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10/05/2018 APRENDENDO HISTÓRIA: A cristianização dos índios na América Portuguesa

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terça-feira, 2 de março de 2010 Quem sou eu

Klefferson
A cristianização dos índios na América Portuguesa
Belém, Pará, Brazil
Professor licenciado e
O livro de Glória Kok, bacharel pela
resgata fatos obscuros do Universidade Federal do Pará.
trabalho de cristianização Especialista - IFPA Atuações nas
dos índios na América Escolas: * Rede Estadual - REGINA
COELI; * Rede Particular: Colegio
portuguesa segundo Luiz
Mega-Status Também é poeta e
Sugimoto, em matéria no
ganhador do premio literário Dalcídio
Jornal a folha de São Paulo, Jurandir.
pág. 20 à 26 de 2002, a
Visualizar meu perfil completo
antropofagia, bebedeiras
coletivas, poligamia, rituais
pagãos, nomadismo,
cotidianas guerras tribais, comuns entre os povos da América pré colonial, transforma-se num grande Links
desafio para o jesuítas: Como conviver com um povo deste? Para os dominadores portugueses do Brasil
colônia, era impossível. Daí a decisão de catequizar os indígenas ou, havendo resistência, de escravizá-los ou Universia Blogs
dizimá-los.
Universia Brasil
Os vivos e os mortos na América portuguesa – Da antropofagia à água do batismo é um livro de Glória Kok,
lançado pela Editora da Unicamp, enfocando os vínculos que índios e jesuítas estabeleceram com o mundo
sobrenatural. Formada em filosofia, mestre e doutora em história social pela USP, Glória reuniu
testemunhos preciosos sobre a forma como os nativos brasileiros – notadamente os tupis-guaranis – Bem-vindo (a) ao meu blog de História
encaravam a morte e o paraíso, as suas práticas xamânicas, o significado de suas guerras, as formas de Klefferson Farias
resistência diante dos colonizadores e das atrocidades de que foram vítimas em nome da cristianização.
A partir do reconhecimento pelo papa de que os índios são seres racionais (em 1537) e da chegada da
Companhia de Jesus (em 1549), Glória Kok resgata fatos obscuros da história colonial até hoje pouco
divulgados. Esta omissão, de um lado, ajudou a eternizar o preconceito contra ritos ancestrais, pois, por Saites
ignorarmos seus significados, nos habituamos a vê-los como manifestação da ignorância dos índios. De outro
lado, contribuiu para manter imaculada a história oficial, onde praticamente não se menciona o genocídio de
nativos e que somente agora começa a ser revista e recontada aos alunos da rede básica.
Na opinião da pesquisadora da USP, houve nos últimos anos grande produção de teses e livros de
historiadores, o que iluminou o tema da colonização da América portuguesa sob diferentes prismas. “Esses
textos são gradualmente transpostos, ainda que com filtros, para os livros de ensino fundamental e médio. Clique para ativar o
Assim, os conflitos inerentes ao processo de catequização e à escravidão já se apresentam indissociados da plug-in Adobe
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história da colonização em vários livros didáticos e paradidáticos do mercado brasileiro", afirma.
Glória, porém, ressalta que isso não basta. "Na minha opinião, os livros também devem contemplar uma
abordagem mais detalhada e dinâmica dos rituais indígenas tupis-guaranis e a leitura que deles fizeram os
jesuítas, bem como a que os índios fizeram do mundo cristão, para que os alunos possam entender as
disputas simbólicas que estruturam nosso imaginário".
Inscrever-se
Hoje - Solicitada a avaliar a postura da Igreja de hoje ante os índios, a autora de Os vivos e os mortos lembra
que, mesmo na Colônia, os jesuítas reuniram todas as forças para a catequese e, para isso, precisaram
flexibilizar os seus próprios procedimentos. Ela crê que este enfoque em relação aos índios mudou, sobretudo Postagens
a partir dos anos 70, com o surgimento da Teologia da Libertação na América Latina, quando a Igreja passou
Comentários
a se colocar ao lado dos oprimidos. "Não sou uma especialista na matéria, mas nota-se que, por um lado, a
Igreja desenvolveu um padrão bem mais tolerante com relação às culturas diferentes e ancestrais e, por
outro, muitos povos indígenas aguçaram a consciência da necessidade de preservação das tradições tribais e
das diferentes culturas, organizando movimentos de resistência".
Dicas para blogs
Os mortos em desassossego
Segue uma reprodução (praticamente literal) de alguns tópicos do Capítulo 1 de Os vivos e os mortos na Dicas para Blogs
América portuguesa – Da antropofagia à água do batismo. O capítulo leva o título acima e este resumo,
obviamente, não reflete a riqueza de detalhes com que Glória Kok resgata as relações dos indígenas com o
mundo sobrenatural:
*Por ocasião da chegada dos europeus à América portuguesa, os Tupi viviam na orla atlântica do Amazonas Mural Beleza - Deixe seu recado -
até Cananéia e na região da bacia amazônica, enquanto os Guarani distribuíam-se pelo litoral de Cananéia ao
Responderei assim que puder...
Rio Grande do Sul, infiltrando-se nas margens dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai. Esta ocupação dos tupi-
guarani era interrompida apenas em alguns pontos do litoral: na foz do Rio Paraíba pelos Goitacá, pelos
Aimoré no sul da Bahia e norte do Espírito Santo, e pelos Tremembé na faixa entre Ceará e Maranhão. Esses
povos não-Tupi eram chamados de tapuias.
*As guerras entre tribos indígenas, mesmo de mesma língua, fervilhavam por todo o território. O motivo
desses conflitos era um só: eles queriam vingar a morte dos seus pais antepassados. Para os europeus, essas

http://kleffersonfarias.blogspot.com.br/2010/03/o-livro-de-gloria-kok-resgata-fatos.html 1/7
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guerras não tinham o menor sentido, já que não visavam nem a expandir o território, nem enriquecer, nem
21 Mar 15, 10:38 PM
dominar, explorar ou aniquilar o inimigo. Muitas vezes, um grande contingente de homens era mobilizado alcionerio: filme cidadania
para incursões guerreiras, cujo resultado era a captura de um único prisioneiro, que depois seria comido 21 Mar 15, 10:37 PM
alcionerio: cidadania
ritualmente pela tribo. 21 Mar 15, 10:37 PM
*Na aldeia vitoriosa, o índio capturado era recebido com muita alegria e entusiasmo. Era pouco vigiado, pois alcionerio: cidadania
se fugisse seria considerado um covarde em sua terra e acabaria passando a vergonha de ser morto pelos 6 Mar 15, 04:37 AM
LyaSmith: ... this is the application for Android
índios de sua própria tribo. A morte pelo inimigo era a ideal, almejada por todos: a consagração do guerreiro. TV series I have told u about it http://x.co/7tD4L
Não se encontrava prisioneiro que não preferisse ser morto e comido a pedir perdão. 8 Jan 15, 01:12 AM
ThomasK: like like like http://x.co/69sXk
27 Dec 14, 07:30 AM
*Para os covardes e os homens que nunca mataram um inimigo, o destino lhes reservava a mortalidade da klefferson: bom dia caro visitante ai de vigia.
alma, o apodrecimento do corpo, a transformação em uma existência espectral, que não conservava nada abraço aproveite este blog.
30 Nov 14, 11:40 AM
mais de humano. Aos guerreiros valorosos, que aprisionaram e mataram muitos inimigos, ou ainda às
LuX: luxury life, luxury self, jom blogwalk
mulheres dedicadas ao preparo da carne dos prisioneiros e à sua ingestão, era permitido o ingresso a essa 17 Apr 14, 08:36 AM
vida ideal coroada pelo convívio com os antepassados, deuses e heróis-civilizadores. syam: sy dtg nk blogwalk...jom2 sharing
8 Apr 14, 09:04 AM
*É lícito afirmar que os índios acreditavam na realidade de uma ;): Encontro Internacional de História Antiga e
substância para além do corpo físico, a que os europeus atribuíram o Medieval do Pará, 7, 8 e 9 de Abril será realizado
na UFPA de Bragança!
nome de alma. Mas a alma índia não envolvia a idéia de
13 Jan 14, 06:34 PM
desmaterialização absoluta. Tampouco suprimia todas as ligações klefferson: poxa Thais eu to com problema de
entre a "alma" e os restos mortais ou a desvencilhava das primitivas tempo pra fazer isso. mas adorei a sugestão.
obrigado
necessidades. Nessa ótica, a morte representava uma fenda na 11 Jan 14, 06:05 PM
pessoa, a partir da qual o corpo e a alma submetiam-se a intensos Thais: Sou Apaixonada pela suas aula, seus
conteúdos, seus Poemas, Gostaria Muito que vc
processos de transformação. fizesse um Post Falando sobre o Sisue o Aluno
[Upgrade Cbox] Actualizar
*Contrapondo-se à vítima do terreiro que não demonstrava o menor Nome E-mail / url
vacilo ante o golpe de tacape, ciente de que seu corpo Mensagem Enviar
posteriormente seria consumido pelos inimigos, o índio que era acometido por alguma doença e percebia a Ajuda · Sorrisos · Cbox
proximidade da morte vivia trespassado pelo medo. Pode-se deduzir que o medo era, em grande parte,
oriundo da decomposição física. "(...) dizem que é triste cousa morrer, e ser fedorento e comido pelos
bichos".
*O curso das relações entre os vivos e os mortos nas tribos tupis-guaranis alterou-se substancialmente com a 3o Lugar no concurso de Blog
chegada dos jesuítas que, ao trazerem um outro modelo de sobrenatural, desfiguraram e esgarçaram o
vínculo existente entre os vivos e os mortos. No entanto, antes de implantá-lo, trataram, sobretudo, de minar
a resistência indígena que se manifestaria em várias regiões e de formas variadas.

Postado por Klefferson às 18:04

Um comentário:
3º lugar
jc_24silva disse...
adorei os videos,as imagem nota 10 prof. estamos lher aguardando vc estamos sentido sua falta
no pre-vestibular.noite B
27 de abril de 2011 23:21

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