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SELEÇÃO COMPETITIVA INTERNA 2015/2016

Eu sei que, às vezes achamos difícil:


Controlar nossa língua.
Assumir nossos erros.
Quebrar o silêncio.
Pedir desculpas.
Esquecer a tristeza.
Acreditar nos sonhos.
Ter esperança.
Conter as lágrimas.
Soltar o riso.
-Mas acredite, quando temos Deus no coração
e acreditamos na Tua promessa,
tudo isso se torna tão pequeno...
Deka Rissi

DEPARTAMENTO DE ESCOLA DE GOVERNO

MÓDULO: LÍNGUA PORTUGUESA

NÍVEL: ENSINO MÉDIO


Dicas de interpretação de textos
01. Ler todo o texto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
03. Ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Marcar a resposta correta apenas quando for entregar a avaliação

Texto 1

Uma questão de interpretação

Havia certa vez, em certo reino, um mosteiro habitado por monges jovens e idosos, que passavam o
dia em preces, contemplações e estudos.
Um dia, um novo rei subiu ao trono e quis conhecer melhor seus domínios.
Ao passar pelo mosteiro, ficou maravilhado com os jardins e a paisagem do lugar. Imediatamente
cobiçou o mosteiro para si, já pensando em transformá-lo em residência de veraneio.
No entanto, não podia expulsar assim, sumariamente, os religiosos. Isso o indisporia com seus súditos
e ministros. Resolveu, então, conseguir o que queria de modo mais sutil.
Proclamou que desconfiava de que aqueles monges não tivessem, ali, a austeridade e a vida
dura necessárias para ampliar seus conhecimentos. Assim, seria melhor saírem de lá e mendigarem pelas
aldeias. Para comprovar que os monges eram ignorantes, promoveria um debate. Os monges poderiam
escolher um dentre eles para debater com o sumo sacerdote da corte. Se o sacerdote ganhasse o debate,
ficariam comprovadas as desconfianças do rei, e os monges seriam expulsos. Mas se, porventura, o
sacerdote viesse a reconhecer sua derrota, então os monges ganhariam o direito de habitar o monastério para
sempre.
Os monges tremeram ao saber da resolução do rei. O sumo sacerdote era famoso por seus
conhecimentos, sendo especialista em filosofia, teologia e todas as outras ciências da época. Convocaram
uma reunião e tentaram decidir quem seria o debatedor. Porém, nenhum dos monges se propunha a tão
difícil tarefa. A reunião estava num momento de impasse, quando o jardineiro do convento, um homem
muito simples, apresentou-se como voluntário. Houve um murmúrio de desaprovação, mas o monge
superior foi prático:
– Não temos voluntário algum. Isso quer dizer que, se não há outra saída, esta é a única saída.
E no dia marcado para o debate, o jardineiro, acompanhado por alguns monges, apresentou-se no
palácio, onde já o esperavam o rei, o sacerdote e todos os homens doutos e poderosos da corte.
Teve início o debate. O sacerdote prometera a si mesmo que derrotaria o adversário sem nem sequer
pronunciar uma palavra. Depois de olhá-lo com desprezo, apontou o dedo para cima. O jardineiro, sem se
perturbar, apontou o dedo para o chão.
O sacerdote pareceu ficar desconcertado. Mostrou-lhe então um dedo, diante de seu nariz. O jardineiro
não teve dúvidas: mostrou-lhe os cinco dedos, com a mão toda aberta.
O sacerdote titubeou. Com uma expressão de raiva e desespero, tirou do bolso uma laranja. O
jardineiro, muito tranquilo, tirou do bolso um pãozinho.
O sacerdote empalideceu e pediu ao rei que encerrasse o debate. Ele reconhecia a derrota e declarava
que nunca encontrara um oponente tão sábio.
O rei foi obrigado a cumprir sua palavra, e assinou o compromisso de que os monges conservariam o
monastério para sempre. Assim que os vencedores deixaram o palácio, todos se reuniram com o sacerdote,
querendo que ele explicasse, o que, afinal, tinha sido discutido.
– Quando apontei o dedo para cima – disse o sacerdote –, quis declarar que só a sabedoria dos céus é o
que conta neste mundo. Mas ele, apontando para a terra, rebateu dizendo que, embora não possamos
deixar de considerar os céus, somos homens e vivemos na terra. Então, mostrando-lhe um único dedo,
argumentei que somos frágeis, pois estamos sozinhos. E ele sabiamente me fez pensar que não, que estamos
cercados por outros homens, nossos irmãos. Finalmente, ao mostrar a laranja, rebati suas ideias, lembrando-
o de que a natureza é mais forte do que o homem, pois sabe criar coisas que ele jamais criaria. Foi aí que ele
me deu o golpe de misericórdia: ao mostrar-me o pão, lembrou-me de que o homem é capaz de conhecer e
modificar a natureza, criando obras que, sozinha, ela não pode fazer.
Todos ficaram estupefatos com a sabedoria revelada pelos monges.
Enquanto isso, no monastério, os monges se reuniam ao redor do jardineiro, que explicava:
– Foi muito simples. Quando ele apontou para cima, mostrando que ia chover, eu mostrei-lhe o chão,
dizendo que seria bom, pois a terra necessita de chuva. Depois ele me pareceu aborrecido e me mostrou um
calo no seu dedo. Querendo ser gentil, mostrei-lhe minha mão toda, para que ele visse que isso não tem
importância: eu tenho calos em todos os dedos! E quando ele tirou a laranja do bolso, pensei que fosse hora
do lanche e peguei meu pão.
PAMPLONA, Rosane. O homem que contava histórias. São Paulo: Brinque-Book, 2005. p.28-31.

1-``Proclamou que desconfiava de que aqueles monges não tivessem, ali, a austeridade e a vida
dura necessárias para ampliar seus conhecimentos. ``
A palavra abaixo que substitui a palavra destacada sem alterar o sentido do texto e

a. Felicidade
b. Gratidão
c. Seriedade
d. Humildade

2. “Houve um momento de desaprovação mas o monge superior foi prático:” O uso dos dois pontos na
frase acima pretende:

a. Introduzir uma explicação


b. Sintetizar o que foi dito
c. Introduzir a fala de uma personagem
d. Citar uma enumeração

3.“ Os monges tremeram ao saber da resolução do rei.” Todas as alternativas abaixo estão corretas, de
acordo com o texto, exceto:

a. Porque o sacerdote era famoso pela sabedoria.


b. Porque não tinham um representante à altura.
c. Porque julgavam que o jardineiro perderia o debate.
d. Porque o sumo sacerdote sabotaria o debate.

4. O que fez o sumo sacerdote perder o debate foi:


a. Sua inteligência
b. Sua perspicácia
c. Seu desprezo pelo adversário
d. Sua paciência

5. O jardineiro venceu seu adversário:

a. Pela simplicidade
b. Pela arrogância
c. Pelo desprezo
d. Pela inteligência
REGRAS DE ACENTUAÇÃO:

Faz-se necessário revisar alguns pontos gramaticais que nos ajudarão a compreender as regras da acentuação
gráfica da Língua Portuguesa.
Quanto à classificação da sílaba, as palavras podem ser:

• Átonas – quando não há ênfase na pronúncia de uma sílaba.


• Tônicas – quando há ênfase na pronúncia de uma sílaba.
Ex. A palavra “mato” tem duas sílabas: a primeira “ma” – é tônica; a segunda “to” – é átona.
Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras podem ser:
• Oxítonas – quando a sílaba forte encontra-se na última sílaba de uma palavra.
Ex. saci, funil, parabéns, café, calor, bombom.

• Paroxítonas – quando a sílaba forte encontra-se na penúltima sílaba.


Ex. escola, sossego, dormindo, amável.

• Proparoxítonas – quando a sílaba forte encontra-se na antepenúltima sílaba.


Ex. pêndulo, lâmpada, rápido, público, cômico.
Quanto à classificação dos encontros vocálicos:

• Ditongo: encontro de duas vogais numa só sílaba.


Ex. céu, véu, coi-sa, i-dei-a.

• Hiato: encontro de duas vogais em sílabas separadas.


Ex. fa-ís-ca, i-dei-a, pa-pa-gai-o, ba-i-nha.
* a palavra "ideia" possui ditongo E hiato.
Quanto ao número de sílabas, as palavras podem ser:

• Monossílabas – com apenas uma sílaba.


Ex. mau, mês, vi, um, só

• Dissílabas – com duas sílabas.


Ex. Ca-fé, Ca-sa, mui-to, li-vro, rou-pa, rit-mo

• Trissílabas – palavras com três sílabas.


Ex. Eu-ro-pa, cri-an-ça, ma-lu-co, tor-na-do

• Polissílabas – palavras com quatro ou mais sílabas.


Ex. Pa-ra-pei-to, es-tu-dan-te, u-ni-ver-si-da-de, la-bi-rin-ti-te.
As gramáticas costumam ainda classificar os monossílabos (palavras com apenas uma sílaba) em dois tipos:

• Monossílabo átono: palavras de uma sílaba fraca, ou seja, pronunciada sem ênfase.
Monossílabo tônico: palavras de uma sílaba tônica, ou seja, pronunciadas com ênfase, que podem
Segundo o Novo Acordo Ortográfico

QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA

1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em

“A”, “E”, “O”, "ÊM", "ÉM", "ÊNS", seguidas ou não de “S”, inclusive as formas verbais quando
seguidas de “LO(s)” ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos abertos,
como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S” Veja o quadro de exemplo:

Chá Mês nós


Gás Sapé cipó
Dará Café avós
Pará Vocês compôs
vatapá pontapés só
Aliás português robô
dá-lo vê-lo avó
recuperá-los Conhecê-los pô-los
guardá-la Fé compô-los
réis (moeda) Véu dói
méis céu mói
pastéis Chapéus anzóis
ninguém parabéns Jerusalém
Resumindo: Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que seja um caso de hiato.
Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí-lo” são acentuadas porque as vogais “i” e “u” estão
tônicas nestas palavras.

2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em:

• L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível. • ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
• N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. • I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.
• R – câncer, caráter, néctar, repórter. • ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.
• X – tórax, látex, ônix, fênix. • UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.
• PS – fórceps, Quéops, bíceps. • US – ânus, bônus, vírus, Vênus.
• Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.
Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes (semivogal+vogal):
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.

3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.

Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisântemo, público, pároco, proparoxítona.

QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS

4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando : Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.

IMPORTANTE
Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”, se todos são “i” e “u” tônicas,
portanto hiatos?
Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos de “ruim”, “cair” e “Raul”
formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente. Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando
naturalmente a sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.

6. Acento Diferencial O acento diferencial permanece nas palavras:

pôde (passado), pode (presente)


pôr (verbo), por (preposição)

Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do verbo está no singular ou plural:

SINGULAR PLURAL
Ele tem Eles têm
Ele vem Eles vêm

Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como: conter, manter, intervir, deter,
sobrevir, reter, etc

EXERCÍCIOS:

01. (UFF-RJ) Só numa série abaixo estão todas as palavras acentuadas corretamente. Assinale-a:

a) rápido, séde, côrte


b) ananás, ínterim, espécime
c) corôa, vatapá, automóvel
d) cometi, pêssegozinho, viúvo
e) lápis, raínha, côr
02. (PUCC-SP) Assinale a série em que todos os vocábulos estão escritos de acordo com as normas
vigentes de acentuação gráfica:

a) ítem, fi-lo, juri, córtex, íbero


b) luís, vírus, eletron, hífens, espírito
c) hiper, táxi, rúbrica, bênção, récorde
d) através, intuito, álbuns, varíola, sauna
e) dolar, zebu, ritmo, atrai-lo, bangalô

03. Identifique as regras de acentuação utilizadas nos vocábulos abaixo:

a) xícara
b) razão
c) hífen
d) parabéns

04. Escreva corretamente os sinais gráficos retirados de forma intencional das palavras dos textos
abaixo:

a) Inversoes linguísticas e estilo rebuscado podem ser itens valorizados na literatura. Na comunicaçao de
negocios, os excessos estilisticos se trasformam em ruido, atrapalhando a compreensao e distanciando o
leitor do emissor.

b) Nao deixe que fiquem duvidas. Muitas vezes essas duvidas sao criadas pela falta de precisao generica,
que tangencia os objetivos especificos da mensagem, mas nao os atinge.

05. Reescreva os vocábulos seguintes, corrigindo-os segundo as regras de acentuação gráfica


prescritas pelo novo Acordo Ortográfico:

panacéia, idéia, européia, alcatéia, estréio, epopéia, estóico, paranóico, heróico, heróico, alcalóide, andróide,
asteróide, apóio, jóias, bóia e tramóia.

06. (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de


acentuação gráfica:

a) terás / limpida
b) necessário / verás
c) dá-lhe / necessário
d) indêndio / também
e) extraordinário / incêndio

07. (UFJF-MG) As palavras se agrupam pela mesma regra de acentuação em:

a) é, só, até d) arrogância, inconsistência, mistério


b) também, através, aí e) arbitrária, água, transpô-la
c) involuntária, hermético, substituível
08. Assinalar a alternativa na qual a acentuação gráfica das palavras se justifique da mesma forma
que em 'glória', 'papéis', 'hermenêutica', respectivamente.

a) maiúscula, tríduo, rédea


b) estoico, obliquem, Bocaiúva
c) próton, tranquilo, saúde
d) órfão, constrói, pífano
e) réu, bilíngue, pégasus

09. (FGV-RJ) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas:

a) raiz, raízes, sai, apóio, Grajau


b) carretéis, funis, índio, hifens, atrás
c) juriti, ápto, âmbar, dificil, almoço
d) órfão, afável, cândido, catéter, Cristovão
e) chapéu, rainha, Bangú, fossil, conteúdo

10. (UFSCar-SP) Estas revistas que eles ... , ... artigos curtos e manchetes que todos ... .
c) leem - têm - veem
a) leem - tem - vêem d) lêem - têm - vêm
b) lêm - têem - vêm e) lêm - tem - vêem

11. (AMAN-RJ) Das palavras abaixo, uma admite duas formas de justificar o acento gráfico, por
enquadrar-se em duas regras de acentuação:

a) combustível d) países
b) está e) veículos
c) três

13. (UM-SP) Assinale a alternativa em que a acentuação da forma verbal está incorreta:

a) Os pais não veem graça nos atos dos filhos indisciplinados.


b) Toda sua conversa contém palavras ora de revolta, ora de ternura.
c) Nada me perturba a paz interna, nem mesmo quando a minha consciência me argúi.
d) Em quase todas as reuniões, os ministros retêm as reformas dos planos de ensino.
e) Seus atos inconscientes intervêm constantemente na minha tranquilidade.

14. (UM-SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as frases:

1) Normalmente ela não ... em casa.


2) Não sabíamos onde ... os discos.
3) De algum lugar ... essas ideias.
c) pára - por - provêem
a) pára - pôr - provém d) para - pôr – provêm (=provir)
b) para - pôr - proveem e) para - por - provém
15. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que completa corretamente as frases:

I. Cada qual faz como melhor lhe ( * )


II. O que ( * ) estes frascos.
III. Neste momento os teóricos ( * ) os conceitos.
IV. Eles ( * ) a casa do necessário.

a) convém, contêm, reveem, proveem


b) convém, contêm, revêem, provêm
c) convém, contém, revêem, provém
d) convêm, contém, revêem, proveem
e) convêm, contêm, reveem, provêem

Gabarito: 1-B 2-D 3- 4- 5- 6-E 7-D 8-D 9-B 10-C 11-E 13- C 14- D 15 – A

Hífen: Não precisa mais quebrar a cabeça: “uso hífen ou não”?

Regra Geral
A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som. Em “Helena”, não tem som; em "Hollywood”, tem
som de “R”. Portanto, não deve aparecer encostado em prefixos:

• pré-história • sub-hepático
• anti-higiênico • super-homem

Então, letras IGUAIS, SEPARA. Letras DIFERENTES, JUNTA.

Anti-inflamatório neoliberalismo
Supra-auricular extraoficial
Arqui-inimigo semicírculo
sub-bibliotecário superintendente

Quanto ao "R" e o "S", se o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá ser dobrada:

suprarrenal (supra+renal) ultrassonografia (ultra+sonografia)


minissaia antisséptico
contrarregra megassaia

Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se unem de jeito nenhum.

• Sub-reino ab-rogar sob-roda

ATENÇÃO! Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a regra geral: letras iguais,
SEPARA.

super-requintado super-realista inter-resistente


CONTINUAMOS A USAR O HÍFEN:
Diante dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“:
Ex-diretor, Ex-hospedeira, Sota-piloto, Soto-mestre, Vice-presidente , Vizo-rei

Diante de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE E ACENTO.

pós-tônico, pré-escolar, pré-natal, pró-labore


pró-africano, pró-europeu, pós-graduação

Diante de “pan-, circum-, quando juntos de vogais.


Pan-americano, circum-escola

OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da consoante “F”.

NOTA: Veja como fica estranha a pronúncia se não usarmos o hífen:

Exesposa, sotapiloto, panamericano, vicesuplente, circumescola.

ATENÇÃO!

Não se usa o hífen diante de “CO-, RE-, PRE” (SEM ACENTO)

Coordenar reedição reedição preestabelecer reescrever

O ideal para memorizar essas regras, lembre-se, é conhecer e usar pelo menos uma palavra de cada prefixo.
Quando bater a dúvida numa palavra, compare-a à palavra que você já sabe e escreva-a duas vezes: numa
você usa o hífen, na outra não. Qual a certa? Confie na sua memória! Uma delas vai te parecer mais familiar.

Bibliografia:
MEDEIROS, João Bosco. Português Instrumental. São Paulo, Atlas, 2009, p. 40-8.
O HOMEM E A GALINHA
Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. Chamou a mulher:
– Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
– Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava
pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
– Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló… Muito menos tomar sorvete!
– É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
– Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
– E se ela não botar mais ovos de ouro?
– Bota sim – o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
– Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho.
– E se ela não botar mais ovos de ouro?
– Bota sim – o marido respondeu.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o
marido disse:
– Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal!
– E se ela não botar mais ovos de ouro? – a mulher perguntou.
– Bota sim – o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava
um ovo de ouro. Uma dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.
(Ruth Rocha)

1) O texto recebe o título de O homem e a galinha. Por que a história recebe esse título?
a) Porque eles são os personagens principais da história narrada.
b) Porque eles representam, respectivamente, o bem e o mal na história.
c) Porque são os narradores da história.
d) Porque ambos são personagens famosos de outras histórias.
e) Porque representam a oposição homem-animal.

2) Qual das afirmativas a seguir não é correta em relação ao homem da fábula?


a) É um personagem preocupado com o corte de gastos.
b) Mostra ingratidão em relação à galinha.
c) Demonstra não ouvir as opiniões dos outros.
d) Identifica-se como autoritário em relação à mulher
e) Revela sua maldade nos maus-tratos em relação à galinha.

3) Qual das características a seguir pode ser atribuída à galinha

a) avareza b) conformismo c) ingratidão d) revolta e) hipocrisi


4) Era uma vez um homem que tinha uma galinha. De que outro modo poderia ser dita a frase
destacada?
a) Era uma vez uma galinha, que vivia com um homem.
b) Era uma vez um homem criador de galinhas.
c) Era uma vez um proprietário de uma galinha.
d) Era uma vez uma galinha que tinha uma propriedade.
e) Certa vez um homem criava uma galinha.

5) Era uma vez é uma expressão que indica tempo:

a) bem localizado b) determinado c) preciso d) indefinido e) bem antigo

6) A segunda frase do texto diz ao leitor que a galinha era uma galinha como as outras. Qual o
significado dessa frase?
a) A frase tenta enganar o leitor, dizendo algo que não é verdadeiro.
b) A frase mostra que era normal que as galinhas botassem ovos de ouro.
c) A frase indica que ela ainda não havia colocado ovos de ouro.
d) A frase mostra que essa história é de conteúdo fantástico.
e) A frase demonstra que o narrador nada conhecia de galinha.

7) O que faz a galinha ser diferente das demais?


a) Botar ovos todos os dias independentemente do que cofnia.
b) Oferecer diariamente ovos a seu patrão avarento.
c) Pôr ovos de ouro antes da época própria.
d) Botar ovos de ouro a partir de um dia determinado.
e) Ser bondosa, apesar de sofrer injustiças.

8) O homem ficou contente. O conteúdo dessa frase indica um (a):


a) causa b) modo c) explicação d) consequência e) comparação

9) A presença de travessões no texto indica:


a) a admiração da mulher
b) a surpresa do homem
c) a fala dos personagens
d) a autoridade do homem
e) a fala do narrador da história

10) Que elementos demonstram que a galinha passou a receber um bom tratamento, após botar o
primeiro ovo de ouro?
a) pão-de-ló / mingau / sorvete
b) milho / farelo / sorvete
c) mingau / sorvete / milho
d) sorvete / farelo / pão-de-ló
e) farelo / mingau / sorvete

11) Dizem, eu não sei… Quem é o responsável por essas palavras?


a) o homem b) a galinha c) o narrador d) a mulher e) o ovo
1-a, 2-e, 3-b, 4-c, 5-d, 6-c, 7-d, 8-d, 9-c, 10-a
Pontuação
O Mistério da Herança
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve tempo de fazer o seu testamento. Lembrou,
nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar
tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento sem nenhuma pontuação. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.'

Morreu, antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes. O objetivo deste exercício é que cada um dos grupos traga a fortuna
para o seu lado. Ou seja, a partir de agora, cada um dos grupos agirá como se fossem os advogados dos herdeiros. O grupo 1
representará o sobrinho. O grupo 2 representará a irmã. O grupo 3 deverá fazer com que o padeiro herde a riqueza. E, finalmente,
o grupo 4 deverá será responsável para a riqueza do falecido chegar apenas às mãos dos pobres.

Resposta:
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou
aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :


Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou
aos pobres.

3) O padeiro puxou a brasa pra sardinha dele:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada
dou aos pobres.

4) Então, chegaram os pobres da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais ! Será paga a conta do padeiro? Nada!
Dou aos pobres.

Os sinais de pontuação são usados para estruturar as frases escritas de forma lógica, a fim de que elas
tenham significado. A pontuação é tão importante na linguagem escrita quanto a entonação, os gestos, as
pausas e até o tom de voz, são na linguagem oral. Bem empregados, os sinais de pontuação são um grande
recurso expressivo:
"Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?" (Almeida Garret)
Mal colocados, no entanto, eles podem provocar confusão ou até mudar o sentido das frases:
Raquel não me respondeu. Quando a procurei, já era tarde.
Raquel não me respondeu quando a procurei. Já era tarde.
I. O ponto
O ponto (ou ponto final) é utilizado basicamente no final de uma frase declarativa:

"Não sou poeta e estou sem assunto." (Fernando Sabino)


Alguns gramáticos chamam de ponto final apenas o ponto que encerra uma sentença. Ao ponto
seguido por outras frases chamam de ponto simples. Além de finalizar um período, o ponto é utilizado em
abreviaturas (ponto abreviativo: etc., h., S. Paulo) e é muito usado quando apenas uma vírgula bastaria. É
um recurso estilístico:
"Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara."
(Graciliano Ramos)
2.Ponto-e-vírgula
O ponto-e-vírgula é usado basicamente quando se quer dar à frase a pausa e a entoação equivalentes ao
ponto, mas não se quer encerrar o período:
"A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados;
perdê-los equivalia a morrer."
(Machado de Assis)
· O ponto-e-vírgula também é utilizado para separar itens de uma enumeração:
O plano prevê:
a) internações;
b) exames médicos;
c) consultas com médicos credenciados.
3. Dois-pontos
Usam-se os dois-pontos, geralmente:
· Para introduzir uma explicação, um esclarecimento:
"Cada criatura humana traz duas almas consigo:
uma que olha de dentro para fora,
outra que olha de fora para dentro..."
(Machado de Assis)
· Para introduzir uma citação ou a fala do personagem:
O avô costuma resmungar:
"Quem sai aos seus, não degenera..."

4. Interrogação e exclamação
· O ponto de interrogação marca o fim de uma frase interrogativa direta:
Quem te deu licença?
· O ponto de exclamação marca o fim de frases optativas, imperativas ou exclamativas:
Como era lindo o meu país!
5. Reticências
As reticências interrompem a frase, marcando uma pausa longa, com entoação descendente. São usadas
basicamente:
· Para indicar uma hesitação, uma incerteza ou mesmo um prolongamento da idéia:
"Há um roer ali perto... Que é que estarão comendo?" (Dionélio Machado)
· Para sugerir ironia ou malícia:
"— Se ele até deixou a mulher que tinha, Sinhô.
É um fato. Estou bem informado... — e ria para
João Magalhães, lembrando Margot."
(Jorge Amado)
6. Aspas
As aspas são usadas para assinalar citações textuais e para indicar que um termo é gíria, estrangeirismo ou
que está sendo usado em sentido figurado:
O presidente afirmou em seu discurso: "Toda corrupção será combatida!"
Minha turma é "fissurada" nessa música.
7. Travessão e parênteses
São usados para esclarecer o significado de um termo:
Granada — último refúgio dos árabes — foi conquistada em 1492.
Granada (último refúgio dos árabes) foi conquistada em 1492.
Os dois sinais têm basicamente a mesma função, a diferença entre os dois está na entonação, mais pausada
no caso do travessão, além do caráter estilístico, mais objetivo no caso dos parênteses.
· Intercalar reflexões e comentários à seqüência da frase:
Mas agora — pela centésima vez o pensava — não podia admitir aquelas mesquinharias.
· O travessão também é usado em diálogos para marcar mudança de interlocutor:
"— Peri sente uma coisa.
— O quê?
— Não ter contas mais bonitas do que estas para dar-te."
(José de Alencar)
8. Vírgula
Quando usamos vírgula:
· Em enumerações, para separar os elementos que as compõem:
Machado de Assis foi contista, romancista, poeta, dramaturgo e crítico literário.
Nosso maior contista, romancista, poeta, dramaturgo e crítico literário foi Machado de Assis.
(geralmente, o último termo da enumeração vem separado pela conjunção e)
· Em intercalações, quando palavras ou expressões se interpõem entre o sujeito e o verbo; entre o
verbo e seus complementos (objetos) ou entre verbo e predicativo:
Os funcionários, a pedido do diretor,alteraram o horário.
Os funcionários alteraram, a pedido do diretor,o horário.
Os funcionários estavam, porém,conscientes de seus direitos.

· Para separar adjunto adverbial, sempre que ele seja extenso ou quando se quer destacá-lo:
Depois de inúmeras tentativas, desistiu.
Escove os dentes,sempre, e diga adeus às cáries!
· Para isolar o predicativo quando não for antecedido por verbo de ligação:
Furioso, levantou-se.
· Para isolar aposto:
A minha avó, Maria, era suíça.
Para isolar o vocativo:
Estamos de férias, pessoal !
· Para marcar elipse do verbo:
Sua palavra é a verdade; a minha, a lei.

· Para separar orações coordenadas, exceto as iniciadas pela conjunção e:


"Sei que ele andou falando em castigo,mas ninguém se impressionou."
(José J. Veiga)
"Quis retroceder, agarrou-se a um armário, cambaleou resistindo
ainda e estendeu os braços até a coluna."
(Lygia Fagundes Telles)
Atenção: muitas vezes usa-se a vírgula antes de e, principalmente quando liga orações com sujeitos
distintos:
"Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali."(Graciliano Ramos)
· Para isolar orações adjetivas explicativas: Minha avó,que era francesa, não tolerava grosserias.
EXERCÍCIOS DE PONTUAÇÃO

a) Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades brasileiras, crescerão sempre...

b) No Brasil, a diferença social é motivo de constante preocupação.

c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.

d) Tenho esperanças, pois a situação econômica não demora a mudar.

e) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências serão tomadas.

2. Assinale a sequência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. Não
cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência:

Aos poucos .... a necessidade de mão-de-obra foi aumentando .... tornando-se necessária a abertura dos portos .... para
uma outra população de trabalhadores ..... os imigrantes.
a) O – ponto e vírgula – vírgula – vírgula

b) O – O – dois pontos – vírgula

c) vírgula, vírgula – O – dois pontos

d) vírgula – ponto e vírgula – O – dois pontos

e) vírgula – dois pontos – vírgula – vírgula

3. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. Não
havendo sinal, O indicará essa inexistência.
Na época da colonização ..... os negros e os indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram ..... indiscutivelmente
..... de forma diferente.
a) O – O – vírgula – vírgula

b) O – dois pontos – O – vírgula

c) O – dois pontos – vírgula – vírgula

d) vírgula – vírgula – O – O

e) vírgula – O – vírgula – vírgula

4. Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada:

a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário.

b) Ele, modestamente se retirou.

c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.

d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.

e) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes alemães.

5. “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”. Cabem no máximo:
a) 3 vírgulas d) 1 vírgula

b) 4 vírgulas e) 5 vírgulas

c) 2 vírgulas
6. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta:
a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó.

b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava risos, muxoxos, palavrões.

c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso os impeça de conservar
as suas roupas e o seu calçado.

d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC,
triturados soltos no ar.

e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena.

7. Das redações abaixo, assinale a que não está pontuada corretamente:

a) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado do concurso.

b) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do concurso.

c) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do concurso.

d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso, em fila.

e) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado do concurso.

8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação, assinale a letra que corresponde ao período de
pontuação correta:

a) Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a reunião ficou mais animada.

b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada.

c) Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a reunião ficou mais animada.

d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião, ficou mais animada.

e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou, mais animada.

9. a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu venho.


b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que eu venho.

c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que eu venho.

d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho.

e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que eu venho.

10. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio.

b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio.

c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio.

d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio.

e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio. 1-A 2-C 3-E 4-C 5-C 6-C 7-E 8-C 9-D 10-E
MAS / MAIS / MÁS

Mas é uma conjunção coordenativa adversativa. Dá sempre a idéia de oposição, de contrários.

Pode ser substituída por porém, no entanto, contudo, todavia, entretanto.

Ele estudou, mas não conseguiu boas notas.

Mais é pronome ou advérbio de intensidade. Tem por antônimo menos.

Nós fizemos mais coisas do que devíamos.

Más é o plural do adjetivo má (feminino de mau e contrário de boas).

As más notícias chegam depressa.

Complete com mas, más ou mais:

01. "Cada ser humano é único. É uma palavra de Deus que não (*) se repetirá." (Karl Adam)
02. Amanhã faremos (*) alguns exercícios.
03. O filme era bom, (*) mesmo assim ela não quis ir ao cinema comigo.
04. Não devemos concordar com idéias (*).
05. Não só é estudioso, (*) também é criativo.
06. "Quem deixa para depois o que pode fazer logo, perde o que nunca (*) encontrará: o tempo." (Coelho
Neto)

07. As (*) companhias acabam, quase sempre, por nos influenciar também.
08. "O amor não consiste em duas pessoas olharem uma para a outra, (*) em olharem juntas para a
mesma direção." (A. S. Exupery)
09. Quanto (*) ele treina, pior fica, (*), por incrível que pareça, ele não desanima!
10. “Quanto menos um homem pensa, tanto (*) ele fala." (Montesquieu)
11. "A coisa (*) bela do mundo consiste em ser útil ao próximo." (Sófocles)
12. Elas não eram tão (*) quanto se dizia.
13. "(*) vale ter amigos que tesouros amontoados." (Provérbio russo)
14. "O otimista não tem uma vida melhor do que o pessimista, (*) é (*) alegre." (Charlie Rivel)
15. "Estou cada vez (*) ateu. Não acredito em (*) nada, (*) não impeço que os outros acreditem, cada um
tem a sua religião. Eu só quero que me deixem é não ter nenhuma." (Eduardo Almeida Reis)
16. "Felicidade é miragem / perdida, além, no deserto... /

De longe seduz, (*) foge / se nós lhe chegamos perto." (Nidoval Reis)

17. "Se os economistas brasileiros se tornassem cantores, a música nada ganharia, (*) a economia estaria
salva." (Henrique Simonsen)
18. Tanto disseram as (*) línguas que acabaram por acreditar naquelas mentiras.
19. "O (*) forte é aquele que sabe dominar-se na hora da cólera." (Maomé)
20. "Quem é bom já nasce feito, / (*) não te enchas de vaidade, para ser um ser perfeito / há que aprender
humildade." (Cynira Antunes de Moura)
21. "Somos o que fazemos, (*) somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos." (Eduardo

Galeano)

22. "Pobre é como pneu: quanto (*) trabalha (*) liso fica. (Pára-choque de caminhão)
23. "Temos bastante religião para nos odiarmos, (*) não o suficiente para nos amarmos." (J.Swift)
24. Devido as (*) condições do tempo não sairemos hoje.
25. “Não está a felicidade em viver (*), (*) em viver bem.” (Pe. Antônio Vieira)
26. “Perdoar e esquecer é raro, (*) não impossível.” (Machado de Assis)

MAU/MAL
Mau é sempre um adjetivo (contrário de bom); refere-se, portanto, a um substantivo.

Ele era um mau aluno.

Mal pode ser:

* advérbio de modo (contrário de bem).

Alguns alunos estão se comportando mal.

* conjunção temporal (equivale a assim que).

Ele chegou, mal o dia raiou.

* substantivo (quando precedido de artigo ou de outro determinante).

O mal não tem remédio.

Ela foi atacada por um mal incurável.

Atividades:

1. Use mal ou mau para preencher corretamente as lacunas dos seguintes períodos:

a) Você agiu muito (*) por não repreender aquele (*) elemento.
b) Tenho a certeza absoluta de que não te quero (*) .
c) Agora é um (*) momento para se comprar dólares.
d) Trata-se de uma questão muito (*) resolvida.
e) Aquele povoado foi atacado por um (*) terrível.
f) "Lemos muito (*) o mundo, e dizemos depois que ele nos engana." (Tagore)
g) Antônio sempre foi um (*) elemento.
h) Na luta contra o (*), devemos nos lembrar de nosso Criador.
i) O (*) manifesta-se sob as mais variadas formas.
j) Era, sem dúvida, um (*) comerciante, pois nunca tinha um lucro razoável.
k) O rapaz sofria de um (*) incurável.
l) Dos (*) de nossa época, o pior é a violência.
m) Você não deve dar (*) exemplo.
n) Não deseje o (*) de seu próximo.
o) Os (*) costumes causam problemas.
p) Quanto a essas alternativas, é difícil dizer qual delas representa o (*) maior.

POR QUE / POR QUÊ / PORQUE / PORQUÊ


1. Usa-se por que:

a) nas frases interrogativas diretas ou indiretas:


Por que você se atrasou? Quero saber por que você se atrasou.

b) quando puder ser substituído por pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais:
Os problemas por que (pelos quais) passei ajudaram-me a crescer.

2. Usa-se por quê em fim de frases interrogativas diretas ou indiretas:

Você se atrasou por quê? Você se atrasou. Explique-me por quê

3. Usa-se porque nas respostas, explicações ou para introduzir uma finalidade:


Eu me atrasei porque o carro quebrou. Precisei ir porque estou atrasada.

Apresse-se porque não chegue atrasada.

4. Usa-se porquê quando for o substantivo equivalente a causa, motivo, razão:


O porquê de meu atraso foi a quebra do carro.

Reescreva as frases, substituindo o por POR QUÊ, ou PORQUE, ou, ainda, PORQUÊ

Não é porque certas coisas são difíceis que deixamos de ousar.


É por falta de ousadia que tais coisas são difíceis.
Sêneca – (filósofo romano, nascido em Córdoba - 4aC – 65)

1. A reforma da casa não foi terminada o seu proprietário ficou sem verba.
2. o arquiteto pediu demissão da firma?
3. Os que estudam aquele período histórico jamais compreenderam o de tanta violência.
4. Este empório foi fechado. ?
5. algumas pessoas discordam da mudança do padrão monetário no Brasil?
6. Jamais entenderemos o de tanta ambição.
7. Não se preocupe. Tenho certeza de que a situação você está passando é transitória.
8. Devemos respeitar as leis de trânsito elas são de fundamental importância para a segurança de
motoristas e pedestres.
9. Márcia mudou de profissão?
10. A professora ausentou-se da reunião. Você sabe ?
11. Quero saber o da sua decisão.
12. Ele viajou foi chamado para assinar um contrato.
13. Ele não viajou ?
14. Só eu sei as esquinas passei.
15. Desconheço os motivos a viagem foi adiada.
16. Gostaria de saber você não foi.
17. Se ele mentiu, eu queria saber .
18. Parou ?
19. parou?
20. Não sei ele não veio.
21. É um drama muitos estão passando.

'Há' ou 'a'?
Existem algumas palavras da nossa língua que só dão problema na hora de escrever. Isso acontece muito
com as palavras têm o mesmo som, mas escrita e significado diferentes.

Os exemplos de casos em que isso acontece são muitos, mas agora vamos nos concentrar numa duplinha que
nos atormenta: a diferença entre HÁ com agá e A sem agá.

A dica mais importante para entender a diferença entre eles é lembrar que HÁ com agá é verbo (forma do
verbo HAVER) e por isso pode ser substituído por outro verbo.

Assim, devemos escrever com agá:

“Há dúvidas na prova”.

Nesse caso, podemos substituir o HÁ pelo verbo existir: “Existem dúvidas na prova”.

Na frase “Há muito tempo não o vejo”, também é com agá, pois podemos dizer: “Faz tempo que não o
vejo”.

Já na frase “Estamos a dois minutos de casa”, o A deve ser escrito sem agá, pois não pode ser substituído
por um verbo. Não tem sentido dizer: "Estamos faz dois minutos de casa" ou "Estamos existem dois minutos
de casa".

Trata-se da preposição “A”. Podemos usar quando nos referimos à distância ou a tempo futuro:

“Estamos a vinte quilômetros do aeroporto”, “Ele chegará ao trabalho daqui a dez minutos”.

Exercícios:

Complete as frases com HÁ ou A:

1- “Diga ---- elas que estejam daqui----pouco-------porta da biblioteca”.

a) à, há, a b) a, há, à c) a, a, à d) à, a, a e) a, a, a
2- Complete com Há, a ou à:

1)Daqui ___ pouco rezaremos pelo sucesso da cirurgia.


2)Parece que foi ___ tão pouco tempo.
3)____ alguns anos, os vestibulares se constituíam de questões dissertativas.
4)____ bem pouco tempo, todos os vestibulares no Brasil constarão de questões subjetivas.
5)Ela chorava de medo ___ muitas horas e sempre ____ tardinha.

Respostas:
1.a – 2.há – 3.há – 4.a – 5.há/à

“Onde” e “Aonde”
“Onde” e “Aonde” indicam lugar, entretanto, não podem ser utilizados no mesmo contexto, pois indicam,
respectivamente, localização e movimento.

Os verbos que devem ser utilizados ao lado da palavra “onde” ou no contexto em que esse termo aparece
são os que indicam estado ou permanência. Veja alguns exemplos:

• Não sei onde estou.


• Moro na rua onde fica o SAMU.
• Onde coloquei o celular?

Aonde deve ser utilizado mas quando transmitir a ideia de movimento. Portanto, preste atenção aos verbos, pois os
que indicam movimento, tais como: ir, chegar, dirigir, entre outros, pedem o uso de “aonde”.

• Aonde você vai?


• Diga-me aonde levas esta mala?
• Eu não sei aonde você pretende chegar com essa história.
• O funcionário chegou em uma posição na empresa aonde nenhum outro chegou.
• Aonde eu vou, nem mesmo eu sei.
• Substitua os Asteriscos por Onde ou Aonde:
01 – ** essas medidas do governo vão nos levar?
02 – Não entendo ** ele estava com a cabeça.
03 – Dê ** você está falando?
04 – ** querem chegar com essas atitudes?
05 – ** se situa o Morumbi?
06 – ** pensa que vais.
07 – ** nos levará tamanha discussão.
08 – Até ** vai sua rebeldia.
09 – Não sei ** me apresentar, nem a quem me dirigir.
10 – ** acaba o mar e começa o céu.
11 – Não sei ** começar a procurar.
12 – Não sei ** ir.
13 – ** está seu orgulho?
14 – Irei ** quer que eu vá.

GABARITO
01 – Aonde 02 –onde . 03 – onde 04 – Aonde 05 – Onde 06 – Aonde 07 – Aonde 08 –aonde 09 –onde 10 – Onde 11 onde 12 –aonde 13 – Onde 14 –aonde

Química da digestão
Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Como não podemos tirar energia da luz do sol para viver, como
os vegetais, essa energia usada pelo nosso organismo vem das reações químicas que acontecem nas nossas células.
Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos fazendo e refazendo os materiais de
nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos, trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia
química gerada pelo nosso próprio organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos.
No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar, produzindo uma combustão, que é uma
reação química entre o combustível e o oxigênio do ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os
alimentos reagem com o oxigênio para produzir energia. No nosso corpo, os organismos são transformados nos seus
componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais fáceis de queimar. O processo se
faz através de um grande número de reações químicas que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e
acabam nos intestinos. As substâncias presentes nesses alimentos são decompostas pelos fermentos digestivos e se
transformam em substâncias orgânicas mais simples. Daí esses componentes são transportados pelo sangue até as
células. Tudo isso também consome energia.
A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química entre esses componentes mais
simples, que são o nosso combustível e o oxigênio do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem
chamas, que se faz dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas
verdadeiras usinas de energia.

1 - O texto afirma que o nosso corpo pode ser comparado a uma fábrica porque

a) reage quimicamente pela combustão.


b) move-se a base de gasolina ou álcool.
c) produz energia a partir dos alimentos.
d) utiliza oxigênio como combustível.
e) Funciona 22 horas por dia.

2 - “Tudo isso também consome energia” (3º parágrafo ) No trecho, a expressão em destaque se refere a

a) Fermentos digestivos.. b) combustíveis. c) reações químicas. d) usinas de energia. e) energia.


3 – Depois de processadas pelos fermentos digestivos, as substâncias são levadas para

a) a boca b) as células. c) o estômago. d) os intestinos. e) o esôfago.

4 - As mitocôndrias são essenciais para o funcionamento do nosso corpo porque são responsáveis por

a) digerir os alimentos. b) produzir energia. c) renovar as células. d) transportar o oxigênio.


e) limpar nosso sangue.

5 - Este texto pode ser considerado um artigo de divulgação científica porque apresenta:

a) explicação detalhada sobre um acontecimento recente.


b) expressões coloquiais para exemplificar o processo da digestão.
c) linguagem figurada para descrever o processo de combustão.
d) vocabulário técnico para explicar a química da digestão.
e) uma explicação muito complexa.

6 – O texto trata

a) da constituição do aparelho digestivo.


b) da digestão como fonte de energia.
c) dos cuidados para uma boa alimentação.
d) dos elementos que compõem o corpo humano.
e) do processo da degustação.

GABARITO:
1–C/2-C/3–B/4–B/5–D/6–B

Emprego e Função dos Pronomes Relativos


O estudo das orações subordinadas adjetivas está profundamente ligado ao emprego dos pronomes relativos.
Por isso, vamos aprofundar nosso conhecimento acerca desses pronomes.

1) Pronome Relativo QUE

O pronome relativo "que" pode ser usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no
plural.

Trouxe o documento que você pediu.

• Trouxe o documento
• Você pediu o documento (= que)

Eis o caderno de que preciso.

• Eis o caderno.
• Preciso do caderno (= de que)

Você é o professor que muitos querem ser.

• Você é o professor.
• Muitos querem ser o professor (= que)

Este é o animal por que fui atacado.


• Este é o animal.
• Fui atacado pelo animal (= por qu

2) Pronome Relativo QUEM

O pronome relativo "quem" refere-se a pessoas ou coisas personificadas, no singular ou no plural. É sempre
precedido de preposição. Observe os exemplos:

a) Clarice, a quem admiro muito, influenciou-me profundamente.


b) Este é o jogador a quem me refiro sempre.
c) Este é o jogador a quem sempre faço referência.
d) O médico por quem fomos assistidos é um dos mais renomados especialistas.
e) A mulher com quem ele mora é grega.

3) Pronome Relativo CUJO (s), CUJA (s)

"Cujo" e sua flexões equivalem a "de que", "do qual" (ou suas flexões "da qual", "dos quais", "das quais"),
"de quem". Estabelecem normalmente relação de posse entre o antecedente e o termo que especificam,
Veja:

Não consigo conviver com pessoas cujas aspirações sejam essencialmente materiais. (Não consigo
conviver com pessoas / As aspirações dessas pessoas são essencialmente materiais).

O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes anos da ditadura. (cuja leitura = a
leitura do livro)

Atenção:

Não utilize artigo definido depois do pronome cujo. São erradas construções como:

"A mulher cuja a casa foi invadida..." ou "O garoto, cujo o tio é professor..."

Forma correta: "cuja casa" ou "cujo tio".

4) Pronome Relativo O QUAL, OS QUAIS, A QUAL, AS QUAIS

"O qual"," a qual"," os quais" e "as quais" são usados com referência a pessoa ou coisa. Desempenham
as mesmas funções que o pronome "que"; seu uso, entretanto, é bem menos frequente e tem se limitado aos
casos em que é necessário para evitar ambiguidade.

Por Exemplo:

Existem dias e noites, às quais se dedica o repouso e a intimidade.

O uso de às quais permite deixar claro que nos estamos referindo apenas às noites. Se usássemos a que, não
poderíamos impor essa restrição. Observe esses dois exemplos:

a) Conhecemos uma das irmãs de Pedro, a qual trabalha na Alemanha.

Nesse caso, o relativo a qual também evita ambiguidade. Se fosse usado o relativo que, não seria possível
determinar quem trabalha na Alemanha.

b) Não deixo de cuidar da grama, sobre a qual às vezes gosto de um bom cochilo.
A preposição sobre, dissilábica, tende a exigir o relativo sob as formas " o / a qual", "os / as quais",
rejeitando a forma "que".

5) Pronome Relativo ONDE

Na língua culta, escrita ou falada, "onde" deve ser limitado aos casos em que há indicação de lugar físico,
espacial. Quando não houver essa indicação, deve-se preferir o uso de em que, no qual (e suas flexões na
qual, nos quais, nas quais) e nos casos da ideia de causa / efeito ou de conclusão.

Por Exemplo:

Quero uma cidade tranquila, onde possa passar alguns dias em paz.
Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência gratuita impera.

6) Pronome Relativo QUANTO, COMO, QUANDO

a) Quanto, quantos e quantas: são pronomes relativos que seguem os pronomes indefinidos "tudo",
"todos" ou "todas". Atuam principalmente como sujeito e objeto direto. Veja os exemplos:

Tente examinar todos quantos comparecerem ao consultório.


Comeu tudo quanto queria.

b) Como e quando: exprimem noções de modo e tempo, respectivamente. Atuam, portanto, como adjuntos
adverbiais de modo e de tempo. Exemplos:

É estranho o modo como ele me trata.


É a hora quando o sol começa a deitar-se.

Exercícios

1. Preencha as lacunas das frases seguintes com um pronome relativo adequado. Faça-o preceder de
uma preposição conveniente (não empregue o qual e variações).

a) Este é um preceito _____ convém obedecer.


b) O fim _____ visa o ensino é o progresso do homem.
c) A pessoa ____ qualidades me refiro acaba de chegar.
d) Desconheço os regulamentos ___ eles desobedeceram.
e) Este é o advogado _____ devemos pagar os honorários.
f) Consegui a posição ____ sempre aspirei.
g) Você é um amigo _______ lealdade não me esquecerei
jamais.
h) Você é uma pessoa _____ todos simpatizam.
i) O escritor _______ obra o professor fez referência é
modernista.
j) Concentro-me em projetos _____ execução é arrojada.

2. Aponte a opção que completa corretamente as frases abaixo:

1. Este é o garoto ____ pai fui professor.


2. Era uma grande árvore ___ sombra descansávamos.
3. Você é a pessoa ___ recorrerei.

a) de cujo – em cuja – a quem


b) cujo – em cuja – que
c) a cujo – da qual – com quem
d) cujo o – cuja – a quem
e) do qual – sobre a qual – para quem

3. Preencha com o pronome relativo adequado:


01. Vi a moça (…) tu gostas.
02. Vi o país (…) tu vais.
03. Vi o país (…) tu vens.
04. Vi o país (…) tu moras.
05. O modo (…) agiu foi sincero.
06. Tenho tudo (…) quero.
07. Vi a moça (…) tu amas.
08. Eis o livro (…) leitura gostei.
09. Falou tudo (…) quis.
10. Ela viu a mãe do aluno (…) ela gosta.

4. A respeito do emprego dos pronomes relativos, assinale a opção correta.


a) É correto colocar artigo após o pronome relativo cujo (cujo o mapa, por exemplo).
b) O relativo cujo expressa lugar, motivo pelo qual aparece no texto ligado ao substantivo mapa na
expressão "cujo mapa".
c) O pronome cujo é invariável, ou seja, não apresenta flexões de gênero e número.
d) O pronome relativo quem, assim como o relativo que, tanto pode referir-se a pessoas quanto a coisas em
geral.
e) O pronome relativo que admite ser substituído por o qual e suas flexões de gênero e número.

5. Assinale a alternativa que completa a frase:


“ O garoto ______ cobra picou, passa bem.”
a) a quem; b) cuja; c) o qual; d) em quem; e) cuja a;

Gabarito
1. a . A que / b. A que / c. A cujas / d. A que e. A quem / f. A que / g. De cuja / h. Com quem / i. A cuja
/ j. cuja
2. A.
3. 1. de que / da qual / de quem; 2. aonde / a que / ao qual; 3. donde / de onde / de que / do qual; 4. onde / em
que / no qual; 5. como; 6. quanto / que / o qual; 7 a quem / que / a qual; 8. de cuja; 9. quanto / que / o qual;
10. do qual / da qual.
4. E
5. A

Pronomes demonstrativos
Emprego dos pronomes demonstrativos em relação ao espaço

- Este(s), esta(s) e isto indicam o que está perto da pessoa que fala:

Ex: Este relógio de bolso que eu estou usando pertenceu ao meu avô.

- Esse(s), essa(s) e isso indicam o que está perto da pessoa com quem se fala:

Ex: Mamãe, passe-me essa revista que está perto de você.

- Aquele(s), aquela(s) e aquilo indicam o que está distante tanto da pessoa que fala quanto da pessoa com
quem se fala:

Ex: Olhem aquela casa!


Complete as lacunas com o pronome adequado:
1 – “_____ documento que tens à mão é importante, Pedrinho?
2 – “A estrada do mar, larga e oscilante _______ sim, o tentava.”
3 – “Na traseira do caminhão lia-se ________ frase: tristeza não paga dívida”.
4- “Cuidado, mergulhador, ________ animais são venenosos: a arraia miúda, o peixe-escorpião, a
medusa…”

a) Esse – essa – esta – estes b) Este – esta – esta – estes c) Este – esta – essa – esses
d) Esse – essa – essa – esses e) Este – esta – essa – estes

Os três pássaros do rei Herodes


(lenda)

Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.
Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:
– Para onde vais, Maria?
– Fugimos da maldade do rei Herodes, – respondeu ela.
Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou
assustado.
Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a
mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.
Finalmente, encontrou-se com uma cotovia, que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem,
escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.
Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos.
Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.
Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia.
– Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?
– Vi, sim – respondeu o pequenino pássaro – Foram por ali.
E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus
malvados perseguidores.
Deus castigou o pombo e a codorniz.
O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.
A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador
inexperiente.
E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.

1. O texto é uma lenda porque:


a) faz menção a uma passagem bíblica do Novo Testamento.
b) narra uma história fantasiosa transmitida pela tradição oral.
c) faz uma revelação importante.
d) está baseado num fato histórico, que realmente aconteceu.
e) os animais falam.

2. Com relação à expressão “Pela triste estrada de Belém”, podemos afirmar que:
a) a paisagem era deserta, sem árvores.
b) o autor estava triste quando escreveu o texto.
c) Maria estava angustiada e triste e, com isso, todo o ambiente parecia triste.
d) essa é uma pista que o narrador nos dá de que o desfecho será ruim.
e) o caminho era muito longo e assim deixava a impressão de tristeza.
3. Assinala o único item que NÃO se aplica nem ao pombo nem à codorniz:
a) covardia b) medo c) egoísmo d) coragem e) delação

4. A codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo. O exemplo da:


a) fuga b) mentira c) violência d) amizade e) delação

5. Assinala o item que caracteriza a cotovia:


a) solidária b) delatora c) orgulhosa d) esquiva e) sarcástica

6. Como castigo, a linda voz do pombo passou a ser um:


a) pio b) gorjeio c) latido d) uivo e) arrulho

7. De acordo com o texto, a cotovia canta:


a) na aurora b) de madrugada c) ao meio-dia d) ao anoitecer e) no pôr-do-sol

8. Assinala a alternativa em que NÃO há correspondência entre a explicação e a significação da palavra no


texto:
a) inteirada do perigo: cientificada do perigo
b) cerrado grupo de árvores: compacto grupo de árvores
c) com uma criança no regaço: com uma criança na garupa
d) não hesitou em seguir o exemplo: não titubeou em seguir o exemplo
e) cada dia que desponta: cada dia que surge

9. A cotovia deu aos perseguidores uma pista falsa porque:


a) era mentirosa.
b) queria se vingar das outras aves.
c) era inimiga de Herodes.
d) sabia que poderia ser punida por Deus.
e) queria salvar a Virgem Maria e o Menino Jesus.

RESPOSTAS:
1. B 2. C 3. D 4. E 5. A 6. E 7. A 8. C 9. E

Concordância Nominal

Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que
concordem em gênero e número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o
numeral e o pronome.

Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de
concordância verbal.

REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o
substantivo.

- A pequena criança é uma gracinha.


- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.

CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.

a) Um adjetivo após vários substantivos

1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.-
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais
próximo.

- Ela tem pai e mãe louros.


- Ela tem pai e mãe loura.

3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.

- O homem e o menino estavam perdidos.


- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.

b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos

1 - Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.

Comi delicioso almoço e sobremesa.


Provei deliciosa fruta e suco.

2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.

Estavam feridos o pai e os filhos.


Estava ferido o pai e os filhos.

c) Um substantivo e mais de um adjetivo

1- antecede todos os adjetivos com um artigo.

Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.

2- coloca o substantivo no plural.

Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.

d) Pronomes de tratamento

1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.

Vossa santidade esteve no Brasil.

e) Anexo, incluso, próprio, obrigado

1 - Concordam com o substantivo a que se referem.

As cartas estão anexas.


A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.

f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)

1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.

Renato advogou um e outro caso fáceis.


Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido

1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.

Canja é bom. / A canja é boa.


É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.

h) Muito, pouco, caro

1- Como adjetivos: seguem a regra geral.

Comi muitas frutas durante a viagem.


Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.

2- Como advérbios: são invariáveis.

Comi muito durante a viagem.


Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.

i) Mesmo, bastante

1- Como advérbios: invariáveis

Preciso mesmo da sua ajuda.


Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral.

Seus argumentos foram bastantes para me convencer.


Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta

1- Em todas as ocasiões são invariáveis.

Preciso de menos comida para perder peso.


Estamos alerta para com suas chamadas.

k) Tal Qual

1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o consequente.

As garotas são vaidosas tais qual a tia.


Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.

l) Possível 1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que
precede as expressões.

A mais possível das alternativas é a que você expôs.


Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.
m) Meio

1- Como advérbio: invariável.

Estou meio insegura.

2- Como numeral: segue a regra geral.

Comi meia laranja pela manhã.

n) Só

1- apenas, somente (advérbio): invariável.

Só consegui comprar uma passagem.

2- sozinho (adjetivo): variável.

Estiveram sós durante horas.

QUESTÕES

1 Quanto à concordância nominal, preencha as lacunas das frases:


(I) Era talvez meio-dia e …………………..quando fora preso.
(II) Decepção é …………………………para fortalecer o sentimento patriótico.
(III) Apesar da superpopulação do alojamento, havia acomodações………………………..para os homens.
(IV) Os documentos dos candidatos seguiram………………………. às fichas de inscrição.
(V) As fisionomias dos homens eram as mais desoladas …………………………..naquele cortejo.
a) meia – bom – bastantes – anexos – possíveis
b) meio – bom – bastantes – anexo – possíveis
c) meia – boa – bastante – anexo – possível]
d) meio – boa – bastante – anexos – possível
e) meia – bom – bastantes – anexo – possível

2 (PUC) Assinale a sequência que completa estes períodos:

1. Ela _________ disse que não iria.


2.Vão ________ os livros.
3.A moça estava _________ aborrecida.
4.É _________ muita atenção para atravessar a rua.
5.Nesta aula, estudam a terceira e a quarta ____ do primeiro grau.
a) mesmo anexos meia necessário série.
b) mesma anexos – meio necessária séries.
c) mesmo – anexo – meio necessário séries.
d) mesma anexos – meio necessário séries.
e) mesma – anexos – meia necessário séries.

3 UFSM) Considerando a concordância nominal, assinale a frase correta:

a) Ela mesmo confirmou a realização do encontro.


b) Foi muito criticado pelos jornais a reedição da obra.
c) Ela ficou meia preocupada com a notícia.
d) Muito obrigada, querido, falou me emocionada.
e) Anexo, remeto lhes nossas últimas fotografias.
4 (– Na ordem, preenchem corretamente as lacunas:

1. Justiça entre os homens é …


2. É … a entrada de pessoas estranhas.
3. A água gelada sempre é …

• a) necessário, proibida, gostosa.


• b) necessária, proibida, gostoso.
• c) necessário, proibida, gostoso.
• d) necessária, proibido, gostoso.
• e) necessário, proibido, gostosa.

5 Complete convenientemente com as palavras entre parênteses:

a- Essa bebida é __________. (bom)


b- Pimenta é __________ para tempero. (bom)
c- A entrada é _________. (proibido)
d- Entrada é __________. (proibido)
e- É meio-dia e __________. (meio)

6(FATEC) “É ………… discussão entre homens e mulheres ………… ao mesmo ideal, pois já se disse
………… vezes que da discussão, ainda que ………… acalorada, nasce a luz.”

• a) bom voltados bastantes meio


• b) bom voltadas bastante meia
• c) boa voltadas bastantes meio
• d) boa voltados bastante meia

7 CESPE – Centro de Seleção e de Promoção de Eventos – 2009

Ainda ____furiosa, mas com____ violência, proferia injúrias____ para escandalizar.

• a) meia – menas – bastantes


• b) meia – menos – bastante
• c) meio – menos – bastante
• d) meio – menos – bastantes
• e) meio – menas – bastantes

8 Prova: VUNESP – 2014 – Fundacentro – Assistente

Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal, segundo a norma-padrão.

• a) Os gritos de dona Irene ecoaram alto e deixaram as pessoas atentas


• b) Com o acontecido, dona Irene voltou para casa meia amedrontada
• c) Devido à violência, há menas pessoas andando nas ruas
• d) Dona Irene deu bastante gritos para chamar a atenção das pessoas
• e) Os ladrões, meio assustado, podem fazer coisas inimagináveis
09 Marque a alternativa cuja sequência preencha adequadamente as lacunas do seguinte período:

“Nós …………………. socorremos o rapaz e a moça …………., ……………

a)mesmos – bastante – machucados


b) mesmo – bastantes – machucados
c) mesmos – bastantes – machucados
d) mesmo – bastante – machucada.
e) mesmos – bastantes – machucada

10 Os cientistas encontraram ….. meios e fórmulas para realizar a experiência.

a) novo
b) nova
c) novos
d) novas

11 -“Ela ……. tomou conta do caixa”. “(…) a melancolia da paisagem está em nós …….

• a) mesmo – mesmas
• b) mesmo – mesmos
• c) mesma – mesma
• d) mesma – mesmos
• e) mesmo – mesmos

12 Entrada é ……………, mas a permanência é ………….

• a) permitida – proibida
• b) permitido – proibido
• c) permitida – proibido
• d) permitido – proibido
• e) permitido – proibida

13 – Aponte a alternativa em que a concordância está incorreta

• a) Seguem anexas as fotos solicitadas.


• b) As cartas seguirão em anexas.
• c) As cartas seguirão em anexo.
• d) Todos estavam presentes, menos as pessoas que deviam estar.
• e) Vinha com bolsos e mãos cheios de dinheiro.

14-Em que casos a forma entre parênteses deve ficar no singular?

• a) (Bastante) alunos vieram à aula..


• b) Seguem (anexo) os comprovantes solicitados.
• c) Eles (mesmo) admitiram que tudo não passou de farsa.
• d) Eles vestiam calças (cinza).
• e) Os brinquedos de madeira custam mais (barato).

Gabarito : 1 a 2 d 3 d 4 a 5 boa, bom, proibida, proibido, meia.


6 a 7 d 8 a 9 a 10 c 11 d 12 e 13 b 14 d
Alguns casos de Concordância Verbal
SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES QUE e QUEM

QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome relativo.

- Fui eu que falei. (eu falei)


- Fomos nós que falamos. (nós falamos)

QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na terceira pessoa do singular ou
concordará com o antecedente do pronome (pouco usado).

- Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou)

Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”, o verbo deve ir para o plural. Porém, alguns estudiosos e
escritores aceitam ou usam a concordância no singular.

- João foi um dos que saíram.

PRONOME DE TRATAMENTO
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele - eles).

- Vossa Alteza deve viajar.


- Vossas Altezas devem viajar.

DAR – BATER – SOAR (indicando horas)


Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos concordam normalmente com ele.

- O relógio deu onze horas.


- O Relógio: sujeito
Deu: concorda com o sujeito.

Quando não houver sujeito, o verbo concorda com as horas que passam a ser o sujeito da oração.

- Deram onze horas.


- Deram três horas no meu relógio.

SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES)

- O cardume escapou da rede.


- Os cardumes escaparam da rede.

Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito simples).

Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de complemento no plural, admitem-se duas
concordâncias:

1ª) verbo no singular ou no plural:

- O bando de passarinhos cantava no jardim. - O bando de passarinhos cantavam no jardim.


- Um grupo de professores acompanhou os estudantes. - Um grupo de professores acompanharam os
estudantes
HAVER – FAZER

"Haver" no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do
singular. É impessoal, ou seja, não admite sujeito.

"Fazer" quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e deverá ficar na terceira
pessoa do singular.

- Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe)


- Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer)
- Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido)

SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO


O verbo concordará com o indefinido.

- Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias.


- Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo.
- Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar.

PESSOAS DIFERENTES

O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª).

Eu e tu: nós
Eu e você: nós
Ela e eu: nós
Tu e ele: vós

- Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa prevalece)


- O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa prevalece)
- O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa prevalece)
- Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa prevalece)

Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua contemporânea , é preferível usar a 3ª
pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª.

- Tu e ele riam à beça.


- Em que língua tu e ele falavam?

Podemos também substituir o “tu” por “você”. - Você e ele: vocês

NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL


Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o verbo deverá concordar no plural.

- Os Andes ficam na América do Sul.

Se não houver artigo no plural, o verbo deverá concordar no singular.

- Santos fica em São Paulo.


- “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis.

Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a concordância ideológica com a palavra “obra”, que está
implícita na frase.

- “Os Lusíadas” imortalizou Camões.


Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular, o verbo fica no singular.

“Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa.

- Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor.

SER

O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”.

- Quem são os eleitos?


- Que seriam aqueles ruídos estranhos?
- Que são dois meses?
- Que são células?
- Quem foram os responsáveis?

Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou distância, deve concordar com a apalavra seguinte.

- É uma hora.
- São duas horas.
- São nove e quinze da noite.
- É um minuto para as três.
- Já são dez para uma.
- Da praia até a nossa casa, são cinco minutos.
- Hoje é ou são 14 de julho?

Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está expressa, a concordância é facultativa.

Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal, o verbo concordará com ele.

- Eu sou o chefe.
- Nós somos os responsáveis.
- Eu sou a diretora.

Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso, aquilo, o, tudo, o verbo “ser” concordará com o predicativo.

- Tudo são flores.


- Isso são lembranças de viagens.

Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”, “é bastante”, “é pouco”, “é suficiente” denotando
quantidade, distância, peso, etc ele ficará no singular.

- Oitocentos reais é muito.


- Cinco quilos é suficiente.

Exercicios

1. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses:

a) ________________os filhos e o pai…(chegou/chegaram)


b) Fomos nós que _______________ na questão.(tocou/tocamos)
c) Não serei eu quem _________________ o dinheiro.(recolherei/ recolherá)
d) Mais de um torcedor _______________________ estupidamente.(agrediu-se/agrediram-se)
e) O fazendeiro com os peões __________________ a cerca.(levantou/ levantaram)
2. Como no exercício anterior.
a) _____________ de haver algumas mudanças no seu governo. (há/ hão)
b) Sempre que ______________ alguns pedidos, procure atendê-los rapidamente. (houver/ houverem)
c) Pouco me _______________ as desculpas que ele chegar a dar. (importa/ importam)
d) Jamais ______________ tais pretensões por parte daquele funcionário. (existiu/ existiram)
e) Tudo estava calmo, como se não ________________ havido tantas reivindicações. (tivesse/ tivessem)

3. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses.


a) Espero que se _________________ as taxas de juro. (mantenha/ mantenham)
b) É importante que se _______________ outras soluções para o problema. (busque/ busquem)
c) Não se ______________ em pessoas que não nos olham nos olhos. (confia/confiam)
d) Hoje já não se __________________ deste modelo de carro. (gosta/ gostam)
e) A verdade é que ________________ certos pormenores pouco convincentes. (observou/observaram)

4. “Assim que ___dez horas no relógio da torre, dois velhos ______fechar a porta do casarão”.
a) soa, vêm b) soam, vem c) soam, vêm d) soa, veem

Gabarito

1-a) Chegaram b) tocamos c) recolherá d) agrediram-se e) levantaram

2 – a) Há b) houver c) importam d) existiram e) tivesse

3 – a) mantenham b) busque c) confia d) gosta e) observaram

4- C

SESSÃO DE HIPNOTISMO

(Fernando Sabino)

A dona da casa nos abriu a porta de mansinho, pediu silêncio com um dedo sobre os lábios e fez
sinal que entrássemos. Entramos, pé ante pé, já meio hipnotizados. Curvado sobre uma poltrona no
canto mais escuro da sala, o hipnotizador tentava adormecer uma jovem. Ao fundo, cinco ou seis
vitimas aguardavam a vez, uns muito sérios, outros contendo risos. Na poltrona a jovem nunca mais
que dormia e, já meio chateada, olhava o relógio de pulso que o hipnotizador segurava no ar.
“Você vai dormir… Suas pálpebras estão pesadas… Tudo vai desaparecendo” – insistia ele, com
voz macia, mas acabou ordenando: “Feche os olhos.” A jovem fechou. Com a mão ele fez sinal que
nos aproximássemos. “Levante o braço”. A moça levantou. “Agora você não pode abaixar o braço”.
Voltou-se para nós: “Viram? Ela está dormindo. Não consegue abaixar o braço. Se tentar, encontra
resistência.” Ouvindo isto, a bela adormecida abaixou o braço imediatamente, não encontrando
resistência nenhuma.
“Bem”, prosseguiu o homem, “às vezes a pessoa fica assim, meio rebelde. Obedece direitinho,
mas ao contrário.” Aproximou-se de novo da poltrona: “Agora”, sussurrou para ela, “preste bem
atenção: você queria parar de roer unha, não é? Pois bem: quando acordar, nunca mais vai roer unha.
Vai ter consciência de que é um hábito muito feio, desagradável. E pronto: quando eu contar até três,
pode acordar.”
No que ele disse “um” a moça se ergueu da poltrona, lépida e satisfeita. “Você dormiu mesmo?”
perguntamos, impressionados. “Como é que vocês queriam que eu dormisse, com ele falando o
tempo todo no meu ouvido?” Concordamos em que ela fizera muito mal em abaixar o braço: “Muito
feio isso, desobedecer o homem dessa maneira.” Ela ergueu os ombros: “Tanta coisa só para me
dizer que roer unha é muito desagradável. Essa não!” E afastou-se, roendo as unhas.
Marque com um “x” o sinônimo da palavra ou expressão sublinhada.

1. Em: “A dona da casa nos abriu a porta de mansinho…” (parág. 1) a expressão sublinhada pode ser
substituída por:

a.( ) com receio b.( ) curiosamente c.( ) levemente d. ( ) timidamente

2. Na frase: “Entramos, pé ante pé, já meio hipnotizados…” (parág. 1) a expressão sublinhada significa:

a.( ) cautelosamente b.( ) ligeiramente c.( ) distraídamente d.( ) atentamente

3. Em: “Curvado sobre uma poltrona no canto mais escuro da sala…” (parág. 1) a palavra sublinhada
significa:

a.( ) dobrado b.( ) voltado c.( ) ajoelhado d.( ) envergado

4. Em: “Tudo vai desaparecendo – insistia ele.” (parág. 2) a palavra sublinhada significa:

a.( ) continuava dizendo b.( ) continuava perguntando


c.( ) continuava mostrando d.( ) continuava observando

5. Na frase: “Se tentar encontra resistência.” (parág. 2) a palavra sublinhada tem o mesmo significado que em:

a.( ) A resistência do atleta aumentou com os treinos.


b.( ) Tentou abrir a porta, mas encontrou resistência.
c.( ) O material usado na casa tem muita resistência.
d.( ) A causa do incêndio foi a queima da resistência elétrica.

6. Em: “…às vezes a pessoa fica assim meio rebelde.” (parág. 3) a palavra sublinhada significa:

a.( ) revoltada b.( ) teimosa c.( ) antipática d.( ) exagerada

7. Em: “…sussurrou para ela…” (parág. 3) a palavra sublinhada significa:

a.( ) segredou b.( ) exclamou c.( ) comentou d.( ) ordenou

8. Na frase: “Vai ter consciência de que é um hábito muito feio,…” (parág. 3), a palavra sublinhada
significa:

a.( ) noção b.( ) senso de responsabilidade c.( ) cuidado d.( ) razão

9. Em: “ … perguntamos impressionados…” (parág. 4), a palavra sublinhada significa:

a.( ) curiosos b.( ) perturbados c.( ) deslocados d.( ) arrepiados

10. Em: “Concordamos em que ela fizera muito mal em abaixar o braço…” (parág. 4), a palavra sublinhada
tem o mesmo significado que em:

a. ( ) Todos concordaram em que foram muitos os culpados do desastre.


b. ( ) Ela concorda seus gastos com seu salário.
c. ( ) Os sapatos não concordavam com o vestido.
d. ( ) Os irmãos estavam brigados, mas agora, concordaram as opiniões.
11. Nesta crônica, o narrador conta-nos que a dona da casa pediu silêncio com um dedo sobre os lábios. Isso
significa que, para comunicar-se, ela utilizou:

11. No trecho: “Ao fundo cinco ou seis vítimas aguardavam a vez…” (parág. 1), a palavra sublinhada refere-
se às pessoas que aguardavam a vez de serem hipnotizadas. Usando esta palavra, o narrador está sendo:

a. ( ) realista b. ( ) pessimista c.( ) irônico d. ( ) otimista

12. Na frase: “Ouvindo isto, a bela adormecida abaixou o braço imediatamente, não encontrando
resistência nenhuma.” (parág. 2), a expressão sublinhada refere-se:

a. ( ) à moça que está sendo hipnotizada


b. ( ) a uma personagem de um conto infantil
c. ( ) à moça que abriu a porta
d. ( ) a uma moça que adormeceu esperando a vez de ser hipnotizada

13. Ao dizer: “… às vezes a pessoa fica assim, meio rebelde. Obedece tudo direitinho, mas ao contrário.”
(parág. 3), o hipnotizador quer:

a. ( ) criticar a rebeldia da moça


b. ( ) brincar com as pessoas presentes
c. ( ) justificar a sua incompetência
d. ( ) desculpar a atitude da moça

GABARITO
1.C 2.A 3.D 4.A 5.B 6.B 7.A 8.A 9.B 10.A 11.C 12.A 13.C

Regência Verbal
O estudo da regência verbal nos ajuda a escrever melhor.

Quanto à regência verbal, os verbos podem ser:

- Transitivo direto
- Transitivo indireto
- Transitivo direto e indireto
- Intransitivo

ASPIRAR

O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.

Transitivo direto: quando significa “sorver”, “tragar”, “inspirar” e exige complemento sem preposição.
- Ele aspirou o perfume da amada.
- Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo.

Transitivo indireto: quando significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição “a”.
- Raul aspirava a uma posição de destaque na empresa.
- Ele sempre aspirou a esse cargo.

Obs: Quando é transitivo indireto não admite a substituição pelos pronomes lhe(s). Devemos substituir por “a ele(s)”,
“a ela(s)”.

- Aspiras a este cargo?


- Sim, aspiro a ele. (e não “aspiro-lhe”).
ASSISTIR
O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo direto e intransitivo.

Transitivo indireto: quando significa “ver”, “presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige complemento com a
preposição “a”.
- Assisti a um filme. (ver)
- Ele assistiu ao jogo.
- Este direito assiste aos alunos. (caber)

Transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar” e exige complemento sem preposição.
- O médico assiste o ferido. (cuida)

Obs: Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado com a preposição “a”.
- Assistir ao paciente.

Intransitivo: quando significa “morar” exige a preposição “em”.

- O papa assiste no Vaticano. (no: em + o)


- Eu assisto no Rio de Janeiro.

“No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar.

CHAMAR

Transitivo direto, quando significar convocar.


- Chamei todos os sócios, para participarem da reunião.

Transitivo indireto, com a preposição POR, quando significar invocar.


- Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu.

Transitivo direto e indireto, com a preposição A, quando significar repreender.


- Chamei o menino à atenção, pois estava conversando durante a aula.
- Chamei-o à atenção.

A expressão "chamar a atenção de alguém" não significa repreender, e sim fazer se notado (O cartaz chamava a
atenção de todos que por ali passavam)

* Pode ser transitivo direto ou indireto, com a preposição A, quando significar dar qualidade. A qualidade (predicativo
do objeto) pode vir precedida da preposição DE, ou não.

- Chamaram-no irresponsável.
- Chamaram-no de irresponsável.
- Chamaram-lhe irresponsável.
- Chamaram-lhe de irresponsável.

VISAR

Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição).
Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto.

- O funcionário já visou todos os cheques. (dar visto)


- O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar)

Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”.

- Muitos visavam ao cargo.


- Ele visa ao poder.

Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá ser substituído por a ele(s), a ela(s). Ou seja, não se diz: viso-lhe.

Obs: Quando o verbo “visar” é seguido por um infinitivo, a preposição é geralmente omitida.

- Ele visava atingir o posto de comando.

ESQUECER – LEMBRAR

- Lembrar algo – esquecer algo


- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja exigem complemento sem preposição.

- Ele esqueceu o livro.

No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos.

- Ele se esqueceu do caderno.


- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

PREFERIR

É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto indireto
(complemento com preposição)

- Prefiro futebol a teatro.


- Prefiro passear a ver TV.

Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”.

SIMPATIZAR e ANTiPATIZAR

Ambos são transitivos indiretos e exigem a preposição “com”.

- Não simpatizei com os alunos.


- Antipatizei com meu vizinho.

QUERER

Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto ( no sentido de “ter afeto”, “estimar”).

- A criança quer brincar.


- Quero a meus pais.
NAMORAR

É transitivo direto, ou seja, não admite preposição.


- Mariana namora Jonas.

Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER e DESOBEDECER

É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer/desobedecer a).

- Devemos obedecer aos pais.


- Desobedeceu à mãe.

Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva.

- A fila não foi obedecida.


- A regra foi desobedecida.

VER

É transitivo direto, ou seja, não exige preposição.

- Ele viu o filme.

AGRADAR

No sentido de acariciar ou contentar (pede objeto direto - não tem preposição).

- Agrado minhas filhas o dia inteiro.

- Para agradar o pai, ficou em casa naquele dia.

no sentido de ser agradável, satisfazer (pede objeto indireto - tem preposição "a").

- As medidas econômicas do Presidente nunca agradam ao povo.

ATENDER

Atender pode ser transitivo direto ou indireto, com a preposição a.

- Atenderam o meu pedido prontamente.


- Atenderam ao meu pedido prontamente.

No sentido de deferir ou receber (em algum lugar) pede objeto direto

No sentido de tomar em consideração, prestar atenção pede objeto indireto com a preposição a.

- Atenda ao cliente.

Se o complemento for um pronomes pessoal referente a pessoa, só se emprega a forma objetiva direta (O diretor
atendeu os interessados ou aos interessados / O diretor atendeu-os).

MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE (Intransitivo)

Seguidos da preposição EM e não com a preposição A, como muitas vezes acontece.

- Moro em Londrina.
- Resido no Jardim Petrópolis.
- Minha casa situa-se na rua Cassiano.

RESPONDER

Transitivo indireto, com a preposição A, quando possuir apenas um complemento.


- Respondi ao bilhete imediatamente.
- Respondeu ao professor com desdém.

Transitivo direto com objeto direto para expressar a resposta (respondeu o quê?)
- Ele apenas respondeu isso e saiu.

PAGAR/PERDOAR

a - se tem por complemento uma palavra que denote algo: não exige preposição.
- Ele pagou a conta do banco.

b - se tem por complemento uma palavra que denote pessoa: é regido pela preposição “a”.
- Perdoou a todos os inimigos.

ALMEJAR

Transitivo direto ou indireto.

Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações.

IMPLICAR

1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:

a) dar a entender, fazer supor, pressupor


- Suas atitudes implicavam um firme propósito.

b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar:


- Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um povo.

2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver

- Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.

Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com preposição "com".
- Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
AJUDAR

Aparece como transitivo direto e transitivo direto e indireto.

- Ela ajudava a minha irmã. Nós ajudávamos papai a limpar o quintal.

Informar, avisar, advertir, certificar, comunicar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir:

São verbos transitivos diretos e indiretos, admitindo duas construções:


“Quem informa, informa algo a alguém”;
“Quem informa, informa alguém de/sobre algo.”
- Informamos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
- Informamos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

Exercícios sobre regência verbal

1) (FMU-SP) Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo.

a) Perdoou nosso atraso no imposto.


b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.

2) (FGV-SP) Assinale a alternativa em que há erro de regência verbal.

a) Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à garota.

b) As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum.

e) Nem sempre o migrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.

d) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.

e) Nem sempre o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a
situação.

3) (UFG) Indique a alternativa correta.

a) Sempre pago pontualmente minha secretária.


b) Você não lhe viu ontem.
e) A sessão fora assistida por todos os críticos.
d) Custei dois anos para chegar a doutor.
e) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética.

4) (Conc. Investigador de Policia) Assinale a alternativa que apresenta um desvio em relação à regência verbal.

a) Simpatizei com toda a diretoria e com as novas orientações.


b) Há alguns dos novos diretores com os quais não simpatizamos.
c) A firma toda não se simpatizou com a nova diretoria.
d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova diretoria.
5) (Conc. Escrivão de Polícia) Assinale a alternativa em que o significado do verbo apontado entre parênteses não
corresponde à sua regência.

a) Com sua postura séria, o diretor assistia todos os funcionários dos departamentos da empresa. (ajudar)
b) No grande auditório, o público assistiu às apresentações da Orquestra Experimental. (ver)
c) Esta é uma medida que assiste aos moradores da Vila Olímpia. (caber)
d) Estudantes brasileiros assistem na Europa, durante um ano. (observar)

6) (UPM - SP) A regência verbal está errada em:

a) Esqueceu-se do endereço.
b) Não simpatizei com ele.
c) O filme a que assistimos foi ótimo.
d) Faltou-me completar aquela página.
e) Aspiro um alto cargo político.

7) (FESP) Observe a regência verbal e assinale a opção falsa:

a – ( ) Avisaram-no que chegaríamos logo.


b – ( ) Informei-lhe a nota obtida.
c - ( ) Os motoristas irresponsáveis, em geral, não obedecem aos sinais de trânsito.
d – ( )Há bastante tempo que assistimos em São Paulo.
e – ( ) Muita gordura não implica saúde.

8) (FUVEST) Indique a alternativa correta:

a) Preferia brincar do que trabalhar.


b) Preferia mais brincar a trabalhar.
c) Preferia brincar a trabalhar.
d) Preferia brincar à trabalhar.
e) Preferia mais brincar que trabalhar.

9) Indique a alternativa incorreta quanto à regência do verbo “esquecer”:

a) Esqueci a fisionomia dela.


b) Esqueci-me da fisionomia dela.
c) Esqueceu-se da fisionomia dela.
d) Esqueci-me a fisionomia dela.

10) (Fiocruz-RJ) Assinale a frase onde a regência do verbo assistir está errada.

a) Assistimos um belo espetáculo de dança a semana passada.


b) Não assisti à missa.
c) Os médicos assistiram os doentes durante a epidemia.
d) O técnico assistiu os jogadores.

11) (Fuvest) Assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços.


Posso informar _____ senhores _____ ninguém, na reunião, ousou aludir _____ tão delicado assunto.
a) aos – de que – o b) aos – de que – ao c) aos – que – à
d) os – que – à e) os – de que – a.
Gabarito: 1) E 2) D 3) E 4) C 5) D 6) E 7) A 8) C 9) D 10) A 11) E
Crase
A fusão de duas vogais idênticas recebe o nome de crase. Em nosso idioma, a junção do artigo a com a
preposição a, resulta no a craseado (à), marcado pelo acento grave.

A junção da preposição a com o pronome demonstrativo feminino a, as, como também o a de aquele,
aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a qual e as quais, por vez, também recebem a fusão de sons possibilitada
pela crase.

Acompanhe abaixo regras práticas sobre o uso (ou não) da crase.

1. NUNCA haverá crase:


a) Antes de palavra masculina (substantivos masculinos):
Pintura a óleo.
Entrega a domicílio.

b) Antes de verbo:

Estava a dançar na pista.


Passara a dedicar-se mais aos estudos.

c) Antes do artigo indefinido uma:


Já assistiu a uma peça teatral?
Pergunte a uma professora.

d) Antes de palavra no plural:


Não vou a cerimônias públicas.
Nãovou a lojas em minha cidade.

e) Antes de pronome pessoal, incluindo o de tratamento:


Este livro é dedica a você.
Quero demonstrar meu respeito a Vossa Senhoria.

f) Antes de numeral cardinal (exceto para horas):


A cidade fica a duas léguas do centro.

g) Antes de pronome demonstrativo, indefinido, relativo, ou interrogativo:


Ofereci minha atenção a esta moça, mas ela não quis.
Ela é a única a quem devo explicações.
Não direi nada a ti.

h) Antes de nome de lugar que não necessite de artigo:


Voltarei a Roma em dezembro.

i) Entre palavras repetidas:


Estive cara a cara com ele.
Meu dia a dia é bem diferente do seu.
2. SEMPRE haverá crase, acento no a (e as):
a) Antes de palavras femininas que exijam o artigo a:

Vou à escola.
Prefiro minha casa à (casa) de Rita.

b) Antes de palavra masculina que se subentenda a presença de uma palavra feminina:

Irei amanhã à Rádio Interativa. (Irei amanhã à estação da Rádio Interativa)

c) Antes de numeral que indique horas (a palavra horas está implícita):

Irei às sete horas amanhã.


Estarei no evento às vinte e uma da noite.

d) Em locuções adverbiais, conjuntivas ou prepositivas formadas por palavras femininas:

Adverbiais: às pressas, à tarde, à noite, à toa, às escondidas, à força, às cegas.


Conjuntivas: à proporção que, à medida que. (Exceção: a prestação.)
Prepositivas: à falta de, à espera de, à vista de, à beira de.

e) Antes de palavras que permitam a troca do a por: para a(s), na(s), pela(s) e com a(s).

Dei uma flor à menina. (Dei uma flor para a menina.)

3. A crase é FACULTATIVA:
a) Antes de nome próprio de pessoa (feminino, é óbvio):

Entregarei o livro a Carmem amanhã (ou à Carmem).


Escrevi a Martha Medeiros, autora do meu livro preferido (ou à Martha Medeiros).

b) Antes de pronome possessivo feminino singular:

Diga a sua mãe que ligarei mais tarde (à sua mãe).


Oferecemos gratidão a nossa professora (ou à nossa professora).

Exercícios

1. "O pobre fica ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___ que acontece ao seu redor".
a) à - a - aquilo b) a - a – àquilo c) a - à - àquilo d) à - à – aquilo e) à - à – àquilo

2. "A casa fica ___ direita de quem sobe a rua, __- duas quadras da Avenida Central".
a) à – há b) a - à c) a – há d) à – a e) à – à

3. "Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias".
a) à - àqueles - a - há b) a - àqueles - a - há c) a - aqueles - à - a
d) à - àqueles - a - a e) a - aqueles - à – há
4. A alusão _____ lembranças da casa materna trazia _____ tona uma vivência _____ qual já havia renunciado.
a) às - a - a b) as - à - há c) as - a - à d) às - à - à e) às - a – há

5. Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas.


a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à

16. _____ dias não se consegue chegar _____ nenhuma das localidades _____ que os socorros se destinam.
a) Há - à - a b) A - a - a c) À - à - a d) Há - a - a e) À - a – a

7. Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro dispor para ouvir o que tem _____ dizer.
a) a - à - a b) à - a - a c) à - à - a d) à - à - à e) a - a – a

8. No tocante _____ empresa _____ que nos propusemos _____ dois meses, nada foi possível fazer.
a) àquela - à - à b) aquela - a - a c) àquela - à - há d) aquela - à - à e) àquela - a – há

9. A tese _____ aderimos não é aquela _____ defendêramos no debate sobre os resultados da pesquisa.
a) a qual - que b) a que - que c) à que - a que d) a que - a que e) a qual a que

10. Em relação _____ mímica, deve-se dizer que ela exerce função paralela _____ da linguagem.
a) a - a b) à - à c) a - à d) à - aquela e) a – àquela

11. A estrela fica _____ uma distância enorme, _____ milhares de anos-luz, e não é visível _____ olho nu.
a) a - à - à b) a - a - a c) à - a - a d) à - à - a e) à - a – à

12. Estava __________ na vida, vivia _____ expensas dos amigos.


a) atoa - as b) a toa - à c) a tôa - às d) à toa - às e) à toa – as

13. Estavam _____ apenas quatro dias do início das aulas, mas ele não estava disposto _____ retomar os
estudos.
a) há - à b) a - a c) à - a d) há - a e) a – à

14. Disse _____ ela que não insistisse em amar _____ quem não _____ queria.
a) a - a - a b) a - a - à c) à - a - a d) à - à - à e) a - à – à

15. Quanto _____ suas exigências, recuso-me _____ levá-las _____ sério.
a) às - à - a b) a - a - a c) as - à - à d) à - a - à e) as - a – a

1C/2D/3B/4D/5B/6D/7B/8E/9B/10B/11B/12D/13B/14A /15B