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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

PROGRAMA DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

SOFRIMENTO HUMANO

PAULA MOREIRA CASTELLUCCI

PROF. DR.: GILBERTO SAFRA

SÃO PAULO
2014
Introdução

O ser humano é um ser relacional, que está sempre em contato com o


outro. Desde que nascemos até a hora da nossa morte, estamos rodeados
pelos demais, e com eles entramos em contato diariamente, formandos
relações e constituindo nossos “selfs”. É este contato que permite a nossa
existência, uma vez que, como dito em aula, o ser humano só existe na
presença do outro e só perante a ele pode enfrentar a realidade (G. Safra,
comunicação pessoal, 9 de abril de 2014). Não há característica, pensamento,
sentimento ou competência que não tenha surgido de um encontro. Além disso,
é nas relações que encontramos modelos que desejamos ou evitamos seguir,
que incluem valores, traços da personalidade, competências, etc. Apesar de
muito importantes para a nossa existência, constituição e desenvolvimento, os
encontros que temos nem sempre aumentam nossa experiência de ser e são
relevantes ou positivos, podendo também ser destrutivos (G. Safra,
comunicação pessoal, 26 de março de 2014). Quando alguém busca auxílio de
um terapeuta, o faz porque está sofrendo e não pode encontrar respaldo em
suas relações para enfrentar a dor. Todos nós, em maior ou menor grau,
passamos por períodos de angústia, ansiedade e agonia, e, por vezes,
precisamos da ajuda de terceiros para superar tais momentos, pois nem
sempre nossa “bagagem” psíquica é suficiente para que atravessemos tais
situações difíceis. Sendo assim, devido a grande importância do sofrimento na
vida humana, assim como no trabalho de terapia, este será o tema central
deste trabalho.

O sofrimento é algo centrar no trabalho do terapeuta, como mencionado


e ressaltado em classe. O psicólogo que atua na clínica deve sempre se voltar
para as angústias e ansiedades do paciente, buscando entender no que
compreende o seu sofrimento (G. Safra, comunicação pessoal, 26 de março de
2014), já que é ele a causa da procura por terapia. É a partir da compreensão
dele e das vicissitudes enfrentadas pelo paciente que o terapeuta pode
perceber o que realmente perturba aquele busca auxílio, sendo este
entendimento pré-requisito para ajudar o outro. Ao longo da vida, mudanças
em vários âmbitos ocorrem, por exemplo, físicas e psíquicas. Desta forma, em
cada estágio do desenvolvimento humano uma questão se apresenta de forma
mais intensa e significativa (G. Safra, comunicação pessoal, 14 de maio de
2014). Assim que nascemos, nos deparamos com a sensação de angústia; a
consciência de finitude. No instante em que o bebê chega ao mundo, se depara
com a possibilidade do fim e com a sua fragilidade; se não respirar, morrerá.
Quando crianças, conhecemos a ansiedade, ou seja, o conflito entre a nossa
finitude a infinitude de nossos afetos. Neste momento de vida, percebemos que
existe o “eu” e o “outro”, de forma que reconhecemos uma separação entre nós
e nossas figuras próximas, o que nos leva à ansiedade de separação. Já na
adolescência, marcada pela a passagem para a vida adulta, o futuro deixa de
ser a mera realização de desejos, como fora na infância. Neste período
percebemos as responsabilidades e desafios que enfrentaremos no futuro, o
que pode causar angústias, inseguranças, medos e aflições. Já na meia idade,
dos 35 aos 45 anos, percebemos que muitos dos sonhos, expectativas e
planos que tínhamos não foram realizados, e não o serão. Nesse momento,
nos deparamos novamente com o sentimento de angústia, já que percebemos
que uma grande parcela da nossa vida já se passou, e que nem tudo poderá
ser realizado até o momento de nossa morte. Ao final da vida, próximos aos 65
anos, nos encontramos, mais uma vez, com a angústia. A proximidade da
morte nos leva a uma retrospectiva do que vivemos e também à necessidade
de perdão por tudo aquilo que não realizamos. Ao longo da vida, além de
angústias e ansiedades, sentimos agonia; a experiência do infinito, do sem
contorno. Quando nossos sentimentos e afetos nos parecem infinitos, entramos
em estado de agonia e, nesse momento, ocorre a dispersão do “self”; alguém
em agonia não possui o sentimento, mas se torna ele.

Devido a enorme importância da angústia, ansiedade e agonia, tanto


para a vida de cada indivíduo, mas também para a terapia, a compreensão de
fatores causadores de sofrimento é muito importante, fornecendo respaldo para
o trabalho do terapeuta. É com base nela que se pode entender os diversos
tipos de adoecimentos psíquicos que ocorrem ao longo da vida dos indivíduos,
assim como psicopatologias. O psiquismo, na visão da psicopatologia, pode ser
visto como um prolongamento do sistema imunológico (Berlinck, 1997). Isto
porque ele tem função de nos proteger contra ataques internos e externos, e
quando está pouco equipado, pode ocorrer um adoecimento psíquico, assim
como acontece quando nosso sistema imunológico está debilitado e
contraímos doenças (Ceccarelli, 2005). Sendo assim, é muito importante o
cuidado com ele, o que torna o conhecimento de seu adoecimento algo de
extrema relevância.

Foco
O foco deste trabalho será a incompletude do homem, um ponto
importante englobado pelo assunto do sofrimento. O ser humano é um ser
incompleto, que está em eterno devir (G. Safra, comunicação pessoal, 12 de
março de 2014). Isto significa que ele vive em constante mudança, física e
psíquica. Durante as várias fazes no nosso desenvolvimento, crescemos e
amaduremos desenvolvendo nosso aparato psíquico, definindo valores,
formando crenças, construindo relações e muitos outros. Nestes processos,
sempre buscamos novas experiências, relações, objetos, encontros,
conhecimentos, afetos, etc. Porém, este desejo pelo novo, pelo todo, por algo
que nos torne completos, esbarra na finitude dos seres. Por sermos humanos,
somos imortais, ou seja, finitos. Desta forma, nunca podemos abraçar tudo que
existe e nos rodeia, não somos capazes de compreender ou ter tudo o que
existe. Quando o desejo pelo novo se torna insaciável, pode ser destrutivo, já
que esta contradição entre o ser finito e seu desejo infinito gera ansiedades,
agonias, angústias, até a dispersão do ser, por tanto, diversas formas de
sofrimento.

Argumentação

“Acumuladores”
Para tratar as questões ressaltadas anteriormente, serão utilizados
exemplos do cinema e televisão, como a série “Acumuladores”, exibida pelo
canal “Discovery Home&Health”. Acumuladores são pessoas que manifestam o
colecionismo patológico, transtorno pertencente ao espectro obsessivo-
compulsivo. Um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno
psiquiátrico no qual ocorrem pensamentos recorrentes, as obsessões, e
comportamentos ritualizados e repetitivos, as compulsões (Soares, 2007). O
colecionismo patológico é definido pela aquisição compulsiva de bens materiais
e/ou pela incapacidade de descartar objetos (Frost e cols., 1993 citado em
Soares, 2007, p.6). Os indivíduos que se encontram nessa condição atribuem
grande importância a objetos comuns, não conseguindo desfazer-se deles por
acharem que podem ser úteis no futuro (Soares, 2007). Além de relacionada ao
TOC, esta patologia também pode ser encontrada em indivíduos que possuam
síndrome de Diógenes, quadro caracterizado pela falta cuidados e higiene
pessoal, isolamento social, acumulação de objetos e recusa de ajuda (Stumpf
& Rocha, 2006). Em ambos os casos, o ajuntamento excessivo de objetos leva
a um abarrotamento dos cômodos das moradias, a ponto de impedir a
utilização destes. Para os colecionadores patológicos, nenhuma quantidade é
suficiente; eles sempre adquirem e/ou guardam mais objetos, sem nunca se
satisfazerem, jamais se sentindo completos. Mesmo sofrendo graves
consequências de seus comportamentos compulsivos, como viver em
ambientes atulhados com pilhas de objetos que vão até o teto, ou então
vivenciar o afastamento da família e de amigos, a necessidade compulsiva de
sempre possuir mais os leva a continuar acumulando possessões.
“O Homem mais pesado do mundo”
Assim como os “acumuladores”, nos casos de obesidade extrema a
ingestão de comida se dá de forma compulsiva. Da mesma forma que o caso
do colecionismo patológico, os transtornos alimentares também podem ser
considerados partes do espectro obsessivo-compulsivo (Corregiari, Nunes,
Lotufo & Bernik, 2000). O transtorno do comer compulsivo é caracterizado pela
ingestão excessiva de alimentos, que pode levar à obesidade mórbida e outros
problemas de saúde, como hipertensão e diabetes. No caso deste transtorno,
os indivíduos consomem enormes quantidades de comida, sem nunca se
saciar. Assim como os colecionadores, os que comem compulsivamente
sempre desejam mais, mesmo que enfrentem graves consequencias de seus
hábitos, como mostra o documentário “Operação Homem Gordo”, produzido
pelo “Discovery Channel”.

Este documentário trata de Ricky Naputi, um homem de 37 anos que


vive na ilha de Guam, Estados Unidos. Ricky, aos 37 anos, chegou a pesar 351
quilos, de forma que vivia confinado ao seu quarto, sem poder sair da cama. O
obeso mórbido sofria de depressão, devido ao seu enclausuramento, e é visível
no documentário a sua tristeza e desesperança. Como mostram as cenas,
Naputi possuía um apetite insaciável; sempre queria mais comida, apesar de
sua trágica situação. A impossibilidade de satisfazer seu desejo levou o
americano a se tornar, como disse sua mulher, um enorme bebê. Ele precisava
de ajuda para realizar quase todas as suas tarefas cotidianas, como tomar
banho, – ato que era realizado em sua cama – ou se levantar.

O caso de Ricky não só se relaciona à incompletude do ser humano,


mas também à temática da morte, também abordada em sala. Naputi sentia,
pelo fato de estar sempre à beira da morte, grande tristeza e angústia. Ao
contrário de outras pessoas de sua idade, para ele a morte não era algo
distante, e a vida, não era cheia de possibilidades, expectativas e sonhos.
Preso ao seu próprio corpo, Ricky temia o fim de sua vida e, como ele afirma,
se sentia em um ringue lutando para sobreviver. Porém, apesar de temer a
finitude humana, ele não conseguia realizar mudanças significativas em seus
hábitos, que pudessem salvá-lo. Apesar de os esforços de parentes e médicos,
Naputi não conseguiu emagrecer e, por conta isso, não pode realizar uma
cirurgia gástrica. Sendo assim, ele continua com sua ingestão descontrolada de
alimentos até o dia de sua morte, em novembro de 2012.

“O Lobo de Wall Street”


Assim como os casos já citados, o filme o “Lobo de Wall Street” (no
original em inglês The Wolf of Wall Street) também faz um retrato de indivíduos
experienciando sua incompletude, na busca constante por algo que os
satisfaça. A produção de Martin Scorsese retrata a vida de Jordan Belfort,
jovem nova-iorquino que trabalha na bolsa de valores. Depois de ser admitido
em uma grande empresa, o corretor de ações adota um estilo de vida que
mesclava festas alucinantes e suntuosas, drogas, álcool, encontros com
prostitutas e quantidades exorbitantes de dinheiro. Como diz o trailer do filme,
para ele nunca é o bastante; Belfort aos 26 anos possuía 49 milhões de
dólares, fato que o deixa furioso, já que isto significava menos de um milhão
por semana de vida. Como mostra esse exemplo, Jordan ansiava
freneticamente por mais; mais diversão, mais festas, mais drogas e,
principalmente, mais dinheiro. Como o personagem assume no filme, ele e
seus amigos não sabiam como gastar a quantia imensa de dólares que
ganhavam, mas isto não impedia que eles desejassem mais. É visível nas
cenas do longa que Belfort vivia em um estado permanente de desejo eufórico,
deslumbrado pelas novas possibilidades que sua carreia possibilitava. Tais
desejos eram impossíveis de satisfazer, independente das cifras em sua conta
bancária ou a quantidade de substâncias ilícitas que ele ingeria. O corretor
ambicionava descomedidamente por mais e mais estímulos, como cocaína
e entretenimento diversos, apesar o seu querer exagerado levá-lo ao divórcio,
ao afastamento de sua filha e a sua prisão.

É importante ressaltar que os desejos desenfreados representado no


filme e também nas séries do “Discovery Home&Health” apresentadas
anteriormente, apesar de terem suas origens em motivações internas, muitas
vezes são estimulados pela sociedade capitalista. O objetivo dos empresários
alinhados a esta doutrina econômica é o acúmulo máximo de riqueza, o que
requer que o dinheiro conquistado sempre seja revertido em novos
investimentos, de forma a gerar constantemente mais lucro. Para que haja a
possibilidade de investir e reinvestir, é necessário que exista um grande
mercado desejante de novos produtos e serviços, e também indivíduos ávidos
por salários, que aceitem se submeter a más condições de trabalho e
remuneração em troca da possibilidade de adquirir posses (P. R. P. Marcelino,
comunicação pessoal, 24 de março de 2014). Dessa forma, a sociedade
capitalista estimula o consumismo desenfreado, amplificando e estimulando o
desejo natural do homem de novas experiências, objetos, encontros etc. A
mobilização capitalista para impulsionar tal desejo é enorme, passando por
elaboradas peças publicitárias – muitas vezes enganosas -, atrativas
embalagens, anúncios massivos em diversos meios de comunicação e
manipulações dos preços, que induzem o consumidor a adquirir quantidades
maiores de certo produto, sobre o pretexto de estar economizando dinheiro.

Este ideal capitalista é muito explícito no filme, estando presente nas


ações e no cotidiano de Belfort e seus companheiros. A relação de Belfort com
o capitalismo é evidenciada não só pelo fato de o personagem trabalhar em um
ramo tipicamente capitalista - o das ações -, mas também pelo seu estilo de
vida. Jordan adota uma maneira de viver típica de indivíduos inseridos no
sistema capitalista, repleta de artigos de luxos, como carros caríssimos, iates e
joias exuberantes, além de festas extravagantes e malas recheadas de dólares.
Já no caso dos “acumuladores”, a necessidade de sempre adquirir mais
objetos e a sensação de encontrar utilidade em bens que, na verdade, são
inúteis, também se relacionam com este sistema econômico. É em parte por
conta deste estímulo para o consumo que vemos na sociedade atual indivíduos
contraindo enormes dívidas, pois não conseguem resistir a adquirir produtos
supérfluos, como sapatos ou smartphones ultratecnológicos. No caso de
Naputi, o consumo em excesso de alimentos calóricos, gordurosos e
prejudiciais à saúde é também incentivado por famosas empresas capitalistas,
que produzem comidas de baixa qualidade, dependentes de altos
investimentos em propagandas e baixos preços para serem vendidas. As “junk
foods”, oferecida na maioria das importantes e populares redes de “fast food”,
são importantes causas de obesidade, principalmente de casos extremos como
os de Naputi.

Considerações finais

Desta forma, podemos perceber que o homem, ao longo de sua vida, se


deparará com diversas situações de sofrimento, causadas por muitos fatores,
como doenças físicas e mentais. Apesar de viver inserido no meio social, onde
deveria encontrar respaldo para sua constituição, os encontros que vivenciou
podem fracassar, não sendo suficientes para que haja a possibilidade de
passar por algumas situações de dor. É nesse momento em que o auxílio de
um terapeuta se faz necessário, devendo o profissional ajudar o paciente a
enfrentar tal sofrimento. Por conta disso, o psicólogo que atua na clínica deve
buscar a compreensão de como e por que o outro está em estado de sofrer,
sendo esta a única forma de poder, realmente, auxiliar o que busca ajuda.

Das diversas causa de sofrimento humano, uma importante é a


incompletude do ser humano. Como mencionado, nós somos seres
incompletos, que precisamos do outro para vivenciar experiências, relações,
encontros, afetos, que nos tragam o sentido de viver e apaziguem nossa ânsia
pelo novo. Este desejo, quando exacerbado e incontrolável, pode ser nocivo a
nossa constituição, uma vez que o nosso desejo infinito entra em choque com
nossa finitude.

Quando a sensação de incompleto de dá de forma exagerada, muitas


são as soluções encontradas para tentar reduzi-las. Há quem coma
compulsivamente, como no caso de Ricky Naputi, há outros que se apegam
aos bens materiais, como ocorre com os “acumuladores” e existem também os
que procuram preencher a sensação de vazio através da estimulação
constante, como Jordan Belfort. Essas e outras formas de busca pelo alívio do
podem ser encontradas na situação clínica, e é muito importante que o
psicólogo identifique-as e que busque reconhecer os fatores que levam a tais
compulsões. Só assim será possível o entendimento real do sofrimento do
outro, o que possibilitará ao profissional prestar um auxílio eficaz.
Referências:
Corregiari, Fábio M., Nunes, Paula V., Lotufo, Francisco Neto & Bernik, Márcio
(2000). Transtorno obsessivo-compulsivo e fobia alimentar: aspectos
psicopatológicos e terapêuticos [Versão eletrônica], Revista Brasileira de
Psiquiatria, volume 22 (no.1)

Soares, Isabela Dias (2007). Colecionismo Patológico: Avaliação Clínica e


Psicométrica. Dissertação de doutorado, UFRJ, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Brasil

Stumpf, Bárbara Perdigão & Rocha, Fábio Lopes (2010). Síndrome de


Diógenes [versão eletrônica], Jornal Brasileiro de Psiquiatria, volume 59 (no.2)
Outros:
Alcoolismo, depressão, uso indiscriminado de pscicofármacos --- “O cuidado ao portador de
transtorno psíquico na atenção básica de saúde” – Mércia Zeviani Brêda e Lia Giraldo da
Silva Augusto

O psiquismo é parte integrante do sistema imunológico: da mesma forma que um sujeito pode
ser mais suscetível de contrair doenças por possuir um sistema de defesa debilitado, ele pode
também estar menos equipado para responder aos ataques, internos (pulsionais, passionais) e
externos (mudanças ambientais, perdas diversas), que encontra ao longo da vida e, por
conseguinte, “adoecer” psiquicamente. --- “O sofrimento psíquico na perspectiva da
psicopatologia fundamental” – Paulo Ceccarelli

Pathos, palavra de origem grega, significa sofrimento, e deriva-se também de “paixao” e


“passividade”/ psiquismo é um prolongamento do sistema imunológico (na visão da
Psicopatologia) --- “O que é psicopatologia fundamental” –

Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do Trabalho. Tipo do

documento, Instituição, cidade, estado, país.

Stumpf, Bárbara Perdigão; Rocha, Fábio Lopes (2010). Síndrome de Diógenes [versão
eletrônica], Jornal Brasileiro de Psiquiatria, volume 59(no.2).

http://www.anpad.org.br/rac/rac_guia_apa.pdf

Moody, J., & White, D. R. (2003) Structural cohesion and embeddedness: a


hierarchical concept of social groups. American Sociological Review, 68(1), pp. 103-
127.

Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do artigo [Versão


eletrônica], Nome do Periódico, volume(número), páginas.

Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título: subtítulo. Cidade,


outros dados. Recuperado em dia mês, ano, de http://www.endereço eletrônico
Ideias:
 Ser humano é incompleto – desejante de tudo, mas vive no nada (aula 2)
 Devir – busca por novos encontros, objetos e experiências (aula 2)
 Antídoto contra o tédio – excesso de estimulação (aula 7)

Fontes:
http://www.tlc.com/tv-shows/hoarding-buried-alive hoarding

https://www.youtube.com/watch?v=M8xEEVmLWZU documentário - Britain's Biggest


Hoarders Series 1 Episode --- BBC

https://www.youtube.com/watch?v=I1BmcoJnK8Y hoarding TLC

Homem mais gordo:

parte 1 - https://www.youtube.com/watch?v=FHxXZz5YkDw

parte 2 - https://www.youtube.com/watch?v=__PFTeIScCA

parte 3 - https://www.youtube.com/wathc?v=MR1dN-CIrLU

 Agonia: experiência do infinito, sem contorno


 Angústia: consciência da finitude
 Ansiedade: conflito finito x infinito