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Índice

Lista de Figuras ................................................................................................................................ I


Anexos ............................................................................................................................................ II
Resumo ......................................................................................................................................... III
Abstract ......................................................................................................................................... IV
1. Introdução ................................................................................................................................... 3
2. Objectivos ................................................................................................................................... 4
2.1. Objectivo geral ..................................................................................................................... 4
2.2. Objectivos específicos .......................................................................................................... 4
3. Revisão da Literatura .................................................................................................................. 5
3.1. Perspectiva histórica ............................................................................................................. 5
3.2. Definição .............................................................................................................................. 6
3.3. Instalação Termoelétrica empregando a turbina a vapor. .................................................... 6
3.4. Principio de funcionamento ................................................................................................. 7
3.5. Componentes Básicos da Turbina ........................................................................................ 9
3.5.1. Estator (roda fixa) .......................................................................................................... 9
3.5.2. Rotor (roda móvel) ........................................................................................................ 9
3.5.3. Expansor ........................................................................................................................ 9
3.5.4. Palhetas ........................................................................................................................ 10
3.5.5. Diafragmas................................................................................................................... 11
3.5.6. Disco do rotor .............................................................................................................. 11
3.5.7. Tambor rotativo ........................................................................................................... 11
3.5.7. Coroa de palhetas......................................................................................................... 11
3.6. Classificação das turbinas a vapor ..................................................................................... 12
4. Ciclos Termodinâmicos para turbinas a vapor.......................................................................... 14
4.1. O ciclo a vapor de Carnot ................................................................................................... 14
4.2. Ciclo de Rankine: O ciclo ideal para os ciclos de potencia a vapor................................... 16
4.3. Comparação com o ciclo de Carnot ................................................................................... 17
4.4. Avaliação do trabalho principal e transferência de calor ................................................... 18
4.4.1. Turbina......................................................................................................................... 19
4.4.2. Condensador ................................................................................................................ 20
1
4.4.3. Bomba .......................................................................................................................... 20
4.4.4. Caldeira ........................................................................................................................ 20
4.4.5. Parâmetros de desempenho ......................................................................................... 21
4.5. Aumento da eficiência do ciclo de Rankine ....................................................................... 21
4.5.1. Diminuindo a pressão no condensador (Diminui TF,méd) ............................................. 21
4.5.2. Superaquecendo o vapor a temperaturas mais altas (Aumenta TQ,méd) ....................... 23
4.5.3. Aumentando a pressão na caldeira (Aumenta Tq,méd) .................................................. 23
4.6. Cogeração em turbinas a vapor .......................................................................................... 24
4.7. Exercício de Aplicação....................................................................................................... 26
5. Conclusão.................................................................................................................................. 30
6. Bibliografia ............................................................................................................................... 31
Anexos .......................................................................................................................................... 33

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Lista de Figuras
Figura 1: Esquema de uma central termoelétrica. ........................................................................... 6
Figura 2: Imagens do estator, eixo do rotor e palhetas móveis. .................................................... 10
Figura 3: Fixação da palheta móvel ao disco do rotor. ................................................................. 10
Figura 4: Diafragma com anel de palheta. .................................................................................... 11
Figura 5: Aro de consolidação, disco rotor e coroa de palhetas. .................................................. 12
Figura 6: Digrama T-s do ciclo a vapor de Carnot. ...................................................................... 15
Figura 7: Ilustração do ciclo de Rankine simples e ideal.............................................................. 16
Figura 8: Ilustração usada para comparar o ciclo de Rankine ideal com o ciclo de Carnot. ........ 18
Figura 9: Ciclo padrão e principais trabalhos e transferências de calor realizados. ..................... 19
Figura 10: O efeito de diminuição da pressão no condensador sobre o ciclo Rankine ideal. ....... 22
Figura 11: O efeito do superaquecimento do vapor a temperaturas mais altas no ciclo de Rankine
ideal. .............................................................................................................................................. 23
Figura 12: Ciclo Rankine supercrítico. ......................................................................................... 24
Figura 13: Ciclo de potencia de vapor regenerativo com um aquecedor de agua de alimentação
aberto............................................................................................................................................. 25
Figura 14: Uma instalação de cogeração com cargas ajustáveis. ................................................. 26

I
Anexos
Anexo 1: Propriedades da água saturada (Líquido - Vapor): Tabela de temperatura. .................. 33
Anexo 2: Propriedades da água saturada (Líquido - Vapor): Tabela de pressão. ......................... 34

II
Resumo
As turbinas de uma forma geral, são motores rotativos que convertem em energia mecânica a
energia de uma corrente de água (turbinas hidráulicas), vapor de água (turbinas a vapor) ou ar
(turbinas a gás). O elemento básico da turbina é a roda ou rotor, que conta com palhetas, hélices,
lâminas ou cubos colocados ao redor de sua circunferência, de forma que o fluido em movimento
produza uma força tangencial que impulsiona a roda, fazendo-a girar. Todos os tipos podem ter
uma rotação fixa ou variável, dentro de uma determinada faixa. Contudo, quando são usadas para
geração de energia elétrica a rotação costuma ser mantida num valor fixo para manter a
frequência da rede constante.

A ideia básica por trás de todas as modificações propostas para aumentar a eficiência térmica de
um ciclo de potência é a mesma: aumentar a temperatura média na qual calor é transferido para o
fluido de trabalho na caldeira ou diminuir a temperatura média na qual calor é transferido para o
fluido de trabalho no condensador.

Palavras-Chave: Turbina a Vapor, Ciclo de Rankine, Eficiência, Central Térmica.

III
Abstract
The turbines are generally generating power, energy from a stream of water, steam turbines or
air. The basic element of the turbine is a wheel or rotor, which has vanes, propellers, blades or
hubs around the circumference, so that the moving fluid produces a tangential force that drives a
wheel, turning it. All types can have a marking or variable setting, within an emission range.
However, when they are used to generate power, the network is usually kept at a fixed value to
maintain the frequency of the network. A basic idea behind all forms of increase or increase
efficiency is a heat transfer heat is equal to or greater than the average heat is transferred to the
working fluid without condenser.

Keywords: Steam Turbine, Rankine Cycle, Efficiency, Thermal Power Station.

IV
V
2
1. Introdução
Um importante objectivo do planeta e da engenharia em particular é conceber sistemas que
realizem os tipos desejados de conversão de energia. O presente trabalho preocupou-se na
geração da energia apartir do vapor da agua superaquecido. Descreveu-se alguns dos arranjos
práticos empregados para a produção de energia e ilustrou-se como essas usinas podem ser
modeladas termodinamicamente. Estes modelos também fornecem configurações relativamente
simples para discutir as funções e benefícios de recursos destinados a melhorar o desempenho
geral.

Portanto, tem-se a pretensão de fazer uma revisão da evolução das turbinas a vapor, principio de
funcionamento, descrição dos componentes que completam a turbina e por fim fazer a analise do
ciclo ideal para maquinas a vapor, sua máxima eficiência e medidas para a melhoria da sua
eficiência, estas medidas incluem superaquecimento, reaquecimento, regeneração, operação
supercrítica, cogeração e ciclos binários. Incluí-se também um estudo de caso para ilustrar a
aplicação da análise exergética ao poder de vapor das plantas.

3
2. Objectivos
2.1. Objectivo geral
 Estudar as Turbinas a Vapor;

2.2. Objectivos específicos


 Assimilar a evolução histórica;
 Compreender o principio de funcionamento;
 Demonstrar a aplicação do ciclo Rankine as Turbinas a Vapor;
 Fazer uma analise para melhorar a eficiência;

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3. Revisão da Literatura
3.1. Perspectiva histórica
O primeiro motor movido a vapor que se tem registro na história era considerado um mero
brinquedo, a eolípila foi inventada no primeiro século por Heron de Alexandria.

Figure 1: Primeiro motor movido a vapor.


Fonte: https://www.google.com/search?q=primeiro+motor+movido+a+vapor+inventado

Outros dispositivos só foram inventados muito tempo depois, um destes foi criado pêlo
italiano Giovanni Branca no ano de 1629.

Figure 2: Evolução das turbinas a vapor


Fonte: https://www.google.com/search?q=giovani+Branca+motor+que+criou&source

A turbina a vapor moderna foi inventada por Anglo Irishman em 1884, porém foi Charles A.
Parsons que acoplou a turbina em dínamo visando a geração de energia eléctrica.
Porém os grandes saltos de tecnologia só ocorreram após a revolução industrial e as guerras
mundiais.

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3.2. Definição
A turbina a vapor (TV) é definida como sendo uma máquina térmica, onde a energia potencial
termodinâmica contida no vapor é convertida em trabalho mecânico. (Fonte, 2007)

As turbinas de uma forma geral, são motores rotativos que convertem em energia mecânica a
energia de uma corrente de água (turbinas hidráulicas), vapor de água (turbinas a vapor) ou ar
(turbinas a gás). O elemento básico da turbina é a roda ou rotor, que conta com palhetas, hélices,
lâminas ou cubos colocados ao redor de sua circunferência, de forma que o fluido em movimento
produza uma força tangencial que impulsiona a roda, fazendo-a girar.

Desta forma, a combustão externa (os gases resultantes da queima do combustível não entram
em contacto com o fluído de trabalho que escoa no interior da máquina e realiza os processos de
conversão da energia do combustível em potência de eixo). Devido a isto apresentam uma
flexibilidade em relação ao combustível a ser utilizado, podendo usar inclusive aqueles que
produzem resíduos sólidos (cinzas) durante a queima.

3.3. Instalação Termoeléctrica empregando a turbina a vapor.

Figura 1: Esquema de uma central termoeléctrica.


Fonte: (Edwin, 2002)

6
O vapor deixa superaquecido e a alta pressão deixa o tambor da caldeira, que também é
chamada de gerador de vapor, e entra na turbina. O vapor expande na turbina e, em o fazendo,
realiza trabalho, oque possibilita a turbina accionar o gerador eléctrico. O vapor a baixa pressão
deixa a turbina e entra no trocador de calor, onde ocorre a transferência de calor do vapor
(condensando-o) para a água de refrigeração. Como é necessária uma grande disponibilidade de
água de refrigeração, as centrais termoeléctricas são frequentemente instaladas perto de rios ou
lagos. Um dos efeitos nocivos dessa transferência de calor é a poluição térmica do meio
ambiente. A água de resfriamento também pode ser resfriada em grandes torres de resfriamento
onde o rebaixamento da temperatura da água de resfriamento é alcançado à custa da evaporação
de uma parte da água.

A pressão do condensado, na secção de descarga do condensador, é aumentada na bomba,


permitindo que o condensado escoe para o gerador de vapor. Os economizadores, ou pré-
aquecedores de água são muito utilizados nos ciclos de potência a vapor. O ar utilizado na
combustão também é pré-aquecido em muitas centrais termoeléctricas. Esse pré-aquecimento é
obtido através da transferência de calor dos gases de combustão para o ar.
Os produtos de combustão também precisam ser limpos antes de serem descarregados na
atmosfera. É importante observar que existem vários equipamentos e processos bastante
complicados na central de potência apesar de seu ciclo térmico ser simples.
A central termoeléctrica descrita anteriormente utiliza carvão mineral como combustível. O
gás natural, os óleos combustíveis e as biomassas também são utilizados como combustível em
centrais termoeléctricas. Algumas outras centrais termoeléctricas no mundo operam a partir do
calor gerado péla reacções nucleares em vez da oxidação de combustíveis.

3.4. Princípio de funcionamento


A passagem do vapor gera forças, que aplicadas às pás, determinam um momento motor
resultante, que faz girar o rotor.

7
Figure 3: Esquema da passagem do vapor pela turbina.
Fonte: (Andrade, 2010)

Em uma turbina a vapor a transformação de energia do vapor em trabalho é feita em duas


etapas: inicialmente, a energia do vapor é transformada em energia cinética. Para isso o vapor é
obrigado a escoar através de pequenos orifícios, de formato especial, denominados expansores,
onde, devido à pequena área de passagem, adquire alta velocidade, aumentando sua energia
cinética, mas diminuindo, em consequência, sua entalpia (energia). Em um expansor, além do
aumento de velocidade e da diminuição da entalpia, ocorrem também queda na pressão, queda na
temperatura e aumento no volume específico do vapor.

Na segunda etapa da transformação, a energia cinética obtida no expansor é transformada em


trabalho mecânico. Esta transformação de energia pode ser obtida de duas maneiras diferentes:
segundo os princípios da Acção e Reacção. Assim sendo os princípios da Acção e Reacção são
as duas formas básicas como pode-se obter trabalho mecânico através da energia cinética
inicialmente obtida.

Figure 4: Princípio de funcionamento.


Fonte: (Andrade, 2010)

8
3.5. Componentes Básicos da Turbina
Uma turbina a vapor é composta, basicamente de (Martinelli, 2002):
 Estator (roda fixa);
 Rotor (roda móvel);
 Expansor;
 Palhetas;
 Diafragmas;
 Disco do rotor;
 Tambor rotativo;
 Coroa de palhetas;
 Aro de consolidação;
 Labirintos;
 Deflectores de Óleo;
 Carcaça;
 Mancais de deslizamento e escora;
 Elementos de controlo (periféricos).
3.5.1. Estator (roda fixa)
É o elemento fixo da turbina (que envolve o rotor) cuja função é transformar a energia
potencial (térmica) do vapor em energia cinética através dos distribuidores;
3.5.2. Rotor (roda móvel)
É o elemento móvel da turbina (envolvido pelo estator) cuja função é transformar a energia
cinética do vapor em trabalho mecânico através dos receptores fixos.
3.5.3. Expansor
Conforme visto no Capítulo 2, é o órgão cuja função é orientar o jato de vapor sobre as
palhetas
móveis. No expansor o vapor perde pressão e ganha velocidade. Podem ser convergentes ou
convergentes divergentes, conforme sua pressão de descarga seja maior ou menor que 55% da
Pressão de admissão. São montados em blocos com 1, 10, 19, 24 ou mais expansores de acordo
com o tamanho e a potência da turbina, e consequentemente terão formas construtivas
específicas, de acordo com sua aplicação.
9
Figura 2: Imagens do estator, eixo do rotor e palhetas móveis.
Fonte: (Martinelli, 2002)

3.5.4. Palhetas
São chamadas palhetas móveis, as fixadas ao rotor; e fixas, as fixadas no estator.
As palhetas fixas (guias, directrizes) orientam o vapor para a coroa de palhetas móveis seguinte.
As palhetas fixas podem ser encaixadas directamente no estator (carcaça), ou em rebaixos
usinados em peças chamadas de anéis suportes das palhetas fixas, que são, por sua vez, presos à
carcaça.
As palhetas móveis, são peças com a finalidade de receber o impacto do vapor proveniente
dos
expansores (palhetas fixas) para movimentação do rotor. São fixadas ao aro de consolidação péla
espiga e ao disco do rotor pêlo malhete e, ao contrário das fixas, são removíveis.

Figura 3: Fixação da palheta móvel ao disco do rotor.


Fonte: (Martinelli, 2002)

10
3.5.5. Diafragmas
São constituídos por dois semicírculos, que separam os diversos estágios de uma turbina de
acção multe estágio. São fixados no estator, suportam os expansores e abraçam o eixo sem tocá-
lo. Entre o eixo e o diafragma existe um conjunto de anéis de vedação que reduz a fuga de vapor
de um para outro estágio através da folga existente entre diafragma-base do rotor, de forma que o
vapor só passa pelos expansores. Estes anéis podem ser fixos no próprio diafragma ou no eixo.
Este tipo de vedação é chamado de selagem interna.

Figura 4: Diafragma com anel de palheta.


Fonte: https://www.google.com/search?q=Diafragma+de+uma+turbina&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=

3.5.6. Disco do rotor


É a peça da turbina de acção destinada a receber o empalhetamento móvel.
3.5.7. Tambor rotativo
É basicamente o rotor da turbina de reacção, que possui o formato de um tambor cónico onde é
montado o empalhetamento móvel.
3.5.7. Coroa de palhetas
É o empalhetamento móvel montado na periferia do disco do rotor e dependendo do tipo e da
potência da turbina pode existir de uma a cinco coroas em cada disco do rotor.
3.5.8. Aro de consolidação
É uma tira metálica, seccionada, presa às espigas das palhetas móveis com dupla finalidade:
aumentar a rigidez do conjunto, diminuindo a tendência à vibração das palhetas e reduzindo
também a fuga do vapor péla sua periferia. São utilizadas nos estágios de alta e média pressão
envolvendo de 6 a 8 palhetas cada seção. Nos estágios de baixa pressão, é substituído por um

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arame amortecedor, que liga as palhetas, não por suas extremidades, mas em uma posição
intermediária mais próxima da extremidade que da base da palheta.

Figura 5: Aro de consolidação, disco rotor e coroa de palhetas.


Fonte: (Martinelli, 2002)

3.6. Classificação das turbinas a vapor


As turbinas a vapor podem ser classificadas segundo os seguintes critérios:
a) Quanto a direcção do movimento do vapor em relação ao rotor:
 Turbinas a vapor axiais: são aquelas que o vapor se move dentro do rotor em direcção
aproximadamente paralela ao eixo são as mais comuns;
 Turbinas a vapor radiais: são aquelas em que o vapor se desloca aproximadamente em
sentido perpendicular ao eixo da turbina;
 Turbinas a vapor tangenciais: são aquelas em que o vapor se desloca tangencialmente ao
rotor.

b) Quanto a forma do vapor actuar no rotor:


 Turbinas a vapor de acção: quando o vapor se expande somente nos órgãos fixos
(pás directrizes e bocais) e não nos órgãos móveis (pás do rotor). Portanto, a pressão é a mesma
sobre os dois lados do rotor;
 Turbinas a vapor de reacção: quando o vapor se expande também no rotor. Ou seja, que
a pressão de vapor na entrada do rotor é maior que na saída do mesmo;
 Turbinas a vapor mistas: quando uma parte da turbina a vapor é de acção e outra parte
de reacção.

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c) Quanto ao número e classe de escalonamentos
 Turbinas a vapor de um só rotor
 Turbinas a vapor de vários rotores: as quais, segundo a forma dos escalonamentos,
podem ser :
i. Turbinas a vapor com escalonamento de velocidade;
ii. Turbinas a vapor com escalonamento de pressão;
iii. Turbinas a vapor com escalonamento de velocidade e de pressão.

d) Quanto ao número de pás que recebem o vapor:


 Turbinas a vapor de admissão total: quando o vapor atinge totalmente as pás do
distribuidor;
 Turbinas a vapor de admissão parcial: quando o vapor atinge somente uma parte das pás.

e) Quanto a condição do vapor de escape


 Turbinas a vapor de escape livre: nas quais o vapor sai directamente para a atmosfera.
Portanto a pressão de escape é igual a pressão atmosférica.
 Turbinas a vapor de condensador: nas quais na saída existe um condensador onde o vapor
se condensa diminuindo a pressão e temperatura. A pressão de escape do vapor é
inferior a pressão atmosférica.
 Turbinas a vapor de contrapressão: nas quais a pressão de escape do vapor é superior a
pressão atmosférica.
O vapor de escape é conduzido a dispositivos especiais para sua posterior utilização (ex.:
calefacção, alimentação de turbina de baixa pressão).
 Turbinas a vapor combinadas: nas quais uma parte do vapor é retirada da turbina
antes de sua utilização, empregando-se esta parte subtraída para calefacção e outros
usos; o resto do vapor continua a sua evolução normal no interior da turbina e, na
saída, vai para a atmosfera ou ao condensador.

f) Quanto ao estado do vapor na entrada:

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 Turbinas a vapor de vapor vivo: quando o vapor de entrada vem directamente da
caldeira.
Por sua vez elas podem ser:
i. De vapor saturado
ii. De vapor superaquecido
iii. Turbinas a vapor de vapor de escape: quando se utiliza a energia contida no vapor de
escape de uma doutra máquina térmica (por ex.: a máquina a vapor, a turbina de
contrapressão, etc). A maioria delas é de vapor saturado.

4. Ciclos Termodinâmicos param turbinas a vapor.


4.1. O ciclo a vapor de Carnot
Mencionou-se várias vezes que o ciclo de Carnot é o ciclo mais eficiente que opera entre
dois limites de temperatura especificados. Assim, em princípio, é natural encarar o ciclo de
Carnot como o provável ciclo ideal para as usinas de potência a vapor. Se puder, certamente
adoptar-se-ia esse como ciclo ideal. Como explicar-se-á a seguir, porém, o ciclo de Carnot não é
um modelo adequado para os ciclos de potência. Em todas as discussões, considera-se o vapor de
água como o fluído de trabalho, uma vez que ele é o fluído de trabalho usado
predominantemente nos ciclos de potência a vapor.
Considere um ciclo de Carnot com escoamento em regime permanente executado dentro da
região de saturação de uma substância pura, como mostra a figura. O fluido é aquecido de forma
reversível e isotérmica em uma caldeira (processo 1-2), expandindo de forma isentrópica em uma
turbina (processo 2-3), condensado de forma reversível e isotérmica em um condensador
(processo 2-3), condensado de forma reversível e isotérmica em um condensador (processo 3-4)
e comprimido de forma isentrópica por um compressor até o estado inicial (processo 4-1).

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Figura 6: Digrama T-s do ciclo a vapor de Carnot.
Fonte: (Çengel, 2006).

Várias dificuldades de ordem prática estão associadas a esse ciclo:


 A transferência de calor isotérmica de ou para o sistema bifásico não é difícil de ser
realizada na prática, uma vez que a manutenção de uma pressão constante no dispositivo
automaticamente amarra a temperatura no valor de saturação. Assim, os processos 1-2 e
3-4 podem ser razoavelmente bem reproduzidos em caldeiras e condensadores reais.
Entretanto, limitar os processos de transferência de calor aos sistemas bifásicos é algo
que limita seriamente a temperatura máxima que pode ser usada no ciclo (ela precisa
permanecer abaixo do valor no ponto crítico, que é de 374 oC para a água). E, limitar a
temperatura máxima do ciclo também limita a eficiência térmica. Toda tentativa de elevar
a temperatura máxima do ciclo envolve transferência de calor para o fluído de trabalho
em uma única fase, oque não é fácil de realizar de forma isotérmica.
 O processo de expansão isentrópica (processo 2-3) pode ser aproximado de maneira
satisfatória por uma turbina bem projectada. Entretanto, o título do vapor diminui durante
esse processo, como mostra o diagrama T-s. Assim, a turbina precisa processar vapor
com baixo título, ou seja, vapor com alto conteúdo de umidade. A colisão de gotas de
líquido com as pás da turbina causa erosão e é uma importante fonte de desgaste. O vapor
com título abaixo de 90% não pode ser tolerado na operação das usinas. Esse problema
poderia ser eliminado pelo uso de um fluido de trabalho com uma linha de vapor saturado
bastante inclinada.
 O processo de compressão isentrópica (processo 4-1) envolve a compressão de uma
mistura de líquido e vapor para um estado de líquido saturado. Existem duas dificuldades
nesse processo. Em primeiro lugar, não é fácil controlar o processo de condensação de
modo tão preciso a ponto de terminar com título desejado no estado. Em segundo lugar,
não é prático projectar um compressor que processe duas fases.

15
4.2. Ciclo de Rankine: O ciclo ideal para os ciclos de potência a vapor
Muitos dos problemas práticos do ciclo de Carnot podem ser eliminados superaquecendo o
vapor de água na caldeira e condensando-o completamente no condensador, como mostra
esquematicamente o diagrama T-s figura. O ciclo resultante é o ciclo de Rankine, que é o ciclo
ideal das usinas de potência a vapor. O ciclo de Rankine ideal não envolve nenhuma
irreversibilidade interna e consiste nos quatro seguintes processos:
1-2 Compressão isentrópica em uma bomba.
2-3 Fornecimento de calor a pressão constante em uma caldeira
3-4 Expansão isentrópica em uma turbina
4-1 Rejeição de calor a pressão constante em um condensador

Figura 7: Ilustração do ciclo de Rankine simples e ideal.


Fonte: (Çengel, 2006)

A água entra na bomba no estado 1 como liquido saturado e é comprimida de maneira


isentrópica ate a pressão de operação da caldeira. A temperatura da água aumenta um pouco
durante esse processo de compressão isentrópica, devido a uma ligeira diminuição do volume
específico da água. A distância vertical entre os estados 1 e 2 do diagrama T- s foi
grandemente exagerada por questões de clareza.
A água entra na caldeira como um líquido comprimido no estado 2 e sai como vapor
superaquecido no estado 3. A caldeira é basicamente um grande trocador de calor, no qual o

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calor originário dos gases de combustão, reactores nucleares ou outras fontes é transferido
para a água essencialmente à pressão constante. A caldeira incluindo a região onde o vapor é
superaquecido (o superaquece-dor), também é chamada de gerador de vapor.
O vapor de água superaquecido no estado 3 entra na turbina, na qual ele se expande de forma
isotrópica e produz trabalho, girando o eixo conectado a um gerador eléctrico. A turbina e a
temperatura do vapor entram no condensador. Nesse estado, o vapor em geral é uma mistura
de líquido e vapor saturados com título elevado. O vapor é condensado a pressão constante
no condensador, que é basicamente um grande trocador de calor, rejeitando calor para um
meio de calor, rejeitando calor para um meio de resfriamento como um lago, um rio ou
atmosfera.
A água deixa o condensador como líquido saturado e entra na bomba completando o ciclo.
Em locais onde a água é escassa, o resfriamento nas usinas é realizado pelo ar e não pela
água. Esse método de resfriamento, que também é usado em motores de automóveis, é
chamado de resfriamento a ar. Várias usinas do mundo, usam o resfriamento a ar para
economizar a água.

Lembrando que a área sob uma curva de processo de um diagrama T-s representa a
transferência de calor dos processos internamente reversíveis, vide que a área sob a curva do
processo 2-3 representa o calor transferido para a água na caldeira e que a área sob a curva do
processo 4-1 representa o calor rejeitado no condensador. A diferença entre essas duas (a
área compreendida péla curva do ciclo) é o trabalho líquido produzido durante o ciclo.

4.3. Comparação com o ciclo de Carnot


O ciclo ideal de Rankine 1 – 2 – 3 – 4 – 4’ – 1 tem uma eficiência térmica menor do que o
ciclo Carnot 1 – 2 – 3’– 4 – 1 tendo o ciclo mesma temperatura máxima TH e temperatura
mínima Tc, porque a temperatura média entre 4 e 4 'é menor que TH. Apesar da maior eficiência
térmica do Carnot ciclo, tem dois defeitos como modelo para o simples ciclo de potência de
vapor.
Primeiro, o calor passando para o fluido de trabalho de uma usina de vapor é geralmente
obtida a partir de produtos quentes de resfriamento por combustão a uma pressão

17
aproximadamente constante. Para explorar totalmente a energia liberada na combustão, os
produtos quentes devem ser resfriados o máximo possível.
Processo 4-4’, é alcançado arrefecer os produtos de combustão abaixo da temperatura máxima
TH. Com o ciclo de Carnot, no entanto, os produtos de combustão seriam resfriados no máximo
para TH. Assim, uma porção menor da energia liberada na combustão seria usada.
A segunda falha do ciclo de potência de vapor Carnot envolve o processo de bombeamento.
Note que o estado 3’ é uma mistura de vapor líquido de duas fases. Problemas práticos
significativos são encontrados no desenvolvimento de bombas que manipulam misturas de duas
fases, como seria exigido pelo ciclo de Carnot 1 – 2 – 3’– 4 – 1. É muito mais fácil condensar o
vapor completamente e manusear apenas líquido na bomba, como é feito no ciclo Rankine.
Bombeamento de 3 a 4 e aquecimento de pressão constante sem trabalho de 4 a 4 'são processos
que podem ser alcançados de perto na prática.

Figura 8: Ilustração usada para comparar o ciclo de Rankine ideal com o ciclo de Carnot.

Fonte: (Moran & Shapiro, 2006)

4.4. Avaliação do trabalho principal e transferência de calor


O principal trabalho e as transferências de calor estão ilustrados na Fig. 9. Em subsequentes
discussões, estas transferências de energia são consideradas positivas nas direcções das setas. A
inevitável transferência de calor dispersa que ocorre entre os componentes da planta e seus os

18
arredores são desprezados aqui para simplificar. As mudanças de energia cinética e potencial
também são ignoradas. Cada componente é considerado como operando no estado estacionário.
Usando a conservação de massa e conservação de princípios energéticos em conjunto com estas
idealizações, desenvolveu-se expressões para as transferências de energia mostradas, começando
no estado 1 e prosseguindo através de cada componente por sua vez.

Figura 9: Ciclo padrão e principais trabalhos e transferências de calor realizados.

Fonte: (Moran & Shapiro, 2006)

4.4.1. Turbina
Vapor da caldeira no estado 1, com temperatura e pressão elevadas, expande-se através da
turbina para produzir trabalho e depois é descarregada para o condensador no estado 2 com
pressão relativamente baixa. Negligenciando a transferência de calor com os arredores, a massa e
balanços de taxa de energia para um volume de controlo ao redor da turbina reduzem em estado
𝑊̇𝑡
estacionário para dar onde 𝑚̇ denota a taxa de fluxo de massa do fluido de trabalho, e é a taxa
𝑚̇

na qual o trabalho é desenvolvido por unidade de massa de vapor que passa pela turbina. Como
observado acima, cinética e potenciais mudanças de energia são ignoradas.
𝑉12 − 𝑉22
0 = 𝑄̇𝑐𝑣 − 𝑊̇𝑡 + [ℎ1 − ℎ2 + + 𝑔(𝑧1 − 𝑧2 )]
2

19
𝑊̇𝑡
= ℎ1 − ℎ2
𝑚̇
4.4.2. Condensador.
No condensador, há transferência de calor do vapor para a água de resfriamento que flui em um
fluxo separado. O vapor condensa e a temperatura da água de resfriamento aumenta. Nos
balanços de estado estacionário, massa e taxa de energia para um volume de controlo que lado de
𝑄̇𝑜𝑢𝑡
condensação do permutador de calor onde é a taxa na qual a energia é transferida pelo calor
𝑚̇

do fluido de trabalho para a água de resfriamento por unidade de massa de fluido de trabalho que
passa pelo condensador.
𝑄̇𝑜𝑢𝑡
= ℎ2 − ℎ3
𝑚̇
4.4.3. Bomba
O condensado de líquido que sai do condensador em 3 é bombeado do condensador para a
caldeira de pressão mais alta. Tomando um volume de controlo ao redor da bomba e assumindo
que não há transferência de calor com os arredores, os balanços de massa e energia dão onde
𝑊̇𝑃
é a taxa de entrada de energia por unidade de massa passando péla bomba. Este a
𝑚̇

transferência de energia é positiva na direcção da seta.


𝑊̇𝑃
= ℎ4 − ℎ3
𝑚̇
4.4.4. Caldeira
O fluido de trabalho completa um ciclo quando o líquido deixa a bomba em 4, chamado água de
alimentação da caldeira é aquecida até à saturação e evaporada na caldeira. Tomando um
controle volume que envolve os tubos de caldeira e os tambores que transportam a água de
alimentação do estado 4 para o estado 1.
𝑄̇𝑖𝑛
= ℎ1 − ℎ4
𝑚̇
𝑄̇𝑖𝑛
Onde é a taxa de transferência de calor da fonte de energia para o fluido de trabalho por
𝑚̇

massa unitária passando pela caldeira.

20
4.4.5. Parâmetros de desempenho
A eficiência térmica mede até que ponto a entrada de energia para o fluido de trabalho que passa
pela caldeira é convertida para a saída de trabalho da rede. Usando as quantidades e expressões
recém introduzidas, a eficiência térmica do ciclo é:
𝑊̇𝑡 ⁄𝑚̇ − 𝑊̇𝑃 ⁄𝑚̇ (ℎ1 − ℎ2 ) − (ℎ4 − ℎ3 )
𝜂= =
𝑄̇𝑖𝑛 ⁄𝑚̇ ℎ1 − ℎ4

A saída líquida de trabalho é igual à entrada líquida de calor. Assim, a eficiência térmica pode
ser expressa alternativamente como
𝑄̇𝑖𝑛 ⁄𝑚̇ − 𝑄̇𝑜𝑢𝑡 ⁄𝑚̇ 𝑄̇𝑜𝑢𝑡 ⁄𝑚̇
𝜂= =1−
𝑄̇𝑖𝑛 ⁄𝑚̇ 𝑄̇𝑖𝑛 ⁄𝑚̇

4.5. Aumento da eficiência do ciclo de Rankine


As usinas de potência a vapor são responsáveis péla produção da maior parte da energia
eléctrica do mundo, e mesmo pequenos aumentos de eficiência térmica podem significar grande
economia na necessidade de combustível. Assim, grandes esforços são dedicados para melhorar
a eficiência do ciclo em que as usinas operam.
A ideia básica por trás de todas as modificações propostas para aumentar a eficiência térmica
de um ciclo de potência é a mesma: aumentar a temperatura média na qual calor é transferido
para o fluido de trabalho na caldeira ou diminuir a temperatura média na qual calor é transferido
para o fluido de trabalho no condensador. Ou seja, a temperatura média na qual calor é rejeitado
do fluido deve ser a mais alta possível durante o fornecimento de calor e a mais baixa possível
durante a rejeição de calor. A seguir discutimos três maneiras de realizar isso para o ciclo de
Rankine simples ideal.

4.5.1. Diminuindo a pressão no condensador (Diminui TF,méd)


O vapor no condensador é uma mistura saturada na temperatura de saturação correspondente
à pressão dentro do condensador. Assim, a diminuição de pressão de operação do condensador
diminui automaticamente a temperatura do vapor e, portanto, a temperatura na qual o calor é
rejeitado.

21
O efeito da diminuição da pressão no condensador sobre a eficiência do ciclo de Rankine é
ilustrado na figura. Para fins de comparação, o estado de entrada na turbina é mantido o mesmo.
A área sombreada desse digrama representa o aumento do trabalho líquido devido à diminuição
da pressão do condensador de P4 para P’4. O consumo do calor também aumenta (representado
péla área sob a curva 2’-2), mas o aumento é muito pequeno. O efeito global da diminuição da
pressão no condensador é um aumento da eficiência térmica do ciclo.
Para poder tirar proveito do aumento da eficiência a baixas pressões, os condensadores das
usinas a vapor em geral operam bem abaixo da pressão atmosférica. Isso não representa um
grande problema, uma vez que os ciclos de potência a vapor operam em um circuito fechado.
Entretanto, existe um limite inferior para a pressão de saturação correspondente à temperatura do
meio de resfriamento.
A diminuição de pressão no condensador tem efeitos colaterais. Ela cria a possibilidade de
infiltração do ar ambiente para o interior condensador. Mais importante ainda é o facto de que
ela aumenta a umidade do vapor nos estágios finais da turbina, como pode ser visto. A presença
de grandes quantidades de umidade é altamente indesejada nas turbinas, porque isso diminui a
eficiência da turbina e provoca a erosão indesejada nas turbinas, porque isso diminui a eficiência
da turbina e provoca a erosão das suas pás. Felizmente esse problema pode ser evitado conforme
discutir-se-á a seguir.

Figura 10: O efeito de diminuição da pressão no condensador sobre o ciclo Rankine ideal.

Fonte: (Çengel, 2006)

22
4.5.2. Superaquecendo o vapor a temperaturas mais altas (Aumenta TQ,méd)
A temperatura média com a qual o calor é transferido para o vapor pode ser aumentado sem
aumentar a pressão da caldeira pelo superaquecimento do vapor a altas temperaturas. O efeito do
superaquecimento sobre o desempenho dos ciclos de potência a vapor é ilustrado no diagrama
T_S. A área sombreada desse diagrama representa o aumento do trabalho líquido. A área total
sob a curva do processo 3-3’ representa o aumento do fornecimento do calor. Assim, tanto o
trabalho líquido quando os consumos de calor aumentam devido ao superaquecimento do vapor a
uma temperatura mais alta. O efeito geral é um aumento da eficiência térmica, uma vez que a
temperatura média com a qual o calor é adicionado aumenta.
O superaquecimento do vapor a temperatura mais alta tem outro feito bastante desejável. Ele
diminui o conteúdo de umidade do vapor na saída da turbina, como é possível verificar no
diagrama (o último estado 4’ é maior do que no estado 4).
A temperatura para qual o vapor pode ser superaquecido é limitada por considerações
metalúrgicas. No momento, a mais alta temperatura permitida para o vapor da entrada da turbina
é 620oC. Qualquer valor nesse aumento depende do aperfeiçoamento dos materiais actuais ou da
descoberta de novos materiais que resistam a altas temperaturas. Materiais cerâmicos são
bastante promissores nesse aspecto.

Figura 11: O efeito do superaquecimento do vapor a temperaturas mais altas no ciclo de Rankine ideal.
Fonte: (Çengel, 2006)

4.5.3. Aumentando a pressão na caldeira (Aumenta Tq,méd)

23
Outra maneira de aumentar a temperatura média durante a adição de calor, o processo consiste
em aumentar a pressão de funcionamento da caldeira, o que eleva automaticamente a
temperatura de ebulição. Isso, por sua vez, aumenta a temperatura média na qual o calor é
transferido para o vapor e, assim, aumenta a eficiência térmica do ciclo. Os efeitos de aumentar a
pressão da caldeira no desempenho do vapor ciclos de potência são ilustrados em um diagrama
T-s. Observe que para uma temperatura de entrada da turbina fixa, o ciclo se desloca para a
esquerda e o teor de umidade do vapor na saída da turbina aumenta. Este efeito colateral
indesejável pode ser corrigido, no entanto, reaquecendo o vapor, como discutido na próxima
seção

Figura 12: Ciclo Rankine supercrítico.

4.6. Cogeração em turbinas a vapor


Em todos os ciclos discutidos até agora, o único propósito era converter uma porção do calor
transferido para o fluido de trabalho para trabalhar, que é a forma mais valiosa de energia. A
porção restante do calor é rejeitada pêlos rios, lagos, oceanos, ou a atmosfera como calor
residual, porque a sua qualidade (ou grau) é muito baixo para ser de uso prático. Desperdiçar
uma grande quantidade de calor é um preço que temos que pagar para produzir trabalho, porque
elétricos ou mecânicos trabalhos é a única forma de energia em que muitos dispositivos de
engenharia como um (ventilador) podem operar.

24
Figura 13: Ciclo de potência de vapor regenerativo com um aquecedor de água de alimentação aberto.
Fonte: (Moran & Shapiro, 2006)

Muitos sistemas ou dispositivos, no entanto, requerem entrada de energia na forma de calor,


chamado calor de processo. Algumas indústrias que dependem fortemente do calor do processo
são químicas, papel e celulose, produção e refino de petróleo, fabricação de aço, processamento
de alimentos e indústrias têxteis. O calor de processo nessas indústrias é geralmente fornecido
pelo vapor em 5 a 7 atm e 150 a 200 ° C (300 a 400 ° F). A energia é normalmente transferida
para o vapor pela queima de carvão, petróleo, gás natural, ou outro combustível em um forno.

A caldeira é usada nas unidades de aquecimento de processo. Assim sendo, processo de


aquecimento parece ser uma operação perfeita com praticamente nenhum desperdício de energia.
Do ponto de vista da segunda lei, no entanto, as coisas não parecem tão perfeitas. A temperatura
nos fornos é tipicamente muito alta (cerca de 1400 ° C), e assim, a energia no forno é de alta
qualidade. Esta energia de alta qualidade é transferida para a água para produzir vapor a cerca de
200°C ou abaixo (um processo altamente irreversível). Associado a esta irreversibilidade é,
evidentemente, uma perda exergia ou potencial de trabalho. Simplesmente não é sábio usar
energia de alta qualidade para realizar uma tarefa que poderia ser realizada com energia de baixa
qualidade.

Em geral, a cogeração é a produção de mais de uma forma útil de energia (como processo

calor e energia eléctrica) da mesma fonte de energia.

Um ciclo de turbina a vapor (Rankine) ou um ciclo de turbina a gás (Brayton) ou mesmo um


ciclo combinado (discutido mais adiante) pode ser usado como o ciclo de energia em uma planta
de cogeração.

25
Figura 14: Uma instalação de cogeração com cargas ajustáveis.
Fonte: (Çengel, 2006)
A taxa de fornecimento de calor, de rejeição de calor e de calor do processo, bem como a
potência produzida por essa usina de cogeração, podem ser expressas como segue:
𝑄̇𝑒 = 𝑚̇3 (ℎ4 − ℎ3 )
𝑄̇𝑠 = 𝑚̇7 (ℎ7 − ℎ1 )
𝑄̇𝑃 = 𝑚̇5 ℎ5 + 𝑚̇6 ℎ6 −𝑚̇8 ℎ8
𝑊̇𝑡𝑢𝑟𝑏 = (𝑚̇4 − 𝑚̇5 )(ℎ̇4 − ℎ6 ) + 𝑚̇7 (ℎ6 − ℎ7 )
As plantas de cogeração provaram ser economicamente muito atraentes. Consequentemente,
mais e mais dessas plantas foram instaladas nos últimos anos, e mais estão sendo instalados.

4.7. Exercício de Aplicação


O vapor é o fluido de trabalho em um ciclo Rankine ideal. Vapor saturado entra na turbina a
8,0 MPa e sai líquido saturado o condensador a uma pressão de 0,008 MPa. A potência líquida
do ciclo é de 100 MW. Determinar para o ciclo (a) a eficiência térmica, (b) o coeficiente de
retrocesso, (c) a vazão mássica do vapor, em kg / h, (d) a taxa de transferência de calor, o fluido
de trabalho que passa através da caldeira, em MW, (e) a taxa de transferência de calor, a partir do
vapor de condensação, uma vez que passa pelo condensador, em MW, (f) a vazão mássica da
água de resfriamento do condensador, em kg / h, se a água de resfriamento entrar o condensador
a 15 ° C e sai a 35 ° C.

26
Para iniciar a análise, fixa-se cada um dos estados principais localizados nos diagramas
esquemáticos e T-s anexos.
Começando na entrada para a turbina, a pressão é de 8,0 MPa e o vapor é um vapor saturado,
portanto, do anexo 2,
ℎ1 = 2758,0 𝑘𝐽/𝑘𝑔
𝑆1 = 5,7432 𝑘𝐽⁄𝑘𝑔. 𝐾
O estado 2 é fixado por P2 = 0,008 MPa e o fato de que a entropia específica é constante para
a expansão adiabática e internamente reversível através da turbina. Usando líquido saturado e
dados de vapor saturado do anexo 2, descobrimos que a qualidade no estado 2 é,
𝑠2 − 𝑠𝑓
𝑥2 =
𝑠𝑔 − 𝑠𝑓
𝑠2 = 𝑠1 = 5,7432 𝑘𝐽/𝑘𝑔.K
𝑘𝐽
𝑠𝑓 = 0,5926 𝑘𝑔 . 𝐾
𝑘𝐽
𝑠𝑔 = 8,2287 𝑘𝑔 . 𝐾

5,7432 − 0,5926
𝑥2 = = 0,6745
7,6361
ℎ2 = ℎ𝑓 + 𝑥2 ℎ𝑓𝑔 = 173,88 + (0,6745)2403.1
ℎ2 = 1794,8 𝑘𝐽/𝑘𝑔
Estado 3 é líquido saturado a 0,008 MPa, então ℎ3 = 173,88 𝑘𝐽/𝑘𝑔.

27
O estado 4 é fixado pela pressão da caldeira 𝑃4 e pela entropia específica 𝑠3 = 𝑠4 . A entalpia
específica ℎ4 pode ser encontrada por interpolação nas tabelas líquidas comprimidas. No entanto,
como os dados de líquidos comprimidos são relativamente escassos, é mais conveniente para
resolver para aproximar o trabalho da bomba.
𝑊̇𝑃
ℎ4 = ℎ3 + = ℎ3 + 𝑣3 (𝑃4 − 𝑃3 )
𝑚̇
Inserindo valores das propriedades, ver anexo 2,

−3 3
106 𝑁⁄𝑚2 1 𝑘𝐽
ℎ4 = 173,88 𝑘𝐽⁄𝑘𝑔 + (1.0084 × 10 𝑚 ⁄𝑘𝑔)(8 − 0,008)𝑀𝑃𝑎 | || 3 |
1𝑀𝑃𝑎 10 𝑁. 𝑚
ℎ4 = 173,88 + 8,06 = 181,94 𝑘𝐽⁄𝑘𝑔

(a) A potência líquida desenvolvida pelo ciclo é


𝑊̇𝑐𝑦𝑐𝑙𝑜 = 𝑊̇𝑡 − 𝑊̇𝑃
Os balanços de massa e taxa de energia para volumes de controlo ao redor da turbina e da bomba
fornecem, respectivamente,
𝑊̇𝑡 𝑊̇𝑃
= ℎ1 − ℎ2 𝑒 = ℎ4 − ℎ5
𝑚̇ 𝑚̇
Onde 𝑚̇ está a taxa de fluxo de massa do vapor. A taxa de transferência de calor para o fluido
de trabalho quando passa pela caldeira é determinado utilizando saldos de massa e de energia
𝑄̇𝑖𝑛
= ℎ1 − ℎ4
𝑚̇
A eficiência térmica é então,
𝑊̇𝑡 − 𝑊̇𝑃 (ℎ1 − ℎ2 ) − (ℎ4 − ℎ3 )
𝜂= =
𝑄̇𝑖𝑛 ℎ1 − ℎ4

[(2758,0 − 1794,8) − (181,94 − 173,88)] 𝑘𝐽⁄𝑘𝑔


𝜂=
(2758,0 − 181,94)𝑘𝐽/𝑘𝑔
= 0,371 (37,1%)

𝑊̇𝑃 ℎ −ℎ (181,94−173,88)𝑘𝐽/𝑘𝑔
b) 𝑏𝑤𝑟 = = ℎ4 −ℎ3 = (2758,0−1794,8)𝑘𝐽/𝑘𝑔
𝑊̇𝑡 1 2

= 8,37 × 10−3 (0,837%)

28
c) A taxa de fluxo de massa do vapor pode ser obtida a partir da expressão para a potência
líquida dada na parte, portanto é,

𝑊̇𝑐𝑦𝑐𝑙𝑜
𝑚̇ =
(ℎ1 − ℎ2 ) − (ℎ4 − ℎ3 )
(100 𝑀𝑊)
=
(963.2 − 8,06)𝑘𝐽/𝑘𝑔
= 3,77 × 105 𝑘𝑔/ℎ
̇ 1 − ℎ4 )
𝑄𝑖𝑛 = 𝑚̇(ℎ
105 𝑘𝑔
𝑄̇𝑖𝑛 = (3,77 × ) (2758,0 − 181,94)𝑘𝐽/𝑘𝑔

= 269,77 𝑀𝑊

𝑄̇𝑜𝑢𝑡 = 𝑚̇(ℎ2 − ℎ3 )

105 𝑘𝑔
𝑄̇𝑜𝑢𝑡 = (3,77 × ) (1794,8 − 173,88)𝑘𝐽/𝑘𝑔

= 169,75 𝑀𝑊

Tomando um volume de controlo ao redor do condensador, os balanços de taxa de massa e


energia dão em estado estacionário,

̇ 2 − ℎ3 )
0 = 𝑄̇𝑐𝑣 − 𝑊̇𝑐𝑣 + 𝑚̇𝑐𝑤 (ℎ𝑐𝑤,𝑖𝑛 − ℎ𝑐𝑤,𝑜𝑢𝑡 ) + 𝑚(ℎ

Onde 𝑚̇𝑐𝑤 é a taxa de fluxo de massa da água de resfriamento. Resolvendo para 𝑚̇𝑐𝑤 ,

𝑚̇(ℎ2 − ℎ3 )
𝑚̇𝑐𝑤 =
(ℎ𝑐𝑤,𝑜𝑢𝑡 − ℎ𝑐𝑤,𝑖𝑛 )

Valores de ℎ𝑐𝑤,𝑜𝑢𝑡 − ℎ𝑐𝑤,𝑖𝑛 nas temperaturas de entrada e saída da água de resfriamento, ver
anexo 1,

ℎ𝑐𝑤,𝑜𝑢𝑡 = 146,68 𝑘𝐽/𝑘𝑔

ℎ𝑐𝑤,𝑖𝑛 = 62,99 𝑘𝐽/𝑘𝑔

29
169,75𝑀𝑊
𝑚̇𝑐𝑤 = = 7,3 × 106 𝑘𝑔/ℎ
(146,68 − 62,99)𝑘𝐽/𝑘𝑔

Observe que uma metodologia de solução de problemas ligeiramente revisada é usada neste
problema de exemplo: começou-se com uma avaliação da entalpia específica em cada estado
numerado. Observe que a relação de retrocesso é relativamente baixa para o ciclo Rankine. No
presente caso, o trabalho necessário para operar a bomba é inferior a 1% da potência da turbina.
Neste exemplo, 62,9% da energia adicionada ao fluido de trabalho por transferência de calor é
subsequentemente descarregada para a água de arrefecimento. Embora energia considerável seja
levada pela água de resfriamento, sua exergia é pequena porque a água sai a uma temperatura
apenas alguns graus maior que a do ambiente.

5. Conclusão
Finalizado o trabalho, conclui-se que o ciclo de Carnot não é um modelo adequado para
turbinas a vapor porque não pode ser aproximado na prática. O ciclo do modelo para turbinas a
vapor é o ciclo de Rankine, que é composto por quatro processos internamente reversíveis

A eficiência térmica do ciclo Rankine pode ser aumentada aumentando a temperatura média
na qual o calor é transferido para o fluido de trabalho e/ou diminuindo a média temperatura à
qual o calor é rejeitado para o meio de resfriamento. A temperatura média durante a rejeição de
calor pode ser diminuinda a pressão de saída da turbina. Consequentemente, a pressão do
condensador da maioria das usinas de vapor é bem abaixo da pressão atmosférica.

Outra forma de aumentar a eficiência térmica do ciclo de Rankine é a regeneração. Durante


um processo de regeneração, a água líquida (água de alimentação) que sai da bomba é aquecida
pelo vapor sangrou a turbina em alguma pressão intermediária em dispositivos chamados
aquecedores de água de alimentação. Em aquecedores de água de alimentação fechados, o calor é
transferido do vapor para a água de alimentação sem misturar. A produção de mais de uma forma

30
útil de energia (como calor de processo e energia elétrica) da mesma fonte de energia é chamada
cogeração.

6. Bibliografia

Andrade, A. S. (2010). Máqinas Térmicas AT-101. UFP.

31
Çengel, Y. A. (2006). Thermodynamics. Mc Graw Hill.

Edwin, R. (2002). Fundamentos da Termodinamica. USA: Edgard Blicher LTDA.

Fonte, O. H. (2007). Tecnologia do Calor II. Fundacao Souza Marques.

Martinelli, L. C. (2002). Máquinas Térmicas II. Panambi.

Moran, M., & Shapiro, .. H. (2006). Fundamentals of Eengineering Thermodynamic. England:

Wiley.

https://www.google.com/search?q=primeiro+motor+movido+a+vapor+inventado acessadp aos


16/11/2018 7pm

https://www.google.com/search?q=giovani+Branca+motor+que+criou&source acessado aos


16/11/2018 9pm

32
Anexos
Anexo 1: Propriedades da água saturada (Líquido - Vapor): Tabela de temperatura.

33
Anexo 2: Propriedades da água saturada (Líquido - Vapor): Tabela de pressão.

34