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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO


CURSO DE JORNALISMO

OLGA CLARINDO LOPES

CAMPINA GRANDE – PB, 2018


RESUMO

O presente relatório tem por base o estágio supervisionado obrigatório realizado entre
o período de abril e junho de 2018 na produção do programa voltado ao jornalismo cultural
Diversidade, exibido na TV Itararé, afiliada da TV Cultura em Campina Grande. O relato da
experiência do estágio, assim como a descrição das atividades realizadas e a busca por uma
aproximação entre os conteúdos teóricos trabalhados em sala de aula visam gerar uma
reflexão acerca da experiência diária de trabalho no âmbito do telejornalismo mediada pelo
mecanismo acadêmico do estágio obrigatório, que oferece não só ao estudante, mas também
aos veículos de comunicação, a oportunidade de se aproximar das discussões e inovações
desenvolvidas no âmbito da academia.

Palavras-chave: Estágio supervisionado. Jornalismo. Produção. Reportagem. Jornalismo


Cultural.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.........................................................................................3

2 OBJETIVOS...............................................................................................4

2.1 Objetivo Geral.....................................................................................................4

2.2 Objetivos Específicos.........................................................................................4

3 APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO .....................................................5

4 PLANO DE ATIVIDADES ............................................................................6

5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................................7

6 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DAS ATIV. DESENVOLVIDAS.............9

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................18

8 REFERÊNCIAS ......................................................................................20

9 ANEXOS ..................................................................................................21
1 INTRODUÇÃO

Como parte da grade curricular do curso de Jornalismo do Centro de Ciências Sociais


e Aplicadas da Universidade Estadual da Paraíba são ofertadas duas modalidades de estágio
obrigatório: uma em que turmas de alunos produzem ao longo do semestre produtos
jornalísticos em diferentes vertentes, como fotojornalismo, telejornalismo, jornalismo
impresso entre outros; estágio em concedentes que possuem vínculos com a universidade, seja
no caso da Codecom (Coordenadoria de Comunicação da Universidade Estadual da Paraíba)
ou de outro veículo de mídia local.

O estágio descrito ao longo deste relatório foi realizado na afiliada da TV Cultura em


Campina Grande, a TV Itararé juntamente a equipe de produção do conceituado programa
Diversidade, sob orientação do jornalista Saulo Queiroz e da professora do curso de
Jornalismo Salete Vidal.

Apesar da pouca experiência com o audiovisual a oportunidade de realizar o estágio


em uma emissora pública de televisão como a TV Itararé se mostrou extremamente
enriquecedora, uma vez que a televisão desempenha não só um papel importantíssimo na
construção da realidade social (DIAS, 2012, p.6) como sua proximidade com o público,
especialmente quando atua no âmbito da produção de notícias de abrangência regional como é
o caso do Diversidade, permite um maior direcionamento de seus conteúdos aos interesses da
audiência.

(...) quem quer que produza uma notícia deverá ter em conta não apenas uma orientação em
relação ao acontecimento, mas também uma orientação em relação ao receptor. Esta
“orientação para o receptor” é o modo de endereçamento e é ele, em boa medida, que provê
grande parte do apelo de um programa para os telespectadores (HARTLEY, 2001, p. 88) O
modo de endereçamento, em Hartley, se refere ao tom de um telejornal, àquilo que o distingue
dos demais e nessa perspectiva, portanto, o conceito nos leva não apenas à imagem da
audiência, mas ao estilo, às especificidades de um determinado programa (GOMES, 2006,
p.17).

O estágio teve oficialmente seu início no dia 2 de abril de e terminou no dia 29 de


junho de 2018. Tarefas como sugestão e agendamento de pautas, captura de sonoras e
produção de uma reportagem especial temática foram desempenhadas ao longo desses quase 3
meses de atividade, nos quais novas experiências, nomenclaturas técnicas e procedimentos
foram assimilados, de forma que os conhecimentos vistos durante as aulas puderam ser
utilizados para embasar escolhas que contribuíssem para a qualidade do produto jornalístico e
por consequência também no aperfeiçoamento da conduta enquanto profissional da
comunicação.
2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Este relatório tem por finalidade detalhar as atividades desenvolvidas ao longo do


exercício do estágio obrigatório, buscando relacionar os conteúdos trabalhados ao longo dos
componentes curriculares da graduação em jornalismo ao dia-a-dia da produção em um
veículo de comunicação.

2.2 Objetivos Específicos

 Estimular a reflexão acerca da atividade jornalística através da correlação entre funções


práticas e conteúdos teóricos.
 Desenvolver competências e aprofundar a familiaridade com as etapas de produção de um
produto jornalístico.
 Contribuir para aperfeiçoar a experiência de integração entre academia e empresa através
da avaliação dos resultados alcançados ao longo do período do estágio.
3 APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

A TV Itararé é uma emissora pública mantida pela Fundação Pedro Américo,


instituição sem fins lucrativos que atua na cidade desenvolvendo ações educativas, de saúde e
inclusão sociocultural desde 2004, é também a afiliada em Campina Grande da TV Cultura de
São Paulo. Inaugurada no dia 29 de setembro de 2006 a TV Itararé tornou-se a primeira
televisão pública de caráter educativo e cultural do estado. Tem como proposta contribuir para
o desenvolvimento regional através de uma programação que destaque iniciativas de
relevância local, estimulando assim a formação cultural, intelectual e social e de seus
telespectadores.

A grade da emissora conta atualmente com seis programas, destinados a cobertura


esportiva, cultural, de cidadania, meio ambiente e educação em formatos diversos tais como o
telejornal Itararé Notícias, o talk show Ponto a Ponto e o programa de entrevistas e debates
ldeia Livre, todos focados na produção de conteúdo de abrangência regional, voltados a
prestação de serviços e o estímulo do desenvolvimento do senso crítico do público.

Nesse cenário um dos programas de maior prestígio da emissora, e onde as atividades


desse estágio foram executadas, é a revista eletrônica Diversidade. Veiculado diariamente às
18:10h o programa foi ao ar pela primeira vez em junho de 2007 e tem como foco o
jornalismo cultural, buscando apresentar ao público manifestações artísticas como dança,
teatro, música cinema e literatura produzidas em âmbito local, além de examinar aspectos da
cultura, moda e comportamento de forma reflexiva e aprofundada.

A proposta do Diversidade foi desenvolvida pelo jornalista, dramaturgo, diretor e


radialista Saulo Queiroz, que além de diretor do programa atualmente também exerce a
função de diretor de programação da TV Itararé. A equipe do programa conta com dois
produtores e repórteres, Paulo Ítalo e Hermano Júnior, sendo este último o co-apresentador do
Diversidade ao lado de Pollyane Mendes, além do estagiário Leandro Pedrosa que também
atua como produtor e repórter. A equipe técnica é composta por três editores de imagem, dois
cinegrafistas e dois auxiliares técnicos que se dividem entre as escalas da manhã e da tarde.

Cada edição do Diversidade tem entre três e cinco matérias além de quadros em
formatos especiais como o Vitrola, destinado ao perfil de músicos independentes, o Direto da
Redação, a Agenda Cultural, com destaques da programação de eventos culturais e o Giro
Cultural, que busca apresentar oportunidades de editais, premiações e eventos no campo
artístico. Além da programação diária a equipe do Diversidade também produz conteúdo para
o Arraial da Itararé, o Itararé Junino e o concurso musical DOM Forró.

Em parceria com a rede de salas Cinesercla às sextas-feiras o programa também


realiza o sorteio de ingressos para o cinema. A interação com o público, assim como a
participação nos sorteios, acontece através dos perfis nas redes sociais Facebook, Instagram,
Twitter e principalmente no canal do YouTube, onde periodicamente são postadas as matérias
veiculadas no decorrer da semana.
4 PLANO DE ATIVIDADES

 Acompanhamento de gravações (cabeças) dos programas Diversidade e Itararé


Especial (Itararé Junino, DOM Forró, etc)
 Acompanhamento de possíveis sugestões de pauta nas redes sociais
 Agendamento de entrevistas para o programa Diversidade
 Pesquisa e agendamento de notícias culturais para o programa Diversidade
 Pesquisa e produção da agenda cultural para o programa Diversidade
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O jornalismo cultural como vertente do jornalismo especializado tem suas raízes na


crítica literária, no relato de novidades sociais e cobertura de obras artísticas veiculadas em
periódicos a partir do final do século XVII, tendo como marco a revista diária inglesa The
Spectator em 1711. Especialmente a partir do início do século XX o jornalismo cultural passa
a se consolidar como parte da demanda do mercado e dos leitores por informações sobre áreas
de interesse cada vez mais específicas.

Com os passar do tempo o próprio conceito de cultura sofre modificações e o desafio


se torna reconfigurar as práticas sociais para abranger novos elementos como a abordagem de
eixos como política, economia, filosofia sob um viés cultural, incluindo manifestações como
culinária, design, moda e principalmente “tratar sem preconceito e com profundidade os
objetos da Indústria Cultural.” (MELO, 2010, p.3). Na definição proposta pela Conferência
Mundial sobre Políticas Culturais, realizado no México em 1982, o conceito de cultura passa
a contemplar além das artes os "modos de vida, os direitos fundamentais do homem, os
sistemas de valores e símbolos, as tradições, as crenças e o imaginário popular”.

Sendo assim o jornalismo em si pode ser considerado uma atividade cultural, o que
diferenciaria o gênero jornalismo cultural seria a abordagem de temas não artísticos sobre um
viés cultural e a análise de temas artísticos por excelência (Silva, 2007). No entanto o que se
observa cada vez mais em muitos veículos é um esvaziamento do conteúdo, restringindo a
editoria às agendas culturais e programação de eventos.

A diversidade cultural de um país como o Brasil, que agrega em seu território a cultura
de tanto povos e suas diversas culturas, é incompatível com o que habitualmente é exposto
nas emissoras de rádio e televisão, nas editorias de cultura dos jornais impressos e nos sites
informativos da internet. O jornalismo cultural, especialização profissional caracterizada por
reportar eventos e fatos relacionados à cultura global, nacional e local e suas manifestações,
está cada vez mais resumido ao entretenimento e as notícias sobre celebridades. Falta
densidade e reflexão sobre os movimentos culturais e seus principais atores, tal como é
proposto na definição do próprio jornalismo cultural. (MORAES, 2003)
Na perspectiva de Daniel Piaza (2003, p.63) esse tipo de produção que beira ao fútil e
ao leviano, onde muitas vezes matérias a respeito de um evento se confundem à publicidade e
análises aprofundadas perdem o espaço, obscurece aquele que deveria ser o principal objetivo
do jornalismo cultural, o de aproximar o público das manifestações artísticas e sociais e tratar
com leveza temas eruditos. Para Melo (2010, p. 4) o verdadeiro papel dessa especialidade do
jornalismo seria explorar o impacto dos objetos culturais sobre a sociedade, o que demanda do
jornalismo uma postura reflexiva, democrática e livre de preconceitos.

Nesse aspecto a importância dos veículos de comunicação públicos se faz evidente,


uma vez que garantem um ambiente propício para a produções de matérias jornalísticas
aprofundadas e pautadas acima de tudo na responsabilidade social, que muitas vezes não
encontram espaço ou incentivo em emissoras comerciais. Como sugere Sérgio Duarte (2007,
p. 2) a comunicação pública tem como principal característica o direito social ao diálogo e à
informação, assim como o tratamento dos temas de interesse coletivo levando em
consideração uma perspectiva cidadã.

Tendo em vista esses objetivos e responsabilidades dentro da experiência do estágio


foi desenvolvido um produto midiático no estilo reportagem especial ou grande reportagem
abordando a temática da representatividade de artistas entre as ruas que levam o nome de
personalidades paraibanas na cidade de Campina Grande. Aqui a classificação de reportagem
enquanto gênero textual se dá enquanto material " resultado de um trabalho de investigação
e/ou apuração mais aprofundado, indo além da cobertura apenas factual e oferecendo
informação mais contextualizada” (COUTINHO, 2003, p. 122 apud. ANGELO, 2014, p.155)

A reportagem buscou fazer um resgate histórico de personagens que atuaram no


campo das artes e da cultura popular, examinar o impacto desse tipo de homenagem na esfera
da relação entre sociedade e o espaço urbano, assim como apresentar as discussões sobre
mudanças propostas por todo Brasil no que diz respeito a alteração de nomes de ruas e
avenidas que homenageiam personalidade ligadas ao período da ditadura militar. Apesar de
seu caráter mais distanciado da temporalidade no noticiário factual este último aspecto da
reportagem acabou por ganhar ainda mais relevância devido às novas informações
relacionadas ao ex-presidente Ernesto Geisel ao longo do período de produção da matéria.
Em virtude de seu escopo e complexidade a vivência nos três eixos fundamentais do
telejornalismo a produção, ação do repórter (entrevistas, montagens de texto, etc) e o
acompanhamento do processo de edição e montagem audiovisual permitiu um
aprofundamento melhor das questões trabalhadas no ambiente das disciplinas de
Telejornalismo.

Para a construção da pauta se fez necessária a consulta a especialistas como


historiadores, urbanistas e representantes da câmara de vereadores municipal, além da leitura
do livro “Memorial Urbano de Campina Grande” organizado pelos pesquisadores José
Edmilson Rodrigues e Edmundo Oliveira Gaudêncio e Silvestre Almeida Filho, lançado pela
Prefeitura Municipal de Campina Grande em 1996 e da coleta de informações disponíveis
sobre os artistas paraibanos, sendo uma das primeiras tarefas de edição selecionar com base
nesse levantamento os personagens que ilustrariam a reportagem da forma mais
enriquecedora.

Nessa etapa de construção da pauta e execução do trabalho a importância das


entrevistas com os especialistas e parentes dos artistas, como foi o caso da servidora pública
Socorro Fernandes que administra uma fanpage na rede social Facebook dedicada à memória
de seu avô o poeta popular Canhotinho, foi essencial para construir o encaminhamento que a
matéria viria a ter.

[...] as entrevistas em televisão podem constituir-se nos próprios produtos televisivos, unidades
autônomas da programação, ou ainda, e essa é a sua forma mais frequente de ocorrência, em
fragmentos de programas de outros subgêneros, que, como tal, desempenham funções
múltiplas, muitas das quais diversas daquelas que lhes são atribuídas pela bibliografia ou pela
prática habitual do jornalismo.[...] embora em ambos os casos – unidade autônoma ou
fragmento dependente de uma estruturação maior na qual está inserido e que o subsume -, a
entrevista corresponda à manifestação de uma estratégia no processo de construção da
informação, ela diferencia-se quanto ao tipo de formato, assumindo formas de organização
diversas.(EMERIM, 2012, p. 30-31 apud. MELLO, 2015, p. 6)

Um dos grandes desafios na produção desse tipo de material foi conseguir coordenar
todas as informações e temas debatidos nas entrevistas em um único produto coeso e de
duração e estilo apropriados a proposta do programa. Após a finalização do roteiro, ao longo
do processo de decupagem de todo o material coletado para a finalização do roteiro foi
possível obter um entendimento melhor acerca dos elementos que compõem o texto
telejornalístico e principalmente da relação estreita às imagens que o ilustram de modo a
conferir ritmo a matéria, que segundo Lenira funcionam “como um trem: uma locomotiva (a
cabeça), puxando vários vagões de diferentes tamanhos. Cada vagão tem uma ideia
dominante, articulada às que seguem. De acordo com o tamanho do vagão, você vai precisar
de duas, três, cinco ou até mais imagens em cada vagão”. (ALCURE, 2011, p.116)
6 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

No dia 27 de fevereiro foi realizada aula inaugural do Estágio Obrigatório na sala 211
onde o coordenador do curso, professor Arão Azevedo, a coordenadora de estágio, professora
Salete Vidal, entre outros professores repassaram à turma informações sobre os trâmites
burocráticos e os procedimentos de avaliação da disciplina de estágio para os alunos
matriculados no componente.

No dia 2 de abril tiveram início as atividades na TV Itararé, especificamente no setor


de redação e produção do programa Diversidade. Foram feitas as apresentações à equipe,
repassadas algumas orientações gerais e em seguida a produção do texto e a coleta de imagens
e vídeos da internet, além da criação de inserts para duas notas cobertas a respeito de eventos
culturais da região, para compor o quadro Giro Cultural. Também foi realizado o
acompanhamento da gravação de uma matéria factual sobre um espetáculo de teatro infantil
no Teatro Elba Ramalho, com entrevista aos atores e a diretora da peça, assim como uma
chamada do espetáculo. Nessa ocasião a equipe chegou ao local após o espetáculo, sendo
necessário entrar em contato com a assessoria do teatro posteriormente, para conseguir as
imagens dos atores em cena e veiculá-las no material do dia seguinte.

No dia 3 de abril foi feita a correção do texto do Giro Cultural elaborado no dia
anterior e o acompanhamento dos procedimentos de gravação do OFF. Houve o
acompanhamento da saída da equipe para realização de uma sonora a casa da pintora Larissa
Souza, onde foi conduzida uma entrevista e a gravação de imagens dos quadros da artistas.
Nessa ocasião foram repassados os procedimentos de gravação com o microfone lapela, bem
como da documentação necessária para a liberação de gravações externas.

No dia 4 de abril foram produzidos e corrigidos os textos e inserts para o quadro Giro
Cultural, além da coleta de vídeos e imagens ilustrativas. Também foi redigida uma nota
coberta sobre o histórico cultural do São João de Campina, na ocasião da divulgação da
programação oficial da festa.

No dia 5 de abril foi feito o acompanhamento da gravação do OFF sobre o São João,
saída com a equipe para a coleta de opiniões da população (enquete) na praça da bandeira
sobre a programação do São João e a pesquisa de pauta nas redes sociais para compor as
próximas edições do Giro Cultural.

No dia 6 de abril foram feitas correções na matéria sobre o São João, produção do
Giro Cultural (que nessa ocasião não foi ao ar em função da longa duração daquela edição do
programa) e discussão sobre possíveis pautas de matérias especiais. No dia 9 de abril foi
realizada a produção do quadro Giro Cultural e realizado o primeiro contato por telefone para
informar ao entrevistado que sua matéria iria ao ar, no caso a pintora Larissa Souza.

No dia 10 de abril foram feitas correções no texto do Giro Cultural e as primeiras


tentativas de gravação do OFF com instruções e acompanhamento do locutor Alexandre
Lima. Nesse dia deu-se início as pesquisas preliminares de da matéria sobre ruas e
monumentos da cidade que homenageiam artistas.

Entre os dias 11 e 13 de abril deu-se continuidade a pesquisa para a matéria ‘Ruas de


Artistas’, entre elas a leitura do livro ‘Memorial Urbano de Campina Grande’ e a definição
dos personagens a serem abordados pela matéria, foi marcada uma pauta com o cantor Junior
Cordeiro para o lançamento de seu novo show e realizada a produção de dois Giros. Além
disso foi feito o acompanhamento de uma entrevista filmada no camarim e na cabine de som
da própria TV Itararé para compor a matéria especial ‘Dia Mundial da Voz’.

Ente os dias 16 e 18 de abril foram marcadas entrevistas com o historiador Josemir


Camilo, Socorro Fernandes, neta do poeta e repentista Canhotinho, e Aida Pontes, professora
de arquitetura da Facisa por telefone e e-mail para compor as sonoras da matéria ‘Ruas de
Artistas’. Também foram remarcadas duas pautas da equipe da manhã por conflitos entre a
agenda da equipe e dos entrevistados.

No dia 17 de abril houve o acompanhamento das externas ‘Projeto Roberto por Elas’,
com uma chamada para a apresentação que faz parte do calendário do projeto ‘Quartas
Acústicas’ e o lançamento do CD ‘Donas da Farra’, duas externas que envolviam a captação
de som diferenciado por se tratarem de atrações musicais, portanto sendo necessária a
utilização do microfone boom.
No dia 19 de abril foi produzida a Agenda Cultural do programa, sendo necessário
pesquisar os eventos do calendário cultural da cidade, atualizar a programação em cartaz no
cinema e fazer download das imagens e cartazes de cada evento para encaminhar o texto para
a gravação do OFF e posterior edição. Nesse dia também foi feita a pesquisa de pautas para
compor os Giros das semanas seguintes.

No dia 20 de abril foi realizada a elaboração, revisão do roteiro de perguntas e


gravação da primeira sonora, sem acompanhamento, para a matéria ‘Ruas de Artistas’ com o
historiador Josemir Camilo, realizada no prédio do Museu de Arte Assis Chateaubriand, além
da captura de imagens do quadro do artista Tomás Santa Rosa, em exposição no mesmo local.
No dia 23 de abril foi produzido um Giro, realizou-se o primeiro contato com o assessor Fred
Ozanan, que trabalha na Câmara de Vereadores e poderia fornecer informações sobre a
legislação que compete a nomeação de ruas da cidade, além do encaminhamento das
perguntas para a professora Aida Pontes.

No dia 24 de abril foi feita a gravação da sonora com a professora Aida,


supervisionada por outro repórter, além do acompanhamento da matéria ‘Exposição
Fanáticos’ no hall do Teatro Municipal. Nos dias 25 e 26 foram produzidos Giros, marcadas
pautas de entrevistas para as matérias ‘Semana Fashion Revolution’ e ‘Palco do Choro’ e o
acompanhamento da equipe que cobriu a abertura da Mostra Campinense de Dança, sendo
necessário na ocasião colher a sonora do diretor da Cia de Dança da UEPB e trechos de duas
apresentações de grupos de ballet e dança contemporânea.

Entre os dias 27 de abril e 4 de maio foram realizadas a gravação da sonora com


Socorro Fernandes para a matéria ‘Ruas de Artistas’, contato com a professora Vanessa
Emanuelle de Souza sobre a palestra ‘Cultura Afro-brasileira nas Escolas’ (onde não houve
sucesso em definir uma data de gravação por divergências entre o tema da palestra e a matéria
que a equipe estava produzindo sobre o aniversário da abolição da escravidão no Brasil), a
produção de Giros e o início do processo de revisão das sonoras feitas para a matéria ‘Ruas de
Artistas’, realizando anotações sobre os temas abordados por cada entrevistado.

No dia 3 de maio também foi realizada a primeira reunião com os alunos orientados
pela professora Salete, para tirar as dúvidas sobre as especificações dos tópicos do relatório e
adequação do conteúdo aos diversos tipos de atividades exercidas por cada aluno nas
respectivas empresas de comunicação.

Entre os dias 6 e 11 de maio deu-se início ao processo de download de imagens de


arquivo e de outras fontes para ilustrar a matéria ‘Ruas de Artistas’, a realização da primeira
reunião de pauta para abordar a programação junina do programa Diversidade, Arraial da
Itararé e Itararé Junino, marcação de pauta e elaboração de roteiro de perguntas para a
entrevista com o tatuador Victor Andrade, marcação de pauta e gravação com o professor
Amilton Azevedo sobre a influência da cultura africana na música brasileira (como parte da
série especial ‘Raízes da Música’).

Nesse período também foram realizadas duas reuniões com a equipe da disciplina
Tópicos Especiais em Jornalismo I, convidados por recomendação minha para apresentar ao
diretor do programa no dia 10 de maio uma proposta de trabalho para incentivar a interação
do público e a produção de conteúdo especificamente para as redes sociais do programa.

Entre os dias 14 e 18 de maio foram feitos contatos como forma de apuração dos
resultados da audiência pública sobre a situação do Cine Capitólio; a coleta de imagens das
páginas do livro ‘Memorial Urbano de Campina Grande’, assim como gravações externas das
ruas mencionadas na matéria; início do processo de edição da matéria ‘Ruas de Artistas’, com
instruções básicas sobre o manuseio do programa de edição de vídeo e o corte das sonoras dos
entrevistados; coleta das fontes e créditos das imagens utilizadas na matéria ‘Ruas de
Artistas’, produção e pesquisa de pautas para Giros e captura de imagens das fotografias da
exposição ‘Feira: saberes e sabores’ no prédio do Museu de Arte Assis Chateaubriand, que
devido a movimentação durante a abertura do evento tiveram sua captura agendada para o dia
seguinte.

No dia 18 de maio também foi realizada a reunião da equipe do DOM Forró, com
distribuição das atividades a serem desempenhadas por cada membro da equipe e orientações
sobre os cuidados necessários para garantir o mínimo de contratempos durante a transmissão
ao vivo. No dia 19 de maio, durante o evento, foi feita a organização dos troféus,
acompanhamento dos jurados e a coleta das notas ao término de cada bloco.
Imagens do dia a dia no estágio

Dia 2 de Abril - Acompanhamento da matéria sobre o espetáculo infantil no Teatro Elba


Ramalho
Dia 13 de Abril - Acompanhamento do segmento ‘Cuidados com a Voz’ para a matéria
‘Dia Mundial da Voz’

Dia 17 de abril – Acompanhamento da matéria sobre o espetáculo ‘Roberto por Elas’


Dia 3 de maio – Reunião com a professora Salete com o detalhamento das seções do
relatório de estágio

Dia 11 de maio – Gravação de entrevista com o professor Amilton Azevedo para a série
‘Raízes da Música
Dia 15 de maio – Primeira etapa do processo de edição da matéria ‘Ruas de Artistas’

Dia 18 de maio – Reunião de equipe sobre o evento DOM Forró

Links de matérias citadas

 Espetáculo - A onça e o bode: https://www.youtube.com/watch?v=K-c1X9tXEaU


 Pintora Larissa Carvalho: https://www.youtube.com/watch?v=S7LtcMqpT0U
 Lançamento do Maior São João do Mundo:
https://www.youtube.com/watch?v=4vfhe0ij6Ww
 Dia da voz: https://www.youtube.com/watch?v=-qzlwrsImPc
 Projeto Roberto por Elas: https://www.youtube.com/watch?v=AAu1DoxD-Xk
 Fashion Revolution Day: https://www.youtube.com/watch?v=P6g1FSwRHQ8
 Chamada Palco do Choro: https://www.youtube.com/watch?v=gtY6vQy9a6k
 Tatuador Victor Andrade: https://www.youtube.com/watch?v=SaxLjtFPOIo
 Exposição - A feira: Saberes e Sabores:
https://www.youtube.com/watch?v=135gAMF2OHg
 Representatividade artística nos nomes das ruas (‘Ruas de Artistas’):
https://www.youtube.com/watch?v=AWlvr3d7pmo&t=2s
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A oportunidade de vivenciar o ambiente de produção de um programa cultural diário como é


o Diversidade certamente se mostra enriquecedora para o meu processo de formação enquanto
jornalista, permitindo para além do exercício das técnicas repassadas em sala de aula na
disciplina de Telejornalismo e durante todo o curso a possibilidade de observar e aprender
com outros profissionais em ação. Esse período sem dúvida contribuiu para compreender a
importância do nosso papel enquanto prestadores de serviço e agentes de informação e que,
especialmente em uma área por vezes negligenciada, mas tão essencial para o
desenvolvimento humano como é o caso da editoria de cultura, se mostra mais cada vez mais
essencial.
8 REFERÊNCIAS

ALCURE, L. Telejornalismo em 12 lições. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2011.

ANGELO, M. H.. Gêneros textuais e telejornalismo: caminhos da produção escrita de


matérias televisivas. 2014. Tese (Doutorado em Letras) – Programa em Pós-graduação em
Letras: Linguística, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora. Disponível em: <
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/669>. Acesso em: 4 de junho 2018.

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Universidade do Porto, Porto. Disponível em: <
https://sigarra.up.pt/flup/pt/pub_geral.pub_view?pi_pub_base_id=28151>. Acesso em: 4 de
junho 2018.

Duarte, J. Comunicação pública. São Paulo: Atlas, 2007.

GOMES, I. M. M. Telejornalismo de Qualidade: pressupostos teórico-metodológicos para


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http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/article/viewPDFInterstitial/80/80>.
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MELO, I. A. Jornalismo Cultural: Pelo encontro da clareza do jornalismo com a densidade e


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MORAES, V. "Jornalismo cultural não valoriza tradições". Observatório da Imprensa, ed.
480, 08/04/2008. Disponível em: < http://observatoriodaimprensa.com.br/feitos-
desfeitas/jornalismo_cultural_nao_valoriza_tradicoes >. Acesso em: 4 de junho de 2018.

PIZA, D. Jornalismo Cultural: a arte está em tudo. São Paulo: Contexto, 2003.