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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA CENTRO

DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS


DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA - CCBS
CURSO: FARMÁCIA
DISCIPLINA: ANATOMIA
PROFESSORA: MES. LUCELE GONÇALVES LIMA ARAÚJO

AVALIAÇÃO DE MIOLOGIA

DISCENTES: AMANDA LORENA


DA SILVA AIRES; AMANDA SANTOS VIANA;
CAREN CAROLINE ANDRADE TRAVASSOS;
DAISE RODRIGUES LISBOA; ELEN MYLENNA
DE SOUSA LUZ; ELIOMAR COSTA DIAS;
EMMILI TAWANE LINO FRANÇA; ISRAEL
LIMA PRADO; JESSICA VITORIA DE PAIVA
MARTINS FERNANDES; JOSÉ MESSIAS E
SILVA JÚNIOR; KALLEN ANSELMO
GONCALVES; LAYANNE CRISTINA COSTA
MORAES; LEANDRO GOUDARD; LUCAS
DANTAS COSTA; LUCIANO TEIXEIRA
BALATA; MARTHA CRISTINA ANDRADE
FONSECA; SIDYNA SAMARA MENDES
MACHADO.

SÃO LUÍS
2018
1. HISTOLOGIA DO TECIDO MUSCULAR

O tecido muscular é constituído por células alongadas, que contêm grande quantidade
de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis, as quais, por sua vez, geram as forças
necessárias para a contração desse tecido, utilizando a energia contida nas moléculas de ATP.
As células musculares têm origem mesodérmica, e sua diferenciação ocorre pela síntese de
proteínas filamentosas, concomitantemente ao alongamento das células. De acordo com suas
características morfológicas e funcionais, distinguem -se três tipos de tecido muscular: o
músculo estriado esquelético, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso.
O músculo estriado esquelético é formado por feixes de células cilíndricas muito
longas e multinucleadas, que apresentam estriações transversais. Essas células, ou fibras, têm
contração rápida e vigorosa e estão sujeitas ao controle voluntário. Nas fibras musculares
esqueléticas os numerosos núcleos se localizam na periferia das fibras, nas proximidades do
sarcolema. Essa localização nuclear característica ajuda a distinguir o músculo esquelético do
músculo cardíaco, ambos com estriações transversais, uma vez que, no músculo cardíaco, os
núcleos são centrais.
As variações no diâmetro das fibras musculares esqueléticas dependem de vários
fatores, como: músculo considerado, idade, sexo, estado de nutrição e treinamento físico.
Sabe-se que o exercício aumenta a musculatura e diminui a quantidade de tecido adiposo. O
aumento da musculatura por meio do exercício se deve à formação de novas miofibrilas, com
aumento do diâmetro das fibras musculares. Esse processo, caracterizado pelo aumento de
volume das células, chama -se hipertrofia, enquanto o crescimento decorrente da proliferação
das células chama-se hiperplasia. A hiperplasia é comum em outros tecidos, mas não nos
músculos esquelético e cardíaco. Em contrapartida, o músculo liso é dotado da capacidade de
multiplicação celular, podendo aumentar de volume por hiperplasia.
Organização do músculo esquelético
Em um músculo, como o bíceps ou o deltoide, por exemplo, as fibras
musculares estão organizadas em grupos de feixes, sendo o conjunto de feixes envolvidos por
uma camada de tecido conjuntivo chamada epimísio, que recobre o músculo inteiro. Do
epimísio partem finos septos de tecido conjuntivo que se dirigem para o interior do músculo,
separando os feixes. Esses septos constituem o perimísio. Assim, o perimísio envolve os
feixes de fibras. Cada fibra muscular, individualmente, é envolvida pelo endomísio, que é
formado pela lâmina basal da fibra muscular, associada a fibras reticulares. O endomísio
apresenta escassa população celular constituída por algumas células do conjuntivo,
principalmente fibroblastos.
O tecido conjuntivo mantém as fibras musculares unidas, possibilitando que a força de
contração gerada por cada fibra individualmente atue sobre o músculo inteiro. Este papel do
conjuntivo tem grande significado funcional porque na maioria das vezes as fibras não se
estendem de uma extremidade do músculo até a outra. Além disso, a força da contração do
músculo pode ser regulada pela variação do número de fibras estimuladas pelos nervos. É
ainda por meio do tecido conjuntivo que a força de contração do músculo se transmite a
outras estruturas, como tendões e ossos. Os vasos sanguíneos penetram o músculo através dos
septos de tecido conjuntivo e formam extensa rede de capilares. Os vasos sanguíneos
penetram o músculo através dos septos de tecido conjuntivo e formam extensa rede de
capilares que correm entre as fibras musculares. O tecido conjuntivo do músculo contém,
ainda, vasos linfáticos e nervos. Alguns músculos se afilam nas extremidades, observando-se
uma transição gradual de músculo para tendão. Nessa região de transição, as fibras de
colágeno do tendão inserem-se em dobras complexas do sarcolema.
Organização das fibras musculares esqueléticas
Quando observadas ao microscópio óptico, as fibras musculares esqueléticas
mostram estriações transversais, pela alternância de faixas claras e escuras. Ao microscópio
de polarização, a faixa escura é anisotrópica e, por isso, recebe o nome de banda A, enquanto
a faixa clara, ou banda I, é isotrópica. No centro de cada banda I nota-se uma linha transversal
escura - a linha Z.
A estriação da miofibrila se deve à repetição de unidades iguais, chamadas
sarcômeros. Cada sarcômero, que mede cerca de 2,5 μ.m, é formado pela parte da miofibrila
que fica entre duas linhas Z sucessivas e contém uma banda A separando duas semibandas I.
A banda A apresenta uma zona mais clara no seu centro, a banda H. A disposição
dos sarcômeros coincide nas várias miofibrilas da fibra muscular, e as bandas formam um
sistema de estriações transversais, paralelas, que é característico das fibras musculares
estriadas.
O microscópio eletrônico revela a existência de filamentos finos de actina e
filamentos grossos de miosina dispostos longitudinalmente nas miofibrilas e organizados em
uma distribuição simétrica e paralela. Essa organização dos filamentos miofibrilares é
mantida por diversas proteínas, como, por exemplo, filamentos intermediários de desmina,
que ligam as miofibrilas umas às outras. O conjunto de miofibrilas (actina e miosina) é, por
sua vez, preso à membrana plasmática da célula muscular por meio de diversas proteínas que
têm afinidade pelos miofilamentos e por proteínas da membrana plasmática. Uma dessas
proteínas, chamada distrofina, liga os filamentos de actina a proteínas do sarcolema.
Organização do músculo cardíaco
Encontrado apenas no coração. Forma o músculo do miocárdio.
• Possui contração involuntária, ritmada e forte
- Denominada como SÍSTOLE
• Suas células são:
- Alongadas
- Mononucleadas ou binucleadas
- Discos intercalares
Organização do músculo liso
O músculo liso ocorre geralmente na forma de feixes ou folhetos de células
fusiforme alongadas com extremidades afiladas. As células musculares lisas também
denominadas "fibras", não apresentam o padrão estriado encontrado no músculo esquelético e
cardíaco. As células musculares lisas estão interconectadas por "junções comunicantes", as
junções especializadas de comunicação entre as células. Pequenas moléculas ou íons podem
passar de lua celular para outra através dessas junções e, assim, estabelecer comunicação que
regula a contração de todo o feixe ou folheto de músculo liso.
Estrutura do músculo liso
As células musculares lisas contém um aparelho contrátil de filamentos finos e
espessos é um citoesqueleto de filamentos intermediários de desminta e vimentina. O
sarcoplasma é preenchido com "filamentos finos", que formam parte do aparelho contrátil. Os
"filamentos espessos de miosina" estão dispersos por todo o sarcoplasma da célula muscular
lisa.
Os "filamentos finos" contém actina, a isoforma da tropomiosina do músculo liso, e
duas proteínas específicas do músculo liso, a caldesnoma e a calponina. Nenhuma troponina
está associada à tropomiosina do músculo liso. A actina está envolvida na interação de
geração de força com moléculas de miosina do músculo liso.
Os "filamentos espessos" que contém "miosina do músculo liso" diferem ligeiramente
daquelas encontradas no músculo esquelético. Esses filamentos também são compostos por
duas cadeias pesadas polipeptídicas e de quatro cadeias leves. No entanto a estrutura dos
filamentos espessos no músculo liso difere daquela do músculo esquelético.
Aspectos funcionais
Contração
Conforme assinalado anteriormente, as células musculares lisas podem entrar no
estado travado e permanecer contraídas por longos períodos de tempo sem qualquer fadiga.
Podem se contrair de maneira semelhante à uma onda, produzindo movimentos peristáltico,
como aquele no trato gastrintestinais e trato genital masculino, ou as contrações podem
ocorrer ao longo de todo o músculo, produzindo movimentos de eliminação como aqueles da
bexiga, vesícula bolívar e útero. O músculo liso exibe uma atividade contrátil espontânea na
ausência de estímulos nervosos. A contração geralmente é regulada por neurônios pós-
sinápticos do sistema nervoso autônomo (SNA). A maior parte do Músculo liso é inervação
diretamente pé nervos simpáticos quanto parassimpáticos.
Além disso, és células musculares lisas podem ser estimuladas ou inibidas por
hormônios secretamos pela medula suprarrenal. A ocitocina é também uma potente
estimulante da contração muscular lisa e sua liberação pela neuro-hipófise desempenha papel
essencial durante a contração uterina durante o parto, por isso a ocitocina é frequentemente
usada para induzir ou intensificar o trabalho de parto.

2. MÚSCULOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO

Músculos responsáveis pelas expressões faciais


Os músculos faciais não se movem comandada apenas por uma via motora voluntária.
Eles também se contraem, para adotar expressões, através de uma via motora involuntária
acrescentada de um componente cerebelar, que controla o sinergismo e a harmonia dos
músculos. Assim, a expressão, além de voluntária, pode ser involuntária, natural e espontânea,
de mímica facial. O termo expressão facial fica reservado para a comunicação evolutiva, a
especificação de algo para melhor fazê-lo entendido. Um sorriso, por exemplo, pode ser
espontâneo, automático, quando se gosta de uma piada (via não consciente), mas pode ser
também um sorriso “social” voluntário, programado (via consciente).

MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO AÇÕES PRINCIPAIS


Frontal Pele da testa Aponeurose Elevar a sobrancelha, elevar e
craniana enrugar a testa
Orbicular do olho Margem medial da Pele ao redor da Fecha as pálpebras, fecha as
órbita, ligamento margem da órbita; partes orbitais forçadamente;
palpebral medial e placa tarsal fecha as pálpebras para piscar
osso lacrimal os olhos
Nasal Parte superior da Cartilagens nasais Puxa asa do nariz em direção
crista canina da ao septo para comprimir a
maxila abertura
Orbicular da boca Plano mediano da Membrana mucosa Fecha e contai os lábios
maxila dos lábios
(superiormente) e
mandíbula
(inferiormente);
outras fibras da face
profunda da pele
Levantador do lábio Processo frontal da Pele do lábio Eleva o lábio, dilata a narina e
superior maxila e região superior e aumenta o ângulo da boca
infraorbital cartilagem alar
Businador Mandíbula, rafe Ângulo da boca Pressiona a bochecha contra
pterigomandibular e os dentes molares, auxilio na
os processos mastigação
alveolares da
mandíbula
Plastisma Fáscia superficial Mandíbula, pele da Deprime a mandíbula e faz
do deltoide e região bochecha, ângulo tensão na pele das regiões
peitoral da boca e orbicular inferiores da face e do
da boca pescoço
Bucinador Mandíbula,rafe Ângulo da boca Pressiona a bochecha contra
terigomandibular os dentes molares, auxílio na
mastigação
Tabela 1: Músculos responsáveis pelas expressões faciais

Músculos responsáveis pela mastigação


São aqueles que estão ligados apenas à realização dos movimentos mandibulares:
MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO AÇÕES PRINCIPAIS
Masseter Arco zigomático Ramo da mandíbula Eleva e contrai a mandíbula;
e processo as fibras profundas se retraem
coronoide
Temporal Assoalho da fossa Processo coronoide Eleva a mandíbula; as fibras
temporal e fáscia e ramo daposteriores retraem a
profunda mandíbula mandíbula
Pterigoide lateral Cabeça superior: Colo da mandíbula, Agindo em conjunto,
face infratemporal disco articular e contraem a mandíbula e
da asa do esfenoide cápsula dadeprimem o queixo; agindo
Cabeça inferior: articulação separadamente e de forma
lâmina lateral do temporomandibular alternada, este músculo
processo pterigoide (ATM) produz movimentos de lado a
lado
Pterigoide medial Cabeça profunda: Ramo da Eleva a mandíbula; agindo em
face medial da mandíbula, inferior conjunto, protraem a
lâmina do processo ao forame da mandíbula; agindo sozinho,
pterigoide e osso mandíbula contrai a região lateral da
palatino mandíbula; agindo
Cabeça superficial: alternadamente, produz a ação
tuberosidade da de triturar
maxila
Tabela 2: Músculos responsáveis pela mastigação

Músculos Extrínsecos do bulbo do olho


 O bulbo do olho tem dois grupos de músculos associados aos seus movimentos:
Extrínsecos: músculos extraoculares, seis músculos esqueléticos que movem o bulbo
do olho dentro da órbita.
Intrínsecos: músculos lisos que alteram o tamanho da pupila (dilatam ou contraem a
mesma) ou alteram a forma da lente para acomodação (visão perto ou visão de longe).
Além dos seis músculos extrínsecos do bulbo do olho, há outro músculo esquelético
que trabalha em conjunto com esses músculos para elevar a pálpebra superior. Ele é
denominado levantador da pálpebra superior (seu antagonista seria o orbicular do olho, que
fecha as pálpebras).
MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO AÇÕES PRINCIPAIS
Levantador da Asa menor do Tarso e pele da pálpebra Eleva a pálpebra superior
pálpebra esfenóide; superior
superior Canal óptico
anterossuperior
Reto superior Anel tendíneo Esclera (imediatamente Eleva, aduz e produz rotação
comum posterior à córnea) medial do bulbo do olho
Reto inferior Anel tendíneo Esclera anterior Deprime, aduz e produz
comum rotação medial no bulbo do
olho
Reto medial Anel tendíneo Esclera anterior Adução do bulbo do olho
comum
Reto lateral Anel tendíneo Esclera anterior Abdução do bulbo do olho
comum
Oblíquo superior Corpo do osso Passa através de uma Rotação medial, depressão e
esfenoide tróclea e insere-se na abdução do bulbo do olho
esclera
Oblíquo inferior Assoalho da órbita Esclera profundamente Rotação lateral, elevação e
ao músculo reto lateral abdução do bulbo do olho
Tabela 3: Músculos Extrínsecos do bulbo do olho

Músculos da língua e do palato


Todos os músculos da língua são classificados como músculos esqueléticos.
São eles:
Músculo intrínsecos: são compostos de faixas longitudinal, transversal e
vertical de músculos esqueléticos, que permitem ao indivíduo enrolar, alongar e
achatar a língua.
Músculo extrínsecos: quatro músculos que movem a língua (promovem a
protusão, elevação, depressão ou retração); todos esses músculos apresentam o sufixo
“glosso” em seus nomes, referindo-se à língua.
MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO AÇÕES PRINCIPAIS
Genioglosso Espinha geniana da Dorso da Faz depressão e protrusão
mandíbula língua e osso da língua
hioide
Hioglosso Corpo e corno maior Faces lateral e Deprime e retrai a língua
do osso hioide inferior da
língua
Estiloglosso Processo estilóide e Faces lateral e Retrai a língua e a eleva no
ligamento estilióideo inferior da movimento de deglutição
língua
Palatoglosso Aponeurose palatina Face lateral da Eleva a parte posterior da
do palato mole língua língua
Levantador do véu Osso temporal (parte Aponeurose Eleva o palato mole durante
palatino petrosa) palatina a deglutição

Tensor do véu palatino Fossa escafóidea da Aponeurose Tensiona o palato mole e


lâmina medial do palatina abre a tuba auditiva durante
processo pterogoide, a deglutição e o bocejo
espinha do esfenóide
e tuba auditiva
Palatofaringeo Palato duro e Parede lateral Tensiona o palato, puxa as
aponeurose palatina da faringe paredes da faringe superior,
superior anterior e medialmente
durante a deglutição
Músculo da úvula Espinha nasal e Mucosa da Encurta, eleva e retrai a
aponeurose palatina úvula úvula
Tabela 4: Músculos da língua e do palato

Músculos do pescoço
Os músculos do pescoço são responsáveis: pelo posicionamento da laringe,
durante a deglutição, estabilização do osso hióide, movimentação da cabeça e dos
membros superiores e ação como músculos posturais inseridos na cabeça e nas
vértebras. Eles podem ser classificados conforme sua posição em relação ao osso
hióde (supra - hióideos ou infra - hióideos).
Músculos supra – hioideos:
MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO AÇÕES PRINCIPAIS
Digástrico Ventre anterior da Tendão intermédio Deprime a mandíbula,
fossa do osso hióide eleva o osso hióide e o
estabiliza durante a
deglutição e fonação
Milo-hióide Linha milo-hióide Rafe e corpo do Eleva o osso hióide,
da mandíbula osso hióide assoalho da boca e
língua durante
deglutição e fonação
Gênio-hióide Processo geniano Corpo do osso Separa a cavidade
da mandíbula hióide bucal do pescoço, eleva
o osso hióide e abaixa a
mandíbula
Estilo-hióide Processo estilóide Corpo do osso Eleva a boca e retrai o
hióide osso hióide
Tabela 5: Músculos do pescoço: músculos supra – hioideos

Músculo infra-hióideos:
Esternocleidomastóid Manúbriu do Processo Flexão lateral do
e esterno e terço mastoide e pescoço
medial da metade lateral da
clavícula linha nucal
superior
Esterno-hióide Manúbrio do Corpo do osso Deprime o osso hióide
esterno e hióide após a deglutição
extremidade
medial da
clavícula
Esternotireóide Face posterior do Linha obliqua da Deprime a laringe
manúbrio lâmina da após a deglutição
cartilagem
tereóide
Tireo-hióideo Linha obliqua da Corpo e corno Deprime o osso hióide
cartlagem maior do osso e eleva a laringe
tireóidea hióide quando o osso está
fixo

Levantador da Processo Margem ântero-- Eleva o ângulo medial


escápula transverso do medial da da escápula
atlas e axis e escápula, entre o
turbérculos ângulo superior e
posteriores dos a espinha
processos
transverso da
terceira e quarta
vértebras
cervicais
Escaleno anterior Tubérculos Borda Inclinação do pescoço
anteriores dos interna da 1ª
processos costela
transversos da 3ª,
4ª, 5ª e 6ª
vértebras
cervicais
Escaleno médio Processos 1° costela Inclinação do pescoço
transversos da
2ª,3ª,4ª,5ª,6ª e 7ª
vértebra cervical
Escaleno posterior Tubérculos Borda Inclinação do pescoço
posteriores 4ª a 6ª externa da
vértebras segunda costela.
cervicais
Plastisma Peitoral maior e Borda inferior da Elevar e tracionar a
deltóide mandíbula pele do pescoço e do
ombro
Tabela 6: Músculos do pescoço: músculo infra-hióideos

3. MÚSCULOS DOS MEMBROS SUPERIORES

Músculos do braço e antebraço

Os músculos bíceps braquial, o braquial e o braquiorradial são flexores. Os músculos


extensores são os músculos tríceps braquial e ancôneo.
O músculo bíceps braquial é grande e está localizado na face anterior do braço. Como
indica seu nome, possui duas cabeças (longa e curta), ambas na escápula. O músculo se
estende pela articulação do ombro e do cotovelo.
O músculo braquial é profundo ao músculo bíceps braquial. É o flexor mais vigoroso
do antebraço na articulação do cotovelo.
O músculo braquiorradial flexiona o antebraço na articulação do cotovelo,
especialmente quando há necessidade de um movimento rápido ou quando algum peso é
levantado lentamente durante a flexão do antebraço.
FLEXÃO DO COTOVELO
Músculos flexores e extensores com ação sobre a articulação do cotovelo. A= eixos;
seta= sentido de movimento; flexão (vermelha); extensão (preta).
EXTENSORES DO ANTEBRAÇO
O músculo tríceps braquial é grande e está localizado na face posterior do braço. É o
mais poderoso dos extensores do antebraço na articulação do cotovelo. Como quer dizer sua
nomenclatura, apresenta três cabeças de origem, uma da escápula (cabeça longa) e duas do
úmero (cabeças lateral e medial). A cabeça longa cruza a articulação do ombro; As outras
cabeças não.
O músculo ancôneo é pequeno e está localizado na parte lateral da face posterior do
cotovelo que ajuda o músculo tríceps braquial na extensão do antebraço na articulação do
cotovelo.
PRONADORES DO ANTEBRAÇO
Alguns músculos que movimentam o rádio e a ulna estão envolvidos na pronação e na
supinação nas articulações radiulnares. Os pronadores, como os próprios nomes sugerem, são
os músculos pronador redondo e pronador quadrado.
SUPINADOR DO ANTEBRAÇO
O supinador do antebraço é apropriadamente chamado de músculo supinador. A ação
vigorosa do músculo supinador é usada quando torcemos um saca-rolha ou apertamos um
parafuso com uma chave de fenda.

4. MÚSCULOS DA MÃO
Os músculos intrínsecos da mão movimentam os dedos, complementando as funções
os músculos flexores longos e extensores do antebraço, que também mexem os dedos.
Os músculos intrínsecos da mão estão localizados em cinco compartimentos:
1) Músculos tenares no compartimento tenar: abdutor curto do polegar, flexor
curto do polegar e oponente do polegar;
2) Músculo adutor do polegar no compartimento adutor;
3) Músculos hipotenares no compartimento hipotenar: abdutor do dedo mínimo,
flexor curto do dedo mínimo e oponente do dedo mínimo;
4) Músculos curtos da mão, os lumbricais, estão no compartimento central com os
tendões dos músculos flexores longos;
5) Os músculos interósseos situam-se em compartimentos interósseos separados
entre os metacarpais.
MÚSCULO INSERÇÃO PROXIMAL INSERÇÃO DISTAL
(ORIGEM) (INSERÇÃO)
Abdutor curto do Retináculo dos músculos Margem lateral da base da
polegar flexores e tubérculos do falange proximal do polegar
escafoide e do trapézio
Flexor curto do Retináculo dos músculos Margem lateral da base da
polegar flexores e tubérculo do trapézio falange proximal do polegar
Oponente do polegar Retináculo dos músculos Margem lateral do primeiro osso
flexores e tubérculo do trapézio metacarpal
Adutor do polegar Cabeça oblíqua: bases do 2º e Margem medial da base da
do 3o metacarpais e do capitato falange proximal do polegar
Cabeça transversa: face anterior
do corpo do 3º osso metacarpal
Abdutor do dedo Pisiforme e tendão do flexor Margem medial da base da
mínimo ulnar do carpo falange proximal do quinto dedo

Flexor curto do dedo Hâmulo do hamato e retináculo Margem medial da base da


mínimo dos músculos flexores falange proximal do quinto dedo

Oponente do dedo Hâmulo do hamato e retináculo Face palmar do quinto osso


mínimo dos músculos flexores metacarpal
Lumbricais 1 e 2 Dois tendões laterais do flexor Margens laterais das expansões
profundo dos dedos extensoras do 2º ao 5º dedos
Lumbricais 3 e 4 Três tendões mediais do flexor Margens laterais das expansões
profundo dos dedos extensoras do 2º ao 5º dedos
Interósseos dorsais Lados adjacentes de dois ossos Expansões extensoras e bases
metacarpais das falanges proximais do 2º ao
4º dedos
Interósseos palmares Faces palmares do 2º, 4º e 5º Expansões extensoras dos
ossos metacarpais dedos e bases das falanges
proximais do 2º, 4º e 5º dedos
Tabela 7: Músculos da mão.

5. MÚSCULOS DO TRONCO

Peitoral menor
 Origem: em 3 lâminas na borda superior e na face lateral das 3, 4 e 5 costelas.
 Inserção: tendão na borda medial do processo coracoide.
 Ação relativa a postura: Rolamento dos ombros, Cifose dorsal, Antrepojeção
da cabeça
Serrátil anterior
 Feixe superior:
Origem: 1 e 2 costelas
Inserção: borda medial da escápula
 Feixe médio:
Origem: 2, 3 e 4 costelas
Inserção: borda medial da escápula
 Feixe inferior:
Origem: da 5 a 10 costela
Inserção: borda medial e ângulo inferior da escápula
Trapézio
 Origem: Occipital e processos espinhosos de C7 –T12
 Inserção: Clavícula e espátula
 Fibras superiores: elevam a escápula
 Fibras médias: aduzem a escápula
 Fibras inferiores: abaixam e giram a escápula superiormente
 Fibras que trabalham em conjunto: giram a escápula superiormente e a
estabiliza
Levantador da escápula
 Origem: processos transversos de C1-C4
 Inserção: Escápula
 Ação: Eleva e gira a escápula inferiormente.
Romboide maior
 Origem: processos espinhosos de T2-T5
 Inserção: Escápula
 Ação: eleva a aduz a escápula e gira inferiormente, estabiliza a escápula
Peitoral Maior
 Origem: Clavícula, esterno, cartilagens da costela 2-6 ou 1-7.
 Inserção: Úmero.
 Ação: Aduz e gira medialmente o braço na articulação do ombro; flexiona e
braço na articulação do ombro
Latíssimo do dorso
 Origem: processos espinhosos de T7-L5, sacro e ílio, costelas 9-12.
 Inserção: úmero.
 Ação: Estende, aduz e gira medialmente o braço na articulação do ombro;
traciona o braço para baixo e para trás.
Deltoide
 Origem: Clavícula e escápula.
 Inserção: úmero.
 Ação: abduz, flexiona, estende e gira o braço na articulação do ombro.
Subescapular
 Origem: escápula.
 Inserção: úmero.
 Ação: gira medialmente o braço na articulação do ombro.
Diafragma
 Origem: Processo xifoide do esterno, cartilagens das seis costelas inferiores,
vértebras lombares e seus discos intervertebrais
 Inserção: Centro tendíneo.
Intercostais Externos
 Origem: Margem inferior da costela superior
 Inserção: Margem superior da costela inferior
 Função: Na contração eleva as costelas resultando na inspiração, no
relaxamento abaixa as costelas resultando na expiração
Intercostais Internos
 Origem: Margem superior da costela inferior
 Inserção: Margem inferior da costela superior
 Função: Na contração puxa as costelas adjacentes em conjunto durante a
expiração forçada.
Infraespinal
 Origem: Escápula
 Inserção: Úmero
 Ação: Gira lateralmente o braço na articulação do ombro.
Redondo Maior
 Origem: Escápula
 Inserção: Úmero
 Ação: Estende o braço na articulação do ombro; auxilia na adução e na rotação
medial do braço na articulação do ombro
Redondo Menor
 Origem: Escápula
 Inserção: Úmero
 Ação: Gira lateralmente e estende o braço na articulação do ombro.
Coracobraquial
 Origem: Escápula
 Inserção: Úmero
 Ação: Flexiona e aduz o braço na articulação do ombro.
Reto do Abdome
 Origem: Púbis e Sínfise Púbica
 Inserção: Cartilagem 5 a 7 das costelas e processo xifoide do esterno
 Ação: Flete a coluna vertebral, comprime o abdome para auxiliar na defecação,
micção, respiração e no parto.
Oblíquo externo
 Origem: costelas 5-12
 Inserção: Ílio e linha alba
 Ação: Contração de ambos os oblíquos externos comprimem o abdome, flete a
coluna vertebral; contração somente de um lado curva e gira a coluna
lateralmente
Oblíquo interno
 Origem: ílio, ligamento inguinal e aponeurose toracolombar
 Inserção: Cartilagem das costelas 7-10 e linha alba
 Ação: Contração de ambos os oblíquos externos comprimem o abdome e flete
a coluna vertebral; a contração somente de um lado curva e gira a coluna
vertebral lateralmente.
Transverso do Abdome
 Origem: Ílio, ligamento inguinal, fáscia lombar e cartilagem das costelas
 Inserção: Púbis, linha alba e processo xifoide do esterno
 Ação: comprime o abdome

6. MÚSCULOS INFERIORES

Músculos das pernas

A musculatura anterior da coxa é quase inteiramente composta pelo quadríceps.


Esse músculo é formado por quatro massas carnosas (ventres musculares), individualmente
conhecidas como músculos vasto medial, vasto lateral, crural e reto anterior. O primeiro, que
é extensor da perna, corresponde à massa muscular mais interna da coxa- Origina-se no
ângulo posterior do eixo do fêmur e dirige-se à rótula e ao tendão do músculo reto anterior.
O vasto lateral parte de uma protuberância (diálise lateral) do remir e termina
inserindo-se na rótula e no tendão do músculo reto anterior. É extensor da perna, na altura da
articulação do joelho. O músculo crural nasce da face medial do fêmur e termina também se
inserindo na rótula e no tendão do músculo reto anterior. É, fundamentalmente, um extensor
da perna. O reto anterior tem duas porções: a longa inicia-se numa protuberância do íleo; a
curta, na borda da articulação coxofemoral; a inserção inferior das duas porções dá-se na
margem superior da rótula. O reto anterior é extensor da perna, na articulação do joelho. Na
porção posterior da coxa, destacam-se três músculos: o semigendinoso, o semimembranoso e
o bíceps crural.
O primeiro origina-se da superfície interna da protuberância do ísquio (porção
inferodorsal do osso ilíaco). Sua ação inclui o movimento do fêmur para trás, sua rotação
interna, na altura dos quadris, e a rotação interna da perna, na articulação do joelho.
O músculo semimembranoso origina-se da tuberosidade do ísquio e da protuberância
interna do fémur, estendendo-se até a tíbia, até a protuberância externa e inferior do fêmur e
até a cápsula da articulação do joelho. Sua ação flete a tíbia na articulação do joelho, gira-a
para dentro, flexiona o fêmur na articulação do quadril e faz sua rotação interna.
O bíceps crural, como o nome indica, tem duas porções. A curta origina-se na parte
dorsal superior do fêmur e estende-se até a cabeça do perônio (ou fíbula); promove a flexão
do joelho e gira a perna externamente. A porção longa inicia-se no ísquio e prossegue até a
protuberância externa superior da tíbia; movimenta o fêmur para trás, com rotação interna, e é
também responsável pela flexão da perna, com rotação externa, na junção do joelho.
Com a perna flexionada, as inserções dos tendões do semimembranoso e do bíceps são
claramente visíveis. A depressão que se forma entre elas é denominada cavidade poplítea.
A perna é a região dos membros inferiores que fica localizada entre o joelho e o
tornozelo, portanto os músculos que ali estão podem movimentar tanto a articulação do joelho
quanto a articulação do tornozelo, pois alguns deles são biarticulares (atravessam duas
articulações e fazem movimentos nestas duas articulações). A perna é dividida em 3
compartimentos: anterior, posterior e lateral. No compartimento anterior temos os
músculos tibial anterior, extensor longo dos dedos e extensor longo do
hálux; no compartimento posterior temos os músculos gastrocnêmio e sóleo (formando o
grupo muscular denominado tríceps sural), tibial osterior, flexor longo dos dedos e flexor
longo do hálux; e no compartimento lateral temos os músculos fibular longo, fibular
curto e fibular terceiro (este último é uma variação anatômica).

Tabela 8: Comprimento anterior da perna


Tabela 9: Comprimento posterior da perna

Tabela 10: Comprimento lateral da perna

7. MÚSCULOS DO PÉ

O pé é uma parte do corpo extremamente importante para o ser humano, até porque é
ele que sustenta o peso do corpo e auxilia para o deslocamento do mesmo.
Os músculos do pé podem ser chamados de músculos intrínsecos do pé ou ainda curtos
do pé. Estes se encontram no dorso e planta do pé. No dorso só existem dois músculos
intrínsecos, o extensor curto dos dedos e o extensor curto do hálux. Todos os outros são
plantares e são encontrados em camadas. A fáscia muscular no dorso do pé é bem fina, porém,
a fáscia muscular na plantar é bem espessa e resistente, formando a aponeurose plantar.
Esta estrutura é importante na manutenção dos arcos longitudinais do pé e na divisão da
musculatura plantar em compartimentos ou camadas.
O que é Distrofia muscular de Duchenne?
A distrofia muscular de Duchenne é uma doença hereditária (ligada ao
cromossomo X) e degenerativa. Apesar de ser passada simultaneamente pelo pai e pela mãe,
um a cada três casos da doença ocorre em decorrência de uma mutação genética.
Causas: é causada pela ausência de uma proteína essencial para os músculos. Sem essa
proteína, o músculo vai degenerando progressivamente.
Fatores de risco
Somente pessoas do sexo masculino costumam desenvolver a distrofia muscular de
Duchenne.
Sintomas de Distrofia muscular de Duchenne
Os sinais e sintomas da distrofia muscular de Duchenne aparecem primeiramente
quando a criança está aprendendo a andar. Os sintomas começam geralmente nas pernas e na
pelve, e ocorre em menor grau nos braços, pescoço e em outras partes do corpo. Confira:
 Quedas frequentes
 Dificuldade para levantar de uma posição deitada ou sentada
 Dificuldade com habilidades motores, como correr e saltar
 Andar cambaleante
 Grandes músculos da panturrilha
 Dificuldades de aprendizagem
 Fadiga
 Retardo mental
 Fraqueza que piora com o tempo.
A capacidade de andar em decorrência da distrofia muscular de Duchenne pode ser
perdida aos 12 anos de idade, devido à progressão rápida da doença.
REFERÊNCIAS

• Corpo Humano , Fundamentos De Anatomia E Fisiologia –Gerard J.


Torotra / Bryan Derrickson ;
• https://www.anatomiaonline.com/lingua > acessado dia 05/11/2018;
• Atlas da Anatomia e Saúde - Xavier Crespo /Nurua Curell/ Jordi
Curel;
• Anatomia para Colorir –John T. Hansen;
• https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-masseter >
acessado dia 05/11/2018 ;
• Fonte: https://anatomia-papel-e-caneta.com/musculos-da-cabeca-
mastigacao/> acessado dia 05/11/2018;
• Fonte: https://anatomia-papel-e-caneta.com/musculos-da-cabeca-
mastigacao > acessado dia 05/11/2018.