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Tecnopedagogia:

novos rumos da
aprendizagem
Introdução

Esse livro tem por objetivo demonstrar de que


maneira os recursos tecnológicos podem contribuir
para a relação ensino-aprendizagem, seja dentro ou
fora da sala de aula. Não é nossa pretensão excluir o
modelo de educação tradicional, mas demonstrar que o
mesmo pode ser aperfeiçoado por meio da utilização
de recursos tecnológicos apropriados que criem novas
motivações, habilidades e competências entre
professores e alunos. Sabemos que o dinamismo social
impõe mudanças e que vários setores da sociedade
não acompanham essa mudança. Entendemos que o
setor educacional está inserido neste contexto, razão
pela qual entendemos apropriado tratar desta
temática, apontando alternativas viáveis que podem
fazer parte do ambiente escolar ou acadêmico,
tornando mais prazeroso e arte de ensinar e aprender.
1 - A concepção de tecnopedagogia.

Não existe uma definição única para


tecnopedagogia porque a tecnologia muda e as
propostas pedagógicas devem acompanhar essas
mudanças, todavia, podemos trazer uma concepção de
tecnopedagogia. Neste sentido, ela consiste no
aproveitamento dos recursos tecnológicos para o
aperfeiçoamento das práticas pedagógicas, culminando
com a busca do conhecimento e, desta forma,
melhorando o desenvolvimento humano e a nossa
socialização.
A tecnopedagogia abrange, portanto, o
aperfeiçoamento das práticas pedagógicas, com novas
formas de buscar conhecimento, mas sempre fazendo
uso de recursos tecnológicos.
Falamos em "aproveitamento" desses recursos
porque entendemos que eles já fazem parte do
cotidiano escolar ou acadêmico, mas ainda não há
integração dos mesmos na relação ensino-
aprendizagem para mudar os rumos da educação. A
proposta ou o fim da tecnopedagogia é atingir essa
finalidade.
2. Convivendo com a tecnologia.

A tecnologia faz parte da nossa vida. Por mais


que a evitemos, estamos constantemente em contato
com ela: é o cartão de crédito; a televisão de plasma,
LCD, 3D; a compra feita pelo computador; brinquedos
interativos dentre outros. Isso só para citar alguns
exemplos. O ambiente escolar também está vinculado
à tecnologia. Vamos imaginar do avanço do giz até a
lousa digital; do deslocamento físico até a sala de aula
para o ensino à distância; do modelo tradicional de
ensino para o ensino híbrido e daí em diante.
Para o professor e pesquisador Daniel Mill, o
processo educacional apresenta quatro elementos
constitutivos: gestão (gestores), ensino (educadores),
aprendizagem (estudantes) e mediação
tecnopedagógica (tecnologias), todos articulados,
dinâmicos, complementares e dialéticos. (MILL, 2013,
p.11-12).
Desta maneira, os recursos tecnológicos fazem
parte do ambiente escolar ou acadêmico, mas também
da vida das pessoas.
3. Ferramentas para a tecnopedagogia.
Que tipo de ferramenta tecnológica pode ser
utilizado na relação ensino-aprendizagem? Essa é uma
questão importante, mas cujas respostas decorrem da
própria variedade de recursos tecnológicos
encontrados em sociedade e que podem ser úteis em
sala de aula ou fora dela.
Principalmente, para este último caso, temos
os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), em que
a relação ensino-aprendizagem ocorre por plataformas
digitais, com múltiplos recursos de trocas de
informações, possibilitando o fomento de uma
verdadeira cultura digital. Esses ambientes virtuais
podem ser acessados de recursos tecnológicos como
tablets, celulares, notebooks, etc.
Mídias digitais como "e-book" ou livros digitais
contribuem muito para a tecnopedagogia. Vejamos:
"...existem softwares para livros digitais que permitem
converter a leitura, em tempo real, para mídia sonora,
como MP3 e audio-books". (CESÁRIO; OLIVEIRA, 2016).
Portanto, essas e outras ferramentas podem ser
utilizadas na relação ensino-aprendizagem.
4. Novos rumos pedagógicos.
Diante dos recursos tecnológicos disponíveis e
outros que possam vir a aparecer, esperamos que as
práticas pedagógicas também se desenvolvam.
As tecnologias digitais de informação e
comunicação (TDIC) atingiram o ambiente escolar,
mostrando o quanto os alunos estão tecnologizados,
todavia, também alerta para o uso equivocado dessas
tecnologias. (OLIVEIRA; FALCÃO, 2016). Outro autor diz
que a incorporação das tecnologias digitais traz
implicações diversas, mas não podem ser confundidas
com inovações pedagógicas. (MILL apud OLIVEIRA;
FALCÃO, 2016).
O processo de ensino através da TDIC é
simbiótico, devendo o educador perceber as
oportunidades e fazer uso desses recursos. Para isso,
deve estar atualizado em sua carreira, fazer cursos e
se inteirar da realidade digital. (OLIVEIRA; FALCÃO,
2016).
Assim, entendemos que os novos rumos
pedagógicos consiste num processo coletivo de
professores, discentes e gestores, no sentido de
compreender a cultura digital que aí está.
Conclusão.
A tecnopedagogia é uma alternativa para
que a escola recupere sua valorização na sociedade,
juntamente com os profissionais e colaboradores que
nela atuam. A realidade tecnológica exige essa
transformação no setor educacional. Fugir dessa
responsabilidade é comprometer o nosso futuro. Há
que se ter uma mudança comportamental para melhor
aproveitamento das TDIC. Só desta maneira,
poderemos falar em novo rumo pedagógico de
aprendizagem e novas formas de convívio.

Referências.
CESÁRIO, Priscila Menarin; CAMILA DIAS DE OLIVEIRA.
Aplicações pedagógicas de mídias escritas, ebooks e
hipermídias. São Carlos: Pixel, 2016.
MILL, Daniel. Mudanças de mentalidade sobre
educação e tecnologia: inovações e possibilidades
tecnopedagógicas. São Paulo: Paulus, 2013.
OLIVEIRA, Ortenio de; FALCÃO, Patrícia Mirella de
Paulo. Inovações tecnológicas e inovações
pedagógicas. São Carlos: Pixel (UFSCar), 2016.