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FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRAZ

A Importância da Identificação
do Sistema Representacional no
Processo de Aprendizagem

CURITIBA/PR
2018
FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRAZ
Maykon de Freitas Correia

A Importância da Identificação do Sistema


Representacional no Processo de Aprendizagem
Trabalho entregue à Faculdade de Educação São Braz, como
requisito legal para convalidação de competências, para obtenção de
certificado de Especialização Lato Sensu, do curso de
Neuropsicopedagogia, conforme Norma Regimental Interna e Art. 47,
Inciso 2, da LDB 9394/96.

Orientador (A): Eleni

CURITIBA/PR
ANO 2018
RESUMO
Este trabalho tem como finalidade de mostrar a importancia da indentificação do sistema
representacional no processo de aprendizagem. Para alcançar este objetivo foi necessário fazer uma
investigação bibliografica, dispondo de artigos, trabalhos ciêntificos, livros, e fazendo o uso da
internet como principal ferramenta, sendo que, hoje é um dos maiores meios de transmissão de
informação e conhecimento. Foi selecionado livros, sites e artigos que falam a respeito do tema.
Com base nesse material para destacar e ver a importancia de se fazer uso de ferramentas rápidas
para identificar o canal de entrada de informação de cada aluno dentro do processo de
aprendizagem. Seguindo com base nos estudos pode-se destacar três beneficios que são os
seguintes: Consistencia, duração, e rapidez para absorção de conteudo e informação focado no
aluno. Dialogando entre estudos da PNL (Programação Neurolinguística), pedagogia, psicologia e
Neurociência, e assim obtendo uma conexão partindo dos conhecimentos que os alunos possuem.

Palavras-chave: PNL, Neurociência, Aprendizagem, Sistema


Representacional, Programação neurolinguística.
 Introdução

Durante o tempo em que passei trabalhando em sala de aula, foi possivel perceber a
dificuldade de alunos em obter um conhecimento mais consistente, duradouro e mais acelerado.
Pois somente o dialogo, ilustrações e exercicios não são suficiente, pois nem todos alunos fazem as
meses assimilações e associações. Então parte desses alunos são encaminhados para cordenação
pedagógica, com o intuito de fazer um trabalho a parte juntamente com a equipe pedagógica para
que o aluno eleve o seu grau de conhecimento.
Essa dificuldade me fez pensar e me questionar sobre minha própria dificuldade em
aprender, e buscar o que poderia ser feito para poder oferecer um aprendizado com maior rapidez,
durabilidade e consistência. Esse pensamento me fez despertar um interesse grande em ir em busca
de, ferramentas, métodos e conhecimentos que fossem possíveis de ser aplicados em sala de aula,
para que os professores tivessem a oportunidade de conduzir aulas com um grau maior de impacto
sobre uma quantidade maior de alunos, assim também valorizando a cada aluno como único.
A busca por esses novos conhecimentos me levou a leituras e pesquisas pelos campos da
PNL (Programação Neurolinguística), Psicologia e Neurociência, assim buscando um caminho tanto
para professores quanto para os alunos, que permitissem aumentar a eficácia do aprendizado em
qualquer ambiente de estudo, seja ele escolar ou a distância.
Esse pensamento me levou a ver a importância de ver como cada aluno aprende, como cada
aluno recebe a informação, como cada aluno faz suas próprias associações, com o conhecimento
que lhe é transmitido, devido a essas duvidas me vi motivado em fazer uma investigação bibliográfica
sobre o sistema representacional que são os canais de entrada de informação de uma pessoa, isso
segunda a neurociência.
A Importância em saber qual o sistema representacional de cada aluno, vem contribuir para
que os professores possam abordar uma linguagem mais direcionada a cada aluno, levando uma
informação mais focada, mais objetiva e com maior duração.
 Desenvolvimento
Neurociência, aprendizagem e suas dificuldades
As novas descobertas da neurociência relacionadas com o processo de
aprendizagem, contribuiu muito para o meio educacional. A neurociência estuda
como o cérebro aprende, como ele forma as conexões neurais, como a emoção e
a maneira como o indivíduo percebe o mundo, interfere no processo de
aprendizagem.
Sabemos que cada aluno ou indivíduo aprende e desenvolve habilidades de
maneiras diferentes, que cada um tem seu tempo para que ocorra uma
aprendizagem com consistência e duração.
A neurociência diz que para que haja um aprendizado e preciso que ocorra
uma conexão neural, uma sinapse neural. A conexão neural acontece quando um
individuo recebe uma informação, ou um estimulo, e quanto mais esse estimulo ou
informação for repetido mais consistente será o aprendizado. Por outro ângulo
quando um aluno recebe uma informação, processa essa informação e não
compreende, isso significa que ele não obteve uma conexão neural.
Os neurônios estão sempre testando novas conexões: as que
funcionam permanecem, as que não funcionam se desfazem. E o que faz
uma conexão ser mantida? O seu uso. Se usamos repetidamente uma
conexão, ela tende a se tornar permanente. Ao nascer, o cérebro humano
tem somente uma pequena proporção dos trilhões de sinapses que
provavelmente terá. (Amaral, 2007, p.06).

Para que o estimulo ou a informação chegue até o aluno ou indivíduo de


maneira mais rápida e duradoura, seguindo o estudo da neurociência, é necessário
usar uma linguagem da maneira como o indivíduo percebe o mundo, ou seja, como
ele vê, sente, ouve, ou percebe a informação ao seu redor, já que:
Cada um de nós possui um “mapa” ou modelo do mundo e um
conjunto de pressuposições a partir das quais nos comunicamos. Essas
pressuposições pessoais são comunicadas pelo nosso comportamento na
sala de aula. O tom de voz, os gestos, as frases que usamos, a expressão
facial, o contato visual etc, são comunicações de pressuposições
subjacentes e formam um “conjunto” que determina como somos
percebidos pelas pessoas a quem nos dirigimos. Essa percepção é
processada principalmente pela mente inconsciente. ( Mancilha, p.4)
A neurociência e a PNL chamam esse sistema de “Sistema
Representacional”, e através da identificação de como cada indivíduo ou aluno
percebe o mundo ao seu redor, podemos assim melhorar e acelerar o aprendizado
usando uma linguagem multissensorial.
Nos estudos da neurociência percebeu-se que a aprendizagem mais efetiva
acontece logo quando dois ou mais sistemas representacionais trabalham
simultaneamente, porem deixa claro que cada individuo tem um sistema principal
de entrada de informação, e exatamente esse sistema que deve ser descoberto,
pois sabendo como o individuo recebe uma informação ou um estimulo, ficara mais
fácil esclarecer duvidas que possam aparecer durante o processo de aprendizagem.

Sistema representacional
A linguagem que cada aluno usa para se comunicar nós da uma dica de como
ele percebe o mundo a sua volta. Quando o professor usa palavras que está de
acordo com o sistema representacional do aluno, o professor constrói uma conexão
mais efetiva com esse aluno, assim não havendo necessidade de o aluno fazer
grande esforço interno para traduzir ou interpretar o que o professor disse, uma vez
que:
Por lo tanto, "para ser comunicadores eficaces, tenemos que ser
capaces de hacer dos cosas: conocer nuestro estilo preferido (o sistema
representacional) y practicar el uso de los otros" (Ready y Burton, 2010, p.
104). Dado que la comunicación es la clave del proceso enseñanza-
aprendizaje, esta es una de las aportaciones más importantes de la PNL a
la educación (apartado 5.2. de este TFG)( Alonso, 2014, p.22).

Percebemos o mundo a nossa volta através dos cinco sentidos que são eles:
Visual, auditivo, sinestésico, olfativo e gustativo. Durante nosso crescimento e de
acordo com ambiente que estamos inseridos, acabamos por desenvolver melhor
um desses sentidos.
Neste trabalho focamos nos sistemas representacionais auditivo, visual e
sinestésico, pois esses são um dos nossos sistemas mais usados para inserir
informações internas e fazer conexões neurais.
Para que possamos saber qual sistema representacional o aluno tem
facilidade de receber estímulos é necessário prestar atenção qual linguagem ele
mais usa. Assim ao perceber essa linguagem que o aluno recebe a informação mais
fácil o professor pode tornar o aprendizado mais efetivo e mais consistente.

Professores e alunos visuais


Os professores e alunos visuais costumam usar algumas palavras ou frases
que indicam seu sistema de representação interna, geralmente são seres que
costumam formar imagens internas, se preocupam com aparência das coisas e
geralmente são organizados, e costumam usar palavras e frases como segue nos
exemplos abaixo:

Visual
Olhar, imagem, imaginação, cena, visualizar, perspectiva, brilho, refletir, clarificar,
prever, ilusão, ilustrar, notar, panorama, revelar, ver, mostrar, visão, observar, nebuloso,
escuro.
Frases usadas por professores e alunos visuais
 Eu vejo o que você quer dizer
 Eu estou olhando atentamente para a idéia
 Temos o mesmo ponto de vista
 Mostre-me o seu ponto de vista
 Isso vai lançar uma luz sobre o assunto
 Isso dá cor a sua visão da vida
 Isto é um colírio para os meus olhos
Professores e alunos auditivos
Os professores e alunos auditivos tem como característica principal serem
pessoas atentas ao que está sendo dito, não tem a necessidade de ver para
aprender eles tem muita facilidade para aprenderem apenas escutando, costumam
se preocupar com a maneira como falam tem boa dicção, gostam de debater sobre
assuntos, cuidam do ritmo, sotaque, tom da voz, usam palavras como: incomodar,
gritar, silêncio, ouvir. Isso é o que indica seu sistema de representação interna.
Segue abaixo algumas frases que costumam usar no dia a dia.

Frases usadas por professores e alunos auditivos


 Isso é grego para mim
 Conversa fiada
 Ouvir passarinho cantar
 Soa bem aos ouvidos
 Música para meus ouvidos
 Nunca ouviu falar sobre...
 Segure sua língua
 Maneira de falar
 Alto e claro

Professores e alunos sinestésicos


Os professores e alunos sinestésico geralmente são seres que tem
necessidades especifica de fazer, executar, sentir, vivenciar uma informação pois,
são seres geralmente que gostam de estar em constante movimento, alguns gostam
de abraços, ou evitam serem tocados, geralmente encontra dificuldade para
aprenderem somente ouvindo, tem dificuldade atenção na leitura pois sempre há
uma necessidade de estar em movimento ou estar tocando algo. Os professores e
alunos sinestésicos tem como características principais; são reconhecidos pelo,
toque, ação e movimento, e em alguns casos pela ausência dos mesmos, pois por
serem sensíveis ao corpo costumam não gostar de toque ou ficar em movimento.
São seres que costumam usar frases como as seguintes.
Frases usadas por professores e alunos sinestésicos
 Eu entrarei em contato com você
 Eu posso pegar essa idéia
 Eu sinto isso nos meus ossos
 Um cliente frio
 Ser insensível
 Quebrando aos pedaços
 Controle-se
 Fundação firme

Combinando os sistemas representacionais


Em uma sala de aula tanto o professor como o aluno terão sua preferência
na representação interna, o professor para explicar e o aluno para receber as
informações. Aqui é muito importante a capacidade do professor de desenvolver em
si mesmo a habilidade de conduzir uma aula compassando e conduzindo, usando
todas as linguagens representacionais, pois assim ele poderá atingir uma maior
porcentagem de alunos.
Para que o professor possa compassar ele precisa ter atenção, focar em
cada aluno individualmente para captar seu sistema de representação interna,
prestando atenção no que os alunos estão dizendo, como eles expressão seus
pensamentos, e através de sua linguagem gestos e tom de voz.
Quando um professor usa uma linguagem que o aluno costuma usar, o aluno
acaba por ficar interessado na maneira como o professor explica em relação ao
assunto que está sendo abordado, pois a linguagem se torna mais rica e o diálogo
entre aluno e professor fica mais próximo, pois:

Por este motivo, França (2010) argumenta que é de suma


importância que os docentes universitários traduzam os sistemas de
representação mental de cada um de seus alunos para utilizar estratégias
mentais adequadas. Dias e Passos (2008) concordam com a autora ao
inferirem que essa identificação pode ajudá-los a adquirir sucesso em sala
de aula, facilitando com que tais professores desenvolvam a forma como
se comportam diante das novidades acadêmicas, preocupando-se em
passar o conteúdo de maneira adequada, e ajudando os alunos a
quebrarem qualquer barreira de aprendizado que possa existir. (Lorena.
2015, p.9).

A importância e a valorização da representação interna


Sabemos que na maioria dos casos em sala de aula, se valoriza muito o
aprendizado das coisas externas como, aprender as matérias, tirar notas altas e ter
um comportamento adequado. Mas pouco se é questionado ou valorizado a respeito
de como o aluno percebe o mundo ao seu redor, como ele encara seus
aprendizados e como ele interage com o meio em que está inserido.
Uma das maneiras de valorizar e de estar atento a esse tipo de conhecimento
e saber como o aluno faz sua representação interna, e aqui quero dar foco na
importância de entrar em sintonia com a representação interna do aluno.
Seja uma criança, adolescente ou adulto, todos tem um modelo de
comunicação e percepção do mundo. A maneira como cada um percebe o mundo,
associa, guarda e decodifica informações, tem total influencia na maneira de
comunicar uns com os outros.
A nossa representação interna esta dividida em 3 partes fundamentais que
são elas: a realidade externa, a realidade interna, e o comportamento. A realidade
externa está relacionada com os nossos sentidos; visão, audição, tato, paladar e
olfato, ou seja, tudo o que percebemos através dos sentidos tem influencia sobre
como podemos aprender ou decodificar informações, e são através desses sentidos
que aprendemos e selecionamos as informações que permanecem ou que
descartamos. A realidade interna está relacionada com filtros que ao longo da vida
são alterados de acordo com experiencias e vivencias que vamos adquirindo. Esses
filtros podem ser de caráter de; omissão, generalização e distorção, e são esses
filtros que faz com que um aluno aceite, recuse ou passe despercebido por uma
informação. Esses filtros trabalham juntamente com os valores, crenças, memórias
e decisões já vivenciadas. Já o comportamento que a terceira parte da
representação interna, nada mais e do que, resultado do processo de toda essa
informação, ou seja, e a reação de tudo o que o aluno percebeu e associou.
Partindo desse princípio percebe-se que, se o professor está passando um
conteúdo e o aluno reagiu mal a esse conteúdo, logo se a uma necessidade de
trocar a maneira de explicar pois sua representação interna não está fazendo
conexão suficiente, ou melhor, o professor pode estar usando uma linguagem que
não favorece a aceitação desse conteúdo. Por consequência disso, o aluno não se
sente acolhido pelo professor, pois sente que não tem a mesma linguagem para se
comunicarem.
Então um jeito simples de resolver essa questão seria o professor descobrir
maneiras de combinar as preferencias representacionais, assim obtendo uma aula
mais abrangente para que todos possam se beneficiar. E dessa maneira que:

Estabelecer um ritmo por meio de combinações é como usar os


mesmos programas de computador que a pessoa com quem você está se
comunicando. Talvez você tenha uma formação em finanças e goste de ter
seus documentos em planilhas de excel, mas já seu colega, que tem uma
formação em letras, prefere os documentos em word. Se quiser se
conectar com seu colega rapidamente, pode inicialmente enviar
informações em documentos word. Você precisara entrar no ritmo em que
ele estiver antes que possa leva-lo a aceitar sua preferência pelas planilhas
de excel. (Ready e Burton, 2016 p.g 124).

Como trabalha os valores, crenças e filtros internos


Uma das partes mais importantes do nosso sistema representacional que
devemos entender e que nos ajuda a nos comunicarmos com mais eficácia, são os
nossos, valores, crenças e filtros internos, são esses filtros que diz a um aluno ou
pessoa quais são as informações mais importantes que se deve dar foco. Esses
filtros internos estão interligados com a atenção seletiva, que logo mais à frente vou
explicar sobre.
1. Filtro de Omissão
Quando um aluno ou pessoa está recebendo estímulos ou informações de
mundo exterior, de tudo que ve, escuta ou sente, na verdade a realidade interna
dele está baseada no que ele esta dando foco, pois nosso cérebro não tem
capacidade de processar todas as informações com foco em tudo, então ele
seleciona algumas coisas que acredita ser mais interessante, e muitos de outros
estímulos estarão sendo omitidas pelo cérebro para que não haja um sobrecarga
de informações, então assim o cérebro elimina o que acredita não ser tão
interessante. O ponto positivo desse filtro e que ele ajuda o aluno ou a pessoa
processar toda informação com eficácia, porem um ponto negativo e que muitas
vezes pode deixar passar informações, e esse tipo de filtro nos limita a pensar e
cria o habito de eliminar informações que acredita não ser interessante.
2. Filtro de Distorção
Depois de receber uma informação ou estimulo, o filtro de distorção pode ser
acionado para o cérebro. Um exemplo simples de distorção e quando duas pessoas
chegam juntas em uma festa, se você perguntasse a essas pessoas como estava
a festa cada uma vai usar seus filtros para dar a opinião a respeito da festa, aqui
eles poderiam usar o filtro de distorção e a pessoa A diria que a festa estava ótima
e tinha pessoas lindas, mas a pessoa B diria que a festa estava animada mas tinha
pessoas feias. Ambos usaram filtros distorçam de acordo com suas crenças e
valores que vamos ver logo mais a diante.

3. Filtro de Generalização
O filtro de generalização ocorre quando um aluno ou indivíduo associa uma
lembrança ou experiencia passado e faz dessa experiência uma conclusão
abrangente ou global ignorando possíveis exceções, geralmente costuma usar
palavras como: todo mundo, sempre, nunca. O ponto positivo aqui e que se uma
pessoa aprende como por exemplo: a dirigir um carro, logo ela pode generalizar que
ela pode dirigir qualquer outro carro que seja da mesma categoria de tamanho, ela
sabe que não precisara aprender especificamente sobre aquele carro pois todos
funcionam da mesma forma com alguns exceções e claro, por outra lado o filtro de
generalização pode fazer com que a pessoa evite experienciar novas situações ou
partindo do princípio de que, se ela errou no passado vai errar sempre, então cabe
aqui ao professor mostrar ao aluno que há outros caminhos e maneiras de executar
determinada tarefa ou habilidade.

Atenção seletiva
A atenção seletiva nada mais é do que a mente focada em um determinado
interesse, eliminando e deixando passar inúmeras informações que a princípio não
faz sentido retê-la como importante e, portanto, que:
Esse foco em meio a um ruído constante indica atenção seletiva,
a capacidade neural de mirar em apenas um alvo ao mesmo tempo que
ignora um mar atordoante de estímulos chegando, cada um sendo ele
próprio um foco potencial. Foi o que William James, um dos fundadores da
psicologia moderna, quis dizer quando definiu a atenção como “a repentina
tomada de posse pela mente, de forma clara e vívida, de um dos vários
objetos ou linhas de pensamento que parecem simultaneamente
possíveis”.(Daniel Goleman, 2013. p.g 37).

Valores
Os valores nada mais são do que generalizações todas as nossas crenças
internas daquilo que acreditamos e deixamos de acreditar. Os valores são
construídos pela família, escola, sociedade e cultura em que o aluno ou indivíduo
está inserido. Os valores ao longo da vida vão sendo trocados de acordo com
nossas experiências e vivencias, é muito importante tanto para o professor quanto
aluno respeitar esses valores e saber lidar com eles. Na maioria das vezes esses
valores são manifestados de modo inconsciente e cabe ao professor ter a
percepção de percebe-los e respeitar, pois é através de valores que aceitamos
determinadas coisas ou recusamos, se isso assim, faz ou não, parte do ambiente
em que estamos inseridos.
Crenças
Tudo que vivenciamos e experenciamos, como amigos, família, trabalho,
relacionamento, viagens, acontecimentos entre outras situações comum do dia faz
com que o aluno ou indivíduo gere afirmações gerais ao seu respeito, muitas dessas
afirmações são positivas e outras podem ser negativas. Quando um aluno por
exemplo diz; “sou bom em línguas” esta fazendo uma generalização a seu próprio
respeito, essa é crença que ajuda ele a desenvolver a habilidade de aprender novas
línguas, já um outro aluno que por vez diz; “aprender línguas e muito difícil e não
sou bom nisso”, essa também é uma crença generalizada a seu próprio respeito,
porem não é uma crença que o ajuda a aprender línguas por acreditar não ser
capaz.

O que valores, crenças e filtros tem a ver com sistema representacional?


Como dissemos no início, o sistema representacional é a maneira como
percebemos o mundo ao nosso redor, é ele que dá sentido a todos os milhares de
estímulos que recebemos no dia a dia.
As crenças, valores, filtros e atenção seletiva são ferramentas do cérebro que
decide o que é bom ou ruim para nós, muitas vezes são ferramentas baseada em
experiencias passadas. Saber que elas existem nos traz a possibilidade de melhorar
nossa comunicação para levar um melhor aprendizado em sala de aula.
Tudo o que vemos, ouvimos e sentimos passa por nossas ferramentas de
percepção e seleção do mundo exterior. Essas ferramentas são como peneiras de
tamanho e furos diferentes que nos ajuda a identificar em que devemos obter
atenção. Mas quero deixar claro que, apesar de nos ajudar no dia a dia são
ferramentas limitadas, apesar de trabalhar o tempo todo para nos manter atentos,
elas têm seus pontos fracos também.
Ferramentas para identificar o sistema representacional.
Nos estudos que fizemos acima, dá ao professor dicas de como perceber o
sistema representacional da criança, porem talvez o professor leve um período de
tempo para focar em cada um e fazer a assimilação dessa percepção de mundo,
isso também requer pratica constante de estar atento a cada criança como um ser
único que é.
A baixo, deixo links de ferramentas que o professor pode usar em sala de
aula para fazer usa da ferramenta quando achar necessário, ou melhor usar para
poder ter maiores conhecimentos dos alunos assim levando um aprendizado com
maior facilidade a cada um.
Esses dois primeiros links devem ser aplicados a alunos acima de 14 anos,
pois, por já terem vivenciado experiências conseguem responder com mais
facilidades a esses questionários.
http://universidadedabeleza.oboticario.com.br/lms/repo/scorm/scorm-
6539062111483463159155/sco_0/pdfs/ModBasicoPNL_TesteSistemasRepresent
acionais.pdf

http://www.khalanet.com/pdfs/Apostila_PAD_F2_A1.pdf

O link que segue a baixo por ser perguntas simples deve ser aplicado a
alunos entre 7 e 14 anos, pois por terem já passado pelos anos iniciais podem
responder a simples perguntas. Se caso professor achar necessário, pode se fazer
alterações na pergunta e resposta, para facilitar o questionário, lembrando que a
alteração de cada resposta deve corresponder ao sistema representacional
equivalente, para não haver erro no resultado final. Segue exemplo de uma
mudança para facilitar a interpretação do assunto, também está representado as
substituições equivalentes por cor, assim já fazendo uso para aqueles que são
visuais.
Exemplo de alteração do questionário.
Pergunta original.
Eu gostaria mais de fazer este exercício:
( ) a. Por escrito. (equivale ao sistema representacional visual)
( ) b. Oralmente.( equivale ao sistema representacional auditivo)
( ) c. Realizando tarefas.( equivale ao sistema representacional sinestésico)

Pergunta alterada.
Eu gostaria de fazer mais atividades:
( ) a. Que eu pudesse olhar, escrever, desenhar. (equivale ao sistema
representacional visual)
( ) b .Que eu pudesse conversar, cantar, ouvir (equivale ao sistema representacional
auditivo)
( ) c. Que eu pudesse, correr, dançar, pular abraçar. (equivale ao sistema
representacional sinestésico)
E por ultimo aqui segue uma atividade que o professor pode aplicar em sala
de aula com criança de 3 a 6 anos para fazer uma avaliação e valorização dos
sentidos, assim aproveitando para ver com qual sistema representacional a
criança mais se identifica. Ao final professor pode fazer algumas perguntas como:
Qual atividade você mais gostou?
O que você achou mais interessante?
Qual você teve mais dificuldade?
Se você pudesse escolher como um poder magico um único sentido para viver,
qual seria?
Se um dos poderes do seu inimigo fosse um sentido, qual desses sentidos seria
sua fraqueza?
Essas perguntas junto com a atividade do link que segue abaixo, fazem com
que o aluno de 3 a 5 anos se conecte com seu sentido preferido, assim
possibilitando o professor saber qual é seu canal de entrada de informação.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=25770
Conclusão
Em conformidade com tudo que que foi pesquisado a respeito do sistema
representacional, podemos perceber a importância de identificar esse canal de
entrada de informação do aluno e também ajuda-lo a desenvolver os demais canais
partindo do canal principal que ele já possui mais facilidade para aprender.
Percebemos que a partir dessa identificação do sistema representacional o
professor pode melhorar o diálogo, comunicação e conexão com esse aluno, assim
obtendo um melhor desempenho em sala de aula e até mesmo no dia a dia, e em
destaque ao professor que percebe que essas falhas de comunicações pode estar
entre Aluno X Professor ou Professor X Aluno trás a possibilidade de usar essas
ferramentas para melhorar a qualidade e clareza dessas informações, e depois de
melhorar a forma como se leva e recebe informação, o professor pode assim trazer
um aprendizado com maior consistência, duração, e rapidez, assim trazendo uma
melhor harmonia no diálogo entre professor aluno. E nesse aspecto as mensagens
serão mais claras para parte neural, pois quanto mais o professor puder combinar
as diversas formas representacionais, ele poderá assim melhorar o entendimento
do sobre o aluno e para o aluno, assim facilitando a aprendizado do mesmo.
Verificou se também sobre a importância de saber como filtros, crenças,
valores e atenção seletiva, afetam o nosso sistema representacional, pois eles são
ferramentas do cérebro que são programadas e reprogramadas ao longa da vida
por experiências, e essas ferramentas são como programas mentais que decidem
para o cérebro o que ele acha mais importante, e não consumir energia com aquilo
que o cérebro muitas vezes acredita não ser importante. Pode ser notar que essas
ferramentas trabalham baseando-se em experiências passadas, e por se apoiar
nessas experiências muitas vezes, usa os filtros, valores, crenças e atenção de
seletiva de modo errôneo. Mas que elas trabalham em função de nos ajudar a
aprender, e a poupar energia.
Partindo do princípio que aprender é absorver novas experiências e que as
experiências, esta relacionada com banco de dados de informação dos nossas
sentidos, em outras palavras, que nossos aprendizados nada mais é que
informações sobre o que você ouve, escuta, cheira, toca, sente, e vê, nota-se a
importância de entender como nosso sistema representacional absorve esses
padrões de informações, assim diminuído e poupando energia e esforço para
absorver informações, possibilitando que processo de aprendizagem se torne mais
fácil e leve.
Por fim podemos ver que qualquer indivíduo pode aprender, com maior
facilidade desenvolvendo esses canais de entrada de informação, melhorando a
nossa maneira de levar, receber ou perceber o mundo a nossa volta. Sabemos que
cada um tem sua preferência representacional, mas que podemos também
desenvolver as demais fazendo uso constante delas. Assim fazendo com que o
processo de aprendizagem possa ser mais agradável, e obtendo uma qualidade de
comunicação ambos tanto professor quanto alunos possam ser compreendidos da
mais facilmente.
Bibliografia:

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f

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