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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO


JEQUITINHONHA E MUCURI

Roteiros de Aulas Práticas da disciplina ZOO 003 –


Química Orgânica e Bioquímica e ZOO 037 – Bioquímica

Gustavo Henrique de Frias Castro


Elizzandra Marta Martins Gandini

DIAMANTINA

2012

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REGRAS GERAIS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

- Trabalhar com seriedade evitando brincadeiras. Trabalhe com atenção e calma;


- Sempre usar jaleco de manga comprida e óculos de segurança;
- Usar sapatos fechados e calça comprida;
- Cabelos compridos devem ser presos;
- Nunca usar lentes de contato, mesmo sob óculos de segurança;
- Nunca correr dentro do laboratório.
- Cuidado ao carregar frasco de reagente e vidrarias;
- Nunca comer, beber ou fumar dentro do laboratório;
- Não colocar alimentos nas bancadas, armários e geladeiras do laboratório;
- Colocar ácido na água, nunca a operação inversa;
- Cuidado com a manipulação de ácidos e bases concentradas e suas diluições;
- Ao pipetar, utilize sempre uma pêra ou pipetador;
- Não usar toalhas de pano ou papel, para remover frascos de vidro do aquecimento em uma chama;
- Não dirigir a abertura de tubos de ensaio ou frascos contra si próprio e as outras pessoas;
- Nunca abrir frascos reagentes antes de ler o rótulo e não testar substâncias químicas pelo odor ou
sabor;
- Sempre manter frascos tampados depois de usados, e cuidar para não trocar as tampas;
- Nunca devolver reagente que foi tirado de um frasco, mesmo se não tiver sido usado;
- Não descartar absolutamente nada nas pias de um laboratório;
- A capela deve ser usada quando se manipulam reagentes perigosos e voláteis;
- Sempre comunicar ao técnico ou professor qualquer acidente, por menor que tenha sido;
- Durante todo o tempo mantenha-se atento sobre o que está sendo feito.

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PRÁTICA 1 - pH E TAMPÃO

MATERIAL E REAGENTES:
• 1 pHmetro calibrado.
• 1 agitador magnético.
• 1 becker contendo 100 mL de NaH2PO4 0,2 M.
• 1 becker contendo 100 mL de Na2HPO4 0,2 M.
• 1 frasco contendo 12 mL de HCl 3 N.
• 2 pipetas de vidro de 5 mL.
• 1 macropipetador.
• 1 pipeta automática de 0,2 mL.
• 1 caixa com 20 ponteiras de 0,2 mL.
• Papel guardanapo macio.
• 1 becker de 250 mL para descarte.
• 2 beckers de 250 mL.
• 2 provetas de 100 mL.
• 1 barra magnética para agitação (peixinho).
• 2 barras magnéticas para retirar os peixinhos.
• 1 pisseta com água destilada.
• Pisseta com detergente para lavar as mãos.
• Papel toalha.

PROCEDIMENTOS:
1. Sabendo que o pKa do fosfato ácido é 6,86, preparar uma solução tampão pH 7 utilizando as
soluções de NaH2PO4 [HA = ácido] e Na2HPO4 [A- = base] 0,2 M. Para o cálculo dos volumes a
serem misturados, utilizar a fórmula de Henderson-Hasselbach: pH = pka + log [A-]/[H A-]
2. Com muito cuidado, lavar o bulbo do phgametro com água deionizada. Descartar o resíduo no
becker para descarte.
3. Colocar o becker com tampão sobre o agitador magnético e regular a velocidade da barra
magnética.
4. Colocar a sonda de pH no becker com tampão e medir o pH.
5. Adicionar, lentamente, 0,2 mL da solução de HCl 3 N e anotar o valor do pH na tabela. Repetir
esse procedimento até que o pH da solução decresça abruptamente.
6. Repetir os passos 2 e 5 utilizando agora um becker contendo somente água deionizada.

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PRÁTICA 2 - CURVA DE TITULAÇÃO DA METIONINA

MATERIAL E REAGENTES:
• Pipeta de 5 mL
• Pipeta de 10 mL
• Becker de 50 mL
• Solução de Metionina 0,02 M
• Solução de Hidróxido de Sódio 0,1 M (NaOH)
• Solução de Ácido Clorídrico 3 N (HCl)
• pHgametro
• Água destilada

PROCEDIMENTOS:
1. Utilizando a pipeta, transfira 20 mL da solução de metionina para o becker de 50 mL;
2. Medir o pH inicial da solução;
3. Limpar o eletrodo com água destilada;
4. Adicionar 2 mL de HCl 3 N para que a metionina assuma sua forma totalmente protonada
(ácida);
5. Medir o pH inicial da solução (metionina + HCl);
6. Limpar o eletrodo com água destilada;
7. Adicionar 2 mL de NaOH 0,1 M, misturar por agitação e medir o pH, anotando o valor em uma
tabela;
8. Repetir o item anterior até que o pH chegue ao valor de 12;
9. Construa um gráfico com os valores de pH da metionina com a adição de NaOH 0,1 M.

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PRÁTICA 3 - PROTEÍNAS

MATERIAL E REAGENTES:
• Béquer de 50 e 100 mL
• Bastão de Vidro
• Tubos de ensaio
• Bico de Bunsen e tela de amianto
• Pipetas de 1, 2 e 5 mL
• Caseína 1%.
• Ovoalbumina 1%
• Àcido tricloroacético 10%.
• Cloreto de sódio a 0,1 mol/L.
• Solução saturada de sulfato de amônio.

PROCEDIMENTOS:
1. Precipitação pelo Calor
a. Pipete 2 mL de solução de caseína 1% e coloque e um tubo de ensaio.
b. Pipete 2 mL da solução de ovoalbumina 1% e coloque em outro tubo.
c. Aqueça os dois tubos de ensaio em banho-maria de água fervente.
d. Observe e anote os resultados.
2. Precipitação com Reagentes Ácidos
a. Pipete 2 mL da solução de ovoalbumina 1% e coloque em um tubo de ensaio.
b. Adicione, gota a gota, uma solução de ácido tricloroacético 10%.
c. Observe e anote os resultados.

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PRÁTICA 4 - CARBOIDRATOS

MATERIAL E REAGENTES:
• Tubos de ensaio
• Béqueres e pipetas
• Bico de Bunsen, tripé e tela de amianto
• Pinça
• Glicose 1%
• Frutose 1%
• Amido 1%
• Sacarose 1%
• Reagente de Molish
• Reagente de Seliwanoff
• Reagente de Benedict

PROCEDIMENTOS:
1. Teste de Molish
a. Para cada amostra desconhecida, pipete, em um tubo de ensaio, 2 mL da solução da
amostra de carboidrato a ser identificada.
b. Prepare um tubo-controle (negativo) usando 2 mL de água.
c. Prepare um tubo-controle (positivo) usando 2 mL do padrão de carboidrato.
d. Adicione três gotas do reativo de Molish a cada tubo e misture.
e. Incline cada tubo e deixe escorrer, pela parede, 2 mL de ácido sulfúrico concentrado de
modo que os dois líquidos não se misturem. Na reação positiva forma-se uma região de cor
violeta na interface.
f. Anote os resultados do teste na tabela localizada no final do roteiro. Utilize (+) ou (-) para os
tubos que contêm ou não carboidratos, respectivamente.
2. Teste de Seliwanoff
a. Para cada amostra desconhecida, pipete em um tubo de ensaio 0,5 mL da solução de
carboidrato a ser identificada.
b. Prepare um tubo-controle (negativo) contendo apenas 0,5 mL de água.
c. Prepare um tubo-controle (positivo) contendo apenas 0,5 mL do padrão de cetose.
d. Adicione a cada tubo 2 mL do reagente de Seliwanoff.
e. Aqueça todos os tubos juntos em banho-maria fervente por quatro minutos.
f. Anote os resultados do teste na tabela localizada no final do roteiro. Anote (+) ou (-) para
tubos que contêm ou não petonses, respectivamente.
3. Teste de Benedict
a. Para cada amostra desconhecida, pipete 1 mL da solução de carboidrato em um tubo de
ensaio.
b. Prepare um tubo-controle (negativo) usando 1 mL de água.
c. Prepare um tubo-controle (positivo) usando 1 mL do açúcar redutor padrão (glicose).
d. Adicione a cada tubo 1,5 mL do reagente de Benedict.
e. Aqueça todos os tubos juntos em banho-maria fervente por 5 minutos. Observe a formação
do precipitado vermelho-tijolo.

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PRÁTICA 5 - LÍPIDIOS

MATERIAL E REAGENTES:
• Banho-maria a 50ºC.
• Balança analítica.
• 1 frasco contendo 25 mL de acetona.
• 1 becker contendo 10 g de soja moída.
• 1 placa de aquecimento e agitação magnética.
• Papel filtro comum.
• 1 funil de vidro.
• 1 becker de 50 mL para receber o filtrado.
• 2 mL de óleo de soja comercial.
• 1 becker de 100 mL contendo 50 mL de água.
• 2 pipetas de 5 mL.
• 1 bastão de vidro.
• 10 mL de solução alcoólica de NaOH 10 g/dL (1 volume de NaOH 40% e um volume de etanol
95%)
• 6 tubos de ensaio de 20 mL.
• 2 mL de HCl concentrado.
• 2 mL de lugol.
• 2 mL de solução de amido 10g/L.
• 1 frasco para descarte.
• Papel toalha.

PROCEDIMENTOS:
1. Obtenção de Óleo Vegetal a Partir de Semente de Soja
a. Adicionar 25 mL de acetona ao becker contendo 10 g de soja moída e seca.
b. Agitar durante 5 minutos.
c. Filtrar em papel filtro comum em um becker de peso conhecido.
d. Evaporar o filtrado em banho-maria a 50ºC com agitação constante até a liberação da acetona.
e. Pesar o resíduo amarelo e oleoso e calcular o rendimento da extração.

2. Saponificação
a. Em um becker de 100 mL contendo as pérolas de porcelana e a barra magnética, adicionar 2 mL de
óleo de soja e 10 mL de solução potassa alcoólica.
b. Aquecer na chapa de aquecimento, com agitação contínua, até completa saponificação.
c. Anotar o resultado.
d. Acrescentar 20 mL de água destilada e agitar até completa dissolução do sabão.

3. Estabilização de uma Emulsão


a. Numerar dois tubos de ensaio de 20 mL e proceder conforme a Tabela 1.
b. Agitar vigorosamente ambos os tubos.
c. Observar e anotar os resultados.
d. Deixar em repouso durante 10minutos.
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e. Anotar os resultados comparando com os resultados do item 2.

Tabela 1: Esquema para a saponificação de uma Emulsão


Reagentes Volumes
Tubo 1 Tubo 2

Óleo de soja
0,5 0,5
Água destilada
10 -
Solução de sabão obtida na técnica
- 10
“saponificação”

4. Fixação do Iodo
a. Numerar dois tubos de ensaio de 20 mL e proceder conforme a Tabela 2.
b. Aquecer em banho-maria fervente até o desaparecimento da cor.
c. Deixar esfriar em temperatura ambiente e adicionar três gotas da solução de amido.
d. Observar e comparar os resultados obtidos em ambos os tubos.

Tabela 2: Esquema para Reação de Fixação de Iodo


Reagentes Volumes
Tubo 1 Tubo 2
Óleo de soja 5 -
Água destilada - 5
Lugol 10 10