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CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Texto consolidado até a Emenda Constitucional nº 68 de 21 de dezembro de 2011


(http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_21.12.2011/CON1988.shtm)
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Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
(...)
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os
monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de
valor histórico, artístico ou cultural;
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Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
(...)
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
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Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do
uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação
fiscalizadora federal e estadual.
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Seção II
Da Cultura
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura
nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de
outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento
cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à:
I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;
II - produção, promoção e difusão de bens culturais;
III - formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões;
IV - democratização do acesso aos bens de cultura;
V - valorização da diversidade étnica e regional.

Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-
culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico,
ecológico e científico.
§ 1º O poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio
cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e
de outras formas de acautelamento e preservação.
(....)
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ESTATUTO DAS CIDADES
LEI FEDERAL No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm

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Art. 2o A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade
e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:
(...)
XII – proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do patrimônio
cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico;
(...)
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Do direito de preempção
Art. 25. O direito de preempção confere ao Poder Público municipal preferência para aquisição de imóvel
urbano objeto de alienação onerosa entre particulares.
§ 1o Lei municipal, baseada no plano diretor, delimitará as áreas em que incidirá o direito de preempção e
fixará prazo de vigência, não superior a cinco anos, renovável a partir de um ano após o decurso do
prazo inicial de vigência.
§ 2o O direito de preempção fica assegurado durante o prazo de vigência fixado na forma do § 1o,
independentemente do número de alienações referentes ao mesmo imóvel.
------------
Art. 26. O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas para:
(...)
V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VII – criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental;
VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico;

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Da transferência do direito de construir
Art. 35. Lei municipal, baseada no plano diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel urbano, privado
ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir previsto
no plano diretor ou em legislação urbanística dele decorrente, quando o referido imóvel for considerado
necessário para fins de:
(...)
II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social
ou cultural;
(...)
§ 2o A lei municipal referida no caput estabelecerá as condições relativas à aplicação da transferência do
direito de construir.

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Seção XII
Do estudo de impacto de vizinhança
Art. 36. Lei municipal definirá os empreendimentos e atividades privados ou públicos em área urbana que
dependerão de elaboração de estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV) para obter as licenças ou
autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público municipal.
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Art. 37. O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento
ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, incluindo a
análise, no mínimo, das seguintes questões:
(...)
VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.
Parágrafo único. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, que ficarão disponíveis para
consulta, no órgão competente do Poder Público municipal, por qualquer interessado.
Art. 38. A elaboração do EIV não substitui a elaboração e a aprovação de estudo prévio de impacto
ambiental (EIA), requeridas nos termos da legislação ambiental.

Art. 39. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de
ordenação da cidade expressas no plano diretor, assegurando o atendimento das necessidades dos
cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas,
respeitadas as diretrizes previstas no art. 2o desta Lei.
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Art. 42. O plano diretor deverá conter no mínimo:
(...)
II – disposições requeridas pelos arts. 25, 28, 29, 32 e 35* desta Lei;
(*transferência do direito de construir)
III – sistema de acompanhamento e controle.
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Art. 42-A. Os municípios que possuam áreas de expansão urbana deverão elaborar Plano de
Expansão Urbana no qual constarão, no mínimo: (Incluído pela Medida Provisória nº 547, de 2011)
(...)
VI - definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio
histórico e cultural; e (Incluído pela Medida Provisória nº 547, de 2011)

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LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm

Seção IV
Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural
Art. 62. Destruir, inutilizar ou deteriorar:
I - bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial;
II - arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar protegido por lei, ato
administrativo ou decisão judicial:
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena é de seis meses a um ano de detenção, sem prejuízo da
multa.
Art. 63. Alterar o aspecto ou estrutura de edificação ou local especialmente protegido por lei, ato
administrativo ou decisão judicial, em razão de seu valor paisagístico, ecológico, turístico, artístico,
histórico, cultural, religioso, arqueológico, etnográfico ou monumental, sem autorização da autoridade
competente ou em desacordo com a concedida:
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
------------------ Art. 64. Promover construção em solo não edificável, ou no seu entorno, assim considerado
em razão de seu valor paisagístico, ecológico, artístico, turístico, histórico, cultural, religioso,
arqueológico, etnográfico ou monumental, sem autorização da autoridade competente ou em desacordo
com a concedida:

Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.

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Lei Estadual n.º 7.231, de 18 de dezembro de 1978


http://www.mp.rs.gov.br/ambiente/legislacao/id571.htm

Art. 1º - Os bens, existentes no território estadual ou a ele trazidos, cuja preservação seja de interesse
público, quer em razão de seu valor artístico, paisagístico, bibliográfico, documental, arqueológico,
paleontológico, etnográfico ou ecológico, quer por sua vinculação a fatos históricos memoráveis,
constituem, em seu conjunto, patrimônio cultural do Estado, e serão objeto de seu especial interesse e
cuidadosa proteção.

Art. 2º - Aplicam-se, no que couber, aos bens integrantes do patrimônio cultural do Estado, as disposições
do Decreto-Lei Federal nº 25, de 30 de novembro de 1937.

Art. 3º - O Poder Executivo:


a) instituirá os órgãos necessários à execução dos serviços de que trata a presente Lei, estabelecendo-
lhes a estrutura e atribuições e disciplinando-lhes o funcionamento (Const. Est. art. 66, VII);
b) promoverá a celebração de convênios com a União e os Municípios objetivando ação comum
relativamente à matéria versada na presente Lei (Const. da Rep. art. 13 § 3º, Const. Est. art. 66, XII, art.
149);*

Art. 4º - Os proprietários, possuidores e administradores de bens que, em razão das disposições da


presente Lei, forem formalmente reconhecidos como integrantes do patrimônio cultural do Estado mantê-
los-ão íntegros, zelarão por sua conservação e facilitarão aos agentes da autoridade a sua inspeção, sob
pena de multa de duas a cinco vezes o valor de referência instituído pela Lei Federal nº 6.205, de 29 de
abril de 1975, elevada ao dobro em caso de reincidência.
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Decreto Estadual n.º 31.049, de 12 de janeiro de 1983.
http://www.mp.rs.gov.br/ambiente/legislacao/id572.htm
Organiza sob a forma de sistema as atividades de preservação do patrimônio cultural.

Art. 2º - Constituem atribuições do Sistema Estadual de Preservação do


Patrimônio Cultural:
I - estimular, promover e realizar através de órgãos próprios do Governo do Estado - e em articulação
com organismos e instituições públicos, privados, paraestatais, nacionais e internacionais, voltados para
o desenvolvimento cultural - o estudo, a pesquisa, a seleção, a divulgação, a catalogação, o tombamento,
a fruição, a conservação e a preservação do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul, constituído de
bens localizados dentro e fora do seu território;
II - realizar, em âmbito administrativo estadual, e promover junto aos órgãos federais e municipais
competentes, bem como junto a entidades privadas interessadas, o inventário dos bens do patrimônio
cultural rio-grandense, sua atualização permanente, bem como o aperfeiçoamento de seus serviços de
preservação e de divulgação;
III - orientar pessoas de direito público e privado sobre o valor da estrita observância de normas técnicas
próprias à conservação e valorização dos bens do patrimônio cultural da comunidade.
IV - definir critérios utilizáveis na análise e qualificação de bens a serem inscritos no patrimônio cultural do
Estado, e inscrever ou indicar à inscrição em Livros-Tombo próprios os bens constituintes desse
patrimônio;
V - promover e propiciar medidas conducentes à máxima fruição possível, pela população, dos bens do
acervo cultural do Estado, em especial através de órgãos dos sistemas educacional, cultural e de
comunicação social.

Art. 3º - Compreendem-se especialmente entre os bens do patrimônio cultural do Estado do Rio Grande
do Sul, para os efeitos deste Decreto:
I - os acervos bibliográfico, documental, artístico, administrativo, jornalístico, notarial e eclesiástico,
ligados significativamente à formação histórica, social cultural e administrativa do Estado;
II - os objetos culturais marcantes da vida pregressa da gente rio-grandense, de suas etnias, culturas e
miscigenações e de seus costumes, trabalhos, artes, ferramentas, utensílios, indumentária e armamento;
III - os bens representativos de atividades pioneiras no desenvolvimento dos setores primário, secundário
e terciário do Estado, e no de sua infra-estrutura material, social e administrativa;
IV - as obras artísticas de autores rio-grandenses ou aqui produzidas, representativas das diversas fases
artístico-culturais mercantes para o Estado;
V - as manifestações folclóricas, em todos os seus aspectos;
VI - as peças de valor paleontológico, arqueológico e antropológico;
VII - as áreas de relevante significação histórica, arqueológica ou paleontológica;
VIII - as reservas biológicas, os parques, as florestas naturais, a flora e a fauna nativas;
IX - as construções urbanas, suburbanas e rurais, de expressivo significado histórico, arquitetônico ou
técnico;
X - os monumentos naturais, os sítios e as paisagens de feição notável, e que, por suas características,
devam merecer resguardo por motivos preservacionistas, educacionais, científicos ou de lazer públicos.
---
Art. 5º - Os órgãos integrados ao Sistema Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, sob a
orientação da Central do Sistema, providenciarão no sentido de que sejam atingidos os seguintes
objetivos, dentre outros que a dinâmica da atividade indicará:
I - inclusão, nos currículos de ensino de todos os graus, de conteúdos indutores da preservação do
patrimônio cultural do Estado;
(...)
IV - estímulo à pesquisa artística e científica sobre o patrimônio cultural do Estado, sobre o homem rio-
grandense, suas origens e suas ações, seu meio ambiente, sua filosofia de vida, suas lutas e conquistas;
V - incentivos às inovações de ordem técnica, inclusive nas disciplinas já existentes, visando à formação
de especialistas em restauração e preservação de bens de todo gênero do patrimônio cultural do Estado;
VI - elaboração e difusão de matéria legal e especial que verse sobre a importância, a obrigatoriedade e
as modalidades de preservação dos bens culturais do Rio Grande do Sul;
VII - inclusão, nos Planos de Desenvolvimento locais e integrados, de normas assecuratórias de previsão
e de resguardo integral de áreas e obras particulares, ou públicas, portadoras de evidente valor cultural,
por suas características históricas, antropológicas, artísticas, técnicas ou naturais;
VIII - assistência efetiva aos Municípios, nas ações por estes desenvolvidas em defesa do patrimônio
cultural do Estado e na divulgação dos seus valores;
IX - orientação a todos os interessados a respeito de medidas que conduzam a uma fiel preservação dos
bens do patrimônio cultural do Estado, através da divulgação e da utilização das normas técnicas
adequadas a cada caso, inclusive com a prestação de auxílio direto ou a indicação de instituições de
reconhecida idoneidade para os serviços exigidos;
(...)
XIII - conquista de legislação coibidora da danificação e perecimento de bem do patrimônio cultural, assim
como de apoio objetivo a quem os mantenha íntegros e à disposição da aculturação comunitária.
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CÓDIGO CIVIL
LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.
TÍTULO III
Da Propriedade
CAPÍTULO I
Da Propriedade em Geral
Seção I
Disposições Preliminares
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do
poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
§ 1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades
econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em
lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e
artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.

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Lei n° 9.605, de 12/02/98

Seção IV
Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural

Art. 62. Destruir, inutilizar ou deteriorar:


I - bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial;
II - arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar protegido por lei, ato
administrativo ou decisão judicial:
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena é de seis meses a um ano de detenção, sem prejuízo da
multa.

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8 - CONSTITUIÇÃO ESTADUAL
Texto constitucional de 3 de outubro de 1989 com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais
de nº 1, de 1991, a 63, de 2011.
(http://www.al.rs.gov.br/prop/legislacao/constituicao/)

Art. 176 - Os Municípios definirão o planejamento e a ordenação de usos, atividades e funções de


interesse local, visando a:
(...)
X - preservar os sítios, as edificações e os monumentos de valor histórico, artístico e cultural;
(...)
Art. 177 - Os planos diretores, obrigatórios para as cidades com população de mais de vinte mil
habitantes e para todos os Municípios integrantes da região metropolitana e das aglomerações urbanas,
além de contemplar os aspectos de interesse local, de respeitar a vocação ecológica, o meio ambiente e
o patrimônio cultural, serão compatibilizados com as diretrizes do planejamento do desenvolvimento
regional.
§ 1º - Os demais Municípios deverão elaborar diretrizes gerais de ocupação do território que garantam,
através de lei, as funções sociais da cidade e da propriedade, nestas incluídas a vocação ecológica, o
meio ambiente e o patrimônio cultural.
(...)
Art. 221 - Constituem direitos culturais garantidos pelo Estado:
I - a liberdade de criação e expressão artísticas;
II - o acesso à educação artística e ao desenvolvimento da criatividade, principalmente nos
estabelecimentos de ensino, nas escolas de arte, nos centros culturais e espaços de associações de
bairros;
III - o amplo acesso a todas as formas de expressão cultural, das populares às eruditas e das regionais
às universais;
IV - o apoio e incentivo à produção, difusão e circulação dos bens culturais;
V - o acesso ao patrimônio cultural do Estado, entendendo-se como tal o patrimônio natural e os
bens de natureza material e imaterial portadores de referências à identidade, à ação e à memória
dos diferentes grupos formadores da sociedade rio-grandense, incluindo-se entre esses bens:
a) as formas de expressão;
b) os modos de fazer, criar e viver;
c) as criações artísticas, científicas e tecnológicas;
d) as obras, objetos, monumentos naturais e paisagens, documentos, edificações e demais espaços
públicos e privados destinados às manifestações políticas, artísticas e culturais;
e) os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico,
científico e ecológico. (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 36, de 12/12/03)

Parágrafo único - Cabem à administração pública do Estado a gestão da documentação governamental e


as providências para franquear-lhe a consulta.

Art. 222 - O Poder Público, com a colaboração da comunidade, protegerá o patrimônio cultural, por meio
de inventários, registros, vigilância, tombamentos, desapropriações e outras formas de acautelamento e
preservação.
§ 1º - Os proprietários de bens de qualquer natureza tombados pelo Estado receberão incentivos para
preservá-los e conservá-los, conforme definido em lei.
§ 2º - Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
§ 3º - As instituições públicas estaduais ocuparão preferentemente prédios tombados, desde que não
haja ofensa a sua preservação.
Art. 223 - O Estado e os Municípios manterão, sob orientação técnica do primeiro, cadastro atualizado do
patrimônio histórico e do acervo cultural, público e privado.
Parágrafo único - Os planos diretores e as diretrizes gerais de ocupação dos territórios municipais
disporão, necessariamente, sobre a proteção do patrimônio histórico e cultural. (Redação dada pela
Emenda Constitucional n.º 45, de 11/08/04)

Art. 224 - A lei disporá sobre o sistema estadual de museus, que abrangerá as instituições estaduais e
municipais, públicas e privadas.
(...)
Art. 251 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Poder Público
e à coletividade o dever de defendê-lo, preservá-lo e restaurá-lo para as presentes e futuras gerações,
cabendo a todos exigir do Poder Público a adoção de medidas nesse sentido. (Vide Leis nos 9.519/92 e
11.520/00)

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, o Estado desenvolverá ações permanentes de proteção,
restauração e fiscalização do meio ambiente, incumbindo-lhe, primordialmente:
I - prevenir, combater e controlar a poluição e a erosão em qualquer de suas formas;
II - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais, obras e monumentos artísticos, históricos e
naturais, e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas, definindo em lei os espaços
territoriais a serem protegidos;
(...)

PLANO NACIONAL DE CULTURA - Lei 12143/2010

Art. 2º São objetivos do Plano Nacional de Cultura:


I - reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira;
II - proteger e promover o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial;
(...)
IV - promover o direito à memória por meio dos museus, arquivos e coleções;

Art. 3o Compete ao poder público, nos termos desta Lei:


(...)
VI - garantir a preservação do patrimônio cultural brasileiro, resguardando os bens de natureza material e
imaterial, os documentos históricos, acervos e coleções, as formações urbanas e rurais, as línguas e
cosmologias indígenas, os sítios arqueológicos pré-históricos e as obras de arte, tomados
individualmente ou em conjunto, portadores de referência aos valores, identidades, ações e memórias
dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira;
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Lei Estadual nº 10.116, de 23 de março de 1994

Institui a Lei do Desenvolvimento Urbano


Link na íntegra: http://www.mprs.mp.br/urbanistico/legislacao/id704.htm

Art. 4º - Na promoção do desenvolvimento urbano, o Estado deverá:


(...)IV - instituir áreas de interesse especial, notadamente para fins de integração regional, proteção
ambiental, turismo, proteção e preservação de patrimônio natural e cultural;

Art. 40 - Prédios, monumentos, conjuntos urbanos ,sítios de valor histórico, artístico, arquitetônico,
paisagístico, arqueológico, antropológico, paleontológico, científico, de proteção ou preservação
permanente, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores
da sociedade brasileira, não poderão, no, todo ou em parte, ser demolidos, desfigurados ou modificados
sem autorização.
§ 1º - Para identificação dos elementos a que se refere este artigo, os municípios, com o apoio e a
orientação do Estado e da União, realizarão o inventário de seus bens culturais.
§ 2 - O plano diretor ou as diretrizes gerais de ocupação do território fixarão a volumetria das edificações
localizadas na área de vizinhança ou ambiência dos elementos de proteção ou de preservação
permanente, visando a sua integração com o entorno.
§ 3º - O Estado realizará o inventário dos bens culturais de interesse regional ou estadual.

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