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ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS E GEOTECNIA

PEF2404 Pontes e grandes estruturas

PROJETO DA DISCIPLINA DE
PONTES
Relatório do projeto de ponte para a disciplina PEF2404

Henrique Barbosa Primon, 6852714


Pedro Brazinkas Chiovetti, 6851352

São Paulo, novembro de 2014


Conteúdo
Parte 1 ........................................................................................................................................... 3
Hipóteses básicas ...................................................................................................................... 3
Características da seção transversal da longarina: ................................................................... 3
Características das transversinas: ............................................................................................. 4
Determinação dos carregamentos: ........................................................................................... 4
Efeito grelha: ............................................................................................................................. 5
Ações variáveis (Trem-tipo 450)................................................................................................ 7
Linhas de Influência para os Esforços solicitantes .................................................................... 8
Determinação das envoltórias de momentos e cortantes ...................................................... 10
Parte 2 ......................................................................................................................................... 13
Calcular a protensão necessária (protensão limitada)............................................................ 13
Carregamento Quase Permanente (CQP) ........................................................................... 13
Carregamento freqüente (CF) ............................................................................................. 13
Lançamento dos cabos na longitudinal ................................................................................... 14
Cálculo das perdas................................................................................................................... 15
Perdas imediatas ................................................................................................................. 15
Perdas lentas ....................................................................................................................... 18
Verificação do estado limite último de serviço ....................................................................... 19
Parte 1

Hipóteses básicas
𝑣ã𝑜
- Se a relação 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 ≥ 2, as transversinas podem ser consideradas infinitamente rígidas. No
caso, temos um vão de 38m e a largura da ponte é de 10m, logo:

38
= 3,8 ≥ 2
10

Sendo assim, a hipótese é válida e ainda podemos desprezar o trabalho longitudinal das lajes.

- As transversinas só transmitem carga vertical, ou seja, podemos desprezar a rigidez à torção


uniforme se as espessuras forem pequenas. Considerando que as transversinas tem espessura
da ordem de grandeza das almas das longarinas, podemos considera-las de pequena espessura
e a hipótese será válida.

Com essas hipóteses sendo válidas, concluímos que as transversinas podem ser estaticamente
analisadas como vigas rígidas sobre apoios elásticos, que são as longarinas.

Características da seção transversal da longarina:

Figuras 1, 2 e 3: Seções transversais da ponte, longarina e guarda-rodas

H = 2,40m
Al = 1,382m²

ys = 0,436m

yi = 1,963m

I = 1,0005m4

Ws = 2,294m³

Wi = 0,509m³

Ks = 1,660m

Ki = 0,369m

Características das transversinas:


A área transversal de uma transversina pode ser calculada com a ajuda do software AutoCAD
como sendo a soma abaixo:

𝐴𝑡 = 0,5877 ∗ 2 + 4,1668 ∗ 3

𝐴𝑡 = 13,6758𝑚²

Considerando uma espessura e = 20cm para as transversinas, podemos calcular o volume


destas:

𝑉 = 0,2 ∗ 13,6758 = 2,7352𝑚3

Determinação dos carregamentos:


- Cargas permanentes:

- Cargas permanentes referentes ao peso próprio da estrutura (g1):

𝑔1 = 𝐴𝑙 ∗ 𝛾𝑐 = 1,382 ∗ 25

𝑔1 = 34,55𝑘𝑁/𝑚

- Peso próprio das transversinas (G1):

𝐺1 = 𝑉 ∗ 𝛾𝑐 = 2,7352 ∗ 25

𝐺1 = 68,379𝑘𝑁

Dividindo o peso pelas 4 longarinas:

𝐺1
= 17,09475𝑘𝑁
4

- Carga permanente referente às partes não resistentes (g2):

Obs.: Quando g2 for aplicado, a grelha já estará constituída, portanto deve ser considerado o
efeito grelha na sua distribuição.
Para a espessura do pavimento, considerando uma espessura mínima de 5cm e caimento de
2% até o centro da pista, temos:

Figura 4: Seção transversal de metade do pavimento detalhando sua declividade

0,05 + 0,15
𝑔′2 = 𝑒𝑚é𝑑𝑖𝑜 ∗ 𝛾𝑝𝑎𝑣 = ∗ 24
2

𝑔′2 = 2,4𝑘𝑁/𝑚²

- Guarda-rodas (G2):

A área da seção transversal do guarda-rodas pode ser calculada com a ajuda do software
AutoCAD e vale:

𝐴𝐺𝑅 = 0,2578𝑚2

𝐺2 = 𝐴𝐺𝑅 ∗ 𝛾𝑐 = 0,2578 ∗ 25

𝐺2 = 6,445𝑘𝑁/𝑚

Efeito grelha:
- Cálculo de rij:

O coeficiente de repartição transversal, que representa a reação na mola i para uma carga
unitária em j, pode ser calculado pela seguinte fórmula:

1 𝑒𝑖 ∗ 𝑒𝑗
𝑟𝑖𝑗 = 𝐼𝑖 ∗ [ + ]
∑𝑛𝑖=1 𝐼𝑖 𝑛
∑𝑖=1(𝐼𝑖 ∗ 𝑒𝑖2 )

Como todas as longarinas possuem a mesma seção transversal, podemos simplificar a


expressão para:

1 𝑒𝑖 ∗ 𝑒𝑗
𝑟𝑖𝑗 = + 𝑛 2
𝑛 ∑𝑖=1 𝑒𝑖

n = número de longarinas;
ei = distância da longarina i até o centro elástico
ej = distância da força unitária até o centro elástico

1 −3,75 ∗ 𝑒𝑗
𝑟1𝑗 = + = 0,25 − 0,12𝑒𝑗
4 2 ∗ (3,752 + 1,252 )

1 −1,25 ∗ 𝑒𝑗
𝑟2𝑗 = + = 0,25 − 0,04𝑒𝑗
4 2 ∗ (3,752 + 1,252 )

1 1,25 ∗ 𝑒𝑗
𝑟3𝑗 = + = 0,25 + 0,04𝑒𝑗
4 2 ∗ (3,752 + 1,252 )
1 3,75 ∗ 𝑒𝑗
𝑟4𝑗 = + 2 + 1,252 )
= 0,25 + 0,12𝑒𝑗
4 2∗ (3,75

Extrema Intermediária Intermediária Extrema


Viga(ei) (-3,75) (-1,25) (1,25) (3,75)
ej
-5 0,85 0,45 0,05 -0,35
-3,75 0,70 0,40 0,10 -0,20
-1,25 0,40 0,30 0,20 0,10
0 0,25 0,25 0,25 0,25
1,25 0,10 0,20 0,30 0,40
3,75 -0,20 0,10 0,40 0,70
5 -0,35 0,05 0,45 0,85

0.8

0.6

0.4 r1j
r2j
0.2
r3j
0 r4j
-6 -4 -2 0 2 4 6
-0.2

-0.4

-0.6

- Escolha da longarina:

Um dos objetivos deste trabalho é a determinação do trem tipo para uma das longarinas. Em
sala, foi escolhida uma das longarinas mais próximas à borda como exemplo. Para um estudo
mais completo da teoria, optou-se por escolher uma das vigas centrais, no caso, a longarina L2.

- Viga intermediária L2:

- Cálculo de g2:

𝑔2 = 𝐺2 ∗ [𝑟2𝑗 (−5 + 0,1572) + 𝑟2𝑗 (5 − 0,1572)] + 𝑔′ 2


38,00 − 2 ∗ 0,45
∗ [𝑟2𝑗 (−5 + 0,45) + 𝑟2𝑗 (5 − 0,45)] ∗
2

𝑔2 = 6,445 ∗ (0,444 + 0,056) + 2,4 ∗ (0,432 + 0,068) ∗ 18,55

𝑔2 = 25,48𝑘𝑁/𝑚
Figuras 5 e 6: Carregamentos permanentes transversal e longitudinal da ponte
respectivamente

Ações variáveis (Trem-tipo 450)


- Fator de impacto :

𝜑 = 1,4 − 0,007 ∗ 𝑙

𝜑 = 1,4 − 0,007 ∗ 38 = 1,134

- Trem-tipo homogeneizado:

Como o vão da ponte possui mais de 30m, há necessidade de homogeneizar o trem-tipo com
um decréscimo de carga em suas rodas. Normalmente, cada roda do trem-tipo receberia 1/6
do peso do veículo, ou seja, 75kN. Dadas as dimensões do trem-tipo de 3m x 6m, e a carga
distribuída de 5kN/m² na área do veículo, a carga em cada roda será:

𝑞∗𝑎∗𝑏
𝑄𝑟𝑜𝑑𝑎 = 𝑄 − ∆𝑄 = 𝑄 −
6
5∗3∗6
𝑄𝑟𝑜𝑑𝑎 = 75 − = 60𝑘𝑁
6

- Determinação do trem-tipo positivo:

𝑄 = 60 ∗ 𝜑 ∗ [𝑟2𝑗 (−5 + 0,45 + 0,25) + 𝑟2𝑗 (−5 + 0,45 + 0,25 + 2,00)]

𝑄 = 60 ∗ 1,134 ∗ (0,422 + 0,342) = 51,98𝑘𝑁

9,1
𝑞2 = 5 ∗ 𝜑 ∗ 𝑟2𝑗 (−5 + 0,45) ∗
2
9,1
𝑞2 = 5 ∗ 1,134 ∗ 0,432 ∗ = 11,14𝑘𝑁/𝑚
2
Figuras 7 e 8: Carregamentos do trem-tipo positivo transversal nas seções dos eixos do veículo e fora deles, e
carregamento do trem-tipo longitudinal em uma seção qualquer

- Determinação do trem-tipo negativo:

Não há trem tipo negativo na longarina escolhida.

Linhas de Influência para os Esforços solicitantes


Dividindo a viga em 10 trechos iguais, devemos analisar os diagramas de momentos e
cortantes máximos e mínimos em cada uma das nove seções intermediárias e das duas seções
dos apoios e traçar as respectivas envoltórias.

- Momentos:

- Seção 0 = Seção 10 (apoios):

𝑐 ∗ 𝑐′
𝑐 = 0𝑚; 𝑐 ′ = 38𝑚; = 0𝑚
𝑙

- Seção 1 = Seção 9:


𝑐 ∗ 𝑐′
𝑐 = 3,8𝑚; 𝑐 = 34,2𝑚; = 3,42𝑚
𝑙

-Seção 2 = Seção 8:

𝑐 ∗ 𝑐′
𝑐 = 7,6𝑚; 𝑐 ′ = 30,4𝑚; = 6,08𝑚
𝑙

- Seção 3 = Seção 7:

𝑐 ∗ 𝑐′
𝑐 = 11,4𝑚; 𝑐 ′ = 26,6𝑚; = 7,98𝑚
𝑙

- Seção 4 = Seção 6:

𝑐 ∗ 𝑐′
𝑐 = 15,2𝑚; 𝑐 ′ = 22,8𝑚; = 9,12𝑚
𝑙
- Seção 5:

𝑐 ∗ 𝑐′
𝑐 = 𝑐 ′ = 19𝑚; = 9,5𝑚
𝑙

- Cortantes (carga unitária):

- Seção 0:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 0𝑚; − = 0,0; 𝑐 ′ = 38𝑚; = 1,0
𝑙 𝑙

- Seção 1:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 3,8𝑚; − = −0,1; 𝑐 ′ = 34,2𝑚; = 0,9
𝑙 𝑙

- Seção 2:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 7,6𝑚; − = −0,2; 𝑐 ′ = 30,4𝑚; = 0,8
𝑙 𝑙

- Seção 3:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 11,4𝑚; − = −0,3; 𝑐 ′ = 26,6𝑚; = 0,7
𝑙 𝑙

- Seção 4:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 15,2𝑚; − = −0,4; 𝑐 ′ = 22,8𝑚; = 0,6
𝑙 𝑙

- Seção 5:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 19𝑚; − = −0,5; 𝑐 ′ = 19𝑚; = 0,5
𝑙 𝑙

- Seção 6:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 22,8𝑚; − = −0,6; 𝑐 ′ = 15,2𝑚; = 0,4
𝑙 𝑙

- Seção 7:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 26,6𝑚; − = −0,7; 𝑐 ′ = 11,4𝑚; = 0,3
𝑙 𝑙

- Seção 8:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 30,4𝑚; − = −0,8; 𝑐 ′ = 7,6𝑚; = 0,2
𝑙 𝑙

- Seção 9:
1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 34,2𝑚; − = −0,9; 𝑐 ′ = 3,8𝑚; = 0,1
𝑙 𝑙

- Seção 10:

1∗𝑐 1 ∗ 𝑐′
𝑐 = 38𝑚; − = −1,0; 𝑐 ′ = 0𝑚; = 0,0
𝑙 𝑙

Determinação das envoltórias de momentos e cortantes


- Cargas permanentes:

𝑔 = 𝑔1 + 𝑔2 = 34,55 + 24,48 = 60,03𝑘𝑁/𝑚

𝐺1
= 17,09𝑘𝑁
4

Com o auxílio do software Ftool, foram determinados os momentos e forças cortantes devido
à carga permanente em cada seção. Os valores encontram-se nas tabelas abaixo.

Seção Distância (m) Momento (kN.m)


0 0,0 0,0
1 3,8 3998,16
2 7,6 7129,49
3 11,4 9361,52
4 15,2 10694,24
5 19,0 11160,12
6 22,8 10692,24
7 26,6 9361,52
8 30,4 7129,49
9 34,2 3998,16
10 38,0 0,0

Seção Distância (m) Cortante (kN)


0 0,0 1166,20
1 3,8 938,09
2 7,6 709,98
3 11,4 464,77
4 15,2 236,66
5 19,0 0,00
6 22,8 -236,66
7 26,6 -464,77
8 30,4 -709,98
9 34,2 -938,09
10 38,0 -1166,20

- Cargas variáveis:

Para as cargas variáveis, há uma análise que deve ser feita no sentido de maximizar os
esforços. Como o trem-tipo possui três eixos, serão consideradas cargas em 3 posições.
Novamente com a ajuda do software Ftool, foram determinados os momentos, dessa vez
relativos às cargas causadas pelo trem-tipo. Os valores podem ser observados na tabela
abaixo.

Seção Distância (m) Momento Q (kN.m) Momento q (kN.m)


0 0,0 0,00 0,00
1 3,8 509,92 49,38
2 7,6 901,33 87,80
3 11,4 1174,23 115,23
4 15,2 1344,20 131,69
5 19,0 1403,46 137,18
6 22,8 1344,20 131,69
7 26,6 1174,23 115,23
8 30,4 901,33 87,80
9 34,2 509,92 49,38
10 38,0 0,00 0,00

Seção Distância (m) Cortante Q (kN) Cortante q (kN)


0 0,0 149,78 211,75
1 3,8 134,19 171,52
2 7,6 118,60 135,52
3 11,4 103,00 103,76
4 15,2 87,41 76,23
5 19,0 71,81 52,94
6 22,8 56,22 33,88
7 26,6 40,63 19,06
8 30,4 25,03 8,47
9 34,2 9,44 2,12
10 38,0 -6,16 0,00

Como não há trem-tipo negativo na longarina escolhida, os valores de momentos e cortantes


mínimos serão os mesmos do peso próprio, com exceção da cortante na seção 10.

Seção Distância (m) Momento máximo Momento mínimo Cortante máxima Cortante mínima
G+g+Q+q (kN.m) G+g+Q+q (kN.m) G+g+Q+q (kN.m) G+g+Q+q (kN.m)
0 0,0 0,00 0,00 1521,75 1160,20
1 3,8 4557,56 3998,16 1243,81 938,09
2 7,6 8118,62 7129,49 964,10 709,98
3 11,4 10650,98 9361,52 671,54 464,77
4 15,2 12170,13 10694,24 400,30 236,66
5 19,0 12700,76 11160,12 124,76 0,00
6 22,8 12170,13 10692,24 -146,56 -236,66
7 26,6 10650,98 9361,52 -405,08 -464,77
8 30,4 8118,62 7129,49 -676,48 -709,98
9 34,2 4557,56 3998,16 -923,56 -938,09
10 38,0 0,00 0,00 -1160,20 -1166,20
0
0 3.8 7.6 11.4 15.2 19 22.8 26.6 30.4 34.2 38
-2000

-4000

-6000 Momento Máximo

-8000 Momento Mínimo

-10000

-12000

-14000

2000.00

1500.00

1000.00

500.00 Cortante Máxima

0.00 Cortante Mínima


0 3.8 7.6 11.4 15.2 19 22.8 26.6 30.4 34.2 38
-500.00

-1000.00

-1500.00
Parte 2

Calcular a protensão necessária (protensão limitada)

Dados:

 Cabos com 10 Φ de 12,5 mm


 Φ bainha = 65mm
 Ancoragem: 20 x 20 cm
 Área de 1 Φ de 12,5 mm: 0,987 cm²
 Ψ2=0,3
 Ψ1=0,5
 fptk= 190 kN/cm² (CP-190 RB)

A seção mais solicitada é a do meio do vão, que deverá ser analisada para esta parte do
projeto. Os momentos para esta seção (5) estão reproduzidos a seguir.

Mg+G= 11160,12 kN x m

MQ+q+= 1403,46 + 137,18 = 1440,64 kN x m

MQ+q-= 0 kN x m

A seguir será verificado se o pior caso ocorre com o carregamento quase permanente
(CQP) ou com o carregamento frequente (CF).

Carregamento Quase Permanente (CQP)


+
𝑀𝐶𝑄𝑃 = 𝑀𝑔+𝐺 + Ψ2 × 𝑀𝑄+𝑞

𝑀𝐶𝑄𝑃 = 11160,12 + 0,3 × 1440,64

𝑀𝐶𝑄𝑃 = 11.592,31

Ki: distância nuclear para as fibras inferiores(m);

ep: excentricidade da força de protensão em relação ao c.g. da seção(m).

𝑀𝐶𝑄𝑃
𝑃𝐶𝑄𝑃 =
𝑘𝑖 + 𝑒𝑝

𝑒𝑝 = 𝑦𝑖 − 0,10 = 1,963 − 0,15 = 1,813

11.592,31
𝑃𝐶𝑄𝑃 = = 5.051,11 𝑘𝑁
0,482 + 1,813

Carregamento freqüente (CF)


+
𝑀𝐶𝐹 = 𝑀𝑔+𝐺 + Ψ1 × 𝑀𝑄+𝑞

𝑀𝐶𝐹 = 11160,12 + 0,5 × 1440,64 = 11.880,44


3 3
𝑓𝑐𝑡𝑖 = 0,7 × 0,3 × √𝑓𝑐𝑘 2 = 0,7 × 0,3 × √352 = 2,25 𝑀𝑃𝑎 = 2.250 𝑘𝑁/𝑚²

𝑀𝐶𝐹 − 𝑊𝑖 × 𝑓𝑐𝑡𝑖
𝑃𝐶𝐹 =
𝑘𝑖 + 𝑒𝑝

11.880,44 − 0,5 × 2.250


𝑃𝐶𝐹 = = 4.686,46 𝑘𝑁
0,482 + 1,813

𝑃∞ = 5.051 kN

Admitindo 25% de perdas na seção do meio do vão:

𝑃∞
𝑃0 = = 6.734,67 𝑘𝑁
0,75

Considerando cabos com 10 cordoalhas de diâmetro 12,5mm, tem-se:

𝑃0,1 𝑐𝑎𝑏𝑜 = 𝐴1 𝑐𝑜𝑟𝑑 × 𝑛1 𝑐𝑜𝑟𝑑 × 0,75 × 𝑓𝑝𝑡𝑘 = 1.387,72 𝑘𝑁

𝑃0
𝑛𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠 = = 4,85 → 5 𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠
𝑃0,1 𝑐𝑎𝑏𝑜

𝑃0,5 𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠 = 𝑛𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠 × 𝑃0,1 𝑐𝑎𝑏𝑜 = 6938,61 𝑘𝑁

Lançamento dos cabos na longitudinal

Figura 1 - Lançamento dos cabos: corte longitudinal.

Figura 2 - Ângulos dos cabos.


Figura 3 - Corte da seção no meio do vão.

Cálculo das perdas


Perdas imediatas

Por atrito e encunhamento


𝜎 = 𝜎𝑝𝑖 × ( 1 − ∑ 𝜇 × 𝛼 − 𝑘 × 𝑥)

Onde:

μ = 0,2 é o coeficiente de atrito

α é o ângulo em radianos do cabo em estudo

k = 0,002m-1 é um coeficiente de perda por metro devido às curvaturas do cabo

x é o comprimento da seção analisada.

Cabo 1:

Altura no apoio 1,8 m


Altura no meio do vão 0,21 m
Trecho parabólico 17 m
Trecho reto 2 m
α saída 0,187 rad
σa = σpi (x=0) 140,5 kN/cm² = 10 MPa
P (x=0) 1.387,72 kN

Na posição de x = 17m (fim do trecho parabólico):

𝜎17,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 140,5 × (1 − 0,2 × 0,187 − 0,002 × 17 ) = 130,56

Na posição x = 19m (trecho reto):

𝜎19,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 140,5 × (1 − 0,2 × 0,187 − 0,002 × 19 ) = 129,9


Verificação do encunhamento, para δ = 6mm:
𝜎𝐴 − 𝜎𝐵
𝛽1 = = 5,5𝑀𝑃𝑎/𝑚
∆𝑥1

𝐸𝑝 × 𝛿
𝑎= √ = 14,4 < 17𝑚 → 𝑂𝑘!
𝛽1

Cabo 2:

Altura no apoio 1,4 m


Altura no meio do vão 0,21 m
Trecho parabólico 14 m
Trecho reto 5 m
α saída 0,146 rad
σa = σpi (x=0) 140,5 kN/cm² = 10 MPa
P (x=0) 1.387,72 kN

Na posição de x = 14m (fim do trecho parabólico):

𝜎15,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 140,5 × (1 − 0,2 × 0,146 − 0,002 × 14 ) = 132,46

Na posição x = 19m (trecho reto):

𝜎19,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 140,5 × (1 − 0,2 × 0,146 − 0,002 × 19 ) = 131,05

Verificação do encunhamento, para δ = 6mm:


𝜎𝐴 − 𝜎𝐵
𝛽1 = = 5,74𝑀𝑃𝑎/𝑚
∆𝑥1

𝐸𝑝 × 𝛿
𝑎= √ = 14,1 > 14𝑚 → 𝑁ã𝑜 𝑂𝑘!
𝛽1

𝛽2 = 2,82𝑀𝑃𝑎/𝑚

𝐸𝑝 × 𝛿 − ∆𝑥1 ²(𝛽1 − 𝛽2)


𝑎= √ = 14,1 < 19𝑚 → 𝑂𝑘!
𝛽2

Cabo 3:

Altura no apoio 1,0 m


Altura no meio do vão 0,21 m
Trecho parabólico 11 m
Trecho reto 8 m
α saída 0,104 rad
σa = σpi (x=0) 140,5 kN/cm² = 10 MPa
P (x=0) 1.387,72 kN

Na posição de x = 11m (fim do trecho parabólico):

𝜎15,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 140,5 × (1 − 0,2 × 0,104 − 0,002 × 11 ) = 134,48

Na posição x = 19m (trecho reto):

𝜎19,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 = 140,5 × (1 − 0,2 × 0,104 − 0,002 × 19 ) = 132,23

Verificação do encunhamento, para δ = 6mm:


𝜎𝐴 − 𝜎𝐵
𝛽1 = = 5,47𝑀𝑃𝑎/𝑚
∆𝑥1

𝐸𝑝 × 𝛿
𝑎= √ = 14,43 > 14𝑚 → 𝑁ã𝑜 𝑂𝑘!
𝛽1

𝛽2 = 2,82𝑀𝑃𝑎/𝑚

𝐸𝑝 × 𝛿 − ∆𝑥1 ²(𝛽1 − 𝛽2)


𝑎= √ = 17,1 < 19𝑚 → 𝑂𝑘!
𝛽2

Este processo é repetido para os demais cabos. O resultado está sumarizado na tabela a
seguir.

RESUMO DOS DADOS - Perdas por Atrito e Cravação


CABO Δx,α α(rad) ΔPT Xt(com trecho reto) P, apoio (kN) P, meio do vão (kN)
1 7,00 0,03 45,60 15,22 1296,40 1342,00
2 9,00 0,11 26,90 13,85 1333,79 1360,70
3 11,00 0,17 7,45 12,34 1372,69 1380,15
4 14,00 0,17 109,85 12,29 1167,91 1277,75
5 17,00 0,19 107,77 12,53 1172,06 1279,83

RESUMO DOS DADOS - RELATÓRIO - Perdas por Atrito e Cravação


P, apoio ΔP, apoio ΔP Total, P, meio do vão ΔP, mv ΔP Total,
CABO (kN) (kN) ap(kN) (kN) (kN) mv(kN)
1 1296,40 91,20 1342,00 45,60
595,15 297,57
2 1333,79 53,81 1360,70 26,90
3 1372,69 14,91 % 1380,15 7,45 %
4 1167,91 219,69 1277,75 109,85
8,58 4,29
5 1172,06 215,54 1279,83 107,77
Protensões sucessivas
𝑛𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠 − 1
∆𝜎𝑝 = 𝛼𝑝 × (𝜎𝑔+𝐺 + 𝜎𝑐𝑝 ) ×
2𝑛𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠

Δσp: Perda de tensão na armadura, em kN/m²;

αp: Relação entre o módulo de elasticidade do aço de protensão e o do concreto:

𝐸𝑝
𝛼𝑝 = = 6,04
𝐸𝑐

σg: tensão no concreto no CG do aço de protensão

𝑀𝑔+𝐺
𝜎𝑔+𝐺 = × 𝑒𝑝
𝐼

σcp: tensão no concreto no CG do aço de protensão, devido a protensão após atrito+cunha.

1 𝑒𝑝2
𝜎𝑐𝑝 = −(𝑛𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠 × (𝑃20𝑚,𝑎𝑡𝑟𝑖𝑡𝑜 − ∆𝑃𝑐𝑟𝑎𝑣 )) × ( + )
𝐴 𝐼

MEIO DO
VÃO
α σg,mv σcp,mv Δσp,mv ΔP,mv P,mv
7,30769231 12663,48 -17542,67 -14262,22 -84,46 6555,96
APOIO
σg,ap σcp,ap Δσp,ap ΔP,ap P,ap
0 -17542,67 -51278,57 -303,67 6336,75

Perdas lentas
A estimativa das perdas lentas pode ser feita pela seguinte equação:

Os valores usados estão resumidos na tabela a seguir.

P0total 6938

μ 0,2
K(1/m) 0,004
Recuo Cunha - cravação (mm) 0,6
P0por cabo 1387,6

E(kN/m²) 190.000.000,00
Ncabos 5
Ncordoalhas 10
Acabo 0,000987
reflete 2
yi 1,963
Ec 26000000
Mg,mv 11160
I 1,01232
ep,mv 1,8365
Pcp,v
A 1,382
Pprot,mv
Mg,ap 0

O resultado das perdas lentas está na tabela a seguir.

PERDAS LENTAS
Δσp,mv
-117103,33
ΔP, mv
-693,48
P, mv
5862,47

Resumo das perdas:

Resumo - Perdas de Protensão (Meio do Vão)


ΔP (kN) % Carga Final (kN) Por cabo
Imediatas 382,03 5,51
Lentas 693,49 10,00 5862,48 1172,50
Total 1075,52 15,50

Verificação do estado limite último de serviço

O estado limite último de serviço foi verificado com os seguintes valores:


P 6938
A 1,382
e 1,3935
Mmin 11160
Wi 0,509679063
Ws 2,289473684
fck 30
fctki 2,027527708
yi 1,963
I 1,0005
ys 0,437

ELS
σi σs
-2093,13 -5671,89
2,09313 5,671894
OK OK