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Nova Série de Mensagens

“VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR”

O PRIMEIRO AMOR RESTAURADO


JOÃO 21.1-14

INTRODUÇÃO:

Por que será que depois tantas experiências fantásticas que as pessoas tiveram com
Deus, parece não ter sido consistente para permanecer amando ao Senhor?
O que leva um servo de Deus a perder o propósito e a chama no coração pelo seu
Senhor? Será que existe algo mais atraente e mais forte do que o próprio Deus?
Quais seriam os passos seguro para que alguém que se afastou, ou que está, ou que está
mais sem propósito voltar a ser alguém apaixonado pelo Senhor?
Antes de expormos João 21.1-14, precisamos lembrar como os discípulos foram
chamados por Deus em Lucas 5.1-11
“(1) Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele
junto ao lago de Genesaré; (2) e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores,
havendo desembarcado, lavavam as redes. (3) Entrando em um dos barcos, que era o de
Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco
as multidões. (4) Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as
vossas redes para pescar. (5) Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a
noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. (6) Isto fazendo,
apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. (7) Então, fizeram
sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram
ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. (8) Vendo isto, Simão Pedro prostrou-
se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. (9) Pois, à
vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus
companheiros, (10) bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios.
Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. (11) E,
arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram”.
ADENTRANDO NO TEXTO:
Para nossa melhor compreensão do texto bíblico podemos dividi-lo em ___ partes
principais: 1) A INFRUTÍBILIDADE (vv.1-6); 2) A RECONSTRUTIBILIDADE
(vv.7-14):

1. A INFRUTÍBILIDADE – vv.1-6

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(1) Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades;
e foi assim que ele se manifestou: (2) estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado
Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e mais dois dos
seus discípulos. (3) Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros:
Também nós vamos contigo. Saíram, e entraram no barco, e, naquela noite, nada
apanharam. (4) Mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia, os
discípulos não reconheceram que era ele. (5) Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí
alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. (6) Então, lhes disse: Lançai a rede à
direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era
a quantidade de peixes.
a. (1) Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de
Tiberíades; e foi assim que ele se manifestou:
Em primeiro lugar, a procura – Note meus irmãos que é Jesus que
vai ao encontro dos seus discípulos, ou seja, ele é o maior
interessado em se relacionar com o homem.
(i) Primeiro, depois da queda do homem no jardim do
Éden, ou seja, antes da quebra da comunhão entre o
homem e Deus, percebam que é Deus que procura o
homem.
 “E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe
perguntou: Onde estás? (Gn 3:9)”.
(ii) Segundo, depois da ressureição de Jesus quando
alguns discípulos que estavam voltando para suas casas,
e aparentemente decepcionados, notem que é Jesus que
os procuram.
 “Aconteceu que, enquanto conversavam e
discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia
com eles (Lc 24:15).
(iii) Terceiro, agora os discípulos mais próximos de
Jesus, aqueles que tiveram as experiências mais
espetaculares, mas que nesse momento, eles estavam
vivendo fora do propósito de Deus para suas vidas.
 “Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos
discípulos junto do mar de Tiberíades; e foi assim
que ele se manifestou (Jo 21:1).

Aplicação para vida:


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- Deus é o maior interessado na restauração do nosso
primeiro amor por Ele.
- O tempo todo é sempre Deus quem toma a iniciativa
em restaurar o relacionamento conosco.
(2) estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná
da Galiléia, os filhos de Zebedeu e mais dois dos seus discípulos. (3) Disse-lhes Simão
Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram, e
entraram no barco, e, naquela noite, nada apanharam.
Em segundo lugar, unidade sem propósito – Note meus amados
irmãos que nesse momento os discípulos mais chegados de Jesus
estão em uma unidade sem proposito, pois eles se juntaram para
voltar a fazer as mesmas coisas que faziam antes.
(i) Primeiro, eles foram chamados para serem
pescadores de homens, e não pescadores de peixes, ou
seja, quando o homem é chamado para algo especifico
da parte de Deus nada do que ele faça terá proposito ou
sentido.
(ii) Segundo, eles tiveram a influência negativa daquele
que deveria ser o maior motivador para que eles viessem
a viver o propósito de Deus, que era serem frutíferos,
ganhando vidas para Jesus.
(iii) Terceiro, eles trabalharam em vão, pois quando não
estamos no centro da vontade de Deus todos nosso
trabalho será vão, ou seja, por mais que pensemos que
estamos na direção estaremos seguindo o rumo errado.
Aplicação para vida:
- Nosso chamado especifico precisa ser feito por nós
especificamente – quando não fazemos estamos
pecando por omissão.
- Que nossa influência sobre o outo seja sempre para o
cumprimento do proposito e nunca ao contrário.
- Seguir a direção contraria da vontade de Deus é
presunção, ou seja, é pensar que podemos fazer melhor.

(4) Mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia, os discípulos não
reconheceram que era ele.

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Em terceiro lugar, a falta de discernimento – Note meus amigos
que os discípulos não conseguiram reconhecer que era Jesus, eles
tinham perdido o discernimento espiritual, e mesmo ao clarear da
madrugada que já era possível enxergar uns aos outros, ainda
assim eles não reconheceram. E, quantas pessoas hoje estão
vivendo a mesma situação que os discípulos, ou seja, não
enxergam mais Deus, perderam a visão, estão alienados, voltaram
viver na cegueira da qual antes foram curados.
(5) Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? Responderam-lhe:
Não.
Em quarto lugar, a escassez espiritual – Note meus irmãos que os
discípulos não tinham comida nem para si, muito menos para
oferecer para os outros. E, exatamente essa tem sido a realidade de
muita gente em nossos dias. Eles estão vivendo uma verdadeira
escassez espiritual, não tem alimento nem para si, quanto mais
para os outros. São crentes desnutridos, raquíticos, anêmicos,
doentes, - sobreviventes.
(6) Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não
podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.
Em quinto lugar, entregues a sorte – Note meus queridos irmãos,
que até o momento eles ainda não tinham se dado conta que era
Jesus que estava com eles, quantos vezes nós também somos
assim, Jesus presente em nossas vidas e ainda assim não nos damos
conta. Mas um outro fato interessante, é que os discípulos
obedeceram aquela voz devido a provável experiência que aquele
homem tinha, ou acreditando na sorte que eles teriam ao lançar a
rede. Podemos ver isso no texto que diz, “lançai a rede à direita do
barco”, essa expressão era muito comum no mundo gentílico, e
também muito conhecida entre nós, “acordar com pé direito” –
significa sorte.

2. A RECONSTRUTIBILIDADE – vv.7-14

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(7) Aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro,
ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com sua veste, porque se havia despido, e lançou-se
ao mar; (8) mas os outros discípulos vieram no barquinho puxando a rede com os peixes;
porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados. (9) Ao saltarem
em terra, viram ali umas brasas e, em cima, peixes; e havia também pão. (10) Disse-lhes
Jesus: Trazei alguns dos peixes que acabastes de apanhar. (11) Simão Pedro entrou no
barco e arrastou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e,
não obstante serem tantos, a rede não se rompeu. (12) Disse-lhes Jesus: Vinde, comei.
Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o
Senhor. (13) Veio Jesus, tomou o pão, e lhes deu, e, de igual modo, o peixe. (14) E já era
esta a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, depois de ressuscitado dentre
os mortos.
(7) Aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro,
ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com sua veste, porque se havia despido, e lançou-se
ao mar; (8) mas os outros discípulos vieram no barquinho puxando a rede com os peixes;
porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados.
Em primeiro lugar, o reconhecimento – Note meus irmãos que os
discípulos reconheceram que era Jesus, devido ao resultado da
pescaria, é interessante destacar que ao reconhecer a pessoa de
Jesus, os discípulos encontraram o propósito que haviam perdido.
(i) Primeiro, a recuperação da visão – Observe que
Pedro viu que estava despido, ele se veste, lançou-se ao
mar, isso mostra a reverencia de Pedro a pessoa de Jesus,
o que Jesus restaura em Pedro é a visão de si mesmo, e
a visão de Deus.
(ii) Segundo, recuperação da abundância – Observe
que antes eles não tinham nem para si, nem para os
outros, mas agora seus barcos estavam quase afundando
de tantos peixes, ou seja, quando confiamos e nos
mantemos dentro do propósito de Deus, ele suprirá todas
as nossas necessidades.
(9) Ao saltarem em terra, viram ali umas brasas e, em cima, peixes; e havia também
pão. (10) Disse-lhes Jesus: Trazei alguns dos peixes que acabastes de apanhar. (11)
Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta
e três grandes peixes; e, não obstante serem tantos, a rede não se rompeu.
Em segundo lugar, a provisão – Note meus amados irmãos que
Jesus prover para seus discípulos as necessidades básicas físicas,
mas que de maneira simbólica representa também a provisão e o
suprimento espiritual.
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(i) Primeiro, ele nos dar firmeza espiritual, eles saltaram
em terra, e terra aponta para solidez, firmeza, eles
saltaram em Cristo.
(ii) Segundo, ele nos dar do seu fogo do Espirito Santo,
ele nos traz de volta ao calor da sua presença, ele tira de
nós a frieza, reacendo as chamas dentro de nós.
(iii) Terceiro, ele deseja receber aquilo que temos para
lhe entregar, “Trazei alguns dos peixes que acabastes de
apanhar”, mesmo que tenha sido ele mesmo que tenha
nos dado, ainda assim ele que receber.
(12) Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem
és tu? Porque sabiam que era o Senhor. (13) Veio Jesus, tomou o pão, e lhes deu, e, de
igual modo, o peixe. (14) E já era esta a terceira vez que Jesus se manifestava aos
discípulos, depois de ressuscitado dentre os mortos.
Em terceiro lugar, a comunhão – Note meus irmãos que Jesus
convida seus discípulos para se alimentar dele, o convite
representa que a maneira de mantermos comunhão com Deus é
quando nos alimentamos dele. Saiba que para um judeu o alimento
era algo muito sagrado, e o fato de algum judeu comer com outro
era um sinal de que eles tinham comunhão entre eles.
(i) Primeiro, Deus trouxe você aqui para restaurar sua
comunhão com ele, é tempo de voltar;
(ii) Segundo, Deus que te oferecer pão e peixe, ele
deseja te alimentar, para que você esteja fortalecido;
(iii) Terceiro, Deus nos deu a maior de todas a
esperança, a esperança de que ele está vivo.