Você está na página 1de 230

* Normas

-
Técnicas
para □
Trabalha Científica
ABNT
Com orientações
de Língua
Portuguesa
conforme o
NOVO ACORDO 16 . edição
ORTOGRÁFICO reform ulada e atualizada
I
Pedro Augusto Furasté
Diretor Técnico da Dáctilo-Plus
Psicoterapeuta Reencarnacionista
Psicanalista Institucional e Clínico
Especialista em Língua Portuguesa

NORMAS TÉCNICAS
PARA O
TRABALHO CIENTÍFICO

E X P L IC IT A Ç Ã O DAS NORMAS DA ABNT

Registro na Biblioteca Nacional n° 8 2 .5 7 9

16a edição
Atualizada e ampliada
2012
© by P edro Augusto F urasté - 1 9 9 3

Reservados todos os direitos conforme a legislação vigente.


Proibida toda e qualquer reprodução sem autorização, por escrito, do autor.
(Art. 184/Código Penal e Lei 9.610 de 19/02/1998)

Ficha Catalográfica:

F983n Furasté, Pedro Augusto.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico:
Explicitação das Normas da ABNT. - 16. ed. -
Porto Alegre: Dáctilo Plus, 2012.

CDD 001.4
CDU 001.81

Bibliotecária responsável: ID A R O SSI - C R B -1 0 / 7 7 1

Impressão: Costoli Soluções Gráficas

Preciso registrar aqui os agradecimentos à


D elegacia Regional da A ssociação Brasileira de Norm as Técnicas
( ABNT)
pelo apoio e disponibilidade que sem pre encontrei quando lá estive.
OVirujuém está proibido de fazer melhor do que eu.
CAUirlinho J2uiero

Ofereço àquela, por quem estou cada vez mais apaixonado:

- minha doce e meiga ! M a r í ã a !


J

ca /M -n iv o É A p e c l a f o q a w u ía à A

§M e*to, SB uatdo. SubtcvSo, 0llcauk>. SCefena,


&ÍLUh $ vtn a n â o , $ u m cíaco e ^DlCavina.
<*Ü<x>êâ- õjcLci <x nxinÂíi- $i2la, -e- m a | a ^ c m . cica&ÒíX cvi, <x c<l3cu â ic t -cj/U-e jKi/âAa.,

toâctò- ctò òAMyii^ícioü. ú a d e /u m i a. j w t i a !

‘Doceò- âão jxeáòoaò. m u lto, m u ito, m u ito cájieciaÀA J


S U MÁ R I O

INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 13

1 DEFINIÇÕES ............................................................................................................. 15
Tese ............................................................................................................................. 15
Dissertação ................................................................................................................ 15
Trabalhos acadêmicos e/ou similares (Trabalho de conclusão de
curso - TCC, Trabalho de graduação interdisciplinar - TGI e outros .......... 15
Projeto de p esquisa ................................................................................................... 16
Relatório de estágio ................................................................................................. 16
Artigo cie n tífico ........................................................................................................... 16
Trabalho e s co la r......................................................................................................... 16
Monografia .................................................................................................................. 16

2 FOLHAS, DATILOGRAFIA / D IG IT A Ç Ã O ............................................................ 17


Papel o fíc io ................................................................................................................. 17
Digitação ..................................................................................................................... 17
Tipo de letra (fonte) ................................................................................................... 18
Tamanho da letra (fo n te ).......................................................................................... 18
Siglas .......................................................................................................................... 19
Q u a lid a d e .................................................................................................................... 19

3 MARGENS E ESPAÇOS ................................................................................. 20


Margens ...................................................................................................................... 20
Alinhamento da margem d ire ita ............................................................................... 21
T ítu lo s .......................................................................................................................... 22
Espacejam ento........................................................................................................... 24
Título dos capítulos (seções p rim á ria s ).............................................................. 24
Título dos subcapítulos (seções secundárias em d ia n te )................................ 24
Entre as linhas do te x to ......................................................................................... 24
Entre parágrafos..................................................................................................... 24
Entre as linhas das citações longas, notas, referências, resumos,
obras consultadas ou rodapé ............................................................................ 24
Início de parágrafos e cita çõ e s............................................................................... 24

4 PAGINAÇÃO ............................................................................................................. 27

5 ESTRUTURA DO TRABALHO C IE N TÍFIC O .................................................... 29


Teses, Dissertações e Trabalhos A cadêm icos..................................................... 29

6 C APA ............................................................................................................................... 32

7 L O M B A D A ................................................................................................................. 34

8 FOLHA DE ROSTO .......... 35

9 FICHA CATALOGRÁFICA ...................................................................................... 37

10 ERRATA .................................................................................................................. 38
N orm as T écnicas p a ra o T rabalho C ientífico 5 Furasté

11 FOLHA DE APROVAÇÃO ................................................................................... 39

12 DEDICATÓRIA ....................................................................................................... 41

13 AGRADECIMENTOS.............................................................................................. 42

14 EPÍGRAFE ............................................................................................................... 43

15 RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA ................................................................ 44

16 RESUMO EM LÍNGUA E STR AN G E IR A ............................................................. 45

17 L IS T A S ...................................................................................................................... 47
Listas de ilu stra çõ e s............................................................................................... 47
Lista de tabelas ....................................................................................................... 47
Listas de abreviaturas esiglas ............................................................................... 47
Listas de sím b o lo s................................................................................................... 47

18 SUMÁRIO ................................................................................................................ 48
Espacejamento no s u m á rio ................................................................................... 48
D e sta q u e .................................................................................................................. 48

19 SEÇÕES E ALÍNEAS ............................................................................................ 50


Título das seções .................................................................................................... 50
Indicativo de s e ç ã o .................................................................................................. 51
Alíneas ...................................................................................................................... 53
Subalíneas ............................................................................................................... 54

20 C IT A Ç Õ E S ............................................................................................................... 55
Citação indireta ou livre (paráfrase) ..................................................................... 55
Citação direta ou textual (transcrição).................................................................. 56
Breves ................................................................................................................. 57
L on g a s................................................................................................................. 57
Sistemas de chamada das citações...................................................................... 61
Sistema numérico de ch a m a d a ............................................................................. 61
Sistema alfabético de chamada (a utor-data)...................................................... 62
Citação de c ita ç ã o ................................................................................................... 65

21 NOTAS DE R O D A P É ............................................................................................. 66

22 ILUSTRAÇÕES ...................................................................................................... 69

23 TABELAS ................................................................................................................ 70
Partes da tabela ...................................................................................................... 70
Título da ta b e la ........................................................................................................ 71
Tracejamento .......................................................................................................... 71
Cabeçalho ................................................................................................................ 71
Coluna indicadora ................................................................................................... 71
Unidades de medida ............................................................................................... 71
Furasté 6 N orm as Técnicas para o T rabalho Científico

24 A P Ê N D IC E S /A N E X O S ..................................................................................... 72
A p ên dices.............................................................................................................. 72
Anexos ................................................................................................................... 73

25 GLOSSÁRIO ........................................................................................................ 74

26 R EFE R Ê N C IAS .................................................................................................... 75


Elementos ............................................................................................................. 76
Obras consultadas ............................................................................................... 77
Observação importante ....................................................................................... 78
Autor pessoal ....................................................................................................... 78
Uma observação oportuna sobre o e f al. ......................................................... 81
Autor entidade ...................................................................................................... 81
Título ................................................. .................................................................... 82
Edição .................................................................................................................... 84
Imprenta ................................................................................................................ 85
L o c a l.................................................................................................................... 85
E d ito r................................................................................................................... 86
D a ta ..................................................................................................................... 87
Descrição física .................................................................................................... 88
Observação ........................................................................................................... 89
Séries e coleções ................................................................................................. 90
O rdenação............................................................................................................. 91
Traduções ............................................................................................................. 93
Referências ........................................................................................................... 94
Documentos referenciados no to d o .............................................................. 94
Livros, monografias, guias, folhetos ....................................................... 94
Com um só a u to r .................................................................................. 94
Com dois autores ................................................................................. 94
Com mais de três autores .................................................................. 95
Teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso .................... 95
Relatórios de estágio ou de p e sq u isa................................................... 96
Manuais, catálogos, almanaques ..................... :................................... 96
Dicionários (no todo), enciclopédias (no todo) .................................... 97
Coleção de revistas e p e rió d ic o s ........................................................... 97
Legislação: emendas constitucionais e textos legais
infraconstitucionais - lei complementar e ordinária, medidas
provisórias, decretos em todas as formas, resolução do Senado
Federal - normas emanadas das entidades públicas e privadas -
ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão adm inistrativa..... 97
Jurisprudência: acórdãos, decisões, súmulas, enunciados e
sentenças das cortes ou tribunais ..................................................... 98
Anais, recomendações de congressos, seminários, e n c o n tro s........ 99
trabalhos apresentados em eventos (congressos, seminários,
encontros, conferências, palestras e assem elhados)..................... 99
C onstituições............................................................................................ 100
Publicações de órgãos governamentais, empresas, associações,
entidades e instituições coletivas .................................................... 100
Separatas .................................................................................................. 100
N orm as T écnicas para o Trabalho C ientífico 7 Furasté

Documentos referenciados em p a r te ............................................................. 101


Capítulo, ou parte, de livros, separatas, teses, monografias,
dissertações, fo lh e to s .............................................................................. 101
Parte sem indicação do a u to r................................................................ 101
Parte com indicação do a u to r................................................................ 101
Parte em que o autor é o mesmo da o b r a ........................................... 101
Obras publicadas com mais de um volume, tomo, etc............................. 102
Artigos em revistas ou p e rió d ico s .............................................................. 102
Com Autoria explicitada ......................................................................... 1 0 2
Sem Autoria explicitada .......................................................................... 102
Número especial de revista ou periódico................................................... 103
Fascículo de revista ou periódico .............................................................. 1 0 3
Artigos em jornal, suplementos, cadernos, boletim de empresa .......... 103
Com autoria explicitada .......................................................................... 1 0 3
Sem autoria explicitada .......................................................................... 1 0 4
Trabalhos publicados em anais de e ve n to s.............................................. 104
Enciclopédias ............................................................................................... 1 0 4
D icionários..................................................................................................... 1 0 5
Outros tipos de referência ................................................................................ 105
Entrevistas, relatos, palestras, debates, conferências............................ 105
Orais - ao vivo ou em g ra va çã o ............................................................. 105
Im pressas.................................................................................................. 106
Programas de rádio e televisão ................................................................. 106
Gravações em discos, fitas cassete ou C D ............................................... 106
No todo ..................................................................................................... 106
Em partes ................................................................................................. 1 0 7
Gravações em fita de v íd e o ........................................................................ 107
Catálogos ...................................................................................................... 1 0 7
Bíblia .............................................................................................................. 108
No todo .................................................................................................... 108
Em p a rte ................................................................................................... 108
Atas de re u n iõ e s........................................................................................... 108
Manuais ......................................................................................................... 108
Resenhas, recensões .................................................................................. 1 0 9
Patentes ....................................................................................................... 1 0 9
Documentos cartográficos (mapas, atlas, globos, fotos a é re a s ) 108
Bulas de re m é d io s........................................................................................ 1 1 0
Cartões p o s ta is ............................................................................................. 1 1 0
Filmes - videocassete, longa metragem ou D V D .................................... 1 10
Workshop - com autor declarado ou sem autor declarado ................... 111
F otografias..................................................................................................... 111
Mapas e globos ............................................................................................ 1 1 2
Microfichas .................................................................................................... H 2
Microfilmes .................................................................................................... H 2
Informações verbais .................................................................................... H 2
Referências a documentos em meio eletrônico e in te rn e t.......................... 113
Referência em meios e letrônicos............................................................... 1 1 3
Arquivos em disquetes ................................................................................ 1 1 3
C D -R o m ......................................................................................................... 1 1 3
Referência on-line - in te rn e t....................................................................... 1 1 4
lúirasté 8 N orm as T écn icas para o T rabalho Cientifico

Documento no todo ................................................................................. 114


Documento em p a rte ............................................................................... 114
Artigo ou matéria de re v is ta .................................................................... 114
Artigo ou matéria de jornal ..................................................................... 115
E-mail ........................................................................................................ 115
BBS ............................................................................................................ H 5
Trabalho apresentado em e v e n to .......................................................... 115
Documento jurídico ................................................................................. 11®
H om epage................................................................................................. 11®
Documento de acesso exclusivo em meio e le trô n ic o ........................ 116
F T P ............................................................................................................. 117
Base de dados ......................................................................................... 117

27 RELATÓRIO DE ESTÁGIO .................................................................................. 118


Elementos pré-textuais........................................................................................... 119
C apa..................................................................................................................... 119
Lombada.............................................................................................................. 12 0
Folha de ro s to .................................................................................................... 120
Errata .................................................................................................................. 121
A gradecim entos................................................................................................. 121
Listas .................................................................................................................. 121
Sumário .............................................................................................................. 121
Elementos textuais 121
Introdução........................................................................................................... 121
Apresentação da in stitu içã o ............................................................................. 121
Desenvolvimento .............................................................................................. 122
Conclusão 122
Elementos pós-textuais......................................................................................... 122
Obras consultadas............................................................................................ 122
Apêndices .......................................................................................................... 122
Anexos 122
Configuração do re la tó rio ...................................................................................... 123

28 RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO................................................................. 124


Numeração de volu m e s......................................................................................... 125
Numeração das partes .......................................................................................... 126
Numeração das pá g in a s........................................................................................ 126
C a p a ......................................................................................................................... 12®
Lombada ................................................................................................................. 12 7
Falsa folha de ro s to ................................................................................................ 127
Folha de rosto ........................................................................................................ 127
Prefácio (ou apresentação) .................................................................................. 128
Resumo 128
Listas .... 128
Sumário 128
Espacejamento no s u m á rio ................................................................................. 129
Destaque ................................................................................................................. 129
Introdução ............................................................................................................... 129
D esenvolvim ento...............................................................................................-.-••• 129
Conclusões ourecomendações ............................................................................ 130
N orm as T écnicas para o Trabalho C ientífico 9 Furasté

A n e x o (s ).................................................................................................................. 130
Agradecimentos ..................................................................................................... 130
Rerferências bibliográficas .......................................7........................................... 131
Glossário ................................................................................................................. 131
ín d ic e ........................................................................................................................ 131
Ficha de identificação............................................................................................ 131
Lista de destinatários e formas de acesso ......................................................... 131
Capa (terceira e quarta) ........................................................................................ 132

29 PROJETO DE PESQUISA..................................................................................... 133


C a p a ......................................................................................................................... 134
Lombada ................................................................................................................. 134
Folha de rosto ........................................... :........................................................... 134
Introdução ............................................................................................................... 135
D esenvolvim ento.................................................................................................... 137
Elementos pós-textuais ......................................................................................... 138
P ré-projeto............................................................................................................... 138
Configuração do projeto .............................................................................:......... 141

30 ARTIGO CIENTÍFICO (“ PAPER” ) ......................................................... 142


Elementos pré-textuais.......................................................................................... 144
Elementos textuais ................................................................................................. 144
Introdução ............................................................................................................ 144
D esenvolvim ento................................................................................................. 145
Conclusão ............................................................................................................ 145
Elementos pós-textuais ......................................................................................... 145
Configuração do artigo .......................................................................................... 147
Estrutura resumida do a rtig o ................................................................................. 148
Exemplo de artigo (início)....................................................................................... 149

31 BAÚ TIRA-DÚVIDAS ............................................................................................. 150

32 VOCABULÁRIO B Á S IC O ...................................................................................... 154

33 PRONTO-SOCORRO GRAMATICAL ................................................................ 177


Nova acentuação g rá fic a ....................................................................................... 177
Regras de acentuação gráfica antigas ............................................................... 179
Algumas abreviaturas latinas muito usadas e sua tra d u çã o ............................ 180
Expressões e pronomes de tratamento ............................................................. 180
Plural de nomes com postos................................................................................. 182
Substantivos ..................................................................................................... 182
Adjetivos ............................................................................................................ 183
Crase ....................................................................................................................... 184
Este / Esse / A q u e le ............................................................................................... 187
Uso do h ífe n ............................................................................................................ 188
I - Conforme as regras anteriores ao Acordo O rtográfico............................... 188
II - Conforme as novas regras do Acordo O rto g rá fico ..................................... 191
Orientações ortográficas ....................................................................................... 195
Separação s ilá b ic a ................................................................................................. 200
F urasté 10 N orm as T écn icas p ara o Trabalho C ientífico

Por que / Por quê / Porquê / Porque ................................................................. 201


Uso da vírgula e do ponto-e-vírgula.................................................................... 202
Gentílicos b rasileiro s ~...................................................................................... 204
A breviaturas............................................................................................................ 205
Algumas abreviaturas muito utilizadas ............. 206
Grafia dos n um erais.............................................................................................. 208
Abreviatura dos meses ......................................................................................... 212

34 RAPIDINHAS GRAMATICAIS .............................................................................. 212


1. Acerca de / a cerca de / cerca de / há cerca de ............................. 212
2. A d e q u a r................................................................................................. 213
3. Afim / a f im ............................................................................................ 213
4. Ambos / ambos o s ............................................................................... 213
5. Anexo .................................................................................................... 213
6 . A nível de ............................................................................................. 213
7. A nti-inflam atório................................................................................... 213
8 . Ao encontro de / de encontro a ...\......... 214
9. Ao invés de / em vez de ..................................................................... 214
10. A onde/onde ......................................................................................... 214
11. À-toa / à t o a .......................................................................................... 214
12. Bastante / b a sta n te s........................................................................... 214
13. Colaborar / corroborar ........................................................................ 214
14. Competir / eu compito ........................................................................ 215
15. Conjuntura / conjetura / co n je ctu ra ................................................... 215
16. D e c e rto .................................................................................................. 215
17. Dentre / e n tre ........................................................................................ 215
18. Deparar ................................................................................................. 215
19. Dia a dia / dia-a-dia ............................................................................. 215
20. Em face de / face a / face ao ............................................................. 216
21. Entretanto / no entanto ....................................................................... 216
22. Estresse / s tre s s .................................................................................. 216
23. Faz cinco ...................................................... 216
24. Fim de s e m a n a .................................................................................... 216
25. Frente a fr e n te ...................................................................................... 216
26. Há... a tr á s ............................................................................................. 216
27. Habeas corpus .................................................................................... 216
28. Havia / haviam, Houve / houveram .................................................. 216
29. Hora extra / horas extras .................................................................... 216
30. Horas / h ............................................................................................... 216
31. Incerto / in s e rto .................................................................................... 217
32. Ine xorá ve l............................................................................................. 217
33. Inobstante / Não obstante ................................................................. 217
34. Ir a / ir para ........................................................................................... 217
35. Item / ite n s ............................................................................................ 217
36. Já ...a n te s.............................................................................................. 217
37. J á ...m a is ............................................................................................... 217
38. k m .......................................................................................................... 217
39. Mandado / m a ndato............................................................................. 218
40. Meio I meia / meios / m e ia s ............................................................... 218
41. Meritíssimo ........................................................................................... 218
N orm as T écnicas para o Trabalho C ientífico 11 Furasté

42. Mesmo / mesma .................................................................................. 218


43. M o ra r..................................................................................................... 218
44. Muito que fazer / muito o que fazer .................................................. 218
45. Nada a v e r ............................................................................................ 218
46. Nenhum / nem um ............................................................................... 219
47. Página - abreviatura ............................................................................ 219
48. Pôr / b o ta r............................................................................................. 219
49. Por causa de ........................................................................................ 219
50. Porcentagem / percentagem ............................................................. 219
51. Por ora / por hora ................................................................................ 219
52. Portuguesmente .................................................................................. 219
53. Preestabelecer .................................................................................... 219
54. R e a v e r................................................................................................... 219
55. R e c o rd e ................................................................................................. 220
56. Reivindicação ....................................................................................... 220
57. Rio-grandense ..................................................................................... 220
58. Sucinto / suscitar ................................................................................. 220
59. Supérfluo .............................................................................................. 220
60. Tão pouco / ta m p o u c o ........................................................................ 220
61. Ter de / ter que .................................................................................... 220
62. Todo / todo o ........................................................................................ 220
63. T o rá c ic o ................................................................................................. 220
64. Tu e ele ireis / tu e ele irão ................................................................ 221
65. U ltravioleta............................................................................................ 221
6 6 . Um dos que .......................................................................................... 221
67. Vimos / viemos .................................................................................... 221
6 8 . Xampu ................................................................................................... 221
69. Xerocar / xerografar............................................................................. 221
70. Xerox / X é ro x ........................................................................................ 221

NORMAS DA ABNT CONSULTADAS ..................................................................... 222

P O S F Á C IO ..................................................................................................................... 223

ANEXO A - NORMAS DE VANCOUVER .............................................................. 225

ANEXO B - RESENHA ............................................................................................... 228


Furastc 12 N orm as T écnicas para o T rabalho C ientífico

C a ía -te ...
... ou cãze aCguma coisa
que vaCPa mais que o siCêncio.
Pitágoras
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 13 Furasté

____________________ IN TRODUÇÃO __________________


No Brasil, o fórum nacional responsável pela Norm atização,1
especificação técnica que descreve as regras, linhas de orientação ou
características mínimas de determinados produtos ou serviços, é a
A s s o c ia ç ã o B r a s ile ir a d e N o rm a s T é c n ic a s (ABNT). A ABNT possui vários
Comitês Nacionais, dentre eles, o CB-14 - F in a n ç a s, B a n c o s, S e g u ro s,
C om ércio, A d m in is tr a ç ã o e D o c u m e n ta ç ã o , que normatiza, entre outras
coisas, a formatação dos T r a b a lh o s C ie n tífic o s 2 e de outros docum entos.
Uma de nossas principais m etas, neste livro, é tornar m ais fá c il e
m enos confuso o esforço que os estudantes ainda precisam fazer para
formatar seu s Trabalhos Científicos, elucidando as principais dúvidas e
apontando alguns cam inhos.3
Outra de n ossas m etas é estabelecer um a uniform idade de emprego
entre as diversas Instituições de Ensino, já que ela não ex iste , quanto às
exigências a serem feitas relativamente à formatação e à apresentação
técnica dos Trabalhos Científicos. Procuramos, para isso, explicitar algum as
das orientações a serem seguidas para a formatação e a apresentação,
especialm ente de teses, dissertações, artigos científicos, projetos,
monografias, trabalhos de conclusão de curso, relatórios e outros.
Necessário é que se chame a atenção para o fato de que alguns
professores e orientadores, de algum as instituições, estão seguidam ente a
exigir de seu s alunos e orientandos trabalhos dentro de normas oriundas de
diferentes fontes, m isturando dados de normas científicas internacionais e
de diferentes normas da própria ABNT, com as norm as esp ecífica s para um
determ inado tip o de trabalho. Esse fato tem ensejado inúmeros dissabores
e descontentam entos, tanto para os estudantes como para os próprios
professores e orientadores que carecem de um a lin h a d e a ç ã o ú n ic a .
Infelizmente, apesar de todos os esforços em contrário, temos
acompanhado algumas Instituições que estabelecem m anuais próprios,
“in ven tan d o” normas de apresentação e formatação fora do preconizado
pela ABNT, num a atitude em d escom p asso com o interesse de toda a
comunidade acadêmica que sente a real necessidade de um a uniform idade.
Chamamos a atenção, novamente, ao fato de que, para a elaboração e
apresentação de livros e folhetos, artigos em jornais, fôlderes e
assem elhados, bem como revisão de originais e outros trabalhos
característicos e próprios de determinadas especialidades, existem normas
específicas e que fogem dos objetivos desse nosso livro, razão pela qual não
as explicitaremos.
Nosso intuito, por essa razão, é ajudar a traçar essa lin h a d e a ç ã o
ú n ic a , dirigida especialmente para quem quer realizar um Trabalho
C ientífico sério e rigorosamente dentro dos p a d r õ e s o fic ia is b r a s ile ir o s .
Desejamos que este livro consiga atingir seu objetivo que é o de divulgar as
norm as o ficia is brasileiras e que venha facilitar a vida de toda a
comunidade acadêmica.
Assim, sempre à luz direta do que está preconizado pelas normas

1 Normalização ou normatização na Língua Portuguesa é a mesma coisa. São termos sinônimos.


Assim são chamados os Trabalhos realizados dentro da metodologia que emprega Normas Técnicas.
Evidentemente que a consulta direta às Normas da ABNT é o caminho mais indicado e mais recomendado.
Niuinas Técnicas para o Trabalho Científico 14 Furasté

uliciais, as N o rm a s B r a s ile ir a s d e R e d a ç ã o 4 (NBR) da ABNT,


f Hlabelecemos, no início, as diferenças existentes entre as várias formas que
pude assum ir um T ra b a lh o C ien tífico .
A seguir, apresentam os a estrutura dos diversos trabalhos; as
■xigências quanto a papel, digitação, paginação, espaços e margens das suas
ililrrentes partes, sempre de acordo, repetimos, com o estabelecido pelas
ultim as normas da ABNT.
A forma de referenciar as obras con su ltad as, a maneira de fazer um a
i Ilação e tantas outras dúvidas que nos assustam quando realizamos nosso
11 nbalho Científico são vistas após.
Inform am os, ig u alm en te, que a A B N T prom ove p eriodicam ente
atualizações, ca n cela m en to s e su b stitu iç õ e s em su as n orm as,5 e que
<*«te livro já incorporou tod a s as havidas até a data de sua publicação,
perm anecendo, com o sem pre, ABSOLUTAM ENTE ATUALIZADO.
Na últim a parte do livro, trazemos um P ro n to-Socorro G ra m a tic a l
i|iie mostra dicas e orientações de Língua Portuguesa, já devidam ente
^Justado com o Acordo O rtográfico.6 O objetivo é ajudar a resolver
prquenos (e outros nem tão pequenos) entraves que se apresentam na hora
il(i elaboração textual. Tratamos de assuntos como acentuação, pontuação,
nrtografia, uso do hífen, crase, vocabulário, uso dos porquês, grafia de
numerais, emprego de expressões de tratamento, abreviaturas e muitos
outros casos.
Por derradeiro, em forma de Anexo, trazemos orientações sobre as
R eferências de V ancouver, normas restritas a publicações na área médica.
Queremos, aqui, ainda, agradecer as manifestações de apoio e,
principalmente, as colaborações e sugestões de alguns dos nossos estimados
Iritores, m uitas delas vindas de distantes pontos desse nosso Brasil, e que
loram (e continuam sendo) gradativamente incorporadas nas diversas
reedições 7 deste livro.

p e d ro @ fu ra s te.c o m .b r

4 Conferir as Normas da ABNT que foram consultadas para a elaboração deste livro, na p. 222.
’ Alterações especialmente ocorridas nas normas: N B R 6022, N BR 6023, N B R 6024, NBR 6027, NBR 10520,
substituição da N B R 6026 pela NBR 6021, além do cancelamento das normas NBR 10522, N BR 10523 e NBR
12899. As últimas alterações ocorridas foram em 17/04/2011 na NBR15287 e na NBR 14724. Até a
publicação desta edição, nada mais havia mudado.
fl Acordo Ortográfico firmado entre os países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique, Portugal e São Tom é e Príncipe e que entrou em vigor em Io de janeiro de 2009.
' As reedições e reimpressões de nosso livro ocorrem para que possamos mantê-lo sempre atualizado. Elas se
devem às atualizações e modificações promovidas nas diversas normas pela ABNT. Ver nota 5.
Furasté 15 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

1 D E FIN IÇÕ ES

Antes de tratar das Normas Técnicas para a elaboração dos trabalhos


científicos, é preciso explicitar algumas definições de termos e expressões que
serão utilizados neste livro.8 Essa necessidade prende-se ao fato de
encontrarmos definições diferentes na bibliografia disponível, muitas das quais
contraditórias, o que sempre gera confusão.

A própria Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)


encarrega-se de desfazer a maioria das dúvidas que envolvem os termos,
trazendo, em suas diversas normas, as definições para eles. Sem entrar no mérito
de cada uma dessas definições (não é esse o nosso objetivo), esclarecemos que
serão utilizadas, neste livro, as acepções trazidas pela ABNT. Quando ocorre de
a ABNT não trazer a definição, essa, então, será adotada com base no uso
consagrado pelos diversos autores consultados, na tradição e pelo uso comum
que delas fazem as diversas Instituições de Ensino.

a) TESE - Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou


exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser
elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição
para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador
(doutor) e visa à obtenção do título de DOUTOR ou similar.9

b) DISSERTAÇÃO - Documento que representa o resultado de um trabalho


experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e
bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar
informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o
assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação
de um orientador (doutor), visando à obtenção do título de MESTRE.10 Trata-se de
uma exigência do Parecer 977/65 do Conselho Federal de Educação.

c) TRABALHOS ACADÊMICOS e/ou similares: (Trabalho de Conclusão


de Curso (TCC), Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI) e outros) -
Documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento
do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina,
módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito
sob a coordenação de um orientador.11

Para esclarecimento de outros termos, consulte o V ocabulário Básico que apresentamos na p á s 154
9 N BR 14724:2011, item 3.32.
10 NBR 14724:2011, item 3.10.
11 NBR 14724:2011, item 3.33.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 16 Furasté

d) PROJETO DE PESQUISA - Documento que apresenta o plano previamente


traçado para o desenvolvimento do trabalho final. A ABNT 12 define projeto como
“descrição da estrutura de um empreendimento a ser executado” e projeto de
pesquisa como sendo “uma das fases da pesquisa. É a descrição da sua estrutura.”

e) RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO - Documento que relata formalmente


os resultados ou progressos obtidos em investigação de pesquisa e
desenvolvimento ou que descreve a situação de uma questão técnica ou científica.
O relatório técnico-científico apresenta, sistematicamente, informação suficiente
para um leitor qualificado, traça conclusões e faz recomendações. É estabelecido
em função e sob a responsabilidade de um organismo ou de pessoa a quem será
submetido.13

f) ARTIGO CIENTÍFICO - É parte de uma publicação com autoria declarada que


apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas mais
diversas áreas do conhecimento.14

g) TRABALHO ESCOLAR - Trabalho, normalmente, exigido sem qualquer


compromisso com normas científicas. São resumos, sínteses, análises, recensões,
questionários e tarefas de aula.

h) MONOGRAFIA - Documento constituído de uma só parte ou de um número


preestabelecido de partes que se complementam.15 É um estudo particularizado que
se faz de um determinado assunto ou tema, ou de um conjunto de aspectos de
determinado assunto ou tema. É o nome genérico que serve para diversos trabalhos
científicos: Artigos, Teses, Dissertações, Trabalhos de Conclusão de Curso...

12 NBR 15287:2011, itens 3.13 e 3.14.


13 NBR 10719:2010, item 3.20.
H NBR 6022:2003, item 3.3.
15 NBR 6023:2002, item 3.7.
Furasté 17 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

2 F O LH A S, D ATILO G RAFIA / D IG ITA Ç Ã O _______

PAPEL OFÍCIO
A ABNT adota a chamada "Série A " para estabelecer os tamanhos
padrões das folhas de papel. Esta série estabelece múltiplos e submúltiplos de
tamanhos para papéis, a partir do formato padrão AO, que mede 841 mm x
1189mm. A partir do corte do papel em seus diversos formatos, temos as
seguintes medidas, ou sejam, os seguintes tamanhos de folhas:

formato A l - 841 mm X 594m m


formato A2 - 594mm X 420m m
formato A3 - 420mm X 297m m
formato A4 - 297mm X 210mm
formato A5 - 210mm X 148mm
formato A6 - 148mm X 105mm
formato A7 - 105mm X 74mm
formato A8 - 74mm X 52mm

O chamado "PAPEL O FÍC IO ", atualmente, é aquele que se apresenta no


formato A4, ou seja, com 297mm x 210mm (ou 29,70111 x 21cm). 16
Com a atualização da NBR 14724: em abril de 2011, o papel a ser utilizado pode
ser o branco ou o reciclado.17

E preciso ter cuidado especial quando da ocasião de se fazer feitas cópias


xerográficas, para que seja utilizado o mesmo tipo de papel e que se mantenha o
mesmo tamanho, posto que algumas máquinas operam com folhas de tamanhos
diversos, diferentes do padrão ofício, A4.

DIGITAÇÃO
A digitação de um trabalho científico deve ser feita em espaco 1.5 . No
verso da folha de rosto deve constar a Ficha Catalográfica feita conforme o
Código de Catalogação Anglo-Americano (CCAA2).18

16 N BR 14724:2011, item 5.1.


17 A padronização e controle das cores do papel reciclado.ainda é um grande problem a para a indústria do papel.
Uma dificuldade importante, que se apresenta especialmente no Brasil, é o fato de que muitos dos papéis
fabricados aqui possuem alvejante óptico em sua composição. Esse aditivo faz o papel “parecer” mais
“bran to ”, no entanto, quando analisado, fica evidente que, na verdade, o papel tende ao azul, pela ação do
alvejante. No caso de papéis reciclados esse é um grande desafio, pois, apesar de todos os esforços da
indústria papeleira para garantir a qualidade de produção, não se consegue o branco total.
18 V er mais informações no Capítulo 9 - Ficha C atalográfica, pág. 37.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 18 Furasté

A ABNT sugere que a digitação dos elementos textuais e pós-textuais do


trabalho seja feita somente na frente (anverso), ou na frente e no verso das
folhas, ou seja, o autor do trabalho pode optar por usar apenas um lado da folha
ou usar os d o is.19

Toda a impressão do trabalho científico deve ser feita na cor preta,


podendo utilizar outras cores nas ilustrações.20 Os erros de digitação,
datilografia e/ou de impressão que, porventura, ocorrerem podem ser corrigidos
através de uma Errata. 21

Há algum tempo, os computadores substituíram as máquinas de escrever na


leitura de trabalhos científicos. Logicamente não há qualquer restrição quanto à
continuidade do uso das máquinas, desde que a qualidade, as medidas, as
margens, os espaços, a acentuação, os caracteres, a dimensão do papel (21 cm x
29,7cm), etc, sejam rigorosamente os mesmos ditados pelas normas da ABNT.

TIPO DE LETRA (fonte)


No computador, temos a chance de escolher o tipo de letra (fonte) a ser
utilizado. Por se tratar de um trabalho formal, devemos ter bom-senso na escolha
da letra.

A ABNT não faz menção sobre qual tipo de letra que deva ser
utilizado. São recomendadas, porém, (veja-se que recomendação não é
obrigatoriedade) as letras:

Times New Roman ou Arial

No entanto, se não houver indicação contrária por parte da Instituição ou


do Orientador do trabalho, algumas outras podem ser utilizadas, obedecendo
sempre ao bom-senso, é claro.

TAMANHO DA LETRA (da fonte)


Outra facilidade que os computadores nos oferecem é a escolha do
Iamanho da fonte, ou seja, o tamanho da letra. O tamanho da fonte tecnicamente
é chamado de pitch.

A ABNT apenas SU G ER E, e sugestão não implica obrigação - fica a critério do autor do trabalho acatar ou
nflo a sugestão feita. U m a boa conversa com o orientador ou com o professor ajuda a fazer a escolha NBR
1-1724:2011, item 5.1.
1,1 NBR 14724:2011, item 5.1.
!l Ver mais informações no Capítulo 10 - E r ra ta , pág 38.
Furasté 19 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

O pitch que deve ser usado num trabalho, recomendado22 pela ABNT, é
o pitch 12 - para o corpo do texto; e o pitch 1023 - para as citações longas,
notas de rodapé, paginação e legenda de ilustrações e das tabelas. 24
Novamente chamamos a atenção para que se saiba que recomendação não
implica obrigação. Mas, atenção, o tamanho das letras não é uniforme, ele varia
de um tipo de letra para outro, não são todos iguais (veja na lista acima). Então,
se optarmos por um outro tipo de letra que não seja Times New Roman ou
Arial, devemos analisar seu tamanho e escolher aquele cujo tamanho mais se
aproxime do indicado. Pode haver uma oscilação entre o pitch 11 e o pitch 14.
E muito importante que se ressalte que, aos títulos de seções e subseções,
não se deve dar qualquer tipo de destaque que se relacione com o tamanho da
letra, isto é, não se deve aumentar o seu tamanho.
SIGLAS 25
Quando se fizer necessário o uso de siglas para amenizar o texto, deve-se
colocar a forma completa do nome em questão e a sigla correspondente, entre
parênteses, na primeira aparição. Nas demais oportunidades, usa-se apenas a
sigla. Vejamos um exemplo:

O trabalho deve ser digitado conforme as normas da Associação Brasileira de


Normas Técnicas (ABNT) para ser considerado oficial. Se o trabalho não estiver
formatado dentro das normas da ABNT, não estará dentro daquilo que ser quer
oficialmente brasileiro.

QUALIDADE
Como a maioria dos estudantes não é datilografo, é natural, e
perfeitamente permitido, que se mande digitar/datilografar o trabalho por
pessoas ou firmas especializadas, mas deve-se ter muito cuidado na escolha
desse tipo de profissional, uma vez que nem todos os datilógrafos conhecem
as normas técnicas oficiais e não se responsabilizam pelo que fazem. Muitos
chegam a anunciar que seus trabalhos são feitos dentro das normas da ABNT,
mas as desconhecem totalmente.

A qualidade deve falar mais alto num momento desses, já que a


responsabilidade é toda do autor do trabalho, e as bancas examinadoras não aceitam
que a culpa por eventuais erros seja atribuída aos datilógrafos.

Chamamos a atenção para o fato de a ABNT (NBR 14724:2011, item 5.1.) recom endar o tipo e o tamanho da
letra. Recomendar não implica obrigar, mas é claro que o bom-senso deve prevalecer. Em caso de dúvida,
consulte-se o Orientador do Trabalho - ele é quem dará a palavra final.
23 A ABNT diz apenas que deve ser “ tamanho menor e uniforme”. - NBR 14724:2011, item 5.1
N o caso de máquinas de escrever, m antém-se o mesmo tamanho. A não ser que a máquina permita a troca de
esfera, de margarida ou outro recurso que permita diminuir a letra.
25 Consulte, no final do livro, no Pronto Socorro Gramatical, o item SIG LAS, pág. 205.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 20 Furasté

;S M A R G E N S E E S P A Ç O S _________________________

MARGENS
Conforme a A B N T ,26 as margens, para todas as folhas dos diversos tipos
ik- trabalho cientifico’ devem ser:

FRENTE (Anverso) VERSO

margem esquerda: 3cm margem esquerda: 2cm


3cm margem superior: 3cm
margem superior:
margem direita: 2cm margem direita: 3cm
maraem inferior 2cm margem inferior 2cm

Mas, atenção, se o autor do trabalho optar por aceitar a sugestão da ABNT


tlc utilizar ambos os lados da folha (verso e anverso) deve ter o cuidado de
manter as margens dentro do apresentado acima.
Veja abaixo:

Observe-se que não se deve ampliar os 3cm da margem esquerda como


lorma de compensação de uma possível encadernação do trabalho. Essa margem
(rt c maior que as demais justamente por esse motivo. Da mesma forma, a

“ NBR 14724:2011, item 5.1.


Furasté 21 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

margem superior é de 3 cm para poder destacar o número da página que será


colocado ao alto e à direita. 27

ALINHAMENTO DA MARGEM DIREITA


O alinhamento da margem direita não é obrigatório. Apenas não se pode
avançar além do limite estabelecido. É terminantemente proibido o uso de
qualquer recurso do tipo tapa-margem (travessões, barras, hifens) para tentar
fazer esse alinhamento.
E possível e permitido, no entanto, o alinhamento feito com o recurso da
expansão de linhas que os computadores fazem, desde que o espaço entre as
palavras da linha não seja exagerado e deixe um verdadeiro “buraco” no texto. O
ideal é não ultrapassar o espaço correspondente a três letras.

Outro cuidado importante é com relação à partição silábica na


translineação (passagem de uma linha para outra). Deve-se observar,
rigorosamente, os preceitos gram aticais.29

É bom lembrar que nunca se coloca o hífen


da partição silábica abaixo da última sílaba, mas
ao lado da sílaba. Tanto texto manuscrito como
digitado. Deve ser:

as­ e nao as
sim sim

Igualmente se pode fazer uso dos recursos dos programas de computador


que se utilizam da possibilidade de hifenizar as separações, ou não permitir que
elas aconteçam, mantendo todas as palavras inteiras na página. É claro que, ao
justificar o texto, novamente, deve-se atentar para o detalhe de o espaçamento
entre as palavras não ficar exagerado. Aconselha-se que o espaço entre as
palavras não ultrapasse o equivalente ao espaço de três letras, como dissemos
acima.

Observe-se a representação gráfica a seguir, ambas corretas:

27 V er mais informações no Capítulo 4 - P aginação, pág. 27.


Recurso chamado de “Justificar” no W ord, lios microcomputadores.
29 V er mais informações na Terceira parte deste livro - P ro n to Socorro G ra m a tic al, pág. 177.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 22 Furasté

TÍTULOS
A ABNT não faz nenhuma recomendação sobre a distância que devam
manter da borda superior os títulos que não possuem indicativo numérico.

São eles: Errata, Agradecimento, Lista de Ilustrações, Lista de


Abreviaturas e Siglas, Lista de Símbolos, Sumário, Introdução, Conclusão,
Referências, Apêndice(s), Anexo(s), Glossário.

Ela diz apenas que se coloque cada um desses títulos centralizado e em


nova página. Dessa forma, não havendo explicitamente nada a favor ou contra,
pode-se inferir que o espaço de 8 cm da borda superior do papel, que sempre se
observou, ainda pode ser usado, ou, se assim for desejado, que se deixe apenas
os 3 cm da borda, como em qualquer outra página de texto. Fica, então, a
critério do autor essa opção.

Mais uma vez, recomendamos combinar com o professor orientador a


forma a ser adotada.30

Qualquer que seja o espaço deixado da borda superior, o título deve


permanecer centralizado na linha. Quando se deixam os 8cm da borda, separa-
se do texto por três linhas em branco. Quando se deixam os 3cm, deixa-se
apenas uma linha em branco.

Os títulos que recebem indicativos numéricos 31 devem ficar alinhados à

30 Em nossos exemplos, nesses casos, adotaremos sempre a distância de 8 cm da borda superior.


11 São todas as divisões do texto que contêm as matérias consideradas afins na exposição ordenada do assunto.
São as d iferentes seções do texto. A propósito: Introdução e Conclusão não são seções do texto, mas partes
do trabalho. Seção é a divisão de uma parte, são os capítulos e subcapítulos. Veja a esse respeito o que se diz
no capítulo 19 S e ç õ es e A líneas, pág. 50, e, especialmente a pág. 52.
Furasté 23 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

esquerda, com o numeral separado por um único espaço. 32 Estes ficarão


distantes 3cm da borda superior.

Os títulos das seções secundárias em diante ficarão alinhados à


esquerda, como veremos logo adiante.

Oportuno é lembrar, mais uma vez, que a letra a ser utilizada nos títulos,
sejam eles quais forem, deve ser a mesma e do mesmo tamanho que a utilizada
no corpo do trabalho. Não se deve alterar o tipo nem o tamanho.

Vejamos a disposição dos títulos e/ou elementos na página:

T ítu lo s e/ou elem entos D isp osição na página

Capa.......................................... variável
Lombadav...................................... variável
Folha de r o s t o .............................. variável
Errata ............................................. variável
Folha de aprovação.......................... variável
D edicatória.................................... variável
Agradecim ento............................... variável
E p íg ra fe ........................................... ! variável
Resumo em Língua Portuguesa........ centralizado a 8cm da borda superior*
Resumo em Língua Estrangeira........ centralizado a 8cm da borda superior*
Listas ....................................... centralizado a 8cm da borda superior*
Sum ário........................................... centralizado a 8cm da borda superior*
Introdução ................................... centralizado a 8cm da borda superior*
Seção prim ária................................ alinhado à esq. a 3cm da borda superior
Seções secundárias.......................... alinhado à esq. na seqüência do texto
Seções te rc iá ria s ............................ alinhado à esq. na seqüência do texto
Seções quaternárias........................ alinhado à esq. na seqüência do texto
Seções quinarias.............................. alinhado à esq. na seqüência do texto
Conclusão................................ centralizado a 8cm da borda superior*
R eferên cias................................... centralizado a 8cm da borda superior*
G lossário.................................... centralizado a 8cm da borda superior*
Apêndices..................................... variável
Anexos ............................................. variável
ín d ic e .................................... centralizado a 8cm da borda superior* 1

* Lembramos que é nossa opção esse espaço, conforme explicamos na página anterior.

32 NBR 6024:2003, item 3.2.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 24 Furasté

ESPACEJAMENTO

Título dos capítulos (seções primárias)


Os títulos de início de capítulo, como já dissemos, devem estar distantes
3cm da borda superior do papel e alinhados à esquerda, sempre em nova
página.
Os títulos devem ser separados do texto que vem em seguida por uma
linha em branco.33

Títulos dos subcapítulos (seções secundárias em diante)


Os títulos das seções secundárias (subseções) em diante devem estar
alinhados à esquerda. Deve-se deixar uma linha em branco entre o título da
seção e o texto anterior bem como do texto que o sucede .34 Portanto, segue na
mesma página.

Entre as linhas do texto


O espacejamento entre as linhas do texto do trabalho é o espaço 1,5.

Entre parágrafos
A ABNT 36 diz que todo o texto deve ser digitado em espaço 1,5. Isso
significa que, inclusive os parágrafos devem ser separados uns dos outros por
apenas um espaço 1,5, a exemplo do restante do texto.
Portanto, não se deixa linha em branco entre os parágrafos.

Entre as linhas de citações longas, notas, legendas, referências,


resumos, obras consultadas ou rodapé
Em citações longas, notas de qualquer natureza, referências, resumos (em
vernáculo ou língua estrangeira), legendas das ilustrações e das tabelas, natureza
do trabalhos, obras consultadas ou notas de rodapé o espaço deve ser o
simples.37

INÍCIO DE PARÁGRAFOS E CITAÇÕES


Cada parágrafo do texto deve ter seu início com uma entrada
aproximada entre lcm e l,5cm da margem esquerda, ou o equivalente a um

33 A N B R14724:2011, item 5.2.2, diz que os títulos das seções primárias e das subseções “devem ser separados
do texto que os precede ou que os sucede po r um espaço de entrelinhas de 1,5. " Isso eqüivale a dizer que
se deve d e ix a r u m a lin h a em branco.
34 V er nota anterior.
35 N BR 14724:2011, item 5.2.
36 N BR14724:2011, item 5.2.
37 NBR14724:2011, item 5.2.
Furasté 25 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

toque na tecla TAB 38 no computador. Claro que esse distanciamento da


margem não é rígido.

As citações longas devem ser localizadas com re-entrada de 4cm da


margem esquerda, mantendo a exigência do lcm / l,5cm (ou um TAB) para o
início de parágrafo.

Esquematicamente, podemos representar uma página de início de capítulo


da seguinte maneira (observem-se as distâncias assinaladas):

número da página 2cm da borda


superior

Título d o C ap ítu lo
alinhado com a
2cm da borda
m argem
direita
um a linha em branco

espaço 1,5
entre as linhas

m argem de 2 cm
margem de 3cm

parágrafo a 1 ,5cm

citação a 4cm
de re-entrada,
escrita com
espaço simples
entre as linhas,
LETRA
MENOR e
SEM ASPAS

traço de 3 cm

rodapé com espaço


margem de 2 cm
simples entre as linhas

38 A tecla TA B no computador pode variar de l,25cm e l,5cm . Essa não é uma m edida rigorosa.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 26 Furasté

Selecionamos uma página comum de um trabalho para visualizar melhor:

2cm ^
3cm número da página -► 34
2cm

feita mensa mente, as análises em tomo das taxas tendem a comprar suas variações
3cm
-►mês a mês. Em decorrência, os fatores sazonais são levados em consideração,
2cm
fazendo com que o leitor perca a dimensão do fenômeno no tempo e fique com a 4.

impressão de que as oscilações da taxa, no decorrer do ano, indiquem uma

diminuição real do nível de desemprego1. * c h a m a d a p ara o ro d ap é


1,5cm
rilftçAo a 4 cm de N.
te entrada, escrita A PME do IBGE não se constitui uma pesquisa sobre emprego/desemprego
ti«m espaço __ adequada na análise das peculiaridades inerentes ao mercado de trabalho
íimplos entre as brasileiro, visto que a PME, ao adotar os mesmos critérios e conceitos utilizados
linhns, LETRA nos Censos Demográficos e na PNAD, traz dentro de si as mesmas limitações e
MHNOR e SEM críticas desses levantamentos, aliadas às restrições da própria PME, já
ANfAS anteriormente apontadas (BRAGA, 1987, p.78).
pontuação fora dos parênteses

2.1 EMPREGO E DESEMPREGO + letras versais, sem negrito

uma linha em branco

2.1.1 Pesquisa de Emprego e Desemprego letras m inúsculas e negrito

mtryem
Finalmente implantada em 1984 pela Fundação Sistema Estadual de Análise
1,5cm '

de Dados (SEADE) a PED propõe-se a elaborar um levantamento conjuntural de

emprego e desemprego n Estado de São Paulo.


«■paço
1.8 - Portanto não se poderia deixar de analisar um outro ângulo, já que a nova
entro

linhas perspectiva que se abre, vislumbra a possibilidade de se obterem dados mais precisos
« antre
«i» e mais dinâmicos para as pesquisas que serão feitas a partir da base de dados
pará­
grafos
implantada com todos os aparatos técnicos do mercado e adotados pelo setor.

filete com 3cm de extensão

\ Uma maneira simples de contornar os problemas consiste em comparar a taxa de cada mês com a do
mesmo mês do ano anterior, pois elimina a dificuldade envolvida na variação sazonal do índice,
quando analisado de um mês para o outro.
•*p aço simples
antro as linhas 2cm
Furasté 27 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

4 PAGIN AÇÃO

Todos os trabalhos científicos devem ter suas páginas numeradas


seqüencialmente, em algarismos arábicos inteiros, a partir da primeira página da
parte textual, a 2cm das bordas.39 Quando o trabalho for digitado no anverso
(frente) e verso da folha, a numeração das páginas deve ser colocada:

a) no anverso: no canto superior direito;


b) no verso: no canto superior esquerdo.

Se for usado apenas um lado da folha (anverso), a numeração será


colocada no cano superior direito.

39 NBR 14724:2011, item 5.3.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 28 Furasté

pela folha de rosto, porém a numeração só passa a ser colocada (escrita) a


partir da primeira página da parte textual (que corresponde à introdução do
trabalho), em algarismos arábicos.40
Então, nas páginas anteriores à Introdução, não aparecem os números,
nem mesmo romanos, como anteriormente se fazia. Essas páginas são apenas
contadas.
Deve ficar claro que a contagem inicia na folha de rosto e que a capa41
não entra na contagem das páginas.

Se houver anexo(s) ou apêndice(s), suas páginas serão igualmente


numeradas de maneira que deem seqüência à numeração do trabalho.4
Só não serão numeradas se possuírem uma estrutura física diferente das
páginas do trabalho, tais como cópias de páginas de outra publicação,
formulários, mapas, fôlderes e/ou já possuírem uma paginação própria.

40 N B R 14724:2011, item 5.3.


41 Qualquer que seja o tipo de capa.
42 N B R 14724:2011, item 5.3.
Furasté 29 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

5 E S T R U T U R A D O TR A B A L H O CIENTÍFICO

TESES,
DISSERTAÇÕES E
TRABALHOS ACADÊMICOS 43

Os trabalhos científicos possuem uma estrutura composta por elementos


(partes) definidos que devem obedecer a uma ordenação seqüencial lógica
preestabelecida. Alguns desses elementos são considerados essenciais e outros
opcionais. Os opcionais, como o nome indica, não são obrigatórios na
apresentação do trabalho, sendo, portanto, dispensáveis. Lembramos que essa
estrutura é estabelecida pela ABNT, e não deve ser ignorada. 44

Teses, dissertações e trabalhos acadêmicos possuem uma estrutura que


compreende duas partes, uma externa e outra interna.

A parte externa é composta pela capa e pela lombada.

A parte interna compõe-se, basicamente, de três elementos:

a) ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS,45 que são aqueles que antecedem o


corpo do trabalho, propriamente dito, com informações que ajudam na
identificação, finalidade e utilização do trabalho;

b) ELEMENTOS TEXTUAIS, que é o corpo do trabalho, onde se faz a


exposição da matéria e deve ter, fundamentalmente, três partes: a
Introdução, o Desenvolvimento e a Conclusão;

c) ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS, aqueles que complementam o


trabalho e aparecem após o corpo propriamente dito;

Temos, então:

43 V er R elatórios de Estágio, pág. 118; R elatório Técnico-científico, pág. 124; P rojeto de Pesquisa, P ré-
-p ro jeto /A n tep ro jeto , pág. 133 e A rtigo C ientífico (“Paper”), pág, 142.
44 NBR 14724:2011, item 4.
45 É bom lembrar que, na paginação, esses elementos pré-textuais são contados, mas não numerados.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 30 Furasté

PARTE EXTERNA
Capa (obrigatório)
Lombada (opcional)

PARTE INTERNA

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Folha de rosto (<obrigatório)
Errata (opcional)
Folha de aprovação {obrigatório)
Dedicatória {opcional)
Agradecimentos {opcional)
Epígrafe {opcional)
Resumo EM língua portuguesa {obrigatório)
Resumo em língua estrangeira {obrigatório)
Lista de ilustrações {opcional)
Lista de abreviaturas e siglas {opcional)
Lista de símbolos {opcional)
Sumário {obrigatório)

ELEMENTOS TEXTUAIS:
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS:
Obras consultadas {obrigatório) 46
Glossário (opcional)
Apêndice {opcional)
Anexo {opcional)
índice {opcional)

M' O b ra s consultadas é um elemento obrigatório que a ABNT chamou apenas de referência. Porém, para não
se confundir com as Referências realizadas no decorrer do Trabalho, deve-se optar pelo título obras
consultadas.
Furasté 31 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Esquematicamente o trabalho deve ficar assim:

1 Capa
2 Folha de rosto
3 Errata
4 Folha de aprovação
5 Dedicatória
6 Agradecimentos
7 Epígrafe
8 Resumo em língua portuguesa
9 Resumo em língua estrangeira
10 Listas
11 Sumário
12 INTRODUÇÃO

13 DESENVOLVIMENTO

14 CONCLUSÃO
15 Obras consultadas
16 Glossário
17 Apêndice
18 Anexo
19 índice

* Há, ainda, a lombada, que é opcional.

Observações:
• Os elementos numerados de 1 a 11 são os pré-textuais (não paginados);
• Os elementos 12,13 e 14 são os textuais (paginados);
• Os elementos 15 a 19 são os pós-textuais (paginados).
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 32 Furasté

6 CAPA ________________________________________ ___


A Capa é um elemento obrigatório 47 que serve para proteção extema do
trabalho. Na capa devem ser impressas apenas as informações indispensáveis
que servem para identificação do trabalho, da mesma maneira que são
apresentadas na folha de rosto.
Há diferentes tipos de capa:
a) capa padronizada pela instituição: a instituição estabelece um tipo de
capa que deve ser adotado por todo e qualquer trabalho em seu
âmbito;
b) capa dura: nome dado à capa feita de percaline com os dados gravados
à semelhança de um livro;
c) brochura: feita com cartolina, ou com uma folha mais espessa;
d) capa plástica, transparente, também chamada de capa térmica, que
dispensa a gravação dos dados.

As informações da capa devem ser apresentadas na seguinte ordem:

a) nome da Instituição (opcional);


b) nome do Autor;
c) título do Trabalho;
d) subtítulo (se houver);
e) número do volume (se houver mais de um);
f) local (cidade onde se entrega o trabalho);
g) ano da entrega.

A ABNT não estabelece as distâncias desses elementos, por essa razão


timuieremos as distâncias consagradas pela tradição. Não há nenhum rigor
tte^sas distâncias - não há, portanto, necessidade de as bancas usarem
!EeMUÍnhas’ para verificá-las:

n) nome da instituição (opcional) - centrado, em letras maiúsculas, em


negrito, a±3cm da borda superior, tamanho 12 a 14;
b) nome do autor - centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±5cm
da borda superior, tamanho 12 a 14;
i') título do trabalho - centrado na página, horizontal e verticalmente, em
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14;

A Hlilt 14724:2011, item 4, estabelece como obrigatórios: Capa, Folha de Rosto, Folha de Aprovação,
cm língua vernácula, Resumo em Língua Estrangeira, Sumário, os elementos textuais e Referências.
Furasté 33 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

d) subtítulo (se houver) - centrado, em letras maiúsculas, negrito, na


linha seguinte, espaço simples, tamanho 12;
e) número do volume (se houver mais de um) - centrado, em letras
maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples, tamanho 12;
f) local (cidade onde se entrega o trabalho) - centrado, em letras
minúsculas, a ±25 cm da borda superior, tamanho 12;
h) ano da entrega - centrado, em letras minúsculas, na linha seguinte,
espaço simples, tamanho 12.

Lembramos que essas distâncias não foram estabelecidas pela ABNT -


elas são meras sugestões razão pela qual não se deve ter um rigor extremo nas
medidas sugeridas.

Vejamos um exemplo:

• Todas as medidas são distâncias da borda superior.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 34 Furasté

7 LOM BAD A ______________________________________


É um elemento opcional. Os dados da lombada, conforme a ABNT,48
devem ser:

a) nome do autor, que deve se lido do alto para o pé. Essa disposição
permite que seja lido quando o livro estiver deitado, com a face para
cima;
b) título do trabalho, disposto da mesma forma;
c) elementos de identificação do volume (se houver).

Kxemplo:

ATENÇÃO:

senso deve estar presente.


Alguns Trabalhos não possuem espessura
suficiente para ter uma LOMBADA, e como
a ABNT não faz menção a isso, é preciso um
entendimento do autor e seu orientador para
saber a partir de que espessura deve-se
colocar ou não.
Por essa razão, é um elemento opcional.

■HNr 14274:2011, ite m 4.1.2. eN B R 12225:1992.


Furasté 35 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

8 FOLH A D E R O S T O
Para todos os Trabalhos, a Folha de Rosto é um elemento obrigatório e
deve conter todos os dados necessários para a sua identificação. A ABNT
estabelece quais são os dados que devem ser indicados e apresenta a ordem
(seqüência) de sua colocação. Não faz menção a medidas, espacejamento nem a
tamanho de letras,49 porém, baseados na bibliografia existente, na tradição e na
prática exaustiva, sugerimos a seguinte distribuição:

a) nome do autor - a ±5cm da borda superior, centrado, em negrito e


letras maiúsculas, tamanho 12 a 14;
b) título principal do trabalho - a ± llc m da borda superior, centrado,
em negrito e letras maiúsculas, tamanho 12 a 14;
c) subtítulo (se houver) - uma linha abaixo do título, espaço simples;
centrado, em negrito e letras maiúsculas, tamanho 12 a 14,
precedido de dois-pontos no título;
d) número do volume (se houver mais de um) - uma linha abaixo do
subtítulo, espaço simples, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras
minúsculas, tamanho 12, deve constar a natureza do trabalho (tese,
dissertação, trabalho de conclusão...), o objetivo do trabalho
(aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido), o nome
da Instituição (Universidade, Centro, Instituto ou Faculdade; e a área
de concentração (disciplina ou matéria);
f) nome do(s) orientador(es) (e do co-orientador, quando houver) - a
±22cm da borda superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
g) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado,
letras minúsculas, tamanho 12;
i) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em
letras minúsculas, tamanho 12.

49 A ABNT, em sua NBR 14724:2005, item 5.1, afirmava que "o projeto gráfico é de responsabilidade do autor
do trabalho”. A ABNT retirou essa afirmação na atualização de 2011, mas fica implícito que ainda se deve
ter em mente que toda responsabilidade é do próprio autor.Lembramos novamente que as distâncias são
sugestões e aproximadas, não deve haver rigor nesse sentido.
36 Furasté
Normas Técnicas para o Trabalho Científico
Furasté 37 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

9 FICHA CATALOGRÁFICA

Elemento obrigatório. No verso da folha de rosto deve haver a ficha


catalográfica, preparada de acordo com o código de catalogação anglo-
americana (ccaa2), em vigor. Ela compõe a folha de rosto, isto é, ela é
considerada como um elemento que faz parte da folha de rosto.

Deve-se sempre solicitar a uma bibliotecária que realize essa tarefa. Aliás
é dever da Instituição colocar à disposição esse profissional para realizar essa
tarefa, sem ônus, para o aluno.

C173i Câmara Jr., Joaquim Mattoso, 1904 - 1970


Manual de Expressão Oral e Escrita (por) J. Mattoso
Câmara Jr. 4.ed. Petrópolis : Vozes, 1977. 160 p.

1. Comunicação Oral 2. Linguagem e Línguas


I. Título

77-0482

F983 Furasté, Pedro Augusto


Normas Técnicas para o Trabalho Científico.
Explicitação das Normas da ABNT. 16.ed.
Porto Alegre: Dactilo-Plus, 2012.

%
CDD 001.4
CDU 001.81

O
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 38 Furasté

1 0 E R R A TA

Elemento opcional. A Errata é um recurso previsto na ABNT 50 e não se


constitui em nenhum demérito para o autor, nem repercute em sua avaliação,
uma vez que se destina a pequenos reparos relativos à apresentação física do
Irabalho em si (à datilografia, a erros ortográficos, omissões, trocas) e não ao
conteúdo propriamente dito.

Hoje em dia, com os avanços dos modernos editores de textos e seus


recursos, a errata está sendo cada vez menos utilizada. Mas se for o caso de se
necessitar, ela pode ser feita numa folha avulsa ou encartada, acrescida ao
Irabalho depois de impresso, com dimensões reduzidas ou não, colocada logo
após a folha de rosto, contendo a indicação da página 51 e da linha onde se
encontra o problema, além da indicação: onde se lê, para o que está errado, e
leia-se, para o que deve ser o correto.

ERRATA
pág. linha Onde se lê: Leia-se:
15 23 Frustação frustração
26 18 2 03 0 200 3
35 12 reivindicar
Revindicar
46 27 caiu um tombo levou um tombo
55 20 Bicabornato de sódio bicarbonato de sódio
78 23 T rouxxemos trouxemos
120 19 pediu dele pediu para ele
2 43 .3 4 preoculpação preocupaçao
256 23 nada é facio nada é fácil
3 49 12 Tranqüilo tranqüilo

M NBR 14724:2011, item 4.2.I.2.


11 A ABNT manda que se indique a folha, mas vê-se que, visivelmente, se confundiu FOLHA com PÁGINA.
I)eve-se, indicar, na verdade, a página onde se localiza o erro, uma vez que há paginação.
Furasté 39 N ormas Técnicas para o Trabalho Científico

11 FOLHA D E A PRO VAÇÃO

Elemento que se tomou obrigatório em todos os trabalhos científicos a


partir da atualização da ABNT em agosto de 2001,52 deve ser colocado logo
após a folha de rosto.

A folha de aprovação deve conter:

a) nome do autor (ou autores) do trabalho;

b) título (por extenso) e subtítulo (se houver);

c) natureza do trabalho;

d) objetivo visado pelo trabalho;

e) nome da instituição a que o trabalho é submetido;

f) área de concentração;

g) data da aprovação;

h) nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e


Instituições a que pertencem.

A ABNT esclarece que a data de aprovação e as assinaturas dos


componentes da banca examinadora devem ser colocadas após a aprovação do
trabalho.

Não são fornecidos maiores detalhes quanto à forma que essa página deve
ter, nem quanto a outras informações adicionais que os orientadores, via de regra,
colocam. Deduz-se, então, que as Instituições e/ou os orientadores têm liberdade
de redigir essa folha da maneira que lhes convier, desde que façam constar os
itens exigidos pela Norma.

52 Consta, hoje, na N BR 14724:2011, item 4.2.1.3.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 40 Furasté

AUGUSTO CARVALHO DA SILVA

O TEMPO E O LUGAR NO ROMANCE DE 1930

LENDAS E HISTÓRIAS

Dissertação de Mestrado em Literatura Brasileira para a


obtenção do titulo de Mestre em Literatura Universidade
Federal do Rio Bonito,I Centro de Pós-Graduação e
Pesquisa Faculdade de Filosofia e Letras, Literatura
Brasileira

Banca Examinadora:

Profa Dra. Clarissa de Borba Henn - CESMARS

Prof. Dr. Marcelo Gomes de Oliveira Canuto - CEUCAR

Profa. Dra. Heleonora Cabral dos Santos Andrade -


CEUCAR

Prof. Dr. Orlandino Soares de Almeida - CESMARS

Conceito:

Rio Claro d e ........................... de

Este é apenas um exemplo de como pode ser elaborada a folha de aprovação.


Furasté 41 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

12 DEDICATÓRIA

É um elemento opcional. Caso o autor deseje, pode dedicar seu trabalho a


alguém que ele considere como importante, por motivos seus. Serve, também,
para expressar uma homenagem a um grupo de pessoas em função de
determinadas características. Deve ser colocada após a folha de aprovação.

Deve-se, no entanto, evitar fórmulas e chavões sentimentaloides e


exageradamente piegas, para não cair no ridículo. Se for dedicado a mais de uma
pessoa, cuide-se para que não sejam em número muito elevado, para não diluir a
homenagem.

Exemplo:

Fica por
conta do
gosto do
autor, e
a seu
critério, a
forma, tipo
de letra,
moldura,
etc. dessa
página.

DEDICATÓRIA

Aos meus pais, pelas angústias e


preocupações que passaram por minha
causa, por terem dedicado suas vidas a
mim, pdo amor, carinho e estímulo que
me ofereceram, dedico-lhes essa
conquista como gratidão.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 42 Furasté

13 AGRAD ECIM EN TO S

Elemento opcional. Pode-se agradecer a todas as pessoas e entidades que,


de uma forma ou de outra, colaboraram decisivamente na realização do trabalho.
O agradecimento deve ser breve, porém sincero, indicando, se quiser, o motivo
do agradecimento.

Exemplo:

O modo
de fazer
essa
página
fica a
critério do
autor:
forma, tipo AGRADECIMENTO
de letra,
moldura,
espaços,
etc.
Agradeço a ajuda pjestimosa de
minha orientadora, Marília, pela
paciência e carinho com que
sempre me acolheu;
Agradeço a meus professores
que sempre souberam me
encaminhar nos estudos;
Agradeço a meus colegas pelo
apoio e estimulo.
Furasté 43 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

14 EPÍGRAFE

Também chamada de dístico. É um elemento opcional. Trata-se de uma


sentença, frase de efeito, um pensamento ou mesmo um poema ou um trecho de
um texto que se relaciona intrínseca ou extrinsecamente com o conteúdo do
trabalho ou com quaisquer fatos ou situações relacionados com seu
desenvolvimento. Também pode ser colocada uma epígrafe nas folhas de
abertura de cada capítulo.

O autor faz
como
desejar.
Pode ser um
pequeno
texto, uma
frase, enfim,
algo
relacionado
Ê preciso ousar para dizer cientificamente que
com o tema estudamos,
do trabalho. aprendemos,
ensinamos,
conhecemos nosso corpo inteiro.

Com sentimentos,
com as emoções,
com os medos,
com a paixão e também com a razão
crítica.

Jamais com estas apenas.

É preciso ousar para jamais dicotomizar o


cognitivo do emocional.
Paulo Freire
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 44 Furasté

15 RESU M O E M LÍNGUA PO RTU G U ESA

Elemento obrigatório.53 É o resumo em língua vernácula do trabalho de


que fala a ABNT. Trata-se da apresentação fiel, breve e concisa dos aspectos
mais relevantes do trabalho, apresentando as ideias essenciais, na mesma
progressão e no mesmo encadeamento que aparecem no texto. Deve exprimir,
em estilo objetivo, uma visão geral, ampla e, ao mesmo tempo, clara e objetiva
do conteúdo do trabalho e das conclusões a que se chegou. O resumo deve
ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho

Não se pode confundir resumo54 com resenha.55.

Existem quatro formas de resumo, 56 porém não vamos fazer menção às


suas diferenças, pois foge à finalidade desse livro.

O resumo deve ser digitado, ou datilografado, em espaço simples,


inclusive entre os parágrafos.57 O texto é uma seqüência corrente de frases
concisas e não uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbo na
voz ativa e na terceira pessoa singular. Logo abaixo, devem ser colocadas as
palavras representativas do conteúdo do trabalho, ou sejam, as palavras-chave
e/ou descritores.

Quanto ao tamanho, a ABNT58 recomenda que se use de 150 a 500


palavras nos resumos de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações,
monografias, trabalhos de conclusão de curso e outros) e relatórios técnico-
científicos; de 100 a 250 palavras em artigos de periódicos e de 50 a 100
palavras para os destinados a indicações breves.

Vejamos um exemplo:

53 NBR 14724:2011, item 4.2.I.7.


54 Veja-se a definição de Resumo Crítico no V ocabulário Básico, pág. 154.
55 Veja, no Anexo B, como se faz uma R esenha, pág. 228.
56 Conforme a ABNT, NBR 6028:2003: Resumo indicativo; Resumo informativo; Resumo informativo/indica­
tivo; Resumo crítico.
' 7 A ABNT sugere que se evite uso de parágrafos - o texto deve seguir uma seqüência única. Sugere igualmente
que sejam evitadas frases negativas, símbolos, contrações não usuais, fórmulas, equações, diagramas. Se seu
emprego for absolutamente imprescindível, devem ser definidas na primeira vez que surgirem.
58 NBR 6028:2003, item 3.3.5.
Furasté 45 Normas Técnicas para o Trabalho Cientíl

O Resumo em
Língua 8cm da borda

Vernácula
recebe o título
de RESUMO,
apenas. 3 linhas
em branco

Este trabalho apresenta os procedimentos técnicos


Espaço empregados na tradução. Assim, temos a definição de tradução e seus
simples diferentes tipos, exemplos e tentativa de tradução automática, através de
máquina de traduzir. Depois, temos os procedimentos técnicos com
entre as linhas definições e exemplos. Faz-se menção à qualidade das traduções e
coloca-se sugestões para melhorá-las. É uma tentativa de dar uma
ampla visão do assunto tradução, sem se enveredar apenas por um só
caminho, mas mostra-se também as diferentes opções existentes.
Deve trazer o
essencial para Palavras-chave:
tradução - tradução automática - definições
que se saiba
de que trata o
trabalho.

Lembre-se:
nunca
ultrapasse o
número exigido
de palavras.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 46 Furasté

/6 R ESU M O EM LÍNGUA E STR A N G EIR A

Elemento obrigatório.59 É a versão do resumo em língua vernácula para


um idioma de divulgação internacional, inclusive das palavras-chave e/ou
descritores. Deve ser, igualmente, digitado ou datilografado em espaço simples,
inclusive entre os parágrafos. Mantém a exigência do número de palavras.

Dá-se o título de Abstract, no inglês, Resumen, no espanhol, Inhalt, no


alemão e Résumé, no francês. A escolha do idioma para se fazer o resumo em
língua estrangeira dependerá das finalidades e dos objetivos do próprio trabalho.

Deve ser seguido das palavras representativas do conteúdo do trabalho, ou


sejam, as palavras-chave e/ou descritores, na língua estrangeira.

O Resumo em Língua 8 cm da borda


Estrangeira pode ser
feito em qualquer
idioma, dependendo
da finalidade do ABSTRACT
3 linhas em branco
Trabalho.
Em geral, é feito em This paper presents the technical procedures used in
the act of translating. Thus, we have here the definition of
inglês. "translation” and its different kinds, examples and attempts
of automatic translation, by means of translating machines.
After that, we have the technical procedures with definitions
and examples. We mention the quality of translations and
Espaço simples suggest how to improve them. It's an experiment for giving
entre as linhas. a wide Vision of the subject “translation", without choosing
only one path to follow, but showing that there are also
other different options.

Keywords: translation - automatic translation - definition


Segue as mesmas
normas que o
Resumo em Língua
Vernácula.

w NBR14724:2011, item 4.1.10.


Furasté 47 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

1 7 L IS T A S ________________________________________
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Elemento opcional colocado antes do sumário. Deve conter, na ordem
em que aparecem no texto, a identificação do elemento, seu título e paginação,
como num sumário, para facilitar sua localização. Cada tipo de ilustração pode
ter sua lista própria (dependendo de sua extensão) - quadros, lâminas, plantas,
fotos, gráficos, organogramas, fluxogramas, esquemas, desenhos, croquis...
LISTA DE TABELAS
Elemento opcional, colocado antes do sumário, que traz cada item
designado pelo seu título, apresentado na ordem em que surgem no decorrer do
trabalho, acompanhado da respectiva página, como ocorre num sumário.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Elemento opcional, colocado antes do sumário, que deve trazer a
relação, em ordem alfabética, das abreviaturas e siglas que foram utilizadas no
texto do trabalho com sua significação por extenso ao lado. A ABNT recomenda
uma lista para abreviaturas e outra para siglas, quando forem muito extensas.
Quando aparecem pela primeira vez no texto, a forma completa do nome
precede a sigla que vem colocada entre parênteses.60
LISTA DE SÍMBOLOS
Elemento opcional, colocado antes do sumário, que deve trazer a relação
dos símbolos que foram utilizadas no trabalho com sua significação por extenso
ao lado. Os símbolos devem ser apresentados na ordem em que aparecem no
decorrer do texto.
Exemplo de lista de ilustrações: Exemplo de lista de tabelas:

8 cm da borda 8 cm da borda

LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE ABREVIATURAS


3 linhas em branco

Planta da enfermaria .
17 cat. - catálogo
Planta da O ficina........ cit. - citado
25 col. - coleção
Planta da cozinha........ doc. - documento
29 gloss. - glossário
Planta d]o refeitório..... grav. - gravado
34 incl. - incluso
Vista lateral do prédio.. org. - organizado
38 obs. - observação
Vista frontal do prédio . publi. - publkicado
41 ver. - revisado

60 Ver página 19. V er também pág. 205.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 48 Furasté

1 8 S U M Á R IO 61_______ _______________________________

A finalidade do sumário é dar uma visão geral do trabalho e facilitar a


localização dos assuntos, por isso devem ser apresentadas apenas as seções
primárias, secundárias e terciárias, 62 mesmo que no trabalho existam outras
subdivisões. O sumário deve conter o indicativo numérico de cada seção, o título
da seção e a paginação, separados por uma linha pontilhada, todos alinhados à
esquerda.

O sumário é o último elemento pré-textual. Se houver mais de um


volume, deve-se colocar o sumário de toda a obra em cada um dos seus volumes
para que se possa ter uma visão completa de todo o conteúdo.63

Convém lembrar que, em inúmeros trabalhos, vê-se chamado de índice


aquilo que é sumário e vice-versa. Só se pode chamar de índice quando
ultrapassar a indicação das seções para além das terciárias. O índice é o
detalhamento pormenorizado dos assuntos, nomes de pessoas, nomes
geográficos, acontecimentos, datas e outros elementos que o autor deseja
salientar, com a indicação de sua exata localização dentro do texto. Como
conseqüência disso, temos índice de assunto, índice cronológico, índice
onomástico e outros.

O sumário é meramente informativo enquanto que o índice é


explicativo. Mas atenção: não se devem colocar os elementos pré-textuais no
Sumário.64 O Sumário, portanto, inicia com a introdução.

Espacejamento no sumário
O espacejamento entre as linhas do sumário deve ser simples. Porém,
entre uma seção e outra, deixa-se uma linha em branco.

Destaque
Deve haver um destaque entre os itens que se subordinam no sumário. Os
destaques a serem dados serão os mesmos dados no decorrer do corpo do
trabalho,65 ou sejam:

a) seções primárias: letras maiúsculas e negrito;


b) seções secundárias: letras maiúsculas;
c) seções terciárias: letras minúsculas e negrito.

61 NBR 6027:2003.
62 Apesar de alguns autores sugerirem apenas as seções primárias devemos seguir a proposição da ABNT.
M NBR 14724:2011, item 4.2.1.13.
M NBR 6027:2003, item 5.3.
M NBR 6027:2003, item 5.2: "A subordinação dos itens do sumário deve ser destacada pela apresentação
tipográfica utilizada no texto
Furasté 49 N ormas Técnicas para o Trabalho Científico

1 MAIÚSCULO e NEGRITO
1.1 SÓ MAIÚSCULO
1.2 SÓ MAIÚSCULO
1.1.1 Minúsculo e negrito
1.1.2 Minúsculo e negrito_____

Até bem pouco tempo atrás, para salientar mais os itens do sumário, era
permitido utilizar a reentrada para abaixo da primeira letra da linha anterior,
porém essa reentrada não é mais permitida pela A B N T .66
Vejamos um exemplo de sumário:

8 ci n da borda
3 linhas
em branco

nao se numera SUMÁRIO negrito, versai, centrado


a
INTRODUÇÃO

uma linha INTRODUÇÃO............................................................... ^


em branco
1 ENTENDENDO O FRANCHISING................... 12
1.1 O FRANCHISING NO B RA SIL................................. ............. 1 4
1 . 2 CONCEITUANDO O FRA NC H ISIN G ZZZZZZZZZZZ. 18
espaço sim ples _^1.2.1 Sistema A m e ric a n o ........................................................... 20
1.2.2 Sistema E u ro p e u ....................................... 23

seções
1.3 TIPOS DE FRA NC H ISIN G ZZZZZZZZZ.ZZ.Z.Z.ZZ... 26
.

1.3.1 Tipo A b e rto ...............................................................................29


primárias 1.3.2 Tipo F e c h a d o ........................................ 32
e secundárias
em versai e as
1.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS ZZZZZZZZZZZZZ 37

terciárias em 2 O FRANCHISING NO B R A S IL ............... 44


minúsculo 2.1 O INÍCIO NO BRASIL .............................. 47
2 . 2 AS MAIORES FRANQUIAS .......................... ZZZZZZZZZ 51
2.3 PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO ZZZZZZZ. 55

3 CAPITAL E SEGURANÇA ....................... 59


3.1 SEGURANÇA NO SISTEM A .................... 60
3 cm 3.2 FALHAS PREVISÍVEIS ............................................... 1''"'.’".’ 64*
2 cm
CON CLUSÃO ................................................................................. 70
nao sao
numerados OBRAS CONSULTADAS............................................................. 73
e s se s títulos
APÊNDICES ................................................................................... 77

A N E X O S.......................................................................................... 84

66 NBR 6027:2003, item 5.4.1 eN B R 6024:2003, item 3.2.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 50 Furasté

19 SEÇÕES E ALÍNEAS _____________________________


Os capítulos são chamados pela ABNT de seções primárias e podem ser
divididos e subdivididos em seções secundárias, terciárias, etc. A ABNT
sugere que não se exagere nas subdivisões, jamais ultrapassando a quinária.

TÍTULOS DAS SEÇÕES


Deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto com
algarismos arábicos. As seções primárias devem ser iniciados em página
nova, e ter seu título ALINHADO À ESQUERDA, separados do respectivo
numeral por apenas um espaço e a 3 c m da borda superior do papel.

Com relação aos títulos que não possuem indicativo numérico, 67 a ABNT
não faz nenhuma recomendação sobre a distância que devam manter da borda
superior. Ela apenas recomenda que se coloque cada um deles centralizados e
cm nova página. Dessa forma, não havendo recomendação explícita a favor ou
contra, pode-se inferir que o espaço de 8 cm da borda superior do papel, que
sempre se recomendou, ainda pode ser usado, ou, se assim for desejado, que se
observe apenas os 3 cm da borda, como em qualquer outra página de texto. Fica,
então, a critério do autor essa opção. Mais uma vez, recomendamos combinar
com o professor orientador a forma a ser adotada.68 Qualquer que seja o espaço
deixado da borda superior, o título deve permanecer centralizado na linha. 69
Quando se deixam os 8cm da borda, separa-se do texto por três linhas em
branco. Quando se deixam os 3cm, deixa-se apenas uma linha em branco.
Para se dar o devido destaque, não se deve aumentar o tamanho da letra,
mas utilizar-se apenas dos recursos de negrito, itálico e versai (também
chamado de caixa alta ou simplesmente letra maiúscula).
Os títulos das seções secundárias (subseções) são alinhados à margem
esquerda e destacados gradativamente, usando-se de maneira racional os
recursos disponíveis.

Vejamos como ficam os diferentes títulos e subtítulos:70

São eles: Errata, Agradecimento, Lista de Ilustrações, Lista de Abreviaturas e Siglas, Lista de Símbolos,
Sumário, Introdução, Conclusão, Referências, A pêndice(s), Anexo(s), Glossário.
*H Em nossos exemplos, nesses casos, adotaremos sempre a distância de 8 cm da borda superior.
',v Repito para que a explicação fique bem clara e não levante dúvidas. Como os latinos já diziam: Repetitio
m ater studiorum est. (A repetição é a mãe da sabedoria).
m Observar que o destaque dado no Texto deve ser o mesmo que o dado no Sumário para as seções primárias,
secundárias e terciárias.
Furasté 51 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

1 SEÇÃO PRIMÁRIA - MAIÚSCULO e NEGRITO


1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA - SÓ MAIÚSCULO
1.1.1 S eção terciária - m inú scu lo e negrito
1.1.1.1 Seção quaternária - minúsculo e normal
1.1.1.1.1 Seção quinária - minúsculo e itálico

Todos os títulos de seções, primárias (1), secundárias (1.1), terciárias


(1.1.1) bem como as demais, se houver, devem manter o mesmo tamanho da
letra utilizada no texto. Deixa-se uma linha em branco entre os títulos das
seções e os textos anterior e posterior.

O título das seções terciárias (1.1.1) em diante deve ser escrito de acordo
com as normas utilizadas para a titulação em geral, ou sejam:

a) quando o título possuir verbo, pontuação intermediária ou entonação


final, é considerado uma oração, aí, então, apenas a inicial da
primeira palavra será maiúscula e terá ponto final, exceção feita a
nomes próprios. Exemplos:

1.1.9 Narrar é contar histórias.


1.6.3 Ter ou ser: eis a questão.
1.4.5 Que triste futuro!

b) quando o título não possuir verbo, pontuação intermediária ou


entonação final, é considerado uma frase, aí, então, a inicial de cada
palavra será maiúscula, excetuando-se os artigos, as preposições e as
combinações, e não terá ponto final. Exemplos:

1.1.4 Preservação da Natureza


1.6.9 O Movimento Escoteiro no Mundo de Hoje
1.2.5 A Pedagogia das Minorias no Brasil_____________

INDICATIVO DE SEÇÃO
O algarismo que antecede a cada título de seção recebe a denominação de
indicativo. Para esse indicativo, devem ser utilizados somente algarismos
arábicos que são separados do título apenas por um espaço. Não se usa ponto,
traço ou qualquer outro sinal entre eles.

Esse algarismo pode ou não acompanhar o destaque dado ao título da


seção (negrito, itálico, etc.). Deve-se, porém, manter uniformidade no trabalho.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 52 Furasté

1 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR


1.1 DADOS DO FUNDADOR
1.1.1 Origem
1.1.2 Obras realizadas

O indicativo de uma subseção é composto pelo indicativo da seção a que


pertence, seguido do número que lhe for atribuído na seqüência do assunto,
Ncparado apenas por um ponto.

1.1 TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA PRÁTICA


1.1.1 Pedagogia liberal
1.1.2 Pedagogia progressista
1.1.2.1 Análise
1.1.2.2 Considerações

Introdução, conclusão, referências, resumos, anexos, apêndices,


glossário, por se constituírem PARTES independentes, jamais devem ser
numeradas, tanto no decorrer do trabalho como no sumário. Isso deve ser feito
npenas nas seções e subseções do desenvolvimento do texto.

Uma observação importante: A ABNT não é suficientemente clara quando


do uso de determinadas palavras, o que ocasiona, muitas vezes, confusão na
interpretação. É o caso de a introdução e a conclusão serem ou não
numeradas. No texto apresentado na NBR14724:2005, item 4.2, está escrito
t|ue introdução, desenvolvimento e conclusão são as três partes fundamentais
ipie compõem, juntas, os elementos textuais. Diz, ainda, que a introdução é a
PARTE inicial do texto (item 4.2.1); o desenvolvimento é a PARTE principal
do texto (item 4.2.2) e a conclusão, a PARTE final do texto (item 4.2.3). Está
hom claro que as três são PARTES do trabalho!

Já quando fala do desenvolvimento do texto, a ABNT (item 4.2.2) diz


que essa PARTE do texto é dividida em SEÇÕES e SUBSEÇÕES. Portanto, as
seções e subseções são divisões do desenvolvimento. Ou seja, as seções e
subseções compõem o desenvolvimento do texto. Portanto, fazendo a devida
interpretação do que está escrito, as SEÇÕES e SUBSEÇÕES é que devem ser
identificadas, ou seja, numeradas. Quer dizer, então que essas SEÇÕES e
SUBSEÇÕES que são numeradas, são as divisões ocorridas no
desenvolvimento. Ficou claro: o que se numera são as divisões ocorridas no
desenvolvimento.
Furasté 53 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Como introdução e conclusão não são divisões do Desenvolvimento,


mas são OUTRAS PARTES do texto, elas NÃO DEVEM SER
NUM ERADAS.71

Então, INTRODUÇÃO e CONCLUSÃO são partes do texto, assim


como o DESENVOLVIMENTO e não uma divisão deste.

SUM ÁRIO
INTRODUÇÃO
1 A REDAÇÃO ESCOLAR
2 PARTES DE UMA REDAÇÃO
3 O PARÁGRAFO
3.1 TIPOS DE DESENVOLVIMENTO
3.2 TIPOS DE CONCLUSÃO DO PARÁGRAFO
4 NARRAÇÃO
5 DESCRIÇÃO
6 DISSERTAÇÃO
6.1 DISSERTAÇÃO OBJETIVA
6.2 DISSERTAÇÃO SUBJETIVA
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
GLOSSÁRIO
APÊNDICES
ANEXOS

ALÍNEAS
Cada seção pode, ainda, ser dividida em alíneas (divisões menores sem
grande participação na estrutura geral do trabalho). Essas alíneas são ordenadas
alfabeticamente por letras minúsculas seguidas de parênteses. O
espacejamento entre as alíneas, entre as linhas das alíneas e entre o texto que as
antecede e que sucede continua o mesmo do corpo do texto, ou seja, espaço 1,5.

A disposição gráfica das alíneas obedece às seguintes regras:


a) o trecho do texto anterior às alíneas termina por dois pontos;
b) as alíneas são reentradas em relação à margem esquerda como se
fosse um parágrafo;
c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto-e-
-vírgula. Apenas a última alínea termina por ponto;
d) a segunda linha e as seguintes da alínea começam sob a primeira
letra do texto da própria alínea; e

71 Cuidado para não confundir NUM ERAR as PÁ G IN A S DO TEXTO com NUMERAR as PA R TE S DO


TEXTO. Aqui se está falando da numeração das SE Ç Õ E S e SU B SE Ç Õ E S do texto, e não das suas páginas.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 54 Furasté

e) no caso de serem cumulativas ou alternativas, pode-se acrescentar a


conjunção e ou a conjunção ou após a penúltima alínea, depois da
pontuação.

SUBALINEAS
Dependendo da necessidade do texto, poderemos ter, ainda, as alíneas
72
divididas em subalíneas

A subalínea é indicada por um hífen colocado sob a primeira ietra do


texto da alínea correspondente, sendo que a segunda linha e as seguintes da
matéria da subalínea começam sob a primeira letra do texto da própria alínea. A
alínea anterior deve ser encerrada por vírgula.

As linhas do texto da subalínea começam um espaço após o hífen; a


pontuação das subalíneas é igual ao das alíneas; o espacejamento entre as
subalíneas continua sendo espaço 1,5.

São v ário s os m o d e lo s de fich as de leitura. T o d o s os m o d e lo s devem


c o n ter, no m ín im o :
Alíneas — ► a) c ab eçalh o : d iv id id o e m três cam pos,
- o p rim eiro que in icia o assu n to;
- o u tro q u e a p re se n ta o tem a;
^ - o ú ltim o que tra z a c lassificação da ficha;
b) re fe rê n c ia b ib lio g ráfica : id en tifica a a u to ria e p ro c e d ên c ia do
Subalíneas; d o c u m en to ;
c) co n teú d o : d e p en d e n d o do m o d elo de ficha, p o d e ser,
Nk - u m co m en tário ;
- u m a citação ;
- u m esb o ç o esq u em ático .

72 Subalínea: de acordo com o acordo ortográfico, AGORA, o prefixo sub só admite hífen quando o elemento
seguinte iniciar por H ou B. Como alínea começa p o r vogal, escreve-se tudo junto. Portanto: subseção,
subcapítulo, subreitor, subreino, sub-base, sub-biblioteca ...
Furasté 55 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

2 0 CITAÇÕES ______________________
Citar é colocar em nosso texto alguma informação, palavras ou ideias que
pertencem a outro autor. Por não ser de nossa autoria, todas as citações devem
trazer a identificação de seu autor.73 As citações podem ser colocadas no
decorrer do próprio texto ou em notas de rodapé.74 Para facilitar o
entendimento e para não truncar a leitura, porém, sugere-se que elas sejam
sempre feitas no decorrer do texto.

Há duas formas de se fazer uma citação; a citação indireta ou livre


(também chamada de paráfrase) e a citação direta ou textual. Pode ocorrer,
ainda, a chamada citação de citação.

CITAÇÃO INDIRETA ou LIVRE (paráfrase)


Chamamos de citação indireta ou livre (paráfrase) aquela citação na qual
expressamos o pensamento de outra pessoa contido num parágrafo, numa
parte do texto ou no texto inteiro, com nossas próprias palavras. Fazemos a
interpretação das informações trazidas no texto e as transcrevemos da nossa
maneira.

^ Ao fazermos a citação, devemos indicar o nome do autor, em letras


minúsculas, se estiver no corpo do texto, ou em letras maiúsculas, se estiver
dentro dos parênteses, juntamente com o ano da publicação da obra em que se
encontra a ideia por nós referida.75 Só se indicam as páginas quando for possível
sua identificação, caso contrário não há necessidade de fazê-lo, já que a ideia
pode estar sendo resumida de uma obra inteira, de um capítulo, de diversas
partes ou de um conjunto delas.

Vime)s que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos


encontrado s, já que Guimarães estabelece: "A valorização da palavra pela palavra
encarna o <Dbjetivo precípuo do texto literário" (2011, p. 32) e, se isso não ficar bem
esclarecido , nosso trabalho será seriamente prejudicado.

Ou:

Vimos que, para nosso esclarecimento, precisamos seguir os preceitos


encontrados, já que ficou estabelecido que "a valorização da palavra pela palavra
encarna o objetivo precípuo do texto literário" (GUIMARÃES, 2011, p.32) e, se isso
não ficar bem esclarecido, nosso trabalho será seriamente prejudicado.

A essa identificação de autoria, a ABNT chama de R eferência


74 NBR 10520:2002, item 4.
75 NBR 10520:2002, item 6.1.1.
56 Furasté
Normas Técnicas para o T rab alh o Científico

Se o autor possuir outras obras, elas serão diferenciadas pela data da


publicação. Havendo mais de uma obra no mesmo ano, acrescentamos uma letra
após a data.76

No caso do teatro ou do cinema quem melhor se definiu foi Antunes (2010a)


quando declarou que aqueles espaços haviam sido todos tomados pela geração de
40. Por outro lado, ele próprio se contradisse, mais tarde (2010b), como já se
contradissera noutras ocasiões, ao referir-se às decisões tomadas pelos autores da
geração de 50. Isso é uma incongruência com a qual convivemos há muito tempo.

~õuT
No caso do teatro ou do cinema quem melhor se definiu foi o autor que
(ANTUNES 2010a) declarou que aqueles espaços haviam sido todos tomados pela
geração de’ 40. Por outro lado, ele próprio se contradisse, mais tarde (ANTUNES,
2010b) como já se contradissera noutras ocasiões, ao referir-se às decisões
tomadas pelos autores da geração de 50. Isso é uma incongruência com a qual
convivemos há muito tempo.

Quando, no transcorrer do texto, em citações indiretas ou livres, se faz


menção, seguidas vezes, ao mesmo autor, na mesma obra, não é necessário que
se repita a indicação do ano para que o texto nao fique muito travado.
Quando for apresentada uma ideia de um determinado autor que se
encontra em diversas fontes, ou seja, o mesmo autor em obras distintas, deve ser
npresentado o nome desse autor seguido dos diferentes anos de publicação,
separados por vírgula.

Costenaro (1999 2008, 2010) (COSTENARO, 1990, 2008, 2010).


Viladino ( 2010, 2012) (VILADINO, 2010, 2012).

As citações indiretas de autores diferentes, de obras diversas, que forem


mencionados simultaneamente, devem ser separados poi ponto-e-vírgula e
apresentados em ordem alfabética.

As próteses devem ficar ajustadas às necessidades intrínsecas dos


respectivos pacientes (FAGUNDES, 2009; JUNGUES, 2010; RIBEIRO, 2011).

CITAÇÃO DIRETA ou TEXTUAL (transcrição)


São chamadas àe citações diretas ou textuais aquelas em que se
irmiscMevem e x a t a m e n t e as palavras do autor citado. As citações diretas ou

MHH HIVO fi I K
NUM II1VMI j m . \ íumii r. I f r
Furasté 57 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

textuais podem ser breves ou longas.


Breves
As citações diretas são consideradas breves quando sua extensão não
ultrapassa três linhas. Essas citações devem integrar o texto e devem vir entre
aspas. O tamanho da fonte (letra) da citação breve permanece o mesmo do
corpo do texto (tamanho 12).
Longas
As citações com mais de três linhas são chamadas de longas e devem
receber um destaque especial, com recuo (reentrada) de 4cm da margem
esquerda, e mais l,5cm para marcar o início de parágrafos.
Aqui percebemos que a ABNT falhou num ponto. Quando se faz uma
citação, é preciso deixar a distância de 4cm de reentrada e, também obedecer
ao recuo do parágrafo. A ABNT não mencionou esse fato e deu seus exemplos
sem esse recuo. Isso contraria as normas da gramática, além do fato de ficar sem
sentido quando a citação possuir mais de um parágrafo.78 Como ficam os
demais? Com recuo ou sem recuo? Se tirarmos o recuo dos demais, estaremos
alterando a estrutura do texto original - o que não se pode fazer! Se a ABNT foi
cuidadosa com o uso do ponto final após as citações a fim de atender às regras
gramaticais, igualmente aqui essas regras devem ser atendidas e respeitadas.
Portanto, deve-se deixar um recuo de, aproximadamente l,5cm (o
equivalente a um toque na tecla TAB79 do computador) para indicar o
início de parágrafo nas citações.
As citações longas, por já terem o destaque do recuo (reentrada), não
deverão ter aspas e o tamanho da fonte (letra) deve ser menor que o do texto80
(o tamanho sugerido é o tamanho 10).
O espacejamento entre as linhas do corpo da citação deve ser de um
espaço simples. Entre o texto da citação e o restante do trabalho, deve-se deixar
uma linha em branco, antes e depois.

Há uma certa dificuldade quanto ao reconhecimento de O, A, OS, AS como


pronomes demonstrativos, mas essa dúvida é muito bem dirimida por Fernandes:

recuo Os pronom es 2 t\ A, O S e A S passam a ser pronomes


1,5cir demonstrativos seprçíre que numa frase puderem ser substituídos, sem
alterar a estrpttíra dessa frase, respectivamente, por IS T O , ISSO ,
A Q U IL O .A 0 U E L E , A Q U E LE S , A Q U E LA , A Q U E L A S (2011, p. 19).
reentrada
4cm
Linha em b ra n co
SEM ASPAS e letra menor, tamanho 10

78 Estranhamente os exemplos dados pela ABNT, em suas normas, são sempre de um único parágrafo.
7 Um toque na tecla TAB pode variar entre l,25cm a l,5cm, dependendo do softw are utilizado.
80 NBR 10520:2002, item 5.3.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 58 Furasté

Havendo supressão de trechos dentro do texto citado, faz-se essa


indicação com reticências entre colchetes [... ] : 81

Na comunicação diária, aquela comunicação que utilizamos no dia-a-dia,


junto de nossos familiares e amigos, por exemplo, além da referencialidade da
linguagem [...] há pinceladas de função conativa (CHALHUB, 2009, p. 37).

_ : __ —~

No início ou no fim da citação, as reticências são usadas apenas quando o


trecho citado não é uma sentença completa. Entende-se por sentença completa
aquela que o autor elaborou, com todos os seus elementos, isto é, uma sentença
que contenha sujeito, predicado e seus complementos gramaticais exigidos.
Caso contrário, se a sentença for completa, no início ou no término de citação,
não se deve fazer o uso das reticências. É óbvio que se trata de parte de um
todo, que se retirou um trecho, portanto, não há necessidade de se indicar com as
reticências.

Encerrava seu discurso nomeando os que figurariam somente nos exercícios


gerais, citando palavras de ordem, dentre as quais pudemos entender:

n — » [...] muitas mortes, desaparecim entos e desolação haverão de


varrer este país de norte a sul, de leste a oeste e nada restará para a
posteridade que sentirá a falta de um elo (M O R G A D O , 2009).

Mais adiante, aquilo que mais chocou a todos quantos o ouviam:

Arrasem com tudo, queimem tudo, ponham tudo abaixo, destruam


com tudo, não poupem ninguém, nem crianças, nem mulheres, nem
velhos [...] (M O R G A D O , 200 9 ).

Z '

Se a citação for usada para completar uma sentença do autor do trabalho,


esta terminará em vírgula e aquela iniciará sem a entrada de parágrafo e com
letra minúscula.

A secretária ameaçou, dizendo que. —---- vírgula


j? da próxima vez, a máquina ficará sem as peças de reposição, se
letra
minúscula ele não chegar e disser o que precisa ser dito, uma vez que não
sem estou aqui para servir de adivinha para seus caprichos
reentrada desencontrados e sem nexo (M A R Q U E S , 201 1 , p. 34).

81 NBR 10520:2002, item 5.4. - Deve-se te r u m cuidado especial, pois a ntigam ente essa supressão era
indicad a p o r p arênteses.
Furasté 59 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Caso o texto do autor do trabalho seja uma continuação da citação, esta


terminará por vírgula e o texto reiniciado sem entrada de parágrafo e com
letra minúscula.

O s g ra m á tic o s s ã o c la ro s q u a n d o a s s u m e m u m a p o s iç ã o q u a n to a o e m p re g o do
p ro n o m e o b líq u o no início d e o ra ç ã o . C e g a lla (2 0 1 1 , p. 4 1 9 ) d iz c la ra m e n te qu e:

sem recuo e Iniciar a frase com o pronome átono só é lícito na conversação familiar,
letra minúscula despreocupada, ou na língua escrita, quando se deseja reproduzir a fala dos
personagens, -------------- -
vírgula

p o ré m nó s sabem os que na p rá tic a não é bem a ss im que a c o n te c e - as n o rm a s ,


rig o ro s a m e n te , são e s q u e c id a s por quase to d o s os u s u á rio s do id io m a fa la d o ,
p rin c ip a lm e n te n a s o c a s iõ e s in fo rm a is .

Quando dentro do texto citado já existirem aspas, elas transformam-se


82
em aspas simples ( ’ ) (também chamada de apóstrofo).

\
"O te rm o 'e s p a ç o ', d e um m o d o g e ra l, só d á c o n ta d o lu g a r fís ic o o n d e o c o rre m os
fa to s da história" (V IL A R E S , 2 0 1 1 , p. 2 3 ).

Se for feita alguma interpolação, acréscimo ou comentário durante a


citação, que não seja do autor, deve-se fazê-lo entre colchetes

Tam bém c h a m a d o d e c o rp o d o tra b a lh o , [o d e s e n v o lv im e n to ] te m por fin a lid a d e


e xp o r, d e m o n s tra r e fu n d a m e n ta r a e x p lic ita ç ã o d o a s s u n to a s e r a b o rd a d o . É n o rm a lm e n te
dividido e m seções ou c ap ítu lo s , q u e v a r ia m de a c o rd o com a n a tu re z a do a s s u n to
(G A R C IA , 2 0 0 9 , p .1 7 ).

Quando, no texto citado, houver algum tipo de erro, ou algo inusitado,


para que fique bem claro que esse erro foi cometido pelo autor do trecho e não
por quem fez o trabalho, coloca-se, logo após o erro, a palavra latina “sic”, entre
parênteses, que significa “isso mesmo”, “assim mesmo”. Isso vale para qualquer
tipo de erro, seja na forma, seja no conteúdo do trecho.

É p re cis o q u e s e b u s q u e a e s p o n ta n ie d a d e (s ic ) p a ra s e fo to g ra fa r m elhor.

D e p o is d e m uito fa la r e p o u c o d iz e r , o m inistro a firm o u q u e seu m inistério e s ta v a


pronto p a ra d e c re ta r o fim d a d ív id a e x te rn a d o B rasil e m 2 0 1 1 (s ic l).

— — ^ ---------------------
-

N ã o iu h IU ih íii ii t|l | r ^ 1 * " ,m *(111= 0 m im lijJlllii ilc i )» 11


, nu ÍIiIm <UI in iM i i!\ílu «|ii M im m it in lt nt| nttUrt |ii-à§nil ilii ilt-i D llr l ili> llll)
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 60 Furasté

Se algum destaque (grifo, negrito, itálico ou sublinhado) for dado, deve-


se indicar esse destaque, no final da citação, com a expressão grifo nosso, entre
colchetes [ ]:

A p rim e ira c ita ç ã o d e u m a o b ra d e v e te r s u a re fe rê n c ia b ib lio g rá fic a c o m p le ta . A s


H ubsequentes c ita ç õ e s d a m e s m a o b ra p o d e m s e r r e f e r e n c ia d a s d e f o r m a a b r e v ia d a ,
dosde q u e n ã o h a j a re fe rê n c ia s in te rc a la d a s d e o u tra s o b ra s do m e s m o a u to r (N B R 6 0 2 3 -
^0 1 0 ) [grifo n o s s o ].

Caso o texto citado traga algum tipo de destaque dado pelo autor do
ii echo, devemos usar a expressão grifo do autor, entre colchetes [ ]:

A v e r d a d e ir a fe lic id a d e é e n c o n tra d a nos p e q u e n o s d e ta lh e s q u e v ã o s e s o m a n d o


illn a p ó s d ia d e c o n v iv ê n c ia c o m o s e r a m a d o (G U E R R E R O , 2 0 1 0 , p. 1 2 ) [grifo do a u to r],

Quando o texto citado for composto por informações orais obtidas em


nulas, palestras, debates, comunicações, etc. deve-se, entre parênteses, colocar a
observação informação verbal,83 relacionando-se os dados disponíveis em nota
tlc rodapé:

E ic h e n b e rg c o n s ta to u q u e , na c o s ta d o R io G ra n d e do S u l, e s p e c ia lm e n te no litoral
norlo, há a p r e s e n ç a a b u n d a n te d e c o lifo rm e s fe c a is , e s p e c ia lm e n te no s m e s e s d o v e rã o

/
(in form ação v e rb a l 1). E s s a p re s e n ç a te m c a u s a d o g ra v e s tra n s to rn o s a to d o s os v e ra n is ta s .

11 in (xilcstra p ro fe rid a no Salão d e A to s do C o lég io T ira d en te s, em 27 d e d e ze m b ro de 2010.

Se for o caso de se fazer menção a algo contido em polígrafos, apostilas


ou i|uaisquer materiais avulsos, faz-se a indicação do nome do autor, quando
Iiii possivcl sua identificação, acrescentando-se a observação ‘p olígrafo’,
mulenal dc propaganda’, ‘p anfleto’, etc. Procede-se da mesma forma com
iHuvno ít data. Indica-se, se houver, caso contrário, registra-se s.d. (sem data).
— — — |

KNAI '11, Ulrlch Sopamçâo de isótopos de urânio conforme o processo Nozzle: cu rso
inttciilutôrlo, 'M do sot do 2 0 0 9 . 2 6 f. N o ta s d e A u la . M im eo g rafad o .
Furasté 61 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Quando se fizer a indicação de trabalhos ainda em elaboração, deve-se


colocar todos os dados disponíveis, colocando a expressão no prelo84 e
mencionando o fato de estar em elaboração, em nota de rodapé.

O amor sempre deve prevalecer, mesmo nas situações de tensão ou de


conflitos. Jamais se deve duvidar da força do amor, pois é ela que nos leva adiante. A
família deve ser, tenha ela a constituição que tiver, o centro de disseminação de amor
e compreensão (SARTORI, P; EICHENBERG, M. Nossa Família, no prelo). 2

/
2 Livro de crônicas em elaboração com previsão de publicação ainda neste ano.

As citações longas (mais de três linhas)


não recebem aspas
e a letra é menor (tamanho 10) do que a do texto (tamanho 12)

SISTEMAS DE CHAMADA DAS CITAÇÕES


As citações podem ser chamadas pelo sistema numérico ou pelo sistema
alfabético (também chamado de autor-data). O sistema que for escolhido deverá
ser utilizado uniformemente em todo o trabalho.
Sistema numérico de chamada
No sistema numérico de chamada, é feita uma numeração única e
seqüencial, ou para todo o trabalho, ou por capítulo ou por parte, utilizando-
se algarismos arábicos. Não se reinicia a numeração a cada página. A chamada
pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto ou como expoente (pouco
acima da linha do texto). O algarismo da chamada deve ser colocado após a
pontuação que fecha a citação:

O Código pode ser definido como um programa ou uma instrução que cria, e
depois controla, a relação entre significante e significado.1

O Código pode ser definido como um programa ou uma instrução que cria, e
depois controla, a relação entre significante e significado. (1)

O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé


para que não haja confusão. Lembre-se que esse sistema de chamada está sendo
utilizado para identificar as citações, e as notas de rodapé servem para quaisquer
tipos de comentários ou adendos ao texto.

84 NBR 10520:2002, item 5.6 - Usam-se as expressões: em preparação, em fa s e de elaboração ou no prelo


(que significa que já está na editora ou na gráfica).
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 62 Furasté

Sistema alfabético de chamada (autor-data)

a) com autor explícito:


No sistema alfabético, também chamado de autor-data, indica-se a fonte
pelo sobrenome do autor, maiúsculo, seguido da data da publicação (e da
página, no caso de citação direta) separados por vírgula e entre parênteses. A
identificação completa da obra se dará nas Referências que poderá estar no
rodapé, no final do capítulo ou no final do Trabalho.

Assim, numa citação breve, teremos:

Num trabalho recentemente publicado no Brasil vê-se que "o homem está
cada vez mais se afastando de Deus" (TEIXEIRA, 2010, p. 36).

Numa citação longa, fica assim:

É sabido que o alcoolismo é uma doença consumptiva também do ponto de


vista econômico, já que leva famílias inteiras à derrocada financeira, gastando até
os últimos centavos que deveriam servir para a alimentação, vestuário, instrução,
inclusive dos filhos, terminando, até mesmo, com quaisquer laços de fraternidade
que se espera devam existir (RAMOS, 2010, p. 138).

Quando o nome do autor estiver contido na sentença, indica-se a data da


publicação e os outros dados identificativos (volume, tomo, parte...) entre
parênteses, logo após o nome do autor ou após a citação.

Numa citação breve:

A campanha de vacinação contra o sarampo, segundo Varela (2011, p.22),


"foi um sucesso mais estrondoso do que se esperava".

Ou:

A campanha de vacinação contra o sarampo, segundo Varela, "foi um


sucesso mais estrondoso do que se esperava" (2011, p.22).

Numa citação longa:


Furasté 63 Normas T écnicas para o Trabalho Científico

Podemos ver que Carvalho (2008, p. 45) assim se expressa com relação
que estamos expondo:

As norm as gram aticais não têm o objetivo de desenvolver nen h u m ^


capacidade de expressão. O objetivo da gram ática normativa é fornecer um
instrumental para que essa capacidade de expressão se exerça com precisão,
com clareza, com concisão, com elegância e até com criatividade.

Ou, então:

Podemos ver que Carvalho assim se expressa com relação ao que estamos
expondo:

As norm as gramaticais não têm o objetivo de desenvolver nenhum a


capacidade de expressão. O objetivo da gramática normativa é fornecer um
instrumental para que essa capacidade de expressão se exerça com precisão,
com clareza, com concisão, com elegância e até com criatividade (2 00 8 , p.45).

Se, na citação, for utilizado um texto que foi traduzido, deve-se fazer a ?
indicação ao final da referência. íf

O modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida


social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que
determina o ser seu: é o seu ser social que, inversamente, determina sua
consciência (Marx apud Hanglost, 2009, p. 459, tradução nossa).
-
Fazendo-se uso do sistema autor-data, já se está identificando a passagem
citada, portanto não é necessário fazer quaisquer outros esclarecimentos em
rodapé. Os demais dados sobre o autor e sua obra serão apresentados, na íntegra,
nas referências.
Quando acontecer a coincidência de aparecerem autores com sobrenomes
85
iguais, a diferença será estabelecida pela inicial do prenome do autor:

(CARDOSO, B. 2008). Cardoso, B. (2008).


(CARDOSO, R. 2001). Cardoso, R. (2001).

Se persistir a coincidência, coloca-se o prenome por extenso:

’ NBR 10520:2002, item 6.1.2.


1N BR 10520:2002, item 6.1.2.
«mms Técnicas para o Trabalho Científico 64 Furasté

(SCHNEIDER, Celso. 2000). Schneider, Celso. (2000).


(SCHNEIDER, Camilo. 2000). Schneider, Camilo.( 2000).

Se for feita a indicação de diferentes autores simultaneamente, eles devem


sim indicados separados por ponto-e-vírgula e em ordem alfabética: 87

(CARDOSO, 1999; FERREIRA, 2001; GOULART, 2003.)


Cardoso; Ferreira; Goulart, (1999; 2001;2003).

Quando se fizer a indicação de diversos documentos, do mesmo autor,


publicados num mesmo ano, faz-se a diferenciação pelo acréscimo de letras
minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espacejamento:

(FIGUEIREDO, 2003a) Figueiredo (2003a)


(FIGUEIREDO, 2003b) Figueiredo (2003b)
(FIGUEIREDO, 2003c)________ Figueiredo (2003c)

Quando for feita indicação de diversos documentos de autoria de um


mesmo autor, publicados em épocas diferentes e que estejam sendo
mencionados simultaneamente, separam-se as datas por vírgulas:88

(LIMA, 1999, 2001, 2002, 2003). Lima (1999, 2001, 2002, 2003).

b) sem autor explícito:


As orientações são as mesmas, porém inicia-se a referência pela primeira
palavra do título seguida de reticências, a data da publicação e a página ou
páginas, separadas por vírgulas e entre parênteses. Se o título iniciar por artigo
(definido ou indefinido) ele deve permanecer na indicação.

No texto:
“Os alunos deverão se apresentar na data estipulada para efetuar suas
respectivas matrículas” (MANUAL..., 2002, p. 16).

Nas referências:
MANUAL do Candidato. Instruções para Matrículas. Porto Alegre: 2002. p. 16.

87 N BR 10520:2002, item 6.1.5.


88 N BR 10520:2002, item 6.1.4.
Furasté 65 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

No texto:

“Quando o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva for empossado


presidente da República nesta quarta-feira, uma nova era estará começando
no Brasil” (UM DESAFIO..., 2002, p.4).

Nas referências:

UM DESAFIO do tamanho do Brasil. Zero Hora. Porto Alegre, p.4, dez.2002.

CITAÇÃO de CITAÇÃO

Se, num trabalho, for feita uma citação de alguma passagem já citada em
outra obra, direta ou indiretamente, deve-se indicar primeiramente o
sobrenome do autor da passagem seguido da palavra latina apud (que
significa segundo, conforme, de acordo com) e o sobrenome do autor que fez a
citação. Aí, então, desse último, faz-se a referência completa. Exemplo:

“O s is te m a c o n s is te e m c o lo c a r o re c é m -n a s c id o no b e rç o , a o la d o d a m ã e , lo go
a p ó s o p a rto ou a lg u m a s h o ra s d e p o is , d u ra n te a e s ta d a de am bos na m a te rn id a d e ”
(H A R U N A R I a p u d G U A R A G N A , 1 9 9 2 , p. 7 9 ).

Temos aí palavras escritas por Harunari e que foram citadas por Guaragna
na página 79 de sua obra de 1992, e que estão sendo utilizadas, agora, nesse
novo trabalho.
— — ----------------------------------------------------------------------------------

“S e g u n d o F o n ta n a (a p u d O L IV E IR A , 2 0 0 5 , p. 3 2 8 ) os p o vo s in d íg e n a s a g r u p a v a m -
s e d e a c o rd o c o m s e u s in te re s s e s e n e c e s s id a d e s .

Neste caso, temos palavras de Fontana que foram citadas na página 328 da
obra de Oliveira em 2005, que trazemos para nosso trabalho.
Já se tem encontrado por aí, citação de citação de citação. Ou seja, uma
citação é feita num documento, depois copiada em outro e, mais uma vez
copiada para outro trabalho. Um absurdo. Isso não se pode aceitar. Um trabalho
científico deve primar pela originalidade e pela pesquisa. É preciso que seu
autor vá diretamente às fontes. Fazer citação de citação já é algo que se permita
com certas restrições.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 66 Furasté

2 1 N O T A S D E R O D A P É _______________________________
A nota de rodapé de página é a maneira mais confortável para o leitor
encontrar, na própria página, um esclarecimento que o autor pretende transmitir.
São observações, indicações ou aditamentos cujas inclusões, se fossem feitas no
texto, prejudicariam a seqüência lógica de seu desenvolvimento. Também
podem ser feitas as identificações (referências) das obras citadas no decorrer do
trabalho. As informações das notas de rodapé, porém, devem limitar-se ao
mínimo necessário. Mas, atenção, se for feita a referência de uma obra
(referência bibliográfica) na nota de rodapé, esta identificação não será feita
novamente nas obras consultadas, no final do trabalho.
Esclarecendo melhor. A obra que for referenciada no transcorrer do
trabalho em nota de rodapé já está devidamente identificada, por essa razão não
precisa ser novamente listada no conjunto das obras consultadas, nas obras
consultadas serão listadas aquelas obras foram usadas, mas que não foram
mencionadas no decorrer do trabalho.
As notas de rodapé devem estar dentro das margens e numeradas com
algarismos arábicos, numa seqüência única e consecutiva para todo o trabalho,
para cada capítulo ou para cada parte do trabalho.89 são separadas do texto por
um filete (traço) de, aproximadamente, 3cm, a partir da margem esquerda e
devem ser escritas com letra de tamanho menor -p itc h IO.90
A nota de rodapé deve iniciar com a chamada (o algarismo) e escrita com
espaço simples. 91 Deve-se alinhar a segunda linha da nota abaixo da primeira
letra da primeira palavra, a fim de dar destaque ao algarismo identificador da
nota. Entre uma nota e outra não se deixa nenhum tipo de espaço. 92
As notas de rodapé dividem-se em dois tipos:
a) notas de referência: são as notas que identificam as fontes consultadas
ou que remetem a outras obras.

1 C A R VA LH O , Heitor. A s Luzes do Pensamento. S ã o Paulo: Ediarte, 1989. p. 36.


2 O S O R IO , L.C. M edicina do Adolescente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982. p.85.
3 M A R ITA IN , Jacques. S e fe Lições sobre o Ser. S ão Paulo: Loyola, 1996. p. 112.

89 NBR 10520:2002, item 7.1.


90 NBR 14724:2011, item 5.2.1.
1.1 o algarismo da entrada da N ota de Rodapé deve ser apresentado do mesmo modo que for utilizado na
chamada no texto (sobrescrito ou entre parênteses).
1.2 NBR 10520:2002, item 7.
Furasté 67 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

b) notas explicativas', quando apresentam observações, acréscimos ou


comentários complementares para prestar esclarecimentos, comprovar
ou justificar uma afirmação que não pode ser incluída no texto, ou, até
mesmo, para remeter o leitor a outras partes do trabalho.

7 Toda essa problemática já foi detidam ente analisada por R IC O , Jaim e. Preto no Branco. Porto
Alegre: Rocco, 1999. p. 234-8.
„ 8 idem, ibidem
9 Os textos apresentados nesse capítulo são de autoria de alunos de escolas de periferia de Porto
Alegre, com idades variando de treze a quinze anos.
10 A questão da “coerência" foi detidamente analisada na primeira parte da obra.
11 Salvo o caso em que o autor nega a existência de Deus.
12 Toda vez que se refere a essa situação, os jogadores lem bram a fatídica data de sua última
derrota.
13 Verifique o que foi explicado no capítulo 8 sobre a numeração das cam isas dos jogadores.
14 Confronte com a informação trazida no início do parágrafo anterior.

Deve-se dar preferência ao sistema alfabético para as citações no texto e


ao numérico para as notas explicativas.

A primeira referência de uma obra em nota de rodapé deve ter sua


indicação completa, com todos os dados. As referências subsequentes de uma
mesma obra podem ser referenciadas de maneira abreviada. Veja que
novamente a ABNT não estipula uma obrigatoriedade. Pode é possibilidade, por
isso é possível manter-se a indicação completa em todas as notas.94

Se os dados forem abreviados, é permitido95 o uso de algumas expressões


latinas, por extenso ou abreviadas, para dar mais clareza às informações:

apud ou ap.= citado por, conforme, segundo _______ __________ _

1 (JULIANI, 1987 apud MERC, 1983, p. 2-4).


2 Segundo Correa (apud RIBEIRO, 1986, p. 54) pode-se calcular...

93 NBR 10520:2002, item 7.


94 Mais uma vez é bom lembrar que se deve manter uma uniformidade de ação. Quando se optar por uma
forma, deve-se manter essa forma até o fim.
^ Nfio »6 permitido coino aconselhado. Quanto mais clara a explicação, m elhor o seu entendimento.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 68 Furasté

idem ou id. = o mesmo (autor) _____

3 LIMA, Carlos Alencastro. O R ibeirão Seco. São Paulo: Cortes, 2004. p. 34.
4 Idem, p. 54.

ibidem ou ib. = no mesmo lugar, na mesma obra

5 MOREIRA, Luis. 1999, p. 25.


6 Idem, ibidem.

opus citatum ou op.cit. = obra citada

7 CARDOSO, Mareio. A ve n tu ra s na Cura. Campos: Veritas, 2003, p. 276.


®OLIVENÇA, 2000, p. 345.
9 CARDOSO, op. cit. p. 456.

passim ou pas.= aqui e ali, em diversas passagens

10 SUNIR, 1970, passim.

loco citato ou loc.cit. = no lugar citado

11 COSTA; CARVALHO, 2001, p. 34-57.


12 COSTA; CARVALHO, 2001, loc. cit.
Furasté 69 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

As expressões idem (id.), ibidem (ib.), opus citatum (op. cit), loco
citatum (loc. cit), e confira (cf.) somente podem ser utilizadas em notas de
rodapé situadas na mesma página da citação a que se referem. A única que
pode também ser utilizada no corpo do texto é apud.

2 2 ILU ST R A Ç Õ E S ________________________

As ilustrações ou figuras constituem-se em parte integrante do trabalho


científico e desempenham papel significativo no seu desenvolvimento.

A ABNT chama de ilustrações os desenhos, esquemas, fluxogramas,


fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos,
diagramas, lâminas e outros elementos que, eventualmente, poderão ser
utilizadas num trabalho científico para ilustrá-lo e completá-lo.

A identificação deve ser feita na parte inferior, de maneira breve e


concisa, antecedida da palavra designativa, em letras minúsculas, seguida de
seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do
respectivo título e/ou legenda explicativa de forma breve e clara e da fonte. 96

Figura 1: Planta do setor de impressão gráfica


Figura 2: Fluxograma do setor
Figura 3: Foto da impressora principal

Se o trabalho só possuir quadros, sem qualquer outro tipo de figuras, sua


legenda poder ser antecedida da palavra "Quadro" no lugar de "Figura":

Quadro 1: Indicadores sócio-econômicos da Região Sul


Quadro 2: Divisão das etapas do encerramento
Quadro 3: Dados significativos do Setor Três

Quando forem utilizadas no corpo do trabalho, deverão constituir-se num


auxiliar para o esclarecimento e apoio das ideias que estão sendo apresentadas.
Devem ser um elemento a mais e não uma mera repetição do que foi dito.
As ilustrações devem aparecer o mais próximo possível do local do trecho
onde foi mencionada pela primeira vez, centrada na folha, distante uma linha
em branco do texto, dispensando consulta ao texto. 97
Devem ser observadas condições mínimas necessárias para que,

96 N B R 14724:2011, item 5.8.


97 N B R 14724:2011, item 5.8.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 70 Furasté

posteriormente, seja possível a obtenção de cópias do TRABALHO. Em vista


disso, também é importante que quaisquer ilustrações obedeçam às dimensões
do trabalho98 e as margens estabelecidas para o trabalho científico" quando isso
não for possível, isto é, quando forem utilizados outros formatos de papel
(plantas, desenhos técnicos, mapas etc.) estes deverão ser dobrados de forma
<|ue resultem no formato A4.
Quando as ilustrações forem localizadas em anexo, devem ser auto-
cxplicativas, isto é, elas próprias deverão conter os dados e informações de
modo que não obriguem o leitor a consultar o texto constantemente. Repetindo,
caso sejam utilizadas ilustrações retiradas de outros documentos, é necessária a
indicação da respectiva fonte.

23 TA B E LA S _________________________________________
As tabelas constituem-se numa unidade autônoma e devem ser feitas de
acordo com o prescrito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). 100 Elas devem ser numeradas consecutivamente com algarismos
arábicos que seguem a palavra Tabela, escrita em letras minúsculas.

Tabela 1
Tabela 2

Se a largura da tabela exigir, pode-se colocá-la no sentido longitudinal da


lolha, mas de maneira que, para sua leitura, a rotação do volume se efetue no
sentido dos ponteiros do relógio.
Se a extensão da tabela for superior à página, pode-se continuar na
seguinte. Neste caso, não se delimita a tabela e, na folha seguinte, repete-se seu
título e cabeçalho, acrescentando a palavra "continuação" ou abreviadamente
"cont." No caso de uma tabela ser extensa e com poucas colunas, ela pode ser
dividida verticalmente em partes iguais, colocadas lado a lado, separadas por um
traço vertical duplo.

Partes da tabela
As partes que compõem uma tabela são:
a) legenda - constitui-se do número de ordem da tabela e seu
respectivo título;
b) cabeçalho - conjunto de títulos de cada coluna;
c) corpo da tabela - composto de linhas e colunas separadas por
traços verticais;

',H Folhas em formato A4 - 21,5cm x 27cm.


Margem superior: 3cm; inferior: 2cm; esquerda: 3cm e direita: 2cm.
100 IBGE. N orm as de apresentação tabular. 3.ed. Rio de Janeiro: 1993.
Furasté 71 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

d) coluna indicadora - a primeira coluna e a que indica o conteúdo de


cada linha;
e) rodapé - localizado imediatamente após o fechamento da tabela
contém a indicação da fonte e dados necessários para a explicação
de algum de seus aspectos. Pode-se utilizar "nota" para um
esclarecimento de ordem geral - quando houver mais de uma
podem ser numeradas; ou "chamadas" para explicitação de dados
relativos às linhas ou colunas. As chamadas serão feitas sempre em
algarismos arábicos colocados entre parênteses.
Título da tabela
O título das tabelas deve ser escrito em letras minúsculas, centrado, em
espaço simples e colocado na parte superior. Se acontecer de um título ocupar
mais de uma linha, deve ser disposto de tal forma que cada linha seja centrada,
conforme o exemplo, formando uma pirâmide invertida.
Traceja mento
As tabelas devem ser fechadas, no alto e embaixo, por traços contínuos.
Nos lados permanecem abertas. As colunas devem ser separadas por traços
verticais.
Cabeçalho
Os conteúdos das colunas devem ser escritas com a mesma letra utilizada
no corpo da tabela. Nas subdivisões, se houver, o tipo de letra pode ser
gradativamente menor. Os títulos devem ser centrados em relação à coluna a
que pertencem.
Coluna indicadora
As informações da coluna indicadora são normalmente escritas com a
primeira inicial maiúscula e são seguidas de uma linha pontilhada até encontrar
a primeira coluna.

Unidades de medidas 101


Quaisquer unidades de medidas ou grandezas mencionadas devem ser
indicadas através de seus nomes ou símbolos, no cabeçalho da coluna onde
aparecem, ou logo abaixo da legenda, no caso de todas as colunas exprimirem
dados com a mesma medida.

101 A s unidades de medida devem obedecer ao disposto no Quadro Geral de Unidades de Medidas aprovado
pela Resolução CONM ETRO n° 11, de 12 de outubro de 1988.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 72 Furasté

Tabela 5

Distribuição dos ocupados por setor de atividade


econômica na grande São Paulo em 2009/2012

índices do nível de ocupação


^ cabeçalho L --^ . Períodos Setor de atividade econômica
total
indústria comércio serviços(1) outros(2)

jan./d ez./09.... 33,0 14,8 41,3 10,9 100


corpo jan./dez./10.... 31,2 16,0 42,5 10,3 100
jan./dez./11.... 32,4 17,3 39,4 11,0 100
jan./dez./12 30,9 18,4 38,1 12,6 100
Fonte: A B C D E /S P
| rodapé 1 Nota: Os dados dessa tabela são fictícios.
(1 ) Excluídos os em pregados domésticos.
(2) Englobam: construção civil, serviços domésticos, etc.

24 A PÊN D ICES / A N E X O S _______ ___________________

APÊNDICES
Elemento opcional. Trata-se de um documento, texto, artigo ou outro
material qualquer, elaborado pelo próprio autor, e que se destina apenas a
complementar as ideias desenvolvidas no decorrer do trabalho. Não se trata de
uma parte do trabalho em si, mas apenas de um elemento que vem ilustrar as
ideias, acrescentar alguma nuance, algum aspecto interessante mas que não
chega a interferir na unidade geral.

Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas,


seguidas de um travessão e o respectivo título. Essa identificação pode ser feita
numa folha anterior para não interferir na estrutura física do apêndice, nesse
caso, centraliza-se o título do apêndice na extensão da folha. Sua paginação é
progressiva e deve dar seguimento à do trabalho.

APÊNDICE A - Experiência com o Ensino Fundamental


APÊNDICE B - Experiência com o Ensino Médio
APÊNDICE C - Experiência com o Ensino Infantil
Furasté 73 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

ANEXOS
Elemento opcional. Os anexos constituem-se em suportes para
fundamentação, comprovação, elucidação e ilustração do texto. São elementos
não elaborados pelo autor. Devem ser destacados do texto para evitar uma
ruptura em sua seqüência e continuidade. Sua paginação é progressiva e deve
dar seguimento à do trabalho.
A identificação dos anexos deve ser feita com letras maiúsculas e não
com algarismos, seguida de travessão e o título. Essa identificação pode ser
feita numa folha anterior para não interferir na estrutura física do anexo, nesse
caso, centraliza-se o título do anexo na extensão da folha.

ANEXO A - Regulamento interno


ANEXO B - Estatuto do condomínio
ANEXO C - Ata da reunião inaugural

Se houver necessidade, pode-se fazer uma identificação progressiva de


diversos elementos de um mesmo anexo com a colocação de algarismos
arábicos após as letras indicativas:

ANEXO A - Plantas do pavimento inferior


ANEXO A1 - Vista de fundo
ANEXO A2 - Vista lateral direita
ANEXO A3 - Vista de frente
ANEXO B - Plantas do pavimento superior
ANEXO B1 - Vista de frente
ANEXO B2 - Vista de fundo

Normalmente, os anexos podem se referir a:


a) ilustrações que não são diretamente mencionadas no texto, mas que a
ele dizem respeito;
b) descrição de instituições, equipamentos, técnicas e processos,
especialmente em relatórios;
c) material de acompanhamento que não pode ser utilizado no corpo do
trabalho;
d) modelos de fichas, formulários, impressos etc;
e) jurisprudências específicas, leis, decretos e afins que não poderiam ser
citados no corpo do trabalho.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 74 Furasté

25 G L O S S Á R IO ^_________________________________
Elemento opcional. Quando se faz uso, no decorrer do trabalho, de
palavras ou expressões que são exclusivas do âmbito do assunto explorado, ou
são expressões técnicas de uso restrito, ou, ainda, são palavras ou expressões de
sentido obscuro, pouco usuais, quase desconhecidas, é aconselhado a
apresentação de um glossário, isto é, uma lista dessas palavras e/ou expressões
com as respectivas significações ou definições, é localizado após as referências
bibliográficas, antes dos apêndices e anexos, se houver.

G L O SSÁ R IO

Brownie - nome de um elem ental doméstico. Criatura sem corpo físico,


espectro de luz;

Ciclope - Gigante com apenas um olho no centro da testa.

Elfos - Criaturas encantadas que gostam de andar a cavalo.

Elísio - Lugar ocupado pelos heróis e pelos homens virtuosos.

Fada - Ente imaginário, do sexo feminino, a que se atribui a faculdade


sobrenatural de prever o futuro.

Gnom o - C ada um dos pequenos espíritos que presidem a tudo que a


terra encerra.

lem anjá - Orixá feminino, a m ãe -d ’água dos iorubanos.

Ogum - Orixá que preside as lutas e as guerras.

Troll - Criatura inimiga dos gnomos.

102 Vocabulário em que se dá a explicação de palavras pouco usadas ou usadas apenas por um grupo.
Furasté 75 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

2 6 R EFEREN CIAS

Todos os procedimentos mencionados a seguir para a indicação das


Referências estão rigorosamente baseados na NBR 6023,
modificada, pela última vez, em agosto de 2002, pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

De acordo com a ABNT, referência é conjunto padronizado de elementos


descritivos, retirados de um documento, que permite a sua identificação
individual. Trata-se de uma lista ordenada dos documentos efetivamente
citados no texto. Existindo, e geralmente existem, outros documentos que não
são citados no decorrer do texto, deve-se fazer uma lista própria, separada,
após a lista de referências sob o título: Obras Consultadas.103

A NBR 6023:2002 é a norma que, exclusivamente:

a) especifica os elementos a serem incluídos em referências;


b) fixa a ordem dos elementos das referências;
c) estabelece convenções para transcrição e apresentação da fonte
consultada.

Essa norma destina-se a orientar a preparação e compilação de


referências de material utilizado na elaboração dos diversos tipos de trabalho
científico. Os elementos, essenciais e/ou complementares, que compõem a
Referência devem ser apresentados numa seqüência padronizada e uniforme,
estabelecida pela ABNT. A pontuação segue padrões internacionais e deve ser
uniforme para todas as referências.

As Referências (identificação das obras efetivamente citadas no texto)


podem ser localizadas:

a) no rodapé de página;
b) no final de cada capítulo;
c) numa lista única no final do Trabalho.

m Em alguns casos, usamos nomes fictícios de pessoas, eventos, e outros dados, já que nosso objetivo é
demonstrar o mais claramente possível a aplicação das normas da ABNT.
103 Insistimos, mais um a vez, que R eferência identifica as obras citadas no decorrer do texto e O bras
C o n su ltad as é a listagem de to d as as outras obras que foram utilizadas durante a elaboração do trabalho.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 76 Furasté

As referências devem ser alinhadas, somente à margem esquerda,104


inclusive da segunda linha em diante, de forma a se identificar individualmente
cada documento. Devem ser digitadas em espaço simples e separadas entre si
por uma linha em branco.
O título da obra referenciada pode ser apresentado ou em negrito, ou em
itálico ou sublinhado, mas de maneira uniforme em todas as referências. Nada
impede que se utilize simultaneamente mais de uma maneira de destaque. Os
demais elementos são apresentados uniformemente em todas as referências.
ELEMENTOS
Os elementos a serem referenciados dividem-se em essenciais e
complementares. Os elementos essenciais são aqueles que não podem faltar,
sua presença é obrigatória. Os elementos complementares são aqueles
opcionais, não obrigatórios, mas que, acrescentados aos essenciais, permitem
melhor caracterizar as obras referenciadas.
São elementos essenciais e, portanto, obrigatórios, de acordo com a
ABNT, os seguintes:

- Autor(es);
- Título (e subtítulo, se houver);
- Edição (a partir da segunda);
- Imprenta (local, editora, ano de publicação).

São considerados complementares dados como:

- indicação da página da obra consultada;


- o número total de páginas de uma obra;
- indicação de série, coleção, caderno, suplemento ...
- indicação de volume, tomo, fascículo ...
- periodicidade;
- indicação de coluna, em jornais;
- voto vencedor e voto vencido, em acórdãos e sentenças.

Os elementos essenciais e os complementares devem ser retirados do


próprio documento a ser referenciado.

104 A reentrada para abaixo da terceira letra nas referências deixou de ser exigida desde a alteração da NBR6023
em agosto de 2000.
Furasté 77 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

iír Neste livro, os exemplos são dados, por uma questão de


praticidade, via de regra, apenas com os dados essenciais.

As referências que forem feitas devem obedecer, sempre, todas, aos


mesmos princípios. Se houver a opção de serem indicados também os elementos
complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências, do início ao
fim do trabalho. Da mesma forma, os recursos tipográficos utilizados nas
referências devem ser os mesmos em todas as obras, isto é, deve-se optar por
uma maneira e utilizá-la até o fim, mantendo uma unidade.

Referência é a identificação, como dissemos, de toda publicação que foi


mencionada no decorrer do trabalho. Isso pode ser feito, como também já
vimos, no rodapé, no final de capítulo ou no final do Trabalho. É a identificação
de algum trecho, idéia ou pensamento de outra pessoa, isto é, que não nos
pertence.

OBRAS CONSULTADAS
Acreditamos que, na NBR 6023, a ABNT tenha cometido um pequeno
“cochilo” que precisa ser consertado. Ela faz menção apenas a referências, ou
seja, à identificação da obras utilizadas pelo autor e que estão efetivamente
citadas no decorrer do trabalho. Porém é de se convir que outras obras, que
não foram citadas, podem ter sido utilizadas. E certamente isso ocorre. E aí
surge a questão: onde essas últimas devem aparecer? A ABNT não diz.

Para fazer essa identificação, deve-se manter o mesmo sistema que se


vinha fazendo antes das alterações da NBR 6023, em 2000, e ratificadas em
2002. Ou seja, deve-se fazer a Referência das obras citadas exatamente como o
prescrito e, além disso, deve-se fazer a indicação das outras obras que foram
utilizadas, mas que não aparecem no corpo do trabalho, sob o título de Obras
Consultadas .105
Então, as referências identificam as obras citadas no decorrer do
trabalho (e podem ser colocadas no rodapé da página, no final do capítulo, ou
no fmal do trabalho) e as obras consultadas englobam todas as obras utilizadas
pelo autor para a realização de sua pesquisa e que não foram mencionadas no
trabalho (elas serão localizadas no final do trabalho). Dessa forma, no fmal de
um trabalho, é perfeitamente possível que ocorra a existência de uma lista de
referências e, uma outra lista, a das obras consultadas.

105 V er o primeiro parágrafo deste capítulo.


Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 78 Furasté

Observação importante
A lgum a confusão tem surgido, c o m certa frequência, devido a
encontrarm os, na NBR 10719:1989 - A presentação de Relatórios Técnico-
Científicos, orientações que são e s p e c ífic a s para os relató rio s té c n ic o -
científicos, tais com o:

7.3.2.2 Não é recomendável a utilização de rodapé para referências


bibliográficas, em virtude das dificuldades para diagramação e
impressão.
7.3.4 Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram
citadas no texto.
7.3.4.1 Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem
alusão explícita no texto, isto deve ser feito em seqüência às
referências bibliográficas, sob o título Bibliografia Recomendada.

É p reciso fic a r atento p ara e v ita r co nfusõ es. E ssas o rien taçõ es,
repetim os, são válid as A P E N A S p ara os R elató rios T é c n ic o -
C ientíficos.

A apresentação das Referências e das Obras Consultadas


é idêntica e seguem as orientações dadas a seguir.

AUTOR PESSOAL 106


O autor deve ser apresentado, tal como figura na obra referenciada, pelo
SOBRENOME, em letras maiúsculas (versais), seguido dos outros nomes, em
letras minúsculas, abreviados ou não, separados por vírgula:108 O ponto que
se coloca a seguir é o ponto de separação de um dos campos de identificação da
referência.109

BASSO, Olympio
COSTA GAMA, Marina da
PÁDUA, Marcelo Cirino de

,
As indicações de parentesco - Filho, Júnior Neto, Sobrinho etc. fazem
parte do nome e devem ser mencionadas por extenso, acompanhando o último
sobrenome. Se o sobrenome pelo qual o autor é mais conhecido for um termo
composto, deve-se citá-lo por inteiro; se o sobrenome for precedido de

106 A ABNT explica que a NBR 6023 adota os padrões de identificação correta para entrada de nomes, pessoas
e/ou de entidades de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano, em vigor.
107 O hábito de abreviar pertence a outros sistemas. Aqui sugerimos que não sejam abreviados, pois isso evita
uma série de confusões na hora de fazer alguma referência, especialmente no corpo do Trabalho.
108 NBR 6023:2002, item 8.1.1.
109 Os campos essenciais de identificação de uma referência são: Autor, Título e Imprenta (local, editora e ano).
Furasté 79 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

partículas, como “de”, “da”, “e”, essas permanecem junto do prenome:

JUCÁ FILHO, Cândido


PEREIRA NETO, Vilmar Dias
LIMA SOBRINHO, Paulo Roberto de
SILVA FILHO, Plínio Alves da

Não se incluem indicações de títulos, cargos, graduações, mesmo que


apareçam na obra referenciada: Dr., Prof, M.M., Pe., PhD. e outros.

Se houver mais de um autor, separa-se um do outro por um ponto-e-


vírgula ( ; ) 110 seguido de um espaço. Até agosto de 2000, quando a NBR 6023
foi alterada pela primeira vez, usava-se uma vírgula, o que, convenhamos, podia
causar muitas confusões. Em boa hora isso foi mudado.

Quando uma obra for escrita por um, dois ou três autores, todos devem
ser nomeados.

LINS, Osman. Problemas Inculturais Brasileiros. 3.ed. São Paulo: Summus


1982.

BONAZZI, Marisa; ECO, Umberto. Mentiras que parecem verdade. 4.ed. São
Paulo: Summus, 1980. p. 265.

MOREIRA, Marília; FERNANDES, Lourdes; CASTRO, Vera Lúcia. Os Lobos do


Asfalto. Campinas: Verbo, 2003. p. 325.

Quando houver mais de três autores, indica-se apenas o nome do


primeiro, acrescentando-se a expressão latina et a l.111
— -------------------------------

FALCONE, Francesco. et al. Como interpretar o choro do bebê. Porto Alegre:


Luzes, 2000.

Se a menção de todos os autores for indispensável, por conta de alguma


exigência dos órgãos responsáveis (instituição de ensino, órgão financiador, etc),
ou mesmo, por exigência do orientador do trabalho, então, nomeiam-se todos.

110 NBR 6023:2002, item 8.1.1.


111 Ver explicação oportuna sobre o e t al., na pág.81.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 80 Furastó

FALCONE, Francesco; HENN, Martha; FERRAZ, Carlos; BASSO, Olímpio;


OLIVEIRA, Vanessa. Como Interpretar o choro do bebê. Porto Alegre: Luzes,
2000 .

Quando houver organizador, coordenador, compilador, editor ou algo


assemelhado, inicia-se a referência pelo nome do responsável, acrescentando-se,
após o seu nome e entre parênteses, a designação correspondente: (Org.),
(Coord.), (Comp.), (Ed.) etc.

BROOKESMITH, Peter (Org.). O impossível acontece. São Paulo: Círculo do


Livro, 1984.
MELO, Maria Helena (Coord.). Meu Encontro Comigo Mesma. Porto Alegre:
Continental, 2000.
FIGUEIREDO. Adriana (Comp.); COUTINHO, Ramona; FREITAS, Diovana. Os
Segredos de Nosso Diário. Caxias do Sul: Moacara, 2001.

COSTA, Hamilton. (Ed.); SODRÉ, Carlos; WEBER, Milton. A Construção do


Saber. Campinas: Mundial, 1992.

Se o documento não possuir autoria conhecida, a entrada é feita pelo seu


título, sendo a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, incluindo as
partículas que houver (artigos, pronomes, preposições...). O termo anônimo não
deve ser utilizado para substituir o nome de um autor desconhecido.

A GRANDE Magia do Circo. São Paulo: Contrex, 1987.

OS DESENCONTROS de dois Irmãos de Sangue. Rio de Janeiro: Santana,


1988.

PELOS CAMINHOS do Pago. Osório: Candeias, 1999.

Quando o autor adotar pseudônimo na obra a ser referenciada, este é o que


deve ser considerado para entrada. Porém, quando o verdadeiro nome for
conhecido, deve-se indicá-lo entre colchetes após o pseudônimo.

ATHAYDE, Tristão de [Alceu Amoroso Lima]. Debates pedagógicos. Rio de


Janeiro: Schmidt, 1931.

Quando necessário, pode-se acrescentar outras informações, conforme


Furasté 81 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

aparecem na obra referenciada.

SZPERKOWICZ, Jerzy. Nicolás Copérnico: 1473-1973. Tradução de Victor M.


Ferreras Tascón, Carlos H. de León Aragón. Varsóvia: Editorial Científica Polaca,
1972. 82 p.

GOMES, O. O Direito de Família. Atualização e notas de Humberto Theodoro


Júnior. 11.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1955. 562p.

Uma observação oportuna sobre o et al.


no Latim, “e t ” significa “e ”, e “a l . ” é a abreviatura de “a l i i ”. que signific
“outros” e é masculino; é, também, a abreviatura de “a l i a e ”. que significa “outras e é
feminino, podendo, ainda, indicar as flexões latinas do genitivo, dativo, acusativo e
nominativo.
Para evitar confusões e erros de regência nas citações, prefere-se fazer us
da forma abreviada, já que a abreviatura serve para todos os casos - masculino,
feminino, singular ou plural.
Et a l. é uma abreviatura e, por isso, não dispensa o ponto.
A pronúncia correta é “ e tâ lii ” e não “ et ali[
Deve ser escrito com caracteres normais, sem negrito, sem itálico o
sublinhado por se tratar de expressão já incorporada ao domínio da nossa língua.

AUTOR ENTIDADE 112


Instituições, órgãos governamentais ou não, organizações, associações,
empresas, sociedades podem ser consideradas “autores”, e seus nomes serã
referenciados em letras maiúsculas:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6023: Informação


e documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro: 2000.

SOCIEDADE GAÚCHA DE PRATICANTES DE CAPOEIRA. Épraticando qu


se aprende. Porto Alegre: Cultural, 1997.

ASSOCIAÇÃO PORTO-ALEGRENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS. Dê um


pouco de carinho aos animais. Porto Alegre: Cultural, 2001.

Quando a entidade possuir uma denominação genérica, seu nome dever

112 V er nota 106.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 82 Furasté

vir precedido do órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual


pertença.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação


Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa, primeiro
e segundo ciclo. Brasília: 1997. 256p.

BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório de atividades do ano de 2000.


Brasília: Imprensa Nacional, 2000. 125p.

Quando a entidade possuir um nome específico de larga utilização, a


entrada é feita diretamente pelo seu nome.

BIBLIOTECA NACIONAL. Relatório da Diretoria Geral. Rio de Janeiro,


1999.

FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ADMINISTRATIVO. Perfil da


administração pública paulista. 4.ed. São Paulo: 1986. 895p.

Congressos, simpósios, seminários, encontros, conferências têm entrada


pelo título geral do evento. Deve ser referenciado em letras maiúsculas, seguido
de um algarismo arábico que indica o número do evento, o local e a data da
realização, tudo separado por vírgulas, seguido da imprenta (local da
publicação, editora e ano de publicação):

SEMINÁRIO GAÚCHO DE CRIADORES DE ABELHAS, 4, Porto Alegre, 18 jan.


1999. Caxias do Sul, Anais. Caxias do Sul: Montrex, 2005.

CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES, 3, São Paulo, 25 fev. 2000.


Porto Alegre, Anais. Porto Alegre: AGE, 2000. 2.v.

TÍTULO
Os títulos e subtítulos devem ser reproduzidos tal como aparecem nas
obras ou trabalhos referenciados, separados por dois pontos.
O título deve ser apresentado com destaque, que pode ser negrito,
itálico, sublinhado ou uma combinação deles. O subtítulo, ou quaisquer
ueréscimos que tenha o título e que apareça depois dos dois-pontos, não recebe
destaque algum:
Furasté 83 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

CAMARGO, Luis. Assessoria Pedagógica: aplicações interdisciplinares. Porto


Alegre, Cultural, 1998. 76p.

LUCKESI, Cipriano et al. Fazendo universidade: uma proposta metodológica.


São Paulo: Cortez, 2000.

A ABNT diz que o recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado


para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um
mesmo documento. Nada existe em contrário de se usar mais de uma maneira de
destaque, desde que seja uniforme em todo o trabalho.

a) negrito: ______________________________________
SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.

b) grifo (ou itálico):___________________________________________


SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.

c) negrito e grifo (ou itálico): _______________________________________


SABINO, Fernando. O Grande Mentecapto. 2.ed. Rio de Janeiro: Record, 1979.

Se o título for demasiadamente longo, pode-se suprimir algumas palavras,


desde que não sejam as primeiras, nem alterem o sentido. Essa supressão deve
ser indicada por reticências.

Vejamos o título:

Psicologia da vida erótica, generalidades sobre o ataque histérico,


conceito psicanalítico das perturbações psicógenas da visão.

Pode ser apresentado assim:

Psicologia da vida erótica, generalidades...

Se não existir título, deve-se atribuir uma palavra que identifique o


conteúdo do documento, entre colchetes.

SEMINÁRIO GAÚCHO DE PSICANALISTAS HUMANITÁRIOS, 1., 2003,


Porto Alegre. [Trabalhos apresentados]. Porto Alegre: Sociedade
Psicanalítica Humanitária, 2003. 254p.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 84 Furasté

Quando se fizer referência a revistas ou periódicos na sua totalidade


(toda a coleção) ou quando se está fazendo a referência a um número ou
fascículo integralmente, o título deve figurar por primeiro, em letras
maiúsculas.

REVISTA BRASILEIRA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA. Rio de Janeiro:


Sabiá, 1997-1999.

PRO-TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor,


n. 32. dez. 2004.

Em caso de autoria desconhecida,113 a entrada é feita pelo título da obra.


Como dissemos, nunca se utiliza o termo “anônimo ”. Caso a obra possua mais
de um título ou, se o título aparece em mais de um idioma, registra-se apenas o
primeiro ou o que aparecer com mais destaque.

EDIÇÃO
Indica-se a edição somente a partir da segunda, com algarismo arábico
seguido de ponto e da abreviatura da palavra “edição” (ed.), logo após o título.:

MOREIRA, Vítor. O Espaço Azul. 4.ed. São Paulo: Polux, 1998.

SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. International economics. 3. ed.


London: MacMillan, 1994.

Podem ser indicados, de forma abreviada, emendas, acréscimos,


atualizações e revisões à edição.

CHAVES, Adriano O. A Capoeira no Brasil. 3,ed. rev. e aum. Porto Alegre:


Matrix, 2001.

DINA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. atual.


Petrópolis: Vozes, 1987

115 Ver página 80, segundo parágrafo.


Furasté 85 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

IMPRENTA
Chama-se de imprenta a indicação que compreende o local, editora e ano
da publicação da obra. O local é separado do nome da editora por dois pontos
( : ) e esta, do ano, por vírgula, finalizando por ponto.

São Paulo: Ática, 2008..


Petrópolis: Vozes, 2011.
Porto Alegre: Prodil, 2009.

Quando algum dado é desconhecido e não há possibilidade de se fazer uma


identificação positiva, registra-se abreviadamente, entre colchetes, conforme o
caso:

a) na falta do lo c a l: [S.I.] ou [ s .l.]114


b) na falta do e d ito r: [S.n.] ou [S.ed.] ou [s.n.] ou [s.ed.]

❖ Local
O local da publicação deve ser referenciado tal como aparece na obra. Caso
haja a indicação de mais de um local, indica-se o primeiro ou o que estiver em
destaque. Se não houver indicação do local, coloca-se, entre colchetes a
expressão S .l. ou s .l. (como apresentado acima). Não esquecer que o local é
separado da editora por dois pontos.

FREITAS, Juliano. Como passei em engenharia naquele ano. [s.l]: Milagres,


2001 .

BERNARDES, Ricardo. As Folhas Mortas. 4.ed. [ s .l.]: Nevada, 2008.

No caso de existirem locais homônimos acrescenta-se a indicação do


estado, país etc.

CAMARGO. Gustavo. Computação Gráfica Aplicada. Alvorada, RS: Matriz,


2001 .

VIEIRA, Juvenal. O Conhecimento Empírico. Alvorada, TO: Vórtice, 2004.

Quando houver mais de um local para uma só editora, indica-se apenas o

114 A letra S, pode estar maiúscula ou em m inúscula, porém deve ser uniforme em todas as demais ocorrências.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 86 Furasté

primeiro ou o mais destacado na obra. Se uma obra foi publicada pela Editora
Volga que tem sede em Petrópolis e Canoas, por exemplo:

FERNANDES, Pelópidas; BASTOS, Clóvis. As Relutâncias do Reitor.


Petrópolis: Volga, 2002

Se a localidade não aparecer na obra, mas for possível sua identificação,


indica-se entre colchetes.

FERNANDES, Ivete. Passa ou Repassa. [Porto Alegre]: Global, 1998.

♦♦♦Editor
O nome do editor deve aparecer da mesma maneira como é grafado na
obra, abreviando-se prenomes e dispensando indicações de elementos de
natureza jurídica ou comercial, desde que sejam dispensáveis para sua
identificação.

J. Olympio e não: Livraria José Olympio Editora

Atlas e não: Editora Atlas Ltda.

Mercur e não: Companhia Mercur de Publicações LTDA.

Quando uma obra for publicada por duas editoras, devem ser indicadas as
duas com seus respectivos locais (cidades), separados por vírgula.

CAMPELO, Rute. A Corrida das Pontes. Porto Alegre: Matrix, São Paulo:
Dupont, 1999.

Caso sejam três ou mais editoras, registra-se apenas a primeira que


aparece ou a mais destacada. Por exemplo: um guia turístico foi publicado por
cinco editoras conveniadas: Vergueiro, Mercur, Dupont, Global e Polux e elas
aparecem nessa ordem na obra.

FAGUNDES, Carlos; NOGUEIRA, Vera. Dicas Interessantes para Turistas


de Finais de Semana. Florianópolis: Vergueiro, 2004.
Furasté 87 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Quando o editor não é mencionado, faz-se, entre colchetes, a indicação


abreviada: [S.n.] ou [s.n] "sine nomine”, ou: [S.ed.] ou [s.ed.] “sem editor

HOBSBARTH, Maria Irene. O Poder Digestivo da Semente do Mamãó.


Cuiabá: [S.n.], 1999.

Não há necessidade de se indicar o nome do editor quando ele é o próprio


autor. O exemplo prático para essa situação é deste manual que você está lendo:

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabaiho Científico.


16.ed. Porto Alegre: [S.ed.], 2012.

ou simplesmente:

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico. 16.ed.


Porto Alegre: 2012.

❖ Data
Indica-se a data com algarismos arábicos, sem pontuação, nem espaços.

CAMARGO, Vitorino Arantes de. Era uma vez um verão em Cidreira. Cidreira:
Beira-mar, 2005.

Caso não seja possível encontrar nenhuma data explícita na obra


(publicação, distribuição, copirraite, impressão...) registra-se, entre parênteses,
conforme se apurar: 115

[2001 ou 2002] - um ou outro ano


[2009?] - data provável
[2003] - data certa, mas não indicada na obra
[entre 2006 e 2009] - intervalo não deve ser superior a 20 anos
[199-] - década certa
[199?] - década provável
[1 8 -] - século certo
[1 8 -? ] - século provável
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 88 Furasté

Assim:

TEIXEIRA, Waldemar. Segredos da C ulinária Chilena. 3.ed. Santos : Medina,


[2008?].
ANTUNES, Juliano. Técnicas Avançadas de Re-Harm onização. Canoas:
Arenage, [199-].

Quando se tratar de publicação periódica, indica-se a data inicial e a data


final do período da edição, quando se tratar de publicação encerrada. Se a
publicação ainda está em vigor, indica-se a data inicial seguida de um hífen e
um espaço seguido de ponto.

INFORMAÇÃO E CULTURA. Porto Alegre: Diretório Estadual de Cultura, 1976-


1989.

GLOBO RURAL. São Paulo: Rio Gráfica, 1985-.

DESCRIÇÃO FÍSICA
Ao final da referência, pode-se registrar o número total de páginas ou
folhas, seguidos da abreviatura “p.”, para páginas ou “f.”, para folhas.116

VIEGAS, Anne. A c a m p a m e n to M o d e lo . Porto Alegre: Lótus, 2001. 253 p.

SCHULTZBERGER, Victor. M ú s ic a s de A c a le n ta r. Canoas: Nobre, 1987. 74 f.

Quando a obra for publicada com mais de um volume, deve-se indicar a


quantidade de volumes, seguida da abreviatura “v.”

RONDON, Mônica; RICHTER, América. T ra b a lh o r e p e titiv o : pavor ou


paranóia? São Paulo: Viegas, 1998. 3v.
________
Se for feita referência à parte de uma obra, deve-se mencionar os números
das páginas inicial e final, precedidos da abreviatura “p.”

WORM. Gustavo. Reprogramando atitudes. In: C o le tâ n e a de A titu d e s P o si­


tiv a s . Santos: Fulgor, 1998. p. 31-43.

116 Se for feita a opção por indicar o número de páginas, deve-se fazê-lo em todas as obras.
Furasté 91 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

ORDENAÇÃO 117
E bom lembrar que a localização das referências, ou seja, a identificação
das obras citadas no decorrer do trabalho, pode ser em nota de rodapé, ou no
final do capítulo ou no final do trabalho.

As referências dos documentos em notas de rodapé devem trazer as


indicações completas na sua primeira aparição. Nas demais, podem ser
resumidas ou não, a critério do autor. Sugere-se que se repita sempre para que
fique mais clara a leitura e a compreensão por parte do leitor.

As referências dos documentos citados no decorrer do trabalho,


apresentadas em notas de final de capítulo ou no final do trabalho, devem ser
ordenadas de acordo com o sistema utilizado para citação no texto (numérico ou
alfabético).
Com o sistema numérico, as referências seguem a mesma ordem que
aparecem no texto. São identificadas pelo algarismo indicativo (o mesmo da
chamada). Para essa numeração, utilizam-se algarismos arábicos, sobrescritos ou
não, que serão separados do nome do autor por um espaço em branco. Não se
usa ponto, travessão, etc.

1 MATEUS, Maria Helena M. et al. Gramática da Língua Portuguesa.


Coimbra: Almedina, 1983.
2 WINNICOTT, D.W. A Criança e o seu Mundo. Rio de Janeiro:
Zahar, 1977.
3 GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978.
4 VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência. 3.ed. Londrina: Ed.
Universalista, 1989.
5 ABERASTURY, A. et al. Adolescência. 2.ed. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1983.

Observe-se que a ordem seguida é a do aparecimento no texto. É


importante lembrar, também, que a margem da segunda linha em diante, deve
iniciar sob a primeira letra da entrada.

Por sua vez, com o sistema alfabético, as referências são reunidas, sem
numeração, numa única ordem alfabética.

117 De acordo com as norm as N BR 6023 e NBR 10520.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 92 Furasté

ALMEIDA, Lourdes Catarina. Liberdade Consentida. São


Paulo: Lótus, 1999.

ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência: uma introdução ao jogo e


suas regras. 18.ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.

DAVIDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do


Livro, 1987.

LUFT, Celso Pedro. Novo Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo,


1974.

MARCONDES, E. Obesidade na Infância. Anais Nestlé, n.108,


p.14-7, 1982.

MARTINS, César Martinho. Formatação Ambiental. Porto


Alegre: Ornatus, 1998.

WOOLFKIND, Arthur Olavo. Campos de Energia Sutil. Rio de


Janeiro: Everest, 2004.

Até pouco tempo atrás, exigia-se que a indicação fosse feita em seqüência,
porém essa seqüência era duplamente indicada. Era colocada a ordem alfabética
e, ainda, era feita uma numeração seqüencial. Ora, isso era absolutamente
desnecessário, pois se tratava nitidamente de uma dupla indicação para um fato
único. Em boa hora a ABNT resolveu eliminar uma dessas duas indicações.
Dessa forma, hoje, faz-se a indicação das obras apenas mantendo a ordem
alfabética. A propósito, lembramos que as letras K, W e Y, voltaram a fazer
parte de nosso alfabeto, aparecendo, respectivamente, após o J , V e X.

BAZARIAN, Jacob. O Problema da Verdade. São Paulo: Círculo do


Livro, 1986.

DAVIDSON, John. Energia Sutil. São Paulo: Círculo do Livro, 1987.

GUIRAUD, Pierre. A Semiologia. Lisboa: Presença, 1978.

KAHTUNI, Haideé. Psicoterapia Breve Analítica. 3.ed. São Paulo:


Escuta, 2003.

LUFT, Celso Pedro. Guia Ortográfico. Porto Alegre: Globo, 1974.

MATEUS, Maria Helena M. et al. Gramática da Língua Portuguesa.


Coimbra: Almedina, 1983.

VIEIRA, Waldo. Projeções da Consciência. 3.ed.


Londrina: Ed. Universalista, 1989.
Furasté 93 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Na ordenação das obras, quando um autor for indicado mais de uma


vez, o nome do autor pode 8 ser substituído por um traço (equivalente a seis
espaços), seguido de ponto, da segunda referência em diante. Quando o título da
obra é repetido, pode-se proceder da mesma forma, substituindo-se o título por
um traço (igualmente equivalente a seis espaços), seguido de ponto.

JAKOBSON, Roman. Lingüística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 1969.

. Diálogos. São Paulo: Cultrix, 1985.

• ------------■3-ed- São Paulo: Cultrix, 1990.

Se algum elemento não figura na obra referenciada, mas é conhecido,


indica-se esse elemento entre colchetes [ ] :

SURITA, Zélia. Minha Vida com meu Cão. Porto Alegre: Logus, [1998].

BENTO, Márcio. O Computador em Pinhal. [Balneário Pinhal]: Global, 2002.

RUSCHEL, Conceição. Santa Rita. Porto Alegre: [Global], 1999.

Quando é impossível identificar a autoria, ou quando não há autoria


especificada, começa-se a fazer a referência pelo título da obra ou do artigo, com
a primeira palavra escrita em letras maiúsculas, desconsiderando-se artigos,
pronomes e preposições e as demais palavras em letras minúsculas.

OS CAMINHOS do Conhecimento Altruísta. Porto Alegre: Libertas, 1999.

DIAGÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do


Livro, 1993.

TRADUÇÕES
Quando se tratar de obra traduzida, após a indicação do título, pode-se
acrescentar. Traduzido por (o nome do tradutor) e no fmal da referência, pode-
se colocar. Tradução de: (o título original), quando essas indicações forem
mencionadas na obra.

Mais uma vez lembramos que não se traf» a *. u- * j j <> j »» > j-r- A j 4ÍJ »
rdta de um a obrigatoriedade, pode e diferente de deve .
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 94 Furasté

PAWELS, Louis, BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Traduzido por


Gina de Freitas. São Paulo : Círculo do Livro, [1985]. Tradução de: Le matin des
magiciens.

REFERÊNCIAS

A seguir explicitaremos, detalhadamente, a maneira correta de se


referenciar as obras citadas, ou apenas consultadas, de acordo com o
estabelecido pela NBR 6023/2002 da ABNT.
Lembramos que, quando não existem alguns elementos no documento a
ser referenciado, deve-se passar para o imediatamente seguinte, prosseguindo na
seqüência.

Documentos referenciados no todo

a) livros, monografias, guias, folhetos

* com UM só autor
Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto,
Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.

CARDINALE, Elpídio. Os Sonhos Maravilhosos das Crianças. 6.ed. Pouso Alegre:


Imagem, 1999.

ROESCH, S. M. Projetos de estágio do curso de administração: guia para


pesquisa, projetos, estágios e trabalhos de conclusão. 2.ed. Porto Alegre: Atlas,
1999.

OLIVEIRA, Jacson. Associação de Capoeira Filhos de Aruanda: seis golpes


fatais. Porto Alegre: Rondon, 2005.

* com DOIS autores


Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir
da segunda), ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano,
ponto.

SANTOS, Lucas; CAMARGO, Ricardo. A Floresta Negra. Campinas: Polux, 1997

SÓDERSTEN, Bo; GEOFREY, Reed. International economics. 3. ed. London:


MacMillan, 1994.
Furasté 95 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

* com TRÊS autores


Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto-e-vírgula, Autor, ponto,
Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-
pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.

SARTOR, Lúcia; BENTO, Márcio; CARDOSO, Gilberto. Gnomos e o Destino.


Caxias: Ideal, 1996.

NORTON, Peter; AITKEN, Peter; WILTON, Richard. Peter Norton: A Bíblia do


Programador. Rio de Janeiro: Campos, 1994.

* com MAIS de TRÊS autores


Nome do primeiro Autor, ponto, a expressão et al., ponto, Título,
ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-pontos,
Editora, vírgula, Ano, ponto.

SALVERO, Marília. et al. Como ter nove filhos e sobreviver. 19.ed. Porto Alegre:
Global, 2000.

BRITO, Edson Vianna, et al. imposto de renda das pessoas físicas: livro prático
de consulta diária. 6. ed. atual. São Paulo: Frase Editora, 1996.

Observação:
Quando se tem mais de três autores, deve-se escrever apenas
o nome do primeiro dos autores que aparecem citados no livro, seguido
da expressão et al. Veja a respeito da expressão, na página 89.

b) teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso

Autor, ponto, Título e subtítulo (se houver), ponto, Ano da defesa,


ponto, número de páginas ou folhas (opcional), ponto, Indicação de
Monografia, Tese ou Dissertação, vírgula, Nome da Faculdade, Centro
ou Instituto, vírgula, Nome da Universidade (por extenso), vírgula,
Local do Curso, vírgula, Ano de Publicação, ponto.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 96 Furasté

SANTANA, Maria Eugênia dos Santos. O Estudo de Textos em Turmas Iniciais de


Segundo Grau em Escolas de Periferia de Porto Alegre, uma experiência em
contextos diferentes. 2004. 235p. Dissertação (Mestrado em Educação), Faculdade
de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.

ZASLAVSKY, Susana Schwartz. Aprendizagem de história e tomada de


consciência das relações espaço-temporais. 2003. 235 f. Dissertação (Mestrado
em Educação), Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, Porto Alegre, 2004.

BRAUNER, Maira Fabiana. Escolas, espaço de fabricação de imagens: patologias


do olhar nã relação professor-aluno. 2003. 280 f. Tese (Doutorado em Educação),
Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Graride do Sul. Porto Alegre,
2003.

RIBEIRO, Odila Maria Gazzola Antonini; CUNHA, Rita Marlise da; SANTOS, Thais
Valle dos. Supervisão escolar, um ativador do lúdico. 2003. 83 f. Monografia
apresentada como pré-requisito para conclusão do Curso de Especialização em
Supervisão Escolar, Faculdades Porto-Alegrenses. Porto Alegre, 2003.

c) relatórios de estágio ou de pesquisa

Autor(es), Coordenador, Instituição responsável, ponto, Título e


subtítulo (se houver), ponto, Local de publicação, dois-pontos, Editor
ou Instituição responsável pela publicação, vírgula, Ano de
publicação, ponto, Indicação de Relatório, ponto.

TEDESCO, Paulo Ricardo Oliveira. Conversação: Uma Proposta Alternativa para o


Ensino de Língua Inglesa no Ensino Médio. Porto Alegre: FAPA, 1992. Relatório de
Estágio.

COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA. Departamento de Pesquisa.


Relatório A nual 2006. Brasília: UNBREA, 2006. Relatório.

SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de; MELHADO, Silvio Burratino. Subsídios para a
avaliação do custo de mão-de-obra na construção civil. São Paulo: EPUSP,
1991. Relatório.

d) manuais, catálogos, almanaques ...

Autor, ponto, Título, ponto, Subtítulo,(se houver), ponto, identificação


da publicação, Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.
Furasté 97 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria do Meio Ambiente. Divisão de Planejamento de


Parques Praças e Jardins. Estudo de Impacto Am biental na Zona Sul da Capital.
Manual de Orientação. Porto Alegre: CORAG, 2000.

COLÉGIO ACADÊMICO RURAL. Processo Seletivo 2005. Manual do Candidato.


Pouso Alegre, 2005.

MUSEU DO IMIGRANTE. Instruções para m elhor aproveitamento. Catálogo.


Caxias do Sul, 2005.

ALMANAQUE ILUSTRADO DE CAPOEIRA. Capoeira e Respiração. Porto Alegre,


Rondon, 2005.

e) dicionários (no todo), enciclopédias (no todo)

Autor, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto,


Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Brasileiro da Língua


Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1973.

ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do


Brasil, 1995. 20 v.

f) coleção de revistas e periódicos

Título, ponto. Local da Publicação, dois pontos, Editora, ponto. Data


de início e data de encerramento da revista (se houver), ponto.

BOLETIM GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro: IBGE, 1943-1978,

EDUCAÇÃO & REALIDADE. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1975-.

TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP. 1989-1997.

g) legislação: emendas constitucionais e textos legais


infraconstitucionais - lei complementar e ordinária, medidas
provisórias, decretos em todas as formas, resolução do Senado
Federal - normas emanadas das entidades públicas e privadas -
ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço, instrução
normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa ...
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 98 Furasté

Local de abrangência ou Órgão responsável, ponto, Título


(especificação da legislação), ponto, Numeração e Data, ponto.
Ementa (se houver), ponto, Referência da publicação onde houve a
veiculação precedida da expressão In:

BRASIL. Decreto-lei n. 2423 de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para


pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e
empregos da Administração Federal direta e autárquica e dá outras providências.
Diário Oficial da União, Brasília, v. 126, n.66, p.6009, 8 abr. 1988. Seção 1.

BRASIL. Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do


consumidor e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, v. 138, n.
87, p. 8065, 12 set. 1990. Suplemento.

SÃO Paulo (Estado). Decreto n. 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre a


desativação de unidades administrativas de órgãos da administração direta e
autarquias do estado e dá providências correlatas. Lex,Coletânea de Legislação e
Jurisprudência, São Paulo, v. 62, n.3, p. 217-20, 1998.

BRASIL. Medida provisória n. 569-9, de 11 de dezembro de 1997. Diário Oficial


[da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997.
Seção 1, p. 29514.

BRASIL. Código Civil. Organização dos textos, notas remissivas e índices por
Juarez de Oliveira. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.

PORTO ALEGRE. Lei Orgânica do Município. Porto Alegre: Câmara Municipal,


1990.

h) jurisprudência (decisões judiciais): acórdãos, decisões, súmulas,


enunciados e sentenças das cortes ou tribunais 119
Local de abrangência, ponto, órgão judiciário competente, ponto,
Título (natureza da decisão ou ementa), ponto, Número, ponto, Partes
litigantes (se houver), ponto, Nome do relator antecedido da palavra
Relator, ponto, Local, vírgula, Data do acórdão (quando houver),
Referência da publicação que divulgou o documento (se for o caso),
antecedido da expressão In:

119 Os elementos podem variar de acordo com o documento a ser referenciado. Não podem faltar, no entanto:
Jurisdição e órgão judiciário competente, título (natureza da decisão ou ementa) e número, partes envolvidas
(se houver), relator, local, data e dados da publicação.
Furasté 99 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. In: ______ . Súm ulas. São
Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p. 16.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição.


Extradição n. 410. Estados Unidos da América e José Antônio Fernandez. Relator:
Ministro Rafael Mayer. 21 de março de 1984. In: Revista Trimestral de
Jurisprudência, [Brasília], v. 109, p. 870-9, set. 1984.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus n. 181.636-1, da 6a Câmara


Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de
1994. Lex: Jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10,
n. 103, p. 236-240, mar. 1998.

i) anais, recomendações de congressos, seminários, encontros ...

Nome do Evento, vírgula, Número do Evento (se houver), vírgula,


Ano, vírgula, Local de realização do evento, ponto, Título, ponto,
Local de publicação, dois-pontos, Editor ou entidade responsável pela
publicação, vírgula, Ano da publicação, ponto.

CONGRESSO ULTRAMARINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 5., 1999, Florianópolis.


Anais. Florianópolis : Ed.Sol e Mar, 1999.

JORNADA INTERNA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 18., 1996, Recife. Livro de


Resumos da X VIII Jornada de Iniciação Científica. Recife: UFRJ, 1996.

j) trabalhos apresentados em eventos (congressos, seminários,


encontros, conferências, palestras ou assemelhados)

Nome do Autor ou Entidade responsável, vírgula, Título do


trabalho apresentado seguido da expressão In, dois pontos, Nome
do Evento, vírgula, Número do Evento (se houver), vírgula, Ano,
vírgula, Local de realização do evento, ponto, Título do documento
(anais, atas...), ponto, Local de publicação, dois-pontos, Editor ou
entidade responsável pela publicação, vírgula, Ano da publicação,
ponto, página inicial e página fmal da parte referenciada, ponto.

VARELLA, Gaetano Correa. Novas Linguagens do Cotidiano. In: CONGRESSO


ULTRAMARINO DA LÍNGUA PORTUGUESA, 5, 2004, Florianópolis. Anais.
Florianópolis : Ed.Sol e Mar, 1999. 123-38.

MALAGRINO, W. et al., Estudos Preliminares sobre o Efeito... 1985. Trabalho


apresentado ao 13. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental,
Maceió, 1985.
Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico 100 Furasté

1) constituições

Local de abrangência (País, Estado, Cidade), ponto, Título e subtítulo


(se houver), ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local de
publicação, dois-pontos, Editor, vírgula, Ano, ponto.

BRASIL. Constituição. Brasília: Senado Federal, 1988.

RIO GRANDE DO SUL. Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Porto


Alegre: Assembleia Legislativa, 1989.

CACHOEIRINHA. Lei Orgânica do Município. Cachoeirinha: Câmara Municipal,


1997.

m) publicações de órgãos governamentais, empresas, associações,


entidades e instituições coletivas

Órgão responsável, ponto, Título e subtítulo (se houver), ponto,


Edição (a partir da segunda), ponto, Local de publicação, vírgula,
Editor (quando diferente do órgão responsável), vírgula, Ano, ponto.

BIBLIOTECA PÚBLICA ZEFERINO BRASIL. Relatório plurianual de consultas.


São Vendelino: Seta Edições, 1987.

CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO


- CNPQ. Termo de compromisso. Florianópolis: Veritas, 1996.

Quando a editora é a mesma instituição ou pessoa responsável pela autoria e


já tiver sido mencionada, não é mais indicada:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de Graduação.


Departamento de Controle e Registro Discente. Manual de Ingressos Extravesti-
bularpara o Período Letivo 01/1. Porto Alegre, 1997.

n) separatas

Autor, ponto, Título, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano,


ponto. A expressão: Separata de: dois pontos, Autor da obra, ponto,
Título da obra, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano.
Furasté 101 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

AGUIAR, Fernando. Escrita Fonêmica para o Português do Brasil. São Paulo: Ultra,
1997. Separata de: FREITAS, Francisco. Língua Brasileira. São Paulo: Ultra, 1997.

ANDRADE, Maurício. O Cartel das Minas. Rio de Janeiro: Veritas, 2003. Separata
de: CARDOSO, Miguel Augusto. A Era do Ouro no Brasil Colônia. Rio de Janeiro:
Veritas, 2007.

Documentos referenciados em parte

a) capítulo, ou parte, de livros, separatas, teses, monografias,


dissertações, folhetos...

* Parte sem indicação do autor:

Autor da obra onde está a parte, ponto, Título, ponto, Edição (a partir
da segunda), ponto, Local, dois pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto,
Localização da parte referenciada: paginação, volume, tomo, parte,
capítulo e título (se houver).

SOARES, Fernandes; BURLAMAQUI, Carlos Kopke. Pesquisas Brasileiras, 1. e 2.


graus. 4.ed. São Paulo: Formar, 1992. p. 201-11. cap. VII. v. 3.

FERREIRA, Milton Siqueira. Os Magos e a Verdade. 9.ed. São Paulo: Polux, 2000.
p. 134-7.

* Parte com indicação do autor


Autor da parte, ponto, Título da parte, ponto, Referência da
Publicação antecedida da expressão In:

TRAN, Valdemar. A Comida Chinesa. In: CHAVES, Válter. A Gastronomia Mundial.


3.ed. Rio de Janeiro : Codecal, 1997.

SIMON. Maria Cecília. A Consciência Mítica. In: HUNE, Leda Miranda (org.).
Metodologia Científica. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1989.

* Parte em que o autor é o mesmo da obra

Autor, ponto, Título da parte, ponto, Referência da Publicação


antecedida da expressão In: substituindo-se o nome do autor por um
traço de seis toques, ponto.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 102 Furasté

NETO, Antonio Gil. Gramática: apoio ou opressão. In :_____ . A Produção de


Textos na Escola. São Paulo : Loyola, 1998.

VASCONCELLOS, Neusa. A identidade Italiana no Rio Grande do Sul. In:


. Os Italianos no Sul do Brasil. Caxias do Sul: Global, 2001. p. 132-9.

b) obras publicadas com mais de um volume, tomo etc.


Autor, ponto, Título da obra, ponto, Local de publicação, dois-pontos,
Editor, vírgula, Ano, ponto, Volume, tomo, etc, vírgula, Título do
volume, tomo, etc. (se houver), ponto.

VERGUEIRO, Oswaldo Henrique. As Forças Ocultas da Mente Humana. Rio


de Janeiro : Lotus, 1998. Tomo IX.

KERSTING. M. Félix. Antropologia Cultural: a ciência dos costumes. Rio de


Janeiro: Fundo de Cultura, 1971. v.2.

c) artigos em revistas ou periódicos

* com autoria explicitada

Autor, ponto, Título do artigo, ponto, Nome da revista ou periódico


(grifado), vírgula, Título do fascículo, suplemento ou número especial
(se houver), vírgula, Local, vírgula, Volume (se houver), vírgula,
Fascículo (se houver), vírgula, Páginas inicial e final do artigo,
vírgula, Mês e ano, ponto.

FERREIRA, Jeferson. As Abelhas como Elementos de Ligação. Saúde e Vida, Belo


Horizonte, v. 24, n. 1334, p. 23-4, jan./fev. 1998.

PERASSOLI, Elaine Maria. Mulheres de Atenas. Revista Brasileira de Terapia


Floral, São Paulo, n. 50, p. 22-9, abr./maio 2004.

* sem autoria explicitada


Título do artigo (a primeira palavra com letras maiúsculas), ponto,
Nome da revista ou periódico (grifado), vírgula, Título do fascículo
(se houver), vírgula, Local, vírgula, Volume (se houver), vírgula,
Fascículo, (se houver), vírgula, Página inicial e final do artigo,
vírgula, Mês (abreviado) e ano, ponto.
Furastó 103 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

CABELOS por um fio. Criativa, São Paulo, v. IX, p.59-60, jul. 1999.

EM BUSCA do Elixir da longa Vida. Planeta, p. 40-1, São Paulo, fev. 2005.

d) número especial de revista ou periódico

Título(versal), ponto, Título da parte (se houver), ponto, Local da


publicação, dois pontos, Editora, vírgula, Número, vírgula, Ano,
vírgula, volume, ponto, Data dá publicação, ponto.

CONJUNTURA ECONÔMICA. As 500 maiores empresas do Brasil. Rio de


Janeiro: FGV, n. 502, ano VII, v.4, set. 1984.

GAZETA MERCANTIL. Balanço anual 1997. São Paulo, n. 21, 1997.


Suplemento.

e) fascículo de revista ou periódico

Título e subtítulo (se houver), ponto, Local da publicação, dois pontos,


Editora, vírgula, Número do fascículo, Data da publicação.

DINHEIRO: revista semanal de negócios. São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jun.
2000 .

REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939.

PRO TESTE. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor,


n.33, fev. 2005.

f) artigos em jornal, suplementos, cadernos, boletim de empresa

* com autoria explicitada

Autor do artigo, ponto, Título do artigo, ponto, Nome do jornal


(grifado ou sublinhado), vírgula, Local da publicação, vírgula, Data
(dia, mês, ano), ponto.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 104 Furasté

OLIVEIRA, Alberto. Voluntários da Sorte. Zero Hora, Porto Alegre, 9 fev. 2005.

NAVES, Paulo. Lagoas andinas dão banho de beleza. Folha de São Paulo. São
Paulo, 28 jun. 1999. Folha Turismo. Caderno 8.

*sem autoria explicitada


Título do artigo (a primeira palavra com letras maiúsculas), ponto,
Nome do jornal (grifado), vírgula, Local da publicação, vírgula, Data
(dia, mês, ano), ponto.

M será reserva modelo no país. Zero Hora, Porto Alegre, 27 mar. 1993.

DOMINGO de sol e calor em Porto Alegre. Zero Hora, Porto Alegre, 4 dez. 2009.

UM NOVO Tempo: uma nova estrela no céu. Em Aquarius, Porto Alegre, jan. 2005.

g) trabalhos publicados em anais de eventos


Autor, ponto, Título do trabalho e subtítulo (se houver), ponto,
Referência da publicação antecedida da expressão In:, ponto, Página
inicial e final, ponto.

FERNANDES, Maria Helenara. O Analfabetismo como Elemento Responsável pelo


Subdesenvolvimento Brasileiro Atual. In: Congresso Nacional de Educadores e
Sociólogos, 1997, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: ENAFERJ, 1997. p. 232-5.

PRESTES, Francesco. Crédito Rural e Taxas de Juros. In: Encontro Sul-


Americano de Ruralistas, 2002, Campo Grande. Goiânia: Líber, 2002. p. 364-8.

CONGRESSO LATINO-AMERICANO SOBRE A CULTURA ARQUITETÔNICA E


URBANÍSTICA, 2., 1992, Porto Alegre. Anais .... Porto Alegre: Unidade Editorial,
1997. p.267-89.

h) enciclopédias
Autor do verbete, seção ou capítulo (se houver), ponto, Título do
verbete, seção ou capítulo, ponto, In: Nome da Enciclopédia, ponto,
Local de publicação, dois-pontos, Editor, vírgula, Ano de publicação,
ponto, Volume, vírgula, Página inicial e final.
Furasté 105 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

I MONTEIRO, Abigail. Os Seres Vivos. In: Mundo Novo. São Paulo: Ritter, 1975. v. 4,
123-35.

MIRANDA, Jorge. Regulamento. In: Polis Enciclopédia Verbo da Sociedade e do


Estado: Antropologia, Direito, Economia, Ciência Política. São Paulo: Verbo, 1987.
v. 5, p. 266-278.

i) dicionários

Verbete, ponto, A palavra In, dois-pontos, Autor(es), ponto, Título do


Dicionário, ponto, Edição (a partir da segunda), ponto, Local, dois-
pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto, Página, ponto.

MAMINHA. In: ROCHA, Ruth. Minidicionário Enciclopédico Escolar. São Paulo:


Scipione, 2000. p. 389.

HIPÔMETRO. In: AULETE, Caldas. Dicionário Contemporâneo da Língua


Portuguesa. 4.ed. Rio de Janeiro: Delta, 1958. p. 2601. v.lll.

Outros tipos de referência


a) entrevistas, relatos, palestras, debates, conferências ...

* orais - ao vivo ou em zravação

Nome do entrevistado (ou do entrevistador quando se quer dar mais


destaque a este), (Sobrenome versai e nome minúsculo) ponto.
Assunto da entrevista, ponto, Local onde foi realizada, vírgula,
Entidade promotora do evento (se for o caso), vírgula, Data (dia, mês
e ano), ponto, Esclarecimento sobre o motivo da entrevista (se preciso
for), seguido da expressão “Entrevista concedida a” seguida pelo
nome do entrevistador (se não citado no início), ponto.

TORRES, Eduardo E. Mutirão Nacional Pioneiro. Porto Alegre, U.E.B., 22 jul.


1997. Registro da organização do encontro de jovens. Entrevista concedida a Victor
Meireles de Andrade.

MELLO, Eduardo de. Coletânea. São Paulo, Praça da Sé, 4 set. 1998. Registro do
encontro de jovens pintores de rua. Entrevista concedida a João Gabriel de Lima.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 106 Furasté

* impressas

Nome do entrevistado (ou do entrevistador quando se quer dar mais


destaque a este), (Sobrenome versai e nome minúsculo) ponto.
Assunto da entrevista, ponto, Local onde foi realizada, vírgula,
Entidade promotora do evento (se for o caso), vírgula, Data (dia, mês
e ano), ponto, Indicação bibliográfica do veículo onde está impressa a
entrevista. Esclarecimento sobre o motivo da entrevista (se preciso
for), seguido da expressão “Entrevista concedida a”, seguida do Nome
do entrevistador (se não citado no início), ponto.

SOUZA, Fabrício. A Greve dos Padeiros. Caxias do Sul, 17 abr. 1997. Revista
Cometa, Caxias do Sul, v. 3, n. 35, p. 5-6, 19 abr. 1997. Entrevista concedida a
Walter Gomes de Sá.

MELLO, Evaldo Cabral de. O passado no presente. Veja, São Paulo, n. 1528,
p 9-11, 4 set. 1998. Entrevista concedida a João Gabriel de Lima.

b) programas de rádio e televisão

Assunto, em letras versais, ponto, Nome do Programa, em destaque,


ponto, Nome da cidade, vírgula, nome da estação de rádio ou de
televisão, vírgula, Data (dia, mês e ano), ponto, A expressão, em letras
versais, Programa de Rádio ou Programa de Televisão, ponto.

ACAMPAMENTO REGIONAL DE ESCOTEIROS. Conversas com o ouvinte.


Candelária, Rádio Minerva, 23 jul. 1999. Programa de Rádio.

EM BUSCA DAS PEDRAS PRECIOSAS. Fantástico. São Paulo, Rede Globo,


12 mar. 1997. Programa de Tv.

c) gravações em discos ou fitas cassete ou CD


- no todo
Nome do compositor, ponto, Título do Disco ou da Fita, em destaque,
ponto, Local, dois pontos, Gravadora, vírgula, Ano, ponto, Título da
faixa, vírgula, Tempo da gravação, ponto, Número de rotações por
minuto, vírgula, Sulco ou Digital, vírgula, Número de canais sonoros,
ponto, Número do disco ou da fita, ponto.
Furasté 107 Nomias Técnicas para o Trabalho Científico

MANCINI, Henry. 101 Strings - In The Sound o f Magnificence. Rio de Janeiro:


CID, 1985. Peter Gunn Theme, 3,45min. 33rpm, sulco, Stéreo. 5041.

FAGNER, R. Revelação. Rio de Janeiro: CBS, 1988. 1 fita cassete (60min), 3% pps,
estéreo.

- em parte
Nome do compositor ou intérprete, ponto, Título da parte, ponto,
Subtítulo (se houver), ponto, Indicação de responsabilidades:
arranjadores, direção... - se houver), ponto, a expressão In: A
referência do todo conforme o item anterior, acrescentando o número
da faixa ou parte.

SIMONE. Jura secreta. Direção artística Marcelo Ramos. In :_______ . Face a face.
São Paulo: EMI-Odeon, 1977. 1 CD (4min22seg). Remasterizado em digital.

PAIM, Wilson. Paixão Campeira. In: Canto e Encanto Nativo. Caxias do Sul: Acit,
1994.1 CD, (4 min42seg). Faixa 2.

d) gravações em fita de vídeo


Título da fita, ponto, Nome do responsável (produtor - pode ser uma
entidade), ponto, Local, vírgula, Data, ponto. Produtora, vírgula,
Distribuidora, vírgula, Descrição da unidade física (bobina, cartucho,
cassete, colorido ou preto e branco, legendado ou dublado, bitola),
ponto, Sistema de Gravação (VHS, PAL-M, NTSC), ponto, Expressão
em versai: Fita de Vídeo, ponto.

ELETRÔNICA, RADIOTÉCNICO, TELEVISÃO. Instituto Universal Brasileiro. São


Paulo, 1993. 1 fita, 75 min, col,, son., 8mm, VHS. Fita de Vídeo.

OS PERIGOS do uso de tóxicos, Produção de Jorge Ramos de Andrade.


Coordenação de Maria Izabel Azevedo. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 fita, 30 min,
col., son.,

e) catálogos
Autor (se houver), ponto, Nome da Instituição responsável (se
houver), ponto, Título do catálogo, ponto, Local, vírgula, Data, ponto,
Expressão em versai: Catálogo, ponto.

COLÉGIO ESPECIAL DE ENSINO MÉDIO. Normas e Procedimentos para


Matrículas no ano 2004. Porto Alegre, 2003. Catálogo.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 108 Furasté

f) Bíblia
* no todo
BÍBLIA, ponto, Idioma, ponto, Título, ponto, Edição (a partir da
segunda), Tradução ou versão, ponto, Local, dois-pontos, Editora,
vírgula, Ano, ponto.

BÍBLIA. Português. B íblia Sagrada. 36.ed. Tradução Centro Bíblico Católico. São
Paulo: Paulinas, 1990.

* em parte

BÍBLIA, ponto, Nome do Livro, vírgula, Título da parte (se houver),


ponto, Número do capítulo, vírgula, Versículo inicial e versículo final,
separados por hífen, ponto, Idioma, ponto, Título, ponto, Edição (a
partir da segunda), ponto, Tradução ou versão (opcional), ponto,
Local, dois-pontos, Editora, vírgula, Ano, ponto.

BÍBLIA. I Crônicas, Recenseamento de Israel. 21,1-6. Português. B íblia Sagrada.


35.ed. Tradução da Vulgata pelo Pe. Matos Soares. São Paulo: Paulinas, 1979.

g) atas de reuniões

Nome da Instituição, ponto, Local, ponto, Número da ata, ponto,


Título da Ata, ponto, Livro, vírgula, Número da página inicial e da
final, ponto.

GRUPO ESCOTEIRO MARECHAL RONDON. Porto Alegre. A ta n. 82. Ata de


Eleição de Diretoria Biênio 2000/2002. p. 123-5.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Central. Ata da


reunião realizada no dia 4 de julho de 1997. Livro 50, p. 1.

h) manuais

Marca do Produto, ponto, Título, dois-pontos, especificação do


produto, ponto, Local, dois pontos, data, (se houver).
Furasté 109 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

PHILLIPS. Manual de Instruções: DVD Player. Manaus, 2004.

VOLKSWAGEN DO BRASIL. Manual de Instruções: Kombi. São Paulo: 1999.

i) resenhas, recensões
Nome do autor da Resenha ou recensão, ponto, Título (se houver),
ponto, (referência completa da obra original). Indicação de Resenha.

MAROBIN, Luiz. F arrapos - Guerra à gaúcha. MARIANTE. Hélio Moro. Farrapos -


Guerra à Gaúcha. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1 9 8 5 .155p. Resenha.

WITTER, Geraldina Porto (Org.). Produção científica. Transinform ação, Campinas,


SP, v. 9, n. 2, p.135-137, maio/ago. 1997. Resenha.

MATSUDA, C. T. Cometas: do mito à ciência. São Paulo: ícone, 1986. SANTOS, P.


M. Cometa: divindade momentânea ou bola de gelo sujo? C iência Hoje, São Paulo,
v. 5, n. 30, p. 20, abril. 1987. Resenha.

j) patentes

Entidade Responsável com seus diversos segmentos, ponto, Autor ou


autores (se houver), ponto, Título ou identificação do elemento
registrado, ponto, Número da Patente, vírgula, Data do período do
registro (início e término), ponto.

DÁCTILO-PLUS. Unidade de Informática Aplicada. Elisa Helena Castro Romero.


C onversor A u to m á tic o de S oftw are interno. BR n. PI 225894339528-20, 01 dez.
2003, 31 dez. 2015.

k) documentos cartográficos (mapas, atlas, globos, fotos aéreas...)

Autor(es), ponto, Título, ponto, Local, dois-pontos, Editora, vírgula,


Ano, ponto, Designação específica (mapa, globo, Atlas, foto...), ponto,
Escala.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 110 Furasté

ELLWANGER, Ricardo. R egião Sul. Porto Alegre: Global, 2003. Mapa econômico.
Escala: 1:2000.

INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO. Regiões de Governo no Estado de


S.Paulo. São Paulo, 1994. Atlas. Escala 1:600.000.

ATLAS Geográfico Universal. Madrid: Everest, 2003. Atlas, Escalas variadas.

1) bulas de remédios

TÍTULO da medicação. Responsável técnico (se houver). Local:


Laboratório, ano de fabricação. Indicação de Bula de remédio.

NOVALGINA: dipirona sódica. São Paulo: Hoechst, [ 199?]. Bula de remédio.


_________________________

m) cartões postais

TÍTULO. Local: Editora, ano. Número de unidades físicas: indicação


de cor.

BRASIL turístico: anoitecer sobre o Congresso Nacional - Brasília. São Paulo:


Mercador. [198-]. 1 cartão postal: color.

n) filmes 120 - videocassete, longa metragem ou DVD

Título (Só primeira palavra em versai), ponto, Subtítulo (se houver),


ponto, Créditos (produtor, diretor, realizador, roteirista e outros,
separados por ponto), ponto, Elenco principal (separados por ponto-e-
vírgula, ponto, Local, dois pontos, Produtora, vírgula, Especificação
do suporte em unidades físicas e duração, ponto.

120 Os elementos essenciais são: título, diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte em
unidades físicas. Os demais são complementares e servem apenas para explicitar melhor.
Furastó 111 N ormas Técnicas para o Trabalho Científico

OS PERIGOS do uso de agrotóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade.


Coordenação de Maria Izabel Ribeiro. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 fita de vídeo
(30min), VHS, son., color.

0 NOME das Rosa. D ire çã o : Jean-Jacques A n n a u d , R osaProdução:


B ernd E ich in g e r. F ra n k fu rt (D E ): C o n s ta n tin F ilm , 1 9 8 6 , 1 DVD.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de


Clermont -Tonnerre e Arthur Cohn. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel
Carneiro e Walter Salles Júnior. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pêra;
Vinicius de Oliveira; Othon Bastos e outros, [sl.]: Lê Studio Canal; Riofilme, 1998.
1 filme (106min), son, color. 35mm.

o) Workshop - com autor declarado ou sem autor declarado

Autor (se for declarado), ponto, Título da intervenção, ponto, a expressão In,
dois-pontos, Título do Workshop, vírgula, Número do workshop (se houver),
ponto, Ano da apresentação, vírgula, Local da apresentação, ponto, Título da
publicação (em destaque) Local, dois pontos, editora, vírgula, ano da
publicação. Páginas.

PRADO, Afonso Henrique Miranda de Almeida. Interpolação de imagens médicas.


In: Workshop de Dissertações em Andamento, 1. 1995, São Paulo. Anais... São
Paulo: IMCS, USP, 1995. p.2

WORKSHOP DE DISSERTAÇÕES EM ANDAMENTO, 1. 1995, São Paulo. Anais...


São Paulo: ICRS, USP, 1995. 39 p.

p) Fotografias

AUTOR (Fotógrafo ou nome do estúdio) Título em destaque. Ano. Número


de unidades físicas: indicação de'cor; dimensões.

HERMES, Fotos e Vídeos Visão dos cânions dos Aparados da Serra. 2009. 1
álbum (132 fot.): color.; 1 7 ,5 x 1 3 cm.

Obs.: Fotografia de obras de arte devem ter entrada pelo nome do autor do original, seguido
do titulo e da indicação do nome do fotógrafo, precedido da abreviatura fot. Tratando-se de
um conjunto de fòtogi^fias com suporte físico próprio como, por exemplo, um álbum. Esta
informação deve preceder o número de fotos (como no exemplo acima).
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 112 Furasté

q) Mapas e Globos

AUTOR(es) (se houver indicação). Título em destaque. Local: Editora, ano.


Número de unidades físicas: indicação de cor, altura x largura. Escala.

AMAZONAS. Departamento Estadual de Geografia e Cartografia. Mapa geral do


Estado do Amazonas. Manaus, N exus, 1998. 1 mapa: 78 x 57 cm, Escala:
1:800:000

r) Microfichas

Referenciar como a publicação original, mencionando-se ao final, o número de


microfichas e redução, quando houver.

SPINELLI, Mauro. Estudo da motricidade articulatória e da memória auditiva em


distúrbios específicos de desenvolvimento da fala. 1973. Tese (Doutorado em voz) -
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. 3 microfichas

s) Microfilmes

Referenciar como a publicação original, seguida da indicação de unidades


lisicas e da largura em milímetros. Sendo em negativo, usar a abreviatura neg.,
após o número de unidades físicas, precedida de dois pontos.

ESTADO, Florianópolis, v. 27, n. 8283-8431. jul./dez. 1941. 1 bobina de microfilme,


35 m.

Informações Verbais

Quando se possuir informações que foram transmitidas oralmente, seja em


sala de aula, palestras, debates, conferências, comunicações, etc. deve-se fazer a
indicação Informação Verbal, entre parênteses, e, em nota, que pode ser no
rodapé, mencionar os dados disponíveis e que identifiquem a passagem.121

141 Ver explicação e exemplo na página 60.


Furasté 113 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Moura então observou que as flores podiam ser repostas sem que houvesse
necessidade de transporte especial (informação o ra l1) e que isso significaria uma
economia fantástica para a empresa exportadora.

! Em conferência proferida na sala V IP do Centro de Convenções de Recife em 2 4 de janeiro de


2 0 0 5 para mais de quinhentos exportadores de flores.

Referências a documentos em meio eletrônico e internet


Os documentos disponíveis em meios eletrônicos estão cada vez mais
difundidos e sua utilização, cada vez mais popular. A NBR 6023/2002 diz que
as referências de documentos em meio eletrônico ou on-line devem obedecer
aos mesmos padrões indicados para documentos monográficos convencionais,
acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico e
identificação da localização na internet. Os documentos podem estar inseridos
em disquetes, DVDs, CD-Rom, On-line (internet), etc.
Há, ainda, alguns documentos que possuem acesso exclusivo em on-line
como Base de Dados, Listas de Discussão, BBS (sites), Arquivos em Disco
Rígido, Programas, Mensagens Eletrônicas e outros.

- Referência em meios eletrônicos


a) arquivos em disquetes

IRPF/05. Declaração do Ajuste Anual. Secretaria da Receita Federal. Brasília: mar.


2005. Disquete 31/4 pol. Windows.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para


apresentação de trabalhos. Curitiba: mar. 1998. 5 disquetes, 31/2 pol. Word for
Windows 7.0.
ABREU, Marilene Graci. Dicas de Redação para o ENEM. São Paulo: jan. 2002.
Disquete 3 !4 pol. Power Point.

b) CD-Rom

KOOGAN, A.; HOUAISS, A. (Ed). Enciclopédia e Dicionário Digital 98. Direção


geral de: André Koogam Breikman. São Paulo: Delta, 1998. 5 CD-ROM.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TEC N O LO G IA-


IBICT. Ciência com Tecnologia. Brasília: Nimbus, 19963 . CD-ROM.

MORFOLOGIA dos Artrópodes. In: Enciclopédia Multimídia dos Seres Vivos.


São Paulo: Planeta De Agostini, 1998. 9 CD-ROM.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 114 Furasté

- Referência on-line - internet

Quando se tratar de obras consultadas on-line (na internet), deve-se


indicar os mesmos elementos exigidos das obras convencionais, acrescido do
URL122 completo, entre os sinais < >, antecedidos da expressão: Disponível
em: e seguido da informação: Acesso em: e a data. Opcionalmente pode-se
acrescentar ainda o horário da consulta.

a) documento no todo

ESTADO DE SÃO PAULO. Manual de redação e estilo. São Paulo, 1997.


Disponível em: <http://www1.estado.com.br/redac/manual.html>. Acesso em: 19
maio 1998.

MOURA, Gevilácio Aguiar Coêlho de. Citações e Referências a Documentos


Eletrônicos. Disponível em: <http://www.eloaica.com.br/users/amoura/refere.html>
Acesso em: 10 fev. 2000.

CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais


eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em:
<http://www.proquest.ufpe.br/anais/anais.htm >. Acesso em: 21 jan. 1997.

b) documento em parte

ALMEIDA, Maurício B.; BAX, Marcello P. Uma visão geral sobre ontologias: pesquisa
sobre definições, tipos, tipos, aplicações, métodos de avaliação e de construção.
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, 2003. Disponível em:
<http://www.ibict.br/cionline/inicio.html>. Acesso em: 23 mar. 2004.

GIS DAY. Geographical Information Systems. National Geography Society, 2003.


Disponível em: <http://.www.gis.com> Acesso em: 26 jan. 2005.

c) artigo ou matéria de revista

HERNANDES, Moema. Envenenamento por Gás de Cozinha. Revista da Família,


São Paulo, n.76, 15 fev. 2003. Disponível em:
<http://www.terra.com.br/fam/1688/envenenamento.htm> Acesso em: 25 set. 2004.

AS ROSAS do jardim do palácio. Vivências, Caxias do Sul, n. 16, 20 out. 2000.


Disponível em:<http://www.terra.com.br/vivencia/rosas.htm> Acesso em: 12 jan.
2004.

' 22 U R L - Uniform Resource Locator (Localizador U niforme de Recursos). V er V o c ab u lá rio Básico, p. 175.
Furasté 115 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

d) artigo ou matéria de jornal

ACIDENTES no feriado assustam. Correio do Povo. Porto Alegre, 5 fev. 2002.


Disponível em: <http://www.correiodopovo.net/jornal/acidentes.htm> Acesso em: 10
jun.2004.

TAVES, Rodrigo França. Ministério corta pagamento de 46,5 mil professores. Globo.
Rio de Janeiro, 19 maio 1998. Disponível em: HTTP://www.oalobo.com.br Acesso
em 28 de maio de 1999.

PEDROSO, Joaquim Antônio. O desmatamento da Amazônia. Matutino do


Amazonas, Manaus, 20 jan. 2003. Disponível em:
<http://www.matutinodoamazonas.br> Acesso em: 26 jan.2003.

e) e-mail

LIMA, Helena. Receitas Deliciosas da Tia Helena. Mensagem pessoal. Mensagem


recebida por <pitágoras@vector.com.br> em 16 jan. 2001.

RUSCHEL, Maria da Conceição. Informação sobre o desmatamento ocorrido.


Mensagem pessoal recebida por <satori_junior@yahoo.com.br

f) BBS

HEWLETT - Packard. Endereço BBS: hpcvbbs.cv.hp.com, login: new. Acesso em: 22


maio 1998.

UNIVERSIDADE da Carolina do Norte. Endereço BBS: launch pad. unc.edu.


Login: lauch. Acesso em: 25 jun 2002.

g) trabalho apresentado em evento

GUNCHO, M.R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO


DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1988, Fortaleza. Anais. Fortaleza: Tec
Treina, 1998. Disponível em:
<http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/educ/ce04.htm> Acesso em: 21 jan. 2000.

FURASTÉ, Pedro Augusto. A Histeria em jovens de 14 a 18 anos. In: Encontro Sul


Brasileiro de Psicanálise Pós-Freudiana. 1, 2004, Porto Alegre, Anais. Porto Alegre:
Stork, 2005. Disponível em: <http://www.psiauesulbrasil.org.br/encontro.htm>
Acesso em: 12 dez. 2005.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 116 Furasté

h) documento jurídico

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. Não é admissível por ato
administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo
público. Disponível em: <http://www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF.html>
Acesso em: 29 nov. 2000.

RIO GRANDE DO SUL. Constituição do estado do Rio Grande do Sul. Porto


Alegre. Disponível em: <http://jol.com.br/legis/constituições/constrs/indice.htm>
Acesso em: 30 out. 2004.

BRASIL. Lei n. 9887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária


federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8
dez.1999. Disponível em:
<http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?ld=LE%209887> Acesso em: 22 dez.
1999.

i) homepage

ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DE IRISDIAGNOSE - A M I. Disponível em:


<http://www.amiris.com/port/index.asp> Acesso em: 07 jul 2007

NICOLAU, Paulo Fernando M. PSIQUIATRIA GERAL. Disponível em:


<http://www.psiauiatriaqeral.com.br/index.htm> Acesso em: 03 jun. 2006

AVES do Amapá. Disponível em: <http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves> Acesso


em: 30 maio 2002.

IAPAR. Londrina, Instituto Agronômico do Paraná, 1996-2000. Contém informações


institucionais, técnicas, notícias, projetos, publicações e serviços. Disponível em:
<http://w.celepar.br/iapar>. Acesso em: 18 jan. 2001.

j) documento de acesso exclusivo em meio eletrônico

HACHIMU, Ricardo E. Primeiro Acampamento Modelo. Disponível em:


<http://www.onix.unic.edu/pub/users/esa> Acesso em: 12 fev. 2004.

O @ZIMUTE. Disponível em: <http://www.página.de/@zimute> v. I, n.13. Acesso


em: 11 fev. 2001.

JABLONSKI, Steve. Online Multiple Congential Anomaly/Mental Retardation


(MCA/MR) Syndromes. Bethesda (MD): National Library of Medicine (US).
Disponível em: <http://www.nlm.nih.aov/mesh/ iablonski/svndrome title.html>
Acesso em 20 ago 2002.
Furasté 117 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

k) FTP

GATES, Garry. Shakespeare and his muse.<ftp://ftp.guten.net/bard/muse.txt> 1


Oct. 1996.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária. Current


directory is/pub. <ftp:150.162.1.90>,login: anonymous, password: guest, caminho:
Pub. Acesso em: 19 maio 1998.

GATES, Garry. Shakespeare and his muse.<ftp://ftp.guten.net/bard/muse.txt> 1 Oct.


1996.

1) Base de Dados

ÁCAROS no Estado de São Paulo. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISA E


TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”. Base de Dados Tropical. 1985. Disponível
em: <http://www.fat.org.br/acaro/sp/ >. Acesso em: 30 maio 2002.

REVENGE, Samuel J. The Internet Dictionary. Avon: Futve, 1966. Base de


Dados. Biblio: CELEPAR, 1966.

PEIXOTO, Maria de Fátima Vieira. Função citação como fator de recuperação de


Uma rede de assunto. In: IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia.
Brasília: IBICT. Base de Dados em Ciência e Tecnologia, n.1 1999. CD-ROM.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 118 Furasté

2 7 R E L A T Ó R IO D E E S T Á G IO
O relatório de estágio constitui-se num tipo de trabalho bem específico,
com natureza e objetivos próprios e bem definidos. Visa à apresentação da
descrição do local onde foi realizado o estágio, do período de sua duração e,
principalmente, das atividades desenvolvidas pelo estagiário.

Deve ser elaborado com base nas normas oficiais da ABNT, acatando,
outrossim, algumas características próprias e peculiares, que lhe são dadas por
algumas instituições, especialmente as voltadas ao ensino. Procuramos
apresentar aqui uma uniformização dessas características.

O relatório de estágio deve ser composto por alguns elementos (partes)


específicos que lhe conferem a organicidade necessária para o devido
acompanhamento e avaliação. São eles:

Elementos Pré-textuais:
Capa (obrigatório)
Lombada (opcional)
Folha de Rosto (obrigatório)
Errata (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Listas (opcional)
Sumário (obrigatório)
Elementos Textuais:
Introdução (obrigatório)
Apresentação da \n s titu \ç ã o (o b rig a tó rio )
Desenvolvimento (obrigatório)
Conclusão (obrigatório)
Elementos Pós-textuais
Obras Consultadas (obrigatório)
Apêndices (opcional)
Anexos (opcional)
Furasté 119 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Esquematicamente:

- capa
• folha de rosto
■agradecim entos
■errata
■listas
■sumário
INTRODUÇÃO
APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

DESENVOLVIMENTO

CONCLUSÃO
■obras consultadas
apêndices
anexos

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

Capa 123
E um elemento obrigatório que serve para proteção externa do trabalho.
Na capa devem ser impressas apenas as informações indispensáveis que servem
para identificação do trabalho, da mesma maneira que são apresentadas na folha
de rosto.
Há diferentes tipos de capa:

a) capa padronizada pela instituição: a instituição estabelece um tipo de


capa que deve ser adotado por todo e qualquer trabalho em seu
âmbito;
b) capa dura: nome dado à capa feita de percaline com os dados gravados
à semelhança de um livro;
c) brochura: feita com cartolina, ou com uma folha mais espessa;
d) capa plástica, transparente, também chamada de capa térmica, que
dispensa a gravação dos dados.

Devem aparecer os seguintes dados identificativos:

123 Conforme Capítulo 6 - Capa - página 32. Repetimos para comodidade do leitor.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 120 Furasté

a) nome da Instituição (opcional) - centrado, em letras maiúsculas, em


negrito, a ±3cm da borda superior, tamanho 12 a 14;
b) nome do Autor - centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±5cm
da borda superior, tamanho 12 a 14;
c) título do Relatório - centrado na página, horizontal e verticalmente, em
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14;
d) subtítulo RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR - centrado,
em letras maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples,
tamanho 12;
e) número que identifica o tipo de relatório (opcional) - Em algarismo
romano: "I" ou "II", sendo que "I" representa estágio curricular interno
e "II" representa estágio curricular externo - junto ao subtítulo;
f) local (cidade onde se entrega o trabalho) - centrado, em letras
minúsculas, a ±25 cm da borda superior, tamanho 12;
g) ano da entrega - centrado, em letras minúsculas, na linha seguinte,
espaço simples, tamanho 12.

Lombada
Conforme capítulo 7, página 34.

Folha de rosto
Tomando por base o que temos no capítulo 8, página 35, a folha de rosto
é um elemento obrigatório que deve conter todos os dados necessários para a
sua identificação. A ABNT estabelece quais são os dados que devem ser
indicados e apresenta a ordem (seqüência) de sua colocação. Entretanto na folha
de rosto do relatório de estágio, é preciso acrescentar informações referentes
ao local (escola ou empresa) de realização do estágio; ao setor (se for o caso);
período de realização; total de dias; total de horas; nome do supervisor; função;
formação profissional.

A ABNT não faz menção a medidas, espacejamento nem a tamanho de


letras, porém, baseados na bibliografia existente, na tradição e na prática
exaustiva, sugerimos a seguinte distribuição124:

a) nome do autor - centrado, em letras maiúsculas, em negrito, a ±5cm


da borda superior, tamanho 12 a 14;
b) título do relatório - centrado na página, horizontal e verticalmente, em
letras maiúsculas, em negrito, tamanho 12 a 14;
c) subtítulo RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR - centrado,
em letras maiúsculas, negrito, na linha seguinte, espaço simples,
tamanho 12;

124 Repetim os: As distâncias são su g erid as além de aproximadas, não deve haver rigor nesse sentido.
Furasté 121 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

d) número que identifica o tipo de relatório (opcional) - Em algarismo


romano: "I" ou "II", sendo que "I" representa estágio curricular interno
e "II" representa estágio curricular externo - junto ao subtítulo;
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras
minúsculas, tamanho 12, deve constar as informações referentes ao
local, setor, período de realização, total de dias, total de horas, nome
do supervisor, função, formação profissional;
f) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado,
letras minúsculas, tamanho 12;
g) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em
letras minúsculas, tamanho 12;

Errata
Elaborada conforme capítulo 10, página 38.

Agradecimentos
Feitos conforme capítulo 13, página 42.

Listas
Feitas conforme capítulo 17, página 47.

Sumário
Mantendo as mesmas orientações do capítulo 18, página 48.

ELEMENTOS TEXTUAIS

Introdução
A introdução abre o relatório propriamente dito, devendo ser apresentadas
sucintamente as seguintes informações:
- importância do estágio para a formação profissional do autor;
- delimitação do tempo e espaço utilizados, ou seja, informar onde o
estágio foi realizado e o período de duração;
- organização estrutural do relatório.

Apresentação da instituição
Deverá trazer um histórico da escola ou da empresa e suas principais áreas
de atuação. Deverá apresentar de forma detalhada o setor ou departamento onde
foi desenvolvido o estágio.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 122 Furasté

Desenvolvimento
É a parte central do relatório. É nele que se vai comunicar os resultados do
estágio. Pode ser subdividido em seções e subseções, de forma a refletir o plano
de estágio executado.

Sendo assim, apresenta-se, de forma clara e sucinta, a rotina de trabalho e


da coleta de dados, de maneira descritiva ou agrupada em gráficos e/ou tabelas.
Faz-se a discussão dos dados, generalizações e apresentados os princípios
básicos que tiveram comprovação nas observações.

Deve-se, ainda:
a) esclarecer as exceções, modificações, teorias e princípios relativos ao
trabalho;
b) indicar as aplicações teóricas ou práticas dos resultados obtidos;
c) procurar elaborar, uma teoria para explicar as observações e resultados
obtidos;
d) revisar literatura, referindo-a no texto seguindo orientação da ABNT.
e) discutir as ocorrências como um todo, avaliando causas, procedimentos
e resultados e apresentado sua própria opinião com base nos
conhecimentos adquiridos.

Conclusão
É o resultado de uma análise crítica do trabalho executado, e de sua
importância como forma de contribuição para a formação profissional.
Relaciona as dificuldades encontradas na realização do estágio; descreve os
resultados e as conclusões obtidos, interpreta esses resultados e conclusões e
apresenta comentários e sugestões, se for necessário, tudo de forma lógica, clara
e concisa.

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Obras consultadas
É a especificação das obras utilizadas para o desenvolvimento das
atividades realizadas, em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores. Ver
capítulo 26, página 75/77.

Apêndices
Ver capítulo 24, página 72.

Anexos
Ver capítulo 24, página 72.
Furasté 123 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

CONFIGURAÇÃO DO RELATÓRIO
Segue as mesmas orientações dos demais trabalhos científicos, quais
sejam:
a) folha - formato ofício - A4 - 21 x 29,7;

b) margens: superior e esquerda: 3cm;


inferior e direita: 2cm;

c) digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho


12, no corpo do texto e tamanho 10 nas citações, notas, referências e
rodapés;

d) títulos: alinhados à margem esquerda, com letra do mesmo tamanho do


corpo do texto seguindo gradualmente os destaques disponíveis. Ver
capítulo 19, página 50.
Ficam, então, assim:

1 S E Ç Ã O P R IM Á R IA - M A IÚ S C U LO e N E G R IT O
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA-SÓ MAIÚSCULO
1.1.1 S eção T e rc iá ria - M inú scu lo e n egrito
1.1.1.1 Seção Quaternária - Minúsculo e normal
1.1.1.1.1 Seção Quinária - Minúsculo e itálico

e) espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; nos


resumos, nas citações, notas, rodapés e referências, espaço simples.

0 Se forem feitas, no decorrer do desenvolvimento, citações, essas devem ser


formatadas conforme o capítulo 20, página 55.

g) entrada de parágrafo: de lcm a l,5cm, ou o equivalente a um toque na


tecla TAB do micro;

h) paginação: algarismos arábicos no canto superior direito, a 2cm das


bordas superior e direita;
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 124 Furasté

28 R E L A T Ó R IO TÉCNICO-CIENTÍFICO ____________
“Documento que relata formalmente os resultados ou progressos obtidos
em investigação de pesquisa e desenvolvimento ou que descreve a situação de
uma questão técnica ou científica. O relatório técnico-científico apresenta,
sistematicamente, informação suficiente para um leitor qualificado, traça
conclusões e faz recomendações. É estabelecido em função e sob a
responsabilidade de um organismo ou pessoa a quem está submetido.”
A NBR 10719:1989 traz algumas orientações que são bem específicas,
não sendo válidas para os demais trabalhos científicos. Um exemplo é
quando desaconselha a utilização de notas de rodapé (item 7.3.2.2) e,
principalmente, quando diz que não se deve referenciar fontes bibliográficas que
não foram citadas no texto (item 7.3.4).126
Devem constar, na ordem, os seguintes elementos básicos: 127

E le m e n to s p ré -te x tu a is (ou p re lim in a re s ):


Capa - p rim e ira e s e g u n d a (fre n te e v e rs o ) (obrigatório)
F a ls a fo lh a d e rosto (opcional)
Folha de Rosto o u fic h a d e id e n tific a ç ã o
do rela tó rio (obrigatório)
L o m b a d a (opcional)
E rra ta (opcional).
P re fá c io ou a p r e s e n ta ç ã o (opcional)
Resumo (obrigatório)
Lista s (opcional)
Sumário (obrigatório)
E le m e n to s textu ais:
Introdução (obrigatório)
Desenvolvimento (obrigatório)
Conclusões e /o u R e c o m e n d a ç õ e s (obrigatório)
Ilu s tra ç õ e s (opcional)
E le m e n to s p ó s -te x tu a is (p ó s -lim in a re s )
A p ê n d ic e s (opcional)
A n e x o s (opcional)
A g ra d e c im e n to s (opcional)
Referências bibliográficas (obrigatório)
O b ra s c o n s u lta d a s (opcional)
G lo s sá rio (opcional)
ín d ic e (opcional)
Lista d e d e s tin a tá rio s e
fo rm a s d e a c e s s o a o rela tó rio (opcional)
Capa - te rc e ira e q u a rta (obrigatório)

125 NBR 10719:1989, item 3.1.1.


126 Insistimos que essas orientações valem exclusivamente para o R elatório Técnico-C ientífico e não para os
demais trabalhos científicos.
127 NBR 10719:1989, item 4.1.
Furasté 125 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Convém ressaltar que algumas Instituições já possuem, previamente


estabelecidas, certas partes do relatório ou, às vezes, até o relatório inteiro,
composto de formulários e fichas para serem preenchidos pelos seus
funcionários, fugindo completamente do que foi exposto acima.
O texto do desenvolvimento será dividido e subdividido em seções e
subseções a exemplo dos demais trabalhos científicos recebendo o mesmo tipo
de numeração progressiva, conforme prescrito nas NBR 6024 e NBR 6822 e que
estão explicitadas no capítulo 19, p. 50.

Esquematicamente:

----------------- capa
-----------------falsa f0 |ha de rosto
-----------------folha de rosto
-----------------errata
-----------------prefácio
----------------- resumo
----------------- listas
----------------- sum ário
INTRODUÇÃO

DESENVOLVIMENTO

CONCLUSÃO
-----------------ilustrações
-----------------apêndices
----------------- anexos
-----------------agradecimentos
-----------------referências bibliográficas
-----------------obras consultadas
-----------------glossário
-----------------índice
-----------------lista de destinatários
-----------------capa

Numeração de volumes
Se o relatório for muito extenso, e a necessidade exigir, pode ser dividido
em volumes. Esses volumes são identificados por algarismos arábicos, por
extenso ou abreviadamente:

Volume 1; Volume 2; Volume3

v. 1; v. 2; v. 3.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 126 Furasté

Numeração de partes
Quando um mesmo projeto comportar vários relatórios, estes podem ser
reunidos como se fossem partes componentes de um todo único.

Numeração das páginas


A numeração das páginas de um relatório técnico-científico é feita em
algarismos arábicos, seqüencialmente, a partir da primeira página da Introdução,
começando pelo algarismo 1, até o final. Note-se que as folhas que antecedem a
Introdução não são, nem contadas, nem paginadas. Independentemente do
número de folhas que antecedem a Introdução, essa sempre iniciará com o
número de página l . 128..................
Os números indicativos das páginas devem estar colocados no canto
superior direito, a 2cm das bordas (superior e direita).
No caso de relatórios impressos, devem ser utilizadas as duas faces da
folha. Nesse caso, os números indicativos da página devem ser colocados,
quando ímpares, no canto superior direito e, quando pares, no canto superior
esquerdo, mantendo as margens de 2cm das bordas.129

Capa
Serve como proteção externa do trabalho e traz um conjunto de
informações claras, precisas e concisas dando noção imediata sobre o conteúdo
do relatório.
As informações necessárias são:

nome e endereço do organismo responsável (autoria);


número do relatório. Se o relatório for publicado, o ISSN;
título e subtítulo (se houver):
data (mês e ano);
classificação de segurança (se houver).

128 N B R 10719:1989, item 4.6. Lembrar mais uma vez que essa norma é específica para Relatórios.
129 N B R 10719:1989, item 4.6.3.
Furasté 127 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Outras informações complementares devem ser colocadas na contracapa.


Informações como: preço da publicação, se destinada à venda; criação gráfica,
arte final, diagramação...

Lombada
Se o volume for espesso, e se for possível uma impressão legível, deve
conter: 130

- nome do autor ou sigla da instituição responsável,


que deve ser lido do alto para o pé;
- título do relatório;
- elemento de identificação (número do relatório).

Falsa folha de rosto


Elemento opcional. Deve conter apenas o título do Relatório centralizado
vertical e horizontalmente na folha.

Folha de rosto

Deve conter os elementos identificativos do relatório. São os seguintes:131


a) nome do órgão responsável;
b) divisão do órgão responsável;
c) número do relatório;
d) título e subtítulo;
e) nome(s) do(s) responsável (responsáveis) pela elaboração com respectiva
titulação;
f) número da parte e respectivo título (se houver);
g) número do volume (se houver);
h) número da edição, a partir da segunda;
i) classificação de segurança (se houver);
j) local e data da publicação.

No verso da folha de rosto, podem aparecer outros dados complementares,


como:132

a) informações sobre direitos autorais;


b) orientações sobre autorização para reprodução;
c) vinculação do trabalho com outros projetos, contratos...

130 NBR 10719:1989, item 5.1.5.


131 N BR 10719:1989, item 5.3.4.
132 NBR 10719:1989, item 5.3.5.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico Furasté

Prefácio (ou apresentação)


Elemento que serve para dar esclarecimentos, justificativas e/ou a
apresentação do documento. Geralmente é elaborado por outra pessoa que não o
autor. Seu uso fica restrito a relatórios a serem publicados.

Resumo
Condensação do relatório que apresenta sucintamente os aspectos mais
relevantes, os resultados e/ou as conclusões do relatório. Por suas características,
para relatórios usa-se o resumo informativo. De sua leitura é que o usuário
decidirá se vale a pena ler ou não o relatório inteiro.

De acordo com a ABNT,133 o resumo informativo deve constar entre 150


e 500 palavras.

Listas
Se o conteúdo assim o exigir, pode-se acrescentar listas de símbolos e
abreviaturas que forem utilizadas no decorrer do relatório.

Se houver ilustrações (tabelas, figuras, quadros...), elabora-se uma lista de


ilustrações como se fosse um sumário, apresentando-as na ordem em que
aparecem no texto com a respectiva indicação da página onde se encontra.

Estas listas devem figurar logo antes do sumário.

Sumário 134
A finalidade do sumário é dar uma visão geral do conteúdo e facilitar a
localização dos assuntos, por isso devem ser apresentadas apenas as seções
primárias, secundárias e terciárias, mesmo que no trabalho existam outras
subdivisões.

O sumário deve conter o indicativo numérico de cada seção, o título da


seção e a paginação, separados por uma linha pontilhada, todos alinhados à
esquerda. O sumário é o último elemento pré-textual. Se houver mais de um
volume, deve-se colocar o sumário de toda a obra em cada um dos seus volumes
para que se possa ter uma visão completa de todo o conteúdo.135

O sumário é meramente informativo, por isso não se devem colocar os


elementos pré-textuais. Portanto, ele inicia com a introdução.

133 N BR 6028:2003, item 3.3.5.


134 Deve ser elaborado conforme a N BR 6027:2003.
135 N B R 14724:2005, item 4.1.15.
Furasté 129 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Espacejamento no sumário
O espacejamento entre as linhas do sumário deve ser simples. Porém,
entre uma seção e outra, deixa-se uma linha em branco.

Destaque
Deve haver um destaque entre os itens que se subordinam no sumário. Os
destaques a serem dados serão os mesmos dados no decorrer do corpo do
relatório,136 ou sejam:

a) seções primárias: letras maiúsculas e negrito;


b) seções secundárias: letras maiúsculas;
c) seções terciárias: letras minúsculas e negrito.

1 MAIÚSCULO e NEGRITO
1.1 MAIÚSCULO
1.1.1 Minúsculo e negrito

Até bem poiico tempo atras, para" salientarmiais òs itens do Sumário, era
permitido utilizar a reentrada para abaixo da primeira letra da linha anterior,
porém essa reentrada não é mais permitida. Ver exemplo na página 49.

Introdução
Na introdução devem ser brevemente apresentados os objetivos do
relatório e as causas e/ou razões que o motivaram podendo relacioná-lo com
outros trabalhos.

Desenvolvi mento
O corpo do texto, propriamente dito, deve conter a explicitação do assunto
a partir de raciocínio lógico, clareza, concisão e coerência. Pode ser dividido em
seções e subseções como qualquer trabalho científico.

Não se deve ultrapassar a quinta seção. Assim:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA
1.1.1 Seção Terciária
1.1.1.1 Seção Quaternária
1.1.1.1.1 S eção Q uinária

136 NBR 6027:2003, item-5.2: “A subordinação dos itens do sumário deve ser destacada pela apresentação
tipográfica utilizada no texto. "
137 N BR 6027:2003, item 5.4.1 e N B R 6024:2003, item 3.2.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 130 Furasté

O indicativo da seção, em algarismo arábico, deve estar alinhado à


margem esquerda, separado do título por apenas um espaço. O título de cada
seção deve guardar uma linha em branco do texto anterior e do texto posterior.

O corpo do texto, propriamente dito, deve conter a explicitação do assunto


a partir de raciocínio lógico, clareza, concisão e coerência.

Conclusões ou recomendações
Num relatório, excepcionalmente, as conclusões e recomendações podem
ser divididas em subseções se a objetividade e a clareza assim o exigirem.

Nessa seção devem figurar, de maneira clara e objetiva, as deduções e


inferências tiradas dos resultados alcançados ou dos levantamentos realizados.
Não devem ser apresentados dados novos, dados quantitativos ou resultados
passíveis ainda de discussão.

As recomendações feitas devem ser aquelas que se julgam necessárias, a


partir das conclusões, para serem utilizadas mais adiante.

Anexo(s) 138
São elementos essenciais num relatório e servem para dar credibilidade ao
conteúdo. Podem ser ilustrações, descrições de equipamentos, descrições de
técnicas e processos. Não devem ser volumosos

São identificados pela palavra “Anexo” seguida de letras maiúsculas e seu


título:

Anexo A - Planta do setor de queimados


Anexo B - Planta do setor de politraumatizados

A paginação nos anexos deve dar continuidade à paginação do relatório.

Agradecimentos 139
Elemento opcional. Devem ser feitos agradecimentos somente se forem
realmente relevantes.

138 V er capítulo 24, p. 72.


139 V er capítulo 13, p. 42.
Furasté 131 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Referências bibliográficas 140


No relatório devem ser referenciadas apenas 141 as obras que foram
explicitamente citadas no decorrer do texto. Geralmente são colocadas ao final,
mas se o relatório for muito extenso, podem ser colocadas após cada seção
primária.
Em caso de necessidade, por conta do conteúdo do relatório, pode ser
sugerida alguma alguma bibliografia extra, sob o título: Bibliografia
reco m en d a d a .142

Glossário 143
Vocabulário onde se esclarecem palavras ou expressões técnicas,

índice
É um elemento opcional, utilizado, via de regra, em relatórios muito
extensos.

Num relatório, pode-se utilizar mais de um tipo de índice, de acordo com


suas finalidades e praticidade ao leitor.

Existem índices:
a) gerais - nomes, assuntos, lugares...
b) cronológicos: nomes e fatos relacionados cronologicamente;
c) sistemáticos: assuntos, nomes, espécies relacionados com algum tipo de
sistema de classificação;
d) onomásticos: ordena alfabeticamente nomes de pessoas, personagens,
atores ou personalidades citadas ao longo do texto.

Ficha de identificação
Trata-se de um elemento característico específico do relatório técnico-
científico. essa ficha de identificação pode substituir a folha de rosto.

Deve ser colocada antes da terceira e quarta capas, logo após o índice, se
houver. Em geral, apresenta-se no formato de um formulário com campos a
serem preenchidos com dados de identificação.

Lista de destinatários e formas de acesso


Lista de pessoas e seus respectivos cargos ou entidades a quem se destina
o Relatório.

140 Para elaboração das Referências, ver capítulo 26, página 75.
141 A TE N ÇÃ O : Essa orientação vale apenas para Relatórios, não é extensiva a outros Trabalhos Científicos.
142 Essa recomendação serve apenas para Relatórios, não sendo admitida em outros Trabalhos Científicos.
143 Ver capítulo 25, página 74.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 132 Furasté

Capa (terceira e quarta)

A própria ABNT144 apresentou uma ficha como sugestão a ser seguida e


que apresentamos na página seguinte:

Classificação de segurança Documento n°

Data (mês e ano): Projeto n°

Títuio e subtítulo N° do volume:

N° da parte

Título do projeto:

Entidade executora (autor coletivo)

Entidade patrocinada (cliente ou destinatário principal)

Resumo (abstract)

Palavras-chave

N° de edição N° de páginas ISSN Class. CDU ou CDD

Distribuidor N° exemplares Preço

Observações

144 N BR 10719:2010, Anexo A.


Furasté 133 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

29 P R O JE T O D E PE SQ U ISA - (NBR 15287:2011)__________


O projeto de pesquisa foi concebido para ser uma descrição da estrutura
do um empreendimento que se pretende seja realizado, ou seja, um esboço
inicial do que se quer fazer. De acordo com a ABNT, o projeto é uma das fases
da pesquisa; é a descrição da sua estrutura.145 Serve para o acadêmico traçar o
roteiro inicial daquilo que será seu trabalho. Esse roteiro certamente poderá
sofrer algumas modificações, alguns acréscimos, algumas melhorias, enfim,
poderá ser aprimorado, principalmente depois de iniciadas as pesquisas e obtidas
as orientações necessárias.
146
O projeto de pesquisa deverá compor-se dos seguintes elementos:

capa
Parte externa { lombada
f folha de rosto
listas
sumário
introdução
referencial teórico
metodologia
Parte interna < recursos
cronograma
referências
glossário
apêndicefsj
anexo(s)

capa
folha de rosto
listas
sumário

IN T R O D U Ç Ã O
R E F E R E N C IA L T E Ó R IC O
M E T O D O L O G IA
RECURSOS
CRONOGRAMA

referências
glossário
apêndice
anexo

Registre-se que não se pode estabelecer uma conclusão nos projetos,

145 NBR 15287:2011.


146 N BR 15287:2011.
N ormas Técnicas para o Trabalho Científico 134 Furasté

porque é ali que serão apresentados os resultados obtidos depois de


desenvolvido o projeto, analisados seus resultados e elaborado o trabalho final.

Capa
Elemento opcional. Se houver, apresenta as seguintes informações,
dispostas da seguinte maneira:
a) nome da entidade para a qual vai ser submetido - a ±3cm da borda
superior, centrado, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
b) nome(s) do(s) autor(es) - a ±5cm da borda superior, centrado, em
negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
c) título principal do trabalho - centrado na página, horizontal e
verticalmente, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
d) subtítulo, se houver - na linha seguinte, espaço simples, centrado, em
negrito e letras versais, tamanho 12;
e) local (cidade) da instituição onde será apresentado - a ±25cm da borda
superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
f) ano de entrega do projeto - na linha seguinte, espaço simples,
centrado, letras minúsculas, tamanho 12;

Lombada
Elemento opcional. Deverá ser elaborada com base na NBR 12225. Porém
é claro que vai depender da espessura do volume final do Projeto.

Folha de rosto
Deve ser feita da mesma forma que a folha de rosto dos demais trabalhos
científicos.
Os elementos que devem ser apresentados são:
a) nome do autor - a ±5cm da borda superior, centrado, em negrito e
letras versais, tamanho 12 a 14;
b) título principal do trabalho - a ± llc m da borda superior, centrado, em
negrito e letras versais, tamanho 12 a 14;
c) subtítulo (se houver) - uma linha abaixo do título, espaço simples;
centrado, em negrito e letras versais, tamanho 12 a 14, precedido de
dois-pontos no título;
d) número do volume (se houver mais de um) - uma linha abaixo do
subtítulo, espaço simples, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
e) a ±17cm da borda superior, do centro para a direita, em letras
minúsculas, tamanho 12, deve constar a natureza do trabalho (tese,
dissertação, trabalho de conclusão...), o objetivo do trabalho
(aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido), o nome
da Instituição (Universidade, Centro, Instituto ou Faculdade; e a área
de concentração (disciplina ou matéria);
Furasté 135 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

f) nome do(s) orientador (es) (e do co-orientador, quando houver) - a


±22cm da borda superior, centrado, letras minúsculas, tamanho 12;
g) local (cidade) da Instituição - a ±25cm da borda superior, centrado,
letras minúsculas, tamanho 12;
h) ano de entrega - uma linha abaixo, espaço simples, centrado, em
letras minúsculas, tamanho 12;

Introdução
Aqui reside uma das maiores confusões que encontramos quando se trata
de trabalhos acadêmicos, afinal, deve-se ou não numerar a introdução de um
trabalho?

A resposta é NÃO quando se trata de um trabalho de conclusão,


PORÉM num PROJETO DE PESQUISA. SIM.

A confusão deve-se ao fato de a palavra INTRODUÇÃO estar sendo


utilizada para designar DUAS coisas diferentes. Num trabalho de conclusão,
INTRODUÇÃO é uma PARTE do trabalho, como já explicitamos no capítulo
19 In d icativ o de Seção.
Já no projeto de pesquisa, a INTRODUÇÃO é onde devem ser
apresentados vários tópicos que comporão a pesquisa a ser desenvolvida. A
ABNT,147 inclusive, em seu texto, fala em PARTE INTRODUTÓRIA e não
INTRODUÇÃO.
Portanto, num trabalho de conclusão, por se tratar de uma PARTE do
trabalho, NÃO se numera a introdução, porém num projeto de pesquisa, por se
tratar de um elemento onde serão apresentados os vários tópicos que serão
desenvolvidos, ela deve ser numerada SIM.
Na INTRODUÇÃO do PROJETO de PESQUISA devem ser apresentados
o tema do projeto e sua respectiva delimitação, o problema a ser abordado,
a(s) hipóteses(s), bem como o(s) objetivo(s), geral e específicos, e a(s)
justiflcativa(s) da escolha do tema, da sua relevância e de possíveis
contribuições para a área em que se insere o projeto.148 O texto da introdução
pode ser feito numa seqüência única, ou topicalizada, ou seja, já que a
Introdução é numerada e, portanto, compõe uma seção primária, ela pode ser
dividida em subseções. Por essa razão, diferentemente de outros trabalhos, a
parte introdutória referida pela norma e chamada aqui, por respeito à tradição, de
Introdução, será uma seção extensa, mais extensa que as demais seções do
projeto.

Assim:

H: NIJH
" * N tiH m N 7 301 1
Normas Tccnicas para o Trabalho Científico 136 Furasté

1 INTRODUÇÃO
1.1 TEMA
1.1.1 Delimitação do tema
1.2 PROBLEMA
1.3 HIPÓTESES
1.4 OBJETIVOS
1.4.1 G eral
1.4.2 Específicos
1.5 JUSTIFICATIVAS

Explicitando melhor o que seja cada um desses elementos, temos:

a) tema: é o assunto escolhido sobre o qual versará o trabalho; A escolha


do tema está vinculada ao gosto pelo assunto a ser trabalhado.
Trabalhar um assunto que não seja do agrado tomará a pesquisa num
exercício de tortura e sofrimento. E preciso que se leve em
consideração todas atividades que teremos que cumprir para executar o
trabalho e adequá-la ao tempo de que se dispõe. Devemos ter
consciência das nossas limitações quanto àquilo que nos propomos.

b) delimitação do tema: é a definição de qual ou quais os enfoques do


Tema serão explicitados no decorrer do trabalho. Delimitar é indicar
qual será a abrangência do estudo a ser realizado, estabelecendo os
limites do tema. E importante lembrar que, quanto maior a abrangência
do tema, mais difícil será a sua compreensão conceituai, e,
inversamente, quanto menor sua abrangência, maior a compreensão.
Para que fique mais compreensível assunto, é importante situá-lo em
sua respectiva área de conhecimento, possibilitando, assim, que se
visualize a especificidade do objeto no contexto de sua área temática;

c) problema: é o centro vital de toda a elaboração do trabalho já que é a


formulação da problemática que será explorada a partir da delimitação
do tema. Devem ser formulados alguns problemas, questionamentos,
dúvidas que o trabalho se proporá a resolver. O problema costuma ser
apresentado em forma de uma frase interrogativa que vai expressar a
dúvida que queremos esclarecer sobre o tema abordado.

d) hipótese: dependendo da natureza do trabalho, pode-se estabelecer


hipótese, ou seja, possível resposta ao problema estabelecido à qual
desejamos chegar. Trata-se de uma afirmação (uma suposição), que
Furasté 137 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

procura responder ao problema levantado quanto ao tema escolhido. O


transcorrer do trabalho irá confirmar ou negar a hipótese levantada.
Dependendo da complexidade do tema, pode ser subdividida.

e) objetivos: definição, com precisão e clareza, das metas, propósitos e


resultados concretos a que se pretende chegar. O objetivo geral é o fim
último que se pretende alcançar. Para se atingir o objetivo geral, ele
pode ser detalhado, desmembrado em outros - os específicos, os
objetivos específicos são instrumentais para o objetivo geral e dão uma
visão embasadora para o próprio Tema. Uma forma prática para se
estabelecer os objetivos é iniciá-los sempre com o verbo no infinitivo:
esclarecer, definir, procurar, permitir, demonstrar, registrar,
apresentar, analisar, classificar, discutir, investigar, descrever, etc;

f) justificativas: é apresentação dos motivos que levaram à decisão de se


abordar esse Tema dentro do universo acadêmico. É preciso que se
coloquem as razões que levaram à escolha e que sustentam a realização
do trabalho. Não se deve confundir a justificativa pela escolha do tema
com a justificativa dos objetivos propostos. É o convencimento de que
é fundamental ser efetivado o trabalho. Enfim, a justificativa exalta a
importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade
imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento;

Desenvolvimento
No desenvolvimento do projeto devem ser apresentados o referencial
teórico a metodologia, população e amostra, se for o caso, recursos e
cronograma.
E fundamental que os elementos estejam bem organizados, especialmente
aqui, para que o trabalho final possa ficar o mais objetivo e pertinente possível.
É necessário que se faça um esboço do que se vai explicitar em cada parte e
verificar se está sendo formado um todo fluente, um assunto levando ao outro,
sem exageros, sem contradições, com coesão e com coerência.

Esclarecendo melhor:

a) referencial teórico: trata-se da apresentação do embasamento teórico


sobre o qual se fundamentará o trabalho. São os pressupostos que darão
suporte à abordagem do trabalho;

b) metodologia: definição explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e


exata dos procedimentos técnicos, das modalidades de atividades, dos
métodos que serão utilizados. Procura responder as questões: O quê?
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 138 Furasté

Onde? Como? Quando? Ou outras pertinentes ao conteúdo. É a


explicação do tipo de pesquisa que será feita, do instrumental a ser
utilizado (questionário, entrevista etc), da equipe de pesquisadores e da
divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados,
enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. Vai
depender, é claro, da natureza do trabalho, do tipo de pesquisa e dos
objetivos propostos;

c) população e amostra: dependendo do tipo e da finalidade do trabalho,


é preciso que se determine o objeto de investigação;

d) recursos: previsão dos custos que envolvem a realização do trabalho. E


a dotação orçamentária necessária que requer uma justificativa de
gastos quando o projeto é feito sob encomenda de algum organismo.
Para trabalhos acadêmicos toma-se dispensável e só serão incluídos
quando o projeto for apresentado para unia instituição financiadora de
projetos de pesquisa;

e) cronograma: define-se a distribuição das tarefas e etapas que


permitirão um aproveitamento racional e lógico da disponibilidade de
tempo para a realização do trabalho. Estabelecem-se datas-limite para
leitura, redação, revisão, datilografia, entrega e outras atividades.

Elementos pós-textuais
Referências, glossário, apêndices e anexos são os elementos que devem
vir logo após e todos eles devem seguir as mesmas indicações feitas para os
demais trabalhos científicos.
Nas referências devem constar obrigatoriamente os documentos
consultados no levantamento de literatura para a elaboração do projeto. Nela
normalmente constam os documentos e qualquer fonte de informação
consultados. Essa listagem prévia pode ser modificada posteriormente.

Pré-projeto
Tem surgido, com certa freqüência, a exigência de pré-projetos ou
anteprojetos (que são a mesma coisa). São esboços preliminares do projeto de
pesquisa, ou seja, simples estudos preliminares daquilo que se tem em mente
realizar. São, geralmente, solicitados para candidatos a cursos de Pós-Graduação
com finalidade classificatória.
Furasté 139 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Exemplo do uma introdução com texto seguido:

1 INTRODUÇÃO

O presente Projeto de Pesquisa tem como tem a analisar a Aplicabilidade da

Internação Provisória no Estatuto da Criança e do A dolescente (E C A ) e sua

Aplicabilidade no Instituto Carlos Santos da Com arca do Município de Porto Alegre.

Vam os procurar saber quais são os motivos alegados para o não

cumprimento do prazo de 4 5 dias de Internação Provisória previstos no ECA. Para

tanto, estabelecem os como hipóteses a serem analisadas:

a ) Um dos principais motivos alegados para o não cumprimento é a falta

de interesse dos responsáveis;

b) Outra alegação, tam bém , para o não cumprimento do prazo de 4 5 dias

de Internação Provisória prevista pelo ECA, é a falta de justiça

especializada em algum as comarcas, especialm ente no interior do

estado.

Tem os como nosso objetivo geral conhecer os motivos que levam a Justiça

da Infância e Juventude a extrapolar o prazo de 4 5 dias definido pelo Estatuto da

Criança e do Adolescente. Mais especificam ente, queremos verificar a realidade da

dinâmica institucional quanto aos tramites judiciais na com arca de Porto Alegre, no

que tange ao cumprimento do prazo de 4 5 dias previsto no Estatuto da Criança e do

Adolescente, além de identificar, in loco, se os requisitos de perm anência dos

adolescentes em Internação Provisória no Instituto Carlos Santos são cumpridos no

prazo legal sem interrupções de qualquer natureza.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 140 Furasté

E x e m p lo do u m a In tro d u çã o co m tex to to p ic a liz ad o , n a p á g in a seguinte:

Aplicabilidade da Internação Provisória no Estatuto da Criança e do Adolescente.

1.1.1 Delimitação do Tema

Aplicabilidade da Internação Provisória no Instituto Carlos Santos da Comarca Do


Município de Porto Alegre. uma linha
em branco

1.1.2 Problema de Pesquisa

Quais são os motivos alegados para o não cumprimento do prazo de 45 dias de Internação
Provisória prevista no ECA?

1.3 HIPÓTESES

a) Um dos principais motivos alegados para o não cumprimento.


b) Outro motivo alegado para o não cumprimento do prazo de 45 dias.
c) Alega-se também, para o não cumprimento do prazo de 45 dias de Internação Provisória
prevista pelo ECA, a falta de justiça especializada nas comarcas do interior.

1.4 OBJETIVOS

Conhecer os motivos que levam a justiça da Infância e Juventude a extrapolar o prazo


de 45 dias definido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

1.4.2 Específicos

a) Verificar a realidade da dinâmica institucional quanto aos tramites judiciais na comarca


de Porto Alegre, que tange ao cumprimento do prazo de 45 dias previsto no Estatudo
da Criança e do Adolescente.
b) Identificar, in loco, se os requisitos de permanência dos adolescentes em Internação
Provisória no Instituto Carlos Santos são cumpridos no prazo legal sem interrupções de
qualquer natuiK cm
Furasté 141 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Configuração do projeto

folha - formato ofício - A4 ou seja: 21 cm x 29,7cm;

margens: superior e esquerda: 3cm; inferior e direita, 2cm;

digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho


12 no corpo do texto e 10 nas citações, notas, referências e
rodapés:

títulos: alinhados sempre à margem esquerda, com letra do mesmo


tamanho do corpo do texto seguindo os destaques: negrito,
versai, itálico.

espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; nos


resumos, nas citações, notas, rodapés e referências, espaço
simples.

entrada de parágrafo: 1,5cm ou o equivalente a um toque na tecla


TAB do computador.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 142 Furasté

3 0 A R T IG O CIENTÍFICO (“p a p e r ”) 149_____________


Artigo científico ou “paper” vem a ser a mesma coisa, e foi
regulamentado recentemente pela ABNT. 150 Antes de se escrever um artigo
científico, é preciso que se saiba qual a sua finalidade. A maioria das casas
publicadoras e revistas especializadas possui normas próprias e específicas.
Portanto, antes de tudo, é preciso certificar-se da existência de alguma exigência
quanto à formatação do artigo. A ABNT regulamentou a apresentação dos
artigos científicos exatamente para as ocasiões em que essas normas não são
explicitadas, geralmente aqueles exigidos como forma de avaliação em
instituições de ensino.

Um bom exemplo são revistas na área médica que exigem seus artigos
apresentados segundo as normas do Comitê Internacional de Editores de
Revistas Médicas, conhecido como o “Grupo de Vancouver”. As normas
exigidas por esse grupo encontram-se no anexo A desse nosso livro.151

A própria ABNT encarregou-se de dar uma definição para artigo


científico com o objetivo de uniformizar sua utilização. Diz a norma que artigo
científico “é a parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e
discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do
conhecimento”. 152

Dependendo da finalidade a que o autor se propõe, existem duas


modalidades básicas de artigo científico:
a) artigo de divulgação: traz um relato sucinto de algumas informações
atualizadas sobre determinado tema de interesse em alguma
especialidade. Exige necessariamente uma revisão bibliográfica
retrospectiva. Podem ser relatos de casos, comunicação ou notas
prévias;
b) artigo de revisão: resume, analisa e discute trabalhos já publicados,
revisões bibliográficas... Esse artigo pode ser:
- anual ou periódico: contendo análise das publicações ocorridas em
determinada área ou setor do conhecimento;
- seletivo: contendo uma análise crítica a respeito de uma situação ou
problema em particular e sua solução.

149 Desculpem -nos quem não concorda, mas o uso de denominações em língua estrangeira não tem o menor
sentido. Apenas servem para menosprezar a nossa já tão castigada Língua Portuguesa. Se há denominação
em Português, por que se usar um a em língua estrangeira? Parece-me um esnobismo sem fundamento.
130 N BR 6022:2003.
151 V er página 225.
152 ABNT, N B R 6022:2003, item 3.3.
Furasté 143 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

O artigo científico possui algumas características próprias:

a) são, em geral, publicados em revistas ou periódicos especializados, não


se constituindo em matérias (ou parte delas) de livros;
b) servem para apresentar resultados obtidos em estudos, pesquisas ou
análises;
c) permitem ao leitor, devido a serem completos, repetir a experiência ou
a pesquisa;
d) por serem documentos formais, possuem normas próprias para sua
confecção.

Em alguns casos, conforme a área de desenvolvimento e natureza do


assunto, o artigo científico pode servir para divulgar:

a) resultados e procedimentos havidos em pesquisa de campo;


b) relato de casos;
c) relato de experiências;
d) “review” - artigo especial que faz uma revisão bibliográfica de um
tema específico.

O artigo científico deve ser um texto integral, completo e sua estrutura


assemelha-se à dos demais trabalhos científicos:

partes pré-textuais;
partes textuais;
partes pós-textuais.

Da mesma forma que o projeto de pesquisa, o artigo científico apresenta-


se numa seqüência única, nunca abrindo nova página, ou seja, é um todo único,
uma só peça. Apesar de poder, às vezes, ser dividido e subdividido em seções e
subseções, elas são colocadas uma imediatamente após o término da outra,
separando-se apenas por uma linha em branco.

Não há nenhum rigor, não se trata de nada científico, nem acadêmico,


mas as partes do desenvolvimento de um artigo podem guardar entre si uma
certa proporcionalidade, por exemplo:

a) introdução: algo entre 15% e 20% do texto;

b) desenvolvimento: em torno de 70% da extensão;

l ) «nimlimAo: entre 10% e 15% da extensão.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 144 Furasté

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

a) título e subtítulo (se houver) —o título é colocado logo no início do


artigo, a 3cm da borda superior, diferenciado tipograficamente do
subtítulo (se houver), ou separado por dois pontos ( : ). Deve dar uma
ideia de forma lógica e breve do conteúdo com o menor número
possível de palavras;
b) autor (ou autores) - nome completo do autor (ou autores) de forma
direta e sem abreviaturas, seguido de uma chamada para nota de
rodapé 153 onde devem ser dadas as credenciais (um brevíssimo
currículo) do(s) autor(es) que o(s) credencie(m) na área de
conhecimento do artigo: titulação, cargos, experiência, instituição a que
pertence e o endereço eletrônico ou postal.
c) resumo na língua do texto: elemento obrigatório - É a condensação
do texto. Deve ser escrito de forma clara, coerente e objetiva. Sua
redação deve ser feita em espaçamento simples, deve-se usar a
terceira pessoa do singular e os verbos escritos na voz ativa. 154 Deve
ser uma seqüência de frases concisas e não uma simples enumeração de
itens. Sua extensão deve ficar entre 100 e 250 palavras.155 É
aconselhável que tenha apenas um parágrafo.
d) palavras-chave - é um elemento obrigatório, escrito na língua do
texto, colocado após o resumo. São de duas a quatro palavras, termos
ou expressões retiradas do texto e que servem para representar seu
conteúdo e permitir sua identificação, posteriormente, além de poder
ser agrupado por área ou por assunto. Devem aparecer antecedidas da
expressão Palavras-chave antes de dois pontos (Palavras-chave:), e
separadas por ponto e também encerradas por ponto.

ELEMENTOS TEXTUAIS

Introdução
Serve para o leitor ter uma noção genérica do tema que será abordado.
Uma boa introdução deve criar uma expectativa positiva no leitor e despertar seu
interesse pela leitura do restante do artigo. Deve apresentar, basicamente, a
delimitação do assunto, o(s) objetivo(s) do estudo e sua finalidade, o ponto-
de-vista sob o qual o assunto será tratado, enfim, os elementos necessários para
situar o tema do artigo.

IS3 Chamada com u m asterisco para o primeiro autor; dois, para o segundo; três, para o terceiro, e assim por
diante.
N BR 6028:2003, item 3.3.2.
I5S NBR 6028:2003, item 3.3.5.
Furasté 145 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Desenvolvimento
O desenvolvimento é a fundamentação lógica do artigo e é,
preferentemente, feito em uma única parte, podendo, porém, dividir-se em
seções e subseções da mesma forma que qualquer trabalho científico. 156 Pode
apresentar uma fundamentação teórica, uma metodologia utilizada, os resultados
obtidos, a discussão realizada, enfim, deve caracterizar-se por aprofundar e
analisar detalhadamente os aspectos conceituais mais importantes. É preciso ter
o cuidado para não fazer especulações, suposições ou afirmações que não
possam ser sustentadas pelos dados obtidos no próprio texto ou naqueles que
foram explicitamente citados. Deve-se restringir à discussão dos dados
efetivamente obtidos, podendo, no entanto, relacioná-los a outros trabalhos e
conhecimentos comprovadamente existentes.

Conclusão
A conclusão, além de guardar uma proporção relativa ao tamanho do
artigo, deve guardar uma proporcionalidade também quanto ao conteúdo. Não
deve conter palavreado desnecessário, nem exageros numa linguagem
excessivamente técnica e rebuscada. A conclusão deve dar respostas às questões
da pesquisa, correspondentes aos objetivos propostos e hipóteses levantadas.
Deve ser breve, podendo, se necessário, apresentar recomendações e/ou
sugestões para pesquisas futuras. Não devemos esquecer as principais
características que são essenciais a uma boa conclusão: essencialidade,
brevidade, personalidade.
Algumas instituições e/ou orientadores, pedem que, no lugar de
“Conclusão”, se use “Considerações Finais” quando forem apresentadas várias
respostas ou constatações obtidas para o problema proposto. Chamar de
“Conclusões”, assim no plural, não é recomendado - deve-se preferir, então,
“Considerações Finais”, dizem eles. Porém essa expressão não é prevista pela
ABNT. Porém, se formos analisar gramática e linguisticamente, mesmo que no
seu conteúdo sejam apresentadas várias respostas, a denominação é, por si só,
abrangente, já que ele é um fechamento para o trabalho em si e não parte das
ideias nele trabalhadas. Ou seja, a conclusão fecha o trabalho apresentando uma
ideia ou mais de uma. Enfim, devemos, em todas as situações, usar o que a
ABNT apontou: o termo Conclusão. Nada de “Conclusões”, nem
“Considerações Finais”.

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

a) título (e subtítulo, se houver) em língua estrangeira, diferenciados


tipograficamente ou separados por dois-pontos ( : ) ; 157

156 Seguindo, é claro, as normas estabelecidas pela NBR 6022:2003 e N B R 6024:2003.


157 N B R 6022:2003. item 6.3.1.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 146 Furasté

b) resumo em língua estrangeira: elemento obrigatório.158 Versão do


resumo na língua do texto para uma língua estrangeira. Ver capítulo
16, págma 46;
c) palavras-chave em língua estrangeira: elemento obrigatório.159 Versão
das palavras-chave na língua do texto para a língua estrangeira em
questão. Ver capítulo 16, página 46;
d) nota(s) explicativa(s). elemento opcional. Devem ser identificadas no
texto, pelo sistema numérico, em seqüência única para todo o artigo,
usando algarismos arábicos sobrescritos. Podem ser colocadas no
rodape ou no final do artigo
e) referências bibliopáficas - elemento obrigatório - é a identificação
das citações realizadas no decorrer do artigo. Identifica a autoria e a
obra de onde foram extraídos os pensamentos e/ou as passagens
citadas. A sua identificação é feita pelo sistema Numérico ou pelo
sistema Autor/data, devendo ser utilizada uma seqüência única em
todo o artigo. Poder constar no final do artigo ou no rodapé de página.
Devem ser elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002. Ver capítulo
26 - Referências, página 75-
f) obras consultadas - elemento obrigatório - identifica todas as fontes,
se for o caso, que foram utilizadas para a elaboração do artigo. São
obras não contidas nas referências bibliográficas. Ver página 75.
g) glossário - elemento opcional - lista de termos, em ordem alfabética,
que são de pouco uso ou de entendimento difícil para o leitor. Serve
para esclarecer algumas palavras que podem ser de uso exclusivo de
algum nível cultural, social ou de determinado grupo. Ver capítulo 25,
página 74;
h) apêndice(s) - elemento opcional - documento elaborado pelo próprio
autor e que serve para complementar alguma ideia contida no decorrer
do artigo. Deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas e
respectivo título separado por travessão. Ver capítulo 24, página 72;
i) anexo(s) - elemento opcional - documento não elaborado pelo autor
que tem a finalidade de auxiliar o entendimento de alguma passagem
do artigo. Segue as mesmas orientações dadas ao apêndice, ou sejam,
deve ser identificado p0r letras maiúsculas consecutivas e respectivo
título separado por travessão. Ver capítulo 24, página 72.
j) indicativo de seção (se houver) - numeral que vem antes do título da
seção, alinhado à esquerda, em algarismos arábicos, separado do título
por apenas um espaço;
1) títulos de seções, separados por uma linha em branco do texto anterior.
O texto posterior inicia l0g0 na linha Seguinte;

158 N BR 6022:2003. item 6.3.2.


159 NBR 6022:2003. item 6.3.3.
Furasté 147 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

m) numeração das seções - devem ser apresentadas de acordo com a


NBR6024. Ou seja, seguem as mesmas orientações dadas no capítulo
19, para os trabalhos científicos em geral;
n) citações - devem ser feitas conforme a NBR 10520. Ver capítulo 20;
o) ilustrações, tabelas, gráficos - devem ser autoexplicativos sem
necessidade de recorrer ao texto. Ver capítulos 22 e 23;
p) siglas - quando ocorrem pela primeira vez no texto, deve-se apresentar
a forma completa do nome antecedendo a sigla que vem colocada entre
parênteses. Nas demais ocorrências, apresenta-se apenas a sigla,
q) ilustrações - para qualquer tipo de ilustração, coloca-se a sua
identificação (desenho, esquema, foto, mapa, gráfico, quadro...) na
parte inferior, precedido do número de ordem, em algarismos arábicos,
seguido do título correspondente ou legenda explicativa. Deve ser
inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere. Ver capítulo
22 ;
r) tabelas - devem ser elaboradas de acordo com o apresentado no
capítulo 23.

CONFIGURAÇÃO DO ARTIGO

O artigo científico segue as mesmas orientações dos demais trabalhos


científicos, quais sejam:

a) folha - formato ofício - A4, 21 cm x 29,7cm;

b) margens: superior e esquerda: 3cm;


inferior e direita: 2cm;

c) digitação: sugere-se letra tipo Times New Roman ou Arial, tamanho


12, no corpo do texto e tamanho 10 nas citações, notas, referências e
rodapés;

d) títulos: alinhados à margem esquerda, com letra do mesmo tamanho do


corpo do texto seguindo gradualmente os destaques disponíveis. Ver
capítulo 19, página 51.

e) espaçamento: entre as linhas do corpo do texto, espaço 1,5; nos


resumos, nas citações, notas, rodapés e referências, espaço simples.

f) entrada de parágrafo: de lem a l,5cm, ou o equivalente a um toque na


tecla TAB do micro:

g) paginação: algarismos arábicos no canto superior direito, a 2cm das


bordas superior e direita:
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 148 Furasté

ESTRUTURA RESUMIDA DO ARTIGO

Título do artigo e subtítulo (se houver): menor número de


palavras possível que transcreva de forma adequada o conteúdo do
trabalho.______________________________________________________

Nome do(s) autor(es) completo(s), sem abreviaturas; chamada


para rodapé;

* No Rodapé: as credenciais dos autores: cargo(s) que ocupa(m),


Instituição a que se vincula(m), e-mail...______________________

Resumo: espaço simples de entrelinhas; Máximo 250 palavras;


Redigido pelo próprio autor, seguindo a NBR 6028 da ABNT.

Palavras-chave: de duas a quatro palavras retiradas do texto


que traduzem o seu conteúdo, destinam-se a identificar e agrupar os
artigos por assuntos ou áreas, para que possam ser localizados com
mais facilidade nas bibliotecas.__________________________________

Texto: da introdução até a conclusão, podendo ser dividido em


seções e subseções.___________________________________________

Título e subtítulo, se houver em língua estrangeira._____________

Resumo em língua estrangeira.______________________________

Palavras-chave do resumo em língua estrangeira.______________

Notas explicativas, se for o caso._____________________________

Referências bibliográficas.__________________________________

Glossário, se for o caso.____________________________________

Apêndices, se houver.______________________________________

Anexos, se houver.________________________
Furasté 149 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

EXEMPLO DE ARTIGO (início)


Vejamos, pelo menos, como é a página de início de um artigo.160

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA
Cinthia Lem ke *
Antônio C ésar da Silva **

RESUMO

In trodução à M acro e c o n o m ia d íz respeito a o estudo dos principais fu n d am en to s da política


m a c ro ec o n ô m ica, b em com o se u s objetivos e os recursos u tilizados p a ra alc a n ç á -lo s . E ste estudo
e s c la re c e a s principais d úvid as a respeito d a m acro eco n o m ia, atra v é s d e u m a a n á lis e sim plificada d e su a
e stru tu ra, d a n d o ê n fa s e a q u e s tõ e s d e curto p razo , relacio n ad as co m o nível d e ativid ad e, d e em p re g o e de
p reço s. C h e g a n d o a co nclusão de q u e s o zin h as as políticas eco n ô m icas n ão s ã o suficientes para alca n ç a r
os ob jetivo s m acroeco nôm icos. E la s n e c essitam da in tervenção do g o v e rn o no sentido d e reg u la r a
a tivid a d e e co n ô m ic a e levar a eco n o m ia a o pleno em prego.

P a la v ra s -c h a v e : M etas; Políticas; M e rc a d o s .

INTRODUÇÃO

A Macroeconom ia, segundo Garcia e Vasconcellos (2 0 0 2 , p. 83), “[...] estuda


a econom ia como um todo, analisando a determ inação e o comportamento de

grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços,
em prego e desemprego, estoque de m oeda e taxas de juros, balança de pagam entos
e taxa de câmbio".

Assim sendo, a M acroeconom ia faz uma abordagem global das unidades

econôm icas individuais e de mercados específicos. Por exem plo, essa teoria
considera apenas o nível geral de preços, e não atende as m udanças dos preços dos
bens das diferentes indústrias.

Neste estudo, pretende-se estabelecer os principais fundamentos da Macroeconomia,


bem como seus objetivos e os recursos utilizados para alcançá-los.

1 METAS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA

A política m acroeconômica, com o toda política possui m etas a serem


atingidas. Dentre essas metas temos: alto nível de em prego, estabilidade de preços,
distribuição da renda e crescimento econômico.

O alto nível de em prego é importante, pois, dessa form a, as pessoas


recebem um salário e têm condições de adquirir m ercadorias. Ao contrário, o
desem prego gera pouca dem anda, fazendo com que os produtos permaneçam nas
prateleiras. Logo, se não há procura de produtos, a produção diminui e
consequentem ente o lucro tam bém . Assim existe uma preocupação quanto ao nível
de em prego para que haja um equilíbrio entre a dem anda e a oferta.

160 Obtido em: http://www.cesnors.ufsm.br/projetos/textos-academicos.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 150 Furasté

31 B A Ú TIRA-DÚVIDAS

Todas as folhas do trabalho devem ser contadas seqüencialmente, mas não


1 numeradas. Só se coloca o número nas páginas a partir da primeira página da
parte textual, ou seja, a primeira página da introdução.
2 Os algarismos que indicam o número da página devem ser arábicos.
3 Em todos os trabalhos, o algarismo da página deve estar no canto superior.
4 A distância do algarismo que indica a página deve ser de 2cm da borda superior e
de 2cm da borda direita (no anverso) ou esquerda (no verso).
As margens das páginas dos trabalhos são: superior: 3cm; à esquerda: 3cm;
5
inferior: 2cm; à direita: 2cm (no anverso da página)
Não há diferença na paginação de teses, dissertações, trabalhos de conclusão. Todas
6
são feitas do mesmo modo.
Títulos das seções primárias (de capítulos) são alinhados na margem esquerda,
7 a 3cm da borda superior, em folha distinta (folha nova) e que deve, também, ser
paginada.
Títulos de seções que não possuem indicativo numérico (Sumário, Resumos, Listas,
Introdução, Referências, Conclusão...) devem ser centralizados, a 3cm ou a 8cm da
8
borda superior, à escolha do autor do trabalho. Nós sugerimos 8cm já que a ABNT
não faz menção clara a essa distância.
Entre o título das seções e o texto, anterior e posterior, deixa-se uma linha em
9
branco.
0 nome do Autor de uma citação deve ser escrito com letras m inúsculas no
10 decorrer do texto e m aiúsculas quando dentro de parênteses.
11 0 início de parágrafo dá-se entre l,25cm e l,5cm da margem esquerda.
12 A identificação do orientador deve ser feita na própria folha de rosto.
13 Os títulos de seções são destacados gradativa mente.
0 algarismo indicativo dos títulos deve ser separado apenas por um espaço, não
14
devendo ser usado traço, ponto ou qualquer outro sinal.
15 Contam-se e numeram-se as páginas iniciais de capítulos também.
16 As alíneas são indicadas por letras minúsculas, seguidas de parênteses.
17 As alíneas são separadas entre si pelo mesmo espaçamento do texto (1,5).
18 As subalíneas são indicadas por um hífen.
19 índice e Sumário não são a mesma coisa. Sumário é resumido; índice é detalhado e
extenso. No Sumário só se colocam até as seções terciárias.
As citações que são feitas com reentrada (as longas) devem ser transcritas sem o
20
emprego de aspas e com letra menor (pitch 10).
As citações que são feitas no corpo do texto (as curtas), devem ser encerradas entre
21
aspas duplas.
22 Entre texto e citação, antes e depois, deixa-se uma linha em branco.
23 Numa citação, quando se retira um pedaço do texto original a ser citado, indica-se a
supressão por reticências, entre colchetes.
Quando, dentro de um trecho a ser citado, houver aspas, elas se transformam em
24
aspas simples (apóstrofo).
Apud é utilizado para indicar que um autor foi citado por outro e está sendo citado
25 novamente no trabalho. É a única expressão latina que pode ser usada nas notas e no
corpo do trabalho.
Quando se faz menção a informações que se ouviu, que alguém falou, em algum
26
lugar, faz-se a indicação "informação oral".
Furasté 151 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

0 algarismo que faz a chamada para uma nota de rodapé pode ser indicado
27
sobrescrito e/ou entre parênteses.
A numeração de todas as notas deve ser feita com algarismos arábicos em ordem
28
crescente e consecutiva.
29 A indicação da página de onde se retirou a citação direta é obrigatória.
30 0 traço que separa a nota de rodapé do corpo do texto deve ter extensão de 3cm.
A primeira citação de uma obra deve ter sua referência completa. As seguintes
31
podem ser abreviadas ou não.
32 As tabelas devem ter uma numeração própria, independente e consecutiva.
As tabelas são identificadas por números arábicos, antecedidos pela palavra Tabela,
33
em letras minúsculas, assim: Tabela 1, Tabela 2, Tabela 3 ...
34 As tabelas não devem ser fechadas lateralmente.
35 As tabelas devem ser inseridas o mais próximo possível do texto que as menciona.
As figuras são identificadas por números arábicos, antecedidos pela palavra Figura,
36
em letras minúsculas, assim: Fiqura 1, Fiqura 2 ...
Os Anexos (se houver) e Apêndices (se houver) são colocados após as Referências,
37
sequidos pelo Glossário, se houver.
A identificação dos Anexos é feita por letras maiúsculas, em ordem crescente,
38 colocadas após a palavra ANEXO escrita em letras maiúsculas, assim: ANEXO A,
ANEXO B, ANEXO C ...
Antes de cada anexo, deve-se colocar uma folha com a identificação do anexo (seu
39
título, se houver, ou alqo que o identifique).
40 Todos os procedimentos que são adotados para Anexos, valem para Apêndices.

41 Usar Errata não é demérito para o trabalho. Errar é humano!

Nas Referências, o Nome do Autor é transcrito da mesma forma como se encontrar


42
na obra referenciada (grafia, abreviaturas e pseudônimos)

A margem da segunda linha em diante numa referência, inicia logo abaixo da


43 primeira letra da linha anterior. Desde a publicação da NBR 6023:2000, não se
coloca mais abaixo da terceira letra como se fazia anteriormente.
Obras Consultadas não devem ser numeradas. Segue-se apenas uma ordem
44
alfabética única.
Os elementos que compõem as referências e as obras consultadas devem ser
45 apresentados rigorosamente na seqüência que foi padronizada pela ABNT na
NBR 6023.
Numa referência, qualquer dado conhecido, mas que não figura na obra, pode ser
46
indicado desde que seja entre colchetes.
Numa referência, quando não existir indicação de data, local ou editor, registra-se:
47
S.d. para data; S.l. para local e S.n. ou S.e. para editor.
Quando não existe algum dado, na referência, passa-se imediatamente para o
48
próximo, mantendo-se a pontuação exiqida.
Quando alguma expressão ou nome composto é sublinhado, é irrelevante se os
49
espaços em branco são sublinhados ou não.
Num título de obra, quando referenciado, pode-se não mencionar os subtítulos.
Se o nome for extenso, pode-se suprimir algumas palavras, desde que isso não
50 interfira no sentido. 0 que vier após dois pontos num título igualmenmte pode ser
deixado fora da referência, ou não receber destaque.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 152 Furasté

Nas notas de rodapé, deve-se usar espaço simples. Da segunda linha em diante,
51 o texto da nota deve ser iniciado logo abaixo da primeira letra do texto da linha
anterior.
52 As citações longas devem ser feitas com letra menor (pitch) 10.
53 Nos rodapés, a letra a ser utilizada deve ser de tamanho menor (pitch) 10.
Não se usa a expressão bibliografia, a não ser que se esgotem TODAS as
54
publicações existentes sobre o assunto. Usa-se obras consultadas.
Não esquecer que capa e folha de rosto são diferentes. A capa possui apenas
55
alquns dados da folha de rosto.
56 Um trabalho DEVE ter capa e também DEVE ter folha de rosto.
Agradecimento, Epígrafe e Dedicatória preferentemente devem ficar no canto inferior
52 direito da página. É irrelevante qual a forma que se vai dar a eles, se se coloca um
quadro, uma cercadura, etc.
Não há nada quanto ao uso de um determinado tipo de letra. Apenas se sugere
58
Times New Roman ou Arial.
0 tamanho da letra (chama-se p itc h ) a ser utilizada deve ser 12, no texto, e 10,
59
nas citações lonqas e notas de rodapé.
60 O sumário é o último elemento pré-textual.
No sumário, o espaço entre um título e outro deve ser duplo; entre os itens de um
61
mesmo título, o espaço é o simples.
No sumário, não se usa a REENTRADA para cada subitem. A ABNT não aceita
62
mais essa possibilidade.
Em trabalhos de qualquer porte - para certas disciplinas, principalmente disciplinas
isoladas - em que são exigidas normas da ABNT, devem ser seguidas todas as
63
orientações dadas para os trabalhos científicos, inclusive quanto à paginação, ou
a critério do professor/orientador.
A referência de documentos obtidos via internet deve ser feita como normalmente
64 se faz para documentos convencionais e, depois, deve ser indicado o URL
(endereço completo) que deverá estar entre os sinais < > .
As indicações de documentos da Internet devem estar antecedidos pela expressão:
65
D isponível em : e, em sequida, o endereço da WEB (URL).
Ao fim da referência de documentos da internet deve constar a expressão: Acesso
66
em : e a data do acesso (quando se fez vários, indicar o último.
67 Não se deve referenciar material eletrônico de curta duração nas redes.
Recomenda-se, dentro do possível, que toda referência seja feita em língua
68
portuguesa.
Se o documento retirado de meios eletrônicos tiver mais de um autor, a indicação
69
é feita do mesmo modo que a dos documentos convencionais.
Deve-se procurar não dividir o URL ao passar de uma linha para a outra. Dividir
somente quando for impossível colocá-lo inteiro numa mesma linha. Faz-se a divisão
70
quando houver uma barra (/). Porém, pode-se deixar espaço na linha anterior para
manter o URL inteiro, independentemente do tamanho desse espaço.
Dados essenciais em monografia (livros, dissertações, teses, no todo): Autor; Título
Z1
e subtítulo; Edição (número); Imprenta (local: editora e ano).
Dados essenciais em Monografia em parte, sem autoria explícita (livros,
dissertações, teses etc, no todo): Autor da obra em que está a parte; Título e
72
subtítulo; Edição (número); Imprenta (local: editora e ano). Localização da parte no
todo: páginas, volume, parte, capítulo e título da parte (se houver).
Dados essenciais em Monografia em parte, com autoria explícita (livros,
73 dissertações, teses etc, no todo): Autor da parte, Título da parte; a expressão In:
Autor da obra em que está a parte; Título e subtítulo; Edição (número); Imprenta
Furasté 153 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

(local: editora e ano). Localização da parte no todo: páginas, volume, parte, capítulo e
título da parte (se houver).
Dados essenciais em publicações periódicas, no todo - título do periódico,
74 revista, boletim etc; local de publicação, editora, data de inicio da coleção e data de
encerramento da publicação (se houver).
Dados essenciais em publicações periódicas, em parte, sem autoria explícita -
Título da parte (a primeira palavra em versai); Título da publicação; Título do fascículo,
75
se for o caso; Local de publicação, Volume (se for o caso); Fascículo se for o caso);
Página inicial e página final; Mês e ano.
Dados essenciais em publicações periódicas, em parte, com autoria explícita -
Nome do autor da parte; Título da parte, subtítulo (se houver); Título da publicação;
76
Título do fascículo (se for o caso); Local de publicação, Volume (se for o caso);
Fascículo se for o caso); Página inicial e páqina final; Mês e ano.
Dados essenciais em fascículos, suplementos, números especiais com título próprio:
77 Título da publicação; Título do fascículo, suplemento, número especial; Local de
publicação, Editora; Indicação do número, ano, volume; Data da publicação.
Dados essenciais em artigos em jornais: Autor do artigo (se houver); Título do
artigo, subtítulo (se houver); Título do jornal; Local de publicação; Data com dia. mês
78 e ano; Nome do caderno ou suplemento, quando houver; Página ou páginas do artigo
referenciado. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo
precede a data; quando não houver autor, o Título inicia com palavra em versai.
As referências de documentos obtidos em meio eletrônico (especialmente internet)
79 devem obedecer aos mesmos padrões indicados para os documentos tradicionais,
acrescentando-se as informações relativas à descrição do meio eletrônico.
Pode-se indicar documentos colhidos em e-mails, porém deve-se ter o cuidado para
80
não perder o caráter científico e, principalmente, a credibilidade do que se colhe.
Usa-se ponto após o nome do autor/autores, após o título, edição e no final da
81
Referência.
82 Os dois pontos são usados antes do subtítulo, antes da editora e depois do termo In:
A vírgula é usada após o sobrenome dos autores, após a editora, entre o volume e o
83
número, páginas da revista e após o título da revista.
84 0 ponto-e-vírgula seguido de espaço é usado para separar os autores.
0 hífen é utilizado entre páginas (ex: 10-15) e, entre datas de fascículos seqüenciais
85
(ex: 1998-1999).
A barra transversal é usada entre números e datas de fascículos não seqüenciais
86
(ex: 7/9, 1979/1981).
Os colchetes são usados para indicar os elementos de referência, que não aparecem
87
na obra referenciada, porém são conhecidos (ex: [19911).
0 parêntese é usado para indicar série, grau (nas monografias de conclusão de curso e
88 especialização, teses e dissertações) e para o título que caracteriza a função e/ou
responsabilidade, de forma abreviada. (Coord., Orq., Comp.). Ex: BOSI, Alfredo (Orq.).
89 As reticências são usadas para indicar supressão de títulos. Ex: Anais...
90 Nomes científicos, conforme norma própria, devem ser escritos em itálico.

Tíido o que vaie serfeito, vate ser 6emfeito.


( Baden Powell, fundador do movimento Escoteiro M undial)
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 154 Furasté

32 VOCABULÁRIO B Á SIC O 161

ABREVIAÇÃO - É parte da palavra escrita que indica ou resum e a


palavra toda, ou são letras ou sina is que rep re sen ta m um a ou m ais
palavra s. São A b re via çõ e s as Abreviaturas e as Siglas. V e r m ais
na pág. 205.

ABREVIATURA - R ep re se nta ção de um a palavra p or m eio de algum a


ou alg um a s de suas síla ba s ou letras: art. (artigo), pág. (página)...
V e r m ais na pág. 205.

ABSTRACT - v e r R esum o.

ACERVO - C om ju n to de obras ou bens que fa ze m parte de um


patrim ô nio . Em inform ática é o co njun to d e d o c u m e n to s de um
arquivo.

ACESSO DISCADO- É a fo rm a m ais com um de a ce sso à Internet.


P re cisa -se de um co m p uta d or, um m odem , um a linha te lefô nica e
um p ro ve d o r de se rviços. C om o o nom e diz, o a cesso à In te rn et é
fe ito atra vés da d isca ge m via linha te lefônica.

ACÓRDÃO - S e nten ça que co nté m a reso lu çã o de recursos, em


tribu na is.

ADENDOS - ve r A p ên d ice s.

ADF - (A u to m a tic D o cu m e n t F eeder) - Um a ce ssó rio de sca n n e r ou fa x


que a lim enta a uto m a tica m e n te um a fo lha de cada vez.
N orm alm ente, e stes d o cu m e n to s já te rã o d ad os im pressos.

AGRADECIMENTOS - No T ra b a lh o C ientífico, os a grad ecim en to s


d eve m se r dirigid os à qu eles que rea lm e nte co ntribu íram de
m an eira relevante à e la b o ra çã o do trabalho, restrin g in d o -se ao
m ínim o n ecessário.

ALGARISMOS ARÁBICOS - A s num eraçõ es utiliza da s no T rabalho


C ien tífico são, to da s elas, e fetua da s com a lg a rism o s arábicos:
1,2,3,4,5... ja m a is em a lg a rism o s rom anos. V e r página 208.

161 Muitas dessas definições foram retiradas de normas da própria ABNT; outras, de bibliografia especializada.
Incluímos palavras e definições que não foram utilizadas no livro, mas que julgam os importantes para quem
vai realizar um Trabalho Científico.
Furastó 155 Normas Tócnicas para o Trabalho Científico

ALGARISMOS ROMANOS - Não são utiliza do s em T ra b alho s


C ien tífico s. A propósito, q uando fo r utilizado, em outra ocasião,
sa ib a -se que as letras que representam os alg arism o s rom anos
são se m p re escritas em ca ra ctere s m aiúscu los: I, V, X, L, C, D,
M... (Jam ais: i, v, x, i, c, d, m ...).V er m ais na página 208.

ALÍNEAS - S u bd ivisão de um a seção o rdenada a lfa b e tica m e n te por


letras m in úscu las segu id as de parên te ses e que serve para
e n u m e ra r os diversos e nfoques em que foi d ivid id a a seção.

AMOSTRA - É um a parcela sign ificativa do universo a se r e xplora do


num a p esquisa ou num a coleta de dados.

ANAIS - P ublica ção referente a palestras, atos e e stu d o s de cong re ssos


cien tífico s, literários ou de arte.

ANÁLISE - T ra b a lh o d ese n vo lvid o para a valiaçã o dos d ad os reco lh ido s


num a p esquisa e que se rvirá de base para o relatório de pesquisa.

ANEXOS - S uportes e lu cid a tivo s e ind ispe nsá veis à co m p re en são do


te xto , não elaborados pelo autor. Servem para fu nd am e nta ção ,
co m p ro va çã o e ilustraçã o . Se hou ver m ais de um anexo, sua
ide ntifica ção deve se r fe ita por letras m aiúscu las e co nse cutiva s.
São co nstitu íd o s de d o cu m e n to s que co m p le m e n ta m a inten ção
co m u nica tiva do trabalho.

ANTEPROJETO - V e r P ré-projeto.

ANVERSO - R osto ou fa ce p rincipal da folha de papel. O lado opo sto é


o re ve rso ou verso da folha. P opularm ente se usa “fren te e v e rs o ”
em ve z de “anverso e re v e rs o ” .

APÊNDICES - D o cu m e n tos elaborados pelo próprio autor que p odem


se r a cre sce n ta d o s no fin al trab alh o com a fin a lid a d e de a b o n a r ou
d o c u m e n ta r dados ou fa to s citados no d e co rre r de seu
d ese nvo lvim en to . São d o cu m e n to s que co m p le ta m seu raciocínio
sem , contudo, p re ju d ica r a e xplan açã o fe ita no c o rp o do trabalho.

APÓSTROFO - é com u m e nte ch am ad o de a s p a s s im p le s (‘ ). É utiliza do


d en tro de uma cita ção para ch am ar a ten ção de algum e le m ento,
ou num a citação de cita ção , ocasião em q u e a s a spa s da prim eira
tra n sfo rm a m -se em a p ó stro fo s. N ão c o n fu n d ir com apóstrofe -
um a fig ura de ling ua ge m em que se fa z a invo caçã o do leito r ou de
outra pessoa durante o d e se n ro la r de um texto.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 156 Furasté

ARTIGO CIENTÍFICO - V e r cap. 1 Definições, pág. 16.

ARTIGO DE REVISÃO - P arte de um a pub lica ção que resum e, a nalisa


e d iscu te inform a çõe s já p ublicadas.

ARTIGO ORIGINAL - Parte de um a pub lica ção que a prese nta te m a s ou


a bo rd a g e n s o riginais.

ATRIBUTO - F acu lda de ou q ua lid ad e que rep re sen ta aqu ilo que é
p ró prio de um ser.

AUTOR - P essoa física resp on sáve l pela cria ção do co nte úd o intelectual
ou a rtístico de um docu m e nto.

AUTOR ENTIDADE - In stituição, o rg an izaçã o, em p re sa, com itê,


com issão, entre outros, re sp on sáve l por p ub lica ção em que não se
d istin g u e a utoria pessoal.

BANDA LARGA - V e r C able M odem .

BASE DE DADOS - É um a co le çã o de dados o rg a n iza d o s de tal


m an eira que o a cesso a eles, bem com o a sua a tua liza ção , podem
s e r fa cilm e n te realizados. T am b ém cham ado de D atabase.

BIBLIOGRAFIA - E num e ra ção co m p le ta da d ocu m e n ta çã o para a


p esquisa. Este título não é indicado pela A B N T para fig u ra r em
T ra b a lh o s C ientíficos, d an do p referência para R eferências.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA - O bras co m p le m e n ta re s que o a uto r


su ge re sejam lidas para m aiores e scla re cim e n to s acerca do
c o nte úd o do tra b a lh o ou capítulo. R aram ente é utilizada.

BOLETIM - A rtig o de jorna l, resu m in do as notícias do dia. Im presso de


p ro paganda.

BOOKMARK - ta m b ém c h a m a d o e ntrada de h o tlis t é um link salvo para


um e nd e re ço da W eb.

BROWSER - O m esm o que N avegador. T am bém é c h am ad o de Web


B row ser.

CABEÇALHO - palavra, frase , e xp re ssã o ou iniciais, co lo cad os no alto


d e um reg istro bib lio grá fico, para d a r um ponto de a cesso em
ca tálo go s, listas e o u tro s suportes.
Furasté 157 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

CABLE MODEM - C on exã o à In te rn et via cabo, e lim in a nd o o a cesso


d isca do . O co m p u ta d o r fica o te m p o to d o c o n e cta d o e a Internet,
se m p re d isp on íve l, sem que isso rep re sen te a um en to de custo.
T am b ém é cham ado de B a nd a Larga.

CADERNO - Folha im pressa, a n ve rso e verso, que, d ep ois de dobrada,


resulta em 4,8,16, 32 ou 64 páginas.

CAIXA ALTA - Letras e scrita s em ca ra ctere s m aiúscu los. O m esm o que


Versai.

CAPA - P ro teçã o externa do T ra b alho , de m aterial fle xível ou rígido. A


prim eira e a quarta capa são as fa ce s e xte rn a s da publicação. A
se gu nd a e a terce ira capa são as fa ces interna s ou o ve rso da
prim eira e q uarta capa, resp ectiva m e nte. N ão d eve se r co nfu n d id a
com a Folha de R osto. S erve para a p re s e n ta r ape na s as
inform a çõe s básicas, in d isp e n sá ve is do T ra b alho .

CAPÍTULO - o m esm o que Seção.

CASE (Case Studies) - A b o rd a g e m q ualitativa fre q ü e n te m e n te utilizada


para coleta de d ad os na área de e studos org an izacion a is. D eve-se
p re fe rir a form a a po rtu g u e sa d a : Estudo de C aso. A propósito, ve r
nota de rodapé núm ero 176.

CIÊNCIA - É um conjunto o rg a n iza d o de c o n h e cim e n to s relativos a um a


d ete rm in a d a área do sa b e r ca ra cterizad o por m eto do log ia
e spe cífica. C o n he cim e nto prático utilizado para um a d ete rm ina da
fin alida de .

CITAÇÃO - M enção, no texto, de um a inform a ção colhida em outra


fo nte. Pode se r direta (tra n scriçã o = rep ro du ção literal do te xto ) e
indireta (paráfrase = rep ro d u çã o apenas d as idéias do a u to r
cita do ). T od a cita ção deve te r sua a utoria ide ntifica da .

CITAÇÃO DE CITAÇÃO - É a tran scriçã o, d ireta ou indireta, de um te xto


a que não se te ve a ce sso a o original. A lg um a u to r fe z um a cita ção
de o u tro a u to r e nós e sta m o s co pian do essa m esm a citação.

CLASSIFICAÇÃO DE SEGURANÇA - G rau de s ig ilo a trib uíd o a um


R ela tório té cn ico -cie n tífico , de a cordo com a natureza de seu
co nte úd o , a fim de lim ita r sua divulgação.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 158 Furasté

COLEÇÃO - C on jun to lim ita do de itens, de um ou d ive rso s autores


reu nid os sob um títu lo com um , podendo cada item te r título
próprio.

COLETA DE DADOS - É a fa se da p esquisa em que se reúnem dados


a tra vé s de té cn ica s e m éto do s específicos.

COLOFÃO - Indicação, no final do livro ou fo lhe to, do nom e do


im pressor, local e d ata da im p ressã o e, e ven tua lm e nte, outras
ca ra cte rística s tip o g rá fica s da obra.

COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA - T exto destin ad o a s e r a p rese ntad o em


cu rto espa ço de te m p o em congressos, se m iná rio s, sim pósios,
reuniões, acad em ias, so cie da de s. Possui a e stru tu ra de um A rtig o
C ien tífico , porém sem a p re se n ta r divisões, isto é, trata-se de um
te xto único. Sua e xten são não deve u ltra p a s s a r 15 páginas. A
fin a lid a d e é d ifu n d ir resu ltad os de pesquisa.

COMPILADOR - A q ue le que reúne docu m e ntos, leis ou o utros escritos.

CONCLUSÃO - É o epílogo, o rem ate, a parte final do tra b a lh o e deve


c o n te r o fe ch a m e n to geral das idéias re lacio na da s com os
o b je tivo s e hip ótese s a prese ntad as no d e se n vo lvim e n to do
T ra b alho .

CONCLUSÕES - Sem p ropósito seu uso. D eve-se u tiliza r sem pre o


te rm o no singular, m esm o que se ja m a p re s e n ta d a s várias
co nclusõ es, pois se trata da co n clu sã o do T ra b a lh o em si e não
um m ero enu nciad o das co n clu sõ e s a que o a u to r chegou.

CONHECIMENTO CIENTÍFICO - É o co n h e cim e n to racional,


siste m á tico, e xato e ve rificáve l da realidade. S ua origem está nos
pro ce d im e n to s de ve rifica çã o base ad os na m eto do log ia científica.

CONHECIMENTO EMPÍRICO - C on he cim e nto o btid o ao acaso, após


inú m e ras te ntativa s, ou seja, o co nh ecim en to a d q u irid o a tra vés de
a çõ e s não planejadas. C ha m a m ta m b ém de co n h e cim e n to vulgar;

CONHECIMENTO FILOSÓFICO - É fruto do racio cín io e da reflexão


hum an a. É o co n h e cim e n to e speculativo so bre fenô m e n os,
g e ra n d o co nce itos su bjetivo s. B usca d a r se ntid o aos fe nô m e n os
g erais do universo, u ltra p a ssa n d o os lim ites fo rm a is da ciência.
Furasté 159 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

CONHECIMENTO TEOLÓGICO - C o n he cim e nto reve la d o pela fé divina


ou cren ça religiosa. N ão pode, por sua orige m , s e r co nfirm a do ou
negado. D epende da fo rm a çã o m oral e das cren ças de cada
indivíduo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS - T erm o a b so lu ta m e n te fo ra de p ropósito


para a A B N T que não tra z n enhum registro com e ssa e xpressão.

CONTRACAPA - É o ve rso da capa. N ão pre vista pela A B N T para


T ra b a lh o s C ientíficos.

COPYRIGHT - palavra inglesa, de uso interna cion al, indica p ro pried ad e


literária ou direito autoral, co lo cad a no ve rso da fo lha de rosto de
um a obra, acom pa nh a o nom e do b en eficiário e o ano da prim eira
p ublicação.

CORPO DO TEXTO - É o d e se n vo lvim e n to do te m a p esquisado,


d ivid id o em seções e su bse çõe s. É um a das p artes que co m p õe m
o trab alh o, ju n ta m e n te com a Introdução e a C on clusã o.

CRONOGRAMA - É o p la n e ja m e n to das a tiv id a d e s da pesquisa,


d escrito na M etodologia, d en tro de um e s p a ço p ré -d eterm in ad o de
te m po. É a p rese ntad o n orm a lm e n te em fo rm a de um gráfico.

CURRÍCULO - É o d o cu m e nto que fo rn ece um a visão geral do


interessa do com o indivíduo.

CURRICULUM VITAE—O m esm o que C urrículo.

DATABASE - V e r Base de D ados.

DEDICATÓRIA - Página opcion al onde o a u to r presta h om enagem a


a lguém , ou dedica seu trabalho. A fo rm a de a prese ntaçã o fica
to ta lm e n te a critério do autor.

DEDUÇÃO - C onclusão b aseada em a lg um a s p roposições ou


resu ltad os de e xperiências.

DESCRITORES - O m esm o q ue P alavras-chave.

DESENVOLVIMENTO - P arte principal do te xto de um trab alh o que


contém a e xposição o rd en ad a e p orm e no riza da do assunto.
D ivide-se em se çõe s e su bse çõe s que v a ria m em fu n ç ã o da
a bo rd ag em do tem a e do m étodo.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 160 Furasté

DPI (D ots P er Inch - p ontos por polegada) - N úm ero de p ixéis ou pontos


p or polegada de um a im agem . T am b ém co nh ecido com o
resolução. Q u an to m aior fo r a resolução, m elho r será a q ualidade
de im pressão.

DIREITO AUTORAL - P roteção legal que o a u to r ou resp on sáve l -


pessoa física ou ju ríd ic a - tem sobre a sua pro du ção intelectual,
cien tífica , técnica, cultural ou artística; ta m b ém ch am ad o de
copirraite (ou, em inglês: Copyright).

DISSERTAÇÃO - V e r cap. 1 Definições, pág. 15.

DÍSTICO - O m esm o que E pígrafe.

DOCUMENTO - Q u a lq u e r su p o rte que contenha inform a ção registrada,


fo rm a n d o um a u nidade, que possa se rvir para consulta, e studo ou
prova. Inclui im pressos, livros, revistas, m anuais, catálogos,
m anuscritos, reg istro s a ud io visua is e sonoros, im agens, te xto s da
Internet, entre outros.

DOCUMENTO ELETRÔNICO - D ocu m e n to resg ata d o de um suporte


e le trôn ico que pode ser: On Une: sites da W eb, site s de FTP, sites
de T elnet, sites de G opher, C orreio E letrônico, Listserv,
N ew sgroups; O utras fo n te s : C D -R O M , d isq ue te s, fita m agnética,
bases de dados cam biáveis.

DOMÍNIO - Identificação dos co n ju n to s dos m eios e le trô n ico s vincu lad os


à Internet. No dom ínio, ide ntifica m -se a Instituição responsável, o
nom e do m eio utilizado, a ca teg oria da instituição e o país de
origem .

D RA FT - o m esm o que R ascunho.

EDIÇÃO - T od os os e xe m p la re s de um a obra, p ro du zido s a p artir de um


o rigin al ou m atriz. P ertencem à m esm a e dição de um a o bra todas
as su as im pressões, reim pressõ es, tirag en s etc., p roduzidas
d iretam en te ou por o utros m étodos, se m m odificações,
in d ep en d en tem e nte do p eríodo decorrido d esde a prim eira
publicação.

EDITOR - R esponsável pela direção da publicação.

EDITORA - C asa publicadora, pesso a(s) ou instituição resp on sáve l pela


pro du ção editorial.
Furasté 161 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

EDITORIAL — T exto onde o a u to r ou re d a to r a p rese nta o co nteúdo do


d ocu m e nto, a lteraçõ es nos o bjetivo s e na fo rm a da publicação,
m ud an ças no corpo edito ria l e o utras q ue se tornarem
necessárias.

ELEMENTOS DE REFERÊNCIA - São os e le m e n to s nece ssários para a


co m p o siçã o da ide ntifica ção das obras co nsu ltad as. Podem s e r
esse n cia is ou co m p le m en tare s.

ELEMENTOS ESSENCIAIS - E lem entos obrigatórios. São as


inform a çõe s in d ispe nsá veis para a ide ntifica ção do docu m e nto
u tilizado. D evem se r retirad as do próprio d ocu m e nto.

ELEMENTOS COMPLEMENTARES - E lem entos opcionais. S ão as


inform a çõe s que p erm item ca ra cte riza r m e lh o r os d ocu m e ntos
refe ren cia do s. D evem se r retirad as do próprio docum ento.

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS - São a qu e le s e le m e n tos que são


co lo ca d o s depois d o corpo do texto, p ro priam en te dito, do
trab alh o. São eles: R eferências, O bras C on sulta da s, A p ên d ice s,
A n e xo s e G lossário. S ão cham ados, ta m b ém , de ele m e n tos pós-
lim inares.

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS - São a qu eles e le m e n to s que são


c o lo ca d o s antes do co rp o do texto, p ro p ria m e n te dito, do trab alh o.
S ã o eles: C apa, Folha de R osto, Errata, Folha de A prova ção ,
E pígrafe, D edicatória, A g rad ecim en tos, R esum os, S um ário e
Listas. São cham ados, ta m b ém , de e le m e n to s p re lim inares. Esses
e le m e n to s não d evem se r paginados.

ELEMENTOS TEXTUAIS - S ão aqueles e le m e n to s (partes) que


co m p õe m o corpo do tra b a lh o p ro priam en te dito. S ão eles:
Introdução, D ese nvo lvim e nto e C onclusão.

ENCARTE - Folha ou ca de rn o, em geral de papel ou fo rm a to diferente,


co n te n d o ou não ilustraçõ e s, intercalado no m iolo, sem ser incluído
na n um eração do docu m e nto.

ENSAIO - D ocu m e n to em que o a u to r d esenvolve um a proposta pessoal


so bre um d e te rm ina do assunto. O autor, a p e s a r de va le r-se de
co nh e cim e n to s u niversa is, busca e xp re ssa r seu m odo p articula r de
p ensar, d e m on stran do independência qua nto à a bordagem do
assunto.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 162 Furasté

ENTIDADE - Instituição, so cie d a d e , pessoa ju ríd ic a e sta b e le cid a para


fin s específicos.

ENTRADA - ele m e n to levado em co n sid e ra çã o para d e te rm in a r um a


ordenação, tal co m o um nom e, um cabeçalho, um título em obras
técnico -cie ntíficas.

ENTREVISTA - É um instru m e nto de pesq uisa utiliza do na fa se de


coleta de dados.

EPÍGRAFE - Frase, p e n sa m e n to ou, até m esm o, v e rso s que são


co lo cad os no início de livros, trab alh os, ca pítulos, seções, etc.
P ode se r de auto ria pró pria ou não. P re fe re n te m e n te devem e star
relacio na da s com o te m a do T ra b a lh o ou alg o que nele se
m anifeste. C ha m a d o ta m b ém de D ístico.

ERRATA - Indicação de e rros p orventura co m e tid o s e sua respectiva


correção, com in d icaçã o de sua loca liza ção no texto. A p rese nta -se
q uase sem pre em papel a vulso ou enca rta d o, a cre scid o ao
T ra b alho d epois de pronto.

ESTRUTURA DO TRABALHO - C o m pre en de o s e le m e n tos pré-


textuais, te xtu ais e p ós-textua is de um trab alh o.

EXPERIMENTO - S itu açã o p ro voca da com o o bjetivo de o b se rva r a


reação de d ete rm ina do fe nô m e n o.

FALSA FOLHA DE ROSTO - P ágina opcional que pode se r colocada


antes da Folha de R osto co nte nd o a pe na s o T ítu lo do T ra b alho e o
nom e do A utor. Usual em livros e não em T ra b a lh o s C ientíficos.

FASCÍCULO - É um a unidade de um a publicação. C ad ern o ou grupo de


ca de rn os de um a obra que se publica à m ed id a que vai sendo
im pressa; cada um dos n úm eros de um a p u b lica ção periódica que
co nstitu i vo lu m e bib lio grá fico.

FICHA CATALOGRÁFICA - inform a çõe s b ib lio grá ficas (cata log açã o na
fo n te ) que deve a p a re ce r no ve rso da fo lh a de rosto de um
tra b a lh o científico.

FICHAMENTO - a rm a ze n a m e n to em fichas de d ad os e/ou inform ações


relevantes para a pesquisa.
Furasté 163 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

FIGURA - T ipo e spe cífico de ilustração que c o m p re en de m apas,


dese nh os, diagram as, org an og ra m as, e squ em as, flu xog ra m a s,
fo to grafia s, gráficos, quadros, etc. e serve para d a r m ais vida ao
d e se n vo lvim e n to do trab alh o.

FOLHA DE APROVAÇÃO - Folha que contém os e le m e n tos e ssen cia is


refe ren tes à a prova ção do T ra b alho pelo O rie n ta d o r e/ou pela
B anca E xam inadora. N ão possui um a fo rm a fixa ou
pre esta b elecid a.

FOLHA DE ROSTO - P ágina inicial do T ra b a lh o e que se rve com o fo nte


principal de sua identificação. T raz to d o s os ele m e n tos
n ece ssários para a ide ntifica ção . É m ais c o m p le ta que a C apa.

FONTE - C onjunto de ca ra cte re s que têm o m esm o tip o e


ca ra cterística s, com o d im en sã o, espaço e itálico.

FORMATO A4 - Indica o ta m a n h o oficial, atual, da fo lha de papel a se r


u tiliza da para d atilog rafia de T ra b a lh o s C ientíficos. S uas
d im e n sõ e s são 21 cm de largura por 29,7 cm de altura. (A A B N T
registra em m ilím etros: 210 m m x 297m m ).

FORMULÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO - F olha que apresenta dados


e spe cíficos de ide ntifica ção do d ocum ento.

FRAMES - R ecurso do H TM L que possibilita a a p re se n ta çã o sim ultânea


de m ais de um a página da W eb.

FTP - File T ra n sfer P ro to co l - É o p rotocolo que perm ite a tran sfe rê ncia
de arq uivo s entre co m p uta d ores.

GLOSSÁRIO - É um vo ca b u lá rio e xplicativo dos term os, conceitos,


p alavras ou e xpressõ es técnicas, a ntrop o nim ia s, zo on im ias,
fítonim ias, to po nim ias, fra se s u tilizados no d eco rre r do trab alh o e
que podem d ar m argem a interpretações e rrô n e a s ou que sejam
d esco nh ecid os do p úblico alvo e não te n h a m sido e xplicitad os no
texto.

GRÁFICO - É a repre sen ta ção visual de dados q ua n tita tivo s o rd en ad os


ou q uantitativos, g e ra lm e n te recolhidos d uran te o trab alh o de
pesquisa.
‘v

GRIFO - A m esm a coisa que Itálico.


N ormas Técnicas para o Trabalho Científico 164 Furasté

HIPERLINK ou s im p le sm e n te Link, sã o as p alavra s d esta ca d a s ou as


fig u ra s de um h ip erte xto que produzem um sa lto para outra página
da W e b ou para outra parte da página exibida.

HIPERTEXTO - É um d o cu m e n to e letrônico, com o um a página da W orld


W ide W eb (www).

HOME PAGE - Página de abe rtu ra de um se rviço na Internet. É a


página inicial de um site. A p artir da H om e p a g e pode-se a ce ssa r
as d em ais p ág in as do site.

HO TLIST - o m esm o q ue B ookm ark.

HTML - H y p e r T ext M arkup L a n g u a g e - L inguagem utilizada para cria r


h ip erte xto s na W eb.

HTTP - H y p e r Text T ra n sfe r P ro to co l - P rotocolo utiliza do na W orld


W ide Web (w w w ) que to rn a possível a m ovim e n ta çã o de arquivos.

ILUSTRAÇÕES - S ão ta b e la s e fig u ra s que têm p o r o bjetivo fo rn e c e r


um a visua liza ção m ais d e ta lh a d a do que está se nd o exposto no
trab alh o. D evem se r releva n tes e não d u p lic a r inform a çõe s já
co ntid as no texto.

IMPRENTA - N as refe rên cia s b ib lio grá ficas, co rre sp o n d e à indicação do


local, e d ito r e data da p ub lica ção referenciada.

INCISO - Incisos são as d ivisõ es e xisten tes no in te rio r das alíneas. O


m esm o que subalínea.

INDICATIVO - N úm ero ou g ru p o num érico a n te po sto a cada seção ou


su b se çã o que p erm ite sua lo ca liza ção im ediata. S e pa ra-se do
resp ectivo título por a pe na s um espaço.

ÍNDICE - E num e ra ção d eta lha da de p alavras ou frase s, de assuntos, de


n om es de pessoas, de nom es de locais, d e a con tecim en to s
o rd e n a d o s se gu nd o algum critério, que loca liza e rem ete para as
in fo rm a çõ e s co n tid a s no te xto , com a indicação da(s) p ágina(s) no
te xto o nd e apa re cem . É d ife re n te de Sum ário.

INDUÇÃO - "P ro cesso m ental por interm é dio do qual, partind o de dados
particula re s, su ficie ntem en te constatados, infere-se um a ve rd ad e
geral ou universal, não co ntid a nas partes e x a m in a d a s ’’ (Lakatos;
M arconi, 1991, p.47).
Furasté 165 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

INFORME CIENTÍFICO - É um te xto sintético em que constam


resu ltad os parciais o b tid o s num a pesquisa, as circu nstân cias em
que se d ese nvo lve essa pesquisa, d ificu lda de s, sistem a utilizado,
p ro ced im e nto s, tipo da p esquisa. É red ig ido em fo rm a de A rtigo.

INSTRUMENTO DE PESQUISA - M aterial utiliza do pelo p esq uisad o r


para co lh e r d ad os para a pesquisa.

INTERNET - R ede m undial de co m p uta d ores q ue com põem um a


p od erosa fe rra m e nta de com u nica ção . D entre seus serviços m ais
co nh ecido s e nco n tra m o s o correio e le trôn ico, os g rupos de
notícias e as pub lica çõe s d os m ais d ive rso s a ssuntos, que vão
d e sd e religiã o e d ireito s h um anos a sexo e esote rism o.

ISBN - In te rn a tio n a l S ta n d a rd B o o k N u m b e r - N úm ero que os editores


a trib ue m aos livros p or eles p ublicados de m odo que cada núm ero
co rresp on da a um e a p e n a s um livro.

ISDN - In te g ra te d S ervice D ig ita l N e tw o rk - A c e sso à In ternet via linhas


d ig itais em que os d ad os trafeg am em um a v e lo cid a d e m aior. Esse
siste m a perm ite o acesso à Internet e, s im u ltan e am en te , o uso da
linha te lefô nica .

INTRODUÇÃO - Parte inicial do te xto onde d evem c o n s ta r a delim ita ção


do a ssun to tratad o e os o bjetivo s da p esquisa e outros e le m e n tos
n ece ssários para situ a r o te m a do trabalho.

ISSN - N um eração Internacional para P u blica çõe s S eriadas


(Interna tion a l S tandard Serial N um bering) - sigla ado tad a
in terna cion alm en te para in d ica r o núm ero p ad ro niza do de um a
pub lica ção seriad a (periódicos, jo rn a is, a nu ários, revistas
té cnica s). O ISSN deve se r im presso em cada fa scícu lo de uma
p ublicação seriada, em p osição destacada, na últim a capa, na
ficha ca talo gráfica e logo acim a da legenda bib lio grá fica da fo lha
de rosto.

ITÁLICO - D iz-se do tip o um pouco inclinado para a direita e que im ita a


letra m anuscrita; O m esm o que Grifo.

KEYWORDS - V e r P a lavras-ch ave .

LANDSCAPE (orientação h o rizo n ta l) - N os te rm o s de im pressão,


la n d sca p e é usado q ua nd o se d escreve a o rien ta ção do papel.
N este caso a largura do papel é m aior que a altura.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 166 Furasté

LATO SENSU - Em se ntid o lato, em se ntid o am plo. N om e dado aos


cu rso s de P ó s-G ra du a ção em nível de E sp e cia liza çã o . O p õe -se a
S tricto Sensu. V e r S tricto Sensu.

LEGENDA - T exto e xp lica tivo redigido de fo rm a clara, co ncisa e sem


a m b ig ü id ad e , para d e scre ve r um a ilustraçã o ou ta b e la .

LEGENDA BIBLIOGRÁFICA - C on jun to de e le m e n to s d estin ad os à


ide ntifica ção de um fa scícu lo e/ou vo lu m e da p u b lic a ç ã o e dos
a rtig o s nela contidos.

LÉXICO - V o ca b u lá rio e sp e cia liza d o e g eralm en te su c in to de uma


ciên cia, té cnica ou d om ínio e specífico. T a m b é m pode s ig n ifica r o
v o ca b u lá rio p erten ce nte a um d ete rm ina do idiom a.

LINK - o m esm o que H iperlink.


LISTA - E n um e ra ção de e le m e n tos se le cio n a d o s do te x to tais, com o
datas, ilustrações, e xem plo s, tabelas, etc, na o rdem em que
a p a re ce m no corpo do trab alh o.

LIVRO - P ublica ção não p erió d ica q ue contém acim a de 49 páginas,


e xclu íd a s as capas, e que é objeto d e N úm ero Internacional
N orm alizad o para Livro (ISB N ).

LOMBADA - Parte e xterna da capa do T ra b alho q ue re ú n e as m argens


interna s das folhas, sejam elas co sturad a s, g ra m p e a d a s, co la da s
ou m an tida s ju n ta s de outra m aneira. É o dorso da publicação.

MANCHA - Á re a de g ra fism o de um leiaute (layout) ou página; ta m b ém


c h am ad a de m an cha -g ráfica .

MATERIAL DE CONSUMO - M aterial que têm d u ra ç ã o lim itada. São


aqu e le s m ateriais que se d ete rio ra m com o lápis, papel, giz, film e s
fo to g rá fico s, fita s de vídeo, gasolina, m aterial de lim p eza (sabão,
dete rg e nte s, va ssou ra s etc).

MATERIAL PERMANENTE - M aterial que tê m d u ra ç ã o contínua. São


a qu eles m ate ria is que se dete rio ra m com m ais d ificu ld a d e com o
a uto m ó ve is, m ateriais a ud io visua is (projetores, retro projetores,
m áq uin as fo to gráfica s, film a d o ra s etc.), m esas, c a de ira s, arm ários,
geladeiras, co m p u ta d o re s etc.
Furasté 167 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

MÉTODO - O rd e na çã o de um co njun to de e tap as a se re m cu m p rid as no


e stu d o de um a ciência, na busca de um a v e rd a d e ou para se
c h e g a r a um d ete rm in a d o conh ecim en to.

MÉTODO CIENTÍFICO - É o p ro cesso a través do qual se trabalha para


co n stru ir um a rep re sen ta ção exata, co nfiá vel, co nsiste nte e não-
a rb itrá ria do m undo. O M étodo C ien tífico procura d e sca rta r
in flu ê n cia s de p re con ceito s e te nd ên cias ao te s ta r um a h ipótese ou
te oria. F u n da m en ta -se na o bse rva ção o bjetiva de um fato, na
fo rm u la çã o de um problem a, na proposta de hipóteses que
p ossibilitem a lterna tivas, realização de um a expe riê ncia
co ntrola da , para te sta r a va lid ad e da h ipótese, na criação de
e xp e rim e n to s p assíve is de repetição, que podem d a r certo ou não,
e na a n á lise e revisão co n sta n te s de suas a tivid ad es.

MODEM - A p a re lh o utilizado na Inform ática que tra d u z os sinais dig itais


da linguagem dos co m p u ta d o re s para a linguagem , em geral
analógica, da linha te le fô n ica e vice-versa.

MONOGRAFIA - V e rc a p . 1 Definições, pág. 16.

NAVEGADOR - O program a u tiliza d o para pedir a um se rvido r da rede


m undial de co m p uta d ores, um a página da Internet. T am b ém é
ch am ad o de Brow ser.

NORMAS OFICIAIS BRASILEIRAS - São conside rad as, no Brasil,


oficiais a pe na s as n orm a s e stab ele cid a s pela A sso ciaçã o
B rasileira de N orm as T é cn ica s - AB N T. Não se deve confundir as
N orm as oficiais b ra sile ira s com norm as e stra ng e iras que podem
se r e nco ntra da s em d ive rsa s publicações.

NOTAS DE REFERÊNCIA - N otas que indicam fo n te s consultadas ou


rem etem a outras p artes da obra onde se te n h a abordado o
assunto.

NOTAS DE RODAPÉ - S ão indicações, o b se rva çõe s ou aditam entos ao


te xto fe itos pelo autor, e dito r ou tradutor. S ão feitas no pé da
página. Podem se r N otas de R eferência ou N otas Explicativas. As
N otas E xp licativas podem te r várias fin alida de s, podendo ser,
inclusive, ch am ad as de o utras m aneiras, com o Notas de
R eferência, N otas de T ra d uçã o.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 168 Furasté

NOTAS DE TRADUÇÃO - S ão N otas utilizadas para a p re s e n ta r a


v e rsã o o riginal de a lg um a p assagem utiliza da no te xto do T ra b alho
e q ue foi retirada de um livro de outro idiom a. P re fere-se co lo ca r
no corp o do T ra b a lh o já a ve rsã o para o P o rtug uê s para não
b lo q u e a r a leitura. A trad uçã o , então, fica no R odapé. N ão deixa
de s e r um a N ota E xplicativa. V e r N otas E xp licativas.

NOTAS EXPLICATIVAS - S ão N otas usadas para co m e n tá rio s ou


e s c la re cim e n to s que não foram incluídos no texto.

NOTAS REMISSIVAS - É um a N ota E xplicativa que a p e n a s rem ete o


le ito r para outra parte do T rabalho.

OBRAS CONSULTADAS - É o co njun to total de o bras que foram


u tiliza da s na rea liza ção do trabalho. No corp o do T ra b a lh o é fe ita a
ide ntifica ção das obras que foram m en cio n ad as. P orém é certo
que outras obras podem te r sido u tilizadas para a rea liza ção das
p esq uisas e a fe itura total do T ra b alho . Essas o bras que foram
u sad as e não cita da s no d e co rre r do T ra b alho , d evem ser
ide ntifica da s nas O bras C onsultadas.

OBRAS DE REFERÊNCIA - obra de uso a u xilia r q ue perm ite o bte r


inform a çõe s sobre o a ssun to de interesse, tais com o: dicionários,
enciclop éd ias, índices etc.

PÁGINA - C ada uma das fa ce s de um a fo lha (an verso e ve rso ).

PÁGINA NA INTERNET - O m esm o que H om e P age.

PÁGINAS CAPITULARES - P áginas de abertura das u n ida de s m aiores


do texto, com o partes, seções e capítulos, com a prese ntaçã o
g rá fica u niform e ao longo do texto.

PALAVRAS-CHAVE - P alavras rep re sen ta tivas do c o nte úd o do


d ocu m e nto, e sco lh id a s em vo ca b u lá rio co ntrola do . T am b ém pode
s e r c h am ad o de Descritores. E qüivale a K e yw o rd s no A b stract.

PAPER - O m esm o que C om u n ica çã o C ientífica.

PARÁFRASE - C itação livre de um te xto . T ra n scre ve m o s a pe na s as


idéias de um a u to r com nossas próprias palavras.
Furasté 169 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

PARTE - C ada um dos e le m e n to s te xtu ais: Introdução, D ese n vo lvi­


m ento e C onclusão.

PDF (P o rta ble D ocu m e n t F orm at) - É um fo rm a to de fich á rio e le trôn ico
d e se n vo lvid o pela A d ob e . O s fich á rio s P D F contêm a m esm a
fo rm a ta çã o que os d o cu m e n to s origin ais e podem ser visto s pelo
A d o b e A c ro b a t R e a d e r sem nece ssid ad e da a plica çã o original.

PESQUISA - C onjunto de a tivid ad es que tê m p or fin a lid a d e a


d e sco b e rta de co n h e cim e n to s novos no d om ínio científico,
a rtístico, literário, etc. É um a ação m etó dica para se busca r um a
resposta.

PERIODICIDADE - Intervalo de te m p o entre a p u b lica ção su cessiva dos


fa scícu lo s de um m esm o título de publicação.

PERIÓDICO - p u b lica ção e dita da em fa scícu lo s ou partes, a intervalos


re g ula re s ou não, por te m p o ind eterm in ad o, na qual co la bo ram
d ive rsa s pessoas, sob um a direçã o co nstitu íd a. Pode tra ta r de
v á rio s a ssun tos em um a ou m ais áreas do co nh ecim en to.

PITCH - T erm o utilizado para d e sig n a r o ta m a nh o da fo n te (letra) de um


co m p uta d or, im pressora ou m áquina e le trôn ica de datilografia. Na
d ig ita çã o do T ra b alho C ie n tífico usa-se o p itc h 12 no corpo do
te xto e o p itch 10 nas notas de rodapé e cita çõe s longas, por
e xem plo .

PORTAL - P ágina de a be rtu ra de um serviço. Essa página d ispõe de um


g ra nd e núm ero de lin k s para o utras p ág in as do m esm o e de o utros
sites. G eralm ente um P ortal oferece acesso a siste m a s d e busca,
salas de bate-papo, a p o n ta d o re s para p ág in a s de p revisão do
te m p o ou de notícias. O portal não deixa de s e r um a H om e Page,
só que ela rem ete a m uitos lugares.

PORTRAIT (orientação ve rtica l) - Nos term os de im pressão, p o rtra it é


usado para d escreve r a o rien ta ção do papel. N este caso, a altura
da página é m aior que a largura.

PÓS-ESCRITO - O m esm o que Posfácio.

POSFÁCIO - A cré scim o, e scla re cim e n to ou ju s tific a ç ã o que se fa z aos


leitores num a edição p osterior.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 170 Furasté

POST SCRIPTUM - O m esm o que P o sfácio.

PREMISSAS - S ão p ro po siçõe s que vão se rvir de base para se ch e g a r


a um a conclusão.

PRÉ-PROJETO - É um p rojeto que se q u e r a n te rio r ao projeto


p ro priam en te dito. N orm alm e n te é pedido para o cand id ato a um a
va g a em C urso de P ó s-G ra du a ção a fim de se a n a lis a r a linha de
p esq uisa pretendida.

PREFÁCIO - A p re se n ta çã o , e scla re cim e n to ou ju s tific a ç ã o que se fa z


aos leitores co nte nd o a n atureza e xtrínse ca do trab alh o. S ão
fe ito s a grad ecim en to s a pessoas e e m p re sa s que, porventura,
te n h a m a uxilia do na e fetiva ção do trab alh o científico. V ia de regra,
é e la bo rad o por outra pessoa que não o a u to r e seu uso fica
restrito a d ocu m e ntos a serem publicados. U tiliza -se ape na s em
livros. Num T ra b a lh o C ien tífico não se usa P refácio.

PROTOCOLO - É um co n ju n to de regras e sta b e le cid a s para reg er a


tra n sfe rê n cia de d ad os entre a rq uivo s na Internet.

PROJETO - D ocu m e n to e scrito com a fin a lid a d e de e x p lic ita r o


p la ne jam en to de um a pesquisa científica. O que torna d iferen te um
projeto de um anteprojeto é a possibilida de de um a interven ção
na revisão da literatura e d em ais dados. No anteprojeto, o
p e sq u isa d o r realiza suas prim eira s te n ta tiva s de siste m a tizaçã o da
pesquisa, é a fa se inicial. N ão há, ainda, um a d efinição
a p rofu n da da do tem a, da m eto do log ia ade qu ad a de
im p lem en ta ção , aná lise e interpretaçã o de resultados. Uma vez
rea liza da essa prim eira fase, fa z-se um a re a valiaçã o do processo
à luz dos d ados obtidos. A p a rtir daí, co nstró i-se o projeto
p ro priam en te dito.

PROVEDOR - P ro ve d o r de S erviços. É ta m b ém co nh ecido pela sigla


ISP. O p ro ved or de se rviços o responsável pela trad uçã o dos
e nd ereço s da W eb e pelo e n ca m in h a m e n to do serviço pedido ao
s e rv id o r solicitado.

PSEUDÔNIMO - N om e su po sto de um autor; a pe lid o q ue o próprio a uto r


se dá para a ssin ar um a obra. (Do latim p se u d o = fa lso).

PUBLICAÇÃO PERIÓDICA - P ublicação editada em unidades física s


su cessivas, com d esig n a çõ e s num éricas e/ou cron oló gicas e
d estin ad a a se r contin ua da indefin ida m e n te.
Furasté 171 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

QUADRO - O s q uadros são co nside rad os pela A B N T com o um tip o de


F igura. D iferem -se das T ab ela s, p rin cip a lm e n te por serem
fe ch a d o s e não p ossuírem um a e strutura e spe cífica.

RÁDIO - S istem a de a cesso à In te rn et de alta ve lo cida de . Os u suários


são liga do s a um rádio central em sua área que fica ligado 24
horas por dia d ire ta m e n te a um a central de distribu ição . Não utiliza
cabo nem linha telefônica.

RASCUNHO - esboço, m inuta p re lim ina r em que são feitas as


co rre çõ e s e a da p ta çõ e s n e ce ssárias até que o te xto fique em sua
fo rm a definitiva.

RECENSÃO - V e r R esu m o C rítico.

REEDIÇÃO - E dição d iferen te da anterior, seja por m od ifica çõ es fe ita s


no conteúdo, na fo rm a de a p rese ntaçã o do livro ou fo lhe to (edição
revista, am pliada, a tua liza da etc) ou seja por m udança de editor.
C ada ree diçã o recebe um núm ero de ordem : 2 a edição; 3a edição,
etc.

REENTRADA - A reentrada é o espa ço a mais (4cm ) que se deixa na


m argem e squerda em cita çõ e s longas. T am b ém é cham ada de
reentrada, ou sim p le sm e n te de entrada, a d istância de
a proxim ad am en te 1 ,5cm que inicia um novo parágrafo.

REFERÊNCIAS - C on jun to p ad ro niza do de e le m e n to s d escritivos,


retirad os de um d ocu m e nto, que p erm ite sua identificação
individual. É um ele m e n to obrigatório no T ra b a lh o C ientífico para
que se faça a ide ntifica ção das obras u tiliza da s na sua realização.
D eve se g u ir rig oro sam en te o d isp osto na N B R 6023. Q uando se
fiz e r R eferência em N ota de R odapé, no final do T ra b alho haverá
O b ra s C onsultadas. V e r O bras C onsultadas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - O m esm o q u e R eferências.

REIMPRESSÃO - Nova im p ressã o de um livro ou folheto, sem


m od ifica çõ es no co nte úd o ou na form a de a p rese ntaçã o, e xceto as
co rreçõ es de co m p osiçã o ou im pressão.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO - D ocu m e n to q ue co n té m relato co m p le to e


o b je tivo do cu m p rim en to de estágio e xigido reg im e nta lm e nte por
a lg u m a s instituições, co n te n d o e xpe riê ncias vividas, p rogram as
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 172 Furasté

d e se nvo lvid os, o bje tivo s pro po sto s e a lca nça do s e o bse rva çõe s
té cn ica s realizadas além de o utras inform a çõe s exigidas.

RELATÓRIO DE PESQUISA - D ocu m e n to que relata os d ad os o btid os


em inve stiga ção de pesquisa, o bje tiva n d o fo rm a liz a r um a
d e te rm ina da ação co m o resultado. O m esm o que R ela tório
Técnico-científico.

RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO- V e rc a p . 1 Definições, pág. 16.

REPERTÓRIO - instru m e nto de pesquisa no qual são descritos,


p orm e no riza da m en te, d ocu m e ntos p re via m en te selecionados,
p erten ce nte s a um a ou m ais fontes, p od en do se r ela bo rad o
se gu nd o um critério tem ático, cron oló gico, o no m á stico ou
g eográfico.

RESENHA 162 - V e r R esu m o C rítico.

RESOLUÇÃO - A reso lu çã o está relacio na da com o núm ero de


e le m e n tos fu n d a m e n ta is de im agem que um d isp ositivo de
im p ressã o pode reproduzir. A reso lu çã o é m edida em pontos por
p olegada (dots per inch - DPI).

RESUMO - A p re se n ta çã o concisa d os pontos releva n tes de um texto. É


um a co nd en saçã o fiel das idéias. D eve se r b asta nte sintético e
inclu ir as idéias princip ais do trabalho, p erm itin do que se tenha
um a visão sucinta do todo, p rincip alm en te das q ue stõe s de m aior
im p ortâ ncia e das co nclusõ es a que se te nh a chegado. D eve se r
fe ito na língua ve rn ácu la (po rtug uê s) e num a outra de larga
d ifusã o, d e p e n de nd o de seus o bjetivo s e a lca nce . R ecebe com o
título : RESUMO - no português; ABSTRACT - no inglês; RESUMÉ
- no fran cês; INHALT - no alem ão; RESUMEN - no espanhol.

RESUMO CRÍTICO - É um resum o redigido por um espe cia lista


c o nte nd o um a a n á lise interpretativa com p le ta de um docum ento.
P ode se r descritivo ou crítico. É tam bém ch a m a d o de rece n sã o ou
d e re se n h a (V e r A n e xo B, p ágina 228).

RESUMO INDICATIVO - A p re se n ta apenas o s p on tos p rincipais do


te xto ou do trabalho, não traze nd o d ad os q ua lita tivos, q u a ntita tivo s
ou de q u a lq u e r o utra espécie. É o m odo m ais indicado para
p ro spe cto s, ca tálo go s, etc.

162 Constitui uma redundância falar-se em “ resenha crítica” uma vez que toda resenha já é crítica.
Furasté 173 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

RESUMO INFORMATIVO - A p re se n ta inform a çõe s su ficie n te s para que


o le ito r possa se d e cid ir so bre a co nve n iê n cia da leitura do texto
inteiro. E xpõe fin alida de s, m etodologia, resu ltad os e conclusões.

RESUMO INDICATIVO / INFORMATIVO - É a co m b in a ç ã o que se pode


fa z e r do R esum o Indicativo com o R esum o Inform ativo.

REVISÃO DE LITERATURA - L eva nta m en to rea liza do ju n to às


b ib lio te cas ou se rviços de inform a çõe s e xiste n te s para loca liza ção
e o bte nçã o de d ocu m e ntos a fim de a v a lia r a d is p on ibilida de de
m aterial que su bsidia rá o tem a do trab alh o de pesquisa.

REVERSO - Lado opo sto ao rosto ou fa ce principal da folha de papel


que ta m b ém é ch am ad o de A nverso. P o pu larm en te se usa “fren te
e v e rs o ” em ve z de “a n ve rso e re ve rso ”.

SEÇÃO 163 - Parte em que se divide o te xto de um d ocum ento,


n um erad a ou não, que co nté m as m atérias co nside rad as afins na
e xp o siçã o ord en ad a do assunto.

SEÇÕES PRIMÁRIAS - São as p rincipais d ivisõ e s do texto de um


d ocu m e nto, d e n om ina da s de ‘ca p ítu lo s ’. P odem se r su bd ivid id a s
em o utras partes.

SEÇÕES SECUNDÁRIAS - A s dive rsa s divisões de um a seção prim ária


(cap ítu lo ). Podem se r su bd ivid id a s em o u tra s partes e assim
su cessivam e nte , o rigin an do se çõe s te rciá ria s, q uaternárias, etc.

SEPARATA - P ublicação de parte de um trab alh o, com as m esm as


ca ra cterística s, estrutura e fo rm a ta çã o do o rigin al. R ecebe um a
capa onde consta a e xp re ssã o “S e pa rata d e ” em evid ên cia e o
título do o riginal. S ão u tiliza da s para d istrib u içã o pelo próprio a u to r
da parte ou pelo editor.

SERVIDOR - S e rvid or W e b é a “ m áq uin a ” , o e le m e n to físico, onde fica m


a rm a ze n a d a s as p ág in as da W e b e o resp on sáve l pelo e nvio das
pág in as solicita da s pelo usuário.

S/C - O te rm o sic é uma p alavra latina que q u e r d iz e r "assim m esm o" e


é usado entre parên te ses dep ois de um a e xp re s s ã o que c o nte nh a
um e rro g ram atical ou um dito absurdo q u e o red ato r q ue r d e ix a r
claro que não é dele, m as da pessoa q ue fa lou ou escreveu aquilo.
A o co lo ca r este te rm o no corpo do texto, m ostra m o s ao leito r q ue é

163 A A B NT considera, nessa acepção, como sinônimos de seção: capítulo e tópico.


Normas Técnicas para o Trabalho Científico 174 Furasté

assim m esm o que estava no original, por m ais errad o ou e stra nh o


que pareça.

SIGLA - R eunião das letras iniciais dos vo cá b u lo s fu n d a m e n ta is de um a


d e n o m in a çã o ou título (B A N R IS U L, U N E S C O , A ID S , CPF, O A B).
V e r pág. 205.

SÍMBOLOS - São sina is que su bstitu em o nom e de um a coisa ou de


um a ação: g - gram a, H - h id rogênio, m - m etro, § - parágrafo.
V e r pág. 205.

SINOPSE - o m esm o q ue R esum o.


SISTEMA DE CHAMADA - M aneira pela qual sã o indicadas as
cita çõe s ou refe rên cia s. P ode se r siste m a num érico ou sistem a
a uto r-d ata .

SITE - É um conjun to de p áginas na W o rld W ide W eb (Interne t)


h osp ed ad as em um ou m ais co m p uta d ores. T o d a s as p áginas do
site e stão sob a resp o n sa b ilid a d e de um a pessoa, entidade,
instituição ou e m presa. Site é inglês; em português, é Sítio.

SÍTIO - V e r Site.
SOFTWARE - C on jun to de to d o s os recu rso s h um anos, lógicos e de
pro gram a ção , instalaçã o e de org an izaçã o, com os quais se
e xplora um a m áquina, e q u ip a m e n to ou siste m a em inform ática.

STRICTO SENSU - Em se ntid o restrito. N om e dad o a os cursos de Pós-


G rad ua çã o em nível de M estrado ou D outorado. O põe-se a Lato
Sensu. V e r Lato Sensu.

SUBALÍNEAS - S u bd ivisão de uma alínea, ide ntifica da por um hífen


se gu id o de letra m inúscula e que serve para e n u m e ra r os dive rso s
a ssu n to s em que foi divid id a a alínea. T a m b é m ch a m a d a s incisos.

SUBSEÇÃO - P arte em que se d ivide um a seção. A A B N T cham a as


su b se çõ e s d e se çõe s se cun dá ria s, seções te rciá ria s, etc.

SUBTÍTULO - In fo rm açõ es a pre se n ta d a s em se gu id a ao título, visan do


a e scla re cê -lo ou co m p le m en tá-lo, de acordo com o co nte úd o do
d ocum ento.

SUMÁRIO - E num e ra ção das princip ais divisões, se çõ e s e capítulos, na


m esm a ordem em q u e a m atéria é a p re se n ta d a no corpo do
tra b a lh o . S ão ind icad as no S u m á rio so m e n te as d ivisõ es prim árias,
se cu n d á ria s e te rciá ria s (1, 1.1 e 1.1.1)
Furastó 175 Normas Técnicas para o Trabalho C ientífico

SUMMARY- S in ôn im o de A bstract. V e r R esum o.

SÚMULA - B reve resum o sobre um a ssunto ou pon to de dou trin a.

SUPLEMENTO - D ocum ento que se adicion a a o utro para a m p liá -|0 ou


a p e rfe içoá -lo , sendo sua relação com a q u ele a pe na s e d ito ria l e
não física , podendo se r e dita do com p e rio d icid ad e e/ou n u m e ra ç ã o
própria.

TABELAS - São um tipo e spe cífico de Ilustração. S ão n u m e ra d a s


co n se cu tiva m e n te e co lo ca d a s o m ais p ró xim o possível d e su a
in d icaçã o no texto. C on stitu em -se num a u nida de a u tô n o m a
p o ssu in d o um a estru tu ra prévia. N ão d e ve m s e r fe c h a d a s
lateralm en te.

TELNET - É um protocolo q ue perm ite a um c o m p uta d or, no ca so ,


cliente, co n e ctar-se a outro, que será o se rvido r, e passe a a tu a r
co m o se fo sse um te rm ina l rem oto desse se rvido r.

TESE - V e r cap. 1 Definições, pág. 15.

TIRAGEM - T otal de e xe m p la re s im p resso s de um a obra ou de ca d a


fa scícu lo de um a publicação.

TÍTULO - Palavra, e xp re ssã o ou fra se que d esign a o a ssun to ou


co n te ú d o de um texto ou de um docu m e nto.

TOMO - V o lum e de obra im p ressa ; cada um a das p artes que co m p õe m


um a coleção. (Nem se m p re um to m o c o rre sp o n d e a um volum e).

TRABALHO ACADÊMICO - V e r cap. 1 Definições, pág. 15.

TRABALHO CIENTÍFICO - N om e dad o aos tra b a lh o s q u e devem s e g u ir


as N orm as T écnicas.

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) - V e r cap. 1


Definições, p á g .15.

TRABALHO ESCOLAR - V e r cap. 1 Definições, pág. 16.

URL - U nifo rm R eso urce L o c a to r (L o ca liza d o r U nifo rm e de R ecursos) É


o e n d e re ço que perm ite a lo ca liza ção de um a rq uivo ou grupo de
a rq uivo s na Internet. U m U R L é co m p osto de trê s partes:

Identificação do protocolo http:// '—


Domínio - www.catolico.com.br
Diretório, subdiretório e arquivo /members/tpreti/rich.html
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 176 Furasté

V E R S A L - Letras e scrita s com ca ra ctere s m aiúsculos. O m esm o que


C aixa A lta.

V O L U M E - co njun to dos fa scícu lo s ou núm eros de um a publicação.

W E B - W eb ou W ebsite é o co njun to de páginas onde são p ublicados os


c o n te ú d o s a serem d ivu lga do s: m úsicas, notícias, jo g o s , vídeos,
p u b lica çõ e s ...

W E B B R O W S E R - O m esm o que N avegador.

W W W - W o r ld W id e W eb - É um su b co n ju n to da Internet que se
c o n stitu i de to do s os recu rso s que utilizam o p rotocolo http://.
Furasté 177 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

33 PR O N TO SO C O R RO GRAM ATICAL 164

NOVA ACENTUAÇÃO GRÁFICA 165


I a regra_________________________________
Coloca-se acento em todas as palavras p ro p a ro x íto n a s:
médico, árabe, lâmpada, público, pântano, pagaríamos, fôlego, árabe...

Em vogais e e o tônicas fica opcional o uso de acento agudo ou circunflexo


quando em final de sílaba, seguidas de m ou n:
acadêmico/acadêmico, quilômetro/quilômetro, cômodo/ cômodo,
gênio/gênio, polêmico/polêmico, higiênico/higiênico,
tônico/tônico, fenômeno/fenômeno, gênero / gênero...

2 a r e g r a ____________________________________________________________
Coloca-se acento nas palavras paroxítonas terminadas em: L, N, R , X ,
d ito n g o c re s c e n te (oral ou nasal), I(s), U(s), UM, UNS, ON, ONS, P S, Ã(s).
túnel, hífen, %íper, tórax, órgão, série, táxi, jiu-jítsu, bônus, álbuns, próton,
elétrons, bíceps, órfã...
Prefixos que tenham as terminações acima, não devem ser acentuados:
super, semi, inter, arqui, hiper, anti...
Em vogais e e o tônicas fica opcional o uso de acento agudo ou circunflexo
quando em final de sílaba, seguidas de m ou n:
bônus/bónus, pônei/pônei, A.ntônio/Antônio, sêmen/sêmen ...

3 a regra_____________________________
Coloca-se acento nas palavras oxítonas terminadas em O(s), E(s), A(s) e nas
terminadas por EM, ENS, com m ais de um a sílaba.
jacaré, guaraná, três, propôs, você, armazém, parabéns, harém.
Conforme o Acordo Ortográfico, fica facu lta tivo o emprego de acento agudo
ou circunflexo em palavras que possuam variações de pronúncia, como:
bebê/bebê, bidê/ bidê, canapé/ canapê, caraté/ caratê, cocô/cocô, rapé/rapê,
cômico/ cômico, cômodo/ cômodo, oxigênio/ oxigênio, pônei/ pônei...

4 a regra___________________________
Coloca-se acento no I (s) e no U (s) quando forem tônicos e estiverem
antecedidos de vogal diferente e formarem sílaba, sozinho ou com s* e não
forem seguidos de NH:
baú, Guaíba, traiste, balaústre, Luís, Luísa, reúne, saída, bainha, tainha...

164 A abordagem feita no Pro n to Socorro G ra m a tic al toma por base a Língua Portuguesa oficial, padrão, nível
culto já que é essa a abordagem exigida na maioria dos concursos públicos e nos exam es vestibulares.
De conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em Lisboa, em 12 de outubro
de 1990, em vigor desde I o de janeiro de 2009.
Furasté 178 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Quando I(s) e U(s) estiverem antecedidos de d itongo, não devem ser


acentuados, exceto se estiverem no final da palavra:
baiuca, Bocaiúva, Sauipe, feiura, reiuno, cauila, boiuno...
Piam, teiú, teiús, sucuruiú...

5 a regra______
Coloca-se acento nos ditongos abertos EI(s), EU(s), OI(s), de palavras
oxí tonas:
herói, chapéu, réu, véu, anéis, lençóis, anéis, coronéis, céu, anzóis
Foram abolidos os acentos em sílabas não finais como:
ideia, jiboia, heroico, sequoia, paranóia, joia, assembleia, epopeico, aleia, apoia,
celulóide, boia, destróier, tipoia, estoico, esferoide, ureia, clarabóia, hebreia...

6 a regra______
Coloca-se acento nas formas verbais da terceira pessoa plural do presente do
indicativo dos verbos TER e VIR
(eles) têm (eles) vêm
Em verbos derivados de ter e vir, coloca-se acento agudo na terceira pessoa
do singular, e acento circunflexo na terceira pessoa do plural, do presente do
indicativo: ele detémj eles detêm, ele abstémj eles abstêm, ele contêm/ eles contêm,
eleprovém/ elesprovêm, ele convém/ eles convêm, ele advêm/ eles advêm ...

7 a regra______
Trema deve ser utilizado apenas em nomes estrangeiros e em seus derivados:
Müller, rniilleriano, Hübner, hübneriano, Bünchen, Würther, Miihlen...
8 a regra______
Coloca-se acento diferencial apenas nas seguintes palavras:
p ô r (verbo) para diferenciar de p o r (preposição)
p ô d e (verbo,pret.) para diferenciar de p o d e (verbo, pres.)

São facultativos os acentos diferenciais em:


a) fô rm a (substantivo) para diferenciar de form u (substantivo ou verbo);
b) detHOS (primejra pessoa singular do presente do subjuntivo) para diferenciar
de d e m o s (primeira pessoa plural do pretérito perfeito do indicativo);
c) nas formas verbais da prim eira p essoa plural do p retérito perfeito do
in d icativo para diferenciar da prim eira p esso a plural do p resen te do
in d icativo de verbos terminados em -ar:
louvámos, amámos, contámos,jogámos, saudámos, brigámos...
Furasté 179 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

REGRAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA ANTIGAS


■ Ia regra______________
Coloca-se acento em todas as palavras proparoxítonas.
médico, árabe, tampada, público, pântano, ótimo, pagaríamos, fôlego

2a regra
Coloca-se acento nas palavras p aroxítonas terminadas em: L, N, R, X,
ditongo (oral ou nasal), I(s), U(s), Um, UNS, ON, ONS, PS, Ã.
túnel, hífen, %per, tórax, órgão, série, táxi, jiu jítsu , bônus, médium, álbuns, próton, elétrons, bíceps, órfã..,

3a regra
Coloca-se acento no I(s) e no U(s) quando formarem h ia to s com a vogal
anterior e que seja diferente dele e não forem seguidos de NH.
baú, Guaíba, traíste, balaústre, Luís, Luísa, feiúra, baiúca,traíra, rainha, fuinha

■ 4 a regra ________________
Coloca-se acento nas palavras o x íto n a s terminadas em O(s), E(s), A(s) e nas
terminadas por EM, ENS com mais de um a sílaba.
jacaré, guaraná, três, propôs, você, armazém, parabéns, harém

■ 5a regra
Coloca-se acento nos ditongos abertos ÉI, ÉU, ÓI, tônicos natos.
idéia, jibóia, herói, chapéu, réu, véu, heróico, paranóia, lençóis, sequóia

6a regra
Coloca-se acento nas terminações -OO, -EEM.
aperfeiçôo, atraiçôo, entôo, rebôo, remôo, ressôo, ensabôo, lêem, dêem, vêem, crêem, antevêem, descrêem, prevêem

■ 7a regra
Quando o "U" for pronunciado nos grupos GUE, GUI, QUE, QUI, leva a cen to
agudo se for tônico e trem a se for átono.
enxágüe, freqüente, freqüência, eqüidade, argúi, argúis, argúem, obliqúe, averigúe, averigúes, averigúem, obliqúes,
obliqúem, apa^igúe, apa^igúes

8a regra
Coloca-se acento nas formas verbais da terceira pessoa plural do presente do
indicativo dos verbos TER e VIR
(eles) T Ê M (eles) V Ê M

9a regra
Coloca-se acento diferencial n a s seguintes palavras:
pára (verbo) - para (preposição)
pôr (verbo) - por (preposição)
pólo(s) (subst.) - polo (contração de por + o)
póla(s) (subst.) - pola (contração de por + a)
pôlo(s) (subst.) - polo (contração de por + o)
pôla(s) (suhst.) - pola (contração de por + a)

Em vigor até 31 de dezembro de 2012. Até essa data, os dois sistemas (o a n tig o e o do Novo Acordo
Ortográfico) estarão em vigor concomitantemente.
Furasté 180 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

côa(s) (verbo) coa (contração de com + a)


pélo (verbo) pelo (contração de per + o)
pdas (verbo) pelas (contração de per + as)
péla (verbo) pela (contração de per + a)
pêlo(s) (subst.) pelo (contração de per + o)
péra(s) (subst.) pera (preposição arcaica)
pêra (subst.) pera (jpreposição arcaica)
pêro (subst.) pero (conjunção arcaica)
pôde (verto, pret.) pode (verbo, pres.)

ALGUMAS ABREVIATURAS LATINAS MUITO USADAS


E SUA TRADUÇÃO___________________________ __
A.C. - anno Christi (ano de Cristo) loc. cit. - loco citato (no lugar citado)
a.C. - ante Christi (antes de Cristo) n.b. - nota bene (note bem)
A.D. - anno domini (ano do Senhor) op. cit. - opus citatum (obra citada)
A.M. - ante meridien (antes do meio- PhD. - Philosophiae Doctor (Doutor em
dia) Filosofia)
ap. - apud (segundo, conforme) P.M. - post meridien (depois do meio-dia)
e.g. - exempli gratia (por exemplo) P.S. - post scriptum (pós-escrito)
et. al. - et alii (e outros, e outras) q.s. - quantum satis (quantidade suficiente)
etc. - et coetera (e outras coisas) sc. - scilicet (a saber, convém saber)
h.c. - honoris causa (por honra) seq. - sequentia (seguinte, o que se segue)
i.e. - id est (isto é) sic - sic (assim mesmo, é dessa forma
ib. ibid. - ibidem (no mesmo lugar) mesmo)
id. - idem (o mesmo) s.d. - sine die (sem data prevista)
in loc. - in loco (no lugar) v.g. - verbi gratia (por exemplo)

EXPRESSÕES E PRONOMES DE TRATAMENTO


O uso de E xpressões ou P ronom es de Tratam ento requer um a certa
habilidade e um certo cuidado. Eles são utilizados por um a questão de
deferimento e consideração para com o interlocutor.
1. A fim de se demonstrar mais respeito e fazer um a distinção especial,
podemos escrever o Pronome de Tratamento por extenso. Porém, apenas
para se referir ao Presidente da República ou a Chefe de Estado deve-se
usar se m p re por extenso.
Excelentíssima Senhora Presidenta da República Dilma Roussef.
2. As formas de tratamento fazem a concordância de gênero com o sex o das
pessoas a que se referem:
Vossa Excelênciafoi escolhidopara paranmfar a turma, senhor diretor.
Vossa Excelênciafo i escolhidapara paraninfar a turma, senhora diretora.
Furasté
181 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Vejamos algumas Formas de Tratamento, su a abreviatura, singular e


plural e para quem devem ser u sad as:167

EX PRESSÃ O a b r e v ia t u r a
SINGULAR PLURAL EM PREGO

Senhor Sr. Srs - Tratam ento respeitoso entre pessoas.


Senhora Sra Sras - Tratam ento respeitoso entre pessoas.
Senhorita Srta Srtas - Tratam ento dispensado para moças solteiras.
Você, vocês . ......... v - Uso coloquial, familiar, entre conhecidos ou não.
Vossa Alteza V.A ....W .AA - Para príncipes, princesas, duques e
arquiduques.
Vossa Em inência .V.Ema ..V.Emas - Para cardeais
Vossa Em inência .V.Ema ...V.Emas - Para cardeais
Reverendíssim a Rvma Rvmas.
Vossa Excelência ..V.Exa. ...V.Exas. - Para altas autoridades: Presidente e Vice-
presidente da República, Ministros de Estado,
C hefes de Gabinetes da Presidência da
República, Consultor Geral da República,
Presidente e m embros do Congresso Nacional,
Senadores e Deputados Federais,
Em baixadores, Procuradores, Oficiais Generais,
Cônsules, Governadores de Estados e do
Distrito Federal, Presidente e membros de
Assem bléias Legislativas, Deputados
Estaduais, Prefeitos Municipais, Presidente e
membros do Suprem o Tribunal Federal,
Presidente e m em bros do Tribunal Federal de
Recursos, D esem bargadores, Juizes de Direito,
Juizes do Trabalho, Juizes Eleitorais, Auditores
da Justiça Eleitoral
Vossa Excelência V.Exa. ...V.Exas. ■Para Arcebispos e Bispos
Reverendíssim a Rvma. Rvmas.
Vossa Magnificência ..V.Maga. .V.Magas. Para Reitores de Universidades
Vossa Majestade V.M. ..W .MM . Para reis, rainhas, imperadores
Vossa Reverendíssim a .V.Rvma. V.Rvmas. Para Monsenhores, Cônegos e superiores
religiosos
Vossa Senhoria V.Sa. V.Sas. Para Monsenhores, Cônegos e superiores
Reverendíssim a Rvma. Rvmas. religiosos
Vossa R everência ..V.Reva. V.Revas. Para sacerdotes, clérigos e demais religiosos
Vossa Santidade V.S. Para o Papa
Vossa Senhoria V.Sa. V.Sas. Para pessoas que ocupam cargos de relevância
e que não constam na lista do V.Exa. e,ainda,
Secretários Municipais, Funcionários de m esm a
categoria de quem escreve, C hefes de S eção
ou Departam entos, Oficiais até Coronel,
Delegados de Polícia Federal ou Estadual,
pessoas de cerimônia e profissionais liberais.

3. A concordância de pessoa é feita com a terceira pessoa do discurso,


singular ou plural, conforme sejam um ou mais interlocutores. Portanto o
pronome possessivo será sem pre de terceira pessoa:
Remetemos a V.Sa. o resultado de seupedido. (e não vosso pedido.)

12002COrdO C° m ° M m U a ld e Redação da P ^ d ê n a a da República. 2.ed. Brasília: Presidência da República,


Furasté 182 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Não se deve fazer a concordância, nem se usar o pronome vós com as


expressões de tratamento. U sa-se sempre terceira pessoa (seu /su a,
seu s/su a s):
Vossa Senhoria nomeará seu substituto ainda hoje.
4. V ossa ou Sua
Nas Expressões que contenham Vossa ou S u a , devemos empregar Vossa
quando nos dirigimos diretamente à pessoa com quem estam os falando:
Vimos convidar Vossa Excelência para comparecer à nossa formatura.
Usaremos Sua quando estivermos falando a respeito da pessoa, sobre a
pessoa, indiretamente:
Temos certeza de que Sua Excelência vai atender ao nosso convite.
5. Está abolido o u so do tratamento Digníssimo (DD) às autoridades. De
acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, “a
dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público” (sic).
6. Embora com pouco uso atualm ente, pode-se lançar mão do chamado
plural m ajestático ou plural de modéstia.
Trata-se do emprego de n ó s no lugar de e u em escritos de
responsabilidade única do autor.
Nesse caso, os adjetivos e demais palavras que acompanham ficam no
singular, fazendo o gênero de acordo com o sexo de quem utiliza o
recurso:
Ficam os sa tisfe ito pela aceitação de n osso livro.
Som os eternamente g r a ta pela homenagem a nós prestada.
Semprefic a m o s lison jeada por viajar como su a representante.

_________ PLURAL DE NOMES COMPOSTOS_________


1 - SUBSTANTIVOS
1) co m p o sto s sem hífen:
• fazem o plural como qualquer substantivo simples:
vaivém —vaivéns girassol—girassóis
pontapé—pontapés malmequer —malmequeres
2) co m p o sto s com hífen:
a) se o primeiro elemento admite plural, deve-se colocá-lo no plural; se não
admite plural, então fica no singular. Se o segundo elemento admite
plural, deve-se colocá-lo no plural; caso contrário, fica no singular.
couveflor —couvesflores bóia-fria — bóiasfrias
sexta-feira —sextas-feiras mão-boba —mãos-bobas
abaixo-assinado —abaixo-assinados ex-aluno —ex-alunos
Cuidado com verbos - eles permanecem sempre no singular,
guarda-chuva - guarda-chuvas beija-flor —beija-flores
bate-boca — bate-bocas guarda-costa—guarda-costas
Furasté 183 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

b) se o segundo elemento indicar finalidade ou sem elhança, pode-se seguir


o descrito acima ou colocar som ente o primeiro elemento no plural:
peixe-espada —peixes-espada navio-escola —navios-escola
papel-moeda —papéis-moeda banana-maçã —bananas-maçã
c) se os elementos forem ligados por preposição (clara ou subentendida)
coloca-se apenas o primeiro no plural:
pão-de-ló —pães-de-ló pôr-do-sol—pores-do-sol
água-de-colônia —águas-de-colônia pé-de-moleque —pés-de-moleque
d) se o substantivo for formado por elementos repetidos ou criados a partir
de onomatopéias, pluraliza-se apenas o último:
pega-pega —pega-pegas corre-corre —corre-corres
tico-tico - tico-ticos pisca-pisca - pisca-piscas
e) se o substantivo for formado por verbos de sentido contrário, ambos
ficam no singular:
os ganha-perde os leva-e-trat£
os leva-e-tra% os entra-e-sai

• Atenção especial deve ser dada a alguns substantivos compostos:


a) alguns já possuem o segundo vocábulo no plural:
saca-rolhas porta-luvas porta-jóias
toca-discos tira-dúvidas tira-teimas
b) alguns substantivos possuem plural de forma especial:
os louva-a-deus os arco-íris os di^que-di^
osfa^-de-conta os topa-tudo
c) permanecem invariáveis frases transformadas em substantivos:
os bumba-meu-boi os não-sei-que-diga
as maria-vai-com-as-outras os disse-me-disse

II - ADJETIVOS
• Quando o segundo elemento, isoladamente, for um adjetivo,ele vai para
o plural; se, isoladamente, não for um adjetivo, fica no singular; o
primeiro dos dois elementos fica sempre no singular.
côncavo-convexo - côncavo-convexos lítero-musical - lítero-musicais
marrom-cajé - marrom-cafê amarelo-ouro - amarelo-ouro
sócio-político - sóáo-políticos ítalo-asiático - ítalo-asiáticos
Estão incluídos na regra acima, os adjetivos com postos que possuem a
expressão cor-de-... :
cor-de-rosa cor-de abacate cor-de-cbumbo
Se a expressão cor-de-.... estiver subentendida, a regra permanece:
camisa creme (cor de creme) temo cin^a (cor de cin%a)
laranja (cor de laranja) carro pérola (cor depérola)
Furasté 184 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

- CA SO S ESPECIAIS:
a) p e rm a n e c e m in v a r iá v e is
a^ul-marinho, a^ul-celeste, furta-cor, ultravioleta, sem-par; sem-sal
b) v a ria m o s d o is e le m e n to s
surdo-mudo (surdos-mudos, surda-muda, surdas-mudas).

_____________________ C R A S E ____________________________
C R A SE é um fenômeno em que ocorre a fusão de dois sons vocálicos iguais
num só. O acento que se coloca sobre o a cham a-se acento grave e serve
para indicar que ali ocorreu um a fusão de dois sons vocálicos, uma crase.
Geralmente é a fusão de um artigo (a) com uma preposição (a), ou um
pronome (aquele, aquela, aquilo). Por essa razão, só ocorre diante de nomes
femininos.
CASO S EM QUE NÃO E X IS T E CRASE:
1. Diante de nome masculino.
O formando escreveu sua dissertação a lápis.
2 . Diante de verbo.
Ela pôs-se rapidamente a escrever tudo que lembrava.
3 . Diante de artigo indefinido.
0 médico encaminhou o doente a uma clínica especializada.
4. Diante de pronomes pessoais, demonstrativos e indefinidos.
A babá entregou ofilho a ela sem titubear.
Nunca mais voltaremosjuntos a esta cidade.
Não devo explicações a ninguém dessa sala.
5. Diante de expressões de tratam ento (exceto Senhora, Senhorita,
Madame e Dona).
Enviou circulara Sua Excelência comunicando o resultado da reunião.
Porém: Dirigiu-se à Dona Marília com todo o respeito.
Comunicou à Senhorita sua vontade de contratá-la.
Pediu à Madame Sinclair que voltasse logo.
Sempre se refere à Senhora com muita saudade.
6. Depois de preposição.
Compareceuperante a diretoria para solucionar o caso.
7. Com locuções formadas por palavras repetidas:
Ficaramface aface com o inimigo que tanto temiam.
8. Diante de palavra no plural, estando o “ a” no singular.
Dirigimo-nos a pessoas interessadas no desenvolvimento doprojeto.
9. Diante da expressão N o ssa S e n h o ra e nomes de S a n ta s .
Pedirei a Nossa Senhora que cuide de nós durante opasseio.
Furasté 185 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

CASOS EM QUE A CRASE É FACULTATIVA_______________________


1. D iante de n om e próprio fem in in o.
Mandareiflores à Marília no dia de seu aniversário.
Mandareiflores a Marília no dia de seu aniversário.
2. D iante de pronom e adjetivo p o sse ssiv o fem inino singular.
Telefonou à sua namorada para avisar do encontro.
Telefonou a sua namorada para avisar do encontro.
3. D epois de preposição ATÉ.
Voltaremos, certamente, até à tarde de domingo.
Voltaremos, certamente, até a tarde de domingo.

CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE____________________________


1. Quando se subentende a palavra que provocaria crase, a crase permanece.
Aquela senhora usou um modelo à Clodovil no casamento.
Referiu-se à produção de leite e não à de açúcar.
2. Diante da palavra casa, só haverá crase se estiver determinada.
Depois das atividades, todosforam à casa da colegaparajantar.
Depois das atividades, todosforam à casa da esquinaparajantar.
Depois das atividades, todosforam à casa amarela parajantar.
3. Diante da palavra terra não há crase quando for o oposto de bordo.
Os marinheiros desceram a terra paraja^er compras.
mas: Nasférias vou à terra de meus avós. -
(nesse caso não está significando o oposto de bordo)
4. Diante de num eral, crase apenas quando se referir a horas.
O ônibus com os lobinhos chegará às 8h e o dos escoteiros, às 9.
5. Diante da palavra d istância, crase somente se indicar distância exata.
A. barracafoi armada à distância de 50m do rio.
mas: A barracafoi armada a distância razoável do rio.
6. Crase em todas as locuções formadas por palavras femininas.
A s vezes, às escuras, realiyam-se diversas cerimônias.
A medida que o tempo passa, elafica mais elegante.
A noite. todos os gatos sãopardos.
7. Os demonstrativos àquele, àquela, àquilo são craseados sempre que
puderem ser trocados por a este, a esta . a isto, respectivamente
(o sentido da frase pode alterar, m as deve-se preservar a su a estrutura).
Dirigiu-se àquele lugar sabendo o que estavapor acontecer.
Sempre se refere àquilo com desdém.
Entregue os documentos àquela secretária que está na sala ao lado.

ALGUNS TRUQUES PARA DESCOBRIR SE EXISTE CRASE:


Para termos certeza da presença do fenômeno da crase, podemos usar
alguns truques que nos dirão se ela ocorre ou não:
Furasté 186 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

I i° t r u q u e ]
Troca-se a palavra feminina por outra que seja masculina e que tenha
sentido aproximado: se, depois da troca, surgir ao, na frente da palavra
m asculina, com certeza, existe crase na frente da feminina.
Referiram-se à excursão com orgulho. (Referiram-se ao passeio com orgulho.)
Coloque esse documento anexo àpetição. (Coloque esse documento anexo ao pedido.)

| 2° TRUQUÊI
Troca-se o a por p a r a a , na, p e la , d a . Se a troca não alterar o sentido
da frase, certamente existe crase.
Pediu à chefia autorização para acampar (Pediu para a chefia autorização para
acam par).
Elesficaram esperandojunto à barraca. (Eles ficaram esperando junto da barraca.]

| 3° TRUQUE]
Quando o a estiver na frente de um nome de lugar, u sa-se o seguinte
esquem a mental: devemos pensar no lugar em questão e imaginar que
estam os indo para lá e, depois, voltando de lá:
Quando se pensa:
• Se vou a e volto d a : crase no A. - ou seja: existe crase.
.

• Se vou a e volto d e : crase por quê? - ou seja: não existe crase.


.

Veja: O seu sonho é viajar à França e a Portugal.


Façamos o raciocínio:
Vou à França e volto da França - então, crase no A.
Vou a Portugal e volto de Portugal - então, crase por quê?

A CRASE E O PRONOME RELATIVO_______________________________


A rigor, só existe a possibilidade de crase diante dos pronomes relativos
a qual e as quais.
A pessoa à qu a l devo meus sinceros agradecimentosjá saiu.
A s jovens à s qu a is serãoprestadas as homenagensjá estão aqui.
Se houver, porém, um a palavra s u b e n te n d id a diante do relativo e essa
palavra provocaria crase, então, a crase permanecerá:
Refiro-me à menina que saiu e não à qu e voltou.
Subentende-se:
Refiro-me à menina que saiu e não à ( m enina ) que voltou.
Veja-se que, via de regra, se descobre a presença da crase quando se aplica o
primeiro dos truques vistos acima:
A pessoa à q u a l devo meus sinceros agradecimentosjá saiu.
O homem a o q u a l devo meus sinceros agradecimentosjá saiu.
A s jovens à s q u ais serãoprestadas as homenagensjá estão aqui.
Osjovens a o s quais serão prestadas as homenagensjá estão aqui.
Refiro-me à menina que saiu e não à que voltou.
Furasté 187 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

________ Refiro-me a o menino que saiu e não a o que voltou._______________________


168
ESTE / ESSE / AQUELE
♦ U sa-se ESTE:
quando se faz referência a algo que está perto do falante.
• Este livro que estou lendo é agradável.
quando se faz referência ao lugar onde se encontra o falante:
• Esta sala é muito escura.
quando se faz referência ao que está em nós:
• Este coração não vai agüentar tam anha emoção.
quando se faz referência a um momento presente ou que ainda não
passou:
• Este ano está sendo ótimo para todos nós.
quando se faz referência a algo que se vai anunciar:
• Presta atenção neste aviso: aqui não se deve fumar!
quando se faz referência àquilo de que estam os tratando:
• Tudo isto que estou dizendo já é do conhecim ento de vocês.
quando se faz referência a tempo futuro, porém próximo:
• A equipe estará de volta esta semana.
no início de um a oração sem substantivo (pode ser trocado por isto):
• Este é o nosso maior problema, amigos!
U sa-se ESSE :
quando se faz referência a algo que está longe do falante mas próximo do
ouvinte:
• Foi com essa cam isa que estás vestindo que saíste ontem?
quando se faz referência ao lugar em que o ouvinte está ou àquilo que o
cerca fisicamente:
• Esse apartamento é muito quente.
quando se faz referência a algo que está na outra pessoa:
• Esse coração de pedra não se importa com nada mesmo.
quando se faz referência a um tempo futuro, porém distante ou a algo de
que queremos distância:
• Você vai se lembrar de mim. Esse dia será triste demais para você.
quando se faz referência a algo que foi mencionado por outra pessoa:
• O que você quis dizer com isso ?
quando se faz referência a um tempo passado, m as ainda próximo:
• Essa noite, sonhei com você.
quando se faz referência a um tempo passado já distante:
• Aí, então, ele disse que me amava: nunca mais essa noite me saiu
Sempre que nos referirmos aos pronomes ESTE, ESSE, AQUELE, entenda-se que o mesmo vale para as suas
variantes ESTA, ESSA AQUELA e ISTO, ISSO e AQUILO.
Furasté 188 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

da lembrança.
8) quando se faz referência ao que já se mencionou:
• Aqui não se deve fumar. E sse aviso deve ser obedecido por todos.
9) para dar ênfase ou destaque a algo já mencionado.
• Todos os escoteiros estavam felizes, m as Renata, e ssa era pura
tristeza.
♦ U sa-se AQUELE :
1) quando se faz referência a algo que está distante do falante e do ouvinte.
• A quele morro é onde acamparemos amanhã.
2) quando se faz referência a um tempo passado ou futuro, remoto ou
longínquo.
• Oito anos atrás fomos a Salvador. A quelas foram nossas melhores
férias.

USO DO H Í F E N
I - C onform e as regras an teriores ao Acordo O rtográfico
1. USO DO HÍFEN COM PALAVRAS:
a) Em palavras co m p o sta s cujos elementos conservam sua estrutura e
acentuação, formando, porém, um todo único e significativamente distinto.______
quarta-feira sempre-viva couve-flor salário-família
arco-íris copo-de-leite pára-choque pão-duro
banho-maria guarda-pó amor-perfeito meio-dia
pão-de-ló navio-fantasma pisca-pisca decreto-lei
tico-tico boa-noite mula-sem-cabeça pombo-correio
arranha-céu mil-folhas médico-cirúrgico bate-boca
pára-quedas vira-lata quebra-cabeça porta-voz
obra-prima água-de-colônia fruta-pão abaixo-assinado
pombo-correio licença-prêmio padre-nosso navio-escola

Porém, existem as exceções:


aguarrás mandachuva bancarrota passatempo
clarabóia pontapé girassol vaivém
madressilva malsofrido rodapé cantochão
viravolta malmequer madrepérola sobremesa

b) Nos ad jetivos com p ostos.


à-toa sem-vergonha afro-descendente
luso-brasileiro greco-romano latino-americano
porto-alegrense sul-rio-grandense belo-horizontino
santa-mariense são-joanense juiz-forense
histórico-geográfico norte-rio-g ra ndense norte-americano
rio-grandino campo-novense campo-altense
médico-cirúrgico sino-soviético verbo-nominal
sócio-político técnico-científico infanto-juvenil
Furasté 189 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

c) Em palavras formadas com os sufixos -AÇU , -GUAÇU e - MIRIM cujo


elemento anterior termina por sílaba acentuada ou nasal.
capim-açu andá-açu maracana-guaçu
sabiá-guaçu capim-mirim anajá-mirim
araçá-mirim araçá-guaçu maracujá-açu
tamanduá-mirim paraná-mirim açaí-mirim

d) Em palavras compostas cujo segundo elemento é o adjetivo -GERAL._____


diretor-geral contador-geral ouvidor-geral
coordenadoria-geral secretaria-geral contadoria-geral

e) Em n o m es próprios transformados em com uns.


santo-antônio (coiuna) dom-joão (desleixado) don-juan (conquistador)
rui-barbosa (sábio) sancho-pança (gordo) maria-branca (cachaça)

jogo Brasil - França torneio Rio-São Paulo

h) Em expressões formadas com a palavra não, desde que ela não seja advérbio
mas apenas um prefixo de negação.
nao-agressao não-alinhado não-violência
não-ser não-eu não-engajado

2. O HÍFEN COM PREFIXOS:


a) Prefixos que ja m a is aceitam hífen:
aero, agro, ambi, anfi, audio, bi, bio, cardio, cis, eletro, entre, físio, foto,
gastro, geo, hemi, hepta, hexa, hetero, hidro, hipo, homo, intro, justa,
macro, maxi, micro, mini, mono, multi, neuro, oni, para, penta, poli, pos,
pre, pro, psico, quadri, re, retro, tele, termo, tetra, trans, tri, turbo, uni, zoo
aeroporto, aeronave, agropecuária,agroindústria,ambidestro, ambivalente,
anfiteatro,anfíbio, audiovisual, audiometria,bicampeão, bicéfalo,
biodegradável, biodinâmico, cardiovascular, cardiopatia, cisandino, cisatlântico,
eletromagnetismo, eletroacústico, entremanhã, entrecruzar, fisiográfico,
fisioterapia, fotominiatura, fotossensível, gastrovascular, gastroclínica,
geoquímica, geomagnético, hemicírculo, hemilabial, heptacampeão,
heptapétala, hexaciclo, hexassílabo, heterossexual, heterogamia, hidroavião,
hidrocele, hipocondríaco, hipodérmico, homossexual, homocíclico, introvertido,
introjetar, justaposição, justafluvial, macrobiótico, macroeconomia, maxissaia,
maxidesvalorização, microcéfalo,microacústico, minissaia, minivestido,
monobloco, monocilíndrico, multipartição, multiforme, neuroparalítico,
neurocirurgia, onipresença, onipotente, paramédico, paradidático,
pentacampeão, pentassílabo, politraumatismo, policultura, poscefálico,
posfácio,premonição, premeditar, procriação, prolongar, psicografia,
psicodrama, quadrimotor, quadrivelocidade, remastigação, renascer,
retroescavadeira, retroceder, televisão, teleamigo, termometria, termoelétrico,
Furasté 190 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico

tetracampeonato, tetraedro, transfigurar, transamazônico, tridimensional,


tricelular, turboélice, turbopropulsor, unicelular, unilateral, zoofilia, zooquímico

b) Prefixos que sem pre exigem hífen:


além, aquém, bem, ex(cessar), grão(grã), pára, pós, pré, pró, recém, sem, sota(o),
vice _______________________________________________ ___________________
além-mar, além-túmulo, aquém-montes, aquém-mar, bem-vindo, bem-dotado,
ex-diretor, ex-prefeito, grão-vizir, grão-mestre, grã-fino, grã-duquesa, pára-quedas,
pára-raios, pós-datar, pós-graduação, pré-vestibular, pré-fabricado, pró-construção,
pró-candidatura, recém-nascido, recém-chegado, sem-vergonha, sem-cerimônia,
soto-capitão, soto-ministro, vice-diretor, vice-presidente

Porém, não possuem hífen:


bendizer, bendito, benfeitor, benfeitoria, sensabor, sotopor, sotavento

c) A maioria dos prefixos exige hífen apenas em a lg u n s casos:_____________


Com os prefixos que estão no quadro abaixo, poderá haver hífen
quando a palavra seguinte iniciar por Vogal, S, H, R ou B.

Veja o quadro - quando se diz SIM é porque existe hífen. Quando se


diz NÃO, é porque não se deve colocar o hífen.

Se a palavra seguinte iniciar por qualquer outra letra, NÃO há hífen;


e, quando não há hífen, escreve-se tudo junto.

PREFIXOS Vogal s H R B
auto, contra, extra,
intra, infra, neo, proto,
pseudo, semi, supra, SIM SIM SIM SIM NÃO
ultra
arqui, ante, anti, sobre NÃOSIM SIM SIM NÃO
super, hiper, inter NÃO NÃO SIM SIM NÃO
ab, ad, ob, sob NÃO NÃO NÃO SIM NÃO
sub NÃO NÃO NÃO SIM SIM
circum, mal, pan SIM NÃO SIM NÃO NÃO
Exceções: extraordinário, sobressaltar, sobressalto, sobressair, sobressalente

Exemplos:
auto-análise, auto-suficiente, contra-ordem, contra-regra, extra-humano,
extra-oficial, intra-ocular, intra-setorial, infra-assinado, infra-social,
neo-expressionismo, neo-realista, proto-história, proto-sulfeto, pseudo-
sábio, pseudo-herói, semi-selvagem, semi-analfabeto, supra-sumo, supra-
hepático, ultra-sensível, ultra-humano, arqui-secular, arqui-rabino, ante-
republicano, ante-socrático, anti-semita, anti-higiênico, sobre-saia,
Furasté 191 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

sobre-humano, super-resistente, super-homem, hiper-resistente,


hiper-honesto, inter-racial, inter-hemisférico, ab-rogar, ab-reação, ad-renal,
ad-rogar, sob-roda, sub-rogar, sub-base, circum-ambiente, circum-
adjacente, mal-humorado, mal-educado, mal-afamado, mal-acabado,
mal-estar, pan-americano, pan-helenismo.

Porém:
autobiografia, contracultura, extraterreno, infravermelho, semideus,
protomártir, neolatino, antevéspera, sobrecarta, subsolo, subumano,
sualimentado, malfeito, malcriado, subchefe, autoestrada, contraveneno,
supranatural, ultracurto, interglacial, arquiinimigo, antiinflacionário,
arqudiocese, sobrecasaca, extraterreno, anteontem, hipertensão, intersexual,
neoclássico, pseudolíder, hipersensibilidade, interestadual, sobreaviso,
pansexualismo, subtropical, malservido, malfeito, suboficial, sudelegado,
protocélula, pseudopolítico.

169
II - Conform e as novas regras do Acordo Ortográfico

1. USAMOS O HÍFEN:
a) Em p a la v r a s c o m p o sta s cujos elementos conservam sua estrutura e
acentuação, formando, porém, um todo único e significativamente distinto.
alto-falante sempre-viva couve-flor salário-família
arco-íris copo-de-leite pára-choque pão-duro
banho-m aria guarda-pó amor-perfeito tio-avô
pão-de-ló navio-fantasma pisca-pisca decreto-lei
tico-tico boa-noite mula- sem-cabeça pombo-correio
arranha-céu mil-folhas médico-cirúrgico bate-boca
quebra-gelo vira-lata quebra-cabeça porta-voz
obra-prima água-de-colônia fruta-pão abaixo-assinado
pombo-correio licença-prêmio padre-nosso navio-escola
• Porém devemos ter muito cuidado com aleum as palavras que perderam a
nocão de composicão:
aguarrás mandachuva bancarrota passatempo
clarabóia pontapé girassol vaivém
madressilva aguardente rodapé cantochão
viravolta fidalgo vinagre petróleo
sobremesa malmequer malsofrido madrepérola
bendito malsoante malcriado maldito
paraquedas sobremaneira malvisto bendizer
b) Em a d je tiv o s c o m p o sto s.
à-toa sem-vergonha côncavo-convexo histórico-geográfico
luso-brasileiro greco-romano latino-americano semi-selvagem
porto-alegrense sul-rio-grandense belo-horizontino surdo-mudo
santa-m ariense juiz-forense infanto-juvenil lítero-musical
norte-rio-grandense norte-americano mal-educado belgo-mineiro
médico-cirúrgico sino-soviético verbo-nominal afro-brasileiro

169 De conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em Lisboa, em 12 de outubro
de 1990, em vigor desde Io de janeiro de 2009.
Furasté
192 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico

c) Em palavras fo rm adas com os sufbcos -a ç u , -g u a çu e -m irim cujo


— e antenorten n in a por sílaba acentuada ou nasal.
S E S u • maracanã-guaçu
s v capim-mmm anajá-mirim
araça-m inm
araçá-guaçu m aracujá-açu
tam anduá-m irim paraná-mirim açai-mirim
• Então não se u sa hífen em 1
cajumirim ’ jiboiaçu Mojimirim

.41 Quando o segundo elemento é o adjetivo g e r a l ou o sufixo -m or


diretor-geral • contador-geral
contador-geral ouvidor-ee
ouvidor-geral
alcaide-morn a ' geral secretaria-geral contadoria-geral
escntor-m or altar-mor
e) Em n o m e s p r ó p r io s transformados em comuns
h l - f ° ^ Una) dom-joão (desleixado) don-juan (conquistador)
(sabio) sancho-pança (gordo) m aria-branca (cachaça)

f) Para indicar o p o siç ã o , p a r a le lix m n ou s im e tr ia de idéias.


jogo Brasil França torneio Rio-São Paulo dupla Gre-Nal
re açao pro essor aluno acordo Brasil-França convênio Empresa-Escola
g) Para indicar os dias da semana.
segunda-feirã ^Fça-feira sexta-feira
h) Em expressões form adas com a palavra n ã o , desde que ela não seja
odverbio mas apenas um prefixo de negação.
nao agressao não-alinhado não-violência
nao-ser „- „ . ,
nao-eu nao-engajado

^ ^ n a U d a d e ^ V° S C° mpostos’ segundo elemento indica fo r m a , tip o ,


banana-m açã turma-piloto navio-escola
menino prodígio escola-modelo sam ba-canção

j) Em compostos de dois ou mais verbos:


corre-corre
ruge-ruge suga-suga
puxa-puxa treme-treme quero-quero
1) Com os pronom esoblíquos, se p a ra n d o -o s dos verbos:
diga me chamá-lo-ás
vende-se dir-te-ei
ponha-o di-lo-ias

m) Na. tr a n s lin e a ç ã o ou na partição silábica d as palavras:


sub-li-nhar cor-res-pon-den-te as-sim
co-la-bo-ra-dor felds-pa-to su-bu-m a-no

n) Em expressões substantivadas que formam todo único:


m an a vai com as-outras pau-para-toda-obra
chove-nao-molha ,.
dia-a-dia d ^-que-d^.que
M- „ bem-me-quer
Nao-me-Toque
H j ,
deus-nos-acuda
Furasté 193 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

2. O HÍFEN COM PREFIXOS:


Com as normas em vigor pela nova ortografia, as palavras com prefixos
passam a ter as seguintes configurações:
a) Prefixos que s e m p r e exigem hífen:
além, aquém, bem, ex(cessar), grão, grã, pós, pré, pró, recém, sem, sota,
soto, vice, vizo_________________________________________________________
além-mar, além-túmulo, aquém-montes, aquém-mar, bem-vindo, bem-dotado,
ex-diretor, ex-prefeito, grão-vizir, grão-mestre, grã-fino, grã-duquesa, pós-datar,
pós-graduação, pré-vestibular, pré-fabricado, pró-construção, pró-candidatura,
recém-nascido, recém-chegado, sem-vergonha, sem-cerimônia, soto-capitão, soto-
ministro, sota-vento, sota-piloto, vice-diretor, vice-presidente

• Porém, não possuem hífen:


Alentejo, bendizer, bendito, benfeitor, benfeitoria, sensabor, sotopor, sotavento,
predisposto, preestabelecer, posfácio, pospor, posposição, postônico, predefinir,
procônsul, prem aturo, propagar, progenitor, propor, pressentir, preconceber, posfácio

b) Os prefixos c iic u in e p an exigem hífen apenas quando o segundo elemento iniciar por
vogal, h, m ou n.
circum-adjacente circum-hospitalar circum-mundial
circum-navegação pan-africanismo pan-helênico
pan-mágica pan negritude pan-americano

c) Oj prefixos super, hiper e inter exigem hífen quando a palavra seguinte iniciar
por r oupor h
super-homem hiper-requintado inter-racial
super-revista hiper-resistente inter-relacionar

»Porém, não possuem hífen:


superestim ar supercampeao superaquecer superalimentação
superoxidar superpor superfeliz superestrutura
hipercrise hipermercado hipersaturado hipersensível
interarticular interestadual interoceânico interocular
intersindical intersociedades interurbano interseccional

c) Oprefixo c o exige hífen apenas quando o segundo elemento iniciarpor h.


co-habitar co-habitação co-herdar co-herdeiro

• Porém:
coeducação, coobrigar, coocupante, cooperar, cosseno, cossecante, coautor

c) Com os demais prefixos (ou falsos prefixos) haverá hífen apenas quando a últim a letia
prefixo fo r a m esm a vogal inicial do elemento seguinte ou h:

anti-inflação, anti-inflamatório, anti-incêndio, contra-almirante, contra-ataque, micro­


ondas, micro-ônibus, auto-observação, infra-assinado, contra-atacar, semi-intemo,
ultra-adequado, arqui-inimigo, rádio-ouvinte, extra-hum ano, sub-habitação, auto-
hipnose, macro-histórico, ultra-aquecido, auto-análise, supra-hepático, pseudo-herói,
ultra-hum ano, anti-higiênico, sobre-humano, super-homem, hiper-honesto, inter-
hemisférico, sub-hum ano, neo-helênico, anti-histórico, neo-humanismo, geo-história,
sub-hepático...
Furasté 194 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

- Porém:
autos suficiente, contraordem, contraregra, extraoficial, intraocular, intrassetorio •
infrassocial, neoexpressionismo, neorrealista, protossulfeto, pseudossábio,
semisselvagem, semianalfabeto, suprassum o, ultrassensível, arquissecular,
arquirrabino, anterrepublicano, antessocrático, antissem ita, sobressaia,
superrcsistente, hiperresistente, interracial, abrogar, abreação, adrenal, adrogar,
sobroda, subrogar, ambivalente, anfiteatro, anfíbio, audiovisual, audiometria,
bicampeão, bicéfalo, biodegradável, biodinâmico, cardiovascular, cardiopatia,
cisandino, cisatlântico, fotominiatura, fotossensível, gastrovascular, gastroclínica,
geoquímica, geomagnético, hemicírculo, hemilabial, heptacampeão, heptapétala,
hexaciclo, hexassílabo, heterossexual, heterogamia, hidroavião, hidrocele,
hipocondríaco, hipodérmico, homossexual, homocíclico, introvertido, introjetar,
justaposição, justafluvial, macrobiótico, macroeconomia, maxissaia,
maxidesvalorização, microcéfalo, microacústico, minissaia, minivestido, monobloco,
monocilíndrico, multipartição, multiforme, neuroparalítico, neurocirurgia,
onipresença, onipotente, paramédico, paradidático, pentacampeão, pentassílabo,
politraumatismo, policultura, poscefálico, posfácio, premonição, premeditar,
procriação, prolongar, psicografia, psicodrama, quadrimotor, quadrivelocidade,
remastigação, renascer, retroescavadeira, retroceder, televisão, teleamigo,
termometria, termoelétrico, tetracampeonato, tetraedro, transfigurar, transamazônico,
tridimensional, tricelular, turboélice, turbopropulsor, unicelular, unilateral, zoofilia,
zooquímico, autobiografia, autopeça, contracultura, extraterreno, intram uscular,
infravermelho, semideus, protomártir, neolatino, antevéspera, sobrecarta, subsolo,
subalimentado, malfeito, malcriado, subchefe, sobrecasaca, extraterreno, anteontem,
hipertensão, neoclássico, pseudolíder, hipersensibilidade, interestadual, sobreaviso,
pansexualismo, subtropical, panteísmo, protocélula, pseudopolítico...

• ATENÇÃO: É preciso ter cuidado com a m udança de significado existente


em algum as expressões com hífen e suas sem elhantes sem hífen:________
à to a = sem rumo, sem destino à -to a = frívolo, irrefletido
b e ijo d e m o ç a = beijo dado por moça b e ijo - d e - m o ç a = bala feita com ovos
b o c a a b e r t a = boca que não está fechada b o c a - a b e r t a = palerma, arvoado
c a b e ç a d u r a = cabeça resistente, forte c a b e ç a - d u r a = pessoa teimosa
c a s c a g r o s s a = casca áspera, espessa c a s c a - g r o s s a = pessoa mal-educada
c o is a f e i t a = algo pronto c o is a - f e it a = bruxaria, feitiçaria
c o p o d e le it e = copo com leite c o p o - d e - le it e = a flor
d e d o d u r o = dedo endurecido d e d o - d u r o = alcagüete, traidor, delator
d e n t e d e le it e = dente da primeira d e n t e - d e - le it e = jogador de futebol muito
dentição jovem
d i a a d i a = diariamente, dia após dia d i a - a - d i a = a rotina diária, o cotidiano
f i m d e s e m a n a = o término de um a f im - d e - s e m a n a = os dois últimos dias da
sem ana sem ana
m ã o a b e r t a = mão que se abriu, m ã o - a b e r t a = pessoa generosa
espalmada
m e io d i a = metade do dia m e io - d ia = às 12 horas
p ã o d u r o = pão endurecido p ã o -d u ro = sovina, mão fechada
p é d e a t l e t a = pé de um atleta, um p é - d e - a t le t a = micose nos pés
esportista
p é d e m o le q u e = pé de menino p é - d e - m o le q u e = rapadurinha com
amendoim
ra b o d e a r r a ia = rabo do peixe (arraia) r a b o - d e - a r r a i a = golpe no jogo de capoeira
r a b o d e g a lo = rabo que tem o galo r a b o - d e - g a lo = tipo de aperitivo
sem f i m = que não tem fim, interminável s e m - f im = espaço ilimitado; peça de carro
sem s a l = sem o uso de sal s e m - s a l = insosso, sem graça, insípido
sem v e r g o n h a = sem timidez, sem s e m - v e r g o n h a = que não tem vergonha,
acanham ento sem pudor '
Furasté 195 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS
Queiramos ou não, a correta grafia das palavras, nós só a conseguiremos aprender depois
de muito treino já que nossa língua apresenta um a série de situações que, devemos
reconhecer, são delicadas. Porém, com m uita leitura e exercício constantes e, ainda, com o
auxílio de alguns lem bretes, consegue-se gravar bem a grafia das palavras. Claro que é
im p r e s c in d í v e l o hábito de consultar constantemente um bom dicionário ou um
vocabulário ortográfico.

1. USO do H
• Emprega-se o H em algumas interjeições:
oh!, ah!, bah! ih! hum! hem? hâ?
• Emprega-se o H quando a etimologia (origem da palavra) ou a tradição
escrita do nosso idioma assim determina.
hábil higiene honesto hiato haver humor
hora hálito hesitar hífen hélice hera
• No interior dos vocábulos não se usa H, exceto:
a) quando ele faz parte dos dígrafos CH, LH, NH.
fecho, banha, bolha, folha, macho, rainha, chuva, picanha, palhaço
b) nos com postos em que o segundo elemento iniciado com H une-se ao
primeiro por hífen.
pré-história, anti-higiênico, super-homem
mal-humorado, pseudo-herói, sobre-humano
• Nos compostos sem hífen, elimina-se o H do segundo elemento,
desabitado, reaver, desonra, inábil,
subabitação, desonesto, desumano, inumano
• Por tradição, grafa-se com H o nome do Estado: Bahia.
Já as palavras daí derivadas, escrevem-se sem o H:
baiano, baianismo baianidade
Da m esm a forma o acidente geográfico:
Baía de Todos os Santos, Baía da G uanabara
• Em algumas marcas registradas e nomes fantasia:
Brahma, Bohemia

2. Uso do S_____________________________________________________________
• Emprega-se a letra S nos adjetivos terminados pelos sufixos -o so /-o sa
indicadores de abundância, estado pleno.
cheiroso, meloso, formosa, gostosa, dengosa, horroroso
• Emprega-se a letra S nos sufixos -ês, -esa, -isa, indicadores de origem,
título de nobreza ou profissão.
francês, camponesa, milanês, marquês,
duquesa, princesa, poetisa canonisa
• Emprega-se a letra S depois de ditongos.
coisa, faisão, causo, mausoléu,
maisena, Neusa, causa, lousa
• Emprega-se a letra S nas formas dos verbos pôr e querer.
pus quis quiser quisesse quiserdes quiseram puser pusesse
Furasté 196 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

• Emprega-se a letra S nas formas derivadas cujas primitivas tenham ND


no radical:
expandir - expansão, expansivo suspender - suspensão, suspensório
ascender - ascensão, ascensorista, distender - distensão
ascensional pretender - pretensão,pretensioso
• Emprega-se a letra S nas formas derivadas de verbos cujos radicais
possuam RG ou RT:
imergir - imersão inverter - inversão
submergir - submersão divertir - diversão
converter - conversão aspergir - aspersão
• Emprega-se a letra S nas formas derivadas cujas primitivas tenham
PEL, CORR ou SENT no radical:
expelir - expulsão, expulso impelir - impulsão, impulso, impulsivo
discorrer - discurso, discursivo, discursar incorrer - incurso, incursão
sentir - senso, sensível, sensato repelir - repulsivo, repulsão
• Emprega-se a letra S nos grupos IST e UST.
misto, mistura, Calisto, justapor, justiça, pista
• Emprega-se a letra S nas derivadas cujas primitivas já possuam S:
análise - analisar divisa - div/sar liso -alisar piso -pisar
friso - jrisar pesquisa -pesquisar bis - bisar aviso- avisar

3. Uso de SS
• Emprega-se a letra SS nas formas derivadas de verbos cujos radicais
possuam CED, GRED, PRIM, TIR ou METER:
ceder - cessão reprimir - repressão, repressor
agredir - agressão oprimir - opressão, opressor
imprimir - impressão remeter - remissão, remessa
aceder - acessão, acesso interceder - intercessão
admitir - admissão conceder - concessão
• Emprega-se a letra SS em palavras formadas por um prefixo terminado em
vogal e um vocábulo iniciado por S (dobra-se esse S):
re + saltar - ressaltar a + segurar - assegurar
bi + semanal -bissemanal pre+ supor -pressupor
• Emprega-se a letra SS no sufixo indicativo de aumentativo:
riquíssimo, gravíssimo, boníssimo amicíssimo

4. Uso de Ç ______________________________________________________
• Verbos grafados com TER originam substantivos grafados com TENÇÃO:
abster - abstenção ater - atenção
conter - contenção deter - detenção
• Usa-se Ç em palavras que se relacionem com outras escritas com T:
isento - isenção atento- atenção
ereto - ereção canto - canção
• U sa-se a letra Ç nos sufixos AÇA, AÇO, AÇÃO, IÇA, IÇO, NÇA, UÇA, UÇO:
ricaço, barcaça, armação, mormaço, marcação, carniça,
cavalariça, maáço, caniço, criança, dentuça, dentuço
Furasté 199 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

• Usa-se a letra Ç em palavras de origem árabe, tupi, africana ou exótica:


açucena, almaço, camurça, caçula,
moçoró paçoca, Juçara, araçá,
• U sa-se a letra Ç depois de ditongos:
arcabouço, caução, calabouço, rejeição, beiço, jeição

5. Uso do Z_________________________________
• Emprega-se a letra Z nos sufixos -ez / -eza, formadores de substantivos
abstratos a partir de adjetivos.
insensato - insensatez mesquinho - mesquinhez
magro -magreza grande -grandeza
• Emprega-se a letra Z no sufixo -izar, formador de verbo.
canal - canalizar hospital - hospitalizar atual - atualizar visual - visualizar

6. Uso de G / J
• Emprega-se a letra G nas terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.
pedágio, colégio, litígio, relógio, subterfúgio
• Emprega-se a letra G nos substantivos terminados em -gem:
(exceção feita a pajem , lajem e labujem .)
vertigem, coragem, aragem, margem, garagem
OBS. O substantivo viagem se escreve com G, m as viajem (terceira
pessoa plural do presente do subjuntivo do verbo viajar) escreve-se com J.
• Emprega-se a letra J em palavras de origem indígena e africana.
pajé, canjica, jibóia, jirau
Sergipe é um a exceção.

7. Uso de X / C H
• Depois de ditongo normalmente se emprega X.
ameixa, caixa, eixo, faixa, jeixe
• Depois do sílaba inicial en- emprega-se X.
enxame, enxoval, enxada, enxaqueca
Cuide: Os verbos encher, encharcar e derivados escrevem-se com CH.
• Depois do sílaba m e- emprega-se X.
mexer, mexilhão, mexicano, mexerico, mexerica.
Porém m ech a e derivados escrevem-se com ch.
• Palavras de origem indígena e africana são grafadas com X.
xangô, xará, xavante, xingar, xique-xique.
• Palavras do inglês aportuguesadas trocam o SH original por X.
xampu (de shampoo,), xerife (de sheriff).

8. Uso de E / I
• Os verbos terminados em -UAR e -OAR escrevem-se com E nas formas do
presente do subjuntivo.
continuar - continues - continue abençoar - abençoes - abençoe
• Os verbos terminados em -UIR, -AIR e -OER escrevem -se com I, na 2 a e na
3 a pessoa do singular do Presente do Indicativo.
Furasté 200 Norm as Técnicas para o Trabalho Científico

possuir - possuis - possui; retribuir - retribuis - retribui; roer - róis - rói


cair - cais —cai; sair —sais —sai moer —móis - mói

9. Uso dos su fix o s -INHO / -ZINHO_______


Para formar o grau diminutivo com esses sufixos, você deve considerar
a terminação da palavra primitiva. Se a palavra primitiva terminar em S ou
Z, basta acrescentar o sufixo -inho(a). Se ela apresentar outra terminação,
acrescente o sufixo -zinho(a).
lápis + inho lapisinho
raiz + inha rai^nha
papel + zinho = papelinho
pai + zinho = pai^inho

10. Form as varian tes____________________________


Há palavras que podem se grafadas de duas maneiras, ambas aceitas pela
norma culta:
acrobata — acrobata cota = quota
aluguel — aluguer cotidiano = quotidiano
aluguéis — alugueres hieróglifo hieróglifo
assoalho — soalho Oceânia ~ Oceania
assobiar — assomar seção = secção
cãibra — câimbra sóror soror
catorze — quatorze xérox xerox
^ângão — Zangão réptil — reptil
coáente — quociente projétil = projétil

_________ S E P A R A Ç Ã O S I L Á B I C A _________
A separação silábica das palavras deve ser feita baseada na pronúncia
de cada um a de su as sílabas sem levar em conta os elementos que entram
na sua composição.
1. Nunca devem ser separados os dígrafos LH, NH, CH, QU, GU:
mi-lho, pa-lha, fa-ri-nha, ca-ri-nho, a-cha-do,
en-chen-te, quei-ji-nho,fo-guei-ra, pe-guei
2. Não se devem separar d iton gos e tritongos:
can-tei-ro, mui-to,pau-ta, trei-no, so-cie-da-de, i-guais,
cau-sa, de-si-guais, sa-guão, a-ve-ri-guou, em-xá-güem
Observação: As terminações IA, EA, IE, IO, OA, UA, EU, EO, UO cu,jH
sílaba anterior é tônica, podem ser pronunciados, ora c m i i u i
DITONGOS, ora como HIATOS, porém, na escrita, não drvriu
separados:
his-tó-ria, á-lea, sé-rie, pá-tio, nó-doa, á-gua, tê-nue, ní-veo, vá-cuo
3. Os h ia to s são sempre separados:
ga-ú-cho, pes-so-a, gra-ú-âo, sa-í-da, vo-ar, le-em, ál-co-ol, in-jlu-ir; vo-o,
en-jo-o, ra-i-nha, Sa-a-ra, zp-o-ló-gi-co, ví-a-mos3 mo-i-nho, etijo-ar
Furasté 201 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

4. Toda co n so a n te seguida de vogal fica com essa vogal e toda con so a n te


não seguid a de vogal, permanece com a vogal anterior.
su-bes-ti-mar, su-ben-ten-di-do, di-sen-te-ri-a, bi-sa-vó, ci-sal-pi-no, op-tar,
nas-ã-men-to, cor-rer, ac-ne, pas-sar, am-né-sia, felds-pa-to, fic-ção, af-ta,
oc-á-pi-tal, op-ta-ti-vo, as-sas-si-no, trans-mi-grar, con-vic-ção, ét-ni-co,
in-ters-tí-cio, pers-pi-ca^ de-si-lu-são, tran-sa-ma-%ô-ni-ca, nup-áal
Porém - Não devem ser separados os grupos consonânticos formados por
CONSOANTE seguida de R ou de L:
li-vro, abs-trato, re-fle-tir, a-fri-ca-no, nu-bla-do, a-tle-ta, mons-tro,
pa-tro-la, en-gra-ça-do, de-cre-to, a-pro-var, de-cla-rar, a-fri-ca-no,
ads-cre-ver, subs-cre-ver, ins-cri-ção, lus-tre, abs-tra-ção
Existem alguns, entretanto, que se separam:
ab-rup-to, sub-li-nhar, sub-la-cus-tre, ab-le-ga-ção, ad-li-gar,
sub-lin-gual, sub-lo-bu-la-do, sub-lo-car, sub-lu-nar, ab-ro-gar
5. Toda sem ivogal que estiver no m eio de duas vogais permanece com a
vogal anterior:
ta-moi-o, sai-o-te, i-dei-a, pas-sei-o,joi-a, cen-tei-o, coi-o-te, ba-lai-o

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
Quando passam os de um a linha para a outra (chama-se de tra n slin e a ç ã o ),
devemos ter certos cuidados. Não se caracterizam como erros propriamente
ditos, m as concorrem para a elegância ou deselegância do escrever.
São esses os cuidados:
a) Deve-se evitar que vogais fiquem Isoladas, na linha de cima ou na de baixo:
i-/deia a-/gpsto mai-/o joi-/a
b) Cuidar para não formar dementas ridículos ou obscenos:
es-/ teta, dele-/ gado, cô-/mico, cara-/ cu, após-/tolo, com-/bustão
c) Se a translineação coincidir com o hífen de uma palavra composta,
DEVE-SE repetir o hífen na linha seguinte para evitar dúvidas:
mal-/ -estar, sexta-/-feira, matéria-/-prima

POR QUE / POR QUÊ / PORQUÊ / PORQUE


1. POR QUE - separado e sem acento, em três situações:
a) quando pudermos trocá-lo por um a expressão em que apareça a palavra
qual ou q u a is:
• Esta é a razão por que não te quero mais.
(Esta é a razão PELA QUAL não te quero mais.)
b) quando pudermos trocá-lo pela expressão por que m otivo:
• Ainda não sei p o r que ela me deixou.
(Ainda não sei POR QUE MOTIVO ela me deixou.
Furasté 202 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

c) em frases interrogativas, diretas ou indiretas:


• Quero saber por que não vieste à aula ontem.
• Por que não queres m ais jogar?
2. POR QUÊ - separado e com acento:
Sempre que estiver no final da frase.
• Ela me deixou sem explicar po r quê.
3 . PORQUÊ - ju n to e com acento:
Sempre que se tratar de um substantivo.
• Esse é o porquê mais fácil.
4 . PORQUE - ju n to e sem acento:
Em todos os outros casos.
• Voltei porque te amo.
• Fecha a janela, porque está fazendo muito frio.
• Só voltei porque insistiram para que eu voltasse.
• Não irei com vocês porque m eu dinheiro acabou.

USO DA VÍRGULA E DO PONTO-E-VÍRGULA


* A VÍRGULA É USADA:_______________________________________________
1. P a ra is o la r o a p o sto e o v o c a tiv o :
Nós, escoteiros, acampamos no Parque Centenário.
Permaneçam, escoteiros, sempre alerta para servir o melhor possível.
2. P a ra se p a r a r te rm o s d e m e sm a fu n ç ã o s in tá tic a :
Cordas, machadinho, cantil e facão fazem parte de nosso material.
Gilberto, Eduardo, Gustavo, Ricardo, Helena e Elisa são irmãos.
3. P a ra s e p a r a r o a d ju n to a d v e rb ia l d e slo c a d o :
No sábado, houve um encontro de todas as patrulhas.
Os pioneiros foram, no m ês passado, acampar com a turma toda.
4. Q ua n d o h o u v e r a su p r e ss ã o in te n c io n a l d o verbo:
Nós acamparemos aqui nesse campo; vocês, naquele.
5. P a ra s e p a r a r c o n ju n ç õ e s c o n c lu siv a s ou a d v e r s a tiv a s d e slo c a d a s :
O campo estava molhado; não estava, contudo, impraticável para o jogo.
Todos foram acampar; eu, porém, precisei ficar na sede.
6. P a ra s e p a r a r p a la v r a s ou e x p re ss õ e s r e tific a tiv a s o u e x p lic a tiv a s :
Todos os elementos, isto é, os que estavam presentes, concordaram.
Os escoteiros, ou melhor, os noviços do grupo, ficaram de fora.
7. P a ra s e p a r a r o ra ç õ e s c o o rd e n a d a s:
Penso, logo existo.
Furasté 203 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Viajamos sozinhos, acampamos com os observadores, colhemos muitos


objetos para o trabalho e voltamos novamente sozinhos.
A te n ç ã o : Não devem ser separadas por vírgula as orações coordenadas
iniciadas por e que possuam o mesmo sujeito:
Gilberto saiu mais cedo e ficou cuidando dos novatos.
8. P a ra s e p a r a r o ra ç õ e s a d v e r b ia is c o lo c a d a s a n te s d a p r in c ip a l:
Quando a chefia chegou, encontrou a sede completamente limpa.
Conforme o que explicou o monitor, a barraca foi muito bem armada.
A tenção: Se a oração adverbial estiver depois da principal, a vírgula torna-se
opcional, exceto nas comparativas, conformativas e as proporcionais.
9. P a ra s e p a r a r o ra ç õ e s in te r c a la d a s :
O presidente recomendou, e o caso exigia, todos os cuidados possíveis.
Dizem-nos que, quando som os jovens, somos impulsivos.
10. P a ra s e p a r a r o ra ç õ e s a d je tiv a s e x p lic a tiv a s :
O leão, que é um animal, pode ser encontrado nas selvas.
11. P a ra se p a r a r o b jeto p le o n á s tic o :
Os livros, trouxe-os todos.
12. N a s d a ta s :
Porto Alegre, 7 de janeiro de 1950.

* O PONTO-E-VÍRGULA É USADO:_____________________________________
1. Para separar orações coordenadas ex ten sa s ou quando ao m en os um a
delas possu a vírgulas separando in tern am en te seu s elem en tos:
A felicidade de cada um não aparece por acaso; nasce de muito trabalho e
dedicação.
Nossa turma, sem ana passada, foi ao cinema; a de Selma, ao teatro.
2. Para separar orações coordenadas que se oponham no sentido:
O amor é tudo; o ciúme é nada.
3. Para separar alíneas de um texto:
A matéria para o exame será:
a) morfologia;
b) sintaxe;
c) fonética;
d) estilística.
4. Para separar o s consideran d os num decreto, lei, portaria, norma, etc.
Furasté 204 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

GENTÍLICOS BRASILEIROS

SIGLA ESTADO GENTÍLICO CAPITAL GENTÍLICO

AC ACRE acreano ou acriano RIO BRANCO rio-branquense


AL ALAGOAS alagoano MACEIÓ maceioense
AP AMAPÁ amapaense M ACAPÁ macapense
manauense ou
AM AM AZONAS amazonense MANAUS
manauara
salvadorense ou
BA BAHIA baiano SALVADOR
soteropolitano
CE CEARÁ cearense FORTALEZA fortalezense
espírito-santense ou vitoriense
ES ESPÍRITO SANTO
capixaba
VITÓRIA

GO GOIÁS goiano GOIÂNIA goianense


MA M ARANHÃO maranhense SÃO LUÍS são-luisense
MT M ATO GROSSO mato-grossense CUIABÁ cuiabano
M ATO GROSSO DO mato-grossense- campo-
MS SUL -do- sul
CAMPO GRANDE
-grandense
belo-
MG MINAS GERAIS mineiro BELO HORIZONTE
-horizontino
PA PARÁ paraense BELÉM belenense
PB PARAÍBA paraibano JOÃO PESSOA pessoense
PR PARANÁ paranaense CURITIBA curitibano
PE PERNAM BUCO pernambucano RECIFE recifense
PI PIAUÍ piauiense TERESINA teresinense
RJ RIO DE JANEIRO fluminense RIO DE JANEIRO carioca
rio-grandense-do-
RIO GRANDE DO -norte ou norte- natalense
RN NORTE -rio-grandense ou
N ATAL

potiguar
rio-grandense-do-
-sul ou sul-rio- porto-alegrense
RS RIO GRANDE DO SUL
-grandense ou
PORTO ALEGRE

gaúcho
RO RONDÔNIA rondoniano PORTO VELHO porto-velhense
RR RORAIMA roraimense BOA VISTA boa-vistense
catarinense ou florianopolitano
SC SA NTA CATARINA
barriga-verde
FLORIANÓPOLIS

SP SÃO PAULO paulista SÃO PAULO paulistano


aracajuano ou
SE SERGIPE sergipano ARACAJU
aracajuense
TO TOCANTIS tocantinense PALM AS palmense
Furasté 205 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

ABREVIATURAS

É freqüente a confusão entre abreviação, abreviatura, siglas e


símbolos. Por isso, inicialmente, é preciso que façamos a diferença:
a) Abreviação é o termo genérico para abreviaturas, siglas e símbolos;

b) Abreviatura é a redução da palavra através da letra inicial, das


sílabas iniciais ou das letras iniciais, médias ou finais:
Dec. = decreto, pág. = página Srta. = senhorita
Cia. = companhia art. = artigo num. = número

c) Sigla é formada pelas letras ou sílabas dos nom es próprios:


CEEE = Companhia Estadual de Energia Elétrica
PETROBRAS = Petróleo Brasileiro S.A.
SENAC = Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
BANRISUL = Banco do Estado do Rio Grande do Sul

d) S ím b o lo 170 é um sinal que representa um a palavra ou um conceito.


g = grama m = metro ° = grau
% = porcentagem @ = arroba

Vejamos as principais diferenças entre abreviaturas e siglas: 171

ABREVIATURAS SIGLAS
■ possuem ponto abreviativo
■ referem-se a nomes comuns e ■ não possuem ponto abreviativo
próprios ■ referem-se somente a nomes próprios
■ são flexionados em gênero e ■ são flexionadas somente em número
número (masc./fem. e sing./plural) (sing./plural)
■ não se considera a sonoridade ■ considera-se a sonoridade (ex.:
■ formam-se pelas letras inicial, inicial IBAMA)
+ final, inicial + intermediárias + ■ formam-se pelas letras iniciais ou
final parte dos nomes próprios
■ palavras de até quatro letras não são ■ palavras com até cinco letras devem
abreviadas quando a abreviatura for ser grafadas toda em maiúsculas
até a terceira letra - ex. maio ■ respeita-se o registro jurídico
■ mantém-se a acentuação gráfica e o (UNISINOS, UNIMED)
hífen, ex.: séc. fac-sím. méd.-cirúrg.
■ não há limite de letras

170 Ver lista de Sím bolos na página 211.


Quadro adaptado de BELTRÃO, Odacir; BELTRÃO, Mariúsa. Correspondência:Linguagem &
Comunicação. São Paulo: Atlas, 1998. p. 61-2.
Furasté 206 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

ALGUMAS ABREVIATURAS MUITO UTILIZADAS

a. - assinado com. - comunicação fórm. fórms. -


ac. - acórdão Comend. - fórmula(s)
a.C, A.C - antes de Comendador fon. - fonema
Cristo Côn. - Cônego fonét. - fonética
acad. - acadêmico cons. - conselheiro folh. - folheto
ap. apart. - cont. - contador fr. - frase
apartamento cp. / cps. - cópia(s) gal. - galeria
abrev. - abreviatura créd. - crédito Gen. - General
adv. - advogado cx. / cxs. - caixa(s) geo. - geografia
Al. - Alameda dec. - decimal gloss. - glossário
Alm. - Almirante Dec. - decreto gov. - governo
alt. - altitude D. - digno, dom, gram. - gramática
Arceb. - Arcebispo dona heliogr. - heliografia,
art. - artigo DD. - digníssimo heliográfico
ass. - assinatura, dep. / deps. - hist. - história
assinado departamento (s) hab. - habitante
at. - atestado dat. - datilografia iconogr. -
av. - aviso Desemb. - iconografia,
Av. - avenida Desembargador iconográfico
B. - Beco diaf. - diafilme il. - ilustração
bel., béis. - bacharel, diap. - diapositivo incl. - ilnculso
bacharéis dic. - dicionário ind. - índice
biogr. - biografia dir. - diretor inf. - informação
Bpo. - Bispo diss. - dissertação inform. - informática
boi. - boletim doc. / does. - ind. - indústria
bibl. - biblioteca documento (s) limo., Ilmos. -
bibliog. - bibliografia Dr., Drs. - Doutor, Ilustríssimo(s)
c.-alm. - contra- Doutores inst. - instituto
almirante Dra, Dras. - Doutora, instit. - instituição
Cap. - Capitão Doutoras Jd. - Jardim
cap. - capítulo docum. - jr. - júnior
Card. - Cardeal documentação Lg. - Largo
cat. - catálogo Emb. - Embaixador 1., Is. - linha(s)
cf. - confere, confira eng. - engenheiro, liv. - livro
cfe. - conforme engenharia livr. - livraria
Cia. - companhia ex. / exs. - leg. - legislação
circ. - circular exemplo (s) ling. - linguagem
cl. - classe Exmo., Exmos. - lingüíst. - lingüística
Cel. - Coronel excelentíssimo(s) lit., liter. - literatura
co-ed. - co-edição ed. - edição, editora, log. - logaritmo
cód. - código editor lóg. - lógica
col. - coleção esc. - escola Ltda. - limitada
coord. - coordenador, f. , fs., foi. - folha(s) M.D. - muito digno
coordenação fase., fases. - M.M. - meritíssimo
cap. - capítulo fascículo(s) Maj. - Major
cid. - cidade fig., figs. - figura(s) Mar. - Marechal
Furasté 207 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

mat. - matéria Pq. - Parque Srta., Srtas. -


matem. - matemática pr. - processo senhorita(s)
mecan. - mecanografia Pres. - Presidente tec. - tecnologia
méd. - médico Proc. - Procurador tel., tels. - telefone(s)
mem., mems. - Prof. - Professor teleg. - telegrama
memorando (s) Profa., Profas. - Ten. - Tenente
merc. - mercado Professora(s) tes. - tesoureiro
mod. - moderno, Prom. - Promotor tipogr. - tipografia
modernismo publ. - publicação tít. - título
morf. - morfologia quím. - química trad. - tradutor,
n. ns.- número(s) R. - Rua tradução
N.B. - note bem Rdv. - Rodoviária trat. - tratado
N. da D. - nota da rodov. - rodovia Trav. - Travessa
direção rei. - relatório trim. - trimestre
N. da E. - nota da rem. - remetente u.e. - uso externo
editora res. - resolução, u.i. - uso interno
N. da R. - nota da resumo univers. -
redação repart. - repartição universidade
N. do A - nota do rep. - república V., v. - veja, ver,
autor rev. - revista, você, verso
N. do T. - nota do revisado V. Ema. - Vossa
tradutor reg. - registro Eminência
não-pag. - não S.A. - sociedade V. Exa., V. Exas. -
paginado anônima Vossa(s)
neolog. - neologismo S. - São, Santo, Excelência(s)
obs. - observação Santa V. Maga. - Vossa
of. - ofício, oficial s.d. - sem data Magnificência
opúsc. - opúsculo s.e. - sem editor V. Sa., V. Sas. -
org.. organ. - s.l. - sem local Vossa(s)
organização séc., sécs. - século(s) Senhoria(s)
ort., ortogr. - seg., segs. - voc. - vocabulário
ortografia seguinte(s) vol., vols. - volume(s)
ortográf. - ortográfico sei. - seleção vet. - veterinário (a)
p., pág. págs. - sem. - sem ana Vig. - Vigário
página (s) sem ânt. - sem ântica Vva. - viúva
pal. pais. - palavra(s) sem in. - seminário xer. - xerox
par. - parecer sent. - sentido, xerogr. - xerografia
Pç. - Praça sentença zool. - zoológico
Pd. - Parada ser. - série zootéc. - zootécnico
pg. - pago sep. - separata zootec. zootecnia
pgto. - pagamento Sr., Srs. - senhor,
port. - portaria Senhores
p.p. - próximo Sra., Sras. -
passado senhora(s)
Furasté 208 N ormas Técnicas para o Trabalho Científico

____________ G R A F I A DOS N U M E R A I S ____________


Não há normas estabelecidas para a grafia dos numerais. O que temos é
um a sistem atização adotada consensualm ente na bibliografia existente nas
mais diversas áreas do conhecimento, m ais pelo costum e do que
propriamente por um a normalização. As principais situações a serem
observadas são as seguintes:
1. Procure nunca iniciar n em encerrar um a frase com algarism os. Se
ab solu tam en te n ecessá rio fazê-lo, faça-o por e x ten so .
- Trinta e dois anos decorreram desde sua chegada.
- Setenta por cento dos eleitores compareceram às umas.
- Dos livros solicitados, prometeram nos enviar quatro.
2. O m ilésim o corresp on d ente à ind icação de ANO deve ser escrito SEM
p on to, m as em qualquer outra situ a çã o seu u so é obrigatório.
- Ela voltará em 2009.
- Comprou 1.340 pares daquelas argolas.
3. D eve-se escrever por e x te n so o s núm eros ordinais e os cardinais
co n stitu íd o s de apenas um vocábulo; escrev e-se em algarism os o s
co m p o sto s por m ais de um vocábulo.
- Com os cinco jogadores convocados ontem, o técnico completou a lista
dos 22 atletas que deverão viajar com a delegação.
- O terceiro colocado somou exatamente 73 pontos acima do segundo.
4. Com as ex p ressõ es cerca de, perto d e deve-se usar sem pre núm eros
redondos.
- Naquele espetáculo, compareceram cerca de 50 jovens.
- Sabe-se que perto de vinte candidatos desistiram da prova.
5. D eve-se dar preferência, quando se escrev e por ex ten so , a núm eros
cardinais para sé c u lo s e ordinais para m ilên ios.
- O fim do segundo milênio da era Cristã coincidiu com o fim do século
vinte.
6. Jam a is u se um e m uito m en os hum diante de m i l . O núm ero é MIL.
- 1.300 ton = mil e trezentas toneladas
- 1001 razões = mil e uma razões
- R$ 1.200,00 = mil e duzentos reais
A palavra MIL já é plural, diferentemente de m ilhão, bilhão ... que fazem
o plural m ilh õ es, b ilh õ es ... por isso admitem ser antecedidos por UM:
um milhão, um bilhão... vários milhões, vários bilhões... Isso não acontece
com MIL.
7. Os algarism os rom anos devem ser evita d o s. Só serão usados quando:
a) forem parte de n o m es próprios:
- João Paulo II
- Henrique VIII
b) na indicação dos séculos:
- O século XXI nos aguarda com muitas surpresas.
Furasté 209 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

porém , se o num eral a n teced er o su b stan tivo, grafa-se por


exten so:
- O vigésimo primeiro século nos aguarda com muitas surpresas.
c) na in dicação de ca p ítu lo s, to m os, volu m es, artigos, e tc ...
- A morte da heroína deu-se no capítulo IX do livro.
- No capítulo II há uma revisão do exposto agora.
porém , se o num eral anteced er o su b stan tivo, grafa-se por
exten so :
- A morte da heroína deu-se no nono capítulo do livro.
- No segundo capítulo há uma revisão do exposto agora.
Apesar de se grafar com núm eros romanos, por extenso devemos usar os
ordinais de um a dez e cardinais de onze em diante:
- Pio X = Pio Décimo
- D. João VI = Dom João Sexto
- Pio XII = Pio Doze
- João XXIII = João Vinte e Três
■ Como consta no Vocabulário Básico deste livro, os algarismos
romanos não devem ser utilizados em Trabalhos Científicos. Porém, se
for extremamente necessário seu uso, devemos grafá-los SEMPRE com
letras MAIÚSCULAS: I, V, X, L, C, D, M
8. Em datas, o dia do m ês deve ser grafado sem pre com algarism os
arábicos, quer seja um núm ero sim p les quer seja co m p osto.
- As aulas iniciaram dia 15 de fevereiro.
- Voltará somente dia 18 para receber sua metade.
■ Exceção é feita para o primeiro dia do mês, que deve ser ordinal:
- O Dia do Trabalhador é I o de maio.
■ Em atas, devemos, para evitar fraudes, deve-se escrever as datas sempre
por extenso.
■ Quando for necessário abreviar os dias da sem ana, deve-se proceder da
seguinte forma:
2 afeira, 3 afeira, 4 afeira, 5 afeira, 6afeira, sáb. dom.
■ Se for preciso abreviar um a data, deve-se fazê-lo com dois algarismos
para o dia, dois algarismos para o m ês e quatro, para o ano, separados
por um ponto (e não barras, hífens...)
2 5 .0 3 .2 0 0 1 1 3 .0 1 .2 0 0 5 0 5 .0 3 .2 0 0 4

9. C asos e sp e c ia is a serem observados:


a) Código de Endereçamento Postal (CEP): possui forma fixa - cinco
algarismos, traço, três algarismos
9 0 2 2 0 -2 1 1 9 5 5 9 5 -0 0 0

b) Números de telefone: separam -se os algarismos correspondentes ao


Código de Área com parênteses e o prefixo com hífen:
0 (5 1)234 5 -6 7 8 9
Costuma-se indicar a operadora com xx:
0 x x (5 1 )2 3 4 5 -6 7 8 9
c) Cadastro de Pessoa Física (CPF ) e Registro Geral (RG) devem ser grafados
Furasté 210 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

sem ponto ou espaços, sendo separado, o CPF, de seu dígito, por um hífen:
CPF: 123456789-00
RG: 987654321

10. Grafia de U nidades de M edida


a) Tem po e ângulo são representados pelas unidades e su as divisões:
tempo: 3 h l0 m in l5 se g ângulo: 2 0 °1 5 ,12 ”
As demais medidas são representadas apenas pela unidade:
12 ,1 5m 35,1 Okg 18,14m l
Atenção: Jam ais se usam o s sin a is * e “ para indicar tem po.

b) Ao expressar in tervalos de um a variação, devemos repetir a unidade de


medida:
A largura do rio varia d e 18m a 23m .
c) Os n o m es das unidades são grafados no plural quando:
- são palavras simples:
m etros, quilogram as, horas
- são palavras com postas não unidas por hífen:
m etros quadrados, centím etros cúbicos
se unidos por hífen, só o primeiro elemento vai para o plural:
quilogram as-força, anos-luz
- são compostos pelo resultado de um a multiplicação em que os
elementos sozinhos possuem plural:
am pères-hora, xvatts-horas
d) Grandezas: Os símbolos correspondentes às unidades de medida, são
símbolos internacionais, por essa razão, não possuem plural e são
grafados m inúsculos e sem ponto.

Observação:
Grafa-se com letra m aiúscula, o símbolo que deriva de nome próprio,
porém com m inúscula quando escrito por extenso, exceto Celsius:
K = kelvin C = Coulomb
Hz = Hertz V = volt
N = Newton W = watt
A = ampère J = joule

Entre o algarismo e o símbolo da grandeza, oficialmente, é facultativo


deixar-se um espaço, mas a co n selh a -se a não deixar esse espaço para que
sejam evitadas fraudes:
13h30m in ou 13 h 3 0 min; 50m ou 5 0 m

Os símbolos são estabelecidos, no Brasil, pelo Decreto n.81.621, de 3 de


maio de 1978.
Furasté 211 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

■ Vejamos a tabela:172

GRANDEZAS NOMES SÍMBOLOS


milímetro mm
centímetro cm
Comprimento decímetro dm
metro m
quilômetro km
Área metro quadrado m2
hectare ha
litro 1
Volume
metro cúbico m
grau 0
Ângulo Plano i
minuto
a
segundo
segundo S
minuto mm
Tempo
hora h
dia d
grama g
Massa quilograma kg
tonelada t
Força newton N
Carga elétrica coulomb C
Tensão elétrica volt V
Indutância henry H
Energia joule J
watt W
Potência
quilowatt kW
Corrente elétrica ampère A
Fluxo magnético weber Wb
Velocidade rotação por
angular minuto rpm
Nível de potência decibel dB
Temperatura
grau Celsius °C
Celsius

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE :__________________________________________


Quando escrevermos medida de tempo e su as frações, devemos cuidar
porque são diferentes de outras medidas como distância, peso e outras. As
outras são medidas que possuem base 100 e horas têm base 60. Portanto:
- 5 ,3 0 m eqüivale a cin co m etros e trinta cen tím etro s
- 5 ,3 0 k g eqüivale a cin co quilos e tr ezen to s gram as
M as
- 5 ,3 0 h não são cin co horas e trin ta m in u tos, mas cin co horas e

172 Cf. BELTRÃO, Odacir; BELTRÃO, Mariúsa. Correspondência: Linguagem & Comunicação. São Paulo:
Atlas, 1998. p. 71-2.
Furasté 212 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

d ezoito m in u to s, já que 0,30. de 6 0 m in u to s correspondem a d ezoito


m inutos.
Por essa razão, não se apresentam as horas com vírgulas m as, sim,
colocando seu s símbolos correspondentes:
- 5 h 3 0 m in ou 5 h 3 0

ABREVIATURAS DOS MESES 173


Portuiíuês Espanhol Italiano
janeiro jan. enero enero gennaio genn.
fevereiro fev. febrero feb. febbraio febbr.
março mar. marzo marzo marzo mar.
abril abr. abril abr. aprile apr.
maio maio mayo mayo maggio magg.
junho jun. junio jun. giugno giugno
julho jul. julio jul. luglio luglio
agosto ago. agosto agosto agosto ag.
setembro set. septiembre sept. settembre sett.
outubro out. octubre oct. ottobre ott.
novembro nov. noviembre nov. novembre nov.
dezembro dez. diciembre dic. dicembre dic.
Francês Inglês Alemão
janvier janv. Januaiy Jan. Januar Jan.
février févr. February Feb. Februar Feb.
mars mars March Mar. Márz Márz
avril avril April Apr. April Apr.
mai mai May May Mai Mai
juin juin June June Juni Juni
juillet juil. July July Juli Juli
aoüt aoüt August Aug. August Aug.
septembre sept. September Sept. September Sept.
octobre oct. October Oct. Oktober Okt.
novembre nov. November Nov. November Nov.
décembre dec. December Dec. Dezember Dez.

3 4 RAPIDINH AS GRAM ATICAIS

1 ACERCA DE / A CERCA DE I CERCA DE / HÁ CERCA DE


Acerca de = significa sobre, a respeito de, relativamente a
• Não é meu costume emitir opinião acerca de assunto tão polêmico.
• Durante a reunião discutiu-se muito acerca de sua volta ao grupo.

113 Este quadro é apresentado como Anexo A na N B R 6023:2002 da ABNT.


Furasté 213 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

A cerca de = significa aproximadamente, mais ou menos


• Tua casa fica a cerca de três quilômetros do mar.
• alvo fica a cerca de vinte minutos daqui.
Cerca de = é a mesma coisa que a cerca de
• Tua casa fica cerca de três quilômetros do mar.
• O alvo fica cerca de vinte minutos daqui.

Há cerca de = significa faz aproximadamente, existe aproximadamente. É o verbo


haver, significando fazer ou existir, seguido da expressão cerca de acima.
• Ela chegou há cerca de duas horas.
• Nesta sala há cerca de trinta alunos.

2 ADEQUAR
O verbo adequar é defectivo. Não possui as formas rizotônicas, ou sejam, as três
primeiras e a última pessoa do presente do indicativo e do presente do subjuntivo.
Nos demais tempos, a conjugação é norm al.
Conjuga-se, então:
Pres. ind.: eu — , tu — , ele — , nós adequamos, vós adequais, eles — .
Pres. subj.: eu — , tu — , ele — , nós adeqüemos, vós adeqüeis, eles — .

3 AFIM / A FIM DE
A fim = numa palavra só, significa semelhante, parecido, que possui parentesco
• Almas afins. Matérias afins.
A fim de = sempre com de, indica finalidade, objetivo, estar com vontade de algo.
• Veio a fim de ajudar.
• Estou a fim de sair contigo hoje.

4 A M B O S / AMBOS OS
A m bos = é utilizado quando não está acompanhado do substantivo.
• Pedro e Paulo são irmãos. Ambos são escoteiros.
A m bos os = usa-se quando estiver seguido do substantivo a que se refere.
• Ambos os livros são bons.
• O escoteiro segura a corda com ambas as mãos.

5 ANEXO
Quando ANEXO refere-se a um substantivo ELE é um adjetivo, portanto deve
concordar com esse substantivo:
• Mandei as fotos anexas.
• Os cartões vieram anexos.
Porém, se estiver antecedido de em, torna-se uma locução adverbial e, portanto,
invariável:
• Mandei as fotos em anexo.
• Os cartões vieram em anexo.

6 A NÍVEL DE / EM NÍVEL DE
Apenas a segunda maneira é a correta: Em nível de
• O assunto foi discutido em nível de diretoria.

7 ANTI-INFLAMATÓRIO
A nti = é um prefixo que provoca hífen apenas diante de H ou quando a inicial da
Furasté 214 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

palavra seguinte não for /.


Da mesma forma:
anti-inflacionário, anti-incêndio, anti-ibérico, anti-humanista
anti-imigrantista, anti-imperialista, anti-horário anti-hemético.

8 AO ENCONTRO DE / DE ENCONTRO A
Ao encontro de = dá uma idéia favorável, ou de algo que vai para junto de
• Essa medida veio a o e n c o n tro d o s desejos da turma.
• Foi ao e n c o n tro d o s colegas.
De encontro a = dá uma idéia de contrariedade, algo que vem contra.
• Devido à velocidade, o carro foi d e e n c o n tro a o poste.
• Não gostamos pois essas medidas vieram d e e n c o n tro a o nosso pedido.

9 AO INVÉS DE / EM VEZ DE
Ao invés de = quer dizer a o c o n trá rio d e .
• Ele saiu a o in v é s d e entrar.
Em vez de = significa n o lu g a r d e.
• Brincou no computador a tarde inteira e m v e z d e estudar.

10 A O N D E /O N D E
Onde = indica e m q u e lu g a r, dá idéia de algo estático, idéia de permanência.
• O n d e está meu livro? O n d e fica o bar?
Aonde = indica p a ra q u e lu g a r, dá idéia de movimento.
• A o n d e ele foi? A o n d e isso nos levará?
Para desfazer a dúvida, se pudermos substituir por p a ra o n d e , usaremos a o n d e .

11 À-TOA / À TOA
À-toa = é locução adjetiva e significa fácil, frívolo, irre fletid o , d e s p re z ív e l.
Está sempre junto de um substantivo.
• Fato à -to a . Indivíduo à -to a . Servicinho à -to a
À toa = é locução adverbial e significa s e m ru m o , a o a c a s o , s e m d e stin o,
in u tilm e n te .
Está sempre junto de um verbo.
• Andava à to a pela cidade. Brigou comigo à to a. Sacrificou-se à toa. _______

12 BASTANTE / BASTANTES
Bastante pode ser um a d je tiv o ou um a d v é rb io . Será um a d je tiv o quando se referir a
um su b s ta n tiv o . Caso se refira a outra classe de palavra será a d v é rb io . Quando é
um a d je tiv o , varia, isto é, concorda com o su b stan tivo ; quando é a d v é rb io ,
permanece invariável.
• Estudamos b a s ta n te . (a d v é r b io , portanto: invariável, pois refere-se ao
v e rb o )
• Tenho b a s ta n te s razões para acreditar em ti. (a d je tiv o , portanto: varia, pois
refere-se ao substantivo r a z õ e s ).
Truque: Para sabermos usar, basta trocar o b a s ta n te por m u ito . Se o m u ito variar, o
b a s ta n te também varia. Se o m u ito ficar invariável, o b a s ta n te também deve ficar.
• As crianças estão b a s ta n te alegres. (As crianças estão m u ito alegres.)
• Havia b a s ta n te s pessoas no velório. (Havia m u ita s pessoas no velório.)
Furasté 215 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

13 C O LABORAR/ CORROBORAR
Colaborar = significa auxiliar, cooperar, ajudar.
• Os escoteiros só querem colaborar com a sociedade.
Corroborar = significa confirmar, ratificar.
• Sua opinião veio corroborar a posição firmada antes.

14 COMPETIR / EU COMPITO verbo competir é conjugado como o verbo repetir.


• Repito, repetes, repete, repetimos, repetis, repetem
• Compito, competes, compete, competimos, competis, competem
São conjugados da mesma maneira os verbos:
aderir, advertir, cobrir, conferir, conseguir, consentir, descobrir, despir, digerir,
divertir, dormir, engolir, ferir, impedir, inserir, medir, mentir, perseguir,
prosseguir, refletir, revestir, seguir, sentir, servir, sugerir, transferir, vestir...

15 CONJUNTURA / CONJETURA / CONJECTURA


Conjuntura = significa momento, ensejo, oportunidade, situação.
Conjetura = significa hipótese, suposição.
Conjectura = é o mesmo que conjetura.
• Na atual conjuntura, está difícil sobreviver com apenas um salário.
• O conferencista fez várias conjeturas sobre a situação.

16 DECERTO
Escreve-se sempre junto, e significa certamente, com certeza.
• Estudamos bastante, decerto passaremos sem problemas.

17 DENTRE /E N TR E
Usa-se dentre com verbos como tirar, surgir, ressurgir.
• Dentre os escoteiros da tropa, surgiu um ótimo chefe.
• Dentre os pais, tirou-se um para dirigir o Grupo.
• Ela surgiu dentre a multidão para nos alegrar.
Nos demais casos, usa-se entre.
• Ele é o melhor entre todos.

18 DEPARAR ~ ~
É transitivo direto.
• Os escoteiros depararam um lindo lago no sítio.
• Deparei Gustavo no centro, ontem.
Modernamente, aceita-se o emprego desse verbo com a preposição com:
• Os escoteiros depararam com um lindo lago no sítio.
• Deparei com Gustavo no centro, ontem.
ATENÇÃO:
ESSE VERBO NÃO É PRONOMINAL, não se pode dizer deparar-se.
T rata-se, então, de erro dizer-se:
• Eu m e d e p a re i, e le s e d e p a ro u , n ó s n o s d e p a ra m o s ...

19 DIA A DIA / DIA-A-DIA


Dia a dia (sem hífen) = significa diariamente, dia após dia.
• O treinamento foi sendo feito dia a dia.
Dia-a-dia (com hífen) = significa o cotidiano, a rotina diária.
• Nós não sabemos ainda como é o dia-a-dia desse Grupo Escoteiro
Furasté 216 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

20 EM FACE DE I FACE A / FACE AO


Em f a c e d e é a única maneira correta dessa expressão.
Não se deve usar face a, nem face ao.
• Em face dos acontecimentos, voltaremos mais cedo para a cidade.

21 ENTRETANTO / NO ENTANTO
Cuidado no uso. Ou se usa e n t r e t a n t o ou n o e n t a n t o . Jamais no entretanto.
• O jovem estudou muito, entretanto não foi aprovado no Vestibular.
• O jovem estudou muito, no entanto não foi aprovado no Vestibular.

22 ESTR ESSE/ STRESS


Como já houve aportuguesamento, devemos preferir a forma estresse.
Da mesma maneira as formas derivadas: estressado, estressante...
• Um dos maiores problemas hoje é o estresse causado pelo excesso de
trabalho. _________________________________

23 FAZ CINCO ANOS


O verbo fazer sempre que se refere a tempo é impessoal, portanto invariável.
• Faz cinco anos que estive aqui.
• Fez dez dias ontem que a vi.

24 FIM DE SEMANA
Usa-se sempre sem hífen
• Foi um fim de semana cansativo para todos nós.

25 FRENTE A FRENTE
Deve ser escrito sempre sem crase. E sem hífen.
Nunca existe crase em expressões formadas por palavras repetidas.
• cara a cara, face a face, gota a gota, boca a boca

26 HÁ ...A T R Á S
É redundante usar há e, em seguida, usar atrás, pois há já dá idéia de tempo
passado. Quando se usa um, não se deve usar o outro.
• Estive aqui dois anos atrás.
• Estive aqui há dois anos.

27 HABEAS CORPUS
É uma expressão latina. Se aportuguesada, deve ser acentuada: hábeas córpus.
Da mesma forma: a lib i/á lib i; fo ru m /fó ru m ; quorum / quórum.

28 HAVIA / HAVIAM, HOUVE / HOUVERAM


Se o verbo haver pode ser trocado pelo verbo existir, ele fica invariável, isso porque
é impessoal. Sendo impessoal, fica sempre no singular.
• Havia menos pessoas no passeio de ontem, (e não haviam)
• Houve problemas durante sua gestão que atrapalharam os trabalhos, (e
não houveram)_____________________________________________ _

29 HORA EXTRA / HORAS EXTRAS


Sempre sem hífen.
• Nesse mês recebi poucas horas extras.
Furasté 217 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

30 HORAS /h
A maneira correta de abreviar a palavra horas é: h Observe bem, sem s, sem
ponto e minúsculo. Não se deixa espaço entre o algarismo e a abreviatura.
15h 18h15min 20h 22h30min

31 INCERTO / INSERTO
Incerto = significa impreciso, duvidoso, desconhecido.
• Ainda é incerto o destino que ele tomará.
Inserto = significa colocado, inserido, introduzido.
• Teve seu nome inserto no catálogo dos Dez mais Elegantes da Cidade.

32 INEXORÁVEL
Inexorável significa implacável, austero, rígido. O X soa como Z e não como CS.
• O tempo passa inexorável para todos.

33 INOBSTANTE / NÃO OBSTANTE


Sem lógica e sem razão de ser inobstante. O correto é não obstante.
• O cliente foi insultado, não obstante já ter pago a conta.

34 IR A / IR PARA
Ir a = envolve uma idéia de tempo passageiro. Ida por curto espaço de tempo.
• Vou a São Paulo. (Vou para voltar logo, vou passar um tempo, mas volto).
Ir para = envolve uma idéia de demora, de permanência, de demora.
• Vou para São Paulo. (Vou para ficar lá, vou de muda para lá).

35 IT E M /IT E N S
Cuidado. A terminação -em (-ens) nas paroxítonas não provoca acento.
• jovem, imagem, coragem, hifens, polens

36 J Á ANTES
Trata-se de uma redundância. Ou se usa o já, ou se usa o antes.
• Confirmou sua posição já firmada antes, (errado)
• Confirmou sua posição já firmada, (certo)
• Confirmou sua posição firmada antes, (certo)

37 J Á MAIS
Errado. Ou se usa o já, ou se usa o mais. Nunca os dois juntos em construções do
tipo:
• Já não se fazem mais carros como antigamente, (errado)
• Já não se fazem carros como antigamente, (certo)
• Não se fazem mais carros como antigamente, (certo)

38 km
Como toda abreviatura do sistema métrico, não deve ser escrita com letra
maiúscula, não tem ponto, nem plural. Portanto é e rro escrever Km ou kms.
Escreve-se sempre, então:
• Andei 1km a pé.
• Corri 6km naquela tarde.
Furasté 218 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

Porém, quando se escreve por extenso, deve-se escrever quilômetro, quilômetros.


O mesmo acontece com outras abreviaturas:
kg, kw, kc, kcal...
quilograma, quilowatt, quilociclo, quilocaloria...

39 MANDADO / MANDATO
Mandado = é uma ordem judicial.
• Mandado de segurança, mandado de prisão, mandado de busca.
Mandato = é delegação, período de ocupação de um cargo.
• O mandato do deputado termina essa ano.

40 MEIO / MEIA / MEIOS / MEIAS


A palavra meio pode ser um adjetivo ou um advérbio.
Se estiver modificando um substantivo, será um adjetivo, caso contrário será um
advérbio.
Como adjetivo, concorda em gênero e número com o substantivo que estiver
modificando.
meia garrafa, meia dúzia, meias palavras,
meias porções, meia-noite meias entradas
Como advérbio, fica invariável e pode ser trocado por mais ou menos, um pouco.
meio adoentada meio cansada, meio abertos,
meio escondida meio fechada meio gripado

41 MERITÍSSIMO
Cuidado com a grafia dessa palavra.
• Dirigiu-se ao Meritissimo Juiz com o devido respeito.

42 MESMO /M E S M A
Concorda sempre com a palavra a que se referir e pode ser trocado por próprio,
própria.
• Elas mesmas disseram isso.
• Os meninos mesmos foram os construtores desta torre.
Quando significar realmente ou de fato permanecerá invariável.
• As alunas vieram mesmo.
• Os governos recorrerão mesmo ao FMI.

43 MORAR
Quem mora, mora em algum lugar e não a.
• Moro em Florianópolis.
• Moro na Rua das Figueiras.

44 MUITO QUE FAZER / MUITO O QUE FAZER


Muito que fazer = é assim a expressão correta. Não se usa O entre o muito e o
que - muito o que fazer.
• Nessas férias teremos muito que fazer para pôr em dia nosso trabalho.
Vaie o mesmo para expressões como:
• Muito que dizer, muito que arrumar, muito que contar, muito que correr...
Furasté 219 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

45 NADA A VER
Nunca use nada haver.
• Isso não tem nada a ver comigo.
O melhor seria usar: nada que ver
• Isso não tem nada que ver comigo.

46 N E N H U M /N E M UM
Nenhum = é o contrário de algum.
• Nenhum aluno saiu mais cedo da escola hoje. (Algum aluno saiu mais
cedo...)
• Não havia nenhum problema com ele. (Não havia algum problema com
ele.)
Nem um = eqüivale a nem um sequer, nem um único.
• Não quis permanecer ali nem um minuto mais.
• Nem uma folha se mexia naquelas árvores que víamos pela janela.

47 PÁGINA - abreviatura
Para a gramática da Língua Portuguesa, a abreviatura de página tanto pode
ser p. ou pág. Em suas normas, ABNT adotou em seus exemplos apenas p.

48 P Ô R / BOTAR
Pôr = significa colocar, meter, depositar.
• Colocaram o livro sobre a mesa.
Botar = é utilizado sempre no sentido de expelir.
• A galinha bota ovos. (E não: põe ovos)

49 POR CAUSA DE
Expressão sempre seguida de um substantivo.
• Não fomos para a praia p or causa do mau tempo.
São absolutamente erradas e sem propósito as formas usualmente encontradas na
linguagem coloquial: p o r causa que ou p o r causa de que.

50 PORCENTAGEM / PERCENTAGEM
Ambas as formas estão perfeitamente corretas. Porcentagem tem origem na forma
portuguesa p o r cento. E percentagem provém da expressão latina p er centum.

51 POR ORA / POR HORA


Não confundir essas duas construções.
Por ora = significa p o r enquanto.
• Os professores, p o r ora, deixarão os alunos descansar.
Por hora = significa em cada sessenta minutos.
• O carro andava a 80 quilômetros p o r hora naquela estrada esburacada.

52 PORTUGUESMENTE
Em geral, para se acrescentar o sufixo -mente, é preciso que a palavra esteja no
feminino, exceção dos terminados em -ês e -or.
• portuguesmente, cortesmente, superiormente, indolormente, inferiormente...
Furasté 220 Normas Técnicas para o Trabalho Cientifico

53 PREESTABELECER
Sem hífen. O prefixo pre não tem acento e não provoca hífen.
É erro pronunciar ou escrever “pré-estabelecido”.
• Esta norma já estava preestabelecida no regulamento anterior.

54 REAVER
O verbo reaver é conjugado da mesma forma que o verbo haver, porém
apenas nas formas em que o haver conserve a letra V. Então, no presente do
indicativo, temos:
• Haver: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão.
• Reaver: eu — , tu — , ele — , nós reavemos, vós reaveis, eles — .
Não possui todo o presente do subjuntivo.
Nas demais pessoas e tempos é conjugado normalmente.

55 RECORDE
Deve ser escrita assim, sem acento: recorde. É uma palavra paroxítona. Record é
inglês. O plural é recordes.
• Ayrton Senna bateu vários recordes de velocidade.

56 REIVINDICAÇÃO
Muito cuidado com a grafia dessa palavra.
• É mais do que justa a reivindicação que eles trouxeram.

57 RIO-GRANDENSE
Escreve-se com hífen. Da mesma forma sul-rio-grandense. Os gentílicos derivados
de nomes de lugares compostos devem ser grafados com hífen.
porto-alegrense santa-mariense são-borgense belo-horizontino
rio-pardense santo-angelense rio-grandino cruz-altense

58 SÉRIO I SERIÍSSIMO
O superlativo dos adjetivos terminados por -io, -ia dobram o i; escrevem-se com ii.
sério - seriíssimo macio - maciíssimo sumário - sumariíssimo
próprio - própriíssimo pio - piíssimo necessário - necessariíssimo
precário - precariíssimo provisório - provisoriíssimo frio - friíssimo

59 SUPÉRFLUO
Cuidado com a grafia dessa palavra: SUPÉRFLUO.
Cuidado também com: aleijado, beneficente, depredação, frustrar, estupro, usufruir.

60 TÃO POUCO / TAMPOUCO


Tão pouco = significa muito pouco.
• Ficou impressionado porque fizemos muita coisa em tão pouco tempo.
Tampouco = significa também não.
• Ela não estudou e tampouco fez os temas.

61 TER DE /T E R QUE
Ter de = indica obrigatoriedade.
• Tenho de chegar na hora da aula. (sou obrigado a chegar na hora)
Ter que = indica uma situação de opcionalidade.
• Hoje, tenho que jogar futebol com os amigos, (posso não ir, se quiser)
Furasté 221 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

62 T O D O /T O D O O
Todo = é o mesmo que cada, qualquer.
• Todo escoteiro é responsável por si e por sua patrulha.
Todo o - é o mesmo que inteiro, p o r completo.
• Passou toda a manhã dormindo.

63 TORÁCICO
Mesmo sendo derivado de TÓRAX, escreve-se com C : TORÁCICO.
• Sofreu uma forte dor na caixa torácica.

64 TU E ELE IREIS / TU E ELE IRÃO


Apenas a primeira maneira: tu e ele ireis. A concordância correta é feita com a
pessoa prevalente, isto é, a primeira pessoa tem preferência sobre as demais; na
falta da primeira, a segunda tem a preferência.
• Eu e tu iremos. Tu e ele ireis. Tu e eu iremos.
• Eu, tu e ele iremos. Ele e tu ireis. Tu e nós iremos.
• Eu e ele iremos. Nós e ele iremos. Tu, ele e eu iremos.

65 ULTRAVIOLETA
Deve ser escrita sempre junto, sem hífen. É invariável.
• raio ultravioleta, raios ultravioleta.

66 UM DOS QUE
A expressão um dos que permite que o verbo fique no singular ou no plural.
• Este escoteiro é um dos que mais acampou.
• Este escoteiro é um dos que mais acamparam.

67 V IM O S /V IE M O S
Vim os = pode ser o presente do indicativo do verbo v ir ou pretérito perfeito do
verbo ver.
• Vimos solicitar o empréstimo do salão para a festa dos lobinhos, (verbo vir)
• Vimos todos os pontos turísticos daquela cidade, (verbo ver)
Viem os = é o pretérito perfeito do verbo vir.
• Viemos de Porto Seguro na semana passada.
• Viermos trazer nossa solidariedade na terça-feira passada.

68 XAMPU
Cuidado com a grafia dessa palavra. XAMPU. As palavras provenientes do inglês
que são grafadas com SH, passam para o português trocando o SH por X.
shampoo - xampu sheriff - xerife show - xou
shake - xeque Shangai - Xangai shilling - xelim

69 XEROCAR / XER O G RAFAR I X ER O C O PIAR I XEROXAR


Todas as formas estão corretas. A primeira, no entanto, está mais difundida.
• Foi preciso xerocar todos os documentos.

70 X E R O X /X É R O X
Ambas as formas são aceitas - com acento ou sem acento. Deve-se ter o cuidado,
no entanto, de, quando se escrever com acento, pronunciar como paroxítona:
XÉROX. Quando se escrever sem acento, deve-se pronunciar como oxítona:
XEROX.
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 222 F u ra s té

NORMAS UTILIZADAS

Normas da ABNT,174 diretamente relacionadas com o trabalho científico:


d ata de data
N orm a C o n teú d o
pu b licação an terior
6021 P u b licação p erió d ica cien tífica im p re s sa m aio 2 003 1994
6022 A rtigo em p u b licação p erió d ica cien tífica im p re s sa m aio 2 003 1994
6023 R eferências - elab o ração ago. 200 2 2000
6024 N u m eração p ro g ressiv a d a s seçõ es de u m d o c u m e n to escrito m aio 2 003 1989
6025 R evisão de originais e pro v as set. 2002 1980
6026 L egenda bibliográfica - C ancelada (su b stitu íd a p e la 6021} - -
6027 S u m ário - a p re se n ta ç ã o m aio 2 003 1989
6028 R esu m o s nov. 2 003 1990
6029 A p re se n ta ç ão de livros e folhetos m a r.2 0 0 6 2 002
6030 C ancelada em. 2 8 fevereiro 2 0 0 5 m aio 1980
6031 C ancelada em 1 ° setem b ro 2 0 0 2 - su b stitu íd a p e la N B R 6025 - -
6032 A breviações de títu lo s de periódicos e p u b licaçõ es se ria d a s ago. 1989 -
6033 O rd em alfab ética ago. 1989 1987
10520 A p re se n ta ç ão de citaçõ es em d o c u m e n to s ago. 2002 2001
10719 A p re se n ta ç ão de re la tó rio s técnico-cientíiicos ago. 1989 -
12225 T itu lo s de L om bada ju n . 2 0 0 4 -
12899 C atalo g ação n a p u b licação de m o n o g rafias - can cela da 1993 - -
14724 T rab a lh o s acad êm ico s - A p re se n ta ç ão a b r. 2011 2 005
15287 Projeto de p e sq u is a a b r. 2011 2005
15437 P ô ste re s técn ico s e científicos nov. 2 006 -

Outras normas da ABNT indiretamente relacionadas com o trabalho científico:


Norm a C on teú d o d ata
5339 Papel e cartõ e s set. 2002
5892 N orm as p a ra d a ta r ago. 1989
6034 P rep a ra ç ão de índice de p u b licaçõ es dez. 2 0 0 4
10521 N u m eração in te rn a c io n a l p a r a livros ISBN (subst. pela N B R /IS 0 2 1 0 8 ) canc. 2 0 0 6
10522 A breviação n a d esc riç ã o bibliográfica canc. 2 0 0 3
10523 E n tra d a p a ra n o m e s de lín g u a p o rtu g u e s a em reg istro s bibliográficos canc.2 0 0 3
10524 (su b stitu íd a pela N BR 6029:2006) canc. 2 0 0 2

Outros docum entos utilizados, relacionados com o trabalho científico:_______


B rasil. P resid ê n cia d a R epública. M anual de R edação da P r esid ên cia da R epública. 2. ed. rev. e
a tu a l. - B ra sília : P resid ên cia d a R epública, 2 0 0 2 . A tualizado por: G ilm ar F e rre ira M endes e N estor;
J o sé F o rste r J ú n io r.__________ ______________________________________________________________________
CONMETRO. R esolução n. 11, d e 12 de o u tu b ro de 1988. A provação d a R eg u lam e n ta ç ão M etrológica
d a s U n id a d es de M edida. D iário O ficial da U nião, B rasília, DF, 21 ou t. 1998. Seção 1, p. 20524.
CONMETRO. R esolução n. 12, de 12 de o u tu b ro de 1988. A doção do q u a d ro g eral de u n id a d e s de
m e d id a e em prego d a s u n id a d e s do S iste m a In te rn a c io n a l de U nid ad es. S.l. D iário O ficial da U nião,
B rasília, DF, 21 o ut. 1998. Seção 1, p. 2 0 5 2 6 -3 1 ._________________________________________________ __
CÓDIGO de C atalogação A nglo-A m ericano. 2 .ed . São Paulo: FEBAB, 2004.
P rojeto ABNT 1 4 :0 2 .0 2 -0 0 2 - A p re se n ta ç ão d e te se s e d isse rta ç õ e s - Substitu íd o p e la NBR 14724
IBGE. N orm as de A p resen ta çã o Tabular. 3 .ed . Rio de Ja n e iro : IBGE, 1993.________________________

174 Todas as Normas e documentos citados foram novamente examinados e estudados para esta edição. Outras Normas foram
consultadas, porém, como não dizem respeito diretamente ao que estamos explicitando nesse livro, deixamos dc
mencioná-las aqui.
Furasté 223 Normas Tócnicas para o Trabalho Científico

POSFÁCIO

Em nossa experiência de mais de quarenta anos trabalhando com


normalização e lecionando Língua Portuguesa nos mais diversos cursos
universitários de graduação e pós-graduação, além de cursos
independentes de segundo e terceiro graus, e, há mais de trinta anos,
lidando com orientação, revisão e correção de Trabalhos de Conclusão de
Curso, Monografias, Teses, Dissertações e toda a sorte de trabalhos,
temos vivenciado diuturnamente situações as mais insólitas. São alunos-
formandos sem quaisquer noções do que venha a ser um Trabalho
Científico, apesar de contarem com o 'auxílio' de um Professor-
Orientador. São 'O rientadores' que desconhecem totalmente as 'Normas
da ABNT‘ e que 'criam ' suas próprias normas, exigindo verdadeiros
absurdos de seus orientandos. São verdadeiras 'invenções', como
Introdução subdividida em partes; referências bibliográficas de todas as
maneiras possíveis e imagináveis. São as famosas 'considerações finais',
com a justificativa de que o formando não pode estabelecer 'conclusões'. E
por aí afora. E o que mais nos admira é que todos esses absurdos são
referendados pelas Instituições Superiores das quais fazem parte.
Devido ao fato de convivermos com toda a sorte de publicações
sobre o assunto, na maioria das vezes absolutamente fora das Normas
Oficiais ou defasadas quanto à sua atualidade, resolvemos pesquisar
diretamente na Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, e
tentar pôr um fim ao caos que nos cercava, elaborando um 'manual' para
nosso uso particular. A ousadia fez surgir esse livro, que foi detidamente
analisado por diversos professores universitários ligados à área e - para
nossa satisfação - aplaudido e adotado, não só no Rio Grande do Sul, como
em vários estados brasileiros.
Procuramos, a cada edição, dar um aspecto sempre mais didático,
ampliando sua abrangência, aumentando-lhe os exemplos, e, principalmente,
A TU A LIZA N D O -O quanto às alterações ocorridas na ABN T.
Especialmente aquelas ocorridas nos anos de 2000, 2001, 2002, 2003,
2005 e 2011, quando houve significativas mudanças, todas já devidamente
incorporadas nessa edição. Fizemos, ainda, uma revisão em todas as demais
normas relacionadas com o Trabalho Científico para confirmarmos nossas
explicações. Tivemos o cuidado de retirar aquilo que dizia respeito às
normas que foram canceladas e acrescentar o que foi prescrito naquelas
Lembramos, portanto, que o apresentado nesse
que as substituíram.
livro não é para ser discutido, é para ser cumprido! Nós não
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 224 Furasté

‘criamos' nada, apenas explicitamos as normas apresentadas pela


ABNT.
Além disso, acrescentamos uma te rc e ira p a rte , à qual chamamos de
PRONTO SOCORRO G R AM ATIC A L. São alguns casos nos quais,
freq ü e n te m e n te , se enquadram as principais d ificu lda de s dos alunos. Conta
essa p a rte , também, com uma lis ta de explicações rápidas e concisas sobre
as mais diversas situações que encontramos diariam ente envolvendo a
Língua Portuguesa. Quisemos, com isso, a ju da r e fa c ilita r a elaboração do
te x to dos trabalhos.
A gradecim entos devem ser re g istra d o s a todos os que nos
auxiliaram , nesta e em todas as edições a nte rio re s: aos colegas
p ro fesso res, pelas sugestões e c rític a s que nos fo ra m apresentadas; aos
d a tiló g ra fo s, que, como nós se veem ‘e ncurralados1 e n tre as exigências dos
o rien ta do re s e as normas o fic ia is , pelo apoio dem onstrado; aos nossos
alunos, por serem a razão últim a desse trabalho.
O utrossim , colocamos-nos à disposição de todos para qualquer tip o
de esclarecim ento sobre o assunto, por nossos endereços eletrônicos:
p e d ro @ fu ra s te .com .br
p e d r o f u ra s t e @ h o t m a il .com
fu r a s te n o r m a s @ Q m a il .com
Todas as crític a s , colaborações, opiniões, sugestões sempre serão
bem-vindas.

prof. <Pedrofiugusto Furasté

POST SCRIPTUM
(para a ló.edição)

Um fantasma que nos segue há algum tempo e que se tem repetido


ultimamente, com uma frequência cada vez maior, é o fantasma da IMITAÇÃO
desmedida, da CÓIMA descarada, do PLÁGIO criminoso. Se isso tem trazido
alguns dissabores, por outro lado, quero agradecer a esses pseudoprofessores,
incompetentes e incapazes, que querem se promover às custas do trabalho de
outrem, pelo proveito que acabo tendo com suas práticas criminosas, afinal
tenho recebido boas e justas indenizações...

prof. Ü^ed ro (Stfugusío fu r a s t é


Furasté 225 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

ANEXO A - NORMAS DE VANCOUVER

Nosso livro tem o objetivo exclusivo de explicitar as normas oficiais


brasileiras, estabelecidas pela ABNT, porém, como têm sido freqüentes os
questionamentos sobre as Normas de Referências Vancouver, resolvemos
apresentá-las neste anexo.

REFERÊNCIAS CONFORME VANCOUVER175


F orm ato de referências específico para a área biom édica, sob a
responsabilidade do C om itê Internacional de E ditores de R evistas M édicas,
o riginalm ente conhecido com o Grupo de Vancouver.

HISTÓRICO

Em 1978, um pequeno grupo de editores das m ais tradicionais revistas


internacionais da área m édica, reu n id o em V ancouver, C anadá, estabeleceu
as diretrizes para os form atos dos o riginais subm etidos às suas revistas, onde
foram incluídos tam bém os fo rm a to s de referências desenvolvidos pela
N ational Library o f M edicine (N LM , Bethesda, EUA). E stas diretrizes foram
publicadas pela prim eria vez em 1979. O grupo de editores ficou conhecido
com o G rupo de V a n co u ve r que se expandiu e evoluiu para C om itê
Internacional de Editores de R evistas M édicas (International C om m ittee o f
M edicai Journal Editors - ICM JE).

P eriodicam ente, este C om itê reúne-se a fim de re visa r estes requisitos


e fa ze r as adequações necessárias. A tualm ente, fazem parte deste C om itê os
editores das revistas internacionais de m aior im pacto na área m édica.

No Brasil, a Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC ),


tem prom ovido encontros para o aprim oram ento e a padronização dos
periódicos na área biomédica nacional. Na reunião oco rrid a em São Paulo,
no H ospital A lb e rt E instein, em 24 de setem bro de 1999, foi enfatizada a
adoção destes requisitos.

A s duas publicações, A C T A M É D IC A e R E V IS T A DA FAC U LD A D E DE


M E D IC IN A DA PUC RS, com o tam bém as dem ais produções científicas
(teses, dissertações, artigos científicos, etc.) da Faculdade de M edicina
adotam estes requisitos com o norm a.

175 M aterial extraído do site da Biblioteca Central Irmão José Otão da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul/PUCRS - http://www.pucrs.br/biblioteca/vancouver.htm
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 226 Furasté

R E G R A S G E R A IS ________________________________________________________
1 A U T O R IA
Referenciam-se os autores pelo seu sobrenome, apenas a letra inicial em
maiúscula, seguido do nome abreviado e sem ponto.
De 1 a 6 autores, referenciam-se todos, separados por vírgula.
Mais de 6 autores, referenciam-se até o seis primeiros, seguidos da
expressão latina e t al.
• Na Faculdade de Medicina da PUCRS convencionou-se, quando
numa citação há mais de 3 autores, citar até o terceiro autor e após et al.
2 T ÍT U L O S DE P E R IÓ D IC O S
Abreviam-se os títulos das revistas de acordo com o "Index Medicus",
que pode ser consultado no endereço:
<http://www.ncbi. nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?db=journals>
3 NUMERAÇÃO
Numeram-se as referências na ordem em que aparecerem no texto.
4 A R T IG O S DE P E R IÓ D IC O S
Se uma revista tem paginação contínua ao longo de um volume, o mês
e o número podem ser omitidos.

P O N TU A Ç Ã O
■Dar um espaço após ponto.
• Dar um espaço após vírgula.
• Quando a referência ocupar mais de uma linha, reiniciar na primeira
posição.
• Na citação de artigos de Periódicos, os títulos vão abreviados sem
ponto após cada elemento do título, seguido de ano;volume: - tudo sem
qualquer espaço:
ex: Am J Med 2002; 124;175-9.
D IC A S
Após a consulta de qualquer tipo de documento, anote os seus dados
para não ter trabalho em coletá-los posteriormente na compilação da
referência.
Na consulta a periódicos não esqueça de anotar o local de publicação,
volume (ou ano) e número (ou fascículo).
Se consultar documentos na Internet, não esqueça de anotar o
endereço eletrônico (URL) e data de acesso.
Se consultar documentos impressos, retire as informações,
preferencialmente, da folha de rosto dos documentos.
Caso não tenha dados completos para a elaboração das referências e
nem acesso ao documento, os catálogos são fontes confiáveis para obtenção
destas informações:
CCN - Catálogo Coletivo Nacional - para periódicos
Catálogo Online da PUCRS
Catálago da Biblioteca do Congresso
Furasté 227 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

M antenha se m p re um padrão nas suas R eferências. P or exem plo: Se


não colo ca r a indicação de fa scícu lo e do m ês (até com o é sugerido)
m antenha assim em todas citações, já que estes são dados não essenciais.

Para maiores esclarecimentos sobre as Normas de Vancouver, sugerimos


consulta num dos seguintes sites:
1. <http://www.bu.ufsc.br/bsccsm/vancouver.htm1 >
2. <http://www.apmcg.pt/pagegen.asp7SYS PAGE 1D=450015>
3. <http://www.apmcg.pt/document/71479/450062.pdf >
4. <http://www.biblioteca.btu.unesp.br/refer5.htm >
5. <http://www.pucrs.br/biblioteca/vancouver.htm > (acesso restrito a
alunos)
Para acesso direto ao texto original do International Committee o f Medicai
Journal Editors, consultar o endereço: < http://www.icmie.org >
Normas Técnicas para o Trabalho Científico 228 Furasté

ANEXO B - RESENHA 176


R esenhar significa fa z e r um a relação das propriedades de um objeto,
e num erar cuidadosam ente seus aspectos relevantes, de scre ve r as
circunstâncias que o envolvem .
O objeto resenhado pode se r um a contecim ento q u a lqu e r da realidade
(um jo g o de futebol, uma com em oração solene, uma feira de livros) ou textos
e obras culturais (um rom ance, um a peça de teatro, um, film e).
A resenha, com o q u a lqu e r m odalidade de discurso descritivo, nunca
pode se r com pleta e exaustiva, já que são infinitas as propriedades e
circunstâncias que envolvem o objeto descrito. O re se n h a d o r deve proceder
seletivam ente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é,
apenas aquilo que é fundam ental em vista de um a intenção previam ente
definida.
Im aginem os duas resenhas distintas sobre um m esm o objeto, o
treinam ento dos atletas para um a copa m undial de futebol: uma resenha
destina -se aos leitores de uma coluna esportiva de um jo rn a l; outra, ao
departam e nto m édico que integra a com issão de tre in a m e nto . O jornalista, na
sua resenha, vai relatar que um certo atleta m arcou, durante o treino, um gol
olím pico, fe z duas coloridas jo g a d a s de calcanhar encantou a platéia presente
e deu vários autógrafos. E sses dados, na resenha d estinada ao departam ento
m édico, são sim plesm ente desprezíveis.
Com efeito, a im portância do que se vai re la ta r num a resenha depende
da fina lid ade a que ela se presta.
N um a resenha de livros para o grande público le ito r de jo rn a l, não tem o
m e nor sentido d escre ve r com porm enores os custos de cada etapa de
produção do livro, o percentual de direito autoral que caberá ao escrito r e
coisas desse tipo.
A resenha pode se r puram ente descritiva, isto é, sem nenhum
ju lgam ento ou apreciação do resenhador, ou crítica, pontuada de apreciações,
notas e correlações estabelecidas pelo ju íz o crítico de quem a elaborou.
A resenha descritiva consta de:
a) um a parte descritiva em que se dão in form ações sobre o texto:
- nom e do au to r (ou dos autores);
- título com pleto e exato da obra (ou do artigo);
- nom e da editora e, se fo r o caso, da coleção de que faz parte a
obra;
- lugar e data da publicação;
- núm ero e volum e de páginas.
P ode-se fazer, nessa parte, um a d escrição sum ária da estrutura
da obra (divisão em capítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No
caso de uma obra estrangeira, é útil in fo rm a r tam bém a língua da
versão original e o nom e do tra d u to r (se se tra ta r de tradução).
b) um a parte com o resum o do conteúdo da obra:

176 Extraído de: FIORIN, José Luiz.; SAVIOLI, Francisco Platão. Para E ntender o Texto: leitura e redação. São
Paulo: Ática, 1990. p. 426. (adaptado).
Furasté 229 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

- indicação sucinta do assunto global da obra (assunto tratado) e do


ponto de vista ado ta d o pelo au to r (p erspectiva teórica, gênero,
m étodo, tom , etc);
- resum o que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano
geral.
Na resenha crítica, além dos ele m e n to s já m encionados, entram tam bém
com entários e ju lg a m e n to s do rese n h a d o r sobre as idéias do autor, o v a lo r da
obra, etc.
Furasté 230 Normas Técnicas para o Trabalho Científico

POST SCRIPTUM
(para a ló.cdiçSo)

Um fantasma que nos segue há algum tempo e que se tem repetido


ultimamente, com uma frequência cada vez maior, é o fantasma da IMITAÇÃO
desmedida, da CÓPIA descarada, do PLÁGIO criminoso. Se isso tem trazido
alguns dissabores, por outro lado, quero agradecer a esses pseudoprofessores,
incompetentes c incapazes, que querem se promover às custas do trabalho de
outrem, pelo provcilo que acabo tendo com suas práticas criminosas, afinal
tenho recebido boas c justas indenizações...

prof. U^edro Stfugasto f u r a s t é