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Universidade Federal de Sergipe

Trabalho de Fundamentos de Economia

Oferta Monetária

Oferta de moeda
A demanda monetária depende do desejo dos
indivíduos de reter moeda. A oferta monetária, por sua
vez, depende da política do governo, que a controla
através de suas Autoridades Monetárias: o Conselho
Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (Bacen).
Então, quanto de moeda deve existir em uma
economia? Antes de responder essa pergunta precisamos
ver primeiro as seguintes definições:
Papel-Moeda Emitido (PME) é o total de moeda legal,
autorizada pelo Banco Central e cunhada pela Casa da
Moeda;
Papel-Moeda em Circulação (PMC) é a parte do PME que
não fica retida no caixa do Banco Central; e
Papel-Moeda em Poder Público (PMP) é a parte do PMC
que não fica retida no caixa dos bancos comerciais.

Os Ativos Financeiros
Os ativos, de forma geral, são bens ou direitos de
adquirir bens. Existe uma categoria de ativos cuja utilidade
é a de guardar riqueza do seu possuidor: são os chamos
ativos financeiros. São exemplos de ativos financeiros: os
depósitos de poupança, os depósitos a prazo fixo em
instituições financeiras, as ações de empresas privadas, os
títulos da dívida pública do governo e outros. Os ativos
financeiros geralmente rendem juros e, em países de
inflação crônica, o seu valor costuma ser atualizado
monetariamente.
A própria moeda é um ativo financeiro, pois não rende
juros como os demais, mas pode ser utilizado de imediato
para comprar bens e serviços. Esta peculiaridade de pronta
utilização é denominada liquidez e é intrínseca à moeda.
Os ativos financeiros que não têm a liqidez imediata da
moeda, mas que apresentam algum grau de liquidez, são
denominados quase-moedas. É o caso de títulos e ações,
que, com pequeno custo, podem ser vendidos
rapidamente. Já a venda de uma casa ou de uma obra de
arte demanda mais tempo e esforço, caracterizando sua
pequena liquidez.

Meios de Pagamento
Somando-se Papel-Moeda em Poder do Público com os
depósitos à vista tem-se que o que convencionou chamar
de M1, que é boa parte, mas não é todo o estoque de
moeda.
O M1, como já foi dito, compreende a moeda que tem
total liquidez e que não gera rendimentos. Por ser a forma
mais rápida de pagar contas, diz-se que o M1 corresponde
aos meios de pagamento de uma economia.

Criação de moeda bancária (ou escritural)


A criação de meios de pagamento, como foi citado
anteriormente, implica no aumento do papel-moeda em
poder público e/ou dos depósitos à vista. A criação de
moeda bancária, por sua vez, diz respeito apenas aos
depósitos à vista, como vai ser explicado agora.
A criação de moeda bancária, também chamada de
moeda escritural (porque só existe na escrituração
contábil dos bancos), acontece da seguinte maneira:
suponha que um indivíduo deposite, em papel-moeda, um
determinado valor na sua conta corrente. O banco
comercial que receber este depósito sabe, por uma
questão de probabilidade, que pode emprestar parte deste
dinheiro a um tomador de empréstimo. Este indivíduo, ao
receber o dinheiro, irá depositá-lo no mesmo banco ou em
qualquer outro banco comercial. O banco que receber este
depósito, da mesma forma que o primeiro, pode emprestar
uma parte do montante depositado a outro tomador de
empréstimo, e assim sucessivamente. Ao final do processo,
verifica-se que o montante inicial depositado de papel-
moeda acabou se multiplicando, tornando os meios de
pagamento várias vezes superiores à quantia de papel-
moeda emitido. É o que chamamos de efeito
multiplicador, pois o primeiro depósito acabou se
transformando em vários outros de menor porte.

Conceitos importantes relacionados ao setor bancário


·0 Depósitos à vista são saldos confiados a bancos
comerciais e utilizados por eles para fins de
empréstimo.
·1 Reservas bancárias são recursos que os bancos
comerciais que utilizam caso as retiradas de dinheiro
do público ultrapassem os depósitos. Esses recursos
são geralmente depositados (pelos bancos
comerciais) no Banco Central, e são usados apenas
nas transações interbancárias.
·2 Transações interbancárias são transações realizadas
para compensar o excesso ou falta de reservas dos
próprios bancos.
·3 Taxa básica de juros (ou taxa selic) é a taxa de juros
fixada diretamente pelo Banco Central para evitar
que o excesso ou a falta de liquidez desestabilizem a
economia. As demais taxas de juros - taxa de
poupança, taxa de empréstimo, taxa de finaciamento,
etc. - são determinadas a partir dessa taxa. Daí o fato
de também ser conhecida como taxa de juros
primária.
·4 Encaixe bancário é a soma do caixa dos bancos
comerciais e das suas reservas bancárias.
·5 Depósito compulsório é a porcentagem sobre cada
empréstimo cedido pelos bancos comerciais que deve
ser depositada compulsoriamente junto ao Banco
Central. Assim, por exemplo, se um banco empresta
$10.000 e a taxa do compulsório é de 15%, ele tem de
depositar $1.500 no Banco Central.
·6 Base monetária é igual ao Papel-Moeda em
Circulação (PMC) mais as reservas bancárias, ou, o
que é o mesmo, é igual ao Papel-Moeda em Poder do
Público (PMP) mais os encaixes bancários.