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Dto Fiscal Teóricas –

Regente: Prof.a Dr.a Ana Paula Dourado


Assistentes: Mestre Paulo Marques

Aula n.º 1
Sumário: Apresentação.

1 Parte Geral. (incursão nos impostos em particular: IRS, IRC, IMI e IVA
2 Relação Jurídica.
3 Aspetos substantivos e procedimentais - É tratado nos códigos gerais tributários. CPPT e LGT. Comprar uma
compilação completa com todos os tipos de impostos.

Tributação indireta - IVA


Tributação direta: rendimento e património.
Impostos especiais.
Outros tributos (taxas, contribuições especiais CMVM, etc.)

Factos plurilocalizados (economia globalizada - - Dt. Fiscal Europeu)

Dt. Fiscal Internacional


Direito Fiscal Europeu
Tributação Directa
Tributação indirecta
Não discriminação
Convenção Europeia do Dt do Homem
Procedimentos de infracção e dúvidas de interpretação
Contencioso Tributário
Crimes e contraordenações fiscais
Parafiscalidade.

Bibliografia: manual da professora. As aulas não seguem a estrutura do manual. O método é assente na
resolução de casos práticos.
Bibliografia complementar: Manual do prof. Saldanha Sanches (FDUL-2007); Manual do prof. José Casalta
Nabais (FDUC).
Comentário de jurisprudência e monografias.

Dia 30 de Setembro, haverá uma aula com uma professora espanhola convidada.

No site do CIDEEFF estão os links para as monografias da professora Ana Paula Dourado.

http://www.cideeff.pt/pt/quem-somos/Profa-Doutora-Ana-Paula-Dourado/15/

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Aula n.º 2
Sumário: Aula lecionada pelo prof. Dr. Paulo Marques.

Finanças públicas - Regulação dos mercados por parte do Estado.

3 Tipos de receitas.

I . Tributárias
A. Imposto
Imposto é uma prestação patrimonial com expressão pecuniária. Não é uma prestação de facto.
É coactiva. Eventualmente coerciva. Cumprimento voluntário da prestação, que pode ser coercivo.
Não há relevância da vontade do contribuinte. Não é o mesmo que coerciva.
A prestação coativa, não é coerciva, mas pode se tornar coerciva.
Mas o Estado pode substituir-se ao contribuinte e à sua vontade, por via da penhora, quando não paga nos
prazos estabelecidos nos códigos tributários.
É uma fase eventual, mas residual. A vontade do contribuinte conta muito pouco.

Uma vez verificado o facto tributário, há uma incidência do imposto, logo por imposição da Lei, o contribuinte
é obrigado a pagar.
A sua escolha resume-se a realizar ou não o NJ.
Realizando o NJ é obrigado a pagar o imposto.
Nos contratos civis as partes negoceiam os termos das obrigações.
Nos impostos há um Auto consentimento dos cidadãos porque a obrigação decorre na lei que é aprovada na
AR.

É definitiva. Não há lugar a reembolso. Quando o cálculo coincide com o previsto.


Os reembolsos é quando há deduções à coleta ou quando foi feita uma retenção na fonte maior do que a
devida.
É unilateral. Critério distinto com a Taxa. Não há contrapartida.
Não há remoção de um obstáculo juridico. Art. 4 da Lei geral Tributária. Não há sinalagma.
Mas há benefícios para os cidadãos.

É estabelecido por lei. ExigÊncia de reserva de Lei. Princípio da legalidade.


Desde a Magna Carta. Séc. XVIII. "No taxation without representation" - revolução liberal americana.
Incidência objetiva
Incidência espacial
Incidência subjetiva
Incidência temporal.
São conceitos que apenas a Lei pode determinar.
Mas com uma LAL o Governo pode aprovar uma lei tributária. Caso contrário apenas a AR pode criar leis de
impostos.
Finalidade pública e não privada. A favor do estado e de outras entidades públicas. Lato sensu. Relevante
interesse público.
Função arrecadaria.
Função de redistribuição da riqueza.
Preocupações extrafiscais. Impostos pigouvianos.
O imposto não tem carácter de sansão.
Critério ad valorum. Percentagem de incidência do imposto. Cada um, paga, de acordo com a sua
capacidade.
A totalidade das receitas é afeta à totalidade das despesas.
Princípio da não consignação das receitas.
Bens difusos. Proteção civil, por exemplo. Pode não haver incêndios durante um ano, mas pode também haver
muitos incêndios num ano.

B. Taxa (bilateral - há um sinalagma individualizado)

C. Contribuição especial - art. 3 da Lei geral tributária. Se não for um imposto, mas for uma
contribuição especial financeira já não estão submetidos a reserva de Lei do parlamento. Art. 165
Conjugado com o 103/2 da CRP.
Não há um regime geral aprovado para as contribuições especiais sem controlo.
Sinalagma difuso.
A AP pode criar contribuição financeira e não precisa de um DL autorizado.
Podem criar por regulamento.
Não há critérios materiais ou formais para defender o contribuinte.
A contribuição não pode ter um critério ad valorum.
É idêntico e indiferenciado.
Mas as entidades reguladoras criam critérios ad valorum sobre as contribuições especiais. Vazio legal.
Está por ser legislado. É uma lacuna no Dt.Fiscal Português.

Critérios distintivos entre sansão e imposto.

V.g.: Quotas de produção limitadas pela EU.


Se as quotas forem ultrapassadas têm que ser pagas umas contribuições especiais.
Serão sansões ou serão impostos? É um imposto extrafiscal. Mas é um imposto.

Objetivo regulador de preços praticados pelo mercado.

Se houvesse uma consignação difusa será uma contribuição especial.

II. Patrimoniais
Venda e arrendamento de património do estado.

III. Creditícias
A. Divida pública.

Aula n.º 3
Sumário: Aula lecionada pelo prof. Dr. Paulo Marques.

Imposto como o própria nomenclatura indica, impõe-se à vontade das partes.


Tanto à AT, como ao particular, porque é o legislador, o Estado soberano, que o define.
LGT - art. 4
E art. 103/2 - principio da legalidade fiscal. Reserva de lei. 161/1 i)

Imposto: Incidência + taxa + benefícios fiscais + garantias.

Como elemento de estudo, há o manual da regente, e a legislação. Veja-se os índices dos códigos.
O que relativamente às taxas e às contribuições exige apenas que o seu regime geral seja criado por lei, ao
contrário , Se o Imposto é devido e está bem calculado, não há lugar a reembolso.
Não é um empréstimo forçado.

Finalidade pública - arrecadação de receitas para sustentar as despesas principais do estado e apenas com fins
públicos, mas com uma concepção cada vez mais extrafiscal.

O imposto não é um sansão.


Não está em causa a contra-partir o de restabelecer um direito violado.
Para isso existe o dt.penal tributário.
Não sanciona o mero não pagamento de impostos, mas sim, situações de sonegação de impostos por PC ao
estado que captou junto a terceiro.

Unidade do ordenamento jurídico. Dita que os rendimentos ilícitos não deveriam ser tributados.
Mas por uma questão de igualdade o sujeito passivo que ganha com rendimentos ilícitos deverá ser tributado
em igualdade com quem aufere rendimentos lícitos.

A lei consagra esta solução. 23-A /1 d) CIRC e 33/7 CIRS

Tributação autónoma - 88 CIRC; 73 CIRS

CLASSIFICAÇÃO DE IMPOSTOS.
Direitos - O IRS reflecte a capacidade contributiva.
Indirectos - IVA o consumo indicia indiretamente a capacidade contributiva
Critério. Se ele revela, ou não, 4/1 da LGT, a capacidade contributiva do sujeito passivo.

Art. 61 e 62 da CRP. Travões ao confisco.

Impostos pessoais - IRS reflete o sujeito.


Imposto real - IVA não atende às circunstâncias pessoais do sujeito. Tanto faz um milionário comprar um
pacote de leite, como um indigente. Imposto "cego".

Impostos progressivos - são as próprias taxas que vão aumentando conforme o valor total do rendimento - A
progressividade é tendencial.
Impostos proporcionais - a taxa é a mesma e incide sobre o valor total do rendimento apurado, ou do bem
adquirido.

Impostos periódicos - IRS, IRC, protelam no tempo


Impostos de prestação única - IMT, IVA

ATENÇÃO
Em termos legais.
Caducidade - está para a liquidação do imposto. É declarativa.
Prescrição - está para a cobrança. Prazo que a AT tem para liquidar a divida. Art. 36/1 da LGT. O facto gerador
de imposto.

TAXAS
Critério distintivo. Bi-lateralidade. Sinalagma individualizado. O sinalagma não deve ser confundido com
preço.
A taxa não deixa de ser uma prestação coativa. É determinado por lei. Não resulta da autonomia da vontade.
Diferencia-se porque há um sinalagma de aproveitamento individualizado.
Art. 4/2 da LGT.
Artigo 4.º
Pressupostos dos tributos

2 - As taxas assentam na prestação concreta de um serviço público, (TAXA MODERADORA) na utilização de um


bem do domínio público (USO DE UMA AUTO-ESTRADA) ou na remoção de um obstáculo
jurídico (LICENCA) ao comportamento dos particulares. 

O imposto representa a capacidade contributiva, as taxas não.


V.g.: Se o CR7 no seu Ferrari passar por uma portagem, paga o mesmo que o Zé Povinho, no seu Fiat Uno.
As propinas são um sinalagma, mas como também atende à capacidade contributiva, têm este ponto de
contacto com os Impostos.

Ac TC 117/2010. E STA 0133/11 de 29/02/2012

CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL
Contribuição pecuniária coativa.
Há uma contrapartida. Mas não há uma contraprestação direta ao sujeito passivo.
Por isso se distingue da taxa.

Artigo 4.º
Pressupostos dos tributos
3 - As contribuições especiais que assentam na obtenção pelo sujeito passivo de benefícios ou aumentos de
valor dos seus bens em resultado de obras públicas ou da criação ou ampliação de serviços públicos ou no
especial desgaste de bens públicos ocasionados pelo exercício de uma atividade são consideradas impostos.

Presume-se que haja vantagens de uns quaisquer sujeitos que não estavam inicialmente contemplados.
Beneficiam mais do que a restante maioria dos sujeitos passivos.
V.g.: Ponte Vasco da Gama aumentou o valor dos terrenos de Alcochete.

CONTRIBUIÇÕES DA SS.
Quais são os pilares da SS. Impostos, pagamento da entidade patronal, descontos dos trabalhadores, divida.
A Entidade patronal paga um imposto.
Do lado dos trabalhadores seria uma taxa.
Mas o desconto que é realizado não é para pagar as reformas futuras, mas sim as presentes.
Mas é difícil cada vez mais estabelecer um sinalagma.
E um imposto também não será.
As quotizações pagas pelos trabalhadores não serão taxas.
Serão um prémio de seguro de direito público. Ou um tributo parafiscal. Carácter aleatório.

SUJEITOS DA REL.JURIDICA.
Sujeito ativo. Estado legislador e estado administrador.
O art. 103/2 - Só a AR pode criar o imposto.
Mas é o estado administrador que tributa o imposto.

A LGT no art.18, não clarifica quem é o Sujeito Activo.


É quem tem o direito de exigir. Quem tem a capacidade de arrecadar, que pode ser consignado a outras
entidades.

Em regra é o contribuinte que líquida, mas a AT pode liquidar oficiosamente.


Distinguir a liquidação oficiosa, da liquidação adicional.

TÍTULO II 
Da relação jurídica tributária 
CAPÍTULO I 
Sujeitos da relação jurídica tributária

  Artigo 15.º
Personalidade tributária
A personalidade tributária consiste na susceptibilidade de ser sujeito de relações jurídicas tributárias.

Artigo 18.º
Sujeitos
1 - O sujeito ativo da relação tributária é a entidade de direito público titular do direito de exigir o
cumprimento das obrigações tributárias, quer diretamente quer através de representante. 

2 - Quando o sujeito ativo da relação tributária não for o Estado, todos os documentos emitidos pela
administração tributária mencionarão a denominação do sujeito ativo. 

3 - O sujeito passivo é a pessoa singular ou coletiva, o património ou a organização de facto ou de direito


que, nos termos da lei, está vinculado ao cumprimento da prestação tributária, seja como contribuinte
direto, substituto ou responsável. 

Várias noções.
Contribuinte de facto: o trabalhador, o consumidor.
Contribuinte de direito: A entidade empregadora (entidade substituta), o agente económica que é quem
entrega o imposto ao Estado.

Estado
Entidade patronal
Trabalhador
Art. 20/2 LGT

4 - Não é sujeito passivo quem: 


a) Suporte o encargo do imposto por repercussão legal, sem prejuízo do direito de reclamação, recurso,
impugnação ou de pedido de pronúncia arbitral nos termos das leis tributárias; 
b) Deva prestar informações sobre assuntos tributários de terceiros, exibir documentos, emitir laudo em
processo administrativo ou judicial ou permitir o acesso a imóveis ou locais de trabalho.
  Contém as alterações dos seguintes diplomas:  
   - Lei n.º 55-A/2010, de 31/12  
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Artigo 20.º
Substituição tributária
1 - A substituição tributária verifica-se quando, por imposição da lei, a prestação tributária for exigida a pessoa
diferente do contribuinte. 
2 - A substituição tributária é efetivada através do mecanismo da retenção na fonte do imposto devido.

Artigo 23.º
Responsabilidade tributária subsidiária
1 - A responsabilidade subsidiária efetiva-se por reversão do processo de execução fiscal. 
2 - A reversão contra o responsável subsidiário depende da fundada insuficiência dos bens
penhoráveis do devedor principal e dos responsáveis solidários, sem prejuízo do benefício da
excussão. 
3 - Caso, no momento da reversão, não seja possível determinar a suficiência dos bens penhorados
por não estar definido com precisão o montante a pagar pelo responsável subsidiário, o processo
de execução fiscal fica suspenso desde o termo do prazo de oposição até à completa excussão do
património do executado, sem prejuízo da possibilidade de adopção das medidas cautelares
adequadas nos termos da lei. 
4 - A reversão, mesmo nos casos de presunção legal de culpa, é precedida de audição do
responsável subsidiário nos termos da presente lei e da declaração fundamentada dos seus
pressupostos e extensão, a incluir na citação. 
5 - O responsável subsidiário fica isento de custas e de juros de mora liquidados no processo de
execução fiscal se, citado para cumprir a dívida constante do título executivo, efectuar o respectivo
pagamento no prazo de oposição. 
6 - O disposto no número anterior não prejudica a manutenção da obrigação do devedor principal
ou do responsável solidário de pagarem os juros de mora e as custas, no caso de lhe virem a ser
encontrados bens. 
7 - O dever de reversão previsto no n.º 3 deste artigo é extensível às situações em que seja
solicitada a avocação de processos referida no n.º 2 do artigo 181.º do CPPT, só se procedendo ao
envio dos mesmos a tribunal após despacho do órgão da execução fiscal, sem prejuízo da adopção
das medidas cautelares aplicáveis.
  Contém as alterações dos seguintes diplomas:   Consultar
   - Lei n.º 55-A/2010, de 31/12 versões
   - Lei n.º 64-B/2011, de 30/12 anteriores
deste
artigo:
   -1ª
versão: DL
n.º
398/98, de
17/12
   -2ª
versão: Lei
n.º 55-
A/2010, de
31/12

  Artigo 24.º
Responsabilidade dos membros de corpos sociais e responsáveis técnicos
1 - Os administradores, diretores e gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que somente
de facto, funções de administração ou gestão em pessoas coletivas e entes fiscalmente
equiparados são subsidiariamente responsáveis em relação a estas e solidariamente entre si: 
a) Pelas dívidas tributárias cujo facto constitutivo se tenha verificado no período de exercício do
seu cargo ou cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado depois deste, quando,
em qualquer dos casos, tiver sido por culpa sua que o património da pessoa coletiva ou ente
fiscalmente equiparado se tornou insuficiente para a sua satisfação; 
b) Pelas dívidas tributárias cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado no
período do exercício do seu cargo, quando não provem que não lhes foi imputável a falta de
pagamento. 
2 - A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos membros dos órgãos de fiscalização e
revisores oficiais de contas nas pessoas coletivas em que os houver, desde que se demonstre
que a violação dos deveres tributários destas resultou do incumprimento das suas funções de
fiscalização. 
3 - A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos técnicos oficiais de contas desde que se
demonstre a violação dos deveres de assunção de responsabilidade pela regularização técnica
nas áreas contabilística e fiscal ou de assinatura de declarações fiscais, demonstrações
financeiras e seus anexos.
  Contém as alterações dos seguintes diplomas:  
   - Lei n.º 30-G/2000, de 29/12  
   - Lei n.º 60-A/2005, de 30/12 C
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Artigo 28.º
Responsabilidade em caso de substituição tributária
1 - Em caso de substituição tributária, a entidade obrigada à retenção é responsável pelas
importâncias retidas e não entregues nos cofres do Estado, ficando o substituído desonerado de
qualquer responsabilidade no seu pagamento, sem prejuízo do disposto nos números
seguintes. 
2 - Quando a retenção tiver a natureza de pagamento por conta do imposto devido a final, cabe
ao substituído a responsabilidade originária pelo imposto não retido e ao substituto a
responsabilidade subsidiária, ficando este ainda sujeito aos juros compensatórios devidos desde
o termo do prazo de entrega até ao termo do prazo para apresentação da declaração pelo
responsável originário ou até à data da entrega do imposto retido, se anterior. 
3 - Nos restantes casos, o substituído é apenas subsidiariamente responsável pelo pagamento
da diferença entre as importâncias que deveriam ter sido deduzidas e as que efectivamente o
foram.
  Contém as alterações dos seguintes diplomas:   Consultar
   - Lei n.º 82-E/2014, de 31/12 versões
anteriores
deste
artigo:
   -1ª
versão: DL
n.º
398/98, de
17/12
Artigo 31.º
Obrigações dos sujeitos passivos
1 - Constitui obrigação principal do sujeito passivo efetuar o pagamento da dívida tributária. 
2 - São obrigações acessórias do sujeito passivo as que visam possibilitar o apuramento da obrigação de imposto,
nomeadamente a apresentação de declarações, a exibição de documentos fiscalmente relevantes, incluindo a
contabilidade ou escrita, e a prestação de informações.
Orientações do MP
 1. Acórdão do Tribunal Constitucional n.º 340/2013:Nestes termos, decide-se:
a) não julgar inconstitucional a norma resultante da interpretação do disposto nos artigos 61.º, n.º 1, d), e 125.º,
do Código de Processo Penal, com o sentido de que os documentos obtidos por uma inspeção tributária, ao abrigo
do dever de cooperação imposto nos artigos 9.º, n.º 1, 28.º, n.º 1 e 2, 29.º e 30.º do Decreto-Lei n.º 413/98, de 31
de dezembro, e nos artigos 31.º, n.º 2, e 59.º, n.º 4, da LGT, podem posteriormente vir a ser usados como prova
em processo criminal pela prática do crime de fraude fiscal movido contra o contribuinte; e, consequentemente,
b) negar provimento ao recurso.

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Aula n.º 4
Sumário: Contribuições especiais.

Início da aula.
Breve resenha da matéria dada na aula passada.

Conceitos de tributos.

Aquando do resgate PT, FR e PT tinham os mesmos valores nominais de dívida e de défice. Mas FR tem mais
riqueza.

Patriotismo fiscal - leva ao exílio fiscal.

Invocar o patriotismo fiscal num mundo global e de mobilização não faz sentido.

Na verdade a função dos impostos têm uma finalidade pública. Mas a redistribuição não é inerente ao conceito
de imposto.
Não há uma finalidade redistributiva dos impostos.

Tributos extra-fiscais - deveriam ser à partida consignados.

O controlo dos impostos é feita pela reserva de Lei. Tem de ser a AR a autorizar.

O controlo dos impostos é realizado pelos mapas do Orçamento de Estado.


Controlo de fiscalidade por via da Publicidade da Lei.

Atualmente há uma grande crise do Direito Fiscal.


A Lei ficciona fronteiras, mas atualmente com a livre circulação de pessoas e capitais, há fuga fiscal.

Redistribuição não faz parte do conceito de imposto.

A CRP exige que os impostos respeitem a capacidade contributiva.

Orçamento divide-se entre receitas e despesas.

Os decisores políticos é que decidem o que fazer com as receitas.

Os impostos têm que ser analisados à luz do ano a que dizem respeito.
A redistribuição não pode ser controlada juridicamente. Obedece a uma discricionariedade política.

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS E SINALAGMA DIFUSO: AS TAXAS DE REGULAÇÃO ECONÓMICA.


Contribuições especiais (financeiras) como terceira categoria.
O sinalagma difuso ou de grupo
As externalidades
Quantificação ad valorem ou por utilidade de grupo.

As entidades reguladoras cobram tributos. Tem características de sinalagma, mas o sinalagma não é perfeito. É
difuso. Benefício do grupo.
V.g.: entidade reguladora das telecomunicações cobra tributo às empresas que prestam serviços de
telecomunicações. E esse tributo deve ser usada em benefício do grupo de entidades reguladas.

Instituições financeiras.
Há um fundo para o qual contribuem várias instituições financeiras que contribuem para um fundo comum, para
assegurar os depósitos a prazo até 100.000. Sinalagma difuso.
O tributo é pago em prol de todo o grupo.

Estas contribuições financeiras não tem preocupações de capacidade contributiva.

As entidades não podem pagar mais do que o benefício do grupo.


Não podem ser cobrados montantes com critérios de capacidade contributiva.

Nas taxas e das contribuições especiais não há critérios de ad valorem como nos impostos.
Mas contrariamente estas contribuições e taxas são quantificadas ad valorem como se de um imposto se
tratassem...

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Aula n.º 5
Sumário: ...

CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS

Fontes da classificação:
CRP,
DT.Europeu,
LGT

I .Impostos sobre o rendimento, consumo e património:


Identifica-se pelo facto tributário.
O objeto em que incide o imposto.
Art. 104 da CRP.

1. Imposto sobre o rendimento.


Aferição da capacidade contributiva: Rendimento acréscimo.
Diferença entre o dia 1 de Janeiro, e o dia 31 de Janeiro.
Só há tributação se houver acréscimo patrimonial.
Rendimento fonte (desatualizado, mas que está a renascer, com a nova conceção com o património estático:
IMI)
Antes da reforma fiscal de 1976, havia um imposto agrícola pela mera detenção do terreno porque era uma fonte
potencial de rendimento.
Não é uma noção correta, porque a detenção de um terreno pode não dar lucro, mas sim prejuízo.
O justo é o que atende à diferença entre o rendimento, com o património gerado entre o princípio e o fim do ano
fiscal. Se tiver havido prejuízo e não tiver havido acréscimo, então não se tributa.

2. Imposto sobre o consumo


Capacidade contributiva no consumo. É manifestada em si por cada ato de consumo.
Cada ato desses é um NJ autónomo que revela capacidade contributiva. Uma pessoa da classe média compra um
renault clio, uma pessoa mais abastada, compra um mercedes classe S, por exemplo.

3. Impostos sobre o património.


Impostos estáticos. Incidem sobre a detenção de riqueza.
Significa a detenção de propriedade. Riqueza.
Não temos um imposto geral sobre o património.
Na transição do ministério do prof. Sousa Franco, para o Prof. Pina Moura, foi pedido um estudo para realizar um
imposto geral estático sobre o património.
Incidem todo o tipo de património mobiliário e imobiliário. S
ão estes impostos que permitem aferir a riqueza do sujeito passivo.
Ativos móveis. Ações, por exemplo.
Para ser mais justo era existir um imposto geral sobre o património. A riqueza móvel não tem fronteiras, e por
isso não é fácil de ser determinada.
No fundo apenas só a riqueza imóvel é que consegue ser detetada para obrigar à sua declaração voluntária ao
fisco. V.g.: Panamá Papers.
OS acordos de trocas de informações entre os Estados promovia o combate à evasão fiscal para os paraísos
fiscais.
Movimento da troca de informações para facilitar a tributação.
Movimento da transparência.
Na GR o imposto geral sobre o património foi declarado inconstitucional por causa da forma de apuramento do
imposto. Tributação de riqueza no dia 31 de Dezembro. Qual é a riqueza que existia nessa altura. A escolha da
data é arbitrária.
Não se consegue aferir a matéria tributária com rigor, por causa da flutuação do valor de mercado dos bens.
Impostos sobre o património estáticos tem muitas dificuldades em fazer um imposto justo e que afira
efetivamente o valor do património.

Impostos dinâmicos. Implicam uma transmissão.

Transmissão onerosas: IMT, antiga SISA.


Quem adquire um imóvel manifesta capacidade contributiva e como está a manifestar essa capacidade
contributiva deve pagar imposto ao Estado.
Imposto de obrigação única.

Transmissão gratuitas: Impostos sobre sucessões e doações.


No nosso caso foi abolido o imposto sucessório nas transmissões em sucessíveis em linha reta.
Foi abolido porque a evasão fiscal, em relação ao imposto sucessório, é muito elevada e difícil de fiscalizar.
Há várias formas de contornar este imposto.
Criação de uma entidade intermediária. Fund trust (dt.anglo-saxónico), fundação (dt.continental), etc., pode
haver uma transmissão entre Avós e netos. F
uga das entidades com mais riqueza.
O imposto sucessório o que quer abranger são as maiores heranças, mas estas fogem facilmente. E há um factor
aleatório muito elevado. Não se pode prever no OE o montante de impostos sucessório num ano. N
ão se consegue prever o número de mortes por ano. Temos as previsões dos atuários na Seg.Social.

II. Impostos reais e pessoais:


Todos os impostos incidem sobre pessoas.
O imposto real é o que tem em consideração o valor do bem que é tributado, independentemente de outras
características ou aspectos do sujeito passivo, tais como necessidades relativas a despesas de saúde, habitação,
educação, aspectos mais individualizados, pessoalizantes, não são tomados em conta nos impostos reais.
Nos impostos pessoais contam também outros elementos relacionados tipicamente nos estados sociais. Despesas
de saúde, educação, composição do agregado familiar. Eventualmente habitação. Assim sendo nos impostos
pessoais admitem-se deduções À coleta. Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares.
O IRC não são impostos pessoais, pois, em bom rigor, as PC não têm capacidade contributiva.
Imposto pessoal do sec XX. É o imposoto sobre o rendimento das pessoas singulares.
A discussão actual é sobre os impostos sobre o património que está a ser pessoalizado. Os mais ricos tÊm que
pagar um montante extra do IMI. Factor de justiça e redestribuição, quando tendencialmente este papel
redistributivo era feito pelos impostos pessoais.
Os impostos pessoais incidem sobre todo o rendimento indiferenciado: trabalho, capital, mais valias, património.
Todas estas situações deviam ser taxadas ad valorem, e introduzir-se-iam taxas progressivas.
Se o imposto for proporcional tambem estamos a ter em conta a capacidade contributiva. Montatne ad valorem:
IVA de 23% sobre os bens de consumo.

III .impostos proporcionais, progressivos e regressivos:


A progressividade era típica dos impostos pessoais.
Dentro do IRS o único objecto (categoria) que paga imposto é p do trabalho e pensões. E não incide sobre as
outras categorias.

.Impostos directos e indirectos


.Impostos periódicos e de obrigação única.

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Aula n.º 6
Sumário: ...

III .impostos proporcionais, progressivos e regressivos:


A progressividade era típica dos impostos pessoais.
Dentro do IRS o único objecto (categoria) que paga imposto é p do trabalho e pensões. E não incide sobre as
outras categorias.

Para efeitos de apuramento da capacidade contributiva é suficiente termos impostos proporcionais.


Apura-se a capacidade contributiva individual e para o fazer temos de encontrar um parâmetro de comparação.

Aferidor da capacidade contributiva. Progressividade e proporcionalidade.

Para diferenciar os contribuintes de acordo com a sua capacidade contributiva temos taxas proporcionais.
As taxas ad valorem proporcionais permite assegurar essa diferença. Os 23% do IVA permitem aferir diferentes
montantes de imposto.
O mesmo se passa quanto ao IRS.
A progressividade foi introduzida na 2.a metade do séc. XX, associada à eclosão do modelo de estado social de
direito, e foi justificado pelo objectivo da redistribuição.

Na progressividade temos escalões de rendimento. Dentro de cada escalão a taxa é proporcional. Entende-se que
quem tem uma capacidade económica mais elevada deve contribuir mais do que proporcionalmente.

Este paradigma já não colhe pois não há lugar à redistribuição da riqueza por via do pagamento da divida e dos
juros da mesma.

Utilidade marginal decrescente: À medida que se vai consumindo um bem a sua utilidade vai diminuindo. V.g.:
copos de àgua.
O Princípio da Utilidade Marginal Decrescente
Segundo o princípio da utilidade marginal decrescente, quanto maiores as quantidades de um bem forem
consumidas, esse bem irá gerar menos utilidade.

À medida que temos mais rendimento a utilidade que retiramos do mesmo é menor.

A crítica principal a este conceito é que a utilidades não são comparáveis. A utilidade de um 1milhão não é o
mesmo para a pessoa A do que para a pessoa B.

A redistribuição como finalidade de redistribuição está presente na CRP. É essa a ancora legal que justifica o
sistema progressivo.

Os impostos regressivos são proibidos pela CRP.

Princípio da capacidade contributiva previsto na CRP, como decorrência do princípio da igualdade.


Basta a existência de um princípio da igualdade e do impedimento de privilégios.

O imposto regressivo á aquele que aumenta a sua progressividade à medida que menos se aufere.
O imposto por capitação é também regressivo.
Impostos Paretianos. Equilíbrio de Pareto. São contra um princípio de justiça. É a eficiência acima de tudo.

Os impostos sobre o consumo não têm uma índole redistributiva.

Quando se começa a introduzir distinções, diferenciação gera-se maior complexidade. Isto gera uma ineficiência
de tributação e uma evasão fiscal.

O direito fiscal vive numa tensão permanente entre a eficiência económica e a justiça (proteção da partes mais
fraca).

IMPOSTOS DIRECTOS E INDIRECTOS.


Adotada pela EU e pelos economistas. Incorporou-se no dt. nacional.

Os impostos diretos são aqueles em que se consegue identificar o contribuinte e consegue-se ter uma informação
exata e permanente da situação contributiva do sujeito passiva. Incidem sobre manifestações diretas de riqueza.
Impostos sobre o rendimento e os impostos estáticos sobre o património como o IMI. Obrigações declarativas
periódicas. A obrigação permanece enquanto não for comunicada uma alteração.

Os impostos indiretos são aqueles que há uma manifestação indireta de riqueza dos particulares.
Exemplo típico eram o dos impostos sobre o consumo. Mas atualmente com a e-factura, há uma aferição direta
da capacidade contributiva para efeitos de controlo da legalidade.
IVA - tratado de Roma. Deve separar-se o sujeito passivo do sujeito de facto. O consumidor não tem uma relação
direta com a autoridade tributária.
O sujeito passivo do IVA é a entidade prestadora de serviços. Essas entidades entram numa cadeia de valor
acrescentado.

Peças de computador, compradas por uma empresa. A compra a B as peças. A acrescenta valor às peças e pagou
IVA sobre as peças. Esse montante do IVA vai ser deduzido do valor final.

A e B estão registados nas finanças como operadores económicos e estão obrigados à declaração periódica,
independentemente de terem imposto a pagar ou não. O IVA é pago pelos consumidores finais. Em relação aos
operadores económicos o IVA não será um imposto indiretos.

.IMPOSTOS PERIÓDICOS E DE OBRIGAÇÃO ÚNICA.

Impostos periódicos - renovam-se anualmente, terminando o ano fiscal. Corresponde ao IVA no caso dos Sujeitos
passivos; ao IRS e ao IMI.

Impostos de obrigação única - IMT, são tributados por cada facto tributário que se constitui e se extingue num
único ato.
Para o consumidor final o IVA é um imposto de obrigação única.

É relevante porque a LGT adota prazos de caducidade e prescrição consoante o tipo de impostos sejam eles
impostos de obrigação única ou periódicos.

As retenções da fonte a título definitivo.


As taxas liberatórias são retenção na fonte.
Uma entidade privada que substitui o sujeito passivo e entrega o imposto sobre o rendimento ao Estado.

Retenções por conta: Trabalhador por conta de outrem, residente em PT.


Retenções a título definitivo: Taxas liberatórias. Quem recebe o rendimento não tem que o declarar na declaração
anual, não tem que o englobar. São impostos de obrigação única. Como é que se conta o prazo. Problema com a
letra da lei presente no Código. Contam-se a partir de cada acto.

Mas e em relação ao IVA?

É esta a importância das definições e classificações. Para saber qual o regime legal que se aplica.

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Aula n.º 6
Sumário: Como se organiza a RJ tributária.

Relação jurídica tributária.


Tatbestand - ou tipo de imposto: permite em cada código de imposto movermo-nos no código e permite
determinar um conjunto de elementos comuns que permite identificar o tipo sistemático de tributo.

Elementos (dois conjuntos):


An - Objecto e Sujeito - sobre aquilo que incide o imposto. Pode ser definido ou equivalente à incidência strito
sensu. E quanto à incidência em sentido estrito temos o sujeito (passivo) e objecto (facto tributário)
Facto tributário: rendimento, consumo e património. Em termos gerais. Mas é a lei que define em concreto o que
significa rendimento. Se a Lei abranger apenas o rendimento de trabalho e não definir como rendimento os
rendimentos de capitais, então para essa lei o rendimento será apenas o rendimento do trabalho.
Sujeito Passivo - conceito - art. 18 da LGT

Artigo 18.º
Sujeitos
1 - O sujeito activo da relação tributária é a entidade de direito público titular do direito de exigir o cumprimento
das obrigações tributárias, quer directamente quer através de representante.
2 - Quando o sujeito activo da relação tributária não for o Estado, todos os documentos emitidos pela
administração tributária mencionarão a denominação do sujeito activo.
3 - O sujeito passivo é a pessoa singular ou colectiva, o património ou a organização de facto ou de direito que,
nos termos da lei, [descrição possível do que é o sujeito passivo, mas não basta. É uma noção genérica. Mas
temos que ir a cada código ver quais são os sujeitos passivos] está vinculado ao cumprimento da prestação
tributária [É a prestação material e a prestação formal. Mas nem sempre o sujeito passivo tem que pagar
imposto. Se não houver aumento patrimonial não há lugar ao pagamento de imposto. Prestação em sentido
amplo. Prestação formal são obrigações declarativas, contabilisticas, de informação. Um sujeito passivo pode
sê-lo mesno que não pague imposto: prestação material. Pode ser também alguém a quem seja requerido uma
prestação formal, como por exemplo: a obrigação do SPasssivo ter contabilidade organizada], seja como
contribuinte directo, [o conceito juridico é o do contribuinte, apenas! O contribuinte é uma categoria de sujeito
passivo relativamente à qual a Lei entende que tem capacidade contribuitiva. É sobre o contribuinte que
recaeem os pressupostos do facto tributário] substituto (art. 18 da LGT) [entidade empregadora que tem o
dever de retenção na fonte parte do vencimento (1) do trabalhador para entregar ao estado (2) - duas
obrigações] [subsituinte: contribuinte - trabalhador, que também é um sujeito passivo] ou
responsável [também é sujeito passivo, mas só assume essa qualidade numa situação patológica, se não
cumprir com os deveres de retenção e entrega do imposto. É responsavel pela dívida de um terceiro]. Qualquer
ilegalidade poder ser imputada, ou qualquer SP pode aceder ao contencioso ou aos recursos hierárquicos.
ENUMERAÇÃO GENÉRICA TEM QUE SER VERIFICADA EM CADA CÓDIGO!
Em tese todos as Pessoas Singulares serão Sujeitos Passivos porque mesmo não trabalhando e auferindo
rendimentos têm a obrigação de apresentar as declarações de IRS à AT. - prestação tributária formal
4 - Não é sujeito passivo quem:
a) Suporte o encargo do imposto por repercussão legal, sem prejuízo do direito de reclamação, recurso,
impugnação ou de pedido de pronúncia arbitral nos termos das leis tributárias; [permite cobrir os casos do IVA.
No caso do consumidor final há um encargo com o IVA por reprecussão legal. Mas o consumidor não é sujeito
passivo, mas a lei concede o direito de reclamar]
b) Deva prestar informações sobre assuntos tributários de terceiros, exibir documentos, emitir laudo em processo
administrativo ou judicial ou permitir o acesso a imóveis ou locais de trabalho.
Contém as alterações introduzidas pelos seguintes
diplomas:
- Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro
Versões anteriores deste artigo:
- 1ª versão: DL n.º 398/98, de 17 de
Dezembro

Quantum - Elementos de quantificação.


Incidência (stricto sensu) - quantificação da matéria tributável. No caso das PC é o IRC sobre o lucro. O lucro é
determinado pela Lei. CIRC. É um lucro contabilístico. Elementos de quantificação que fazem parte
do Tatbestand de imposto.
Depois disso ainda temos as deduções à colecta depois da imputação da alíquota (taxa de imposto. percentagem
que se aplica sobre o rendimento. Aplica-se à matéria tributável. De onde resulta o montante colectável. Depois
ainda há as deduções à colecta).
Uma Sociedade Portuguesa recebeu 100 de lucro na GR e já foi tributada na GR. Mas os 100 apesar de terem sido
obtidos fora, como a Sociedade tem sede em PT, esta tem que os declarar e depois pedir uma dedução à colecta
deste valor em sede de IRC PT.
No caso das Pessoas Singulares temos também os abatimentos que são deduções de caráter pessoal: saúde,
educação, juros por aquisição de morada própria.

Facto tributário ao objecto.


Sujeito passivo - IRS - Pessoas singulares.
Desenvolvimento do facto tributário é a determinação da matéria tributável, para apurar o rendimento líquido. É
a incidência em sentido amplo.

Técnica legislativa é a que nos permite identificar a sequencia. Tatbestand sistemático e sequencial do imposto.

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Aula n.º 7
Sumário: Como se organiza a RJ tributária.

Taxa elemento autónomo do quantum, embora possa pertencer ao mesmo.

.Tatbestand sistemático de imposto rendimento líquido/acréscimo patrimonial (deduções)


Taxa ou aliquota...

Retenções na fonte
Taxas liberatórias vs Retenção por conta.

Retenções na fonte - substituição tributária. Equivalência de situações. A entidade será um substituto tributário.

Empregador - substituto - dois deveres. Dever de reter o imposto na fonte e entregar o imposto retido ao fisco.
Trabalhador - substituído - recebe o seu rendimento líquido de imposto.

Nos rendimentos de capitais - taxas liberatórias.


O pagamento dos juros, dividendos, é uma situação em que a entidade financeira bancária é substituta do
depositário.

Caso de não residentes no território PT. A lei impõe que as entidades devedoras de imposto entreguem ao estado
este mesmo imposto.

A retenção na fonte apareceu no UK no final do sec. XIX como forma de auxiliar o fisco e prevenir a evasão fiscal.

O imposto incide sobre o acréscimo patrimonial.

A retenção na fonte é uma situação de antecipação.

2 tipos de retenção na fonte.


Taxas liberatórias - ou retenções a titulo definitivo. A taxa liberatória é aquela que liberta o contribuinte
substituído de apresentar mais declarações subsequentes. É uma taxa final. Retenção a titulo definitivo, não é
necessário ter que os declarar. A lei prevê que se possa fazer essa declaração, no englobamento. Mas é uma
opção, não um dever.
São também aplicadas aos não residentes que tenham apenas uma actividade ocasional em território português.
Porque a actividade do não residente é ténue e como tal não carece de uma declaração de imposto para acerto
de contas. Razões de praticabilidade.
As taxas de retenção na fonte por conta a não residentes são taxas liberatórias.

Retenções por conta - retenções por conta do imposto devido afinado. No caso dos residentes. Rendimento do
trabalho dependente.
Sendo o imposto de rendimento acréscimo patrimonial no rendimento líquido, mas que só se apura no final do
ano fiscal. A retenção é um adiantamento de receitas ao estado, findo o qual é feito um certo. A retenção é por
conta, não definitiva.

Imposto dual, sistema dual - países nórdicos - Implica o rendimento englobado. Significa que podemos tratar de
forma mais vantajosa o capital ao trabalho e vice-versa. O crivo da igualdade implica tratar os impostos todos da
mesma forma. Como há mobilidade de capitais, esta noção é meramente teórica. Os rendimentos de capitais
começaram a ser discriminados positivamente em relação aos rendimentos do trabalho. Começou-se a tributar os
rendimentos dos capitais em taxas proporcionais e não progressivas como no caso do rendimento do trabalho.
Desvio do principio da igualde.
Alguns rendimentos são submetidos a retenção da fonte e outros são submetidos a taxa liberatória por estarem
submetidos a taxas proporcionais e não progressivas.

Taxas liberatórias: rendimentos brutos vs rendimentos líquidos: art. 71.º do CIRS: 28%, 25%.
Deve ser sobre os rendimentos brutos em nome do princípio da praticabilidade.
Deve ser sobre os rendimentos líquidos por haverem custos e gastos fáceis de enunciar.
Do ponto de vista do contribuinte pode ser ou não indiferente precisar as deduções à coleta.
Caso de um profissional que é o substituído, e presta um serviço a uma entidade substituta. Quais as despesas
associadas a estas prestações.
Custos vários.
Á partida do ponto de vista do contribuinte é mais justo que certos custos possam ser deduzidos à coleta.
Imagine-se o caso oposto: um profissional PT a prestar um acto único na Holanda. Será que as despesas
praticadas nos outros países serão dedutíveis em PT?
Do ponto de vista do contribuinte à interesse em que o rendimento sujeito a taxa liberatória fosse o rendimento
líquido e não o bruto.
O TJUE, decidiu, impõe que se tenham em conta os rendimentos líquidos, se na situação
Se se tratar de um residente, se o residente ficou submetido a uma retenção na fonte apenas por conta e vai
poder deduzir os seus gastos então o não residente também terá o mesmo direito. Corolário do princípio da
igualdade, princípio da não discriminação.
Quais são os gastos aceites? São aqueles que estão intrinsecamente ligados à actividade prestada, de acordo com
a jurisprudência do TJUE.
O problema é que estamos numa relação de substituto/substituido. Quem faz a análise dos custos, e da retenção,
é a entidade substituta. E é a essa entidade que o Estado irá requerer o pagamento desse montante. O substituto
tributário é que terão que entrar com os impostos que vierem a faltar. O ónus não é do fisco mas da entidade
particular.

.Despesas necessárias para a obtenção do rendimento

.Simplicidade vs. Discriminação

.Retenções por conta.

Imposto sobre o rendimento é imposto sobre o rendimento acréscimo. Rendimento líquido.

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Aula n.º 8
Sumário: Responsabilidade tributária.

Na pág. 77, da edição de 2016, do manual no início do 5.paragrafo. 2.4.4.


Se o substituído for não residente.

.Despesas necessárias para a obtenção do rendimento

.Simplicidade vs. Discriminação

.Retenções por conta.

A fig.da responsabilidade tributária aplica-se sempre a uma dívida de outrém. Partindo da relação tributária.
Temos substituto e substituído.
Se o empregador não reter na fonte, ou entregar o imposto retido na fonte, ele será o responsabilizado, ainda
que a divida seja do contribuinte.

Dois deveres - retenção e entrega. Supondo que não há retenção. Não havendo retenção, também não há
entrega. O fisco pode agir por dias vias.

Responsabilidade a titulo principal: Quando há retenção mas não há entrega. A responsabilidade é do substituto.
A lei prevê que o substituido fica liberto de quaisquer obrirgações relativametne a esse encargo. O substituto é
chamdo a responder a titulo principal.

Responsabilidade subsidiária: Só se o património do contribuinte for inexistente ou insuficiente o fisco reverte a


execução do património do substituto.
Quando não há retenção o substituído recebeu o montante ilíquido. O fisco chama-o em primeiro lugar. Em
termos rigorosos, não há uma responsabilidade stricto sensu. Não devíamos falar em responsabilidade.
A responsabilidade é do empregador, substituto. Só se o património do substituído for insuficiente é que se
agride o património do substituto.

Art. 28 da LGT.

A regra é a de desoneração do substituido.

Artigo 28.º
Responsabilidade em caso de substituição tributária
1 - Em caso de substituição tributária, a entidade obrigada à retenção é responsável pelas importâncias retidas e
não entregues nos cofres do Estado, ficando o substituído desonerado de qualquer responsabilidade no seu
pagamento, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
Stricto sensu não é uma resposnabildiade, é uma obrgiação tributrária.

2 - Quando a retenção tiver a natureza de pagamento por conta do imposto devido a final, cabe ao substituído a
responsabilidade originária pelo imposto não retido e ao substituto a responsabilidade subsidiária, ficando este
ainda sujeito aos juros compensatórios devidos desde o termo do prazo de entrega até ao termo do prazo para
apresentação da declaração pelo responsável originário ou até à data da entrega do imposto retido, se anterior.
Responsabilidade subsidiária.

3 - Nos restantes casos, o substituído é apenas subsidiariamente responsável pelo pagamento da diferença entre
as importâncias que deveriam ter sido deduzidas e as que efectivamente o foram.
Restantes casos: Quando há uma diferença entre aquilo que devia ser retido e o que foi retido.

Há uma situação não expressamente tratada que é a das retenções a titulo definitivo.
O que a lei prevê uma responsabilidade solidária entre a entidade obrigada a reter e o substituído.
Quando o substituído não é residente em território Português, pede-se os montantes ao substituto. Corolário do
principio da practibildade.
A solução é a de colocar em primeira linha o substituto porque é mais fácil ao fisco garantir o imposto.
A entidade tem o direito de regresso sobre o substituído, caso

Se tivermos novamente, trabalho dependente, um substituto residente que tem a obrigação de fazer a retenção.
E temos um substituído não residente. O substituto não fez a retenção. Quem beneficiou foi o substituído.
Todavia o fisco por questões de praticabilidade agridem o património do substituto.
Sobre o direito de regresso entre substituto e substituído o direito fiscal já não entra. Nestas situação regula o
direito privado.

Artigo 24.º
Responsabilidade dos membros de corpos sociais e responsáveis técnicos
1 - Os administradores, directores e gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que somente de facto, funções
de administração ou gestão em pessoas colectivas e entes fiscalmente equiparados são subsidiariamente
responsáveis em relação a estas e solidariamente entre si:
Temos uma sociedade que é a entidade empregadora. É o substituto tributário, e o substituido. Devia ter existido
uma retenção por conta. E suponha-se que não houve retenção. Em primeira linha o fisco agride o património do
substituido. Caso este seja inexistente agride-se o património do substituto. E se este também for inexistente,
afere-se a culpa da inexistência de património da empresa dos gestores ou responsáveis técnicos, e agride-se o
património destes.
3 níveis
Trabalhador;
Sociedade Comercial;
Corpos sociais e responsáveis técnicos. Vai provocar uma responsabilidade na gestão muito grande sobre os
órgãos sociais.
O TC obrigou a uma aferição da culpa. Actualmente entendem que a culpa é objectiva, e não subjectiva.
Na letra original deste artigo a culpa era objectiva.

a) Pelas dívidas tributárias cujo facto constitutivo se tenha verificado no período de exercício do seu cargo ou cujo
prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado depois deste, quando, em qualquer dos casos, tiver sido
por culpa sua que o património da pessoa colectiva ou ente fiscalmente equiparado se tornou insuficiente para a
sua satisfação;
Um administrador de uma sociedade em que a dívida tributária tenha tido início durante o período em que
exerceu o cargo, mesmo que ele já não esteja.

b) Pelas dívidas tributárias cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado no período do exercício do
seu cargo, quando não provem que não lhes foi imputável a falta de pagamento.
Qualquer dos administradores pode ser responsável.

2 - A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos membros dos órgãos de fiscalização e revisores oficiais
de contas nas pessoas colectivas em que os houver, desde que se demonstre que a violação dos deveres
tributários destas resultou do incumprimento das suas funções de fiscalização.

3 - A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos técnicos oficiais de contas desde que se demonstre a
violação dos deveres de assunção de responsabilidade pela regularização técnica nas áreas contabilística e fiscal
ou de assinatura de declarações fiscais, demonstrações financeiras e
Este artigo 24 é um caso único em temos de direito comparado. A lei presume uma probabilidade maior de que a
culpa tenha sido maior a do gestor que estava no cargo à data do termo do prazo do pagamento. Chama-se, em
primeiro lugar, a pessoa que estava no cargo aquando do termo do prazo de pagamento da divida e não o gestor
que originou a divida ao fisco em primeiro lugar.

CULPA.
1.a Situação inicial - situação da retenção na fonte; IRC da sociedade. Não foi pago porque o património é
insuficiente.
2.a situação.
3.a situação - IVA - no caso da sociedade ter cobrado o IVA [não é um caso de substituição] mas não foi entregue
ao estado, e o seu património for insuficiente, agride-se imediatamente o património dos responsáveis da
sociedade comercial.

Caso do IVA - há uma prestação de serviços


O IVA não pertence à sociedade prestadora dos serviços. É algo que pertence ao Estado. Mas há uma dilação
entre o momento em que ele é cobrado e o momento em que ele é entregue ao estado. A gestão da empresa,
por vezes, usa esse dinheiro em proveito próprio em vez de ser apenas um mero depositário.

No exemplo do IVA há uma grande aproximação da culpa do gestor que decidiu entre não entregar o IVA para o
aplicar noutra finalidade, e a culpa objectiva. Quase nunca se desculpa essa situação. A sociedade é um mero
depositário do imposto.

Caso das RETENÇÃO NA FONTE.


Se não houve uma retenção na fonte, e o património do substituído e o do substituto não forem suficientes para
cumprir com as obrigações fiscais, afere-se a identificação e identifica-se quem é que dispôs nesse sentido.
Prevalece que o imposto é mais necessário do que as necessidades da empresa.
Corporate social resposabiliy, é o contrário do acima descrito.
Membros dos corpos sociais e responsáveis técnicos. Nesta caso já cabe o exemplo do IVA.

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Aula n.º 9
Sumário: Responsabilidade tributária. Cont. Aula dada pelo Dr. Paulo Marques.

Artigo 18.º LGT


Sujeitos
1 - O sujeito activo da relação tributária é a entidade de direito público titular do direito de exigir o
cumprimento das obrigações tributárias, quer directamente quer através de representante.
2 - Quando o sujeito activo da relação tributária não for o Estado, todos os documentos emitidos
pela administração tributária mencionarão a denominação do sujeito activo.
3 - O sujeito passivo é a pessoa singular ou colectiva, o património ou a organização de facto ou
de direito que, nos termos da lei, está vinculado ao cumprimento da prestação tributária, seja
como contribuinte directo, substituto ou responsável.
4 - Não é sujeito passivo quem:
a) Suporte o encargo do imposto por repercussão legal, sem prejuízo do direito de reclamação,
recurso, impugnação ou de pedido de pronúncia arbitral nos termos das leis tributárias;
b) Deva prestar informações sobre assuntos tributários de terceiros, exibir documentos, emitir
laudo em processo administrativo ou judicial ou permitir o acesso a imóveis ou locais de trabalho.
Contém as alterações introduzidas pelos seguintes
diplomas:
- Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro
Versões anteriores deste artigo:
- 1ª versão: DL n.º 398/98, de 17 de
Dezembro

Artigo 28.º LGT


Responsabilidade em caso de substituição tributária
1 - Em caso de substituição tributária, a entidade obrigada à retenção é responsável pelas importâncias retidas
e não entregues nos cofres do Estado, ficando o substituído desonerado de qualquer responsabilidade no seu
pagamento, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Quando a retenção tiver a natureza de pagamento por conta do imposto devido a final, cabeao substituído
a responsabilidade originária pelo imposto não retido e ao substituto a responsabilidade subsidiária, ficando
este ainda sujeito aos juros compensatórios devidos desde otermo do prazo de entrega até ao termo do prazo
para apresentação da declaração pelo responsável originário ou até à data da entrega do imposto retido, se
anterior.
3 - Nos restantes casos, o substituído é apenas subsidiariamente responsável pelo pagamento da diferença
entre as importâncias que deveriam ter sido deduzidas e as que efectivamente o foram.

Artigo 34.º LGT


Retenções na fonte
As entregas pecuniárias efectuadas por dedução nos rendimentos pagos ou postos à disposição do titular pelo
substituto tributário constituem retenção na fonte.

Situação triangular. Substituto, Substituido, Autoridade Tributária - Estado.


Contribuinte de direito - substututo.
Contribuinte de facto - Substituido.
Responsabilidade tributária.
O gerente não actua em substituição do ente colectivo. Actua em segunda linha. A sua responsabilidade será
subsidiária. A Lei convoca um terceiro completamente alheio ao acto tributário.

A sociedade comercial não tem uma vontade própria. A vontade emerge da vontade de um órgão de gestão:
administração ou gerência. São eles que vinculam a sociedade perante terceiros. Já não é só um mero
interesse strito sensu, tem que ter em causa todos os que se relacionam com a empresa, um deles é o fisco.
Art. 18.º Sujeito Activo.

Artigo 22.º
Responsabilidade tributária
1 - A responsabilidade tributária abrange, nos termos fixados na lei, a totalidade da dívida tributária, os juros e
demais encargos legais.
2 - Para além dos sujeitos passivos originários, a responsabilidade tributária pode abranger solidária ou
subsidiariamente outras pessoas.
3 - A responsabilidade do cônjuge do sujeito passivo é a que decorre da lei civil, sem prejuízo do disposto em
lei especial.
4 - A responsabilidade tributária por dívidas de outrem é, salvo determinação em contrário, apenas
subsidiária.
5 - As pessoas solidária ou subsidiariamente responsáveis poderão reclamar ou impugnar a dívida cuja
responsabilidade lhes for atribuída nos mesmos termos do devedor principal, devendo, para o efeito, a
notificação ou citação conter os elementos essenciais da sua liquidação, incluindo a fundamentação nos
termos legais.
Contém as alterações introduzidas pelos seguintes
diplomas:
- Lei n.º 82-E/2014, de 31 de Dezembro
Versões anteriores deste artigo:
- 1ª versão: DL n.º 398/98, de 17 de
Dezembro

O gestor responde por uma divida de outrém: a sociedade.

A indisponibilidade do credor - art. 30/2.

A administração fiscal deve tudo fazer para a cobrança dos tributos, ex vi interesse público.

Só depois de se procurar agredir os devedores origários: sujeitos passivos originários, é que se passa para os
devedores subsidiários.

Artigo 23.º
Responsabilidade tributária subsidiária
1 - A responsabilidade subsidiária efectiva-se por reversão do processo de execução fiscal.
2 - A reversão contra o responsável subsidiário depende da fundada insuficiência dos bens penhoráveis do
devedor principal e dos responsáveis solidários, sem prejuízo do benefício da excussão.
3 - Caso, no momento da reversão, não seja possível determinar a suficiência dos bens penhorados por não
estar definido com precisão o montante a pagar pelo responsável subsidiário, o processo de execução fiscal
fica suspenso desde o termo do prazo de oposição até à completa excussão do património do executado, sem
prejuízo da possibilidade de adopção das medidas cautelares adequadas nos termos da lei.
4 - A reversão, mesmo nos casos de presunção legal de culpa, é precedida de audição do responsável
subsidiário nos termos da presente lei e da declaração fundamentada dos seus pressupostos e extensão, a
incluir na citação.
5 - O responsável subsidiário fica isento de custas e de juros de mora liquidados no processo de execução fiscal
se, citado para cumprir a dívida constante do título executivo, efectuar o respectivo pagamento no prazo de
oposição.
6 - O disposto no número anterior não prejudica a manutenção da obrigação do devedor principal ou do
responsável solidário de pagarem os juros de mora e as custas, no caso de lhe virem a ser encontrados bens.
7 - O dever de reversão previsto no n.º 3 deste artigo é extensível às situações em que seja solicitada a
avocação de processos referida no n.º 2 do artigo 181.º do CPPT, só se procedendo ao envio dos mesmos a
tribunal após despacho do órgão da execução fiscal, sem prejuízo da adopção das medidas cautelares
aplicáveis.
Contém as alterações introduzidas pelos seguintes
diplomas:
- Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro
- Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro
Versões anteriores deste artigo:
- 1ª versão: DL n.º 398/98, de 17 de
Dezembro
- 2ª versão: Lei n.º 55-A/2010, de 31 de
Dezembro

Art. 55 da LGT - princípio da proporcionalidade e art. 7 do CPA.

O contribuinte quando não cumpre com as obrigações, é instaurado um processo de execução fiscal. O credor
é simultaneamente o executor: Autoridade Tributária. Privilégio de execução prévia. O exequente terá que
fazer tudo para executar os créditos ao executado. Uso de poderes de autoridade.
O art. 23/1 só acontece já na fase patológica. Já depois do processo de execução fiscal. O acto de reversão é
um acto administrativo e não um acto judicial. Vide art. 23/4.
A citação é relativa ao revertido. Decisão da AT de executar o seu património sem prejuízo de este poder
voluntariamente poder solver o montante em dívida.
Para ir para o devedor subsidiário a AT tem que estar certa de que o património do devedor original não é
suficiente para solver o crédito.

A subsidiariedade - art. 22/4 - é acessória não pode ir além da divida principal.


Fiança legal - responsabilidade subsidiária dos gestores - tem que haver presunção da culpa. Não há
responsabilidade objectiva!

Artigo 24.º
Responsabilidade dos membros de corpos sociais e responsáveis técnicos
1 - Os administradores, directores e gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que somente de facto,
funções de administração ou gestão em pessoas colectivas e entes fiscalmente equiparados são
subsidiariamente responsáveis em relação a estas e solidariamente entre si:
a) Pelas dívidas tributárias cujo facto constitutivo se tenha verificado no período de exercício do seu cargo ou
cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado depois deste, quando, em qualquer dos casos,
tiver sido por culpa sua que o património da pessoa colectiva ou ente fiscalmente equiparado se tornou
insuficiente para a sua satisfação;
b) Pelas dívidas tributárias cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado no período do exercício
do seu cargo, quando não provem que não lhes foi imputável a falta de pagamento. PRESUNÇÃO LEGAL. Iuris
et de iure.
2 - A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos membros dos órgãos de fiscalização e revisores
oficiais de contas nas pessoas colectivas em que os houver, desde que se demonstre que a violação dos
deveres tributários destas resultou do incumprimento das suas funções de fiscalização.
3 - A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos técnicos oficiais de contas desde que se demonstre a
violação dos deveres de assunção de responsabilidade pela regularização técnica nas áreas contabilística e
fiscal ou de assinatura de declarações fiscais, demonstrações financeiras e seus anexos.
Art. 24
Acento tónico da alína a) diminuição do património. Cabe à AT provar a culpa do gestor.
Alíena b) imputação do incumprimento ao gestor por congnoscência do montante tribitário liquidado.

Se a retenção na fonte que foram feitas, mas não foram entregues, então é fácil provar-se a culpa. A verba não
era da empresa, já era do estado. O ente colectivo funciona a titulo de mero depositário.

AcTCAN - 31-03-2016; proc. 01435/12.1

A responsabilidade tributária é reserva de Lei por via do art. 103/2 ex vi art. 165/1 i).

Só o gerente de facto. É a AT que tem que provar.

A jurisprudência insiste que é apenas o gestor de facto, que deve ser responsabilizado, e que deve ser a AT a
provar.
Quem assina os cheques são os gerentes efectivos, mas a culpa é atribuida aos gerentes de facto. Cabe ao
gerente efectivo provar que não teve culpa.

Art. 32 - obriga os gestores às boas práticas tributárias.

É possível o arresto dos bens do responsável subsidiário? Fundado receio de algo que ainda não aconteceu.
Antecipação da penhora. Imposto liquidado ou em vias de liquidação.
O arresto ou a penhora não retira a titularidade do bem. A transmissão da titularidade e do direito real só
acontece com o acto de execução de venda. O arresto e a penhora não retiram o bem ao contribuinte.

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Aula n.º 10
Sumário: Não houve aula.

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Aula n.º 11
Sumário: RJ tributária: conclusão.

Na RJ tributária não há partes porque estamos numa relação de dt.público.


Os elementos essenciais não podem ser alterados pelas "partes". Fisco e contribuinte.

Esta afirmação decorre do Conceito de imposto, e da CRP.

O imposto é unilateral e coercivo, não pode ser alterado caso a caso.

É criado por Lei da AR, ou DL autorizado por uma LAL.

O controlo do cidadão contribuinte é feito pela Lei da AR. Representantes eleitos pelo contribuinte. No
taxation without representation. Revolu.Americama.
Depois de aprovada a Lei com os elementos essenciais do imposto, não podem as "partes" e alterar esses
elementos. Sob pena de violação do Principio de reserva de lei e princípio da igualdade.

CASO DA APPLE
Dt da EU.
Art. 107 do TFUE
A Irlanda criou auxílios que beneficiam em termos de preços de transferência para a Apple, lesando o principio
da concorrência.
Os auxílios de estado podem ser conferidos por diversos modos. Positivos - criação de um subsídio ; negativos
- criação de um benefício fiscal, isenção.

A Irlanda negociou um "acordo secreto" com a Apple, é uma informação vinculativa apenas para aquele
contribuinte para o beneficiar em termos de preços de transferência. Informações vinculativas.

RESERVA DE LEI, o imposto é unilateral, elementos essenciais do tatbestand, respeita-se ao mesmo tempo
legalidade e igualdade; mas depois há figuras em que o contribuinte pode negociar um determinado regime
com o fisco.

Como se justificam estes figuras perante o princípio da indisponibilidade dos impostos e do crédito cedido pelo
fisco.

A parte do dt.UE, o TFUE proibe os auxilios de estado, de forma positiva ou negativa (alterando os elementos
dos impostos e baixando os impostos).

A Apple não pagou todo o imposto que é devido a todos os contribuintes e negociou receber apenas 1%, a
aligota, a taxa, o quantum.

A comissão europeia considera isto um auxilio de estado, e como foi dado este auxilio de estado sem
autorização prévia. O gov. Irlandês não informou a C.E. o contribuinte é obrigado a repor o imposto até à taxa
geral. A Apple terá que devolver todo este imposto que não pagou.
Gera uma guerra entre os EUA e a Europa, porque os EUA afirmam que a Europa está a perseguir as
multinacionais Norte-americanas.

Até que ponto é que um Estado pode negociar com um contribuinte este tipo de negociações.
Desde logo porque é um acordo secreto - viola o princípio da igualdade. Não há publicidade.

Distinção entre privilégios e benefícios fiscais.


Os benefícios fiscais perseguem benefícios extra-fiscais. Mecenato, por exemplo; Rel.diplomáticas; económico:
fomentar o investimento. Têm que perseguir um interesse superior ao princípio da igualdade que é violado.
Está abrangido por uma norma excepcional. Para esse efeito tem que haver publicidade.

Os acordos secretos não são sindicáveis pelos tribunais e por empresas concorrentes nessas mesmas
condições.
Os privilégios são particulares.

Art. 37 da LGT
Contratos fiscais - igualdade versus discricionariedade

.Benefícios fiscais - n.1

.N.2 - APA e 138.º do CIRC

.Ineficácia de actos e NJ - 38.º


.Simulação - 39.º

V.g.: uma multinacional X vem negociar um acordo de preços de transferência, com a AT .


O grande desafio é não terem pontos de comparação com os restantes contribuintes.

Casos nacionais - Starbucks.


Uma das sociedades compra o café em grão, uma faz a torrefação, este pagamento da torrefação (saber
quanto custa ou quanto é que não custa) não é possível de determinar pelo fisco.
Preço de mercado para os juros. BCE.

Youtube, strarbucks, tax planning

Tem que se admitir os elementos de quantificação - são os elementos que permitem uma margem de livre
apreciação.

A Starbucks PT compra à delta o produto final, mas como é muito caro, compra aos EUA.

O pagamento do produto final comprado aos EUA (Starbucks 1) é um gasto/despesa [DEDUTÍVEIS].

A patente está numa sociedade comercial sediada na Holanda (Starbucks 2). A quem a Starbucks PT paga
royalties, outro gasto/despesa.

A torrefação é feita na Irlanda. A Starbucks PT paga à irlanda a torrefação. Gasto/Despesa.

A Starbucks transfere os lucros para os Estados que têm tributação mais favorável.

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27-10-2016 - 7.a Semana - Terça-feira


Aula n.º 11
Sumário: Princípio da legalidade fiscal. Aula dada pelo prof. Nuno Oliveira Garcia.

O PLF não é algo apenas teórico. É um dos princípios mais operativos do sistema fiscal e sistema jurídico.

Não é apenas o principio da legalidade formal - Reserva de Lei.


Art. 103/2. este princípio não se encontra noutras áreas.

Só é imposto aquilo que for criado como imposto por Lei ou DL autorizado.

O princípio da legalidade incito nas democracias modernas está ligado à soberania. É a lei que cria os
impostos.
Mesmo durante o memorando da troika, foi sempre a AR a decretar os impostos.

A ideia de soberania fiscal é tão forte, e é uma manifestação do princípio da legalidade vem da Magna Carta.
No taxation without representation. Escócia.

A gota d'água na independencia dos EUA foi o aumento de uma tarifa, aprovada pela coroa, Boston tea party,
sobre os colónos dos EUA.
Exemplos históricos sobre o modo de como o aumento dos impostos ao arrepio do princípio da legalidade
formal. Tributação sem representação parlamentar.

Impostos - ablação patrimonial, é de tal forma agressivo que só pode ser realizado pelos representantes.

Mas não é só a criação que obedece ao princípio da legalidade. Reserva de Lei. Aspecto formal.

Qual a utilidade de se obrigar a que um imposto pudesse ser feito por lei e a criação de um benefício fiscal ser
feito por DL.
Isentar a incidência dos impostos por parte do Gov é impedido por via do princípio da legalidade material.
Criação, Incidência (núcleo mais importante na criação dos tributos - vertente subjectiva sobre quem incide,
sobre o que é que incide, vertente objectiva), Taxa, Benefícios fiscais (retira força à incidência) e garantias aos
contribuintes.

Quantas vezes a obrigação do IVA não acaba num Domingo e o Min.Finanças envia uma circular permitir a
liquidação no dia seguinte. É uma mera regra administrativa.

A taxa de imposto - art. 103/2, é o factor o que multiplica a matéria colectável (a.k.a. alíquota).
A liquidação do imposto é matéria colectável vezes a taxa.

Princípio da tipicidade. Já não é a vertente de os impostos serem criados por Lei, mas sim só são impostos
aqueles criados por lei.
A cada imposto tem que caber um tipo. A incidência tem que ser completamente clara. V.g.: Quando surgiram
as primeiras moto-quatro. Não se sabia o que era e aplicava-se o imposto ao automóvel. Mas não era um
automóvel, nem um motociclo. Problema da tipicidade. Listas alfandegário. Problema de tipicidade fiscal.

Não se permite a analogia em sede de tipicidade.

Já na altura, à 300 anos, existia a arbitragem do justo valor.

INCIDÊNCIA = TIPO.

A CRP não permite que um regulamento defina a tipicidade, a incidência.

Com o caso das moto-quatro teve de se criar um tipo novo com uma incidência mais vasta para acomodar este
novo tipo de veículos.

Até que ponto tudo tem que estar na Lei.

A opção contrária à tipicidade fechada, numerus clausus, é uma tipicidade aberta. Em vez de discriminar por
funções, discrimina-se por quantum de rendimentos.

Art. 2 do CIRS
Artigo 2.º
Rendimentos da categoria A
1 - Consideram-se rendimentos do trabalho dependente todas as remunerações pagas ou postas à disposição
do seu titular provenientes de:
(...)
Elenco.

Admite-se que a regulamentação administrativa possa vir a densificar os tipos abertos a nível de incidência.
O Prof. Alberto Xavier defendia a tipicidade fechada nos termos do art. 103/2; não aceitando, por isso, que as
AL definissem as taxas. Mas com a evolução este conceito de tipicidade fechada preclude em detrimento da
tipicidade aberta, com recurso a conceitos indeterminados determináveis. Descricionariedade técnica.

A solução sufragada pelo TC, diz que a Lei cria o tipo, o intervalo de incidência (0.3 a 0.5) e essa será a margem
discricionária das autarquias locais que são quem define a taxa precisa.

Aceita-se os conceitos indeterminados determináveis. V.g.: valores normais de mercado.

Art. 24 do IRS - conceitos indeterminados determináveis.

Em matéria de incidência não se aceita conceitos indeterminados indetermináveis.

Má técnica legislativa - criar-se a incidência e depois isentar-se.

Duas vertentes do princípio da legalidade.

Principio da legalidade em sentido formal - Reserva de Lei. Soberania fiscal.


Só os eleitos é que podem determinar a ablação patrimonial dos impostos.
Principio da legalidade em sentido material - incidência, taxa, benefícios e garantias dos contribuintes.

Principio da tipicidade e sua densificação administrativa. O que tem que resultar da lei é que se determine o
sentido regulador. Ao regulamento é impedido contrariar a lei. O regulamento pode densificar o conceito
indeterminado determinável da Lei.

A passagem de uma tipicidade fechada para uma tipicidade aberta, vem por via das Grandes Guerras. Em
período de guerra, o parlamento não funcionava, mas tinha que se aumentar os impostos. Na Inglaterra
aumentou 19 vezes e na alemanhã 32 vezes.
A tributação era quase arbitrária.
A reacção à IIWW foi a tipicidade fechada.
Até aos anos 90 colheu este entendimento.

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Aula n.º 12
Sumário: Princípio da legalidade fiscal. Cont.

Art. 165/1 a) i)

Art. 227/1 i) - poder tributário próprio - dado pela CRP.

Art. 238/4 - não é um poder próprio - é dado por lei. Ou DL autorizado ou Lei da AR.

Poder de adaptação dos impostos nacionais às especificidades regionais. É um poder originário, porque é
atribuido pela CRP.

Qual é o alcance próprio do poder tributário das Reg.Autónonas? É tudo aquilo que não colidir com os
impostos nacionais.

Poder de adaptação às especificidades regionais gera-se por via dos impostos nacionais.
Na Lei Quadro das Reg. Autónomas que é aprovada pela AR, tem um capítulo que é o poder de
adaptação. Redução de taxas ou alíquotas.
O poder tributário das reg.autónomas conforma-se numa concorrência com o restante território.

Reserva competência
Órgãos de soberania - podem criar impostos e alterar os seus elementos.

103/2 + 112 + 165/1 i) + 227

Os municípios não tem poder tributário próprio, apenas regulamentar. Não podem criar

Para que a reserva de lei não fiquem esvaziadas de conteúdo, o art. 103/2 concerne aos elementos essenciais
que têm que constar nas autorizações legislativa.

A Autorização Legislativa tem que ter

Benefícios e garantias
Taxa - alíquota
Incidência.

Tatbestand sistemático - Taxa e Incidência.

Incidência - tem de ser entendida em sentido amplo - objecto em sentido amplo - facto tributário e sujeito
passivo.

A reserva de lei serve para criar uma previsibilidade quanto ao imposto que se irá pagar. Preocupação de
segurança juridica.

Tem de abranger os elementos de quantificação. Deduções à coleta - aferição da matéria tributável - taxa
(alíquota) matéria tributária.

Distinguir questões politicas de questões técnicas. Exemplo das amortizações. Exemplo de fronteira. Dedução
de gastos no quadro do IRC ao longo de um espaço de anos. Há questões técnicas que podem ser decretadas
automaticamente pelo gov. Mas há outras questões que por serem politicas tem que ser debatidas na AR. O
método das amortizações não é uma assunto meramente técnico e deve ser contemplado nas autorizações
legislativas.

Art. 103/2 da CRP

I.O Tatbstatnd de garantia: incidência e taxa.

O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE FISCAL.

Art. 103/2 da CRP


Art. 165 n.1 al.i)
Art. 227 n.1 al.i)

Nas autorizações legislativas

Determinação legal não é o mesmo que leis muito detalhadas.


.A opçõa essencial - política - quanto ao "an"( objecto de sujeito passivo) e "quantum" (base tributável e
qualquer outra quantificaçaõ) tem que ser da AR.

.Os apectos técnicos podem ser desenvolvidos pelo Gov.e pela Adminstração Fiscal.

.Se a indererminaçao legal - casos dificeis - a ...

Não há discrecionariedade no caso da indeterminação legal. A última palavra é sempre dos tribunais.
As leis têm que ser sempre

O juízo descrecionário é sempre um juizo de oportunidade ou juizo politico. Sói se aplica no caso dos
beneficios fiscais. Contrato fiscal.

I. O tatbestand de garantia
1. Incidência - "an" - objecto e sujeito passivo
2. Incidência - "quantum" - base tributável e qualquer outra quantificação
3. Taxa (alíquota) - quantificação

II. Benefícios fiscais

Sempre que há reserva de lei a indeterminação não signfica discrecionariedade e o controlo tem que ser feito
pelos tribunais.

INDETERMINAÇÃO LEGAL E CONSEQUENCIAS PARA A AP.

Acórdão do TJUE C-126/10

Um Bando A PT tinha 4 sociedades holding - SGPS

2, 3 e 4 fundiram-se por incorporação na Foggia. 2 tinham prejuízos de €3.500.000,00

A fusão - activo e passivo - passam para a Foggia.

Há um conceito no CIRC - razões económicas válidas. O que se defende é que a Foggia pode deduzir os
prejuízos da sociedade 2 se houverem razões económicas válidas (conceito indeterminado. Tem que ser
analisado caso a caso, mas não admite a discricionariedade).

Razões Económicas Válidas - se as razões forem essencialmente fiscais não se admite as deduções.

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Aula n.º 13
Sumário: Retroactividade.

Art. 103/3. CRP


Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos cuja liquidação e cobrança não se façam nos termos previstos na
lei e que sejam retroactivos.

Art. 12 da LGT.

Os AcTC nunca fazem referencia à LGT.


N.2 Factos tributários de formação sucessiva [impostos periódicos]: período decorrido a partir da entrada em
vigor.
N.3 Normas sobre procedimento e processo: Aplicação imediata
N.4 Normas de desenvolvimento da incidência tributária: Proibição.

A segurança Jurídica e a proibição da Retroactividade - art. 103/3 da CRP.

Antes retirava-se do art. 18 da CRP e por via do princípio da protecção juridica.

Retroactividade stricto sensu diferente de protecção desconfiança.

Retroactividade no dt.fiscal significa fazer a distinção dos impostos de obrigação única e obrigação periódica.
Facto tributário está concluído. Se o facto tributário não estiver concluído então qualquer alteração a meio do
ano, antes da conclusão do facto, com efeitos desde o dia 01 de Jan é uma restrospectividade, retroactividade
imprópria. Não é uma retroactividade autêntica. O facto só se conclúi no dia 31 de Dezembro. Passa o crivo do
art. 103/3. Obriga um segundo juízo o da protecção da confiança.

A retroactividade autêntica só existe quando diz respeito a factos tributários já ocorridos. No que diz respeito
a impostos periódicos temos de ter em atenção ao ano fiscal.

"Super princípio", princípio chapéu é o de protecção da confiança, que conforma o art. 103/3. Sendo que se
for introduzido um benefício fiscal, descida de impostos, pode-se pois não afecta a segurança juridica. Ver
melhor no manual.
Só falha se a tributação for mais onerosa.

O art. 12 da LGT serve para distinguir os factos tributários de formação sucessiva dos factos de conclusão
imediata.

Art. 12 da LGT.

N.2 Factos tributários de formação sucessiva [impostos periódicos]: período decorrido a partir da entrada em
vigor.
N.3 Normas sobre procedimento e processo: Aplicação imediata
N.4 Normas de desenvolvimento da incidência tributária: Proibição. Em termos de reserva de lei, art. 103/2, a
reserva de lei pretende tornar previsível o novo imposto a pagar. Esclarece este aspecto em termos de
retroactividade. Seguem o regime substantivo. Não são normas procedimentais.

A SEGURANÇA JURIDICA E A PROIBIÇÃO DA RETROACTIVIDADE.


Alcance.
Normas oneradoras, não normas mas benéficas.

Soluções de direito comparado.


Não se considera oneradora do sujeito passivo, a norma que:
A. Corrija imprecisões ou erros formais da Lei;
B. Elimine dúvidas de interpretação da Legislação vigente;
C. Altere legislação vigente que favoreça comportamentos de abuso fiscal;
D. No caso de infracção tributária, deixe de a qualificar como tal, bem como a que comine um regime
punitivo penal ou de contravenções ou transgressões, mais favorável do que o previsto na lei vigente ao
tempo da sua prática, e não tenha sido proferido sentença condenatória transitada em julgado.

B. Se for uma lei interpretativa em sentido próprio - devia entender-se que poderia ser aplicada para o
passado. O TC vem dizer, todavia, que não.

Retrospectividade - a lei aplica-se a situações passadas mas ainda não concluídas . Impostos periódicos IRC,
IRS.

A tributação autónoma é uma tributação sobre a despesa, e de obrigação único - segundo o TC apesar de estar
nos códigos dos impostos periódicos, maxime CIRC, neste caso.

AcSTA 281/11: Tributação autónoma.

Primeiro analisa-se se há retroactividade própria. Se sim ou se apenas houver Retrospectividade tem que se
analisar o princípio da confiança.

A. Afectação das expectativas do contribuinte em sentido desfavorável se o contribuinte não poderia esperar
essas alterações
B. Prevalência do interesse público. Sobrepõe-se ao princípio da confiança. Em todos os estados da OCE.
O TC determina que pode haver aumentos retrospecivos em nome do interesse público.

4 testes
.e necessário que o estado tenha iniciado comportamentos gerar nos privados expectativas de contiunuidade.
.devem tais expectativas serem legítimas, justificadas e fundadas em boas razões.
.devem os privados ter feito planos de vida tendo em contra a perspectiva de continuidade do comportamento
estável
.é ainda necessário que não existam razões de interesse público que legitimem a restrospectividade.

Ver o caso dos PEC. Passaram os impostos retrospectivos pelo crivo do TC.

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Aula n.º 14
Sumário: Progressividade.

Do art. 104 da CRP depreende-se o englobamento sujeito a progressividade atinente a todas as categorias do
IRS.

IMPOSTO ÚNICO

.UNICIDADE = um só imposto sobre rendimentos (não acontece desde o ínicio da reforma)


.Schanz-Haig e Simons
.UNICIDADE = A ENGLOBAMENTO?
.CATEGORIAS DO IRS
.A (trabalho dependente), B (trabalho independente), E (Rendimentos de capitais), F (Rendimentos prediais), G
(incrementos patrimoniais ou mais-valias), H (Pensões)

A realidade não corresponde à exigência constitucional do art. 104/1. Mais valia fazer uma interpretação
abrogante do 104/4. É letra morta.

A questão da unicidade surge por Schanz-Haig e Simons que o rendimento devia ser um rendimento acréscimo
e o que fazia sentido era o de tributar o rendimento único. Não tributar mais umas do que as outras. A
unicidade é o que faz mais sentido em termos de igualdade.

Na lógica de imposto pessoal como o IRS o que se pretende afectar é o rendimento acréscimo.

Livre circulação de capitais, faz com que não se submeta ao englobamento alguns rendimentos de capitais.

Sistema dual. Rendimentos de capitais e incrementos patrimoniais são submetidos a taxas proporcionais, mais
favoráveis. A unicidade do 104/1 não é respeitado.

.trabalho dependente e independente

.Rendimento líquido

.deduções diferentes: incomunicabilidade

.trabalho dependente e pensões

.rendimentos de capitais v. incrementos patrimoniais: a questão é que é muito dificil distinguir entre uma
categoria e outra.

A reforma de 2014 veio aproximar as duas categorias, mas manteve-as, pois a sua natureza é a mesma.

RENDIMENTOS DE CAPITAIS.
.Rendimentos de capitais - art. 5 do CIRS
.frutos e vantagens económicas procedentes de elementos patrimoniais de natureza mobiliária, com excepção
dos ganhos e outros rendimentos tributados noutras categorias. DETENÇÃO DOS RENDIMENTOS diferente de
ALIENAÇÃO = MAIS VALIAS.
Esta categoria é residual.

A parte final do artigo pode aplicar-se no confronto com o trabalho dependente. Vantagens dadas aos
gestores das empresas. Prémios de participação nos dividendos da sociedade (acções). Se este elemento fizer
parte do contrato de trabalho entra directamente na categoria A.
MAIS-VALIAS ou INCREMENTOS PATRIMONIAIS

.Art. 10.º ganhos que não sendo rendimentos de capitais ou prediais resultem... (INCREMENTOS
PATRIMONIAIS)
.alienação onerosa. (MAIS-VALIAS)
Em termos de interpretação sistemática, a categoria G será residual e não a categoria E. 1.º verifica-se se é
rendimento de capital.
.incrementos patrimoniais, art. 9 do CIRS
.Indmnuzações para reparação não patrimoniais, excepto se fixadas ju
.impontantcias auferidas em vuntaride da assunção de obrigações nde não concorrencia.
.incrementos patrimoniais não justificados.

Os casos da lavagem de cupões.

.Rendimentos de capitais vs. Rendimentos de mais valias

Sujeito passivo A detentor de obrigações ------------------------ Fundação B isenta no momento de vencimento


de cupão zero --> dos juros
Vende no dia 30
de Dez
|
|
v
Revenda no dia 1 de Jan ao Sujeito passivo A.

INCIDÊNCIA PESSOAL E ENGLOBAMENTO

.Art. 13. - Sujeito Passivo - Residentes (O IRS é só para residentes) e não residentes
.Art. 13/2 - agregado familiar (o agregado familiar [cônjuge] deturpa a aferição da capacidade contributiva
singular)
.Englobamento e progressividade
.Englobamento dos rendimentos excepto os sujeitos a taxas liberatórias (categorias E e G): 71 e 72, mas com
opção de englobamento.

IRS - rendimento universal - obtido dentro e fora do território PT.

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Aula n.º 15
Sumário: Continuação da aula anterior.

Art. 16/9 - Lei 73/2013 de 03/09 - Lei de financiamento das AL.

O tatbestand garantistico é aquele que está presente na letra do art. 103/2 e 165/2

Duas interpretações.
Tributos próprios - podem ser criados pelo próprio município. O Município não pode isentar o IMI.
Tributo próprio enquanto receita própria - não é rigoroso. O IMI está consignado ao orçamento dos
municípios. Daí que os municípios sejam o sujeito activo do IMI.

Isenção nem sempre é um benefício fiscal: objectivo extra-fiscal.


A isenção só por si não é um benefício fiscal: tem que ter um objectivo extra-fiscal.
Abaixo do limiar da capacidade contributiva não é um benefício fiscal é um juízo sobre o critério da igualdade
contributiva.
Pode o legislador por via de Lei ou DL permitir a discricionariedade para definir estes limiares contributivos.

Ainda dentro do IRS

UNICIDADE E PROGRESSIVIDADE
.Residentes e não residentes
.Não residentes e taxas liberatórias
.Princípio da fonte e vinculo económico, social e cultural
.Trabalhadores transfronteiríços [quando os trabalhadores de um estado trabalham noutros estados. V.g.:
Bélgica, Lux, Alem.
.A doutrina Schumacker (morava na Bélgica, era na Bélgica que tinha o sua morada de familia (residência). Mas
auferia rendimentos na Almenhã, onde fazia a retenção na fonte a titulo de taxa liberatória (fonte). Invocou a
livre circulação de trabalhadores e que estava a ser discriminado por não poder deduzir as despesas no estado
em que ganhava claro.
Teoria do acto claro. Quando um Ac do TJUE é claro, as decisões do TJUE devem ser adoptadas por todos os
Estados-membros.
O domiclio fiscal é um termo meramente operativo em termos operativos. Não releva em termos de teoria.

Art. 104/1 da CRP - imposto pessoal = residentes.

IRC e Tributação do Rendimento Real.

A Tributação do rendimento real das empresas: art. 104/2 da CRP. (Fundamentalmente, não totalmente.)
É real, no sentido normativo. Para apurar a capacidade contributiva individualizada.
Este artigo serve como reacção à reforma de 1988-89 do IRS.

Tributação do rendimento real e tributação do rendimento líquido


Rendimento rela como conceito normatiov e não factivo
Tributação do rendimento real e métidos directos
Tributação do rendiento real e contabilidaed organizada.
Reforma de 1988-89.

Objecto:
.Lucro - actividades empresariais
.Rendimento global - soma algébrica categorias IRS - actividades não empresariais
.Lucro - estabelecimento estável (EE) de não residentes. (sociedades residentes no exterior, que tenham uma
actividade ocasional em território PT. Tributação da categoria do IRS mas à taxa do IRC.
.Rendimentos das diferentes categorias - não residentes sem EE
.Rendimentos de cessão ou utilização temporária de patentes, desenhos ou modelos industriais - 50% do seu
valor. à partida o que se pretende tributar é o incremento patrimonial - não há categorias no IRC porque tudo
vai ser acréscimo patrimonial. Tudo é "lucro".
Esta é uma excepção a essa lógica. Regimes de atracção de patente e propriedade intelectual.

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Aula n.º 16
Sumário: Continuação da aula anterior.

Incidência do IRC.
Diferença entre a tributação das entidades singulares e entidades colectivas.

Estabelecimento estável é tributado nos mesmos moldes de uma sociedade residente.


Acréscimo patrimonial.

Estabelecimento estável (EE) - vem da definição do modelo da OCDE.


É uma instalação fixa através da qual uma empresa não residente desenvolve todo ou em parte toda a sua
actividade. Escritório ou sucursal. Não tem PColectiva em PT, mas paga IRC pelos rendimentos auferidos em
PT.

Dois impostos sobre o rendimento.


2 critérios de incidência.
Ou porque é um residente
Ou porque o não residente tem rendimentos provenientes no país. Critério da fonte dos rendimentos. A fonte
pode ser concretizável no caso dos juros (o devedor é o Estado). Local onde o contrato foi subscrito (no caso
de rendimentos desmaterializados).

Para as PC a retenção na fonte é a mesma coisa quando as mesmas têm EE em PT. Com base na contabilidade
organizada a relação entre proveitos e gastos.

O IRC prevê a retenção na fonte a PC sem EE. Não se tributa o rendimento acréscimo. Apenas o rendimento
bruto.

Rendimento universal - 104/1 da CRP.


Pode dar-se a dupla tributação que é dirimida por via de convenções bi-laterais.

Tributar os não residentes por duas formas.


EE - rendimento acréscimo
Retenção na Fonte - aplica-se o CIRS.

Como regra que no IRC como no IRS é a tributação por métodos directos.
Documentação que deve ser guardada pelo contribuinte, prevista na lei,
A tributação directa pretende atingir o rendimento real.
Mas o sujeito pode não cumprir os deveres formais na Lei. Não apresentar certa contabilidade. Rasuras na
contabilidade, etc.. Nestes casos não é possível tributar de acordo com o método directo.
Temos de passar para os métodos indirectos. Solução do segundo óptimo. Deveres de colaboração e
organização de escrita. Se não forem cumpridas não se pode beneficiar o infractor. Há uma solução fiscal (não
é uma sansão).
Art.s 87 e ss. Da LGT.

Art. 88 - incorrecções de tipo formal. Juízo formal. Não é um juízo de mérito ou oportunidade.

Aplicação dos métodos indirectos - art. 90. O fisco deve aplicar o máximo de alíneas.
Art.90/1 a) compara com as margens médias. Não tributa a capacidade individual, mas sim as médias.
Aproximar o mais possível da realidade.

Art. 87/1 a) o regime simplificado não exige escrita/contabilidade organizada. É um regime optativo. E só colhe
a partir de rendimentos abaixo dos 9.999.99 eur por ano.

Os indicadores presentes no art. 87/1 c) nunca foram aprovados por lei, logo nunca se aplica esta norma.

Os métodos indirectos também se aplicam às Psingulares.

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Aula n.º 17
Sumário: Continuação da aula anterior.

Caso Foggia C-126/10

A PT banck had 4 holding companies


-SGPS 2

Foggia 3

Art. 38/2 da LGT. Previne os abusos.

2, 3 and 4 merged by incorporation into Foggia.

Company 2 had incurred losses of €3,5000.000.000

2
Foggia SGPS
3

Querer beneficiar de um regime fiscal mais vantajoso tem de haver outras razões para além das razões
fiscais.

|<------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------->|
Actos ou elição ou abuso Ilícitos, crimes, ou contra-ordenações
negócios fiscal. (dt.penal fiscal)
Se a letra da lei coincidir com espirito
Da lei - art. 38 da LGT
Não existe duvidas.

Interpretação da lei fiscal é uma interpretação que parte do direito privado, mas não tem que corresponder ao
sentido do direito privado.

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Aula n.º 18
Sumário: Continuação da aula anterior.

Actividade empresarial (categoria B) - diferente de rendimento passivo. (cat. Rendimentos - valores


mobiliários, royalties, juros)

Planeamento fiscal agressivo


|<------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------->|
Actos ou elição ou abuso Ilícitos, crimes, ou contra-ordenações
negócios fiscal. (dt.penal fiscal)
Se a letra da lei coincidir com espirito
Da lei - art. 38 da LGT
Não existe duvidas.

Conceito de planeamento fiscal agressivo. Por si só não tem significado jurídico.


Abuso - descrepancia entre a lei e o espirito da lei.
Situações de lacuna não imputáveis ao contribuinte.

O abuso fiscal resolve-se por via de aplicação supletiva do art. 38/2 LGT.
Se não aplicam-se normas específicas do CIRC
Por exemplo:
Art.s 66
Esta norma cobre situações de sociedades em território PT e em paraíso fiscal. Entidade não residente.
A fonte e a residência estão no paraíso fiscal.
PT pode tributar se a sociedade residente no paraíso fiscal enviar dividendos para a sociedade.

O art. 66 (regra CFC) - presume que quem tenha afiliadas em paraísos fiscais recebe sempre lucros.
Desconsidera-se a PJ e tributa-se À sociedade não residente, que está em PT.
O art. 66 presume o abuso!

No caso do art. 38/2 da LGT o ónus da prova de que o esquema é artificial cabe ao fisco. É mais difícil. Não se
pode falar em fraude. Fraude é crime. Deve referir-se a elisão fiscal ou abuso.

Depois do exemplo dos EUA, a OCDE sugeriu que se criassem normas CFC.
As regras CFCs têm como objectivo dissuadir os paraísos fiscais.

A Suíça e o Luxemburgo já admitem a troca de informações - responde a todos os pedidos sem pedir sequer a
fundamentação. E a lei exige que o pedido seja fundamentado.
Desde 1998.

Limites ao endividamento -

Preços de transferência.

Esquema de "Trump".

Impostos patrimoniais
Perdas - CIRC e CIRS (cat.B)
Deduções
Avaliação abaixo dos imóveis
Licenças Royalties - serão tributados nos EUA ou num paraíso fiscal?

Dto Fiscal Práticas

Aula n.º 1
Sumário: Primeira aula prática.

Art. 3 e 4 da LGT
36/1 da LGT
A liquidação declara uma situação passada.

Caso prático - 9 de Nov.

pmjm@fd.ulisboa

Índices dos códigos.

Da CRP
103,
104,
165/1 i)

Acórdão do TC 177/2010 de 5 de Maio.

Distinção entre taxa e imposto: sinalagma perfeita. Bilateralidade da taxa, unilateralidade do imposto.

Art. 4/2 da LGT

Artigo 4.º
Pressupostos dos tributos
1 - Os impostos assentam essencialmente na capacidade contributiva, revelada, nos termos da lei, através do
rendimento ou da sua utilização e do património.
2 - As taxas assentam na prestação concreta de um serviço público (1), na utilização de um bem do domínio
público (2) ou na remoção de um obstáculo jurídico ao comportamento dos particulares (3).
3 - As contribuições especiais que assentam na obtenção pelo sujeito passivo de benefícios ou aumentos de
valor dos seus bens em resultado de obras públicas ou da criação ou ampliação de
serviços públicos ou no especial desgaste de bens públicos ocasionados pelo exercício de uma actividade são
consideradas impostos

O TC inicialmente entendia que não havia o sinalgma perfeito. E eram afixadas em domínio privado.
Só seriam taxa se fosse o terceiro elemento do conceito.

Seria uma inconstitucionalidade orgânica por vício de reserva de lei.

O AcTC 177/2010 vem defender que é uma taxa. A taxa não se limita a arrecadar tributo. Tem de haver uma
finalidade. Tem de haver um benefício.

Finalidade de ordenação urbanística e social, já teriamos uma componente de que a rua seria um espaco
público. Interfere no bem de domínio público. Obstáculo artificial. Remoção deste obstáculo juridico.

As Autarquias Locais tem o poder de criação de taxas subordinada ao regime geral.

RGTAL - aprovado por lei.

Nas taxas moderadoras, por haver isenções, não se pode dar este exemplo como um exemplo paradigmático
porque neste tipo de taxas entra a capacidade contributiva dos sujeitos passivos.

Capacidade contributiva - critério distitintivo entre a taxa e o imposto. A taxa obedece a um princípio de
equivalência juridica.
A taxa não atende à capacidade criativa.

A ideia da taxa tem em vista a criação de um beneficio individualizado.


Os impostos têm em vista apenas a arrecadação de receitas para suprir as despesas.

O novo imposto sobre o IMI.


Se for um imposto único, não seria progressivo.
Progressividade - diferentes taxas.

Imposto directo
Art. 104/1 corroborado pelo art. 6 da LGT. É um imposto directo.

Sem capacidade de pagar não há IVA, porque não consome.


Taxa liberatória. Entorse ao princípio da progressividade.

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Aula n.º 2
Sumário: Primeira aula prática.

Contra-prestação individualizada.

A taxa não tem um propósito arrecadatório. Ao contrário do imposto.

A jurisprudência desde 2010 já evoluiu sendo que o acórdão mais paradigmático é o Acórdão do TC 177/2010
de 5 de Maio.

O tributo é uma realidade mais ampla do que o do mero imposto.

Por oposição ao principio da capacidade contributiva dos impostos temos o princípio da proporcionalidade da
taxa e o princípio da equivalência juridica que é quantificado pelo princípio da proporcionalidade.

A taxa não pode ir além do benefício da contra-prestação.


Se a contra-prestação é de 10 e o particular pagou 15, os 5 a mais seriam um imposto oculto, indirecto.

Regime Geral
L 53-E/2006 29 Dez. REGIME GERAL DAS TAXAS DAS AUTARQUIAS LOCAIS
L 73/2013, de 3 de Set. REGIME FINANCEIRO DAS AUTARQUIAS LOCAIS E ENTIDADES INTERMUNICIPAIS

L 53-E/2006 29 Dez. REGIME GERAL DAS TAXAS DAS AUTARQUIAS LOCAIS


Artigo 4.º
Princípio da equivalência jurídica
1 - O valor das taxas das autarquias locais é fixado de acordo com o princípio da proporcionalidade e não deve
ultrapassar o custo da actividade pública local ou o benefício auferido pelo particular. 

Art. 165/1 i) da CRP.


i) Criação de impostos e sistema fiscal e regime geral das taxas e demais contribuições financeiras a favor das
entidades públicas; 

Contribuições financeiras.

Artigo 4.º
Pressupostos dos tributos
1 - Os impostos assentam essencialmente na capacidade contributiva, revelada, nos termos da lei, através do
rendimento ou da sua utilização e do património.
2 - As taxas assentam na prestação concreta de um serviço público, na utilização de um bem do domínio
público ou na remoção de um obstáculo jurídico ao comportamento dos particulares.
3 - As contribuições especiais que assentam na obtenção pelo sujeito passivo de benefícios ou aumentos de
valor dos seus bens em resultado de obras públicas ou da criação ou ampliação de serviços públicos ou no
especial desgaste de bens públicos ocasionados pelo exercício de uma actividade são consideradas impostos.
As contribuições especiais são equiparadas a impostos. É dificil de definir este tributo.
Não existe um regime geral de taxas. A Legislação é omissa.

Não é imposto porque não é unilateral como o imposto. Mas o sinalagma é difuso ao contrário da taxa.

É o facto tributário que dá lugar à eclosão do imposto. Art. 36/1 da LGT.

Contribuições de melhoria.

Contribuições de especial desgaste - veículos pesados sobre estradas.

As retenções na fonte - art. 34 da LGT, sobrepõe-se ao artigo 20 da LGT.

Liquidação oficiosa é quando não há liquidação. Ou liquidação adicional quando se adiciona um valor de
liquidação ao declarado.

Liquidação oficiosa: quando a liquidação não foi feita voluntariamente pelo sujeito passivo.
Liquidação adicional: quando foi declarado menos do que a AT apurou.
Liquidação correctiva: Não é uma nova liquidação. Esta liquidação está dentro da liquidação primitiva.

CASO PRÁTICO N.º 1:


Espécies de Tributos

Farto dos garridos reclamos e anúncios luminosos na cobertura de prédios lisboetas, que segundo presidente
da CML desarmonizavam a estética da cidade e afastavam os turistas, o executivo camarário de Lisboa
apresentou à respectiva Assembleia Municipal uma proposta de criação de uma Taxa Especial a incidir sobre
todo e qualquer objecto e estrutura publicitária colocado na cobertura ou telhado dos imóveis sitos nos
bairros históricos do Castelo, Mouraria, Príncipe Real e Chiado. Ainda de acordo com a proposta, o tributo
deveria assentar sobre
(i) o valor tributário dos prédios e, sempre que este valor se revele manifestamente desactualizado,
(ii) sobre uma ponderação da média dos rendimentos sujeitos a IRS declarados pelos proprietários desses
imóveis. A referida proposta propunha também a criação de isenções específicas para (i) os imóveis cujo valor
patrimonial não excedesse os € 2500 e para (ii) as sedes dos partidos políticos.

I)Seria uma entorse ao princípio da equivalência fiscal e da proporcionalidade


II) Seria um imposto e não uma taxa.
(I)
(II)

Impostos directos com taxas proporcionais - IMIs - excepção à regra


Impostos indirectos com taxas progressivas - excepção à regra.

A regra é a dos impostos directos (incidem sobre uma pessoa singular ou colectiva concreta e definida) terem
taxas progressivas como o IRS por exemplo, por causa do princípio da capacidade contributiva.

Os poderes autárquicos podem criar excepções de impostos? Art. 15 e 16 do RTAL

____________________________________________________
Aula n.º 5
Sumário: Exercício.

Concessões de benefícios fiscais e isenções.

CRP
Artigo 238.º
Património e finanças locais
 1. As autarquias locais têm património e finanças próprios. 
2. O regime das finanças locais será estabelecido por lei e visará a justa repartição dos recursos públicos pelo
Estado e pelas autarquias e a necessária correcção de desigualdades entre autarquias do mesmo grau. 
3. As receitas próprias das autarquias locais incluem obrigatoriamente as provenientes da gestão do seu
património e as cobradas pela utilização dos seus serviços. 
4. As autarquias locais podem dispor de poderes tributários, nos casos e nos termos previstos na lei.

Artigo 103.º
Sistema fiscal
1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma
repartição justa dos rendimentos e da riqueza.

Ainda sobre o exercício anterior. Questão das isenções. Uma isenção, apesar de ser um benefício fiscal
também têm que passar o crivo do princípio da igualdade e da proporcionalidade - art. 18.º.

AS taxas não estão incluídas em reserva de lei da AR. As autarquias podem isentar taxas. Art. 165/1 i)

Por via da Lei n.º 73/2013, de 03 de Setembro (versão actualizada) parece que a Administração Autónoma tem
legitimidade para criar isenções. Mas há questões técnicas e de igualdade e de proporcionalidade que
levantam muitas reservas sobre a constitucionalidade da lei. VER TAMBÉM O ART. 30/2; 36/2; maxime art.
37.º da LGT, que define muito restritivamente os benefícios e isenções..

REGIME FINANCEIRO DAS AUTARQUIAS LOCAIS E ENTIDADES INTERMUNICIPAIS

Questão dos artigos do RFALEI

Artigo 15.º
Poderes tributários
Os municípios dispõem de poderes tributários relativamente a impostos e outros tributos a cuja receita
tenham direito, nomeadamente:
a) Acesso à informação atualizada dos impostos municipais e da derrama, liquidados e cobrados, quando a
liquidação e cobrança seja assegurada pelos serviços do Estado, nos termos do n.º 6 do artigo 17.º;
b) Possibilidade de liquidação e cobrança dos impostos e outros tributos a cuja receita tenham direito, nos
termos a definir por diploma próprio;
c) Possibilidade de cobrança coerciva de impostos e outros tributos a cuja receita tenham direito, nos termos a
definir por diploma próprio;
d) Concessão de isenções e benefícios fiscais, nos termos do n.º 2 do artigo seguinte;
e) Compensação pela concessão de benefícios fiscais relativos a impostos e outros tributos a cuja receita
tenham direito, por parte do Governo, nos termos do n.º 4 do artigo seguinte;
f) Outros poderes previstos em legislação tributária.
Artigo 16.º
Isenções e benefícios fiscais
1 - O Estado, as Regiões Autónomas e qualquer dos seus serviços, estabelecimentos e organismos, ainda que
personalizados, compreendendo os institutos públicos que não tenham caráter empresarial, bem como os
municípios e freguesias e as suas associações, estão isentos de pagamento de todos os impostos previstos na
presente lei, com exceção da isenção do IMI dos
edifícios não afetos a atividades de interesse público.
2 - A assembleia municipal pode, por proposta da câmara municipal, através de deliberação fundamentada
que inclui a estimativa da respetiva despesa fiscal, conceder isenções totais ou parciais relativamente aos
impostos e outros tributos próprios.
3 - Os benefícios fiscais referidos no número anterior não podem ser concedidos por mais de cinco anos,
sendo possível a sua renovação por uma vez com igual limite temporal.
4 - Nos casos de benefícios fiscais relativos a impostos municipais que constituam contrapartida contratual da
fixação de grandes projetos de investimento de interesse para a economia nacional, o reconhecimento dos
mesmos compete ao Governo, ouvidos o município ou os municípios envolvidos, que se pronunciam no prazo
máximo de 45 dias, nos termos da lei, havendo lugar a
compensação em caso de discordância expressa do respetivo município comunicada dentro daquele prazo,
através de verba a inscrever na Lei do Orçamento do Estado.
5 - Para efeitos do número anterior, consideram-se grandes projetos de investimento, aqueles que estão
definidos nos termos e nos limites do n.º 1 do artigo 41.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais.
6 - Os municípios são ouvidos antes da concessão, por parte do Estado, de isenções fiscais subjetivas relativas
a impostos municipais, no que respeita à fundamentação da decisão de conceder a referida isenção, e são
informados quanto à despesa fiscal envolvida, havendo lugar a compensação em caso de discordância
expressa do respetivo município.
7 - Excluem-se do disposto do número anterior as isenções automáticas e as que decorram de obrigações de
direito internacional a que o Estado Português esteja vinculado.
8 - Os municípios têm acesso à respetiva informação desagregada respeitante à despesa fiscal adveniente da
concessão de benefícios fiscais relativos aos impostos municipais.
9 - Nos termos do princípio da legalidade tributária, as isenções totais ou parciais previstas no presente artigo
apenas podem ser concedidas pelos municípios quando exista lei que defina os termos e condições para a sua
atribuição.

Artigo 18.º
Sujeitos
1 - O sujeito activo da relação tributária é a entidade de direito público titular do direito de exigir o
cumprimento das obrigações tributárias, quer directamente quer através de representante.
2 - Quando o sujeito activo da relação tributária não for o Estado, todos os documentos emitidos pela
administração tributária mencionarão a denominação do sujeito activo.
= SUJEITO ACTIVO - é quem tem o direito a exigir o imposto.

Administração tributária será o polo activo. O municipio é o titular, sujeito activo, da receita, mas é diferente
da autoridade que cobra o imposto.

Sujeito Activo
3 sentidos
.PODER: legislador que cria os impostos
.CAPACIDADE:/COMPETÊNCIA: para cobrança. Art. 1/3.
.TITULAR DA RECEITA: quem é o beneficiário da receita.

Art. 1.º
3 - Integram a administração tributária, para efeitos do número anterior, a Direcção-Geral dos Impostos, a
Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, a Direcção-Geral de Informática e
Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros, as demais entidades públicas legalmente incumbidas da
liquidação e cobrança dos tributos, o Ministro das Finanças ou outro membro do Governo competente,
quando exerçam competências administrativas no domínio tributário, e os órgãos igualmente competentes
dos Governos Regionais e autarquias locais.

Questão do SUJEITO PASSIVO. A formulação da Lei levanta muitas dúvidas.

Art. 18.º da LGT


3 - O sujeito passivo é a pessoa singular ou colectiva, o património ou a organização de facto ou de direito que,
nos termos da lei, está vinculado ao cumprimento da prestação tributária, seja como contribuinte directo,
substituto ou responsável.

-Contribuinte directo - definição problemática.


-Substituto tributário - art. 18, 28, 34 (retenção na fonte) da LGT. Fiel depositário. Tem que entregar a verba
retina na fonte nos cofres do Estado.
-Substituido - sujeito passivo trabalhador que não entrega directamente o seu imposto ao sujeito activo.
-Responsável - responsabilidade subsidiária.

Artigo 28.º (LGT)


Responsabilidade em caso de substituição tributária
1 - Em caso de substituição tributária, a entidade obrigada à retenção é responsável pelas importâncias
retidas e não entregues nos cofres do Estado, ficando o substituído desonerado de qualquer
responsabilidade no seu pagamento, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Quando a retenção tiver a natureza de pagamento por conta do imposto devido a final, cabe ao substituído
a responsabilidade originária pelo imposto não retido e ao substituto a responsabilidade subsidiária, ficando
este ainda sujeito aos juros compensatórios devidos desde o termo do prazo de entrega até ao termo do prazo
para apresentação da declaração pelo responsável originário ou até à data da entrega do imposto retido, se
anterior.
3 - Nos restantes casos, o substituído é apenas subsidiariamente responsável pelo pagamento dadiferença
entre as importâncias que deveriam ter sido deduzidas e as que efectivamente o foram.

Artigo 34.º (LGT)


Retenções na fonte
As entregas pecuniárias efectuadas por dedução nos rendimentos pagos ou postos à disposição do titular pelo
substituto tributário constituem retenção na fonte.

...

CASO PRÁTICO N.º 2


Princípio da Legalidade

Após a outorga, por parte da Assembleia da República, de uma lei de autorização legislativa, onde se permitia
ao Governo «tributar em IRS todos os rendimentos pessoais que decorram de uma relação de trabalho
dependente», é aprovado um Decreto-Lei que prevê:
«1 – As prestações a que o trabalhador tenha direito por efeito da lei ou do contrato de trabalho, assim como
as despesas cujo encargo a entidade patronal assuma no predominante interesse daquele, serão tributadas
em IRS.
2 – O valor tributável das prestações e despesas a que se refere o número anterior será o seu valor nominal
ou, na falta deste, o valor mais próximo das condições normais de mercado.
3 – As despesas do n.º 1 não serão dedutíveis para efeitos do apuramento do lucro tributável em IRC e, acaso
se mostrem excessivas, serão tributadas autonomamente à taxa de 42%.
4 – Será fixada, por Portaria, a lista das prestações a que referem os ns.º 1, 2 e 3, bem como os critérios
concretos para apuramento do seu valor.
5 – São isentados do pagamento do imposto os trabalhadores da construção naval.»

____________________________________________________-

Aula n.º 7
Sumário: Continuação.

Exegese do acórdão TCAS 05804/12; de 19-03-2015

3 pontos essenciais.

Serviços públicos divisíveis; por oposição aos serviços indivisíveis.


Os serviços públicos divisíveis permite uma atribuição individualizável de uma contraprestação.

Parecer para deferir ou indeferir a conformidade dos edifícios ao regulamento de segurança contra incêndios.

Problema de determinação do princípio da proporcionalidade entre o custo e a contra-prestação coactiva.

...

Princípio da legalidade.

Princípio da reserva de lei - art. 165/1 i) + 103/2 da CRP.


Tudo o que não é permitido é proibido. O que não está previsto na lei a AP não deve ser praticado.

A ablação patrimonial antes da Magna Carta era onerosa, e agridia a liberdade económica e da propriedade
privada dos privados, tem que haver um interesse público muito relevante para cercear estes direitos
fundamentais - é necessário o auto-consentimento dos cidadãos, por via do princípio democrático. O imposto
é unilateral. Não recebe uma contraprestação.

Criação do imposto
Coerência e unidade do sistema fiscal
4 elementos
incidência - quando e quantum - taxas sobre a matéria tributável
Garantias dos contribuintes.
...
...
Preocupação do princípio da igualdade.

São matérias em relação às quais têm que ser ouvidos os cidadãos através da representatividade democrática.
Lei formal e lei substancial. Princípio da tipicidade. Numerus clausus. Só é facto tributário aquele facto que se
subsume aos modelos descritos na lei, ao arrepiu da regra de livre iniciativa económica.

O art. 11/4 da LGT proíbe analogias mas pode haver interpretação extensiva, quando há uma norma. A
analogia é por via de uma integração de lacunas, quando não há uma norma específica para o caso.
A tipicidade dos números clausus é cada vez menor.

CAPÍTULO II (LGT)
Normas tributárias
Artigo 11.º
Interpretação
1 - Na determinação do sentido das normas fiscais e na qualificação dos factos a que as mesmas se aplicam são
observadas as regras e princípios gerais de interpretação e aplicação das leis.
2 - Sempre que, nas normas fiscais, se empreguem termos próprios de outros ramos de direito, devem os
mesmos ser interpretados no mesmo sentido daquele que aí têm, salvo se outro decorrer directamente da lei.
3 - Persistindo a dúvida sobre o sentido das normas de incidência a aplicar, deve atender-se à substância
económica dos factos tributários.
4 - As lacunas resultantes de normas tributárias abrangidas na reserva de lei da Assembleia da República não
são susceptíveis de integração analógica.

Artigo 103.º (CRP)


Sistema fiscal
1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma
repartição justa dos rendimentos e da riqueza. 
2. Os impostos são criados por lei*, que determina a incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos
contribuintes. 
3. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que não hajam sido criados nos termos da Constituição, que
tenham natureza retroactiva ou cuja liquidação e cobrança se não façam nos termos da lei**.

Lei neste caso entende-se como acto legislativo. Pode ser DL.
Preferência ou precedência da Lei em sentido amplo.
Reserva relativa.
Princípio da segurança juridica.
*Lei parlamentar da AR.
**Lei em sentido amplo.

Incidência do art. 103/2, tem de ser interpretado em sentido amplo.


An - O que é que é tributado
Quantum - Definir o quantum. Tudo o que interfere com o montante do imposto a pagar. V.g.: retenção na
fonte.

Artigo 112.º (CRP)


Actos normativos
1. São actos legislativos as leis, os decretos-leis e os decretos legislativos regionais. 
2. As leis e os decretos-leis têm igual valor, sem prejuízo da subordinação às correspondentes leis dos
decretos-leis publicados no uso de autorização legislativa e dos que desenvolvam as bases gerais dos regimes
jurídicos.
(...)

Artigo 165.º (CRP)


2. As leis de autorização legislativa devem definir o objecto, o sentido, a extensão e a duração da autorização,
a qual pode ser prorrogada.

____________________________________________________
Aula n.º 8
Sumário: Continuação.

Acto tributário - liquidação do imposto.


Ver noção de acto tributário do prof. Alberto Xavier.
Principio da verdade declarativa - é o princípio que vigora no OJ PT.

A ideia é de que a liquidação é o acto final (de feição administrativa).

A substituição tributária é quando um terceiro se substitui ao contribuinte.


Diferentemente temos a responsabilidade tributária. Quando alguém que é alheio ao facto tributário é
colacionado para o cumprimento da obrigação. Gestor, por exemplo. Cabe a este ilidir a presunção da culpa.

Caso do princípio da legalidade.

CASO 1
Fazer uso dos conceitos. AcTC 2010.
A primeira ideia a reter é que não há uma dupla tributação. Há duas tributações distintas de factos distintos.
O valor patrimonial tem relevância não só em termos de IMI, mas sim IMT também.
Em que é que o valor patrimonial releva.
Não basta a finalidade. Se se está a relevar a capacidade contributiva então não será uma taxa, mas sim um
imposto.
Art. 6 da LGT.

Possibilidade de isenção de taxas. O regime geral tem que ser aprovado com reserva de lei.
Tem que se respeitar o art. 18/2 da CRP. Decisão fundamentada da Assembleia Municipal.
Se for uma taxa temos de a caracterizar como tal.
A taxa não releva a capacidade contributiva. A prestação pode ser imediata ou futura. A prestação co-activa. É
obrigatória para ambas as partes.

CASO PRÁTICO N.º 2


Princípio da Legalidade
Após a outorga, por parte da Assembleia da República, de uma lei de autorização legislativa, onde se permitia
ao Governo «tributar em IRS todos os rendimentos pessoais que decorram de uma relação de trabalho
dependente», é aprovado um Decreto-Lei que prevê:
«1 – As prestações a que o trabalhador tenha direito por efeito da lei ou do contrato de trabalho, assim como
as despesas cujo encargo a entidade patronal assuma no predominante interesse daquele, serão tributadas
em IRS.
2 – O valor tributável das prestações e despesas a que se refere o número anterior será o seu valor nominal
ou, na falta deste, o valor mais próximo das condições normais de mercado.
3 – As despesas do n.º 1 não serão dedutíveis para efeitos do apuramento do lucro tributável em IRC e, acaso
se mostrem excessivas, serão tributadas autonomamente à taxa de 42%.
4 – Será fixada, por Portaria, a lista das prestações a que referem os ns.º 1, 2 e 3, bem como os critérios
concretos para apuramento do seu valor.
5 – São isentados do pagamento do imposto os trabalhadores da construção naval.»

Conformidade com a LAL.

O contrato
CAPÍTULO III
Constituição e alteração da relação jurídica tributária
Artigo 36.º
Regras gerais
1 - A relação jurídica tributária constitui-se com o facto tributário.
2 - Os elementos essenciais da relação jurídica tributária não podem ser alterados por vontade das partes.
3 - A administração tributária não pode conceder moratórias no pagamento das obrigações tributárias, salvo
nos casos expressamente previstos na lei.
4 - A qualificação do negócio jurídico efectuada pelas partes, mesmo em documento autêntico, não vincula a
administração tributária.
5 - A administração tributária pode subordinar a atribuição de benefícios fiscais ou a aplicação de regimes
fiscais de natureza especial, que não sejam de concessão inteiramente vinculada, ao cumprimento de
condições por parte do sujeito passivo, inclusivamente, nos casos previstos na lei, por meio de contratos
fiscais.

PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL.

O conceito não só é indeterminado, como é indeterminável.

Próxima aula:

Art. 104/2 CRP


Art. 73 CIRS
Art. 88 CIRC

____________________________________________________

Aula n.º 9
Sumário: Continuação.

Artigo 104.º CRP


Impostos
1. O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo,
tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.

2. A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.

3. A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.

4. A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do


desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.

Artigo 73.º CIRS


Taxas de tributação autónoma
1 - As despesas não documentadas, efetuadas por sujeitos passivos que possuam ou devam possuir
contabilidade organizada, no âmbito do exercício de atividades empresariais e profissionais, são tributadas
autonomamente, à taxa de 50 %.
2 - São tributados autonomamente os seguintes encargos, suportados por sujeitos passivos que possuam ou
devam possuir contabilidade organizada no âmbito do exercício de atividades empresariais ou profissionais,
excluindo os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica:
a) Os encargos dedutíveis relativos a despesas de representação e a viaturas ligeiras de passageiros ou mistas
cujo custo de aquisição seja inferior a (euro) 20 000, motos e motociclos, à taxa de 10 %;
b) Os encargos dedutíveis relativos a automóveis ligeiros de passageiros ou mistos, cujo custo de aquisição
seja igual ou superior a (euro) 20 000, à taxa de 20 %.
3 - Excluem-se do disposto no número anterior os encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros
ou mistas, motos e motociclos, afetos à exploração do serviço público de transportes, destinados a serem
alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo, bem como as reintegrações relacionadas com as
viaturas relativamente às quais tenha sido celebrado o acordo previsto no n.º 9) da alínea b) do n.º 3 do artigo
2.º
4 - Consideram-se despesas de representação, nomeadamente, os encargos suportados com receções,
refeições, viagens, passeios e espetáculos oferecidos no país ou no estrangeiro a clientes ou a fornecedores ou
ainda a quaisquer outras pessoas ou entidades.
5 - Consideram-se encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros, motos e motociclos,
nomeadamente, as reintegrações, rendas ou alugueres, seguros, despesas com manutenção e conservação,
combustíveis e impostos incidentes sobre a sua posse ou utilização.
6 - São sujeitas ao regime do n.º 1, sendo a taxa aplicável 35 %, as despesas correspondentes a importâncias
pagas ou devidas, a qualquer título, a pessoas singulares ou coletivas residentes fora do território português e
aí submetidas a um regime fiscal claramente mais favorável, tal como definido para efeitos de IRC, salvo se o
sujeito passivo puder provar que tais encargos correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm
um carácter anormal ou um montante exagerado.
7 - São tributados autonomamente, à taxa de 5 %, os encargos dedutíveis relativos a despesas com ajudas de
custo e com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador, ao serviço da entidade patronal,
não faturadas a clientes, escrituradas a qualquer título, exceto na parte em que haja lugar a tributação em
sede de IRS na esfera do respetivo beneficiário, bem como os encargos da mesma natureza, que não sejam
dedutíveis nos termos da alínea f) do n.º 1 do artigo 42.º do Código do IRC, suportados por sujeitos passivos
que apresentem prejuízo fiscal no exercício a que os mesmos
respeitam.
8 - Excluem-se do disposto nos n.os 2, 7, 10 e 11 os sujeitos passivos a quem seja aplicado o regime
simplificado de determinação do lucro tributável previsto nos artigos 28.º e 31.º (Redação da Lei n.º 82-
B/2014, de 31 de dezembro)
9 - Nas situações de contitularidade de rendimentos abrangidas pelo artigo 19.º o imposto apurado
relativamente às despesas que, nos termos dos números anteriores, estão sujeitas a tributação autónoma é
imputado a cada um dos contitulares na proporção das respetivas quotas.
10 - No caso de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas híbridas plug-in, as taxas referidas nas alíneas a) e b)
do n.º 2 são, respetivamente, de 5 % e 10 %. (Redação da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro)
11 - No caso de viaturas ligeiras ou mistas de passageiros movidas a gases de petróleo liquefeito (GPL) ou gás
natural veicular (GNV), as taxas referidas nas alíneas a) e b) do n.º 2 são, respetivamente, de 7,5 % e 15 %.
(Redação da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro)

Artigo 88.º CIRC


Taxas de tributação autónoma
1 - As despesas não documentadas são tributadas autonomamente, à taxa de 50 %, sem prejuízo da sua não
consideração como gastos nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 23.º-A.
2 - A taxa referida no número anterior é elevada para 70 % nos casos em que tais despesas sejam efetuadas
por sujeitos passivos total ou parcialmente isentos, ou que não exerçam, a título principal, atividades de
natureza comercial, industrial ou agrícola e ainda por sujeitos passivos que aufiram rendimentos enquadráveis
no artigo 7.º
3 - São tributados autonomamente os encargos efetuados ou suportados por sujeitos passivos que não
beneficiem de isenções subjetivas e que exerçam, a título principal, atividade de natureza comercial, industrial
ou agrícola, relacionados com viaturas ligeiras de passageiros, viaturas ligeiras de mercadorias referidas na
alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º do Código do Imposto sobre Veículos, motos ou motociclos, excluindo os
veículos movidos exclusivamente a energia elétrica, às
seguintes taxas: (Redação da Lei n.º 82-C/2014, de 31/12)
a) 10 % no caso de viaturas com um custo de aquisição inferior a €25 000;
b) 27,5 % no caso de viaturas com um custo de aquisição igual ou superior a €25 000, e inferior a €35 000;
c) 35 % no caso de viaturas com um custo de aquisição igual ou superior a €35 000.
4 - (Revogado.)
5 - Consideram-se encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros, motos e motociclos,
nomeadamente, depreciações, rendas ou alugueres, seguros, manutenção e conservação, combustíveis e
impostos incidentes sobre a sua posse ou utilização.
6 - Excluem-se do disposto no n.º 3 os encargos relacionados com:
a) Viaturas ligeiras de passageiros, motos e motociclos, afetos à exploração de serviço público de transportes,
destinados a serem alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo; e
b) Viaturas automóveis relativamente às quais tenha sido celebrado o acordo previsto no n.º 9) da alínea b) do
n.º 3 do artigo 2.º do Código do IRS.
7 - São tributados autonomamente à taxa de 10 % os encargos dedutíveis relativos a despesas de
representação, considerando-se como tal, nomeadamente, as despesas suportadas com receções, refeições,
viagens, passeios e espetáculos oferecidos no País ou no estrangeiro a clientes ou fornecedores ou ainda a
quaisquer outras pessoas ou entidades.
8 - São sujeitas ao regime do n.º 1 ou do n.º 2, consoante os casos, sendo as taxas aplicáveis, respetivamente,
35 % ou 55 %, as despesas correspondentes a importâncias pagas ou devidas, a qualquer título, a pessoas
singulares ou coletivas residentes fora do território português e aí submetidas a um regime fiscal claramente
mais favorável, tal como definido nos termos do Código, salvo se o sujeito passivo puder provar que
correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm um caráter anormal ou um montante
exagerado.
9 - São ainda tributados autonomamente, à taxa de 5 %, os encargos dedutíveis relativos a ajudas de custo e à
compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador, ao serviço da entidade patronal, não
faturados a clientes, escriturados a qualquer título, exceto na parte em que haja lugar a tributação em sede de
IRS na esfera do respetivo beneficiário, bem como os encargos não dedutíveis nos termos da alínea h) do n.º 1
do artigo 23.º-A suportados pelos sujeitos passivos
que apresentem prejuízo fiscal no período de tributação a que os mesmos respeitam.
10 - (Revogado.)
11 - São tributados autonomamente, à taxa de 23 %, os lucros distribuídos por entidades sujeitas a IRC a
sujeitos passivos que beneficiam de isenção total ou parcial, abrangendo, neste caso, os rendimentos de
capitais, quando as partes sociais a que respeitam os lucros não tenham permanecido na titularidade do
mesmo sujeito passivo, de modo ininterrupto, durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição e
não venham a ser mantidas durante o tempo necessário para completar esse período.
12 - Ao montante do imposto determinado, de acordo com o disposto no número anterior, é deduzido o
imposto que eventualmente tenha sido retido na fonte, não podendo nesse caso o imposto retido ser
deduzido ao abrigo do n.º 2 do artigo 90.º
13 - São tributados autonomamente, à taxa de 35 %:
a) Os gastos ou encargos relativos a indemnizações ou quaisquer compensações devidas não relacionadas com
a concretização de objetivos de produtividade previamente definidos na relação contratual, quando se
verifique a cessação de funções de gestor, administrador ou gerente, bem como os gastos relativos à parte
que exceda o valor das remunerações que seriam auferidas pelo exercício daqueles cargos até ao final do
contrato, quando se trate de rescisão de um contrato
antes do termo, qualquer que seja a modalidade de pagamento, quer este seja efetuado diretamente pelo
sujeito passivo quer haja transferência das responsabilidades inerentes para uma outra entidade;
b) Os gastos ou encargos relativos a bónus e outras remunerações variáveis pagas a gestores, administradores
ou gerentes quando estas representem uma parcela superior a 25 % da remuneração anual e possuam valor
superior a €27 500, salvo se o seu pagamento estiver subordinado ao diferimento de uma parte não inferior a
50 % por um período mínimo de três anos e condicionado ao desempenho positivo da sociedade ao longo
desse período.
14 - As taxas de tributação autónoma previstas no presente artigo são elevadas em 10 pontos percentuais
quanto aos sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no período a que respeitem quaisquer dos factos
tributários referidos nos números anteriores relacionados com o exercício de uma atividade de natureza
comercial, industrial ou agrícola não isenta de IRC.
15 - As taxas de tributação autónoma previstas nos n.os 7, 9, 11 e 13, bem como o disposto no número
anterior, não são aplicáveis aos sujeitos passivos a que se aplique o regime simplificado de determinação da
matéria coletável.
16 - O disposto no presente artigo não é aplicável relativamente às despesas ou encargos de estabelecimento
estável situado fora do território português e relativos à atividade exercida por seu intermédio.
17 - No caso de viaturas ligeiras de passageiros híbridas plug-in, as taxas referidas nas alíneas a), b) e c) do n.º
3 são, respetivamente, de 5 %, 10 % e 17,5 %. (Aditado pela Lei n.º 82-D/2014, de 31/12)
18 - No caso de viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL ou GNV, as taxas referidas nas alíneas a), b) e c)
do n.º 3 são, respetivamente, de 7,5 %, 15 % e 27,5 %. (Aditado pela Lei n.º 82-D/2014, de 31/12)
19 - No caso de se verificar o incumprimento de qualquer das condições previstas na parte final da alínea b) do
n.º 13, o montante correspondente à tributação autónoma que deveria ter sido liquidada é adicionado ao
valor do IRC liquidado relativo ao período de tributação em que se verifique aquele incumprimento. (Redação
da Lei n.º 7-A/2016, de 30 de março)
20 - Para efeitos do disposto no n.º 14, quando seja aplicável o regime especial de tributação dos grupos de
sociedades estabelecido no artigo 69.º, é considerado o prejuízo fiscal apurado nos termos do artigo 70.º
(Redação da Lei n.º 7-A/2016, de 30 de março) (A redação dada pela Lei n.º 7-A/2016, de 30 de março, tem
natureza interpretativa)
21 - A liquidação das tributações autónomas em IRC é efetuada nos termos previstos no artigo 89.º e tem por
base os valores e as taxas que resultem do disposto nos números anteriores, não sendo efetuadas quaisquer
deduções ao montante global apurado. (Redação da Lei n.º 7-A/2016, de 30 de março) (A redação dada pela
Lei n.º 7-A/2016, de 30 de março, tem natureza interpretativa)

A tributação das empresas é sobre o rendimento real

O que é o conceito de rendimento real? Contabilidade. Presume-se que a contabilidade está correcta.
A contabilidade deve transmitir o mais possível a situação real da empresa.

A tributação autónoma incide sobre despesas ou encargos.

A taxa liberatória é um imposto de obrigação única. Não atende a uma previsão do aumento do património
tributável.
É uma retenção por conta.

A taxa de tributação autónoma é um imposto que incide sobre a despesa e não sobre o rendimento. É um
imposto fora do IRC. É independentemente da matéria colectável em IRC.

Mas em 2008, o OE alterou a matéria da Tributação Autónoma, aumentou para 5% . O TC foi chamado a
pronunciar-se no AcTC 310/2012 de 20-06-2012
e
AcSTA 6-07-2011; Proc. 0281/11

Artigo 12.º LGT


Aplicação da lei tributária no tempo
1 - As normas tributárias aplicam-se aos factos posteriores à sua entrada em vigor, não podendo ser criados
quaisquer impostos retroactivos.
2 - Se o facto tributário for de formação sucessiva, a lei nova só se aplica ao período decorrido a partir da sua
entrada em vigor.
3 - As normas sobre procedimento e processo são de aplicação imediata, sem prejuízo das garantias, direitos e
interesses legítimos anteriormente constituídos dos contribuintes.
4 - Não são abrangidas pelo disposto no número anterior as normas que, embora integradas no processo de
determinação da matéria tributável, tenham por função o desenvolvimento das normas de incidência
tributária.

Não está muito claro a natureza da tributação autónoma. A ideia é penalizar o sujeito que paga as despesas
não documentadas.

IRC - imposto real.

O imposto serve o homem e não o homem que serve o imposto.

CASO 2.
Questão do ponto 3.
A LAL apenas permitia, como objecto, legislar sobre o IRS e não sobre o IRC. Inconstitucionalidade orgânica.
Não há problema a nível de inconstitucionalidade material.

Argumentos que defendem a conformidade à constituição da tributação autónoma.


Prof. Teixeira de Sousa - "fundamentalmente" art. 104/2.
Tributação autónoma - incide sobre a despesa. Imposto de obrigação única. Tributa-se a despesa e não o
rendimento.

Questão do ponto 5
Questão da igualdade quanto aos trabalhadores da Construção Naval - vai para além do objecto da LAL. Os
benefícios fiscais são de reserva de Lei.

O TC veio dizer que a Tributação autónoma é um imposto sobre a despesa - imposto de prestação única e não
sobre o rendimento.

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Aula n.º 10
Sumário: Continuação. CASO 3

Ideia de que há uma zona cinzenta propícia à evasão fiscal, vertente empresarial ou vertente pessoal? Carro
comprado em nome da empresa para uso próprio - é esta zona cinzenta que é alvo da tributação autónoma.

Ainda relativamente ao caso 2.

O IRC extravasava o objecto de autorização da LAL.

CASO PRÁTICO N.º 2


Princípio da Legalidade
Após a outorga, por parte da Assembleia da República, de uma lei de autorização legislativa, onde se permitia
ao Governo «tributar em IRS todos os rendimentos pessoais que decorram de uma relação de trabalho
dependente», é aprovado um Decreto-Lei que prevê:
«1 – As prestações a que o trabalhador tenha direito por efeito da lei ou do contrato de trabalho, assim como
as despesas cujo encargo a entidade patronal assuma no predominante interesse daquele, serão tributadas
em IRS.
2 – O valor tributável das prestações e despesas a que se refere o número anterior será o seu valor nominal
ou, na falta deste, o valor mais próximo das condições normais de mercado.
3 – As despesas do n.º 1 não serão dedutíveis para efeitos do apuramento do lucro tributável em IRC e, acaso
se mostrem excessivas, serão tributadas autonomamente à taxa de 42%.
4 – Será fixada, por Portaria, a lista das prestações a que referem os ns.º 1, 2 e 3, bem como os critérios
concretos para apuramento do seu valor.
5 – São isentados do pagamento do imposto os trabalhadores da construção naval.»

Problemas com o número 3 da hipótese. critério indeterminável. Seria a Lei de concretizar os casos excessivos.
Pressupostos da própria incidência. Levanta reservas.

CASO 3

CASO PRÁTICO N.º 3


Princípio da legalidade
O Governo aprovava finalmente o decreto-lei que procedia à alteração do imposto sobre a venda de imóveis,
pondo termo à imensa fraude que se tinha instalado no sector da construção civil.
O imposto passava a ser calculado de acordo com o “valor objectivo” de cada imóvel, um valor a fixar pelos
serviços de finanças atendendo à sua “localização”,“equipamentos” e “antiguidade”, bem como a “outros
factores relevantes” que a lei em si mesma não especificava. Por portaria do Ministro das Finanças haver-se-ia
de precisar melhor estes elementos e o peso relativo de cada um no cálculo do valor tributável.
Ao valor assim determinado aplicar-se-ia uma taxa única de 2% nas grandes cidades, podendo fora delas
oscilar a taxa entre os 0,8% e 1%, consoante deliberação das assembleias municipais, uma solução que a
Federação dos Municípios Portugueses sustenta ser inconstitucional por comprimir em demasia a autonomia
financeira local. 

A proposta da Federação era antes a de que na generalidade dos municípios a taxa pudesse oscilar entre os
0,5% e os 5% e que por deliberação das assembleias municipais se pudessem isentar de imposto todos os
imóveis situados em “zonas degradadas”,tal como os próprios municípios as definissem.

O Gov apenas podia alterar o imposto com uma LAL, o que o enunciado não especifica.
"outros factores relevantes" - critério indeterminado e indeterminável. Põe em causa o elenco que vem atrás.
Esvazia o conteúdo material da lei. O Estado administração pode criar outros factores.
Violação do art. 9 do CC.
"Grandes cidades" - podia ser concretizável a nível infra-legal.
Art. 112 do CIMI
Ver AcTC 57/95 de 16/12/1995
Podiam as Assembleias Municipais concretizarem as taxas nos termos dos intervalos maiores.
Apologia do princípio da legalidade, reserva de lei. Mitigado pelo princípio da autonomia local.
Aspecto de previsibilidade. Temos de admitir uma certa previsibilidade.
A diferenciação das taxas aplicadas não violarem o princípio da igualdade.

A maioria da doutrina, em que se insere a Prof.a Ana Paula Dourado, não concorda que as AL possam conceder
benefícios fiscais. Colide com o princípio da reserva de Lei.
Benefícios fiscais - discriminação positiva dos contribuintes.
Em regra os benefícios fiscais são decretados por Lei da AR ou em DL autorizado. Benefício fiscal -
fundamentação na extra-fiscalidade.

As taxas podem ser criadas livremente pelas AL desde que fundamentadamente sobre o Regime Geral de
Taxas das AL.
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Aula n.º 11
Sumário: Aplicação na lei no tempo do direito fiscal.

Aplicação na lei no tempo do direito fiscal: aplicação de regimes gerais subsidiários noutros ramos do direito.

A regra é a da não aplicação da lei retroactivamente.

Razões de previsibilidade e segurança juridica. Em regra são reguladas pela lei vigente no tempo de acção dos
factos.
V.g.: Reforma de '89. entrada em vigor do IRS. Regime transitório das mais valias.

Principio geral - proibição da retroactividade - principio da protecçao e principio da confiança e da segurança


juridica.

Diferença entre o art. 103/2 e 103/3 da CRP, e art. 12 da LGT + 12 do CC.


Articular o art. 103/2 - em termos de normas desoneradoras - com a lei travão - art. 167/2 da CRP.

Normas inovadoras versus normas interpretativas.


Normas processuais - aplicação imediata.

Caducidade está para a liquidação -


Prescrição para a cobrança - Benefício para o contribuinte. Fomenta a diligência da autoridade tributária.

Norma que altera o tempus da prescrição.

1.grau.
Factos que se verificaram integralmente ao abrigo da lei vigente.
IRS de 2014, v.g.

2.grau
O facto já se verificou por inteiro ao abrigo anterior, mas parte dos seus efeitos continuam a verificar-se ao
abrigo da lei nova.
Alteração das taxas de imposto quando o facto constitutivo já se verificou, mas a liquidação ainda não se
verificou.

3.grau.
O facto não se verificou por inteiro, na vigência da lei anterior, e parte dos efeitos não se verificaram também
na lei antiga e verteram para a lei posterior.
Impostos periódicos. IMI, IRS, IRC.

Nova Lei - supondo que há um agravamento de uma taxa a meio do ano.


A nova lei aplica-se só ao ano seguinte.
Art. 12/2 da LGT.
Ou fracciona-se o ano em dois periodos de liquidação distinto
Ou então segundo o TC, a Lei aplica-se retroactivamente - AcTC 399/2010 de 27 de Out. Introdução de um
novo escalão do IRS. Interpretação maleável da retroactividade. Aplica-se aos impostos periodicos, não aos
impostos de obrigação única.

A Retroactividade forte é aquela do primeiro grau.

Retrospectividade - retroactividade imprópria.

Tributação autónomo . Despesas dedutíveis todas aquelas que não são documentadas. Art. 23-A. As despesas
em si são dedutíveis e contribuem para o apuramento do imposto periódico anual.

AcTC. 145/2012 - protecção da confiança.

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Aula n.º 12
Sumário: Resolução do caso IV.

O art. 103, antes da revisão de 97 era o 106, não definia a proibição da retroactividade do imposto.

A proibição da retroactividade não é absoluta. Tudo depende, salvo a autêntica ou a forte. A mesma é aferida
no teste do princípio da protecção da confiança e segurança juridica dos contribuintes. É este o compasso que
dita o andamento do juízo sobre o grau de retroactividade.

AcTc 128/2009

O TC tem sustentando em regra que nem todas as leis retroactivas são vedadas. Mas apenas aquelas que os
factos se verificaram inteiramente ao abrigo da lei anterior e em que os efeitos já se extinguiram.
A tributação autónoma seria um facto instantâneo, uma prestação única.

Factos passados que já produziram todos os seus efeitos, o novo imposto não pode ser aplicado a estas
situações. Impostos de obrigação única.

Só a retroactividade autêntica/forte/própria é que é vedada. O entendimento doutrinário é unanime neste


ponto.

Retroactividade inautêntica ou retrospetividade.


Relações laborais existentes. Sistema de previdência. Efeitos futuros de uma situação consolidada no
passado.
Situação juridica passada mas a lei determina os seus efeitos ex post, para o futuro.

Mas a retroactividade inautêntica pode ser admitida se for para benefício para o contribuinte.

CASO PRÁTICO N.º 4


Aplicação da Lei no Tempo 

O Governo, na sequência da grave crise financeira, e tendo em vista cumprir as obrigações de redução do
défice público constantes no Programa de Estabilidade e Crescimento para o período de 2011-2015, propõe,
no dia 1 de Abril de 2015, à Assembleia da República as seguintes medidas legislativas:
1.       Aumentar a taxa do IVA para 25% com efeitos a partir do dia 1 de Maio de 2015;
2.       Aumentar a taxa máxima de IRS para as duas categorias mais elevadas em 5% com efeitos nos
rendimentos pessoais de 2015;
3.       Aumentar a taxa de IRC para 27% para os rendimentos das pessoas coletivas com efeitos no lucro
tributável de 2015, e agravando a tributação autónoma das despesas com veículos automóveis para 60%;
4.       Estabelecer um adicional de 6% ao IRS apurado e liquidado em 2014;
5.       Eliminar, com efeitos ao dia 1 de Janeiro de 2014, os benefícios fiscais relativos à contratação de jovens
desempregados.
6.       Prever a tributação imediata em IRS de todas as mais-valias mobiliárias, independentemente do
momento da aquisição das ações e do período de detenção.

O gov. pode propor à AR.


1. Pode ser. Imposto sobre uma despesa. O facto realiza-se, bem como os seus efeitos, sobre a realização da
despesa.
2. 47% dos cidadãos não pagam IRS porque ficam a baixo do valor de coleta mínimo; seria uma medida de
retrospetividade ou retroactividade imprópria.
Violação do princípio da igualdade, ainda que o IRS pretenda ser progressivo. Esta medida, seria, todavia
desproporcional. Violaria também o princípio da protecção da confiança.
Problema: teria que se operar a aferição de duas liquidações. Uma ao abrigo da taxa antiga e outra ao abrigo
da taxa nova.
3. Coloca-se o mesmo problema da alínea anterior; por sua vez a tributação autónomo é um imposto de
obrigação única. Até à data de vigência da nova lei, os factos tributáveis anteriores não sofreriam
alteração. Imposto sobre uma despesa, vide TC.
4. Retroactividade forte, é ilegal. Os factos já se produziram e já se extinguiram os seus efeitos com a
liquidação passada.
5. Apesar de estarmos perante uma retroactividade inautêntica, não passaria o teste do princípio da
protecção da confiança e segurança juridica.
6. Algumas das mais valias, as anteriores, não seriam permitidas por se tratar de uma retroactividade forte,
as restantes já cabiam e seriam legítimas ao abrigo da nova lei.

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31-10-2016 - 8.a Semana - Segunda-feira


Aula n.º 13
Sumário: Resolução do caso IV. Alínea 6

CASO PRÁTICO N.º 4


Aplicação da Lei no Tempo 

O Governo, na sequência da grave crise financeira, e tendo em vista cumprir as obrigações de redução do
défice público constantes no Programa de Estabilidade e Crescimento para o período de 2011-2015, propõe,
no dia 1 de Abril de 2015, à Assembleia da República as seguintes medidas legislativas:
1.       Aumentar a taxa do IVA para 25% com efeitos a partir do dia 1 de Maio de 2015;
2.       Aumentar a taxa máxima de IRS para as duas categorias mais elevadas em 5% com efeitos nos
rendimentos pessoais de 2015;
3.       Aumentar a taxa de IRC para 27% para os rendimentos das pessoas coletivas com efeitos no lucro
tributável de 2015, e agravando a tributação autónoma das despesas com veículos automóveis para 60%;
4.       Estabelecer um adicional de 6% ao IRS apurado e liquidado em 2014;
5.       Eliminar, com efeitos ao dia 1 de Janeiro de 2014, os benefícios fiscais relativos à contratação de jovens
desempregados.
6.       Prever a tributação imediata em IRS de todas as mais-valias mobiliárias, independentemente do
momento da aquisição das ações e do período de detenção.

5. Apesar de estarmos perante uma retroactividade inautêntica, não passaria o teste do princípio da protecção
da confiança e segurança juridica.

Pressupondo que a lei entraria em vigor em Maio de 2016.


Ano civil Janeiro de 2016

Esta nova lei, em princípio, iria revogar o art. 19 do Estatuto dos Benefícios Fiscais.

Artigo 19.º EFB


Criação de emprego

1 - Para a determinação do lucro tributável dos sujeitos passivos de IRC e dos sujeitos passivos de IRS com
contabilidade organizada, os encargos correspondentes à criação líquida de postos de trabalho para jovens e
para desempregados de longa duração, admitidos por contrato de trabalho por tempo indeterminado, são
considerados em 150 % do respectivo montante, contabilizado como custo do exercício.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, consideram-se:

a) 'Jovens' os trabalhadores com idade superior a 16 e inferior a 35 anos, inclusive, aferida na data da
celebração do contrato de trabalho, com excepção dos jovens com menos de 23 anos, que não tenham
concluído o ensino secundário, e que não estejam a frequentar uma oferta de educação-formação que
permita elevar o nível de escolaridade ou qualificação profissional para assegurar a conclusão desse nível de
ensino; (Redacção da Lei n.º10/2009-10/03)
b) 'Desempregados de longa duração' os trabalhadores disponíveis para o trabalho, nos termos do Decreto-Lei
n.º 220/2006, de 3 de Novembro, que se encontrem desempregados e inscritos nos centros de emprego há
mais de 9 meses, sem prejuízo de terem sido celebrados, durante esse período, contratos a termo por período
inferior a 6 meses, cuja duração conjunta não ultrapasse os 12 meses; (Redacção da Lei n.º10/2009-10/03)
c) «Encargos» os montantes suportados pela entidade empregadora com o trabalhador, a título da
remuneração fixa e das contribuições para a segurança social a cargo da mesma entidade;
d) «Criação líquida de postos de trabalho» a diferença positiva, num dado exercício económico, entre o
número de contratações elegíveis nos termos do n.º 1 e o número de saídas de trabalhadores que, à data da
respectiva admissão, se encontravam nas mesmas condições.

3 - O montante máximo da majoração anual, por posto de trabalho, é o correspondente a 14 vezes a


retribuição mínima mensal garantida.
4 - Para efeitos da determinação da criação líquida de postos de trabalho, não são considerados os
trabalhadores que integrem o agregado familiar da respectiva entidade patronal.
5 - A majoração referida no n.º 1 aplica-se durante um período de cinco anos a contar do início da vigência do
contrato de trabalho, não sendo cumulável, quer com outros benefícios fiscais da mesma natureza, quer com
outros incentivos de apoio ao emprego previstos noutros diplomas, quando aplicáveis ao mesmo trabalhador
ou posto de trabalho.
6 - O regime previsto no n.º 1 só pode ser concedido uma única vez por trabalhador admitido nessa entidade
ou noutra entidade com a qual existam relações especiais nos termos do artigo 63.º do Código do IRC.
(Redacção da Lei n.º55-A/2010 -31/12)

Nota - Corresponde ao artigo 17.º, na redacção do EBF que se encontrava em vigor previamente à
republicação do mesmo pelo Decreto-Lei n.º 108/2008, de 26/06
Pelo que estaríamos perante uma retroactividade própria, e não seria legal. Tutelar as espectativas dos
trabalhadores e dos empregadores. O benefício seria duradouro.

6. Vide AcSTA 04 de Dez de 2013, Proc.n.º 01582/13; e AcTSA 16 de Setembro de 2015, proc. 01504/14.

Lei 15/2010 de 26 de JUL, não tem nenhuma norma sobre a aplicação na lei no tempo.

Taxas gerais do IRS - art. 68


Taxas liberatórias do IRS - art. 71
Taxas especiais do IRS - art. 72

01-01-2010 26-07-2010 27-07-2010 31-12-2012


Publicação Entrada em vigor

2 situações:
Momento da alienação e geração de mais valias.
Período de detenção.

É uma situação semelhante a uma imposto de prestação única.

Mais valias - rendimento acréscimo.

Direito ao planeamento económico - livre iniciativa económica. Protecção da confiança. Quebra a lógica anual
do imposto periódico.

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Aula n.º 13
Sumário: Continuação da matéria da aula anterior.

Vide AcSTA 04 de Dez de 2013, Proc.n.º 01582/13; e AcTSA 16 de Setembro de 2015, proc. 01504/14, maxime
AcTC 310/2012

Porque é que se fraccionou em termos de incidência as mais valias são consideradas um imposto único.

Art. 68 do CIRS - Taxas gerais


Art. 71 do CIRS - Taxas liberatórias
Art. 72 do CIRS - Taxas especiais

Esquema de liquidação do IRS.

1.passo.
Quem é que faz a liquidação? Administração fiscal. Sempre. Não é o mesmo que o modelo 22 do IRC.

2.passo
Apuramento dos rendimentos brutos.
Categoria A - rendimentos de trabalho dependente.
Categoria B - Rendimento de trabalho independente - profissionais e empresários
Categoria E - Rendimentos de capitais, rendimentos prediais
Categoria G - Incrementos patrimoniais - Mais valias
Categoria H - Pensões

3.passo
Subtraem-se as deduções específicas. V.g.: dedução de obras no locado. Art. 41 e 42 do CIRS
Cada categoria tem as suas deduções específicas.

4.passo
Subtrair as deduções especificas ao rendimento bruto = rendimento liquido.
Quanto um sujeito tem mais do que uma categoria então somam-se todos os rendimentos das várias
categorias e temos o rendimento liquido total.

5.passo
Rendimento líquido total - abatimentos (art. 56º do CIRS e 56-A do CIRS = rendimento colectável

6.passo
Rendimento colectável x taxa (taxas gerais = art. 68.º) = colecta (imposto)
NOTA: ver o caso do quoficiente conjugal.

7.passo
Depois de apurada a colecta, realizam-se as deduções à colecta (estas últimas são benefícios fiscais).

A retenção na fonte é uma dedução à coleta.

Imposto a pagar ou reembolso. O montante é global.

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Aula n.º 14
Sumário: Continuação da matéria da aula anterior.

O que está previsto desde o início do ano é que no dia 9 de Nov. iria ser lançado um caso prático com um
prazo de 24h para resolução. Fica adiado para 6fa. Podendo ser entregue até ao final de Sábado.

Matéria até ao exercício.


Até à matéria da retroactividade.

O esquema do IRS está presente na própria nota de liquidação.

Rendimento Bruto (por categoria)


-
Deduções específicas
=
Rendimento líquido.

Somar todos os rendimentos líquidos de todas as categorias de rendimentos = Rend.Liq.Totais.


O Rendimento líquido total é o rendimento colectável
x
taxa (art. 68.º do CIRS)
x2 se forem duas pessoas: casadas ou uniões de facto.

Colecta (x2 se forem duas pessoas)

Deduções à colecta

Imposto liquidado
 Retenção na fonte - arts 98 e ss.
 Pagamentos por conta - art.102
 sobretaxa

Imposto a pagar
ou
receber.

...

TAXAS GERAIS.

Art. 68, 14, 28, 45.

Quem recebe 90.000euros.

<7.000
7.000 - 20.000
20.000 - 40.000
40.000 - 80.000 - 80.000 taxado a 37.613% (média B)
>80.000 - 10.000 taxado a 48% (normal A)

__________________________________________________________

Aula n.º 15
Sumário: Continuação da matéria da aula anterior.

Do CIRS
Artigo 15.º
Âmbito da sujeição
1 - Sendo as pessoas residentes em território português, o IRS incide sobre a totalidade dos seus rendimentos,
incluindo os obtidos fora desse território.
2 - Tratando-se de não residentes, o IRS incide unicamente sobre os rendimentos obtidos em território
português.
3 - O disposto nos números anteriores aplica-se aos casos de residência parcial previstos nos n.os 3 e 4
do artigo seguinte, relativamente a cada um dos estatutos de residência.

Em relação aos não residentes é um imposto real e não pessoal.


Em relação aos residentes é um imposto pessoal.

Nem todos os rendimentos são tributados da mesma forma.

Os contribuintes não optam pela opção de englobar as taxas liberatórias IRS para evitar o aumento do
escalão.

Taxas especiais - art. 72 - exemplos


Artigo 72.º
Taxas especiais
1 - São tributados à taxa autónoma de 28 %:
a) As mais-valias previstas nas alíneas a) e d) do n.º 1 do artigo 10.º auferidas por não
residentes em território português que não sejam imputáveis a estabelecimento estável nele
situado;
b) Outros rendimentos auferidos por não residentes em território português que não sejam
imputáveis a estabelecimento estável nele situado e que não sejam sujeitos a retenção na fonte
às taxas liberatórias;
c) O saldo positivo entre as mais-valias e menos-valias, resultante das operações previstas nas
alíneas b), c), e), f), g) e h) do n.º 1 do artigo 10.º;
d) Os rendimentos de capitais, tal como são definidos no artigo 5.º, quando não sujeitos a
retenção na fonte, nos termos do artigo anterior;
e) Os rendimentos prediais.
2 - São tributados autonomamente à taxa de 25 %:
a) Os rendimentos auferidos por não residentes em território português que sejam imputáveis a
estabelecimento estável aí situado; e
 b) Não obstante o disposto no número anterior, os rendimentos previstos nas alíneas a) e c) do
n.º 4 do artigo anterior, obtidos em território português por não residentes, quando não sujeitos
a retenção na fonte.
3 - As gratificações auferidas pela prestação ou em razão da prestação de trabalho, quando não
atribuídas pela entidade patronal nem por entidade que com esta mantenha relações de grupo, domínio
ou simples participação, independentemente da respetiva localização geográfica, são tributadas
autonomamente à taxa de 10 %.
4 - (Revogado.)
5 - As pensões de alimentos, quando enquadráveis no artigo 83.º-A, são tributadas autonomamente à
taxa de 20 %.
6 - Os rendimentos líquidos das categorias A e B auferidos em atividades de elevado valor
acrescentado, com carácter científico, artístico ou técnico, a definir em portaria do membro do Governo
responsável pela área das finanças, por residentes não habituais em território português, são tributados
à taxa de 20 %.
7 - (Revogado.)
8 - Os rendimentos previstos nas alíneas c) a e) do n.º 1, no n.º 5 e no n.º 6 podem ser englobados por
opção dos respetivos titulares residentes em território português.
9 - Os residentes noutro Estado membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu, desde
que, neste último caso, exista intercâmbio de informações em matéria fiscal, podem optar, relativamente
aos rendimentos referidos nas alíneas a) e b) do n.º 1 e no n.º 2, pela tributação desses rendimentos à
taxa que, de acordo com a tabela prevista no n.º 1 do artigo 68.º, seria aplicável no caso de serem
auferidos por residentes em território português.
10 - Para efeitos de determinação da taxa referida no número anterior são tidos em consideração todos
os rendimentos, incluindo os obtidos fora deste território, nas mesmas condições que são aplicáveis aos
residentes.
11 - Os acréscimos patrimoniais não justificados a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 9.º, de
valor superior a (euro) 100 000, são tributados à taxa especial de 60 %.
12 - São tributados autonomamente à taxa de 35 %:
a) Os rendimentos de capitais, tal como são definidos no artigo 5.º e mencionados nas alíneas
a) e b) do n.º 1 do artigo anterior, devidos por entidades não residentes sem estabelecimento
estável em território português, que sejam domiciliadas em país, território ou região sujeitos a
um regime fiscal claramente mais favorável, constante de lista aprovada por portaria do membro
do Governo responsável pela área das finanças, quando não sujeitos a retenção na fonte nos
termos da alínea b) do n.º 12 do artigo anterior;
b) O saldo positivo entre as mais-valias e menos-valias, resultante das operações previstas nos
n.os 4) e 5) da alínea b) do n.º 1 do artigo 10.º, quando respeitem a valores mobiliários cujo
emitente seja entidade não residente sem estabelecimento estável em território português, que
seja domiciliada em país, território ou região sujeitos a um regime fiscal claramente mais
favorável, constante de lista aprovada por portaria do membro do Governo responsável pela
área das finanças;
c) Os ganhos previstos no n.º 3) da alínea b) do n.º 1 do artigo 10.º relativos a estruturas
fiduciárias domiciliadas em país, território ou região sujeitos a um regime fiscal claramente mais
favorável, constante de lista aprovada por portaria do membro do Governo responsável pela
área das finanças.

Incidência (objectiva) de imposto


Art. 2 - cat. A
Art. 3 - cat. B
Art. 5 - cat. E
Art. 8 - cat. F
Art. 9 - cat. G

Incidência (subjectiva)
Art. 13, 14, 15 e 16

Art. 22 - Regras do englobamento.

Art. 30 - Actos isolados.

________________________________________________________

Aula n.º 17
Sumário: Continuação da matéria da aula anterior.

Índice do IRS.

Art. 2, 3, 5, 8, 9, 13, 14, 15, 16,

Art. 15.º - âmbito de sujeição.

Art. 21, 22, 24.

Taxas fixas, proporcionais - art. 71 e 72.


Taxa especial - tributação isolada. Não é submetido às taxas gerais, mas sim a uma taxa especial. Em relação às
taxas liberatórias é incluída no processo de liquidação.

Art. 30, e ss.

Art. 41 e ss.

Art. 59.º - tributação de casados.


Art. 69.º - tributação conjugal.

Retenções na fonte - 98, 99...

Art. 101-B - despensa de retenção na fonte.

Quando uma empresa não entrega o Iva devido.


Não havendo entrega opera um procedimento da autoridade tributária. É apurado o valor, remete-se para a
empresa. Liquida.

Substituição tributária
20-28-34.

Para ser culpa - tem que haver culpa presumida - responsabilidade subjectiva. Nunca objectiva.
Art. 22/4 - divida de outrém

Responsabilidade das PC.


1.pessoa colectiva.
2.socios da empresa.
3.gerentes. Resp. subsidiária. Distingue-se da questão da fiança por causa da questão da culpa.

Questão do englobamento.
Ao operar remete as categorias todas para as taxas gerais.
Em casos específicos só opera por vontade do contribuinte.
Caso contrário operam as taxas relativas a cada categoria. E o englobamento será por via de opção do sujeito
passivo.

P:
Hermínia, funcionária de uma empresa, quer saber como enquadrar os seus rendimentos na nível do IRS, bem
como saber se pode deduzir as suas despesas de educação e despesas de saúde do filho. Que já tem 28 anos.

A empresa onde a D. Hermínia labora, faculta-lhe um veículo automóvel para que se desloque. Integra o
rendimento bruto para efeitos de IRS?
Sim, ex vi art. 2.º, n.º 9) do CIRS.

Incidência objectiva.

Deduções específicas - custos indispensáveis à obtenção ou manutenção do rendimento.

_________________________________________
Aula n.º 18
Sumário: Continuação da matéria da aula anterior.

Não há rendimentos na fonte de retribuição em espécie. Art. 24 do CIRS.

Ónus da prova - cabe à administração tributária


Se a AT decidir acima, cabe ao particular provar que a AP está a cobrar em excesso.

Art. 81/2 LGT.

Art. 28 a 31 do CIRS.

Atenção ao art. 73/8

CASO PRÁTICO N.º 6


IRS, rendimentos ativos, rendimentos passivos

No ano transacto, António e Maria tiveram os seguintes rendimentos:


i) O salário dele e os rendimentos que ela obtém enquanto advogada. Contudo, relativamente a este último
rendimento, houve que contar com variadas despesas;
ii) Juros de um depósito a prazo e dividendos de acções da ‘PT’ que compraram há alguns anos;
iii) Uma pequena mais-valias relativamente a algumas das acções, que venderam.
Contudo, a vida não é fácil. Foram elevadas as despesas de saúde e de educação dos três filhos, e ainda
tiveram a seu cargo o pai de António, que vive com eles e recebe apenas a pensão mínima.

i. Categoria A e B - art. 31º. Opção da tributação conjunta. Salário dele - cat.A; salário dela - cat.B.
ii. categoria E - taxa liberatória; dividendos de acções é lucro - categoria E - taxa liberatória
iii. Categoria G - mais-valias
Deduções à colecta - 78/1 a) - ascendente dependente.

________________________________________________

Aula n.º 19
Sumário: Correcção do caso prático.

Xavier Fortunato
Tem que pagar 100 euros por taxa.
Liquidação
Licensa municipal.
Distinguir se é taxa, se é imposto. LGT. art. 3/2.
Teve-se em conta a capacidade contributiva no benefício - art. 4/1. Logo pode ser um imposto oculto.

Alteração da jurisprudencia constitucional desde 2010 que entendia que eram impostos ocultos e passaram a
ser considerados taxas.

Grupo 2
IVA imposto de obrigação única.
Ambos estavam presentes na verifciação do facto tributário.
Grupo 3
Retroactividade em sentido próprio.

...

CASO 5
Art. 10 da LGT, art. 2 do CIRS e do CIRC.
IMPOSTOS
Unilateral
Co-activo
Não sinalagmático
Não tem carácter sancionatório.

No caso sub judice o aumento da taxa poderia ser considerado uma sansão.

Despesas não dedutíveis - art. 23-A/1 d) do CIRC.

____________________________________

Aula n.º 20
Sumário: Correcção do caso prático.

Quando as taxas fazem uma diferenciação baseada na capacidade contributiva então trata-se de um imposto
oculto.

IVA repercussão tributária.

Caso prático do IRC.

Artigos mais relevantes em termos de IRC

Art. 1
Art. 2
Art. 3
Art. 4
Art. 6 - Transparência fiscal.
Art. 12 - Transparência fiscal.
Art. 15 e 16
Art. 17 e 18
Art. 21
Art. 23 e 23-A - maxime art. 23
Despesas não documentadas
Art. 24
Art. 58 - reg. Simplificado.
Art. 69
Art. 64
Art. 66
Art. 67
Art. 86-A
Art. 89
Art. 105 e ss. Pagamento por conta.

No caso prático anterior a Advogada poderia estar inscrita numa sociedade de advogados. CIRC.

IRC, normas especiais anti-abuso e Cláusula Geral Anti-Abuso


                          
A sociedade anónima X prevê apresentar um resultado líquido do exercício positivo de 200 milhões de euros,
em 2014, pretendendo ainda distribuir o máximo do lucro possível aos cinco sócios.
Face à possibilidade de se ver confrontada com uma elevada colecta de IRC, além do IRS dos respectivos sócios
pela distribuição de dividendos, a sociedade X resolve consultar um Técnico Oficial de Contas (TOC), conhecido
do sócio.
O TOC fez uma análise fiscal da situação e apresenta uma proposta de poupança fiscal, onde se pode ler:
Sem qualquer intervenção, a carga fiscal global ascenderia a 46 milhões de euros em IRC (23% x 200 milhões) e
a cerca de 77 milhões de euros em IRS (aprox. 53% x [200 milhões – 50 milhões]).
No mesmo documento, como proposta de otimização fiscal, o TOC sugeriu à sociedade X:
·         Pagamento de 50 milhões de Euros a uma sociedade situada na República de Vanuatu, por prestação de
serviços de consultoria geral, criando assim custos;
·         Venda à sociedade Z - que é detida em 55% pela empresa X - ao valor de mercado, de acções que detém
na sociedade Y, gerando uma menos-valia mobiliária de 50 milhões;
·         Compra de maquinaria industrial pelo dobro do seu preço de mercado à sociedade Z, permitindo assim
deduzir uma quota de amortização de 25 milhões de euros já em 2014;
·         Compra de jóias para as esposas dos 3 administradores, no valor de 50 milhões de euros, deduzindo
assim o respectivo valor em IRC e evitando a tributação dos administradores em IRS;
·         Compra aos sócios de parte das acções que estes têm na própria sociedade, pagando esta pelas acções
próprias o valor de 150 milhões de euros. A sociedade comprometer-se-á, ainda, a revender as mesmas aos
sócios pelo valor de mil euros logo no ano de 2014, enquanto os sócios financiarão gratuitamente a sociedade
em 150 milhões de euros em 2014 e 2015.

Os administradores da sociedade não sabem o que pensar de tudo isto, enquanto o Revisor Oficial de Contas
(ROC) da sociedade, por seu lado, não está minimamente convencido com a análise. Em particular, o ROC acha
que a proposta não vai resultar e que vai trazer até mais encargos em IRS e IRC do que se nada se fizesse.
Quem tem razão ?

Primeiro paragrafo. Art. 23-A n.1 al. r) + Portaria dos paraísos fiscais 150/2004 + art. 88/8 do CIRC

Segundo parágrafo.
Art. 38/2 - 04255/10 do TCAS de 15-02-2011 - VER!!!!!!
Art. 23-A CIRC
Art. 63 - a propósito dos preços de transferência - art. 63/4 a) CIRC

Terceiro parágrafo.
Viola-se o art. 23/1 do CIRC

Quem liquida o CIRC - é o sujeito passivo. Art. 89

Joias - art. 2/3 b)


E art. 2/8
______________________________________________

Aula extra de Sábado.

______________________________________________

CIRC
Art.6
Art. 17
Art.23/1
Capital alheio dos juros.
Art. 23-A - A portaria 292/2011
Art. 55
Art. 56
Art. 63 - preços de transferência.
Art. 66
Art. 87
Art. 88 [taxas de tributação autónoma]

...

CIRS
Art. 2
Art. 2-A
Art. 3
Art. 5
Art. 8
Art.9
Art.13
Art.14
Art.15
Art.16
Art.21
Art.22
Art.24
Art.25 [deduções específicas]
Art.28
Art.30
Art.31
Art.41
Art. 59
Art.60
Art.63
Art. 68
Art.69
Art.71
Art.72
Art.73, maxime nº8
Art.75
Art.78
Art.78-A
Art.78-B
Art.78-C
Art.78-D
Art.78-E
Art.98
Art.99
Art.101-B
Art.102

...

Art. 104/2 da CRP.

Transparência fiscal.

Mais valias - STA Ac. Lei no tempo. proc. 01504/14 e proc. 0376/15 e proc. 01582/13

Como se calcula o rendimento em espécie.

Manifestações de fortuna - pelo menos 30% desvio. Tabela no nº4. 89-A LGT.

O que têm em comum as taxas especiais com as taxas liberatórias - são taxas proporcionais, por oposição às
taxas gerais que são progressivas.

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