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Fatec Garça

PROTOTIPAGEM RÁPIDA UTILIZANDO A TÉCNICA DE


MODELAGEM POR FUSÃO E DEPOSIÇÃO (FDM): PROJETO DE UMA
IMPRESSORA 3D

Pedro de Oliveira Conceição Junior

Tecnologia em Mecatrônica Industrial


Faculdade de Tecnologia de Garça – FATEC

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Fatec Garça

Tecnologia em Mecatrônica Industrial


Faculdade de Tecnologia de Garça – FATEC

Pedro de Oliveira Conceição Junior

PROTOTIPAGEM RÁPIDA UTILIZANDO A TÉCNICA DE


MODELAGEM POR FUSÃO E DEPOSIÇÃO (FDM): PROJETO DE UMA
IMPRESSORA 3D

2013 2014 – COPYRIGHT TODOS OS


DIREITOS RESERVADOS – PEDRO
DE OLIVEIRA

É PERMITIDA A DISTRIBUIÇÃO
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PEDRO DE OLIVEIRA: Formado em mecatrônica, mestrando em engenharia, apaixonado
por eletrônica, robótica, sistemas embarcados e impressoras 3D, atua em aquisição de dados,
prototipagem rápida e empreendedorismo digital.Confira minhas áreas e indicações.

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ABSTRACT

3D printers are machines rapid prototyping (RP), which is currently viewed as an innovative
and advanced. The rapid prototyping technology this become an important tool within the
product development process (PDP). Being able to produce objects of various sizes and
geometries without the need for tooling and also in a short time. The objective of this paper is
to present the rapid prototyping process called fused deposition modeling, resulting in the
construction of a 3D printer using an exploratory research. The FDM method is a promising
technology for versatile use and low cost being able to produce parts with different mechanical
strengths, despite the final fabrication of parts limited. As a secondary objective the work done
on the PDP approach, pointing out the major changes that can cause the rapid prototyping
process. The physical development and construction of the machine is based on RepRap
research group proposing improvements in the structure. The results was a project that presents
scientific and technological contribution, can be used to reduce time and cost in a company.
Got the project at a cost lower than expected which further increases its contribution.
Keywords: Rapid Prototyping, 3D Printing, Product Development Process, FDM.
1- INTRODUÇÃO

Atualmente a crescente complexidade para fabricar produtos, tem exigido das empresas
alterações no Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP), visando reduzir o tempo total
de produção e aumentar qualidade. A globalização tem aumentado a pressão competitiva e
inovadora, não somente pela concepção de produtos, mas também para que as empresas
consigam entrar no mercado. Novas tecnologias de ruptura têm surgido nos últimos anos a fim
de adotar um método de confecção de produtos no menor tempo possível. Uma tecnologia que
tem contribuído para este cenário é a prototipagem rápida, que se trata de um processo de
fabricação de produtos diretamente de um modelo computacional, dispensando ferramental,
tempo e custo. (MIETTI, VENDRAMETO, 2000)

Segundo Volpato (2007), o termo prototipagem rápida (RP) consiste em um conjunto de


tecnologias utilizadas na fabricação e desenvolvimento de objetos físicos por meio de camadas
planas sucessivas, diretamente de um sistema de projeto auxiliado por computador (C.A. D). O
processo de fabricação é realizado por meio da adição de material em formas de camadas, que
são obtidas no modelo CAD, fabricando objetos físicos tridimensionais. O processo se dispõe
de vários tipos de tecnologias adotadas pelo mercado atual. Os métodos são classificados de
acordo com material utilizado no processo, que podem ser resinas, materiais foto curáveis,
termoplásticos, ligantes e alguns metais sinterizados. A tecnologia tem se diversificado ainda
mais com as pesquisas e recentes descobertas na obtenção de novos materiais, expandindo as
aplicações da RP. O desenvolvimento de protótipos por impressão 3D, que são os
equipamentos de RP, é realizado por meio da obtenção de um modelo computacional do
produto no software CAD e em seguida o material de construção presente no cabeçote é
depositado ou aglomerado em uma plataforma de acordo com o desenho final, formando o
protótipo.
A impressora que será desenvolvida neste trabalho é escolhida de acordo com a
viabilidade de obtenção de recursos e tecnologias. O projeto bem como a estrutura e a
classificação do material foi o que apresentou melhores características que atendam os
requisitos.

1.1. Considerações gerais

A RP esta se tornando uma ferramenta com grande utilidade no desenvolvimento de


produtos, substituído o conceito tradicional, facilitando a obtenção de produtos, ferramentas e
protótipos. Uma vez que a RP passa a ser parte integrante do PDP, este ganhara flexibilidade
para promover alterações no projeto com custo relativamente baixo, pelo fato de ferramental
ser dispensado. (MIETTI, VENDRAMETO, 2000)
A RP também permite a obtenção de protótipos numa fase precoce do desenvolvimento de
produtos, sendo possível realizar testes e discutir novas ideias antes de seguir para as fases
preliminares do processo, o que consequentemente teria um custo elevado se necessitar de
alterações e também trazer prejuízos se for detectado algum tipo de erro. A figura 1 mostra o
custo das alterações no projeto e à medida que a fase se avança o custo cresce relativamente e
significativamente, o que pode causar grandes impactos e até mesmo comprometer o
lançamento do produto. (MIETTI, VENDRAMETO, 2000)

Figura 1: Alterações de custo do Projeto ao logo do PDP

Fonte: WOHLERS 2008

Com essa informação pode se definir que as fases que iniciam as atividades de projeto
são as mais importantes por apresentar baixo custo nas alterações e que o investimento em
protótipos é fundamental. Isso é uma grande vantagem com a utilização da RP, devido a sua
agilidade. (MIETTI, VENDRAMETO, 2000).

1.2. Motivação e Justificativa

A idéia da criação deste trabalho se deu pelo fato da RP ser uma área ainda desconhecida
por muitas empresas e engenheiros, tendo seu inicio pouco aceito no mercado devido ao seu
alto custo, poucas empresas adotarão a tecnologia. Com o aumento da concorrência foram
lançados novos métodos de obtenção da RP com custo mais baixo por meio de grupos de
estudos e pesquisas na área. O método de obtenção também tem se aprimorado devido à
grande necessidade de se utilizar protótipos nos projetos e apesar de já existirem algumas
empresas comercializando maquinas de RP no Brasil, ainda não existe nenhuma fabrica no
país no que se refere aos componentes de montagem e tecnologias utilizadas nessas maquinas.

1.3. Objetivo

O objetivo desse trabalho é desenvolver um projeto abordando uma máquina de RP por


ABS utilizando a tecnologia FDM, que espera como resultado a construção de um protótipo
funcional denominado como impressora 3D, analisando um projeto já existente apresentando
melhorias na estrutura.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
Neste capitulo é realizado uma revisão bibliográfica nas áreas abrangidas pelo tema
escolhido neste trabalho. Inicialmente é apresentada uma visão do processo de
desenvolvimento de produtos, no qual foram baseadas as diretrizes do projeto de uma
impressora 3D. Também é abordada a prototipagem rápida e suas tecnologias, bem como o
processo FDM, que foi a tecnologia analisada.

2.1- Uma abordagem do Processo de Desenvolvimento de Produto


O processo de desenvolvimento de produto (PDP) historicamente é definido como a
elaboração de um conjunto de informações, especificações de um produto. Sobre como
produzi-lo e sua disponibilização para a manufatura. Deve integrar desde atividades do
planejamento estratégico da empresa até a descontinuidade ou retirada do produto do mercado.
(FAE, 2009). Segundo ROZENFELD (2006), o desenvolvimento de produtos exige também
uma fase de pós-processamento, que acompanha o lançamento do produto, analisando a
necessidade de mudanças decorrentes, e planejamento do processo de descontinuidade,
concluindo que o projeto em geral começa no consumidor e termina nele, como mostra a figura
2.

Figura 2: Ciclo de realimentação do cliente marketing e produto.

Fonte: Slack, Chambers e Johnston (2002).

Este método de gestão do PDP teve inicio a partir da década de 80, quando foi proposto
um modelo teórico para desenvolver produtos, no qual se tratava da integração do PDP com
novas áreas participativas no processo e a estratégia das empresas focarem a inovação. Dentre
os elementos fundamentais para o gerenciamento do PDP, está a qualidade tendo como
objetivo atender as necessidades dos clientes. A flexibilidade que é a capacidade de
acompanhar mudanças e atender a demanda de produtos. E o principal deles que é a integração
a qual envolve a relação entre homens e maquinas compartilhamento de recursos e
interdisciplinaridade. (FAE 2009).

2.2 Fases de Desenvolvimento do produto

Sempre que uma fase chega ao final, existe a necessidade de uma avalição de projeto que
determina se seguira para próxima fase ou se à necessidade de revisar os conceitos. O papel
das fases da criação de um produto predomina um índice maior de certeza e eficiência no
projeto. A figura 3 mostra à estrutura do processo, que é representado em três principais
etapas, a primeira esta relacionada com a estratégia e planejamento do projeto. Depois vem a
etapa de desenvolvimento que se trata da execução do projeto em varias fases onde é feito o
levantamento de informações, pesquisas de mercado, lista de materiais em geral, prototipagem,
fabricação e o lançamento do produto. A última etapa esta relacionada com o acompanhamento
do produto já lançado do mercado, (ROZENFELD 2006).

Figura 3: Fases do PDP.

Fonte: ROZENFELD et al 2006

2.3. Prototipagem rápida

O termo prototipagem rápida designa um conjunto de tecnologias utilizadas para


fabricar objetos físicos por meio de camadas planas, diretamente a partir de fontes de dados
gerados por sistemas de projeto auxiliado por computador (C.A.D). Tal método permite aos
projetistas criar rapidamente protótipos concretos a partir de seus projetos, ao invés de apenas
figuras que normalmente são utilizadas nas fases inicias de projeto, que podem ser falhas na
representação de algum encaixe, ou protótipos convencionais que levam muito tempo por
exemplo. (GORNI, 2007).
O surgimento da RP se deu por meio da união de duas outras tecnologias. Uma delas é
a topografia que é uma tecnologia antiga proposta no final do século XIX, a fim de se
representar mapas de relevo e curvas de nível com moldes construído por camadas,
assimilando a superfície tridimensional. A outra tecnologia é a foto escultura utilizada para
replicar de maneira exata objetos físicos, fotografando o modelo original e dividindo as
imagens em varias partes iguais e depois sendo esculpida cada uma das partes para construir a
réplica. A combinação das duas tecnologias foi desenvolvida pela primeira vez no Japão, na
metade do século XX, em uma técnica semelhante à Estereolitografia, a qual será explicada a
seguir, que era utilizada uma luz para consolidar o desenho do objeto sobreposto em camadas
de pó de areia ou grafite. Por meio de estudos e testes, alguns anos depois foram propostos a
utilização da tecnologia na fabricação de objetos com superfícies complexas e a integração
com máquinas automáticas, (VOLPATO 2007).

2.3.1. Planejamento do processo

A prototipagem rápida tecnicamente é definida como um processo de fabricação


derivado da adição de matérias. Considerado um método de extrema eficiência por dispensar
ferramentas, moldes, interação do operador, o processo feito em uma única operação, baseada
na tecnologia de manufatura por camadas, permitindo a fabricação de objetos físicos, por meio
de dados gerados no sistema CAD. As informações geradas no computador são enviadas
diretamente para máquina de RP, o processo é iniciado com o modelo computacional 3D do
objeto, que em seguida é fatiado ainda no software, obtendo as geometrias e o formato da peça,
definindo cada camada a ser fabricada pela máquina em uma sequencia de empilhamento
conforme a figura 4. Depois que for definido as coordenadas o modelo é convertido em um
formato que a maquina seja capaz de entender e em seguida é enviado diretamente para o seu
sistema de controle. (GARCIA 2010)

Figura 4: Representação das etapas do processo de RP.

Adaptado de BESSA RP.

Os equipamentos ou maquinas utilizados nas tecnologias de prototipagem rápida são


denominados Impressoras Tridimensionais, desenvolvidas para criar produtos inovadores no
menor tempo possível, se diferenciando das maquinas convencionais. As impressoras 3D
utilizam vários tipos de tecnologias de acordo com os processos de RP. (VOLPATO 2007).
2.3.2 Principais processos
O processo se dispõe de vários tipos de processos, os métodos de deposição de matéria
prima são apresentados na forma liquida, em pó ou sólida, baseados no mesmo principio de
adição de material em camadas sucessivas:

 Estereolitografia (SLA): É uma das tecnologias pioneiras no mercado de RP, foi à


evolução de um método precursor desenvolvido na segunda metade do século passado.
No ano de 1987 a 3D Systems, uma empresa que depois de alguns anos estudando o
processo de RP, desenvolveu e patenteou a estereolitografia, que uma das tecnologias
mais precisas e mais utilizadas atualmente no mundo inteiro. Conforme Badotti (2003),
a SLA é baseada na polimerização de resinas acrílicas, epóxi ou vinil, por meio de um
laser ultravioleta. (GARCIA 2010). 

 Modelagem por fusão e deposição (FDM): O processo constrói a peça por deposição
de um material extrudado. O cabeçote extrusor movimenta se nos eixos X-Y,
posicionado sobre uma mesa com movimento no eixo Z, que recebe continuamente o
material na forma de um fio, aquecendo-o até o ponto fusão com temperatura
controlada por um sensor, (MAGALHÃES 2010) 

 Impressão a Jato de Tinta: O material do protótipo é depositado em forma de gotas
até formar a camada sobre uma plataforma de construção, que depois são curadas por
meio de uma luz ultravioleta, o processo continua conforme a plataforma desce no eixo
Z, dando inicio a próxima camada, até a peça ficar pronta. O equipamento conta com
um cabeçote de tinta com jatos de impressão para acelerar o processo. Os materiais
utilizados são normalmente resinas epóxi fotossensíveis, (RAULINO, 2011). 

 Sinterização seletiva a laser (SLS): A tecnologia de, Selective Laser Sintering, (SLS)
foi desenvolvida em 1989 na universidade do Texas, EUA, sendo atualmente um dos
métodos de maior precisão e versatilidade de materiais a serem empregados. Seu
principio de funcionamento é dado pela construção de objetos tridimensionais por meio
de materiais pulverizados assim como termoplásticos e metais. Possui um recipiente
com o material em pó, que são solidificados camada por camada por meio da
incidência de um laser seletivo. (GARCIA 2010, VOLPATO 2007) 

 Manufatura laminar de objetos (LOM): O processo de, Laminated Object
manufaturing (LOM) e feito a partir de dois rolos de papel laminado. Um dos rolos
fornece a lamina de papel, que passam por uma plataforma com base de papel e fita
com espuma. São aplicadas na plataforma por um dos rolos as folhas contendo adesivo
em um dos lados, para unir uma camada à outra, em seguida outro rolo aquecido é
passado sobre a superfície das laminas ativando uma cola através do calor, ligando as
camadas, (VOLPATO 2007, GARCIA 2010). 
2.3.3 Análise do processo FDM

A tecnologia de, Fused Deposition Modeling (FDM) é uma das mais utilizadas no mundo,
ficando apenas atrás da Estereolitografia. Utilizando filamentos de materiais termoplásticos,
principalmente o ABS, que são amolecidos há uma temperatura de 200ºC e extrudado em uma
matriz por meio de um bico extrusor, sendo depositado em uma plataforma. A plataforma
FDM também é submetida há uma temperatura, porém bem menor que o cabeçote para a
solidificação do material depositado como mostra o exemplo da figura 7. As camadas são
depositadas de acordo com o desenho final e os com os comandos gerados em sistema
CAD/CAM que monitora as coordenadas linha por linha. Esta tecnologia é uma das mais
vantajosas e sugeridas na indústria de RP, por apresentar baixo custo de aquisição, ocupando
pouco espaço, maior rapidez e menor complexidade. (RAULINO, 2011)

Figura 5: Representação da tecnologia FDM Stratasys, Inc.

Fonte: VOLPATO (2007), MAGALHÃES (2010)


2.3.3.1 Materiais empregados
O material mais comumente utilizado pelo processo é o ABS (P400), as máquinas fabricadas
pela Stratasys Inc. possuem cabeçotes que fabricam protótipos a partir de poliéster (P1500) e
filamentos de cera (ICW06), poliamida (P301), elastômero (E20), policarbonato e polifenilsulfona,
a tabela 02 mostra os principais materiais utilizados, (MAGALHÃES 2010).
Tabela01: Materiais utilizados pelas máquinas da Stratasys Inc. (Adaptado de
FOGGIATTO 2005, MAGALHÃES 2010).

Material Maquinas de RP

ABS P400 FDM2000, FDM3000 Prodigy Plus.


ABSi P500 FDM8000, Quantum, Maxum
Cera ICW06 Quantum, Maxum, Titan, Dimension
Elastomero E20 FDM2000, FDM3000
Poliéster P1500 Genisys XS
Policarbonato Dimension, Titan
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Neste capitulo é apresentado escopo da metodologia utilizada, relacionada com a origem
das atividades de projeto, levantamento de informações, necessidades do cliente, conceitos e
definições do projeto para escolha da concepção adequada para o protótipo.

3.1. Metodologia
Para este trabalho procurou se adotar uma metodologia em que a atividade de projeto
estivesse presente em todas as fases do seu desenvolvimento, um dos principais caminhos
encontrados na literatura de acordo o tema abordado neste trabalho é proposto Rozenfeld
(2006) que apresenta um modelo estruturado de gestão do PDP dividindo-o em etapas e fases
de projeto. Esta metodologia contribui em grande parte para o desenvolvimento deste trabalho
fornecendo uma base para as pesquisas. Foi realizada uma pesquisa exploratória tendo sua
maior parte em dados secundários, presentes em materiais acadêmicos e científicos voltado ao
assunto. A estrutura e fabricação do protótipo da impressora serão baseadas no projeto Raprap
(Replicating Rapid Prototyping), que se trata de um grupo de pesquisas continuas e
lançamento de uma impressora 3D utilizando a o processo FDM. O projeto Reprap fornece
uma base apenas para a construção do protótipo, foi necessário, além disso, trazer o projeto
para o contexto do PDP e sua integração com a RP.

3.2. Analise e coleta de dados


No projeto informacional, uma das fases de execução do PDP, é feito o levantamento
dos aspectos e influências dos parâmetros dimensionais e operacionais relativos ao sistema de
prototipagem rápida. São abordados os procedimentos para a definição das especificações de
projeto, a partir das necessidades dos clientes, que orientam a geração de soluções, e fornecem
a base sobre a qual são elaborados os critérios de avaliação e tomada de decisões nas etapas
seguintes do projeto. Uma das ferramentas consideradas de maior importância, utilizada nesta
etapa é a matriz QFD (Quality Function Deployment – Desdobramento da Função Qualidade),
que apresenta as fases de definição do problema de projeto, ciclo de vida do produto, requisitos
do projeto e o levantamento das necessidades dos clientes.

3.2.1 Necessidades dos clientes


Segundo Rozenfeld (2006) as necessidades dos clientes de caracterizam em três setores
que são: clientes internos, intermediários e externos. A primeira categoria compreende as
pessoas relacionadas ao PDP, envolvendo as áreas funcionais de projeto. Os clientes
intermediários são os envolvidos na distribuição e comercialização do produto. E os clientes
externos são os usuários da máquina. No caso das impressoras 3D os clientes internos e
externos podem ser o mesmo, já que as empresas que desenvolvem estas máquinas são os
próprios consumidores.
3.2.2 Requisitos dos clientes
Com base no levantamento das pesquisas foram obtidos os resultados listados a seguir,
os quais foram atribuídos para cada fase do projeto. Foi atribuído um peso (valores de 0 a 5)
para avaliar a viabilidade de obtenção das exigências. As informações foram obtidas por meio
de dados consultados em uma empresa que fabrica produtos e também em um grupo de
pesquisas sobre impressoras 3D que teve a experiência com a exigência dos clientes desta área.
Tabela 02: Requisito dos clientes

FASE REQUSITOS DO CLIENTE PESO

OBTENÇÃODA Diversidade de matérias utilizada na 1


MÁQUINA impressão
Segurança 2
Impressão de produtos finais 1
Rapidez 4
Baixo Custo 4
Sem manutenção 0
MANUTENÇÃO Fácil manutenção 4
Reposição fácil 3
Disponibilidade de peças 3

3.2.3 Requisitos de projeto


Tabela 03: Requisito de projeto

REQUISITOS DE PROJETO TENDENCIA

Numero de componentes Decrescente


Custo de aquisição Decrescente
Custo de montagem Decrescentes
Custo de matérias Decrescente
Custo de manutenção Decrescente
Vida útil Crescente
Fácil Interação Com Usuário Crescente

Manutenção Decrescente
Segurança Crescente
Disponibilidade de peças Crescente
Nesta etapa foram transformados os requisitos dos clientes em requisitos do projeto, ou
seja, como as necessidades foram atendidas, de acordo com as possibilidades e características
do projeto. Na tabela 02 é apresentada da mesma forma dos requisitos dos clientes uma lista
com as características do projeto levando em consideração a tabela 01, atribuído uma tendência
que se espera no desenvolvimento do projeto. Foi preenchida no QFD, a matriz central, que
avalia o relacionamento entre os requisitos das duas tabelas anteriores. O processo é realizado
de maneira subjetiva, a pontuação resultante é utilizada para hierarquizar os requisitos de
projeto conforme sua importância. É adotado o valor de numero nove, como nota máxima
indicando uma relação forte, o valor de numero três indica relação média e a mínima que é o
numero um, indica relação fraca. A matriz encontra se no anexo 02.

3.2.4 Resultados do QFD


Os requisitos que apresentaram maior importância foram o custo geral do projeto e a
rapidez e agilidade de máquina. Apesar de muitas empresas ainda não conheceram esse ramo,
geralmente o conceito mais buscado pelos clientes, abordando a qualidade é um produto com
baixo custo, aparência atrativa, e que tenha mercado dominante. Com base nas exigências do
QFD e da revisão nos sistemas de RP, analisando seus principais processos, o processo FDM
também é o que tem maior relação com essas exigências, já abordado anteriormente como uma
das soluções mais baratas e mais utilizadas na impressão 3D.

3.3. Projeto Conceitual de uma impressora 3D

Por meio de dados obtidos nas empresas principais que utilizam o processo FDM, uma
delas é Makerbot que é uma empresa que comercializa impressoras 3D com design
inovador, sendo uma das primeiras a apresentar maquinas com baixo custo. E também a
empresa Stratesyus Inc. que foi uma das primeiras a adotar a técnica FDM e também
comercializa maquinas porem a tecnologia é mais avançado e precisa tendo
consequentemente um custo superior. A melhor concepção escolhida para o
desenvolvimento deste trabalho foi encontrado quando foram obtidos os resultados da
pesquisa em grupo de estudo sobre impressão 3D, próteses e biomedicina, desenvolvido na
Inglaterra chamado Reprap. O projeto Reprap tem a iniciativa de criar maquinas capazes de
auto replicar, criando outra versão de si mesma, sendo aberto para melhorias e reprodução
do conteúdo, o que tem feito o projeto evoluir, até mesmo no Brasil existem alguns grupos
de pesquisas nessa área. O projeto também deu origem a Makerbot que foi construída
baseada na estrutura da Reprap. A figura 06 mostra a evolução do projeto Reprap e da
Makerbot.
Figura 06: Evolução do projeto Reprap e Makerbot

Adaptado de: Comunidade Reprap e Makerbot.

3.3.1 Estrutura funcional

O projeto Reprap é uma das soluções que mais se aproxima dos resultados do QFD,
surgindo à intenção basear a construção da maquina no projeto Reprap. A estrutura do
protótipo será baseada nessa tecnologia e a partir da analise de maquinas Reprap já
existentes, foram encontrados alguns componentes mais complexos e desnecessários e
alguns itens estavam faltando. Para construção da impressora, foram analisados os itens
abaixo, que é a maioria deles comuns nas impressoras 3D.
 
 Sistema mecânico estrutural.
 
 Sistema de movimento
 
 Sistema de transmissão
 
 Sistema de controle
 
 Plataforma
 
 Sensores
 
 Cabeçote
 
Software de Interface

O sistema estrutural refere se ao esqueleto da maquina onde são fixados todos os outros
itens, o sistema de movimento refere se aos motores que geram movimeto para os eixos da
maquina. O sistema de transmissão utiliza polias e correias ou fusos para trasmitir o
movimento dos motores para os eixos que são comandados pelo sistema de controle que utiliza
placas eletronicas e drivers. A plataforma é o local em que deposita se as camadas da peças
que sera impressa, possui tambem uma mesa aquecida com sensores de temperatura. Os
sensores são utilizados para controlar o aquecimento da mesa e da extrusora que se localiza no
cabeçote da maquina onde é fundido o material para ser depositado na plataforma. O software
de interface recebe o desenho 3D da peça e converte em codigos que é tranferido para a placa
mãe da impressora que vai executar a impressão.

3.3.2 Cotação do projeto


Na tabela 03 é mostrada a cotação dos valores de um projeto ideal da impressora 3D
Reprap versão Mendelmax atual e a Makerbot Replicator.

Tabela 04: Cotação de preços comparativos entre Reprap Mendelmax e Makerbot


Replicator. (MAKERS TOOL WORKS)
Reprap Mendelmax Makerbot Replicator

Kit Extrusão R$ 295,00 R$ 499,00


Kit sistema de eixos, transmissão R$ 999,00 R$ 1789,00
Rolamentos e conjunto linear R$ 185,00 R$ 199,00

Estrutura externa/esqueleto R$ 299,00 R$ 1499,00


Sensores e dispositivos R$ 119,00 R$ 359,00
Motores R$ 559,00 R$ 599,00

Kit eletrônico R$ 829,00 R$ 1599,00


Plataforma/Mesa aquecida R$ 150,00 R$499,00
Carretel de material ABS R$ 150,00 R$150,00

TOTAL R$ 3.585,00 R$ 7.192,00

*Valores obtidos no período de abril a maio de 2013.

Como o projeto desenvolvido neste trabalho se trata de um protótipo, optou se por


componentes mais simples e mais baratos seguindo as recomendações do QFD. Portanto foram
analisadas as opções disponiveis que podem ser empregados na maquina por meio de uma
matriz morfológica a seguir.
Tabela05: Matriz de soluções
. ESTRUTUR
TOTAL A TRANSMISSÃO MOVIMENTO CONTROL E SENSOR MESA
14 Barras de ferro Polias e Correias Motor de Passo Micro Termopar Acrílica
2 3 3 Controlador PIC 2 3
1
11 Barras de Fusos de Esferas Servo Motor Micro Arduino Termostato Vidro
alumínio 2 2 ATMEL 1284p 2 1
1 3
2 Plástico Engrenagens Motor DC Micro Arduino Termissor Madeira
1 -2 -2 Mega2560 3 0
2

Para cada item é adotado uma pontuação, (valores de -3 a 3) que indica a viabilidade de
obtenção e custo do material e tecnologia. Os itens com pontuação maior serão escolhidos para
o protótipo, pois indicarão maior facilidade de obtenção.
4. PROJETO DETALHADO E CONTRUÇÃO DO PROTÓTIPO

Depois de definido os conceitos do projeto bem como a estrutura que será utilizada, será
abordado neste capitulo a descrição completa do protótipo de uma impressora 3D, lista de
matérias, descrição dos componentes utilizados, custo total do projeto, testes e resultados do
projeto.

4.1. Estrutura definida


A concepção escolhida para construção do protótipo é baseada na estrutura e componentes
da Mendelmax, a qual foi mostrada na figura 06. Porem a maquina atual tem um custo superior
ao que se espera para este projeto, por ser mais avançada e possui alguns detalhes a mais no
acabamento e aparência. Portanto o protótipo utilizará apenas como modelo a estrutura
Mendelmax, que é mostrado na figura 07, a obtenção dos outros componentes para construção
do protótipo, segue o conceito do PDP, procurando reduzir os custos inerentes de projeto e
montagem do produto.
Figura 07: Estrutura base para o protótipo

Fonte: Mendelmax
4.1.1. Sistema mecânico estrutural
Para estrutura externa do protótipo bem como esqueleto e fixação dos eixos, foi escolhido
perfil de alumínio de baixo custo, que apresentou inúmeras vantagens para construção da
maquina. A Reprap original apresentava a estrutura de barras de aço, que tinha qualidade
inferior e custo mais alto, a partir dessa analise foi escolhida a estrutura de perfil, que também
apresenta maior resistência e melhor aparência para o projeto.

4.1.2 Sistema de movimento


Para o sistema de movimento e controle de avanço dos eixos foi escolhido motores de
passo de alta precisão, da classificação bipolar, nema 17 que foi a melhor opção para ter uma
resolução milésima da maquina. Os motores de passo são dispositivos que convertem pulsos
elétricos em movimento mecânico, são largamente utilizados em robótica no controle de
maquinas precisas (FALCONE 2000).
Figura08: Enrolamento e polaridade de um motor de passo bipolar
Fonte: FALCONE 2000
4.1.3. Sistema de transmissão

O sistema de transmissão escolhido foi inicialmente apenas polias e correias, pelo custo
mais barato, no entanto para o eixo Z esse sistema não viável, pois não teria precisão e nem
disponibilidade de adaptação, portanto foi utilizada uma barra de rosca para transmitir o
movimento nesse eixo.

4.1.4. Sistema eletrônico


É um dos componentes mais importantes da maquina, utilizado para controlar todas as
suas variáveis, bem como motores, temperatura, extrusora. Foi escolhida a placa
microcontrolador ATMEL ATMEGA1284P, uma extensão da plataforma Arduino, que
apresenta uma placa de código aberto com facilidade de operação. Essa é uma placa simples e
compacta que integra também os drives controladores dos motores de passo. A placa já foi
adquiria pronta, pois seria inviável construir uma placa, pois levaria muito tempo com a solda
dos componentes

Figura 09: Microcontrolador Arduinololu ATMEGA1284P, pinagem e placa

Fonte: ARDUINO WORLD

4.1.5 Plataforma de construção


Foi escolhida a plataforma de construção baseada na Mendelmax, na qual apresenta uma
base de madeira que será fixado ao eixo Y da maquina. Acima da base é fixada a mesa
aquecida de material acrílico onde são depositadas as camadas de material. A mesa tem um
sensor de temperatura fixado abaixo dela que controla o seu aquecimento.
4.1.6 Extrusora
A extrusora também é um componente essencial para a máquina, ela se refere ao cabeçote
da impressora que deposita as camadas do material. O cabeçote movimenta se nos eixos X e Z,
o processo de extrusão ocorre com a entrada do material na forma de filamento sendo aquecido
até o ponto semi líquido, depois é tracionado na matriz e expulsado por um bico calibrado com
diâmetro menor. O material se adere a camada anterior ou a mesa aquecida se solidificando,
(MAGALHÃES 2010).
Figura 10: Exemplo de extrusora utilizada nas impressoras 3D

Fonte: Reprap
4.1.7 Sensores e dispositivos
O sensor escolhido para o protótipo foi o termistor que é utilizado na mesa aquecida e
na extrusora para controlar a temperatura máxima da maquina. A temperatura da extrusora
pode chegar até 200° C e a da mesa até 50° C. Termistores são dispositivos que variam a
resistência direta ou inversamente proporcional à temperatura, permitindo a sua medição
precisa. Para limitar a posição dos eixos foi escolhido sensores fim de curso (três unidades),
que utilizados para limitar o curso de um eixo ou dispositivo linear, muito utilizado em
maquinas CNC e RP. Para alimentação da maquina foi escolhido uma fonte do modelo ATX
de 12 Volts.

4.1.8 Software
Os softwares utilizados pelas impressoras 3D exigem a integração CAD/CAPP/CAM
(Planejamento do processo, projeto e manufatura auxiliada por computador), são disponíveis
gratuitamente na Web, e são padronizados utilizados em diversas impressoras assim como a
Mendelmax. Para o processo FDM o software da maquina possui um esquema de estratégias e
parâmetros, que é capaz de controlar a temperatura, configurar e ajustar o desenho, gerar o
código G, e obter as coordenadas da peça. Para o protótipo optou se por utilizar o software
Pronterface, que atende aos requisitos do projeto, por apresentar baixo custo, compatibilidade
com os principais sistemas operacionais e fácil interação. O desenho 3D da peça pode ser
importado de um programa CAD 3D, o modelo deve ser salvo em STL (Sterelihtogaphy), que
é um formato nativo de desenhos que serão executados pela RP, para depois ser importado
para o Pronterface.

4.2. Custo de aquisição do protótipo


Na tabela abaixo é mostrado o custo total do projeto, com a mão de obra não incluída. A
maioria dos componentes foi obtida fora do Brasil. O custo total ficou dentro do que se
esperava. Uma impressora Mendelmax atual completa e automatizada possui o custo de R$
3.600,00. Esse valor é bem menor fora do país. No Brasil o preço sofre em média o aumento
de 60% do valor, isso explica o porquê a Mendelmax tem um custo superior ao que se espera.
A meta de custo para este projeto era de R$ 3.000,00. Porem o custo ficou abaixo do que se
esperava atingindo os componentes importados R$ 2.299,00 com taxa de imposto já incluída.
E as peças plásticas da complementação da estrutura foram adquiridas aqui mesmo no Brasil,
somando mais R$ 200,00 no total de R$ 2499,00. Nos Estados Unidos a maquina teria o custo
de R$ 1.400,00.

Tabela 06: Custo de aquisição total do protótipo


ITEM CUSTO (R$)

Conjunto estrutural, eixos, esqueleto 652,00


Dispositivos e rolamentos 160,00
Sensores 89,00

Sistema eletrônico 599,00


Kit extrusora 150,00
Plataforma/mesa 150,00

Motores 499,00
ABS 120,00
Extras 80,00

TOTAL R$ 2.499,00

*Valores obtidos com calculo de imposto aduaneiro

4.3. Construção e montagem do protótipo


A partir da lista de materiais necessária obtida, iniciou se a construção do protótipo da
impressora 3D. Durante a montagem alguns imprevistos ocorreram, sendo necessário um
ajuste em alguns componentes. Também foi necessária a calibração e validação da maquina a
partir das dimensões e o volume de impressão padrão.
4.3.1 Montagem do Conjunto Estrutural

Para montagem do conjunto estrutural foi utilizado barras de alumínio de baixo custo, o
esqueleto foi montado de acordo com o design escolhido para o projeto. As barras foram
fixadas por meio de parafusos.
Figura 11: Barras de alumínio, utilizadas no protótipo.

4.3.2 Montagem dos eixos


Na montagem dos eixos foram necessários alguns ajustes e modificações. Inicialmente a
ideia era utilizar apenas polias e correias, porem para o eixo Z, esse método ficaria sem
precisão, portanto foi utilizada uma barra de rosca M8 para transmitir o movimento. Para o
descolamento dos eixos com maior precisão foi utilizado barras de guias lineares, que
normalmente são encontradas nas impressoras convencionais que imprimem papel.

Figura 12: Montagem dos eixos. À esquerda eixo Y, imagem central eixo Z e imagem à
direita, eixo X.

As peças plásticas utilizadas no protótipo foram projetadas para comodidade dos motores
de passo e fixação dos eixos da maquina. As peças foram impressas em ABS por uma
impressora 3D comercial utilizando o mesmo design de sua própria estrutura.

Figura 13: Montagem dos eixos e adaptação dos motores de passo.


4.3.3 Conjunto extrusora

A extrusora foi adquirida já pronta para uso, sendo apenas necessária a montagem do
conjunto. Foi adquirido um bico com extrusão de três milímetros para melhor aproveitamento
de material.

Figura 14: Conjunto extrusora utilizada no protótipo

4.3.4 Mesa aquecida

Optou se por uma mesa padronizada já utilizada em varias impressoras 3D. Ela foi
adquirida como a melhor indicação para o projeto, composta por material acrílico. A mesa é
fixada no eixo Y que realiza movimento linear para frente e para trás. Foi colocada sobre a
mesa uma plataforma de vidro transparente, para evitar o contato direto do material ABS com
o acrílico, já que a mesa é submetida há uma temperatura de aproximadamente 50° C, abaixo
dela é fixado o termistor e um LED de indicação da temperatura.

Figura 15: Mesa aquecida.

4.3.5. Montagem do sistema eletrônico de controle

O conjunto eletrônico é um dos mais importantes do protótipo, na sua montagem também


foram necessários alguns ajustes. Foi necessário utilizar um Rele, um dispositivo
eletromecânico utilizado para proteção de circuitos, sobrecarga, partida de motores e como
chave atuadora. O rele utilizado no projeto possui a função de acionamento ligado na placa
Arduinololu ATMEGA1284P e na fonte de alimentação.
Figura 16: Sistema eletrônico do protótipo

Foi utilizada uma fonte ATX entrada 127/220 V e saída 12 V para alimentação da
placa eletrônica conforme mostra a imagem acima à direita.

4.3.6 Calibração

Depois de montado conjunto estrutural, os eixos, a mesa e o sistema eletrônico, foi


necessário fazer a calibração da maquina e os ajustes finais, antes de testar o funcionamento. A
calibração tem como objetivo validar o protótipo de maneira que os eixos possam trabalhar
com precisão obedecendo às medidas e comandos gerados na hora da impressão. Para limitar
os eixos foram utilizados sensores fim de curso, a mesa foi alinhada de acordo com um
esquadro de 90º e nivelada horizontalmente.

Figura 17: Ajustes e calibração


4.3.7 Software e configuração

As definições e configurações dos parâmetros da maquina foram feitas por meio de uma
linguagem de programação transferida para a placa Arduinololu por meio do softaware IDE de
comunicação conforme mostra a imagem abaixo. Os comandos utilizados estão no anexo 2.

Figura 18: IDE da plataforma Arduino

As configurações de temperatura, velocidade de impressão e filamento são realizadas no


software da impressora conforme a figura 19, o Pronterface foi o programa utilizado para a
comunicação com a máquina. É necessário também um programa para converter o desenho 3D
em código “G”, que é uma linguagem utilizada pela impressora.

Figura 19: Software de controle da impressora Pronterface

4.4 Testes com protótipo

Na figura 18 é mostrada a imagem do protótipo concluído da impressora 3D. Todo o


processo de montagem e ajustes levou em média 10 dias, de acordo com a obtenção dos
componentes e as informações necessárias. Depois de concluído a montagem e calibração a
maquina foi conectada ao computador para referenciar os eixos e testar a primeira impressão.

Figura 18: Protótipo da impressora 3D concluído

4.5 Resultados

O primeiro teste com o protótipo não foi como se esperava, pois ainda foi necessário fazer
alguns ajustes e configurações no software. O primeiro ajuste foi no fim de curso do eixo Z
que é o mais delicado e que envolve maior precisão, no primeiro teste o eixo desceu mais do
que deveria e conseqüentemente o bico da extrusora entraria em atrito com a plataforma. Outro
ajuste necessário foi na configuração da temperatura da mesa no software, no primeiro teste a
mesa não aqueceu, permanecendo na temperatura ambiente o que resultou no mau
funcionamento da maquina. Foi realizada uma simulação da impressão de um cubo de 20mm,
que ajudou na calibração da maquina.

A primeira impressão não saiu com uma qualidade que se esperava, mas depois das
configurações corrigidas obteve uma peça com melhor qualidade. Apesar dos primeiros testes
terem sido feito com a recente montagem da maquina, foi possível analisar a sua capacidade de
trabalho e seu grande diferencial em relação aos outros processos. A primeira peça a ser
impressa levou o tempo de apenas 10 minutos o que é o tempo muito rápido comparando com
outros processos de fabricação. Esse projeto alcançou o nível que se esperava no
desenvolvimento de uma maquina de prototipagem rápida utilizando a tecnologia FDM em
termos de inovação e contribuição para redução de tempo e custo no desenvolvimento de
produtos.
Figura 20: Primeira impressão, à esquerda desenho em 3Ddo cubo de calibração, à direita
peça impressa.

5. CONCLUSÃO

Acredita se que o resultado deste trabalho contribuirá em grande parte para empresas que
buscam um caminho para adotar essa tecnologia. O projeto também trás vantagens para as
áreas acadêmicas e sócias ajudando a criar uma plataforma para desenvolvimento de
maquinas de RP com baixo custo e fácil operação, que ao mesmo tempo é uma tecnologia
extremamente avançada, que esta começando a beneficiar muitas pessoas e evita muitos
problemas que ocorreriam com outros processos, bem como desperdício, custo de matérias e
ferramental, que são dispensados pela impressão 3D. Avaliando as características do processo
é possível concluir que o método ainda esta em fase de aprimoramento, existindo certa
barreira entre ele a fabricação de peças finais, no entanto o processo pode ser classificado
com uma ferramenta satisfatória para manufatura de produtos. O aperfeiçoamento das
propriedades mecânicas e diversidade de materiais oferecem potencial significativo para que
o processo possa se expandir no futuro. Esse projeto fica aberto para uma constante melhoria
e aperfeiçoamento na estrutura funcional do protótipo propondo novas soluções que possam
ser ainda mais viáveis e econômicas podendo trazer ao mesmo tempo um melhor desempenho
para o projeto, assim como uma melhoria na interação com usuário, melhoria na aparência da
maquina e na segurança do operador.

6. REFERENCIAS

ARCSPACE. Norman Foster – The Architect’s Studio, Lousiana Museum. Disponível


em:<http://www.arcspace.com/exhibitions/Louisiana/index.html>. Acesso em: maio de
2013.

BADOTTI, A. V. Avaliação do processo de metalização superficial aplicado às peças


obtidas por estereolitografia. Dissertação de mestrado. Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2003.

BESSA, J. S. Prototipagem rápida – Engenharia do produto. Faculdade de Pitágoras.


Disponível em: < http://amigonerd.net/exatas/engenharia/prototipagem-rapida> Acesso
em maio 2013.

BORNIA, C. A; LORANDI, J. A. Revista FAE: O processo de desenvolvimento de


produtos compartilhado na cadeia de suprimentos. Curitiba 2009.

CUNHA, G.D; BUSS, C. AVANCINI, H. Fundamentos do desenvolvimento do produto.


Porto Alegre: UFRGS, 2001. V.1.

FALCONE A. G. Máquinas Elétricas Rotativas. Volume 2, editora Edgard Blucher Ltda


2000

MAGALHÃES L. C. A. Influência dos parâmetros construtivos no comportamento


mecânico de peças fabricadas pela técnica de Modelagem por Fusão e Deposição
(FDM), 2010, Dissertação (Mestrado em Engenharia) - Programa de Pós-graduação em
Engenharia Mecânica e de Materiais, Universidade Tecnológica Federal do Paraná,
Curitiba, 71p.

MAKERBOT. Makerbot Industries Home Page. Disponível em:


<http://www.makerbot.com/>.
Acesso em: abril de 2013.

MATERIODESIGN. Design e ciência dos materiais. Prototipagem rápida e seus meios.


Parte II. Disponível em:< http://materiodesign.blogspot.com.br>. Acesso em junho 2013.

MIETTI, M. A; VENDRAMENTO, O. Uso de Prototipagem Rápida como Fator de


Competitividade. UNIP 2000.

ROZENFELD, H. Gestão de desenvolvimento de produtos – uma referência para a


melhoria do processo. São Paulo: Saraiva 2006.
SLACK, N; CHAMBERS, S; JOHNSTON, R. Administração da produção. 3.ed. São
Paulo: Atlas, 2002.

VASCONCELOS, P.V. O Fabrico Rápido de Ferramentas ao Serviço da Engenharia


Concorrente. Tecnometal, 2001.

VOLPATO, N. Prototipagem rápida - tecnologias e aplicações. 1ª ed. São Paulo: Edgar


Blücher, 2007.
WOHLERS, T. T .Wohlers report 2008. Fort Collins, Colorado: Wohlers Associates, 2008. .
ANEXO 01
Matriz QFD elaborada completa:

Primeira Matriz da Qualidade (casa da qualidade)


Correlação Correlaç
RP1 entre ão
requisitos de
cliente e de + Posit.
RP2 produto + Forte

RP3 Forte 9 + FracoPosit.


Moder Inexist
RP4 ado 3 ente
Neg.
RP5 Fraco 1 - Fraca
- Neg.
RP6 - Forte
RP7

RP8
Direcionador de
RP9 melhoria
não importa a
RP10 variação do valor
quanto maior o
RP11 valor melhor
quanto menor o
RP12 valor melhor
RP13
As células
RP14
marcadas
dessa cor são
Bech
calculadas
markin
automaticame
g de
RP15 nte
Direcionador
Merca
de melhoria do
>>>>
Probabilidade de erros de execução

Grau de importância (geral)

Argumento de vendas
Nosso ProdutoConcorrenteXConcorrenteY
Facil interação com Usuario

Custo de Manutenção
Numero de Componentes
Operações de Montagem

Índice de melhoria
Montagem da Máquina
Projeto de Montagem

Custo de Montagem

Peso absoluto
Kano (interno)
Custo de Materiais
Volume de trabalho

Custo de Aquisição

Peso relativo
Padronização
Segurança

Cliente
Vida Util

RP15

Plano

7
Requisito

,
s do

RC1 9 1 1 1 1 1 1 1 1
Protótipo 9 9 1 3 9 9 3 3 9 1 9 3 1 4

28
7
,
Numero
RC2 Reduzido de 1 11
Peças 3 3 1 3 3 3 9 1 3 3 1 1 9 1 1 1 1 1 1 4
7
,
1 1 1 1 1 1 1
Execução 1
Simples 1 1 9 3 9 3 9 9 3 1 1 9 9 1 4
7
,
RC3 1 1
1
Aparencia 1 1 1 1 1 3 9 1 1 9 1 1 3 3 1 1 1 1 1 4
7
,
1 1 1 1 1 1 1
Facil de 1
Montar 9 3 9 3 9 9 9 9 1 9 1 9 9 1 4
7
,
Baixo custo de 1 1
aquisição de 1
RC4 peças 3 3 3 3 3 3 9 1 1 9 1 3 9 1 1 1 1 1 1 4
7
,
Componentes 1 1 1 1 1 1 1
faceis de 1
encontrar 3 3 3 3 3 3 9 1 1 9 1 3 3 1 4
7
,
1 1
1
Facil Operação 9 9 9 3 9 9 3 9 3 3 3 3 9 3 1 1 1 1 1 4
7
,
RC5 1 1 1 1 1 1 1
1
Silenciosa 1 1 1 1 3 3 3 1 3 9 3 1 3 1 4
7
,
1 1
1
Resistente 3 3 3 3 3 9 3 1 9 9 9 1 9 1 1 1 1 1 1 4
Boa Qualidade
de impressão 3 3 3 3 3 9 1 3 3 9 9 9 3 1
7
,
1 1
Diversidade de 1
Materiais 1 1 1 3 3 9 1 1 3 9 3 3 1 1 1 1 1 1 1 4
7
,
1 1 1 1 1 1 1
1
Segurança 1 1 1 1 1 9 3 9 1 3 1 1 3 9 4
7
1 1 ,
Produtos 1
RC7 Finais 1 1 1 1 1 9 1 3 3 3 1 1 3 1 1 1 1 1 1 4
Sem
Manutenção 1 1 1 1 1 3 1 9 9 3 9 3 1 3
Manutanção
Facil 3 3 3 3 3 3 3 9 9 3 9 3 9 9
7
,
Reposição 1 1 1 1 1 1 11
Facil 3 3 3 3 3 9 3 9 9 9 9 3 9 1 4
5
1
Grau de 3 3 3 2 3 6 5 4 3 6 2 3 5 1 6 10
importância 4 0 8 2 8 4 7 1 1 7 5 4 8 8 2 40
(req. produto) 3 0 6 9 6 3 1 4 4 1 7 3 6 6 0 9
1 1 1 1 1
Percentual 6 5 7 4 7 1 0 7 6 2 5 6 0 3 0 0

29
0

Unidade

Bech Nosso
markin Produto (se
g existente)

Técnic
ConcorrenteX o de
Produt
Concorrente
oY

Plano (valor
meta)

Dificuldade
Técnica /
Reutilização

RP: Requisitos do Produto (Qualidade


Projetada / Características Técnicas do
Produto)

ANEXO 2
Configurações do Firmware da impressora e códigos de programação
Definições dos códigos G
G0 - > G1
/ / G1 - movimento coordenado X Y Z
/ / G2 - CW ARC
/ / G3 - CCW ARC
/ / G4 - Dwell S <segundos> ou P <milliseconds>
/ / G28 – Referenciar os eixos
/ / G90 - Use coordenadas absolutas
/ / G91 - Use coordenadas relativas
/ / G92 - Define a posição atual para cordenadas

/ / RepRap M Códigos
/ / M104 - Definir extrusora temperatura alvo
/ / M105 - Leia temperatura atual
/ / M106 - Fan em
/ / M107 - Fan off
/ / M109 - Aguarde extrusora temperatura atual para chegar a temperatura alvo.
/ / M114 - Mostrar posição atual

/ / Custom M Códigos
/ / M17 - Ativar / potência todos os motores de passo
/ / M18 - Desative todos os motores de passo , mesmo que o M84
/ / M20 - Lista cartão SD
/ / M21 - Init SD card
/ / M22 - Lançamento do cartão SD
/ / M23 - Selecione o arquivo SD ( M23 filename.g )
/ / M24 - Start / currículo SD impressão
/ / M25 - Pausa SD impressão
/ / M26 - Define a posição SD em bytes ( M26 S12345 )
/ / M27 - Reportar status de impressão SD
/ / M28 - Comece SD write ( M28 filename.g )
/ / M29 - Pare SD write
/ / M30 - Tempo de saída desde M109 passado ou início de cartão SD para serial
/ / M42 - Mudança de status pin via gcode
/ / M80 - Ligar fonte de alimentação
/ / M81 - desligue a alimentação
/ / M82 - Definir códigos E absoluta (padrão)
/ / M83 - Definir códigos E em relação ao mesmo tempo em coordenadas absolutas modo ( G90
)
/ / M84 - Desativar steppers até o próximo movimento,
/ / Ou uso S <segundos> para especificar um tempo limite de inatividade , após o qual
os steppers será desativado . S0 para desativar o tempo limite.
/ / M85 - Definir o temporizador de desligamento de inatividade com o parâmetro
S <segundos> . Para desabilitar o conjunto zero ( padrão)
/ / M92 - Definir axis_steps_per_unit - mesma sintaxe que G92
/ / M114 - Saída posição atual para a porta serial
/ / M115 - seqüência de Capacidades
/ / M117 - mensagem do visor
/ / M119 - Saída estado Encosto de porta serial
/ / M140 - Definir cama alvo temporário
/ / M190 - Aguarde cama temperatura atual para chegar a temperatura alvo.
/ / M200 - Definir diâmetro do filamento
/ / M201 - Definir aceleração máxima em unidades / s ^ 2 para movimentos de impressão
( M201 X1000 Y1000 )
/ / M202 - Definir aceleração máxima em unidades / s ^ 2 para movimentos de viagem ( M202
X1000 Y1000 ) não utilizados em Marlin !
/ / M203 - Definir avanço máximo que sua máquina pode sustentar ( M203 X200 Y200 Z300
E10000 ), em mm / s
/ / M204 - Definir aceleração padrão : é normal T filamento move apenas movimentos ( M204
S3000 T7000 ) im mm / seg ^ 2 também define o tempo mínimo segmento em ms ( B20000 )
para evitar falhas de buffer e velocidade de avanço mínimo M20
Configurações avançadas - / / M205 : velocidade mínima de viagem S = T = durante a
impressão de viajar só , B = segmento de tempo mínimo de X = idiota máximo xy , Z =
empurrão máximo Z
/ / M206 - definir compensar homeing adicional
/ / M220 S <factor em percent> - definir a velocidade fator percentual da
/ / M221 S <factor em percent> - conjunto de extrusão percentual fator override
/ / M240 - Desencadear uma câmera para tirar uma fotografia
/ / M301 - Definir parâmetros PID P I e D
/ / M302 - Permitir extrusões frias
/ / M400 - Terminar todos os movimentos
/ / M500 - lojas paramters em EEPROM
/ / M501 - lê os parâmetros de EEPROM (se precisar redefini-las depois que você mudou -
los temporariamente ) .
/ / M502 - reverte para as " configurações de fábrica " padrão. Você ainda precisa
armazená-los em EEPROM depois , se você quiser .
/ / M503 - imprimir as configurações atuais (de memória não de eeprom )

Simulação de impressão de uma Polia

Gerar o código G, fatiador Slic3R


Código G, gerado, exemplo do começo e o final da programação
generated by Slic3r 0.9.9-dev on 2013-11-25 at 18:46:08
layer_height = 0.2
perimeters = 2
top_solid_layers = 3
bottom_solid_layers = 3
fill_density = 0.4
perimeter_speed = 30
infill_speed = 55
travel_speed = 100
nozzle_diameter = 0.35
filament_diameter = 2.95
extrusion_multiplier = 0.85
perimeters extrusion width = 0.52mm
infill extrusion width = 0.52mm
solid infill extrusion width = 0.52mm
top infill extrusion width = 0.52mm
first layer extrusion width = 0.70mm
G21 ; set units to millimeters
M107
G28 ; home all axes
G1 Z5 F5000 ; lift nozzle
G90 ; use absolute coordinates
M83 ; use relative distances for extrusion
G1 F1800.000 E-1.00000
G1 Z0.350 F6000.000
G1 X88.630 Y89.280
G1 F1800.000 E1.00000
G1 X89.280 Y88.630 F414.000 E0.02500
G1 X90.480 Y87.610 E0.04284
G1 X91.180 Y87.100 E0.02356
G1 X92.520 Y86.280 E0.04273
G1 X93.300 Y85.890 E0.02372
G1 X98.000 Y84.510 E0.02366
G1 X99.570 Y84.390 E0.04283
G1 X100.430 Y84.390 E0.02339
G1 X101.990 Y84.510 E0.04256
G1 X102.850 Y84.650 E0.02370
G1 X104.330 Y85.000 E0.04137
G1 X105.170 Y85.260 E0.02392
G1 X110.710 Y88.630 E0.04284
G1 X111.360 Y89.280 E0.02500
G1 X112.380 Y90.480 E0.04284
G1 X112.890 Y91.180 E0.02356
G1 X113.710 Y92.520 E0.04273
G1 X114.110 Y93.310 E0.02408
G1 X115.600 Y100.420 E0.02339
G1 X115.480 Y101.990 E0.04283
G1 X97.332 Y97.332 E0.00590
G1 X95.192 Y95.192 E0.03654
G1 X95.549 Y94.863 E0.00587
G1 X97.714 Y97.027 E0.03697
G1 X98.096 Y96.722 E0.00590
G1 X95.931 Y94.557 E0.03698
G1 X96.337 Y94.277 E0.00596
G1 X98.587 Y96.526 E0.03843
G1 X99.080 Y96.333 E0.00640
G1 X96.770 Y94.023 E0.03946
G1 X97.230 Y93.796 E0.00620
G1 X99.696 Y96.262 E0.04213
G1 X100.355 Y96.235 E0.00797
G1 X97.720 Y93.600 E0.04501
G1 X98.244 Y93.437 E0.00662
G1 X101.245 Y96.438 E0.05127
G1 F1800.000 E-1.00000
M107
M104 S0 ; turn off temperature
G28 X0 ; home X axis
M84 ; disable motors
; filament used = 261.1mm (1.8cm3)
Polia carregada no Pronterface

Confira também minhas outras áreas de atuação:

Fontes de renda na internet, empreendedor digital:


http://bit.ly/1fvcTav

Inglês em 24 horas; Um guia de sobrevivência pra quem precisa falar


inglês urgente: http://bit.ly/1tpu2w8

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Conheça sua mente e Conquiste Seus Sonhos – MARCOS TROMBETA ; Veja mais detalhes
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