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9.

Português

ano
CADERNO DEATIVIDADES
Índice
CLASSES DE PALAVRAS
3 PRONOME
5 VERBO
14 CONJUNÇÃO E LOCUÇÃOCONJUNCIONAL

SINTAXE
18 COORDENAÇÃO
20 SUBORDINAÇÃO
24 COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO:Recapitulando…
25 FUNÇÕESSINTÁTICAS:SUJEITO
27 FUNÇÕESSINTÁTICAS:MODIFICADORDONOME
28 FUNÇÕESSINTÁTICAS:COMPLEMENTODONOME
29 FUNÇÕESSINTÁTICAS:PREDICADO
31 FUNÇÕESSINTÁTICAS:COMPLEMENTODIRETO
32 FUNÇÕESSINTÁTICAS:COMPLEMENTOINDIRETO
33 FUNÇÕESSINTÁTICAS:COMPLEMENTOAGENTEDAPASSIVA
34 FUNÇÕESSINTÁTICAS:MODIFICADOR
35 FUNÇÕESSINTÁTICAS:COMPLEMENTOOBLÍQUO
36 FUNÇÕESSINTÁTICAS:PREDICATIVODOSUJEITO
37 FUNÇÕESSINTÁTICAS:PREDICATIVODOCOMPLEMENTO
DIRETO
38 FUNÇÕES SINTÁTICAS:VOCATIVO
39 FUNÇÕES SINTÁTICAS:Recapitulando…

ANÁLISE DO DISCURSO
41 DISCURSODIRETO,INDIRETOEINDIRETOLIVRE

LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA


47 REGISTOS DELÍNGUA
52 PALAVRASDIVERGENTESECONVERGENTES

LÉXICO
54 ARCAÍSMOS
55 NEOLOGISMOS

FONÉTICA E FONOLOGIA
56 PROCESSOS FONOLÓGICOS

RETÓRICA
60 FIGURAS (OU RECURSOSEXPRESSIVOS)

REPRESENTAÇÃO ORTOGRÁFICA
64 ACENTUAÇÃO
65 ORTOGRAFIA
66 PONTUAÇÃO
67 CONSTRUÇÃOFRÁSICA

69 TESTE-EXAME 1

75 TESTE-EXAME 2
CLASSES DEPALAVRAS

PRONOME (Classefechada) ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 3
«Classes de palavras»
1. Sublinhaospronomesdasfrasesqueseseguemeidentificaassubclasses a
quepertencem.
a) Queméquevaipagaradespesa?
Pronomeinterrogativo

b) Eleenviou-lheumacartasurpreendente.
Pronomespessoais

c) A minha bicicleta é mais veloz do que atua.


Pronomepossessivo

d) Aquiloquemedissesteatéparecementira!
Pronomedemonstrativo;pronomerelativo;pronomepessoal

e) Atéaomomento,ninguémmedissenada.
Pronomeindefinido;pronomepessoal;pronomeindefinido

f) Estasvideirasestãocarregadasdeuvas,masaquelasaindanão.
Pronome demonstrativo

2. Reescreveasfrasesutilizandopronomespessoaisparaevitarrepetições.
a) AMargaridatinhaumencontrocomoMiguel,masoMiguelnãoapareceu.
AMargaridatinhaumencontrocomoMiguel,maselenãoapareceu.

b) OMigueleaMariajásabemofilmedecor,masqueremverofilmenovamente.
OMigueleaMariajásabemofilmedecor,masqueremvê-lonovamente.

c) Obebéficouassustado,emboraninguémtenhafeitomalaobebé.
Obebéficouassustado,emboraninguémlhetenhafeitomal.

d) ARaquelfaloucomamãeaotelefonedemanhã;noentanto,esqueceu-sededaràmãeumrecado.
ARaquelfaloucomamãeaotelefonedemanhã;noentanto,esqueceu-sedelhedarumrecado.

3. Completaasseguintesfrasescomospronomesdemonstrativosadequados.
a) Somossempre osmesmos afazerostrabalhosdecasa!
b) Alguém estáaouvir aquilo que estou adizer?
c) Nãofoi isso que eu te mandeicomprar.
d) Essepenteadofica-temesmobem.Foi aquele que viste narevista?

4. Assinala os pronomespossessivos.
a) Asminhascalçassãoiguaisàstuas!
b) Anossacasaémuitoespaçosa.Eavossa?
c) Éovossocão?Onossotemandadodoente.
d) Empresta-meosteusapontamentos,poisnãoseidosmeus.
e) Estaaldeiaébastanteacolhedora.Easua?

3
CLASSES DE PALAVRAS PRONOME

5. Identificaospronomesrelativoseosrespetivosantecedentes.
a) Ocantorquevenceuofestivalrecebeugrandeselogios. que — cantor

b) Otextoqueescrevesteestámuitobemestruturado! que — texto

c) Viohomemsobrequemcontasteaquelahistória. quem — homem

d) Esteéotalperfumedequenósfalámos. que — perfume

e) Esseéoatoraquemmereferinasemanapassada. quem — ator

6. ConstróifrasesligandoospronomesinterrogativosdacolunaAaoselementosdacolunaB.

A B

(a) Quem… • • (1) … é a disciplina em que tens mais dificuldades?

(b) Que… • • (2) … te ajudou a resolver esse exercício tão complicado?

(c) Quais… • • (3) … são as tuas expectativas para o teu próximo ano letivo?

(d) Qual… • • (4) … queres fazer no dia do teu aniversário?

7. Assinalaasfrasesquecontêmpronomesindefinidos.
X a) Detodososfilmesquevi,nenhummeagradoumaisdoqueeste.
b) Esqueci-medaminhacalculadora…Emprestas-meatua?
X c) Tensumafolhadetesteamais?Équeeunãotenhonenhuma.
X d) Estáalguématocaràcampainha.
X e) Choveu tanto que ficou tudoinundado!
X f) Hoje,forammuitaspessoasaomercado.Ontem,forampoucas.
g) Vamosàgeladariapertodatuacasa?Estaestáfechada…
X h) DecertezaqueestãoaesconderalgoaoJoão.

8. Observa abanda
desenhada.

8.1 Sublinha todos os pronomes encontrados e agrupa-os de acordo com a subclasse a que pertencem.

Pronomes

Pessoais Demonstrativos Possessivos Indefinidos Relativos Interrogativos

esse
eu teu ninguém que qual
aquele

4
CLASSES DEPALAVRAS

VERBO(Classeaberta) ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 3
«Classes de palavras»
1. Lêopoemaapresentado.

Melancolia
Olhando distraído o armário eu vi
o sol que nele se refletia.
E comecei: «um quadrado de luz
num retângulo de sombra.
5 Ou talvez um quadro

uma equação
um exercício de purageometria.»
Mas enquanto fazia isto que faço
já o sol no ocidente seescondia
10 deixando no armário um breve traço

de profunda melancolia.
Manuel Alegre, Livro do Português Errante,
Dom Quixote, 2001.

1.1 Transcreve todas as formas verbais para o quadro e classifica-as de acordo com os elementos
solicitados.

Forma Conjugação Verbo Verbo Forma


Tempo Modo
verbal regular irregular nominal
1.ª 2.ª 3.ª

olhando X X Gerúndio

vi X X Pret. perf. Indicativo

se refletia X X Pret. imperf. Indicativo

comecei X X Pret. perf. Indicativo

fazia X X Pret. imperf. Indicativo

faço X X Presente Indicativo

se escondia X X Pret. imperf. Indicativo

deixando X X Gerúndio

1.2 Escolheaprimeiraformaverbalqueopoemaapresentaereescreve-anaprimeirapessoadosin-
gularnostempose/oumodosindicados.
a) Presentedoindicativo—olho
b) Presentedoconjuntivo—olhe
c) Pretéritoimperfeitodoindicativo—olhava
d) Pretéritoimperfeitodoconjuntivo—olhasse

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CLASSES DE PALAVRAS VERBO

e) Pretéritoperfeitodoindicativo—olhei
f) Pretéritomais-que-perfeitodoindicativo—olhara
g) Futuroimperfeitodoindicativo—olharei
h) Futuroimperfeitodoconjuntivo—olhar
i) Condicional—olharia
1.3 Reescreveaformaverbal«Olhando»(v.1)no:
a) imperativo —olha/olhai
b) infinitivoimpessoal—olhar
1.4 Escreveosparticípiospassadosdosverboselencadosem1.1nacolunaadequada.

Particípio passado
Verbos
Regular (forma fraca) Irregular (forma forte)

olhando olhado

vi visto

se refletia refletido

comecei começado

fazia feito

faço feito

se escondia escondido

deixando deixado

1.5 Selecionaumaformaverbalquepossaserconsiderada:
a) verbo principal transitivo direto —vi
b) verboprincipalintransitivo—comecei
1.6 Apresenta uma forma verbal que esteja conjugada reflexamente. serefletia
1.7 Consideraaúltimaformaverbalpresentenopoema.Completaosquadrosabaixoreescrevendo-a
naprimeirapessoadosingulardostemposcompostos.

Tempos compostos

Modo indicativo Modo conjuntivo

Pretérito perfeito tenho deixado tenha deixado

Pretérito mais-que-perfeito tinha deixado tivesse deixado

Futuro perfeito terei deixado tiver deixado

Modo condicional

Simples Composto

deixaria teria deixado

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VERBO CLASSES DE PALAVRAS

1.8 Recorda,agora,aformaçãodostemposcompostosusadosnoexercícioanterior.

Tempo Modo indicativo Modo conjuntivo

presentedoverboauxiliar presente do verbo auxiliar


Pretérito
+ +
perfeito particípio passado do verbo principal
particípio passado do verbo principal

pretérito imperfeito do verbo auxiliar pretérito imperfeito do verboauxiliar


Pretérito
+ +
mais-que-perfeito particípiopassadodoverboprincipal particípio passado do verbo principal

futuroimperfeitodo verboauxiliar futuro imperfeito do verbo auxiliar


Futuro +
+
perfeito
particípio passado do verboprincipal particípio passado do verbo principal

Modo condicional

Simples Composto

condicional do verboauxiliar
radical do verbo + vogal temática + -ria +
particípiopassadodo verboprincipal

1.9 Registanoquadroogerúndiodasformasverbaisqueretirastedopoema(excetoasquejáestão
nogerúndioeosverbosrepetidos!).

Formas verbais Gerúndio

vi vendo

se refletia refletindo

comecei começando

fazia/faço fazendo

se escondia escondendo

1.10 Relembraofuncionamentodomodoimperativoevoltaaescreverosverbosiniciais(doexercí-
cio1.1)conjugando-osnestemodo.

Modo imperativo
Verbos
2.ª pessoa do singular 2.ª pessoa do plural

olhando olha olhai

vi vê vede

se refletia reflete refleti

comecei começa começai

fazia/faço faz fazei

se escondia esconde-te escondei-vos

deixando deixa deixai

7
CLASSES DE PALAVRAS VERBO

1.11 Conjugaaformaverbal«fazia»emtodasaspessoasdomodoinfinitivopessoal.
eufazer nósfazermos

tufazeres vósfazerdes

ele/elafazer eles/elasfazerem

2. Apresentaosparticípiospassadosirregularesdosverbosseguintes.

Verbo Particípio passado irregular Verbo Particípio passado irregular

abrir aberto gastar gasto

acender aceso limpar limpo

eleger eleito omitir omisso

extinguir extinto pôr posto

fartar farto salvar salvo

3. Classificaosverbosusadosnasfrasesqueseseguemepreencheoquadroabaixo.
a) A empresa faliu por faltadereceitas. f) Os alunos cantaram muito bem na audiçãofinal.
b) Ele trouxe o livro dabibliotecamunicipal. g) A Maria levou os filhos ao JardimBotânico.
c) Nasemanapassada,choveumuito. h)Osgatosmiammuitonomêsdejaneiro.
d) Elaperdeuquatroquilosnomêspassado. i) O Bernardo deu um perfume ànamorada.
e) Eles caminharam duranteduashoras. j) Não caibo em mim decontente!

Tipologia verbal

Verbos regulares Verbos irregulares Verbos defetivos

e), f), g) b), d), i), j) a), c), h)

4. Criaduasfrasesparacadatipodeverboaproveitandoassugestõesdadas.
4.1 Verbosregulares
a) trabalhar — Respostalivre.

b) comer—Respostalivre.

4.2 Verbosirregulares
a) ser — Respostalivre.

b) dormir—Respostalivre.

8
VERBO CLASSES DE PALAVRAS

4.3 Verbos defetivos


a) colorir—Respostalivre.
b) reaver—Respostalivre.
4.3.1 Verbosimpessoais
a) chover—Respostalivre.
b) nevar—Respostalivre.
4.3.2 Verbosunipessoais
a) ladrar—Respostalivre.
b) chilrear — Respostalivre.

5. Insereasformasverbaisusadasemcadafrasenarespetivacolunadoquadro.
a) AMariaestácontentecomosseusresultados. e) O Manuel leu o livrorapidamente.
b) Orapazdeuàmãeumramomaravilhoso. f) O cão ladrou toda anoite.
c) A raparigafalou-lheasperamente. g) O almoço foi feito pelo João.
d) Aprofessoraconsidera-oumexcelentealuno.

Subclasses do verbo

Verbo principal

transitivo Verbo Verbo


transitivo transitivo transitivo- auxiliar(1) copulativo
direto intransitivo
direto indireto -predicativo
e indireto

g) foi
e) leu c) falou b) deu d) considera f) ladrou a) está
(da passiva)
(1) Os verbos auxiliares mais frequentes são «ter», «haver» e «ser». Os verbos «ter» e «haver» auxiliam a formação dos tempos compostos,
enquantooverbo«ser»éusadocomoauxiliardapassiva(noutrasfrases,semcomplexoverbal,overbo«ser»écopulativo—ex.:Eleéinteligente.).

6. Aplica o pronome pessoal átono em adjacência verbal completando as frases com as formas dos
verbos entreparênteses.
a) Ontem,compreiumarevista.Logovou lê-la (ler) nosofá.
b) Costumosepararolixoemcasa.Assimquepossa,irei depositá-lo (depositar)nosconten-
toresapropriados.
c) Os alunos prepararam dramatizações para o fim doano. Vão apresentá-las
(apresentar)nasemanacultural.
d) Noverãoosgeladossãodeliciosos!Adoro saboreá-los (saborear)àbeira-mar.
e) Mantém o teu quartosemprearrumado. Limpa-o (limpar) todas assemanas!
f) Aáguaéumbemprecioso.Nãodeves desperdiçá-la (desperdiçar).

g) Protege-tedosolcolocandoóculosadequados. Usa-os (usar) quando saíres


àruaemhorascríticas.
h) As uvas são frutos muito calóricos. Come-as (comer) em pequenas quantidades e
depois de estarem devidamente lavadas.

9
CLASSES DE PALAVRAS VERBO

6.1 Reescrevenofuturodoindicativoasprimeirasquatroformasverbaisqueusaste.
a) lê-la-ei c) apresentá-las-ão
b) depositá-lo-ei d) saboreá-los-ei
6.2 Reescrevenocondicionalasúltimasquatroformasverbaisqueusaste.
e) limpá-lo-ias g) usá-los-ias
f) desperdiçá-la-ias h) comê-las-ias

7. Treina, agora, o uso do pronome pessoal átono reflexo em adjacência verbal completando asfrases
comasformasapropriadasdosverbosentreparênteses.
a) Eu lembro-me (lembrar) bem da minhainfância!
b) Tu,ontem, divertiste-te (divertir) nafesta?
c) Ele,outrora, perdera-se (perder) noshopping.
d) Nós inscrevemo-nos (inscrever)nodiaanterioraoconcurso.
e) Vós,antigamente, ofendiam-se (ofender) por tudo e pornada!
f) Eles,amanhã, levantar-se-ão (levantar) muitotarde.

8. Considera ainda a conjugação pronominal recíproca e completa as frases usando o verbo «cumpri-
mentar-se».
a) Nós cumprimentamo-nos todasasmanhãs.
b) Vós cumprimentastes-vos depoisdeumperíodolongodeafastamento.
c) Eles cumprimentam-se diariamente.

9. Consideraasseguintesfrasesretiradasdoartigo«Omassacredasoliveirasmilenaresportuguesas»,
incluso na publicação periódica Courrier Internacional, n.º 197, de julho de 2012, e indica se são
frasesativasoupassivas.
a) «Aspolíticaseuropeiasnãoprotegemosolivaisdaproduçãoemmassa[…].»
Formaativa

b) «Algumasoliveirasmilenaresforamsalvasdaimersão[…].»
Formapassiva

c) «Nessas“fábricasdeazeitona”,[…],asárvoresforamplantadasemfilas,[…].»
Formapassiva

d) «Oazeiteéumsetorminadopelasfraudes.»
Formapassiva

e) «Destemodo,Itáliaexportaodobrodoqueproduz.»
Formaativa

f) «AsimensasplaníciesdaregiãoqueéhojeoAlentejo“exportavamazeiteetrigoatéparaRoma”, […].»
Formaativa

10
VERBO CLASSES DE PALAVRAS

9.1 Reescrevenaformainversaasfrasesdasalíneasindicadas.
a) Os olivais não são protegidos da produção em massa pelas políticaseuropeias.

d) Asfraudesminamosetordoazeite.
e) ÉexportadoporItáliaodobrodoqueéproduzido.
f) AzeiteetrigoeramexportadosdasimensasplaníciesdaregiãoqueéhojeoAlentejoatéparaRoma.

10. Passaparaapassivaasfrasesseguintes,retiradastambémdapublicaçãomencionadaem9.
a) «Masestecasodesucessoecológiconãopodeesconderodesastreemcurso.»
Masodesastreemcursonãopodeserescondidoporestecasodesucessoecológico.

b) «AbarragemdeAlqueva[…]afogoudezenasdemilharesdeárvores.»
DezenasdemilharesdeárvoresforamafogadaspelabarragemdeAlqueva.

c) «Oprogramadeirrigaçãoabaixocustoparamaisde40milhectaresatraiuinvestidoresespanhóis
eportugueses.»
Investidoresespanhóiseportuguesesforamatraídospeloprogramadeirrigaçãoabaixocustoparamaisde40milhectares.

d) «[…]oPaísviunosolivaisirrigadosumaoportunidadeparacorrigirabalançacomercial[…].»
Umaoportunidadeparacorrigirabalançacomercialfoivistapelopaísnosolivaisirrigados.

e) «Asárvoresatingemopicodaproduçãoapartirdoterceiroano.»
Opicodaproduçãoéatingidopelasárvoresapartirdoterceiroano.

11. Transformaasseguintesfrasespassivasemfrasesativas.
a) Em2011,oesforçoderecuperaçãodopatrimóniovegetalfoiignoradopelasautoridades.
Em2011,asautoridadesignoraramoesforçoderecuperaçãodopatrimóniovegetal.

b) EsteesforçoforadistinguidocomumamençãohonrosapelaCPADAnacerimóniadeatribuiçãodo
Prémio Nacional doAmbiente.
ACPADAdistinguiraesteesforçocomumamençãohonrosanacerimóniadeatribuiçãodoPrémioNacionaldoAmbiente.

c) ApenasumasmigalhasdossubsídiosagrícolasdaUEtêmsidorecebidaspelospequenosolivicultores.
OspequenosolivicultorestêmrecebidoapenasumasmigalhasdossubsídiosagrícolasdaUE.

11
CLASSES DE PALAVRAS VERBO

d) GrandepartedoazeitevendidocometiquetaitalianaéreexportadoporPortugal.
Portugalreexportagrandepartedoazeitevendidocometiquetaitaliana.

e) Algumasoliveirasmilenaresforamvendidaspelosolivicultores.
Osolivicultoresvenderamalgumasoliveirasmilenares.

f) Aviabilidadeeconómicaseráamelhorarmausadapelosalentejanosparaprotegerosseusolivais.
Osalentejanosusarãoaviabilidadeeconómicacomoamelhorarmaparaprotegerosseusolivais.

12. Procedeàsalteraçõesnecessárias,demodoaconferiresacadafraseosignificadopretendido.
a) Preparar o estudo atempadamente. (necessidade)
Deviaprepararoestudoatempadamente.

b) Aprenderatocarclarinete.(duraçãodaação)
Estouaaprenderatocarclarinete.

c) Ir ao teatro.(intenção)
Napróximasemana,heideiraoteatro.

d) LerolivroContos,deEçadeQueirós.(fimdaação)
AcabeidelerolivroContos,deEçadeQueirós.

e) VisitaroMosteirodosJerónimos.(futuropróximodaação)
VouvisitaroMosteirodosJerónimos.

f) Praticarnatação.(iníciodaação)
Comecei,nomêspassado,apraticarnatação.

12.1 Relembraofuncionamentodoscomplexosverbaisecompletacomexemplosadequados.

Valor aspetual

Significado Complexos verbais Exemplos

Início da ação (ingressivo) começar a + infinitivo Resposta livre.

Fim da ação (terminativo) acabar de + infinitivo Resposta livre.

Duraçãodaação(durativo) estar a + infinitivo Resposta livre.

Realização gradual
vir a + infinitivo Resposta livre.
da ação (progressivo)

Valor temporal

Futuro próximo da ação ir + infinitivo Resposta livre.

Intenção futura da ação haver de + infinitivo Resposta livre.

Valor modal

Necessidade dever + infinitivo


Resposta livre.
ou obrigatoriedade ter de + infinitivo

Probabilidade
dever + infinitivo Resposta livre.
ou possibilidade

12
VERBO CLASSES DE PALAVRAS

12.2 Identificaosignificadodoscomplexosverbaisusadosnasfrasesseguintes.
a) Aprofessorahaviadeditarosumárionofimdaaula.intençãofuturadaação
b) Oalunodeixoudefalarassimquefoiadvertido.fimdaação
c) JácomeceialeroAutodaBarcadoInferno.iníciodaação
d) IreilerOsLusíadascomentusiasmo.futuropróximodaação
e) Andoaestudarcommaisempenhonesteperíodo. duraçãodaação
f) Osdeusespodiamdecidirofuturodosportugueses. probabilidade/possibilidade
g) Ostextosdevemserlidosatentamente. necessidade/obrigatoriedade
h) Vénusiaajudandoosnautasnosmomentosdifíceis. realizaçãogradualdaação
12.3 Escrevefrasesemqueusesoscomplexosverbaisindicados.
a) haverde+infinitivo
Respostalivre.

b) continuar a +infinitivo
Respostalivre.

c) estar+gerúndio
Respostalivre.

d) andar +gerúndio
Respostalivre.

e) ir +gerúndio
Respostalivre.

f) vir+ gerúndio
Respostalivre.

13. Referesenasfrasesqueseseguemestápresenteamodalidadeapreciativa,deônticaouepistémica.
a) Nãopodesfalaraltoemsítiospúblicos.deôntica
b) Gostei muito daquele filme!apreciativa
c) Tenhoacertezadequeadorasapraia. epistémica
d) Duvidoquefaçastudoatéàhoradejantar.epistémica
e) Aprecioemtioteubomhumor.apreciativa
f) Preenchejáocabeçalhodaprova. deôntica
g) Importas-tedeestarcalado?deôntica
h) Irrita-me quando não me consigo lembrar da matéria. apreciativa
i) Ocriminosoterásidopresoontem.epistémica
j) Obrigadopeloteuapoio.apreciativa
k) Éprovávelqueelevenhamaiscedo. epistémica
l) Fechaaporta,porfavor!deôntica

13
CLASSES DEPALAVRAS

CONJUNÇÃO E LOCUÇÃOCONJUNCIONAL ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 3

(Classe fechada) «Classes de palavras»

Conjunçãocoordenativa
e locução conjuncional coordenativa
1. Assinala(X)asubclassedecadaumadasconjunções/locuçõesconjuncionaiscoordenativasusadas
nasfrases.
Copulativas Adversativas Disjuntivas Conclusivas Explicativas

a) O Pedro teve um furo no pneu;


X
logo, não chegou a horas.

b) A queda foi grande, mas ela


X
não se magoou.

c) Ora faz os trabalhos de casa


X
ora vê televisão.

d) A Maria tanto estuda como


X
ajuda os pais no restaurante.

e) O Miguel fica corado, pois


X
é muito envergonhado.

2. Identificaasconjunçõesoulocuçõesconjuncionaiscoordenativasnasfrasesqueseseguem.Depois,
classifica-as.
a) Preferesirpassearouficamosaquinaesplanada?
Conjunçãocoordenativa disjuntiva

b) A Marta já leu o livro, mas ainda lhe falta preencher a ficha deleitura.
Conjunçãocoordenativaadversativa

c) ASusanaéumaraparigacorajosa,poisenfrentouosassaltantes!
Conjunçãocoordenativaexplicativa

d) Nomêsdeagosto,ireiàpraiaquerchovaquerfaçasol.
Locuçãoconjuncionalcoordenativadisjuntiva

e) Nãotenhofarinhaemcasa;portanto,nãopossofazerobolo.
Conjunçãocoordenativaconclusiva

f) Oavôcontahistóriasinteressantesesabejogarmuitobemàscartas.
Conjunçãocoordenativa copulativa

g) Nãodemoresmuitoqueeuestoucheiadepressa!
Conjunçãocoordenativaexplicativa

h) ODiogonãosótemumaalimentaçãocuidadacomotambémpraticadesporto.
Locuçãoconjuncionalcoordenativacopulativa

14
CONJUNÇÃO E LOCUÇÃO CONJUNCIONAL CLASSES DE PALAVRAS

3. Uneasseguintesoraçõescomasconjunçõescoordenativasapropriadas.
a) OJoãovenderáoapartamento.Compraráumavivenda.
OJoãovenderáoapartamentoecompraráumavivenda.

b) Fartei-medeestudar.Estouconfiante.
Fartei-medeestudar;portanto,estouconfiante.

c) Aqui,nãopodesbeberáguadatorneira.Nãoépotável.
Aqui,nãopodesbeberáguadatorneira,poisnãoépotável.

d) AAnatrabalhoumuito.Nãoalcançouolugarpretendido.
AAnatrabalhoumuito,masnãoalcançouolugarpretendido.

4. Completaasfrasescomasconjunçõesoulocuçõesconjuncionaiscoordenativasadequadas,tendoem
contaainformaçãoentreparênteses.
a) Osresultadosdaestatísticanãoforambons nem (copulativa)maus.
b) Queres sumodelaranja ou (disjuntiva) sumo deananás?
c) A rapariga não se preparou minimamente paraoteste; porconseguinte , (conclusiva)oresul-
tado seráfraco.
d) OAndrénãovaicomeressasobremesa, pois (explicativa) é alérgico aosmorangos.

5. ConstróifrasesligandooselementosdacolunaAaosdacolunaB,deformaaobteresumconjuntode
conhecidosprovérbios.

A B

(a) No tempo do cuco, … • • (1) … mas fere.

(b) Exército bem provido tarde… • • (2) … nem mal que nunca acabe.

(c) Faz o que eu digo… • • (3) … ou nunca é vencido.

(d) A palavra não é uma seta, … • • (4) … e não o que eu faço.

(e) Não há bem que sempre dure… • • (5) … ou é pecado ou faz mal.

(f) Aquilo que sabe bem… • • (6) … tanto está molhado como enxuto.

5.1 Identificaeclassificaasconjunções/locuçõesconjuncionaiscoordenativasqueligamoselemen-
tosdeambasascolunas.
(a) tanto… como — locução conjuncional coordenativacopulativa
(b) ou — conjunção coordenativadisjuntiva
(c) e — conjunção coordenativacopulativa
(d) mas — conjunção coordenativaadversativa
(e) nem — conjunção coordenativacopulativa
(f) ou… ou — locução conjuncional coordenativadisjuntiva

15
CLASSES DE PALAVRAS CONJUNÇÃO E LOCUÇÃO CONJUNCIONAL

Conjunção subordinativa
e locução conjuncional subordinativa
1. Alistaquesesegueincluiconjunçõessubordinativas.Sublinha-as.
a) de e) mas i) se
b) quando f)enquanto j) logo
c) porque g) ou k) para
d) por h) embora l) e

2. Une as frases com as conjunções ou locuções conjuncionais subordinativas adequadas, tendo em


contaainformaçãoentreparênteses.Fazasalteraçõesqueconsideresnecessárias.
a) Elasqueriamfazerumaviagem.Nãotinhamdinheiro.(concessiva)
Elasqueriamfazerumaviagem,emboranãotivessemdinheiro.

b) Tinhatantosono.Adormecinosofá.(consecutiva)
Tinhatantosonoqueadormecinosofá.

c) PartimosdeCoimbrademanhãzinha.PodemospassarporViseu.(condicional)
SepartirmosdeCoimbrademanhãzinha,podemospassarporViseu.

d) Nãomeapeteceirconvosco.Estoucheiadedoresdecabeça.(causal)
Nãomeapeteceirconvosco,porqueestoucheiadedoresdecabeça.

e) ALuísanãogostadeiràpraia.Estámuitovento.(temporal)
ALuísanãogostadeiràpraiaquandoestámuitovento.

f) Ele abriu a janela. Saiu a abelha.(final)


Eleabriuajanelaparaaabelhasair.

3. Constróifrasesemqueutilizesasconjunçõessolicitadas.
a) Conjunçãosubordinativacompletiva
Respostalivre.

b) Conjunçãosubordinativatemporal
Respostalivre.

c) Conjunção subordinativacomparativa
Respostalivre.

d) Conjunção subordinativacausal
Respostalivre.

e) Conjunçãosubordinativacondicional
Respostalivre.

f) Conjunção subordinativaconcessiva
Respostalivre.

16
CONJUNÇÃO E LOCUÇÃO CONJUNCIONAL CLASSES DE PALAVRAS

4. Classificaasconjunções/locuçõesconjuncionaisdestacadasnasfrasesqueseseguem.
a) Estavatantocalorquefomosparaaesplanada.
Conjunçãosubordinativaconsecutiva

b) Senevar,nãovousairdecasa.
Conjunção subordinativacondicional

c) Liguei-teassimqueviatuachamadanomeutelemóvel.
Locuçãoconjuncionalsubordinativatemporal

d) Voulutarparaalcançaromeugrandeobjetivo.
Conjunção subordinativafinal

5. LigaoselementosdacolunaAaosdacolunaB,deformaaobteresumconjuntodeconhecidospro- vérbios.

A B
• •
(a) Mais depressa se apanha um mentiroso… (1) … que atrás vem gente.
• •
(b) Adiante… (2) … enquanto o coração chora.
• •
(c) Má vizinha à porta é pior… (3) … a manhã rompe sempre.
• •
(d) Muitas vezes a boca ri… (4) … se queres respeito.
• •
(e) Anda direito, … (5) … do que um coxo.
• •
(f) Ainda que o galo não cante, … (6) … temos de os partir.
• •
(g) Não gozes com o mal do teu vizinho, … (7) … vai a montanha a Maomé.
• •
(h) Água mole em pedra dura… (8) … do que lagarta na horta.
• •
(i) Para ovos frigir, … (9) … porque o teu vem a caminho.
• •
(j) Se Maomé não vai à montanha, … • • (10) … tanto bate até que fura.
(k) Antes que cases… (11) … vê o que fazes.
5.1 Identificaeclassificaasconjunções/locuçõesconjuncionaisqueutilizastenasfrasesacima.
(a) do que — locução subordinativacomparativa
(b) que — conjunção subordinativacausal
(c) do que — locução subordinativacomparativa
(d) enquanto — conjunção subordinativatemporal
(e) se — conjunção subordinativacondicional
(f) ainda que — locução subordinativaconcessiva
(g) porque — conjunção subordinativacausal
(h) até que — locução subordinativatemporal
(i) para — conjunçãosubordinativafinal

(j)
(k) se — conjunçãosubordinativacondicional

antes que — locução subordinativatemporal

17
SINTAXE

COORDENAÇÃO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 6
«Coordenação e subordinação»
1. Completaasafirmaçõesaplicandoosconhecimentosquejápossuis
acerca dacoordenação.

As orações coordenadas estão ligadas por uma conjunção ou locução


conjuncional coordenativa ecadaumadelasmantémumacerta independência .
A coordenação pode ser sindética se a conjunção/ locução
conjuncional coordenativa que introduz uma das orações coordenadas estiver
expressa. Caso isso não aconteça, a coordenaçãoé assindética .
É possível classificar as orações coordenadas emcincogrupos: copulativas ,
adversativas , disjuntivas , conclusivas e explicativas .

2. FazcorresponderosconceitosdacolunaAàinformaçãodadanacolunaB.

A B

(a) Orações coordenadas copulativas • • (1) Estabelecem uma relação de oposição ou contraste.

(b) Orações coordenadas adversativas • • (2) Esclarecem o sentido.

(c) Orações coordenadas disjuntivas • • (3) Indicam uma ideia de adição ou sequência.

(d) Orações coordenadas conclusivas • • (4) Apresentam uma alternativa.

(e) Orações coordenadas explicativas • • (5) Exprimem uma conclusão.

3. Completaoquadroquesesegueidentificandoeclassificandoasconjunções/locuçõesconjuncionais
coordenativas presentes nasfrases.

Conjunções/Locuções
Frases Classificação
conjuncionais coordenativas

a) A velhinha ora fazia croché ora dormitava. ora …ora locução conj. coord. disjuntiva

b) Há muito trabalho pendente, mas ninguém conjunção coordenativa


mas
tem vontade de trabalhar. adversativa

c) Come tudo, que está muito bom! que conjunção coordenativa explicativa

d) A Sara estava com pressa, pois ia apanhar conjunção coordenativa


pois
o autocarro. explicativa

e) Nas férias, queres ir à praia ou à piscina? ou conjunção coordenativa disjuntiva

f) Ele estudou muito; logo, conseguiu entrar conjunção coordenativa


logo
no curso que desejava. conclusiva

g) A hora do recreio terminou; portanto, conjunção coordenativa


portanto
vamos trabalhar! conclusiva

h) Comprei o bilhete e fui ao cinema. e conjunção coordenativa copulativa

18
COORDENAÇÃO SINTAXE

4. Delimitaeclassificaasoraçõesquecompõemasfrasesseguintes.
a) Abreaportaevaisterumasurpresa.
Orações coordenadascopulativas

b) Choveuodiatodo;porconseguinte,aVanessanãofezohabitualpasseiomatinal.
Orações coordenadasconclusivas

c) Ontem,osmeussobrinhosnãoforamàescola,poiseraferiado.
Oraçõescoordenadasexplicativas

d) AJoanaqueriairdeférias,masnãotinhadinheiro.
Oraçõescoordenadasadversativas

e) Oavôoratrabalhaoravaiàcaça.
Orações coordenadasdisjuntivas

f) Ligaoaquecedor,poisestoucomfrio.
Oraçõescoordenadasexplicativas

g) Ofechodasminhascalçasnemabrenemfecha.
Orações coordenadasdisjuntivas

h) Ouvaiscomigoouficasemcasa!
Orações coordenadasdisjuntivas

i) OTiagonãotrouxetrabalhosdecasa;portanto,podevertelevisãoàvontade.
Orações coordenadasconclusivas

5. Classifica(X)comoverdadeirasoufalsasasafirmaçõesseguintes.Depois,corrigea(s)queconside-
rastefalsa(s).
V F Correção

a) Sempre que numa frase surge a conjunção «mas»,


consideramosqueasoraçõesqueasconstituemsão X
coordenadasadversativas.

b) Quando numa frase aparecem duas orações ligadas


…conjunção«pois»,dizemosqueasorações
atravésdaconjunção«pois»,dizemosqueasorações X
sãoexplicativas.
sãoconclusivas.

c) Se encontrarmos uma frase cujas orações sejam


ligadas por «e», sabemos que as orações são X
coordenadas copulativas.

d) Se numa frase as orações estão ligadas por «ou»,


X
sabemos que as orações são coordenadas disjuntivas.

e)Asfrasescoordenadascomconjunçãosão
X …comconjunçãosãodenominadassindéticas.
denominadasassindéticas.

f)Senumafraseapareceaconjunção«portanto»,
… conjunção «portanto», consideramos que
consideramosqueasoraçõessãocoordenadas X
as orações são coordenadas conclusivas.
explicativas.

g) As orações coordenadas estão ligadas por uma … conjunção ou locução conjuncional


X
conjunção ou locução conjuncional coordenada. coordenativa.

19
SINTAXE

SUBORDINAÇÃO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 6
«Coordenação e subordinação»
1. Completaaafirmaçãoaplicandoosconhecimentosquejápossuis
acerca dasubordinação.

A subordinação é um processo de ligação entre duas orações em que uma


se torna dependente da outra, estando as mesmas ligadas por conjunções
oulocuçõesconjuncionais subordinativas .Aumadá-seonomedeprincipalou
subordinante , e àdependentechama-se subordinada .

2. Completaoquadroquesesegueidentificandoeclassificandoasconjunções/locuçõesconjuncionais
subordinativas presentes nasfrases.

Conjunções/Locuções
Frases Classificação
conjuncionais subordinativas

a) Enquanto a criança dormia a mãe conjunção subordinativa


enquanto
aproveitou para fazer a limpeza. temporal

b) Trouxe o casaco, porque está muito frio. porque conjunção subordinativa causal

c) O rapaz tirou a carta de condução para conjunção subordinativa


para
poder conduzir o carro do pai. final

d) Se fores a Paris, traz-me uma lembrança! se conjunção subord. condicional

e) Temos de poupar, embora estejamos bem conjunção subordinativa


embora
financeiramente. concessiva

f) Estou tão esfomeado que vou repetir conjunção subordinativa


que
o prato principal. consecutiva

g) Já que fazes rissóis, encomendo-te uma locução conjuncional


já que
dúzia deles. subordinativa causal

h)Oprofessorescreveunoquadroparaque
locução conjuncional
nãohouvessequaisquerdúvidasacerca para que
subordinativa final
damatéria.

i) Este filme é mais comovente do que locução conjuncional


do que
esperava! subordinativa comparativa

2.1 Delimitaeclassificaasoraçõesquecompõemasfrasesdoquadro.
a) Enquantoacriançadormia,(subordinadaadverbialtemporal)/amãeaproveitouparafazeralimpeza.(subordinante)
b) Trouxeocasaco,(subordinante)/porqueestámuitofrio.(subordinadaadverbialcausal)
c) Orapaztirouacartadecondução(subordinante)/parapoderconduzirocarrodopai.(subordinadaadverbialfinal)
d) SeforesaParis,(subordinadaadverbialcondicional)/traz-meumalembrança!(subordinante)
e) Temosdepoupar,(subordinante)/emboraestejamosbemfinanceiramente.(subordinadaadverbialconcessiva)
f) Estoutãoesfomeado(subordinante)/quevourepetiropratoprincipal.(subordinadaadverbialconsecutiva)

20
SUBORDINAÇÃO SINTAXE

g) Jáquefazesrissóis,(subordinadaadverbialcausal)/encomendo-teumadúziadeles.(subordinante)
h) Oprofessorescreveunoquadro(subordinante)/paraquenãohouvessequaisquerdúvidas…(subordinadaadverbialfinal)
i) Estefilmeémaiscomovente(subordinante)/doqueesperava!(subordinadaadverbialcomparativa)

3. Parasaberesadiferençaentreasoraçõessubordinadasadjetivasrelativasrestritivaseasexplicativas,
fazcorresponderosconceitosdacolunaAàinformaçãodadanacolunaB.

A B

(a) Orações subordinadas (1) Apresentam uma informação adicional sobre o antecedente,
adjetivas relativas • • tornammaisclarooseusentido,masnãosãoindispensáveisao
restritivas sentidoessencialdaoraçãoprincipal.Sãoisoladasporvírgulas.

(b) Orações
(2) Especificam o significado do antecedente e são imprescindíveis
subordinadasadjetiva • •
ao sentido da frase. Não são isoladas por vírgulas.
s relativas
explicativas
3.1 Delimitaeclassificaasoraçõesquecompõemasfrasesseguintes.
a) Ascriançasqueiamatrásnãoouviramaexplicaçãodoguiaturístico.
Ascrianças(subordinante)/queiamatrás(subordinadaadjetivarelativarestritiva)/nãoouviramaexplicação

doguiaturístico.(subordinante)

b) Esteano,osmeuspadrinhos,quevivemnaSuíça,nãopuderamvirdeférias.
Nesteano,osmeuspadrinhos,(subordinante)/quevivemnaSuíça,(subordinadaadjetivarelativaexplicativa)/

nãopuderamvirdeférias.(subordinante)

3.2 Escreveumafrasequeexemplifiquecadaumadasoraçõessubordinadasadjetivasrelativas.
a) Restritiva — Respostalivre.
b) Explicativa — Respostalivre.

4. Delimitaeclassificaasoraçõesquecompõemasfrasesqueseseguem.
a) Aqueles que não separam o lixo perdem uma oportunidade de contribuir para um ambiente
melhor.
Aqueles (elemento subordinante) / que não separam o lixo (sub. adj. relativa restritiva) / perdem uma oportunidade (subordinante

da completiva) / de contribuir para um ambiente melhor (sub. subst. completiva, cujo elemento subordinante é «oportunidade»).

b) AInês,queestavanaconversa,nãoseapercebeudequeotelemóveltinhatocado.
AInês,(elementosubordinante)/queestavanaconversa,(subordinadaadjetivarelativaexplicativa)/nãoseapercebeu

(subordinantedacompletiva)/dequeotelemóveltinhatocado.(subordinadasubstantivacompletiva)

c) Casooavônãomelhore,temosdeolevaraohospital.
Casooavônãomelhore,(subordinadaadverbialcondicional)/temosdeolevaraohospital.(subordinante)

d) Avelhinhatrabalhaimenso,emboranãotenhasaúde.
Avelhinhatrabalhaimenso,(subordinante)/emboranãotenhasaúde.(subordinadaadverbialconcessiva)

21
SINTAXE SUBORDINAÇÃO

e) Antesquetearrependas,pensabemnoquevaisfazer.
Antesquetearrependas,(subordinadaadverbialtemporal)/pensabemnoquevaisfazer.(subordinante)

f) Émelhorcomeçarmosjáaorganizarapapeladaparatermostudoprontoatempadamente.
Émelhorcomeçarmosjáaorganizarapapelada(subordinante)/paratermostudoprontoatempadamente.(subordinada

adverbialfinal)

g) Acriançaficoutãoenvergonhadaquedesatouachorar.
Acriançaficoutãoenvergonhada(subordinante)/quedesatouachorar.(subordinadasubstantivaconsecutiva)

h) Seiquenãotevaisarrependerdefazerobemaquemdelenecessite.
Sei (subordinante) / que não te vais arrepender de fazer bem ao mendigo. (subordinada substantiva completiva) / de fazer bem

aomendigo.(subordinadasubstantivacompletiva)

5. Criafrasescomplexas,emqueapliquescadaumadasconjunçõesseguintes.
a) Conjunçãosubordinativatemporal—Respostalivre.

b) Conjunçãosubordinativafinal—Respostalivre.

c) Conjunçãosubordinativacomparativa—Respostalivre.

d) Conjunçãosubordinativacondicional—Respostalivre.

e) Conjunçãosubordinativacausal—Respostalivre.

f) Conjunçãosubordinativaconcessiva—Respostalivre.

6. ConstróifrasescomplexasligandooselementosdacolunaAaosdacolunaB.

A B

(a) Embora não esteja de acordo, … • (1) … o Pedro teve de conduzir com mais

cuidado.
(b) O Miguel não foi à festa com

os amigos, … • (2) … podes contar com o meu apoio.

(c) Como havia muito gelo na estrada, … • • (3) … porque estava muito cansado.

(d) Os bombeiros lutaram quanto puderam… • • (4) … farei a viagem dos meus sonhos.

(e) Se tudo correr bem, … • • (5) … para combaterem o incêndio.

(f) Antes que te arrependas, … • • (6) … pensa bem no que vais fazer.

22
SUBORDINAÇÃO SINTAXE

6.1 Classificaasoraçõesquecompõemasfrasesqueconstruíste.
(a) Emboranãoestejadeacordo,(subordinadaadverbialconcessiva)/podescontarcomomeuapoio.(subordinante)
(b) OMiguelnãofoiàfestacomosamigos,(subordinante)/porqueestavamuitocansado.(subordinadaadverbialcausal)
(c) Comohaviamuitogelonaestrada,(sub.adverbialcausal)/oPedrotevedeconduzircommaiscuidado.(subordinante)
(d) Osbombeiroslutaramquantopuderam(subordinante)/quantopuderam(sub.subst.rel.)/paracombaterem…(sub.adv.final)
(e) Setudocorrerbem,(subordinadaadverbialcondicional)/fareiaviagemdosmeussonhos.(subordinante)
(f) Antesquetearrependas,(subordinadaadverbialtemporal)/pensabemnoquevaisfazer.(subordinante)

7. Completaasfrasescominformaçõesrelativasàsconjunçõeselocuçõessubordinativas.
a) Alocução«aindaque»introduzumaoraçãosubordinada adverbialconcessiva
b) Aconjunção«enquanto»introduzumaoraçãosubordinada adverbialtemporal
c) Alocução«vistoque»introduzumaoraçãosubordinada adverbialcausal
d) Alocução«apesarde»introduzumaoraçãosubordinada adverbialconcessiva
e) Aconjunção«para»introduzumaoraçãosubordinada adverbialfinal
f) Alocução«dadoque»introduzumaoraçãosubordinada adverbialcausal
g) Alocução«anãoserque»introduzumaoraçãosubordinada adverbialcondicional

8. Classifica(X)comoverdadeirasoufalsasasafirmaçõesseguintes.Depois,corrigea(s)queconside-
rastefalsa(s).
V F Correção

a) As frases subordinadas desempenham uma


função sintática face ao elemento ou oração X
subordinante.

b) Quando numa frase surge a locução «desde … pode ser subordinada adverbial temporal
que»,considera-sequeaoraçãoqueaconstitui X (verbo no indicativo) ou condicional
ésempresubordinadaadverbialtemporal. (verbo no conjuntivo).

c) Quando numa frase aparece a locução «já que»,


diz-se que a oração é subordinada adverbial X
causal.

d)Senumafrasesurgeaconjunção«para»,estamos … estamos perante uma oração subordinativa


sempre perante uma oração subordinada X substantiva completiva ou subordinada
adverbialfinal. adverbial final.

e)Casosurjaaconjunção«porque»numafrase,
pode-seafirmarqueaoraçãoqueaconstitui X … é subordinada adverbial causal.
écoordenadaadverbialcausal.

f) Se numa frase aparece a conjunção


«conquanto»,considera-sequeaoração X
ésubordinadaadverbialconcessiva.

g) As orações subordinadas estão ligadas por uma … conjunção ou locução conjuncional


X
conjunção ou locução conjuncional subordinada. subordinativa.

h) Subordinante é o constituinte ou frase de que


X
depende uma oração subordinada.

23
SINTAXE

COORDENAÇÃOESUBORDINAÇÃO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

Recapitulando… «Funções sintáticas»

1. Relembrandooqueaprendesteacercadacoordenaçãoedasubordinação,respondeàsquestõessele-
cionandoaopçãocorreta.
1.1 Qualdasseguintesclassificaçõespodedesignarumaoraçãocoordenada?
(A) Condicional X (C)Adversativa
(B) Completiva (D)Comparativa
1.2 Qualdasseguintesclassificaçõespodedesignarumaoraçãosubordinada?
(A) Disjuntiva X (C)Causal
(B) Copulativa (D)Conclusiva
1.3 Aoraçãodestacadaem«Voutercontigo,anãoserquenãotenhatempo.»classifica-secomo
(A) subordinadaadverbialcausal. (C) subordinada adverbialtemporal.
X (B) subordinadaadverbialcondicional. (D)subordinadaadverbialconcessiva.
1.4 Emqualdasfrasesaconjunção«que»nãointroduzumaoraçãosubordinadasubstantivacompletiva?
X (A) Nevoutantoquenãosaídecasa.
(B) ÉprovávelqueaSandranãochegueahoras.
(C) A Sofia disse que ia até àbiblioteca.
(D) Penso que podias ter feito muitomelhor.
1.5 Classifica a oração destacada na frase «Os rapazes que fizeram disparates foramcastigados.».
(A) Oraçãosubordinadaadjetivarelativaexplicativa
(B) Oração subordinada substantivacompletiva
X (C) Oraçãosubordinadaadjetivarelativarestritiva
(D) Oraçãosubordinadasubstantivarelativasemantecedente
1.6 Emqualdasfrasesapalavra«como»introduzumaoraçãosubordinadaadverbialcomparativa?
(A) ComoaRitaseportoubem,vaiterumagranderecompensa.
(B) Comosabesamatéria,podesajudar-me?
X (C) Acriançacantavacomoumrouxinol.
(D) Comoestásol,vouàpraia.
1.7 Identificaaoraçãosubordinantenafrase«ORui,comoeraomaisvelho,tinhadedaroexemplo.».
(A) «ORui,comoeraomaisvelho» X (C)«ORuitinhadedaroexemplo»
(B) «como era omaisvelho» (D)«tinhadedaroexemplo»
1.8 Emqualdasfrasesaconjunção«que»introduzumaoraçãocoordenadaexplicativa?
(A) Mesmoquenãomeajudes,fazes-mecompanhia.
(B) Elafaloutãoaltoquetodaagenteolhou.
(C) Eledissequetunãotinhasfeitoostrabalhosdecasa.
X (D) Acompanha-me,queprecisodatuaajuda!

24
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS: SUJEITO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5
«Funções sintáticas»
1. Consideraoconjuntodefrasesapresentado.
a) O Joséacordacedo. e)Passearfazbemàmente.
b) Este cadernoépequeno. f) É prioritário que faças todos osdeveres.
c) Eu e ele fomosàbiblioteca. g) Perderam-se dois livrosimportantes.
d) Os meus filhos sãomuitoqueridos. h)MercúrioeMartesãoplanetasdoSistemaSolar.
1.1 Sublinhaosujeitoemcadaumadelas.
1.2 Especificaaconstituiçãodomesmoemcadaalínea.
a) O:determinanteartigodefinido;José:nomepróprio
b) Este:determinantedemonstrativo;caderno:nomecomum
c) Eu:pronomepessoal;e:conjunçãocoordenativacopulativa;ele:pronomepessoal
d) Os:determinanteartigodefinido;meus:determinantepossessivo;filhos:nomecomum
e) Passear:verbo
f) que: conjunção sub. completiva; faças: verbo; todos: quantificador universal; os: deter. artigo definido; deveres: nome comum
g) dois:quantificadornumeral;livros:nomecomum;importantes:adjetivo
h) Mercúrio:nomepróprio;e:conjunçãocoordenativacopulativa;Marte:nomepróprio

2. Distingueosujeitosimples(SS)dosujeitocomposto(SC)nasfrasesqueseseguem.
a) Asraparigaseasmãesgostamdefazercomprasjuntas. SC

b) «Quemteavisateuamigoé!» SS

c) AJoana,aMariaeumaamigairãoàtardeaocinema. SC

d) «Deitarcedoecedoerguerdásaúde[...].» SC

e) Osjovensdaminharuapraticamdesportoaosábadodemanhã. SS

f) Encheu-seocéudeestrelasnaquelanoite. SS

3. Tendoporbasefrasesretiradasdoconto«Aaia»deEçadeQueirós,selecionaasopções(3.1a3.4)
quetepermitemobterafirmaçõesmaiscompletasecorretas.
3.1 Nafrase«Arainhachoroumagnificamenteorei.»,osujeitoé
(A) «Arainha».
(B) «orei».
X (C) simples(«Arainha»)econstituídoporumdeterminanteartigodefinidoeumnome.
(D) simples(«orei»)econstituídoporumdeterminanteartigodefinidoeumnome.
3.2 Nafrase«Aoladodele,outromeninodormianoutroberço.»,osujeitoé
(A) simples.
(B) simples(«noutroberço»).
(C) simples e constituído por um pronome indefinido e umnome.
X (D) simples(«Outromenino»)econstituídoporumdeterminanteindefinidoeumnome.

25
SINTAXE FUNÇÕES SINTÁTICAS: SUJEITO

3.3 Nafrase«Senhores,aias,homensdearmas,seguiamnumrespeitotãocomovido[…].»,osujeitoé
X (A) composto(«Senhores,aias,homensdearmas»).
(B) «Senhores, aias, homens dearmas».
(C) composto.
(D) «numrespeito».
3.4 Nafrase«Todosseguiam,semrespirar,aquelelentomoverdasuamãoaberta.»,osujeitoé
(A) composto(«Todos»).
X (B) simples(«Todos»)econstituídoporumpronomeindefinido.
(C) composto.
(D) simples.

4. Comosabes,háfrasesemqueosujeitonãoestáexpresso,dizendo-se,nessescasos,queosujeitoénulo.
4.1 Identifica nas seguintes frases as três variantes do sujeito nulo através das siglas SNS (sujeito
nulo subentendido), SNI (sujeito nulo indeterminado) e SNE (sujeito nuloexpletivo).
a) Contamquearecuperaçãoeconómicavaiserlenta. SNI

b) Esta noitetrovejouimenso. SNE

c) «Tiravamosespelhinhosdamala.» SNS

d) Amanheceunuminstante. SNE

e) «Devia ir caladaequietinha.» SNS

f) Diz-sequeoverãovaiserinconstante. SNI

5. Consideraostrêscorpustextuaisapresentados.

Texto A Texto B Texto C

Amanhã, amanhecerá com • «Apassoepasso, «[…] Também o Ramos não via


o céu carregado de nuvens negras, anda-se por dia um bom o fundo ao significado de “inócuo”.
havendo fortes probabilidades de pedaço.» Toparaporacasoapalavra,numdiálogo
chover torrencialmente. Os ventos • «Comofogonãose aceso de folhetim, e gostara logo dela,
soprarão com grande intensidade. brinca.» poraquelesaborredondoamocagrossad
Nas terras altas, nevará de modo eferro,cravadadepuas.[…]
• «Devagarsevaiaolonge.»
bem visível. Ao fim do dia, “Inócuo” dera a volta à aldeia,
trovejará, principalmente nas zonas • «Emequipaqueganha secara todo o fel das discórdias,
costeiras, e anoitecerá com o céu não semexe.» escoaratodooódiodapopulação.
a relampejar. • «Pelo Entrudo, come-se A moca de ferro, seteada a puas, era
É caso para dizermos que «em detudo.» agoraumaarmaterrível,quasedesleal,
março chove cada dia um pedaço», • «Pelofiosevaiao que só se usava quando se tinha
mas, desta vez, a chuva não veio novelo.» despejadojátodaacartucheira
sozinha! LucíLia carvaLho, de insultos. […]»
Texto das autoras. Provérbios Animados. vergíLio Ferreira, «A palavra mágica», Contos.

5.1 Indica a variante de sujeito nulo que predomina em cada texto apresentado. Transcreve uma
forma verbal que o comprove.
Texto A — Sujeitonuloexpletivo Ex.:amanhecerá
Texto B — Sujeitonuloindeterminado Ex.:anda-se
Texto C — Sujeitonulosubentendido Ex.:Topara
26
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

MODIFICADOR DONOME «Funções sintáticas»

1. Lêasfrasesqueseseguem.
a) Astúlipasamarelassãoasflorespreferidasdaminhasogra.
b) OAnjo,críticoesensato,julgoubemtodasaspersonagens.
c) Fecheiaportadomeuquartocommuitaforça.
d) D.AfonsoHenriques,oprimeiroreidePortugal,teveumpapeldecisivonanossahistória.
e) Aminhagata,meigamasporvezesarisca,gostadepassearpelojardim.
f) Nestefimdesemana,visiteiumaregiãodointerior.
g) OsmateriaisparafazerainvestigaçãoestãodisponíveisnaIntranet.
h) EçadeQueirós,autordaobraContos,retratabemanossacultura.
1.1 Identifica nas frases anteriores os elementos solicitados no quadro e transcreve-os.

Modificador restritivodonome Modificadorapositivodonome

a) amarelas; preferidas b) crítico e sensato

c) do meu quarto d) o primeiro rei de Portugal

f) do interior e) meiga mas por vezes arisca

g) para fazer a investigação h) autor da obra Contos

2. Constróiagoraduasfrasesparacadaumdosmodificadoresexploradosem1.1,atendendoàsexpres- sões
sugeridasabaixo.
a) sumo fresco enutritivo
Respostalivre.

b) OsLusíadas,deLuísdeCamões
Respostalivre.

3. Emcadaumdositens(3.1e3.2),assinalaaopçãoquetepermiteobterumaafirmaçãocorreta.
3.1 O modificador restritivo do nome é um constituintelocalizado
X (A) àdireitadonomequerestringeoulimitaasuareferência.
(B) àesquerdadonomequerestringeoulimitaasuareferência.
(C) àdireitadonomequenãorestringeoulimitaasuareferência.
3.2 Omodificadorapositivodonomeéumconstituintequeaparece
(A) entreparênteses,àesquerdadonomeerestringeasuareferência.
(B) entreaspas,àdireitadonomeenãorestringeasuareferência.
X (C) entrevírgulas,àdireitadonomeenãorestringeasuareferência.

27
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

COMPLEMENTO DONOME «Funções sintáticas»

1. Consideraasfrasesseguintesesublinhaoconstituintecomafunçãodecomplementodonome.
a) A realização da tarefa foifácil.
b) AaptidãoparaasLetrascultiva-sedesdeainfância.
c) Aconstruçãonavalestáemcrise.
d) Operigodeexplosãoéaltoquandosedeixaogásaberto.
e) Odesejodefamaécadavezmaisevidentenosjovens.
f) OensinoartísticoemPortugaltemhojemuitosadeptos.
g) Anecessidadederespostaséimportanteparaoserhumano.
h) Aconstruçãodosbarcosmoliceiroséumaatividadetradicional.
1.1 Indica,paracadafrase,seestamosperanteumcomplementoadjetivaloupreposicional.
a) da tarefa — complemento preposicional e) de fama — complementopreposicional
b) para as letras — complementopreposicional f) artístico — complementoadjetival
c) naval — complemento adjetival g) de respostas — complementopreposicional
d) de explosão — complementopreposicional h) dos barcos moliceiros — complementopreposicional

2. Constróifrasesemqueutilizesossegmentosindicadoseapliquesocomplementodonome.
a) registodedoentes
Respostalivre.

b) crescimentopopulacional
Respostalivre.

c) filme de Manoel deOliveira


Respostalivre.

d) interesseescolar
Respostalivre.

3. Escolhe,emcadaumdositens(3.1e3.2),aopçãoquetepermiteobterumaafirmaçãocorreta.
3.1 Ocomplementodonomeéumafunçãosintáticadesempenhadaporumaexpressãosituada
X (A) àdireitadonomeeselecionadapelomesmo.
(B) àdireitadonomeenãoselecionadapelomesmo.
(C) àesquerdadonomeeselecionadapelomesmo.
3.2 Ocomplementodonomepodeserrepresentadopor
(A) umgruponominalouumgrupopreposicional.
(B) umgrupoverbalouumgrupoadjetival.
X (C) umgrupoadjetivalouumgrupopreposicional.

28
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS:PREDICADO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5
«Funções sintáticas»
1. Completaoexcertoabaixo,retiradod’APérola,deJohnSteinbeck,inserindo as
palavras apresentadas nacaixa.

achou (2) era estendeu olharam pararam tremeu


chegaram espreitavam fitou olhou (2) pousou viu (3)
disse estava meteu ouviu retirou voltou

Quando chegaram à beiradaágua, pararam e olharam


para o golfo.Então,Kino pousou aespingarda, meteu
amãono interior das suasroupase retirou
para a superfície e achou-a cinzenta e ulcerada. Dela Olhou espreitavam-no
agrandepérola.
5 rostos maléficos e viu um fogo ardente. E na superfície da pérola
viu oolhardesvairadodohomemdentrodeágua.Enasuperfícieda
pérola viu Coyotito escondido na pequena caverna, com a parte
superior dacabeçaarrancada. Achou a pérola horrível; era
cinzenta, como um tumormaligno.Kino ouviu a música da pérola,distor-
10 cida e demente. A mão deKino tremeu um poucoe ele voltou-se
lentamente para Juana e estendeu-lhe a pérola. Ela estava ao
seu lado, segurando o seu fardo morto sobre o ombro. Olhou por um
momento para a pérola na mão dele,depois fitou os olhos de Kino e
disse suavemente:[…].

1.1 Aqueclassedepalavraspertencemosvocábulosqueusaste?
Os vocábulos são todosverbos.

1.2 Transcreveumexemplodecadatipodeverbosolicitado.
a) Verboprincipalcopulativo—era
b) Verboprincipaltransitivo—pousou
c) Verbo principal intransitivo —pararam

2. Comosabes,onúcleodopredicado(overbo)selecionamuitasvezesconstituintesparacomplementar
oseusentido.Assim,acrescentaelementosàsfrasesqueseseguem.
a) Hojevi umpássaro nojardim.
b) A Luísa ofereceuumlivro aoirmão .
c) A notíciafoiredigida pelojornalista ontem ànoite.
d) Elecomportou-se bem nacerimónia.
e) Saí decasa semguarda-chuva.
f) Elaparecia dececionada comoresultadodoconcurso.
g) O juiz declarouaré inocente .
h) Gostode docedeabóbora comnozes.

29
SINTAXE FUNÇÕES SINTÁTICAS: PREDICADO

3. Lêatentamenteoexcerto,querepresentaapartefinaldolivroAPérola.

Kino deu balanço ao braço e projetou a pérola com toda a sua força. Kino e
Juana viram-na voar, faiscando e cintilando à luz do Sol, que se punha. Viram a água
esparrinhar lá longe e ficaram lado a lado, a olhar para o local durante longo tempo.
A pérola mergulhou na maravilhosa água verde e desceu até ao fundo. Os bra-
5 ços oscilantes das algas chamaram-na, fazendo-lhe sinais. Os reflexos na sua superfí-

cieeramverdesebelos.Pousounofundodeareia,entreasplantassubmarinas,seme-
lhantes a fetos. Por cima dela, a superfície do mar era um espelho verde. E a pérola
repousou no fundo do mar. Um caranguejo que percorria o fundo ergueu uma
pequenanuvemdeareiaequandoelaassentouapérolatinhadesaparecido.
10 A música da pérola desvaneceu-se num murmúrio
efinalmentedesapareceutambém.
John Steinbeck, A Pérola, Livros do Brasil, 2006.

3.1 Sublinhatodososverbosqueneleencontras.
3.2 Classificaasformasverbaispresentesnosegundoenoterceiroparágrafos.

Forma verbal Expressão associada Classificação do verbo

mergulhou na maravilhosa água verde intransitivo

desceu até ao fundo intransitivo

chamaram -na (a pérola) transitivo direto

fazendo -lhe sinais (à pérola) transitivo direto e indireto

eram verdes e belos copulativo

pousou no fundo de areia intransitivo

era um espelho verde copulativo

repousou no fundo do mar intransitivo

percorria o fundo transitivo direto

ergueu uma pequena nuvem de areia transitivo direto

assentou — intransitivo

tinha desaparecido — intransitivo

3.3 Reescreveoexcertocriandoumdesfechodiferenteeusandoverbosexpressivos.
Kinodeubalançoaobraçoeprojetouapérolacomtodaasuaforça.KinoeJuana
Respostalivre.

30
SINTAXE

FUNÇÕESSINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

COMPLEMENTODIRETO «Funções sintáticas»

1. Consideraasfrasesqueseseguem.
a) Omeuprimoofereceuumlivroànamorada. g) O empregado cumprimentou opatrão.
b) OTiagodeuumasardinhaaogato. h)Omeuirmãopescouumacarpa.
c) Eleemprestouosapontamentosaocolega. i)Contei um segredo à minha melhor amiga.
d) A criança adora asuabicicleta. j) Que bolo delicioso! Comi-o numinstante.
e) O meu pai caçouumalebre. k)Elaencontrouumamoedanochão.
f) O idosopediuajuda. l) A leitura aumenta a nossa culturageral.
1.1 Sublinhatodososgruposfrásicosquedesempenhamafunçãodecomplementodireto.
1.2 Indicaaclassedetodasaspalavrasqueconstituemoscomplementosdiretosdasfrasesdasalí-
neasindicadas.
a) um:determinanteartigoindefinido;livro:nomecomum
d) a: determinante artigo definido; sua: determinante possessivo; bicicleta: nomecomum
f) ajuda: nomecomum
j) o: pronomepessoal

2. Completaasfrasesqueseseguemacrescentando-lhesumcomplementodireto. Respostas livres.

a) O Miguelcomprou
b) AInêseoLuísadoram
c) Aavófez
d) Ocãocomeu
e) O vizinhopediu

3. Escreve,emcadacaso,umpronomepessoalcomfunçãodecomplementodireto.
a) Asalaficoulindíssima!Pintaram-na de laranja.
b) Oteutextotemalgunserrosortográficos.Corrige-os .
c) PerdiomeuCDpreferido.Procureiportodooladoenãoconsigoencontrá-lo .
d) ODuartetinhaocabelograndee,porisso,amãelevou-o aocabeleireiro.
e) Sou muito amiga daCláudia.Conheci-a nafaculdade.

4. Assinalacomumacruz(X)asfrasesquecontêmcomplementodireto.
a) Asvendascontinuamadescerdrasticamente.
X b) ARitacomprouumasaiamuitobarata.
X c) Os alunos consideram a matéria muitodifícil.
X d) O vendaval causou inúmerosestragos.
X e) Obebésujouaroupatoda.
X f) CavacoSilvaéoatualPresidentedaRepública.

31
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

COMPLEMENTO INDIRETO «Funções sintáticas»

1. Considera as frasesapresentadas.
a) Osmeninosobedeciamàeducadoradeinfância. f) Emprestei o computador ao meusobrinho.
b) Nós demos-lheumtriciclo. g) O tabaco faz mal àsaúde!
c) Oalunorespondeuaoprofessorindelicadamente. h)OMigueldisseàmãequechegariatarde.
d) AClaracontouanovidadeatodaagente. i) Escrevi uma carta à minhanamorada.
e) Desejo-teboasorte! j) O transeunte deu uma esmola aomendigo.
1.1 Sublinhatodososconstituintesfrásicosquedesempenhamafunçãodecomplementoindireto.
1.2 Refere a classe de todas as palavras que constituem os complementos indiretos das frasesdas
alíneasindicadas.
b) lhe:pronomepessoal
d) a:preposição;toda:quantificadoruniversal;a:determinanteartigodefinido;gente:nomecomum
e) te: pronomepessoal
g)à:contraçãodapreposição«a»comodeterminanteartigodefinido«a»;saúde:nomecomum

2. Escreve,emcadacaso,umpronomepessoalcomfunçãodecomplementoindireto.
a) Quem te deuessecasacotãobonito?
b) Porfavor,traga-me mais uma garrafa deágua!
c) O teu avô estádoente.Leva-lhe estemedicamento.
d) Sequiserem,envio-vos o documento pore-mail.
e) Os nossostiostrouxeram-nos estes rebuçadosdeliciosos.

3. Lêotextoesublinhatodososcomplementosindiretosqueencontrares.

Numa manhã de outono, o avô e a neta decidiram dar um passeio pela Baixa do
Porto. O cheirinho a castanhas pairava no ar…
— Que cheirinho, avô! Já estou a ficar com água na boca…
O avô perguntou àneta:
5 — Queres que te compre um cartucho de castanhas? Levamos outro para a avó.
— Boa ideia, vovô! Vou telefonar à avó para lhe dizer que temos umasurpresa.
Já a caminho de casa, encontraram um mendigo. Este pedia esmola a todos os
quepassavam;porém,olhavamparaelecomdesdém.
A menina olhou para o avô e dirigiu-se ao mendigo, dizendo-lhe:
10 —Aúnicacoisaquetepossodarsãoascastanhasqueomeuvovômecomprouedou-
tetambémaminhabonecaparatefazercompanhia.
O avô ficou com os olhos carregados de lágrimas perante a atitude da neta.
O mendigo, emocionado, respondeu à menina apenas com um sorriso no rosto…
Texto das autoras.

32
SINTAXE

FUNÇÕESSINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

COMPLEMENTO AGENTE DA PASSIVA «Funções sintáticas»

1. Consideraasseguintesfrases,retiradasdojornalDiáriodeNotícias,de13deoutubrode2012.
a) «ComosãocalculadospeloDNosrankingsdoensinosecundário?»
b) «PedroFerrazdaCosta[...]foiconsultadopeloGovernoparalideraracomissãoespecialdeacom-
panhamentodaprivatizaçãodaTAP.»
c) «A homenagem [...] foi organizada por “um grupo de indivíduos que têm a uni-los o seu ódio ao
MRPP”.»
d) «[...]pretendeagilizarumaoperaçãoquejátinhasidoanunciadaporaquelaentidade[...].»
e) «Háumasemana,emSegura,umcaçadorfoicolhidoporumdessestourosbravos,[...].»
f) «[...]estamortefoiprovocadaporumdessesanimais,[...].»
g) «AntigotécnicodoSevilhajáfoiabordadopelosleões[...].»
h) «[...]otrabalhodosalunospodeseraproveitadoporoutrosorganismosparaajudarapreservarea
divulgar a cultura dospubs.»
i) «Histórias deste e de outros maestros são descritas como casos de “alquimia” num novo livro
assinadoporTomService.»
j) «OslivrosdeRushdieatépodemserdesconhecidosdegrandepartedapopulaçãomundial,[...].»
1.1 Sublinhaemcadaumadestasfrasesocomplementoagentedapassiva.
1.2 Transcreveaspreposiçõesqueintroduzemestafunçãosintáticanasúltimasduasfrases.
Trata-sedaspreposições«por»e«de»,respetivamente.

1.3 Transformaemfrasesativasasfrasesdasalíneasindicadas.
a) ComocalculaoDNosrankingsdoensinosecundário?
e)Háumasemana,emSegura,umdessestourosbravoscolheuumcaçador.
h)Outrosorganismospodemaproveitarotrabalhodosalunosparaajudarapreservareadivulgaraculturadospubs.

j)GrandepartedapopulaçãomundialatépodedesconheceroslivrosdeRushdie.

1.4 Explicitaasregrasquepresidiramaestatransformação.
Ocomplementoagentedapassivapassouadesempenharafunçãosintáticadesujeito,osujeitopassouadesempenhar

afunçãosintáticadecomplementodiretoeonúcleodopredicadopassoudeverbocomplexoaverbosimples,ficando

overboprincipalnotempodoverboauxiliar.

2. Noteucaderno,constróiumanotíciasobreolançamentodeumlivro,tendoemcontaque:
— otítulodeveapresentarumcomplementoagentedapassivacomoverboauxiliarnopresente;
— oleadtemdeincluirumcomplementoagentedapassivacomoverboauxiliarnopretéritoperfeito;
— ocorpodanotíciadeveconterumcomplementoagentedapassivacomoverboauxiliarnofuturo.
33
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS: MODIFICADOR ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5
«Funções sintáticas»
1. Presta atenção às frasesapresentadas.
a) OJoaquimtelefonaráàmãenodiadoaniversáriodela.
b) A Dina foi ao cinemaontem.
c) Voujantarmalchegueacasa.
d) Todosolharamparaobolocominteresse.
e) Esperamosportiemcasa.
f) OTiagosaiucomaRitahoje.
g) Li aquele livro numápice!
h) EncontrámosaMarianacasualmente.
i) Descobristeláorelógio?
1.1 Sublinhaemcadaumadelasomodificador.
1.2 Especificaasclassesdepalavrasqueconstituemomodificadornasfrasesdasalíneasindicadas.
c) mal:conjunçãosubordinativatemporal;chegue:verbo;a:preposição;casa:nomecomum
d) com:preposição;interesse:nomecomum
i) lá: advérbio depredicado
1.3 Transcreveumexemplodecadaumdosseguintesmodificadores.
a) Modificadorcomvalortemporal—nodiadoaniversáriodela
b) Modificadorcomvalorlocativo—emcasa
c) Modificadorcomvalormodal—numápice

2. Consideraoexcerto,retiradodeumartigodarevistaSuperInteressante,desetembrode2011.

Todos os anos, trabalhadores e estudantes usufruem de múltiplos períodos


de repouso, consagrando os fins de semana, as férias estivais e os feriados laicos e
religiosos ao descanso e à diversão. Os Portugueses têm romarias; os Espanhóis
sãoconhecidosporseremumpovofestivo;noentanto,emalgunspaíses,comoa
5 Finlândia, há ainda mais feriados e ocasiões festivas […].

As festas não representam uma conquista do mundo contemporâneo: foram


uma constante, ao longo da história, em todos os povos. Já na época clássica,
havia 60 datas festivas por ano em Atenas, enquanto no Antigo Egito os operários
dispunham de duas jornadas de descanso por cada oito de trabalho e, além disso,
10 podiam usufruir de frequentes celebrações públicas. Em algumas épocas, chegou a

haver mais ocasiões festivas do que atualmente. De acordo com Maurizio Tuliani,
da Universidade de Siena (Itália), mais de um quarto dos dias do ano eram feria-
dos nas cidades italianas medievais: por isso, não é de estranhar que um decreto
pontifíciotenhasuprimidoumavintenadefestividadesem1643.

2.1 Assinala os modificadores que a transcrição evidencia.

34
SINTAXE

FUNÇÕESSINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

COMPLEMENTO OBLÍQUO «Funções sintáticas»

1. Considera as frasesapresentadas.
a) No teu aniversário, brindei à tuafelicidade.
b) Elecolocouofatonoarmário.
c) Discordamosdatuaopinião!
d) OAntóniofalou-medosseussonhos.
e) Tugostasmuitodebacalhaucomnatas!
f) Nósinteressámo-nosporteatrorecentemente.
g) Elanãopactuoucomaqueleplano!
h) Penseinesseassuntoanoitetoda.
i) Elesreconciliaram-secomatiaduranteofimdesemana.
1.1 Sublinhaemcadaumadelasocomplementooblíquo.
1.2 Especificaasclassesdepalavrasqueconstituemocomplementooblíquonasfrasesindicadas.
f) por:preposição;teatro:nomecomum
g) com:preposição;aquele:determinantedemonstrativo;plano:nomecomum

h) nesse:contraçãodapreposição«em»comodeterminantedemonstrativo«esse»;assunto:nomecomum

2. Constrói três frases em que uses os verbos indicados, de forma a obteres um complemento oblíquo
constituído por um grupoadverbial.
a) sentir-se
Respostalivre.

b) morar
Respostalivre.

c) comportar-se
Respostalivre.

3. Completaoscomplementosoblíquos,demodoaformaresfrasescomsentido. Respostas livres.

a) Os meus primosbeneficiaramde este anoletivo.


b) O Joãocandidatou-se a em agosto.
c) Os partidosconcordaramcom debancada.
d) A Ritaapaixonou-sepor nasférias.
e) Precisode urgentemente!
f) Todos se devemprepararpara de fim deciclo.
g) Não devemostroçarde .
h) Elasvieramde ontem.

35
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

PREDICATIVODOSUJEITO «Funções sintáticas»

1. Descobre,nestasopadeletras,oitoverboscopulativos,ouseja,verbosqueintroduzemopredicativo
dosujeito,eregista-osnalateral.

S E
E SS TT AA RR PP AA LL A VV R
R A U R
I N
N II II TT II PP AA RR EE CC EE RR AA I I
L D
D R T T R
R E
E V O L A C E E R estar

V R I II EE GG RR OO TT TT C
C A D JJ M parecer
A L C O M E
E M
M P
P R
R Ç O
O N V TT U
U ficar
L II O
O N
N V
V E
E A
A H
H LL E N
N S
S A
A R C
C ser
H T H
H AA II ÇÇ NN EE SS TT T
T U M A Q
Q andar
FF II CC AA RR R
R EE GG AA RR II Q W N
W N T
T
vir
A C
C A
A N
N E R C
C O N S N
N T T S
S P
P
permanecer
L II SS DD II N EE PP OO RR UU TT
N A
A P
P U
continuar
A RR RR AA FF O
O RR R
R U A A
A R R
R O
O LL
R S
S SS RR OO SS TT TT L U
U RR LL AA RR AA
A D TT I A JJ AA N E LL AA SS S S E E R R

2. Transcreveospredicativosdosujeitoexistentesnasfrasesqueseseguem.
a) Osmeusavósficaramcontentesporeuteridovisitá-los. contentes

b) Este bolo de espinafres estáumadelícia! umadelícia

c) Otreinadoraconselhavaosseusjogadoreseelespermaneciamcalados. calados

d) OGonçalotornou-seumapessoamelhorgraçasaoapoiodosamigos. uma pessoamelhor

e) Ela parecia incomodada comasituação. incomodada

f) Aquele diretor continuaextremamentecompetente. extremamentecompetente

g) Eleconsidera-seomelhoralunodaturma. o melhor aluno daturma

h) Opovoportuguêsrevela-seindignadoperanteasituaçãodoPaís. indignado

i) Eleiacansadoparaoexamedecondução. cansado

j) A Sabrina é umaexcelenteveterinária! uma excelenteveterinária

k) AMariaandaocupadacomatesedeMestrado. ocupada

3. Comoconsolidação,identificaoconjuntodeverboscopulativosqueintroduzemopredicativodosujeito.

Verbos copulativos

ser continuar andar tornar-se

estar ficar vir revelar-se

permanecer parecer ir considerar-se

36
SINTAXE

FUNÇÕESSINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

PREDICATIVO DO COMPLEMENTO DIRETO «Funções sintáticas»

1. Consideraotextoquesesegue.

Nestas férias, assisti a um casamento muito requintado. Tudo se passou napraia.


A noiva, muito elegante, chegou montada num cavalo branco. O noivo aguar-dava-a
com a brisa marítima a sussurrar-lhe ao ouvido: «Considera-a já tua esposa…!»E
assim foi: na presença dos convidados, o noivo agarrou na mão da noiva,
5 proclamou-a sua mulher e coroou-a dona do seu coração.

Nós, os convidados, tomámo-nos por testemunhas daquele momento único e


apelidámo-lo de «cena de filme» para o resto das nossas vidas.
Aquele dia ficará para sempre na nossa memória, até porque foi dado como
concluído com um banho de mar que refrescou o espírito de todos!
Texto das autoras.

1.1 Sublinhanotextoosseispredicativosdocomplementodiretoqueforamusados.
1.1.1 Enumeraosverbostransitivos-predicativosqueintroduzemessespredicativos.
1. considerar 4. tomar(por)
2. proclamar 5. apelidar(de)
3. coroar 6. dar(como)

2. Completaasfrasesseguintescompredicativosdocomplementodiretocriadosporti. Respostas livres.

a) Osrapazesacharamofilme .
b) O Rui consideraasolução .
c) A História cognominouD.Duarte .
d) Opovodeclarouarapariga .
e) OLuísdesignou-a daaldeia.
f) Todosoconsideravam .
g) ALeonorelegeu-o .
h) OAndréagorausaocabelo .

3. Elaborafrasesusandoosverbostransitivos-predicativoslistadosnacaixa. Resposta livre.

chamar julgar nomear(para) tratar(como/por) sagrar

1.
2.
3.
4.
5.

37
SINTAXE

FUNÇÕES SINTÁTICAS:VOCATIVO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5
«Funções sintáticas»
1. Consideraoseguinteexcerto.

D. Evarista teve notícia da rebelião antes que ela chegasse; veio dar-lha uma
de suas crias. Ela provava nessa ocasião um vestido de seda — um dos trinta e sete
quetrouxeradoRiodeJaneiro—,enãoquiscrer.
— Hádeseralgumapatuscada—diziaelamudandoaposiçãodeumalfi-
5 nete. — Benedita, vê se a barra está boa.

— Está, sinhá — respondia a mucama de cócoras no chão —, está boa. Sinhá


vira um bocadinho. Assim. Está muito boa.
— Não é patuscada, não, senhora; eles estão gritando: — «Morra o Dr. Baca-
marte!otirano!»—diziaomolequeassustado.
10 — Cala
aboca,tolo![…]
— Nãoentendo.
— Entendeis bem, tirano; queremos dar liberdade às vítimas do vosso ódio,
capricho, ganância…
15 O alienista sorriu […] erespondeu:
— Meus senhores, a ciência é cousa séria, e merece ser tratada com serie-
dade. Não dou razão dos meus atos de alienista a ninguém, salvo aos mestres e a
Deus. […]
Machado de Assis, O Alienista, Hiena Editora, 1992 (adaptado).

1.1 Transcreveosseisvocativosqueexistemnoexcerto.
1. Benedita 4. tolo
2. sinhá 5. tirano
3. senhora 6. Meussenhores
1.1.1 Quais são as classes de palavras que os representam?
Estes vocativos são todosnomes.

1.2 Noexcerto,qualéosinaldepontuaçãoqueisolaovocativo?
Éavírgula.

2. Lêasfrasesseguintes.
a) Queridosamigos,venhamfestejaromeuaniversário!
b) Ponhamamesa,TiagoeDuarte!
c) Digamlá,meninos,quemfoioprimeiroreidePortugal…?
2.1 Sublinhaosvocativosexistentesnasfrases.
2.2 Provaqueovocativopodeocuparváriasposiçõesnafrase.
Apartirdastrêsfrasesapresentadas,podeconcluir-sequeovocativopodesurgirnoinício,nomeioounofimdafrase.

38
SINTAXE

FUNÇÕESSINTÁTICAS: ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 5

RECAPITULANDO… «Funções sintáticas»

1. Relembrandooqueaprendesteacercadasfunçõessintáticas,selecionaaopçãoquetepermiteobter uma
afirmaçãocorreta.
1.1 Nafrase«OPedroeaMargaridaforamaVeneza.»,osujeitoé
(A) simples. (C) nuloindeterminado.
(B) nulosubentendido. X (D)composto.
1.2 Nafrase«Conta-sequeorapazdesapareceunomêspassado.»,osujeitoé
(A) composto. (C) nulosubentendido.
X (B) nuloindeterminado. (D) nuloexpletivo.
1.3 Nafrase«Emdezembro,nevoubastantenaCovilhã.»,osujeitoé
X (A) nuloexpletivo. (C) nulosubentendido.
(B) nuloindeterminado. (D)simples.
1.4 Nafrase«Filipe,emprestaagramáticaaoteuirmãoparaeleestudar.»,apalavradestacadaéum
(A) modificador restritivodonome. (C)sujeito.
(B) modificador apositivodonome. X (D)vocativo.
1.5 Afrase«OBruno,amigodaAida,ficoufelizcomasurpresa.»contémum
(A) modificador restritivo do nome e um complementodireto.
X (B) modificadorapositivodonomeeumpredicativodosujeito.
(C) modificador restritivo do nome e um predicativo dosujeito.
(D) modificadorapositivodonomeeumcomplementodireto.
1.6 Nafrase«OPauloconsideraairmãumaboaamiga.»,aexpressãodestacadadesempenhaafunção
sintáticade
X (A) predicativo do complementodireto.
(B) predicativo dosujeito.
(C) complementodireto.
(D) complementoindireto.
1.7 Nafrase«Ochefeenviou-meume-mail,masnãoorecebi.»,ospronomesdestacadosdesempe-
nhamasfunçõessintáticasde
(A) complementodiretoecomplementoindireto,respetivamente.
X (B) complementoindiretoecomplementodireto,respetivamente.
(C) complemento indireto e sujeito,respetivamente.
(D) complementodiretoesujeito,respetivamente.
1.8 Nafrase«OJoãoescreveuumpoemadeamorànoiva.»,aexpressãodestacadapodesersubsti-
tuídapor
X (A)«lhe». (C)«a».
(B)«ela». (D)«o».

39
SINTAXE FUNÇÕES SINTÁTICAS: RECAPITULANDO…

1.9 Nafrase«Adoreioconcerto!»,aexpressãodestacadapodesersubstituídapor
X (A)«o». (C)«ele».
(B)«ela». (D)«lhe».
1.10 Nafrase«Ostrabalhosdecasaforamcorrigidospelaprofessora.»,aexpressãodestacadadesem-
penha a função sintáticade
(A) sujeito.
(B) complementodireto.
(C) complementoindireto.
X (D) complementoagentedapassiva.
1.11 Nafrase«Umrapazestranhoemisteriosobateuàporta.»,asexpressõesdestacadasdesempe-
nhamasfunçõessintáticasde
(A) modificadorrestritivodonomeecomplementoindireto,respetivamente.
(B) modificadorapositivodonomeecomplementoindireto,respetivamente.
X (C) modificadorrestritivodonomeecomplementooblíquo,respetivamente.
(D) modificadorapositivodonomeecomplementooblíquo,respetivamente.
1.12 Nafrase«Omédicoatendeuimediatamenteopaciente.»,ovocábulodestacadotemafunção
sintáticade
X (A) modificador. (C) predicativo dosujeito.
(B) complementodonome. (D) complementooblíquo.
1.13 Afrase«OvestidodaVanessaéfantástico!»contémum
X (A) complementodonomeeumpredicativodosujeito.
(B) modificador restritivo do nome e um predicativo dosujeito.
(C) complementodonomeeumcomplementodireto.
(D) modificador restritivo do nome e um complementodireto.
1.14 Nafrase«Nasférias,osavósvisitarammuitosmonumentoshistóricos.»,opredicadoé
(A) «Nasférias».
(B) «osavós».
(C) «visitaram».
X (D) «Nasférias,…visitarammuitosmonumentoshistóricos».
1.15 Nafrase«Ontem,fuiaocinema.»,ovocábulodestacadodesempenhaafunçãosintáticade
X (A) modificador. (C) complementooblíquo.
(B) complementodonome. (D)predicado.
1.16 Nafrase«OHenriqueparececansado.»,asexpressõesdestacadasdesempenhamasfunções
sintáticasde
(A) sujeitocompostoecomplementodireto,respetivamente.
(B) sujeitocompostoepredicativodosujeito,respetivamente.
X (C) sujeitosimplesepredicativodosujeito,respetivamente.
(D) sujeitosimplesecomplementodireto,respetivamente.

40
ANÁLISE DO DISCURSO

DISCURSO DIRETO, INDIRETO ANEXO GRAMATICAL


Ficha informativa 7

E INDIRETO LIVRE «Discurso direto, indireto e indireto livre»

1. Consideraoconjuntodefalasquesesegue.
a) AInêsdisse: e) O Júlio anunciou aospais:
— Tens um relógiomuitobonito! —Amanhã,ireicomprarumassapatilhasnovas.
b) O Filipe pediuaoirmão: f) A Sóniarecordou:
— Dá-me esse livro,porfavor. —Éprecisoquetufaçasosteusdeveresatempadamente.
c) AJoanainformou: g) A Isabeldesabafou:
— A festafoidivinal! —Lamentoquetenhasdeixadoaquiolixo.
d) ORobertosolicitou: h) A jornalistaesclareceu:
— Ana, devolve-meolápis! —Anotíciaserádesenvolvidamaistarde.
1.1 Comoreparaste,nestasfalaspredominaodiscursodireto.Indicaduasmarcasqueocomprovem.
Asduasmarcasmaisevidentessãoosdoispontoseotravessão.

1.2 Reescreve-asemdiscursoindireto.
a) AInêsdissequeele/elatinhaumrelógio e) OJúlioanunciouaospaisque,nodiaseguinte,iriacomprarumas
muitobonito. sapatilhasnovas.

b) OFilipepediu,porfavor,aoirmãoquelhe f) ASóniarecordou-lhequeeraprecisoqueele/elafizesseosseus
desseaquelelivro. deveres atempadamente.

c) AJoanainformouqueafestatinhasido g) AIsabeldesabafou,lamentandoqueele/elativessedeixadolá
divinal. olixo.

d) ORobertopediuàAnaquelhedevolvesse h) Ajornalistaesclareceuqueanotíciaseriadesenvolvidamaistarde.
olápis.

1.3 Sintetizaasprincipaistransformaçõesefetuadaspreenchendooquadroseguinte.

Discurso direto Discurso indireto

Pessoagramatical— 2.ª pessoa(tu) Pessoagramatical— 3.ªpessoa(ele/ela)


a)
Tempoverbal— presentedoindicativo Tempoverbal— pret.imperfeitodoindicativo

Pessoa gramatical — 2.ª pessoa (tu) Pessoa gramatical — 3.ª pessoa (ele)
b) Tempoverbal— imperativo Tempo verbal — pret. imperfeito do conjuntivo
Determinante Determinante demonstrativo — aquele
demonstrativo — esse
Pessoagramatical— 3.ª pessoa(ela) Pessoagramatical— 3.ª pessoa(ela)
c) pret.perfeitodoindicativo
Tempoverbal— Tempo verbal — pret. mais-que-perf. do indicativo

Pessoa gramatical — 2.ª pessoa (tu) Pessoa gramatical — 3.ª pessoa (ela)
d) Tempoverbal— imperativo Tempoverbal—pret.imperfeitodoconjuntivo
Vocativo— Complementoindireto— àAna
Ana
(cont.)

41
ANÁLISE DO DISCURSO DISCURSO DIRETO, INDIRETO E INDIRETO LIVRE

(cont.)
Discurso direto Discurso indireto

Pessoa gramatical — 1.ª pessoa (eu) Pessoa gramatical — 3.ª pessoa (ele)
e) Tempo verbal — futuro do indicativo Tempoverbal— condicional
Advérbiotemporal— amanhã Advérbio temporal
— no dia seguinte
Pessoa gramatical — 2.ª pessoa (tu) Pessoa gramatical — 3.ª pessoa (ele/ela)
f) Tempo verbal — presente do ind. e do conj. Tempoverbal—pret.imperf.doind.edoconj.
Determinante possessivo — teus Determinante possessivo — seus

Pessoagramatical—1.ªpessoa(eu)e2.ªpessoa(tu) Pessoa gramatical — 3.ª pessoa (ele/ela)


g) Tempo verbal — presente do ind. e do conj. Tempoverbal—pret.imperf.doind.edoconj.
Advérbiolocativo— aqui Advérbiolocativo— lá

Pessoagramatical— 3.ª pessoa(ela) Pessoagramatical— 3.ª pessoa(ela)


h) futurodoindicativo condicional
Tempoverbal— Tempoverbal—

2. Lêatentamenteoexcertotextualapresentado.

Ao outro dia cedo, encerrado com o general num dos quiosques do jardim,
contei-lhe a minha lamentável história e os motivos fabulosos que me traziam a
Pequim. O herói escutava, cofiando sombriamente o seu espesso bigode cossaco.
— Omeuprezadohóspedesabechinês?—perguntou-mederepente,fixando
5 em mim a pupila sagaz.

— Sei duas palavras importantes, general: «mandarim» e«chá».


Ele passou a sua mão de fortes cordoveias sobre a medonha cicatriz que lhe
sulcava a calva:
— «Mandarim», meu amigo, não é uma palavra chinesa, e ninguém a
10 entende na China. É o nome que no século xvi os navegadores do seu país, do seu

belo país…
— Quando nós tínhamos navegadores… — murmurei, suspirando.
Ele suspirou também, por polidez, econtinuou:
— Queosseusnavegadoresderamaosfuncionárioschineses.Vemdoseu
15 verbo, do seu lindo verbo…

— Quando tínhamos verbos… — rosnei, no hábito instintivo de deprimir a


Pátria.
Ele esgazeou um momento o seu olho redondo de velho mocho — e prosse-
guiu paciente e grave:
20 —Doseulindoverbo«mandar»…Resta-lheportanto«chá».Éumvocá-bulo que tem
um vasto papel na vida chinesa, mas julgo-o insuficiente para servir a todas as
relações sociais. O meu estimável hóspede pretende esposar uma senhora da
família Ti Chin-Fu, continuar a grossa influência que exercia o Man- darim,
substituir, doméstica e socialmente, esse chorado defunto… Para tudo isto dispõe
da palavra «chá». É pouco.
Eça de Queirós, O Mandarim, Livros do Brasil, 1999.

42
DISCURSO DIRETO, INDIRETO E INDIRETO LIVRE ANÁLISE DO DISCURSO

2.1 Qualéotipodediscursopredominantenoexcerto? Discursodireto.


2.2 Transforma-onodiscursoinverso.
Aooutrodiacedo,encerradocomogeneralnumdosquiosquesdojardim,contei-lheaminhalamentávelhistóriaeos

motivosfabulososquemetraziamaPequim.Oheróiescutava,cofiandosombriamenteoseuespessobigodecossaco.

O general perguntou-me de repente, fixando em mim a pupila sagaz, se eu, seu prezado hóspede, sabia chinês.
Respondi ao general que sabia duas palavras importantes: «mandarim» e«chá».

Ele passou a sua mão de fortes cordoveias sobre a medonha cicatriz que lhe sulcava a calva e esclareceu-me que

«Mandarim»nãoeraumapalavrachinesaequeninguémaentendianaChina.Eraonomequenoséculo xviosnavegadores do

nosso belopaís…

Murmurei, suspirando, que isso era quando nós tínhamosnavegadores…


Elesuspiroutambém,porpolidez,econtinuou,dizendoqueeraonomequeosnossosnavegadorestinhamdadoaos

funcionárioschinesesequevinhadonossolindoverbo…

Rosnei,nohábitoinstintivodedeprimiraPátria,queissoeraquandotínhamosverbos…
Eleesgazeouummomentooseuolhoredondodevelhomochoeprosseguiupacienteegrave,acrescentandoquevinha

donossolindoverbo«mandar»…Disseaindaquemerestavaportanto«chá».Eraumvocábuloquetinhaumvastopapelna

vidachinesa,masjulgava-oinsuficienteparaserviratodasasrelaçõessociais.Lembrou-mequeeu,seuestimávelhóspede,

pretendiaesposarumasenhoradafamíliaTiChin-Fu,continuaragrossainfluênciaqueexerciaoMandarim,substituir,

doméstica e socialmente, aquele chorado defunto… Para tudo aquilo dispunha da palavra «chá». Erapouco.

3. Considera os seguintes segmentosfrásicos.


a) OGuilhermedisseàMariaquegostavamuitodepassearcomela.
b) Apadeirainformouosseusclientesdequenodiaseguintenãohaveriapãofresco.
c) ALilianapediuaoseuirmãoquelhepassasseocomandodatelevisão.
d) Ojornalistaassumiuqueaquelanotíciatinhasidodivulgadasemaconfirmaçãooficialdosdados.
e) Naqueledia,obibliotecárioordenouaoalunoquefizessesilêncionabiblioteca.
3.1 Indicaotipodediscursoquepredominanestasfrases. Discursoindireto.
3.2 Reescreveascincofrasesnodiscursocontrário.
a) O Guilhermedisse:
Maria, gosto muito de passearcontigo!

b) A padeira informou os seusclientes:


— Amanhã,nãohaverápãofresco.

c) ALilianapediuaoseuirmão:
— Passa-me o comando datelevisão.

d) O jornalistaassumiu:
— Estanotíciafoidivulgadasemaconfirmaçãooficialdosdados.

e) Hoje,obibliotecárioordenouaoaluno:
— Faz silêncio nabiblioteca!

43
ANÁLISE DO DISCURSO DISCURSO DIRETO, INDIRETO E INDIRETO LIVRE

4. Consideraotextotranscrito.

A Olga, neste fim de semana, levou a família a visitar o Pavilhão do Conheci-


mento, onde estão patentes várias exposições sobre Ciência.
Disse-me que gostou imenso de tudo o que viu e acrescentou que era o sítio
ideal para levar os mais pequenos. Afirmou ainda que aquele espaço era ótimo
5 para contactar com o mundo da Ciência ao vivo e a cores. Além disso, explicou-

-me que havia várias experiências a decorrer em simultâneo: com dinossauros,


réplicas de fósseis, laboratórios de cozinha e muito mais.
Contou-me também que os filhos tinham vestido uma bata de cientista e que
tinham participado em família em atividades relacionadas com o molde de répli-
10 cas de fóssil. Disse-me ainda que, noutra atividade, os miúdos tinham substituído
os tubos de ensaio por tachos e panelas e tinham preparado pratos que lhes
tinham feito crescer água na boca.
Em suma, a Olga concluiu que fora um fim de semana pleno em família. E eu
respondi-lhe que também já estava cheia de vontade de visitar o Pavilhão do
Conhecimento…
Texto das autoras.

4.1Certamentedestecontadequeotextoestámaioritariamenteescritoemdiscursoindireto.Cabe-te
atireescrevê-loemdiscursodireto,reproduzindoaconversaocorridaentreanarradoraeasua
amigaOlga.
AOlga,nestefimdesemana,visitouoPavilhãodoConhecimento,ondeestãopatentesváriasexposiçõessobreCiência edisse-me:

—Gosteiimensodetudooquevi!
Eacrescentou:

—Éosítioidealparalevarosmaispequenos.

Afirmouainda:

—OespaçoéótimoparacontactarcomomundodaCiênciaaovivoeacores.

Além disso,explicou-me:

—Háváriasexperiênciasadecorreremsimultâneo:comdinossauros,réplicasdefósseis,laboratóriosdecozinhae muitomais.

Contou-metambém:
—Osmeusfilhosvestiramumabatadecientistaeparticiparamemfamíliaematividadesrelacionadascomomoldede

réplicasdefóssil.Noutraatividade,substituíramostubosdeensaioportachosepanelaseprepararampratosquelhes

fizeramcresceráguanaboca.

Emsuma,aOlgaconcluiu:
—Foiumfimdesemanaplenoemfamília.

E eurespondi-lhe:

—TambémjáestoucheiadevontadedevisitaroPavilhãodoConhecimento…

44
DISCURSO DIRETO, INDIRETO E INDIRETO LIVRE ANÁLISE DO DISCURSO

5. Lê com atenção os próximos excertos textuais retirados do conto «Civilização», de Eça de Queirós.
Identificaaspassagensqueseencontrememdiscursoindiretolivreetranscreve-as.

EXCERTO A

Era o caseiro, o Zé Brás. E logo ali, nas pedras do pátio, entre o latir dos
cães,surdiuumatumultuosahistóriaqueopobreBrásbalbuciava,aturdido,eque
enchia a face de Jacinto de lividez e de cólera. O caseiro não esperava Sua Exce-
lência. Ninguém esperava Sua Excelência. (Ele dizia suainselência.)
5 O procurador, o Sr. Sousa, estava para a raia desde maio, a tratar a mãe que
levara um coice de mula. E decerto houvera engano, cartas perdidas… Porque o
Sr. Sousa só contava com Sua Excelência, em setembro, para a vindima. Na casa
nenhuma obra começara. E infelizmente para Sua Excelência os telhados ainda
estavam sem telhas, e as janelas sem vidraças…
10 Cruzei os braços, num justo espanto. Mas os caixotes — essescaixotesreme-tidos
para Torges, com tanta prudência, em abril, repletos de colchões, deregalos, de
civilização?... O caseiro, vago, sem compreender, arregalava os olhos miúdos,
onde já bailavam lágrimas. Os caixotes? Nada chegara, nada aparecera. E na sua
perturbação o Zé Brás procurava entre as arcadas do pátio, nas algibeiras das
pantalonas… Os caixotes? Não, não tinha os caixotes!

«Edecertohouveraengano,cartasperdidas…PorqueoSr.SousasócontavacomSuaExcelência,emsetembro,paraavindima.

Nacasanenhumaobracomeçara.EinfelizmenteparaSuaExcelênciaostelhadosaindaestavamsemtelhas,easjanelassem

vidraças…

Masoscaixotes—essescaixotesremetidosparaTorges,comtantaprudência,emabril,repletosdecolchões,deregalos,decivilização?...»

«Os caixotes? Nada chegara, nadaaparecera.»


«Os caixotes? Não, não tinha oscaixotes!»

EXCERTO B

Estava realmente bom: tinha fígado e tinha moela: o seu perfume enternecia.
Eu, três vezes, com energia, ataquei aquele caldo: foi Jacinto que rapou a sopeira.
Mas já, arredando a broa, arredando a vela, o bom Zé Brás pousara na mesa uma
travessavidrada,quetrasbordavadearrozdefavas.[…]Jacintosempredetestara
5 favas. Tentou todavia uma garfada tímida. De novo os seus olhos, alargados pelo

assombro, procuraram os meus. Outra garfada, outra concentração… E eis que o


meu dificílimo amigo exclama:
— Estáótimo!
Eram os picantes ares da serra? Era a arte deliciosa daquelas mulheres que
10 em baixo remexiam as panelas, cantando o «Vira, meu bem»? Não sei — mas os
louvores de Jacinto a cada travessa foram ganhando em amplidão e firmeza. E
diante do frango louro, assado no espeto de pau, terminou porbradar:
— Estádivino!

45
ANÁLISE DO DISCURSO DISCURSO DIRETO, INDIRETO E INDIRETO LIVRE

«Estavarealmentebom:tinhafígadoetinhamoela:oseuperfumeenternecia.»

«Eramospicantesaresdaserra?Eraaartedeliciosadaquelasmulheresqueembaixoremexiamaspanelas,cantandoo«Vira,meu

bem»?»

EXCERTO C

Eu citei, com discreta malícia, Schopenhauer e o «Ecclesiastes»… Mas


Jacinto ergueu os ombros, com seguro desdém. A sua confiança nesses dois som-
brios explicadores da vida desaparecera, e irremediavelmente, sem poder mais vol-
tar,comoumanévoaqueosolespelha.Tremendatolice![…]
5 Deresto,dessesdoisilustrespessimistas,um,oalemão,queconheciaeledavida — dessa
vida de que fizera, com doutoral majestade, uma teoria definitiva e dolente? […] Um
dogmatiza funebremente sobre o que não sabe — e o outro sobre o que não pode.
Mas que se dê a esse bom Schopenhauer uma vida tão com-
pletacomoadeCésar,eondeestaráoseuschopenhauerismo?Queserestituaa
10 esse sultão, besuntado de literatura, que tanto edificou e professorou em Jerusa-

lém, a sua virilidade — e onde estará o «Ecclesiastes»? De resto, que importa ben-
dizer ou maldizer a vida? Afortunada ou vã, ela tem de ser vivida. Loucos aqueles
que, para a atravessar, se embrulham desde logo em pesados véus de tristeza e
desilusão, de sorte que na sua estrada tudo lhes seja negrume, não só asléguas
15 realmente escuras, mas mesmo aquelas em que cintila um sol amável. Na terra

tudo vive — e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. […] Em resumo, para
reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso — e ficar lá, quieto, na sua
folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho
aossaltosentreotomilho,esemprocurar,nemcomodesejo,aárvorefunestada
20 Ciência! Dixit!

Eu escutava, assombrado, este Jacinto novíssimo.

«Deresto,dessesdoisilustrespessimistas,um,oalemão,queconheciaeledavida—dessavidadequefizera,comdoutoralmajes-

tade,umateoriadefinitivaedolente?[…]Umdogmatizafunebrementesobreoquenãosabe—eooutrosobreoquenãopode.Mas

quesedêaessebomSchopenhauerumavidatãocompletacomoadeCésar,eondeestaráoseuschopenhauerismo?Queserestitua

aessesultão,besuntadodeliteratura,quetantoedificoueprofessorouemJerusalém,asuavirilidade—eondeestaráo«Ecclesias-

tes»?Deresto,queimportabendizeroumaldizeravida?Afortunadaouvã,elatemdeservivida.Loucosaquelesque,paraaatraves-

sar,seembrulhamdesdelogoempesadosvéusdetristezaedesilusão,desortequenasuaestradatudolhessejanegrume,nãosóas

léguasrealmenteescuras,masmesmoaquelasemquecintilaumsolamável.Naterratudovive—esóohomemsenteadorea

desilusãodavida.[…]Emresumo,parareaverafelicidade,énecessárioregressaraoParaíso—eficarlá,quieto,nasuafolhade

vinha,inteiramentedesguarnecidodecivilização,contemplandooanhoaossaltosentreotomilho,esemprocurar,nemcomodesejo,

aárvorefunestadaCiência!»

5.1 Apresenta três marcas inequívocas da presença do discurso indireto livre nos excertos transcritos.
Astrêsmarcasevidentessãoasreticências,otravessãoeospontosdeinterrogaçãoeexclamação.

46
LÍNGUA,VARIAÇÃOEMUDANÇA

UNIDADE 3
Ficha informativa 7
«Estilos ou registos de língua»
1. Completaotextocomosvocábulosabaixoapresentados,aplicando
os conhecimentos que já possuis acerca dos estilos ou registos de língua.

afetivo formais positiva sociais estatuto


cuidado geográficas proximidade social língua
distância grupos regiões uniforme situacionais
espontâneo informais relação variação viva

O português, umalíngua viva , que ao longo dos séculos se estendeu


pelas mais diversas regiões do mundo, não é uniforme , dado que uma proprie-
dade comum a todas as línguas vivas é a variação . Assim sendo, a língua por-
tuguesa não é falada de modo igual, ou seja, a língua varia em função das
regiões geográficas, dotempo,dos grupos sociais e
dascircunstânciasemque a utilizamos. Logo, podemdistinguir-se:
• Variedades sociais — a língua portuguesa varia consoante a classe
eaprofissão dosfalantes;
• Variedades situacionais — a língua varia em função das circunstâncias,
resultando da situação em que o falante se encontra;
• Variedades geográficas — a língua varia, tendo em conta as diferentes
regiões do País, existindo diferenças na utilização da nossa língua por parte
das pessoas ou locais diversos. Facilmente se constata que há diferenças entre
apronúnciaeovocabuláriodeumtransmontanoeodeumalentejano.
Pode dizer-se que temos registos de língua formais e informais que con-
cretizamasdiferentesvariedadessociaisesituacionais.Numasituaçãoformal,
implica haver um registo cuidado . Num contexto informal, pode admitir-se
um registo de língua mais espontâneoe simplificado.
Um dos fatores que mais condiciona a variação estilística dos falantes é o
grau de distância entre o locutor e o interlocutor. A distância pode ser de cará-
ter afetivo ou decaráter social . Os falantes, consoante o momento e a
situação, adotam um estilo mais adequado e pertinente à situação concreta de
comunicação: o estatuto , o grau de conhecimento oua relação afetiva.
Naformalidadedecarátersocial,adistânciaentreosinterlocutoresvaria,
tendoemcontaoestatutosocialeograudeconhecimentoqueexisteentreeles.Em
determinados contextos em que não há proximidade , o falante recorre a um estilo
maisformal.Contrariamente,quandoexisteumarelaçãodeintimidadeouemque
osestatutossociaissãoidênticosentreosfalantes,espera-seumestiloinformal.
Quanto à formalidade de caráter afetivo, uma relação afetiva positiva ou
de solidariedade privilegia o uso de estilos informais. Pelo contrário, numa relação
negativa,deconflito,favorece-seautilizaçãodeestilosmaisformais.
Em suma, a língua é una, mas pode apresentar variedades a nível da
sua realização.

47
LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA REGISTOS DE LÍNGUA

2. Lêcomatençãotodosostextosabaixopropostos(deAaG).

TEXTO A

Ao telefone…
— Tá, quemfala?
— Oi, miga! Sou a Raquel. Tudobem?
— Háquantotempo,mulher…
— Obrigadinhapelaencomenda.Tiveparateligarontem…Sóque,entre-
5 tanto, esqueci-me…
— Quando precisares, é só dizeres. Atão, conta-mecoisas…
— Tá tudoigualzinho…
— Por aqui, também está tudo na mesma como alesma.
— Quando te der jeito, diz qualquer coisa para nos encontrarmos,ok?
10 — Combinado! Até um dia destes. Beijinho.
— Xau!Beijinho.
Texto das autoras.

TEXTO B

Bailarinas caleidoscópicas
As borboletas são criaturas fascinantes. As suas múltiplas curiosidades (bio-
lógicas, ecológicas, evolutivas e de interação com o Homem) e os encantadores
padrões coloridos das suas asas, que parecem saídos de uma paleta divina, não
deixam ninguém indiferente. […]
5 Tantoasborboletasdiurnas(ropalóceros)comoasnoturnas(traçasouhete-róceros)
pertencem à ordem dos lepidópteros (denominação de origem grega que significa
literalmente «escamas nas asas»), a segunda mais numerosa do grupo de insetos.
Esta alberga cerca de 165 mil espécies a nível mundial, das quais 2200 ocorrem em
Portugal. De um modo geral, são invertebrados bastantecosmopoli-
10 tas. Aparecem em todos os continentes e podem encontrar-se desde o equador até
às regiões polares. Contudo, visto que são animais ectotérmicos, bastante depen-
dentes da temperatura ambiente, a sua observação em climas temperados e frios
circunscreve-se aos meses mais quentes e soalheiros, nomeadamente à primavera e
ao verão. Durante o resto do ano, raramente são vistos, mantendo-se abrigados
15 (em hibernação) em esconderijos naturais (grutas, minas e troncos de árvores) e
construções humanas (celeiros, pontes, cavidades de muros e habitações).
in Super Interessante (excerto), n.º 159, julho de 2011 (adaptado).

48
REGISTOS DE LÍNGUA LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA

TEXTO C

Nota da semana
Cético e dececionado, eu me confesso, com toda a situação política, social,
económica e ética que se vive na Europa e, muito particularmente, no nosso país.
Chamem-me pessimista e tudo o que quiserem, mas que estou profundamente
desencantado, estou. Desencantado e cansado de tanto ruído, trapalhadas, falta
5 de bom senso, falta de estratégias credíveis, aumento da crise, promessas utópicas,

expectativas defraudadas, falta de respeito pelas pessoas, linguagem desbragada,


cenas obscenas e altamente ofensivas de pessoas e estruturas. Enfim… um desfilar
de despautérios de toda a ordem, sem fim.
Cansado de tudo, decidi, um dia destes, retirar-me para um local onde a
10 Natureza me oferece momentos de paz interior, sossego para o espírito e remédio

para alguma angústia que já se vai apoderando de mim, na incerteza do amanhã.


E o amanhã é já agora.
[…]
Dizia, saí de casa e fui até à Mata do Hospital, um dos símbolos de Arganil,
15 que agora está realmente atraente e bem cuidada e proporciona momentos de

lazer e de meditação inexcedíveis. Ali chegado, sentei-me e comecei a ler mas, ape-
sar de a leitura ser agradável, preferi suspendê-la e procurar escutar, «ler» e enten-
der a Natureza que, ali, nos brinda quase com uma pureza original, atrevo-me a
dizer,semelhanteàdoÉdenondeDeuscolocouoprimeiroparhumano.
Ramos Mendes, in A Comarca de Arganil (excerto),
n.º 11 979 — II série, 25 de outubro de 2012 (adaptado).

TEXTO D

A rapariga — era a trigueirinha que me matara a fome — chegou-se a mim


toda fagueira e, vai, arrumei o lódão a um canto, apertei a faixa na cinta, e rom-
pemos a bailar. Dianho de pequena, era leve como uma andorinha! Por leve nunca
julguei que alguém me rendesse, mas aquela levava-me as lampas. Leve e então
5 com uma ária, uma graça, pai do céu, que nem rainha escondida nos trajos de
camponesa!Poraliacima,nosvolteioserepeniquesdachula,breveéramosoalvo de
todos os reparos. E já os olhos castanhos sorriam para os meus, confiados; e já eu,
peito contra peito, lhe dizia que viera àquela terra por meumal.
Numa das pausas da chula, o noivo veio-me saudar, mais a noiva, que era don-
10 zela jeitosinha e de agradável parecer. E beba, e dance, e viva, todos me festejavam.
Ritanãoseapartavadopédemim,edever-lheosolhosmaisdoces,eouvir-
-lhe a voz mais meiga, vinho ou quer que era começou a trepar-me à cabeça.
Aquilino Ribeiro, O Malhadinhas, Bertrand Editora, 1994 (excerto).

49
LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA REGISTOS DE LÍNGUA

TEXTO E

Senhor Presidente da Assembleia da República,


Senhor Primeiro-Ministro e Membros do Governo,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhoras e Senhores,

5 Ao iniciar funções como Presidente da República, quero


começaromeumandato saudando o povo português de uma forma muitocalorosa.
Saúdo todos os Portugueses, quer os que vivem no nosso país, no Continente
e nas Regiões Autónomas, quer os que engrandecem o nome de Portugal nas
comunidades da Diáspora.
10 Saúdo os Portugueses que me ouvem mas também aqueles que,

atravésdalínguagestual,acompanhamapalavrafraternaquelhesquerodirigirnested
ia.
De todos serei Presidente.
Serei Presidente dos Portugueses que me honraram com o seu voto mas tam-
bém daqueles que o não fizeram. É perante todos, sem exceção, que aqui assumo
15 o compromisso solene de cumprir e fazer cumprir a Lei Fundamental da nossa

República. […]
Foi especialmente a pensar nos jovens que decidi recandidatar-me à Presidên-
cia da República. A eles dediquei a vitória que os Portugueses me deram. Agora,
nomomentoemquetomopossecomoPresidentedaRepública,façoumvibrante
20 apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso país! […]

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem


em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um país à
alturadasnossasambições.Estoucertodeque,todosjuntos,iremosvencer.
Obrigado!
Discurso de Tomada de Posse do Presidente da República, 9 de março de 2011 (texto com supressões).

TEXTO F

Entre colegas…
— Amanhã,temostestedePortuguês.Jáestudastemuito,betinho?
— Claro,nãodeixotudoparaaúltimacomotu…Ésumbaldas!
— As cábulas são um excelente auxiliar dememória!
5 —Eachasqueécomoscopiançosquevaisaalgumlado?!Sóteestása enganar a
tipróprio…
— Oh! Eu não consigo ser marrão como tu… Não fazes mais nada senão
estudar…, até mesmo nos furos…
— Etudeviasfazeromesmo.Secontinuascomasnegas,vaischumbardecerteza.
Texto das autoras.

50
REGISTOS DE LÍNGUA LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA

TEXTOG

Maldita crise…
— Tás uma beca pensativo, mano! O que se passa, pá?
— Esta cena da crise, dá-me bué a volta ao miolo…
— Desembucha,pá…
— Àpaladacrise,osmeuscotasestãopreocupadostótilcomasdespesas…
5 — Que cena marada! Precisas decarcanhol?
— Ya, meu! Tenho de arranjar alguma cena para ganhar algum guito, tás aver?
— Sem stress, meu… Vais conseguir… Tens alguma cena na cabeça?
— Ainda não, tipo não tenho ideia nenhuma…
— Espera, mano! Já tenho paletes de ideias para teajudar.
10 — És umbacano!
— Contacomigo!
— Tá-sebem…
Texto das autoras.

2.1 Classifica os textos que acabaste de ler como formais ou informais.


TEXTO A—Informal

TEXTOB—Formal

TEXTOC—Formal

TEXTOD—Formal

TEXTOE—Formal

TEXTO F—Informal

TEXTOG—Informal

3. Classifica(X)comoverdadeirasoufalsasasafirmaçõesseguintes.Depois,corrigea(s)afirmação(ões) que
considerastefalsa(s).
V F Correção

a)Um falante pode usar diversos estilos


linguísticos de acordo com asituação X
comunicativa em queparticipa.

b) A variação social designa as


particularidades linguísticas associadas X … associadas à classe social e à profissão dos falantes.
a determinadas zonas territoriais.

c) Um mesmo falante expressar-se-á


… expressar-se-á de forma distinta num estádio
de maneira igual num estádio de futebol X
de futebol e numa entrevista de emprego.
e numa entrevista de emprego. 51
d) Os fatores que originam a existência
LÍNGUA,VARIAÇÃOEMUDANÇA

PALAVRAS DIVERGENTES UNIDADE 2


Ficha informativa 5

E CONVERGENTES «História da língua portuguesa»

1. Completaotextocomostermosdacaixaaplicandoosconhecimentosquejápossuisacercadaspala-
vrasdivergenteseconvergentes.

alterações divergentes erudita grandes latim


convergentes duas étimo homonímia popular

A língua portuguesa provém, essencialmente, do latim , chegando


até nósatravésde duas vias:a popular ea erudita .
No que diz respeito à primeira, estamos perante um processo em que os vocábulos
sofreram grandes modificações, afastando-se do seu étimo.
Relativamenteàsegunda, pode afirmar-se que as palavras não sofreram praticamente
alterações , mantendo-se próximasdoseu étimo .
As palavras que apresentam formas diferentes, mas que provêm do mesmo étimo
(palavralatinainicial),denominam-sepalavras divergentes .
Aspalavras convergentes apresentam a mesma forma, apesar de tereméti-
mosdiferentes,edãoorigemà homonímia .

2. Preencheoquadroescrevendoaspalavrasdivergentesdosétimoslatinosindicados.

Étimo latino Via erudita Via popular

arena(m) arena areia

atriu(m) átrio adro

catedra(m) cátedra cadeira

clamare clamar chamar

duplu(m) duplo dobro

frigidu(m) frígido frio

integru(m) íntegro inteiro

legale(m) legal leal

macula(m) mácula mancha; mágoa; malha

masculu(m) másculo macho

materia(m) matéria madeira

matre(m) madre mãe

oculu(m) óculo olho

palatiu(m) palácio paço

parabola(m) parábola palavra


(cont.)
52
PALAVRAS DIVERGENTES E CONVERGENTES LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA

(cont.)
Étimo latino Via erudita Via popular

patre(m) padre pai

plaga(m) plaga praga; chaga; praia

plenu(m) pleno cheio

plumbu(m) plúmbeo chumbo; prumo

sigillu(m) sigilo selo

solitariu(m) solitário solteiro

3. Completa o quadro com as palavras convergentes que se formaram a partir dos étimos latinos apre-
sentadosbemcomoaclassedepalavrasaqueestaspertencem.

Étimo latino Palavra portuguesa Classe de palavras

cantus canto (depássaro) Nome


canthus canto(dasala) Nome

filo fio Nome


fido fio Formaverbal

rivu rio Nome


rideo rio Formaverbal

são Adjetivo
sanu
sanctu santo/são Adjetivo
sunt são Formaverbal

vão Nome
vanu vão Adjetivo
vadunt
vão Formaverbal

quomodo como Conjunção/advérbio


comedo como Formaverbal

4. Classificaaspalavrasseguintescomodivergentesouconvergentes.

Evolução a partir do étimo latino Classificação

NATA > nada (advérbio)


a) Palavras convergentes
NATAT > nada (forma verbal)

plano
b) PLANU > Palavras divergentes
chão

LIBRU > livro (nome)


c) Palavras convergentes
LIBERO > livro (forma verbal)

alienar
d) ALIENARE > Palavras divergentes
alhear

53
LÉXICO

ARCAÍSMOS
1. Descobrenocrucigramaosarcaísmossolicitadoscomaajudadasindicaçõesdadas.
a) Omesmoque«sorte».
a) V E N T U R A
b) Iguala«também».
b) A R
c) Sinónimode«favor».
c) M E R C E
d) Omesmoque«alegre».
d) L E D A
e) Sinónimo de«depressa».
e) A S I N H A
f) Sinónimode«verão». f) E S T I O
g) Omesmoque«entusiasmo». g) A R D I M E N T O
h) Iguala«quieto». h) Q U E D O
i) Sinónimo de«maneira». i) G U I S A

2. No Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, estão presentes vários arcaísmos. Considera os que a
seguirseapresentameprocedeàsuaatualização.

Arcaísmo Forma atual Arcaísmo Forma atual

almário armário ũa uma

arrecear recear i aí

assi assim leixar deixar

avantagem vantagem mi mim

carrega carga molher mulher

co com mui muito

cousa coisa nam não

costumagem costume pelejar lutar

dependurado pendurado pera para

detença demora pola pela

dizede dizei prestes rapidamente

dolor dor rondão confusão

ego eu samica talvez

enleo enleio/enredo sandeu tolo/ingénuo

enuco eunuco simpreza simplicidade

ess’hora nessa hora siquer sequer/ao menos

fantesia fantasia sam são

fretastes alugaste solemente somente

giolho joelho tristura tristeza

guarecer salvar-se uxiquer em qualquer parte

54
LÉXICO

NEOLOGISMOS

Empréstimo
1. Completaoquadroregistandoosignificadodecadaumdosempréstimosapresentados.

Empréstimo Significado Empréstimo Significado

peça de metal para prender ações e técnicas que visam implantar


clip marketing
folhas de papel certa estratégia comercial

douche banho de chuveiro ranking classificação

facebook nome de rede social software conjunto de programas de computador

empresa proprietária de ações prato da culinária japonesa que consiste


holding sushi
de outras sociedades numa combinação de arroz e peixe cru

Acrónimo
2. Fazaextensãodosacrónimosapresentados.
a) larápio—LuciusAntoniusRufusAppius(nomedeumpretorromanocorrupto)
b) radar —radio detecting and ranging
c) TAC—tomografiaaxialcomputorizada
d) sonar — sound navigationranging

Sigla
3. Fazaextensãodasseguintessiglas.
a) DGS—Direção-geraldaSaúde
b) FSE—FundoSocialEuropeu
c) PSD—PartidoSocialDemocrata
d) RTP — RadiotelevisãoPortuguesa

Amálgama
4. Descobreaspalavrasqueestiveramnaorigemdacriaçãodasamálgamasqueseseguem.
a) diciopédia — dicionário +enciclopédia c) motel— motor +hotel

b) expofarma— exposição+fármacos d) portinglês — português +inglês

Truncação
5. Registanaíntegraaspalavrasquecorrespondemàsseguintesformastruncadas.
a) Alex— Alexandre c) eco— ecologia

b) disco— discoteca d) otorrino— otorrinolaringologista

55
FONÉTICA E FONOLOGIA

PROCESSOSFONOLÓGICOS UNIDADE 2
Ficha informativa 5
«História da língua portuguesa»

Adição
1. Completaasfrasesqueseseguemerecordaosprocessosdeadiçãodefonemas.
a) Apróteseconsistenainserçãodeumsomousegmentoemposição inicial depalavra.
b) Aepênteseresultadaintroduçãodeumsegmentoemposição medial depalavra.
c) A paragoge define-se pela adição de um som ou segmento naarticulaçãodo final
da palavra.

2. Preenche o quadro que se segue identificando os processos fonológicos que ocorreram na evolução
dosvocábulosapresentados.

Vocábulo Processo(s) fonológico(s) Vocábulo Processo(s) fonológico(s)

abaxa > abaixa (pop.) epêntese mar > mari (pop.) paragoge

acrecentamento
epêntese mi > mim paragoge
>acrescentamen
to
alguas > algumas epêntese mostrar > amostrar (pop.) prótese

amor > amore (pop.) paragoge mui > muito paragoge

ante > diante prótese nacidos > nascidos epêntese

assi > assim paragoge no > não epêntese

blusa > belusa (pop.) epêntese paje > pajem paragoge

boneco > bonecro (pop.) epêntese perla > pérola epêntese

cantar > cantari (pop.) paragoge pexes > peixes epêntese

club > clube paragoge querês > quereis epêntese

co > com paragoge recear > arrecear (pop.) prótese

crece > cresce epêntese sabês > sabeis epêntese

creo > creio epêntese scribere > escrever prótese

debaxo > debaixo epêntese ski > esqui prótese

dino > digno epêntese speculu > espelho prótese

enleos > enleios epêntese spiritu > espírito prótese

flor > flori (pop.) paragoge stare > estar prótese

humile > humilde epêntese stand > stande paragoge

inda > ainda prótese stella > estrela prótese

Jesu > Jesus paragoge thunu > atum prótese

levantar > alevantar (pop.) prótese tirar > atirar prótese

mandar > amandar (pop.) prótese tornera > torneira epêntese

56
PROCESSOS FONOLÓGICOS FONÉTICA E FONOLOGIA

Supressão
1. Completaasfrasesqueseseguemerecapitulaosprocessosdesupressãodefonemas.
a) Aaféreseconsistenasupressãodeumsomousegmentoemposição inicial depalavra.
b) Asíncoperesultadaquedadeumsegmentoemposição medial depalavra.
c) Aapócopedefine-sepeloapagamentodeumsomousegmentonaarticulaçãodo final
da palavra.

2. Preenche o quadro que se segue identificando os processos fonológicos que ocorreram na evolução
dosvocábulosapresentados.

Vocábulo Processo(s) fonológico(s) Vocábulo Processo(s) fonológico(s)

acume > gume aférese escuitaram > escutaram síncope

ainda > inda (pop.) aférese está > tá (pop.) aférese

ajuntam > juntam aférese et > e apócope

alevantando > levantando aférese faze > faz apócope

amat > ama apócope fruito > fruto síncope

amare > amar apócope generu > genro síncope

amostra > mostra aférese homem > home (pop.) apócope

animales > animaes síncope legenda > lenda síncope

apousentos > aposentos síncope leite > lete (pop.) síncope

ardiles > ardis síncope lençoles > lençóis síncope

assentados > sentados aférese limones > limões síncope

asinu > asno síncope magis > mais síncope

avantagem > vantagem aférese male > mal apócope

avicella > Vizela aférese moesteiro > mosteiro síncope

calidu > caldo síncope mundanal > mundano apócope

cárrega > carga síncope nunquam > nunca síncope

clavem > clave apócope obispo > bispo aférese

comença > começa síncope papeles > papees síncope

cruce > cruz apócope para > pra (pop.) síncope

crudele > cruel síncope poeremos > poremos síncope

dat > dá apócope rosam > rosa apócope

debere > dever apócope sibi > si apócope

domina > dona síncope sólio > solo síncope

enamorar > namorar aférese totum > todo apócope

enxuito > enxuto síncope viride > verde síncope


57
FONÉTICA E FONOLOGIA PROCESSOS FONOLÓGICOS

Alteração/permuta de segmentos
1. Afimderelembraresosprocessosdealteração/permutadesegmentos,ligaoselementosdacolunaA aos da
colunaB.

A B

(a) Processo fonológico que consiste na troca de posição de um (1) Assimilação


• •
segmento ou de uma sílaba no interior de uma palavra.

(b)Processofonológicoemqueumsegmentosetornasemelhanteaum (2) Crase


• •
segmentovizinhopelaaquisiçãodetraçosfonéticosdessesegmento.

(c)Processo de contração ou fusão de dois segmentos vocálicos num só. • (3) Redução vocálica

(d)Processofonológicodoqualresultaovozeamentodesonsnãosonoros. •
(4) Dissimilação
(e)Processodeassimilaçãonoqualumsegmento(vogalouconsoante) •
adquire o ponto de articulação palatal de um segmento palatal •
vizinho. (5) Metátese

(f)Processofonológicoemqueseobservaatransformaçãodeumavogal

emdoissegmentos(umavogaleumasemivogal). (6) Nasalização

(g)Processofonológicoemqueumsegmentoseafastadeumsegmento

vizinhoatravésdaperdadetraçosfonéticoscomunsaessesegmento. (7) Palatalização

(h) Processo fonológico que consiste na transformação de uma

consoante em vogal ou semivogal. (8) Sinérese

(i) Processo que consiste na transformação de uma vogal oral em vogal
nasal através da aquisição do traço fonético de nasalidade, por •
• (9) Sonorização
influência de um som nasal vizinho.

(j) Processo em que se verifica o enfraquecimento de uma vogal que se • • (10) Vocalização
encontra em posição não acentuada (posição átona).

2. Preenche o quadro que se segue identificando os processos fonológicos que ocorreram na evolução
dosvocábulosapresentados.

Vocábulo Processo(s) fonológico(s) Vocábulo Processo(s) fonológico(s)

absentem > ausente vocalização assi > assim nasalização

acutum > agudo sonorização atá > até dissimilação

agua > auga (pop.) metátese avantal > avental dissimilação

alteru > outro vocalização bilancia > balança assimilação

amicu > amigo sonorização bolo > bolinho redução vocálica

animaes > animais sinérese calamellu > caramelo dissimilação

antrecosto > entrecosto assimilação caldo > caurdo vocalização

area > areia sinérese canes > cães nasalização

armário > almário dissimilação caput > cabo sonorização


(cont.)
58
PROCESSOS FONOLÓGICOS FONÉTICA E FONOLOGIA

(cont.)
Vocábulo Processo(s) fonológico(s) Vocábulo Processo(s) fonológico(s)

casa > casinha redução vocálica locusta > lagosta sonorização

cito > cedo sonorização lupum > lobo sonorização

coor > cor crase maritu > marido sonorização

coviis > covis crase mata > matagal redução vocálica

dae > dai sinérese merlo > melro metátese

dedi > dei sinérese mihi > mim nasalização

dereito > direito dissimilação ministro > menistro dissimilação

door > dor crase muito > muinto nasalização

dormir > dromir (pop.) metátese nec > nem nasalização

eo > eu sinérese octo > oito vocalização

factus > feito vocalização pee > pé crase

fermosa > formosa assimilação pera > para assimilação

filium > filho palatalização persoa > pessoa assimilação

fine > fim nasalização pluvia > chuva palatalização

flammam > chama palatalização porta > portão redução vocálica

florem > frol metátese primarium > primairo metátese

folia > folha palatalização quattuor > quatro metátese

guardenapo > guardanapo assimilação ree > rei sinérese

hodie > hoje palatalização regnu > reino vocalização

inflare > inchar palatalização rológio > relógio dissimilação

inter > entre metátese semper > sempre metátese

ipse > esse assimilação seniore > senhor palatalização

jentar > jantar assimilação supitamente > subitamente sonorização

lãa > lã crase terno > ternurento redução vocálica

lee > lei sinérese venio > venho palatalização

leer > ler crase ventezinho > ventozinho dissimilação

leones > leões nasalização vii > vi crase

Recapitulando…
1. Identificaosprocessosfonológicosocorridosnaevoluçãodosvocábulosqueseseguem.
a) credo>creo>creio—síncope+epêntese
b) oculu>oclu>olho—síncope+palatalização
c) panatarium>paadeiro>padeiro—apócope+síncope+crase
59
RETÓRICA

FIGURAS (OU RECURSOS EXPRESSIVOS) UNIDADE 4


Ficha informativa 9
«O estilo»
1. Explica,porpalavrastuas,oqueentendesporfiguras/recursosexpressivos.
Asfigurassãorecursosutilizados,porpartedoescritor,paraenriquecerumtexto,tornaralinguagemmaisoriginal,maissugestiva e mais

eficaz, ou seja, constituem estratégias intencionais que o escritor utiliza para melhorar e embelezar o texto, dando maior

expressividadeàsuamensagem.Assimsendo,asfigurassãoprocessosenriquecedoresdeumtextoartísticoouliterário.

2. Identificaosrecursosexpressivospresentesnosseguintessegmentosfrásicos,retiradosdoconto
«Civilização», de Eça de Queirós.

Exemplos Figuras

a) «Tique, tique, tique! Dlim, dlim, dlim! Craque, craque, craque! Trrre, trrre, trrre!...» onomatopeia

b) «[…] era a sala de jantar, pelo seu arranjo compreensível, fácil e íntimo.» adjetivação

c)«[…]águasgeladas,águascarbonatadas,águasesterilizadas,águasgasosas,
repetição
águasdesais,águasminerais[…].»

d) «O divino artista que está nos Céus compusera […].» perífrase

e) «Os espertos regatos riam, saltando de rocha em rocha. Finos ramos de


personificação
arbustos floridos roçavam as nossas faces, com familiaridade e carinho.»

f) «[…] camas de penas, poltronas, divãs, lâmpadas de Carcel, banheiras de


níquel, tubos acústicos para chamar os escudeiros, tapetes persas para enumeração
amaciar os soalhos.»

g) «Por fim, largámos numa manhã de junho, com o Grilo e trinta e sete malas.» hipérbole

h)«Talpratodessemestreincomparávelparecia,pelaornamentação,pelagraça
florida dos lavores, pelo arranjo dos coloridos frescos e cantantes, uma joia metáfora
esmaltada do cinzel de Cellini ouMeurice.»

3. Assinala(X)a(s)afirmação(ões)queconsiderascorreta(s).
As figuras
a) sãodispensáveisàcompreensãoeàestéticaliterárias.
X b) enriquecem otexto.
X c) sãorecursosintencionaisqueoautorutilizaparamelhorareembelezarotexto.
X d) tornamotextomaisexpressivo.
e) sãodesprovidasdeintençãoporpartedoescritor.
f) fazemcomqueotextosejamenoscriativoeoriginal.

60
FIGURAS (OU RECURSOS EXPRESSIVOS) RETÓRICA

4. Identificaosrecursosexpressivosdescritos.

Uso abundantemente adjetivos Encadeioaspalavrasouideiasnu Repito uma ou mais palavras.


para qualificar o mesmo nome. ma ordemprogressiva
ou regressiva.

1. Adjetivação 2. Gradação 3. Repetição

Estabeleço o contraste Invoco ou interpelo alguém Expresso, de forma exagerada,


ou oposição entre duas ideias. ou alguma coisa. uma realidade, positiva
ou negativamente.

4. Antítese 5. Apóstrofe 6. Hipérbole

Estabeleço uma relação de Repito sucessivamente sons Altero a ordem normal


semelhança entre duas ideias consonânticos idênticos. das palavras.
oucoisasatravésdeumapalavra
ou expressão comparativa ou
deverbosaelaequivalente.

7. Comparação 8. Aliteração 9. Anástrofe

Atribuo qualidades ou Uso palavras que imitam sons, Expresso,deumaformasuave,


comportamentos humanos ruídos, vozes de animais, uma ideia ou realidade
a seres inanimados. movimentos, … desagradável.

10. Personificação 11. Onomatopeia 12. Eufemismo

Repito uma ou mais palavras Apresento sucessivamente Represento ideias, conceitos


no início dos versos ou frases. vários elementos. ouprincípiosmorais/religiosos
através de determinadas
personagens.

13. Anáfora 14. Enumeração 15. Alegoria

Utilizo palavras com sentido Exprimo o todo pela parte Repito uma palavra ou ideia
contrário ao verdadeiro. ou vice-versa. já expressa.

16. Ironia 17. Sinédoque 18. Pleonasmo

Associo duas ideias diferentes. Designo através de vários Substituo um nome próprio
vocábulosaquiloquesepode por uma expressão sugestiva,
dizernumasópalavra. uma qualidade ou atributo.

19. Metáfora 20. Perífrase 21. Antonomásia

61
RETÓRICA FIGURAS (OU RECURSOS EXPRESSIVOS)

5. Consideraopoematranscrito.

Os olhos das crianças


Estes olhos vazios e brilhantes
que na criança se abrem para o mundo,
não amam,
não temem,
5 não odeiam,

não sabem como a morte existe.

São terríveis.

©Gettyimages
Porque a vida é isto.

O amor, o medo, o ódio, a mesma morte,


10 e este desejo de possuir alguém,

os aprendemos. Nunca mais olhamos


com tal vazio dentro das pupilas.

São terríveis.
Porque a vida é isto.
Jorge de Sena, Poesia III, Edições 70, 1989.

5.1 Completaoquadrocomelementosdotexto.

Figuras Exemplos

Dupla adjetivação «vazios e brilhantes» (v. 1)

Anáfora «não amam, / não temem, / não odeiam, / não sabem como a morte existe.» (vv. 3-6)

Enumeração «O amor, o medo, o ódio, a mesma morte,» (v. 9)

5.2 Comoreparaste,podedizer-sequeestetextopoéticoapresentarefrão.Transcreve-o.
«Sãoterríveis./Porqueavidaéisto.»

5.3 Inspira-te no poema acima e cria um texto poético em duas quadras com a mesma temática,
ondeterásdeusarasmesmasfigurasreferidasem5.1.
Resposta livre.

62
FIGURAS (OU RECURSOS EXPRESSIVOS) RETÓRICA

Um anúncio publicitário, para atingir o objetivo de persuadir e incentivar o consumo daquilo que pu-
blicita, serve-se de figuras/recursos expressivos.
6. Observaatentamenteoanúnciopublicitário.Relembrandooqueaprendesteacercadasfiguras,sele-
cionaaopçãoquetepermiteobterumaafirmaçãocorreta.

6.1 Afigurautilizadanafrase«Portugalprecisaqueestudes.»éa
(A) ironia. (B)antítese. X (C)sinédoque. (D)apóstrofe.
6.1.1 Justifica a tua escolha.
Utilização do todo pelaparte.

6.2 Notextoargumentativo,aestratégiautilizadaéa
(A) repetição. (B)aliteração. (C)anástrofe. X (D)anáfora.
6.2.1 Fundamenta a tua opção.
Reforço damensagem.

6.3 Aindanotextoargumentativo,assiste-seaoelencodeváriasações.Logo,estápresenteuma
(A) adjetivação. (B)hipérbole. X (C)enumeração. (D)alegoria.
6.4 Nafrase«Somoslivros»(cantoinferiordireito),estamosperanteuma
(A) antonomásia. (B)personificação. X (C)metáfora. (D)perífrase.
6.4.1 Comprova a tua resposta.
Associaçãodeduasrealidadesdistintas.

63
REPRESENTAÇÃOORTOGRÁFICA

ACENTUAÇÃO
1. Acentua
Acentuaconvenientementeaspalavrasqueseseguem.
convenientemente as palavras que se seguem.
a)acola
a) acolá e)girassois
e) girassóis i)
i) nivel
nível m)possivel
m) possível
b)alem
b) além f) juizo
f)juízo j)
j) otimo
ótimo n)questionario
n) questionário
c)conteudos
c) conteúdos g)lapis
g) lápis k)parabens
k) parabéns o)titulo
o) título
d)exercicio
d) exercício h)mantem
h) mantém l)
l) petalas
pétalas p)zoologico
p) zoológico

2. Todas
Todasaspalavrasqueseseguemapresentamerrosdeacentuaçãográfica.Corrige-as.
as palavras que se seguem apresentam erros de acentuação gráfica. Corrige-as.
a)averigúe
a) averigue e)dêem
e) deem i) lêem
leem m)pêra
m)pera
b)bóia
b) boia f)
f) heróico
heroico j)
j) pára
para n)pólo
n) polo
c)pressupôr
c) pressupor g)jibóia
g) jiboia k)paranóico
k) paranoico o)repôr
o) repor
d)crêem
d) creem h)jóia
h) joia l) pêlo
pelo p)vêem
p) veem
2.1 Justifica as correções queefetuaste.
a) Nãoseacentuamgraficamenteasformasverbaiscom‹u›ou‹ui›tónicos,precedidosde‹q›ou‹g›,poisavogal‹u›
é semprepronunciada.

b),f),g),h)ek) Supressãodoacentográficonaspalavrasgravescomoditongo‹oi›tónico.

c) e o) Osverbosderivadosde‹pôr›nãosãoacentuados.
d),e),i)ep)Suprime-seoacentográficonasformasverbaiscom‹e›tónicofechadoligadoàterminação‹-em›,

na3.ªpessoadopluraldopresentedoindicativooudoconjuntivo.

j),l),m)en)Perdadoacentográficoempalavrashomógrafas.

3. Acentuaoseguinteexcertodeumcontopopular.

Branca-Flor
Eraumavezumrapazpobre,muitopobre,quevivianump paíisdistante. Tanta era a
sua pobreza que ele decidiu ir governar vida em Terras do outro lado
domar.Mascomopoderiachegarlláa,senemburronemcavaloopoderiamlevar?
Entãoumanoitesonhou.E,nosonho,viuumagrandea águia,voandopor
5sobreaáaguadomar…
— Eisso!Aáaguiamellevará
a!
Efoitercomaáaguia.
— Levas-me—pediu—a atéeà
asTerrasdooutroladodomar?
— Levo,sim,porquetueésbometrabalhador,masttera ásdelevaraáguaque
10 chegue para um ano, pão que chegue para um ano e carne que chegue para um ano—

respondeuaáaguiaforteepoderosa.
O rapaz aceitou.
Teresa Pires Martins, Era Uma Vez Um Rei, G.C. — Gráfica de Coimbra, 1997.

64
REPRESENTAÇÃOORTOGRÁFICA

ORTOGRAFIA
1. Aspalavrasqueseseguemapresentamerrosortográficos.Reescreve-ascorretamente.
a) apartir—apartir f) entertenimento —entretenimento
b) quizeo—qui-lo g) expecífico —específico
c) chegem —cheguem h) ipótese —hipótese
d) derrepente—derepente i) humurístico —humorístico
e) destinguir —distinguir j) promenor—pormenor

2. Usaasconsoantes«c»,«ç»,«s»ou«ss»paracompletaresosvocábulosqueseseguem.
a) apre ss ado d) sal s a g) ca ç a
b) re c iclar e) pêss ego h)to ss e
c) a ç úcar f) con s eguir i) a ç ucena

3. Reescreveasseguintespalavrassegundoonovoacordoortográfico.
a) lectivo—letivo f) auto-retrato —autorretrato
b) direcção —direção g) baptizado —batizado
c) actividade —atividade h) fim-de-semana—fimdesemana
d) Setembro —setembro i) adopção —adoção
e) Inverno—inverno j) coleccionador —colecionador

4. Escolheaformaverbaladequada.
a) A mãe gostariaqueele estudasse (estuda-se/estudasse)mais.
b) Muitasvezes, estuda-se (estuda-se/estudasse)sónavésperadostestes.
c) Canta-se (Canta-se/Cantasse)muitonoduche!
d) Seela cantasse (canta-se/cantasse)maisvezes,teriaummelhordesempenho.
4.1 Reescreveasfrasesa)eb)nanegativa.
a) Amãegostariaqueelenãoestudassemais.
b) Muitasvezes,nãoseestudasónavésperadostestes.
4.1.1 A que conclusão chegaste?
Quandoafraseénegativa,opronomepessoalreflexo(-se)surgeantesdaformaverbal,comopodever-seemb).

Nocasodea),talnãoacontece,poistrata-sedoverboconjugadonoimperfeitodoconjuntivo.

5. Completaasformasverbaiscom«-am»ou«-ão».
a) Os rapazespulavam de tanta felicidade!
b) Amanhã,sairão osresultadosdosexamesnacionais.
c) Antigamente, os jovensligavam mais à televisão.
d) Os jogosonlineserão sempreosmaisprocurados. 5.1 Sublinha a sílaba
tónica nas formas verbais
65
que construíste.

pulavam; sairão; ligavam; serão

66
REPRESENTAÇÃOORTOGRÁFICA

PONTUAÇÃO
1. Pontuaoexcertotextualqueseapresenta.

À contadora de histórias
Passsaarraam m--sseeosoasnaons,om sãmeã— emmuitooss!Ffi zsseerrõõeesseemm adard urguad gasd,ansaneaspeersapneçra ndçeaesdtie-
ecastricoatrem opto em…pEomebmab leailmeiemninenosineoesnesineenismineeniim
noesn— inotasnttaonst— oseaatotoddoo ssfufiuciocnotanntadnodaos
tausatsuhaistó hrisiató
s.rA
iagsoarag,opraarp adaara,d
coamcoomsiloênsciiloênpcoirocpoo mrpcaonm hipa aenjh uilgaaendjuol-gmaenn duom-mm eunnudm o
smemunfdaontsaesm ias,fadnetiacsoiamsigdoeiaca obmriirgoaarcaabrdiroamaeruca«bdro agm al»eu!...bQ raugealpq erufuem peerdfuelmicieosdoe!l.i.-.
cilofaso
5A zemalafa?z! eTmoamtilohmo?i!lhAoleaclreimcriomuo rousmroasnm inahnoi?nNhoãonãseoi… seiSósósesieqiuqeuaeqauq elueepleerp
fuemrfeume
imnebirnioeu
b!riC ouom coecmeie,ceeniteãnot,ãaodaedsdeo sdbo
rabrr,aurm uama a um uam,aasasrerleíqlíuqiuasiadsadqauqeulael«aaarcrac»aoonnde
guarrddoooom meeuuppaassasd aod,oppaasm sman ad
no dococm omaariqru iqeu
zaezdaodm oemue«ubrbargaagl»a!lC coomm mi lccuidaaddooss,
fuittirannddoouum mttesoouurrooddeeccaddaavveezz,nnoottaandossempre umddelicioossooppeerrffuum meeaarroossaass,
madrreessssiilvlvaaoouutetrerraralavlarvardaad… aU
um mggorjeio ddeeppaasssasarirtiotsosesrevriavidaedm eúmsiúcasidcaefduenfduon… do
Teresa Pires Martins, Era Uma Vez Um Rei, G.C. — Gráfica de Coimbra, 1997.

2. As frases que se seguem contêm incorreções diversas a nível da pontuação. Corrige-as, retirandoou
acrescentando sinais depontuação.
a) Nomomentopresente,nãosepodedesanimare,éprecisoprocuraroutrassoluções. Retirarasegunda
vírgula.
b) Tudooqueestáregistado,foisentidoevividopeloseuautor. Retiraravírgula.
c) Éimperiosoquetodossintamodesejodevencerasadversidades,partamestradaforaconheçamo
mundobebamvivênciasdiversificadas. Inserirvírgulaeaconjunçãocoordenativacopulativa«e».
d) Nasrevistassemanaisencontramospistas,paraultrapassaracrise.Retirarasegundavírgula.
e) Noverãomeufilhovamosfazerumaviagem.Inserirvírgulas.
f) SugeriaoManuel,quefalasseurgentementecomaMaria.Retiraravírgula.
2.1 Explicita as alterações que efetuaste nas seguintesalíneas.
a) Foieliminadaavírgulaaseguiràconjunçãocoordenativacopulativa«e»,poistrata-sedofimdeumasequência/enumeração.
b) Avírgulausadaindevidamenteestavaasepararosujeitodopredicadodafrase,constituindoumerrogravedepontuação.
e)Foramacrescentadasduasvírgulasparaisolarovocativodafrase.

3. Reescreveaanedotaquesesegue,retiradadolivro365Piadas,epontua-aconvenientemente.
Umaprofessorapedeaosalunosqueescrevamumtextocomcempalavrassobreoseuanimalprefe- rido a
Elisa não tem ideias então começa a escrever no ano passado o meu gato fugiu de casa os
meuspaischamaram-nodurantetodaanoitebichanobichanobichanobichanobichanobichano
Umaprofessorapedeaosalunosqueescrevamumtextocomcempalavrassobreoseuanimalpreferido.AElisanãotemideias.Então,

começaaescrever:«Noanopassado,omeugatofugiudecasa.Osmeuspaischamaram-nodurantetodaanoite:Bichano!Bichano! Bichano!

Bichano! Bichano! Bichano!...»

67
REPRESENTAÇÃOORTOGRÁFICA

CONSTRUÇÃOFRÁSICA
1. Detetaasirregularidadesdeconstruçãoqueasfrasesseguintesapresentamereescreve-as.
a) Olivroquemaisgosteifoi-medadopelomeupadrinho.
Olivrodequemaisgosteifoi-medadopelomeupadrinho.

b) TujáfalastescomaRaquelsobreotrabalhodegrupo?
TujáfalastecomaRaquelsobreotrabalhodegrupo?

c) Agentevamospassarodiacomvocês.
Agentevaipassarodiaconvosco./Nósvamospassarodiaconvosco.

d) AdiretoradeturmainterviujuntodoRuiparaoacalmar.
AdiretoradeturmainterveiojuntodoRuiparaoacalmar.

e) Ele alcançou a meta sem quaisqueresproblemas.


Ele alcançou a meta sem quaisquerproblemas.

f) Osalunosdevemdeatingirosobjetivosestabelecidos.
Osalunosdevematingirosobjetivosestabelecidos.

g) OPedroeraomaisgrandedafilaparaoalmoço.
OPedroeraomaisaltodafilaparaoalmoço.

h) Obebéengordoucercadetrezentasgramasestasemana!
Obebéengordoucercadetrezentosgramasestasemana!

i) Precisam-sedeeletricistascomprovadamentecompetentes.
Precisa-sedeeletricistascomprovadamentecompetentes.

j) Esteexercíciotemhavercomirregularidadesfrásicas.
Esteexercíciotemaver/quevercomirregularidadesfrásicas.

k) Apesardaequipaserprofissional,nãoalcançaramoresultadopretendido.
Apesardeaequipaserprofissional,nãoalcançaramoresultadopretendido.

l) Oimpactofoitãograndequeostranseuntesficarammeioschocados.
Oimpactofoitãograndequeostranseuntesficarammeiochocados.

m) FazemagoraoitoanosqueeleseformouemMedicina.
FazagoraoitoanosqueeleseformouemMedicina.

n) Devemhavermaisiogurtesnofrigoríficoparaolanche.
Devehavermaisiogurtesnofrigoríficoparaolanche.

o) Omiúdoentreteu-seatardetodaabrincarcomoscolegas.
Omiúdoentreteve-seatardetodaabrincarcomoscolegas.

p) Estamosdispostosapagarmososestudosaosnossosnetos.
Estamosdispostosapagarosestudosaosnossosnetos.

q) Comofrioqueestá,euparece-meamimquevainevar.
Comofrioqueestá,parece-mequevainevar.

68
REPRESENTAÇÃO ORTOGRÁFICA CONSTRUÇÃO FRÁSICA

2. Escolheaformaverbaladequadaparacompletaresasfrasestranscritas.
a) Os responsáveis pelaproteçãocivil vão (vai/vão)avaliaraextensãodaáreaardida.
b) Noverãopassado, ocorreram (ocorreu/ocorreram)muitosincêndios.
c) OministrodaAdministraçãoInterna,acompanhadodoPresidentedaCâmara, visitou
(visitou/visitaram) as freguesias mais atingidas.
d) A população eoautarca pediram (pediu/pediram) apoiofinanceiro.
e) Naquelaregião,já havia (existia/existiam)milharesdehectaresdeflorestaafetada.
f) Naquelazona, vendem-se (vende-se/vendem-se)muitasmoradias.

3. Escolheaexpressãocorretaparacompletarasfrasesqueseseguem.
a) Não tenhooutrasolução senão (senão/senão)reconheceroerro.
b) senão (senão/senão)meajudas,tenhodedesistir.
c) Ela chegoumuitocedo à (à/há) entrevista deemprego.
d) Naminhaterra há (à/há) umpelourinho.
e) Porque (porque/porque)motivofaltasteaonossoencontro?
f) Os meus tios chegarammuitotarde porque (porque/porque)haviamuitotrânsito.
g) Antes demais (demais/demais),peçodesculpapelosucedido!
h) Aquele anel é bonito, masécaro demais (demais/demais)paraomeubolso!
i) Ultimamente, os jornais estão repletosdenotícias acerca (acerca/hácerca)dacrise.
j) Hácerca (acerca/hácerca)decincoanos,arealidadeerabemdiferente!
k) Obrigado (Obrigada!/Obrigado!)—disseoDiogoàVera,agradecendo-lheogestosolidário.
l) Obrigada (Obrigada/Obrigado)porterestelefonado.—disseaMargaridaaosobrinho.
m) A políciaagiucom discrição (descrição/discrição) nainvestigação.
n) A descrição (descrição/discrição)feitapelapolíciafoiminuciosa.
o) Nãoteimportasdetechegarumpoucomaispara trás (trás/traz), porfavor?
p) Parece que é aCarlaquem traz (trás/traz)oboloparaafestadeaniversário.
q) Ogato,commedodocão,escondeu-se debaixo (debaixo/debaixo)damesa.
r) A bibliotecária organizouoslivros debaixo (debaixo/debaixo)paracima.
s) O ConselhoFiscalvai ratificará
(ratificar/retificar)orelatóriodecontasdesteano,istoé,vaiconfirmarosdadosneleapresentados.
t) O alunotemde retificará
(ratificar/retificar)otextoqueredigiu,poisoprofessorfeznelemuitasanotações.
u) Infelizmente,tiveramde amputar (amputar/imputar)apernaaocão.
v) Apesar de existirem muitas provas, os advogadosnãoconseguiram imputar
(amputar/imputar) as responsabilidades aocriminoso.
x) Precisasurgentementede estofar (estofar/estufar)osbancosdoteujipe.
y) Logo ànoite,vou estufar (estofar/estufar)frango.

69
TESTE-EXAME 1

GRUPO I
PARTE A
Lêotextoseguinte.

A família moderna àmesa


O aumento das refeições familiares, nos agregados com filhos, já vai em 17 %, revela um estudo
por Luísa Oliveira

Despachar qualquer coisa num tabuleiro, em frente da TV: errado. Cada um comer em
casa, a horas diferentes: errado. O jantar, um qualquer pré-cozinhado, ser acompanhado pelo
somdopequenoecrã:errado.
São estes, no entanto, os cenários em muitas casas portuguesas, quando chega a hora da
5 refeição. Com um prejuízo enorme para a comunicação e a qualidade nutricional. Mas eis que

oestudoAfamíliamodernaportuguesa:arefeiçãocomoumdospilaresdainstituiçãofamiliar
— encomendado pela Compal e apadrinhado pela Associação Portuguesa de Nutricionistas
(APN) e pela Associação de Famílias Numerosas (AFN) — vem mostrar que a realidade está
diferente. Por força da necessidade de reajustamento nas finanças domésticas, há mais 14 % de
10 portugueses a trocarem os restaurantes pelo conforto do lar. E esse valor cresce para 17 %, no

caso dos agregados com filhos. Ainda há outra razão, que se junta à da crise: a valorização do
ambiente familiar.
Nuno Borges, da direção da APN, e Ana Cid Gonçalves, secretária-geral da AFN, estão
satisfeitos com este retorno a casa, desejando que seja, também, um regresso à comida de
15 tacho.

«Existem outros estudos, com abordagens diferentes, que provam ser as refeições em
família as mais saudáveis», nota Nuno Borges. Não comer isolado, partilhar a alimentação e
socializar,melhoraasaúdementale,consequentemente,obem-estargeral.
O estudo sobre a família portuguesa não revela o que as pessoas escolhem para os seus pra-
20 tos. Porém, como a principal razão da mudança de hábitos reside na crise, corre-se o risco de as

opções nem sempre serem as mais adequadas. «A comida pré-cozinhada, por exemplo, é barata,
mas contém muita gordura e sal», avisa aquele nutricionista. Se as refeições familiares forem
confecionadas com base em receitas caseiras, então o reajuste será positivo.
A partir dos inquéritos efetuados, chegou-se à conclusão de que a duração média de cada
25 refeição anda à volta dos 40 minutos — quem come mais devagar é tendencialmente mais
magro, logo, mais saudável.

«Logo ao jantar falamos»


Ana Cid Gonçalves está habituada a poupar, pois tem quatro bocas para alimentar. No
início de cada mês, elabora uma ementa, à qual todos podem acrescentar pratos. Umarefeição
30 totalmente partilhada sai mais barata. «Além disso, melhora a comunicação, o bem-estar e a

qualidade da comida», insiste. Os Portugueses sabem disso: mais de 70 % consideram que a


comida caseira é mais rica, saborosa, natural e equilibrada. O estudo regista, igualmente, que
93 % dos inquiridos se apercebem da importância das refeições familiares para as crianças,
89 % referem mesmo que são a oportunidade para se falar dos acontecimentos do dia e 88 %
35 realçam o reforço dos laços afetivos. No fundo, trata-se de um balão de oxigénio para o asfi-

xiante quotidiano de pais e filhos.


70
TESTE-EXAME 1

Apesar de todas as vantagens desta reunião em torno da mesa da cozinha ou da sala de


jantar, Ana Cid não afasta a possibilidade de algumas idas ao restaurante, enquanto programa
conjunto: «São até desejáveis.» Estejam onde estiverem os membros de uma família, o impor-
40 tante é partilharem tarefas, ouvirem-se uns aos outros, fazerem boas opções alimentares —

longedoruídodefundodeumaintrusivaTV,porfavor.
Luísa Oliveira, Visão, n.º 1030, 29 de novembro a 5 de dezembro de 2012 (com supressões).

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Asafirmaçõesapresentadasde(A)a(G)constituemasideias-chavedotextodeLuísaOliveira.
Escreveasequênciadeletraspelaqualessasinformaçõessurgemnotexto.
Começa a sequência pela letra (A).
(A) Comeremfrenteàtelevisãoéerrado.
(B) NunoBorgesdesaconselhaacomidapré-cozinhada.
(C) Acrisetambémlevouaumamaiorvalorizaçãodoambientefamiliar.
(D) Apesardetudo,AnaCidnãodispensaumaidapontualaorestaurante.
(E) OsomdaTVprejudicaacomunicaçãoeaqualidadedarefeição.
(F) Algunsestudosprovaramquecomeremfamíliaémaissaudável.
(G) Acriseobrigouasfamíliasafazeremmaisrefeiçõesemcasa.

2. Seleciona,pararesponderesacadaitem(2.1a2.4),aúnicaopçãoquepermiteobterumaafirmação
adequadaaosentidodotexto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1 Aexpressão«pequenoecrã»,usadanoprimeiroparágrafodotexto,dizrespeito
(A) aocomputador.
(B) aosvideojogos.
(C) àtelevisão.
(D) aotelemóvel.
2.2 Apalavra«Mas»(linha5)indicaque,emrelaçãoaoprimeiroparágrafo,osegundoapresentauma
(A) oposição.
(B) alternativa.
(C) explicação.
(D) finalidade.
2.3 A frase «[…] a comida caseira é mais rica, saborosa, natural e equilibrada.» (linha 32) contém
uma
(A) hipérbole.
(B) metáfora.
(C) comparação.
(D) adjetivaçãoexpressiva.

70
TESTE-EXAME 1

2.4 Aexpressão«balãodeoxigénio»(linha35)significaqueasrefeiçõesemfamília
(A) beneficiamseforemfeitasaoarlivre.
(B) sãoumescapeperanteosproblemasdodiaadia.
(C) servemparaencurtaroorçamentofamiliar.
(D) contribuemparaaumentaroconflitodegerações.

3. Seleciona a opção que corresponde à única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.
Escreveonúmerodoitemealetraqueidentificaaopçãoescolhida.
(A) «que»(linha11)refere-sea«outrarazão».
(B) «que»(linha16)refere-sea«outrosestudos».
(C) «que»(linha32)completaosentidode«regista».
(D) «que»(linha34)completaosentidode«mesmo».

PARTE B
Lê o texto que Cristóvão Colombo deixou escrito para Pilar entregar aos seus filhos, depois de morrer.

Meus queridos filhos,


Acreditem que não tenho pena de ter de me despedir desta vida e deste mundo que criei.
Tenho pena, sim, de não ter vivido a minha vida tal como queria. Fui levado pela cobiça e des-
cuidei o amor; agora, que já é tarde, é que reconheço como andei enganado tantosanos.
5 Na verdade, estamos aqui apenas de passagem. Nada é nosso; somente tudo oqueexisteestá

temporariamente ao pé de nós, mas não nos pertence. Por isso, devemos ter as nossas men-
tesbemdespertasparadistinguiroqueéessencialnumavidadoqueésupérfluo.
Nas muitas viagens que fiz, uma vez naufraguei. Estávamos perto da costa portuguesa e,
momentos antes de sermos atacados por piratas, dois marinheiros tinham-se esfaqueado por um
10 jogo de cartas mal resolvido. Jogavam com dinheiro, o que era proibido nos nossos navios. Acre-

ditavam que aquelas moedas iriam mudar a sua vida...


O que de facto mudou foi que, uma vez feridos, não se puderam atirar às águas para nadar
até terra, quando a caravela se afundou. Foram com ela assim, como se pertencessem às velas
rasgadas ou aos mastros partidos, ou à pesada âncora cuja função é mesmo, e só, ir para o
15 fundo.

Oqueaconteceunaminhavidafoiumpoucosemelhante.Nodesejodeencontrarumlugar na
nobreza, um título, riquezas e o tão falado ouro do Novo Continente, esqueci o maravilhoso que
tinha na minha vida: vocês e Pilar Henriques, que, no seu silêncio, me soube esperar ao
longodestesanos.Naverdade,comeceiatransformar-meeaassemelhar-meaosoutrosqueme
20 acompanhavam. Comecei a cobiçar, a querer sempre mais e mais. Foi isso também o que fiz com

os Reis Católicos. De tanto me obrigarem a esperar (sete anos), fiz-me pagar muitíssimo bem;
considerei ser digno de todas as distinções e honrarias que exigi. Hoje vejo que nada valem.
Comprei tantas lutas, tantas invejas e perdi anos da vossa companhia e de Pilar Henriques, que
sempre amei.
25 Cada um nesta vida tem sempre a liberdade de escolha; cada um traça o
seucaminho,comerrosedúvidas,certezas,esperançasedesencantos,ódiosouamoresarrebatados...
Valeu a pena? Fiz algo de bom? Mudei um pedaço, por pequeno e insignificante que tenha
sido, deste mundo, que sempre desejei que fosse melhor.
71
TESTE-EXAME 1

Que exista o amor, sim, o amor! Que sejamos amados sem que haja nada que o justifique
30 ou que o perturbe! Vivam esse sentimento com intensidade e não o perturbem, pois é o que de

mais maravilhoso temos; é o que nos faz sentir que valeu a pena ter vivido.
Não, nunca quis ser como os marinheiros que, após um jogo de cartas, lutam e esfaqueiam-
se. Quando o navio, depois de atacado, se começou a afundar, esses marinheiros estavam feridos e
nãoselançaramaomarparasesalvarem.Foramparaofundocomonavio,comasvelaseoscor-
35 dames, com a âncora e todas as correntes. Não, nunca quis ser como eles... mas fui.

É pena só olharmos para trás quando é tarde demais!...


Por isso vos peço: façam o melhor que puderem e não como eu fiz ou como aqueles mari-
nheiros que estragaram a vida.
Nadem livres no oceano azul das vossas vidas; ele vos libertará e vos levará de regresso a
40 casa, tal como fiz em menino, na praia do Martinhal. Não percam a Pilar da vossa vida, como

eu a perdi, a minha, durante tantosanos.


Deus vos abençoe!
Cristóvão Colombo
Margarida Pedrosa, A Paixão de Colombo, Oficina do Livro, 2006.

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

4. «Tenhopena,sim,denãotervividoaminhavidatalcomoqueria.»(linha3)
Indicaosdoisfatoresqueinterferiramnorumolevadopelonarradordotexto.

5. De acordo com o segundo parágrafo da carta, explicita a teoria de vida inerente ao pensamento de
CristóvãoColombo.

6. Relê a passagemseguinte.
«Acreditavam que aquelas moedas iriam mudar a sua vida…» (linhas 10-11)
6.1 Explica esta afirmação, começando por identificar as personagens aludidas.

7. Mostra que entre as linhas 25 e 26 existe um contraste de ideias, transcrevendo duas palavras que
oevidenciem.

8. Relê a seguintepassagem.
«Que exista o amor, sim, o amor! Que sejamos amados sem que haja nada que o justifique ou
que o perturbe! Vivam esse sentimento com intensidade e não o perturbem, pois é o que de mais
maravilhoso temos; é o que nos faz sentir que valeu a pena ter vivido.» (linhas 29-31)
8.1Estepensamentotraz-nosàmemóriaoepisódiode«InêsdeCastro»,relatadon’OsLusíadas,de
Camões.Apresentaumasemelhançaeumadiferençaentreosdoistextos.

PARTE C
LêoexcertodacenadoFidalgodoAutodaBarcadoInferno,deGilVicente,erespondedepois,deforma
completaebemestruturada.Emcasodenecessidade,consultaovocabulárioapresentado.

DIABO Ó preciosodomAnrique

cá vindes vós que cousa é esta?


72
TESTE-EXAME 1

FIDALGO Esta barca onde vai ora


que assi está apercebida1? 1
Pronta para a partida.
2
5 DIABO Vai pera a ilha perdida 2
Inferno.

e há de partir logo ess’hora3. 3


Imediatamente.

FIDALGO Pera lá vai a 4


O Fidalgo confunde o Diabo com uma senhora.
4
senhora ?DIABO Senhor a vosso
serviço.FIDALGO Parece-me isso 5
Embarcação pobre.

cortiço5.
10 DIABO Porque a vedes lá de fora.

FIDALGO Porém a que terra passais?


DIABOPera o inferno senhor.
FIDALGO Terra é bem sem sabor.
DIABO Quê? E também cá zombais?
15 FIDALGO E passageiros achais
pera tal habitação?
DIABO Vejo-vos eu em feição 6
Inferno.

pera ir ao nosso cais6.

FIDALGO Parece-te a ti assi.


Gil Vicente, As Obras de Gil Vicente,
CentrodeEstudosdeTeatrodaFaculdadedeLetrasdaUniversidadedeLisboa
(dir. científica de José Camões e prefácio de Ivo Castro), vol. i, Lisboa, IN-CM, 2002.

9. Escreveumtextoexpositivo,comummínimode70eummáximode120palavras,noqualapresen- tes as
linhas fundamentais da leitura desta cena dapeça.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma conclusão.
Organizaainformaçãodaformaqueconsideraresmaispertinente,tratandoossetetópicosapresenta- dos
aseguir.
• Identificaçãodoespaçoondeaspersonagensseencontram.
• Referênciaaodestinodaquela«barca»(verso3).
• IndicaçãodaintençãodoDiaboaodirigir-seaoFidalgocomo«preciosodomAnrique»(verso1).
• EsclarecimentodaconfusãodoFidalgoparacomoDiabo,tratando-opor«senhora»(verso7).
• ExplicitaçãodedoisargumentosinvocadospeloFidalgoemsuadefesa.
• IndicaçãodeumargumentoutilizadopeloDiaboeoutropeloAnjoparacondenaroFidalgo.
• Explicação, com base no teu conhecimento da obra, da intenção de crítica social, realizadaatravés
doFidalgo.

GRUPO II
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas, sobre o artigo da
Visão, apresentado no Grupo I, Parte A.

1. Lêaseguintepassagem:«[…]fazeremboasopçõesalimentares[…]»(linha40).
Reescreveafraseusandooadjetivonograusuperlativoabsolutosintético.

73
TESTE-EXAME 1

2. Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de modo a
identificaresafunçãosintáticadesempenhadapelaexpressãosublinhadaemcadafrase.
Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez.

A B

(a)«Ojantar,umqualquerpré-cozinhado,seracompanhado[…].» (1) modificador restritivo do nome

(2) sujeito
(b) «apadrinhado pela Associação Portuguesa de Nutricionistas […].»
(3) predicado

(c) «[…] quando chega a hora da refeição.» (4) complemento agente da passiva

(5) modificador apositivo do nome


(d) «[…] a realidade está diferente.»
(6) predicativo do complemento direto
(e) «[…] pois tem quatro bocas para alimentar.» (7) predicativo do sujeito

3. Considera a frase: A família apreciaria mais a refeição no conforto do lar.


Reescreve-a,substituindoaexpressãosublinhadapelopronomepessoaladequado.

4. Classificaaformaverbalsublinhadanafrase,indicandopessoa,número,tempoemodo.
«Estejam onde estiverem os membros de uma família, o importante é partilharem tarefas […].»
(linhas 39-40)

5. Seleciona,pararesponderesacadaitem(5.1e5.2),aúnicaopçãoquepermiteobterumaafirmação
correta.Escreveonúmerodoitemealetraqueidentificaaopçãoescolhida.
5.1 Afraseemqueapalavra«a»éumdeterminanteé
(A) «Cadaumcomeremcasa,ahorasdiferentes[…].»(linhas1-2)
(B) «[…]quandochegaahoradarefeição.»(linhas4-5)
(C) «[…]hámaisde14%deportuguesesatrocaremosrestaurantespeloconfortodolar.»
(linhas9-10)
(D) «AnaCidGonçalvesestáhabituadaapoupar,[…].»(linha28)
5.2 Afraseemqueapalavra«que»éumaconjunçãosubordinativacompletivaé
(A) «Aindaháoutrarazão,quesejuntaàdacrise:avalorizaçãodoambientefamiliar.»(linhas11-12)
(B) «[…] estão satisfeitos com este retorno a casa, desejando que seja, também, um regresso
à comida de tacho.» (linhas13-15)
(C) «Existemoutrosestudos,comabordagensdiferentes,queprovamserasrefeiçõesemfamília as
mais saudáveis […].» (linhas16-17)
(D) «Oestudosobreafamíliamodernaportuguesanãorevelaoqueaspessoasescolhemparaos seus
pratos.» (linhas19-20)

GRUPO III
«Nadem livres no oceano azul das vossas vidas; ele vos libertará e vos levará de regresso a casa, […].»
Redige um texto de opinião, com 180 a 240 palavras, no qual expresses o quanto é importante termos
liberdade para escolher o nosso rumo e concretizar os sonhos que comandam a nossa vida.

74
TESTE-EXAME 2

GRUPO I
PARTE A
Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

Paraísos subaquáticos
É difícil imaginar um país europeu como destino de mergulho. A Europa é uma terra de
urbes1 e, no bulício2 da nossa vida urbana, esquecemos os ritmos da Natureza, não sabemos
quando nasce e se põe o Sol, só damos pela Lua às vezes — quando está cheia — e, se não
estamosnapraia,vivemosoconceitodemaréscomoumaabstração.
5 Sem o mar, contudo, Portugal não faz sentido, e há uma mão-cheia (enfim, um bocadomais

que uma mão-cheia) de gente que todos os fins de semana se afoita3 a procurar, por esse
paísfora,ocontactocomomíticoAtlântico,quemodelouasnossasterraseasnossasgentes.
O mar em Portugal carece da temperatura amena dos destinos de mergulho mais mediáti-
cos e não tem «nemos» nem outras tropicalidades subaquáticas. A água não é transparente
10 nem tem aquele azul profundo (exceto nos Açores e na Madeira, onde os azuis são únicos).

Quem tenha estudado alguma Biologia sabe, contudo, que a água é tanto mais azul e límpida
quanto mais pobre em vida. Tal como as florestas tropicais, que sob o exuberante manto de
vida escondem uma constrangedora pobreza do solo, os recifes de coral tropicais são ilhas de
vida num quase-deserto de nutrientes.
15 NaságuasdePortugalcontinental,ariquezadenutrientesé,pelocontrário,enorme,uni-versal e
consegue alimentar uma quantidade planetária de peixes, peixinhos e peixões; como não há
bela sem senão, o omnipresente plâncton4 torna a água esmeralda em vez de turquesa e mais
fitogénica5 que fotogénica, mas com uma biodiversidade equiparável à dos mais ricos
recifesdecoral.ÀbeiradeLisboa,háumacuriosidadegeológicaquepotenciaointeresseda
20 equação: perto do cabo Espichel, a plataforma continental é mínima e passa abruptamente dos

quarenta metros de profundidade para os mais de mil. Esta proximidade do verdadeiro mar
alto traz para perto de Sesimbra espécies animais que, de outro modo, só se poderiam ver a
muitas milhas da costa. Bichos pequenos e grandes, coloridos como se fossem pintados, em
profusãoalarmante,eisalgoquenãoseantecipaencontrarnosmaresdeumacapitaleuropeia.
Vasco Pinhol, Expresso, 25 de outubro de 2008 (texto adaptado).

VOCABULÁRIO
1
Cidades.
2
Movimentação,agitação.
3
Seatreve.
4
Conjunto de seres microscópicos que existem na água.
5
Rica em algas microscópicas.

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Asafirmaçõesapresentadasde(A)a(G)baseiam-seeminformaçõesdotexto.
Escreveasequênciadeletraspelaqualessasinformaçõesaparecemnotexto.
Começa a sequência pela letra(E).
(A) ABiologiaensinaqueatransparênciadaáguadomarnãoésinalderiquezaemvidamarinha.
(B) Osrecifesdecoralsãoexemplosderiquezadevida,aocontráriodaságuasqueosrodeiam.

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TESTE-EXAME 2

(C) ExisteumaligaçãoestreitaentrePortugaleomar,esãomuitasaspessoasqueprocuramocon- tacto com


oAtlântico.
(D) Nacostaportuguesa,juntoaLisboa,vivemespéciesquesãotípicasdemaresprofundos.
(E) Nãoécomumospaísesdocontinenteeuropeuseremassociadosàpráticademergulho.
(F) EmPortugal,omartemcaracterísticasdiferentesdasqueseassociamaosdestinosdemergulho
maisfamosos.
(G) Atonalidadedaságuasdomar,emPortugal,deve-seàpresençadeplâncton.

2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1 a 2.4), a única opção que te permite obter uma infor-
maçãoadequadaaosentidodotexto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1 A passagem «a Europa é uma terra de urbes e, no bulício da nossa vida urbana, esquecemosos
ritmosdaNatureza»(linhas1-2)realçaaideiadequeosEuropeus
(A) têmumcontactoconstantecomaNatureza.
(B) vivemdesprendidosdaNatureza.
(C) buscamesporadicamenteumaproximidadecomaNatureza.
(D) contemplamincessantementeabelezadaNatureza.
2.2 Autilizaçãodaexpressão«mão-cheia»(linha5)ilustraaideiadeque
(A) umgrandenúmerodepessoasprocuraocontactocomomar.
(B) poucaspessoastêmumagrandepaixãopelomar.
(C) osPortuguesesnãodedicampartedoseuquotidianoàcontemplaçãodomar.
(D) agrandemaioriadosPortuguesesraramentepretendetercontactocomomar.
2.3 Apassagem«Talcomoasflorestastropicais,quesoboexuberantemantodevidaescondemuma
constrangedorapobrezadosolo»(linhas12-13)contémuma
(A) enumeração.
(B) gradação.
(C) antítese.
(D) personificação.
2.4 Ousodaexpressão«quantidadeplanetária»(linha16)traduzaideiade
(A) escassez equalidade.
(B) diversidade ecarência.
(C) insuficiência evariedade.
(D) multiplicidade eabundância.

3. Selecionaaopçãoquecorrespondeàúnicaafirmaçãofalsa,deacordocomosentidodotexto.
Escreveonúmerodoitemealetraqueidentificaaopçãoescolhida.
(A) «que»(linha7)refere-sea«comomíticoAtlântico».
(B) «que»(linha12)refere-sea«florestastropicais».
(C) «que»(linha19)refere-sea«curiosidadegeológica».
(D) «que»(linha24)refere-sea«profusãoalarmante».

76
TESTE-EXAME 2

PARTE B
Lê o texto.

— O mundo é dos jovens! — diz o pai. Acha que é nosso, porque tem de desembolsar a
minha semanada, de me comprar telemóvel. E está farto de passar férias no Algarve, para eu não
amuar.
— O mundo é dos jovens! Concorda a mãe, porque as lojas estão cheias de roupas giríssi-
5 mas que os adultos não se atrevem a usar, porque a obrigo a carregar coca-cola do supermer-

cado, porque na escola só se ouve música dos CD mais loucos.


— O mundo é dos jovens! Insiste a «setôra» de português e, claro, aproveita para falar das
maravilhasdaescolaridadeobrigatóriaedosmilharesdeprofessoresquededicamavidaafazer de
nós cidadãos que irão decidir o futuro do Planeta.[…]
10 —Omundoseránosso,masos«cotas»aindamandamalgumacoisaelámeobrigarama levar ao
sapateiro um par de sapatos com um buraco na sola. Abuso! Logo hoje que tenho tra- balho de
grupo sobre a cidadania. Há uma oficina rápida de calçado no centro comercial, eu bem podia
ao menos ir até lá com a malta da turma e ver os jogos novos da playstation. Mas não…
15 Haverá maior desgraça que a de ter um sapateiro de outros tempos na
família?Sapateiroremendão, ainda por cima… Não é pessoa que se apresente aos amigos. Assim,
pus-me a cami- nho, a pé, sozinho pela rua fora, levando o pindérico saco de plástico na mão, a
balançar. […]
O tio Alfredo (irmão do meu avô) tem uma lojeca tão antiga e fanada como ele próprio.
Sapatos, mais sapatos a monte, pelo chão, pelas prateleiras, alguns de certeza malcheirosos, tão
20 gastos que nem mereciam conserto. Há mesmo gente forreta! Ao longo da parede pendurou uma

pele pintalgada de cobra africana, que caçou em Angola, nos tempos da tropa.
— Então, rapaz, como vai a vidinha?
— Tudo na maior… — disse eu, atalhando depressa para não lhe dar muita conversa, por-
queosvelhossolitáriosparecemtercorda.—Venhoporcausadumburaconumsapato.
25 — Ora vamos lá ver…
Pegou na peça, revirou-a. Depois, de chofre, perguntou-me.
— Oqueéquequeresser?
Fiquei um bocado encabulado, porque têm todos a mesma curiosidade e eu sei que, com as
minhas notas, é difícil chegar àquelas profissões que considero o máximo: engenheiro informá-
30 tico, gestor de uma multinacional, diretor de um banco. Por isso passei ao ataque.

— Ainda estou a pensar.


Luísa Ducla Soares, «O mundo é dos jovens», Texto Editores, 2003.

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

4. Identificaaspersonagensintervenientesnaação.

5. «Omundoédosjovens!»(linha1)
5.1 Transcreve do texto um excerto que comprove que o narrador é um desses jovens.

6. Descreve o estado de espírito do narrador perante a tarefa de que foi incumbido, confirmando a tua
respostacomelementostextuais.

77
TESTE-EXAME 2

7. Explica,porpalavrastuas,osentidodaexpressão«osvelhossolitáriosparecemtercorda»(linha24).

8. Atribuiumtítuloaotexto,apresentandoasrazõesdatuaescolha.

PARTE C
LêoexcertodacenadoFradedoAutodaBarcadoInferno,deGilVicente.Responde,deformacompleta
ebemestruturada.Emcasodenecessidade,consultaovocabulárioapresentado.

EntraumFradecomũ aMoçapolamãoe vem dançando,


fazendo a baixa1 com a boca, e acabando diz o Diabo: 1
Dança de Corte em moda no século xvi.

DIABO Que é isso padre que vai lá?


2
FRADE Deo gracias , sam cortesão. 2
Graças a Deus!
3
DIABO Sabeis também o tordião ? 3
Dança de Corte que se seguia à baixa.

FRADE É mal que m’esquecerá.


5 DIABO Essa dama há d’entrar cá?
FRADE Nam sei onde embarcarei.
DIABO Ela é vossa?
FRADE Eunamsei.Por minha a
trago eucá.

10 DIABO E nam vos punham lá grosa 4 4


E não vos censuravam?

nesse convento sagrado?


FRADE Assi fui bem açoutado.
DIABO Que cousa tam preciosa.
Entrai padre reverendo.
15 FRADE Pera onde levais gente?

DIABO Pera aquele fogo ardente


que nam temeste vivendo.
FRADE Juro a Deos que nam t’entendo.
E este hábito nam me val?
5
20 DIABO Gentil padre mundanal 5
Dado aos prazeres do mundo.

a Berzabu vos encomendo.


Gil Vicente, As Obras de Gil Vicente,
CentrodeEstudosdeTeatrodaFaculdadedeLetrasdaUniversidadedeLisboa
(dir. científica de José Camões e prefácio de Ivo Castro), vol. i, Lisboa, IN-CM, 2002.

9. Escreveumtextoexpositivo,comummínimode70eummáximode120palavras,noqualapresen- tes as
linhas fundamentais da leitura desta cena dapeça.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma conclusão.
Organizaainformaçãodaformaqueconsideraresmaispertinente,tratandoossetetópicosapresenta- dos
aseguir.
• Referênciaaolocalondeaspersonagensseencontram.
• AlusãoàentradaemcenaporpartedoFrade.
• Identificaçãodoqueéreferidopeloadvérbio«cá»(v.5).
• CaracterizaçãomuitopoucoconvencionaldoFrade.
• Resposta do Frade à pergunta feita pelo Diabo «E nam vos punham lá grosa / nesse convento
sagrado?».

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TESTE-EXAME 2

• Referênciaaosentidodafrase«Eestehábitonammeval?».
• Explicação, com base no teu conhecimento da obra, da intenção de crítica social, feita através do
Frade.

GRUPO II
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. De qual dos conjuntos de palavras está ausente uma relação entre hiperónimo e hipónimos?Escreve
a letra que identifica a opçãoescolhida.
(A) animal — cão — golfinho —cavalo
(B) futebol — desporto — basquetebol —voleibol
(C) branco — rosa — cor —colorido
(D) sardinha — salmão — carapau —peixe

2. Indica,paracadaumdositens(2.1 e2.2),afunçãosintáticaqueaexpressãosublinhadadesempe- nha


nasfrases.
2.1 Apesardesercastigado,orapazcontinuairrequietoedesobediente.
2.2 Orapaz,irrequietoedesobediente,perturbaoambientenasaladeaula.

3. Explicitaaregraquetornaobrigatórioousodavírgulanafraseseguinte,indicandoafunçãosintática
daexpressão«ÓDuarte».
Ó Duarte, emprestas-me o teu livro de banda desenhada?

4. Classifica a forma verbal sublinhada na frase seguinte, indicando o tempo e o modo e se está na
formapassivaouativa.
O rapaz foi castigado pelo mau comportamento que teve perante os colegas.

5. Lê a fraseseguinte.
Compraremos um computador novo.
Reescreve a frase substituindo a expressão sublinhada pelo pronome pessoal adequado. Faz apenas
as alterações necessárias.

6. Lê o enunciadoseguinte.
AMargaridaperguntou:
— Alguém viu as chaves do meu carro?
Reescreve em discurso indireto a fala da Margarida.

GRUPO III
DeacordocomotextodaautoriadeLuísaDuclaSoares,«Omundoédosjovens»,avisãodestarealidade
apresenta-sesobdiferentesperspetivas.
Escreve um texto em que comentes as ideias expostas pelas diferentes personagens do texto e no qual
expresses a tua opinião sobre a tão proclamada expressão «O mundo é dos jovens!».
O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

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