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EXU

Exu é um dos Orixás, sobre o qual, ainda hoje, mais se fala. Ele permanece no dia-a-dia dos terreiros
como aquele mais enigmático sobre o qual, nada traduz seus feitos, artimanhas e armadilhas. Como
na África, colocado nas estradas, no mercado, na frente das casas, entradas das cidades, Exu é
quem governa a frente da porta de entrada do terreiro. É o grande controlador das entradas e saídas.
Daí serem seus domínios, encruzilhadas, esquinas, portas, janelas, ruas, etc. Dele depende a
comunicação, o trânsito, o sucesso nos negócios, nos jogos...
Se acredita, no terreiro, que Exu coma tudo, contando que esteja regado com muito azeite-de-dendê
e ataré, pimenta. Exu recebe ainda, pratos á base de milho vermelho torrado, feijão preto torrado no
dendê e farofas de vários tipos: farofa de mel, de água, de cachaça, de vinho, de champanhe, de
cerveja, embora se saiba que, como “dono do azeite”, a farofa de azeite é sua iguaria preferida.

Pade: Misturar a farinha de mandioca com o ingrediente: Agua, mel, ou dendê. Estas são as
principais farofas de Exu. Podemos fazer também com: Cachaça, azeite doce, terra de estrada ou
encruza, cravinho com açúcar,

Outros pratos: Farofa de dendê e um bife cru ou frito em cima, cebola cortada rodelas, e pimenta
ataré e dendê. Axes crus com dendê ou refugados no dendê.

CIGANOS
A comida dos ciganos baseia-se em cestas de fruta, vinho, maças encantadas (maça vermelha com
calda de açúcar, cravinho, canela e anis estrelado). Algumas ciganas e pomba giras, também podem
comer corações de galinha refugados cebola e dendê, colocados em cima de farofa de dendê.

OGUM
Ogun, é um dos Orixás mais populares no Brasil. Segundo a teologia dos terreiros, ele marcha à
frente de todos os cortejos, rememorando a chegada dos novos tempos, sob a marca do ferro. Ogun
é o senhor das coisas cortantes. É o patrono dos ferreiros e lembrado como pai da metalurgia.
Representa a ousadia do homem em domesticar o fogo, trazendo-o para a casa, inventando a forja e
construindo cidades.
No terreiro é sob a forma de desbravador e guerreiro que Ogun vai ser lembrado, empunhando
sempre uma espada.
Além da famosa feijoada, Ogun come inhame assado e descascado regado com azeite-de-dendê, ou
o inhame assado e espetado com palitos de dendezeiro, como também come o inhame simplesmente
cortado ao meio, passado mel e dendê. Recebe feijão preto, milho vermelho torrado e enfeitado com
coco. Acredita-se que os Orixás guerreiros comem também cru ou torrado pois eles não tem tempo
de esperar...

EFUN - Farofa de mel - mistura-se a farinha de mandioca com mel de abelhas e pronto. Pode-se
colocar num Oberó, nos pés de Ogun, ou nas estradas, pedindo a Ogun que adoce os seus caminhos
e suas estradas.

ERAN - O Eran de Ogum é feito com miúdos de boi, cortados bem pequenos e cozidos no Azeite-de-
Dendê. Depois, eles são passados num refogado de cebola ralada e dendê, e estão prontos.

FEIJOADA - Cozinha-se o feijão preto só em água, aproveitando a água de cozer o feijão para o
refugado…
Em seguida, faz-se um refogado de cebola ralada, azeite doce ou dendê, sal. Depois de puxar um
bocadinho, colocar o feijão cozido, e alguma agua de o cozer. Ir mexendo e adicionar a água de o
cozer. Coloca-se num alguidar de barro.

INHAME - Ou se usa um inhame acará (grande) ou 7 dos pequenos, coloca-se num tabuleiro com
casca, rega-se com algum dendê e leva-se no forno para assar. A meio dá-se uma virada para poder
cozinhar do outro lado. Não deixar queimar. Servir em cima de farofa doce. E regar com dendê. Pode-
se colocar espetado no inhame palitos de mariow (lascas das folhas da palmeira ou mariow).
Também se pode em vez do forno fazer em brasa. O inhame em ambos os casos pode ser com
casca ou sem ela.

TORRADOS - Feijão preto, frade ou m ilho torrado, servido em prato de barro e mel em cima. Lavar
os ingredientes, escorrer e colocar na sertã, e ir mexendo ate dicar dourados.

OXOSSI
Oxossi aparece intimamente ligado à Ogun. No terreiro, diz-se que é seu irmão. Orixá caçador,
Oxossi liga-se à terra virgem àquela não pisada, descoberta pelo pioneiro prudente que enfrenta o
mistério e o segredo das florestas. Além de Ogun, Oxossi liga-se à Ossain, às folhas, ao segredo das
plantas e remédios. De acordo com alguns mitos, Ele teria sido enfeitiçado por este Orixá, se
embrenhado no mato de onde nunca mais saiu.
Oxossi representa o recolher dos grãos, a produtividade, as actividades colectoras e à caça. A ele são
oferecidas frutas, além de comidas à base de milho e feijão fradinho torrado.

AXOXO - É a comida mais comum de Oshóssi - cozinha-se o milho vermelho somente em água,
depois deixa-se esfriar, coloca-se num Oberó e enfeita-se por cima com fatias de côco com casca.

OSSAIN
Ossain participa de toda a vida do terreiro, mantendo relações com todos os Orixás. Ele é as próprias
folhas (Ewé), indispensáveis à medicina.
Ao lado das comidas oferecidas a este Orixá, vão aparecer oferendas obrigatórias como moedas: o
pedaço de fumo, o mel e o vinho colocados na sua cabaça. Acredita-se que, sem estas prendas,
ninguém ousaria penetrar no seio das matas, no âmago da floresta, domínio de Ossain.
Ossãe vai comer pouco por ser considerado um vegetal. Em algumas casas, recebe um prato de
milho branco, temperado com cebola, dendê e camarão e enfeitado com duas maçãs verdes,
cortadas em cruz.
Ossain também come, além de frutas, comidas à base de feijão fradinho, torrado ou cozido, milho e
batata-doce cozida, amassada e refogada com azeite-de-dendê. Come, também, farofa de mel
temperada com fumo de rolo desfiado e enfeitado com folhas da costa.

Cozinha-se a batata-doce descascada só em água. Depois amassa-se feito puré, mistura-se num
refogado de cebola ralada com Azeite-de-Dendê, e coloca-se tudo num oberó.

OMOLU / OBALUAIE
Obaluaiyê ou Omolu é conhecido por vários nomes: médico dos pobres, meu avô, o velho. Diante
dele todos são obrigados a se curvarem. Ele liga-se, directamente, à terra e com ela aos
antepassados, nascidos para uma outra vida. No Novo Mundo, várias histórias de curas se juntaram
aos mitos trazidos pelos africanos e africanas escravizados, sobre suas conquistas e guerras
vencidas. No barracão do terreiro, o guerreiro valente vai apresentar-se sob palhas que caem sobre
seu corpo, escondendo a varíola e todas as espécies de doenças contagiosas. Só os preparados
podem tocar neste Orixá. Dele só se ouve o grito ou o assobio que intercala sua dança principal, o
opanijé, quando somente os atabaques tocam. Em Yorubá, tal palavra traduz a marca forte deste
Orixá temível e respeitado por todos: “Ele mata qualquer um e come.”
Obaluaiyê come tudo! A comida dos outros e a dele. Come deburu torrado, isto é, pipocas, coco,
feijão preto, milho torrado e o afufurá que é uma farofa de milho, temperada com coco, açúcar, tudo
torrado e enrolado tipo cartucho. Ele come o que Ogun come.

DEBURÚ - Colocar em uma panela de ferro, areia lavada, deixar esquentar para em seguida por um
punhado de milho de pipoca. Após pipocar, retirar as que estiverem mais abertas, colocar numa
peneira de forma a serem batidas ligeiramente pra soltar alguma areia.

FEIJOADA - -FEIJÃO FRADINHO - se for agrado, -FEIJÃO PRETO - se for obrigação.


Deixar feijão preto de molho, lavar a carne de porco, linguiça de porco. Colocar tudo para cozinhar
como uma feijoada quando passar para o alguidar deitar azeite-de-dendê e enfeitar com rodelas de
cebola roxa e camarão seco. Entregar no cruzeiro das almas.

Cozinha-se o feijão preto, só em água, e depois refoga-se cebola ralada, camarão seco e Azeite-de-
Dendê

OXUMARE
Oxumarê é a cobra e o arco-íris ao mesmo tempo. Dan, na língua fon, ou Oxumarê para os yorubás,
que dança fazendo os movimentos de uma cobra, apontando para cima e para baixo, ou arrastando-
se no chão, é macho e fêmea. Nesta última posição aparece com o nome de Ewá.
Em algumas estórias, Ewá foi a mulher bonita que teria enganado a morte quando esta procurava
Orunmilá, o testemunho do destino. Como Oxumarê, Ewá é considerada um dos Orixás que exigem
muito saber e conhecimento para que se realize a sua iniciação. As suas comidas são à base de
banana da terra e batata-doce. Há casas, todavia, onde ele recebe feijão fradinho torrado ou cozido e
folhas de mostarda.
Sobre estas comidas não se comenta muito também. Verdade é que, assim como este Orixá macho e
fêmea, de difícil fundamento. Suas comidas são consideradas também escassas.

COBRA - Descascar batata-doce, cozer em água simples. Depois de cozinhada, passar num passe-
vite de forma a moer a batata. Juntar a massa um pouco de dendê e mel, e amassar com as mãos.
Num prato de barro, moldar duas cobras, de forma a cabeça de uma ficar no rabo da outra. Colocar
dois feijões frades crus para fazer os olhos e um pouco de verdura para a língua. Colocar no centro 7
ou 14 ovos cozidos descascados. Regar com mel.

OUTRAS COMIDAS:

Maneira de Fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Separado, cozinha-se o milho vermelho
também em água. Depois, juntar o feijão e o milho, num refogado de cebola ralada com Azeite-de-
Dendê.

Maneira de Fazer: Cozinha-se o milho só em água. Separado, cozinha-se o feijão fradinho, também
só em água. Refoga-se o feijão com Azeite-de-Dendê, cebola ralada e camarão seco socado. Coloca-
se o feijão em metade de um oberó e, na outra metade o milho vermelho. Frita-se um inhame e
coloca-se por cima em fatias, em volta, enfeita-se um ovos cozidos em rodelas, fatias de côco e
coloca-se bastante mel de abelha por cima.
NANA
Outro Orixá que é cercado de muito mistério, respeito e temor é Nanã. Ela, juntamente com
Obaluaiyê, é um Orixá muito antigo.
Diante da Anciã que domina os pântanos e territórios lamacentos, com seu cajado ritual, seus passos
lentos, sua sabedoria, as pessoas se curvam como se dobrassem o corpo perante a própria morte.
No terreiro, diz-se que ela é mãe de Omolu e Oxumarê. Tiras longas de búzios caem de seu ombro,
assim como em seus filhos. Colocada sempre junto à Oxalá, Nanã guarda nas suas cores escuras, o
segredo e o mistério da existência.
Nanã come dandoró, feijão fradinho descascado um por um, após ter ficado de molho por algum
tempo. Depois tempera-se com cebola, camarão e dendê. Ela gosta também de mingaus
Nanã também recebe milho branco temperado com azeite doce e camarão, enfeitado com folhas de
mostarda, assim como arroz bem cozido, temperado com mel, ou arroz com casca, “estourado” no
fogo como pipoca, além da sobra da pipoca, pilada, feito, pó, refogada no azeite-de-dendê.
Diz-se ainda que a Velha é o celeiro do mundo, todos os grãos lhe pertencem. A ela nosso respeito!

Cozinha-se bem a folha de taioba ou mostarda, e em seguida tempera-se num refogado de cebola
ralada, camarão seco socado e Azeite-de-Dendê.

Mungunzá – Coze-se canjica branca em agua, depois de escorrida, coloca-se um litro de leite e uma
embalagem de leite coco num tacho, 200 grs. de açúcar e a canjica dentro e deixa-se cozer ate
formar uma papa grossa.

OXUM
Oxum é conhecida por sua vaidade, riqueza e beleza. Ela é a grande responsável pela vida uterina,
daí suas relações com as feiticeiras, mães ancestrais. Cultuada nos rios, nas águas correntes das
cachoeiras, Oxum come Omolocum, mas seu prato predilecto mesmo é o ypeté, seu segredo feito
com camarão ou peixe. Oxum come também ovos, efó e vatapá.
O Omolocum é considerada a comida sagrada de Oxum, e possui muito mistério. É feito com feijão
fradinho cozido, temperado com azeite-de-dendê, cebola, camarão e um pouco de sal. Depois de
pronto, é arrumada numa vasilha e enfeitada com ovos cozidos, símbolo por excelência de Oxum.
O efó é uma comida feita com folhas. Consiste em folhas aferventadas no vapor e refogadas no
azeite-de-dendê com um pouco de sal.
O vatapá pode ser feito de farinha de trigo, de mandioca, ou de pão. É uma comida onde se mistura
ao leite de côco, a farinha, o azeite-de-dendê, a cebola, o camarão, a castanha, o amendoim, o
coentro, o tomate e o pimentão bem triturados.

OMOLOCUN - Cozinha-se o feijão fradinho só em água, aproveitando a água de cozer o feijão para o
refugado. Em seguida, faz-se um refogado de cebola ralada, azeite doce ou dendê, sal, e camarão
seco. Depois de puxar um bocadinho, colocar o feijão cozido, e alguma agua de o cozer. Ir mexendo
e adicionar a água de o cozer. Coloca-se em uma tigela e enfeita-se por cima com 5 ou 8 ovos,
descascados.

ADO - Milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e/ou mel. Servir
em barro ou louça.
LOGUM
Entre os velhos, guerreiros e grandes mães, Logun Edé é colocado como menino, príncipe. De
acordo com algumas estórias, é filho de Oxum com Oxossi. A dona dos rios ter-se-ia travestido em
samambaia para conquistar o velho caçador que pescava às margens deste. Desse casamento
nasceu Logun, um caçador que possui os atributos de seu Pai e de sua Mãe.
Dos Orixás trazidos pelos africanos de Ijexá ao Brasil, só restou Logun Edé, o menino que seis
meses vive na terra e caça e seis meses vive debaixo d’água e se alimenta de peixes. A terra que
sustenta o leito dos rios, na verdade é a sua representação por excelência.
No terreiro, as oferendas que lhe são servidas, são acompanhadas das comidas de Oxum e de
Oxossi misturadas. Logun come o que Oxosse e Oxum comem. Come misturado o axoxô com o
Omolocum.

Para agradar Logunedé - Assa-se, num braseiro, 7 espigas de milho verde. Cozinha-se, à parte, uma
porção de feijão fradinho misturado com a mesma quantidade de amendoim. Pega-se o feijão cozido com
o amendoim e coloca-se num alguidar; arruma-se as espigas assadas com as pontas para fora; rega-se com
mel de abelhas; azeite de dendê e vinho branco. Deixa-se por três dias diante do igbá do Orixá e despacha-
se dentro de uma mata.

IANSA
A senhora dos ventos e das tempestades e do rio Níger, que na África chama-se Odò Oyá, esposa
preferida de Xangô, o rei dos trovões, popularmente conhecida por um dos seus títulos, Iansã, em
terras brasileiras é um dos Orixás mais festejados.
Embora associada às águas, Iansã divide o elemento fogo com o rei. De acordo com um mito, esta
teria esta poção mágica, a pedido deste, mas no meio do caminho comeu parte dela, dividindo-a a
partir de então, com o senhor que arremessa pedras de raio, tal poder.
A comida preferida de Oyá é o akará, o famoso acarajé. Mas ela come também, caruru em rodelas

ACARAJÉ - O acarajé é feito com feijão-frade, que deve ser partido num moinho em pedaços
grandes e colocado de molho em água para soltar a casca, após retirar toda a casca, lavando em
diferentes aguas, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina, e deixar
a escorrer numa peneira. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. O segredo
para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa estiver no ponto ela fica
com a aparência de espuma, para fritar use uma panela funda com bastante azeite de dendê.

EKURU ou ABARA - A massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé, feijão-frade
sem casca triturado, envolta em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor.

OMOLOCUN - Cozinha-se o feijão fradinho só em água, aproveitando a água de cozer o feijão para o
refugado.

Em seguida, faz-se um refogado de cebola ralada, azeite doce ou dendê, sal, e camarão seco.
Depois de puxar um bocadinho, colocar o feijão cozido, e alguma agua de o cozer. Ir mexendo e
adicionar a água de o cozer. Coloca-se em uma tigela.
MAÇÃS PARA IANSÃ – Ingrediente: Nove maçãs, ½ quilo de milho amarelo,
Nove rosas vermelhas, ou coral ou lírio coral. 1 Vela coral de 7 dias, Uma garrafa de champanhe.
Modo de fazer Cozinhar com água as maçãs. Cozinhar o milho Colocar em um alguidar, em cima, as
maçãs e as rosas vermelhas ou Coral ou lírio coral Acender a vela no meio, abrir a champanhe e
deixar ao lado.

IEMANJA
Iemanja é a mãe de todos os Orixás. Nas estórias, Iemanja possui vários nomes. Todos querem dizer
algo sobre a mulher cujos seios partidos deram origem aos dois maiores oceanos e cujo ventre
esfacelado a fez mãe de todos os Orixás.
A paciência é uma de suas características, o rigor sua marca; a beleza e a serenidade lembram a
grande mãe que, quando dança nos seus filhos e filhas, balança os braços as mãos como ondas que
outrora embalaram o mundo. Iemanja é a mãe de todos.
Princípio da fertilidade, várias passagens lembram seu trabalho ao lado de Ajalá, o modelador do ori,
a cabeça. Iemanja encontra-se naquele período primordial de cada ser humano, quando seu odu,
destino, herança ligada aos seus ancestrais míticos e antepassados é dado, amparando tudo e todos.
A ela são consagradas todas as cabeças. A inteligência e o equilíbrio do mundo lhe pertencem.
A principal comida dada a Iemanja chama-se Ya Ebô, ou seja, milho branco refogada com cebola
ralada e camarão moído e um pouco de camarão inteiro. Em determinadas casas, faz-se com azeite
de oliva em razão de Iemanja está muito próximo a Oxalá. Iemanja recebe também manjar, um prato
feito com leite de coco e creme de arroz.

EJÁ - Material Necessário: Peixe tipo sargo, tainha ou dourada, Azeite Doce, Camarão Seco Socado,
Cebola Ralada.

Maneira de Fazer: Limpar o peixe tirando as escamas e tripas, atenção deixar guelras, e barbatanas.
Num tabuleiro colocar cebola ralada, azeite, e algum camarão ralado. Coloca-se o peixe, e alguma
cebola em cima e dentro dele, regar com azeite e deitar algum pó de camarão em cima. Levar ao
forno sem deixar queimar. Preparar numa travessa canjica refugada e farofa de azeite refugado,
metade de cada da travessa no sentido do comprimento e coloca-se o peixe em cima.

EBOIÁ - Material Necessário: Canjica Cozida, Azeite Doce, Cebola Ralada


Maneira de Fazer: Faz-se um refugado de cebola ralada e azeite doce, sal, depois de puxar um
bocadinho, coloca-se a canjica e mexe-se de forma a refugar por todo. Servir em taça branca.

FAROFA - Cebola ralada, azeite e fazer um refugado leve, colocar a farinha mandioca, e mexer bem
ate ficar bem solta. Serve para forrar travessa com peixe.

ARROZ REFUGADO – Previamente cozer arroz em agua. Faz-se um refugado de cebola ralada e
azeite doce, sal, depois de puxar um bocadinho, coloca-se o arroz cozido e mexe-se de forma a
refugar por todo. Servir em taça branca ou travessa

MANJAR SALGADO - Num tacho colocar 4 colheres de pau, cheias, da farinha Maizena, juntar um
litro de água, uma pitada de sal (pouco) (e não colocar sal se for para Oxalá), e mexer bem, ate
ganhar ponto e ficar translucido. Colocar em forma alumínio e deixar arrefecer antes de servir em
prato branco.

MANJAR DOCE - Num tacho colocar 4 colheres de pau, cheias, da farinha Maizena, juntar um litro
de leite, 3 colheres leite de coco, açúcar, e mexer bem, ate ganhar ponto. Começa por ficar tipo
retalhado e mexer sempre. Colocar em forma alumínio e deixar arrefecer antes de servir em prato
branco.

ARROZ DOCE - Numa panela colocar meio litro de leite, 3 colheres de leite coco, açúcar, 2 paus de
canela, uma pitada de erve doce, e 6 cravinhos. Deixar ferver. Colocar o arroz cozido só em água, e
mexer ate ficar o arroz aberto. Servir em travessa.

XANGO
Xangô é rei. Este Orixá é de tanta popularidade que, no Recife, seu nome diz respeito a todos os
cultos africanos praticados em Pernambuco.
Conhecido como juiz e princípio da justiça, Xangô, que odeia a mentira, pune com rigor e violência
todos os seus inimigos. Na sua dança, relembra sua majestade, mas também sua criatividade diante
do fogo. Pai de muitos filhos e homem de muitas mulheres, Xangô é comemorado ao redor de sua
comida preferida, o amalá, prato regado com um molho de quiabos. Além disso, Xangô gosta de
comer inhame, bola de arroz e acaçá.

AGEBÔ ou AGEGBÔ - Separar 6 quiabos de lado. Cortam-se os quiabos em rodelas finas para uma
tigela branca. Juntar 6 colheres de água e 6 de açúcar amarelo ou mascavado, e amassar com as
mãos, ate fazer uma baba. Colocar os 6 quiabos em cima com a ponta mais fina pra cima.

AMALÁ -. Separar 6 ou 12 quiabos inteiros, para depois colocar no refugado. É feito com quiabo
cortado as rodelas finas, fazer refugado de cebola ralada, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode
ser feito de várias maneiras. Refugar tudo e ir adicionando agua aos poucos. É oferecido numa
gamela forrada com massa de acaçá ou farinha de mandioca (pirão)

OXALA
Na lista dos Orixás, Oxalá ocupa uma posição incontestável. É o rei do pano branco. Por baixo da
alvura de suas vestes vela-se o segredo da existência, da vida e da morte. Ele é as águas imemoriais
que enchiam a terra. Quando se fala em Oxalá, pensa-se em Deus, numa coisa universal, no
Universo, feminino e masculino, pois, Deus não tem sexo. É um dos Orixás mais antigos.
Apoiado num cajado ritual, o opaxôro, ou árvore da vida, o Ancestral da Criação surge sob duas
formas. A primeira, como um ancião que se movimenta apoiado com a ajuda das pessoas e a outra
como um guerreiro, amante de inhame pilado que luta armado de escudo, espada e exibe numa de
suas mãos, sua insígnia, a mão de pilão.
Uma de suas comidas, o Ebô, nomeia também a sua festa. O Ebô é uma comida feita de milho
branco simplesmente bem cozido. Oxalá come também inhame cozido amassado, acaçá, uma pasta
feita de milho, enrolada na folha de banana, e ekuru, iguaria à base de feijão fradinho, cozida no
vapor.

EBÔ - Cozinha-se a canjica somente em água. Depois de bem cozida, coloca-se numa vasilha
branca, coloca-se bastante mel de abelhas e cobre-se com algodão. Pode-se fazer sem o mel.

ACAÇÁ - Moesse o milho de canjica, cozinha-se até dar até dar o ponto de ficar bem durinho e
enrole os bolinhos na folha da bananeira.
INHAME ACARÁ - Cozinha-se o inhame e depois amassa-se feito um puré com um pouco de mel.
Faz-se bolinhos na mão e coloca-se em pratos brancos. Oferece-se a Oxalá OXAGUIAN 8 bolos.

ARROZ DOCE OXAGUIAN - Ingredientes1 tigela branca grande, arroz, mel, 1 litro de leite de cabra.
Cozinhe o arroz com 2 litros de água. Deixe cozinhando, até que toda água evapore. Junte, na
própria panela, o leite e o mel a gosto. Coloque esse arroz na tigela, previamente lavada com água e
mel. Decore com um ramo de boldo.

Nota: Todos os Orixás do Candomblé comem acaçá branco. Em cima da comida do Orixá, antes de
oferecer-lhe, deve-se abrir um acaçá branco.

CABOCLO
Material Necessário: Alface, Farinha de Mandioca, Mel de Abelha, Azeite de Oliva, Carne Crua, 01
Travessa de Barro

Maneira de Fazer: Faz-se uma salada de alface, com uma farofa d'água ou de mel, carne crua e
azeite de oliva por cima, coloca-se tudo numa travessa de barro.

Outras Comidas:
Abóbora moranga, assada na brasa, com mel de abelha.
Aipim ou mandioca, assado na brasa, com mel de abelha.
Ebô (canjica) com fumo de rolo desfiado e côco.
Mingau de milho vermelho com côco e fumo de rolo.
Milho vermelho com côco e fumo de rolo desfiado.
Amendoim cozido em água, com mel de abelhas.
Vinho branco, moscatel e cachaça.

EGUM
OGUIDÍ - Coloca-se de molho, numa panela de barro, uma quantidade de farinha de milho bem fina
(milharina). Esta farinha deverá permanecer de molho por dois ou três dias até que fermente. Uma
vez fermentada, acrescenta-se canela em casca; anis estrelados em pó, baunilha, e açúcar mascavo.
Cozinha-se em fogo lento.
Quando tudo tiver adquirido a consistência de uma massa, retira-se do fogo e enrola-se em folhas de
mamona. Depois de enroladas e bem amarradas para que não se abram, coloca-se uma panela com
água para ferver. Assim que a água estiver fervendo, coloca-se dentro, as trouxinhas, deixando que
cozinhem durante quinze minutos, retirando-se em seguida e colocando-se de lado para que esfriem.
Quando estiverem frias, retira-se o invólucro de folhas e arruma-se numa travessa de barro, regando-
se com bastante mel.
Deve-se fazer sempre, um número de nove oguidís ou então, o número correspondente ao Odu que
determinou a oferenda.
Entrega-se a Egun na porta do cemitério ou nos pés de uma árvore seca.

OLELE - Deixar, por 3 dias, uma porção de feijão fradinho, de molho na água.
No terceiro dia, moem-se o feijão fradinho no liquidificador usando a menor quantidade de água
possível, para que a massa resultante fique bem espessa.
Refoga-se, numa panela à parte, uma cebola, pimentão vermelho, cominho, orégão e tomate.
Quando tudo estiver bem refogado, junta-se 2 ovos e deixa-se no fogo por mais um tempo, mexendo
sempre, com uma colher de pau. Tira-se do fogo e coloca-se, com a colher, pequenas porções em
folhas de mamona, embrulhando-se em forma de trouxinhas. Coloca-se as trouxinhas para ferver
durante 25 minutos, depois do que, retira-se da água e deixa-se esfriar. Depois de frias, retira-se as
folhas de mamona, arreia-se nos pés de Egun e, no terceiro dia, retira-se e enterra-se num terreno
baldio ou dentro de uma mata.
Importante: As comidas oferecidas a Egun não levam sal, com excepção daquelas feitas para o
consumo das pessoas, das quais retira-se uma pequena porção para oferecer a Egun

ERES
CARURU - É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. É preparado com quiabo cortado
em quatro de comprido e depois em rodelas, cebola ralada ou batida no processador, pó de camarão,
sal, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído.
Preparação: Numa panela coloque azeite de dendê, a cebola e o sal, refogue um pouco, em seguida
coloque o quiabo cortado, colocar um pouco de água e deixar cozinhar, quando estiver cozido colocar
aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um pouco mais de dendê, depois de pronto é
colocado numa gamela.