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ANEXO C1

PROJETO DE PESQUISA

Grande Área de Conhecimento:


4.04 Enfermagem
4.04.06.00-8 Enfermagem de Saúde Publica

Resumo do Projeto:
Será realizada uma pesquisa de caráter assistencial convergente, visando promover a
educação em saúde à população masculina internada num hospital de pequeno porte, no Oeste
de Santa Catarina. Sendo esta desenvolvida através de distribuição de materiais informativos e
orientação direta aos pacientes e colaboradores. O trabalho será realizado com adultos jovens,
na faixa etária de 20 a 59 anos, internados na clínica médica, selecionados aleatoriamente nos
dias em que os acadêmicos estiverem na instituição cujos sujeitos pesquisados aceitarem
participar da pesquisa, num total de 25 pacientes. Os indivíduos pesquisados serão
beneficiados, pois, a partir do conhecimento e ações educativas, sobre suas necessidades de
saúde podem estimular o autocuidado e também a busca pela assistência primária à saúde,
buscando o melhoramento da qualidade de vida.

Palavras-chave:

1. Saúde do homem 2. Educação em saúde


3. Autocuidado

Formulação do Problema:
A política de saúde do homem foi implantada em 2009, pelo Ministério da Saúde, porém
os homens infelizmente procuram os serviços de saúde quando existe gravidade em seus
problemas de saúde. Isto é evidenciado pelo alto índice de internações o qual constitui um
sério problema de saúde publica no Brasil. Sendo que a baixa procura masculina aos serviços
de atenção primária é apresentada como um dos possíveis fatores que contribuem para a
ocorrência dessa situação (Brasil, 2008).
Diversos estudos relacionam o padecimento da população masculina com relação às
condições crônicas e severas, comparado a do que a população feminina. Todavia, apesar de
as taxas masculinas assumirem um peso significativo nos perfis de morbimortalidade,
observa-se que a presença de homens nos serviços de atenção primária à saúde é menor do
que a das mulheres (GOMES; Et AL 2007).
Com base nas afirmações acima levantou-se o seguinte problema: Como estimular a
população masculina a desenvolver o autocuidado e acessar os serviços da atenção básica á
saúde?

Pressupostos :

a) A falta de conhecimentos relacionados à prevenção à saúde constitui-se como um dos


principais fatores para a população masculina não acessar os serviços de atenção básica.
b) O déficit no Autocuidado este correlacionado a falta de conscientização da população
masculina quanto à importância da prevenção de agravos a saúde.

Justificativa:
Ao propor a Política Nacional de Atenção a Saúde do Homem, o Ministério da Saúde
busca a qualificação da atenção a Saúde da População Masculina, tendo em vista a
perspectiva da integralidade da atenção. Segundo dados do Ministério da Saúde (2008) a
população masculina acessa o sistema de saúde por meio de atenção especializada, o que
requer uma maior qualificação do serviços de atenção primaria, evitando que a atenção à
saúde ocorra apenas em níveis curativos, enfatizando a promoção a saúde e a prevenção de
agravos evitáveis. (BRASIL, 2008)
Tais agravos são sem sombra de duvida um grave problema de saúde publica, devido
principalmente a questão cultural na sociedade em que vivemos, a qual propõe uma
resistência da população masculina ao autocuidado, como se esta fosse símbolo de virilidade,
partindo de pressupostos podendo-se citar o de que “os homens não ficam doentes”. Tal fato
sobrecarrega o sistema de atenção especialidade, gera sofrimento físico e emocional, não
somente ao homem, mas sobre tudo a sua família. (BRASIL, 2008)
A importância desta pesquisa se mostra clara ao verificar que a falta de cuidados dos
homens com a sua saúde vem gerando conseqüências drásticas a população masculina. De
acordo com dados do site do Ministério da Saúde (em 20abril de 2007), as mulheres vivem
em média 74,9 anos enquanto os homens chegam apenas a 67,3 anos. A diferença na
esperança de vida, entre homens e mulheres, de 7,6 anos, deve ser vista como um alerta,
principalmente por estar relacionada a situações externas (acidentes automobilísticos e
homicídios) e não apenas fatores biológicos ou ambientais. (BRASIL, 2008).
Essa diferença na expectativa de vida entre homens e mulheres tem relação com as
questões de saúde pública do Brasil. Segundo o site do Ministério da Saúde (2007) atualmente
estão em vigor doze programas de saúde destinados a população brasileira, porém, dentre
estes doze não existe nenhum diretamente direcionado a população masculina.
Outro fato importante a ser destacado é que a relação que o homem estabelece com a
sua saúde não traz prejuízos só para eles mesmos, mas também pode trazer danos a saúde de
suas parceiras. Segundo Figueroa-Perea (1998 apud SCHARAIBER, GOMES; COUTO
2005), o comportamento masculino gera uma banalização quanto ao risco de contrair DST
(doenças sexualmente transmissíveis), e também uma indiferença quanto às questões
preventivas para si e protetoras em relação às parceiras.
Portanto, o presente estudo é de extrema relevância devido a sua intenção de propor à
inserção do homem na promoção e prevenção a saúde, trazendo à população em estudo a
instrumentalização necessária para obter uma melhor qualidade de vida.

REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO

Neste capítulo é apresentado o referencial bibliográfico do estudo e


está dividido em quatro subcapítulos, a saber: processo saúde-doença,
educação e promoção da saúde, doença, enfermagem e sua influencia no
auto cuidado e saúde do homem. No primeiro subcapítulo são
apresentados os aspectos históricos e conceituais do processo saúde-
doença. No segundo subcapítulo são apresentadas conceituações sobre a
educação e promoção a saúde, no terceiro subcapítulo a enfermagem e
sua influencia no autocuidado. Por fim, no quarto subcapítulo, são
apresentados aspectos históricos da saúde do homem incluindo suas
transformações conceituais e socais como também as patologias que mais
acometem a população masculina.

1. O processo de saúde e doença


Kujawa(2003), relata que o conceito de saúde teve diversas transformações ao longo
da história, sendo contemplada nessas mudanças a compreensão ideológica de cada período,
isto é, a concepção de homem, de sociedade, de organização da economia e da política. Para a
autora existem dois conceitos de saúde, sendo que o primeiro aborda a saúde como ausência
de doença e outro que a considera igual à qualidade de vida, sendo que este último relaciona-
se com moradia, trabalho, alimentação, lazer, relações sociais e etc. Corrobando com as idéias
Kahhale (2003) indica duas concepções contraditórias de saúde, sendo uma a ausência relativa
de doença e, outra, como “[...] direito do cidadão e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e
ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação” (BRASIL, 1998, p. 124)
Na antiguidade a noção de saúde relacionava-se à religião e ao trabalho, sendo as
doenças consideradas como “castigo de Deus” e seus cuidados designados às figuras
religiosas que tinham como função orientar e acalmar os deuses. Já na Idade Moderna, a
saúde era considerada como bem produtivo, visto que se necessitava de mão-de-obra em
abundância, e, nesse período, surge a política de saúde estatal para atender às condições de
higiene, evitando-se assim epidemias e a conseqüente diminuição da população (KUJAWA et
al, 2003)
Na Idade Moderna há uma divisão entre mente e corpo, e com o desenvolvimento da
medicina moderna “as questões de saúde e doença referiam-se à dimensão biológica do corpo
humano”. Assim, com o desenvolvimento das ciências humanas e das práticas médicas, a
saúde passou a ser considerada como ausência de doença, e a doença e sua cura eram de
responsabilidade única do indivíduo. (KAHHALE 2003, p. 162)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, apresenta o conceito de saúde
como completo bem-estar físico, mental e social, denotando um progresso nas políticas
públicas seguintes apesar deste princípio apresentar limites utópicos e estáticos. Tais limites
referem-se à ideais que da forma como foram postos não conseguem ser atingidos, isto é, a
dificuldade em alcançar algo em sua totalidade, como o completo bem-estar, e conseguir
mantê-lo inalterado, fixo, rígido. Portanto, “saúde é um processo dinâmico, ativo, de busca de
equilíbrio, não sendo possível falar em saúde plena” (KAHHALE, 2003, p. 166).
Em 1978 discutiram-se as ações de promoção e proteção da saúde para contribuição na
qualidade de vida e paz mundial com a realização da Conferência Internacional de Alma Ata,
o mesmo tema foi abordado em Otawa no Canadá nos anos de 1986, 1988, 1991, 1992 e 1997
(BRASIL, 1998, p. 78).
Segundo Romano (1999) o processo de saúde e doença em um
primeiro momento foi descrito como o estado silencioso do organismo,
passando a ser definida por dois ângulos, em que um refere-se à doença
como conseqüência de uma agressão ao
organismo e outro que seria uma desarmonia orgânica. Tão logo ampliou-
se a concepção para aquilo que o indivíduo entende como seu bem-estar
biopsicossocial.
Para Kahhale (2003, p. 166-167) “[...] saúde é um processo
dinâmico, ativo, de busca de equilíbrio, não sendo possível falar em saúde
plena”, desta forma, a autora compreende que a doença pode ocorrer
devido a mal-estar, insegurança social, estresse, tensões no ambiente
social, déficits orgânicos, problemas ambientais.
O conceito atual de saúde faz alusão ou à ausência de doença ou como qualidade de
vida. Este segundo conceito inclui diversos aspectos da vida cotidiana dos seres humanos que
fazem parte dos deveres do Estado e direitos dos cidadãos, isto é, estão inclusos na
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, segundo Kujawa (2003) e Kahhale
(2003).
A saúde é um dos aspectos que interferem diretamente na vida humana, individual e
social, pois se refere à questão da sobrevivência e da qualidade de vida como um todo. Como
podemos constatar pela ampliação do conceito de saúde, explicitado na VIII Conferência
Nacional de Saúde, na qual “Saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação,
educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e
posse da terra e acesso a serviços públicos” (BRASIL, 1986, p.118).
Saúde e doença não são conceitos definitivos nem tampouco são opostos. Ambos
referem-se, à qualidade de vida ou à própria produção da vida. São conceitos que dependem,
do lugar onde se está, dos tempos, dos contextos e das tensões em que cada um está inserido
(BRASIL, 2007).
No entanto o processo saúde-doença é entendido como um fenômeno coletivo, um
processo histórico e multideterminado, e exige uma visão integral. Desta forma, todo ser
humano deve ser entendido como um ser biopsicossocial sendo-lhe garantido ações em
promoção, proteção e reabilitação de sua saúde, de modo que a atenção deve ser dispensada
de forma global (GIOIA-MARTINS & JÚNIOR, 2001).
Para Perestrello (1982 apud CAMPOS, 1995) a doença é um modo peculiar da pessoa
se expressar, uma forma de comunicação em circunstâncias adversas. Concordando com tais
afirmações Campos (1995) destaca a importância de compreender o ser humano e seu
processo de adoecer como único, com características próprias do indivíduo e os motivos de
seu adoecer, assim como a razão para aquela doença específica em si.
Com a intenção de que não seja necessária a identificação do adoecer nos indivíduos
torna-se de extrema relevância a educação em saúde e a promoção, temas os quais serão
abordados no capitulo a seguir.

2. EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO A SAÚDE

O conceito de educação, segundo a Lei de Diretrizes e Bases no. 9394/96 de 20/12/96,


abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e
organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
Freire (2001, p. 28), a educação implica uma busca continua do homem em ser mais,
portanto “o homem deve ser sujeito de sua própria educação, não pode ser objeto dela”, e um
ser ativo na construção do seu saber, recusando as posições passivas. O educando, a medida
que se apropria do conhecimento, passa a ser sujeito de sua historia; essa apropriação
acontece pelo universo vocabular do aluno atraves da intercomunicação entre os sujeitos
ativamente envolvidos no processo, intermediada pelo mundo cognoscível, com vistas a
transformação da sociedade.

O conceito de saúde implica também na integridade estrutural e funcional do ser


humano dirigindo-se a níveis cada vez mais altos de integração entre mecanismos
biológicos, psicológicos, interpessoais e sociais. Saúde, portanto, consiste na
capacidade do ser humano de viver seu potencial máximo (OREM apud SANTOS
1991, p. 120)

A educação em saúde é uma área muito ampla, a qual converge diversas concepções,
áreas tanto na educação, quanto da saúde, as quais espelham diferentes compreensões do
mundo, demarcadas por distintas posições político filosóficas sobre o homem e a sociedade
(SCHALL, 1999).
O referido autor afirma que, para fazer educação em saúde ampliada inclui políticas
publicas, ambientes apropriados e reorientação dos serviços de saúde para alem dos
tratamentos clínicos e curativos, assim como propostas pedagógicas libertadoras,
comprometida com o desenvolvimento da solidariedade e cidadania, orientando-se para ações
cuja essência esta na melhoria da qualidade da vida e na promoção do homem.
Segundo Vasconcelos, até a década de 70:
“a educação em saúde no Brasil foi basicamente uma iniciativa das elites
políticas e econômicas e, portanto, subordinada aos seus interesses. Voltava-se para
a imposição de normas e comportamentos por elas considerados adequados” (1999,
p.27)

A partir da década de 70, a educação no Brasil adquire um caráter político:


“busca trabalhar pedagogicamente o homem e os grupos envolvidos no processo de
participação popular, fomentando formas coletivas de aprendizado e investigação,
de modo a promover o crescimento da capacidade de análise crítica da realidade e o
aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento” (VASCONCELOS, 1996,
p.7).

O conceito de educação em saúde se sobrepõe o conceito de promoção da saúde, como


uma definição mais ampla de um processo que abrange a participação de toda a população no
contexto de sua vida cotidiana e não apenas das pessoas sob risco de adoecer. Essa noção está
baseada em um conceito de saúde ampliado, considerado como um estado positivo e dinâmico
de busca de bem-estar, que integra os aspectos físico e mental (ausência de doença),
ambiental (ajustamento ao ambiente), pessoal/emocional (auto-realização pessoal e afetiva) e
sócio-ecológico (comprometimento com a igualdade social e com a preservação da natureza).
Czeresnia (2003) esclarece que:

O termo promoção da saúde ressurgiu nas duas ultimas décadas e países


industrializados, particularmente no Canadá. Umas das origens importantes desse
surgimento foi o questionamento da eficiência da assistência medica curativa de alta
tecnologia. A partir da necessidade de controlar os custos crescentes do modelo
biomédico, abriu-se espaço para criticar o estreitamento progressivo que este
modelo produziu na racionalidade sanitária e no resgate do pensamento medico
social que, em que meados do século XIX, enfatizava relações mais amplas entre
saúde e sociedade.

A diferença entre prevenção de doença e promoção de saúde, conforme o modelo de


Leavell e Clark apresentado por Czeresnia (2003), refere-se que a prevenção em saúde exige
ações antecipadas, intervenções orientadas para diminuir a possibilidade da doença. E a
promoção de saúde refere-se a medidas que têm como finalidade aumentar a saúde e o bem-
estar geral, ou seja, boas condições de vida e de trabalho, saneamento básico, entre outros.
Destaca-se que a promoção da saúde envolve a população em geral em seu cotidiano, é
dirigida para a ação sobre os determinantes social, econômico, cultural, político e ambiental
da saúde, combina métodos e abordagens, objetiva a participação social, sendo atividade tanto
social quanto da saúde. E as medidas preventivas têm como objetivo evitar as doenças ou seu
agravamento, operando antes do aparecimento de doença (prevenção primária e/ou promoção
de saúde), em indivíduos em risco para identificar doentes sem sintomas ou indivíduos já com
diagnóstico firmado (prevenção secundária) e/ou em indivíduos que já possuem doença a fim
de recuperar (reabilitar) o sujeito (prevenção terciária)

3. A ENFERMAGEM E SUA INFLUENCIA NO AUTOCUIDADO .

O autocuidado correlacionado a enfermagem traz como marco a teoria de Orem, a


referida teorista apresenta o seguinte conceito, sendo a mesma , citada por Foster e Janssens.
a enfermagem tem como especial preocupação a necessidade de ações de autocuidado do
indivíduo, e o oferecimento e controle disso, numa base contínua para sustentar a vida e a
saúde, recuperar-se de doença ou ferimento e compatibilizar-se com seus efeitos (2000, p. 91)

A teoria do autocuidado envolve, a atividade de autocuidado, a exigência terapêutica


de autocuidado e também requisitos para o autocuidado.
“Autocuidado é o desempenho ou a prática de atividades que os indivíduos realizam
em seu benefício para manter a vida, a saúde e o bem-estar. Quando o autocuidado é
efetivamente realizado, ajuda a manter a integridade estrutural e o funcionamento
humano, contribuindo para o desenvolvimento humano” (OREM apud GEORGE,
1993, p.84).

As ações de cuidado com a saúde podem ser priorizadas e organizadas de acordo com
diferentes concepções sobre o processo saúde-doença, sobre o desenvolvimento humano e de
acordo com o contexto sociocultural. Nesse sentido, o cuidado com a saúde seria um
complemento da ação educativa, sendo que o planejamento e a operacionalização dessas
ações poderiam ocorrer paralelamente ao planejamento das ações educativas. O modelo, se
restrito às ações, estaria assentado numa concepção de saúde multicausal, ou seja, que
compreende a saúde como resultante de vários fatores restritos aos riscos físicos, químicos e
biológicos. (GOMES, 2000).
Santos (1991) citando Orem diz que fatores como a idade, experiência de vida,
orientação sócio-cultural, saúde e recursos disponíveis condicionam as capacidades dos
indivíduos para as atividades do autocuidado, devendo estas serem levadas com grande
consideração, sustenta ainda que a totalidade das ações de autocuidado que devem ser
executadas durante um tempo para atender a exigência terapêutica do autocuidado.
constituem-se por meio do uso de métodos válidos e conjuntos de ações e operações. De
acordo com a Teoria de Orem, o autocuidado efetivamente executado contribui com a
integridade, o funcionamento e desenvolvimento de ser humano.
Orem apresenta três categorias que constituem requisitos do autocuidado que
classifica em: universais, desenvolvimentais e de desvio de saúde. Os requisitos universais
são aqueles que constituem as atividades do cotidiano, são comuns a todos os seres humanos,
porém não necessariamente em qualidade e quantidade iguais. Estão associados aos processos
da vida e da integridade humana, como por exemplo, alimentar-se ou vestir-se (SANTOS,
1991)
Portanto o ato de cuidar está sujeito também à capacidade daquele que cuida de
interagir com o outro, de identificar suas necessidades, capacidade construída no interior da
cultura e pelas aprendizagens específicas de determinados conceitos, habilidades que têm por
base os diversos campos de conhecimento que estudam o processo de desenvolvimento e o
cuidado humano. (GOMES, 2000).
Orem apresenta pressupostos para o desenvolvimento da pratica assistencial segundo
Santos(1991):
• Autocuidado é uma necessidade universal dos seres humanos.
• Autocuidado é uma ação deliberada que possui propósito padrão e seqüência,
que busca metas e resultados.
• As atividades de autocuidado são aprendidas de acordo com as crenças, hábitos
e práticas que caracterizam o estilo de vida cultural do grupo ao qual o
indivíduo pertence.
• As maneiras de encontrar as necessidades de autocuidado (processos,
tecnologia e práticas de autocuidado) são elementos culturais e variam com os
indivíduos e grupos sociais maiores.
• Os fatores individualizados de saúde, idade, estágio de desenvolvimento,
conhecimento e habilidades, valores e metas, motivação e o padrão
estabelecido para responder a estímulos internos e externos, influenciam as
decisões e ações ao autocuidado.
• Fatores como ambiente, hereditariedade, conhecimento sobre saúde, valores,
atividades, crenças e comportamentos, influem na saúde do indivíduo.
• A enfermagem é um serviço de ajuda.
Portando, o autocuidado compreende todas as ações e decisões de uma pessoa para
prevenir, diagnosticar e tratar sua doença; todas as atividades individuais dirigidas à
manutenção e melhoria da sua saúde e as decisões de utilizar tanto o sistema formal como o
informal para essas ações (Coppard 1985).
Três são os tipos de requisitos de autocuidado identificados pela Orem e adaptados
por Santos (1991):
Requisitos de autocuidado universais: comuns a todos os seres humanos durante os
estágios do ciclo vital, ajustados à idade, estado de desenvolvimento, fatores ambientais e
outros fatores.
Requisitos de autocuidado relativos ao desenvolvimento dos indivíduos:
associados com processos desenvolvimentais humanos e com condições e eventos que
ocorram durante vários estágios do ciclo vital e eventos que possam afetar adversamente o
desenvolvimento.
Requisitos de autocuidado relativos aos desvios de saúde: associados com defeitos
genéticos, constitucionais e desvios estruturais e funcionais humanos, com os seus efeitos e
com medidas de diagnóstico e tratamento médico.
A linguagem do cuidado aparece em muitas colocações em nossa fala cotidiana, como
a realização de tarefas domésticas implica nos cuidados da casa, assim como médicos e
enfermeiras realizam cuidados médicos. Pode-se verificar com esses exemplos, que o cuidar
sempre implica algum tipo de responsabilidade e compromisso contínuos . cuidar de si requer
um compromisso e deverá ter um objeto de cuidado e, desta forma, cuidar se torna algo
necessariamente relacional. Segundo a autora, a forma como pensamos os cuidados em nossa
sociedade define também os cuidados de acordo com o gênero. (TRONTO, 1997).

4. SAÚDE DO HOMEM

Nos dias atuais ao refletir sobre o homem e saúde alguns pontos fundamentais se
destacam nesta discussão, como: os homens geralmente padecerem mais de condições severas
e crônicas de saúde do que as mulheres, eles morrerem mais cedo do que elas e a existência de
uma relação entre a construção da masculinidade e o comprometimento com a saúde dos
homens e o desenvolvimento de habilidades agressivas por parte dos homens que constituem
um fator de risco na sua vida. (GOMES; NASCIMENTO, 2006)
Enquanto os homens seriam associados à invulnerabilidade, a força e a virilidade,
características que são incompatíveis com a demonstração de sinais de fraqueza, medo,
ansiedade, insegurança e que colocariam a masculinidade do homem em risco e
aproximariam desta forma, as representações de feminilidade. (GOMES, NASCIMENTO e
ARAÚJO, 2007).
A ausência de um programa específico para o homem e a identidade masculina
relacionada ao seu processo de socialização, pode ser uns dos principais fatores que nos levam
aos indicadores atuais da Saúde, tendo como principais causas de morte masculina, as doenças
cardiovasculares e as neoplasias malignas as quais com a realização de exames periódicos de
prevenção podem ser evitadas ou minimizadas e através de um diagnóstico precoce e a
probabilidade de um tratamento eficaz aumenta significativamente (Figueredo, 2005).
A inclusão da a participação dos homens nas ações de saúde tem sido um grande desafio
para os profissionais da saúde e para o Estado, Gomes, Nascimento e Araújo (2007), afirmam
que o imaginário de ser homem acaba por aprisionar o masculino em amarras culturais e
dificulta adoção de práticas de autocuidado por parte dos homens. Esta pesquisa visa ampliar
este debate e favorecer inclusão dos homens aos serviços de saúde, verificando o que os
homens pensam sobre seus cuidados em saúde
A maioria dos Homens quando buscam atendimento, já o procuram quando sua condição
de saúde está a nível secundário, ou seja, necessitando de especialistas, pois já está com
morbidades instaladas o que requer mecanismos de fortalecimento e qualificação da atenção
primária, para que a atenção à saúde não se restrinja à recuperação, garantindo, sobretudo, a
promoção da saúde e a prevenção a agravos evitáveis, a realização da consulta de enfermagem
para todos os homens que procuram os serviços de saúde é uma forma de avaliar e orientar
estes usuários. FIGUEIREDO (2005; PINHEIRO et al 2002 apud MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2008).
De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da
Saúde, em 2007, a cada três pessoas que morreram no Brasil com idades entre 20 e 59 anos,
duas eram homens. Se analisarmos os óbitos de brasileiros entre 20 e 30 anos, tal proporção
sobe para quatro em cada cinco mortes. De acordo com o sistema, de todos os óbitos que
ocorrem no país, os homens correspondem a quase 60% e as principais causas de morte na
população masculina são as doenças do aparelho circulatório, as causas externas, como
homicídios e acidentes, e o câncer, respectivamente.
Informações do Vigitel Brasil 2008, um sistema de vigilância para doenças crônicas,
realizado por meio telefônico, apontam que fatores de risco para diversas doenças, como o
tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o excesso de peso, são mais freqüentes entre
homens que entre mulheres. Por outro lado, o consumo regular de frutas, verduras e legumes,
fator de proteção para a saúde, é menor na população masculina.

Objetivos
Objetivo geral
Promover a educação em saúde à população masculina em um hospital de pequeno
porte na região do oeste de Santa Catarina
Objetivos específicos:
1- Instrumentalizar o público masculino, através de ações educativas, para o
desenvolvimento do autocuidado.
2- Promover a educação em saúde à população masculina internada em um hospital de
pequeno porte na região do oeste de Santa Catarina

Metodologia a ser utilizada:

Tipo de Estudo
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, na modalidade
convergente assistencial, visando promover a educação em saúde.
Sobre a pesquisa qualitativa afirma Smith (1993), que a mesma possui uma forma
ampla, de fim aberto, orientada para os processos sociais e para a descoberta. Com relação à
pesquisa exploratória Gil (1991), relata que a mesma tem como objetivo principal o
aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições, sendo que seu planejamento é bastante
flexível, possibilitando a consideração dos mais diferentes aspectos do foto estudado. No
entanto, Piovesan e Temporini (1995), afirmam que a pesquisa exploratória tem como
objetivo identificar a variável de estudo tal como se apresenta, seu significado e o contexto
onde ela se insere, neste tipo de pesquisa pressupõem-se que o comportamento humano é mais
bem compreendido no contexto social onde acontece.
Na pesquisa convergente assistencial (PCA) é indicada para resolver ou diminuir os
problemas da prática ou para realizar mudanças e/ou introduzir inovações nas práticas de
saúde, podendo assim levar a construções teóricas. Portanto, a pesquisa convergente
assistencial é compreendida e realizada de forma com que pesquisadores e demais pessoas
envolvidas na situação a ser pesquisada estabeleçam uma relação de cooperação mútua
(TRENTINI; PAIM, 2004, p.110). Na referida pesquisa deve-se concentrar nos aspectos
dinâmicos, holísticos e individuais dos fenômenos, tentando capturá-los em sua totalidade,
dentro do contexto dos que os experimentam.
Período e local de estudo
No presente estudo será proposta a realização de educação em saúde em uma
instituição hospitalar de pequeno porte no oeste de Santa Catarina, na data entre 20/08/2010 a
20/09/2010.
Sujeitos de investigação
A população do presente estudo inclui os pacientes do sexo masculino, adultos jovens,
na faixa etária de 20 a 59 anos, internados na clínica médica e cirúrgica, da referida
instituição.
Segundo BODSTEIN (2002) é de fundamental importância compreender de que
maneira a população identifica, elabora e verbaliza necessidades e demandas de saúde, assim
como, vislumbra soluções e encaminhamentos possíveis. Neste sentido define-se como
sujeitos potenciais deste estudo, aqueles que podem proporcionar a aproximação ao objeto de
estudo proposto, a partir de suas inserções diferenciadas e das múltiplas leituras que podem
ofertar. Os sujeitos do estudo serão identificados posteriormente conforme um número
estabelecido aleatoriamente para cada entrevista, por exemplo: Entrevistado 1, Entrevistado 2,
sendo esta ordem crescente.
Será selecionada uma amostragem por tipicidade, classificada como não-probalística,
que, de acordo com Gil (1994), consiste em “selecionar um subgrupo da população que, com
base nas informações disponíveis, possa ser considerado representativo de toda a população”.

Técnica de coleta dos dados


Segundo Vergara (1997. p. 52) “na coleta de dados, o leitor deve ser informado como
você pretende obter os dados que precisa para responder ao problema”. Para Gil (1991), as
técnicas de coleta de dados mais usuais são: a observação, a análise de documentos, a
entrevista e a história de vida.
A presente pesquisa será dividida em 5 ( cinco) fases de acordo com o modelo de pesquisa
convergente assistencial proposto por Leopardi (2006):
• Acesso aos dados: comporta as fases de encontro original e identidade emergentes, é o
momento de observação, compreensão do individuo e de suas necessidade e
ansiedades. No caso da referida pesquisa será utilizada a entrevista semi-estruturada.
• Diagnostico: Identificação propriamente dita das necessidades, sendo que após a
realização da entrevista as mesmas serão analisada e levantados os principais
problemas
• Plano: por meio das observações das necessidades é identificado o caminho a ser
tomado para a ação de cuidado, sendo realizadas praticas as quais venham de encontro
a atender as necessidades levantadas na entrevista.
• Implementação: momento de satisfazer as necessidades através de praticas assistências
coletivas.
• Avaliação: quando há identificação de mudanças no comportamento do individuo é a
avaliação do processo de cuidado, sendo descrita as impressões do pesquisador ao
realizar a entrevista e durante as praticas.

Assim, o estudo ocorre inicialmente com uma entrevista semi-estruturada, realizada no


quarto de cada sujeito. Sendo após, realizada em coletivo as atividades de educação em saúde
possibilitando a população participante momentos para interagirem com o pesquisador,
construindo coletivamente a prática educativa.
Cada atividade terá aproximadamente 60 minutos de duração, onde será realizada uma
exposição dialogada, possibilitando a apropriação consciente das informações/conhecimentos
e a troca de saberes entre pesquisador e sujeitos de estudo.
Segundo Vergara (1997), a entrevista é um procedimento no qual você faz perguntas a
alguém que, oralmente, lhe responde. A entrevista pode ser informal ou focalizada,
procurando coletar os dados que o pesquisador necessita.

Técnica de análise dos dados

Sabendo que a pesquisa convergente assistencial investiga fenômenos do contexto da


prática assistencial de enfermagem que, em sua maioria são considerados complexos pelo fato
de incluir dimensões de natureza humana e tecnológica, a análise dos dados obtidos neste tipo
de pesquisa requer uma variedade de métodos e técnicas de análise. A coleta e análise dos
dados devem ocorrer de forma simultânea a fim de constatar a necessidade de
complementação dos dados obtidos (TRENTINI; PAIM, 2004)
Ainda de acordo com Trentini e Paim (2004), a análise dos dados deve seguir quatro
processos:

• Processo de apreensão: inicia com a coleta das informações e


consequentemente com a análise dos dados. O relato das informações deve ser
organizado incluindo a identificação do tipo de informação.
• Processo de síntese: examina subjetivamente as associações e variações das
informações. Para isso deve imergir nas informações trabalhadas na fase de
apreensão e conseguir completa familiaridade com elas.
• Processo de teorização: desenvolvimento de um esquema teórico, a partir das
relações reconhecidas durante o processo de síntese.
• Processo de transferência: consiste na possibilidade de dar significado a
determinados achados ou descobertas e contextualiza-los em situações
similares, sem que seja entendido como processo de generalização.
Seguindo estes passos, realiza-se com sucesso a análise dos dados obtidos a partir da
leitura minuciosa de cada entrevista, agrupando os dados semelhantes, a fim de formar a
categorização e posterior discussão a partir dos referencias consultadas. Na finalização da
pesquisa, os resultados serão apresentados e discutidos no campo de realização da pesquisa,
objetivando a transferência do conhecimento construído.
Ademais, para que os objetivos sejam respondidos, se faz necessário seguir os passos
da pesquisa convergente assistencial, uma vez que houve a proposta de inter-relação entre a
teoria e a prática na promoção de cuidados entre a pesquisadora participante e os sujeitos da
pesquisa.
Os dados de identificação serão preenchidos pelo próprio pesquisador/entrevistador, já
as questões abertas serão gravadas e posteriormente transcritas e digitadas em programa Word
for Windons. Os dados qualitativos serão analisados segundo o referencial de
MINAYO( 1994) operacionalizados em três etapas: Ordenação dos dados; Classificação dos
dados e Análise Final. Sendo os mesmos tabulados
A classificação dos dados deverá iniciar-se a partir de tentativas de determinar o
conjunto das informações presentes nos diferentes instrumentos de coleta de dados, sendo
elaborado, a seguir, um resumo dos mesmos conforme o instrumento utilizado e grupo social
em estudo, considerando as convergências e divergências centrais verificadas.
A analise documental será realizada a partir da busca na base de dados científicos
Scielo e Lilacs (junho e julho de 2010), sendo possível encontrar apenas algumas pesquisas
que se relacionassem com este tema como a “A construção da masculinidade como fator
impeditivo do cuidar de si” de Romeo Gomes (2004), “Homens e saúde na pauta da saúde
coletiva” de Romeu Gomes, Lilia Blima Schraiber e Márcia Thereza Couto (2005),”Por que
os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres?” de Romeu Gomes;
Elaine Ferreira do Nascimento e Fábio Carvalho de Araújo (2007), “A produção do
conhecimento da saúde pública sobre a relação homem-saúde” de Romeu Gomes e Elaine
Ferreira do Nascimento (2006); Masculinidade, raça/cor e saúde” de Luís Eduardo Batista
(2005); e “Assistência à saúde dos homens: um desafio para os serviços de atenção primária”
de Wagner Figueiredo (2005).
Aspectos Éticos
A Pesquisa Convergente Assistencial lida com a vida de seres humanos, para isso
requer uma explicitação ética não somente para retratar as situações vividas, mas para
descobrir os avanços possíveis do conhecimento e novas ações a partir dela (TRENTINI;
PAIM, 2004).
Para tanto, antes do início da pesquisa será solicitado o consentimento livre e
esclarecido dos sujeitos da pesquisa, para a entrevista e para a observação, assim como
garantido o anonimato dos mesmos e respeitados todos os preceitos ético-legais que regem a
pesquisa em seres humanos, sendo que o presente projeto foi encaminhado à Direção da
instituição para solicitação de consentimento sendo este encaminhado ao Comitê de Ética em
Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Estadual de Santa Catarina, para avaliação
Desta forma, seguiu as recomendações da Resolução 196/1996 do Conselho Nacional de
Saúde, que regulamenta investigações envolvendo seres humanos, atendendo assim, aos
princípios éticos dos direitos humanos dos sujeitos da pesquisa (BRASIL, 1996)
Durante a pesquisa os pacientes ou acompanhantes poderão apresentar um grau de
estresse relacionado à aplicação da entrevista e práticas educativas. Caso isso ocorra, será
utilizando o diálogo como ferramenta de relaxamento e/ou podendo os mesmo participar do
trabalho em outro momento.
Os dados serão armazenados, nas dependências da Universidade do Estado de Santa
Catarina – UDESC, por um perído de cinco anos e apenas os pesquisadores terão acesso aos
dados.
Será encerrado no caso de não concordância por parte dos pacientes em participar da
prática.
Cronograma

2009 2010

Descrição das Fases Meses Meses


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Pesquisa Bibliográfica X X X X X X X X X X
Elaboração do Projeto X X X X X X X X
Avaliação do Projeto X X X X X
Coleta de Dados X X
Analise dos Dados X X X
Redação X X X
Conclusão X
Apresentação/Defesa X
Relatório CEP X
Publicação X
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Feministas Podem Aprender Sobre a Moralidade a partir Disso? Rio de Janeiro:
Record Rosa dos Ventos, 1997.
APÊNDICE A – Roteiro de entrevista

Iniciais do nome:
Idade:
Profissão:
Escolaridade:
Problema de saúde:

1) Você realiza algum tipo de cuidado com a sua saúde no seu dia a dia? Se
sim, quais?

2) Você possui algum hábito que você considera que interfira positivamente em
sua saúde?

3) Você possui algum hábito que você considera que interfira negativamente
em sua saúde?

4) O que você faz quando não se sente bem?

5) Quais são as ocasiões em que você procura os serviços de saúde?

6) Com que freqüência você procura os serviços oferecidos no posto de saúde?

7) Quais são as suas duvidas a respeito de cuidados com a saúde?