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AULA 24 / 01 / 2014

LFG – Curso completo de constitucional 2014

DIREITO CONSTITUCIONAL
Material de estudo: Caderno; Jurisprudeê ncia do STF; (Começar a estudar os informativos do STF);
Questoõ es de concursos anteriores;

USAR LIVRO DO UADI LAMMÊGO.

CONSTITUCIONALISMO
(busca pela limitação do poder)

Direito constitucional Conjunto de normas material e formalmente supremas, encarregado de


organizar a estrutura do Estado e limitar as relaçoõ es de poder. Estabelece princíípios e normas
reguladores de todos os ramos do direito.
Para Zeí Afonso: eí a constituiçaõ o políítica de um Estado.
Trata-se de ramo do direito publico por Exceleê ncia. A divisaõ o entre direito publico e privado eí
pedagoí gica apenas, pois, em verdade, ambos se complementam. Tanto que, hoje, haí
constitucionalizaçaõ o ateí do direito privado.

Objeto do direito constitucional Estudo sistematizado das constituiçoõ es. Atraveí s da


sistematizaçaõ o, passamos a entender as formas de governo, estrutura do poder, disciplinas publicas
e todos os fatores polííticos, sociais, econoê micos, culturais e religiosos presentes nas constituiçoõ es.

Matéria constitucional EÉ a substancia. Tudo aquilo que trata de mateí ria exclusivamente
constitucional. Ex.: A CF diz que nosso idioma oficial eí o Portugueê s. Isso eí norma constitucional, pois
nossa CF eí formal e isso estaí no bojo dela. Todavia, naõ o se trata de mateí ria constitucional. EÉ norma
constitucional, mas naõ o mateí ria constitucional.

Concepções de CF: O conceito de CF abarca uma seí ria de concepçoõ es distintas. Vejamos:
 Socioloí gica: (Lassale) CF seria o espelho daquilo que ocorre em determinado local e num
certo momento histoí rico ou perííodo.
 Políítica: Vem de Schimdt que diz que a CF seria uma decisaõ o políítico fundamental. Numa
concepçaõ o politica, a CF delimitaria sistema e formas de governo. Diferenciava Constituiçaõ o (seria
tudo aquilo correlato aos direitos individuais organizaçaõ o estatal etc.) de Leis Constitucionais (tudo
aquilo que naõ o for materialmente constitucional, mas que estiver no bojo).
 Juríídica: EÉ a Teoria pura do direito de Kelsen, para a qual a CF naõ o buscaria fundamento na
sociologia, na políítica, mas na proí pria Lei escrita. Naõ o seria direito aquilo que naõ o estivesse escrito.
Daí muito arbíítrio ao Estado. Dividia a Constituiçaõ o em sentido loí gico-juríídico (seria o fundamento
de todo o ordenamento) e em um sentido juríídico-positivo (seria a norma suprema e positiva do
Estado).

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Elementos da CF Famoso LOSEF:
 Elementos orgaê nicos: Elementos que estaõ o na CF e tratam da organizaçaõ o estatal.
 Elementos limitativos: que limitam o poder estatal.
 Elementos soí cios ideoloí gicos: Elementos que seriam herança do momento social marcado
na feitura da CF.
 Elemento de estabilizaçaõ o constitucional: Elementos da CF que estaõ o presentes nas normas
constitucionais destinadas a resolver conflitos constitucionais. Ex.: ADIN, ADPF...
 Elementos formais de aplicabilidade: Presente nas normas que estabelecem regras de
aplicaçaõ o das Constituiçoõ es.

Constitucionalismo em sentido amplo Estaí associado aà existeê ncia de uma Constituiçaõ o em um


Estado. Todo Estado, no sentido de paíís, deve ter uma Constituiçaõ o, seja ela escrita ou costumeira.
Hoje, naõ o se usa mais esse conceito em sentido amplo, mas sim se usa o constitucionalismo em
sentido estrito, que estaí relacionado a duas ideias baí sicas: garantia dos direitos e limitaçaõ o do
poder.
Lembre-se que os elementos do Estado saõ o: Territoí rio, povo e soberania.

Objetivos do constitucionalismo Contrapoõ em-se ao absolutismo, disseminando o poder e


limitando o poder estatal, garantindo uma seí rie de direitos e garantias fundamentais.
Logo, o constitucionalismo se contrapoõ e a ideia de absolutismo. OU seja, constitucionalismo visa
mitigar, limitar o poder e naõ o concentrar como ocorria no absolutismo.

Fases de evolução do Constitucionalismo (vai cair!!!) ·.

1. Constitucionalismo primitivo: Jaí existia ideia constitucional, mas naõ o uma CF formal e
cristalizada. Essa ideia sempre existiu, mas nem sempre era efetiva e, tampouco escrita, o que soí
ocorre una fase do constitucionalismo moderno.

2. Constitucionalismo antigo: Durou da antiguidade ateí o final do seí culo XVIII. Alguns
constitucionalistas nem mencionam esse perííodo, mas ele cai sim em concurso. Nessa fase, ainda
naõ o existiam constituiçoõ es escritas, formais elas eram consuetudinaí rias, costumeiras, naõ o
formalizadas. Ateí existiam documentos escritos, na Inglaterra, por exemplo, mas naõ o eram formais
como hoje, aprovados por oí rgaõ os e quoí runs especííficos etc. Tambeí m tinha a ideia de CF, mas naõ o era
formalizada. Nessa fase, as CFs naõ o eram escritas, eram flexííveis e estritamente polííticas, ou seja, naõ o
eram seguidas pelo lííderes do poder (reis e monarcas).

Obs.: 4 experieê ncias constitucionais importantes desse perííodo: 1. Hebreus: Tiveram a primeira
experieê ncia constitucional, foram os primeiros a começar com isso de CF; 2. Greí cia; 3. Roma e 4.
Inglaterra,

 Tome cuidado: o UADI ainda trata de uma outra fase, que seria o Constitucionalismo
medieval. Na idade Meí dia houve sim um forte ideia de constituiçaõ o e ateí eram escritas, mas naõ o
eram formais, ou seja, naõ o obedeciam a uma seí rie de regras. EÉ medieval, ou seja, da idade meí dia: a
carta magna, a petition of rights, a bill of rights etc.

3. Constitucionalismo Moderno: Começa no fim do seí culo XVIII ateí 1945. EÉ poca em que se
esperava um tesouro numa ilha, que era a happy constitution, onde todos seriam iguais e livres. Foi

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nesta fase que surgiram as constituiçoõ es escritas e formais, principalmente nos EUA. Essa mudança
profunda, chamada de MODERNA, foi impulsionada pelas revoluçoõ es liberais, principalmente as
revoluçoõ es americana e francesa. Foi desse calor popular pela happy constitution, limitando o poder
estatal, que surge a necessidade de uma CF escrita e cristalizada.

Obs.: Dentro do Constitucionalismo MODERNO, haí duas subfases: 3.1. O Constitucionalismo


Moderno Claí ssico ou liberal, que foi do fim do seí culo XVIII ateí o fim da PRIMEIRA Guerra. Nessa
subfase do constitucionalismo moderno, houve o nascimento do direito constitucional tal qual
conhecemos hoje em dia. Isso veio de duas experieê ncias constitucionais: a CF americana, que foi a
primeira a ser escrita e formalizada e sistematizada (1787) e que criou expressamente organizaçaõ o
dos poderes. Essa primeira CF, advinda dos EUA, e que marca uma das subfases do
Constitucionalismo moderno, foi a primeira a ser ríígida, ou seja, exigia-se processo legislativo mais
ríígido para alteraçaõ o da CF americana e tambeí m a primeira a possuir supremacia formal, ou seja,
criou-se uma hierarquia normativa. Ainda no constitucionalismo moderno Claí ssico, houve outra
contribuiçaõ o da CF americana, que foi a criaçaõ o de um controle de constitucionalidade, responsaí vel
pela fiel observaê ncia aà supremacia da CF americana. Naõ o adiantava dizer que era a lei mais forte e
naõ o haver um controle de constitucionalidade. Entaõ o, os americanos criaram esse controle em 1803,
tendo como paraê metro uma CF escrita e ríígida. Isso aconteceu no caso marbury vs Madison,
decidida pelo Marshall (era o chief justice). Uma uí ltima contribuiçaõ o americana foi a consagraçaõ o da
separaçaõ o de poderes, do federalismo e criaçaõ o do sistema presidencialista. Isso não é
preciosismo, é importante e vai cair. Resumo: No constitucionalismo moderno clássico, a
principal contribuição americana foi: criou a CF escrita, rigidez, separação dos poderes e o
controle de constitucionalidade e o presidencialismo.
Mas ainda nessa primeira sub fase do constitucionalismo moderno, que eí a CLAÉ SSICA, aleí m
da americana, a Francesa tambeí m teve grande importaê ncia: Foi a primeira CF escrita de toda a
Europa. Ela era bem diferente da americana. A americana era sinteí tica, seca, enxugada. A CF francesa
era pormenorizada, prolixa, igual a nossa atual. Outra enorme contribuiçaõ o da CF Francesa, foi a
criaçaõ o do Poder Constituinte Originaí rio e Decorrente.

Entaõ o cuidado, essa Observaçaõ o eí enorme. Subdividi o Const. Moderno em duas subfases: a
Claí ssica ou liberal (em que estudamos EUA e FRANÇA) e a segunda sub fase do Constitucionalismo
moderno que eí chamada de 3.2 Constitucionalismo moderno social. Nessa fase, depois do c.
moderno claí ssico, as pessoas passaram a perceber que naõ o era necessaí ria apenas a abstençaõ o de
atos estatais para garantir direitos. OU seja, naõ o bastava soí deixar de praticar arbitrariedade, mas
precisava tambeí m efetivamente participar, agir ativamente para que direitos fossem assegurados.
Isso por que naõ o havia igualdade entre os indivííduos. Havia muita desigualdade, entaõ o por si soí as
pessoas naõ o conseguiam competir igualitariamente. O povo, entaõ o, começou a exigir naõ o um estado
negativo, mas sim positivo, ativo para acabar com as desigualdades, para que as pessoas pudessem
competir nas mesmas condiçoõ es. Nesse perííodo constitucionalista moderno social, buscava-se,
entaõ o, atividades estatais para dar igualdade juríídica aà queles que possuííam desigualdade faí tica.

Então, o constitucionalismo moderno é dividido em:


1. Clássico ou liberal (importante franca e EUA) e
2. Social, em que exigiu-se participação ativa do estado para acabar com desigualdades sociais.

Obs.: Lembre-se que haí diversas Geraçoõ es ou DIMENSOÕ ES dos direitos fundamentais: Veja, dentro
de cada fase do constitucionalismo, falaremos qual era a geraçaõ o dos direitos fundamentais. No C.
Moderno, eram direitos fundamentais de primeira geraçaõ o ou dimensaõ o, que englobava direitos
alusivos aà liberdade: direitos civis (direitos de defesa) e polííticos. Faz sentido as primeiras
constituiçoõ es ESCRITAS (constitucionalismo moderno) consagrarem direitos de 1ª dimensaõ o, isso
por que a primeira e principal finalidade das primeiras CFs escritas era proteger os indivííduos dos
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arbíítrios estatais, por isso consagrou-se direitos civis e polííticos. Os direitos civis saõ o direitos de
defesa por que obrigam o poder estatal a abster-se de uma conduta entoa tem caraí ter negativo. Os
direitos polííticos saõ o aqueles que consagram a ideia de participaçaõ o popular na escolha dos
governantes.

Obs.: Revoluçaõ o francesa: Liberdade (1ª dimensaõ o/geraçaõ o), igualdade (2ª geraçaõ o/dimensaõ o) e
fraternidade ou solidariedade (3ª geraçaõ o)

Obs.: Na segunda sub fase do constitucionalismo moderno, que foi a social, consagraram-se os
direitos de segunda geraçaõ o (direitos sociais, econoê micos e culturais), alusivos aà igualdade. Ou seja,
exigia-se o mesmo tratamento juríídico a todas as pessoas. Buscava-se a reduçaõ o das desigualdades
faí ticas e, para que isso acontecesse o que marcou a fase moderna social foi a exigeê ncia d atuaçaõ o
estatal, para consequente diminuiçaõ o das desigualdades faí ticas.

Obs.:

1ª geração / dimensão 2ª dimensão / geração 3ª geração / dimensão


LIBERDADE! Direitos civis e IGUALDADE! Direitos SOLIDARIEDADE /
polííticos. Conduta negativa do econoê micos, sociais e culturais. FRATERNIDADE! Direitos ao
estado e participaçaõ o popular Conduta positiva do Estado, desenvolvimento, ao meio
na políítica. afim de que este AJA PA ambiente, direito de
Fase do constitucionalismo ra reduzir as desigualdades. autodeterminaçaõ o dos povos,
Moderno Clássico Fase do Constitucionalismo direito de propriedade sobre o
Moderno Social patrimoê nio comum da
humanidade.
Fase do
Neoconstitucionalismo
4ª geraçaõ o / dimensaõ o 5ª Geraçaõ o / dimensaõ o
Haí ainda quem trate dessa 4ª EÉ o Direito aà PAZ! Isso por que
geraçaõ o, que envolveria: a paz seria um sintoma
democracia (DIRETA, com voto intríínseco da democracia
direto, pois democracia direta/participativa, aleí m de
indireta jaí existia faz tempo. um supremo direito da
Essa democracia envolve humanidade
plebiscito, referendo e
iniciativa popular e sufraí gio
universal), pluralismo e
informaçaõ o. Haí quem elenque
aqui ainda os direitos
relacionados aà biotecnologia,
bioengenharia e direito aà
identificaçaõ o geneí tica do
indivííduo.

Obs.: Democracia existe faz tempo, mesmo antes das CFs escritas. Nesses de 4ª geraçaõ o o que quer
dizer eí a DEMOCRACAI direta, com participaçaõ o direta do povo, com: plebiscito, referendo, inciativa
popular e sufraí gio universal (todos, independentemente de qualquer coisa, votam).

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Obs.: CAI NO CESPE Com os direitos de segunda dimensaõ o surgem as chamadas garantias
institucionais: Taõ o importante quanto assegurar os direitos dos indivííduos eí proteger as instituiçoõ es
fundamentais para a sociedade.

Resumindo, constitucionalismo moderno surgiu com as CFs escritas dos EUA (era sintética) e
da França, que era pormenorizada, a primeira em 1787 e a segunda em 1791.

Contribuições do c. moderno:
 CFs passaram a ser escritas;
 Surgimento dos poderes constituintes derivado e originário
 Surgimento de rigidez, com processo solene e cerimonioso par alateração do poder
originário
 Direito constitucional elevado a ramo do direito público.
 Surgimento do controle de constitucionalidade
 CF passou a ter força normativa e vinculativa.

Fim do constitucionalismo moderno

4. Constitucionalismo contemporâneo ou Neoconstitucionalismo: EÉ uma mescla das


experieê ncias norte-americana e Francesa. Haí caracteríísticas americanas e francesas. Cada paíís
entrou nessa fase num momento diverso, a depender das situaçoõ es histoí ricas de cada paíís. No BR,
por exemplo, a constituiçaõ o de 88 foi que trouxe esse constitucionalismo contemporaê neo.

4.1- Caracteríísticas marcantes:

 Reconhecimento definitivo da força normativa da Constituiçaõ o: Via-se a CF como norma


programaí tica, ou seja, mais norma políítica do que juríídica. Ou seja, via-se a CF com normas naõ o
vinculantes, que naõ o vinculavam o legislativo. Eram vistas as programaí ticas apenas como
CONSELHOS MORAIS e naõ o como normas vinculantes e obrigatoí rias. Isso ateí o
Neoconstitucionalismo, em que a CF passou a ter efetivamente força juríídica e naõ o apenas moral.
Todos os dispositivos constitucionais passaram a ser vinculantes.

 Rematerializaçaõ o / Pormenorizaçaõ o das Constituiçoõ es: Tradicionalmente, as CFs eram


sinteí ticas, a uí nica exceçaõ o era a Francesa que era analíítica. Hoje, com o neoconstitucionalismos,
quase todas as Cfs saõ o prolixas, analííticas, que tratam de inuí meros assuntos e naõ o apenas de mateí ria
constitucional. Isso eí fruto dos regimes totalitaí rios, ditatoriais. Ou seja, o povo passou por traumas
ditatoriais (nazismo, fascismo, salazarismo, franquismo) e por isso, por medo e par agarantir, CFs
passaram a tratar de todos os assuntos.

 Centralidade das CFs e dos Direitos Fundamentais: Caracteríística que fez surgir o fenoê meno
da ‘’Constitucionalizaçaõ o do direito’’. CF no neoconstitucionalismo passou a consagrar assuntos
pertinentes de outras mateí rias (Ex.: CF passou a tratar de mateí ria penal, tributaí ria, trabalhista etc.).
Passou-se a tratar de mateí rias naõ o constitucionais na proí pria CF. Portanto, temas (direito) foram
constitucionalizados. Outro traço marcante dentro da centralidade dos direitos fundamentais, foi a
eficaí cia horizontal dos direitos fundamentais, ou seja, aplicaçaõ o dos direitos fundamentais nas
relaçoõ es entre particulares. Da centralidade, tambeí m surgiu a interpretaçaõ o conforme, isto eí , o
ordenamento todo deve estar de acordo com a CF.

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 Fortalecimento da jurisdiçaõ o constitucional e do poder judiciaí rio (Judicializaçaõ o da políítica e
das relaçoõ es sociais):

Obs.: No neoconstitucionalismo surge uma nova etapa, nova geraçaõ o ou dimensaõ o dos direitos
fundamentais: 3ª geraçaõ o, que relaciona-se aà fraternidade e saõ o: Direitos ao desenvolvimento, ao
meio ambiente, direito de autodeterminaçaõ o dos povos, direito de propriedade sobre o patrimoê nio
comum da humanidade e direito de comunicaçaõ o. Esse eí um rol exemplificativo.

Obs.: Cuidado: FUNDAMENTO DA REPÚBLICA (ARTIGO 1º) X OBJETIVOS FUNDAMENTAIS.


Objetivos começam com verbos. Fundamentos com substantivos.

 Uadi cita o CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO: A concepçaõ o das CFs do futuro, basear-se-


iam na esperança de dias melhores, com fulcro na evoluçaõ o humana. As CFs que estaõ o por vir
sofreraõ o grande influencia dos: desemprego, violeê ncia social, mundo virtual, subemprego,
informalidade, desprestíígio do proí prio Estado e a necessidade se socorrer a ensinamentos do
Evangelho do risto de Deus como uí nico alíívio imediato das pessoas, o avançado desenvolvimento
tecnoloí gico etc. Seis valores norteariam o constitucionalismo do futuro:

1. VERDADE: O constitucionalismo moderno visava as CFs pormenorizadas que preveem
TUDO, inclusive objetivos inalcançaí veis. O Constitucionalismo do futuro romperaí com essa utopia,
prevendo apenas aquilo realmente possíível de se realizar.
2. SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS: Rompimento com discriminaçoõ es.
3. CONTINUIDADE: Reformas constitucionais ocorreraõ o com poderaçoõ a e equilííbrio, dando
continuidade aà quilo jaí alncaçado e cristalizado no ordenamento a ser substituíído.
4. O NOVO ORDENAMENTO SERÁ MAIS FRATERNAL E MAIS ALTRUÍSTICO E VISARÁ
PROPICIAR UM PONTO EXATO DE EQUILÍBRIOENTRE AS IDEIAS ULTRAPASSADAS DO
CONSTITUCIONALISMO MODERNO E OS EXAGEROS DO NEOCONSTITUCIONALISMO
(CONTEMPORÂNEO).

31/01/2014

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
Primeiro trataremos de uma teoria geral, para entendermos melhor alguns conceitos atinentes ao
controle.

Conceito de controle de constitucionalidade Controle garantidor da supremacia constitucional,


que verifica, material e formalmente, a compatibilidade de atos normativos com a CF. Para Zeí
Afonso, trata do instrumento garantidor da CF em face de investidas dos poderes publico e dos atos
privados que lhe sejam atentatoí rios. Poderaí controlar tanto a açaõ o, quanto a omissaõ o.

Supremacia da CF Em sííntese, estabelece que todo o ordenamento deve estar de acordo com a
CF. Essa supremacia pode ser material e formal. Material consiste em superioridade inerente aos
conteuí dos tradicionalmente consagrados nos textos constitucionais. Portanto, CFs possuem um
conteuí do tíípico, claí ssico, tradicional, que seria: Direitos fundamentais; estrutura do estado e a

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organizaçaõ o dos poderes. Entaõ o, normas materialmente consitucionais saõ o aquelas que possuem
conteuí do, que saõ o, que tratam de mateí ria constitucional e envolve direitos fundamentais, estrutura
do estado e organizaçaõ o dos poderes. As outras mateí rias naõ o saõ o tipicamente, pela mateí ria,
constitucionais. Toda CF escrita deveraí conter essas mateí rias, que deveram ser asseguradas. Se
esses 3 temas noõ a estiverem consagrados na CF, naõ o haveraí uma CF verdadeira. Logo, todas as CFs
legitimas e escritas saõ o materialmente supremas.
Por outro lado, para fins de controle de constitucionalidade,e o que interessa eí a supremacia
FORMAL.
Supremacia formal eí aquela que estaí presente em apenas algumas CFs e eí atributo exclusivo das CFs
ríígidas, que dependem de prcesso diferenciado para alteraçaõ o (CUIDADO, < nada tem a ver com
estar no bojo da CF). EÉ formalmente suprema a CF ríígida, que exige procedimento diferenciado das
Leis ordinaí rias. Destarte, CFs flexííveis naõ o saõ o formalmente supremas, pois as normas
constitucionais teraõ o um mesmo processo de alteraçaõ o das normas igual das infraconstitucionais.
Entenda, a CF naõ o precisa ser ríígida para haver o controle. As constituiçoõ es flexííveis, do prisma
formal, realmente naõ o possuem um controle de constitucionalidade, pois podem ser alteradas de
modos ordinaí rios. Por outro lado, do prisma material, pode haver sim o controle nas CFs flexííveis.
Ora, eí o que ocorre na Inglaterra. Formalmente naõ o haí controle, pois naõ o se diferencia, NA OTICA DA
FORMA, diferenças entre leis constitucional e ordinaí ria. Entaõ o, qualquer forma vale, pois eí
costumeira ou consuetudinaí ria. Mas, do ponto de vista material, eí claro que as flexííveis possuem um
controle. DO ponto de vista material, ateí as flex’ííveis possuem controle.
ENTENDA: Flexíível: Naõ o tem controle na forma, mas sim na mateí ria.
Lembre, , que naõ o precisa ter clausla peí trea para ser ríígida. Para ser ríígida e, portanto, formalmente
suprema (TEM FORMA DIFERENCIADA) basta o procedimento mais solene.

Alexandre de Moraes Dizia que era super-ríígida, pois todas saõ o mais solenes para se alterar
(formalmente supremas) e outras seriam imutaí veis.

Parâmetro para o controle Quais saõ o as normas de refereê ncia para se fazer o controle?! OU seja,
qual eí a norma constitucional violada. A Lei da CF que esta sendo violada eí aquela que seraí o
paraê metro para o controle e a Lei que a viola seraí o objeto do controle. Lei constitucional violada eí o
paraê metro e a Lei que a viola eí o objeto!!! Mas quais partes da CF saõ o os paraê metros de comparaçaõ o
para dizer se eí ou naõ o constitucional?!?!
Ora, a CF subdivide-se em partes: PARAÂ METRO EÉ TODO O BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE.
1. Preambulo: NÃO tem caraí ter normativo e, portanto, naõ o seraí paraê metro para realizaçaõ o de
controle. Haí discussoõ es (haí quem diga que teria caraí ter normativo, vinculativo, mas eí minoritaí rio),
mas o STF diz que o preaê mbulo naõ o eí norma juríídica. Sua natureza seria histoí rico-políítica,
informativa, consultiva. Seria apenas um ideal, uma utopia, que naõ o integra o bloco de
constitucionalidade.
2. Parte permanente: EÉ paraê metro.
3. ADCT: Tambeí m eí paraê metro.
4. PRINCIÉPIOS IMPLIÉCITOS: Saõ o os naõ o expressos, mas presumííveis pelo conteuí do das normas.
Os princíípios implíícitos tambeí m seria paraê metro do controle de constitucionalidade. EÉ a ‘’Ordem
constitucional global’’, que diz que a proteçaõ o deve abranger normas escritas e tambeí m princíípios
implíícitos. EÉ paraê metro.
5. TRATADOS E CONVENÇOÕ ES INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS: Isso naõ o faz
parte da CF, mas poderaí ser paraê metro SIM de controle de constitucionalidade, desde que trate de
DH e seja aprovado por 3/5 e em dois turnos (par. 3º, artigo 5º, CF). EÉ paraê metro SERIA O
CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE!

Obs.: UAdi diz que o bloco de constitucionalidade eí sinoê nimo de paraê metro

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Obs.: Repare, que nos casos desses tratados sobre DH, o requisito eí que haja 3/5 de aprovaçaõ o e em
dois turnos, que eí o MESMO PROCEDIMENTO MAIS SOLENE, MAIS DIFERENCIADO aplicado aà s ECs,
que eí o que daí supremacia formal aà nossa CF. Portanto, esses tratados equiparar-se-aõ o aà s emendas
para fins de controle e seraõ o sim paraê metro de comparaçaõ o.

Obs.: Haí quem diga que esse paraê metro fixado em convençaõ o eí chamado de ‘’Controle de
convencionalidade’’. Mas, na verdade, eí a mesma coisa de controle consitutcional. ‘’§ 3º Os tratados e
convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais’’.

Entaõ o, do que estaí acima, apenas o preaê mbulo naõ o eí paraê metro e cuidado, os tratados de DH soí
seraõ o paraê metro se equiparados aà s ECs, por 3/5 e em dois turnos (Tem que ser de DH e seguir esse
procedimento, caso contraí rio, naõ o seraí paraê metro).

Obs.: IMPORTANTE o MINISTRO Celso de Melo tem usado a expressaõ o ‘’bloco de


constitucionalidade’’. Esse termo eí utilizado para fazer referencias aà s normas com status
constitucional. Celsinho inspirou-se na França, pois, na França, o paraê metro abrangeria aleí m do que
a nossa jaí abrange: o preaê mbulo; a jurisprudeê ncia constitucional e outras normas, que naõ o estaõ o na
CF< mas possuem valor constitucional. Na verdade, na França, haí normas FORA da CF, que possuem
força constitucional e faria parte do ‘’bloco de constitucionalidade’’.
Celsinho trouxe esse termo para o Brasil (ADI 595 e ADI 514), mas num sentido diverso do usado na
França. Nestas duas ADINS, Celso de Melo faz referencia a esse bloco, mas num sentido ESTRITO, ou
seja, bloco como sinoê nimo de PARAÂ METRO PARA O CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE!!!.
Entaõ o, no Brasil, BLOCO = TODOS OS PARAÂ METROS!!! Bloco eí tudo auqilo que serve de paraê metro
para o controle de constitucionalidade (princíípios implitos, CF, tratados de DH com 3/5 etc...)
A merda eí que, na doutrina, alguns se referem ao bloco em um sentido amplo. Neste sentido amplo,
o bloco abrangeria naõ o apenas as normas de referencia, que saõ o os paraê metros, mas tambeí m outras
normas, que NAÕ O ESTAÕ O NA CF, mas saõ o materialmente constitucionais. Exemplo: O pacto de Saõ o
Joseí da Costa Rica eí de Direitos Humanos, mas naõ o foi aprovado igual ao procedimento da emenda
de 3/5, entaõ o naõ o faria parte do paraê metro, mas seria materialmente constitucional, pois trataria de
mateí ria da CF.
Cuidado com isso entaõ o: Ele pode ser usado nesses dois sentidos. NA DISSERTATIVA, DIGA OS DOIS.
NA OBJETIVA, GERALMENTE VAI CAIR O EM SENTIDO ESTRITO, DO CELSINHOM em que BLOCO DE
CONSTIUCIONALIDAD EEÉ O PARAÂ METRO!!!

BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE EM BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE EM


SENTIDO ESTRITO SENTIDO AMPLO
Esse eí o utilizado pelo Celso de Melo Naõ o eí do Celso, mas eí da doutrina e diz que o
(DIFERENTE DO FRANCES), que diz que bloco eí bloco envolve naõ o soí os paraê metros, mas
tudo aquilo que eí paraê metro para controle. tambeí m aquilo que naõ o eí paraê metro, mas
trataria de mateeí ria constitucional.

Formas de inconstitucionalidade Saõ o criteí rios, Formas que podem ensejar a


inconstitucionalidade.

 Inconstitucionalidade Quanto ao tipo de conduta praticada pelo poder puí blico: Refere-se ao
tipo de conduta. Neste criteí rio, inconstitucionalidade seraí 1. Por açaõ o ou 2. Por omissão.
1. Por ação: Quanto aà conduta, haveraí 2. Por omissão: Ocorre quando os poderes
inconstitucionalidade por açaõ o. Ocorre quando puí blicos deixam de praticar conduta exigida pela

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soõ a praticadas condutas incompaitveis com o CF. Ex.: Artigo 37 da CF, VII, determina que
paraê metro constitucional. Ex.: 8072 que vedava precisa de Lei para regular direito de greve do
a progressaõ o de regime. (Caberaí os remeí dios servidor publico. Se naõ o houver a
constitucionais). regulamentaçaõ o haveraí inconstitucionalidade
por omissaõ o (caberaí ADIN POR OMISSAÕ O ou
mandado de injunçaõ o etc.)

Obs.: Celso de Melo: Diz que a omissaõ o dos poderes pode incentivar o fenoê meno da erosaõ o da
conscieê ncia constitucional. O que eí essa erosão da consciência constitucional?! A omissão do poder
publico traz descrença ao povo. EÉ erosaõ o, desgaste na credibilidade da CF, que ficaria desvalorizad
apelas pessoas, dando-as um sentimento de que estaí na CF mandando, mas ningueí m respeita. Se o
proí prio p publico naõ o respeita, causa essa erosaõ o, trazendo descrença a todas as pessoas.

 Inconstitucionalidade Quanto aà norma constitucional ofendida: Refere-se ao paraê metro.


Aqui, a discussaõ o eí se a INCONSTITUCIONALIDADE EÉ FORMAL (PROCESSO LEGISLATIVO) OU
MATERIAL. Lembre: Objeto eí a Lei que viola e naõ o a que estaí sendo violada. Violada estaí no bloco
em sentido estrito!!! Entaõ o, quanto aà norma ofendida poderaí ser:
1. Formal, que se subdivide em propriamente dita (subjetiva ou objetiva), orgaê nica ou por
violaçaõ o aà pressupostos objetivos e
2. Material

FORMAL (nomodinâmica) MATERIAL (nomoestática)


Formal pois se refere ao processo de produçaõ o da norma. A A inconstitucionalidade
inconstitucionalidade estaí na proí pria feitura da norma.EÉ faí cil: material ocorreraí quando
Formal eí quando a inconstitucionalidade fizer alusaõ o aà forma! houver violaçaõ o de uma norma
Subdivide-se em:  1. Propriamente dita (quando haí violaçaõ o de constitucional de fundo, que
norma da CF referente ao processo legislativo). A propriamente estabelece direitos e deveres.
dita ainda se subdivide em 1.1 Subjetiva, quando a Ex.: 5º da CF.
inconstitucionalidade se referir ao sujeito competente para dar Se o 5º for violado, haveraí
inicio ao processo legislativo (Cabia ao presidente inconstitucionalidade material.
exclusivamente e prefeito inciou a Lei); ou 1.2 Objetiva, que se A forma eí correta, mas o
refere aà s demais fases do processo legislativo (Ex.: Lei conteuí do da Lei violadora, que
complementar naõ o aí aprovada por maioria absoluta, sendo afronta o paraê metro (violado), eí
inconstitucional formal objetiva) inconstitucional
;  2. Orgaê nica: Segundo tipo de formal e ocorre
quando viola-se norma que estabelece o oí rgaõ o com competeê ncia
para legislar sobre a mateí ria.Ex.: Era para Uniaõ o elgsialr e Estado
o faz. OU municíípio começa a legislar sobre processo.
3. Violaçaõ o a pressupostos objetivos: Se forem
violados pressupostos objetivos, tambeí m haveraí
inconstitucionalidade formal. Ex.: Presidente faz MP que naõ o tem
requisitos de relevaê ncia e urgeê ncia.

Obs.: Suí mula 5 do STF diz que se o presidente sanciona o projeto que teve víício quanto aà quem
inciaria, a sançaõ o supriria o víício. ISSO MUDOU. SUMULA NAÕ O EÉ MAIS APLICADA! Hoje, o víício de
iniciativa naõ o pode ser suprido pela sançaõ o do chefe do executivo.

 Inconstitucionalidade quanto aà extensaõ o: Pode ser total ou parcial.

9
TOTAL PARCIAL
EÉ aquela que ocorre quando o víício atinge toda a Aquela que atinge apenas uma parte de
Lei ou todo o dispositivo que afronta o bloco de determinada Lei ou dispositivo. Ex.: Lei 8072 era
constitucionalidade em sentido estrito. Ex.: O parcialmente inconstitucional, pois apenas um
artigo inteiro eí inconstitucional, inclusive paraí grafo era inconstitucional. A
paraí grafos, alííneas, incisos etc. Ex.2: Lei inteira eí inconstitucionalidade naõ o atingiu a Lei toda e
inconstitucional. nem o artigo todo. A declaraçaõ o de
inconstitucionalidade parcial soí pode atingir
uma palavra ou expressaõ o, se estas forem
autoê nomas e DESDE QUE A DECLARAÇAÕ O DA
INCONSTITUCIONALIDADE naõ o alterarem o
sentido da norma.

Obs.: Cuidado com essa PARCIAL: Inconstitucionalidade parcial X veto parcial: Voce lembra disso, o
VETO PARCIAL soí pode abranger texto integral de artigo, paragrafo, inciso ou alíínea. Ex. no veto
parial: Lula Naõ o pode vetar soí uma palavra do inciso. Ele deve vetar ou o paragrafo todo ou a alíínea
toda etc. ISSO É PARA O VETO. Para a INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL A COISA eí diferente:
poderaí haver sim declaraçaõ o de inconst. Parcial de apenas uma palavra, expressaõ o ou trechos
isolados, desde que sejam autoê nomos e naõ o alterarem o sentido da norma. __

 Inconstitucionalidade quanto ao momento de ocorreê ncia: Poderaí ser originaí ria ou


superveniente.

ORIGINÁRIA (inconstitucionalidade) SUPERVENIENTE (NÃO RECEPÇÃO)


EÉ aquela que ocorre quando o objeto jaí nasce Superveniente eí aquela que ocorre
incompatíível com a CF, ou seja, quando o objeto (Lei que quando o objeto (lei que viola o
viola o paraê metro) tem um víício de origem. Ex.:Lei eí paraê metro) eí criado de acordo com a CF,
publicada em 2000 com teor inconstitucional. Na mas, em virtude de alteraçaõ o
originaí ria, o objeto seraí sempre POSTERIOR ao superveniente, ele se torna incompatíível
paraê metro. A Lei nasce depois (e inconstitucional) do com o novo paraê metro. Ou seja, haí
paraê metro (CF, princíípios, tratados etc). alteraçaõ o no paraê metro e o que era
Se a Lei foi editada ANTES da CF de 88, originariamente originariamente constituc., passa a ser
ela era constitucional (pois o paraê metro era CF da supervenientemente, inconstitucional.
eí poca, de 67/69). Com o advento da nova CF, ela se No Brasil, naõ o se chama de
tornou INCOMPATIÉVEL (naõ o foi recepcionada). Veja, , inconstitucionalidade superveniente,
isso não eí inconstitucionalidade originaí ria, pois, mas sim de NÃO-RECEPÇÃO. voceê jaí
originariamente, a Lei era constitucional de acordo com sabe, eí a teoria da RECEPÇAÕ O.
a CF da eí poca. Ora, o objeto do controle eí anterior a
entrada de uma nova CF ou de um novo
Inconstitucionalidade originaí ria eí a paraê metro. Entra um novo paraê metro e
inconstitucionalidade correta, pura e verdadeira! ve-se se todos o ordenamento anterior eí
compatíível. Se naõ o for compatíível, naõ o eí
inconstitucional, mas sim NAÕ O
RECEPCIONADO PELO NOVO
PARAÂ METRO!!!

Não cabe controle concentrado, pois


não há inconstiutcionalidad,e mas ism
não recepção!!!

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Obs.: Essa tese da naõ o recepçaõ o eí do Hans Kelsen. EÉ totalmente diferente de inconstitucionalidade,
tanto que quando for o caso de naõ o recepçaõ o (paraê metro posterior ao objeto) naõ o cabe ADIN, pois
naà o eí inconstitucionalidade, mas sim Naõ o recepçaõ o. Segundo Kelsen, ‘’a inconstitucionalidade só
ocorre quando o p. publico contraria a CF’’ . Na superveniente ou não recepção o p/ publico
não contraria, pois, originariamente era constitucional de acordo com o parâmetro da
época’’. Então, para maioria, o termo inconstitucionalidade superveniente é errado, pois NÃO
ERA INCONSTITUCIONAL. PROBLEMA OCORRE ABAIXO COM A MUTAÇÃO!

Obs.: MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL eí A ALTERAÇAÕ O DE INTERPRETAÇAÀ O DE UM DISPOSITIVO E


naõ o do texto constitucional. Ex.: 8072: Em 95, STF entendia que a Lei, inclusive quanto aà vedaçaõ o aà
progressaõ o, era constitucional. Anos depois, o STF mudou a interpretaçaõ o que ele fazia do 5º, XLVI,
CF, SE FORMA QUE a 8072 passou a ser em partes inconstitucional. Veja, naõ o houve alteraçaõ o no
texto, mas taõ o somente houve mudança na interpretaçaõ o de um mesmo texto escrito. Portanto, nesse
caso, a Lei era posterior a CF de 88 e foi declarada inconstitucional, depois, sem alteraçaõ o de texto, a
Lei, incialmente consituc., foi considerada, por mutaçaõ o, inconstitucional. Neste caso, segundo
Gilmar Mendes, haveria inconstitucionalidade superveniente!!!!!!! Pois, em verdade, o texto smepre
ofi o mesmo, entaõ o, alterando-se a interpretaçaõ o, leva-se a crer que desde sempre o objeto era
inconstitucional!!!! ENTENDA,!
Nesses casos de mutaçaõ o, haveria a inconstitucionalidade superveniente e naõ o NAÕ O RECEP”CAÕ O!!!
Entaõ o, regra eí de que naõ o haí inconstitucionalidade superveniente, salvo na mutaçaõ o constitucional e
na insonstitucionalidad eprogressiva ABAIXO. Por que aqui, no fim das contas, p publico violou sim o
conteuí do, pelo menos expresso e naõ o interpretativo, da CF.

Obs.: Inconstitucionalidade progressiva Aquela que se situa entre a constitucionalidade plena


e a inconstitucionalidade absoluta. Neste caso, norma eí considerada ainda constitucional, ateí que
sobrevenha uma mudança no quadro faí tico que a torne inconstitucional. Progressiva pois a
constitucionalidade persiste ateí que algum acontecimento faí tico ocorra, quando
PROGRESSIVAMENTE, a norma seraí considerada inconstitucional. Ex.: Estabalecia-se que todos os
prazos da Defensoria Publica seria em dobro nos processos. O MP questionou a constituc. da norma,
dizendo que o prazo devia ser giual a todos, inclusive para proí prio MP (que tb deveria ser em
dobro). O STF disse existe uma desigualdade faí tica enorme entre MP e DP. O MP jaí estaria
aparelhado e estruturado. A DP ainda era nova e naõ o tinha a mesma estrutura. Portanto, a
duplicidade de prazo ocorreria para dar igualdade juríídica aà defensoria, que em 88 era nova, que
possuíía desigualdade faí tica. Entaõ o, STF disse que a norma que dava prazo em dobro APENAS PARA
DP era constitucional ateí quando houvesse igualdade faí tica (quando a DP se esturturasse), quando
ela passaria a ser inconstitucional. IMPORTANTE, VIU,!

Obs.: RESUMO DA ÓPERA,  NAÕ O EXISTE INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE. ESSES


CASOS EM QUE O OBJETO EÉ e ANTERIOR AO PARAMETRO, SAÕ O OS CASOS DE NAÕ O RECEPÇAÕ O. SOÉ HAÉ
DOIS CASOS EM QUE EÉ TECNICAMENTE CORRETO CHAMAR DE INCONSTITUCIONALIDADE
SUPERVENIENTE: 1. Mutaçaõ o e 2. Inconstitucionalidade progressiva. NESSES DOIS CASOS Naõ o VEIO
UMA NOVA LEI QUE MUDOU OBJETO ANTERIOR, A LEI CONTINUOU A MESMA, ALTERANDO A
INTERPRETAÇAÕ O.

 Quanto ao prisma de apuraçaõ o: Aqui, a inconstitucionalidade eí considerada


direta/antecedente ou indireta, que se subdivide em consequente e reflexa/obliqua/mediata.

DIRETA ou ANTECEDENTE INDIRETA

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Ocorre quando o ato impugnado (objeto) Aqui, naõ o haí violaçaõ o direta ao paraê metro. Tem
viola diretamente uma norma duas espeí cies.
constitucional (paraê metro). Ex.: A Lei viola  Poderaí ser consequente, quando a
diretamente a CF. inconstitucionalidade de um ato eí decorrente de da
inconstitucionalidade de outro, diretamente ligado aà
CF. Ex.: Lei devia ser feita pela Uniaõ o, mas eí feita pelo
Estado. O governador do Estado vem de faz um
decreto para corrigir o vicio na forma. Veja, A LEI
feita com vicio eí DIRETAMENTE consitutcional. O
Decreto eí insonctitucional consequente, pois adveio
da Lei inconstitucional e naõ o diretamente da CF.
Portanto, tanto a Lei, quanto o decreto seraõ o
impugnados por ADIN,pois a inconstitucionalidade
do decreto eí consequente da inconstitucionalidade
da Lei. Para fazer sentido, lembre que de acordo cmo
a piraê mide: Primeiro vem a CF, depois Leis, depois
decreto. Agora fez sentido: Lei feriu Cf e decreto feriu
a Lei!!!! Portanto, o decreto naõ o feriu a CF direto.
 Poderaí tambeí m ser obliqua ou reflexa,
quando houver um ato interposto entre a CF
(paraê metro) e o objeto impugnado. Neste caso, o
objeto eí ilegal e apenas indiretamente
inconstitucional. Imagine aqui a piraê mide: CF, Lei e
decreto. Na reflexa, a Lei eí constitucional, mas o
decreto eí ilegal, pois viola a Lei, mas naõ o a CF. Se o
decreto fere reflexamente a Lei, por via obliqua,
reflexa, tambeí m feriraí a CF. Isso por que o artigo 84
diz que o decreto deve obedecer a Lei fielmente!!!
Entaõ o, se o decreto eí ilegal (viola a Lei, que eí
imediatamente sua superior), por via reflexa,
obliqua, viola a CF!!! MAS AQUI NAÕ O CABE
DECALRAÇAÕ O DE INCONSITTUCIONALIDADE, MAS
SIM DE ILEGALIDADE!!!!

Fim das formas de inconstitucionalidade

Novelino diz que Bloco de constitucionalidade em sentido estrito eí o paraê metro mesmo. E o
preambulo Naõ o integra o bloco e, portanto, naõ o eí paraê metro.

Formas de controle de constitucionalidade Veja, , esses sistemas soí se diferem pelo criteí rio.
Um diz respeito ao momento e o outro ao oí rgaõ o. Eles vivem harmonicamente. O repressivo, por
exemplo, eí , em regra, jurisdicional (poderaí , excepcionalmente, ser políítico) e o preventivo, em regra,
políítico.

1. Criteí rio quanto aà natureza do oí rgaõ o que exerceraí o controle: Cuidado, aleí m dos dois
sistemas abaixo, haí quem elenque do sistema misto, que tratar-se-ia de uma mescla entre os
sistemas jurisdicional e políítico. Haí quem diga que esse misto eí adotado pelo Brasil e voceê concorda,
inclusive o Uadi. O legislativo e executivo poderiam verificar preventivamente a constitucionalidade
e o judiciaí rio, repressivamente. O novelinho diz que é jurisdicional o brasileiro. E hoje a maioria
da doutrina e jurisprudência também diz que nosso sistema é o jurisdicional, pois, COMO
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REGRA, o controle é feito pelo judiciário, em qualquer momento. Portanto, seríamos sistema
jurisdicional, pois aqui prepondera a atuação jurisdicional. O Uadi afirma, extremamente
MINORITARIAMENTE, que o nosso seria misto, pois o controle eí jurisdicional (concentrado ou
difuso), mas executivo e legislativo tambeí m poderiam fazer o controle, mas de maneira preventiva,
antes da vigeê ncia da Lei. Mas agora eu entendi porque o novelinho discorda: POIS NO BRASIL
PREPONDERA O JUDICIAÉ RIO FAZENDO O CONTROLE e, por isso, o nosso eí Sistema JURISDICIONAL
de constitucionalidade.

SISTEMA JURISDICIONAL SISTEMA POLIÉTICO


Feito, naturalmente, por oí rgaõ os do poder EÉ encontrado por exclusaõ o. Sempre que naõ o
judiciaí rio. OÉ rgaõ os do judiciaí rio declarando for feito pelo judiciaí rio, seraí políítico. Entrega
inconstitucionalidade material ou formal de a verificaçaõ o da constitucionalidade a oí rgaõ os
algum ato normativo. naõ o do judiciaí rio. Normalmente, executivo e
legislativo.
EÉ repressivo!!!
Novelino: ‘’Aquele em que a verificação da
inconstitucionalidade não é feito pelo
ADOTADO PELO BRASIL (HAÉ QUEM DIGA judiciário’’.
QUE O BRAISL EÉ MISTO)
Ex.: Direito Franceê s.
Novelino : ‘’Aquele feito precipuamente pelo
judiciário’’. Mesmo no judiciaí rio, outros
oí rgaõ os tambeí m podem verificar a
inconstitucionalidade, mas a preferencia eí do
judiciaí rio.
O jurisdicional se subdivide em difuso ou
concentrado (haí quem diga que ISSO EË O
SISTEMA MISTO)

2. Criteí rio quanto ao momento em que ocorre o controle: Todos os treê s poderes podem exercer
os dois sistemas (preventivo e repressivo), a diferença eí a preponderaê ncia de cada poder em cada
um.

SISTEMA PREVENTIVO SISTEMA REPRESSIVO


Feito, em regra pelo legislativo e executivo Ocorre quando deixou de ser um projeto de
(excepcionalmente pelo judiciaí rio) controlando Lei e passou a ser uma Lei.
os PROJETOS DE LEI, pois elas ainda naõ o EÉ exercido pelo judiciaí rio por exceleê ncia,
entraram em vigor. Na verdade, No Brasil, os treê s mas poderaí tambeí m, excepcionalmente, ser
poderes (executivo, legislativo e judiciaí rio) exercido pelo legislativo e executivo. EÉ o
podem exercer o controle preventivo, que eí contraí rio do preventivo.
aquele em que verifica-se a constitucionalidade
antes de a Lei viger, durante o processo Pode haver, portanto repressivo-políítcico ou
legislativo, enquanto ela ainda eí um projeto de repressivo-jurisdicional, DA MESMA FORMA
Lei. QUE PODE HAVER PREVENTIVO-POLIÉTICO E
Mas via de regra eí feito por executivo PREVENTIVO-JURISDICIONAL(MS PELO
(veto juríídico pelo presidente) e legislativo (pela PARLAMENTAR (jurisdicional é regra)!!!!
Comissaõ o de constituiçaõ o e justiça ou no
plenaí rio). Legislativo exerce o repressivo

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excepcionalmente apenas em 2 casos: 1-Leis
O preventivo, portanto, ocorre antes da delegadas (49, V, CF). NO caos das Leis
publicação da Lei e tem como função evitar delegados, ocorreraí o repressivo-político, se o
que normas inconstitucionais ingressem no presidente da republica extrapolar os limites do
ordenamento jurídico. que foi delegado na Lei delegada (sustaçaõ o da
Excepcionalmente, durante o PROCESSO Lei delegada seraí por decreto legislativo). Ou
LEGISLATIVO, o controle seraí feito pelo seja, o proí prio legislativo faraí o controle mesmo
judiciaí rio. Existiraí apenas uma hipoí tese de depois da Ler jaí estar em vigeê ncia; 2. No caso de
controle preventivo pelo judiciaí rio, que eí por ediçaõ o de MP que naõ o tenha relevaê ncia e
meio de um Mandado de Segurança urgeê ncia. Seraí repressivo pois a MP produz
(JURISDICIONAL POIS EÉ O JUIZ QUE VAI efeitos imediatos (vide OBS abaixo) e caberaí ao
JULGAR) impetrado por parlamentar da legislativo o controle. Nesses 2 casos eí
respectiva casa na qual naõ o foi observado o repressivo-politico pleo legislativo que susta Lei
devido processo legislativo constitucional ou Mp. E o Executivo ?
(apenas devido processo constitucional e naõ o
quanto a inobservaê ncia de regulamento Executivo tambeí m realiza
interno). excepcionalmente o controle repressivo,
Trocando em miuí dos, o preventivo eí podendo negar cumprimento aà execuçaõ o de uma
preponderantemente políítico. Lei que ele entenda ser inconstitucional, desde
PORTANTO: É POSSÍVEL CONTROLE que motive e deê publicidade ao seu ato e que naõ o
JURISDICIONAL PREVENTIVO, MAS SÓ NESSE exista decisaõ o judicial em sentido contraí rio.
CASO DE MS PELO PARLAMENTAR. Entenda que eí apenas o CHEFE DO EXECUTIVO
QUE FAZ ISSO (ministros de estado naõ o).EÉ
aquilo que você lembra do Kirk falando que
presidente não precisa fazer o que for
inconstitucional, mesmo que ainda não haja
a declaração da inconstitucionalidade.

Judiciaí rio, por fim, eí aquele que exerce o


repressivo por exceleê ncia, por meio do controle:
1. DIFUSO e 2. CONCENTRADO. Haí quem diga
que o Brasil adota controle misto, pois seria a
mescla abrangida pelo sistema jurisdicional de
DIFUSO e CONCENTRADO.

Obs O veto pode ser juríídico ou políítico. Quando o presidente veta por considerar o projeto de Lei
inconstitucional, o veto eí juríídico. Quando o presidente veta um projeto de lei por considera-lo
contraí rio ao interesse puí blico, neste caso, o veto seraí políítico.

Obs Nada impede que, feito o controle preventivo, o judiciaí rio venha depois e faça novamente um
controle, mas agora repressivo.

Obs A anaí lise dos pressupostos constitucionais objetivos para ediçaõ o de Medida provisoí ria
(RELEVÂNCIA E URGÊNCIA) pode ser feita pelo judiciaí rio, mas apenas de forma excepcional, ou seja,
quando a inconstitucionalidade for flagrante / evidente e objetiva. Entaõ o, judiciaí rio pode verificar
constitucionalidade de MP, desde que a inconstitucionalidade quanto aà RELEVANCIA E URGENCIA
seja inequíívoca. Se houver duí vida, o controle eí do legislativo. Na praí tica, o judiciaí rio taí cagando e
quem diz se eí realmente urgente e relevante eí o legislativo mesmo. Regra eí que o controle sobre se
haí ou naõ o relevaê ncia e urgeê ncia na MP eí do legislativo, mas se inequíívoco, pode ser feito pelo
judiciaí rio. E lembre que eí um dos dois casos em que o controle repressivo eí feito pelo legislativo, ou
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seja, exceçaõ o em que o controle eí repressivo (MP jaí estaí vigendo), mas políítico, pois quem susta eí o
legislativo!!!!
Voceê estaí se perguntando, mas porque repressivo se eí durante a ediçaõ o de MP!? Isso porque a MP
produz efeitos imediatos com a sua ediçaõ o, devido aà urgeê ncia. Entaõ o, eí repressivo e naõ o preventivo.

Obs NEGATIVA DE CUMPRIMENTO PELO PRESIDENTE 1- Parte da doutrina entende que, apoí s
a CF de 88, naõ o se justifica mais a negativa de cumprimento pelo chefe do executivo alegando a lei
ser inconstitucional, vez que a CF disponibiliza instrumentos especííficos para questionar a
constitucionalidade de uma Lei diretamente no STF. Portanto, naõ o poderia o chefe do executivo
simplesmente se negar a cumprir a Lei supostamente inconstitucional. Antes da CF de 88, isso era
possíível, pois soí o PGR podia reclamar a inconstitucionalidade direto no STF e o presidente naõ o
podia fazeê -lo. Todavia, hoje, o 103 da CF preveê dentre os legitimados para propor ADIN o presidente
e governadores. Entaõ o, naõ o cabe a eles simplesmente naõ o cumprir a Lei, mas sim propor a ADIN
quando entender que uma Lei eí inconstitucional.
2- Outra parte da doutrina entende que mesmo apoí s a CF de 88, persiste a possibilidade de naõ o
cumprimento de uma Lei pelo chefe do Executivo, quando entende-la inconstitucional. Isso porque
todos somos subordinados aà Constituiçaõ o. Se o presidente entende que a Lei eí inconstitucional, ele
naõ o deveraí cumpri-la, pois seu dever eí com a CF e naõ o com Leis que a confrontam (RESP 23000121
STJ)
3- Haí ainda uma terceira corrente que afirma que apoí s a CF de 88, o chefe do executivo tambeí m
pode negar cumprimento, mas deve, simultaneamente, propor uma ADI questionando a respectiva
Lei. Entaõ o, pode descumprir, mas deve porpor ADI (entendimento melhor de todos). Presidene naõ o
precisa d epertinencia temaí tica. Impugna o que quiser por ADIN.

3. Criteí rio quanto aà competeê ncia jurisdicional para verificaçaõ o da inconstitucionalidade: O


controle jurisdicional (E SOÉ JURISDICIONAL) poderaí ser feito por duas vias distintas: a difusa e a
concentrada.

CONTROLE CONCENTRADO, RESERVADO OU CONTROLE DIFUSO OU NORTE-AMERICANO:


AUSTRIÉACO / EUROPEU
Tambeí m chamado de austrííaco ou sistema Tambeí m conhecido como sistema norte-
Europeu e foi criado por Hans Kelsen. EÉ aquele americano e eí aquele que pode ser exercido por
cuja competeê ncia para o seu exercíício eí qualquer juiz ou Tribunal.EË controle de normas
atribuíída apenas a um oí rgaõ o do poder judiciaí rio. no caso concreto. Claro que eí americano. Laí eí
No nosso caso, o STF. common law e qualquer decisaõ o de qualquer juiz
Surgiu com a CF de 1934, que criou uma jaí vincula todo mundo. Logo, Naõ o precisa de
açaõ o chamada de representaçaõ o interventiva. concentrado para ter efeito contra todos e
EÉ contorle abstrato e naõ o concreto. vinculantes.
Repare, qualquer um pode suscitar perante
qualquer oí rgaõ o do judiciaí rio. Veio do
constitucionalismo norte-americano (marbury x
madson).
Efeitos seraõ o inter partes, salvo se o senado
por resoluçaõ o suspender os efeitos da Lei, caso
em que seraí erga omnes.
EÉ controle concreto VAI CAIR Surgiu no
Brasil em 1891, com o advento da CF de 1891,
que baseava-se no consitutcionalismo norte-
americano. Acabou sendo um fiasco, porque aqui

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eí civil law e naõ o faz sentido os efeitos serem
inter partes.

Obs Repressivo-jurisdicional ou Políítico-preventivo. Conforme vimos acima, o políítico tambeí m


poderaí ser repressivo (ediçaõ o INEQUIÉVOCA de MP, De Lei Delegada, quando o legislativo susta e
negaçaõ o pelo presidente de cumprimento daquilo que entenda ser insonctitucional, que eí politico do
executivo) e o jurisdicional tambeí m poderaí ser preventivo, no caso do MS interposto por
parlamentar, quanto ao processo legislativo. Nunca quanto aà mateí ria, apenas quanto ao processo
legislativa constitucional haveraí o controle jurisdicional preventivo, por meio de MS do
parlamentar.!!!)

4. Criteí rio quanto aà finalidade do controle jurisdicional: Assim como a classificaçaõ o entre
concentraodo-abstrato e difuso-concreto, essa soí diz respeito ao jurisdicional. (ENTENDA ISSO!!!!).
O NOVELINO ESTÁ COM FRESCURA. CONTROLE CONCRETO, NO FIM DAS CONTAS, É IGUAL AO
DIFUSO E O ABSTRATO, IGUAL AO CONCENTRADO, DIFERINDO-SE, APENAS, PELO CRITÉRIO DE
CLASSIFICAÇÃO: UM QUANTO À COMPETENCIA E O OUTRO QUAL À FINALIDADE DO
CONTROLE!!!! NA VERDADE, REGRA É DE QUE É IGUAL, MAS HÁ ALGUMAS EXCEÇÕES. Essa é a
regra: Mas o concentrado poderá ser em algumas vezes concreto e o difuso, abstrato. Você
entenderá mais pra frente!!!

CONTROLE CONCRETO CONTROLE ABSTRATO


Pode tambeí m ser chamado de: Tambeí m chamado de:
 Incidental;  Controle em tese;
 Via de defesa;  Por via de açaõ o
 Via de exceçaõ o  Por via direta;

Controle concreto naõ o eí igual difuso e tem O Uadi equivale o controle abstrato ao controle
como objetivo principal a proteçaõ o de direitos concentrado. EÉ aquele que tem por fim principal
subjetivos. Veja, difere do DIFUSO pelo criteí rio assegurar a supremacia da Constituiçaõ o e
de classificaçaõ o. O concreto naõ o trata da proteger a ordem constitucional objetiva. Na
competeê ncia, mas do direito a ser tutelado. verdade, eí a mesma coisa do concentrado, mas
DIFUSO É COMPETENCIA (DE QUALQUER UM) difere pelo criteí rio de classificaçaõ o soí .
E CONCRETO É QUANTO AO DIREITO CONCENTRADO É COMEPTENCIA (SÓ DO STF)
TUTELADO (QUE É SUBJETIVO) E ABSTRATO É QUANTO AO DIREITO
A inconstitucionalidade eí questaõ o discutida TUTELADO (OBJETIVO – SUPREMACIA DA CF)
apenas de forma incidental. Naõ o se busca a tutela de direitos subjetivos,
Aquele em que o juiz afasta a aplicação de mas sim a proí pria supremacia da CF.
uma Lei por se-la inconstitucional. Não se EÉ abstrato, pois a analise do tribunal eí em tese,
declara a inconsitucionalidad,e mas apenas a em abstrato. Tribunal analisa se aquela Lei ou
sua aplicação. ato que se questiona eí compatíível ou naõ o com a
O UADI, erroneamente, diz que contorle CF e naõ o se violaraí direito subjetivo.
concreto é giual ao difuso, pois é controle no
caso concreto, que visa não a declaração da *O abstrato sgeue um processo constitucional
inconstitucionalidade, mas sim o objetivo (tutela ordem constitucional). Esse eí
afastamento da aplicação da Lei justamente eo contraí rio da uí ltima observaçaõ o do
inconsitutcional. OU seja, causa de epdir e’a concreto. Tutela-se primeiramente a ordem
inconstitucuionalidade e o pedido a sua não constitucional objetiva e de mandeira acessoí ria,
eficácia para a PARTE!!!! A parte não visa secundaí ria, os direitos subjetivos e individuais. É
tutelar a priamide do Kelsen e a supremacia UM PROCESSO OBJETIVO, DIVERSO DOS

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da CF, mas sim o sue próprio direito. A COMUNS DO ESCRITÓRIO!!!
diferença para o difuso está no critério de
classificação (que você grifou em vermelho e
azul ali em cima)!!!!!

Carlaho, viu, no fim das contes é a mesma


merda do contorle DIFUSO, só muda o
critério de classificação!!!!!

*O concreto segue um processo


constitucional subjetivo (tutela principal eí o
direito subjetivo individual, mas d emaneira
secundaí ria e acessoí ria protege a ordem
constitucional objetiva). É um processo como
qualquer outro, com contraditório, ampla
defesa etc, feito incidentalmente em outro
processo!

CONTROLE CONCENTRADO- ABSTRATO


CONTROLE DIFUSO - CONCRETO

Cuidado, essa eí a regra. Ou seja, na regra, de fato o concentrado eí igual ao abstrato


e o difuso mesma coisa que o concreto (naõ o se pede a declaraçaõ o da inconsitutcionalidade, mas taõ o
somente a sua noõ a aplicaçaõ o entre as partes e no caso concreto), DIFERINDO-SE APENAS QUANTO A
CLASSIFICAÇAÕ O: UMA QUANTO AÀ COMPETENCIA (Difuso ou concentrado) O OUTRO QUANTO AO
DIREITO (Objetivo ou subjetivo!!!!!!)..
Todavia haí exceçoõ es, como a ADPF incidental, em que o controle eí concentrado (Ora, CLARO; EÉ
ADPF!), mas feito de forma incidental!!! Veja, nesse caso de ADPF INCIDENTAL, o controle eí
concentrado, ou seja, quanto aà competeê ncia eí CONCENTRADO no STF, mas feito de maneira no caso
concreta, incidental!!!!
Mas pode deixar na sua cabeça: CONCENTRADO-ABSTRATO E DIFUSO-CONCRETO!!! ESSA EÉ A
REGRA.

Obs EXCEÇÕES: CASOS EM QUE HAÉ CONTROLE CONCENTRADO CONCRETO (regra eí concentrado
abstrato). Isso vai contra isso que voceê fala que o concentrado eí mesma coisa que a abstrato e que
difuso eí igual ao concreto. Isso que voceê acredita eí a regra, mas haí esxceçoõ es abaixo que mitiga isso
de concentrado=abstrato e difuso=concreto!!!

 1. Representação interventiva: Caso de DIFUSO ABSTRATO. Difuso quanto aà


competeê ncia, pois qualquer um julga, mas abstrato pois o direito eí objetivo, naõ o atinge diz respeito a
apenas uma pessoa.
 2. ADPF incidental: Note, a ADPF eí do concentrado, mas pode ser feita,
EXCEPCIONALMENTE, pela via difusa, incidentalmente. CASO DE CONCENTRADO CONCRETO (Voceê
hjaí fez essa observaçaõ o). SEMPRE QUE NUM PROCESOS JUDICIAL, QUALQUER PROCESSO, HOUVER
QUESTOÕ A CONSTITUCIONAL RELEVANTES, VALER-SE-AÉ DA ADPF INCIDENTAL, QUE SERAÉ
AJUIZADA NO STF (CONCENTRADA)< MAS INDICENTALMENTE NUM CASO CONCRETO
(CONCRETA)!!!

17
Então, são esses dois casos excepcionais acima que sustentam o que o novelinho diz que nem
sempre concentrado é abstrato e o difuso, concreto!!!!

Obs STF tem admitido o exercíício do controle difuso mesmo de ofíício, sem provocaçaõ o. (Ex.: IPTU
EM SALTO). Ou seja, dentro d eum processo judicial, em que o juiz tinha sido provocado para discutir
um litíígio, o juiz, sem provocaçaõ o, MAS DENTRO DO PROCESSO QUE AJ COMEÇOU, poderia de ofíício
reocnhecer o controle de inconstitucionalidade de ofíício. Veja, se no processo do renato contra a loja
surgisse durante o tramite uma inconstitucionalidade, juiz poderia averiguaí -la de ofíício. NO
DIFUSO!

CONTROLE CONCENTRADO ABSTRATO

Lembre, Criteí rio para ser concentrado eí a competeê ncia (STF). O criteí rio para ser abstrato naõ o eí a
competeê ncia, mas sim a finalidade do controle, ou seja, o direito discutido que eí OBJETIVO (diz
respeito a todos). Entaõ o, via de regra, o concentrado eí abstrato, mas nem sempre (exceçaõ o ADPF
INCIDENTAL)

Questão de concurso Quando se fala em controle abstrato, quer dizer que ele naõ o leva em
consideraçaõ o questoõ es de fato?!?! Claro que naõ o. Questoõ es de fato tambeí m podem ser analisadas e
geralmente seraõ o.

Vejamos cada açaõ o do Controle Concentrado abstrato. Primeiro ADI e ADC e depois a ADPF, que
difere um pouco.

ADIN E ADC

Ambas estaõ o presentes no 102, que atribui competeê ncia originaí ria do STF para julgaí -las.
ADC FOI INTRODUZIDA COM EMENDA EM 93 E NAÕ O EM 88  ISSO CAI!!!
Essas mesmas açoõ es teê m a mesma fonte normativa, mas saõ o exatamente opostas. O legitimado que
propoõ e a ADIN pretende a sua inconstitucionalidade. Quem propor ADC objetiva a ratificaçaõ o da
constitucionalidade. EÉ somente o STF quem as aprecia (DE UMA GENIADA E LEMBRE DO DIDIER,
DIZENDO QUE SÃO MATERIALMENTE DÚPLICES. SE RÉU GANHAR ELE REALMENTE GANHA E
NÃO APENAS DEIXA DE PERDER. SE IMPROCEDENTE, DECISÃO SERÁ O OPOSTO DO QUE O
AUTOR QUERIA).

Essas ações ADIN e ADC têm caráter dúplice Diz-se duí plice ou ambivalente, que estaí no 24 da
9868/99. EÉ simples e estaí aíí embaixo. Se haí duas, uma ADC e uma ADIN, propostas por legitimados
diferentes, mas que tratem de casos iguais, se declarada CONSTITUCIONALIDADE, a ADIN seraí
improcedente. Se julgada INCONSTITUCIONAL, a ADC seraí improcedente. (Naõ o haí litispendeê ncia,
pois partes seraõ o diversas, repare!!!!)

Art. 24. Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a ação direta ou


procedente eventual ação declaratória; e, proclamada a inconstitucionalidade, julgar-se-á
procedente a ação direta ou improcedente eventual ação declaratória.

A esseê ncia, natureza entre ADI e ADC eí a mesma. Mas haí diferenças:

18
ADIN ADC
As Leis e atos possuem presunçaõ o de
constitucionalidade. Para que propor ADC entaõ o
se jaí presume-se que elas saõ o constitucionais?!?!
Para ratificar, corroborar, declarar de vez a
constitucionalidade. Isso porque o bombardeio
de açoõ es pelo controle difuso dizendo que Lei eí
inconstitucional gera insegurança juríídica, e a
ADC serve para controlar essa insegurança. O
objetivo eí acabar com a discussaõ o e a mitigaçaõ o
de que a Lei eí inconstitucional!!! Não e mais
fácil modular efeitos do difuso, já que ta
havemdo bombardeio!?!?! STF COMEÇA A
ADMITIR!!!!
Portanto, o pressuposto da ADC eí a existeê ncia
de controveí rsia judicial relevante (14, III,
9868/99)

O que exatamente é controvérsia judicial, que é pressuposto da ADC?!  Entenda, naõ o saõ o soí 4
ou 5 açoezinhas. Tem que ser seí ria duvida na JURISPRUDENCIA (e naõ o na doutrina).

ADPF

Estaí no 102, par. 1º da CF. Competeê ncia tambeí m eí do STF.


O 102 fala muito pouco da ADPF. Quem regulamente a ADPF eí a 9882/99 e (VOCE TEM QUE LER
ESSA LEI). UM DIA LEIA ELA E TAMBEM A 9868!!!!
Uadi diz que eí hííbrida, pois eí controle concentrado, mas pode ocorrer num caso concreto (ADPF
INCIDENTAL, QUE EÉ EXCEÇAÕ O QUE SERAÉ CONTROLE CONCENTRADO CONCRETO, NO CASO
CONCRETO!!!!).

Pressuposto de admissibilidade ou subsidiariedade A ADPF tem caraí ter subsidiaí rio, ou seja,
naõ o seraí admitida a ADPF quando couber qualquer outro meio eficaz para sanar a lesividade.
Qualquer outro meio eficaz eí aquele que possui a mesma efetividade, imediaticidade e amplitude da
ADPF. Se COUBER AIDN, NAÕ O CABE ADPF!!!!

Finalidade Preservar as vigas-mestras, a base da CF, que lhes daõ o racionalidade e coereê ncia. OU
seja, diferentemente da ADIN, naõ o se discute a inconstitucionalidade de NORMAS, mas sim o
DESCUMPRIMENTO de PRECEITOS FUNDAMENTAIS!!!

Fungibilidade STF entende que haí fungibilidade entre ADI e ADO. Outrossim, entende que pode
haver fungibilidade entre ADPF e ADIN. Portanto, nesses dois casos, STF poderaí , eventualmente,
receber umas pelas outras. Ex.: Uniaõ o homoafetiva, que recebeu ADPF como se ADIN fosse.

Cuidado, trataremos agora de ADPF< ADI e ADC JUNTAMENTE!

19
Aspectos comuns entre ADIN, ADPF E ADC
 Nenhuma das 3 admite desisteê ncia (9868, artigo 5º), assisteê ncia e nem intervençaõ o de
terceiros.
 SE EU INVOCO ‘’A’’ COMO PARAMETRO, STF PODE DECLARAR A INCONSTITCIONALIDADE
DIZENDO QUE O PARAMETRO CORRETO E SERIA ‘’B’’. CAUSA DE PEDIR ABERTA!!!Nas 3 a Causa de
pedir eí aberta, ou seja, abrange qualquer norma formalmente constitucional, independentemente da
que tenha sido invocada como paraê Nmetro pelo legitimado que, propoê s a açaõ o. NAS 3 A CAUSA DE
PEDIR EÉ O PARAMETRO!!!! Entenda Z isso, quando se diz que causa de pedir eí aberto, significa que
naõ o interessa qual eí o paraê metro que o legitimado ativo invocou, o que interessa e se o bloco de
constitucionalidade (paraê metro) foi O ou naõ o violada. Ex.: Uma vez entraram com ADIN contra uma
Lei que teria violado o 155 da CF. O, STF entendeu que naõ o violava o 155 da CF< mas sim o 167, que
naõ o havia sido invocado como paraê metro. Contudo, como causa de pedir eí aberta, o STF julgou a Lei
inconstitucional (ADPF 139 eí bom exemplo. Leia depois). Esta é a regra, mas há exceção. Se o
pedido versa apenas quanto à inconstitucionalidade formal, o STF fica impossibilitado de
Q
analisar a inconstitucionalidade material. OU seja, STF não pode dizer que o conteúdo da Lei
é incompatível com conteúdo daUCF, quando o pedido for apenas quanto à forma. É a única
exceção quanto à causa de pedir aberta (ADIN 2182) !!!
A
 RGRA EÉ QUE SE PEDIR INCONSTITUCIONALIDADE DE ‘’A’’ STF NAÕ O PODE DECLARAR A DE
‘’B’’. PEDIDO FECHADONas 3 açoõ esN eí necessaí rio que ocorra provocaçaõ o, em relaçaõ o ao objeto (lei
que viola paraê metro), salvo nos casos de inconstitucionalidade por arrastamento. Vige o princíípio da
D
adstriçaõ o do pedido. O STF estaí adstrito ao pedido. Exemplo: Se eu entrar com ADI dizendo que a lei
8072 violou o 5º, eí soí a 8072 que poderaí
O ser declarada inconstitucional. Veja, a causa de pedir pode
ser outra (8072 eí inconstitucional, mas noõ a por violar o 5º, por violar o 7º). Veja, STF pode trocar o
paraê metro que justificou a insconstitucionalidade, mas naõ o o PEDIDO, a LEI tida como objeto na
açaõ o. Essa eí a regra, mas haí exceçaõ
C o, que eí o caso de inconstitucionalidade por arrastamento. O
PARAÂ METRO PODE SER CONSIDERADO COMO OUTRO PLEO STF, MAS O OBJETO NAÕ O (SE SE
DISCUTE A INDONCSITUCIONALIDADE H DA 8072, EÉ ESSA QUE VAI SER EVENTUALMENTE INCONST.
E PONTO FINAL. NENHUMA OUTRA. E O PARAMETRO SIM, OU CAUSA D EPEDIR, QUE PODERAÉ SER
DIVERSO DO INVOCADO NA AÇAo)Novelino: ‘’A inconstitucionalidade por arrastamento ou por
atração é uma técnica de decisãoG judicial, que pode ser utilizada quando há uma relação de
interdependência entre o dispositivo impugnado (OBJETO – PEDIDO) e um outro dispositivo do mesmo
A
diploma legal. OU seja, se declarar que o 10 da lei 8072 eí insonctitucional, tudo auqilo que com ela
na mesma Lei (ou em outro Rdiploma normativo) tiver interdependeê ncia, tambeí m seraí
inconstitucional. EÉ a inconstitucionalidade por arrastamento ou atraçaõ o. Resumindo: Regra eí que o
STF estaí adstrito ao PEDIDO, ao objeto que se requer que seja declarada a inconstitucionalidade.
Exceçaõ o eí a inconstitucionalidadeOpor arrastamento. Ex.2: Se 8072 eí declarada inconstitucional,
qualquer outro diploma normativo (lei, decreto, portaria, resoluçaõ o) consequentemente tambeí m o
seraí , mas por arrastamento. Haí um toí pico abaixo falando sobre isso!!!
 Decisão de mérito nas 3L açoõ es eí irrecorríível, salvo para interposiçaõ o de Embargos de
Declaraçaõ o. Que naõ o tem por objetivo reformar, soí corrigir uma falha. Naõ o cabe, tambeí m, açaõ o
I
rescisoí ria, em nenhuma das treê s. VEJA, EM SALTO NOÕ A HOUVE DECISAO DE ME’RTIO DO IPTU, MAS
TAÕ O SOMENTE A LIMINAR, TUTELAV ANTECIPADA, DE URGENCIA!!!!

Por quê não se admite desistência R e assistência?! Isso porque a finalidade do controle
abstrato/concentrado eí proteger Oa ordem constitucional e naõ o direitos subjetivos, portanto, a
desisteê ncia e a assisteê ncia seriam inoí cuas.
No caso da intervençaõ o de terceiros, alguns autores entendem que haveria uma exce;caõ o, na qual
poderia haver a intervençaõ o na ADFP, ADIN e ADC. Seria a figura do ‘’amicus curae’’, que alguns
D
entendem ser exceçaõ o aà inadmissibilidade de intervençaõ o de terceiros.
O

20
N
O
V
L
I
N
O 7º, caput da 9868 diz expressamente que naõ o cabe a intervençaõ o, mas o paraí grafo segundo
possibilita, dada a relevaê ncia daOmateí ria, a atuaçaõ o do amicus curae, que para alguns seria
manifestaçaõ o da intervençaõ o de terceiros
, e, portanto, exceçaõ o. `Se cair na objetiva que alguns
entendem assim, marque ela como correta!!!

Importante quanto à inconstitucionalidade


V por arrastamento Ela pode ser usada tambeí m
entre diplomas normativos diversos, desde que haja uma interdependeê ncia entre eles. Ex.: Se o
E
decreto for dependente da Lei, decretar-se-aí a inconstitucionalidade da Lei e por arrastamento, do
decreto!
J
ENTENDA, DE FATO EÉ OBJETO AQUILO QUE VIOLA DIRETAMENTE O BLOCO DE
CONSTITUCIONALIDADE / PARAMETRO. A DESTARTE, A LEI EÉ DEC;ARAD AINCONSTITUCIONAL E,
POR ARRASTAMENTO, AQUILO QUE ESITVER RELACIONADO. MAS NAÕ O POSSO FAZER O
CONTRAÉ RIO. A LEI ARRASTA O DECRETO, MAS O DECRETO NOÕ A ARRASTA A LEI. NAÕ O POSSO
DECLARAR O DECRETO INCONSTITUCIONAL,
M POIS ELE EÉ APENAS IEGAL. SOÉ SERAÉ DECLARADO
INCONSTITUCIONAL SE A LEI QUE PROVOCOU A ELABORAÇAÕ O DO DECRETO FOR DELCARADA
INCONSTITUCIONAL!!!!! E
L
Legitimidade ativa Estaí no 103 da CF para ADIN e ADC. A Lei da ADPF diz que a legitimidade
H m!!!
seraí a mesma do 103 para ADPF tambeí
O
ADIN ADC ADPF
a) Presidente R
a) Presidente a) Presidente
b) Mesa do Senado b) Mesa do Senado b) Mesa do Senado
Federal; Federal; Federal;
c) Mesa da caê mara dos c)I Mesa da caê mara dos c) Mesa da caê mara dos
deputados; deputados;
S deputados;
d) Mesa da assembleia d) Mesa da assembleia d) Mesa da assembleia
legislativa ou caê mara legislativa legislativa
S ou caê mara legislativa legislativa ou caê mara legislativa
do DF; do DF; do DF;
O
e) Governadores de e) Governadores de e) Governadores de
estados e DF; estados e DF; estados e DF;
f) Procurador Geral da f) Procurador Geral da f) Procurador Geral da
repuí blica; D blica;
repuí repuí blica;
g) Conselho Federal da g)
E Conselho Federal da g) Conselho Federal da
OAB; OAB; OAB;
h) Partido politico com h) Partido politico com h) Partido politico com
representaçaõ o no CN representaçaõ
A o no CN representaçaõ o no CN
i) Confederaçaõ o Sindical E Confederaçaõ o Sindical ou E Confederaçaõ o Sindical ou
ou entidade de classe de R
entidade de classe de aê mbito entidade de classe de aê mbito
aê mbito nacional; nacional;
R nacional;

A
Legitimados universais e especiais: Voceê jaí viu isso. Mas vamos resumir novamente. Dentre os
S
legitimados acima, divide-os em UNIVERSAIS e ESPECIAIS. Especiais Saõ o aqueles que precisam
demonstrar a existeê ncia de pertinência
T temática entre o objeto impugnado e o interesse que eles
representam. Ou seja, demonstrar-se-aí que o objeto impugnado os afeta ou aà sua classe de alguma
A
maneira. Ex.: Se CFM (Conselho Federal de medicina) for entrar com ADIN, deveraí mostrar que o
objeto impugnado na ADIN violaMa classe meí dica. Universais naõ o precisma demonstrar essa
pertineê ncia.
E
N
T 21

O
.
UNIVERSAIS ESPECIAIS
Poder Executivo: Presidente. Poder executivo: Governador Estados e DF.

Poder Legislativo: Mesa da Caê mara e Mesa do Legislativo: Mesa da assembleia legislativa ou
Senado. caê mara legislativa do DF.

MP: Procurador Geral da Repuí blica (chefe do MP: NENHUM


MP)
Outros: Confederaçaõ o Sindical e entidade de
Outros: Conselho Federal da OAB e Partido classe de aê mbito nacional.
com representaçaõ o no Conrgresso.
Dica: Esfera estadual eí tudo especial que
Dica: esfera Federal eí tudo legitimado depende de pertineê ncia temaí tica. Entaõ o, eí esfera
UNIVERSAL, que noõ a precisa demonstrar estadual + confederaçaõ o e entidade de classe.
interesse, pertineê ncia temaí tica. Entaõ o, esfera
federal + Conselho da OAB e Partidos.

Númerus clausus Esse rol, seja universal ou especial, eí taxativo, exaustivo, nuí meros clausus.
Portanto, vices governador e presidente naõ o possuem legitimidade ativa. Claro, se a Dilma viajar e o
Vice estiver em exercíício substitutivo do presidente, aíí ele poderaí propor a ADIN, ADPF ou ADC. Isso
porque nesses casos ele estaraí atuando como presidente em substituiçaõ o aà Dilma e naõ o como vice-
presidente.
A legitimidade é analisada sempre na propositura da ação (TEORIA DA ASSERÇÃO OU DA
PROSPEZZIONE)DA

No caso do partido com representação no CN Legitimidade tambeí m eí vista na propositura da


açaõ o.

No caso da Entidade de classe de âmbito nacional A entidade de classe deve ser representativa
de apenas uma determinada atividade ou categoria social, profissional ou econoê mica.
E o que eí exatamente essa entidade de classe de aê mbito nacional?!?! Deve estar em 1/3 dos Estados
Brasileiros. Essa eí a regra, mas haí exceçaõ o. Quando houver uma relevaê ncia nacional na atividade
exercida pelos associados.
Entendimento atual do STF: ‘’Admite-se a legitimidade de associações formadas por pessoas jurídicas
(entidade), ou seja, associações formada de associações. Até 2004 STF não admitia, mas hoje isso
mudou.’’

Ainda na legitimidade ativa. Capacidade postulatória Ou seja, quais legitimados precisam de


advogdo para entrar com a açaõ o!?!?! Saõ o soí 3 que precisam de advogados: 1. Partidos polííticos; 2.
Entidades de aê mbito nacional e 3. Confederaçoõ es sindicais. Todos os outros propoõ e a açaõ o
independentemente de advogado!!! SAÕ O OS UÉ NICOS QUE NAÕ O REPRESENTAM NENHUM DOS
PODERES ESTADUAL OU FEDERAL E NEM MP!!! SAÕ O TODOS OS ESTRNAHOS, MENOS A OBA,
CLARO, PORQUE ELA EÉ JAÉ TEM ADVOGADO!!!

IMPORTANTÍSSIMO: PARÂMETROS OU NORMAS DE REFERENCIA DESSAS 3 AÇÕES QUE VIMOS


ATÉ AGORA:
Na ADI e na ADC o paraê metro eí exatamente o mesmo, ou seja, qualquer norma formalmente
constitucional (formalmente, pois, para ser norma constitucional e, portanto, paraê metro, basta estar
no bojo. O paraê metro tambeí m pode ser materialmente constitucional, eí que nem toda norma que eí

22
paraê metro eeí materialmente constitucional, pois nossa constitucional eí formal!!!), inclusive os atos
decorrentes do artigo 5º, par. 3º. Saõ o todos os paraê metros que dissemos 2 aulas antes (CF inteira
sem o preambulo, princíípios e tratados e convençoõ es de direitos humanos desde que tenha 3/5, que
se equivaleraõ o aà s ECs e bla bla).
O problema do paraê metro estaí na ADPF. Qual eí o paraê metro da ADPF?!?! Nem toda norma
constitucional seraí paraê metro nesta açaõ o. O Seu paraê metro ou norma de referencia eí muito mais
estrito, ou seja, saõ o apenas os PRECEITOS FUNDAMENTAIS.

E oque eí preceito fundamental?!?!?! Cuidado, , tem muita norma constitucional que soí eí
constitucional pela forma, porque naõ o saõ o materialmente constitucionais, ou seja, naõ o tratam de
mateí ria estritamente constitucional. Portanto, nem tudo que estaí na CF eí preceito fundamental. E o
que é preceito fundamental entaõ o?!?!??!?! Zeí Afonso entende que ‘’preceito fundamental são
aquelas normas imprescindíveis à identidade e ao regime adotado pela CF’’. Exemplos de preceitos
fundamentais: Veja, abaix saõ o apenas exemplos d epreceitos fundamentais. Saõ o os principais, mas
podem haver outros. EÉ numerus apertus!!! Vejamo-los:
 Tíítulo 1 da CF, que trata dos princíípios fundamentais (artigo 1º ao 5º)
 Tíítulo 2 da CF, que trata dos direitos e garantias fundamentais (artigo 5º)
 Princíípios constitucionais sensííveis, que estaõ o no 34, inciso XII da CF, saõ o aqueles que, se
violados, ensejam intervençaõ o federal no Estado;
 Claí usulas Peí treas, naturalmente;

Resumindo, paraê metros da ADC e ADI saõ o iguais e mais amplos, isto eí , eí todo o bloco de
constitucionalidade. Na ADPF o paraê metro eí outro e bem mais restrito, abrangendo apenas os
preceitos fundamentais.

E quais são os OBJETOS da ADPF, ADIN e ADC?!?!  Primeiro veremos o objeto da ADI e ADC e
depois na ADPF. Logo, o que poderaí ser comparado ao paraê metro?!?!

Para estabelecer o objeto, farei classificaçoõ es.

Quanto à natureza: Vejamos a natureza dos objetos impugnaí veis por ADI, ADC e ADPF:

1. Na ADI e ADC: EÉ Lei ou ato normativo. Inclusive Leis de efeitos concretos seraí objeto de ADI e
ADC. EÉ qualquer Lei em sentido amplo (lei ordinaí ria, MP, EC, portaria, lei complementar etc). Por
outro lado, quanto ao ato normativo, ele tem que ser geral e abstrato, ou seja, aleí m de violar
diretamente o seu paraê metro, deve ter natureza de ato NORMATIVO e, para isso, tem que ser gerla e
abstrato. Se naõ o for gerla e abstrato, a natureza eí de ato ADMINISTRATIVO (destinataí rio CERTO e
concreto) e, asism, Noõ a seraí objeto. De qualquer maneira, tanto a Lei ou o ato normativo, para caber
ADI e ADC, deveraõ o violar DIRETAMENTE o paraê metro. Então, Lei ou ato normativo só serão
objeto quando violarem diretamente o parâmetro .Entaõ o, ato normativo eí todo ato do poder
publico geral e abstrato. Veja, entaõ o um decreto, por exemplo, seraí objeto ou naõ o, desde que seja
geral e abstrato e vilole diretamente a CF. Entoõ a, naõ o veja o nome do ato, mas sim a NATUREZA!

Quais atos não serão objeto de ADI e ADC?!?! Não se admite como objeto de ADI ou de ADC:
 De Atos tipicamente regulamentares (DECRETOS E REGULAMENTOS Não são objetos, nem
de ADPF!!! Na verdade poderão ser, desde que gerais e abstratos)
 De Normas constitucionais originaí rias (de 88): Princíípio da unidade da CF que afasta essa
possibilidade de originaí rias sofrerem ADI e ADC ou qualquer outro controle difuso ou concentrado;
 De Lei ou norma de efeitos concretos jaí exauridos: Ora, o controle concentrado visa proteger
a supremacia da CF. Se Os efeitos concretos jaí foram manifestados, naõ o podem mais ferir a CF;

23
 De Lei com eficaí cia suspensa pelo Senado: Saõ o os casos do controle difuso, voceê jaí sabe. Se
algueí m difusamente suscitou inconstitucionalidade de lei ou ato, se o Senado suspender efeitos,
tambeí m seraí erga omnes e naõ o precisaraí da ADIN ou qualquer outro controle, por que jaí foi
suspensa e noõ a ameaça mais a supremacia da CF;
 Leis ou atos normativos jaí revogados, naturalmente porque naõ o podem mais lesar a CF.
Exceção: Quando houver fraude processual;
 Leis temporaí rias apoí s exaurimento de seus efeitos.
 Suí mulas vinculantes
2. Na ADPF: Qualquer ato do poder puí blico. Entaõ o, o paraê metro da ADPF eí mais restrito (pois
soí abrange PRECEITOS FUNDAMENTAIS), mas seu objeto eí mais amplo. Naõ o precisa ser Lei ou ato
normativo (pode ser lei revogada, lei municipal, lei sem caraí ter normativo e, portanto, naõ o geral e
abstrata), bastando que seja qualquer ATO do p. publico que DESCUMPRA PRECEITO
FUNDAMENTAL, seja Lei, ato normativo ou qualquer outro ato para ser objeto. Entenda isso,
Parametro eí SOÉ PRECEITO FUNDAMENTAL, logo, paraê metro eí mais restrito, mas o objeto, mais
amplo. O objeto naõ o precisa, exclusivamente, ser lei ou ato normativo. Basta que seja QUALQUER ato
do poder puí blico que viole diretamente a CF. Ex.: Decisaõ o naõ o eí Lei e nem ato normativo, mas eí ato
do poder puí blico e, por isso, impugnaí vel por ADPF!!!!

Quais atos não serão passíveis de ADPF?!?!?! OU seja, os que não estiverem nessa lista, serão objetos de
adpf:
 Atos tipicamente regulamentares. Quando o ato eí tipicamente regulamentar, ele naõ o viola
diretamente a CF, mas sim uma Lei. Ora, os atos regulamentares regulam uma Lei e, portanto,
DECRETOS E REGULAMENTOS naõ o violariam diretamente a CF. Seriam primariamente ilegais e naõ o
inconstitucionais (VEJA MELHOR ISSO. DECRETO PODE SER OBJETO SIM. VEJA MELHRO SE PODE
OU NÃO!!!) JÁ ENTENDI. O DECRETO AUTONOMO SERÁ OBJETO, POIS TEM FORÇA DA PRÓPRIA
LEI, MAS O MERAMENTE REGULAMENTAR, NÃO!!! Obs.: ENTENDi, aquela obs para ver no livro
quando chegasse. Se a Lei é declarada inconstitucional ela arrasta as que dela dependam. Mas,
o ato (regulamentar, por exemplo) não é declarado inconstitucional. Ele depende da Lei se-lo,
pois o ATO NÃO VIOLA DIRETMAENTE. ELE É ILEGAL ANTES DE SER INCONSTITUCIONAL!!!
 Suí mulas comuns: Estaí na ADPF 80 – Agr. As suí mulas comuns naõ o saõ o objeto de ADPF. Se
houver algo errado na suí mula comum, o STF as muda, mas naõ o por ADPF;
 Suí mula Vinculante: Mesmo tendo caraí ter normativo, tambeí m naõ o seraí objeto de ADPF, pois
a ADPF tem caraí ter subsidiaí rio e para se alterar suí mula vinculante haí procedimento especíífico!
 PEC: Quando for apenas uma proposta, a pec naõ o seraí objeto de ADPF. Entaõ o, cuidado:
EMENDA pode sim ser objeto. O que naõ o pode eí a proposta, que, vem, obviamente, antes da emenda.
STF naõ o admite PEC como objeto, pois naõ o eí ainda um ato pronto, mas sim em formaçaõ o. Mesma
coisa com os projetos de Lei. Nos projetos de emenda e Lei saõ o controlados por aquele exceçaõ o uí nica
de controle preventivo pelo judiciaí rio, em que o parlamentar ajuizaraí MS contra Projetos e proposta,
que ainda estaõ o no processo legislativo;
 VETO:

Obs.: Haí controveí rsias quanto aà s Leis jaí revogadas. Entenda, o STF estaí dividido: A. Gilmar
Mendes na ADPF 33 diz que eí possíível que Leis revogadas sejam objeto de ADPF e B. Menezes
Direito na ADPF 49. Nesta ADPF o ministro Menezes naõ o admite Leis revogadas como objeto de
ADPF. Mas CUIDADO, em 2012 o CESPE considerou que leis revogadas PODEM SIM ser objeto de
ADPF.

24
Quanto ao aspecto temporal Vejamos em que momento o objeto deve ter sido criado para que
seja impugnaí vel por ADI, ADC e ADPF:

1. ADC /ADI: Objeto SEMPRE tem que ter sido produzido apoí s o paraê metro constitucional. Naõ o
saõ o admitidos atos normativos ou Leis anteriores aà CF de 88 ou anterior a alguma emenda de
qualquer data. Entaõ o, nenhum ato ou Lei produzido antes de 88 seraí objeto de ADI ou ADC!!!! Mas
cuidado, nem todas as Leis e atos posteriores a 88 seraõ o objeto de ADI e ADC. Deve-se ver o
paraê metro tambeí m. Por exemplo, suponha que Lei de 90 viola uma norma da EC / 94. Portanto, a Lei
objeto eí posterior a 88, mas o seu paraê metro eí a EC feita em 94 e naõ o cabe objeto anterior ao
paraê metro!!! ENTAÕ O, O OBJETO DEVE SER POSTERIOR AO PARAMETRO, QUALQUER PARAMETOR E
NAÕ O SOÉ A CF!!! EÉ tudo obvio, , pois se o objeto eí anterior ao paraê metro eí NAÕ O RECEPÇAÕ O e naõ o
inconstitucionalidade.
2. ADPF: Na ADPF eí diferente. Seraí todo ato do poder puí blico, ANTERIORES OU POSTERIORES
AO PARAÂ METRO. Portanto, na ADPF naõ o haí o limite temporal como na ADI ou ADC. Se ferir preceito
fundamental e preencher os outros requisitos, o ato do poder publico seraí objeto de ADPF, seja o ato
anterior ou posterior ao paraê metro. Isso porque ADPF naõ o declara inconstitucionalidade, mas soí
declara o DESCUMPRIMENTO A PRECEITO FUNDAMENTAL. A palavra DESUCMPRIMENTO eí mais
ampla que inconstitucionalidade. Ex.: Lei de imprensa de 1960 foi considerada naõ o recepcionada
pela cf de 88, pois era anterior aà CF. Logo, para Lei de imprensa naõ o cabia ADI ou ADC, mas cabia
ADPF, pois descumpria preceitos fundamentais!!! Ex.2: Quanto ao feto aneceí falo fez-se ADPF, pois
dizia-se que o artigo do aborto, feito em 1940, descumpria preceito fundamental da CF. Como objeto
era anterior, coube ADPF e naõ o ADI. Ex3.: COTAS RACIAIS. Lembre da ADPF delas!!! RESUMINDO,
ATOS ANTERIORES AO PARAMETRO SAÕ O PASSIVEIS DE ADPF, CONTRAÉ RIO DA ADI E ADC.

Quanto ao espaço / Aspecto espacial Ou seja, qual eí o local de onde o ato tem que ser emanado
para ser objeto de ADI, ADC ou ADPF?!?!?!?! MUITO FAÉ CIL. CCCCAAAAIII DDDEEEMMMMAAAAIIIIS:

1. ADC: SOÉ LEI OU ATO NORMATIVO DA ESFERA FEDERAL;


P
2. ADI: LEI OU ATO NORMATIVO DAS ESFERAS FEDERALOU ESTADUAL;
E
3. ADPF: QUALQUER ATO DO PODER PUÉ BLICO DE QUALQUER ESFERA: FEDERAL, ESTADUAL
L
OU MUNICIPAL O

Veja que elenqueiA as açoõ es por ordem alfabeí tica: ADC eí alfabeticamente a primeira e soí admite para
federal. ADI eí aM segunda alfabeticamente e cabe FEDERAL e ESTADUAL. E ADPF eí a ultima
alfabeticamente Oe cabe para todas as esferas.
R
Obs.: E OS ATOS DO DISTRITO FEDERAL?!?! Lembre que o distrio Federal eí mescla de Estadual
e Municipal, ou Dseja, DF tem dupla competeê ncia. Isso por que DF naõ o tem municíípio (soí cidade
sateí lite) e por isso
E ele tem competeê ncia dupla. Resumindo: Lei ou ato normativo do DF soí podem ser
impugnados por meio de ADI se tratarem de mateí ria de competeê ncia dos Estados. EÉ simples, cabe ao
DF competeê nciaDESTADUAL E MUNICIPAL. Portanto naõ o caberaí ADC para o DF, pois DF naõ o tem
E
competeê ncia Federal. Na ADPF tambeí m cabe no DF normal, pois cabe ADPF de atos estaduais e
U
municipais e o DF abrange MUNICIPAIS E ESTADUAIS. Mas e na ADI que soí se admite para federais e
S
estaduais?!?!?! Como,
fica o DF?!?!?!?1 ESTAÉ NA SUÉ MULA 642 STF: Não cabe ADI de Lei e ato do DF
derivada da sua competência legislativa municipal. Entaõ o soí caberaí ADI contra atos do DF de
natureza advinda I da competeê ncia ESTADUAL, pois municipal naõ o cabe ADIN!!!!
S
Ainda no controle
S concentrado abstrato, mas acabou o objeto!
O
25
D
E
S
P
E
C
A
:
ADC É SÓ PARA
ATO FEDERAL;
ADIN PARA
ESTADUAL E
FEDERAL Decisão de mérito no concentrado abstrato
ADPF PARA
FEDERALESTADUAL
1. Quorum exigido para julgamento: Ou seja, quanto ministro preciso para julgamento das
E MUNICIPAL
açoõ es do concentrado abstrato?!?! Haí dois prismas: A. QUORUM DE PRESENÇA: Devem estar
presentes 2/3 dos ministros, ou seja, pelo menos, 8 dos 11 ministros do STF. Sem 2/3, naõ o se julga
ADIN, ADC ou ADPF e B. Quorum de mérito: Depois da presença dos 8, para efetivamente julgar o
meí rito, ou seja, para declarar ou Naõ o a inconstitucionalidade,e dever-se-aí haver NO MIÉNIMO 6
MINISTROS (ISSO SOÉ PARA ADI E ADC!). Entaõ o, se 6 disserem que eí inconstitucional, seraí
inconstitucional. Se 6 disserem que eí constitucional, seraí constitucional.
2. Efeitos da decisaõ o na ADI, ADC e ADPF: A. Na ADI e ADC: Erga omnes (eficaí cia contra todos)
e efeito vinculante para todos oí rgaõ os do judiciaí ria e a toda administraçaõ o puí blica. Vejamos
diferenças entre erga omnes e vinculante. Na ADPF, eí a mesma coisa, ou seja, o efeito vinculante na
ADPF atinge os mesmos oí rgaõ os dos poderes puí blicos que saõ o atingidos pela ADI e pela ADC. Tudo
igual entaõ o!

‘’ERGA OMNES’’ VINCULANTE


 Quanto ao aspecto subjetivo: Erga  Quanto ao aspecto subjetivo: Atinge
omnes atinge a todos: Poderes puí blicos e apenas determinados oí rgaõ os do p. publico. Isso
particulares. Se STF diz que a Lei eí porque o efeito vinculante naõ o atinge o proí prio
inconstitucional, por exemplo, ela eí totalmente STF. Suas decisoõ es naõ o lhe atingem. Vincula-se
retirada do ordenamento e ningueí m mais a toda a administraçaõ o (Direta e indireta, estadual,
usaraí . EÉ o papel de LEGISLADOR NEGATIVO do federal e municipal). O chefe do poder executivo
STF; soí naõ o fica vinculado aà decisaõ o do Supremo em
suas atribuiçoõ es relacionadas ao processo
 Quanto ao aspecto objetivo: legislativo. Entaõ o, se Lei eí declarada
inconstitucional pelo STF, as inciativas do
executivo para legislar naõ o se afetam, ele pdoeraí
no dia seguinte propor novo Projeto de Lei com
o mesmo conteuí do. O legislativo tambeí m naõ o
fica vinculado, mas APENAS na sua funçaõ o tíípica
que eí legislar. Isso porque num Estado
democraí tico de Direito, um Tribunal naõ o pode
impedir que o legislativo exerça as suas funçoõ es.
POR ISSO O LEGISLATIVO PODE PROPOR LEI
COM O MESMO CONTEUÉ DO DA QUE FORA
DECLARADA INCONSTITUCIONAL. STF naõ o pode
impedir o legislador de legislar!!! Resumindo: O
vinculante atinge a toda administraçaõ o, menos o
proí prio STF (que pode mudar de
posicionamentos). Na verdade, naõ o atinge o
plenaí rio do STF (Naõ o um ministro isoladamente.
E tambeí m naõ o atinge o legislador quanto aà sua
ufnçaõ o legislativa. Esses DOIS naõ o saõ o aitngidos
para evitar a FOSSILIZAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO.

Obs.: Por que que tem vinculante se o erga omnes eí mais abrangente?!?! Ou seja, de que presta o
vinculante entaõ o?!?! TEORIA EXTENSIVA: O efeito vinculante atinge naõ o soí o dispositivo da decisaõ o,
mas tambeí m os motivos determinantes contidos na fundamentaçaõ o. Entaõ o, o efeito vinculante

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abrange a decisaõ o inteira e naõ o apenas o dispositivo. Vinculante eí mais forte que o erga omnes.
Soí as questoõ es OBTER DICTA, que saõ o as ditas de passagem, acessoí rias, seucndaí ria,s que naõ o
saõ o determinantes para decisaõ o, naõ o seraõ o vinculantes. Atualmente, o STF naõ o tem adotado essa
teoria extensiva, tambeí m chamada de transcendeê ncia dos motivos.

3. Eficaí cia temporal: REGRA = EX TUNC!!! SEMPRE, a decisaõ o em controle concentrado abstrato
soí se torna obrigatoí ria, soí começam a valer, a partir de sua publicaçaõ o no DJe no DOU (Diaí rio da
justiça e Diario Oficial da Uniaõ o). Entaõ o, a obrigat’roeidade naõ o eí do transito em julgado, mas sim da
publicaçaõ o, como se fosse uma Lei. Taí , mas vale para traí s da publicaçaõ o e para frente ou soí para
frente?!?! EÉ ex tunc ou ex nunc?!?!? O STF entende que a Lei inconstitucional eí um ato NULO e, por
isso, tem efeitos EX TUNC, POIS EÉ RETORAGE COMO SE NUNCA TIVESSE SURTIDO EFEITOS. A
deicsaõ o volta para desde quando a Lei inconstitucional foi criada. EM REGRA,
INCONSTITUCIONALIDADE É ATO NULO!!!! POR ISSO, HÁ QUEM DIGA CONTROLE DE
NULIDADE, AO INVÉS DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE!!!!

Obs.: MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS: STF pode fixar um outro momento diferente para
os efeitos surtirem. STF, desde que se justifique pela segurança juríídica ou quando houver interesse
social pode dizer que os efeitos seraõ o EX NUNC OU PRO FUTURO!!!! Entaõ o, regra eí ex tunc, salvo
quando o STF modular. Precisa de 2/3 dos membros para modular os efeitos, retringindo-os (pro
futuro) ou dizendo que os efeitos soí surtiraõ o a partir da decisaõ o (ex nunc). Entaõ o, para modular haí
um efeito material (segurança juríídica ou interesse social) e um formal (que eí o voto de 2/3). Via de
regra, ou seja, nas decisoõ es normais em que o efeito eí ex tunc, o quoí rum eí de 6 ministros. Mas,
quando for modular, precisa de 2/3, pois eí uma situaçaõ o excepcional.
4. Extensaõ o da declaraçaõ o:

COM REDUÇAÕ O DE TEXTO SEM REDUÇAÕ O DE TEXTO


A reduçaõ o do texto poderaí ser total ou parcial. EÉ a interpretaçaõ o CONFORME!!! Como se declara
Muito simples: STF diz que a Lei ou parte dela eí inconstitucionalidade sem retirar o texto?!?!?!
inconstitucional e suprime do ordenamento. A Ora, reduz-se a possibilidade de interpretaçaõ o e
parte inconstitucional eí retirada reduzida do naõ o um fragmento em si. EÉ quando o STF diz que
texto!!! determinada intepretaçaõ o naõ o eí possíível. Ex.:
Suponhamos que uma Lei tenha 2 interpretaçoõ es
possííveis, pois o texto eí confuso. A decisaõ o de
inconstitucionalidade quando for sem reduçaõ o
de texto, exclui uma possíível interpretaçaõ o da
norma. Ex.: ADI 3685.

Obs.: PONTOS EM COMUM: (ISSO CAI E ENTENDA MELHOR COM MELHOR CONCEITO
DEPOIS!!!!). MAS CAI NO CESPE ASSIM: ‘’STF DIZ QUE SÃO A MESMA COISA!!!!’’ Quais saõ o as
semelhanças e diferenças entre a INTERPRETAÇAÕ O CONFORME e a SEM reduçaõ o de texto?!?! Muito
embora o STF diga que saõ o a mesma coisa, tecnicamente elas Naõ o saõ o iguais.
 SEMELHANÇA: Ambas saõ o utilizadas nos casos de normas que admitam mais de um sentido
(plurissignificativa ou polisseê mica). Na COM reduçaõ o de texto, naturalmente, naõ o haí sem reduçaõ o de
texto ou a conforme, pois basta a declaraçaõ o da inconstitucionalidade;
 SEMELHANÇA: Na conforme e na SEM reduçaõ o o texto se manteí m igual;
 SEMELHANÇA: Na conforme e na SEM reduçaõ o reduz-se as possibilidades interpretativas,
sem que haja a alteraçaõ o textual;
 DIFERENÇA: A SEM reduçaõ o de texto soí eí utilizada no controle concentrado (abstrato), como
teí cnica de decisaõ o. A interpretaçaõ o conforme eí utilizada tanto no difuso, como no concentrado, como

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teí cnica de decisaõ o e tambeí m como princíípio interpretativo. OU seja, na conforme, filtrar-se-aí
o objeto compatibilizando-os com o respectivo paraê metro;
 DIFERENÇA: Na SEM reduçaõ o de texto se afaste um sentido e se permite os demais, que naõ o
foram afastados. Na CONFORME se confere um sentido e se afasta os demais. Ou seja, na conforme
voceê fala assim: Esse objeto é constitucional, desde que nesse sentido seja interpretado. Na SEM
REDUÇaõ o eí assim: É inconstitucional qualquer interpretação que considere o aborto de feto sem
crânio como crime.

Obs.: NÃO CONTENTE: Em uma ADI aíí o STF fez uma interpretaçaõ o conforme COM reduçaõ o de
texto. Mas isso naõ o eí correto. Pode ateí comparar conforme com a SEM reduçaõ o, mas com a COM eí
muito errado.

Fim do meí rito.

Tutela de urgência Vejamos peculiaridades da tutela de urgeê ncia no controle concentrado.


Cuidado naõ o eí mais meí rito. Vejamos agora as peculiaridades (quoí rum, efeitos etc) para se conceder
LIMINAR:

1. QUORUM PARA LIMINAR: Quorum de presença eí de 8 ministros, ou seja, 2/3 dos ministros.
Igual no meí rito. Para se conceder a liminar, em regra, precisa de, pelo menos, 6 ministros. Entaõ o, a
liminar eí concedida por maioria absoluta. Essa eí a regra, mas haí exceçoõ es, em que naõ o se precisa de
maioria absoluta para que se conceda a liminar: A. Na ADC naõ o haí exceçaõ o e a liminar smepre
precisa de 6 ministros, que eí maioria absoluta; B. Na ADI e ADPF pode haver concessaõ o monocraí tica
de liminar pelo relator ou pelo presidente do Tribunal. Na ADI a liminar monocraí tica ocorreraí
durante o perííodo de recesso, ou seja, se o tribunal estaí de recesso o presidente do tribunal daí a
liminar monocraí tica. Ou, em caso de urgeê ncia, caberaí concessaõ o monocraí tica de liminar, mas agora
pelo relator e naõ o pelo presidente, como no recesso. Isso na ADI. Na ADPF tambeí m cabe a
monocraí tica quando houver: Extrema urgeê ncia; perigo de lesaõ o grave ou, ainda, durante o recesso.
RESUMINDO: Na ADC a liminar eí sempre por 6 ministros, sem exceçoõ es. Na ADI e ADPF cabe liminar
monocraticamente, mas cuidado as hipoí teses saõ o um pouco diferentes.

2. EFEITOS SUBJETIVOS E OBJETIVOS DA LIMINAR: Leve pra vida, , tanto no meí rito como na
liminar: NO CONTROLE CONCENTRADO ABSTRATO SO EFEITOS NUNCA SAÕ O inter partes. Na
liminar, os efeitos tambeí m saõ o erga omnes e vinculantes. Portanto, efeitos da liminar saõ o iguais ao da
decisaõ o de meí rito. Contudo, na liminar, haí outros efeitos, que naõ o estaõ o nas decisoõ es de meí rito:
2.1 . LIMINAR NA ADC: O efeito da liminar da ADC (aleí m de erga omnes e vinculante) eí o de
suspender o julgamento de processos. Entenda, as Leis jaí saõ o presumivelmente constitucionais.
Portanto, naõ o haveria porque uma liminar soí para antecipar a constitucionalidade. Mas a liminar na
ADC eí uí til do mesmo jeito, pois a liminar na ADC visa a SUSPENSAÕ O do julgamento de processos que
versem sobre o memso objeto da ADC. Ou seja, com a liminar na ADC, todos os processos que
versem sobre o OBJETO DA ADC seraõ o suspensos. Essa suspensaõ o dura 180 dias!!!! Veja, suspende-
se O JULGAMENTO!
2.2 LIMINAR NA ADI: A Lei naõ o fala de suspensaõ o de processos como efeito da liminar na ADI,
mas o STF entende que, por analogia, na ADI as liminares tambeí m suspendem eventuais processos
que versem sobre o mesmo objeto da ADI. VEJA, AQUI SUSPENDE-SE O JULGAMENTO, COMO NA
ADC, E TAMBÉM A APLICAÇÃO DA LEI OBJETO DA ADI!!!! VAI CAIR A NEGATIVA DA CONESSAÕ O
DA LIMINAR (O NAÕ O DEFERIMENTO DA LIMINAR) NAÕ O PRODUZ EFEITO VINCULANTE. Ou seja, o
indeferimento da liminar na ADI naõ o suspende porra nenhuma (continua trmaitnado normal) e
tambeí m naõ o faz presumir constitucionalidade da Lei.

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2.3 LIMINAR NA ADPF: Estaí no 5º, par. 3º, da 9882/99. Na ADPF, a liminar suspende o
andamento de processos ou os efeitos de decisoõ es judiciais ou de qualquer outra medida que tenha
relaçaõ o com o assunto tratado na ADPF, salvo se decorrentes de COISA JULGADA. Entaõ o, a liminar na
ADPF naõ o suspende QUALQUER açaõ o ou QUALQUER medida que trate do mesmo assunto da ADPF,
mas somente as que ainda Naõ o fizeram coisa julgada.

3. EFEITOS TEMPORAIS DA LIMINAR: ‘’EX NUNC’’ Cuidado, no meí rito diz-se que o ato
inconstitucional eí NULO, adota-se teoria da nulidade na decisaõ o de meí rito, retroagindo desde
sempre, como se ununca tivesse surtido efeito, muito embora possa haver a modulaçaõ o, mas em
regra, seraí ex tunc na decisão de mérito. Na LIMINAR, eí diferente: EÉ muito obvio, a liminar naõ o
declara a inconstitucionalidade, ela apenas SUSPENDE, entaõ o OBVIAMENTE eí ex nunc, vale da
liminar para frente, pois soí suspende. Todavia, o STF tambeí m pode, desde que diga expresasamente,
modular tambeí m os efeitos da liminar, transformando-os em ex tunc. Mas, em regra, meí rito eí TUNC
e liminar eí NUNC (naõ o retroage)!!!!!!!

4. EFEITO REPRISTINATOÉ RIO TAÉ CITO DA LIMINAR: A concessaõ o de liminar torna aplicaí vel a
legislaçaõ o anterior caso exista. Ex.: Lei B revogou a Lei A. Se esta Lei B for impugnada por ADIN e
houver liminar, automaticamente a Lei anterior aà Lei A volt aa viger. EÉ automaí tico. EÉ a feê nix. MAS
VEJA, ISSO NAÕ O EÉ REPRISTINAÇAÕ O: ISSO EÉ EFEITO REPRISTINATOÉ RIO, QUE OCORRE
TACITAMENTE, MESMO QUE NAÕ O ESTEJA EXPRESSO!!!!

Fim do concentrado.

CONTROLE DIFUSO / CONCRETO

Competência para o Difuso EÉ diferente do concentrado, que se concentra em apenas um


Tribunal. O difuso eí aberto a qualquer oí rgaõ o do Poder Judiciaí rio, qualquer juiz ou tribunal. No
aê mbito dos Tribunais deve-se respeitar a claí usula de reserva de plenaí rio (veremos mais abaixo o
que eí essa claí usula).

Finalidade do controle difuso No concentrado abstrato a finalidade eí a proteçaõ o objetiva da


ordem constitucional. No controle difuso concreto, a finalidade primaí ria, precíípua naõ o eí proteger a
supremacia constitucional, mas sim a salvaguarda de direitos subjetivos, pessoais. No difuso, a
pretensaõ o eí deduzida em juíízo por meio d eum processo subjetivo, ou seja, regras naõ o seraõ o
especííficas, mas seraõ o regras civis ou penais comuns, mas com a peculiariedade de que haveraí a
declaraçaõ o cinidental da inconstitucionalidade.
Difuso eí controle comum, mas decretando-se incideltalmente em determinado processo a
inconstitucionalidade de uma Lei. Isso porque o objetivo eí proteger o direito de uma pessoa e naõ o a
ordem constitucional. No difuso, o pedido naõ o eí a declaraçaõ o da inconstitucionalidade. A declaraçaõ o
da inconstitucionalidade, no difuso, eí a CAUSA DE PEDIR. Pede-SE DETERMINADO DIREITO E QUE
HAJA O AFASTAMENTO DA LEI E NAÕ O A DECLARAÇAÀ O DA INCONSTITUCIONALIDADE.

Legitimidade ativa No concentrado abstrato haí os universais e os especiais, ou seja, legitimados


especííficos. No DIFUSO a legitimidade eí de qualquer pessoa que tenha o seu direito supostamente
violado por uma norma inconstitucional. Pode ser um HC, uma açaõ o ordinaí ria, um MS, qualquer
açaõ o, desde que o direito esteja sendo violado por norma supostamente inconstitucional.

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Parâmetro no difuso (VAI CAIR!!!) No concentrado abstrato, como o objetivo eí assegurar a
supremacia da CF, ou seja, assegurar a ordem constitucional objetiva, o paraê metro saõ o apenas as
normas VIGENTES. Entaõ o, na ADI, ADC e ADPF o paraê metro deve ser sempre norma VIGENTE. No
Difuso concreto eí diferente. No DIFUSO, o paraê metro eí QUALQUER NORMA FORMALMENTE
CONSTITUCIONAL, mesmo que revogada, desde que estivesse vigente na eí poca da ocorreê ncia do
fato. Ou seja, no difuso, o paraê metro naõ o precisa estar em vigor no momento do ajuizamento da
açaõ o, mas sim no momento do fato. (ULTRATIVIDADE). Ex.: Imagine uma norma da CF de 1967 que
criou um tributo que era inconstitucional. Em 2014, depois de revogada a CF de 67, poderia ajuizar
açaõ o tendo a norma de 67 como paraê metro. EÉ o TEMPUS REGIT ACTUM. O QUE IMPORTA EÉ A Lei
vigente na eí poca dos fatos e naõ o do ajuizamento da açaõ o. Isso tambeí m vale par ao OBJETO. OBJETO
E PARAMETRO DEVEM ESTAR VIGENTES NA ÉPOCA DOS FATOS !!!!
ISSO É EXTREMAMENTE OBVIO. NO CONCENTRADO AS ESPÉCIES REVOGADAS (MENOS A ADPF
QUE POD EISM PARA REVOGADAS) NÃO SÃO OBJETO DE CONTROLE PIS NÕA PODME FERIR A
ORDEM CONSTITUCIONAL. MAS NO DIFUSO, PODE SIM, SE ESTAVA VIGENTE NA ÉPCOA DOS
FATOS!

Objeto Qualquer ato do poder puí blico que viole diretamente a Constituiçaõ o Federal. Lembre se
for violaçaõ o indireta, haveraí ilegalidade, pois primeiro viola a Lei, para depois violar a CF> Portanto,
par ahaver controle de constitucionalidade (seja concentra ou difuso), dever-se-aí haver violaçaõ o
direta da CF. Se um decreto, por exemplo, viola a Lei, caberaí controle de legalidade e naõ o de
constitucionalidade.

Efeitos da decisão de mérito no DIFUSO

1. Quanto ao aspecto subjetivo: EÉ INTER PARTES. Ou seja, decisaõ o do difuso soí atinge as partes
envolvidas no processo. Faz sentido, pois soí se afasta uma Lei e naõ o a declara inconstitucional.

2. Quanto ao aspecto objetivo: Relaciona-se aos ‘’pedaços’’ da decisaõ o. No difuso, os efeitos da


decisaõ o se aplica aà fundamentaçaõ o e naõ o ao dispositivo. Veja, difuso eí CAUSA DE PEDIR A
INCONSTITUCIONALIDADE e a causa de pedir estaí na Fundamentaçaõ o. No dispositivo soí se afasta a
eficaí cia do objeto, decidindo-se pela constitucionalidade ou Naõ o na fundamentaçaõ o.

3. Quanto ao aspecto temporal: EX TUNC. Isso por que Naõ o se interessa se eí no difuso ou
concentrado. A Lei inconstitucional eí nula, naõ o produz efeitos e, portanto, a decisaõ o eí EX TUNCI,
retroativa!!! Veja, realmente eí EX TUNC, mas apenas para as PARTES. Se o Senado suspende a
eficaí cia, quanto aos outros, os efeitos seraõ o erga omnes, CONTUDO, EX NUNC!!!!!

4. MODULAÇAÕ O NO DIFUSO?! A Lei naõ o preveê especificamente, mas, analogicamente, o STF tem
admitido a modulaçaõ o dos efeitos tambeí m no difuso, desde que haja os mesmos requisitos, que
podem ser: A. MATERIAIS: quando a decisaõ o trouxer muita insegurança juríídica ou em caso de
interesse social B. FORMAL: Voto de pelo menos 8 ministros (2/3) do STF para modular. Logo,
modulaçaõ o tanto no difuso, como no concentrado soí ocorreraõ o para consagrar interesse social,
segurança juríídica e desde que 8 ministros votem pela modulaçaõ o!!!!

5. NORMAS ANTERIORES AÀ CF: Essas normas podem ser objeto de modulaçaõ o temporal?!?!??!
Note, essas normas Naõ o seraõ o inconstitucionais, mas sim, eventualmente, naõ o recepcionadas. Pode
haver modulaçaõ o na naõ o recepçaõ o?!?!? Haí controveí rsias, mas NOVELINO DIZ QUE que sim! GiLMAR
MENDES TB DIZ QUE SIM! Celso de melo discorda!!!

Cláusula de reserva de plenário ou full bench (Tribunal cheio) Estaí prevista no artigo 97 da
CF e tem esse nome pois reserva ao PLENAÉ RIO dos Tribunais ou oí rgaõ os especiais a declaraçaõ o de
30
inconstitucionalidade. Ou seja, eí dispositivo que diz que a INCONSTITUCIONALIDADE deve ser
declarada por determinado quoí rum dos membros de um tribunal, que eí a maioria absoluta. Se for
no STF, saõ o 8. Mas a claí usula incide em qualquer tribunal que for apreciar a inconstitucionalidade
(desde que seja TRIBUNAL, superior ou naõ o, naõ o se aplicando a turmas recursais, juíízes de primeiro
grau e no julgameno de Recurso extraordinaí rio). Entaõ o note, no difuso nem sempre haveraí a
clausula de reserva!!!! LEMBRANDO QUE PLENAÉ RIO SAÕ O TODOS OS MEMBROS DO TRIBUNAL
SUPERIOR OU NAÕ O!

Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão
especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder
Público.

A claí usula de reserva se aplica tanto ao DIFUSO quanto ao controle CONCENTRADO. Na verdade, a
esseê ncia voceê jaí sabe. No concentrado eí aquilo que diz que ADC, ADI e ADPF seraõ o julgadas por pelo
menos 8 (maioria absoluta de todos os membros do Tribunal.
Cuidado, a cláusula só de aplica quando for declarar a INCONSTITUCIONALIDADE. Se o
Tribunal entender que a Lei ou ato é CONSTITUCIONAL, não precisa de julgamento no pleno
ou órgão especial. A própria Turma ou câmara o fará!!!
Voceê estaí se perguntando que isso eí estranho. Imagine o TJ/SP que tem mais de 300 desembargas.
Seria complicadííssimo sempre reunir todos os desembargas para declarar por maioria absoluta a
inconstitucionalidade quando isso fosse de competeê ncia do TJ/SP. Para isso surgiu o ÓRGÃO
ESPECIAL, que eí quando o Tribunal possui mais de 25 membros (STF naõ o tme, pois soí tem 11
membros), eles podem criar um oí rgaõ o especial para a apreciaçaõ o da inconstitucionalidade. Isso estaí
no 93, XI, da CF.
Entaõ o: Claí usula de reserva diz que a declaraçaõ o da inconstituc. eí feita pelo PLENO ou OÉ RGAÕ O
ESPECIAL.

Artigo 93, XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído
órgão especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício
das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno,
provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno.

Veja, a claí usula eí funçaõ o jurisdicional, portanto, nos oí rgaõ os com mais de 25 membros pode-se
delegar a claí usula para o oí rgaõ o especial para naõ o ter que toda vez juntar TODOS os membros do
tribunal para apreciar questoõ es que exijam maioria absoluta!!!
Claro, a claí usula soí incide nos TRIBUNAIS. Os juíízes singulares, por exemplo, em primeiro grau, naõ o
se aplica a claí usula de reserva, pois o juiz pode, monocraticamente, pelo difuso, declarar a
inconstitucionalidade.

Obs.: SOÉ TRIBUNAL OBSERVA A CLAÉ USULA DE RESEVRA, portanto, turma recursal tambeí m naõ o
precisa observar a claí usula de reserva de plenaí rio.

Obs.: STF entende que, no julgamento de Recurso extraordinaí rio, naõ o estaí o STF obrigado a
observar a claí usula da reserva de plenaí rio. O fundamento do STF eí que o julgamento do RE envolve
a anaí lise da constitucionalidade de Lei ou Ato do p. publico. STF diz que, se no RE tivesse que se
observar a claí usula, todos os Recursos extraordinaí rios deveriam ser julgados pelo pleno e isso seria
inviaí vel. EM tese, se estaí julgando inconstitucionalidade, deveria obersvar a caí usula, mas o STF
afastou nos Res por motivo de ajuste de carga de trabalho!!!

Obs.: INTERPRETAÇÃO CONFORME: Assunto estaí na suí mula vinculante nuí mero 10. Lembre, na
interpretaçaõ o conforme naõ o se declara a inconstitucionalidade, mas taõ o somente se afasta a
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possibilidade de determinadas interpretaçoõ es. Entaõ o, o STF sempre entendeu que naõ o devia
respeitar a claí usula de reserva. Com o advento da vinculante nuí mero 10, criou-se muita duí vida. Mas
memso depois dessa vinculante, STF manteve o entendimento que, na interpretaçaõ o conforme, naõ o eí
necessaí rio se observar a reserva de plenaí rio, pois na conforme soí se faz um juíízo de
CONSTITUCIONALIDADE, ou seja, o Tribunal (superior ou naõ o) diz ‘’essa Lei ou ato é constitucional,
desde que feito em tal sentido, excluindo-se os outros’’. Veja, maravilhoso isso. A claí usula oí serve para
declaraçaõ o da Inconstitucionalidade e a interpretaçaõ o conforme eí juíízo de CONSTITUCIONALIDADE,
ou seja, tribunal diz que a Lei ou ato na conforme eí CONSTITUCIONAL, desde que interpretada em
determinado sentido.

Obs.: A Claí usula se aplica a normas anteriores aà CF?!?! Ou seja, para dizer que norma naõ o foi
recepcionada precisa de declaraçaõ o pelo pleno?!?!?! Claro que naõ o, pois claí usula e’para declaraçaõ o
de INCONSTITUCIONALIDADE e a naõ o recepçaõ o eí naõ o recepçaõ o e naõ o inconstitucionalidade.
Portanto, normas preí CF/88 para serem declaradas naõ o recepcionadas naõ o precisam de declaraçaõ o
pelo pleno!!!

Na prática, juiz de primeiro grau julga inconstitucionalidade. Recorre-se ao Tribunal, que tem
câmaras (que são órgãos fracionários) . O Tribunal pode entender que a Lei é constitucional
ou inconstitucional. Se entender que é constitucional, o tribunal procede no julgamento e
decide, sem remeter ao plenário ou órgão especial (pois plenário ou especial é só para
inconstituc). Se a câmara do Tribunal entende que a Lei ou ato é inconstitucional, o órgão
fracionário, que é a câmara, lavra um acórdão e submete a questão ao plenário ou, se tiver
mais de 25 membros o tribunal, ao órgão especial. ENTENDA: NESSES CASOS, O ÓRGÃO
ESPECIAL OU PLENÁRIO NÃO ANALISA O CASO CONRETO, MAS TÃO SOMENTE A
INCONSTIUTCIONALIDADE DA LEI. Por isso que o novelinho diz que a cláusula de reserva é
exceção QUE É DIFUSO-ABSTRATO, pois difuso é porque é qualquer tribunal que julga, mas se
analisa apenas a inconstitucionalidade em tese e nõa para o caso específico . Veja, o pleno não
julga o caso concreto, ele apenas diz se a Lei é constitucional ou não (câmara remeteu e
plenário decide). Quem decide o caso concreto é a própria câmara, de acordo com o
posicionamento do plenário ou do órgão especial, que vincula a câmara. Se pleno diz que é
inconstitucional ou constitucional, câmara deve obedecer e julgar o caso concreto. MORAL DA
HISTORIA: AINDA É DIFUSO, MAS NO CASO DA CLÁUSULA DE RESERVA, A ANÁLISE SERÁ FETIA
DE MANEIRA DIFUSA, MAS ABSTRATAMENT EPELO PLENO E NÃO JULGANDO O CASO
CONCRETO. É A CAMARA QUE JU;GARÁ O CONRETO. ENTÃO É EXCEÇÃO ME QUE O DIFUSO É
ABSTRATO!!!! Se, por ventutra, outros casos chegarem às camaras, a orórpia câmara já
julgará com base no que o pleno ou órgão especial já disse. Ou seja, todos os outros casos que
tenham como objeto algo que já foi analisado pelo pleno, a câmara já julga com base no que o
pleno disse!!! ISSO ESTÁ NO 480 DO CPC E SS. Veja o par. único do 481, que trata extamente
disso!!!! Claro no concentrado a decisão já vai vincular todo mundo,e então nem teria outros
processos como estamos dizendo aqui.

Resumindo, a competeê ncia para declarar a inconsticuionalidad enos Tribunais eí do Pleno e naõ o da
Caê mara ou Turma!!! Aliaí s, STF entende que a inobservaê ncia da claí usula da reserva de plenaí rio gera
a nulidade absoluta da decisaõ o. Portanto, se estiver no Tribunal e a inconstitucionalidade naõ o for
reconhecida pelo pleno ou oí rgaõ o especial, haveraí nulidade absoluta (caiu no MP!!!)

Fim da claí usula, mas ainda no difuso!!!

Suspensão de Lei pelo Senado Federal Estaí no 52, X, CF, que diz: ‘’Compete ao Senado suspender,
no todo ou em parte, de Lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do STF’’. Ou seja, quando

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haí decisaõ o definitiva do STF (de meí rito e naõ o meramente liminar) o Senado pode suspender a
execuçaõ o da Lei, por meio de RESOLUÇÃO. Naturalmente, essa suspensaõ o pelo Senado eí soí no
DIFUSO, pois no concentrado o efeito jaí eí erga omnes e vinculante, ou seja, no concentrado jaí haí uma
espeí cie de revogaçaõ o, mas no difuso naõ o, entaõ o senado pode suspender, para que haja efeito erga
omnes e vinculante.
De novo, mesmo raciocíínio da claí usula de reserva, na suspensaõ o pelo Senado Lei Naõ o recepcionada
naõ o seraí objeto. OU seja, eí soí Lei declarada inconstitucional e Naõ o de Leis que sejam anteriores ao
ordenamento constitucional, caso em que eí naõ o recepçaõ o e naõ o inconstitucionalidade.
Essa suspensaõ o do Senado eí ato DISCRICIONÁRIO, OU SEJA, Senado naõ o ;e obrigado a suspender.
Ele o faraí de acordo com a oportunidade e convenieê ncia (quando e se ele quiser). Portanto, naõ o
haveraí essa suspensaõ o do Senado em todos os casos. Haí quem discorde, dizendo que eí vinculado
(estaria obrigado a suspender), mas eí muito minoritaí rio.
A suspensaõ o pode ser no todo ou em parte. Mas cuidado: Se o STF declara a Lei TODA
inconstitucional, pode o Senado soí suspender uma parte?!?!?! Ou Se o STF soí declara parte da Lei
inconstitucional, pode o Senado suspender ela toda?!?!?! Naõ o. O senado, embora tenha
discricionariedade para suspender ou naõ o a Lei, tem que se ater aos exatos limites da decisaõ o do
STF. Ou seja, discricionariedade eí soí para decidir se suspende ou Naõ o. Se Senado escolhe suspender,
ou ele suspende exatamente o que o STF declarou inconstitucional ou naõ o suspende nada. Veja, isso
Naõ o eí controle repressivo pelo legislativo. Quem exerceu o controle foi o STF, o Senado soí suspende
ou naõ o. Resumindo, se STF declara soí parte, Senado soí suspende parte. Se STF declara tudo, Senado
suspende tudo (se quiser suspender).
E qual eí o efeito dessa decisaõ o?!?!?! O bocoí do Gilmar Mendes diz que eí ex tunc. O Zeí Afonso, por
outro lado, sustenta que eí ex nunc. Faz sentido o Ze Afonso, pois eí suspensaõ o e, quando se suspende,
se suspende daquele momento em diante.
O Senado, por ser oí rgaõ o federal, pode suspdner lei estadual ou municipal?!?!?! Prevalece que o
Senado pode sim suspender Leis Federais, Estaduais e municipais e distritais, sem que haja violaçaõ o
da separaçaõ o dos poderes e do pacto federativo, pois o Senado estaria atuando como oí rgaõ o de
caraí ter NACIONAL e naõ o meramente FEDERAL!!!!
Veja, eí diferente Constituiçaõ o Federal de constituiçaõ o Nacional. Mesma coisa o Senado quando
exerce funçaõ o nacional e funçaõ o federal. Quando a funçaõ o eí Federla, aplicar-se-aí apenas para Uniaõ o.
Quando nacional, vale nacionalmente. Ex.: o CTN eí Lei Federal, mas se aplica nacionalmente,
relaciona-se aos interesses de todos os entes da federaçaõ o brasileira.

Obs.: O inciso X diz suspensaõ o de LEI declarada inconstitucional, mas interpreta-se abertamente,
podendo suspender Lei e tambeí m ato normativo.

Obs.: MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL: Alteraçaõ o de sentido da CF sem que haja mudança de texto.

Fim do difuso

Controle de constitucionalidade em Ação Civil Pública Questiona-se se a ACP poderia ser


utilizada como mecanismo de controle. Veja, a ACP tem efeito erga omnes e, portanto, os efeitos
seriam parecidos ao da ADI. Logo, a ACP estaria sendo utilizada como um sucedaê neo da ADI?!
Haveria uma usurpaçaõ o da competeê ncia do STF para fins de controle de constitucionalidade?!?!
Jurisprudencia eí pacíífica no sentido de que a ACP pode sim ser utilizada como forma de controle,
desde que seja de controle INCIDENTAL. Ou seja, neste tipo de controle a constitucionalidade ou
inconstitucionalidade naõ o eí objeto do PEDIDO. EÉ objeto da causa de pedir e, portanto, da
FUNDAMENTAÇAÕ O da decisaõ o. Ou seja, ACP soí seraí utilizada para fins de controle se a
inconstitucionalidade for a causa de pedir (MESMA COISA DO DIFUSO). Logo, seraí analisada a
inconstitucionalidade de maneira incidental, como pressuposto para anaí lise do meí rito!!! Ele naõ o
declara a Lei constitucional ou Naõ o, se naõ o, por ter efeitos erga omnes seria a mesma coisa da ADIN e
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deveria ser perante o STF. Entaõ o, para naõ o haver a usurpaçaõ o a ACP seraí sempre incidental, como
cuasa de pedir, eprante qualquer tribunal. Resumindo: Na decisaõ o da ACP naõ o se declara
inconstitucionalidade, mas taõ o somente a afsta como causa de pedir.
Ex.: MP/RJ ajuizou ACP questionando o funcionamento dos bingos, alegando, para questionar o
funcionamento dos bingos, que a norma que autorizava o funcionamento era inconstitucional. Logo,
o PEDIDO era o fechamento dos bingos. Veja, o efeito era concreto: FECHE O BINGO. Mas a causa de
pedir era a inconstitucionalidade das normas que autorizavam o funcionamento dos bingos!!!
Portanto, eí admitido controle em ACP sim, mas incidentalmente, no caso conreto e como causa de
pedir, analisado na fundamentaçaõ o da decisaõ o!!!!

Tendência de abstrativização do controle difuso Ou seja, pretende-se estender os efeitos do


controle concentrado-abstrato ao controle-difuso concreto. Mas eí minoritaí rio. Haí quem defenda que
soí o STF, mesmo no difuso, poderia analisar a inconstitucionalidade.
Na verdade, primeiramente soí existia no BR o controle difuso incidental, vindo para caí por
inspiraçaõ o do Direito Norte americano em 1891. O grande problema eí que aqui eí civil law e laí eí
common law. No sistema do common law existe um mecanismo que chama-se ‘’star e decisis’’,
segundo o qual deve ser atribuiíído o devido peso aos precedentes. Ou seja, no common law
(americano) haí a obrigaçaõ o, pela star e decisis, de se obedecer aos precendentes, inclusive os
Tribunais inferiores e juíízes deveriam observar os precendentes. EÉ o chamado binding effect, que
adveí m do star e decisis. Entaõ o, no americano, todo mundo se vincula aà s decisoõ es sejam elas do difuso
ou do concentrado. Esse star e decisis eí o nosso efeito vinculante!!!! Mas noí s importamos o controle
difuso mesmo sendo civil law, ou seja, sem vincular as decisoõ es. Aqui, pode-se simplesmente naõ o
observar as decisoõ es do difuso.
Diante deste problema, percebeu-se que esse controle difuso Naõ o daria certo, pois os efeitos eram
inter partes e naõ o vinculante como no americano, em que o star e decisis fazia vincular. Ruy Barbosa
questionava isso, querendo tmabem esse efeito aqui, mas naõ o rolou.
Entaõ o, precisava-se aqui desse efeito que vinculasse a todos e a saíída, num primeiro momento, foi a
suspensaõ o pelo SENADO das decisoõ es do difuso, em que aíí estas se tornariam erga omnes e
vinculante. Mas o Senado age discricionariamente e nem sempre suspendia a execuçaõ o das decisoõ es
de inconstitucionalidade do difuso. Entaõ o, tambeí m noõ a se resolveu o problema. Disso surgiu a
tendeê ncia de abstrativizaçaõ o. OU seja, haí uma tendeê ncia para se abstrativizar o difuso, trazendo a ele
os mesmos efeitos erga omnes e vinculantes do concentrado.
Mas saõ o pouquííssimas as decisoõ es nesse sentido de abstrativizaçaõ o, mas entenda de qualquer
maneira. O novelinho diz que haí alguns mecanismos que consagram essa abstrativizaçaõ o do difuso.
Vejamos:

1. Suí mula vinculante: que confere efeito vinculante a vaí rias decisoõ es que foram dadas no
difuso;
2. Recurso extraordinaí rio: Insturmento tíípico para proteger direitos individuais (por meio do
controle difuso) passou a exigir demonstraçaõ o da repercussaõ o geral (abstrativizaçaõ o do difuso). Se
houver memso a repercussaõ o geral no RE, ela vincula os demais oí rgaõ os do judiciaí rio. Logo, veja, eí
controle difuso que vincula todos os oí rgaõ os do judiciaí rio. Abstratiizaçaõ o!!!!

CONTROLE DE OMISSÕES INCONSTITUCIONAIS

Trataremos aqui do Mandado de injunçaõ o e da ADO (ADI por omissaõ o). Distinguirei as duas açoõ es.

CRITÉRIOS ADO (103, PAR.2º, CF e MANDADO DE INJUNÇÃO –

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regulamentada pela EFETIVA O DIREITO
12063/09) – APENAS DÁ OMITIDO!!!
CIENCIA!!!!
QUANTO AÀ FINALIDADE  Objetivo eí fazer com que a Mandado de injunçaõ o difere
norma constitucional seja quanto aà finalidade da ADO
efetiva, tenha efetividade. pois eí instrumento de controle
Portanto, visa garantir a concreto (difuso)e incidental.
supremacia da CF, dando as Veja, o objetivo eí garantir
suas normas omissas, direitos individuais e
efetividade. Logo, entenda, eí liberdades que Naõ o podem ser
instrumento de controle exercidos pela falta de
abstrato e, portanto, o processo regulamentaçaõ o legal de certo
constitucional eí objetivo, assunto constitucional.
diferente do subjetivo que Portanto, naõ o visa garantir a
garante direitos particulares. supremacia, mas sim sireitos
individuais, por meio de
processo SUBJETIVO. Quem
impetra o M.I. que que seu
direito seja assegurado, mas a
causa de pedir e’a OMISSAÕ O,
incidentalmente!!!!!
QUANTO AÀ COMPETEÂ NCIA EÉ instrumento do Naõ o eí do concentrado, mas
concentrado abstrato, portanto, nem todo juiz poderaí processar
competeê ncia eí do STF! e julgar o M.I. Por isso, diz-se
que ele eí instrumento de
controle DIFUSO, mas limitado,
pois Naõ o se concentra no STF.
Mas nem todo juiz poderaí
apreciaí -lo, mas soí aqueles
legalmente previstos. CF diz
que seraí competente: 1. STF; 2.
STJ; 3. TSE e 4. TRE. Lei Federal
e a CE podem aumentar os
competentes para julgar M.I.,
mas ainda naõ o o fizeram, logo,
por enquanto saõ o soí os da CF
mesmo os competentes para o
MI.
LEGITIMIDADE ATIVA Como eí concetrado abstrato, a Como eí controle concreto
legitimidade eí a mesma da (geralmente, difuso) eí diverso
ADIN e ADC, prevista no 103 da da ADO. O MI pode ser
CF. Tudo igual da ADI, inclusive individual ou coletivo:
quanto aos legitimados 1. Individual: Quem
universais e especiais. impetra eí qualquer pessoa que
Obs.: As mesmas tenha o direito constitucional
autoridades da ADI soí naõ o inviabilizado pela omissaõ o
seraõ o legitimadas para ADO se legislativa quanto aà norma
forem as competentes para regulamentadora. Ex.: Se o
iniciar o processo legislativo. direito inviabilizado pela
Ex.: EÉ a Dilma que tme que omissaõ o eí alusivo aos

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propor a iniciativa de Lei e, ao deficientes, qualquer deficiente
inveí s disso, ela propor ADO. seraí legitimado ativo;
Ora, naõ o faz sentido nenhum: 2. Coletivo: Aqui, os
Seria muito contraditoí rio!!! legitimados devem estar
Seria ela reclamando da previstos em Lei. Como naõ o
proí pria omissaõ o!!!! existe essa Lei ainda, aplica-se
por analogia os legitimados da
CF, que trata dos legitimados
para o MS coletivo. Saõ o eles:
Partido com representaçaõ o no
CN; Organizaçaõ o sindical (ex.:
falta de Lei regulando direito de
greve); Entidade de Classe ou
associaçaõ o
LEGITIMIDADE PASSIVA EÉ A ENTIDADE OU OÉ RGAÕ O EÉ O UÉ NICO PONTO IGUAL AÀ
REPOSNSAÉ VEL PELA ADO. EÉ A ENTIDADE OU OÉ RGAÕ O
ELABORAÇAÕ O DA MEDIDA OU REPOSNSAÉ VEL PELA
DA NORMA ELABORAÇAÕ O DA MEDIDA OU
REGULAMENTADORA. DA NORMA
REGULAMENTADORA.
Obs.: Quando a iniciativa é
privativa: Deveraí figurar no
polo passivo a autoridade ou
oí rgaõ o com legitimidade para
iniciar o processos legislativo
da Lei omitida. Ex.: Se iniciativa
eí da Dilma, ela estaraí no polo
passivo da ADO e injunçaõ o e
naõ o o CN.

ADO § 2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma
constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e,
em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.

Mandado de injunção Artigo 5º, LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Ateí hoje naõ o foi regulamentado,
entaõ o se aplica por analogia a norma do MS.

Parâmetro na ADO e no Mandado de injunção Tanto na ADO, quanto no MI, o paraê metro eí
sempre uma norma formalmente constitucional. Mas no caso das omissoõ es naõ o eí qualquer norma
formalmente constitucional que seraí paraê metro. Ora, haí normas que possuem eficaí cia plena, que
naõ o dependem de nenhum ato, nem norma regulamentadora do poder puí lico, portanto, naõ o
precisaraí de nenhuma açaõ o para suprir nenhuma omissaõ o, pois a sua existeê ncia jaí eí bastante para
aplicaçaõ o. EÉ plena. Logo, na ADO e MI soí seraí paraê metro as normas formalmente constitucionais
NAÕ O autoaplicaí veis.

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Para o professor Zeí afonso, as uí nica normas formalmente constitucionais que seriam paraê metro
para ADO e MI seriam as DE EFICAÉ CIA LIMITADA!!! Ex.: Direito de greve, ‘’nos termos de Lei
especíífica’’.
Ambas teraõ o como parametra apenas normas consticuionais limitadas, mas vejamos algumas
diferenças:

Na ADO paraê metro saõ o todas as Leis No MI, o inciso do artigo 5º que trata dele, diz
formalmente constitucionais que sejam que o MI soí protegeria direitos direitos
limitadas, isto eí , que dependam de fundamentais. Assim, para parte da doutrina, o
regulamentaçaõ o para surtir efeitos! MI soí seria cabíível para assegurar o exercíício de
direitos fundamentais, que saõ o os direitos e
garantias individuais, sociais, de nacionalidade e
polííticos. Isso prevalece para a maioria da
doutrina, ou seja, que MI soí tutela direitos
fundamentais!!!!
Mas o STF naõ o entende assim, entendendo que
cabe MI mesmo quando naõ o se trata de direito
fundamental. Ex1: JURO D 12% AO ANO. Foram
ajuizados Mis para tratar desse assunto e naõ o se
trata de direito fundamental, aliaí s, nem mateí ria
constitucional eí , nem er para estar na CF.
ENTÃO, NA OBJETIVA MARQUE ISSO!!!!

Liminar no MI e na ADO Falemos primeiro da ADO. Prevalecia que naõ o cabia liminar na ADO,
mas isso mudou. Com a regulamentaçaõ o da ADO, passou-se a admitir cabimento de liminar na ADO
em dois casos:
1. Urgencia e relevaê ncia: Em caso de excepcional urgeê ncia e relevaê ncia da mateí ria, o Tribunal,
por decisaõ o da maioria absoluta dos membros, observado o artigo 22, que trata do quoí rum míínimo
de presentes (8 ministros), poderaí conceder liminar, apoí s audieê ncia do oí rgaõ o ou autoridade
responsaí vel pela omissaõ o, que deveraõ o se pronuncia em 5 dias. Entaõ o, de pelo menso 8 presentes,
por maioria absoluta, em relevaê ncia e urgeê ncia, caberaí liminar na ADO.
2. Acima eí o caso que teraí liminar: A liminar seraí a suspensaõ o da aplicaçaõ o da Lei questionada
ou outra medida determinada pelo Tribunal.

No caso do MI, o STF entendia que naõ o cabia medida liminar, isso porque, lembre do Kirk,
antigamente o MI soí tinha como efeito o mesmo da ADO< ou seja, soí dar cieê ncia ao oí rgaõ o
competente pela omissaõ o. Logo, a liminar naõ o teria eficaí cia, pois o efeito era soí dar cieê ncia. Ocorre
que, houve uma evoluçaõ o nos efeitos do MI e o STF mudou o entendimento, dizendo que a decisaõ o de
MEÉ RITO concretiza os efeitos, satisfaz a omissaõ o, naõ o apenas dando cieê ncia, mas, mesmo assim,
infelizmente, ainda entende-se que naõ o cabe liminar no caso do MI.

Efeitos na DECISÃO DE MÉRITO

Na ADO, apenas se daí cieê ncia ao oí rgaõ o Aqui o negoí cio eí mais complicado. Haí algumas
legislativo ou administrativo competente pela correntes para explicar os efeitos no MI:
omissaõ o, naõ o a suprindo. No caso de o oí rgaõ o
competente ser legislatico, STF naõ o pode obrigar 1. Corrente naõ o concretista: Para esta a
o legislativo a legislar, em consagraçaõ o aà decisaõ o de meí rito no MI naõ o poderia dar efeitos
separaçaõ o dos poderes. Entaõ o, STF naõ o pdoe concretos aà norma que dependia de
fixar prazo maí ximo par ao legislador tomar regulamentaçaõ o, ou seja, naõ o poderia assegurar

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provideê ncias. o exercíício do direito, suprindo a omissaõ o.
Por outro lado, se a omissaõ o for de oí rgaõ o Sempre foi tradicionalmente adotada, mas
ADMINISTRATIVO, a CF diz que o STF manda o naõ o prevalece mais.
oí rgaõ o tomar a medida em 30 dias. Mas a proí pria
CF flexibiliza esse prazo de 30 dias quando esse 2. Corrente concretista: STF tem dito que
prazo for faticamente insuficiente para tomada esta deve ser adotada. Esta corrente se
das medidas necessaí rias, dizendo que, subdivide em TREÂ S espeí cies, mas nas treê s STF
EXCEPCIONALMENTE, se os 30 dias naõ o forem poderia dar efeitos concretos, suprindo a
adequados, STF pode, razoavelmente, COMO omissaõ o legislativa.
EXCEÇAÕ O, estipular um outro prazo.
2.1 Concretista individual: Para esta, a
omissaõ o seria sim suprida pelo STF, mas apenas
com efeitos INTER PARTES. Lembre que MI eí
controle difuso. ESSA É A QUE MAIS
PREVALECE!!!

2.2 Concretista geral: Para esta, STF tmabem


supriria a omissaõ o por si soí , mas os efeitos
seriam ERGA OMNES. Seria uma modulaçaõ o de
efeitos no controle difuso. Lembre, eí caso em
que o STF atua como legislador POSITIVO. O
Kelsen naõ o concordava com isso, dizendo que
TSF seria apenas legislador negativo, no caso de
declaraçaõ o de inconstitucionalidade. Mas STF
naõ o concorda, e quando adota essa concretista
geral, ele cria uma norma que atinge a todos,
atuando como legislador positivo. Haí quem diga
que isso o faz ultrapassar a sua cometencia
consitutcional. O STF tem admitido que o relator,
MONOCRATICAMENTE, decidiria MI com tema jaí
julgado pelo Tribunal, para evitar que o plenaí rio
fique julgando Mis de mesmo teor.

2.3 Concretista intermediaí ria: Para esta


corrente, STF tambeí m por si soí supriria a
omissaõ o legislativa, mas estaria entre a
concretista e a naõ o concretista. Incialmente, eí
dada cieê ncia ao poder competente para que ele
suprima a omissaõ o dentro de certo prazo.
Somente no caso de a omissaõ o naõ o ser suprida eí
que o Tribunal concretiza a norma. Na proí pria
decisaõ o.

Órgãos e entidades relevantes

1. AMICUS CURIAE: Figura tradicional dos paííses que adotam o common law. Cai em prova
dizendo que o amicus curiae foi introduzido no Brasil pela 9868, mas isso eí mentira. Jaí existia por
aqui desde 1970, com a Comissaõ o de valores imobiliaí rios e na Lei d CADE. EÉ que a Lei 9868
disseminou essa figura. O CPC tambeí m a consagra, mas a 9868 consagra no controle concentra
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abstrato e o CPC no difuso concreto. AMICUS CURIAE, etimologicamente, significa ‘’amigo da corte’’,
ou seja, algueí m que contribui para a decisaõ o do Tribunal. No controle de constitucionalidade essa
figura eí importante, pois no controle naõ o haí contraditoí rio e ampla defesa, logo essa figura contribui
para a decisaõ o do Tribunal. Ademais, como a decisaõ o no concentrado tem efeito erga omnes e
vinculante, ou seja, de legislador negativo ou positivo, 6 ministros de 8 presentes, NAÕ O ELEITOS
PARA O POVO, podem derrubar uma Lei feit apor centenas de deputados e Senadores. Logo, para
balancear essa ‘’arbitrairedade’’ do STF, o amicus curiae confere mais legitimidade social e
democratizaçaõ o a decisaõ o no controle, tornando-a mais democraí tica. Trocando em miuí dos:
Intervenção assistencial em processos de controle de constitucionalidade por parte de entidades que
tenham representatividade adequada para se manifestar nos autos sobre questão de direito
pertinente à controvérsia constitucional. Não são partes dos processos; atuam apenas como
interessados na causa. Plural: Amici curiae (amigos da Corte). Haí discussaõ o sobre a natureza: 1.
MAJORITÁRIO: Haí quem diga que seria intervençaõ o de terceiros (o que derrubari aa tese de que no
concentrado naõ o caberia intvrençaõ o de terceiro). Entaõ o, para essa corrente, seria exceçaõ o aà regra de
que naõ o cabe intervençaõ o de 3º no concentrado; 2. Haí quem diga ainda que a natureza do amicus
seria de assisteê ncia qualificada e 3. Haí quem diga, ainda, e Novelino e Didier concordam, que o
amicus curiae seria um auxiliar do juíízo.

Obs.: Artigo 7º, par 2º, da 9868: § 2o O relator, considerando a relevância da matéria e a
representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo
fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. Entaõ o, veja, naõ o eí
qualquer caso que admite amicus curiae, mas soí aqueles que tenha extrema relevaê ncia e a opiniaõ o do
amicus seja muito importante. Lembre, nas cotas raciais que houve amicus curiae. Entaõ o, para o
amicus haí um requisito objetivo: RELEVANCIA e um subjetivo: que eí a representatividade do amicus
curiae, ou seja, opiniaõ o dele deve efetivamente contribuir para a decisaõ o.
Cuidado, o texto do paragrafo 2º diz que naà o cabe recurso da admissaõ o do amicus curiae. Mas e se o
tribunal rejeitaí -lo, tambeí m naõ o cabe recurso?!?!?!?! NAÕ O, STF entende que a decisaõ o soí seraí
irrecorríível se ADMITIR o amicus curiae. Se a decisaõ o NAÕ O ADMITIR O AMICUS CURIAE< por
asuencia de relevaê ncia ou de repsentatividade que contribua para a decisaõ o, CABERÁ RECURSO
SIM, QUE SERÁ AGRAVO!!!!

Obs.: PERTINENCIA TEMÁTICA: Aleí m da relavncia do assunto tratado no controle e da


representatividade do amicus curiae, o STF tem exigido PERTINENCIA TEMAÉ TICA PARA ADMITIR O
AMICUS CURIAE. Novelino naõ o concorda, pois estar-se-ia tutelando direitos OBJETIVOS e naõ o
individuais, portanto, naõ o precisaria mostrar a pertineê ncia temaí tica, mas sim que a opiniaõ o de fato
vai contribuir para a decisaõ o a ser proferida.

Obs.: AMICUS CURIA SÓ PJ: STF naõ o tem admitido pessoa fíísica/natural como amicus curiae, mas
taõ o somente PJs ou oí rgaõ os, pois a proí pria Lei diz OÉ RGAÀ O ou ENTIDADE!!!

Obs.: ADC, ADI E ADPF: Embora naõ o haja previsaõ o expressa, o STF tem entendido que cabe, se
preenchidos requisitos e pertineê ncia temaí tica, amicus curiae tanto na ADI, quanto na ADPF e ADC,
por analogia. Tambeí m permite sustentaçaõ o oral!!!!

CAIU Luciana, organizando as ideí ias:


1. O Senado Federal eí competente para suspender lei municipal declarada inconstitucional pelo STF;
2. Nesse caso, a lei teraí efeito erga omnes que, em sede de controle difuso, soí eí conferido apoí s a
suspensaõ o por meio de resoluçaõ o do Senado;

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3. A hipoí tese trazida pela questaõ o eí excepcional: controle concentrado em aê mbito estadual, de lei
municipal frente aà constituiçaõ o estadual. Nesse caso, quando a norma paraê metro (CE) eí reproduçaõ o
de norma contida na CF88, cabe recurso extraordinaí rio para o STF.
4. O STF jaí se pronunciou no sentido de que, nesse caso, se trata de verdadeiro controle
concentrado, ainda que por via de recurso extraordinaí rio (tíípico do controle difuso) - RE187.142-RJ
-, isso porque, friso, a norma paraê metro eí mera reproduçaõ o da CF88.
5. Assim, por esse motivo, excepcionalmente, naõ o se aplica a regra do art. 52, X, CF, para que conferir
efeitos erga omnes, pois, nesse caso, a decisaõ o do STF produziraí os mesmos efeitos da ADI.
Obra consultada: Lenza.
Vamos em frente!
O QUE ELA QUIS DIZER EÉ QUE, QUANDO O CONTROLE CONCENTRADO FOR NO TJ, DE ATO
MUNICIPAL EM FACE DA CE, CABERAÉ RE AO STF E NESSE CASO OS EFEITOS SRAÕ O ERGA OMNES,
COMO SE ADIN FOSSE!!!naõ o precisando o senado suspender nada!!!

Fim do controle.

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PODER CONSTITUINTE

Pela piraê mide, CF estaí no topo, depois a Lei e depois o decreto regulamentar (regulamentando as
Leis). O poder constituinte originaí rio estaí acima da piraê mide, ou seja, acima do ordenamento
juríídico, acima da CF, pois cria uma nova ordem constitucional. Portanto, por estar acima da ordem
juríídica, o P.C.O naõ o tem natureza juríídica, mas sim políítica, pois naõ o retira a sua força de uma
norma juríídica, ele estaí acima de todas elas. Entaõ o, P.C.O. eí poder de fato / políítico (majoritário).
CAI NO CESPE QUE O PCO TEM NATUREZA PRÉ-JURÍDICA!!!
Contudo, o JUSNATURALISMO entende de outro modo. Para os jusnaturalistas, aleí m desse
ordenamento juríídico, desse Direito POSTO pelo Estado, haveria uma outra ordem juríídica, que seria
o Direito Natural, que daria origem a todas aà s normas, ou seja, tambeí m estaria acima da piraê mide.
Portanto, o PCO estaria submetido ao Direito Natural e, por isso, teria natureza juríídica. Mas essa
corrente jusnaturalista eí MINORITÁRIA. Novelino: ‘’Para essa minoritária, o PCO seria um poder
jurídico (de direito) e não de fato, como entende a majoritária, por estar subordinado aos Princípios do
Direito Natural. Acho que concordo com os jusnaturalistas.
Se o concurso naõ o disser: ‘’segundo os jusnaturalistas’’, eí natureza juríídica mesmo. Na oral fale as
duas!
Vamos destrinchar, um a um, o originaí rio e o derivado:

Caiu A doutrina constitucional descreve uma maneira de exercííc io do poder constituinte que
se daí de forma permanente e por mecanismos informais, o que ocorre, por exemplo, com a
interpretaçaõ o das normas constitucionais. Essa modalidade de poder constituinte pode ser
chamada de – É O PODER CONSTITUINTE DIFUSO!!!

Poder Constituinte Originário

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Na verdade o que voceê falou acima eí soí para o PCO mesmo, entaõ o eí poder de fato, poder políítico e
naõ o juríídico (para a majoritaí ria, que eí a juspositivista). Destarte, possui algumas caracteríísticas que
lhe saõ o peculiares, diferenciando-o dos outros poderes constitucionais. Vejamos as caracteríísticas:

1. PCO EÉ PODER INICIAL: Naõ o existe nenhum outro poder antes ou acima dele. OÉ bvio, se a CF
estaí no topo e o PCO naõ o se vincula a ningueí m, ele eí inicial, pois inaugura uma nova ordem
constitucional;
2. PCO EÉ PODER AUTONOMO: Cabe apenas a ele definir a ideia de direito que iraí prevalecer em
um Estado. Naõ o depende de nada e nem ningueí m. O PCO tem autonomia para decidir que tipo de
direito um Estado vai escolher (federaçaõ o, repuí blica, monarquia, presidencialismo, quais direitos
fundamentais, CF sinteí tica ou analíítica, organizaçaõ o dos poderes etc);
3. PCO EÉ PODER INCONDICIONADO: EÉ incondicionado por naõ o estar submetido aà observaê ncia
de qualquer forma ou conteuí do pre existente. Naõ o haí um procedimento pre estabelecido para o PCO
atuar. Nem direitos adquiridos precisam ser observados pelo PCO. Naõ o se submete a nenhum tipo de
norma pre existente. Resumindo, naõ o haí limitaçoõ es juríídicas.

Obs.: CAIU MP: PCO eí soberano e ilimitado?! Sim. EÉ ilimitado, soberano, independente.

Sieyès O principal nome do PCO, que eí o responsaí vel por essa teoria do PCO eí um jusnaturalista,
que eí o SIEYÈS. Para ele, as caracteríísticas do PCO seriam:
1. Incondicionado juridicamente. Contraí rio do que entende a maioria, sieyes entendia que seria
incondicionado apenas juridicamente, ateí porque ele era jusnaturalista. Entaõ o ele afirmava que,
embora naõ o estivesse condicionado juridicamente, o PCO estaria subordinado aos princíípios do
Direito Natural. Concordo com ele, o PCO deveria ser incondicionado quanto ao Direito positivo, mas
haí um direito universal, quase selvagem, que eí eterno e deveraí ser obedecido ateí pelo PCO;
2. Permanente: Para sieyes o PCO naõ o se esgotaria quando da elaboraçaõ o da nova CF. Ou seja, o PCO
naõ o deixa de existir, mas fica em stand by, em estado latente, soí aguardando o momento de elaborar
uma nova ordem constitucional. Entaõ o, o PCO, por exemplo, naõ o se esgotou com a feitura da CF de
88;
3. Inalienaí vel: Aleí m de incondicionado juridicamente e permanente, seria um poder inalienaí vel, ou
seja, naõ o pode ser transferido e nem usurpado de seu verdadeiro titular, que eí o povo ou naçaõ o
(povo ou naçaõ o). Lembre, o Titular eí o POVO, mas o exercíício eí do Estado. Ou seja, o poder EMANA
do povo.

Tome cuidado, prevalece a corrente juspostivista que eí aquela primeira subdivisaõ o em inicial,
autoê nomo e incondicionado. Mas entenda essa jusnaturalista, que eí do principal nome do PCO.
Formalmente, eí ILIMITADO!

Limitações materiais ou extrajurídicas Segundo essa corrente que entende que haí limites
materiais, o PCO naõ o teria sentido se fosse absolutamente eidnependete. Vejamos algumas
limitaçoõ es:

1. IMPERATIVOS DO DIREITO NATURAL: Limitaçaõ o defendida pelos justanuralistas que


entende que, o PCO noõ a se limite ao Direito Posto, ao Direito positivo, mas limitar-se-ia aos Direitos
Naturais, inerentes aà pessoa humana;
2. VALORES EÉ TICOS E SOCIAIS: Esses valores naõ o poderiam ser ignorados pelo constituinte
originaí rio.

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Obs.: CAIU: ‘’Embora a constituinte de 88 não se suordinasse a nenhuma ordem jurídica anterior,
ou seja, ao direito posto anterior, devia observância a certos limites extrajurídicos, como valores éticos
e sociais’’. VERDADEIRO!

3. DIREITOS FUNDAMENTAIS: Os fundamentais conquistados por uma sociedade, sobre os


quais haja um consenso, uma unaminidade profunda, devem ser respeitados. Isso se relaciona aà
proibiçaõ o ao retrocesso. Faí bio Conder Comparato, por exemplo, diz que nova CF, no Braisl, naõ o
poderia estabelecer pena de morte, aleí m dos casos jaí previstos, pois isso seria um retrocesso, ou
seja, estarííamos retroagindo quanto a algo jaí conquistado.
4. DIREITO INTERNACIONAL: O PCO deveria observar as normas cristalizadas no direito
internacional, sobretudo questoõ es elacionadas aos direitos humanos.

Resumo da obra: a soberania e ilimitaçaõ o do PCO estaõ o cada vez mais mitigados. Formalmente, ele eí ,
de fato, ilimitado, mas haí limites materiais e, inclusive, supralegais (natural) a serem observados.

Ateí agora soí estamos no originaí rio e continua:

Legitimidade do originário Veja, o que veremos aqui seria a legalidade ou constitucionalidade


do PCO. Contudo, o correto eí LEGITIMIDADE, pois eí uma nova ordem constitucional, naõ o tendo
paraê metro para dizer se eí legal ou ilegal ou constitucional. Vejamos a legitimidade sob dois prismas:

1.Legitimidade subjetiva: Ocorre quando haí uma correspondeê ncia entre a titularidade (povo ou
naçaõ o) e o exercíício. O poder emana do povo, mas o exercíício eí dos representantes. Quando o poder
constituinte eí exercido pelos representantes do povo ou da naçaõ o, ele eí considerado LEGIÉTIMO
SUBJETIVAMENTE. Se o exercíício pelos representantes for usurpado, o PCO naõ o seraí legíítimo. Ex.:
Militares invadem e elaboram uma nova Constituiçaõ o.
2. Legitimidade objetiva: O poder constituinte originaí rio deve consagrar um conteuí do normativo em
conformidade com a ideia de justiça e com os valores radicados na comunidade. Portanto, o PCO
pode ter legimidade subjetiva, mas objetiva legíítima. Ex.: De fato, os representantes vaõ o e fazem uma
nova CF e, portanto, teraí legitimidade subjetiva. Mas eles o fazem sem o senso de justiça e com os
valores da sociedade. Seraí subjetiva mas ilegíítima OBJETIVAMENTE.

Fim do ORIGINAÉ RIO.

Poder Constituinte Derivado Decorrente ou


Poder Constituinte Decorrente

Naturalmente, soí ocorre nos Estados Federais, em que haí divisaõ o em Estados Membros. Decorrente,
eí portanto, o poder de criar e reformar as Constituiçoõ es Estaduais.
Logo, ele eí secundaí rio, limitado juridicamente pela CF. Iss porque eí a CF, ou seja, o PCO, que
consagra o Poder Constituinte Decorrente. A proí pria CF diz que o Decorrete deve observar a
Constituiçaõ o Federal. Ou seja, CE deve obedecer as disposiçoõ es da CF!!!!

Obs.: CUIDADO: Haí quem diga que o Decorrente aí autoê nomo, constituinte, embora secundaí rio e,
por isso, naõ o seria subdivisaõ o do derivado, mas sim categoria autoê noma. Mas a maioria diz que eí
derivadi decorrente mesmo.

Princípio da simetria Estaí no 11 do ADCT e no 25 da CF, que consagram a ideia que as


Constituicoes Estaduais devem estar em consonaê ncia Com a constituiçaõ o Federal. Novelino: ‘’O

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modelo estabelecido na CF deve ser observado pelas Constituições estaduais e Leis orgânicas
municipais (Constituição do Município). Estude depois esses artigos 11 do ADCT e 25 da CF.

Poder Constituinte Derivado Reformador

Pode ter duas espeí cies: O Revisor (art. 3º ADCT) e o reformador (60 CF). A revisaõ o eí uma via
extraordinaí ria de alteraçaõ o da CF. A reforma, por outro lado, eí o meio ordinaí rio. As duas saõ o
derivado reformador, ou seja, as duas modificam a CF, mas a via REVISORA eí extraordinaí ria,
enquanto a REFORMA eí a via comum e usual par alteraçaõ o da CF (ECs).
Na verdade, leia abaixo a revisaõ o eí apoí s 5 anos da promulgaçaõ o da CF. Portanto, o COnstiutinte
Derivado Reformador no sentido de REVISAÕ O jaí foi feito em 93. Entaõ o, jaí se esgotou. A revisaõ o, eí
muito mais simples que a verdadeira reforma, que saõ o as Emendas. Na revisaõ o, eí soí reunir caê mara e
Senado para que eles votem, tudo junto. Noõ a eí dois turnos em casas separadas como para a
REFORMA. EÉ soí a possibilidade de, apoí s 5 naos da promulgaçaõ o do novo ordenmaneto, haver uma
revisaõ o. O que interessa mesmo eí o derivadi REFORMADOR!

Art. 3º - A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da
Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão
unicameral.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:


I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada
uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa
ou de estado de sítio.
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
§ 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

Entaõ o, o 3º da ADCT jaí se esgotou, quando se fez o plebiscito escolhendo Brasil Repuí blica Federativa.
Hoje, o derivado reformador eí apenas pela VIA REFORMADORA MESMO, que eí a feitura das
Emendas, pelo artigo 60 acima. Falemos SOÉ da via reformadora, comum, que saõ o as ECs. EÉ o que voceê
jaí sabe mesmo.

Limitações ao derivado reformador: Na verdade naõ o saõ o bem limitaçoõ es, saõ o regras especííficas
para a reforma constitucional pelas emendas.

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1. Limitaçaõ oTemporal: De acordo com o entendimento majoritaí rio, a CF/88 naõ o estabeleceu
limitaçaõ o temporal para o poder reformador. Ou seja, naõ o precisa esperar tempo nenhum depois da
promulgaçaõ o da CF para ela ser reformada. Haí quem diga, muito minoritariamente, que o par. 5º do
60 da CF seria limitaçaõ o temporal, mas estaõ o equivocados. O par. 5º eí limitaçaõ o formal e naõ o
temporal!!!

2. Limitaçoõ es circunstanciais: Saõ o aquelas que impedem a alteraçaõ o da Constituiçaõ o durante


perííodos excepcionais nos quais a livre manifestaçaõ o do poder derivado esteja ameaçada. E quais
saõ o esses peroí idos de suspensaõ o do poder reformador?!?! Saõ o 3 hipoteses: 1. Intervençaõ o Federal; 2.
Estado de defesa e 3. Estado de síítio. Isso porque nesses estados nossas liberdades estaõ o
restringidas e, por isso, impede-se reformas apressadas na CF.

3. Limitaçoõ es formais (ISSO VAI CAIR!!! Decore o artigo 60, pois cai demais e examinador
troca detalhes. Ex.: Troca relativa por absoluta etc): Estabelecem determinados procedimentos a
serem observados no caso de alteraçaõ o constitucional. OU seja, impoõ e regras, condiçoõ es, que impoõ e
o jeito de alteraçaõ o da CF. Podem ser subjetivas ou objetivas: Decora essas duas lazarentas!!!!
As subjetivas relacionam-se aà competeê ncia para As limitaçoõ es formais objetivas, por outro lado,
iniciar (iniciar e naõ o aprovar) a PEC. Ou seja, saõ o aquelas relacionadas ao processo de
Quem inicia o processo legislativo para reforma discussaõ o e aprovaçaõ o ( e naõ o INICIATIVA como
da CF?!?! EÉ isso que se pergunta. A resposta estaí nas subjetivas) das emendas. Saõ o 3 as objetivas:
no 60, I, II e III, que diz que a iniciativa de EC 1. Estaí no par. 2º do 60: A proposta será
(reformador) seraí de um 1/3 no míínimo da discutida em cada casa do CN, em dois turnos,
caê mara ou Senado; do presidente da Repuí blica considerando-se a EC aprovada se obtiver 3/5 dos
ou de mais da metade das Assembleias votos dos respectivos membros (3/5 e naõ o 2.3:
legislativas da federaçaõ o, manifestando-se cada CUIDADO!!!) EÉ maioria absoluta, todos precisam
uma delas por maioria relativa. estar presentes. Aliaí s, segundo o STF, a
expressaõ o ‘’2 turnos’’ naõ o exige que seja
observado um perííodo míínimo de tempo entre
eles. Entaõ o pode ser 2 turnos no mesmo dia.
2. Estaí no par. 3º do 60: A EC será
promulgada pelas mesas da câmara e do senado
com o respectivo número de ordem (no concurso
eles pegam nessa letra ‘’e’’. EÉ mesa da caê mara E
do Senado). Veja, o presdiente naõ o sanciona ou
veta porra nenhuma. A uí nica participaçaõ o que o
Presidente pode ter no processo de elaboraçaõ o
de EC eí a iniciativa. E soí . Ele naõ o delibera, veta
ou sanciona nada.
3. Estaí no par. 5º do 60: Se a mateí ria de
uma PEC for rejeitafa ou havida prejudicada naõ o
pode ser objeto de proposta na mesma sessaõ o
legislativa!!!!

4. Limitaçoõ es materiais: Podem ser expressas ou implíícitas. Limitaçoõ es materiais saõ o aquelas
que impedem a modificaçaõ o de certos conteuí dos consagrados na Constituiçaõ o. Animal: SAÕ O AS
CLAÉ USULAS PEÉ TREAS / INTANGIÉVEIS / DE ETERNIDADE / CRAVADAS NA PEDRA ETC (de pedra,
dura, imutaí vel). Entaõ o, limitaçoõ es materiais saõ o as claí usulas peí tras, que podem ser expressas ou
implíícitas.

Obs.: RAZAÕ O DE EXISTIR DA CLAÉ USULA PEÉ TREA?! O povo eí titular do poder. Por que entaõ o
nossos representantes, que exercem o poder por noí s, naõ o podem alterar as claí usulas peí treas?!?!?!
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Saõ o 3 motivos para imutabilidade das peí treas: 1. Naõ o alterar o jeitaõ o, a identidade da CF,
transformando-a em colcha de retalhos. Mas a CF jaí tem tanta EC, por que naõ o alterar ambem as
peí treas?!?! Isso porque todas as 77 PECs ateí hoje naõ o trataram de mudanças substanciais, do
conteuí do estritamente constitucional e fundamental da CF. OU seja, as Ecs naõ o tratam da ESSENCIA
da CF, estritamente constitucionais. Entaõ o, para essa primeira razaõ o de existir, eí me;hor fazer outra
CF do que reformar a parte imutaí vel da CF; 2. Proteger institutos e valores essenciais. Peí treas
protege as normas basilares e, portanto, ufnçaõ o da imutabilidade seria protege-los e 3. Evitar o
evoluir da sociedade e começar do zero. EÉ a historia do Pedro soí brio e Pedro beê bado. Pedro beê bado
diz, vou deixar a chave do carro com voceê , se eu ficar beê bado voceê dirige, Pedro soí brio. Mas ele fica
beê bado e pede pra entregar a chave assim memso. Mas Pedro soí brio naõ o atende, pois vale a vontade
declarada quando ele estava saõ o, soí brio. EÉ igual com a CF. Ela foi feita nu m momento de sanidade.
Impulsos, íímpetos momentaê neos naõ o podem fazer com que as suas claí sula speí tres sejam alteradas,
SOÉ POR CAUSA DA INSTABILIDADE DAS PESSOAS; 4. Novelino: Assegurar a continuidade do processo
democrático.

Obs.: Claí usulas peí treas podem ser:


Expressas: Estaí no par. 4º do artigo 60 da CF, Implíícitas: Saõ o os dispositivos que ateí estaõ o
que impede que determinada PEC (derivado escritos, mas a Lei naõ o diz que ele naõ o seraí
reformador) seja tendente a aboli os dispositivos alterado. Os exemplos estaõ o laí embaixo!!!
do par. 4º. Ou seja, na verdade o 4º naõ o impede
alteraçaõ o, mas tenta proteger o nuí cleo essenciai
dos princíípios elencados no proí prio par. 4º.
Entaõ o, ateí poderia haver alteraçaõ o textual, mas
nunca que retirasse a esseê ncia do legislador
ordinaí rio. Logo, o texto das peí treas expressas
naõ o precisa de manter formalmente literal.

Vejamos cada peí trea do Artigo 60, par. 4º:

Obs.: PRIMEIRA CLÁUSULA PÉTREA: CESPE considera como sendo correta a afirmativa de que
a forma federativa de estado eí princíípio intangíível de nossas constituiçoõ es, desde 1891 ( primeira
CF republicana). Entaõ o cuidado: Tendente a abolir naõ o quer dizer que eí intangíível, ou seja, soí quer
dizer que o nuí cleo essencial naõ o pode ser alterado, nem sua esseê ncia. EÉ nesse sentido a
intangibilidade do CESPE. Sentido de noõ a alterar a esseê ncia e Novelino usa como Forma literal. Ex.: A
forma federativa de Estado garante a autonomia dos Entes Polííticos, sem intervençaõ o de um
naqueloutro. Logo, esse eí o nuí cleo, a esseê ncia da norma. Pode haver alteraçaõ o, desde que apenas no
texto, sem retirar esseê ncia. Entaõ o cuidao: intagbinilidade eí entendida diferentemente pelo CESPE.

Obs.: SEGUNDA PÉTREA: voto universal, direto e secreto.

Obs.: TERCEIRA PÉTREA: Separaçaõ o dos poderes.

Obs.: QUARTA PÉTREA: Os direitos e garantias individuais. CUIDADO, pelo amor de Deus, veja
que naõ o saõ o todos os DIREITOS FUNDAMENTAIS que foram elencados como claí usulas peí treas, mas
apenas os direitos e garantias INDIDIVUDUAIS (e naõ o fundamentais). Isso pro CESPE, mas haí quem
discorde. Novelino: ‘’Embora a CF tenha consagrado expressamente apenas os direitos e garantias
INDIVIDUAIS, há autores que entendem que todos os FUNDAMENTAIS são cláusulas pétreas, vez que a
CF não estabeleceu qualquer diferença em relação ao regime desses direitos (artigo 5º, par. 1º e 2º)’’
Mas cuidado, o CESPE naõ o entende que todos os fundamentais saõ o peí treas.
OS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS NÃO SE RESTRINGEM AO ARTIGO 5º DA CF: o ARTIGO
16, por exemplo, naõ o estaí no 5º e eí considerado claí usula peí trea. Logo, naõ o precisa estar no 5º para
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ser claí usula peí trea. Esse aludido 16 por exemplo consagra uma garantia do cidadaõ o eleitor e, por
isso, tambeí m deve ser considerado como claí usula imutaí vel. O artigo 150, inciso III, ‘’b’’ eí outro
exemplo disso. Esse 150 eí o dispositivo que traz garantias indivudiais ao contribuinte (tributos),
como o princíípio da anterioridade. Naõ o estaí no artigo 60, par. 4º, mas

Obs.: AMPLIAÇÃO DAS CLÁUSULAS PÉTREAS: somente O PODER CONSTITUINTE ORIGINAÉ RIO
pode impor limites intransponííveis ao poder constituinte derivado, logicamente. O derivado naõ o
pode impor a si proí prio uma limitaçaõ o, logo, somente o originaí rio impoõ e limitaçoõ es ao derivado.
Logo, derivado Naõ o pode restringir, mas pode ampliar o rol de garantias e direitos individuais, os
quais ficaraõ o protegidos contra quaisquer deliberaçaõ o em proposta de emenda tendente a aboli-los.
OU seja, a ampliaçaõ o tambeí m se tornaraí claí usula peí trea. Entoõ a, derivaod Naõ o cria claí usula peí trea
nova, mas cria direitos individuais os quais tornar-se-aõ o clausula peí trea.

Obs.: DIREITO ADQUIRIDO: Direito adquirido pode ser afastado ?!!? O originaí rio pode sim
retroagir e atingir direitos adquiridos, vez que eí incondicionado. Mas e o DERIVADO, por EC, pode
violar direito adrquirido (veja, naõ o eí fundamental ou individual, eí adquirido!!!!) ???????? eí o 5º que
diz que a ‘’LEI’’ naõ o viola direito adquirido, coisa julgada e aot perfeito. Mas o dispositivo diz ‘’LEI’’ e
nada sobre EMENDA. E Agora?!?!?! Emenda pode ou Naõ o violar a coisa julgada, por exemplo?!?!?!?
Haí duas correntes: A. Ateí 88 STF dizia que EC podia violar sim o direito adquirido, ato juríídico
perfeito e coisa julgada; B. (PREVALECE) Haí quem diga que o ‘’LEI’’ do dispositivo estaí em sentido
amplo, englobando, inclusive, as emendas e, portanto, nenhuma espeí cie normativa poderia violar o
direito adquirido, c. julgada etc. Hoje STF tambeí m entende que derivado naõ o pode afastar direito
adquirido naõ o!!!!
Importante, vejamos as 3 retroatividades possííveis na CF: Naõ o tem muito a ver com esta OBS., mas
cai e eí importante que saiba!!!

RETROATIVIDADE MIÉNIMA RETROATIVIDADE MEÉ DIA RETROATIVIDADE MAÉ XIMA


Atinge os efeitos futuros de Atinge prestaçoõ es vencidas e Atinge, inclusive, atos jaí
atos praticados no passado. OU naõ o pagas. Pela retroatividade consumados. Tambeí m naõ o eí
seja, contrato praticado antes míínima, mesmo o contrato automaí tica, CF tem que dizer
de 88 soí teraí efeitos revpgados anterior a 88 seria atingido expressamente.
a partir de 88. Naõ o retroage pela CF, mas soí os efeitos a Novelino diz que exemplo disso
quanto aos efeitos, soí quanto partir de 88 e naõ o os anteriores estaí no par. 6º. Imagine que
ao contrato que foi celebrado (contrato celebrou-se antes de uma nova CF diga que os atos
ANTES de 88, mas a partir daíí 88). celebrados por negros seraõ o
soí os efeitos cessaraõ o. A Contudo, pela MEÉ DIA, poder- nulos. Veja, memso que jaí
retroatividade míínima eí se-aí a CF retroagir para atingir consumados os atos, a nulidade
automaí tica. Vigeu a norma prestaçoõ es vencidas e naõ o eí retroativa desde sempre
constitucional jaí haí a pagas, desde que a CF diga (como se nunca tivesse surtido
retroatividade míínima. EXPRESSaMENTE que as efeitos), entaõ o haveria uma
aprcelas naõ o pagas e vencidas retorativiidade maí xima, DESDE
deveraõ o ser pagas, mesmo que QUE HAJA PREVISAÕ O
tenha sido em 85, por exemplo. EXPRESSA!!!!! INCLUSIVE
MAS NAÕ O EÉ AUTOMAÉ TICO, CF DIREITOS ADQUIRIDOS!!!!
TEM QUE DIZER!!!

Veja, ateí agora soí falamos da peí treas expressas:

Obs.: IMPLÍCITAS: Vejamos todas elas:

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1. Artigo 60 inteiro: Saõ o as limitaçoõ es ao poder DERIVADO. Ora, naõ o faria sentido nenhum a EC,
que eí a manifestaçaõ o do derivado, alterar uma limitaçaõ o feita pelo ORGINIAÉ RIO ao derivado. Seria eu
memso retirando uma limitaçaõ o que outra pessoa me fez. Veja, eí implíícito porque naõ o diz que naõ o
seraí mudado. Entaõ o, memso estando escrito, eí implíícito pois a Lei naõ o diz que seraí imutaí vel (diz que
apenas o 4º o seraí ). Entaõ o, todo o 60 e naõ o apenas o par. 4º seria peí trea, por motivo de ordem loí gica.
2. Sistema presidencialista e a forma republicana: Veja, tanto esse sistema quanto essa forma
(presidencialista e republicana) NAÕ O SAÕ O CLAÉ USULAS PEÉ TREAS EXPRESSAS, por que a lei noõ a diz
que seraõ o imutaí veis. O que haí divergeê ncia eí se seria peí trea implíícita: A. Haí quem considere que o
sistema e a forma de governo naõ o podem ser considerados claí usulas peí treas em virtude do
plebiscito realizado para definiçaõ o do presidencialismo e da repuí blica. Ou seja, se foi alterado por
plebiscito, poderia ser imutaí vel e naõ o seria peí trea e B. Haí quem considere que seja peí trea por naõ o
ser possíível alteraí -los sem que haja violaçaõ o do princíípio da separaçaõ o dos poderes. No caso do
plebiscito por exemplo, essa corrente diz que deve ser interpretado o plebiscito com uma
transfereê ncia do poder constituinte originaí rio para o povo da decisaõ o soberana sobre aqueles dois
assuntos. Entaõ o, o plebiscito seria manifestaçaõ o do proí prio originaí rio, mas manifestado pelo proí prio
povo. Ou seja, eí peí trea, pois uma coisa eí EMENDA alterar forma de governo e outra totalmente
diferente eí o plebiscito, que eí manifestaçaõ o do originaí rio, pois eí o povo, diretamente, quem
escolhe!!! FORMA DE GOVERNO = MONARQUIA / REPUBLICA; SISTEMA DE GOVERNO =
PARLAMENTARISTA / PRESIDENCIALISTA!!!
3. Titularidade do poder constituinte: Tambeí m seria claí usula peí trea implíícita.

Fim do poder constituinte!!!

CAIU c
MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL RESIDE NA  praí tica judicial resultante da impossibilidade do
exercíício de direitos constitucionalmente instituíídos.==> VERDADEIRO!!!!!!!

CAI  As denominadas limitaçoõ es materiais ao poder constituinte de reforma estaõ o


exaustivamente previstas da Constituiçaõ o Federal de 1988 (CF).--> FALSO, POIS A CLAUSULAS
PÉTREAS PODEM SER IMPLICITAS!!!
.

CAIU A IDEIA DE PODER CONSTITUINTE SURGIU DA OBRA ‘’O QUE EÉ O TERCEIRO ESTADO’’ DE
EMANUEL JOSEPH VERDADEIRA

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NORMAS CONSTITUCIONAIS NO TEMPO

Desconstitucionalização

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As ‘’Leis constitucionais’’ (normas constitucionais formais), cujo conteuí do seja compatíível com o da
nova CF seraõ o recepcionadas automaticamente como normas infraconstitucionais. Esse fenoê meno
da desconstitucionalizaçaõ o soí eí admitido na doutrina se houver previsaõ o expressa. Do contraí rio,
ocorre uma revogaçaõ o por normaçaõ o geral.

Antes, temos que entender. O que eí tipicamente constitucional?!?! Entenda isso!!!!

1. Direitos fundamentais;
2. Estrutura do Estado;
3. Organizaçaõ o dos poderes;

OU seja, Estado que naõ o trata desses 3 assuntos, naõ o tem na verdade uma Constituiçaõ o Federal.
TODA CF para ser tipicamente uma legitima CF deve tratar desses 3 assuntos, mesmo que de forma
naõ o escrita. Esses 3 assuntos e todos os materialmente constitucionais saõ o as NORMAS
CONSTITUCIONAIS PROPRIAMENTE DITAS!!!!
Claro, haí mais assuntos materialmente constitucionais, mas esses 3 saõ o os principais,
indispensaí veis.
Haí outras normas, consagradas dentro da CF, mas naõ o decorrem de uma decisaõ o políítica
fundamental. OU seja, saõ o auqelas apenas formalmente constitucionais, por estarem no bojo, mas
naõ o possuem CONTEUÉ DO constitucional. Ex.: Coleí gio Pedro II estaí na CF e naõ o deveria estar.
Voltando um pouco, na desconstitucionalizaçaõ o ocorre duas situaçoõ es distintas: A. As normas
materialmente constitucionais seraõ o automaticamente revogadas, porque obeviamente estaraõ o
presentes na nova ordem constitucionais e B. As normas apenas formalmente constitucionais, que
naõ o tratam de mateí ria constitucionais, soí estaõ o no bojo, desde que compatííveis, seraõ o
recepcionadas, mas naõ o como norma constitucionais e sim como normas infraocnsitucionais.
Esse fenoê meno da desconstitucionalizaçaõ o soí eí admitido na doutrina se houver previsaõ o expressa.
Do contraí rio, ocorre uma revogaçaõ o por normaçaõ o geral. Entaõ o, ele noõ a eí automaí tico (a
desconstitucionalizaçaõ o). A maioria da doutrina, COMO REGRA, naõ o admite a
desconstitucionalizaçaõ o, soí se houver previsaõ o expressa. Entaõ o, REGRA = NAÕ O HAÉ
DESCONTITUCIONALIZAÇAÕ O. A merda eí que o porra do Pontes de Miranda entendia que a
desconstitucionalizaçaõ o seria automaí tica. Mas naõ o prevalece!!!Isso eí obvio, concretize que naõ o se
admite a descontituc., esse negoí cio de que soí pode se estiver expresso eí obvio. Ora, o poder
originaí rio pode qualquer coisa se estiver expresso. Mas frise, naõ o se adota a descontitucionalizaçaõ io,
soí se estiver expresso (obvio, se estiver expresso pode ateí impor pena de chibatada).

RECEPÇÃO

Para a recepçaõ o, quando vem uma nova ordem constitucional, ocorrem dois fenoê menos com as
normas infraconstitucionais anteriores. Veja, aqui ve-se compatibilidade na nova ordem com as
normas INFRA. Bem diferente da desconstitucionalizaçaõ o em que e compara nova ordem com a
ordem constitucional anterior.

1. O primeiro efeito eí que as que forem materialmente compatííveis saõ o recepcionadas:

2. As demais (que Naõ o forme materialmente compatííveis) naõ o seraõ o recepcionadas:

Entaõ o, eí bem diferente da desconstitucionalizaçaõ o. Nesta, vííamos a relaçaõ o entre as normas


constitucionais da nova e da velha CF. Na recepçaõ o, por outro lado, tem-se como paraê metro a nova
ordem e como objeto as Leis e atos INFRACONSTITUCIONAIS (e naõ o constitucionais da anterior).
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Ex.: CTN foi feito como Lei ordinaí rio, mas foi recepcionado como Lei complementar pela nova CF.
UÉ nica exceçaõ o: quando incompatibilidade formal eí decorrente da diferente competeê ncia atribuíída
aos entes federativos. Neste caso, soí eí possíível a recepçaõ o de uma Lie feita por ente maior pelo ente
menor. Ex.: A CF antiga atribuíía uma competeê ncia aà Uniaõ o para tratar de assunto ‘’x’’ e uma
competeê ncia ao municíípio para tratar do assunto ‘’y’’. Vem uma nova CF e inverte estas
competnecias, o que era da UN foi pro MUN e o que era do MUN foi pra UN. Houve uma
incompatibilidade formal superveniente. Neste exemplo, a recepçaõ o soí ocorreraí pelo ente menor
quando o objeto foi feito pelo ente maior. Entaõ o, o que foi produzido pela UNIAÕ O seraí recepcionada
pelo MUNICIPIO. Mas a LEI feita pelo MUNICIPIO naõ o seraí recepcionada pela UNIAÕ O, porque feita
por ente políítico menor (veja, MAIOR ou MENOR no sentido de tamanho).
Isso acima trata da recepçaõ o FORMAL de normas INFRA.

RECEPÇAÕ O MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS ANTERIORES: Pode uma nova CF


recepcionar normas de uma CF anterior ?!?!?! Voce naõ o entende isso. A recepçaõ o via de regra eí para
Leis INFRA. Mas podem ser repcecionadas normas CONSITTUCIONAIS do ordenamento
anterior?!?!?! Carlaho, voceê jaí escreveu isso. Se forem materialmente constitucionais, haveraí
revogaçaõ o automaí tica, pois essas mateí rias jaí estaraõ o no novo ordenamento. Mas, se houver previsaõ o
legal, pode recepcionar sim normas constitucionais anteriores. Novelino: ‘’Embora a nova CF
geralmente revogue as normas da CF anterior (revogação por normação geral), nada impede que a
nova CF, desde que seja EXPRESSO, recepcione normas constitucionais anteriores’’. Entaõ o, eí exceçaõ o,
para acontecer, tem que estar EXPRESSO!!!! Ex.: Se for expresso, pode recepcionar a norma do
Coleí gio Pedro II.

CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE

Ocorre quando uma norma, originariamente inconstitucional, eí constitucionalizada em razaõ o do


surgimento de uma Nova Constituiçaõ o ou de uma nova emenda.
OU seja, originariamente, a norma eí inconstitucional. No momento de feitura, eí incompatíível com a
CF, mas, antes da sua declaraçaõ o de inconstitucionalidade, surge uma nova CF ou uma EMENDA que
a torna, supervenientemente, constitucional. Ex.: CF/88 exigia que um tributo fosse tratado por lei
complementar. Veio o legislador e o fez por Lei ordinaí ria. Entaõ o, na origem era inconstitucional. Mas
depois, ANTES DA DECLARAÇAÕ O DA INCONSTITUCIONALIDADE, veio uma Emenda e disse que o
mesmo tributo, AGORA, poderia ser tratado por Lei ordinaí ria mesmo. ISSO EÉ ADOTADO?!?!?!?!
STF diz que nosso ordenamento naõ o admite a figura da constitucionalidade superveniente (ADI
2158 e ADI 2189). Entaõ o, a Lei anteriormente inconstitucional, Naõ o seraí declarada constitucional
supervenientemente. Por que o STF naõ o admite isso?!?!?!?! Ora, por que a Lei declarada
inconstitucional eí ato nulo entaõ o nunca valeu. Antes da nova ordem ou da EC que transformasse
aquela norma originariamente inconstituc. em constitucional, a Lei JAÉ NAÕ O VALIA, POIS EÉ NULA E
NAÕ O SURTIA EFEITO NENHUM!!!!! POR SER NULO, JAÉ NASCE INCONSTITUCIONAL E POR ISSO QUE
NAÕ O HAÉ A SUPERVENIENTE. NULIDADE NAÕ O CONVALESCE!!!!

28/03/2014...ainda nas normas constitucionais no tempo.

REPRISTINAÇÃO OU FÊNIX

Ocorre quando uma Lei revogada volta a ter vigeê ncia em virtude da revogaçaõ o da norma que a
revogou.
49
O artigo 2º, par.3º da LINDB diz que a regra eí que naõ o haí REPRISTINAÇAÕ O. Soí haveraí se a Lei Nova,
que faz renascer uma Lei, prever expressamente que haveraí a repristinaçaõ o.
Logo, soí haí repristinaçaõ o expressa. Taí cita, naõ o! Repristinaçaõ o sempre expressa. Efeito
repristinatprio por outro lado pode ser taí cito.

Efeito repristinatório tácito Novelino diz que isso naõ o eí repistinaçaõ o. Para ele, efeito
repristinatoí rio eí diferente de repristinaçaõ o. Haí quem discorde e diga que saõ o sinoê nimos. Esse efeito
repristinatoí rio taí cito pode acontecer sim, mas a REPRISTINAÇAÕ O (TRES LEIS) NUNCA SERAÉ
TAÉ CITA!!!! Exs de efeito repristinatoí rio taí cito:
 1º exemplo de efeito repristinatoí rio taí cito: CAUTELAR EM ADI: Imagine: Lei A revoga Lei B.
Aíí algueí m ajuííza uma medida cautelar por ADI para anular a Lei B. Se a cautelar for deferida, a Lei A,
automaí tica e tacitamente, volta aà vigeê ncia. Mas veja, com efeito, eí diferente de REPRISTINAÇAÕ O, pois
naõ o haí 3 Leis em jogo. Haí 2 Leis e uma ADI. Esse eí o efeito repristinatoí rio, mas eí diverso de
reprsitinaçaõ o em que haí TREÂ S LEIS: uma revoga a revogadora e a do meio volt aa viger. Claro,
sempre vale o texto da Lei ou da ADI que estaí sendo ajuizada. Se a decisaõ o da ADI disser que naõ o
haveraí o efeito repristinatoí rio, naõ o ocorreraí ;
 2º exemplo do ef. Repristinatoí rio: DECISAÕ O DE MEÉ RITO EM ADI: Ora, eí oí bvio se o STF
declara inconstitucionalidade do objeto, eí declarada nulidade, pois a inconstitucionalidade eí
nulidade. Logo, eí como se nunca tivesse existido. Entaõ o tudo aquilo que a lei declarada
inconstitucional revogou, volta aà vigeê ncia. Veja, outro exemplo de ef. Reprstinatoí rio taí cito, mas que eí
diferente de repristinaçaõ o, pois naõ o saõ o 3 Leis: saõ o duas Leis e uma açaõ o do concentrado abstrato;

Resumindo: Regra eí que no brasil naõ o eixste repristinaçoõ a taí cita. Soí existe efeito repeistinatorio
taí cito. Haí quem diga que saõ o iguais, ma snovelino discorda, pois na repristinaçaõ o saõ o 3 leis e nos
casos de efeito repristinatoí rio saõ o duas e uma açaõ o.

MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL

Criado por jellinek. Esse instiutto foi feito para os momentos de reforma constitucional. Lembre-se
que o poder derivado reformador possui uma seí rie de limitaçoõ es. EÉ complexa a alteraçaõ o das
constituiçoõ es. A mutaçaõ o veio para facilitar essas formalidades, alterando o sentido sem ter que
alterar o texto constitucional. Vejamos diferença baí sica.

Reforma eí processo formal, solene e complexo A mutação cosntituional, por outro lado, saõ o
que altera texto da Lei e consequentemente e o processos informais de alteraçaõ o de conteuí do da
sentido. CF, sem que haja modificaçaõ o no texto.

A mutaçaõ o constitucional eí muito presente nos paííses que adotam o common law, principalmente
com as alteraçoõ es nos costumes do lugar.
No Brasil, como a CF eí extremamente epormenorizada, analíítica e prolixa, falta espaço para os
costumes pois tudo jaí estaí previsto. Mas a doutina traz UM exemplo de costume constitucional no
Brasil. EÉ o VOTO DE LIDERANÇA, em que apenas os lííderes partidaí rios votam. Isso eí uma praí tica no
Brasil feita pelo costume. Se isso deixar de existir, esse voto, haveraí mutaçaõ o constitucional pela
alteraçaõ o do costume.
Cuidado, os costumes podem ser constitucionais ou legais. O Braisl eí claro eí repleto de costumes
legais. Contudo, como nossa CF eí extremamente prolixa e analíítica, sobra pouco espaço para os
costumes consitutcionais, pois tudo jaí estaí previsto.
Entaõ o, no BR ateí haí mutaçaõ o por costume, mas isso prevalece mais nos common law.

50
No Brasil as mutaçoõ es naõ o saõ o feitas via de regra pelos costumes, salvo no voto de liderança, mas
sim pela INTERPRETAÇÃO. Entaõ o, como na Braisl haí pouco espaço para o costume constitucional,
faz-se a mutaçaõ o naõ o com base nos costumes, mas sim com base na INTERPRETAÇÃO!!!!

Obs.: Lembre que texto eí diferente de norma juríídica. Norma eí a interpretaçaõ o conglobante de
todos os dispositivos. Entaõ o, a norma vem da interpretaçaõ o dos dispositivos constitucionais.

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DIREITOS FUNDAMENTAIS

Artigo 5º, parágrafo 1º, CF NORMAS DEFINIDORAS DE FUNDAMENTAIS TEM APLICAÇAÕ O
IMEDIATA, TEM APLICAÇAÕ O PLENA. Cuidado, o paraí grafo 5º trata dos direitos e garantias
individuais, ou seja, NAÕ O DE TODOS OS FUNDAMENTAIS, mas o paraí grafo 1º, muito embora esteja
no 5º, que trata naõ O de todos os fundamentais, aplicar-se-aí a todos os direitos fundamentais!!!!
Entaõ o paragrafo 1º se aplica a todos os fundamentais, naõ o soí aos do 5º.
Esse par. 1º acima, que diz que fundamentais tem aplicaçaõ o imediata, eí lindo, mas, na praí tica, haí
uma seí rie de fundamentais que precisam sim de regulamentaçaõ o e, portanto, naõ o tem aplicaçaõ o
imediata. Ex.: CF diz que eí fundamental o SM (Salaí rio míínimo), mas ela diz que o SM seraí
regulamentado em Lei. Ex2.: Direito de greve dos FPs eí direito fundamental e ateí hoje naõ o foi
regulamentado. Na verdade, estes dispositivos saõ o de eficaí cia limitada, pois dependem de Lei. O
problema eí que o paraí grafo primeiro diz que a eficaí cia eí plena!!!
E como se concilia essas duas coisas?!?! Ou seja, como se concilia um dispositivo que diz que eí
imediato com outro que fala que dependeraí de regulamentaçaõ o?!?! OU seja, o que eu faço diante do
fato de que greve, por exemplo, tem aplicaçaõ o imediata, mas a CF diz que precisa de Lei?!?!!? A
soluçaõ o eí de que a APLICAÇAÕ O IMEDIATA, trazida pelo par. 1º do 5º , eí a REGRA GERAL. Se o proí prio
dispositivo constitucional estabelecer, expressamente, que precisaraí de Lei, aíí precisaraí mesmo de
Lei regulamentadora. EÉ o que acontece em todos esses casos acima: teoricamente, seriam imediatos,
mas a proí pria CF exige Lei. Entaõ o, o que o paraí grafo primeiro quer dizer, eí que EM REGRA os
fundamentais tem aplicaçaõ o imediata. Contudo, se a proí pria CF disser, mesmo que dentro do 5º, que
precisa de Lei regulamentadora, a eficaí cia naõ o eí plena porra nenhuma!
Entaõ o, interpretaçaõ o correta do par. 1º eí : Fundamentais saõ o imediatos, salvo se a CF dispor em
contraí rio.
Haí quem interprete esse par. 1º do artigo 5º como um princíípio e naõ o como uma regra geral, como
faz o Novelino. O cumprimento do princíípio seria na MAIOR MEDIDA POSSIÉVEL, a depender das
circunstaê ncias faí ticas e juríídicas envolvidas. Entaõ o, par aqueí m diz que esse dispositivo eí um
PRINCIÉPIO (e naõ o regra) ficaria assim: As normas definidoras dos fundamentais tem aplicação
imediata sempre que possível.

Artigo 5º, par. 2º § 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a
República Federativa do Brasil seja parte  Esse dispositivo traz A TEORIA MATERIAL DOS
DIREITOS FUNDAMENTAIS (DF). Ou seja, o dispositivo diz que os DFs (d. fundamentais) naõ o saõ o
apenas o implíícitos, mas tambeí m os implíícitos e os expressos em tratados internacionais. Entaõ o, os

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fundamentais estaõ o expressamente espalhados no texto constitucional e nos tartados (fora da CF) e
tambeí m, aleí m dos expressos, os implíícitos.

Artigo 5º, par. 3º 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Voceê jaí sabe disso, .. Tanto que
os tratados sobre diretios humanos (requisito material), se aprovados por 3/5, em dois turnos, em
cada casa do CN, seraõ o equivalente aà s Ecs e, portanto, seraõ o paraê metro para controle.
Obs.: Ateí 2008 o STF entendia que qualquer tratado, inclusive sobre DIREITOS HUMANOS (mas
naõ o aprovados por 3/5), seria equiparado aà s Leis Ordinaí rias. Contudo, em 2000, o Sepuí lveda jaí
acenava a tese de que os tratados de direitos humanos deveriam ter status supralegal. Essa tese naõ o
colou. Mas em 2008, o ministro Gilmar Mendes, ressuscitou essa tese do Sepuí lveda e os tratados de
Direitos humanos saõ o supralegais. Entaõ o, haí tripla hierarquia dos tartados:a. No topo estaõ o os de
direitos humanos aprovados em 3/5 e 2 turnos. B. No meio os de direitos humanos, mas naõ o
aprovados em 3/5 e c. na base aqueles tratados que naõ o tratam de d. humanos. Vejamos
piramidalmente:

1- Topo- CF (inclusive ECS) e tratados de d. humanos aprovados 3/5.\ e com todas as


exigeê ncias imprimidas aà s ECs.
2- Antes do topo- Tratados de d. humanos, mas naõ o aprovados em 3/5 (Caso do pacto de S.
jose da costa rica, que eí de d. humanos, mas naõ o aporvados em 3/5);
3- Na base da pirâmide- Tratados que naõ o tratam de d. humanos e tem status de Lei ordinaí ria,
na base piramidal.

Há diferença entre direitos humanos e fundamentais?  D. humanos e d. fundamentais


possuem, basicamente, o mesmo conteuí do, ou seja, saõ o direitos relacionados aà vida, liberdade,
igualdade etc. Entaõ o, quanto aà mateí ria, humanos e fundamentais saõ o iguais, pois se relacionam e
protegem direitos alusivos aà dignidade humana. A diferença eí o plano em que esses direitos
fundamentais e humanos estaõ o consagrados: A.: Os direitos humanos estaõ o consagrados no plano,
na oí rbita internacional e B.: Os direitos fundamentais consagram-se no plano, na oí rbita do direito
interno.

Classificações dos D. fundamentais Faremso duas classificaçoõ es: Uma da forma feita pela CF e
outra da forma feita pela doutrina.
A CF/88, no tíítulo II consagra os direitos e garantias fundamentais como geê nero. Dentro deste
geê nero a CF elencaria algumas espeí cies. Vejamos espeí cies do geê nero Direitos e garantias
fundamentais, previstas na CF:
1. Direitos individuais;
2. Direitos coletivos: Entende-se que estariam abrangidos pelos sociais, pois seriam direitos
individuais, mas com expressaõ o coletiva. Ex.: Liberdade de reuniaõ o.
3. Direitos sociais;
4. Direitos de Nacionalidade;
5. Direitos Polííticos: Que envolve, ainda, os partidos polííticos.

., O GENERO É DIREITO E GARANTIAS FUNDAMENTAIS, QUE ABRANGE OS DIREITOS POLÍTICOS,


DE NACIONALIDADE, SOCIAIS, INDIVIDUAIS E COLETIVOS!

52
A doutrina classifica de maneira diversa dessa classificaçaõ o acima feita pela CF/88. Antes, temos que
entender algumas teorias do Jellinek para entender as classificaçoõ es de D. Fundamentais da
doutrina.
 Teoria dos status: Para jellinek, o individuo poderia ter 4 status perante o Estado: a. Status
passivo, que eí aquele em que o sujeito eí detentor de deveres perante o estado (todo direito
constitucional tambeí m acarreta um dever. Ex.: O direito a livre expressaõ o, gera o dever de respeitar a
expressaõ o do outro) Ex2.: Alistamento como eleitor; b. Status ativo, que eí aquele em que o sujeito
possui competeê ncias para influenciar na formaçaõ o da vontade do Estado. Ex.: Direitos polííticos de
votar, de participar de referendo, iniciativa popular etc; c. Status negativo, que eí aquele no qual o
indivííduo goza de imunidade contra possííveis ingereê ncias do Estado. Saõ o os direitos de defesa, em
que o sujeito pode invocar direitos para que Estado naõ o interfira. OU SEJA< sujeito exige NAÕ O
ATUAçAÕ O DO ESTADO. Ex.: Direito a naõ o ser censurado, a Naõ o ser torturado, a naõ o ter o pensamento
vedado, a naõ o ter minha religiaõ o escolhida pelo Estado etc. Ou seja, confere status negativo ao
Estado, coisas que el naõ o poderaí fazer e d. Status positivo, que eí aquele em que o sujeito tem direito
de exigir uma atuaçaõ o positiva do Estado, diferente do status negativo, em que se exige uma NAÕ O
conduta do Estado. Aqui, quer-se, por exemplo, exigir que o Estado forneça Educaçaõ o.

Efetivamente nas classificaçoõ es dos Direitos fundamentais pela doutrina. Haí 3 classificaçoõ es
dourinaí rias no que tange aos d. fundamentais: A. Unitaí ria, B. Dualista e C. Trialista.

1. Classificaçaõ o Unitaí ria: Diz que a profunda semelhança entre todos os direitos fundamentais
impede a sua classificaçaõ o em categorias distintas pois todos seriam muito parecidos quanto ao
conteuí do;
2. Classificaçaõ o Dualista: Para esta classificaçaõ o, os direitos fundamentais saõ o divididos em
direitos de defesa, que daõ o status negativo (aqui a importaê ncia das teorias acima do jellinek) e
Direitos prestacionais, que dariam ao sujeito um status positivo.
3. Classificaçaõ o Trialista: É A ADOTADA NO BRASIL. Esta classificaçaõ o divide os fundamentais
em Direitos de Defesa (status negativo), Direitos aà prestaçoõ es (status positivo) e Direitos de
participaçaõ o (status ativo).

Repare entaõ o, ., que das teorias do status de Jelinek naõ o tem o status passivo!!!!

Características dos Direitos Fundamentais  As caracteríísticas dependem da posiçaõ o que se


adota: Os jussnaturalista elencam as caracteríísticas de uma forma e os juspositivistas de outra!!!!
Vejamos:

1. Universalidade: Essa caracteríística EÉ precipuamente jusnaturalista. A vinculaçaõ o dos direitos


fundamentais aà liberdade e aà dignidade conduz aà sua universalidade. Neste sentido, deve haver um
nuí cleo míínimo de proteçaõ o aà dignidade humana, em qualquer eí poca e em qualquer sociedade. EÉ
jusnaturalista por exceleê ncia pois todo mundo deve ter dignidade e, se os fundamentais tem por
funçaõ o protege-la, em qualquer sociedade devem haver direitos míínimos e naturais respeitados para
que a dignidade naõ o seja violada.
2. Historicidade: Essa eí precipuamente juspositivista. Os direitos fundamentais saõ o histoí ricos
por terem surgido em eí pocas distintas e por se modificarem com o passar do temp. Ou seja, ., os
direitos fundamentais acompanham o lugar e o tempo sociais. EÉ juspositivista pois acompanha o
evoluir social. Ex.: Escravidaõ o antes era normal; Ex.2: Antes judeis eram considerados como naõ o
humanos etc. As coisas vaõ o mudando de acordo com a histoí ria.
3. Inalienabilidade: Por naõ o possuíírem caraí ter patrimonial (naõ o saõ o bens), os direitos
E
fundamentais saõ o intransferííveis, inegociaí veis e indisponííveis.
4. Imprescritibilidade: s
5. s
Irrenunciabilidade: Saõ o indisponíí
veis, pois saõ o intríínsecos da pessoa humana.
e
s 53

a
o
l
a
d
o

(
Obs.: Direito aà propriedade eí fundamental,
i entaõ o por que haí usucapiaõ o, que eí prescriçaõ o?!?!?! E
porque pode-se alienar o corpo nna prostituiçaõ o?!?!?! E aqueles que dispoõ e da liberdade e da
intimidade para aparticipar do BBB?!?!?!a A resposta eí doutrinaí ria, que distingue A TITULARIDADE
DO DIREITO do EXERCIÉCIO DO DIREITO. l A titularidade do direito fundamental eí total, absoluta e
i
perpeí tua. Voceê naõ o abre maõ o dos seus direitos fundamentais, NUNCA. O exercíício, por outro lado, eí
parcial e temporaí rio. Quando participae do BBB, ou USUCAPIAO ou protstitua que abre maõ o do corpo
NÃO RENUNCIA E NEM ABRE MÃOnDA TITULARIDADE DO DIREITO FUNDAMENTAL, MAS APENAS
DO SEU EXERCÍCIO. Veja, imagine aque eu viro padre e abro maõ o de todos os meus bens, basenado
b
minha vida apenas em bens espirituais. Fico no mosteiro 50 ano, mas resolvo voltar para vida
i
normal. Veja, a qualquer momentol que eu queria eu poderei adquirir outros e novos bens. EU naõ o
abri maõ o do meu direito a ter propriedade.
i EU abri maõ o de algumas propriedades, do exercíício da
titularidade de alguns bens, mas naõdo abri maõ o da titularidade.
a
Obs.: Haí quem diga que a inalienabilidade,
d imprescritibilidade e irrenunciabilidade deve ser visto
prima face, ou seja, em casos concretos e deve prevalecer a autonomia da vontade sobre a
irrenunciabilidade, imprescritibilidade , e inalienabilidade.

6. Relatividade ou limitabilidade:i Naõ o existem direitos absolutos, pois todos encontram limites
m
em outros direitos tambeí m consagrados na CF. Deve haver ponderaçaõ o, todos saõ o relativos. Ex.:
Existe Privacidade, mas tmabem tenho p liberdade para ir para o BBB.
r
Eficácia dos Direitos Fundamentais e Haí 3 tipos de eficaí cia para ao D.F.:
s
c
1. Eficaí cia vertical: Ou seja, relaçaõ
r o entre Estado e particular eí uma relaçaõ o de subordinaçaõ o,
vertical, e naõ o horizontal. Quando osi DF foram criados, essa era a uí nica eficaí cia possíível;
2. Eficaí cia horizontal, externa,t privada ou eficaí cia em relaçaõ o a terceiros: Consiste na aplicaçaõ o
dos DF aà s relaçoõ es entre particulares.
í Isso porque naõ o seria soí o estado que poderia oprimir o
individuo. OU seja, nem semprev as relaçoõ es entre particulares seriam igualitaí rias. Outros
particulares poderosos (silas malafaia,e google etc) tambeí m poderia praticar essa opressaõ o e os DF
deveriam valer tambeí m entre particulares;
l
3. Eficaí cia diagonal: EÉ um meio termo. Consiste na aplicaçaõ o dos DF aà s relaçoõ es entre
particulares, mas apenas nas relaçoõees em que houver flagrante desigualdade faí tica.

Haí quatro teorias alusivas aà INEficaíi cia dos Direitos Fundamentais:


r
r
1. Teoria da INEficaí cia horizontal: Novelino: ‘’Os DF não se aplicam às relações entre
e
particulares’’. Entao, para essa teoria, n os DF naõ o se aplicariam aà s relaçoõ es entre particulares. Essa
teoria fundamentar-se-ia principalmente u na autonomia privada, em que as relaçoõ es entre privadas
naõ o devem sofrer intervençoõ es estatais.
n Paritculares que se entendam. Relaciona-se tambeí m aà
‘’DOUTRINA DA STATE ACTION’’, QUE c PARTE DO PRESSUPOSTO de que a violaçaõ o de um direito
fundamental soí pode ocorrer pori meio de uma açaõ o estatal. Por isso, ela equipara alguns atos
privados a açoõ es estatais, com a finalidade
á de afastar a impossibilidade de aplicaçaõ o desses direitos,
a alguns tipos de relaçoõ es entre particulares.
v Ou seja, essa doutrina diz que direitos fundamentais soí
poderiam ser violados pelo Estadoe e ato privado naõ o conseguiria violaí -lo. O grande problema, ., eí
que haí particulares taõ o grandes que l saõ o maiores que verdadeiros Estados. Por isso, atos da Eucatex,
)
da Google, da Petrobraí s saõ o taõ o grandes que equiparar-se-aõ o aos atos estatais
2. Teoria da EFicaí cia horizontal indireta: Essa teoria parte do pressuposto de que existe um
direito geral de liberdade e que, pors esta razaõ o, os direitos fundamentais devem ser relativizados nas
ã
relaçoõ es contratuais, em razaõ o da autonomia privada. OU seja, ela admite uma eficaí cia horizontal,
o
quer dizer, entre os particulares, mas de forma indireta, relativizando-se os DFs para aplicar aà s
r 54
e
l
a
t
i
o
s

relaçoõ es entre particulares. Esse ‘’indireta’’


p viria da necessidade de haver uma LEI estabelecendo a
forma de aplicaçaõ o dos DF. Entaõ o, aplica-se entre particulares os DF, mas desde que haja Lei
o
regulamentando. Novelino: ‘’A aplicaçãod direta dos DF às relações entre particulares causaria uma
e
desfiguração do direito privado e aniquilaria a autonomia da vontade, devida à intervenção estatal’’
3. - DIREta: ADOTADAAA!!!Direitos fundamentais seriam aplicados
Teoria da eficaí cia horizontal
s
diretamente a relaçoõ es entre particulares. Novelino: ‘’Os DF podem ser aplicados entre particulares
e
de maneira direta, independentemente de Lei, embora seja necessário levar-se em consideração a
autonomia da vontade’’. Ou seja, DF se aplica a Estado e particular ou entre particular e particular,
a
mas quando a relaçaõ o for horizontal b (particular e particular) a autonomia privada tambeí m dveeraí
ser sopesada no sopesamento de direitosr fundamentais.
4. Teoria integradora: Defendida i pelo Robert Alexy. Para esta teoria os DF devem irradiar os
seus efeitos nas relaçoõ es entre rparticulares por meio de Lei. Contudo, quando esta Lei for
inexistente, deve ser admitida a aplicaçaõ o direta. Entaõ o ela diz que o ideal eí que haja Lei
disciplinando o DF aplicado entre particulares,
m todavia, se esta Lei naõ o existir, aplicar-se-aí os DF de
maneira direta nas relaçoõ es entre particulares.
ã
o
Ainda nos fundamentais...
d
Princípio da proporcionalidade o (IMPLÍCITO) A rigor, naõ o se trata de um princíípio
propriamente dito, mas sim de um postulado normativo, uma MAÉ XIMA ou METANORMA. O Braisl
s
costuma tratar a maí xima da proporcionalidade como sinoê nimo de ‘’razoabilidade’’. Na verdade, haí
u
disitinçoõ es entre razoabilidade e proporcionalidade
e (mais matemaí tico), mesmo que o STF diga que
saõ o sinoê nimos. Mas esqueça isso, .. Ela naõ o eí princíípio, pois naõ o se pondera ela com outros
princíípios, ela incide sobre todos eos princíípios, balanceando-os. Naõ o se pondera, por exemplo, a
proporcionalidade com a liberdade. x A proporcionalidade se aplica a todos os princíípios, eí uma
maí xima, que serva para nivelar todos e os princíípios aos casos especííficos.
O STF, com base na doutrina americana, r adotou a proporcionalidade/razoabilidade dizendo que ela
tambeí m faz parte do DVP, em seul caraí
c ter substantivo. Haí , no entanto, outro entendimento que jaí foi
cobrado pelo CESPE: Segundo a doutrina í e jurisprudeê ncia alemaõ s, a proporcionalidade pode ser
deduzida no princíípio do Estado dec Direito. Entao, diz-se que a proporcionalidade vem do DVP e do
princíípio do Estado de Direito. Essa i discussaõ o adveí m do fato de que a proporcionalidade naõ o estaí
expressa no texto constitucional. o
Maí ximas parciais ou subprincíípios,ou regras que compoõ e a maí xima da proporcionalidade. Ou seja, a
proporcionalidade EM SENTIDO AMPLO, se subdivide em 3 regras, que devem ser observadas na
M
sequeê ncia abaixo: Ve-se se eí adequado, depois se eí necessaí rio e depois se eí proporcional. EÉ o
A
TRIPLO TESTE DA PROPORCIONALIDADE: S
1. Adequaçaõ o / EU PREFIRO UTILIDADE: As medidas adotadas devem ser aptas para alcançar
aquilo que se busca. Ex.: A Lei pode J restringir um princíípio constitucional. Mas como, se a Lei eí
infra?!?! Ela restringe um princíípioAconstitucional para promover um outro princíípio constitucional.
Ex.: restrinjo o direito a liberdade M de dirigir beê bado, mas para promover a vida etc. Aíí que chega a
adequaçaõ o: A Lei seca eí adequada A para promover o outro princíípio ou tutelar o bem que se
deseja?!?! Se for adequada, vai para I a segunda regra, e pergunta-se se, aleí m de adequado, eí
S
necessaí ria a medida (lei)!!!! Ex.2: Exame da OAB eí proporcional, pois eí adequado para aferir o que
se busca, que eí ver quem tem capacidade para advogar, eí necessaí rio e respeita a proporcionalidade
estrita!!! Veja, ., nesse exemplo da D OAB ve-se claramente: restringe-se um proncipio constitucional,
A a fim de consagrar outro princíípio que eí a analise se a pessoa
que eí o livre exercíício da profissaõ o,
realmente eí teí cnica para exerce-la.
T
2. Necessidade / exigibilidade / menor ingereê ncia possíível: O meio pode ser apto para atingir o
I
fim desejado, mas pode ser que noõ aT seja o necessaí rio, isto eí , pode ser que haja outros melhores, com
MENOS INGERENCIA POSSIVEL. ., essa U MENOR INGERENCIA POSSÍVEL, QUER dizer que a medida,
aleí m de adequada, deveraí ser necessaí
L ria com a menor ingereê ncia possíível, com a menor restriçaõ o de
A 55
R
I
D
A
D
.

direitos possíível (TEM MUITO A VER COM EFICIENCIA). Portanto, quanto menso gravosa, mais
necessaí ria eí a medida!!! Ex.: a Lei seca eí adequad apara atingir o fim, mas pode ser que naõ o seja
necessaí ria, pois haí pessoas que bebem e dirigem cuidadosamente. Ex2: O exame da OAB eí adequado
e foi considerado tambeí m necessaí rio para atingir o resultado, restringidno o menos de direitos
possííveis. Se passar pelo teste da necessidade, vai para o uí ltimo criteí rio.
3. Proporcionalidade em sentido estrito: Aqui eí efetivamente a proporcionalidade. Alem de
adequada e necessaí ria, deve a Lei ser proporcional em sentido estrito, que consiste na utilizaçaõ o da
teí cnica da ponderaçaõ o com o objetivo de analisar se o grau de realizaçaõ o do princíípio constitucional
promovido com a medida eí suficiente para justificar a restriçaõ o a outros princíípios constitucionais.
Novelino: De fato, a proporcionalidade tem falhas, pois dá muito arbítrio ao juiz, muita subjetividade
ao ponderar os interesses. Contudo, não há meio melhor ainda para solucionar conflitos de dogmas
constitucionais. Ex.: No exame da OAB a proporcionalidade estrita eí observada, na medida em que os
benefíícios gerados com o exame, supera as restriçoõ es impostas ao outro princíípio. Entaõ o, a restriçaõ o
aà liberdade de exercer profissaõ o daí mais proveitos aà coletividiade, tendo em vista que a sociedade
ganha com advogados de fato preparados para exercer profissaõ o!!!

Princípio da proibição de proteção deficiente Esse princíípio exige dos oí rgaõ os estatais o
dever de tutelar e promover, de forma adequada e suficiente (nem mais nem menos), certos direitos
fundamentais consagrados na CF. Ex.: Naõ o criminalizar o homicíídio seria proteçaõ o deficiente ou
insuficiente do direito aà vida.
Veja, o objetivo principal da proporcionalidade eí evitar que meias excessivamente
gravosos/onerosos sejam utilizados pelo Estado.

Dignidade da pessoa humana

A dignidade eí qualidade e intríínseca e natural que jaí nasce com o ser humano. A CF apenas a preveê .
Grande parte da doutrina diz que ela e o nosso valor constitucional supremo, ou seja, o valor mais
pesado da CF.
Ningueí m tem mais dignidade que ningueí m.

Relação entre DPH e DF (Direitos fundamentais)  A DPH naõ o eí direito fundamental. Ela eí
considerada um nuí cleo do qual derivam todos os direitos fundamentais. Ou seja, DPH seria o direito
supremo, basilar, maõ e de todos os DF. Portanto, os DFS tem como funçaõ o promover e garantir a
proí pria DPH. Por isso que DPH naõ o eí DF. DPH eí aquilo que os DFs garantem. Logo, liberdade,
igualdade, solidariedade tudo estaria abrangido pela DPH.

‘’Alfa e omega’’ Haí autores que chamam a DPH de Alfa e Omega, no sentido de que a dignidade eí
o ponto de origem dos direitos fundamentais e, ao mesmo tempo, eí o fim que esses direitos buscam
proteger e promover.

‘’Proto-princípio’’ Essa eí expressaõ o do ex-ministro Ayres Brito, que dizia que DPH era proto
princíípio, pois a DPH seria um princíípio maõ e e originaí rio do qual derivariam todos os demais.

Resumindo, a DPH naõ o eí um direito, eí uma qualidade que todos jaí temos. Mas porque que estaí na CF
entaõ o?! A consagraçaõ o da DPH na CF significa que saõ o impostos determinados deveres ao estado e
tambeí m aos particulares que devem promover e respeitar a dignidade de outros indivííduos. E quais
saõ o esses deveres decorrentes da DPH?!?!?! Saõ o 3, vejamo-los:

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1. Dever de respeito: Dever inerente aà previsaõ o da DPH. Esse dever de respeito vme da foí rmula
do objeto, de Kant (principal nome da DPH) e essa foí rmula dizia que a dignidade eí violada quando o
ser humano eí tratado como um meio e naõ o como um fim em si mesmo. Ex de descumprimento ao
respeito: Arremesso de anaõ o. Mas o anoõ es defenderam os arremessadores diziam que etsava tudo
bem, que pelo menos tinham emprego, o que era melhor que ficar em casa desempregado e esta
siatuaçaõ o sim violaria a DPH. DOutirna pergunta, quem deve dizer de a dinginidade eí violada?! Ateí
que ponto pode o Estado dizer que a DPH foi violada?!?!
2. Dever de proteçaõ o: EÉ implementado por meio de direito civis. Ou seja, proteger-se-aí a DPH
por meio de direitos civis e normas penais, pois deveriam punir medidas atentatoí rias aà DPH. Ex.:
121 protege dignidade; estupro protege dignidade; pensaõ o consagra DPH etc. O dever de proteçaõ o se
relaciona, entaõ o, principalmente ao legislativo, mas tambeí m pode se dirigir ao judiciaí rio, no sentido
de que o judiciaí rio deve usar a DPH como pauta interpretativa, como norte interpretativo ou como
vetor para interpretar, sobretudo dos direitos fundamentais. Entaõ o, a DPH sempre seraí levada me
conta, seja no legislativo, seja no judiciaí rio.
3. Dever de promoçaõ o: Dever que tem o Estado e particulares, mas estado principalmente, de
adotar medidas que promovam condiçoõ es dignas de existeê ncia. Aqui entra o conceito de ‘’míínimo
existencial’’, que eí o conjunto d ebens indispensaí veis a uma vida humana digna e o estado deve
adotar medidas que promovam esse míínimo existencial!!!!

Destinatários da DPH Estaí no caput do artigo 5º, que diz que ‘’garante-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no Brasil’’. Logo, destinataí rios saõ o os brasileiros e os estrangeiros que
moram aqui. Veja que o caput diz ‘’que seraõ o assegurados vida, liberdade, propriedade, segurança
(JURIDICA AQUI) etc’’. E todos os incisos e pargarafos e alííneas do 5º saõ o previstos de acordo com
esses direitos do caput.
Cai no CESPE Mas e os estrangeiros que soí estaõ o passeando por aqui?!?! Os direitos e garantias
indivuduais (artigo 5º) tambeí m se aplicma a eles, pois interpreta-se o 5º, quando aos destinataí rios,
de maneira extensiva, com base na DPH e na primazia dos direitos humanos nas relaçoõ es
internacionais. Naõ o faria sentido nenhum voceê por exemplo poder restringir liberdade ou bens do
turista que estaí por aqui. Eles tambeí m saõ o destinataí rios da direitos e garantias individuais, Entenda,
., os DPH saõ o aplicados ateí aos turistas, com base na proí pria dignidade humana, pois esta eí uma
qualidade intríínseca!
E pessoa juríídica, pode invocar direitos e garantias fundamentais do artigo 5º?!?! Claro, haí direitos
que saõ o incompatííveis com ela. Mas quando houver a compatibilidade, obviamente, ela naõ o seraí
invocada pela DPH, mas pela proí pria natureza do direito. Portanto, PJs que sejam brasileiras, com
sede ou algum estabelecimento no Braisl, tambeí m poderiam invocar esses direitos!!!! Isso para as
PJs de direito privado.
Mas e as PJs de direito puí blico?!?! Estados, municíípios, Uniaõ o, autarquia poderiam invocar direitos e
garantias individuais?!?! Ora, esses direitos do 5º foram cirados par aproteger o individuo do
proí prio estaod, ou seja, em face dos municíípios, autarquias, uniaõ o etc. Logo, o 5º, que tratra dos
individuais, poderiam ser invocados pelas PJs publicas?!?! Entende-se que sim! O fundamento eí de
que, em estado de direito, naõ o podem ser admitidos atos arbitraí rios ou abusivos de qualquer
natureza, sendo certo que os direitos fundamentais saõ o instrumentos de contençaõ o do arbíítrio.

Vejamso agora, um a um, cada direito individual ou, pelo menos, os principais deles:

DIREITO À VIDA

Antes de tudo, temos que entender qual eí o aê mbito de proteçaõ o do direito aà vida. EÉ qualquer vida?!?!
Naõ o. EÉ a vida humana em sue sentido bioloí gico.
O direito aà vida possui duas acepçoõ es: A. Uma negativa e B. Uma positiva. Acepçaõ o negativa consiste
no direito que tem o individuo de permanecer vivo. Entaõ o, negativamente, Estado naõ o pode retirar a
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minha vida, nunca (salvo em guerra declarada). Entaõ o, para negativa estado e particulares teê m que
se abster de praticar atos que violem o direito aà vida. Por outro lado, na acepçaõ o positiva: Novelino:
‘’Positiva consiste no direito a exigir prestações do estado para a proteção da vida e para a promoção
de condições para uma existência digna’’. Logo, indivííduos tme o direito de exigir do estaod que
promova medidas para a garantia do direito aà vida. Ex.: Lei maria da penha eí medida positiva para
consagrar o direito aà vida e integridade das mulheres.
A proteçaõ o dos direitos fundamentais deve ser pensada naõ o apenas sob a perspectiva do indivííduo
titular do direito (dimensaõ o subjetiva), mas tambeí m sob o ponto de vista da comunidade (dimensaõ o
objetiva).

Irrenunciabilidade e inviolabilidade A irrenunciabilidade protege o direito contra possííveis


violaçoõ es por parte do seu proí prio titular. Entaõ o, protege a minha vida no caso de eu mesmo
resolver abrir maõ o dela. Por outro lado, a inviolabilidade protege o direito aà vida de intervençoõ es
por parte do estado e de terceiros.

Restrições ao direito à vida Restriçoõ es saõ o intervençoõ es constitucionalmente fundamentadas.


Ou seja, a intervençaõ o eí legíítima, que pode ser realizad,a pois Naõ o viola, apenas restringe o direito aà
vida. Portanto, o direito aà vida naõ o eí um direito absoluto. Ex.: Legíítima defesa;
Vejamos as restriçoõ es ao direito aà vida:
1. Pena de morte em caso de guerra declarada:
2. Possibilidade de aborto quando houver risco ou estupro: EÉ o aborto necessaí rio (risco de
morte aà gestante) e sentimental ou humanitaí rio (proveí m de estupro). STF jaí decidiu que tambeí m
cabe nos casos de fetos aneceí falos, pois seria inconstitucional probir que algueí m tire o filho que eí
anenceí falo;
3. Lei de bio segurança: Permite dpesquisa com ceí lulas torncos embrionaí rias, nAÕ o violando o
direito do embriaõ o. STF jaí disse que essa Lei eí constitucional, sim!

Fim do dir. aà vida.

DIREITO À IGUALDADE

Assim como o direito aà vida, pode ser vista sobre dois prismas: A. Igualdade formal / juríídica / civil
ou perante aà Lei e B. Igualdade material / faí tica / real ou perante os bens da vida. Antes de
distinguir essas duas acepçoõ es, vejamos a diferença entre alguns termos termos:

1. Igualdade formal / juríídica / perante aà Lei: Esse prisma formal da igualdade visa impedir
que sejam adotados tratamentos diferenciados para situaçoõ es essencialmente iguais ou tratamentos
iguais para situaçoõ es essencialmente diversas, sem que haja justificativa para tanto. Ou seja, Naõ o
posso tratar iguais de maneira diversa quando a situaçaõ o for a mesma e nem o mesmo tratamento
igual quando a situaçaõ o for diversa. Trocando em miuí dos, se situaç~eos forem iguais deve haver
igualdade juríídica, se situaçoõ es sforem diversas, tratamento juríídico eí diverso.

2. Igualdade material / faí tica / real: Essa igualdade material impoõ e aos poderes puí blicos a
adoçaõ o de medidas redutoras ou compensatoí rias de desigualdades de recursos ou que promovam o
acesso a bens e utilidades. Ex.: Sistema de cotas, que eí um tipo de açaõ o afirmativa. A igualdade
material muito se relaciona com as açõe afirmativas: ACÕES AFIRMATICAS SÃO POLÍTICAS
PÚBLICAS OU PROGRAMAS PRIVADOS, GERALMENTE DE CARÁTER TEMPORÁRIO,
DESENVOLVIDAS COM A FINALIDADE DE REDUZIR AS DESIGUALDADES FÁTICAS DECORRENTES
DE DISCIRMINAÇÕES OU HIPOSSUFICIÊNCIA, POR MEIO DA CONCESSÃO DE ALGUM TIPO DE
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VANTAGEM COMPENSATÓRIA DE TAIS CONDIÇÕES. Entaõ o, ., as açoõ es afirmativas saõ o iniciaitvas
publicas ou privadas que visam atribuir prerrogativas aà queles que saõ o materialmente desiguais. Daä -
se superioridade juríídica, aà quele que tem desigualdade faí tica. Cotas saõ o exemplos de açoõ es
afirmativa, avança brasil, pro uni etc. Entaõ o, açaõ o afirmativa NAÕ O EÉ COTA. COTA eí exemplo de açaõ o
afirmativa.

Igualdade perante à Lei = igualdade na Lei Perante aà Lei eí aquela dirigida aos responsaí veis
pela aplicaçaõ o da Lei (pode judiciaí rio e executivo).Igualdade na Lei dirige-se naõ o apenas aos
aplicadores da Lei, mas tambeí m ao legislador, no momento de sua elaboraçaõ o.
Quando se fala que ‘’todos saõ o iguais perante aà Lei’’, entende-se que todos saõ o iguais NA LEI, pois o
legislador tmabeme staí vinculaod, ou seja, legislador, quando cria a lei, tmabem deve observar a
igualdade!!!! IMPORTNATE, .!

Princípio amplo da igualdade Quem quer promover a igualdade faí tica / material, tem que estar
disposto a aceitar a desigualdade juríídica.

DIREITO À PRIVACIDADE

A privacidade estaí no 5º, inciso X. Vejamos:

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

Entaõ o, veja, a intimidade, vida privada, honra e imagem saõ o espeí cies de direito aà privacidade.

‘’Inviolabilidade’’ Essa inviolabilidade aà imagem, honra etc, eí ‘’prima facie’’, ou seja, apenas
provisoí ria e naõ o definitiva. Isso quer dizer que esses direitos aà imagem, honra, intimidade, naõ o saõ o
absolutamente inviolaí veis. Eles tambeí m poderaõ o ser mitigados. Inviolabilidade eí espeí cie de
INTERVENÇAÕ O. Entenda mabaixo:
., existem duas formas de se intervir/mitigar os direitos fundamentais (USE PARA TODOS ELES), saõ o
elas: a violaçaõ o e a restriçaõ o. Vejamo-las. Entaõ o, ., a CF usa ‘’inviolabilidade’’ no sentido de
‘’irrestringíível’’. Ela quer dizer que os fundamentasi naõ o seraõ o violados, mas sim que naõ o seraõ o
restringidos. Saõ o duas espeí cies de intervençaõ o:

1. Violaçaõ o: Violaçaõ o ocorre quando haí intervençaõ o do estado num particular, no aê mbito de
proteçaõ o de um direito fundamental.

2. Restriçaõ o: Ocorre quando haí uma intervençaõ o no aê mbito de proteçaõ o de um direito


fundamental, com base em uma fundamentaçaõ o constitucional.

A diferença eí que a intervençaõ o eí legíítima, ou seja haí intervençaõ o com amparo na proí pria CF. A
proí pria CF traz uma fundamentaçaõ o para ocorrer a restriçaõ o. A violaçaõ o sim eí ilíícita, na qual haí uma
intervençaõ o infundada.

PORTANTO, RESTRIÇÃO AOS DFS É LÍCITA E A VIOLAÇÀO, ILÍCITA!!! TANTO A RESTRIÇÀO


COMO A VIOLAÇÀO SÃO ESPECIES DO GENERO INTERVENÇÃO!!!

Ex.: Divulgar a cara do foragido no JN eí intervençaõ o, mas na modalidade RESTRICAÕ O, pois eí legíítima,
baseada na proporcionalidade (necessidade, adequaçaõ o e proporcionalidade em sentido estrito. EÉ o
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triplo teste da proporcionalidade: EÉ necessaí ria a medida? EÉ adequada e eí restritamente
proporcional, ou seja, pesando intimidade/imagem X informaçaõ o, qual pesa mais?!?!

., os casos baaixo de intercepta’~ao ambiental, gravaçaõ o clandestina etc. saõ o casos me que haí
intervençaõ o no direito aà privacidade. Poderaí ser restriçaõ o ou violaçaõ o, a depender da legalidade!

Interceptação ambiental Consiste na captaçaõ o ambiental de uma conversa ou de uma imagem


feita por uma 3ª pessoa, sem o conhecimento de, pelo menos, um dos envolvidos. Ex.: Ponho caê mera
captando imagens/conversa de crimes, por exemplo (o que acontece no fantaí stico) e os envolvidos
naõ o sabem da captaçaõ o. Essa gravaçaõ o ambiental eí líícita e seraí usada como prova num eventual
processo penal.

Haveraí ilicitude na utilizaçaõ o destas gravaçoõ es quando houver violaçaõ o quando:

1. Houver expectativa de privacidade: Logo, eí ilíícito, havendo violaçaõ o, quando se espera que
haí privacidade e, na verdade, naõ o haí .

2. Houver confiança decorrente de relaçoõ es interpessoais ou profissionais: EÉ o caso do


advogado. O cliente imagina que, pela relaçaõ o interpessoal, naõ o pode um 3º usar a conversa e utilizaí -
la como prova num processo.

Gravação clandestina Consiste na captaçaõ o de uma conversa pessoal ou telefoê nica, sem que haja
o conhecimento de um dos interlocutores.
A diferença para a interceptaçaõ o ambiental eí que, na interceptaçaõ o ambientla, a gravaçaõ o eí feita por
uma TERCEIRA pessoa. Na gravaçaõ o clandestina um dos participantes eí quem grava a conversa e
naõ o terceira pessoa.
EM regra, a gravaçaõ o feita por um dos interlocutores eí líícita, ou seja, em rgera, quando haí JUTSA
CAUSA, eí líícita a gravaçaõ o. Por outro lado, haveraí ilicitude quando:

1. For utilizada sem justa causa: ., a regra eí o que acontece com os atendimentos telefoê nicos da
vivo, tim. Haveraí jutsa caus ase a conversa for gravada para exercer direito de defesa num processo
no futuro. Entao, para se defender de eventual açaõ o judicial, gravar-se-aí a conversa. Se essa justa
causa naõ o ocorrer, haveraí violaçaõ o do direito aà privacidade. POR OUTRO LADO, quando for agente
puí blico (secretaí rio, prefeito, ministro) ou qualquer agente que faça parte da adm puí blica a gravaçaõ o
sempre seraí acieta (OQUE FAZ O FANTAStico) NAÕ O PODENDO ELE invocar o direito aà privacidade,
pois a adm se pauta pela LIMPE, o que envolve a MORALIDADE e a PUBLICIDADE. Entaõ o, se o FP age
de maneira imoral, pode haver a gravaçaõ o, ateí porque adm se rege pela publicidade.

2. Houver violaçaõ o de causa legal especíífica de sigilo ou de reserva de conversaçaõ o: EÉ o


advogado, psicoí logo, meí dico etc, que naõ o podem gravar as suas consultas.

Quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico ou informático Consiste no acesso a informaçoõ es


particulares alusivas a movimentaçoõ es bancaí rias, fiscais, telefoê nicas ou informaí ticas.
Cuidado, ., quebra do sigilo telefoê nico naõ o tme absolutamente nad a aver com interceptaçaõ o
telefoê nica. Na quebra de sigilo eu tenha acesso ao conteuí do das conversas anteriores. Na
interceptaçaõ o, haí taõ o somente a gravaçaõ o das conversas futuras ou atuais.
A legitimidade da intervençaõ o (nesse caso da quebra de sigilo, intervençaõ o na modalidade restriçaõ o)
depende da existeê ncia de uma justificativa constitucional para que os dados sejam obtidos e da
competeê ncia da autoridade para adotar a medida restritiva. Ou seja, devo ter um CONTRA DIREITO
sustentando a possibilidade da quebra, ex.: segurança puí blica, interesse social etc. Esse eí o requisito

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material, mas haí tambeí m requisitos formais, que eí a competeê ncia da autoridade competente para
decretar a quebra. E quais saõ o as autoridades competentes?!?! Apenas juíízes e CPIs.

1. Juíízes:
2. CPIs: Tanto comissoõ es parlamentares de IP estaduais como federais justificaraõ o a
possibilidade da quebra do sigilo.

Obs.: Naõ o tem competeê ncia para decretar o sigilo: 1. Tribunais de contas; 2. Membros do MP e 3.
Autoridades fazendaí rias.

Interceptação das comunicações Consiste na intromissaõ o ou interrupçaõ o de uma comunicaçaõ o


epistolar, telegraí fica, de dados ou telefoê nica feita por 3ª pessoa sem o conhecimento de, pelo menos,
um dos interlocutores. Estaí no 5º, XII, da CF, que tutela naõ o especificamente o direito aà privacidade,
mas sim a liberdade das comunicaçoõ es:

XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das


comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

O artigo 136 da CF diz que o sigilo de correspondeê ncia e comunicaçoõ es telegraí ficas ou telefones
seraí RESTRINGIDO nos casos de estado de síítio e defesa.
Entaõ o, em regra, esses sigilos saõ o de fato ivniolaí vies, no sentido de irrestringííveis. Salvo em caso de
estado de defesa ou síítio.
Outro exemplo emq eu esses sigilos seraõ o afastdaos eí no caso de conflito com um BEM MAIOR,
exemplo quando for SEGURANÇA PUÉ BLICA: ., eí aquilo de que as cartas dos presos podem ser
violadas para que se garanta a segurança puí blica. Marcelino: ‘’O sigilo não poe servir de escudo
protetivo para salvaguardar práticas ilícitas ou práticas criminosas’’. Entaõ o, quando o diretor do
presíídio percebe que a troca de correpsondecias tme esse fim ilíícito, o diretor restringe a liberdade
de correpsondencia, impedindo que ele envie as cartas ou interceptando-as.
O 5º inciso XII ainda protege o direito aà s comunicaçoõ es no que tange aos DADOS. O STF diz que essa
proteçaõ o a DADOS naõ o se refere aos dados em si, mas apenas a sua comunicaçaõ o.
O mais importante aqui, ., eí a telefoê nica mesmo. A interceptaçaõ o telefoê nica se daí por meio do
GRAMPO. Requisitos para que seja deferida a interceptaçaõ o telefoê nica:

1. Ordem judicial: A interceptaçaõ o telefoê nica depende de ordem do juiz. Relaciona-se aà claí usula
de reserva de jurisdiçaõ o, que diz que certas medidas saõ o reservadas exclusivamente a autoridades
judiciais. Entaõ o, determinadas intervençoõ es que restringem direitos fundamentais soí podem ser
feitas pelo JUIZ. Essas que se submetem a essa causula de reserva de jurisdiçaõ o naõ o seraõ o
autorizadas NEM POR CPI, soí por JUIZ. E Quais saõ o as medidas sujeitoas a essa claí usula?! A.
Interceptaçaõ o tleefonica; B. Inviolabilidade de domicíílio (soí juiz autoriza quando naõ o houver
flagrante e nem perigo) e C. Prisaõ o (salvo quando em flagrante, soí vai preso por ordem do juiz);
2. Forma da Lei: A restriçaõ o ao direito fundamental do sigilo das comunicaçoõ es, que adveí m da
privacidade, deve obedecer aà forma da Lei. ., voceê sabe a forma: EÉ a subsidiariedade (RESIDUAL) e
crimes soí de reclusaõ o.

Obs.: Os frutos da interceptaçaõ o telefoê nica, feita originariamente para fins de investigaçaõ o
criminal, podem ser usados como prova emprestada me outros processos, como administrativos,
quando, por exemplo, demissaõ o do FP depender deles. Mas cuidado, o STF entende que naõ o seraí
possíível esse ‘’emprestimo de prova’’ quando a interceptaçaõ o naõ o tiver passado pelo crivo do
contraditoí rio. Ou seja, interceptaçoõ es feita sno inqueí rito, por exemplo, em que nem houve
contraditoí rio ainda, naõ o pdoeria usa-la e leva-la par aoutro processo. Obvio, ., pois se ainda naõ o
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houve contraditoí rio no processos crime em que houve a interceptaçaõ o, naõ o pode usar em outro
processo, pois ferir-se-ia o sistema absolutoí rio.

Ainda estamos na privacidade...

Inviolabilidade do domicílio Lembre que eí inviolabilidade no sentido de restriçaõ o. Pode-se


restringi-lo, mas nunca violado. Estaí no 5º, XI:

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por
determinação judicial;

Entaõ o, domicilio naõ o seraí violado, salvo nos casos: A. Flagrante; B. Desastre; C. Prestar socorro e D.
Quando houver, DE DIA, autorizaçaõ o judicial.
Ambito de proteçaõ o e’a casa. Mas o que eí casa?!?! O conceito de ‘’casa’’ eí interpretada no sentido
mais amplo possíível, a fim de compreender, inclusive, espaços privados, naõ o abertos ao puí blico,
onde algueí m exerce determinada atividade profissional. CASA compreende:

1. Qualquer compartimento habitado: Lugar que vigia dorme.


2. Aposento ocupado de habitaçaõ o coletiva; Ex.: Clíínica par aidosos.
3. CONsultoí rios, empresas, escritoí rios e qualquer lugar onde se trabalha em local naõ o aberto
ao puí blico: Entaõ o, soí os lugares NAÕ O ABERTOS AO PUBLICO saõ o considerado casa. Ex.: atraí s do
balcaõ o, sala da Mo etc. pra frente do balcaõ o naõ o eí cas,a pois eí aberto ao puí blico.

E o carro, pode ser casa?! Soí se a pessoa morar no carro (ex.: Moto home). Ex2.: Boleia de caminhaõ o
quando o cara dorme tambeí m considerar-se-aí casa etc.
Restriçoõ es (que a CF chama de possibilidade de violaçaõ o) quanto ao domicíílio. Ou seja, quando o
domicíílio poderaí ser violado (no sentido de restringido)?!?!?!

1. Flagrante, desastre ou para prestar socorro: Isso poderaí durante dia ou noite’
2. Decisaõ o judicial: Soí se viola domicíílio por ordem do juiz DE DIA. E o que eí dia, qual eí o
criteí rio!?!?! Tem dois: A. Para criteí rio cronoloí gico, dia vai das 6 da manhaõ aà s 18h e B. Para esse
criteí rio fíísico-astronoê mico, dia eí o perííodo entre a aurora e o crepuí sculo. Contudo, se usa mais o
criteí rio cronoloí gico mesmo.

Obs.: Auto executoriedade dos atos administrativos naõ o prevalece sobre o direito aà NAÕ O violaçaõ o
de domicíílio: Ou seja, a autoridade administrativa naõ o pode invadir qualquer local que seja
considerado DOMICILIO, com a desculpa de que os atos saõ o auto executaí veis.

DIREITO À LIBERDADE

Mais um direito fundamental muito importante. O jusfilosofo italiano, Norberto Bobbio, eí o principal
nome do direito de liberdade. A liberdade pode ser negativa e positiva. Ou seja, na A. Negativa haí
uma auseê ncia de impedimento ou constrangimento. EÉ o status negativo do Jelineck, em que noí s
temos o direito de naõ o intervençaõ o do estado na famíília, na religiaõ o etc. B. A liberdade positiva eí uma
liberdade de querer ou liberdade dos antigos. Se baseia no status positivo do Jellineck. Essa positiva
eí a situaçaõ o na qual um sujeito tem a possibilidade de orientar o seu proí prio querer no sentido de
uma finalidade sem ser determinado pelo querer dos outros.

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Haí tambeí m uma classificaçaõ o em: 1. Liberdade formal e 2. Liberdade material. Liberdade formal naõ o
eí capaz de assegurar, por si soí , a possibilidade de fruiçaõ o igual das prerrogativas da liberdade. EÉ
necessaí rio que ela seja complementada por uma liberdade material, que eí a auseê ncia de barreiras
econoê micas e sociais potencialmente capazes de embaraçar a fruiçaõ o plena das prerrogativas da
liberdade. EÉ aquele negoí cio: dar liberdade formal para desnutridos, mendigos e doentes sem acesso à
saúde é uma piada, pois eles não tem liberdade material. Entaõ o, fomal eí a possibilidade de escolha
que tem o favelado de escolher onde morar, mas, para tanto, deve haver a liberdade material, que eí a
auseê ncia de barreiras econoê micas e sociais que o impeçam de fazer a sua escolha formal.
Ademais, diz-se que ela tambeí m pode ser: Liberdade civil; Liberdade de agir e liberdade dos
modernos.
Essa tripartiçaõ o (agir, civil e dos modernos) eí do Benjamin Constant. Para ele, a liberdade de agir
seria a situaçaõ o em que o individuo tem a possibilidade de agir sem ser impedido ou de naõ o agir sem
ser obrigado por outros. Na liberdade de agir entaõ o, eí a liberdade de AGIR ou naõ o sem que haja
constrangimentos ou impedimentos.
Vejamos principais liberdades:

1. Liberdade de manifestação do pensamento EÉ desdobramento do direito aà liberdade.


Manifestar o seu pensamento eí direito de todos, salvo quando houver anonimato. Mas esse
anonimato naõ o eí a uí nica limitaçaõ o aà manifestaçaõ o do pensamento. A honra, a privacidade, a
intimidade, a dignidade entre outros, saõ o direitos fundamentais que limitam a proí pria manifestaçaõ o
do pensamento, pois naõ o proí prio manifestar oensamento que diga que o KUka eí fdp, corno, racista
etc. ISSO PORQUE NENHUM DIREITO EÉ ABSOLUTO!!!!

A LIBERDADE DE PENSAMENTO eí uma liberdade prima facie, ou seja, pode ser limitado por outros
direitos.

A liberdade de expressaõ o eí geê nero, que abrange outros direitos, tais como: A. Liberdade de
manifestaçaõ o do pensamento; B. Liberdade de comunicaçaõ o; C. Liberdade de imprensa etc. Entaõ o, a
liberdade de expressaõ o eí um direito maõ e, geê nero, que abrange outros direitos alusivos aà liberdade.
A liberdade de expressaõ o tem uma posiçaõ o preferencial em relaçaõ o aà s outras liberdades. Entaõ o,
entenda, ., o direito aà liberdade envolve uma seí rie de liberdades (de ir e vir, de expressaõ o etc) e,
desntre elas a liberdade de expressaõ o, que eí subgeê nero que abrange outros direitos que saõ o esses 3
acima.
No direito norte-americano, a liberdade de expressaõ o eí quase absoluta. Todos tme o direito de
manifetsra aquilo que pensam por mais bizarro que seja. Aqui a liberdade de expressaõ o naõ o eí taõ o
romaê ntica asism. EU naõ o posso, por exemplo, manifestar meu pensamento dizendo que negros saõ o
macacos, pois, fazendo-o, estar-se-ia praticando crime. Ex.: Caso ‘’Elwanger’’: Esse elwanger tinha
uma editora que provocava livros de apologia ao nazismo (dizia que nazismo era bom, que
holocausto naõ o aconteceu e tal). O STF entendeu que isso seria crime de racismo. Nos EUA, isso
estaria salvaguardado pela liberdade de manifestaçaõ o do pensamento. Aqui essa liberdade eí bem
mais mitigada, bem mais restrita.

EÉ outra limitaçaõ o a uma liberdade, que eí a liberdade de expressaõ o. A CF naõ o permite a manifestaçaõ o
das liberdades d epensamento e imprensa de maneira anoê nima. Vai cair: Direitos anoê nimos ou
provas anoê nimas podem ser usados como prova no processo?! Em regra, a vedaçaõ o do anonimato
impede que denuí ncias anoê nimas ou bilhetes apoí crifos sirvam como fundamento autoê nomo para
instauraçaõ o de Inqueí rito policial ou sejam utilizados como prova processual. Na verdade, essas
denuí ncias anoê nimas e tal podem ser utilizadas, mas desde que se averigue a sua veracidade. O que
naõ o pode eí que a denuí ncia anoê nima, POR SI SOÉ , faça instaurar IP ou funcione como prova
processual.

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Trocanod em miuí dos, a denuí ncia anoê nima naõ o contamina a investigaçaõ o. Contanto que exista uma
investigaçaõ o baseada na denuncia anoê nima, naõ o haveraí ilegalidade, pois investigou0-se, naõ o se usou
a anoê nima por si soí .
Obs.: E os bilhetes apoí crifos?!?! EXCEPCIONALMENTE, Eles saõ o admitidos como prova no
processo quando produzidos pelo proí prio acusado ou quando constituíírem o proí prio corpo de
delito do crime. Ex.: Injuí ria por carta eí o corpo do crime, entaõ o logico que posso usar. Mas entenda,
em regra o apoí crifo naõ o serve como prova.

2. Liberdade de consciência, de crença e de culto Estaí no 5º, inciso VI, que diz que ‘’é
inviolável as liberdades de consiciencia e crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos’’. A
liberdade de conscieê ncia (entre conscieê ncia, crença e culto) eí a mais ampla. EÉ mais ampla pois
envolve a proí pria liberdade de crença, mas tambeí m liberdade políítica, filosoí fica etc. O culto, por
outro lado, eí exteriorizaçaõ o da crença (Ex.: Procissoõ es, missas, centros espííritas etc). A lib. De
conscieê ncia, entaõ o, envolve escolhas politicas, filosoí ficas e tambeí m a religiosa. A crença, por outro
lado, eí soí para a religiaõ o.

Obs.: ESCUSA DE CONSCIÊNCIA: Isso cai demais, .. Estaí no 5º, VIII ‘’Ninguem será privado de
direitos por motivo de crença religiosa, filosifica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação fixada em Lei’’ . Ora, naõ o posso
utilizar a minha liberdade de crença (religiosa) ou de conscieê ncia (filosoí fica / politica) como
desculpa para descumprir obrigaçaõ o imposta a todos. Ex.: Naõ o posso me alistar no exercito, pois
viola a minha conscieê ncia, viola auqilo que eu escolhi. Ex2: Naõ o vou pagar imposto pois isso viola
minha liberdade de crença, eí contra minha religiaõ o. Claro, ., naõ o teria coereê ncia nenhuma. Naõ o posso
usar escusa da conscieê ncia como artifíício. Soä haveraí real violaçoõ a aà minha liberdade se ferir
princíípios fortemente cristalizados na minha conscieê ncia, cuja violaçaõ o via, com efeito, me gerar
graves danos psicoloí gicos.
Novelino: ‘’O pensamento deve ser estruturado, consciente, fortemente arraigado e sincero, ou seja,
algo que, se o sujeito fizer, REALMENTE vai lhe cuasar um mal, vai de fato violar a sua consciência e a
sua crença’’.

Obs.: Art. 143. O serviço militar eí obrigatoí rio nos termos da lei. § 1º - às Forças Armadas compete,
na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados, alegarem
imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção
filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. Entaõ o, aqueles
que alegarem que praí ticas militares ferem suas conscieê ncias ou crenças, a elas as forças armadas
atribuiraõ o tarefas diversas das tipicamente militares. Ex.: Ok, voceê naõ o vai atirar etc, mas pode ficar
aqui no administrativo do quartel. Entaõ o, naõ o libera do quartel, mas daí -lhe tarefa diversa.

Obs.: Brasil eí estado Laico ou naõ o-confessional. Isso naõ o quer dizer que estado eí ATEU. Quer dizer
que o Estado naõ o tem uma religiaõ o especíífica. Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o
funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança,
ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público. Nosso Estado tem LAICIDADE< que eí
uma neutralidade do Estaod quanto as religioõ es. Ou seja, Estaod trata todas as religioõ es da mesma
maneira, sem beneficiar uma e nem outra. VIDA, .:. VEJA DIFERENÇAS IMPORTANTES:

LAICIDADE LAICISMO ATEIÉSMO


EÉ a neutralidade em relaçaõ o EÉ espeí cie de anti-religiaõ o. Negaçaõ o da existeê ncia de
ao fenoê meno religioso. EÉ Laicismo eí Estado inimigo da Deus. Nosso Estaod naõ o eí
caracteríística do nosso Estado! religiaõ o. Naõ o eí cacracteríística ATEU, tanto que no preambulo

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Estado naõ o eí inimigo da do nosso ordenamento. estaí ‘’promulgamos sob a
religiaõ o, tanto que lhe fornece proteçaõ o de Deus’’.
isençaõ o de impostos e garantia
de culto e religiaõ o para os
presos etc.

E os síímbolos religiosos colocados nos tribunais?! E os feriados fundados na religiaõ o?! E o ensino
religioso nas escolas?! Tudo isso fere o dever de neutralidade, baseado na laicidade estatal?!?!
Complicado isso, .. OS síímbolos eu ahco que naõ o. Tanto que o STF jaí disse que naõ o. Mas no RS,
mandou-se retirar os crucifixos. Agora, os feriados saõ o muito discutííveis!!!! A Alemanha tambeí m
sofre com isso.

fim da liberdade!!!

DIREITO DE PROPRIEDADE

Zeí Afonso da Silva: Direito de propriedade possui um regime juríídico de direito puí blico.

Restrições

1. Funçaõ o social: Primeira restriçaõ o ao direito de liberdade. Estaí no 5º 23, que diz que a
propriedade deve atender aà sua funçaõ o social. A função social integra a própria estrutura do direito
de propriedade, o qual só é garantido se a função social for atendida’’ . Novelino naõ o concorda. A
propriedade que naõ o atende sua funçaõ o social naõ o pode ser simplesmente tirada do titular.
CONCORDO COM NOVELINO. Ora, naõ o podem tirar minha casa porque naõ o uso funçaõ o social. Entaõ o,
mesmo a propriedade que naõ o cumpre sua funçaõ o social eí garantida!!!

Obs.: DESAPROPRIAÇAÕ O X RESTRIÇAÕ O:

DESAPROPRIAÇAÕ O REQUISIÇAÕ O
 Soí para BENS. Soí se desapropria BENS  Para bens e serviços. Posso requisitar um
 Aquisiçaõ o da propriedade , ou seja, serviço em caso de calamidade, por exemplo:
transfere-se o domíínio para outra pessoa, que eí  Uso da propriedade. Propriedade naõ o eí
o p. publico. tirada do titular, eí apenas usada pelo poder
 Necessidades permanentes; puí blico.
 Sempre indenizaí vel (poder puí blico tira o  Necessidades transitoí rias;
domíínio, mas SEMPRE indeniza) de forma justa,  Indenizaçaõ o posterior e em dinheiro,
preí via e, em regra, paga em dinheiro, salvo na mas soí eí devida se houver dano ao bem/serviço
desapropriaçoõ a sançaõ o, em que naõ o eí em requisitado. Entaõ o aqui nem sempre tem
CAAASH, mas sim em tíítulos da díívida puí blica indenizaçaõ o. Tem que haver dano!
ou tíítulo da divida agraria (se imoí vel for rural)!
Mas sempre indeniza, com ou sem dano ao bem,
soí muda que na desap. Sançaõ o, naõ o paga em
grana!

DIREITOS SOCIAIS

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., neste momento você está vendo uma aula online que trata só dos direitos sociais, então, ainda
estamos nos dir. fundamentais, mas colocarei tópico separado pra ficar legal.

Embora os Direitos sociais (DS) naõ o estejam elencandos como claí usulas peí treas, alguns DS saõ o
necessaí rios para que os indivííduos possam usufruir os direitos individuais em toda sua plenitude.
Entaõ o, haí sociais que condicionam o exercíício de alguns fundamentais. O que se diz, entaõ o, eí que os
sociais de fato naõ o saõ o peí treas expressas, pois naõ o estoõ a escritas, mas dizem que eí peí trea implíícita!!!
Haí um filoí sofo, chamado Isaiah que diz que, ‘’oferecer direitos políticos ou direitos de defesa contra o
arbítrio estatal a homens analfabetos, subnutridos, doentes e miseráveis é zombar de sua condição;
eles precisam de assistência médica, comida e educação antes de poderem compreender e aproveitar
um aumento em sua liberdade ou qualquer outro DF.’’ Logo, haí DFs que dependem diretamente de
alguns DSs.
O artigo 6º da CF elenca uma seí rie de direitos sociais, claro exemplificadamente:

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição. Aqui é diferente da ‘’segurança’’ de cima. Aqui é
segurança pública e não jurídica como você escreveu acima no artigo 5º, que trata dos direitos
individuais.

Entaõ o veja, os sociais saõ o direitos basilares que condicionam praticamente todos os outros direitos
fundamentais.
Claro, os direitos sociais previstos na CF saõ o exemplificativos, naõ o taxativos, naõ o exaustivos.

O problema da efetividade Os direitos sociais tem substancia extremamente aberta. Diz-se


‘’normas de textura aberta’’: Ex.: Tenho direito aà educaçaõ o, entaõ o posso exigir que estado me pague
cursinho preparatoí rio?! Posso exigir plano de sauí de?!?! Etc. Saõ o as politicas puí blicas que
concretizam esses sociais previstos na Constituiçaõ o.
Outro problema eí que os sociais saõ o direitos prestacionais, que saõ o ao individuo status positivo
(classificaçaõ o laí de cima), dando-lhe o direito de exigir prestaçoõ es dos indivííduos. Como saõ o
prestacionais, eles saõ o especialmente onerosos, caros ao Estado. Claro, naõ o eí soí o social que tem
custo; todos tem! Mas os sociais saõ o especialmente custosos.
Todos os sociais saõ o importantes, mas para realizar alguns, outros saõ o deixados de lado, pelo alto
custo. Por isso, o grau de efetividade dos sociais nem sempre eí satisfatoí rio. Ciau no CESPE: ‘’os
sociais tme o memso grua de efetividade dos dir. individuais’’. QUESTAÕ O INCORRETA, pois so sociais
saõ o menos efetivos!!!!

Intervenção judicial no âmbito dos sociais Haí 3 fases no que se refere aà intervençaõ o judicial
para fazer com que estado garnata os sociais:

1. FASE – SOCIAIS NAÕ O VINCULANTES: Logo com o advento da CF de 88, os sociais eram
tratados como normas programaí ticas, ou seja, normas que eram diretrizes, conselhos e que naõ o
eram obrigatoí rias, necessariamente vinculante. Eram soí conselhos, nortes ao legislador. Ex.: Seria
legal se vc, legislador, implementasse direitos ligados aà sauí de, educaçaõ o etc. Ex.: Seria legal que
tivessem coloê nias de feí rias para os trabalhadores.
2. FASE – INTERVENÇAÕ O JUDICIAL SEM PARAÂ METROS PRE ESTABELECIDOS: Antes dessa fase
o pensamento era de que os sociais consagrados na CF erma nortes, sonhos, mundo ideal, mas naõ o
eram nortes obrigatoí rios. Eram conselhos, boas ideias. Nessa segunda fase se resolveu levar ao peí da
letra e garantir todos os direitos sociais previstos na CF.
3. FASE – INTERVENCAÕ O JUDICIAL PREOCUPADA EM ESTABELECER PARAÂ METROS RACIONAIS
A SEREM ADOTADOS: Veja, na primeira fase eram soí conselhos. Na segunda, leva-se tudo ao peí da
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letra. Nesta terceira fase, segundo Celsinho de Melo, naõ o se busca transformar as normas
pragramaí ticas em promessas inconseqeuntes e utoí picas. Deve haver um meio termo. Estado deve
garantir os sociais que sejam necessaí rios, mas tambeí m soí auqeles que sejam suficientes, para que
naõ o prejudique os outros. Naõ o adianta dizer que vai garantir tudo, s enoõ a tem estrutura, nem
dinheiro e nem absolutamente nada para tanto. O seja. Estado tem que ser criterioso, sme prejudicar
o TODO a fim d egarantir indivualidades especííficas. Exemplo: Estado deve intervir, mas com certos
paraê metros com base na coletividade, naõ o podendo, por exemplo, pagar um curso de dez
milhoõ es para uma pessoa se ess amedid aprjeudicaraí todos os outros que deixaraõ o de ser atendidos
com esse gasto.

Reserva do possível (CAIU NO MP) Essa expressaõ o veio do caso da jurisprudeê ncia alemaõ
chamado popularmente de: ‘’numerus clausus’’. A CF alemaõ , em mateí ria de direitos sociais eí sucinta e
sinteí tica. Mas essa CF dizia que era garantido o exercíício de qualquer profissaõ o. De acordo com essa
previsaõ o, Algumas pessoas foram ao judiciaí rio alemaõ o arguindo que as pessoas deverima escolher
de forma livre a profissaõ o, independetemente de OAB, resideê ncia etc. O tribunal alemaõ o disse que os
postulantes tinham razaõ o: de fato, par ao exercíício de certas profissoõ es precisa-se de faculdade e
cursos especííficos (ex.: direito para ser juiz), logo, todos deveriam acessar a faculdade para escolher
o direito constituvional de exercer qualquer prfissaõ o livremente. Mas conclui o tribunal que, embora
DESEJAVEL E PEFEITO, Naõ o se poderia obrigar o Estaod a fazer algo impossíível. Seria bom, mas noõ a
eí possíível dar vaga na faculdade para todo mundo. Divide-se a reserva do possíível em TREÂ S
dimensoõ es:

1. Possibilidade faí tica da medida: Consiste na disponibilidade dos recursos necessaí rios aà
satisfaçaõ o do direito prestacional. Entaõ o, antes de tudo, dever-se-aí analisar se estado tem recurso
MATERIAL para satisfazer a demanda. Ex.: CF consagra direito aà moradia. Poderiam todas as pessoas
exigir do Estaod moradia?!?! Ateí poderia no plano ideal, mas Naõ o teria verbo pra mais nada. Todo
mundo teria casa, mas segurança, sauí de, lazer, ecnomia, tudo iria para o saco.
2. Possibilidade juríídica: Aleí m da faí tica, deve existir autorizaçaõ o orçamentaí ria para cobrir as
despesas, possibilidade normativa para implementaí -la e competeê ncia para implementaçaõ o dos
direitos sociais (uniaõ o, estados ou municíípios). Naõ o se pode, por exemplo, exigir do municíípio
prestaçaõ o de competeê ncia da Uniaõ o e etc.
3. Razoabilidade da exigeê ncia / proporcionalidade da prestaçaõ o: Essa terceira dimensaõ o deve
ser analisada de maneira universal. Ou seja, seria razoaí vel dar essa demanda a TODO MUNDO ?!
Claro, pois, se vai pagar cirurgia pro cara virar lagarto, tem que poder pagar pra todos aquilos que
queiram, com base na isonomia. Entaõ o, aleí m de possibilidade faí tica e juríídica, deve haver a
razoabilidade da exigeê ncia de se poder atender a todos de maneira igual e naõ o criando
excepcionalidades.

Obs.: Embora devesse ocorrer o contraí rio, juíízes costumam ceder mais aà s açoõ es individuais (por
conta do apelo daquele necessitado que estaí aà sua frente) do que aà s açoõ es coletivas (para as quais
deveria haver melhores decisoõ es).

Ainda na reserva do possíível, Celso de Mello diz que naà o basta invoca-la genericamente, sendo
necessaí rio demonstrar a ocorreê ncia de justos motivos que poderiam ser objetivamente aferííveis, ou
seja, eí necessaí rios que as razoõ es alegadas possam ser alegadas. Entao, juiz deve motivar e
demonstrar o porqueê de naõ o ser possíível atender aà s demandas.

Mínimo existencial Estaí intimamente relacionado aà reserva do possíível. Essa ideia de míínimo
existencial surgiu na Alemanha e eí resultande da DINGNIDADE DA PESSOA HUMANA, DA
LIBERDADE MATERIAL E DO ESTADO SOCIAL. Míínimo existencial eí o conjunto de bens e utilidades
indispensaí veis a uma vida com dignidade. Entaõ o, isso Naõ o quer dizer que eí o IDEAL EXISTENCIAL. EÉ
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o míínimo. Menos que os bens indispensaí veis nem haí dignidade. Esse eí um míínimo, que estaí longe
da ideia de IDEAL EXISTENCIAL. Naõ o e o desejado, eí apenas um patamar míínimo, que impoõ e que,
MENOS QUE AQUILO, a pessoa naõ o vive com dignidade. Na Alemanha isso fazia total sentido, pois laí
o rol de direitos sociais eí muito sinteí tico, entaõ o essa ideia de míínimo consagrava um míínimo a ser
observado.
No Brasil, sua adoçaõ o eí alusiva a um outro prisma. No BRaisl A CF jaí preveê um MAXIMO
EXITENCIAL, entaõ o, haveria sentido adotar-se essa ideia d emíínimo?! Sim, mas no sentido de
eficaí cia. Ou seja, dentro desse grande grupo de sociais previstos pela CF, haveria auqeles mais
urgentes, que deveriam ser tartados prioritariamente. Entaõ o, se naõ o se tem grana pra por todos os
sociais previstos em praí tica, tem que por em praí tica, pelo menos, os direitos mais iminentes.
Mas, inferno, quais saõ o esses direitos abrangidos pelo míínimo existencial. Na verdade, isso varia de
acordo com a eí poca e com o lugar. Mas haí doutrinadores que entendem que daí pra elencar sim.
Seriam direitos abrangidos pelo míínimo existencial:
1. Direito aà sauí de: O problema eí definir a amplitude que a famíília deve ser prestada pelo
Estado
2. Direito aà educaçaõ o: Aqui a amplitude eí mais simples, pois o 208, inciso I da CF diz qual
educaçaõ o o estado tem que fornecer;
3. Direito aà assisteê ncia em caso de necessidade:
4. Direito de acesso aà justiça:

Novelino: ‘’o mínimo existencial deve ter um peso maior na ponderação em face da reserva do possível,
isto é, no caso concreto o judiciário, ao fazer a reserva do possível, deverá respeitar e conceder o
mínimo existencial’’. O pesso atribuí ido ao míínimo existencial deve ser maior, por exemplo, que o
peso do lazer.
O m/inimo existencial eí absoluto e naõ o se submete aà reserva do possíível. Segundo Ingo Sarlet, naõ o
pode o Estado dizer, com abse na reserva do possíível, dizer que algum direito abrangido pelo
míínimo existencial naõ o pode ser atendido. O complicaod eí a amplitude disso tudo. Naõ o poderia
invocar a reserva do possíível para os míínimos relacionados aà sauí de quando o cara quer virar
lagarto!?!?1 Claro que poderia. Tudo vai do caso concreto, mesmo quando se diga de sauí de, acesso aà
justiça etc.

Vedação de retrocesso social Cuidado, laí em cima tratamos da vedaçaõ o ao retrocesso


constitucional. Ou seja, NOVA CF, quando da manifestaçaõ o do PCO, naõ o pode consagrar normas que
façam retroagur. Essa vedaçaõ o social tem a mesma ideia daquilo que dissemos anteriormente, mas
se refere ESPECIFICAMENTE AOS DIREITOS SOCIAIS e naõ o aos direitos constitucionais como um
todo.
Essa vedaçaõ o ao retrocesso tambeí m eí chamada de efeito ‘’cliquet’’(dispositivo do alpinismo que não
deix ao alpinista ir para trás, retroagir para não cair), ‘’pribição de contra revolução social’’ ou
‘’proibição de evolução reacionária’’.
A vedaçaõ o ao retrocesso naõ o estaí expressa na CF, mas sua esseê ncia pode ser deduzida de outras
normas consagradas no transcorrer do texto constitucional, tais quais: dignidade, maí xima
efetividade, eficieê ncia e sistema de direitos humanos (CAIU ISSO DE DH NO MP), que diz que tmeos
que evoluir!!!
Tendo em vista que os direitos sociais, muitas das vezes, precisam de concretizaçaõ o (medidas
efetivas) para serem usufruíídos pelos indivííduos, esta concretizaçaõ o naõ o pode ser objeto de um
retrocesso.
Marcelino: ‘’A vedação de retrocesso consiste em uma proibição de revogação da concretização de um
direito com o objetivo de impedir o arbítrio ou a irrazoabilidade manifesta da medida, sem que haja
uma devida substituição por outras normas. Ou seja, naõ o posso revogar medidas que visam
concretizar direitos sociais, pela vedaçaõ o ao retrocesso.

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CONTEÚDO ESSENCIAL

Trataremos aqui do conteuí do essencial dos direitos fundamentais. Aliaí s, isso auqi eí tema autoê nomo,
mas estaí dentro do tema ‘’direitos fundamentais’’.
Esse conteuí do essencial tem por objetivo evitar que a regulaçaõ o legal do exercíício desnaturalize o
direito que a constituiçaõ o reconhece. Ou seja, a regulamentaçaõ o legal do DF naõ o pode alterar,
desvirtuar a sua esseê ncia.
A funçaõ o do conteuí do essencial eí dar garantia frente ao poder legislativo, ou seja, garantir que o
legislador naõ o desvirtue o determinado direito fundamental. `Haí duas teorias que visam identificar
o conteuí do essencial de um DF:

1. Teoria absoluta: Para esta, conteuí do essencial de um direito eí uma parte do seu conteuí do
total. Consiste no chamado ‘’nuí cleo duro’’, que eí considerado absoluto e intransponíível. Apenas a
outra parte, chamada de PERIFERIA, estaria disponíível para regulamentaçaõ o legislativa. Ou seja,
legislador soí pode alterar a parte perifeí rica e naõ o o nuí cleo duro do direito.
2. Teoria relativa: A restriçaõ o a um direito fundamental deve ser justificada mediante o recurso
ao princíípio da proporcionalidade. OU seja, ateí o conteuí do essencial pode ser relativizado. A
TEORIA RELATIVA naõ o determina quais saõ o so fundamentais e quais o legislador naõ o pode tratar.
Ela diz que tudo depende, com base na proporcionalidade.

DIREITOS DE NACIONALIDADE

Existem duas espeí cies de nacionalidade: Nacionalidade originaí ria/primaí ria (brasileiros natos) ou
adquirida/secundaí ria (brasileiros naturalizados). Cada Estado soberano estabelece o seu tipo de
criteí rio determinante para a nacionalidade originaí ria.

Nacionalidade ooriginária No Direito comparado, haí dois criteí rios para aquisiçaõ o da originaí ria:

1. ‘’Jus soli’’: Por este criteí rio, eí originaí rio daquele paíís aquele que nasce no territoí rio;
2. ‘’Jus sanguinis’’: Este eí o criteí rio sanguííneo, que naõ o leva em conta onde o sujeito nasceu, mas
sim a sua origem consanguíínea.

O Brasil utiliza criteí rio misto: 1. eí brasileiro os aqui nascidos, ainda que de pais estrangeiros, desde
que estes naõ o estejam a serviço do paíís. Entaõ o cuidado, ., se os pais da criança que nascer aqui forem
estrangeiros e estiverem a serviço do paíís, o filho Naõ o seraí brasileiro nato. Isso se os DOIS (pai e
mae) estiverme a serviço do seu paíís e 2. Aleí m do territoí rio, eí brasileiro todo aquele nascido no
estrangeiro, de pai OOOOUUU maõ e brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil.
Nessa segund ahipotese, basta que apenas o pai OU a maõ e seja brasileiro, desde que qualquer deles
etseja a serviço do brasil e 3. Estaí na alíínea c, do artigo 12, da CF.

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Entaõ o, no jus solis se os DOIS forem estrangeuros e estiverem aqui a a serviço do paíís, o filho naõ o
seraí brasileiro. No jus sanguinis, basta que apenas um seja a serviço do paíís para o filho que nasceu
fora seja brasileiro. Vejamos a alíínea C.
Haí um 3º criteí rio que estaí na alíínea C do artigo 12 da CF. Esse 3º criteí rio tem duas hipoí teses: A. Jus
sanguinis + registro em repartiçaõ o brasileira, que eí o caso em que a criança nascida no estrangeiro,
que tiver PAI OU MAE brasileiro, seraí brasileiro se registrada em repartiçaõ o brasileira e B. Jus
sanguinis + resideê ncia, que eí o caso de pai OU mae ser brasileiro e vir com o menor residir pra caí e
potem, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Art. 12. São brasileiros:


I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não
estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a
serviço da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de maõ ebrasileira, desde que sejam registrados em
repartiçaõ o brasileira competente ou venham a residir na Repuí blica Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

Ex.: Ronald, filho do Ronaldo, naõ o tinha nacionalidade, pois nasceu laí na Itaí lia, do Ronaldo e da
Milena, que naõ o estvaam a serviço do Brasil. Ele soí virou brasileiro quando a Milena veio para caí
com ele e ele escolheu pela maioridade brasileira. Hoje, ela poderia ter simplesmente registrado o
ronald na repartiçaõ o competente.
Obs.: ADOÇÃO: Haí , por fim, uma hipoí tese de nacionalidade eoriginaí ria defendida pela doutrina,
mas que naõ o estaí na lei, que eí o caso de ADOÇAÕ O. Isso porque proibi-se discriminaçoõ es entre filhos
consanguííneos e os adotivos, atribuindo-lhes os exatos mesmos direitos!!! Nem todos admitem essa
corrente, mas haí alguns que a sustentam.

Nacionalidade adquirida ou secundária Saõ o os brasileiros naturalizados e naõ o natos. No direito


comparado, haí duas espeí cies de naturalizaçaõ o, ou seja, de aquisiçaõ o da nacionalidade adquirida: 1.
Expressa, que eí adquirida independetemente do local de nascimento ou da ascendeê ncia, ou seja,
quer se naturalizar brasileira, eí soí fazeê -lo!!! e 2. Taí cita.
A CF de 88 naõ o consagrou nenhuma espeí cie de naturalizaçaõ o taí cita, apenas a expressa. Entaõ o,
vejamos soí a expressa, adotada pela CF, que se subdivide em DUAS: A. Nacionalidade adquirida
expressa ordinaí ria e B. Nacionalidade adquirida expressa quinzenaí ria:

Nacionalidade adquirida expressa ordinaí ria, Nacionalidade adquirida expressa quinzenaí ria
aplicada aos casos dos estrangeiros de paííses ou extraodrinaí ria, aplicada aos estrangeiros, de
com lííngua portuguesa (naõ o soí Portugal, mas qualquer nacionalidade, residentes no brasil por
tmabem timor leste, paííses africanos etc), desde 15 anos ininterruptos e desde que naõ o tenham
que aqui residam direto por um ano e que condenaçaõ o penal, DESDE QUE REQUEIRAM A
tenham idoneidade moral. Entaõ o: Portugues, por NACIONALIDADE BRASILEIRA.
exemplo, basta ter idoneidade e morar
ininterruptamente aqui por um ano, que
naturalizar-se-aí brasileiro.

No quadro acima, no primeiro caso da ORDINAÉ RIA, naõ o haí direito puí blico subjetivo. Trata-se de ato
de soberania estatal, dotado de discricionariedade. No segundo caso do quadro acima, que eí a

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extraordinaí ria / quinzenaí ria, o entendimento do STF eí que, preenchidos os requisitos, a pessoa
adquire direito puí blico subjetivo aà nacionalidade brasileira, DESDE QUE FAÇA O REQUERIMENTO. O
Brasil, na quinzenaí ria ou extraordinaí ria, estaí vinculado: se preenchidos requisitos e desde que haja
o requerimento, eí brasileiro naturalizado e pronto!

QUASE NACIONALIDADE AQUI NAÕ O HAÉ NATURALIZAÇAÕ O, CONTINUA PORTUGUES. Estaí no 12,
paraí grafo 1º. Aqui sim eí aquela alusiva apenas aos PORTUGUESES. Naõ o eí nacionalidade, pois o
portugueê s aqui nessa quase nacionalidade naõ o se naturaliza, mas DESDE QUE HAJA
RECIPROCIDADE quanto aos brasileiros residentes em Portugal, os portugueses residentes no Brasil
teraõ o os memsos direitos inerentes aos brasileiros naturalizados (e naõ o natos). Veja, o portugueê s
mantem a nacionalidade portuguesa, mas seraí tratado IGUAL AO NATURALIZADO, PORRA!!!!
Manteí m a portuguesa, mas seraí tratado como o brasileiro!
Entaõ o, haí 2 requisitos:
 Porgugues residir no Brasil permanentemente;
 Reciprocidade quanto aos brasileiros residentes laí e

PORTUGUES TERÁ DIREITOS


§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de
DO NATURALIZADO
brasileiros, E NÃO
serão atribuídos os DO
direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta
Constituição
NATO!

Obs.: ‘’salvo os casos previstos nesta CF’’: Os natos saõ o todos iguais mesmo. Mas os portugueses
equiparar-se-aõ o aos naturalizados, que possuem certas restriçoõ es constitucionais. Ex.: Portgues ou
qualquer outro naturalizado naõ o.

Diferenças de tratamento entre nato e naturalizado De acordo com o paraí grafo 2º do 12, A
LEI jamais faraí essas distinçoõ es entre nato e naturalizados, mas taõ o somente a CF.

1- 1ª diferença de tratamento: CARGOS PRIVATIVOS: Estaí no 12, paraí grafo 3º da CF, que diz:
Saõ o privativos de nato, os cargos:
 Presidente e vice:
 Presidente da caê mara dos deputados;
 Presidente do Senado Federal;
 Ministro do STF; STJ PODE!!!!!!!!!!!!!!!!!
 Carreira diplomaí tica;
 Oficial das forças armadas;
 Ministro de Estado da Defesa:

., nos 4 primeiros casos eí a linha sucessoí ria da presideê ncia, ou seja, vice presidente, presdiente da
camara, senado e ministro do STF substituem o presidente quando estaí fora e, portanto, deveraõ o ser
natos. Os 3 uí ltimos casos saõ o privativos do nato, naõ o por estarem na linha sucessoí ria da presideê ncia
da repuí blica, mas por questaõ o se SEGURANÇA publica. Haveria conflito de interesse entre
naturalizados brasileiros lidando como diplomatas ou oficial das forças armadas com seu paíís de
origem.

2. 2ª diferença de tratamento: CONSLEHO DA REPUBLICA: O 89, inviso VII, diz que 6 vagas no
conelho do presidente seraõ o de NATOS< obrigatoriamente, com mais de 35 anos. Entaõ o auqi
tambeí m naõ o entra naturalizado. Saõ o SEIS vagas soí dos natos.

71
3. 3ª diferença de tratamento: EMPRESA JORNALIÉSTICA OU RAÉ DIO: Estaí no 222 da CF: A
propriedade de empresa jornalíística e de radiodifusaõ o sonora e de sons e imagens eí privativa de
brasileiros natos ou naturalizados haí mais de dez anos, ou de pessoas juríídicas constituíídas sob as
leis brasileiras e que tenham sede no Paíís.

4. 4ª diferença de tratamento: EXTRADIÇAÕ O: nenhum brasileiro será extraditado, salvo o


naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei. Veja, ., O nato NUNCA
seraí extraditado. O naturalizado, por outro lado, o seraí se praticou crime comum antes da
naturalizaçaõ o ou se, mesmo apoí s a naturalizaçaõ o, praticou traí fico de drogas.

Perda da nacionalidade Estaí no 12, paraí grafo quarto. Vejamso caso a caso de perda:

a. Cancelamento da naturalizaçaõ o: Justiça federal processaraí e eventualmente cancelaraí , por


sentença judicial, a naturalizaçaõ o (portanto, soí para naturalizado), quando houver praí tica de
atividade nociva ao interesse nacional. EÉ definitivo, naõ o pderaí adquirir de volta.
b. Naturalizaçaõ o voluntaí ria: Quando brasileiro, NATO OU NATURALIZADO, voluntariamente
adquire outra nacionalidade, em regra, ele perde a nacionalidade braisleira. Mas haí casos de
naturalizaçaõ o voluntaí ria, que mesmo assim naõ o se perde a originaí ria ou a adquirida brasileira: A.
Quando a lei do outro paíís (novo) permitir que se mantenha a nacionalidade brasileira. ., eí o caso da
italiana porra. Elees permitem que se detnha DUAS nacionalidades, contanto que seja ORIGINAÉ RIA.
OU seja, essa exceçaõ o de dupla nacionalidade soí se aplica quanto aà originaí ria e B. Estaí no 12, par. 4o,
inciso II, alíínea B e, na verdade, naõ o eí naturalizaçaõ o voluntaí ria, pois ocorre quando o cara estaí
residindo em outro paíís e este paíís o obriga a se naturalizar para que possa ficar laí e exercer direitos
civis. Nesse caso, tambeí m naõ o se perde a brasileira, pois naõ o houve escolha!!!!

DIREITOS POLÍTICOS

Antes de mais nada, ., estude artigos 14 a 16!!!!! ., peloamor, isso tudo despenca. Decora tudo!!!
Haí duas espeí cies de direitos polííticos: Positivos e Negativos. Vejamos cada um em toí picos distintos:

Direitos políticos positivos EÉ o conjunto de normas que confere aos cidadaõ os o direito de
participar da vida políítica do Estado. Haí diversas espeí cies de direitos positivos. Isso porque esse
spoliticos positivos eí um geê nero, que abrange todos aqueles que daõ o ao cidadaõ o a possibilidade de
participar da vida políítica. Vejamos cada positivo:

 Direito de sufraí gio: Primeiro dir. políítico positivo. Haí sufraí gio universal, quando eí
assegurado a todos, mas tambeí m pode ser restrito, quando haí alguma restriçaõ o ao direito de
sufraí gio. Esse segundo pode ser baseado em capacidade intelectual (soí vota quem tem 2o grau
completo); em condiçaõ o econoê mica, que é o voto sensitário (soí quem ganha 4 SMs vota); no sexo
(soí homem vota). Hoje, o sufraí gio
3 eí universal (60, par. 4o e artigo 14). Mas e a limitaçaõ o de idade,
necessidade de alistamento eleitoral,
5 ser nato ou naturalizado naõ o fariam com que nosso sufraí gio
fosse restrito?!?! Naõ o, o que torna restrito saõ o as 3 condiçoõ es materiais que eu elenquei, que saõ o
discriminatoí rias. Para haver sufraí
A gio restrito, naõ o eí suficiente que hajam regras e condiçoõ es, mas
sim que haja criteí rio discriminatoí
N rio.
O
Obs.: Carcateríísticas do voto: SNo Brasil, o voto eí :
a. Direto: Salvo no 81, par. 1º.
:
b. Igual para todos: Tem o mesmo valor para todos.
P 72
r
e
s
i
e
n
t
e
,
c. Escrutínio Secreto: Modo como se vota (escrutíínio eí esse modo) eí secreto;
d. Universal: v
e. Perioí dico: i
c
 Alistabilidade ou capacidade
e eleitoral: Segundo politico positivo. ‘’Não podem alistar-se como
eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.’’O conceito
de conscrito se estende a meí dicos,
p dentistas, farmaceê uticos e veterinaí rios que estejam prestando
serviço militar obrogatoí rio. r
e
ALISTAMENTO OBRIGATÓRIO s ALISTAMENTO FACULTATIVO
Maiores de 18 anos, a naõi o ser que seja  Entre 16 e 18;
d
analfabeto, quando seraí facultativo.  Maiores de setenta anos e
e  os analfabetos
n
 t
Elegibilidade: Terceiro politico positivo. EÉ a capacidade eleitoral passiva, ou seja, direito de
e
concorrer como candidato. A capacidade eleitoral PLENA se daí aos 35 anos, que eí a idade míínima
para que algueí m concorra a QUALQUER CARGO, inclusive presidente, vice e senador. Para
governador e vice, 30 anos. Paraeprefeito, deputado estadual e federa e juiz de paz, 21 anos. Com 18
anos, soí para vereador! As condiçoõ es de eligibilidade estaõ o no artigo 14, paraí grafo 3º (LEIA, .!!!)
S
e
Obs.: Para ser elegíível, deve-se n preencher codiçoõ es do artigo 14, paraí grafo 3º. Essas condiçoõ es
(nato ou naturalizado; pleno exercíí
a cio dos direitos polííticos, alistamento eleitoral etc leiat todos)
deveraõ o estar presentes e as dedinelegibilidade, ausentes, no momento do registro da candidatura
(desde o começo), salvo a idade o míínima que soí seraí exigida na data da posse! (VAAAIII CAAAIIIR).
r
Fim dos positivos, mas ainda nos; dir. polííticos.
3
Direitos políticos negativos0 Conjunto de regras que impoõ e restriçoõ es aà participaçaõ o na vida
politica. Vejamos cada politico negativo:
A
1. Inelegibilidade: Pode serNabsoluta ou relativa.
O
Inelexigibilidade absoluta, eí aquela
S que soí eí Ineligibilidade relativa: Podem estar previstas
prevista pela CF e que jamais :seraí afstada, ou naõ o soí na CF, mas tambeí m em leis infra. A
seja, se for absolutamente inelegíível, eí e ponto. relativa pode ser remediada.
Que pessoas se enquadram aqui,Gque jamais ?! Essa relativa se relaciona aos cargos DE CHEFES
 Inalistaí veis, que saõ o oso estrangeiros DO executivo. TODOS OS CASOS DE RELATIVA
(salvo portugueses com reciprocidade)
v e SÓ FAZEM ALUSÃO AOS CARGOS DO
conscritos durante serviço militar e obrigatoí rio. EXECUTIVO!!!! .:
Estes jamais seraõ o eleitos!!! r  MESMO CARGO: Todos os chefes do
 Analfabeto, que podem n votar (tem executivo (prefeitos, governadores e presidente)
capacidade ativa), mas naõ o podem a ser votados soí seraõ o reeleitos subsequentemente uma vez
(naõ o tme a apacidad eleitoral passiva).
d soí . Isso eí uma inelegibilidade relativa. Depois de
o 2 mandatos seguidos, haveraí inelegibilidade
r relativa. A CF diz que nesses casos seraõ o
inelegííveis quem se eleger 2 vezes seguidas e
e aqueles que os suceder. Entaõ o, vices tambeí m
seraõ o inelegííveis relativamente?! Cuidado,
v sucessaõ o eí troca definitiva (quando maro covas
i
c 73
e
;
2
1
A
N
O
S
:
morreu) e substituiçaõ o eí tmeporaria (QUANDO A
j DILMA ESTAÉ VIAJANDO!). Se suceder duas vezes
u seguidas ou suceder em um ano e no outro se
i eleger, haveraí sim inelegibilidade relativa!!!
z  CARGOS DIVERSOS: Estaí no 14, par. 6º.
Tambeí m se refere apenas aos chefes do
d executivo. Para concorrerem ao memso cargo
e (Ex.: DILMA), naõ o precisa renunciar ao cargo
atual. EÉ o caso da Dilma quando eí presdente e
p vai concorrer sme ter que renunciar. Contudo,
a quando for querer concorrer para CARGOS
z DIVERSOS do atual, o prefeito, governador e
, presdietne deveraõ o renunciar pelo menos 6
meses antes do pleito.
p  CARGOS NAÕ O ELETIVOS: Leis, ., estaí no
r par. 8º do artigo 14 e tambeí m no 95, par. uí nico
e inciso III, todos da CF.
f 
e
Obs.: INELEGIBILIDADE REFLEXA: i Tambeí m eí soí apr ao executivo, pois eí relativa e todas as
relativas se relacionam ao executivo!!!!!!!!!!!!!!Estaí
t no 14, par. 7º: São inelegíveis, no território de
jurisdição do titular, o cônjuge (inclusive
o companheiros) e os parentes consangüíneos ou afins, até o
segundo grau ou por adoção (não precisa adoção formal), do Presidente da República, de
Governador de Estado ou Território,e do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à
reeleição. d
e
Vou colocar aqui para ficar maisplimpo e eí o PENultimo caso da inelegibilidade relativa, que estaí no
paragrafo 9º, do artigo 14 da CF uCONTINUAÇÃO ACIMA
t
a
CAIU d
d
Deve afastar-se temporariamente da atividade o servidor militar que, contando menos de dez anos
o
de serviço, pretenda candidatar-se a cargo eletivo.  EEERRRAAADA!
s

f
DECORA TODOS ESSE ARTIGOS ABAIXO!!!! 
e
§ 5º O Presidente da Repuí blica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem
d
os houver sucedido, ou substituíído no curso dos mandatos poderaõ o ser reeleitos para um uí nico
e
perííodo subsequä ente.(Redaçaõ o dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)
r
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da Repuí blica, os Governadores de Estado e do
a
Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos ateí seis meses antes do
l
pleito.
§ 7º - Saõ o inelegííveis, no territoí rio de jurisdiçaõ o do titular, o coê njuge e os parentes consanguä ííneos ou
afins, ateí o segundo grau ou pore adoçaõ o, do Presidente da Repuí blica, de Governador de Estado ou
Territoí rio, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituíído dentro dos seis meses
e
anteriores ao pleito, salvo se jaí titular de mandato eletivo e candidato aà reeleiçaõ o.
s atendidas as seguintes condiçoõ es:
§ 8º - O militar alistaí vel eí elegíível,
I - se contar menos de dez anos de t serviço, deveraí afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anosa de serviço, seraí agregado pela autoridade superior e, se eleito,
passaraí automaticamente, no atod da diplomaçaõ o, para a inatividade.
u
a 74
l
;
1
8
A
N
O
S
:
§ 9º - Lei complementar estabeleceraí outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessaçaõ o, a
fim de proteger a normalidade eV legitimidade das eleiçoõ es contra a influeê ncia do poder econoê mico
ou o abuso do exercíício de funçaõeo, cargo ou emprego na administraçaõ o direta ou indireta.
§ 9º Lei complementar estabeleceraí r outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessaçaõ o, a
e
fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercíício de mandato considerada
vida pregressa do candidato, e aa normalidade e legitimidade das eleiçoõ es contra a influeê ncia do
poder econoê mico ou o abuso dodexercíício de funçaõ o, cargo ou emprego na administraçaõ o direta ou
o
indireta. (Redaçaõ o dada pela Emenda Constitucional de Revisaõ o nº 4, de 1994)
§ 10 - O mandato eletivo poderaí r ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias
contados da diplomaçaõ o, instruíí.da a açaõ o com provas de abuso do poder econoê mico, corrupçaõ o ou
fraude.
§ 11 - A açaõ o de impugnaçaõ o de mandato tramitaraí em segredo de justiça, respondendo o autor, na
forma da lei, se temeraí ria ou de manifesta maí -feí .
Art. 15. EÉ vedada a cassaçaõ o de direitos polííticos, cuja perda ou suspensaõ o soí se daraí nos casos de:
I - cancelamento da naturalizaçaõ o por sentença transitada em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condenaçaõ o criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obrigaçaõ o a todos imposta ou prestaçaõ o alternativa, nos termos do art. 5º,
VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.

., CONSCRITOS DURANTE SEVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO NÃO VOTAM E NEM SÃO


VOTADOS!!!!!!!!!!
Decore esse artigo 15, ..

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INÍCIO DO INTENSIVO II

ORGANIZAÇÃO DO ESTADO

Primeiro tabela abaixo com distinções elementares Voceê tem que ter isso debaixo da lííngua, ..

FORMA DE GOVERNO  MONARQUIA / REPÚBLICA


SISTEMA DE GOVERNO  PARLAMENTARISMO / PRESIDENC. OU SEMI
PRESIDENCIALISMO
FORMA DE ESTADO  UNITÁRIO (SIMPLES) / COMPLEXO
(COMPOSTO)

FORMA DE GOVERNO: Monarquia X república Vejamos as diferenças abaixo:

75
 RESPONSABILIDADE POLIÉTICA: Na monarquia, o monarca naõ o responde politicamente
perante os outros poderes. Isso porque na monarquia, o monarca ou o Rei naõ o tem responsabilidade
políítica. Na repuí blica, por outro lado, a caracteríística eí exatamente a responsabilidade políítica. Ex.:
Collor com o impeachment. Portanto, na repuí blica haí responsabilizaçaõ o políítica, por exemplo, com
os crimes de responsabilidade;
 HEREDITARIEDADE: Na monarquia, a tramissao de poder ocorre por ascendeê ncia e
descendeê ncia, ou seja por hereditariedade. Na repuí blica, a tramissaõ o do poder eí feita pela
eletividade, ou seja, por eleiçaõ o.
 TEMPORARIEDADE: Ou seja, na monarquia naõ o se alterna o pdoer, soí com a morte. Na
repuí blica, haí alternaê ncia frequente de poder. Aliaí s, essa eí a ideia fundamental da repuí blica:
alternaê ncia no poder.

SISTEMA DE GOVERNO: Parlamentarismo ou presidencialismo ou semi-presidencialismo


Parlamentarismo surgiu na Inglaterra. ., no Brasil, o uí nico perííodo de toda historia que foi adotado
parlamentarismo foi de 61 a 63. O presidencialismo, por outro lado, surgiu nos EUA para substituir a
figura do monarca / Rei. Desde a proclamaçaõ o da Repuí blica, adotamos o presidencialismo, salvo de
61 a 63 em que se adotou o parlamentarismo. De resto, tudo presidencialismo.
Vejamos as diferenças abaixo:

 DIVISAÕ O ENTRE CHEFES DE ESTADO E GOVERNO (PRINCIPAL CARACTERIÉSTICA


DISTINTIVA): No parlamentarismo haí divisaõ o das funçoõ es exercidas pelo executivo. Haí chefe de
Estado e chefe de governo. Quem será o chefe de estado e governo!? Aí depende se o sistema é
monarquia ou república. Entaõ o, ., o parlamentarismo pode ser republicano ou monaí rquico. Entaõ o,
se for um parlamentarismo monaí rquico, o chefe de ESTADO EÉ o Rei ou o Monarca (EX.: Japaõ o,
Espanha, Reino Unido) e o chefe de governo, o primeiro ministro. Se, por outro lado, o
parlamentarismo for republicano (forma de parlamento e sistema de republica) o chefe de estado
seraí o presidente (Ex.: Alemanha). ., o chefe de Estado noõ a desempenha as funçoõ es spoliticas
importantes. EÉ o Chefe de governo (PRIMEIRO MINISTRO!!!) quem exerce as funçoõ es polííticas mais
importantes. ., o ‘’x’’ da questaõ o no parlamentarismo eí que O PRIMEIRO MINISTRO EÉ ESOCLHIDO OU
DESTITUIÉDO PELO PARLAMENTO e naà o eleito como no presidencialismo. O parlamento teraí muito
poder no parlamentarismo, que ESOLHE E TMABEM PODE DESTITUIR A QUALQUER MOMENTO O
1º MINISTRO!!! Entaõ o, no parlamentarismo naõ o haí prazo fixo de mandato, ficando a criteí rio do
parlamento. No presidencialismo, ., as funçoõ es de chefe de estado e governo estoõ a acumuladas na
figura do presidente.
 TEMPO DE MANDATO: O presidente no presidencialismo, naturalmente, tem tempo fixo e
mandato. O 1º minsitro, o chanceler ou premier (no parlamentarismo, loí gico!!!) naõ o tme Naõ o tempo
de mandato, dependendo do parlamento.
 PRESIDENCIALISMO EÉ SEMPRE REPUBLICANO: PRESIDENCIALISMO EÉ SEMPRE
REPUBLICANO. O PARLAMENTARISMO PODERAÉ SER MONAÉ RQUICO OU REPUBLICANO.
CUUUUIIIDDAAAADOOOOO!!!!

Obs.: MOÇÃO DE DESCONFIANÇA: eí O QUE ocorre para o parlamento dissolver o 1º ministor e


todo o sue gabinete, que noõ a ter~!oa prazo fixo, dependendo d aboa vontade do parlamento.

Obs.: SINONIMO DO 1º MINISTRO: CHANCELER, PREMIER.

Obs.: E QUE PORRA É ESSA DE SEMI PRESIDENCIALISMO OU SEMI PARLAMENTARISMO?  eí


O MAIS recente, surgindo em 1958 na França e mesclou os sistemas presidencialista e
parlamentarista. Nesse sistema, haí a mesma articulaçaõ o polííticado parlamentarismo. Ou seja, no
semi presidencialismo, tambeí m haí divisaõ o entre chefe de estado e governo. GRANDE DIFERENÇA
PARA PARLAMENTARISMO: No semi presidencialismo, o chefe de Estado eí sempre o presidente da
76
Repuí blica, que seraí eleito diretamente pelo povo e, aleí m disso, teraí funçoõ es spolííticas importantes.
Entaõ o, o semi presidencialismo ou semi parlamentarismo tem articulaçaõ o políícita igual ao
parlamentarismo. A diferença para o parlamentarismo eí que neste o chefe de estado noõ a eí eleito
pelo povo e eí apenas um fantoche, sem funçoõ es spoliticas importantes, contudo, no smei
presidencialismo, o chefe de estaod eí eleito pleo povo e teraí funçoõ es importantes.
NO semi, AINDA, EÉ O presidente que escolheraí o 1º ministro, sob chancela do parlamento. Veja, naõ o
eí soí o parlamento e nem soí o presdiente (chefe de estado) que escolhe o 1º ministro. Um indica e o
outo aprova. MISTURA TUDO!!!

FORMAS DE ESTADO: Estado unitário ou complexo (composto) O criteí rio aqui eí a distribuiçaõ o
espacial do poder políítico. No unitaí rio ou simples haí apenas um centro de poder. Nos compostos ou
complexos haí mais de um centro de poder incidindo sobre a mesma populaçaõ o e territoí rio. .,
composto eí o que divide o poder entre seus Estados Membros e municíípios.
Em 1824, na primeira CF brasileira ateí 1989 com a republica sempre houve Um estado UNITAÉ RIO,
ou seja, a forma do estaod brasileiro era unitaí ria. Grande maioria dos estados unitaí rios possui
descentralizaçaõ o, ou administrativa ou políítica. Ou seja, memso quando forma de estado eí unitaí ria,
descentraliza-se para elaborar Leis, escolher representantes e executar determinados comandos
legais. ENTAÕ O, SE PODE HAVER ESTADO UNITAÉ RIO QUE DESCENTRALIZA PODER, PORQUE ELE
TAMBEM NAÕ O PODE SER CONSIDERADO UMA FEDERAÇAÕ O!?!? ., mais embaixo voceê toca nesse
assunto. Mas a grande diferença eí que a federaçaõ o eí delimitada na proí pria CF. O unitaí rio que
descentraliza poder naõ o estaí previsto em nenhuma CF.

Obs.: NOSSA FORMA DE ESTADO (E NÃO DE PODER!!!) É A FEDERAL: Na verdade, ., o nosso


forma de estado eí FEDERAÇAÕ O, MAS HAÉ OUTROS TIPOS DE FORMA DE ESTADO COMPLEXA:

1. UNIAÕ O PESSOAL;
2. FEDERAÇAÕ O;
3. CONFEDERAÇAÕ O.

A nossa forma de Estado complexo eí a FEDERAÇAÕ O. Frisaremos a federaçaõ o dando alguns toques
sobre a confederaçaõ o.

FEDERAÇÃO

‘’Fouedus’’ Vem de pacto, uniaõ o, aliança.

Origem da federação Veio da CF americana de 1787.

Federação X confederação (ISSO CAI DIRETO!!!) Farei um quadro abaixo diferenciando-as:

FEDERAÇAÕ O CONFEDERAÇAÕ O
 Federaçaõ o eí um Estado para a  Confederaçaõ o, contraí rio aà federaçaõ o, naõ o
comunidade internacional; eí um Estado, mas sim uma PJ de direito puí blico,
 Estados membros saõ o unidos por uma formada por diversos ESTADOS SOBERANOS
constituiçaõ o; (DIVERSOS PAIÉSES!!!);
 Na federaçaõ o, soberana eí a repuí blica  Aqui os membros naõ o saõ o unidos por

77
federativa do Brasil. Nem a Uniaõ o eí soberana. CF,mas sim por tratado internaconal. A uniaõ o
Soberana eí apenas o ESTADO FEDERAL COMO europeia por exemplo eí uma confederaçaõ o,
UM TODO. Os estados membros naõ o tem ligadas por tratado internacional e naõ o por uma
soberania, mas sim autonomia. Estados CF;
membros noõ a podem se separar da Uniaõ o.  Na confederaçaõ o, seus membros
Membros da confederaçaõ o podem Obs.: possuem soberania. Claor, ., pois saõ o vaí rios
VEDA-SE O DIREITO DE SECESSÃO!!! ISSO VEM estados soberanos que formam uma
DO PRINCIÉPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO confederaçaõ o. Ou seja, paííses que fazem a
PACTO FEDERATIVO, QUE VEDA A SECESSAÕ o. confederaçaõ o (Uniaõ o europeia, por exemplo,
Ex.: Braisl forma o Mercosul e sai a hroa que mercosul) continuam tendo soberania. Portanto,
quiser. Mas estado brasileiro (SP, RJ, MG, RO, PR, paííses podem sair da confederaçaõ o quando
SC MT) naõ o podem sai rnaõ o, pela quiserem, pois tme soberania.
indisslubilidade do pacto federativo.  DIREITO DE SECESSAÕ O:NA
 Decisoõ es dos oí rgaõ os centrais saõ o CONFEDERAÇAÕ O TEM SECESSAÕ O SIM, LOGICO, .,
obrigatoí rias para todos. Na federaçaõ o todos ESTADOS (PAISES) SEPARAM-SE SE E QUANDO
acatam norma do CN, por exemplo. QUISEREM!!! Memrbos da federaçaõ o naõ o tem
 Atividades alusivas a assuntos internos e direito de secessaõ o.
externos> na confederaçaõ o saõ o soí assuntos  Decisoõ es naõ o vinculam a todos como na
externos. federaçaõ o. Ou eja, lei da confederaçaõ o naõ o eí
 Na federaçaõ o soí existe uma seguida por todos os membros. Ex.: Naõ o
nacionalidade. EXEMPLO: TODOS SAÕ O concordo com essa Lei do parlamento do
BRAISLEIROS!!!! Naõ o haí nacionalidade paulista, Mercosul e por isso ela naõ o valeraí no Brasil.
mineira, gauí cha etc.  Apenas questoõ es externas: Logico.
 Poder central eí dividido em executivo, Assuntos internos de cad apaíís eí tratado por
legislativo e judiciaí rio. Ou seja, ., o poder eí uno, cada estado soberano. A confederçoõ a e’soí para
indivisíível, separadas saõ o as funçoõ es para assuntos externos, que envolvam vaí rios paííses,
facilitar. Na confederaçoõ a naõ o haí essa par aganahr força econoê mica, beí lica etc.
tripattic’~ao de funçoõ es. Haí APENAS O  Na confederaçoõ a haí diversas
LEGISLATIVO, QUE EÉ O CONGRESSO nacionalidades: Brasil, argentino, chileno etc.
CONFEDERAL!!!  Aqui noõ a haí tipartiçaõ o da funçaõ o do
poder. Haí apenas um oí rgaõ o que eí o CONGRESSO
CONFEDERAL!!!!!

Tipos de federalismo ., veremos algumas classificaçoõ es que eu separei em toí picos


grifados par aorganizar melhor!

1ª classificação: Federalismo por agregação ou segregação

1. FEDERALISMO POR AGREGAÇAÕ O OU POR SEGREGAÇAÕ O: ., esse eí criteí rio sobre a origem,
sobre o surgimento da federaçaõ o, do Estado federal. A. Por agregaçaõ o surge quando Estados
soberanos cedem parcela de sua soberania para formar um ente uí nico. Ex.: Estados Unidos eram
vaí rios Estados soberanos e se transofrmaram num soí Estado Federal. Veja, diferente da
CONFEDERAÇAÕ O em que vaí rios paííses apenas se juntam para criar PJ e noõ a Estado novo. No
agregaçaõ o haí vaí rios estados que se juntam formando naõ o uma PJ, mas um novo Estado soberano.
Acontece que os Estados deixam de ser soberanos e passam a ser autnonomos, como SP< MG. Entaà o,
california, florida e NY eram estados soberanos, isto eí , paííses, que se agregaram e formaram um ente
soberano. Passarma de vaí rios entes soberanos, para entes autoê nomos, noõ a mais soberano, pois
soberano agora eí apenas os EUA e os estados saõ o autoê nomos. e B. Por segregaçaõ o eí o contraí rio e
surge com a descentralizaçaõ o políítica d eum estado unitaí rio. EÉ inverso, ., Era um Estado soberano e
quebrou virando vaí rios soberanos. Imagine que o RS resolve se separar. EÉ exatamente isso!
78
2ª classificação: Classificação da federação quanto à repartição de competências Para este
criteí rio, haí 3 espeí cies: vejamos:

1. FEDERALISMO DUALISTA: Caracteriza-se por uma repartiçaõ o horizontal de competeê ncias


entre a Uniaõ o e Estados membros. Haveria repartiçaõ o horizontal entre uniaõ o estado, havendo
coordenaçaõ o entre si. Um naõ o interfere na competeê ncia do outro. Esse federalismo pertence aos
Estados Liberais claí ssicos;
2. FEDERALISMO DE INTEGRAÇAÕ O: EÉ exatamente o oposto do federalismo dualista. Haí
repartiçaõ o vertical de competeê ncias, nas quais haí relaçaõ o de sujeiçaõ o dos Etados em relaçaõ o aà Uniaõ o.
Aqui haí relaçaõ o de submissaõ o dos estados em face da Uniaõ o. Estados se submetem aà s normas feitas
pela Uniaõ o. Naõ o haí cooperaçaõ o como no dualista. Ex.: BRASIL na CF de 67 e 69;
3. FEDERALISMO COOPERATIVO: Caracteriza-se por possuir tanto repartiçaõ o horizontal
quando vertical de competeê ncia. Neste federalismo haí repartiçoõ a horizontal entre Estados e Uniaõ o,
mas haí outras comeptencias de observaê ncia obrigatoí ria pelos Estados. ., EÉ O TIPO ATUAL
BRAISLEIRO, EM QUE HAÉ AS FAMOSAS NORMAS GERAIS, QUE DEVEM SER OBSERVADAS PELOS
ESTADOS MEMBROS.Ex2.: Atual dos EUA.

Entoõ a, ., hoje somos um federalismo cooperativo quanto aà repartiçaõ o de competeê ncias.


., entenda que eí tudo classificaçaõ o quanto a diversos criteí rios. Esse uí ltimo classificaçaõ o foi quanto aà
distribuiçaõ o de competeê ncias.

Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em
âmbito nacional.

3ª Classificação: classificação DA FEDERAÇÃO Quanto à simetria na distribuição de


competências entre entes federativos Seraí simeí trico ou assimeí trico. ., no criteí rio acima quanto
aà reparticçoõ a, comparaí vamos as comepetencias dos Estados comparadas aà s da Uniaõ o. Agora
compararemos a distribuiçaõ o entre dois entes policitos iguais. Ex.: Estados com Estados ou
municíípios com municíípios. Assim, quanto aà simetria a competeê ncia seraí :

1. FEDERALISMO SIMEÉ TRICO: Aqui haí equilííbrio na distribuiçaõ o de competeê ncias entre entes
federativos de mesmo grau. Ou seja, quando federalismo for simeí tricos, todos os Estados possuem
as mesmas competeê ncias e todos os municíípios entre si tambeí m teê m as mesmas competeê ncias. Ex.:
A todos os estados cabem legislar sobre ‘’x’’ e a todos municíípios cabe legislar sobre ‘’x’’. GRANDE
EXEMPLO: Estados Unidos atualmente;
2. FEDERALISMO ASSIMEÉ TRICO: A assimetria faí tica, decorrente de aspectos socioeconoê micos
ou culturais requer uma adaptaçaõ o do sistema federativo aà realidade subjacente ao ordenamento
juríídica. Ou seja, cada estado ou cada municíípios, quando comparados teria a sua epeculiariedade,
entaõ o cada um teria tratamento distinto. Um municíípio teria mais ou menso competeê ncia que o
outro e o memso aconteceria com os estados. Ex.: SUiça e Canadaí . O objetivo do federalismo
assimeí trico seria reduzir desigualdades regionais e locais.

O federalismo do BRaisl quanto aà simetria, eí SIMEÉ TRICO, contudo, consagra, tambeí m, algumas
regras assimeí tricas. Vou anotar exemplos e voceê teraí que ler: artigo 159, I, alíínea ‘’c’’. Entoõ a, o nosso
eí preponderantemente simeí trico quanto a esta classificaçoõ a acima, todavia, haí tambeí m algumas
regras assimeí tricas, que tentam reduzir desigualdades existentes em algumas regioõ es do paíís.
Vimos aqui a simetria entre municopios e municíípios ou entre estados. Cuidado abaixo que veremos
a simetria do sistema brasileiro como um todo e o modelo claí ssico federal. CUIDADO!

79
4ª Classificação: Classifação quanto às características dominantes ., cuidado, naõ o se
confunda. Aqui o criteí rio tambeí m eí a simetria, mas entre o modelo adotado pela constituiçaõ o e o
modelo federal claí ssico. Tambem haveraí SIMETRIA E ASSIMETRIA, mas num sentido totalmente
diferente da classificaçaõ o que voceê fez acima. No de cima vimos simetria dentro dos entes brasileiros
– entre municíípio e municíípio ou entre estado e estado.
AQUI, VEREMOS A SIMETRIA OU ASSIMETRIA DO MODELO BTASILEIRO COMPARADO COM O
MODELO FEDERAL CLAÉ SSICO E NAÕ O A SIMETRIA ENTRE ESTADS E ETSADOS OU MUNICIPIOS E
MUNICIPIOS.
Para este 4º criteí rio, haveraí simetria se adotar-se um modelo tradicional com as caracteríísticas
dominantes de uma federaçaõ o claí ssica.
Federalismo claí ssico tem algumas caracteríísticas: Possibilidade de intervençaõ o, juidicaí rio com
oí rgaõ os nacionais e estaduais, poderes constituintes originaí rio e decorrente, bicameralismo no
legislativo. Ou seja, o federalismo claí ssico tem essa caracteríísticas. Quando o federalismo de um paíís
tiver essas caracteríísticas, O FEDERALISMO SERAÉ SIMEÉ TRICO. Quando naõ o, O FEDERALISMO SERAÉ
ASSIMEÉ TRICO.
VOce jaí entendeu, ..
Entaõ o, assimeí trico EÉ O FEDERALISMO QUE TEM ASSIMETRIA, HAÉ UM ROMPIMENTO COM O
FEDERALISMO CLAÉ SSICO E TRADICIONAL. O nosso federalismo, por exemplo, EÉ ASSIMEÉ TRICO, pois
temos caracteríísticas peculiares. Ex.: O municíípio no Brasil eí ente políítico, membro da federaçaõ o e
essa eí qualidade peculiar do Braisl.

Fim das classificaçoõ es. Foram 4, ., naõ o se perca.

Características essenciais do Estado Federal Veremos as caracteríísticas essenciais de uma


federaçaõ o. Vejamso cada uma:

 DESCENTRALIZAÇAÕ O POLIÉTICO ADMINISTRATIVA ESTABELECIDA PELA CF: Entao, ., para


ser federaçaõ o, a proí pria constituiçaõ o do Estado Soberano (sentido amplo e n estado membro) deve
prever o federalismo. Por isso que no Estado Unitaí rio, quando haí descentralizaçaõ o de competeê ncias,
noõ a haí uma federaçaõ o, pois no Estado Unitaí rio com descentrlalizaçaõ o pol. Amdinistraitva quem
descentraliza eí o poder centrla e naõ o a CF. Federaçaõ o eí soí no Estado complexo!!!! (ESSA É A OBS.
QUE VOCÊ DSSE ACIMA QUE VIRIA ABAIXO!)
 PARTICIPAÇAÕ O DAS VONTADES PARCIAIS NA FORMAÇAÕ O DA VONTADE NACIONAL: EÉ o
princíípio da participaçaõ o. Possibilidade das vontads paricias, dos estados membros, participar das
vontades nacionais. EÉ EMANIFESTADO PELO SENAOD, ., QUE REPRESENTA AS VONTADES PARICIAS
DOS ESTADOS PERANTE TODA A FEDERAÇAÕ O.
 ORGANIZAÇOÕ A DOS ESTADOS MEMBROS POR CONSTITUIÇOÕ ES PROPRIAS: EÉ o constituinte
decorrente.
 IMUTABILIDADE DA FORMA FEDERATIVA DO ESTADO: O estado federla deveraí ter na CF a
forma federativa como claí usula peí trea. Se essa clausula for revogada, haveraí estaod unitaí rio e noõ a
federaçaõ o. Hoje isos eí impossíível, pois eí c. peí trea, soí pode exintugir o federalismo por nova CF.
 RIGIDEZ CONSITTUCIONAL:
 OÉ RGAÕ O REPSONSAÉ VEL POR CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE:

Soberania X autonomia

SOBERANIA AUTONOMIA
Soberania eí o poder políítico supremo e Auto eí ‘’proí prio’’ e nomia eí ‘’norma’’. Entaõ o,
independente. Internamente, a soberania naõ o se autonomia eí a capacidade que tem o ente de
limita por nenhum outro poder. Nenhum estado elaborar a proí pria norma.

80
soberano eí obrigado, na ordem internacional, a Resumindo: autoê nomo eí aquele ente que tem:
acatar ordens que naõ o queria. Lembre que o Kirk Auto organizaçaõ o, auto legislaçaõ o, auto governo
dizia que eí a possibilidade de impor no seu e auto-administraçaõ o;
territoí rio o seu proí prio ordenamento juríídico. Entaõ o, ., Uniaõ o, Estados, DF e municíípios podem
A UNIAÕ O NAÕ O DETEÉ M A SOBERANIA. ELA EÉ auto organizar-se, fazer as proí prias Leis,
ENTE POLIÉTICO, ENTE FEDERATIVO COMO OS escolher os seus represnetates de governo e
DEMAIS, NENHUM DELE TENDO SOBERANIA. administrar-se por si soí .
ELES TEM APENAS AUTONOMIA. QUEM TEM Mas naturalente, a autonomia eí sempre limitada
SOBERANIA EÉ A REPUÉ BLICA FEDERATIVA DO pela CF, que mitiga os limites das autonomias.
BRASIL E NOÕ A A UNIAÕ O ISOLADAMENTE!
MAS QUEM EXERCE A SOBERANIA EM NOME
DO ESTADO BRAISLIERO EÉ A UNIAÕ O!!!!

Entaõ o, ., soberano eí a republica do Brasil como um todo. Mas quem representa essa soberania eí a
Uniaõ o. Entoõ a, uniaõ o noõ a eí soberana. Ela eí ente federativo ao lado de Etsados, DF e municíípio. O que
ela faz eí apenas exercer a soberania perante a uniaõ o internacional por exemplo.
Entaõ o, ., a UnIaõ o soí eí titular de AUTONOMIA. Ela soí exerce a soberania, mas Naõ o eí titular.

Constituição Nacional X Federal ., a nossa CF noõ a eí soí federal. Ela eí federla e nacional a
depender do dispositivo. Quando a CF referir-se apenas aà Uniaõ o, seraí Federal. Quando referir-se a
todos so entes, seraí CONSTITUIÇAÕ O NACIONAL e NAÕ O FEDERA!!!! Ex.: Artigo 19 e 37. O 37 traz
princíípios alusivos a todos os entes e noõ a apenas aà Uniaõ . Logo, eí constituiçaõ o nacional e noõ a federal.
Constituiçaõ o federal eí a parte da CF que soí tratar de normas para a Uniaõ o.

., PARTEMAIS IMPORTANTE DA ORGANIZAÇAÕ O DO ESTADO AGORA. VEREMOS A DISTRIBUIÇAÕ O /


REPARTIÇAÕ O DE COMPETEÂ NCIAS
SEPARARIE PRA FICAR MAIS DIDAÉ TICO.

---------------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X-------------------------------X-------------------------------
X-------------------------------X

REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS

Estudaremos como o federalismo distribui as competeê ncias pelos entes da federaçaõ o.


Primeiro de tudo veremos criteí rios para que a competeê ncia seja distribuíída.

REGRA GERAL: Princípio da predominância do interesse ., esse eí o requisito geral para se


identificar quem eí competente para o que. Ou seja, eí de acordo com a predominaê ncia do interesse
que o poder distribui as competeê ncias. Claro que haí exceçoõ es, mas essa eí uma regra gerla para
começar a entender, ..

81
INTERESSE GERAL  COMEPTEÂ NCIA DA UNIAÕ O;
INTERESSE REGIONAL  COMPETENCIA DOS ESTADOS;
INTERESSE LOCAL  COMPETEÂ NCIA DOS MUNICIÉPIOS;

O GRANDE PROBLEMA EÉ QUE HAÉ EXCEÇoõ ES:

Obs.: 1 O serviço de gaí s canalizado, apesar de ser serviço de interesse local, a competeê ncia para
exploraçaõ o seraí dos ESTADOSE NAÕ O DOS MUNICIÉPIOS. A CF memso diz que eí interesse local, mas
seraí competeê ncia do ESTADO para explorar!!!

Obs.: 2 ., naõ o adianta, voceê vai ter que ler todas as competecias. Mas o novelinho vai estipular
quais saõ o as que mais caem.

Dispocitivos mais importantes para decorar Artigos 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29 e 30.
Improtantííssimo:

 Artigo 22, inciso I: DECORA A COMPET. DA UNIAÕ O EXCLUSIVAS;


 Artigo 24, inciso I: DECORA PORQUE DESPENCA AS COMPET. LEGISLATIVAS
CONCORRENTES.
 Artigo 22, inciso XI: COMPETENCIA DA UNIAÕ O PARA LEGISLAR TRANSITO E TRANSPORTE;
 Competeê ncia para PROCEDIMENTO eí concorrente da Uniaõ o, Estados e Municíípios;
 Competencia para PROCESSO eí privativa da Uniaõ o;

., voceê vai ter que arregaçar esses dispositivos. Naõ o tem jeito. Estude 21 ao 30, mas principalmente
esses destacados.

Dentro da repartiçaõ o de compet. Haí criteí rios.

Campos específicos CF faz uma repartiçaõ o horizontal de competeê ncias. O que o Novelino quer
dizer eí que se separa a competeê ncia em ADMINISTRATIVA E LEGISLATIVA. A partir daíí, enumera-se
as competeê ncias de cada ente.
Entaõ o, alguns entes tem poderes enumerados ou indicativos, onde a CF indica qual eí a competeê ncia
administrativa ou legislativa de cada um.

UNIÃO  COMPETENCIA ADMINISTRATIVA ESTAÉ NO 21 E LEGISLATIVA NO 22;


MUNICÍPIOS  COMPETENCIA DOS MUNICIÉPIOS ESTAÉ NO 30 DA CF;
ESTADOS  NÃO TEM COMPET. ENUMERADA!!! Obs.: 1 CUIDADO: eí CORRETO DIZER QUE
COMPETENCIA DOS ESTADOS EÉ RESIDUAL OU RESERVADA (A PROPRIA CF DIZ QUE EÉ RESERVADO,
EMBORA NOÕ A FAÇA SENTIDO NENHU, .). EÉ QUE AQUI A GENTE COPIOU O TEXTO DO PARAGRAFO
1º DO 25 DOS EUA, ENTAÕ O SERIA RESERVADO MEMSO NOS EUA. AQUI NAÕ O EÉ BEM RESERVADO, EÉ
RESIDUAL, MAS COMO COPIAMOS O TEXTO DOS EUA, SE CAIR RESERVADO TAMBEM MARQUE NA
OBJETIVA!!!!
DISTRITO FEDERAL: Junta competeê ncias locais (como se municíípio fosse) e estaduais (residuais, o
resto);

Veja, ., os Estados naõ o competeê ncias enumeradas como municíípios e Uniaõ . Os estados tem poderes
residuais ou remanescentes ou subsidiaí rios.
Isso estaí no 25 da CF, que diz que o Estado tem competeê ncia para tudo que naõ o for vedado pela CF.

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REPARE Repare, ., quando for ler a CF, que as competeê ncias extensas saõ o as da Uniaõ o. As
comeptencias dos Estados saõ o residuais e as comeptencias dos municíípios estaõ o no artigo 30, que eí
bem curto! Naõ o eí o monstro que voceê construiu na sua cabeça!

§ 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição.

A gente copiou isso dos EUA, que, quando juntou os estados, reservou a cada estado competeê ncia
especííficas e deu o resot para Uniaõ o. Aqui o procedimento foi o contraí rio, por SEGREGAÇAÕ O,
dividuse a unioõ a em vaí rios estados (e naõ o uniu vaí rios estados formando a uniaõ o).

Obs.: 1 HIERARQUIA ENTRE ESTADO, UNIÃO E MUNIC  ., nesses cmapos especííficos de


competeê ncia, naõ o haí hierarquia entre ente algum, cada um no seu quadrado. Isso porque a
repartiçaõ o eí horizontal. Se a competeê ncia naõ o for observada, haveraí INCONSTITUCIONALIDADE
LEGISLATIVA!!!
SOÉ LEMBRE QUE, NA VERDADE, NOSSO FEDERALISMO NAÕ O EÉ DUALISTA, MAS SIM DE
COOPERAÇOÕ A, OU SEJA, PREPONDERNATEMENTE NOÕ A HAÉ HIEARQUIA, MAS HAÉ CASOS EM QUE
HAVERAÉ NORMAS DE OBSERVANCIA OBRIGATOÉ RIA PELOS ESTADOS, DF E MUNUCIPIOS!
Cada um dos entes tem sue campo distinto de atuaçaõ o.

Possibilidade de delegação Aleí m de estabelecer cmapos especííficos (toí pico grande acima), a CF
de 88 estabeleceu que algumas competeê ncias podem ser delegadas.
., ESSA DELEGAÇOÕ A EÉ SMEPRE DA UNIAÕ O PARA OS ESTADOS ou DF, nunca para municíípios!!!!!
., esse toí pico trata especialmente, principalmente dos Estados, pois sobra pouca competeê ncia para
eles. Ou seja, as competeê ncias jaí saõ o todas do municíípio e Uniaõ o, sobra pouco para os Estados,
podendo a Uniaõ o delegar-lhes competeê ncia.
Entaõ o, UNIAÕ O pode delegar competeê ncias para os ESTADOS ou DF!!!
Mas cuidado, se a delegaçaõ o for feita, UNIAÕ O delegada PARA TODOS OS ESTADOS E DF e naõ o apenas
para um!!!
CUIDADO 2  A DELEGAÇAÕ O EÉ APENAS DA UNIAÕ O PARA ESTADOS E DF!!!

Obs.: 1 ARTIGO QUE MAIS CAI SOBRE REPARTIÇÃO 22 parágrafo único: EÉ o dipsitivo que
trata das competeê ncias legislativas da Uniaõ o, e o paraí grafo primeiro, QUE EÉ O QUE MAIS CAI, diz que
a UNIAÕ O pode POR LEEEEIII COMPPLEEEMTNAR delegar aos ESTADOS E DF determinados
pontos especííficos d euma mateí ria. Veja, ., entaõ o delega-se para legislar sobre pontos especííficos da
mateí ria!!!

Competências comuns e concorrentes Saõ o dois criteí riso que entrega a competeê ncia
administrativa ou legislativa para vaí rios, mais um ente! Comum eí administrativa e concorrente eí
legislativa. Alem disso, cuidado que a concorrente naõ o entrega a concorreê ncia aos municíípios.
Municíípios soí entra na comum.

COMPETENCIA COMUM COMPETENCIA CONCORRENTE


 ., competeê ncia comum eí competeê ncia  A competeê ncia concorrente eí
administrativa; competeê ncia legislativa;
 ESTAÉ NO 23 DA CF;  ESTAÉ NO 24 DA CF;
 A comum eí comum a todos: UNIAÕ O, DF,  A concorrente, que eí legislativa, eí
ESTADOS E MUNICIÉPIOS; concorrente NAÕ O A TODOS OS ENTES: Apenas eí
concorrente Uniaõ , Estados e DF;
 Repartiçaõ o das concorrentes eí vertical e

83
naõ o horizontal, diferentemente dos campos
especííficos. Nas concorrentes eí vertical pois haí
uma hierarquia entre as Leis feitas pela Uniaõ o e
feitas pelo Estado, ou sje,a Estados e DF
dependem a Lei geral da uniaõ para legislarem
suplementarmente.

Obs.: 1 DICA: Via de regra, se o ente tem competeê ncia MATERIAL / ADMINISTRATIVA, tambeí m
teraí a cmpetencia legislativa.

Obs.: 2 COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR AS CONCORRENTES SAÕ O COMPETEÂ NCIAS NAÕ O


CUMULATIVAS: Ou seja, Uniaõ o ao tratar dessas mateí rias concorrentes, a Uniaõ o estabelece normas
gerais, as diretrizes, e os Estados esmiuí ça, trazendo a Lei que especifica a Norma geral. EÉ a
competeê ncia SUPLEMENTAR DOS ESTADOS. Entoõ a, em se tratando de competeê ncia LEGISLAAATIVA
(e noõ a administrativa, .) em regra a Unioõ a faz a norma geral e os Estados e DF, a lei especíífica – ESSA
EÉ A COMPETEÂ NCIA SUPLEMENTAR.
Se a Uniaõ o naõ o traz as normas gerais, aíí surge a famigerada COMPETEÂ NCIA PLENA DOS ESTADOS.
Se noõ a tme norma gerla, Estado e DF faz a lei que quiser, em competeê ncia legislativa plena, mesmo
sendo mateí ria concorrente da Uniaõ o em que haveria necessidade de ela editar a geral. ALEVXANDRE
DE MORAES DIZ QUE NA OMISSAÕ O DA UNIAÕ o, em que o estado tambeí m pode EDITAR A GERAL, o
nome seira competeê ncia supletiva!!! MAS CUIDAOD, A CF SOÉ DIZ SUPLEMENTAR MESMO!
Isso tudo estaí no 24, pars. 1º, 2º e 3º.

Obs.: 3 ALEXANDRE DE MORAES: Subdivide isso em competeê ncia COMPLEMENTAR< em que


Estado complementa a norma geral feit apela Uniaõ o ou SUPLETIVA, quando a Uniaõ o eí inerte e o
Estado ou DF legisla plenamente.

§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas


gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que
lhe for contrário.  SUSPENSÃO E NÃO REVOGAÇÃO!!!!

Novelino: ‘’Em termos técnicos, a revogação de um ato só pode ser feita por outro ato de mesma
densidade normativa e emanado do mesmo poder. Ou seja, lei federla revoga Lei Federal. A nova CF,
por exemplo, naõ o revoga LEI ANTERIOR> Ela recepciona ou naõ o, mas NAÕ O REVOGA.Nova CF revoga
antiga CF< mas naõ o leis anteriores. Ex2: Medida provisoí ria naõ o revoga Lei. Tudo isso pois CF, MP e
Leis saõ o emandas de poderes distintos (CF eí poder consitutinte; LEI eí poder legislativo e MP eí do
executivo).
SUPERVENIEÂ NCIA: Por esse paraí grafo acima, ., que a supervenieê ncia da Lei Federal NAÕ O REVOGA A
ESTADUAL QUE ATUOU PLENAMENTE. Uniaõ o se omitiu e Estaod legisou plenamente. Se uniaõ o
depois do Estaod ter feito resolve fazer a norma geral, NOÕ A HAÉ REOVGAÇAÕ O, MAS SIM SUSPENSAÕ O
DA NORMA GERAL FEITA PELO ESTADO!!!
Essa discussaõ o de SUSPENSAÕ O e REVOGAÇAÕ O naõ o eí meramente dogmaí tica. Na praí tica tambeí m eí
diferente. Ela soí fica suspensa e naõ o revogada.

Obs.: 4 E os municííios, que noõ a entram na competeê ncia legislativa concorrete, tem competeê ncia
suplementar na auseê ncia d enorma da Uniaõ l ou do Estado?!?!?! A despeito de noõ a estar elencado no
84
24, os municíípios poderaõ o exercer competeê ncia suplementar. Esta suplementar dos municíípios soí
naõ o seraí exercida quando as mateí rias forem de competeê ncia privativa ou exclusiva da Uniaõ o ou dos
Estados. OU seja, MUNICIÉPIOS TAMBEM LEGISLA SUPLEMENTARMENTE, MAS DESDE QUE SEJA D
EINTERESSE LOCAAAL!!! Resumindo: Municíípios podem tratar de mateí ria ddo 24, desde que de
interesse locla e que naõ o houve Lei geral, salvo quando a competeê ncia for privativa ou exclusiva de
Uniaõ o ou Estado.

Competência privativa e competência exclusiva Competencia privativa eí aquela atribuíída a


apenas um ente federativo e que eí passíível de delegaçaõ o, isto eí , seraí objeto de delegaçaõ o
possivelmente (Uniaõ o delegada para Estados ou DF por L. complementar). A privativa estaí no artigo
22 da CF. Haí outro caso no 84, par. uí nico, (LEIA!!!!!) que traz competeê ncia PRIVAITVA DO
PRESIDNETE. ENTENDA: em SE TRATADNDO de competeê ncias privativas entre os entes políícitos /
federativos, as privativas soí estaõ o no 22. Mas haí outro caso de privativa, mas naõ o de ente, e sim do
presidente da rep (84, par. uí nico).
A exclusiva tambeí m eí atribuíída a um uí nico ente federativo, mas que naõ o admite a possibilidade de
delegaçaõ o.
A CF de 88 naõ o faz distinçaõ o entre essas duas espeí cies, razaõ o pela qual alguns autores sustentam
que ela naõ o deve permanecer no constitucionalismo brasileiro atual.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRTIVA

Princípio da indissolubilidade do pacto federativo Veda o direito de secessaõ o.

Artigo 18 da CF
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
§ 1º - Brasília é a Capital Federal.
§ 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou
reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a
outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população
diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual,
dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia,
mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de
Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei

Veja, a Uniaõ o eí formada pela UNIAÕ O indissoluí vel do DF, ESTADOS e MUNICIËPIOS.

ESTADOS

Os Estados saõ o autoê nomos, ma snoõ a soberanos, pois haí normas de observaê ncia obrigatoí ria.

85
PRINCIPIOS CONSITUTCIONAIS PRINCIÉPIOS CONSITUTCIONAIS PRINCIÉPIOS CONSTITUCIONAIS
SENSIÉVEIS EXTENSIÉVEIS ESTABELECIDOS
Sensííveis saõ o os princíípios Saõ o normas organizatoí rias da Saõ o aqueles previstos pela CF e
constitucionais que tratam da Uniaõ o que devem ser que se encontram espalhados,
esseê ncia da organizaçaõ o estendidas aos estados. Alguns de forma assistemaí tica, ao
constitucional, cujo saõ o extensííveis por previsaõ o longo do sue texto.
descumprimento acarreta expressa e outros por A diferença dos extensííveis
intervençaõ o federal. Exs.: interpretaçaõ o implíícita. Ex. dos para os estabelecidos eí teê nue.
Forma republicana, expressos: 27, par. 1º e 2º da Nos extensííveis eles soõ a
presidencialista, sistema CF, que trata dos subsíídios dos previstos para aí rea FEDERAL e
representativo e regime deputados estaduais. O par’rafo soõ a EXTENSIVEIS aos Estados.
democraí tico. manda que sejam estendidos Nos estabelecidos eí diferente.
aos estaudais as normas dos Estabelecidos saõ o aqueles que a
deputados federais. CF preveê e que os Estados tem
Ex.: CPI, subsíídios etc. que obsevrar. Ex.: Artigo 19: Diz
que aplica-s ea todo mundo os
princíípios ao DF< municíípios,
estados etc.
Entaõ o, noõ a eí previsto para
uniaõ o e extens’vel aos estados.
NAÕ O< jaí vale expressamente
epra todos.

Obs.: 1 LEI NACIONAL X LEI FEDERAL: Nacional se aplica a todos os membros (Ex.: Artigo 37 se
aplica a Unioõ a, Df, Estados e municpios). A Lei federla eí aquela soí aplicads aà Uniaõ o. EXEMPLO D
ELEI NACIONAL: 8666 e CTN, que saõ o leis que valme para todo mundo. Foram feitos pela aí rea
federla, isto eí , pelo CN, mas vale para todo mundo.
As leis federais aplicam-se apenas aà Uniaõ o. Ex de lei federal: A 9112 QUE SOÉ SE APLICA AOS
SERVIDORES FEDERAIS, DA UNIAÕ O.
EÉ a mesma diferença usada para definir COnstituicaõ o Nacional e Constituiçaõ o Federal.

DISTRITO FEDERAL

Natureza do DF Para o STF, Ele naõ o eí Estado e nem municíípio, mas uma unidade federada, isto eí ,
um ente políítico com competeê ncia parcialmente tutelada pela Uniaõ o.

Voceê se perdeu um pouco, daí uma pesquisada melhor depois no DF.

MUNICÍPIOS

86
Natureza Absolutamente majoritaí rio que eí ente políítico, ou seja, ente federativo. Mas o Zeí
Afonso, salame, diz que naõ o eí ente federativo naõ o. Praticamente soí ele diz isso.
Mas eí importante falar so Zeí afonso, porque o nome pesa, mas eí muito minoritaí rio. Para o Zeí
municpio naõ o seria ente pois naõ o haí possibilidade de se fazer uma FEDERAÇAÕ O DEMUNICIPIOS.
Feferaçaõ o seria soí de Estados, e por isos municopios naõ o seriam entes federativos.
O posicionamento quase unanime, salvo o Zeí afonso, eí de que o muncíípio eí sim ente federativo, pois
os artigos 1º e 18 da CF o trataraiam como ente da federaçaõ o brasileira.

TERRITÓRIO

Natureza Naõ o saõ o entes federativos, mas sim autarquias. Na CF de 69 os territoí rios eram um dos
entes polííticos sim, ao lado da Uniaõ o e Estados. Mas isso mudou, Aliaí s, hoje nem existem territoí rios,
mas podem ser criados.
Se criados forem, teraõ o natureza de autarquia.

O governador de territoí rio naõ o eí eleito. Excepcionalemnte, o chefe do executivo do territoí rio eí
indicado pelo PRESIDENTE DA REPUBLICA!!! Presidente nomearaí o chefe do executivo do territoí rio.

Território terá deutado no CN Sim, mas Noõ a seraí proporcional aà populaçaõ o como nos estados. O
TERRITOÉ RIO ELEGE 4 DEPUTADOS FEDERAIS.

Território não terá SENADOR Tem deputaod, mas naõ o SENADOR!!!

CRIAÇÃO DE ESTADOS, TERRITÓRIOS E MUNICPIOS

ESTADOS E TERRITÓRIOS Estados e territoí rios saõ o criados nas mesmas hipoí teses:

 Incorporaçaõ o: Ocorre uma fusaõ o entre dois ou mais Estados, dando origem aà formaçaõ o de
um NOVO ESTADO ou NOVO TERRITORIO. Ex.: A + B = C!
 Subdivisaõ o: Ocorre uma cisaõ o de um Estado originaí rio, que se transforma em novos Estados
ou territoí rios. Ex.: SP eí subdividido surgindo dois ou mais outros estados. SP vira enzoí polis,
dailoí polis e mnocoloí polis. 3 novos estados ou territoí rios.
 Desmembramento: Pode ocorrer em 2 situaçoõ es o desmembramento: A. Para anexaçaõ o em
outro Estado, sem que haja criaçaõ o de novo ente federativo e B. Para formaçaõ o de novos Estados ou
territoí rios.

Na incorporaçaõ o e subdivisaõ o o Estado originaí rio deixa de existir. Dois se juntam e formam um novo
(incorporaçaõ o) ou um estado se cinge virando 2 ou mais novos (subdivisaõ o). No desmembramento eí
diferente, o estado originaí rio continua existindo, mas eí desmembrado. Ex.: Sai um pedaço de SP para
se anexar no RJ ou para se constituir em um novo, mas SP continua existindo!!!

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Para qualquer uma das 3 hipoteses acima deve haver oitiva da populaçaõ o da aí rea desmembrada
quanto aà da aí rea remanescente.

Estaí no 18. LEIAAA ABAIXO:

§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual,


dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia,
mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de
Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei

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ORGANIZAÇÃO DOS PODERES

PODER LEGISLATIVO

GARANTIAS DOS DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES  Haí uma seí rie de garantias atribuíídas
aos membros do poder legislativo. Vejamos abaixo cada uma das garantias atribuíídas aos deputados
federais e senadores (soí deles por enquanto)!!!!

1. IMUNIDADE MATERIAL PALAVRAS E VOTOS OU ‘’FREEDOM OF SPEECH’’: Art. 53. Os


Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e
votos:

Essas imunidades materiais teê m natureza juríídica de causa excludente de tipicidade, pois a proí pria
conduta naõ o eí criminosa. Naõ o haí justa causa, portanto, nesses casos. Mesmo depois d eterminado o
mandato, deputado ou senador continuaraõ o tendo imunidade material quando as palavras, votos e
opinioõ es proferidos durante o mandato.
O artigo diz imunidade material, mas a CF chama de inviolabilidade material. Aleí m disso, o caput diz
que eí apenas imunidade CIVIL e PENAL, mas entende-se que eí imunidade CIVIL, PENAL,
ADMINISTRATIVA e POLIÉTICA.
Embora o STF ainda Naõ o tenha se manifestado sobre o assunto, entende-se que o par. 1º se aplica ao
caput e a IMUNIDADE MATERIAL tambeí m seraí garantida a partir da DIPLOMAÇAÕ O e, portanto, antes
da posse.

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Quais saõ o exatamente as palavras e votos protegidas?!?? A Se a manifestaçaõ o ocorre fora do
Congresso Nacional, ela soí estaraí protegida pela imunidade material se tiver relaçaõ o com o exercíício
do mandato, caso contraí rio o deputado ou senador repsonderaí do mesmo jeito. Ex.: Eurico Miranda,
em 1987, no campeonato brasileiro que era deputado federal E tmabem presidente do Vasco, disse
pro arbitro que ele tinha recebido 300000 para dar o jogo ao Palmeiras. A despeito de ser deputaod,
as palavras noõ a tinham relaçaõ o com o cargo de deputado e naõ o foram protegidas pela imunidade
material e B Se a manifestaçaõ o ocorreu no plenaí rio, estaraõ o protegidas todas elas,
independentemente de terem conexaõ o com o exercíício do mandato. Ou seja, presume-se que,
presumidas dentro do CN, que as palavras e votos tem relaçaõ o com o cargo;
Os meios de comunicaçaõ o tmabem saõ o protegidos pela imunidade?!!?!? Ou sej,a imagine o caso do
ROberto Jeffesron que contou na Veja o esquema do Mensalaõ o. O Roberto tinha omunidade, mas e a
Veja, que divulga. STF jaí entendeu que o fato coberto pela inviolabilidade material, quando
divulgado na imprensa, tambeí m confere proteçaõ o aos meios de comunicaçaõ o. Entaõ o, a imunidade de
quem proferiu a palavra, voto ou opiniaõ o se estende aos meios de comunicaçaõ o, impedindo-se de
processar os meios de comunicaçaõ o que divulgar aquilo dito pelo deputado ou Senador. Ateí porque
fazer denuí ncia sobre esquema e impedir a imprensa de digulvar naõ o muda nenhuma, pois ningueí m
tomaria conhecimento!!!
Imagine agora que discutem acaloradamente um deputado ou senador com uma pessoa comum, que
naõ o possui imunidade. A pessoa sem imunidade que responde imediatamente tem imunidade?!?!?!?!
Entende o STF que se a resposta for imediata, mesmo que configure injuí ria, difamaçaõ o, tambeí m
ficaraí imune. Ora seria injusto eu começar a discutir com o Maluf ou o Collor e soí eles poderem falar.
Logo, eu poderei responder, mas a resposta tem que ser imediata. Naõ o posso responder depois de
uma semana, aíí eu naõ o terei imunidade naõ o.

2. Artigo 53, § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a


julgamento perante o Supremo Tribunal Federal: Obs.: FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO:
Veja, , essa inviolabilidade eí a partir da expediçaõ o do diploma E NAÕ O soí quando da posse. EÉ antes da
posse que se obtem a garantia!!!! Veja o final do artigo, que diz que o julgamento seraí perante o STF.
Esse fim do artigo 53, par. 1º deve ser interpretado de acordo com o artigo 102 da CF. O 102 diz que
esse foro privilegiado (por prerrogativa) tem APENAS COMPETENCIA PARA JULGAMENTO DAS
INFRAÇÕES PENAIS COMUNS, ou seja, açoõ es civis, tributaí rias, trabalhistas etc que abranjam
deputados e senadores a competeê ncia eí comum e naõ o no STF que eí a por prerrogativa. Mas o que
saõ o infraçoõ es penais comuns?!?!?! Interpretada d emaneira ampla, entendendo-se como: crimes
dolosos contra a vida, crimes eleitorais e ateí contravençoõ es penais. Entaõ o saõ o praticamente todos so
crimes, pois esse foro privilegiado eí competeê ncia constitucional e prevalece sobre asoutras regras.
Entaõ o, no confronto entre privilegio e JURI, prevalece o FORO PRIVILEGIADO!!!!!!

Quanto aos inqueí ritos policiais, a inciativa do inqueí rito seraí confiada ao MPF sob a supervisaõ o do
Ministro Relator do STF. A políícia federal naõ o estaí autorizada a abrir de ofíício Inqueí rito Policial
envolvendo autoridades com prerrogativa de foro no STF. Para instaurar o IP naõ o precisa de licença,
autorizaçaõ o da respectiva casa.
Em regra, terminou o mandato, o processo eí enviado de volta para justiça comum. Por outro lado,
quando voceê eí diplomado, manda-se todos tambeí m para o STF. Mas haí exceçoõ es: A. Quando o
julgamento jaí tiver sido iniciado antes do teí rmino do mandato, mesmo com o teí rmino naà o se
remeteraí para justiça comum. Ou seja, se inciou o julgamento e naõ o terminou, mesmo que durante o
julgamento termine o mandato, processos continuam no STF. Ex.: No mensalaõ o. Mesmo que esse ano
fosse o julgamento e fosse terminar os mandatos, os processos consinuariam laí !!!!! e B. Quando
houver renuí ncia com abuso de direito. Ex.: Deputado ou Senador um dia antes do julgamento
renuncia ao cargo. O cara faz isso faz naõ o ser julgado pelo STF, prolongando o feito para haver a
prescriçaõ o. Por isso, como houve renuncia com abuso de direito, PROCESSO CONTINUA LAÉ , NAÕ O SE
REMETENDO PARA A COMUM!!!!!
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SUÉ MULA 704: Quando houver conexaõ o ou contineê ncia, no caso de concurso de crimes, aquele que
naõ o tiver imunidade vai junto!!!! Caso do mensalaõ o, tme um monte de nego sme prerrogativa de
funçaõ o que participaram do processo dentro e direto no proí prio STF.

3. IMUNIDADE FORMAL OU INCOERCIBILIDADE PESSOAL RELATIVA OU ‘’FREEDOM FROM


ARREST’’: art. 53, § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão
ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de
vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre
a prisão. Antes de tudo, frise que soí se aplica aà quele que tem imunidade. Logo, no concurso de
pessoas, por exemplo, naõ o se aplica ao co-reí u (diferente da material), pois o paragrafdo veda
expressamente que se estenda ao correí u. Repare tambeí m que eí DESDE A EXPEDIÇAÕ O DO DIPLOMA
e, portanto, antes mesmo da posse. ESSE ARTIGO ACIMA EÉ O DA IMUNIDADE FORMAL QUANTO AO
FLAGRANTE OU PRISOÕ ES CAUTEARES!!!! Mas a imunidade formal tem 2 formas, como veremos
abaixo!

A imunidade formal tem duas espeí cies, imunidade formal para naõ o ser preso em flagrante
(paraí grafo 2º) e para naõ o ser processado (paraí grafo 3º): AS DUAS VISAM GARANTIR A LIBERDADE
PARLAMENTAR. ALIAÉ S, AS 3, POIS A MATERIAL TAMBEÉ M O FAZ!!!
 A IMUNIDADE PRISIONAL: Soí eí preso em caso de flagrante no caso de crime inafiançaí vel.
Se for pego praticando inafiançaí vel, enviar-se-aõ o em 24 horas os autos aà casa respectiva para que,
pela maioria dos membros, resolvam sobre a prisaõ o. Entenda, , entaõ o essa imunidade formal soí se
aplica AÀ S PRISOES PENAIS CAUTELARES. Ou seja, noõ a se admite que o parlamentar seja preso antes
que haja transito definitivo, a fim de evitar perseguiçaõ o políítica. No mensalaõ o o povo foi preso
porque houve condenaçaõ o, uai. Entaõ o, a impossibilidade de prisaõ o dos parlamentares soí se aplicam
no caso de prisoõ es cautelares e naõ o no caseo de prisoõ es definitivas. E no caso de prisaõ o civil?!?! Vai
preso, loí gico. Se naõ o pagar pensaõ o: xadrez!
 B IMUNIDADE PROCESSUAL: § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por
crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que,
por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá,
até a decisão final, sustar o andamento da ação., ESSa EÉ ESPEÉ CIE DA FORMAL, MAS EU PREFIRO
SEPARAR COMO SE FOSSE UMA IMUNIDADE DISITNTA E ISOLADA. VEJAMOS ABAIXO:

4. IMUNIDADE PROCESSUAL: § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por


crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que,
por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá,
até a decisão final, sustar o andamento da ação.

Caso em que a casa, por maioria ABSLOUTA, poderaí sustar a açaõ o, desde que o crime tenha sido
cometido depois da diplomaçaõ o.
ARTIGO 53, PAR. 4º: § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo
improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
ARTIGO 53, PAR. 5º: § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato.
Mas eí bom esclarecer outro detalhe importante. A prerrogativa de sustaçaõ o do processo naõ o alcança
os demais participantes do crime que naõ o saõ o parlamentares. Assim, se o parlamentar se aliou a
outras pessoas para a praí tica do crime, estas outras pessoas seraõ o processadas normalmente. O que
vai acontecer eí uma cisaõ o de processos, uma separaçaõ o. O processo contra o parlamentar pode ser
suspenso, enquanto os processos envolvendo os demais autores seraõ o encaminhados aà Justiça
Comum.
A ÚNICA PRERROGATIVA E IMUNIDADE APLICAVEL AOS CORRÉUS QUE NÃO SEJAM
PARLAMENTARES É O FORO PRIVILEGIADO. IMUNIDADES FORMAL (PRISIONAL E

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PROCESSUAL) E MATERIAL SÓ TERÁ O PARLAMENTAR. ESSAS GARANTIAS TAMBEM NÃO SE
APLICAM AOS SUPLENTES!!!
voceê jaí ’entendeu: OS DEPUTADOS ESTADUAIS, FEDERAIS E SENADORES SERAÕ O PROCESSADOS SIM,
MAS A CAS APODE SUSTAR A AÇAÕ O, SUSPENDE-LA ATEÉ O FIM DO MANDATO, CASO EM QUE AIÉ SIM
ELE SERAÉ PROCESSADO!!! Hoje a casa naõ o tme que autorizar nenhuma!
voceê pode dizer que saõ o treê s imunidades: Material, formal prisional (flagrante) e formal processual
(sustaçaõ o da açaõ o).
A prisaõ o voceê jaí etndeu, soí se prender cautelarmente os parlamentares desde que em caso de
flagrante de crime ianfiançavel e, mesmo assim, manda-se para casa respectiva para decidir sobre a
prisaõ o.
ENTENDA ESSE NEGÓCIO DE IMUNIDADE PROCESSUAL  Hoje a casa NÃO TEM QUE
AUTORIZAR CARALHA NENHUMA a instauraçaõ o do processo. Crime comum praticado apoí s a
diplomaçaõ o, recebida a denuí ncia, o STF daí cieê ncia aà casa que poderaí apenas sustar, SUSPENDENDO
A PRESCRICAO DO CRIME ATEÉ O FIM DO MANDATO, QUANDO O PROCESSO SERAÉ RETOMADO!!!

Por fim, vale lembrar que os deputados e senadores naõ o precisma testemunhar sobre informaçoõ es
recebida sou prestadas durante o mandato. Tambem soí seraõ o integrados aà s forças armadas com
autorizaçaõ o da respectiva casa, mesmo que em tempo d eguerra!!!

Fim dos FEDERAIS.

GARANTIAS DOS DEPUTADOS ESTADUAIS Artigo 27: § 1º - Será de quatro anos o mandato dos
Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral,
inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às
Forças Armadas.
Portanto, todas as regras que se aplicma aos parlamentares federais, se aplicam aos parlamentares
estaduais: imunidades materiais, formais, prerrogativa de funçaõ o (mas naõ o seraí no STF), perda de
mandato etc.
SUÉ MULA 03 DO STF: Essa sumula dizia que a imunidade material e formal dos deputados estaduais
restringir-se-ia ao territoí rio do respectivo Estado. Isso Naõ o se aplica mais. Naõ o se restringe apenas
ao territoí rio do respectivo Estado. Ela eí assegurada em todo o territoí rio nacional.

1. PRERROGATIVA DE FORO: Como se aplica o memso regime juríídico da aí rea federal, os


estaduais tmabem tem foro por prerrogativa de funçaõ o, mas a competeê ncia eí do TJ e naõ o do STF.

Tribunal do juí ri X prerrogativa de funçaõ o: No caso dos deputados federais e senadores prevalece a
prerrogativa de funçaõ o, pois eí competeê ncia constitucional. Mas Cuidado, quando a Constituiçaõ o
Estadual preveê a prerrogativa, prevalece o juí ri, pois CF eí maior que CE. EÉ a sumula 721 que diz isso.
Normas da CF devem prevalecer sobre normas estaduais, aplicando-se criteí rio hieraí rquico,
prevalecendo o juí ri. Quando dos deputados FEDERAIS e SENADORES, as duas normas saõ o
constitucionais federais, ou seja, tanto a que preveê prerrogativa quanto a que preveê juí ri estaõ o na CF,
entaõ o quanto aà hieraequia saõ o iguais, aíí via pela especialidade. MAS SOÉ PREVALECE O JUÉ RI SE
ESTTIVER A PRERROGATIVA PREVISTA EXCLUSIVAMENTE PELA CONSTITUIÇAÕ O ESTADUAL.
PORTANTO, SE A CE APENAS REPRODUZ O QUE PREVE A CF (ESTAÉ PREVISTO NAS DUAS),
PREVALECERAÉ O FORO POR PRERROGATIVA FE UNÇAÕ O MESMO. o paraí grafo primeiro do 27 daí o
memso regime juríídico aos ESTADUAIS, logo, naõ o estaí soí na CE as prerrogativas dos deputados
estaduais, estaí na CF tambeí ,, logo a prerrogativa prevalece sobr weo juí ri. Mas cuidado,, se a
prerrogativa estiver APENAS na CE, prevalece tudo que estiver na CF, pela hierarquia!!!!
Resumindo, mesmo nos dolosos contra a vida por dep. Estadual, quem julga eí o TJ e naõ o o juí ri, pois eí
a CF que daí o regime ao dep. Estadual e naõ o apenas a constituiçaõ o estadual. As duas o fazem!

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Mas cuidado, tme sempre o privileí gio, mas naõ o apenas no TJ, o privileí gio quer dizer que seraí na
esfera estadual:
 Crime contra a vida e outros comuns: TJ!
 Crime eleitoral: TRE!
 Crime contra autarquia federal, EPs e uniaõ o: TRF!

Fim dos dep estaduais.

GARANTIAS DOS VEREADORES Tem imunidade material dentro da circunscriçaõ o, ou seja,


dentro dos limites territoriais do municíípio. Se vereador naõ o estiver em Salto, naõ o tem imunidade
material. o vereador eí o uí nico que naõ o tem imunidade e garantias em todo o territoí rio nacional.

1. IMUNIDADE MATERIAL: Tem, Estaí acima, mas doí dentro do municíípio.


2. IMUNIDADE FORMAL: CF naõ o atribui formal (prisional e processual) aos vereadores.
Constituiçaõ o Estadual poderia atribuir imunidade formal aos vereadores?!?! Segundo o STF, as
imunidades formais naõ o podem ser estendidas aos vereadores pelas Constituiçoõ es Estaduais;
3. PRERROGATIVA DE FORO: CF naõ o diz nada, mas aqui, diferente do caso da imunidade formal,
entende-se que a constituiçaõ o estadual pode sim criar a prerrogativa. Entaõ o, em regra, vereadores
naõ o tem foro por prerrogativa, salvo se a constituiçaõ o Estadual fazeê -lo. Mas quem pode estabelecer
competeê ncia eí A CE. Lei organiza do municíípio naõ o!!!!

Entaõ o veja, , aqui eí o tíípico caso que o conflito com o juí ri nos dolosos contra a vida seraí resolvido
pela hierarquia das normas. Aplicar-se-aí a sumula 721, pois a competeê ncia eí exclusivamente
prevista pela constituiçaõ o estadual, logo, prelavece o disposto na CF, pela maior hierarquia.

Fim das garantias do poder legislativo federal, estadual e municipal, mas ainda no poder legislativo.

INCOMPATIBILIDADES E PERDA DE MANDATO

Tudo que falaremos aqui se estende a todo o legislativo: Deputados federais, senadores, estaduais e
vereadores.

Inelegibilidade X incompatibilidade X crime de responsabilidade:, inelegibilidade voceê colocou


laí na aula de direitos polííticos, que podem ser absolutas e relativas. As inelegibilidade existem antes
das eleiçoõ es, ou seja, inelegíível eí aquele que SEQUER pode ser candidato. As incompatibilidades se
aplicam apoí s, ou seja, soí surgem depois da eleiçaõ o, depois que o candidato jaí foi eleito. Novelino: ‘’As
incompatitiblidades impede, apoí s as eleiçoõ es, as praí ticas de determinados atos pelo eleito ou
impede o exercíício de determinados cargos, empregos ou funçoõ es puí blicos.
E nos casos dos crimes de responsabilidade?!?!?! Crimes de responsabilidade saõ o mecanismos de
fiscalizaçaõ o, colocados aà disposiçaõ o do poder legislativo para controlar membros do executivo e
judiciaí rio. Entaõ o, os crimes de responsabilidade naõ o saõ o PRATICADOS POR PARLAMENTARES, mas
sim JULGADOS pelos parlamentares. Ex.: Se dilma pratica crime de responsa, eí o legislativo que
julga. Mas haí uma uí nica exceçaõ o em que membro do legisatvio pode responder por rime de
responsa.

Incompatibilidades em espécie Artigo 54: Os deputados e Senadores (e todos os outros por


analogia) não poderão, desde a expedição do diploma!!!

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1. Artigo 54, I, a: Firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia,
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo
quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. DESDE EXPEDIÇAÕ O DO DIPLOMA
2. Artigo 54, I, B: aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que
sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior. DESDE EXPEDIÇAÕ O
DIPLOMA
3. Artigo 54, II, a: ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor
decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada.
Cuidado QUE A PARTIR DO INCISO II EÉ DESDE A POSSE;
4. Artigo 54, II, B: ocupar cargo ou funçaõ o de que sejam demissííveis "ad nutum", nas entidades
referidas no inciso I, "a". DESDE A POSSE, CUIDADO.
5. Artigo 54, II, C: patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se
refere o inciso I, "a";. DESDE A POSSE!
6. Artigo 54, II, D: ser titulares de mais de um cargo ou mandato puí blico eletivo. DESDE A
POSSE

Se infringir qualquer dessas incompatibilidade,s o mandato seraí cassado!!!

Voceê tem que saber, ‘’desde a expediçaõ o do diploma’’ soí tem duas situaçoõ es:

 ‘’firmar ou manter contrato com pj de direito público ou concessionaria de direito público;


 Aceitar ou exercer cargo ou função remunerado em qualquer PJ de direito publico ou
ocncessionaria de direito público.

O resto eí tudo ‘’DESDE A POSSE’’!!!!

Perda do mandato Estaí no 55 e 56. DECORA, .!!!!

Cassação e extinção voceê vai ter que estudar por conta o 55 e o 56.
CASSAÇAÕ O DE MANDATO EXTINÇAÕ O DE MANDATO
VOCE NAÕ O ENTENDEU! (NAÕ O EÉ SECRETO!) Diferente da cassaçaõ o, auqi naõ o haí uma decisaõ o.
Tanto a cassaçaõ o quanto a extinçaõ o estaõ o no 55, Auqi a mesa da casa respectiva apenas declara a
mas a cassaçaõ o tem um procedimento e uma extinçaõ o do mandato. A mesa o faraí de ofíício ou
consequente decisaõ o! por provocaçaõ o.
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou
Senador: Senador:
I - que infringir qualquer das proibições III - que deixar de comparecer, em cada sessão
estabelecidas no artigo anterior; legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da
II - cujo procedimento for declarado incompatível Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por
com o decoro parlamentar; esta autorizada;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença IV - que perder ou tiver suspensos os direitos
transitada em julgado (TEM QUE TER políticos;
TRANSITADO EM JULGADO – MENSALÃO – V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos
DONADON). casos previstos nesta Constituição;
§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar,
além dos casos definidos no regimento interno, o
abuso das prerrogativas asseguradas a membro
do Congresso Nacional ou a percepção de
vantagens indevidas.
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do

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mandato será decidida pela Câmara dos
Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria
absoluta, mediante provocação da respectiva
Mesa ou de partido político representado no
Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a
perda será declarada pela Mesa da Casa
respectiva, de ofício ou mediante provocação de
qualquer de seus membros, ou de partido político
representado no Congresso Nacional, assegurada
ampla defesa.
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a
processo que vise ou possa levar à perda do
mandato, nos termos deste artigo, terá seus
efeitos suspensos até as deliberações finais de que
tratam os §§ 2º e 3º

Ainda no poder legislativo, mas farei toí pico separado!

Função precípua do legislativo Legislador por exceleê ncioa e fiscaliza atos do executivo tambeí m
por exce;eê ncia. FISCALIZAR TAMBEM EÉ TIÉPICA!!!

Função atípica do legislativo Executar (funçaõ o executiva) sua organizaçaõ o e juríídica (funçaõ o
judicial atíípica) em que o Senado julga o presidente nos crimes de responsabilidade.

Câmara Representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional (quociente eleitoral). Divide-
se o nuí mero de votos vaí lidos pelo quociente eleitoral. Para encontrar o quociente eleitoral, basta
dividir o nuí mero de votos vaí lidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscriçaõ o.
O nuí mero total de deputaod sseraí estabelecido por lei compelemtnar (de senadores tambeí m).
Territoí rios naõ o tme senadores, ma spoderoõ a eleger 4 deputados.
Saõ o 513 deputaods no total.
Nenhum estado ou DF teraí menos de 8 nem mais de setenta 70 deputados.

Senado Representantes dos estados e do DF, eleitos pelo majoritaí rio (quem tive rmais voto nas
urnas de seu estado, ganha!).
Cada Estado teraí sempre 3 senadores, com mandato de 8 anos (porem a renovaçaõ o dos
representantes de cada estaod eí feita de 4 em 4 anos, mudando em uma eleiçaõ o 1/3 e na outra, 2/3).
SEMPRE MAIORES DE 35 ANOS.
SEMPRE 3 PARA CADA ESTADO.

MAIORIA SIMPLES 50% + 1 dos presentes (estando presente a maioria absoluta dos membros!).
Entaõ o, precisa estar presente 50% + 1 de todos os membros, dentr os quais se aprova com 50% + 1.
MAIORIA ABOSLUTA 50% + 1 do nuí meor total de membros., independente dos presentes
(NUÉ MERO SEMPRE O MESMO!).

EXEMPLO PRÁTICO DE ABSOLUTA E RELATIVA  Na maioria absoluta naõ o importa quantos estaõ o
presentes, a quoí rum seraí fixo. Se existem 513 deputados e soí comparecem 300, o quoí rum continua
sendo de 257. Noõ a absoluta naõ o se a;teraí . Se fosse relativa, eí 50% +1 dos presentes.

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OQUE OCORRE, EÉ QUE, VIA DE REGRA, SALVO DISPOSIÇOÕ A EM CONTRAÉ RIO, AS DELIBERAÇOÕ E
SLEGISLATIVAS SERAÕ O TOMADAS POR MAIORIA RELATIVA, ESTANDO PRESENTE A MAIORIA
BASOLUTA. Entaõ o, para votar tem que ter 50 % + 1 de todos os membros. E, destes, aprova-se por
50% + 1 dos presnetes.

PROCESSO LEGISLATIVO

Ainda estamos na organizaçaõ o do poder, no que tange ao poder legislativo.


Processo legislativo eí um conjunto de normas que regula a produçaõ o de atos normativos primaí rios,
que saõ o aqueles que retiram diretamente da CF o seu fundamento de validade.

Quais são esses atos primários?!?! Saõ o todos os atos que retiram seu fundamento direto da CF. Saõ o
as espeí cies normativas. EÉ elaboraçaõ o de normas uríídicas. Vejamo-los:

 Emendas;
 Leis complementares;
 Leis ordinaí rias
 Leis delegadas
 Medidas provisoí rias
 Decretos legislativos
 Resoluçoõ es;

Os parlamentares tem direito puí blico subjetivo aà observaê ncia do devido processo legislativo
constitucional. Se o processo CONSTITUCIONAL naõ o for obedecido, o parlamentar que participa
daquele processo poderaí impetrar mandado de segurança (uí nico caso de controle preventivo
judicial). Paralemntar tem direito de garantir que o processo legislativo seja seguido. Tem direito
lííquido e certo (cabe MS!)
As normas do processo legislativo saõ o de observaê ncia obrigatoí ria pelos Estados e Municíípios. Ou
seja, ., tudo que eu disser sobre o processo legislativo na esfera federal, tambeí m se aplica aà s esferas
estaduais e municipais (Ex.: Vereadores e dep. Estaduais podem derrubar veto do prefeito e
governador, respectivamente!).
Quanto aà forma de organizaçaõ o políítica, o processo legislativo adotado pela CF eí indireto ou
representativo. Aliaí s, o candidato naõ o se vincula aà vontade daqueles que o elegram, ou seja, se
minhas propostas eram legalizaçaõ o de maconha e pena de morte, eu posso votar no processo
legislativo de maneira diversa, sme qualquer vinculaçaõ o com as minhas propostas quando da
candidatura (POR ISSO QUE SE DIZ QUE EÉ REPRESENTATIVO E INDIRETO!).
CUIDADO TRATAREMOS DO PROCESSO DE LC, LO E EC EM CONJUNTO, FAZENDO OBSERVAÇOÕ ES
QUANTO AÀ S DIFERENÇAS.

Plurimodalidade de processo legislativo Naõ o haí apenas UM processo legislativo geral. Haí um
processo para cada espeí cie. Haí processo legislativo da LC, da LO, da EC, da Lei delegada etc.

Espécies de processo legislativo (PL) Saõ o 3 espeí cies

 PL ordinaí rio: EÉ aquele feito para feitura de Leis ORDINAÉ RIAS que eí a regra geral. Quando naõ o
for PL ordinaí rio, ou seja, quando naõ o for ordinaí rio, a CF tem que dizer. Caso contraí rio, se for omissa,
eí PL ordinaí rio. EÉ o mais demorado, por ser mais complexo!

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 Há exceções
PL sumaíao rio: A grande diferença para o ordinaí rio eí a velocidade. O Sumaí rio eí mais raí pido e
abreviado.
prazo de 100O sumaí
dias rio deve durar, no maí ximo, 100 dias. O processo legislativo sumaí rio soí eí iniciado
pordoumsumário:
legitimado,
1. que eí o PRESIDENTE DA REPUÉ BLICA. Presidente inicia. Em 45 dias a caê mara
aprova e manda pro Senado, que teraí mais 45 dias para aprovar. Isso porque nosso sistema eí
Quando estiver
bicameral. Se o Senado emenda aquele projeto de Lei, volta para a Caê mara (aprnas a emenda e naõ o o
queemjaí forarecesso,
aprovado) e esta teraí mais 10 dias para apreciar a Emenda do Senado. 45 + 45 + 10 = 100
suspende-se
dias. É SUMÁRIOoJUSTAMENTE PORQUE O PRESIDENTE PODE PEDIR PARA HAVER URGENCIA. SÓ
NÃO SERÁ
prazo e SUMÁRIO
2. Os NO CASO DOS CÓDIGOS E QUNADO ESITVER EM RECESSO. Se o prazo de 100
dias naõ
códigoso for atendido,
não sobrestar-se-aí o CN TODO, menos as MPs. Veja depois isso no UADI de
processos (as 3 espeí cies).
obedecem 100
dias, em64,
O artigo razão
par.da1º, diz que o presidente, nos processos legislativos de sua iniciativa (sumaí rio), o
presidente
complexidade e solicitar urgeê ncia na aprovaçaõ o. O par. 2º do 64 faz uma ressalva: § 2º Se, no caso
poderaí
dovolume
§ 1º, a Câmara de dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada
qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações
matérias. da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até
legislativas
que se ultime a votação. Entaõ o, se o presidente requer ugencia e as casas naõ o obedecem, suspende
tudo e soí se apreciaraí a ur gencia, soí naõ o suspendendo aquelas que tem prazo constitucionalmente
previsto para apreciaçaõ o !!!! Ex.: Emenda.
A apreciaçaõ o das emendas deveraí ser feita em 10 dias.

 PL especiais: EÉ especial pois eí usado para a elaboraçaõ o de EMENDAS; LEIS DELEGADAS,


COMPLEMENTARES, MPS, DECRETOS LEGISLATIVOS, RESOLUÇOÕ ES ETC. eí especial justamente e por
ter procedimento especíífico a depender da espeí cie normativa (ato normativo primaí rio)

Vejamos agora os processos das espeí cies um a um.

FASES DO PROCESSO LEGISLATIVO

Ele eí composto de treê s fases., as fases saõ o enormes, naõ o se perca!!!

1. 1ª FASE DO PL LEGISLATIVO: Basicamente, nessa primeira fase, analisar-se-aí a iniciativa e


questoõ es alusivas a ela. A iniciativa pode ser: A. Comum, que eí aquela que naõ o haí especificaçaõ o
quanto ao legitimado para propor e iniciar o processo. Qualquer um dos legitimados pode propor,
em regra, desde que alguns tenham pertineê ncia temaí tica (quando comum); B. Concorrente, que
ocorre quando a CF atribui legitimidade a mais de uma autoridade. Naõ o eí privativa e nem comum.
Haí pessoas especííficas que saõ o concorrentemente legitimadas; C. Exclusiva, eí aquela atribuíída a
apenas um legitimado e que naõ o comporta delegaçaõ o (refere-se aà competeê ncia legislativa. A
privativa que eí da legislativa) e D. Privativa, parece ser igual aà exclusiva. De fato, privativa e
exclusiva saõ o atribuíídas apenas a uma autoridade eou a um oí rgaõ o. A diferença eí que a que a
exclusiva naõ o amdite delegaçaõ o e a privativa, embora seja atribuíída a apenas um legitimado, ela
admite delegaçaõ o!!!

A competeê ncia exclusiva legislativa eí excepcional e deve ser interpretada restritivamente. Aleí m
disso, o legislador naõ o pode criar outras hipoí teses de competeê ncia exclusiva. EÉ soí aquelas que jaí

96
estaõ o na Lei mesmo. ., naõ o adianta, voceê vai ter que decorar as competeê ncias mesmo (61 e ss da CF).
Ex. de exclusiva: 61, par. 1º; 51, inciso IV; 52, inciso XIII etc, FAÇA UMA TABELA DEPOIS!!!
Para voceê decorar as hipoí teses de exclusiva do presidente, elas estaõ o diretamente eligadas aà
administraçoõ puí blica (forças armadas, criaçaõ o de cargos, organizaçaõ o do MP e da DP etc).
, entenda diferença com a privatica. Exclusiva naõ o eí delegaí vel. A privativa pode ser delegada.

Legitimados para iniciar o processo legislativo Art. 61. A iniciativa das leis complementares e
ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do
Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta
Constituição. Entoõ a, , Leis ordinaí rias e complementares cabe a toda essa galera aíí. No que se refere a
iniciativa, naõ o haí diferença entre lei Complementar e ordinaí ria. A iniciativa nas duas hipoí teses
pertence aà s mesmas pessoas do 61.
Lembre, a diferença das complementares e LO naõ o eí a iniciativa, mas sim a mateí ria e ao quoí rum de
aprovaçaõ o. Entaõ o, o presidente ou membro do Senado pode propor Lie ordinaí ria ou Complementar,
a depender da mateí ria e do quoí rum de aprovaçaõ o exigido.

, ainda na primeira fase, vou colar aqui os artigos alusivos aà competeê ncia legislativa e voceê teraí que
le-los. Isso despenca e eí seu calcanhar de aquiles.

Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao
Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos,
na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento
de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e
pessoal da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para
a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios;
e) criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração pública.
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art.
84, VI
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e transferência para a reserva.(Incluída pela Emenda Constitucional nº 18, de
1998)
§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de
lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco
Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº
32, de 2001)
I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
97
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo
financeiro; )
III - reservada a lei complementar; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto
do Presidente da República. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts.
153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida
em lei até o último dia daquele em que foi editada.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se
não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por
igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas
delas decorrentes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se
durante os períodos de recesso do Congresso Nacional.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos
constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua
publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso
Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da
Casa em que estiver tramitando.
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de
sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do
Congresso Nacional.
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados.
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas
emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas
do Congresso Nacional.
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada
ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32,
de 2001)
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda
de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados
durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta
manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto.(Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166, §
3º e § 4º;
II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.
98
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados.
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua
iniciativa.
§ 2º - Se, no caso do parágrafo anterior, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se
manifestarem, cada qual, sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobre a proposição, será esta
incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se
ultime a votação.
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a
proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais
deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional
determinado, até que se ultime a votação.
§ 3º - A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de
dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.
§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos
projetos de código.
Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e
votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da
República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados
da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado
Federal os motivos do veto.
§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.
§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto.
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 76, de 2013)
§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.
§ 6º - Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final, ressalvadas as matérias de
que trata o art. 62, parágrafo único.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos
casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá
ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.
Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de
qualquer das Casas do Congresso Nacional.
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de
competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei
complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
99
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que
especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em
votação única, vedada qualquer emenda.
Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

E se LC tratar de matéria da LO e vice-versa?!?!  A lei ordinaí ria naõ o pode tratar de mateí ria
atribuíída aà Lei complementar, sob pena de ser invalidada. Por outro lado, Lei complementar pode
tratar de mateí ria residual, ou seja pode tratar de mateí ria reservada aà Lei ordinaí ria sem que seja
invalidada, vez que seu quoí rum de aprovaçaõ o eí mais elevado e, portanto, naõ o haveraí prejuíízo.
Entaõ o, LC trata de mateí ria da LO (naõ o haí prejuíízo), mas LO naõ o trata de mateí ria da LC (haí prejuíízo,
pois processo da LO eí menos ríígido e naõ o preenche requisitos).
Neste caso em que LC trata de LO, a Lei seraí COMPLEMENTAR QUANTO A FORMA, ou seja,
formalmente complementar, mas, materialmente ordinaí ria, ordinaí ria quanto aà mateí ria. Isso eí
relevante. Via de regra, Lei complementar eí revogada por complementar e ordinaí ria noõ a a revoga.
Neste caso de que LC trata de mateí ria da LO, ela eí mateirlamente ordinaí ria, a despeito de ser
complementar quanto aà forma. Mas, por ser ordinaí ria por exceleê ncia, seraí revogada por outra
ordinaí ria, sem que seja necessaí rio complementar para tanto!!!!

Ainda na 1ª fase que eí a iniciativa.

Há hierarquia entre LC e LO?!  Tema jaí foi polemico. Hoje eí pacíífico de que noõ a haí hierarquia,
pois LC trata de mateí ria especíífica e LO de mateí rias residuais.

Tabela quanto à iniciativa Veja quem pode propor emenda ou LC e LO. LC e LO saõ o a mesma
coisa (Presidente, Senado, Camara, STF etc). Saõ o os memsos legitimados para Lei complementar e
Lei ordinaí ria!!!!!!!

, aíí embaixo estamos vendo quem pode propor PEC (quem inicia projeto de emenda) e quem pode
propor iniciativa de LC e LO.

PODER PODER PODER MINISTÉ OUTROS


EXECUTIVO LEGISLATIVO JUDICIÁRIO RIO
PÚBLICO
LC / LO Apenas Qualquer STF E Soí o Iniciativa popular (1%
presidente membro ou TRIBUNAIS PGR do eleitoral nacional em
no comissaõ o. SUPERIORES! 5 estados, com 3/10 em
executivo. !! cada Estado!!!!)
EMENDAS Apenas 1/3 dos XXXXXXX Xxxxxx 50% das assembleias
presidente membros da XXXXXXX Xxxxxxxx legislativas, cada uma
no executivo Caê mara ou XXXXXXX x com maioria relativa.
Senado. XXXXXXXX Xxxxxx
xxxxxx

Obs.: O STF e MP, entaõ o, naõ o podem iniciar emenda, mas podem LC e LO, mas precisam
demonstrar pertieê ncia temaí tica.

100
Obs.: Iniciativa popular eí soí de LC e LO, nunca de PEC.

Obs.: VÍCIO DE INICIATIVA: O víício de iniciativa do presidente eí sanado pela sançaõ o do


presidente?!?!?! Ou seja, quando a competeê ncia para iniciar o processo eí do presidente e isso eí
violado, se o presidente sanciona, o víício eí sanado?!?!?!1 Resposta estaí na suí mula numero 5 do STF:
A sanção do projeto de Lei supre a falta de iniciativa do poder executivo. Mas isso NAÕ O PREVALECE
MAIS. Hoje, o STF considera que a sançaõ o do presidente naõ o supre o víício de inicativa que era do
proí prio presidente.
Marcelo: O vício de iniciativa é insanável.

Resumindo Via de regra, a caê mara eí a casa inciadora, cabendo ao Senado a revisaõ o (podendo
usar de emendas parlamentares para alterar o teor do projeto). Se a inciativa eí do presidente, dos
tribunais superiores ou do povo, começa na caê mara e Senado aprova. Se, por outro lado, inciativa aeí
do de deputado federal, começa no Senado!!!!

, LEMBRE QUE AQUI NÃO ESTAMOS ESTUDANDO ORGANZIAC’~AO DO ESTADO (EM QUE
VEREMOS A DISTRIBUIÇÃO EDE COMPETENCIA). AQUI ESTAMOS VENDO APENAS A
COMPETENCIA PARA INICIAR O PROCESSO LEGISLATIVO!

2. 2ª FASE DO PL: FASE CONSTITUTIVA OU DELIBERATIVA: EÉ a fase de deliberaçaõ o,. Vem de


depois d evencida a fase da iniciativa – Abrange: A. DIscussao; B. Votaçaõ o e C. Sançaõ o / veto

, entenda: estamos estudando processo elgislatico de LC e LO e juntamente de EC!!!!

Deliberação De maneira geral, antes de serem aprovados e depois da iniciativa, os assuntos saõ o
discutidos., isso eí tudo muito obvio. Discute-se tudo laí dentro do poder legislativo, antes de
aprovado o projeto de Lei e Emendas. Essa discussaõ o eí feita pelas: A. Comissoõ es permanentes
(Comissaõ o de constituiçaõ o e justiça, comissoõ es temaí ticas, que saõ o as especializadas em cada tema
etc); B. Pelo plenaí rio.

Votação Aleí m da deliberaçaõ o, nesta segunda fase ainda vem a votaçaõ o. As votaçoõ es, em regra,
ocorrem no plenaí rio. Haí uma exceçaõ o em que a votaçaõ o seraí feita nas comissoõ es, sem que precise
passar pelo plenaí rio. Nestes casos excepcionais, a proí pria comissaõ o aprova o projeto de Lei, sem que
tenha que passar pelo plenaí rio (caê mara e senado)., isso de comissaõ o estaí no 58. VOCEÂ TEM QUE LE-
LO.

Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas teraõ o comissoõ es permanentes e temporaí rias,
constituíídas na forma e com as atribuiçoõ es previstas no respectivo regimento ou no ato de que
resultar sua criaçaõ o.
§ 1º - Na constituiçaõ o das Mesas e de cada Comissaõ o, eí assegurada, tanto quanto possíível, a
representaçaõ o proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva
Casa.
§ 2º - aà s comissoõ es, em razaõ o da mateí ria de sua competeê ncia, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competeê ncia do Plenaí rio,
salvo se houver recurso de um deí cimo dos membros da Casa;
II - realizar audieê ncias puí blicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informaçoõ es sobre assuntos inerentes a suas
atribuiçoõ es;

101
IV - receber petiçoõ es, reclamaçoõ es, representaçoõ es ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissoõ es das autoridades ou entidades puí blicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadaõ o;
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre
eles emitir parecer.
§ 3º - As comissoõ es parlamentares de inqueí rito, que teraõ o poderes de investigaçaõ o proí prios das
autoridades judiciais, aleí m de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, seraõ o criadas
pela Caê mara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante
requerimento de um terço de seus membros, para a apuraçaõ o de fato determinado e por prazo certo,
sendo suas conclusoõ es, se for o caso, encaminhadas ao Ministeí rio Puí blico, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
§ 4º - Durante o recesso, haveraí uma Comissaõ o representativa do Congresso Nacional, eleita por
suas Casas na uí ltima sessaõ o ordinaí ria do perííodo legislativo, com atribuiçoõ es definidas no regimento
comum, cuja composiçaõ o reproduziraí , quanto possíível, a proporcionalidade da representaçaõ o
partidaí ria.

Quando a competência é exclusiva, pode haver emenda?!?!?!  A emenda paralamentar (e naõ o


constitucional) pode ser proposta mesmo quando o projeto de Lei eí de competeê ncia exclusiva de
algueí m., emenda naõ o no sentido de EC, mas de emendar um projeto. Se o projeto eí exclusivo do
presidente, por exemplo, pode o poder legislativo fazer emendas! Ateí porque quem propoõ e nestes
casos eí a Dilma, mas eí ainda o legislativo que aprova, entaõ o ele pode emendar!!!
Mas haí limites para essa possibilidade de se fazer emendas aos projetos de competeê ncia exclusiva de
algum legitimado. Vejamos:

 Artigo 63, inciso I: Diz que pode haver emenda nos projetos de iniciativa exclusiva da Dilma,
exceto se houver aumento de despesa ou se incompatíível com os planos pluruanuais;

 Artigo 63, inciso II: Pode-se emendar projetos exclusivos da Dilma, salvo nos projetos sobre
organizaçaõ o dos serviços administrativos da Caê mara dos Deputados, do Senado Federal, dos
Tribunais Federais e do Ministeí rio Puí blico.

 UÉ ltima impossibilidade de emenda: A emenda deve guardar pertineê ncia temaí tica com o
projeto que eí de iniciativa exclusiva e naõ o pode desfiguraí -la. Ou seja emenda tem que manter a
esseê ncia do projeto.

Emenda supressiva  Soí pode ser feita eplo parlamento, que visa arrancar parte do projeto.

Emenda aditiva ou modificativa Pode ser feita pelo parlamento e pelo legitimado que tomou a
iniciativa. Smepre as duas casas devem aprovar a aditiva ou modificativa.

Emenda da emenda de projeto de Lei?!  NÃO HÁ SUB EMENDA!!!!! Imagine que a camara
emenda, pode o senado emendar a emenda da caê mara ou vice e versa?!?!?! Naõ o. A emenda naõ o pode
ser modificada. Pode-se ateí aprovar soí parte da emenda, mas naõ o pode emendar a emenda.

Aprovação Ainda na segunda fase, aleí m da discussaõ o, votaçaõ o haí tambeí m a APROVAÇÃO!!!! O
QUORUM de aprovaçaõ o eí diferente para EC, LO e LC. Mas cuidado, o quoí rum de votaçaõ o eí SEMRPE o
mesmo: ou seja, para EC, LO e LC deve haver MAIORIA ABSOLUTA. O que muda eí i quoí rum de

102
APROVAÇAÕ O. Entaõ o, o quoí rum de presença míínima para que a votaçaõ o ocorra eí o mesmo (MAIORIA
ABSOLUTA) para EC, LO e LC. O que muda eí o quoí rum de aprovaçaõ o.
Ex.: Temos 513 deputados. O quoí rum de votaçaõ o seraí metade + 1 (maioria absoluta), portanto: 257
parlamentares devem estar presentes, seja para cotar LC, LO ou EC. A diferença eí para haver a
APROVAÇAÕ O!!!!

Ex.: Temos 513 deputados (e 80 senadores, mas a votaçaõ o eí feita em cada casa!). Peguemos como
exemplo os deputados mesmo. Tanto para EC, quanto para LC e LO o quoí rum de votaçaõ o ou de
presença seraí de 257 (50% +1). OU seja, soí se vota com a maioria absoluta de todos os deputados.
Presentes 300 deputados, jaí tem mais doq eu a maioria absoluta para votar, entaõ o se o quoí rum de
aprovaçaõ o (aprovaçaõ o e naõ o votaçaõ o que eí sempre maioria absoluta) for de maioria relativa,
aprovar-se-aí a Lei com 151 (50% +1). Por outro lado, como eí o caso da LC, aprovar-se-aí com os
mesmos 257. QUANDO FOR MAIORIA BASOLUTA O QUORUM PARA APROVAR EÉ SEMPRE 257,
MESMO QUE ESTEJAM PRESENTES 258 DEPUTADOS!!!

A regra da aprovaçaõ o estaí no artigo 47:

Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões
serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros.

REGRA Entaõ o, O QUORUM DE VOTAÇAÕ O eí igual para todos: maioria absoluta. Aíí, dentro da
maioria absoluta dos presentes, seraí aprovada com maioria simples do quoí rum de votaçaõ o.
Entendeu?!?! Vota-se com 257 deputados presentes. Dentro dos 257 aprova-se com maioria relativa
desses 257. Ou seja: Metade mais um!!!!! ., REGRA ENTAÕ O: quórum de votação é maioria absoluta
e quórum de aprovação e’maioria relativa!, o quórum de votação é sempre o mesmo (257, se
for deputado). O que muda é o de aprovação, que dependerá de quantos presentes estão lá,
pois aprova-se pela maioria simples da maioria absoluta!!!! NA LC, QUE VERMEOS ABAIXO, O
DE APROVAÇÃO TMABEM É MAIORIA ABSLUTA. ENTÃO, NA LC, VOTA-SE COM 257 E SE APROVA
TMABEM SE TIVER 257!!!!
TANTO LC QUANTO LO É APENAS 1 TURNO!!! SOÉ EC SAÕ O DOIS TURNOS! Na verdade, cuidado: no
caso das ecs, são dois turnos e nas ordinárias, um turno de votação. No caso das leis
complementares, na câmara será DOIS TURNOS MESMO e no Senado apenas um. CONFUSO,
MAS É O CERTO MESMO. É ENTENDIMENTO POIS A CF NÕA DIZ ISSO DE TURNO DUPLO NA
CAMRA E ÚNICO NO SENADO!!!!

Mas haí exceçaõ o: A regra de cima eí a residual, que se aplica aà LO. Vejamos as exceçoõ es:

 LEI COMPLEMENTAR: As Leis complementares tem quoí rum de votaçaõ o de maioria absoluta e
de aprovaçaõ o tambeí m. Dois turnos na caê mara e UM no Senado!

 EMENDA CONSTIUTCIONAL: a PROPOSTA EÉ DISCUTDA E VOTADA EM CADA CASA em dois


turnos, aprovando-se quando houver nos dois turnos 3/5 dos votos dos respectivos membros.

, DEVORA ISSO!!!! A grnade diferença da EC é que precisa de 2 turnos!!!


Última diferença. LC e LO quando rejeitada pode ser reproposta na mesma sessão legislativa.
EC não!!!!

Sessão legislativa EÉ o ano. Cada ano eí uma sessoõ a legislativa. Diferente de legislatura que vale 4
anos.

103
Rejeição do projeto O projeto rejeitado pode ser reproposto na mesma sessaõ o legislativa?!!?
Depende:

 PARA LO E LC: Estaí no 67 da CF, que diz que os projetos de LC e LO que forem rejeitadas
poderaõ o sim ser repropostos na mesma sessaõ o legislativa, mas para isso deveraõ o ser reapresentadas
pela maioria absoluta da caê mara ou do Senado. Entaõ o, se a reapresentaçaõ o se der epla mairoai
absoluta, ok! Entaõ o, para repropor projeto rejeitado na mesma sessaõ o legis;adotva, PRECISO DE 257
NA CAMARA DOS DEPUTADOS E PELO MENOS 43 NO SENADO!

 PARA PEC: PEC rejeitada naõ o pode ser reapresentada dentro da mesma sessaõ o. Naõ o haí nova
proposta na mesma sessaõ o.

 E A MP: Pode ser reproposta / reeditada na mesma sessaõ o legislativa?!?! Estaí no 62, par. 10º.
Naõ o e possíível reediçaõ o de MP rejeitada na mesma sessaõ o legislativa.

AINDA NA SEGUNDA FASE CONSTITUTIVA – SANÇÃO E VETO: Naõ o haí sançaõ o nem veto de
proposta de EMENDA. Lembre, , o executivo pode propor o projeto de emenda, mas naõ o veta nem
sanciona porra nenhuma. Naõ o cabe a ele exercer o p. constituinte derivado reformador.

Por que noõ a haí sançaõ o nem veto para emenda?!?! SImples, naõ o saõ o os mesmos poderes que fazem
emendas e Leis. Eles saõ o exercidos pelas mesmas pessoas (deputados e senadores), mas a PEC eí
manifestaçaõ o do PCDR (reformador) e a LC e LO saõ o manifestaçoõ es do processo legislativo e naõ o do
poder constituinte reformador.
Efetivamente na sançaõ o. A sançaõ o pode ser: Expressa ou taí cita; total ou parcial. Vejamos:

 SANÇAÕ O EXPRESSA: Aqui o presidente tem 15 dias uí teis para dizer se sanciona ou vetar a LC
ou LO. Se presidente (ou prefeito ou governador) assina dentro doa 15 dias a partir do recebimento
do projeto: sançaõ o expressa.
 SANÇAÕ O TAÉ CITA: Se nos 15 dias a partir do recebimento do projeto ele silencia, seraí
tacitamente sancionada a LC ou a LO;
 SANÇAÕ O TOTAL OU PARCIAL: Sançaõ o pode ser total ou parcial.

O veto, por sua vez, jamais seraí taí cito, pois aqui vale o ‘’quem cala consente’’. Aleí m disso, o veto
tmabem sempre seraí expresso!!!!! Entaõ o, para vetar eí sempre expressamente e em 15 dias uí teis.
Entao, veto eí sempre expresso, mas aleí m disso veto pode ser:

 VETO POLIÉTICO: Analisa-se a oportunidade e convenieê ncia da LC ou LO, ou seja, eí anaí lise
políítica, em que o presidente, preventivamente, entende que o projeto de LC ou LO eí contraí rio ao
interesse puí blico
 VETO JURIÉDICO: Analisa-se ilegalidades, se LC ou LO saõ o legais, ou seja, se saõ o compatííveis
com o bloco de constitucionalidade. Ou seja, eí o controle preventivo de constitucionalidade feito
pelo proí prio chefe do executivo, que entende que o projeto eí inconstitucional.
 VETO TOTAL OU PARCIAL: Veto, contraí rio do controle de constitucionalidade (que pode
incidir sobre uma palavra), naõ o pode recair sobre apenas uma palavra ou expressaõ o. Isto eí , veto
parcial tem que incidir sobre todo o dispositivo (alíínea, paraí grafo, artigo ou inciso);
 VETO ABSOLUTO OU RELATIVO: Todo veto eí relativo. Como assim!? Todo veto eí relativo,
pois pode ser derrubado pelo CN. Quando da sançaõ o, o projeto eí aprovado e passa a noõ a ser
projeto, mas sim a LEI MESMO. Contudo, o presidente pode vetar, mas, mesmo que vete, os membros
do congresso pode derrubar o veto, em 30 dias. Obs.: Antes o veto era secreto. Hoje o veto eí
aberto (escrutíínio).
104
Naõ o se admite a retrataçaõ o do veto pelo presidente e nem a retrataçaõ o de sua derrubada pelo CN 
ISSO CAI PA CARLAHO!!! Entaõ o, se o presidente veta ou se o CN o derruba, nem presidente e nem
CN retratar-se-aõ o!!!!
STF tem entendido que naõ o cabe ao JUDICIÁRIO analisar a legitimidade do veto (juíízes, promotores
etc naõ o podem derrubar o veto). Isso violaria a organizaçaõ o dos poderes e estrutura do estado., fique
tranquilo e diga que judiciaí rio Naõ o derruba o veto mesmo e nem pode vetar. Mas haí quem entenda
que o judiciaí rio poderia vetar projetos (se o veto fosse juríídico) e inclusive derrubar o veto
presidencial. Mas isso eí absolutamente eodutirnaí rio. Marque que o judiciaí rio naõ o pode fazeê -lo
mesmo.

Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da
República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados
da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado
Federal os motivos do veto.
§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.
VETO SÓ É
****1 § 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu
DERRUBAD
recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores.
§ 5º - Se oOveto não forPELA
mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.
MAIORIA
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. (Redação dada pela Emenda
ABSOLUTA
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 7º - Se aDOS
lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos
casos dos DEPUTADOS
§ 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá
(257) do Senado
ao Vice-Presidente E fazê-lo.
SENADORE
O veto tem prazo de 15 dias uí teis para ocorrer. Portanto, a sançaõ o taí cita soí ocorreraí se for escoado
S ÚTEIS, hipoí tese em que haveraí a sançaõ o taí cita.
esses 15 dias

SESSAÕ O CONJUNTA X SESSAÕ O UNICAMERAL: De acordo com o par. 4º acima, o veto eí apreciado em
sessaõ o conjunta, mas separadamente, quero dizer, deve haver maioria absoluta dentro da caê mara e
do Senado, para que haj a aderrubada do veto. Na sessaõ o conjunta, eles votam ao mesmo tempo, mas
cada um em sua casa. Sessaõ o unicameral, por outro lado, analisa-se o nuí mero total de membros da
casa, seja senador ou deputado federal. Soä existe uma previsaõ o de sessaõ o unicameral na CF (que eí o
poder constituinte derivado reformador REVISIONAL!!!!). Entaõ o, esse par. 4º trata da sessaõ o
conjunta, em que cada um vota em sua casa, mas ao memso tempo, derrubando-se o veto por
maioria absoluta dos senadores e maioria absoluta dos deputados., É O VETO QUE É APRECIAOD
EM SESSÃO CONJUNTA – A MP, NÃO!
Importante frisar que antes esse par. 4º dizia que o veto seria por escrutino secreto, mas emenda
mudou isso, e o escrutino deve ser aberto, pois s eo artigo agora naõ o fala mais screto, vigora a
publicidade, presente em quase todo o ordenamento constitucional.

3. 3ª FASE DO PL: PROMULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO: A promulgaçaõ o eí certidaõ o de nascimento


da espeí cie normativa e traz executoriedade aà Lei. Entaõ o, quando Lei ou emenda eí promulgada, a
promulgaçaõ o significa que a Lei agora eixste no mundo juríídico e eí execuitaí vel, mas ainda noõ a eí
OBRIGATOÉ RIA, pois depende da publicaçaõ o para tanto.

105
Cuidado, na PEC, a promulgaçaõ o eí feita pelas mesas da caê mara e do Senado (E). Isso eí obvio, pois, na
PEC, o presidente naõ o sanciona nada e nem veta, portanto, cabe aà s DUAS MESAS A promulgaçaõ o Saõ o
as duas mesas que promulgam. Nas Leis, a promulgaçaõ o eí feita pelo presidente da repuí blica. Ou seja,
quando o pesidnete participa e sanciona expressamente, ele sanciona e jaí promulga. Quando houver
sançaõ o TAÉ CITA OU VETO DO PRESIDENTE, ele deveraí promulgar em 48 horas (naõ o eí automaí tica
ocmo quando sanciona expressamente). Se naõ o promulgar (nos casos de veto ou sançaõ o taí cita) em
48h, eí o presidente do senado que teraí que fazer em 48h. Se o presidente do senado tmabem naõ o
fizer, eí o vice presidente do senado que promulgaraí o veto ou sançaõ o taí cita.
Depois de promulgada a Lei ou PEC, haveraí a publicaçaõ o. A publicaçaõ o confere obrigatoriedade. EÉ a
proí pria publicaçaõ o que obriga aà s pessoa as conhecerem da Lei.
A vacatio via de regra eí de 45 dias, mas pode ser diferente, se estiver estipulado!

, resumindo, o PL possui 3 fases:

FASE INTRODUTOÉ RIA: iniciativa;


FASE CONSITUTTIVA: Emendas parlamentares, votaçaõ o (aprovaçaõ o), sançaõ o e veto;
FASE DE PROMULGAÇAÕ O E PUBLICAÇAÕ O:

Fim do PL.

MEDIDA PROVISÓRIA

RELEVAÂ NCIA E URGENCIA.


Saõ o espeí cies normativas, de titularidade do presidente, com força de Lei, adotadas para casos de
relevaê ncia e urgeê ncia. As medidas provisoí rias substituííram os decretos-Lei. Os decretos lei podiam
ser aprovados tacitamente, mas naõ o tinham efeitos imediatos. As MPS tem efeitos imediatos, mas soí
saõ o aprovadas expressamente. Pode ser utilizad apleos governadores, desde que haja previsaõ o nas
Ces.
Entaõ o, naõ o obstante tenham força de Lei, com esta naõ o se confundem, pois naõ o saõ o provenientes do
legislativo, mas sim do executivo, que as edita quando da urgeê ncia e relevaê ncia.
EC 32/01 trouxe alteraçoõ es aà s MPs, principalmente no que tnage ao prazo. Antes o prazo era de 30
dias, permitindo-se sucessivas reediçoõ es dnetro da mesma sessaõ o legislatica. Isso naõ o vale mais
hoje, soí vale para as MPs editadas antes da EC/32. Chegou-se, antes de 2001, ao absurdo de MPs
serem reeditandas por 100 vezes. Em consagraçaõ o ao tempus regit actum.

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº
32, de 2001)
I - relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
b) direito penal, processual penal e processual civil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

106
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus
membros; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo
financeiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
III - reservada a lei complementar; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto
do Presidente da República. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts.
153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida
em lei até o último dia daquele em que foi editada.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se
não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por
igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas
delas decorrentes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se
durante os períodos de recesso do Congresso Nacional.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos
constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua
publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso
Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da
Casa em que estiver tramitando. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de
sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do
Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas
emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas
do Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada
ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32,
de 2001)
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda
de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados
durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta
manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto.(Incluído pela
Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

Efeitos imediatos da MP Haí dois efeitos imediatos: A. Inovaçaõ o da ordem juríídica, em virtude de
sua eficaí cia imediata (decreto lei naõ o tinha isso, dependia de aprovaçaõ o) e B. Provocaçaõ o do CN para
promover a instauraçaõ o do adequado procedimento de conversaõ o em Lei.

107
Natureza urídica Ato administrativo de caraí ter normativo.

Prazo Dura 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60 dias. A prorrogaçaõ o eí automaí tica, ou
seja, se naõ o eí analisada (aprovada e nem rejeitada) dentro dos 60 dias, prorroga-se,
automaticamente, por mais 60 dias. Os prazos naõ o saõ o contados durante o perííodo de recesso. Soí se
prorroga UMA UÉ NICA VEZ.

Prorrogação X reedição, prorrogaçaõ o eí automaí tica e soí ocorre uma vez. Reediçaõ o eí outra coisa,
que naõ o eí automaí tica e naõ o eí admitida dentro da mesma sessaõ o legislativa.

Objeto da MP Soí trata de mateí rias residuais, ou seja, mateí rias de Lei ordinaí ria. MP naõ o pode
traar de mate’ria alusiva aà Lei Complementar.

Regime de urgência Presidente tem a iniciativa  Vai para a Caê mara (45 dias) para apreciar, a
partir da publicaçaõ o  Vai para o Senado. Se noõ a for apreciado pelo Senado e Caê mara em 45 dias, a
MP entra em regime de urgeê ncia e TRANCA a pauta de deliberaçoõ es. Ou seja, se passar do praoz na
caê mara, tranca pauta da caê mara. Se no Senado, tranca pauta do Senado. Trancar a pauta quer dizer
trancar tudo, caê mara e senado soí deliberaraõ o acerca da MP, pois, agora, ela estaí em regime de
urgeê ncia.
Por isso que o Joaquim Barbosa dizia que o executivo manda no legislativo!

Trâmite da MP Antes de ser apreciada no plenaí rio das casas sobre a aprovaçaõ o ou naõ o da MP, ela
deve passar por uma comissaõ o mista (deputados e senadores) que faraõ o uma anaí lise inicial sobre a
MP, no que se refere aos requisitos de relevaê ncia e urgeê ncia (Estaí no par, 5º do 62). Se naõ o houver
anaí lise preí via desta comissaõ o mista, haveraí inconstitucionalidade formal por violaçaõ o a pressuposto
objetivo.
Se a comissaõ o mista rejeitar a MP, ela perderaí a eficaí cia desde a sua ediçaõ o (62, par. 3º). Mas e o que
ocorreu durante a vigeê ncia da MP?!?!?! Caberaí ao CN regulamentar as relaçoõ es que ocorreram
durante vigeê ncia do MP, por meio de decreto legislativo. Esse decreto legislativo deveraí ser feito em
60 dias (62, par. 11).
Ex.: Presidente edita MP que jaí tem eficaí cia, pois tem eficaí cia desde a sua ediçaõ o, suspendendo
eficaí cia de determinada Lei. Soí que a MP eí rejeitada e a Lei que foi suspensa pela MP volta a
produzir efeitos (efeito represitinatoí rio). Depois da rejeiçaõ o da MP, o CN teraí 60 dias para afzer
decreto legislativo, regulamentando as situaçoõ es socorridas durante o perííodo de vigeê ncia da MP
(Ex.: Pode dizer que neste perííodo de vigeê ncia da MP, valia a Lei, ou que valeu a MP mesmo etc). Se
esse decreto legislativo naõ o for feito, valeraí o que estava vigendo pela medida provisoí ria.
Lembre que a MP noõ a revoga LEI, pois MP eí ato do executivo e ato do executivo naõ o pode revogar ato
do legislativo. Soí Lei que revoga Lei.
Entoõ a se MP escoa os 120 dias ou s eeí rejeitada, e o CN naõ o faz o decreto legislativo, tem-se que
aquilo praticado durante a MP valeu perfeitamente.!

E se a MP for aprovada?!?!? Se for aprovada na Caê mara, segue para o Senado. Presidente precisa
sancionar?!?! Se a MP for aprovada integralmente na caê mara e no senado, ou seja, se naõ o houver
alteraçaõ o ou emenda, naõ o preciso de sançaõ o, pois porque o presidente vai sancionar se jaí foi ele
memso que propoê s?!?!? Por outro lado, se houver alteraçaõ o na caê mara ou senado, haveraí a
necessidade de sançaõ o pelo presidente, pois a MP naõ o estaraí igual aà iniciativa do presidente.
Eventual alteraçaõ o ao projeto da MP soí vale depois de aprovado. O que tem efeito imediato eí aquilo
feito originariamente epelo projeto. Nenhuma emenda FEITA NO PROJETIO DE LEI DA CONVERSAÕ O
DA MP EM LEI TEM EFEITO IMEDIATO, DEPENDENDO DE SANÇAÕ O (ARTIGO 62, PAR. 11). Entaõ o, a
uí nica que tem efeitos imediatos saõ o aquelas exatamente de como saííram das maõ os do presidente,
que foi, em tese, quem fez a anaí lise e julgou urgente e necessaí ria a medida.
108
FIQUE ESPERTO essa hipoí tese em que a comissaõ o mista, antes de mandar para as casas, entende
que pressupostos constitucionais (relevaê ncia e urgeê ncia) naõ o foram atendidos, eí uma das exceçoõ es
de possibilidade de controle REPRESSIVO POLIÉTICO. Repressivo pis efeitos saõ o imediatos e ela jaí
estava no ordneament, mesmo asism, o que er apara, va de regra, ser feito pelo judiciaí rio, poderaí ser
feito pelo poder legislativo, por meio das comissoõ es mistas, na perspectiva da supremacia
constitucional.

Artigo 62, par. 3º da CF Diz que a MP vale por 60 + 60 automaticamente. Se, neste perííodo, naõ o
for apreciada, ela estaraí considerada TACITAMENTE REJEITADA. Em tese, ela perderia a sua eficaí cia
desde a ediçaõ o, mas depende daquele decreto legislativo, que, se naõ o for feito em 60 dias, vale a MP
durnate sue perííodo de vigeê ncia. VOCE JAÉ ENTENDEU: SE PASSA OS 120 OU EÉ REJEITADA, DEPENDE
DE DECRETO ELGISLATIVO PARA REGULAMENTAR AS RELAC’~OES QUE OCORRERAM DURANTE A
VIGENCIA DA MP. SE NAÕ O HOUVER O DECRETO, O QUE OCORRE DURANTE MP, VALERAÉ !!!

62, par. 4º O prazo do par. 3º conta da publicaçaõ o da MP.

Artigo 62, par. 5º Diz que, antes da anaí lise do meí rito, deve-se ver se os pressupostos
constitucionais foram atendidos. EÉ O CASO DA COMISSAÕ O MISTA,!!!

Artigo 62, par. 6º Se MP naõ o e’apreciada em 45 dias, entraraí em regime de urgeê ncia. , ESSE 45 EÉ
NO CONGRESSO, OU SEJA, SENADO E CAMARA TEM 45 DIAS NAÕ O PARA CADA UM, MAS 45 PAR AOS
DOIS. SE DEMORAR 45 DIAS NA CAMARA, JAÉ CHEGA NO SENADO TRANCANDO A PAUTA!!!!!!!!! Se
trancar a payta, nada poderaí seraí deliberado aleí m dela, qualquer deliberaçaõ o (Lembre do Michel
temer que dizia que MP soí trancaria pauta das ordinaí rias, pois MP soí trata de Lei ordinaí ria).

Artigo 62, par. 9º Diz que antes da caê mara e senado apreciarem, caberaí a uma comissaõ o apreciar
antecipadamente dando seu parecer.

Artigo 62, par. 11 trata do decreto legislativo, que diz que se em 60 dias ateí a rejeiçaõ o ou eprda
de eficaí cia da MP, as relaçoõ es juríídicas decorrentes de atos praticados durante a sua vigeê ncia,
conservar-se-aõ o por ela regidos!!!! Se naõ o tiver o decreto legislativo, vale a MP!!!!

Limitações materiais da MP Antes isso erA mais polemico. A EC 32 deu uma amenizada nessa
polemica toda. Estaí no 62, pars. 1º e 2º. Vejamos cada limitaçaõ o.

1. MP PODE TRATAR DE DIREITOS FUNDAMENTAIS ?!?!: Dentro dos fundamentais, a CF soí


Naõ o amdite MP que trate de nacionalidade e direitos polííticos. Os outros direitos fundamentais
podem sim ser tratados por MP;

2. MATEÉ RIA PENAL E PROCESSUAL CIVIL E PENAL: Quanto ao penal, haí quem enetnda que soí
naõ o pode MP para normas penais incriminadoras. Ou seja, soí poderia MP sobre d. penal para
favorecer o reí u. Novelino disse e eu concordo que nenhuma mateí ria de direito penal pode ser
tratada por MP, beneí fico ao reí u ou incriminadora. Processual civil ou penal tambeí m Naõ o seraõ o por
MP, pois o par. 2º diz, uai!!!

3. NORMAS SOBRE ORGANIZAÇAÕ O DO MP OU DO JUDICIAÉ RIO: Medida provisoí ria tb naõ o trata
disso!;

4. MATEÉ RIA ORÇAMENTAÉ RIA: Tambem naõ o pode;

109
5. MATEÉ RIA RESERVADA AÀ LEI COMPELEMNTAR: Tambem naõ o pode., MP eí soí sobre mate’ria
residual, de lei ordinaí ria;

6. MATEÉ RIA PENDENTE DE SAÇAÕ O OU VETO: Se o projeto de Lei estaí comn presidente para
sancionar ou vetar, naõ o pode haver MP sobre este assunto tartaado em lei que est’ana imineê ncia de
ser sancionada ou vetada;

7. INSITUIR OU MAJORAR IMPOSTOS: MP pode tratar dos impostos que naõ o obedeçam a
anterioridade ou noventena. Os que preicsma obedecer anterioridade ou noventena ateí podme ser
tratados por MP, mas naõ o teroõ a eficaí cia imediata, seraõ o projetos de Leis como se fossem comuns.

Controle de constitucionalidade nas medidas provisórias As MPs pode sofrer controle


material (quanto ao conteuí do) e formal (quanto ao processo). No controle material, naõ o haí duí vida,
se violar conteuí do da CF, haveraí o controle. O problema eí no controle formal.
Os pressupostos objetivos da MP saõ o a RELAVANCIA E URGENCIA. Teria o judiciaí rio competeê ncia
para dizer quando haí e quando Naõ o haí a relavancia e a urgeê ncia?!?!?! Os pressupostos
constitucionais objetivos de relevaê ncia e urgeê ncia soí devem ser analisados pelo judiciaí rio quando a
inconstitucionalidade for flagrante e objetiva. Do contrario, esta anaí lise deve se restringir aos
poderes legislativo e executivo. Ou seja, quem diz que eí relevante ou urgente saõ o os poderes
polííticos, salvo se a inconstitucionalidade for flagrante!!!VOCE VIU ISSO NO NA PARTE DE
CONTROLE!

MP nos Estados e municípios, a CF traz apenas o processo legislativo federal, mas que aplicar-
se-aí aos Estados e Municíípios. Contudo, a CF traz algumas normas de observaê ncia obrigatoí ria pelos
estados e municíípios. A MP staí entre essas normas obrigatoí rias.
Novelino: ‘’O fato de MP ser norma de observância obrigatória não significa que ela tenha
necessariamente que estar prevista na CE dos estados ou na Lei orgânica municipal, mas apenas que,
na hipótese de serem consagradas, devem obedecer ao modelo previsto na CF.
Entaõ o, , ser norma de observaê ncia obrigatoí ria (e a MP o eí !!!) naõ o significa que a mateí ria tenha que
estar na CE ou Lei orgaê nica, mas sim que, caso estados e municíípios forem fazer MP, deveraõ o
observar ao disposto na CF, naõ o podendo a CE ou Lei organcia dispor contrariamente.
Entaõ o, caso CE ou orgaê nica queira trazer para sue interior a figura da MP, deve-se observar o modelo
federal, trazido pela CF. Ex.: CF diz que governador soí edita MP quando haí relevaê ncia e urgeê ncia. Naõ o
pode CE ou orgaê nica contrariar isso ou qualquer outra regra da CF.
Ex.: CF preveê MP para o presidente da repuí blica. Portanto, com base na SIMETRIA, a CE poderia
prever MP para o governador do Estado.

Prevalece na doutrina que o princíípio da simetria autoriza a previsaõ o de MP na Lei orgaê nica, ou seja,
concedendo tal prerrogativa aos Prefeitos, desde que tmabem haja precisaõ o na CE do estado.

LEIS DELEGADAS

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a
delegação ao Congresso Nacional.

110
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de
competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei
complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que
especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em
votação única, vedada qualquer emenda (LEI DELEGADA IMPRÓPRIA!)

Saõ o atos normativos primaí rios (tiram seu fundamento direto da CF), OU SEJA Saõ o espeí cies
normativas, elaborados pelo presidente da repuí blica apoí s delegaçaõ o externa corporis do Congresso
Nacional.
, possuem a mesma esseê ncia da medida provisoí ria. Na verdade,e eí MP piorada. Lembre que os dois
casos excepcionais de controle repressivo feito pelo legislativo fazem alusaõ o justamente a estas duas
espeí cies primaí rias: Dlegeadas e MPS. Lembre soí na MP que o controle eí do judiciaí rio mesmo
(CONCENTRADO), salvo quanto aos pressupostos constitucionais de relavancia e urgeê ncia que seraõ o
de controle do legislativo, salvo se for flagrante, caso em que caberaí o controle ao judiciaí rio!
EM regra, , as atribuiçoõ es de cada poder saõ o indelegaí veis. As leis delegadas, como o proí prio nome jaí
diz eí uma exceçaõ o ao princíípio da indelegabilidade, podendo o CN delegar ao presidente tal
atribuiçaõ o.
, isso eí muito pouco usado hoje. Hoje, eí muito mais faí cil fazer MP direto pelo presidente do que o
presidente ir ateí o CN pedir delegaçaõ o para legislar. Na praí tica eí unutilizado, mas para concurso eí
sim importante.

Processo legislativo das delegadas Vejamos os passos:

1. Iniciativa solicitadora: O uí nico que pede a solicitaçaõ o de delegaçaõ o eí o PRESIDENTE DA


REPUÉ BLICA. Dilma vai ateí o Congresso e diz; ‘’Gostaria que me desses uma delegação para tratar por
lei delegada de determinado assunto’’. EÉ o CN delegando a sua atribuiçaõ o legislativa;

2. Igual para Leis ordinaí rias: Precisa estar presente a maioria absoluta (quoí rum de votaçaõ o),
mas para aprovar basta a maioria relativa;

3. Resoluçaõ o: Se a delegaçaõ o for dada, ela seraí feita por RESOLUÇAÕ O. Ou seja, faz-se resoluçaõ o
para dizer especificamente o que se estaí delegando e os limites e termos da delegaçaõ o.

4. Mesma legislatura: a DELEGAÇAÕ O soí pode ser feita dentro da mesma legislatura (perííodo de
4 anos). CN delega para fazer nesta lehislatura e naõ o na [proí xima. NENHUMA DELEGAÇAÕ O
UKLTRAPASSA OS 4 ANOS DE UMA LEGISLATURA,

Lembrando que legislatura saõ o os 4 anos de mandato e sessaõ o legislativa dura um ano.

Espécies de delegação A doutrina divide a delegaçaõ o em: Tíípica/proí pria e atíípica/improí pria. A.
Tíípica / proí pria, nesta todo o restante se esgota no aê mbito do executivo, ou seja, o presidente vai ao
CN, solicita a delegaçaõ o e o CN naà o faz mais nada, naõ o aprovaraí nada, ou seja, presidente faraí tudo:
elaboraraí texto, promulgar e publicas, sem voltar para o CN para aprovaçaõ o e B. Atíípica / improí pria
(68, par. 3º), em que o CN determina o retorno do projeto aà s casas legislativas para apreciaçaõ o em
votaçaõ o uí nica, sendo vedada qualquer emenda.

111
Entaõ o, na atíípica o CN daí a delegaçaõ o, mas deveraí depois aprovar o teor da lei delegada, por isso eí
improí pria, pois ele delega, mas reserva para si o direito de aprovar, SEM QUE POSSA FAZER
EMENDAS: Ou Aprova o que fez o presidente ou naõ o, sem fazer emenda.

E se o presidente exorbita a delegação O Congresso poderaí fazer decreto legislativo para sustar
a lei delegada que exorbitou o que fora delegado. Mas essa sustaçaõ o teraí efeito EX NUNC,
SUSPENDENDO A PARTE DA DLEGEADA QUE EXORBITOU APENAS A PARTIR DO MOMENTO DA
FEITURA PARA FRETE. Se quisesse efeito ex tunc deveria fazer por controle de consitutcionalidade
, é aquele caso excepcional em que haverá controle REPRESSIVO PELO LEGISLATICO!!!!!! OU
SEJA, CN SUSTA AQUILO QUE JÁ ESTÁ DENTRO DO ORDENAMENTO JURÍDICO!!!!!

LIMITAÇÕES MATERIAIS ÀS LEIS DELEGADAS Saõ o muito parecidas com as limitaçoõ es da


MP, , ateí porque ela spossuem a mesma finalidade, qual seja: evitar que o presidente usurpe funçaõ o
atíípica de legislar que lhe foi conferida!!! As limitaçoõ es estaõ o no artigo 68!!!

§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de


competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei
complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.

FIM DO PROCESSO LEGISLATIVO E FIM DO PODER LEGISLATIVO!!!

MAS AIND ANA ORGANIZAÇAÕ O DOS PODERES!!

CAIU Na hipoí tese de rejeiçaõ o de veto pelo Congresso Nacional, se a lei naõ o for promulgada dentro
de quarenta e oito horas pelo Presidente da Repuí blica, o Presidente do Senado a promulgaraí e, se
este naõ o o fizer em igual prazo, caberaí ao Vice-Presidente do Senado fazeê -lo.  VERDADEEEEEIRA!

TRIBUNAL DE CONTAS

A grande regra fiscalizatoí ria contaí bil e financeira estaí no 70 da CF.

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que
deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

112
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos
da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo
Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade
de que resulte prejuízo ao erário público;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público,
excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o
fundamento legal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica
ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais
entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe,
de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo,
ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por
qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as
sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano
causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que
solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas
previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas
atividades.
Art. 72. A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º, diante de indícios de despesas não
autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados,
poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os
esclarecimentos necessários.
§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a Comissão solicitará ao
Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.
§ 2º - Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o gasto possa causar dano
irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso Nacional sua sustação.
Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as
atribuições previstas no art. 96.
§ 1º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam
os seguintes requisitos:
I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;
II - idoneidade moral e reputação ilibada;
113
III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração
pública;
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.
§ 2º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:
I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois
alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em
lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antigüidade e merecimento;
II - dois terços pelo Congresso Nacional.
§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas,
impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-
lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 20, de 1998)
§ 4º - O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do
titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional
Federal.
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da
União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da
lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e
fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e
Conselhos de Contas dos Municípios.
Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que
serão integrados por sete Conselheiros.

Leia muito bem este artigo acima.

Quem deve prestar contas?  Estaí no caput do 70 e eí todo aquele que receba, arrecade, guarde,
gerencie ou utilize bens ou valores puí blicos.
ATEÉ O TC DEVE PRESTAR CONTAS.

Controle externo e interno Controle interno sobre a contaí bil e financeira eí realizada pelo CN e,
externamente, pelo TCU.

Controle concreto, difuso Os tribunais de contas realizam controle de constitucionalidade eno


caso concreto, deixando de observar normas uqe entender inconstitucionais ou sustando-as. MAS SOÉ
NO CASO CONCRETO, NO CONTROLE CONCORETO, NUNCA PELO CONTROLE ABSTRATO!

Reusmo da internet

114
O Tribunal de Contas da União (TCU) é um tribunal administrativo. Julga as contas de administradores
públicos e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos federais, bem como as contas de
qualquer pessoa que der causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao
erário. Tal competência administrativa-judicante, entre outras, está prevista no art. 71 da Constituição
brasileira.
Conhecido também como Corte de Contas, o TCU é órgão colegiado. Compõe-se de nove ministros. Seis
deles são indicados pelo Congresso Nacional, um, pelo presidente da República e dois, escolhidos entre
auditores e membros do Ministério Público que funciona junto ao Tribunal. Suas deliberações são
tomadas, em regra, pelo Plenário – instância máxima – ou, nas hipóteses cabíveis, por uma das duas
Câmaras.

Nas sessões do Plenário e das Câmaras é obrigatória a presença de representante do Ministério Público
junto ao Tribunal. Trata-se de órgão autônomo e independente cuja missão principal é a de promover
a defesa da ordem jurídica. Compõe-se do procurador-geral, três subprocuradores-gerais e quatro
procuradores, nomeados pelo presidente da República, entre concursados com título de bacharel em
Direito.
Para desempenho da missão institucional, o Tribunal dispõe de uma Secretaria, que tem a finalidade
de prestar o apoio técnico necessário para o exercício de suas competências constitucionais e legais.
Essa Secretaria é composta de várias unidades, entre as quais, a Secretaria-Geral das Sessões, a
Secretaria-Geral de Administração e a Secretaria-Geral de Controle Externo. A gerência da área
técnico-executiva do controle externo está entregue à Secretaria-Geral de Controle Externo (Segecex),
à qual estão subordinadas as unidades técnico-executivas sediadas em Brasília e nos 26 Estados da
federação. A estas últimas cabe, entre outras atividades, fiscalizar a aplicação de recursos federais
repassados para estados e municípios, geralmente mediante convênio ou outro instrumento congênere.

As funções básicas do Tribunal de Contas da União podem ser agrupadas da seguinte forma:
fiscalizadora, consultiva, informativa, judicante, sancionadora, corretiva, normativa e de ouvidoria.
Algumas de suas atuações assumem ainda o caráter educativo.

A função fiscalizadora compreende a realização de auditorias e inspeções, por iniciativa própria, por
solicitação do Congresso Nacional ou para apuração de denúncias, em órgãos e entidades federais, em
programas de governo, bem como a apreciação da legalidade dos atos de concessão de aposentadorias,
reformas, pensões e admissão de pessoal no serviço público federal e a fiscalização de renúncias de
receitas e de atos e contratos administrativos em geral.

A fiscalização é a forma de atuação pela qual são alocados recursos humanos e materiais com o
objetivo de avaliar a gestão dos recursos públicos. Esse processo consiste, basicamente, em capturar
dados e informações, analisar, produzir um diagnóstico e formar um juízo de valor.

Podem ser feitas por iniciativa própria ou em decorrência de solicitação do Congresso Nacional. Há
cinco instrumentos por meio dos quais se realiza a fiscalização:

a) levantamento: instrumento utilizado para conhecer a organização e funcionamento de órgão ou


entidade pública, de sistema, programa, projeto ou atividade governamental, identificar objetos e
instrumentos de fiscalização e avaliar a viabilidade da sua realização;

b) auditoria: por meio desse instrumento verifica-se in loco a legalidade e a legitimidade dos atos de
gestão, quanto aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial, assim como o
desempenho operacional e os resultados alcançados de órgãos, entidades, programas e projetos
governamentais;

115
c) inspeção: serve para a obtenção de informações não disponíveis no Tribunal, ou para esclarecer
dúvidas; também é utilizada para apurar fatos trazidos ao conhecimento do Tribunal por meio de
denúncias ou representações;

d) acompanhamento: destina-se a monitorar e a avaliar a gestão de órgão, entidade ou programa


governamental por período de tempo predeterminado;

e) monitoramento: é utilizado para aferir o cumprimento das deliberações do Tribunal e dos


resultados delas advindos.

A função consultiva é exercida mediante a elaboração de pareceres prévios e individualizados, de


caráter essencialmente técnico, acerca das contas prestadas, anualmente, pelos chefes dos poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário e pelo chefe do Ministério Público da União, a fim de subsidiar o
julgamento a cargo do Congresso Nacional. Inclui também o exame, sempre em tese, de consultas
realizadas por autoridades legitimadas para formulá-las, a respeito de dúvidas na aplicação de
dispositivos legais e regulamentares concernentes às matérias de competência do Tribunal.

A função informativa é exercida quando da prestação de informações solicitadas pelo Congresso


Nacional, pelas suas Casas ou por qualquer das respectivas Comissões, a respeito da fiscalização
exercida pelo Tribunal ou acerca dos resultados de inspeções e auditorias realizadas pelo TCU.
Compreende ainda representação ao poder competente a respeito de irregularidades ou abusos
apurados, assim como o encaminhamento ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, de
relatório das atividades do Tribunal.

Os responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos federais têm de submeter suas contas a
julgamento pelo TCU anualmente, sob a forma de tomada ou prestação de contas.

Assim, a função judicante ocorre quando o TCU julga as contas dos administradores públicos e demais
responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluindo as
fundações e as sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal, bem como as contas
daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário.

As prestações de contas, as fiscalizações e demais assuntos submetidos à deliberação do Tribunal


organizam-se em processos. Cabe a cada ministro ou auditor do Tribunal, atuando como ministro-
substituto, a missão de relatar esses processos, apresentar voto e submeter aos pares proposta de
acórdão, após análise e instrução preliminar realizadas pelos órgãos técnicos da Secretaria do
Tribunal.

A função sancionadora manifesta-se na aplicação aos responsáveis das sanções previstas na Lei
Orgânica do Tribunal (Lei nº 8.443/92), em caso de ilegalidade de despesa ou de irregularidade de
contas.

Ao constatar ilegalidade ou irregularidade em ato de gestão de qualquer órgão ou entidade pública, o


TCU fixa prazo para cumprimento da lei. No caso de ato administrativo, quando não atendido, o
Tribunal determina a sustação do ato impugnado. Nesses casos, TCU exerce função corretiva.

A função normativa decorre do poder regulamentar conferido ao Tribunal pela sua Lei Orgânica, que
faculta a expedição de instruções e atos normativos, de cumprimento obrigatório sob pena de
responsabilização do infrator, acerca de matérias de sua competência e a respeito da organização dos
processos que lhe devam ser submetidos.

116
Por sua vez, o ouvidoria reside na possibilidade de o Tribunal receber denúncias e representações
relativas a irregularidades ou ilegalidades que lhe sejam comunicadas por responsáveis pelo controle
interno, por autoridades ou por qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato. Essa
função tem fundamental importância no fortalecimento da cidadania e na defesa dos interesses difusos
e coletivos, sendo importante meio de colaboração com o controle.

Por fim, atua o Tribunal de Contas da União de forma educativa, quando orienta e informa acerca de
procedimentos e melhores práticas de gestão, mediante publicações e realização de seminários,
reuniões e encontros de caráter educativo, ou, ainda, quando recomenda a adoção de providências, em
auditorias de natureza operacional.

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COMISSÕES PARLAMENTARES

Comissoõ es PARLAMENTARES SAÕ O OÉ RGAÕ OS COLEGIADOS, NASCIDOS NA CAMARA OU NO Senado,


COM NUÉ MERO CERTO DE INTEGRANTES, CUJO OBJETIVOEÉ ANALISAR AS PROPOSIÇOÕ ES
LEGISLATIVAS, EMITINDO pareceres a respeito delas.
Nas comissoõ es seraí observada a representaçaõ o proporcional dos partidos plííticos da respectiva casa
consagradora da comissaõ o.

Espécies de comissões Elas podem ser:

1. PERMANENTES: Saõ o as comissoõ es temaí ticas, tambeí m chamadas de ‘’comisoõ es em razaõ o da


mateí ria’’;
2. TEMPORAÉ RIAS: Essas se subdividem, podendo ser: A. Comissoõ es mistas; B. Comisoõ es
representativas; C. Comissoà es regimentais ou D. CPI;

Vejamos cada uma delas:

ComisÕes permanentes

Saõ o as temaí ticas ou em razaõ o da mateí ria., saõ o aquelas estabelecidas, por exemplo, para decidir
sobre pressupostos constitucionais da MP. Elas saõ o fixadas para fazer aà s vezes do plenaí rio.
EXEMPLOS: comissaõ o DE JUSTIÇA, COMISSAÕ O DE SAUÉ DE ETC.
COMPETEÂ NCIA DAS COMISSOÕ ES PERMANENTES OU TEMAÉ TICAS: Estaí no 58, par. 2º I a VI da CF:

§ 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:

117
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário,
salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas
atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre
eles emitir parecer.

Comissões temporárias

Temporaí rias, tmabem chamadas de efeê meras ou especiais saõ o aquelas que possuem prazo
determinado para se extinguir, extinguindo-se com o fim d aegislatura.
ESPEÉ CIES: A. Comissoõ es mistas; B. Comisoõ es representativas; C. Comissoà es regimentais ou D. CPI;

Comissão mista Mistas saõ o aquelas formadas deputados e senadors para examinar mateí rias
pevistas expressamente, principalmente aquelas que exijam decisaõ o conjunta em sessaõ o conjunta
das duas casas. Entoõ a, se precisa de sessoõ a conjunta, faz-se a comissaõ o mista.

Comissão representativa Saõ o aquelas presentes no perííodo de recesso parlamentar. Quando for
entrar em recesso (18 A 31 DE JULHO E 23 A 1º DE FEVEREIRO), na ultima sessaõ o ordinaí ria da
legislatura, faz-se a comissoõ a representativa, que atuaraí durante o recesso!

Comissões parlamentares de inquérito As CPIs tambeí m saõ o temporaí rias, mas separarei visto a
sua importaê ncia.

CPI

OÉ rgaõ o colegiado pertencente ao legislativo (inqueí rito PARLAMENTAR), destinado a investigar, com
poder proí prio de autoridade judicial, fatos certos e determinados que impliquem em improbidade.
LEIA O ARTIGO ABAIXO:

§ 3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das


autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante
requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo,
sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

Finalidade INVESTIGAR FATOS DETERMINADOS QUE IMPLIQUEM IMPROBIDADE:


A FIM de alcançar sua finalidade, a CPI pode colher depoimento, ouvir indiciado (EÉ INDICIADO, VEZ
QUE EÉ INQUEÉ RITO), inqurir testemunhas, NÃO PODENDO DEIXAR DE COMPARECER À CPI

118
QUANDO CHAMADO PARA DEPOR. Claro, direitos fundamentais saõ o assegurados, como nemo
tenetur se detegere etc. O que noõ a pode eí deixar de comparecer.

Criação CRIADAS POR MEIO DE REQUERIMENTO DE PELO MENOS 171 DEPUTADOS E 27


SENADORES.

Outros fatos encontrados A CPI pode se estender a fatos que sejam conexos (SERENDIPIDADE)
aà causa que determinou a sua criaçaõ o.

Quebra de sigilo bancário fiscal e telefônico CPI PODE FAZER, SIM!!!! CUIDADO QUE NOÕ A EÉ
ITNERCEPTAÇAÕ O, EÉ QUEBRA!

 EÉ como se fosse IP, finda, encaminha-se ao MP para tomar respectivas providencias.

Regras importantes

 CPI NOÕ A ORDENA PRISAÕ O;


 CPI NAÕ O ORDENA BLOQUEIO DE BENS, PREVENTIVAS OU CAUTELARES;
 SOÉ CPI PRESIDE INQUERITO PARLAMENTAR;
 CPI NAÕ O DECRETA DISPONIBILIDADE DE BENS
 CPI DEVE DAR PUBLICIDADE AOS SEUS ATOS;
 NEM MESMO FALTA DE CONDIÇOÕ A FINANCEIRA DEVE IMPEDIR DE COMPARECER A CPI
PARA DPOEIMENTO;
 DIREITO DE IR COM ADVOGADO PARA DPEOR NA CPI;

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PODER EXECUTIVO

Presidencialismo de coalisão Esta expressaõ o foi feita em 1988 que a criou para designar um
‘’problema’’ do presidencialismo existente no Brasil, devido ao pluripartidarismo.
Novelino: ‘’O multipartidarismo tem gerado um problema que foi denominado por Sérgio Abranches
de presidencialismo de coalisão, no quayl são necessárias alianças entre os partidos políticos, a fim de
formar uma maioria capaz de dar suporte ao governo’’. Ou seja, o presidente fica obrigado afazer a
base aliada.

EÉ o executivo quem comanda a pauta do Congresso Nacional, ou seja, a agenda do CN, jaí que, por
exemplo, A MP TRANCA A PAUTA DO CN, o VETO tranca a pauta do CN. Ou seja, por vezes o
executivo tranca a pauta, controlando aquilo que o CN faz ou naõ o.

Ordem de substituição do presidente Presidente, vice, presidente da caê mara, Senado e


presidente do STF. AUQI E’SUBSTIUTIÇAÕ O, quando e’tmeporaí ria.

Sucessão executiva (EEENTEEENDA ISSSOOO!!!) Aqui eí sucessaõ o e naõ o substituiçaõ o, ou seja,


aqui eí definitiva.
, quem sucede aqui eí APENAS O VICE. O uí nico que SUCEDE DEIFINITIVAMENT EEÉ O VICE. Ex.: No
Collor ele siau e o Itamar que era vice assumiu deifnitivament,e terminando todo o mandato.

Então cuidado: Nos dois tópicos acima há diferenças. Um é SUBSTITUIÇÃO E O OUTRO


SUCESSÃO DEFITINIVIA. ALIAS, A SUCESSÕA É SMEPRE DEFINITIVA E SÓ SUCEDERÁ O VICE!!!
NA SUBSTITUIÇÃO TMEPORÁRIA (SMEPRE TMEPROA’RIA) É QUE HÁ AQUELA ORDEM QUE
VOC EJA DECOROU!
ENTÃO, EM VERDADE, AQUELES CARAS TODOS DA ORDEM SEMPRE ASSUMEM QUANDO NÃO
HÁ PRESIDENTE NEM VICE, MAS ABSOLUTAMENTE SMEPRE DE MANEIRA TMEMPORÁRIA. SÓ
O VICE QUE SUCEDE (DEFINITIVAMENTE)!!!

Contudo, quando morre presidente E VICE ou quando haí impeachmeant por exemplo, aíí vai para
presidente da caê mara, senado e STF etc, mas que soí ficam temporariamente!

ISSO AUQI SOÉ OCORRE SE NAÕ O PRESIDENT E ENEM VICE: A ordem eí a mesma, mas o presidente da
caê mara, senado, STF ficaraõ o de sucessores temporariamente, ateí que haja nova eleiçaõ o, em que se
elegraí novo presidente e novo vice presidente.

SISTEMÁTICA

120
 Se fica sem presidente e SEM O VICE nos primeiros dois anos de mandato, haveraí em 90 dias
NOVAS ELEIÇOÕ ES DIRETAS PELO POVO, ENQUANTO ISSO fica temporariamente presidente da
caê mara, ou senado ou STF . 90 dias!!!
 Se fica sem presidente E VICE (se tem vice eí o vice que ocntinua o mandato, como Itamar
franco) nos uí ltimos DOIS anos de mandato, havraí uma eleiçaõ o indireta, dentro do congresso, que
elegeraí novos presidente e vice, ateí haver essa nova eleiçaõ o indireta fica substituindo o presidente
da caê mara, senado etc. Essa eleiçaõ o indireta eí feita em 30 dias. 30 dias!

, esse paraí grafo acima se aplica se ficar sem PRESIDENTE E VICE. Se sobra o vice, eí o vice que
termina o mandato!!!

Entaõ o, 90 dias nas diretas dos primeiros 2 anos e 30 dias para fazer as indiretas dos uí ltimos 2 anos.

AUSÊNCIA DO PAÍS

PROCESSO E JULGAMENTO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA Prevalece o entendimento de que


o impeachmeant eí responsabilizaçaõ o de natureza políítica. O julgamento do presidente ocorre por
duas condutas: a. Crimes de responsabilidade ou B. Crimes comuns.

 CRIMES DE REPSONSABILIBDADE: Saõ o infraçoõ es políítico administrativas (E naõ o penais e


nem civis) praticadas por pessoas investidas em determinados cargos. As penas no crime de
responsabilidade saõ o: A. PERDA DO CARGO e B. INABILITAÇAÕ O POR 8 ANOS PAR AOCNCORRER E
EXERCER DETERMINADAS FUNÇOÀ ES PUÉ BLICAS.

O rol da CF no 85 que traz quais saõ o os crimes de responsabilidade eí meramente exemplificativo. A


Lei poderaí trazer outras hipoí teses do crime de responsabilidade. Esse rol do 85 eí exemplificativo!!!!

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e
julgamento.

Na verdade os crimes de responsabilidade naõ o saõ o crimes. Aqui embaixo farei paralelos dos comuns
e crimes de responsabilidade. Nos comuns segue o que voceê jaí sabe mesmo, quanto imunidades
materiais e formais (amara noõ autoriza, apenas pode sustar e bla bla!)

AUTORIZAÇAÕ O DA CAÂ MARA DOS DEPUTADOS: Para que seja instaurado o processo de crime de
repsonsbailidade, eí necessaí ria uma autorizaçaõ o da caê mara dos deputados, por 2/3 dos membros da
caê mara (quoí rum de presença eí maioria absoluta e aprova-se com 2/3 da maioria absoluta). Entaõ o,
soí por 2/3 da caê mara haveraí autorizaçaõ o para julgamento do presidente em crime de
responsabilidade. O julgamento eí pelo SENADO. Entaõ o, autoriza-se na caê mara e julga-se no
SENADO!!!
121
Só cuidado que nas imunidades formais dos deputados federais e senadors, a câmara não
precis auatoriza, podendo apenas sustar o andamento da ação até o fim do mandato,
suspendendo o prazo prescricional. Contra o presidente, a câmara tem que autorizar tanto
nos crimes comuns, no quak o julgamento será no STF, como nos de responsabilidade, em que
o julgamento é no SENADO!!!
Entaõ o,
, as imunidades do presidente saõ o maiores que deputados e senadores. Entenda:

a. Ele soí seraí processado nos crimes comuns e de resp com autorizaçaõ o de 2/3 da Caê mara;
b. Soí seraí preso por infraçoõ es comuns apoí s a sentença condenatoí ria;
c. Soí responde durante o mandato por crimes alusivos ao mandato. Crimes alheios ao cargo soí
depois do fim do mandato;
d. A SENTNEÇA DOS CRIMES DE RESP EÉ POR MEIO DE RESOLUÇAÕ O DO SENADO!!

 CRIMES COMUNS: E no caso dos crimes comuns?!?! Precisa de autorizaçaõ o da caê mara?!?!?!
Precisa tmabem, por 2/3, mas o julgamento seraí pelo STF e naõ o pelo Senado Federal.

Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º - O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal
Federal;
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
§ 2º - Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º - Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República
não estará sujeito a prisão.
§ 4º - O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções.

Tanto nos de responsbailidade quanto crimes comuns, admitida a denuí ncia ou queixa-crime pela
caê mara, o presidente fica suspenso. Entaõ o, se admitie a denuí ncia contra presidente nos de
repsonsabilidad eou cirmes comuns, suspende-se o presidente memso ainda naõ o tendo sido julgado.
Se decorrido o rpaoz de 180 dias e o julgamento Naõ o tiver terminado, o presidente retorna aà s suas
funçoõ es e o processo continua tramitando ateí o julgamento final.

Irresponsabilidade penal ‘’RELATIVA’’ do presidente Enquanto estiver no cargo, presidente soí


responde por crimes praticados em razaõ o do ofíício. Naõ o eí que ele fica impune, ele soí naõ o responde
durante o mandato.

IRREPSONSBAILIDADE RELATIVA E A NAÕ O PRISAÕ O ATEÉ SENTENÇA CONDENATOÉ RIA (decore 85 e


86!!!!!!!) NAÕ O PODEM SER ESTENDIDAS AOS GOVERNADORES E NEM AOS PREFEITOS POR MEIO
DE PREVISAÕ O EM CE OU LEI ORGANICA!!! ESSAS REGRAS SOÉ VALE PARA OS PRESIDENTES DA
REPUÉ BLICA!!!!!!!

, DECORE ESSE 85 E 86

122
, estaí vamos vendo sobre o julgamento dos presidentes. Vejamso agora dos GOVERNADORES!!!!

Competência para os governadores

 CRIMES COMUNS POR GOVERNADOR:


 , governador eí julgado no STJ, seja delito eleitoral, doloso contra a vida, qualquer um. EÉ
sempre no STJ!!!
 CRIMES DE RESPONSABILIDADE POR GOVERNADOR: Nos crimes de responsabilidade do
governador, ele eí julgado pelo TJ, sob autorizaçaõ o da assembleia legislativa.

Embora a instauraçaõ o do processo penal contra governador dependa de autorizaçaõ o da assembleia


legislativa, esta naõ o eí necessaí ria para instauraçaõ o de inqueí rito policial e nem para a prisaõ o.

Competência para os prefeitos

 CRIMES DE RESPONSABILIDADE: A competeê ncia para julgar prefeitos por crimes de


responsabilidade eí da caê mara municipal. OS prefeitos nos de responsabilidade naõ o precisam de
autorizaçaõ o de ningueí m, pois jaí saõ o julgados na caê mara!
 CRIMES COMUNS: Nos crimes comuns, a competeê ncia para julgar prefeito eí do TJ. Se for
crime federal, vai para o TRF (CONTRA AUTARQUIA federal, Uniaõ o ou empresas puí blicas federal).
Para julgar o prefeito por crime comum, a CF naõ o exige que haja autorizaçaõ o da caê mara.

Portanto,
, nas searas federal e estadual, para jukgamento do presidente e governador, precisa haver
autorizaçaõ o do legislativo. Na seara municipal, naõ o precisa de autorizaçaõ o do legislativo (caê mara)
para que prefeito seja julgado nem por crime de responsabilidade e nem por crime comum.

Obs.: Se prefeito pratica crime eleitoral, competencia para julgamento seraí do TER!

Obs.: Suí mula 208 do STJ diz que se o prefeito desvia verba sujeita a prestaçaõ o de contas perante
oí rgaõ o federal, a competeê ncia tambeí m seraí do TRF!!!

O STF entende que haí diversas situaç~eos em que o prefeito e’julgado pela justiça federal ( TRF),
naõ o soí nesse caso na obs acima de prestaçaõ o para oí rgaõ o federal, Novelino: ‘’Compete ao TRF o
julgamento de crimes relativos a desvio ou apropriação de verba federal destinada: 1. À realização de
competência privativa da União; 2. Ou de competência comum da União e do enten beneficiário; 3. Ou
de verba cuja utilização se submeta à fiscalização por órgõa federal.

Obs.: Pode a CE ou Lei orgaê nica alterar essas regras com relaçaõ o aà prisaõ o do prefeito?!?! Pode a CE
dizer, por exemplo, que o prefieot soí eí preso depois de transitar em julgado?!?! OU que naõ o poser ser
preso, salvo nos inafiançaí veis?!!? NAÕ O!. Aliaí s, naõ o pode nem para o governador, como poderia par ao
prefeito?!!?
Entaõ o, naõ se aplica a prefeitos e governadores as regras de prisaõ o e processamento do presidente.

FIM DOS PREFEITOS.

COMPETENCIA PARA AUTORIDADES FEDERAIS  Veremos cada autoridade federal, aonde seraõ o
julgadas nos crimes de RESP e nos crimes COMUNS! Veja, que nos crimes comum voceê jaí conhece
bem a competeê ncia para as autoridades federais. Entenda melhor nos crimes de responsabilidade.

CRIME DE RESP – CRIME COMUM – Competencia


123
Competencia seraí do Senado. seraí do STF
PODER EXECUTIVO Presidente da reuí plica e vide; Presidente e vice, Ministros
Ministro de Estado (ministro soí de Estado, Comandante das
responde no Senado se o crime forças aeí reas saõ o julgados pelo
for conexo com o crime do STF nos crimes comuns. Nos
presidente ou vice) e comuns, CF nada fala sobre o
comandante das forças AGU, mas entende-se que ele
armadas e o AGU. Todos esses tem status de ministro de
do executivo se praticarem estado e, por isso, tmabem vai
crimes de RESP. seraõ o julgados para o STF nos crimes comuns.
pelo Senado sob autorizaçaõ o de
2/3 da caê mara.
MP No MP, PGR e CNMP saõ o PGR apenas.
julgados pelo Senado nos
crimes de RESP.
PODER JUDICIÁRIO No judiciaí rio, Membros do STF Membros do STF e CNJ.
e CNJ saõ o julgados pelo Senado
nos crimes de RESP.
PODER LEGISLATIVO Via de regra, os membros do Deputados Federais e
legislativo naõ o cometem crimes Senadores seraõ o julgados nos
de repsonsbailidade, pois saõ o comuns pelo STF.
‘’crimes’’ feitos justamente para
o legislativo julgar.
LEGISLATIVO NAÕ O COMETE
CRIME DE RESP!!!

, o quadro acima trata do julgamento por cirme comum e de responsabilidade DAS AUTORIDADES
FEDERAIS, apenas as federais!!!
Isso tudo estaí no 52 da CF.
LEMBRANDO QUE ESTA COMPETENCIA PRIVAITVA ABAIXO NÃO É PASSÍVEL DE DELEGAÇÃO,
VISTO QUE AS REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETENCIA SÓ SE APLICAL AOS ARTIGOS 21,
22, 23 E 24! EM REGRA, PRIVATIVA É DELEGÁVEL, MAS SÓ QUANDO FOR NO ARTIGO
Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:,
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade,
bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, 23 E 24.
nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;
II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de
Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-
Geral da União nos crimes de responsabilidade;
III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha de:
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição;
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República;
c) Governador de Território;
d) Presidente e diretores do banco central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição em sessão secreta, a escolha dos chefes de
missão diplomática de caráter permanente;

124
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida
consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas
pelo Poder Público federal;
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito
externo e interno;
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva
do Supremo Tribunal Federal;
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da
República antes do término de seu mandato;
XII - elaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração, observados os
parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva
remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus
componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito
Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo
Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do
Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública,
sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.

FAÇAMOS QUADRO AGOR APARA OS CHEFES DO EXECUTIVO Lembre que o presidente tem
algumas peculiaridades quando comparado aà outras autoridades federais, tal qual a necessidade de
autorizaçaõ o da caê mara para julgamento nos crimes de resp e comum. Deputados e senadores, por
exemplo, naõ o precisam desse autorizaçaõ o!!

PODER EXECUTIVO CRIME DE RESP CRIMES COMUNS


PRESIDENTE PRESIDENTE JULGADO NO SE O CRIME FOR COMUM,
SENADO (2/3) POR PRESIDENTE EÉ JULGAOD NO
AUTORIZAÇAÕ O DE 2/3 DA STF, SOB A AUTORIZAÇAÕ O DE
CAMARA 2/3 DA CAMARA!
GOVERNADOR NOS CRIMES DE RESP, NOS COMUNS O
GOVERNADOR EÉ JULGADO POR OGOVERNADOR EÉ JULGADO
TRBNAL ESPECIAL COMPOSTO PELO STJ, DESDE QUE HAJA
POR 5 MEMBROS DO TJ E DA AUTORIZAÇAÕ O DE 2/3 DA
ASSEMBELEIA LEGISLATIVA, ASSEMBLEIA
SOB AUTORIZAÇAÕ O, AINDA, DE
MAIORIA BAOSLUTA DA
ASSEMBLEIA (CUIDADO, AQUI

125
É MAIORIA BAOSLUTA E NÃO
2/3 COMO EM TODOS OS
OUTROS CASOS!!!!)
PREFEITOS  Nos crimes de reps eí julgado Nos cirmes comuns eí julgado
na caê mara municipal sem no TJ, TRF ou TER
autorizaçaõ o de ningueí m.

QUADRO AGORA PARA MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO Lembre que eles naõ o cometem
crime de responsabilidade, mas podme perder o cargo, sob o julgamento das suas respectivas casa
(senador pelo Senado, deputado pela caê mara etc.)

PODER LEGIDSLATIVO PERDA DE MANDATO CRIMES COMUNS


DEPUTADO FEDERAL PERDA DE MANDATO STF
DECIDIDA PELA CAMARA DOS
DEPUTADOS
SENADOR PERDA EÉ PELO SENADO STF
DEPUTADO ESTADUAL PERDA EÉ PELA ASSEMBLEIA TJ OU TRF
LEGISLATICA
VEREADOR QUEM DECIDE A PERDA EÉ A NAÕ O TEM FORO
CAMARA MINICIPAL!! PRIVILEGIADO, MAS PODERAÕ O
ATEÉ TER SE HOUVER
PREVISAÕ O NA CE!!! Isso porque
a CE pode prever competeê ncia
par ao TJ que eí estadual, mas
nunca para autoridades
federais.

ÚLTIMO QUADOR PAR AMMEBROS DO JUDICIÁRIO E MP ESTADUAIS E FEDERAIS

PODER JUDICIÁRIO E MP CRIME DE RESP CRIME COMUM


JUDICIAÉ RIO E MP ESTADUAL Competencia no TJ DOS COmpetencia no TJ ou no TRE.
membros do judiciaí rio e mp MESMO QUE SEJA CIRM
ESTADUAIS!!!! FEDERAL, FICA NO TJ!!!!! NOÕ A
VAI PARA TRF!!!!
JUDICIAÉ RIO E MP FEDERAL TRF!!! TRF OU TRE

Art. 96. Compete privativamente:


I - aos tribunais:
a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de
processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos
respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos;
b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando
pelo exercício da atividade correicional respectiva;
c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição;
d) propor a criação de novas varas judiciárias;
e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169,
parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os de confiança assim
definidos em lei;

126
f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes
forem imediatamente vinculados;
II - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder
Legislativo respectivo, observado o disposto no art. 169:
a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores;
b) a criação e a extinção de cargos e a fixação de vencimentos de seus membros, dos juízes, inclusive
dos tribunais inferiores, onde houver, dos serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados;
b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes
forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juizes, inclusive dos tribunais
inferiores, onde houver, ressalvado o disposto no art. 48, XV; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes
forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais
inferiores, onde houver; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores;
d) a alteração da organização e da divisão judiciárias;
III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como os
membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da
Justiça Eleitoral.

Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:


I - processar e julgar, originariamente:
a) os juíízes federais da aí rea de sua jurisdiçaõ o, incluíídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho,
nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do Ministeí rio Puí blico da Uniaõ o, ressalvada
a competeê ncia da Justiça Eleitoral;
b) as revisoõ es criminais e as açoõ es rescisoí rias de julgados seus ou dos juíízes federais da regiaõ o;
c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do proí prio Tribunal ou de juiz federal;
d) os "habeas-corpus", quando a autoridade coatora for juiz federal;
e) os conflitos de competeê ncia entre juíízes federais vinculados ao Tribunal;
II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juíízes federais e pelos juíízes estaduais no
exercíício da competeê ncia federal da aí rea de sua jurisdiçaõ o.

FIM DO PODER EXECUTIVO QUE FOI ENORME E VOCEÂ NAÕ O MANJA, ENTENDAAA!!!!!!

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X------------------------------------X------------------------------------X------------------------------------
X------------------------------------X------------------------------------X------------------------------------
X------------------------------------X------------------------------------X------------------------------------
X------------------------------------X------------------------------------X------------------------------------
X------------------------------------X------------------------------------X------------------------------------
X------------------------------------X------------------------------------X

PODER JUDICIÁRIO

Garantias do judiciaí rio noõ a saõ o privileí gio, mas sim garantias feitas para que o judiciaí rio possa atuar
de modo imparcial e independente, sem pressoõ es externas do executivo, por exemplo. Essas
garantias visam assegurar o proí prio oí rgaõ o judiciaí rio e Naõ o os seus membros isoladamente.

127
VITALICIEDADE

Lembre do CERS, que eí diferente vitaliciedade de estabilidade. Todo servidor publico eí estaí vel
depois de TRES anos.
A vitaliciedade eí a estabilidade, mas dos membros do JUDICIAÉ RIO! A grande diferença,
, eí o processo administrativo e o praoz. A vitaliciedade eí em DOIS ANOS (e noõ a em 3) e depois da
vitaliciedade, soí perco o cargo por decisaõ o judicial, e naõ o por processo administrativo disciplinar!!!!!
Lembre que este perííodo de 2 anos eí soí par ajuíízes de primeiro grau. Em todos os tribunais (de 2ª
instancia ou nos superiores), a vitaliciedade eí desde a posse.
Antes do perííodo de vitaliciedade, ou seja, antes de dois anos, os ju’zies de 1º grau perderaõ o o cargo
por deliberaçaõ o do Tribunal.

Exceção Os ministro do STF, depois d aposse, com a consequente vitaliciedade, soí perde cargo
por decisaõ o judicial, salvo nos crimes de reps. Se o membro do STF pratica crime de resp, quem os
julga eí o Senado, logo, para perda do cargo, quem decide eí o proí prio Senado e naõ o decisaõ o judicial

RESUMINDO Depois de 2 anos soí perco cargo por decisaõ o judicial. Antes de dois anos, por
deliberaçaõ o no tribunal respectivo. Se for desembarga ou ministro, desde a posse soí perde por
decisaõ o (pois noõ a tme prazo de 2 anos). Exceçaõ o ao caso em que s eprecisa de deicaõ o judicial depois
da vitaliciedade eeí nos ministros do STF, que perdem o cargo nos crimes de reps por decisaõ o do
SENADO e naõ o judicial.

OUTRAS AUTORIDADES COM VITALICIEDADE Aquelas que se equiparariam aos juíízes para fins
de vitaliciedade.

 Membros do MP (128, par. 5º, I, ‘’a’’ da CF);


 Ministros do TCU;
 Oficiais das forças armadas;
 Militares nos Estados, DF e territoí rios;

INAMOVIBILIDADE

A inamovibilidade impede que membro do judiciaí rio (e quiparados) seja transferido a outro local ou
ateí mesmo promovido contra a sua vontade, salvo se houver interesse puí blico!!!!
Nos casos d einteresse puí blico, a maioria baosluta dos membros do tribunal deveraí ser favoraí vel aà
remoçaõ o!!!!

IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIOS

Aplica-se aos servidores puí blicos em geral, ministros do TCU, oficiais das forças armadas.
A irredutibilidade eí do valor nominal. BOA AULA DO CERS!!!

EM CONTRAPONTO AÀ S GARANTIAS, VEJAMOS AS VEDAÇOÕ ES AOS MEBROS DO JUDICIAÉ RIO:

VEDAÇÕES AO MP E JUDICIÁRIO

MEMBROS DO PODER JUDICIÁRIO MEMBROS DO MP


 Juíízes naõ o exercem outro cargo e funçaõ o,  Vedaçaõ os aos Mps eí mais branda, naõ o
salvo uma d emagisteí rio (na verdade, STF pode soí exercer outro cargo público!!!!
entende que noõ a eí UMA, desde que sej amais de  MP tambeí m naõ o pode receber custa ou

128
um, mas compatíível com a profissaõ o); participaçaõ o em processo;
 Naõ o pode os juíízes receber nenhum tipo  MP tambeí m naõ o pode exercer atividade
de custa por participaçaõ o em processo; políítico partidaí ria. Se MP quiser virar políítica,
 Juíízes, desembargas, ministros, naõ o tem que pedir exoneraçaõ o definitiva ou
podem exercer atividade políítico partidaí ria. Se aposentadoria’;
quiserem virar deputado, or exemplo, tem que  QUARENTENA: Promotor naõ o exerceraí a
pedir exoneraçaõ o definitiva do cargo do advocacia no tribunal ou juíízo que atuou, ateí 3
judiciaí rio ou se aposentar. meses depois de sair do cargo!!!
 QUARENTENA: Treê s anos sem advogar
dentro de onde era juiz.

Obs.: Aquilo que ocorreu com o Capez naõ o existe mais. Antes voceê podia pedir exoneraçoõ a antes
de 6 meses e virar politico, memso sendo promot,r mesmo sme perder o cargo de promotor ou juiz.

AINDA NO PODER JUDICIAÉ RIO

Obs.: MP DA UNIÃO (MP FEDERAL, MP DO TRABALHO ETC) NÃO ATUAR PERANTE O STF,
POIS ESTE PAPEL É DO PGR E NÃO DOS PROMOTORES FEDERAIS. Entenda, o pgr é do próprio
mpu, por isso é ele que atua no STF E NÃO O MPU COMO UM TODO. O MP ESTADUAL, POR
OUTRO LADO, PODE SIM ATUAR NO STF, EM DETERMINADAS SITUAÇÕES.

ÓRGÃOS ESPECIAIS NOS TRIBUNAIS

LEIA 93, 11 E 97 DA CF!!!!


Soí seraõ o criados nos Tribunais que possuíírem mais de 25 julgadores e teraí entre 11 a 25 membros.
Loí gico, pois nos tribunais que tem mesmo de 25 naõ om precisa de orgaõ o especial, aíí eí mais faí cil
julgar pelo PLENO!!!
A grande vantagem do oí rgaõ o especial eí exercer funçoõ es delegadas pelo pleno, isto eí , fazer aà s vezes
do pleno. Que funçoõ es saõ o essas?!?! A. OÉ rgaõ o especial exerceraí funçoõ es administrativas do pleno (Ex.:
realizaçaõ o de concurso) e B. oí rgaõ o especial tambeí m poder exercer funçoõ es jurisdicionais delegadas
pelo pleno.
EÉ essa ‘’B’’ que eí importante. A principal funçaõ o do oí rgaõ o especial eí consagrar a claí usula de reserva
de plenaí rio, nos tribunais em que haí muitos integrantes e que o pleno tem muita ente para toda vez
chamar todo mundo para declarar a inconstitucionalidade.
Saõ o apenas estas duas funçoõ es do oí rgaõ o especial, que lhe eí delegada pelo pleno: Administrativa e
judicial. Funçoõ es polííticas naõ o seraõ o exercidas pelo O. especial. Funçoõ es legislativas tambeí m Naõ o
seraõ o delegadas pelo pleno ao O. especial (ex.: O. especial naõ o legisla o regimento interno).
Fim do o. especial!

129
5º CONSTITUCIONAL

NO TJ E TRF De acordo com o artigo 94 da CF, 1/5 (20%) dos TJs e TRFs seraí composto por
membros do MP e por advogados. Ou seja, naõ o teremos apenas juíízes de carreira. O advogado para
fazer parte do 5º deve ter notoí rio saber juríídico e reputaçaõ o ilibada. Soä o advogado que deve ter
notoí rio saber e reputaçaõ o ilibada. MP naõ o precisa. Contudo, os dois devem ter pelo menos 10 anos
de experieê ncia.

NO TRT E TST Estaí no 111, ‘’a’’, inciso I e 115, inciso I, ambos da CF.

NO STJ Aleí m do 5º consitutcional, 1/3 dos membros do STJ tmabem eí composto por advogados e
membros do ministeí rio puí blico. Entaõ o,
, no STJ naõ o haí 5º constitucional, mas sim TERÇO CONSTIUTCIONAL!!!

NO STF NO STF naõ o haí 5º porra nenhuma, trata-se de indicaçaõ o direta do presidente, sem
obedecer quoí rum de juiz, MP ou advogado nenhum. NAÕ O EXISTE 5º CONSTITUCIONAL NO STF. A
nomeaçaõ o pelo presidente eí aleatoí ria.

O 5º eí norma de observaê ncia obrigatoí ria pelos estados, que naõ o poderaõ o alteraí -la na Constituiçaõ o
Estadual.

FUNDAMENTO DO QUINTO A finalidade do 5º eí trazer para o judiciaí rio visoõ es diferentes de


quem jaí atuou em outra funçoõ es se tenha algo a acrescentar ao judiciaí rio. Portanto, naõ o se trata de
homenagear aquele que vai pelo 5º etc. EÉ simplesmente para dar uma heterogeneidade aos
tribunais!

ATUAÇÃO DO PROCURADOR GERAL


DA REPÚBLICA

ARTIGO 103, PAR 1ºO procurador da Repuí blica deveraí ser previamente ouvido nas açoõ es de
inconstitucionalidade e em todos os processos de competeê ncia do STF.
Ele age como custus constitutionis, ou seja, como fiscal da CF quanto ao controle de
constitucionalidade.
O PGR tem legitimidade para açoõ es do concentrado. Ajuizada ADIN, ADPF, ADC etc, o PGR naõ o pode
desistir dela, MAS NADA IMPEDE QUE O PGR POSSA SE MANIFESTAR EM SENTIDO CONTRAÉ RIOO. EÉ
como se fosse o MP pedindo absolviçaõ o. PGR ajuííza açaõ o, se arrepende, mas naõ o pode desistir (pela
obrigatoriedade), mas pode se posicionar de modo contraí rio ao que se manifestou anteriormente.

130
ATUAR EM TODOS OS PROCESSOS DE COMPETENCIA DO STF Como eí possíível que um soí PGR
se manifeste em 100.000 processos julgados pelo STF?!?!?! Entende-se que ele naõ o precisa ser
intimado para se manifestar em TODOS OS PROCESSOS. O que ele precisa eí pelo menos ter
conhecimento sobre a tese juríídica discutida em cada processo de competeê ncia do STF.
Ou seja, ele pode ser intimado para participar em soí algumas processos, naõ o todos, mas deve
conhecer a tese de todos eles.

ADVOGADO GERAL DA UNIÃO

O AGU, diferentemente do PGR, defende a Lei ou ato impugnado. Ele eí defensor LEGIS e naõ o apenas
defensor da CF.

VER DIFERENÇA PGR E AGU!! URGENTEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ainda no poder judiciaí rio

SÚMULA VINCULANTE

Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderaí , de ofíício ou por provocaçaõ o, mediante decisaõ o de
dois terços dos seus membros, apoí s reiteradas decisoõ es sobre mateí ria constitucional, aprovar
suí mula que, a partir de sua publicaçaõ o na imprensa oficial, teraí efeito vinculante em relaçaõ o aos
demais oí rgaõ os do Poder Judiciaí rio e aà administraçaõ o puí blica direta e indireta, nas esferas federal,
estadual e municipal, bem como proceder aà sua revisaõ o ou cancelamento, na forma estabelecida em
lei.
§ 1º A suí mula teraí por objetivo a validade, a interpretaçaõ o e a eficaí cia de normas determinadas,
acerca das quais haja controveí rsia atual entre oí rgaõ os judiciaí rios ou entre esses e a administraçaõ o
puí blica que acarrete grave insegurança juríídica e relevante multiplicaçaõ o de processos sobre
questaõ o ideê ntica.
§ 2º Sem prejuíízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovaçaõ o, revisaõ o ou cancelamento de
suí mula poderaí ser provocada por aqueles que podem propor a açaõ o direta de inconstitucionalidade.
§ 3º Do ato administrativo ou decisaõ o judicial que contrariar a suí mula aplicaí vel ou que
indevidamente a aplicar, caberaí reclamaçaõ o ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a

131
procedente, anularaí o ato administrativo ou cassaraí a decisaõ o judicial reclamada, e determinaraí que
outra seja proferida com ou sem a aplicaçaõ o da suí mula, conforme o caso.

Haí dois grandes fatores para criaçaõ o das vinculantes. Primeiro foi dar segurança juríídica, superando
decisoõ es no mesmo sentido que estivessem pacificadas.
Noí s copiamos isso o controle difuso dos EUA, mas laí eí common law e a apreciaçaõ o da
constitucionalidade no difuso vincula todo mundo, com base no sistema do star e decisis e que gera o
efeito do binding effect. Aqui isso noõ a ocorria, pois Naõ o vinculava a todos.
Antes das vinculantes, criou-se aquela suspensaõ o da lei pelo senado das leis apreciadas pelo difuso.
Mas naõ o era suficiente para vencer a deficieê ncia de o difuso naõ o vincular a todos.
Note,
, que cada vez mais aproxima-se o common law do civil law.

Natureza da súmula vinculante A doutrina se desentende. Correntes:

1. NATUREZA LEGISLATIVA: Lenio Streck diz que a SV tem natureza legislativa, pois permite a
produçaõ o de normas gerais e abstratas;
2. NATUREZA JURISDICIONAL: Pois exige o julgamento de diversos casos anteriores.
3. TERTIUM GENUS: Haí quem diga que a SV seria um terceiro geê nero, que naõ o teria natureza
legislativa e nem jurisdicional, pois a SV estaria interposta entre o abstrato dos atos legislativos
(atos normativos) e o concreto dos atos jurisdicionais.

Alguns ministros, como o Celso de Melo, dizem que a SV tem uma natureza constitucional especíífica,
isto eí , eí instituto criado proí prio, tíípico, criado pelo CF, que Noõ a seria jurisdicional e nem legislativo

Legitimidade SEMPRE EÉ DO STF, DE OFIÉCIO OU PROVOCACAÕ O, SENDO APROVADA, EM AMBOS


OS CASOS, POR 2/3 DOS MEMBROS!!!

OBJETIVO DA SÚMULA VINCULANTE Artigo 103-A, § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a
interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre
órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e
relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.
Entaõ o, o objetivo eí evitar a multiplicaçaõ o do processo, unificando o entendimento sobre
controveí rsias. Entaõ o, quando houver controveí rsia jurisprudencial acerca de determinado assunto, e
essa controveí rsia puder acarretar multiplicaçaõ o de processos, far-se-aí Suí mula vinculante, evitando-
se um pacote de açoõ es sobre o mesmo assunto, diminuindo a controveí rsia.

REQUISITOS PARA EDIÇÃO DA SV Vejamos um a um:

1º REQUISITO: REITERADAS DECISOÕ ES SOBRE MATEÉ RIA CONSTITUCIONAL: Nem sempre esse
requisito eí atendido. Haí suí mulas que surgem a partir de poucas decisoõ es, que ainda naõ o eram
reiteradas. Aliaí s, quando se diz aíí ‘’matéria constitucional’’ essa expressaõ o abrange tambeí m as
normas formalmente constitucionais e naõ o apenas as constitucionais propriamente ditas. Entaõ o, se
estaí na CF e tem reiteradas decisoõ es cabe SV, naõ o precisando ser mateí ria propriamente
constitucional;

2º REQUISITO: INICIATIVA: Pode ser laborada de ofíício ou por provocaçaõ o de alguns legitimados. Os
legitimados saõ o todos os legitimados do controle concentrado, aleí m do Defensor Puí blico Geral da
Uniaõ o, os tribunais e Municíípios. Entaõ o, ., saõ o os legitimados ativos para ADI e ADC (ADPF), aleí m
desse Defensor, do Tribunal e municíípios.

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Soí cuidado: os municíípios soí poderaõ o provocar o STF para editar SV, desde que o faça
incidentalmente no curso do processo nos quais sejam partes (os municíípios) e se esteja discutindo
o assunto sobre o qual haí reiteradas decisoõ es se se pretende sumular por SV.

Os municíípios, Tribunais (TRF, TJ, SUPERIORES, ELEITORAIS, MILITARES ETC.) e o Defensor geral
da Uniaõ o naõ o propoõ e ADIN e açoõ es do concentrado, mas pode provocar para que se edite SV.
Por fim, entenda que essa provocaçaõ o eí para ediçaõ o, revisaõ o e, outrossim, cancelamento das
vinculantes.

3º REQUISITO: QUORUM PARA APROVAÇAÕ O: Naõ o eí maioria cimples nem absoluta, mas sim um
quoí rum qualificado de 2/3 dos ministros. Logo, dos 11 ministros, 8, pelo menos, devem votar para
aprovar a SV.

Preenchidos os 3 requisitos, publicar-se-aí a SV, quando ela passaraí a ser obrigatoí ria a todos.

EFEITOS DA SÚMULA VINCULANTE Principais efeitos saõ o: vinculaçaõ o, ex nunc, EFEITO


impeditivo de recursos. Vejamos os efeitos:

1. VINCULAÇAÕ O: EÉ o efeito oí bvio de que a SV vincula poder judiciaí rio e administraçaõ o puí blica
direta e indireta. O poder vinculante naõ o vincula o proí prio STF, mas apenas outros oí rgaõ os do
judiciaí rio. Isso quer dizer que ele pode rever e cancelar a SV. Entaõ o, essa naõ o vinculaçaõ o do proí prio
STF quer dizer que se pode revisaí -la ou cancelaí -la, mas enquanto naõ o rever ou cancelar, o teor da SV
deve ser obedecido pelo STF tambeí m.

Entaõ o, a naõ o vinculaçaõ o do STF naõ o quer dizer que eles podem julgar em sentido contraí rio. NAÕ O
PODEM!!!! Quer dizer apenas que, futuramente, revisar-se-aí ou cancelar-se-aí a SV.
Lembre que a diferença entre erga omnes e vinculante eí que o vinculante soí vincula poderes
puí blicos e o erga omnes, inclusive, particulares.

Obs.: Poder legislativo tambeí m naõ o se vincula ao efeito vinculante da SV, que poderaí editar Lei
tratando do assunto de forma diversa, pois essa eí a sua funçaõ o por exceleê ncia, qual seja: LEGISLAR!!

2. EX NUNC: AO contraí rio das decisoõ es no concentrado que saõ o EX TUNC, a suí mula vinculante eí
como s efosse Lei, isto eí , vale a partir de sua publicaçaõ o, naõ o retroagindo!!! Aqui tambeí m se pode
modular os efeitos da suí mula vinculante. Entaõ o, regra eí que a eficaí cia da SV eí imediata, ex nunc a
partir da publicaçaõ o, contudo, o STF, por 2/3 dos membros, poderaí modular os efeitos, restringindo
os efeitos vinculantes (ex.: Adm. indireta Naõ o seraí atingida) ou modulando os efeitos temporais, em
razaõ o de interesse puí blico e segurança juríídica. Entaõ o, ., eí a mesma situaçaõ o d amodulaçaõ o do
controle concentrado. Havendo interesse puí blico e para consagrar a segurança juríídica, poder-se-aí
modular efeitos da suí mula, restringindo-os ou aumentando-os.

3. EFEITO IMPEDITIVO DE RECURSOS: O STF reconheceu um efeito impeditivo de recursos,


inerente aà s suí mulas vinculantes, de modo a permitir que os Tribunais neguem admissibilidade a
Recurso extraordinaí rio e Agravos de Instrumento que tratem de temas previstos nas suí mulas.

Entaõ o, se SV trata do assunto, negar-s-eaí seguimento ao Agraco de instrumento e Recurso


extraordinaí rio. OBVIO, a funçaõ o er ajustamento eevitar o bombardeio e açoõ es e recursos alusivos ao
tema tratado pela Suí mula vinculante.

Se juiz decide contrariamente a entendimento de sumula vinculante, caberaí RECLAMAÇAÕ O!!!!

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Revisão ou Cancelamento de súmula vinculante requisitos STF:
O Plenaí rio do STF rejeitou proposta de revisaõ o do teor do Enunciado 25 da Suí mula
Vinculante (“EÉ ilíícita a prisaõ o civil de depositaí rio infiel, qualquer que seja a modalidade do
depoí sito”).
No caso, a proponente — Associaçaõ o Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho -
Anamatra — postulava que constasse da redaçaõ o do enunciado em questaõ o ressalva que permitisse
a prisaõ o civil do depositaí rio judiciaí rio infiel, no aê mbito geral ou, pelo menos, na Justiça do Trabalho.
A Corte asseverou que, para admitir-se a revisaõ o ou o cancelamento de suí mula vinculante,
seria necessaí rio demonstrar:
a) a evidente superação da jurisprudência do STF no trato da matéria;
b) a alteração legislativa quanto ao tema; ou, ainda,
c) a modificação substantiva de contexto político, econômico ou social.
Info. 800,STF - O STF rejeitou proposta feita para cancelar a Suí mula Vinculante 25 (prisaõ o do depositaí rio
infiel), por naõ o preencher o pedido de cancelamento da suí mula comprovada os treê s requisitos necessaí rios: a)
superaçaõ o jurisprudeê ncia; b) alteraçaõ o legislativa; c) modificaçaõ o substancial social, econoê mica ou políítica
sobre o tema. (STF. Plenaí rio. PSV 54/DF, j.24.9.2015)

RECLAMAÇÃO

A Reclamaçaõ o eí fruto da CF de 88 e poderaí ser endereçada ao STF e ao STJ (102, inciso I, ‘’l’’ e 105,
inciso I, ‘’f’’) para assegurar a autoridade das suas decisoõ es.

Natureza da reclamação Prevalece que reclamaçaõ o tem natureza de AÇAÕ O PROPRIAMENTE


DITA.
Entaõ o, eí açaõ o propriamente dita, mas discutia-se era medida administrativa ou judicial. Hoje eí
pacíífico de que a reclamaçaõ o eí MEDIDA JUDICIAL!!!!!

OBJETO DA RECLAMAÇÃO A reclamaçaõ o tem dupla funçaõ o: A. Preservar a competeê ncia do STF e
STJ e B. Garantir a autoridade da decisaõ o do STF e STJ  ., DEPOIS VEJA DIREITO NA DOUTRINA
QUAIS SAÕ O ESTAS HIPOÉ TESES E O QUE PODE SOFRER A RECLAMAÇAÕ O!!!!

SÚMULANº 734 NAÕ O CABE RECLAMAÇAÕ O QUANDO JAÉ HOUVER TRANSITADO EM JULGADO O
ATO JUDICIAL QUE SE ALEGA TENHA DESRESPEITADO DECISAÕ O DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL.

REPERCUSSÃO GERAL Quando STF daí decisaõ o em RE em que houve repercussaõ o geral, entende-
se que a decisaõ o desse RE (que dependeu de repercussaõ o geral) vincularaí os oí rgaõ os do poder
judiciaí rio (APENAS O JUDICIAÉ RIO!!!!).

134
Portanto, se o juiz de primeiro grau sentencia contrariando decisaõ o em RE, em que houve
repercussaõ o geral, caberia reclamaçaõ o! MAS ESS EENTENDIMENTO NOÕ A EÉ ADOTADO!!!
.,repercussaõ o geral eí exigida para os REs novos. REPERCUSSAÕ O GERAL NADA MAIS EÉ DO QUE NOVO
REQUISITO EXIGIDO PARA INTERPOSIÇAÕ O DE RE, COM O FITO D EDIMINUIR A DEMANDA NO
STF!!! Antes naõ o precisava disso. O grande objetivo da obedieê ncia dessa necessidade de repercussaõ o
geral era diminuir a demanda de REs no STF. Portanto, naõ o caberia RECAMAÇAÕ O sempre que
desrespeitassem a decisaõ o proferida em RE com repercussaõ o geral. Não cabe reclamação per saltum
no caso de decisões que contrariem o entendimento adotado pelo STF ao decidir RE com repercussão
geral.
Faz total sentido. EM tese, caberia reclamaçaõ o, pois cabe reclamaçaõ o para garantir as
decisoõ es do STF. Ora, se outro juíízo contraria repercussaõ o geral, estar-se-ia violando decisaõ o do STF.
Entaõ o, em tese, caberia a reclamaçaõ o no caso de julgar em sentido contraí rio aà repercussaõ o geral.
Contudo, o grande objetivo de se exigir a repercussaõ o geral era diminuir o bombardeio de açoõ es no
STF. Se se fosse admitir reclamaçaõ o sempre que violassem entendimento do STF em sede de
repercussaõ o geral, a exigeê ncia de repercussaõ o geral naõ o adiantaria nada. Portanto, NÃO CABE
RECLAMAÇÃO PER SALTUM!!!!! Ou seja, se violarem entendimento do STF em repercussaõ o geral,
vai primeiro par ao TJ, ateí chegar no STF!!!

LEGITIMIDADE PARA RECLAMACÃO Qualquer pessoa atingida pelo ato contraí rio aà orientaçaõ o
fixada pelo STF. Entaõ o, naõ o precisa de legitimados especííficos como no concentrado!

RECLAMAÇÃO É DIREITO NO STF  Quando se viola suí mula vinculante cabe sim reclamaçaõ o, mas
por políítica constitucional, entendeu-se, por bem, naõ o aceitar reclamaçaõ o no caso da repercussaõ o
geral.

RESUMO SOBRE REPERCUSSAO GERAL NADA MAIS É QUE UM REQUISITO PRELIMINAR!!!!


No Brasil, como se sabe, o recurso extraordinário terá cabimento contra decisões de única ou
última instância que, em termos gerais, envolva matéria constitucional – isso a teor do art. 102, III e
alíneas da CF/88.
Ocorre que a Constituição brasileira de 1988 se caracteriza por ser analítica, detalhista e
longa, além de em muitas ocasiões veicular matérias que melhor se conformariam em sede de
legislação ordinária. Como conseqüência, inúmeros são os casos que acabam por desafiar recurso
extraordinário, pois não raro os acórdãos de última instância discutem e aplicam matérias
constitucionais.
Desse modo, a despeito da já extensa lista de requisitos (genéricos e específicos) de
admissibilidade do recurso extraordinário – cite-se, a título de exemplo, o
famoso prequestionamento – ainda assim um número excessivo dessas impugnações aporta,
diariamente, no Supremo Tribunal Federal, que por sua vez não tem condições de dar vazão – leia-se
julgar – a essa demanda.
A solução então encontrada pelo legislador foi tornar mais difícil a subida de RE’s, o que se deu
através da criação de um novo requisito específico de admissibilidade. Assim, tais recursos excepcionais
agora só receberão juízo de admissibilidade positivo quando a matéria constitucional discutida
apresentar-se altamente relevante para a sociedade e para a nação. Esse novo e específico requisito de
admissibilidade encontra-se previsto no § 3◦ do art. 102 da CF/88.
Deste modo, recursos que a despeito de discutirem questões constitucionais se
mostrarem irrelevantes [02], não serão conhecidos por não terem passado por esse novo filtro
da repercussaõ o geral.
NB A Repercussão Geral é um instrumento processual inserido na Constituição Federal de
1988, por meio da Emenda Constitucional 45, conhecida como a “Reforma do Judiciário”. O objetivo
desta ferramenta é possibilitar que o Supremo Tribunal Federal selecione os Recursos Extraordinários
que irá analisar, de acordo com critérios de relevância jurídica, política, social ou econômica. O uso
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desse filtro recursal resulta numa diminuição do número de processos encaminhados à Suprema Corte.
Uma vez constatada a existência de repercussão geral, o STF analisa o mérito da questão e a decisão
proveniente dessa análise será aplicada posteriormente pelas instâncias inferiores, em casos idênticos.
A preliminar de Repercussão Geral é analisada pelo Plenário do STF, através de um sistema
informatizado, com votação eletrônica, ou seja, sem necessidade de reunião física dos membros do
Tribunal. Para recusar a análise de um RE são necessários pelo menos 8 votos, caso contrário, o tema
deverá ser julgado pela Corte. Após o relator do recurso lançar no sistema sua manifestação sobre a
relevância do tema, os demais ministros têm 20 dias para votar. As abstenções nessa votação são
consideradas como favoráveis à ocorrência de repercussão geral na matéria.

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INTERVENÇÃO FEDERAL

Por ora, soí intervençaõ o federal.


Intervençaõ o eí uma medida excepcional, de natureza políítica, consistente na possibilidade de
afastamento temporaí rio da autonomia de um ente federativo, quando verificadas as hipoí teses
taxativamente previstas na CF.
A regra eí o principio da autonomia dos entes polííticos (adm. direta). A intervençaõ o eí exceçaõ o a esta
regra, que visa preservar valores constitucionais. Como toda exceçaõ o, as hipoí teses de intervençaõ o
devem ser interpretadas restritivamente, ou seja, as hipoí teses de intervençoõ es (federal e estadual)
saõ o NÚMERUS CLAUSUS, eí exaustivo, taxativo.
Outras hipoí teses naõ o seraõ o acrescentadas. Saõ o soí as hipoí teses da CF e ponto final, sendo
interpretadas restritivamente assim como toda exceçaõ o no direito.

Características da intervenção As caracteríísticas jaí estaõ o no conceito acima, quando disse que eí
exceçaõ o, que hipoí teses saõ o numerus clausus e interpretadas restritivamente e que haí
temporariedade, contudo, sintetizemos

1. EXCEPCIONALIDADE DA MEDIDA:
2. TAXATIVIDADE DAS HIPOÉ TESES:
3. TEMPORARIEDADE DA EXECUÇAÕ O: Sempre teraí prazo!!!

PRESSUPOSTOS MATERIAIS DA INTERVENÇÃO Esses pressupostos possuem quatro grandes


finalidades, que eí 1. A defesa do Estado; 2. A defesa do princíípio federativo; 3. Defesa das finanças
estaduais e 4. Defesa da ordem constitucional.

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I - manter a integridade nacional;
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra (defesa do estado e do
princípio federativo no final)
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; (proteção do princípio federativo)
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; (proteção do princípio
federativo)
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que (efesa das finanças estaduais)

136
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força
maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos
estabelecidos em lei;
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:”são os princípios constitucionais
sensíveis)
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente
de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (Incluída pela Emenda Constitucional nº
14, de 1996)
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente
de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
Art. 35. O Estado naõ o interviraí em seus Municíípios, nem a Uniaõ o nos Municíípios localizados em
Territoí rio Federal, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a díívida fundada;
II - naõ o forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III - naõ o tiver sido aplicado o míínimo exigido da receita municipal na manutençaõ o e desenvolvimento do
ensino;
III - naõ o tiver sido aplicado o míínimo exigido da receita municipal na manutençaõ o e desenvolvimento do
ensino e nas açoõ es e serviços puí blicos de sauí de;(Redaçaõ o dada pela Emenda Constitucional nº 29, de
2000)
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representaçaõ o para assegurar a observaê ncia de princíípios
indicados na Constituiçaõ o Estadual, ou para prover a execuçaõ o de lei, de ordem ou de decisaõ o judicial.
Art. 36. A decretaçaõ o da intervençaõ o dependeraí :
I - no caso do art. 34, IV, de solicitaçaõ o do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido,
ou de requisiçaõ o do Supremo Tribunal Federal, se a coaçaõ o for exercida contra o Poder Judiciaí rio;
II - no caso de desobedieê ncia a ordem ou decisaõ o judiciaí ria, de requisiçaõ o do Supremo Tribunal Federal,
do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representaçaõ o do Procurador-Geral da
Repuí blica, na hipoí tese do art. 34, VII;
III de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representaçaõ o do Procurador-Geral da Repuí blica,
na hipoí tese do art. 34, VII, e no caso de recusa aà execuçaõ o de lei federal. (Redaçaõ o dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)
IV - de provimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, de representaçaõ o do Procurador-Geral da
Repuí blica, no caso de recusa aà execuçaõ o de lei federal. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)
§ 1º - O decreto de intervençaõ o, que especificaraí a amplitude, o prazo e as condiçoõ es de execuçaõ o e que,
se couber, nomearaí o interventor, seraí submetido aà apreciaçaõ o do Congresso Nacional ou da Assembleí ia
Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.
§ 2º - Se naõ o estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleí ia Legislativa, far-se-aí convocaçaõ o
extraordinaí ria, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
§ 3º - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciaçaõ o pelo Congresso Nacional
ou pela Assembleí ia Legislativa, o decreto limitar-se-aí a suspender a execuçaõ o do ato impugnado, se essa
medida bastar ao restabelecimento da normalidade.
§ 4º - Cessados os motivos da intervençaõ o, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltaraõ o,
salvo impedimento legal.

Veja bem o inciso VII, que trata dos princíípios constitucionais sensííveis. Saõ o eles:

 Forma republicana, sistema representativo e regime democraí tico;


 Direitos da pessoa humana;
 Autonomia municipal
 Prestaçaõ o de contas da adm publica, direta e indireta;

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 Aplicaçaõ o do míínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a
proveniente de transfereê ncias, na manutençaõ o e desenvolvimento do ensino e nas açoõ es e serviços
puí blicos de sauí de

O 34 todo trata dos pressupostos materiais, que saõ o os casos concretos em que haveraí a
intervençaõ o federal.

PRESSUPOSTOS FORMAIS PARA INTERVENÇÃO 1.EÉ o presidente que decreta a intervençaõ o; 2.

1. DECRETO DO PRESIDENTE DA REPUÉ BLICA: A uí nica autoridade que decreta a intervençaõ o eí


a Dilma!!!! A presidente deveraí prever a amplitude da intervençaõ o, o prazo de duraçaõ o da
intervençaõ o e as condiçoõ es da intervençaõ o. EÉ SEMPRE O PRESIDENTE QUE DECRETA
INTERVENÇAÕ O, ESPONTANEAMENTE, POR SOLICITAÇOÕ A OU REQUISIÇOÕ A, A DEPENDER DO CASO!!!

ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO Pode ser espontaê nea, solicitada ou requisitada:

1. ESPONTANEA: Depende apenas da ocorreê ncia dos motivos que autorizam a intervençaõ o. Naõ o
precisa que nenhum poder solicite ao presidenteou requisite ao presidente. Presente os requisitos, a
Dilma soca o pau direto. As hipoí teses da espontaê nea estaõ o no artigo 34, incisos I, II, III e V. .,
DECORA!!!

2. SOLICITADA: Nesta, a decretaçaõ o noõ a eí de ofíício do presidente, dependendo de solicitaçaõ o


do PODER LEGISLATIVO ou DO PODER EXECUTIVO do estado que quer a intervençaõ o da Uniaõ o.
Entaõ o, o estado que quer ser intervindo solicita aà PRESIDENTE!!!As hipoí teses de solicitada estaõ o no
34, inciso IV, apenas!!! EÉ o 36, inciso I que diz que no caso do 34, IV precisa de solicitaçaõ o!!! Soí
lembre que eí ato discricionaí rio, o presidente, nos casos da solicitada, naõ o eí obrigado a decretar
intervençaõ o.

3. REQUISITADA: Aqui, a decretaçaõ o da intervençaõ o depende de requisiçaõ o do poder judiciaí rio.


Estaõ o no artigo 34, incisos VI e VII / artigo 36, inciso II e III. No caso das requisitadas, quem
requisita eí o judiciaí rio (STF) e o presdietne estaraí vinculado!!!

O 34, INCISO iv< segunda parte, TAMBEM EÉ CASO DE REQUISITADA.

CUIDADO DEMAIS / VAI CAAAIIIR No caso da requisitada, eí o STF que requis


ita a intervençaõ o e o presidente estaraí vinculado. Na solicitada, quem solicita eí o executivo ou
legislativo do Estado que quer que seja intervindo e o presidente NAÕ O ESTARAÉ vinculado aà ordem.
Na REQUISIÇÕA É DIFERENTE e o presidente estaraí vinculaod aà requisiçaõ o do JUDICIAÉ RIO (STF!!!)

CONTROLE POLÍTICO E JURISDICIONAL O controle políítico estaí no artigo 36, incisos I e II.
VEJAMOS: § 1º - O decreto de intervençaõ o, que especificaraí a amplitude, o prazo e as condiçoõ es de
execuçaõ o e que, se couber, nomearaí o interventor, seraí submetido aà apreciaçaõ o do Congresso
Nacional ou da Assembleí ia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas e § 2º - Se naõ o
estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleí ia Legislativa, far-se-aí convocaçaõ o
extraordinaí ria, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.DECORA!
O controle jurisdicional limitar-se-aí aà presença dos pressupostos materiais e formais, naõ o
podendo o judiciaí rio manifestar-se sobre o meí rito da intervençaõ o!!!.

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INTERVENÇÀO ESTADUAL

Novelinho naõ o vai dar. EÉ A MESMA BASE DA INTERVENÇAÕ O FEDERA.


Para prova, leia:

 Artigo 35 inteiro e decore;


Art. 35. O Estado naõ o interviraí em seus Municíípios, nem a Uniaõ o nos Municíípios localizados em
Territoí rio Federal, exceto quando:
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a díívida fundada;
II - naõ o forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III - naõ o tiver sido aplicado o míínimo exigido da receita municipal na manutençaõ o e desenvolvimento do
ensino;
III - naõ o tiver sido aplicado o míínimo exigido da receita municipal na manutençaõ o e desenvolvimento do
ensino e nas açoõ es e serviços puí blicos de sauí de;(Redaçaõ o dada pela Emenda Constitucional nº 29, de
2000)
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representaçaõ o para assegurar a observaê ncia de princíípios
indicados na Constituiçaõ o Estadual, ou para prover a execuçaõ o de lei, de ordem ou de decisaõ o judicial.

O que voceê tem que frisar eí que intervençaõ o federal eí da Uniaõ o no Estado. NO municíípio, a
intervençaõ o eí SEMPRE estadual, ou seja, Estado intervem no municíípio. UÉ nica exceçaõ o saõ o os
territoí rios em que a intervençaõ o e’federal memso, pois os territoí rios pertencem aà Uniaõ o!!!

VOLTANDO AGORA E FALAREI TANTO DA FEDERAL QUANTO DA ESTADUAL, APLICA-SE AÀ S DUAS


INTERVENÇOÕ ES!!!

REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA OU
ADI INTERVENTIVA

MEIO PELO QUAL O STF, POR MEIO DE PROVOCAÇAÕ O DO PGR, REQUISITA A INTERVENÇAÕ O!!!
Veja depois bao diferença para as intervençoõ es comuns E VER COM CONCEITO DE ADI
INTERVENTIVA!!!
Ambas saõ o sinoê nimas.
EÉ sui generis, pois eí açaõ o do controle concentrado, que atua concretamente. EÉ caso de controle
concentrado, mas CONCRETO!!!
EÉ concentrado pois a competeê ncia eí do STF e concreta pois incide num caso concreto. Se for
estadual, a competeê ncia eí do TJ!!!

ÚNICO LEGITIMADO PARA ADI INTERVENTIVA OU REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA


FEDERAL O uí nico legitimado para paresentar ADI interventiva federal eí o PGR.

CABIMENTO DA ADI FEDERAL Soí eí cabíível se a norma violada for o artigo 34, inciso VI, na parte
que se refere aà recusa aà execuçaõ o de Lei Federal OU SE o paraê metro for os princíípios constitucionais
sensííveis (34, inciso VII).

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IRRECORRÍVEL A decisaõ o da ADI interventiva eí irrecorríível, salvo embargos declaratoí rios e
tambeí m NAÕ O cabe açaõ o rescisoí ria.

LIMINAR EÉ possíível!!!

PRESIDENTE ESTÁ VINCULADO ., ENTENDA QUE ESSA ADI EÉ MAIS UM CASO DE INTERVENÇAÕ O
POR REQUISIÇAÕ O, MAS QUE EÉ FEITA PELO PGR E NAÕ O PELO STF. A PRESIDENTE ESTARAÉ
VINCULADA AÀ DECISAÕ O DO STF.

NÃO HAVERÁ CONTROLE POLÍTICO

E NA ADI INTERVENTIVA ESTADUAL?!?!?!  EÉ mesma coisa da Federal, mas, naturalmente, o


legitimado eí o PGJ e naõ o o PGR.

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ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO

ESTADO DE DEFESA

PRESSUPOSTO MATERIAL Saõ o dois: A. Grave e iminente instabilidade institucional e B.


Calamidades de grandes proporçoõ es da natureza.
Entaõ o, havendo um ou outro, haveraí estado de defesa!

PRESSUPOSTOS FORMAIS Os materiais saõ o alternativos. Os formais saõ o cumulativos!

1. Oitiva do conselhjo da repuí blica;


2. Oitiva do Conselho de Defesa Nacional;
3. Especificaçaõ o do tempo do Estado de defesa:
4. Especificaçaõ o das aí reas abrangidas e especificaçaõ o das medidas coercitivas;

Soä lembre, os pressupostos materiais saõ o alternativo e os formais cumulativos.

CONTROLE NO ESTADO DE DEFESA Haí controle políítico e juríídico.


O políítico ocorre concomitantemente ao estado de defesa que jaí rola. Alem desse controle
concomitante políítico, o controle políítico poderaí tambeí m ser posterior.
O jurisdicional tmabem pode ser concomitante ou posterior.
., NAÕ O ADINATA, VOCE VAI TER QUE LEI TODOS OS ARTIGOS DO ESTADO DE DEFESA E DE SIÉTIO!!!

MEDIDAS COERCITIVAS Estaõ o no 136, par.1º, incisos I e II.


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ESTADO DE SÍTIO (MAIS GRAAAVE!!!)
QUE O ESTADO. DE DEFESA!!

PRESSUPOSTOS materiais Vejamos: Tambem saõ o alternativos!!!

 Comoçaõ o grave de repercussaõ o nacional;


 Ocorrencia de fatos que comprovem a ineficaí cia;
 Declaraçaõ o de estado de guerra ou resposta aà agressoõ a armada estrangeira!

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