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TESTE DE AVALIAÇÃO

PORTUGUÊS

A PREENCHER PELO ALUNO

Nome:

Turma: Número: Data: 19 / 11 / 2018

A PREENCHER PELO PROFESSOR

Professor: Classificação:

Observações:

A PREENCHER PELO ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO

Tomei conhecimento.

O Encarregado de Educação

7.º ANO
Grupo I – Leitura e Educação Literária

Lê atentamente o texto que segue.


Parte A

AMIZADE
A palavra amigo deriva do latim amicus, com o significado de preferido, amado. De facto,
a palavra amigo deriva do verbo latino amare, em português – amar. Amizade, portanto, é
uma forma de amor. Um amor sincero, leal, transparente e incondicional. A amizade é, depois
do amor materno, a mais bela expressão do amor incondicional.

5 Nem todas as pessoas a que chamamos de amigos são verdadeiramente “amigos”. Temos
mais conhecidos e colegas do que amigos. Sendo uma forma de amor, a amizade verdadeira
é tão rara quanto o amor verdadeiro, mas existe!
Amigo de verdade não é aquele que nos diz o que queremos ouvir. Amigo de verdade é
aquele que nos diz o que precisamos de ouvir! Um amigo de verdade arrisca a própria
10 amizade em nome da sincera intenção de nos fazer ver a verdade. Ele pode dizer-nos coisas
que magoem profundamente e nos façam ter uma reação menos positiva, mas, mesmo assim,
ele diz o que precisa de ser dito.
Como seres humanos incoerentes que somos, preferimos pessoas que nos digam doces
mentiras a nosso respeito e sobre a nossa vida, em vez de pessoas transparentes e corajosas
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o suficiente para apontarem as nossas ilusões e os nossos defeitos. Reconhece-se um amigo
pela sua coragem em dizer-nos o que precisa de ser dito, mesmo sabendo que poderá receber
ingratidão e a possível perda dessa amizade.
Não pensemos que um amigo é somente aquele que nos oferece o ombro na hora em que
mais precisamos. Há aqueles que se mostram ótimos “amigos” em momentos difíceis apenas
20 para se sentirem importantes. Mas são esses mesmos “amigos” que, por vezes, não toleram
o nosso sucesso e os momentos de felicidade, sentindo-se inferiores e questionando,
também, o seu direito a ser feliz.
Amigo de verdade não é somente quem nos consola quando choramos, mas é quem se
alegra ao ver-nos sorrir!
In site Renda Extra Real (Consultado em 11.02.2011). Texto adaptado.

1. Rodeia, em cada item, a alínea que completa a frase de acordo com o sentido do texto.

1.1. O objetivo deste texto é


a) refletir sobre a amizade.
b) narrar uma história de amizade.
c) descrever um amigo.
d) dar instruções para fazer amigos.

1.2. O adjetivo “incondicional”, na expressão “amizade incondicional”, caracteriza uma amizade


a) antiga.
b) recente.
c) sem condições.
d) sem provas.

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1.3. Segundo o texto, um verdadeiro amigo é aquele que nos diz
a) tudo, mesmo que não gostemos.
b) somente o que nós gostamos de ouvir.
c) quase tudo, pois tem receio de nos magoar.
d) tudo, exceto assuntos muito pessoais.

1.4. Atenta na frase: “(…) preferimos pessoas que nos digam doces mentiras (…)” (linhas 13-
14). Nesta frase, o pronome “nos” refere-se
a) aos amigos.
b) aos leitores.
c) aos falsos amigos.
d) a pessoas transparentes e corajosas.

1.5. Na linha 20, a palavra amigos encontra-se entre aspas porque se trata de uma
a) citação.
b) maneira de chamar a atenção para o seu verdadeiro significado.
c) maneira de chamar a atenção para vários significados possíveis.
d) opinião.

Parte B

Lê o conto. Se necessário, consulta o vocabulário.

Pedro e Pedrito

Havia noutros tempos um príncipe chamado Pedro que tinha um irmão de leite 1
chamado Pedrito. Viviam os dois como se fossem verdadeiros irmãos e tinham jurado
valerem 2 sempre um ao outro nos trabalhos que a sorte lhes destinasse. Pedro estava
para partir para um reino estrangeiro para se ir casar com certa princesa muito formosa
que havia muito lhe estava destinada para esposa. Pedrito devia acompanhá-lo, mas
como se desejasse mais ir por terra do que por mar pediu a Pedro que o deixasse ir só, que
ele lá estaria no dia do casamento. Partiram, Pedro por mar e Pedrito por terra. Já tinha
Pedrito caminhado bastantes léguas quando anoiteceu e viu-se obrigado a ficar no
caminho debaixo de umas árvores para descansar aquela noite. Mas mal se tinha deitado
quando ouviu umas vozes saídas das árvores que lhe diziam: «O príncipe Pedro vai casar
com a princesa de tal, mas desgraçado dele, pois a princesa ao passar por certo rio há de
pedir água e, se lha derem e ela beber, morrerá.

Quem isto ouvir e contar


Em pedra se há de tornar.»

Pedrito, ao ouvir isto, apressou a jornada na intenção de ir avisar o príncipe, não


receando, para salvar a princesa, tornar-se em pedra. Durante todo o caminho foi sempre
ouvindo as mesmas vozes que lhe diziam: «A princesa há de passar por uma ponte; ela a
passar e a ponte a cair.

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Quem isto ouvir e contar
Em pedra se há de tornar.»

Já perto da terra da princesa ouviu Pedrito as mesmas vozes que lhe diziam:
«A princesa há de ter sono pelo caminho e há de pedir para descansar; mas enquanto ela
dormir, há de ser mordida por uma serpente e ali mesmo morrerá.

Quem isto ouvir e contar


Em pedra se há de tornar.»

Chegou Pedrito ao palácio e logo tratou de avisar o príncipe Pedro das grandes
desgraças que esperavam a princesa; mas qual não foi o seu espanto ao verem que,
ao passo que 3 Pedrito ia contando o que ouvira pelo caminho, se ia transformando em
estátua de pedra.
Foi grande a dor de Pedro, que tratou logo de mandar chamar muitas fadas e
alguns sábios para que lhe dissessem a maneira de tornar Pedrito ao que ele era. As fadas
disseram a Pedro que só com o sangue dele derramado sobre Pedrito o podia tornar
em homem. Pedro cortou um dedo para salvar o seu irmão, mas ao mesmo tempo
que Pedrito se tornava em homem ia-se Pedro transformando em estátua. Pedrito, logo
que isto viu, foi-se ter com certa feiticeira para que lhe valesse em tal aflição. A feiticeira
disse-lhe então: «Irás a tal sítio onde há um pátio que tem uma entrada guardada por um
leão; tirarás a chave da boca do leão; entrarás no palácio e verás uma bicha de sete
cabeças; então matá-la-ás, mas, toma cautela, não a mates pelas cabeças, porque
ao passo que lhe cortes uma cabeça logo outra nascerá e isso é muito perigoso para
ti; mata-a pelo pescoço, colhe o sangue dela e o deitarás por cima da estátua de Pedro e
ele voltará à vida.»
Saiu-se Pedrito muito bem desta empresa e o prémio que ganhou foi casar com uma
princesa, irmã de Pedro, sendo muito felizes.

In Contos Populares Portugueses, recolha de Adolfo Coelho, D. Quixote, 1985

1 irmão de leite – menino criado como irmão.


2 valerem – ajudarem-se.
3 ao passo que – enquanto.

1. Faz o levantamento das referências temporais e espaciais presentes no conto. Que conclusão
podes tirar?
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2. Este conto desenvolve-se a partir de um juramento. Explicita-o.
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3. O conto inicia-se com uma situação de equilíbrio e, até um determinando momento, tudo corre
bem.

3.1. Refere o acontecimento que anuncia que algo de imprevisível e mau estava para
acontecer.
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4. O que pretendia Pedrito quando arriscou transformar-se em pedra?


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5. Durante o tempo de desequilíbrio, Pedro foi aconselhado por uma feiticeira a desenvolver
várias ações para salvar Pedrito. Indica-as.
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6. Esta história salienta a união, amizade e coragem destes dois irmãos de leite. Aponta os
momentos que melhor revelam esse aspetos.
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7. O conto popular obedece a uma estrutura própria.

7.1. Constrói uma frase para cada um dos momentos da ação a seguir apresentados.

a) Momento inicial de estabilidade


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b) Acontecimento perturbador
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c) Série de peripécias
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d) Restabelecimento da ordem inicial


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8. Completa os espaços em branco de acordo com os conteúdos estudados.

O Conto Popular é um texto ______________ com um número _______________ de


personagens. Normalmente, as personagens não apresentam nome próprio, uma vez que

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___________________________________________. Este tipo de texto transmitiu-se muito
tempo por via _________, passando de geração em geração.

Grupo II – Gramática

1. “entrarás no palácio e verás uma bicha de sete cabeças; (…) não a mates pelas
cabeças (…) isso é muito perigoso para ti”.

1.1. Transcreve os adjetivos presentes na frase transcrita, indicando a sua subclasse.


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1.2. Transcreve as formas verbais da mesma frase, referindo o seu tempo, modo, número e
pessoa e se são verbos intransitivos, transitivos (diretos, indiretos, diretos e
indiretos) ou copulativos.
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2. Identificação a função sintática das expressões sublinhadas.

a) As fadas concordaram com Pedro.


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b) Pedro pediu ajuda à feiticeira.
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c) Pedro estava preocupado.
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d) A princesa vivia num reino estrangeiro.
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e) Felizmente, Pedro conseguiu ajudar Pedrito.
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3. Substitui as expressões sublinhadas por pronomes. Faz apenas as alterações necessárias.

a) Os dois irmãos de leite agradeceram o conselho da feiticeira.


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b) Pedro fez a viagem por mar.
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6
c) Pedro cortou um dedo para ajudar o irmão.
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3.1. Reescreve a frase que construíste na alínea c:

a) iniciando por: Pedro ainda…


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b) na negativa.
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4. Reescreve a frase abaixo no discurso direto.

As fadas disseram a Pedro que só com o sangue dele derramado sobre Pedrito o
podia tornar em homem.

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5. Transforma na voz passiva a frase “Pedro cortou um dedo para salvar o seu irmão”.
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Perfer et obdura.
(Sê persistente e resiste.)

Bom trabalho!
A Professora,
Ana Raquel Silva

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