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VIVÊNCIAS EM

LITERATURA - ENSINO

MÉDIO









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VIVÊNCIA EM LITERATURA –
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

MARIA DO SOCORRO ROSAS




Apresentação

Prezados(as)alunos(as)

A disciplina que está sendo apresentada a vocês, intitulaͲse “Vivência em Literatura — Ensino
Fundamental e Médio”. Esse componente curricular, embora esteja compartimentado em um período
letivo,nestecaso,osétimo(VII),jávemsendo,decertaforma,objetodeestudodetodosvocêsemoutros
módulosdeensinoquecontemplamoestágiosupervisionado.
ConsiderandoͲse que, aproximadamente, nestes últimos dez anos, a perspectiva de ensino mais
veiculada, mais discutida, principalmente após a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais do
EnsinoFundamental(1998)edoEnsinoMédio(2000)estáorientadaparaumprocessodeconstruçãode
conhecimentos, as orientações para o ensino de LínguaPortuguesa/Literatura, também se voltam para a
vivência dessa proposta pedagógica. Dessa forma, neste modulo, estaremos, também, construindo
conhecimentos, quando contemplarmos conteúdos anteriormente discutidos em módulos de ensino
anteriores, trazendo à tona questionamentos bastantes pertinentes acerca do ensino da literatura na
EducaçãoBásicadeumamaneirageral.
Tais questionamentos serão objeto de discussões teóricoͲpráticas, tendo em vista que um dos
objetivos dessa disciplina é fazer com que, a partir de uma teoria literária apreendida, vocês possam
vivenciar a prática da leitura e da discussão do texto literário em sala de aula, refletindo acerca de
procedimentosmetodológicosdidaticamentemaisprodutivos.
Chamamos a atenção de vocês para o fato de que a “Vivência em Literatura, no Ensino
Fundamental e Médio” é um período de preparação para exercer a função de “ser professor”. Nesse
momento,oestudantedagraduaçãoemLetrasteráoportunidade,apósmantercontatocomaescolaonde
realizaráseuestágiodocência,deseinserirnocontextodesaladeaula,sobasupervisãodoprofessorou

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daprofessora,paracolocarempráticaatividadesdeleituradotextoliterário,adequadasacadaturma,a
cadaanodoEnsinoFundamentaloudoEnsinoMédio.
No que diz respeito às nossas vivências, ou seja, à organização e ao desenvolvimento da nossa
disciplina, será estabelecida, constantemente, não uma relação conhecimentos teórico literários X
aplicabilidadedessesconhecimentosemsaladeaula,massimumarelaçãoTeoriaePrática,vistoque,no
contexto das salas de aula,  vocês terão a oportunidade de iniciar o exercício da docência, por meio de
açõespedagógicascaracterizadascomoobservação,coͲparticipaçãoeatuaçãonocontextoescolar.
É por meio desta “vivência” que terão a oportunidade de conhecer a realidade social da escola,
campodeestágio,permanenteespaçode“articulaçãodoconhecimentoedaspessoasqueseapropriaram
dele” (BARBOSA, 2009, p. 27). A partir das nossas interações, momento em que serão veiculadas as
informações de cada campo de estágio, serão planejadas, conjuntamente, discutidas, elaboradas e
reelaboradasassequênciasdidáticas,adequadasacadasaladeaulaeintegradasapequenosprojetosde
leitura.
Assim,paraquepossamos“vivenciar”essasetapasdesseprocessodeestágio,foiorganizadaem
quatrounidades.

Unidade I – Considerações iniciais sobre o processo de estágio Ͳ Literatura — apresentação do
cronogramadeatividadesdoestágioeexplicaçõesacercadosdocumentosnecessáriosàoficializaçãodesse
processo;definiçãodocampodeestágio(escola(s));orientaçõesparaaelaboraçãodorelatóriofinal.
Unidade II Ͳ O texto literário no Ensino Fundamental — reflexões didáticoͲpedagógicas e orientações
acercadoensinodaLiteraturanoEnsinoFundamental.
UnidadeIIIͲOtextoliterárionoEnsinoMédio–reflexõesdidáticoͲpedagógicaseorientaçõesarespeito
doensinodaLiteraturanoEnsinoMédio.
UnidadeIV–Vivênciasdeprojetosdeleituradetextosliterários—Elaboraçãodepequenosprojetosde
leitura com as respectivas  sequências didáticas para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio,
contemplando o ensino da literatura, particularmente, a inserção do texto literário na sala de aula,  a
linguagemliterária,oletramentoliterárioeaformaçãodoleitorcrítico.








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UNIDADE I



CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O PROCESSO DE


ESTÁGIO - LITERATURA


OensinodaLiteraturanoEnsinoFundamentaleMédioéextremamenteimportante,pordiversas
razões.Umadelasépropiciarqueoalunovejaaliteraturacomolinguagem,comoinstituiçãoapartirda
qual ele possa descobrir mundos imaginários, sensibilidades humanas, expressões poéticas, valores e
comportamentos, através dos quais uma sociedade comunica e discute simbolicamente seus impasses,
seus desejos, suas utopias. Segundo a opinião de Lajolo (2001, p.106), a literatura exerce um papel
preponderante na formação do educando, porque este, para exercer de forma plena sua cidadania, “[...]
precisaapossarͲsedalinguagemliterária,alfabetizarͲsenela,tornarseuusuáriocompetente,mesmoque
nuncaváescreverumlivro:masporqueprecisalermuitos.”
Seguindo essas orientações, você, estudante do Curso de Letras, ao atuar como estagiário(a) em
uma unidade escolar, voltado(a) para o ensino da Literatura, deve construir significados especiais
originados em sua própria experiência de leitura. Precisa  compreender que cada aluno também detém
essas características individuais, à proporção que  o mundo da leitura lhe vai sendo apresentado. Nesse
sentido, a sua missão é angariar leitores, é persuadiͲlos a se tornarem parceiros do letramento literário.
Esse processo irá fazer vocês constatarem que cada aluno(a) construirá  sua própria história, a partir do
contatocomotextoliterário.
Nesse contexto, fazͲse necessário, também, cuidar para que determinadas práticas da leitura
patrocinadaspelaescolanãotiremdoeducandoapossibilidadedeumamaiorliberdadenaescolhadesuas
leituras,vistoquealeiturasósetornalivre,quandoserespeitaodireitodeescolhadoleitor.Ouseja,a
orientação dada pelo professor para a leitura de um determinado texto, pode provocar, pelo menos nos
momentos iniciais do processo de leitura, um estado de prazer ou de aversão por parte do aluno, em
relaçãoaotextoindicadopeloprofessor.
Para ilustrar as ideias apresentadas, sugerimos a leitura do fragmento do poema “A Flor e a
Náusea”(1987,p.6)deCarlosDrummonddeAndrade:

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rios de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
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ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
Garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Iniciando nossa leitura, fruto das nossas vivências e das pistas propiciadas pela relação
forma/significado/sentidomanifestadanotexto,podemosobservarqueestamosdiantedeumautilização
especialdalinguagem,aliterária.
Continuandoanossaleitura,observamosqueosversosdopoemanosremetamaumarealidade
doshomensedomundo,muitomaisprofundadoquearealidadeimediatamenteperceptíveletraduzida
no discurso comum das pessoas, porque o texto foi construído com uma linguagem própria do discurso
literário.
AolermosopoemadeDrumonnd,portanto,estabelecemosumarelaçãocomalinguagemliterária
e podemos constatar que esta repercute em nós, na medida em que nos revela emoções profundas,
coincidentescomasquenosidentificamoscomoseressociais.Oqueéimportante,nocasodestetexto,ou
de outros que possamos ler, é saber que a leitura deste, pode não provocar em um determinado leitor,
essa mesma emoção. Neste caso, chamamos a atenção para a noção de experiência, tão decantada no
ensinodeumamaneirageral.SegundoLarrosa(2004,p.163),aexperiência“éaquiloquenospassa,ounos
toca, ou nos acontece e, ao passar, nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está,
portanto,abertoasuaprópriatransformação.”

Esteé,porconseguinte,oobjetivodestadisciplina:fazercomquevocês,estudantesdeLetrasque,
pela própria natureza do curso, já  vivenciam o texto literário, seja inserido  no contexto escolar, com a
incumbênciadenãosóconhecerarealidadedesaladeaula,mastambémdecolocarempráticaoensino
da Literatura, bem como propiciar uma reflexão  acerca das questões didáticoͲpedagógicas que dizem
respeitoaoEnsinoFundamentaleaoEnsinoMédio,considerando,paratanto,asetapaspedagógicasde
observaçãoeintervenção,embasadasnoinstrumentalteóricoͲmetodológicodasdisciplinasanteriormente
ministradasnoCursodeLetrasaDistância.

Acargahoráriadadisciplinaéconstituídade60horas,distribuídasnasseguintesetapas:

1ª ETAPA: Primeiro contato com o ambiente escolar – Contextualização (12 horas: 06 no Ensino
Fundamentale06noEnsinoMédio)

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Contatocom
2ªETAPA:C maturma–O
Observação(14horas:06
6noEnsinoFFundamentale08noEnssinoMédio)
3ªETAPA:Iniciandoap ocência–Planejamento((16horas,incluindoplan
práticadado nejamentopaaraoEnsino
o
FundamenttaleMédio)
4ª ETAPA: Praticando a docência –
– Intervençãão (12 horass, aqui estão
o incluídas aas aulas min
nistradas no
o
EnsinoFund
damentalen
noEnsinoMéédio)
5ªETAPA:EElaboraçãod
doRelatórioFinal(06horras)

ATENÇ
ÇÃO!
To
odasasetapaasrealizadassem“Vivêncciaem
Litteratura”serrvirãocomoorientaçãoppara
elaaboraçãodooRelatórioFinaldadiscip
plina.
Neesterelatórioo,deverãoestarcontidassas
exxperiênciasvvivenciadasn
noEnsino
Fu
undamentaleenoEnsinoM Médio,duranteo
prrocessodeesstágio.


1ª ETAPA:: Primeiroo contato com
c o amb
biente esco
olar – Conntextualiza
ação

TrattaͲse da prim
meira visita que será feeita ao camp
po de estágiio, espaço d
destinado à sua atuação
o
comoestaggiário(a).Nesssemomento
o,algunsiten
nsdeverãoserlevadosemconsideraação:

x Conta
ato com a dirreção, corpo docente, disccente e administrativo.
x Conhecimento do projeto políttico-pedagóg
gico da escola
a (PPP) e do planejamentto da disciplin
na Literatura
a
(Enssino Médio).
x Conhecimento da operacionallização da disciplina
d (Ensino Médio):: carga horá
ária semanal,, número de
e
turm
mas por turno
os, número de es efetivos e pro
d professore p tempore..
x Conhecimento do perfil dos alu
unos.


Éim uevocêsobservemoutrrosaspectos deinteresseeparauma melhorinterraçãocomaa
mportantequ
comunidadeeescolar,taaiscomo:mo
odalidadesd
deensinoqu
ueasescolassoferecem, Fundamentaal,Médio,e,,
relacionadaas a essas duas
d modalidades, a Educação de Jovens e Adultos;
A currsos profissiionalizantes,,
programa Projovem
P e outros. Em que turnos a escola fu
unciona, quee projetos p
pedagógicos desenvolve..
Enfim, é im
mportante, taambém, quee saibam com
m que aluno
os irão interaagir. É necesssário que observem
o oss
blemas que envolvem a escola:  as diversas forrmas de violência. Por ffim, o conhe
outros prob ecimento do
o
ProjetoPolííticoPedagóggicoeodiaggnósticosocioeconômico
odaescolaondeseráreaalizadooestáágio.

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Essaaprimeiraettapadoproccessodeestágio,denom
minadadeco
ontextualizaçção,émuito importante,,
considerand
doͲse que, sem
s esse peerfil da esco ujeitos envolvidos no processo, não
ola e dos su o é possívell
realizarumtrabalhocom oapráticadadocência.
mseriedade,responsabilidade,como


VAÇÃO:Acaaracterizaçããodocampo
OBSERV odeestágio
odeveráfazzerpartedo
orelatórioffinal.






2ª ETAPA:: Contato com


c a turm
ma – Obseervação

Apó
ósoprocesso ocampode estágio,com
odecontexttualizaçãodo maconsequeentedefiniçããodaescalaa
de horárioss e das classses delegadaas para o esttágio supervvisionado, vo
ocês passarãão a fazer paarte de umaa
turmadeEn
nsinoFundam
mentaledeumaturmadeEnsinoM
Médioepodeerãorealizaroacompanh
hamentodass
aulasdeLín
nguaPortugu
uesae,nestaasoensinod
daLiteraturaaministradassnessasduaasturmas.É nacondição
o
de“observaadores”que deverãoficaaratentos,n
nãosóàmettodologiacolocadaemp
práticanasalladeaula—
—
meramenteeexpositivao
oudialética —mastambémaoscon
nteúdosqueeestãosendo
otrabalhado
os,vistoquee
as aulas qu
ue irão prepaarar deverão
o estar inserridas no conteúdo progrramático quee está sendo
o vivenciado
o
porprofessoresealuno
osdecadasaala.
Outtras questõees também deverão
d ser observadas: a comuniccação entre professor/aluno no seu
u
cotidiano;aareceptividaadedosalunosparaaspropostasdo professor,b
bemcomoassoluçõesapresentadass
pelosprofessoresparao
osquestionaamentosediificuldadessurgidasemssaladeaula.
Apó
ósaetapadaaobservação oestabelecerrcontatocom
o,vocêsirão moprofesso
ordasalapaaradiscutiro
o
conteúdo a
a ser desenvvolvido na su
ua prática de
d docência, bem como os horárioss e a metodologia a serr
msuasaulas.
utilizadaem
No momento em
e forem elaaboradas as sequências didáticas, (p
planejamentto das aulas)), vocês não
o
devem esquecer de co
ontemplar a participação
o dos alunoss das salas de aula com
mo também não podem
m
esquecerdeeencaminhaaresseplaneejamentoparaosprofessoressupervvisores/avaliadoresdaintervenção.


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Observaação:Todassastarefasrrealizadas,referentesààobservaçãão,conteúdo,método,material
o,avaliação,resultados,deverãoconstarnore
didático elatóriofinaal.




3ª ETAPA:: Iniciandoo a prática


a da docênncia – Plannejamentoo

Estaabelecendo o convívio com a turm
ma, contato com o(a) professor(a)
p e definido o plano daa
disciplina, é
é o momento de vocês planejarem sua interven pondendo a uma sequência de oito
nção, corresp o
aulas,dependendodon
nível(Fundam
mentalouM
Médio).

unsitensnão
Algu odevemseresquecidosnaelaboraçãão/planejam
mentodesuasaulas:
x O assunto abo
ordado é novvo para os allunos;
x D
Dosar o equilííbrio do conte
eúdo entre te
eoria e práticca;
x C
Como iniciar a aula. Por uma
u atividade
e ou por uma
a exposição tteórica?;
x H disponibilidade na escola
Há e de recursos
r didá
áticos? Bibliiotecas, xéro
ox, recursoss
audiovisuais etc.
e
x C
Considerando
o o tempo cro
onometrado da
d aula, que atividades p
poderão ser realizadas?;
r
x Será possível realizar ativvidades extra
aclasse?;
x Q avaliação
Que o é possível fazer?
f



Observaação:Osplaanosdeaulaa,cópiasdaasatividades,textosap
plicadoseavvaliaçõesde
evemser
anexadoosaotextodorelatório
ofinal.





4ª ETAPA:: Praticand
do a docênncia – Inteervenção

Nesstemomento
odaintervenção,vocês ministraram
masaulasplanejadassobaresponsaabilidadedee
um professsor supervisor/avaliado
or. TrataͲsee de um momento muito impo
ortante, po
ois terão a
a
responsabilidade de deesenvolver uma
u atividad
de em sala de
d aula, de resolverem os problem
mas que, porr
acaso,surgirem.Istosignificaque deverãoestardisponíve
eisparaodiáálogocomo
osalunos,de
everãoestarr
atentos parra ouviͲlos, quando
q man
nifestam o desejo
d de participar da aula,
a ou, apeenas, suas dúvidas, suass
dificuldadess.
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Voccês chegarão
o à escola como
c inician
ntes do exerrcício da doccência, na ccondição de estagiários,,
embora  alguns de vo
ocês já atueem como professores. Quer tenhaam ou não a prática da
d docência,,
chamamos a atenção de nte processo de autoavaaliação da prrática pedaggógica, tanto
d vocês parra o constan o
paraosqueejáatuamco
omoprofesso
ores,quanto
oparaosque
eestãoiniciaando.


5ª Etapa:: Elaboraçã
ão do Rela
atório Fina
al

omo“elaborraçãodorelaatóriofinal” comadescrriçãodetalhaadadetodass
Estaaetapa,caraacterizadaco
ncerraasatiividadesdo processodeestágio,denominado“V
asetapasanteriores,en VivênciaemLiteratura”..
Como vocês já vêm reaalizando relaatórios parciais em que constam an
notações significativas, nesta
n etapa,,
orelatório, nãoesqueceendoderegistrarconsid
concluirãoo deraçõesaceercadaexpeeriênciavivenciada,bem
m
como reflexxões sobre todo
t o processo de estáágio, além das
d contribuições da práática para su
ua formação
o
docente.

Observaação:Norellatóriofinal,deveráconstartodoo
orelatodaexecuçãodasaulas,
apresen
ntandoosreesultadosalcançadose/oujustificaandooquenãopodesserrealizadoo.





SUGESTÃ
ÃODELEITU
URA:
Sugestõe
esdeleituraa
LAJOLO.Marisa.Domundodaleituraparaaaleiturad
domundo.SãoPaulo:
Ática,1993.
AFILHO,Do
PROENÇA omício.Alin
nguagemlitterária.SãoPaulo:Ática,1987.











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UNIDADE II


O TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL




Sugerimosavocês,alunosͲestagiários,queoensinodaLiteraturanoEnsinoFundamentalsejamais
livre,noquedizrespeitoàescolhadotextoliterário.Noentanto,fazͲsenecessárioressaltarqueoprocesso
de letramento literário, colocado em prática por meio de atrativas estratégias pedagógicas para fazer o
alunovivenciaromundodaliteratura,nãodeveserpreteridoporesseestadodeliberdade.
Com isso, estaremos preparando os alunos do Ensino Fundamental e Médio para serem futuros
leitoresautônomos,competentesnassuasescolhasliterárias.Paraalcançaressesresultados,aorientação
dosprofessoresleitoreséimprescindível.
Seguindo essas orientações, apresentamos alguns procedimentos didáticoͲpedagógicos, com o
objetivodeorientáͲlosemsuaprática,nomomentodeministrarconteúdosbásicosdoensinodaLiteratura
nessessegmentosdeensino.

x Convivência com a literatura, de maneira lúdica, trazendo para a sala de aula material literário
diversificado, para que os alunos possam usufruir das possibilidades emocionais e estéticas próprias
do texto literário;
x Inserção de práticas de leitura de obras literárias, em diferentes momentos da vida escolar do aluno.
x Familiaridade com a linguagem literária, permitindo que os alunos investiguem os recursos próprios
dessa linguagem;
x condução da leitura literária com a perspectiva de transformá-la em um instrumento humanizador e
libertador das emoções humanas.

Lembramos que tais orientações podem ser redundantes ou extremamente necessárias,
dependendodocadacontextodesaladeaula.Portanto,nossoobjetivo,aosugerirtaisprocedimentosa
seremtrabalhados,considerandoarealidadeescolar,nãodevemservistoscomoumreceituário,massim
como pistas, para fazer com que a literatura possa ser vivenciada pelos alunos e não apenas observada
comoalgosacralizado,estranho.






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III UNIDA
U ADE

O TEXTO
T L
LITERÁR
RIO NO
O ENSIN
NO MÉD
DIO

Apaartirdodocu
umentoqueencaminhaasorientaçõ
õesdoensino
odaLiteratu
uraparaoEn
nsinoMédio,,
mosalgumasorientaçõesparaavivên
apresentam nciadoensin
nodaliteratu
ura.
A reeferência ao
o artigo 35d
da Lei de Dirretrizes e bases da educcação Nacion
nal (LDBEN) nº 93,94/96
6
inciso III (aprimoramen
nto do educando como pessoa hum
mana incluindo desenvo
olvimento daa autonomiaa
intelectual e do pensam
mento crítico) justifica a
a preocupaçção com o ensino
e da Litteratura que
e tem, entree
outras funçções, a de  permitir ao
o educando autonomia intelectual, competência e capacid
dade crítica,,
contribuind
dotambémp
paraasuaformaçãohum
manística.
A docência
d do ensino de Literatura deve ter co
omo um do
os princípioss, a constru
ução de um
m
letramento literário,ferrramentaim
mportantenaaformaçãod
doalunoͲleito.“Letrar”, literariamen
nte,significaa
fazer com que
q o educaando desenvvolva uma competência
c a para a leittura de diversos tipos de
d textos do
o
gêneroliterrário.
É im
mportante enfatizar quee o educando só terá, efetivamente
e e, experiênciia literária pela
p vivênciaa
literária,tan
ntoemsalad
deaulaquan
ntoforadasaladeaula.
 
Oriientaçõesgeerais,paraavvivênciadaliiteraturanaaescola.

a) Escolha de obras
o e auto
ores que farã
ão parte do “acervo
“ básicco” estabeleccendo, para este acervo,,
um processo
o de rotativid
dade, após trê
ês anos;
b) Construção compartilhad
da de projeto
os de leitura
a interdisciplinares, contemplando dife
erentes tiposs
de textos lite
erários.
c) Por se trata
ar do ensino
o da literatura, é essenccial o destaq
que para a LLiteratura Bra
asileira, não
o
apenas a que
q se referre à tradição
o literária, mas também
m a que dizz respeito às produçõess
contemporâneas, criando
o, assim, ace
esso a produçções literária
as de autores estrangeiross.

SUGESTÃ
ÃODELEITU
URA:
Comosuggestãodeleeituraparareflexãoaceercadaform
maçãodoeducando
noquedizrespeitoààsuahumanização,sugereͲseAnttônioCândido,emseu
ensaioOdireitoàlitteratura(19
995,p.54).



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UNIDADE IV



VIVÊNCIAS DE PROJETOS DE LEITURA DE TEXTOS LITERÁRIOS




Conforme ressaltamos, anteriormente, professores de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental
oudoEnsinoMédio,quandodãoauladeLiteratura,precisamtercompreensãodoquesejaoletramento
literário, ou seja, precisam construir, junto com seus alunos, um conhecimento que lhes possibilite fazer
diversosusosdogêneroliterário.Esseprocessodeconstruçãosocioculturalpoderácomeçarbemantesda
aprendizagem da leitura, enquanto processo de decodificação, e da escrita, enquanto processo de
construção de textos. Sua convivência com a Literatura poderá ser iniciada pela oralidade, ao ouvir
histórias, cordel, provérbios, cantorias e outros gêneros. Depois, na escola, quando domina a linguagem
alfabética,ouseja,quandolêeproduztextosescritos,esserepertóriocresceesediversifica,poisoaluno
teráoutrasexperiências,agora,comostextosimpressos:jornais,revistasetextosliterários.Aoestabelecer
uma interlocução com diversos gêneros textuais, incluindoͲse, nestes, o literário, o aluno caminhará em
buscadesuaautonomiadeleitor.
Nessa construção do alunoͲleitor, o processo de letramento literário tem um papel fundamental,
vistoquedirecionaoolhardoalunoparaasobrasliterárias.
No processo do letramento literário, alguns procedimentos são necessários: que o leitor crie
vínculos com a obra literária, e que, ao interpretáͲla, compartilhe essa experiência e as reflexões feitas
sobreotextolidocomoutrosinteressadosemdescobriraliteratura;aleituracompartilhadapermitequeo
alunoͲleitorconstruacoletivamenteosentidodotexto.
Nesse processo, os professores devem procurar criar possibilidades para a prática da leitura
literária,ouseja,devemfazercomqueessapráticasejaincentivada,entreoutrasestratégiasdidáticas,por
meiodeprojetosdeleitura,paraqueoalunoconstruacomautonomiaasuahistóriadeleitor.
DentrealgumasmetodologiasquecirculamcomopropostadetrabalhoparaoensinodaLiteratura
destacaͲse a de Rildo Cosson. Esse professor sugere a adoção de um “esquema” ou seja, de uma
metodologia para o ensino da leitura de textos literários que pode ser vivenciada em quatro etapas:
motivação,introdução,leituraeinterpretação.Namotivação,deveͲseprocurarestabelecer umeloentre
alunoetemaescolhidoparaoprojetodeleitura,criando,dessaforma,umaestratégiaparaoprocessode
leituradotextoliterário.Naintrodução,deveͲseprocederaumacontextualizaçãodaobraedo(a)autor(a),
depois dandoͲse início ao processo efetivo de leitura. Posteriormente, deverá ocorrer, de forma

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direcionadaaparaocontteúdo,asideeiasdotexto
olido,oproccessodeinteerpretação,llembrandoq
que,durantee
oprocesso deleitura,eesseprocesso
ojáocorre,p
poisquemlê
êdefato,já interpreta,jácompreendeoquefoii
lido.Nessa etapa,esse processose justificapo
orquepermitteodiálogo,,areflexão, asocializaçããodeideias,,
mento de reelações com
visando ao estabelecim m as experiê
ências particculares de ccada aluno, com outross
omoutrosco
mundos,co ontextos.

SUGESTÃODELEITURA:
COSSON,Rildo.Letraamentolite
erário: teoriaeprática.SãoPaulo:Contexto,
2006.



O leitor crrítico

Tan evem se tornar um centtro formado
nto a escola pública quaanto a escolaa privada de or de alunoss
competentees em leitura, que leiaam, entre outros
o eros textuaiss, o  literário, e comp
gêne pete a nós,,
professoress,desenvolveerestratégiaspedagógicaasqueajude
emnaconstrruçãodessah
habilidade.
Paraqueesseaalunosejaumleitorcom
mpetente,um
mleitordettextosliterários,énecesssárioqueo
o
professor reflita
r acercaa das diverssas concepçõ
ões de leitura, das estrratégias que,, ao ler, collocamos em
m
prática.Op nodescubraouniverso literário,dessenvolvendo
professordevvecriarexpeectativasparraqueoalun o
umainteraççãoentreautor/obra/leeitoreparaquefaçarefllexõessobreeasleiturasrrealizadas.
Nessse percurso
o de formaçãão de leitorees, as práticaas escolares devem oferrecer instrum
mentos paraa
uma imersãão nas obrass literárias, com
c o objetivo, entre outros, de formar um leitor crítico.  O professorr
onstitui umaa prática soccial e que o ato de ler eestabelece um
deve compreender quee a leitura co ma troca dee
valores,creenças,gostossqueperten
ncenãoapenasàinstân
nciadoleitorr,mastambématodou
umcontexto
o
socioculturaal.
Con
nsideramos,enfim,queaaênfasedadaàformação
odosujeitoleitoréocam
minhoparassechegarao
o
leitor crítico
o, sendo, taambém, um exercício de cidadania.. Mas para isso, fazͲse necessária uma práticaa
pedagógica eficiente, que
q dê supo
orte ao alun
no para realizar o esforçço intelectual de ler nãão só textoss
simples,maastambémteextosmaiscomplexos.


A formaçã
ão do leitoor

O ensino
e da Literatura devve priorizar o manuseio
o dos diverssos gêneros literários que já foram
m
discutidos nos
n móduloss anteriores (poéticos, dramáticos,
d ficcionais).
f P
Possibilitar o
o acesso a esse materiall
literário é também
t umma maneira de democraatizar uma produção
p ultural inacessível a algu
cu uns leitores,,
LETRAS|20
06



principalmentedaredepúblicadeensino,emrazãodarealidadesocialquedistanciaessesleitoresdeuma
produçãoliteráriamaisseletiva.
Entreosteóricosquetêmcomoobjetodeestudosostextosliterários,anteriormentereferidoem
outras disciplinas, está Bakhtin (1981). Este estudioso formula conceitos como os de “polifonia” e de
“dialogismo”, trazendo uma contribuição relevante para a compreensão do processo de leitura. A
contribuiçãodeBakhtinétambémesclarecedoranapráticadadocência,aoaboliraidéiadeumsignificado
únicoeproporumaleituraemqueseestabeleçaadisseminaçãodesentidosexpressapeladiversidadede
leitores.


Como formar o leitor crítico na escola



FormaroleitorcríticonaescolaéumdesafioparaoensinodaLiteratura.MunirͲsedeinstrumentos
para chegar até a obra, preocuparͲse com o gosto, não perder de vista a tradição literária constituem
caminhos a serem percorridos. Além desses procedimentos, tornaͲse importante refletir sobre que
métodosutilizarparaseterêxitonessatarefa.
Nesse percurso, é imprescindível motivar a leitura literária com atividades que despertem, em
criançasejovens,oprazerdaleitura.Aosesentirrespeitadoemsuascompetênciasdeleitoredecrítico,o
alunoiniciaráaconstruçãodoseuprópriosabere seconstituirácomoumleitorautônomo,nabusca de
outrasleiturasliterárias.


O professor como mediador na prática da leitura literária



A prática da docência no ensino da Literatura exige do professor a tarefa de ser antes de tudo
leitor. No exercício de sua função de mediador nas práticas escolares de leituras literárias, cabe ao
professor, a partir da escolha apropriada do material literário a ser trabalhado em sala de aula, criar
estratégiaseficientesepedagogicamenteprodutivasparaoaluno.
Para alcançar esses objetivos, o processo de ensino da literatura pode ser vinculado a  projetos
didáticosdeleituraliteráriaparaoEnsinoFundamentaleMédio.Nessesentido,cabeàinstituiçãoescolar,
colocar em prática a criação de salas de leitura, de ciranda de poesias, de jornais escolares, de espaços
reservadoàliteratura,alémdevisitasàsbibliotecaspúblicas,àslivrarias,àsfeirasdelivroetc.


O gênero poético
Dentreosgênerosliterários,oprofessordevedarumaatençãoparticularaoestudodapoesia,já
que o hábito de ler poemas está distante do interesse de leitura da comunidade escolar. Dar atenção à
LETRAS|207


poesiaseconstituiumaoportunidadeparaoeducandoemseuespaçoescolar;significainvestigarerefletir
sobre esse gênero literário. Vivenciar a leitura do texto poético , em sala de aula, além de um criterioso
processodeseleção,fazͲsenecessáriocolocarempráticaumconhecimentomaisespecializado,veiculado
peladisciplinaTeoriaLiterária.


Projetos de leitura – Procedimentos metodológicos



APedagogiadeProjetossurgiudanecessidadedetransformaçãodoespaçoescolaremespaçoreal
deinterações,relacionandooconhecimentoconstruídocomomeio,ondeosalunosvivem.Considerando
essa necessidade, o projeto, no nosso caso, relacionado ao processo de leitura, deve partir de uma
necessidadeinicial,ouseja,daescutadosalunos,dostemasconsideradosimportantes,preocupantesou
interessantes, todos relacionados com os conteúdos a serem trabalhados. De acordo com Hernández e
Ventura(1995,p.75),Todasascoisasquesepodemensinarpormeiodeprojetoscomeçamdeumadúvida
inicial.Nemtudopodeserensinadomedianteprojetos,mastudopodeseensinarcomoumprojeto.”

Umprojeto,parasercolocadoemprática,podeserorganizadoemformadesequênciasdidáticas.
Asequênciadidáticaéumprocedimentoorganizativodoensino,quepermitelevaremconta,aomesmo
tempo,edemaneiraintegrada,osconteúdosdeensino,osobjetivosdeaprendizagemeanecessidadede
variarossuportes,asatividades,osexercícioseasdominantesdasaulas(estudolingüístico,leitura,escrita,
etc.), de acordo com um calendário préͲfixado. Facilita o planejamento contínuo e a explicitação dos
objetivosdeaprendizagemparaosprópriosalunos.

Usar procedimentos metodológicos contemplados em uma “sequência didática” não é uma ação
novae,poressarazão,váriosestudiososdemetodologiasdeensinojásedebruçaramsobreesseconceito,
comoobjetivodeincorporáͲloàspráticaspedagógicas.

Otermo“sequênciadidática”começaaaparecer,noBrasil,nostextosdidáticos,apartirde1990
e,comapublicaçãodosParâmetrosCurricularesNacionais,em1997.Podendoserumdoscomponentes
metodológicos da Pedagogia de Projetos, as sequências didáticas passam a ser aplicadas/construídas a
/para orientar o estudo de textos literários ou não literários. Os parâmetros de língua portuguesa foram
escritos tendo como base teórica os estudos de uma corrente da linguística aplicada conhecida como
“interacionismo sócioͲdiscursivo” Entre seus principais representantes está  Bronckart e seu grupo de
pesquisadoresdaUniversidadedeGenebra(naSuíça).

Asequênciadidáticaparaoensinodosgênerosliterários,porexemplo,considerandoͲseospontos
devistadoprofessoredoaluno,podeobedeceràsseguintesetapas:
LETRAS|208



DO PONTO DE VISTA DO PROFESSOR DO PONTO DE VISTA DO ALUNO
1.Selecionarumgênerotextual,emfunçãodashabilidadesque
sequerdesenvolver.
2. Definir as condições de circulação social desse gênero, para 
planejar um conjunto de atividades que possibilitem transpor,
1. Compreender o porquê de estudar o gênero
para a situação de ensino do gênero, essas condições
selecionadopeloprofessor.
(“imitandoͲas”ou“ficcionalizandoͲas”).
3. Planejar as atividades e ordenáͲlas numa sequência que
possibilite aos alunos compreender os passos ou etapas da
produçãodotexto.
4.Explicitaraosalunososobjetivosdecadaetapa 2.Compreenderosobjetivosdecadaatividadeda
sequência, a fim de entender o porquê de sua
realização.
5.Negociarcomosalunosarealizaçãodasatividades 3. Realizar as atividades de acordo com as
instruçõesdoprofessor.
6.Avaliarosresultadosatingidos,explicitandoͲosaosalunos. 4. Participar da avaliação dos resultados das
atividadesrealizadas.
(Cf.http://www.institutoalgar.org.br/algareduca/upload/imagens/produto/documentos/sequencia%20didatica%20da%20infografia
_1510985144347.doc.Acessoem31dejulhode2009)

Oplanejamentodeatividadesparaumdeterminadoprojetodeleitura,formuladascombaseem
conceitos como intencionalidade, diálogo, deliberação e sistematização do conhecimento, visa à
formulaçãodacompetêncialeitoradosalunos.Apósaorganizaçãodasatividadesdeumprojetodeleitura
emtermosdesequênciasdidáticas,fazͲsenecessárioumpermanenteprocessodeavaliação,dasaçõesque
foram realizadas, tanto pelos alunos, quanto pelos professores. Quando esses procedimentos são
efetivados,háumamudançadecomportamento,ocorre,defato,aaprendizagem.

Umaopinião:Euacreditoemprojetos!Euacreditoemprofessoresquetêmprojetosparaaleitura,comoos
inúmerosprojetosqueestãocadastradosnositedoVivaLeitura,dotipo,“HoradaLeitura”,“Aformaçãodo
Leitor competente”, “Ler para Ser”, “Leitura como Ação Libertadora” etc. Certamente esses e quaisquer
outrosprojetosdeleiturasetornarãoeficientesàmedidaqueasatividadespropostassepreocuparemem
abordar o leitor de forma sedutora e renovarem permanentemente o desafio e o modo de interação. Do
contrário,cairãonarepetiçãoenodesestímulo!Ouseja,outravez,esbarramosnaquestãodaestratégiae
das ações que precisam ser reformuladas constantemente e contextualizadas! Mudou o público, pode não
funcionarmais!Mudouolugar,podenãodarmaiscerto!”

SISTO,Celso.Aliteraturafreqüentaaescola....Masquemcontaashistórias?In:PAROLIN,IsabelCristina(org.).
Souprofessor!:aformaçãodoprofessorformador.Curitiba:Ed.Positivo,2009,p.69Ͳ70.


LETRAS|209


Portanto, o trabalho do professor, ao elaborar uma sequência didática, deve levar em conta, de
forma integrada: o domínio do conhecimento, o conhecimento prévio do aluno, o papel a ser
desempenhado por ele mesmo, professor, e pelos seus alunos. Com essas condições, o processo de
construçãodeumasequênciadidáticapoderáocorrer,portanto,emumespaçomaisinterativo,noqualo
principal resultado a ser coletivamente alcançado deverá ser a conquista de um processo de leitura de
textosliteráriosmaiscompetenteemaissignificativa.




Referências

ANDRADE,CarlosDrummondde.“AFloreaNáusea”:1987.FALTACOMPLETARESSAREFERÊNCIA.

BAKHTIN(1981).Completaressareferência.ElacontemplaosconceitosdePolifoniaedeDialogismo?

BARBOSA,LauraMonteSerrat.Aescolaélugardegentequepensasobreoquefazefazoquepensa.In:PAROLIN,
IsabelCristina(org.).Souprofessor!:aformaçãodoprofessorformador.Curitiba:Ed.Positivo,2009.

BRASIL.SecretariadeEducaçãoFundamental.Parâmetroscurricularesnacionais:primeiro,segundo,terceiroequarto
ciclosdoensinofundamental:línguaportuguesa/SecretariadeEducaçãoFundamental.Brasília:MEC/SEF,1998.

BRASIL.ParâmetrosCurricularesNacionaisdoEnsinoMédio.MEC:2000.VERREFERÊNCIACOMPLETA

CÂNDIDO,Antônio,EnsaioOdireitoàliteratura.1995,p.54.FALTACOMPLETARESSAREFERÊNCIA.

COSSON,Rildo.Letramentoliterário:teoriaeprática.SãoPaulo:Contexto,2006.

HERNÁNDEZ, F. & VENTURA, M. A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho: o conhecimento é um
caleidoscópio.PortoAlegre:ArtesMédicas,1998.

LAJOLO,Marisa.Domundodaleituraparaaleituradomundo.SãoPaulo:Ática,1993.

LARROSA,J.linguagemeeducaçãodepoisdeBabel.Tradução:CynthiaFarina.BeloHorizonte:Autêntica,2004.

LeideDiretrizeseBasesdaEducaçãoNacional(LDBEN)nº93,94/96.

PROENÇAFILHO,Domício.Alinguagemliterária.SãoPaulo:Ática,1987.

SISTO,Celso.Aliteraturafrequentaaescola...Masquemcontaashistórias?In:PAROLIN,IsabelCristina(org.).Sou
professor!:aformaçãodoprofessorformador.Curitiba:Ed.Positivo,2009.

http://www.institutoalgar.org.br/algareduca/upload/imagens/produto/documentos/sequencia%20didatica%20da%2
0infografia_1510985144347.doc.Acessoem31dejulhode2009.

LETRAS|210