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Podemos dizer que, de alguma forma, todas as parábolas de

Jesus pressupõem o Reino de Deus. Na verdade, em


praticamente cada parábola encontramos algum elemento
dele. Algumas, contudo, tratam especificamente do
desenvolvimento e do crescimento do Reino de Deus sobre a
terra. Os textos abordados nesta lição trazem as parábolas que
Jesus contou para ensinar a respeito do crescimento do Reino
de Deus.
Elas enfatizam a presença do Reino, mostrando que este está
presente, ainda que não possamos distinguir exatamente onde
ele está de forma concreta. Um dia tudo será consumado e
todos os discípulos autênticos de Cristo farão parte do Reino
de Deus naquele Grande Dia.
PONTO CENTRAL

A Parábola do Grão de Mostarda, destaca a


franca Expansão do Reino de Deus sobre a terra
através da Igreja. Iniciou-se de forma simples,
apenas com Jesus e um grupo de discípulos
dedicados, mas, vem crescendo ao longo dos
tempos de forma organizada e poderosa.
1. A semente de mostarda.

Um grão de mostarda foi usado de forma proverbial


por Jesus, para exemplificar alguma coisa muito
pequena, quase que imperceptível ou insignificante.
Porém, quando semeado na terra, cresce e se torna uma
grande hortaliça. O Mestre utiliza-se do grão de
mostarda, a fim de ilustrar a franca expansão do Reino
de Deus.
Nos dias de Jesus, a
mostarda mais conhecida, era a
mostarda negra (sinapis nigra)
de origem egípcia. Sua
minúscula semente, ao ser
plantada em solo fértil, crescia
e alcançava de três a três
metros e meio de altura (cf.
Dicionário Vine/CPAD), ao
ponto de seus ramos abrigarem
os pássaros.
2. Os contrastes.

SEMENTE Reino de Deus ÁRVORE

Começo Fim

aparentemente uma coroação


insignificante surpreendente

Hoje No Futuro

oculto gloriosamente
imperceptível revelado
3. As aparências enganam.

No início, o Evangelho muitas vezes é desprezado, como


um pequeno grão de mostarda. Jesus nos ensina a lançar a
semente, ainda que pequena.
A semente do Evangelho, tem em si mesma, um poder
divino de vida e crescerá a cada dia mais, até tornar-se grande e
notável.
No começo eram apenas Jesus e alguns discípulos, hoje, a
igreja de Cristo é composta por bilhões de crentes espalhados
por todo o planeta.
1.O campo de semeadura.
Há aparentemente uma divergência entre os evangelhos
sinóticos quanto ao terreno da semeadura:

Mateus descreve-o como “terra”.


Marcos descreve-o como “campo”.
Lucas descreve-o como “horta”.

Não devemos nos perder nos detalhes de uma parábola, a


“terra, campo ou horta”, sem dúvida alguma trata-se do mundo, ao
qual o Evangelho vem sendo anunciado desde o dia de Pentecostes.
2. Um lugar debaixo da sombra.
A figura da árvore de mostarda, com seus ramos e folhas,
abrigando pássaros e animais à sua sombra, nos remetem à
lembrança o ensino veterotestamentário a respeito do destino dos
grande impérios, bem como a ascensão do Reino de Deus.
O Senhor havia prometido através dos profetas, tomar um
rebento, “a ponta de um cedro”, e plantá-lo na terra de Israel, onde
cresceria e se tornaria um grande reino. Esse rebento é o Messias,
Jesus Cristo, que veio do tronco de Jessé, e que um dia estabeleceria
seu reino glorioso na Terra. (Is 11.1-10)
3. Não despreze os pequenos começos.

Através dessa parábola, Cristo conscientiza e encoraja a igreja


nascente da época dos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Uma
igreja que estava enfrentando diversa lutas no mundo de outrora,
mas que, através do poder do Espírito Santo, venceria todos os
obstáculos, alcançando os confins da terra. (At 1.8)
O caminho para o crescimento do Reino de Deus
se dá através do discipulado. Não basta apenas ser
frequentador de igreja, para fazer parte do Reino é
necessário ser discípulo de Jesus.
Atentemos para a ordem de Cristo na Grande
Comissão: “Ide e fazei discípulos de todos os
povos,...” (Mt 28.19)
1.Quem tomou uma decisão.
Jesus não força ninguém à ser seu discípulo, mas,
através de seu convite, pelo livre arbítrio humano, nos dá
o direito de escolher segui-lo ou não. (Mc 8.34)
Após o chamado do Espírito Santo, é necessário que
haja a decisão pessoal e isso envolve renúncia e
obediência.
2. Quem tem uma relação pessoal com Jesus.
Um discípulo não é apenas um admirador, mas um
seguidor de Jesus. O verdadeiro discípulo segue as
pegadas de Cristo.

Nosso relacionamento pessoal com Cristo envolve


pelo menos três aspectos:
1º - Aproximação
2º - Diálogo
3º - Intimidade
3. Quem tem uma caminhada dinâmica com Cristo.

Em João 15.16 Jesus nos diz: “Não me escolhestes vós


a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que
vades e deis fruto,...”
A expressão “para que vades e deis fruto”, nos dá a
ideia de uma vida dinâmica e produtiva com Cristo. Diante
disso, todas as nossas escolhas, propósitos, sonhos e
realizações devem ser pautados na vontade do Senhor.
É interessante notar que nem todas as parábolas possuem uma
aplicação direta e marcante. Em muitas delas, o crente precisa
contentar-se em deixar que a parábola cumpra seu objetivo sem que
haja uma hermenêutica forçada. A parábola do grão de mostarda
nos apresenta a realidade de que o Reino de Deus teve um início
insignificante e, desde então, cresce assustadoramente. Ao final dos
tempos, ele atingirá todo o Universo. Que todos nós possamos fazer
parte desse glorioso Reino, que não terá fim.