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CAMPANHA NACIONAL DAS ESCOLAS DA COMUNIDADE

FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO

FERRAMENTAS DE GESTÃO FINANCEIRA ESSENCIAL


PARA O SUCESSO DE PEQUENAS EMPRESAS: O CASO
ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL SANTA RITA LTDA EPP

ANTONIO HENRIQUE NUNES DOS SANTOS


MAICON MARLON ANTONELLI

CAPIVARI-SP
2011
CAMPANHA NACIONAL DAS ESCOLAS DA COMUNIDADE
FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO

FERRAMENTAS DE GESTÃO FINANCEIRA ESSENCIAL


PARA O SUCESSO DE PEQUENAS EMPRESAS: O CASO
ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL SANTA RITA LTDA EPP

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de
Administração da
FACECAP/CNEC Capivari, sob
orientação do Professor Ms.
Valdir Antonio Vitorino Filho.

ANTONIO HENRIQUE NUNES DOS SANTOS


MAICON MARLON ANTONELLI

CAPIVARI-SP
2011
Monografia defendida e aprovada em,
__ de Novembro de 2011, pela Banca
examinadora
constituída pelos seguintes
professores:

______________________________________________
Orientador Prof. Me.Valdir Antonio Vitorino Filho

______________________________________________
Corretor Prof. Me.

______________________________________________
Coord. Estágio e TCC Prof. Me. Marco Antonio Armelin

I
DEDICATÓRIA

Gostaria de dedicar essa monografia


para todas as pessoas que me apoiaram:
pais, namorada, irmão, professores e colegas
em geral, pois graças a todas elas que
consegui realizá-lo.

II
AGRADECIMENTOS

Devemos agradecer a todas as pessoas que fazem parte de nossas


vidas e foram importantes para a realização dessa monografia. Em primeiro
lugar, ao nosso Deus, que nos deu toda condição e saúde para termos
inteligência suficiente para realizar esse trabalho. Também as nossas famílias
que nos apoiaram no longo desses anos, a minha namorada por ter tido
paciência, e sempre ter me ajudado quando eu precisei, essas pessoas
sempre nos deram atenção, respeito e a base necessária para a elaboração
desse trabalho. Agradeço também a Domingos Antônio Quagliato Cancian,
pela ajuda durante todos esses anos. E por fim, gostaríamos de agradecer a
todos os professores com que trabalhamos na Faculdade Cenecista de
Capivari, em especial ao nosso orientador, o Professor Mestre Valdir A.
Vitorino Filho, que nos transmitiram todo o conhecimento necessário para que
nos conseguíssemos desenvolver o trabalho, além dos conhecimentos que
vamos levar para toda a nossa vida. Somos gratos a todas essas pessoas,
pessoas que fazem parte das nossas vidas, que só acrescentaram coisas boas
a ela e nos fazem buscar cada vez mais conhecimentos, para tertarmos ser
pessoas melhores e diferenciadas, tentando construir um futuro melhor,
sempre com a pureza e a paciência de Deus Pai no coração.

III
SANTOS, Antonio Henrique N. dos, ANTONELLI, Maicon M., Ferramentas de
Gestão Financeira Essencial para o Sucesso de Pequenas Empresas: O Caso
Organização Contábil Santa Rita LTDA EPP. Monografia apresentada ao curso
de Graduação em Administração, pela Faculdade Cenecista de Capivari –
FACECAP, para obtenção do título de bacharel em Administração. 68 p., 2011.

RESUMO

Atualmente, com a competitividade acirrada entre as organizações, sendo elas


grandes ou pequenas, não há espaços para decisões erradas, pois as mesmas
podem levar, tanto uma empresa grande como uma pequena a falência. Neste
contexto este estudo vem abordar técnicas e ferramentas de gestão
organizacional, em especifico gestão financeira, como sendo as principais
armas utilizadas por grandes empresas para se manterem competitivas frente a
seus concorrentes. Sendo assim, uma vez que este estudo trata da abordagem
de tais técnicas e ferramentas, mas aplicadas a pequenas empresas, serão
demonstrados fatores importantes para o bom gerenciamento das
organizações focando sua aplicabilidade em pequenas empresas que é o foco
adotado. Portanto, para o bom desenvolvimento do mesmo serão abordados
autos específicos das áreas correlacionadas aos temas envolvidos, bem como,
uma pesquisa in loco na Organização Contábil Santa Rita Ltda EPP, que é a
empresa alvo, como forma de aplicar os conceitos e técnicas estudados num
ambiente real, o que tornaria este estudo mais relevante e com uma maior
credibilidade.

Palavras-Chave: 1. Gestão Organizacional. 2. Gestão Financeira. 3.


Demonstrações Financeiras.

IV
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................. 09

CAPÍTULO 1 – CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ...................................... 11

1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA ....................................................... 11


1.2 APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA........................................................ 11
1.3 RELEVÂNCIA DO TRABALHO .................................................................. 12
1.4 OBJETIVOS DO ESTUDO ......................................................................... 12
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ................................................................... 13

CAPÍTULO 2 – REVISÃO DE LITERATURA ................................................... 14

2.1 GESTÃO EMPRESARIAL-FOCO EM PEQUENAS EMPRESAS .............. 14


2.1.1 NOVAS CONCEPÇÕES – O PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES ................ 14
2.1.2 SUCESSO EMPRESARIAL .................................................................... 15
2.1.3 GESTÃO PARTICIPATIVA...................................................................... 16
2.1.4 GESTÃO DE CONFLITOS ...................................................................... 17
2.1.5 GESTÃO NA PEQUENA EMPRESA....................................................... 19
2.1.6 PARTICIPAÇÃO DA PEQUENA EMPRESA NA ECONOMIA ................ 19
2.2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ............................................................... 22
2.2.1 O QUE É FINANÇA ................................................................................. 22
2.2.2 O QUE É ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ............................................ 22
2.2.3 FUNÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ...................................... 23
2.2.4 ATUAÇÃO DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO ................................... 25
2.2.5 PLANEJAMENTO FINANCEIRO ............................................................ 28
2.2.6 GESTÃO FINANCEIRA – ANÁLISE DE DESEMPENHO E
FERRAMENTAS UTILIZADAS......................................................................... 28

CAPÍTULO 3 – METODOLOGIA ...................................................................... 49

3.1 DEFINIÇÕES DE METODOLOGIA ............................................................ 49


3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ................................................... 49
3.3 LIMITAÇÕES DO ESTUDO.........................................................................50

CAPÍTULO 4 – CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ....................................... 51

4.1 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA ............................................................... 51


4.2 HISTORICO DA EMPRESA ....................................................................... 51
4.2.1 SERVIÇOS PRESTADOS ....................................................................... 52
4.2.2 ASSESSORIA CONTÁBIL ...................................................................... 52
4.2.3 CONTROLE DOS BENS PATRIMONIAIS .............................................. 53
4.2.4 ASSESSORIA TRABALHISTA E TRIBUTARIA ...................................... 53
4.2.5 SERVIÇOS E REPARTIÇÕES PÚBLICAS ............................................. 53
4.2.6 CONTROLE DE TRIBUTOS ................................................................... 54
4.2.7 NÍVEIS DE PRODUÇÃO ......................................................................... 54
4.2.8 TENDÊNCIAS DA EMPRESA ................................................................. 55
4.2.9 TENDÊNCIAS DO SETOR...................................................................... 55

V
4.3 MISSÃO DA EMPRESA ............................................................................. 56
4.3.1 VISÃO DA EMPRESA. ............................................................................ 56
4.3.2 VALORES. .............................................................................................. 56
4.3.3 POLÍTICA DA EMPRESA........................................................................ 56
4.3.4 SETORES ECONÔMICOS ..................................................................... 57
4.3.5 SEGMENTOS DE MERCADO ................................................................ 57
4.3.6 CONCORRÊNCIA ................................................................................... 58

CAPÍTULO 5 – RESULTADOS E DISCUSSÕE ............................................... 60

CAPÍTULO 6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................... 64


6.1 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ......................................... 66

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................. 67


ANEXO A – QUESTIONÁRIO .......................................................................... 69

VI
LISTA DE TABELAS

TABELA 1 – Verificação do Controle das Despesas ........................................ 24

TABELA 2 – Atividades Financeiras ................................................................. 26

TABELA 3 – Exemplo: Balanço Patrimonial ..................................................... 33

TABELA 4 – Exemplo de DRE – Demonstração do Resultado do Exercício ... 34

VII
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 – Ciclo de Vida ................................................................................ 40

VIII
INTRODUÇÃO

Diante de uma realidade bastante complexa e em constante mudança,


torna-se quase impossível acompanhar tais mudanças no momento em que
elas surgem, isso pode ser visto através dos diversos produtos lançados a
cada dia pelas grandes industrias, neste contexto, focando o meio
organizacional, as grandes industrias estão investindo vultuosas quantias de
recursos (dinheiro) em pesquisas para desenvolvimento de novos produtos
para, cada vez mais, aproximar seus produtos das necessidades de seus
consumidores. O que não é diferente quando trata-se de tecnologia aplicada na
fabricação dos produtos, ou seja, da mesma forma que grandes organizações
direcionam milhões em recursos financeiros para pesquisa e desenvolvimento
de novos produtos, as mesmas também direcionam outros milhões para o
desenvolvimento de novas maquinas e equipamentos com a intenção de
otimizar a produção sem perder a qualidade dos produtos fabricados, em
outras palavras, produzir mais num menor espaço de tempo sem haja uma
perda de qualidade no produto fabricado ou até menos uma melhora na
qualidade do mesmo.
Mantendo a mesma linha de raciocínio, uma vez que, empresas de
grande porte, com condições financeiras de sustentar tais investimentos,
necessitam dos mesmos para se manterem vivas e competitivas no mercado, o
que dizer de pequenas empresas que, em muitos casos, tem dificuldades de
honrar seus compromissos quando há uma alteração climática ou até mesmo
quando um de seus clientes atrasa o pagamento de sua fatura.
Observando esta realidade, que pode ser percebida diariamente,
através dos telejornais, jornais ou revistas, este estudo vem ser desenvolvido
objetivando a apresentação de ferramentas e técnicas ligadas a Administração
Financeira, técnicas e ferramentas estas que são fortemente utilizadas por
grandes empresas, que podem ser perfeitamente aplicadas à pequenas
empresas e auxiliariam na gestão das mesmas fazendo com que o índice de
mortalidade de pequenas empresas venha a cair. Índice este que, segundo o
SEBRAE (2011), após dados gerados por pesquisas, demonstraram que 60%
das pequenas empresas fecham antes de completar 5 (cinco) anos de

9
existência.
Para tanto, este trabalho apresentará conceitos de Administração
Financeira como também conceitos de Gestão Empresarial entre outros,
utilizando-se de Autores como: GITMAN, GROPPELLI, SOUZA, entre outros
que abordam temas pertinentes ao trabalho.
Portanto, este estudo sobre a Gestão Financeira na Empresa
Organização Contábil Santa Rita que trabalha no segmento de prestação de
serviços contábeis, localizada no município de Capivari-SP atendendo
aproximadamente 327 empresas.

10
CAPITULO 1 – CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

1.1. Caracterização do Problema

Devido ao alto índice de mortalidade de pequenas empresas, que chega


a 60% segundo SEBRAE/SP (2011), onde, 60% das empresas abertas não
sobrevivem aos 5 (cinco) primeiros anos de vida, este trabalho vem
abordar/apresentar, de forma clara e objetiva, ferramentas e técnicas utilizadas
por grandes empresas e que podem ser perfeitamente aplicadas a pequenas
empresas sem grandes adaptações.
Neste contexto, este trabalho vem responder a seguinte questão: Quais
as técnicas e ferramentas utilizadas em grandes empresas que podem ser
aplicadas às pequenas empresas, como foco na Administração Financeira?

1.2. Apresentação e Justificativa

Este trabalho se baseia no estudo dos conceitos de Administração


Financeira com o intuito de, através das ferramentas de Gestão Financeira
aplicados em grandes organizações, desenvolver uma forma de trabalho que
proporcione a utilização adequada e eficiente das técnicas e ferramentas
mencionadas para o melhor aproveitamento dos recursos financeiros,
estudando em especifico, a empresa organização Contábil Santa Rita.
No entanto, este trabalho justifica-se pela sua importância às pequenas
empresas, como também para o meio acadêmico, pois trará uma visão clara e
objetivo sobre conceitos e definições dados por autores possibilitando um
entendimento e uma conclusão mais sucinta dos mesmos, como também,
proporcionará uma visão mais abrangente sobre como gerir pequenas
empresas organizando melhor o controle da utilização dos recursos financeiros,
como também, proporcionará a criação de uma política de trabalho mais
adequada.

11
1.3. Relevância

Observando o contexto abordado por este estudo, mencionado no tópico


anterior, o mesmo tem sua importância percebida não apenas por tratar de
informações voltadas às pequenas empresas, mas também, por se tratar de um
estudo de caso, onde avaliará a empresa alvo para a correta aplicação dos
conceitos abordados durante o estudo auxiliando no seu gerenciamento.
Em outras palavras, a importância se dá em proporcionar um bom
gerenciamento dos recursos financeiros da empresa alvo, bem como, a
identificação de possíveis falhas e propiciando sugestões para melhorias
aumentando sua capacidade de investimento como também priorizando tais
investimentos.

1.4. Objetivos do Estudo

Este trabalho, por se tratar de um estudo sobre conceitos e técnicas de


gestão, em especifico Gestão Financeira, para pequenas empresas
independentemente de seu ramo de atuação, uma vez que, o mesmo está
atrelado a uma empresa em especifico.
Sendo assim, o mesmo tem como objetivo principal mostrar como as
ferramentas utilizadas na Gestão Financeira podem ser aplicadas em
empresas de pequeno porte, sendo, a partir deste, possível perceber a
importância da utilização das ferramentas para o bom gerenciamento
administrativo.
Atingido o objetivo principal, alguns objetivos “secundários” podem ser
atingidos, como:
• Identificar as técnicas de gestão financeira de uma pequena
empresa.
• Analisar as ferramentas utilizadas em Gestão Financeira por
pequenas empresas.

12
1.5. Estrutura do Trabalho

Este estudo será composto por 6 (seis) capítulos, sendo:


No capitulo 1, apresenta-se o trabalho, onde estão contidas informações
sobre os objetivos, a descrição do tema em estudo, sua relevância e o motivo
do desenvolvimento do mesmo.
Já o capítulo 2, trará os referencias teóricos necessários para sustentar
as falas e conclusões que serão obtidas ao final do trabalho, ou seja, através
do conhecimento obtido a partir dos referenciais teóricos apresentados será
construído os conceitos de gestão que serão apresentados ao final do trabalho
como modelo de gestão aplicado a pequenas empresas, que nada mais do que
o objetivo do trabalho.
O capitulo 3, portanto, corresponde a metodologia aplicada ao trabalho,
ou seja, demonstra quais foram os passos dados durante o desenvolvimento
do trabalho, como também os resultados obtidos.
No capitulo 4 será apresentada a empresa em estudo, com suas
características e informação sobre seus produtos/serviços.
Quanto ao capitulo 5, este apresentará os resultados da
avaliação/pesquisa realizada na empresa alvo, bem como a análise das
informações para posterior conclusão do estudo a partir dos objetivos traçados.
Sendo assim, no capitulo 6, estão descritas as considerações finais, ou
seja, a conclusão do trabalho que consiste na apresentação do resultado final
obtido quando comparado ao objetivo inicialmente estabelecido.

13
CAPÍTULO 2 – REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Gestão Empresarial – Foco em Pequenas Empresas

2.1.1 Novas Concepções – O Papel das Organizações

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para


mudar o que somos, dito por Galeano, citado em SOUZA (2006, p1).
Levando em consideração a frase dita anteriormente e também a
afirmação de dita por SENGE, citado por SOUZA (2006), dizendo que “as
organizações doentias são formadas por pessoas com patologias individuais,
bem como, as empresas saudáveis são constituídas por indivíduos mais
amadurecidos e mais avançados em seus processos de autoconhecimento”,
pode-se dizer que, os maiores problemas empresarias, olhando por este
prisma, não estão relacionados com os processos técnicos, mas sim,
relacionados as pessoas.
Desta maneira, ainda seguindo o mesmo raciocínio de SOUZA (2006),
as empresas que gastam altíssimas quantias de dinheiro em restruturação do
parque fabril, novas tecnologias de processos, entre outros gastos
operacionais, não que isso não seja importante, mas acabam desviando a
atenção e não percebendo que os investimentos poderiam ser melhor
aproveitados quando aplicados nos colaboradores, neste contexto, investir em
programas que promovem o amadurecimento dos colaboradores, nos aspetos
profissionais e humanos, pode trazer um melhor rendimento no desempenho
das funções dos mesmos no ambiente de trabalho.
Isso é possível quando a empresa consegue enxergar que para alcançar
o sucesso esperado, as mesmas tem que funcionar como grandes parceiras de
seus colaboradores, para que ambos possam se ajudar, ou seja, funcionários
passam a contribuir para que a empresa conquiste seus objetivos quando
percebem na empresa um lugar onde eles podem acreditar que ali serão
apoiados para conquistar seus ideais mais nobres, tal pensamento faz
referencia a Elton Mayo, criador da Teoria das Relações Humanas, que citada,
por FERREIRA (2002), onde descreve que um dos pressupostos da referida

14
teoria está relacionada a Integração e Comportamento social dos
trabalhadores, que, resume-se no bem estar dos funcionários a partir do
equilíbrio entre o ambiente de trabalho e o ambiente social.
Como dito por SOUZA (2006, p2),”a empresa deve ser mais um espaço
para possibilitar o ser humano a transformar seu conjunto de potencialidades
em capacidades efetivas, desenvolvendo-se em varias esferas, tornando-se
mais integral e ajustado por meio de um saudável processo de
desenvolvimento pessoal”, tal explanação pode ser interligada com a Teoria
das Relações Humanas, proposta por Mayo, citado em FERREIRA (2002),
quando aborda a capacidade dos colaboradores no tocantes a desenvolver
suas potencialidades, o que só será conseguida a partir do bem estar do
colaborador em se tratando do ambiente social e profissional do mesmo.
Pode-se então concluir que, de acordo com a nova concepção
apresentada, o sucesso ou pelo menos parte dele, está ligado ao bem estar do
contingente de colaboradores no tocante as perspectivas futuras dos mesmos
ocasionando um aumento substancial no fator motivacional que culminará no
maior rendimento das suas atividades e consequentemente no alcance dos
objetivos traçados pela organização.

2.1.2 Sucesso Empresarial

Qual a diferença existente entre as empresas de sucesso e as que


fracassam?
A partir desta pergunta, SOUZA (2006, p6) defende que o ambiente de
trabalho familiar é chave para o sucesso, ou seja, um ambiente de trabalho
familiar o que não quer dizer paternalismo, desrespeito ou nepotismo, mas sim,
um ambiente de trabalho marcado pelo companheirismo, solidariedade,
trabalho em grupo, crescimento individual e coletivo.
O “personagem” que é a peça fundamental para promover este ambiente
de trabalho, ainda segundo o mesmo autor, é o líder, ou, exercer a liderança.
O Líder, como mencionado por SOUZA (2006, p6) “tem como função
orientar, contagiar pessoas de forma entusiasta, partilhar versões, resolver
conflitos e apresentar soluções criativas para assuntos delicados”, em outras

15
palavras, tal liderança na pratica consiste em estar próximo dos colaboradores
ouvindo suas sugestões e buscando resolver necessidades mais urgentes sem
se dar ao luxo de ficar trancado em uma local sem ter o contato direto com os
colaboradores e ainda celebrar grandes ou pequenas conquistas reacendendo
a motivação coletiva.
A partir desta linha de raciocínio, três pontos são destacados como
principais segundo SOUZA (2006):

Primeiro
Criar um ambiente de trabalho familiar onde se tenha solidariedade,
sinergia e respeito mútuo.
Segundo
Destaque para a liderança, onde os lideres existem para reconhecer o
bom trabalho de seus colaboradores, para estimular a equipe e gerar
motivação.
Terceiro
Celebrar vitórias, ou seja, celebrar vitórias coletivas e individuais
merecem destaque, pois são elas que fazem com os colaboradores sintam-se
valorizados.

Outro ponto de vista que pode ser abordado e destacado como


importante para o sucesso empresarial, como citado por FERREIRA (2002),
está ligado uma das técnicas enfatizadas na historia da evolução da
administração, que é a Administração por Objetivos, onde se refere, como um
de seus pressupostos básicos as mudanças ambientas que nada mais é do
que a referencia não apenas sobre as mudanças no mercado, mas também, as
mudanças no comportamento dos gestores e colaboradores em se tratando de
sua adequação rápidas as tais mudanças ocorridas.

2.1.3 Gestão Participativa

Segundo SOUZA (2006, p9) “Administrar de forma participativa é

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envolver o maior numero possível de indivíduos no processo decisório. Quando
isso acontece, a empresa colhe uma serie de benefícios”, que são:

Primeiro
O processo decisório torna-se, significativamente mais rico, pois
pessoas de áreas diferentes dentro da própria empresa refletem sobre um
problema ou evento analisando suas diferentes e múltiplas perspectivas.
Segundo
Quando as pessoas participam do processo decisório (por exemplo de
um planejamento de atividades), certamente elas estarão mais comprometidas
na hora da execução.
Terceiro
Quando os lideres solicitam e utilizam as opiniões dos colaboradores,
eles sentem-se mais uteis e valorizados, percebem suas habilidades mais bem
aproveitadas, e tudo isso tem um impacto decisivo em sua motivação.
Já para FERREIRA (2002), a gestão, ou administração, participativa, é
definida com um foco um pouco diferente, consistindo na criação de
oportunidades para que as pessoas influenciem decisões que as afetarão, em
outras palavras, busca da participação dos colaboradores em decisões pois
eles serão afetas por tais decisões, daí então a importância da participação.

2.1.4 Gestão de Conflitos

Conflitos são perfeitamente normais e sempre existirão, são situações


provenientes do ser humano e ocorrem devido ao simples fato de que pessoas
são diferentes, como diz SOUZA (2006).
Mas, como tratar tais conflitos, quem deve intervir nestes conflitos, como
dever ser feita esta intervenção, são questões, segundo o mesmo autor, que
devem ser analisar de forma individualizada lembrando que cada conflito foi
gerado por fatores muito particulares, que portanto devem ser tratados da
mesma forma. Um fator comum é que quem deve ser o mediador é o líder da
equipe, sendo assim, este líder deve se atentar para alguns pontos importantes

17
para obter um bom desempenho na mediação de conflitos, como diz SOUZA
(2006):

• Foco na solução do problema e não no culpado – Quando


o tempo é gasto para encontrar o culpado o problema continua
acontecendo, além de estar colocando colaboradores uns contra
os outros, sendo assim, tome ações de modo que ambas as
partes trabalhem para solucionar os problemas.
• Analise todo o evento de forma multifacetada – Jamais um
conflito deve ser resolvido ouvindo apenas uma das partes
envolvidas, pois com isso pode-se cometer uma injustiça, e
também, ao ouvir todas as partes a solução dos problemas ficará
mais fácil.
• Além de escutar deve-se olhar nos olhos dos
colaboradores que estão falando – Ao tomar esta atitude é
possível identificar possíveis contradições ou inconsistências nas
declarações.
• Procurar seu ágil na solução dos problemas – Quando há
uma demora na resolução dos conflitos pode-se gerar desafetos
que atrapalharão o desempenho do colaborador no
desenvolvimento de suas funções.
• Não assumir uma postura acusativa ao concluir algo sobre
um desentendimento – Não dizer algo nem se expressar de forma
que venha a causar constrangimento ao colaborador.
• Cuidado com o estereótipo – O preconceito pode dificultar
a percepção do individua realmente culpado pelo conflito.
• Ao tentar resolver algum conflito deve-se manter a calma –
Tentar se expressar de maneira calma para possibilitar o correto
entendimento do que esta sendo proposto.
• Visão além do conflito – Perceber além do conflito existente
no momento há existência de histórico que possa influenciar no
momento da decisão.
• Ouça soluções – Uma das possibilidades de sanar alguns

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conflitos é questionar as partes de modo que as mesmas deem
soluções para o desentendimento.

Estas são algumas observações apontadas que podem vir a ajudar a


solucionar/resolver algum conflito, lembrando que, como mencionado por
Souza (2006), os conflitos são casos particulares, ou seja, cada um deve ser
tratado individualmente e com suas particularidades.

2.1.5 Gestão na Pequena Empresa

Em se tratando especificamente de pequenas empresas, que está


relacionada ao foco deste trabalho, para LONGENECKER, MOORE e PETTY
(1997), conceituar empresas como grandes ou pequenas a partir de um padrão
de tamanho é algo que pode distorcer a realidade caso comparado de forma
equivocada, ou seja, empresa podem ser classificadas como grandes quando
comparadas com empresas menores, mas como pequenas quando
comparadas com empresas maiores.
Com relação a gestão, segundo o mesmo autor, todas as empresas,
sejam grandes ou pequenas, exigem um processo gerencial bem definido para
dirigir e coordenar de forma correta suas atividades, atividades estas que, bem
executadas, definem a melhoria da produtividade e lucratividade da empresa,
seja ela grande ou pequena.

2.1.6 Participação da Pequena Empresa na Economia

Como mencionado por LONGENECKER, MOORE e PETTY (1997), as


pequenas empresas correspondem a uma fatia considerável na economia,
levando em consideração que produzem uma parte substancial do total de
bens e serviços. Assim, sua contribuição a economia é similar àquela das
grandes empresas.

19
Entretanto, as pequenas empresas, possuem algumas qualidades que
as tornam mais do que aparentam ser.
Tais qualidades como mencionadas por LONGENECKER, MOORE e
PETTY (1997) estão relacionadas a seguir e referem-se “ao fornecimentos de
novos empregos, introduzem inovações, estimulam a competição, auxiliam as
grandes empresas e produzem bens e serviços com eficiência”.

20
Fornecimento de Novos Empregos

A importância da pequena empresa se dá a partir da comparação entre a


geração de empregos nelas e a geração de empresa nas grandes empresas,
ou seja, enquanto há numero cada vez maior de pequenas empresa, que por
consequência um aumento na geração de empresa, há um numero cada vez
menor de funcionários trabalhando em grandes empresa, isso se dá por
estarem, as grandes empresas, reduzindo cada vez mais o numero de
funcionários em decorrências de novos mecanismos automatizados de
produção fazendo com que não haja a necessidade se ter uma funcionário
desenvolvendo tal atividade, como mencionado por LONGENECKER, MOORE
e PETTY (1997) dizendo que de 1980 a 1986 as empresa com menos de 20
funcionários respondiam mais pelo crescimento total de empregados do que
aquelas de 500 ou mais funcionários.

Introduzindo Inovação

LONGENECKER, MOORE e PETTY (1997), apresentam uma relação


alguns dos produtos inventados por pequenas empresas no século XX.
• Fotocópias;
• Insulina;
• Aspirador de pó;
• Penicilina;
• Colhedora de Algodão;
• Zíper;
• Transmissão automática;
• Motor a jato;
• Helicóptero;
• Direção eletrônica;
• Filme colorido;
• Caneta esferográfica;

É fato que os departamentos de pesquisas de grandes empresas, em

21
sua maior parte, focam seus esforços na melhoria de produtos já existentes,
enquanto que pequenas empresas surgem com inovações e produtos que não
são melhorias de produtos já existentes, mas sim, surgem com novos produtos
que vem surtir em avanços tecnológicos nas grandes empresas, neste contexto
pode-se perceber a importância das pequenas empresa na inovação em
termos de produtos no mercado.

Estimulando a Competição Econômica

Uma vez que estão se formando grandes conglomerados de empresas a


econômica esta ficando na “mão” de poucas grandes organizações que vem a
ser prejudicial ao consumidor final ficando a mercê destas grandes empresas.
Empresas estas que detém o capital e domínio do mercado podem contudo
estipular os preços da maneira que queiram sem haver concorrência.
Neste contexto surgem as pequenas empresas como meio de equilíbrio
da economia e promovendo a competição entre os produtos, forçando as
grandes empresas a produzir um produto com maior qualidade a um preço
condizente com o mercado. LONGENECKER, MOORE e PETTY (1997).

Auxiliando as Grandes Empresas

Ainda sobre a visão de LONGENECKER, MOORE e PETTY (1997),


devido ao excesso de atividade nas grandes empresas, estas estão
sobrecarregadas que, para continuarem produzindo seu produto com a mesma
qualidade e eficiência estão atribuindo a pequenas empresa algumas de suas
atividades, que são as terceirizações.
Com isso as grandes empresas estão conseguindo uma maior qualidade
em seus produtos, por se dedicarem exclusivamente a sua atividade principal e
também uma maior qualidade nos serviços terceirizados, uma vez que, tais
serviços estão sendo desenvolvidos por empresas especializadas.

Produzindo Bens e Serviços Eficientemente

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A importância das grandes e pequenas empresas está bem definida
quando se trata de bens e serviços, podendo ser visto no exemplo de uma
montadora de automóveis, como citado por LONGENECKER, MOORE e
PETTY (1997), onde as grandes empresas detém de todo o conhecimento para
a fabricação de automóveis com qualidade, mas são as pequenas empresa
que detém a habilidade em concerta-los, ou seja, há uma diferença em suas
atividades, mas que uma empresa não sobrevive sem a outra.

2.2 Administração Financeira

2.2.1 O que é Finanças?

Segundo GITMAN (2002, p4) pode definir Finanças como sendo a arte e
a ciência de administrar fundos, ou seja, corresponde a administrar receitas,
fazer investimentos, controlar gastos.
Já para GROPPELLI e NIKBAKHT (1998) Finanças corresponde a
aplicação de uma serie de princípios econômicos para maximizar a riqueza ou
valor total de um negocio, em outras palavras, maximizar a riqueza significa
obter o maior lucro possível ao menor risco.
Sendo assim, sintetizando os conceitos apresentados pelos autores,
pode entender que Finanças corresponde a administração dos recursos
financeiros disponíveis, bem como sua captação ao menor custo, de forma a se
obter o melhor aproveitamento que por consequência ocorrerá a maximização
dos lucros.

2.2.2 O que é Administração Financeira?

Como definido por WERNKE (2008, p 4) a Administração Financeira


pode ser considerada como um conjunto de métodos e técnicas utilizadas para
gerenciar os recursos financeiros da empresa objetivando a maximização do
retorno do capital investido, em outras palavras, são ferramentas que
possibilitam o monitoramento e avaliação da empresa quanto a aplicação e o

23
retorno dos recursos financeiros (dinheiro) investidos

2.2.3 Função da Administração Financeira

Como descrito por GITMAN (2002, p10) a Administração Financeira


relaciona-se estreitamente com Economia e Contabilidade, mas difere-se
bastante destas áreas uma vez que, a maioria das decisões empresariais são
medidas em termos financeiros, ou seja, o administrador financeiro tem
necessidade de se relacionar com todas as áreas da empresa.
É possível visualizar a ligação das outras áreas da empresa sempre que
há a necessidade de contratação e treinamento de funcionários, o RH
(Recursos Humanos) precisar da aprovação do financeiro para a liberação de
recursos, a Produção necessita de novos equipamentos que para isso precisa
da aprovação do financeiro, e o mesmo processo ocorre para as outras áreas
também.
GITMAN (2002, p10) destaca ainda, a ligação da área financeira com a
Contabilidade e Economia, como dito anteriormente, sendo assim:

Finanças / Economia
A ligação entre a área financeira e a economia está em avaliar, no
cenário econômico atual, a possibilidade de investimentos, demanda de
produtos, avaliação de preços com base no mercado, entre outros. Um dos
princípios econômicos básicos utilizado pelo administrador financeiro é o
chamado “Análise Marginal”, trata sobre benefícios adicionais e custos
adicionais, onde as ações financeiras devem ser concretizadas somente
quando os benefícios adicionais superam o custos adicionais, como
demonstrado a seguir na Tabela 1.

24
Tabela 1 - Análise Marginal

Exemplo - Compra de um computador

Beneficios com o novo computador R$ 1.000,00


( - ) Beneficios com o computador antigo -R$ 350,00
1 - ( = ) Beneficios marginais adicionais R$ 650,00

Custo do novo Computador R$ 800,00


( - ) Receita obtida com a venda do computador
antigo -R$ 280,00
2 - ( = ) Custos marginais adicionais R$ 520,00

( = ) Benefício Liquido ( 1 - 2 ) R$ 130,00


Fonte: GITMAN (2002, p11)

Finanças / Contabilidade

As atividades entre estas áreas são distintas, mas estão relacionadas


entre si por se tratar da organização e movimentação de recursos, ou seja, a
Contabilidade está relacionada com o faturamento das vendas realizadas pela
empresa como também com o registro dos produtos/insumos comprados pela
mesma para serem utilizados na produção, já o Financeiro está relacionado
diretamente com a movimentação destes recursos, ou seja, com a entrada e
saídas destes recursos. Neste contexto é necessário enfatizar duas diferenças
básicas entre Finanças e Contabilidade, o Fluxo de Caixa e a Tomada de
Decisão.

25
Fluxo de Caixa

O Fluxo de Caixa é uma ferramenta fundamental para o administrador


financeiro por expor todas as movimentações de recursos financeiros na
empresa possibilitando a percepção da liquidez da empresa com mais clareza.
Uma vez que o Fluxo de Caixa é uma ferramenta utilizada pela área
financeira, as informações contidas nele originam-se da Contabilidade, que
correspondem as informações de vendas e compras, ou seja, os recebimentos
e os pagamentos, daí então, a importância do Fluxo de Caixa para a área
Financeira e Contabilidade.

Tomada de Decisão

Sabendo que a Contabilidade preocupa-se com a coleta e apresentação


dos dados financeiros, como mencionado anteriormente, e apresenta-os ao
administrador financeiro, o mesmo fica responsável pela tomada de decisões
quanto a utilização dos recursos de forma que gerem o maior retorno possível,
ou seja, o administrado financeiro utiliza-se das informações contidas nas
demonstrações financeiras apresentadas pela Contabilidade, para avaliar as
disponibilidades e decidir sobre a correta aplicação dos recursos.

2.2.4 Atuação do Administrador Financeiro

As atividades principais do administrador financeiro está relacionada as


demonstrações financeiras básicas, como mencionado por GITMAN (2002,
p4), que são:

• Realizar análises e Planejamento Financeiro.


• Tomar decisões de investimento.
• Tomar decisões de financiamento.

26
Na Tabela 2, a seguir, pode-se visualizar com mais facilidade as
informações utilizadas pelo administrador financeiro dentro uma demonstração
financeira, no caso um Balanço Patrimonial.

27
Tabela 2 - Atividades Financeiras

Análise e Planejamento Financeiro

Balanço Patrimonial
Ativos Passivos
Decisões de Circulantes Circulantes
Investimento Ativos Recursos
Permanentes Permanantes
(Patrimonio Líquido)

Fonte: GITMAN (2002, p14)

Análise e Planejamento

A análise e Planejamento Financeiro diz respeito a:

• Transformação dos dados financeiros de forma que


possam ser utilizados para monitorar a situação financeira da
empresa, ou seja, consiste na adequada concentração de
informações financeira de modo que possibilite obter uma visão
previa da movimentação de recursos na empresa.
• Avaliação da necessidade de se aumentar (ou reduzir) a
capacidade produtiva, em outras palavras, compreende na
percepção, através das informações disponíveis, identificar
demanda e capacidade produtiva, onde dependendo da demanda
há a necessidade de investimentos em maquinas e
equipamentos, aumentando a capacidade produtiva ou então, a
identificação da necessidade de diminuição da capacidade
produtiva devido a queda de demanda, por exemplo.

28
• Determinação de aumentos (ou reduções) dos
financiamentos requeridos, ou seja, em caso de aumento de
capacidade produtiva caberá uma analise de mercado quanto a
oferta de credito para identificar a melhor opção para captar
recursos e realizar os investimentos, ou então, o cancelamentos
de investimentos programados devido a um situação atual que
não seja necessário tal investimento.

Decisões de Investimento

Estas decisões estão relacionadas com o nível de ativo circulante e ativo


permanente existente na empresa, onde cada uma destas informações serão
analisadas em conjunto de modo que o aumento ou a diminuição de qualquer
um destes itens não venham prejudicar a empresa.
Em outras palavras, ao tomar a decisão de realizar certo investimento,
pode gerar um reflexo positivo, com a melhoria na produtividade quanto a
qualidade e volume produzido, como num investimento em maquinários de
ponta por exemplo, ou também gerar um reflexo negativo ao fazer um
investimento em algo desnecessário descapitalizando a empresa e não
obtendo um aumento na produtividade.

Decisões de Financiamento

Quanto as decisões de financiamento, as mesmas devem ser analisadas


ponderando a combinação apropriada do financiamento de curto e longo prazo,
ou seja, quando na decisão de financiamento de curto ou longo prazo, se faz
necessária uma análise da liquidez da empresa de curto e longo prazo, que
nada mais é do que a verificação das dividas existentes da empresa que
vencerão a curto e longo prazo.

29
2.2.5 Planejamento Financeiro

NETO (2008) define Planejamento Financeiro é o qual procura analisar


as necessidades de expansão da empresa e identificar eventuais desajustes
futuros, já para GROPPELLI e NIKBAKHT (1998) diz que é o processo de
estimar a quantia necessária de financiamento para continuar as operações de
uma companhia e de decidir quando e como a necessidade fundos seria
financiada.
Neste contexto, diante de uma definição sucinta e outra pouco mais
abrangente pode-se concluir que o Planejamento Financeiro para ambos os
autores, mencionados anteriormente, corresponde as mecanismo de projeção,
monitoramento e controle dos recursos financeiros a ser utilizado, dentre varias
formas, para a tomada de decisões sobre investimentos ou politica de gastos
de uma empresa.
Sendo assim, é notável a importância do mesmo uma vez que, um
planejamento inadequado poderá gerar uma insuficiência de fundos (falta de
dinheiro) o que resultaria, em paralisação do programa de investimentos, falta
de liquidez quanto ao pagamento dos compromissos assumidos, entre outros.

2.2.6 Gestão Financeira - Análise de desempenho e ferramentas


utilizadas

WERNKE (2008) afirma ser imprescindível que os gestores financeiros


conheçam e saibam avaliar as demonstrações financeiras, pois seu trabalho,
sendo a gestão de investimentos e recursos financeiros, depende diretamente
das informações ali demonstradas, no entanto, se faz necessária a abordagem
de conceitos de contabilidade, pois as demonstrações financeiras são
originadas a partir das informações da mesma, por este motivo são chamadas
de demonstrações contábeis.

Conceitos e Objetivos

Com base nos dados apresentados nas Demonstrações Contábeis o


30
gestor financeiro conhece o desempenho da empresa quanto aos seguintes
aspectos:

• Potencial de geração de lucros


• Retorno propiciado pelo capital investido
• Produtividade pelo capital investido
• Necessidade de correção de rumos ou manutenção das políticas
empresariais
• Capacidade Financeira para honrar dívidas (próprias ou de clientes)
• Estratégias ou políticas operacionais adotadas
• Tendência do desempenho nos últimos meses ou anos
• Entre outros

Finalidade

Dentre as varias finalidades, a seguir, estão relacionadas as mais


importantes segundo WEWNKE (2008).

• Avaliação da própria empresa – conhecer a evolução da empresa em


termos de histórico de resultados;
• Avaliação de clientes – identificar a capacidade de pagar as dívidas
através do grau de endividamento;
• Avaliação de concorrentes – Estudar políticas e estratégias que a
concorrência adotou e verificar possíveis pontos fracos;
• Avaliação de fornecedores estratégicos – monitorar indicadores que
possam evidenciar problemas de continuidade das operações de
fornecedores estratégicos.
• Avaliação das empresas integrantes de um setor – comparar os
resultados alcançados por empresas do mesmo setor em diversos
indicadores de desempenho.
• Avaliação para fins de fiscalização governamental – com base nas
vendas, despesas, custos e resultados alcançados pelos integrantes
de um setor econômico.

31
Principais Demonstrações Financeiras

As demonstrações financeiras “Balanço Patrimonial (BP)” e


“Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)” são consideradas as mais
importantes por reproduzirem o grau de liquidez, o grau de endividamento, o
lucro, entre outras informações, que são consideradas as mais importantes
para a correta avaliação de uma empresa. Portanto, alguns conceitos e
terminologias básicas devem ser abordados.

Terminologias básicas
Gastos - São ocorrências de grande abrangência e generalização, ou
seja, pode-se dizer que são todos os fatos ocorridos dentro de uma empresa
que venham gerar uma eventual saída de recursos financeiros. (PADOVEZE
2004. p 311).
Investimentos - São os gastos efetuados em ativos, ou seja, gastos
referente à compra de bens que serão utilizados nas tarefas diárias na
empresa ou outros gastos que resultarão em lucro futuro para a empresa.
(PADOVEZE 2004. p 311).
Custos - São os gastos necessários para fabricar os produtos da
empresa, em outras palavras, são gastos relacionados direta ou indiretamente
ao processo de fabricação do produto ou prestação do serviço. Também
podendo ser definido como sendo a soma dos valores dos bens e serviços
consumidos e aplicados na obtenção de um novo bem ou serviço, ou também
ainda, definido como os gastos e/ou sacrifícios econômicos relacionados com a
transformação de ativos. (SALDINI 2003. p 144) e (CREPALDI 2002. p 17)
Despesas - São os gastos necessários para vender e enviar os
produtos, de modo geral ligados a área administrativa e comercial, em outras
palavras, são gastos necessários para que a empresa desenvolva sua rotina
diária de atividades, atividades estas que não estão ligadas ao processo de
fabricação do produto ou serviço prestado (PADOVEZE 2004. p 311) e
(CREPALDI 2002. p 17)
32
Pagamentos - São os atos financeiros de pagar dívidas contraídas
através da contratação de um serviço ou compra de um bem, ou seja, a
execução financeira dos gastos e investimentos da empresa. (PADOVEZE
2004. p 312).
Perdas - São fatos ocorridos fora da normalidade que diminuirão o valor
do patrimônio da empresa, ou seja, fatos excepcionais que implicarão em
“prejuízo”, ou perda de capital para a empresa como eventos econômicos e
deterioração do ativo fora da normalidade. (PADOVEZE 2004. p 312)
Prejuízos - É o resultado da diferença negativa entre receitas e
despesas, ou seja, em uma ocasião onde a receita de uma empresa em um
determinado período foi inferior ao montante das despesas naquele mesmo
período. (PADOVEZE 2004. p 312)
Diferença entre Despesa e Custo - Basicamente são considerados
custos todos os gastos ligados diretamente ou indiretamente ao setor ou
processo produtivo, e são consideradas despesas todos os gastos que não se
enquadram na classificação de custos, ou seja, os gastos que não estão
ligados ao setor ou processo produtivo, geralmente gastos incorridos na
produção e transportes. MARION (1998. p 76).

Balanço Patrimonial - BP
Segundo MARION (1998), antes de apresentar o Balanço Patrimonial, é
necessária a abordagem do alguns conceitos que estão inseridos nele, como:

Patrimônio - O termo patrimônio está relacionado a tudo que é de


propriedade da empresa, ou seja, seus BENS, DIREITOS e OBRIGAÇÕES.
Bens - Entende-se por bens, algo útil capaz de satisfazer as
necessidades das pessoas e das empresas, em Contabilidade tudo que esta
em nome da empresa é denominado bens, onde podem ser classificados em
bens Tangíveis e Intangíveis, sendo, os bens Tangíveis subdivididos em Móveis
e Imóveis.
• Tangíveis – Bens palpáveis
 Moveis – Veículos/Maquinam/Equipamentos/Etc.
 Imóveis – Bens que não se locomovem.
(Terrenos/Casas/Edificações/Etc)
33
• Intangíveis – Bens não palpáveis. (Marcas/Patentes/Etc)

Direitos - Corresponde ao direito de propriedade ou direito a receber de


terceiros, ou seja, o direito de se exigir algo de alguém ou alguma empresa.
Ex.
Direito a Receber – Direito de se exigir algo de terceiros (Duplic. a
Receber/Etc)
Direito de Propriedade – Ser proprietário de algum bem.
(Veículos/Maquinas/Etc.)

Obrigações - São compromissos assumidos através da compra de algo


ou através da contratação de algum serviço, em outras palavras, são dividas
assumidas, que em Contabilidade pode ser chamada de exigível subdividindo-
se em:
• Exigível a Curto Prazo ( Passivo Circulante )
• Exigível a Longo Prazo (Passivo não Circulante )

Patrimônio Líquido

Patrimônio Líquido (=) Bens (+) Direitos (-) Obrigações

A riqueza de uma empresa não se mede apenas pelo valor de seu


patrimônio, mas sim pelo patrimônio restante após o pagamento de todas as
obrigações, ou seja, considerando os conceitos de BENS, DIREITOS E
OBRIGAÇÕES, abordados anteriormente, o montante restante após somar os
BENS e DIREITOS e subtrair as OBRIGAÇÕES é chamado de Patrimônio
Líquido. Como por exemplo:
Uma empresa tem um patrimônio (BENS + DIREITOS) avaliado em
100.000 reais e suas dividas (OBRIGAÇÕES) somam um total de 90.000 reais,
nestas condições pode-se dizer que a mesma tem um Patrimônio Liquido
Positivo de 10.000 reais.

34
Tabela 3 - Exemplo: Balanço Patrimonial

BALANÇO PATRIMONIAL - EMPRESA X


ATIVO PASSIVO
AC PC
Caixa R$ 1.000,00 Fornecedores
Bancos R$ 1.000,00 Duplicatas a Pagar
Duplicatas a Receber R$ 1.000,00 Salários
Estoque R$ 1.000,00 Encargos
Empréstimo R$ 1.000,00 Empréstimos
Investimentos R$ 1.000,00 Financiamentos
Impostos a Restituir R$ 1.000,00 Impostos a Recolher
Sub Total – 1 R$ 7.000,00 Sub Total - 4
RLP ELP
Duplicatas a Receber – LP R$ 1.000,00 Duplicatas a Pagar - LP
Empréstimos – LP R$ 1.000,00 Empréstimos - LP
Impostos a Restituir – LP R$ 1.000,00 Financiamentos - LP
Impostos a Pagar - LP
Sub Total – 2 R$ 3.000,00 Sub Total - 5
AP PL
Investimentos
Prédios para Aluguel R$ 1.000,00 Capital Social
Imobilizado Lucros / Prejuízos
Veículos R$ 1.000,00 Reserva de Lucro
Máq / Equip R$ 1.000,00
Diferido
Gastos Pré Operacionais R$ 1.000,00

35
Sub Total – 3 R$ 4.000,00 Sub Total - 6
TOTAL PASSIVO
TOTAL ATIVO (1+2+3) R$ 14.000,00
(4+5+6)
Fonte: RIBEIRO (2010, p 402)

Demonstração do Resultado do Exercício - DRE


A DRE é uma demonstração especifica para apuração do resultado de
uma empresa (lucro) em determinado período, ou seja, contém inúmeras
informações, que serão comentadas a seguir, que a partir delas é
calculado/apurado o lucro ou o prejuízo obtido como explica MARION (1998).
Ainda segundo o mesmo autor, a DRE é uma demonstração
apresentada de forma dedutiva, sendo um resumo ordenado das receitas e
despesas, onde são deduzidas as despesas do total de receita obtendo um
resultado, que, quando positivo corresponde ao lucro, quando negativo
corresponde ao prejuízo aferido, como pode ser visto através do exemplo a
seguir.

36
Tabela 4 - Exemplo de DRE – Demonstração de Resultado do
Exercício

Receita Bruta
(-) Deduções
Impostos Sobre Vendas
(IPI - ICMS - ISS - Outros)
Devoluções
(=) Receita Liquida
(-) Custo das Vendas
(CPV - CMV - CSP)
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais
Vendas
Administrativas
Financeiras
(=) Lucro Operacional
(-) Despesas não Operacionais
(+) Receitas não Operacionais
(=) Lucro antes do I.R.
(-) Imposto de Renda
(-) Contribuição Social sobre
(=) Lucro depois do I.R.
(-) Doações
(-) Participações
(=) Lucro Líquido

Fonte: RIBEIRO (2010, p 406)

• Receita Bruta – Total vendido no período que está sendo avaliado.


• Deduções – Impostos incididos sobre o montante da Nota Fiscal, e
37
devoluções de mercadorias ocorridas.
• Receita Liquida – Subtotal, onde compreende a subtração das
deduções do valor da receita bruta.
• Custos da vendas – Custos relacionados a fabricação do produto,
prestação do serviço ou custos provenientes da comercialização de
mercadorias.
• Lucro Bruto - Subtotal, onde compreende a subtração dos Custos
das Vendas do valor da receita liquida.
• Despesas Operacionais – Gastos necessários a manutenção das
atividades administrativas, que podem ser divididos em Despesas
Operacionais Administrativas, Financeiras e Comerciais/Vendas.
• Lucro Operacional - Subtotal, onde compreende a subtração das
Despesas Operacionais do valor do lucro bruto.
• Despesas e Receitas não Operacionais – São receitas e despesas
que tem suas origens em atividades que não correspondem as
atividades principais da empresa, ou seja, atividades secundárias
que a empresa mantém e que são necessárias para aumentar o
resultado da empresa.
• Lucro antes do Imposto de Renda - Subtotal, onde compreende a
adição e subtração das Receitas e Despesas, respectivamente do
valor do lucro operacional.
• Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL) – Corresponde aos impostos cobrados sobre o montante
apurado de lucro pela empresa.
• Lucro após do Imposto de Renda - Subtotal, onde compreende a
subtração dos impostos IR e CSLL do valor do “Lucro antes do
Imposto de Renda”.
• Doações e Participações – Corresponde ao valor doado a instituições
diversas (ONG’s, Hospitais, entre outras) e participações nos
resultados da empresa, valor pago aos funcionários e gestores.
• Lucro Líquido – Saldo final da demonstração financeira que
representa o lucro ou o prejuízo apurado em determinado período.

38
a) Indicadores de Desempenho

Os indicadores são tecnicas utilizadas para evidenciar resultados ou


situações que as empresas estão apresentando, em outras palavras, são
informações utilizadas para quantificar através de percentuais e índices,
situações de projeções futuras, avaliação de resultados ou até grau de
participação de terceiros na empresa, como mencionado por WERNKE (2008),
que detalha, a seguir, tais indices e indicadores.

Análise Vertical
A técnica conhecida como “Análise Vertical” (AV) propicia informações a
respeito da estrutura das demonstrações contábeis examinadas, tendo como
objetivo demonstrar a participação, em percentual, de cada conta contabil (ou
grupo de contas contábeis) do BP e da DRE em relação ao total que integra, no
proprio periodo (mês ou ano) investigado”, em outras palavras a AV demonstra
em forma de valores percentuais a relação entre um item especifico do BP ou
da DRE em relação ao total apresentado no relatório.

Análise Horizontal
Ao analisar uma demonstração contábil usando a técnica da “Análise
Horizontal”, efetua-se um comparativo entre o valor (em $) de uma conta
contábil (ou grupo de contas contábeis) num determinado periodo em relação
ao valor (em $) desse mesmo elemento nos demais periodo enfocados. Com
isso, evidencia-se a evolução percentual (%) dos valores (em $) desses fatores
entre os meses ou anos analisados.
Em outras palavras, este tipo de análise avalia e compara a
evolução histórica de determinado periodo, ou seja, avalia as informações
existentes comparando os meses, ou anos, dependendo da necessidade.

Endividamento
Chamados de quocientes de endividamento indicam a participação das
fontes de financiamento nos investimentos feitos pela empresa, ou seja, qual a
estrutura das origens de recursos aplicadas no ativo. Neste contexto,
demonstram qual o grau de participação de capital de terceiros dentro da
39
empresa.

Solvência
Os indicadores de solvência expressam a capacidade que uma empresa
possui para solver (saldar ou liquidar) dividas num determinado periodo, ou
seja, são indices que representam de diversas formas a capacidade que uma
empresa tem de pagar suas dividas sejam elas de curto ou longo prazo e
também dívidas imediatas. Para isso existem três indices que são: Liquidez
Seca, Liquidez Corrente e Liquidez Geral

Imobilizações
Para avaliar o grau de imobilização de uma empresa, o gestor financeiro
deverá saber o volume de recursos investidos no Ativo Permanente, ou seja, o
valor total investido em ativos permanente é que será utilizado para calcular o
quanto esta empresa está imobilizada.
Para isso, há dois indices e/ou quocientes que indicarão o grau de
imobilização da empresa, o quociente de imobilização do capital próprio e o
quociente de imobilização do ativo total.

• Imobilização do Capital Próprio – O quociente de imobilização do


capital próprio tem o objetivo de evidenciar quanto, dos recursos
provenientes do PL (Patrimonio Liquido), foi aplicado no Ativo
Permanente da empresa, sendo assim, é veridica a afirmação de
que, quanto menor for a aplicação dos recursos obtidos dos sócios
em Ativos Permanente, a situação financeira da empresa será mais
favorável.
• Imobilização do Ativo Total – O quociente de imobilização total
demonstra a participação percentual do Ativo Permanente no total de
ativos mantidos pela empresa no periodo em avaliação.

Lucratividade
Os indicadores de lucratividade servem para que o gestor financeiro
avalie o desempenho empresarial relativamente ao potencial de geração de
lucros, em outras palavras, servem para mensurar, em forma percentual, o
40
resultado que a emspresa esta conseguindo gerara partir do desenvolvimento
de suas aividades e utilização de seus ativos. Para isso, há três indices que
são tulizados para a avaliação da lucratividade, que são:

• Taxa de lucratividade operacional bruta – Revela a margem de lucro


que uma empresa consegue apenas com o envolvimento dos fatores
diretamente relacionados com a fabricação dos produtos, ou seja,
demonstra a margem de lucro existente considerando apenas os
gastos incorridos no processod e fabricação dos produtos, que
correspondem aos custos.
• Taxa de lucratividade operacional liquida – Expressa a margem de
lucro conseguida após a dedução dos custos e despesas
operacionais, ou seja, demonstra a margem de lucro existente
considerando todos os gastos incorridos, o que inclui os custos
(gastos incorridos no processo de fabricação dos produtos) e as
despesas (gastos incorridos e necessários a operacionalização da
empresa e que não estão ligados ao processo de fabricação dos
produtos)
• Taxa de lucratividade final – Avalia a eficiência da empresa
relativamente ao desempenho economico do periodo, ou seja,
corresponde ao resultado obtido após considerar as despesas,
custos e outros gastos como os impostos incorridos sobre o lucro da
empresa.

Rentabilidade
Em se tratando da rentabilidade da empresa, este quociente vem
demonstrar o retorno proporcionado pelos investimentos realizados na
empresa, ou seja, demonstra, em forma percentual, o grau de “produtividade”
da empresa. Neste contexto, avaliando o resultado obtido dos investimentos
realizados na empresa, existe um quociente que demonstra exatamente este
percentual, que é o quociente de rentabilidade do patrimonio liquido.

Rentabilidade do patrimônio líquido


Este indicador evidencia o retorno do capital proprio aplicado na
41
empresa, ou seja, uma vez que o capital próprio corresponde aos recursos
(dinheiro) investidos por acionista, vem demontras o resultado do investimento
realizado. O que possibilita a avaliação, por parte dos acionsitas, se o valor
investido está egrando o resultado esperado ou não.

b) Administração de Capital de Giro

Conceitos Básicos
Segundo SANVICENTE (2008), diante das formas de aplicar os recursos
da empresa, parte deles, são aplicados em Ativos Correntes, também
chamados de Ativos Circulantes ou Capital de Giro.
Em geral esses ativos compreendem os saldos mantidos por uma
empresa nas contas contábeis Disponibilidades, Investimentos Temporários,
Contas a Receber e Estoques, ou seja, ativos que a empresa tem disponível de
imediato para comercialização, ativos que estão em forma de recursos
financeiros disponíveis e ativos que pode ser transformado em recursos
financeiros de uma forma rápida.
Tais ativos que não propriamente o dinheiro da empresa, são chamados
ativos correntes, como afirma SANVICENTE, que complementa dizendo que
para tais ativos se transformarem em dinheiro (disponibilidades) para empresa
necessitam da realização de algumas operações, chamadas pelo autor de ciclo
de operações, como é demonstrado na Figura 1, a seguir.

Figura 1 – Ciclo de Caixa

42
Fonte: SANVICENTE (2008. p121)

Princípios básicos da administração de capital de giro


Como diz SANVICENTE (2008), a administração das aplicações em
ativos correntes envolve a tomada de decisões, onde, tais decisões referem-se
a alguns pontos distintos que devem ser abordados.

• A primeira diz respeito a problemas de liquidez dos ativos correntes


da empresa, o que está relacionado a composição dos prazos de
vencimento das dividas e as vendas a prazo realizadas.
• A segunda dimensão deste problema é o “conflito” entre liquidez e
rentabilidade, ou seja, os investimentos em ativos correntes
representam um investimento indispensável para a empresa o que
pode influenciar decisivamente na liquidez da empresa, ou seja, na
capacidade de honrar seus compromissos principalmente os
vencíveis a curo prazo devido as excesso e investimento em ativo
corrente.

Administração de Contas a Receber


Segundo WERNKE (2008) sob a expressão “contas a receber” são
agrupados todos os valores que a empresa tenha direito de cobrar de seus

43
clientes ou de terceiros que podem ser provenientes de algumas operações
como:
• Venda a prazo de mercadorias, de produtos ou de prestação de
serviços;
• Venda condicionada (ou por consignação);
• Comercialização de ativos como terrenos, máquinas, veículos,
prédios, etc. Coma concessão de prazo de pagamento para os
compradores;
• Outras formas de negociação sem recebimento a vista do valor
contratado.

Ainda segundo o mesmo autor com a finalidade de construir um


planejamento financeiro é recomendável considerar, em determinadas
situações, vendas projetadas, a fim de identificar períodos em que poderão
ocorrer saldos positivos ou não no caixa no futuro.
Por outro lado a gestão financeira no tocante ao “Contas a Receber”
também envolve medidas relacionada ao controle da atividade de recebimento
das dividas junto aos clientes, bem como, operacionalização de política de
concessão de crédito capazes de minimizar as ocorrências de pagamentos
com atraso, calotes, inadimplências, etc.
Quanto aos controles internos relacionados a esta área é muito
especifico por estar relacionado ao segmento da empresa, ao mercado, ao
porte, a forma de organização, mas é possível identificar alguns pontos que
são normalmente adotados pelas organizações, segundo WERNKE (2008).

• Definição da tabela de preço – Lista de preços padronizada conforme


a região de vendas, descontos por quantidade comprada e em
função do prazo de pagamento, pagamento e frete, etc.
• Recebimento e registro dos pedidos de clientes – Padronização dos
impressos, codificação dos produtos e modalidades de venda, forma
de recebimento do pedido, conferencia de valores e quantidades,
entre outras tarefas.
• Política de concessão de credito – Critérios de aceitação de pedidos

44
de crédito, fixação de limites de crédito, verificação da capacidade de
pagamento do cliente, conferência dos dados cadastrais, consultas e
entidades de proteção ao credito, etc.
• Emissão de documentos para despacho dos produtos – Envolvendo
a impressão de notas fiscais, conhecimentos de embarque,
atualização dos saldos de pedidos, etc.
• Cobrança das contas a receber – Tipo de cobrança (boletos
bancários ou cheques, deposito em conta corrente, etc.), transmissão
eletrônica dos dados no caso de cobrança bancária, relatórios de
clientes em atraso, agencias de cobrança, medidas judiciais, etc.).
• Relatórios de desempenho – Elaboração e analise de relatórios que
demonstrem a evolução de carteira de títulos a receber.

Um dos pontos principais na política de concessão de crédito, como


afirmado por WERNKE (2008), é a rigidez em que é administrado os créditos
atribuídos aos clientes, ou seja, dependendo da rigidez na política de
concessão de crédito as vendas serão afetar beneficamente ou não, como
comentado pelo autor em duas situações opostas demonstradas a seguir:

• Critérios mais rígidos – Redução das vendas a prazo – Possibilidade


de menor lucro, mas reduzem-se as chances de despesas com
devedores duvidosos (ou com créditos de liquidação duvidosa);
• Critérios menos rígidos – Aumento das vendas a prazo –
possibilidade de maior lucro, mas aumentam as chances de
despesas com devedores duvidosos.

Administração de Contas a Pagar


Segundo WERNKE (2008), a expressão “contas a pagar” representa
todos os compromissos da empresa junto a pessoas físicas ou jurídicas, com
valor fixado (ou estimado) e vencimento em data determinada. Neste contexto
as contas a pagar abrangem principalmente:

• Dívidas com fornecedores provenientes da aquisição de

45
mercadorias, matérias-primas e serviços;
• Empréstimos ou financiamentos captados;
• Obrigações oriundas da compra de ativos permanentes (como
imóveis, máquinas, terrenos, automóveis, etc);
• Recolhimento bancário de valores cobrados por conta de terceiros
(como impostos retidos sobre salários ou outras formas de
remuneração pagas pela empresa);
• Débitos relativos a tributos incidentes sobre o faturamento, sobre o
lucro (imposto de renda), sobre a propriedade de bens (terrenos e
automóveis, por exemplo), etc.

Sendo assim, alguns procedimentos devem ser adotados na gestão de


contas a pagar que venham evitar ou observar, algumas situações como:

• Quitação de títulos em duplicidade;


• Observar os vencimentos estipulados pelos credores;
• Os pagamentos, só serão efetuados somente com a comprovação
documental da existência da divida e que os valores pagos
correspondem exatamente ao valor devido.
Outro ponto bastante importante que deve ser observado pelo
responsável por contas a pagar são as operações de compras, uma vez que
estes eventos tendem a ocorrer várias vezes em cada período e
costumeiramente são responsáveis pela maioria dos pagamentos efetuados.
Sendo assim, antes de registrar o debito relacionado a cada aquisição é
imprescindível que seja confirmado se:

• Os produtos, mercadorias ou serviços enumerados na fatura foram


efetivamente contratados e foram devidamente recebidos ou
executados;
• As quantidades adquiridas e as respectivas condições físicas dos
produtos ou mercadorias comprados atendiam as especificações
necessárias;
• Os preços unitários, os prazos para pagamento, o valor do frete e

46
das despesas acessórias respeita, as condições negociadas por
ocasião do pedido de compra.
• Foram corretamente calculados os valores monetários constantes na
fatura recebida.

Ainda WERNKE (2008), quando ocorrer a insuficiência de caixa (falta de


dinheiro) para saldar as dívidas de um vencimento qualquer, cabe ao gestor
financeiro estabelecer a ordem de prioridade desses pagamentos. Para isso,
alem de verificar os juros e multas decorrentes do atraso no pagamento (que
podem ser significativos em determinados casos), pode empregar uma regra
bastante difundida na área que consiste em classificar os débitos conforme o
grau de relevância, como:

• 1º Essencial – Dividas que impactam fortemente na continuidade das


operações.
• 2º Importante – Débitos que tem impacto mediano no
prosseguimento normal das atividades.
• 3º Secundário – Contas a pagar com baixa ou irrelevante influencia
no dia-a-dia da empresa.

c) Gestão de Fluxo de Caixa

A atividade financeira na empresa como já abordado anteriormente, no


tocante ao controle de Contas a Receber e Contas a Pagar, requer um grau de
controle e união entre as informações devido a necessidade de uma
visualização geral das mesmas que serão necessárias na tomadas de decisões
para contratação de empréstimos, financiamentos ou até mesmo nas decisões
de compras realizadas junto aos fornecedores, em se tratando do valor e prazo
para pagamento.
Para tanto, a esta organização exigida, da-se o nome de projeção de
fluxo de caixa que, nada mais é do que a junção das informações dos
compromissos assumidos (Contas a Pagar) com as informações do que a
empresa tem a receber (Contas a Receber).

47
Outra explicação/definição dada por WERNKE (2008) para a projeção
do Fluxo de Caixa, é que “O fluxo de caixa pode ser conceituado como a
projeção de todas as formas de ingressos (entradas ou recebimentos) ou
desembolsos (saídas ou pagamentos) de dinheiro do caixa da empresa, a cada
dia de um período especifico (mês, trimestre, ano, etc), cujo detalhamento do
prazo de abrangência é geralmente determinado pela necessidade de
informação dos gestores”.
Sendo assim WERNKE (2008), define:

• Regime de Caixa – Corresponde ao registro dos fatos (entradas e


saídas) acontecidos naquela data, independentemente do período de
ocorrência dos fatos que os originaram, como já foi comentado
anteriormente.
• Regime de Competência – Corresponde ao registro dos valores dos
eventos no dia em que ocorreu seu fato gerador, mesmo que venham
a ser pagos ou recebidos em períodos posteriores.

Já para MARION (1998), as definições, são:

• Regime de Caixa – Corresponde ao registro dos fatos no momento


de sua concretização/finalização, mesmo que seu fato gerador tenha
ocorrido em data anterior ou na mesma data.
• Regime de Competência – Corresponde ao registro dos fatos no
momento em que ocorre o fato gerador, mesmo que tais fatores
serão finalizados/concretizados em data futura.

As projeções do fluxo de caixa podem e devem ser utilizado por


qualquer empresa e de qualquer porte, mas o que pode distinguir uma empresa
da outra, no tocante a gestão e utilização desta ferramenta, são os aspectos
relacionados a seguir:

• Nível de detalhamento e certeza da ocorrência dos eventos –


Consiste na imprevisibilidade de algumas informações constantes no

48
fluxo e caixa, ou seja, informações como o total de vendas a vista do
período em que esta sendo apurado, o total de vendas a prazo, bem
como as condições de pagamentos acordadas, a inadimplência,
entre outras.
• Periodicidade dos saldos de caixa a apurar – Há a possibilidade de
trabalhar com o fluxo de caixa representando as informações
semanais, mensais, quinzenais, anuais, como também informações
diárias, como é o mais utilizado, isso dependerá da necessidade de
cada organização.
• Concentração de pagamentos ou recebimentos em determinadas
épocas do mês ou ano – conforme o tipo de atividade que a empresa
desenvolve os pagamentos e/ou recebimentos pode ser concentrado
ou se manterem constantes ao longo do período.

Benefícios e dificuldades associadas ao Fluxo de Caixa


Segundo WERNKE (2008), o principal objetivo do gestor financeiro ao
utilizar-se do fluxo de caixa, é identificar sobras ou faltas de recursos (dinheiro)
para saldar dívidas ou realizar investimentos, no entanto, ao se projetar os
gastos e os recebimentos da empresa em data futura os gestores alcançam
alguns benefícios, como:

• Evitar novos pagamentos em datas com saldo de caixa negativo ou


insuficiente – Ao conhecer os dias em que o saldo de caixa é
deficitário ou insuficiente para honrar os compromissos o gestor
deverá negociar com fornecedores para que os pagamentos das
próximas compras não coincidam com essas datas.
• Manter saldo de caixa adequado às necessidades operacionais – os
gestores devem manter os saldos com um montante suficiente para
saldar os compromissos assumidos e também possibilitar
investimentos sem afetar as atividades normais da empresa.
• Identificar datas futuras em que ocorrerão saldos excedentes de
caixa – cabe ao gestor financeiro a decisão de aplicar os recursos
excedentes em investimentos, como também adiantar o pagamento a

49
fornecedores cogitando a possibilidade de descontos por pagamento
antecipado.
• Facilitar a seleção de linhas de credito ou modalidade de captação
de recursos – através da percepção antecipada de uma possível falta
de recursos (dinheiro) há a possibilidade de avaliar, com cautela, as
diversas oportunidades de captação dos mesmos.
• Adequar renegociações de dividas vencidas a disponibilidade futura
de caixa - no caso da existência de dividas parceladas e a dificuldade
em saldá-las o fluxo de caixa possibilitará no planejamento da
renegociação tanto no tocante ao valor das parcelas como na
quantidade de parcelas.
• Integrar as várias áreas da empresa com a gerencia financeira – as
informações contidas no fluxo de caixa serão úteis para a tomada de
decisões nos demais setores da empresa no tocante ao impacto
causado pelas decisões na gestão financeira, ou seja, o
conhecimento do relatório de contas a pagar será útil para o
departamento de compras no tocante a negociação de prazos para
pagamento e descontos nas compras realizadas.

Ainda WERNKE (2008), em se tratando das dificuldades relacionadas


com a projeção do fluxo de caixa, podem ser listados os seguintes aspectos:

• Incerteza quanto a ocorrência dos valores previstos – ao projetar os


recebimentos ou pagamentos futuros o gestor deve se atentar a
possibilidade de inadimplência, como também, a ocorrência de
eventos inesperados que resultem na saída de recursos (dinheiro).
• Controles internos insuficientes ou falhos – as empresas podem não
ter controles internos suficientemente confiáveis o que tornaria o
fluxo de caixa sem utilidade pois refletiria informações, possivelmente
falsas.
• Restrições ou desconfiança de pessoas envolvidas – refere-se a um
problema de cunho cultural, ou seja, refere-se a resistência, por parte
de alguns funcionários, em se adequar a novas formas de

50
organização e trabalho.
Um ponto a ser salientado, como comentado por WERNKE (2008)
quanto a projeção do fluxo de caixa, é que o gestor financeiro de considerar
apenas os valores previstos para serem pagos ou recebidos naquela data,
independentemente do período de sua ocorrência dos fatos que os originaram,
isso é chamado de “Regime de Caixa”, por outro lado a Contabilidade segue o
regime de competência, o que pode causar alguns enganos por parte de
gestores, quanto ao entendimento das informações.

51
CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA

3.1 Definições de Metodologia

Com uma definição bem simples LAKATOS e MARCONI (2000), dizem


que o consiste em uma série de regras com a finalidade de resolver
determinado problema ou explicar um fato por meio de hipóteses ou teorias
que devem ser testadas experimentalmente e podem ser comprovadas ou não.
Sendo assim, a partir de uma análise simples do que foi dito por
LAKATOS e MARCONI (2000) a conciliação dos métodos é a metodologia a
ser aplicada no desenvolvimento de algum trabalho com o intuito de nortear os
passos a serem dados focando objetivo.
Neste contexto, este trabalho, por se tratar de uma Pesquisa, no
entanto, OLIVEIRA (1999) diz que a pesquisa tem por objetivo estabelecer uma
serie de compreensões no sentido de descobrir respostas para as indagações
e questões que existem em todos os ramos de conhecimento humano,
envolvendo o mundo social, vegetal, animal, mineral, além do espaço e do
mundo marinho.
OLIVEIRA (1999) acrescenta que existem várias formas de pesquisa
onde o tipo de pesquisa que foi utilizada neste trabalho, como foi dito
anteriormente, com a finalidade de reunir informações sobre um determinado
assunto para posteriormente serem trabalhadas chegando assim a uma clara
posição do objeto de estudo.

3.2 Procedimentos Metodológicos

Este trabalho se baseou em uma pesquisa, para levantamento e estudo


das diversas linhas de pensamentos vinculadas ao foco do trabalho.
Desta forma, autores como SOUZA, LONGENECKER, MOORE e
PETTY, na área de Gestão, mais especificamente Gestão de Pequenas
Empresas, foram estudados com o intuito de refletir sobre particularidades
existentes nas pequenas empresas, abrangendo sua importância no cenário

52
econômico, sua importância com relação a produtos e serviços prestados, sua
importância para as grandes empresas, entre outras.
Já autores como, RIBEIRO, WERNKE, MARION, GITMAN, entre outros,
da área Financeira e Contábil, foram estudados para obter informações sobre
como são trabalhados os dados em grandes empresas e quais são as
ferramentas utilizadas na avaliação das mesmas. Sendo assim, uma vez
percebidas as técnicas e ferramentas utilizadas quando adequadas a empresas
menores podem surtir bons resultados e fazer com que estas empresas
menores tornem-se mais competitivas e consigam crescer e se desenvolver,
fazendo os índices de mortalidade mencionados no início do trabalho venham a
diminuir.
Foi realizada uma pesquisa de campo na empresa Organização Contábil
Santa Rita LTDA EPP, no dia 31/10/2011 com o proprietário do
estabelecimento que acumula dentre outras funções a função de gestor
financeiro, sendo aplicado um questionário com 10 perguntas abertas, onde o
entrevistado teve a oportunidade de dissertar sobre as questões que vós foi
colocada. A aplicação do questionário durou cerca de uma hora e cinqüenta
minutos, e os dados obtidos será apresentados no capítulo 5 dessa pesquisa.

3.3 Limitações do Estudo

Neste contexto, é possível observar a limitação deste estudo por se


tratar de um caso especifico, ou seja, uma vez que, este, foi elaborado
baseando-se em uma empresa especifica, sua conclusão não é adequada a
outras realidades empresariais a não ser a realidade da empresa estudada.
O Trabalho possui limitações, estudou-se apenas uma empresa de
pequeno porte, por este motivo não conseguimos obter uma visão mais ampla
sobre o assunto estudado. A pesquisa em si conseguiu mostrar o crescimento
desse tipo de empresa, mas que ainda assim cresce lentamente, com algumas
dificuldades. Sendo assim não tivemos uma visão mais detalhada.

53
CAPÍTULO 4 - CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

4.1 - Identificação da Empresa

A empresa alvo estudada é a Organização Contábil Santa Rita LTDA


EPP que situa-se na Rua General Osório, n 158, no Centro da Cidade de
Capivari/SP, CEP 13.360-000, os meios de contato são: telefone 19-3492-9988
e email orgstarita@orgstarita.com.br, que atua no ramo de atividade de
Assessoria e Consultoria Contábil. A empresa considerada hoje como de
Pequeno Porte, conta com aproximadamente 30 funcionários. O Capital Social
assim como Faturamento Anual não foram divulgados.

4.2 - Histórico da Empresa

A Organização Contábil Santa Rita foi constituída em 27 de Outubro de


1971, para atuar no mercado como uma empresa prestadora de serviço
contábil, assim sendo, executa-se escriturações de Livros Fiscais, confecciona-
se Folhas de Pagamentos, elabora-se Contabilidade, elaboração de
declarações para a Receita Federal como Imposto de Renda de Pessoa Física,
DIPJ, PJ Simples, DCTF, ITR, Apuração de impostos, etc., além de aberturas e
encerramento de empresas, e mais uma gama de outros serviços para o
funcionamento rotineiro das empresas por nos administradas.
Nosso escritório nesse longo caminho de mercado se expandiu, como exemplo
disso, uma empresa que começou com seus dois sócios e apenas um
empregado, e hoje possui um total de 30 profissionais qualificados para cada
área e mais três pessoas na administração, sendo isto evoluíram e distribuídos
entre nossa matriz em CAPIVARI/SP e a nossa filial em MOMBUCA/SP.
Contudo podemos dizer que nossa empresa tem vários motivos para estar
plenamente satisfeitos com os objetivos alcançados no decorrer dos anos de
sua existência, esperamos continuar sempre dispostos e confiantes para
atingirmos novas conquistas e ajudar também nossos profissionais e clientes a
se realizarem também.

54
4.2.1 Serviços Prestados

Transformação de sociedades: anônimas em limitadas e vice-versa e


demais tipos societários;
o Cisão, fusão e incorporação de empresas;
o Constituição de companhias e manutenção do controle
operacional;
o Custos Industriais: contabilidade por centro de custos;
o Consultoria em geral nas áreas contábil, administrativa, tributária
e financeira;
o Licenciamento Ambiental (CETESB e IBAMA).

4.2.2 Assessoria Contábil

o Sistema de contabilidade totalmente informatizado e integrado em


rede, atendendo a qualquer tipo de empresa;
o Elaboração de balancetes mensais;
o Balanço mensal, trimestral ou anual, elaborado de acordo com as
normas legais vigentes, inclusive em qualquer tipo de moeda;
o Elaboração do Diário Geral e do Razão Analítico;
o Acompanhamento e análise da situação contábil e fiscal, inclusive
do movimento de compras, vendas, origens e aplicações dos
recursos monetários, visando prevenir descontroles econômicos,
financeiros e riscos fiscais, através de relatórios, gráficos e
índices;
o Orientação sobre custos para empresas industriais;
o Apresentação de Balanços e Balancetes e relatórios gerenciais
em inglês;
o Relatórios gerenciais de acordo com as necessidades do cliente;
o Controle analítico dos bens que integram o ativo permanente e
das Depreciações.

55
4.2.3 Controle dos Bens Patrimoniais

o Controle analítico dos bens que integram o ativo permanente;


o Cálculo mensal da depreciação;
o Controle do valor individual de cada bem, para apuração de lucro
ou prejuízo no caso de venda;
o Emissão do relatório mensal dos bens patrimoniais.

4.2.4 Assessoria Trabalhista e Tributaria

o Orientação e controle da aplicação dos dispositivos da Legislação


Trabalhista (CLT), Previdência Social, FGTS, Sindical e outras;
o Manutenção do Registro de Empregados e serviços correlatos
Confecção da Folha de Pagamento dos empregados e dos
Sócios (Pró-Labore) e emissão das guias de recolhimento dos
encargos sociais: Previdência Social, FGTS e outros devidos
pelas empresas;
o Controle dos pagamentos a Estagiários e Autônomos;
o Atendimento das demais obrigações acessórias previstas nos
Regulamentos, bem de eventuais visitas de Auditores Fiscais;
o Completo atendimento a fiscalização do Trabalho e da
Previdência Social.

4.2.5 Serviços e Repartições Públicas

o Orientação completa para a constituição e legalização de


empresas;
o Preparação e encaminhamento de processos de constituição;
alteração ou encerramento de empresas, junto à JUCESP e
56
Cartório;
o Certidões e certificados para processos em geral;
o Certidões Negativas: Federal, Estadual, Municipal, INSS, FGTS,
Procuradoria e as demais previstas em lei;
o Certidões e certificados da JUCESP;
o Completa assistência aos Auditores Fiscais, quando em
fiscalização na Empresa.

4.2.6 Controle de Tributos

o Apuração, controle dos cálculos e emissão de guias dos tributos


em geral devidos pelas empresas;
o Elaboração e entrega anual da DIRF;
o Elaboração e entrega trimestral da DCTF;
o Elaboração e entrega anual da DIPJ e PJ;
o Completa assessoria e orientação para aplicação das disposições
legais vigentes, tanto para pessoas jurídicas, como para pessoas
físicas;
o Execução por Advogado contratado, exclusivo do Escritório;
o Contratos Sociais, estatutos e respectivas alterações;
o Defesas e recursos em Autos de Infração;
o Ações cautelares, declaratórias e outras;
o Defesas em reclamações e contestações trabalhistas;
o Demais ações cíveis, comerciais e tributárias;
o Contratos em geral: locação, prestação de serviços, compra e
venda e demais.

4.2.7 Níveis de Produção

A empresa não divulgou o seu faturamento, possuímos uma grade de


mais de 300 empresas no qual prestamos nossos serviços. Abaixo alguns
nomes de nossos principais clientes:
Nome de algumas empresas clientes e tipo de Serviços
• COGI INDUSTRIAL LTDA - INDÚSTRIA
57
• CRISTIANE GAION DA ROSA – ME - ATACADO
• IRMÃOS CREMONEZE LTDA – ME PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS
• BARBOSA E CEZARINO LTDA – ME - COMÉRCIO

4.2.8 Tendências da Empresa

A empresa procura manter-se atenta das mudanças no mercado, e por


esse motivo espera-se cada vez mais expandir seus negócios, e esperamos
em pouco tempo atingir um patamar de uma organização cada vez mais
qualificada, sempre investindo em novas tecnologias, através de softwares e da
internet, que é no mundo de hoje uma das melhores ferramentas para agilizar
seus processos, principalmente no que se diz respeito ao atendimento de seus
clientes.
Por esse motivo a empresa investe sempre em profissionais qualificados, e
tende em pouco tempo aumentar seu quadro de funcionários.

4.2.9 Tendências do Setor

É um setor cada vez mais atraente, a tendência do mercado é crescente


pois devido à burocracia dos órgãos governamentais, tanto na questão
tributária, quanto a contábil, criam-se cada vez mais oportunidades nas
empresas de assessoria contábil de expandir seus negócios e atender mais
clientes. É um setor que precisa cada vez mais de profissionais qualificados e
atualizados como o que acontece no setor, é um mercado que a cada dia está
mais informatizado.

4.3 – Missão da empresa

Esta empresa atua neste mercado de prestação de serviços contábeis,


com o propósito de sempre procurar atender e orientar da melhor maneira

58
possível seus clientes, compostos por pessoas físicas e empresas nacionais e
multinacionais e oferecer serviços as empresas na área contábil, fiscal, jurídico
e Recursos Humanos, conforme as leis vigentes.

59
4.3.1 - Visão da Empresa

Ser uma organização contábil referencial na cidade de Capivari e região,


consolidando e expandindo o reconhecimento público pelo profissionalismo e
qualidade nos serviços que prestamos.

4.3.2 – Valores

Os principais valores da empresa são:

o CLIENTE SATISFEITO;
o ÉTICA PROFISSIONAL E PESSOAL;
o SEGURANÇA E TRANSPARÊNCIA;
o RESPONSABILIDADE;
o COMPROMETIMENTO E DEDICAÇÃO;
o PONTUALIDADE E ASSIDUIDADE;
o RESPEITO PELO PRÓXIMO.

4.3.3 – Política da empresa

A Organização Contábil Santa Rita Ltda EPP., tem a seguinte política de


desenvolvimento:
• Operar de acordo com a legislação pertinente promulgada pelos órgãos
públicos oficiais;
• Contar com o quadro de funcionários altamente profissionais para a
realização das atividades a serem desempenhadas.

4.3.4 – Setores Econômico

60
A empresa atua na prestação de serviços contábeis, onde o objetivo é
manter-se líder em sua área na cidade e região, por isso trabalha com
profissionais qualificados para o desenvolvimento de suas funções.

4.3.5 – Segmentos de Mercado

O Escritório tem no segmento de prestação de serviços contábeis, atuando no


assessoramento administrativo, jurídico, financeiro as empresas, atuando nas
seguintes áreas:
• Na área Fiscal:
o Orientação e controle de aplicação dos dispositivos legais em
vigor seja:
 Federal (IPI, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, SIMPLES);
Estadual (ICMS) e
 Municipal (ISS).
o Escrituração dos registros fiscais (Contabilidade tributaria) e
emissão das guias dos impostos a recolher.
o Atendimento das obrigações acessórias previstas nos
Regulamentos.
o Planejamento tributário para o adequado aproveitamento das
disposições legais que beneficiam as empresas.
o Orientação e assessoria para o encaminhamento de consultas,
regimes, especiais e outros assuntos, junto as Repartições
Publicas.
o Atendimento completo aos Auditores Fiscais, nos casos de
fiscalização.
• Na área Contábil:
o Sistema de contabilidade totalmente informatizado e integrado em
rede, atendendo a qualquer tipo de empresa.
o Elaboração de balancetes mensais.
o Balanço mensal, trimestral ou anual, elaborado de acordo com as
normas legais vigentes, inclusive em qualquer tipo de moeda.
o Elaboração do Diário Geral e do Razão Analítico.
o Acompanhamentos e analise contábil e fiscal, inclusive do

61
movimento de compras, vendas, origens e aplicações dos
recursos monetários, visando prevenir descontroles econômicos,
financeiros e riscos fiscais, através de relatórios, gráficos e
índices.
o Orientação sobre custos para as empresas industriais.
o Apresentação de Balanços e Balancetes e relatórios gerenciais
em inglês.
• Na área de Recursos Humanos:
o Orientação e controle da aplicação dos dispositivos da Legislação
Trabalhista (CLT), Previdência Social, FGTS, Sindical e outras.
o Manutenção do Registro de Empregados e serviços correlatos.
o Confecção da folha de pagamento dos empregados e dos sócios
(Pró-Labore)
o emissão das guias de recolhimento dos encargos sociais:
Previdência Social.
o FGTS e outros devidos pelas empresas.
o Controle dos pagamentos a Estagiários e Autônomos.
o Atendimento das demais obrigações acessórias previstas nos
Regulamentos, bem de eventuais visitas de Auditores Fiscais.
o Completo atendimento a fiscalização do trabalho e da Previdência
Social.

4.3.6 – Concorrência

Temos como concorrentes as seguintes empresas :


Organização Contábil Santa Terezinha LTDA, Escritório contábil Santa Isabel
LTDA, Organização Contábil Armelin LTDA, todos exercendo o mesmo ramo
de atividade e localizados na cidade de Capivari/SP.
Alguns dos nossos fornecedores são: Prosoft Tecnologia, Natuvida
empresa de materiais para escritório, IOB e FISCODATA empresa de
assessoria tributária.
Diante do quadro de clientes temos empresas nacionais, multinacionais,
bem como pessoas físicas enquadradas como produtor rural, autônomos
(médicos, dentistas, engenheiros entre outros).
62
Segue alguns de nossos clientes:
• SICAD do Brasil – Indústria de Comercio de Fitas Adesivas;
• Mimosa Indústria e Comercio – Confecções de Roupas.
• Unimed Cooperativa de Trabalho Médico – Prestação de Serviços
Médicos.
• Metalúrgico Victorio Sensiate LTDA – Metalúrgica.
• Anchieta Industria e Comercio de Produtos de Limpeza.
• Eletro Técnica MS LTDA.- Enrolamento de Motores Elétricos.
• Capifer Produtos Siderúrgicos Ltda. – Siderúrgica.

A Organização Contábil Santa Rita procura estreitar relacionamentos com seus


clientes, no sentido de dirimir dúvidas, atentar para as orientações no que diz respeito
as legislações existentes.

63
CAPÍTULO 5 – RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste capítulo serão apresentados os dados obtidos através de


questionário aplicado a Domingos Antônio Quagliato Cancian, proprietário da
empresa Organização Contábil Santa Rita LTDA EPP.
Sendo que as questões aplicadas e respostas obtidas foram:

Pergunta: Quais as medidas adotadas de prevenção para que a empresa não


opere no vermelho?
Resposta: Controle rígido entre a receita e as despesas mensais.
Entende-se que o proprietário enquanto gestor financeiro, dentre outras
funções exercidas durante o dia a dia da organização, deve conhecer sempre
os seus gastos para não correr o risco de apurar prejuízos ao final de um
determinado período, para buscar sempre a obtenção de lucros, para dentre
outros fatores, possa enfrentar e superar gastos e custos que surgirem de
maneira não prevista pelo gestor.

Pergunta: Na sua opinião qual o papel do gestor financeiro nas organizações?


Resposta: Essencial pois sem ele, a saúde financeira da empresa corre sério
risco.
Compreende-se que se a saúde estiver mal, com certeza a gestão
financeira vai passar por dificuldades gerando um grande transtorno no
financiamento da empresa, então sempre tem que estar olhando ou revendo os
gastos, com isso quem avaliará as informações no sistema deverá analisar os
procedimentos adotados de forma correta. Além de gerenciar números obtidos
pelo resultado financeiro e logicamente ter comprometimento coma veracidade
das informações bem como se os lançamentos estiverem corretos.

Pergunta: Quais são os tipos de controle financeiros utilizados pela


organização? Cite e explique como são utilizados.
Resposta: Emissão diária de extratos bancários, agendamento dos

64
pagamentos, controles de recebimentos entre outros.
Entende-se que se ele tiver controle nos gastos e nos lucros com
certeza sua empresa estará sempre com a parte financeira em ordem, não
tendo prejuízos, e sempre tendo um ótimo controle financeiro. Logicamente que
isso faz parte de qualquer sistema organizacional de qualquer empresa ter um
controle rigoroso.

Pergunta: Como você se vê entre os seus concorrentes?


Resposta: Entre os principais prestadores de serviço contábil da cidade e
micro região.
Analisa-se que uma empresa na mesma qualidade de seus
concorrentes, mas sempre sua empresa tem que se destacar no mercado.
Também sua empresa esta bem avaliada pelos seus clientes e também pela
população. Já esta implantando um novo sistema para ser diferenciado na
questão ao atendimento presencial em cada cliente e que fará a maior
diferença junto aos concorrentes

Pergunta: Qual é a melhor forma de controlar os gastos da empresa ?


Resposta: Ter ciência da receita correta mensal, para gastar o que realmente
pode.
Aponta-se que não pode gastar o que não seja preciso e sim pode
controlar o seu orçamento mensal, visando toda parte financeira e revendo
seus objetivos. Orientação, Educação e Conscientização Profissional fazem
parte dos controles de custo da empresa. Também deve ser programados de
acordo com a receita auferida, a inadimplência é algo que atrapalha muitas as
empresas pois muitos não contam com ela no momento de verificar suas
receitas e acabam contando como certo recebimentos o que não é a realidade
nos dias de hoje

Pergunta: Como você se classifica os movimentos financeiros da empresa?


Resposta: Em receitas diretas, indiretas e extras, despesas com funcionários,
assinaturas de revistas, informativos, sistemas, manutenção entre outras.
Entende-se que são os movimentos da empresa estudada, onde
detalhou suas despesas, mas com certeza tem mais objetivos. Com isso tendo
65
em seu comando financeiro todos os gastos, facilita e muito na hora que
precisar investir em equipamentos e cursos para capacitar ainda mais seus
colaboradores.

Pergunta: O controle do fluxo de caixa é realizado a curto, médio ou longo


prazo? Como isso é feito?
Resposta: Para alguns casos em curto prazo e para outros a médio prazo.
Este controle é feito através de previsões de receitas fixas e despesas também
fixas com uma margem para eventuais perdas de receita como também
despesas extras.
Entende-se que não teve uma resposta clara, pois sempre tem gastos
em sua empresa, mas também tem um lucro e conforme a resposta poderá
haver em alguma ocasião uma receita ou despesa a mais conforme o mês isso
varia mês a mês.

Pergunta: Existe algum tipo de medida para saber se um departamento da


empresa está rendendo mais do que o outro? Exemplifique.
Resposta: Não.
Para o entrevistado todos os departamentos geram o mesmo lucro,
sendo assim ele não tem como saber qual o departamento rende mais lucro.

Pergunta: A empresa depende de financiamento com terceiros para gerir o seu


negócio? Se sim, como isso ocorre, se não como a empresa atua para não
necessitar desses financiamentos.
Resposta: Sim. Infelizmente através de capital de giro junto a instituições
financeiras. Procuramos controlar o máximo as receitas e despesas para evitar
este financiamento bancário.
Entende-se que a empresa depende de financiamento de terceiros, mas
faz o possível para não precisar de financiamento pois sempre evita gerar
gastos desnecessários para não precisar fazer financiamento.

Pergunta: Pode-se considerar a gestão financeira como fator de sucesso para


uma organização? Explique.
66
Resposta: Como já foi explicado na questão 2 sobre a importância do gestor
financeiro na empresa, este controle efetuado pelo profissional, será de suma
importância para tomadas de decisão tanto na hora de investimentos da
empresa como no corte de gastos. Sem este respaldo provavelmente a
empresa está sujeita a correr riscos desnecessários.
Compreende-se que conforme podemos verificar com o proprietário
pudemos perceber que um gestor financeiro tem suma importância na
empresa, sendo ele que detecta todo o investimento e gasto na empresa, com
isso a empresa tendo um gestor provavelmente ira estar sempre num patamar
elevado e sempre com seu caixa positivo.

67
CAPÍTULO 6 – CONISDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto neste trabalho, e em conformidade com o objetivo


estabelecido inicialmente, pode-se considerar alguns pontos relevantes.
Pontos estes que relacionados às técnicas de gestão, que é um dos
objetivos deste trabalho, foi salienta sobre a conceituação da Gestão
Participativa que compreende a possibilidade dos colaboradores estarem
envolvidos nas decisões tomadas pela empresa o que daria a mesma uma
visão maior e melhor das reais necessidades e particularidades que envolvem
seus processos. Também mencionada técnicas de Gestão de Conflitos, que
por sua vez, uma vez bem trabalhadas, acarretará em uma menor incidência
de desentendimentos e quando ocorrerem sua solução será mais ágil e
contundente que por consequência diminuirá o desgaste emocional e
profissional ajudando a melhorar a produtividade. Outro ponto não menos
importante com relação a Gestão é conhecer e considerar a participação da
pequena empresa na economia o que leva o visualizar oportunidades de
crescimentos utilizando-se de grandes empresas como “trampolim” para tanto,
quando se trata em serviços especializados prestados por pequenas empresa
às grandes.
Conforme a pergunta problema: “Quais as técnicas e ferramentas
utilizadas em grandes empresas que podem ser aplicadas às pequenas
empresas, como foco na Administração Financeira?” Pode-se dizer que a
mesma foi respondida, pois no decorrer da pesquisa procurou-se citar através
da revisão de literatura sobre finanças essas ferramentas, e ainda, o trabalho
inclui uma tentativa de verificação do controle financeiro em uma pequena
empresa, através do questionário aplicado ao gestor financeiro da empresa
alvo, para possível comparação entre o lado teórico o lado prático da gestão
financeira.

68
Sendo assim, tomando como base o objetivo apresentado “demonstrar
de forma clara e objetiva como as ferramentas utilizadas na Gestão Financeira
podem ser aplicadas em empresas de pequeno porte” e seus objetivos
secundários “identificar as técnicas de gestão financeira de uma pequena
empresa” e o objetivo de “Analisar as ferramentas utilizadas em Gestão
Financeira por pequenas empresas”, pode-se dizer que foram atingidos, pois,
incialmente, algumas ferramentas podem ser utilizadas de maneira fácil e
eficiente em pequenas empresas, como por exemplo: Os indicadores de
desempenho, que auxiliarão no monitoramento do grau de endividamento da
empresa; O planejamento financeiro, que auxiliará no controle prévio dos graus
de endividamento. Como também, na gestão do fluxo de caixa, que controlará,
com informações diárias, as movimentações financeiras ocorridas.
Já com relação à administração financeira, as pequenas empresa, como
dito anteriormente, sofrem por não terem estrutura e física e financeira para
suportar oscilações na demanda ou dispor de investimentos altos em
tecnologias para melhor a qualidade e produtividade, sendo assim, as mesmas
chegam a perder oportunidades que poderiam ser o “gancho” ideal para o
crescimento. Neste contexto, durante o desenvolvimento do trabalho foram
demonstradas diversas ferramentas utilizadas na gestão financeira, como a
DRE, o Balanço Patrimonial, o Fluxo de Caixa, que em conjunto com as
técnicas de análise (Índices de Liquidez, Rentabilidade, Endividamento, e
outros) forma o conhecimentos necessário para avaliar as possibilidades de
investimento, no tocante a quando fazer, como fazer e quanto investir.
Portanto, pode-se concluir que, as pequenas empresas sofrem em meio
a um mercado competitivo por não terem informações sobre suas reais
considerações financeiras, sobre seus consumidores e em meio a isso uma
falta de “jogo de cintura” em sua gestão, ou seja, relacionamento empresa-
funcionário. Com isso, técnicas básicas e simples podem ser utilizadas por
estas empresas que auxiliarão na obtenção de uma visão mais abrangente da
mesma, no tocante a estrutura física, às considerações financeiras e aos
consumidores e suas necessidades.
No entanto, a partir deste trabalho realizado pode-se extrair temas
relevantes ao meio empresarial, como a aplicabilidade das técnicas de gestão
financeira no tocante a avaliação das fontes de recursos disponíveis no
69
mercado, ou seja, cabe um trabalho onde irá relacionar, a um caso especifico,
as alternativas de captação de recursos existentes ao tamanho do
empreendimento e seus objetivos futuros de investimentos, como por exemplo,
no caso de uma ampliação do parque fabril.

6.1 Sugestões para trabalhos futuros

Em um trabalho futuro sugere-se que investiguem novas empresas não


só de pequeno porte, mas também de médio e grande, para a formação de um
comparativo mais detalhado. Com isso podendo mostrar o crescimento delas
em suas áreas, seus estilos de trabalhos. Considera-se que o tema é de
extrema importância e poderá ser adotada por qualquer porte de empresa.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso Básico de Contabilidade de Custos. 2ª


Edição. Editora Atlas. São Paulo/SP. 2002.
FERREIRA, Ademir Antonio; REIS, Ana Carla Fonseca; PEREIRA, Maria
Isabel. Gestão Empresarial: de Taylor aos nossos dias Evolução e
tendências da moderna administração de empresas. Editora Pioneira
Thomson Learning. São Paulo/SP. 2002.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 7ª Edição.
Editora Harbra Ltda, São Paulo/SP. 2002.
GROPPELLI, A. A.; NIKBAKHT, Elisan: Administração Financeira. Editora
Saraiva. São Paulo/SP. 1998.
LAKATOS, Eva M; MARCONI, Marina de A. Metodologia Científica. Editora
Atlas. São Paulo/SP. 2000.
LONGENECKER, Justin G.; MOORE, Carlos W.; PETTY J. William.
Administração de Pequenas Empresas: Ênfase na Gerência Empresarial.
Editora Makron Books. São Paulo/SP. 1997.
MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 6ª edição. Editora Atlas. São
Paulo/SP. 1998.
NETO, Alexandre Assaf: Finanças corporativas e valor. 3ª Edição. Editora
Atlas. São Paulo/SP. Atlas. 2008.
OLIVEIRA, Silvio L. Tratado de Metodologia Científica. Editora Pioneira. São
Paulo/SP. 1999.
PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: Um enfoque em sistema
de informação contábil. 4ª Edição. Editora Atlas. São Paulo/SP. 2004.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Geral Fácil. Editora Saraiva. São
Paulo/SP. 2010.
SALDINI, Renato Nogueira. Ciclo de Operações Contábeis: Uma
abordagem sobre custos. Editora Texto novo. São Paulo/SP. 2003.
SANVICENTE, Antonio Zoratto. Administração Financeira. 3ª Edição. Editora
Saraiva. São Paulo/SP. 2008.
SEBRAE/SP, Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas.
Extraído via

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<http://www.sebraesp.com.br/Paginas/Resultadodebusca.aspx?q=taxa de
mortalidade . Acesso em 15 de abril de 2011.
SOUZA, Jader. Gestão Empresarial: Administrando Empresas Vencedoras.
Editora Saraiva. São Paulo/SP. 2006.
WERNKE, Rodney. Gestão Financeira: Ênfase em aplicações e casos
nacionais. Editora Saraiva. Rio de Janeiro/RJ. 2008.

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ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA

Este questionário será aplicado para fins de pesquisa científica, e foi


elaborado pelos alunos Antonio Henrique Nunes dos Santos e Maicon Marlon
Antonelli da FACECAP – Faculdade Cenecista de Capivari-SP, sob a
orientação do Prof. Me. Valdir Antonio Vitorino Filho, que versará sobre o tema
de Gestão Financeira aplicado a pequena empresa.

Pergunta Quais as medidas adotadas de prevenção para que a empresa não


opere no vermelho?
Pergunta Na sua opinião qual o papel do gestor financeiro nas organizações?
Pergunta Quais são os tipos de controle financeiros utilizados pela
organização? Cite e explique como são utilizados.
Pergunta Como você se vê entre os seus concorrentes?
Pergunta Qual é a melhor forma de controlar os gastos da empresa?
Pergunta Como você se classifica os movimentos financeiros da empresa?
Pergunta O controle do fluxo de caixa é realizado a curto, médio ou longo
prazo? Como isso é feito?
Pergunta Existe algum tipo de medida para saber se um departamento da
empresa está rendendo mais do que o outro? Exemplifique.
Pergunta A empresa depende de financiamento com terceiros para gerir o seu
negócio? Se sim, como isso ocorre, se não como a empresa atua para não
necessitar desses financiamentos.
Pergunta Pode-se considerar a gestão financeira como fator de sucesso para
uma organização? Explique.

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