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SÚMARIO
MATEMÁTICA APLICADA
1 NÚMEROS NATURAIS.............................................................................................6
1.1 OPERAÇÕES BÁSICAS DE MATEMÁTICA PARA MEDIÇÃO.............................7
1.1.1 Adição.................................................................................................................7
1.1.2 Subtração...........................................................................................................8
1.1.3 Multiplicação......................................................................................................9
1.1.4 Divisão..............................................................................................................11
2 NÚMEROS DECIMAIS............................................................................................12
2.1 OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS PARA MEDIÇÃO...........................13
2.1.1 Adição...............................................................................................................13
2.1.2 Subtração.........................................................................................................14
2.1.3 Multiplicação....................................................................................................15
2.1.4 Divisão..............................................................................................................16
3 ESTUDANDO EXPRESSÕES NÚMERICAS, MDC, MMC e SIMBOLOS
MATEMÁTICOS.......................................................................................................17
3.1 EXPRESSÕES NÚMERICAS..............................................................................17
3.2 O QUE É MDC? ..................................................................................................18
3.3 O QUE É MMC? ..................................................................................................19
3.4 SIMBOLOS MATEMÁTICOS...............................................................................20
4 NÚMEROS FRACIONÁRIOS.................................................................................22
4.1 TIPOS E CLASSIFICAÇÃO DE FRAÇÕES.........................................................23
4.2 REPRESENTAÇÃO E LEITURAS DE FRAÇÕES...............................................24
4.3 OPERAÇÕES COM NÚMEROS FRACIONÁRIOS PARA MEDIÇÃO.................25
4.3.1 Adição...............................................................................................................25
4.3.2 Subtração.........................................................................................................27
4.3.3 Multiplicação....................................................................................................28
4.3.4 Divisão..............................................................................................................28
4.4 TRANSFORMAÇÃO DE FRAÇÕES EM NÚMEROS DECIMAIS........................28
4.5 TRANSFORMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS EM FRAÇÕES........................29
5 REGRA DE TRÊS SIMPLES..................................................................................30
5.1 O QUE É REGRA DE TRÊS SIMPLES? ............................................................30
6 PORCENTAGEM....................................................................................................31
6.1 REGRAS E FORMAS DE CALCULAR DE PORCENTAGEM.............................31
7 MEDIDAS DE COMPRIMENTO..............................................................................34
2

7.1 MULTIPLOS E SUBMULTIPLOS DO METRO.....................................................34


7.2 CONVERSÃO DE MULTIPLOS E SUBMULTIPLOS DO METRO.......................34
8 MEDIDAS DE MASSA............................................................................................35
8.1 MULTIPLOS E SUBMULTIPLOS DA GRAMA.....................................................36
8.2 CONVERSÃO DE MULTIPLOS E SUBMULTIPLOS DA GRAMA.......................36
9 ESTUDANDO PERIMETROS E ÁREAS................................................................36
9.1 CLASSIFICAÇÃO DE PERIMETROS E ÁREAS.................................................36
9.1.1 Perímetros........................................................................................................36
9.1.2 Áreas.................................................................................................................37
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO......................................................................................40

METROLOGIA
1 PRINCIPIOS BÁSICOS DE METROLOGIA...........................................................43
1.1 O QUE É INSPECIONAR? .................................................................................43
1.2 O QUE É MEDIR? ..............................................................................................43
1.3 QUANDO COMEÇAMOS A MEDIR? ..................................................................43
1.4 O QUE É A POLEGADA OU SISTEMA INGLÊS? .............................................44
1.4.1 Polegada Fracionária ou Ordinária................................................................44
1.4.2 Polegada Decimal............................................................................................44
2 TRANSFORMAÇÃO OU CONVERSÃO DE MEDIDAS.........................................45
2.1 CONVERTENDO POLEGADAS EM MILIMETRO...............................................45
2.1.1 Formas de conversão de polegadas em milímetros....................................45
2.2 CONVERTENDO MILIMETRO EM POLEGADAS...............................................47
2.2.1 Formas de conversão milímetros em polegadas........................................ 47
2.3 CONVERTENDO POLEGADAS FRACIONÁRIAS EM POLEGADAS
DECIMAIS .............................................................................................................48
2.4 CONVERTENDO POLEGADAS DECIMAIS EM POLEGADAS
FRACIONÁRIAS....................................................................................................48
3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO............................................................................49
3.1 TIPOS DE INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO.......................................................49
3.2 CUIDADOS COM OS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO.....................................50
4 RÉGUA GRADUADA..............................................................................................50
4.1 TIPOS DE RÉGUA GRADUADA..........................................................................51
4.2 APLICAÇÃO PRATICA DA RÉGUA GRADUADA...............................................53
4.2.1 Escala métrica.................................................................................................53
3

4.2.2 Escala inglesa .................................................................................................54


5 PAQUÍMETRO........................................................................................................56
5.1 TIPOS DE PAQUÍMETRO....................................................................................57
5.2 CONHECENDO O PAQUÍMETRO.......................................................................59
5.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO PAQUÍMETRO....................................................60
5.3.1 O que é o Nônio? ............................................................................................61
5.3.2 Leitura do Paquímetro em mm.......................................................................63
5.3.3 Leitura do Paquímetro em polegadas fracionárias......................................65
6 MICRÔMETRO........................................................................................................67
6.1 TIPOS DE MICRÔMETRO...................................................................................67
6.2 CONHECENDO O MICRÔMETRO......................................................................69
6.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO MICRÔMETRO...................................................70
6.3.1 Leitura do Micrômetro em mm.......................................................................71
6.3.2 Leitura do Micrômetro em polegadas ...........................................................75
7 RELÓGIO COMPARADOR....................................................................................76
7.1 TIPOS DE RELÓGIO COMPARADOR................................................................77
7.2 CONHECENDO O RELÓGIO COMPARADOR...................................................79
7.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO RELÓGIO COMPARADOR.................................79
7.3.1 Sentido horário e Sentido Anti-horário.........................................................81
7.3.2 Leitura do Relógio Comparador em mm.......................................................81
8 GONIÔMETRO........................................................................................................83
8.1 TIPOS DE GONIÔMETRO...................................................................................84
8.2 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO GONIÔMETRO...................................................85
8.4.1 Leitura do goniômetro....................................................................................85
8.3 OPERAÇÕES COM GRAUS, MINUTOS E SEGUNDOS DE ÂNGULOS...........87
8.3.1 Ângulo raso......................................................................................................87
8.3.2 Ângulo reto......................................................................................................88
8.3.3 Ângulo agudo..................................................................................................88
8.3.4 Ângulo obtuso.................................................................................................89
9 CONHECENDO OUTROS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO...............................89
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO......................................................................................91

DESENHO TÉCNICO
1 CONHECENDO O DESENHO TÉCNICO...............................................................98
1.1 PRNCIPAIS MATERIAIS UTILIZADOS NO DESENHO TÉCNICO.....................98
4

1.1.1 Escalímetro......................................................................................................98
1.1.2Transferidor......................................................................................................98
1.1.3 Lápis e Borracha.............................................................................................98
1.1.4 Formatos do Papel utilizado no desenho técnico........................................98
1.2 NORMAS TÉCNICAS...........................................................................................99
1.2.1 O que é a ABNT? ............................................................................................99
1.2.2 A importância da Caligrafia no desenho técnico.........................................99
1.2.3 Tipos de Linhas...............................................................................................99
1.2.4 Legenda..........................................................................................................100
2 FIGURAS GEOMÉTRICAS...................................................................................100
2.1 FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS.................................................................100
2.1.1 Ponto, Linha e Plano. ...................................................................................100
2.1.2 Circulo, Retângulo e Quadrado....................................................................101
2.1.3 Outras figuras geométricas planas.............................................................102
3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA..............................................................................102
3.1 APLICAÇÕES PRÁTICAS DE PERSPECTIVA ISOMÉTRICA..........................103
3.1.1 O que é o eixo isométrico? ..........................................................................103
3.1.2 O papel reticulado.........................................................................................104
3.1.3 Etapas de construção do desenho técnico no papel reticulado..............104
4 COTAGEM............................................................................................................106
4.1 CONHECENDO AS COTAS..............................................................................106
4.1.1 Elementos da cotagem.................................................................................107
4.1.2 Desenho da Cota no desenho técnico........................................................108
5 ESCALAS.............................................................................................................109
5.1 INDICAÇÕES DE ESCALAS..............................................................................109
5.1.1 Escala de Ampliação.....................................................................................110
5.1.2 Escala de Redução........................................................................................110
6 PROJEÇÃO ORTOGONAL OU ORTOGRÁFICA................................................112
6.1 APLICAÇÕES PRÁTICAS DE PROJEÇÃO ORTOGONAL...............................112
6.1.1 As vistas da projeção ortogonal..................................................................112
6.1.2 Conhecendo os Diedros...............................................................................114
6.1.3 Regra do Alinhamento..................................................................................115
7 CORTES, SECÕES E ENCURTAMENTO............................................................116
7.1 CORTES.............................................................................................................116
7.1.1 O que são hachuras? ...................................................................................116
5

7.1.2 Tipos de Corte...............................................................................................117


7.1.2.1 Corte Total....................................................................................................117
7.1.2.2 Meio Corte....................................................................................................117
7.1.2.3 Representação e Indicação do Corte...........................................................117
7.2 SECÃO E ENCURTAMENTO............................................................................119
8 TOLERÂNCIAS E AJUSTES................................................................................121
8.1 TOLERÂNCIAS..................................................................................................121
8.2 AJUSTES...........................................................................................................122
8.2.1 Ajuste com Folga...........................................................................................122
8.2.2 Ajuste com Interferência...............................................................................123
8.2.3 Ajuste com Incerteza.....................................................................................124
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO....................................................................................125
REFERÊNCIAS........................................................................................................133
6

MATEMÁTICA APLICADA

A maioria dos brasileiros em geral possui muito medo ou receio de estudar


Matemática, essa disciplina se torna muitas vezes em um “mal necessário” nas
escolas e instituições de ensino, porém nosso objetivo a partir de agora é passar a
ver com outros olhos a disciplina e buscar conhecimentos de uma forma bem
diferente e inovadora, vamos descobrir que a Matemática deve ser nossa
companheira, nossa amiga, afinal ela já esta presente em nossas vidas e em nosso
dia-a-dia. Ela está no supermercado, na padaria, no ônibus, na sorveteria, enfim
quase tudo gira em torno de números.
Vamos embarcar nessa emoção e viver momentos talvez nunca vividos
antes, que possamos sair deste curso com a mente totalmente aberta a novos
desafios, novas metas a serem alcançadas, e quem sabe até novos sonhos a serem
realizados. “E que ao final possamos declarar a todos que a Matemática é Linda”.

Professor José Jadson N. da Silva


Engº Mecânico e
Especialista em Engenharia de Produção

1 NÚMEROS NATURAIS

Os números são grafias ou objetos da matemática utilizados para descrever


quantidade, ordem ou medida. Todo e qualquer número positivo inteiro, incluindo-se
o número 0 (zero) é chamado ou conhecido como número natural. Esses números
quando mostrados em conjuntos de números são representados por uma letra N
maiúscula.
Exemplos: 10, 20, 42, 78, 99, 4589
Veremos as seguir as 4 (quatro) operações básicas da matemática aplicada
em números naturais, mas antes precisamos saber algumas informações sobre
essas operações que serão essenciais ao nosso estudo matemático que estão
descritas abaixo:
Adição, operação inversa é a Subtração.
Subtração, operação inversa é a Adição.
Multiplicação, operação inversa é a Divisão.
7

Divisão, operação inversa é a Multiplicação.


Outro fator de extrema importância será a utilização da tabuada, aprender a
tabuada é essencial no aprendizado. Tire um tempo para verdadeiramente estudar a
nossa amiga tabuada, você verá que isso facilitará muito seu entendimento tanto
durante o curso, quanto em sua vida profissional.

1.1 OPERAÇÕES BÁSICAS DE MATEMÁTICA PARA MEDIÇÃO


1.1.1 Adição

Ato ou Ação de adicionar ou de acrescentar alguma coisa, o nosso curso


utilizará a soma, que é justamente o ato de adicionar números em geral. O sinal
utilizado para somar é o +. Abaixo temos exemplos práticos da operação de adição.
Exemplo: 22 + 14 = 36 57+10=67
Porém geralmente as situações que irão ocorrer em seu dia-a-dia serão da
seguinte forma:
Exemplo: Arme e efetue a adição a seguir: 22 + 14
22 → Parcela
+14 → Parcela
36 → Soma ou total

Observações importantes:
O que é armar e efetuar? Armar uma conta simples é apenas colocar os
números sobrepostos um sobre o outro, e efetuar consiste em resolver a
conta, ou seja, somar.
Os números 22 e 14 são chamados de parcelas, e o número 36 é
chamado de soma ou total. (nesse caso).
Atenção: Como poderemos ter a certeza que nosso cálculo está correto?
Simples, precisamos realizar a prova real ou prova dos 9 (nove).
Em nosso caso vamos abordar a prova real, pois é a mais utilizada.
Dependendo da situação Use aquela que for mais conveniente, ou aquela que seu
professor solicitar.
A Prova Real na Adição:
Na adição a prova real consiste em usar sua operação inversa para
comprovar o resultado, é necessário subtrair uma de suas parcelas do seu TOTAL, o
8

resultado obrigatoriamente deverá ser igual à outra parcela. Vamos tomar como
exemplo a operação realizada anteriormente.
36 → Soma ou total
- 14 → Parcela
22 → Parcela
Se o resultado for diferente da outra parcela seu calculo estará incorreto.
Outro exemplo de adição:
52 + 45 = 97
52 → Parcela
+45 → Parcela
97 → Soma ou total
Tirando a prova:
97 → Soma ou total
- 52 → Parcela
45 → Parcela

1.1.2 Subtração

A subtração é a operação inversa da adição, ou seja, consiste em subtrair


(retirar) algum valor ou números de outros valores ou números. O sinal utilizado para

subtrair é o -. Abaixo temos exemplos práticos da operação de subtração.

Exemplo: 48 – 17 = 31 12 – 6 = 6
Na prática aparecerá: Arme e efetue a subtração a seguir: 48 – 17
48 → Minuendo
- 17 → Subtraendo
31 → Resto ou diferença

Observações importantes:
Os números 48 e 17 são chamados de minuendo e subtraendo
respectivamente, e o número 31 é chamado de resto ou diferença. (nesse caso)
A Prova Real na subtração:
Na subtração a prova real consiste em usar sua operação inversa para
comprovar o resultado, é necessário somar a diferença com o subtraendo, o
9

resultado obrigatoriamente deverá ser igual ao minuendo. Vamos tomar como


exemplo a operação realizada anteriormente.
31 → Resto ou diferença
+17 → Subtraendo
48 → Minuendo
Se o resultado for diferente do valor do minuendo seu calculo estará
incorreto.
Outro exemplo de Subtração:
Exemplo: 468 – 327 = 141
468 → Minuendo
- 327 → Subtraendo
141 → Resto ou diferença
Tirando a prova:
141 → Resto ou diferença
+327 → Subtraendo
468 → Minuendo

1.1.3 Multiplicação

A operação de multiplicação é proveniente da soma, consiste basicamente


em saber calcular qual o valor da soma de um determinado numero em função de
determinada quantidade de vezes. O sinal utilizado para multiplicar é o X (xis).
Quando os matemáticos passaram a usar a letra x (xis) em seus cálculos, foi
necessário substituir o x da multiplicação por outro sinal para evitar confusão. E o
sinal escolhido foi o ponto (.). Abaixo temos exemplos práticos da operação de
multiplicação:
Exemplo: 6 x 3 = 18
Ou seja, o número 6 (seis) somado 3 vezes.
Assim: 6 + 6 + 6 = 18
Ou ainda podemos dizer que o número 3 (três) somado 6 vezes
Assim: 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 18

Na prática aparecerá: Arme e efetue a multiplicação a seguir: 6 x 3


6 → Fator
x 3 → Fator
10

18 → Produto
Existe uma propriedade da multiplicação que diz “A ordem dos fatores não
altera o produto”, então observe abaixo:
3 → Fator
x 6 → Fator
18 → Produto
Você pode observar que o resultado final não foi alterado, permanecendo o
valor inicial.
Outro exemplo de multiplicação:
Exemplo: 23 x 4 = 92
23 → Fator
x 4 → Fator
92 → Produto

Observações importantes:
Observe que nesse caso você deve multiplicar o fator 4 primeiramente
com o número 3, isso resultaria em 12, porém nessas situações deve-se deixar
no produto apenas o último número no caso o 2, e o número 1 fica aguardando
para ser somado com o produto do fator 4 com o número 2, que seria igual a 8,
no entanto adiciono a este valor o número 1, resultando portanto em 9. O
resultado encontrado é 92.
Outro exemplo de Multiplicação:
Exemplo: 13 x 24 = 312
13 → Fator
x 24 → Fator
52
+ 26--
312 → Produto
Observações importantes:
Observe que nesse caso você deve multiplicar o fator 4 primeiramente
com o número 13, isso resultará em 52, depois você deve multiplicar o fator 2
com o número 13, isso resultará em 26. Devendo realizar a soma desses
números conforme o posicionamento de cada um, pois isso é essencial no
cálculo exato de sua operação.
A Prova Real na Multiplicação:
11

Na Multiplicação a prova real consiste em usar sua operação inversa para


comprovar o resultado, é necessário dividir o produto por um dos fatores, o resultado
obrigatoriamente deverá ser igual ao outro fator. Vamos tomar como exemplo a
operação realizada anteriormente.
18 ÷ 3 = 6
6 → Fator
x 3 → Fator
Produto → 18 3 → Fator
18 6 → Fator
(0)

Se o resultado for diferente do outro fator seu calculo estará incorreto.

1.1.4 Divisão

A divisão é a operação inversa da multiplicação, ou seja, consiste em dividir


(partir) algum valor ou números de outros valores ou números. O sinal utilizado para

dividir é o ÷, porém é muito comum também ser utilizado o símbolo / (barra), ou

simplesmente: (dois pontos), Abaixo temos exemplos práticos da operação de


divisão.

Exemplo: 8 ÷ 4 = 2

Dividendo ←18 3 → Divisor


18 6 → Quociente
(0) → Resto

Divisões exatas sempre o “Resto” será o número 0 (zero).


Se o “Resto” da divisão for qualquer número diferente de 0 (zero) chamamos
essa divisão de não exata.
Outro exemplo de Divisão
Dividendo ←36 5 → Divisor
35 7 → Quociente
(1) → Resto (Divisão não exata)
12

Observações importantes:
Dentre as quatro operações matemáticas a divisão é a considerada
mais “difícil”, porém podemos notar que o aluno precisa ter um conhecimento
prático da tabuada, e assim desenvolver melhor essa operação.

A Prova Real na Divisão:


Na Divisão a prova real consiste em usar sua operação inversa para
comprovar o resultado. Se a divisão for exata basta multiplicar o quociente com o
divisor, o resultado obrigatoriamente deverá ser igual ao dividendo. Porém se a
divisão não for exata é necessário multiplicar o quociente com o divisor e somar com
o valor do resto.
Vamos tomar como exemplo a operação realizada anteriormente
7
x5
= 35 35 + 1 = 36
Se o resultado for diferente do dividendo seu calculo estará incorreto.

2 NÚMEROS DECIMAIS

Basicamente os números decimais são aqueles números não inteiros, e que

são caracterizados pelo uso da vírgula (,) esses números possuem uma parte

inteira e uma parte decimal.


Exemplo: 2,35 / 7,89 / 197,1
Os números que aparecem antes da vírgula representam a parte inteira do
número decimal, já os números que aparecem após a vírgula representam a parte
decimal do número, dependendo da quantidade de casas decimais esses números
são nomeamos como sendo décimos, centésimos ou milésimos. Observe abaixo:
Lê-se
14,2 = Quatorze inteiros e dois décimos (1 casa decimal)
7,984 = Sete inteiros e novecentos e oitenta e quatro milésimos
15,21 = Quinze inteiros e vinte e um centésimos
9,746 = Nove inteiros e setecentos e quarenta e seis milésimos
0,987 = novecentos e oitenta e sete milésimos
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Parte Inteira Parte Fracionária


Número
(antes da
Decimal Décimos Centésimos Milésimos
vírgula)

14,2 14, 2 1 casa decimal

7,984 7, 9 8 4 3 casas decimais

15,21 15, 2 1 2 casas decimais

9,746 9, 7 4 6 3 casas decimais

0,987 0, 9 8 7 3 casas decimais

Figura 1- Demonstração de casas decimais


Fonte: O autor

2.1 OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS PARA MEDIÇÃO


2.1.1 Adição

Na adição de números decimais devemos atentar para alguns pontos


principais:
a) Verificar se os números possuem a mesma quantidade de casas
decimais, se não forem iguais deve-se fazer a inclusão de zeros (0) até
igualar as mesmas. (em adição isso não é obrigatório)
b) Posicionar os números colocando sempre vírgula em embaixo de
vírgula. (a vírgula não muda de posição)

Após esses pontos terem sido verificados a adição transcorre naturalmente


como em números naturais inteiros.
Exemplo: 96,4 + 13,22 = 109,62
96,40 → Parcela com inclusão do zero (0)
+13,22 → Parcela
109,62 → Soma ou total

Observações importantes:
Observe que no exemplo anterior os números não possuíam a mesma
quantidade de casas decimais, e foi necessário igualar as mesmas
acrescentando o número zero (0). Lembramos que tal ação é necessária para
facilitar o entendimento e já prever situações que poderão ocorrer em nossas
vidas profissionais.
Outro exemplo de adição de números decimais:
14

Exemplo: 14 + 2,36 + 0,52 = 16,88


14,00 → Parcela com inclusão do zero (0)
2,36 → Parcela
+ 0,52 → Parcela
16,88 → Soma ou total

Lembrete: Todo e qualquer número inteiro pode ser representado como


um número decimal. Isso não altera o seu valor, apenas representa o número
de outra forma.
Exemplo: 14 = 14,0 = 14,00
178 = 178,0 = 178,00

2.1.2 Subtração

Como na adição de números decimais em Subtração de números decimais


devemos atentar para alguns pontos principais:
a) Verificar se os números possuem a mesma quantidade de casas
decimais, se não forem iguais deve-se fazer a inclusão de zeros (0) até
igualar as mesmas. (Obrigatório)
b) Posicionar os números colocando sempre vírgula em embaixo de vírgula.
(a vírgula não muda de posição)

Após esses pontos terem sido verificados a subtração transcorre


naturalmente como em números naturais inteiros.
Exemplo: 24,6 – 12,9 = 11,7
24,6 → Minuendo
-12,9 → Subtraendo
11,7 → Resto ou diferença

Observações importantes:
Observe que no exemplo anterior os números possuíam a mesma
quantidade de casas decimais, e não foi necessário igualar as mesmas
acrescentando o número zero (0). Porém se em adição essa igualdade de
casas decimais pode ser facultativa, em subtração ela se torna obrigatória,
veremos a seguir um exemplos práticos dessa utilização.
15

Exemplo: 124,7 – 82,005 = 42,695


124,700 → Minuendo com inclusão do zero (0)
-82,005 → Subtraendo
42,695 → Resto ou diferença

Exemplo: 204,13 – 112,005 = 92,125


204,130 → Minuendo com inclusão do zero (0)
-112,005 → Subtraendo
92,125 → Resto ou diferença
Lembrete: Observe que se não igualássemos as quantidades de casas
decimais os resultados seriam completamente diferentes, então se lembre que
em subtração igualar a quantidade de casas decimais é item obrigatório.

2.1.3 Multiplicação

A multiplicação de números decimais é um processo bem simples e


tranquilo. Na multiplicação a principio realizamos o calculo como se a vírgula não
existisse. É necessário no final da operação contabilizar a quantidade de casas
decimais de cada fator e assim determinar a posição em que a vírgula vai se
localizar. Dessa forma não haverá possibilidades de erro. Observe a seguir:
Exemplo: 54,1 x 33,12
54,12 → Fator com 2 casas decimais
x 33,2 → Fator com 1 casa decimal
10824
16236 -
16236- -
1 7 9 6,7 8 4 → Produto (3 casas decimais a partir do último número da
direita)
Observações importantes:
Observe o exemplo anterior, para saber o posicionamento correto da
vírgula devo somar a quantidade de casas decimais de cada fator, ou seja, o
primeiro fator tinha 2 casas decimais, o segundo fator tinha uma casa decimal,
portanto totalizando 3 casas decimais que posiciono a vírgula a contar do
último número da direita.
Outro exemplo de Multiplicação de números decimais:
16

Exemplo: 14,1 x 363 =


1 4,1 → Fator com 1 casa decimal
x 3 6 3 → Fator com 0 casas decimais
423
846 -
4 23- -
5 1 1 8,3 → Produto (1 casa decimal a partir do último número da direita)
Multiplicando por 10: Deslocamos a vírgula uma posição para a direita.
Ex: 8,13 x 10 = 81,3
Multiplicando por 100: Deslocamos a vírgula duas posições para a direita.
Ex: 10,89 x 100 = 1089
Multiplicando por 1000: Deslocamos a vírgula três posições para a direita.
Ex: 130,5487 x 1000 = 130548,7

2.1.4 Divisão

A divisão de números decimais é um processo que requer bastante atenção.


Para realizar esta operação existem varias formas de aprendizado, ou pensamentos
de como resolver uma divisão de números decimais. Vamos conhecer o formato de
eliminar a vírgula, porém o professor é o responsável em adequar ou usar o formato
em que ele acreditar que seja o mais propício à situação. Observe a seguir:

Exemplo: 16,4 ÷ 2 = 8,2

Dividendo ← 16,4 2 → Divisor

Preciso mover minha vírgula para a direita visando elimina-la do meu


dividendo, porém se eu movimento uma posição no dividendo, devo movimentar a
mesma quantidade e no mesmo sentido no divisor, assim posso adicionar um zero
(0) no divisor.
Dividendo ← 164 20 → Divisor
A partir desse ponto já eliminei minha vírgula e posso realizar minha
operação normalmente.

Dividendo ←1 6 4 20 → Divisor
1 6 0 8 → Quociente
(4) → Resto (Divisão não exata)
17

Nessas situações podemos continuar a operação visando encontrar um


número decimal, para tanto basta incluir um zero (0) no resto e adicionar uma vírgula
no quociente ficando da seguinte forma:

Dividendo ←1 6 4 20 → Divisor
- 1 6 0 8,2 → Quociente decimal
40
- 40
(0)
Outro exemplo de divisão de números decimais:

Exemplo: 19,5 ÷ 3 = 6,5

Dividendo ←1 9 5 30 → Divisor
- 1 8 0 6,5 → Quociente decimal
150
-1 5 0
(0)

Dividindo por 10: Deslocamos a vírgula uma posição para a esquerda.


Ex: 14,56 : 10 = 1,456
Dividindo por 100: Deslocamos a vírgula duas posições para a esquerda.
Ex: 89,5 : 100 = 0,895
Dividindo por 1000: Deslocamos a vírgula três posições para a esquerda.
Ex: 106,59 x 1000 = 0,10659

3 ESTUDANDO EXPRESSÕES NÚMERICAS, MDC, MMC e SIMBOLOS


MATEMÁTICOS.

3.1 EXPRESSÕES NÚMERICAS

Os problemas envolvendo expressões numéricas são muito comuns em


situações de nosso dia-a-dia. É necessário ter bastante atenção em alguns critérios
que devem ser seguidos para resolução correta de uma expressão numérica.
Observe e siga os passos a seguir:
1º Passo – Conhecer os sinais ou símbolos que podem constar em uma
expressão numérica.
( ) – Parênteses
18

[ ] – Colchetes
{ } – Chaves
2º Passo – Atentar para os detalhes:
 Em expressões numéricas que não existem parênteses, colchetes e
chaves, deve-se realizar as multiplicações e divisões antes das adições e
subtrações.
 Em expressões numéricas que existem parênteses, colchetes e chaves,
esses devem ser priorizados, ou seja, devem ser calculados os valores
que constam dentro dos parênteses, colchetes e chaves, seguindo
sempre essa ordem respectivamente.
1º ( ) – Parênteses
2º [ ] – Colchetes
3º { } – Chaves
Veremos a seguir na prática como isso funciona
Ex 1: 5 x 3 + 45 ÷ 5 + 11
15 + 9 + 11
35
Ex 2: 5 x [50 ÷ (3 x 2 + 4) + 13]
5 x [50 ÷ (6 + 4) + 13]
5 x [50 ÷ 10 + 13]
5 x [5 + 13]
5 x 18 = 90
Ex 3: 30 + {21 + [25 x 3 + 15 – (12 ÷ 2 -3)]}
30 + {21 + [75 + 15 – (6-3)]}
30 + {21 + [75 + 15 –3]}
30 + {21 + 87}
30 +108=138

3.2 O QUE É MDC?

MDC ou Máximo Divisor Comum, basicamente consiste em encontrar o


maior divisor de dois ou mais números.
Existem varias formas de encontrar o MDC de determinados números vamos
ver a mais usual
Encontrar o MDC dos números 8 e 12
19

1º passo – Encontrar todos os números divisíveis por cada número


8 { 1, 2, 4, 8}
12 { 1, 2, 3, 4, 6, 12}
2º passo – Encontrar qual é o maior número que se pode dividir tanto o
número 8 quanto o número 12
Nesse caso o maior valor comum entre os dois números é o 4, portanto
o MDC dos números 8 e 12 é o número 4.
Outros exemplos de MDC
Exemplo: Encontrar o MDC dos números 10, 20, 30 e 50.
1º passo – Encontrar todos os números divisíveis por cada número
10 { 1, 2, 5, 10}
20 { 1, 2, 4, 5, 10, 20}
30 { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30}
50 { 1, 2, 5, 10, 25, 50}
2º passo – Encontrar qual é o maior número que se pode dividir pelos
números 10, 20, 30 e 50.
Nesse caso o maior valor comum entre os números é o 10, portanto o
MDC dos números 10, 20, 30 e 50 é o número 10.
Exemplo: Encontrar o MDC dos números 35, 36, e 130.
1º passo – Encontrar todos os números divisíveis por cada número
35 { 1, 5, 7, 35}
36 { 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18, 36 }
130 { 1, 2, 5, 10,13, 26, 65,130 }
2º passo – Encontrar qual é o maior número que se pode dividir pelos
números 35, 36 e 130.
Nesse caso o maior valor comum entre os números é o 1, portanto o
MDC dos números 35, 36 e 130 é o número 1.

3.3 O QUE É MMC?

MMC ou Mínimo Múltiplo Comum, basicamente consiste em encontrar o


menor valor divisível por dois ou mais números. O MMC é muito utilizado nos
cálculos de números fracionários.
Lembrete: Os Múltiplos de um número são aqueles valores que
conseguimos realizar a operação de multiplicação direta
20

Exemplo: Os múltiplos do Número 4 são: { 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28........}


Os múltiplos do Número 11 são: { 11, 22, 33, 44, 55, 66.......}
Quando um número é divisível por outro, isto é, a divisão entre eles possui
resto igual à zero, dizemos que os números são múltiplos. Observe:

64 é múltiplo de 16, pois 64 ÷ 16 = 4 e sendo resto igual a zero(0)

360 é múltiplo de 72, pois 360 ÷ 72 = 5 e sendo resto igual a zero(0).

Existem pelo menos duas formas de encontrar o MMC de determinados


números vamos ver os seguintes casos:
1º caso Encontrar MMC dos números 5 e 6 verificando os primeiros múltiplos
dos números.
Os primeiros múltiplos do Número 5 são: { 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35........}
Os primeiros múltiplos do Número 6 são: { 6, 12, 18, 24, 30, 36........}.
Observe que o Menor valor encontrado que é múltiplo tanto do número 5
quanto do número 6 é o 30, portanto o MMC dos números 5 e 6 é o número 30.
2º caso: Encontrar MMC dos números 5 e 6 através de fatoração. De uma
forma clara e objetiva teremos que ter um conhecimento de divisões simples como o
objetivo de encontrar o valor que seja divisível simultaneamente pelos dois ou mais
números. Veremos a seguir na prática como isso funciona.

 Alinhamos os números, 5, 6, e dividimos todos os números que


5 , 6 2 podem ser divididos pelo primeiro primo 2. Na próxima linha
x coloque cada quociente obtido:
5, 3 3  Se não for mais possível a divisão pelo número 2, precisa-se
x repetir esse procedimento com os números que seguem
5, 1 5 . sucessivamente com o 3 e, depois com o 5, até que a última
linha só contenha algarismos 1:
1, 1 30  Você precisará do auxilio de seu professor para lhe ajudar nesse
processo que parece difícil, mas que requer apenas treinamento.

3.4 SIMBOLOS MATEMÁTICOS

Os Símbolos são utilizados em estudos matemáticos para facilitar o


conhecimento e entendimento de questões. Geralmente usamos os símbolos
quando queremos demonstrar graficamente algo que precisamos mostrar em
estudos de matemática básica.
Existem inúmeros exemplos de símbolos utilizados na matemática, porém
observe a seguir aqueles que utilizaremos em nosso curso e que são os mais
utilizados geralmente.
21

Igual =

Diferente ≠

Menor ou Igual ≤

Maior ou Igual ≥

Menor <

Maior >
Figura 2- Símbolos Matemáticos
Fonte: O autor

 Igual (=)
Indica que um valor corresponde exatamente à mesma quantidade que outro
valor ou sentença
Exemplo: 3+5 = 1+7
 Diferente (≠)
Indica que um valor não corresponde exatamente à mesma quantidade que
outro valor ou sentença
Exemplo: 17-4 ≠ 17+4
 Menor ou Igual (≤)
Indica que um valor (A) é menor ou igual que um valor (B)
Exemplo: (A)= {15, 16, 17} (B)= {15, 16, 17, 18,19}
Ou seja A ≤ B
 Maior ou Igual (≥)
Indica que um valor (A) é maior ou igual que um valor (B)
Exemplo: (A)= {2, 4, 6, 8, 10} (B)= {2, 6, 10}
Ou seja A ≥ B
 Menor (<) e Maior (>)

Observações importantes:

Até hoje se você já estudou vários métodos de aprendizados dos


símbolos maior (>) e menor (<) que não seja o que vamos ver agora, algo do
tipo “fazer um 7 ou fazer um 4” com suas mãos, ou “colocar os dedos
formando os sinais para indicar” maior ou menor, enfim, vários métodos,
então visualize o esboço abaixo:
22

ABERTO

>
MAIOR
FECHADO FECHADO

<
MENOR
ABERTO

Na verdade os sinais maior e menor são representados pelo mesmo


símbolo, a diferença está sempre na posição, ou seja, o lado “aberto” ou lado “maior”
sempre estará voltado para o número maior, e o lado “fechado” ou lado “menor”
sempre estará voltado para o número menor.
Exemplo: 79 > 25 Observe em ambos os casos
145 < 150
que:
12 > 10  Lado “aberto” ou lado “maior” 7 < 17
sempre estará voltado para o
número maior
1 > 0  Lado “fechado” ou lado “menor”
24 < 25
sempre estará voltado para o
1000 > 0 número menor. 40 < 150

3 NÚMEROS FRACIONÁRIOS

Os números fracionários são representações de uma ou mais partes de um


total, ou seja, é como uma divisão de objeto ou situação em determinados números
de partes, cada um dessas partes se torna um número fracionário.
Exemplo: 3
4
Figura 3- Demonstração de frações
Fonte: O autor

Observe o exemplo anterior onde o total de quadradinhos é 4, porém apenas


3 encontram-se pintados.
Em estudos de frações sempre teremos a seguinte configuração:

O número de “cima” chamamos de Numerador


O número de “baixo” chamamos de Denominador
Exemplos Práticos
23

1) Verifique nossa sala de aula no dia de hoje, veja qual a fração que
representaria a quantidade de cadeiras em relação à quantidade de
alunos presentes, considere apenas as cadeiras dos alunos.
2) A expectativa de vida de um cachorro é em média de uma década, qual
a fração que representaria a vida de um cachorro que já esteja com 7
anos de vida?

4.1 TIPOS E CLASSIFICAÇÃO DE FRAÇÕES

a) Frações Próprias
As frações próprias são aquelas em que o denominador é maior que o
numerador
1 7 3 5
Exemplo: , , , ,
3 10 4 8

b) Frações Impróprias
As frações impróprias são aquelas em que o denominador é menor que o
numerador
3 14 7 100
Exemplo: , , ,
2 3 5 3

c) Frações Mistas
As frações mistas são aquelas em que temos uma parte inteira e uma parte
fracionaria em sua composição
7 1 3 15
Exemplo: 3 , 2 1
, , 4 ,
8 4 4 16

Observação: Toda fração mista pode se transformar em uma fração


imprópria e toda fração imprópria pode se transformar em fração mista.
 Para transformar uma fração mista em imprópria basta multiplicar o
denominador com a parte interia e somar com o numerador. O resultado
dessa operação será o novo numerador e o denominador permanece o
mesmo
+
7
Ex: 3 , 3 x 8 + 7 = 31
8
x
24

31
Ou seja, a fração imprópria seria
8
 Para transformar uma fração imprópria em mista, basta dividir o
numerador pelo denominador. O quociente será a parte inteira, e o resto
será o novo numerador e o denominador permanece o mesmo.
100
Ex: 100 30 → Divisor
30
90 3 → Quociente
(10) → Resto

10
Ou seja, a fração mista seria 3
30

d)Frações Aparentes
As frações aparentes são aquelas frações impróprias e passivas de
simplificação em que o numerador é múltiplo do denominador.
4 14 10 20
Exemplo: , , ,
2 7 5 10

e)Simplificação de frações
Simplificar uma fração é o mesmo que reduzi-la a menor representação
possível, para tanto é necessário que tanto numerador quanto denominador sejam
divisíveis por um número qualquer.
22
Exemplo: Realizando a simplificação da fração
4
É necessário encontrar um número que tanto numerador quanto o
denominador consigam dividir simultaneamente.
22  2 11
=
42 2

4.2 REPRESENTAÇÃO E LEITURAS DE FRAÇÕES

As frações podem ser representadas de diversas formas. As imagens a


seguir mostram exemplos de representações de frações:
25

Figura 4- Demonstração de frações


Fonte: O autor

Vamos tomar como exemplo de leitura as representações anteriores


5
Lê-se: cinco sextos
6
7
Lê-se: sete doze avos
12
12
Lê-se: doze dezesseis avos
16

Observações importantes:
 Na leitura de fração sempre leio o numerador como número normal.
 O denominador que dá nome ou valor a fração.
 No denominador, a partir do número um (1) até número nove (9),
utilizam-se os termos quinto, sexto, oitavo, terço etc.
 No denominador, a partir do número dez (10) sempre devemos
acrescentar a palavra ou termo “avos”.

Outros exemplos de Leitura de frações que utilizaremos em nosso curso


9
Lê-se: nove dezesseis avos
16
3
Lê-se: três quartos
4
5
Lê-se: cinco oitavos
8

4.3 OPERAÇÕES COM NÚMEROS FRACIONÁRIOS PARA MEDIÇÃO


4.3.1 Adição

Existem duas situações distintas em adição de frações que veremos a seguir


 Adição de frações com o mesmo denominador
26

Na adição de frações com o mesmo denominador conservamos o


denominador e apenas somamos os numeradores. Veja os exemplos a seguir:
2 3 5
Exemplo: + =
10 10 10

13 25 38
Exemplo: + =
52 52 52

 Adição de frações com denominadores diferentes


Para realizar a operação de adição de frações com denominadores diferentes
precisamos seguir alguns passos a fim de obter o resultado satisfatório.
1º Passo – Encontrar o MMC e assim reduzir a fração ao mesmo
denominador.
2º Passo – Dividir o MMC por cada denominador respectivamente.
3º Passo – Multiplicar o valor encontrado de cada divisão por seu respectivo
numerador
4º Passo – Realizar a soma dos mesmos e conservar o MMC como novo
Denominador
2 5
Exemplo: Realizar a soma das frações + =
4 6

Como chegamos aos resultados:


12 é o MMC dos números 4 e 6
12 ÷ 4 = 3 x 2 = 6
12 ÷ 6 = 2 x 5 = 10

Outro exemplo de adição de frações: (Resolvido de forma direta)


1 2 5
Exemplo: Realizar a soma das frações + + =
6 8 9
1 2 5 12  18  40 70
+ + = 
6 8 9 72 72
35
Simplificando fica igual =
36
27

4.3.2 Subtração

Como na adição, na operação de subtração de frações também existem


duas situações distintas que veremos a seguir.
 Subtração de frações com o mesmo denominador
Na subtração de frações com o mesmo denominador conservamos o
denominador e apenas subtraímos os numeradores. Veja os exemplos a
seguir:
8 4 4
Exemplo: - =
9 9 9

72 11 61
Exemplo: - =
95 95 95
 Subtração de frações com denominadores diferentes
Para realizar a operação de Subtração de frações com denominadores
diferentes precisamos seguir alguns passos a fim de obter o resultado satisfatório.
1º Passo – Encontrar o MMC e assim reduzir a fração ao mesmo
denominador.
2º Passo – Dividir o MMC por cada denominador respectivamente.
3º Passo – Multiplicar o valor encontrado de cada divisão por seu respectivo
numerador
4º Passo – Realizar a Subtração dos mesmos e conservar o MMC como
novo Denominador
7 1
Exemplo: Realizar a subtração das frações - =
9 4
7 1 28  9 19
- = 
9 4 36 36
Como chegamos aos resultados:
36 é o MMC dos números 9 e 4
36 ÷ 9 = 4 x 7 = 28
36 ÷ 4 = 9 x 1 = 9
Outro exemplo de adição de frações: (Resolvido de forma direta)
15 3
Exemplo: Realizar a soma das frações - =
16 8
15 3 15  6 9
- = 
16 8 16 16
28

4.3.3 Multiplicação

Na multiplicação de frações sempre é necessário multiplicar numerador com


numerador e denominador com denominador.
Observe os exemplos a seguir:
11 1 22
'x =
16 4 64
1 18 18 9
x = Simplificando
8 32 256 128
2 7 10 3 420 35
x x x = Simplificando
3 8 12 4 1152 96

4.3.4 Divisão

Na divisão de frações sempre é necessário conservar (repetir) a primeira


fração e multiplicar pelo inverso da segunda, ou seja, o que era numerador na
segunda fração passa a ser denominador, e o que era denominador passa a ser
numerador. A divisão de frações se transforma em uma multiplicação.
Observe os exemplos a seguir:
a)
31 4 31 5 155
÷ = x =
32 5 32 4 128
b)
7 2 7 3 21
÷ = x =
16 3 16 2 32
c)
120 3 120 16 1920 32
÷ = x = Simplificando
100 16 100 3 300 5

4.4 TRANSFORMAÇÃO DE FRAÇÕES EM NÚMEROS DECIMAIS

Precisamos entender os conceitos em relação à transformação de frações


em números decimais
1º Toda fração também pode representar uma divisão tendo a ideia do
numerador sendo dividido pelo denominador. Vamos tomar como exemplo, a
29

2
fração dois quartos. O número 2 está sendo dividido por 4. Utilizaremos essa
4
regra para transformar frações em números decimais.
Ex: → 20 4
20 0,5
(0)
2
Ou seja, a fração também pode ser representada pelo número decimal
4
0,5.
4.5 TRANSFORMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS EM FRAÇÕES
Na transformação de números decimais em frações, precisamos entender
alguns conceitos e seguir alguns passos importantes.
 1º Passo – Mover a vírgula para a direita quantas casas forem necessárias
com o objetivo de elimina-la (contar a quantidade de casas)
Exemplo: 1,23 Mover 2 casas para a direita
0,6 Mover 1 casa para a direita
10,245 Mover 3 casas para a direita

 2º Passo - Conforme a quantidade de casas em que a vírgula foi movida


será determinado nosso denominador que será sempre uma potência de base 10,
ou seja, se a vírgula se mover 1 casa tenho um denominador 10, se forem 2 casas
tenho um denominador 100, e assim sucessivamente.
Exemplo: 1,23 Denominador será 100 (dois zeros)
0,6 Denominador será 10 (um zero)
10,245 Denominador será 1000 (três zeros)

 3º Passo – Já podemos reescrever nossas frações com os valores que


encontramos e sem a vírgula
123
Exemplo:
100
6 3
Simplificando
10 5
10245
1000
30

5 REGRA DE TRÊS SIMPLES


5.1 O QUE É REGRA DE TRÊS SIMPLES?

É o calculo matemático utilizado para solucionar problemas que envolvam


duas ou mais grandezas direta ou inversamente proporcionais. Chamamos de regra
de três simples os problemas envolvendo duas grandezas.
Observações importantes:
Imagine uma grandeza qualquer “A”, que esteja diretamente ligada há uma
grandeza qualquer “B”.
Se a informação ou valor da grandeza “A” crescer (aumentar), observe o
comportamento da grandeza “B”. Se a grandeza de “B” também crescer (aumentar)
trata-se se uma regra de três diretamente proporcional, porem, se a grandeza de
“B” não crescer (diminuir), trata-se se uma regra de três inversamente
proporcional.
É necessário agrupar as grandezas como em forma de coluna.
Se as grandezas verificadas forem diretamente proporcionais, multiplicamos
os valores em forma de X. Se as grandezas forem inversamente proporcionais,
realizo a multiplicação direta.
Regra de três simples diretamente proporcional.
Exemplo: Imagine que uma pessoa consiga percorrer uma distância de 20
km em 3 horas, quanto tempo ela gastaria para percorrer 30 km?

Distância Tempo
 Veja que se em 3 horas ela percorre 20
20 3
km, com certeza pra percorrer um
30 (x) percurso maior, o tempo também seria
maior, ou seja, diretamente proporcional.
Multiplicação em forma de X.
20 x = 30. 3
30  3 90
x=   4,5 horas
20 20

Regra de três simples inversamente proporcional


31

Exemplo: Imagine que um homem trabalhando 6h por dia demora 15 dias


úteis para construir uma casa. Em quantos dias úteis ele concluirá o serviço se ele
trabalhar 9h por dia?
Horas por dia Quantidade de dias
 Veja que se ele trabalhando 6h ele
6 15
realiza o serviço em 15 dias,
9 (x) aumentando a quantidade de horas, com
certeza a quantidade de dias irá diminuir,
ou seja, inversamente proporcional.
9x = 6 . 15
Multiplicação direta.
6  15 90
x=   10 dias
9 9

6 PORCENTAGEM
O Dicionário Aurélio tem a seguinte definição de Porcentagem
Parte proporcional calculada sobre uma quantidade de 100 unidades:
Pelo site Wikipédia a definição de Porcentagem
A percentagem ou porcentagem (do latim per centum, significando "por
cento", "a cada centena") é uma medida de razão com base 100 (cem). É um modo
de expressar uma proporção ou uma relação entre 2 (dois) valores (um é a parte e o
outro é o inteiro) a partir de uma fração cujo denominador é 100 (cem), ou seja, é
dividir um número por 100 (cem). Seu símbolo é o %.

6.1 REGRAS E FORMAS DE CALCULAR DE PORCENTAGEM

Veremos as seguir alguns exemplos práticos do cálculo de porcentagem


Observe as frases a seguir:
“Tivemos um reajuste de 20% em nossa passagem de ônibus em
Manaus”
“O número 20 representa qual porcentagem do número 100?”
“Se R$ 25,00 representa 2% de um pagamento, qual seria o valor
total?”
De uma forma geral temos pelo menos três situações distintas envolvendo
porcentagem Veja a segui os exemplos:
a) Calcule 25 % de 300
R= Multiplique 25 por 300 e divida o valor por 100
32

25  300 7500
Assim:   75
100 100

b) Se 50% de um valor é igual a 400. Qual será esse valor total?


R= Multiplique 400 por 100 e divida o valor por 50
400  100 40000
Assim:   800
50 50

c) Se um objeto custa R$ 150,00, teve um desconto de R$ 30,00. Qual foi o


percentual de desconto desse objeto?
R= Multiplique 30 por 100 e divida o valor por 150

30  100 3000
Assim:   20%
150 150
Acredita-se que a maioria das pessoas que tem dificuldades com
porcentagem não percebem que a mesma sempre será representada por uma
regra de três simples. Observe abaixo:

Figura 5 - Demonstração de porcentagem


Fonte: O autor

Ocorre o seguinte:
Em todas as questões de porcentagem precisamos apenas fazer a
interpretação correta em cada caso, sempre podemos aplicar uma regra de três
simples (meios x extremos), onde será necessário encontrar apenas um dos valores.
O valor de percentual 100% nunca vai variar, ou seja, permanece o mesmo em
todas as questões. Como as questões sempre lhe darão pelo menos duas
informações fica fácil aplicar a regra de três simples, basta apenas interpretar
corretamente, Veja a seguir:
Ex 1: Calcule 30 % de 900
33

Figura 6 - Demonstração de porcentagem


Fonte: O autor

O número 900 representa o total (100 %) do valor que estou buscando,


nessa questão estou à procura do valor que representa seus 30 %.
Então aplicamos meios pelos extremos:
30 
100 x = 900. 30
100 900
900  30 27000
x=   270
100 100
Ou seja, 30% de 900 = 270.

Ex 2 : Se 70% de um valor é igual a 210. Qual será esse valor total?

Figura 7 - Demonstração de porcentagem


Fonte: O autor

O número 210 representa 70 % do valor que estou buscando nessa questão,


onde estou à procura do valor que representa seus 100 %.
Então aplicamos meios pelos extremos:
70 210
70 x = 210. 100
100 
210  100 21000
x=   300
70 70
Ou seja, 300 será meu valor total.
Ex 3 : Se um trabalhador tem salário base igual á R$ 1400,00, tem um total
de descontos no valor de R$ 250,00 todos os meses. Qual o percentual de desconto
que todos os meses são descontados desse trabalhador?
34

Figura 8 - Demonstração de porcentagem


Fonte: O autor

O número 1400 representa o total (100 %) do valor que estou buscando em


percentual, nessa questão estou à procura do valor em percentual que representa
seus 250 reais de descontos.
Então aplicamos meios pelos extremos:
 250
1400 x = 100. 250
100 1400
100  250 25000
x=   17,85 %
1400 1400
Ou seja, o valor de R$ 250,00 que é descontado do salário representa
17,85% do total.

7 MEDIDAS DE COMPRIMENTO

A unidade fundamental e mais utilizada para medir comprimento é o Metro


(m).
7.1 MULTIPLOS E SUBMULTIPLOS DO METRO
Observe a seguir:

Figura 9 - Demonstração de Múltiplos e submúltiplos do metro


Fonte: O autor

7.2 CONVERSÃO DE MULTIPLOS E SUB MULTIPLOS DO METRO

Observe que os valores correspondentes aos múltiplos e submúltiplos do


metro são sempre de base 10, ou seja, dependendo da necessidade é possível
35

realizar a conversão multiplicando ou dividindo por números de base 10, 100, 1000
etc.
Existem varias formas de realizar uma conversão de medidas de
comprimento, dependendo da situação. Use aquela que for mais conveniente, ou
aquela que seu professor solicitar. Em nosso caso abordaremos uma forma
chamada de “deslocamento de vírgula”(,).
Para o “deslocamento de vírgula” ocorrer, precisamos aprender a posição de
cada múltiplo e submúltiplo dentro do quadro visto anteriormente.
Posteriormente é necessário verificar se a unidade em eu quero transformar
está localizada para a direita ou para a esquerda da unidade que eu já tenho.
Ex 1: Transformar ou converter 0,25941 hm em mm.
Olhando para o quadro veja que entre hm e mm existem 5 posições para a
direita. Dessa forma preciso “andar” com minha vírgula 5 posições (casas) para a
direita
Assim: 0,2 5 9 4 1 hm = 2 5 9 4 1,0 mm (5 posições para a direita).
Ex 2: Transformar ou converter 3252,2 m em km.
Olhando para o quadro veja que entre m e km existem 3 posições para a
esquerda. Dessa forma preciso “andar” com minha vírgula 3 posições (casas) para a
esquerda.
Assim: 3 2 5 2, 2 m = 3, 2 5 2 2 km (3 posições para a direita).
Ex 3: Transformar ou converter 0,25 km em mm.
Olhando para o quadro veja que entre km e mm existem 6 posições para a
direita. Dessa forma preciso “andar” com minha vírgula 6 posições (casas) para a
direita
Assim: 0,5 9 km = 5 9 0 0 0 0,0 mm (6 posições para a direita).
Observe que no exemplo 3 houve a necessidade de acrescentar zeros na
direita, a fim de realizar a conversão corretamente, sendo bastante comum essa
prática tanto na direita, quanto na esquerda conforme a necessidade da conversão.

8 MEDIDAS DE MASSA

A unidade fundamental e mais utilizada para medir massa é o Quilograma


(Kg), no entanto para facilitar nosso entendimento utilizaremos a Grama (g) como
unidade principal a nível apenas de conhecimento.
36

8.1 MULTIPLOS E SUB MULTIPLOS DA GRAMA


Observe o quadro seguir:

Figura 10 - Demonstração de Múltiplos e submúltiplos da grama


Fonte: O autor

8.2 CONVERSÃO DE MULTIPLOS E SUB MULTIPLOS DA GRAMA


Observe que os valores correspondentes aos múltiplos e submúltiplos da
grama são sempre de base 10, ou seja, dependendo da necessidade é possível
realizar a conversão multiplicando ou dividindo por números de base 10, 100, 1000
etc. Todas as conversões de medidas de massa seguem o mesmo padrão de
medidas de comprimento, ou seja, o uso de deslocamento da vírgula é
perfeitamente possível de ser realizado nessa medida.

9 ESTUDANDO PERIMETROS E ÁREAS


O site Wikipédia classifica:
Perímetro como sendo é a medida do contorno de um objeto bidimensional,
ou seja, a soma de todos os lados de uma figura geométrica. O perímetro de um
círculo é chamado de circunferência.
Área é um conceito matemático que pode ser definida como quantidade de
espaço bidimensional, ou seja, de superfície. Existem várias unidades de medida
de área, sendo a mais utilizada o metro quadrado (m²) e os seus múltiplos e
submúltiplos.

9.1 CLASSIFICAÇÃO DE PERIMETROS E ÁREAS


9.1.1 Perímetros

Ex 1: Imaginando um retângulo com um lado =6 mm e outro lado = 8 mm


Calculando o perímetro fica P = 8 mm + 8 mm + 6 mm + 6 mm = 28 mm

L=6 mm
37

L=8 mm

Ex 2: Imaginando uma figura qualquer


Calculando o perímetro fica P = 10 mm + 16 mm + 7 mm + 7 mm = 40 mm
L=16 mm

L=10 mm
L=7 mm

L=7 mm
Ex 3: Imaginando um triângulo equilátero, ou seja, com 3 lados iguais.
Calculando o perímetro fica P = 3 . 7 mm = 21 mm

L=7 mm L=7 mm

L=7 mm

Ex 4: Imaginando um círculo com diâmetro d= 5 mm


Calculando o perímetro ou circunferência considerando o valor de π (pí) =
3,14 fica P = d. π = 5 . 3,14 = 15,7mm

d=5 mm

r=2,5mm

9.1.2 Áreas

A seguir veremos como calcular a área das principais figuras geométricas


planas
38

Quadrado

Calculando a área de um quadrado que tenha um lado = 6 mm


Temos: 62 = 36 mm2

Retângulo

Calculando a área de um retângulo que tenha um lado = 2 mm e outro lado


=7 mm
Temos: S = 2 . 7 = 14mm2
Triângulo

Calculando a área de um triângulo que tenha base = 20 mm e altura = 12


mm
20.12
 120 mm
2
Temos: S=
2
39

Paralelogramo

Calculando a área de um paralelogramo que tenha uma base = 9 mm e


altura =6,5mm
Temos: S = 9. 6,5 = 58,5mm2
Trapézio

( B  b).h
: S=
2
Calculando a área de um trapézio que tenha uma Base maior = 23 mm, base
menor = 15 mm e altura = 10 mm.
(23  15).10
Temos: S= = 190mm2
2
Círculo
Para calcular a área do círculo vamos utilizar o valor de π (pí) = 3,14

Calculando a área de um círculo considerando o valor de π (pí) = 3,14 e


diâmetro Ø = 7 mm. O raio r sempre será a metade do diâmetro

Temos: S = π.r2 = 3,14 . (3,5)2 = 38,46 mm2


40

EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
1) Realize as operações de adição e subtração com números decimais abaixo:
a) 6,512 + 54,58 =
b) 87,318 + 3,002 =
c) 11,84 – 3,328 =
d) 12,345 – 9,12 =
e) 13,7 +22,134 + 0,787 =
2) Efetue as multiplicações e divisões abaixo:
a) 4,5 x 0,4 =
b) 3,4 x 1,2 =
c) 0,45 x 0,5 =
d) 3,25 x 0,15 =
e) 0,48 x 0,005 =

3) Resolva as expressões numéricas.


a) 100  (5 – 1) + 8 =
b) [125 – 12 x (64 ÷ 8 + 2)] =
c) 36 x (24  6 + 2) =
d) 12 + 34  (17 – 15) =
e) (52 – 26)  13 + 10

4) Utilize os símbolos > ou <, e compare os números a segui:


a) 1500________1890
b) -18 ________0
c) -1000________5555
d) 300________-500
e) 780________580

5) Calcule as adições e subtrações de frações:


3 3
a)  =
5 4
3 1
b)  =
2 3
16 3
c)  =
2 2
41

10 1
d)  =
3 4
10 1
e)  =
6 8
6) Efetue as multiplicações e divisões de frações:
3 1
a)  =
4 2
1 3
b)  =
8 4
2 7
c)  =
7 5
4 5
d)  =
3 7
2 4
e)  =
3 5
7) Faça as interpretações e realize as questões de regra de três propostas
a) Um homem pagou R$ 2500,00 por uma peça de pano com 200m. Quanto ele
gastaria para comprar uma peça de pano de 250m?
b) Uma empresa produz 5300 refrigerantes em 10 dias úteis. Quantos dias
levará para produzir 8000 refrigerantes?
c) Supondo que 15 operários constroem uma casa em 6 dias. Quantos dias 10
operários levariam para construir a mesma casa?
d) Uma bicicleta, a uma velocidade média de 20 km/h, fez um percurso em 4
horas. Quanto tempo levará, aumentando a velocidade média para 25 km/h?
e) Com 12 kg de trigo podemos fabricar 7 kg de farinha. Quantos quilogramas
de trigo são necessários para fabricar 28 kg de farinha?

8) Faça as interpretações e realize as questões de porcentagem propostas


a) Uma loja de carro vende um automóvel por R$ 45.000,00 a prazo e concede um
desconto de 25% se o pagamento for a vista. Determine o valor desse carro se o
mesmo for comprado a vista.
b) João gasta 40% de suas 2 horas de almoço dormindo. Determine esse tempo
em min.
c) A aluna Isabella foi aprovada em 1º lugar no vestibular mais concorrido do Brasil,
ela realizou duas provas uma de português e outra de matemática. Cada prova
tinha 50 questões, sabendo que o percentual de acertos da prova de Matemática
42

foi de 98% e da prova de português foi de 92%. Determine o número de


questões que ela acertou nas duas disciplinas.
d) Uma cidade tem uma população de aproximadamente 215 mil habitantes, dos
quais 25% moram em casas alugadas, o restante tem sua casa própria.
Determine o número aproximado de pessoas que não moram pagando aluguel.
e) Augusto tinha 32 carrinhos e distribuiu 25% deste total entre seus primos
Guilherme e Felipe. Qual a quantidade de carrinhos que Guilherme ganhou?
9) Realize as transformações abaixo:
a) 5 km em m
b) 1,56 m em mm
c) 45,8 km em cm
d) 11,4 m em mm
e) 45,27 mm em cm
10) Resolva as questões abaixo:

a) A parte interior de uma escola será revestida com cerâmicas quadradas de 50


cm de lado. Quantas lajotas serão usadas se o pátio tem 38 metros de
comprimento e 26 metros de largura?
b) Qual é a área de uma região retangular cujas medidas são 214 mm por 12,9
mm?
c) Um circulo qualquer tem um raio r=22,5mm. Determine sua área.
d) O piso (ou fundo) de uma piscina circular tem 12m de diâmetro (internamente).
Calcule a área do piso desta piscina.

e) Determine a área das figuras planas abaixo:

8 mm
10 mm

8 mm 15 mm

22 mm
6 mm

4 mm

12 mm

14 mm
43

METROLOGIA
As operações de medição atualmente possuem grande importância nas
empresas em geral, saber medir já se tornou algo “básico”, pois tal conhecimento
demonstra que a pessoa têm interesse e principalmente capacidade de assumir
maiores responsabilidades e até galgar cargos de chefia e liderança. Com atenção,
dedicação e comprometimento qualquer pessoa com conhecimentos básicos em
matemática é capaz de realizar medições em geral. Portanto a partir de agora você
já se encontra apto a avançar mais uma etapa em nosso curso, e ao fim de
metrologia nosso objetivo é ter o conhecimento básico dos principais instrumentos
utilizados nas indústrias, realizar sua leitura, sua verificação e os principais cuidados
necessários com os referidos instrumentos.

1 PRINCIPIOS BÁSICOS DE METROLOGIA


1.1 O QUE É INSPECIONAR?

Basicamente inspecionar é realizar um exame detalhado em algum


equipamento, peça, ou local, analisando o seu devido estado de conservação ou de
funcionamento. Nas empresas industriais usa-se a inspeção para verificação da
qualidade de seus produtos com o objetivo de filtrar possíveis defeitos.

1.2 O QUE É MEDIR?

Medir é basicamente determinar ou avaliar por meio de instrumento ou


utensílio de medida, ou algo como padrão. (AURÉLIO, 2010).

1.3 QUANDO COMEÇAMOS A MEDIR?

Com certeza mesmo sem nunca ter estudado sobre medições a maioria das
pessoas já fez ou mediu algo em suas vidas, a medição está em nosso dia-a-dia
quando medimos a massa de um corpo, por exemplo, ou nossa altura ou ainda qual
a área de nossos terrenos, enfim, iniciamos a medir quando precisamos determinar
corretamente algum valor mensurável. Nesse sentido utilizaremos os instrumentos
de medição para nos servir de base técnica para inspeções de maior grau de
conhecimento, sejam elas em unidade convencional como o metro ou em sistemas
não convencionais como a jarda (pouco utilizada) e a polegada.
44

1.4 O QUE É A POLEGADA OU SISTEMA INGLÊS?

Em matemática aplicada conhecemos os múltiplos e submúltiplos do metro,


agora veremos que a polegada (inch) é uma unidade de medida de comprimento
muito utilizada nas grandes empresas. Cada polegada equivale e 2,54cm ou
25,4mm. Pode ser representado pelos símbolos in ou ainda por uma dupla plica ´´,
da forma fracionária (ordinária) ou decimal.

1.4.1 Polegada Fracionária ou Ordinária

A polegada fracionária é aquela representada por uma fração.


3" 25" 9" 127"
Exemplo: , , , ,
4 32 16 128
A polegada divide-se em frações ordinárias de denominadores iguais a: 2, 4,
8,16, 32, 64, 128... Temos, então, as seguintes divisões da polegada:
1' ' 1" 1" 1" 1" 1" 1" 1"
Exemplo: , , , , , , , Observe que o valor é o
2 4 8 16 32 64 128 128
menor valor de medidas de polegadas, ou seja, uma polegada pode se dividir em até
128 vezes. Os numeradores das frações devem ser números ímpares, Quando o
numerador for par, deve-se proceder à simplificação da fração:
12 3
Exemplo: , simplificando fica =
16 4
16 1
, simplificando fica =
32 2
8 1
, simplificando fica =
64 8

1.4.2 Polegada Decimal


A polegada Decimal é aquela representada por números decimais, pois
como sabemos uma fração também é uma divisão, então se dividirmos o numerador
pelo denominador temos polegada decimal, centesimal ou milesimal (dependendo
do número de casa decimais).
1"
Exemplo: , a forma decimal fica = 0,5”
2
3"
, a forma decimal fica = 0,75”
4
45

1"
, a forma decimal fica = 0,125”
8

2 TRANSFORMAÇÃO OU CONVERSÃO DE MEDIDAS

Existem situações em que o inspetor ou técnico têm a necessidade de fazer


uma conversão entre as unidades da escala em metros para a escala em polegadas
e vice-versa. Essas situações requerem uma atenção especial. Veremos a seguir as
transformações possíveis. Em nosso curso usaremos as linguagens tanto de
conversão, quanto de transformação, para se referir ao assunto, pois são
sinônimos.

2.1 CONVERTENDO POLEGADAS EM MILIMETRO


2.1.1 Formas de conversão de polegadas em milímetros
 Converter polegadas fracionárias inteiras em milímetros.
Para se converter polegadas inteiras em milímetros, multiplica-se 25,4mm, pela
quantidade de polegadas por transformar.
Exemplo: Converter 5” em milímetros
1” = 25,4mm, então 5 x 25,4 = 127 mm
Converter 12” em milímetros
1” = 25,4mm, então 12 x 25,4 = 304,8mm
Converter 19” em milímetros
1” = 25,4mm, então 19 x 25,4 = 482,6mm

 Converter polegadas fracionárias em milímetros.


Para se converter polegadas fracionárias em milímetros, a forma mais simples
é multiplicar o numerador por 25,4, e o resultado deve-se dividir pelo denominador.
2"
Exemplo: Converter em milímetros
3
2x 25,4 50,8
  16,93mm
3 3
7"
Converter em milímetros
8
7x 25,4 177,8
  22,225mm
8 8
46

1"
Converter em milímetros
2
1x 25,4 25,4
  12,7mm
2 2
 Converter polegadas mistas em milímetros.
Para se converter polegadas mistas em milímetros, da forma mais simples
seja a transformação do número misto em uma fração imprópria, após esse
processo realizo a transformação da mesma forma que em transformação de
números fracionários em polegadas.
1"
Exemplo: Converter 2 em milímetros
4
4x 2  1 9
 
4 4
9x 25,4 228,6
  57,15mm
4 4
3"
Converter 1 em milímetros
16
16x1  3 19
 
16 16
19x 25,4 482,6
  30,1625mm
16 16
5"
Converter 7 em milímetros
8
8x7  5 61
 
8 8
61x 25,4 1549,4
  193,675mm
8 8
 Converter polegadas decimais em milímetros.
Exemplo: Converter 0,325” em milímetros
1” = 25,4mm, então 0,325 x 25,4 = 8,255 mm

Converter 1,5” em milímetros


1” = 25,4mm, então 1,5 x 25,4 = 38,1mm

Converter 0,875” em milímetros


1” = 25,4mm, então 0,875 x 25,4 = 22,225 mm
47

2.2 CONVERTENDO MILIMETRO EM POLEGADAS


2.2.1 Formas de conversão milímetros em polegadas

 Converter milímetros em polegadas.


Para se converter milímetro em polegada, deve-se dividir o valor em
milímetros pelo valor de uma polegada (25,4), multiplica-se o resultado por 128. Do
valor encontrado utilizamos apenas a sua parte inteira de descartamos a parte
decimal. Após esses processos podemos simplificar as frações
Exemplo: Converter 20,5 mm em polegadas
(20,7  25,4).128 104,31 104
  
128 128 128
104 52 26 13"
Simplificando fica   
128 64 32 16

Converter 3,2 mm em polegadas


(3,2  25,4).128 16,12 16
  
128 128 128
16 8 4 2 1"
Simplificando fica    
128 64 32 16 8

Converter 7,95 mm em polegadas


(7,95  25,4).128 40,06 40
  
128 128 128
40 20 10 5"
Simplificando fica   
128 64 32 16

Observação Importante:
Se dividirmos 128 por 25,4 chegamos ao valor de 5,04. Podemos usar
esse valor para realizar as conversões de milímetros para polegadas da
seguinte forma:
Multiplicamos o valor em milímetros por essa constante de 5,04 e só
aproveitamos a parte inteira do resultado proveniente dessa multiplicação,
podemos descartar a parte decimal.
Vamos usar os exemplos anteriores para demonstração
Converter 20,5 mm em polegadas
48

20,5 x5,04 104,31 104


  
128 128 128
104 52 26 13"
Simplificando fica   
128 64 32 16

Converter 3,2 mm em polegadas


3,2 x5,04 16,12 16
  
128 128 128
16 8 4 2 1"
Simplificando fica    
128 64 32 16 8

Converter 7,95 mm em polegadas


7,95 x5,04 40,06 40
  
128 128 128
40 20 10 5"
Simplificando fica   
128 64 32 16
Fica claro que este processo é mais simples e fácil de ser aplicado, requer
apenas atenção e resolução de exercícios para um melhor aproveitamento.

2.3 CONVERTENDO POLEGADAS FRACIONÁRIAS EM POLEGADAS DECIMAIS

Para converter polegadas fracionárias em decimais basta dividir o


numerador pelo denominador
3"
Converter em polegadas decimais
4
3 ÷ 4 = 0,75”
3"
Converter em polegadas decimais
16
3 ÷ 16 = 0,1875”
1"
Converter em polegadas decimais
2
1 ÷ 2 = 0,5”
2.4 CONVERTENDO POLEGADAS DECIMAIS EM POLEGADAS
FRACIONÁRIAS

Para realizar e conversão do sistema inglês decimal em fracionário, multiplica-


se o valor em decimal por uma das divisões da polegada, dando-se para
49

denominador a mesma divisão tomada, simplificando-se a fração, quando


necessário. Lembrar
Exemplo: Transformar 0,32” em sistema inglês ordinário.

0,32" x128 40,96



128 128

40 20 10 5"
Simplificando:   
128 64 32 16
Exemplo: Transformar 0,19” em sistema inglês ordinário.

0,19" x128 24,32



128 128

24 12 6 3"
Simplificando:   
128 64 32 16

3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Em metrologia o instrumento de medição é um aparelho ou dispositivo usado
para uma medição, sozinho ou em conjunto com dispositivos complementares. Uma
medida materializada é um dispositivo destinado a reproduzir ou fornecer, de
maneira permanente durante seu uso, um ou mais valores conhecidos de uma dada
grandeza.

3.1 TIPOS DE INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Os principais instrumentos de medição são:


 Régua graduada
 Paquímetro
 Micrometro
 Relógio Comparador
 Goniômetro
 Multímetro
 Durômetro
 Projetor de Perfil
 Torquímetro e etc.
50

Veremos a seguir os principais instrumentos utilizados nas empresas


atualmente, vamos fazer na prática e aprendermos as suas utilizações especificas.

3.2 CUIDADOS COM OS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Os instrumentos de medição são equipamentos muito sensíveis e para que


nossa leitura seja a mais correta possível é necessário tomar alguns cuidados tanto
antes do uso como após o uso. Descrevemos abaixo alguns cuidados.
Antes do uso:
 Verificar o estado do instrumento quanto ao desgaste
 Inspecionar se todas as funções do instrumento estão em perfeitas condições
de uso.
 Verificar a limpeza do instrumento
 Eliminar qualquer ponto de sujeira ou impurezas presentes no instrumento,
pois como esses equipamentos geralmente possuem uma precisão elevada,
qualquer anormalidade pode influenciar na leitura da medição.
 Evitar que o instrumento de medição caia ou quebre
 Jamais utilizar o instrumento para bater em outro objeto ou instrumento.
Após o uso:
 Limpar o instrumento
 Inspecionar novamente se as funções estão em perfeitas condições de uso.
 Guardar o instrumento em local pré-definido, resguardando sempre sua
integridade.

4 RÉGUA GRADUADA

A régua graduada é o instrumento de medição linear que dispõe de uma


escala de valores para conhecer o comprimento de algo.
Geralmente possui escalas divididas em polegadas e milímetros, com cada
segmento marcado sobre a sua superfície: deste modo, ao colocar a régua
graduada sobre algo, podemos saber quanto mede unicamente através da
observação da escala.
51

Figura 11 – Régua graduada


Fonte: Adaptada Telecurso 2000
4.1 TIPOS DE RÉGUA GRADUADA

Régua sem encosto


São as réguas graduadas mais utilizadas nas empresas, elas realizam
medições lineares sem uma grande necessidade de precisão.

Figura 12 – Régua graduada


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

Régua de encosto interno


São utilizadas em medições de faces internas com referência.

Figura 13 – Régua com encosto interno


Fonte: Adaptada Telecurso 2000
52

Régua de dois encostos


Dotada de duas escalas: uma com referência interna e outra com referência
externa. É utilizada principalmente pelos ferreiros.

Figura 14 – Régua com dois encostos


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

Régua com encosto


Destinada à medição de comprimento a partir de uma face externa, a qual é
utilizada como encosto.

Figura 15 – Régua com encosto


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

Régua de Profundidade
Utilizada para medições em ambientes ou peças que requerem a verificação
de sua profundidade
53

Figura 16 – Régua de profundidade


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

4.2 APLICAÇÃO PRATICA DA RÉGUA GRADUADA

4.2.1 Escala métrica

Relembrar essas informações será importante para nosso entendimento


1 m = 100 Centímetros = 1000 Milímetros
1 cm = 10 Milímetros
Observe o exemplo a seguir:

1 cm 2 cm

5 mm 10 mm 15 mm 20 mm

Figura 17 – Peça Ilustrativa


Fonte: O Autor
A peça indicada acima mede aproximadamente 17 mm
54

Outros exemplos de medições com régua graduada na escala métrica

Figura 18 – Régua Graduada


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

Observações importantes:
Observe que a primeira peça tem medida = 54 mm
Observe ainda que a segunda peça possui medida de 26 mm. (Obs. não
importa onde inicia a medida, sempre devemos contar a quantidade de traços e
realizar e leitura).

4.2.2 Escala inglesa

Relembrar essas informações será importante para nosso


entendimento
1” = 2,54 Centímetros = 25,4 Milímetros
Observe o exemplo a seguir:

1” 2” 3” 4”

25,4 mm

Figura 19 – Régua Graduada


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

Para entendermos melhor a leitura de polegadas faremos o seguinte:


Dividir o valor de uma polegada em 16, 32, 64 ou até 128 vezes. Porém em
régua graduada trabalhamos geralmente com 8, 16 ou com 32 divisões.
Vejamos a seguir:
8 divisões
55

2" 4" 6"


8 8 8

Observe que se dividirmos uma polegada em 8 partes cada traço


1"
corresponde a .
8
16 divisões

1" 3" 5" 7" 9" 11" 13" 15"


16 16 16 16 16 16 16 16

Observações importantes:
Observe que se dividirmos uma polegada em 8 partes cada traço
1"
corresponde a .
16
Veja que nos exemplos acima a quantidade de divisões corresponde ao
denominador da polegada, o mesmo ocorre quando temos uma régua
1"
graduada com 32 divisões, ou seja, cada traço corresponde a . Observe
32
também que devemos sempre simplificar os valores e utiliza-los em sua forma
mais convencional.
Exemplo:
56

O primeiro passo é verificar em quantos traços ou divisões a polegada está


13"
dividida. A peça indicada acima mede aproximadamente , pois está coincidindo
16
com o 13º traço de um total de 16.
Outros exemplos de medições com régua graduada na escala inglesa

Observações importantes:
9"
Observe que a primeira peça, uma engrenagem tem medida =
16
3"
Observe que a segunda peça, um parafuso possui medida de 1
16
2"
Observe ainda que a terceira peça uma polia possui medida de 2 ,
16
1"
simplificando fica 2
8
Verifique que nas 3 situações foi necessário verificar quantos traços
minha régua possui na escala inglesa.

5 PAQUÍMETRO

O paquímetro é um instrumento utilizado para medir com precisão as


dimensões de pequenos objetos. Trata-se basicamente de uma régua graduada,
com encosto fixo, sobre a qual desliza um cursor. O paquímetro possui dois bicos de
medição, sendo um ligado à escala e o outro ao cursor. Instrumento usado para
medir as dimensões lineares internas, externas e de profundidade de uma peça.
57

Figura 20 – Paquímetro
Fonte: Adaptada Catálogo Mitutoyo

5.1 TIPOS DE PAQUÍMETRO


Existem vários tipos e utilizações de paquímetros, veremos apenas os mais
utilizados atualmente.
Paquímetro Universal
O Paquímetro universal é utilizado em diversos tipos de medições internas,
externas, de profundidade e de ressaltos. É o tipo de paquímetro mais utilizado nas
indústrias em geral, pode ser considerado a base para os demais tipos.

Figura 21 – Paquímetro
Fonte: Adaptada Catálogo Mitutoyo

Paquímetro universal com relógio


O relógio acoplado ao cursor facilita a leitura da medição.

Figura 22 – Paquímetro
Fonte: Adaptada Catálogo Mitutoyo
Paquímetro Digital
58

Tem as mesmas funções do paquímetro universal, o detalhe é que a leitura


é realizada automaticamente, para que isso ocorra de forma correta o mesmo deve
estar perfeitamente calibrado.

Figura 23 – Paquímetro Digital


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

Paquímetro com bico móvel (basculante)


Empregado para medir peças cônicas ou peças com rebaixos de diâmetros
diferentes.

Figura 24 – Paquímetro bico móvel


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Paquímetro de profundidade
Serve para medir a profundidade de furos não vazados, rasgos, rebaixos,
entre outros. Esse paquímetro pode apresentar haste simples ou com gancho.
59

Figura 25 – Paquímetro de profundidade


Fonte: Adaptado Telecurso 2000
Paquímetro duplo
Serve para medir dentes de engrenagens.

Figura 26 – Paquímetro duplo


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

5.2 CONHECENDO O PAQUÍMETRO


Basicamente a configuração de um paquímetro é a seguinte:

 Orelha fixa
 Orelha móvel
 Nônio ou vernier *(polegada)
 Parafuso e trava
 Cursor
 Escala fixa
 Bico fixo
60

 Encosto fixo
 Encosto móvel
 Bico móvel
 Nônio ou vernier (milímetro)
 Impulsor
 Escala fixa de milímetros
 Haste de profundidade

Figura 27 – Detalhes do paquímetro


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

5.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO PAQUÍMETRO


São incontáveis as utilizações do paquímetro principalmente na indústria
metal mecânica. Porém são apenas quatro possibilidades de se medir com
paquímetros: Veremos a seguir alguns exemplos práticos dessas aplicações.

Figura 28 – Medições com paquímetro


Fonte: Telecurso 2000
61

Veja outros exemplos:

Figura 29 – Medições com paquímetro


Fonte: Telecurso 2000

5.3.1 O que é o Nônio?

A escala do cursor é chamada de nônio ou vernier, em homenagem ao


português Pedro Nunes e ao francês Pierre Vernier, considerados seus inventores.
O nônio possui uma divisão a mais que a unidade usada na escala fixa.

Figura 30 – Escala fixa e móvel (nônio)


Fonte: Telecurso 2000
62

O nônio do paquímetro é gravado com traços progressivamente


desproporcionados em relação à escala para permitir a leitura decimal
em milímetros.
A escala é gravada com intervalos de um milímetro entre os traços. Porém o
nônio é desproporcionado em relação à escala. No caso de um paquímetro cujo
nônio possui dez divisões, o traço de número 1 está desproporcionado 0,1 mm em
relação à escala, o numero 2 = 0,2mm, o número 3 = 0,3mm e assim
sucessivamente.

Fig. 24

Figura 31 – Escala móvel (nônio)


Fonte: Telecurso 2000

O nônio dos paquímetros em geral só podem ter três possibilidades onde é


realizada a divisão de 1 (um) milímetro em 10, 20 ou 50 partes da seguinte forma:
 Um paquímetro cujo seu nônio é dividido em 10 vezes possui uma resolução
1mm
de 0,1 mm, pois = 0,1mm
10

 Um paquímetro cujo seu nônio é dividido em 20 vezes possui uma resolução


1mm
de 0,05 mm, pois = 0,05mm
20
63

 Um paquímetro cujo seu nônio é dividido em 50 vezes possui uma resolução


de 0,02 mm, pois c= 0,02mm

5.3.2 Leitura do Paquímetro em mm

Para realizar a leitura correta de um paquímetro devemos seguir os passos


abaixo relacionados:
Passo 1: Verificar qual a resolução do paquímetro, ou seja, em quantos
traços o nônio está dividido. No exemplo a seguir a resolução ou precisão é de
0,1mm, pois o nônio está dividido em apenas 10 partes

Figura 32 – Escala móvel (nônio)


Fonte: Telecurso 2000

Passo 2: Verificar na escala fixa a quantidade de traços que se encontram


antes do zero (0) da escala móvel (nônio). Esse valor será a base de nossa leitura,
sendo a parte inteira do valor. No exemplo a seguir observe que existem 103 traços
antes do número zero (0).

Figura 33 – Escala móvel (nônio)


Fonte: Telecurso 2000

Passo 3: Verificar qual o traço do nônio que está coincidindo com qualquer
valor na escala fixa, de acordo com a precisão do instrumento. (Atenção nesse
momento é considerado apenas a leitura do nônio, ou seja, o valor que coincidir na
escala fixa deve ser descartado). No exemplo a seguir observe que o traço no nônio
que coincidiu foi o 5º, ora se cada traço do nônio representa 0,1 mm, temos uma
leitura na escala fixa de 0,5mm.
64

Figura 34 – Escala móvel (nônio)


Fonte: Telecurso 2000

Vejamos outros exemplos práticos de medição com paquímetros


Exemplo 1: Paquímetro com precisão de 0,05mm

Figura 35 – Simulação de medidas em paquímetro


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/

Resolução ou precisão: 20 traços = 0,05mm


Quantidade de traços antes do zero (0) do nônio : 21
Traço que coincide no nônio: se a precisão é 0,05 então temos a leitura de
0,60mm
Leitura final: 21,60mm
Exemplo 2: Paquímetro com precisão de 0,02mm
65

Figura 36 – Simulação de medidas em paquímetro


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/

Resolução ou precisão: 50 traços = 0,02mm


Quantidade de traços antes do zero (0) do nônio: 18
Traço que coincide no nônio: se a precisão é 0,02 então temos a leitura de
0,24mm
Leitura final: 18,24mm

5.3.3 Leitura do Paquímetro em polegadas fracionárias


Como em milímetros, a leitura do paquímetro em polegadas é realizada na
escala fixa e na escala móvel (nônio).
 Escala Fixa
A escala do paquímetro em polegada fracionária é dividida em partes iguais
de um dezesseis avos de polegada. Para facilitar a leitura da medida existem
agrupamentos de polegada em polegada.
 Escala Móvel (nônio)
1"
O nônio da escala em polegadas é a representação de dividido em 8
16
partes iguais.
1 1"
Assm: ÷8=
16 128
1"
Cada traço da escala móvel de polegadas representa .
128
66

A leitura é fruto da soma das duas escalas observando quantos traços


aparecem antes do zero (0) no nônio. E depois fazendo a leitura de qual o traço está
coincidindo na escala móvel.

Exemplo 1: Observe a figura abaixo

Figura 37 – Simulação de medidas em paquímetro


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/

4"
Quantidade de traços antes do zero (0) do nônio: 4 portanto ,
16
1"
simplificando fica
4
5"
Traço que coincide no nônio: 5º, então temos a leitura de
128
1" 5" 32  5 37"
Leitura final: + = =
4 128 128 128
Exemplo 2: Observe a figura abaixo e veja que a medida já inicia após a
segunda polegada, ou seja, já temos 2”, faltando apenas encontrarmos a parte
fracionária da medida.
67

Figura 38 – Simulação de medidas em paquímetro


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/
6"
Quantidade de traços antes do zero (0)do nônio: 6 portanto ,
16
3"
simplificando fica
8
2" 1"
Traço que coincide no nônio: 2º, então temos a leitura de ou
128 64
3" 1" 24  1 25" 25"
Leitura final: + = = essa medida é 2 .
8 64 64 64 64

6 MICRÔMETRO

O micrômetro é um instrumento de medição usado para medidas mais


precisas. Sua capacidade de medições em dimensões reais tem aproximação de
até 0,001mm.

Figura 39 – Micrômetro
Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

6.1 TIPOS DE MICRÔMETRO


Existem vários tipos e utilizações de micrômetros, veremos apenas os mais
utilizados atualmente.
Micrometro Externo
68

Utilizados para leituras externas de peças e equipamentos, este tipo de


micrômetro é o mais utilizado nas indústrias.

Figura 40 – Micrômetro Externo


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

Micrômetro para medição de espessura de tubos

Figura 41 – Micrômetro para medição de espessura de tubos


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

Micrometro de profundidade

Figura 42 – Micrômetro de profundidade


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo
69

Micrometro Digital
Na verdade nas grandes empresas na atualidade já são mais utilizados
esses micrômetros em face aos

Figura 43 – Micrômetro Digital


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

6.2 CONHECENDO O MICRÔMETRO


Basicamente a configuração de um micrômetro é a seguinte:
 Arco= É construído de aço especial e tratado termicamente, a fim de
eliminar as tensões, e munido de protetor antitérmico, para evitar a
dilatação pelo calor das mãos.

 Parafuso Micrométrico= É construído de aço de alto teor de liga,


temperado a uma dureza de 63 RC. Rosca retificada, garantindo alta
precisão no passo.
 Contatores=Apresentam-se rigorosamente planos e paralelos, e em
alguns instrumentos são de metal duro, de alta resistência ao desgaste.
 Fixador ou Trava=Permite a fixação de medidas.
 Luva Externa=Onde é gravada a escala, de acordo com a capacidade
de medição do instrumento.
 Tambor=Com seu movimento rotativo e através de sua escala permite a
complementação das medidas.
 Porca de Ajuste=Quando necessário, permite o ajuste do parafuso
micrométrico.
 Catraca=Assegura uma pressão de medição constante.
70

Figura 44 – Micrômetro
Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

6.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO MICRÔMETRO


Veremos a seguir alguns exemplos práticos dessas aplicações.
Medição externa de peças

Figura 45 – Micrômetro medindo área externa


Fonte: Wikipédia

Medição de profundidade

Figura 46 – Micrômetro medindo profundidade


Fonte: Wikipédia
71

Medição interna de peças

Figura 47 – Micrômetro medindo profundidade


Fonte: Wikipédia

6.3.1 Leitura do Micrômetro em mm

O comprimento do arco cresce de acordo com o aumento da faixa de


operação do micrômetro, normalmente com escalonamento de 25 mm, sendo,
portanto assim: de 0 a 25 mm, de 25 a 50 mm, 50 a 75 mm, etc.
Sabendo-se que, nos micrômetros do sistema métrico, o comprimento da
escala da luva mede 25,00mm, se dividirmos o comprimento da escala pelo nº de
divisões existentes, encontraremos o valor da distância entre as divisões (0,5mm),
que é igual ao passo do parafuso micrométrico.
25
= 0,5mm
50

Figura 48 – Micrômetro medindo


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Estando o micrômetro fechado, dando uma volta completa no tambor


rotativo, acontece um avanço do parafuso micrométrico igual ao seu passo (0,5mm),
aparecendo o primeiro traço na escala de. A leitura da medida será 0,50mm.
72

Figura 49 – Micrômetro medindo


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Dando-se duas voltas completas, aparecerá o segundo traço, e a leitura será


1,00mm. E assim sucessivamente.

Figura 50 – Micrômetro medindo


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Na realização da leitura do tambor observamos que se cada volta dele tem


0,5mm e o mesmo possui 50 divisões, concluímos que cada traço do tambor
equivale a 0,01mm.
0,5
= 0,01mm
50
73

Figura 51 – Exemplo de medidas com Micrômetro


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Na realização completa da medida, somamos a leitura da escala da luva


com a do tambor:
Exemplo 1: Micrometro de medidas externas

Figura 52 – Micrômetro medidas externas


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/

Valor de traços antes do tambor: 8,5mm (Observe que nesse modelo de


micrômetro existem traços tanto na parte inferior quanto na parte superior da LUVA,
isso não altera em nada nossa leitura, ou seja, a distância entre cada traço é de
0,5mm). Veja ainda o detalhe que a ordem dos números esta disposta da forma
crescente.
Traço que coincide no tambor: 0,20
Leitura final: 8,5 + 0,20 = 8,5 (LUVA)
+0,20 (TAMBOR)
8,70mm
Exemplo 2: Micrometro de medidas internas

Figura 53 – Micrômetro medidas internas


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/
74

Valor de traços antes do tambor: 8,0mm (Observe que nesse modelo de


micrômetro existem traços tanto na parte inferior quanto na parte superior da LUVA,
isso não altera em nada nossa leitura, ou seja, a distância entre cada traço é de
0,5mm). Veja ainda o detalhe que a ordem dos números esta disposta da forma
decrescente.
Traço que coincide no tambor: 0,21
Leitura final: 8,0 + 0,21 = 8,0 (LUVA)
+0,21 (TAMBOR)
8,21mm
Até agora só vimos medidas de micrômetro centesimal, mas existem
situações mais especificas em que a precisão da leitura deve ser mais rigorosa,
nessas situações usamos o micrômetro milésimal, o qual exige uma terceira escala
de leitura. Vejamos a seguir:

Figura 54 – Exemplo de medidas com Micrômetro milesimal


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Na realização completa da medida, somamos as leituras da escala da luva,


do tambor e do nônio.
Exemplo 1:
75

Figura 55 – Simulação de medidas em micrômetro


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/

Valor de traços antes do tambor: 5 mm


Traço que coincide no tambor: Esse valor ficou entre os números 45 e 46
(usar sempre o valor menor, pois isso indica que ainda não chegou ao traço 46,
portanto usa-se o 45, ou 0,45).
Leitura que coincide no nônio:0,05
Leitura final: 5,0 + 0,45 + 0,005 = 5,0 (LUVA)
0,45 (TAMBOR)
+0,005 (NÔNIO)
5,455 mm

6.3.2 Leitura do Micrômetro em polegadas

A leitura em polegadas segue o mesmo padrão da leitura no sistema


métrico. Para efetuarmos leitura com o micrômetro do sistema inglês decimal, é
necessário conhecermos as divisões da escala da luva. Na maioria dos Micrômetros
possuem 40 divisões, ou seja, cada traço equivale e 0,025”.
1"
=0,025”
40

Figura 56 – Exemplo de medidas com Micrômetro em polegadas


Fonte: Adaptado Telecurso 2000
76

O tambor possui apenas 25 divisões e cada volta representa 0,025”, temos


0,005"
então: = 0,001” ( um milésimo de polegadas).
25

Figura 57 – Exemplo de medidas com Micrômetro em polegadas


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Exemplo 1:

Figura 58 – Simulação de medidas em micrômetro


Fonte: http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/
Valor de traços antes do tambor: 0,35” (Observe que nesse modelo de
micrômetro cada traço representa 0,025”)
Traço que coincide no tambor: 0,015”
Leitura final: 0,35 + 0,015= 0,35 (LUVA)
+0,015 (TAMBOR)
0,365”
7 RELÓGIO COMPARADOR
O relógio comparador é um instrumento de medição por comparação, dotado
de uma escala e um ponteiro ligados por mecanismos diversos a uma ponta de
77

contato. Medir a grandeza de uma peça por comparação significa determinar a


diferença da grandeza existente entre ela e um padrão de dimensão pré-
determinado. Daí originou-se o termo medição indireta.
Dimensão da peça = dimensão do padrão ± diferença lida no instrumento.
Também se pode tomar como padrão uma peça original de dimensões
conhecidas, que é utilizada como referência. É muito utilizado para medir folgas,
desgastes e deformações em peças automotivas. O comparador centesimal é um
instrumento comum de medição por comparação. As diferenças percebidas nele
pela ponta de contato são amplificadas mecanicamente e irão movimentar os
ponteiros rotativos diante da escala.
Quando a ponta de contato sofre uma pressão e o ponteiro gira em sentido
horário, a diferença é positiva. Isso significa que a peça apresenta maior dimensão
que a estabelecida. Se o ponteiro girar em sentido anti-horário, a diferença será
negativa, ou seja, a peça apresenta menor dimensão que a estabelecida.
Existem vários modelos de relógios comparadores. Os mais utilizados
possuem precisão de 0,01 mm. O curso do relógio também varia de acordo com o
modelo, porém os mais comuns são de 1 mm e 10 mm.

Figura 59 – Relógio Comparador


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

7.1 TIPOS DE RELÓGIO COMPARADOR


Vamos conhecer apenas os principais tipos de relógio comparador
78

Relógio medidor de profundidade

Figura 60 – Relógio Comparador de profundidade


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

Relógio medidor de espessura

Figura 61 – Relógio Comparador medidor de espessura


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

Relógio comparador eletrônico ou digital


Este relógio possibilita uma leitura rápida, indicando instantaneamente a
medida no display em milímetros, com conversão para polegada, zeragem em
qualquer ponto e com saída para miniprocessadores estatísticos.
79

Figura 62 – Relógio Comparador Eletrônico


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo

7.2 CONHECENDO O RELÓGIO COMPARADOR


Basicamente a configuração de um relógio comparador é a mostrada na
figura a seguir:

Figura 63 – Relógio Comparador


Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo
7.3 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO RELÓGIO COMPARADOR
O relógio comparador tem varias aplicações como Planicidade; Paralelismo;
Excentricidade; Concentricidade. Veremos algumas nas imagens abaixo:
80

Figura 64 – Aplicações Relógio Comparador


Fonte: Wikipédia

Figura 65 – Aplicações Relógio Comparador


Fonte: Wikipédia
81

Figura 66 – Aplicações Relógio Comparador


Fonte: Wikipédia

7.3.1 Sentido horário e Sentido Anti-horário


Observe um relógio em sua casa e veja o sentido em que os ponteiros se
movem, isso será importante em nosos estudo de relógio comparador. A figura a
seguir mostra o sentido horário e o sentido anti- horário.

Figura 67 – Aplicações Relógio Comparador


Fonte: Wikipédia

7.3.2 Leitura do Relógio Comparador em mm

Geralmente a leitura do relógio segue um padrão, primeiro instala-se o


instrumento na superfície que deseja medir. Nos comparadores mais utilizados, uma
volta completa do ponteiro corresponde a um deslocamento de 1 mm da ponta de
contato. Como o mostrador contém 100 divisões, cada divisão equivale a 0,01 mm.
82

Figura 68 – Exemplo de leituras


Fonte: Telecurso 2000
Ao iniciar uma medida, deve-se dar uma pré-carga para o ajuste da marca
"zero" no relógio comparador, para eliminar possíveis folgas internas. Colocar o
relógio sempre numa posição perpendicular em relação à peça, para que não
ocorram erros de medida.
A ponta apalpadora fica em contato com a peça. A diferença de medida da
peça provoca um deslocamento retilíneo da ponta, transmitido por um sistema de
amplificação ao ponteiro do relógio. A posição do ponteiro no mostrador indica a
leitura da medida. A precisão do instrumento baseia-se no sistema de amplificação,
geralmente usado por meio de engrenagens, alavancas ou sistema misto.
Os valores são indicados por intermédio de 2 ponteiros de tamanhos
diferentes. O ponteiro grande, colocado no centro do mostrador, que está dividido
em 100 partes, indica valores de 1 em 1 centésimo, completando 1 mm por volta. O
ponteiro pequeno, deslocado do centro, indica os valores de 1 em 1 milímetro, sendo
que uma volta completa é igual à capacidade total do instrumento: 10 mm (fig.5). Os
mostradores dos relógios são giratórios. Esse movimento permite a colocação em
zero, a uma posição inicial qualquer.
Observações · A posição inicial do ponteiro pequeno mostra a carga inicial
ou de medição. · Deve ser registrado se a variação é negativa ou positiva.
83

Figura 69 – Exemplo de leituras em relógio comparador


Fonte: Telecurso 2000

Figura 70 – Exemplo de leituras em relógio comparador


Fonte: Telecurso 2000

8 GONIÔMETRO

Basicamente é o instrumento de medição utilizado para medições de


ângulos

Figura 71 – Goniômetro
Fonte: Adaptado Catálogo Mitutoyo
84

8.1 TIPOS DE GONIÔMETRO


Vamos conhecer apenas os principais tipos goniômetros.
Goniômetro simples, ou transferidor de grau.

Figura 72 – Goniômetro Transferidor grau


Fonte: Telecurso 2000

Goniômetro de precisão.

Figura 73 – Goniômetro de precisão


Fonte: Telecurso 2000
85

8.2 APLICAÇÕES PRÁTICAS DO GONIÔMETRO


O goniômetro tem varias aplicações de medições de ângulos. Veremos um
exemplo muito comum na imagem abaixo:

Figura 74 – Aplicações práticas do Goniômetro


Fonte: Telecurso 2000

8.4.1 Leitura do goniômetro


Precisamos entender que o nônio do goniômetro possui 24 divisões. Sendo
12 no lado direito e 12 no lado esquerdo. Imagine que 1º se divide em 12 partes.
60`
Se 1º = 60` , então : = 5` Cada traço do nônio representa 5`
12

Figura 75 – Leitura do Goniômetro


Fonte: Adaptado Telecurso 2000
86

Figura 76 – Leituras do Goniômetro


Fonte: Adaptado Telecurso 2000
A leitura do Goniômetro é realizada de forma semelhante a outros
instrumentos de medição com Escala Nônio. Vamos seguir alguns passos para a
correta leitura do instrumento
Passo 1 : Fazer a leitura do ângulo interno na escala graduada indicado
pelo traço 0 (zero) da escala do nônio
Passo 2: Fazer a leitura do traço coincidente da escala do nônio com a
escala graduada
Passo 3: A leitura completa é a soma das duas leituras anteriores.

Exemplo 1:

Figura 77 – Exemplos de Leituras do Goniômetro


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Ângulo Interno = 64º


Traço que coincide no Nônio = 30'
Leitura completa 64º30'

Exemplo 2
87

Figura 78 – Exemplos de Leituras do Goniômetro


Fonte: Adaptado Telecurso 2000
Ângulo Interno = 42º
Traço que coincide no Nônio = 20'
Leitura completa 42º20'
8.3 OPERAÇÕES COM GRAUS, MINUTOS E SEGUNDOS DE ÂNGULOS.
Considerações a respeito de ângulos
Um grau de ângulo tem 60 minutos.
Um minuto de ângulo tem 60 segundos.
Podemos efetuar operações de adição e subtração com ângulos.

Exemplo 1: 30º48' + 45º10'=

30º48'
+ 45º10'
75º58'

Exemplo 2: 70º25' - 30º15 =

70º25'
+ 30º15'
40º10'

8.3.1 Ângulo raso

É aquele em que suas semi retas se encontra opostas formando 180º


Exemplo:
88

8.3.2 Ângulo reto


É aquele em que suas semi retas se encontram perpendicularmente
dispostas.
Exemplo:

8.3.3 Ângulo agudo


Todos os ângulos menores que 90º são chamados de ângulos agudos
Exemplo:
89

8.3.3 Ângulo obtuso


Todos os ângulos maiores que 90º são chamados de ângulos obtusos
Exemplo:

9 CONHECENDO OUTROS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO


TORQUÍMETRO
Destina-se a medir o esforço de aperto. É um cabo especial para chave
tubular (soquete), com dispositivo de medições de torque. Os tipos mais comuns
são: de estalo, de vareta e de relógio. As escalas mais utilizadas são representadas
nas unidades kgfm (quilograma força metro) ou Nm (Newton metro).

Figura 79 – Tipos de Torquímetros


Fonte: Apostila Volkswagen
90

LÂMINAS CALIBRADORAS
As lâminas calibradoras ou calibre de lâminas constituem um prático
instrumento para o controle de folgas nos mais diversos tipos de mecanismos. É
confeccionada de aço temperado, rigorosamente calibradas em diversas
espessuras. O mais usado é do tipo “Canivete” constituído de um jogo de lâminas
articuladas em um “cabo estojo”.

Figura 79 – Calibre de Lâminas


Fonte: Apostila Volkswagen
91

EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
1) Faça as leituras das medidas a seguir:
92

2) Faça a leitura e coloque os referidos valores ao lado dos números.

3) Faça a leitura e escreva as medidas. (Não esqueça de calcular a resolução do


paquímetro).
93
94

4) Leia cada uma das medidas em polegada fracionária e escreva a medida na


linha abaixo de cada desenho.
95

5) Realize as leituras nos micrômetros abaixo:


96

6) Realize as leituras nos goniômetros abaixo:


97

7) Faça a leitura nos relógios comparadores a seguir:


98

DESENHO TÉCNICO

1 CONHECENDO O DESENHO TÉCNICO


1.1 PRNCIPAIS MATERIAIS UTILIZADOS NO DESENHO TÉCNICO
1.1.1 Escalímetro
Utilizado para transferência de escalas

Figura 80 – Escalímetro
Fonte: Wikipédia
1.1.2Transferidor
Utilizado para transferência de ângulos nos desenhos

Figura 81 – Transferidor
Fonte: Wikipédia
1.1.3 Lápis e Borracha
Utilizados nas confecções dos desenhos técnicos

Figura 82 – Lápis e borracha


Fonte: Wikipédia
1.1.4 Formatos do Papel utilizado no desenho técnico
99

Figura 83 – Formato do papel utilizado em desenho


Fonte: Wikipédia
1.2 NORMAS TÉCNICAS
1.2.1 O que é a ABNT?
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável
pela normalização técnica no Brasil, fornecendo insumos ao desenvolvimento
tecnológico brasileiro. Trata-se de uma entidade privada e sem fins lucrativos e de
utilidade pública, fundada em 1940. Basicamente a ABNT rege também as normas
para desenhos técnicos, visando uma padronização e interpretação mundial dos
desenhos.

1.2.2 A importância da Caligrafia no desenho técnico

“Imagine que você é um desenhista e seu trabalho está concorrendo ha um


prêmio nacional, você é um excelente desenhista, porém ninguém conseguiu
decifrar sua letra no desenho, que situação constrangedora!”.
O desenho técnico requer uma caligrafia técnica para uma perfeita
interpretação, além da estética, a boa caligrafia técnica é algo essencial para o seu
desenho e visa a normatização de um projeto.

1.2.3 Tipos de Linhas

Em desenho técnico é utilizado vários tipos de linhas e diversas


situações distintas. Observe a seguir:
100

Figura 84 – Tipos de linhas utilizadas em desenho


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

1.2.4 Legenda
A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A0, A1, A2, A3, ou
ao longo da largura da folha de desenho no formato A4. As legendas nos desenhos
industriais as informações na legenda podem ser diferentes de uma empresa para
outra, em função das necessidades de cada uma. Este é o espaço destinado à
informações complementares ao desenho como: identificação, número de registro,
título, origem, escala, datas, assinaturas de execução, verificação e aprovação,
número de peças, quantidades, denominação, material e dimensão em bruto, etc...

2 FIGURAS GEOMÉTRICAS
2.1 FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS

São figuras que ficam localizadas em um plano com apenas duas grandezas
ou medidas.

2.1.1 Ponto, Linha e Plano

O PONTO: O ponto não possui dimensões, não pode ser medido,


determinado e sim representado geometricamente. Uma vez que uma cidade no
mapa, um grão de areia ou até uma estrela numa galáxia representam pontos, fica
impossível determinar as dimensões de um ponto. Damos nomes aos pontos
101

usando letras maiúsculas do nosso alfabeto e representamos geometricamente,


assim:

A LINHA: Os tipos de linha que serão usados no nosso curso nós já vimos
anteriormente. O importante é que se usam as letras minúsculas do nosso alfabeto
para nomeá-las e que elas podem ser: abertas, fechadas, simples, não simples.

O PLANO: A ideia de plano nos remete a uma folha de papel, o tampo de


uma mesa, o quadro que o professor escreve etc. Assim como o ponto, ele não tem
dimensões e representamos geometricamente assim:

2.1.2 Circulo, Retângulo e Quadrado

O QUADRADO: é uma figura que tem quatro lados iguais e 4 ângulos. O


quadrado é um retângulo específico, pois tem todos os lados iguais.

O RETÂNGULO – É uma figura geométrica, cujos lados


formam ângulos retos entre si. Por isso, possui dois lados paralelos na vertical e os
outros dois paralelos na horizontal. Pode-se considerar o quadrado como um caso
particular de um retângulo em que todos os lados têm o mesmo comprimento.
102

Circulo: É uma figura geométrica cuja superfície plana é limitada por uma
circunferência

2.1.3 Outras figuras geométricas planas


Triângulo Trapézio Hexágono

Losango Pentágono

3 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
É a representação gráfica de um objeto que mostra suas diferentes faces,
simulando uma visão ao natural deste mesmo objeto ou peça. Para execução de
desenhos técnicos como instrumental, a perspectiva isométrica é a mais adequada.
103

3.1 APLICAÇÕES PRÁTICAS DE PERSPECTIVA ISOMÉTRICA


3.1.1 O que é o eixo isométrico?
Iso quer dizer mesma; métrica quer dizer medida. A perspectiva isométrica
mantém as mesmas proporções do comprimento, da largura e da altura do objeto
representado. Além disso, o traçado da perspectiva isométrica é relativamente
simples. Por essas razões, neste curso, você estudará esse tipo de perspectiva.
Eixos isométricos
O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semi-
retas que têm o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°.
Veja:

Figura 85 – Eixo isométrico


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

Essas semi-retas, assim dispostas, recebem o nome de eixos isométricos.


Cada uma das semi-retas é um eixo isométrico. Os eixos isométricos podem ser
representados em posições variadas, mas sempre formando, entre si, ângulos de
120°. Neste curso, os eixos isométricos serão representados sempre na posição
indicada na figura anterior. O traçado de qualquer perspectiva isométrica parte
sempre dos eixos isométricos.

3.1.2 O papel reticulado


Para realizarmos o desenho em perspectiva geralmente utilizamos o papel
reticulado, que é um papel que simula o eixo isométrico e serve como base para
nossos estudos.
104

Figura 86 – Papel Reticulado


Fonte: Adaptado Telecurso 2000

3.1.3 Etapas de construção do desenho técnico no papel reticulado


Para aprender o traçado da perspectiva isométrica você vai partir de um
sólido geométrico simples: o prisma retangular. No início do aprendizado é
interessante manter à mão um modelo real para analisar e comparar com o
resultado obtido no desenho. Imagine uma caixa de fósforos fechada.

Figura 87 – Prisma retangular


Fonte: Adaptado Telecurso 2000
O traçado da perspectiva será demonstrado em cinco passos apresentados
separadamente. Na prática, porém, elas são traçadas em um mesmo desenho.
Passo 1 - Trace levemente, à mão livre, os eixos isométricos e indique o
comprimento, a largura e a altura sobre cada eixo, tomando como base as medidas
aproximadas do prisma representado na figura anterior.
105

Passo 2 - A partir dos pontos onde você marcou o comprimento e a altura,


trace duas linhas isométricas que se cruzam. Assim ficará determinada a face da
frente do modelo.

Passo 3 - Trace agora duas linhas isométricas que se cruzam a partir dos
pontos onde você marcou o comprimento e a largura. Assim ficará determinada a
face superior do modelo.

Passo 4 - E, finalmente, você encontrará a face lateral do modelo. Para


tanto, basta traçar duas linhas isométricas a partir dos pontos onde você indicou a
largura e a altura.
106

Passo 5 - Apague os excessos das linhas de construção, isto é, das linhas e


dos eixos isométricos que serviram de base para a representação do modelo.
Depois, é só reforçar os contornos da figura e está concluído o traçado da
perspectiva isométrica do prisma retangular.

Observações importantes:
Observe que na construção do desenho em perspectiva é necessário
ter bastante atenção e com a prática você já será capaz de realizar seu
desenho nas dimensões corretas, porém cada pessoa tem sua própria forma
de iniciar seu desenho, a única coisa que importará será seguir as normas e
construir um desenho que seja perfeitamente interpretado por qualquer
pessoa.

4 COTAGEM
A cotagem é a Representação gráfica no desenho da característica do
elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de
medida.
A NBR 10126 rege as cotagem em desenho técnico, fixando os princípios
gerais de cotagem a serem aplicados em todos os desenhos técnicos.
107

Figura 88 – Exemplo de cotagem


Fonte: Oliveira (2007)
4.1 CONHECENDO AS COTAS
4.1.1 Elementos da cotagem

Durante o desenho técnico de qualquer objeto um dos passos importantes é


a sua cotagem, pois é ela quem especifica as dimensões e tolerâncias da mesma. A
mesma é realizada utilizando quatro elementos básicos, que incluem a linha auxiliar,
linha de cota (NBR 8403) limite da linha de cota e a cota.
Os vários elementos da cotagem são mostrados nas figuras a seguir:

Figura 89 – Elementos de cotagem


Fonte: Oliveira (2007)
Existem várias regras de cotagem, porém vamos ver apenas aquelas que
consideramos de maior importância em nosso curso.
 As linhas dos elementos de cotagem devem ser estreitas e contínuas.
 A linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente além da respectiva linha
de cota e um pequeno espaço deve ser deixado entre ela e o ponto
cotado.
108

 As linhas auxiliares devem ser perpendiculares ao elemento


dimensionado, porém, se for necessário, ela pode se desenhada
obliquamente (60).
 Deve-se evitar, sempre que possível, cruzar as linhas do elemento de
cotagem com outras linhas.
 A linha de cota não deve ser interrompida, mesmo que o elemento seja.
 As linhas de centro e de contorno, não devem ser usadas como linhas de
cota, porém, podem ser usadas como linha auxiliar.
 Caso se utilize a linha de centro como linha auxiliar ela só deve ser
representada como linha contínua após sair do contorno do objeto.

4.1.2 Desenho da Cota no desenho técnico

Existem algumas regras ou definições em desenho técnico que devem ser


seguidas visando uma perfeita compreensão do projeto.
Observações importantes:
Cada elemento geométrico de uma figura é definida por sua forma
característica. Observe a figura a seguir e veja os diferentes elementos e suas
formas de definição.

Figura 90 – Elementos de cotagem


Fonte: Oliveira (2007)
As cotas A, B, E, F, G, H, J, K, L – são chamadas de cotas de dimensão,
pois revelam o tamanho das formas geométricas que compõe a peça.
As cotas C e D – são chamadas de cotas de posição, pois revelam a posição
relativa das formas geométricas da peça.
A cota M, define medida angular.
109

5 ESCALAS

Existem certas situações que o desenho técnico em seu tamanho real não
mostra certos detalhes, exigindo que seja aplicada uma ampliação em escala desse
projeto ou ainda situações em que seja impossível desenhar em tamanho real pelo
seu tamanho, nesse caso é necessário aplicar uma escala de redução.
Imagine as seguintes situações:
1. Você é um projetista e precisa fazer um desenho de uma peça do
tamanho de um grão de arroz com vários detalhes, situações como esta são muito
comuns, e você irá realizar uma ampliação nessa peça, seguindo todos os seus
padrões de medidas,
2. Imagine um engenheiro que vai projetar uma casa, ele jamais conseguiria
realizar um desenho do tamanho real da mesma, nessa situação ele fará esse
desenho em uma escala de redução.
Nas duas situações o desenho deve ser realizado seguindo todas as
proporções das medidas lineares do objeto representado.

5.1 INDICAÇÕES DE ESCALAS

Escala natural é aquela em que o desenho técnico realizado tem o mesmo


tamanho da peça real.
Exemplo:

Figura 91 – Escala Natural


Fonte: Telecurso 2000

Observe que a indicação da escala na peça é segue o padrão


ESC. DIMENSÃO DO DESENHO : DIMENSÃO REAL DO OBJETO
110

5.1.1 Escala de Ampliação


É aquela que a peça ou objeto é pequeno sendo, portanto necessário
realizar sua ampliação, ou seja, o tamanho do desenho técnico é maior que o
tamanho real da peça ou objeto.
Exemplo:

Figura 92 – Escala Ampliada


Fonte: Telecurso 2000

5.1.2 Escala de Redução

É aquela que a peça ou objeto é grande sendo, portanto necessário realizar


sua redução, ou seja, o tamanho do desenho técnico é menor que o tamanho real da
peça ou objeto.
Exemplo:

Figura 92 – Escala Reduzida


Fonte: Telecurso 2000
Observações importantes:
Veja que em todas as situações as cotas permanecem as mesmas,
visto que o valor que consta na cota é sempre o real, não importa em qual
escala esteja representado o desenho, sua cota sempre será a do tamanho
real.
Os resumos a seguir podem nos auxiliar na interpretação de escalas.
111
112

6 PROJEÇÃO ORTOGONAL OU ORTOGRÁFICA

Em desenho técnico, projeção é a representação gráfica do modelo feita em


um plano. A ABNT adota a projeção ortogonal, por ser a representação mais fiel à
forma do modelo. Para entender como é feita a projeção ortogonal, é necessário
conhecer os seguintes elementos: observador, objeto (peça ou modelo), e plano de
projeção.
Observe a seguir que linha projetante é a linha perpendicular ao plano de
projeção que sai do objeto e o projeta no plano de projeção.

Figura 93 – Linhas projetantes


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

6.1 APLICAÇÕES PRÁTICAS DE PROJEÇÃO ORTOGONAL


6.1.1 As vistas da projeção ortogonal

Quando se tem a projeção ortogonal do objeto, o objeto não é mais


necessário e assim é possível rebater os planos de projeção. Com o rebatimento, os
planos de projeção, que estavam unidos perpendicularmente entre si, aparecem em
um único plano de projeção. Assim pode-se ver o rebatimento dos planos de
projeção, imaginado-os como planos ligados por dobradiças.
Exemplo:
113

Figura 94 – Vistas rebatidas


Fonte: Adaptada Telecurso 2000

Agora é possível tirar os planos de projeção e deixar apenas o desenho das


vistas do objeto. Na prática, as vistas do objeto aparecem sem os planos de
projeção. As linhas projetantes auxiliares indicam a relação entre as vistas do
desenho técnico.

Figura 95 – Vistas do desenho técnico


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)
114

Observações importantes:
As linhas projetantes auxiliares não aparecem no desenho técnico do
objeto. São linhas imaginárias que auxiliam no estudo da teoria da projeção
ortogonal.
É necessário seguir todas as medidas constantes nas cotas
A projeção ortogonal é considerada pela ABNT como o formato de
desenho técnico padrão nos projetos em geral.

Dispondo as vistas alinhadas entre si, temos as projeções da peça


formadas pela vista frontal, vista superior e vista lateral esquerda.
Normalmente a vista frontal é a vista principal da peça. As distâncias entre as
vistas ser iguais e proporcionais ao tamanho do desenho.

6.1.2 Conhecendo os Diedros

Um diedro é a junção de dois semiplanos perpendiculares entre si, tratando-


se de uma entidade tridimensional. Uma analogia simples ao diedro seria tentar
visualizar um livro aberto tendo as suas páginas um angulo de 90º.
O termo 1º e 3º diedro vem da matemática, mais concretamente dos
quadrantes do círculo trigonométrico. O primeiro diedro é assim o primeiro
quadrante, que vai desde o ângulo 0º até aos 90º o terceiro será o que se situa dos
180º aos 270º.
Devemos utilizar o símbolo correspondente para indicar que o desenho
técnico está representado no 1º diedro. Este símbolo deve ser colocado no canto
inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos, dentro da legenda ou logo
acima. Se você encontrar um desenho técnico representado no 3º diedro, você verá
outro com as vistas invertidas.

Figura 96 – Diedros
Fonte: Adaptada de SENAI (1996)
115

6.1.3 Regra do Alinhamento


As projeções de um mesmo elemento do objeto nas vistas adjacentes
acham-se sobre o mesmo alinhamento, isto é, sobre a mesma linha de chamada.

Figura 97 – Regra do Alinhamento


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)
Como a representação de objetos tridimensionais, por meio de projeções
ortogonais, é feita por vistas tomadas por lados diferentes, dependendo da forma
espacial do objeto, algumas de suas superfícies poderão ficar ocultas em relação ao
sentido de observação. Observando a Figura seguinte vê-se que a superfície “A”
está oculta quando a peça é vista lateralmente (direção 3), enquanto a superfície “B”
está oculta quando a peça é vista por cima (direção 2). Nestes casos, as arestas que
estão ocultas em um determinado sentido de observação são representadas por
linhas tracejadas. As linhas tracejadas são constituídas de pequenos traços de
comprimento uniforme, espaçados de um terço de seu comprimento e levemente
mais finas que as linhas cheias.

Figura 98 – Detalhes das vistas ortogonais


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)
116

7 CORTES, SECÕES E ENCURTAMENTO


7.1 CORTES

Cortar quer dizer dividir, secionar, separar partes de um todo. Corte é um


recurso utilizado em diversas áreas do ensino, para facilitar o estudo do interior dos
objetos.
Exemplo:

Figura 99 – Desenho em corte


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

7.1.1 O que são hachuras?


Hachura significa textura. Sua finalidade é indicar as partes maciças,
evidenciando as áreas de corte. As hachuras são constituídas de linhas finas,
podendo ser de cor diferente do contorno, equidistantes, e traçadas a 45° em
relação aos contornos ou aos eixos de simetria da peça. O espaçamento entre as
hachuras deverá variar com o tamanho da área a ser hachurada.
Exemplo:

Figura 100 – Desenho em corte com hachuras


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)
117

7.1.2 Tipos de Corte


Existem vários tipos de corte, porém em nosso curso veremos apenas o
corte total e o meio corte.
7.1.2.1 Corte Total
O corte total atinge a peça em toda a sua extensão, pode ser reto ou em desvio:
 Reto: quando o plano de corte não muda de direção.
 Em desvio: quando o plano de corte muda de direção, para passar por detalhes de
maior interesse.

Figura 101 – Desenho em corte total com hachuras


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

7.1.2.2 Meio Corte


O meio corte é aplicado em peças que representadas apenas por uma parte
cortada consegue mostrar todos os detalhes necessários para interpretação do
desenho técnico.
Exemplo:

Figura 102 – Desenho em meio corte com hachuras


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

7.1.2.3 Representação e Indicação do Corte

A representação em corte consiste em basicamente três passos:


1) Imaginar a peça cortada por um ou mais planos, sendo suprimida uma
das partes.
118

2)Fazer a projeção da parte remanescente, adotando as regras gerais de


disposição das vistas.
3)Finalmente, executar as hachuras sobre as superfícies das partes da peça
interceptadas pelo plano de corte.

Podem ser definidas regras gerais para a representação de cortes.


1) A representação da vista cortada compreende a superfície obtida pelo
plano de corte e tudo o que se vê para além desse plano.
2) A porção da peça supostamente retida não pode ser omitida nas demais
vistas.
3) As zonas em que a peça foi cortada são assinaladas por meio de
hachuras (traços oblíquos eqüidistantes, formando com o eixo da peça ou contornos
principais, ângulos de 45º)
4) Sempre que possível, os planos de corte devem passar pelos eixos de
simetria da peça a ser cortada;
5) Na representação em corte, não devem ser usadas Linhas de Contorno
Invisível (traços interrompidos), se não trouxerem nada de fundamental à
representação da peça;
6) As superfícies de corte são sempre delimitadas por Linhas de Contorno
Visível (traço contínuo grosso), por Linhas de Traço Misto, ou por Linhas de Fratura

Figura 103 – Indicação de corte


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

Chama-se atenção para a colocação da vista cortada no desenho. Em geral,


a vista cortada ocupa a posição da projeção ortogonal correspondente, mas não é
obrigatório que seja assim.
A vista cortada poderá ser colocada em qualquer lugar da folha de desenho,
porém acompanhada pela designação (nomenclatura).
119

Observe abaixo que o corte é indicado pela linha traço e ponto na vista
superior. Os traços são largos nas extremidades e quando indicam mudanças de
direção dos planos de corte. O nome do corte é indicado por duas letras maiúsculas,
representadas nas extremidades da linha traço e ponto. As setas indicam a direção
em que o observador imaginou o corte.
Observe o exemplo a seguir que mostra a indicação do corte na vista
superior e a representação na vista lateral esquerda.

Figura 104 – Indicação e representação de corte


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

7.2 SECÃO E ENCURTAMENTO

As seções são objetivamente semelhantes aos cortes e, como estes, são


utilizadas para trazer uma maior clareza da peça representada. Conceitualmente,
uma seção é uma superfície resultante da interseção de um plano secante com a
peça. Distinguem-se dos cortes por representarem somente a interseção do plano
secante com a peça, não englobando aquilo que se encontra além desse plano.
Os exemplos as seguir mostram as semelhanças e diferenças entre Corte e
Seção.
Exemplo 1:

Figura 105 – Indicação de seções


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)
120

Exemplo 2:

Figura 106 – Indicação de seções


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

As seções são muito utilizadas para representar eixos.


Exemplo:

Figura 107 – Indicação de seções em eixos


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

Certos tipos de peças, que apresentam formas longas e constantes, podem


ser representadas de maneira mais prática. O recurso utilizado em desenho técnico
para representar estes tipos de peças é o encurtamento. A representação com
encurtamento, além de ser mais prática, não apresenta qualquer prejuízo para a
interpretação do desenho.
121

Exemplo:

Figura 108 – Indicação de encurtamento


Fonte: Adaptada de SENAI (1996)

A representação dos desenhos com encurtamento podem ser verificadas na


imagem abaixo:

Figura 109 – Indicação de encurtamento em desenhos


Fonte: Oliveira (2007)

8 TOLERÂNCIAS E AJUSTES
8.1 TOLERÂNCIAS

Tolerâncias dimensionais correspondem a valores mínimos e máximos a


qual uma peça ou desenho pode ser apresentado. Existem vários tipos de
tolerância, com sinais e valores que são utilizados em desenhos de peças em geral.
Vejamos resumidamente abaixo:
122

Figura 109 – Exemplos de tolerância


Fonte: Oliveira (2007)

Figura 110 – Exemplos de tolerância


Fonte: Telecurso 2000

Dimensão nominal: 25 mm
Afastamento: + 0,1 e -0,1
Dimensão Máxima: 25,1
Dimensão Mínima: 24,9

8.2 AJUSTES

Para entender o que são ajustes precisamos antes saber o que são eixos e
furos de peças. Quando falamos em ajustes, eixo é o nome genérico dado a
qualquer peça, ou parte de peça, que funciona alojada em outra. Em geral, a
superfície externa de um eixo trabalha acoplada, isto é, unida à superfície interna de
um furo.

8.2.1 Ajuste com Folga


Eixos e furos de formas variadas podem funcionar ajustados entre si.
Dependendo da função do eixo, existem várias classes de ajustes. Se o eixo se
encaixa no furo de modo a deslizar ou girar livremente, temos um ajuste com folga.
Quando o afastamento superior do eixo é menor ou igual ao afastamento
inferior do furo, temos um ajuste com folga.
123

Exemplo:

Figura 111 – Exemplos de Ajuste com folga


Fonte: Telecurso 2000

Os diâmetros do furo e do eixo têm a mesma dimensão nominal: 25 mm.


O afastamento superior do eixo é - 0,20;
A dimensão máxima do eixo é: 25 mm eixo - 0,20 mm = 24,80 mm;
A dimensão mínima do furo é: 25,00 mm - 0,00 mm = 25,00 mm.
Portanto, a dimensão máxima do eixo (24,80 mm) é menor que a dimensão
mínima do furo (25,00 mm) o que caracteriza um ajuste com folga. Para obter a
folga, basta subtrair a dimensão do eixo da dimensão do furo. Neste exemplo, a
folga é 25,00 mm - 24,80 mm = 0,20 mm.

8.2.2 Ajuste com Interferência


Quando o eixo se encaixa no furo com certo esforço, de modo a ficar fixo,
temos um ajuste com interferência. Neste tipo de ajuste o afastamento superior do
furo é menor ou igual ao afastamento inferior do eixo.
Exemplo:

Figura 112 – Exemplos de Ajuste com interferência


Fonte: Telecurso 2000

Na cota do furo, o afastamento superior é + 0,21;


Na cota do eixo: o afastamento inferior é + 0,28.
Portanto, o primeiro é menor que o segundo, confirmando que se trata de
um ajuste com interferência.
124

Para obter o valor da interferência, basta calcular a diferença entre a


dimensão efetiva do eixo e a dimensão efetiva do furo. Imagine que a peça pronta
ficou com as seguintes medidas efetivas: diâmetro do eixo igual a 25,28 mm e
diâmetro do furo igual a 25,21 mm. A interferência corresponde a: 25,28 mm - 25,21
mm = 0,07 mm. Como o diâmetro do eixo é maior que o diâmetro do furo, estas duas
peças serão acopladas sob pressão.

8.2.3 Ajuste com Incerteza

Existem situações intermediárias em que o eixo pode se encaixar no furo


com folga ou com interferência, dependendo das suas dimensões efetivas. É o que
chamamos de ajuste incerto. É o ajuste intermediário entre o ajuste com folga e o
ajuste com interferência. Neste caso, o afastamento superior do eixo é maior que o
afastamento inferior do furo, e o afastamento superior do furo é maior que o
afastamento inferior do eixo.
Exemplo:

Figura 113 – Exemplos de Ajuste com incerteza


Fonte: Telecurso 2000

O afastamento superior do eixo (+0,18) é maior que o afastamento inferior


do furo (0,00) e o afastamento superior do furo (+ 0,25) é maior que maior o
afastamento inferior do eixo (+ 0,02). Logo, estamos falando de um ajuste incerto.
Este nome está ligado ao fato de que não sabemos, antecipadamente, se as peças
acopladas irão ser ajustadas com folga ou com interferência. Isso vai depender das
dimensões efetivas do eixo e do furo.
125

EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
1) Anote embaixo de cada de cada perspectiva o número correspondente ás
suas projeções.
126

2) Verifique qual imagem corresponde à projeção


127

3) Faça no papel reticulado as perspectivas dos desenhos abaixo:


128

4) Desenhar as vistas ortográficas: VF, VS e VLE.


129

5) Desenhe as três vistas das peças abaixo com legenda e caligrafia técnica. O
tamanho das vistas deve ser obtido diretamente nas perspectivas.

6) Desenhe as peças abaixo em perspectiva isométrica e em projeção


ortográfica na escala 2:1
130

7) Analise o desenho abaixo e escreva o que se pede.

a) dimensão nominal: ............;


b) afastamento superior:..............;
c) afastamento inferior:.............;
d) dimensão máxima:................;
e) dimensão mínima:...................

Analise o desenho técnico cotado, observe os afastamentos e assinale com um X


o tipo de ajuste correspondente.
131

8) Realize as cotagens dos desenhos a seguir


132
133

REFERÊNCIAS

BASSANEZI, R. C. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática: uma nova estratégia. 2. ed.


São Paulo: Contexto, 2004.

SANGIORGI, Osvaldo .Matemática do 1º grau, 5ª, 6ª, 7ª e 8ª série, Companhia Editora Nacional, SP.

VOLKSWAGEN DO BRASIL. Instrumentos de precisão, Metrologia. São Bernardo do Campo – SP.


2008

SENAI-SP. Metrologia. Vitória: São Paulo - SP, 2000.

MITUTOYO – Catálogo de Instrumentos de medição.

http://www.stefanelli.eng.br/category/simulador/. Acessado em 08/03/2017

Ferreira, J.; Silva, R. M. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico, Escola SENAI-SP.

MICELI, Maria Tereza. Desenho Técnico Básico.Rio de Janeiro: Editora Ao Livro Técnico, 2001 ABNT
– Associação Brasileira de Normas e Técnicas

SENAI-ES. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico. Vitória: Senai-ES, 1996.

OLIVEIRA, J. L; FIORANI L; BONASSI L. Tetra, Tecnologia do Traço – São Paulo SP 2007.