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Aula 03

Direito Civil p/ ICMS/RJ - 2016 (Com videoaulas)


Professores: Aline Santiago, Jacson Panichi
Direito Civil para ICMS/RJ 2015/2016.
Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi.
Aula - 03

AULA 03: Das diferentes classes de bens.

Olá aluno (a)!

Como você está? Muito estudo? Lembre-se de que o sacrifício é


momentâneo, os frutos serão duradouros!
Nesta aula vamos conversar sobre os bens, seu conceito e sua grande
classificação. Não será uma aula muito extensa, mas ela pode se tornar
complexa, uma vez que envolve uma vasta terminologia, justamente no
que diz respeito à classificação desses bens.

;)

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Sumário
- Das Diferentes Classes de Bens. ........................................................................................................... 5
1. Dos bens considerados em si mesmos (arts. 79 a 91). ....................................................................... 5
1.2 Bens Fungíveis e Bens Infungíveis ..................................................................................................... 9
1.3 Bens Consumíveis e Inconsumíveis ................................................................................................. 11
1.4 Bens Divisíveis e Indivisíveis............................................................................................................ 12
1.5 Bens Singulares e Coletivos............................................................................................................. 13
2. Dos bens reciprocamente considerados (arts. 92 a 97).................................................................... 15
3. Dos bens públicos. Classificação dos bens quanto ao titular do seu domínio (arts. 98 a 103). ....... 20
3.1. Bens de uso comum do povo (também denominados bens de domínio público). ....................... 22
3.2. Bens de uso especial. ..................................................................................................................... 23
3.3. Bens dominicais. ............................................................................................................................ 24
- Características dos bens públicos. .................................................................................................. 25
QUESTÕES FCC E SEUS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS .......................................................................... 28
LISTA DAS QUESTÕES E GABARITO ....................................................................................................... 62

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Dos Bens

As nossas primeiras aulas versaram sobre as pessoas, as pessoas


naturais e as pessoas jurídicas – que são os sujeitos de direito. Pois
bem, a partir de agora vamos estudar o objeto do direito. Pois, todo
direito pressupõe a existência de um objeto, que vem a ser justamente
aquilo que pode se submeter ao poder dos sujeitos de direito e, desta
forma, instrumentalizar a realização de suas pretensões jurídicas.

Em sentido amplo, o objeto de direito pode recair sobre coisas, ações


humanas, atributos da personalidade e até mesmo determinados direitos,
como, por exemplo, o poder familiar ou a tutela.
Em sentido estrito, o objeto de direito recai sobre os bens – que são o
objeto dos direitos reais e também determinadas ações humanas
denominadas prestações.

“Mas o que é um bem?”

De acordo com Carlos Roberto Gonçalves1 - “Bens são coisas


materiais, concretas, úteis aos homens e de expressão econômica,
suscetíveis de apropriação, bem como as de existência imaterial
economicamente apreciáveis”.
Maria Helena Diniz2, sobre o conceito de bens, diz - “Como bens só
se consideram as coisas existentes que proporcionam ao homem uma
utilidade, sendo suscetíveis de apropriação, constituindo, então seu
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patrimônio. Compreendem não só os bens corpóreos, mas também


os incorpóreos, como as criações intelectuais”.
Para Silvio de Salvo Venosa3, sobre o mesmo assunto – “Entende-se
por bens tudo o que pode proporcionar utilidade aos homens. (...) Bem,
numa concepção ampla, é tudo que corresponde a nossos desejos, nosso
afeto em uma visão não jurídica. No campo jurídico, bem deve ser
considerado aquilo que tem valor, abstraindo-se daí a noção pecuniária
do termo”.

1
Direito Civil Esquematizado, ed. Saraiva, 2ª ed.
2
Curso de Direito Civil Brasileiro, ed. Saraiva, 28ª ed.
3
Direito Civil I, Parte Geral, ed. Atlas, 11 ed.

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E, ainda, Washington de Barros Monteiro4 assim lecionava –


“Juridicamente falando, bens são valores materiais ou imateriais que
podem ser objeto de uma relação de direito”.

Independente da problemática doutrinária que envolve os conceitos


de bens e coisas, podemos concluir que bens ¹são coisas concretas como
um carro, uma casa, uma joia, que possuem valor econômico e que podem
ser apropriados ao patrimônio da pessoa – tanto natural quanto jurídica,
²mas, também, podem ser coisas imateriais, coisas que não são
concretas, mas que tenham uma valoração econômica, a exemplo da
propriedade intelectual.

Então atenção! Integram o patrimônio das pessoas (física ou jurídica)


tanto os bens corpóreos – os que têm existência física (material) e podem
ser tocados ou sentidos pelo homem, a exemplo dos bens imóveis por
natureza - como os bens incorpóreos – que são aqueles que têm
existência abstrata ou ideal, são, portanto, entendidos como abstrações do
direito, possuem existência jurídica mas não física, a exemplo das
propriedades literária, científica ou artística.

O patrimônio vem a ser a projeção econômica, é tudo aquilo


avaliável pecuniariamente (ou seja, que tem avaliação em dinheiro).
Lembre-se de que quando vimos os direitos da personalidade, na aula
01, falamos que uma das características destes direitos era justamente o
fato de serem extrapatrimoniais, porque não eram passíveis de avaliação
pecuniária (o que somente ocorria com a sua projeção econômica). Neste
sentido é que surge a definição que o patrimônio é a projeção econômica
da personalidade.
Cabe ressaltar que existem determinadas coisas que, podendo
integrar o patrimônio de alguém, não estão ligadas a ninguém, como, por
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exemplo, é o caso das coisas de ninguém (res nullius) – que são coisas
sem dono, que nunca pertenceram a ninguém, como os peixes no mar - e
também das coisas abandonadas (res derelictae) – que são coisas que
foram jogadas fora.
Além disso, outras coisas não estarão no patrimônio de ninguém
especificamente porque pertencem a todos (a coletividade), como é o
caso das coisas de uso comum do povo – a exemplo da praia, das praças
e dos parques públicos.

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Curso de Direito Civil 1, ed. Saraiva, 43 ed.

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- Das Diferentes Classes de Bens.

O Código Civil de 2002 em seu livro II, denominado Dos bens,


apresenta um Título Único – Das Diferentes Classes de Bens, entretanto
o subdivide em três capítulos:
1. Dos bens considerados em si mesmos;
2. Dos bens reciprocamente considerados;
3. Dos bens públicos.

A partir deste momento vamos estudar cada uma destas


classificações. Cabe antes fazermos uma observação: cada classificação
baseia-se numa característica peculiar do bem, entretanto este bem
pode enquadrar-se em várias categorias, dependendo das
características que serão intrínsecas a ele.
Não se preocupe! Você logo entenderá o que isto quer dizer. 

1. Dos bens considerados em si mesmos (arts. 79 a 91).

Esta talvez seja a mais importante classificação (é também a mais


extensa). É a classificação mais importante porque diz respeito à natureza
dos bens. Neste sentido os bens podem ser: imóveis ou móveis; fungíveis
ou infungíveis; consumíveis ou inconsumíveis; divisíveis ou indivisíveis; e
singulares ou coletivos.

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Bens considerados em si mesmos

Consumíveis
Móveis ou Fungíveis ou Divisíveis ou Singulares ou
ou
Imóveis Infungíveis Indivisíveis Coletivos
Inconsumíveis

1.1 Bens Imóveis e Bens Móveis.


Baseia-se na efetiva natureza do bem.

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Bens imóveis
Assim está no art. 79 do CC:
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.

Deste modo, os bens imóveis – também conhecidos como bens de


raiz, são os que, absolutamente, não podemos transportar ou remover,
sem alteração de sua substância.
De acordo com o artigo visto acima, são considerados bens imóveis
o solo e tudo o que lhe for acrescentado, de forma natural ou artificial.
Assim, os bens imóveis podem ser classificados, subdivididos em:

- imóveis por natureza: é imóvel por natureza o solo, incluídos a sua


superfície o seu subsolo e o seu espaço aéreo.

- imóveis por acessão5 natural: aqui estão incluídas as árvores com seus
frutos, desde que ainda pendentes (enquanto não se destacarem da
árvore); as águas, as pedras, as fontes (naturais). Enfim, tudo que for
ligado ao solo de forma natural entra nesta classificação.

- imóveis por acessão artificial ou industrial: incluem-se nesta


categoria tudo que o homem incorporar permanentemente ao solo. Por
isso chama-se artificial, porque não veio da natureza e sim do homem.
Como exemplos, temos as plantações e as construções. Enquanto são, por
exemplo, sementes ou, então, materiais de construção, são bens móveis,
mas uma vez incorporado ao solo se tornam bens imóveis por acessão
industrial ou artificial – visto que (como falamos) sua incorporação não veio
naturalmente. 37903993372

Diante do que falamos acima, observe, no entanto, o que dispõe o


art. 81 do CC:
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade,
forem removidas para outro local;
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se
reempregarem.

5
Entende-se por acessão aquilo que se incorpora, que se junta, podendo ocorrer de forma
natural ou artificial.

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O que é considerado para saber se um bem é móvel ou imóvel é sua


finalidade, o destino final. Por exemplo, quando uma casa vai ser demolida
e dela são retiradas as portas e as janelas, quando isso acontece as portas
e as janelas readquirem sua qualidade de bem móvel, quando forem
reutilizados, em outra casa, serão novamente bens imóveis. Explicando
especificamente o art. 81, se a separação for provisória, segundo o
inciso II do art. 81, os materiais nem chegam a perder a qualidade de
imóveis desde que a finalidade seja o reemprego no mesmo prédio. O
inciso I se refere, por exemplo, àquelas situações mais comuns em outros
países, onde uma casa (normalmente de madeira) é transportada com toda
a sua estrutura (conservando a sua unidade).

“Não entendi bem por que desta importância dada à classificação


dos bens em móveis ou imóveis?”

É muito importante que os bens sejam classificados em móveis e


imóveis porquê de acordo com esta classificação decorrerão seus efeitos.
Vamos explicar melhor. Os bens móveis são adquiridos, em regra,
por tradição (ou seja, pela simples entrega da coisa), já os bens
imóveis de valor superior ao legal precisam de escritura pública e
registro no Cartório de Registros de Imóveis.

- imóveis por determinação legal:

Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:


I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta. 37903993372

No art. 80 temos a atribuição da característica de bem imóvel a


um bem que por sua natureza não o é.
Os direitos são coisas imateriais e, por este motivo, não entram
diretamente na classificação de bens móveis ou imóveis. Entretanto, tendo
em vista a segurança das relações jurídicas, os direitos reais sobre
imóveis são tratados como se fossem imóveis.
E, dada à natureza de bem imóvel de que se revestem os direitos
hereditários, a cessão desses direitos, quando já aberta a sucessão, deve
ser feita por instrumento público. OBS: A herança mesmo que composta
de bens móveis será considerada bem imóvel.

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Bens Móveis
Assim está no art. 82 do CC:
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de
remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação
econômico-social.

São, portanto, coisas corpóreas que podem se movimentar (por força


própria ou alheia) sem que esta capacidade de movimentação prejudique
ou altere a sua essência ou o seu valor comercial.
Podem ser classificados em:

- móveis por natureza: é o mesmo conceito de bem móvel utilizado


acima, de acordo com o art. 82. São aqueles bens que podem ser
transportados de um lugar para outro, por força própria ou de terceiro, sem
prejudicar sua substância e sem alterar sua destinação econômico-social.
Podem ser: semoventes – são os que se movimentam por sua própria força,
como os animais; e móveis propriamente ditos – são os que precisam da
força alheia para se locomover, como moedas, mercadorias, produtos
agrícolas.

- móveis por determinação legal:


Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
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Vamos lá!

Quanto ao inciso I, as energias são: o gás – que pode ser


transportado por tubulação ou em botijão, e também a energia elétrica,
que embora não tenha a mesma corporalidade do gás, é bem móvel. Neste
sentido, Caio Mário da Silva Pereira6 afirmava:
“No direito moderno qualquer energia natural, elétrica inclusive, que
tenha valor econômico, considera-se bem móvel”. (grifos nossos)

6
Caio Mário da Silva Pereira, Instituições de Direito Civil, Volume I, Ed. Forense, 25ª ed.

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Quanto aos direitos tratados no inciso II, eles compreendem tanto o


gozo quanto a fruição sobre objetos móveis e também as ações a eles
correspondentes.
Quanto ao inciso III, que trata dos direitos obrigacionais pessoais de
caráter patrimonial e suas respectivas ações, este inclui, dentre outros, a
propriedade intelectual e as cotas de capital de uma empresa.

- móveis por antecipação: são aqueles bens que foram incorporados ao


solo, mas com a intenção de oportunamente separá-los, transformando-os,
assim, em bens móveis (isto em função da finalidade econômica). Por
exemplo, são móveis por antecipação árvores abatidas para serem
convertidas em lenha, ou as casas vendidas para serem demolidas.
“Da mesma forma que as árvores, também os frutos, pedras e metais
enquanto aderentes ao imóvel são imóveis; separados para fins humanos
tornam-se móveis. São os chamados bens móveis por antecipação”. 7
Vamos agora tecer algumas considerações sobre o art. 84:

Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem


empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade
os provenientes da demolição de algum prédio.

Este artigo endossa o que já foi visto anteriormente. O que se


considera neste tipo de classificação é a finalidade da separação e a
destinação dos materiais (o seu emprego).

Cuidado! Os materiais vindos da demolição de um prédio readquirem


a qualidade de bens móveis, entretanto, quando a separação for
provisória (como já explicamos), estes não perderão sua característica de
bem imóvel quando a intenção for reutilizá-los na reconstrução do
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prédio. O que vale é a intenção do dono da coisa (isto deverá estar bem
explicado na questão da prova).

1.2 Bens Fungíveis e Bens Infungíveis

Bens Fungíveis (Substituíveis)


O CC em seu art. 85 nos fala o que são os bens fungíveis:

7
Washington de Barros Monteiro, Curso de Direito Civil I, 43 ed., pág. 196.

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Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.

Como principal exemplo de coisa fungível, nós temos o dinheiro –


que é o bem fungível por excelência. Qualquer nota de R$ 10,00 pode ser
substituída por outra de R$ 10,00. Ambas apresentam as mesmas
características, são da mesma espécie, qualidade e quantidade. Outro
exemplo é o atribuído aos gêneros alimentícios em geral.
Ser fungível é atributo exclusivo dos bens móveis. O mútuo (espécie
de empréstimo) é um exemplo do emprego de um bem fungível. A
compensação (forma de pagamento especial de pagamento) também
deverá englobar coisa fungível.

Art. 586. O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a


restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade
e quantidade.

DICA PARA MEMORIZAR que fungível é o mesmo que substituível, sendo


característica apenas dos bens móveis:
FUnGI e SUBi no autoMÓVEL. 

Bens Infungíveis
A contrário sensu dos bens fungíveis, temos que os bens infungíveis
são aqueles que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie,
qualidade e quantidade. Ou seja, são aqueles que são únicos, são
personalizados. Como exemplo, temos um determinado quadro ou uma
escultura de alguém famoso.
Atenção: para saber se um bem possui a característica da fungibilidade,
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devemos comparar com outro que seja equivalente. Pois a fungibilidade


deriva da própria natureza do bem. No entanto, pode acontecer de um bem,
que por sua natureza seja fungível, tornar-se infungível por vontade
das partes. Pode ser o exemplo de uma moeda que é um bem fungível,
mas que para um colecionador pode tornar-se infungível. Outro exemplo,
uma cesta de frutas é coisa fungível, mas, emprestada ad pompam vel
ostentationem, ou seja, para ornamentação, transformar-se-á em
coisa infungível.8

8
Washington de Barros Monteiro, Curso de Direito Civil I, 43 ed., pág. 199.

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1.3 Bens Consumíveis e Inconsumíveis

Bens Consumíveis
Seu conceito está no art. 86 do CC:

Art. 86. São consumíveis ¹os bens móveis cujo uso importa destruição
imediata da própria substância, ²sendo também considerados tais os destinados
à alienação.

Deste conceito podemos perceber que existem duas espécies de bens


consumíveis:
Os consumíveis de fato – que são aqueles que no seu primeiro uso
já serão consumidos, ou seja, há a destruição imediata da própria
substância, como um picolé , por exemplo;
Os consumíveis de direito – que decorrem de uma classificação
jurídica. São aqueles bens destinados à venda (alienação), como os
remédios de uma farmácia, um livro posto em uma loja, enfim os bens
enquanto destinados à alienação.

Atenção! Consuntibilidade é característica de algo que é consumível.

Bens Inconsumíveis
São aqueles bens que podem ser usados de forma continuada e
mesmo assim não perderão sua substância, nem serão destruídos. Claro
que, se analisarmos rigorosamente, toda coisa um dia irá se consumir,
acabar-se, mas, aqui, o que levamos em consideração é se esta destruição
se dá no primeiro uso ou não.
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Atenção! Um bem pode ser consumível por sua própria natureza ou, então,
por vontade das pessoas. Vamos a um exemplo: uma roupa, se você
considerá-la na sua essência, concluirá que se trata de um bem
inconsumível, tendo em vista que, em regra, irá demorar a se acabar.
Porém, quando esta roupa está em uma loja para ser vendida será
considerada um bem consumível, o mesmo ocorre com um livro enquanto
na livraria, exposto para venda (como visto anteriormente, são os
chamados consumíveis de direito). Tudo dependerá da destinação
econômico-jurídica que será dada ao bem.

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1.4 Bens Divisíveis e Indivisíveis

Bens Divisíveis
Seu conceito jurídico está no art. 87 do CC:
Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua
substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se
destinam.

Portanto, bens divisíveis são aqueles que podem ser partidos, ou


repartidos, sem que com isso se perca sua substância, além disso, importa
que esta divisão também não implique a sua desvalorização econômica. Por
exemplo, se pegarmos um saco de arroz de 20 kg e dividirmos em 4 sacos
de 5kg cada, cada fração conservará as mesmas qualidades do produto,
ou seja, ainda será arroz, podendo ter a mesma utilização do todo, uma
vez que não houve nenhuma alteração de sua substância. (1X20KG =
4X5KG ). A divisibilidade jurídica não se confunde com a divisibilidade
física, para aquela o entendimento que precisamos ter é o de que 1kg de
arroz dentro do saco de 20 kg equivale a 1kg de arroz dentro do saco de
5kg, não há nem desvalorização econômica nem prejuízo do uso.

Bens Indivisíveis
Indivisíveis são os bens que se opõe a definição de bens divisíveis,
além disso, o art. 88 do código civil dispõe o seguinte:
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis ¹por
determinação da lei ou ²por vontade das partes.

Portanto, de acordo com o artigo, os bens podem ser indivisíveis por:


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Sua própria natureza (indivisibilidade física ou material) - são


aqueles bens que não podem ser partidos sem alteração na sua substância
ou no seu valor, como por exemplo, um quadro de Picasso.

Por determinação legal (indivisibilidade jurídica), quando a lei de


forma expressa proíbe que determinado bem seja dividido. Como exemplo,
veja o CC art. 1.791, parágrafo único:
“Até a partilha, o direito dos coerdeiros, quanto à propriedade e posse da
herança, será indivisível, e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio”.

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Por vontade das partes (indivisibilidade convencional), quando as


partes fazem um acordo para tornar alguma coisa indivisível. Cuide, no
entanto que, de acordo com o art. 1.320, § 2º:
“Não poderá exceder de cinco anos a indivisão estabelecida pelo doador ou pelo
testador”.

Se a indivisão for promovida, então, pelo doador ou pelo testador,


não poderá exceder de cinco anos.

1.5 Bens Singulares e Coletivos

Bens Singulares
Assim está no art. 89 do CC:
Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.

Para esta classificação os bens são analisados em sua


individualidade, como exemplo, serão bens singulares: um boi, um lápis,
um carro, uma casa.
Os bens singulares podem ser: simples – quando suas partes são
unidas pela própria natureza, como o exemplo o boi; ou podem ser
compostos – quando suas partes são unidas pelo esforço do homem, como
um carro, uma casa.

Quando junta-se coisas simples para formar uma coisa composta, e estas
coisas simples mantem a sua identidade elas se denominam partes
integrantes. Quando as coisas simples perdem sua identidade ao se
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juntarem para fazer a coisa composta elas se denominam partes


componentes.

Como exemplo de partes integrantes, nós temos as peças usadas


para fabricar um automóvel, pois uma vez separadas mantém seu “valor”
e identidade. Como exemplo de partes componentes, nós temos a
farinha quando colocada em um bolo, uma vez utilizada não se pode
separar, é componente.

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Bens Coletivos
As coisas coletivas ou universais são as formadas por várias coisas
singulares, que consideradas conjuntamente, formam um todo único que
passa a ter uma identidade própria, distinta das partes que a
compõe. Como exemplo clássico, temos uma floresta ou um rebanho.

Os bens coletivos abrangem as universalidades:

-Universalidades de Fato

Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,


pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.

Como exemplo, temos uma galeria de obras de arte, onde,


dependendo da vontade de seu dono, pode ser vendida a totalidade da
universalidade, ou ainda, de acordo com o § único do art. 90, cada bem
pode ser considerado individualmente e vendido separadamente.
Art. 90. § único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de
relações jurídicas próprias.

-Universalidades de Direito

Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas,


de uma pessoa, dotadas de valor econômico.

Como principal exemplo nós temos o patrimônio.

A diferença básica entre uma universalidade de fato e uma


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universalidade de direito é que a universalidade de fato assim o é por uma


vontade particular de seu proprietário, enquanto que uma universalidade
de direito advém da lei, ou seja, “da pluralidade de bens corpóreos e
incorpóreos a que a lei, para certos efeitos, atribui o caráter de
unidade, como, por exemplo: na herança, no patrimônio, na massa
falida9”.

9
Silvio Rodrigues. Direito Civil.

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2. Dos bens reciprocamente considerados (arts. 92 a 97).

Depois de estudarmos os bens quanto a sua própria natureza (com


relação a eles mesmos), vamos passar ao estudo dos bens em sua relação
entre uns e outros. Neste item veremos os bens principais e os bens
acessórios, além dos conceitos de frutos, de produtos, de benfeitorias e
pertenças.

Bens reciprocamente considerados

Principais Acessórios

Logo no art. 92 temos a definição do que é um bem principal e do


que é um bem acessório.

Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente;
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal.

Assim, principal é o bem que possui existência própria, que existe por
si, independentemente de outros. Já o bem acessório dependerá da
existência do principal.
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Como consequência imediata desta distinção que acabamos de fazer,


temos que o bem acessório segue o destino do principal – esta é a
regra. (Para que isso não aconteça será necessário que seja assim
acordado ou, então, que esteja previsto em algum dispositivo legal).

Da regra que conhecemos acima, decorrem as seguintes consequências:


 A natureza do acessório é a mesma natureza do
principal, princípio da gravitação jurídica, onde, um bem
atrai o outro para sua órbita estabelecendo o mesmo regime
jurídico (bonito isso, né? ). Assim, se o solo é imóvel a casa
que está ligada a ele também o é.

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 O acessório acompanhará o principal em seu destino,


deste modo, se num contrato de locação (principal), existir um
contrato acessório, como é a fiança, uma vez acabado o
contrato de locação, se extinguirá também o de fiança, que é
acessório. Cuidado que, no entanto, a recíproca não é
verdadeira, se o contrato acessório se extinguir não atingirá
necessariamente o contrato principal.
 O proprietário do principal é o proprietário do acessório,
se uma pessoa possuir uma bananeira (principal) as bananas
(acessórios) que esta árvore vier a dar serão também suas.

Com relação às classes de bens acessórios, assim dispõem os arts.


95 e 96:
Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias.

Vamos ao estudo destas três figuras, os frutos, os produtos e as


benfeitorias!

- Os Frutos:

São as utilidades que uma coisa periodicamente produz sem, com


isso, sofrer alteração em sua substância. Como exemplos, o leite das vacas
e as frutas que uma árvore dá. Para se reconhecer um fruto devemos
observar três elementos: periodicidade; inalterabilidade da
substância da coisa principal e a separabilidade desta.
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Quanto à sua origem os frutos podem ser naturais – quando se


desenvolvem e se renovam periodicamente pela própria força orgânica da
própria coisa; industriais – são aqueles que têm a sua origem vinculada
a alguma ação humana sobre a natureza; civis – quando se tratar de
rendimentos oriundos da utilização de coisa frutífera por outrem que não o
proprietário. Como exemplos de frutos naturais, citamos: os ovos e as
crias dos animais. Dos frutos industriais temos a produção de uma
fábrica. Como exemplo de frutos civis, temos o aluguel.

Quanto ao seu estado os frutos podem ser pendentes – enquanto


ainda estão ligados a coisa que os produziu; percebidos ou colhidos –

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quando já separados da coisa que os produziu; estantes – os que foram


separados e estão armazenados ou acondicionados para a venda;
percipiendos – os que deveriam ter sido percebidos ou colhidos mas não
foram; e consumidos – os que não mais existem porque foram
consumidos.

Esta classificação dos frutos é importante no que diz respeito aos efeitos
com relação à posse das coisas. De acordo com o art. 1.214 do CC, o
possuidor de boa-fé tem direito aos frutos percebidos, enquanto a
posse durar, mas não tem direito nem aos pendentes nem aos colhidos por
antecipação.

Art. 1.214. O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos
percebidos.
Parágrafo único. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser
restituídos, depois de deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser
também restituídos os frutos colhidos com antecipação.

Já o possuidor de má-fé não tem direito aos frutos, devendo restituir


os colhidos e percebidos:

Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e


percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o
momento em que se constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção e
custeio.

- Os Produtos:
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O conceito de produto parte da ideia de algo que pode ser retirado


do principal diminuindo-lhe a quantidade, porque não se reproduzem
periodicamente. Como os metais, por exemplo.
Atenção: os produtos quando são utilidades que provém de uma riqueza,
postos em utilidade econômica, seguem a mesma natureza dos frutos.
Assim, os produtos devem ser tratados, no que diz respeito aos possuidores
de boa-fé pelo mesmo art. 1.214 do CC.

- As Benfeitorias:
Também são consideradas bens acessórios. São aqueles
melhoramentos acrescidos à coisa com a ¹finalidade de evitar que se

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deteriore, ou ²para aumentar seu valor ou com a finalidade de ³torná-


la mais vistosa ou agradável. Deste modo, as benfeitorias são obras ou
despesas que se faz em bem, móvel ou imóvel, para ¹conservá-lo,
²melhorá-lo ou ³embelezá-lo.
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias.

Portanto, existem três tipos de benfeitorias:

1. Benfeitorias Necessárias – são aquelas destinadas a


conservação do bem, para evitar que este se deteriore. Estão prevista
no § 3º do art. 96:
Art. 96. § 3º. São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que
se deteriore.

Como exemplos, nós temos o reforço de fundações de um prédio;


uma cerca de arame farpado para defesa da terra cultivada.

2. Benfeitorias Úteis – são as que aumentam ou facilitam o uso


da coisa. Está prevista no § 2º do art. 96:
Art. 96. § 2º. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem.

O que não for benfeitoria necessária e que aumente o valor do bem


será considerado benfeitoria útil. Como exemplos podemos citar a
construção de uma garagem ou de mais um banheiro em uma casa ou,
então, a modernização de encanamentos.

3. Benfeitorias Voluptuárias – são aquelas feitas para o prazer,


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não aumentam o uso habitual da coisa, ainda que a tornem mais


agradável e seu valor seja elevado. Estão normatizadas no § 1º do art.
96:
Art. 96. § 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam
o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado
valor.

Como exemplos, podemos citar: a pintura da casa; a construção de


uma quadra de tênis, ou de uma piscina, ou de um mirante.

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Atenção para não misturar os conceitos de benfeitorias, acessões


industriais e acessões naturais.
As benfeitorias são obras ou despesas feitas em bem já existente.
As acessões industriais são obras que criam coisas novas.
As acessões naturais são acréscimos decorrentes de fatos naturais
e fortuitos. São, portanto, obras exclusivas da natureza, quem lucra é o
dono da coisa. Assim dispõe o art. 97.
Art. 97 Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos
sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou
detentor.

Pertenças
Agora vamos falar sobre as pertenças. Pertenças são coisas
auxiliares das outras. Diferentemente do que ocorre na regra do
acessório, as pertenças não estão abrangidas nos negócios jurídicos
pertinentes ao bem principal.
“Não se confundem necessariamente, com as coisas acessórias, visto que
a definição de “pertença” não pressupõe que sua existência esteja
subordinada à do principal.”10

Estão normatizadas no art. 93:


Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se
destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.

Pertença é, portanto, um bem que é acrescido a outro, que é o


principal, sem, no entanto, ser parte integrante deste.
São pertenças, todos os bens móveis ajudantes, que o dono, por sua
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vontade e querer, colocar na exploração industrial ou econômica de


um imóvel, no seu embelezamento ou na sua comodidade. São coisas
auxiliares das outras. São coisas móveis que são postas de modo estável a
serviço de outras coisas móveis ou, então, imóveis. Como exemplos,
podemos citar: a moldura de um quadro que é usado na sala de uma
residência; os tratores que são usados para melhorar a exploração de
propriedade rural.

10
Nelson Nery Junior, Código Civil Comentado, 8ª ed., pág. 296.

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Atenção! As pertenças não se confundem com as coisas acessórias,


visto que a definição de pertença não pressupõe que sua existência
esteja subordinada à do principal.

O art. 94 traz a distinção entre parte integrante11 e pertenças.

Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem
as pertenças, salvo se o contrário resultar da ¹lei, da ²manifestação de
vontade, ou das ³circunstâncias do caso.

Assim, as pertenças não obedecem à regra de que o acessório segue


o principal, porque são coisas que não formam partes integrantes e
também não são fundamentais para a utilização do bem principal.

Parte integrante é o acessório que, unido ao principal, forma com ele um


todo, sendo desprovida de existência material própria, embora mantenha
sua identidade. Exemplo de parte integrante já citado em provas12 foi o dos
dutos e estações de compressão de um gasoduto.

3. Dos bens públicos. Classificação dos bens quanto ao titular do seu


domínio (arts. 98 a 103).

Os bens quanto a sua titularidade ou em relação aos sujeitos a


que pertencem (em relação às pessoas) classificam-se em ¹bens
públicos e ²bens privados.
O art. 98 traz a conceituação dos bens públicos e dos bens
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particulares.

11
Parte integrante são os frutos, os produtos e as benfeitorias.
12
Pela banca ESAF.

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Bens quanto ao titular de seu domínio

Públicos Particulares

Art. 98. São ¹públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas


jurídicas de direito público interno; todos os outros são ²particulares, seja qual
for a pessoa a que pertencerem.

Deste modo, são bens públicos os de domínio nacional pertencentes


à União, aos Estados, aos Territórios ou aos Municípios e às outras pessoas
jurídicas de direito público interno. Todos os outros, os que tiverem, por
exemplo, como titular de seu domínio pessoa natural ou pessoa jurídica
de direito privado, serão bens particulares.

O art. 99 traz a classificação dos bens públicos, ela se baseia no


modo como esses bens são utilizados:

Art. 99. São bens públicos:


I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal,
inclusive os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito
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público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

Portanto, os bens públicos de acordo com sua destinação foram


classificados em três categorias: ¹bens de uso comum do povo, ²bens de
uso especial, ³bens dominicais.

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3.1. Bens de uso comum do povo (também denominados bens de


domínio público).

Art. 99. São bens públicos:


I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
...

A primeira observação que devemos fazer é de que os bens de uso


comum do povo citados no art. 99, I, são meramente exemplificativos,
porque neles não se exaurem, ou seja, há outros além dos citados.
São os bens públicos que podem ser utilizados, sem restrições, de
forma gratuita ou onerosa, por todos, sem necessidade de qualquer
permissão especial, ou seja, se destinam ao uso de todos.
Explicando melhor: Todos têm acesso a estes bens, podendo o acesso
ocorrer gratuitamente ou não. Como exemplo temos as ruas, as estradas,
as praças, os jardins públicos, o mar. “Via de regra, sua utilização é
permitida ao povo, sem restrições e sem ônus”13, ou seja, o acesso é
permitido a toda coletividade, no entanto, nada impede que a utilização
deste bem possa ser cobrada, desde que regulamentada.
Assim, bens de uso comum do povo, são bens que, embora mantidos
sob gestão da administração pública - uma pessoa jurídica de direito
público interno, podem ser utilizados, sem restrição, gratuita ou
onerosamente, por todos, sem necessidade de qualquer permissão
especial. Pertencem à coletividade (res communes omnium), também
podem ser denominados bens de domínio público e se destinam ao uso de
todos.
Mesmo se regulamentos administrativos condicionarem ou
restringirem o seu uso a certos requisitos ou mesmo se instituírem
pagamento de contribuição (uso retribuído), não perdem a natureza de
bens de uso comum do povo, como exemplo disto temos: o pedágio, nas
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estradas; a venda de ingressos, em museus públicos; a taxa de embarque,


em aeroportos, a taxa de ancoragem, em portos.

Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído,
conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração
pertencerem.

13
Caio Mário da Silva Pereira, Instituições de Direito Civil, Volume I, Ed. Forense, 25ª ed.,
pág. 368.

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Veja que o uso do bem até pode ser franqueado (o usuário é o povo),
mas o domínio sobre o bem continua sendo da pessoa jurídica de direito
público.

Sobre os bens de uso comum do povo citamos esta jurisprudência 14:


Administrativo. Ação de reintegração de posse. Estabelecimento comercial
construído em terreno de marinha. Ocupação irregular. Mesas e cadeiras em área
de praia. Bem da União de uso comum do povo. Impossibilidade de ocupação por
particular. Demolição, com direito a indenização. Boa fé do ocupante. Cobrança
de multa prevista na Lei n. 9.636/98. Impossibilidade. Irretroatividade. (TRF, 5ª
Região, AP. n. 2002.800.000.13756/AL, rel. Des. Frederico Pinto de Azevedo, j.
05.07.2007).

A situação jurisprudencial descrita se refere a uma ação de


reintegração de posse movida pela União contra uma empresa privada que
construiu em terreno de marinha sem a devida autorização para a
ocupação.

3.2. Bens de uso especial.

Art. 99. São bens públicos:


...
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal,
inclusive os de suas autarquias;

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Como o próprio nome diz bens de uso especial são os bens que
possuem uma destinação especial, bens que são utilizados pelo próprio
poder público para a execução de seus serviços públicos. Por exemplo, os
prédios onde estão instaladas repartições públicas e os prédios de escolas
públicas. Constituem o aparelhamento administrativo, assim, são
afetados a um serviço ou estabelecimento público, ou seja, destinam-se
especialmente à execução dos serviços públicos e, por isso mesmo, são
considerados instrumentos deste serviço. São os edifícios e terrenos
aplicados ao funcionamento da administração. Não integram propriamente

14
Citação em Ministro Cezar Peluso, Código Civil Comentado, Doutrina e Jurisprudência,
Manole, 6ª ed., pág. 90.

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a Administração, mas constituem (como já falamos) o aparelhamento


administrativo.
São também chamados bens patrimoniais indisponíveis, pois
possuem uma finalidade pública permanente15. Para finalizar o tema assim
lecionava o saudoso Caio Mario da Silva Pereira16: “E, quando não mais se
prestem à finalidade a que se destinam, é facultado ao poder público
proprietário levantar a sua condição de inalienabilidade, e expô-lo à
aquisição, na oportunidade e pela forma que a lei prescrever”.

3.3. Bens dominicais.

Art. 99. São bens públicos:


...
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de
direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas
entidades.

São os bens que compõem o patrimônio da União, dos Estados, do


Distrito Federal e dos Municípios. Abrangem tanto bens imóveis quanto
bens móveis. São aqueles que, embora integrando o domínio público,
diferem dos outros bens públicos pela possibilidade, sempre presente, de
serem utilizados em qualquer fim ou, mesmo, alienados pela
Administração, se assim o desejar. Constituem o patrimônio disponível e
alienável da pessoa jurídica de direito público. “Sobre eles o poder público
exerce poderes de proprietário”17. São bens que não são afetados a
qualquer destino público. Como exemplos, temos as terras devolutas,
oficinas, fazendas e indústrias pertencentes ao Estado.

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Art. 99. Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se


dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se
tenha dado estrutura de direito privado.

15
Hely. Dir. Administrativo, p. 520. Em Nelson Nery Júnior, Código Civil Comentado,
Revista dos Tribunais, 8ª ed., pág. 298.
16
Caio Mário da Silva Pereira, Instituições de Direito Civil, Volume I, Ed. Forense, 25ª ed.,
pág. 369.
17
Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, Saraiva, 2ª ed., pág. 249.

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“Não entendi bem, o que o §único do artigo 99 quer dizer?”

Ele quer dizer que quando não houver lei em contrário, a própria lei
instituidora da pessoa jurídica de direito público poderá qualificar seus
bens, isto sem depender da destinação que dá a eles. O que acontece é o
seguinte, “caso nenhuma lei estabeleça normas especiais sobre os
dominicais, seu regime jurídico será o de direito privado. Podem ser
desafetados”.18

- Características dos bens públicos.

A primeira característica é a inalienabilidade, desde que destinados


ao uso comum do povo ou para fins administrativos, ou seja, enquanto
guardarem a afetação pública os bens públicos de ¹uso comum do povo
e ²os de uso especial são inalienáveis.

É o que diz o art. 100 do código civil:


Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei
determinar.

Porém, esta característica poderá ser revogada, se mediante lei


especial tenham tais bens perdido sua utilidade ou necessidade, não mais
conservando a sua qualificação. Quando ocorre a desafetação, que é a
mudança da destinação de um bem público, ele acaba incluído no rol dos
bens dominicais, sendo que, de acordo com o art. 101:
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as
exigências da lei. 37903993372

A venda ocorre em hasta pública ou por meio de concorrência


administrativa.

A segunda característica é a imprescritibilidade das pretensões a


eles relativas. Deste modo os bens públicos não podem ser adquiridos por
usucapião, de acordo com o art. 102:

18
Regina Sahm. Em, Costa Machado, Código Civil Interpretado, Manole 2012, 5ª ed., pág.
126.

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Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

STF 340: “Desde a vigência do CC (1916) os bens dominiais, bem como os demais
bens públicos não estão sujeitos a usucapião”. Ou seja, TODOS os bens
públicos não estão sujeitos a chamada prescrição aquisitiva.

A proibição da usucapião de imóveis públicos está no texto


constitucional:

Constituição Federal
Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinquenta
metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição,
utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde
que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
...
§ 3º - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
...
Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua
como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona
rural, não superior a cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho
ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

E a terceira característica é a impenhorabilidade19, que é


decorrência da primeira característica, pois uma vez que os bens públicos
são inalienáveis não se pode também dá-los em garantia.
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“Os créditos contra a Fazenda Pública se satisfazem por meio de precatórios


(CF100), pois não há excussão de bens públicos, que são impenhoráveis”.20

19
A impenhorabilidade impede que o bem passe do patrimônio do devedor ao do credor,
ou de outrem, por força da execução judicial.
20
Nelson Nery Junior, Código Civil Comentado, 8ª ed., pág. 298.

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Assim acabamos mais uma de nossas conversas. 

Repetimos que, embora esta aula não seja longa, você deve ter
atenção, isto principalmente no que diz respeito à classificação dos bens. E
sempre lembrando que, em caso de dúvidas, estamos à sua disposição.
Procure resolver as questões propostas e não hesite em utilizar o fórum
dúvidas se não entender algo.

Grande abraço e bons estudos!

Aline Santiago & Jacson Panichi

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QUESTÕES FCC E SEUS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS

1. FCC 2015/TCM-GO/Auditor Conselheiro Substituto. Em relação aos


bens, considere as afirmativas:
I. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.
II. Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão
aberta, bem como os direitos reais sobre imóveis e as ações que os
asseguram.
III. Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, as energias que
tenham valor econômico, os direitos reais sobre objetos móveis e as ações
correspondentes, bem como os direitos pessoais de caráter patrimonial e
respectivas ações.

Está correto o que se afirma em


a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.
Afirmativa II – correta.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
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II - o direito à sucessão aberta.


Afirmativa III – correta.
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra E.

2. FCC 2015/TCM-GO/Procurador do Ministério Público de Contas.


Quanto aos bens

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a) Materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem


empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa
qualidade os provenientes da demolição de algum prédio.
b) Naturalmente divisíveis, podem tornar-se indivisíveis somente por
determinação da lei.
c) Imóveis, adquirem esta qualidade as energias que tenham valor
econômico para os efeitos legais.
d) Móveis ou imóveis, são fungíveis os que podem ser substituídos por
outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.
e) Imóveis, perdem este caráter as edificações que, separadas do solo,
mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local.

Comentário:
Alternativa “a” – correta.
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem
empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os
provenientes da demolição de algum prédio.
Alternativa “b” – errada.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
Alternativa “c” – errada.
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
Alternativa “d” – errada.
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma
espécie, qualidade e quantidade.
Alternativa “e” – errada.
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem
removidas para outro local; 37903993372

Gabarito letra A.

3. FCC 2014/TCE-PI/Jornalista. Considere:


I. Dinheiro.
II. Sacos de Arroz.
III. Dois kilos de banana prata.
IV. Quadro do Pintor “X” já falecido.

De acordo com o Código Civil brasileiro, são considerados bens fungíveis


os indicados APENAS em

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a) I, II e IV.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) III e IV.

Comentário:
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma
espécie, qualidade e quantidade.

Desta forma são bens fungíveis: dinheiro, sacos de arroz, dois kilos de
banana prata.
Gabarito letra D.

4. FCC 2014/TRT 19ª Região (AL)/Analista Judiciário – área


judiciária. Por ocasião da morte de Benedita, um de seus herdeiros, Bento,
propõe que seu anel de noivado, que compõe um dos bens da herança, seja
dividido entre ele e o irmão, Sebastião, com o derretimento do ouro e o
fracionamento de um grande diamante que o ornamenta. Sebastião se
opõe, no que
a) Não está certo, pois os bens móveis são divisíveis por natureza.
b) Está certo, pois os bens infungíveis não podem ser alienados.
c) Não está certo, pois, com o emprego da técnica correta, este anel
pode ser dividido em partes iguais.
d) Está certo, pois este anel é um bem indivisível, vez que o
fracionamento causaria diminuição considerável de seu valor.
e) Não está certo, pois, com a morte de Benedita, este anel passou a
ser um bem fungível.

Comentário: 37903993372

Lembre-se do que estudamos em aula:


Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua
substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se
destinam.

Portanto, bens divisíveis são aqueles que podem ser partidos, ou


repartidos, sem que com isso se perca sua substância, além disso, importa
que esta divisão também não implique a sua desvalorização econômica. Por
exemplo, se pegarmos um saco de arroz de 20 kg e dividirmos em 4 sacos
de 5kg cada, cada fração conservará as mesmas qualidades do produto,
ou seja, ainda será arroz, podendo ter a mesma utilização do todo, uma

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vez que não houve nenhuma alteração de sua substância. (1X20KG =


4X5KG ). A divisibilidade jurídica não se confunde com a divisibilidade
física, para aquela o entendimento que precisamos ter é o de que 1kg de
arroz dentro do saco de 20 kg equivale a 1kg de arroz dentro do saco de
5kg, não há nem desvalorização econômica nem prejuízo do uso.

Bens Indivisíveis
Indivisíveis são os bens que se opõe a definição de bens divisíveis.

Portanto, ao dividir o anel, como foi proposto por Bento, este perderia o
uso a que se destina (deixaria de ser um anel). Além do que, a divisão do
diamante, acarretaria a perda de seu valor.
Assim, temos que o anel é um bem indivisível, vez que o fracionamento
causaria diminuição considerável de seu valor.
Gabarito letra D.

5. FCC 2014/TJ-AP/Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução


de Mandados. Carlos construiu uma casa em terreno que recebeu de seu
pai. Posteriormente, empreendeu reforma na casa, retirando-lhe as portas
a fim de pintá-las e reempregá-las na construção. No terreno, incorporou-
se, naturalmente, uma goiabeira. Consideram-se imóveis
a) A casa e a goiabeira.
b) O terreno, a casa e a goiabeira.
c) O terreno, apenas.
d) O terreno e a casa.
e) O terreno, a casa, as portas e a goiabeira.

Comentário:
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
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artificialmente.

Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:


I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.

Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:


I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem
removidas para outro local;

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II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se


reempregarem.
Gabarito letra E.

6. FCC 2013/TJ-PE/Juiz. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-


se indivisíveis
a) Por disposição expressa de lei ou pela vontade das partes, desde que,
neste caso, o prazo de obrigatoriedade da indivisão não ultrapasse
dez anos.
b) Apenas pela vontade das partes.
c) Por vontade das partes, não podendo exceder de cinco anos a
indivisão estabelecida pelo doador ou pelo testador.
d) Por vontade das partes, que não poderão acordá-la por prazo maior
de cinco anos, insuscetível de prorrogação ulterior.
e) Apenas por disposição expressa de lei.

Comentário:
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis ¹por
determinação da lei ou ²por vontade das partes.
Art. 1.320. § 2º. Não poderá exceder de cinco anos a indivisão estabelecida pelo
doador ou pelo testador.
Gabarito letra C.

7. FCC 2013/TCE-SP/Auditor. Em relação aos bens, é correto afirmar:


a) Os melhoramentos sobrevindos ao bem consideram-se benfeitorias,
mesmo que sem a intervenção do proprietário, do possuidor ou do
detentor.
b) Os negócios atinentes ao principal sempre abrangem as pertenças.
c) Os bens públicos dominicais podem ser alienados, atendidas as
exigências da lei.
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d) Os bens públicos estão sujeitos à usucapião.


e) As energias que tiverem valor econômico consideram- se imóveis.

Comentário:
Alternativa “a” errada.
Lembrem-se que as benfeitorias são aqueles melhoramentos acrescidos à
coisa com a ¹finalidade de evitar que se deteriore, ou ²para
aumentar seu valor ou com a finalidade de ³torná-la mais vistosa ou
agradável. Deste modo, as benfeitorias são obras ou despesas que se faz
em bem, móvel ou imóvel, para ¹conservá-lo, ²melhorá-lo ou ³embelezá-
lo. E são construídas pelo homem.

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Alternativa “b” errada.


Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem
as pertenças, salvo se o contrário resultar da ¹lei, da ²manifestação de
vontade, ou das ³circunstâncias do caso.

Alternativa “c” correta.


Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as
exigências da lei.

Alternativa “d” errada.


Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

Alternativa “e” errada.


Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra C.

8. FCC 2013/TJ-PE/Serviços Notariais e de Registro. No tocante aos


bens, é correto afirmar:
a) Perdem o caráter de imóveis as edificações separadas do solo e
removidas para outro local, ainda que conservando sua unidade.
b) Consideram-se imóveis, para efeitos legais, os direitos reais sobre
imóveis e as ações que os asseguram, bem como o direito à sucessão
aberta.
c) Tornam-se móveis os materiais provisoriamente separados de um
prédio, para nele se reempregarem.
d) São bens consumíveis aqueles cujo uso importa destruição imediata
da própria substância, salvo se destinados à alienação.
e) Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares
que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
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Comentário:
Alternativa “a” e “c” erradas.
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade,
forem removidas para outro local;
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se
reempregarem.
Alternativa “b” correta.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.

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Alternativa “d” errada.


Art. 86. São consumíveis ¹os bens móveis cujo uso importa destruição
imediata da própria substância, ²sendo também considerados tais os destinados
à alienação.
Alternativa “e” errada.
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas,
de uma pessoa, dotadas de valor econômico.
Gabarito letra B.

9. FCC 2012/TRF - 2ª REGIÃO/Analista Judiciário - Execução de


Mandados. Considere:
I. Praça da Sé - São Paulo - Capital.
II. Gonzaga - Praia da Cidade de Santos - SP.
III. Rio Tietê.
IV. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W.
V. Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X.

De acordo com o Código Civil brasileiro, considera-se bem público de uso


especial os indicados APENAS em
a) I e IV
b) I, II e III.
c) I, IV e V.
d) III, IV e V.
e) IV e V.

Comentário:
Praça - bem de uso comum. 37903993372

Praia - bem de uso comum.


Rio - bem de uso comum.
Edifício onde se localiza a prefeitura - bem de uso especial.
Terreno destinado à instalação de autarquia - bem de uso especial.
Art. 99. São bens públicos:
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal,
inclusive os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito
público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

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Gabarito letra E.

10. FCC 2012/TRE-PR/Analista Judiciário. Considera-se imóvel para


efeitos legais
a) Direito à sucessão aberta.
b) Apenas a ação que assegura os direitos reais sobre imóveis.
c) Tudo o que se incorporar natural ou artificialmente ao solo.
d) Somente o que se incorporar artificialmente ao solo.
e) Somente o direito real sobre os imóveis alheios.

Comentário:
Para resolvermos esta questão vamos utilizar o art. 80.
(Ele é bastante importante para fins de provas)
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra A.

11. FCC 2012/TRT 11ª/Técnico Judiciário. Considere as seguintes


hipóteses:
I. Na reforma da residência de Otávio, foi retirada toda a lareira da sala
para pintura das paredes e teto para posterior recolocação.
II. Márcia comprou sementes e as plantou para fins de cultivo.

Nestes casos, a lareira


a) É considerada bem móvel e as sementes bens imóveis.
b) E as sementes são considerados bens imóveis.
c) E as sementes são considerados bens móveis.
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d) É considerada bem imóvel e as sementes bens móveis.


e) E as sementes são considerados bens insuscetíveis de classificação
momentânea.

Comentário:
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem
removidas para outro local;
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se
reempregarem.

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Gabarito letra B.

12. FCC 2012/TRT 11ª/Analista Judiciário/Execução de Mandatos.


Podem ser considerados bens imóveis para os efeitos legais,
a) As cisternas e as energias que tenham valor econômico.
b) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e as energias que tenham
valor econômico.
c) Direito à sucessão aberta e os direitos pessoais de caráter
patrimonial.
d) Os direitos reais sobre imóveis, as máquinas de uma indústria e o
direito à sucessão aberta.
e) Os direitos personalíssimos e o carvão.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra D.

13. Estratégia concursos 2012/Simulado AFRF. Quanto aos Bens,


assinale a alternativa incorreta.
a) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per
si, independentemente dos demais.
b) Os bens que formam a universalidade de fato podem ser objeto de
relações jurídicas próprias.
c) São fungíveis os imóveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) Os bens públicos não estão sujeitos à prescrição aquisitiva.
e) Para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta considera-se bem
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imóvel, já os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas


ações consideram-se bens móveis.

Comentário:
Alternativa “a” correta.
Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.
Alternativa “b” correta.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.

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Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de
relações jurídicas próprias.
Alternativa “c” errada.
A fungibilidade (a possibilidade de substituição) é uma característica de
alguns bens móveis. Art. 85. São fungíveis os móveis que podem
substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.
Macete para memorizar que bem fungível é substituível e deve ser bem
móvel: FUnGI pois SUBi no autoMóvel.
Alternativa “d” correta.
Os bens públicos não estão sujeitos à prescrição aquisitiva. A prescrição
aquisitiva é o mesmo que a usucapião.
Alternativa “e” correta.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
...
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra C.

14. Estratégia Concursos 2012/Simulado ACE (MDIC). Assinale a


alternativa correta:
a) O Prédio da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo é bem
imóvel, classificado como bem público de uso comum (res communes
omnium).
b) Entende-se por produto, tudo quilo que pode ser industrializado. É a
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produção periódica de alguma coisa, sem alterar a sua substância,


como, por exemplo, o fruto de uma árvore, o leite e os ovos.
c) Os bens públicos de uso especial não podem ser alienados enquanto
afetados ao serviço público. Além disso, são imprescritíveis e
impenhoráveis. Os bens públicos dominicais podem ser alienados,
observadas as exigências da lei, mas não estão sujeitos a usucapião.
d) Os frutos percipiendos são aqueles ligados a coisa que os produziu,
enquanto os frutos percebidos são aqueles já separados. Frutos
estantes são aqueles que estão armazenados para venda, já frutos
consumidos são aqueles que não existem mais.
e) Uma universalidade de direito (universitas iuris), é o conjunto de
bens singulares, pertinentes à mesma pessoa, ligados entre si para a
consecução de um fim, a exemplo de uma galeria de quadros.

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Comentário:
Alternativa “a” errada.
Art. 99. São bens públicos:
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço
ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal,
inclusive os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito
público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
Alternativa “b” errada.
Os frutos são as utilidades que uma coisa periodicamente produz, sem
com isso sofrer alteração em sua substância. Os frutos industriais são os
que tem sua origem vinculada a alguma ação humana sobre a natureza.
O conceito de produto parte da ideia de algo que pode ser retirado do
principal diminuindo-lhe a quantidade, porque não se reproduzem
periodicamente, como, por exemplo, os metais ou o petróleo de um poço.
Alternativa “c” correta.
Alternativa “d” errada.
Os frutos pendentes são aqueles ligados a coisa que os produziu. Frutos
percipiendos são os que deveriam ter sido percebidos ou colhidos mas
não o foram.
Alternativa “e” errada. O conceito apresentado é de universalidade de fato.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de
relações jurídicas próprias.
Gabarito letra C.
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15. FCC 2012/TRT 6ª Região/Analista. São benfeitorias úteis


a) As que aumentam ou facilitam o uso do bem.
b) As que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore.
c) As de deleite ou recreio, embora não aumentem o uso habitual.
d) Somente aquelas que, sem aumentar o uso habitual, tornem mais
agradável o bem.
e) As indispensáveis à conservação do bem.

Comentário:
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias.

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§ 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso
habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor.
§ 2º. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem.
§ 3º. São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se
deteriore.
Gabarito letra A.

16. FCC 2011/TRE-RN/Técnico. Uma nota de R$ 100,00 e um saco de


arroz são bens
a) Infungíveis e consumíveis.
b) Móveis e infungíveis.
c) Móveis e fungíveis.
d) Móveis e indivisíveis.
e) Imóveis e consumíveis.

Comentário:
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção
por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social.
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma
espécie, qualidade e quantidade.
Gabarito letra C.

17. FCC 2011/TRT 20ª/Técnico Judiciário. Considere:


I. A hipoteca de um terreno.
II. Os direitos autorais.
III. Uma floresta.

São bens imóveis os indicados APENAS em


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a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) II e III.

Comentário:
I. Hipoteca de um terreno.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre
imóveis e as ações que os asseguram;
II. Os direitos autorais.

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Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: III - os direitos pessoais de
caráter patrimonial e respectivas ações.
III. Uma floresta.
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.
Gabarito letra C.

18. FCC 2011/TRT 14ª/ Técnico Judiciário. José adquiriu uma área de
terras e nela construiu uma pequena casa. Adquiriu cinquenta cabeças de
gado, um trator, madeira para construção de um curral e diversas
ferramentas para agricultura. Consideram-se bens móveis
a) As cabeças de gado e a madeira para construção do curral, somente.
b) Trator e as ferramentas para agricultura, somente.
c) As cabeças de gado, o trator, a madeira para construção do curral e
as ferramentas para agricultura.
d) As ferramentas para agricultura, somente.
e) Trator, a madeira para construção do curral e as ferramentas para
agricultura, somente.

Comentário:
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por
força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social.
De acordo com o artigo são bens móveis as cabeças de gado, o trator, a
madeira para a construção do curral – de acordo com Art. 84. Os materiais
destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados,
conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os
provenientes da demolição de algum prédio; e as ferramentas para a
agricultura.
Gabarito letra C.
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19. FCC 2011/ TRT 14ª/ Analista Judiciário/Execução de Mandatos.


A respeito dos bens públicos, considere:
I. Bens de uso comum do povo.
II. Bens de uso especial.
III. Bens dominicais.

São inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, os bens


públicos indicados APENAS em
a) I.
b) I e II.

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c) I e III.
d) II e III.
e) III.

Comentário:

Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei
determinar.
Gabarito letra B.

20. FCC 2011/TRF 1ª/ Analista Judiciário/ Execução de Mandatos.


Um saco de cimento e um saco de arroz são bens
a) Fungível e infungível, respectivamente.
b) Infungível e fungível, respectivamente.
c) Infungíveis.
d) Fungíveis.
e) Não consumíveis

Comentário:
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
Gabarito letra D.

21. FCC 2011/ TRE-TO/Analista Judiciário. Os materiais destinados a


alguma construção, enquanto não forem empregados; os materiais
provenientes da demolição de algum prédio e os direitos reais sobre objetos
móveis são considerados
a) Bem móvel, imóvel e móvel, respectivamente.
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b) Bens imóveis.
c) Bem móvel, móvel e imóvel, respectivamente.
d) Bem imóvel, móvel e imóvel, respectivamente.
e) Bens móveis.

Comentário:
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem
empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os
provenientes da demolição de algum prédio.

Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:

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I - as energias que tenham valor econômico;


II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra E.

22. FCC 2011 / TRT - 23ª REGIÃO (MT) / Analista Judiciário /


Execução de Mandados. Considera-se, dentre outros, bem imóvel:
a) A energia térmica.
b) A energia elétrica.
c) O direito autoral.
d) O direito hereditário.
e) O direito de patente.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra D.

23. FCC 2011 / TJ-PE / Juiz. Os imóveis a seguir mencionados


pertencem:
Imóvel 1 - a uma pessoa jurídica de direito privado, mas de que o Estado
é acionista;
Imóvel 2 – a uma autarquia, onde funciona hospital para atendimento
gratuito da população;
Imóvel 3 – a um loteamento urbano aprovado e registrado, para servir de
praça pública, mas cujo terreno não foi objeto de desapropriação;
Imóvel 4 – ao município que o recebeu, por ser a herança vacante, e que
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permanece sem destinação.

Esses imóveis são classificados, respectivamente, como bens:


a) Particular; público de uso especial; público de uso comum do povo;
público dominical.
b) Público de uso especial; público de uso especial; particular por falta
de desapropriação; público dominical.
c) Particular; público de uso comum do povo; público de uso comum do
povo; público de uso especial.
d) Público dominical; público de uso especial; particular, por falta de
desapropriação mas que se tornará público pela usucapião; público
dominical.

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e) Particular; público de uso especial; particular que só se tornará


público por desapropriação; público dominical.

Comentário:
O imóvel 1 é um bem particular.
Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for
a pessoa a que pertencerem.
O imóvel 2 é público de uso especial.
Art. 99. II. São bens públicos: os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos
destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual,
territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias”.
O imóvel 3 é bem público de uso comum do povo.
Art. 99. I. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares,
estradas, ruas e praças;
Atenção: aqui a banca colocou um “mas cujo terreno não foi objeto de
desapropriação” só para confundir. Se é praça pública, é uso comum do
povo.
O imóvel 4 é bem público dominical.
Art. 99. III. São bens públicos: dominicais, que constituem o patrimônio das
pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, real, de cada
uma dessas entidades.
O município figura como proprietário desse bem sem destinação.
Gabarito letra A.

24. FCC 2010 / PGM-TERESINA-PI / Procurador Municipal. Para o


Código Civil, os bens públicos
a) Têm a gratuidade como inerente a seu uso comum.
b) São sempre inalienáveis. 37903993372

c) Dominicais e os de uso especial podem ser alienados, enquanto


conservarem sua qualificação, observadas as exigências legais.
d) São aqueles do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas
de direito público interno, inclusive suas autarquias.
e) Não são passíveis de usucapião, salvo os bens autárquicos.

Comentário:
A alternativa “a” fala que os bens públicos têm a gratuidade como inerente
a seu uso comum, o que não é verdade, uma vez que pode ser cobrada
uma “taxa de retribuição”.

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Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído,
conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração
pertencerem.
A alternativa “b” está errada.
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as
exigências da lei.
A alternativa “c” está errada.
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei
determinar.
A alternativa “d” está correta.
Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual
for a pessoa a que pertencerem.
E, tendo em vista a aula sobre pessoas jurídicas, vocês sabem que as
autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno. Alternativa
correta.
E a alternativa “e” está errada.
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
Gabarito letra D.

25. FCC 2010 / TRT - 22ª Região (PI) / Analista Judiciário / Área
Judiciária / Execução de Mandados. O direito à sucessão aberta, a
energia térmica e os animais incluem-se, para os efeitos legais, na
categoria dos bens
a) Móveis.
b) Imóveis.
c) Imóveis, imóveis e móveis, respectivamente.
d) Imóveis, móveis e móveis, respectivamente.
e) Móveis, imóveis e móveis, respectivamente.
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Comentário:
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
...
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de
remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação
econômico-social.

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Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:


I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra D.

26. FCC 2010 / TCE-AP / Procurador. Considera-se bem imóvel para os


efeitos legais
a) O direito pessoal de caráter patrimonial.
b) O direito autoral.
c) O direito de propriedade industrial.
d) O direito à sucessão aberta.
e) A energia que tenha valor econômico.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra D.

27. FCC 2010 / TRE-RS / Analista Judiciário / Área Administrativa.


De acordo com o Código Civil brasileiro, com relação aos bens públicos é
INCORRETO afirmar:
a) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público interno.
b) São bens públicos de uso comum do povo os rios, mares, estradas,
ruas e praças.
c) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que
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a lei determinar.
d) O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído,
conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja
administração pertencerem.
e) Em regra, consideram-se bem de uso especial os bens pertencentes
às pessoas jurídicas de direito público, constituindo seu patrimônio,
a que se tenha dado estrutura de direito privado.

Comentário:
A alternativa incorreta é a letra “e”.

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Art. 99. São bens públicos: II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos
destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual,
territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias.
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os
bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado
estrutura de direito privado.
Gabarito letra E.

28. FCC 2010 / PGE-AM / Procurador. São imóveis por definição legal
a) Somente os bens móveis pertencentes à herança, enquanto não for
partilhada.
b) O direito à sucessão aberta e os direitos reais sobre bens imóveis.
c) Somente os direitos reais sobre bens imóveis e as ações que os
asseguram.
d) Tudo quanto se incorpora natural ou artificialmente ao solo.
e) Os materiais separados de um prédio para nele ou em outro prédio
serem reempregados.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra B.

29. FCC 2010 / TRE-AM / Analista Judiciário / Área Administrativa.


Considere as assertivas abaixo a respeito das classificações dos bens.
I. Consideram-se móveis para os efeitos legais os direitos pessoais de
caráter patrimonial e respectivas ações.
II. Constitui universalidade de fato a pluralidade o complexo de relações
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jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico.


III. Consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão
aberta.
IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.

De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma


APENAS em
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e III.

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d) I e IV.
e) II e IV.

Comentário:
A afirmativa I está correta.
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
A afirmativa II está errada.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
A afirmativa III está correta.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
A afirmativa IV está correta.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
Gabarito letra A.

30. FCC 2010/TJ-PI/Assessor Jurídico. Quanto à classificação dos


bens, segundo as normas preconizadas pelo Código Civil brasileiro é correto
afirmar:
a) Consideram-se móvel para os efeitos legais os direitos reais sobre
imóveis e as ações que os asseguram.
b) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per
si, independentemente dos demais. 37903993372

c) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham


valor econômico.
d) Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal, em regra,
abrangem as pertenças.
e) São consumíveis os bens móveis ou imóveis que podem substituir-se
por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.

Comentário:
Alternativa “a” errada.
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;

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II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;


III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Alternativa “b” correta.
Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.
Alternativa “c” errada.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Alternativa “d” errada.
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem
as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou
das circunstâncias do caso.
Alternativa “e” errada.
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da
própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação.
Gabarito letra B.

31. FCC 2010/TJ-MS/Juiz. Os bens naturalmente divisíveis podem


tornar-se indivisíveis
a) Exclusivamente se comprometer sua utilidade econômica, como se
verifica no estabelecimento, por lei, de parcela mínima de
fracionamento dos imóveis rurais ou urbanos.
b) Apenas em razão de cláusula testamentária ou de contrato de
doação, não podendo exceder o prazo de dez anos.
c) Por vontade das partes, porém o acordo não pode estabelecer prazo
maior do que cinco anos para a indivisão, suscetível de prorrogação
ulterior.
d) Perpetuamente, em razão de distribuição testamentária.
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e) Apenas em razão de disposição legal, para atender o interesse


público.

Comentário:
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
Gabarito letra C.

32. FCC 2010/TRF-4ª Região/Analista. No que concerne aos Bens


Reciprocamente Considerados, é INCORRETO afirmar:

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a) Em regra, os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal


abrangem as pertenças.
b) Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente;
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal.
c) Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.
d) Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos
sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou
detentor.
e) São voluptuárias as benfeitorias de mero deleite ou recreio, que não
aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável
ou sejam de elevado valor.

Comentário:
A alternativa incorreta é a letra “a”.
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem
as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou
das circunstâncias do caso.
Gabarito letra A.

33. FCC 2010/TER-AL/Analista. Considere os seguintes bens: Praça do


Coração; Prédio da administração da Prefeitura da cidade X; Rio Alegre que
liga a cidade C a cidade B; Prédio da administração da autarquia municipal
W. De acordo com o Código Civil Brasileiro estes bens são,
respectivamente, de uso
a) Comum do povo; especial, comum do povo; especial.
b) Comum do povo; especial, comum do povo; dominical.
c) Comum do povo; dominical, especial; especial.
d) Especial; especial, comum do povo; especial.
e) Especial; comum do povo, especial; comum do povo.
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Comentário:
A praça do Coração é bem de uso comum do povo, prédio da administração
da Prefeitura da cidade X é bem de uso especial, Rio Alegra que liga a
cidade C a cidade B é bem de uso comum do povo, e o prédio da autarquia
municipal W é bem de uso especial.
Gabarito letra A.

34. FCC 2009/TRT 3ª Região/Analista. A respeito das diferentes classes


de bens, é correto afirmar que

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a) Os frutos e produtos só podem ser objeto de negócio jurídico após


separados do bem principal.
b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais os direitos pessoais de
caráter patrimonial e as respectivas ações.
c) São fungíveis os móveis ou imóveis que podem substituir- se por
outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
vontade das partes.
e) São públicos dominicais os edifícios ou terrenos destinados a serviço
ou estabelecimento da administração federal, estadual ou municipal

Comentário:
Alternativa “a” errada.
Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.
Alternativa “b” errada.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Alternativa “c” errada.
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma
espécie, qualidade e quantidade.
Alternativa “d” correta.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
Alternativa “e” errada.
Art. 99. III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de
direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas
entidades.
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Gabarito letra D.

35. FCC 2009/MPE-SE/Técnico. Considere:


I. Para os efeitos legais, são imóveis, dentre outros, as energias que
tenham valor econômico e os direitos pessoais de caráter patrimonial e
respectivas ações.
II. Constitui universalidade de fato o complexo de relações jurídicas, de
uma pessoa, dotadas de valor econômico.
III. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.

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IV. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se


destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento
de outro.

De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que se afirma APENAS
em
a) III e IV.
b) I, II e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II, III e IV.

Comentário:
I – Errada.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
II – Errada.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
III – Correta.
Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.
IV – Correta.
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se
destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.
Gabarito letra A.
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36. FCC 2009 / TJ-SE / Analista Judiciário / Área Judiciária. A


respeito das diferentes classes de bens, é correto afirmar:
a) Os bens naturalmente divisíveis não podem tornar- se indivisíveis por
vontade das partes.
b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham
valor econômico.
c) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertencentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
d) Considera-se móvel para os efeitos legais o direito à sucessão aberta.
e) São necessárias as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do
bem.

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Comentário:
A alternativa “a” está errada.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
A alternativa “b” está errada.
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham
valor econômico;
A alternativa “c” está correta.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
A alternativa “d” está errada.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: II - o direito à sucessão
aberta.
A alternativa “e” está errada.
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias.
§ 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso
habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor.
§ 2º. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem.
§ 3º. São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que
se deteriore.
Gabarito letra C.

37. FCC 2009 / DPE-MT / Defensor Público. Assinale a alternativa que


se coaduna com o Código Civil brasileiro.
a) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei, mas não por vontade das partes.
b) Tem domicílio necessário o absolutamente incapaz, o servidor
público, o militar e o marítimo, apenas.
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c) O domicílio necessário do incapaz é o do seu representante ou


assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer
permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo
da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar
imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver
matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.
d) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua
residência com ânimo definitivo, não admitindo o direito atualmente
vigente a pluralidade de domicílios.
e) Consideram-se bens imóveis para os efeitos legais o direito à
sucessão aberta e os direitos reais e as ações que os asseguram.

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Comentário:
A alternativa “a” está errada.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
A alternativa “b” está errada.
Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o
marítimo e o preso.
A alternativa “c” está correta.
Art. 76. § único O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o
do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do
militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando
a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio
estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.
A alternativa “d” está errada.
Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde,
alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.
Lembre-se de nossa aula sobre domicílio da pessoa natural, a pluralidade
de domicílios é admitida.
E a alternativa “e” está errada.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra C.

38. FCC 2008/MPE-RS/Assistente de Promotoria. O direito à sucessão


aberta, os direitos pessoais de caráter patrimonial e os direitos reais sobre
objetos móveis são, para os efeitos legais, considerados bens
a) Móveis.
b) Imóveis.
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c) Imóvel, móvel e móvel, respectivamente.


d) Móvel, imóvel e imóvel, respectivamente.
e) Imóvel, imóvel e móvel, respectivamente.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.

Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:

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I - as energias que tenham valor econômico;


II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra C.

39. FCC 2008 / MPE-PE / Promotor de Justiça. Consideram-se, dentre


outros, bem móveis para os efeitos legais
a) As energias que tenham valor econômico.
b) O direito à sucessão aberta decorrente da declaração de ausência ou
óbito.
c) As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua
unidade, forem removidas para outro local.
d) Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se
reintegrarem.
e) Os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram.

Comentário:
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra A.

40. FCC 2007 / TRE-SE / Técnico Judiciário / Área Administrativa.


Mário resolveu mudar-se do Estado da Bahia para o Paraná, uma vez que
sua fábrica não estava dando lucro. Tendo em vista que só possuía direito
real sobre um terreno na cidade de Curitiba, resolveu levar a casa pré-
fabricada que residia, fechar sua fábrica e demolir o prédio onde estava
sediada. Neste caso é (são) considerado (s), bem (s) imóvel (is) para
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efeitos legais
a) A casa pré-fabricada de Mário e o direito real que ele possui sobre o
terreno.
b) Apenas a casa pré-fabricada de Mário.
c) A casa pré-fabricada de Mário e os matérias provenientes da
demolição do prédio de sua empresa.
d) Apenas os materiais provenientes da demolição do prédio de sua
empresa.
e) O direito real que ele possui sobre o terreno e os materiais
provenientes da demolição do prédio de sua empresa.

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Comentário:
Os bens imóveis serão a casa.
Art. 81. I. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem
removidas para outro local;
E o direito real que ele possui sobre o terreno.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram.
Os materiais provenientes da demolição readquirem a qualidade de bens
móveis.
Gabarito letra A.

41. FCC 2007 / TRE-SE / Técnico Judiciário / Área Administrativa.


Considere as afirmativas abaixo a respeito das diferentes classes de bens.
I. Os bens naturalmente divisíveis podem se tornar indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
II. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.
III. Constitui uma universalidade de direito a pluralidade de bens singulares
que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
IV. São infungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.

É correto o que se afirma APENAS em:


a) I e II.
b) I, II e III.
c) I e IV.
d) II, III e IV. 37903993372

e) III e IV.

Comentário:
A afirmativa I está correta.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
A afirmativa II está correta.
Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.
A afirmativa III está errada.

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Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de


uma pessoa, dotadas de valor econômico.
A afirmativa IV está errada.
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma
espécie, qualidade e quantidade.
Gabarito letra A.

42. FCC 2007 / TRE-SE / Analista Judiciário / Área Administrativa.


As energias que tenham valor econômico; os direitos pessoais de caráter
patrimonial; o direito à sucessão aberta e as ações que asseguram os
direitos reais sobre imóveis, são considerados, para os efeitos legais, bens
a) Imóvel, móvel, imóvel e imóvel.
b) Móvel, imóvel, móvel e imóvel.
c) Móvel, móvel, imóvel e imóvel.
d) Imóvel, móvel, imóvel e móvel.
e) Móvel, imóvel, imóvel e móvel.

Comentário:
As energias que tenham valor econômico e os direitos pessoais de caráter
patrimonial são considerados bens móveis – art. 83.
O direito à sucessão aberta e as ações que asseguram os direitos reais
sobre imóveis são considerados bens imóveis – art. 80.
Gabarito letra C.

43. FCC 2007 / TRF-4R / Analista Judiciário / Área Judiciária /


Execução de Mandados. Maria está na praça Beija Flor, em frente ao
prédio da prefeitura da cidade de Lagoas, ao lado direito de um terreno
baldio que é patrimônio da prefeitura e ao lado esquerdo do prédio da
autarquia federal W. De acordo com o Código Civil brasileiro, em regra, a
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praça, o prédio da Prefeitura, o terreno baldio e o prédio da autarquia


federal W são considerados, respectivamente, bens públicos
a) Dominical, de uso comum do povo, dominical e de uso especial.
b) De uso comum do povo, de uso comum do povo, dominical e de uso
especial.
c) De uso comum do povo, dominical, de uso especial e dominical.
d) De uso comum do povo, dominical, dominical e de uso especial.
e) De uso comum do povo, de uso especial, dominical e de uso especial.

Comentário:
A praça é um bem de uso comum do povo de acordo com o art. 99, I. O
prédio da prefeitura é um bem de uso especial de acordo com o art. 99, II.

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O terreno baldio é dominical de acordo com o art. 99, III. E o prédio da


autarquia federal W é bem de uso especial, uma vez que a autarquia é
pessoa jurídica de direito público interno.
Gabarito letra E.

44. FCC 2007 / TRF - 1ª REGIÃO / Técnico Judiciário / Área


Administrativa. Considere as seguintes assertivas a respeito das classes
de bens adotadas pelo Código Civil Brasileiro:
I. São fungíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
II. Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
III. Os bens que formam uma universalidade de fato não podem ser objeto
de relações jurídicas próprias.
IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.

Estão corretas SOMENTE


a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

Comentário:
A afirmativa I fala sobre bens fungíveis e está correta.
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma
espécie, qualidade e quantidade.
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A afirmativa II fala em universalidade de direito, mas dá o conceito de


universalidade de fato.
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de
uma pessoa, dotadas de valor econômico.
A afirmativa III fala que os bens que formam uma universalidade de fato
não podem ser objeto de relações jurídicas próprias.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os
bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações
jurídicas próprias.
A afirmativa IV está correta.

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Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por


determinação da lei ou por vontade das partes.
Gabarito letra A.

45. FCC 2007/TRF 3ª Região/Analista. Considere os seguintes bens


públicos:
I. Rios e mares.
II. Prédio integrante do patrimônio da União.
III. Estradas.
IV. Terrenos destinados a serviço da administração estadual.
V. Ruas e praças.
VI. Edifícios destinados a instalação da administração municipal.

São bens de uso especial os indicados APENAS em


a) I, III e V.
b) II, V e VI.
c) II e III.
d) III, IV e V.
e) IV e VI.

Comentário:
Art. 99. II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço
ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal,
inclusive os de suas autarquias;
São bens de uso especial os edifícios destinados a instalação da
administração municipal.
Gabarito letra E.
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46. FCC 2007/TRF 1ª Região/Técnico. As praças, os rios e o edifício


onde funciona a Prefeitura Municipal são, respectivamente, bens públicos
de uso
a) Especial, dominical e dominical.
b) Comum do povo, de uso comum do povo e dominical.
c) Comum do povo, dominical e de uso especial.
d) Comum do povo, de uso comum do povo e de uso especial.
e) Especial, de uso comum do povo e dominical.

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Comentário:
As praças e os rios são bens de uso comum do povo, e o edifício onde
funciona a prefeitura municipal é bem de uso especial.
Gabarito letra D.

47. FCC 2006 / TRF - 1ª REGIÃO / Analista Judiciário / Área


Judiciária. De acordo com a classificação dos bens adotada pelo Código
Civil brasileiro, é correto afirmar que
a) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei, mas não por vontade das partes.
b) O direito à sucessão aberta é considerado bem móvel para os efeitos
legais, havendo, expressa determinação legal neste sentido.
c) São infungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) As energias que tenham valor econômico são consideradas bens
imóveis para os efeitos legais, havendo, expressa determinação legal
neste sentido.
e) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per
si, independentemente dos demais.

Comentário:
A alternativa “a” está errada.
Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
A alternativa “b” está errada.
Tendo em vista que o direito a sucessão aberta é considerado um bem
imóvel por determinação legal – art.80.
A alternativa “c” está errada, pois são fungíveis os móveis que podem
substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade – art.
85.
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A alternativa “d” está errada, pois as energias que tenham valor econômico
são consideradas bens móveis – art. 83.
A alternativa “e” está correta.
Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.
Gabarito letra E.

48. FCC 2006 / TRF - 1ª REGIÃO / Técnico Judiciário / Área


Administrativa. Mário possui direito real sobre imóvel; João direito à
sucessão aberta e Maria direito pessoal de caráter patrimonial. Neste caso,

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de acordo com o Código Civil brasileiro, os direitos de Mário, João e Maria


são considerados, para os efeitos legais, respectivamente, bem
a) Imóvel, imóvel e móvel.
b) Móvel, imóvel e imóvel.
c) Imóvel, móvel e imóvel.
d) Imóvel, móvel e móvel.
e) Móvel, móvel e imóvel.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.

Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:


I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
Gabarito letra A.

49. FCC 2006 / TRE-SP / Analista Judiciário / Área Administrativa.


Com relação à classificação dos bens adotada pelo Código Civil Brasileiro,
é correto afirmar:
a) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
b) Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, os direitos
pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
c) São bens infungíveis os móveis que podem substituir- se por outros
da mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à
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sucessão aberta, bem como os direitos reais sobre imóveis e as ações


que os asseguram.
e) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público externo.

Comentário:
A alternativa “a” está correta.
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
A alternativa “b” está errada, pois os direitos patrimoniais e suas
respectivas ações são considerados bens móveis – art. 83.

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A alternativa “c” está errada, pois fala em bens infungíveis e dá a definição


de bens fungíveis – art. 85.
A alternativa “d” está errada, pois o direito a sucessão aberta e os direitos
reais sobre imóveis e as ações que os asseguram são considerados bens
imóveis – art. 80.
A alternativa “e” está errada.
Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual
for a pessoa a que pertencerem.
Gabarito letra A.

50. FCC 2006 / TRE-AP / Analista Judiciário / Área Administrativa.


Dentre outros, considera-se bem imóvel para os efeitos legais
a) O direito à sucessão aberta.
b) A energia que tenha valor econômico.
c) O direito real sobre objetos móveis.
d) O direito pessoal de caráter patrimonial.
e) A ação correspondente a direitos pessoais de caráter patrimonial.

Comentário:
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Gabarito letra A.

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LISTA DAS QUESTÕES E GABARITO


1. FCC 2015/TCM-GO/Auditor Conselheiro Substituto. Em relação aos
bens, considere as afirmativas:
I. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou
artificialmente.
II. Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, o direito à sucessão
aberta, bem como os direitos reais sobre imóveis e as ações que os
asseguram.
III. Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, as energias que
tenham valor econômico, os direitos reais sobre objetos móveis e as ações
correspondentes, bem como os direitos pessoais de caráter patrimonial e
respectivas ações.

Está correto o que se afirma em


a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

2. FCC 2015/TCM-GO/Procurador do Ministério Público de Contas.


Quanto aos bens
a) Materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem
empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa
qualidade os provenientes da demolição de algum prédio.
b) Naturalmente divisíveis, podem tornar-se indivisíveis somente por
determinação da lei.
c) Imóveis, adquirem esta qualidade as energias que tenham valor
econômico para os efeitos legais.
d) Móveis ou imóveis, são fungíveis os que podem ser substituídos por
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outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.


e) Imóveis, perdem este caráter as edificações que, separadas do solo,
mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local.

3. FCC 2014/TCE-PI/Jornalista. Considere:


I. Dinheiro.
II. Sacos de Arroz.
III. Dois kilos de banana prata.
IV. Quadro do Pintor “X” já falecido.

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De acordo com o Código Civil brasileiro, são considerados bens fungíveis


os indicados APENAS em
a) I, II e IV.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) III e IV.

4. FCC 2014/TRT 19ª Região (AL)/Analista Judiciário – área


judiciária. Por ocasião da morte de Benedita, um de seus herdeiros, Bento,
propõe que seu anel de noivado, que compõe um dos bens da herança, seja
dividido entre ele e o irmão, Sebastião, com o derretimento do ouro e o
fracionamento de um grande diamante que o ornamenta. Sebastião se
opõe, no que
a) Não está certo, pois os bens móveis são divisíveis por natureza.
b) Está certo, pois os bens infungíveis não podem ser alienados.
c) Não está certo, pois, com o emprego da técnica correta, este anel
pode ser dividido em partes iguais.
d) Está certo, pois este anel é um bem indivisível, vez que o
fracionamento causaria diminuição considerável de seu valor.
e) Não está certo, pois, com a morte de Benedita, este anel passou a
ser um bem fungível.

5. FCC 2014/TJ-AP/Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução


de Mandados. Carlos construiu uma casa em terreno que recebeu de seu
pai. Posteriormente, empreendeu reforma na casa, retirando-lhe as portas
a fim de pintá-las e reempregá-las na construção. No terreno, incorporou-
se, naturalmente, uma goiabeira. Consideram-se imóveis
a) A casa e a goiabeira.
b) O terreno, a casa e a goiabeira.
c) O terreno, apenas. 37903993372

d) O terreno e a casa.
e) O terreno, a casa, as portas e a goiabeira.

6. FCC 2013/TJ-PE/Juiz. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-


se indivisíveis
a) Por disposição expressa de lei ou pela vontade das partes, desde que,
neste caso, o prazo de obrigatoriedade da indivisão não ultrapasse
dez anos.
b) Apenas pela vontade das partes.
c) Por vontade das partes, não podendo exceder de cinco anos a
indivisão estabelecida pelo doador ou pelo testador.

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d) Por vontade das partes, que não poderão acordá-la por prazo maior
de cinco anos, insuscetível de prorrogação ulterior.
e) Apenas por disposição expressa de lei.

7. FCC 2013/TCE-SP/Auditor. Em relação aos bens, é correto afirmar:


a) Os melhoramentos sobrevindos ao bem consideram-se benfeitorias,
mesmo que sem a intervenção do proprietário, do possuidor ou do
detentor.
b) Os negócios atinentes ao principal sempre abrangem as pertenças.
c) Os bens públicos dominicais podem ser alienados, atendidas as
exigências da lei.
d) Os bens públicos estão sujeitos à usucapião.
e) As energias que tiverem valor econômico consideram- se imóveis.

8. FCC 2013/TJ-PE/Serviços Notariais e de Registro. No tocante aos


bens, é correto afirmar:
a) Perdem o caráter de imóveis as edificações separadas do solo e
removidas para outro local, ainda que conservando sua unidade.
b) Consideram-se imóveis, para efeitos legais, os direitos reais sobre
imóveis e as ações que os asseguram, bem como o direito à sucessão
aberta.
c) Tornam-se móveis os materiais provisoriamente separados de um
prédio, para nele se reempregarem.
d) São bens consumíveis aqueles cujo uso importa destruição imediata
da própria substância, salvo se destinados à alienação.
e) Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares
que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.

9. FCC 2012/TRF - 2ª REGIÃO/Analista Judiciário - Execução de


Mandados. Considere:
I. Praça da Sé - São Paulo - Capital.
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II. Gonzaga - Praia da Cidade de Santos - SP.


III. Rio Tietê.
IV. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W.
V. Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X.

De acordo com o Código Civil brasileiro, considera-se bem público de uso


especial os indicados APENAS em
a) I e IV
b) I, II e III.
c) I, IV e V.

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d) III, IV e V.
e) IV e V.

10. FCC 2012/TRE-PR/Analista Judiciário. Considera-se imóvel para


efeitos legais
a) Direito à sucessão aberta.
b) Apenas a ação que assegura os direitos reais sobre imóveis.
c) Tudo o que se incorporar natural ou artificialmente ao solo.
d) Somente o que se incorporar artificialmente ao solo.
e) Somente o direito real sobre os imóveis alheios.

11. FCC 2012/TRT 11ª/Técnico Judiciário. Considere as seguintes


hipóteses:
I. Na reforma da residência de Otávio, foi retirada toda a lareira da sala
para pintura das paredes e teto para posterior recolocação.
II. Márcia comprou sementes e as plantou para fins de cultivo.

Nestes casos, a lareira


a) É considerada bem móvel e as sementes bens imóveis.
b) E as sementes são considerados bens imóveis.
c) E as sementes são considerados bens móveis.
d) É considerada bem imóvel e as sementes bens móveis.
e) E as sementes são considerados bens insuscetíveis de classificação
momentânea.

12. FCC 2012/TRT 11ª/Analista Judiciário/Execução de Mandatos.


Podem ser considerados bens imóveis para os efeitos legais,
a) As cisternas e as energias que tenham valor econômico.
b) Os direitos pessoais de caráter patrimonial e as energias que tenham
valor econômico.
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c) Direito à sucessão aberta e os direitos pessoais de caráter


patrimonial.
d) Os direitos reais sobre imóveis, as máquinas de uma indústria e o
direito à sucessão aberta.
e) Os direitos personalíssimos e o carvão.

13. Estratégia concursos 2012/Simulado AFRF. Quanto aos Bens,


assinale a alternativa incorreta.
a) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per
si, independentemente dos demais.
b) Os bens que formam a universalidade de fato podem ser objeto de
relações jurídicas próprias.

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c) São fungíveis os imóveis que podem substituir-se por outros da


mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) Os bens públicos não estão sujeitos à prescrição aquisitiva.
e) Para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta considera-se bem
imóvel, já os direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas
ações consideram-se bens móveis.

14. Estratégia Concursos 2012/Simulado ACE (MDIC). Assinale a


alternativa correta:
a) O Prédio da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo é bem
imóvel, classificado como bem público de uso comum (res communes
omnium).
b) Entende-se por produto, tudo quilo que pode ser industrializado. É a
produção periódica de alguma coisa, sem alterar a sua substância,
como, por exemplo, o fruto de uma árvore, o leite e os ovos.
c) Os bens públicos de uso especial não podem ser alienados enquanto
afetados ao serviço público. Além disso, são imprescritíveis e
impenhoráveis. Os bens públicos dominicais podem ser alienados,
observadas as exigências da lei, mas não estão sujeitos a usucapião.
d) Os frutos percipiendos são aqueles ligados a coisa que os produziu,
enquanto os frutos percebidos são aqueles já separados. Frutos
estantes são aqueles que estão armazenados para venda, já frutos
consumidos são aqueles que não existem mais.
e) Uma universalidade de direito (universitas iuris), é o conjunto de
bens singulares, pertinentes à mesma pessoa, ligados entre si para a
consecução de um fim, a exemplo de uma galeria de quadros.

15. FCC 2012/TRT 6ª Região/Analista. São benfeitorias úteis


a) As que aumentam ou facilitam o uso do bem.
b) As que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore.
c) As de deleite ou recreio, embora não aumentem o uso habitual.
d) Somente aquelas que, sem aumentar o uso habitual, tornem mais
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agradável o bem.
e) As indispensáveis à conservação do bem.

16. FCC 2011/TRE-RN/Técnico. Uma nota de R$ 100,00 e um saco de


arroz são bens
a) Infungíveis e consumíveis.
b) Móveis e infungíveis.
c) Móveis e fungíveis.
d) Móveis e indivisíveis.
e) Imóveis e consumíveis.

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17. FCC 2011/TRT 20ª/Técnico Judiciário. Considere:


I. A hipoteca de um terreno.
II. Os direitos autorais.
III. Uma floresta.

São bens imóveis os indicados APENAS em


a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) II e III.

18. FCC 2011/TRT 14ª/ Técnico Judiciário. José adquiriu uma área de
terras e nela construiu uma pequena casa. Adquiriu cinquenta cabeças de
gado, um trator, madeira para construção de um curral e diversas
ferramentas para agricultura. Consideram-se bens móveis
a) As cabeças de gado e a madeira para construção do curral, somente.
b) Trator e as ferramentas para agricultura, somente.
c) As cabeças de gado, o trator, a madeira para construção do curral e
as ferramentas para agricultura.
d) As ferramentas para agricultura, somente.
e) Trator, a madeira para construção do curral e as ferramentas para
agricultura, somente.

19. FCC 2011/ TRT 14ª/ Analista Judiciário/Execução de Mandatos.


A respeito dos bens públicos, considere:
I. Bens de uso comum do povo.
II. Bens de uso especial.
III. Bens dominicais. 37903993372

São inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, os bens


públicos indicados APENAS em
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.

20. FCC 2011/TRF 1ª/ Analista Judiciário/ Execução de Mandatos.


Um saco de cimento e um saco de arroz são bens

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a) Fungível e infungível, respectivamente.


b) Infungível e fungível, respectivamente.
c) Infungíveis.
d) Fungíveis.
e) Não consumíveis

21. FCC 2011/ TRE-TO/Analista Judiciário. Os materiais destinados a


alguma construção, enquanto não forem empregados; os materiais
provenientes da demolição de algum prédio e os direitos reais sobre objetos
móveis são considerados
a) Bem móvel, imóvel e móvel, respectivamente.
b) Bens imóveis.
c) Bem móvel, móvel e imóvel, respectivamente.
d) Bem imóvel, móvel e imóvel, respectivamente.
e) Bens móveis.

22. FCC 2011 / TRT - 23ª REGIÃO (MT) / Analista Judiciário /


Execução de Mandados. Considera-se, dentre outros, bem imóvel:
a) A energia térmica.
b) A energia elétrica.
c) O direito autoral.
d) O direito hereditário.
e) O direito de patente.

23. FCC 2011 / TJ-PE / Juiz. Os imóveis a seguir mencionados


pertencem:
Imóvel 1 - a uma pessoa jurídica de direito privado, mas de que o Estado
é acionista;
Imóvel 2 – a uma autarquia, onde funciona hospital para atendimento
gratuito da população;
Imóvel 3 – a um loteamento urbano aprovado e registrado, para servir de
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praça pública, mas cujo terreno não foi objeto de desapropriação;


Imóvel 4 – ao município que o recebeu, por ser a herança vacante, e que
permanece sem destinação.

Esses imóveis são classificados, respectivamente, como bens:


a) Particular; público de uso especial; público de uso comum do povo;
público dominical.
b) Público de uso especial; público de uso especial; particular por falta
de desapropriação; público dominical.
c) Particular; público de uso comum do povo; público de uso comum do
povo; público de uso especial.

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d) Público dominical; público de uso especial; particular, por falta de


desapropriação mas que se tornará público pela usucapião; público
dominical.
e) Particular; público de uso especial; particular que só se tornará
público por desapropriação; público dominical.

24. FCC 2010 / PGM-TERESINA-PI / Procurador Municipal. Para o


Código Civil, os bens públicos
a) Têm a gratuidade como inerente a seu uso comum.
b) São sempre inalienáveis.
c) Dominicais e os de uso especial podem ser alienados, enquanto
conservarem sua qualificação, observadas as exigências legais.
d) São aqueles do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas
de direito público interno, inclusive suas autarquias.
e) Não são passíveis de usucapião, salvo os bens autárquicos.

25. FCC 2010 / TRT - 22ª Região (PI) / Analista Judiciário / Área
Judiciária / Execução de Mandados. O direito à sucessão aberta, a
energia térmica e os animais incluem-se, para os efeitos legais, na
categoria dos bens
a) Móveis.
b) Imóveis.
c) Imóveis, imóveis e móveis, respectivamente.
d) Imóveis, móveis e móveis, respectivamente.
e) Móveis, imóveis e móveis, respectivamente.

26. FCC 2010 / TCE-AP / Procurador. Considera-se bem imóvel para os


efeitos legais
a) O direito pessoal de caráter patrimonial.
b) O direito autoral.
c) O direito de propriedade industrial.
d) O direito à sucessão aberta. 37903993372

e) A energia que tenha valor econômico.

27. FCC 2010 / TRE-RS / Analista Judiciário / Área Administrativa.


De acordo com o Código Civil brasileiro, com relação aos bens públicos é
INCORRETO afirmar:
a) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público interno.
b) São bens públicos de uso comum do povo os rios, mares, estradas,
ruas e praças.
c) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que
a lei determinar.

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d) O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído,


conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja
administração pertencerem.
e) Em regra, consideram-se bem de uso especial os bens pertencentes
às pessoas jurídicas de direito público, constituindo seu patrimônio,
a que se tenha dado estrutura de direito privado.

28. FCC 2010 / PGE-AM / Procurador. São imóveis por definição legal
a) Somente os bens móveis pertencentes à herança, enquanto não for
partilhada.
b) O direito à sucessão aberta e os direitos reais sobre bens imóveis.
c) Somente os direitos reais sobre bens imóveis e as ações que os
asseguram.
d) Tudo quanto se incorpora natural ou artificialmente ao solo.
e) Os materiais separados de um prédio para nele ou em outro prédio
serem reempregados.

29. FCC 2010 / TRE-AM / Analista Judiciário / Área Administrativa.


Considere as assertivas abaixo a respeito das classificações dos bens.
I. Consideram-se móveis para os efeitos legais os direitos pessoais de
caráter patrimonial e respectivas ações.
II. Constitui universalidade de fato a pluralidade o complexo de relações
jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico.
III. Consideram-se imóveis para os efeitos legais o direito à sucessão
aberta.
IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.

De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma


APENAS em
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a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) II e IV.

30. FCC 2010/TJ-PI/Assessor Jurídico. Quanto à classificação dos


bens, segundo as normas preconizadas pelo Código Civil brasileiro é correto
afirmar:
a) Consideram-se móvel para os efeitos legais os direitos reais sobre
imóveis e as ações que os asseguram.

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b) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per


si, independentemente dos demais.
c) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham
valor econômico.
d) Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal, em regra,
abrangem as pertenças.
e) São consumíveis os bens móveis ou imóveis que podem substituir-se
por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.

31. FCC 2010/TJ-MS/Juiz. Os bens naturalmente divisíveis podem


tornar-se indivisíveis
a) Exclusivamente se comprometer sua utilidade econômica, como se
verifica no estabelecimento, por lei, de parcela mínima de
fracionamento dos imóveis rurais ou urbanos.
b) Apenas em razão de cláusula testamentária ou de contrato de
doação, não podendo exceder o prazo de dez anos.
c) Por vontade das partes, porém o acordo não pode estabelecer prazo
maior do que cinco anos para a indivisão, suscetível de prorrogação
ulterior.
d) Perpetuamente, em razão de distribuição testamentária.
e) Apenas em razão de disposição legal, para atender o interesse
público.

32. FCC 2010/TRF-4ª Região/Analista. No que concerne aos Bens


Reciprocamente Considerados, é INCORRETO afirmar:
a) Em regra, os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal
abrangem as pertenças.
b) Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente;
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal.
c) Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.
d) Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos
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sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou


detentor.
e) São voluptuárias as benfeitorias de mero deleite ou recreio, que não
aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável
ou sejam de elevado valor.

33. FCC 2010/TER-AL/Analista. Considere os seguintes bens: Praça do


Coração; Prédio da administração da Prefeitura da cidade X; Rio Alegre que
liga a cidade C a cidade B; Prédio da administração da autarquia municipal
W. De acordo com o Código Civil Brasileiro estes bens são,
respectivamente, de uso
a) Comum do povo; especial, comum do povo; especial.

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b) Comum do povo; especial, comum do povo; dominical.


c) Comum do povo; dominical, especial; especial.
d) Especial; especial, comum do povo; especial.
e) Especial; comum do povo, especial; comum do povo.

34. FCC 2009/TRT 3ª Região/Analista. A respeito das diferentes classes


de bens, é correto afirmar que
a) Os frutos e produtos só podem ser objeto de negócio jurídico após
separados do bem principal.
b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais os direitos pessoais de
caráter patrimonial e as respectivas ações.
c) São fungíveis os móveis ou imóveis que podem substituir- se por
outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
vontade das partes.
e) São públicos dominicais os edifícios ou terrenos destinados a serviço
ou estabelecimento da administração federal, estadual ou municipal

35. FCC 2009/MPE-SE/Técnico. Considere:


I. Para os efeitos legais, são imóveis, dentre outros, as energias que
tenham valor econômico e os direitos pessoais de caráter patrimonial e
respectivas ações.
II. Constitui universalidade de fato o complexo de relações jurídicas, de
uma pessoa, dotadas de valor econômico.
III. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos
podem ser objeto de negócio jurídico.
IV. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se
destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento
de outro.
37903993372

De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que se afirma APENAS
em
a) III e IV.
b) I, II e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II, III e IV.

36. FCC 2009 / TJ-SE / Analista Judiciário / Área Judiciária. A


respeito das diferentes classes de bens, é correto afirmar:

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a) Os bens naturalmente divisíveis não podem tornar- se indivisíveis por


vontade das partes.
b) Consideram-se imóveis para os efeitos legais as energias que tenham
valor econômico.
c) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertencentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
d) Considera-se móvel para os efeitos legais o direito à sucessão aberta.
e) São necessárias as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do
bem.

37. FCC 2009 / DPE-MT / Defensor Público. Assinale a alternativa que


se coaduna com o Código Civil brasileiro.
a) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por
determinação da lei, mas não por vontade das partes.
b) Tem domicílio necessário o absolutamente incapaz, o servidor
público, o militar e o marítimo, apenas.
c) O domicílio necessário do incapaz é o do seu representante ou
assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer
permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo
da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar
imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver
matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.
d) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua
residência com ânimo definitivo, não admitindo o direito atualmente
vigente a pluralidade de domicílios.
e) Consideram-se bens imóveis para os efeitos legais o direito à
sucessão aberta e os direitos reais e as ações que os asseguram.

38. FCC 2008/MPE-RS/Assistente de Promotoria. O direito à sucessão


aberta, os direitos pessoais de caráter patrimonial e os direitos reais sobre
objetos móveis são, para os efeitos legais, considerados bens
a) Móveis. 37903993372

b) Imóveis.
c) Imóvel, móvel e móvel, respectivamente.
d) Móvel, imóvel e imóvel, respectivamente.
e) Imóvel, imóvel e móvel, respectivamente.

39. FCC 2008 / MPE-PE / Promotor de Justiça. Consideram-se, dentre


outros, bem móveis para os efeitos legais
a) As energias que tenham valor econômico.
b) O direito à sucessão aberta decorrente da declaração de ausência ou
óbito.
c) As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua
unidade, forem removidas para outro local.

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d) Os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se


reintegrarem.
e) Os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram.

40. FCC 2007 / TRE-SE / Técnico Judiciário / Área Administrativa.


Mário resolveu mudar-se do Estado da Bahia para o Paraná, uma vez que
sua fábrica não estava dando lucro. Tendo em vista que só possuía direito
real sobre um terreno na cidade de Curitiba, resolveu levar a casa pré-
fabricada que residia, fechar sua fábrica e demolir o prédio onde estava
sediada. Neste caso é (são) considerado (s), bem (s) imóvel (is) para
efeitos legais
a) A casa pré-fabricada de Mário e o direito real que ele possui sobre o
terreno.
b) Apenas a casa pré-fabricada de Mário.
c) A casa pré-fabricada de Mário e os matérias provenientes da
demolição do prédio de sua empresa.
d) Apenas os materiais provenientes da demolição do prédio de sua
empresa.
e) O direito real que ele possui sobre o terreno e os materiais
provenientes da demolição do prédio de sua empresa.

41. FCC 2007 / TRE-SE / Técnico Judiciário / Área Administrativa.


Considere as afirmativas abaixo a respeito das diferentes classes de bens.
I. Os bens naturalmente divisíveis podem se tornar indivisíveis por
determinação da lei ou por vontade das partes.
II. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si,
independentemente dos demais.
III. Constitui uma universalidade de direito a pluralidade de bens singulares
que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
IV. São infungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
37903993372

É correto o que se afirma APENAS em:


a) I e II.
b) I, II e III.
c) I e IV.
d) II, III e IV.
e) III e IV.

42. FCC 2007 / TRE-SE / Analista Judiciário / Área Administrativa.


As energias que tenham valor econômico; os direitos pessoais de caráter

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patrimonial; o direito à sucessão aberta e as ações que asseguram os


direitos reais sobre imóveis, são considerados, para os efeitos legais, bens
a) Imóvel, móvel, imóvel e imóvel.
b) Móvel, imóvel, móvel e imóvel.
c) Móvel, móvel, imóvel e imóvel.
d) Imóvel, móvel, imóvel e móvel.
e) Móvel, imóvel, imóvel e móvel.

43. FCC 2007 / TRF-4R / Analista Judiciário / Área Judiciária /


Execução de Mandados. Maria está na praça Beija Flor, em frente ao
prédio da prefeitura da cidade de Lagoas, ao lado direito de um terreno
baldio que é patrimônio da prefeitura e ao lado esquerdo do prédio da
autarquia federal W. De acordo com o Código Civil brasileiro, em regra, a
praça, o prédio da Prefeitura, o terreno baldio e o prédio da autarquia
federal W são considerados, respectivamente, bens públicos
a) Dominical, de uso comum do povo, dominical e de uso especial.
b) De uso comum do povo, de uso comum do povo, dominical e de uso
especial.
c) De uso comum do povo, dominical, de uso especial e dominical.
d) De uso comum do povo, dominical, dominical e de uso especial.
e) De uso comum do povo, de uso especial, dominical e de uso especial.

44. FCC 2007 / TRF - 1ª REGIÃO / Técnico Judiciário / Área


Administrativa. Considere as seguintes assertivas a respeito das classes
de bens adotadas pelo Código Civil Brasileiro:
I. São fungíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
II. Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
III. Os bens que formam uma universalidade de fato não podem ser objeto
de relações jurídicas próprias.
37903993372

IV. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por


determinação da lei ou por vontade das partes.

Estão corretas SOMENTE


a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

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45. FCC 2007/TRF 3ª Região/Analista. Considere os seguintes bens


públicos:
I. Rios e mares.
II. Prédio integrante do patrimônio da União.
III. Estradas.
IV. Terrenos destinados a serviço da administração estadual.
V. Ruas e praças.
VI. Edifícios destinados a instalação da administração municipal.

São bens de uso especial os indicados APENAS em


a) I, III e V.
b) II, V e VI.
c) II e III.
d) III, IV e V.
e) IV e VI.

46. FCC 2007/TRF 1ª Região/Técnico. As praças, os rios e o edifício


onde funciona a Prefeitura Municipal são, respectivamente, bens públicos
de uso
a) Especial, dominical e dominical.
b) Comum do povo, de uso comum do povo e dominical.
c) Comum do povo, dominical e de uso especial.
d) Comum do povo, de uso comum do povo e de uso especial.
e) Especial, de uso comum do povo e dominical.

47. FCC 2006 / TRF - 1ª REGIÃO / Analista Judiciário / Área


Judiciária. De acordo com a classificação dos bens adotada pelo Código
Civil brasileiro, é correto afirmar que
37903993372

a) Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por


determinação da lei, mas não por vontade das partes.
b) O direito à sucessão aberta é considerado bem móvel para os efeitos
legais, havendo, expressa determinação legal neste sentido.
c) São infungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da
mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) As energias que tenham valor econômico são consideradas bens
imóveis para os efeitos legais, havendo, expressa determinação legal
neste sentido.
e) São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per
si, independentemente dos demais.

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48. FCC 2006 / TRF - 1ª REGIÃO / Técnico Judiciário / Área


Administrativa. Mário possui direito real sobre imóvel; João direito à
sucessão aberta e Maria direito pessoal de caráter patrimonial. Neste caso,
de acordo com o Código Civil brasileiro, os direitos de Mário, João e Maria
são considerados, para os efeitos legais, respectivamente, bem
a) Imóvel, imóvel e móvel.
b) Móvel, imóvel e imóvel.
c) Imóvel, móvel e imóvel.
d) Imóvel, móvel e móvel.
e) Móvel, móvel e imóvel.

49. FCC 2006 / TRE-SP / Analista Judiciário / Área Administrativa.


Com relação à classificação dos bens adotada pelo Código Civil Brasileiro,
é correto afirmar:
a) Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que,
pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.
b) Consideram-se bens imóveis, para os efeitos legais, os direitos
pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.
c) São bens infungíveis os móveis que podem substituir- se por outros
da mesma espécie, qualidade e quantidade.
d) Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, o direito à
sucessão aberta, bem como os direitos reais sobre imóveis e as ações
que os asseguram.
e) São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público externo.

50. FCC 2006 / TRE-AP / Analista Judiciário / Área Administrativa.


Dentre outros, considera-se bem imóvel para os efeitos legais
a) O direito à sucessão aberta.
b) A energia que tenha valor econômico.
c) O direito real sobre objetos móveis.37903993372

d) O direito pessoal de caráter patrimonial.


e) A ação correspondente a direitos pessoais de caráter patrimonial.

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Gabarito:

01.E 02.A 03.D 04.D 05.E 06.C 07.C 08.B 09.E 10.A

11.B 12.D 13.C 14.C 15.A 16.C 17.C 18.C 19.B 20.D

21.E 22.D 23.A 24.D 25.D 26.D 27.E 28.B 29.A 30.B

31.C 32.A 33.A 34.D 35.A 36.C 37.C 38.C 39.A 40.A

41.A 42.C 43.E 44.A 45.E 46. D 47.E 48.A 49.A 50.A

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