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Flambagem Inelástica

A abordagem de flambagem elástica se aplica apenas a colunas muito esbeltas, que atingem a
carga crítica de flambagem muito antes do limite de proporcionalidade (valor de tensão abaixo da
tensão de escoamento para o qual o módulo de elasticidade começa diminuir com o aumento da
tensão) do material ser atingido. Entretanto, se o índice de esbeltez da coluna tiver um valor
relativamente pequeno, a tensão no material pode ultrapassar o seu limite de proporcionalidade,
levando a uma drástica redução na rigidez da coluna e provocando a falha por flambagem para valores
de carregamento muito menores que os previstos pela fórmula de Euler. A abordagem utilizada aqui
assume um material cuja curva tensão-deformação muda de inclinação gradativamente conforme a
tensão é aumentada acima do limite de proporcionalidade (Boresi et al., 1993).

A carga de flambagem para uma coluna é a carga axial que mantém a coluna em uma posição
levemente defletida. Uma vez que uma coluna ideal não irá fletir sob cargas compressivas é necessário
aplicar uma pequena força lateral para produzir a deflexão inicial. Esse procedimento de
carregamento pode ser feito de diversas formas. Para as situações analisadas neste estudo, assume-
se que a carga lateral e o último incremento de carga axial são aplicados simultaneamente. Desse
modo, a deformação em todos os pontos da seção da coluna aumenta, embora a distribuição de
tensões não seja uniforme após a aplicação da força lateral. Nesse caso a variação de tensão Δ𝜎 é
relacionada com a deformação Δ𝜖 através da relação Δσ = 𝐸𝑇 𝜖, onde 𝐸𝑇 é o módulo de elasticidade
tangente, correspondente à tensão inelástica.

A carga de flambagem nesse caso é chamada de carga de módulo tangente e é dada pela
equação:

𝜋 2 𝐸𝑇 𝐼
𝑃𝑇 = (3)
𝐿2
Analogamente à eq. 2, a tensão de módulo tangente é dada por:

𝜋 2 𝐸𝑇
𝜎𝑇 = (4)
𝜆2
O dimensionamento de uma coluna pelo módulo tangente consiste em um método iterativo,
onde uma estimativa do módulo de elasticidade é assumida e utilizada na eq. 4 para obter o valor da
tensão crítica de flambagem (tensão de módulo tangente). Esse valor é comparado com a tensão que
corresponde ao valor do módulo de elasticidade na curva módulo-tensão. Caso o desvio seja grande,
um novo valor do módulo de elasticidade é estimado e o processo de cálculo é repetido até que se
encontre um valor para o módulo cuja tensão crítica de flambagem (eq. 4) coincida com a tensão
correspondente ao valor estimado na curva módulo-tensão. Portanto é necessário obter a curva
tensão-deformação do material e a partir dela, o comportamento do módulo de elasticidade em
função da tensão.

Modelagem da Curva Tensão-Deformação (Equação de Ramberg-Osgood)

Quando equipamentos para obtenção da curva tensão-deformação não estão disponíveis, é


necessário fazer uma estimativa da curva. A equação de Ramberg-Osgood foi criada para descrever a
relação não linear entre a tensão e a deformação de materiais, na região próxima ao escoamento.
Essa equação é muito útil em materiais que apresentam uma transição suave entre a zona elástica e
a zona de plástica. A equação em sua forma original é dada pela relação:
𝜎 𝜎 𝑛
𝜖= +𝐾( ) (5)
𝐸 𝐸
Onde 𝐾 e 𝑛 são parâmetros do material analisado. O termo 𝜎/𝐸 corresponde à deformação elástica
enquanto que o termo 𝐾(𝜎/𝐸)𝑛 corresponde à deformação plástica. Usando a tensão de escoamento
𝜎𝑒 e definindo o parâmetro 𝛼 como 𝛼 = 𝐾(𝜎𝑒 /𝐸)𝑛−1, a eq. 5 pode ser reescrita da seguinte forma:
𝜎 𝜎𝑒 𝜎 𝑛
𝜖= +𝛼 ( ) (6)
𝐸 𝐸 𝜎𝑒

Em materiais que apresentam uma transição gradual da região elástica para a plástica, a tensão
de escoamento é arbitrariamente definida como uma tensão que corresponde a uma deformação
permanente arbitrária 𝜖𝑠 , igual a 0,002 ou 0,2%. Assim, a tensão de escoamento pode ser obtida
conforme demonstrado na figura 2. Traça-se uma linha de inclinação igual à do regime elástico (o
módulo de elasticidade é constante nessa região) com offset de 0,002 para a deformação (linha B-B').
A tensão de escoamento é então dada pela interseção dessa linha com a curva tensão-deformação
(ponto B na figura).

Figura 1. Definição da tensão de escoamento para materiais de transição suave da


zona elástica para a plástica (Boresi et al., 1993).

Uma vez que a equação de Ramberg-Osgood define a deformação total do material como a soma
da componente elástica com a plástica, então para a tensão de escoamento, a equação 6 se torna:
𝜎𝑒 𝜎𝑒
𝜖= +𝛼 (7)
𝐸 𝐸
Onde 𝜎𝑒 /𝐸 é a deformação elástica e 𝛼(𝜎/𝐸) é a deformação plástica do material. Pela definição da
tensão de escoamento dada a cima (tensão correspondente a deformação plástica de 0,2%), conclui-
𝜎
se que 𝛼 𝐸 = 0,002, e a equação 6 se torna:

𝜎 𝜎 𝑛
𝜖= + 0,002 ( ) (8)
𝐸 𝜎𝑒

Dessa forma, é preciso apenas conhecer o parâmetro de Ramberg-Osgood, 𝑛 e as propriedades


do material (tensão de escoamento e módulo de elasticidade) para estimar a sua curva tensão x
deformação. Existem diversas formas de estimar o parâmetro de Ramberg-Osgood. A maneira
utilizada nesse estudo foi a definida pelo US Department of Transportation (2003), definida da
seguinte maneira: primeiramente é definida a deformação plástica na ruptura, 𝑒𝑝𝑢𝑡 , dada pela
deformação total na ruptura, 𝜖𝑢𝑡 , menos a deformação elástica na ruptura, 𝜎𝑢𝑡 /𝐸:
𝜎𝑢𝑡
𝜖𝑝𝑢𝑡 = 𝜖𝑢𝑡 − (9)
𝐸
Onde 𝜎𝑢𝑡 é a tensão última (ou tensão de ruptura) do material. Mas a deformação plástica é dada por:
𝜎 𝑛
𝜖𝑝 = 0,002 ( ) (10)
𝜎𝑒

Substituindo 𝜎𝑢𝑡 na eq. 10, temos:


𝜎𝑢𝑡 𝑛
𝜖𝑝𝑢𝑡 = 0,002 ( ) (11)
𝜎𝑒

Isolando (𝜎𝑢𝑡 /𝜎𝑒 ) e tomando os logaritmos naturais, temos:


𝜖𝑝𝑢𝑡
ln (0,002 )
𝑛= 𝜎 (12)
ln ( 𝜎𝑢𝑡 )
𝑒

Com os parâmetros estimados a cima, é possível obter a curva tensão deformação do material
conhecendo apenas a sua tensão de escoamento, tensão de ruptura, módulo de elasticidade e sua
deformação na ruptura.

Método de Newton-Raphson

Uma vez que o cálculo da carga crítica de flambagem pelo módulo tangente é um procedimento
iterativo, é necessário o uso de um método numérico, para que as estimativas adotadas convirjam
mais rapidamente, e menos tempo seja gasto com o processo de estimativa de valores.

O método de Newton-Raphson é uma das fórmulas mais usadas para obtenção de raízes de
funções. A figura 3 mostra a representação geométrica do método. Se 𝑥𝑖 é uma estimativa inicial para
a raiz da função, uma tangente pode ser traçada no ponto [𝑥𝑖 , 𝑓(𝑥𝑖 )]. O ponto onde a tangente

Figura 2. Representação geométrica do método de Newton-Raphson (Chapra & Canale, 2009).

intercepta o eixo x geralmente é uma aproximação melhorada da raiz da função.


A fórmula pode ser derivada a partir da representação geométrica da figura 3. A derivada da
função 𝑓(𝑥𝑖 ), denominada 𝑓 ′ (𝑥𝑖 ) é dada por:

𝑓(𝑥𝑖 ) − 0
𝑓 ′ (𝑥𝑖 ) = (13)
𝑥𝑖 − 𝑥𝑖+1

Rearranjando a equação, obtém-se uma expressão para uma melhor estimativa da raiz da função:

𝑓(𝑥𝑖 )
𝑥𝑖+1 = 𝑥𝑖 − (14)
𝑓 ′ (𝑥𝑖 )

Dessa forma, obtém-se um algoritmo para estimativa da raiz de uma função com alta taxa de
convergência, já que o erro da iteração atual é o quadrado do erro da iteração anterior (Chapra &
Canale, 2009).

Metodologia
Obtenção das Propriedades dos Aços Aplicados nos Tubos

Foram utilizados dois tipos de tubo neste estudo, ambos com seções transversais não
encontradas comercialmente. O primeiro tipo foi analisado com o intuito de ser aplicado nos
triângulos superiores da suspensão traseira do veículo JL GL-15, e doravante será tratado apenas por
tubo superior. Este tubo apresenta seção transversal elíptica com dimensões de A mm e A mm de
espessura, sendo constituído de aço SAE 1020.

O segundo tipo de tubo foi estudado objetivando a aplicação nos triângulos inferiores da
suspensão traseira do JL G-15, e será referido neste relatório por tubo inferior. Este tubo possui seção
transversal em forma de aerofólio e dimensões de A mm e A mm de espessura. O seu material é o aço
SAE 4130.

Com os tubos definidos, foi necessário obter as curvas de tensão deformação para os aços SAE
1020 e 4130. As propriedades dos aços estudados são descritas na tabela 1.
Tabela 1. Propriedades dos aços analisados

Propriedade Aço SAE 1020 Aço SAE 4130

𝜎𝑒 - Tensão de escoamento [MPa] 350 758

𝜎𝑢𝑡 - Tensão de ruptura [MPa] 420 910

𝐸 - Módulo de elasticidade [GPa] 205 205

𝜖𝑢𝑡 - Deformação total na ruptura [%] 15,0 19,0

𝜖𝑝 𝑢𝑡 - Deformação plástica na ruptura 14,795 18,552


[%]

Com os dados da tabela 1, foi possível calcular o parâmetro de Ramberg-Osgood de acordo com
a eq. 12, para então obter a curva tensão x deformação dos aços analisados, através da eq. 8. Os
valores do parâmetro de Ramberg-Osgood obtidos são mostrados na tabela 2. As figuras 4 e 5
mostram as curvas obtidas para os aços 1020 e 4130, respectivamente.
Tabela 2. Parâmetros de Ramberg-Osgood para os aços SAE 1020 e SAE 4130.

Aço SAE 1020 Aço SAE 4130

𝒏 23,6052 23,7893

Tensão vs Deformação - Aço SAE 1020


450
400
350
Tensão [MPa]

300
250
200
150
100
50
0
0 0.02 0.04 0.06 0.08 0.1 0.12 0.14 0.16
ε [mm/mm]

Figura 3. Curva tensão x deformação para o aço SAE 1020.

Tensão vs Deformação - Aço SAE 4130


1000
900
800
Tensão [MPa]

700
600
500
400
300
200
100
0
0 0.05 0.1 0.15 0.2
ε [mm/mm]

Figura 4. Curva tensão x deformação para o aço SAE 4130.

A partir dessas curvas foram obtidos os valores do módulo de elasticidade tangente para cada
valor de tensão aplicada, através da relação:
𝜎𝑖 − 𝜎𝑖−1
𝐸𝑇 𝑖 = (15)
𝜖𝑖 − 𝜖𝑖−1
Onde 𝐸𝑇 𝑖 é o módulo de elasticidade tangente, 𝜎𝑖 é a tensão e 𝜖𝑖 é a deformação, todos no i-
ésimo ponto da curva tensão-deformação. A partir dessas informações, foram obtidas as curvas
Módulo de elasticidade-tensão para os aços analisados. A figura 6 mostra as curvas dos aços 1020 e
4130.

Módulo de Elasticidade x Tensão


250
Módulo de Elasticidade [GPa]

200

150

100 Aço SAE 4130


Aço SAE 1020
50

0
0 200 400 600 800 1000
Tensão [MPa]

Figura 5. Curva módulo de elasticidade-tensão para os aços SAE 1020 e 4130.

Cálculo das Cargas Críticas

Com a obtenção das curvas dos materiais, foi possível iniciar o cálculo das cargas críticas de
flambagem dos tubos analisados. O método utilizado foi o do módulo tangente, que considera a
redução do módulo de elasticidade com a aplicação de tensões elevadas.

Para o cálculo das cargas críticas de flambagem é necessário conhecer as propriedades da seção
transversal do componente sob compressão. A tabela 3 exibe as propriedades dos tubos utilizados
nesse estudo.
Tabela 3. Propriedades das seções dos tubos analisados.

Propriedades da Seção Tubo Superior Tubo Inferior


𝐼𝑥 [𝑚𝑚4 ] A A
𝐴 [𝑚𝑚²] A A
𝑘 [𝑚𝑚] A A

As propriedades de cada tubo em particular também são necessárias. O triângulo inferior é


composto por dois tubos, frontal e posterior. As propriedades dos tubos do triângulo inferior
(comprimento 𝑙 e índice de esbeltez 𝜆) são mostradas na tabela 4. Os comprimentos dados se referem
somente às partes dos tubos que não tem movimento restrito e estão submetidas à flambagem, ou
seja, as partes dos tubos entre as soldas e as buchas.
Tabela 4. Propriedades dos tubos do triângulo inferior.

Propriedades do Tubo Tubo Frontal Tubo Posterior


𝑙 [𝑚𝑚] A A

𝜆 A A

O triângulo superior, por sua vez, é constituído de três tubos, o frontal, o posterior e o link de
convergência (toe-link). As propriedades dos tubos do triângulo superior são apresentadas na tabela
5.
Tabela 5. Propriedades dos tubos do triângulo superior.

Propriedades do Tubo Tubo Frontal Tubo Posterior Toe-Link

𝑙 [𝑚𝑚] A A A

𝜆 A A A

Uma vez que o procedimento de cálculo da carga crítica através do módulo tangente é feito por
iterações, é necessário um algoritmo automatizado para fazer as iterações de modo a favorecer a
convergência mais rápida, reduzindo o tempo total do estudo. O método utilizado foi o de Newton-
Raphson, que apresenta rápida convergência e relativa estabilidade para funções bem comportadas.

Esse método fornece uma aproximação da raiz de uma função a partir de uma estimativa inicial
suficientemente próxima de seu valor. A função cuja raiz se desejou obter nesse estudo foi obtida a
partir da relação entre a tensão de flambagem de módulo tangente e a tensão que corresponde ao
módulo tangente escolhido, no gráfico módulo de elasticidade-tensão. A eq. 4 fornece o valor da
tensão crítica de módulo tangente, e será repetida aqui para melhor compreensão.

𝜋 2 𝐸𝑇
𝜎𝑇 = (16)
𝜆2

O objetivo aqui é encontrar um valor para o módulo de elasticidade tangente que iguale a tensão
de módulo tangente com a tensão correspondente ao módulo tangente na curva módulo de
elasticidade - tensão. Assim:

𝜎(𝐸𝑇 ) = 𝜎𝑇 (17)

Dessa forma, a função cuja raiz se deseja obter é dada por:

𝜋 2 𝐸𝑇
𝑓(𝐸𝑇 ) = 𝜎(𝐸𝑇 ) − 𝜎𝑇 = 𝜎(𝐸𝑇 ) − (18)
𝜆2

Tomando 𝑓(𝐸𝑇 ) = 0, aplica-se o método de Newton-Raphson para obter o valor de 𝐸𝑇 , que


resultará na tensão crítica de flambagem quando aplicado na eq. 16. Seja 𝐸𝑇 𝑖+1 a (𝑖 + 1)-ésima
estimativa do valor de 𝐸𝑇 , então ela é dada por:

𝑓(𝐸𝑇𝑖 )
𝐸𝑇𝑖+1 = 𝐸𝑇𝑖 − (19)
𝑓 ′ (𝐸𝑇𝑖 )

É importante notar que não foi feito um modelo para a função 𝜎(𝐸𝑇 ) permitindo obter a derivada
de 𝑓(𝐸𝑇 ). Ao invés disso, foi utilizada uma função do Microsoft Excel que encontra o valor mais
próximo do valor encontrado pela eq. 19 entre os valores de módulo de elasticidade obtidos pela eq.
15, e então usa a tensão correspondente a esse valor mais próximo como 𝜎(𝐸𝑇 ) na eq. 18.
Uma vez que não foi feito um modelo analítico para a função 𝑓(𝐸𝑇 ), a sua derivada foi
aproximada por diferenças finitas, da seguinte forma:

𝑓(𝐸𝑇𝑖 ) − 𝑓(𝐸𝑇𝑖−1 )
𝑓 ′ (𝐸𝑇𝑖 ) = (20)
𝐸𝑇𝑖 − 𝐸𝑇𝑖−1

Conhecendo a tensão de módulo tangente, os valores da carga crítica de flambagem pelo método
do módulo tangente são obtidos multiplicando a tensão pela área da seção do tubo:

𝑃𝑇 = 𝜎𝑇 ⋅ 𝐴 (21)

A partir dos procedimentos descritos a cima, os valores de tensão de módulo tangente, carga
crítica de módulo tangente e módulo de elasticidade tangente foram obtidos. Para efeito de
comparação, também foi realizado o cálculo das cargas críticas de flambagem utilizando a fórmula de
Euler, eq. 1. Esses valores são apresentados na tabela 6.
Tabela 6. Cargas, tensões e módulos tangentes para todos os tubos analisados.

Tubo 𝑬𝑻 [𝑮𝑷𝒂] 𝝈𝑻 [𝑴𝑷𝒂] 𝑷𝑻 [𝒌𝒈𝒇] 𝑷𝑬𝒖𝒍𝒆𝒓 [𝒌𝒈𝒇]

Triângulo Inferior Frontal A A A A

Triângulo Inferior Posterior A A A A

Triângulo Superior Frontal A A A A

Triângulo Superior Posterior A A A A

Triângulo Superior Toe-link A A A A

Bibliografia
1. Boresi, A. P., Schmidt, R. J., & Sidebottom, O. M. (1993). Advanced Mechanics of Materials. John
Wiley & Sons, Inc.

2. Budynas, R. G., & Nisbett, J. (2011). Shigley's Mechanical Engineering Design. McGraw Hill.

3. Chapra, S. C., & Canale, R. P. (2009). Numerical Methods for Engineers. McGraw Hill.

4. US Department of Transportation. (2003). Metallic Materials Properties Development and


Standardization. Springfield: National Technical Information Service.