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É normal vomitar?

Nº 250 | Março 2018 | 3€ (Cont.)

Aniversário Não, não é!

Treino
Como ensinar um bom
chamamento
ComporTamenTo

Socorro,
o meu cão é um
ladrão!
DiCas
Como colocar o seu gato a
fazer exercício
VeTerinária

Envelhecimento aquários em Casa


ou hipotireoidismo? Vamos ter

ara n e r
Aprenda a distinguir

i m
de pagar

We
ao fisco?

Aristocracia em cinza

revacinar: Alternativas eficazes à vacinação Cão de Castro


GroominG: Escolher um champô pelo rótulo
entrevista: Clube Português Golden Retriever
Laboreiro
Animais educados e felizes?
Donos tranquilos?
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Nº 250
Março 2018
Nesta edição
04 Como ensinar 56 É normal o gato vomitar?
um bom chamamento Não, não é!

10 Notícias 60 Exercício físico no gato:


Realidade ou ficção?
12 Cão Juris: O Gangue dos Tubarões
à procura de Nemo 62 Saúde Animal Natural:
Existem alternativas eficazes
14 Socorro, o meu cão é um ladrão!
à vacinação?
22 Weimaraner
68 Passatempo
32 Cão de Castro Laboreiro
70 Clube dos Leitores
42 Entrevista:
72 Montra
Clube Português do Golden Retriever
14 74 Biblioteca
9ecfehjWc[dje

G
uantas vezes isto não acontece –

46 Como escolher um champô olhando


está a relaxar no sofá e vê o seu
cão a passar pela porta a toda a
velocidade; você acha isto suspeito, vai
ver, e encontra-o debaixo de uma cama
todo feliz a roer um chinelo. Ou põe o jan-
9WhbW9hkp tar a descongelar em cima da banca, vai
C[ijh[[cFheZk‚€e7d_cWb dar banho às crianças e quando chega,

para o rótulo? 76 Guia Comercial


nada de comida? Ou como uma vez me
aconteceu, tirei uma perna de peru do for-

IeYehhe"ec[kY€e
no e coloquei-a no lava-loiça para arrefe-
cer (afinal, os meus cães até não roubam
comida da banca, já mo tinham prova-
do várias vezes), fui atender o telefone e
quando voltei da conversa… o meu jantar

ƒkcbWZh€e
tinha ido à vida!
Se já passou por isso, parabéns, não está

52
sozinho! É uma situação bastante co-

Veterinária:
mum, sobretudo com cachorros, mas que

82 Em abril
pode ocorrer em qualquer fase da vida do
cão.
Vejamos quais as causas mais comuns EiY€[i[nfbehWceckdZeYecWXeYW
para os cães andarem a roubar objetos,
e algumas das coisas que se podem fazer [ƒdehcWb_h[cXkiYWhegk[eiWjhW_$
para o evitar.
J[ceiZ[[di_dWhgk[d[cjkZeƒWZ[gkWZe

Envelhecimento ou hipotireoidismo?
8h_dYWZ[_hW
Os cães exploram o mundo com o nariz
e a boca, e roer é uma atividade não só
necessária para a alimentação, mas tam-
bém algo que os faz sentirem-se bem,
logo é perfeitamente natural que procu-
rem algo que possam por na boca para se
KcWZWigk[_nWi ocuparem e divertirem.
cW_i\h[gk[dj[iZei Quando os cães não têm objetos (brin-
Zedeiƒgk[ei[k quedos) adequados à sua disposição, irão
procurar algo com que entreter. E o que
YecfWd^[_he[ij|
pode ser melhor que algo com o cheiro ao
YedijWdj[c[dj[W dono, como um chinelo ou uma meia?
hekXWh#b^[iYe_iWi"
i[`WceX`[jeiek D[Y[ii_ZWZ[
A disponibilização de brinquedos apro-
Yec_ZWZWc[iW$ priados é ainda mais relevante no período
Fehgk[i[h|gk[ de mudança da dentição, em que os ca-
_ijeeYehh[5 chorros procuram objetos para mordiscar
e aliviar-se, ajudando à queda dos dentes
de leite. Nesta fase eles roem bastante,
sendo fundamental que o possam fazer
em segurança.

7Xehh[Y_c[dje
Os cães são animais altamente inteli-
gentes que, em muitos casos, passam
23,5 horas sozinhos “a olhar para as pa-
redes”, completamente subestimulados.
Enquanto as pessoas têm o trabalho, os
amigos, as saídas, a TV, os cães só nos
têm a nós, e passam várias horas sozinhos
e sem atenção – muitas vezes mesmo
quando os donos estão em casa.
Logo, vão procurar formas de resolver
esse aborrecimento. Roer é um potente
antisstress, e liberta endorfinas, que fa- HW‚W @e€eIeWh[i"Yh_WZehYece7ÒneÆ9WiWZ[@kdeÇ

9
zem os cães sentir-se bem. Logo, um cão
aborrecido irá procurar algo em que pos- riado originalmente como cão de
sa desgastar as suas energias. E estando
caça, o Weimaraner, ou Braco de
Weimar, é extremamente ativo,
mas também um excelente cão de com-
panhia para donos que lhe podem pro-

Comida, sapatos, roupas… porcionar alguma disponibilidade – para


o estimular mentalmente e fisicamente
desde os primeiros dias.

Porque será que isto ocorre?


Possui uma beleza aristocrática, carac-
terística que apaixona todos. É elegante
e sofisticado, mas também ativo e brin-
calhão, resistente e rústico. Apegado aos
donos, a quem demonstra toda a sua
meiguice e amizade. Para ele, o dono (tu-
tor) é, acima de tudo, um companheiro!

Eh_][diZWhW‚W

©AFFP
Existem muitas teorias sobre a sua ori-

32
HW‚W gem, mas apenas se tem a certeza que
Hk_L_l[_hei"Yh_WZehYece7ÒneÆ9WcfeiZeB_iÇ

I
endo um apaixonado do Cão de o Weimaraner era criado no primeiro
Castro Laboreiro, tenho ao longo
de vários anos criado um número
significativo de cães, utilizando como re-
terço do século XIX na corte de Weimar,
onde se destacou pela sua versatilidade
E8hWYeZ[M[_cWhƒefh_c[_he
produtores exemplares de criadores da
região de Castro Laboreiro e de outros na caça e pelo seu caráter. Os nobres de Y€eZ[YW‚WYeceh_][cWb[c€Wi[h
Weimar usavam esta raça para caçar
h[Yed^[Y_ZeYecehW‚WdeWdeZ['./&
criadores espalhados pelo país.
É em resultado desse trabalho, dos
múltiplos cruzamentos efetuados e do uma grande variedade de animais de
conhecimento que os mesmos me têm
Caça Maior, devido às suas excecionais

9€e9Wijhe
proporcionado, que quero partilhar con-
vosco esta minha abordagem sobre a capacidades para seguir pistas, veloci- variedades, para manter na variedade de EM[_cWhWd[hdWYW‚W
raça do Cão de Castro Laboreiro.
dade, coragem e resistência. Além disso, pelo comprido o pelo mais longo e para Apesar de hoje em dia existirem muitos
Z[ >_ijŒh_WZWhW‚W
É uma das raças caninas mais antigas de
Portugal. É originária da região de Cas-
foi apurada uma pelagem cinzenta dis-
tintiva da raça.
proporcionar uma maior variedade ge-
nética na variedade de pelo curto.
exemplares a viver em meio citadino, o
Weimaraner continua a ser um cão de

BWXeh[_he
tro Laboreiro (a que deve o seu nome),
a qual pertence ao concelho de Melgaço
Os nobres controlavam de forma rígida caça e essas qualidades são inquestioná-
e distrito de Viana do Castelo. É uma re- a disponibilidade de cães e para garantir 7hW‚WWjkWb veis. Ele é versátil, tranquilo, valente e cheio
gião montanhosa e agreste que durante
muito tempo, em particular até meados o futuro da raça (o primeiro cão de caça Morfologicamente como em todas as de entusiasmo, com uma busca sistemá-

atal
do século passado, era de acesso bas- alemão com estalão definido) foi criado raças, o Weimaraner tem tido/sofrido tica e perseverante e com um bom olfato.
tante difícil. As fotografias que publica-
mos da região permitem visualizar as o German Weimaraner Club. O acesso algumas “transformações”, nomeada- Perspicaz e alerta, numa jornada de caça

KcWhW‚Wfehjk]k[iWZ[]kWhZW
suas características e a sua beleza.
ao Clube era restrito e eram poucas as mente, a nível de altura, peso e adapta- não descuida nenhuma parcela de terreno
Obviamente que a orografia da região, o
seu isolamento, e a vida difícil das suas
xkccWij_cZ[cedjWd^W[WikWfh_dY_fWb pessoas fora deste que tinham conhe- ção a diferentes condições – aquele cão, e é bom a trabalhar em terra ou na água.

[fhej[‚€eZ[h[XWd^ei \kd‚€eƒW]kWhZW[Wfhej[‚€eZ[h[XWd^ei

m gatos
populações, condicionaram em muito
aquilo que veio a ser a raça do Cão de cimentos sobre a raça (teriam que ter que era particularmente utilizado para O seu pelo curto, mas grosso e denso,
YedjhWeii[kifh[ZWZeh[idWjkhW_i

9€eZW
Castro Laboreiro. pelo menos ¾ de sangue nobre para ter a caça, apesar de não ter perdido o seu protege-o do frio e da humidade e torna-o
Os castrejos precisavam de um cão que
lhes garantisse a guarda e proteção deles dade da época em que foi elaborado e 40-50 kg. O macho do Cão de Castro La- um exemplar). Foi nesta fase que se de- foco de caçador, nos dias de hoje é igual- particularmente apto a caçar no meio
;ij[Whj_]eieXh[e9€eZ[9WijheBWXeh[_he as suas diferenças em relação ao atual boreiro poderia ter uma altura ao garrote
ƒkcWWXehZW][c[kcWh[Ó[n€ef[iieWb"
próprios e dos seus bens, nomeadamen-
te, do seu gado. A funcionalidade dos estalão da raça. máxima de 65 cm (60 cm mais 5 cm de
senvolveram lendas sobre um fantástico mente utilizado e apreciado como cão aquático.
gk[fheYkhWjhWdic_j_hWc_d^W[nf[h_…dY_W seus cães era, para eles, determinante e Neste estalão pode ser observada uma tolerância) e um peso de 30-40 Kg. A cão de caça cinzento. de guarda e de companhia. Após o tiro, cobra a peça, ou seja, vai
GkWdZeeWd_cWb
atal especial
até justificante da sua existência. sinopse comparativa, com os seus ca- diferença de tamanho entre um cão de
[dgkWdjeYh_WZehZWhW‚W[gk[[nfh[iiWWi racteres diferenciais, entre o Cão de Cas- ambas as raças era de apenas 5 cm (in- O seu tipo e temperamento foram refi-
c_d^Wief_d_[i[Yedl_Y‚[if[iieW_igk[iŒ

[hhWZW
<_nW‚€eZWhW‚W nados e durante a segunda metade do
]Wf[bWiZ‡l_ZWiZeZede
tro Laboreiro e o Cão da Serra da Estrela. cluindo as tolerâncias)

M[_cWhWd[h
Wc_cc[l_dYkbWc$D€eƒY[hjWc[dj[kcW O primeiro estalão oficial da raça foi ela- Como curiosidade, o macho do Cão da As diferenças das dimensões da cabeça
borado em 1935, pelo Prof. Dr. Manuel Serra da Estrela poderia ter uma altu- (comprimento do crânio, comprimento século XIX passou de cão de caça de ur-
WXehZW][c_dij_jkY_edWb"cWijWcXƒcd€eƒ ra ao garrote máxima de 70 cm (66 cm do chanfro e largura do crânio) eram li-
kcWWXehZW][cYedjhWd_d]kƒc$
Marques, o qual também tinha elabo-
rado o primeiro estalão da raça do Cão mais 4 cm de tolerância) e um peso de geiras (entre 1 a 2 cm, no máximo).
sos e veados, a um cão de caça ao pelo
da Serra da Estrela, cerca de dois anos e à pena.
antes.
Obviamente que já existiam cães de A partir do momento em que se iniciou
Castro Laboreiro muitos anos antes da o seu registo, começou a criação pura,

ijh[bW
elaboração do primeiro estalão. Natural-
mente que haveria alguma heterogenei- livre de cruzamentos com outras raças,
dade entre os cães existentes.
nomeadamente, com o Pointer. Por esta

KcY€eWh_ijeYh|j_Ye
O Prof. Dr. Manuel Marques teve o mérito
de formatar e tipificar a raça, tendo em razão, o Weimaraner é uma das raças
conta os exemplares que teve oportuni-
dade de ver e medir quando se deslocou alemãs de cães de parar mais antiga,
a Castro Laboreiro. Inevitavelmente, o criada com pureza há mais de 100 anos.
primeiro estalão da raça não deixou de
refletir a sua perspetiva pessoal sobre a
FW_n€eZ[[iYh_jeh[i"YW‚WZeh[i[Y_dŒÒbei^|l|h_Wi
raça.
:kWif[bW][di
A raça do Cão de Castro Laboreiro foi, e é,
o resultado da ação do homem ao longo ][hW‚[i"eÆ<WdjWicW9_dp[djeÇeXj[l[[ij[ Muito esporadicamente nas ninhadas
da sua história.
ik][ij_ledec[f[bWikW_cW][cWYW‚Wh"[cjediZ[ de Weimaraner de pelo curto apareciam
E[ijWb€eZ['/)+
Y_dpW"Z[fWjWZ_Wdj[_hWb[lWdjWZWdeYWcfeYeX[hje exemplares de pelo comprido, que não
Lendo o estalão de 1935 (pode ser con-
sultado no website de “Campos do Lis”) eram muito apreciados.
é possível compreender melhor a reali- f[bWXhkcW"[hWYecei[\eii[kc[if[Yjhe"kcW Atualmente, essa variedade de pelo
_bki€eŒj_YWgk[i[Z_bk‡WdWd[Xb_dW$ comprido é aceite e reconhecida a sua EÆ<WdjWicW9_dp[djeÇ
beleza, sendo, no entanto, interdito o eXj[l[[ij[ik][ij_le
dec[f[bWikW_cW][cW
cruzamento entre exemplares de pelo YW‚Wh"[cjediZ[Y_dpW"Z[

Uma das raças caninas mais antigas


curto e comprido. Excepto na Austrália fWjWZ_Wdj[_hWb[lWdjWZWde
YWcfeYeX[hjef[bWXhkcW$
onde é permitido o cruzamento das duas

'' 9€[i9ecfWd^_W
(( 9€[i9ecfWd^_W '(
()

de Portugal.
22 Saiba porque lhe chamam o “Fantasma Cinzento”.

52

Começa
a primavera
No mês de março os dias começam a ficar maiores
e mais quentes. Por isso, após alguns meses mais
“parados” pelo frio, surge a vontade de sair e passear
Não confunda esta doença com os com o nosso companheiro.
sinais de envelhecimento.
E ele agradece. Nada melhor que conhecer novos locais e amiguinhos de 4
patas. Aproveite e treine o seu chamamento, porque um cão com um bom
60
:_YW<[b_dW

9
om frequência falamos da im-

chamamento pode acompanhá-lo para quase todo o lado!


portância do exercício físico e dos
malefícios que a obesidade acar-
reta para a saúde do gato. Mas como
fazer com que os nossos gatos se “me-
xam” mais? Nesta primeira dica vamos
por os gatos a mexer. Estão prontos?
CWh_W@e€e:_d_iZW<edi[YW
LWcei}hkW
Este é o modo mais lógico de aumentar-
mos o exercício. Mesmo que não lhe seja

;n[hY‡Y_e
possível ir diariamente à rua com o seu
gato, tente ir pelo menos duas a três ve-
zes por semana.
Faça uma prospeção nas redondezas

Este mês escolhemos duas raças. O Weimaraner, criado originalmente como


e escolha um local resguardado. Tenha
sempre presente que para ensinar o seu

\‡i_Yede]Wje
gato a ir à rua deve realizá-lo de uma for-
ma gradual. Escolha um peitoral seguro
e confortável. Não desista se o primeiro
passeio correr mal.

atal
Se em vez de ter um gato feliz a passear

cão de caça é um excelente cão de companhia. E uma das raças mais antigas
confiante, tiver um gato colado ao chão,
lembre-se que a persistência faz mila-

H[Wb_ZWZ[ekÒY‚€e5
gres, ou seja, muita calma e pequenas
conquistas de cada vez. Faça deste tema
um desafio atrativo que cria um vínculo

gatos
entre si e o seu gato. Mas se vê que o gato
;ij[c…ih[]h[iieYecWhkXh_YWc[diWbZW:_YW<[b_dW não está a disfrutar, não force!

de Portugal, o Cão de Castro Laboreiro, uma raça de guarda e proteção de


fWhWZedeick_je]Wj[_hei$:[ceZeck_jeikY_djeZ[_neWb]kdi
;iYedZ[hWYec_ZW
C[icegk[d€eb^[i[`Wfeii‡l[b_h
Yedi[b^ei[c`[_jeZ[:_YWfWhWgk[b_Z[YWZWl[pc[b^ehYec
WifWhj_YkbWh_ZWZ[iZei[k\WiY_dWdj[\[b_de$
Calma, esconder a comida não é uma Z_Wh_Wc[dj[}hkWYecei[k]Wje"j[dj[_h
maldade. A comida deve estar sempre à
disposição do gato, mas de modo a que f[bec[deiZkWiWjh…il[p[ifehi[cWdW
ele a tenha que caçar. E como devemos

tal especial
faze-lo? Kcc_hWZekheWbje escolha um que se fixa ao teto, pois

rebanhos.
Existem comedouros interativos, pró- Uns degraus junto à janela, ou junto quando são muito altos têm tendência
prios para o efeito, mas pode optar por a qualquer poiso que o faça sentir-se para abanar e o gato não aprecia essa
esconder a comida de modo mais sim- numa “Torre de Vigia”, irão fazer com que sensação.
ples, colocando o comedouro mais alto o gato suba e desça várias vezes ao lon-
ou em locais diferentes da casa. O facto go do dia. 8h_dYWh"Xh_dYWh[Xh_dYWh
de terem que procurar a comida funcio- Vamos todos brincar com o gato, pais,
na como estímulo quer físico quer cog- CW_iWhhWd^WZeh[i avos e netos. Se vive sozinha/a com o
nitivo. f[bWYWiW seu companheiro felino então brinque
“Invente degraus” e coloque a Verticais e horizontais, de corda e por quatro! Também existem brinque-
comida no último degrau. Se de cartão, quantos mais melhor. dos interativos que funcionam “sozi-
a bricolage não é o seu forte, Se optar por um arranhador nhos”, e que assim estimulam o gato
umas caixas de cartão resis- tipo ginásio, que fazem as mesmo na ausência do tutor.
tente fazem o efeito. delícias de muitos gatos,
Ei[k]Wje]eijW

Nos artigos dedicados aos gatos respondemos à questão “É normal o gato


Z[X_iYe_jei5
Opte por biscoitos light e aproveite a
motivação para por o seu gato a “correr
para caçar”.
Já está cansado? Ótimo!
Agora vamos cansar os nossos felinos,
o que não é tarefa fácil!

vomitar?”. Não, não é! Sendo crucial investigar qual a causa dos vómitos o
;cWXh_b$$$
Volto para o mês que vem com mais
uma dica felina, desta vez a primeira
da trilogia de Dicas “Como? Porque?
Onde?”.
Até lá, bons momentos felinos!

quanto antes. Na dica mensal sugerimos formas de como os levar a fazer mais
Como fazer com que o seu gato exercício e ter um vida mais ativa.
se “mexa” mais? Até ao próximo mês!
Marta Manta
Foto da capa: casa de Juno ©aFFp

Cães&Companhia 3
Treino

Ana Camacho
Treinadora da It's All About Dogs
(www.itsallaboutdogs.net)
Fotos: Shutterstock

Como ensinar um bom

chamamento
Quando levamos o nosso cão a passear à praia ou a um jardim, uma das grandes
incertezas que temos é se o nosso cão vem ou não quando é chamado.
Claro que se nunca o ensinámos a responder a um chamamento,
a probabilidade de ele vir ter connosco é muito reduzida.

4 Cães&Companhia
4
H
á quem utilize truques para ele
voltar, há quem faça a marato-
na atrás do seu cão. Pode não
parecer, mas o chamamento é dos com-
portamentos mais fáceis de ensinar a
um cão. No entanto, há coisas que deve
saber antes de lhe soltar a trela. Neste
artigo vamos explicar-lhe como fazer
com que o seu cão tenha um excelente
chamamento.

“Bobby! Aqui!”
Pode-se dizer que um cão que responda
de forma excelente a um chamamento é
um cão sortudo. Será certamente aquele
que terá mais hipóteses de ser solto e de
correr sem trela. No entanto, há alertas
que devemos fazer mesmo com cães
que tenham um chamamento “TOP”.

Soltar a trela
Soltar a trela a um cão é um ato que pre uma trela, nem que seja trela com- ter consigo sempre que o chama. É aqui
deve ser feito em locais muito especí- prida com cerca de 10 a 20 m. Sempre que deve começar, em casa, aproveitan-
ficos – seguros e adequados. Por locais que for necessário, porque há algum cão do todas as oportunidades que encon-
seguros e adequados falamos em praias ou uma pessoa a passar, pode segurar a tra ao longo do seu dia para o ensinar a
que não tenham banhistas, ou fora da trela e puxá-lo até si de modo a que ele responder ao chamamento.
época balnear, campos e descampados, não tenha nenhum comportamento ina- O exercício da chamada deve ser inicia-
sem estradas em redor, uma quinta ve- propriado. do assim que o cão chega a casa! Não
dada, qualquer local que seja longe de deve esperar que ele tenha “x” meses e
perigos e com muito poucos estímulos. Onde e quando começar? mesmo que ele já tenha “n” anos pode e
Porque, claro, se houver muitas pesso- Como qualquer comportamento que deve aprender a vir ter consigo sempre
as, muitos cheiros, outros cães, outros pretende ensinar ao seu cão, o ensino que o chama.
animais, a probabilidade de o seu cão do chamamento deve começar por ser Enquanto cachorro a tendência natu-
responder ao chamamento reduz dras- feito em casa, num local que ele co- ral do cão é manter-se sempre perto
ticamente e pode trazer-lhe uma carga nhece e sem estímulos ou distrações. do tutor ou perto de alguém. Pouco
de trabalhos. Não existindo distrações é muito mais se afasta e sempre que é chamado vol-
fácil conseguir que ele olhe para si e vá ta com muita facilidade. Infelizmente, a
Os cães devem andar
sempre à trela
Lembre-se que por Lei os cães de- Por Lei os cães devem andar sempre à
vem andar sempre à trela quer por
uma questão de segurança quer por
trela quer por uma questão de segurança
convivência em sociedade. Por muito quer por convivência em sociedade
controlado e controlo que tenha sobre
o seu cão, há algo que não controlamos:
o ambiente e tudo em nosso redor. Se o
leva para o jardim e o solta, mesmo que
o consiga controlar com a chamada, há
sempre perigos à espreita.
Por exemplo, um estrondo enorme que
assuste o seu cão e ele comece a correr
apavorado. Um cão que apareça a correr
na direção dele e ele fuja assustado. Se
ele chega a uma estrada, pode ocorrer
um acidente e algo mais grave.
Lembre-se também que nos espaços
públicos, os nossos cães vão conviver
com outros cães e com pessoas que po-
dem não se sentir à vontade quando um
cão se chega ao pé delas. Vivendo em
sociedade, devemo-nos respeitar uns
aos outros.
Para locais com muitos estímulos (um
jardim dentro de uma cidade, por exem-
plo), aconselhamos-lhe a utilizar sem-

Cães&Companhia 5
De início pode utilizar
como palavra de
chamamento “Toma!”.
É infalível. Ele sabe que
ir ter consigo traz-lhe
de facto alguma coisa
melhor do que aquilo que
ele está a fazer.

maioria dos tutores ignora esta vontade


natural de o cachorro estar sempre per-
to de si e de responder rapidamente à
Quando chamamos o nosso cão temos
chamada. No entanto, este comporta- de utilizar uma palavra que vamos associar
mento é transitório nesta idade.
Entre os 4 e os 6 meses, mais ou me- ao comportamento de vir ter connosco
nos, os cachorros começam a explo-
rar os espaços e os cheiros em seu Com os nossos cães passa-se a mesma Chamar e reforçar
redor e deixam-se de se interessar coisa. Eles estão livres, podem correr à Quando chamamos o nosso cão te-
tanto em estar perto do tutor. Deve vontade, podem cheirar o que lhes ape- mos, obviamente, de utilizar uma pa-
por isso, este, aproveitar ao máximo tece, podem fazer qualquer coisa de lavra que vamos associar ao compor-
enquanto o seu cão ainda é cachorro e que gostam muito e que à trela não é tamento de vir ter connosco. Há quem
reforçar sempre que possível o compor- tão fácil ou permitido fazer. Sempre que escolha a palavra “Aqui”, ou “Anda cá!”.
tamento de ele estar perto de si e de ele os chamamos estamos a querer que Seja qual for, vamos ter de a associar ao
responder com facilidade à chamada. eles interrompam o que estão a fazer e comportamento pretendido.
Por isso se tiver um cachorro comece já que venham ter connosco. A primeira coisa que devemos sempre
a prepará-lo para fazer sprints sempre Consigo imaginar muitos tutores a pen- utilizar quando chamamos o nosso cão
que o chama e se tiver um cão adulto sarem naquele episódio em que…., ou
faça o mesmo. As regras são as mes- na chatice que é para o cão vir sempre
mas para ambos os casos e, com treino que o chama, ou daquela vez em que
consistente, vão-lhe proporcionar umas esperou 1 hora para que ele saísse de
boas caminhadas e correrias com o seu dentro do lago.
fiel companheiro. Imagine que tem consigo um bom bo-
cado de carne, ou aquela côdea de
Recompensas de alto valor queijo maravilhoso, ou o resto do chou-
Imagine que está a fazer algo que gos- riço que sobrou e já ninguém come…
ta muito, muito, muito e que alguém o Imagine que sempre que chama o seu
chama, fazendo com que tenha de in- cão ele sabe que tem algo maravilhoso
terromper o que está a fazer. Possivel- à sua espera, basta apenas ir a correr ter
mente vai dizer “Espera um pouco que consigo.
já vou!” ou, num caso mais extremo, faz Normalmente aconselho os tutores a
de conta que não ouve. guardarem os restos de comida que
No entanto se fosse para lhe entregar podem entregar aos seus cães como
algo que quisesse ainda mais que aquilo recompensa. Podem misturar tudo
que está a fazer (lembro-me de repente num saquinho ou caixinha e ter um con-
do jackpot do Euromilhões) deixaria de junto de recompensas de alto valor, to-
fazer o que estava a fazer para ir rece- das diferentes.
ber, muito contente, o que tanto quer. Se tiver recompensas “daquelas muito
A próxima vez que acontecesse um epi- boas e sempre diferentes ” para lhe ofe-
sódio semelhante, não pensaria duas recer por cada vez que ele vem ter con- Utilize uma trela longa
nos treinos e comece
vezes em deixar o que está a gostar de sigo quando o chama, vai ver a resposta por o chamar quando ele
fazer para ir ter com quem chama. Sabe dele a aumentar e a melhorar. Afinal, é ainda está a distâncias
curtas, 3 m por exemplo.
lá se não é o Euromilhões outra vez? esse o objetivo não é?

6 Cães&Companhia
6
é o seu nome. Já reparou como ele reage
sempre que diz o nome dele? Ou levanta
a cabeça, ou para de fazer o que está a
fazer, ou fica atento ao que vem a seguir.
Se ele estiver a cheirar alguma coisa
ou estiver longe entretido com algo,
se dissermos o nome dele estamos
a indicar-lhe que vamos dizer algo a
seguir que, se ele fizer, será para seu
benefício. Já nesse momento ele parou
o que estava a fazer. De seguida dizemos
a palavra escolhida: “Aqui!” Ele arranca
a correr na nossa direção. Quando ele
chega ao pé de nós, e o exercício só ter-
mina quando ele chega ao pé de nós,
devemos agarrar a coleira e só depois
lhe damos a recompensa.

Agarrar a coleira
e dar a recompensa
O agarrar a coleira antes de lhe entre-
gar a recompensa é muito importante.
Quantas vezes já lhe aconteceu entre-
gar o biscoito ao seu cão e quando o vai
apanhar para lhe meter a trela ele foge?
Ao agarrá-lo pela coleira antes de lhe
Pode guardar os restos de comida
entregar a comida, ele começa a perce- num saquinho ou caixa e usar como
ber que só depois de estar seguro é que
termina o comportamento, recebendo recompensas de alto valor, todas diferentes
a recompensa. Deve fazer isto sempre,
quer tenha a intenção de lhe colocar a palavra de chamamento (Aqui, Vem cá, muda de local de treino ou que introduz
trela ou não. Não é somente nos mo- ou outra) > Incentivá-lo a vir ter consigo, um novo estímulo, o exercício é diferente
mentos em que o vai realmente prender, mesmo vendo o cão a vir ter consigo > para o seu cão. Quer numa situação quer
porque ele começa a perceber o que lhe Agarrar a coleira quando ele chega junto noutra, deve fazer o exercício como se o
vai acontecer a seguir e perde-se uma a si > reforçar com recompensas de alto estivesse a ensinar de novo, começando
bela chamada. valor. Não é difícil, pois não? com distâncias curtas e aumentando-a
gradualmente. Verá, no entanto, que a
Então, como chamar? Um truque no início resposta do seu cão à chamada quer em
Assim, sempre que chamar o seu cão Há, no entanto, uma palavra que o pode locais novos, quer com estímulos novos,
deve fazer o seguinte: nome do cão > ajudar muito no início. É usual utilizar- terá uma aprendizagem mais rápida do
mos a palavra “Toma” quando queremos que teve no início.
dar algo que o nosso cão quer muito ou Enquanto o estiver a ensinar e a trei-
que gosta muito, como comida ou um nar utilize sempre uma trela comprida,
brinquedo. A palavra “Toma” já tem as- quer para segurança do seu cão quer
sim associada a entrega de algo que ele para evitar outro tipo de problemas.
gosta muito. Pode utilizar como palavra
de chamamento “Toma!”. É infalível. Ele Treinar rapidez
sabe que ir ter consigo traz-lhe de facto num chamamento
alguma coisa melhor do que aquilo que Há cães que respondem rapidamente a
ele está a fazer. um chamamento e correm a alta veloci-
dade na direção do seu tutor. Outros vão
Ensine-o de forma gradual a trote, um pouco indecisos no que real-
Como todos os exercícios que ensi- mente é pretendido.
namos ao nosso cão devemos fazê-lo Pode ensiná-los a ser mais rápidos na
de forma gradual. Não deve começar sua resposta se correr um pouco na di-
a ensiná-lo a responder à chamada co- reção contrária à do seu cão ou introdu-
meçando com uma distância de 50 m e zindo um outro cão que responda bem à
esperar um bom resultado. chamada nos vossos treinos.
Utilize uma trela longa nos treinos e co- No primeiro caso ele não entende por-
mece por o chamar quando ele ainda que corre em sentido contrário e come-
está a distâncias curtas, 3 m por exem- ça a correr na direção para onde vai. No
plo. Torne consistente o seu chama- segundo caso aproveitamos a tendên-
mento a essa distância com repetições cia natural que eles têm de seguir o gru-
e muito reforço, e vá aumentando a dis- po e, ao envolver recompensas, eles vão
tância de forma gradual. querer ser os primeiros a chegar para
Lembre-se também que, cada vez que comer tudo.

Cães&Companhia 7
Ensinar, brincando mada e não perceber quem é o próximo
Se o seu cão souber sentar e ficar, ou dei- a dar-lhe comida.
tar e ficar, coloque-o na posição de “fica”
e afaste-se. Esconda-se em alguma ou- No entanto há erros que não
tra divisão e chame por ele. Lembre-se podem cometer
que a chamada deve ser feita de forma Para ter um bom chamamento no seu
divertida e não deve desistir até ele che- cão deve ter muito cuidado com o se-
gar até si. Reforce com as recompensas guinte:
“surpresa” de alto valor. • Nunca deve punir o seu cão quando
Se o seu cão não souber ainda o com- ele vem. Chamar para lhe aplicar um
portamento fica, peça a alguém que o castigo vai apenas estragar o que lhe en-
ajude e que segure no seu cão enquanto sinou. Dessa forma ele não vai querer de
se esconde noutra divisão. Quando co- todo ir ter consigo. Se ele desapareceu e
meçar a chamar, a pessoa deve largar o demorou tempo a chegar, contenha-se
cão deixando-o correr à sua procura. e não o castigue. Volte a treinar a cha-
Outra brincadeira que pode ter com o mada de início e utilize a trela comprida
seu cão é atirar um bocadinho de comi- para que não volte a fugir.
da para o chão e depois chamá-lo e re- • Nunca o deve chamar para fazer algo
forçar o comportamento com uma mão que ele não gosta. Se lhe vai dar banho,
cheia de recompensas de alto valor. Ele cortar as unhas escová-lo, etc., e ele não
vai perceber que ir ter consigo é sempre gosta, não o chame. Tente segurá-lo sem
muito bom. Comece esta brincadeira utilizar a palavra de chamamento. Se o
atirando o bocadinho de comida para fizer, pode estragar o trabalho que já fez.
uma distância relativamente perto e vá Associar o chamamento a algo que ele
aumentando a mesma se vir que o seu não quer fazer vai tornar mais difícil ou
cão está a responder bem e de forma rá- impossível fazer com que ele venha ter
pida ao seu chamamento. consigo.
Se tiver mais colaboradores no treino, • Não chamar e não lhe entregar re-
aproveite-os para fazerem outro jogo compensas adequadas até ter uma
engraçado. Distribuam-se pelo espaço boa base no comportamento. Se dei-
da sala, por exemplo, e chamem o cão xar de reforçar com recompensas de alto
aleatoriamente. Quem o chamar, deve valor cedo demais, pode perder todo o
esticar a mão com uma boa dose de exercício. Lembre-se que está a pedir ao
recompensas de alto valor e reforçar o
comportamento. Façam o chamamento
de forma aleatória, ou seja, ora chama Há cães que respondem rapidamente
um ora chama outro, para que ele não
entenda quem é que o vai chamar a se- a um chamamento e correm a alta
guir. A ideia é ele responder a uma cha- velocidade na direção do seu tutor

8 Cães&Companhia
8
de vida do seu cão ou por muitos anos
que precise. Lembre-se que, quanto
mais treinado ele estiver, nos mais va-
riados locais, com o maior número de
estímulos diferentes, mais controlo terá
sobre o seu cão e mais passeios pode
fazer sem trela (em espaços seguros e
adequados).

As regras são estas


Agora que conhece as regras para ensi-
nar um bom chamamento ao seu cão,
comece já a treiná-lo. Aproveite todas
as oportunidades para fazer jogos di-
vertidos e ensiná-lo que vir ter consigo
traz-lhe coisas boas. Não o castigue ou
puna mesmo que ele não tenha respon-
dido à chamada. Tenha paciência e seja
consistente e tenha uma bolsa sempre
cheia de recompensas muito boas. Uti-
lize trela longa em espaços com muitos
estímulos e treine. Treine muito. Um cão
com um bom chamamento pode acom-
panhá-lo para quase todo o lado.
Bons treinos! n

seu cão que deixe de fazer algo que gos- Treine o seu cão a responder de forma
adequada e eficaz à chamada em sítios
ta muito para vir ter consigo e ele tem de variados, com estímulos variados.
ganhar um benefício com isso. Se lhe der Um cão com um bom chamamento pode
acompanhá-lo para quase todo o lado.
apenas festas ou grãos pode não ser su-
ficiente para conseguir uma boa base no que requer dos tutores
chamamento. uma maior dedicação
• Não o chame somente nos momen- quer a nível de empenho
tos em que é para ir embora. Enquanto quer a nível de tempo.
o seu cão está solto, ou com trela longa, Treine o seu cão a respon-
vá treinando ao longo de todo o passeio der de forma adequada e
o chamamento. Se apenas o chama para eficaz à chamada em sí-
lhe colocar a trela e terminar o passeio, a tios variados, com estímu-
probabilidade de ele responder de forma los variados. Vai precisar
eficaz quando chamado torna-se reduzi- de tempo e de o preparar
da. Ele não quer ir ter consigo se isso im- para ter um excelente cha-
plica ficar preso e terminar o que gosta. mamento em qualquer si-
tuação.
Treine o tempo É por isso que é dos exercícios que de-
que for necessário vemos reforçar continuamente por um
O chamamento é talvez o exercício longo período de tempo, até aos 3 anos

Cães&Companhia 9
Notícias
EasyJet cria parceria
com empresa
de pet sitting
Municípios da Terra Quente
A EasyJet anunciou uma parceria Transmontana lançam projeto
“Mascote Escolar”
com a empresa de pet sitting
TrustedHouseSitters, com o
objetivo de cuidar dos animais dos
passageiros enquanto estes viajam. Os municípios que constituem a Associação de
O serviço já está disponível em Municípios da Terra Quente Transmontana lançaram
Portugal. a 17 de janeiro a 1ª Fase do projeto “Mascote Escolar”
Cabras ajudam na que consiste na adoção de um canídeo ou felídeo
prevenção de incêndios pelos Agrupamentos de Escolas da Terra Quente
O Governo vai avançar este ano Transmontana, a que se seguirá uma ação de
com projetos-piloto de “cabras sensibilização da comunidade escolar.
sapadoras”, com rebanhos
Este projeto inovador, focado no território de Alfândega
dedicados à gestão de combustível
florestal na rede primária, anunciou
da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros,
o secretário de Estado das Florestas, Mirandela e Vila Flor tem entre os seus objetivos o
destacando o reforço na prevenção envolvimento e a sensibilização da comunidade escolar
de incêndios. As cabras sapadoras e da sociedade para com os animais de companhia.
recebem esta designação pelo facto Os canídeos adotados são selecionados ao nível de
de se irem alimentando do mato
comportamento e de estado de saúde (vacinados,
e deixarem tudo limpo, reduzindo
assim a carga de combustível
desparasitados e esterilizados) estando os cuidados médico-veterinários e a avaliação clínica
potenciadora de incêndios periódica a cargo da Associação de Municípios, e os cuidados com a alimentação, higiene e bem-
florestais. -estar das mascotes a cargo dos agrupamentos. A primeira mascote escolar, o “Ushi”, foi entregue
no dia 17 de janeiro ao agrupamento de escolas de Carrazeda de Ansiães e teve à sua espera uma
Comunidade cowork pequena multidão de crianças cheias de carinhos para lhe oferecer.
dog friendly
O IDEIAhub, com dois espaços de
cowork e escritórios em Lisboa,
localizados no Parque das Nações
e no Palácio Sotto Mayor (Marquês
de Pombal), é uma comunidade GNR registou mais de 920 crimes
contra animais em 2017
de empreendedores, que tem
a particularidade de ser dog
friendly, prática já implementada
por empresas como a Google e a A Guarda Nacional Republicana (GNR) potencialmente perigosos.
Amazon. registou 924 crimes contra animais no ano A GNR dispõe de uma linha de apoio
passado, a maioria por maus tratos, anunciou – a Linha SOS Ambiente e Território
Bombeiros de Valongo
resgatam cachorros aquela força militarizada. (808 200 520) – em funcionamento
No passado dia 30 de janeiro a Segundo a GNR, dos 924 crimes registados 24 horas por dia, através do qual foram
Equipa Cinotécnica dos Bombeiros no âmbito das ações de sensibilização e recebidas 3.942 denúncias referentes a
de Valongo foi acionada para fiscalização aos animais de companhia, animais de companhia. Segundo a legislação
efetuar mais um Resgate Animal. Os 588 foram por maus tratos e 336 por atual, quem tratar mal ou abandonar animais
dois cachorros caídos em uma caixa
abandono.Foram ainda aplicadas 4.784 domésticos passa a ficar privado do direito
de águas pluviais foram localizados
com recurso a uma câmara contraordenações relacionadas com o de ter animais num período que pode ir até
endoscópica, e resgatados usando controlo das regras de circulação na via 5 anos e de participar em Feiras, Exposições
comida e muita paciência. pública, a obrigatoriedade de vacinação, ou Concursos relacionados com animais
o registo e a identificação, sendo que durante 3 anos, incorrendo ainda numa pena
IBERZOO+PROPET 444 dizem respeito a cães perigosos ou de ano de prisão ou de multa até 120 dias.
A Feira Internacional para os
Profissionais do Animal de
Companhia decorre de 15 a 17 de
março na Feria de Madrid. A edição
anterior contou com 480 empresas
participantes, de 53 países, e 16.224 Funchal com campanha de
visitantes profissionais.
www.iberzoopropet.ifema.es vacinação e registo de animais
Congresso Nacional A Câmara Municipal do Funchal avançou com uma campanha de vacinação antirrábica e
de Zootecnia registo de animais domésticos sem qualquer custo para a população, informou a vereadora
A Associação Portuguesa de Idalina Perestrelo. “A campanha de vacinação que fizemos em 2017 possibilitou-nos registar
Engenharia Zootécnica (APEZ)
661 cães, o que significa que ainda há muito
organiza o XX Congresso de
Zootecnia – Zootec de 5 a 7 de abril, trabalho a fazer, daí que, a partir de 17 de fevereiro,
na Universidade de Trás-os-Montes vamos para o terreno com uma nova campanha
e Alto Douro, em Vila Real. de vacinação, registo e chip [dispositivo
www.apez.pt eletrónico introduzido nos animais], que irá
abranger todas as juntas de freguesia”,
Encontro de Formação explicou. “Com estas campanhas
da OMV
O 8º Encontro de Formação da iremos controlar mais uma parte
Ordem dos Médicos Veterinários irá da população de animais
decorrer nos dias 14 e 15 de abril, no do Funchal”, disse Idalina
Centro de Congressos de Lisboa. Perestrelo, lembrando que
Um evento de referência nacional
os censos realizados em 2017
organizado pelo Conselho Diretivo
da OMV e destinado a todos os
permitiram concluir que existem
médicos veterinários. cerca de 26 mil animais domésticos no
www.omv.pt concelho do Funchal.

10 Cães&Companhia
Campanha de adoção
em Vila Franca de Xira
O Município de Vila Franca de Xira lançou uma campanha por todo o
concelho visando a sensibilização da população para a adoção responsável
de animais de estimação.
O Centro de Recolha Oficial (CRO) do município tem à sua guarda “muitos
animais de companhia capturados na via pública”, proporcionando-lhes
“acolhimento, alimentação e tratamento médico-veterinário com vista à sua
posterior adoção”, explica a câmara em comunicado.
Sob o lema “Quero ser teu amigo – levas-me para tua casa?”, a Câmara
Municipal recorda o imenso valor afetivo associado à integração de um
animal de companhia no seio familiar, alertando por outro lado para a
importância da adoção responsável, que implica uma reflexão prévia de
todos os aspetos associados à decisão de acolher este novo elemento na
família. Pode conhecer os animais disponíveis para adoção visitando a Página
de Facebook do CRO de Vila Franca de Xira ou marcando uma visita no CRO.
Contactos: 263 299 527 ou cro@cm-vfxira.pt

Porto com novo


Centro de Recolha Oficial
A construção do Centro de Recolha adoção, e melhorias significativas ao
Oficial de Animais, que substituirá o nível das condições sanitárias. Com
velho canil do Porto, está adjudicada um bloco cirúrgico, que possibilitará
e irá iniciar-se no próximo trimestre. uma rápida e eficiente esterilização
Localizado em Azevedo de dos animais, sala de enfermagem
Campanhã (ocupando uma parcela independente para o tratamento
de terreno do Viveiro Municipal), e o acompanhamento clínico dos
será uma estrutura moderna e vai animais alojados, zonas de exercício
oferecer condições de excelência e de sociabilização, área de tosquia
para a recolha de canídeos e e higienização. O novo espaço mais
felídeos. A nova infraestrutura que duplicará as boxes atualmente
conta com uma separação física e existentes no atual canil (de 94
funcional entre serviços oficiais e de boxes para 220).

Em março
• Dia 3: 9ª E. C. Monográfica do Cão de Pastor Belga, 8ª E. C. Especializada
do Cão da Serra da Estrela e 2ª E. C. Especializada de Terriers, no Pavilhão
Multiusos do Fundão
• Dia 3 e 4: 9ª E. C. Nacional do Fundão, no Pavilhão Multiusos
• Dia 3 e 4: Prova de Agility, organizada por Bomcãocomportamento
• Dia 3 e 4: Taça de Portugal, organizada pelo CPC, em Águeda
• Dia 3 e 4: Prova de Mondioring, organizada por DogCamp – LxPets, em Famões
• Dia 17: 15ª E. C. Nacional das Caldas da Rainha, 11ª E. C. Especializada
do Cão de Companhia, 7ª E. C. Especializada de Galgos e 7ª E. C. Especializada
de Retrievers, na Expoeste
• Dia 17: 2ª prova do Campeonato Nacional de Obediência, organizada por
MasterDog, em Alenquer
• Dia 17 e 18: Prova de Agility, organizada por CC Alentejo
• Dia 18: 8ª E. C. Internacional das Caldas da Rainha e 4ª E. C. Especializada
de Spaniels, na Expoeste
• Dia 24 e 25: Prova de Mondioring, organizada por No Stress, em Sintra
• Dia 30 e 31: Prova de Agility, organizada por Caniclube

Mais informações
(data de inscrições, Juízes e horários)
no website do Clube Português
de Canicultura: www.cpc.pt Cães&Companhia 11
Cão Juris Soraia Quarenta
BQ Advogadas LawPartnership
(www.bqadvogadas.com)
Fotos: Shutterstock

O Gangue dos Tubarões


à procura de Nemo No passado dia 28 de dezembro foi publicada a Portaria
385-A/2017, que, no meio das festividades de fim de ano,
até poderia ter passado em branco, só que não…

E
a sua publicação deixou os mais aí, gerou-se a confusão. Mas então o Zonas de pesca lúdica
atentos algo alarmados, o que aca- Governo aproveitou a distração do povo Tal Decreto-Lei prevê, desde logo, a exis-
bou por originar vários rumores e com as festividades de fim-de-ano para tência de taxas a aplicar nos casos de con-
especulação sobre um tema nunca antes aprovar mais uma “taxinha” que “vai ao cessão de zonas de pesca lúdica, para o ex-
pensado: aquários domésticos! bolso” dos contribuintes? Nada disso… clusivo de pesca para realização de provas
Mas, afinal, até para ter um peixinho doura- Esta Portaria é uma necessidade decor- de pesca desportiva, para o licenciamento
do, temos de pagar ao fisco?! Vamos ver… rente do Decreto-Lei 221/2015, de 08/10, do exercício da pesca e a aquicultura e a
que prevê o regime jurídico aplicável ao detenção de espécies aquícolas em cati-
A famigerada Portaria ordenamento e gestão sustentável dos veiro com fins não comerciais.
Como já foi dito, o diploma em questão foi recursos aquícolas das águas interiores e Ora, a Portaria agora aprovada e já em vigor
publicado no passado dia 28 de dezem- define os princípios reguladores das ati- mais não é do que a concretização do que
bro, para vigorar a partir do primeiro dia do vidades da pesca e da aquicultura nes- o Decreto-Lei previu desde início, pelo que,
ano, ou seja, 1 de janeiro de 2018 e, logo sas águas. a tecer alguma crítica (ou não) a este novo

12 Cães&Companhia
diploma, seria que peca por tardio, face
ao desfasamento temporal relativamen-
te à Lei, ou seja, o Decreto-Lei que prevê a
criação das taxas é de 2015 e as mesmas
apenas são aplicadas em 2018.

Detenção de espécies
aquícolas em cativeiro
Porém, o problema que se colocou aqui foi
o facto de a Portaria falar em detenção de
espécies aquícolas em cativeiro com fins
não comerciais, bem como estabelecer,
no seu artigo 5º alínea b), um montante
de taxa anual de 50,00€ para autoriza-
ção da detenção de espécies aquícolas
em cativeiro com fins ornamentais.
É verdade que o legislador não foi feliz na
escolha das palavras, admitimos isso, po-
rém, o alarme despoletado também ex-
trapolou o que poderia ser entendido.

Uma interpretação incorreta A Portaria 385-A/2017 foi criada para


De facto, quando temos um qualquer di-
ploma legal, há que atentar ao mesmo
atividades de pesca e aquicultura, pesca lúdica
como um todo e não interpretá-lo de e desportiva e detenção de espécies aquícolas
uma forma fragmentada, pois que é isso
que dá azo a um entendimento, a mais
para fins não comerciais
das vezes, incorreto do que espelha a Lei
e, por conseguinte, causa a revolta coleti- direitos dos cidadãos, como sejam a re- Os Nemos estão a salvo!
va por algo que até não é bem assim. serva da intimidade da vida privada. Deste modo, os Nemos deste país fora
Foi exatamente isso que aconteceu com De facto, a não ser que a Autoridade Tri- continuam a salvo, pois que tal medida
a “pobre” Portaria. butária começasse a inspecionar todas não visa abarcar os aquários domés-
as casas deste país, como poderia saber ticos, pois que tal seria um verdadeiro
Perceber o panorama que determinado lar tinha ou não aquá- atentado à liberdade e autodetermina-
da Portaria rio? Seria um dever do contribuinte decla- ção de cada cidadão, o que ultrapassa
Efetivamente, apesar das escolhas “infe- rar tal facto? E como provar que o contri- uma linha que nenhum Estado dito de
lizes” do legislador em termos de voca- buinte prestou ou não falsas declarações, Direito Democrático se pode atrever a
bulário utilizado, há que ver o panorama sem ir à casa do mesmo? fazer, sob pena de “meter água” de uma
em que a Portaria foi criada: atividades de Se esta Portaria fosse mesmo de apli- forma bastante grave.
pesca e aquicultura, pesca lúdica e des- cação a aquários domésticos, então es- Portanto, caros leitores, relativamente
portiva e detenção de espécies aquícolas taríamos perante aquilo que os juristas a este diploma e aos aquários domés-
para fins não comerciais. gostam de chamar de “prova diabólica” ticos, o nosso conselho é que sejam
Ora, ainda que, in extremis, qualquer peixe relativamente ao apuramento da exis- como a Dory e esqueçam tudo o que
possa ser inserido na espécie aquícola, a tência ou não de aquários em casa. leram. n
verdade é que tal conceito é usualmente
utilizado para espécies de peixes de con-
sumo, criadas em ambientes “artificiais”
como sejam as aquiculturas.
Deste modo, a utilização, neste contex-
to, dificilmente estará a contemplar os
peixinhos vermelhos que existem nos
aquários caseiros deste país, mas antes
os robalos, douradas e salmões que se
encontram a ser criados para outros fins
que não o consumo, como sejam provas
de pesca desportiva ou lúdica.

Aquários domésticos
Até porque, se atentarmos bem, se tal
medida incluísse qualquer tipo de aquá-
rio doméstico, a sua aplicabilidade seria
extremamente difícil – para não dizer im-
possível – e violaria os mais elementares

Cães&Companhia 13
Comportamento

Carla Cruz
Mestre em Produção Animal
Fotos: Shutterstock

Socorro, o meu cão


é um ladrão!

Uma das queixas


mais frequentes dos
donos é que o seu
companheiro está
constantemente a
roubar-lhes coisas,
sejam objetos ou
comida da mesa.
Porque será que
isto ocorre?

14 Cães&Companhia
Q
uantas vezes isto não acontece –
está a relaxar no sofá e vê o seu
cão a passar pela porta a toda a
velocidade; você acha isto suspeito, vai
ver, e encontra-o debaixo de uma cama
todo feliz a roer um chinelo. Ou põe o jan-
tar a descongelar em cima da banca, vai
dar banho às crianças e quando chega,
nada de comida? Ou como uma vez me
aconteceu, tirei uma perna de peru do for-
no e coloquei-a no lava-loiça para arrefe-
cer (afinal, os meus cães até não roubam
comida da banca, já mo tinham prova-
do várias vezes), fui atender o telefone e
quando voltei da conversa… o meu jantar
Os cães são animais oportunistas, que
tinha ido à vida! aproveitam as ocasiões que se lhes
Se já passou por isso, parabéns, não está apresentam. Logo, a gestão do ambiente
– evitar que as ocasiões ocorram – é o
sozinho! É uma situação bastante co- primeiro passo para evitar os “ladrões”.
mum, sobretudo com cachorros, mas que
pode ocorrer em qualquer fase da vida do
cão.
Vejamos quais as causas mais comuns Os cães exploram o mundo com a boca
para os cães andarem a roubar objetos,
e algumas das coisas que se podem fazer e é normal irem buscar o que os atrai.
para o evitar.
Temos de ensinar que nem tudo é adequado
Brincadeira
Os cães exploram o mundo com o nariz
e a boca, e roer é uma atividade não só
necessária para a alimentação, mas tam-
bém algo que os faz sentirem-se bem,
logo é perfeitamente natural que procu-
rem algo que possam por na boca para se
ocuparem e divertirem.
Quando os cães não têm objetos (brin-
quedos) adequados à sua disposição, irão
procurar algo com que entreter. E o que
pode ser melhor que algo com o cheiro ao
dono, como um chinelo ou uma meia?

Necessidade
A disponibilização de brinquedos apro-
priados é ainda mais relevante no período
de mudança da dentição, em que os ca-
chorros procuram objetos para mordiscar
e aliviar-se, ajudando à queda dos dentes
de leite. Nesta fase eles roem bastante,
sendo fundamental que o possam fazer
em segurança.

Aborrecimento
Os cães são animais altamente inteli-
gentes que, em muitos casos, passam
23,5 horas sozinhos “a olhar para as pa-
redes”, completamente subestimulados.
Enquanto as pessoas têm o trabalho, os
amigos, as saídas, a TV, os cães só nos
têm a nós, e passam várias horas sozinhos
e sem atenção – muitas vezes mesmo
quando os donos estão em casa.
Logo, vão procurar formas de resolver Roer é uma necessidade
esse aborrecimento. Roer é um potente importante para os cachorros.
Não sabendo onde o podem fazer,
antisstress, e liberta endorfinas, que fa- o que pode ser melhor que um
zem os cães sentir-se bem. Logo, um cão sapato bem cheiroso do dono?

aborrecido irá procurar algo em que pos-


sa desgastar as suas energias. E estando

Cães&Companhia 15
Um cão aborrecido irá procurar
coisas com que se entreter. Daí que
por vezes os sofás “explodem”
e os sapatos que estão à mão (ou
melhor, à boca) são “redecorados”.

aborrecido, porque não fazer um dois-


-em-um e recorrer a algo com o cheiro do
seu adorado dono, que o cão bem preferia Os cães precisam de brinquedos, não
que estivesse a brincar com ele? distinguem um sapato velho de um novo,
É meu ou teu? por isso não lhes dê coisas suas para brincar
Lembra-se de um anúncio que havia há
uns anos mostrando como as crianças são também ambos brinquedos iguais. Chamada de atenção
não distinguiam, por exemplo, as embala- Os cães precisam de ter os seus próprios O que acontece quando o dono se aper-
gens de detergentes e os seus conteúdos brinquedos, feitos de materiais seguros e cebe que o seu cão foi buscar algo “erra-
de brinquedos e doces? duradouros, capazes de resistir à sua po- do”? Normalmente levanta-se e vai atrás
Aliás, nem é preciso pensar muito, com a derosa dentição. do cão, numa tentativa de lhe tirar o obje-
atual moda entre os jovens de comerem Não recorra a objetos pessoais ou de uso to da boca, salvando-o. Pelo menos é isso
cápsulas de detergente porque “são tão doméstico fora de prazo para entreter o o que o dono pensa.
coloridos que dão vontade de comer”. seu cão. Além de serem potencialmente Mas que é que o cão vê nesta situação?
Com os cães passa-se o mesmo – a me- perigosos, devido à sua constituição, ele “Olha, se eu for buscar um sapato/chine-
nos que sejam ensinados, os cães vêm não irá perceber porque alguns são permi- lo/comando/etc., o dono, que estava ali
algo que está no chão (ou na mesa), e não tidos e outros não – o que irá levar a que chato no sofá, só a olhar para aquele re-
sabem se é deles ou não. passem o tempo todo “às turras” um com tângulo com imagens, levanta-se e vem
Algumas pessoas ainda tornam essa dis- o outro por causa disso. jogar à apanhada comigo. Que divertido!”;
tinção mais difícil, dando aos cães um sa-
pato ou camisola velha para brincarem. Alguns cães aprendem a ir
Ora, para um cão não há qualquer distin- buscar objetos “impróprios”
como forma de chamar a
ção entre um sapato velho e roto ou um atenção do dono. Segue-se
sapato novinho em folha e que custou os normalmente um divertido
jogo da apanhada – pelo
olhos da cara. menos para o cão!
Em alguns casos, a própria indústria dos
brinquedos fomenta essa dificuldade de
distinção. Não há muito tempo estava
numa loja com produtos para animais,
e um dos brinquedos propostos tinha a
forma de um comando de TV/vídeo, tão
realista que à primeira vista até um adulto
se poderia enganar a olhar para ele. Como
espera que o cão saiba a diferença entre o
comando de brincar e o comando real?
Aliás, basta pensar que atualmente ocorre
precisamente o mesmo com as crianças e
os telemóveis. Quantos pais não dão um
telemóvel velho ao seu bebé para brincar,
mas depois se zangam quando ele vai
brincar (e estragar) o seu novo e caríssi-
mo smartphone? Na mente da criança,

16 Cães&Companhia
“Ok, ele no fim resmunga comigo, mas va-
leu a pena porque estivemos a brincar um
bocado. Estava aqui tão aborrecido!”
Não será difícil perceber que alguns cães
aprendem a ir buscar objetos “errados”
como forma de chamar a atenção do
dono para que ele interaja com ele. À laia
dos miúdos que se portam mal com os
pais “ausentes”, para que estes se aperce-
bam da sua presença – é que, apesar de
tudo, atenção negativa é melhor que ne-
nhuma atenção.

Com comida…
Cães que roubam comida… será mesmo
preciso falar disto? Os cães são animais
oportunistas a nível alimentar, tanto po-
dem caçar como ingerir qualquer coisa
Por vezes, nem é preciso muito para dar atenção
minimamente comestível que encontrem ao cão. Os intervalos da sua série preferida são
– como a esmagadora maioria dos donos perfeitos para brincar um pouco com ele.
O seu cão irá adorá-lo (ainda mais) por isso!
sabe demasiado bem quando está a pas-
sear os seus companheiros.
E o que pode ser melhor do que aquela co- gente cheiroso e colorido num sítio onde so aos objetos, naturalmente não os pode
mida tão mais saborosa que a deles, com o seu bebé pudesse chegar? Claro que roubar.
tantos temperos tão cheirosos? Nem que não, não é seguro, ele poderia ingerir um
seja preciso saltar para a cadeira, depois pouco e ficar doente ou pior. Ralhar não ensina nada
para a mesa e daí para cima da banca e Mas quantas pessoas pensam em fazer Claro que a gestão, só por si, não ensina
do frigorífico! A tentação é demasiado isso com o seu cão? Quantas não se limi- nada, apenas impede o acesso àquilo que
grande! tam a queixar-se que o seu cão faz deter- o cão quer. É o primeiro passo, e um dos
minada coisa, ou vai buscar determina- mais importantes, mas é necessário que o
Oportunidade dos objetos “incorretos” (sob o seu ponto dono investa algum tempo e esforço para
O que é que todas estas situações atrás de vista, não necessariamente o do cão) ensinar ao cão o que deve e o que não
descritas têm em comum? Independen- e nada fazem para mudar? deve fazer. E isso não passa por se limitar
temente do objeto roubado ou da sua O primeiro passo passa sempre por ges- a ralhar com o cão quando ele está com
motivação, em todas elas o cão teve…. tão do ambiente! Enquanto o animal é algo errado na boca e a ignorá-lo caso
Oportunidade! cachorro, e/ou enquanto não tem a cer- contrário. O ralhar não ensina nada! Ok,
Havia material “à boca de semear”, o cão teza que é seguro permitir-lhe o acesso até pode parar o comportamento nessa
teve (mais ou menos) fácil acesso a ele, a determinados itens, eles devem estar ocasião, mas não diz ao cão o que é um
logo pode executar o comportamento – e fora do alcance do cão. comportamento aceitável. Ralhar conde-
ser reforçado por ele (com a possibilida- E não é uma coisa muito difícil de fazer, na o dono a passar a vida inteira a ralhar,
de de roer, com a interação com o dono, passa por coisas tão simples como por e o cão passar a vida confuso e infeliz
com a barriga cheia). O que significa que a roupa suja no cesto certo (e tapado) por não perceber porque o punem por
ele aprendeu que o comportamento fun- em vez de a deixar espalhada, guardar os um comportamento tão natural, e vai-se
ciona, e irá tender a repeti-lo da próxima sapatos no armário em vez de os deixar “apagando” cada vez mais. Gostaria de
vez que puder. no chão, fechar a porta das divisões em estar numa relação em que passassem a
que o dono não está, guardar a comida vida a resmungar consigo?
Gestão, gestão, gestão! em recipientes fechados adequados e Em vez de ralhar, opte por ensinar ao cão o
Deixaria aquela embalagem de deter- fora do alcance… Se o cão não tem aces- que quer que ele faça.

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17
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Dê ao cão os seus Divida os brinquedos em diferentes lotes. espalhados, na esperança que o cão vá
brinquedos próprios Cada lote será deixado à disposição du- brincar sozinho.
Antes de mais, comece por arranjar uma rante uns dias, depois remove-se (para O verdadeiro gozo do brinquedo é a in-
série de brinquedos adequados para cão um sítio onde o cão não tenha acesso) teração, é o brincar a dois, as “disputas”
– e que ele goste! As preferências do dono e dá-se outro lote. Consegue-se assim pelo objeto, o ver quem o agarra primeiro
e do cão são muitas vezes diferentes. manter a novidade durante significativa- e quem vai caçar o outro, constantemente
Teste vários e veja as suas preferências – mente mais tempo. trocando quem tem o brinquedo e quem
bolas para correr e apanhar, brinquedos persegue. É, aliás, por isso que muitos
para roer, cordas para brincar ao tug com Brinque com o cão cães vão intencionalmente buscar obje-
o dono, etc. Lembre-se que, fora os brinquedos com tos “inapropriados” para forçar os donos a
Com brinquedos adequados e suficiente- comida, a esmagadora maioria dos brin- “brincar” com eles.
mente estimulantes, reduz-se a probabili- quedos estão concebidos para serem Por isso não se esqueça, reserve sempre
dade de o cão ir à procura de outros. utilizados em interação com o dono, não uma parte do seu dia (ou, melhor ainda,
Mas não deixe os brinquedos todos sem- são para serem deixados “ao abandono”, várias partes) para brincar com o seu cão,
pre à disposição, irão perder rapidamente
o interesse. Está a ver aquelas crianças
que têm uma quantidade infindável de A ocasião faz o ladrão. Por isso, o primeiro
brinquedos e que acabam por nunca ligar
a nenhum em particular, pois aborrecem-
passo é a gestão, guardando tudo o que é
-se rapidamente deles? O mesmo acon- inadequado fora do seu alcance
tece com os cães.

Os cães são animais oportunistas a nível


alimentar, tanto podem caçar como
ingerir qualquer coisa minimamente
comestível que encontrem.

18 Cães&Companhia
Os brinquedos mais fixes a
criar soluções para a limpeza
dentária

Yumz
• Altamente resistente
• Massaja a gengiva
• Possibilidade de
colocar comida

Os cães são exploradores natos.


Algo novo ou fora do sítio é uma ocasião
perfeita para ver se há algo que lhes seja
útil. Como o evitar? Arrume as coisas em
locais onde o cão não chegue.

seja ao tug, seja a correr atrás de bolas, artigo não é detalhar como o fazer, mas
etc. O importante é passarem algum tem- as formas mais eficazes envolvem a tro-
po em conjunto. ca por algo que o cão goste ainda mais
Que a “falta de tempo” não seja descul- – seja comida ou outro brinquedo.
pa, não precisa de passar uma hora de É um treino que leva a que o cão esco-
seguida. Uns minutos aqui, outros ali, são lha voluntariamente largar o que tem na
adequados – aproveite, por exemplo, os boca, por saber que algo ainda melhor vai
aborrecidos intervalos das suas séries ou acontecer – logo compensa abdicar des-
novelas preferidas para brincarem em se objeto. Um treino baseado em escolha
conjunto, e com os brinquedos adequa- e vontade de fazer é sempre mais eficaz
dos. O seu cão irá agradecer-lhe, a vossa que um ensino baseado em punição e
relação irá melhorar, a os seus objetos em “é melhor fazeres, senão…”; um cão
pessoais irão ficar cada vez mais a salvo. que escolhe fazer algo sente-se mais em
controlo da sua situação e irá esforçar-se
Ensine a largar a pedido cada vez mais por o fazer.
Naturalmente, há-que precaver a possi-
Não corra atrás
bilidade, apesar da gestão do ambiente
e dos brinquedos adequados, de o cão Obviamente, correr atrás de um cão que Flossy
agarrar em algo que não deve. Nessa al-
tura, o pior que se pode fazer é berrar com
foi buscar um objeto inadequado é con-
traproducente, apenas irá dar ao cão Grinz
o cão e obrigá-lo a dar o que tem na boca, aquilo que ele procurou naquele mo-
frequentemente abrindo-lhe forçosa- • Limpeza dos dentes
mento – o gozo da perseguição, um dos
• Limpeza da língua
mente a boca. jogos preferidos dos cães.
• Sonoro
Ao longo do tempo, as consequências Armado dos brinquedos preferidos do
tendem a ser desastrosas – os cães cão, e com o largar a pedido ensinado,
aprendem a engolir rapidamente o que o dono está agora preparado para fazer
têm antes que lho tirem, e/ou começam face à situação.
a proteger cada vez mais aquilo em que Em vez de berrar “Bobi, larga já isso!” e
agarraram, rosnando a avisar que “é dele” correr desalmadamente atrás do cão,
e, se ignorados, avançando para a mor- deixe-se ficar tranquilamente, pegue
dida, numa tentativa de reter a posse do num brinquedo que ele adora, chame
objeto. calmamente o cão, e vá jogando com o
Apesar da intenção do dono até ser a me- brinquedo até ao cão chegar (não se pre-
lhor – “tenho de lhe tirar aquilo que lhe faz ocupe em pensar que está a fazer figura
mal” – o que o cão vê é “lá vem aquele de parvo a brincar com um brinquedo de
tirar-me isto que é tão giro/tão saboroso! cão, ele não irá achar isso).
Bolas, chega!” Quando o Bobi chegar ao pé de si, peça-
É preferível ensinar o cão a largar a pedi- -lhe calmamente o “larga” (que já ensi-
do – algo que é ensinado antes de ser ne- nou antes) e, assim que ele o fizer, dê-lhe
cessário, e que devia fazer parte do treino de imediato o brinquedo que tem na mão
regular do cão, não algo apenas usado e brinquem os dois um bocado. Está as-
numa situação extrema. Existem vários sim a recompensar o largar, e está a dar
métodos para ensinar isto. ao cão o que ele precisa – mas nos seus
Por questões de espaço, o âmbito deste termos, não nos do cão.
Distribuidor exclusivo em Portugal,
Pets One, Lda. Para Cães&Companhia
mais informações:
19
info@petsone.pt
Estímulo físico e mental
Como foi dito, além da chamada de
atenção, a principal razão que leva os
cães a andar à procura de coisas para
por na boca, é o aborrecimento.
Ora, isso é fácil de resolver. Uma parte
passa por aumentar o nível de exercício
do cão, levá-lo a dar mais (e/ou maiores)
passeios, deixá-lo cheirar os odores por
onde passa, vê-lo coisas novas, etc. Os
passeios não têm apenas uma função
higiénica; o seu papel é principalmente o
de escape mental, o de sair do marasmo
das quatro paredes e deixar o cão ver e A comida é uma tentação
demasiado forte e mesmo
apreender as redondezas, sentir cheiros com treino os “acidentes”
e ouvir sons diferentes. são prováveis. Evite-os,
guardando a comida fora
O velho mote de “um cão cansado é um do seu alcance. Lembre-se
cão feliz” é parcialmente verdade, um que a ocasião faz o ladrão!

cão cansado não tem energia para andar


a “inventar”. Mas quanto mais em forma
o cão está, mais difícil é cansá-lo.
Assim, complementarmente, é funda-
mental estimular e cansar mentalmente
o cão. O trabalho mental desgasta gran-
demente (como todos nós sabemos,
após um árduo dia de trabalho ou de es-
cola). E o melhor é que nem precisamos Estimulação física e mental, atenção,
de reservar uma grande parte do dia para
cansar mentalmente o nosso cão, pode-
educação e brinquedos adequados são
mos fazer isso nos pequenos intervalos as bases para um cão bem-comportado
de 2/3 minutos que vamos arranjando
ao longo do dia, ou mesmo enquanto recompensar as escolhas, não o dizer ao passeio quando o cão escolher sentar-
estamos a fazer alguma outra coisa. cão para fazer algo – neste caso, estar- se à frente dela; o apenas recomeçar um
Um pouco de comida espalhada num se-ia a treinar obediência e controlo so- jogo de tug quando o cão escolher parar
snuffle mat, uns grãos de ração numa bre o cão, não o controlo próprio escolhi- de puxar no brinquedo depois do dono
caixa cheia de papéis engelhados ou es- do pelo cão. ter parado; etc.
condidos em toalhas enroladas, dentro Existem várias coisas que se pode fazer Isto é um ensino muito gradual e progres-
de uma garrafa, tudo isto são coisas que para isto. Por exemplo, ter um pedaço de sivo, não espere tudo de início. Mas as
fazem o cão pensar como há-de chegar comida na mão (primeiro fechada, mais consequências a prazo são um cão cada
à comida que quer, e andar a farejar, a tarde aberta) e apenas lha dar quando o vez mais calmo e tranquilo, pois começa
atividade preferida dos cães e que tam- cão escolher ignorá-la; ter a taça da co- a perceber que tem o “poder” de influen-
bém os cansa. mida na mão e apenas lha disponibilizar ciar a sua vida – “se eu fizer isto, se ficar
Curtas sessões de treino enquanto o jan- quando ele parar de saltar ou se sentar aqui sossegado, aquilo bom acontece” –
tar aquece ou no intervalo de um progra- no chão (consoante o que escolha como em vez de estar dependente das vonta-
ma de TV também põem o cão (e dono) critério); o apenas abrir a porta para o des de outros. E um cão mais tranquilo e
a pensar. Tudo isto, no total, contribui
para um cão mais cansado – e mais feliz,
Por muito eficaz que seja a
com melhor relação com o dono, e reduz educação quando o dono
a probabilidade dele andar à procura de está presente, na sua
ausência tudo é possível.
algo com que matar o aborrecimento. A gestão do ambiente é
fundamental. Se não tem a
certeza de como o seu cão
Ensine autocontrolo se vai portar, impeça o seu
acesso às coisas que ele
Não diretamente ligado com a questão pode “roubar”.
do roubar coisas, mas com incidências
significativas em toda a disposição do
cão, o autocontrolo é das coisas mais
importantes que se pode ensinar aos
cães. Já tem sido abordado nesta revis-
ta várias vezes incluindo o mês passado,
pelo que não me vou alargar muito sobre
isto.
Resumidamente, passa por ensinar gra-
dualmente ao cão que, se ele escolher
não fazer algo que quer no momento,
será recompensado com algo melhor. O
importante aqui é deixar o cão escolher,

20 Cães&Companhia
20
Ensinar o cão a ir para o seu so”, e vamos depois aumentando o nível
sítio a pedido é uma forma de dificuldade. Nesta fase é útil ter um
excelente de evitar que o
cão ande à sua volta quando segundo par de olhos a vigiar o cão en-
está a mexer em comida. quanto se cozinha, mas com um pouco
O cão fica tranquilo, é
recompensado por isso, e não de atenção – e lembrando de ir recom-
anda à procura de comida
para “roubar”.
pensando o cão por escolher ficar na
cama –, é perfeitamente possível fazer
este treino sozinho.

Nada é 100% seguro


É importante realçar algo crucial – não
há qualquer método 100% seguro, es-
pecialmente quando o dono não está
presente, e ainda mais em particular no
caso de comida, uma tentação demasia-
do grande para muitos cães.
Os métodos descritos são eficazes, e,
quando bem-ensinados e praticados,
funcionam bem no dia-a-dia quando o
dono está presente, mas na sua ausência
é comum não serem tão eficazes – pois
o cão tem a oportunidade de se auto-re-
compensar, o que pode inclusive por em
cheque o treino eficaz enquanto o dono
está em casa.

Reforme o seu pequeno “ladrão”, mesmo Se tem quaisquer dúvidas sobre se o seu
cão vai ser capaz de estar sossegado en-
que ele esteja já habituado a agarrar no que quanto tem o seu frango ou tofu na ban-
ca e vai fazer outra coisa, ou se pode dei-
quer quando quer, é sempre possível mudar xar a sua roupa ou sapatos espalhados
pelo quarto quando vai trabalhar, porquê
seguro de si tem menos necessidade de fortemente quando entra na cama. As arriscar?
andar a chamar a atenção ou de procu- recompensas param quando ele sai, e A gestão é o melhor método na ausência
rar formas de se auto-reconfortar quan- são abundantes enquanto ele lá está. do dono. Vede o acesso aos sítios onde
do está nervoso. Muito gradualmente, aumenta-se a du- há tentações para o cão, brinque e canse
ração do tempo que se pede para estar o seu cão (física e mentalmente) antes
Ficar no sítio na cama antes de se dar autorização de sair de casa, e deixe-o num espaço se-
No caso da comida, é útil ensinar o cão a para sair. (É muito importante ensinar guro com brinquedos com os quais ele se
saber ficar num sítio específico a pedido, ao cão uma palavra que signifique “ok, possa entreter em segurança, como um
em vez de andar aos saltos pela cozinha já podes sair daí”.) Quando se tem al- Kong recheado.
enquanto se está a cozinhar, e a ser re- guma duração no período em que o cão
compensado com isso com a oportuni- escolhe ficar no sítio, começamos muito Ladrão reformado
dade de apanhar qualquer pedaço que gradualmente a afastar-nos dele, sem- Como se vê, há variadíssimas soluções
caia para o chão. pre recompensando o cão por escolher para reformar os nossos ladrões de 4 pa-
Este tipo de educação começa, como ficar lá. tas. Passam simplesmente por prestar
sempre, por praticar num sítio tranquilo Quando nos conseguimos afastar cal- mais atenção aos nossos companhei-
e sem distrações (nomeadamente, sem mamente da cama, vamos recomeçar ros, estando mais alerta ao seu ponto de
comida por perto, fora as recompensas o treino do início (porque os cães não vista e às suas necessidades e, quando
do cão). De forma muito resumida, co- generalizam bem, o saber fazer num sí- necessário, ensinando comportamentos
meça-se por se encorajar o cão a ir para tio não quer dizer que saiba fazer bem alternativos.
um sítio específico e visualmente bem noutro), mas com a cama num canto Naturalmente, estes métodos requerem
delimitado, como a sua cama. O fato tranquilo da cozinha, sem haver comida empenho e paciência por parte do dono,
de ser um sítio claramente identificável por perto, fora as recompensas. os resultados não são imediatos, mas o
ajuda o cão a perceber de onde não deve Quando este comportamento estiver impacto a nível da relação e cumplicida-
sair. Começa-se por se encorajar o cão a bem firme, recomeçamos o treino en- de são inquestionáveis. Portanto… mãos
escolher ir para lá, recompensando-o quanto se cozinha algo “pouco apetito- à obra! n

Cães&Companhia 21
Raça João Soares, criador com o Afixo “Casa de Juno”

Weimaraner
Um cão aristocrático
Paixão de escritores, caçadores e cinófilos há várias
gerações, o “Fantasma Cinzento” obteve este
sugestivo nome pela sua imagem a caçar, em tons de
cinza, de pata dianteira levantada no campo coberto
pela bruma, era como se fosse um espectro, uma
ilusão ótica que se diluía na neblina.

22 Cães&Companhia
22
C
riado originalmente como cão de
caça, o Weimaraner, ou Braco de
Weimar, é extremamente ativo,
mas também um excelente cão de com-
panhia para donos que lhe podem pro-
porcionar alguma disponibilidade – para
o estimular mentalmente e fisicamente
desde os primeiros dias.
Possui uma beleza aristocrática, carac-
terística que apaixona todos. É elegante
e sofisticado, mas também ativo e brin-
calhão, resistente e rústico. Apegado aos
donos, a quem demonstra toda a sua
meiguice e amizade. Para ele, o dono (tu-
tor) é, acima de tudo, um companheiro!

Origens da raça
©AFFP

Existem muitas teorias sobre a sua ori-


gem, mas apenas se tem a certeza que
o Weimaraner era criado no primeiro
terço do século XIX na corte de Weimar,
onde se destacou pela sua versatilidade
O Braco de Weimar é o primeiro
na caça e pelo seu caráter. Os nobres de cão de caça com origem alemã a ser
Weimar usavam esta raça para caçar
uma grande variedade de animais de reconhecido como raça no ano de 1890
Caça Maior, devido às suas excecionais
capacidades para seguir pistas, veloci- variedades, para manter na variedade de O Weimaraner na caça
dade, coragem e resistência. Além disso, pelo comprido o pelo mais longo e para Apesar de hoje em dia existirem muitos
foi apurada uma pelagem cinzenta dis- proporcionar uma maior variedade ge- exemplares a viver em meio citadino, o
tintiva da raça. nética na variedade de pelo curto. Weimaraner continua a ser um cão de
Os nobres controlavam de forma rígida caça e essas qualidades são inquestioná-
a disponibilidade de cães e para garantir A raça atual veis. Ele é versátil, tranquilo, valente e cheio
o futuro da raça (o primeiro cão de caça Morfologicamente como em todas as de entusiasmo, com uma busca sistemá-
alemão com estalão definido) foi criado raças, o Weimaraner tem tido/sofrido tica e perseverante e com um bom olfato.
o German Weimaraner Club. O acesso algumas “transformações”, nomeada- Perspicaz e alerta, numa jornada de caça
ao Clube era restrito e eram poucas as mente, a nível de altura, peso e adapta- não descuida nenhuma parcela de terreno
pessoas fora deste que tinham conhe- ção a diferentes condições – aquele cão, e é bom a trabalhar em terra ou na água.
cimentos sobre a raça (teriam que ter que era particularmente utilizado para O seu pelo curto, mas grosso e denso,
pelo menos ¾ de sangue nobre para ter a caça, apesar de não ter perdido o seu protege-o do frio e da humidade e torna-o
um exemplar). Foi nesta fase que se de- foco de caçador, nos dias de hoje é igual- particularmente apto a caçar no meio
senvolveram lendas sobre um fantástico mente utilizado e apreciado como cão aquático.
cão de caça cinzento. de guarda e de companhia. Após o tiro, cobra a peça, ou seja, vai
O seu tipo e temperamento foram refi-
nados e durante a segunda metade do
século XIX passou de cão de caça de ur-
sos e veados, a um cão de caça ao pelo
e à pena.
A partir do momento em que se iniciou
o seu registo, começou a criação pura,
livre de cruzamentos com outras raças,
nomeadamente, com o Pointer. Por esta
razão, o Weimaraner é uma das raças
alemãs de cães de parar mais antiga,
criada com pureza há mais de 100 anos.

Duas pelagens
Muito esporadicamente nas ninhadas
de Weimaraner de pelo curto apareciam
exemplares de pelo comprido, que não
eram muito apreciados.
Atualmente, essa variedade de pelo
comprido é aceite e reconhecida a sua O “Fantasma Cinzento”
beleza, sendo, no entanto, interdito o obteve este sugestivo
nome pela sua imagem a
cruzamento entre exemplares de pelo caçar, em tons de cinza, de
curto e comprido. Excepto na Austrália pata dianteira levantada no
campo coberto pela bruma.
onde é permitido o cruzamento das duas

Cães&Companhia 23
23
buscá-la e entrega-a ao dono, sem a da-
nificar. Além de ser um cão de parar pode
ser utilizado na busca de Caça Maior feri-
da e a seguir pistas.
Para ilustrar a sua versatilidade, há quem
diga que o Weimaraner é um cão de caça
“aprendiz de tudo, mas mestre de nada”,
ou seja, ele busca, mostra e cobra as pe-
ças para o seu dono.

A raça em Portugal
Sabe-se que existem exemplares des-
de os anos 60, tendo sido identificados
“criadores” a partir dos anos 90 – razão
pela qual a raça ficou a ser mais conhe-
cida. Foi nessa altura que se verificou um
acréscimo do número de exemplares re-
gistados no LOP, uma tendência de cres-
cimento que se tem mantido.
O Weimaraner criado em Portugal, que
até hoje foi mais enaltecido, deixando por
isso uma imagem da raça a nível mun-
dial, é o exemplar “Casa de Juno Amazing
Grace” (Gracie) – duas vezes Campeã do
Mundo; duas vezes Campeã da Europa;
Melhor Cão de todas as Raças em Por-
tugal em 2008 e 2009; obteve 21 Best In
Show; e representou Portugal duas vezes
no evento “Eukanuba World Challenge”,
para o qual são convidados o melhor cão
de cada país.
Esta é, até hoje, o melhor Weimaraner
©AFFP

criado na Europa (Beleza), tendo vários


descendentes que têm vindo a dar pro-
vas, não só em atividades de trabalho
como em Exposições de beleza, por esse
A sua pelagem pode ser de cor cinzento- mundo fora.
-prateado, cinzento-corço, cinzento-rato A raça no estrangeiro
e todas as tonalidades intermédias Depois da II Guerra Mundial, foi proibida a
caça e a posse de armas de fogo na Ale-
manha. Por isso, houve um boom de ex-
portação para outras partes do mundo,
principalmente para os Estados Unidos,
onde se tornou muito popular nos anos
50 do século passado. Já no Brasil, foi en-
tre a década 70 e 80 que a raça passou a
ser amplamente divulgada e apreciada.
Na Europa desde o final dos anos 80 (séc.
XX) e um pouco por todo o mundo, nos
dias de hoje, o Weimaraner é já conside-
rado um cão da “moda”, sendo utilizado
em situações tão diversas como cinema,
anúncios publicitários ou videoclips.

Aparência geral
Em relação à sua aparência geral, este
é um cão de caça de tamanho médio a
grande, adequado a diferentes tipos de
trabalho. É robusto, harmonioso e de
musculatura forte, sendo que as diferen-
ças entre o macho e a fêmea devem es-
tar claramente marcadas.
A sua altura medida ao garrote, nos ma-
chos, varia entre 59 a 70 cm (sendo a al-
tura ideal de 62 a 67 cm), com 30 a 40 kg

24 Cães&Companhia
24
de peso. No caso das fêmeas, a sua altura
ao garrote varia entre 57 a 65 cm (sendo a
ideal de 59 a 63 cm), 25 a 35 kg de peso.
Em adulto, os seus olhos são cor de âm-
bar, de escuro a claro, com uma expres-
são inteligente. Em cachorro, os olhos são
azuis até a altura em que mudam a den-
tição de leite para a definitiva. Têm um
formato redondo, apenas inclinados, com
pálpebras bem aderentes.
As suas orelhas são lobulares, largas e
bastante compridas, chegando à comis-
sura dos lábios, e quando está atento
vira-as ligeiramente para a frente.

Cauda inteira vs. cortada


A inserção da cauda é um pouco abaixo
da linha dorsal, se comparada com ou-
tras raças. A cauda é forte e bem cober-
ta de pelo, pendurada quando está em
repouso. Quando está atento e durante
o trabalho, a cauda fica em posição hori-
zontal ou um pouco mais elevada.
O corte de cauda é permitido pela Lei ale-
mã e no estalão da Federação Cinológica
Internacional (FCI) para cães que prati-
quem caça, porém, noutros países pode-
rá não ser. É usual nos exemplares usados
em práticas cinegéticas, pois quando de-
sempenham as suas funções no terreno,
procurando as peças entre as ervas, o
mato e as silvas, evita que a cauda fique
presa e se fira.
A amputação da cauda é feita com o
objetivo de aumentar o seu bem-estar.
Em Portugal pode ser amputada e é de-
sejável, no sentido desse mesmo bem- Embora seja um cão de caça, o Weimaraner
-estar, já que no Weimaraner de pelo cur-
to, a falta de proteção leva a que muitas está muito orientado para as pessoas
vezes haja acidentes difíceis de serem
sarados.
e necessita da sua atenção e afeto

Para melhorar a
convivência familiar,
o dono poderá ser um
amante de caminhadas
na natureza ou citadinas,
já que terá nesta raça um
perfeito companheiro.

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25
No Braco de Weimar
de pelo comprido, o pelo
é suave e comprido, com
ou sem subpelo, liso ou
ligeiramente ondulado.
SafiSoul©unleaShed

Elegância em tons de cinza


A sua pelagem pode ser de cor cinzen-
to-prateado, cinzento-corço, cinzento-
Os Weimaraner de pelo comprido
-rato e todas as tonalidades intermé- não são tão comuns e são ligeiramente
dias. Geralmente a cabeça e as orelhas
são mais claras. diferentes no temperamento
Admite-se uma marca branca muito
pequena no peito. Ocasionalmente, Weimaraner do em ninhadas em que ambos os pais
observa-se uma linha escura mais ou de pelo comprido são de pelo curto. Mas se cruzarmos dois
menos marcada no dorso (“linha de en- Bonitos e muito elegantes, os exemplares exemplares de pelo comprido, a ninhada
guia”). Weimaraner de pelo comprido não são resultante terá a pelagem como a dos
Cães com marcas vermelho-amarela- tão comuns. A nível de morfologia são seus progenitores, podendo raramente
das definidas apenas podem obter a semelhantes, mas ligeiramente diferen- surgir cachorros de pelo curto.
classificação de “Bom”. As marcas ver- tes no temperamento. O gene para o pelo Na maioria dos países é estritamen-
melhas ou cor de fogo são consideradas comprido é recessivo e o de pelo curto te proibido cruzar exemplares de pelo
falta grave. dominante. Por esse motivo, por vezes, curto com outros de pelo comprido. No
podem surgir cachorros de pelo compri- entanto, em alguns países é permitido
Duas variedades de pelagem
O Braco de Weimar apresenta duas va-
riedades de pelagem, a de pelo curto e a
de pelo comprido.
• Variedade de pelo curto: O pelo é
curto, ainda que mais longo e denso do
que a maioria das raças do mesmo tipo,
é forte, denso e bem aderente ao corpo.
Sem ou com muito pouco subpelo.
• Variedade de pelo comprido: O pelo
é suave e comprido, com ou sem subpe-
lo, liso ou ligeiramente ondulado. Pelo
comprido na inserção da orelha. Na
ponta das orelhas é permitido um pelo
aveludado. Nos flancos o pelo atinge
3 a 5 cm. Na parte inferior do pescoço,
antepeito e abdómen, geralmente, é um
SafiSoul©unleaShed

pouco mais comprido. Cauda com uma


boa franja de pelo. A zona entre os de-
dos está coberta de pelo. Sobre a cabe-
ça o pelo é mais curto.

26 Cães&Companhia
26
o seu cruzamento que é efetuado com
o objetivo de aumentar a qualidade e a
densidade do pelo comprido e melhora-
-los morfologicamente.

Temperamento
O Braco de Weimar é “amigável”, versátil,
ativo e apaixonado pelo campo. Embora
seja um cão de caça, esta raça está muito
orientada para as pessoas e necessita da
sua atenção e afeto. É um cão para viver
em família e não isolado no exterior ou
num canil. Extremamente leal para com
a sua família, pode mostrar-se protetor
com os seus donos e propriedade.
Muito enérgico, deve ter oportunidade de
demonstrar e expandir essa sua energia, Na vida em família o
Weimaraner tem um
caso contrário, pode transformar-se num temperamento meigo e
destruidor. submisso, o que faz dele
um bom companheiro.
Curioso, inteligente e ávido por aprender,
é um bom aluno, mas teimoso, o dono
deve ter isso em atenção. Está sempre
preparado para trabalhar e para que o
elogiem pelo que faz bem. Como tal, é
um maravilhoso cão de trabalho, de Ex-
posição ou de companhia, sempre que
se tenha em conta o seu temperamento
e instinto, e que o seu treino seja orienta-
do de forma adequada.
Com treino e exercício, pode participar em
diversas competições caninas e superar
as mais rigorosas provas, seja no campo,
Obediência ou Agilty, por exemplo.

Com as crianças
Na vida em família o Weimaraner tem
um temperamento meigo e submisso,
o que faz dele um bom companheiro.
Integra-se bem e entende-se às mil ma-
ravilhas com as crianças. As fêmeas acei-
tam muito bem a companhia dos peque-
nos, protegendo-os e tornando-se suas Um cachorro de 6 meses
não precisará de mais
companheiras de brincadeira. Claro que, de 30 minutos de exercício
diário, além do estímulo
como qualquer cão, não deve ser deixado mental, claro!
com as crianças sem a supervisão de um
adulto.
©AFFP

Com os estranhos
Enquanto passeia com o dono é normal
ser abordado por estranhos, devido à sua
beleza e elegância. Quando isso acon-
tece, é sociável, mas reservado, não dá
muita atenção às festas dos estranhos,
mantendo-se atento ao seu dono.
Dentro do seu território tem uma atitude
diferente, de guardião, ladrando e dando
o alerta na presença de estranhos.

Os animais da casa
O Weimaraner deve ser ensinado a res-
peitar os restantes animais!
Esta raça foi desenvolvida como cão de
caça, e alguns exemplares têm um ins-
tinto muito marcado em relação às aves
e pequenos mamíferos, como ratos, cães
pequenos e gatos, por exemplo. Por isso,

Cães&Companhia 27
O que definitivamente mais
encanta as pessoas que se
cruzam com eles na rua, é a
pelagem, que ao toque faz
lembrar o veludo.
©AFFP

é normal oferecerem como prendas aos Comentários Idealmente, a 1ª cruza não deve acontecer
seus donos, pássaros e ratinhos, por Apesar de ser cada vez mais comum o antes da maturidade sexual, já que trará
exemplo. Deve ser ensinado a respeitar público em geral reconhecer um Weima- implicações não só ao nível da qualidade
os outros animais, mas devemos man- raner, ainda se verifica alguma confusão do sémen, como da estabilidade emocio-
ter-nos atentos. com raças como o Braco Alemão ou o Do- nal da futura mãe – e consequentemente
gue Alemão. no temperamento dos cachorros.
O dono “ideal” A confusão intensifica-se no momento A criação de cães, independentemente da
O dono deve ter alguma experiência para em que há uma tentativa de soletrar o raça, implica muito conhecimento, estudo
saber lidar com a personalidade forte e a nome da raça – pelo que, denominar de e dedicação. Por isso, quando se fala em
teimosia de um Weimaraner. Braco de Weimar passa por ser a solução reprodução, há que pensar antes de mais
Para melhorar a convivência familiar, o mais simples. nada, se o cão/cadela tem as condições
dono poderá ser um amante de cami- Pelo seu porte elegante, é comum ouvir para o fazer, avaliando as questões mor-
nhadas na natureza ou citadinas, já que elogios como imponente, majestoso e fológicas, de temperamento, de aptidão
terá nesta raça um companheiro perfeito. aristocrático, mas o que definitivamente (no caso de exemplares para caça), como
Por outro lado, pode optar por atividades mais encanta as pessoas que se cruzam o iremos fazer e porquê. Por esta mesma
como treinos de Obediência, Agility ou com eles na rua, é a pelagem, que ao to- razão, pode haver necessidade de pon-
Flyball. que faz lembrar o veludo. derar a forma como se vai realizar a cruza
Todas estas atividades permitirão que – de forma natural ou através de insemi-
ambos passem momentos divertidos Maturidade e reprodução nação artificial.
em conjunto e que o Weimaraner gaste De uma forma geral, o Weimaraner atin- As Exposições Caninas e Provas de TAN
as suas energias. Acima de tudo, é impor- ge a maturidade sexual entre os 18 meses são os locais onde podem ser avaliados,
tante que o cão se sinta parte integrante (machos) e os 24 meses (fêmeas), ape- os aspetos morfológicos e de tempera-
da família, participando em algumas das sar do 1º cio das fêmeas se dar bem antes mento, bem como questões de aptidão
suas atividades lúdicas. – entre os 10 e os 12 meses. para a caça. Depois de considerados ap-

28 Cães&Companhia
28
tos nestes aspetos (de acordo com o pro-
pósito que se pretende), há que fazer os
testes básicos como o grau de displasia de
anca e cotovelo, bem como despistes de
problemas cardíacos e visuais.
A par destes cuidados, é essencial ter em
consideração toda a informação sobre os
ascendentes, temperamento, morfologia,
problemas físicos, etc.

Escolha do cachorro
Antes de mais, procure um criador reputa-
do, de trabalho reconhecido, que dê garan-
tias de que os cachorros são bons a nível de
morfologia e de temperamento.
O criador deve saber informá-lo sobre a
raça, as suas necessidades e perceber se
se adequa ao estilo de vida da família onde
vai ser enquadrado. Na visita ao criador,
este deve dar-lhe informações sobre os
progenitores da ninhada, se estes têm os
despistes feitos, e deve permitir que veja o
ambiente onde os cachorros nasceram e
estão a crescer e a desenvolver-se.
Um “Criador” estará sempre disponível
para o “aconselhar” durante toda a vida
do seu Weimaraner.

Olhar de safiras
Os cachorros Weimaraner nascem com os
olhos de cor azul safira e estes começam a
mudar de cor depois de deixarem de ma-
mar, a transição para a cor âmbar é ou será
total depois da transição da dentição defi-
nitiva. Em adulto, os seus olhos são cor de
âmbar, variando de escuro a claro (conso-
ante a tonalidade do pelo cinza).

Educação do cachorro
Ao chegar à sua nova casa, o cachorro deve

Cães&Companhia 29
29
Sabia que...
• O Braco de Weimar também é chamado
de “The Grey Ghost”, “O Fantasma
Cinzento”, porque a sua cor permite que
“desapareça” no nevoeiro ou nas sombras
do anoitecer, silenciosamente.
• O Presidente dos EUA, Eisenhower tinha
um Weimaraner, que foi o segundo cão a
entrar na Casa Branca.
• O Weimaraner deve ser tratado com
Firmeza e Gentileza, “com punho de aço
em luva de cetim”.
• Os Weimaraners são famosos por serem
autores de grandes escapadelas, já que
são capazes de aprender facilmente
como abrir trincos e maçanetas.
• O famoso fotógrafo americano Willian
Wegman construiu a sua carreira
fotográfica fazendo ensaios com
Weimaraners, e continua, com as vendas
dos seus artigos, muitos dos seus
dividendos são dados para “recuperar”
e ajudar Weimaraners.
• É chamado de “Cão Aristocrático” pois só
liga ao dono, ignorando na maioria das
vezes todos as pessoas estranhas.

aprender logo alguns conceitos básicos de tar fazer exercício pelo menos uma hora to, exercício quanto baste, será o “mote”!
obediência e perceber que é o dono que antes e uma hora depois das refeições, Se o “tutor” fizer, ele também o faz.
“manda”, porque, tal como já referimos, é para prevenir torções de estômago. Em apartamento, o dono deve ter possi-
um cão “inteligente” e teimoso. Por norma, são cães saudáveis, com uma bilidade de sair diariamente com ele, para
O treino deve ser firme, mas gentil, pois o esperança média de vida entre os 12 a 14 passear, associando jogos de estímulo
Weimaraner tem tanto de sensível como anos. mental, pois as curtas saídas diárias para
de enérgico. Um treino severo destroçaria fazer as suas necessidades não são sufi-
a sua boa disposição e espírito. Cuidados com a pelagem cientes. A disponibilidade para o estimu-
O cachorro aprende muito facilmente, por No caso do Weimaraner de pelo curto a lar a nível mental, com jogos e desafios é
isso, pode ser treinado com vários objeti- sua pelagem é fácil de cuidar e manter, tão ou mais importante que os passeios e
vos. Além de cão de companhia e de caça, bastando uma escovagem semanal com eventuais corridas.
também é um excelente cão de guarda e uma luva de borracha. Os banhos devem O treino de obediência (básico ou avan-
é usado por algumas forças policiais. ser dados sempre que necessário, utilizan- çado) é uma atividade de grande interes-
do um champô adequado a cães de pelo se para esta raça, sendo que é de extrema
Cuidados no crescimento curto. O seu pelo não deve estar muito ex- importância a diversidade das tarefas –
Ao contrário do que ainda é divulgado, a posto ao sol para não ficar queimado. como aprendem rápido, rapidamente se
displasia da anca não tem origens uni- O Weimaraner de pelo comprido exige aborrecem!
camente genéticas. Desde que os bebés que seja escovado com mais alguma re- Caminhadas no meio da natureza ou até
nascem e até que as articulações ósseas gularidade, mas não é muito difícil de cui- mesmo no meio da cidade, normalmen-
estejam completamente formadas, há a dar e manter. te, são encaradas pelo Weimaraner com
possibilidade de lesões, bem como outras entusiasmo – as primeiras pela possibili-
de cariz ortopédico. Para o evitar é impe- Cão de campo ou de cidade? dade de liberdade e pelos pequenos ani-
rativo ter-se alguns cuidados até que a O Weimaraner gosta de viver no conforto mais que pode encontrar pelo caminho e
estrutura óssea esteja formada: de casa e apesar do seu físico bastante as segundas por toda a movimentação de
•Subir e descer escadas frequentemente; imponente sabe ser discreto e tranquilo. carros e pessoas que estará ao seu redor
• Saltar a toda a hora; Muito leal e dedicado, necessita da aten- (claro está, que neste caso, cão e tutor te-
• Andar sistematicamente em pisos ção do dono e de sentir que são compa- rão de estar em sintonia ao nível de obedi-
escorregadios; nheiros, por isso, não gosta de estar preso ência básica).
• Fazer caminhadas longas ou corridas; sozinho no exterior. Ainda no que respeita a atividades lúdi-
• Fazer atividades de impacto. Se morar em apartamento o importante é cas apreciadas pelo Weimaraner temos
Um cachorro de 6 meses não precisará manter uma boa atividade mental e física. o Agility, Flyball e Dogfrisbee – sendo que
de mais de 30 minutos de exercício diário, Mesmo que tenha disponível uma casa nestes casos, tratando-se de desportos
além do estímulo mental, claro! com jardim, onde possa correr ou explorar de impacto se deve ter em consideração
o exterior, o importante é ter sempre o seu o tamanho e peso do cão, bem como o
No dia-a-dia “tutor/dono” por perto. tempo de brincadeira. n
Uma alimentação equilibrada e de quali-
Nota de agradecimento:
dade é essencial para o seu bom desen- Que atividades pode fazer Agradecemos a João Soares do afixo “Casa de Juno”
volvimento em cachorro e para que se com o seu Weimaraner? e a Ana Pombeiro do afixo “Safisoul” pela cedência
mantenha saudável ao longo da sua vida. É um cão enérgico e por isso, em adulto, ne- de fotografias de exemplares da sua propriedade
O ideal é fazer duas refeições diárias e evi- cessita de fazer algum exercício. No entan- para ilustrar este artigo.

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respectiva rectificação. Se pretender que os seus dados não sejam facultados a terceiros, assinale aqui com X
Raça Rui Viveiros, criador com o Afixo “Campos do Lis”

Cão Castro de

Laboreiro
Uma raça portuguesa de guarda
e proteção de rebanhos
Este artigo sobre o Cão de Castro Laboreiro
é uma abordagem e uma reflexão pessoal,
que procura transmitir a minha experiência
enquanto criador da raça e que expressa as
minhas opiniões e convicções pessoais que só
a mim me vinculam. Não é certamente uma
abordagem institucional, mas também não é
uma abordagem contra ninguém.

32 Cães&Companhia
32
S
endo um apaixonado do Cão de
Vista de
Castro Laboreiro, tenho ao longo Castro Laboreiro.
de vários anos criado um número
significativo de cães, utilizando como re-
produtores exemplares de criadores da
região de Castro Laboreiro e de outros
criadores espalhados pelo país.
É em resultado desse trabalho, dos
múltiplos cruzamentos efetuados e do
conhecimento que os mesmos me têm
proporcionado, que quero partilhar con-
vosco esta minha abordagem sobre a
raça do Cão de Castro Laboreiro.
O planalto é uma zona
História da raça de excelência para o
pastoreio na região.
É uma das raças caninas mais antigas de
Portugal. É originária da região de Cas-
tro Laboreiro (a que deve o seu nome),
a qual pertence ao concelho de Melgaço
e distrito de Viana do Castelo. É uma re-
gião montanhosa e agreste que durante
muito tempo, em particular até meados
do século passado, era de acesso bas-
tante difícil. As fotografias que publica-
mos da região permitem visualizar as
suas características e a sua beleza.
Obviamente que a orografia da região, o
seu isolamento, e a vida difícil das suas
É um mastim de montanha e a sua principal
populações, condicionaram em muito
aquilo que veio a ser a raça do Cão de
função é a guarda e a proteção de rebanhos
Castro Laboreiro. contra os seus predadores naturais
Os castrejos precisavam de um cão que
lhes garantisse a guarda e proteção deles dade da época em que foi elaborado e 40-50 kg. O macho do Cão de Castro La-
próprios e dos seus bens, nomeadamen- as suas diferenças em relação ao atual boreiro poderia ter uma altura ao garrote
te, do seu gado. A funcionalidade dos estalão da raça. máxima de 65 cm (60 cm mais 5 cm de
seus cães era, para eles, determinante e Neste estalão pode ser observada uma tolerância) e um peso de 30-40 Kg. A
até justificante da sua existência. sinopse comparativa, com os seus ca- diferença de tamanho entre um cão de
racteres diferenciais, entre o Cão de Cas- ambas as raças era de apenas 5 cm (in-
Fixação da raça tro Laboreiro e o Cão da Serra da Estrela. cluindo as tolerâncias)
O primeiro estalão oficial da raça foi ela- Como curiosidade, o macho do Cão da As diferenças das dimensões da cabeça
borado em 1935, pelo Prof. Dr. Manuel Serra da Estrela poderia ter uma altu- (comprimento do crânio, comprimento
Marques, o qual também tinha elabo- ra ao garrote máxima de 70 cm (66 cm do chanfro e largura do crânio) eram li-
rado o primeiro estalão da raça do Cão mais 4 cm de tolerância) e um peso de geiras (entre 1 a 2 cm, no máximo).
da Serra da Estrela, cerca de dois anos
antes.
Obviamente que já existiam cães de
Castro Laboreiro muitos anos antes da
elaboração do primeiro estalão. Natural-
mente que haveria alguma heterogenei-
dade entre os cães existentes.
O Prof. Dr. Manuel Marques teve o mérito
de formatar e tipificar a raça, tendo em
conta os exemplares que teve oportuni-
dade de ver e medir quando se deslocou
a Castro Laboreiro. Inevitavelmente, o
primeiro estalão da raça não deixou de
refletir a sua perspetiva pessoal sobre a
raça.
A raça do Cão de Castro Laboreiro foi, e é,
o resultado da ação do homem ao longo
da sua história.

O estalão de 1935
Lendo o estalão de 1935 (pode ser con-
sultado no website de “Campos do Lis”)
é possível compreender melhor a reali-

Cães&Companhia 33
33
propósito do “legislador” de acentuar nos
respetivos estalões as diferenças exis-
tentes entre o Cão da Serra da Estrela e
o Cão de Castro Laboreiro, transforman-
do este último num cão mais pequeno e
mais ligeiro.
Como é facilmente compreensível, di-
ficilmente alguém em Castro Laboreiro
quereria fêmeas da raça com 52-57cm,
de 20-30 kg de peso, para guarda e pro-
teção dos seus rebanhos. Seriam certa-
mente presa fácil dos lobos.
As diferenças entre os cães funcionais, de
guarda e proteção dos rebanhos, existen-
tes principalmente no solar da raça, e o
conteúdo do então estalão oficial, torna-
va-se assim cada vez mais marcante.
Como curiosidade, e citando o trabalho
“O Cão de Castro Laboreiro” – Estudo de
alguns aspetos biométricos e morfológi-
Exemplar com pelagem cos” (Relatório de Estágio da Licenciatu-
lobeiro claro.
ra em Engenharia Zootécnica de Eva Eli-
sabete Correia Marques, Universidade de

No solar da raça, os castrejos optavam Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real,


1998), que abrangeu o estudo de 63 cães
claramente por cães maiores, mais fortes e, diferentes existentes na região de Castro
Laboreiro, apenas 12,5% dos machos e
consequentemente, mais funcionais 6,4% das fêmeas se enquadravam nos
limites superiores do então estalão ofi-
cial da raça.
Os castrejos optavam claramente por
cães maiores, mais fortes e, consequen-
temente, mais funcionais.
Passou a ser cada vez mais evidente, as
diferenças morfológicas e até compor-
tamentais, entre a seleção da raça que
se orientava pelo então estalão oficial e
a realidade dos cães de Castro Laboreiro
de trabalho e mais funcionais.

Exemplares
mais amastinados
As diferenças não se resumiam apenas a
diferenças de tamanho e peso. A opção
por exemplares mais fortes e maiores
acentuou nestes as suas caraterísticas
mais amastinadas e o seu caráter mo-
lossóide, e a opção por exemplares mais
pequenos e de menor peso, acentuou a
sua ligeireza e a perda crescente das suas
Exemplar com pelagem características de mastim.
lobeiro claro. Os exemplares mais amastinados acen-
tuavam, entre outros aspetos, a presença
Há ainda outras diferenças interessantes não poderia ultrapassar o máximo de 60 de barbela, comissuras labiais mais des-
de constatar. cm de altura ao garrote, com um peso de caídas, pálpebras mais descaídas, cabe-
30-40 kg, e as fêmeas o máximo de 57 ças mais fortes, por vezes mais convexas,
A evolução e a raça atual cm de altura ao garrote, com um peso de ossos e músculos mais robustos, maior
Até 2008, data da última alteração do 20-30 kg. perímetro torácico, etc.
estalão oficial homologado pela Fede- Verificava-se então que a diferença má- Havia até quem defendesse a existên-
ração Cinológica Internacional (FCI), xima inicial de tamanhos entre um Cão cia de duas variedades de Cão de Castro
constava-se uma diferença significativa da Serra da Estrela e um Cão de Castro Laboreiro, o pequeno e o grande. Natu-
entre a realidade do estalão oficial e a Laboreiro que era de 5 cm (em 1935), ralmente, também havia quem conside-
realidade da raça, facto que certamente passou a ser de 15 cm (até 2008)! Na- rasse apenas da raça os exemplares mais
terá originado esta alteração. turalmente que tal diferença de tama- pequenos e ligeiros, e quem apenas con-
Entre outros múltiplos aspetos, até 2008 nhos implica também uma diferença de siderasse da raça os exemplares maiores
um macho do Cão de Castro Laboreiro pesos. Como é fácil de observar, houve o e mais amastinados.

34 Cães&Companhia
34
Exemplar de pelagem
lobeiro comum.

A situação vivida não era sustentável e o aptidão e função. Há que fazer o possível também já se verifica que algumas pes-
bom senso ditou a alteração do estalão para que essa aptidão não se perca, pois soas procuram nesta raça apenas um
oficial, homologada pela FCI em 2008. a existência de sucessivas gerações sem animal de companhia e de estimação.
o exercício dessa função não deixará de No passado, há algumas referências à
Uma opinião pessoal marcar negativamente a raça e desca- utilização do Cão de Castro Laboreiro
A alteração do estalão ficou-se pelo racterizá-la. Mercê da nossa sociedade em outras tarefas, como cão de traba-
compromisso possível, que no meu en- atual, e da importância que os animais lho de forças militares e de segurança e
tender é insuficiente não só a nível dos de companhia têm no nosso quotidiano, até na atividade de caça grossa.
tamanhos e pesos, como de outras ca-
racterísticas típicas da raça.
É verdade que hoje há mais cães da raça
que se enquadram no atual estalão, mas
também é verdade que algumas das di-
ferenças do passado recente se mantêm,
e outras até se acentuaram.
Tudo o que está no património genético
da raça do Cão de Castro Laboreiro é que
é determinante.
Na minha opinião, há mais raça do Cão
de Castro Laboreiro para além do esta-
lão oficial, como também já houve no
passado. Mas serão certamente os cria-
dores e os aficionados da raça (talvez até
mais estes) que determinarão o futuro
da raça.
Atualmente, as pessoas procuram prin-
cipalmente um cão de guarda, que seja
também uma companhia fiel da família,
mas seguramente um cão que, pela sua
corpulência, tamanho e agressividade
quanto baste, seja um claro elemento
dissuasor contra estranhos, na defesa
das pessoas da família e dos seus bens.

Principais aptidões da raça


O Cão de Castro Laboreiro foi e deve con-
tinuar a ser, na minha opinião, uma raça
canina de guarda e proteção de reba- Exemplar de pelagem
lobeiro comum.
nhos. É essa, por natureza, a sua principal

Cães&Companhia 35
35
tóricas de figuras públicas detentoras de
exemplares desta raça, como D. Duarte
Nuno de Bragança.
O número de cães criados e registados
fora da região de Castro Laboreiro tem
sido habitualmente superior aos registos
dos cães criados nesta região, o que re-
força a importância na raça dos criadores
exteriores à região.
Atualmente, constata-se que o número
de exemplares criados anualmente já é
razoável. Na minha opinião, a questão
fulcral já não será tanto o número de
exemplares criados anualmente, mas
sim a preocupação com a variabilidade
genética da raça que tende a reduzir-se,
mercê da consanguinidade crescente.

A raça no estrangeiro
Exemplar de pelagem Nos últimos anos, em especial nas úl-
lobeiro escuro.
timas duas décadas, tem-se verifica-
do alguma procura de cães da raça por
parte de estrangeiros. Exemplares de
O cães criados e registados fora da região afixos nacionais têm sido enviados em
especial para países do espaço europeu.
de Castro Laboreiro têm sido superior aos Constatando-se que o maior número de
registos dos cães criados nesta região exemplares da raça foi enviado para a
Alemanha.

A raça em Portugal 170-190 registos anuais, com ligeiras os- Aspeto Geral da Raça
O Cão de Castro Laboreiro é uma das ra- cilações. Segundo a classificação da Federação
ças caninas portuguesas autóctones em Estes números não refletem a totalida- Cinológica Internacional (FCI) o Cão de
risco de extinção. Consultando as esta- de dos cães de raça criados anualmen- Castro Laboreiro está enquadrado no
tísticas do Clube Português de Canicul- te, pois são criados diversos exemplares Grupo 2, Secção 2.2 – Molossóides, tipo
tura (CPC) podemos ver a evolução do sem registo oficial. Em Castro Laboreiro, montanha.
número de cães registados ao longo de principalmente até à década de 90, eram O Cão de Castro Laboreiro é um mastim
vários anos (de 1999 a 2016). praticamente inexistentes os cães de de montanha e a sua principal função é
Podemos verificar que os registos da raça com registo oficial do CPC. a guarda e proteção de rebanhos contra
raça se situam entre cerca de 90 registos Não é, infelizmente, uma raça canina os seus predadores naturais, como o lobo
até cerca de 200 registos anuais. Nos úl- muito divulgada e conhecida em Portu- que continua a existir nessa região.
timos anos tem estabilizado à volta dos gal. Há algumas poucas referências his- É um cão grande, dotado de excelente

36 Cães&Companhia
36
comprimento do crânio maior do que o
comprimento do chanfro (relação 1,2:1), e
perfil aproximando-se do retilíneo. Eixos
crânio-faciais ligeiramente divergentes.
Orelhas de inserção um pouco acima
da média, de forma aproximadamente
triangular e bem placadas.
Olhos amendoados, com coloração acas-
tanhada, e com chanfradura nasal
(stop) pouco acentuada. Bem
aprumado de membros an-
teriores e posteriores (estes
com boa angulação), com
o ventre ligeiramente retra-
ído e a linha dorsal ligeira-
mente mergulhante (garupa
mais alta que o garrote).
Cauda de inserção mais alta que
média, grossa na base e descendo até
ao curvilhão. Em forma de alfange quan-
do o animal está atento.
Com pelagens mescladas e mescladas
raiadas.

estrutura óssea e muscular, sub- Cor da pelagem


longilíneo (mais comprido do que O Cão de Castro Laboreiro tem uma pe-
alto), ágil e equilibrado, e suficientemen- lagem policromática e composta, poden-
te agressivo para manter à distância, os do apresentar pelos de diversas cores,
estranhos e os predadores, como o lobo. designadamente, amarelos, negros, cas-
Com cabeça proporcional ao corpo, com tanhos, fulvo, avermelhados, e algumas

Cães&Companhia 37
Ativo na defesa do seu
território, precisa de
espaços amplos, não é
uma raça vocacionada para
viver permanentemente em nótipo da raça e, ocasionalmente, apare-
apartamento (exemplar
de pelagem cor do monte). cem exemplares da raça com essas cores
simples.
Não obstante estas cores não serem con-
templadas no atual estalão da raça elas
existem, nomeadamente, o fulvo e preto,
como podem ver nas duas fotografias.

Cão de Castro
Laboreiro fulvo.

Cão de Castro
Laboreiro preto.

Comprimento da pelagem
De acordo com o primeiro estalão da raça
a pelagem era de meio-comprimento (5
cm). Posteriormente, nas alterações se-
guintes do estalão, passou a denominar-
-se de pelo curto, mantendo, todavia, o
mesmo comprimento médio de 5 cm.
Pela minha experiência, constato que há
exemplares de pelo curto, de pelo meio-
-curto (com os tais 5 cm de comprimen-
to médio) e também (raros) exemplares
de pelo comprido “riço”.
Já no estalão de 1935 havia referência à
eventual existência de duas variedades
de Castro Laboreiro: a de pelo liso e da
destas cores estarem representadas ao articulações do metacarpo ou do meta- pelo “riço”. Em consulta a um dicionário
longo do mesmo pelo. tarso-falanges. Posteriormente, e no atual de língua portuguesa encontro a palavra
No primeiro estalão de 1935, o Prof. Dr. estalão, apenas é admitido branco numa “franzido” como sinónimo de “riço”.
Manuel Marques referia-se à existência pequena mancha no peito. A última al- Escreveu o Prof. Dr. Manuel Marques,
de pelagens mescladas e mescladas raia- teração do estalão homologada pela FCI dando como exemplo a fotografia de
das, sendo vulgar as cores lobeiras, nas em 2008, no que se refere à pelagem, é, uma fêmea que apresenta no primeiro
suas tonalidades: claro, comum e escuro, do meu ponto de vista, uma menos feliz estalão, que tal dever-se-ia a um fenó-
vendo-se mais esta última. redação, confusa e redutora. Julgo mais meno de hipertricose (vulgo síndrome do
Referia-se também à pelagem “cor do consensual a existência de pelagens lo- lobisomem).
monte”, como uma pelagem composta, beiras (claro, comum e escura) e a deno- Nos exemplares com que tive contacto,
alobatada, pardusca, com cambiantes minada “cor do monte”. e estudada a sua genética, parece-me
mais ou menos carregadas, no preto, ten- É relevante referir que o Prof. Dr. Manuel que a existência de exemplares com pelo
do à mistura, no todo ou em parte, pelos Marques no primeiro estalão da raça comprido e “riço” se deve à ocorrência de
castanhos ou avermelhados. (1935) menciona a existência, ainda que genes autossómicos recessivos e não a
Também vem referido no estalão de 1935 raras, de pelagens simples (fulvo e preto). quaisquer fenómenos de hipertricose.
a presença de branco, sendo vulgar os Posteriormente, os estalões da raça dei-
princípios de calça (branco na extremi- xaram de referir-se a estas cores simples. Subpelo
dade dos dedos dos membros) e bai- Todavia, os genes responsáveis por essas Todos os estalões do Cão de Castro Labo-
xo-calçados quando o branco atinge as cores simples não desapareceram do ge- reiro dizem que a raça não tem subpelo.

38 Cães&Companhia
38
Confesso que de centenas de cães da Comentários os cães, quer machos ou fêmeas, têm
raça que já vi, nunca encontrei nenhum Normalmente o público tem dificuldade cerca de 2 anos de idade. Nas fêmeas
que não tivesse subpelo. Na minha opi- em reconhecer um Cão de Castro Labo- recomendo o cruzamento apenas ao
nião trata-se de um erro sistemático que reiro, exceto se já tiver tido contacto pes- terceiro cio.
vem do primeiro estalão da raça e que se soal com a raça. Por vezes é confundido Existem fêmeas que têm o primeiro cio à
tem perpetuado. A explicação que encon- com um Cão da Serra da Estrela de pelo volta do 10º mês de idade. Algumas po-
tro para que o Prof. Dr. Manuel Marques curto ou com um Rafeiro do Alentejo, ou dem ter esse cio ligeiramente mais cedo,
tenha referido este aspeto dever-se-á mesmo com um Cão de Fila de São Mi- e outras podem apenas por volta dos 12
eventualmente ao facto de ter observa- guel. a 15 meses de idade.
do os cães em pleno verão, época do ano Pela sua corpulência causa, normalmen- A experiência diz-me que quanto maior
em que os cães já mudaram de pelagem te, algum distanciamento das pessoas e mais amastinada for a fêmea, mais
e não apresentam subpelo visível. que encontra na rua, que hesitam entre tarde terá o primeiro cio.
Até seria de difícil compreensão, como é afastar-se ou fazer uma “festa”. Antes da utilização na reprodução é de-
que um cão de montanha, em que neva Como não há um largo conhecimento sejável que os reprodutores sejam pre-
durante uma parte importante do ano, sobre a raça, a preferência pelas cores viamente sujeitos a radiografias para
não tem subpelo para se proteger do frio da pelagem é limitada. Há quem prefira despiste de displasia da anca e do coto-
e da neve. as cores mais claras e quem prefira os lo- velo, bem como a realização de ecocar-
beiros escuros. No domínio das cores das diogramas para despiste de eventuais
Cuidados com a pelagem pelagens, a escolha é certamente mais cardiomiopatias dilatadas.
O Cão de Castro Laboreiro não exige subjetiva. O número de cachorros numa ninhada é
grandes cuidados com a pelagem. O prin- Tenho verificado que algumas pessoas variável, mas são normais ninhadas de 7
cipal cuidado é escovar os cães quando o preferem os cães mais escuros para cães a 9 cachorros, sendo por vezes excedido
subpelo aparece à superfície, dando um de guarda, porque se lhes afigura que são este número.
aspeto de ovelha por tosquiar. mais intimidatórios.
Ocasionalmente pode-se dar banho aos Cachorros
cães. De preferência, quando o tempo Maturidade e reprodução O peso médio de um cachorro à nascen-
está quente e seco, de modo a que pos- Aconselho apenas a reprodução quando ça pode estar compreendido entre 400
sam secar naturalmente.
Para manter uma boa pelagem é impor-
tante uma alimentação de qualidade e É um companheiro leal e meigo para a
assegurar uma adequada e regular des-
parasitação externa. família, em particular com as crianças,
Temperamento
mas sabe manter uma presença dissuasora
O Cão de Castro Laboreiro é um com-
panheiro leal e meigo para a família, em Cachorro de Cão de
particular com as crianças, mas que sabe Castro Laboreiro com
pelo comprido “riço”.
manter uma presença dissuasora peran-
te os estranhos.
Ativo na defesa do seu território, precisa
de espaços amplos onde possa correr e
saltar. Não é uma raça vocacionada para
viver permanentemente em apartamen-
to. É um cão independente que gosta de
tomar as suas decisões. A sua indepen-
dência confunde-se, por vezes, com al-
guma teimosia que manifesta.
Costumo dizer que um Cão de Castro La-
boreiro faz tudo o que os outros cães fa-
zem, desde que o faça voluntariamente.

Educação e treino
A sua educação desde pequeno é muito
importante, em particular se tiver como
função de trabalho a guarda e proteção
de rebanhos.
A integração de um cachorro num reba-
nho deve ser feita até cerca dos 3 meses
de idade. Se um cachorro for equilibrado
e tranquilo e o dono usar da persuasão,
afeto, paciência e inteligência, e não do
castigo sistemático ou mesmo agressi-
vo, o seu treino e a educação irá decorrer
sem grandes sobressaltos.
O Cão de Castro Laboreiro carece de um
convívio quotidiano com os seus donos.

Cães&Companhia 39
39
forem os mais dominantes. Se preten-
de um bom cão de companhia deve, na
minha opinião, escolher cachorros mais
calmos e tranquilos.

O Castro Laboreiro
como animal de companhia
Como já foi mencionado, exige espaços
amplos e está perfeitamente aconse-
lhado para a guarda de quintas e mo-
radias. Viver em apartamento não é se-
guramente o mais adequado, pois este
precisa de espaço para correr e saltar.
Todavia, tenho constatado a existên-
cia de exemplares que vivem felizes
em apartamento, porque todos os dias,
numa parte do dia, têm oportunidade de
correr e saltar em amplos espaços ver-
des.
É um excelente cão de companhia que
carece, como todos os cães, de ser edu-
cado e treinado.

Saúde e cuidados
no dia-a-dia
O Cão de Castro Laboreiro é uma raça
Exemplar de pelagem rústica e resistente. Pode adoecer e ter
cor do monte.
as mesmas doenças de todos os outros
cães, simplesmente é menor a probabi-
lidade de tal acontecer. E quando adoe-
O Cão de Castro Laboreiro gosta de ce revela um nível de resistência forte.
Deve ser vacinado, desparasitado e alvo
acompanhar os seus donos em caminhadas, de acompanhamento médico veteriná-

e percorrer quilómetros sem se cansar rio regular.


A escolha da proteção antiparasitária
deve proteger contra pulgas, carraças,
a 600 gramas, e deve aumentar cerca Deve ser um momento responsável, moscas e picadas de mosquitos que po-
de 50-100 gramas por dia. porque a aquisição de um cachorro irá dem transmitir a leishmaniose e a dirofi-
Os cachorros podem iniciar a comida alterar a rotina da família e, não obstan- lariose. Respeitando o período de ação
de ração à volta das 4 semanas de ida- te toda a afetividade e carinho que re- do produto.
de. É muito importante que a mãe e os presentam, será também, seguramente, Deve ser alimentado com uma ração de
cachorros sejam alimentados com uma um encargo financeiro adicional. excelente qualidade. Se assim for, não
ração para cachorros de elevada qua- Um Cão de Castro Laboreiro necessita vejo grande necessidade de suplemen-
lidade, com condro-protetores. A ali- de espaço e até aos 15-18 meses de ida- tos, a não ser em situações específicas.
mentação com rações baratas e de má de deve ter uma alimentação de quali- O Cão de Castro Laboreiro é bastante
qualidade vai ter um preço elevado na dade (ração com condro-protetores), de resistente ao frio e ao calor. Por vezes,
qualidade da vida futura desses cães. modo a assegurar um crescimento ade- gosta mesmo de dormir ao relento com
Há que efetuar as desparasitações in- quado com um bom desenvolvimento a geada a cair.
ternas e externas recomendadas, bem ósseo, articular e muscular.
como seguir o protocolo das vacina- No momento da escolha, deve verificar Que atividades pode fazer
ções. que os cachorros não padecem de hér- com o Castro Laboreiro?
Aos 2 meses de idade um cachorro pode nias umbilicais ou inguinais, e deve ser Gosta de acompanhar os seus donos
pesar à volta de 8 kg de peso. Com 6 exigido o boletim de saúde dos mes- em caminhadas e passeios, e pode per-
meses pode atingir cerca de 30 kg de mos. correr quilómetros sem se cansar.
peso. Um Cão de Castro Laboreiro adul- Aconselho também a verificar a dentição Não tenho conhecimento da utilização
to (com idade superior a 18 meses) com do cachorro para se observar se existe de exemplares da raça em modalidades
o tamanho no limite superior do estalão alguma ocorrência de prognatismo ou desportivas, talvez porque não tenha
pode pesar à volta de 50 kg. Uma boa enognatismo. Aconselho também a es- ainda sido objeto de procura para tal.
fêmea adulta pesa cerca de 40 kg. colher os cachorros com os membros Com uma maior divulgação da raça e
anteriores e posteriores o mais apruma- com o aumento do seu efetivo, estou
Escolha do cachorro dos possível. convicto que a sua utilização noutras
A escolha do cachorro é um momento No meu ponto de vista há que escolher atividades surgirá naturalmente.
crucial, pois este vai-se transformar num cachorros tranquilos e ativos. Se pre-
cão adulto com uma expectativa de vida tende um bom cão de guarda, deve es- Boa sorte para a raça do Cão de Castro
de 10 a 14 anos. colher no seio da ninhada aqueles que Laboreiro. n

40 Cães&Companhia
40
Já nas bancas!

Uma publicação de
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Entrevista Redação
Fotos: CPGR

Clube Português do

Golden
Retriever
O Clube Português
do Golden Retriever foi
fundado oficialmente
a 4 de abril de 2017, tendo
entre os seus objetivos
ajudar os membros a
conhecer, ensinar, criar
e treinar cães de
excelente qualidade

42 Cães&Companhia
todos os donos. Como tem sido
a recetividade e como se pode
participar?
Os workshops de cobro, atividade para
a qual a raça foi criada, têm sido orga-
nizados com uma frequência de um por
mês, aberto a 10 cães de cada vez.
Apesar deste tipo de trabalho com
Retrievers ser ainda uma novidade em
Portugal, a recetividade tem sido mui-
to positiva. Para participar basta estar
atento à página de Facebook do Clube,
onde postamos os treinos mensais e
enviarem-nos uma mensagem onde

Q
uase a celebrar o seu primeiro Quais os objetivos traçados mostram o interesse em participar.
aniversário, falámos com Fran- pelo Clube?
cisco Salvador Janeiro, presi- O CPGR pretende preencher uma lacu- O Clube também tem tido um
dente do Clube Português do Golden na que neste momento existe em Por- papel ativo nas redes sociais
Retriever, para fazer um balanço destes tugal sobre os Golden Retriever. Esta é com ações, passatempos e
primeiros meses. uma raça única, que pode ser conside- divulgação da raça. Qual a
rada multifuncional e o CPGR tem o in- importância desta presença e
Como surgiu a ideia tuito de mostrar a sua polivalência. que feedback têm?
de desenvolver este projeto? A raça é usada em áreas tão diversas Ao longo deste último ano temos tra-
A ideia de criar um Clube de Golden como: agilidade, exposições, obedi- balhado ativamente nas redes sociais
Retriever surgiu da necessidade de ência, caça (campo e testes de caça), com o objetivo de alcançar o maior
promover e proteger, em Portugal, esta pistagem, busca e salvamento, cães de número possível de amantes da raça.
raça tão especial. serviço, animais de estimação e com- Com os nossos posts pretendemos
A ideia partiu de um grupo de pessoas: panheiros fiéis. trazer informação importante sobre as
criadores (Angelusparks, Bloomshire, Através das muitas atividades que o suas origens, saúde, estalão, capacida-
Boscardini, Casa Valprado e Lioncro- CPGR organiza, pretende ajudar os des, entre outros.
sier), um Juiz Internacional (Francisco seus membros a conhecer, ensinar, criar E porque o Golden Retriever tem um
Salvador Janeiro) e três donos de pets e treinar cães de excelente qualidade. lado muito brincalhão e simpático, o
(Mónica Silva, Rui Fonseca e Rúben CPGR decidiu criar Concursos Foto-
Costa). Todos amantes da raça que se Uma das formas de divulgação gráficos ao longo do ano, dentro das
uniram-se na concretização deste ob- da raça tem passado pelos épocas especiais que vivemos, como
jetivo. workshops de cobro, aberto a o verão, Dia dos Namorados, Natal,

Cães&Companhia 43
43
Passagem de ano, entre outros que vão Ligado a esta questão social
surgindo. O objetivo é unir os amantes e de sensibilização também
da raça numa competição alegre e po- desenvolveram um trabalho
sitiva com fotografias engraçadas e/ou próximo com escolas.
doces do seu Golden Retriever. Temos ajudado da forma que nos é
Esteja atento à nossa página no Face- possível e foi com muito agrado que
book ou ao nosso website! É muito fácil oferecemos o prémio para uma venda
participar, ganha a fotografia que al- de rifas da Escola El-Rey D. Manuel I,
cançar mais gostos e temos sempre um em Alcochete, que reverterá para auxi-
prémio para o seu amigo de 4 patas! liar o Canil Municipal de Alcochete.
Sabemos que é um pequeno passo,
Como se deu o passo de criar dado ao número elevado de cães que
uma página dedicada existem em Canis, mas acreditamos
à divulgação de apelos A Mel foi adotada que todos os passos são importantes
pela Ida Costa e
e resgate de Golden? família através da e esperamos inspirar outros a dar estes
Já têm casos de sucesso? página “Golden
Retriever Rescue
passos connosco em prol dos cães.
O Clube Português do Golden Retriever Portugal”.
iniciou o grupo no Facebook “Golden A iniciativa mais visível do
Retriever Rescue Portugal” para aju- novos casos. A todos o nosso agrade- Clube foi a 2ª edição do
dar a encontrar novas famílias para os cimento, é devido ao vosso contributo Congresso do Golden Retriever.
exemplares desta raça, que devido às que a página tem sucesso! Correspondeu às expectativas
mais diversas circunstâncias, não po- No final de 2017 tivemos um caso es- da organização e dos
dem ficar com os donos atuais. pecial de uma fêmea com menos de 2 participantes?
Também ajudamos exemplares que se anos que estava numa FAT e que após O II Congresso Internacional sobre o
encontram perdidos a encontrar as suas a nossa publicação encontrou um novo Golden Retriever teve como tema “Mor-
famílias. Temos tido a participação de lar, com a Ida Costa e a sua família. A fologia, Funções e Qualidade de Vida”
várias pessoas que ajudam a partilhar eles desejamos muitos anos felizes e foi organizado em parceria com a Câ-
os nossos posts e que nos ajudam com com a Mel! mara Municipal de Oliveira de Azeméis/

44 Cães&Companhia
Núcleo de Competências do Ambiente zero do Clube conseguimos organizar e das. São cães, prioritariamente, de tra-
e Conservação da Natureza. Realizou- participar em várias atividades, que ti- balho. Este processo demorou muitos
se nos dias 29 e 30 de abril de 2017, na veram uma boa resposta por parte do anos até que encontraram o cão ideal
Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, nosso público-alvo. para esta função.
em Oliveira de Azeméis. Ao longo dos 150 anos da sua existên-
Este Congresso teve o patrocínio da Quais os planos futuros? cia foi sendo utilizado para muitas ou-
Azeméis Vete, da Mission – Professio- Para o futuro vamos manter a nossa tras atividades, mas devido à sua be-
nal Pet Food, e os apoios da TOP Groo- dinâmica atual e continuar com a prá- leza e ao seu temperamento sociável,
ming, Dingonatura, Tail Waggerz – Pet tica de diversas atividades de modo a tem sido, acima de tudo, um cão de
Photography, Kokua – Cães de Ajuda conseguirmos alcançar e ajudar cada companhia.
Social, Dogs Training Concept e ÂNI- vez mais proprietários. Sempre com o Muitos donos desconhecem ou es-
MAS – Associação para a Intervenção objetivo de os sensibilizar em relação quecem-se das suas origens e da sua
com Animais de Ajuda Social. às diversas maneiras de tornarem a sua capacidade mental, mais do que capa-
Reuniu cerca de 50 pessoas e contou vida e do seu Golden o mais saudável e cidade, da sua necessidade de ser esti-
com a presença dos seguintes ora- feliz possível. mulado mentalmente e podem acabar
dores: Francisco Salvador Janeiro do por ter um Golden Retriever “destruidor”
CPGR; Marcos Nishikawa do afixo “Gol- Para terminar, que mensagem ao exercitar o que lhe é natural.
dentrip” (Brasil); Daiana Karen Ferreira gostariam de deixar para os Antes de adquirirem um Golden Retrie-
e Marco Serrão da Kokua – Cães de Aju- donos ou interessados em ter ver devem pensar se têm tempo diário
da Social; Carlos Costa do afixo “Lion- um companheiro desta raça. para lhe dispensar, não só para exercí-
crosier”; Rita Maria da Costa Pereira da Os Golden Retriever foram criados para cio físico, mas também para o exercitar
Vetmendonça; e Filipe Costa da TOP acompanhar os seus donos em caça- mentalmente. n
Grooming.

Já há data para uma próxima


edição?
Este ano iremos organizar o III Congres-
so Internacional do Golden Retriever
com o tema “Património Genético e
Morfológico com 150 anos de história”.
Irá realizar-se a 26 de maio, na Biblio-
teca Municipal Ferreira de Castro (Oli-
veira de Azeméis. Pretendemos, com a
organização deste evento, celebrar os
150 anos de história, evolução e desen-
volvimento do Golden Retriever.
O Congresso destina-se a todos os
amantes da raça, quer sejam donos,
criadores, Juízes da Raça, dirigentes de
Clubes da Raça ou Médicos veterinários
especialistas nas principais patologias
do Golden Retriever.
Clube Português do golden retriever
Que balanço fazem do primeiro
ano de funcionamento Website: www.clubeportuguesdogoldenretriever.com/
do Clube. Facebook: www.facebook.com/C.P.GoldenRetriever
Consideramos que o balanço foi fran- Email: cpgr.geral@gmail.com
camente positivo. Apesar de ser o ano

Cães&Companhia 45
45
Grooming

Isabel Nobre
Groomer Profissional
IN Grooming & SPA
Fotos: Shutterstock

Como escolher
um champô
olhando para
o rótulo?
Neste artigo vamos explicar o que deve procurar e evitar
quando escolhe um champô, interpretando a informação
que consta no seu rótulo.

46 Cães&Companhia
46
N
esta edição contei com a co- Fuja de champôs baratos, porque
os ingredientes de qualidade
laboração da Groomer Valerie são caros na sua produção e
Polychronopoulos. Como mui- refletem-se bastante no preço
final de um produto.
tos de nós, a Valerie começou a traba-
lhar como Groomer seguindo à risca
aquilo que aprendeu na escola. Esco-
lhe-se um champô para animais e lava-
se o animal com este.
Com o tempo, começou a reparar que as
suas mãos estavam ressequidas, greta-
das ao ponto de sangrar e apresentava
um quadro de alergia de contacto. Foi
aí que surgiu a necessidade de procurar
algo mais suave para que pudesse tra-
balhar diariamente em segurança.
Foi nesta altura que começou a interro-
gar-se sobre os ingredientes dos cham-
pôs, enquanto pensava: “Se o champô
me faz isto a mim, o que fará à pele dos
meus clientes?”.

Escolha do champô
A escolha do champô é muito mais que
escolher um produto adequado a uma
espécie, cor ou tipo de pelagem.
É evidente que para os profissionais o
preço dos produtos pesa muito no or-
çamento mensal, por razões óbvias.
Ainda assim, muito mais importante
que o preço, é de facto o que contém A escolha do champô é muito mais
cada um dos champôs.
Tal como a Valerie, muitos profissio-
que escolher um produto adequado
nais de Grooming sofrem com o uso de a uma espécie, cor ou tipo de pelagem
produtos demasiado agressivos e pro-
curam algo mais suave. Surge então a
questão: O que existe dentro daquela
embalagem que me está a provocar
tanto desconforto e será seguro para os
meus clientes?
Olhamos para todos os nomes esquisi-
tos que constam no rótulo e confiamos
cegamente que algum laboratório sa-
berá muito melhor que nós o que pôs
lá dentro. E pronto, seguimos o nosso
dia-a-dia sem dar muita importância à
questão.

Cuidado com o marketing


Atualmente já há alguma preocupação
em ler os rótulos, como tal, algumas
companhias utilizam frases bonitas
para disfarçar ingredientes, em vez de
os mencionar pelo nome.
É preciso ter algum cuidado, porque pa-
lavras como “natural”, “à base de coco”,

Cães&Companhia 47
47
“surfactante suave”, “agentes condicio-
nadores” e “mistura suave biodegradá-
vel”, não querem dizer rigorosamente
nada como ingredientes independen-
tes, tratam-se de termos melhor acei-
tes, mas que no fundo podem escon-
dem ingredientes nocivos.
No entanto, há exceções e marcas que
fazem uma seleção criteriosa de ingre-
dientes para usar nos seus produtos,
assim como desenvolvem um esforço
para informar todos os utilizadores dos
seus produtos do que cada ingrediente
realmente significa.

O que são parabenos?


Os parabenos são químicos artificiais,
usados maioritariamente em pequenas
doses como conservantes.
Alguns parabenos comuns: metilpara-
beno, etilparabeno, propilparabeno e
butilparabeno.
Muitas vezes é utilizado mais que um
parabeno em um produto, pois é um
conservante químico barato, desenvol-
vido para evitar que bactérias, fungos
e bolor se desenvolvam em produtos
cosméticos, neste caso, champôs.

Os parabenos são seguros?


Não existem provas científicas concre-
tas que digam que os parabenos nos
champôs provocam cancro em ani-
mais. O que sabemos é:
Cuidado com a palavra “natural” em uma
• Os cães têm menos camadas de pele embalagem de champô, só porque diz na
que os humanos, tornando-os mais
sensíveis a tudo o que entra em con-
embalagem, não significa que seja seguro
tacto direto com a mesma. Além disso,

4
como têm menos camadas tudo é ab- parabenos no que toca a sua utilização Formol (Formaldehyde)
sorvido mais rapidamente; cosmética – cosméticos, produtos de O Formol ataca o sistema ner-
• Veterinários relataram um aumento higiene pessoal e produtos para ani- voso central. Procure nos seus
nas doenças hormonais em cães, jun- mais domésticos, tais como o champô produtos de higiene como: doazolidinil
tamente com aumentos nas taxas de que utilizamos nos nossos animais. ureia, imidazolidinil ureia ou quartern-
cancro. Os níveis hormonais estão inti- jum-15.
mamente ligados ao sistema imunoló- Lista de 15 ingredientes que sabemos

5
gico; ser tóxicos e que existem em produ- Fragrâncias
• Há estudos que identificaram que os tos de Grooming Algumas fragrâncias artificiais
parabenos estão ligados à irritação da podem levar a uma função imu-

1
pele e a reações alérgicas; Cores artificiais nocomprometida, reações alérgicas e
• Em 1998, estudos indicaram que os Alguns exemplos dessas cores são: neurotoxicidade.
parabenos podem imitar o estrogénio D & C, FD & C ou Amarelo 5.

6
no corpo humano e que os parabenos Álcool isopropílico

2
aplicados de forma tópica são mais es- Cocomide DEA Conhecido como álcool, este
trogénicos do que aqueles consumidos Esta substância é um surfactante produto químico transforma-se
por via oral; derivado do óleo de coco, quimi- em acetona quando entra no organis-
• Em 2006, o Cosmetic Ingredient Re- camente alterado, que consta na lista mo. É um depressor conhecido, toxina
view (CIR) descobriu que os parabenos da International Agency for Research on nervosa, irritante do pulmão e do cora-
são rapidamente absorvidos através da Cancer como carcinogénea do tipo B2. ção e toxina do fígado. Outros nomes:
pele intacta, validando as preocupa- isopropanol, 2-propanol e propil.

3
ções quanto à sua segurança; Cocamidopropyl Betaine
• A FDA (agência governamental ame-
7
Surfactante derivado do óleo Isopropilo (SD-40)
ricana responsável pela regulamenta- de coco. Este ingrediente é uma Feito a partir do petróleo propileno,
ção de produtos para consumo) afirma toxina ambiental que afeta o sistema destrói o equilíbrio da humidade da
que em doses baixas os parabenos são imunitário. Apesar de ser um derivado pele provocando irritação. Este produto
considerados seguros para os seres hu- do óleo de coco, o produto final é tudo químico pode tornar o seu cão mais sus-
manos. No entanto, esta não regula os menos natural. cetível a infeções bacterianas e virais.

48 Cães&Companhia
48
8
Metilclorooisotiazolinona
Este produto químico é adi-
cionado a champôs como
conservante e antifúngico. Foi as-
sociado a várias intoxicações e é um
carcinógeno reconhecido.

9
Methylparaben
e parabenos
Os membros da família para-
benos são geralmente encontrados
no final de um rótulo de ingredientes.
Ambos os parabenos são usados
como conservantes. Ambos são dis-
ruptores endócrinos reconhecidos. O
metilparabeno pode ajudar a prote-
ger a longevidade do seu champô, bruto. O seu único objetivo é revestir
mas também pode servir como um qualquer coisa que entre em contato
disruptor endócrino e pode afetar e evitar que a pele liberte os seus pró-
adversamente o sistema nervoso prios óleos naturais ou que elimine toxi-
central. Níveis elevados de estrogé- nas através da pele.
nios também foram associados à fa-

11
mília de parabenos e elevados níveis Ftalatos
de estrogénio associados a inúmeros Muitos champôs são escolhidos
casos de cancro. pelo seu aroma. Os ftalatos aju-
dam com o aroma de muitos sabonetes

10
Óleo mineral e champôs na medida em que ligam o
O óleo mineral é um aroma à base de sabão. Como os para-
subproduto da gasolina benos, são conhecidos como disrupto-
destilada feita a partir de petróleo res hormonais masculinos e femininos.

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Cães&Companhia 49
49
12
Polietileno glicol
Geralmente listado como
PEG, o polietileno glicol é um
químico conhecido causador de cancro,
usado como solvente em champôs e
condicionadores. Alguns dos efeitos co-
laterais deste químico são: má absorção
de nutrientes no intestino, distúrbios do
estômago, deficiência de ferro, perda
de memória e disfunção imune.

13
Polissorbato-20
e polissorbato-80
São emulsionantes que aju-
dam a unir o óleo com a água e a dissol-
ver as fragrâncias em uma solução. O
polissorbato 20 é um álcool de açúcar
simples que é prejudicial quando mis-
turado com o óxido de etileno químico.
Os polissorbatos também podem cau-
sar problemas com o pH da pele, cabe-
lo ou pele.

14
Propileno glicol
Derivado do gás natural e
usado na indústria automó-
vel, o propilenoglicol é usado como um
humectante causando a retenção de
humidade ao revestir o eixo do cabelo e
impedir que a água escorra. O propileno
glicol é um irritante forte da pele, bem Aprender a ler o rótulo
como uma toxina para fígado e rins. é o primeiro passo.
Procure ver o que cada
ingrediente significa e fuja

15
Sulfato de sódio de sódio, dos ingredientes que se
apresentem como
Lauril Sulfato de sódio e Sul- “à base de” ou “derivado”.
fato de Laureth de Amónio
Estes produtos químicos capturam o
óleo e a sujidade para que os cabelos Então, como escolher marca não tem nada a esconder. Não
possam ser lavados. Os sulfatos tam- um bom champô? tenham receio de contactar a empresa
bém retiram os óleos naturais do ca- Em relação a profissionais, pensem na caso surjam dúvidas ou de pedir uma
belo e podem causar irritações na pele. qualidade dos produtos que utilizam lista completa de ingredientes. O conhe-
Nos cães essas irritações nem sempre nos vossos clientes. Por vezes, é melhor cimento aqui é a chave.
são percetíveis até a pele estar infeta- aumentar um pouco os preços que cor-
da, porque eles estão cobertos de pelo. rer o risco de causar danos aos animais Na hora de decidir
Para piorar as coisas, os sulfatos são que nos são confiados. Tudo o que é utilizado na pele dos vos-
frequentemente submetidos a um pro- Além disso, são produtos que estão em sos animais, é absorvido pela mesma
cesso de amolecimento que produz um contacto com a nossa pele todos os diretamente para a corrente sanguínea e
subproduto tóxico, o 1,4-dioxano, que dias, o dia inteiro. Não é só a saúde dos percorre todo o organismo.
a FDA diz não precisar estar listado no nossos clientes que está em causa, a Fujam de champôs baratos, porque os
rótulo. Ambos os sulfatos de Laureth de nossa também. ingredientes de qualidade são caros na
sódio e amónio são agentes causado- Demasiada diluição significa que o sur- sua produção e refletem-se bastante no
res de cancro reconhecidos. factante é demasiado forte e pode cau- preço final de um produto. Se é barato
sar irritação e dependendo do nome do demais, provavelmente não será o tipo
Em caso de dúvida… mesmo, outros problemas de saúde. O de produto que pretendem usar no vos-
Muito cuidado com a palavra “natural” barato, pode sair caro. so melhor amigo.
em uma embalagem de champô. Só Bom Grooming! n
porque diz na embalagem, não significa Aprender a ler o rótulo
que seja seguro. Pode tratar-se apenas Aprender a ler o rótulo é o primeiro pas- Nota da autora:
de uma forma de marketing, tal como so. Procurem ver o que cada ingrediente Agradeço a colaboração de Valerie
explicámos antes. Palavras como “de- significa e fujam dos ingredientes que se Polychronopoulos, Groomer Profissional
americana, representante da Pure Paws Flórida,
rivado” e “à base de”, podem significar apresentem como “à base de” ou “deri-
Diretora de Relações Públicas Pure Paws
inúmeras coisas. vado”. A razão pela qual o mesmo não e Presidente da Pure Paws Angels USA.
Se a lista de ingredientes não for clara, está descrito, normalmente não é boa. A Pure Paws é uma empresa de produtos
é melhor não comprar. Um rótulo claro é um bom sinal que a cosméticos para animais, situada no Texas (EUA).

50 Cães&Companhia
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Veterinária Fotos: Shutterstock

Artigo gentilmente cedido por

Nuno Gaspar
Médico Veterinário
Clínica Veterinária de Alcochete

Envelhecimento
ou
hipotireoidismo?
O hipotireoidismo
é uma das doenças
endócrinas mais comuns
na espécie canina, estando
estimada uma prevalência
entre 0,2 e 0,6% na
população canina mundial.

E
mbora qualquer cão possa ser por-
tador desta doença, existe uma
certa predisposição genética nas
seguintes raças: Dobermann Pinscher,
Golden Retriever, Spaniels (com especial
destaque para os Cockers), Setters, Bea-
gle, Caniche e Terriers.

Idade, porte e sexo


O hipotireoidismo, não obstante, poder
surgir em qualquer idade, tem maior pre-
valência em cães de meia-idade a ido-
sos, sendo a média de 7 anos de idade.
Nas raças de maior porte esta patologia,
tendencialmente, surge mais cedo do
que em canídeos de porte pequeno a
médio. Os machos e fêmeas são afeta-
dos de igual forma.

Glândula tireoide
A glândula tireoide é constituída por
duas porções simétricas (bilobulada),
uma em cada lado da traqueia proximal,
ou seja, na região cervical superior.
Esta glândula é responsável pela pro-
dução da hormona tiroxina (T4) e da

52 Cães&Companhia
52
hormona triiodotironina (T3), sob a in-
fluência da hormona libertadora de ti-
rotropina (TRH) que é produzida no hi-
potálamo, e da hormona estimulante da
tireoide (TSH) que é produzida na hipó-
fise, regulando estas últimas a produção
das hormonas T3 e T4.
O principal produto secretado pela glân-
dula tireoide é a tiroxina (T4), sendo a
triiodotironina (T3) resultante da perda
de um ião de Iodo da T4, mas apresenta
uma ação menos importante no orga-
nismo.

Funções das hormonas


Estas hormonas são necessárias para as
funções metabólicas celulares normais
do organismo; influenciando a atividade
das enzimas, tendo assim uma impor-
tância decisiva no sistema neurológico
e músculo-esquelético, no desenvolvi-
mento fetal, cardíaco, no metabolismo
dos hidratos de carbono e gorduras, etc.
Pode-se dizer, genericamente, que ne-
nhuma parte do corpo escapa aos efei-
tos adversos do excesso ou diminuição
destas hormonas.
O transporte da T4 e T3 na corrente san-
O hipotireoidismo tem maior prevalência
guínea é feito através de proteínas do em cães de meia-idade a idosos,
plasma como a albumina e pré albumi-
na, havendo também uma pequena par- sendo a média de 7 anos de idade
te que circula livremente.
O hipotireoidismo pode ser primário, se- te fetal ou morte em cachorros recém- reoideias terem um papel ativo na fase
cundário, terciário e congénito. nascidos. Este tipo de hipotiroidismo de crescimento do folículo piloso;
está associado ao nanismo e acrome- •Pelo seco e quebradiço;
Hipotireoidismo primário gália. •Hiperpigmentação (escurecimento da
O hipotireoidismo primário ocorre em pele);
95% dos casos de hipotireoidismo. Sinais clínicos •Seborreia seca ou oleosa;
Pode ter várias causas, sendo as mais O início dos sinais clínicos geralmente é •Piodermatite – Infeções da pele resul-
comuns: subtil e gradual. Os sintomas são muito tantes da diminuição da eficácia do sis-
•Tireoidite linfocítica – infiltração de variados devido à dimensão da influên- tema imunitário;
linfócitos e macrófagos (glóbulos bran- cia da hormona T4, originando altera- •Otite externa – Infeções do ouvido re-
cos) que origina destruição progressiva ções metabólicas, dermatológicas, neu- sultantes da diminuição da eficácia do
dos folículos da glândula; rológicas, cardiovasculares, reprodutivas,
•Atrofia idiopática – reposição do pa- gastrointestinais, oculares e hematológi-
rênquima (estrutura da glândula) por cas (sanguíneas).
células adiposas.
Alterações metabólicas
Hipotireoidismo secundário São provocadas pela diminuição da
O hipotireoidismo secundário advém da atividade das células relativamente ao
produção insuficiente de TSH (hormona metabolismo do oxigénio e controlo de
estimulante da tireoide), podendo ser síntese de proteínas:
decorrente de tumor hipofisário entre •Letargia;
outras alterações. •Aumento de peso;
•Intolerância ao exercício;
Hipotireoidismo terciário •Inatividade;
O hipotireoidismo terciário resulta da •Intolerância ao frio.
insuficiência da hormona libertadora de
tirotropina (TRH) e, sendo muitíssimo Alterações dermatológicas
raro, ocorre devido a neoplasias do hipo- •Alopécia não pruriginosa – Ocorre com
tálamo entre outras causas. frequência no dorso, podendo ser de
forma simétrica ou não, e, estendendo-
Hipotireoidismo congénito -se muitas vezes até às coxas e cauda.
O hipotireoidismo congénito tem uma A região do plano nasal habitualmente
incidência muito baixa, muito provavel- também é afetada. Esta ausência do
mente devido ao facto de provocar mor- pelo é devida ao facto das hormonas ti-

Cães&Companhia 53
53
sistema imunitário, frequentemente por
O hipotireoidismo primário
malassezias (fungo); ocorre em 95% dos casos
•Mixoedema – Em casos graves de hi- de hipotireoidismo.

potireoidismo surge uma acumulação de


mucopolissacáridos e ácido hialurónico
na derme, o que leva a um engrossa-
mento da mesma, sendo mais evidente
no focinho. Costumando-se chamar de
“expressão trágica” pela aparência facial
que estes cães exibem.

Alterações neurológicas
•Convulsões;
•Ataxia (incoordenação motora);
•Andar em círculos;
•Paralisia do nervo facial;
•Paralisia da laringe.

Alterações cardiovasculares
•Cardiomiopatia dilatada (aumento das
câmaras cardíacas);
•Bradicardia (diminuição do ritmo cardí-
aco).

Alterações reprodutivas
Uma vez que a hormona da tireoide é Nas raças de maior porte esta patologia,
necessária para a síntese normal da hor-
mona estimulante dos folículos (FSH) e
tendencialmente, surge mais cedo do
hormona luteinizante (LH) que são res- que em canídeos de porte pequeno a médio
ponsáveis pelo ciclo éstrico (todas as
fases do cio e ovulação) nas fêmeas e veis pelo transporte de oxigénio a todas Regulação
produção de testosterona e espermato- as células); da produção de T4
zoides nos machos: •Hiperlipidémia em jejum – O hipotireoi- Como se disse anteriormente, a produção
•Anestro persistente (fase do ciclo éstri- dismo está associado a uma redução de T4 é regulada através de um meca-
co em que não há atividade ovárica); da síntese das gorduras e diminuição da nismo de contra-regulação ou feedback
•Atrofia testicular; degradação das mesmas, pelo que estas negativo por parte da TSH, hormona es-
•Perda de líbido; se acumulam na circulação sanguínea. timulante da tireoide, produzida na hipó-
•Cio silencioso, em que não é percetível a Esta situação também existe associado fise.
sua ocorrência; a Diabetes mellitus e doença de Cushing, Isto quer dizer que, numa glândula nor-
•Corrimento vaginal sanguinolento pro- entre outras doenças; mal quando há excesso de produção de
longado no tempo; •Aumento das enzimas hepáticas – Que T4 esta inibe a produção de TSH, o que
•Galactorreia (produção de leite sem ter se deve à excessiva deposição de gordu- leva, portanto, à diminuição dos valores
havido gestação); ras no fígado e diminuição da taxa de de- de T4. Quando a T4 está diminuída a TSH
•Ginecomastia (aumento do tamanho gradação das mesmas; não tem este feedback negativo, logo au-
da glândula mamária, que pode ocorrer •Coagulopatias (alterações na coagula- menta a produção de T4 para valores
inclusivamente em machos). ção do sangue). normais.

Alterações gastrointestinais
São pouco frequentes em cães com hi-
potireoidismo: diarreia.

Alterações oculares
São também raras e devem-se à acumu-
lação de lípidos (gordura) na córnea:
•Úlcera da córnea;
•Queratoconjuntivite seca;
•Glaucoma.

Alterações hematológicas
•Anemia não regenerativa – Devido a um
menor consumo de oxigénio, por parte
dos tecidos e a um efeito direto na di-
minuição da produção de eritropoetina
(hormona que controla a síntese de gló-
bulos vermelhos, que são os responsá-

54 Cães&Companhia
54
tireoidismo são reversíveis. De um modo
geral é espectável que sinais como letar-
gia e inactividade melhorem em cerca de
7 dias. Melhoras a nível cardiovascular são
esperadas nas primeiras 8 semanas de
tratamento. Os problemas dermatológi-
cos iniciam a sua resolução nunca antes
do primeiro mês de tratamento e a perda
de peso geralmente é conseguida em 3
meses após o início da terapêutica.

Monitorização do paciente
A monitorização desta doença exige um
controlo rigoroso, pois frequentemente
são necessários ajustes na dose da medi-
cação, sendo a primeira medição de T4 às
4 semanas após o início do tratamento.

Tirotoxicose
Doses muito altas ou doenças concomi-
tantes como insuficiência renal ou hepá-
tica podem originar aquilo que se chama
de tirotoxicose, que é o aparecimento de
sinais de excesso de produção de T4.
Nos casos de hipotireoidismo os níveis lante de T4, baixando-a, ficando a pro- Estas alterações são: arfar constante,
de tiroxina (T4) estão diminuídos, sen- dução de TSH normal. Algumas doenças nervosismo, agressividade, polifagia (au-
do que em 5% dos casos podem estar levam a uma diminuição de T4 (mas TSH mento do consumo de alimentos) e per-
normais ou aumentados! normal), tais como insuficiência renal, da de peso. Quando estes sinais surgem
doença hepática, septicémia (infeção do é necessária uma rápida visita ao médico
Dosear a T4 sangue), Diabetes mellitus, Hiperadre- veterinário para reajuste das doses do
Existem vários tipos de análises laborato- nocorticismo ou doença de Cushing, que medicamento.
riais capazes de dosear as concentrações resulta em excesso de produção de glu-
de T4, na sua totalidade ou na sua porção cocorticoides por parte do organismo. Prognóstico
livre, bem como dosear a concentração Por outro lado, deve valorizar-se o facto O prognóstico desta doença endocrino-
de TSH. de alguns fatores não patológicos pode- lógica é muito bom desde que bem con-
Em geral, um cão com hipotireoidismo rem influenciar a diminuição de T4, como trolada medicamente, desaparecendo os
apresenta um valor de T4 diminuído e idade avançada e raças de grande porte. sintomas por completo e os cães voltan-
um valor de TSH aumentado, pois esta do a uma vida normal.
hormona aumenta para tentar compen- Tratamento
sar a baixa produção de T4, uma vez que O tratamento de hipotireoidismo consiste Envelhecimento?
a glândula tireoide está incompetente e na administração por via oral de levotiro- Sendo esta uma doença de evolução
não consegue manter os valores normais xina sódica, que é uma hormona sintéti- gradual, e mais frequente em cães de
de concentração de tiroxina (T4). ca, análoga à tiroxina. meia-idade a idosos, é frequente passar
Cada caso de hipotireoidismo é único despercebida aos olhos mais atentos,
Dificuldades no diagnóstico portanto a frequência da administração pois pode ser confundida com sinais de
Porém existem vários fatores que podem do medicamento pode ser diária ou bidiá- envelhecimento.
complicar o diagnóstico… ria e as doses ajustadas à situação clínica Assim, é fundamental efetuar visitas re-
A administração de alguns medicamen- de cada paciente. gulares ao médico veterinário para des-
tos como glucocorticoides, anti-inflama- O controlo desta doença é moroso uma piste de hipotireoidismo. Um diagnóstico
tórios não esteróides, barbitúricos (usa- vez que vários “departamentos” do orga- precoce e tratamento adequado levam a
dos em casos de epilepsia), entre outros, nismo estão afetados, mas, com a tera- um “rejuvenescimento” e vida mais feliz
afetam diretamente a quantidade circu- pêutica correta, todos os sinais de hipo- dos cães! n

CONTA SOLIDÁRIA DA ApmveAC


Após ter seguido atentamente as várias acções de mobilização que
decorrem no sentido de levar ajuda às vitimas dos incêndios recentes
ApmveAC – CONTA SOLIDÁRIA* na região centro, a Associação Portuguesa de Médicos Veterinários
Especialistas em Animais de Companhia (APMVEAC) decidiu actuar e
IBAN: pT50 0033 0000 45435532157 05 criou uma conta solidária para aquisição de feno e outros alimentos
email: donativos@apmveac.pt para animais de produção.
*O donativo é 100% dedutível nos custos de uma empresa ou empresário em nome individual
com contabilidade organizada e está isento de IVA. A todos os donativos emitidos a APMVEAC
Graças ao seu contributo a APMVEAC já enviou para a região afetada irá emitir o respectivo recibo com os dados fiscais fornecidos.
pelos incêndios 43 toneladas de feno, continue a ajudar-nos a ajudar!
Um fardo de feno de 200 kg custa 38€
mais informações e inscrições: 218 404 179 3 sacas da ração para borregos de 30 Kg custam 30€
Cães&Companhia 55
55
ou apmveac@apmveac.pt|www.apmveac.pt 3 sacas de ração para ovelhas de 30 Kg custam 30€
Gatos Artigo gentilmente cedido pelo Hospital do Gato
Fotos: Shutterstock

Inês Guerra
Médica Veterinária,
Departamento de Comportamento Felino

Não, não é!

O vómito não é normal em gatos,


assim como não o é, em outro
animal. É crucial investigar qual a
causa dos vómitos o quanto antes.
Não ignore este sintoma –
56 Cães&Companhia
56
mantenha o seu gato saudável.
Para evitar o vómito
após ingestão rápida,
podemos fazer alterações
no seu ambiente,

A
nomeadamente,
pesar dos gatos poderem vomi- através de itens de
tar para eliminar bolas de pelo, enriquecimento
ambiental.
nem todos os vómitos têm esta
razão. Quando o motivo é são as bolas
de pelo podemos muitas vezes observá-
-las diretamente no vómito.
Não raramente chegam à consulta ga-
tos cujo o único sintoma é o vómito, o
que acontece, várias vezes, mas que não
é visto como um possível problema de
saúde – porque é um gato.
O vómito é um sintoma que devemos
sempre investigar. A sua causa pode ter
diferentes origens, sendo um fator de
mau estar e de possível doença nos nos-
sos gatos. Por vezes, após exames médi-
cos descobrem-se doenças que a longo
prazo poderiam ser muito graves.

O que é o vómito?
O vómito é designado pelos médicos
como êmese e implica a expulsão vio-
lenta do conteúdo do estômago (ali-
mentos e ácidos de digestão).
Não ignore este sintoma, o vómito pode significar
Causas para o vómito
Podem ser inúmeras, como alterações que se passa algo de errado com o seu gato
a nível do trato gastrointestinal, ou pode
ser secundário à náusea que tantas ve-
em termos da sua saúde
zes aparece associada à doença renal.
Também pode ocorrer logo a seguir à É importante saber dizer
go do tempo, passando a ser um vómito
ingestão de alimento em grande quanti- ao médico veterinário crónico.
se o vómito do seu gato
dade num curto espaço de tempo, este tem conteúdo alimentar
vómito ocorre em situações pós-inges- ou se é vómito biliar. Tipos de vómito
tão rápida, mas até nestas situações há Importa referir que há vários tipos de
tratamento, que passa por alterações do vómito: com conteúdo alimentar (vê-se
ambiente, nomeadamente, por itens de comida presente) e vómito biliar, em que
enriquecimento ambiental. só estão presentes sucos gástricos sem
conteúdo alimentar.
Causas comuns de vómito Portanto, quando vir que há um vómito
• Dieta; em casa deve procurar perceber o seu
• Ingestão de tóxicos; conteúdo, pois será uma informação im-
• Doença renal aguda ou crónica; portante para o seu médico veterinário
• Doença do fígado; assistente. Se quiser tire uma fotografia,
• Doença do pâncreas. será mais fácil para o clínico analisar.

Vómito agudo e crónico Sinais de náuseas


O que muda entre o vómito ser agudo Os gatos são muitos subtis em muitos
ou crónico é a apresentação temporal dos seus comportamentos e a náusea
do sintoma, que pode ser de elevada em gatos pode estar presente quando
frequência num curto espaço de tempo o gato se encontra na presença da co-
(vómito agudo) ou perpetuado ao lon- mida:

Novo site, nova casa!


O novo site Always Pet Care já abriu e traz imensas novidades.
Funciona em todos os ecrãs e dispõe de uma longa lista de locais onde pode
comprar os produtos Always.
Um dos produtos que poderá já adequirir é o novíssimo Starter Kit, o futuro loft
do seu gato!

Cães&Companhia 57
alwayspetcare.com
facebook.com/alwayspetcare
• Lambe o lábio superior, de forma única Um maior aporte de fibras
na alimentação e a pasta
ou repetidamente; de malte potenciam a saída
• Parece que deglute sem estar do pelo ao nível das fezes
e não pelo vómito.
a comer;
• Saliva;
• Vira a face ao alimento.
Maneio alimentar
na prevenção do vómito
A alimentação que damos aos nossos
felinos é determinante para a sua saúde,
os gatos devem ter sempre alimentação
à sua disposição, dado que se alimentam
de pequenas porções de alimento, 10 a
20 vezes por dia.
Evite, a não ser que por indicação médica,
dar alimento só duas vezes ao dia. Este
pode ser um motivo de ansiedade nos
períodos em que não há alimento, agra-
vando comportamentos de ingestão rá-
pida e consequente vómito.
Opte por um alimento com elevada
quantidade de proteína.
Aposte na comida húmida, como com- Se a frequência do vómito for elevada o gato
plemento ao alimento seco, pois aumen-
ta o aporte de água para o seu gato e aju- pode desidratar, sendo necessário o internamento
da à sua hidratação. e administração de fluidos endovenosos
Brincar & Comer
Tenha sempre em mente que o seu gato Os gatos lambem-se como
é um predador. Portanto, é-lhe natural parte da sua rotina diária,
no entanto, os pelos podem
fazer um esforço para obter o seu próprio ficar ao nível do estômago
e formar uma bola de pelo,
alimento. que é depois eliminada
No entanto, nas nossas casas o alimento no vómito.
está sempre presente, levando à maior
ingestão de alimento.
Podemos contornar este problema usan-
do itens de enriquecimento ambiental,
com os quais os gatos têm de interagir
para obter o seu alimento. Deste modo
comem porções menores e usam as suas
funções físicas e cognitivas, ajudando ao
seu bem-estar.

Impactos do vómito
na saúde do seu gato
O vómito tem várias implicações, como
a desidratação, que pode ocorrer rapi-
damente se a frequência do vómito for
elevada.
Por outro lado, se vomita muitas vezes
sente náusea e, portanto, não se irá ali-
mentar. A anorexia associada ao vómito,
leva a uma rápida perda de iões que são mago e formar uma bola de pelo, que é O meu gato está a vomitar,
fundamentais para que o organismo es- depois eliminada no vómito. o que faço?
teja em equilíbrio. Podendo ser necessá- Se o seu gato vomitar com frequência,
rio internamento e administração de flui- Como prevenir as bolas deve levá-lo ao médico veterinário. Não
dos endovenosos para repor a hidratação de pelo? ignore este sintoma, que muitas vezes é
do gato. Um maior aporte de fibras na alimenta- inespecífico, mas pode significar que se
ção pode ser uma das estratégias, ha- passa algo de errado com o seu gato em
Vómito por bolas de pelo vendo no mercado alimentação prepa- termos da sua saúde.
Os gatos lambem-se todos os dias, faz rada para minimizar os efeitos dos pelos Nomeadamente, em termos do fígado,
parte da sua rotina diária, garantindo as- ingeridos. A pasta de malte pode ser ou- rim, pâncreas e outros órgãos, que a lon-
sim a sua limpeza e a eliminação do pelo tra das estratégias usadas pelos tutores. go prazo podem causar anorexia, perda
que cai. Ambas potenciam a saída do pelo ao ní- de peso e agravamento rápido do estado
Os pelos podem ficar ao nível do estô- vel das fezes e não pelo vómito. de saúde do seu gato. n

58 Cães&Companhia
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Dica Felina Artigo gentilmente cedido pelo Hospital do Gato
Fotos: Shutterstock

Maria João Dinis da Fonseca


Médica Veterinária

Exercício
físico no gato
Realidade ou ficção?
Este mês regresso com a rubrica mensal da Dica Felina
para donos muito gateiros. De modo muito sucinto deixo alguns
conselhos em jeito de Dica para que lide cada vez melhor com
as particularidades do seu fascinante felino.

60 Cães&Companhia
60
C
om frequência falamos da im-
portância do exercício físico e dos
malefícios que a obesidade acar-
reta para a saúde do gato. Mas como
fazer com que os nossos gatos se “me-
xam” mais? Nesta primeira dica vamos
por os gatos a mexer. Estão prontos?

Vamos à rua!
Este é o modo mais lógico de aumentar-
mos o exercício. Mesmo que não lhe seja
possível ir diariamente à rua com o seu
gato, tente ir pelo menos duas a três ve-
zes por semana.
Faça uma prospeção nas redondezas
e escolha um local resguardado. Tenha
sempre presente que para ensinar o seu
gato a ir à rua deve realizá-lo de uma for-
ma gradual. Escolha um peitoral seguro
e confortável. Não desista se o primeiro
passeio correr mal.
Se em vez de ter um gato feliz a passear
confiante, tiver um gato colado ao chão,
lembre-se que a persistência faz mila-
gres, ou seja, muita calma e pequenas
conquistas de cada vez. Faça deste tema
um desafio atrativo que cria um vínculo
entre si e o seu gato. Mas se vê que o gato
não está a disfrutar, não force!

Esconder a comida
Mesmo que não lhe seja possível ir
Calma, esconder a comida não é uma diariamente à rua com o seu gato, tente ir
maldade. A comida deve estar sempre à
disposição do gato, mas de modo a que pelo menos duas a três vezes por semana
ele a tenha que caçar. E como devemos
faze-lo? Um miradouro alto escolha um que se fixa ao teto, pois
Existem comedouros interativos, pró- Uns degraus junto à janela, ou junto quando são muito altos têm tendência
prios para o efeito, mas pode optar por a qualquer poiso que o faça sentir-se para abanar e o gato não aprecia essa
esconder a comida de modo mais sim- numa “Torre de Vigia”, irão fazer com que sensação.
ples, colocando o comedouro mais alto o gato suba e desça várias vezes ao lon-
ou em locais diferentes da casa. O facto go do dia. Brincar, brincar e brincar
de terem que procurar a comida funcio- Vamos todos brincar com o gato, pais,
na como estímulo quer físico quer cog- Mais arranhadores avos e netos. Se vive sozinha/a com o
nitivo. pela casa seu companheiro felino então brinque
“Invente degraus” e coloque a Verticais e horizontais, de corda e por quatro! Também existem brinque-
comida no último degrau. Se de cartão, quantos mais melhor. dos interativos que funcionam “sozi-
a bricolage não é o seu forte, Se optar por um arranhador nhos”, e que assim estimulam o gato
umas caixas de cartão resis- tipo ginásio, que fazem as mesmo na ausência do tutor.
tente fazem o efeito. delícias de muitos gatos,
O seu gato gosta
de biscoitos?
Opte por biscoitos light e aproveite a
motivação para por o seu gato a “correr
para caçar”.
Já está cansado? Ótimo!
Agora vamos cansar os nossos felinos,
o que não é tarefa fácil!

Em abril...
Volto para o mês que vem com mais
uma dica felina, desta vez a primeira
da trilogia de Dicas “Como? Porque?
Onde?”.
Até lá, bons momentos felinos! n

Cães&Companhia 61
Saúde Animal Natural Artigo gentilmente cedido por Natural Friends
Fotos: Shutterstock

Dinora Xavier
Médica Veterinária

Parte 04
Devo revacinar anualmente o meu cão?
Existem alternativas
eficazes à vacinação?
A resposta é SIM, e quem o diz são os mais variados e conceituados investigadores,
professores e especialistas em variadas áreas da saúde natural e medicina holística.

62 Cães&Companhia
62
N
ão se iluda, isto não é uma con-
clusão recente, dados estatísti-
cos significativos e a experiência
adquirida de práticas que acumulam dé-
cadas de experiência falam por si. Nesta
quarta parte do artigo vamos explicar-
lhe quais são as alternativas possíveis à
vacinação, como funcionam e porque
são mais seguras e eficazes.

Porque é que vacinamos


os nossos animais?
Isso é uma questão que eu lhe colocaria
se estivesse sentado(a) comigo em con-
sulta, com o seu animal. Sempre que o
faço as respostas são variadas, mas po-
demos sintetizá-las todas numa simples
palavra: MEDO.
Em geral, você vacina porque tem medo
que o seu animal contraia uma doença
infetocontagiosa potencialmente mortal
ou debilitante. Mas, se quer efetivamente
proteger o seu animal, a sua resposta e o
motivo da sua opção não deveria refletir
medo, mas sim responsabilidade e co- Sempre que pergunto “Porque vacina o seu
nhecimento de causa.
Quer seja na vacinação de humanos,
animal?”, as respostas variam, mas posso
como na de animais, a mesma só deve- sintetizá-las numa palavra: medo
ria ser aplicada a qualquer indivíduo que
seja com consentimento informado do lhor, nem a mais eficaz forma de proteger e gatos, surge durante a década de 1980,
mesmo ou do responsável/cuidador do o seu animal contra qualquer tipo de do- nos EUA principalmente. Até então, e
mesmo (quando menor ou animal), mas ença infecciosa ou infetocontagiosa que desde 1800, a prática da medicina veteri-
isso raramente acontece. Seguramen- conheça (esgana, parvovirose, leishma- nária estava principalmente relacionada
te você nunca deu o seu consentimento niose, etc.). com a proteção da saúde dos animais de
informado para a vacinação do seu ani- Também não é de todo a mais segura. Na consumo humano (gado e aves).
mal. realidade, de todas as formas eficazes de Só nas décadas após a II Guerra Mundial
profilaxia, a vacinação é a que apresenta e a guerra do Vietname é que se instalou,
O que é que isso implica? as taxas de sucesso e eficácia populacio- com mais prevalência a prática do capi-
O consentimento informado prévio ao nal mais baixas e as taxas de efeitos ad- talismo de consumo global e cresceu o
ato da vacinação ou de qualquer outra versos e secundários (incluindo a morte) hábito de nos relacionarmos também
administração medicamentosa ou de- mais elevada. afetivamente com algumas espécies ani-
cisão clínica ou terapêutica implica que O que acontece é que você apenas não mais.
você tenha sido corretamente informa- conhece outra forma de proteger eficaz- Os animais deixaram de ter, de um modo
do, prévio ao ato médico/clínico ou tera- mente e com segurança os seus animais global na civilização ocidental, um cariz
pêutico de todos os seus benefícios, mas e… opta pela que lhe apresentam, sem meramente prático e de trabalho ou con-
também de todas as suas contraindica- alternativas. sumo, e passaram a ser os nossos “ami-
ções, bem como (e muito importante) gos” e até os nossos “filhos”.
das alternativas que dispõe relativamen- Porque é que isto é assim? Para dar um pouco de impulso e ritmo à
te aos mesmos, caso queira ter a possibi- Isto é assim apenas porque é o que está
lidade de agir e fazer algo, sem que isso comercial, académica e politicamen-
seja exclusivamente a única opção que te instituído, a nível da prática clínica e
lhe estão a propor. científica. Mas isso não implica que seja
Entenda que optar por não vacinar é um a única que está reconhecida como mé-
direito seu e que isso não significa que todo eficaz de prevenção e profilaxia de
não vai fazer nada e que os seus animais doenças, tanto na teoria ensinada como
vão ficar desprotegidos, muito pelo con- na clínica aplicada na prática.
trário, há muito a fazer para além da vaci-
nação que confere proteção. Um pouco de história
também o ajuda a perceber
O medo paralisa, As fundações para a prática da revacina-
mas o conhecimento ção anual em animais domésticos, cães
dá autonomia!
Na nossa experiência clínica, já de pelo
menos 15 anos, de métodos de proteção
alternativos à vacinação, temos a dizer-
-lhe que vacinar não é a única, nem a me-

Cães&Companhia 63
63
prática clínica privada de pequenos ani-
mais, institui-se então, a partir de 1980,
e de forma completamente aleatória
e sem bases em nenhuma evidência
científica, que a vacinação dos animais
deveria ser anual, e foi divulgada como
pretexto para que houvesse pelo menos
uma consulta veterinária anual por ani-
mal.
Nesta consulta anual deveria existir um
exame clínico completo prévio à vaci-
nação, porque o objetivo principal seria
mesmo a realização do exame clínico e a
identificação precoce de potenciais pro-
blemas de saúde que se poderiam corri-
gir, e não a vacinação em si.

Mas isto não é o que


acontece consigo, pois não?
Quanto tempo demora a consulta de
vacinação do seu animal? Quinze mi-
nutos? Dez minutos? Um exame clínico
completo e sério implica um questioná-
rio, uma anamnese e um exame físico
detalhado no mínimo. Não deveria de-
morar menos de meia hora.
Se desta avaliação decorrer algum dado
ou observação que indique que pode
estar em curso um processo de doença
aguda ou crónica, a vacinação deve de
Uma boa fórmula crua, naturalmente
ser de imediato suspensa, qualquer que equilibrada, fornece todos os nutrientes
seja ela.
O estudo clínico deve de ser aprofun- estruturais e funcionais essenciais
dado com exames complementares de
diagnóstico, exame físico e questionário Então e a questão co com que o seu veterinário trabalha e
mais detalhado, até que o diagnóstico da obrigatoriedade se o mesmo está atualizado e a cumprir
correto esteja identificado e possa ser que me impõem? o Decreto-Lei.
instituída a medicação adequada até à Neste momento existem obrigatorie- Apesar de considerar essa resolução por
cura completa da patologia identificada dades reais e obrigatoriedades fictícias. parte da Direção-Geral de Alimentação
e corretamente diagnosticada. Quantas Sim, é verdade! Possivelmente tem ideia e Veterinária (DGAV) como um grande
vezes é que isto aconteceu consigo? de que todas as vacinas são obrigatórias passo na proteção da saúde dos animais
anualmente, se for como cerca de 80% e a possibilidade que temos de assim evi-
Uma rotina e uma ou mais das pessoas que chegam à nos- tar muitas inoculações desnecessárias, a
despesa completamente sa consulta de saúde animal natural. Mas realidade é que, com apenas uma ino-
desnecessárias! a realidade não é essa! culação o seu animal fica protegido de
Mas pior que isso, a vacinação anual A única vacina obrigatória por Lei é a forma vitalícia contra a raiva.
sempre foi desnecessária. Foi incutida vacina da raiva. Até 2013 a mesma era Este, considero pessoalmente que seria
com o pretexto de que era necessário obrigatória anualmente, mas desde aí, o próximo passo sério e de coragem a
manter os nossos animais protegidos já pode vacinar, de forma legal, até inter- assumir pelos organismos oficiais na luta
com bons níveis de anticorpos contra as valos de 3 anos entre revacinações, mas contra a raiva, séria e isenta de pressões
principais doenças. Mas sabe qual é (e isto depende do laboratório farmacêuti- economicistas.
sempre foi) a realidade?
A realidade é a que os estudos reais, sé- Os alimentos processados e
embalados contêm um nível
rios e não patrocinados por marcas nos elevado de antinutrientes e
dizem. os efeitos negativos são logo
evidentes sobre o sistema
A realidade é aquela que temos vindo a imunitário.
comprovar na nossa prática clínica diá-
ria, onde já realizamos várias dezenas de
testes de anticorpos vacinais, nos mais
diversos animais, ao longo dos últimos
anos.
A realidade é que o seu animal adquire
níveis elevados de anticorpos, muitas ve-
zes apenas com uma inoculação vacinal
em cachorro, e os mesmos permanecem
ativos durante toda a vida.

64 Cães&Companhia
64
A realidade é que, com
apenas uma inoculação
o seu animal fica
protegido de forma
vitalícia contra a raiva. vados de anticorpos contra adenovírus I
podem fazer o corpo desenvolver sinto-
mas de hepatite viral, sem que o agente
viral esteja presente a causá-la).
Por outro lado, com a vacinação subcu-
tânea através da pele, fica por sensibili-
zar toda a valência geral inespecífica do
sistema imunológico, que fica sem “co-
nhecer” devidamente com agente viral e
pode comprometer mais tarde a função
real dos anticorpos.
Finalmente, quando vacina, o corpo do
seu animal entende a introdução real
dos vírus que acontece, apesar de atenu-
ados ou mortos, e todos os adjuvantes e
conservantes em conjunto induzem uma
reação inflamatória exuberante que ini-
cialmente fica sintomaticamente oculta,
mas que começa a ver uns dias ou sema-
nas depois, em especial nos cachorros,
sob a forma de otites ou fezes moles, e
nos adultos sob a forma de alergias, der-
matites, intolerância alimentar e doença
autoimune.

As alternativas existem!
Alimentação Natural
Então, porque é que me diferença que poderá notar e que é usa- A primeira alternativa à vacinação é sem
dizem que outras vacinas da como argumento de validação para a dúvida o ponto de partida. Não começa-
também são obrigatórias? credibilização da vacinação como única mos a construir uma casa pelo telhado
Provavelmente, se tiver feito, ou for fazer forma de proteção eficaz: os níveis de e com o sistema imunitário a história é
qualquer tipo de seguro de saúde animal, anticorpos. a mesma. Começamos pelos alicerces,
convencionado ou não a uma rede de Quando vacina, induz a produção for- fundações e estrutura, ou seja, uma boa
seguros, vão exigir-lhe a caderneta atua- çada de um número elevado de an- alimentação, adequada a cada animal.
lizada com as vacinas anuais, todas elas ticorpos para as doenças contra as Uma boa alimentação fornece todos os
e não apenas a da raiva. quais está a vacinar. Mais uma vez ex- nutrientes estruturais essenciais (pro-
Isto é claramente um ato de desconhe- plicamos que a vacina não é a proteção, teínas, gorduras e hidratos de carbono),
cimento e de falta de atualização à luz a vacina causa um stress e uma inflama- nutrientes funcionais essenciais, vitami-
das linhas orientadoras vigentes para a ção temporária no sistema imunulógico nas, minerais e oligoelementos, que or-
vacinação. Já a questão da exigência da do animal e, se este tiver a capacidade, ganizam estruturalmente toda a função
vacina para a tosse do canil pelos hotéis produz anticorpos. Em geral, podemos básica do sistema imunitário. Nutrientes
e canis de estadia temporária e alguns colher sangue, fazer uma leitura e iden- essenciais como o zinco, vitamina c, cál-
centros de treino também se encontra tificá-los. Depois, logicamente aferimos cio, magnésio, entre muitos outros são
desatualizada. que o animal está protegido caso o nível imprescindíveis.
Esta vacina pode ser exigida apenas de anticorpos seja elevado. Mas a história Mas isso só tem uma forma de conseguir
quando essencial, ou seja, quando estes é mesmo assim? Não! e aqui não há batota possível. Alimen-
locais não reúnem as características hi- Em geral as vacinas induzem a pro-
gienossanitárias necessárias, mas se afir- dução de um nível de anticorpos Muitas plantas
marem que têm estas características as- mais elevado do que é o con- comuns contêm
elementos
seguradas então deverão justificar muito siderado “normal” pelo corpo terapêuticos
bem porque é que, mesmo assim, exigem que está protegido. Esta in- e nutrientes
essenciais que
a vacina, quando outras formas de prote- formação causa conflito in- fazem a diferença
perante um surto
ção mais eficazes podem ser instituídas. terno e o corpo pode “pen- de uma doença
Mesmo quando viaja, nem todas as vaci- sar” e interpretar que está infecciosa.
nas são necessárias atualizadas anual- sob a ameaça da doença
mente nas cadernetas. Lembre-se que real face ao elevado nível
aí apenas é válido o passaporte e que, a de anticorpos que circu-
maioria dos países, não vai exigir outras lam (exemplo: níveis ele-
vacinas anuais que não a da raiva.

Anticorpos, anticorpos
e ainda mais anticorpos…
mas mais não é melhor!
Alternativamente à vacinação existem
muitas coisas que pode fazer, mas va-
mos primeiro conhecer qual a principal

Cães&Companhia 65
65
A profilaxia com homeopatia
tem um índice de resultados
muito superior à vacinação
no número inferior de reações
adversas agudas e crónicas
tação natural, corretamente formulada.
Lembre-se que um cão e um gato ape-
nas vão buscar a maioria dos nutrientes
essenciais aos alimentos não cozinhados
e não processados, por isso nada de se
pôr em casa com tachos e panelas.
Uma boa fórmula crua, naturalmente
equilibrada não tem grandes segredos,
ao contrário do que possa pensar. É mui-
to simples dar-lhes uma boa alimenta-
ção, muito mais simples do que pensa.
Mas o segredo, efetivamente, é deixar
completamente e sempre de fora os ali-
mentos processados e embalados de
qualquer tipo (ração seca, latas, saque-
tas, húmidos, biscoitos, etc.). Cada refei-
ção destes alimentos contém um nível
elevado de antinutrientes e os efeitos
negativos são logo evidentes sobre o sis-
tema imunitário.

Plantas e Nutrientes
= Fitoterapia
Muitas plantas comuns contêm a grande
parte de elementos terapêuticos e nu-

66 Cães&Companhia
66
trientes essenciais que fazem toda a di- O consentimento informado antes da
vacinação é essencial e o seu médico
ferença perante uma ameaça como um veterinário deve de ser capaz de lhe
surto de uma doença infecciosa. explicar que existem alternativas e é
livre de optar por elas.
No recente surto de esgana do ano pas-
sado todos os animais afetados (trata-
mento) ou não (profilaxia), com os quais
tivemos a possibilidade de trabalhar com
fitoterapia, demonstraram excelentes re-
sultados na recuperação da doença e na
prevenção da mesma. Também existiram
excelentes resultados na recuperação de
sequelas.
Em surtos de tosse do canil também é
possível verificar que nenhum dos ani-
mais protegidos com fitoterapia contrai a
doença nem sintomas da mesma, mes-
mo quando junto a animais doentes que
contraíram a doenças, muitos deles cor-
retamente vacinados.
Mais uma vez, existem valências no sis-
tema imunitário que são muito impor-
tantes desenvolver e nutrir, mas não são e casos bem documentados do seu uso O segredo está no respeito
mensuráveis como os anticorpos. Contu- durante surtos de tosse do canil em cães Com tudo isto gostaríamos que soubes-
do, desempenhos melhores de proteção com resultados mais uma vez superiores se que existem muitas alternativas efi-
são conseguidos, mesmo em dinâmicas aos da vacinação. cazes à vacinação que talvez não conhe-
de surtos, com medidas muito simples e ce, mas pode vir a fazê-lo a mudar para
eficazes. Melhor proteção melhor a sua vida e a dos seus animais
Resta esclarecer que, por resultados su- em vários aspetos, mas principalmente
Profilaxia com homeopatia periores queremos afirmar melhor de- no da saúde geral e longevidade.
A profilaxia através da homeopatia é um sempenho na proteção, ou seja, menor Lembre-se que para fazer tudo isto fun-
tema bem controverso mas, na realidade, número de indivíduos que contraem a cionar é necessário que haja respeito.
aquele que tem os estudos de massas de doença ou sintomas da mesma compa- Respeito pelo conhecimento que pode
população e os estudos científicos mais rativamente com indivíduos vacinados ou não ser ainda do seu âmbito e que lhe
fortes e inabaláveis em resultados reais com resultados estatísticos expectáveis pode vir a ser muito útil.
no terreno e demonstração estatística nas condições dadas a cada surto – me- Deve entender que o consentimento in-
dos mesmos. A controvérsia surge no nor número de reações secundárias ou formado antes da vacinação é essencial
próprio seio da homeopatia e nos mais efeitos adversos, ou seja, menor número e o seu médico veterinário deve de ser
acérrimos puristas. de indivíduos que sofrem sintomas ad- capaz de lhe explicar que existem alter-
A partir dos seus princípios mais básicos, versos por reação aos produtos usados, nativas e é livre de optar por elas.
a homeopatia trata pelo semelhante, ou incluindo a morte como reação adversa. Não tenha medo, o medo retira-lhe au-
seja, implicaria que primeiro teria que fi- Neste tema a profilaxia com home- tonomia às suas decisões. Seja respon-
car doente para depois encontrar, para o opatia tem um índice de resultados sável pela saúde dos seus animais (e
seu animal, o remédio homeopático que muito superior à vacinação no número pela sua).
maior semelhança tinha e que o curaria. inferior de reações adversas agudas e O médico veterinário apenas é respon-
Ora aqui estaria logo à partida excluída crónicas, tendo mesmo a vantagem de sável pelo seu próprio conhecimento
a profilaxia mas, a realidade no terreno é que, em alguns casos, resolve sintoma- e pela forma como o vai implementar
bem diferente e a proteção conferida por tologia crónica existente de reações ad- em consulta, mas você é o responsável
um bom protocolo homeopático ultra- versas a vacinações anteriores e, por fim, último pelas decisões que quiser tomar
passa a eficácia dos resultados profiláti- tem melhores resultados numa perspe- pela saúde do seu animal.
cos de vacinas para a mesma doença. tiva económica, uma vez que permite, Cuidadores responsáveis e autónomos
Estas afirmações são legítimas, pois já a custo muito reduzido, imunizar popu- têm os animais com a melhor saúde
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Cães&Companhia 67
67
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Joker (1 ano) | Carina Pinto, Vila Nova de Gaia Jaki (2 anos) | Carla Morais, Santa Maria da feira

“Vou mascarar-me de Minnie”. Este Carnaval o Hatchi é polícia Quem disse que por ser menino não posso
Rosemary (11 anos) | Isabel Vicente, Lisboa para por ordem nas meninas! ser fada. É Carnaval ninguém leva a mal.
Hatchi (2 anos) | Helena Carvalho, Cruz de Pau. Júnior (5 anos) | Catarina Dias, Portimão

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vindas à primavera! Os autores das 5 fotografias mais
originais recebem duas embalagens dos novos alimentos
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nome do Passatempo, o nome e idade do animal, legenda
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Clube de Leitores
Foto da
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Pr mia
e o seu 1º aniversário!
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O Calvin a
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sol matinal.
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Almada

A Coimbra
adora passear
no jardim.
Vanda Cruz,
Loures
O Pierre é feliz
a correr.
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Ourém

O passatempo
preferido da
Daisy é ver TV!
Sara Monteiro,
A Molly com Lisboa
dois aninhos!
Maria Baptista,
Alqueidão
70 Cães&Companhia
Foto da
Premia

Malú, em forma
de coelho.
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Czaar-Axl
um cão que
é um gato!
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Coimbra

O Tozé e o Nestum
todos fofos!
Eunice Baptista,
Ourém

A Carlota
com 11 meses.
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Fialho, Serra
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Mesmo no inverno!
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Xuxu a espalhar
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Cães&Companhia 71
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Nº 250|Março 2018

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Quinta do Grajal - Venda Seca
2735-511 Agualva Cacém

Tiragem: 10.000 exemplares


Periodicidade: Mensal
Preço (IVA inc.) para Portugal: 3€ cont.
Depósito Legal: M. 15.759-1997
ERC: nº 120617
LIDERANçA IbéRICA
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zadas na Península Ibérica, com uma circulação mensal superior
a 800.000 revistas. Os nossos títulos na área dos animais de
companhia lideram os mercados ibéricos.
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por escrito. © Editorial Grupo V
EsTATuTO EDITORIAL: A revista “Cães & Companhia” tem
uma periodicidade mensal tendo como temática principal
os animais de companhia. Assim, o editor assume o
compromisso de respeitar os compromissos deontológicos
da imprensa e a ética profissional, de modo a não prosseguir
apenas tendo em vista os fins comerciais nem abusar da
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