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Art.

3o Nas sessões magnas é obrigatória


D E C R E T O No 1.476, DE 17 DE MAIO DE
a aplicação do presente cerimonial para a
2016, DA E∴ V∴
Bandeira Nacional e o seu ingresso no Templo ou
DISPÕE SOBRE O CERIMONIAL PARA A
em outro recinto fechado, devidamente
BANDEIRA NACIONAL
adaptado, dar-se-á após a entrada da mais alta
MARCOS JOSÉ DA SILVA, Grão-Mestre Geral do autoridade, seja ela maçônica ou não.
Grande Oriente do Brasil, no exercício de suas
§ 1o Depois de executado o Hino
atribuições legais, tendo em vista o que dispõe a
Nacional e encontrando-se a Bandeira Nacional
Constituição em seu artigo 126, combinado com
em seu suporte ninguém será recebido com
o seu Art. 76, inciso V,
formalidades, nem mesmo o Grão-Mestre Geral.
DECRETA:
§ 2o A Comissão de Recepção do
Art. 1o A presença da Bandeira do Brasil Pavilhão Nacional será formada, dentro do
é obrigatória em todas as sessões realizadas por Templo ou do recinto aonde se realiza a sessão,
Loja da Federação, independentemente do Rito por treze Mestres Maçons e na impossibilidade
por ela praticado, dentro de Templo ou em outro da composição com esse número de membros,
recinto fechado, bem como em todo e qualquer poderá ser organizada com número inferior de
evento promovido pelo Grão-Mestrado Geral, mestres e mesmo não sendo possível formar a
Estadual, do Distrito Federal e pelo Delegado do Comissão de Recepção, a Bandeira ingressará
Grão-Mestre Geral, cabendo-lhe determinar em acompanhada de sua Guarda de Honra.
que Rito serão desenvolvidos os trabalhos.
§ 3º - A Comissão para a Recepção de
Art. 2o Não será aplicado o cerimonial de Autoridades será formada, dentro do Templo ou
que trata este decreto nas sessões ordinárias e do recinto aonde se realiza a sessão, com o
extraordinárias, sendo que a Bandeira Nacional número de Mestres Maçons de acordo com a
será colocada em seu suporte antes da abertura respectiva faixa e na impossibilidade da
dos trabalhos e ninguém será recebido com composição com a quantidade de membros
formalidades, nem mesmo o Grão-Mestre Geral. legalmente estabelecida, poderá ser organizada

Parágrafo único – O Hino Nacional e o com número inferior de mestres e não sendo

Hino à Bandeira não serão executados nas possível formar a Comissão de Recepção, a

sessões mencionadas neste artigo, bem como autoridade ingressará somente sob aplausos.

não será feita a Saudação à Bandeira.


Art. 4o O ingresso da Bandeira Nacional equidistantes, formando um triângulo, armados
no Templo obedecerá aos procedimentos a de espadas.
seguir:
f) o Porta-Bandeira adentra o Templo,
I – Pelas Lojas do Rito Adonhiramita e do inclinando o pavilhão para trás, em ângulo de
Rito Escocês Antigo e Aceito: 45º (quarenta e cinco graus), a fim de passar pela
porta. A mão direita fica à altura do peito
a) constitui-se uma Comissão de
mantendo o pano seguro e naturalmente caído
Recepção composta por treze Mestres Maçons,
ao lado, de maneira que cubra somente até o
armados de espadas e munidos de estrelas;
cotovelo do braço direito do Porta-Bandeira. A
b) a Comissão postar-se-á dentro do
Bandeira Nacional não se abate, portanto, não
Templo, no Ocidente, próximo à entrada,
pode ser inclinada para frente;
dispondo-se sete Mestres Maçons ao Norte e
g) a Bandeira é posicionada na parte
seis ao Sul, espada na mão direita e estrela na
interna do Templo, próxima de sua entrada,
mão esquerda;
sendo sustentada pelo seu condutor na vertical,
c) no Rito Adonhiramita a espada será
ao lado direito do corpo, tendo sua haste segura
segura como determina o Ritual, enquanto que
com as duas mãos, cruzando o braço esquerdo
no Rito Escocês Antigo e Aceito a espada será
na frente do corpo, antebraço na horizontal,
segura com a mão direita, colocada junto ao
mão direita acima e nessa posição é executado o
corpo, lado direito, punho à altura da cintura,
Hino Nacional; Grande Oriente do Brasil –
lâmina na vertical, antebraço direito formando
Boletim Oficial no 09, de 31 de maio de 2016 6
ângulo de 45° (quarenta e cinco graus), cotovelo
h) após a execução do Hino Nacional, a
para trás, afastado do corpo;
Bandeira é conduzida ao Oriente pelo
d) a estrela será segura com a mão
PortaBandeira e escoltada pela Guarda de
esquerda, antebraço colado ao corpo, braço
Honra, que permanecerá no Ocidente, próxima
formando ângulo de 90º (noventa graus), na
ao primeiro degrau da escada de acesso ao
horizontal, sustentando a haste da estrela na
Oriente. O PortaBandeira desloca-se conduzindo
vertical, à frente do corpo;
o Pavilhão Nacional da mesma forma que o
e) a Bandeira é introduzida no Templo introduziu no Templo;
pelo Porta-Bandeira, precedendo a Guarda de
i) ao passar a Bandeira, a Comissão de
Honra, que a escolta, constituída pelo Mestre de
treze Mestres Maçons abate suas espadas,
Cerimônias seguido de dois Mestres Maçons,
posicionando o braço direito para baixo,
estendido em diagonal para o lado direito do d) a Bandeira é introduzida no Templo
corpo, formando um ângulo de 45º (quarenta e pelo Porta-Bandeira, precedendo a Guarda de
cinco graus), permanecendo nessa posição até a Honra, que a escolta, constituída pelo Mestre de
Bandeira ultrapassar o último componente, Cerimônias seguido de dois Mestres Maçons,
quando, uniformemente, retornam a posição equidistantes, formando um triângulo, armados
normal, de acordo com as formalidades do Rito; de espadas.

j) o Porta-Bandeira coloca a Bandeira em e) O Porta-Bandeira adentra o Templo,


seu suporte, lado direito do Venerável, em inclinando o pavilhão para trás, em ângulo de
posição vertical, vestindo o mastro pelo pano da 45º (quarenta e cinco graus), a fim de passar pela
Bandeira, de modo que a expressão “ORDEM E porta. A mão direita fica à altura do peito
PROGRESSO” fique a vista; e mantendo o pano seguro e naturalmente caído
ao lado, de maneira que cubra somente até o
l) sendo a sessão restrita a maçons, os
cotovelo do braço direito do Porta-Bandeira. A
Irmãos ficam à Ordem, caso contrário, se a
Bandeira Nacional não se abate, portanto, não
sessão não for restrita, ficam em pé com os
pode ser inclinada para frente;
braços estendidos ao longo do corpo e após a
colocação da Bandeira Nacional no suporte, f) a Bandeira é posicionada na parte
desfazem-se a Comissão de Recepção e a Guarda interna do Templo, próxima de sua entrada,
de Honra. sendo sustentada pelo seu condutor na vertical,
ao lado direito do corpo, tendo sua haste segura
II – Pelas Lojas do Rito Brasileiro, do Rito
com as duas mãos, cruzando o braço esquerdo
Moderno e do Rito Escocês Retificado:
na frente do corpo, antebraço na horizontal,
a) constitui-se uma Comissão de
mão direita acima e nessa posição é executado o
Recepção composta por treze Mestres Maçons,
Hino Nacional;
armados de espadas;
g) após a execução do Hino Nacional, a
b) a Comissão postar-se-á dentro do
Bandeira é conduzida ao Oriente pelo
Templo, no Ocidente, próximo à entrada,
PortaBandeira e escoltada pela Guarda de
dispondo-se sete Mestres Maçons ao Norte e
Honra, que permanecerá no Ocidente próximo
seis ao Sul;
ao primeiro degrau da escada de acesso ao
c) a espada será segura com a mão Oriente. O PortaBandeira desloca-se,
direita, de acordo com o Rito; conduzindo o Pavilhão Nacional da mesma
forma que o introduziu no Templo;
h) ao passar a Bandeira, a Comissão de c) a Bandeira é introduzida no Templo
treze Mestres Maçons abate suas espadas, pelo Porta-Bandeira, precedendo a Guarda de
posicionando o braço direito para baixo, Honra, que a escolta, constituída pelo Mestre de
estendido em diagonal para o lado direito do Cerimônias seguido de dois Mestres Maçons,
corpo, formando um ângulo de 45º (quarenta e equidistantes, formando um triângulo.
cinco graus), permanecendo nessa posição até a
d) o Porta-Bandeira adentra o Templo,
Bandeira ultrapassar o último componente,
inclinando o pavilhão para trás, em ângulo de
quando, uniformemente, retornam a posição
45º (quarenta e cinco graus), a fim de passar pela
normal, de acordo com as formalidades do Rito;
porta. A mão direita fica à altura do peito
i) o Porta-Bandeira coloca a Bandeira em mantendo o pano seguro e naturalmente caído
seu suporte, a nordeste, lado direito do ao lado, de maneira que cubra somente até o
Venerável, em posição vertical, vestindo o cotovelo do braço direito do Porta-Bandeira. A
mastro pelo pano da Bandeira, de modo que a Bandeira Nacional não se abate, portanto, não
expressão “ORDEM E PROGRESSO” fique a vista; pode ser inclinada para frente;
e
e) a Bandeira é posicionada na parte
j) sendo a sessão restrita a maçons, os interna do Templo, próxima de sua entrada,
Irmãos ficam à Ordem, caso contrário, se a sendo sustentada pelo seu condutor na vertical,
sessão não for restrita, ficam em pé com os ao lado direito do corpo, tendo sua haste segura
braços estendidos ao longo do corpo e após a com as duas mãos, cruzando o braço esquerdo
colocação da Bandeira Nacional no suporte, na frente do corpo, antebraço na horizontal,
desfazem-se a Comissão de Recepção e a Guarda mão direita acima e nessa posição é executado o
de Honra. Hino Nacional;

III – Pelas Lojas do Rito de York e do Rito f) após a execução do Hino Nacional,
Schröder: devidamente escoltado e da mesma forma que
foi introduzido no Templo, o Pavilhão Nacional é
a) constitui-se uma Comissão de
conduzido pelo Porta-Bandeira ao seu suporte,
Recepção composta por treze Mestres Maçons;
ao lado direito do Venerável, sendo posicionado
b) a Comissão postar-se-á dentro do
na vertical, vestindo o mastro pelo pano da
Templo, no Ocidente, próximo à entrada,
Bandeira, de modo que a expressão “ORDEM E
dispondo-se sete Mestres Maçons ao Norte e
PROGRESSO” fique à vista;
seis ao Sul, sem portarem espadas e estrelas;
g) o Porta-Bandeira conduzirá o Pavilhão III – O Porta-Bandeira retira a Bandeira
Nacional até o suporte a ele destinado, fazendo- do suporte, segurando-a da mesma forma que o
se acompanhar da Guarda de Honra, que fez quando da execução do Hino Nacional,
permanecerá à Ordem, aguardando ordens do posicionando-se a Nordeste, à frente do
Venerável Mestre; Grande Oriente do Brasil – Venerável e voltado para o Sul.
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IV – O Irmão encarregado da saudação
h) ao passar a Bandeira, sendo a sessão coloca-se, também, a Nordeste, de frente ao
restrita a maçons a Comissão de treze Mestres Porta-Bandeira e sem tocar na Bandeira procede
Maçons posiciona-se à Ordem, permanecendo à saudação. Sendo sessão restrita a maçons, os
nessa posição até o comando para o seu Irmãos ficam à Ordem, caso contrário, se a
desfazimento e, caso contrário, se a sessão não sessão não for restrita, todos os presentes ficam
for restrita, ficam em pé com os braços em pé, com os braços estendidos ao longo do
estendidos ao longo do corpo e após a colocação corpo;
da Bandeira Nacional no pedestal, desfazem-se a
V – Durante a saudação, a Guarda de
Comissão de Recepção e a Guarda de Honra.
Honra nas Lojas do:
Art. 5o Durante a execução do Hino
a) Rito Adonhiramita, Rito Brasileiro,
Nacional fica-se em pé, ereto, braços estendidos
Rito Escocês Antigo e Aceito, Rito Moderno e
ao longo do corpo, sem cobertura, não sendo
Rito Escocês Retificado - seguram a espada pelo
admitida outra postura.
punho, mão firme, braço estendido em diagonal,
Art. 6o Por ocasião da saudação à para a direita do corpo, ângulo de 45º (quarenta
Bandeira observa-se os seguintes e cinco graus), ponta da espada voltada para o
procedimentos: solo e após o término da saudação todos voltam
à posição de à Ordem, de acordo com o rito; e
I – Forma-se novamente a mesma
Comissão de Recepção de treze Mestres b) Rito de York e Rito Schröder – os
Maçons, adotando o mesmo procedimento componentes permanecerão de pé e à Ordem,
observado quando do ingresso da Bandeira. caso contrário, se a sessão não for restrita, todos
os presentes ficam em pé, com os braços
II – A Guarda de Honra coloca-se no
estendidos ao longo do corpo; Art. 7o Como
mesmo local onde permaneceu enquanto a
último ato do Cerimonial, antes do
Bandeira era colocada em seu suporte.
encerramento dos trabalhos, será feita a
saudação à Bandeira, pelo Irmão designado pelo
Venerável, observando-se o texto mencionado Art. 11. Ao sair a Bandeira, a Comissão
no Ritual do Grau de Aprendiz, conforme o Rito de treze Mestres Maçons tem o mesmo
praticado pela Loja aonde se realiza a Sessão e procedimento adotado quando de seu ingresso
caso não haja menção, far-se-á a saudação nos no Templo.
seguintes termos:
Art. 12. Após a saída da Bandeira serão
“Bandeira do Brasil,/ que acabas de desfeitas a Comissão de treze Mestres Maçons e
assistir aos nossos trabalhos,/ inspira-nos, a Guarda de Honra, regressando todos aos seus
sempre,/ com a tua divisa Ordem e Progresso,/ lugares sob a coordenação do Mestre de
fonte asseguradora da fraternidade e da Cerimônias (Diretor de Cerimônias), em
evolução,/ ideais supremos da humanidade/ na cumprimento ao comando a ele determinado.
marcha infinita através dos séculos./ E recebe,/
Art. 13. A Bandeira do Brasil será
dos Obreiros aqui reunidos,/ o compromisso de
posicionada à direita do Venerável, ao fundo do
fidelidade maçônica,/ no serviço dos supremos
Oriente, tendo a sua direita a Bandeira da
interesses do grande País,/ de que és Símbolo
unidade da Federação onde a sessão se realiza,
Augusto,/ pleno de generosidade e de nobreza”.
que, por seu turno, terá a sua direita a Bandeira
Art. 8o Terminada a saudação, o Porta- do Município a que pertence.
Bandeira permanecerá no mesmo local em que
Art. 14. A Bandeira do Grande Oriente do
o Pavilhão Nacional foi saudado, voltando-se,
Brasil será posicionada à esquerda do Venerável,
desta feita, para o Ocidente e, enquanto
ao fundo do Oriente, tendo a sua esquerda a
entoadas a primeira e a última estrofes do Hino
Bandeira do Grande Oriente Estadual ou do
à Bandeira, manterá a mesma postura adotada
Distrito Federal, ou Delegacia do Grão-Mestre
quando da execução do Hino Nacional.
Geral que, por seu turno, terá a sua esquerda o
Art. 9o Durante a execução e o canto do Estandarte da Loja.
Hino à Bandeira procede-se de acordo com o
Art. 15. Este Decreto entra em vigor na
disposto no Art. 5o .
data de sua publicação no Boletim do Grande
Art. 10. Terminada a execução do Hino, Oriente do Brasil e revogam quaisquer
a Bandeira será conduzida para o exterior do disposições em contrário, inclusive as constantes
Templo, escoltada pela Guarda de Honra e de rituais.
conduzida pelo Porta-Bandeira, da mesma forma
Dado e traçado no Gabinete do Grão-
adotada quando de seu deslocamento para seu
Mestre Geral, no Poder Central em Brasília,
suporte.
Distrito Federal, aos dezessete dias do mês de
maio, do ano de dois mil e dezesseis da E V\, 193º
da Fundação do Grande Oriente do Brasil.

Marcos José da Silva


Grão-Mestre Geral

Ronaldo Fidalgo Junqueira


Secr∴ Geral de Administração e Patrimônio

Ruy Ferreira Borges


Secr∴ Geral da Guarda dos Selos

Grande Oriente do Brasil – Boletim Oficial nº 09,


de 31 de maio de 2016