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AULA 6 – PROTISTA (PROTOCTISTA) – PROTOZOÁRIOS

Características gerais

- O termo protozoário vem do grego protos (primitivo, primeiro) e zoon (animal).


- Microscópicos.
- Unicelulares.
- Heterotróficos.
- Maioria de vida livre e aquática (água doce, água salgada, regiões lodosas e
terra úmida).
- Algumas espécies são parasitas.
- Alguns protozoários mantém relação de troca de benefícios com outros
organismos.
- Reprodução predominante: assexuada. Mas podem ter reprodução sexuada
(recombinação gênica).
- Digestão ocorre no interior de sua célula.

Classificação dos protozoários

Os protozoários apresentam diversos tipos de locomoção, e por isso sua


classificação está baseada principalmente nessa característica. Existe ainda uma
grande discussão sobre a classificação desses organismos. Essa apostila segue a
classificação que mais se enquadra nos vestibulares do Brasil. Os quatro grupos
principais são

1. RIZÓPODES (Rhizopoda - amebas): se locomovem por pseudópodes.


2. CILIADOS (Ciliophora – paramécio): se locomovem por cílios.
3. FLAGELADOS (Mastigophora – Trypanosoma): se locomovem por flagelos.
4. ESPOROZOÁRIOS (Apicomplexa – Plasmódium): não possuem estrutura de
locomoção.
Ainda existem outros dois grupos menos importantes em vestibular, mas
que podem aparecer. Vale ressaltar que esses últimos dois grupos podem
estar classificados dentro do grupo dos rizópodes, pois também emitem
pseudópodes. São eles:

5. FORAMINÍFERA (Foraminíferos)
6. ACTINOPODA (radiolários e heliozoários)

Por terem grande diversidade e características únicas, vamos estudar cada um


dos grupos separadamente e, na próxima aula, falaremos das doenças que eles
podem causar.

1. RIZÓPODES (Rhizopoda)

- Conhecidos também por Sarcodina.

- Composto pelas amebas.

- Se locomovem por pseudópodes.

- Podem ser de vida livre (mar ou água doce) ou parasitária, quando causam
doença (amebíase em humanos, por exemplo).

- Algumas espécies vivem no corpo humano (e de outros animais) sem causar


prejuízo, para essa relação damos o nome de comensalismo (estudaremos em
ecologia).

- Algumas espécies formam carapaças (testas),


são chamados então, genericamente de tecamebas,
considerados por uns como jóias microscópicas.

- Possuem uma importante estrutura chamada de vacúolo pulsátil (vacúolo


contrátil) que tem por função regular a quantidade de água e eliminar excretas.
- Reprodução predominante: divisão binária (divisão celular simples). No final
dessa aula retomarei com vocês como é essa divisão.

2. CILIADOS (Ciliophora)

- Conhecidos também por Ciliata.

- Se locomovem por cílios.

- Possuem mais de um núcleo por


célula. Um deles é maior
(macronúcleo), e um ou mais
núcleos, os menores (micronúcleo).

Macronúcleo: expressão dos


genes, controle vital da célula.
Micronúcleo: processos sexuais
da célula (falarei mais no final da
aula).
- Maioria de vida livre.

- Poucas espécies parasitas


(exemplo. Balantidium coli, que
parasita o ser humano).

- Alguns ciliados vivem no tubo digestório de ruminantes.

- O principal exemplo de estudo é o Paramecium cautatum (protozoário na


imagem acima).

- Sulco oral: depressão no citoplasma formando sulco oral, se estende e forma o


citóstoma (estrutura análoga a boca), que se abre para um canal interno da
célula, a citofaringe, onde existe um tufo de cílios que arrastam o alimento
(bactérias, pequenas algas, leveduras etc).

- Quando o alimento passa para citofaringe é envolvido por uma membrana


formando o fagossomos, que fica circulando no citoplasma.

- O fagossomos se funde com o lisossomo e forma o vacúolo digestório.

- Após a digestão o vacúolo com os resíduos é chamado de vacúolo residual e é


eliminado por uma região chamada citopígeo (ou citoprocto)

Veja as estruturas por outra imagem:


- Regulação osmótica feita por dois grandes vacúolos contráteis (ou pulsáteis),
um em cada extremidade da célula. Esses vacúolos além de eliminar a água,
eliminam substâncias desnecessárias para a célula exercendo, portanto, papel de
osmorregulação e também de excreção.

- Quando em perigo, o paramécio elimina explosivamente os tricocistos, como


forma de defesa.

3. FLAGELADOS (Mastigophora ou Zoomastigophora)

- Também chamados de Flagellata.

- Sua locomoção se dá pela presença de flagelos.

- Geralmente possuem um ou dois flagelos (podem ter dezenas).

- O flagelo não é uma novidade evolutiva no grupo (exemplo: algumas algas


também possuem), por isso alguns sistemas mais modernos subdivide esse
grupo em outros.

- Podem viver no mar ou em água doce (vida livre), onde nadam com o flagelo
para capturar alimento por fagocitose (exemplo, Boda ou Streblomastix).

- Podem ser sésseis (fixados no substrato), nesse caso o


flagelo cria correntes liquidas atraindo assim partículas de
alimento (exemplo Monosiga ou Codosiga – esses
apresentam uma espécie de funil que auxilia a captura do
alimento).
- Diversas espécies causam doenças (falaremos delas na próxima aula).

- Alguns vivem em tubo digestório de baratas e cupins, fazendo uma relação de


troca de benefícios (mutualismo) – exemplo Trichonympha. Os protozoários
ganham abrigo e proteção, os insetos ganham nutrientes da digestão da celulose
pelos protozoários.

4. ESPOROZOÁRIOS (Apicomplexa)

- Antigamente chamados de Sporozoa, pois muitos representantes do grupo


possuem estágio do ciclo de vida que ocorre a formação de esporos.

- Filo constituído de protozoários parasitas. Complexo Apical


- Não possuem estrutura de locomoção.

- Te liga que em alguma fase do ciclo de vida,


esses protozoários possuem o complexo apical
(por isso o nome do grupo), estrutura importante
na penetração desse protozoário nos células
hospedeiras.

- Representantes mais conhecidos: Plasmodium spp. espécies causadoras da


malária, doença parasitária que mais mata no mundo. E Toxoplasma gondii, que
causa a toxoplasmose. Falaremos deles na próxima aula.

5. FORAMNÍFERA (foraminíferos)

- Possuem uma carapaça externa constituída de


carbonato de cálcio, quitina ou fragmentos calcários
ou silicosos que o protozoário seleciona da areia.
- Carapaça possui numerosas perfurações, pelas quais são
projetados os pseudópodes, que são finos e delicados e
servem para captura de alimento.

- Maioria marinho: muitas espécies fazem parte do plâncton, outras vivem no


fundo dos mares ou sobre algas e animais.

- Foram abundantes no passado, suas carapaças formam depósitos no fundo do


oceano e originam as rochas sedimentarias calcárias (vasas). Pirâmides do Egito
foram construídas com essas rochas, compostas por calcário de foraminíferos
Nummulites, hoje extintos, mas comuns nos mares a 100 milhões de anos.

- A presença de determinados foraminíferos está relacionada a rochas


sedimentares que contém petróleo! Ao encontrar certos tipos de carapaças de
foraminíferos durante as perfurações, é indicativo de petróleo. Bizu!

6. ACTINOPODA (radiolários e heliozoários)

- Conhecidos por actinópodes.

- Apresentam pseudópodes finos (axópodes) sustentados em um eixo central que


se projetam como raios de sol em torna da célula.

- Existem dois grupos de actinópodes: radiolários e heliozoários.


Radiolários

- Exclusivamente marinhos.

- Constituem o plâncton.

- Muito abundantes.

- Possuem uma cápsula esférica central

Heliozoários

- São esféricos.

- Diferenciam dos radiolários por não apresentarem uma cápsula esférica central.

- Algumas espécies são de água doce, capturam alimento por fagocitose,


realizada por seus finos pseudópodes.

REPRODUÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS

Reprodução assexuada

Divisão binária

- Maioria dos protozoários de vida livre.

- Cresce e se divide, formando dois novos indivíduos.

Divisão múltipla

Alguns sarcodíneos e apicomplexos fazem esse tipo de reprodução assexuada.


Ocorre a multiplicação do núcleo por sucessivas mitoses até a célula se
fragmentar e dar origem a diversos protozoários.
Reprodução sexuada

Conjugação

- Ocorre no paramécio, protozoário ciliado.

- Não ocorre o aumento do número de indivíduos, mesmo assim é considerada


por muitos autores como reprodução sexuada, pois promove a recombinação
genética entre indivíduos.

- Dois paramécios de sexos diferentes se aproximam e estabelecem uma ponte


citoplasmática, o micronúcleo de cada um sofre meiose formando 4 micronúcleos
haplóides (3 se degeneram). O micronúcleo haplóide que permanece, se duplica
e um deles passa pela ponte citoplasmática, ocorrendo uma troca (fertilização
recíproca). Após isso os protozoários se separam e os micronúcleo se fundem,
ocorrendo a mistura do material genético. Perceba que cada paramécio passa a
se dividir por fissão binária, gerando maior variabilidade genética na população.

AULA 7 - DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS

Principais doenças causadas por Rizópodes

Amebíase

- Infecção causada pelo protozoário Entamoeba histolistica, é capaz de encistar


(forma cistos que suportam condições adversas).

- É uma das principais causas de mortes parasitária no mundo.

- O ciclo biológico inicia com a ingestão dos cistos desse protozoário por alimento
e água contaminada. No intestino os cistos se rompem e liberam quatro amebas
que se alimentam no intestino sem trazer grande prejuízo (sem sintomas, muitas
vezes). Mas em algumas situações o protozoário pode penetrar na mucosa
intestinal, gerando ulcerações e atingindo órgãos como o fígado, pulmão e até o
cérebro. Os sintomas podem variar de diarréia até hemorragias.

- Para prevenção, devemos nos lembrar de como se contrai.

- Lave as mãos e os alimentos, beba água potável e é importante o saneamento


básico.

Principais doenças causadas por Flagelados

Giardíase

- Causada por um protozoário da espécie Giardia


lamblia, capaz de formar cistos.

- A infecção ocorre normalmente pela ingestão de cistos


presentes em água contaminada. A transmissão
também pode ocorrer pelo contato com animais
domésticos infectados.

- A acidez do estômago faz os cistos se romperem e ocorre a liberação dos


protozoários.

- Os protozoários permanecem no intestino delgado, onde se alimentam e


reproduzem.
- Alguns deles viram cistos e saem com as fezes, dando continuidade ao ciclo.

- A giardíase pode provocar má absorção de nutrientes, diarréia, perda de peso,


e dores abdominais. Algumas vezes pode ser assintomática.

- A prevenção se dá por hábitos de higiene, como lavar as mãos e os alimentos,


beber água potável, tratar os doentes e saneamento básico.

Tricomoníase

- É uma DST.

- Causada por um protozoário da espécie Trichomonas vaginalis.

- No homem a doença geralmente é assintomática. Na mulher pode causar


corrimentos de odor fétido, irritação e dor ao urinar.

- As respostas inflamatórias podem causar problemas de fertilidade e riscos na


gravidez, além de tornar a mulher mais vulnerável a outras infecções por alterar
o PH vaginal.

- Para prevenir, usar preservativo.

Leishmaniose

- O parasita necessita de dois hospedeiros para completar o seu ciclo.

- Um deles é o mosquito do gênero Lutzomyia sp., popularmente conhecido por


mosquito-palha. O outro hospedeiro é um mamífero, geralmente roedores,
canídeos e primatas.

- Dependendo da espécie do protozoário a leishmaniose pode ser tegumentar ou


visceral.

Leishmaniose visceral ataca principalmente o baço e o fígado. Pode levar a morte.


É transmitida pela picada do mosquito. Os cães também são atacados por essa
doença.

Leishmaniose tegumentar (conhecida também por úlcera de


bauru) causa lesão na pele em forma de úlceras com bordas
elevadas e fundo granuloso. Pode causar lesões deformantes no septo nasal (se
você tiver interesse procure por imagens na internet). A transmissão também
ocorre pela picada do mosquito-palha.

- Para prevenir essa doença devemos evitar o mosquito, usando repelentes e


evitar que formem poças da água, que é onde o mosquito pode se reproduzir
(meio difícil essa). Podemos evitar que o mosquito entre em nossas casas usando
tela nas portas e janelas. A aplicação de inseticida pode ser feita por instituições
especializadas, nas áreas atingidas por essa doença. Lembre-se que o uso de
inseticida nunca é uma boa medida, pois prejudica outras espécies, polui rios e
pode prejudicar nossa saúde também.

Doença de Chagas

- Causada pelo protozoário flagelado da espécie


Trypanossomoa cruzi.

- Doença ocorre apenas na América (por isso é


conhecida também por tripanossomíase americana).

- Necessário dois hospedeiros, um mamífero e um


inseto do gênero Triatoma, popularmente chamado de
barbeiro.

- O barbeiro é hematófago, ou seja, se alimenta de sangue. Quando ingere


sangue contaminado de um vertebrado ele fica contaminado. O protozoário vai
até o intestino do inseto e se multiplica por divisão binária. Quando o barbeiro
pica outro animal (um humano, por exemplo) ele se enche de sangue e acaba
defecando, junto às fezes do barbeiro saem os protozoários. Quando a pessoa
coça, transfere os protozoários das fezes do barbeiro para a ferida aberta da
picada. Assim fica doente.
- Te liga que o nome desse inseto é chamado popularmente de barbeiro porque
ele pica normalmente a região do rosto, enquanto a pessoa dorme (hábito
noturno). Eles são atraídos pelo CO 2 liberado pela respiração da pessoa.

- Outros tipos de transmissão podem ocorrer, como por transfusão de sangue


contaminado, pela passagem do protozoário por via placentária, leite materno ou
ainda pela ingestão do parasita que ocorre geralmente junto ao suco de açaí ou
cana-de-açúcar, pois é um local onde pode estar presente o barbeiro
contaminado, que é dilacerado junto com a bebida.

- O protozoário quando entra na corrente sanguínea da pessoa começa a se


multiplicar intensamente. Isso causa febre e edemas localizados, essa fase é
chamada de aguda. Após um período o protozoário se instala na musculatura do
hospedeiro e pode ficar anos sem ter nenhum sintoma, nesse período a doença
está na fase crônica e pode ficar assintomática pelo resto da vida.

- Caso o protozoário volte a se multiplicar intensamente nas células musculares


pode causar lesões como o aumento no coração, no intestino ou no esôfago,
principalmente.

- A prevenção se dá principalmente ao combater o vetor. Impedir que ele chegue


nas residências é a melhor maneira, para isso as casas devem ter construções
adequadas, evitando fendas nas paredes, que é onde o barbeiro se esconde
durante o dia. Analisar o sangue dos doadores também é importante.

Veja o ciclo resumido (a) e detalhado (b) da doença de chagas:

a.
b.

Principais doenças causadas por Esporozoários

Malária

- Causada por protozoários apicomplexos do gênero Plasmodium.

- É a doença parasitária que mais mata no mundo, com estimativas de 1 milhão


de óbitos por ano (quase todos na África, onde existe a forma mais forte da
doença).

- No Brasil a doença é praticamente restrita a região amazônica, o Plasmodium


vivax causa a malária conhecida por febre terça benigna, ou seja, ocorrem casos
febris a cada 48 horas, vai e volta. O Plasmodium malariae gera a febre quartã
benigna, com crises de febre a cada 72 horas.

- O Plasmodium mais forte é o P. falciparum, causado a febre terçã maligna, com


acessos febris irregulares entre 36 e 48 horas, essa é a que mais mata.

- Os parasitas na forma de esporozoítos se concentram nas glândulas salivares


do mosquito do gênero Anopheles. Quando o mosquito pica é inoculado o parasita
no hospedeiro, que vão até o fígado e se multiplicam assexuadamente por divisão
múltipla (chamado nesse caso, também, de esquizogonia), liberando
protozoários na forma de merozoítos. Estes vão até as hemácias e se nutrem da
hemoglobina, quando rompem as hemácias liberam toxinas e causam a febre.
Dependendo da espécie o intervalo é de 48h ou 72h, como visto anteriormente.

Febre terçã
- Alguns merozoítos no sangue, se diferenciam em gametócitos e quando sugados
fazem reprodução sexuada no corpo do mosquito, continua seu ciclo e fica apto
a infectar um novo hospedeiro.

- A melhor maneira de prevenir a malária é usando repelentes, mosquiteiros e


telas em portas e janelas, evitando assim o contato com o mosquito Anopheles.

Toxoplasmose

- Causada pelo protozoário Toxoplasma gondii.

- Hospedeiros: gatos e outros felinos.

- Ser humano contrai a doença ingerindo os cistos maduros no ambiente,


alimento (como carne) ou água. Pode ser transmitido de mãe para feto.

- O problema maior ocorre em pacientes com imunidade baixa.

- Pode causar cegueira, problemas cardíacos e neurológicos.

- Se a mulher desenvolver a doença na gravidez pode ser muito grave, causando


aborto ou má formação do feto.

- Normalmente felinos contraem a doença comendo ratos contaminados.

- Os gatos não são os vilões. Raramente uma pessoa contrai a doença pelos cistos
eliminados pelas fezes dos gatos. O principal meio de contágio é pela ingestão de
carne mal passada.
Bizu extra: Pesquise também sobre a doença do sono (tripanossomíase africana)

AULA 8 – PROTISTA (PROTOCTISTA) – ALGAS

- São eucariontes fotossintetizantes (possuem cloroplastos).

- Os maiores produtores de O 2 na Terra.

- Avascular (não possui vasos condutores).

- Grande diversidade: unicelulares ou pluricelulares.

- Diferem das plantas por não apresentarem embriões dependentes do organismo


materno para sua nutrição.
- São encontradas em rios, lagos, mares, regiões árticas, em associação com
diversos organismos e em ambientes terrestres, que possuem alguma umidade.

- Podem ser classificadas quanto ao habitat:

Planctônicas: livres e flutuantes na água (fazem parte do plâncton).

Bentônicas: aderidas a algum substrato.

- Os tipos de pigmentos fotossintetizantes das algas também são importantes


para sua classificação (Além das clorofilas possuem, xantofilas, carotenos etc. –
mascarando a cor verde da clorofila e sobressaindo outras cores como marrom,
amareladas ou avermelhadas).

- Algas multicelulares formam estruturas chamadas de talo, que lembram caules,


mas não são! Em algumas algas o talo pode ter 60 metros.

Importância econômica das algas:

- Alimentação (sushi, por exemplo).

- Em indústria, fornecendo espessantes usados para alimentos, cosméticos e


tecidos.

- Ágar-ágar, usado na produção de cápsulas de medicamentos ou para cultura


de bactérias.

- Carragenina, usada em tintas, cosméticos e alguns laticínios.

- Algumas são utilizadas na produção de biodiesel.

Importância ecológica das algas:

- Cadeia alimentar: fitoplâncton, produtores!

- Produção de O 2 .
Vamos falar dos principais grupos.

1. Euglenas (Euglenophyta)

- Se movimentam.

- Fazem fotossíntese.

- Unicelulares.

- De água doce.

- Possuem vacúolo pulsátil.

- Possui dois flagelos, mas apenas um é mais longo e atua na locomoção.

- Não possui parede celular o que confere maior agilidade.

- Na ausência de luz, capturam seu alimento e vive como heterótrofas.

2. Dinoflagelados (Dinophyta)

- Unicelulares.

- Se movimentam pelo batimento dos dois flagelos no interior de sulcos.

- São constituintes do plâncton.

- Existem aproximadamente 3 mil espécies.

- Cerca de 20% das espécies produzem toxinas.

- Quando existe muita disponibilidade de nutrientes, causado por exemplo por


poluição, algumas espécies de dinoflagelados se proliferam muito, e como
possuem pigmento vermelho, causam a famosa maré vermelha.

- Nesse caso as toxinas liberadas podem matar peixes e animais.

- Algumas espécies de corais podem conter dinoflagelados vivendo em


endossimbiose, chamados de zooxantelas. As algas produzem nutrientes pela
fotossíntese, o que possibilita o crescimento dos corais em águas tropicais pobres
em nutrientes.

- Alguns dinoflagelados podem produzir bioluminescência.


3. DIATOMÁCEAS (Bacillariophyta)

- São unicelulares.

- Possuem parede celular ornamentosa (enfeitada)


composta por sílica.

- A parede celular é formada por duas metades que se encaixam, uma maior e
outra menor. Quando unidas, são chamadas de carapaças ou frústula.

- Durante a divisão uma das células-filha fica com a carapaça maior e a outra
com a carapaça menor. Por isso uma das linhagens sempre diminui de tamanho
a cada geração, chegando a um ponto que não pode mais se reproduzir
assexuadamente. Dessa forma se divide por meiose, formando gametas que após
a fecundação forma uma nova diatomácea que agora cresce até o tamanho
original.

- Existem muitas espécies, cerca de 100 mil.


CRIPTOFITAS E CRISÓFITAS

- Fazem parte do fitoplâncton.

- São pequenos e unicelulares.

- São flagelados.

- Crisófitas também são chamadas de algas douradas, são unicelulares e podem


viver em colônias. Possui pigmento fucoxantina em abundância, tendo a cor
dourada, que reflete as cores do arco-íris. Algumas possuem parede celular de
celulose com minerais. Algumas são ornamentais.

ALGAS PARDAS (Phaeophyta ou feófitas)

- São todas marinhas e multicelulares.

- Além da clorofila, possuem pigmento fucoxantina,


que dá a cor marrom típica ao grupo.

- Algumas possuem bolsas cheias de ar que flutuam


e permite que elas fiquem eretas.

- Podem ter 60 metros, como os kelps (formando “florestas de kelps”). Lembre-


se que elas não possuem caule, mas sim talos.

- Geralmente encontradas no Hemisfério Norte.


ALGAS VERMELHAS (Rodophyta ou rodófitas)

- Geralmente marinhas.

- Maioria multicelular.

- Além da clorofila, possuem pigmentos que dão a cor avermelhada.

- Algumas espécies depositam carbonato de cálcio em suas paredes, sendo


conhecidas por coralináceas, que fazem parte dos recifes.

ALGAS VERDES (Chlorophyta ou clorófitas)

- Unicelulares ou multicelulares.

- Quando unicelulares, podem vivem em colônias.

- Maioria de água doce, mas algumas são marinhas.

- Podem viver em mutualismo com outros organismos.


O mais famoso são os liquens, uma associação entre
algas e fungos. Os fungos ganham alimento, as algas
verdes proteção contra desidratação ou contra
herbívoros, por exemplo. Podem fazer associação com
os corais e alguns animais também.

REPRODUÇÃO

- Pode ser assexuada e sexuada.

1- Assexuada:

Nos unicelulares:

a) Divisão binária: uma célula se divide em duas.

Nos multicelular:

b) Fragmentação do talo: uma parte do talo se fragmenta, cai no substrato e da


origem a outra alga.
c) Zoosporia (esporulação): formação de células flageladas (zoósporos) que se
liberam da alga e nadam até chegarem a locais favoráveis, se fixam e ali crescem.
Ex. clorófitas.

2- Sexuada

a) Ciclo haplobionte haplonte (meiose zigótica): o organismo adulto é haplóide,


exemplo: Chlamydomonas sp.

Dois adultos n se fundem e formam uma célula


diplóide (2n), contidas no interior de um envoltório,
o zigósporo. A célula dentro do zigósporo sofre
meiose e origina quatro células haplóides. O
envoltório é liberado e cada uma das 4 células
haplóides dão origem e um indivíduo adulto, que
pode repetir o processo ou se dividir
assexuadamente.
b) Conjugação

Ocorre em espécies de algas filamentosas (algumas). Alguns filamentos se


diferenciam, transformando-se em gametas masculinos, outros filamentos em
gametas femininos. Entre esses gametas formam-se tubos por onde é transferido
todo o material celular do gameta masculino, para o feminino. A fecundação
origina o zigoto, que se libera do filamento materno e se multiplica, produzindo
um novo talo.
c) Alternância de geração (diplobionte)

- Ocorre em algumas algas multicelulares

- Nesse tipo de reprodução ocorre a alternância entre indivíduos adultos haplóides


(n) e diplóides (2n), por isso alternância de geração.

- Usaremos de exemplo a alga verde Ulva sp. Que apresenta dois tipos de talo,
que embora sejam parecidos, um deles possui células haplóides e o outro
diplóides.

- os talos diplóides são chamados de esporófitos. Algumas das suas células


sofrem meiose originando células haplóides, chamadas de esporos.

- Os esporos se libertam do talo diplóide e em condições adequadas germinam,


produzindo um talo inteiro haplóide, chamado de gametófito.

- Na maturidade algumas células do gametófito se diferenciam e sofrem mitose,


originando dezenas de gametas haplóides flagelados, que se fundem e formam
zigotos diplóides. Quando o zigoto se desenvolve forma o talo diplóide e o ciclo
reinicia.

- Veja o esquema abaixo: