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MÓDULO 07:

CONVERSORES CC-CC NÃO ISOLADOS

Núcleo de Automação e Eletrônica de Potência


Universidade Federal de Juiz de Fora
Juiz de Fora, MG
36036-900, Brazil

2018

pedro.gomes@ufjf.edu.br (NAEP) DC-DC Converters 2018 1 / 119


Introdução

Introdução

Conversores CC-CC são circuitos chaveados que convertem uma


tensão ou corrente CC, nos seus terminais de entrada, para
diferentes níveis de tensão ou corrente CC nos seus terminais de
saída.

Estes conversores CC-CC podem ser classificados como:

Não isolados ⇒ Os terminais de entrada e saída possuem ligação


galvânica;

Isolados ⇒ Os terminais de entrada e saída são acoplados


magneticamente.

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Introdução

Regulador linear

O transistor bipolar opera na região linear;


A corrente de base do BJT é ajustada para regular a tensão CC
sobre a carga;
As perdas associadas a este processo de conversão é a principal
desvantagem desse circuito.

Figura 1: Exemplo de regulador de tensão linear.

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Introdução

Conversor chaveado

Neste exemplo o BJT opera como uma chave aberta (corte) ou


chave fechada (saturação);

Este circuito é denominado circuito recortador ou “Chopper”.

Figura 2: Exemplo de regulador CC chaveado.

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Introdução

vo

Vs

Fechada Aberta
t
DT T

(1 − D)T
Figura 3: Forma de onda da tensão na carga.

ton = DT é o tempo em que o interruptor fica fechado em (s).


toff = (T − ton ) = (1 − D)T é o tempo em que o interruptor fica
aberto em (s).
T é o período de chaveamento em (s).
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Introdução

Razão cíclica

A razão cíclica (“duty-cycle”) ou ciclo de trabalho do interruptor é


definido como,
ton
D= (1)
T

Tem-se que a tensão média nos terminais da carga é dada por:

1 T 1 ton
Z Z t 
on
Vo = vo dt = vo dt = Vs (2)
T 0 T 0 T

Substituindo (1) em (2) pode-se escrever.

Vo = DVs (3)

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Introdução

Resistência equivalente

De (3) tem-se o valor da corrente média que flui pelos terminais


da carga:
Vo DVs
Io = = (4)
RL RL

A resistência equivalente vista dos terminais da fonte CC é:


Vs Vs Vs R
Rs = = = = L (5)
Is Io DVs D
RL

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Introdução

Resistência equivalente
R S / RL

15

10

0 0,5 1 D
Figura 4: Resistência equivalente vista dos terminais da fonte CC.

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Introdução

Valor Eficaz e Potência média

O valor eficaz (rms) da tensão de saída é calculado por:


s
1 T 2 √
Z r
ton
Vorms = vo dt = Vs = DVs (6)
T 0 T

Desprezando as perdas, a potência média na carga é dada por:

1 T 1 T v2o V2
Z Z
Po = vo io dt = dt = D s (7)
T 0 T 0 RL RL

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Introdução

Harmônicos da tensão de saída

vo

Vs

−DT/2 0 +DT/2 T t
Figura 5: Novo eixo de referência para a tensão chaveada de saída.

O coeficiente a0 da série de Fourier é dado por:


" Z ton # " Z DT #
1 2 1 2
a0 = 2 vo dt = 2 Vs dt = DVs (8)
T 0 T 0

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Introdução

Harmônicos da tensão de saída

Os coeficientes an da série de Fourier são dados por:


" Z ton #
2 2
an = 2 vo cos(nωt)dt
T 0
Z DT
4 2
(9)
= Vs cos(nωt)dt
T 0
 
2Vs
= sen(nDπ)

para todo n inteiro positivo.

Os coeficientes bn = 0 da série de Fourier são nulos (função par).

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Introdução

Harmônicos da tensão de saída

Escrevendo a expressão da tensão de saída do conversor através


dos termos da série de Fourier tem-se:

∞   
X 2Vs
vo = DVs + sen(nDπ) cos(nωt) (10)

n=1

onde a razão cíclica pode variar 0 ≤ D ≤ 1, ou seja,

para ton = T ⇒ D = 1;

para ton = 0 ⇒ D = 0.

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Introdução

Como gerar ou variar a razão cíclica D em um circuito


real?
+
Vo (atual) vcontrol
Sinal de disparo
− Comparador
Vo (ref ) da chave

Onda triangular (vst )

vst vcontrol

0 t
on on on on
vcontrol > vst
Sinal de disparo
da chave
off off off

ton toff
vcontrol < vst
Ts
Figura 6:(NAEP)
pedro.gomes@ufjf.edu.br Circuito para controlar
DC-DCa razão cíclica do conversor chaveado. 2018
Converters 13 / 119
Introdução

Comentários

O interruptor semicondutor tem que ter capacidade de disparo e


corte controlados ⇒ interruptor autocomutado (do inglês,
“self-commutating switch”).

Algumas sugestões são:

Transistores MOSFET → ALTA frequência de chaveamento porém


capaz de processar uma quantidade de potência BAIXA.

Transistores IGBT → MÉDIA frequência de chaveamento e capaz


de processar uma quantidade potência ELEVADA.

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Introdução

Principais conversores CC-CC não isolados

1 Conversor buck ou Conversor abaixador (do inglês, Step-down);

2 Conversor boost ou Conversor elevador (do inglês, Step-up);

3 Conversor buck-boost ou Conversor abaixador/elevador (do


inglês, Step-down/up);

4 Conversor Ćuk;

5 Conversor SEPIC.

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Conversor buck

Conversor buck

O conversor chaveado da Figura 2 é um conversor buck;


Tensão de saída é menor que a tensão de entrada.

Nas aplicações práticas esta topologia apresenta dois problemas:

1 A tensão sobre RL (carga) oscila entre 0 e Vs .


SOLUÇÃO ⇒ Conexão de um capacitor em paralelo com os
terminais de saída para filtrar a tensão chaveada.
Para evitar picos de corrente na fonte conecta-se um indutor entre o
capacitor e o terminal de saída do interruptor semicondutor;

2 A inclusão do indutor e a alimentação de cargas indutivas


provocam sobretensões quando o interruptor é comutado;
SOLUÇÃO ⇒ Conexão de um diodo reversamente polarizado em
paralelo com fonte de entrada e o interruptor semicondutor.

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Conversor buck

Topologia básica

Figura 7: Topologia básica do conversor buck.

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Conversor buck

HIPÓTESES iniciais

1 O funcionamento do conversor é estável;

2 O regime condução de corrente pelo indutor é contínuo (do


inglês, Continuous Conduction Mode) (CCM);

3 A corrente no indutor é sempre positiva;

4 O valor do capacitor de saída é elevado e a tensão de saída é


constante (Vo ) e menor que a tensão da fonte (Vs );

5 O período de chaveamento é T : O interruptor fica fechado pelo


tempo DT e aberto pelo tempo (1 − D) T;

6 Todos os componentes do circuito são ideais.

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Conversor buck

Análise do funcionamento d
L

− vL DT t
− Vi − Vo
Vi + C Vo R A
+ t
−V0
iL
Vi −Vo
Interruptor fechado Io
L

iL L iL t
is
+ vL − Io ISM
− − − Io
Vi + vD C Vo R Is
+ + vs t
VSM = Vi

iD t
IDM
Io
ID
vD t
t

−Vi

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Conversor buck

Análise do funcionamento d
L

− vL DT T t
− Vi − Vo
Vi + C Vo R A VL

+ B t
−V0
iL
Vi −Vo −Vo
L L
Io ∆iL

is t
ISM
Io
Is
vs t
VSM = Vi

Interruptor aberto
iD t
L iL IDM
Io
+ vs − + vL − Io ID
− −
Vi + iD C Vo R vD t
+ t

−Vi

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Conversor buck

Análise para o interruptor FECHADO

Considerações:
1 O diodo D fica reversamente polarizado ⇒ iD = 0
2 O capacitor C é grande para garantir uma tensão constante na
carga (vo = Vo ).

Figura 8: Circuito equivalente para o interruptor semicondutor fechado.

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Conversor buck

Tensão sobre indutor para o interruptor fechado e o diodo


reversamente polarizado (aberto):
diL
vL = Vs − Vo = L (11)
dt

Reescrevendo (11) como se segue:

diL ∆i Vs − Vo
≈ L = (12)
dt ∆t L

Fazendo ∆t = DT em (12) tem-se o “ripple” da corrente pelo


indutor:  
Vs − Vo
∆iLON = DT (13)
L

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Conversor buck

Análise para o interruptor ABERTO

Consideração:
1 O diodo D fica diretamente polarizado ⇒ iD = iL

Figura 9: Circuito equivalente para interruptor semicondutor aberto.

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Conversor buck

Tensão sobre indutor para o interruptor aberto e o diodo


diretamente polarizado (fechado):
diL
vL = −Vo = L (14)
dt

Reescrevendo (14) como se segue:

diL ∆i Vo
≈ L =− (15)
dt ∆t L

Fazendo ∆t = (1 − D)T em (15) tem-se o “ripple” da corrente pelo


indutor:  
Vo
∆iLOFF = − (1 − D) T (16)
L

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Conversor buck

O funcionamento estável do conversor exige que a corrente no


final do período de chaveamento seja igual a corrente a do início,

∆iLON + ∆iLOFF = 0 (17)

Substituindo (13) e (16) em (17) tem-se:


   
Vs − Vo Vo
DT − (1 − D) T = 0 (18)
L L

Que resulta,
Vo = DVs (19)
Observe que a tensão de saída depende apenas da tensão de
entrada e do ciclo de trabalho (D).

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Conversor buck

Resultado semelhante pode ser alcançado assumindo que a


tensão média sobre o indutor é NULA (VL = 0);

Como iL (t + T) = iL (t) pode-se escrever:


Z T Z ton Z T
1 1 1
vL dt = vL dt + vL dt = 0 (20)
T 0 T 0 T ton

Resolvendo a equação anterior tem-se,

(Vs − Vo ) ton − Vo (T − ton ) = 0 (21)

Que pode ser reescrita como,


Vo ton
= =D (22)
Vs T

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Conversor buck

6.3 The Buck (Step-Down) Converter


6.3 The Buck (Step-Down) Converter
vL

Vs − VvLo
Vs − V o

t
t
−Vo
−Vo
(a)
(a)
(a)
iL
Imax
iL
Imax IR ∆iL
Imin IR ∆iL
Imin
DT T t
DT T (b) t
(b)
iC (b)
Figura 10: Formas de onda no indutor do conversor buck: (a) tensão (b) corrente.
iC
∆ iL
t
pedro.gomes@ufjf.edu.br (NAEP) DC-DC Converters ∆ iL 2018 26 / 119
Conversor buck

Da Figura 10 pode-se calcular os valores máximos e mínimos da


corrente pelo indutor do conversor,
  
∆iL Vo 1 Vo
iLmáx = IL + = + (1 − D) T
2 R 2 L
  (23)
1 1−D
= Vo +
R 2Lf

e,
  
∆iL Vo 1 Vo
iLmín = IL − = − (1 − D) T
2 R 2 L
  (24)
1 1−D
= Vo −
R 2Lf
onde f = 1/T é a frequência de chaveamento do conversor buck.

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Conversor buck

Para que todas análises anteriores sejam válidas o conversor


deve operar no modo de condução contínuo (CCM), ou seja,
deve-se garantir que iL > 0;
Fazendo iLmín = 0 em (24) tem-se:
 
1 1−D
0 = Vo −
R 2Lf
(25)
Vo (1 − D)Vo
=
R 2Lf

Que resulta,
(1 − D)R
Lmín = (26)
2f

Na prática deve-se escolher um valor de indutância maior Lmín


para garantir que o conversor opere no modo CCM.

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Conversor buck

O “ripple” (variação) da corrente pelo indutor é um critério


fundamental no projeto dos conversores buck:

De (13) tem-se que


 
Vs − Vo (1 − D) Vo
∆iL = DT = (27)
L f .L

De (27) tem-se que o valor da indutância do conversor para uma


dada variação da corrente ∆iL deve ser:

(1 − D) Vo
L= (28)
f ∆iL

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Conversor buck

Modelo estático do conversor buck

Considerando ideais os componentes do conversor buck tem-se


que a potência fornecida pela fonte é igual a potência absorvida
pela carga. Ou seja,
Ps = Po (29)

Is Io
+ +

Vs Vo

− −

Figura 11: Representação do conversor buck como um quadripolo.

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Conversor buck

Reescrevendo (29) tem-se

Vs Is = Vo Io (30)

Substituindo Vo = DVs em (30) tem-se,


Io 1
= (31)
Is D

Pode-se resumir as relações entre as tensões e correntes de


entrada e saída através de,
Vs Io 1
= = (32)
Vo Is D

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Conversor buck

Da análise de (32) pode-se ver o conversor buck, considerando


seu funcionamento em regime permanente e no modo de
condução contínua (CCM), como a um transformador CC
abaixador cuja relação de espiras é 1 : D.

Is Io
+ 1:D +

Vs Vo

− −
Figura 12: Circuito equivalente em regime permanente para o conversor buck operando no CCM.

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Conversor buck
t
t
Ondulação (Ripple)
−V
−V
da tensão de saída
o
o
(a)
(a)

iL
iL
Imax
Imax
IR ∆iL
IR ∆iL
Imin
Imin
DT T t
DT T t
(b)
(b)
(a)
iC
iC

∆ iL
t ∆ iL
t

(c)
(c)
(b)
Figure 6-4 Buck converter waveforms: (a) Inductor voltage;
Figure
Figura 13: Formas 6-4onda
de
(b) Inductor Buck converter
das
current; waveforms:
correntes (a) Inductor
no conversor
(c) Capacitor current. voltage;
buck: (a) indutor (b) capacitor.
(b) Inductor current; (c) Capacitor current.

Analysis for the


pedro.gomes@ufjf.edu.br Switch
(NAEP) Open When
DC-DC the switch
Converters is open, the diode becomes
2018 33 / 119
Conversor buck

Ondulação (Ripple) da tensão de saída

Na Figura 13 a capacitância C foi considerada grande o suficiente


para manter a tensão de saída constante.

Na prática não é possível manter a tensão de saída constante


com uma capacitância finita;

A ondulação (ripple) na tensão de saída pode ser calculada pela


relação tensão x corrente no capacitor do conversor buck;

Para o nó de saída do conversor buck pode-se escrever a


seguinte relação:

iC = iL − iR (33)

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!Q
!Q
!Voo"
!V
Conversor buck "
CC
Thechange
changeinincharge
charge!Q
!Qisisthe
thearea
areaof
ofthe
thetriangle
triangleabove
abovethe
thetime
timeaxis
axis
Corrente The
e tensão no capacitor
11 TT !i !i
de
TT!i
!i
saída
!Q"
!Q " aa bbaa LLbb"
" LL
22 22 22 88
Para iCresulting
positiva
resultinginin o capacitor se carrega. Caso contrário, se
descarrega. !Vo"
!V "
TT!!iiLL
o
8C
8C
iCiC

∆iLL
∆i
∆∆QQ

TT tt
22

(a)
(a)

vvoo

VVoo ∆Voo
∆V

(b)
(b) tt

Figure
Figure
Figura 14: Detalhe das 6-5formas
6-5 Buckconverter
Buck converter
de onda waveforms.
waveforms. (a)Capacitor
(a) Capacitor
no capacitor: current;
current;
(a) corrente (b) tensão.
(b)Capacitor
(b) Capacitorripple
ripplevoltage.
voltage.

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Conversor buck

Da definição de capacitância pode-se escrever:

Q = CVo
∆Q = C∆Vo (34)
∆Q
∆Vo =
C

A variação da carga no capacitor ∆Q é igual a área do triângulo


acima do eixo do tempo mostrado na Figura 14 (a);
  
1 T ∆iL T∆iL
∆Q = = (35)
2 2 2 8

Substituindo (35) em (34) resulta em,


T∆iL
∆Vo = (36)
8C

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Conversor buck

Substituindo (16) em (36) tem-se,

TVo (1 − D) Vo
∆Vo = (1 − D) T = (37)
8CL 8LCf 2

Expressando a ondulação ∆Vo em função da tensão de saída


pode-se escrever,
∆Vo (1 − D)
= (38)
Vo 8LCf 2

Pode-se rearranjar (38) para dimensionar a capacitância C em


função de uma ondulação desejada,

(1 − D)
C=   (39)
8L ∆VVo
o
f2

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form of Fig. 6-4c. The voltage variation
Conversor buck across the capacitor resistance is
o, ESR !VC C " !i r " !i r
L C (6-21)
Efeito da resistência série do capacitor sobre a tensão
To estimate a worst-case condition, one could assume that the peak-to-peak ripple
de saída
voltage due to the ESR algebraically adds to the ripple due to the capacitance. How-
ever, the peaks of the capacitor and the ESR ripple voltages will not coincide, so
!Vo # !Vo,C $ !Vo, ESR (6-22)
where !Vo, C is !Vo in Eq. (6-18). The ripple voltage due to the ESR can be much
Um
larger capacitor
than the ripple real
due toéthe
melhor modeladoInatravés
pure capacitance. that case,detheum capacitor
output capacitor is
chosen on the
ideal basis of the equivalent
C conectado em série series
com resistance
um resistor rather
rC .than capacitance only.
!Vo L !Vo, ESR " ! i C rC (6-23)
∆iC rC
C
+ − + −
∆Vo,C ∆Vo, ESR

Figura 15: Modelo Figure 6-6 A model


para o capacitor com for the
a resistência equivalente série rC .
capacitor including the equivalent
series resistance (ESR).

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Conversor buck

A ondulação (ripple) da tensão de saída para o modelo do


capacitor da Figura 15 é dada por,

∆Vo = ∆Vo,C + ∆Vo,rC (40)

Na prática a ondulação sobre a resistência é muito maior que a


ondulação de tensão sobre a capacitância (∆Vo,C << ∆Vo,rC ).
Logo pode-se escrever,

∆Vo ≈ ∆Vo,rC = rC ∆iC (41)

Neste caso estima-se o valor do capacitor de saída é com base


na resistência equivalente série rC em vez da capacitância
apenas.

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Conversor buck

Exemplo de projeto - Conversor Buck

Projete um conversor buck para produzir uma tensão de saída de


18 V num resistor de 10 Ω. A tensão de ondulação na saída não
deve exceder a 0,5 %. A fonte CC é de 48 V. Projete para um
modo de condução contínua no indutor. Especifique o ciclo de
trabalho, a frequência de chaveamento, os valores do indutor e
capacitor, o valor da tensão de pico para cada dispositivo e a
corrente rms no indutor e no capacitor. Suponha os componentes
ideais.

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Conversor buck

Exemplo de projeto - Conversor Buck


Solução
O duty-cicle para o funcionamento o modo de condução contínuo
é
Vo 18
D= = = 0,375
Vs 48
Escolhendo a frequência de chaveamento igual à 40 kHz, que está
bem acima da faixa audível e baixa o suficiente para manter as
perdas por chaveamento baixas.
O valor mínimo do indutor é calculado por:
(1 − D) × R (1 − 0,375) × 10
Lmin = = = 78 µH
2f 2 × 40000
Adotando o valor do indutor 25% maior que o valor mínimo para
garantir o modo de condução contínua
L = 1,25 × Lmin = 1,25 × 78µH = 97,5 µH
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Conversor buck

Exemplo de projeto - Conversor Buck


Solução
A corrente média no indutor é dada por
Vo 18
IL = = = 1,8 A
R 10
Já a variação da corrente no indutor é
 
Vs − Vo 48 − 18 1
∆iL = DT = −6
× 0,375 × = 2,88 A
L 97,5 × 10 40000

As correntes máxima e mínima no indutor são


∆iL
Imax = IL + = 1,8 + 1,44 = 3,24 A
2
∆iL
Imin = IL − = 1,8 − 1,44 = 0,36 A
2
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Conversor buck

Exemplo de projeto - Conversor Buck

Solução
O valor rms da corrente no indutor é
s 2 s
1,44 2
  
2 ∆i L /2 2
IL,rms = IL + √ = 1,8 + √ = 1,98 A
3 3

O valor do capacitor é escolhido como


1−D 1 − 0,375
C= = = 100 µF
8L(∆Vo /Vo )f 2 8 × 97,5 × 10−6 × 0,005 × 400002

A corrente
√ de pico no capacitor é ∆iL /2 = 1,44 A e o valor rms é
1,44/ 3 = 0,83 A.

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Conversor buck

Exemplo de projeto - Conversor Buck

Solução
A tensão máxima na chave e no diodo é Vs = 48 V.
O maior nível de tensão no indutor é quando a chave está
fechada Vs − Vo = 30 V.
O capacitor deve ter um valor de tensão nominal no valor dos
18 V da saída.

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Conversor boost

Conversor boost

O conversor boost é também um conversor chaveado cuja tensão


de saída é maior que a tensão de entrada.
A P T E R 6 DC-DC Converters

iD
vL
+

iL iC
+ +
Vs Vo

(a) do conversor boost.


Figura 16: Topologia básica

vL = Vs
+
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Conversor boost

HIPÓTESES iniciais

1 O funcionamento do conversor é estável;

2 O regime condução de corrente pelo indutor é contínuo (do


inglês, Continuous Conduction Mode) (CCM);

3 A corrente no indutor é sempre positiva;

4 O valor do capacitor de saída é elevado e a tensão de saída é


constante (Vo ) e maior que a tensão da fonte (Vs );

5 O período de chaveamento é T: O interruptor fica fechado pelo


tempo DT e aberto pelo tempo (1 − D) T;

6 Todos os componentes do circuito são ideais.

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iD
vConversor
L boost
+
Análise para o interruptor
iL FECHADOiC
+ +
Vs
Considerações: Vo
1 O indutor L é alimentado pela fonte Vs ;
2 O diodo D fica reversamente polarizado ⇒ iD = 0
3 O capacitor C garante uma tensão constante na carga (vo = Vo ).
(a)

vL = Vs
+

iL
+ +
Vs Vo

(b)o interruptor semicondutor fechado.


Figura 17: Circuito equivalente para

vL = VS - Vo
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Conversor boost

Tensão sobre indutor para o interruptor fechado e o diodo


reversamente polarizado (aberto):
diL
vL = Vs = L (42)
dt

Reescrevendo (42) como se segue:

diL ∆i Vs
≈ L = (43)
dt ∆t L

Fazendo ∆t = DT em (43) tem-se o “ripple” da corrente pelo


indutor:  
Vs
∆iLON = DT (44)
L

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+
Conversor boost

iL
Análise para
+ o interruptor ABERTO +
Vs Vo
Consideração:
1 O indutor L, carregado no estágio anterior, polariza diretamente o
diodo D forçando ⇒ iD = iL
(b)

vL = VS - Vo
+

iL
+ +
Vs Vo

(c) interruptor semicondutor aberto.


Figura 18: Circuito equivalente para

Figure 6-8 The boost converter. (a) Circuit;


(b) Equivalent circuit for the switch closed;
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Conversor boost

Tensão sobre indutor para o interruptor aberto e o diodo


diretamente polarizado (fechado):
diL
vL = Vs − Vo = L (45)
dt

Reescrevendo (45) como se segue:

diL ∆i Vs − Vo
≈ L = (46)
dt ∆t L

Fazendo ∆t = (1 − D)T em (46) tem-se o “ripple” da corrente pelo


indutor:  
Vs − Vo
∆iLOFF = (1 − D) T (47)
L

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Conversor boost

O funcionamento estável do conversor exige que a corrente no


final do período de chaveamento seja igual a corrente a do início,

∆iLON + ∆iLOFF = 0 (48)

Substituindo (44) e (47) em (48) tem-se:


   
Vs Vs − Vo
DT + (1 − D) T = 0 (49)
L L

Que resulta,
Vs
Vo = (50)
1−D
Observe que a tensão de saída é diretamente proporcional a Vs e
inversamente proporcional a (1 − D).

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Conversor boost

Resultado semelhante pode ser alcançado assumindo que a


tensão média sobre o indutor é NULA (VL = 0);
Como iL (t + T) = iL (t) pode-se escrever:
Z T Z ton Z T
1 1 1
vL dt = vL dt + vL dt = 0 (51)
T 0 T 0 T ton

Resolvendo a equação anterior tem-se,

(Vs ) ton + (Vs − Vo ) (T − ton ) = 0 (52)

Que pode ser reescrita como,


Vo T 1
= = (53)
Vs T − ton 1−D

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L
Conversor boost iD
Vs
vL
Imax
i
D
Vs Closed Open
DT T t Imax
Imin
Closed Open

Vs − Vo DT T t
Imin
DT

Vs − Vo (a) (c
DT
(a) (c
iL iC
Imax
iL iC
∆iL
Imax
Imin
∆iL
DT
∆Q
Imin DT T t V
− o
R DT
∆Q
DT (b)
T t V
− o
(d
Figura 19: Formas de onda no indutor do conversor boost: (a) tensão (b)Rcorrente.
Figure 6-9 Boost converter
(b) waveforms. (a) Inductor voltage; (b) Indu
(d
current; (d) Capacitor current.
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Conversor boost

A corrente média no indutor pode ser determinada sabendo-se


que a potência média dissipada na carga deve ser a mesma
potência fornecida pela fonte. Assim,

Vo2
Po = Vo Io = (54)
R

Igualando (54) com a expressão da potência de entrada Vs IL ,


pode-se escrever:
V2
V s IL = o
R
 2
Vs
1−D (55)
V s IL =
R
Vs
IL =
(1 − D)2 R

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Conversor boost

Os valores máximo e mínimo da corrente pelo indutor podem ser


calculados a partir da Figura 19 e usando (44),
  
∆iL Vs 1 Vs
iLmáx = IL + = + DT
2 (1 − D)2 R 2 L
" # (56)
1 D
= Vs +
(1 − D)2 R 2Lf

e,
  
∆i Vs 1 Vs
iLmín = IL − L = 2
− DT
2 (1 − D) R 2 L
" # (57)
1 D
= Vs −
(1 − D)2 R 2Lf
onde f = 1/T é a frequência de chaveamento do conversor buck.

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Conversor boost

Para que todas análises anteriores sejam válidas o conversor


deve operar no modo de condução contínuo (CCM), ou seja,
deve-se garantir que iL > 0;

Fazendo iLmín = 0 em (24) tem-se:


" #
1 D
0 = Vs 2
− (58)
(1 − D) R 2Lf

Que resulta,
D(1 − D)2 R
Lmín = (59)
2f

Na prática deve-se escolher um valor de indutância maior Lmín


para garantir que o conversor sempre irá operar no modo CCM.

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Conversor boost

Como no conversor anterior (buck), a ondulação (ripple) da


corrente pelo indutor é um critério fundamental no projeto dos
conversores boost.

De (44) tem-se que o valor da indutância do conversor para uma


dada variação da corrente ∆iL deve ser:

DVs
L= (60)
f ∆iL

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Conversor boost

Modelo estático do conversor boost

Considerando ideais os componentes do conversor boost tem-se


que a potência fornecida pela fonte é igual a potência absorvida
pela carga. Ou seja,
Ps = Po (61)

Is Io
+ +

Vs Vo

− −

Figura 20: Representação do conversor boost como um quadripolo.

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Conversor boost

Reescrevendo (61) tem-se

Vs Is = Vo Io (62)

Substituindo Vo = Vs /(1 − D) em (62) tem-se,


Io
= (1 − D) (63)
Is

Pode-se resumir as relações entre as tensões e correntes de


entrada e saída através de,
Vs Io
= = (1 − D) (64)
Vo Is

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Conversor boost

Da análise de (64) pode-se ver o conversor boost, considerando


seu funcionamento em regime permanente e no modo de
condução contínua (CCM), como a um transformador CC
elevador cuja relação de espiras é (1 − D) : 1.

Is Io
+ +

Vs Vo

− −
(1−D):1
Figura 21: Circuito equivalente em regime permanente para o conversor boost operando no
CCM.

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Conversor boost Imax
Closed Open
Ondulação (Ripple)
DT da
T tensão
t
I
de saída min

Vs − Vo
DT T t
6.5 The Boost Converter 213
(a) (c)

iD iL iC
Imax
Imax
∆iL

Imin
Imin
DT T t
∆Q
DT T t V
DT T t − o
R
(c) (b) (d)
(a) (b)
Figura 6-9
Figure 22: Formas de ondawaveforms.
Boost converter das correntes no conversor
(a) Inductor boost:
voltage; (a) diodo
(b) Inductor (b) capacitor.
current; (c) Diode
iCcurrent; (d) Capacitor current.

Analysis for the Switch Open When the switch is opened, the inductor current
cannot changeDT instantaneously,TsoDC-DC
thet diode becomes forward-biased to provide a61 / 119
∆Q
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Conversor boost

Todas as equações anteriores foram desenvolvidas considerando


que a capacitância C era grande o suficiente para manter a
tensão de saída constante.

Na prática não é possível manter a tensão de saída constante


com uma capacitância finita;

A ondulação (ripple) na tensão de saída pode ser calculada pela


relação tensão x corrente no capacitor do conversor;

Para o nó de saída do conversor boost pode-se escrever a


seguinte relação:

iC = iD − iR (65)

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Conversor boost

T t
Corrente noImin
capacitor de saída

DT
Para iC for positiva o capacitor T
se carrega. t
Caso contrário, se
descarrega. (c)

iC

∆iL

DT T t
∆Q
T t V
− o
R
Figura 23: Detalhe da forma (d)
de onda da corrente pelo capacitor.

waveforms. (a) Inductor voltage; (b) Inductor current; (c) Diode


t. pedro.gomes@ufjf.edu.br (NAEP) DC-DC Converters 2018 63 / 119
Conversor boost

Da definição de capacitância pode-se escrever:

∆Q = C∆Vo (66)

A variação da carga no capacitor ∆Q é igual a área do retângulo


abaixo do eixo do tempo na Figura 23;
 
Vo
|∆Q| = DT (67)
R

De (66) e (67) tem-se


∆Vo D
= (68)
Vo RCf
Pode-se reescrever (68) para dimensionar a capacitância C em
função de uma ondulação desejada,
D
C=   (69)
∆Vo
R Vo f

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Conversor boost

Efeito da resistência série do capacitor sobre a tensão


de saída

Como no caso do conversor buck, a resistência equivalente rC em


série com o capacitor de saída tem uma influência direta sobre a
ondulação da tensão na saída .

∆Vo ≈ ∆Vo,rC = rC ∆iC = rC ILmáx (70)

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Conversor boost

Efeito da resistência série do indutor

Considere que a corrente pelo indutor é constante para investigar


seu efeito sobre a tensão de saída.
Ps = Po + PrL
(71)
Vs IL = Vo ID + rL IL2

onde rL é a resistência série do indutor.

A corrente pelo diodo é igual a corrente pelo indutor quando o


interruptor está desligado e zero caso contrário. Portanto, a
corrente média no diodo é,

ID = IL (1 − D) (72)

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Conversor boost

Substituindo (72) em (71) tem-se

Vs IL = Vo IL (1 − D) + rL IL2
(73)
Vs = Vo (1 − D) + rL IL

Isolando IL em (72) tem-se

ID Vo /R
IL = = (74)
(1 − D) (1 − D)

Substituindo (74) em (73) chega-se ao seguinte resultado:


 
Vs  1
Vo = (75)
(1 − D) 1 + rL 2

R(1−D)

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A P T E R 6 DC-DC Converters Conversor boost

10 Vo / Vs vs. D

Ideal
6
Vo / Vs

2 Nonideal

0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0


D
Figura 24: Curvas características (a)
do conversor boost ideal x real.

Efficiency vs. D
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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost

Um conversor boost deve ter saída de 8 V e alimentar uma carga


que consome 1 A. A tensão de entrada varia de 2,7 até 4,2 V. Um
circuito de controle ajusta o ciclo de trabalho para manter a
tensão de saída constante. Selecione a frequência de
chaveamento. Determine o valor de indutor para que a variação
de corrente não seja mais de 40% da corrente média no indutor
para todas as condições de operação. Determine o valor de um
capacitor ideal para que a ondulação de tensão na saída não seja
maior que 2%. Determine a máxima resistência equivalente série
do capacitor para uma ondulação de 2%.

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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost


Solução
Devido à baixa potência do conversor, pode-se empregar um
MOSFET e assim escolher um frequência de chaveamento igual
à 200 kHz.
O circuito deve ser analisado para ambas as tensões de entrada
para determinar o pior caso.
Para Vs = 2,7 V, o duty-cicle é
Vs 2,7
D=1− =1− = 0,663
Vo 8
A corrente média no indutor é:
Vo Io 8×1
IL = = = 2,96 A
Vs 2,7

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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost

Solução
A variação da corrente no indutor para a especificação de 40% é

∆iL = 0,4 × 2,96 = 1,19 A

A indutância é portanto calculada como


Vs D 2,7 × 0,663
L= = = 7,5 µH
∆iL f 1,19 × 200000

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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost

Solução
Repetindo os cálculos para Vs = 4,2 V
Vs 4,2
D=1− =1− = 0,475
Vo 8
Vo Io 8×1
IL = = = 1,9 A
Vs 4,2
∆iL = 0,4 × 1,9 = 0,762 A
Vs D 4,2 × 0,475
L= = = 13,1 µH
∆iL f 0,762 × 200000
O indutor deve ser 13,1µH para satisfazer as especificações para
toda a excursão da tensão de entrada.

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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost

Solução
Utilizando o valor máximo de D, a capacitância mínima é
calculada por
D D 0,663
C= = =
R(∆Vo /Vo )f (Vo /Io )(∆Vo Io )f (8/1)(0,02)(200000)

C = 20,7µF
A máxima resistência série é determinada de acordo com a
máxima variação de corrente no capacitor.
A variação de corrente pico a pico no capacitor é igual à máxima
corrente no indutor.
A corrente média no indutor varia de 2,96 A com Vs = 2,7 V para
1,90 A com Vs = 4,2 V.

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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost


Solução
A variação na corrente do indutor é de 0,762 A para Vs = 4,2 V,
mas deve-se recalcular par Vs = 2,7 V usando o valor escolhido
de 13,1µH

Vs D 2,7 × 0,663
∆iL = = = 0,683 A
Lf 13,2 × 10−6 × 200000
A corrente máxima no indutor para cada caso é calculada como

∆iL 0,683
IL,max2,7 = IL +
= 2,96 + = 3,30 A
2 2
∆iL 0,762
IL,max4,2 = IL + = 1,90 + = 2,28 A
2 2
Isto mostra que a maior variação de corrente pico a pico no
capacitor será de 3,3 A.
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Conversor boost

Exemplo - Projeto Conversor Boost

Solução
A ondulação de tensão na saída devida à RES do capacitor não
deve ser maior que 0,02 × 8 = 0,16 V. Portanto:

∆Vo,res = ∆iC × rC = IL,max × rC

0,16
rC = = 48 mΩ
3,3
Na prática, um capacitor que tem uma RES de 48 mΩ ou menos
pode ter um valor calculado de capacitância muito maior que
20,7 µF.

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Conversor buck-boost
The circuit is operating in the steady state.
The inductor current
Conversor is continuous.
buck-boost
The capacitor is large enough to assume a constant output voltage.
O conversor
The switch is closedbuck–boost
for time DTé and
outroopen
tipo for
de conversor
(1!D)T. chaveado;
A tensão de
The components aresaída
ideal.Vo pode ser menor, igual ou maior que a
tensão de entrada Vs .

iD

iC
+ + +
Vs iL vL Vo

(a)do conversor buck–boost.


Figura 25: Topologia básica

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Conversor buck-boost

HIPÓTESES iniciais

1 O circuito está funcionando em regime permanente;

2 O regime condução de corrente pelo indutor é contínuo (do


inglês, Continuous Conduction Mode) (CCM);

3 A corrente no indutor é sempre positiva;

4 O valor do capacitor de saída é elevado e a tensão de saída é


constante (Vo ) e maior que a tensão da fonte (Vs );

5 O interruptor fica fechado pelo tempo DT e aberto pelo tempo


(1 − D) T;

6 Os componentes do circuito são ideais.

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Conversor buck-boost iD

Análise para o interruptor FECHADO


iC
+ + +
Vs
Considerações: iL vL Vo
1 O indutor L é alimentado pela fonte Vs ;
2 O diodo D fica reversamente polarizado ⇒ iD = 0
3 O capacitor C garante uma tensão constante na carga (vo = Vo ).
(a)

+ + +
Vs iL vL = Vs Vo

(b)o interruptor semicondutor fechado.


Figura 26: Circuito equivalente para

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Conversor buck-boost

Tensão sobre indutor para o interruptor fechado e o diodo


reversamente polarizado (aberto):
diL
vL = Vs = L (76)
dt

Reescrevendo (76) como se segue:

diL ∆i Vs
≈ L = (77)
dt ∆t L

Fazendo ∆t = DT em (43) tem-se o “ripple” da corrente pelo


indutor:  
Vs
∆iLON = DT (78)
L

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(a)
Conversor buck-boost

Análise para o interruptor ABERTO


+ + +
Consideração:
Vs i v = V
L L, carregado Vo
1 A corrente pelo indutor L s no estágio anterior, não pode
variar instantaneamente;
2 O diodo D fica polariza diretamente ⇒ iD = iL ;
3 Nessa condição ⇒ (vL = Vo ).
(b)

+ + +
Vs vL = Vo Vo

(c)interruptor semicondutor aberto.


Figura 27: Circuito equivalente para

Figure 6-11 Buck-boost converter. (a) Circuit;


(b) Equivalent circuit
pedro.gomes@ufjf.edu.br (NAEP) forConverters
DC-DC the switch closed; 2018 80 / 119
Conversor buck-boost

Tensão sobre indutor para o interruptor aberto e o diodo


diretamente polarizado (fechado):
diL
vL = Vo = L (79)
dt

Reescrevendo (79) como se segue:

diL ∆i Vo
≈ L = (80)
dt ∆t L

Fazendo ∆t = (1 − D)T em (80) tem-se o “ripple” da corrente pelo


indutor:  
Vo
∆iLOFF = (1 − D) T (81)
L

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Conversor buck-boost

O funcionamento estável do conversor exige que a corrente no


final do período de chaveamento seja igual a corrente a do início,

∆iLON + ∆iLOFF = 0 (82)

Substituindo (78) e (81) em (82) tem-se:


   
Vs Vo
DT + (1 − D) T = 0 (83)
L L

Que resulta,  
D
Vo = −Vs (84)
1−D
O sinal da tensão de saída é invertido em relação ao sinal da
tensão de entrada.

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Conversor buck-boost

Ganho estático - Conversor buck-boost ideal


|Vo /Vs |
10

1
D
0,5 1
Figura 28: Ganho estático normalizado para o conversor buck-boost ideal
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Conversor buck-boost

Considerando ideais os componentes do conversor buck–boost


pode-se escrever:
Vs Is = Vo Io (85)

Substituindo Vo = −Vs D/(1 − D) em (85) tem-se,

Io (1 − D)
=− (86)
Is D

Pode-se resumir as relações entre as tensões e correntes de


entrada e saída através de,

Vo Is D
= =
Vs Io (1 − D) (87)

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o
DT buck-boostT t
Equation (6-47) shows that the output
Conversor voltage has opposite polarity from the
source voltage. Output voltage magnitude (a)of the buck-boost converter can be less
than that of thevLsource or greater than the source, depending on the duty ratio of the
switch. If D ) 0.5, the output voltage is larger than the input; and if D ' 0.5, the out-
put is smaller Vthan
s the input. Therefore, this circuit combines the capabilities of the
buck and boost converters. Polarity reversal on the output may be a disadvantage in
some applications, however. Voltage and current waveforms are shown in Fig. 6-12.
Note that the source is never connected directly to the load in the t buck-boost
converter. Energy is stored in the inductor when the switch is closed and trans-
ferred to the load
Vo when the switch is open. Hence, the buck-boost converter is
also referred to as an indirect converter.
Power absorbed by the load must be the same as that supplied by the source,
(b)
where (a)
Figure 6-12 Buck-boost converter waveforms.
iL Inductor current; (b) Inductor voltage; (c) Diode
(a)
I
current; (d) Capacitor current.
max

∆iL
Imin
Closed Open
DT T t
(a)
(b)
Figura 29: FormasvLde onda no indutor do conversor buck–boost: (a) tensão (b) corrente.

Vs
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Conversor buck-boost
C H A P T E R 6 DC-DC Converters

C H A P T E R 6 DC-DC Converters
iD
iD

DT T Vo t
ID = −
DT T VR
o
t
(c) ID = −
R
(a)
iC (c)

iC

t
∆Q
t
∆Q

(d)
(d)
Figure 6-12 (continued) (b)
Figure
Figura 30: Formas de onda6-12 (continued)no conversor
das correntes 2
buck–boost: (a) diodo (b) capacitor.
Vo
Po ! 2
VRo
Po !
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DC-DCs Converters 2018 86 / 119
Conversor buck-boost

A potência absorvida pela carga é calculada por,

Vo2
Po = Vo Io = (88)
R

Como a potência fornecida pela fonte (Vs Is ) deve ser a mesma


potência consumida pela carga, pode-se escrever:
h  i2
D
V 2 −V s 1−D
Vs Is = o =
R R (89)
Vs D2
Is =
(1 − D)2 R

Como a corrente pelo indutor é Is = DIL tem-se que,


Vs D
IL = (90)
(1 − D)2 R

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Conversor buck-boost

Os valores máximo e mínimo da corrente pelo indutor podem ser


calculados usando (78) e (90), conforme mostrado a seguir,
 
∆iL Vs D 1 Vs
iLmáx = IL + = + DT
2 (1 − D)2 R 2 L
" # (91)
1 1
= DVs +
(1 − D)2 R 2Lf

e,
 
∆i Vs D 1 Vs
iLmín = IL − L = 2
− DT
2 (1 − D) R 2 L
" # (92)
1 1
= DVs −
(1 − D)2 R 2Lf
onde f = 1/T é a frequência de chaveamento do conversor buck.

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Conversor buck-boost

O valor da indutância mínima para garantir o modo de condução


contínuo (CCM) deve ser:

(1 − D)2 R
Lmín = (93)
2f

A tensão de ondulação na saída do conversor buck–boost é


calculada por:
∆Vo D
= (94)
Vo RCf

Pode-se reescrever (94) para dimensionar a capacitância mínima


em função de uma ondulação desejada,
D
Cmín =   (95)
∆Vo
R Vo f

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Conversor buck-boost

Efeito da resistência série do capacitor sobre a tensão


de saída

Como nos casos dos conversores buck e boost, a resistência


equivalente rC em série com o capacitor de saída tem uma
influência direta sobre a ondulação da tensão na saída do
conversor buck–boost .

∆Vo ≈ ∆Vo,rC = rC ∆iC = rC ILmáx (96)

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Perdas por condução

Perdas por condução

Um interrutptor semicondutor real difere do interrutptor ideal por:


Apresentar queda de tensão entre seus terminais quando está
conduzindo:
vsw,on = VQ 6= 0 (97)

Conduzir corrente reversa quando está cortado:

isw,off = IR 6= 0 (98)

Esses restrições físicas produzem perdas durantes os períodos


de condução e de corte dos interrutores e reduzem a eficiência
do conversor.

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Perdas por condução

Exemplo - Conversor buck

Para o interruptor fechado:

vL = Vs − Vo − VQ (99)

Para o interruptor aberto:

vL = −Vo − VD (100)

onde VQ e VD são as quedas de tensão no interruptor e no diodo,


respectivamente.
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Perdas por condução

A inclusão da queda de tensão no interruptor e no diodo afeta


diretamente a tensão de saída do conversor que fica:

VL = (Vs − Vo − VQ ) DT + (−Vo − VD ) (1 − D) T = 0
(101)
Vo = DVs − DVQ − (1 − D) VD = 0

Diferentemente do caso ideal cuja relação é:

Vo = DVs (102)

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The energy loss in one switching transition is the area under the power
Perdas por chaveamento

curve. Since the average power is energy divided by the period, higher switch-
Perdas por chaveamento
ing frequencies result in higher switching losses. One way to reduce switching
losses is to modify the circuit to make switching occur at zero voltage and/or
zero current. This is the approach of the resonant converter, which is discussed
AsChap.
in perdas
9. por chaveamento são devidas as corrente e tensão
não variarem “instantaneamente” quando os interruptores são
comutados entre os estados de condução e corte e vice-versa.

v(t)

i(t)

p(t)

Figura 31: Formas de onda da tensão, corrente


(a) e perdas por chaveamento em um
interruptor semicondutor real.

v(t) i(t)
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Perdas por chaveamento

(a)

v(t) i(t)

p(t)

Figura 32: Detalhe das formas de onda da tensão,(b) corrente e perdas por chaveamento em um
interruptor semicondutor real para o pior caso.
Figure 6-19 Switch voltage, current, and
instantaneous power. (a) Simultaneous voltage
and current transition; (b) Worst-case transition.
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Conversor Ćuk

Conversor Ćuk
9_ch06_196-264.qxd
12/16/09 12:29 PM Page 227

A tensão de saída Vo tem sua polaridade invertida em relação a


tensão de entrada Vs .
A amplitude de Vo pode ser maior, igual ou menor que Vs .
6.7 The Ćuk Converter

VC1
L1 L2
+
iL1 iC1 C1 iL2
+ +
Vs C2 R Vo

(a) do conversor Ćuk.


Figura 33: Topologia básica

iC1 iL2
L1 L2

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C Converters 2018 96 / 119
Conversor Ćuk

HIPÓTESES iniciais

1 Os valores dos dois indutores são altos e suas correntes médias


são constantes;

2 Os valores dos dois capacitores são elevados e suas tensões são


constantes;

3 O circuito funciona no estado estável, isto é, suas formas de onda


de tensão e corrente são periódicas e estão em regime
permanente;

4 O interruptor fica fechado pelo tempo DT e aberto pelo tempo


(1 − D) T;

5 O interruptor (semicondutor) e o diodo são ideais.

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Conversor Ćuk

(a)
(a)

iC1 iL2
L1 iC1 iL2 L2
L1 L2

iL1 C1 i
+ iL1 C1 iLL22
+ +
Vs +
Vs C2 R V
C2 R Voo

(b)
(b)
(a)
iC1 iL1
L1 iC1 iL1 L2
L1 L2

iL1 C1 iL2
+ iL1 C1 iL2
+ +
Vs +
Vs C2 R Vo
C2 R Vo

(c)
(c)
IC (b)
IC1
Figura 34: Circuitos equivalentes
1 para o interruptor semicondutor: (a) fechado e (b) aberto.
I
ILL1
1
Closed Open
Closed Open
DT T t
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Conversor Ćuk

Para o interruptor fechado, o diodo fica reversamente polarizado e


a corrente pelo capacitor C1 é dada por:

iC1,ON = −IL2 (103)

Para o interruptor aberto, as correntes em L1 e L2 forçam o diodo


a entrar em condução e a corrente pelo capacitor C1 fica:

iC1,OFF = IL1 (104)

Por fim, a tensão média sobre o capacitor C1 pode ser calculada


por:
VC1 = Vs − Vo (105)

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Conversor Ćuk
+
Vs C2 R Vo

(c)
IC
1

IL1

Closed Open
DT T t
IL
2

(d)
Figura 35: Forma de onda da corrente média pelo capacitor C1 .

Figure 6-13 The Ćuk converter. (a) Circuit; (b) Equivalent


circuit for the switch closed; (c) Equivalent circuit for the switch
open; (d) Current in L1 for a large inductance.

The average voltage across C1 is computed from Kirchhoff’s voltage law around
he outermost loop. The average voltage across the inductors is zero for steady
statepedro.gomes@ufjf.edu.br
operation, resulting (NAEP) in DC-DC Converters 2018 100 / 119
Conversor Ćuk

Para o funcionamento periódico a corrente média pelo capacitor


deve ser zero. Logo pode-se escrever:

iC1,ON DT + iC1,OFF (1 − D) T = 0 (106)

Substituindo (103) e (104) em (106) tem-se:

−IL2 DT + IL1 (1 − D) T = 0 (107)

ou,
IL1 D
= (108)
IL2 1−D

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Conversor Ćuk

A potência média fornecida pela fonte deve ser igual a mesma


potência média consumida pela carga. Assim:

Ps = Po
Vs IL1 = Vo IL2
(109)
IL1 Vo
=−
IL1 Vs

Combinando (108) com (109) tem-se,


D
Vo = −Vs (110)
(1 − D)

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is either greater or less than the input
Conversor but with no polarity reversal.
SEPIC
To derive the relationship between input and output voltages, these initial
assumptions
Conversor are made:
SEPIC (do inglês, “Single-Ended Primary
1.Inductance
Both inductors Converter”)
are very large and the currents in them are constant.
2. Both capacitors are very large and the voltages across them are constant.
3. TheAcircuit is operating
tensão de saída in Vothe
NÃOsteady
temstate,
sua meaning thatinvertida
polaridade voltage and
emcurrent
waveforms are periodic.
relação a tensão de entrada Vs .
4. For A
a duty ratio ofde
amplitude the
D, V switch is closed for time DT and open for (1 ! D)T.
o pode ser maior, igual ou menor que Vs .
5. The switch and the diode are ideal.

L1 iL C1 iC1 iD
1

+ vL1 +
+ vC1
iC
2

Vs + L2 vL2 C2 Vo
R
+
iL2

(a) do conversor SEPIC.


Figura 36: Topologia básica

L1 iL1 C1 iC1
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Conversor SEPIC

HIPÓTESES iniciais

1 Os valores dos dois indutores são altos e suas correntes são


constantes;

2 Os valores dos dois capacitores são elevados e suas tensões são


constantes;

3 O circuito funciona no estado estável, isto é, suas formas de onda


de tensão e corrente são periódicas e estão em regime
permanente;

4 O interruptor fica fechado pelo tempo DT e aberto pelo tempo


(1 − D) T;

5 O interruptor (semicondutor) e o diodo são ideais.

pedro.gomes@ufjf.edu.br (NAEP) DC-DC Converters 2018 104 / 119


Conversor SEPIC

Aplicando a lei de Kirchhoff na malha que contém Vs , L1 , C1 e L2


pode-se escrever:

− Vs + vL1 + vC1 − vL2 = 0 (111)

Usando os valores médios em (111) tem-se então:

− Vs + 0 + VC1 − 0 = 0 (112)

De (112) tira-se que o valor médio da tensão do capacitor C1 é:

VC1 = Vs (113)

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2 +
Conversor SEPIC i
L 2
(a)
(a)
L1 iL1 C1 iC1
L1 iL1 C1 iC1 +
+ vL + v C1
1
+
+ vL + v C1 i C2
1
+ vL2
Vs C2 i C2 Vo
+ isw +vL
Vs iL2 2 C2 Vo
isw iL2 +

(b)
(a)
iL1 = iC1 (b)
L1 C1
iL1 = iC1 +
L1 C1
+ vL1 + v C1
+
+ vL1 + v C1 i C2
Vs + vL2 C2 i C2 R Vo
Vs + +vL
iL2 2 C2 R Vo
iL2 +

(c)
(c)
Figure 6-14 (a) SEPIC circuit; (b)(b) Circuit with the switch
closed
Figure
Figura 37: Circuitos and
6-14the(a)
diode
equivalentes off;circuit;
SEPIC
para o(c)interruptor
Circuit with thewith
(b) Circuit switch open
(a)and
the switch
semicondutor: fechado e (b) aberto.
the diode
closed andon.
the diode off; (c) Circuit with the switch open and
the diode on.
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Conversor SEPIC

Quando o interruptor está fechado, o diodo fica reversamente


polarizado (desligado), e

vL1,ON = Vs (114)

Quando o interruptor está fechado, o diodo fica polarizado, e

−Vs + vL1 + vC1 + Vo = 0 (115)

Supondo que a tensão sobre C1 permanece constante e seu valor


médio é Vs , da equação anterior pode-se escrever:

−Vs + vL1 + Vs + Vo = 0
(116)
vL1,OFF = −Vo

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Conversor SEPIC

Considerando o funcionamento periódico do conversor pode-se


escrever:
vL1,ON DT + vL1,OFF (1 − D) T = 0 (117)

Substituindo (114) e (116) em (117) tem-se:

Vs DT − Vo (1 − D) T = 0 (118)

ou,  
D
Vo = Vs (119)
1−D

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Conversor SEPIC
6.8 The Single-Ended Primary Inductance Converter

6.8 The Single-Ended Primary Inductance Converter

VoIo
V iL1
iL1 VoIso (a)
V iL1
iL1 s (a)
0

0 (a)

Io iL2
iL2 (b)
Io iL2
iL2 (b)
0

0
iL1
iC1 (b)
0Figura 38: Formas de onda
iL do conversor SEPIC: (a) iL1 e (b) iL2 . (c)
1
iC1
0 i L2 (c)
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2
Io Conversor SEPIC iL
2
iL (b)
2 0

0
iL1
iC1
0 iL1 (c)
iC1
0 iL2 (c)

iL2
iL +(a)
iL
1
2 io
iC2
iL + i
0 1 L io (d)
2
iC2
–Io
0 (d)
–Io
+ iC1
iL1
isw
+ iC1
(b)
i L 1 39: Formas de onda do conversor SEPIC: (a) iC1 e (b) iC2 .
Figura (e)
isw
(e)
0
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0 2 o
iC Conversor SEPIC
2 –Io (d)
0
–Io
+ iC1
iL1
isw + iC1
iL1 (e)
isw
(e)
0

0 (a)
iC +
1 i L2
iD
iC + (f)
1 i L2
iD
(f)
0

Figure06-15 Currents in the SEPIC converter. (a) L1; (b) L2;


(c) C1; (d ) C2; (e) switch; (f ) diode.
Figure 6-15 Currents in the SEPIC (b) converter. (a) L1; (b) L2;
Figura 40: Formas de onda do conversor SEPIC: (a) isw e (b) iD .
(c) C1; (d ) C2; (e) switch; (f ) diode.
lacing Io with Vo/R,
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Conversores Isolados

Conversores isolados

Uma desvantagem dos conversores já estudados é a conexão


elétrica entre a entrada e a saída.
Se a alimentação de entrada for ligada a um ponto aterrado, este
mesmo ponto de terra deve esta presente na saída.
Um modo de isolar eletricamente a saída da entrada é com um
transformador, ou indutores acoplados magneticamente.
Se o conversor CC-CC tiver um primeiro estágio que retifica um
potência CA para CC, um transformador poderia ser usado do
lado CA. Contudo, nem toda aplicação de conversão de CA para
CC tem um primeiro estágio. Além do mais, um transformador
funcionando em baixa frequência (50 ou 60 Hz) requer um núcleo
magnético maior, pesado e caro.

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Conversores Isolados

Conversores isolados

Um método mais eficiente para se conseguir o isolamento elétrico


entre a entrada ea saída de um conversor CC-CC é usar um
transformador num esquema chaveado.
A frequência de chaveamento é muito maior do que a frequência
da fonte de alimentação CA, permitindo que o transformado seja
menor.
Além disso, a relação de espiras do transformador proporciona
uma maior flexibilidade do projeto na relação entrada saída do
conversor.
Com uso de múltiplos secundários os conversores chaveados
podem ser projetados para fornecer tensões múltiplas na saída.

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which includes the magnetizing inductance
Conversores Isolados Lm, as in Fig. 7-1d. The effects of
Flyback

Conversor Flyback
+
Vo
+ −
Vs

(a)

iD
is i1
N1 N2
+
+ − + vD − i
C iR
iLm Lm v1 v2 C R Vo

+ − +
Vs
− −
i2
+
vSW Transformer

(b)
Figura 41: Conversor Flyback.
Figure 7-2 (a) Flyback converter;
pedro.gomes@ufjf.edu.br (NAEP)
(b) Equivalent circuit using
DC-DC Converters 2018 114 / 119
Conversores Isolados Forward

Conversor Forward
D3 i3

N3
+ vD3 iLx
+ D1 Lx
v3 +
N2 + vLx
is i2
+ +
N1 D2 C R Vo
v2 vx
+
iLm v
Lm 1
i1
Vs +

+
vSW

(a)
Figura 42: Conversor Forward.

N3 iLx

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wn in Fig. 7-8a. As withConversores
the forward
Isolados converter,
Push-Pull the transformer magnetiz
ctance is not a design parameter. The transformer is assumed to be ideal
Conversor Push-Pull
iLx
Np : Ns D1 Lx
+
+ + + vLx −
+
vP2 P2 S2 vS C R Vo
2 vx
− − −

+ +
v P1 P1 S1 vS
1
− −
+
Vs

D2
+
vSW
Sw2 Sw1

Figura 43:(a)
Conversor Push-Pull.
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Conversores Isolados Full-bridge

Conversor Full-bridge

Sw1 Sw3
D1 Lx
+
+
+
NP NS vx C R Vo

+ −
Vs
− vP −

NS

D2

Sw4 Sw2

(a)
Figura 44: Conversor Full-bridge.

Sw1, Sw2
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Conversores Isolados Conversores com saídas múltiplas

C H A P T E R 7 DC Power Supplies
Conversor Flyback com múltiplas saídas
+

Vo1


Lm
+
+
Vs −

Vo2

(a) com múltiplas saídas.


Figura 45: Conversor Flyback

+
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Conversores Isolados Conversores com saídas múltiplas

Conversor Forward com múltiplas


(a) saídas
+

Vo1

Vo2
+
Vs −

Figura 46: Conversor Forward(b) com múltiplas saídas.


Figure 7-12 (a) Flyback and (b) forward converters with two outputs.

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