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Universidade de São Paulo

Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”


Departamento de Economia, Administração e
Sociologia
1) Crescimento e Desenvolvimento
Econômico
2) Modelos de Desenvolvimento na
Agricultura

Professor: Alexandre Nunes


1
Crescimento

 Crescimento Econômico
 Mudança quantitativa ou expansão na economia
de um país.

 O crescimento econômico é convencionalmente


medido como o aumento percentual do PIB
durante um ano ou trimestre
 PIB é o valor (preços vezes quantidade) de todos os
bens e serviços finais produzidos em um país em um
ano ou trimestre

2
Crescimento

 O crescimento econômico vem em


duas formas:
 Extensivamente - usando mais recursos
(físicos, humanos, natural)

 Intensivamente - usando a mesma


quantidade de recursos de forma mais
eficiente
3
PIB: EUA, CHINA & BR
1950/2008
US milhões

CHINA DISPARA NOS ANOS 1980


BRASIL EMPACA
Crescimento

Crescimento:

http://brasilfatosedados.wordpress.com/2010/10/16/desenvolvimento-%E2%80%93-pib-mundo-x-pib-brasil-%E2%80%93-
evolucao-1985-%E2%80%93-2010/
Produto Interno Bruto (PIB)

6
Crescimento

Nov/2009 Set/2013 Abril/2016


Crescimento
Desenvolvimento X Crescimento
 Desenvolvimento Econômico
 Mudança qualitativa na economia de um país em
conexão com o progresso tecnológico e social.
 Os principais indicadores de desenvolvimento
econômico está em aumentar o PIB/capita e
melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH).
 PIB alto mas com uma população muito pobre não
é país desenvolvido (Ex: Brasil, Índia)
 A China mesmo com um PIB alto também, muita gente
vive na pobreza

9
Desenvolvimento X Crescimento
 Para o bem estar das pessoas pode ser mais
importante seu consumo/per capita do que a renda.

 Diferenças de produtividade do trabalho (horas


trabalhada) pode importar mais do que nas diferenças
de padrão de vida entre os países.

 Se preocupar com o padrão de vida é se preocupar


com a felicidade e os efeitos dela sobre as pessoas

Pergunta óbvia: Um padrão de vida mais


elevada oferece uma felicidade maior??
Desenvolvimento X Crescimento

Figura 1 Felicidade e produto per capita em diversos países


(Fonte: World Values Survey, 1999-2000 Wave.)
Medindo Desenvolvimento

 Definição Tradicional (crescimento econômico,


fazer um “bolo maior”), i.e., aumentar o PIB/pc

 Hoje, o desenvolvimento é um conceito mais


amplo do que apenas o crescimento econômico

 Espera-se criar condições para a realização do


potencial humano, trata como o “bolo deve ser
cortado” para melhorar a vida das pessoas.

 Que condições são essas?

12
Fatos do
Desenvolvimento

 Araújo & Schuh (2013) identificam alguns fatos


socioeconômicos que, em muitos aspectos,
caracterizam o processo de desenvolvimento:
 Aumento da produtividade do trabalho;

 Diminuição das diferenças intersetoriais da

produtividade do trabalho;
 Modificações estruturais na produção e na renda;

 Investimento em Tecnologias

 Uso da força de trabalho; Educação e Mudanças

demográficas.
13
A importância do Capital Humano

 História tem mostrado que longos períodos


de crescimento econômico quando
investimentos em Capital Humano ocorrem
 Tigres Asiáticos, Europa e Estados Unidos

 Entre 1929 e 1982, aumento da


escolaridade do trabalhador médio nos EUA
explicou 25% da aumento da renda per
capita

14
Avaliando o padrão de vida
Apr 19th 2014 | SÃO PAULO |
Brazil’s economy
The 50-year snooze
Brazilian workers are gloriously unproductive. For the economy
to grow, they must snap out of their stupor
A importância do Capital Humano para a
agricultura
 Na agricultura a educação tende a ser
pouco valorizada numa situação de
agricultura tradicional (de subsistência) pois
práticas/técnicas rotineiras podem passar de
uma geração para outra.

 No agronegócio, no entanto, práticas e


métodos são mais sofisticados – como
fertilizantes, defensivos, equipamentos de
última geração, mercados futuros
(arbitragem), riscos na comercialização, etc.
16
A importância do Capital Humano para a
agricultura
 Este contexto é conhecido como “industrialização
da agricultura-agronégocio”.

 Ou seja, uma agricultura nitidamente empresarial


voltada para o mercado internacional.
 Café aromatizado, Cacau (Valor Agregado)

 E qual seria o papel do pequenos agricultores?

 70% da produção de alimentos e respondem por 37%


do Valor Bruto da Produção Agropecuária segundo o
IBGE.
17
Crescimento anual do PIB do Agronegócio – 2000
a 2013
O volume necessário de exportações compatíveis
com as necessidades de divisas do País.

Fonte: Ministério da Agricultura


A Agricultura e Demais Setores da Economia
 As inter-relações da agricultura com demais
setores podem ser observadas através das
variáveis que afetam a demanda e oferta

 Fatores que afetam a DEMANDA pelo produto


agrícola:

 Crescimento da população;

 Mudança na renda per capita;

 Mudanças nas preferências dos consumidores;

 Modificações nas instituições e nos sistemas de


organização dos consumidores. 20
A Agricultura e Demais Setores da Economia

 Fatores que afetam a OFERTA de insumos de


produção:
 Descoberta de recursos adicionais;
 Acumulação de capital da economia (poupança);
 Um país que poupa mais, tem mais capacidade de investir
sem tomar emprestado.
 Novas e melhores técnicas de produção;
 Aumento da oferta de mão-de-obra;
 Migração rural/urbana;
 Qualificação da mão-de-obra;
 Instituições.
21
Crescimento e Desenvolvimento
Econômico
 Modernizando as teorias
 O papel das instituições
 Recursos Naturais e
crescimento populacional
 Globalização
22
O papel das instituições

Robinson
Acemoglu

A tese afirma o seguinte:


Nações que têm instituições políticas
e econômicas inclusivas funcionam e
prosperam; as que têm instituições
políticas e econômicas extrativistas
estão condenadas à pobreza, embora
ressalvem que “Nenhum país está
condenado a ser pobre para sempre”.

23
Recursos Naturais e População

24
Recursos Naturais e População

• Um rápido crescimento populacional implica num


elevado padrão de consumo corrente, que inibe
qualquer habilidade de investir e incentiva a
excessiva exploração dos recursos ambientais

Se = Então + +

• Controvérsias da Revolução Verde


(Modernização Conservadora)

• Índia (país extremamente poluído)


25
Recursos Naturais e População
Indo mais além de Malthus

Pai da Revolução Verde Bill Gates pede uma nova


Dr. Norman E. Borlaug, revolução verde.
morto em 2009. Fonte: The Seattle Times, Oct 16th,
2009. 26
Fonte: http://www.cimmyt.org/
Crescimento Populacional

27
Gráfico do elefante
Por Branko Milanovic em 2013 – efeitos
perversos da Globalização
Piketty

Super 5% +
Ricos

Classe
média e alta
de 65% até
Gordon 95%

Classe média Baixa até


65%
10% +
pobres

Milanovic
https://civitarese.wordpress.com/2016/06/30/grafico-do-elefante-por-branko-
milanovic/
+
Estudos de Behavior Economics

=
Em 2000, Lisa pega um país quebrado pelo
Trump.
Universidade de São Paulo
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Departamento de Economia, Administração e
Sociologia

B) Modelos de
Desenvolvimento Econômico
na Agricultura

31
As teorias tentam explicar...
 ...por que agricultura, menos desenvolvida,
perde ou perdeu força diante do setor urbano
industrial mais desenvolvido.
 ...qual é o papel dos avanços tecnológicos no
setor agrícola e urbano.
 ... desenvolvimento, mas também tem
limitações quando sao postas na prática
 …o que acontece alguns países (ou regiões
de um mesmo país) mas não em outros
(outras).

32
As teorias aplicadas no Brasil
 Algumas aplicam-se em um determinado tempo
no Brasil representando um retrato de um
momento que o país vivenciou.
 Outras continuam atuais e deveriam servir para
remodelar toda a agenda de desenvolvimento
e de pesquisa pelas instituições e universidade
no país.
 Não precisamos usá-las na vida prática e sim
entender porque alguns setores (urbano, rural)
se desenvolveram (desenvolvem) mais ou
menos que outros.
33
As teorias
1. Lewis (1920 até 1950)
2. Jorgenson (1950 até 1970/80)
3. Hayami e Ruttan (1960 até os dias atuais)
4. De Janvry (1980 até os dias atuais)
5. Ruy Miller Paiva (1960 até os dias atuais)
6. Matsuyama (Atual, mas o país deveria usar
mais suas recomendações)
7. Impacto Urbano-Industrial (Atual, mas
bastante limitada entre as regiões)

34
O Modelo de Lewis
 Termo muito importante na
literatura:
Desenvolvimento dual
(Dualismo):

 Compreende um
processo de articulação
entre o setor agrícola (+
tradicional) e outros
setores emergentes
(indústria e serviços).

35
O Modelo de Lewis
 O Modelo de Lewis baseia-se:
 Na suposição de que o crescimento do
setor urbano-industrial promove
crescimento de um pais ao invés do
crescimento do setor agrícola
 A agricultura (setor rural: dentro da
porteira) é fundamental para o
crescimento mas teria uma papel
secundário
36
O Modelo de Lewis
 Hipótese de Lewis: o setor rural apresenta mão-
de-obra ilimitada, com produtividade marginal do
trabalho tendendo a zero.
 Ex: Se alguns membros de uma família no campo
obtiverem outro emprego, os demais poderiam
continuar o cultivo de toda a terra sem grandes
esforços adicionais.
 Lewis enfatiza que a economia deve concentrar
seus investimentos no setor industrial.
 Ocorrerá um aumento do nível de emprego no
meio urbano, e redução da mão-de-obra
redundante da agricultura.

37
O Modelo de Lewis
 Esse mobilidade da mão de obra ocorre
devido à diferença de salários.
 Na média, os salários urbanos são pelo
menos 30% superiores ao salário da
agricultura.

 À medida que a economia se


desenvolve, a população rural diminui.

38
O Modelo de Lewis
 Mão de obra desloca-se da agricultura para
o setor urbano.

 A produtividade total da agricultura não


muda já que havia excedente de mão de
obra

 O setor urbano paga melhores salários e


com crescimento da economia, precisa-se
de mão de obra

 A produção industrial sobe por causa da


força de trabalho que está sendo absorvida
39
O Modelo de Lewis
 Assim, a economia precisa abrir-se para o
exterior, para importar mão de obra de outras
regiões ou países e continuar o
desenvolvimento
 Aumento de oferta de mão de obra aumenta
a taxa de lucratividade do setor urbano-
industrial
 Salários se reduzem e lucros não pagos em
salários são reinvestidos no setor produtivo
promovendo crescimento econômico e
mantendo a população empregada.
40
O Modelo de Lewis – Críticas
 O modelo de Lewis tem sido questionado.
 Importar mão-de-obra é difícil
 Com a excessiva liberação da mão-de-obra para
os centros urbanos, a agricultura precisa criar ou
manter empregos no próprio meio rural.

 Em conclusão, no modelo de Lewis, é


atribuída à agricultura um papel secundário
da agricultura no desenvolvimento
 O setor urbano é o grande promotor de
crescimento econômico nacional

 Não considera avanços tecnológicos


41
O Modelo de Dale Jorgenson

 O modelo de Jorgenson
analisa a função da
agricultura no
desenvolvimento
econômico, e ressalta a
importância da
mudança técnica no
setor agrícola.

 Desloca-se a função de
produção
42
O Modelo de Dale Jorgenson

 A agricultura é vista como um


setor tradicional, e indústria um
setor moderno;
 Ao longo do desenvolvimento, os
setores interagem entre si.
 Um modelo dual dinâmico
enquanto Lewis, dual estático

43
O Modelo de Jorgenson
 A transferência de mão de obra do setor
agrícola para o setor industrial depende
da geração de um excedente, que pode
ser obtido com:

 Aumento na taxa de progresso técnico


na agricultura;
 Aumento do excedente agrícola da
produção

44
O Modelo de Jorgenson
 O excedente agrícola é obtido pelo salto da
produtividade.
 É esse o mecanismo que permite a contínua
transferência de mão de obra do setor rural para o
setor urbano-industrial

 É o salto tecnológico que garante o aumento de


produtividade da agricultura e transfere mão de
obra

 Em Lewis, eram os melhores salários oferecidos


pelo setor urbano-industrial que atraia os
trabalhadores 45
Produtividade e Fontes de Crescimento do Produto

Produto Y

Y2=f(K,L,T)

Y1=f(K,L,T)
A
B

X1 X2 Insumo X

46
Produtividade e Fontes de Crescimento do Produto
Safra 2014/2015 no Brasil
Produto Y

Sacas de
Y2=f(K,L,T)
Soja/ha
H
141
Y1=f(K,L,T)
A
48 B

25 C

X1 X2 Insumo X

47
Produtividade e Fontes de Crescimento do Produto

Produto Y Tecnologia
Sacas de
Y2=f(K,L,T)
Soja/ha
H
141
Y1=f(K,L,T)
A
48 B

25 C

X1 X2 Insumo X

48
http://ocorreionews.com.br/portal/2015/06/30/o-novo-rei-da-soja-do-brasil/ 49
Vieira Filho, J. E. R. A fronteira agrícola brasileira: redistribuição produtiva, efeito poupa-terra e desafios estruturais
logísticos. Agricultura, Transformação Produtiva e Sustentabilidade. J. E. R. Vieira Filho & J. G. Gasques 50
(ORGs). Brasília: IPEA, 2016.
Vieira Filho, J. E. R. A fronteira agrícola brasileira: redistribuição produtiva, efeito poupa-terra e desafios estruturais
logísticos. Agricultura, Transformação Produtiva e Sustentabilidade. J. E. R. Vieira Filho & J. G. Gasques 51
(ORGs). Brasília: IPEA, 2016.
Vieira Filho, J. E. R. A fronteira agrícola brasileira: redistribuição produtiva, efeito poupa-terra e desafios estruturais
logísticos. Agricultura, Transformação Produtiva e Sustentabilidade. J. E. R. Vieira Filho & J. G. Gasques 52
(ORGs). Brasília: IPEA, 2016.
O Modelo de Jorgenson
 O modelo assume que a população cresce a
taxa decrescentes.
 A absorção da mão-de-obra pelo setor urbano seria
mais viável
 Se aplicava bem aos países mais desenvolvidos e
agora para alguns em desenvolvimento.
 O modelo tem a limitação de não explicar porque as
inovações na agricultura acontecem, e nem como se
difundem.
 Apenas menciona que ocorre.
 Aprimorado então por Hayami e Ruttan
53
O Modelo de Hayami e Ruttan

 Também conhecido como o modelo de


inovações induzidas.
 Atribui importância à capacidade de desenvolver e
difundir novas tecnologias de produção, ao longo
do desenvolvimento da agricultura.
 Avanço ao modelo de Jorgenson
54
O Modelo de Hayami e Ruttan
 O desenvolvimento de novas tecnologias
dependem:
 Desenvolvimento rural
 Instituições ligadas ao sistema de
pesquisa;
 E do setor não agrícola.
 investimentos em educação básica e
profissionalizante dos agricultores.

55
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Hayami e Ruttan consideram que o processo
de mudança tecnológica só ocorre em
conjunto da combinação do fatores de
produção (isoquantas).

 O papel da mudança técnica é facilitar a


substituição de um fator por outro;
 Vale a pena substituir??

 Variedades de alta produtividade


substituiriam mais o uso da terra e menos
uso de fertilizantes; 56
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Hayami e Ruttan consideram que o processo de
mudança tecnológica só ocorre em conjunto da
combinação do fatores de produção
(isoquantas).

 A mecanização reduz os custos com o


fator trabalho;
 Os avanços biológicos aumentam a
colheita por unidade de área.

57
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Pré-condições para as inovações induzidas:
1. Possuir um sistema de pesquisa nacional
decentralizado caracterizado pela competição
entre agentes públicos (centros de pesquisa e
universidades) e privados (empresas)
2. Presença de mecanismos de incentivos
(recursos financeiros e físicos) aos
pesquisadores;
3. Existência de forte interação entre agricultores,
pesquisadores e extensionistas.
58
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Setor Privado:
 Nas inovações induzidas, o papel do
setor privado também tem sua
importância já que as firmas
competitivas atuam racionalmente ao
alocar fundos para o desenvolvimento
de tecnologias que reduzam os custos
dos fatores de produção.
 Ex: Bayer, Monsanto, Du Pont, Basf,
etc.
59
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Setor Público:
 As inovações geradas pelo setor público
são induzidas pela demanda influenciada
pelos preços das commodities.
 Os agricultores pressionam por tecnologias
que utilizem mais recursos abundantes
(mais acessíveis em termos de preço), e
menos recursos escassos.
 Economia de Escala
 EMBRAPA, FAMATO, IAC
60
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Exemplos:
 Comparações entre países apoiaram as
formulações do modelo de inovação induzida
propostas por Hayami e Ruttan

 Japão: com a escassez de terra, e


abundância de mão-de-obra, o aumento
da produção agrícola ocorreu com o uso
de inovações biológico-químicas;

 Foi bom ou ruim para o meio ambiente?


61
O Modelo de Hayami e Ruttan
 Exemplos:

 Estados Unidos: a mão de obra foi


tradicionalmente escassa, e as instituições
de pesquisa se voltaram para o
aperfeiçoamento de tecnologias mecânicas.

62
O Modelo de De Janvry
 O modelo de De Janvry
(1978) segue a linha de
análise do modelo de
Hayami & Ruttan.
 Estabeleceu sua teoria de
modelo socioeconômico de
inovação induzida para
explicar a estagnação do
setor agrícola da
Argentina.

63
 O modelo de De Janvry (1978):
 Procura especificar os processos de
decisão subjacentes às gerações de
inovações tecnológicas agrícolas pelo
setor público;
 Interação dinâmica entre pressão
econômica (grupos de interesse) e
incentivos econômicos.
 Nesse modelo, a tecnologia agrícola deve ser
considerada um bem público.
64
O Modelo de De Janvry
 Assim como o modelo de Hayami & Ruttan, é
também um modelo para explicar a geração
de tecnologia.
 Com a diferença que acrescenta a
possibilidade de pressões pela geração de
tecnologia poderem vir de fora do setor
agrícola;
 Ex: Como pressões do setor industrial, ou de
famílias, por certa qualidade dos produtos
agrícolas (Consumidores mais exigentes).
 Aumentar a produção de alimentos, produtos
mais saudáveis, etc. 65
O Modelo de De Janvry

66
O Modelo de Ruy Miller Paiva
 Professor da ESALQ
 Considerado com o pai da
moderna economia agrícola no
Brasil
 Modelo para o desenvolvimento
da agricultura
 A adoção de tecnologia moderna
é tratada como um problema
microeconômico.
 E feita por uma decisão direta dos
agricultores
67
O Modelo de Ruy Miller Paiva

 A vantagem econômica da técnica


moderna é medida através do
custo/benefício quando confrontada
com a técnica tradicional.

68
O Modelo de Ruy Miller Paiva
 As vantagens da tecnologia moderna
sobre a tradicional dependem:
 Da relação entre as produtividades em
termos físicos dos fatores modernos e
tradicionais

 Da relação entre os preços dos fatores


(insumos) modernos e tradicionais

 Das relações entre os preços do produto e


dos fatores modernos e tradicionais.

69
O Modelo de Ruy Miller Paiva
Paiva (1971) afirma que a vantagem da técnica moderna
sobre a tradicional ocorre quando:
Q M Pq QT Pq
M
 M X  T  TX
Onde: X P X P
Q M = quantidade do produto obtido com técnicas moderna;
QT = quantidade do produto obtido com técnicas tradicionais;
XM = quantidade de fatores modernos despendidos na produção;

X T = quantidade de fatores tradicionais despendidos na produção;


Pq = preço do produto;
PM X = preço dos fatores da técnica moderna;

P TX = preço dos fatores da técnica tradicional.

70
O Modelo de Ruy Miller Paiva
 No entanto, a difusão da tecnologia
moderna dependerá também:
1. Disponibilidade de conhecimentos
técnicos e de recursos materiais
dos agricultores;
2. Facilidade de crédito;
3. Habilidade gerencial dos
empresários agrícolas.
71
A. O modelo de Ruy Miller Paiva é um modelo
de difusão de tecnologia;
B. A tecnologia é considerada como dada (ao
contrário do modelo de H&R), e procura-se
explicar o limite da sua difusão;
 Qual é a velocidade da difusão?
C. As inovações consideradas podem ser de
processos e, ou, dos produtos;
D. Provocam grandes impactos na
produtividade.
72
O Modelo de Matsuyama

73
O Modelo de Matsuyama
 Segundo Matsuyama, para compreender os
conflitos entre agricultura e indústria, a chave
está na abertura da economia.
 Os preços são determinados nos mercados
mundiais.
 Um país com vantagem comparativa (ofertar
a preços baratos o que você produz melhor)
deveria exportar produtos manufaturados
(Ex: produtos agrícolas mas com valor
agregado).
 A experiência recente dos países da Ásia seria um
exemplo dessa interpretação.
74
O Modelo de Impacto Urbano-Industrial
 Procura explicar as diferenças regionais
no grau de desenvolvimento da agricultura
americana, a partir do impacto gerado por
centros urbanos-industriais.

 Hipótese: segmentos rurais localizados mais


favoravelmente, teriam melhores condições de
se desenvolver.

 A inter-relação com centros urbano-


industriais aumentaria a eficiência da
agricultura.
75
O Modelo de Impacto Urbano-Industrial
 A proximidade dos centros urbanos-
industriais proporcionam maior eficiência
devido a:
 Acesso a mercados mais dinâmicos para
comercialização de excedentes;

 Maior acesso ao mercado financeiro;

 Mercados de trabalho mais organizados;

 Obtenção de recursos para a modernização


tecnológica.
76
O Modelo de Impacto Urbano-Industrial
 Omissões do modelo
 Estudos empíricos confirmaram que:
 Desigualdades na renda agrícola per
capita entre regiões poderiam ser
atribuídas a diferenças de localização
relativamente a tais centros.
 Esse modelo desenvolvimento só teria
então efeito em áreas rural localizadas
mais próximas dos centros urbanos.
77
Aproveito para desejar muito
sucesso para vocês nos
próximos anos da graduação e
muito mais sucesso quando
começarem sua vida
profissional!

78