êp euEp eLUn êp oeiedLrll.rEd e lol ê}los V .og$ênb e lllnrsLp
prpd uêruqp ês esôluplnìer ulplrêled sêlêqìnLU suê^ofsesrod ,llrrJlpèluêur
-pLuêrÌxê no^o.rd ês ossl sprllptsp suê^o! rtlo] ìpnxês êpnes êrqos sèossnrslp
rpLr!Ìè rpluêl êp selru?Uêdxe sens ureleìêr (ló61) sêloperoqelo) ê upq)
:L!êãpìue^ êpuer6 eun tès êpod sêzê^ seunSìp ossl .êìorluor ossou op â8oj
op5pnlLs e sêzê^ spllnu spur 'pslnbsêd ep oluêulpfâueìd op ê LuêEprìsoLup
pp elorluol ou souretsê ênb 'sèlopeslnbsêd oulor .lesuêd êp souplsog
'odurâì op oSuoì oe opppnL! ure!^eq sêosL^ sens ouor êp ol!èdsê] E
opLrl prteLUUd t!ê sêo5e^rêsqo spso!ìe^ Jeluêrsèrfe ,oìueljod 'Luuêpnd ênb
ê so^p urprè ênb sêtuedlrlÌled ãp orêutnu un nê^lo^uê eulfLJo prlno ìe:)o]
odnr6 oLusãur o ejpd soppu6lsêp êluêlueÌlnllol opuês .sorllll sLpuÌ no ollenb
luequll sopol ênb urê sled èp odnr8 un 'oserp rod .noluêsêrde spuLftlo sep
eurn :ElrugnìJu! ê^âì êpppldLpuêles p urêque] Lnbv .solslru solauê8 êp ê
sêrêqìnu êp sodnr8 sosolêunu slplx sop ì,uêìp 'suêrroq êp sodnlF solnod
sun rElo^uor lê^lssod opls L!êl (pulrLlo ep ,.s!pnll!^,, so)Ldot sLop so) soqì!J
rpLl) êp soLJpsep so ê solpd so êluernp sled sop pJuêsêrd e êJqos sorLdol
so eJed sèlup êìêr êluèlllplìp sêJopêlêrEìfsê slr/6tsul rê^ord Luêpod soqì!l
rElJr êrqos slpsel sop splêpl spp ê soluêurpuoLlelê.t sop olLêdsêl e se^llpt
-fêdxê sêluêrêJtp ênb LUê 'slelnÌlnl no sotlulâ solxaluor soslê^lp êp spos
-sêd êl]uê ê sled opu ê sLpd êlluê ,olduèxê lod :sE^L}nrlsuL sêo5erpduol
ered lprê6 ìplluêlod o pq 'oìuelêrluê ,op5elLLLl!ì êtue}lodurL pssêpJesêdv
t6
94 r RosãLine Bârbour

a sofisticação analjtica. Em termos dos aspectos de nossâ pesquisa sobre


os quais rnantemos o controte, é útjt permanecer alerta para as diferenças
dentro dos grupos, não só em reLação aos protocotos dâ interação sociaL
e a necessìdade de se mìnimizar sjtuações desconíortáveìs, mas târnbém
parâ desenvotver a anátise. Ainda que um indivíduo possa ter sido recrutado
para um estudo com grupo focal em vjrtude de atglrna caracterjstica (p.
ex., ìdâde ou gênero), pode haver outros aspectos de sua sjtuação que se
tornem âpârentes somente durante a discussão, mas que são esclarecedores
e podem proporcjonâr ideias para mãis amostras,
Um exemplo dos djvidendos pagos por essa abordagem é o estudo das vi-
sões e experìê ncìas d os cÌj nicos gerais sobre a atestagem de doençâs (Hussey
et al., 2004; ver Quãdro 5.2). Dado que tat amostragenì "de seglrndo estágio"

QUÁDRO 5.2 UM EXEMPLO DE AMO5TRÂGEM "DE SEGUNDO ESTÁGIO"


(SUBAIáOSTRÂGEM)

Os qualro cljnjcos gerais que integÍam â equipe de pesqlisa paÉìranì de sêls


própdos conhecimenios sobre quâis seriam os fatores que provãvetmente inítuen-
cjarìan as experiências de üm cLinico geíal 1CG), e decìdimos que buscariamos
.oNo dr9r,poscecG oueàluaíse4ena easurbà d.
'Id\èpoorFs. Ep-o]èrFLq.eo,de5aro de.e,dêr,ÕTdPore,Lblnelr-dÊl!èdà
questão de fomecer ãtestãdos de doença seriam um tanto djferentes pãra os ccs
vivendo etrabaLhàndo em uma com!nidadeÍechada eìntegmda eos que úabâlham
em uma área urbana cêfiral reLativanenle anônìma, onde é lmpÍovávet que o CG
fixasse rerjdência. lncorporaÍ essas dif eíentes locaLidades provavelmente târnbém
proporcìonaria um potenciaL para comparação em termos dos diierentes tipos de
empregadores alivos na área e as inrpLìcaçaes para a emÌssão de "alêstados" (ou
seia- se a mãlor partê desses era destinâda a chesar ao mesmo escritório em qúe
houvesse !m empregador princjpal identificado, como uma grande íábrica). Con-
cordamos, no começo, qle jnctuiriamos tanto mutheres quanio homens, CGs com
diferêntês lempos de experiêncja, graus de senioridade, âqleies lrabathãndo em
conjunto com qrandes gÍupos, gÍupos rnenores e, se possiveL, alguns autônornos.
TendosidofeitaaarÍìostragem de acordo com êsses cntérios ê reatizadô o primeiro
conjunto de sete grupos íocais, os CCs modêradores compararam as notas e come-
çamos o processo dê anáLúe preliminar dos nosos dados. Íanto quanlo obseRa. as
padronizações (ou seja, as simìtaidades e diíerençat eftre os sele grupos, também
consìderamos q!ais membros de cada qrupo estavam levantândo queslôes paÍtìcula
res. Esse exeícicjo suqeau que poderia haverqlestoes pârticularesa CCssubstjtutos
(que irabathavârÍì cLrrtos períodos de lempo em um número de ctinicâs djíerenlet,
resìdentes (que ainda eslâvâm em Íêinâ.írenlo) e seniores (com responsabitidades
àdministratìvas e t]ÍÌì comprometimento de Longo prazo geralrnenteÍinanceìro conì
uma clinìca, e crrjas ãtribuìções inct!íam prover€!ìdados contìnuados a pacienret.
Pôrtanto,decidìmoscónvocare$esgruposíocaisâdicionajs umcÕmcadâ umdêses
rrês qrupos para neLhor expLorar esse palpile, ou hipótese.
O ( 6ur?aìJDul op ê so!196êu sop opunlu o^Llllêdluo) aluêurÌê^elou sLeuJ op
ouerÌuol oe sLeLro!lnl!lsu! ê s!possêd sêpppìp^u sep resêde og5ploqpìor
Plêd opezuêlf,erel 9 ênb olxaluo) un êp orluap seslnbsêd sessou soulpz!ìpel
'ossLp urêìv) reulìd!rslpoluêuLrequof êp snd)o, o^qeìnunrp ê opLrêìêqelsê
o Pred .rFq!ìuor êp u?qupt spu rsp^lÌê[qo sê9]sênb rêpuodsêl êp os oEU
ìeulJ EÌêur e uolsêzê^sPlLnur -sPxeldrro)sleur ìelê6 uê 'ê - sè]uêlêJlp uêq
sê9lsênb opuplun8rêd spüêde sou;elsl 6ullâìJDut êp eslnbsed p upluêulpp
-unl ênb splènbep sêluêJê]Lp olupl un oes sêoilqule sessou (slplros splruêLl
seu no opr_ìPs êpso5L^rès rxol seslnbsêd seu sou -oLue [p8uê op 'o]uplèllul
'PluLlslpu! ernlrêqof PLxn rpuoDlodold êp zè Lllê 'oe5plndod pp olluêp
sodnr8qns sop ro eJ urê sopeqfe so lesê!^uê ulêssoj anb lê^g^ord ulêq è sLod
'6ullêI)Dau ep esLnbsêd p prpd sollleurêìqord ulelJês sêÌuêlslxêêrd sodnlS
so ênb èÌuep!^ê es-puroì 'o^Llâfqo êssê oppp 'ènb otrêr I o^lp-oB5plndod
Pp e^LletuèsèrdèJ è ènb erìsoue euJn rElnr)èr èp p^!.lpiuêl eu oll)lldrlL
9ÌSê O^!tè[qO O 'P]PfSè PìdLUe ulê OUPUO!ìSênb lod SOIUêLUe]Ue^êì SOp Olpr
-eq sleur è oPLdPr sLeu êluêle^lnbê urn lLznpord ersnq eslnbsêd pssê enb
êluêrupruo6elpr upFlp sêoiprLtqnd sessê ênb ìê^9^old ofnod ? olupnbuf
'solnJ] PrPrl rPìnlllrPd uâ P!rgì!t!lqnd eqLreduetr €un uê rLìsè^u! ês êrqos
no 'orul]edsê olnpold urn oeu no re8ìn^!p a rê^ìo^uêsèp pLêpL eoq eurn ã
ãs êrqos srera6 sêoJepuêLlolêr rêzEJ èp pjerpl p urol pplqunluL ê ol!ìqnd
op sPr)uêlêJêld sep oluêLllllêl]uor o ruor eppdnroêrd âluêueljeuld ê 't
oìnlldef ou sour!^ ouror ''ulJòtJDw ep psmbsed V opllêla]o g otuêueqì
-êsuote êssê ênb uê otxêtuor o êluêLrJ urê rêl êluplrodur! ê'oluelêJtuf
'êÌuêLxìPtnle! uêJrolo ênbsodnr6 p p!ruelè]êrd LLre 'soq ue.rÌsê êp sodru8reÌ
-nltêl uEqlêsuof e atuêueluptsuof 6u!?à)tJDu.l êp eslnbsêd êrqos solxêÌ so
s _Nttstxllud sodnu9 x
'sefLlê sêo5plltdp seu ê olêroid op ìelrLu! oluêurpàu!Ìàp
ou oluêurelnJtèJ ejed ìeLruêlod ue sLploì âp ênbêl oìdlue un êp ulê6pìs!ì
PUrn ê^ìo uê êluèL!ìê^p^ord ossL
(êluêunuol slew.leu!8!lo plsodold p Luol
oprofP êp P[ê]sê ossl ênb opep 'sleuoLtlpe soLêul ]od olualuelrurêr o rê^
ìo^uê êpod ênb o '(6óót 'rnoqreg ê lèbuLztLy) ,, se8ullot sodnrE,, rero^uor
lê^lssod rêsãpod uêqtllEl o^!Ìetllupnb olê [oJ d u n ulê ellsorllpqns pun pJpd
oueLpLsqns oueuoLlsênb urnrepueu ès êp êìuêrêjlpogl g ogu ossL rsptuorêp
lPullv'soPepsoprPuLullìêrd ès!ìgup p êÌupJnpsopLznpord so!osl^old soppqfp
sop opuêpuâdèp ísodnr8 soJlno lefo^uof ep oe5do E ês-rp^rêsêr op spf!Ìê
sêoJelrìdp seu oursêur êpppLìpnÌue^ê ìel lel!êfe ìê^lssod è lelãE Lxa (sell
-no êp oÌuêL!ljtêp urê pllrlrêdsê epeqìlueduor prLlsllèlferpf eutn lpêìJêl
erpd êÌuêlêllp eurol êp sodnr6 so leln6lluor e^ìo^uê àluêur€iêL! no ío^ou
ãluêuler!êlu! seossêd êpodnrS urn opupletuor sêloppsln bsâd so e^lo^uêopu
ç6 srerol sodnrg
96 Rosatine Bârbour

objetivo dã mãior parte das pesquisas con] servicos de sâúde e das cjências
sociais envotvendo grupos focais é provavetmente o desenvolviÍnento de
umâ maior compreensão do processo, em vez da previsáo dos resuttâdos,
em termos da suposta respostâ do públjco a um novo produto ou campanha
de morketing.

Em vez de ver os grupos preexìstentes como um problemâ eÍn potencja[,


entretanto, atguns comentadores, como BLoor e coLaboradores (2001), de
Íendem que há algumâs vântagens nâ utilização do que eles referem como
sendo grupos "pré-famitiarizados". Em contraste com a preocupação da
pesqujsa de motketing de evitar pares ou grupos de amÌgos ao recrutar
criançãs para grupos focais, Lewis (1992) argumentou que os agrupamentos
de amìzâde são um importante critério para se convocar grupos de pessoas
jovens, Ìendo sjdo pré ÍãÍni(iarizados ou mesmo se conhecido Ìntimamen-
te jndjvíduos dêntro dos grupos Íocais podem Levar a uÍn entendjmento
mais aprofundado das dinâmicas do grupo e de como elas moldam o desen-
votvjmento das visões ou respostas. Crossley (2002) só descobrju depojs de
fazer uÍn grupo que duas das pârtjcipantes erâm irmâs. Ela explica que, ao
anatisar os dados, essa inforÍnação ajudou-a "a fazer sentido da natureza
frequentemente acrìmônia de suas disputas", o que, por suâ vez, escÌareceu
o co ì-e{-o 'dã vidà rêãl em que essas cuas pessoas pesavam as e\or -a(ões
das promoções de saúde e faziarn atrjbujções sobresuâs próprias situãções de
saúde e decìsões sobre seus comportamentos reLacionados à saúde. Munday
(2006) usou sua própria rede de contâtos para rec.utar membros do lnsti-
tuto das MuLheres para seu grupo focat, cujo objetivo era exptorar como a
identidade coLetjva era produzjda e administrada. Em vez de ver a presença
de suâ própria avó como probLemática, eta considerou que isso oÍereceu a
ela insighti adjcionajs vâtìosos sobre o fenôrneno estudãdo.

Usar grupos preexjstentes, entretânto, levânta ìmportântes questões


éticas, particutarmente em retação a garantir a confidenciatidade. Os pes
qLrÌsâdores precisam estar cientes de que esses grupos têm uma vjda que
continua depois que etês etjcjaram os dados e deverjôm mìnjmizar possiveis
.amjficações negativas. É essencìat que o pesquisador dedique tempo para
enfatizar a jmportância dâ confidencialìdãde ântes dâ djscussão, bem como
tempo e espaço para quaisquer preocupações a respeito de descobertas
sejam oíerecjdos ôo fìna[. Particutarmente no trâbatho com membros de co-
rnunidades de minorjas étnicas, os participantes de grupos focais podem ter
reÌações comptexas e jnterLigâdas que podem ser âfetadâs por confidêncjas
compartjlhadas. De fato, é por essas razões que Ruppenthal e cotaboradores
(2005) defendem o uso de grupos multiétnìcos nessas instâncìas (dado que
etes todos fatem a mesma [íngua).
'oluêurPrêueìd
êp êlruor Lun êp no ogsrrêp ap Lunrg] un 3p ossL rln8lllslp èp ê eslnbsêd
eun êp solLsgdord so erpd e odnr8 êp oessnfslp e ênb êp sêluedt)Llrpd so
rerqLuêlêr êp êpeplssêfêu P PzlÌPluê (tóó l) rê6êlDl 'opEro^uof rês odn.r6 o
êp srodêp oursêü ê rsLPnsn sêolunêr çep op êluê.rêjlp grês sêgssès sep oroJ
o ênb êp sêluedLrllrpd sLpLruêlod so sopol êluaup!^èrd reshe ìeLluêssè l
'(óó61 .noq lPS è rè6rr/ì,) ..(eJo.p),, sre' p sepD )oç!e sPqìrpe-UrP se-Un3lP
gll íoluplêrlul selrug-rèluor' no êdlnbè êp sorJuoruê oLuof 'sope[uprjp-
êld orluoluê êp so5edsê rezlìltn olLlpLu8prd rês êpod sêlüêlslxêêld sodnr8
LUOI Slelo' sodnr6 rP)o^uor rPluêl LxêpLfêp sêropesLnbsèd so opuPnÒ
'se^!lêlol sê9s!rêp LUPLUoI ê ulêBPlêluL sêleuLìdLlsLpqìnLll sêdLnbê
ouor êp slqSrsur rêlqo urê èluêL!êurr!J ruêplsêr sêssêrèluL snês ênb epLrêp
rop€slnbsêd o ênb no odnr8 êp sodLl sLop soìêd opEUollrodord o^llprpdluol
orol op êrrL]êuêq ês opnlsê o ênb rês êpod zê^ ep Pslnbsêd êp oeìsênb P
êluêuLlrêd slPrx ê sopPpêp odLlênbêJqos olsLrèp PunJelüol o_Pluê êluêLuos
ê 'solxêluof sèluêrêJlp sLop sêssêLr sopPlr!ìê sopPp so rPrPduol ê sPlluÍ,ì
oluenb splsluJ sêgssr]ord êp sodnr8 oluet rero^uor puês 'oe5pntLs €ssêu
'oqlêsuol nêW sLEuolssrlord sê_ojunJ sens èp 'pÌullsLp seLu leluêr!êldluol
ezêrnìeu e ê sêgiPdn)oêrd sepEüE^ sens opLrltêljêr 'sê]PìrtLdsoq sorlpgLu
rod no sprêu!èluê rod solsodruor sêìênbpp opr_ìêluor urè sêluêrêlLp sop
€p oprLznpord sLprê8 sorLuìr rod solsoduor sodnr8 so ênb rpluode olêrxê
'prluf elsodsêr 9Ll opu 'êuntsor êp ourol serlur] sègssllord êp no sElslur
sêQssuord ep sLProl sodnrS rpro^uol soue^êp ès èrqos I sPuLrÌlo êp sêlued
Lrlljpd rod epelun6rêd ê eLluênbêr., slpu uor ênb sêqlsênb sep eLLrlì
'sep€rnsuêf oEu sêqsL^ sens rgssêf€
ered oqlprse oxLpq êp soupuollunJ rod êluêu.rprêlul soprnlLlsuol soperpdês
sodnrÊ relo^uo) puêd e.rêìe^êpod sosplsunÊìe url'Lupìn!!nle ês slq6lsul so
olupnbuê slpuoLrlpp sodnrã rp)o^uo) prpd ìp!)uêlod o è 'oluelerlue 'sLpro]
sodnrS sop sêpnlr!^ sel!n!! sep eu.rn ,,lPêr,, Ep!^ eu €uêl ê]uêLJìê^p^o.rd
odnr6 êssê ènb sèqssnlsLp sep urol o pllìêUêr LlrLsse epuLe 'ol!p êsso] oEU
ê êsso] ênb ou êsslnì]u! êluêLulê^e^o.rd oss! ênb epure 'odnr6 ou lellrj ep
èluêpLsêrd Pp ogsnlrul P ènb nLlêl]èr 'P^uèìor êpPplluêpL Pp ogssêrdxê ê
o Jnrlsuof erEroìdxê erpd sêrêqìnw sep olnlllsulLun êp sorqurêru ruor ì€rol
odnr6 êp ogssnlslp eurn noro^uor ênb '(9002) Áepunw solLsgdord sortno
prpd Luplunf ès no uprllpqprl seossêd se ênb Luê.,1pêr pp!^ êp,, olxêluol
op oluêLllpuêluê Lun reuoLlrodord roj (rouêluE oser ou oruor) pslnbsêd êp
otêlojd op oìlsgdord o ês opeudorde rês êpod ossr'oluplêrlul'se!êpl êp
Prorl PluPrl P PqLU! Lxên6lP êp êlêqr op e5uêsêrd P ênb ìê^€^o-ld è 'oìdluèxè
rod oplsênb üê EsLnbsêd êp olêÍo.rd op odorsê op êpuêdèp sêluêìslxêêrd
sotuêLüednrSe so rplL^è no rprodro)u! ês erqos ogsLrêp e 'sLEloJ sodnj6
uof eslnbsêd ep olLêdsêr e sêgJPluêlro sErlno se sPpoì uror oLtor urLssv
.,svcv rud,, 3 ..sDn€0d,, svìvl 3èlNl oYJNlIstc
L6
98 Rosaline Bârbour

k euesrÕes ÉTrcAs NA AMoSTRAGEM


As questões práticas de se ptanejar grupos focais são inextricavelmente
atâdas às considerações étÌcas. Em um nivet, não aprecìar algumas das
escruputosidades éticâs envolvidas pode simpLesmente comprometer nossa
hâbitidade de recrutar atguns pa.ticipantes em potenciat, como foi o caso
no estudo reatizado por GÍoger e cotaboradores (1999). Etes reftetjram:
"Também perdemos potencjais participantes por utiLizar (nos materiais de
recrutamento)'afro-americano', otermopotitjcamentecorretoqueofende
atguns mais velhos que prefeririam ser chamados de 'pessoas de cor', um
termo que se tornou potiticamente incorreto na academia" {1999, p. 833).
lsso serve à útit função de destacâr que nossas tentativas de nos portârmos
de uma maneira "ética" podem sair peLa cutatra, particulaÍmente em con,
textos em que a lógica acadêmica e â poputar estão "fora de sincronia".
ALem disso, aoconsjderâr o potenciaI comparativo que os quâdros amostrais
podem proporcionar ao pesquisador, precisamos pensar muito cuidadosa-
mente sobre as consequências não intencionais de se juntar individuos com
experiências diferentes, como expor pessoas recentemente diagnosticadas
a outras com doenças em estágios avançados. Não só o pesquisadortem que
considerar o impacto nos individuos causado peta participacão na pesqujsa;
ele também precjsa ter em mente as consequências do funcionamento do
grupo, quando a decisão de se utilizar grupos preexistentes for tomada.
Aindaqueessa tenha sido uma questão que enfrentamos du rante o curso de
um projeto de pesquisa sobre o gerenciamento de enfermeiras comunitáÍias,
os dados coletados por meio de exercícios escritos serviram para nos resse-
gurar das consideráveis hâbjLidades que nossos partìcjpantes do grupo focaL
trouxêram para o encontro. lsso cLaramente demonstrava que os jndivíduos
erâm seLetivos em relâçãoa quais das suas respostas etes compartiLhâvam com
o restante do grupo. Âtgumas vezes, nos colocando no papel do "pesquisador
todo-poderoso", esquecemos que as pessoas com quem conversávâmos no de,
curso da pesquisa muitas vezes eram adeptâs a negociartensões de trâbathos
em equipe e que provavetmente desenvolveram meios de lìdar com isso no
cotidiano. Entretânto, é obviamente ìmportante evitar exercícios imposjtivos
que possam romper essas acomodacões e ter efejtos duradouros nos retacio-
namentos muitodepoÌsdeos pesquisadorês terem deixadoacena. Em um dos
grupos focais, nós, como pesquisadores cientes desse potencial para danificar
as relacões de equipe, ficamos peÍpLexos enquanto um dos CGs pressionava
uma enfermeira distrital a compartitharsuasvisões êm retação â um exercícìo
escrito sobre as barreiras para um efetivo trabaLho em equipe desâfiando
diretamente nossa afirmâção de que os indiüduos não serjam requjsjtados
a djscutir essas respostas em pârticutar durânte o curso da discussão. Entre,
tanto, não prêcìsávamos temer nadâ: a enfermeira com tranquitjdade, e sem
d LÚPJ Èp - u€) ãp \odn-õ çÔ -' euP qo \orèt Ì
.-,oà"'r,dt*p,' 'à)ro
rrxro uerasoor'; unò,e \orrü sodr óoru€ b '"u")
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coa_ro ô L'r Pìlìàio soL.o. ã0 rère- è' o o rP,-- 'nb
sêq o,eplsuoreÍ ú oooererrp.e(r6ìe rdì os) rnboèdsl
óoisru sorauCaèp no orêuC6o)iun uinèPsodnrã egel9ro '
iodnr6 oP oeraoduotr
eD.ou.èr uorè elrÔuo lèpê Lduler'r- oaoeret'odo'F rnõlpoH'
.rlnr'.è ér"ro€ èpod' o' ' -r3ì"" urnò '
logsÌrèP€ssê
i€ rrìsn. rrb 'ol r, .\' -s soo up dp oe)pJ c ' oì P rn oo
orst. oo,.ia"o," ,e:op èo)e1io ols€,r- e(o llr'-d'd od rË'L"rè:o^ '
lPrLlLrâdsè E1r9 oÊìsênb EÚn3lp
rè^pq grèpod Zrâru!tr àpsodl1sosoPo] uorsÉossêd iPrr$P!!Ctro uènò '
:sê91sênb sè]!Ln6ês
s€ rPrsPsuor alerlsolup oL]'êxâ ô$ã rPz!ìÈar êluessãrê]!! reL]r€ erêpod ?tro
'èruêrÌrt€Drut reuìE€LUÌ ès
puêpod anb op ìrrgtPsì€ur êluêuF^PrèPlslor ês_no^ord ÔlsLrêp € 'sterÕ, sodnr6
-o -,-e0, ","s,p.","oso".ÚèlPr'çoL€o-oo b-pLe-3J ''or'- éPer'n oi
.rl, .n ,-nuo,r- e: ,o" Pìse ào re\àcv otor ro " 'd sè P rP
oãnrã âp sêossnrslp êp r€dlrlìrPd èluaurEuelunìo^ P sèruapuodsd so P^Ppr^uor
ô.b opjês eurn soumpu! 'ÕuçLrorlsãnb op ìPú9 oN souP slop soll]qìn so! rêrÚll
ipo.'t'orto,p ,.oprcè)è,uP \P-a D- d uP^p €do) uc\-o o Lod5eo )Ird
.á--oroo;,,anoi|.-r,ê'po\oê Ldop€- , erer o r,orr€uo''é bLn
e . à-aoa" oqt.. eJ
61-."pe'ai ü. p er. re, b-s oò I'p <o' " p1o soo"p rè s"r '6 \p ''!r- r' \_o
ano:etriiqpsóo preo'estriosêd €unreìêtord oüotr èrqos oluèúPu tãrl êsèQ:eluauo
ra*u:ôfarec apnes ap par9 ep êp€puolnP €un rod PpPlst'bêr ops et^eq nl
soll^uls sov oY5v llu wl
Èlf,NVl wol sl-LN3l)Yd lc sYllN3luldxl svàYcn-Lsl \dvd
srvlol soãnu9 wolYslnÒsld wn o-LNlwllNvld ['ç orovnÒ
rplup^êl èp oprtuês ou lê^9lou Plê olêÍord èssê olu€nbu: (€ ç olpPnÒ rè^)
slprol sodnr6 êp oluèue(êuPìd ou sepL^Jo^uê sê95erêq1ìêp sgxêlduror se
rezrl€luê PrPd ê^lês olêlold un êp Plollnsuol ol!or êluèfar olLlêüL^ìo^Llê
o!dord nêW Pslnbsêd elJn êp olualupÍêuPìd o slqos sêoslrêp reluêtr-lêìdÚL
ê reLuol ês oP sepLUn êluèluìê^efLllxêul oPl!ê serllg ê ser!l9rd sêqlsênb
se ènb opuPrlsuoLuêp'sêluellodruL sortlg soLJPsêp sollnul rPuolsero ulêp
-od urgqLLrel pslnbsêd € grPd sopeto^uor sodnlE :sêluêlsÌxaêrd sodnrF uJol
rEl^Ppof
oqìPqerl o uror 9s o!u sepPuoLrelêl ollsê sêg5pdnroald spssê
'(Eó6! ,noqi€€) ..iso!çluolnP scl,, Plzlp soluuqorsêp
sgu slodep oLuol 'ìenbo 'olufsa ougluêtlol nès êp lê^9laptsuor eulro] êp
ni8rè^lp ènb êluêLuêì êluêu-lepPlldorde Plsodsêl elun nLznpord 'o-PjPllsêll
66
100 Rosatine Barbour

nalureza potencialmerte embaÍaçosa da locatjzação dos cânceres, opramos por


íazer gÍupos separados parâ homens e mlLheres com câncer de ìntesijno, por
exempto. Peisamosj êntretanro, qLre poderiam exisiir aLgumas vântagens eníazer
!m numero tìmitado de erupos que relnisse homens e mutheres e atguns grlpos
qle inctuissem pesoãs com diíere.tes tlpos de câncer, daOo que estes fossem su
íicìeniemenle similaÍes em termorde prognóstjcos e âlsêncjã de sintomas vúiveÈ
(o que poderiâ ser perturbador tanro pàra pessoas com a doença quanto para os
O ;!-rdeou,.n"o.prF. pd-r.cu,o:.-,,ê
d:f:.ri: ..iu,r'eôè.è '..q poretcà d rdd-s(nes.-Ìrr'o.
qJa.ao-{: ê \õnoso.or o\odr"-. doerecê-o.C'-oo.Nós.6 o!o.o-.mp' cacoe.
elLèçdêae' Do oõ5.oa èrd .rê4'ê. e.-èqio d.p'o,r es.ôo oo doên ê oio
.olo.aco( .oo I rê' o ro.o
Uma quesião prátìca adicionat era reLa.ìonada a se havena ìndivid uos sufìcientês
que corespondessem a nossos c térios de seleção para formar um grupo viávet em
quatquêr umã clas Localizações. Levâmos muito rempo orqanjzando em um mapã da
área a tocatjzâção dos lndiúduos corn diâgnósrì.os êspeciftcos qle havjam expres-
sado aÌgum inrêresse en parricipar de um grupo íocat, lsando dìíerenres atiinetes
cotoridos para distintos tipos de câncêr. tsso idenüfj.ou astutjnàcões útêis e ram
b-r,o. t-.o d o".....Ì.ê,i . ,êro q.-pos-r .o.dr-a.oe.
êspeciÍcè5 ìao erà !ma opcão v á/e.
Hãúa, noentanto, um problenrasigdficaÌivoquesimptcsmênrenão previmos. Havia
mos, baslanle ingenramentej em retrospe.toJ pensado qle nosôs probtenras fnham
teminadoêm relàçãoao consenumeilo infomado, dado qle havjamos convìdado as
pessoàs a serem votuntárias para os grupos íocak. Entrelânro, qlando escaneamos
os questionários completos paÊ as lníormaçaes sobre os diagnósticos dc i.djúduos,
dÀ,,ob.,no. at6t ov o I n^
r "vez. o"t".. 1q..q ou"no:
no '. hso era mais dô que simptesmÊnrê canrornar os rermos,
iicanos preocupados que
e
algúns dos indivíduosestivessem r€aLmenlê.,em negâção,,. Demâneirasurprêendenre,
pralicamente lodas as pe$oas nessà sìtuação havjam se vot!.tariado a
óarticipar de
grlpos locãú "com oulios com um dlâgnóíico simiLâr ao meu,,, como descrevèmos
no queíionário. QuaÈ, nos perguntarnos, poderjãm ser as ìmpticações de confronlâr
elsãs pesoas que não haviam "engolido a ideiã de ter !m câncêr com outras qle
ÍoL. a, èo- o r -. p soo e
- 1, D-..oè a. - hd\ 1e,Dr-(adooe.è^aeoarjrDd'desootjroadpe.qód.
uddoq.ê'o.sospè.q'iddoè,eâ- odo erre-e-o., D- ro.zàdo em ;ncêr mès
a le oDa ho. in.o- oo ioü, oog-Õq a i.oj rr t.mo,
slpostamenle, pessoas àdisposição com as habjÌidades ne.e$árias parâ proporcionêr
slporre e acoiselhamenro. Depois ne debater de tÕmra exierjva essa queíáo. de
cidimÕs que, poí maÈ que pldesse ser terapeuti.anenae benéíico para os jrdiyiduos
- oL, do.. ôêo oo o ,uoo. ro.à q q ró
'o,; q dogro..i.osa- no rddo, s. o.j.
'.;ode.-.
ielto, peÌo suporte dos p.oíissìonais de saúdê que esrjvesem propoÍcìonando âpojo e
lratamento pêra as pessoas envoLvjdas no eÍlrdo.
LoqÕ após esas deliberacóês recebj !mã carla naautoridade da área de saú.ìe.
l.íormândo qle eles hàviam decidido ..as!mú o projeto para qLre eles mêsÈìo;
o conclúisrem". e não sei retarar os reslttados do esildo. Ìenho forres rãzões
para,sBpeitat contldÕ. q!e o .onponenre quatjtât]vo do trabàtho roì suspênso
'sepP.rêplsuol êluêüeuêld rês rxê^èp odnr8 op solqlxêLu so eled
sêg5ellìdrul sE ê 'eslnbsêd ep oroj o rêluElx èp sourlêl u]ê soljesêp
uêzert sèìê '..ìeêr ep$,, ep sêo5enlls êp sleur ueurLxo.rde ês ênb sêos
-snrslp e ossêle o rez!ìLqeL^ LLressod sêluêlsLxêêrd sodnr6 so ênb epulv .
'ìelo, odnr6 êp sêossnlslp sPp orluêp sLPnp!^!pu! sêzo^ se Ppeìsêrd
o95uêle ep o!êuJ rod sopr^lo^uêsêp ..sêIdÌed,, r !n8ès ês ered eso!ìp^ êluêLu
-pLuartxê rês êpod(ruê6EDsoúeqns) oL8glsê opun8ês êp uê8erìsoure v .
's!euoplpe se5uê]êjlp/sêq5ullslp reroìdxê
p.ipd sLe!ruêÌod no er nlrêqol pu seunlel rêqêlrêd rêpod ered 'esLnbsêd
ãp ossêrord o opoÌ ure ,rìa lsuês êluêuellroêl,, rês reluêl ê^êp êto .
'sêluPdlrllred so êJluê
seperêdsê ogu seJuêrêJlp rod spppuo!f rodord sLpuo!f Lpp
sêpep!unlrodo
(lPêpL
e elrêÌe rêtrêueutêd ê^êp elo^ PrlsoLllP pns êp sPrllsuê]rerPl
se et!ìJêr ênb ìErlsoue PìêqPì eun urê ês-rPêsPq l!lr,ì P[ês Proqu] .
'oss! res!ÌPue
p[êup]d oruor ê rerê8 e[êsêp g]o^ ênb sop€p ep odLl op 'psLnbsêd pp
orLdolop lazej E !êsêp Iro^ ên b sègJpreduor spp êpuêdep oss! lolrprÌ
-uof oìêd odnr8 gpEl urê sêluPdlfLlred êp orerünu o no soPL^lo^uêsêp
urêres p slproJ sodnr6 êp olêunu o ErPd e)!6err] Plnllrol Purn Pq oPN .
'êpep!^lleìuèsârdêr lâlqo o9u rêpPplsrê^!p
P rLlêìjêr ? (er!rgêt,, no ..ìeuo!)uêlu!,, r!à8erìsorxP Pp o^Llârqo o .
'sopep êp êseq ens êp o^LìPJeduo) leLluêlod
o erpd ê eqr e LlgÌèp slod 'Ìepnll Pt)uelrodu! êp ê txêÊPrlsourP V .
:ên6ês ês ourol soplurnsêr res urêpod olnìldpf êlsêp soluod sredlrulrd
so p^Llpt!ìpnb eslnbsêd êp olêÍold uoq urn ered ìelluêssê ê uê8erìsorxP
V opplrdordp ê osoro8u pslnbsod êp olêíord un èp oluêLü! ìo^uêsêp oe
epep 9 oBJuêìp ppl^ep p opupnb eÌuèuros êpppltpnb pìe èp spslnbsêd urè
reuLulnr uêpod sleloJ sodnl6 so lopoìêur orìno lênbìenb ouof LxLssv
r^vHf,-so.rNod x
'slprol sodruF sop ogjnlèxà eu ê oÌuèupfêup]d
ou sep!^lo^ue sPl!ÌPrd sêrupnu sP uror PPlt (9 olnÌldpl) olnlldPl oLlLxord
O esLnbsêdêp olè.ford op souuêÌ urê lpul] otnpord uplrpdLr]L spqup ê
sLê^eLfossLpuL oBs sPl!Ìê ê sefrÌPrd sêgÌsenÒ 'esLnbsêd êp oìuêulpuêèrdr!ê
op osrnl ou sepP^rêsqo rês urPlrã^êp enb sPrLlâ sêg5P1âplsuof se êìuêrxPp
Pqlelâp rEulurPxê p ês-Pullsêp I olnìldel o ossê)ord o opol êluunp sPlê
e epe)lpêp rês ê^èp og5uêìP ê'êpPpuPnb Poq êp Eslnbsêd Ptrln relnlêxê
ês e]ed slellnr) oes seur 'eslnbsâd ep oluêure[êueìd êp êse] e ê]uernp os
oPu seperêpLsuol rês urespê.rd selllê sêo5e]êpLsuo] seper!ìduol sleu ol
-!nLu sêoJerrjlue] rêl êpod sêìduLs oBsLlêp eurn Elsl^ er!êr!!rd F rêrêred
êpod ênb o ânb erlsuourêp êìê 'slêlljLp êluêuleÌnr!ìred sElLtg sêg$ênb
tot slPtrol sodru9
r

't02

Questõês étÌcas são inextricavelmênte unidas às decisões de ptaneja-


mento da pesquisa sobre a amostragem. O efeito em grupos preexis-
tentes de se fazer partede discussões degrupos focais deveser tevado
em consjderação, e questões e exercícios devem ser projetados com
isso em mente. Preocupacões sobre as consequências para os indiví,
dLros de conversarem com outros com determinadâs caracteristicas
atgumas vezes têm precedência sobre os requerimentos do pLano de
pêsquisa.

K rttrums coI,IPLEMENTARES
As pubtjcações a seguir contêm orientações adicÌonais sobre como fazer
amostràgem em pesquisas com grupos focàis:
Flìck, U. (2007â) Destgning Qualitotive Âesedrclì (Book 1 of Ih e SAGE Quolitative Reseorch Kit)_
London: sage. Pubticadô petaÀrthed Edìtora sob o titulo Desenhô do pesquisa quolitativa_
Hussey, 5., noddinott, P, Dowetl, J., Witsor, P. ard Barbour, R,5. (2004) 'The sickness certjfi
cation system in the UK: a qualìtative stLdyofthêvjeM of gene.alpractìtionêu in Scôttând',
Btitish l edi.ol Journal,328: AA 92-
Kìtzinger, J. and Barbour, R-5. (1999)'lntrodlction:Thechattengêând promÈeoÍlocus groLps ,
in R,5, Barbour and J. Kitzinget leds]', Developing Facus 6roup Resear.h: Politics, Theory ond
Practi.e. Lôndon: sage, pp, 1 20-
Kuzel, A.J. (1992)'Sampting in qualitatjve inquÍy , in B.E Crabtrêe and Wt. Mitler (eds), Dotng
Oudlitotive Research, NewbLry Park, CA: sàge, pp. ll ,14,

Mays, N- ând Pope, C. {1995) Rigour and quatitative rêsearcl', Brìtish rledicdl Jóuhot,311l
1íl9 1?
e transcrições. Âs hâbiljdades dos moderadores são consideradas ê dicâs
são apresentadas a respejto de como introduzir o tópico aos partjcipãntes,
adminjstrar situacões difícejs, desenvolver e usarguias de tópjcos (roteiros)
e selecjonar materiâis de estimuto aproprìâdos. A importância do estudo-
pitoto é enfatizada. FinaLrnente, o cãpítuto discutirá o potencjat das sessões
de grupo focal parã gerar materiais para uso em Íuturas discussõesde grupos
íocais "de segu ndo estágio ". AÌnda q ue a(gu mas a rmadi Ih as sej am menciona-
das, junto com sugestões de como evitá tas, não há regras rígidas a segujr,
já que, novâmente, o foco do estudo ê a questão de pesqujsa são, em última
análise, o que decidem essâs questões (ver também FLick, 2OO7a).

F? esrlgeLgct,urNTo DA AMBIENTAcÃo
Assim como foi djscutido no Capítuto 4, a respejto do ambìente de pes-
quisa, é importante veriÍicar a sala e reparar eÍn quaisquer mâteriais lcomo
pôsteres) que possam inftuenciar o conteúdo da djscussão ou mesmo causar
ofensa aos pârtìcipantes, Pode sea recofiendável visitâr o tugar antecipa-
damente pârâ garantir sua acessibjtidade, prÌncipatmente se for prevjsto
que aLguns jndìviduos com necessidades especiais ou mobjtidade restrìta
possam partjcipat Para nosso estudo sob re pessoas procurandoasjto potitico,
decidimos tornar disponível umã creche, já que muìtos partjcjpantes eÍn
potenciaI tjnham responsabiUdades maternaisem tempo integrat. Entretan-
to, isso exigiu uma inspeção adiantadâ dos locais por provedores de creches
partjcutares, para garantjr que os prédjos atendiam a requjsjtos específicos
de segurança, o que poderja atrasâr o estabelecimento dos grupos.
Vâte a pena considerâr o íornecimento de reÍrescos como uma Íorma de
demonstrar gratjdão aos participantes eencorajar uma âtmosfera relaxada.
Exjstem, contudo, muitas armadiÌhâs em potencia[ assocjadas a fornecer
comida, já que os grupos focais podem ser compostos por indivíduos de
várias comunidades religiosas e culturais que estipulam que certas coÍnidas
não devem ser consumidas ou que as comidãs devem ser prepâradas de
um modo especlfico. Seria altamente insensivel oferecer coÍnida e bebida
a um muculmâno praticante durante o Ramadã, por exenìplo. Com grupos
muttiétnicos, a questão dos refrescos pode se tornar um verdadejro campo
mjnado para o pesquisador que não esteja ciente. Se os partjcjpantes têm
determinâdas hrnitacões, elespodem ter dÌficLr tdades para engo(jr, tornando
o consumo de comida potencjalmente desastroso ou embâraçoso. Certos
ingredientes crocantes podem ser contrâìndicados, pois eies possjvetmente
comprometerão a qualidâde da gravacão. Ao €onsjderar essê úttimo ponto,
é importante descobrir se é possível que haja barutho vindo de satas adjâ
centes ou de transeuntes (o que também pode ameacar a privacjdade e a
confidenciãlidade).
êr lsLp ê solled ulor oPs oB5e^er6 êpsourêPour soìuêuPd!n bê solLnw opPrrê
rep êpod souêur 'oluèLuedLnbê o roJ oper!ìdrüol souêrx oìuenb rìprê6 uf
'opjP^PrE êp êpppllpnb P
lPZlLUlxeur P Opotrl êp eles P ìPZLUPSTO PSSOd 9rO^ enb PrPd lProl O rPrllLrê^
erpd sêlup rêfêrpduo) ì!lr,ì I sLê^lrêlêrd rês L!êpod êpêrpd pu sopeletsu!
sêuoloDLu '(|,002 ' le lê Ápèuuê)) sp5ueur no (OOOZ 'ìrL) ê Ìlêrrpg) srelr
êdsê sêppplssêrêu uror sosopL ouJor 'sodnr6 sun6ìp prpd seu 'odru8 op
orluê) ou esêu eurn uê êuolorflLx o ê ropP^Pr6 o rPuorrLsod 'lê^!ssod ês
'è roqìêLu O sEUlnbeu sessê p Llrplfêuo) ês ênb 'sêluêLfllè êluêLup]ìp seLu
'souênbêd ollnu sêuolottllu luLnbpp ìê^lssod I oìêporx urn rpuoLlalês op
ossL rerllLrê^ lê^gpuèurolêr 9 ê ulPlnp s!ê^g8êtletêl seuêlPq sEns oìuenb
êp olLèdsèr p rupue^ sêìê'opntuol-sopPp êp sêpPpLluEnb sêpuPr6 rPUêz
plxre uêpod ourol Luèq 'o-eiursuerl p ered lelrêleur o Jopelnduo) nês Lxê
êluêLlrpìêrlp rpBêxp)sèp roppslnbsêd op LrJêllurêd sêìf solPreq SLeur zê^
eppr ês-ureurol ê sLê^plrod èluêL!ê]uêuLruê oBs ênb's!91!3!p sêropP^Pr8 3p
ogJe]ê6 e^ou eurn êp oluêuJ!ârns olêd elêìosqo epgurol Lol e! og5eluêLro
essl lepêd uor op5ufsuprl êp pulnbgL! eun r€sn ìê^lssod êssoJ ènb ered
êìêsser ell] puln prpd o95p^pr5 ep pDolulÀop o r8!xê êp og5erlldluor êl
uêLuê^uofuL P equlì ênb o 'opPredês èuolor)Lru Lun ê ,51p1u1ru êp rope^elÊ
un uê r!lsê^uL Prâ ogJPìuêuo e 'slP)ol sodnr6 èp seulfLJo rêze] P rêrêurol
nê opuenÒ PsLnbsJd êp sopolêrx so ênb opprêìèrP srPr,u ourlu rllê J!nìo^ê e
Enulluor el8olourèl v leLluêssê ê {oluelèl}uê ',êpPprtPnb Poq èp rope^eJ8
urrì oPssnlsLp ep seiuPnu se lê^lsues Píèlsê o9u ênb oe5PJèpoL! gurn no
psrnbsèd èp oluèue[èueìd npuJ un .]esuèduo) êpod opu eÍês ênb,oúlJur
rod oluêLuedlnbè O oessnfsrp e reuLLuop ê eluor reurol cluêuedlnbê op
sêqJel!]Lledsê sF ogjuêÌp p prpd 'sèrp6nì sunSìp uê 'eLrugpuê] eLrJn rê^eq
êpod 'odnr6 êp sêqssnrsrp èp otlsgdord o ered sotde ue!ês ênb 'êpep!ìenb
poq êp og5p^pr6 êp soluêuedrnbê rpzrìLtn êtuelrodu! e!ês anb epuLV
ooNt^tÈ)sNvuL t ooNV vu9 E
:ropPrêpour opun6ês
urn etu€re6 ètuêurEpPdLlê]uP clo^ ênb opep 'soìêlered sleroj sodniS slop
êp ogjnlêxê e êtlLlrêd ênb etereq ê ì!19, êtuêue^ltEìêr op5do pun 9 eles
epunSês eLrn re^rèsêU ue5èrPde s!euo!r!pe sgossêd anb ìê^!ssod g LrlgquJpl
'pLp ou selìp] êp êpppLìLqeqord p opL^êp oluêLlelnDêrrèrqos êpuêurorêr
sre)ol sodnrS ê-qos Prnrerê.lrt P ènb epuLv se]èret se êrqos og)er!,LrPì)
eurn6lp èp LuêsLrêJd sèlupd!)Llrpd so ospr ìê^luodsrp ppn[e 9q ènb e ê]uêLu
-pìlnbuprl ogrèrroro sèg5lsuprl se ênb rLluerpS prpd êluêlsLsse roperêpoLu
urn êp Ppn[P P L!o) rP]uor ìLlr,ì rês êpod 'sosPr sêssêN ogsL^Lp pssêp sLodêp
prpd sppprpdês seìpsrppuê3ppLêpL poq pLxn rês êpod 'soìèlered soLrrlrêxè urê
rPllìPqprl Pled sêrouêur sodnrE P sèlupdlfrlrPd rpu6lsep epuêìêrd ero^ ês
90r
í06

tos, mas ocasionatmente pode haver situações em que os partjcÌpantes não


con(o dem qLê voce grave d d:scussáo. e vocé deve esÌdr preoàràdo patô
Íazer ènotacoFs. f imporfèn-e qLe vo(e esÍelà ídm.liàri/ddo com o eqJi
pamento antes de usá-Lo corn um grupo foca[, portanto, garanta que você
terá oportunidades suficientes de praticaraté sentjr-se co;Íjante. Verifjque
se as baterias estão carregadas e se você carrega consiqo as reservas, bem
como se os mìcroÍones estão tigados e ativados (quando houver um botão
de ativação separado)- TambéÍn é jnteressante considerar o uso de uma
máquina de gravacão sobressalente, já que acjdentes podem acontecer
lJm moderador seguro, com o conhecjmento de que duas máquinas estão
gravando a discussão, é um Ínoderador mujto majs reLaxado, mais apto a se
concentrar na târeÍa que tem em mãos.
Tem havido algum debate â respeito de se a gravação em vídeo é supe-
rjor às fitas de áudjo em termos de produzir o regjstro mais precjso de um
grupo ÍocaL. Com certezaj os videos podem capturar todas as comunicações
não verbais importantes e auxjtiar na ìdentjfjcacão dos Íatantes jndjvjdUâjs.
Enquanto ã gravação em vídeo pode pârecer obvianìente a meLhor opcão,
essa não é uma conclusão definitjva e pode haver desvantagens, como o
acrésciÍno potenciat do desconforto dos participantes, ã djficutdade eÍn
anonlmizar os indjvíduos, os desafjos togistjcos quanto ao posjcjonamento
dâ câmera, a câpacìdade de capturar todos os partìcjpantes no fitme e as
[imitâcoes no número de partjcipantes que pode ser acomodado, TaÍnbém
suspejto que sessões gravãdas em vídeo possam dar ao moderador licenca
de se esÍorçar menos e fazer com que ele entre,,no pitoto automátjco;':
têr que manter "várias bolas quìcando" ao mesmo tempo pode manter Llm
moderâdor atertã. Com retação à quatidade da transcrjcão resultante, Ar
Ínstrong e cotaboradores (1997), que pedjram a um grupo de pesquisâdores
experjentes com grupos focâjs para umâ anátjse de transcrições produzidas
por gravacões de video e gravações de áudjo de discussões, junto com notas
detalhadas, descobriram poucas diferenças nosjutgamentos de quâLjdade e
co-np eensibiltdooe oas duas formãs de gràvà(ào das sêssoes, àìndd oue os
regìst.os escrir05 e-n Ìo--Íìa de notàs Lenhàn- stdo constdetados menos uteis
(ver Raptey, 2007, parã mais detathes).

ANOTAçÕE5
Assim coÍno com todos os momentos de pesquisa quatitatjvâ, é reco-
mendável regjstrar suas observações imediatâs sobre a djscussão do qrupo
Íoca{, a n otan do q uatq ue r característica satien te da dì n âmìca do grupo è suas
próprjas impressões sobre os tópicos e os pacjentes maÌs engãjados. lsso
deve incluir referências a quâjsquer paradjgmãs teóricos ou outros estudos
de pesqujsa que podem ser partjcu{armente relevantes, pois isso ajudará
'êtuêlsLsuol ê esLlêrd oe5eloup e prìuot lL6E êpod oe5prêluL ep opnaluol
êtueurrsPl sezê^sPllnu oìêd rphsêp ês êpoe5eluèl p ênb p!,orlugpere lop
-esLnbsêd uÌn oeu ênb urên8ìp lod ol!ê] ulèq sleu e[êszè^]el oss! ênb êlê6ns
erê^uof ep seLfuênbês sep plou ulêu.lol ênb seossèd erLpâd uê €lruêuêdxê
elJdord pr.lurLU 'ole^ou roppsLnbsêd o eled opezLpuêrde êp elluêlJêdxê esoll
-e^ eLUn rês pssod eossêd eJlno èp leloj odn.r8ou ê]uêsêrd rplsê ênb Epulv
.oE5Lrlsuer] êp odLuêl o p^ltElljl8is
euro] êp LnuluLp 'oluElrod 'è pìLJ e lello^ ênb rêl uJès o^tssêlns êluEìej
PpPf rPrLJlìuêpr êllru-lêd ênb zê^ pLUn 'ì!lr,ì sleu g ,sêìè opun8ês ,ossl .€ìEl
eppr urê sPllp ser^eìed sPlLêurud se uErtsrSêl ènb sêo5pìoue êp êppplìLln
P üelElìPssêr rêqìpqerl gI u]ênb luol sêlollrfsupll .oluElêJtul .pìpl pppr
êp ê^eqr-ser^eìPd spunSle êrlsL6êr ì.r]èqupl lopeloue o ênb uepuèuJofêr ê
ueìeJ sêluedlrltred so ênb Luê !uêpro p pppìoup pfês ênb uêpuêlêp (!002)
qqêy' ê urê^py èslleup pu odnr6gltuL sêo5eledüol iezlllln êluêLusêldrxls
no rsleuoLrLpp sodnr8 êp o95E)o^uor pp oièLU lod sêoJpJedulor eled sepel
-êdsêul sêpeplunìrodo rpl!ê^ordp lèslnb eìê ês êluêureìnrllrpd 'slpnpL^LpuL
sazo^ sp rLn8ullsLp êp zpder e[ês roppsLnbsêd o ênb è]upl_todLuL e urêqLupl
'ês!ì9up e pred êpepLun ìedlruud e p[ês e]uêrxlê^e^ord odnlS o ênb ppulv
( OL olnlrdef op
olunssP o ê ènb'sepE)llsl]os sêsltpup êp oìuêurL^ìo^uêsêp op o_p5eìêr u]ê
opPlÌsr^êr ê orLdol êssl) sêtue^êìèl sêqìelêp so sopot lpdLrêÌue lê^rssod
-!ur ospnb plres ênb pf 'ês!ìgue p rêrêleìlsê êp opEllLüLt ìelruêlod un urol
ep!8u oluet Lun uêSpproqp eun uê -tp]lnset Essod ênb ìê^e^ord ê .ìtln rês
9lE êpod oss! olupnbl]l sêqlsênb Zl êp olunfuof oLusêur o êluêulplLêuLlol
retunSrêd nopuèurorêr (966t) suê^êls'slplo, sodnjÊ sop sèropprêpou so
,{Lrlêrels!^êrluê,, P PsLnbsêd êpsêdlnbê se LUpretoruêênb
t(t002) sèlopeloqeì
ot ê uèsìne{Jod ppuê8ns e eutlxold ulèFpproqe euln opuodord .olxêl olêd
sopLznportuL rup[ês soÌsê6 ê s]glle] sêosseldxê 'zo^ êp Lllol oulof soìuêulêìê
ênb uêlLrrjèd enb'o)ìpd èp sêo5èlLp rpuoLllpe e tpìtLuls euro] êp sèo5
-!rrsuPrl sPu sepProdrotu! êluêuJpfLleLuêlsls urp[ès sêo5e^]êsqo s€ssê ènb
urêpuêlèp (IOOZ) sêropsoqplo) ê Ápêêg,uoslrrow ,soppp sop sêoje]êldlêl
-ul sPns rêlêrellsê gred uèsn so ê sêqleìap sêssê ule^êlfsêp êluêulsêìdutrs
ênb sLpfol sodnr8 êp sêJopprêpour soE epuêllorêl (ç661) Áêref olupnbul
'odnr6 op splLLLrpulp se è sLenpL^lpu! sêtuedtlllled soe ,odnlE op sp)LlsLlêl
-)eref se op)eldl rllê sètopetèporJ sop s.tr/6lsu/ qo rorlìêu lplnìde) olxo)
P Oluenb srParo] sodnr6 êrqos ptnlpjêl!ì eu opssnlsLp purn8le opL^eq uêf
'soppledês sodnr8 uê sepplêÈ sêo5lDsuerl êlluê
sp5uêrêJrpsE êrqossèo5pfLtdxêrE.toru!rdp prpd LUê3plup^eun uorsopez!l!ln
rès urêpod sêqìplêp sèssê oúof êtnrsLp 0l olnìldel o .seLuêl no sêolsênb
splrerrod opplêlep^plsê ênb lod èp oplrênbse ês rê^rt e!êpod êro^ opuEnb
'rouêlsod oluêllou un ue sêluêÊrèurê sêo5pftìdxê sens lnllsuorêl p glo^
LOI
108

Ìodaviâ, há várjos pâssos que o Ínoderador pode executar, como pedjr aos
particjpântesqueseâpresentemunsâosoutros (observandocortesjascomuns)
e usar os nomes das pessoas durante â djscussão, o que facitita essa tarefa,
A apresentadora de um programa de audìtório Edna Everaqe (personjficada
pelo comediante Barry Humphrjes) oferece umâ tjção dotorosamente obje-
tiva taLvez até umâ paródja , dãs habihdades envotvjdas. Nesse prograÍna,
a ãpresentadora desjgna crachás para os conüdados, geratmente toÍnando a
liberdade de conferir variantes bastante Íamitiâres de seus nomes, e também
usando seus nonìes quando se dirjge às pessoas enquanto ,,modera" a discus-
são. Pense sobre as vantagens proporcionâdâs por uma âbordagem sjmjLâr,
mas um tânto suavizãdâ, permitìndo umâ atenção ãos detathes.
Um Ínoderador assistente também pode sêr um recurso vatioso parâ [ìdâr
com quâìsqler questões domésticas que podeÍn aparecer, corÌlo um pâr-
ticipante incomodado que precise ser âtendido. Também é útit trabâLhar
em duplâs (talvez como parte de um arranjo recíproco, quando apenas
um pesquìsador é desÌgnâdo a um projeto), o que faciljta as anotacões em
sequencràs oe Íatas ou conleudos ca d s(ussôo e tàTbeÍn perm,te (oddo
que você tenha reservado majs de uma saLa) que grupos paratetos sejam
reãlizâdos, no caso de âparecerem mâis pessoas do que você esperava. Em
terÍnos de agendaÍnento de seus grupos focaìs, é recomendáveI deixâr tempo
sufjciente entre as sessões para permiti r que você verjfiq !e se a djscussão Íoj
gravada com sucesso. Dado que você tenha dejxado tempo suficÌente e faca
jsso tão Logo quanto possivet depois da reâLjzação de sessão
de grupo focat
ter ocorrìdo, é surpreendente o quanto você pode recordar da discussão,
em especiaL com a ajudâ de anotações.

DECrSÓES SOBRE À TRANSCRTçÂO

Uma das melhores orientãções para o pesqujsador novato com grupos


focais é que faça ele mesmo parte da transcrjção. lsso faz de você um mo
derador mujto mais atento no futuro, já que Lhe cotocará cara ã caTa coÍn
a fr!stração de notar onde você negtigencjou deixas jnteressantes, onde
íathou em buscâr esctareciÍnentos ou a convjdar os pârticjpantes â conctuí-
rem sentencas que foraÍn interrompidas. Também ãcrescenta avântagem de
fazer você apreciar Ínuito mais as habìtidades dos trônscrjtores contratados
para produzir âs transcricões do grupo mujtas vezes com pouca orjentacão
dos pesquìsadores quãnto a seus requisjtos em retação ao ldyout. Atguma
inforÍnacáo sobre o uso que você pretende fazer das transcrjções também
pode ser Ínuito útiL ao digjtador encarregado dessa responsabjtjdade. Fâzer
um pouco de sua próprja transcricão tambem pãga divjdendos em termos
de você se famiLiarizãr com os dados.
( 6 oìnlldpf ou opltnrsLp ê uêqLupl ossl) ês!ìeup pu lppn[p Luêpod
ìejodror uêSEn8ull ê sêo5dntrêlu! ,sêqJpuotuê sp êJqos sLêln sêg5ploup ê
'sêqlpÌêpsoe opjuêle essê LUol otlnurêpuêJdeèpod LünLUol sleroJ sodnJBêp
elsLteuP o'ppLn8êsJo,t oeu opJeslè uo) êp êsLtpuE esoro8u euln ês oursêw
(866r)*! oo* a ÁqqrlnH êp pìrnsuor p urppuêr.r", rror"rtlfotJl,ilìï"]
ê elqfnd 'oE5pstã uol êp ês!ìeue Jêzej urê soppssa.reluL oglse enb selanbe
pjpd ('1002 Íêìdeu u.lèqurel ê ,pppueqr e LuêSEpJoqp pssê oLllof ..,eueLuos
-rêllè[ op5!]supJl,, eun pjpd soupssêlêu soìoqrürs sop ouessoìE Lün elpd
't002 têIod ê pìqrnd lod oplrêuro, êtlpuèdp o no ,€ó6! ,ueulè^lLS rê^)
'oB5euotuê ê elEl ep sêo5un6l]uor opuerLpuL soìoqLus eppquLde ê ênb
pf JopellÊLp o plpd oluEnb lopeslnbsêd o prEd oÌupl êp o5êLüor ou Jezlìlìn
ês êp ìlrurp rès àpod oqìeqErl êp untnrlsê essê ,Lupurlrlp (t002) rêIod ê
ptqrnd ouo) '(t d',OOZ trllod a pìqlnd).,opJp]êlul p erpd sê]up^êlê]l
ou-Ìot sopLunsêrd rês LUê^êp ,orrLdsê uln oulsêLu no ,êulnlo^ no LUol ou
P5uPpnL! purn 'oe5êxof eun ,psnEd eun ptês ,eìpl ep Elèrp] eunquêu,,
'op5peê^uor êp spls!ìeup ulot oprore êp .ênb pt ,ìpLrnD 9 seqlelap soã
ogjuêlE lel esrê^uol ep sefLlsllèÌrplel seppurLurêlêp rprLpuL ered soloq
-u[s êp êuês pun opuez!]Lln .sêo5uê^uol êp oìunluor urn uor oprole êp
sepLznpord uJeÍês sêo5ursuErl sp ênb Énbêr oeJpsrê^uol êp êsltpue y
rã6u!zt!)) sêqssêrdxê ê sêsE]uê ,solsê8 rênbsLe"o r"or!ló:j .',;"#i"t"i
êp epnfe e uor) pêuplìnLlls oEJeloup p LLlol ,lpuL6uo"o op5p^el8 e ê^no ês
olupnbuê sêojulsuelt spp plnlLèl p ppuêLüorêl têEulztly Áutrêl .uJp^]êsqo
u9qulel (toOZ) srê^W è uêlqâeurpw ouror ,opit]lsuert eun êp pro] êp leru
êpod ênb o êluêru urê lêÌ ê]uplroduL 9 'oìuetrod .(ZOt .d ,956|, .uolepa!
è puPìod) olxêl Luê sepelolpre ê spltè8Lt sêossnrslp êp oq5eujjojsuetl e uê^
-lo^uè è sLeLrèdçè sêpeplìtqeq selJè) ruêlênbèt .sao:Lrxuet; sy.5pp12np616
ops selê slpnb soìêd sopou so no lolp^ nês o soulpuollsênb êìLrêulprpl ênb
e^!ÌplLtenb EsLnbsãd Ep ossêfoJd ou sèoJufsuprÌ se ogs sppelêuê^ oef
.sptnllêì
sp^ou êp JllrEd e no sêluênb
-êsqns sopnlsê Luê ê^êl êro^ ênb slr/6lsul so^oLr êp rLlpd p soì_es!ìeupêr
erpd zê^ìs] louêlsod plpp eLun tuê soppp snês.reujoler ep epeplllqpsod e
LUêrqe sreJêÌLt sê95u)suEtl .otupÌêrìuf slprêlLI sêojlrlsupll êp e!ruêsnp no
p5uêsêrd p urot olrêd êp opeuolrelêr ollnu glsa oeu
a esrnbsaà ep oisacord
op êpepêlJdoJd eun ê ossl oppplnr ê lo8Lr êp êrê lel olueul Lpêrord o ênb êl
uêurpuessêrêu êlêJulsêo5e^EJ8 sêzê^ spsrê^tp I !^no no,setou urâreêspq es
ênb opro8lJ slpul êluêure)tìErllolne êrèJuof oeu ,!s rua ossl ,o1ue1a4u3 .iLet
-êllì sêo5ursuprl lêl utesLrèJd sêÌê ênb ulêulnsard setopesLnbsad so1úçq
60t sLE)ol sodnrg
110

M rHícro
É vantaloso consìderar os aspectos da apresentacão do moderador e
garantir que qualquer coisa prováve( de enfatizar diferenças de stotus seja
minimizada. Gray e colaborâdores (1997), que reatizaram grupos focais com
jovens no ambiente escolar, explicam sua abordagem, que envo(veu vesti
rem se de Íorma casua{ e usãrem umà linguagem cotoquiat. E eslen(tà1, de
inicjo, exphcaro propósjto dogrupo e Íeforçarque tudo será anônimo, atém
de assegurar a concordância dos membros do grupo de que etes respeitarão
a confidencialidade. Tâmbém é essenciat dar atgum tempo para instruções.
Não só isso segue as regÍas normais de cortesia em encontros sociais como
também ajuda com o reconhecimento da voz e, portânto, com a atribuição
dos comentários a membros esDecíficos do grupo durante â transcrição.
Ainda que muitos projetos se beneÍiciem com o compartjLhamento dos
objetivos de pesqujsa com o participante, há situacões em que não ajudaria
nadâ exp(icar isso em detathes para os participantes do grupo focat. Um
exempLo é proporcionado pe{o trabalho de Gray e cotaboradores (1997),
que buscava o estabetecimento do impacto de imagens de cigarros presen-
tes em revÌstas nas percepcões dos jovens sobre os individuos e os estitos
de vida representados. Àqui os pesquisadores tomaram cuidado para não
reveLarem que o foco da pesquisa era o tabagismo. Isso é mais próximo de
noções tradjcionais de contaminâção e se reta€iona apenas com âlgumas
situações de pesquisa, como a descrita aquì, em que a intenção é jnvestigar
as respostas automáticas.

& HletLtolors Dos MoDERADoREs


Âinda que muitos dos textos sobre pesquìsa de morl<eting apresentem o
moderâdor do grupo focal como alguém que ap.esenta hâbi(idades excep-
clonajs, é interessante ter em mente a principa( habihdade caracteristica
dessâ ìndústria, que é o próprio morketing. Pesqujsadores de morketing são
engaiados na venda de um produto (o grupo focal e o modeaador) para um
ctiente, então seria uma surpresa se etes não fossem bons vendedores e se
não houvesse atgum grau de "entusiasmo" envolvido,
Outros autores (p. ex., Puchta e Pottet 2004), entretanto, enfatizaram
â transferência das habjtjdades já apresentadas em mujtos individuos, em
particutar aqueLes que possuem experiência em trabathar com grupos, pre
sidir mesas, ou mesmo aqueles que são bons comunicadores em situações
sociais. Apesarde que atguns indivíduos indubjtavêLmente são predìspostos a
esse tipo de interacão, exjstem atgumas djcâs úteis que podem ser passadas
a moderadores, que dependem da antecipação dê probtemas comuns e da
'orlno op uln glsL^ êp oluod o
u.lêrêpuêll-rê solsodo soppì ruê sonpr^lpu! lêzej uè^ìo^uê ênb ,sol!ìJuor êp
sêg5nìos e oe5pìêr Lxol opJuê^rêlu! êp soìêpoL! sun8ìe E leìLur!s è ruê8pp
-roqP Essê lolP] ê0 opluldo no èspJuê êp sp5uêlêJlp sEp sell lod sèozet se
êroìdxè è eqêrrêd ropplrì!rp,r o ênb oppp 'sorllUeup sosrnlêl slê^eLLltìsêuL
ros LJêpod soprofPsêc oì gìorluor ogu 'odnl€ o rpl!ìllej ê loperêporu op
€lêreì E ênb êp uprqurèl sou (ót'et d ',OOZ) sèropploqplor a rool€
'(lZ d '66óL) lopplLìLrpl olêd eppLrLu! opls.pl^eq
oessntslp € ênb slodèp reìêpour èp pssprx ruor opueluUq sêred snês up^p^
-ordèr pìolsê eurn Luê op€zlìEêl odnr8 un Luê seSueLll oulol rupluol
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(ó6ól) lreH ê uêêr9 èluêuJpìèJLp êluedltLlred orìno opuelrof oLusêLU eÍãs
'lprluar ejêJpÌ no oelsênb r ered odnrE op sorquêu so opueuoL)êrlpêr eÍês
'opssnrslp e opuLn8êssord p[ês'êpêrpd e E]luot olsod lol anbropplLtLrpl un
rplrèqLt p ppnÍe ênb lefo] odnlÊ op êluedlrLtJed orlno è sêzê^ spìLnw odntE
uê oqìPqprl êp seperllsllos sêpepLìrqpq Luel Luêquel sêluedLlltred sorìno ê
sPug^ arluè eun sPuêdP e zo^ ens rìêded êluelrodm! un êLluêdLuèsèp ropp-l
-êpotx o ênb epulV sourêtrêxê ênb rêpod êp nPl6 o êrqos solsodnssêrd soLjd
rsêroppsLnbsêd ouol
9]d sossou êìuêuienuLluor rpullJpxê sour€sr]êrd
'sèlupl!ìluof sp^Llfêdsrêd sE ered oeinìos puJn lelluoluê
oPreluêl êluêurìê^e^o.rd solr]sêì.rl sêlê ê ,,eroq-êlpq,, LUn Lxê ês êLlllojsuerl
oBssês e ênb uêrênb oeu 'ìeJê6 LUè 'slpro] sodnr8 sop sêtuedlrl}ed so ênb
eÍ 'ìprnreL e-urol èp prèrio)o iè7è^ selnu ossl sè.ldêlèllp sèost^ seiçè
LUêl Sêìê ênb rod êrqos rezlJoêt e sêluedrrLlred so rppL^uol ê ieroìdxê euês
oqlêsuor nêu 'olunssp orlno Luê ogssnlslp P reJuE^e rernrold èp zê^ url
'êSLì9UP pU Osrnfêr Urn ouo) El gsn ê uê8plup^ puln uè ossL leul.lojsuerl ê
opê]6ês o 'Eurêìqojd run ouror pLrugpiorslp p rê^ êp re8nì urê 'zê^ pLun slpw
'sêluedLrllrpd sop ogLuldo êp seLluê8rè^lp se reloldxê ê sellno sp Elluol
sPlxn spossêd sE 'ìrlns Er!èu€Lu êp 'rprolo) roppsLnbsêd oE LrJêlLulêd sLprojr
sodnr8 so ênb LuprurLlp (€óót) pueluol è Áêrl sosoLìp^ soppp opleuollrod
-ord pìsê oss! ênb puês elsodsêr pr.luLUJ 'eLuoLULlle êluèLülpìnrLlrpd plndslp
eurn e[ês pssê ênb souêur V opu!]nlslp no opupprotslp oplsê sêìuedllltJed
so ênb uê seìênbe sEfltgL!êìqord êluêurìplruêlod sêg5pnlls êp plsll pns LLle
LLrênlrul(2661) soroperoqpìorêÁqdrnW rêìuêpuêêrdrnsêluelspq eu.-lo]ê0
SEJHTO Slg5vnlts wo) ooNvct-l
'so^llêlê oìnurlsê êp slpuêleLu ê sorLdoì êp seLnÊ
rê^ìo^uêsêp no reuolrêìês ourof ê sLêfulp sêo5enlLs _lprtstultxpp otxof êlqos
oe5eluêLroeün3ìpêrêurolop5êseurxordV olltrìeuelpl)uèlod r!êlê^!ìênb
sê9suêl ê sêo5Erll!ìenb 'sêo5urìsLp p oluêle ollìo un rêlueul ê^êp uêquel
roperêpor-Lr uroq o ênb èrprqLuêl ês e
sêluelloduL sLpur soluod sop urì :ropes
-Lnbsêd op opirsodsLp p psoLte^ sLeur elLrêurprlêl e ouor ê6rêulê oeJerEdêrd
p 'êÌuêLup^oN sêlê Uror rpp!ì op osn lêzpj eled sptEèlpllsê êp o!5nrlsuol
LLI
I

112

Ainda que aLgumasvezes seja presumido que entrevÌstas indjvjduajs sejaÍn


mâjs apropriadas que grupos focais para explorar tópicos delìcados, djscus-
sões em grupo também têm suas vantagens, inctujndo que etas não forçam
todos os partjcipantes a responderem todas as questões e permitem a etes
decidir o que querem compartjthar e o que desejam manter prjvâdo. Com o
encorajamento proporcionado peLos membros do grupo quê de fato fazem
revelações pessoais, entretânto, é possívetqueâtguns particjpantes acabem
exptorando mais do que hâviâm pretendido djânte de tais trocas (Kitzinger
e Farquhar, 1999). Certamente é crucjal que âsseguremos uma concordân
cja a respejto da confidenciaLidade no inicìo das dÌscussões de qrupo focaL.
Também é importante ter em mente o potenciat para os partjcipantes serem
coagidosa fazer revelações dequese arrependam em retrospecto. Contudo,
a(gumas vezes podemos) como pesquisâdores, ser um pouco "precjosistas"
demãjs sobre isso e, taLvez, dado que tomamos todas as precâuções neces,
sárias, devêssemos ser mais confiãntes quanto a permjtìr aos partjcjpantes
do grupo focâL "fazerem seus próprjos juLgamentos".
A rnaior parte dos manuais de grupos focais fornece orjentações sobre
como Ìidarcom rnembros probÌemátjcos do grupoJ seja a pessoa dominante,
seja oindividuo que retuta a contribuir para a discussão. Em vezdecolocaro
i n divíduo conlo prob [emático, o methor con setho provavetmente sej a reftetì r

sobre o processo do grupo e levar isso em considerãção na sua resposta. É


provávet, por exempto, que as pessoas que estiverâm sÌLencjosas até agorâ
estejam bem cientes de seus frâcassos em engajarse. Quanto mais tongo
o tempo que passam sem dizer nada, mais provavelmente sentirão que suâ
primejra mâniíestação deverá ser pertjnente ou revetadora. lJm convite do
ÍaciLitador Ínesmo que jsso meramente proporcione uma oportunjdade de
ecoar comentários j á feitos - pode sea uÍna Íonte de âtívio para o desconfor,
távet mem bro do grupo que está qujeto. Éum pouco rôro que um particjpante
estej a si Ín u [taneamente i nexpressivo, tanto verba I q uanto nâo verbaL mente.
O Íacititãdor pode proporcionar Llrna abertura ão, por exempto, ao repârar
em comportamentos não verbais, como um sorriso, um aceno de cabeça ou
um othar surpreso.

De forma sìmilar, Murphy e cotaboradores (1992) recomendam aos pes


qujsadores que (idem com as ângústias dos partìcjpantes, escutândo as e
redjrecionãndoo assunto parâ longe dessas angústjâs que forem jrretevantes
para a pesqujsa. Enquanto esse é um bom conseLho, é importante reconhe-
cer a propênsão dos qrupos Íocajs de eliciarem "histórjas de horror". lsso
se torna aparente quândo consideramos encontros sociais para,leLos. Por
exempto, quem fará â fria dectaracão de que teve uma boa experiência no
dêntjsta, quando outros estão dominando a atenção con macabras histó
rias de dentes extraidos ântes de a anestesia ter tÌdo efeito? Com certeza,
'op!qìorsê orLdol
ou PpPrluê P rPìLll)e] ergd opepuêLuotêl ê sp^Lsuêrou! sLplê8 sêgìsênb êp
osn o '(ZóóL 'sêropetoqeìor ê ÁqdlnW :186l. 'qlseg) ìeroJ odnl6 êp sLenupLU
sop PuoLeu eu ppLlêuro] o-erped-og5eluêuo p ulo) oplofp ê0 :lollDsuprl
op oluenb ropprêpour op cdL!êl op olupì êluêllljè sleL,u osn Lun zpJ ossÌ
'rPlorolord eluto] eujn êp pullor èp op5prxrolur rênbìenb rplêìof âpod êlo^
es êrêplsuo)'oluetêrtuê 'ossLllnrsLp êp sêluv.sêolsênb spp Lxêpro e lErêp
-Lsuof êluelrodur! ê 'pslnbsêd ep spluêure.uêJ sp sepol ulor oulor LxLssV
sotfllu3xl soo 3 s3glsSnÒ svc wSouo
'(prLên6oJ p pred equê1,, opnl9 :slpLros solluorue soudold so rel!ê^
-ordp prpd oluord ardr!ês 9lsê o^Lleì!ìenb roppslnbsêd o lolLrfsê LLln oLLtol
'olè[o]d nès pred (or!êlor) sorLdol êp EnE un rêrèìêqplsê e ê6uel ênb ou
srêln olLnur soluêurPuoLferLp elo^ P.lPp uressod êluõueèueluodsê LuEtlolo
ênb sêgssnrsLp ènb epuLe '(orLêlor) solldgt êp pLnB uJn rpzlllÌn grLp ênb o
'olunsse o rêzprÌ rpsLfêrd rr]êu êpod êro^'soueLunq sêlès êp ruâ8euoìl ep
ol!êdsêr e sêpppL^ou erqos 'oìdurêxê lod 'glpllrl ep elnlrêqof pllnut opL^pq
ruèl ês sèlololoq qos opueloìo) elsê so gro^ ênb uàrLluês sLpLlos solel
-uor sèssê es slPLlrêp SepEqìelêp no onpl^LpuL ou sepproj êluêulepelspulêp
oplsê sêolsênb sEns (orlu!4eq ou,, sopllèquof ê soElLUE êp odnlE un uol
no sêrPluPr oLlol 'slellos sêgLunêJ spudojd sens êluelnp el-gzLìL]n rpluêl
rel!8ol êpod êlo^ 'ìerluêr oelsênb plun uêluof pstnbsêd ens êS .lpdlruud
pslnbsêd êp olèfo.rd nês urê sol-gsn èp selup selljDêdsê sêglsênb êp no
(solelor) solrdol êp seln8 sop ololLd-sopnlsê rêze] 'êluêrulplruêrêJêrd ,ê
steuoLleslê^uol slJqoueu spns plpd splsodsêl slê^rssod sp opupul6pull (oes
-snfslp P rPdLlêlue ê oss! eled ê^prlrv soluêLLll^lo^uèsêp snès ue ppL^lo^uê
oLllpqPrl êp êppplluEab e snI ze,l opu slp]o] sodnr6 sop (sorLêlor) sorLdol êp
spln8 sop êpep!^êrq € 'opnluol opssnrsLp euJn Jetuèlsns ê rpro^ord eted
sêluêLrLlns oerês sopeuoLrèìês uêq oìnur1]sê êp sleuêtpru ê sêolsênb sê^ãlq
sernod seurn ênb êp sopLruê^uor Jès LllpsLlêrd ê (sorLêÌol) sorLdol êp sELn6
sop êpPpr^êrq êluêrede elèd soppìrêfuolsêp Urefll êluêuJlê^pue^uL sLelo]
sodnr8 sop so^ou sêropeslnbsad êJ êp ole un E reìlurLs o8ìp lênbêt lefo]
odnr6 êp oessnrslp eLun srpd (ol!èlol) solLdol êp eLnE un tèrêleqpìs3
soltd9L lo svrn9 ta osn I otNlwt^lo^N3s3o d
'sêìuêre[qns sère]n8êr sêorped so
èluPìseq ure)eìsêp sêojêfxê ourof r!lssE ,se^Llp]rêdxe êlqos ollnu rpìê^êl
P LXêpUêl rorroq êp seÍJ9lslq 'osslp rugìy seìê plluol lelnl reluêt êp zè^ r!è
sel'Pqueduore roqìêu ê êluêLulê^e^ord è oplãlêrede selrolslLl spssê sptx
'oglsênb urê esLnbsêd êp olldol oe satuêuLllèd ops êrdr!ès ruèu spLlsn6ue

114

Murphye colaboradores (1992) satientam a utilidade de itens que permjtem


ã cada respondente compârtj{har uma visão ou experiência nos estágìos inj
ciaisde grupos focais. Ào propor questõesJ tarnbém pode ser útil apetâr à boa
vontade de outros grupos para discuti r tópjcos deljcados, usando umã âbertura
como a sugerida por Murphy e colaboradores, ,,no grupo da noite Dassada,
aLgunspàr(icipantes sertiram oue... tMLrphyet at., 199?. p. j9l-

0s autores (1992) também defendem o uso de jtens colocâdos estrâtegj


câmente pâra adjcionar humor e vinhetas de caso para exp{orar visões ou
experiências, quando mujtasvariáveìs estãoenvolvidas. Ainda que asquestões
devãm ser abertas, intervenções são importântes e são reatmente usados
como um tembrete para o pesquisãdor levantar quajsquer questões que não
sejam espontaneamente mencionadas. O uso de ìntervencões, entretanto, é
mais djfíciL do que se poderia imagjnar em principio e é uma habjLidade que
é desenvolvjda com o ternpo. Uma dâs cojsas mãis dìficeìs para o pesquÍsaãor
novato ou moderador de grupo focal é toterar o sì{êncio, e podehaverumâ
tentacão de se usar interuênções (fechando, então, a djscussão) enquanto os
participântes estão, na verdade, aindâ pensando sobre sua qLlêstão e formu
lando a reposta (Barbour et at., 2000). Uma dâs funcões das jntervenções é
obter esclarecjmentos, ao pedir aos partjcipantes para expandir ou exptjcâr
seus cornentários ou esciarecer o uso de um termo em partjcutar.

Conselhoscomo o decomecar com perguntas inoÍensivas e j r progredindo


para as majs deticadas são úteis, mas os grupos variam na vetocidâde com
quesesentem confortáveÌs para progredir, e alguns partjcjpantes podêm ser
menos ìnibjdos do que outros. Os manuais de grupos focâjs algumas vezes
enfatizarn exageradamente o grau de controleque um moderadortem sobre
a sequência e o conteúdo do questjonãmento, já que outros membros do
grupo podem colocar questões aos outros íora da sequência e podem até
formular questões que são mais delìcadâs do que aquelas que o pesqujsador
havia decidido usar.

Ìambém leva tempo e prática para se tornâr confortável com o uso de


um guia de tópjcos semiestruturado. Mesmo em entreüstas indjviduãìs_ o
pesquisador deve estar preparado parà mudàr a sequenciã das pergLlnLas em
resposta às questões tevantadas peto entrevjstâdo e precjsâ mantei-se atertã
para que ele possa captâr quaisquer comentárjos potencjatmente interessan-
tes. Os moderadores de grupos focais também precjsam reagir rapidâmente
e tembrãrem se de que o guja de tópicos (roteiro) é apenas um guia ftexiveL,
não um protocoto detâlhadamente estruturado (Murphy et al., j9g2, p.3g).

Uma útjl expLicação da tógica por trás do conteúdo e da ordem das ques
tões e exercicjos é fornecjda porGraye cotaboradores (.1997)em seu esiudo
das respostâs de jovens â imagens de pessoas fumando em revjstas para jo
'solãllll ê sErLlJD êp sopèur so!dgrd snès sLeuolssuo.rd so Lllor êtuêujelêrLp
rêzerì êp zê^ tlrl seu€Lp!]or spsrê^uof êp osrnl ou suêlL sleÌ êp èluêullpj
-nleu urêl.rolo ênb sêossnrsLp pLllêdsê slpro] sodnrã sou osn nês ê 'sLplluêl
sêglsênb e ìlrgj ossêrp urn Lxêluprp6 slpurof êp sêtrorêU lp)o] odnr6 un
urê sêlLredlrltrEd rod sppe)LpuL opLs ueL^eq ênb 'slEuoLssLJold sãg5pluêlro
E Elluglslsêr e reroldxê pred êpnes ãp ogJoL1lord êp soÌêllupd nosn (zooz)
Áèìssorl solo^lrl rês LupsLfêrd opu 'oluElêltuê 'olnullsê êp sleuâlew
'sodnr6 èrluê sêg5erpduof erpd LUeuoLlrodold ênb ìElruêlod O .
'sèossnfsLp reìnurLlSê êp êpEplreder pnS .
roLlnq ruêsur ê 0ìê6 o rPrqênb uê èpepLìLu pns .
:olnlxlìsê êp sLeuêleu sop
roìe^ oìdUl o Prlsnì! oìdr!êxê êssf ,,Zessê e prpdluof es 9l nês üol oe5elêl
Plrdord ens oLlol !.rêrêquor g! êluêurìè^p^or d sèro^ ênb ìprê6 orLulìr un ê
êssê,, :nolun6rêd ê EllerSoto] e norlsuoL! ropplLìLrpJ O pLrugrêJêr êp oluod
ourol ossl opuesn (ellluel êp orlpêLu no ìPrêã orlullr) 9f o Luor el!ìerd
elrdo]d ens rez!ìenlxètuor êp sêzeder u€rol ê êp euprSord êssê rxof
sopezlre!ìlLüe, uE^elsê sêtuPdlr!ÌrPd so sopol 'ènb^-l rPuoLluêLlr êluPllodLUl
3 elguud oç5uêtp êp odnr6 urn êp lpuolrrLj erlìerd eun urê sotuê^ê sop
Jeloruêsêp o P^Pluêsèrdêr ènb 'a)Q)Dtd )Dád re^Ls!^êìèl eìê^ou eurn êp
uê8puL pun resn -rod soureldo rslelxêp ì€nltêìêlu! no elsltLìê ouror ols!^
rès èpPpLsrè^lun Purn êp eslnbsêd êp olêÍord un ered ìelruèlod op sêluèLl
'êrqod 09!6êr purn urê pueLUUd oB5uêlp êp soj!^rês èrqos spossèd spp sèçs
-L^ sP rPLrLìê P P^PSl^ ênb SLETO} SOdnlS êp OlUnÍUOr tun LüOr Ol!ê,t lOJ OLUOI
L!!SSp rOgSSn)Slp PU Opêr ìeUêlEUr O.rznpollu! OpllUêS ZpJ èluêUlphqo í0ìê6
o rprqênb ro] olnlurìsê 3p sLpLrêlpu sop ollsgdold lpdL)uud o opuenÒ
'sleroJ sodnr6 urê splsodsêr reLfLìê ered roulnq op ìelruêlod o Luprpluelles
uêquel (t002) p)prug8 ê rolÁel-eUeLLrn sLêllllp sêgtsênb ès-urêrelup^êì p
oPsslLlrèd o-pp ê oìêB o Lxerqênb êluêureêuelìnuls 'o_pluê ísêll ossL êlqos
resuêd ês èp rop e uJPrLl seur ísorêdse ê sLèrlllp splJêJ!p ppLlts^Lp elLêupul
eurn êp a eluLrns Pu|oJ êp uessêrdxê ìElè6 urê ênb p['slp]o] sodnt8 p]ed
oìnur.ltsè êp s!PlJèlPrI] orüor so^Llêlê êìuêuleLrêdsê rês ruêpod soquuppnÌ)
o'lnwJts:t l0 stvrut-Lvw la sodt]. F
'e5uêsêrd pns uJp^plou sâÌupdLllllEd so opldgl opnb êp oluêUrLtêìêq
elsê oe ê spppluèsèrdp sprnEu seLr orJpSLr op ênbplsêp op oe5elLltluêpl e
sepeuo!reìêr upre sPrLroêl sêoSednroêJd sp olupnbuê 'iêpepê!rE^ opupuoll
rodord rsLê^pperEpspjê]el seopueulol (sopexpìêl sêìuedlllljed sorpxLêp êp
êpPprssê)êu P urP^Eìsê setllgld sêgzpl se êrluf spjêlel sEp spll rod sel uoêl
olupnb sprllprd olupl sê9zel serprLìdxè Lxelêpod eJEd uèp!^lp sp sêìf .suê^
ç .
1'16

escothêmos usar um recorte de jornâl bem recente, pâra nossos grupos fo-
cais desenvotvjdos pârâ a exptoração dos desafios do trâbalho envotvendo
tanto problemas de saúde mentaL quanto questões de proteçáo à criança.
O recorte retatava um incidente em que uÍna muther, sem um diagnóstico
psiquiátrico deÍinitivo, havia recebido seu bebê de voLta para cujdado,
ãpenas para atjrá-to de uma ponte dias mais tarde, Esse artjgo contjnuava
questionando a fatta de um diaqnóstico, cjtando um psjqujatra que fornecia
um diagnóstico de desordem de personalidade após o evento, e então espe-
cutava sobre quem era o culpado por essa tragédia. Não é nenhuma surpresa
o fato de que jsso gerou um debate passionaL, com profissionais confessando
que esse era seu "pjor pesadelo" e questionando como é possivet se dar
conta ântes de o evento acontecer.
Para o estudo que buscava exptjcar o âparente núrnero de incidentes
racistas não denuncjados, usamos materjaìs da cãÍnpânhâ nacionaÌ do go-
verno escocês, "lJma Escócia, muitas cutturã5", para estjmulâr a discussão a
respejtode como definir racismo eo que constìtuia uma resposta apropriada
a diferentes situações. lsso também foj centrat, pojs os anúncìos estavam
sendo exjbidos nã tetevisão durante o periodo do estudo.

DESENVOLVENDO MATERIAIS DE ESTíAIULO


PARA FACILìTAR A TAREFA ANALiTICA

Como já foi destâcado, os dados gerados em un'ìa discussão de grupo


reflêtirão a dinâmica deste, em vez de proporcionarem um registro fiel
dâs visões dos participantes indivjduaìs. Entretanto, em atguns projetos de
pesqujsâ é extremarnente útjI obter irsighis das diferenças entre perspec
tìvâs prìvadâs e públicâs. Esses insights podem aparecer espontaneamente
ou o pesquisador pode construir esse potencial comparatÌvo ao combjnãr
grupos focais e entrevjstas jndjviduais (como fez MjchetL, '1999). Uma vìâ
atternatjva para exptorar essas questões envotve o uso judicioso de exercí
cìos escrjtos comptementares dentro de uma sessão de grupo focat, o que
tâmbéÍn pode proporcionar acesso às vjsões e preocupações indivjduais,
Além disso, tal abordagem tem o valor agregado de permjtir uma compa-
ração íácit entre comentários prÌvados e o djscurso compartÌlhado em uma
ocasjão especiíjca.
Em nosso projeto de pesquisa sobre o gerenciâmento de enfermeiras
comunitárias na atenção primária, estávamos especialmente interessados
em como os membros da equipe percebiaÍn os papéis e contrÌbuÌções !ns
dos outros e suas vjsões sobre corno fâcjlìtar um efetivo trãbalho em equi
pe. Tomando emprestãda urna abordagem de que havia me impressjonado
em uma sessão de aprimoramento de pessoal que eu havja partjcipado na
lJniversidade de Glasgow projetei um livreto para ser comptetado durante
:(r€rrrrèdsê ro^P, solno
:ãptìes èp sèruê6v
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o9N soì-çloue €rpd opÌrêurôt o5€dsê o âsn oLlìeqE4 êp ãdmbê ãp op5pìar poq pllln
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u€iznpord eêd'nbês€ ãnb ura i,rrrqr drl,, êpoplrrêy3 urn rod oprnFês 8.1âossi)
t€ns p rPìrurs
eêre Eun e r!^iês €r€d €pinì)ui rês euè^êp ènb €q)E 9ro^ ènb ãdÌnbã pp ocsúêl
xê e l€nb 'oerLsodüor uã úeLe^ etrguud oEj!ère èp sèdLnbè sE ênb op€C
:un oersènõ
sorÈlsr sorf,rf,ülx:t t- 9 oÈcYnb
puobêler purn êp slpur rod s€peìnlêxê rês'oLdÌluud urê'ueltêpod sprêr
-Pl sp ênb üê 'P)rlgrd ep sPprurlêpu! sPêre sP rQèì,rê.r êp o^Llêlqo o uol
'soppzLìpL)êdsê èpr,ìps èp slpuoLssLlord êp ppnÍe p !!or'sopelêlord urprol
souguêl sêssf sPppudordP LuPuês ênb !!rP^plèplsuor sêJê sêq5e slpnb è
opeprnf rerluêpL^ord []ê opr^ìo^uê PL.relsè êdlnbê ep orquêur ênb lèpuodsèl
e sopPlLsrnbêr LUprê ìProJ odnr8 op sêluedlrltled so 'sêìêp LUn pppl erpd sol
ll9lod!q sêluêpPd êp soperedês soL.rguèr sgjl uJê erlslsuol t ol]rllêxl O
'(1 9 orpenÒ rê^) - n3ês e oppqJelèp ouJor roessnrsrp plun .rod í!Jn
EpPl (sopLn8ês LLrerê olêr^Ll ou suêlr sCrl sorèLuud sO splULrêdsê sêolsênb
èrqos odnrS êp ogssnrsrp P opuêpêrêrd solLDsê soLrPtuèrLror uror '.ogssês e
Ll, r
118 Rosaline Baóour

profissional e jncÌuiam diversas situações, como pacientes termjnais com


AlD5, um homem isolado com úlcera na perna e probLemas de moradiâ que
recentemente sofreu uma perda, e umajovem mãecom depressão pós-parto
potenciat. 0 conteúdo dependerá, é claro, dos interesses dâ pesquisa do
projeto em questão, Nesse caso, estávamos focando como o trabalho era
distrìbuído nas equipes e corno eles percebiam os papéis e as responsabi_
Lidãdes uns dos outros, de modo qLre erâ necessário ter exempLos que não
Íossemevidentes e que provavetmente provocâssem atgum debate. Vìnhetas
sáo uma ferramentâ bem estabetecida na pesquìsâ de levantamento (Fjnch,
1 984), mas poden fLrncionar particutarmente bem em u m ambiente de gru po

focâ1, o que tem o vator adicional de eticiar comentários sobre os aspectos


especjficos de cenárjos simi[âres, mas diferentes, que darjam uma major
preocupação ou favoreceriam outra resposta.
Gray e colaboradores (1997) tomaram a abordagem originat de uti(izar
jmagens digitaLmente atteradas para permitir a avatiacão do impacto de
fotos tanto com qrJânto sem a presença de Llm cigãrro. lsso também envol
veu separar os pârticjpãntes do grupo focat em pequenos grupos destacados
pâra êxecutarem os exercicios retacÌonados, de forrna que exigiu bastante
planejamento antecjpado para garantir que adjscussão permanecesse sepa
râda. Mais comumente, entretanto, essa "contamjnação" não é uma grande
preocupação em retação aos exercicios que, provavelmente, serão usados
em estudos com qrupos focajs.
À seteção ou desenvolvìmento de Ínaterìaìs de estjmuto não é uma ciên'
cia exata nem a seteção de materjais requer um níveL de hâbi(idade fora
do comum. Contudo, fazer uÍn estudo pitoto - e, ocasiona(mente, buscar
a orientação de um especiaLjsta, como no caso acima é essenciaL para
se estar confiante de que o materiaL provavelmente provocará discussões
acerca dos tópìcos retevantes à pesquisa, em vez de resultar em discussões
desvincu(adas à questão de pesqujsa.

DESENVOLVTMENTO DE UM INVENTÁRIO E
UAì ESTUDO-PILOTO DE MATERIAIS DE ESTÍMULO

Materiais de estímuLo nem sempre têm o efeito desejado. Nunca pode_


mos ter certeza dos sjgnìficâdos subjacentes que os materìajs podem ter
para os partjcipantês. 0s pesquisadores devem monitorar cuidadosamente
o impacto dos materiais dê estímulo e dos exercicios e devem se preparar
para Ínodificá-Los ou retjrá Los, se eles demonstrarem ter consequências
jndesejadas. Burman e cotaboradores (2001), por exempto, reLatam que
abandonaram o uso de vinhetas e atividades de interpretacão de persona-
gens em seu estudo com menìnas adolescentes e violência depois de isso
ter levado, em uma situaÇáo, a uma briga de socos que cutmjnou em uma
Ppepor ErLêLUud P'(t002' ìetê ÁêssnH)sPjuêop ep uêbplsêle êrqos s cf sop
seLluêLrêdxêê sêgsL^sPp opnlsê ossou lul (qóóól !noqre8)oueuollsênb urn
r.!ê op5prodrolul p pred 'olej êp 'no se^llelllpnb sesrnbsêd uê osn p.rpd spì
ê qu l^ .rê^ìo^uêsâp erPd oluenb sêrolrêlsod sodnr6 LUê osn Pr€d oluPl 'oìnlu
rlsê êp s1e!êleur rErê8 prEd sopesn rês urêpod sLelo] sodnr6 soudord so
olnwlrst t0 stvtut_tvw
ul^'to^N!st0 vuvd stv)ol sodnu9 t0 o9rudwl J..ì
's31^\og rêìred sìlru€) uor
eLEser ês sspErll êdrruLd o ês Pìnrèdsê êp èpPp'unlrdo P ênb op sêlupssêialu'
sor.Ìêur rês ruPFraPd so!3llPuorrPìâr sasê 'ole] è0 oqlu ê è4uê sagjelêr
'Pd
èp z3^ r!è sã9rPìêj-€r!! sens ê ìeèè e'ìluel e êiqos epeúLue olssnrstp eu. roü
prluor oìêd 'opupìnuasâ 'opetèsêp oila]ê o è ãr o9r ìeualelü ôssê 'oluEt3rÌul
'sLpd o!!o) soqrêisêp s'elruèrod snas ôrqos sqJEFrnbuL rPìê^êr ê sêgJPdnroê!
spudold sensra'upp êpopssrurôd e sêlEd'r'ìred sop elrpp pzêlpar E êÌE oprpuèÌsà
ôs rêr eúêìqord èssê 3p oìE] ô anb oÌsr^ad P!^pq nl ocSrpè € Pled 3ÌêrpuPur E
Èrtrãlrro, ênb o'..rEd 'otlnur oÌu$ nê,, :op!êzrp operl) rol êìl ìoorl9 ã sPEorp EP
rpsnqe èp ôlJrpuo) eu oÌsod€ oprs opuêltur€H sdlruld oe Plrãt3r ês ênb '(tPd
-ould €!êlpLx :Z0OZ êp o.1rêupt êp tt prp lerLêi epunãès èp 1!oW ,\ìtW qsap)Sj
opLun ou'q op êprolqPt urn êp ìPuror êp 3!orêr urn rBzÌìan nê loLlìrt êP
oEiEutr Ep soupsêp sop euêl o êrqos sLpro] sodtu6 êp euDlto 'p'Fp
plun ãt!Èrnc
octcllnstvw otnw[s] lo ìvldl-LW lc oldwlxl wn z 9 ouqvnÒ
'(€ 9 orppnÒ rê^i ogssnrsrp ê opÌurdo êp sp5uêrêjLp
r€to^ord e.rpd 'oluelrod 'ê í.prLuouolnp € olLêdsêr o ê pltuC)Llêuêq ep pl
-!19 e êrluê plrLrguossLp rplrl,, erpd opEsuêd êluêLuprUllêdsê lol ê €pl^ !!ê
soluêurElsêl êp op5pluêLLrêìdul p sppelrolrpìê.r ìeêj pp!^ ep spurêì!p .r llêllèr
Ered op!^ìo^uêsêp LoJ orrìêlodLq ouEuêl O ellJÌlêdsê og5€ntls eìênbeu
sppedltêluE sêqJnrlsuL spssêp opJelrìdp pu sep!^lo^uè sêotsênb se rêleqêp
E p^pfproruê so ênb 'plLlêlodlq plLulìr plêqLrL^ eLLrn rêtêuro,r rod soueldo
s9u 'oluel]od soluêún)op sêssê p op5Lsodxê êp sn€r6 souç^ ruor sonp!^rpur
LUo) opueìeJ p^ptsê êluêruìê^e^ord êlê ênb elq€s uosduoql'(e€002 ' ìp lê
uosduoql) €p!^ ua soluauetsêt arqos s!euoLssrlord êp sprruguadxê ê sè9sr^
ss êrqos opnlsè un urj olrnu opesuêd rupL^eLl ogu splê srpnb spu sêQlsênb
ê.rqos seossad sep sp^rlrêdsrad sp rproJdxê pred suoq ogs slploJ sodnrg
'(2 9 orpenÒ ra^) sope[êsêpL]! sopElìnsêr
rêì p olpprpup) ê oìnullsê êp ìe!rèleur Lun ênb ruê6ns êpod oloìLd opnìsê
u.rn 'orLlgLuprp oel 9 opu oqrêlsêp o opupnb oLusêW opul]ê] ês gu!uê!11
6rt
120

QUÀDRO 6.3 VINHETA CLiNICÀ HIPOTíICA

Apâcìente tem 78 anos de idade. ELã mora sozinha em umâ cãsa de repouso_ Até
a aposentadorjã eta trabãlhou como secretária do dÍeror de urnâ escota privada.
ELã tem uma iilhâ dedjcãda que a vÈita duâsvezes por dia e outra íithã..tádosul,,
que a visita de vez em quando.
Apacientevivecom demência. Ela pode Íâlare se aLimentãre precúa de atgLrma
ajudã aosevestir. Ocasionatmente vagueiã durante anojte. Suasaúdeíisica é boa,
de modo que não está atualnente sendo iratada por qlatquer condição médìca,
lendo Íe to e,aÌe( e^.F \o. ,o ho\p,rêl Jr cno à!rès,
Ela reconhece sua fìtha e fìca íetizao vê1a, maso repertório de suô conveBa é
Limiiado ã fitha praticamentefaz lodaaconveBa durantearvisitâs. Etaejncapaz
de ter algo que ate três anos atrás etã fãziã aúdamentê. Eta não ê demandante,
é poputâr com os proíjssjonaÈ e náo parecê ser peÍturbada.
ELa íez um testàÍ.ento em vida aos 70 anos de idade, enquãnio ainda dúplnhã
de una boa saúde menlal e fisicâ- Ete íoi íornêcjdo à instituição qLrãndo eLa che-

Uma noite, âpós um paseìo, eta volta conì febre ãlia. O médico óchamâdo e um
exãme indica que ela tem pneumonia. Em trãtamentocom anlibióiìco, eLa pode sê
recuperar plenamente; sem ete, há uma chance sìgnificativà de mo.re.

de grupos focaìs gerou discussões espjrjtuosâs e desvetou urna amp[â vârie-


dade de respostas potencjais, incluindo alguns exemptos decomportamento
nos extremos do espectro entre âqujescer a todas as demândãs do pacìente
(em umâ extremidade) e desafiãr todas as requjsiçôes dos pacìentes (na
outra extremjdade), Em vez de norteâr a djscussão nesses grLlpos de pares,
tais cooentárjos acabaram servìndo como materiais de estjmuÌo, dando aos
partjcìpantes permjssão ã ãdmitjrem ou ao menos consideTaTerÌ essas
respostas e locatizar suas próprìâs posições eÍn reíerência a esse cortinuum
(ver Quadro ó.4).
Outras informações das investjgações feitas nessas djscussões de grupo
focal (junto com uma Lista compteta das categorjas codìíjcadas desenvo[-
vidas) podem ser encontTadas .a website do Britìsh Medical Journal, qne
perÍnite o depósjto de materiajs supLementares, lsso pode ser acessado ete-
tronìcamente por um lirk, a partir do artigo originat (Hussey et at., 2004).
O potenciaÌ das sessoes de exposição para gerar mais dados é muitas vezes
desprezado. Contudo, apresentar ãchados preliminãres pode proporcjonar
uma oportunidâde de envotver os partjcipantes da pesquisa em um traba-
tho colaborãtjvo para compÌementar expticações, Essâ é uma abordagem
mujto mãis útjl do que simptesmente ver tajs exercícìos como provendo
uma corroborãcão dos achados por mejo da "validacão pe(o respondente,'
'sêoJelt]Dêdsê se uol sleutêp
ê8uol E^ opLr sEU .sêluptjodurL ops êp€p!ìenb poq êp sotuêuedÌnbl .
:ên6ês ês oLuor eplünsè.r rès
êpod lnbp ppLrêur o,r ogJplLrê lro V ês!ìpup p prpd sp^lì€l!duol sêp€p!ì!q!ssod
rêrêurojê sopuênbêr sopEp so rerê5 êp êpepDEdPf Pns'êlLrêLLrìPluêLUPpun]
'ê sêìupdDllrpd sou oìledLuL ou oluenb çElLlê sêolsênb êp sollljêl urê oluEl
(opnl
'sêosDêp sens êp sêo5ef!ìdrxL sp ogóuêlp ellnLLr urof rprêpLsuof ê
uor rê^pqr V slpro] sodnr6 êp o,p5nrêxê pu ê oluêüEfêLlpld ou spp!^lo^uê
slftlp]d sêqlsênb sp oìupnb spìuord sprSãr LuêlsLxê o!l] 'zê^ eLun slew
t^vHf-so-LNod
'sotuêluPUoltsènb so^orJ rêz€, èp êrugrlr Pl.rln êìê p pp ê
urprL6rêurê ênb sorrleuFruê sêqjprd rênbsLenb rêrèquorêr ropesrnbsêd oe
êlrlurêd anbrod 'ìê^gpuêurorêr 9 u9q(Iìs] Llrê6eproqe pssê 'lJadxa êp ìèdEd
ou ropesrnbsêd o rerolor êp zê^ L!3 sêr€u!mÌìêrd sopeqre sos sêlued!r!t-red
sop s€lsodsèr spl] sp5uèrêrrÌp rênbsLenb re-ìoìdxê ropesrnbsêd op êtlrurêd è
'eurèd e nossPd au Pìê ènb
zê^ Èuaì! ô Pr'ôuud e etènbv (lEiaÊ ePesu) ãruèueL^qo !êzLP orènb !o^ou
êp os! çre] olu elè sEw'o,I seuêd€ nê ê " rPuE6uê êu êp op€q€rP €l^eq Pta ê
'aqes 'ê!rsuqf proluL-t ênb PLÌuo, L!è srPru sçrtP Pì saprdPr sossPd P opuPìluìupr
n P nê srodêp sotÌìuR! 0t PsP. PrPd opur e^elsê n: Pün Pr€d oruo ouror oãìE
rol ossr 'optúl orpeuãi o iep ênb ê^rÌ nê iurluê roPlul eroqúê Pl.ppueL! erpod
oBu rprpod oçu nt opol eeènbsè o eíu eurèd e uor è iou] opu€ns èsenb iêqes
oro^ 'EpPSnruê €ìs3f iodnrF op sPpPslr) sElsor sPu rop rocl E'uo6e u3 E^Pìsê
rPluãs Plpod oc! Eìê :rPrso op EU6rp êÌuèuelntosqP arlrPurroJrêd Pun Ìrotnrêxê
ê norluê ênb za^ Purn 'oioLrilP op sêluP oEoì P)our PLrn tuor rêrPdêp êu nl
:9 otèg-LYdotdrl tvtul-LvYv
'opEs!Àêr P!trucrrlFc rod êtuêuPúrrêd o!tr$3uês nãs rêr e eossèd esè e u€r€^êl
3nb sorLèrrãi êp sêgJpurolu' êqps Cro^ '4uãutelru€Ìsunrrl] 'opLrqo eL^e! ênb
eâgjpurolu' !ê!odêl nl {rersçêpsêlu€ tt, o rêsn) spurêuotêt3} sunFì€ zU na ís€.rtp
sãs3u 8! sun i€PÈtèlueusèp !o] soD'têuêg êp P'ruê6v Pp ãpne4 € ênb slodãc :€rl
'9rsè !uèq
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O resuêd ErPd orEd t!êu seuêde nê
lpsuêd ês prpd spsror sEDno seÌmw €{ãs ãnb rãnb anb o Ered nô 'so'r!.}ê!è€ ãp
p!trut8vp Plpd no ìp!tros orn6êS êp oÌuêü€ìredêo o Er€d ossère èp ropelonuor o
ouror opuPntE noisê 3s êrqosrEdnroêrd êu ãprlrslsêp ap !ãqEre'o9luê ] :z9l
[
srYlor sodnut lc sYcY tutc stYNotf,lcv sloSvÈoldxr t'9 oàcvnÒ
tz, I
122

Gâranta que você está confianÌe no uso de seu equipamento e reseíve


baslanle Lempo pard orgdnizèr a sarâ que voLè vdi usar,
Ìome nota da sequência da conversa e do conteúdo da discussão e
registre suas refLexões imedìatas em seu diário de campo.
Providencie um moderador assistente, se possivet.
Preenchaas [acunasnatranscriçãoanotandocomunicaçõesnãoverbais
enquânto estiver escutando a gravação orjginal.
Fâça um pjtoto dos guias de tópicos e dos materiais de estimulo.
Pratique o uso de intervênções e aprenda a tolerar sitêncios.
Pense se você pode cotetar informações dos particìpantes de umã
forma superficial ou por meio de um questjonárìo c{rrto.
Lembre-se de que os grupos Íocaìs podem gerar materìaìs de estimulo
para uso em sessões posterìorês eque âs sessões de exposìçâo também
podem ser usadas para gerar mais dados.

M lerruus coMPLEMENTAREs
Tais questões práticas são discutìdas mais detathadamente nos seguintes
trâbalhos:
Flick, U. (2007a) DesigningquaLitative Resedrch \BôÒk1óí The sAcE quolitative Reeorch Kit),
London: sage. Publicado pelãÀ.tmed Editora sob o tjtLto Desenha da pesquiso q@litativo,
Hussey, S-, Hoddinott, P, Dowett, J., Wihon, P and Barbour, R.5, {2004) 'The sickness certifi
cauon system in the UK: a qlatitaijve study oí the views oí generat píàctitioners in scôtlând',
British liedicol Journol, 32a. aa 92.
Mlrphy, 8., cockburn, J. and Murphy, M. (1992) 'FôcLs grôLps in heatth research, Heúlth
Pranotìon Journal of Àústtolio,2t 37 44.
Puchtâ, C. ând Pottêr, J. (20A4) Facus Grcup Proctice. Londan: SaCe.
Rãplëy,1. (2007) Doing Conversorion, Discaurse ond Dacument Anolysis (Book 7 of fhe SAGE
Quolitottve Reseúr./r ](it). London: sage.
Thompson, Ì, Barbour, R.5. ard Schwartz, L. (2003a) 'Ádvance dnectjves in Íìtìcal care de
cjsion makinq: a vjqnette study" Britith hledi.dL Jôútnol,327: 1o11 15.
ered sep!trêuroJ o9s sêqtsê8ns seurnãìe ê !o^!teÊêu opuEnb o^!ÌLsod olrpdruL
LUn rêl otuel uêpod Ìe)ol odnr8 êp sêgssnrslp LUê oB5pdlrl]lpd V'êpppLrord
-Lrer op sorrlla] urê Pslnbsêd op adlnbê Pp sepepLtlqPsuodsêr sP ê Pslnbsêd
essou êp rPdLrllrPd uê LrjêpJoruor sPossêd se sLPnb sPlêd seQzPr sP PULurPxê
êll slerol sodnj8 opuesn eslnbsêd eun êp oe5npuor ãp ossêrord o opol
êluernp L!ê8rns anb ser!19 sêgÌsènb se êpuedxê e ellsL olnlrdpf êÌs:l
O TNEIAIIJ.EI{Oì{dIAIO f
S VfIJE
124 Rosatine Barbour

minimìzar as potenciais consequências negâtivas. À dificutdade, contudo,


de se predizer o que pode ocasionar perturbações é reconhecida, uma vez
que as respostas às discussões são inevjtâvetmente dependentes do contexto
específico e das circunstâncÌas dos individuos particjpantes. A importâncja
de se proporcionar u m tem po pâ ra esctarecimentos Íi nai s é enfatizad a, assim
como a necessÌdade de se ter jníormações reLevantes ou números para con-
tato à mão, para que os pesqujsadores não simptesmente "agarrem os dados
e saiâm correndo", Os esctarecimentos fjnaìs taÍnbém podem ser vatiosos
para o pesquisador, particutarmente se o tópico é emotivo. Os financiado-
res e supervisores também têm obrjgações éticas a respeÌto dâ gârantia do
bem-estar fisico e psicológico da equipe de pesquisa e dos estudantes. A
seção final deste capítulo examjna as questões Ìevantadas nâ condução de
grupos focais com grupos vutneráveis, como crjanças, idosos, deficientes e
aqueLes com probtemas de saúde menta[, beÍn como os desafios de estudos
transcutturais com grupos focais,

$: o t,uplcro DA pARTtctpAçÃo No cRupo Focal


Pouco se sabe sobre as razóes peias quajs as pessoas concordaÍn em par-
ticipar de uma discussão de grupo focai, mas várjos pesquisadores percebe-
ram que as discussões eÍn tais grupos focais podem ser catártìcas. Jones e
Neit-Urban (2003), porexemplo, retatam o impacto de uma sessão de grupo
focaI nos pajs de criãncas com câncer, que excedeu em mujto os beneficjos
antecipados. Tomar parte em grupos focais também pode sêr benéfjco para
particr'pantes que não têm taìs expectatjvas dejnicÌo. Burman e coIaborado-
res (2001, p. 449), que realizaram um estL]do das vjsoes e experiências de
menjnas adolescentes 5obre violêncjâ, comentaram que: "mujtas menjnas
sustentârâm que fazer parte da pesquisa permitiu a etas refletir sobre suâs
experiências e obter urn major entendimento sobre o papeL e o jÍnpâcto da
viotênciâ êm suas vidas".

Particutarmente, quando estaÍnos envoLvjdos em convocaa grupos focais


para discutÌr tópicos deiicâdos mas não só nesses casos a discussão pode
atjngir áreas que são mais djfíceis para atguns particjpantes do que parã
outros, Todavia, vale a pena ter em Ínente que os participantes dos grupos
Íocais podem ser bastante habilidosos eÍn termos de proversuporte uns para
os outros e podem, às vezes, fornecer uÍn apojo que serja difícit de propor
cjonar no decurso de umã entrevistâ jndividual. lsso é o que está ocorrendo
nos seguintes trechos de um grupo focat de gênero mjsto sobre a presençâ
dos pais em partos, em que dois dos homens presentes questionârâm â
sabedoria convencionaI de que o nascjmento é uma experiência emocionaL
esmagadora para novos pais (ver Quadro 7.'l).
'20êl olrnu elru3lr
êdxê €urn urãsspEprlsê sllrêlred spp !pL!n8ì€ u.ror sEì^êrd sertrLltuèdxê s€iturü
ênb puênb oeu n: -Ìpossêd olrnlr ? roFrp nê ou.ror lsluêu.rp^ou ; ossr s€W :rp€sl
'ru's
irj's :pow
'se'^èrC s€'ruglrèdxè seqr'ü setêd è1sÈ3sêp orràpeprâ^ urn
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'ol rânbg ê opìrêur otu€Ì lrn PlsÌsêtsauP ún LêqunL!êtsêt ê]uãu)Eèr nè I ::reesi
'''ünïl:pow
'op€rrê urêrPp sPs'o. sPl'nur
p! nâ anbrod lEsçpd ãnb ãssã^u zr^ìpr €ìã ênb op (iêqlnú ÈquÌu) rê8êtord puãnb '^
nê onb ôquodns nê è ruês êsenb i9qêq nêu o erê ênb rêlas lred -nêFluorE
ènb rèqes er€d rè^ ènb oq!ã1 na s€urol seÌue1 èp lèr €r€d 'èpeprê^ eN :rPEsl
'. rLriH rpo!!
..2ÈU
ruêu pun I iou!!ôu un è,, ra^ è opuèrse! oqlu ièu oP o!s'^ errèuÌrd v :treesÌ
içì ãssã^osê oqu ês oplprêd euêt 3nb elr€ 9ro^ ènb
o opunu or Epeu rod o:Ìr€d o oprprêd PrêÌ oq! ?ro^ ènb:ssrp ?)o^ 'rPPst :pow
Golsrú so]êu9; ìErot odnrE lu'rtlo ün oliêrxl)
'L1rârPlorq êlìra!usêlduL5 ênb op sêluârêtrp sPOrol âp srP'.êdsa sÌeu
olÌnur oPrs urgl o!1uê apsêP !!rPrã29 sÈauEur se ènb sÈçtôr sÈÌno rêqPs 13 :ìrPf
(Epesu)
'erP ui s!!u {ePesl) s€uède ìo} úru erEd iè!Ès 9ro^ uè,]
I lusq : I' l€slor êpu€rE €un êruêüì€êr ê opri 'êqps tro^ 'ê !l sã1uèràlp sLei
rdsoq uê opìs opr.rêì orÌrsèr! loluosrpur êlupÌseq urpro, stop so ê ,.[ "]ênb olluê
rot lurs rEsso! PqlLW,j ,êzlp ossod ogu nê êqPs ?ro^ êl!êlu-Ptnrorsd 1ol olN
'olrpd urn sr€u splrad€ noãred 'l iolpd spoqìeqp4 oêlu€jnp noopuê.seu 3lu3r1l
teèr E^Etsê èqêq o opuPnò lopuátrsÈ! õlLèuenuêF e Ètsêèqêq o ôlupnb!!:ÌrÈf
terodg eu n']uês ès ero^ ouor êp rerquèì ès ènEôsuor ?ro^ :pow
'sorred uol
er.lcuâdxê €rrauud Pq!rur P! olpãur urn oprs êssa t] ogu nê ãs roqlèu opls erra]
ânb oqrp n3 9t rplsa Euènb n! oìlnbp puêprêd na urnltuêu aÌrêt êp 'èqes 9)o^
'ônb €pu'v utu Er€d orred o4no sp!êdp sluro] selrEl âp sprlr 'ruê€ spos*d
'ot ènb o
selno €r€d lê^bur Prruèuèdxê eun rès ê^èp [ ]orren op pouprLl'ra6 p
en!!L!Lp ossr za^ìPì r!êq sau'êqEs sou ê soluêu'rs€u sotu€t souh s9u I :)eÈs1
soplrsêr] soqtu z ulotr €r]êurêlul êu€f
oqlu l Llotr 9l urPd
soqÌ!] z eor 9t ìr€f
oqt$ ! uor 9l rePsl
orruLìl ropprèpcví
soqìl] z uror PtìturP] ap orLpêu]/urêúoH (51) lüè6
l-Ldodns
ìvNoÌlàodoèd wYd wnÈol wn owol tYf,ol odnÈ9 wn t z oucvnÒ
çZl I srErol sodnrs
126 Rosatine Bãrbour

Pam: l eu mãÍjdo diz ql]e eLe tem esse[...] esse ripo de imâgem grudado em sua
mernória, reâlmênte, do pado. Você sãbe, no momento em que o bebê está nas
cêndo e also que simplesmente sempre estará alj. ELr achol...l eu apenas náo seì
se isso é a mesma côisã que[-..] que o que vocô diz- O tìpo de essâ ìmagem do
seu fitho, que está reatmente vindo ão mundo âlgo que você nuncâ esquecerá.
Aquele íoj esse momento.
lsaâc: Sjn. Tendo dito que eu posso mê idenrìíicar conì o que Jack djsse sobre ser
!m tãnto jndistjnto el...l (risada). Não e qüe renha sido diferente de quãtquer

Jackr lsso faz .om que eu me sjnta melhor. Eu devo dizer, nunca tendo fejto úm
trabaiho obstelri€io, iãmbém, então você não sabe, vocâ não vj! muitos... talvez
alguns... Alguns, mas é isso.
(ExceÍto Doìs Oíicjna grupo focat gêneros misiosÌ.

Além de proporcionarem suporte uns para os outros em sllas confjssões


de terem tjdo experiêncjas que não foram exatamente a euforja do envol-
vìmento dos pajs muitas vezes representada, Jack e lsaac também estão
coÍnparando suas experiências e reftetindo sobre o ìmpacto de seus niveis
anterjores de envolvimento proÍjssjonat: ou sejâ) eles estão, na práticâ,
compartjthando a tarefã do moderador de comecar a anatisar os dados,
mesmo enquanto estão sendo gerados. As discussões de grupo focãl podeÍn
também provocar comentárjos da parte de atguns partjcipantes que podern
incoÍnodar outros (p. ex., comentárjos racistas ou sexistas) (Kevern e Webb,
2001, p. 331). Contudo, uma característica comLrm das dtscussões de grupo
focat é o grau em que os partjcipantes ativâmente oferecem suporte uns
aos outros, encorajando-os a falar (Duggleby, 2005) e endossando suas ex,
pêriências, e geralÍnente suas vjsões específjcas.
O ìmpacto potenciatmente danoso também pode seratenuado ao se fazer
consjderâcões cujdadosas durânte a convocacão dos grupos e buscar sepa
rar ãqueles cujos comentárjos provavetmente serão oÍensivos a outros. por
exemp[o, em um estudo das experjêncjas de profissionajs sobre testâÍnentos
em vjda, optamos por reaii?ar entrevistas indjvìduajs com as pessoas que
se sabia que apresentavam posìcionamentos partjcuLarmente fortes e cujas
presencas poderiam ter jnibìdo até mesmo ofendjdo outros com visões
menos elaboradas, Entretãnto, nem sempre é possívet antecipar todas es-
sâs ocorrêncjas, devido à natureza ftuìda das discussões de grupo focai e
ao fato de que o pesqLrisador nunca dispõe antecipadãrnente de todas as
informações sobre os pârticjpantes que podem ser relevântes ou podem
inflLrencjar comentários (Krueger, 1994). Snìjth (1995) ressalta a importân-
oulof íê (sãrêqlnur ê suê^oÍ rês e uêpuêl sopplprluor seropeslnbsêd 'es!nb
-sêd eun reìêford ês oe epErêplsuo] rês ê^èp uleqlupl prLsl] e5uern6êsv
._
'sopep êp oe5erê8 êp oseJ p sepplLru!ì oglsê ogu 'oluellod 'êtodns
êp sêpPplssèlêN sopluê^êrdsêp sêroppsLnbsêd sorp8êd êpod ênb o !êslleuE
êp ossêford o êlu€rnp sêQ5llsuert seìd!Ir.ìu èp prnlLêl ep o^lleìnunl ot!êJê
o Uelelsêp (|,OOZ) sêropEroqeìor ê upurng !erluêìo!^ ep ot!Ìnsse o êrqos
seJuElrl urol sopep re!r!ìê êp spLrueuêdxè sens êrqos opueluêluoJ '(Zg9 d
',OOZ 'uê,{^O) .,oduer êp or{Ìpqprt op oB5lsodxê p sode soÌuêurltuês ê soluêL!
-esuêd snês J!ÌnrsLp rapod pJpd ropprodp ê êluêuêdxê e8êìol no eslnbsêd
êp ros!ruèdns,, un p ossêrp pquêl êìê ênb êluplrodu! ê ê 'selopeqJntrêd no
sLê^gpu6psêp sêg5pnlls p JopesLnbsêd o rodxê êpod 'êluêrede êtuêurElelp
-êLüL ptsê o-pu ofldgt op pzêppriìêp p opupnb oursaur 'e^LìetlìEnb esLnbsêd
eurn rPz!tPêu PpPzèrdsouêur êÌuêuêÌuênbêr, erês ênb epuLe êluelrodru!
I (rlgquel PSLnbSAd rêZPJ êSêp ropPslnbsêd OU Olleduìl Op Oelsênb V
'opnlsê o erPd sêluPdlr!ìrPd êp oÌuêLxeìnDêr ou
epl^lo^uê opelsê e!^ell ênb oe5PlrossP PpPr urof oluêuLnâês èp orÌuoruê
urn uerepuê8e ê olnl oe olodp êp sègipzlup6ro êp so5êrepuê pp$ ep uLj
oe sopeplnr êrqos uerPlun8rêd Luênb P sosoPL soP urerPuolrrodord (zooz)
sêroperoqpìor ê rnouÁès rpLuro, pursêLLr ec (opSursêld êp soìsnl so Ered
or!èqu!p urêrpz!urouo)ê spossêd se e!ÌlLurêd ênb o) ,,oluêue3ed-gld soper!l
-Llrèr,, èrqos sêqSPuroJUL sourâlêuroj loPJlltsêrd êp sotsnr êp otxêluor ou
ogjprlpêur p o95pìãr urèopsLrêpêp epeurolêrqos opntsêossou ulê toìdujexê
rod olPluor PrPd sêgSeuroluL âp sotluêt êp sorêurr,ìu no sêtue^êìar so^!l
-PUrroju! solêqlo, rxol sopPrPdêrd lelsê urê^êp L!9quel sêroperêpoul so
'seossêd sep êlrPd roLPru P PlPd
p5uPln6ès puolrodord pI op5do eun ê pssê ênb rêqgs zê^]e] :olLêJ lês oss!
pred opulpêd uên6lp èp pLruêuêdxê pun ê^$ elunu 'êluouJpsollnJ oe5Llr
-suprl pp sopp8pdp rup[ês snês soue]uêurol rênbsLenb ênb uJêrplLslnbêl êp
(êprel slplu no proq eu) êpepLUnlodo I sêluEdlrLllpd sop rpp lê^ppuêurofêl
ê 'oL69lsê êsseN pslor pLxn6ìp rp6epu! urEr!ènb ose) 'roppsLnbsêd o uol
olpluor prpd orêunu Lun Lxêl sâìê ênb (rlê.r!ìuele8 ê sêg5pdnroêJd tenbslpnb
ujêretsêJlueu sêluPd!)LlrPd so PrPd âluêDLlns oduêt r!Ìlrulêd èluploduJ! l
'eppssJJderêsê^êp e)unu è roperèporÌr opèpepllrqesuodsêJ è ìe)olodn16àÉ
ogssès eurn êp uil oP sã]uPdLfllrPd so uof sreuL, sotuêLulfêlpìrsê lêzpj
stvNH so-tNlwtf 3uv'Dsl ã
.ìpossêd êluèuelìp oBlsênb eurn rês èp
sèfuPqr seoq urêl sêluEdlll]led so lepouloruL êpod ênb o ênb e! ,sesêrdlns
rê^Pq êpod
(uêqurEl
'!nbv
eìap lpull op LUêÌuês ês ouro:Ì spur ,ogssnrslp p
êluErnp uêluês ês sêlupdlfLlred so ouror seuêde oqu rElêpLsuor ès èp ell
LZL sLe)ol sodnrD
128 Rosatine Bàrbour

tat, podem ser particularmente suieitos a sêrem cotocados em situações


potencialmente perigosas (Green êt at., í993). Uma vez que o trabalho
com grupos focais frequentemente incLui pessoas "pouco acessivejs" ou
marginaljzadâs, eLe pode exigjrque os pesquisadores destoquem-se poráreas
caracterizadas por âLtos índices dê criminaLidade e viotência.

R cor.rsroemçÕEs EspEcrArs E DEsaFros


GRUPos vULNEúvEts
Grupos focais com frequêncja têm sido usados para acessar popuLações
de difíciL contato, como jovens urbanos em Boston (RosenfeLd et at., 199ó),
âmericanos de ascendência mexicana que são membros de gângues (Valdêz
e Kaplan, 1999), grupos de minorias étnicas (Hennings et at., 1996; Farooqui
et at., 2000) ou pessoâs que estão íora de contato com os servìços (Crossrow
et at., 2001). Para outros grupos, como os jdosos ou as crìanças, os grupos
Íocais gerâLmente são favorecidos em re(ação a entrevjstas individuais, que
têndem âserconsideradas jnaproprìadas demais ou muitoinvasivas ou amea'
çadoras. lsso tevanta a questão sobre se consìderações especiais deveriam
ser dadas ao se usar grupos focais nessas sjtuações ou mesmo se técnicas
especificas deverìam ser desenvotvidas para esses casos.
Grupos íocais são geratmente considerados mais apropriados que entre-
vistas indivjduais para crianças pequênas (l authner, 1997, p. 2l). O gênero
provavetmente desempenha um papel importante na determinação das vo-
zes domjnantês nos grupos Íocais com crianças, de modo que, a maior parte
dos pesquisadores defende a reaLização de grupos de um único sexo para
êvitar a tendência de os meninos "fatarem mais, mais atto e determinarem
o assunto das conversas [e] se imporem às meninas" (Mâuthner, 1997, p.
23) em grupos de gênero misto. Da mesma forma, grupos focais com irmãos
tâmbém reprêsêntam um desafio em termos das criancas mais velhas ten-
dendo a dominar a discussão (Mauthnef 1997).
A maior parte dos pesquisadores que trabathâm com crianças se baseia
em uma combinação de atividades envotvendo desenho, escrjta, leitura
e ctassificação (Mauthner, 1997). Tanto Mauthner (Í997) quanto Morgan e
cotaboradores (2002) recomendam o uso de exercícios com papel e caneta,
e Morgan e cotãboràdorês relèLâm que. em uma ocasiáo. uma cnanca que
havia previamente estado muito quieta contribuiu mais para a discussãoapós
engajarse nessa atividade. /úorgan e cotaboradores (2002) também foram
entusiastas sobreo potenciat para a geração de dados com inÌerpretação de
personagens e acharam útì[ permitir às crianças que manuseìem bTinquedos
durante a discussão. ELes retatam terem usado um brinquedo macio como
êrdrêluL ue[ês Jnvìbas-uou Jênbslpnb ênb J!]uere3 ê !,eluol]u!s êp erol,,
oglsê ênb spìsodsêr êp êppp!l!qLssod p prpd elrêlp rêrêueurêd ê^êp ropes
Fbsêd o 'ês!ìgue êp ossêrord o êluernp 'ênb uêrêãns sêlolne so ê 'orldoì
ou Seiuppnu rp Llun ue ê sêq5d nrrelu r lp fpro]uêsêp ered ìeLradsê opep!nr ur n
êurol -ropPrêpour oênb uêrênbêr sPrllslrê]fPrPr sessf sêluelrodur ! sollesêp
uereuolsE)o slPnb so'sPìsod oprs urêrêl sPlè êp sLodêp oduJêl un sêotsênb
sprêpuodsêr e ellugpuêle ê sofldoìèp eloJÌ eu sêpPplnrllLp rêluPìPl Lün êp
sLeu êrlua oç5uêìe e rLpr^rp êp oLulìrêp u]ê êpepllLqPq Pns ouor rslerrêdsê
sêpppLssèrèu uror sosop! uro) oqìeqerì op soìrêdsP ureluodp (0002) ìrly ê
llêlle€ sLeuèp lPossêd P^eurol ês Eìê opuenb ogssnfsLp e uêre5uP^P sêrop
-eslnbsêd soe nlÌLurêd ê o€ssnrsLp e nolLìlfeJ sêluedllLlled soP lPllLuej erê
ênb o^!s!^êlêl op rplLruis oìpurol un êp osn O souênbêd sodnlÊ êp osn o
urppuêurolêr (zooz) sêropProqPìor è rnouÁês tslelrêdsê sêpepLssêlêu Lxol
sosop! so uro) slelo] sodnr8 eP osn op olLêdsêr e sêg5epuêrllo)êr tllâzP]
ênb '(0002) ìlly ê tìêrrpã uro) unuror rul ropeslnbsêd o e]ed slelledsê
sppupL!êp PSErl ênb erêplsuof ês ênb odnr8 un uol opel!ìêp olldol urn
opu€ulquol 'oluElrod 'Pp!^ êp LuLl êp sopeplnr e otuenb sosop! êp sêpnl!ìe
sp reroldxê ered slefo, sodnr8 LüerPsn (2002) sêropProqeìot ê rnourÁ3s
'sêtuedlllled sop eu ogu ê lopPsLnb
-sêd op so9ur spu repod o ertuêruor ênb eslnbsêd êp o95eÌêr ep PropLullêp
Ellts!êt)erer PurnâlP PLI enb êrêrPd êrdl!ês lopes:nbsêd op sêq5uêlu! sP
ue!ês ênb seurnuêã sleLu rod suê^oÍ è sotÌnpe êrluê epL^lo^uê ìPn6LseP
rêpod êp og5elêr pp oplsênb p efelsêp se5uelrl Luot sesLnbsêd rPz!ìpêU
)Plue^êì urê sêluellsêti ueLlelsè solìnPP sãìuepuodsêr ênb
solunssp rpproqp êtuêurpllajJêd uêpod ênb 'seJue!) selêd sPlsod selerLp
sêoìsânb € plsodêr Lr,rê zê ìel 'ousêur êìè êrqos oP5Puirolu L eun8ìp rPqìLìred
uol e olsodslp e[è]sê roppsrnbsêd o ênb uê 'êpeppordllêr êp ne]8 un l!lr,ì
ê uêqurpl selllg sêgjsêpLsuor ê^rsnlru! 'sêJoppsLnbsêd so eJPd sêolsênb
sètuelroduL eluP^êì seSuPUf êp rLl-rPd P soPpp rPrê9 oplrèrPdPsêp L!êssê
-noq sotìnpe so ênb uêopunur un urêrerêpLsuol P se5uP uf sP re [Pro]uê elPd
sêqqoH urê Epelldsul eluor êp'zej êp og5pnlls eurn urPre6êrdurê sêìl (91Ì.
'd Z00Z le ìè sìleds) ,,èpepr èp qoue è^ou èp qp5uell) èrluè sèossn)srp
ruê sopErêqllêp ê sopllPqêp ogs o9J!und êrqos sof!ìPrd ê sleroLx seuèlLp so
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í30

tâdos em seu contexto apropriado. euestões sjmilaresforam tevantâdas por


pesquisas que envo(veram conduzir grupos focaìs com muLheres com sérjos
e duradouros probtemas de saúde mentat (Owen, 200í).
Owen (2001) relâtâ que havia escothjdo grupos íocais por seus potencìais
de serem respeitosos e não condescendentes (como sugerido por Morgan
e Krueger, 1993). No evento, e[â descobriu que as mulheres partjcipantes
não se engajaram em interações umas com as outras em qualquer grau sig-
nificâtjvo, em gerat respondendo diretamente âo moderador, o que sugere
que o tempo e o esíorço extrã envoLvidos no estabetecimento de sessões
de grupo focai podem não resultar em vantagens signjficâtjvas. Em nosso
próprjo estudo sobre saúde mental e proteção de crianças, optamos por
utilizar entrevìstas individuais com as mãescom probtemasde saúde mentaL
severos, já que isso também ofereceu a oportunjdade de acompanhar seus
progressos nosìstema seis meses mais tarde. Fomos cuidâdosos, entretânto,
em empregar uma entrevjstadora com experiêncja como enfermejrâ psi-
quiátrica. Em contraste com muitos pesquisadores com experjência ctinica
que presumem que suas habitidades estão dadas, owen não desconsjdera
uma especiatidade tão valÌosa, que é eminentemente transferívet à tarefã
de gerar dados do grupo focal. Áinda que Owen (2001) reconheca que, às
vezes, a distjnção entre a pesquisâ com grupo focaL e uma sessão de terâpia
se tornaram um tanto indistinta, eLa Íoi capâz de tidar com esse dilemâ ao
contar com o apoìo de membros da equipe que havjam estâdo presentes
nas sessões de grupo íocal e que trabaLharam com os indivíduos a respeito
das questões levantadas durante âs semanas qúe se seguiram às discussões
do grupo focat.

PESQUISAS TRANSCULTURÁIS

Yettand e GiÍford (1995) defendem que os grupos focais podem ser ina-
proprjados para pesqujsas transculturajs, uma vez que foram desenvolvidos
especifica mente para popu [ações angLo-céltjcas. Contudo, e(es constataram
que, com â devÌda âtenção ao contexto, grupos focais de fato proporcio
navam um íórum no qual etes eram capazes de djscutir aprofundadamente
as crenças sobre morte súbita jnfântit com muLheres provenÌentes de uma
grande variedade de contextos cutturais que estavam vjvendo na Austrá-
lia. Para tat pesquisa ter sucesso, é cruciat que os pesquìsadores tenham
um conhecimento detaltÌado do meio cuttural em que desejâm trabathar.
StrjckLand (í999) retata o importante papel desempenhado por equipes de
planejamento tribai cuja ajuda foi empregada para um estudo sobre as
conceituatizações de dor entre os soli.'h costeiros {indios-âmericanos do
interiordocontinentenoestadodeWashjngton). Entreas mujtasorientacões
úteìs fornecidas estava uma atertando a equjpe de pesquìsa para o costúme
nouoLrrodord ãn6urtLq ê nlqf ênb èp otel O sèl6uL o ogu ênb senSutì uJê
sodnrF so rplnfêxê e.red sêlêJdrglu! ruor Lüprpluor sêìêênb uê 'iserüeul êp ê
slPfr^rêf sêuexêêrqos se)lut9 selrouLLrl êpsèrêqlnLu êpsELluêuêdxêêsêos!^
sP erqos oqìPqPrl nês Llrê od!] êssêp soL]psèp Lupleluoruê (6ó61) Ìq8Lu) ê
nrq) LuerepnLLr sopPlLJlu6!s so ered ìê^grêplsuor lpLfuêlod Lun êlslxê . sêtu€d
-lrLlJed sopslq6lsul sorêqìor opuersnq ê uê6rêLUêènbeplpêuJ e seuJêtso^ou
opulnSês rsopu nlnrlsê ornod sorLdol êp spLnB sêssê LuetlìdE sèJopprêporu so
ênb uor êpep!ìlqlxèìl e pppp rosslp urêìV slploj sodnr8 sou orldot êssê eled
oBSesrê^uor e JeuoLrêrp êp spurro, sprlno reqte ênb ureJê^!l ê eLruêìol^ plpd
Pl^eìed purn LUplnssod oeu spsêu!ql sêtêqìnut ênb 'oìdLrlêxêJod 'LUprplelsuol
(0002) sêroperoqelof, ê Suef slplo] sodnrS êp (sorLêtor) so)Ldol êp spln8 ep
oeJn pprt e e]rd êtuêurl en6! el!ìde ès ossl (z1g d ' LOOZ 'otLsodsl ) ìê^lznperl
'ole] êp '9 opnl uêu 'otuelrod s!€srê Lun ê]uêurpuessêrêu oes uêu en6ull
€rtno uê soplznpordêr rês urapod solLêruor so sopoì urêN so^llPlLluPnb
sopnlsêurê ìeJnllntsuelt ruê3e$alered êluêìe^!n bè êluêLUler nll nl PsLnbsêd
èp oìuèL!nr.lsu! ún Jê^ìo^uèsêp Lr.rê^lo^uè oejnpeJÌ èp so!)r)rèvè solrnw
'lPuoLtourê e!ru_er!JLuSLs èp sPpLlsê^ur sPossêd
ê solLêfuol e urêluê]êl ês e.red lelnllìrPd uê íìoquedsê urè soLlrêl urp^psn
eLluênbêrj uol ulsse epuLe uleJepnlsê sêlè ènb spuLteì sèrêqlnlu sp enb
ureluqolsêp sêlê 's?l8uL êp sêluênìl sê]ugìel oes sèluedLrllred so ê sêì6ur
urê sopLznpuof oes sLeroj sodnr6 so opuenb ousêr! ênb zê^ eun rsên6urtLq
sâropprãpour relnrfêr 'iìê^lssod ês .urepuêruorêr (t002) prpulgg ê rolÁp-l-
-Pqeurn ìPlnbolo) sêuolue) urê oluê{leulaJl êp osjnr nês êrqos sêQssnfsLp
urêssPzlleâr euLrLpêu1 êp sêluEpnlsê ênb uêr!ÌLtlled op soflr slplll oÌLnlu
sopep LxPrerêE sêìê ênb urereruêsqo (1002) saropproqplol ê Lxe l ogssnlsLp
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sensresn ísêì3uL urê 5êlLrênlJ o9s ugqure] sêìê opuenb ousêw 'sêlued!tr!ued
sop P^Lleu en8u!ì eu sleloJ sodnr8 rpsn ês op spl^qo suê8eluE^ LuêlsLXf
'sel6u! urEì€J ogu ênb sêrpd snês èp sê9sL^ spp ,.oxêUêr ol!êppprê^,, un
.reuollrodord urêpod o9u 'oÌupuod 'ê sopprnlì nre 'oe5!uUêp lod 'Luprol son p
!^!pu! sêssê 'eluodp (1002) otLsodsl oLuol s9ì3ul ureleJ ênb sodnrF sêssep
sorqulêur e eslnbsèd P lSuuÌsêr ês oe so6!.rêd eH sêrpìnrLlJpd sollpsêp urel
-uêsêjdêr 'e!^epotísêì6uL urplpl opu ênb sêluedpqled ulor slp)ol sodnlC
'Eêugluodsê a p^llejêlul srel! ê êluêt!ìerê6 oe5erlunLlor e ênb
LUê sLernlìntr sodnr6 soJtno uror og5prpdurof urê souE)Llêue-soLput so êlluê
PSrê^UOl êp PILllìSIp eUrOJ etlln Ulè OpUp]ìnSêr 'OUlnl rod seìej uJè p^pêspq
ès spsJê^uol êp oìn)llr o ênb noìê^êl prnlìnl essêü ogsrêul! roLpur plxn
'sPpPnbêpP oe5uêle ê oBssêrdxê urèssêqêrãr sonpt^!pu! sêssêp sêosL^ se ênb
rLlupre6 erEd leloj odnr8 êp sêgssês sep LULj ou odluêl re!)Ldord êp soutrèl
urè sPr)uênbêsuol sêluetJodulL ê^êl ossl opplej ulêssê^noq sorlno ênb êle
urP^Plpl o9u suêuroq so êluèrllìpLrèdsê oqul pp soe!rup so lpnb o opunSês
t€l
132

inslghts que poderjam de outra forma terem sido ignorados e satientou a


extensão na quaL os Ìntérp.etes estavam mudando o signìfjcado das questões
e, portanto, afetando o conteúdo dos dados gerados. Etes concLuíram que é
essencial proporcìonar aLgum trejnâmento em moderacão de grupos focais
aos intérpretes; não é suficiente esperar que etes sjmplesmente traduzam
de forma simultâneâ e torcer para que os objetivos da pesqujsa sejam, de
alguma torma, màgi(dmenLe. preservados.
A tradução seja de guias de tópicos (roteiros) ou de discussões de grupo
focal gravadas é um processo attamente comptexo, que, atém dos óbvios
requisitos, de ftuêncja em outra língua, exige que sejam consjderados os as
pectos contextuâis (Esposito, 2001). lsso é pârtjcutarmente im portante quan -
do não há paLavras equivalentes no inglês para conceitos usados durante as
discussões de grupo focat. Em relação a algumas linguâs, como o cantonês
(Twjnn, 1998), uma tradução titeraL resuttaria em um ingtês fora da gramá-
tica, já que as estruturâs de tjnguagem são muito dìferentes. Levando essas
dificutdades em consideração, Esposito (2001, p. 572) recomenda encorajar
os tradutores a usar uma "interpretação baseada no significado, em vez de
patavra por pâ[avra". lsso tem impticacões ctaras para a extensão na quat âs
abordagens fenomenológicas podem ser apticadas para a anátise dos dados,
uma vez que nuanças têm tantas chances de serem o resuttado do procêsso
de traducão quânto um reflexo dãs construções e sjgnificados orìgìnaÌs dos
participantes. No processo iteratjvo, que carâcteriza a pesquisâ quatjtâtiva,
a geração de dados e o começo da anátise ocorrem simultaneâmente. 0s
guias de tópicos (rotejros) são "Ítuidos, adaptáveis e mudam de curso quan
do apropriado" (Esposito, 200í, p. 573). EsposjÌo segue detineando âs duas
principais opções de gerâcão de dados em tinguas nas quais os pesquisadores
não são fluentes, a primeirâ envoLvendo o pesquisador monolíngue confiândo
em facilitadores bilíngues treinados para reatizâr os grupos focâis, e a outra
opção sendo acrescentâr um ìntérprete profissìonaL em tempo reat ao proces-
so, o que permite âo pesquisador participar do processo de coteta de dados
enquanto este ocorre. lsso facitÌta a análjse simuLtânea, o rediÍecjonamento
das questôes e a validação por meio dos comentários dos particjpantes.

Umâna-Iaytor e Bámaca (2004) descrevem em detathes â abordagem quê


usaram para garantì r quê os tradutores de seus grupos focais em espanhol per-
nìanecessem tão fìéis quanto possivel ao conteúdo e ao signiíjcado originais.
Etes se esforçaram para recrutar aLguns pesquisadores que fossem bitingues
em ingtês e nos várjos diatetos fatados pelas mulheres tatinas em seu estudo.
Cada grupo focat era transcrito eentão traduzido por um pesquisãdor. Dêpojs,
um segundo pesquisadorouüâ a fita e verificava a tradução. Sempre quê pos-
síveL, etes se certifjcavam de que o pesquisador famjtjarizado com o diateto
em questão estava envotvido em âlgurn ponto nesse processo.
-êr sefLulê sPlrouLul êp sêgjeìndod uor slp)ol sodnlg opezlpuêrde
êP SêpeplnrLlLp no ìeluêu apr,ìes êp spuêìqold uof seossêd ê sosopl
'sp5ueLrl ourof 'slê^grêuìn^ sê95eìndod Luor sLefo, sodnr6 rlznpuol
ês êp sêlueìlnsêl sLeltêdsê sêgtsênb sp êrqos Luêq resuêd è^êp êfo
'eiuernÊês êp se uJoaÌ otuenb èUodns êp sêqlsênb se uo]
oìuPl replì êp ês'ênbuLìrêl ê sosuêÌu! sêlpqêp p ê sLêfilLp êluêujÌell
-uâlod sêo5enlrs e oe5Fodxê ep roppslnbsêd ou oÌleduL o êrqos êsuêd
'oPssnrslp Pp LUIJ oE rlnqulslp
erPd ( )lê 'EpnqP êp sequ!ì êp sêuoJêìêt Lxor) sêlup^âìêl so^lteuroju!
solêìlued rênbsLpnb p6prl LuêqLUel sollã,slìpsu! urEfalsê sêlê slenb
sop op5plêr urê soLrpluêuror rênbslpnb sêo5llsuell spp lp8pdp êp ol
-Lêdsêr p seLlupre8 êlfuêpL^ord ê oìeluot erEd sêqìelep sèlupdlrLllpd
sop e5ãurol 'eppssêlde êpEp!^!18 eun eÍês ogu oss! ènb prpd odluêl
rPuoLlJodord ê^êp ato^ ê 'sêlueuodru! ogs sLeuu soluêur!)êrpìrsè so
'lê^lsuês oP5erêpoLu eLUn êp orêur rod efuns
ênb oeJpnlLs lênbìenb uol rep!ì ered operedard p[ê]sê à uêEprìsoLup
e lPrêplsuol oe Luerroto sêlê ênb ered ìelruèlod o rpzlLxLullx êluê-l
'opErPdâtd e fêìsê ê s!Plo, sod nr6 sou sor!ÌgLUèì qord soupuêr êd LfèìuV
PÌnêdPrêl un no êpnPs êp
ìPuolssLjo.rd urn ro] êlo^ês êluêuìelrèdsê's!èdpd sop sêìLüLt so êlqos
lê^lssod ojeìl sLeL! o eÍês è sêpepìnfLJrp slplruelod red!)êlue êluêl
'esLnbsêd êp olêlord op sopetlnsar s!ê^g^ord so ourol urâq {sonpl^lp
-ul oìupnbuê sêìê ered sêg5pr!ìdru! sep ol!êdsêr p lê^rssod oluenb sêlê
LUOI OÌrêqP Oel rês ]etsnq ê opntsê nês êp rpdlfLllpd ered rêl {xêpod
sêluedrfrìred so ênb sêozu se êluêLlesopppLnf lplêplsuor ê^êp êlo
'seplznpojd urêrêssê95uf
suerl s9 êp sêtue oLUsêLu PjêLuor sopep êp sêseq sep orllrteup lpLfuêlod
ou roperêpour op Plruênuul e ê ês!ì9uE E ìenb pu opsuèlxê e upÌuê!ìes
'oldruêxê rod 'sLprnÌlnrsuprl seslnbsêd sleroJ sodnr6 êp spupplnul sleur
sêg5prLìdp spssou urê sèglsênb seusêru spssê e op5uêÌp slpr! soure$aJd oe
rPlrLJèUèq SOU SOUrêpOd rsêrgÌnlllred SOLIPSêP LUeìUe^êì lpluêur êples êp
spuêlqord ruor spossêd no sêluêlrllêp 'sosopL 'seJuput oulor 's!ê^glèuÌn^
sodnr6 uof sLpfoJ sodnj8 uor seslnbsed rpzllpêJ oluenbul .ogs!ruêdns êp
,
sêojplêr spssou uê serolêtord sep!pêul reuf sorxe!ê^êp Lrl9q uJpÌ spul sopnl
-sê sossou rxê sopelnJlêr sêìênbe prpd soupp sLeLluêlod rezlruLulLu lelnrord
os oPu sourPlrê^êp ê sleroJ sodruF uof pslnbsêd eurn êp o!8plsè eppf êp
efrlsÌràlferPf eun lês E!rê^êp sptlìê sêolsânb sEp oe5ejêplsuof v .pfLlê êp
sêllLuol so eled ogisr!ìdp èp souelnuroJ sop oluêurLqruêerd ou oeJelêpls
-uo) urê opE^êì rês eslrêrd ênb o6ìp spuêde oes oeu sprllê sê-olsanb sv
r^vHl-sor_Nod rqi
€€ r
134 Rosatine Barbour

querem uma compreensão sofisticada das diferenças intra e entre


grupos, uma noção de que a linguagem, a cultura e a religião não são
sinônimos, e uma apreciaçãoda interpretação e da traducão como um
processo que está longe de ser objetivo.

!í lerrums co,uPLEMENTÂRES
As questões éticas a respeito do uso de grupos focais são discutjdas de
forma mais detalhada por estes autores:
l,{authner, M. {1997} l,{ethodotogicat aspects oÍ coltecting data from children: lessns from
three reFãrch prcjects', c/Ìildrq and Society,llt 16-28.
owen, s. (2001) 'Ìhe prãcticat, mêthodologìcat and êthicãldìlêmmas of conductjng focLrs
groups with vutneÍabte ctiên\s' , Journot of Àdvon ed Núrstng, 3ó(5): ó52 58.
Seyrnour, J., Bêttamy, G., Goti, M.,Àhmedzaì, S.H. and Ctark, D. (2002)'Using focus groups to
exptore otder peopte's attitudes to end of tjfê care', dgeing ond society,22(41: 517 26.
Umana'taytor,A.J. and Bámaca, À{.Y (2004)'Conducting íocus groups Mth Lãtino populãtìonr:
te$ons fíom thê fiêtd', Fomtly Relatìons, 5Jlllt 261 72.
-uê rPssâldxê ê opeu.tlue êleqêp un uê ès-rpfp8uè 'sèosh sens leìnuuoJêl
Lxêpod seossêd se ourof opulnìruL 'lero, odnr8 àp sêossnlslp se êluplnp
epeLr!ìâ oeJelêlu! êp od!] op prlsourp pun puoLlDdold êìl _êluêLüerlloêl
Ìâ^lsuês ê epgêìJêJ sleroJ sodru8 ep oeSprêpoLu purn âp oLêL! Jod 'iso^lleÌ!ì
-pnb sopep rerê6 êp êpep!ìlqpq eu tq6lsu! un puoDrodord olntLdEl êtsl
SOCIVCI ECI
ov5íÌcroud
136

tendimentos cutturajs compartithados. Torna exptícìto âtgumas dâs habili


dâdes envolvìdas e enfatjza a importância de se antecjpar a anáLjse, mesmo
enquanto os dâdos estão sendogerados, a partir da exptorâção de djferen ças
entreas perspectÌvas dos pârtjcipantes, requisitando esclarecimen tos a etes
e cothendo seus insights.

S rNvrsrrcnçÃo DE como as PEssoas


FORAAAM SUAS VISOES

Grupos focâis, corÍìo argumentou David Morgan (1988), sáo excetentes


parâ descobrir por que as pessoas pensarn como pensam, e é certamente
possívet destrinchar o processo de formação de percepções durante as in-
terações do grupo focat.
Oexempto a seguiré retirado de uma transcrição de um grupo focal gerada
â partirde uma oficjna de grupo íocaL que exptorou, como "tópico virtuat", as
percepções dâs pessoas sobre a presença dos pais no parto dos fithos. Esse
tópico foì escoLhjdo, porque, de forma consistente, resulta em discussões
jntensas e é pârticuLarmente útjt para fazeros proÍissionais de saúde remove-
rem suas "armaduras profissionais". Como tat, évaljoso ao proporcionar aos
partjcipântes insighfs da natureza bastante pessoal das djscussões de grupo
focaL e oferece â etes umã oportunidade de "probtematizar" um aspecto
de suas vjdâs ao quâ[ eles podem não ter anteriormente dedicado muita
âtenção críticâ. Âquj, uma das particjpantes, Carolyn, ri enquanto reconta
como eÌâ, nâ verdâde, deu â seu parceiro poucas opções a respeito de estar
presente nã horã do parto. Essâ reflexão teva outra participante do grupo,
Gai[, a reconsiderar seu próprio comportamento (ver Quadro 8.1).
Curiosamente, Martìn, um pesquìsâdor sem fiLhos, não tem uma parceira
que está grávìda, como poderja sugerir seu úttimo coÍnentário. O que isso
mostraé o ca ráter imedjato das discussões de grupo focal e seu potenciat para
encorajar os pârtìcjpantes a se engajarem em projeções, de Ínodo sjÍnitar ao
que ocorredurantea interpretação de personagens, mas de uma forma muito
menos etaborada e artifÌcjat. Observe, também, a ênfãse que CaroLyn põe na
patavra "estarja" e sua risada após essa afirÍnacão, o que íoj captado peto
moderado! que pergunta: "Não foi uma opçáo?". lsso ressaLta a jmportância
de se prestar muita atenção ao tom e à ênfase nâ fâla orjgjnal e demonstra
quanto pode ser perdido ao nos basearmosâpenas natrânscrição escrita, como
algumas vezes acontecequando o assjm châmado "investigador principal" ou
aquele que administra o fi nanciamento tem a responsabitidade de analjsar os
dadosgerados poroutra pessoã. (Vejâ a discLrssão sobre anotações no Capjtulo
ó e sobre aproveitar a informação que pode ser fornecjda peto moderador
durante o processo de anátise, discutido no Câpítuto 10.)
Goisrur sorèuaE letror odnrE luLruo)
'oruê^ã o êluanp êÌ!êsêrd eÍêt€ nê ênb
luerêdsê èôb rod opualLrê olu aluêoìeàr nl -op!ã]uê oeu aÌuêúleèr nl /pì Elsê
êpppè)o5epoe ea ou ot!ìrè,cD eè D.od enb rÕa rq€sà)o. o"r, :' "!Ì
'urs ìr€5
.ãr!èrèlÌp ãtuaurplêtduror ê
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eppr ênbrod 'ê}uêrãjrp èluêu€}êlduor 9 ollEnrrs epEtr ênb úru E ârarpd :uurpw
'oquôdns nè 'Puglsrq Pp sopPl
slôp so L!êl oPtus '!Pì rersè euanb èìà ê .s€!u oels3nb e noroqpì3 sluaurlpèl
lrunu Pta ênb lod !ês opu nê eq ..opprsa êìênbEu êsr e aìã ânb €uênb
oB! ptê 3 êp€pLu6rp L!êç or'nu oeienrls Èun erê 3nb prlìrês pÌà ênbrod -.urâ . 9ì
orrãrrpd nês puènb oE! êÌìb e6rue eun oquêl nê . urnH (opuêduoxêruü ìre9
" o ênbrod epiprêd êspnb ê rêq]nü ep eLlìorsô e
' ''ê or!êrrEd o ènb urê o95pnÌ!s eün rè1 èpod
Cro seu 'çÌ solãrrpd snas rêrènb
3ruèúl€èr úPur oP! sarêqlnu seurn8ìE ênb :os! dqos rèz€1p ouçìuàuror urn6ìe
"'u31ètro ôs rês opu nê ..crl . .ênb 'ollsànb È4no pun êrno4 uÁìo]El :pow
rèqlnu Eíês uãuorl €r3s sêlê êrqos elsè oe$êrd e ê Et rplsê rênb
oeu 3nb orêrred un -un pì rÈtsê ruêrênb o9u salê -..sèlè õnb ôtuês .r3nb ogu
ênb ortêrrPd un un 9ì lersô upriênb opu saìê sêìê anb oruêüìâ^p
ênb
-nrs'pur Elu's ênb urn rênblenb rod oluèuEì êluêüìpêr nê .. I opuern8èssp
€rl
èql è êro^ ôpuP'nF rL!9n6ìP €íeq ãnb èpsèp ero^ uror pt çlsa uênb ËJuèrèlÌp ze]
ãnb oq)E opu èluêuìpêr 'zê^ purn ossL rod opes€d 'iê$rp nê ouror ,op!ê1 iseu
ieqìotrsê €tÌnu ê^è1oB! ê-elp^elsêê1! .otrrupd
opês€q €u nêrêluorp opnl !rol ênb
ollè! oq 9ì r€lsê aìa erEd elrìlsrsuÌ nê ês z3^ Epuntès eu êtuèup^ou ossr otrê,
euê1nê ês rãs oP! (zê^ EU.rn ossrsd op€sed opuêt'spu.t.oÌuêúrrseu o àluernp pì
rEÌsã êlã ered oplpur-x3 nêur ou oqssêrd èürouõ pun Ìênboìor nê ênb oqrv :trp9
ucor sesLor se ouor oprrpDap nê .pu,o, pÌrêr 3p t"".0" ,.,
ê ogu no 9l relsè elrênb ãìè as atè p rêllfE€d oulsêu uèú ,r!rs
uls "r
n! ".r, "t, "ï
'"tru^ìorpì
2o9rdo Pun loÌ oEN rDow
'(PpPs!r) el P!r€tsê
èÌè oe5do pllln Lo.l olu ossr è srop sou 9ì e^pìsa opueu nêLU ê .ogìut :!^torel
zoursêur I ipow
50ue sò4 sôur]ìÌt sou srôp êtuèual€rêr orllu urn ê^'l nè uêq uIs ruÁtorpl
tpttruêsnE Éns uor ouor aÌuàsê]d rpd o úor otupÌ oluèr!ttrs€!
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'9.rês oìLnbe }1n oenb op oÌrêr nolsè oe! fê !êzip ojênb
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aq€s ?)o^ !..n, !n] inj,j o opol
razEl ê spÌnE se rpÌuènbê4 êp o^uêíqo o tEnb .oppì orÌno rod iErp ou 9t pirslsê
ogu ero^ ês selne se reÌuênbê4 êp o^uêÍqo o g lenb .s!uro, ptrêtr êp t€W :urìrEw
sresr^ Jc oyJv rnnuoj3à l 8 ouovnò
LtL r sLErot sodnrg
138 Rosatine Barbour

f.:í rstílauro ao orearr


Frey e Fontana (1993, p. 82) apontam que o que etes .efereÍn como sendo
"a entrevista de gru po " proporciona " u Ín a situação especiatmente produtiva
para revelar vãrjações nâs perspectjvas e atitudes e um meio pronto, por
sutÌtmente colocâr um Irespondente] contra o outro, pãra distinguìr entre
perspectivâs compartjLhadas e varjantes". No estudo sobre as denúncias de
incidentes racjstas na área de Strathclyde, usamos materiais de uma cam-
panha pubLicitária nacionat, "Uma Escócja, Muitas Cutturas", desenvolvjda
peto governo escocês e projetada para aumentar â conscientjzação do ra
cjsmo na Escócia, Essa sérje de filmes curtos foi transmitida regutarmente
durante o período em que reatizamos a pesqujsa e inctuía uma série de
vinhetas indo desde os encontros cotidìânos até instân€ias mais sérias de
racismo. Entretanto, eu havìa notado quevárìos desses cu rtos fi Imes e Ijciam
váriâs respostâs de meu próprio cjrculo de amjgos, com algumas pessoas
comentando que eles não considerãvam que certos cenários constituíam
racjsmo, enquanto outros mantjnham que sim. Portanto, nós antecipamos
que esse matefialseria produtivo no que diz respeito a locatizaros aspectos
diíerenciais das perspectivas e encorajaria debate. De forma inevjtável, aÌ-
guns grupos são mais anjmados do que outros e, ocasionalmente, discussões
dìnâmìcâs, com pârtjcjpântes cornparando e justificando suas perspectivas,
tornãndoas questões reÌevantes para suas próprias vidase situações, podeÍn
progredir para longâs falâs, que não requerem quatquer intervenção do
moderador (ver Quadro 8.2).
Discussões dinâmicas nas transcrÌcões de grupos Íocais são geratmente
caracterizadas peta ausência da voz do moderadot Saber quando não inter-
vjr é, em si mesmoJ umã habitidade e unìa habjhdade adquirida a durãs
penas. Uma dãs cojsas mais diíjceis para o moderador jnicjante tâlvez seja
recLinâr-se sobre ã cadeira e se jnibir de Íazer perguntas ou comentárjos,
dado que a discussão permaneça nos trithos. Na prática, podê ser difícit
decidirquando a dÌscussão sâi do ruÍno, já que os partìcipântes podem estar
desenvolvendo uma djscussão que acaba sendo muito pertinente, ajnda que
isso possa não estar cLaro toqo de inicÌo.

S,í lcesso l plmDrcmAs cuLTUMrs


Os grupos focais permitem âos participantes debaterem questões dentro
do contexto de seus próprjos contextos cutturais, como observado por CaLta-
ghan (2005). No decurso dos grupos focais, os participantes podem retatar
hìstórjas para confirmar suâs experiências em comum e suas identidades
coLetivas (Muday, 2006), o que também pode ser o que tende â ocasionar
consensos nas discussões de grupo íocal. A capacidade dos grupos focais
rord or'nu .olnw ri
(lê^'pieuD:a
'PsrorÈusêuPêo N:i
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spossêd sE ês seur treu âp pppu ueqrp oeu è iiráá6ru,,
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Gètleìsl so ê4uê]pl]uârè]Lp tê^lssoduÌ spìei spprdçè)
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'atunsse ou opPsuêd e$PÌl Prlnu nè
spu rolrnbe rèz'p op olrê!rênbtpnb âp etèp ú€^ptso6 ogu sêìê anbrod os erore8
o -ã- oqteao.t o I opJnJ oDot e oo,erorìor'èrr.aqo!rparo,
9l ôp Esêurttr PloreE p a ossr ouor Esror eun6tp zrp utrên8le ioL]]pqerl ou opruê
I oslu o^$!êro epeu o$sêru o!è^ o9u nt .rêsuêd nê ênb o o$r Loi ,o9N :è!ppoè
'ollnberi o^rs!êro pp€u LÀ olu nè seü (uìulép s94p sprpìEu spossêd seünÊìe
Pr^€q: iignb 0,, èssrpnê è,,ìqqsss, uerè$rp GoSrura) so4no so ê ,(eser !!è rênãêqtr
nã anb èlLou eu
uê un p.rpd opur È^p1sê n3,! ,è$1p nê ê GoErup snâlu s;o
s .ÉtPuoìroDúo o' ^)ulqr
e\pÌs t €ueuècrpró. o-oors€)oed è^-l o ! _rJnl :rre rS
-i,qrdjj êp Efpupqr ã €osèd plun êt€ l oê puesüêd erunu nê
!êzLPorênb 'Ìês oeu nê ièrupssêrã1uL . rèzrp orênb ,!le
9 oÈtsê êl!êuìear sêiè
opL'Pnb osr z'p zê^ EunSìp u?n6tE èluêuìirurp !èzÌp oranb nè ,seu .oLusDer è ênb
o oss! oer!ã i,oprplseq ÌÌDd,, êp uên6lÈ êssPlleqr ê êsspl^ ãs gtro^ ês rãrppoè
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.ogisrnbÈd op u.rè ênb uên6ìe
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'opuêzrp €^ersâ ìn€d o ènb ossÌ ",Jl'j,ïïï:::5ï,3üJï
! êpeprêì ê 't :ê^eO
o^lllDsõp ê odr!êl op êlrpd roreu pN ratDpoN
sr€ur ã ènb oqr€ nê .úrS ìl€nrs
''' s1Èu ?ìsa êro^ ,tìrd rL'ôr .ènb oluEnbuê s€ossêd sep s3^ur oe I :ê pC
ou eèsa,,,qr so oes s,rìurqr so opiehê,qp €un ouotr
.ossr rôz'p ".;;1"1""f.:ïl:'"ï
"r","oE" seossãd s€lrdord sp
.-ëJdr àr è*oJ oo, nã ènb €p, p ..1ì,,r/...ro. o u"abl! _.o\.. op rê?.p',e,\-
puêÀèp opu
9ro^,, iopuesuêd è opuszrp euel
Lês oeu nê 'Erllo . uujw :trenrs
',.DiEd Erol€un e no^ na,,
euÌP €.!nL' nô sPur
nê,, uã orl]or 'oppsn ê ênb èrduês .op!ãs ouro) Áìdrq, EuEsúêd oEu nl :ê!ppoè
',.sôru€rq s'ìpd,, ê ,€tru€.lq eossêd purn rod ep!6Lrp tpuolrpuê}ur eÍoÌ eun
3 ês (sorlErq stÌrd,,
saE oEI ônb uêrèzlp spossêd sÈrlno únô ousau êlv ìnpd
olr!{YNtc llv€lc z 8oàcvnÒ
6t r
140

?: Não bem êtes dÍiam que, atgo como, "Bem, você tàmbém teín col'
?. ...Nao e un proDlêmà.
?: Mas eu acho que é ÌÌìeio tudo bem paía eles chamarem uns aos oltros disso.
?: Sim, exalamente, de certa forma e como...

Roddie: Você sabe, é como honossexuaÈ chamando uns aos outros cle bìchas.
(... ì você sabe, é a mesma coisa com a retigiãÕ também vacê pode châmâr um
ao outro do quê você quiser se você está naqueta .eligjão, mas se você está Íora

?: Eu não posso te chamar de papista.


(Grupo focat de jovens honìens brancos "nativoí')

de ãcessarem paradÌgmâs culturais compartjthados significa que diferentes


grupos estabeÌecem suas próprias "regras de conduta", e o excerto a seguir
Ínostra coÍno mais tãrde no mesmo grLrpo focal ído quato excerto anterior
foj retirado)o moderador foicapâz de usarem se! beneÍício osxjngamentos
casuais e as referêncjas a cuÌturas coÍnpartilhâdas que eraÍÌì uma caracte
rística da fala desses jovens rãpazes pârâ exptorar majs a fundo suas ideias
sobre racisÍno e incidentes racistas (ver Quâdro 8.3).
Comoo excerto acjmaimptica, grupos focaistambém perÍÌììtern aos partj
cipan tes estabe Iecerem identidad es co letjvas âo diíeren cia rem - se de outras
pessoas. Munday (2006, p. 102), em seu estudo com membros do lnstituto
das Mutheres, recontã como eles distingujram entre "rnadames" e "mem-
bros", expÌjcãndo que as primeìras, "enquanto sendo espertas e habjlìdosas
e capazes de vottarem'se com sucesso para quatquer coisa, são vistâs coÍno
sem o genujno cãlor e espontanejdade das mutheres-membros".
Tais construções sociaìs cornptexas sáo desafiadoras para o anâlista de
dados, que não pode sempre tomar o que está sendo dito coÍno pronto.
Como Matoesjan e CoÌdren (2002, p. 484) tembraÍn:

...oradores íâzem muilas coisas quando fatam, e locar em algo chânìado


tópìco e apenas uma detas. (... ) Etes podem elaborar sLras fãtas como lrm
deseÍnpenho ideotógjco estrãtéqìco, €m vez de um retalo factìrat. Quando
os orãdores de íato oferecem opinjões, rìão noÍnìatnìente estabetecem o
que qlrerem dizêr de íorma explìcita, mas mlritas vezes o fazem de íorma
bastânle poéUcâ ê jnrptjcita.
(,, so^rtpu,, soruprq çuêooq suè^ol êp ìe)o' odnrg)
. .ossL
prd âúóu uin re6nl rènbìÈnb ap nos
nâênb opuêzerÌ elsã êro^ pïÌdul ênb orèo 9ro^louìor iêraquor oÈu âro^ênb
ü9nEt! uor èrqos o^rlp':ardêp op!ês 91sa ètro^ opupnb see toÊÌup snês u.ror
iêrêquo, o!! aro^ ênb spossêd êp
9 oplrEnb êì!3rè]Lp I !uê^ spìê âpuo êp èrqos
olrêdsâr E o^rleLrêrdêp oLêur op!ês 9rsè 9ro^ ênb oLp€ na !els ioL]]e na s€\ìt :ê^p0
'ortnsuL un ô ês no €srê^uor èp oÌrèr ,Éur.ro} pÌrêr êp ,un uè
.opesn ê ênb uo. opo!ês o :ueÌv
? as rêzrp âqPs 3rô^ odüêr op êlrpd ror€u eN I
i .. no opesn è ènb orìêl o ê êssê anb €çe êro^ oplu: :pow
(ìprê8 epEsu rod opÌnÊas lê^ipne!Ì oÌrpluêuot)
"'E^6uê,o er^slEd purrì oruor op!$ rês ËuapÕd roluêuroür oilno uè 'opupnb
è unÊìe opou êp o^tsualo rês Ered è oeu op!Èrb ';saê^ spün6le ,9 9tro^ ìpnb Èp
eeJ oü oooDrìedP rnsreu I -o -d-o.pu dr.èqírrròe'eaern.o^oappr'
-..-.6--v.. ."úò- s7d\a à eèÈpe.bkp oo.-a!peredo !- o oJdapôÕ
è iisà/proárj, êp sPpEúPrttr ê]rêuÌerãE ôlrspr^\êN êp s€ossêd &èt èro êpuêdap
èì eÌ.eq o os. ., ,ot dD rè.dre €u€u) e .o^ ó o úoJ : .pìb
opuss olxêluotr o 3 ol!èi o seuêdÈ ê irêz1p olênb .,..'r"rr"t
-P'rêrdap Pllrol êp satrorsè un opúpüpqr uên6ìe eEêd èro^ "rr"t .ururìlt
", :êrppo! 3s "r;;:1ï:j
" etol eun
èp Pp€qr€] e ePor rod olursã,ioprptsPq rt6aaÁ,, è^ ôlLrãurupr ?ro^ iÌeuljv:pow
(PsnPd e8uot) "uüW :ê'ppou
i..lìDd,, ôp eossãd euìn reureqr è !!ar6âãe,, êp possêd
PUn rPLl]Pq)êrluê El]Uêrã]'p aro^ouor 9ro,{ € ossr rerunErèd €Letnê,u.rè€:poví
'''oruslru e!ês
ènb oq'rodns .ê !êzrp orãnb 'ãnb êp resêde 'olzer uêl 9ro^ ênb oqre nl :èrpÕoè
( exã]ptâul ep suro o erEd opuàrroÌ p^plsê
ãnb sorno.l sop un ouo) oE5ppruaur sp soluãun!ôs snês ã Errsêp ê íerrêl€ìEul
E €4!or opu€EoÍ êua o prpd op!êrroÌ LlrP^€tsè sètuêsad sêsêrorsê so opuenb
loqêÌnl oE opu'1slsse Moâspì9 r!êqnd urn uê r€rsê êrlos pugtslq Eün eruol) :uÈly
( ôssl
rod opepouoru' €s a prrorsl €u sal6u! no sêpu€ìI rês àqos oFsnrlrp s!pw)
'' .êqps !
êro^ uÌsse psuôd prêlel6u1 e epol ê lsurl6palí5Dt5 o s sêlê
ènbrod 'oúôr rênblôd seuade è osr ê urâpro Ep Eroi oluel ún a sEúr iüè6eqoq
eun se!êdP a a ossr &or sopelur! ollnur uptrLj sàlè è ièl!âurE^ou ê êluãue^ou
'àluêuÈ^ouêrêtuorEsPü'opej€r6uâÕ'3ur9iêzrporènò..oqupqopso^orÊnj,,èp
sèìô oPU€uPqr sPuralqord solp^ uel êfb ,o6rnqurpt uô opus^L^ (5ür16pâÁsD,6
so€ ruêrar as PrPd op€sn ourèt ,,sár6êê^4,, ,ou9^ r3êquor eÍnê !èz!9 orènò:êrppor
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LVI r srProl sodnrg
't42

srrí
BUSCA DE ESCLARECIMENTO
Contudo, como Matoesian e Cotdren i2002, p. 487) apontam:

...acomunjdade (envolvjda na pesqìrisâ) pode falar (com ) uma voz diferente


da dos proíissionajs acadêmicos que os avalìam, poÍque etes podem não
usarum regìslro proíjssìonatou acadêmico... suas patavrâs podem estimutar
mat eniendidos em interâções de grupos focaÈ.

Em outras patavras, podê hãver várjos padrões diÍerentês de racionãlj-


dade {jnguística em jogo em quaLquer discussão de grupo focat. Em vez de
presumjr que você, como moderâdor, adequadamente compreendeu essâs
referências, sempre há o potencìaL para se buscar esctarecimentos, portan-
to, estiÍnulando Ínais djscussão. Uma das propagandas usadas nã campanha
"LJma Escócia, Mujtas CuLturas" mostrava um homem asjático dono de uma
loja reagìndo a ser chamado de "paki". No excerto a segujr, o Ínoderador,
âlerta às sutjs nuanças envotvjdas na escolha do vocâbuLárjo, optou por
perguntar expLicitamente sobre esse uso, seguindo um comentário fejto
por um dos particjpantes do grupo focaL que fatou sobre ir à "toja étnica"
lver Quadro 8.4).

9.Í rnesenv4çÃo Do Foco/DrREcroNA IENTo DA


DtscuSsAo
Puchta e Potter (1999, p. 315) têm sâlientado a tensão existente para
os moderâdores de grupos focaÌs entre as tarefas dê "trabathar" as pessoas
parâ que fâLem e o encorajamento da espontâneidade. ELes referem isso
como sendo â tensão entre "extrair tudo o que der" dos participantes e o
Ìdeâl de que os membros do grupo deveriâÍn "responder às questões tão
espontaneaÍnente quanto possíveL". Eles coniinuam: "Cotocando de outrâ
forÍna, é uma tensão entre a ticençã de dar respostas que são "nem certas
nem erradas "e a de que os participantes reaLmente produzam respostas
em vez de "eu náo sei".
Por Ínais que queiramos enfãtizâr â natureza aberta dos grupos focais e
sua mâior capacidade' eÍn compâração a outros métodos à dìsposição de
exptorârquestões de importância para os participantes em vezde rigidamen,
te perseguiras deterÍninações do pesquisador, geralmente somos pagos parâ
uma questão de pesqujsa especíÍica. Aindã que sessões de brainstormìng
possam ser úteis durante a Íase expioratórìa de um projeto de pesquisâ,
Mo!'gan arguÍnenta que os grupos nos quãjs o moderador não assume o pâ
pet de direcionar ã discussáo não são suficientemente focados para serem
chamados de grupos focajs {Morgan, 199A, p. 34).
'sepprpdêrd êìuêLupsopeplnl (êpeplê^ pu 'ops spü 'seêueluodsê
urêrê.red ênb sèqlsènb sp ered opJuêl! essou plìo^ (t66!) rê6ênr) oluêLu
-euoLJè-lo op o..lL,L eJ oJ Sornìe'sco qoJnod -uoJ o)lorsê u èq t_ì. opcc ì<tp
e ênb -rêrêJpd rêzpl êp zedpr -rês êpod leroj odnlS êp lopprèpour uroq un ê
!opesrnbsêd o prpd spuêde êluêredp rês êpod erntnlìsa p 'èluêLLlJetnlpN
(..sE^rìpu,, sptruprq sêrêqìnu àp ìero] odnrg)
-.,so1uìê ap sêlâ ôuEqr nè è.b
ass' rod 9 ê eìorsè €u ê$ep ËquLu eu sErrurê spossêd oquê}nê 3nb-rod,, iêpep! ãp
souP sÌês uâl €ìê 'ero8v .,sotrrur?,, èP saìê PuPqr ?ro^ sêpPpÌtPloìreu sêrr.rêiê,
,èssLp
!p m9ì sopol sêlt "5!nEì€ gLl \oúeuè6ìp sun6ìp eq '..sqrd ogs ogu sê8,,
a norl^ ês 9uur Pqurur Ep €Ìêu € ênb ro, ,,Drulè,, ered nê ênbrod :ereqipg
-slìDd sop èruã4 e! ossr êssrp zê^ eunõìp ênb oq)e o!!'èpnu
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?rô^ ênb o opueÌun6rêd èu e^elsè na è ,,rìrd,, pr^eìEd pp osn o è Ì:p!€6enord
e$êu sÈs'or sPp PU.rn " ero^ anb o .,errurg eÍo1,, pr^eled p ttE nosn 3ro^ : :pow
'eriurg €Íoì p Èrpd sourê'll arduès iè1rèì è oed rod opu€rnror! oltsê
sêìê opuenb 'auoi uor Èrsô pju€ur €Lln opu€nb izê^ìe|epruor 9 pplpüêp ê ê
Plralo opuêrêralo ÕEtsê è oPuPqtpqE.q oPxê çìê a (sEp€qrã] o91sê s€Íoì sp4no sp
oP!ÈnbsProrls€ sPpoÌ üè opulqe oelsê ê ploElsa sêìêês ènb oqre.è ,üè€ :ueqrÈ8
so-IN:lwl)lÈvllsl lc v)sn€ t 8 oÈcvnò
T'L
144 Rosaline Barbour

Já vimos, no capituto 5, o vator de se fazer um piLoto dos guìas de tópj_


co (roteiros) e ganhar práticâ com o uso de intervenções. Ao contrário de
orìentações de pessoas como Krueger, que recomendam que as questões
sejam limitadas a uma única dimensão, Puchta e Potter (1999, p. 319) des
cobriram nos grupos Íocais de pesquisa de mercado que exâminaram que
reformutações de questões eram efetivas: "em nosso corpus as questões são
rotjneiramente fejtas de uma "forma etaborada". E(es dìstinguem entretrês
djferentes usos de questões etaboradas:

1. Para guiar respostas de "desviar de probtemas", em pârticutar ao


fazer questôes que provâvetmente não são Íamitiares no contexto
das interações cotidianas dos participantes.
2. Para fazer questões flexiveLmente ao proporcjonar um leque de
itens alternativos, os quajs os participântes podem escolher para
responder,
3. Para guiaros participãntes a produzjrem respostasque são apropriadas
(no caso deLes, parâ os retatórios de pesqujsa de mercado e para os
representantes da companhia e equjpe de publicidade que podem
âssistir às sessões atrás de um espeLho de Lado únjco.

Em relação a esse terceiro uso dehneado por Puchta e Potter, os pesqui-


sadores das ciências sociajs podem, da mesma formâ, tentar encorajar os
particjpantes a juntarem-sea etes nateorjzação âo introduzir, porexemplo,
termos sociotógjcos, ou ao devotver observações feìtas em anátises prelj_
minares de grupos focais anteriores. Atém djsso, Puchta e Potter (1999, p
312) argumentâm que os moderadores algumâs vezes reatizam essas três
tarefas ao mesmo tempo.

9Í securNoo ns prsus
O próximo excerto iLustra â riqueza dos dados dos grLlpos focais e mostra
os participantes, assjm corno o moderador, pensando ativâÍnente. Ete en_
fatiza a capacidade dos grupos focais de proporcionar âcesso aos significa-
dos e conceituahzações dos pârticipantes, enquanto jnterrogam e debatem
as questões levantadas. Assim como âcontece frequentemente durante os
grupos focais, a participante que usou o termo "toja étnjca" seguìu pro_
porcjonando uma expticação para sua escolha de palavras, e Ìsso permite
urna janetâ pãra o mundo tá fora e para outras redes sociais e trocas que
ajuddm è moldàr às visoes e os co-npor LdÍrentos dâs oêssoàs. E imoo'l arLe.
entretanto, reconhecea que essa expticaçáo poderja não ter apârecido se
a pesquisadora não tìvesse estado atenta ao uso do vocabuÌárìo e pronta
para exptorar essâ deìxa. Ainda que eLes estejam fâtando sobre entrevistas
individuaìs, Polãnd e Pederson (1998, p.296 297) enÍalizãm a importância
(,is€^u€u,, sÈrlprq $rêqìnü s'euocsllord ap ìÈro, odru9)
'uÌs:uêìêH
;o1xôluor oì]ãr urn uè rPrsg
uesDêrd sPÌê s€rusêLx rs uè spxìrPl oEs oeu ser^pìed iou]sèu s úê ptslrpr è oeu
,,rfDd,, oootro6ìp3íìb ur€qtrE sôro sppesn oEs èsb uâ oìxâtuotr oN .êdìnrsêa : pow
ZrDêdêr êpod 'êdìntrsêC :PlnEd
aseppziì È nlxãÌuor Ièsüpups'r3]d 3nb no sers':€l
rãsiriPuêpodseusèú!surês!êEeLrÌnoser^pì€dênb,oÌuetrod,ìlpqrpsgro:pow
'opuetet sisê ?ro^ otxètuor tpnb &ê êp êprèdêpioglul :êrqqèq
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'odnrE op sorquèì.!
soe lê^lssêre prês ênb erpd ,,elL8oìo!)os og5ez!roê],, ens rè)eleìlsè eled
Plê e êpêd ezêLujl] spu log5plnpè rlor ênb sêluedlfLlrpd sop ün rod
ep€uresèp ê eìê 'êtuêrupsoÌrnl soluèrul)èleìJsê rprsnq op ê êlupdLrtlrpd
op otuêurn6rP o rlunsêl leluêl op êluplp€ ossEd urn sesLof sp €^èì e_top
Prêpor! pssf (E g orpenÒ rê^) oessnrslp pp ostnl ou êluèulppepun,rordp
srellr Pì proldxè eluêl ê oe5uLlstp pssê plder uêqlupl ,spruprq sêjêqìnLu
rod opeuuorr sLeuoLssl]ojd êp odnr6 LLrn e opuplEJ zê^ essêp ,eropprêpoLx
Prlno ,,orusLrp-r,, lnlLlsuor ênb o ê sepEsn spl^eJed s€ èrqos êluêLuppgredês
Luêsuêd seossêd sp ênb êp êpppLìrqLssod € êlqos ,E^Lleluêl pLUn ptês ênb
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opup5êruor glsè urêqur€l opupllsuoruèp pìsê p.roperèp
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'..Jl^no âp € rês êpod êpppLìLqpll ìpêr e olupnbuê
'soìuêupuoLlsênb soE eppp p[êsêsejuê p]LnL! zê^ì91 ,sêlopelsl^èJluê soLupu
!êrl opuenb,, :opLtêzlp oplsê sêluêpuodsêl sossou ênb op oluête lelsê ês êp
çr|-
146

Sí nerlexÃo coMpaRATtvA E ANTEctpAçÃo DA aNÁLtsE


Aproveitar o potencial comparativo dos grupos, contudo, requer mais do
que convocar um conjunto de grupos que reflìta diferentes cârâcterísticas,
O projeto de pesquisa é importante, mas o que fazemos das oportunidades
que e(e proporciona é o quê determinã em úLtima anátise a quaLidade de
nossa pesquisa com grupos focais, Também é jmportante pensãr comparati-
vãmente ou em termos de contextua Iizar perspectìvas d urante a produção
de dâdos do grupo focal.
É claro, nem tudo está perdido, mesmo se os moderadores de grupos fo-
cais não aprovejtarem essas oportunidades ao produzir dados. Se você tiver
sortê, as transcricões dos grupos focais proporcjonarão materia[ suíjciente
parâ Íazer tal compârãcão possiveL ainda que, sem dúvida, outros injig,it5
poderjam ter sido obtìdos ao se perguntar Ín situ âlgumas questões bem
pensadas. Dependendo do tópicoem questão, entretanto, pode nem sempre
ser apropriado cother as percepções dos particjpantes dessa mâneira, e há
algumas sjtuações nas quais temos que assumit como pesquisadores, toda a
responsabjlidade de teorizar comparativâmente. Atgumas das coÍnparaçôes
podem ocorrer enquânto o pesqujsador (ê outros mãteriais sobre o tópico
inquirido e estabetece paraletos instrutivos, atgumas vezes de Íontes jnes-
peradas. AfÌnat de contas, é isso que está implicado no entendimento da
pesquisa qualitatìva como um processo jterativo.

Particutarmente ao conduzjr grupos focais, mas também durante en-


trevistas individuâis (ver Kvate, 2007), o pesquisador começa a anaÌisar os
dados mesmo enquanto os está produzjndo, É isso que íaz a pesqujsa com
grupos focais simuLtânêamente tão demandante e excitante. lsso pode ser
verdadeiro não apenas para o pesquisadol mas para outros participantes,
que podem pratìcamente assumir o papet de comoderadores na discussão.
Ainda que isso não seja muito comum no contexto das oficjnas, esse tìpo de
jnteração não é apenas uma propriedade de um agrupamento em pârtjcuLar,
Ínas reftete característÌcas de conversas mais gerajs no estito de ',jântâr,,
entre amjgos e conhecidos. Todos nós vivenciamos uma ìníjnitude de papéjs
e experiências durante interações sociais.

FÌ polros-cuve
Os grupos focaìs podem gerar discussões acaloradas e dados ricos en-
quanto os particjpantes formutam suas visões, engajam-se ern debates e
expressam eexptorâm enten di mentos cu Ltu rajs compartjthados. Umacarac-
teristica interessante é que os partìcipântes frequentemente ref(etem suas
habjljdades considerávejs na interacão em grupo, fazendo comentárjos de
suporte, encorajando as contrjbuições uns dos outros e mesmo, às vezes,
'aEPS:uôplol ãJlrord drorg srro] (toOZ) f!êUonpue I ';€rwnd
-ç€ !slrsú6uro')o5
ttÊ :(€)€ Jo ÌDürnor '.&€leluods ro
uauã8pueúêqtpuesdrorÊsnrol:suousênbâlEroqpìêEur)isv,(6661) t 1êÌìoA púp ,l ,erqrnd
'qol ó8 :(t)ot !ÍtoloDot ,.Áì[uãpL â^r]jãì
ìor lo uorrrnrlsuor êqìÍpnls ô15dnor6 snrol lo ôsn è!Ì:srrol uL (9002) .a ÍepLnw
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:uopuor '(rry qrrDasãà ánrDttpnò jgvs èL!! to zriooa) s^ãNõtu!6útoo Qooz) s'ap^t1
:oluêurEuolrun] ouèld urê lpro,r odnr6
LXn rêìueu ouJol êp sê_otsè8ns ê soìduêxê slEr.lr prprluo)uê glo^ Lnbv
stuvfN:twlldwot svun.tll't j8
'.,Pls!ìPlrêdsê o,, êp lèdpd o rLunssE
esltêJd o-pu êro^ ê êfo^ urof olunf uêìnrêdsê ènb sêluedlrLlled
soe'Jlpêd êpod 9ro ênb êp ês-êrqLuêl so)lrgêt/sorlulgpprp sorxrêl
reìnurolêr no rPrlldxê êp opEprnr o equêì seur 'ero^ e LuêrpÌun! ês
e sêÌuPdlfLlred so êlL^uol ê êluêuìeluêUr!èdxê rpzuoêl p èlêLxol .
'selLêl opuês sêQJellj!Ìenb no sêo5ultsLp lênbsLpnb sler.r] rploìd
-xê ê soluêurLrêreìlsê rPuoll.rodord eJed sêluêllLulêluL sêseluls êsn .
.sollêruof
.!rPzrleuêìqold,, P
sèlupdLlLlrpd so leleroluê no'sorpìr sLpu eslnbsêd ap sêssêrê1u! snês
rêzej e opoìlr êp rsêolsênb reroqpìê no relnlurojêr êpod uêqLüet êro .
'ropPrêpouJ
ouror ossr reloìdxê êpod gro sèlupd!)Llred solêd sopesn leqrè^ o_pu
oPJeflunuot P ê urot oe 'ouglnqpro^ op oeJuêlp êtuelseq êlsêrd .
'SLPUO!l
-!pp sêoìsênb e5el no sêg5uè^rêtu! êp osn o prEd operpdêrd efêìsf .
'ropeiêpoul op Plruêrê,1êluL
êp êpepLssêtêu ernod rê^pq èpod rolrêl oquluer ou p5êupurJêd oes
snlslp e ênb opec opol oduêì o lL^lêlu! ênb uêl êlo^ ênb pluls oeN t
:pÌJroJ eluln8ês Ep seplLlnsèl rês urêpod seìl
'soperè8 sopEp sop êpepllenb e lezLulxpur pled pìuê]eè esopepLnfetrltoj êp
rgjêpour ês Pred sPlsld seue^ íEl^epol 'uêlslx:l sonpl^lpul sop seLruêuêdxè
s!Pêr sepeDuets!p eurn ppì-pfoìoro9 oessn)s!p ep íroìpt,, oopuellt .slêt!Jlp
sofLdol rpìue^êl êp oessrLurêd p sêìê p ulêêp ênb oìnuJrlsê êp sLeuêleu êp
osn op ê (ç olnlldel ou opltnrslp otuor ìel) odnl6 op oe5lsoduror ep esop
-ep!nr o-e5prèprsuol elèd sEpgl!^ê rês Luêpod selsLUoBelue sêo5prêluL rprê6
êp slelo,r sodnr6 sop èpppllpdel ep soLurel uã ìELtuêlod uê spqìlpeurp
sPurn6ìV êsplu? noopelllLuBLs urê s!lns sp5uèlêJLp opuplrlLìdxê no opuppnur
'se^lltêdsrêd seudord sens êp 'zè^ìel rsougluêulol uE5èurol sonp!^!pu!
so èno /è^ eun le)ol ocn16 op íètuedt)ltled sop qp)tÌlìeup sêpepL)pde)
sp re6êrd{xê ìê^}ssod ? uJèqLupl .rsêJoperêpourol,, 3p ìêded o opulLünssp
LV'
e)lllteuP oeJP)llsllos êp sLê^ru soue^ êp sElro8êtpr êp so6lpor êp so)d!!êxê
sun8ìe euollJodord êll parosr^ord splro8êlel êp oe5prL]lpor pun êp oluêLlr
!^ìo^uêsêp o L.uor plêrrp eLfuêuêdxê eurn8ìe lalqo êlllulêd ê (soqì!, reul
êp solJesêp so èrqos - orêlor sorLdol êp e!n5 ê^erq un opuesn) sopep
solrdgJd snês êra5 ?ro^ ênb êp op1sê6ns eurn uror p5êLlor olnlrdpr êìsl
TVIOd Odnì{c
OCI SOCIVCI SO
OCINSCINESTIdWO:)
'í 50 Rosatine BaÍbour

e enfatiza a natureza iteratjva do processo de aná(ise quaLitativa dos da_


dos, enquanto os pesquisadores vão e vêm entre os códigos e transcrições,
O papet de abordagens individuajs e estjlos de aprendizagem também é
reconhecìdo e o capítuto exptorâ â dìferençâ entre os códigos o priori e os
códigos ir üvo dos pesquisadores, sendo esse úttìmo derivado dos dados.
Isso envoLve empregar uma "versão pragmática" da teoria fundamentada,
o que permite aos pesquisadores usarem os irìs,ghts dos participantes eÍn
seu benefício no desenvotvimento e refinamento de códigos de categorias,
enqLranto garantem que as questões formuLadas peLos finânciadores tam
bém sejam âbordadas. Exemptos de modetagens temátjcas de códigos são
fornecìdos, assjm como um umâ grade ou matriz de diagrama que permite
que os dados sejam sistematjcamente interrogados para jdentjficâr quais
quer padronìzações reievantes. Para uma maior discussão sobre o papel e
potenciat da teoria fundamentada, veja Gibbs (2007).

p PRODUçAO INICIAL DE ALGUNS DADOS


você poderá gostãr de ter uma chance de produzir atguns dados por con_
ta própria possìvetmente com um grupo de amigos, outros estudantes ou
mesmo cotegas, em um ambiente como o de um iantar ou um equivalente
ao ambiente no quat vocês normalmente se encontram. O tópico que eu
sugiro é um que constatei ser a(tamente bem'sucedido em eliciar discussões
espontâneas ê frâncas: "os desafios dê crìar filhos". Novamente, não é es_
sencial q ue todos os partìcipântes sejam pajs, apenâs capazes de reftetir por
conta própria e a partir de experiências com os próprios pais. Nas oÍicinâs,
üsei um par de cartoons do Ìivro de Steven Appteby, Alien ìnvosion! The
complete guide to having ahìldren (Londres: Btoornsbury, 1998). Todavia,
não é necessário usar materiais de estimuto, pois atgumas questões bem
coLocadas provavetmente bastarã0.
Suqìro usaro seguintecomo um guìa detópjcos (rotejro), tendoem mente
as dicas sobre produção de dados e encorajamento de discussão fornecidos
anteriormente, em paTticutarâorìentaçãosobreprovocarquaisquerdiferen-
çâs aqui, provavetmente serão em retação aos stoius dos pais dos próprios
participantes, número de irmãos, o próprio lugar na famítia e o meio cut-
turãt (Quadro 9.1). Você poderá se surpreender com quão poucos estimutos
você precisa usar para o debate. Como você provavelmente quer que seus
amigos e conhecÌdos ainda íatem com você depois disso, eu recomendaria
fazer breves notas em vez de sessões de áudio ou video, mas você pode
tentar desenvotver uma codificação de categorias logo após o térmjno dâ
djscussão, observando os princìpais temas e tentando agrupar comentários
sob subcategorias reLacionadas.
ossêrord êssêp o5êu.ror ou ìlln oìlnLu e[ês ènb epulV.sopp]LlLluêp! sL€lèã
seujêl so êrìuê sêo5eìêr p[pq ênb èpèdruL opu osst ,è]uêLuìeJnlEN .seìdu€
sLPr! sêo5ern6r]uor p soppuolrelêr sè_lpìnrLlrpd soltedse êp utpìell seìê ês
no 1'sPurouolnP" sêotsênb êluêLuìpê] oes spluêl so ês.tesuêd ç eLlo8êlErqns
eun no ìerê8 €LLrêt un ê o3ìp ês reuLlujêtèp ês prpd Eln6 roqlèur o ê .ìpuro!
êp06qrp un no oljolelêr ünJê^êrfsêêr elqluêJossêlojd èss! .soldLup soìnlÌì
sèssê e sppPLroLleìêr setJ06êlerqns LLrê sorutrèdsê stpLu seuêl sollno sLrnSìs
êluêLuPuosr^ojd reroìp reluêl e oluãlp lelsê êp ês-ênbljlt_lêr ,sLplê8 seLuêl
so rPlljrtuêpL ov _lpìnrllled üê ìplol odnrS êp sêossn)slp spp ê ìplê8 r!ê
P^Llelllenb €sÌnbsêd pp oLJolEroìdxê ìelruêlod o oppp íopLtuês zpl ossl ìploj
odnr6 op sêlupdÌrLlrpd soìêd r!êqueì sopLznporlu! spL!êl rploúoluL Eled
ìê^1xêì, êluêruèluèrrLlns rês ê^êp so8Lpo) êp elêqel e seL!
.lopprèpolu oìêd
sElsodoJd saglsênb se êssrlêìjêr oessnrstp pênb rplêdsèèsêp plrês eslnbsêd
êp soluêunrlsuL sop ogJPrlslulüpe ep sêlup sopeulLu.rêtêp ops spl]o8êlel
èp soSrpgr so lpnb El] 'p^Llelrlugnb uêEeproqE pu epL^lo^uê pp èluêrêJlp
otlnLl] oB5Pnlrs PLr]n ê Essf seuoãêlpr ê seuêl so sopol Jpre6 elpd osslu
ètuêLlros ès-rPeseq íopnluor re!rè^êp o,eu glo^'€plllpd êp oluod un.teuoll
-Jodojd essod {olêlor) sorLdgl êp pln6 nês ênb sputy.puosl^otd seuo6èlpl
èp opjprLllpor eurn rê^ìo^uèsêp ês plpd opejrê no olrèl oltê! LUn sLl oeN
vtuost^oud
svruogl-Lv) to oyJwHtool vwn lo Óyjvtu) ..jr
êpePnenxãs
ìoorlE ã sE6orq
ìPDos olssãrd
aúêlêLllor sLPd so
sorê ap sodìl ênÒ
slEd soudgrd so uor sEDuguêdxs odurèt op o6uoì oE sEjuppnw
êro õP s3ruaêirp
seossêd:êro ouor seossêd srEd sop elr{rgisunut3sp s€ppuoÌrEtar sêpepìD!}A
sEuLuãur ã sou'uãur ê]luê seJuãè]'o
etrÌsu eluErrì6ãs I lì
9 uEr E
oèlttoà
o-€ieìêr L!ê r!plu34uã seossêd sp onb Eqtrp êro^ sôuEs3p ep od!1ãnò
soHlE àvlul lc sotjYslc so
uvts!_L vlvd sof,tdol lc ytn9 t.ó oÈoynÒ
L9|-
'152 Rosaline Barbour

levãntar muitos temas, é importante ter eÍn mente a necessjdade de se


pensar sobre as conexões entre etes.

Amanda Coffey (Coffey e Atkinson , 1 996 ) mencionou a possibi tidade de se


desenvoÌver um "fetjche por códigos", que pode ser encorajado peta faciLj
dade de se estabe(ecer códigos com o uso dê Joftwdres (como o Atlas-ti ou
o N Vjvo). Esse é um probterna que certamente já encontrei em supervisões,
com um estudante retatando ter designado 240 códigos associados a 240
temas. Esse náo é, certamente, um probtema insuper'ávet, mas é atgo que
precjsa ser remediado, No decurso da reatização de oficinas, percebi que
alquns indivíduos gostaÍn de ler transcricóes e atribuir codjficaeões bem
detalhadas, para então retornar a elas e agrupá-las em temas majs amplos,
Foi isso que o estudante em questão teve que fazer como o próximo passo
nã análise. Entretanto, outros individuos tendem a conceituar em termos
de temas amptos e só então considerar como se fragmentam em códigos
majs timìtados. ReaÌmente não importa que rota seja seguida, pois o pro'
duto fjnal deverá ser o mesmo, Os rótutos que você usar para as categorjas
codjficadas inevitavetmente reftetjrão sua própria orientação disciptinar
(Armstrong et at., 1997).
Pode ser útjtcompararseustemas com oscódiqos de categorias provisórios
desenvotvldos em duas oficinas em que esse mesmo tópico foi dìscutido, No
ambientedaoficìna e, defato, n o contexto de projetos da vida rea [, quando
os dados são anaLisados manuatmente favoreci o uso de canetas cotoridas.
lsso não só facjlÌta a recuperação manual de seções codificadas relevantes
nas transcrições como também acostuma o pesquisador a pensar sobre seus
dados de maneira conceitual, em vez de uma forma meramente descritivâ,
como quando ete se ljmita a simptesmente apontãr e acumutar temas.
Todos os soífwores no mercado enfatizam â necessjdade de se agrupar ca
tegorìas juntâs sob títulos. Entretânto, etes usam termÌnologias djferentes,
com alguns utilizando a ãnalogjã de relações famjLiares, enquanto outros
usâm os terÍnos "áryores" e "nódulos". Ainda que seja impossível oferecer
orientações definitivas, eu geratmente esperariâ que os projetos gerassem
não mais do quevinte temas gerais; não só isso permjte uma ampta abertura
pãra subtítulos em seu relatórìo fjnâl como também dejxa bastante espaço
para manobras, já que você tâmbém tem a opção de enÍocar questões es-
pecíficas de sua matrjz de códjgos ao escrever outros ãrtigos ou capítutos,
se estiver produzindo uÍna tese,

Reproduzida a seguir (Quadro 9.2) está umâ codjficação de categorias


desenvoLvidas durante uma das oficinãs de grupo focat, a quaL exptorou o
mesmo tópico virtuat dos desafios de ser pâj (oficina A). Essa codiÍicacão
de categorias exibê códigos de terceiro nivel, a(ém dos temas gerais e ca-
tegorias de segundo nívet. SoÍiwores codifjcadores como o N Vivo permitem
( sãpÈpL spuE âp soqìi, uror salu€dLrLupd opuê^ìo^!è puÌrgo)
iorêr
3 opuèzej plss ?tro^ ènb o ênb èqEs ètroÀ ou.ro)
oPjErnp3
slvd vavd tIÈoans
so^lssêtrns soqtu uror oduèÌ op o6uoì oe spfêr spp oesorl
so olr s'Eu soE opp)rpêp odúê] souaw
ollq or'êulrd o uor opEzLPuadv
oe5eur êp solLrsã èp oluê(1l^1o^uêsêc
og)psuêdúorêrqos êp êpepÌlrqssod
sFded èp oiuêurpllruorar è urpqtpqprÌ ãnb $9W
soqlu so úotr ÕppssPd odurèl
orllqnd rpqìo o qos sôqìq êp opleul
s'pd ourar sêpepìrqEq spns êrqos sorlno sop sêQjdêtrrèd se uror oplpdnroèrd
oyiytul lc sioucyd lusos stvd soq slojvdnlolud
oqìê^ sÌeu oqlg o ouror ePuglgdrl
is'€dsolrdorcl sôìêPolY
stvd 50 wol vl]NJtÈldxl vt!dgdd
sornEãs souãur ê sornEôs s3tuêrqurv
souPqrn ê slEr sêruarqLlv
soÌrêr ouor seìê uror solseE opupLrot sEJueul
ousrünsuol
sErrüouo)êoLtros s!!ruBlsunr.]tl
(Odwlf OO O9NOI Ov SVjNVOnW se rEDossV)
llllNolv oyjvtul v lnÒ wl otxllNol
Ptorss E êìE reÌlu'urEl
oãa]€! srPW
Ptr!sll
'lt-LNvrNr
viNvàn9ts
sorgsgurop soqlpqp.rr lêzp] e sprsodsp oeu se5upul
ouslteuèleú oLr èçelul
so)sr Ièp opiD r.ültè/oF rnp èp re^ìpr,rdvl
e5u€rn8as pp ÌEl]os E!)uglrsuor rolew
soìLropêd ,oìduâxê rod orng!plur ..roinl,,
isolrèIp,, snês èp sãluãLr slEu se5upul
rèteq olu ,oldürêxõ rod soluãuetn8a ã sE$r sLpÌ/y
QdVìEt OCOlNol ov svlNvonw
Zo6lup tr I itpdün €s ìâ^tssod l
í Pr)ueÌ-oauróo uèplo uiè dp s^ !rê èìueúprrdqe4p oppìuÈserap o-ós\erdÌ soj
YYN|)HO :SVUO9lrVf lC ytUOSt^Oàd o!óvf,Hroof, 2.6 oàovnò
€El r sLProj sodrìre
154

codificações êm até nove niveis, o que é quase certamente mais do que


você precisará (ver Gibbs, 2007).
Slrgjro que você agora revise os códigos de categoria desenvotvidas e
consjdere se quaisquer temas ou categorias identificadas na OficinaApodem
ser úteis no entendimento do que estava sendo dito em sua própriâ sessão
de grupo focal.
Também anotei no fim desses excertos aLguns detathes sobre a compo-
sicão dos grupos. Todos os soítwares também permitem o armazenamento
de informações sobrê os grupos (e inctusive os membros individuais) (p. ex.,
no N-Vivo etes são referidos como "atributos"), e ao reatizar buscas depois
que a codificação foi conctuída etes são apresentados para contribuirem na
interrogâção dos dãdos de forma sÌmitar ao que você fariâ com tabuÌâções
cruzâdas na anátjse quantitativa (veja a grade ou matriz apresentãda no
CapítuLo 10).

F: tronn ruNomentnoa
Muitos pesquisadores que usam grupos focais afirmam estar usando umâ
abordagem de anátìse de dados que segue a teorìa fundamentada (GLaser
e Strauss, 1967), a qual é baseada no uso de câtegorias geradas por parti
cipantes.
Ctaramente, contudo, não é viáve I trabalhar com a anátise de dados como
se ÍoÍse inLer'êmen-e unìô
_tábuta r asa, sem quaÌsquer (oncepçóes pt
evias
do que provaveLmente será encontrado. Metia (1997) âpontou que a maior
parte dos pesqujsadores, na verdade, usa uma versão pragmática da teoria
fundamentada, a qual reconhece a necessidadê de atgum tjpo de definição
de foco e Ìntenção (necessárjos para a escrita de uma proposta de pesquisa
e garantir financiamento e âprovação étÌca). Ainda que você logo de saída
provavetmente já tenhâ uma boâ idêia dos temas que deverão aparecer o
que Ritchie e Spencer (1994) châÍnanì de códjgos d priori, isso proporcionâ
não mais do que um ponio de partjda. Esteja atento ao potencial anâtíijco
de frases usadas ou conceitos âpelâdos por participantes dos grupos focajs.
Udo Kette fata sobre os códj gos in- vivo e descreve -os como sendo "teorjas dos
membros da cuttura investigâda" (Kette, í997). Estes podem ser facilmente
dìstjnguíveis dos códigos o priori, pois sêu signiÍìcado dificitmente estará
de forma imediata ãparente, e é provável que exijam alguma exp(icação
do pesquisador.
Os grupos focais são especiâlmente produtÌvos no desenvolvimento de
códigos in-vivo, em particutar quando o pesquisador engaja âtjvanìente
os participantes em especutacões e tentativas de teorizações. Etes podem

)
(êLxnsêr
seu êÌê:o ! -ur o6Lpol urn êp atuaìêrxê oìduêxê urn euolrodold
I
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sep s?un6ìe uerproìdxê sêÌã 'elLugJ! ê p^llplrêrdâpolne .eperounq Luêq
Plrlloj eL!n êp 'otuelrod seJueuf sep E5ueln8ês p ulol lenle oeSednroèrd p
leìuêllrol ê í,or!l!L! opessed,, urn elEd leqìo ès ãp spuollpelluor ê]uêrüle!)
uêìod sêpep!^Llp Lr]è ppL^ìo^uêlenp ezêJnlpu p lerêquo)êr uellanb opupnb
eluord êserj purn ouror ,.sênbsoq sou seroulp opuêqlol,, êseJJ e opupsn
ulerFSês ênb 'sêluedlrLlred sorlno so uror êluêulpÌêllp noossar op5ereìrep
ens se5upur sp Pled so8uêd so leulllsêJèdns ês êp leLtuêlod o nêrêrluol
-êJ LUgqLUPì plê 'Odurêl OUrSêUr OV SLpd SnêS ep ê]lpd lod OSSIp Aluellnsêl
êtuetsuor erJuPìr6r^ e è sopèLr.r so ê êÍoq eD se)upltf sep sèpepMlte se uol
ossL nolsprluof ê 'sênbsoq sou seroLlp opuêqlo) ê EÌê)l!l!q êp opuppup
ollètul Prp o rPssed êp o1!q9q o equLt eìè ênb opuêzLp 'epueJu! eudold pns
êrqos êluãurelurì nêrtof,slp èÌuedlrLllpd eurn sreloj sodnJ6 sop ujn ulf
',.sPllapef,u!q selJdord spns urplzpJ,, ênb so^e ê slpd soudold
snês urof oeJprpdLUol Lr]ê lopelndulor êp soSo Í êp opuêpuêdap .,,êlêdJpr êp
sp5upur,, rxêrês êÍoq êp splp sop sp5uplD spp e!êpl elêd essêrdxê og5pdnr
-oârd e elê opeuolfpìal purêÌ un r.psor-êp-lol sêluèì,, èp sè pllp spLlue]u!
seudgrd sens ered opupllÌo urêssê^Llsê zê^ìel sèìê enb êp sêìuê!) ule^e$a
ê soìlj9pêd rod sopptuèsêrdêr so8uêd sop orêÊexê ou êlupÌrodul! lêded un
êLluêduêsêp zê^lpl psspu, èp plprul e ênb loduêt oulsêu oe (uielêlêquorêJ
sêlê'sE5ueljr sp Plpd orn6es souêrx.re6nì un ê elp Luê êíoq opunul oênb e^ep
lo)uol sêlued lrllJpd sop êlredJoleur eoluenbuf opuê^h ure^eIê seJuelll
se ênbuê ìplros opunu ou sp5uppnü êlqos splêpl êp olunÍuol oxêìdLjlol
eüêl olÌno
op oìLêdsêJ e erê LuprLpnlp sLefoJ sodnr6 sop solrnu ìpnb oe
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rPrluoluê eLlêled ênb'lpìnrLljpd ue'oeJlsuell eprdgr pp olerFr o loj ê
lpro] odru8 êp sêossnrslp spp osJnfèp ou êìê e uerplèdp ênb sopot rod op
-puoLfuêur oloìq op oÌrêdsp o lo] êssf .opelìo^êr ê llrljlp ètuêlsêlope un p
lerrìã8up oqulìore3 urn ap opjpu oJsuell ep zêpLdpr p p^plelsêp erüel8ord
o oLJol opoü o erê ìero, odru6 op sêluedllllred so plpd êÌue^êìêl êluêLll
ìerrêdsê êssojênb uror elzel ênb O'ul^êy opeupqr roppLlesêp êluêlsèlopp
LUn P^Prìsoru ê pìêlJul fulpH êluplpêulol oìêd epptuêserde opluTì ou!èu op
euês eun e]l 'oPs!^êÌêl êp plupr6old oulsêul oe spÌLèj ulerê seaueluodsê
sPlruêrêjêl ísoqì!J lpur êp sollpsâp sop ìEntjh ofLdoì o ulol seut]uo sessêp
sPsrê^Lp utê ê 'soxêldLuol sLeLlos sossêrold rpulLunl! eled elpêulol pp leLl
uêtod op sêtuêlr oBìse 'salopeslnbsêd so orxol ullsse 'sêtupdlr!ìted sO .pp
EqlllJeduror no urnurol e^llrêdsjêd purn opuLU.lnsêJ eqprp ênb ,ìetoJ odru8
op sêlupdlfLljpd sop llrn êp zê^lel rsp^Lleuleql êtuêLlliplnr!ìted sêojElLr p
sopeuoLfPlêr sêzê^ selrnL! oes è,,sêgploq,, e sêreìLuJrs oulot sollJlsap rês
ççt
156 Rosatine Barbour

palavras dos participantes, um argumento complexo, mas tambérn requer


mais exptjcacões do pesqujsador nâ qârantja de um reLato escrito,

REVTSÃO DE 5UA CODtFtCÂçÃO DE CATEGORTAS

O código de categorias provisório a seguir foj desenvolvido em uma ofi


cjna na quaI os participantes eram pesquisadores mais experìentes do que
os eavoLvidos na oficjna  e proporcionã um exempLo de uma sofjsticação
anaLjtica maior. Ajnda que essa tenhâ sìdo a prìmejra tentativa detes de
produzir 1lma codjíìcâcão de categorias, e(a serve como um bom exempto do
que você pode esperar atjngìr ao revisar seu códjgo de categorias anterjor.
Partjcutarmente, esses pârtìcjpantes da oficjna haviam seguido o consetho
geral de tentar concejtuar em termos de polarjdades ou continuos, ambos
os quâis sáo dìspositjvos úteìs (ver QLradro 9.3 ).

qUÀDRO 9.3 CODIFICAçÃO PROVISÓRIA DE CÁTEGORIÀS: OFICINA B

.O: re qã .êo ãp.-\ênrédo. rcãi e1re. en vez de eÌ o'ae Ì oe,rpoÍLàrc è.1


"lÍdbFr
ALCANCE DE UM EQUILíBRIO
Disciplina versus desenvotveÍ inclependêncìa/ìndividuaLidade
S-pêrp,ô ê."o,e'\rsdelegêr ì.êb tidades ás cr'an(âs
'e:po
Reagir desnedidàmenrê versus gãrãnlir segurança fjsica
Quê F' "b- i. do v-,çJ. " I rg qu- nãÕ r' L nèd-
5êr Lreurótì.o ve6!s ìdentjíicàr sjiuações em que é precìso ìnleryìr

PerrnìlÍ coisas moderadamente em vez de as criancas íazerem as coisâs sem o


conhecimento dos pais
IAUDANçAS,dO LONGO DO TE/Ì\PO
lúudanças cutturais/múdanças soclôis
As criançâs sào ma* vuLneráveis agora versús malor publicÍdade reslrttà nessas

Aprendìzado com o prirìeÍo íitho


Flexibitidãde versus'1édeas cuÍtaí'
Ver a infânciã diíerentemeÌìte agora qle se eíá Ínais veLho
E! acho que eú era lma criança te ívell
t(.nbnua)
( sop'rsê, no saluêrsèìope soÌlì+ uor sãlêp tc'rE^ ê sar
-uè!èdxê sêjoppsrnbsàd rod pptnlqsuor èrred ro'Eu e'sãiuedltrLrred eor E!DtrO)
soPeurol!! slEd so apuêìuPui soquizl^
(osad êrqos sêgisènb è^'snpú0 spJueur spu se]srunsuor sgg$êrd
sPl1ãrueuLl sÈÌruelsu.)11
êorèltos s'Ed € setro!) sÌew
sarpd êp odnr6 op og$èrd sìed sorlno
sEìors3
P!p!ov
lcYolNìl-Lvd vN s\.ld!,!v 5tw SvllNlnrrNr
sted solrdord so ênb op olrêqÈ s'Èw
êPPprãqnd
sÌed sop oÈ èluêìe^tnbê êsPnb ìêdPd un oPurunse sogurl
solrluêur êp sprlêìÕs sôgu ered èruèuì€Fêdsl
êpEprâqnd PU solsodo soxês êP soqìg re!| ãp oljEsêp o
loYcnvnx!s
êpeplìenxês ep olrêds3r P snlraqp stÈw
êÌuê.rêtrp r3s êp P^Lleluêl snsrr/ sÌed solrdord soP iPnar rês ãp oÍâsôc
spppn€êrsrsrã sê95ErLdsY
5tv1Nrèvd 5loSvlldsv
sôpEpÌìrqEsuodsêr sE opurp!^rp sred
sr€sPr êrÌuè sPjuêra}rc
slvd owot stvsvl
onno o ered eLP un êp olusruEroduo) èp sag5euPÀ iisãrúêrsê^rêjê solu9úroH,
El]uPiuì Ep so'E9Ìsê sêluôrèllP uè sred so erPd soljesãc
ã}!urì oe sÌed so opuelsâl soqìu sunElv
oluêuelrodüor/êpPpuPUosr3i
so^DPrlunuor souêur opLrês saur!êw
sÕpãrÊôs êP sÈrãL| srÈu opuès seu'uêw
seuruêu ênb oFuèd rorPu.r ua souruãe iìo souruèu ènb o6uêd rorPú i'rê sPuruaw
souruèe êp s€!êìos sê9úr PrPd ètuêUtE'râdsl
èpeprèqnd P!' soÌsodo soxèe ãp soqìu rPur ap o!]PsêP o
seuLuèu è souruaur €r€d sãotsènb sêluôrêlÌp úÕr opuednrodd ôs s'Ed
êluèrêlrp Puroj ep s€uìuèu è souÌuèu èp oluêue1-Dr1
0rèu99
sYiNYràl sY rulNr sviNrllltc
Lç'
158

A4ODELAGEM PÀRADIGI,ÀAS CODIFICADORE5

Todos os soÍfwores disponiveis enfatizam a necessjdade de se distribuir


os códigos de maneira hjerárquica, como fiz acima. Contudo, e(es também
têm a facihdade de apresentar os códìgos de modo diagramático, como o
,Model ExpÍorer do N-Vivo, o que pode ser útit, já que isso permite a você
vìsuaLjzar as conexões entre as subcategorìas mais cLarâmente e com maior
sofisticação do que é possível usando tistas simptes lsso também pode ser
ìmportaáo em documentos, o que é um bônus extra É possivet usar esses
modeLos para resumir vi rtuatmente todo o argumento ou esquema explana-
tório apticado a um projeto de pesquisa (ver também Gìbbs, 2007).
EÍn vezdever âs retações entre as subcategorias que estão agrupadas sob
diferentes temas gerais como probtemáticas, eu enfatjzo que serjâ muito
mais preocupanÌe se os dados pudessem ser divididos ctaramente em ca_
tegorjas separadas sem quaisquer conexões. ìsso, para mim, serja um sinã[
de que os dados podem ter sìdo forçados para se encaixarem em categorias
exisienÌes em vez de as categorias advirem dos dâdos, o que, particular_
mente nâ pesquisa quâlitativa, tende a ser comptexo e multifacetado, com
seções individuais da transcrição capazes de se encaixar sìmuttaneamente
em mais de um código decategorja, atgunsdos quais podên estar relacìona_
dos a diferentes temas gerais. ExcerÌos longos de dados ou mesmo curtos
podem sêr codificados usando até nove diferentes temas ou subcódigos (e
jsso é possíveÌ em todos os sottwores). Âlgumas vezes exatamente a mesma
seção de umâ transcrição está retâcìonada a mais de um códjgo, mas, em
ouiras situações, asseções assocÌadasa um código estâo i nseridas em seções
maìores, que podem estar retacionadas a um códjgo mais gerat. Em outros
momentos, os códigos podem se sobrepor. Para um exempto de excertos de
dados codificados que mostram anin hamentos e sobreposições em ação, vej a
os exemptos fornecidos peto retato de Frânktand e Btoor (1999, p l48-149)
sobre como realÌzaram anátises sistemátiaas de materiaìs de grupos focais
gerados em seu estudo de tabagismo e interrupção do hábito de fumar no
ambiente escotar,
De modo a itustrâr como os códìgos podem ser quebrãdos em subcódigos,
baseej meem categorj as desenvotvidas para proporcionar um entendimento
dos dâdos produzidos nas oficinas com o tópico da presença dos pais na
hora dos partos. A Figurâ 9.1 proporcjona um exemplo do tipo de dìagrama
que pode ser produzido. Eta começa ao se observar os diferentes tipos de
retacões qìJe podem estar envo(vidos e as questões discutidas em retação
a cada uma destas. O diagrama começa a demonstrar como subcategorias
estão inter relacionadas, com, por exempto, as questões "tornar-se uma
íamitia" parâ o "casat" também envotvendo uma mudança na reLação
jnclusão tanto dos
com "amigos e a familia mais ampta". Outra questão é a
'..spllêrpq,, ê :(êluplpj êluêruJplnr!ìted ,,èssêlêlu! êp êpeplunuo),, eun
ourof, uer L6Jêurê splê ênb e[,se]lêlred sep sepnllle pled o8lporqns uJn L!or)
oljed op proq eu sled sope5uêsèrd p êrqos sêgsl^ sp èrqol ên b i.,sieuolssLlold
sêpnt!]p,, :solJEd êp opJnpuof pu sop!^ìo^uê soluêullpêlold sopeuoDeìêJ ês
ânbt,,ìpuoLssLlold oluêulE!ruèrê3,, :so8lporqns sêluLnEêsso prpd sopeuáLsèp
sopPp Llrof 'i(rìEuotssLlold,o8rèl êre!êtuL,, ep eLrlêt o eroldxê €.ó ernÊu
v
'íJo]êlord]êdns lês,, o8lpofqns oe soppLlosse urprol
solr9luêurot slel rcp êp ol^ltp uês oqlpqell o Jellodns E upleìêulorduof
ês ênb êp 'oÌdruêxè Jod 'sêJêqìnu, sp opuplqu.iêì ,,.ouês e olrnu,, nês
urèrP^êì suêLilotl sop olxêluol ou Elsê ossl .êluaup^llp8êu plsL^ ìêdEd
ê .sêqlspro
sPlrè) rrlê ulèquel ènb seLU .tpd op op p^lÌlqod e)lìsllàì)eJer euln
lèded
ouor eìsl^ ê sèzê^seujn8ìe ênb .,.opueluol êp zo^,J pp
ìenp pzêJnìeu e Plnì
-dpf êlê ênb è eLUpl8eLp êssêp ollêdsp êlupssêrêìuL Lxfì .sLpd sop ìêded op
sêoSnrlsuor p opJeìêr (oser
urè êssêu :pfllrìEue uè8elue^ Plpd sppesn €s
ruèpod sêpEpueìod ouor erìsou (2.ó PlnFU) so6tpor èp euPl6plp oltno
.o6!ìle
no ouoìplêr un ujã oejês purn êp oroJ
o rês êpod oss! lpnb ou 'aluêrê,Lp oìuel LUn pulpJSeLp un tê^ìo^uêsêp Eled
oppsn Jês êpod ossl ê 'so Lllsod sop olupnb oe5eìêr pp so^!]p6èu soltêdsp
'sèosr^rpqns :oPierupol t.ó vàn9B
6çt
FIGUM 9.2 Codificação: Positivos.

lnlerface lejgo-profissionat

FIGURA 9.3 Codificaçáo: múttiptas jnfluências.


'8ó61)rêìrêB ple^(oH ourof 'opntuoJ .Lurnulluo, un Lrleurlo4es no (selsodo
sêo5prurLlp ''xê d) sêpeplleìod p pLruêlêJêr urê spllrlsêp Jollìê{.lr rês lllêpod
seìê ês rPsuêd ìl]r,ì g Lugqule] 'sp^Llfêdsjêd seu oeJpLle^ ep opLluès rêzeJ
oY solLfiìdul retsè ujêpod urêqlupl sêìl ltlrêlêJ êluêujelp!ìdxè urêpod sêl
-updlrLìred so slenb sop seurêÌlp no sêgsuêl êp prnrord e èJdL!ês eÍêlsl
'spn6uu êp êluppnlsê oLlor prLêlletr equLuI opeSêulol
opuêl lpLluêUêdxê putn8ìE orluêl nê ênb o ulor o8le €lJerêllt pfLlutr €u
sPPlrênbêr selanbpp spurlxold sLpLu o9s sep!^ìo^uê sêpep!)lqeq spp seun6ìe
enbosLtêdêluêLr]leuo!selO.orLêluLrod urê6eproqepssaopelopplê1LUês íop
eldordp opupnb sêìêp ornod urn letlldp pssod oeu êfo^ ènb eled sêQzel eLl
oeu seu ostn)srp ê oe)eslè^uo) èp êslleue uè soppsn sopolètrl soe JtèulêJ
Lla8eproqe pssì rupSèrdulè sèìè Jnb .so]llolèr so^L.lLsodslp è e)uJluês êp
sêo5nrlsuol oursèL! ê ruJê6pn3u!ì e oe5uêÌp lelsêrd ê opuplêde oetsê sêlupd
-lfllrpdso srenb soe soltefuol so eled p
êle lêlaueLurêd êÌuplrodL!! f
'olnlrdel ouJlxojd
ou epeqìplèp pLuroj êp opLlnrsLp ê êdlnbê èp oessnlsLp eìêd oppuoDtodold
ofLlrleue ìpLruêlod oê 'iptuasêrdp es reulÌd lrslprlìnu êd!nbê e Lnbv.slpossêd
sêpnllle ouror 'sê^u! oe 'se-opuprêpLsuor rLuê spLêpÌ sE êpuo ep rêlêqu
-olêr sLeLu opu soLuêpod ênb uê oìuod oe soppzltputêluL ujplol e[ ê]uêL!
lè^p^oJd sJlê ènb eÍ lè,/el ênb op telpJ èp ìLrpl slprx è ossl .sèlóultdt)slp
soìsodnssêrd soudord snês ,,rezrlpuêìqold,, no lpuoLlsênb ètuêl rorLêul!.ld
!prqurêl es èp sLêln oes ènb sêoJ€tuêuo spurn6
(pl^ppof sellno ènb op
ìe eq lllE,t sLpur oss! ulèJêplsuor seossêd spunSle
'epL^np LUês 'ênb ppulp 'op!^ìo^uê e[ê]sê sEnp sep ofnod uln ênb oÌLêdsns
',.rejnldPr,, no íleulsuè,, oBs sep!^lo^uà sêpEp!ìlqpq sp ês êrqos opLleqêp
tugt '(t002) ÁêìsrêruLupH opulnlru! 'sèrolne solrp^ .so^LlelLìenb sopoìêul
íreursue,, ês êp e^lleluêÌ eu opl^lo^uê orlesêp o pqurìqns oss! ê rsopErllsl]
-os êluèrüetrlìeue so6rpol lê^lo^uêsêp eled ìLrel plnutol eun pq opN
's!ed oujo) ê sl€uolss!,lord oulo) sêluêlsLxà sêluêl
setuLlslp sPp sg^ertp sLed sop e5uêsêrd ep orLdgl op ês!ìeup p êluerpêul
sLê^lssod slq6tsu! so êrqos solleluêLlol L!êJpuorfrodord ê uêrpìuêoes op
ês!ÌPue êp ossètrold ou ropesLnbsêd oe uprelun[ ês êpnes êp slpuolss!]old
sunSìe 'zê^ eurn slew oessnlsLp Lrlê sêoJpdnroêrd â sotsodnssêrd rproìol
ered sêze^ selrnur 'sêluoj sêìuêrêJrp sessêp ruêllpd slgroJ sodnr6 uê sêos
-snrslp ê soueluèuror ourof rertsuorxêp oE p^llplpdLUol ua6plup^ ejpd oss!
Llesn ê sourèl sou sopol ânb srêdpd soìdllìnu so opSerêpLsuof ulê L!p^êì
sêìf sLed è sêeur 'èluèue^!ìtêdsêl ,outo) êpnes pp sleuolssLJold êp sLelros
sêg5ru]suof sp ueuLuJexê sêìuessèlêìul êluêLlllplntLlled so8Lpolqns sLop
',.s!euoLssLJord sêpnlllp,, seoe5eìêJ L.llf .rezlìEuolrPlêdo êp ì rl lllp lês euêpod
oled ou sLpd sop e5uêsèrd ep ìEêpL o ênb ujejêfêquolêJ ofLtqnd o otupnb
srpuorssLtord so oÌuet slenb çoìèd sopoul so leloldxè eted sepesn txelol ènb
L9' sLProt sodruD
162 Rosaline Barbour

p. 9) sugere, não há cronograma parâ tãjs jnspjrâções; em vez disso, fãz


parte do jncerto e continuamente evolutjvo processo iterativo da pesquisa
quaiitâtjva:

Nenhum dos truquês de pensamento neste livro tem um "tugaÍ própÍjo"


no cronogrãÍna pâra a constr!ção de tat disposjtivo (no caso que estâmos
disculindo uma codií1cação de categoriãs). Use-os quando parecer que
podem fazer seu trabalho jr ãdjânte no conìeço, no meìo ou perto do fim
dê sua pesquÈa.

Muitos pesquisadores quãlitativos apeLâram à noção de "saturação" para


descrevero ponto no quat julgam que a codjficação de categoriasé suficien-
temente eficiente pârâ não necessitar de mais âcréscjmos. Esse ponto, con-
tudo, é um tanto itusório. Como Mauthner e cotaboradores (1998) sugerem,
quase sempre é possível retornar a uma base de dados e identificar novos
temas, talvez âpós muitos anos, Levando em conta em sua reanátise insighfs
obtidos de outras leìturas, projetos de pesqujsa subsequentes e eventos da
vida pessoat. Contudo, no "mundo real" dos prazos para relatórjos a entjda-
des fìnanciadoras e términos iminentes de contrâtos de pesquisas de curto
prazo, é sábio contentar-se com o que poderiâ ser descrito como uma codi
Íicação de categorias "boa o bastante". lsso não jnocenta o pesquisador de
engajar-se no processo jterativo descrito, aphcando Lrmâ ãbordagem exten-
sÌva e sistemática para o desenvotvimento de codifìcacões de categorias ou
docu mentando os passos tom ados durante o processo de ânálise. Entretanto,
em úttima anáLjse o nívet de detathamento necessário para codificações de
categorìas depende do propósito a que você quer colocar seus dados. Por
exempLo, para escrever uÍn retatório a entidades financiâdoras, pode não
ser preciso ìr ÍnLrito além das codificações gerais, bastândo usar subcódigos
pârâ dar detâLhes itustratjvos. Esquemas de codificação mais sofistìcados,
como o itustrado na Fìgura 9.3, podem ser usados pãra escrever artigos majs
âprofundados na têoria para revistas acadêmicâs com um foco discjptinar
especifico (ve. a djscussão mais detalhada sobre a apresentação de achados
a partir de grupos focajs no capítuto 10).

Fl poNros-cuve
Fazer sentido dos dados quahtativos por mejo do desenvoLvimento e da
etaboracâo de urn esquema de codificação é úm processo comptexo e ine-
'sêroLrêlsod soFlìre êp otoj o rês ulêpod ènb
9f 'nlnq!.rle 9! Clo^ ênb sol}no so ênb op soppqìelêp sleu selro8êtpl
êp so8!p9l êlrersêp prunu rso6Lpol snês lpsL^êr essod gro^ ênb ppulv .
-solsodêrqos no sopPqu!ue
'son3!Ìuofrês uJèpod soBLpor so ope udord e leqle 9ro^ olupn b sêq5pl
-LJrpor sPtuPl rêqèrêr êpod olxêt êp o95êsrênbìenb ênb êp ês-erquê l .
'nêrolo oss! èpuo êp.rPloue êP ês-ènbLlLlrêf spur
'euêì ujn qos
êpsleu rêrêrpdp ruèpod splro8êlp)sp ênbêp ês êtquêl .
'(sêo5elLlLpol se
sou.rlrsgjre no sêg5erêllP sP^ou PlPd spLêp! sP^ou opuerê6 ê SepEs!^êr
sêgJelLl!po)se opuesn opuerll!porêr ) sê95!JrsuPll se ê (spulâl sorlno e
sEUo6êteropueroìeêr noseUoEelprèspurêlopupêLxouâr noopuelUêl
sêrte) selo8êter êp so8Lpgr so êJluê èlueluppr]êdêr ês aluêul!^ow .
'sLerê8 sLeu seurêì
qos seì gdnrãe êrntord ê selro6êter se èrluè sêqxèuor sp êJqos êsuêd !
'sonutluot êp no sêpppuelod êp soìlllêì
ulê sessêldxê ogs se^llrêdsJèd ês êp è spuelLp no sêosuêì lênbslenb
êp etou êurol sêluedlrltred solèd sopp8êrduè sorlrolêr so^ltlsodslpê
eJuêluês êp grnlnJtsê 'Lrlê6en6uLì p ê sêlupdl)LÌred soìêd sope8êrdruê
solLêrr.rol soe elrêle D so6Lpgr ê o l^-ur so6lpol enìrul
Pfêtsl lrold .
.sp!.ro6êlel êp
sêgJelLjlpol reroqsìê ered (ojlê]or) sorrdol êp eLnF nês wê ê!J ês ogN !
:sopEp snês êp
opLlues lPrlxê e]eiêulol êp ol!êdsêr e s!êln sêoSplueuo seuln8ìp 'opnluor
'LuêtsLxl Ol, olnlldel ou opLtnrslp ê uèqlxpì og5e8or.rêìu! êp ossèrord êssl
'sopelljlluêp! sêgrped ê solLêruof êp sê-o5êfxê no sêluepJorslp soldLuêxê
sop znì e sêos!^êr P sotLê[ns ê]uêLxPnuLluo) oes sPuoSê]er êp soãLpor so
ìenb ou 'o^lsuêtxê ê orLlgurêlsrs o^llprêl! ossêlord un ap oLêLu rod opllqo
ê ro3!r O se^iìêìor sêpepLluêpr ê sêQs!^ ep oluêurl^ìo^uêsêp o pqluLllsêp
ênb ossêtord op opun]ord sLpur oluêurLpuêluê un reuoLrJodord ê lptoqeÌê
èp olrun leLluêtod nês êp oqunurêlsel Lxn ê íosslp zê^ ulè :sLplo] sodnJ8
uoreslnbsêd epoejellLll!Ì pun 'olupÌêrluê !ê ogLl selJo6èÌer èpog5prLllpor
PllrLlo eun urê 'sepot rod zê^ pLUn êp 'Isoppfolp rês uessod ogu soppp so
enb ãp otej O oquluer oìêd urêzpl selê ênb sêo5Efll!ìenb ê sêç5u!ìslp sp
ê seluJPde Ueurot ês ênb sêQ5pìuor selrnur se opulnìruL (sêÌuêpuodsêr
solêd spppSêrduê slElros sêg5nrtsuor sepelLlsLlos êtuêueÏp spp slr/6lsuj
L!êfêuro] so^llellenb sopolgu so ènbrod pp ês ossl .(osnJuof,, êìuêrxêluêl
E9t
164 . Rosahne BarbouÍ

I lerrums cot,tPLEi ENTARES


Estes trabathos oferecem mais orientaçõessobrecomo começar a analisar
dados provenientes de grupos focais:
c- (zoo7l AMIyzitA Quoritdtive Doro. {Book ó of lhe 546E Qhlxative Resear.h Kit).
Gi.tttts,
London: sage. PubLjcdo peta Ànmed Editora sob o tituto /nólìse de dodos qualitotivôs.
Hussey,5., Hoddinoit, P, DoweLL, J., wiison, P and Barbour, R.5. (2004)'The sicknes ceÍtifi
cation s,ftem in the UK: a qualitative study of the viM oÍ generaL praciitioneu jn Scottand',
8/rìthh lte.ticot JoutNI,Szat A8 92. (vêr materiais complementar6 Pah umà análise detalhãda
do quâdro de codificaçáo desenvotvido)-
Kelle, U. (1997)'Theory building in quatjtativê resear.h and computer pÍogíãms for the ma_
naeement of textLiaL data" sociologi@l Research online, 2: http://www.socreson_tjne org
ukt2tzll.htí \
M.J., Espie, C.Â., üêtcâlre, J., Brodie, M and Wlson, (2003) 'Quatitv of lire
^{.Í invstigation using
ãnd psychologicãl development in adotescents úth epilepsy: a quatitative
^,tcEwan,
Íocus group methods', seizure, 13: 15 11.
ason, J. (199ó) Ourlttdttve R?searchtng. London: sage (especiatmêntê o Capítuto 6 sbre
^seteçáo, organjzãção ê indexaçáo de dãdot quatitawot.
K.M. (1997) 'Producing "plausjbtestories": jnteMewingstudentnlrseí, in G. r'litter and
R. Djngwatt leds), contexf ond Methott in Qlnlitative Reeorch. Londôn: sagê, pp. 26'3ó
^{elia,
osuêsuor o PLseuêp urê]ezllEluê ruêpod slprol sodntS so ênb êfèquorêl èìf
'odnrF uJe opieJêluL ep sel!$!rêtreler sêtupllodLUL se sepol êtuêuerltLtpup
rpsn èreldpJ ourol ârqos setlp seurn8ìe puolflodord ê êln)src .sLero,l sodnr6
uro) PsLnbsed Pìêd sopElue^êÌ sof!Ì!ìeup soLlpsêp so ploldxê olnltdef êlsf
:.'
t::
srvlod sodrìuc
I\IOf VSINÒSSA
VN SO]IIITVNV
SOIdVSSCI
166

e sugere mejos de evitar ou ao menos de antecipar essa tendência, Ainda


que o grupo seja â principal unjdade de anátise, também vate a pena tevar
em consjderacão as vozes ìndjvjduais no grupo, e este câpítuÌo apresenta
atguns exemplos que mostram os benefícios de se prestar atencão a essa
questão. Também deÍnonstra como o método de comparacões constantes
pode ser usado para interrogar sl-miLaridades e diferencas entre grupos, pro
porcionando vários exemptos extraidos tanto de oficinas quanto de estudos
íinanciados. AutiLidade de se produzjr uma matriz ou grade é satientâda, já
que isso permite que se identifiquem sìstematÌcamente os padrões e evita
anàlises impressionàoas. aumentàndo o ngoí I deÍerdido que as tac-nas
são tão importantes quando os âgrupamentos nessas grades, e o potencial
anâLítico dossitêncios (com aLguns êxem p{os i tustrando a im portância do quê
não é dito em contextos partjcu[ares) é expLorado. Aseção final é a respeito
do uso reÍLexìvo dos históricos pessoaise profissionais dos membrosda equipê
de pesquisa como um recurso na anátjse dos dados do grupo focat.

S uso oe TNTERAçoES E DrNÂMrcAs DE GRUpo paRA


VANTAGEAA ANALITICA
Assim como Kitzinger (1994) enfatiza, o objetivo de desenvotver grupos
Íocais é captu rar a interação entre os participantes. Em vez de sj mptesmen te
extrair os comentários Íeitos petos i ndivíduos, g randes diüdendos podeÍn ser
obtidos ao se prestar a devida atenção ao que está acontecendo durante um
momento de interação, uma vez que o todo pode ser infinitamente major
do que a soma das partes. Na oficina em que os participantes djscutiram
suâs experjências de uso dos serviços de ctínjcos gerais fora do horárìo de
expedjente, um grupofocal formutou uma sotução que envotvja uma trjagem
por uma equipe de "enÍermeiras tetefonistas". lsso estranhamente previu
os princípios básicos do NHS 24, que foi introduzjdo algum tempo depois, e
sa{ìenta a capacidade dos grupos focãjs de desenvolverem sotuções,
O modo no quat osdados sãoapresentados pode resultarem uma apresen-
tação simpLista demais de discussões complexas (Green e Hart, 1999), e há
umâ importantediferenca entre relataro conteúdo da concordância atingida
peto grupo e presumirque todos os membros necessariamente compartilham
essas mesmas visões fora da situacão específjca criada pela discussão do
grupo. O exempto anterior ilustra a uti(idade dos grupos focais parâ colher
as habitidades criativas de solucão de problemas dos particjpantes, mas a
cauteta deve ser exercitadâ a respeìto de extrapotara partirdìsso parâ fatar
sobre as opiniões dos individuos. GruposÍocais podem enfatizâr em demasÌa
o consenso (Sim, 1998).

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rpìsê ureuà^rp sêlê lenb eu oesuèrxê p èrqos
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oe ìè^Lssod è uèqupl .sào)pledulo) eled sc^tlrultJp sêspq eleuot)lodojd
'zè^ ens Jod osst ênb è osuèsuo) uln ellãuL.lp odn.,E eDpt ành àn ôì,ì,ìr1,,,,
orsodnssrrd o uro) opuejddo erèÌsê ,opn.,nu."o o
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L9, r sr€)ol sodtuD
'í 68

das tentativas de se usar números de maneiras que assocìem signiíicân-


cia aos verdadeiros valores, e o que eu descreveria como "quantificação
itusória" (Barbout 2001). À abordagem à anátise de dados defendida por
Ritchie e Spencêr (í994), chamada "anátise por tâbêLas", depende do uso de
uma tabela para ìdentiíicar padrões nos dados. lsso pêrmjte que você veja
loqo no início a preponderância e dìstribuição dos comentários em temas
específicos nos vários grupos focais convocados no decurso de seu estudo.
Você pode deseiar produzir majs de uma tabeta para cobÍir um coniunto de
temas e códigos de categorias. Um exempto é apresentado na Figura í0.1,
a partir de uma base de dados cumuLativa gerada nas oíicinas com o tópico
da presença dos pajs nos partos. Essa tabeLa, ou matriz, resume a padro_
nização em relação ao tevantamento de questões especificas (ou códjgos)
sob o tema geraL da jnterface leigo-profissional no contexto de cinco grupos
íocais (com homens, mutheres, ambos os gêneros, parteiras e profissìonais
de saúde do sexo mascuLino).
Enquanto a maior parte dos grupos conveÍsou sob re as barreiras e tensões,
o medo de titígio é uma questão adicional que consterna os proíissionais de
saúde. Os grupos de mulheres estavam mais interessados na discussão dos
planos de nascimento talvez porque etas tinham experiências pessoais no
desenvotvimento destes ou, no casodosgrupos de parteiras, na tentativa de
responder construtìvamente a etes na prática. Curiosamente, os comentáTios
sobre os homens nas satas de parto sêndo vistos como um encargo em po-
tenciat estavam confinados aos grupos êxclusivamente femininos, com isso
surgindotanto no gru po exctusivo de muÌhêres quanto no grupo de parteiras.
Naturatmente, ambos os grupos eram êxcLusivamente femininos, ainda que
o grupo de partejras também incLuísse atgumas mutheres que eram capâzes
de se basear em sua experiência profissional e como mães. llm diagrama
como esse também pode se benefìciar do uso de inìciais (adequadamente
anônimas) para denotar comentários de individuos, e também pode ser útiI
incluir uma referêncja à tocalização desse excerto na transcrição codificada
(o que ajuda na selêção das citações para a escrita). Essa prática também

aedo de Plano dê

FlGURÂ10.1 Tabelas e erades.


ropeFpour op olelar ou L!êu oplfêtede el^eq ogu eLruele]êl essê .spLuêl
sorlno êp oìLêdsêr e sopep êp p)u ogì êluo, eun opp^old es p!^eq soluerq
suêuoq suê^or êp odnr6 o ênbrod zê^ìel eìêJror eurol ep pprnqule opLs
PL^Pq êlUêLJìeêJ EIIUèJêJêJ pSSe ênb êSnl^ 'SeperlJlrê^ Luproj sêoJ!,lf,suell
sp enb slodêp 'opnluo) serusq sêlãqlnu êp sodnl8 sou spuêdE opu]olo
ruèssê^noq solleluêLlor sêssê ênb p^psuêd ês ênb eÍ ,oupSue rod opmqpì9
opLs Pl^eq oss! ênb uspsuêd àdrnbê ep solqurêru sop sun6ìv..(Eruprq lìrd
p[o],, e elluêrêJêr elzej ênb ..so^Lleu,, sotuprq suêuloq suê^of êp odnl8 op
oeJelp P equ!luor ênbrpuLurìêrd oÌpìêl uln lê^ urerêpnd èd!nbè ppsolquêur
so lPnb ou'splsLrpJ sêluêpLlul opue)oJopnlsê o ê o^lÌPllsnl! oldt!êxê Lün
'ìê^rssod oìuenb sLêln êluêuìeLruêlod sêoJeulolu! sElueÌ êp
rodslp rpÌueì erpd suêSeploqe se sequlp lesn leu zp] oeu íoluel luf .êsLì
-puP P êluPlnp sêlue^êlêr uelrês êluêL!lê^p^ord sLenpL^lpul sepusÌsunrJ!l
no 'ìpro] odnJ6 êp sêossntslp sep sotfèdsp slpnb olLêuud soutêsse)ljlluêpL
ênb op!6Lxê euêl oss! ênb zê^ eun 'èluêurpuêld sêlâp sêo5e^Jêsqo se oppsn
soLxPUêl oeu ênb olFdsns 'odnr6 êp oBssnfsLp ep pleLpêLur oe5elnlldprèr
Prün oÌlej sourâssê^ll ês og5enperS-sgd êpsêluppnlsê ulerê slsnbsop ellpd
roLeu P ísèropetêpour so ered oluêurpu!êrl sLeur urot êdlnbê êp êsltpup êp
sêossês soureLìlquioJ 'sêropprêpoL! èp êdlnbê eün soue8êldruê ênb ue
'splslfer sêluêplfu! e setsodsêr ê sp^!Ìrêdsrèd êp opntsê ossou ulê soLxpsn
sou ênb urê6eproqE eLun Lol pssf sppp^rêsqo se5uêrêJlp ê sepppuplLutls se
prpd og5e)lldxê Eun reroqpÌè reluèup^!Ìelo) letuêl eslnbsãd èp edlnbè e
olupnbuê spìêqeì seu soperll!Ìuèp! sègrppd so rpuo!$ênb ejed sol-psn Pled
'rpìnrllrpd urê 'ê ês!ì9ue êp ossêrord o êluprnp sellxê tlq6!sul sêssêêrnldef
ênb oursLupfê[r un lLnr]suof oso!ìp^ slpul ppulp ? ênb euLp nê '(9 olnlldel
ou opPpueurofêr oÌrlof,) ouêluor L!ê ser! ê spppqìelêp setou Jlznpord Plpd
PltP^ PL!êrlxê êprês essod osslênb epu!v 'opprrêfuâ Ìetro] od nr6 êp opssnfsLp
PpP) SOde êÌUêLXeleLpêLll! lOperêpoL.u o elsL^êrìuêsêzê^ selrnu srpfoJ sodnlS
sopeslnbsad êpêdlnbè p ênb uêpuê]ep (toOZ) sêlopeloqplorê uêsìne4.leLl
- L6!ro rope]êporu o €l^ êd Lnbe p sLê^ruodslp oelsê ênb sLpuoLflpe sêoieuloJu!
sp rel!ê^orde ètuetrodLu! g '!nbV pslnbsêd êp êdLnbê pp sorquêuJ solno so
eJed s!eplu ! se!êpl Iu nsêr op êluêursêìdur !s zê^lpl - sêoJpz!ìelêuê6 sELün3ìp
opuêze] êqere êlè ênb ìê^gl!^êu! g 'sopep sop otuêLxpssêlord êp olftu! o è
og5npord e êtuprnprpulLü!lêrd os!lEue eLun6le rp5euror lopes!nbsêd op èppp
LSSêIêU E epec êS!ìPUP EU OpUPllìllu! êS SeppUOLSSêrdUl! SêO5e!ìe^p êUL^êrd
seìêqEl sPssê rPzlllln ê rê^ìo^uêsêp êp prLlpld p enb lelou èluplrodLuL f
'(2002 'sqqrC rê^) soluêunlop soltno uê sppeìrodru! rês ruêpod
ênb 'sêreì!u!s seÌèqpl rlznpold êp êpeprìlrp; p ulêl se-/t 4llÍos so .êluêurp^oN
'ìeì.rolsslJord plfuèuêdxâ êp sod uèt no sêpppr splrp^ êp sêlued Lrllrpd sop sp^
-ll:)êdslêd spu sp5uèrêlLp sep ol!êdsèr e 'oÌdluêxê md sêo5ezuoêl sLpu ue
rPlÌnsêr êpod êslpnpr^!pu! sèzo^se etuor L.llê rp^àl lopeslnbsêd oepuLlllurêd
69|" sLe)ol sodnrg
170 Rosaline Barbour

nem no reÌâto de outros membros da equipe, que sêmpÍe serão enviesados


e parciais.

M I corueoslçÃo Do cRupo coMo ul REcuRso NA


EXPLICAçAO DE DIFERENçAS
Diferenças na composição dos grupos aLgumâs vezes podem fornecer uma
exphcação para diferencas observâdas na êníase ou no conteúdo das dis-
cussões, ainda que, é ctaro, seja jmportante nâo conctuir nada precipìta
dâmenÌe, mas também procurar, de forma sistemática, por exceções nessa
padronização. Nâs oficinas que usaram a presenca dos pais em partos como
o tópjco para discussão, grupos constituídos apenâs por mutheres fataram
mujto mais sobre os aspectos íntimos de dar à luz.
Dada a prêponderância de mutheres entre essas pesquisadoras interes-
sadas em pârticipar das oficinas de grupos focais, âpenas ocasionatmente
foj possívet fazea grupos só com homens. Entretânto, as discussões prove-
nientes desses grupos eram notavelmente diferentes, propor€ionando um
interessante contraste com os dados gerados em grupos de gêneros mistos.
Em grupos só de homens (com moderadores homens), os homens fataram
em maior profundidade e mais extensivamente sobre o Ìmpacto emocional
de estar presente em partos, aparentemente sentindo que etes tinham
permissão, nesse contexto um tanto fora do comum, para fatar de seus
sentimentos mais detathadamente do que o normat em particuLar, como
no exemplo abaixo, quando todos os participântes eram pais que haüam
estado presentes em partos (ver Quadro 10.í). Essa transcrição se destaca
pelo fato de os homens terem falado consideravetmente mais do que o que
em gerat acontecia nos grupos de gêneros mistos. A hnguagem também era
mais emocionat, ainda que Colin tentasse se distancjar usando certas gírjas
como "cara", e mesmo Nick utitizasse várias vezes a palavra "cara" junto
com um retato emocionado de suâs êxperiências. Curiosamente, não havia
exemptos, como o de Cotin, de pais admitindo sentirem-se difêrentes em
grupos em que mães também estivessem presentes.

A discussão que se segue é dependente não só da composição do grupo,


mas das caracteristicas do modêrador, como elas são percebidas petos par-
ticipantes e a complexa dinâmjca envoLvida.

K ANALISE
uso oe DrNÂMrcAs DE GRUpo coMo uM REcuRso NA

Brannen e Pattman (2005) reftetem sobre os comentários criticos feitos


por homens sobre a atuação dos administradores a respeito da imptementa
,, iPossêd errno êp oqlu ras 3nb üêl ossou
rês ôpod olu êì1,, ô (êìe p ês-úeluÕÍ sorÌnô so â !) |]â urêÌ sis{ nêW rlèrupc
(opuu) aursseu'nr opr è êì: (oduôr ousêu oÈ) :u'ìol
'"êlrêuìElrêd$ 'êpeprê^ eu !orrno rod ètè
i!€r€rorì sêlê ês rêllrn6rêd êur 9Ísêzê^ sEtre nê "ânbê)ared " souê^o s9! o!]ul
'.,oqìg nês çlsê mbY,, srodêp Prorl Prèu eìo^ èp oprzPrÌ rot êlê oEìuê " ìêruEc
(s94 olrêrE)
rop PÌuPr 3p ogjEnlrs PUn eun uè oPuelsê êluèuPpÈrèdsêsãP PUe âtro^ enb
'''ênbugnãl€Õpuâ^oduâ1èpoppSúoìordoBtopo!êduniodrpssedsEUêde sopbro
ê anãups op sêgtsênb se úès iorild ún êp ònboÌ! o ôtuaula^Ìssod ored un èp
ocsl^! !unq !ènb êP oPruès o! iurssE ejuèrêJrP eluer e!Ë] èPtÌes êP teuofsgord
êp €nl9rd eunrètãs ezãlrè)oriuêì olu nê'nê'nê ênbrêzLpanboquãÌ nl :tr!N
lsloc ouêrxl)
'o^rl€3ê! 3tuãu€rÌeluÌ roJ
'urnr.luêu oluêúLrequorêr P'^eq o!u o95erÈdèrd è^noq oeN -errteunerl Prruèuèd
-xê pún '.erer op €rs!^èp oluod op EpE'd €un uEroJ uerol ìËt€u trd
'olênbrod
op sortroEêu so ènb oruod èìènbeu ènb ú!ès èluèuleèr nè nã ê ãtulnEès etp ou
opesÈxe 31uèu€r's€q €^elsê nâ ê 'odruêì op êrrEd Poq L!ã rop eìrnr.! uê oFuol
èluelsPq or€d lirn sProrr êt!r^ op€ssed sourEì^eq ênb êp pìuor rêp 3r1r êìuêdêr êp
nê opuPnb roqìl1orLêurud o luor osPr o sLPúr ro] ãssl 3lLrêsnE êìê !!or êluêur€r^
qo sEUr íoÀLÌpEâu rãs pDêrPd BiÈr o ãrqos opnr sPrPr so Pred PPsu oPU ô
ieqlnu e er€d oPeluèuo èruÈls€q rot - -'oj .. 91 "r€qun eje]
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è oqpo6t€ ãp ornod u'n '€ìq ê €ìq ê oqus^Erds ordord nês rêzlri êpod 9ro rurêq
'qv2rnbE Eupurê,uê pp urgnEìV oq 'or-i ort 'ênb oFìp.rèzErl 'êqps !êzpi êpod ?roÀ
ênb op sourrêÌ urs 3tuêurr€ìnra.rld E^rlnrtsuor opJ€rU3Uo Elunquêu rep sourp^
oBN osr úor reprì souêPod sgu ênbrod 'ÈuroJ rãnbt€nb ãP sêìeP soúes'rerd
oP! sou uèq,, 'èpnllle erètr eun uequrl seìè ènb nêraed'nbP èú 'solrPd so! sred
sop Ejrãsêrd € ãrqos s€ìêp sê9j.1ê)êd sE uerê sr€nb iêqes 9ro^ !èp soujãr úê
'o91uè '.,EropErãdsêsèp o9l rop Eun uè ueue sgro^ à.b utnFle rè ìrtrg'p re'tre
üêpod sQo sere),, '!q lazrp Pred €rEd raze] € PpPu e'^eq o-Eu ã è epPu
Prê olu ênb opnÌ ossrp ìEuu oP 'uuês êur nê 'nâ 'eroÊv ,.è!u e 9 €ssè ou'xgrd
srPL! êluêrPd o atuêuìeãêt 3 olu ?ro^ PJue r P,, 'ê srop o 'ã 'opuerlldu' eúror
plrèrêp !êl!êurprLspq r,.as alroduo:,, 'orÌror o6ìp !ê Srop ía.,soúrasrnb as plEs ep
9rÕÀ rÈrrr souêPod sgNjj rê
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'oH,, opuâz'p tdàt9isêpuErE opuLpuerq ue^p1sõselèê
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'''urn uã opuãrêtuore e^elsê ênb ê serLèr'ed èp êruou ün rod or!è] ìeÌpú-êrd
'ol
or!êL!equPd!!orP o opol 'oql!] or!êur ud ossou rlror êlrb !o] €Lruauèdxè eqúrúv:itrLN
íun o!èrxr)
,,solNrwlNrs,, Èyssltdx: lc SovctNn-üodo
wvn owol sN3woH lo 95 Ivlor odnÈ9 wn t'0t oÈcvnb
LLL r s'Pro] sodnrg
172

Colin: É... e interessantê, hum... hum, eu acho, essa é interessante. Novamenre,


eu estou reftelindo sobre o meu... meu... a... a úttima experjêncìa quando, sabe,
Kirsiy estavã dêsãcordada, então, efetjyamente, sabe, a criança ioi reaLmente
enrregue a mim náo a elã.

Colin: ...em um, sàbe, enlão íuieu que vj o pirratho saìndo e recebendo reani-
.ìrâção minima e tât e então, sãbe, jncubâdo, ê todãs êssas coisas mas... mãs, na
!4ddoe. po, r,È- o qudr o o di. h, ry,do.,Bdvd d m.n,md pd'" e.d rd,r. qup
ela qüerìa desespeÉdâmênle e eu não ê eu então tive... eu (Íisada)" sabe, mas
eu não tjve nenh'rÍnã dificuLdade um tanto para â minha surpresa ern aceitàr
essa, hã, cÍjança que eu partjcutaÍmente não queria. Agora, eu não sej se foì loda
a, sâbe, toda a expenência, ou se o negócio de eslar presente no parto e o... io1
instrumentãl nÈso ou não, mâs eu poso imãginarque ãjudãriã. Mas seria realnenle
eslranho se você eslivesse íora no seu poco de pelróleo... e ai voltasse e lá estava
suã íamítia pronla, isso serìa um ianto "Wowl", sãbe, nào seria?
(Excerros dâ oficina de grupo íocal com pàÈ)

çáo de potitìcâs volladâs à íâÍnília no âmbiente de trabâlho em grupos íocãis


só de homens moderados por umâ pesquìsâdorâ mulher Eles comentâm que
âs djnâmjcas de grupo possjbilìtaram umâ dìscussão partjcuÌârmente ânìmâ
dã e sugerem que essa foi uma sÌtuação em que a moderâdorâ dispunha de
umâ posjção especiâl, na quâl e[ã recebjâ um certo sfdlus prìvitegjado.
Aigumas vezes, contudo, as dinâmicãs de grupo operarn para incjtar os
participantes uns contra os outros, como iLustrado no exeÍnplo â segujr (ver
Quadro 10.2). No contexto das discussões das ofìcjnâs sobre a presença dos
pãìs em partos, a ìnfluêncja das pârteìrôs era aparente, de modo que certas
questões eram majs prováveìs de surgjrem ern particuLar, vendo a presença
dos homens coÍno LrÍn jrnpedjrnento pâra a prátjca das atribujções profissÌo-
najs (como taÍnbém pode ser visto na Fìgura 10.1). Em vez de simplesmente
procurarìdentjficar as vj5ões dosvárjos partjcipantes, a atenção aocontexto
em que os comentárìos sáo fejtos e as trocas entre os membros do grupo
nos permitem desenvoLver uÍna anáLise que Leva em conta as comptexjdades
envolvìdas, inclLrindo as expticações, justificativas e hipóteses provisórias
èd è.tèdd5 pel05 pdrt cipê ì-es de _o-sa pesquisa.

ìJ panttctpaNtts DE GRupos Focars coMo "coANALìsTAs.


Os participantes de grupos focajs, que, como dìscutjdo no Capituto 6,
mujtas vezes são bastante habilidosos a respeito de jnterâgjr no ambiente
'(t Ot olpenÒ rê^) sPlLlU€uP sLPtu
'sêluêrêjlp êluêLupr!ê5!t sêluêì rod soluèLuplroduor ê se^Lllêdsrêd sPlld
-grd ssns !uêrpqìo p spossêd mê]E!Proruê èp srProl sodnrS sop êpEplrpdp)
p opu€luê!ì€s'sêrPlndod soLurèt,íjezLleluèlqord, no r€uollsênb êp Luplêp
ês soLusêLLr sêìê ênb Plêrel eìêd sopPtxsPrsnluè êluPlsPq ès uereurol sodnr6
so,,e^ êp sèìr pdr) I ec so op .l)è orsJu èssèp ot\è.lJor o- !JPq.!ef (t 0L
orppnÒ -rê^) seì ?puêjêp oP rr Pr€d sopP.rPdêld uP^Plsê sêìè ê6uol oEnb ê
rolLlelrod
spossêd spp sêqsL^ sPp sêq5PpPrE se LuerPìè^êr sLP)ol sodnl8 so
'Eplpuêlêrd Plurol Pp olLêrP èssoj ogu ìê^93LuP ou-lrèl Lun ouor lLlPl^ sêìe
ênb o ês sopplLêfêr ès-urê.]!luès no rêpuêro ês LuPllèpod ênb u€rLpnìe
I
sorlno €suêjo êssesnPr oss! êslÌDdouralop osn oresuêdêr LuPllPs!rêrd sêìê
ênb Lup5èquolêr 8 oìnlldPl ou optlnrsLp ìProl odnr6 op osPr o Lol otuol
sêlupdLllred sun6ìE ênb ppulY opLlêrêÌuo)p P^elsê ênb o êrqos.,rezuoê1,,
rsorlno sop sP
E ê seroppslnbsêd so üor otunÍ reìnlêdsê p uersiêLuol ê
oLuor Lursse'splsodsêr sPudgrd <€nseled sèQ5er !ìdxê rPln ul lo, P Lll€leiêLUol
'sêzã^ seun6l! 'urgq urpl sêì! sorlno so elPd sun s!êlr,ì sêqlsênb üPlêsndo.rd
ê u-lprpLJrue ês sêluPdDrlr€d so ìpnb ou '(t 0l, orpeno lê^) rln8ês e opglPìêr
opnlsê ou nêrrolo èluêuelrèr ossl ,.sPlslleu€orD oÚsêllr ê ..sêloperêpotll
-o),. êp ìeuroJu! lêdpd o opulLLrnssP 'oqssnrslp eu ês rPÍeEuê üêpod 'ìEdnlE
-atueÌìnsêr og)ursuEÀ eu
ê]uãsn€ ãluêurtê PÌou E^P1sa olrPd ou sop!^ìÔ uê uêre1sê e sagJlsodslp spns uè
r(eurrgo ep
êseq uor sorla'€d .rsuorrêìês ês êp EoueÌrodur P õrqos ôìuêunElP o
3luedlJltlEd orno unrod ePErêpolrì ocÌsPro pssêu) oLdol o'rsêu o arqos ogçsnrs'p
(ênb PPULV suauroq
ep oppdlrlllEd assã noq Pla 'Purrrlo PpunÊês essêp osrnr o!
sop sotr_pluãuo) soì3d PpPpouroru! oPÌluãs ãs ehEq anb noprorúor o oeisênb urê
sêluEdlr!Ìipd sep eulr '3PPprê^ Eu 'eiã etê ênb nolã ê.r sêluPd{ri]led sep Eurn
opuefb 3Ìuênbosqns eurruo Pllln úê otduaxê ún ouror ossr êrqos oPuPìE} P^Pìsã
isêrèqìnu oL'rol
na 'êluãurEsounl p^rìP6orrad P u€Ìlurl ènb opD!ês rèì urêpod
3pÌê Ìenb eu edg Eurn ura sElsLìp'radsè uêjês opuPlurllP 9ì rxêssõ^!]sè olu suãmoq
sropsoêsèluauralolollopptuôun6rE LrlPuãispìêanbp^eqreoBunr'oÌuêurDsPu
op ?roq Eu 9l rE15ê ês3pêpEPNssrêu Pp oì cruê^uor aortèrred unjsqlorsèaiqos
orssnrslp E6uoì eun uè ueretri€quã ê oss' uor sePDoqr êÌuêurl3^Lsr^ uPretru
sêrãqìnur sLrê ot s€np sv'oqlu orrêurud nãs ôP oluêur!trseu ou 3Ìuêsãrd oPelsè
pL^pq ès êruaueruDêdsê ês rerquêì €IPod olu âlê ênb nossêluo) 'soÌ3]r131sqo
soqt€qerÌ olrê1eh€q ugquret e soqlu soug EquLr ãnb tãÌêP ún raruèsèrd uêr
-elsê s!!d so erpd aÌusrJodur Érã ãs ãÌuêurPsolnrqãu opuerêp'suotr oEssnrslp P
L!ìpreJêuror suêrlorl so ê-eú era srPnb sPp PunLlusu 'saèqìnu suã oí sPnp è s!Èd
soquP uera ênb èpepFPrãu êp sorpgur sroP rod orsodeotr Prê odnrã o Eu'rgo
purn êp elred erej ênb ìErol odnrÊ êp oesnrslp €un opuPrêpour P^Prsã nl
odnà9 rc svlrwYNlc svc orlvdwl o z ol oëovnÒ
ELI
174

QUADRO 10.3 PARÌICIPANTES DE GRUPO5 FOCAI5 CO,IúO "COÂNALISTAS"

Os participantes brancos natjvôs" dos grupos focais reaLìzados sobre etes, du


rante â pesquÈa sobre as denúncias de incidentes rccÈlas âludiíanì à habiilat
pratica €scocesa de adicjona. "ie " a uma palãvra para rorná ta diminLtivâ, corno em
"chjppie" ( "chìp shop". unrâ lan.honele), "bookie" { 'bookmakêE', fabricantes
de livros), ou "oftìe" ( "offlìcence", de tjcença).lrsoé partìclLarmentê observável
a respeìto do uso de diminutlvos para nomear pessoas, coÍÌìo Je.ny expiicou:
Ao dizer isso, a cuLtura da costa oeste sempre abrevìa tLrdo e cotoca !!ie" no
finat Jimmy: Hugh náo, é Hughiej Wjllìam WiLty. "Pakistâni" e um tanto lonqo
demajs, então íìca abrevìado como "paki". {Grupo de protisslonals lormado poÍ
m!lheÍes bran.ãs "Nativas")
Com poucas exceções, ôs erupos íocais d€ pafti.ipantes brancor ìndìcaràrn que
jsso era âlgo qì.re eles viam coÍÌì cerla sentimentatidade, e várìos deíenderàm quê
estender tatusoa Lrma rnìnofa éhjca significava âceitâção. Alóm dÈso, aÌgu.s dos
pa(icipantês, como as mutheres citadâs àcima, argumenlàràm que elas úsavam o
têrmô prki como uma ãbreviação pàra designar propriedades ouúas que a raça, o
que itúíra o mÕdo pêlo qLal êsse Lrro se emaranhou no jeìto popuLãr de íaÌàr ao
ponlo de ser núito dìfi.i1Èolar sê!s signìficados precúos. ELten seg!iu íornecendo

Und_.oJdporJ e-n".oJ"q,-ãb'-mu..o.-.o-Íer'ên.llo!è-ae. tôs è


toja locat que íaz isso- Tenho uma Loja pêrio da mjnha cãsa que e châmada de
"pdk' brânca" porque é de pêsoas b.ancas. 1...)Eta está abeda nas horas nìàis
absurdas e e unì carinha brãnco alrás do baLcão. (Grupo de proíìssionajs íomado
por mulhêres brafcas "nâtjvãs').

QUÀDRO 10.4 PARTICIPANïES DE UM GRUPO FOCAL "PROBLEMÂ1IZANDO"


ÌER/vlOS/CONCEIÌOS POPULARE5

Curiosanìente, a djscussão em um dos grupos asiáiicos reconheceu a Íìfluêncià


conslìtujnte da educação cuLturat escocesa e demonstrou simpatiã à perspectiva
de que as pesôas podem usar a patavía rem pensar. Um dos pa.tjcjpantes do sexo

É por câusa da clllura em qle eles crêscerarn... vejâ, à íamitìa nos chama de
"pakjs". Entãa etes peqam iso de seus pais e, obvìanìente, há presão dos pa.es
e dos grupos de pares, enlão ese é o ripo dê ambienle culturâl que sotìdiÍlca e$as
frases. Ao mermo lenìpo, eles podem não ser reatmente rãcistas nesse seniìdo, mas
se tornã um tìpo ie termo normaljzâdô. Eles reaLmente não se dão contâ de que é,
sabe, racÈta. (Hornens grupo iocàlcom represenianlÊs de organizaçÕes asláticàt

i acErrAçÃo DA coMPLEXtDADE
Como enfâtjzâdô prevjamente, a ãnálise dos dados do grupo focaI nunca
é atqo simples e clâro. Em vez de se ìntimìdar com a complexjdade, insiqhls
(serlrglsp sêrêqlnu suã^oí êp ìErot odnr9)
'''êrrPr\, 01 PdPrp o oroá$p ìoo rê^ oçnqP ê ..oa, ÌP se nos nr 3_brod 1.. s
,,orBaunosnêênbrod1,.'aqes soquso^rèuotrnodúnsoúprgrsorlryupouor tqu
ânb 'sêzè^ sF 'oqrv -.,opueuoosênb sPuêde ueÍãrsè eìè za ìer,, Ìiêsuèd seuõde
na 'aqPs 'sPUr 'or!$RtrrPs o1!ãí un êp sêzãÀ sEunBìv 'sEprop sEtunSrêd ãp odLr o
opot opuPìun6rêd ê ruuu urè opuPtuqr seossêd sPluPì ê^!l Pt nê írêzlp orãnò
€o ld!,vlxl :30vctx3rdwof, vc oY)wotdxS 9'0! ouovnò
{orl€qlPr orjP l€roj odnrg)
'êlu3L1ìP^[!ugêp o]uErq no or8êu ',o^lsuato €wqrP nô rogN :èruêEnl
-oì!P ouor êp êpuãdêp
9
urlu prÈd osÌ èsèsLp ãnb o)lerq erPtr un êssoj ês êpuêdêp sEU.r 'o$êu Pler
o4no ê$oi ès o^'s!êjo ossr PuPqrE ogu nlurãôPn8urì ap ernEg eurn opPrêp'suor
seuãde 9 'orÌno prPd ossr opuêzrp or8êu PrP: oitno êsso] âs sEUi 'êqEs '..o1àd,,
3p rPurPqr èu €uèpod u9nãtP 'ouor 3qÈs rolP I ênb ol'è! op èpuèdêq :uê8
v ordwfxr ::rovorxrìdwof vo oYfYUo'ìdxl ç or oucvnõ
'(9 OL orpenÒ rê^) u]êlolo sêlLrêplrrL sêssê ênb Luê ì€uollprêtuL
olxêtuor op rèpuêdêp êpod osçl sPr Pì) sêoiPêu lìêp rêlêuroJ ìL]LIp uereqre
ê o€5€nt!s s êluè6ulluot è opplljLu8Ls o ênb urer!ê8ns sortno 'ssro^lnbêu!
oprs rl]Pquêl
!eurlre ep€lilrêqlnur eouor's€ossêd seuJn8lPênb epuÌY,,so^rl
-PU,, SO)Uprq êp Sodnr6 so èrluê ê^noq ênb €urol Pusêü ep rP)Lulè euouru
èp sntrÌs o opue.llurPdtro) sodn"6 sop o.ÌLèp sèosr^ èp q3ìue)reu seiuèr
-èlto u èctlrp1 oulo) sod_,6 ço è.ìJà sèl te)teul sèoiPtP^ è^nol oç oPN
'(ç 01. orppnÒ rê^) lê^LssLured ê prunu
oLluêl op osn o sorlno e-red 'oLurêl op osn op sgrl rod PPlnqule og5uêlul P
9 ropLuLJêp rolel o sun8lP ered otuenbuê 'ênb nlrè6ns è oìêìPrPd êleqêp LUn
nouolrrodord orluêqu€r-o.rl€ odnr8 O sorlno rod soqìo sneu Luol ols!^ 9
'sorLlgLsesunEìeeredìê^9lLêrPrês€ssodossÌênbPpuLP'èluêurereìl:osuêlu!
êt€qêp un nouoLsero ossl ,,rì€d,, Pr^Pìed p ure^psn sou.lsãur sêlê ênb urel
-etl-ro]ur .r b sofL-pLse rètJed.)rJpd su-6 e êo oeielè^è r e LLoì oìo. oçJè'r
uê sepProlor ogs sPp!^ìo^uê sêpepLxèìduof sP 'eLulrP opnlsê op olxêluol
oN sêgjplêJdrêlu! spìdqìtÌúr êp sra^lsspd ops ênb spê19 sessêp olJeroldxê
Pp ê eìê uor otuêure[e8uê op r!]Jed P sopllqo rês Lxêpod sosoll€^ sollìlleue
9L'
't76 Rosatìne Barbour

Considerando todos os dados que os grupos focais geraram para esse


projeto conjunto, pareceria que, para atguns participantes brancos dos
grupos focais, as discussões dos grupos proporcionaram um fórum onde etes
começaram a exptorar as impticações de atguns de seus comportamentos
naturatizados para aquetes do outro lado da história. Entretanto, para atguns
dos participantes pertencentes a "minorias étnicas" as sessões permitiram
que eÌes refletissem sobre a potenciat Lacuna entre a ìntenção do faLante e
o ieito com que etes mesmos interpretavam os comentárìos. Assim, os dojs
grandes agrupamentos poderiam ser vistos como convergindo a um ponto,
ainda que parÌìndo de lugares bem diferentes.

K stirtuntoloes
DAS SURPRESAS
ENTRE os GRUpos: quEsroNAMENTo

As simitaridades entre os grupos podêm ser tão esclârecedoras quanto as


diferenças, e pode-se obter vantagens anâLiticas prestândo bastante atenção
a isso e consjderando as impLicações para o esquema explanatório que está
sendo construído como produto da pesquÌsa. As simitaridades parÌicutar-
mente quando os grupos focais foram convocados com o propósito dirêto de
salìentar as diferenças podem vir como uma surpresa, mas é importante
questionarmos os resultados da mesma forma minuciosa, O excerto a se
guir vem de um grupo focal com jovens homens brancos (ver Quadro 10.7).
Entretanto, já que esse ponto não foi mais desenvoLvido, essa referência
poderia ter sido perdida, se a equipe de pesquisa não estivesse aLertâ paÍa
o temã e se o processo de anátise tivesse sido menos sistemático. lsso sa-
lienta a importância de se continuar â questjonar os dados mêtodìcamente,
sem desconsiderar importantes sjmitaridades que podem se provar insiglÌts

K os srlÊNcros
Aquito que não é dito pode ser tão importante quanto o que é dito durante
as discussões de grupo focat e, na verdade, em todas as situaçõesde pesquisa
qualìtativa. Poland e Pedersen (1998) detineiam os múltiplos significâdos que
os siLêncios podem ter. Âbordagens realistas à produção de dados veriam os
siÌêncios comoum probtema (CotLins, 1998) asertidadocom uma moderação
mais sensíveL. É ctaro, aLguns sjLêncjos podem ser o produto do pesquisador
cortando a discussão ou sê omitindo de fazer perguntas essenciais. Não so-
mente pode o pesquisador ser responsabitizado: a cutpa também pode ser
repartìda com o participante, e Potand e Pedersen (í998, p. 301) destacam
o geralmente impti€ito pressuposto de queatguns pesquisadores quatitativos
têm do que constituj um "bom" Íespondente.
(suè^ot sorllEtse suêLloq êp odnrr)
'eisDU 9le iossÌp Èunôìe èpeplssêrêu Ert oE!
opu€nb 5Ew soperè êl!3!iJìPn8L o91sê sLop so è^ìo^êP 9Jô^ ê oãìE zrp uranElP
opuEnb plìo^ êp 3qãr gtro^ ogtuè è orrêrlrud o6lP zlp 9ro^ opupnò :iêê]ÓEH
( eisDPr
è1úèprtri{ urn pzus}rupr ênb upqre sêlê ènb o èrqos opueìel 9Ìsã odn.r8 o Ìnbvl
:sorLlElse suãuoq suê^ot
èp odnr6 ou olssnrs'p P êluprnP prè, oss! E è^êrq E'r!grê]êr PUin ã^noq ú9quEf
'srPlr!ìod uror srsrol sodru8 sop arred ror€ür €u ep!trêquorêr rol u?quPl sP8uq eè
rèlêu ês êp ê sãossnrsrp êp Pü!] eu ,.s€uêlqoÍl,, PrPd suè^ot sop ogsuêdord v
(,,so^tÌe!,, soruerq su3!.rott suê^oÍ êp ìeroj odnr9)
'''urè 'e pìo^ èP 9 'no sun ogs Fla 'o$r :è^eo
'..EquLduÈr,, èro^ ênb op",sPqurdt!Pì,,
sortuPu s'BU oBç sêlo ès 'no :ê'ppoE
''-sol
-nro ruPsn sêìè €slor euErìlor!è êro^ rsoraêu úêsso] oBu sèlè ès :ê €0
"únÊre
'uÌ5:èÌPpoà
'''soì pìnsur ênb o uror o6tE ruê Psuêd sPUêdP ?rô^ o :è^Ea
- -è 'opun6ãs un rcd orqargr nês oP èruesuad è]led e no8nsap ?ro^ snbrod
seuêde 'ppeÀÌoú êluêuìeoer Psror eún purol as oss! èluãüeÀou êç 'olrul ;êtPpo!
'''iuurw :ê^ec
'es'or eunÊìe or6au
êp ãta reu€Ì1tr re^ ?tro^ 'ortê! 3 PrÈr o ês 'ê ejêqer P uè^ ènb esrotr €rrêúud E
zrp êtuêusètdurs iro^ ê !€Ìuor €uot õlrpd rssê 'e6!lsèp et)u96!lê1ut Pns râssa3
-êrntuè ès ê)o ê íorlno ô uor un opueâpq ioruÉrq un a 016ê! un u3ssol sêìã
ês'seú 'opuPFìrq ê orÌno oÈ ún opueôurx ã opuelrrS ollsê 3 sorlplq sP.rPr stop
,,otruprq,, €ztp orseÌêp nè
souË8rp ',srop ürêssol ê ãss€ôuq 9ro^ ês 'PÍê :ô!pPoè
'''uru.rw:Pow
'soqutzos
ee^e1s3 olu ênb sêìê € no4sou ossl (-oruêuÉÌtrê] êp op€J€êurE orlr9rsP Plsrtoì
un rplodp €rpd ogioêd €un noursse l€rol êp€prunúor e ouor Eluorêè) :ê'ppoè
'ol6su prâ un 'oruerq Èrè un seuãdP oqzPr €LÌrsêuJ Eìêd è1uèL.r€lexl
'sortuu slop no Ìseru€rq seos$d sPnp rês euêpod ro. eDno luêl posãd e ênbrod
95 úetrereèoqìaurê ouaê sEuãdP
roid L!3xê rod
'spossôd se êluèuìerè9 :!Enìs
'''oPüãzlp norsè 9s
iou|nua6 opro)esãp un â as no E5Pr F opPuoPpìãr èÌuôPrru' un 9 ès rãz'p êpod
9ro^ oruotr '€ruerq €os$d PLrln â Pr6êu eo$èd eun èrrua e6uq eün rê^noq ês:ê^ec
€'rllod e üã^lo^uê olu
u
ènb so€ oluEnb ã Errìod P opuê^lo^uê Elsrrer ãlapÌtru' un 9 êsê ro!ìül :pow
sYuocrlstv'l)sl
sScvcruYÏwts svo tvllN:tlod oo oaNlwtflHNoflx l'01. oàcYnb
LL' I
178 RosaLine Bãrbour

Os si lêncios que têm potencial anaLítico, contudo, sãoaquetesquenão po-


dem se. imediatamente atribuidos a fathas da parte do pesquisadoÍ ou dos
participantes da pesqujsa. Como PoLand e Pedersen (1998) argumentaram,
esses sáo recursos valiosos na análise, já que tanto o que eles chamam de
"silêncios de estranhamento" (quando as questões não têm reLevância para
os pô rtici pantes ) q uanto os "sitêncios de famitiaridade" (quando asquestões
não são expticitamente mencionadas, j á que sua im portâncìa é nâturatizada )
servem paaa destacartêmas significativos que de outra forma podem passar
sem serem notâdos. O moderador atento e sensjbilizado peta teoria pode se
dâr conta desses sitêncios durante uma discussão de grupo Íocat e pode ser
capazde se aproveitar dessa oportu nìdade para trazer a questão novamente
ao finat do grupo, usando um comentário introdutório como, "outros gi'upos
faLaram sobre X, mas isso é atgo que vocês não mencionaram..." .

CONTEXTOS PESSOAIS E PROFISSIONAIS COMO


RECURSOS
O que geratmente aterta o pesquisador tanto para ênfases quanto para
ausências nos dados é a disjuncão entre suas próprias ideias e aquetas repre-
sentadas nos dados. Burman e cotaboradores (2001, p. 451) refletem: "Tal
como mulheres que um dia foram meninas, nos movemos entre sermos pes-
quisadores/ observadores/ ouüntes e sermos participantes, já que aspectos
das experiências das meninas ressoaram como as nossas próprias". Burman e
colaboradores (2001 ) também aludem aos insÌghts proporcionados petas dife'
rentes respostas e interpretaçoes dos membros da equipe de pesquisa. HaLL e
Cattery (2001) também satjentâram ovatorda reflexividade como um recurso
na anátise, e Bârry e cotaboÍadoÍes (1999) descrevem como Íia equipe de
pesquisa usou uma discussãosobre seus próprios posjcionamentos vatorativos
e experiências para vantagem no esctarecimento dos dados, por meio do pro-
cesso do desenvotümento de uma codificação proüsória de catêgorias para
produzjr uma anátise e tomar decisões sobre como apresentar seus achados.
A equipe pode entáo seÍ um recurso vatioso na anátise. Meu próprio papeL
como cientista social trabalhando junto com quatro clinicos gerais (CGs) em
um projeto de exploração das úsõês e experiências dos CGs com âtestagem
de doenças proporcionou uma vantagem simitar. Em um dos encontros do
projeto em que debatemos nossos códigos de categorias e revisamos nossa
tabela de códigos, notamos quê havia muitas instâncias de CGs lamentando
o íato de eles estarem com frequência em piores condìções Íísicas do que
os pacjentes que vinhâm pedindo atestados de doençâ. Enquanto os CGs na
equjpe compartìLharam a indignacão de seus cotegas, vi jsso como "dados".
Subsequentemente decidimos jnctuir uma decLâração como essa em nossa
segunda rodada de grupos focais para expLorar mais a Íundo essa ideia.
'solno sop oe5uPdès ens
rezlleJue no ofurf,êdsê odnr6 Lun e oluerulfuèllêd o JeLuLlp ,sollno
soe oLodp ep êÌuêlque un lpuo!f,lodoJd roldurexêtod :opssêldxê essê
opuesn Pìsê êÌuelPJ o êppp!ìeul] ênb elpd êFplsuof ê oppfo^ord sol-
-aÌ uêpod soueluêutor solìno ênb .oessntsLp pu urê8Jns sêÌe êpuo
êp
ê rèsqo olxêluol êp proj soìtêtxê so rpruol oeu eled oppplnt equêl t
:êÌuln6ês o uênlru! sopep snês
êP O)!ìlìeue ìepuêtod o rezLLlrLxeu ê ro6u llluere8 ouof êp sêgìsê8ns
'soperoÌdxê ogs ueuoLlDdold sple ênb slq6jsu!
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oluêureuljêJ o êluunp 'sope)ljlpor souefxê soJìno ê so8Lpol solno êlluê
oPJelèr ep opje8olJèìul eu lopeslnbsêd o è^ìo^uè èluêL!ètuènbèu ossl .sos
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so 'seuêìqord ep oìun[uotr no pfLJr]êdsa oglsènb eun uIê ..uleq)n8Jê1u,,
sonpr^rpul so sLPnb soìêd sunrol ouof rrlêJ!6e ov .slsodsêl puìn êp oE5rulsuol
-of eu sopl^lo^uê sêluedlrlllpd solrp so ered sag5un] spìdllìnu p opuL^_tès
è la ru un êp slPL! utê opuêrroro sêzê^ spllnui sèossnJsLp Llol ,soxêìduol
êlusurêluêrêul o9s sleloJ sodnl5 êp sopec .odnr6 op spllueulp sp pluof Luê
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sonpr^rPuL ârluê se5uèrêJLp sp rellìdxê opupJsnq ê opuplnroJd ísêìued
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êurou o ouro) !ê^ìo^uè anb '.,eìueluor opSprpdutol êp opoÌêut,, ou elode
ês erllrtPuP urê8€proqe pLln sêqssnrslp sp eìueJnp opuêlàìuole srednjs
sosssrojd soe epep og5ueìe pu ê elloêl e|èd ppez!ìlqlsuès op5elêpoL.u eu
'elroêl pu Ppesequê LilèÊprìsoule Eu eÌsêossêfold êssôpe pq)e ,êluêullou
-aÌuP oPPìuêurnÊre ouol ptlllìeue srpul opSnpold eun lploqeìê ê o^rlufsàp
eluãurelnd o lêpuêrsueJÌ lên b ês opupnb reìnl!led ue ,êluepueuêp ãluêur
lPnìlêlêlu! ê ê odureì êllelseq êuosuol so^!Ìpllìpnb sopep ep êsLtpue ep
o^!ìPrêl! ossêrord o ênb '!nbe sopLrêulojsoldruêxêsopJllred p.êluêpL^ê l
6La r sLP)ot sodnrg
180 Rosaline Barbour

Preste atenção âo que está acontecendo (em termos de dinâmicãs


de grupo e do produto finaL/objetivo) durante as discussões de grupo
focal. o grupo êstá produzindo uma consideraçáo cotaborativa, uma
sotução ou caminho potenciat, atgum particÌpante êstá sendo enco_
rajado petos oulros è reÌo.mulàr suas visóes ou experièn(iès ou os
participãntes estão individuatmente revendo suas próprjas ideias?
Ainda que o grupo seja a prìncìpâl unidade de anáiìse, você também
deve prestar atenção às vozes ìndivjduais. Enquanto os grLlpos focais
podem enfatizar exageradamente o consenso, o foco em membros in_
djviduais podequestionar consensos aparentes, ao satienta r quâisquer
vozes discordantes.
Permaneça aberto a outras explicações para padrões identificados.
Diíerençâs entre grupos taÌvez possam ser expticadas em relação às
caracteristicas compartilhadâs que em basaram suâs decjsões de amos
tragem. Entretanto, grupos íocaìs são fontes complexâs de interação,
e outros fatores provavetmente desempenham um papel, inctusive
as djnâmicas de grupo, a contrìbuição de participantes individuais e
diferenças imprevistas entre individuos (em termos de carâcteristicas
ou de pêrspectivas).
Atgumasvezes as simitaridades i nesperadas entre os grupos podem ser
tão escLarecedoras quanto dÌferenç45.
A chave para a identificação de padrões em seus dados é usar a(gum
tipo de contagem. Grades podem ser úteìs, mas apenas até onde você
usar os resuttados como base para especutar sobre as razões para tajs
padaões e começar â teorizar.
os sitêncios podem ser iguatmente esctarecedores, dado que você
possa demonstrar que eles não surgem como o resultado do moderador
intervindo para cortâr a discussão ou faÌhando em questìonar questões
especifÌcas.
Use reftexivamente suâs próprias reações a excertos das djscussões de
grupo focaL, Contextos pessoais, assim como os djsciplinares, impac-
tam em como jnterpretamos os dados, e a equìpe pode ser um recurso
vatioso na análise.

FJ lerruus CoMPLEMENTARES
0s seguintes trabâthos podem oferecer uma orientaÇão mais proÍunda nâ
anátise avançada de grupos Íocais:
Frankland,J.andBtoor,rú.(1999)'Someissuesarisìngìnthesystematicanatysisoífocusgrôlp
materials', in R,S. Bàrbóúrând J. Kjtzinger (edt, Developing Facus Graup Reseorch: Politi.s,
fheary and Pta(ti(e.londor:sage, pp. 1,14 55,
'ró €lt dd 'â6pêDnoÈ :uopuo'1 .oro1 a^DorltDnò ssêtuns .9 ! pup ueuús
';u!iltbuv,(spê)
.vuL,.qtrrEas Árood pêtddp roj slsÍtEuE erep ê^rq!ìeno, (t6ó,) ì !èruêds pue.f .ãrq4! i
.Zl€
€62.1ò, '|U!nbq à po1!ìotrò iiq)pèsèr ê qEr
:!lp!bu! sruêtF 6u9êJdrêu!:su!ì êqr uêãaFq 6üpeêd, (86ót.) v .uêsiapèd pue .€ ,pueìod
't6 69,tàtt ,hãlms puD aenorslo .iÁr!Ìod
ìe6aÌ ]o suoge
ntE^ê dnorS sDoJ utFnpuor^ìpoq pueê6pnõuet, (ZOOZ) .!.r,uapìol pl]E.W.9 luersêorew
'so^ll1ruonb sopop ãp ãsllpuy oìnu o qG uollpl p3L!ìJv elêd oper!ìqnd êFEs :uopuoì
'ít!\ tPrbesaëa !p|Dúò 39vs eq! lo 9 ttooÃ) DtDo ã lt11ll,dò 6ulzÁtfuv (moz\ .8.5 ..4qt5
,8
'
o ê ênb êpuêJêp êìl 'prlÌrtpue oeJelllsuos p leJout!_tds êp lpu!, o^!lê[qo o
rro) o llPJEdrlof oroj urn êp pDuelJodull e opuEzllpruê ê sopesn opls rugl
soìê sLpnb solêd Sopour sop sêo5pÌLul!l sep seLlnÊìe opupêuLtêp .êluêLueuald
sopPsn lês urêpod sle]oj sodruB so orxol êrqos êleuer ìeuL] oìnllder è]sl
SIV]Od
sodtÌuo scr
OINSWI,\TOANSSECI
184

potencjat comparativo que dá aos grupos focâjs uma vantagem em relação


a suas capacidades de produzirem achados "transíeriveìs". Desafios en-
votvidos na escritâ e nâ apresentação dos dados dos grupos focais tâmbém
são examinâdos, e algumas sugestões são feitas a respeito da antecipação
e da abordagem a essas questões. Finalmente, ete revìsa critjcamente as
possibilidades proporcjonadas pelas "novas tecnotogias" e espêcuta sobÍe
o futuro da pesquisa com grupos focais.

G lrr'rrmçórs E PossrBrLrDADEs
Uma vez que o pesquisador tenha sistematicamente utitizado o tipo de
tabela defêndjdo por Ritchie e SpencêÍ (1994) para identificar padrões nos
dados, a tarefa de produzir uma expticâção começa. Ainda que muitos pes-
quisadores afjrmem empregar uma "anátise por tabelas", há consideravel-
mente menos evidências que i n diquem sêus engâj amentos nainterrogaçãoe
na buscade razões para tais padronizações (Barbour,2003). Ritchìe eSpencer
reconhecem que pensar indutiva e interpretativamente é uma habilìdade
mujto mais dificil de ser capturada (1994, p. 193), e isso pode ser o motìvo
peto qual tantos pesquisadores se constrangem em tevar suas anátises um
passo adiântê.

É ctaroque atgumasdas jntuiçõês que fundamentam as nossas estratégias


de amosÌragem terminam não sendo produtivas para expticar as diferenças
entre grupos ou entre individuos dêntro detes. Retornando ao estudo de
Black e Smith (1999), que exptorou as respostas de mulheres na Austrátia
para a morte da Prìncesa Diana, os pesquisâdores explicâm que, ainda que
houvessem suposto que a idade fosse ser uma dimensão importante, isso
acabou não sendo o caso. Felizmente nem tudo está perdìdo na pesquisa
quatitativa se as hipóteses iniciâjs não forem sustentadas, ìsto é, se as com_
parações quefazemos n a i nterrogação dos nossos dados não proporcionarem
a padronização, e, portanto, a aqujsição analitica peta quaL esperávamos.
Já que os métodos qua{ìtatjvos e os grupos focais em particutar gerâm
dados táo ricos, sempre há outras diferenças, dimensões ou paocessos que
podemos expLorar McEwan e colaboradores (2003) anteciparam quê hâve-
ria diferenças maÍcântes nas perspectivas dos adotescentes com epiLepsia
paítici pando de gru pos focajs separados divididos entre os de 1 2 I 3 anos de
idade. os de 14 15 anos, e âqueles de 1ó ou mais. No evento, houve sjmilarj_
dades surpreendentes entre os grupos. McEwan e cotaboradores especutam
que isso pode simptesmente refletir a mudança cuttural gera( envoLvida no
aumento do "periodo de tempo" associado à adotescência e conctuem que
pode ser proveitoso jnclujr pessoas acima dos 18 anos em Íuturas pesquìsas
sobre esse assunto.
êp rs) spFL^êrtuè se sLenb sop rLìrpd p 'i(1861 Íìêrêqtq a iêìlod :lg6j.
'6!ìì!g) slenp!^!pu! sels!^êrluê ap osn o uespquê sêzê^ sptlnur ênb splsllpêr
sotsodnssad so êÌêUêr êluê[rìê^e^o]d ossl IZOZ'd '9661 íuosu!ìì!,r ) ,,sep
-es!Ìpue grlp ênb o tsepeleìêr lopuès] êtuêrrlprpr odru6 op sêluedlrl]lpd so
êlluê sêgJelêluL urot,, sLenpL^lpu! selsL^êrluê êp sopu!^pe uêsso] ês oL.uol
sopPÌuêsèrdP êluêL!êluênberJ slpur ruPrè soPPp so ênb noleìêl í9óój, ê 9t6l,
êrluêsopErlìqnd slelolsodnr8 uor sopnlsê nos!^êr ênb r(8óó!) uosulììLM
stvfol sodnug soo soovHlv soo oYlvl-Ntstudv x
',.sle)oj sodnrE sop ornl o êtuernp opuêrrolo
sêluelJodur! sleur lerour o95pLro6êu êp ê ìplfos ogJprêlu! êp sossêford sop
sun8ìe rejnlde),, elè p nLtlLUJêd ênb uêSeproqe eurn êp ogjopp ens èp ê
eslnbsêd eu sopelLJlluêp! sLerê8 spurêl rerlsnl! ered sle)oJ sodnr6 sop sopep
sop osn op oÌueuPlsPjP êp oc5Pluêu!^our elrdord ens êp ol!èdsêr P o!re]
-uêurof un euolrrodord (utt d 'zooz) Áêìssorf e^lllrlsêp eurol eLun êp
seurêì sop oluêuPêullêp ou re!8njêr ês eiPd edlnrsâP êlslxê o9N sPflltìPUP
sê9áp6orêtu L êp sèpppll lqlssod seldlupêlLrurêd pzenbU pns rpts!^erd loJ ênb
plrglslq e reluor urêtlLirrêd sou o9u sopep so opuEnb 'oluElod 'orusêw
'Prlrnod ê ìPrtpa ãp za^ urã rer6oìoluo
ê ìPurãlPU 'PropP rssuotr Lol 'Pun8ì€ ês 'o95Pr!J!tuèpr v sPtrL6Pr sPrtrugl
sunrrp rlrê opPqerP P!^Pq Pp!^ P[nr ê soqì!, snss erPd rourP razPr no]uêt
ênb ìê prlupp possêd pun oLlror pu-urP!^splè iosslpza^ ul sêraqtnu spp
sesnpr sp r€luêsêrdêr €red P0lruPJ E â oqìPq€4 o rÊlq!ìLnbê êp sêqssèrd
se ê lsrodror urêãPUrL ens 'out opuEur un opuPtuêrlue P$rulurêl rlugru
urn ouor EUELC urE^EtrLtltuãpL oru sodnr6 sou rxPreìEt ãnb sârâqìnlu sv
:bLZ'd
'6óól) LuerLtdxã sêll erpru ep suè6pLxL seu êluêurêìto, sleuJ opelsuoulêp
'or!ìqÍ,ìd olnl êp prèlsoLulp pun L.uê sêlueL^sêp soluêrulluês so rèpuêârdrxol
êp e 'eÍês no 'sodnr8 so! epequêdL!êsêp ìedllupd eJêret e elrugraJar oLuol
(so^lxêìrer
upquLl sLpnb so soupluèuo) soudord snês urerpuo!llodold sodnlS
sou sêrêqìnu se 'sonpl lpu! sop selruglrêdxê ê sep!^ spudgrd seu upqultèp
ês otupnbuê enb uerptpler seìf pruoêì oe5er!ìs!]os êp ìê^91êp!suol ner8
L!n uler!3ulle sês!ì9ue sPns rsep!^ìo^uê slPfoJ sodnr6 àP sêossês âp orêunu
ouênbêd op resêdY'opnIê op oeJEz!)Eêr êp opolrêd o atuernp pLluêpL^ê
ue uP^Plsê slPnb so 'PuPlc ep sêg5eluêsêrdêr â sotLtqnd sosjnlslp soe elr
-ucrêlêl urê sopEp snês LüPreuollsênb self o^LlP8êu ollnur o êlP opue8êql
ê otìnêu oìêd opuessed 'o^l]!sod ollnuj o èpsêp pL ênb rrrnulluo) urn urâ
serêqlnu sep soÌuêur!Ìuès so ê sPìsodsêl sE rered{lof êp sêzedpr ujploJ
(óóót) qtlurs ê ìreìE 'êtrour pns ê pupLc erqos sègJdêllêd sEu ìê^elou
p5uêJâJrp pun urê Jelìnsêr nêrared ogu êpep! e ênb opLraquofer opuêl
ç81
í86

fato, também os grupos focais ) são vistas como oportunidades para "agarrar
dados" (Cottins, 1998, p. 1).
É ctaro que o estrito [imite dê patavras de atgumas Íêvistas representam
um desafioetanto para a apresentação dos achados degruposfocais, e pode
haver a tentação de se abreviar excertosr ou de concentrar_se em achar
exemplos de comentários "individuais" que possam ser vistos como refte_
tindo discussões estabetecidas em outra parte pelo grupo como um todo.
Enquanto isso pode ajudar a dimjnuir a quantidade de patavras, pode ter o
efeito indesejado de tirar os comentários dos seus contextos e pode Levar o
leitor a se perguntar por que os grupos focais foram emPregados.
lnevitâvelmente, existe Llma tensão entre pubIicaros achados em revistas
acadêmicas (que podem permìtir um espaço para desenvotver argumentos e
apresentar e discutir excertos extensos de dados) e pubticar em Íeüstas que
provavetmente serão Lidas por profissionais de saúde. Então, pode ser o caso
de sê produzir exatamênte o tipo de artigo "resumido" tatvez para uma
pubticação que é tida por profissionais apesar de o pesquisador acâdêmico
poder achar que isso não faz ius à sofisticação conceitual de sêu trabalho.
De qua(quer forma, crossLey (2002, 2003) usou as diferentes possibjLidades
oferecidas porduas revistâs em seu beneficio, apresentando seu tÍabatho de
formas diferentes. Eta usou seu artigo na socìal Scìence and ll'edicine paft
exptorar os insights teóricos oferecidos petos dados de um dos grupos focais
e usou seu artigo pubticado no Journal of HealtÍì Psychology para comparar
os achados de seus grupos focajs de modo a escLarecer ideias sobre saúde
como um fenômeno moral.
Âindâ que haja, ineütavetmente, atguns que ainda considerem todas as
pesquisas quatitativas como não confiáveis e circunstanciais, os achados dos
grupos íocais podem ser bastante persuasivos. Macnaghten e Myers {2004, p.
77) refletem que "a reivindicação dê ter atgo novo a dizer se baseia, ao menos
em parte, na sensação de autenticidade trazida Pelas palavras coloquiais na
páqina e o contraste com o registro dos argumentos acadêmicos presentes
ao redor". O poder dos dados dos grupos focais é parciatmente uma função
do seu apeto ìmediato e parcia{mente o resultado dos dispositìvos retóricos
empregados petos autores (seate, 1 999). 0 comentário de Macnaghten e Myers
serve para nos tembrar das impLicações de preservar a íalta dê ârticulação
dos participântes de nossos grupos focajs, enquanto engendramos um maior
refinamento de nossas argumentações teóricas mediante o uso de diversos
rascunhos (Bârbour, 1998b). Mais uma vez, não há respostas prontas, mas de_
veríamos tatvezquestionarse existe atgum vatorjnerenteem se recusâÍ a potir
os comentários dos participantes, quando nossa intenção é apÍesentá{os sob
forma impressa, em contraste com o momento em que analisamos os dados,
quando preservar suas palavras originais é sem dúvida mais importantê.
sodnr6 pred rpÌnDêr êp êppp!ìlqlssod e êlêplsuol ropeslnbsêd o ênb 'osslP
zê^ urê 'opuepuêurorêr notsê nf sèÌuèuluêd scìlruol soìêd epep e)!19
op5ezlroFe ep oBJelro8êuêr pLUn êp retlssêrêu 9te êpod ê sel!19 sêglsênb
elretuE^êl essê ouror rxêâPProqP eun aluauetlê) rlrê8ns ellêpod (6661.
'rnoqre€ ê rê6uLzlLy) ,.p6uuor odnr6,, ouuêt op EJnl!êì eLln oLlot'.,ppeu
op,, sleuolrlpP sodnr8 ep oe5ero^uor e opuêpuêlêp no$ê oeN 'sPurnuê6
seluouolê urêlêlêjo slPfo, sodru8 so ênb seuêds olpdsêl êssê e â oì
-Lêdsêr êssê e I'oìâford op so^!lpfLJ!u3!s solsnl no oduFl leuoLfLpP LUês
seu '(19ó!) ssnerls à rêspì9 rod pplpuajêp eper8esLrol erLêuPul Pp odulPl
op êuroÌêr ênb ropeslnbsêd oP rlllLurêd êp apeplledet ens e sLefoj sodnlS
sop orLun leLruêtod o elsê lnbv êPPP!ìlqlrêlsuut ep ol!êdsêr e sê-oìsênb
sproppLlpsêp sessêp eluol lep âp o95êr LP Pu e6uoì êluêL!ìê^eozer r! sor!âpod
'sonpl^lpuL êp sag5eulquro) sêluêrelp êp sotsodluorrês tuêpod ênb'sodnr6
so^ou ep oe5pfo^uol sêìduls e uol 'sêluPlLrxê sêpeplllqlssod euoLllodord
êluêuelrê) spru 'sprllEJd ê sPr!19 SêQ5P!ÌP^P sP^ou r!8!xê êpod oss! ênb
orell I sâsêÌ9dLq sPssou relsêl eled sLPuor)LPP sleroJ sodnr8 sgll no sLop
êp sleú lpfo^uor osrfêJd a êtuêúì!t!j!p 'slê^uê,suPrl rês uessod so:Ì!19êì
seL!8lpeled ê sêÌuè6rêL!ê sêg5ellìdxê sessou slPnb soP solxeluor sol}no sop
e!èp! Eutn6ìe lèì PrPd orLdgl o èjqos eìdue êluêulêluêLlllns PrnlLêì eun
olLèl soLüequêl ênb opPo osolrlque o^!lê!qo êssê rLSu!ÌP ês ep PfLtrlgu
-o)ê èluêureìnlllled elLêupu purn reuolfrodord uêpod sLeloj sodniS so
'EÚloj essêp
psLnbsèd essou rez!Ìenlxâluof prpd sleroJ sodnr6 sop ìeLlLlêlod o âluêul
uê sou.rêss9^Ll ês urêq souelrel soYê rêru9l '(lodc) erLugD e Llnrlsqo
reuourlnd pjuàop ruor sêtuêllEd Jereduol oe êpep!ÌlquêlsuPrt Pp ogtsênb
e e^pdlrèÌup ênb ê sorlp9ul lod sopPz!ìeêr PPL^ êp urll êp sopPplnr so êrqos
sètuêlred sop sE^Ltlêdsrêd sP P^Ps!teuP ÌPnb o '(2002) sêroperoqeìol ê sllrnf
rod opEzlleêr opnlsê ou ìê 9rêplsuol ellr9êt oqiElllsljos eurn êp sPpuêpL^e
eq 'otuâruEfêueìd ep ol6gtsê o êluernp ou.lsêW sLe)oJ sodnr8 uol seslnbsêd
lod sopLznpord sopeqre sos!ê^!lêjsuerl rPuroÌêpsotxrêÌ urê J!nqlrìuof êpod
urêqupl 'oluelêrtuê 'sopPp êp sêsPq sep o^!ìuPduof leLruêlod o rPsÍì
'(t002 'ê8pnl e Ìe8noC)EW)
Ì!l!,9p rod LuêSelsoLUP Punu opuPunsêr otuetrod'sêluêpl^ê sêpeplunllodo
(oÌduêxêrod'ênb sêìanbeered seuêde reqìo es!n bsêd
reìlê^orde uê ueqìpJ
pssouêssprxêìqordrprtuoruêsoruêpodênboplpuêJêp loJugquel'opnìuol
'í2 "oeu ênb rod,, sêglsênb êp oeJeloìdxê e Pred sotxlìo ogs sLPfoj sodnr6
so 'Z olntrde) ou opltnlslp ou.roJ 'eslnbsâd ep soPeqlP sossou rPz!ìPntxêl
-uor ep êpepLunilodo eün êl!(uJêd ossL ênb ê ogiuedLuol P rPÌllDP] PrPd
uêSerlsoue e êJqos êìuêuesopPplnl resuêd es êp urê8PluP^ plÌno V
sltNvH'llw3s slgtvnJs svutno v stvtol
sodnu9 soc socvHlv soo loYcntstuSlsNwL vx
L8a srProj sodnrg
'188

focais adicionais indivíduos que poderiam legitimamente ter sido inctuídos


nos grupos originaìs, mas trazêìos juntos em uma combinação diferente,
agrupá-tos conforme diferentes características. Apenas os grupos seriam
diferentes, não as pessoas envotvidas.

M o porexctll plRA Novos DEsENVoLVtMENTos


É quase de rigor terminar fazendo apontamentos para pesquisas poste-
riores. Contudo, não pode haver formas cêÍtas ou erradas defìnitivas de se
projetar uma pesquisa com grupos focais: as êscothas sempre dependerão
da questãode pesquisa, dotipo de dadosvisados, do paradjgma teórico, das
habilidades e dos pressupostos epistemológicos que o pesquìsador emprega
no tópico, da ambientação na quaL a pesqujsa está sendo realizada, dâ dis-
ponibitidade e características demográíicas dos participantes em potencial,
do fi nanciamento disponível e do prazo a pesqujsa. Como o empreendimento
da pesquisa quatitativa em si, a resposta estáem aprendera pârtirdeoutras
pesquisas e considerar cuidadosamente, à luz das experiências dos outros e
de sua própria experiência passâda, as possibiLìdades existentes em relação
a convocar e a executar grupos focais êm quatquer proieto de pesquisa.
Existem, entretanto, atguns desenvotvimentos recentes particularmen-
te promissores retacionados ao uso dê grupos focais para avançar nosso
entendimento de identidades coÌetivas e destrinchar o paradigma teórico
analiticamente rico que é o bobituJ. Enquanto o meu êntusjasmo a respeito
desses trabathos - reatizados pot respectìvamente, Munday (200ó) e Catta-
ghan (2005) - sem dúvidas reÍtete os meus próprìos aprendizados teóricos e
disciptinares, esses realmente me parecem ser trabathos com um enorme
potencial para futuros desenvotvimentos dos grupos focais como um mé-
todo e da análise de dados de grupos focais como uma prática rigorosa e
teoricamente embasada.

M cnupos FocArs "vtRTUArs" - o FUTURo?


Tem haüdo um interessante debate a respeito do poiencial proporcjo-
nado por grupos focais "ürtuais". Nesses grupos, os participantes não se
encontram realmente, mas são reunidos por telefone, videoconferência,
ou da convocação de grupos on-line e ainda pela utjljzaçáo de materiais
produzidos naturatmente que estão disponiveìs em sites de djscussão na
web. Btoor e colâboradores (2001) satientam o imediatismo e o cotapso da
distânciâ espaciat proporcionados peta lnternet. Grupos de foco on-line
são particulârmente úteis ao se pesquisar poputações remotas (UnderhilL
e Otmsted, 2003), e Kenny (2005) jutgou a conferência via telefone muito
'srPlruêsêrd oPssnrsrp Pun uê
cplraredE r.uelrèl ènb sotrEluêuotr rtruro no reharqP P sPossad sPLunãlP
opp^êì rsr èpod 'opntuor !e]L6Lp êp 3p€pLs$rau v ( ) sPsoiPrPquè atuêur
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,ulsup-rì Lxê^ pí aulÌ-uo sêgssnlsLp ênb 9Í) oq5lrfsuPr] è ruè6e!^ êp solsnf
'oìuêLuplnrfêr êp soLürèt r!ê selulouolê rêrêrêJo t!êpod seìê 'êtuêtulEìnf
llrpd sê9jpnlls setrêr rllê seì elêpLsuol puêd P êìP^ 'suêEeproqe sessêp
sleuoLrlpp soLJesèp sop]esêdv sol-erèdns ouror ê sor!ur9] solnl9lsqo so
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ê urêqupl ênb 'êpepluluou€ E uro) sopPdnroêrd rPìsê tuêpod sêluPdl)L!9d
so !pìnrrlrpd ruf soper!ìêp solunsse êp oBssnrslp Pun P lê^pro^PJ p!ês ênb
lenìrL^ èluèLqup L!n êp ogjeredê]d e e.rPd ìPuollLpe oduêl urn opPruêsèr
elês ènb pqìèsuo]e ue8èU 'otuptêrtul (toOZ 'ue8êÈ) sogFrq êp sêg5eop
uro) spp!^lo^uê se!l!urpJ êp sPLluguèdxê se ouof'sopefrlèp so)Ldot r!tnrs!p
pred ossèrns Lüol sPpEsn opLs uel Lxêqurel êuojêlêl rod sPLrugrêluol eìel
êp oduêl oe oìuenb ìer)uèrèJè rd oluèuPle rÌ èp sèo)e)LpJL^rèr sens refrPur
pred ìerodrol !uê8pn8u!ì ê snlDls ep sêluerLlru6rs urê rpêseq ês uJplrêpod
oeu sèìê'lens!^ olPluol êp PLlugsne Pu 'ênbrod zê^lPl 'sLPLruêsêrd sodnr8
sou ènb op oBssnlslp P urèrPulurop êp sêruPqr souèur LüequLl sonp!^!pur so
ènb LoJ osn ou!tìtì êssêp êluessèlêluL ollêdse ufì 'sotêdsLp elueuPrlj€r3
-0è6 ure^ertuoruê ês ènb slEuolssljold sodn]8 êp sêroLuês sorqLUêur ressêfe
prpd sprLug]êìêt selrugrêJuor !êsn eT seppqìEdsê êluêurerl]er8oê8 spupll
-plsnp sprLêLlrêJuê êp oç5eìndod eurn uor oleìuol urê rerluê Pred Pso!ìe^
681
190

Quândo os pesquìsadores sê fiam em salas de bate-papo para "cotetar"


materiais dediscussões preexistentes para propósitos de pesquisa, eles per-
dem o controte sobre a quantidade de informações pessoais e situacionais
que podem cotetar para contextualizar as respostas (Btoor et at., 2001, p.
78). A "coÌeta" de dados or-line também levanta importantes considerações
éticas (Robson e Robson, 1999). Stewart e Wittiams (2005) satientam as
compticações a respeito do armazenamento dos dados e da anonimidade,
já que os dados originais estão automaticamente disponíveis para todos os
partìcìpantes. lsso significa que, ao menos em teoria, os indjüduos podem
ser identiíicados pelos outros por meio de um processo dedutivo de des-
coberta.
Campbett e colaboradores (2001) e Underhitt e Otmsted (2003) acharam
que as discussões on-line e os grupos presenciais produzem quantidades
sêmelhanteg de dados e que havia uma qrande simitaridade em termos dos
temas jdentif icados. Schneider e colaboradores (2002) também compararam
grupos íocais on{ine e discussões presencìais, no contexto de eliciar as
visões sobre um número de websites retacionados à saúde. Etes retataram
queas contrjbuições orì- line foram mais curtas e que a participaçãoera maìs
uniforme. Etes conctuem qúe os grupos focais on- line e os grupos presenciais
podem desempenhar papeis diíerentes, dependendo da natureza da ques-
tão de pesquisa e do grau no qual participâções iguais, porém sucjntas, são
consideradas importantes se compâradas a engajamentos majs extensosr
ainda que desiguais.
campbell e cotaboradores (2001) realizaram grupos focâis on'line e pre
senciais paraexptoraras perspectivas sobre riscoecânceí decóton. Os pârti
cipantes presenciais f oram recÍutados€ntre aquêles que f oram identificados
(mas não setecionados) para participar de um estudo quantitativo, e os par-
ticipantes on-line foram recrutados via uma associação nacional de suporte
aos que sofrem de câncer de cóton, Contudo, a sua experiência sugere que
os pesquisadores precisam considerar cuidadosamente as impticações de se
fazer amostragens a partir de íormatos mediados porcomputador. Campbetl
e cotaboradores (2001) re[atam que os particìpantes em seus grupos focais
on-iine tendiam a ser mais jovens, mais bêm educados e com rendas mais
altas do que aqueles paÍticipândo dos grupos presenciais. lsso pode ser
crucìatmente importante dêpendendo do tópico sob estudo.
outro Íator paaa seí têvâdo em considêÍâção ao decidir entre usar dis-
cussões presenciais ou mediadas peta web é a retativa importância dentro
do projeto em questão daquito que ocorre naturatmente, em oposição aos
dados que foram facì(itados peto pesquisador. Ref [etindo sobre sua experiên-
cia com o uso de grupos mediados porcomputador para estudarasvisões de
professores universitários a respeito do uso de tecnologias na sala de aula,
-ro,5ê o uêzel sesuêduotêl se seul 'slpfoj sodnrS sop sopep sop êsLìpup pu
è oeJn)èxJ eu oluèuefèueld ou sopL^ìo^uè sLê^eJêpLsuo) sottesêp .;pl^np
t!ês 'ruê]s!xf 'oppssed op seslor up[ès sêo5e6ê]p spssè ènb llluerp6 ê^âp
SêSlleuE sPp oP5pzlìeêl e ê seuo6êÌPf êp SêO5eflJLpor sep OluêLrj!^ìo uesep
o êìuêurêluêJpdsuerl _teleÌêr .ossLp ulêlv .elsLuolssêrdLxL urêEeploqp pun
rE8ôrdLueèp oe5eìuêì Ep slerolsodnr8 eEêlduê ênb lopeslnbsêd olêFètold
erpd e rês 'souolEueìdxê spuenbsê êp sêosL^er ê sêgJe8ojlêlul spnurluot)
spnsuof rêlueìsuolop5elpduorâpopolêL!O.epprêpuod ruêSpJlsoLrlpeun
êp oreu rod ropllqo rol ouãld o Lle.rEduol ìelruêlod nês o ês êluêuros seul
'soppllìsLjos êluêLrprLlllpup sopeqte rê^lo uèsèp pled sopPsn lês Luêpod
sle)oJ sodnrS sO sopprêdns r!êlos e seuêlqord ouof oeu ê .oes ênb soslnfâl
so ourotrseplrêl]uo)ãr urprês sêìuê^ìo^ê eluêLuêluelsuol se^llrêdsFd sp no
odnr8 êp ssllueulp 'soppp ãp oB5elê8 eu loppslnbsêd opo^[Eo]uêLU! to^uê
o ouo) soìlêdse ênb 'osslp zê^ urê {êl!t!Jêd seLU .sppLqêf,Fd sêq5pÌLruLÌ ê
soLlPsàp úo) Pruoãp êp seroq spìLnu lopeslnbsêd op êluêurìEltualod ednod
LUêqUrel ossl 'sEpeluodpsêp urpuês os opoL! orlno ãp ênb seÌs!ìeêJ! sp Lì
-ppêdxê êp otuêuj!^lo uesep o plìuof, ê8êlord ossL soìuêLüelue^èl solêd
opPs!^ odlt op soppp prpd .roqìpÌp,, urn ouor 'oìdurèxê lod slproJ sodnr8
sop osnqe o reíerofuãsep ãp ulgìv o^rlelltpnb opoìêut un oL.llof slefo]
sodn-t8 sop sorLEoloueìsldê ê sotlJosoìLl soÌueulepunJ so eluèrüesoppplntr
êrêplsuor roppslnbsêd o ènb ìellnjl ê .opnluoJ .oe5lnquluor pns plezLLllllo
ered (9661 1è6uLzìL)),,urêpod oeu sopotêrx sortno so ênb soluod so tl6u!Ìe,,
uêpod êluêurìpêJ íêluêurE^llellr e pppUdoJde sopesn ês rslproJsodnr6sO
srvNH soru_vr_Nlwot
^
o p,ed prusrup,ãr p oo pp!ìe^ eun 3 .slptror sodn,r;:ï'Ëi:Jiì'!tiì;
oluêtrlln8ês un uàrarãJo êìuêulpêr sl€nlL^ sLptro] sodru8 so .olupìêrtul
'" 'srProlsodnr8 uolpsLnbsêd pp otnúl o opsopu sLenu!^ slerol sodruã sO
'slsnlll^ slpfo] sodnJ8 sop lplluêÌod op opelnrlpf oulnsêr
o ruPuoLrrodo.rd lçL'd 'loozl sèlopeloqeìo) ê rooÌ€ .e^ltluLlêp pìsodsêl
erun 9q oBu '!nbe sepllpqêp saqs!)ap ê seqprsã sPllno se ouo) rurssv
.oLllsllplpêrx! oulsêur o ue5erê,o
ogu ênb epuLp lprêpour êp s!èrel sLpul oìlnúr ogs - spflLxpulp ê sêzolê^ les
uêpod onb r,,ìpêr odurq L!a,, serorl sp oe5lsodo L.llê - odr!êl op sê^prlp op
-ueloruêsêp ês seppzruoDulssêp seossn)slp ênb LUpÌuode,oìuslêrtuê Í( looz)
sêroperoqPìor ê looìg '(ç002 'sulelììLl ê }lp^ìeÌS) seperouudp sLeur oeJer
-apolu êP sêpeplìlqeq rSLxè êpod ossl seoiuoqelê tellsLnber ê ogssn)slp
e rPLnS êp ropelêpoul op êppplìlqeq e eLznpêl âlê ênb Lol èut,-uo oleujlo,
op uê8pìue^sêp êluetrodluL euln ênb urerêquorêr (!002) fue/úo] ê u0ìuell
t6L slProJ sodnrg
192 Rosatine Barbour

p*". Rea(izar
um grupo
focal bem sucedido pode produzir uma
::_:1!.1."
veroèoerrâ empolgação enqüànLo o pesquisàdor gera
Íìatêriais realmente
a,nda -.ii,i
las.rnãnles e conecd a envotver -se(om rsso enqua,ìto qerado,
e
a.ìte( ipando análises e mesmo eticÌdndo a colâbor".ao
Ot-,r, po, ii.ifintei àrn
coproduzir considerações pretimjnares, mas ajnda assjm
teorizaãas.
há respostas prontas, mas há um ampLo campo para
_Não o uso criativo
e imêginàL,vo dos grupos Íocàjs. Devido á inerentc (exrbitiaaOe
aos or,,nos
íocãis as possìbitidãdes sao qJase ÌnÌinrtas. Idm"é.
mêLiculoso demais na àplicà(ào dos gruDos. n"o
; ;p;;;;";;;"":;;
rrarrb,a uo aonroalo
"
ã âhatividade de suas próprÌès..cerLe?as dí5ciptrnares.
n"roaos ãe prr"À"
nào são reservados apênas à LomLrnidàde de puiqriruao,ur,
teressãntes possibitidades de colaboração com profjssionajs
;ìi*-;i" i;l
com habjtjdad;s
de trabâtho em grupos um tânto dife;entes da, norru.
admjnistrativos ou facititadoresde traba{hos em equjpe).
l.oro.onruúài",
AÌnda que não sem
os seus desafios, esse tipo de trabalho muftiaiscipLinai poae
piopoicìo,ìai
dìvidendos erLiLantes {Barbour, I999ar. Manter_se
aberto a novas aborda-
gens nào pre(rsa signifÌCat o sacrÌÍtcio
de rigor, (omo ocasionalmente se
lôm€. MurLas vezes penso que erìstem oar atcior.o,n gen".o
o^e Iccào ctenLÍ'(a: à pura àber(u,a âs possibilidaoea
o J; ii,u."iui,
proporcìonadã pe_
ros gruoos fo(dis e a fÌccao Lienl,ficà destà(a
os timÌtes dà imaginacào do
pesquisadorê do escritor. Espero que você aceite
esse desafìo ciiativa mai
ng_oro-ièmenLe, enouànto êxpto.à as estimLltante5 possibitÌdades
dpresentà
oÀs pelos grupos Íocaìs (omo un- metodo qualquer qUe
se;a sua discrotina.
n;vet de exDeriencia co-n pesquisd, o, topi.o aà f"rfir.'
F potros-cnlve
Como algumas úttimas patavras de orientacão, eu
ofereco o seguinte:
. Âjnda que os dâdos dos grupos íocal.s possam
ser usados descritl.va_
mente. essa. abor oagem conLem iÍ,pot tantes ltÍnitèçoes.
. tsusque maximizãr o poten(jdl compardtivo
de seu esLudo por mejo de
uma amostragem íundamentada teoricamente
e de extensa interrol
gacão da sua base de dados não sô
com a iden$ftcaçao de paããei,
nã5 Là.nbern com o esÍorco de eLabordt explìcacóes para
. us grupos.iocais podem produzir dados baslantã aoundanles
etes,
e sem-
pÌe hàverá consjdetável potenciaL para compàracoes,
mesmo se ìsso
,?'.u diterenre do que voce navÌà previsio o.jginatmenre ao
11r::
oesenvoLvêr seu quàdro àmostral.
. 05,grupos Íocãìs oterecem vantâgens únìcas
em re,mos de sdas caDã-
c oades de aprimoràr a trènstêr ibìljdadê dos
seJs achàdos
'(iln8âs_P
rê^) spuo6alpr ap sè-o5prLllpor se uof oprolp êp spueÌ opun8ês sopezíu
-p5lo o-ps
oLror ìpl 'sêgssnrslp rod sopprèF sollDsê soJÌs!6êi soe ê selou sp
'sêg5lrsuerl sp êJoJêr ês oss! sleroJ sodnJ8 uor psLnbsed pN sopEp âp êsE€
'ropeslnbsêd o uor eluêLulPnp!^lPu! ê PlêrLP
ês-urêpuodsarror no solursê soluêL.unfop 'ìleur-e 'euolêìêl P!^ sPlsodsêl
ueql lueduof soJq uiour so anb ua'.,ìenlr!^,, odnr6 un ouJor pp!^lo^uê rplsè
no lpro] odruã êp ogssnrsLp purn pred rLunèr ês êpod prupq V (sêroppsLnb
-sâd êp êdlnbe elêd no lpuolsslJord odnr6 urn rod opluLJêp Lulssp) oppz!ìp!)
êdsê oluêurl)êquol êp roÌuêlêp ourol oÌsL^ odnrt sp}gllpllêdsê êp p)upg
'soPeP sou sègJpPd sop e)!ÌPr!êÌsls oBSPf
-llltuêp! e uellurêd ênb (sorpPnb no) sPleqel êp oB5npord Pp olâur rod seÌ
-ueÌsuof, sêsì9ue .re!ì Lxnp ered epL^lo^uâsêp urêSPpioqvsPlêqpl rod ès!lEuv
'leuolruèìul urâSulsourerê pfugêlrjlêâp4sorirv
'psLnbsêd êp oÌê[ord ou rpd!]Llrpd prpd ppL^uor ê rpLulx
olde ês uènb p êrqos sêqslrèp rpuuoru! prpd oss! opupsn êluêrurouêÌsod
'se!lue!rêdxê sens êp sêQjPlêpLsuol ê sp^!Ìrêdsrêd sêluêlêjlp rpìueserdp p
o9Jêpuêl ênb sLPLluãlod seÌuêPuodsêJ soP sPrLlsuêl)erPl sep ogtPdLfêÌuP
eìêd ollêj g ossl sêÌupdLrL pd èp og5êles e ieln6 prpd sor êrd soluêurlrêqu
ol êp osn oe êFJer es lPuolfuêÌu! rüêSPrlsoure P '..PlLJoãl uê6erlsoure,,
rrof âÌuêLxìê^PlqurP)rêluL PPPzLtLln sêzê^sPurnSlvlPuolruêtu! ruè6PrlsoLuv
'êluèrêJlP euroj êp sopeulquior sLero, sodruE ua sPlunI seossêd ep sodL]
sorirsêrir so rirêzPrl êluêujsêld uls enb nosPossêd èP sodLl so^ou no uê^lo^uê
ênb sodnr6 êp o-pjpfo^uor elod (seppz!ìpar opls urãrêl sêrpuLrrj!Ìêrd sêsLtpup
se ê oplrroro uarêl 9í slelfluL sleroj sodnr6 so êP slodep) roLPrrI Pìpfsã pLr]n
Lue LuêÊpl}soLüe pp og5eLtdLüe p ès-êrè]êU olEglsê opunãês êp uièAprlsourv
otuvssolD
196 Gtossário

Codificação de categorias Tabeta ou sistemã para organizar o conteúdo de


transcricões em temas e subtemas, Pode consistìr em uma lista de temas
gerais com suas correspondentes subcategorìas ou envoLver representação
em forma djagrâmática, mostrando reÌações mais comptexas entre temas
e códigos de categorias. Essas tabelas podem ser geradas manuatmente
ou por meio de um soltwore de computador desenvotvido para a anátise
qualitativa de dados.
Construcionismo socjaÍ Abordagem que vê o fenômeno como sendo aÌiva-
mente construido, mediado e sustentado através das práticas sociais (in-
cLuindo interação).
Desenvolvimento comunitário Abordagem vottada para o trabalho com
comunidadês cârentes (em gerat, mas não necessariamente, em países em
desenvolvimento) com o objetivo de produzir conhecimento (que permita
a identjficação de probtemas e o desenvotvimento de potenciais soluções)
ê com o objêtjvo dê mêLhorar suâs condições materiaìs e/ou sociais.
Discussão de grupo focal Grupo convocado para o propósito de uma pesqui-
sa, tomando se os dados da discussão entre os partìcipantes.
Entrevistà de grupo focal Método em grupo que se baseia em perguntar as
mesmas questões (ou série de questões) para cada participante sistemati-
camente.
Esclâíecimentos íinai' Referem às trocas entre o pesquisador e os particj-
pantes do grupo focal depois do término da sessão, podendo consistjr em
responderàs perguntas ou às prêocu pações dos participantes {comoexplicar
o uso que os dados terão, ou os procedimentos para garantir anonjmida-
de) e a provjsão de números apropriados para contato (de pesquisadores,
serviços e linhas de ajuda), panftetos relevantes ou materiais informativos
especiais,
Estudo-piloto Estudo que serve dê testê de questões, guia de tópicos (rotei ro)
e materiais de estimulo para descobrir se etes tênderão a eticiar o tipo de
dados requeridos para o projeto de pesquisa em questão. O procedìmento
também indica se determinadas linhas de questionamento e terminoLogia
são aceitáveis para os participantes.
Estudo! de método misto Referem-se aos estudos que empregam mais de
uma abordagem para gerar dados, seia combinando métodos qualitativos
e quantjtatjvos, seja usando abordagens qualitativas diferentes (como ob'
servàcão de càmpo, entreviÍLas ou grupos focais).
Grupo Delphi Essa abordagem se refere maisì em gerat, à combinação
com um levantamento: cujos rêsuLtados são enviados a uma banca de es-
pecjâLjstas lver acima), que então os discute e toma decisões sobre suas
retevâncias.
'êluêUreêUetuodsê L!êllans ogu selunSlêd sessê ep ospr ou êluêuros
(âÌuêulollêlue Jê^) sorLdol ep eln8 un uJê s!eF8 sêo$enb se ouLtsêrle
Lxê sopesn oerês ênb sêJpÌuèLuêìdns suêl! no sêolsanb ops sêgJua^lèlul
'solrensn soFd sopPLluêlrêd
-xê no SopLlêrêJo 'sop€zrueEro ops êpnes êp so5$rès so srpnb solêd sopouJ
so êluêuelllllr PulurPxê enb Pslnbsêd êpDPs êp so5!^-i3s ulo) pslnbsèd
'oessn)slp ep osrnrêp ou opuêzej oglsê ênb
sêg5u!lsLp rènbsLpnb ê sopplLlLu6!s sêÌê UJol opuarêJplfsã (seìupdLlllled soe
sêgÌsenb opup)olor 'ìeloj odnlS Utn euêproor ênb lopeslnbsêd &peJêpoìiÍ
'seì 9)!ìdxê opuersnq ê se5uêrêjlp e sãpepuel!L!!s opueluè!ìes
'sopeqle soLtdgrd snês J€z!ìenlxêluol prpd sopnlsê sojlno êp sopeqre êp osn
oe opeuolleìêJ etsa L!èquel sodnrF sop orluêp Sonpl^lpu! saluarêlLp lod
ê sopejgdês sleroJ sodnJS urê solLêJ solpÌuêurof so êìuêrüer!ÌeuèlsLs ê pp
-enu Êuo) rer ed uor ê
rplsel}uof ê^lo^uf èluelsuo) oB5eJeduro, èp opo]9w
'reproqP êpuêtêrd Pslnbsêd P ênb
sorldglsop ouro] uê ogssnrsLp p Jefoj p uppnÍe ê uElerorua ênb soppÌê[old
atuauìpLradsê no (oêpl^ êp sêdrìf no suoolJD, rsleuroíêp sègjê|ãs 'êpnps êp
o95oruod êp soÌêÌ,upd ouor) sêluêÌslxêêrd slelrêtew oln Lu !Ìsê êp slpllèlpw
'sP^lssêldxe sPossêd urol
sêgssnfslp êlupLpàur 'ope)uru6Ls op e^!lE oe5nllsuor plêd Luêfuns seupulnq
sê95p sp ênb ep pLêp! p pqol8ul 'Ìp]nleu erlaueui êp ulêllofo ênb spfoJl no
sêQ5eJêlu! ap og5p rêsqo p eìueurleurou ê^ìo^uê ênb eL6olorlos êp o6pfLql
êp eìolsf e PpelrossP eslnbsêd êp urêSeptoqv or!ì9qurls outsluo!)Elê}ul
'sleroJ sodnr8 sop sêqssnfsLp sPU seìraqot L!êrês p spêlp sp uedDâìue
ênbslerê3 sotuêueuol)èIp noseoÌsênbâp olun luoJ (ollaÌol) sorldgìêp pm9
'esFbsêd êp solLsodord prpd êluêurìeuFllo
seppsuêd urpro, ogu spLx 'sLê^!uods!p oglsa ènb 'êluêulèluêpuêdêpu! sepeJ
-ê3 sêqssn)slp LUê r!ìsâ^ul utêpod no '(sLpuolluê^uor sleul sletoJ sodnJB uje
ouor) sêoÌsenb se è sotld9l so opuellp ê sodnr6 opuelo^uor Joppsrnbsêd o
uor reroJo urâpod suê6eproqe spssl .ío^L^ op,, saluedpllled êìue ìper-
-odLuêl ruê selorì no unrgj êp sêgssnrsLp pL sLeLluênbês selsodsêJ oìuel
opuê^lo^uè rqaí e opuesn sêo5eup^ no (slpLluêsêld odru8 êp sêqssês p sêl
-PIurLs oes ênb) êuojêìêl rcd sêgssnrslp rês urêpod s!Ènll$ s!p)o, sodnlg
rprsè p nossed ,opeslnbsêd o sLpnb so e.red solrçr"r r"^",
sop solquJêuj êp op5êps pLUn ãtuêursêlduJls no sêluedl)qlpd"p""fa"atlliXïÏÌÊ
êp selo6qer
se^ou tl]of, sodnr6 êp opjplo uo) e lê^ìo^uê êpod ossl .êp!8old opnlsê o
oìupnbuê epe)!J!luêp! roJ ênb prnlrêqor Eu eunreì pun8le rêqluoêrd ered
sopefo^uol sleuolllpe sodruã so pzlrêlfelef, oule] èssf p6uuor todnJg
L6L ouessoì9
198 Gtossádo

quadío âmostràl Un esquema para garantjr a cobertura/diversidade ade


quadâ nâ seÌeção dos participantes do grupo focaL. Lista combinações dâs
caracteristicas demográficas ou posìcjonamentos que provavelmente terão
um jmpâcto nas experiências e peíspectivas apresentadas. Quadros amos-
traìs podem ser representados em forma de tabeLâs para possibitìtar a ve-
rificação do progresso à medida que os grupos são convocados.
ReÍlexividâde Diz respeito ao reconhecjmento da inÍLuêncja do pesquisador
em ativamente coconstrllìra situação quese propõe a estudâr. Também atude
èo uso que essês insigrìts podem tel no entendimenLo ou nà ìnÌelprela(ão
dos dados.
Técnica do grüpo nominal Literatmente significa um grupo "convocado
para a pesquisa", em vez de ser um grupo preexistente. 0 termo é usado
com mais frequência para se referir a sessões de grupos que envotvem um
exercicjo de ranking, nos quajs os particìpantes geram um conjunto de
priorjdades e depois as ctassiÍicam.
Transcrição Texto sobre a interação na discussão de grupo, em gerat repro_
duzido titeratmente.
TÍiangulação DÌz respeito às tentativas de comparar os dados obtidos por
meio de métodos diferentes, sendo baseada na noção de corroboração oú
vatidação trâzìda da tradição quantitativa.
ValidaçãopelorespondenteConsisteem tentativas (verbaisou escritâs) de
verificar com aqueLes que tomaram parte nos grupos Íocais a precisão das
jnterpretações e as descobertas produzidas pelos pesquisadores.
'tÊ gzE
.ll)zr'üu)ud ÃtluD!',tt\eèei arq)erd ìerôuôF ur sdnorE snroj 6u6n, (góór'S ! lno+€€
'o ltDtltDnb Dstnbsêd
dâ slDrstì sopDo olnÌg ô qos Prol,pt pêr!!v eìêd op€ruqnd è6es :uopuor '\lry q)Joasaa
a^tlo| mò 19VS aqt lo çì|ooÃ) tl)rDôsà\ è !)Dt\bnb ul DtDc ÌDósji á!l9n k0oz) w iques
'86 í dd 'ã8eS :uopuot árt))Did puú tuoeq!
\.!11tad :tqoãs4t dnoJg snro) autdoÌa ao 'Gpa) €EuEì')l r pup Íoqies s ! u! r,iqtrreêsr
ìP'ros u' ìnr6u'uBèu èrplrìDpl sdnor6 snroJ oC, (666t) ! 'uorulH pup ! lêìeg
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.!ìôr rêìer.€rurJo ô)eld êqI, u66l) 1'nPôxPW PUP-f'leuuLâM
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'.sdno$ snroJ ãuoqdêìêt Êu'sn Ápnls &oteroìdx3 up !àruer rseèrq lo )isu pêseèlur ue qrh
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'ãluedDored ocle!êsqo 3
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1wS attJ to atooÃl uotÌDNêtqo luDdÕruod Puo tltrDasâa rtqdDr6olqE kood w'oulsor8uv
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'N PUP u!ìsoH W O !! !.ae!^er xe êqÌ to ãìeÌs e :uorÌE^ou!! dno$ Ìoa, (zóó, N'uôeâpuv
'a9 &a:ç, 'êupqaw puD üuaDs Ìoiros ',êìdoad 6uno,{ 6uouP rno'^eqêq Eu'ìous Pue
è6eur lpèp! 'èÊeur JlèS ièÉ6nrp rc Áq|PãH, (26ó,-E'uolll pue f rêurn) r'O rÁpr9 r'Vrsouv
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ã rÌrlurnò r.sdnor6 snrol ur ìjoÁ Áruuêp! s.uêu 6unoÁ :Áìru!ìntrspu 6uLãerpw, (9002) t iuâìv
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proruers :p,ôruprs a^]xat!àa D spro or sÁosst :r-" -*" , ,rriìïi lliiiXii!
^6oÌó,ros
.t9 .sê!1!tqDs4 6ú1uoè1lo
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ur'.^-el€uuo)elruìp:uredó,à^ìer.telbJruorrepne^.ôçnbrrqìà1.rZó6t|w.r;otã
'L9 W:ll)6l,tbutnat ssèuÌsng tÌous lbuaLpuratut ' ssudrêlLa pèzrs-unrpêu puÈ
qleèsèr ôl sdnora srro, 6ursn :eéureq aqr urcp ìeus
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dnor6 snroJ p,o lo tDurror
eìnsar :uêuroa ror s;urúpèu s,euerq ssêru,a, tooeí .a úi,,s p,n ;r ìl:"ts
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'vA 69t.1òt 'qrDasôë a^lplnonò i!ìuèuuorúuê
pêìroslêu e !, &mbur
r!ÌsrìunlEu :suolssês dnol6 snroJ pêìBrpêuiêÌnduo, (looz) .l
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dnof snro, ]o srsÁlpup rupuèìsÁs ãql !! Êu6 esênssrãúoS, (óó6,.W looìgpúp.t ipueìruerl
'9t 19€ dd 'è5Ès :vl tìeo puesnoqt qrrDãsàU
â^ilorronòlo )ooqplDH .Gpã) ulolurl
'sl uuuão !.ê)uêrrs jo ãql :Êuha@èr!t,
Pue I N ur !e (t6ó, H-f Íêrl pue .y ,Èueruol
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oslnbsêdDu êpDpllDnbô\tl1tto qos erolrpt pêuìrvÈFd oporìqnd -ê6ES :úôpuol (1ry rlrrDasáà
ã^uotqDnò ]Jvs aqL !Õ 9too€) qrrratàU a tÌDrtDnb u1Á'tuanò ítut,Dubw lqn1zl n.\j!tt
'D t|Dllonb Dslnbsêd Dp otluasão oìnrll o qos Erolp! pèuxv eìêd oppr!Ìqnd .ê6ps :uopuo.l
'l1t)t tlroêsa\ a tÌ,j|Dhb ItyS aq.r ro ! ìoo€) qrDâráà a lrrÌtrDnò 6!ir6tráo (ezooz) n ,DlH
'l8 Ol dd 'ê6pêììnox :uopuol
'è)Lt)ord puD suètqo4 isltl,rod :áuruosoâà ÌDtJos iGpê) slrêqo! .H puÈ
ìê€ .f ur ,,uêuos
6u!,,iêNarurpsrlrllodpupslqÌêêqt:iotìletoteuoãurosê^eqorrer6s,ÌÌ,,(t86r-f,!truq
.6AZ
66t :Z '^Uõrbnb 6ut]ê\rDw rt)lbeH ' Áttsrpú 4e)
qÌìeôq ãqÌ ol qleêsa dnof snroj ]ô !ôüPrndde pue uôrÌe8lìsè ur uv, (ç86t) .y1.pu€dèrsêj
'€9/|dd 'ê6es :uopuol
'últ7ard puD tuoaqf ' stptlod :11rDêsèA dndg sn.oj êO,(spê)rêôLlzl)] rpuernoqfq
's t ur i,isrdor ,ê^rìrsuãs, roj ãlqeths sdnor6 sntrol'Ltdota
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