Você está na página 1de 47

Universidade Federal de Viçosa

CBI 330 - Fisiologia Vegetal

FOTOSSÍNTESE:
Reações Luminosas
Provérbio chinês: A agricultura é a arte de colher o Sol
FOTOSSÍNTESE:
EQUAÇÃO GERAL

6 CO2 + 12 H2O C6H12O6 + 6 H2O + 6 O2

Energia luminosa Clorofila


FOTOSSÍNTESE:

Cloroplasto

Granum Estroma

Reações de Luz Reações de Carbono


(Membranas do tilacóide) (Enzimas do estroma)
ESTRUTURA BÁSICA FOLIAR

H2O
CO2
A LUZ E A FOTOSSÍNTESE

c=l.n
freqüência em Hz
comprimento de onda em nm (10-9m)

Quando a luz é absorvida ou emitida comporta-se como


partícula, chamada fóton. O fóton contém energia, que
chamamos de quantum (quanta no plural).
A energia da luz não é contínua. É emitida em pacotes (quanta).

A energia de um fóton é dada pela lei de Plank:


E = h.n (h= constante de Plank 6,626*10-34 Js fóton)
E = h.n = h.c/l [J fóton]
E = h.n = h.c/l [J fóton]
c=l.n
freqüência em Hz
comprimento de onda em nm (10-9m)
Comprimento de onda curto

Comprimento de onda longo


Comprimento de
onda
(nm)
Luz visível

Raios X Ultravioleta Infravermelho


(UV) (IR)

Radiação fotossinteticamente ativa (RFA): é a radiação


absorvida pelas plantas e utilizada na fotossíntese, localizada entre
os comprimentos de onda 400 e 700 nm.
PIGMENTOS FOTOSSINTETIZANTES
(Grupo formil)

(Grupo metil)

Cauda que ancora a clorofila


na membrana celular
COMPRIMENTOS DE ONDA X PIGMENTOS

Clorofila Ficoeritrin
a Ficociani
b
na
Clorofila
a

Absorção
Comprimento de onda (nm)

-
Caroteno

Comprimento de onda (nm)

Comprimento de onda (nm)


Curiosidade:

Elysia Chlorotica – Animal

Vaucheria litoreae - Alga


APLICAÇÃO TECNOLÓGICA DE LED’s NA AGRICULTURA:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/11/18/suplementacao-luminosa/
FOTOSSÍNTESE: ESTRUTURAS ENVOLVIDAS

Parede Célula
celular clorofilada
Núcleo

Folha Vacúolo
Cloroplasto

Esquema da
Tilacóide molécula de
Membrana externa clorofila
Membrana
interna Complexo antena

Tilacóide

DNA
Cloroplasto Estroma Granum
Granum
Membrana do tilacóide
CLOROPLASTO

1. DNA 4. Granum
2. Ribossomos 5. Estroma
3. e 6. Membrana 7. Grãos de amido
Grãos de amido.
Centro de reação da fase
fotoquímica
MEMBRANA DO TILACÓIDE
PS II
Citocromo b6f
PS I

Compartimentalização celular
ATPase
FASE FOTOQUÍMICA
 Captação de luz

 Reação fotoquímica (transferência de


elétrons)

 Transporte de elétrons (síntese de NADPH)

 Síntese de ATP
FASE FOTOQUÍMICA
 Captação de luz
 Reação fotoquímica (transferência de
elétrons)
 Transporte de elétrons (síntese de NADPH)
 Síntese de ATP
Células clorofiladas:
FOTOSSISTEMAS

Luz
Carotenóides
Clorofila b
Clorofila a
Antena

PS I = P 700 Centro de
reação
PS II = P 680 Clorofila a
especial
Complexo antena
Luz Luz Luz

Centro de reação

Os fótons são coletados pelo complexo antena e


posteriormente direcionados ao centro de reação.
Complexo antena
Outros pigmentos não fotossintetizantes

Antocianinas
Pigmentos que funcionam como
antioxidantes, combatendo os
nocivos radicais livres.
FASE FOTOQUÍMICA
 Captação de luz
 Reação fotoquímica (transferência de
elétrons)
 Transporte de elétrons (síntese de NADPH)
 Síntese de ATP
Outros pigmentos não fotossintetizantes

Licopeno
(Antioxidante)

Betalaínas
Antioxidante da beterraba
Transferência por ressonância Transferência de elétrons

Luz
Moléculas do pigmento
Aceptor
e-

Centro
de reação

e-
Antena
Doador
Estado excitado

Absorção do fóton pela


molécula
Fóton

Estado fundamental

Molécula do pigmento

Fóton
Elétron Núcleo

Estado Absorção do Estado


fundamental fóton excitado
(+) Energia
Estado
excitado

Retorno ao estado fundamental

Absorção  Calor
do fóton  Fluorescência
 Transferência de energia
(ressonância)
Fóton

Estado
fundamental

(-) Energia Molécula do pigmento


Taiz; Zeiger, 2009.
FASE FOTOQUÍMICA
 Captação de luz
 Reação fotoquímica (transferência de
elétrons)
 Transporte de elétrons (síntese de NADPH)
 Síntese de ATP
ORIGEM DOS ELÉTRONS
Fotofosforilação acíclica:

ESQUEMA ´Z´
Fotofosforilação cíclica:
H+
H+
H+
H+
Fe2-S2

Metabolismo do Nitrogênio:

Atividade de Nitrito Redutase, na


folha, é dependente de ferrodoxina
originária do PSI (P700).
FASE FOTOQUÍMICA
 Captação de luz
 Reação fotoquímica (transferência de
elétrons)
 Transporte de elétrons (síntese de NADPH)
 Síntese de ATP
ATIVIDADE DA ATPase
APARATO FOTOSSÍNTÉTICO EM
FUNCIONAMENTO

Como seria o funcionamento de todo o aparato fotossintético,


visto de maneira conjunta?
O que acontece quando há excesso de energia
1O * Oxigênio singleto
Há necessidade de 2
mecanismos de dissipação O2
de energia
e de eliminar espécies
reativas de oxigênio!!
ATP
e- e-
ATP
e- ATP
e-
DISSIPAÇÃO DE ENERGIA
FOTOSSINTÉTICA
Formas de dissipação de energia fotossintética:
1- Calor
2- Fotoquímica
3- Fluorescência
FOTOPROTEÇÃO

Intensidade Fótons utilizados


de fótons pela fotossíntese

Excesso de fótons Além de pigmento


Primeira linha de
defesa: mecanismos acessórios os
de supressão carotenóides,
Calor desempenham
Produtos função protetora,
Segunda linha de tóxicos visto que a grande
defesa: sistemas de
remoção quantidade de
(carotenóides, energia absorvida
superóxido dismutase,
ascobarto). Dano à D1 do PSII pelos pigmentos e
não é convertida
Reparo, síntese de novo
em energia
D1 oxidada
química

Fotoinibição
FOTOPROTEÇÃO

Acredita-se que a
conversão de
violaxantina em
zeaxantina, seja
um mecanismo
eficaz na
dissipação de de
energia na forma
de calor
FLUORESCÊNCIA DA CLOROFILA

FluorPen
Photon System
Instruments
Czech Republic

1.999, €

IMAGING-PAM
M
WALZ - Germany
MODO DE AÇÃO DE DOIS
HERBICIDAS
Diuron
Paraquat
FUNÇÕES DOS FOTOSSISTEMAS

 Produzir energia (ATP)

 Produzir um agente redutor (NADPH)

 Para posterior utilização em outras rotas metabólicas (fase


bioquímica da fotossíntese).