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As Plantas dos
Orixás
MNOPQR S TUVX
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natureza

A
Abiu-Abieiro

Uso Litúrgico:

Árvore de Oxum e Obaluayê.

Registramo-la em função do crédito popular que nos tem chegado ao


conhecimento.

Acácia-Jurema

Uso Litúrgico:

Planta que pertence ao Orixá Oxossi.

Usada em banhos de limpeza, principalmente do filhos do orixá da


caça.

Há quem a utilize nas defumações.


Das cascas da raiz deste vegetal é que os índios fazem a bebida que
os catimbozeiros chamam cauim ou ajucá.

A referida beberagem resulta da infusão ou decocção da casca. Dizem


os índios que, depois de bebê-la, se sentem transportados ao céu.

As folhas da planta entram nas obrigações.

Açoita-Cavalo-Ivitinga

Uso Litúrgico:

É planta do Orixá Ogum.

Extraordinária nos efeitos e de grande aplicação nas obrigações, nos


banhos de descarrego e nos sacudimentos pessoais ou domiciliares.

Açucena-Rajada-Cebola_cencém

Uso Litúrgico:

Pertence ao Orixá Ogum, e o bulbo, a cebola, a Exu.

Aplica-se no ritual apenas o bulbo, que se parece com uma grande


cebola.

O nome, no meio afro-brasileiro, é cebola-cencém. O uso desta cebola


é nos sacudimentos de domicílio, residência ou local de trabalho. É
empregada cortando-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os
cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos
móveis. Encerra-se cantando para Ogum e despacha-se Exu. É
providência infalível para descobrir-se falsidades e objetos perdidos.

Agapanto

Uso Litúrgico:

Vegetal pertencente a Oxalá, a Nana e a Obaluayê. O branco é de


Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do Orixá das endemias e das
epidemias.

Aplicando não só como ornamentação do peji, mas também em


banhos dos filhos destes Orixás.

É bastante empregado quer num ou noutro caso alusivo ao Orixá para


adornar as obrigações.

Agoniada

Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê e Omulu.

É parte de todas as obrigações do deus das endemias e pidemias.

Usada nos ebori, nas lavagens de contas e na iniciação.

Muito útil nos banhos de purificação dos filhos-de-santo, limpando-os


de fluidos negativos.

Agrião

Uso Litúrgico:

É planta do Orixá Ogum. Excelente alimento. Entra em nosso trabalho


em razão da aplicação medicinal popular.

Agrião_do_Pará-Jambuaçu

Uso Litúrgico:

Pertence ao Orixá Oxum.

Tem aplicação em obrigações de cabeça e nos abo, para purificação


de filhos.

Emprega-se do mesmo modo, como axé, nos assentamentos da


deusa das águas doces.

Aipo

Uso Litúrgico:

É erva de Egun; tem aplicação em banhos de descarrego.

É oportuno dizer-se que há milênios essa planta sempre fora


destinada aos mortos. Plutarco afirmava que era planta fúnebre,
sendo detinada, na Grécia, a adornar os monumentos dos que
morriam na Guerra. Nos jogos ístmicos os triunfadores recebiam
coroas de aipo seco; da mesma planta, porém verde, faziam as coroas
destinadas ao vencedor nos jogos nemeanos. Hércules foi
representado algumas vezes coroado de aipo.

Este vegetal tinha a propriedade de tornar fogosos os cavalos e de


evitar que eles adoecessem.

Os banhos são também energéticos.

Alamanda

Uso Litúrgico:
Pertence ao Orixá Ogum e a Obaluayê.

Emprega-se em banhos de descarrego.

Alcaparreira-Galeata

Uso Litúrgico:

É muito usada nos terreiros ijexá e oyó no Rio Grande do Sul.

Pertence a Yemanjá e a Oxumarê.

Este vegetal é encontrado nos terrenos rochosos ou pedregosos de


todo o litoral brasileiro, principalmente a variedade galeata que passa
por planta marinha.

Entra nas várias obrigações do ritual, utilizando-se folhas e cascas


verdes.

Muito prestigiada nos abo de preparação dos filhos, para obrigação de


cabeça e nos banhos de limpeza.

Alecrim-da-horta

Uso Litúrgico:

Planta pertencente ao Orixá Oxalá.

É um vegetal de pequeno crescimento, aromático, que entra em


obrigações de cabeça de filhos dos vários orixás.

Tem bastante emprego no ritual.

Defumações pessoais e de ambientes, banhos de descarrego; é parte


indispensável dos abôs. É eficaz afugentador de eguns e destruidor
de larvas astrais.

Alecrim-de-caboclo

Uso Litúrgico:

É de Oxalá, mas exigido nas obrigações de Oxossi.

As mesmas serventias que das outras espécies, nas cerimônias do


ritual.

Este tipo de alecrim tem as folhas muito parecidas com as do alecrim-


da-horta. A diferença entre as duas espécies é que o de caboclo
chega uma altura de dois a três metros, aproximadamente.
Alecrim-de-tabuleiro

Uso Litúrgico:

Pertence ao Orixá Oxalá. É um alecrim diferente das outras espécies.

Existente no nordeste, mais particularmente no Rio Grande do Norte,


onde prolifera assombrosamente.

Existem em vários planaltos de pouca elevação, geralmente


arenosos, acidentes topográficos que o brasileirismo chama de
tabuleiro. É o habitat do interessante alecrim que o povo acrescenta o
agnome de tabuleiro, em razão do acidente topográfico a que antes
nos referimos.

Tem integral aplicação em obrigações, nos abo e é um maravilhoso


afugentador de larvas astrais, razão porque deve-se usa-lo nos
defumadores, quer pessoais, quer das casas de culto.

Alecrim-do-campo – Alecrim-do-mato

Uso Litúrgico:

Pertence a Oxalá.

É uma plantinha que nasce e se desenvolve espontaneamente em


qualquer parte. Tem as folhas largas. Seu uso se restringe a banhos
de limpeza.

É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda.

Alevante – Levante

Uso Litúrgico:

Pertence aos orixás Oxalá e Xangô.

Entra em todas as obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de


limpeza de filhos-de-santo.

Esta planta, tão usada e conhecida por toda a gente do culto


obediente ao ritual Jeje e Yorubá tem este nome popular. É uma
espécie de hortelã de folha grande e lisa.

O que é verdade é que a característica que a diferencia da hortelã-da-


hora é a grande folha lisa. Tem, entretanto, a qualidade de ser
aromática.

Alface
Uso Litúrgico:

Esta planta entra nas lendas gregas.

Conta-se que Vênus, a


fabulosa deusa, quis
um dia esconder
Adonis, filho de Mirra,
e para isso acomodou-
o num pé de alface,
cobrindo-o com as
folhas da referida
planta. Deste modo
protegeu o filho de
Mirra por longos anos.

Vários observadores e
estudiosos relacionam
a alface como planta
fúnebre, aludindo a
que os gregos
organizavam repastos,
dos quais a alface era
alimento principal, em
homenagem aos
mortos.

Assim, a alface passou


para a cultura africana
como planta de Egum
e de Yansã.

Usa-se a alface como


folha sagrada de
Yansã e empregada
nas obrigações de
Egun.

Utiliza-se a planta,
também, no
envultamento,
lançando-se mão de
dinheiro do envultado.

Na magia imitativa,
arria-se em uma
travessa de louça,
bem no centro, um pé
de alface, do qual só
se tira a raiz, cortando
rente ao pé e
completa-se o
restante da travessa
usada com folhas de
outro pé e rodelas de
cebola (na Umbanda).
No centro do pé de
alface que temos em
meio da travessa,
abrindo-se as folhas
que estão fechadas
cautelosamente para
que não quebrem,
coloca-se em um
papel escrito o que se
deseja fique oculto
pelos Eguns. Ao lado,
em um prato raso ou
panela de barro,
média, serve-se um
acaçá, descoberto, no
prato ou, se preferir,
um matete de milho,
na panela média, o
que se destina à
alimentação dos
Eguns.

É também utlizada em
sacudimentos.

Alfavaca-de-cheiro -
Alfavaca-de-horta

Uso Litúrgico:

É planta do Orixá
Oxalá.

Emprega-se este
vegetal em
obrigações de cabeça,
quaisquer que sejam
os orixás do filho a
submeter-se.
Emprega-se a
alfavaca-de-horta em
banhos de limpeza de
qualquer iniciando.
Usa-se na cozinha do
orixá, como tempero.

Alfavaca-de-cobra

Uso Litúrgico:

Planta herbácea
pertencente ao Orixá
Oxum.

Participa de todas as
obrigações de cabeça.
No abo também é
usada, dormindo o
filho com a cabeça
coberta. Retira-se
esse emplasto antes
das doze horas do dia
seguinte. Depois dá-
se um banho de
purificação, com as
ervas dos orixás.

Alfavaca-do-campo

Uso Litúrgico:

Pertencente a Oxóssi.

Planta também
conhecida, na Bahia,
como quióiô, e em
muitos outros lugares
como remédio de
vaqueiro.

Emprega-se nas
obrigações de cabeça,
nos banhos de
descarrego e nos abo
dos filhos do orixá a
que pertence.

Alfavaca-roxa

Uso Litúrgico:

É planta sagrada de
Xangô e Obaluayê.
Emprega-se em todas
as obrigações de
cabeça e nos abo dos
filhos destes orixás.
Usa-se em banhos de
limpeza ou
descarrego.

Alfazema

Uso Litúrgico:

Emprega-se em
qualquer obrigação de
cabeça, as folhas
verdes, qualquer que
seja o orixá. É
aplicada nas
defumações de
limpeza de ambientes
e nas pessoais. Usada,
também, na magia
amorosa em forma de
perfume.

Tem aplicação
indispensável na
lavagem do jogo de
búzios, que deve
permanecer uma
noite inteira no banho
ou abo, preparado
com o cozimento das
folhas.

Alfazema-de-
caboclo

Uso Litúrgico:

Pertence aos Orixás


Oxossi e Ogum.

Trata-se do vegetal
apelidado como
jureminha, em todo o
Estado do Rio de
Janeiro. Realmente, a
grosso modo e a uma
pequena distância, a
jureminha dos
fluminenses é muito
parecida com a
jurema branca que
Martius denominara
acácia-jurema, não só
pelas folhas, mas
também pelos
simulados espinhos,
que se constituem dos
raminhos que secam e
ficam espontados.

Deste modo, em se
tratando de vax
populis, adotemos
como sinônimo da
alfazema-de-caboclo a
denominação
jureminha.

Ritualisticamente
usamos a jureminha
em todas as
obrigações de cabeça,
nos banhos de
limpeza ou abo e nas
defumações pessoais
ou de ambientes,
profanos ou sagrados.

Algodão –
Algodoeiro

Uso Litúrgico:

Planta consagrada a
Oxalá.

Empregam-se as
folhas nas obrigações
de cabeça e nos
banhos de limpeza ou
abo. Qualquer que
sejam os orixás do
filho ela é
indispensável. Os
bantus chamam-na
muginha e os índios
apelidaram-na de
amamiu.

O algodão, que é o
fruto, usa-se para
forrar os
assentamentos do
orixá. Oxalá e a
cobertura das
obrigações se faz com
o algodão em rama.

Aloés – Babosa

Uso Litúrgico:

É de Obaluayê e
Ogum.

Há uma outra
classificação como
aloés saponaria – Haw.

Planta conhecidíssima
como babosa, azevre,
azebre.

Vegetal muito usado


no ritual de Umbanda,
indicado nas
defumações pessoais.
Com a folha da
babosa custa muito a
secar, em virtude da
abundante mucilagem
(gosma contida no
corpo das folhas)
lançamos mão da
piteira (furcraea
giganta) que oferece,
sempre, folhas secas
para uso imediato.

Essa defumação se
procede queimando-
se a folha seca da
piteira (cortada em
pedacinhos miúdos ou
tornada em pó) de
mistura com o musgo-
da-pedreira ou a
barba-de-velho, para
limpeza ou
descarrego. A
defumação referida se
faz após o banho.

Alteia – Malvarisco

Uso Litúrgico:

É de Oxalá.

Muito empregada em
banhos de descarrego
e na purificação das
pedras dos orixás
Nana, Oxum,
Oxumarê, Yansã e
Yamanjá.

Amendoeira

Uso Litúrgico:

Planta pertencente a
Egun e Exu.

Aplicada, aos galhos,


nos sacudimentos de
domicílio ou nos locais
onde o homem exerce
atividades lucrativas.

Amendoim

Uso Litúrgico:

Erva pertencente a
Ossaiyn que a prefere
sem casca, torrado.

É alimentício, fornece
bom óleo para luz e
também para a
cozinha. Presta-se
para uma infinidade
de iguarias. Cozido é
utilizado em
sacudimentos, com
excelentes resultados.

Amoreira – Amora

Uso Litúrgico:

Pertence a Exu e a
Egun.

Esse vegetal
armazena fluidos
negativos, soltando-os
em derredor, ao
declínio do sol.
Obtivemos
informações
satisfatórias ao
inquerir alguns
sacerdotes
respeitados,
possuidores da planta
em redor do egbé
(terreiro).

Das amoreiras retira-


se varas, que os
sacerdotes do culto
Egun chamam de
Inxã.

É kijila do orixá
Xangô.

Anda-açu – Indaiaçu
– Cotieira

Uso Litúrgico:

Vegetal pertencente a
Obaluayê.

Usada nos banhos


fortes para
descarrego. Entra nos
ebóri e outras
obrigações de cabeça.

Angélica
Uso Litúrgico:

Pertence a Oxalá.

Muito reduzido o seu


uso ritualístico.

Registramos, apenas,
o uso da flor como
espantalho de
influências malignas e
neutralizante de
emissão de ondas
negativas.

Tem aplicação na
magia do amor,
propiciando ligações
amorosas. Usa-se a
flor como ornato e dá-
se de presente, na
vibração do que se
quer.

Angélico – Mil-
homens

Uso Litúrgico:

É planta de Xangô e
Oxumarê.

Pelo Brasil afora são


várias as
denominações dadas
ao angélico.

Os sinônimos mais
conhecidos são
jarrinha, papo-de-
peru, cipó-mata-
cobras, capa-homem
e mil-homens.

Tem grande aplicação


na magia de amor, em
banhos de mistura
com manacá(folhas e
flores), para propiciar
ligações amorosas,
aproximando os do
sexo masculino.

Angelim-amagoso -
Morcegueira

Uso Litúrgico:

Pertence a Nana e
Exu.

O emprego ritualístico
comporta duas
espécies. Uma, diz
respeito às folhas e
flores que são em
cachos compactos,
utilizadas nos abo dos
filhos de Nana,
banhados após
maceração, apesar
das folhas serem um
tanto rijas. O outro
emprego diz respeito
a Exu; pertencem-lhe
as cascas, que são
aplicadas em banhos
fortes, destruidores de
fluidos negativos,
realizando um perfeito
descarrego.

Angico-da-folha-
miúda - Cambuí

Uso Litúrgico:

É folha sagrada de
Ogum e Yansã.

Anileira - Anil - Caá


Hobi

Uso Litúrgico:

Vegetal, arboreta,
pertencente a Exu.

Sua aplicação é
apenas por via de
banhos fortes e nos
assentamentos de
Exu.

Os banhos têm a
finalidade de limpeza,
descarrego e
eliminação de fluidos
negativos. É, também,
utilizada nos
descarregos
domiciliares e dos
lugares onde a pessoa
exerce atividades
profissionais,
procedendo-se ao
sacudimento.

Anis-doce - Funcho

Uso Litúrgico:

Erva sagrada
pertencente a Oxalá.

Empregada em todas
as obrigações de
cabeça, nos abo e em
banhos de limpeza.
Usa-se, do mesmo
modo, para tirar mão
de Vumbi.

Anis-estrelado -
Badiana

Uso Litúrgico:

Planta de Oxalá.

Não há restrição no
uso desta planta
odorizante.

Poucas vezes
presenciei sua
aplicação, em folhas,
nas obrigações de
cabeça referentes a
Oxalá ou Lemba Di Lê
(Angola). Talvez se
deve isso à
dificuldade de
encontrar a planta,
que é pouco cultivada
em alguns Estados.
Todavia, é fora de
dúvida sua aplicação
em todas as
obrigações principais.

Antúrio - Zanga-
tempo

Uso Litúrgico:

Planta do Inkice
Ktembo.

Aperta-ruão

Uso Litúrgico:

É planta de Xangô,
conhecida em alguns
lugares como falso-
jaborandi.

Os babalorixás a
utilizam nas
obrigações de cabeça;
usamos, no caso de
filhos do orixá do
trovão, a nega-mina.

O nome da planta
deve-se ao fato de
servir o caule para
açoitar animais e, em
tempos idos, açoitar
escravos.

Araçá - Araçá-de-
coroa

Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a
Oxossi e a Oxalá.

As folhas são
aplicadas em
quaisquer obrigações
de cabeça e nos abo.
Usadas de igual sorte
nos banhos de
purificação.

Araçá-da-praia

Uso Litúrgico:

Planta arbórea que


pertence a Oxossi e
Yemanjá.

Participa das
obrigações de cabeça,
dos abo e dos banhos
de purificação dos
filhos dos orixás a que
pertence.

Araçá-do-campo

Uso Litúrgico:

Planta conhecidíssima
em todo lugar.
Pertence ao Orixá
Oxossi e é aplicada
em banhos de limpeza
ou descarrego e em
defumações de locais
de trabalho.

Arapoca-branca

Uso Litúrgico:

Vistoso arvoredo
pertencente a Ogum e
Oxum.

Empregadas, as
folhas, nas obrigações
de cabeça e nos abo.
Araticum-de-areia -
Malôlo

Uso Litúrgico:

Pertence a Obaluayê,
Oxumarê e Yemanjá.

É planta africana
muito usada pelos
povos bantos,
principalmente na
Angola, onde toma os
nomes de dilôlo,
ambúlo, iôlo e malôlo.

Liturgicamente, os
bantos usam-na nos
banhos de descarrego,
sem mistura de outra
erva.

Araticum-do-brejo -
Araticum-da-praia -
Maçã-de-cobra

Uso Litúrgico:

Erva pertencente a
Oxumarê e Yemanjá.

Usa-se em obrigações
de cabeça, nos abo e
nos banhos de
descarrego e limpeza.

Quando se recolhe
yawô da deusa
Yemanjá ou de Xangô,
antes do banho
lustral, fazemo-los
passar por um banho
de abo ao ar livre (a
céu aberto). É uma
preparação para a
abiã passar pelo
banho lustral.

Arnica - Erca
Lanceta
Uso Litúrgico:

Esta maravilha que


tem o apelido de
lanceta curta,
referência às folhas
pequenas, é vegetal
pertencente ao Orixá
Ogum.

Emprega-se em
qualquer obrigação de
cabeça, nos abo de
purificação dos filhos
do orixá Oxum.

De igual modo tem


uso certo nos banhos
de limpeza dos abian.

Arnica-montana

Uso Litúrgico:

É planta do Orixá
Oxum.

Pouca aplicação se
tem visto na Umbanda
e no Candomblé.

Aroeira

Uso Litúrgico:

É poderoso e
extraordinário vegetal
pertencente a Ogum,
e em alguns terreiros
de Candomblé
pertence a Exu.

Aplica-se nas
obrigações de cabeça,
nos sacudimentos,
nos banhos fortes de
descarrego e nas
purificações de
pedras. Participam
também do cozimento
das ervas (sem ir ao
fogo) o pinhão-roxo e
o são-gonçalino ou
açoita-cavalos e a
vassourinha-de-
relógio. Excelente
quando se despacha
um egum em alguém.

Arrebenta-cavalo

Uso Litúrgico:

Pertence a Obaluayê e
a Exu.

Empregada em
banhos fortes, do
pescoço para baixo,
em hora aberta.

O arrebenta-cavalo
possui um princípio
ativo que é tóxico. As
folhas são denteadas
e macias e a planta é
leitosa.

Este vegetal é
também usado na
magia simpática, no
envultamento.

Arruda

Uso Litúrgico:

É vegetal aromático
pertencente a Exu.

A variedade que o
vulgo chama de
arruda-macho é muito
usada por indicação
de Exu contra maus
fluidos, olho-grande e
para benzimentos.

O orixá Oxossi influi


na variedade de
folhas miúdas que se
aplica nos ebori,
lavagem de contas e
banhos de limpeza ou
descarrego. Se o
ambiente estiver
carregado ela morre.

Esta planta é preferida


para iteque ou
amuletos, em forma
de figa e de cruz,
sendo usada,
também, na magia
branca.

Observação: Este uso


litúrgico refere-se à
Umbanda.

Assa-peixe

Uso Litúrgico:

Planta votiva de Nana


e Obaluayê.

Usada em banhos de
limpeza e nos ebori
dos filhos deste orixá.

Avelós - Figueira-
do-diabo - Gaiolinha

Uso Litúrgico:

Planta pertencente a
Exu.

Veio da África trazida


por um padre e
plantada pela primeira
vez em Caruaru,
Estado de
Pernambuco, em
1892.

No ritual, só tem sido


aplicado na
purificação das pedras
do orixá antes de
serem levadas ao
assentamento. Usa-se
socada.

Avenca

Uso Litúrgico:

É um vegetal
delicadíssimo e
mimoso. Pertence à
mais velha das orixás,
Nana Buruquê, orixá
das chuvas,
purificadora das
atmosferas.

Tem emprego certo


nas obrigações de
cabeça e nos abo,
embora
economizassem esta
delicada erva em face
de ser um ornamento.

Azedinha - Trevo-
azedo - Três-
corações

Uso Litúrgico:

Pertence a Xangô e a
Oxum.

Em nossas
observações
apuramos que a três-
corações, tal como é
chamada na Bahia,
não tem aplicação
ritualística. Apenas é
empregada na
medicina popular.

Azevinho

Uso Litúrgico:
É erva sagrada de
Exu.

Planta européia muito


utilizada na magia-
branca ou negra.

Os clássicos livros da
Bruxa e o de São
Cipriano, em várias
passagens, mostram
como esse vegetal era
empregado nos
pactos com entidades
demoníacas.

[TOPO]

B
Baleeira - Maria-
preta - Caimbé

Uso Litúrgico:

Arboreta pertencente
a Xangô e a Egum.
Sua utilização se
restringe a banhos de
limpeza e descarrego.
Na Umbanda é muito
indicada pelos pretos-
velhos para a abertura
de caminhos de
pessoas que
encontram
dificuldades nas
coisas da vida e para
destruir fluidos
negativos.

Bambu

Uso Litúrgico:

É planta que pertence


a Yansã e a Egun.
Muito aplicada como
enfeite nas casas de
Egun ou Ilê sain, nas
ocasiões de festas dos
Eguns. É usada,
também, em plantio,
em redor das referidas
casas. É um poderoso
defumador contra
Kiumbas, defumador
esse que se faz de
mistura com a palha
ou o bagaço de cana.
Esplêndido banho
contra perseguição de
obsessores. É no
bambuzal que se
fazem oferendas de
acarejés para Yansã e
para Oxalá, Dako.

Bananeira

Uso Litúrgico:

A planta é de Xangô e
o fruto é de Oxum.

No Rio Grande do Sul,


em grande número de
casas de batuque,
nome dado ao
candomblé e à
umbanda naquele
Estado, a bananeira é
tida como planta de
Exu. Não tem maior
expressão, entretanto,
tendo em vista o uso
nagô e a
correspondência
mística emprestada
ao vegetal; é
considerada em todo
o Norte e Nordeste
como planta votiva de
Xangô.

Muito empregada na
culinária do orixá. É
das folhas da
bananeira que se
tiram pedaços para
embrulhar o acaçá de
Oxalá, o acaçá de Exu
e o de Egun, forrando-
se com as mesmas
folhas o casco da
tartaruga, para arriar-
se o ocasséo a Oxum
ou a Oxumarê e
Xangô.

Barba-de-velho -
Musgo

Uso Litúrgico:

Planta de Oxalé e de
Obaluayê.

Aplicada em todas as
obrigações de cabeça
referentes a qualquer
orixá. Usa-se também
nas defumações
pessoais. Essa
defumação pessoal é
feita após o banho.

Barbatimão - Ibá-
Timó

Uso Litúrgico:

Conhecemos esse
importante vegetal de
nossa flora. É
abundante no Estado
de São Paulo, na
cidade de Bauru.

É planta que pertence


a Xangô e tem uso em
todas as principais
obrigações e nos abo;
usam-se as folhas.

Bardana - Erva-do-
tinhoso
Uso Litúrgico:

Planta que pertence a


Exu.

Aplicada apenas em
banho forte, em hora
aberta, para livrar o
paciente de ondas
negativas e Eguns.

Baunilha-
verdadeira

Uso Litúrgico:

Pertence a Oxalá.

Aplicada nas
obrigações de cabeça
e na tiragem de mão
de vumbi.

Beladona

Uso Litúrgico:

Pertence a Exu e a
Egun.

Nas cerimônias
litúrgicas só tem
oportunidade nos
sacudimentos
domiciliares ou de
locais onde o homem
exerça atividades
lucrativas. Usam-se
poucos galhos e em
rápido trabalho, tendo
grande poder de
atração.

Beldroega

Uso Litúrgico:

É de Exu e de
Obaluayê.
Usa-se na purificação
das pedras de Orixá e,
principalmente, nas
de Exu. A purificação
se processa limpando-
se a pedra que vai ser
assentada com sabão-
da-costa; depois de
bem limpa, enxuga-se
com todo o cuidado e
fricciona-se com a
beldroega e outras
ervas exigidas pelo
ritual. Essa purificação
varia conforme o caso.
Quando se trata de
purificar a pedra de
Orixá, são
empregadas as ervas
correspondentes ao
orixá que se vai
assentar. A beldroega
apenas se usa para as
pedras de Exu.

Berinjeta-roxa

Uso Litúrgico:

É de Obaluayê.

Boldo - Tapete-de-
Oxalá

Uso Litúrgico:

Como se vê pelo
nome popular,
pertence ao Orixá
Oxalá. O aludido
nome deve-se à
maciez das folhas.

É planta indispensável
em todas as
obrigações de cabeça,
qualquer que seja o
Olorí ou Eledá do filho.
Entra na tiragem
vumbi, o sumo, e nos
abo. Os banhos de
limpeza dos filhos-de-
santo não a podem
dispensar.

É também utilizada na
purificação das pedras
de Orixá, que são
fetiches do Orixá. Uso
nos candomblés de
Angola.

Brinco-de-princesa

Uso Litúrgico:

É planta sagrada de
Exu.

É empregada em
banhos fortes.

Brio-de-estudante -
Barbas-de-baratas

Uso Litúrgico:

Pertence a Oxun

Esta erva sagrada


apenas é utilizada em
razão da raiz, que
fornece um bom
corante que se usa
nas pinturas das
yawô, de mistura com
pemba raspada.

[TOPO]

C
Caapeba -
Pariparoba

Uso Litúrgico:
Erva sagrada de
Xangô e Oxóssi.

Muito empregada nas


obrigações de cabeça
e nos abo para as
obrigações dos filhos
recolhidos. Nos
banhos de limpeza,
também é de grande
aplicação. Folha de
muito prestígio nos
candomblés Kètú.
Utiliza-se também
para tirar mão de
vumbi.

Cabeça-de-negro -
Tejuco

Uso Litúrgico:

Vegetal ramoso e
trepador. A rama é de
Ogum e o bulbo, a
batata, é de Exu.

A rama é usada nos


banhos de limpeza.

O bulbo utilizamos nos


banhos fortes e nos
de descarrego.

Cabelo-de-milho

Uso Litúrgico:

Já se vê que sagrado
não é o cabelo-de-
milho, mas a sua
planta: o pé de milho.

Pertence a Oxossi.

A aplicação se
restringe ao cabelo
que nasce das
espigas, ao fruto e às
sementes do nosso
milho.

Antes de opina sobre


o cabelo-de-milho,
anote-se que as
espigas são alimento
de Yansã. Dá-se-lhe
cozidas, arrumadas
em pé, no alguidar ou
na gamela, regadas
com mel de
abelhas( na
Umbanda). As
sementes (os grãos)
são utilizadas na
alimentação do
Exóssi, em papa ou
pamonha. A espiga é,
ainda, empregada
como iteque (amuleto
ou simpatia),
dependurada na copa
ou na cozinha, sem
que se lhe tire a
palha, fazendo-se
uma alça da palha
que capeia a espiga e
deixando-se a
metade, no sentido do
comprimento,
descoberta, ficando os
grãos à vista.

É um modo eficaz de
propiciar despensa
farta.

Quando estiver
secando, troca-se por
outra, verdinha.

Cabeluda - Bacuica

Uso Litúrgico:

Planta arbórea que


pertence ao orixá
Ogum.
Tem aplicação em
vários atos
ritualísticos, tais como
ebori, simples ou
completo e é parte
dos abo. Usa-se, de
igual sorte, nos
banhos de purificação
dos filhos do Orixá.

Em muitas casas, os
filhos de Ogum usam-
na em banhos
semanais de limpeza
e descarrego.

Caferana - Alumã

Uso Litúrgico:

Pertence a Xangô e a
Oxum.

Tem aplicações nas


obrigações de cabeça
e nos abo.

Cajá-manga

Uso Litúrgico:

Árvore sagrada
destinada a receber
em sua cepa os
assentamentos do
Inkice Ktembo.

Vegetal
particularmente
pertencente à
Ossaiyn, deus da
flora, dono das folhas.

Apenas quatro
empregos. O primeiro
já se disse no começo.

Utiliza-se nas
obrigações anuais;
nos abo anuais de
babalossain, e, da
mesma sorte, nos abo
aplicados a este
sacerdote do Orixá da
flora.

Cajá-pequeno -
Cajá-mirim

Uso Litúrgico:

Árvore majestosa que


pertence a Oxalá.

Só mesmo poderia
reunir em um vegetal
tantas e tamanhas
virtudes este orixá.

Para o lado místico: é


árvore sagrada. Em
sua acolhedora fronde
é ponto certo para
súplicas e apelos ao
orixá Oxalá através de
oração, porque aí é
local próprio.

Na Umbanda e outros
cultos afro-nacionais
tem uso constante em
obrigações de cabeça,
nos abo de
purificação. O abo é
feito à noite e o filho
mantém-se de cabeça
coberta, retirando a
cobertura no dia
imediato, antes de
doze horas, após
passar por banho de
abo, do pescoço para
baixo.

Cajueiro

Uso Litúrgico:

Planta de propriedade
de Exu.
As folhas do cajueiro
são dadas pelo
axogun para o
sacrifício ritual de
quadrúpedes.

Calistemo-fênico

Uso Litúrgico:

Planta de Oxalá e
Ogum.

É uma extraordinária
mirtácea que entra
em qualquer
obrigação de cabeça,
ebori, feitura de
santo, lavagem de
contas, tiragem de
vumbi ou tiragem da
mão de cabeça.

Camapu - Bate-
testa

Uso Litúrgico:

Planta buscada no uso


dos indígenas e muito
conhecida em todo
país.

É de Obaluayê e
somente aplicada em
algumas providências
litúrgicas ou
ritualísticas.

Usamo-la em banhos
de limpeza,
preparatórios,
aproveitando sua
eficácia de
predisposição das
faculdades
mediúnicas dos filhos
ao entrarem para
obrigações.

Câmara - Cambará

Uso Litúrgico:

É do Orixá Oxum.
Utilizada em
quaisquer obrigações
de cabeça, nos abo e
nos banhos de
purificação dos filhos
da deusa das
cachoeiras. A espécie
mais rara e preferida
é a de flor totalmente
amarelo-ouro, embora
as demais tenham a
mesma aplicação.

Cambucá -
Cambucazeiro

Uso Litúrgico:

Árvore frondosa e de
boa aparência que
pertence aos Orixás
Ogum e Yansã.

Tem emprego certo


nas obrigações de
cabeça e nos abo.
Utiliza-se em banhos
de purificação, em
filhos que se
encontram recolhidos
ao ariaxé e
pertencentes aos
orixás referidos.

A planta pertence a
dois orixás guerreiros,
dois orixás de fogo e,
por isso, compreende-
se a utilidade das
folhas para um banho
de limpeza, anulador
de eguns ou ondas
negativas.

Cambuí-amarelo

Uso Litúrgico:

Pertence a Ogum e a
Yansã.

Somente se aplica em
banhos de descarrego.

Camélia

Uso Litúrgico:

É planta de Oxalá.
Vegetal muito usado
na magia amorosa.

É captadora de fluidos
positivos, a flor.
Usada, aproxima os
corações.

Camomila-marcela

Uso Litúrgico:

É de Ogum.

Esta planta é usada


nos abo de filhos, que
estão recolhidos para
feitura de santo. A
esses filhos, aplicam-
se duas doses diárias;
meio copo sobre o
almoço e igual dose
sobre o jantar.

Cana-do-brejo -
Ubacaia

Uso Litúrgico:

Planta pertencente ao
orixá Ogum.
Seu uso se restringe
aos abo e também
nos banhos de
limpeza dos filhos do
orixá do ferro e das
artes manuais.

Cana-fístila -
Chuva-de-ouro

Uso Litúrgico:

Planta pertencente a
Oxum. Aplicada nos
abo e em obrigações
de cabeça.

Tem utilidade também


nos banhos de
descarrego aplicados
aos filhos da deusa
das águas doces, das
cachoeiras e dos rios.

O Exu mensageiro do
orixá da riqueza tem
grande estima a essa
planta e, quase
sempre, indica-se com
suas folhas e flores
para tonificar a aura.

Canema-coirana

Uso Litúrgico:

Pertecente a Obaluayê
e entra em qualquer
obrigação de cabeça.

Por outro ângulo, usa-


se esta planta com
absoluto sucesso nos
sacudimento pessoais.
Para esse fim colhem-
se os galhos do
vegetal e com eles se
procede o
sacudimento. Após o
uso, juntam-se os
galhos usados e os
detritos ou resíduos e
manda-se despacha-
los em encruzilhada.
Para esse trabalho
não se deve pôr as
mãos nas folhas ou
galhos servidos para
não absorver os
fluidos negativos. O
regresso à casa ou ao
terreiro é por outro
caminho.

Cajerana - Pau-
santo

Uso Litúrgico:

Planta pertencente a
Ogum.

No ritual é usada a
casca, para construir
pó, que funcionará
como afugentador de
eguns e para anular
ondas negativas.

Cansanção-
verdadeiro -
Urtigão -
Cansanção-de-
folha-grande

Uso Litúrgico:

É arboreta ou erva
pertencente a Exu.

Possui as mesmas
aplicações ritualísticas
que os outros tipos de
urtiga, ou seja,
utilizada no
assentamento de Exu.

Usa-se a cansanção
como integrante de
banhos fortes, banhos
de limpeza e de
descarrego. É axé
para os
assentamentos e usa-
se nos ebó de defesa,
circundando-º

Capim-limão

Uso Litúrgico:

É de Oxossi.

Planta muito
conhecida do povo.
Vegeta em qualquer
lugar.

No interior do Brasil,
principalmente no
Nordeste, é tido e
apelidado como
incenso-de-caboclo.

Esta erva sagrada é


de uso constante nas
defumações
periódicas que se
fazem nos terreiros.
Tem a propriedade de
propiciar a
aproximação de
espíritos protetores.

Capixingui

Uso Litúrgico:

Vegetal pertencente a
Obaluayê e Omulu.

Empregada em
quaisquer obrigações
de cabeça, nos abo,
nos banhos de
purificação e limpeza
e, também, nos
ariaxé. É usado
também nos
sacudimentos.
Cardo-santo

Uso Litúrgico:

Esta planta é de Exu.

Não podemos,
entretanto, confundi-
la com o vegetal
cardo-bento, que é
espécie
complentamente
diferente, a partir da
família. Se o
argemone é
papaverácea, o outro
cardo é uma
composta e tem por
nome universal
Cnicus Bendictus,
classificada por
Gaertner. Todas as
grandezas de vegetal
extraordinário cabem
ao Cnicus Abençoado,
que tem sobre si uma
pletora de
superstições na
Europa.

É barométrica, faz
afugentarem-se os
males, propicia o
aparecimento do
perdido e faz caírem
os vermes do corpo
dos animais.

Ainda hoje o Cnicus, o legítimo Cardo-santo, ressai como planta de


virtudes excepcionais, tanto assim que é insígnia nacional dos
escoceses. A razão disso é ter um soldado dinamarquês pisado em
uma dessas plantas e, tomado por coisa estranha, gritou fornecendo
alarme aos escoceses que, cientes das posições em que os inimigos
se encontravam, os derrotaram.
Carbaúba - Carbaubeira
Uso Litúrgico:
Esta verdadeira enciclopédia de usos ou utilidades, oferecendo
dezenas e dezenas de aplicações diferentes, pertence a Oxalá,
Olissassa ou Lemba Di Lê.
Só tem aplicação em abo feito da folha, que basta para cobrir a
cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos
raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça.
A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.
Carobinha-do-campo
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê.
Não conhecemos emprego litúrgico, todavia observamos em
determinado terreiro que essa planta era parte do ariaxé.
Carqueja
Uso Litúrgico:
É planta de Ogum, qualquer das duas espécies, a amarga e a doce.
Não tem aplicação no ritual.
Catinga-de-mulata - Cordão-de-frade - Cordão-de-são-
francisco
Uso Litúrgico:
Pertence à Oyá e Obaluayê.
Só é aplicada ritualisticamente em banhos de limpeza e descarrego
dos filhos de Oyá.
Catingueira
Uso Litúrgico:
Vegetal de Xangô e Exu, aplicada em banhos de descarrego. Nos
assentamentos de Xangô pode ser utilizada na purificação das pedras
friccionando-as com as folhas depois de piladas.
Servimo-nos do sumo para lava-las; não devem entretanto, fazer
parte dos axé que são levados onde se depositam pequenos pedaços
dos axé das aves ou bicho de quatro patas.
Cavalinha - Milho-de-cobra
Uso Litúrgico:
Planta de constituição estrambótica ou extravagante, como todas as
descrições atestam.
Pertence ao orixá Oxumaré e Xangô.
A planta é condomínio do orixá que é o símbolo da honra, Yemanjá.
Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abo e como axé nos
assentamentos dos dois orixás.
Cebola-do-mato - Mangue-cebola
Uso Litúrgico:
Planta pertencente a Obaluayê e a Exu.
Do mesmo modo que se usa a cebola-cencém, usa-se a cebola-do-
mato, que é fruto da clúsia e muito inteligentemente denominada, por
isso que o aludido fruto é uma perfeita cebola, parecidíssima com a
que usamos na cozinha profana, cozinha dos homens e na cozinha do
orixá.
O pé é bastante alto, uma bela árvore de mais ou menos três metros,
folhas largas e duras.
Cedrinho - Cipreste
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente à Nana. Possui uma porção de variedades de
espécies, entretanto, todas elas são propriedade da deusa das
chuvas, cipreste, tuia ou cedrinho.
Tem aplicação total na liturgia dos cultos afro-brasileiros.
Empregado em qualquer obrigação de cabeça, nos abo, banhos de
corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abo de ori, tonificador da
aura.
Celidônia-maior
Uso Litúrgico:
Esta erva pertence a Obaluayê e especialmente a Ossaiyn.
Chamana - Nove-horas - Manjericona
Uso Litúrgico:
É do orixá Oxum. Entra em obrigações de cabeça e nos abo, participa
nos banhos de purificação dos filhos da deusa das águas doces.
Ainda pouco explorada esta mimosa droserácea, pela imensidade de
produção espontânea.
Chapéu-de-couro
Uso Litúrgico:
Não entra em obrigações de cabeça, é parte, entretanto, dos abo,
ministrados aos filhos recolhidos para feitura de santo, a fim de
predispor e acertar o organismo a receber o abo de ervas de outros
orixás. Pertence ao orixá Oxalá.
Chapéu-de-turco - Malvarisco
Uso Litúrgico:
Planta africana do mesmo modo que a brinco-de-princesa. Aplica-se
em banhos fortes para anular ondas negativas, do pescoço para baixo
(na Umbanda). É de Exu, pois esta planta serve para enfeitar sua
casa.
Cinco-folhas - Tarumã
Uso Litúrgico:
Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de
descarrego.
É planta de Oxalá.
Cipó-caboclo
Uso Litúrgico:
Muito aplicada em banhos de descarrego.
É planta de Oxossi.
Cipó-camarão
Uso Litúrgico:
Apenas usada em banhos de limpeza e nas defumações.
Pertence ao Orixá Oxossi.
Cipó-chumbo
Uso Litúrgico:
A planta é de Oxum e de Obaluayê.
Cipó-cravo
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá e Oxossi.
Cipó-mil-homens
Uso Litúrgico:
Planta que pertence a Xangô e a Oxumarê, já descrita sob o nome de
angélico, um dos apelidos da referida erva.
Cipreste
Uso Litúrgico:
Aplica-se nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e
descarrego.
Pertence a Nana.
Coco-de-dendê
Uso Litúrgico:
Pertence a Ifã, Ossain e Ogum.
O mais importante nesta palmeira é exatamente o fruto, o coco.
Da história que se conta, ou da lenda que envolve Exu, Ifã, Orixabí e
Orugã, tomara-se no ritual o coco de quatro furos ou marcas que
denunciam a brotação, como fetiche de Ifã. De igual sorte, esses
coquinhos de quatro furos são usados para a feitura do opelê Ifã,
colar utilizado no jogo para desvendar o futuro ou as coisas ocultas. É
o instrumento de que os antigos babalaôs se valiam na adivinhação,
desde a África. Atualmente já não se usa o opelê, que fora substituído
pelos búzios.
Os coquinhos a que linhas antes referimos são aplicados nos
assentamentos de Ifã.
Comporta lembrarmos que do coco, fruto da esplendorosa palmeira,
se prepara o azeite-de-dendê, o nosso famoso e indispensável epô,
participante da culinária do orixá e aconselhado para uso humano. O
óleo que se extrai da polpa do referido coco tem um teor enorme de
vitaminas.
Coco-de-iri
Uso Litúrgico:
A aplicação se restringe aos banhos de descarrego empregando-se as
folhas.
Planta de Oxossi e Yemanjá.
Coentro
Uso Litúrgico:
Planta de Oxalá e Obaluayê.
Não tem emprego nas obrigações litúrgicas.
Colônia - Cardamomo
Uso Litúrgico:
Aplicação absoluta em quaisquer obrigações de cabeça. Indispensável
nos abo e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo.
Aplicada, também, na tiragem de vumbi, para o que se usa o sumo.
É planta de Oxalá.
Condessa - Fruta-da-condessa
Uso Litúrgico:
Apesar das folhas rijas e grandes e do porte da árvore, tem aplicação
nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego e nos abo.
É de Oxumarê e Yemanjá.
Contrayerva - Caiapiá
Uso Litúrgico:
Restrita a aplicação ritualística.
Usa-se em banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá.
Empregada nos abo de uso externo para beneficiar a aura e a
sintonia.
É como se fora uma lavagem de cabeça.
Vegetal pertencente a Oxossi.
Cordão-de-frade-verdadeiro
Uso Litúrgico:
A constituição desse vegetal é sobremodo admirável a partir do caule
quadrangular. As flores, que em uma espécie é coral e em outra é
vermelha, aplicam-se, misticamente, em banhos tonificantes da aura
e limpeza de modo geral.
Pertence ao orixá Oyá.
Cotieira - Anda-açu - Indaiaçu
Uso Litúrgico:
Planta de Obaluayê.
Cravo-da-índia - Cravo-de-doce
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá e Oyá.
Entra em qualquer obrigação de cabeça, nos abo e nos abo de
cabeça.
De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos
orixás a que pertence.
Mastigando-se, afasta-se Egum e desodoriza o hálito.
Crista-de-galo - Pluma-de-príncipe
Uso Litúrgico:
É do orixá Ogum.
Não tem emprego nas obrigações do ritual.
Cunanã - Cunabi - Cunanan
Uso Litúrgico:
É vegetal de Exu e só se aplica em banhos de descarrego e limpeza,
em banho forte.
Substitui, momentaneamente, os sacrifícios a Exu.
[TOPO]

D
Dormideira - Sensitiva
Uso Litúrgico:
É planta do orixá Oyá.
Não conhecemos aplicação nas obrigações de cabeça.
Douradinha-do-campo
Uso Litúrgico:
Planta votiva de Obaluayê.
Dragoeiro - Sangue-de-dragão
Uso Litúrgico:
É árvore que pertence ao orixá Ogum.
O aspecto místico e a aplicação litúrgica abrange obrigações de
cabeça, abo geral e banhos de purificação. A seiva vermelha tem
aplicação na pintura de Yawô.
[TOPO]

E
Eritrina-mulungu
Uso Litúrgico:
Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de
limpeza dos filhos de Xangô.
Esta erva sagrada é muito conhecida apenas pelo sobrenome que
registramos – mulungu.
Pertence ao orixá Xangô.
Há duas espécies de eritrina: a de flores vermelhas é o mulungu e a
outra, que se torna uma majestosa árvore e de grande crescimento,
tem a flor cor de coral. Esta recebeu o nome botânico de Eritrina
Corallodendro – Lineu, e pertence a Yansã.
Os dois tipos são africanos, e lá o nome é mulungu (bantu).
Erva-cidreira - Melissa
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxum.
Erva-curraleira
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxossi.
Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abo dos filhos do
orixá de caça.
Erva-das-lavadeiras - Melão-de-são-caetano
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Xangô.
Não tem uso nas obrigações do ritual.
Erva-de-bicho - Capiçoba - Catinga-de-mulata
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxalá.
Usa-se em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que
sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de
santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de
fluidos negativos.
Erva-de-passarinho
Uso Litúrgico:
A erva-de-passarinho é muito aplicada principalmente no abo do
orixá, nas obrigações renovadas anualmente e nos abo de
babalossain.
Pertence ao orixá Ossaiyn.
Erva-de-santa-luzia
Uso Litúrgico:
Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas,
feitura de santo e tiragem de vumbi. De igual maneira, também se
emprega nos abo, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos
orixás.
Pertence aos orixás Yemanjá e Ossaiyn.
Erva-de-santa-maria
Uso Litúrgico:
Em alguns lugares empregam-se em obrigações de cabeça e em
banhos de descarrego.
Pertence ao orixá Oxum.
Erva-de-são-joão
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Xangô.
Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego.
Erva-grossa - Fumo-bravo
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Xangô.
Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e
como axé do orixá.
Usada também no abo destinado somente ao ori do filho antes de
deitar-se e retirando-se antes das doze horas do dia seguinte. O filho
dorme de cabeça coberta. Pela manhã dá-se-lhe um banho de abo do
pescoço para baixo.
Erva-macaé
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Nana.
Não tem emprego nas obrigações do ritual.
Erva-moura - Pimenta-de-sapo
Uso Litúrgico:
No ritual do orixá não é usada pelo povo como calmante, em doses de
uma xícara das de café, duas ou três vezes ao dia.
Essa dose não deve ser aumentada, de modo nenhum; prejudica.
Erva-preá - Maria-preta
Uso Litúrgico:
O emprego se circunscreve aos banhos de limpeza, descarrego,
sacudimentos pessoais e domiciliares.
É usada nos rituais de Egum e de Exu.
Erva-tostão
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Ogum.
Apenas se aplica em banhos de descarrego, usando-se as folhas.
Ervilha-de-angola - Guando
Uso Litúrgico:
Pertence à Oxum e Ogum.
É empregada em quaisquer obrigações: ebori, feitura de santo,
lavagens de cabeça e de contas. É muito eficaz nos banhos de
purificação dos filhos dos orixás, da deusa das águas doces, e do
deus do ferro. Somente o orixá Xangô não a tolera.
É uma excelente providência beneficiadora o banho das pontas. Para
isso colhem-se as pontas dos galhos e delas se faz o banho sem leva-
las ao fogo, sem fazer cozimento. Apenas usa-se água fervente, em
ebulição, colocando-se sobre as pontas e deixando abafadas durante
uns dez minutos. Não importa que nas pontas hajam flores.
Espinheira-Santa
Uso Litúrgico:
O uso ritualístico se restringe aos banhos de descarrego ou limpeza
dos filhos dos orixás a que pertence, que são Oxalá e Obaluayê.
Espirradeira - Flor-de-são-josé
Uso Litúrgico:
Participa em todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros.
Usa-se nas obrigações de cabeça, nos abo e nos abo de ori.
Pertence aos orixás Yansã e Xangô, porém há um tipo branco que
pertence a Oxalá.
Estoraque-brasileiro
Uso Litúrgico:
Nas cerimônias rituais usa-se, principalmente, a resina, a goma que
aparece depois de aplicar-se talhos, golpes, em redor do pé, do caule.
Colhida a resina e reduzida a pó, emprega-se misturada com benjoim
em forte defumação pessoal, depois do banho. Essa defumação
pessoal se destina a retirar males.
Pertence aos orixás Oxalá e Obaluayê.
Eucalipto-cidra
Uso Litúrgico:
Empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de
descarrego ou limpeza e na tiragem de vumbi.
Pertence aos orixás Oxalá e Ogum.
Eucalipto-limão
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Xangô.
De grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de
descarrego ou limpeza dos filhos de Orixá.
Eucalipto-murta
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxalá e Ogum.
Apesar da dureza das folhas, tem plena aplicação em todas as
obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de limpeza.
[TOPO]

F
Facheiro-preto
Uso Litúrgico:
É planta de Exu.
Aplicado nos banhos fortes de limpeza e descarrego.
Fava-de-tonca
Uso Litúrgico:
Nas cerimônias do ritual só tem cabimento a fava, o fruto, que é
usada depois de reduzida a pó.
É igualmente aplicada em defumações ou o pó simplesmente
espalhado nos ambientes.
Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas
astrais.
Pertence ao orixá Oxalá.
Propicia proteção de amigos espirituais.
Fava-pichuri
Uso Litúrgico:
No ritual de Umbanda e do candomblé usa-se o fruto, a fava, que se
reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se,
igualmente em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador
de eguns e dissolve ondas negativas, anulando larvas astrais.
Pertence aos orixás Oxalá e Oxum.
Fedegoso
Uso Litúrgico:
A aplicação ritualística é na realização de sacudimentos de ambiente
ou domiciliares de mistura com outras prestáveis às mesmas
cerimônias.
Sua maior utilidade é no sentido de limpeza do solo onde foram
riscados pontos de Exu e varredela dos locais onde foram feitos
descarregos (na Umbanda).
Pertence a Exu.
Fedegoso-crista-de-galo
Uso Litúrgico:
É planta que pertence a Exu.
Nos trabalhos do ritual o fedegoso entra nos banhos fortes, banhos de
descarrego, posto que é eficaz na destruição de eguns e destruidor de
ovóides enfermatórios ou causadores de enfermidades ou doenças. É
usado, de igual sorte, para circundar os ebó de defesa. Para tanto,
rodeia-se com os seus galhos o referido ebó, em uma circunstância de
meio metro de raio ou um metro de diâmetro.
É parte de sacudimentos pessoais i domiciliares e de locais de
atividades lucrativas do homem. Com esta planta, torrando-se as
folhas, flores e sementes, faz-se o pó benfazejo, aplicável em locais e
sobre pessoas.
Figo-benjamim
Uso Litúrgico:
Muita usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação
do fetiche de Exu.
Emprega-se, também, em banhos fortes para pôr fim a padecimentos
de pessoa que esteja sofrendo obsidiação ou obseção.
Pertence a Exu e Obaluayê.
Figo-do-inferno
Uso Litúrgico:
Esta folha pertence a Exu.
É ponto de concentração de Exu.
Flamboião
Uso Litúrgico:
Somente é aplicado em algumas casas de nome, em banhos de
purificação dos filhos dos orixás.
Tem, entretanto, largo uso as flores dessa árvore em razão de serem
lindas. A aplicação dessas flores é como ornamento, enfeite de
obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações.
Pertence aos orixás Xangô e Yansã. As flores amarelas destinam-se à
Oxum.
Folha-da-fortuna
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá e Exu.
Planta que entra em quaisquer obrigações de cabeça, em banhos de
limpeza ou descarrego e nos abo de quaisquer filhos-de-santo (na
Umbanda).
É muito prestigiada pela correspondência mística e pela medicina
popular.
Folha-de-independência
Uso Litúrgico:
Pertence a Logum Ode e é aplicada nas obrigações de cabeça e nos
abo.
Nos atos ritualísticos referentes a Inlê este vegetal é parte integrante
dos abo aplicáveis aos filhos desse orixá. Utiliza-se também em
sacudimentos pessoais ou domiciliares.
Aplicada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo e em banhos
de purificação dos filhos de Yansã.
Os pendões florais são utilizados na ornamentação dos pegís,
principalmente nas festas deste orixá.
[TOPO]

G
Gengibre - Zingiber
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxum e Xangô.
Apenas são aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a
outras bebidas.
É também ingrediente no amalá de Xangô.
Gerânio
Uso Litúrgico:
Existe o vermelho, o rosa e o branco e, em face da teoria, o branco é
de Oxalá e os outros dois pertencem a Yansã.
Aplicados em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo comuns e nos
abo de ori, nos banhos de limpeza e purificação.
Gervão
Uso Litúrgico:
É folha sagrada de Nana e Xangô.
Não tem aplicação nas obrigações rituais.
Gigoga-amarela - Aguapé
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente à deusa Oxum, orixá das águas doces e das
cachoeiras.
Tem emprego certo nos abo, nos ebori e banhos de limpeza.
As abiã cujo olori ou eledá é o orixá Oxum, passam uma noite com
um abo de pequenas proporções sobre o ori, mantendo a cabeça
coberta com lenço ou ojá. Purifica o aura e afugenta ou anula eguns.
Gigoga-vermelha - Aguapé
Uso Litúrgico:
Esta beleza de vegetal aquático é propriedade de Oyá.
A planta, sem as raízes, apenas folhas e flor, tem uso nas obrigações
de cabeça e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos deste
orixá.
É bom que se arrie obrigações no pegi, frente aos assentamentos,
colocando uma vasilha rasa com água, a obrigação no centro,
circundada com as folhas circulares e denteadas do Aguapé.
Girassol
Uso Litúrgico:
É de Oxalá.
Aplicação absoluta ou total dentro do ritual Yorubá.
Usa-se em qualquer obrigação de cabeça e nos abo e banhos de
descarrego.
Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de
eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as
folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores,
colhidas antes do sol.
Gitó - Carrapeta - Bilreiro
Uso Litúrgico:
Utilizada essa árvore em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo e
nos banhos de purificação dos filhos de Oxossi.
Pertence aos orixás Oxossi e Oxalá.
Golfo-de-flor-branca - Aguapé
Uso Litúrgico:
Planta aquática de Oxalá. Tem aplicação em obrigações de cabeça,
ebori.
Usa-se este vegetal nos abô dos filhos do orixá Oxalá.
Graviola - Corosol
Uso Litúrgico:
Pertence aos orixás Oxumarê e Yemanjá.
Tem plena aplicação nos abo dos orixás, nos banhos de abo e nos de
limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para
obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã.
Groselha - Groselha-branca - Groselha-da-índia - Pitanga-
branca - Uva-espinhosa
Uso Litúrgico:
Utiliza-se folhas e frutos nas obrigações de cabeça, nos banhos de
limpeza e purificação. É axé que entra nos assentamentos.
Pertence aos orixás Oxossi e Ogum.
Grumixameira
Uso Litúrgico:
Vegetal aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo e nos
banhos de purificação dos filhos do orixá.
Pertence ao orixá Ogum.
Guabirada - Anis
Uso Litúrgico:
Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abo de uso geral e
nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas
do mesmo modo nos abo de ori.
Pertence aos orixás Ossaiyn e Yemanjá.
Guaco-cheiroso
Uso Litúrgico:
Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza.
Pertence a Oxalá e Oxossi.
Guarabu - Pau-roxo - Roxinho
Uso Litúrgico:
É vegetal pertencente ao orixá do ferro, Ogum.
Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de
purificação dos filhos de Ogum. Tem uso eficaz nos abo de ori. Usam-
se somente folhas, que, apesar de tudo, são aromáticas.
Guaxima-cor-de-rosa
Uso Litúrgico:
Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abo dos filhos de
orixá da caça.
Pertence ao orixá Oxossi.
É costume incluir-se galhos de guaxima nos sacudimentos pessoais e
domiciliares. Muito útil o banho das pontas.
Guiné-caboclo
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxossi.
Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abo, para
quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, nas
defumações de purificação de ambientes e em defumadores pessoais
para descarregar fluidos negativos e afastar eguns, alijando larvas
astrais.
Presta-se para amuletos, e o povo emprega-o em figas para impedir
ondas negativas ou maus fluidos.
Guiné-pipi
Uso Litúrgico:
Aplicada nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego, nos
abo e nas defumações de ambiente e pessoais. Este vegetal tem a
propriedade de absorver o negativo e transforma-lo em positivo.
De extraordinário prestígio nas defumações, em razão de ser
importante destruidor de larvas astrais e afugentador de maus
espíritos e ondas negativas.
Pertence ao orixá Oxossi.
[TOPO]

H
Helicônia
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Ogum.
Utilizamo-la nos banhos de limpeza e descarrego, nos abo e nos abo
de ori. Aplica-se de igual sorte nos ebor, na feitura de santo e nos
banhos de purificação dos filhos de Ogum, enquanto nos aliaxé
aguardam a iniciação, nas obrigações. É bastante usada na
purificação das pedras (pirita) do orixá do ferro. O uso litúrgico se
restringe às folhas e flores.
Hissopo - Alfazema-de-caboclo
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxossi.
Aplica-se nos ebori e nas lavagens de contas. De igual maneira,
emprega-se nos abo para limpeza dos iniciados.
Hortelã-da-horta - Hortelã-verde
Uso Litúrgico:
Espécie de erva sagrada pertencente a Oxalá e a Xangô.
Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá.
Participa dos abo dos filhos-de-santo.
Hortelã-pimenta
Uso Litúrgico:
É muito usado plantar-se em derredor das casas de Exu, ao qual
pertence.
Aplicada nos banhos de descarrego, do pescoço para baixo, para
anular cargas negativas e maus fluidos.
Emprega-se o sumo na purificação das pedras para o assentamento
de Exu, segundo o rito yorubá.
[TOPO]

I
Incenso-de-caboclo - Capim-limão
Uso Litúrgico:
É de Oxossi.
Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego.
Ingá-bravo
Uso Litúrgico:
É planta de Oxumarê.
Não conhecemos aplicação ritualística.
Inhame
Uso Litúrgico:
É erva sagrada de Xangô.
O único emprego ritualístico que conhecemos é o uso das folhas
grandes, tiradas com todo o cuidado para não se rasgarem, como
toalha nas obrigações de Exu.
No candomblé tivemos ensejo de ver o inhame aplicado em oferenda
a Ogum.
É uma obrigação extraordinariamente eficaz.
Adquire-se um ou três inhames grandes e leva-se ao forno ou à
grelha, deixando que fiquem perfeitamente assados, depois de serem
devidamente lavados, apenas. Quando estiverem assadinhos,
volteiam-se, espetando palitos de duas pontas (palitos do
dendezeiro), de modo que não fique nenhum espaço vazio, a não ser
o afastamento necessário de um para outro palito. Enquanto se vai
espetando os palitos vai-se pedindo o que se deseja.
Terminada a operação, coloca-se em prato de barro e arria-se em
encruzilhada de linhas férreas ou mista (linha férrea e estrada ou rua)
oferecendo-se ao orixá do ferro.
Ipê-amarelo
Uso Litúrgico:
Planta votiva de Oxum.
Somente aplicada em defumações de ambientes.
Os defumadores feitos com as folhas secas desta erva realizam
milagres, em função de constituírem o mais poderoso destruidor de
eguns e miasmas propiciando as vibrações de entidades benfazejas.
Emprega-se de mistura com folhas de cana ou bagaço e folhas de
girassol.
Iúca - Árvore-da-pureza
Uso Litúgico:
É de Oxum.
Plena e absolutamente usado o referido pendão floral em obrigações
de ori dos filhos de Oxum. Da mesma maneira emprega-se as flores
nos abo e banhos de purificação dos filhos deste orixá.
Esta planta, apesar de feia a agressiva como ficou dito, recebeu o
nome popular de árvore-da-pureza.
[TOPO]

J
Jaborandi
Uso Litúrgico:
É de Oxossi
De grande aplicação nas várias obrigações de cabeça, ebori, lavagem
de contas, feitura de santo e tiragem de vumbi. Indispensável nos abo
e banhos de limpeza ou descarrego.
Jabuticaba
Uso Litúrgico:
Planta pertencente ao orixá Ogum.
Empregadas, as folhas, em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo
e nos banhos de purificação dos filhos do orixá das guerras.
Nos banhos de limpeza e descarrego, por iniciativa dos próprios filhos
do orixá, deve ser tomado, ao menos quinzenalmente, para haurir
forças para a luta diária.
É Kijila do orixá Xangô.
Jacatirão
Uso Litúrgico:
Árvore que é de Oxossi.
Tem pleno uso a quaisquer obrigações de cabeça e é indicada nos abo
e nos banhos de limpeza dos que têm como eledá ou olori o orixá
Oxossi.
O seu pé, a sua cepa, é lugar apropriado para arriar obrigações
quando não se tem o assentamento do orixá. As velas são brancas de
estearina, mas as preferidas são as de cera de carnaúba.
Jambo-amarelo
Uso Litúrgico:
De igual sorte que o jambo-encantado, é árvore do orixá Ogum.
É usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abo. É aplicada, as
folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro.
Preferido, como quase todas as mirtáceas, na preparação do ariaxé,
banho lustral, para mudança da personalidade profana em
personalidade mística. Ato litúrgico inicial nos abaçá e terreiros.
Jambo-encarnado
Uso Litúrgico:
Frondosa e elegante árvore do orixá Ogum.
Aplicam-se as folhas nos abo, nas obrigações de cabeça, nos banhos
de limpeza dos filhos do orixá do ferro.
Tem uso nos ariaxé (banho lustral).
Japecanga
Uso Litúrgico:
É vegetal pertencente a Ogum e a Exu.
Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abo
relacionados com o orixá.
O mensageiro Exu indica-se nos banhos de descarrego e limpeza e
principalmente nos banhos fortes. Usada também em ebó de defesa,
fazendo-se uma rodilha que cerca o ebó, por meio dos cipós armados,
com as folhas.
Jaracatiá - Mamota - Mamão-bravo
Uso Litúrgico:
Esta planta é propriedade de Exu.
É utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos banhos fortes.
É muito aplicada nos ebó de defesa, circundando a oblação defensiva,
em círculo ou em derredor, nunca se deixando de substituir o ebé, de
três em três dias, ficando em derredor as mesmas folhas.
Jasmim-do-cabo
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá.
O uso desta planta, ao que temos observado, restringe-se ao adorno
dos pegis em jarras ladeando o orixá Oxalá.
Também assistimos várias vezes a aplicação das folhas como ornato
dos acarajés de Yansã, enfeitando a orla da travessa de barro em que
o alimento é colocado. Isto se faz, entretanto, quando não se dispõe
de folhas verdes de louro, que simboliza a vitória.
Jatobá - Jataí
Uso Litúrgico:
É de Ogum.
Esta erva poderosa não tem aplicação nas cerimônias do ritual.
Faz parte deste trabalho em razão de ser muito usada como remédio
que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo.
Jenipapo
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê e Xangô.
As folhas servem para banhos de descarrego ou limpeza.
Jequitibá-rosa
Uso Litúrgico:
Pertence a Yemanjá.
Juá - Juazeiro
Uso Litúrgico:
É de Exu.
É parte complementar de banho forte e é de costume incluir-se nos
banhos de limpeza e descarrego.
É empregada essa espécie em ebó de defesa, circundando a referida
oblação com galhos do vegetal, dispostos em circunferência de mais
ou menos meio metro de raio.
Jucá
Uso Litúrgico:
É de Ogum.
Juciri - Juquirioba - Jurubeba
Uso Litúrgico:
Arboreta pertencente ao orixá Obaluayê e a Exu, que passou a
preferir o seu uso em algumas obrigações preparatórias, com objetivo
de descarrego e limpeza.
Jurema-branca
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxossi.
Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou
descarrego e entra nos abo. É de grande valia nas defumações de
ambientes.
Jurema-preta
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a Exu.
O catimbó também a usa e das raízes fazem o afamado cavim, que o
mestre (sacerdote) usa como bebida e distribui com as aves.
Na Umbanda e no Candomblé é usada nos banhos fortes, nos banhos
de descarrego e nos ebó de defesa.
[TOPO]

L
Lágrima-de-nossa-senhora
Uso Litúrgico:
Erva sagrada que pertence a Yemanjá e a Ossauyn.
É usada nas obrigações de cabeça, nos abo e nos banhos de
descarrego ou limpeza.
Lanterna-chinesa
Uso Litúrgico:
Pertence a Exu.
Utilizada em banhos fortes, aplicados para descarrego de filhos
atacados por eguns.
Usadas as flores como enfeites, na casa de Exu.
Laranjeira
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá.
As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas
em banhos.
Limão-bravo
Uso Litúrgico:
É vegetal do orixá Ogum, maravilhosamente aromático.
Tem emprego nas obrigações de ori e nos abo e, ainda, nos banhos de
limpeza dos filhos do orixá patrono das artes manuais, que se
encontrem recolhidos para obrigações.
Sua folha serve na lavagem de contas.
Limãozinho-carne-de-anta
Uso Litúrgico:
É uma majestosa árvore que pertence a Exu.
É vegetal empregado nos abo de Exu, como axé nos seus
assentamentos.
Elemento importante nos banhos fortes.
Limãozinho-de-são-paulo - Laranjeira-do-mato
Uso Litúrgico:
É de Exu.
Seu uso está restrito aos banhos de limpeza e de descarrego. Usa-se
nos banhos fortes, com sucesso.
Língua-de-vaca - Erva-de-sangue
Uso Litúrgico:
Erva de Oxumarê.
Planta empregada nas obrigações principais, nos abo e nos banhos de
purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo
orixá.
Lírio-do-brejo
Uso Litúrgico:
A espécie que tem flores purpúreas, vermelho-escuro, grená, é de
Xangô.
Usam-se folhas e flores nas obrigações de ori, nos abo e nos banhos
de limpeza ou descarrego.
Losna
Uso Litúrgico:
Erva sagrada de Ogum.
Emprega-se nos abo e nos banhos de descarrego ou limpeza dos
filhos do orixá a que pertence.
Louro - loureiro
Uso Litúrgico:
Pertence a Oyá.
Desde remota antiguidade é símbolo de vitória de glória.
Não tem aplicações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras
para atrair recursos financeiros.
Usam-se as folhas verdes para enfeitar a orla, a beirada, das
travessas em que se coloca o acarajé para arriar à Yansã.
[TOPO]

M
Macaca
Uso Litúrgico:
Pertence à Ogum e Xangô. Esta erva é cheirosa.
Aplicação litúrgica total. Entra em todas as obrigações de ori nos abo
e banhos de purificação dos filhos dos orixás. Usa-se para lavar o jogo
de búzios.
Mãe-boa
Uso Litúrgico:
É erva sagrada de Xangô, Oxum e Yemanjá.
Malmequer - Calêndula
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxum.
É parte em todas as obrigações de ori e nos abo dos filhos da deusa
das águas doces.
Usadas nos banhos de purificação dos filhos de Oxum, recolhidos ao
ariaré.
Malmequer-do-campo
Uso Litúrgico:
Pertence à deusa da riqueza, ao orixá das águas doce, a Oxum.
Erva sagrada que entra em todas as obrigações de cabeça, nos abo e
nos banhos de limpeza.
Malmequer-miúdo
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a Oxum, aplicado em quaisquer obrigações de
ori.
Entra nos abo e nos banhos de limpeza e preparação dos filhos que se
encontram recolhidos para feitura do santo.
Malva-cheirosa - Malva-maçã
Uso Litúrgico:
É de Oxalá.
Planta obrigatória em quaisquer obrigações de cabeça, nos abo e nos
banhos de purificação de filhos-se-santo.
Malva-do-campo - Malvarisco
Uso Litúrgico:
Planta sagrada de Oxalá e Oxossi.
Aplica em banhos de descarrego ou limpeza.
Maminha-de-porca
Uso Litúrgico:
Pertence a Exu.
Não tem aplicação outra senão nos sacudimentos domiciliares. Usam-
se os galhos.
Mamona - Carrapateiro
Uso Litúrgico:
Erva sagrada pertencente a Exu.
Em alguns lugares os umbandistas a tem como de Oxalá.
Afirmamos pertencer ao mensageiro Exu.
Planta que tem muito prestígio no ritual do candomblé.
Serve de recipiente para se arriar ebó para Exu. Presta-se para o ebó
de descarrego pessoal, quando se arriam sete, em sete folhas, com
um pouco de meami-ami e um ou uma parte de cada axé da ave que
se sacrificar a Exu. A ave é sacrificada depois de se sacudir o
paciente.
O ejé é dado, um pouco em cada folha, sobre a farofa amarela.
Colocada a farofa, dado o ejé e divididos os axé da ave, juntam-se as
pontas, amarra-se com uma embira e, num prato de barro, manda-se
levar a sete encruzilhadas, acompanhado do beneficiado, começando
pela última que se atravessar onde o favorecido deixará, com as suas
próprias mãos, uma moeda ao lado de cada um ebó..
Outra importante aplicação desta planta é feita com as sementes,
que são socadas e empregada a pasta resultante na purificação do
otá de Exu, friccionando-a com essa pasta. Isso acontece quando não
se tem o óleo de carrapateiro, o óleo de rícino.
Manacá
Uso Litúrgico:
Planta votiva de Nana.
O uso ritualístico desta planta está limitado pelos banhos de
descarrego.
Muito empregada a magia amorosa. Nesse sentido usa-se em banhos
de mistura com girassol e mil-homens.
Mangue-cebola
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê e Exu.
O emprego ritualístico restringe-se ao uso nos sacudimentos
domiciliares, utilizando o fruto, a cebola. Esse uso se processa
cortando-se a referida cebola em pedaços miúdos e, cantando-se
para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e sob os móveis.
Mangue-vermelho
Uso Litúrgico:
Planta de Obaluayê.
Usa-se apenas em banhos de descarrego as folhas.
Mangueira
Uso Litúrgico:
Erva sagrada que pertence a Ogum e a Exu.
Muito usada nos rituais de umbanda e candomblé.
Tem aplicação nas obrigações de ori e nos banhos fortes, de mistura
com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do
pescoço para baixo. Ao terminar, veste-se toda roupa limpa.
As folhas que são de Exu servem para cobrir o chão nos dias de festas
do terreiro ou abacá de Angola.
O nome desta folha em yorubá é mongoro.
Manjericão-da-folha-grande
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá.
As aplicações no ritual são iguais às do manjericão-miúdo, também
conhecido por manjericão-verdadeiro.
Manjericão-miúdo
Uso Litúrgico:
Erva sagrada de grande valor que pertence a Oxalá.
Tem um extraordinário poder místico, podendo ser empregado em
quaisquer obrigações de ori, sejam quais forem os olori do filho-de-
santo.
Usa-se na preparação dos abo e nos banhos de purificação dos filhos
a entrar em obrigações ou serem recolhidos.
De grande eficácia na tiragem de vumbi, usando-se, para isso, o
sumo. A tiragem de vumbi denomina-se, também, tirar a mão da
cabeça, em caso de falecimento do pai ou mãe-de-santo de filho
qualquer.
Manjericão-roxo
Uso Litúrgico:
É de Xangô e Obaluayê.
Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes aos orixás a
que corresponde esta folha sagrada.
Colhido e posto a secar, é grande preventivo contra raios, coriscos,
em dias de tempestades; usando-se o defumador.
Usa-se em defumação como purificador do ambiente. É indispensável
aos filhos de Xangô e aos do orixá da varíola, como banho de limpeza
e reforço de proteção.
Manjerioba - Fedegoso
Uso Litúrgico:
É de Exu, com total aplicação em todas as coisas.
Utiliza-se nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e
domiciliares, nos sacudimentos de pessoas e residências e de locais
onde o homem exerce atividades lucrativas. Sempre se usa em
banhos dos pescoço para baixo.
Majerona
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá.
Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou
descarrego e nos abo, qualquer que seja o filho de orixá.

Maracujá-açu - Maracujá-guaçu
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxalá.
Em quase todo o país, somente com a flor o povo determina o orixá
do qual é a propriedade.É parte das obrigações de ori, nos abo, nos
banhos de purificação e é axé para os assentamentos do orixá Oxalá.
Maravilha - Bonina
Uso Litúrgico:
Vegetal de propriedade do orixá Yansã. Uso nas obrigações de ori
relativas à Oyá ebori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra
nos abo a serem tomados por via oral.
Marcela - Marcela-galega
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxum.
Aplica-se em obrigações de ori nos banhos de limpeza e nos abo.
Maria-mole
Uso Litúrgico:
Árvore pertencente a Exu.
Só tem aplicação em banhos de limpeza e descarrego.
Muito procurada para sacudimentos de domicílios e escritórios.
Mastruço
Uso Litúrgico:
É de Oxalá e Obaluayê.
Não tem aplicação em nenhuma cerimônia ritualística.
Mata-cabras - Canudo
Uso Litúrgico:
Vegetal de extrema aplicação ritualística pelas várias utilidades que
possui.
É de Exu e Egun.
É empregado nos sacudimentos pessoais, domiciliares e de qualquer
local onde o homem exerça atividade funcional. Afugenta ondas ou
eguns e destrói larvas astrais.
Previne-se às pessoas que o utiliza não tocar com as mãos sem cobri-
las de pano ou papel para depois despacha-la na encruzilhada ou
água, doce ou salgada.
Mato-pasto - Fedegoso-do-pará
Uso Litúrgico:
Vegetal propriedade de Exu.
Muito utilizado nos banhos de limpeza e descarrego e nos
sacudimentos pessoais e nos domiciliares e, também nos locais de
atividades profissionais.
Usam-se os galhos da referida planta.
Exu tem preferência por esta arboreta.
Matricária - Monsenhor-amarelo
Uso Litúrgico:
Vegetal herbáceo de bela constituição e de flores lindíssimas.
Pertence à deusa das águas doces, ao orixá Oxum.
Aplica-se em obrigações de ori nos abo e nos banhos de purificação
dos filhos deste orixá.
As flores são utilizadas no adorno das obrigações.
De igual modo são usadas, reunidas em maço amarrado de fita
amarela, dormidas no assentamento da deusa do rio Oxum, e,
salpicadas de água do axé do orixá, para presente a filhos do Orixá.
Mil-em-rama - Mil-folhada
Uso Litúrgico:
A erva rasteira pertence a Oxalá e Ogum.
Milmo-de-vênus - Amor-agarrdinho
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Yansã.
Aplicada, folhas, ramos e flores, em banhos de purificação nos filhos
de Oyá.
Usada na magia amorosa, circundando um alguidar ou prato de barro.
A erva deve ser colocda metade para dentro do prato e metade para
fora, for fim rega-se com mel de abelhas e arria-se numa moita de
bambu.
Morangueiro
Uso Litúrgico:
Pertence aos orixás Xangô e Yansã, deuses do trovão, dos raios e dos
ventos.
Usam-se os caules e folhas nos banhos de limpeza dos filhos destes
orixás.
Mulungu
Uso Litúrgico:
É de Xangô.
Emprega-se em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e
nos abo.
Musgo-da-pedreira
Uso Litúrgico:
Pertence a Xangô.
Esta planta votiva de Xangô.
Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais,
defumações essas que são feitas após o banho. A fumaça deve ser
abundante. O musgo entra na defumação, de mistura com os aloés,
ou seja, folhas secas de babosa, piteira ou agave. Esse banho deve
ser repetido aos quinze dias de intevalo.
O fim a que se destina a referida defumação é aproximar do paciente
o bem.
Musgo-marinho
Uso Litúrgico:
Pertence a Yemanjá.
É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza e
nos abo dos filhos de Yemanjá.
Mussambê-de-cinco-folhas
Uso Litúrgico:
Este maravilhoso vegetal é de Exu.
O uso no ritual são os mesmos; qualquer dos três realizam positivos
resultados e são aceitos por Exu.
Mussambê-de-sete-folhas - Mussambê-branco - Mussambê-de-
espinho - Bredo-fedorento
Uso Litúrgico:
Vegetal extraordinário; sua aplicação é uma garantia os trabalhos na
Umbanda.
É erva pertencente a Exu.
Esta espécie usa-se em banhos, só ou de mistura com outros vegetais
de Exu.
Mussambê-de-três-folhas
Uso Litúrgico:
Como os outros, de sete e de cinco folhas, pertence a Exu.
É usada em banhos e limpeza e descarrego, mas tem aplicação nos
assentamentos de Exu.
Usa-se essa erva nas purificação das pedras.
Nos banhos específicos, com o fim de propiciar dias melhores aos
filhos-de-santo, é utilizada.
[TOPO]

N
Narciso-dos-jardins
Uso Litúrgico:
Planta pertencente a Ossaiyn e a Oxalá.
Esta amarilidácea entra em nosso trabalho em razão de ser ela o
suporte do fetiche de Ossaiyn, o maravilhoso deus da folhagem.
Nega-mina
Uso Litúrgico:
É planta de Xangô.
Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, nos banhos de
descarrego ou limpeza e nos abo.
Não se pode trabalhar em ebori ou lavagem de contas sem a
participação dessa erva sagrada.
Nogueira
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá.
Entra em quaisquer obrigações de ori, nos banhos de purificação dos
filhos do Orixá Oxalá e nos abo destinados a todos os filhos do orixá.
Noz-de-cola - Obi e Orobô
Uso Litúrgico:
É planta sagrada que pertence ao orixá Oxalá.
Erva que entra em todas as obrigações de cabeça, feitura de orixá,
ebori, lavagem de contas e utilizada para perguntas aos orixás, nos
vários rituais jeje-yorubá.
Tem aplicação de grande importância no tratamento de filhos-de-
santo recolhidos para obrigações.
Nesse tratamento usa-se o obi ralado, colocado na água de chuva e,
horas depois, dá-se à pessoa na dose de uma média das de café,
tr6es vezes ao dia ou pela manhã e à noite.
Indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá que estão recolhidos.
Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de
chuva.
O obi pertence a todos os orixás, exceto Xangô, que tem preferência
pelo orobô.
Noz-moscada
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá e Oyá.
O emprego ritualístico está limitado às várias espécies de pó que são
manipulados pelos sacerdotes.
Entre os diversos que são indicados, lembramos que a noz-moscada é
ralada, assim como o cravo-da-índia e o dandá-da-costa, e depois
mistura-se com canela em pó.
Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce
atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado
como defumador.
Esse mesmo pó é usado, também, nos braços e mãos ao sair-se à rua.
Atrai fluidos benéficos.
[TOPO]

O
Oficial-de-sala
Uso Litúrgico:
Pertence aos orixás Ogum e Obaluayê.
Planta apenas utilizada em banhos de descarrego.
Óleo-pardo
Uso Litúrgico:
É de Ogum.
Usado em sacudimentos e em banhos de limpeza.
Onze-horas
Uso Litúrgico:
Erva sagrada de Ogum.
Aplicação restrita nas cerimônias do ritual.
Emprega-se em banhos de descarrego ou limpeza dos filhos-de-santo.
Ora-pro-nobis
Uso Litúrgico:
Planta pertence a Exu.
A arboreta é parte integrante do banho forte.
Usada nos banhos de descarrego e limpeza.
É destruidora de ovóides negativos e eguns.
Entra como axé de Exu em quaisquer assentamentos desses
mensageiros.
Oruru-de-oxum
Uso Litúrgico:
Pertence ao orixá Oxum.
Entra em todas as obrigações de ori nos abo e banhos de limpeza.
[TOPO]

P
Palmeira-africana
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a Exu.
É aplicado, apenas as folhas, nos banhos de descarrego ou de
limpeza.
Panacéia - Azougue-de-pobre
Uso Litúrgico:
Planta pertencente a Xangô e Obaluayê.
Entra em obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza.
Paracari - Hortelã-brava - Rabugem-de-cachorro
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê .
Emprega-se em obrigações de ori, nos abo e nos banhos de
purificação dos filhos de Omulu ou Obaluayê.
Parietária-vidro
Uso Litúrgico:
Erva sagrada de Oxum e Obaluayê.
Utilizada nos abo e nos banhos de purificação dos filhos dos deuses a
que pertence a planta.
Pata-de-vaca
Uso Litúrgico:
Planta sagrada de Ogum e Yemanjá.
Empregada em banhos de descarrego e nos abo, para limpeza dos
filhos dos orixás a que pertence a erva.
Patchuli
Uso Litúrgico:
É de Oxalá.
Usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem
de contas e tiragem de vumbi.
É parte dos abo que se aplicam aos filhos-de-santo.
Pau-d’alho - Guararema
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê e a Exu.
No ritual de umbanda e candombé tem extensa aplicação em banhos
fortes e nos de descarrego.
Os galhos da erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares ou de
lugares onde o homem exerce funções lucrativas.
Os banhos fortes a que nos referimos são aplicados em encruzilhadas,
fazendo-se o cozimento das folhas ou cascas com mistura de aroeira
e pinhão, branco ou roxo.
Na encruzilhada em que se tomar o banho, arria-se um mi-ami-ami,
oferecido a Exu. Deve-se escolher uma encruzilhada tranquilha.
Pau-de-colher - Leiteira
Uso Litúrgico:
É vegetal de Xangô e Yansã.
Não o vi empregar nas obrigações de ori, mas usa-lo em banhos de
purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás.
Os abo com destino a banhos durante o recolhimento de pessoas tem
sido utilizado em lugares vários.
Pau-pereira
Uso Litúrgico:
Pertence a Xangô e a Oxum.
Não se aplica em obrigações de ori, mas se usa em banhos de
descarrego ou limpeza.
Pessegueiro
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente ao orixá Oyá, deusa dos ventos e do rio Niger.
É utilizado, folhas e flores, em quaisquer obrigações de ori.
Tanto nos ebori, nos abo como na feitura de santo, a aplicação não
carece dúvida. Tem efeito bastante positivo o uso nos banhos de
purificação do filhos do orixá recolhidos para obrigações de ori.
Proporciona melhora de condições mediúnicas, destruindo fluidos
negativos e eguns.
Picão-da-praia
Uso Litúrgico:
Erva que não conseguimos determinar a que orixá pertence.
Apenas duas vezes, em terreiros na Bahia, falaram-nos pertencer a
Obaluayê e Exu.
Pimenta-darda - Pimenta-de-macaco
Uso Litúrgico:
É planta que pertence a Exu.
Aplica-se em banhos fortes e nos assentamentos de Exu.
Pinhão-branco
Uso Litúrgico:
Planta votiva de Exu.
Aplica-se em banhos fortes. Mistura-se com aroira.
Esta planta goza da gama de quebra encanto, posto que algumas
lambadas, ou mesmo surra, destroem o encanto dos feiticeiros. Em
algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu.
Seu nome em Yorubá é botujé.
Pinhão-coral - Pinhão-do-pará
Uso Litúrgico:
É propriedade de Exu.
Usada para banhos fortes, limpeza e descarrego e nos ebó de defesa.
Pinhão-roxo
Uso Litúrgico:
Pertence a Ogum e a Exu.
Tem as mesmas aplicações ritualísticas que foram descritas para o
pinhão-branco.
É um poderoso agente para limpeza e descarrego, e também para
sacudimentos de domicílio ou local de trabalho do homem. Usam-se
os galhos.
Piperegum-verde - Iperegum-verde
Uso Litúrgico:
É planta sagrada de Oxossi e Ogum.
Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual.
Emprega-se nas obrigações. Tem larga fama e, de fato, grande
eficácia nos sacudimentos pessoais e domiciliares, nos abo e como
providência acauteladora no afastamento de mão de cabeça no caso
de pai ou mãe-de-santo vivo, cerca-se as pernas da pessoa com as
folhas de piperegum, de Oxossi e de Ogum, ao modo de umas
polainas presas nos tornozelos, e, depois disso, inicia-se a cerimônia.
Piperegum-verde-e-amarelo
Uso Litúrgico:
Pertence a Longun-Edé, Oxossi e Ogum.
Tem mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxossi.
Piri-piri
Uso Litúrgico:
É do orixá das batalhas das guerras, deus do ferro e patrono das artes
manuais, Ogum.
A única aplicação litúrgica é em banhos de descarrego.
Pitangatuba
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a Ogum e a Oxossi.
É parte e usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de
contas, feitura de santo e dar de comer à cabeça. Entra nos abo,
extremamente, em banhos e por via bucal. Os filhos dos orixás a que
pertence a planta passam pelo banho de purificação durante o
período de recolhimento até a hora do sacrifício.
Pitangueira:
Uso Litúrgico:
É planta de Oxossi.
Tem larga aplicação nas defumações do ambiente caseiro para
melhoria das condições financeiras. Usam-se as folhas secas, de
mistura com canela em pó, café em pó, açúcar, cravo-da-índia e
palha ou bagaço de cana. Essa defumação é feita da porta da rua
para dentro de casa, deixando-se no dia seguinte, no mato.
Esta planta é muito aplicada como axé de Oxossi, que nada mais é
que a árvore, o pé de pitanga, colocado no terreiro como se estivesse
plantado, enfeitando-se toda ela com variados frutos, amarrados nos
ramos, cuidadosamente.
Piteira-imperial
Uso Litúrgico:
É de obaluayê.
O uso nas cerimônias do ritual está limitado às defumações pessoais,
que são feitas depois do banho, usando-se fumaça abundante.
A defumação faz-se com a folha seca da piteira, bem batida e cortada
miudinha, de mistura com musgo-da-pedreira, seco. É um grande
aproximador de proteção.
Pixirica-tapixirica
Uso Litúrgico:
Vegetal de extraordinárias virtudes ritualísticas. Pertence ao orixá do
trovão, Xangô.
Tais são os efeitos de seu emprego na liturgia de candomblé e
umbanda que seu uso passou de décadas e décadas a construí-as axé
de Exu e Egum, posto que constitui o maior veículo para solução de
inúmeros problemas humanos. É um infalível pó de mudança, atrativo
sem igual de eguns, convocados a dar solução a problemas.
Aplica-se nos assentamentos de Egum, como axé.
Transforma-se com a maior facilidade em um pó finíssimo, com ligeiro
calor nas folhas. Egun indica o uso desse pó, de mistura com Efun
raspada. Exu prefere-a com raspa de ossun, adicionando outros
elementos, de certo modo, perigosos e, via de regra, maléficos.
No uso benéfico, aplica-se apenas e somente o pó das folhas da
pixirica.
Poejo
Uso Litúrgico:
É de Oxalá.
Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que
seja os orixás dos referidos filhos.
É erva sagrada aromática, rasteira e de folhas miúdas.
Poincétia - Bico-de-papagaio
Uso Litúrgico:
Planta pertencente ao orixá Ogum.
Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abo de uso externo, da
mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá.
Vários terreiros negam a utilização deste vegetal nos principais atos
litúrgicos em razão de tratar-se de arboreta lactífera.
Porangaba
Uso Litúrgico:
É vegetal de Ogum, entra em quaisquer obrigações e, igualmente,
nos abo.
Aos filhos recolhidos para feitura de santo, ministra-se abo por via
oral, preparando-se por infusão, deixando-se de molho, as folhas, da
noite para o dia, ou por cozimentos. A providência é de notável
alcance, por isso que a referida folha é um potentoso tônico do
coração e da circulação.
[TOPO]

Q
Quaresma - Quaresmeira
Uso Litúrgico:
Arboreta pertencente à Nana, orixá das chuvas.
Tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abo e nos
banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa.
Em todo o ritual entra toda a planta, menos a raiz.
Quitoco
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê, Omolu e Nana.
Usada em banhos de descarrego ou limpeza.
Quixabeira - Rompe-gibão
Uso Litúrgico:
É planta de Exu.
Aplicada em banhos de descarrego e limpeza para destruição de
eguns.
[TOPO]

R
Romã
Uso Litúrgico:
É erva sagrada de Yansã.
Usa-se em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos.
Rosa-branca
Uso Litúrgico:
Pertence a Oxalá.
Participa de todas as obrigações de cabeça.Usa-se, inicialmente na
lavagem do ori, ato preparatório para feitura.
[TOPO]

S
Sabugueiro
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê.
Não tem aplicação nas obrigações ritualísticas.
Saião - Coerama
Uso Litúrgico:
É de Oxalá.
Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os
filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual.
É também conhecida como folha-da-costa.
Salgueiro-chorão
Uso Litúrgico:
Vegetal propriedade dos orixás Ogum e Oxossi.
Total obrigação nas obrigações principais, nos abo e nos banhos de
purificação dos filhos dos orixás a que pertence.
Sávia - Pingo-de-lacre
Uso Litúrgico:
É de Oxalá e Ogum.
Utilizadas folhas e flores nas obrigações de cabeça, nos abo e banhos
de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence.
Sangue-de-cristo
Uso Litúrgico:
É planta de Oxalá.
Esta erva é da família do cipó-mil-homens e as folhas são muito
diferentes das do sangu-de-drago, que se parecem com as folhas do
antúrio.
Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo e usa-se
nos abo dos filhos de Oxalá.
Sangue-de-drago
Uso Litúrgico:
Planta pertencente a Ogum.
Tem aplicação em obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e
nos abo.
São-gonçalinho
Uso Litúrgico:
É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está
sujeita.
Erva santa usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de
limpeza ou descarrego de qualquer folho-de-santo e nos abo.
Esta erva é de total modo eficaz que basta a tenhamos em um
pequeno molho, feixe, dependurado em lugar facilmente visto por
quem entra em nossa casa, para que estejamos resguardados de
fluidos ou vibrações negativas. Quando estiver secando, substitui-se.
Não tem aplicação em defumações. Esta planta não se queima.
Muito eficaz em sacudimentos pessoais e em local de trabalho.
Sapatinho-do-diabo - Sapatinho-dos-jardins
Uso Litúrgico:
É planta de propriedade de Exu.
Empregada nos banhos fortes, nos de limpeza e descarrego e nos ebó
de defesa.
Em alguns lugares é aplicada, depois de seca, na constituição de pó,
usado contra pessoas e ambiente para solução de negócios e pedidos
para o bem.
Sapê
Uso Litúrgico:
Aplica-se as raízes em banhos de descarrego, do pescoço para baixo.
Sensitiva - Dormideira
Uso Litúrgico:
Erva sagrada de Yansã.
Usa-se em banhos de descarrego.
Sumaré - Cirtopódio
Uso Litúrgico:
Planta votiva de Obaluayê e Oxossi.
Não tem aplicação nas cerimônias ritualísticas ou obrigações
litúrgicas.
Ingressa neste trabalho em razão das virtudes que possui.
[TOPO]

T
Taioba
Uso Litúrgico:
É folha de Xangô sem aplicação nas obrigações de cabeça.Como são
utilizadas na alimentação, prepara-se destas folhas um esparregado
que se serve a Erê (Ibeji).
O esparregado de Erê, muito conhecido como caruru, leva qualidade
de verduras mas sempre tem a contemplá-lo a taioba.
Tajujá - Tayuya - Erva-queimadeira
Uso Litúrgico:
Este vegetal é uma variedade de Tayuyá e pertence a Exu.
Utilizada na composição de banho forte, na limpeza ou descarrego e
nos ebó de defesa.
O aludido ebó é colocado no lugar que julgarmos conveniente e
rodeamos esse ebó com a rama do tajujá.
A erva é energicamente queimadeira e, portanto, se colhe protegendo
as mãos com luvas ou pano.
Tamiaranga - Queimadeira - Erva-do-diabo
Uso Litúrgico:
Vegetal cáustico, pertence a Exu.
Sua utilização se destina aos banhos fortes, banhos de descarrego ou
limpeza, é usado nos ebó de defesa.
Tanchagem
Uso Litúrgico:
Erva do orixá Ogum.
Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abo e banhos de
purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os
assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abo
de ori.
Tapirirá - Fruta-de-pomba
Uso Litúrgico:
É planta que pertence a Obaluayê e Omulu.
Empregada em qualquer obrigação de cabeça e nos abo.
É um excelente banho de purificação e abo de ori.
Axé do orixá a que pertence, entra nos assentamentos do orixá da
varíola das endemias e das epidemias.
Taquaruçu - Bambu-amarelo - Bambu-dourado
Uso Litúrgico:
Planta que pertence ao orixá Yansã, orixá dos ventos.
É reduzida a aplicação na liturgia do culto de umbanda.
Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos
pessoais, ou de domicílio ou locais onde o homem exerce atividades
profissionais.
É empregado para enfeitar o local onde se tem Egum assentado.
Tintureira - Erva-dos-cachos
Uso Litúgico:
Pertence a Exu e é usada, as folhas, na constituição dos banhos fortes
e nos de limpeza e descarrego. De acordo com a representação
mística, a cepa do arvoredo é lugar para arriar obrigações.
Tiririca
Uso Litúrgico:
Erva que pertence a Exu e a Xangô.
Não é aplicada em nenhuma obrigação ritualística a não ser as
batatas pequenas, aromáticas, que o povo chama de dandá e uns
outros apelidaram essa batatinha de dandá-da-costa.
Estas batatinhas aromáticas são levadas ao calor do fogo e depois
reduzidas a pó, que misturado com outros ou mesmo sozinho,
funciona como pó de mudança. Para desocupação de casas.
Trapoeraba-azul - Marianinha
Uso Litúrgico:
Planta de Yemanjá, deusa das águas salgadas.
Erva aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abo e nos
banhos de limpeza e purificação. É axé integrante dos assentamentos
do orixá a que pertence.
Trombeteira-branca
Uso Litúrgico:
Vegetal que pertence a Obaluayê.
Nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça. Apenas é usada nos
banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola.
[TOPO]

U
Umbaúba
Uso Litúrgico:
É planta de Yansã.
Usa-se nos ebori, apenas a espécie prateada, ou seja, a que tem a
folha prateada.
As outras espécies usam-se nos sacudimentos de domicílio ou local
de trabalho do homem.
Colocam-se oferendas aos pés desta árvore.

Umbu - Umbuzeiro
Uso Litúrgico:
É de Oxalá e tem aplicação em todos os atos da liturgia afro-
brasileira, ebori, abo feitura de santo e lavagens de cabeça e de
contas.
Bastante usada com resultados positivos nos abo de ori e nos banhos
de purificação.
Unha-de-vaca
Uso Litúrgico:
Planta pertencente a Ogum e Yemanjá.
Aplicada em banhos de descarrego dos filhos dos deuses a que
pertence esta erva sagrada.
Urtiga-branca - Gratia Dei
Uso Litúrgico:
Planta que é de Exu.
Emprega-se nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos
ebó de defesa. É parte nos assentamentos.
Urtiga-mamão
Uso Litúrgico:
Pertence a Obaluayê.
Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns.
O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói
larvas astrais e afasta influências perniciosas.
Urtiga-vermelha - Urtiga-brava
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a Exu e é parte complementar de todas as
obrigações que lhe são destinadas.
Integrante dos banhos fortes, banhos de limpeza e descarrego. É axé
para assentamentos desses mensageiros e utilizada nos ebó de
defesa, circundando o ebó.
Urucu
Uso Litúrgico:
Planta sagrada que pertence a Xangô.
Uva-brava - Mãe-boa
Uso Litúrgico:
É erva sagrada de Xangô. Emprega-se em obrigações de ori e em
banhos de limpeza dos filhos do orixá.
[TOPO]

V
Vassourinha-de-botão
Uso Litúrgico:
Pertencente a Oxum.
Muito empregado nos sacudimentos pessoais, domiciliares e de
quaisquer locais onde o homem exerça atividades profissionais.
É parte integrante do sacudimento jeje, de mistura em piperegum de
Oxossi, o piperegum de Logun, mata-cabras de Egun, vassourinha-de-
igreja de Oxum e vassourinha-de-relógio, de Exu. Juntam-se os galhos
e folhas e bate-se em derredor do homem, cantando, ao começo,
para Exu e ao final para Ogum.
Nas casas, oficinas, escritórios, batem-se nas paredes todas. É
indispensável, também o são-lomguinho de Ogun.
Vassourinha-de-igreja
Uso Litúrgico:
Planta de Ogum
Da mesma maneira que os tipos de vassouras que pertencem ao
mensageiro Exu, esta pespécie, de Oxum, entra nos sacudimentos de
domicílio, de local de trabalho, de local onde o homem exerce
atividades profissionais.
O sacudimento domiciliar a que nos referimos é feito com sete ervas,
e estas sete espécies estão assim distribuídas: são-longuinho e
aroeira, de Ogum, piperegum-verde, de Oxossi, piperegum-verde-e-
amarelo, de Logun Edé; vassourinha-de-igreja, de Exu e mata-cabra,
também de Exu.
Vassourinha-de-relógio
Uso Litúrgico:
É planta que pertence a Exu.
A aplicação no ritual está limitada aos sacudimentos de domicílio ou
de locais de trabalho onde o homem exerce atividades lucrativas.
Velame-do-campo
Uso Litúrgico:
Vegetal pertencente a Obaluayê.
Entra em todas as obrigações principais:
Ebori, simples ou completo. Indispensável na feitura de santo e nos
abo dos filhos do Orixá.
Em alguns terreiros de real importância, temos visto usar o velame
nos sacudimentos, prin cipalmente quando o paciente é portador de
enfermidades que reduz sua capacidade e movimento. Faz-se
necessário, no caso de sacudimentos nesses filhos, usar-se o mocan,
guia de palha-da-costa.
Velame-verdadeiro
Uso Litúrgico:
É vegetal de Obaluayê e Omulu, com plena aplicação em quaisquer
obrigações de cabeça e nos abo. Usada nos sacudimentos.
[TOPO]

X
Xiquexique
Uso Litúrgico:
É planta de Exu.
Espécie que entra em todos banhos fortes, nos de limpeza e
descarrego e são axé para os sacudimentos de Exu. Circulam os ebó
de defesa.
[TOPO]