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Aula 01

Olá! Seja bem-vindo à nossa primeira aula de Desenho Técnico !

Nessa disciplina iremos abordar importantes conteúdos de Desenho Técnico que serão
importantes para a construção e interpretação de desenhos de peças e equipamentos
Mecânico e também servirão de base para que possamos ter um bom aproveitamento
em outras disciplinas do nosso curso. Além dos aspectos teóricos, estaremos também
abordando diversos problemas práticos para que possamos entender melhor onde os
conteúdos que estaremos estudando podem ser aplicados.

Desde já nos colocamos à disposição para auxiliá-lo no que for necessário. A nossa
equipe está pronta para atender você. A cada aula novos assuntos serão abordados. As
rotas de aprendizagem estão organizadas de modo a facilitar os estudos. Para isso é
importante seguir as orientações de leitura, assistir às videoaulas, participar dos fóruns,
resolver os exercícios propostos e realizar as avaliações.

Sempre que possível, crie grupos de estudos. O ideal é a participação de três ou quatro
pessoas. Está cientificamente comprovado que quando há interação e ajuda mútua entre
os estudantes o aprendizado de todos é muito maior. A leitura também tem um
importante papel na aprendizagem. Busque sempre complementar os estudos recorrendo
às referências indicadas no plano de ensino. O nosso principal objetivo é a
aprendizagem. Saiba que faremos sempre o melhor. O nosso sucesso depende da
participação de todos.

Nessa aula estudaremos as Normas NBR para o desenho , instrumentos utilizado para
fazer os desenhos mêcanicos, folhas de desenho, normas para dobrar os desenhos. Em
seguida, estudaremos como preencher as legendas com os dados para identificação de
desenhos. Para finalizar, estudaremos a caligarfia técnica.
Bons estudos!

Para iniciarmos os nossos estudos, é importante que tenhamos uma visão geral do qual a
importancia do desenho técnico como sendo uma linguagem universal, e de quais temas
estaremos abordando no decorrer das nossas aulas.

O texto a seguir nos mostra, de uma maneira bastante resumida e objetiva, o que é
Desenho Técnico Mecânico..
O Desenho Técnico é uma expressão gráfica que tem por finalidade a representação de
forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as necessidades do projeto,
utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações
escritas normalizadas internacionalmente. É uma linguagem gráfica internacional. Para
melhor interpretar o desenho técnico iremos organizar em tópicos como segue:
 Normas para o Desenho;
 Sistemas de Representação;
 Projeção Ortogonal, Perspectivas;
 Sistemas de cotagem;
 Emprego de escalas;
 Vistas em corte;
 Desenhos de Montagem.
Para ter uma padronização dos desenhos e se tornar uma linguagem universal, são
preciso seguir padrões internacionais.
No Brasil as normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas e
aprovadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, fundada em 1940,
registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial) recebendo no nome de -NBR e estão em consonância com as
normas internacionais aprovadas pela Organização Internacional de Normalização
(International Organization for Standardization – ISO) , reunidos em Londres, criada
1947. Esta finalidade tem o objetivo para que uma pessoa do outro lado esteja lendo um
desenho, deva compreender o que esta sendo pedido e executar afim de que o produto
final atinja todos os requisitos técnicos exigido pelo projeto

No sistema de representação dos Desenhos Técnicos, iremos ver como as peças são
representadas nas folhas de desenhos, seguindo os formatos de papeis, identificando a
peça, material utilizado, quantidade produzida, o seu criador e a escala que foi
desenhada em sua legenda. Após este processo iremos ver como os desenhos são
dobrados.
Em seguida, será visto quais os instrumentos manuais para a construção de Desenhos
Mecânicos. O importante no desenho que seja legível principalmente na caligrafia. Para
isto, será visto quais as Normas para escrever nos desenhos, afim que todos os que
leiam entendam.

Observem que para um desenho mecânico, temos muitas normas e iremos ver como a
peças será representada na folha de desenho através das projeções ortogonais e
preceptivas. Más o importante também será como dimensionar as peças através do
sistema de cotagem do desenho Técnico.

No mundo Mecânico temos peças de vários tamanhos, que as vezes não cabem na folha
para ser desenhada, ou peças muito pequenas, então estudaremos como fazê-las através
de escala.

Mas temos detalhes que podem estar escondidos, ai então iremos tirar um Raio X, para
ver internamente a peça através de vistas em corte.

Para finalizar, estudaremos como s a peças são montadas, os encaixes, e os elementos


normalizados como parafusos, rolamentos, pinos guias e etc.
Vamos assistir agora ao vídeo do professor Marcelo Staff que irá conversar conosco
sobre sistemas de representação

Vamos assistir agora a videoaula1 Bloco 1, do professor Marcelo Staff


Bloco 2- Instrumentos para o Desenho

Para fazer os desenhos técnicos precisaremos de alguns instrumentos básico que são:
Esquadros – utilizados para traçar linhas, normalmente fornecidos em pares (um de
30º/60º e um de 45º). A combinação de ambos permite obter vários ângulos comuns
nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares. Para traçar retas
paralelas, segure um dos esquadros, guiando o segundo esquadro através do papel. Caso
o segundo esquadro chegue na ponta do primeiro, segure o segundo esquadro e ajuste o
primeiro para continuar o traçado conforme figura 1

Figura 1- Movimentação dos esquadros

Escalímetro – utilizada unicamente para medir, não para traçar.


O tipo de escalímetro mais usado é o triangular, conforme figura
1.2 com escalas típicas de: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125. A
escala 1:100 corresponde a 1 m = 1 cm, e pode ser usado como
uma régua comum (1:1). O uso de escalas será explicado mais
adiante.
Figura 1. 2- Escalímetro

Transferidor – instrumento destinado a medir ângulos. Conforme


figura 1.3 Normalmente são fabricados modelos de 180º e 360º.
A finalidade deste instrumento é de traçar linhas inclinadas,
como chanfros e cones. Conforme figura1.4.

Figura 1.3- Transferidor

Figura 1.4- Desenho de cones


Compasso – utilizado para o traçado de circunferências, conforme
figura 1.5, possuindo vários modelos (cada qual com a sua função),
alguns possuindo acessórios como tira-linhas e alongador para
círculos maiores.
Para fazer os círculos a abertura entre a ponta seca e o grafite
equivale ao raio da peça. Sendo o Raio igual a metade do diâmetro.

Figura 1.5-Compasso

Para desenhar a flange conforme a figura 1.6, é preciso


traçara linhas de centro de cada circulo, após abrir o
compasso no valor do raio e fazer o circulo.

Figura 1.6- Flange

Lápis ou lapiseira – atualmente as mais utilizadas são as lapiseiras com grafite de


0,5mm de diâmetro para linhas cheias e 0,3mm de diâmetro para as linhas finas,
conforme figura 1.7

As linhas cheias, são destinadas ao


contornos da peças, as linhas finas são
destinadas a linhas de centro e linhas
invisíveis da peça, que estaremos
estudando nas próximas aulas.

Figura 1.7- lapiseira


Recomenda-se uma grafite HB, F ou H para traçar rascunhos e traços finos, e uma
grafite HB ou B para traços fortes. O tipo de grafite dependerá da preferência
Pessoal de cada. Na tabela 1.8, esta especificado os tipos de grafite existentes.

Tabela 1.8- Tipos e classificação de grafites

. Vamos assistir agora a videoaula1 Bloco 2, do professor Marcelo Staff

Bloco3- Normas para Desenho

A execução de desenhos técnicos aparecem em normas


gerais conforme abaixo:
• NBR 10209-2 – DESENHO TÉCNICO – NORMA
GERAL, cujo objetivo é definir
os termos empregados em desenho técnico. A norma
define os tipos de desenho quanto aos seus aspectos geométricos (Desenho Projetivo e
Não- Projetivo), quanto ao grau de elaboração (Esboço, Desenho Preliminar e
Definitivo), quanto ao grau de pormenorização (Desenho de Detalhes e Conjuntos) e
quanto à técnica de execução (À mão livre ou utilizando computador).

Para consulta segue o link


http://www.dca.ufrn.br/~acari/Desenho%20Mecanico/Normas%20ABNT%20para%20
Desenho/NBR10209.pdf

• NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, cujo objetivo


é padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos técnicos e
definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda.
As folhas podem ser utilizadas tanto na posição vertical como na posição horizontal,
conforme mostra a Figura 2.1 Os tamanhos das folhas seguem os Formatos da série
“A”, e o desenho deve ser executado no menor formato possível, desde que não
comprometa a sua interpretação
Figura 2.1 – Folha Horizontal e Vertical

Tabela 2: Os Formatos da série “A” seguem as seguintes dimensões em milímetros:

Para consulta segue o link


ftp://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/EngMec_NOTURNO/TM328/H%E9lio/NBR_10068
_-_NB_1087_-_Folha_de_desenho.pdf

NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO,


que normaliza a distribuição do espaço da folha de desenho, definindo a área
para texto, o espaço para desenho etc.. Como regra geral deve-se organizar
os desenhos distribuídos na folha, de modo a ocupar toda a área, e organizar
os textos acima da legenda junto à margem direita, ou à esquerda da legenda
logo acima da margem inferior conforme figura 2.2
Figura 2.2 – Distribuição do texto, desenho e legenda na folha

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Bloco 4- Legenda

Toda folha de desenho deve possuir no canto inferior direito um quadro destinado à
legenda. Este quadro deve conter o título do projeto, nome da empresa, escalas,
unidades em que são expressas as informações, número da folha (caso o projeto tenha
mais de uma folha), e outras informações necessárias para sua interpretação conforme
figura 2.3
Figura 2.3 – Exemplo de legenda

Acima da legenda é construído o quadro de especificações:


Peça: especificação de cada peça contido no desenho, caso o desenho for de uma única
peça, colocar 1, caso seja o desenho de uma montagem de peças, anotar o numero de cada
item em cada linha.
Denominação: nome da peça, exemplo Bucha, Pino, Placa.
Quantidade; número de peças a serem produzidas de cada item, exemplo 1,10,20 .
Material: material da peça do desenho, ex aço 1020, Aluminio. Ferrofundido.
Des: nome do desenhista, exemlpo Marcelo.
Data: a data que foi feito o desenho. Muito importante para rastreamento.
Empresa: nome da Empresa dona do desenho.
Código: todo desenho deve ter código para ser arquivado e rastreado.
Escala: A escala em que o desenho esta feito. Exemplo 1:1. Este assunto tratermos nas
próximas aulas.
Unidade. As unidades da peça que foi desenhada, que pode ser em milimetros ou
polegadas.
Titulo: nome do conjunto onde este item é montado.

Vamos assistir agora a videoaula1 Bloco 4, do professor Marcelo Staff

Bloco 5 – Dobramento de Cópia.

NBR 13142 - Dobramento de Cópia


A NBR 13142 (ABNT, 1999) fixa a forma de dobramento de todos os formatos “A” de
folhas desenho.
As cópias devem ser dobradas de modo a deixar visível a legenda (NBR 10582).
Esta dobragem facilita a fixação das folhas em pastas que serão arquivadas, sendo assim
as folhas são dobradas até que suas dimensões sejam as da folha A4 (Figuras 3).

Figura 3- Folha de desenho


Figura 3.1- Folha A3 Figura 3.2- Folha A3 dobrada

Figura 3.3- Folha A2


Figura 3.4- Folha A1
Figura3.5 folha A0
Sempre que dobrar as folhas de desenho, tera que ficar no formato da folha A4 coma
legenda a amostra.

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Bloco 6 – Caligarfia Técnica, Tipos de linha

O texto a seguir é bastante interessante e trata da NBR 8402 (ABNT, 1994) normaliza
as condições para a escrita usada em Desenhos Técnicos e documentos semelhantes.
Visa à uniformidade, a legibilidade e a adequação à microfilmagem e a outros processos
de reprodução.
“A habilidade no traçado das letras só é obtida pela prática contínua e com
perseverança. A maneira de segurar o lápis ou lapiseira é o primeiro requisito para o
traçado das letras. A pressão deve ser firme, mas não deve criar sulcos no papel.
Na execução das letras e algarismos podem ser usadas pautas traçadas levemente, com
lápis H bem apontado ou lapiseira 0,5mm com grafite H.

Estas pautas são constituídas de quatro linhas conforme Figura 4.1 As distâncias entre
estas linhas e entre as letras são apresentadas na Figura 4.1 Exemplos das letras
conforme figura 4.2

Figura 4.1- Linhas de Pautas


Figura 4.2- Caligrafia Técnica
Linhas

O tipo e espessura de linha indicam sua função no desenho.

- Exemplos de tipos de linhas


Contínua larga – arestas e contornos visíveis de peças, caracteres, indicação de
corte ou vista.

Contínua estreita – hachuras, cotas


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Contínua a mão livre estreita (ou contínua e “zig-zag”, estreita) – linha de ruptura

Tracejada larga – lados invisíveis


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Traço e ponto larga – planos de corte (extremidades e mudança de plano)

Traço e ponto estreita – eixos de simétrico

Traço e dois pontos estreita – peças adjacentes

O uso de cada tipo de linha será visto nos desenhos das próximas aulas.

Vamos assistir agora a videoaula1 Bloco 5, do professor Marcelo Staff

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